Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

MADRE MARIA CLARA DO MENINO JESUS;

Monumento em honra de Madre Maria Clara do Menino Jesus

Decorreu no dia 8 de Dezembro de 1999, a inauguração do monumento em honra a Madre Maria Clara, uma obra que ficou erigida na encosta de Linda a-Pastora, com projecto do Arq. Luís Serpa e escultura de José Núncio . Esta religiosa, mais conhecida por Madre Maria Clara do Menino Jesus, a irmã dos pobres - nasceu na Amadora em 1843, tendo sido a fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da lmaculada Conceição. De origem nobre, a sua preocupação pelos mais pobres desde cedo se manifestou, tendo dedicado toda a sua vida a tentar minorar os problemas dos mais desfavorecidos. Depois da implantação da República, a Congregação deixou de ter sede, o que a levou a procurar outro sitio para se instalar. Anos decorridos, o lugar de Linda-a-Pastora acolheu-a, tendo a sua sede sido inaugurada em 1989, na antiga quinta de Cessário Verde.

A Câmara Municipal de Oeiras, atendendo à importância do trabalho desenvolvido por esta Congregação no concelho, decidiu homenageá-la com a edificação duma estátua da sua fundadora, Madre Maria Clara. No âmbito da inauguração de monumentos importantes não podemos deixar de salientar este que foi edificado em honra de Madre Maria Clara, situado em Linda-a-Pastora. A sua inauguração, veio evidenciar a necessidade de preservação do património religioso da freguesia, e de dar destaque para os seus maiores símbolos.Entretanto a Madre Mria Clara foi beatificada.

publicado por luzdequeijas às 19:08
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PADROEIRO DE QUEIJAS

São Miguel Arcanjo -  

A Câmara Municipal de Oeiras mandou construir um monumento em homenagem a São Miguel Arcanjo, e que foi colocado em Queijas, na rotunda de entrada na vila.

Embora de origem muito recente, São Miguel é reconhecido pela população como o Padroeiro daquela localidade. Reza a história que, em Queijas, e na época em que ainda não existia o Centro Paroquial, as missas eram então realizadas numa garagem onde se encontrava uma imagem deste santo.

O monumento a São Miguel Arcanjo tem 5 metros de altura, sendo composto por uma estátua de São Miguel policroma, revestida de mármore branco de Estremoz para as vestes, rosa creme para a cabeça e braços, amarelo para a cabeleira. Quanto às asas da imagem, estas têm cerca de 3.5 metros de altura, sendo aplicadas em duas colunas de betão igualmente revestidas a mármore. O monumento inclui um dragão em mármore verde de Viana, com a dimensão de, aproximadamente, 12 metros.

A simbologia do conjunto representa o santo "Príncipe dos Anjos e vencedor de Lúcifer", tendo junto a si o diabo representado pelo dragão.

Prevê-se que a cerimónia de inauguração deste monumento ocorra no dia 28 do corrente mês, dia do Padroeiro de Queijas.

A marca dos tempos modernos fica, assim, presente logo à entrada de Queijas. A Fonte Escultórica e Cibernética de São Miguel Arcanjo transformou - se no grande símbolo da localidade. A grandeza e impacto visual do monumento implantado na rotunda de entrada no lugar têm implícita uma mensagem de boas-vindas - Queijas recebe de braços abertos, os braços de S. Miguel Arcanjo, padroeiro da povoação, ali retractado na imponente obra do escultor Francisco Simões.

publicado por luzdequeijas às 19:01
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SÃO MIGUEL E O DRAGÃO

 

No princípio (livro do Géneses), Deus disse ao homem " podes comer do fruto de todas as árvores do jardim de Éden, mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal. " E deixando-se tentar pela serpente o homem comeu daquele fruto.

Também o primeiro dos Salmos nos fala de dois caminhos, como se cada um de nós na sua singularidade, crente ou ateu, sábio ou ignaro, rico ou pobre, branco ou preto, poderoso ou simples, progressista ou conservador, seja colocado perante uma escolha individual, interior e transcendente. (    )

O bem e o mal é um mistério e é esse mistério o tema central da Rotunda de São Miguel de Queijas. Não é por isso uma praça ou uma rotunda qualquer, com um monumento qualquer, um jardim, um herói, um santo, uma fonte..... Não. É uma rotunda que nos deixa a pensar sobre os fundamentos e a razão ontológica da nossa existência, do nosso próprio destino. O monumento é inegavelmente belo na sua androginia, então de noite o espectáculo feérico é de facto deslumbrante. Mas é muito mais do que uma fonte luminosa! Faz-nos pensar nessa opção permanente entre dois caminhos, um caminho feito de soberba, engano e dominação que é fonte de toda a ira, de toda a opressão e de toda a violência, ou um caminho feito de verdade, trabalho, humildade e benevolência que é a fonte de toda a paz. De que aproveita o orgulho, de que servem a riqueza e a arrogância. Tudo desaparecerá num ápice como o fumo dissipado pela aragem, como uma ave que voa sem deixar rasto.

Felicitemo-nos, pois todos os dias São Miguel se despede de nós e todos os dias nos dá as boas vindas. Professor Jorge Júlio Landeiro Vaz 

 

publicado por luzdequeijas às 18:56
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QUEIJAS - VILA

Porquê  Vila ?

A freguesia de Queijas evoluiu, em poucos anos, de pequeno aglomerado e dormitório para uma área urbana em expansão, na qual a edificação de novos equipamentos estava a trazer a qualidade esperada. Nesta perspectiva começou, quase colectivamente a sonhar em ser Vila, o que só foi possível graças ao dinamismo e desenvolvimento de que foi alvo nos últimos anos.

Com efeito, os novos equipamentos e entre eles a construção sequencial da Escola Básica n.3, Escola C+S Professor Noronha Feio e, agora o novo Mercado, com o Posto da GNR, vieram trazer a esta localidade uma nova coerência e uma nova forma de vida.

Empresas a instalarem-se na freguesia, um Hotel, a nova Igreja de S. Miguel Arcanjo e o Centro Social.

O urbanismo em expansão crescente, com qualidade, e longe dos índices de ocupação dos bairros de betão.

O pioneirismo na recolha selectiva de lixo, os novos arruamentos e reforço da iluminação pública são outros beneficios bem visíveis, coroados pela notável obra da Fonte escultórica e cibernética de S.Miguel Arcanjo, que transformou a rotunda de Queijas num portal de grande simbolismo e impacto visual e também pela estátua cheia de beleza da Madre Maria Clara.

Se a tudo isto somarmos o êxito alcançado no realojamento, foram eliminados 5 

bairros de barracas (Taludes, Beco dos Pombais, Atrás dos Verdes, Rocha e Suave Milagre) onde quase 2000 pessoas viviam em condições degradantes e passaram a ter a sua casa bem confortável.

 

Ficámos então, com um conjunto de razões de sobra para que a população da Freguesia esteja agora ao melhor nível do Concelho a que justamente pertence, razão pela qual a elevação de Queijas a vila, não era mais do que o reconhecimento e corolário do nosso desenvolvimento.

Em entrevista a um órgão de comunicação social, o Presidente da Junta, António Reis Luz , afirmou então :

          

             " É minha convicção que Queijas tem um futuro risonho !!! "

 

O sonho a caminho da realidade

Foi então que o Presidente da Junta meteu mãos à obra, começando por se inteirar do caminho a seguir para Queijas chegar a vila..

Leu a legislação adequada, informou-se e começou a elaborar o projecto a ser remetido à Assembleia da República, através do Grupo Parlamentar de um partido, no caso, viria a ser o do Partido Social Democrata.

A fundamentação requereu muito trabalho de investigação, dado que, muito pouca ou nenhuma informação havia disponível sobre este "Lugar de Queijas".

Lida a legislação aplicável, Lei 11/82 de 2 de Junho, fica-se a saber que uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila quando conte com um número de eleitores, em aglomerado contínuo, superior a 3.000 e possua, metade dos seguintes equipamentos colectivos:

a)       Posto de assistência médica;

b)       Farmácia;

c)       Casa do Povo, dos Pescadores, de espectáculos, centro cultural, ou outras colectividades;

d)       Transportes públicos colectivos;

e)       Estação dos CTT;

f)         Estabelecimentos comerciais e hotelaria;

g)       Estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória;

h)       Agência bancária.

 

De todas as condições exigidas, Queijas só não possuía o Posto Médico, mas só necessitava de ter metade das condições acima descritas.

 

Para além de uma Nota Justificativa de abertura do processo, a fundamentação abordou :

§         Dados geográficos e Administrativos.

§         Resumo histórico

§         Condições sócio-económicas.

Sector secundário- Unidades industriais

Sector terciário. Actividades comerciais mais representativas; Serviços; Equipamentos Social; Educação e ensino ( público e privado); Comunicações e transportes; Actividades sociais e culturais; Equipamento desportivo e colectividades.

 

Se alguém pensa que a elevação de uma qualquer terra a vila, cidade etc. , está dependente de uma só pessoa, está de facto totalmente errado.

A decisão pode começar pela iniciativa de uma pessoa, a elaboração da fundamentação também, mas uma vez iniciado o processo, todas as decisões são tomadas por órgãos colectivos, como segue:

¨      Aprovação no Executivo da Junta

¨      Aprovação na Assembleia de Freguesia

§         Envio para a Assembleia da Republica através de um Grupo Parlamentar

§         Desce para parecer

¨      Ao Executivo Camarário

¨      À assembleia Municipal

Ø      Volta à Assembleia da Republica para aprovação em reunião plenária

 

Foi exactamente todo esta caminhada que o pedido e respectiva fundamentação fez, até ao dia da Aprovação em plenário da Assembleia da Republica.

 

O pedido de elevação de Queijas a vila, feito pela Junta de Freguesia de Queijas, havia dado entrada na Assembleia da República em 10/10/2000, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD, ao cuidado do Dr. Marques Mendes, tornando-se então no Projecto de Lei N.º 311/VIII, após o que foi apreciado na Comissão Parlamentar de Administração e Ordenamento do Território.

Chegou à Assembleia Municipal de Oeiras, para ser aprovado em 27 de Novembro de 2000.

Obteve aprovação no Executivo Camarário em 14 de Fevereiro de 2001, com realce para o facto de Queijas já dispor de 8429 habitantes e na relação de equipamentos colectivos e dos estabelecimentos que compõem os sectores secundário e terciário, totalizarem vinte e sete unidades funcionais e cento e sessenta e uma unidades, respectivamente.

A Elevação de Queijas a Vila foi votado por unanimidade em todos os órgãos executivos e deliberativos onde foi submetida a aprovação, até ser submetido à decisão final na Assembleia da República em 03 de Abril de 2001.                                Em dia de grande festa, 7 de Junho de 2001, havia centenas e centenas de pessoas e autocarros à volta das instalações da AR, vindas de todas as partes do País para assistirem a aprovações similares, foi aprovada a elevação de Queijas a Vila, através da Lei n.º 56/2001, publicada no Diário da República  n.º 160 I - A série de Quinta Feira , 12 de Julho de 2001.

O então Presidente da Junta de Queijas esteve presente no parlamento, assistiu e, já noite, chegou a Queijas com a boa-nova.

No dia 23 de Abril de 2001, na Sessão Ordinária N.2/2001 (1.ª Reunião), foi aprovada na Assembleia Municipal uma Moção sobre a elevação de Queijas a Vila, considerando que este facto se traduz  numa importante valorização da localidade e das respectivas populações.

