Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

QUALQUER VELEIDADE SÓCRATICA

“É a política, estúpido!”

2 Novembro, 2010 – 11:04

 

«Após o rompimento das negociações na semana passada, forçado por Teixeira dos Santos, o que levou o Governo a pedir a anuência do PSD em termos e modos que tinha recusado poucos dias antes?
Dois motivos essenciais: (i) a pressão dos líderes europeus; (ii) principalmente, a notícia de duas sondagens em que o PS derrapa dramaticamente – na deste jornal, o PS afrouxa nos 26%, o pior resultado em 23 anos. O que derruba qualquer veleidade socrática em provocar eleições.
Por sua vez, o PSD percebeu que estava prestes a cair numa armadilha perversa, arriscando-se a ficar com a reputação de ter inflamado a crise enquanto o incendiário escapava incólume.
Por isso, o Governo recuou e o PSD aceitou viabilizar um OE que lhe repugna

* Ontem, no Jornal de Notícias

publicado por luzdequeijas às 16:43
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A DESCIDA AO FUNDO DO POÇO

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Este é um novo e grande desafio para que o povo português faça a sua descida ao fundo do poço. No mundo esotérico há muita convicção de que a verdade está no fundo do poço.
Em boa verdade, parece mesmo que a verdade está no fundo do poço. A descida até lá é decerto desanimadora e sofredora .... mas é lá que está a verdade. Tem de ser  verdade que todo aquele que não ficar a meio, mas descer efectivamente ao fundo do poço é um esoterista por inteiro. O esforço para se descer a grande profundidade e a angustia de não  sabermos o que vamos encontrar, ou se voltamos, redobra a coragem e alegria na subida.
 
O nosso problema de hoje é a falta de preparação de que cada português individualmente e do colectivo nacional para combater os seus monstros interiores. Fizeram de nós seres fracos pela ausência do sacrificio continuado. Os grandes campeões nunca o serão sem que antes tenham bebido muitas lágrimas ! Sem terem caído ,exaustos, vezes sem conta. Leventando-se a sofrer!
 
Neste sentido o poço é um símbolo verdadeiramente universal. Odim, ao beber a água do poço, conseguiu o conhecimento dos acontecimentos passados, presentes e futuros.  De certo, logo a seguir a uma viagem de todos nós ao fundo do poço virá à nossa alma colectiva de portugueses, a mesma força que fez com que este povo entrasse pelo mar dentro cheio de confiança e orgulho e, sem surpresa, ficasse frente a frente com gente de outros credos, raças, culturas e riquezas. E com eles aprendesse e ensinasse, sem reservas, o modo espiritual de estarmos no mundo.
 
A lenda de Artur e do Graal, remete-nos para duas realidades fundamentais e que se complementam:
- Uma na linha da individualidade aponta a busca da iniciação espiritual ( demanda do Graal ).
- Outra no sentido da restauração de ouro. Um reino no qual poderemos encontrar de novo a harmonia entre os homens e a comunicação entre estes e o divino. ( O regresso de Artur).

O eremita Trevizento informa o sobrinho Parsifal, da tradição do Graal e dos seus guardiões (os Templáros) : É pela virtude da pedra "Lapsit exilis "que a fénix se consome e se transforma em cinzas. Mas é destas cinzas que renasce a vida, a fénix renascida.          

 

 António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:27
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A POLÍTICA BATE NO FUNDO

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

 

Quando se diz que a política bateu no fundo, sobre ela, que mais se poderá dizer? As cumplicidades são numerosíssimas, as teias são espantosamente grandes, os interesses em jogo de uma complexidade impressionante, e fazer com que tudo isto corra sem grandes «broncas», é tarefa quase impossível. Mas vão-o fazendo!

Teremos de concluir deste modo, pois não se vislumbra um só sinal tranquilizador de que as coisas poderão estar a caminho de melhorias. Sem se perceber bem a origem do mal, o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro. Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte: do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão. E dela própria. A mediocridade banalizou-se, tornou-se normal. O mau gosto alastra. A honra das pessoas perdeu valor e qualidade. Ninguém pode saber, com toda a sinceridade, a maneira de mudar este estado de coisas. Não se sente que haja energia suficiente para inverter tal situação. Há uma espécie de entropia instituída, de conformismo e facilitismo, que puxa o país para baixo. Sempre para baixo!

Perderam-se as referências. Já não se identifica a mediocridade, o mau e o bom gosto misturam-se, confunde-se a esperteza com a falta de carácter, a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num enorme lodaçal. A salvação já não é colectiva nem é individual, é fugir. Emigrar para retemperar forças. A mente ocupada esquece facilmente as agruras da vida, mesmo as mais penosas. Assim, o contacto com a realidade do país que temos torna-se mais difícil. A maioria das pessoas quereria ser optimistas, até para criar uma onda de alto astral. Mas não dá. Tudo piora quando se houve ou lê, alguém responsável afirmar: “bons resultados para a nossa economia, o PIB cresceu 0,1 %”! Meu Deus, parece que vivemos num país de atrasados mentais ou que nos querem fazer passar por isso! Falar claro e honestamente, sem medo de dizer   (mesmo a Hugo Chaves), que a economia está estagnada. Ou pior, estagnada no fio da navalha!

Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os últimos resultados das sondagens de opinião pública (2001) mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito; hoje este tipo de sondagem não aparece publicado e se aparecer ninguém acredita nela! A manipulação é prática corrente. Percebe-se pelas contradições. Até a nossa participação nos Jogos Olímpicos foi anunciada como um grande êxito! Como é possível?

 

“ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo governo. Dados que o Ministério (Alberto Martins) do governo socialista (2001) interpreta como preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia. Entretanto as coisas só pioraram! E novos motivos de preocupação com a saúde do sistema político são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos:  Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo. Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “.  Em ordem decrescente os resultados foram: Forças Armadas 2.36%, Comunicação Social 2.34%, Banca 2.17%, Ordens Profissionais 2.13%, Administração Publica 2.11%, Patronato 2.08%, Tribunais 1.98%, Sindicatos 1.95%, Grupos Económicos 1.89%, Seguradoras 1.88%, Assembleia da Republica 1.86%, Partidos Políticos 1. 49%!

A credibilidade atingiu um nível tão baixo entre os portugueses, que alguma coisa tem que ser feita. Será que os mais altos responsáveis da nação não se apercebem disto?

A realidade é sobejamente conhecida, mas os responsáveis de todos os quadrantes, mais não têm feito do que, como em gíria se diz, “assobiar para o lado”.                     

Um regresso muito desejado a uma sociedade mais transparente, mais humana e com predomínio da dignidade pessoal, pode estar em perigo.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:16
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UM PROBLEMA DE CONFIANÇA

" ELEITORES NÃO CONFIAM EM SÓCRATES"

 

61 por cento dos eleitores a quem foi perguntado se confiavam a chave de casa a Sócrates respondem com negativa"

publicado por luzdequeijas às 16:03
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DOIS BERROS

Por:Pedro S. Guerreiro, Director do 'Jornal de Negócios'

 

A euforia em torno do acordo entre o Governo e o PSD que viabiliza o Orçamento de Estado não celebra qualquer sensação de vitória mas de alívio. É incompreensível como o País se deteve duas semanas perante o mais fácil de entre tudo o que temos pela frente, o acordo político. Mas ei-lo, finalmente.

É uma falsa vitória porque este Orçamento do Estado não resolve, só por si, nenhum problema, apenas inicia o processo de ajustamento brutal da economia. É um enunciado de regras para montar o equipamento com que pagaremos as nossas dívidas. É a promessa do que aí vem antes de se pensar sequer em voltar a crescer. É uma falsa vitória, porque não foi por entendimento nem por sentido de Estado que o Governo recuou no final, depois de o PSD ter recuado no princípio, viabilizando o Orçamento.

 

Houve acordo porque Angela Merkel deu ‘dois berros’ na semana passada a José Sócrates, durante o Conselho da Europa, o que virou 180 graus a disposição negocial dos envolvidos.

 

"O pior está para vir", escreveu Pedro Passos Coelho na sua página do Facebook, no texto em que celebrou o acordo entre o PSD e o Governo para o Orçamento do Estado. O presidente do PSD tem razão: tudo vai piorar antes de melhorar. Tudo menos uma coisa: o Governo já não tem peneira suficientemente grande para esconder este sol.

publicado por luzdequeijas às 15:55
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QUALIDADES PARA EXERCER O CARGO

Obama e as eleições
Inserido em 02-11-2010 08:03


 
Hoje, há eleições nos Estados Unidos. Não são eleições presidenciais, mas a situação política de Obama vai pesar nos resultados.


Barack Obama foi eleito Presidente suscitando enormes expectativas. Eram certamente expectativas exageradas, dados os problemas existentes, a começar pela crise financeira global. Mas poucos previam, então, que o Presidente tivesse, entretanto, perdido tanto da sua aura.

O principal problema é a economia, com um desemprego perto dos 10% da população activa e milhares de americanos que perderam a casa hipotecada.

Por outro lado, o Partido Republicano declarou guerra total ao Presidente, frustrando o seu projecto de unir os americanos. E os Democratas nem sempre apoiaram Obama. E não o fizeram porque os eleitores dos seus estados torciam o nariz às propostas do Presidente – como foi o caso da Lei da Saúde. A reconhecida eloquência de Obama, tão útil na campanha eleitoral, não mostrou grandes resultados na Casa Branca.

Cada vez mais se torna claro que as qualidades para ganhar campanhas eleitorais não coincidem com as qualidades para exercer os cargos.




publicado por luzdequeijas às 15:47
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A DEMOCRACIA

Domingo, 31 de Agosto de 2008

 

A Democracia é considerada hoje no mundo, como o sistema político a atingir ou conservar, por todos os países.Todavia, embora sendo a garantia mais segura para obtenção de princípios fundamentais ao homem, comporta em si própria algumas contradições a esses mesmos princípios – como sejam por exemplo, a necessidade de manter sigilosas muitas das medidas e decisões importantes, a nível nacional e também mundial. A democracia não existe sem segredos! Dá a sensação de que nela existem segredos a mais!

O secretismo é sempre algo deveras assustador e contrário às normas claras, em que se deve mover uma democracia, em pleno uso, transparência máxima . Não se compreende muito bem como numa democracia podem coabitar os chamados grupos secretos (lóbis)  ou, como alguns preferem, discretos. Tudo aponta para um antagonismo incompreensível e do ponto de vista legal totalmente absurdo. Por alguma razão se esconde?

