Sexta-feira, 12 de Março de 2010

MANIPULAÇÃO APÓS MANIPULAÇÃO

Vejamos apenas um exemplo: o BCP.

 O BCP era o maior banco privado português – e a sua administração, liderada por Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, não era propriamente permeável à influência socialista.

Pois bem: quando o BCP entrou em crise, o lóbi socialista não deixou de mexer os cordelinhos – e a nova administração do banco acabou por ser formada pelos ex-administradores da Caixa Geral de Depósitos.

A solução não podia ser melhor.

Com isto, o PS matava dois coelhos de uma só cajadada.

Não perdia o controlo sobre o banco público, que está obrigado a seguir as orientações do Governo, e ganhava ascendente sobre o maior banco privado, que ficou entregue a dois socialistas (sendo um deles íntimo do primeiro-ministro).

De um dia para o outro, o Governo passou a influenciar os dois maiores bancos nacionais.

E na comunicação social, aproveitando as dificuldades agravadas pela crise, Sócrates quis pôr em prática um esquema semelhante.

 SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 20:48
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CERTIFICADO DE INCOMPETÊNCIA

DITO&FEITO 12/03/2010
12 March 10 10:00 AM

«Há uma opção clara e fundamental de não aumento de impostos» no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), começou por anunciar José Sócrates ao país na passada segunda-feira. Para logo acrescentar: «Com uma única excepção...», a do novo escalão de 45% de IRS. Na verdade, não é uma excepção, são várias e numerosas, tendo em conta o aumento da carga fiscal que resulta da redução generalizada das deduções, os descontos agravados nas pensões ou o imposto sobre as mais-valias mobiliárias.

«Serão mantidas as opções já tomadas no que respeita aos grandes investimentos, como o novo aeroporto ou o TGV», continuou Sócrates. Para, de imediato, se desmentir a si próprio com mais algumas excepções: «Sendo adiadas as linhas de TGV Lisboa-Porto e Porto-Vigo...» .

Parece, pois, que a mentira ou a meia-verdade já se tornou um hábito de tal modo interiorizado pelo primeiro-ministro que este nem sequer resiste a utilizá-lo com abundância nos seus discursos ao país.

Percebe-se o aperto na garganta de Sócrates ao anunciar aos portugueses as medidas previstas no PEC. Pois cada uma delas vem desdizer o que o Governo e o seu chefe vinham afirmando, insensatamente, nos últimos meses. Que Portugal fora dos primeiros a sair da crise, que o desemprego já estava travado, que não haveria mais aumento de impostos, que o congelamento de salários era um caso pontual, que o TGV se iria manter em toda a sua megalomania, pois «ao contrário do que dizem, a crise é mais uma razão para fazermos o TGV», etc.

Este discurso fantasioso e cor-de-rosa ruiu como um castelo de cartas com o PEC. Um PEC que é, no seu conjunto de medidas liberais e privatizadoras, a antítese quase total do programa de Governo que o PS, há poucos meses, apresentou aos portugueses.

Mais importante   ainda:   ao   apontar   para crescimentos do PIB sempre inferiores a 2% até 2013 – confirmando que todos os anos da governação de Sócrates, desde 2005, colocaram Portugal a divergir e a empobrecer em relação à União Europeia – o PEC transforma-se num verdadeiro certificado de incompetência política.

Num atestado, assinado pelos próprios governantes, que oficializa um ciclo de resultados falhados e oportunidades desperdiçadas. Com muitas mentiras e meias-verdades de permeio.  

Publicadopor JAL |

publicado por luzdequeijas às 20:36
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DE SUSPEITA EM SUSPEITA

O Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária de Aveiro interceptaram conversas telefónicas em que um dos arguidos – Domingos Paiva Nunes, então administrador da EDP Imobiliária (entretanto destituído) – move influências para beneficiar certas empresas, algumas de outros arguidos.

O MP imputa a Paiva Nunes um crime de participação económica em negócio, por combinar a adjudicação à Consulgal, de Fernando Lopes Barreira (outro arguido no processo), a fiscalização da obra da nova sede da eléctrica nacional.