 

publicado por luzdequeijas às 18:33
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AS CHAGAS

 Provocadas pelos pregos colocados nos pulsos e não nas palmas das mãos, como nas imagens tradicionais, porque esse era o método utilizado pelos romanos, é aquilo que o pintor sempre faz, quando pinta um Cristo. Ao lado da parede principal, Vítor Lages aproveitou o facto de estar a pia baptismal para representar João Baptista a baptizar Cristo nas águas do rio Jordão. Atrás de Baptista, uma série de pessoas de todas as idades observa a cena, querendo dizer que o cristianismo representa esperança para todos. Do outro lado da parede do altar, estão os lugares do coro, e aí Vítor Lages pintou " anjos a tocar trombeta" sobre um azul celestial. Os anjos deste pintor, não têm asas, são "seres luminosos" como a Bíblia diz, e a crucificação de Cristo foi retractada de acordo com os testemunhos históricos da época, que vão contra a concepção habitual.

 

publicado por luzdequeijas às 18:17
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A ARTE NA IGREJA DE SÃO MIGUEL

 

 

 

A Igreja de Queijas, inaugurada no ano de 1986, era um local de culto despido de imagens, onde sobressaía o betão. Passados 14 anos, surgiu a vontade e a necessidade de lhe dar outra vida.   

Depois de ter executado, no ano passado, as telas dos " Mistérios do Rosário de Fátima" e os frescos em murais e no tecto da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda - a - Velha, o pintor Vítor Lages meteu mãos a um trabalho inédito. Na Igreja de Queijas o artista pintou numa parede por detrás do altar, com 16 metros de altura por 12 de comprimento, um painel com seis metros de altura, alusivo à ressurreição, no qual Jesus Cristo aperta numa das mãos, um estandarte representando a vitória da Vida sobre a Morte.

Do painel, mural em técnica de "fresco seco" (tinta à base de água pintada sobre estuque), faz parte um tríptico intitulado " Três-Marias " (a mãe de Jesus,  

Maria Madalena e a mãe do apóstolo Tiago), inspirado no que observou no Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde se deslocou propositadamente para melhor realizar esta obra.  

De resto, toda a obra se insere numa lógica religiosa. Da direita para a esquerda, começamos por encontrar as figuras da Sagrada Família, seguindo-se a representação de Maria com Jesus, o baptismo, a morte e a ressurreição, os louvores, e já do outro lado, o último painel representa a adoração ao próprio corpo de Cristo no sacrário.

As cores não foram escolhidas ao acaso: o azul representa a terra e o alaranjado a parte espiritual. A conjugação das diversas situações foi ordenada de forma a integrar alguns elementos que já existiam, como uma grande cruz do altar, que obrigou o artista à realização de um estudo para a disposição dos elementos visuais. Um vitral que se encontra na extremidade do painel principal, representava também um desafio, devido ao problema dos raios solares, que poderiam afectar a obra. Mas parece ter sido solucionada da melhor forma, através da instalação de uns protectores de fibra que impedem os raios ultra-violeta de penetrarem. De resto, a importância deste vitral é fundamental para o resultado visual do painel principal, pois quando o sol entra, cria uma projecção ultra colorida, quase irreal, onde as cores e os reflexos encantam até o olhar mais despercebido.

publicado por luzdequeijas às 17:43
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O HOMEM INTEGRAL

 

O Homem tem uma constituição Septenária ou seja, é um ser marcado pelo número 7, como de resto toda a Natureza, e é composto por sete corpos ou princípios.

O sete subdivide-se em duas formas geométricas: o quadrado e o triângulo. O quadrado representa os quatro elementos que no homem constituem a sua personalidade e o triângulo está relacionado com a sua parte espiritual ou seja o seu Ser.

O Ser Humano é complexo e, se repararmos bem, podemos e devemos distinguir nele:
1. O corpo físico que todos conhecem;
2. O molde e as causas dirigentes da geração e formação desse corpo físico, bem como a vitalidade que o anima e mantém coeso;
3. Os desejos, emoções, afectos e sentimentos pessoais;
4. Os pensamentos e a capacidade analítica a partir dos dados observados e das coisas sentidas;
5. Uma inteligência criadora, que funciona em termos abarcantes e sem ser comandada, de fora para dentro, pelos fenómenos e pelas reacções que estes suscitam, antes se lhes sobrepondo, num domínio de liberdade (por isso se diferenciando do tipo de pensamento imediatamente antes considerado);
6. Capacidade intuitiva, i.e., de uma sabedoria íntima, real e essencial, adveniente do contacto directo com o âmago dos seres e das situações, o que só pode ser concomitante de um Amor inegoísta, forte, lúcido e que não se confina à própria pessoa e ao que lhe está próximo (distingue
- se, assim, dos afectos atrás referidos);
7. Uma latente Vontade incondicionada de Bem, que se pode manifestar somente quando nenhuma mácula de egoísmo ou separatividade existe, visto ser uníssona com o grande Plano Divino, com o extraordinário Propósito Inteligente que subjaz a todo o Universo.

E, antes e depois de tudo, É (e, ao Ser, pode expressar-se sob todas as formas que vimos enumerando).

É perfeitamente visível perceber a matemática da Natureza na repetição do 7; nos dias da semana, nas cores do arco-íris, nas 7 ondas, nas sete saias, nos 7 pecados mortais, as sete colinas de Lisboa, os sete Dons do Espírito Santo, as sete partidas do Mundo, etc. 

publicado por luzdequeijas às 17:40
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EXPLICANDO O "JIHAD"

 

Linguisticamente, a palavra árabe "jihad" significa "esforço" ou "empenho" e aplica-se a todo esforço ou empenho despendido na execução de qualquer acção. Neste sentido, um estudante esforça-se, ou  empenha-se, para ter o seu diploma, um empregado esforça-se, ou empenha-se, no seu trabalho e mantém boas relações com o seu empregador, um político esforça-se, ou empenha-se, para manter ou aumentar a sua popularidade entre os seus eleitores, e assim por diante. O termo "esforço" ou "empenho" pode ser usado tanto por muçulmanos como por não muçulmanos. Disse Deus no Alcorão:

"E recomendamos ao homem benevolência para com os seus pais; porém, se te forçarem a associar-Me ao que ignoras, não lhes obedeças. Sabei (todos vós) que o vosso retorno será a Mim, e, então, inteirar-vos-ei de tudo quanto houverdes feito." (Cap: 29:8; ver também 3l:15)

Os versículos acima referem-se aos pais não muçulmanos que se empenham (jahadaka) para trazer o filho muçulmano de volta à religião deles.

No ocidente, "jihad" geralmente é traduzido como "guerra santa", um uso popularizado pela mídia. De acordo com os ensinamentos islâmicos, não se deve estimular ou começar uma guerra. Contudo, algumas guerras são inevitáveis ou se justificam. Se buscarmos no árabe o termo "guerra santa" encontraremos "harbun muqaddasatu" ou "al-harbu al-muqaddasatu". DESAFIAMOS qualquer pesquisador a encontrar no Alcorão, ou nas coleções de Hadith, ou em qualquer outra literatura islâmica, o termo "jihad" com o significado de "guerra santa". Infelizmente, alguns escritores muçulmanos e tradutores do Alcorão, do Hadith e da literatura islâmica em geral, traduzem o termo "jihad" como "guerra santa", devido à influência de séculos de propaganda ocidental. Talvez isto se deva ao fato de o termo "Guerra Santa" ter sido usado primeiramente pelos cristãos para se referirem às Cruzadas. No entanto, as palavras árabes para o termo "guerra" são "harb" ou "qital", que são encontradas no Alcorão e no Hadith.

Para os muçulmanos, o termo "jihad" aplica-se a todas as formas de empenho e, através dos tempos foi desenvolvendo alguns significados especiais.

publicado por luzdequeijas às 17:23
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OS INIMIGOS DOS CRUZADOS

Ele provou que os firanj podiam ser bloqueados. Os líderes de Bagdad aprovaram os sucessos de Zengi, e cedo um grande número de títulos precediam o seu nome: O Emir, o General, o Grande, o Justo, o Ajudante de Deus, o Triunfante, o Único, o Pilar da Religião, a Pedra de Base do Islão, …Honra de Reis, Apoiante de Sultões … o Sol dos Merecedores, … Protector do Príncipe dos Fiéis. Zengi gostou tanto da enchente de elogios, que insistiu que os seus arautos e escrivães utilizassem todos os títulos na sua correspondência. Embora Zengi fosse um grande herói militar, ele foi simplesmente muito implacável e cruel nas suas campanhas contra Damasco para motivar os muçulmanos para uma guerra religiosa. Uma noite do ano 1146, encontrando-se ele alcoolizado, ao ter presenciado um erro do seu eunuco particular, Lulu (“pérola”), e prometeu mandá-lo executar por incompetência. Mais tarde, enquanto Zengi dormia, Lulu pegou na adaga do seu dono e apunhalou-o repetidamente e fugiu, coberto pela escuridão da noite. O herdeiro de Zengi, Nur al-Din, e o seu sucessor Salah al-Din (“Saladino”), eram extremamente piedosos, observando rigidamente a Sunna e os Pilares do Islão na sua vida pública e particular. Ambos rodearam-se de religiosos e teólogos e sábios em geral. Para além disso fizeram uma activa campanha para espalhar o fervor religioso e propaganda entre os seus súbditos muçulmanos. Com os seus exemplos de religiosidade, Nur al-Din iniciou – e o seu sucessor Salah al-Din cultivou – uma guerra religiosa, uma jihad, contra os Firanj. Enquanto que Zengi apenas podia contar com os seus soldados, o apelo à jihad atraiu os soldados muçulmanos de toda a Arábia, Egipto e Pérsia. Este massivo exército permitiu Salah al-Din esmagar os Firanj na Batalha de Hattin e enfraquecer as forças da Terceira Cruzada de Ricardo Coração de Leão. A chama da Jihad de Salah al-Din deixou de arder em 1193, quando morreu. O irmão do Sultão, Saphadin, não pretendia entrar em mais guerras, e quando Coração de Leão foi para a Europa, o poderio militar dos Firanj estava praticamente neutralizado e não mais haveria necessidade de derramamento de sangue. A partir desta altura Saphadim acreditava que a coexistência pacífica com Firanj ainda era possível. Várias décadas mais tarde, uma jihad iria finalmente purgar os Firanj da Síria e Palestina, embora até 1291, os muçulmanos ainda partilhassem uma pequena parte desse território com os Firanj.

por Gustave Doré.

publicado por luzdequeijas às 17:08
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

TEMPOS DO TALMUDE

Nos tempos do Talmudeos termos "Ma'aseh Bereshit" (Trabalhos da Criação) e "Ma'aseh Merkabah" (Trabalhos do Divino Trono/Carruagem) claramente indicam a vinculação com o Midrash nestas especulações; elas eram baseadas em Gen. i. e Ezequiel i. 4-28; enquanto os nomes "Sitre Torah" (Talmude Hag. 13a) e "Raze Torah" (Ab. vi. 1) indicam o seu caracter secreto. Em contraste com a afirmação explícita das Escrituras que Deus criou não somente o mundo, mas também a matéria da qual ele foi feito, a opinião é expressa em tempos muito recentes que Deus criou o mundo da matéria que encontrou disponível — uma opinião provavelmente atribuída à influência da cosmogênese platónica.

Eminentes professores rabinos palestinos conservam a teoria da preexistência da matéria (Midrash Genesis Rabbah i. 5, iv. 6), em contradição com GamalielII. (ib. i. 9).

Ao discorrer sobre a natureza de Deus e do universo, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcedentalis,o Bíblico, que "Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Gen. xxviii. 11 diz, "Deus é chamado 'ha makom' ( "o lugar") porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De Somniis," i. 11).

Spinoza devia ter esta passagem em mente quando disse que os antigos judeus não separavam Deus do mundo. Esta concepção de Deus pode ser panteísta. Isto também postula a união do homem com Deus; ambas as ideias foram posteriormente desenvolvidas na Cabala mais recente.