 

Se partirmos do princípio, não verdadeiro, de que tais organizações somente praticam estudos de reflexão ou privados, assim, vá que não vá. Até seriam úteis. Agora quando se vêem, certas personalidades rotuladas de antifascistas e (puros democratas) pertencerem, advogarem e elogiarem a existência destas organizações, com total domínio e interferência na vida da nossa sociedade e do mundo, é difícil de compreender. Provavelmente, assim, terá de ser. Nada melhor para bem definir e representar o dito secretismo que a figura de um gato, que aparece e desaparece sem darmos por ele, ausente quase sempre de afectos, mas muito seguro e nada comunicativo.

 

Reconheço que ao nível da governação, muita coisa tem que ser mantida em segredo. O mesmo acontecerá no mundo da segurança, da política, na parte comercial e um pouco em tudo, até mesmo na nossa vida privada. O que eu não entendo é aquele mundo que estou a admitir poder existir. Vivemos numa sociedade democrática regulamentada por leis e por uma constituição. Em que parte da nossa constituição se pode apoiar toda a actividade de constante interferência dos grupos secretos (lóbis) na vida nacional, seja através de membros adormecidos ou acordados?

Toda a lógica aponta nessa direcção, e só de pensar que qualquer cidadão pode ser condenado (e são-no!), sem sequer ser ouvido, provoca-me arrepios de frio. Se o «sistema» através do segredo estiver em plena ligação ao poder do capital, aos partidos (aparelhos), organizações secretas, futebol, governo,  associações, Igreja, comunicação social e mais um larguíssimo número de centros vivos, então a situação é mesmo complicado!

Quero pensar que assim não é, para descanso deste povo que já tanto passou e ao qual tanto prometeram. Se o for, então que ninguém seja prejudicado sem a possibilidade de saber do que é acusado. Para viver e dormir descansado, afinal, é preciso acreditar nos Homens. Em dois mil anos de existência de democracia não seria altura de começar a introduzir nela algumas inovações no caminho da transparência e participação efectiva dos cidadãos eleitores?  

António Reis Luz

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:39
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A CREDIBILIDADE PERDIDA

Regularização da credibilidade «vai levar tempo»
O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, disse hoje que, mesmo com a viabilização do Orçamento do Estado, vai demorar tempo até à regularização da credibilidade de Portugal nos mercados internacionais.
publicado por luzdequeijas às 14:52
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UM PAÍS APRISIONADO

 

Analisarei este país aprisionado por dois partidos também aprisionados e divididos, que é o nosso País, que está realmente prisioneiro e quase moribundo, tomado de inacção e a precisar, neste momento, de um tratamento de choque que o pode deixar ainda mais próximo da sua total descaracterização.

 

Ou talvez não.

 

Sem qualquer exagero, é como se um poder misterioso o comandasse na sombra e comandasse também o ritmo de moribundo a que ele está a funcionar.

Os dois partidos são, naturalmente, o PS e PPD/PSD que estão aprisionados por poderosas forças que parecem residir a seu montante! A figura física de tais forças será muito semelhante à figura do colossal gigante “ Adamastor”. Forte e feia.

Uma figura monstruosamente enorme e disforme, que sobressaía do duro e misterioso Cabo das Tormentas, que hoje os portugueses querem de novo dobrar, mas os actuais “Adamastores ” não deixam! O Cabo Boa Esperança não está ainda à vista. Entretanto, o povo português, vive sem auto-estima e ainda menor motivação individual ou colectiva.

 

Apesar de ele, na sua maioria, desconhecer a existência dos tais “ Adamastores”, de uma forma subconsciente, pressente-os, o que se reflecte na sua acção, ou inacção, e na situação lastimável em que se encontra o nosso País. Será talvez por isto, por causa dos monstros, que tanto se ouve o povo dizer: “ Hoje, já não chegaria um Salazar, seriam precisos pelo menos uns vinte”.

 

Estes curtos comentários mais não serão do que uma chamada de atenção, para a necessidade de uma "Mudança Radical" que leve o país a medidas de choque, transparentes, saudáveis e corajosas, que despertem os dois partidos do poder e os portugueses em geral, para uma nova mentalidade na política e na forma de votar. Quem deixa o país neste estado devia merecer punição severa, e o partido que lhe deu apoio tão depressa não poderia voltar a ser poder.

 

Hoje é bem visível que no PS existem dois partidos, um PS NOVO e um PS VELHO. O primeiro é temente a Deus e frequenta os templos o segundo é laico e republicano. Em boa verdade os dois são altamente responsáveis pelo estado a que José Sócrates levou o nosso país. Deixaram que ele se apoderasse do partido como coisa sua. Não se deixando comandar pelo PS, mas, manipulando todo o partido, a seu belo prazer.

Será justo afirmar que o mais responsável é sem dúvida o PS NOVO, que parece nada temer a Deus. Quem provoca tanto mal às famílias e defende de forma irresponsável as "medidas fracturantes" tão responsáveis pela degradação moral a que chegou a nossa sociedade e o país no seu todo, não pode ser crente em Deus, provavelmente nem ao Diabo. Mas somente aos grandes interesses particulares!

