No início de Março de 2006 o Senhor Presidente da República alertou o País para algumas preocupações suas , apontando cinco desafios cruciais para abrir caminho ao progresso de Portugal.
Eram elas, e deverão continuar a ser, as seguintes :
1 – “Criação de condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa.”
2 – “Qualificação dos recursos humanos.”
3 – “Criação de condições para o reforço da credibilidade e eficiência do sistema de justiça".
4 – “Sustentabilidade do sistema de segurança social. “
5 – “Credibilização do sistema político. “
Concordo com os 5 pontos referidos mas não com a ordem ( na minha opinião a “Credibilização” estaria em 1.º lugar) e, infelizmente, ficam de fora muitos outros !
Direi mesmo que, no todo nacional, os variadíssimos aspectos que pudéssemos ou quiséssemos apontar estão todos interligados.
Diz também o Senhor Presidente da República que “a estabilidade política, não é um valor em si mesmo, nem se pode confundir com imobilismo". Totalmente de acordo, pois a maioria das vezes, ela em muito contribui para dar cobertura ao “lodaçal político”.
Também discordo de algumas tentativas de gente importante para a criação de um clima de optimismo e confiança no País através de intervenções públicas de “Homens de Estado” sorridentes e bem falantes a falarem aos portugueses. Nada mais errado, a “Alma do Povo” mais cedo ou mais percebe a falta de transparência dessas posturas artificiais.
O caminho só pode ser, do meu ponto de vista, a “ida ao fundo do poço”, melhor dizendo, uma análise profunda dos erros cometidos na condução do País nas últimas décadas, sem dó nem piedade, não para arranjar bodes expiatórios, mas para que de vez erradiquemos as causas pérfidas dos nossos erros colectivos e do nosso atraso crónico.
Sobre os 5 pontos referenciados, da minha condição de cidadão igual à grande maioria dos portugueses que sou, gostaria de opinar sobre todos eles, todavia, por falta de espaço e naturalmente de paciência dos leitores, irei debruçar-me, hoje, pela “Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social”.
Passarei por cima de causas mais antigas pelo seu conteúdo de humanitarismo, para me centrar nos últimos anos da década dos anos oitenta do último século.
Farei como nos dizia São Tomás de Aquino; “Façam as perguntas certas e os segredos do universo serão revelados nas respostas “ e as perguntas que deixo abaixo e julgo certas, gostaria de ver analisadas num debate nacional por gente entendida :
Quais os motivos que levaram os políticos responsáveis, de 1988 até aos dias de hoje” a promoverem uma saída maciça de muitas e muitas centenas de milhares de trabalhadores do sector público e privado, qualificados e não qualificados, com cinquenta anos e menos ( pré-reformas), directamente para os bancos do jardim ? Será possível quantificar os prejuízos morais e materiais de tal decisão ?
Tudo isto numa altura em que na Europa e no Mundo, os responsáveis políticos já pensavam em adiar a idade de reforma para mais de 65 anos, falando-se até nos setenta, de forma a evitar que trabalhadores experientes e muito saudáveis deixassem de contribuir para a segurança social e, bem pelo contrario, passassem a viver dela.
Numa idade em que a própria lei protege tais trabalhadores nos casos de saídas forçadas de uma empresa, gente dedicada e competente viu serem-lhes retirados os últimos sonhos da vida .
Fizeram-no para reduzir o desemprego? Para aumentar a qualificação dos trabalhadores quando o nosso sistema educativo estava e está completamente desajustado da procura do mundo laboral ?
Para arranjar colocação para os alunos do “ Ensino Superior” entretanto criado e que depressa se tornou num escandaloso negócio altamente lucrativo mas de qualidade mais que sofrível, com raras excepções?
Para facilitar a vida (baixos custos salariais) aos empresários que ficaram com as empresas privatizadas totalmente falidas depois das nacionalizações do PREC ? Quem souber que informe os portugueses de tais motivos, para que a Credibilização e a autoconfiança comece a voltar a este “Povo” tão desanimado e desmotivado. De palavras e discursos estamos fartos!
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