Até em tempos bem recentes

publicado por luzdequeijas às 22:20
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A CABALA

 

Cabala(também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é um sistema religioso filosófico que reivindica o discernimento da natureza divina. Kabbalah QBLH) é uma palavra em hebreu que significa recepção.

Origem da "Cabala" é uma doutrina esotérica que diz respeito a Deus e ao Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e preservada apenas por alguns privilegiados.

As formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatónica e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a ideia de que o mundo é a emanação de Deus.

Transformou-se em objecto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah-kabbalah" "possuidores ou mestres da Cabala ". Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como "maskilim"  "o iniciado". Do décimo terceiro século para frente ramificou-se  numa literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.

Grande parte das formas de Cabala ensina que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contém um sentido escondido; e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.

Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XXe usam outros termos para se referirem aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso desta forma, e sentem também que é apropriado o uso do termo Cabala referindo-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaísmo ortodoxo discorda com ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a ideia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.

Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.

publicado por luzdequeijas às 22:14
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

CASA OU LAR

Casa  e  Lar
                         " as diferenças "

Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.

Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio...
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.

Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir,
usar o banheiro, comer. Onde temos pressa para sair
e retardamos a hora de voltar.

O lar é o lugar onde os membros da família anseiam
por estar nele, onde refazem suas energias,
alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento.
É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair.

Numa casa criamos e alimentamos problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.

Numa casa moram pessoas
que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência,
se apoiam e nas lutas se solidarizam.

Numa casa desdenha-se dos nossos valores.
No lar sonhamos juntos.

Numa casa há azedume e destrato.
Num lar sempre há lugar para a alegria.

Numa casa nascem muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.

A casa é um nó que oprime, sufoca.
O lar é um ninho que aconchega.

Se você ainda mora numa Casa,
nós o (a) convidamos a transformá-la, com urgência,
em um Lar e que JESUS seja sempre o seu
convidado Especial.

Texto de: Abigail Guimarães
inspirado numa reflexão de Alba Magalhães David


 

publicado por luzdequeijas às 21:52
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OUTRA DESCOBERTA LUSA

O nó, medida marítima

A unidade de velocidade marítima usada ainda hoje – o nó – foi inventada pelos portugueses, com base num método engenhoso. Os nós originais eram dados numa corda, a distâncias equivalentes ao comprimento do casco de um navio. Em alto-mar amarrava-se a corda a um barquinho, que era lançado ao mar. Um marinheiro ficava na amurada, com uma ampulheta na mão. Como não tinha velas, o barquinho ficava parado enquanto o navio se afastava e a corda se ia desenrolando. Pelo número de nós era possível saber a distância percorrida com relação à miniatura. A ampulheta informava o tempo gasto no percurso. A medida, chamada até hoje nó marítimo, corresponde a 1,8 quilómetro por hora.

publicado por luzdequeijas às 21:45
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AS CARAVELAS PORTUGUESAS

Outra necessidade das navegações no Atlântico era um novo tipo de embarcação. Foi nos estaleiros de D. Henrique que se planejou a caravela. Ela era rápida, leve e de fácil manobra. Robusta, para poder enfrentar mar alto e tempo ruim; pequena, para explorar litorais; capaz de navegar com ventos contrários, era dotada de espaço para carregar suprimentos em longas viagens, além de estável e controlada por tripulações pequenas.

Podia costear as praias perigosas e navegar em mares rasos. As mais antigas caravelas utilizavam apenas velas quadradas, fáceis de manejar, mas inadequadas para enfrentar ventos fortes. Com o tempo, foi adoptado o uso combinado de velas redondas (que só permitiam viagens com vento de popa) e  latinas (triangulares, para velejar com vento lateral, que aproveitavam qualquer direcção do vento, a mais leve brisa, enfrentavam os ventos fortes, podendo até navegar contra eles), feito considerado como superior aos conhecimentos náuticos da época.

 

Sigilo protege as invenções das caravelas

 A caravela, utilizada em Portugal desde 1442 como navio típico e exclusivo dos Descobrimentos, foi uma conquista técnica dos portugueses. Era lógico, pois, que os lusos se reservassem a exclusividade de sua utilização e proibissem a sua venda para estrangeiros. Aproveitando-se das boas relações de família, os Reis Católicos de Espanha pediram e obtiveram, com frequência, permissão para comprar caravelas em Portugal. As Ordenações Manuelinas assim legislavam: “Mandamos e defendemos que nenhuma pessoa de qualquer condição que seja não venda aos estrangeiros caravelas; Nem as vá lá fazer ao estrangeiro”.

publicado por luzdequeijas às 21:42
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CAMINHOS DA ORDEM DE SANTIAGO

Foi por onde andaram e morreram os Cavaleiros de Santiago. No Castelo de Palmela, sede nacional da ordem de Santiago, são visíveis as escavações arqueológicas com os túmulos dos Cavaleiros de Santiago, bem como diverso espólio arqueológico aqui exposto, aproveitando os grandes silos e cisternas mouras. A descida pela velha Estrada Medieval, de acesso à Vila Acastelada e um percurso pela Serra dos Gaiteiros, com as suas velhas quintas, vinhas douradas e o Rio Sado a perder de vista. Os moinhos desafiam-nos do alto da Serra da Louro e iniciamos a subida, ao seu encontro. Vale a pena descobrir então os tesouros - Bancos de Ostras e Corais Fósseis, marcas de antigos rituais de sacrifícios, explorações arqueológicas dos períodos muçulmano, do ferro, e romana e finalmente a branca Vila de Palmela.

Os Cavaleiros de Santiago, chamados de Santiaguistas ou Espatários (por ser o seu símbolo uma espada em forma crucífera - ou uma cruz de forma espatária, dependendo do ponto de vista), fizeram votos de pobreza e de obediência, mas, seguindo a regra de Santo Agostinho ao invés da de Cister, os seus membros não eram obrigados ao voto de castidade, e podiam como tal contrair matrimónio (alguns dos seus fundadores eram casados). No entanto, a bula papal recomendava (não obrigava) o celibato, e os estatutos da fundação da Ordem afirmavam, seguindo um princípio das cartas paulinas:" Em castidade conjugal, vivendo sem pecado, assemelham-se aos primeiros padres apostólicos, porque é melhor casar do que viver consumindo-se pelas paixões".

 

publicado por luzdequeijas às 21:35
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OUTRO FONTANÁRIO

Outros tempos.....

 

Neste lugar que serviu de inspiração a vários poetas, como uma espécie de retiro espiritual, surge associada uma outra figura, tão ou mais poética, tão ou mais romântica.
A jovem pastora é retractada com seu rebanho nos azulejos de outro fontanário, situado ao lado da avenida Tomás Ribeiro, em Linda - a - Pastora.

Hoje alindado, feito jardinzinho e em simultâneo miradouro, e que também vai servindo de local para descanso de gente mais cansada ou pensativa.

Sobre esta pastorinha consta um bonito poema da autoria de Jorge Verde, irmão do conceituado Cesário Verde, dedicado a esta figura que merece o carinho desta população;

 

Há na Terra uma Pastora

Que está sempre olhando o mar,

Não é morena nem loira

E é branca como o luar.

 

Chamamos linda a pastora

Que os dias passa a cismar

Numa encosta encantadora

Que de longe olha p' ra o mar.                                       

 

Determinados autores apontam, contudo, designações como NINHA PASTORA e Linda Pastora, que poderão estar na base do termo Linda - a - Pastora, podendo aqueles referirem-se à proximidade do RYO NINHA (século XIV), sendo que o termo "NINHA", de origem céltica, se encontra associado aos "lugares altos ou na sua vizinhança".

publicado por luzdequeijas às 19:46
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AS LAVADEIRAS DO JAMOR

 

Constituíam a ocupação mais numerosa no século XX, ocupando pessoas de qualquer dos sexos na antiga freguesia de Carnaxide.

O levantamento eclesiástico de 1865 (Pie Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda – a - Pastora, 44; Linda - a - Velha, 14; OUTORELA, 12; Portela, 2; Algés, 40; Praias, 10; Queijas, 16; e dispersas, 10.

Para se ter a noção do peso desta ocupação, convirá dizer que, logo a seguir, surgem as criadas de servir, em número de 36, e as costureiras, com 20. Entre os homens a profissão que envolvia mais pessoas era a de trabalhador da lavoura - 108.

Embora mal remunerado, o trabalho da lavadeira constituía uma ajuda importante para as parcas posses dos agregados familiares. Daí o elevado número de mulheres que, em toda a cintura saloia de Lisboa, se ocupava nesta tarefa, desde a juventude até à velhice. E assim. Era vê-las, todas as segundas feiras, estrada fora, a caminho da capital, em cortejo, escarranchadas na albarda do burro ou de carroça, entre trouxas, a fim de devolver às clientes a roupa já lavada - bem branca pela acção do sol e cheirosa pelos odores silvestres de onde fora depositada a corar.

Regressavam já tarde ou no dia seguinte, ajoujadas de entre trouxas, agora de roupa suja que a água do JAMOR e a força dos seus braços branqueariam. Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.

Este trabalho era pesado e pernicioso para a saúde. Mas a necessidade a tal obrigava. Há séculos que o saloio desempenhava        

publicado por luzdequeijas às 19:44
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FINAIS DO SÉCULO XX

Uma visita ao Santuário da Rocha

 

Nas áreas e pisos envolventes, as madeiras rangem de velhas, oscilando assustadoramente com os nossos passos, fazendo mesmo inclinar os móveis e as vitrinas que por ali abundam.

São visíveis vários blocos de estuque caídos dos altos tectos, que jazem no chão ou em cima das mesas. No museu do desarrumo, o pó e muitas peças valiosas andam de mãos dadas a cada canto. Na parte exterior também se respira abandono, com árvores, jardins, arruamentos, lago e cascata sem vida nem alegria. Até as precárias habitações das pessoas já realojadas, totalmente destelhadas, concorrem para agravar toda esta situação.
Bem sabemos do enorme esforço que o nosso município tem feito para remediar este estado de coisas que acontecem, a quem como este Santuário Mariano e Jubilar já quase dobrou duzentos anos. Alguém dizia que as árvores não se abatem, talvez se possa dizer que muito menos os Santuários.

Por várias dezenas de anos a área circundante do Santuário foi ocupada por muitas dezenas de barracas e, portanto, outras tantas dezenas de famílias e seguramente centenas de pessoas de todas as idades.

Tais condições de habitabilidade eram como se pode facilmente entender de grande falta de condições higiénicas e outras, o que terá contribuído decisivamente para aumentar o estado de degradação a que chegou, não só o Santuário, como também o seu bonito jardim, a formosa cascata e o lago por ela que alimentado.

O estado de poluição a que havia chegado a ribeira do JAMOR, em nada favorecia tal estado de abandono que toda a área do Santuário chegou a ter.

Mesmo depois de várias intervenções por parte dos serviços camarários na ribeira do Jamor, no jardim e muito principalmente no Santuário, ainda assim, estamos longe de poder considerar o seu estado de satisfatório.

Por esta altura ouviu-se o Senhor Primeiro Ministro falar de milhões de contos para os nossos museus, principalmente para o museu de Foz Côa.
Nada temos contra as figuras rupestres, mas um Santuário como este diz muito para a freguesia e para o concelho, também para o nosso país, e tal como as ditas figuras, também ele terá muito a ver com o mundo em que vivemos.
Paredes meias com o Complexo do JAMOR, que agora renovado irá atrair milhares de forasteiros, não é possível deixar ruir e manter ao abandono um local que tem todas as condições para voltar a atrair peregrinos de todas as latitudes.