 

Nos dois partidos do poder e na sua vida interna, a conflitualidade é feroz, não na procura de soluções para os enormes problemas e carências da nossa sociedade, mas na conquista do poder que os possa (a sua facção) levar a ser governo e conquistar lugares no parlamento, câmaras, Bruxelas ou Juntas e empresas públicas. Os problemas do país virão a seu tempo se vierem! Normalmente ficam para as calendas.

Aproveito para deixar uma pergunta: quando um novo militante se vai inscrever no PPD/PSD ou no PS, em qual das sensibilidade destes partidos se inscreve? Se nada lhe perguntarem, ou informarem, como poderá o inscrito aceitar ser descriminado, mais tarde, por não pertencer a uma qualquer destas facções, mas for um bom cidadão? Vai para casa coser meias?

 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 13:50
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ACALMAR OS PORTUGUESES NÃO OS MERCADOS!

O capitalismo financeiro é implacável e não olha a meios para atingir coisa que lhe interessa: lucro. Isto é  óbvio, e qualquer decisor político ou económico tem de ter sempre presente esta realidade incontornável. Os países como Portugal já fazem orçamentos para "acalmar os mercados" e incorporam as medidas mais duras "por exigência dos mercados".

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

Ora, os ‘mercados’, realidade muito abstracta para o cidadão médio e correspondendo a interesses difusos também muito opacos, só comandam a nossa vida colectiva porque nos entregámos à sua saciedade. Ontem, primeiro dia de ‘mercados abertos’ após o acordo entre Governo e PSD para a viabilização do Orçamento, os juros da dívida portuguesa voltaram a ultrapassar os 6 por cento, valor habitual dos dias de turbulência.

Isto tem apenas um significado: não nos vendam orçamentos para "acalmar os mercados", porque não são esses orçamentos que resolvem os problemas internos da nossa economia. O problema é que a governação totalmente irresponsável de PS e PSD nas duas últimas décadas nos colocou nesta posição. Não foram os ‘mercados’ nem Bruxelas. Foram o PS e o PSD que nos entregaram nas mãos da voracidade especulativa. São eles o centro do problema português. E são eles que têm de recuperar a credibilidade necessária para tirar o País do buraco em que se encontra. Será ainda possível?

publicado por luzdequeijas às 12:28
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15 ANOS DE DESGOVERNO

Por:Ângelo Correia, Gestor

 

Numa época de crise, a volatilidade das opiniões é enorme. Se a crise for muito profunda, então a variação dos humores e critérios é excessiva. Vem isto a propósito dos resultados das sondagens realizadas no último mês. Nesse espaço de tempo, de uma igualdade entre o PS e o PSD passou-se à quase vitória esmagadora deste último e à queda brutal do primeiro. O que se passou de relevante para justificar tão abrupta mudança foi apenas a percepção do que será o Orçamento do Estado proposto pelo PS e suas consequências sobre o rendimento dos cidadãos.

O PS paga hoje nas sondagens as omissões e erros de 15 anos de desgoverno, incapacidade e abuso, para os quais o actual Governo muito contribuiu. Todos sabiam isso mas não o sentiam. Sentir no bolso não é a mesma coisa que conhecer intelectualmente. Por isso, a tendência para o futuro é a manutenção de uma hostilidade ao PS. Não vai existir perdão fácil nem um súbito renascer da Fénix. O perdurar da crise e o empobrecimento que daí decorre asseguram esse descontentamento político. Mais ainda, potenciam uma mudança de voto político, julgando os eleitos que isso poderá, no futuro, minorar as suas dificuldades. Pode o PSD ufanar-se e encher-se de optimismo esperando que a glória esteja à porta. Eu não o estaria. Perceberia que a mudança vai vir mas ela está carente de esperança e de realizações que ponham fim à frustração que grassa em Portugal. E se o futuro não lhe corresponder nos termos em que o deseja, o inverso de humor, atitude, critérios e escolhas é rápido e automático.

Ora, o que nos espera não é apenas um ano de crise, são vários, talvez muitos, e traduzem, por um lado, o peso pretérito dos erros e, por outro, a eventual capacidade de regeneração e inversão. Se estas não se verificarem a recaída é óbvia, por isso à Direcção do PSD não se pede contentamento e deslumbre mas sentido de responsabilidade perante um futuro no qual vai ser actor político decisivo. O que se pede à Direcção do PSD é que defina objectivos para Portugal. De modo a sermos um país competitivo e com uma cobertura adequada para os riscos sociais.

Em palavras simples, olhe para Portugal com um olhar reformista, expresse uma vontade de mudar e escolha os protagonistas mais capazes para essa tarefa. É altura de perceber que sem o seu aparelho partidário não chegaria ao actual patamar mas, para ser Poder, terá de o superar e encontrar fórmulas mais abrangentes, consistentes e adequadas ao reformismo que vier a praticar. A Glória parece estar próxima. O Poder tem de actuar como se ela estivesse distante. Como os Romanos, nunca podemos esquecer "Sic transit gloria mundi".

publicado por luzdequeijas às 12:23
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ADEUS SÓCRATES E COMPANHIA

"Estamos perante um Governo em fim de ciclo, em queda livre, desgastado, descredibilizado, indigno do povo que o elegeu, que só se serviu do poder para desgraçar o país, ajudar os amigos e afilhados e que deixa uma pesada herança. Bye, bye PS; bye, bye Sócrates e companhia. Serão recordados como os piores governantes de que há memória em Portugal."

