Mas também de toda a Palavra que sai da boca de DEUS.
Felizes todos aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam numa aliança conducente à construção do Seu Reino.
Quem escuta a Sua Palavra, reconhece o Seu caminho, o Seu reino e a Sua vida.
Podemos escutar a Palavra do Pai que está nos céus, e que vem carinhosamente ao encontro dos Seus filhos para falar com eles, ouvindo-a.
O fio mágico dessa Palavra só é possível encontrá-lo se aceitarmos ouvi-la, escutá-la, fazendo pausas, meditando e em seguida soubermos ainda escutar o silêncio para procurarmos e esperarmos pela sua transmutação para nós.
A Palavra de Deus é pois o fio condutor que nos faz sair do labirinto e transforma as nossas vidas, depois de ordenada e decantada no essencial para emergir em nós e ser cultivada no quotidiano.
A partir daí tal Palavra até pode também sair da nossa boca, sem contudo ser nossa, como afirmou Epidauro: “E ouvi no instante seguinte, lá no alto, a minha própria palavra, desligada de mim”.
Em tal caso seria já em nós o Espirito do Senhor a falar, o mesmo que inspirou os autores do sagrado, e que certamente também ajudará qualquer outro ser humano a estar apto na escuta e divulgação da Palavra de Deus que, na Bíblia, nos vem animar, reunir, iluminar e fortalecer.
Acredito que com a ajuda de Deus poderemos partilhar algumas iniciativas propícias a mais e melhor escuta da Palavra de Deus ou a detectar causas inibidoras do melhor estado de alma para o fazermos.
Como recentemente afirmou Sua Santidade o Papa Bento XVI : em certas partes do mundo professar a fé cristã requer o “ heroísmo dos mártires” e para se viver o Evangelho “ com coerência”, implica pagar um preço alto.
Não serão palavras animadoras, mas são com certeza palavras muito realistas.
Se para tanto tivesse poder e o tal heroísmo dos mártires, mandaria recolocar em todos os estabelecimentos de ensino, hospitais, repartições públicas etc. , o objecto de maior simbologia que existe no mundo.
Jesus Cristo crucificado, porque este misterioso símbolo não é da Terra mas dos céus e em nada interfere com os temporais poderes terrenos.
Ainda na tentativa de promover a escuta e a leitura da palavra de Deus, faria com que fossem feitas leituras com meditação em grupos organizados, dos textos bíblicos.
Que no Natal de cada ano pessoas bem preparadas distribuíssem na rua, à porta das escolas, dos hospitais etc., uma Bíblia ou um crucifixo e que à entrada das grandes povoações fossem colocados “painéis artísticos” com imagens e textos bíblicos, convidativos à reflexão.
Promoveria palestras culturais, relacionando a cultura com os textos bíblicos e os nossos hábitos sociais.
Os comportamentos cívicos seriam estimulados numa cada vez maior aproximação aos ensinamentos bíblicos.
Por este caminho não haveria espaço para todos aqueles que agarrados ao poder, seja qual for, não colaboram na escuta da Palavra de Deus, somente se aproximam do poder eclesiástico em momentos cruciais, ou seja, quando precisam do voto, ignorando ou esquecendo as sábias palavras de Mateus quando clamou : Aqueles hipócritas que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens!
Seriam com esta força, a força da razão, desafiados os poderes governamentais a promoverem debates públicos sobre a forma como o Estado pode ser laico, sem ser inimigo da evangelização.
Como podem viver em função da data de nascimento de Cristo e depois retirá-lo das escolas, dos locais públicos ou do coração de milhões de crianças, desenraizando a cultura cristã, enfraquecendo as famílias e conspirando contra a vida humana em ligação ao evangelho !
Seria perguntado aos promotores do Poder Laico se este é o mesmo Portugal que espalhou a Cruz de Cristo pelos quatro cantos do Mundo e o que foi que nos fez mudar como País e porque insistem na mudança ?
Temos vergonha desse Portugal?
Também sinto que é fundamental e urgente uma nova evangelização" da sociedade.
Mas uma nova evangelização onde a mensagem será a mesma mas o destinatário outro, aquele que vive numa sociedade já evangelizada, mas não conhece a essência da fé.
Os destinatários seriam aqueles que vivem nas grandes cidades onde ainda há vestígios da mensagem cristã, mas que se perdeu o sentido vivo da fé, ou seja, o cristianismo não passa de uma referência cultural.
A quem interessa, pois, esta situação de um Estado Laico e indiferente ?
Não trarão os ensinamentos do cristianismo uma melhor cultura aos cidadãos?
Uma nova cultura cívica que os vai tornar cidadãos mais cumpridores e respeitadores dos poderes instituídos?
Mais solidários e humanistas ?
Mais competentes e produtivos no trabalho, num momento em que se deseja tanto aumentos de produtividade, para que mais riqueza produzida acabe com famílias a viver abaixo do limiar da pobreza?
Porquê então tanto medo de um Cristo Crucificado, representando um Homem que morreu para que vivamos mais unidos?
Certamente que destas, e muitas outras sementes, lançadas à terra a maioria delas acabariam por lá ficar, cada vez mais sós e perdidas, mas, aquelas que morressem dariam tantos frutos que acabariam por justificar a Nova Evangelização.
António Reis Luz
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