                                      (O Presidente da Junta de Freguesia de Queijas)                      

publicado por luzdequeijas às 19:40
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TRAGÉDIA INDESCRITIVEL

 

A noite do próximo passado 25 de Novembro (século passado - 1967) ficou marcada na história do nosso Patriarcado a letras de sangue. Quem não se encontrasse realmente ou ao menos por acaso na zona do verdadeiro dilúvio, dificilmente se dará conta do que aquilo foi; os que vivemos aquelas horas amaríssimas ficaram habilitados a perceber algo da velhíssima página bíblica do tempo do patriarca Noé: chuva torrencial e demorada, vento invulgar e estranho, ruídos esquisitos de que não se podia verificar a procedência. Daí a pouco, os pequenos cursos de água, como o JAMOR, de junto do qual escrevemos, em pouco mais de uma hora, subindo a alturas impensáveis e tudo tragando à passagem com um barulho infernal; corpos passando nas águas lamacentas, carros e árvores, etc., gritos de dor humana, característicos clamores dos pobres animais, tudo enfim formava um autêntico pandemónio em meio de densas trevas.

Nesta zona, para cúmulo, e como a não deixar despedir-se sem mais aquelas a escuridão da terrífica noite, há um enorme estampido - era um paiol que rebentava, tudo rebentando num raio de vários quilómetros.

 

publicado por luzdequeijas às 19:23
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O LIBERALISMO

 

Doutrina político-económica e sistema doutrinário caracterizou - se pela sua atitude de abertura e tolerância a vários níveis e surgiu na época do iluminismo contra o espírito absolutista das monarquias e começa a influenciar os conceitos políticos até de cariz absolutista.

Parte ainda do princípio de que o conhecimento da razão humana e o direito à acção e realização própria, livre e sem limites, é o melhor sistema para a satisfação dos desejos e necessidades da humanidade.

Exigia não só a liberdade de pensamento mas também a liberdade política e económica. Na sua origem, o liberalismo não era só partidário das liberdades individuais mas também da dos povos, não sendo estranho aos movimentos de libertação nacional surgidos durante o século XIX (Europa e América Latina).

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:21
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O REGIME ABSOLUTISTA

Foi uma doutrina política que predominou na Europa dos séculos XVI -XVII e cuja forma de governo caracterizou essa mesma época.

No início do século XVI, os reis franceses já se apresentavam com o poder consolidado, respondendo por seus actos somente a Deus. Criaram os serviços públicos, colocaram a Igreja sob seu controle e incentivaram o comércio, visando obter os metais preciosos.

A nobreza francesa foi se adaptando à centralização, pois os seus privilégios, como as isenções de impostos, a prioridade na ocupação de postos no exército e na administração, continuaram assegurados. Por sua vez, a burguesia integrou-se no Estado absolutista comprando cargos públicos, títulos de nobreza e terras, desviando, assim, seus capitais, do sector produtivo como o comércio e as manufacturas.

0 Estado, com despesas cada vez mais elevadas na manutenção da corte, das guerras e do exército, sustentava-se através de numerosos aumentos dos impostos, que recaíam basicamente sobre os camponeses, os artesãos e os pequenos burgueses.

A maioria dos camponeses era pobre, obrigada a trabalhar na terra alheia por um pequeno salário e lutava por manter o antigo costume de utilização colectiva das terras. Dividido em diferentes camadas, o campesinato unia-se num aspecto: o ódio aos dízimos pagos à Igreja e as obrigações feudais devidas aos proprietários e ao Estado.

 

Em Portugal o absolutismo foi estabelecido desde D. João I, tendo-se reforçado com D. João II.

Com D. José, já no século XVIII, tomou a forma de absolutismo esclarecido (apesar de se humanizar o direito penal, se fomentar o ensino, a cultura e a tolerância religiosa, os povos continuam a não tomar parte nas decisões do estado).

Com a convenção de ÉVORA - MONTE, assinada por D. Miguel em 1834, o absolutismo desaparece em Portugal.

Eram, contudo os apelos de um novo sistema doutrinário, que estava a trazer toda esta vontade de mudança, e que haveria de ficar conhecido como,

 

publicado por luzdequeijas às 19:17
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

ECONOMIA PARALELA

 


A economia paralela representa em Portugal cerca de vinte e cinco por cento do Produto Interno Bruto, segundo recentes dados do Observatório da Fraude, da Faculdade de Economia do Porto. Nos países do norte da Europa estes valores rondam os dez ou onze por cento, ou seja, bem menos de metade.

 

Penso que esta informação não espantará todos quantos nos ouvem, pois de cada vez que vamos a um restaurante perguntam-nos se queremos factura, ou quando levamos o carro à garagem, apresentam-nos um orçamento com IVA e outro sem IVA.

Em tempo de ruptura das contas públicas, o novo governo deve estar muito atento a estes números. Pois bastaria que nos aproximássemos da média europeia para que se arrecadassem mais cerca de três mil milhões de euros por ano em impostos. Seria, aliás, o resultado da aplicação duma taxa média de 20%, a incidir sobre os doze por cento de PIB recuperados.

Qual a forma para atingir este acréscimo nas receitas? Eventualmente reduzir a taxa de imposto, pois com taxas mais baixas talvez se reduzisse a fuga ao fisco. Deveriam ainda ser introduzidos, complementarmente, mecanismos de simplificação fiscal.

Deixo pois votos para que o futuro governo não caia nos erros dos seus antecessores e tente resolver os problemas de falta de verbas com a receita de sempre: o aumento de impostos. Até porque essa fórmula já foi tentada, com os resultados que todos conhecemos.

 

Paulo Morais

publicado por luzdequeijas às 19:26
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UM HOMEM DO POVO

A música para os tempos de guerra, no mundo árabe

«Ataque ao Iraque» é o “hit”, do cantor egípcio Shaaban Abdel - Rabin. Na verdade o mundo islâmico já tem um hino contra a guerra no Iraque. É uma canção pop chamada, literalmente, «Ataque ao Iraque», cantada por Shaaban Abdel-Rabin, um artista egípcio de meia-idade, que usa casacos espampanantes, uma permanente cerrada no cabelo e não sabe ler nem escrever. A letra parece mais uma rapsódia de títulos de jornais do que uma canção pop.

«Desde as Torres Gémeas temos vivido neste dilema. Sete mil morreram nesse momento, quantos morreram depois, por causa dele? Depois do Afeganistão, agora é a vez do Iraque, e ninguém sabe quem se seguirá!»

E, no refrão, com uma batida electrónica ao melhor estilo hip-hop, Shaaban grita contra os americanos: «Já chega! Tenham vergonha! Já chega, já chega, já chega!»

Este estilo de intervenção não é vulgar entre os artistas de música comercial do mundo árabe, que normalmente se perdem em fantasias delicodoces de amor. Pelo contrário, as canções de Shaaban falam de questões sérias que, mesmo no Egipto, poucos se atrevem a discutir em público. Shaaban construiu o seu sucesso transformando em música os sentimentos políticos do seu povo. O primeiro grande êxito chamava-se «Odeio Israel» - e foi lançado em 2001, quando o reinício da Intifada na Palestina colocou o povo egípcio de novo a favor da causa palestiniana. Shaaban não tem nada a perder: depois da proibição das suas canções, os motoristas de táxi encarregaram-se de propagandear a sua palavra. «O povo reconhece-se em mim, eu sou um deles», diz Shaaban, ex-passador de roupa a ferro numa lavandaria do Cairo, profissão que herdou do pai e do avô, Shaaban é um verdadeiro homem do povo.

publicado por luzdequeijas às 19:06
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UM PESADELO

Uma funcionária das nações unidas refere-se a uma investigação feita pela America´s Watch, à qual teve acesso, sobre o tema das violações e raptos de mulheres cometidos em Bagdad desde que se instalou a anarquia, a 9 de Abril. Este é um tema tabu porque, para a moral tradicional, uma mulher violada é na sociedade iraquiana uma afronta que desonra toda a sua família e, em vez de compaixão e solidariedade, merece repúdio e ódio. A mulher já sabe que a sua vida terminou, que nunca contrairá matrimónio, e que na sua própria casa será objecto de exclusão e de escárnio. Para lavar a afronta, não é raro que o pai ou algum dos irmãos, a mate. A justiça foi sempre branda com estes «assassínios cometidos para lavar a honra» medievais, e os seus autores recebiam sentenças simbólicas, de testemunhos de meninas, jovens e mulheres sequestradas e violadas em Bagdad pelos foragidos e que, por razões óbvias, resistem a denunciar o crime de que foram vítimas. Não apenas porque agora não há policias e tribunais que funcionem, como também, porque, mesmo quando os houver, os trâmites e humilhações infinitas que tiveram de sofrer as heróicas mulheres que se atreveram a fazê-lo no passado, não tiveram qualquer resultado prático. Apenas as expuseram ao desdém e aos vexames da opinião pública e à hostilidade ainda maior da própria família. Por isso, segundo o relatório da America´s Watch, as meninas e mulheres violadas tentam desesperadamente ocultar o que lhes aconteceu, envergonhadas e com remorsos, como se, com efeito, fossem elas as únicas culpadas da sua desgraça. Agora compreendo melhor porque, às portas da Universidade de Bagdad que visitei ontem, havia tantas mães de família esperando as suas filhas para as levar para casa, como se fossem criancinhas de infantário. O Iraque que hoje podemos ver é um país reduzido a escombros e nada tem de semelhante com o outro Iraque dos anos setenta, quando era um dos países mais desenvolvidos da região e um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Este é pois o legado que a governação de Saddam Hussein deixa ao seu país e ao seu povo, mas o pior ainda está para vir.

publicado por luzdequeijas às 19:00
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FIGURAS DA HISTÓRIA

Ali o “Químico”

De óculos escuros e roupa à civil, Ali vagueia, impune, pelas ruas. È um dos polícias afectos ao regime de Saddam Hussein que despiu a farda e que goza da liberdade do caos que se vive no pós-guerra de Bagdad. O seu testemunho dado a Mark Franchetti, enviado do «Sunday Times» à capital iraquiana, é uma espécie de símbolo do regime que chegou ao fim. O relato que fez aos jornais revela parte da barbárie que, aos poucos, se vão descobrindo entre os escombros deixados pelas bombas da coligação, através das mais diversas declarações de ex-presos políticos sobreviventes. Ali era responsável por castigos a dissidentes. Sob o olhar dos familiares, na via pública, a vítima ouvia o veredicto enquanto os guardas lhe cortavam a língua, as mãos ou a cabeça, de acordo com a sentença. E os motivos poderiam ir da oposição “oficial” ao regime até a um mero desabafo proferido contra Saddam Hussein na rua. Ao ser instado a dizer em quantos castigos tinha ele participado com as suas próprias mãos, respondeu, de forma tão fria quanto os métodos que utilizava: «Ia precisar de uma calculadora». Mas acabou por assumir que cortara a língua a 13 pessoas, além da participação no assassinato de outros 16 e decapitações. Entre as vítimas conta-se feras Adnan, um comerciante de 23 anos, acusado de insultar o Presidente durante uma rixa no mercado de Bagdad. Perseguido pela polícia, Adnan conseguiu refugiar-se e esconder-se nos arredores da capital. Chegados a sua casa, perante a sua ausência, os agentes detiveram um tio, um irmão e dois dos seus primos. Na prisão, torturaram-nos com choques eléctricos. Depois chegaria a vez dele. Foi entregue ao corpo policial ao qual pertencia Ali e levado para casa do pai, no norte de Bagdad. À frente da família, Feras Adnan foi amarrado e vendado. Apesar dos apelos insistentes do pai, os guardas cortaram-lhe a língua com uma faca. Mas, desta vez, não chegaram a conseguir concluir o serviço. Adnan ainda exibe a cicatriz e mal articula as palavras, mas conseguiu relatar a sua experiência. Contudo, Ali subestima os seus actos. «Nem sequer pensava no que fazia. Não era mais do que um trabalho», afirma, acrescentando: «comecei a sentir-me mal com os castigos, o das línguas, o das mãos e as decapitações». O antigo dirigente iraquiano Ali Hassan al-Majid, mais conhecido por «Ali, o Químico», foi detido no Iraque e está sob custódia das forças norte-americanas. Quando da ressurreição curda no norte do Iraque, em 1988, al-Majid, então comandante do exército, terá ordenado um ataque com armas químicas que matou milhares de curdos, episódio que lhe valeu a alcunha de “Ali, o Químico”. As segundas e quartas-feiras eram dias de execução de opositores de Saddam Hussein na prisão mais famosa do Iraque. O ritual repetia-se como um relógio e foi aparentemente realizado pela última vez dias antes da guerra.

publicado por luzdequeijas às 18:52
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Domingo, 12 de Junho de 2011

ANDAR AO RABISCO

Azeite para todos

Agora que se aproxima a época da apanha da azeitona é interessante recordar um costume que em várias localidades, tornava possível ter azeite sem gastar dinheiro e sem possuir oliveiras. Tratava-se dum antigo costume que não levantava objecções, resultado dum consenso social implícito, algo que se tinha tornado numa norma pacificamente aceite por todos.