António Costa - Porto

publicado por luzdequeijas às 12:11
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FRASE DO DIA

Este Governo tem de cair. É preciso uma grande mudança política

 

Alberto João Jardim, Pres. do Governo Regional da Madeira

 

publicado por luzdequeijas às 12:09
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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

SONHAR É PRECISO

Domingo, 1 de Junho de 2008

 

Prever Não É Pecado

É de acreditar que este novo século, forçosamente, trará de volta uma nova ordem social, moral e política. Porque com ele, serão finalmente repostos o respeito e os tradicionais valores humanos. Quase desaparecidos!  

Não sem que antes o mundo pareça desabar.  

Representará esta conquista uma vitória contra o crime organizado, a criminalidade económico – financeira, a corrupção, o oportunismo e o materialismo selvagem, que têm vindo a revelar-se uma ameaça grave contra a democracia, a sociedade civil e a sua economia.

Quem tiver por hábito manter-se informado sobre o mundo, sabe de previsões de organismos internacionais, cheios de credibilidade, no sentido de uma certeza absoluta: da escassez, dentro de duas ou três dezenas de anos, de bens essenciais à manutenção do nível de bem estar, dado hoje como adquirido na Terra, pelos países mais desenvolvidos.

Serão os casos, além de outros, do petróleo e, mais ainda, de água potável!

A confirmarem-se tais previsões, e se outras soluções não forem encontradas, o caos poderá tornar-se demasiado perigoso. O mundo recuará, sem dúvida.

Sabe-se ainda que todo o pensamento é adivinhação, como referia Miguel Tamen na sua obra “ Maneiras da Interpretação”. Dizia ele que só agora os homens começam a compreender o seu poder divinatório. Também dizia que só aquele que pode compreender esta idade, ou seja: - dos grandes princípios de rejuvenescimento geral – conseguirá apreender os pólos da humanidade, a reconhecer e conhecer a actividade dos primeiros homens, bem como a sua natureza. Com a " Idade de Ouro "que há - de renascer, o homem tornar- se - á consciente daquilo que é, então “compreenderá a Terra e o Sol”!

Quando nos servimos da ficção o nosso pensamento pede adivinhação! É um facto.

Gente entendida e sabedora admite como provável que o surgimento do próprio ser humano tenha ocorrido há cerca de 1 700 000 de anos.

Até hoje sempre a Terra deu ao Homem meios de sobrevivência. Certamente assim continuará.

É na lógica de uma próxima escassez de bens essenciais por exaustão, que será de admitir a vinda de um caos mais acentuado. Tanta coisa vai mal no seu consumo, gestão e preservação!

O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, é outro ponto de roptura. Embora o individual seja igualmente muito importante, o ponto essencial de equilíbrio é indispensável à nossa sobrevivência.

Parece, contudo, que depois desse caos, em crescendo, surgirá uma renascida “ Idade de Ouro”.

Podemos chamar-lhe também de “Paraíso”, ou seja, alguma coisa bem melhor do que tudo aquilo que tem existido até hoje. Mas diferente.

Esse “ Paraíso” virá, de uma força universal a unir as pessoas. Resultará de uma nova cultura adquirida pelo Homem, que sem ofuscar a sua individualidade conseguirá sobrepor - se a ela, fazendo desabrochar um interesse colectivo, quase perfeito, em resultado de o mundo ter atingido um grau superior da sua civilização. Será a sociedade global em pleno, que ultrapassou a criação iniciada pelo humano, se ajustou, ganhou forma e se fixou de um modo harmonioso! O sonho também faz parte desta realidade! Sonhar é preciso.

António Reis Luz




publicado por luzdequeijas às 21:51
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O DIVÓRCIO ACELERA !

Há 72 divórcios por dia em Portugal
No ano passado, houve uma média de 72 divórcios por dia em Portugal quando há 50 anos a média era de dois casamentos dissolvidos por cada dia, segundo dados do INE. Portugal é neste momento um país com um divórcio por cada dois casamentos.
publicado por luzdequeijas às 19:38
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TUDO PODE MUDAR

Um rio sem regresso? Talvez não.

(Pura ficção)

Convido os meus leitores para quando lerem este artigo de opinião, se sentirem como se estivessem a vogar, não na água de um rio, mas sobre ela.

Este rio, quero eu que represente o estado a que o nosso país chegou, envergonhadamente, na cauda dos países da União Europeia, em tudo que é negativo.

Podem mesmo imaginar esse rio, um daqueles com água pouco transparente (a poluição!) e fria, naturalmente também pouco profunda. A sua torrente vai esbarrando e manchando as imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra, nem lave.

Assim, voaremos entre o real e o imaginário visionando do alto o nosso berço.

Com a publicação deste artigo o autor pretende somente levar as suas dúvidas, sobre a sociedade em que vivemos, até às pessoas que, como ele, não têm acesso a todo um mundo que se presume existir, pelas contradições visíveis, inexplicáveis e frequentes, que qualquer observador atento pode detectar, diríamos, no seu dia-a-dia, com um pouco de espírito de observação.

 

Em boa verdade e realidade, os valores são relegados e combatidos, as teorias do “relativismo” são acarinhadas e defendidas. O mau uso e concepção da “tolerância” atiram - nos para o meio do extenso “lodaçal” em que vivemos.

