Numa boa parte as “questões” são de muito difícil classificação entre; o Nacional e o Local. Tal classificação está acima de tudo bastante ligada ao objectivo em apreço e daí a mesma questão poder ser considerada uma coisa ou outra . Ou até as duas !
Um grande hospital, que pode acolher pessoas de todo o território nacional assume, desde logo, um carácter nacional. Porém se o mesmo hospital for analisado do ponto de vista poluente ele, já assumirá a sua face de local. O mesmo se dirá quando analisado e submetido aos interesses dos milhares de pessoas que emprega e o mesmo acontece em muitos outros casos possíveis de enumerar.
Em boa verdade uma “questão” ( nacional ou local) entrechoca-se nas suas vertentes, mas de qualquer maneira nenhuma delas pode merecer menos atenção na análise necessária em função de uma decisão a tomar.
Esta questão torna-se, mais pertinente, no momento em que aquele que se afigura como o candidato mais forte à Câmara de Lisboa ( PS ), fugindo da delicadeza de um assunto que por fidelidade partidária não se apresenta nada fácil de enfrentar, ( opção OTA do PS ) decide não se pronunciar, argumentando, que o “ Novo Aeroporto de Lisboa” é um problema “ Nacional”.
É sim senhor. Mas também é um problema “Local”.
É um problema de milhares de pessoas que habitam em Lisboa e arredores, de dezenas de hotéis e estabelecimentos comerciais desta área, de museus e muitas outras coisas que a Ota não tem ! De milhões de euros de legítimos interesses financeiros e sociais que foram sendo criados durante quase um século, pelo aeroporto da Portela ! Lisboa vai desertificando !
Lisboa tem tudo aquilo que a Ota não tem (está ainda longe de ser um deserto) e que vai ter de criar se lá for construído o futuro aeroporto. Tudo isto vai dar muitos postos de trabalho, talvez os prometidos cento e cinquenta mil no último acto eleitoral. Mas tudo não passa de criar num lado uma grande cidade para fazer definhar outra que existe. Só ganham as construtoras civis!
Em Lisboa vivem milhares de trabalhadores/ famílias e empresários, do movimento da Portela, das companhias de aviação, do turismo e de outros serviços afins.
Então não se constrói um novo aeroporto só por causa disso ? Claro que constrói. Mesmo num “ deserto” !
Aquele que permita menor despesa e melhor funcionalidade. E que permita, ainda, dar continuidade à influência existente entre a capital e o seu aeroporto.
Nenhum aeroporto da Europa está situado a cinquenta quilómetros da periferia de uma grande cidade !
Para tal se exige a realização de um novo, profundo e sério estudo, debatendo a melhor tomada de decisão para um local onde possa caber o máximo de consenso nacional, já que os estudos feitos até hoje parecem estar elaborados muito ao jeito daqueles que foram feitos para as “scuts” .
Quanto ao candidato a Lisboa que tenha muita sorte , recomenda - se no entanto para ele não esquecer que quando deixou de ser ministro para ser candidato à CML, na prática, largou o Nacional e pegou no Local. O partido deve ficar à porta nestes casos.
Não lhe compete fugir, mas assumir a condição de condutor e defensor da cidade capital, mesmo antes de ser eleito.
Para o governo da nação ficará a defesa do interesse nacional, cada coisa no seu lugar .
A um Jornal Local, salvo melhor opinião, também lhe compete abordar, acima de tudo, as questões locais, mas sem esquecer as questões nacionais mais importantes, que são igualmente inerentes aos habitantes locais.
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