Esta será construída na zona envolvente da avenida 24 de Julho, em Lisboa, prevendo a EDP um investimento global de 40 milhões de euros.

Está também em causa a construção de um segundo edifício, na zona de Cabo Ruivo, cujo concurso de fiscalização está a decorrer com a participação da sociedade de Barreira.

Nas conversas que Paiva Nunes teve com Lopes Barreira, em 26 de Agosto de 2009, o administrador da EDP chegou a invocar  o nome de António Mexia, presidente da Conselho de Administração da EDP.

luis.rosa@sol.pt


 

publicado por luzdequeijas às 12:26
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DIRECÇÃO COMERCIAL DE LUXO!

Reacções dos economistas

Economia portuguesa corre risco de recessão técnica

12.03.2010 - 07:28 Por Lurdes Ferreira

 
Portugal corre o risco de ter entrado em recessão técnica, depois de ter caído um por cento no último trimestre de 2009, face ao período homólogo de 2008.

PÚBLICO

publicado por luzdequeijas às 12:21
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BURBURINHO CONSTANTE

Rio de Mouro, Sintra

Professor vítima de bullying preferiu morrer a voltar ao 9º B

12.03.2010 - 07:34 Por Romana Borja-Santos

 

Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um "careca", um "gordo" ou um "cão". Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio.

publicado por luzdequeijas às 12:17
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CRISTÃOS PERSEGUIDOS

O dever de romper o silêncio
 
Inserido em 12-03-2010 08:58

 


 
"Cristianofobia, ódio aos cristãos". É este o título do mais recente livro de René Guitton, escritor francês  que percorreu o mundo e denuncia a actual perseguição em curso contra os cristãos.

O livro – que venceu o Prémio Direitos do Homem,  do parlamento italiano – traça o mapa da aversão ao cristianismo no mundo e refere-se, sobretudo, à Índia e às perseguições no Sri Lanka, Paquistão, Iraque, Sudão e Nigéria (só neste país foram massacrados 500 cristãos, nos últimos dias). As perseguições foram desencadeadas por fanáticos  muçulmanos e – no caso da Índia – por hindus.

A Europa cala-se. Tal como se cala a esmagadora maioria dos media, dos  políticos, dos analistas e até dos que se arrogam “defensores das minorias”. Como se houvesse minorias boas e minorias más As minorias boas que vivem no Ocidente (e que é preciso defender com unhas e dentes); e as outras, que é melhor ignorar, mesmo quando se trata de massacres sucessivos.

Romper esta onda de silêncio é um dever e uma obrigação. Sob pena de sermos coniventes.



 

publicado por luzdequeijas às 12:12
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CREDIBILIDADE

12 Março 2010 - 00h30

O Alicerce das Coisas

O que torna crível o discurso não é a sua maior ou menor eloquência, nem sequer a maior ou menor precisão do ponto de vista doutrinário, mas a maneira como funciona na prática a representação concreta dos fundamentos éticos.
 

Diversas situações minam a confiança fundamental para viver em sociedade: está posta em questão a credibilidade das medidas para combater a crise, a credibilidade dos servidores da Igreja perante escândalos, a credibilidade dos políticos e dos economistas, a credibilidade da justiça e dos jornalistas. Não é novo que haja pressões de interesses, cedências aos instintos mais perversos, queda na corrupção, atrasos atávicos da justiça, ilusões de artistas da engenharia económica. A resistência, a firmeza perante as tentações, ou seja, a liberdade de espírito, é que está muito ausente do cultivo pessoal.

A todos compete servir, ao seu nível, para dar credibilidade às instituições e às profissões com maior alcance social. Será que continuamos a lamentar as consequências sem prevenir as causas? Há um dever fundamental e primário de sermos livres, de promover e educar para a liberdade como parte da transcendência humana. A valorização da liberdade humana é a forma mais verdadeira de responder à questão do mal no mundo, dos males que oprimem os nossos contemporâneos. Eis a eficácia maior da credibilidade cristã, já para D. António Ferreira Gomes (Cf. Cartas ao Papa, 165-166).