O mérito, a honestidade, o desempenho, a competência e a inteligência das pessoas parecem ser um estorvo à funcionalidade do “Sistema” que tudo controla. Dessa forma consegue um total domínio estruturado, no mau sentido, da nossa Sociedade Civil!

Foi assim que se deu o aparecimento da descrença e das desmotivações colectivas, por todo o País.

A suspeita e o desencanto são o estado de espírito do povo.

Qualquer pessoa mais resoluta e forte no seu carácter é sempre traída no seu idealismo pelo poder, pela corrupção e pela mentira. A moral é derrotada e a permissividade impera!  

 

António Reis Luz  

 

publicado por luzdequeijas às 19:22
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A MORTE DE SÓCRATES

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
Não, não estou a falar das sondagens. Estou a falar do "caso Vítor Baptista" e do "caso Ana Paula Vitorino/Mário Lino". São gravíssimos, mas já ninguém liga. Sócrates está morto, mas levou consigo a nossa dignidade pública.

I. No início do mês, um braço direito de Sócrates (André Figueiredo) foi acusado de tráfico de influências por um deputado do PS. Vítor Baptista, o dito deputado, disse que foi aliciado com um cargo numa empresa pública (eis a grande utilidade "social" do Estado) a troco da sua não-recandidatura ao PS de Coimbra. Se não me engano, André Figueiredo vai processar Vítor Baptista, invocando a ladainha do costume: "Ai o meu bom nome". Mas o ponto aqui é outro: o Ministério Público já abriu um inquérito a este caso? Está aqui em causa um possível crise de tráfico de influências. Um crime público, portanto. Mas, até agora, ainda não vimos nenhuma actividade do MP. Está tudo a dormir na rua da Politécnica? Ou será que as guerras civis  entre procuradores ocupam toda a energia dos ditos procuradores? E o pior é que tudo isto se passa perante a passividade do país, em geral, e das elites, em particular. Já ninguém liga. Os anos Sócrates mataram aquilo que restava da nossa moral pública.

II. Entretanto, rebentou um dos casos mais graves de sempre: pela primeira vez, uma ex-governante, Ana Paula Vitorino, disse claramente que foi pressionada por um ministro, Mário Lino, no sentido de beneficiar x e y . Isto é de uma gravidade absoluta. Porque Ana Paula Vitorino quebrou, e ainda bem, a Omerta socialista. Mas - lá está - já ninguém liga. E porquê? Será por causa do debate sobre o orçamento? Com certeza, o debate sobre o orçamento consumiu o oxigénio mediático. Mas, mesmo sem orçamento para discutir, este caso não teria o impacto que devia ter. Porque já ninguém liga. O regime funciona apenas de forma mecânica. Não tem vitalidade moral.

III. Estes dois casos constituem a estocada final em Sócrates. Mas o pior é que Sócrates leva consigo a nossa dignidade enquanto comunidade política, enquanto espaço público. E, neste ponto, convém frisar o seguinte: todo o espaço público está ligado à máquina, mas há um actor que se destaca pelo ar particularmente cadavérico - o PS. O que dizer do PS? O PS aguentou Sócrates mesmo quando este se envolveu nos escândalos e casos que todos conhecemos. O PS aguentou "socráticos" inenarráveis como o senhor dos gravadores. É triste, mas a verdade é esta: o PS, meus amigos, só começará a expulsar Sócrates quando as sondagens indicarem a morte política do primeiro-ministro. Ora, tendo em conta os últimos sinais , os anjos bons do PS vão começar finalmente a aparecer. Que bravura.

publicado por luzdequeijas às 19:02
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ESPECTÁCULO DA RENASCENÇA

 

A PROPÓSITO DE GRUPOS À PARTE

O mundo dos animais tem muito para nos ensinar. Mas se se está a perguntar: o que será que as minhas crianças podem aprender com as abelhas e os beija-flores? A resposta chega com “Bzzz, Bzzz, Bzzz – a união faz a força”. Este é um espectáculo focado nos valores da amizade, do trabalho e da união.

No mundo de Bzzz as abelhas e os beija-flores vivem em rivalidade, mas os amigos Bela e Bento (precisamente uma abelha e um beija-flor) são uma excepção e não percebem porque as suas espécies andam sempre zangadas e porque é que eles não podem ser amigos.
Depois de muitas aventuras, estes dois amigos vão dar uma grande lição às suas espécies e mostrar que as rivalidades não servem de nada, afinal, na natureza há muito para partilhar e sem colaboração não se chega a lado nenhum.

publicado por luzdequeijas às 18:53
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SEM ORÇAMENTO E SEM FINANCIAMENTO

Rodovalho ou douradinhos

Sem Orçamento, Portugal fica sem financiamento e recorre ao fundo de resgate europeu. Nessa altura, o PSD terá de votar a favor (sim, a favor) das mesmas medidas que agora chumbava... É por isso que terá de negociar para depois se abster.

Ricardo Costa (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 21 de Outubro de 2010

 

O rodovalho não é um peixe qualquer. Juvenal, um poeta romano, conta que o imperador Domiciano convocou uma sessão extraordinária do Senado romano para discutir a melhor forma de o cozinhar. Quase dois mil anos depois, o rodovalho (desta vez acompanhado com espargos) estava nos pratos dos líderes europeus no jantar de sexta-feira, 6 de maio, que juntou em Bruxelas presidentes e primeiros-ministros europeus no arranque do fim de semana que decidiu o resgate da Grécia. A revelação gastronómica foi feita esta semana pelo "Financial Times" numa extraordinária investigação de Tony Barber que a direção do PSD devia ler.