De acordo com esse costume, a azeitona ( uvas e outras espécies) que caía até certa data era de quem a apanhava.

Desse costume beneficiavam os mais pobres, permitindo-lhes arranjar azeite para o seu consumo ou para vender. Também podiam obter algum bagaço, alimento muito apreciado para engorda dos porcos, animais até recentemente muito importantes na economia doméstica das populações rurais.

Nalgumas famílias mobibilizavam-se todos os meios para apanhar a azeitona caída das árvores. Mulheres e jovens de ambos os sexos apanhavam o máximo que podiam enquanto tal era permitido.

Para os aldeões de tempos passados as datas de realização de certos acontecimentos eram um marco ou referência frequentemente usada.

Muitos proprietários caiavam de branco alguns troncos de oliveira para indicar que tinha acabado a época de qualquer um poder apanhar a azeitona caída. Também era costume colocar rama de pinheiro sobre as trepas (ramos mais perto do solo) dalgumas oliveiras. Chamava-se a isso “coutar as oliveiras”. A expressão era adequada já que o dicionário dá para o verbo “coutar” os significados, entre outros, de “proibir” e “proibir a entrada ou acesso”. Também se dizia que as oliveiras estavam “guardadas”.

Depois da colheita era aceite que a azeitona não apanhada pudesse ser recolhida por qualquer pessoa. “Andar ao rabisco” era a designação dada a essa operação. Segundo o dicionário de português da Porto Editora, “andar ao rabisco” significa “percorrer áreas extensas para apanhar o que ficou esquecido da colheita (espigas, uvas, castanhas, etc.)”.

Hoje ninguém se interessa em apanhar para si a azeitona das oliveiras alheias caída até certo dia ou que ficou depois da colheita. Estes interessantes costumes desapareceram por falta de praticantes. Os mais novos não sabem que existiram. Dos mais velhos muitos não se recordam. Por isso, para uns e para outros, lhes dedicamos estas linhas.

Posted by santric at setembro 15, 2004 08:12 AM

publicado por luzdequeijas às 17:10
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MÁRIO SOARES E O PS

O senhor acha que a promiscuidade entre a política e os negócios também destruiu a política nos últimos anos?

A política é uma actividade nobre, mas tem de ser desinteressada e não se pode misturar com o negocismo. Política e negócios são coisas incompatíveis. Quando cheguei a Portugal, depois do 25 de Abril, falei com o meu camarada Zenha. Éramos os dois advogados de profissão e decidimos entregar o cartão, porque um advogado defende interesses privados e um político defende interesses só públicos. Fomos os dois à Ordem e entregámos os nossos cartões. O Zenha, quando abandonou o Partido Socialista, e depois do desastre que teve nas eleições, regressou à advocacia. Eu não regressei mais.

 

Expresso



publicado por luzdequeijas às 12:45
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BALZAC

 

 

Sujar papel: é o único meio de que disponho - conquanto ignominioso - para me tornar independente."

H. Balzac à sua irmã Laure, 1821
 
Balzac: o Escritor-Fábrica
reprodução
H. Balzac (1799-1850)

Honoré Balzac, morto há cento e cinquenta anos, foi um dos mais extraordinários e completos escritores de todos os tempos. Até aos nossos dias, qualquer um se impressiona com a vastidão e diversidade da sua obra, que, na tradução para o português, feita no Brasil dos anos 50 e 60, chegou a 17 volumes. Quem abrir qualquer um dos livros da Comédia Humana terá um mundo inteiro diante de si.

A Iniciação de um Romancista

Em Paris, nos primeiros anos da década de 1820, a sombra de homem esgueirava-se na noite alta entre o Boulevard du Pontaux-Choux e a rua Beaumarchais. Seguia desta vez os passos de um trabalhador e sua mulher. Escutava-lhes o «patoá», observava-lhes os sapatos rotos, o caminhar desengonçado, sentia-lhes as privações e intuía quais seriam os seus desejos. Acompanhava-os à distância, discreto como um bom fantasma, até que o casal se sumia numa ruela qualquer.


reprodução
A Vendôme, um dos Olimpos de Paris

Mais tarde ainda, se o clarão da Lua permitisse, tratava de alcançar o cemitério Père Lachaise, onde perambulava horas entre as tumbas daqueles mortos ilustres. Olhava para as lápides buscando inspiração. Talvez aquelas eminências do passado, abrigadas nas tumbas, indicassem-lhe mediunicamente qual o melhor caminho para atingir o coração frio daquela bela cidade, que se esparramava lá em baixo como que a seus pés. Da parte mais elevada do famoso mortuário, contemplava, ao longe, iluminadas, a Coluna de Vendôme (aquele pilar de bronze erguido por Napoleão com os canhões de Austerltiz) e a Abóbada dos Inválidos. Naquele eixo formado por aqueles dois grandes monumentos concentrava-se o tout Paris, era dali que os deuses da glória determinavam quem eles deveriam abençoar.

Balzac profissionaliza-se

reprodução
Caminhadas no cemitério (Père Lachaise)

Dando vida e corpo a essa sombra que vagueava pelas ruas e cemitério de Paris do princípio do século XIX, veríamos que ele não alcançava mais de um metro e meio, era feio, com dentes horrivelmente estragados, pouco asseado e muito mal vestido. Recentemente tomara a difícil e audaciosa decisão de tornar-se um escritor profissional. O seu nome era Honoré Balzac, que, com pouco mais de vinte anos, assumira a firme determinação de "fazer com a pena o que Napoleão fizera com a espada". As estranhas caminhadas, o contacto com a gente comum e o cenário bizarro, faziam parte das emanações que esperava receber para compor os personagens dos livros que pretendia escrever. Balzac inovou no seu tempo ao empresariar a si mesmo, envolvendo-se em várias iniciativas como impressor e até com notável previsão, promovendo o livro de bolso como um solução para a popularização da literatura. Nunca teve, porém, sucesso nos seus saltos para além do mundo das letras. Ao contrário, só acumulou decepções e dívidas, obrigando-o a se tornar num exímio contorcionista para esgueirar-se dos credores (inclusive deixou um verdadeiro manual ensinando como escapar deles).

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publicado por luzdequeijas às 12:20
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A FAMÍLIA

" Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado). "

 

Balzac

publicado por luzdequeijas às 12:15
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Sábado, 11 de Junho de 2011

BUDAS GIGANTES DESTRUÍDOS

A milícia talibã já atacou os Budas com tanques, lança-chamas e armas automáticas. Explosivos foram colocados em vários pontos para a destruição total das suas esculturas, que medem 55 e 38 metros de altura. A destruição das obras do budismo pré-islâmico começou três dias depois de dada a ordem por Mohamede Omar, o chefe supremo dos talibãs. Ele entende que as estátuas são anti-islâmicas. As duas maiores estátuas de Buda no mundo, erguidas no século V no Afeganistão e consideradas património da Humanidade, foram destruídas pelos talibãs, empenhados em acabar com todas as esculturas antropomórficas no país, afirmou o embaixador da Grécia no Paquistão, Dimitrios Loundras, presidente da Sociedade Internacional para a Conservação da Cultura Afegã.

publicado por luzdequeijas às 18:37
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FRUTO DA RECESSÃO

Há alunos a abandonar a escola para ajudar no orçamento familiar
11 de Junho, 2011
Um pouco por todo o país há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.

No agrupamento de Escolas da Cruz de Pau, no Seixal, há mais mesas vazias nas salas de aula desde o final do segundo período.

«Este ano tenho recebido várias anulações de matrículas: dez, até agora. São de alunos do 9º ano ou com mais de 15 anos. Três delas tenho a certeza de que foram feitas por questões económicas, porque os alunos falaram comigo», conta à Lusa o director do agrupamento, Nuno Adeganha.

Os casos detectados aconteceram na escola do 2.º e 3.º ciclos, frequentada por cerca de 870 estudantes e «inserida num contexto económico frágil».

No entanto, sublinha Nuno Adeganha, os alunos que têm anulado as matrículas «não são dos bairros mais problemáticos. Pertencem à classe média baixa, são de famílias que de um momento para o outro deixaram de ter dinheiro para pagar coisas elementares. Dois dos casos são de famílias mono parentais, o outro é de uma família em que os pais ficaram desempregados», explica.

Na perspectiva do representante dos encarregados de educação do distrito, o cenário não é tão delicado como Nuno Adeganha o descreve. António Amaral, presidente da Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, afirma que «o abandono escolar está ao nível do ano passado» e considera que existem no distrito apenas casos «pontuais».

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) discorda e diz que o fenómeno acontece um pouco por todo o país. Manuel Pereira, presidente da ANDE, lembra que algumas famílias em situação limite vêem nos filhos uma fonte de rendimento extra: «Sei que há miúdos que estão a apoiar as famílias», diz.

Pessoalmente, Manuel Pereira conhece apenas um caso: «Um aluno meu que frequentava um curso de formação e o pai tirou-o da escola para ir trabalhar», revela.

Já o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, diz que há regiões onde o trabalho sazonal tem forte impacto, «nomeadamente no Algarve, onde os alunos deixam a escola para ir trabalhar». O responsável conta à Lusa que o início da época balnear é sinónimo de salas de aulas mais vazias.

Há alguns anos «a taxa de abandono escolar em algumas escolas era surpreendente: era vê-los sair para ir trabalhar nas praias, nos bares e cafés», recorda.

Também neste sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, admite «situações pontuais» em zonas com produção de calçado e vestuário, que nesta altura do ano «precisam de mais trabalhadores para acabar as encomendas a tempo de irem de férias».

Mas não considera generalizado o fenómeno do abandono escolar em prol da economia familiar. Até porque, defende, «o mercado não tem capacidade para absorver este tipo de mão-de-obra tão jovem e tão pouco qualificada».

Actualmente, os alunos só precisam de ter o 9.º ano ou 15 anos para poderem abandonar a escola. A partir de Setembro, o ensino obrigatório estende-se a 12 anos. E só o tempo vai poder dizer de que forma vai isso reflectir-se nos números do abandono escolar.

Este domingo comemora-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.