Detenho-me apenas em breve análise à credibilidade da Igreja. A sociedade actual, na qual a Igreja se integra, vinga-se em desenterrar casos do passado, merecedores de crítica clara, não para elevar o nível do futuro, mas para justificar a generalizada decadência e tentar abater a autoridade das poucas instâncias éticas. Aproveitam-se os pecados da Igreja para desacreditar o cristianismo e os valores cristãos. Mas os media não narram as maravilhas dos que se desgastam no dom de si aos outros, os que dedicam a sua vida a construir a justiça e a paz, os que na fidelidade optam por viver com os pobres, os que investigam para curar os males do mundo, os que na política e na justiça seguem a ética com liberdade da consciência.

Reparemos no exemplo claro de Jesus. Chocou as autoridades judaicas não a propósito da fé em Deus, mas ao ver como funcionava essa fé na relação com os pobres e os pecadores. Impõe-se no campo atingido pelo descrédito uma visão positiva e humanizada da sexualidade, com pleno sentido no amor. Importa desenvolver, neste campo da sexualidade e do matrimónio, reflexões credíveis, sérias, com respeito pela complexidade do mundo afectivo e com abertura às progressivas exigências da liberdade inaugurada por Cristo.

 

D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa

publicado por luzdequeijas às 12:06
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MAIS SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO

12 Março 2010 - 00h30

Judiciária: Buscas em Setúbal e em Espinho e no grupo Jerónimo Martins

Câmaras suspeitas de corrupção

Uma denúncia anónima levou a PJ a realizar buscas nas Câmaras Municipais de Espinho e de Setúbal e ainda no grupo Jerónimo Martins. Em causa, alegadas alterações ilegais dos Planos Directores Municipais (PDM) de ambos os concelhos, e licenciamentos de postos de combustível. Há suspeitas de subornos pagos por um quadro intermédio da Jerónimo Martins.

Para além das autarquias, a Judiciária passou pelas residências de José Mota e de um ex-assessor do antigo presidente da Câmara Municipal de Espinho e actual Governador Civil de Aveiro .

"Garanto, desde já, que não encontraram nem nunca vão encontrar nada, porque não há nada para encontrar", disse o ex-autarca do PS, que fala em "campanha negra, de difamações" e aponta responsabilidades na denúncia à actual vereação da Câmara de Espinho, de maioria social-democrata: "Eu sei quem são os autores. São do PSD."

As investigações na autarquia espinhense foram confirmadas pelo próprio presidente. "Dois inspectores da Judiciária recolheram elementos de diversos departamentos. Este processo de inquérito é bem anterior à minha tomada de posse", explicou o social-democrata Pinto Moreira, que derrotou José Mota, em Outubro de 2009.

A Polícia Judiciária averigua a validade da denúncia, não estando constituído qualquer arguido.

 

Tânia Laranjo/Sérgio Pereira Cardoso

publicado por luzdequeijas às 12:00
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PRESENTE ENVENENADO

PS - O folhetim da TVI e da PT dá vontade de rir. Ninguém informou o Governo, a administração não sabia de nada - mas o negócio esteve a um passo de se fazer!

A única explicação para isto é Granadeiro e Bava terem querido fazer uma surpresa a Sócrates - comprando a TVI em segredo e oferecendo-lhe depois, como presente de anos, a cabeça de Manuela Moura Guedes.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 11:52
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UM FARDO MUITO PESADO

O Primeiro-ministro está, pois, refém do poder. Refém do poder por via dos seus amigos e dos seus inimigos.

Os seus inimigos querem que ele dure o mais possível - para sair de lá bem fragilizado.

Os seus protegidos não querem perder o protector.

Quanto aos eventuais sucessores no PS, todos sabem que o primeiro a levantar o braço será queimado.

Tendo tudo isto em conta, José Sócrates vai ter muita dificuldade em livrar-se do poder - que será para ele um fardo de dia para dia mais pesado.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 11:44
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REFÉM DO PODER

Dizem que Sócrates está agarrado ao poder. Estará. Mas sobretudo está refém do poder. E está refém do poder por três razões: porque niguém no PS o quer substituir; porque o PSD está em "obras" e porque aqueles que ele protege não querem que ele saia.