Parece que quando o presidente do Banco Central Europeu começou a falar, a mostrar quadros e a explicar o que estava em causa, Nicolas Sarkozy ficou branco. Não era para menos.

Nesse fim de semana a Europa mudou para sempre. Num contra-relógio até à reabertura dos mercados asiáticos na segunda-feira seguinte, foi criado o megafundo de emergência: 40 mil milhões de euros em fundos da UE, 460 mil dos bolsos dos governos europeus e 250 mil do FMI. E o BCE começou a comprar títulos de dívida dos governos para arrefecer os mercados.

Tudo isto foi feito com vários telefonemas de Barack Obama para Angela Merkel e outros líderes europeus, com uma conferência telefónica dos ministros das Finanças do G-7 (quatro países europeus, mais os EUA, Canadá e Japão). Houve uma decisão adicional: a imposição imediata de medidas de austeridade a Portugal e Espanha. Foi assim que nasceu o nosso PEC II. Da mesma forma que as medidas do Orçamento de 2011 foram anunciadas na véspera de Bruxelas nos obrigar a fazê-lo.

Há três semanas que dedico estas crónicas à Europa. Não o faço por obsessão mas apenas para mostrar que Portugal não tem qualquer hipótese de chumbar o Orçamento e não aplicar a dieta orçamental. Achar que é o PSD que decide estas coisas é não perceber o que se passa na Europa. Quando Obama e os ministros do G-7 passam um fim de semana ao telefone a impedir um colapso financeiro, a opinião de um partido, por mais legítima que seja, está fortemente condicionada.

Se os deputados do PSD chumbassem o Orçamento, daqui por dois meses estariam a votar as mesmas medidas num Orçamento imposto por Bruxelas e pelo FMI. Passos Coelho tem que perceber que já não come na mesa dos pequeninos. Passou a jantar com os grandes. Tem duas saídas: ou negoceia e come rodovalho ou chumba e fica a douradinhos da Iglo o resto da vida.

Texto publicado na edição do Expresso de 16 de outubro de 2010

publicado por luzdequeijas às 18:46
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O ESTADO FEDERAL

Europa federal

Daniel Bessa (www.expresso.pt)
 
0:00 Sexta feira, 29 de Outubro de 2010
Permito-me começar por chamar a atenção para o artigo de Ricardo Costa no caderno principal do Expresso da semana passada. Excelente. O essencial da questão é que o que se passa hoje em Portugal é decidido em Bruxelas. 

O Estado federal europeu está em construção. Lentamente, com alguns momentos de aceleração. A pauta exterior comum. As regras de concorrência. O euro. O Tratado de Lisboa. O que foi decidido, em maio último, no célebre jantar em que "o mundo mudou". Em matéria financeira, cada um gasta o que quiser, e como quiser, mas não pode gastar o dinheiro dos outros, sem condições. Pensar que há Banco Central para financiar Estados-membros, fundos para acudir a devedores falidos, e coisas do género, e que algum beneficiário se mantém autónomo, é coisa de tolos.

O Estado federal é também indispensável para podermos antecipar o que vai seguir-se, na via anunciada pelo mais recente pacto franco-alemão. Em matéria financeira, será muito restritivo. Mandarão, como sempre, os credores - bastando, para o conseguirem, a simples alusão à possibilidade de deixarem de financiar. Os textos fundamentais serão adaptados em conformidade.

É também cada vez mais importante ler a imprensa internacional de referência. Para não ficarmos limitados às histórias que nos contam internamente.

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 23 de outubro de 2010

  

publicado por luzdequeijas às 18:39
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ESTADISTAS PRECISAM-SE

Sobram os dedos de uma só mão para contar aqueles Estadistas que apareceram à frente do nosso País nos últimos cem anos.

Estão a tornar-se um bem preocupantemente escasso ! Ou se é, ou não se é. Eis a questão !
Sabe-se que se nasce já com esse dom, e o muito que se pode fazer, é ajudar a melhorar o seu desempenho.
Mas, para tal, é preciso que eles apareçam.
Aqui radica, e mais transparece, toda a crise partidária; querer ou saber como captá-los. Eles andam por aí,
não muitos, mas andam. Mesmo num País ingovernável como parece estar o nosso !
 
Este, ou qualquer outro governo, com o tempo, acaba por se sentir completamente tolhido na sua acção governativa, com uma liderança a pensar pequeno. A força das corporações, e outras, são de facto eficazmente bloqueadoras.
O País também o sente.
Num primeiro momento, os governantes que vamos tendo ainda inventam uma qualquer ASAE, para mostrarem que mandam. De facto mandam nas “ginjinhas do Rossio” !
Depois o desânimo abate-se sem piedade. Eles não mandam nada ! E o País vai andando mal.
 
