Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

O POVO E O MONSTRO

O Monstro – está instalado entre nós vai para muito mais de trinta anos! Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto o monstro parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto-proclamados “Anti–Fascistas”, por terem forçado uma revolução a  qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- Os capitães de Abril por terem de forma absolutamente desonesta ignorado as hierarquias existentes para se lançarem nos braços de ideologias que não conheciam e que nos conduziriam a uma completa desgraça. Em nome dessas ideologias ignoraram a vontade da maioria do povo.

- Os radicais de esquerda pela falta de respeito que demonstraram ter pela maioria do povo e pela democracia, utilizando métodos absolutamente censuráveis.

- As corporações, pelo egoísmo desenfreado castrador de uma mínima dignidade humana.

- Depois, vêem muitos pais sempre incógnitos, sempre movidos pela ambição e oportunismo ao que sempre juntaram incompetência.

- Por último, mas não menos responsáveis, os partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela selecção dos seus militantes e dos candidatos que nomeiam para servir o povo português. Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade ! O país paga o esbanjamento e incompetência!

 

Quem tem o poder que os partidos têm, tem que ser muito digno e ter a servi-lo pessoas ainda mais dignas e de maiores créditos. Acima de tudo isentas nas decisões que tomam.

Como matar este monstro ?

Se quisermos escutar o «País Profundo» todo o tempo será pouco, e muito há para aprender.

De resto, é também uma imensa multidão que paga os esbanjamentos dos que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

 

Senhor primeiro-ministro, enquanto não tiver chegado a sua esperada Revolução Tecnológica (chegará ela um dia?),  o país não pode continuar na mesma . Ela só por si, não resolve tudo, e vai demorar a dar frutos.

 

O povo sente quem o serve e sabe agradecer.

 

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia,  e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

 

Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que  nela acreditar.

 

Como? Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela . Um político tem de ter esse dom.

 

Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens.

 

Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares.

  

Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa .

 

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar:

 

Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te.

 

Se não serves para nada , eu não te posso dispensar.

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País !

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar . Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá.

 

Não aqueles que em vez de estudarem andam todo o ano em manifestações de rua , gastando o nosso dinheiro.

Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos.

Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou os que nos aparecem nas televisões, sistematicamente a exigir serem ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir.

 

Ouçam-se as vozes da gente simples que vêm das famílias, dos vizinhos , das igrejas, dos pequenos clubes, das colectividades, das associações, dos ranchos folclóricos, dos dadores de sangue etc.

São estas as vozes que ninguém ouve e precisam ser ouvidas.

Mas cuidado com as vozes dos que dizem representá-los.

Essas estão contaminadas ! As redes que por aí andam são a fingir.

São as vozes desta gente anónima, que não fala nos telejornais, que derrubam os  governos. Embora não pareça.

 

Explique-se à população que é mentira haver, entre outros, sistemas gratuitos como a educação e a saúde. Publiquem-se nos jornais, em linguagem simples, os números astronómicos que os portugueses pagam por eles.

Os números que os portugueses pagam para gáudio das corporações.

Pagam e vêm péssima qualidade de ensino, atrasos de anos na justiça, longas listas de espera para se ser operado, e cada vez viver pior.

Pagam quando liquidam os impostos que podiam ser bem mais leves.

Para permitir melhor compreensão dos factos, diga-se quanto custa cada aluno ou cada doente, ou cada julgamento ao erário público.

Assuma-se criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais.

Permita-se que ao lado do publico funcione o privado, sem medo. Não se privilegie nem um nem outro. Inverta-se o modo de financiamento, entregando o dinheiro aos utentes ( ou família),  em vez de financiar as instituições.

Isto é que é democracia, é pôr as pessoas a decidir todos os dias onde deve ser gasto o seu dinheiro.

Fazerem-nos pagar impostos e depois gastarem o nosso dinheiro em opções erradas, é não dar ao povo a possibilidade de participar na democracia muito para além do voto. Muito para além do candidato que lhe querem impingir.

publicado por luzdequeijas às 23:00
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