Quanto aos primeiros, quem pode desejar o cargo de primeiro-ministro na situação financeira desastrosa em que o país se encontra, e ainda por cima sem uma maioria absoluta no Parlamento?

Só um louco.

A posição da maioria dos socialistas, a começar por António Costa, será a seguinte: Sócrates está metido numa alhada, o país está na situação em que está, o primeiro-ministro agora desenvencilhe-se.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 11:23
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

SEM RUPTURAS NADA MUDA

 

 

AS RUPTURAS DEMOCRÁTICAS DEPOIS DO 25 DE ABRIL


 

No debate interno no PSD a utilização por Paulo Rangel da palavra "ruptura" acabou por gerar um subdebate sobre a história portuguesa depois do 25 de Abril e, em particular, sobre o papel do PSD nessa história. Como se passa sempre nestas circunstâncias, o uso das palavras num contexto de conflito político, em que o seu uso e sentido acaba por ter um papel identitário, gera um efeito de obscurecimento sobre o seu significado e sobre os seus "factos de suporte".

Do meu ponto de vista, as rupturas depois do 25 de Abril são os momentos em que, por vontade política de um ou de um grupo de protagonistas, se criou uma situação diferente de um momento para o outro, e sem retorno, ou com um retorno imperfeito que não pode escapar às consequências do momento da ruptura. O 25 de Abril é um exemplo paradigmático e o mais evidente, a descolonização ou o 25 de Novembro outros. Já num âmbito mais restrito, também o é a decisão do PCP de se opor na rua à manifestação da "maioria silenciosa" em 28 de Setembro de 1974, que abriu o "processo revolucionário em curso" que conheceu incrementos no 11 de Março e foi quebrado pelo VI Governo Provisório e pelo 25 de Novembro. Mas ainda hoje existem consequências dessa decisão do PCP na Constituição. A resistência liderada pelo PS ao PREC cabe também na categoria de uma ruptura política, cujo efeito foi colocar Mário Soares e o PS no centro da governação até 1985, apenas com o hiato da AD, e dar-lhe a Presidência. A Mário Soares se deve também outra ruptura importante acabando com os últimos projectos pós-revolucionários de "socialismos" basistas e de democracias tuteladas, na sua primeira volta eleitoral nas presidenciais em 1985.

Para esta história, na parte que diz respeito ao processo de consolidação da nossa democracia, o PSD deu duas contribuições decisivas e ambas podem ser consideradas de ruptura: Sá Carneiro impôs o primeiro governo não socialista, também o primeiro de alternativa depois do 25 de Abril; e Cavaco Silva, com a sua maioria absoluta, que gerou um processo de governabilidade, subvertendo um sistema político-eleitoral destinado a impedir maiorias de governo, e que permitiu consolidar o elo que faltava à democracia portuguesa, uma economia de mercado. Aqui, no debate Rangel-Passos Coelho, Rangel tem razão e Passos Coelho não. Este afirmou que aquilo que Rangel dizia serem rupturas só tinham sido possíveis por acordos com o PS. Na verdade, ambas foram realizadas contra o PS e foram rupturas exactamente porque rompiam com situações em que o establishment socialista se juntou numa posição agressiva de resistência às mudanças, foi derrotado e depois teve que aceitar, numa situação de fragilidade, mudanças a que sempre se tinha oposto.

( ... )  ABRUPTO

 

publicado por luzdequeijas às 23:16
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"POPULISMO À LA CARTE"

