Quarta-feira, 12 de Março de 2014

DANÇAR O TANGO A DOIS

A última semana fica marcada pelos sucessivos apelos a consensos. De várias fontes e entidades da política portuguesa, soaram apelos a que se dançasse o tango a dois!

 

 

 

E só não foi mais, porque entretanto (na quarta e na quinta) saíram os incómodos relatórios do FMI e da Comissão Europeia, que não recomendavam muita exposição mediática do primeiro-ministro para evitar perguntas desconfortáveis. Passos Coelho apresentou o consenso como uma espécie de panaceia que cura todos os males de que padece a nação: curaria o problema da credibilidade do país no exterior, melhoraria a perceção que os portugueses têm da classe política, ajudaria a aliviar as taxas de juro e até ajudaria a reduzir os níveis de abstenção nas eleições. 

Passos quer fazer com Seguro exatamente aquilo que Sócrates fez com Passos, ou seja, dançar o tango a dois. Foi em 2010, quando o então recém-eleito líder do PSD viabilizou o PEC II. Sócrates agradeceu-lhe o patriotismo e disse aquela famosa frase do "para dançar o tango são precisos dois".

Mas para se entender o significado de “dançar o tango são precisos dois” em política, é preciso ir às origens da própria dança. O tango nem sempre foi uma dança de glamour e de sensualidade. O tango nos primórdios, dizem os historiadores, era dançado por dois homens, daí o facto de os rostos estarem sempre virados, sem se olharem. A dança mais famosa dos argentinos não passava de uma simulação de luta entre dois homens, de faca em punho, e era dançada à porta dos bordéis.

E é este o conceito primitivo do tango que importámos para a nossa política, em que dois homens são obrigados a dançar, ambos determinados, e ambos com medo de levar uma punhalada nas costas.

De facto são precisos dois, precisamente o DEVEDOR e o CREDOR! E do lado do devedor dois já não chegam, no momento são precisos três. Os três do chamado Arco do Poder, é de elementar bom senso não pôr de lado o partido mais pequeno, nunca se sabe o dia de amanhã. De resto, pretendendo-se alargar o prazo de pagamento para quarenta anos, então dois chegam de facto. Mas os proponentes do alargamento talvez devessem fazer um referendo para convencer o povo português a pagar durante 40 anos o desvario de políticos incompetentes. Isto se o credor estivesse na disposição de dançar, então sim, o Tango a Dois”.   

publicado por luzdequeijas às 16:58
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