Os possíveis Estadistas, que existam neste reino, farejam esta realidade e, como qualquer homem comum, escondem-se na mediocridade, mesmo sentindo o chamamento.
Ficam-se nas covas. Não sentem o mínimo de condições exigíveis para avançar !
Aos donos dos partidos isto interessa e muito. A mediocridade da classe política serve a muita gente, não ao País. Principalmente quando o líder governativo apelida os seus opositores de mesquinhez, tomando como mérito seu o sacrifício de todo o povo para equilibrar as finanças públicas.
Os verdadeiros “ Homens de Estado ” para aparecerem precisam, no entanto, de acreditar ter chegado o momento certo. Depois, a sua acção e postura vão demolindo os bloqueios corporativos e vão fazendo sobressair os mais capazes. Afastam o servilismo e a obra começa a surgir. Com ela regressa a autoridade perdida.
 
 
O verdadeiro Estadista pensa na próxima geração, nunca na próxima eleição. O seu sentido de estado funciona melhor que qualquer GPS (Sistema de Posicionamento Global) na descoberta do caminho certo para os altos interesses colectivos. É uma pessoa desprendida, segue na senda dos valores e não se deixa enredar nos pequenos interesses de grupo. Torna-se incomodo, mas granjeia o respeito das maiorias. Arrasta com o seu forte carácter e força interior, todo o País para o desenvolvimento e bem-estar social.
Faz crescer o PIB em vez de escravizar a população com escandalosos impostos.
Os bandos corporativos, amantes de governantes fracos, deixam de ter a sua governação subterrânea, tão eficaz na defesa da continuidade dos seus interesses pessoais e de casta.
 
Os potenciais Estadistas, tal como os golfinhos na década de sessenta, quando a poluição invadiu o estuário do Tejo, fugiram para longe. A inteligência e sensibilidade dos golfinhos, tal como a dos Estadistas, não lhes permite lidar, dia a dia, com tanta opacidade. Querem a água onde se movimentam bem transparente.
Hão - de voltar um dia.
Mesmo assim, talvez esteja na hora do País pôr nos grandes jornais mundiais um anúncio como segue:
 
 “ Estadistas precisam-se; condição indispensável falarem a língua de Camões desde nascença”
 
Certamente que no “ casting ” será rejeitado todo e qualquer candidato por afirmar que, com excepção do seu, todos os partidos estão mal.
Certamente será escolhido todo e qualquer candidato por afirmar que todos os partidos devem ser profundamente revistos no seu funcionamento interno. Todos estão mal.
Em especial há um que está completamente anestesiado.
As regras internas de funcionamento dos partidos devem ser legisladas e , portanto, serem iguais para todos , para que nos sufrágios haja, de facto, eleições democráticas.
Igualdade à partida.
Quem chamar a isto “coisas mesquinhas” não tem estatura de Estadista.
O povo paga com os seus altíssimos impostos os partidos que temos e deixa-lhes nas mãos o poder de conduzirem o País. Resta-lhe, a este povo, o direito que o funcionamento dos mesmos seja avaliado por uma credível “Alta Autoridade”, constituída por homens bons e de grande credibilidade. Em debate nacional.
A avaliação quando nasce é para todos. “ Cada um dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre ... “.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:32
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O TEMPO DA CORAGEM

Quando tomou posse, o Governo de Sócrates beneficiou de um “estado de graça” que não encontra paralelo nos tempos mais recentes. As primeiras medidas de austeridade, bem como aquelas que visavam pôr fim a privilégios relativos, foram aplaudidas com uma inusitada unanimidade. Nunca se viu tanto “ Marketing Político” nem tanta “compreensão” da nossa comunicação social !

 

Porém, o mundo vem de trás. Ele é impiedoso no abrir e fechar ciclos económicos, políticos e sociais. Em 1776 começou o «laissez faire» com Adam Smith. Com a crise de 1873, Smith foi posto de lado e emergiu o Estado do Bem Estar. Durou uns cem anos até às fracturas mundiais provocadas pelo abandono do padrão-ouro em 1971 e a crise do petróleo em 1973. O crude, de facto, virou o ouro - negro ! Nos últimos cem anos houve um desenvolvimento, impressionante, todo ele baseado na utilização do petróleo ! Muito boa gente se foi interrogando ; que será do mundo quando ele acabar?
 
A escalada dos seus preços antecipa, em muito, a sua prevista escassez. Ainda existe, mas começa a está fora do alcance de muitas economias dos países europeus. Da nossa acima de tudo ! O aumento do seu consumo, originado pelo forte crescimento das “economias emergentes”, só não causou já o pânico, devido ao euro fortemente valorizado em relação ao dolar. Por esta razão não será de estranhar o clima de pânico e revolta que se respira por todo o lado, em Portugal. Subidas sem controlo! Tudo aponta para uma subida especulativa e injusta. Dezoito aumentos só em 2008, sufocam !
A situação é insustentável ! Lamentos de rua, cafés, famílias e principalmente na net, onde se incitam  movimentos de contestação gigantescos. Ninguém pode ficar indiferente, nem deixar de sentir raiva de alguém ou de alguma coisa. Primeiramente todos esses sentimentos tinham destinatários certos, companhias petrolíferas e “ Autoridade da Concorrência ”. Recentemente, com mais informação disponível, os maus humores têm de ser desviados para outro lado, sem contudo desculpabilizar os anteriores. Agora percebe-se que o mau da fita é a enorme carga de impostos que incide na gasolina para sustentar um ESTADO TOTALMENTE DESGOVERNADO! AQUI AO LADO, NA VIZINHA ESPANHA, os combustíveis são muito mais baratos para aqueles que têm um nível de vida muito superior ao nosso|
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 14:28
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