Lusa / SOL

publicado por luzdequeijas às 18:31
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O PROBLEMA DA PALESTINA

Em 1994, quando o mundo se consciencializou das barbaridades de Hitler, tomou providências para que a matança fosse interrompida. Era tarde de mais para esconder toda a verdade. Os sobreviventes judeus, por quererem evitar a repetição do holocausto, propuseram à ONU a criação de um Estado Judaico nas Palestina, onde antigamente se localizava Canaã. Com pressões de todos os lados, no espaço de três anos, A Assembleia Geral das Nações Unidas determinou o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina e que seria seguida, após alguns meses, da proclamação do Estado de Israel. Segundo muita gente, a Palestina nada mais é, que a terra que foi prometida por Deus aos Judeus que saíram do Egipto e caminharam 40 anos pelo deserto em busca destas terras. Viveram ali muitos anos, mas foram expulsos por outros povos que habitavam a região, espalhando-se então por todo o mundo. Haviam passado quase dois mil anos, quando regressaram, encontrando a terra prometida habitada pelos árabes e dominada pelos ingleses. Quando os ingleses saíram, para permitirem a criação do Estado de Israel, começaram as lutas com os países vizinhos. Dos catorze milhões de judeus que existem por todo o mundo, só um pouco mais de um quinto vive em Israel; há mais judeus em Nova York que em toda a nação judaica. Com uma população residente de 6 milhões, a comunidade judaica dos Estados Unidos é de longe a maior. Ao todo, os Estados Unidos, o Canadá (300 mil), e a América Latina (620mil) concentram mais de 65% dos judeus. Os judeus tiveram de se adaptar constantemente à língua e aos costumes dos locais que escolheram para viver. Devido à influência do Estado de Israel, o hebraico voltou a ser a língua básica da educação judaica, depois da língua nativa das comunidades da Diáspora.

Afinal de quem é a palestina?

O conflito entre árabes e palestinianos tem origens históricas. No Corão, livro sagrado dos muçulmanos, os israelitas são definidos como elementos minoritários e como um povo no qual não se deve confiar e que precisa ser mantido sob controlo. A disputa entre estes dois povos tem raízes na antiguidade. A presença judaica na palestina remonta ao segundo milénio antes de Cristo. Em 635, durante a expansão islâmica, a região da Palestina foi ocupada pelos árabes. No início da Idade Média, a Palestina pertencia ao Império Romano e era habitada, na sua maioria, por cristãos. Somente no século VII a região foi conquistada pelos muçulmanos e, durante os séculos seguintes, o controlo da Palestina oscilou entre diferentes grupos até à incorporação da região no Império Otomano. Este último começou a formar-se no século XII e chegou a ocupar terras na Síria, Argélia, Bulgária, Sérvia, partes da Grécia, da Hungria, do Irão e da Arábia, além da Turquia. No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu e dedicava-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. Com o desenvolvimento das burguesias nacionais e da Revolução Industrial, no entanto, os judeus foram responsabilizados pelo desemprego em massa e pela concorrência com as classes dominantes. A partir daí foram confinadas a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado disso foi a emigração para a Europa Ocidental. Esta situação levou o jornalista judeu Theodor Herzi, em 1896, a criar o movimento sionista, cujo objectivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. Este povo começou a colonizar o país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial. Depois da 1.ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela região. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lorde Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Tudo isto aconteceu ao mesmo tempo que os ingleses tinham prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região. Acreditando nas promessas de Balfour, milhares de judeus foram para a Palestina, compraram terras e estabeleceram-se em núcleos cada vez maiores. Neste período, começaram os choques entre judeus e árabes. Os judeus criaram um exército clandestino (haganah) para protegerem as suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2.ª Guerra Mundial – em consequência da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis; os britânicos na época, tomaram o partido dos Aliados e dos árabes, do Eixo. Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, rebentou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e muitos judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender as suas colónias. Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colónias. Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.  

Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina. Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.

Os judeus transformaram as suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças económicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente. Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre. Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelitas e palestinianos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.  

publicado por luzdequeijas às 18:25
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A POPULAÇÃO DA TERRA

 

Ultrapassa em muito os 6 000 milhões de almas. O crescimento populacional aumenta a um ritmo impressionantemente progressivo. É certo que ele varia segundo as regiões, e porque as condições para o povoamento não se oferecem igualmente repartidas, a densidade populacional é também muito variável. Algumas zonas são praticamente desabitadas: as regiões polares, os desertos de África, da Ásia Central, da Austrália, da América, as grandes florestas, os altos cumes. Outras são fortemente povoadas: as zonas industriais da Europa e dos Estados Unidos, os deltas e as planícies da Ásia do Sudeste, e os arquipélagos japoneses e malaio.  

De qualquer maneira as estimativas oficiais apontam para uma população mundial, em 2050, da ordem dos 9 000 milhões de pessoas.

publicado por luzdequeijas às 18:21
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CAUSAS DOS CONFLITOS

» Motivações Económicas

A vastidão e complexidade da economia mundial é de tal ordem que seria fastidioso e pretensioso, enumerar toda a rede de interesses comerciais que provocam conflitos de dimensão assinalável! Ou tão-somente, instabilidade generalizada de forma constante.

Todavia no mundo actual, há uma rede comercial internacional, que se sobrepõe às demais. Sobretudo quando se fala de uma área geográfica, Médio Oriente, que está literalmente assente sobre uma gigantesca mancha do chamado “ouro negro”! Trata-se do negócio do petróleo.

Quando as tropas da coligação anglo-americana iniciarem o ataque ao Iraque, será já claro que o petróleo, principal fonte de energia do ocidente estará na origem da guerra. Tal como antes, fundamentava a posição franco-alemã, nas Nações Unidas, contra a intervenção militar, mais uma vez o “ouro negro” semeava a discórdia entre Estados. Este ouro «ainda vai trazer muita guerra na região» afiança Richard Duncan, o presidente do “Institute for Energy and Man”, sediado em Seattle, nos Estados Unidos. Como pano de fundo está um estudo prospectivo deste mesmo Duncan que aponta para um período muito crítico em que se vai jogar a liderança mundial desta escassa mercadoria, e cuja contagem decrescente já começou.

Duncan parte de duas constatações que não são contestadas por ninguém: as reservas de petróleo devidamente comprovadas são detidas em 77,6% pelos países da OPEP e, neste grupo, uma fatia de 63,8% está nas terras dos cinco «magníficos» do Médio Oriente – Arábia Saudita, Emiratos, Irão, Iraque e Kuwait.

Acontece ainda, ser este crude, em todo o mundo, aquele que apresenta os mais baixos custos de produção. Está muito à superfície e em terra. Entrando na prospectiva de Duncan, os cenários futuros do mercado de petróleo apontam para uma sucessão de datas com implicações geoestratégicas que não podem ser ignoradas.

Datas a Reter:

2006 - Pico da produção mundial de petróleo

2008 – Inversão da relação entre OPEP e produtores de petróleo não - OPEP

2025 – Domínio dos 5 países do Golfo dentro da OPEP

2040 – Produção mundial de petróleo caiu em 60% em relação ao pico de 2006 e os países do Golfo produzem 92% da produção de petróleo!

Por este estudo, oficialmente credenciado, a produção mundial de petróleo atingirá um pico mundial histórico em 2006, altura a partir da qual deverá entrar num período de desaceleração de 2,5% ao ano, caindo em 60% até 2040. A liderança absoluta da OPEP – e, por arrastamento, do ouro negro – será progressivamente localizada no Médio Oriente.

publicado por luzdequeijas às 18:17
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CAUSAS DOS CONFLITOS

» Motivações Religiosas

Desde o princípio dos tempos, as pessoas olharam para a religião como um meio de explicar o mundo à sua volta e o universo escondido para além do seu alcance. As religiões formam um núcleo duro das diversas culturas e sociedades e definem o modo como os seus seguidores entendem o mundo. As religiões oferecem aos seus aderentes uma estrutura consistente de organização ética, moral e social que lhes permite fazerem parte da sociedade. Num mundo cada vez mais independente, perceber o papel da religião numa cultura específica pode ajudar a compreender melhor os outros e a nós próprios.

Todos sabemos que a guerra é tão antiga como os homens! Vamos, pois, começar por admitir como prováveis origens desta, motivos religiosos. Para tal valerá a pena fazermos uma leve abordagem sobre as religiões nascidas nesta região da Terra (Médio Oriente), onde a guerra está prestes a estalar e, com isso, verificarmos possíveis causas que possam estar a elas ligadas. Segundo a Bíblia, a cidade de Ur, no Iraque, foi o local onde nasceu Abraão, o pai das três religiões monoteístas (Judaísmo, Islamismo e Cristianismo). Esta cidade foi o centro sagrado da Suméria, tendo atingido o apogeu por volta de 2100 a.C.

publicado por luzdequeijas às 18:13
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AS VÉSPERAS DE UMA GUERRA

 

A Guerra Eminente

Naquele ano o inverno tinha sido bastante rigoroso. Em Março e Abril a chuva ainda não tinha abrandado. Desde o início do terceiro ano do século XXI, que toda a gente esperava, com expectativa e algum medo, o começo da invasão do Iraque pelas forças americanas e inglesas.

A Europa havia-se dividido entre o apoio aos americanos e outra facção contestando o mesmo. Entre estes, aparecia a esquerda política com todo o seu folclore, traduzido em manifestações de rua e outros alardes de exibicionismo. De qualquer forma assumem, com despudor, sempre um poder de mobilização e contestação em nada consentâneo com os votos que recolhem nas urnas!

O sentimento dos europeus relativamente aos árabes é extremamente difícil de definir! Até mesmo a esquerda, tão pródiga na denúncia da guerra, fá-lo muito mais por um sentimento anti-americano e capitalista, como dizem, do que por apoio aos árabes. Não andando longe da verdade, a pouca simpatia pelos árabes andará à volta dos atentados por eles levados a cabo com total desprezo pela própria vida, pelas regras de conduta impostas às mulheres e naturalmente pela natureza, talvez fanática, do seu culto religioso.

De uma coisa ninguém já duvida, a guerra está por pouco. Porquê? Isso, é bastante difícil de saber com absoluta certeza. Aparecem na cabeça das pessoas, em forma de opinião, várias versões. O próprio presidente dos EUA, George W. Bush, em intervenções públicas, tem anunciado a inevitabilidade da guerra, falando da vontade de Deus! Saddam Hussein em discursos públicos, incita o povo do Iraque e as suas forças armadas à resistência, justificando a mobilização, com invocações igualmente divinas!

Sempre se ouviu falar de razões económicas (mesmo quando apresentadas como políticas) e religiosas, como origem da maioria das guerras regionais ou mundiais. Mesmo, até, do terrorismo.

A tudo isto se foram juntando outras causas, algumas remotas e, neste caso da guerra do Iraque, não podemos esquecer uma série de acontecimentos que foram ocorrendo ao longo de muitos anos, tidos como provocações do mundo árabe ao ocidente e a Israel.

publicado por luzdequeijas às 18:05
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COM TANTO DESEMPREGO ...


Ex-governantes ocupam um terço
da bancada do PS, apura jornal
Um terço da bancada do PS vai ser formada por ministros e secretários de Estado de José Sócrates. Segundo o semanário Sol, no total, são 21 os membros do Governo cessante que foram eleitos deputados. Nove ministros (a maioria dos 16 que formavam o Governo PS) e 12 secretários de Estado (dos 37 «ajudantes» de ministro que estavam em funções) têm cadeira reservada em São Bento.
publicado por luzdequeijas às 17:36
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

A GARRAFA DE LEYDEN

Raio atinge papagaio de Benjamin Franklin

 

A 10 de Junho de 1752, Benjamin Franklin fez história com um papagaio de papel. Durante uma trovoada, Franklin pôs o dito papagaio a voar. Um relâmpago atingiu-o e a descarga foi captada por uma garrafa de Leyden, dispositivo capaz de armazenar energia eléctrica: estava demonstrada a natureza eléctrica dos trovões.

