Outros homens da cultura, estão para sempre ligados a Linda a Pastora, como seja o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta.
Além do caso de Almeida Garrett, já atrás abordado, teremos de referir o nome de Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX, lente do Curso Superior de Letras, Par do Reino, ministro, brilhante parlamentar e jornalista, e reconhecido escritor, autor da famosa obra Morgadinha de Val-Flor, vinha frequentemente a Linda a Pastora, de visita à Casa dos Verdes, pois era sogro de Jorge Verde.
Natural de Linda - a - Pastora, Silvério Martins foi discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti. Foi apreciável barrista e entalhador, vindo a falecer em 1795. Concebeu alguns presépios que se foram lamentavelmente perdendo mas, na Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda - a - Velha, ainda podemos apreciar um estimado baixo-relevo, em barro pintado, de grandes dimensões, representando a caminhada de Cristo para o Calvário, e as imagens de S. Sebastião ( datada de 1781) e de Santo Amaro ( já danificada). Os casos apresentados são um exemplo que nos permite ajuizar da extensão e do apreço em que era tida a mensagem do presépio, sua grande arte, a atravessar toda a sociedade, desde o nível palaciano ao conventual, desembocando no popular.
O notável artista alemão Hein Semke, falecido em 1995, viveu em Linda - a - Pastora e trouxe à vida artística portuguesa uma modernidade expressionista. O que muita gente ignora é que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual Semke se integrou nos anos 30.
A irradiação desse circulo cultural e espiritual atraiu outros estrangeiros e até artistas, jornalistas e intelectuais portugueses que o frequentaram.
Através de Teresa Balté, companheira de Semke desde 1967 e que sobre ele escreveu e organizou o livro Hein Semke - A Coragem de Ser Rosto, editado em 1984 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda e que procedeu a uma paciente e devotada busca das suas obras dispersas ou esquecidas e ao seu inventário, soube-se dessa "atalaia" de letras e artes, publicada na revista MVSEV, do Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, no seu número 15 (II série) em 1972, sob o título Else Althausse , o Génio Famoso de Linda - a - Pastora..
Embora não assinado, as suas trinta e tal sugestivas páginas, que recomendamos, foram escritas pelo marido de Else, o português Henrique Westenfeld .
Else foi uma artista plástica alemã que trouxe para Portugal o então chamado " Estilo Novo" e foi precursora das artes gráficas modernas. Trabalhou como ilustradora da revista ABC e do seu suplemento infantil, o ABCzinho.
O seu espólio encontra-se no Museu Soares dos Reis e nele há uma aguarela da capela de Valejas e um desenho à pena inspirado no cemitério de Carnaxide.
Um dos fulcros dessa actividade cultural situava-se na Casa da Marta, de Marta Ziegler, que viera para Portugal depois da Primeira Grande Guerra, foi enfermeira da Cruz Vermelha, trabalhou com o professor Carlos Santos e era apelidada de "Menina Marta", pelos habitantes de Linda - a - Pastora, aos quais facultava delicadamente serviços de enfermagem gratuitos.
Os mais idosos lembram-se ainda bem dela. Morava no actual Beco Manuel Pereira Azevedo, n.º 2, para onde Hein Semke se transferiu quando foi viver com ela.
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