Até pode parecer quase a mesma coisa mas em boa verdade são coisas bem distintas. Uma mulher pode subir muito alto como tal, mas ficar cá em baixo como mãe. Porém o contrário também é verdadeiro.
A mãe da criança Esmeralda tão falada ultimamente no caso da entrega da filha a um casal de adopção foi em primeiro lugar grande porque optou por, em situação bem difícil, trazer ao mundo aquela menina.
A sua função de mãe saiu engrandecida.
Depois porque em situação de desespero preferiu confiá-la a pessoas que lhe mereceram confiança de tratarem bem a sua filha o que ela, sem ajuda, não poderia fazer .
Foi o amor de mãe a falar mais alto.
Em terceiro lugar porque viu a população deste país render-lhe tanta admiração como desprezo demonstrou pelo pai desconfiado dessa condição.
O senso comum daquilo que é justo foi neste caso elevado a grande altura por milhares de pessoas neste país!
Trata-se de uma relação a dois que quando origina o aparecimento de um novo ser humano deve dar lugar a uma família, na qual todos têm o seu lugar.
Até nos animais assim é !
Como poderemos então entender que a maioria dos votos expressos no último referendo venham de pessoas que entregam a totalidade da responsabilidade de um ser humano vir ao mundo exclusivamente à mãe ?
Vai ficar com liberdade para decidir se quer trazer um filho ao mundo ou se quer desfazer-se dele.
Como poderemos compreender que esta decisão venham de um partido que até é governo ?
Como podemos aceitar que um ser vivo e em desenvolvimento, esteja totalmente dependente de uma só pessoa, a mãe?
Se essa mãe acha que o corpo é seu, então, não o partilhe em deleites a partir dos quais o normal é ficar grávida .
Ou saiba controlar tal ocorrência, sem deixar de informar disso o seu parceiro sexual.
É que ele pode mesmo desejar um filho.
Menorizado o papel do pai na opção, fica menorizada a sua responsabilidade no seio da família ( como pai) e na sociedade !
O pai biológico da Esmeralda é bem capaz de ter razão!
A responsabilidade do pai na sociedade, mesmo quando a mãe impuser que esta lhe pague um aborto que ela deseja fazer, por opção, sua e só sua, fica menorizada !
O papel do Estado é nulo também, ou melhor é só pagar! Ignora a defesa de um ser indefeso !
Dizem que este direito é seu porque o corpo é dela! Bom, e se ela chegar junto de um hospital e pedir que lhe cortem um braço que é seu, qual será o dever do hospital ? cortá-lo ?
Será o passo seguinte o direito à eutanásia para a mulher porque o corpo é seu ?
Esta situação faz sentir-nos invadidos por uma forte preocupação, quando nos apercebemos de que os valores da civilização ocidental estão em perigo, não por uma ameaça exterior, mas por inimigos que convivem connosco, que estão no nosso seio!
São aqueles que, de preferência, atacam sempre os americanos e os outros pilares da nossa civilização como a religião cristã ! Cristo fora das escolas ! reclamam !
Como sempre afirmou Karl Popper as democracias ocidentais fundam-se em valores morais , sem os quais ficarão perdidas e à mercê dos seus inimigos.
Claro que a seguir virão mais medidas do mesmo estilo, aborto totalmente livre, casamentos de homossexuais, adopção de crianças por tais casais etc.
A juventude de um certo partido já se movimenta.
Mesmo sabendo que milhares de idosos mastigam a comida com as gengivas por terem perdido os dentes e o Estado não lhes comparticipar a elevada despesa! Igual com os óculos de que necessitam para ver e viver!
Mas tal juventude está mesmo preocupada com estes casos ou limita-se a uma fuga em frente ? Uma que julga de bom tom e muito de esquerda ? Sempre em nome da igualdade com outros países da Europa !
Pouco lhes importa que na Alemanha ou França etc. os idosos tenham outros direitos garantidos ! Pouco lhes importa a relatividade dos casos ! Fala mais alto o egoísmo pessoal, embora não pareça.
Todavia, em quase tudo nos afastamos cada vez mais desses ditos países e malgrado toda a propaganda governamental continuamos na cauda do mundo ocidental em quase tudo e cada vez mais distantes.
Valha-nos ter o aborto livre até às dez semanas para alegremente batermos palmas à morte paga pelos cofres do Estado!
É isto a democracia, poderia não ser, mesmo quando sai vencedor um quarto da população eleitoral !
António Reis Luz
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