O interesse de Franklin pela electricidade começou na década de 1740. Fez várias experiências, cunhou vários termos ainda hoje usados, como “bateria”, “condutor” e “electricista”, e inventou o pára-raios.

Benjamin Franklin foi um pouco de tudo: impressor, jornalista, editor, cientista, inventor, diplomata, político, cidadão exemplar. Ficará lembrado, sobretudo, como um dos pais dos Estados Unidos, tendo participado na elaboração da Declaração de Independência e da Constituição americanas.





publicado por luzdequeijas às 19:47
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

NO POUPAR ESTÁ O GANHO

 

Não espanta, por isso, que um sexto das poupanças anunciadas esta semana (mais de 1150 milhões de libras) resulte da eliminação de "despesas discricionárias" dos ministérios e departamentos governamentais. A admissão de novos funcionários foi suspensa, qualquer salário superior ao do primeiro-ministro terá de ser aprovado pessoalmente por Laws e o mesmo acontece com a contratação de assessores e consultores. E estes não são valores desprezíveis - segundo o Guardian, a Administração estava a gastar, por ano, 1500 milhões de libras só em consultadoria.

Mas a era de austeridade não será apenas sentida pelos ministros. Os funcionários da Administração deixarão de poder viajar em primeira classe e as deslocações, dentro e fora do país, vão ser alvo de um controlo mais apertado, o que permitirá reduzir os 320 milhões de libras gastos em 2009 em hotéis, os 70 milhões despendidos em aviões ou os mais de três mil milhões para comparticipação de viagens. E mesmo o recurso a táxis será limitado - a factura elevou-se só em 2009 a mais de 125 milhões de libras.

Laws, que enquanto número dois das Finanças tem nas mãos o machado para cortar as despesas, admitiu que estas são "medidas draconianas", mas sublinhou que só sendo inflexível e "criando ondas de choque" será possível pôr fim ao despesismo.

O Guardian escreveu esta semana que muitas das restrições vão desagradar aos recém-empossados, alguns dos quais passaram os últimos 13 anos invejando as limusinas e os luxos do Labour. Mas Osborne foi muito claro quando explicou as novas regras: só cortando a direito nos gastos supérfluos, a coligação conseguirá manter o compromisso eleitoral de não reduzir os orçamentos da Saúde e Educação. Por isso, ironizava o diário londrino, ninguém deverá ficar espantado quando requisitar um carro e receber como resposta: "Senhor ministro, peço desculpa

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:02
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Sábado, 4 de Junho de 2011

DUPLA PERSONALIDADE

"Sócrates é um caso de dupla personalidade: diz uma coisa em campanha e faz outra em seis anos de Governo".

 

Jerónimo de Sousa

publicado por luzdequeijas às 14:55
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QUEIMADOS ESTAMOS NÓS

" José Sócrates está queimado, os truques do velho ilusionista estão vistos e revistos, já não pegam"

 

 

Francisco Pinto Balsemão

publicado por luzdequeijas às 14:50
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COMBOIOS FANTASMAS

" A Verdade é que não vai ser nada fácil pagar os custos destes últimos seis anos de pronto a vestir em tudo: habilitações académicas, computadores à borla, faces ocultas, Freeports, aeroportos que não se veem, auto-estradas sem carros e comboios fantasmas."

 

 

Mário Crespo

publicado por luzdequeijas às 14:34
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SINDROMA DO GALINHEIRO

"Quando se fez o primeiro aviário e se viu que dava dinheiro, toda a gente se pôs a fazer o mesmo. Depois foram os Kiwis. No ensino superior aconteceu o mesmo"."

 

 

"Desde 2009 já desapareceram cerca de 1200 cursos. E agora estamos a fazer a análise dos restantes".

 

Alberto Amaral - Presidente da Agência de Avaliação do Ensino Superior

publicado por luzdequeijas às 14:27
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VERDADEIRO CASE STUDY

" TAMBÉM EM TEMPOS, HOUVE "VIDA PARA ALÉM DO DÉFICE". ESTAMOS A VIVÊ-LA AGORA: CHAMA-SE FMI. PASSOS PÕS O PSD À FRENTE DAS SONDAGENS. SE CONSEGUIR PROVAR NO DOMINGO QUE HÁ VIDA PARA ALÉM DESTE ESTADO SOCIALISTA E DESTA POLÍTICA MANHOSA, ENTÃO TEREMOS UM CASE STUDY"

 

RUI RAMOS- EXPRESSO

publicado por luzdequeijas às 14:17
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

DIVISÃO MAIS IGUALITÁRIA

( ... )"O capitalismo neo-liberal atravessa uma crise estrutural que é uma espécie de suicídio, vai autodestruir-se e vão surgir movimentos de revolta e sociedades novas que têm de ter uma feição ecológica e uma divisão mais igualitária dos bens", afirmou.

O autor justificou a vertente ecológica: "vivemos problemas gravíssimos de destruição do meio ambiente, da natureza, do mundo em que vivemos".

Numa sociedade futura "a divisão dos bens terá de ser equilibrada, terá de haver uma grande liberdade de expressão e de crenças religiosas, e será tendencialmente mais igualitária", acrescentou.(... )

URBANO TAVARES RODRIGUES

publicado por luzdequeijas às 19:52
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MUDAR O RUMO

( ;;; )Ora, o país precisa de dizer se está satisfeito com o Governo que tem – e aí deverá votar no PS e em José Sócrates – ou se quer mudar de rumo – e nesse caso o melhor é votar no PSD e em Passos Coelho.

E isto porque, independentemente de gostarmos mais de Passos Coelho ou de Paulo Portas (e não falo em Jerónimo ou Louçã, porque esses se excluíram de um futuro Executivo), só o voto no PSD contribuirá para derrotar o Partido Socialista.

Uma alta votação do CDS traduzir-se-ia inevitavelmente num mau resultado do PSD – abrindo caminho a que o PS ganhasse as eleições.

Por defender uma clarificação da situação política, considero que Passos Coelho fez muito bem em dizer que não governará com o PS.

Assim, além de obrigar o eleitorado a decidir-se, empurrou o PS para uma situação incómoda, podendo ser visto como um ‘voto inútil’.

Se o PCP e o BE não podem juntar-se ao PS (até porque não assinaram o acordo com a troika), se o PSD não governará com o PS, se o CDS também não, de que servirá o voto no Partido Socialista? – é a pergunta que farão muitos eleitores.

A prova de que a decisão do líder do PSD foi certeira está no modo como o PS reagiu.

Os socialistas apressaram-se a dizer que, contrariamente ao PSD, estão disponíveis para governar com qualquer partido.

Sentindo-se encurralados, tentam desesperadamente afastar a ideia de que o voto no PS não contará para nada.

Mas esta reacção pode cair mal no eleitorado.

Porque sugere que o PS está disposto a fazer tudo o que for preciso para não sair do poder, que o PS pretende ficar no Governo a qualquer preço.

Sócrates tem acusado o PSD de ter provocado a crise política apenas pela ambição de ir para o poder.

Mas não se poderá dizer o mesmo dele próprio – tendo em conta o seu esforço titânico para não sair do cargo?

Com uma agravante: se Passos Coelho ainda põe condições para ser primeiro-ministro, Sócrates não põe condição nenhuma.

jas@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 19:28
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PRÉ-ANÚNCIO

não vão ser fáceis, os tempos que aí vêm

Esta anunciada disponibilidade, por parte de destacadas figuras do PS, para «dialogar» com o PSD, no pós 5 de Junho, e da alegada necessidade dos dois partidos (quiçá com o CDS) se juntarem num bloco central, não significa uma predisposição do PS para colaborar com um eventual governo de maioria absoluta PSD-CDS na execução do acordo que negociou e subscreveu com a troika, mas o seu exacto contrário. Ou seja: é um pré-anúncio de que, sejam quais forem os resultados do próximo dia 5, o PS não está disposto a sair da área da governação e que o futuro governo, com ou sem maioria absoluta, precisará dele e da sua influência para que o acordo seja cumprido, seja no parlamento seja nas ruas do país. Os tempos que aí vêm não serão fáceis.

publicado por luzdequeijas às 17:35
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UM ESTRANHO DISTÚRBIO

 

 

 

 

 

Em 1983, Woody Allen escreveu o argumento para um filme que realizou sobre a estranha vida de um homem que padecia de um estranho distúrbio. A trama fala sobre Leonard Zelig, um homem desinteressante que tinha a notável capacidade de transformar a sua aparência na das pessoas que o cercavam.

 

Lembrei-me da história a propósito de um notável artigo de José António Saraiva e de uma personagem que, embora dotada de capacidades para um papel menor, adquiriu o dom de assumir e projectar o poder daqueles que com ela privam.  Mais, revelando uma estranha variante do mal de Zelig, não só projecta o pathos dos que a entretêm e bajulam como chega, mesmo, a assumir as suas dores. E, numa variante à variante, predispõe-se ao tristíssimo papel de mensageira dos recados dos poderosos em que por simpatia se transforma, auto-induzindo, por esta via, uma acrescida sensação de poder e uma quase demencial impunidade discursiva.

 

Porém, esta variante transgénica do Zelig seminal possui adaptabilidade mitigada. Emula apenas os génios que têm levado ao quase apocalipse esta caricatura de cenário por onde deambula. Pula, de transformação em transformação, mas as personagens que emula são cada vez mais sempre as mesmas. Ao contrário do original, falta-lhe um verdadeiro golpe de asa. Sobra-lhe a desfaçatez e a arrogância. No país dos quase Zeligs, há um que impera…

 

Correio da Manhã

publicado por luzdequeijas às 14:36
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ALGUÉM DÁ A TERCEIRA?

Os cadernos de classificados deste e de muitos outros jornais têm anúncios de prestadores de serviços que fazem algo a que se convenciona chamar convívio.

 

Por:Leonardo Ralha, Editor de Cultura & Online

 

Quem ousar ler tais páginas aprende todo um repositório de expressões que dizem tudo sem dizerem nada, sendo a mais curiosa a ‘segunda oportunidade’. Ou seja, o compromisso de que a prestadora ou prestador recomeçará tudo se o cliente for demasiado rápido.

Nos seis anos em que foi primeiro-ministro, Sócrates também concedeu Novas Oportunidades, criando um programa de equiparação em massa aos diplomas do ensino secundário claramente inspirado no seu amigo venezuelano Hugo Chávez, numa lógica de facilitismo que não destoa dos exames fáceis ao ponto do risível e das licenciaturas tiradas ao domingo no ‘ensino regular’.

Nova oportunidade é o que Sócrates pede agora. Uma terceira. Admite-se que a anterior terminou de forma abrupta e mais cedo do que o secretário-geral do PS desejaria, mas a primeira durou quatro anos em que fez tudo o que pretendia, sem prazer para os portugueses e com as lamentáveis consequências por todos reconhecidas e sentidas. É altura de os eleitores lhe dizerem, em tom de escondido embaraço, que o seu tempo chegou ao fim e tem de ir embora.

publicado por luzdequeijas às 14:21
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RESUMINDO E CONCLUINDO

PS: Sócrates procurou montar uma campanha baseada no medo: medo da mudança e do fantasma ‘neoliberal’. Azar. Foi Sócrates quem meteu medo ao passear-se pelo país como se não tivesse nada a ver com nada – um caso de fanatismo e soberba que a celebrada ‘resistência’ do homem apenas amplificou. Para filmes de terror, já bastou o que bastou.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

PSD: Foi o único partido que tentou levar a sério as medidas que assumiu com a troika. E foi o único que tentou debatê-las contra uma cortina de ruído e irrisão. Se Passos ganhar, terá sido pelo caminho mais sério – e mais difícil.

