Uma coisa é a suspeita geral, mas imprecisa e não comprovada, de que a corrupção existe e prospera em múltiplas áreas da vida pública, incluindo o financiamento dos partidos políticos. Outra coisa muito diferente é ver descrito e explicado, pelo próprio punho de quem demonstra conhecer esse mundo por dentro, um dos processos expeditos – outros haverá certamente – de angariação ilegítima de fundos para duas formações partidárias que são, por sinal, as que têm alternado no poder praticamente desde a instituição da nossa democracia. Daí a carta de um ex-vereador socialista da Câmara Municipal da Amadora, divulgada na edição do Expresso, seja um documento esclarecedor e precioso, a todos os títulos, para se avaliar de que forma e até que ponto se apresenta contaminada a política, nomeadamente no tão célebre poder local. Daí que seja importante aprofundar o caso para se perceber a teia de interesses oportunistas e parasitários que se movem nos bastidores. O percurso do cidadão em causa, de que se dá conta nesta edição, vem comprovar uma vez mais o que há muito se diz à boca pequena e de vez em quando aflora – como no próprio caso de Felgueiras – em processos judiciais com o envolvimento de autarcas: uma das tríades da corrupção, possivelmente a mais estruturada a nível nacional, assenta no poder local mancomunado com a construção civil e o futebol, projetando-se daqui para níveis mais elevados, nos partidos e no Estado. “
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