CDS: Portas é o mais talentoso político da sua geração. Mas as declarações ao ‘DN’ sobre a possibilidade de o CDS não integrar um governo de coligação com o PSD espantam pela sua absoluta falta de tino. Passos Coelho não esperava esta prendinha final.

BE: Louçã liquidou-se antes da campanha começar. Ao excluir qualquer encontro com a troika e ao apresentar uma moção de censura a brincar, o homem condenou o Bloco a uma irrelevância de feira.

PCP: Jerónimo foi Jerónimo e o PCP é o PCP.

publicado por luzdequeijas às 12:53
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O DINHEIRO DO POVO

"Só instituições superiores de controlo independente podem antever, prevenir, salvaguardar .... a boa utilização dos dinheiros públicos"

 

Guilherme de Oliveira Martins - Presidente do Tribunal de Contas

publicado por luzdequeijas às 12:45
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

PRESSÃO ILEGITIMA

asneira

Passos Coelho começou mal a campanha e está a terminá-la bem. Paulo Portas começou-a muito bem e está a terminá-la mal. Na verdade, depois do disparate táctico de piscar o olho aos eleitores descontentes do PS e do BE com o posicionamento “esquerdista” do CDS em questões sociais, sucedeu-se, hoje, esta coisa incompreensível de dizer que o seu partido admite preferir “um acordo de incidência parlamentar” a ir para o governo com o PSD. Isto é incompreensível, porque só lhe poderá roubar votos: os novos eleitores do CDS querem protagonismo do partido em que vão votar e do seu líder, e esse protagonismo só é compreensível no governo do país. A hipótese hoje colocada por Portas parecerá, assim, uma birra e uma pressão ilegítima sobre os eleitores feita a três dias das eleições, e não uma jogada política séria. E o pior é que, a um dia do fim da campanha, Portas já não poderá dar o dito por não dito. Vai perder votos com isto.

publicado por luzdequeijas às 23:57
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

BEATIFICAÇÕES PORTUGUESAS

Adiantaremos uma Lista com os nomes de pessoas naturais de Portugal (ou que habitaram o território que geograficamente pertence a Portugal) e que foram beatificadas ou canonizadas pela Igreja Católica.

publicado por luzdequeijas às 19:41
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BATALHA DE OURIQUE

Batalha de Ourique

 

A Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no actual Baixo Alentejo (sul de Portugal) em 1139 - significativamente, de acordo com a tradição, no dia de Santiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente Mata-mouros.

 

Foi travada numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos. Nela se defrontaram as tropas cristãs, comandadas por D. Afonso Henriques, e as muçulmanas, em número bastante maior.

Inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal (ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar o título Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 - tornando rei de facto, embora a confirmação do título de jure pela Santa Sé date apenas de Maio de 1179.

A ideia de milagre ligado a esta batalha surge pela primeira vez no século XIV, muito depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

A lenda narra que, naquele dia, consagrado a Santiago, o soberano português teve uma visão de Jesus Cristo e dos anjos, garantindo-lhe a vitória em combate. Contudo, esse pormenor foi interposto mais tarde na narrativa, sendo praticamente decalcado da narrativa da Batalha da Ponte Mílvio, opondo Maxêncio a Constantino o Grande, segundo a qual Deus teria aparecido a este último dizendo IN HOC SIGNO VINCES (latim, «Com este sinal vencerás!»).

Este evento histórico marcou de tal forma o imaginário português, que se encontra retractado no brasão de armas da nação: cinco escudetes (cada qual com cinco besantes), representando os cinco reis mouros vencidos na batalha.

publicado por luzdequeijas às 19:23
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SÃO ROSAS SENHOR

A lenda do milagre das rosas


Conta-se que, certa vez, a rainha D. Isabel, decidida a ajudar os mais desfavorecidos, teria enchido o seu regaço com pães, para os distribuir. Tendo sido apanhada pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha limitou-se a responder: São rosas, Senhor! Com efeito, ao abri-lo, teriam brotado rosas do regaço, ao invés dos pães que escondera. Este evento ficou conhecido como milagre das rosas.

Passou à história com a fama de santa, tendo sido beatificada e posteriormente canonizada. É popularmente conhecida como a Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa.

Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia filipina, que colocou grande empenho na sua santificação, pelo Papa Urbano VIII em 1625. É reverenciada a 8 de Julho, data do seu falecimento.

Actualmente, inúmeras escolas e igrejas ostentam o seu nome em sua homenagem.

publicado por luzdequeijas às 19:21
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SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

 

 

Santo António de LISBOA – (Lisboa, 15 de Agosto de 1195 - Pádua, 13 de Junho de 1231), de seu nome de baptismo Fernando de Bulhões e Taveira Azevedo (ou Fernão de Bulhões y  Taveira Azevedo) é também conhecido como Santo António de Pádua, por ter falecido nessa cidade italiana; Regra geral, os santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias – pois que na doutrina cristã, a morte mais não é que a passagem para a verdadeira vida –, e não daquela que os viu nascer; assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua, e apenas reverenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa; no Brasil, onde tem também milhões de devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo António, o Casamenteiro.

                                        

publicado por luzdequeijas às 19:18
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O INFANTE SANTO

 

 

 

Apesar da advertência do Infante D. Pedro, no ano de 1437 larga rumo a Tânger uma expedição comandada pelos Infantes D. Henrique e D. Fernando. Aconteceu um desastre militar, muitos mortos e feridos e uma calamidade: o Infante D. Fernando fica prisioneiro dos mouros.

Estes, para o livrarem do cativeiro, exigem a devolução da cidade de Ceuta.

No Reino, o Infante D. Pedro pugna pela devolução de Ceuta e consequente libertação de D. Fernando. D. Henrique opõe-se, nada se deve restituir aos infiéis, argumenta que as virtudes cristãs de D. Fernando irão suavizar o seu martírio e assim se vai forjando a lenda do Infante Santo. D. Duarte não sabe o que fazer. Roído de remorsos morre em 1438.

Nuno Álvares Pereira (24 de Junho 1360 - 1 de Novembro 1431), também conhecido como o Santo Condestável ou Beato Nuno de Santa Maria foi um general português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela.

 A 14 de Agosto, Álvares Pereira mostra o seu génio militar ao vencer a batalha de Aljubarrota à frente de um pequeno exército de 6.000 portugueses e aliados ingleses, contra as 30,000 tropas castelhanas. A batalha viria a ser decisiva no fim da instabilidade política de 1383-1385 e na consolidação da independência portuguesa. Finda a ameaça castelhana, Nuno Álvares Pereira permaneceu como condestável do reino e tornou-se Conde de Arraiolos e Barcelos. Entre 1385 e 1390, ano da morte de João de Castela, dedicou-se a realizar raides contra a fronteira de Castela, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV. O seu dia festivo é 6 de Novembro. O processo de canonização encontra-se aberto e activo desde 1940.

Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, que fundara como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí permanece até à morte, ocorrida em 1 de Abril de 1431, um domingo de Páscoa.

As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."

publicado por luzdequeijas às 19:15
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POTUGAL UM PAÌS ESOTÉRICO E MÍSTICO

De entre as figuras místicas mais conhecidas como Francisco de Assis (1181-1226), Leonardo da Vinci , René Descartes , William Shakespeare e tantos outros, também o foi o nosso Rei D. Dinis .

O novo ciclo histórico lusitano iniciado sob a égide de D. Dinis, o rei-trovador, e da rainha Santa Isabel, que foram os soberanos que lançaram as bases políticas, culturais e espirituais que permitiriam, um século mais tarde, a emergência dos Descobrimentos Portugueses como uma nova demanda do Graal, para a qual contribuiu indubitavelmente a Ordem de Cristo, concebida por D. Dinis como continuadora da obra da Ordem dos Templários que, na época, fora extinta em toda a Europa. De assinalar a existência de um conjunto de correntes espirituais e esotéricas europeias que exerceram profunda influência em Portugal desde o reinado de D. Dinis até ao período manuelino. Dante e o seu misterioso 515, a ligação esotérica entre o Graal e o Preste João, o Culto do Espírito Santo, a confraria iniciática dos «Fiéis do Amor» e os conhecimentos secretos de Raimundo Lulo são algumas delas. Com fortes ligações a essa Europa heterodoxa, certas elites portuguesas, detentoras de conhecimentos secretos, modelaram a faceta esotérica e científica do Projecto dos Descobrimentos Portugueses. Ainda hoje, o mistério templário continua vivo em Portugal.

Foram várias as personalidades da nossa história ligadas a acontecimentos de natureza sobrenatural, tais como:

 

Batalha de Ourique

 

A Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no actual Baixo Alentejo (sul de Portugal) em 1139 - significativamente, de acordo com a tradição, no dia de Santiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente Mata-mouros.

Foi travada numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos. Nela se defrontaram as tropas cristãs, comandadas por D. Afonso Henriques, e as muçulmanas, em número bastante maior.

Inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal (ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar o título Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 - tornando rei de facto, embora a confirmação do título de jure pela Santa Sé date apenas de Maio de 1179.

A ideia de milagre ligado a esta batalha surge pela primeira vez no século XIV, muito depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

A lenda narra que, naquele dia, consagrado a Santiago, o soberano português teve uma visão de Jesus Cristo e dos anjos, garantindo-lhe a vitória em combate. Contudo, esse pormenor foi interposto mais tarde na narrativa, sendo praticamente decalcado da narrativa da Batalha da Ponte Mílvio, opondo Maxêncio a Constantino o Grande, segundo a qual Deus teria aparecido a este último dizendo IN HOC SIGNO VINCES (latim, «Com este sinal vencerás!»).

Este evento histórico marcou de tal forma o imaginário português, que se encontra retractado no brasão de armas da nação: cinco escudetes (cada qual com cinco besantes), representando os cinco reis mouros vencidos na batalha.

publicado por luzdequeijas às 19:12
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OS FAMOSOS PELOTÕES

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
 

Gostaria de enfatizar estas expressões: virtudes civícas e sociedade civilizada. Na altura, elas passaram despercebidas aos «guardiões» do relativismo contemporâneo. E a maior parte das recensões politicamente correctas que foram feitas ao livro de Dahrendorf associaram a sociedade civil a grupos de activistas, ou às famosas ONG, muitas das quais vivem hoje em profunda e promíscua associação com os Estados e os seus orçamentos. É óbvio que a sociedade civil também pode incluir  grupos de activistas políticos, mas não são esses os principais ingredientes dos pequenos pelotões de Edmund Burke, citados por Dahrendorf. Os pelotões de Burke, incluíam instituições civis que raramente são citadas pela nossa comunicação social: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral. E esses pequenos pelotões tinham sido igualmente identificados por Alexis de Tocqueville na sua viagem à América em 1831-1832:

Os americanos de todas as idades, condições e tendências reúnem-se constantemente, não só em associações comerciais e industriais, nas quais todos participam, mas também em muitas outras de diversíssimos géneros - religiosas, morais, sérias, fúteis, muito gerais e muito particulares, enormes e ínfimas, os americanos associam-se para dar festas, fundar seminários, construir albergues, erguer igrejas, divulgar livros, enviar missionários para os antípodas. Desde que se trate de evidenciar uma verdade ou desenvolver um sentimento através de um grande exemplo, ei-los que se associam. Sempre que, à cabeça de um novo empreendimento, possais ver em França o governo e na Inglaterra um grande senhor , podeis estar certos de que nos Estados Unidos encontrareis uma associação.

João Carlos Espada



publicado por luzdequeijas às 19:05
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PELAS NOSSAS CRIANÇAS

    
publicado por luzdequeijas às 14:47
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