José Pacheco Pereira

As mesmas ideias, políticas e resultados

O primeiro sol da manhã ilumina os edifícios pastel, creme e sépia de Tampa, Florida. A cidade está coberta de bandeiras de piratas na previsão da invasão de Gasparilla, o pirata amável que justifica um dia de festa e heavy drinking. Mas aqui ao lado está Obama que veio... anunciar a variante americana do TGV. Não um, mas vários por todos os EUA, embora o de Tampa tenha a primazia de anúncio personalizado do Presidente.
TGV, auto-estradas, empréstimos às pequenas empresas, energias limpas, escolas, investimento público para combater o desemprego, o plano "estímulo", propõe Obama. Onde é que eu já ouvi isto? Mas há mais: taxa "Robin dos Bosques" sobre a banca, queixas da oposição "obstrucionista" (embora o seu partido tenha a maioria no Senado e no Congresso), queixas contra decisões judiciais, defesa do dinheiro para salvar os bancos e as companhias de seguros, etc., etc. Onde é que eu já ouvi isto? Mais ainda há mais: fim da discriminação dos homossexuais nas forças armadas, como tema ao nível do emprego e do plano de saúde estatal. Onde é que eu já ouvi isto? Populismo à la carte, contra a politiquice dos adversários, contra os fazedores de opinião na televisão, contra a "política" que nunca vai deixar distraí-lo do que é importante: melhorar as condições de vida dos americanos. Onde é que eu já ouvi isto? E quanto ao défice gigantesco, a culpa é dos governos anteriores que já o deixaram descontrolado, mas com excepção dos funcionários públicos, que vão ver os seus salários congelados, continuaremos a gastar para criar mais empregos. Onde é que eu já ouvi isto? Pessimismo, nem falar, eu sou optimista, determinado e nenhuma dificuldade me fará desistir. Onde é que já ouvi isto?
O desemprego sempre a crescer. Onde é que já vi isto? Os programas de investimento público e de estímulo à economia, a esvaírem milhões e milhões de dólares, sem grande resultado. Onde é que eu já vi isto? O défice descontrolado a aumentar cada vez mais, a dívida em valores astronómicos. Onde é que eu já vi isto? A política do quero, posso e mando a ser penalizada em eleições como a do Massachusets, que acabou com a maioria qualificada no Senado. Onde é que eu já vi isto?
Ouvi e vi, onde todos ouvimos e vemos, em Portugal, com a nossa variante nacional de Obama: as mesmas ideias, as mesmas políticas, os mesmos resultados. O mimetismo impressiona não só no conteúdo como na forma. Pesadas todas as enormes diferenças, o estilo é semelhante, os homens parecidos. O nosso Obama é mais vulgar, mais plebeu, menos rodado nas coisas do mundo e se formos ao "governo" de cada um, a diferença então é abissal. Os EUA funcionam como país e Portugal é o que se sabe. Num caso e noutro, as oposições estão confusas e em transição mas nos EUA há sociedade civil, embora não haja Bloco de Esquerda ou PCP. A comunicação social "de referência" tem muito de parecido, é dominantemente pró-Obama e acima de tudo é hostil aos republicanos. No entanto, há órgãos de comunicação social muito agressivos do lado conservador, o que é uma diferença se tivermos em conta que tem muita audiência e audiência popular. Telejornais como os de Manuela Moura Guedes há na Fox todos os dias. Cá não. Mas, pesadas todas as diferenças, e a diferença essencial de dimensão entre o gigante e a formiga, os dois fazem algo de muito idêntico.

31 DA ARMADA

publicado por luzdequeijas às 23:02
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NÃO SE PROCURA A VERDADE, MAS ENCOBRI-LA

http://videos.sapo.pt/RSBlwE4Tw9cKYOiFtk6a

 Engana-a que ela gosta

"Se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave", diz Inês de Medeiros à Sábado de hoje. É todo um retrato do socialismo moderno rosa chique de José Sócrates, com tantos seguidores por essa blogosfera fora, muitas vezes com a estranha cumplicidade de uma direita submissa. E uma mentira repetida muitas vezes...


 
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:00
 

publicado por luzdequeijas às 22:55
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A MORAL DOS BOYS !

POR CÁ É UM POUCO DIFERENTE .... OS BOYS TÊM UM ESTATUTO COM RANCHO MELHORADO

http://oinsurgente.org/

O que é preciso em Portugal para haver um “escândalo”? Que critérios têm de ser cumpridos para o eleitor português atingir o ponto de saturação?

PS: A propósito do pudor com que os nossos representantes políticos gerem dinheiros públicos, ver aqui o vídeo da entrevista em que a deputada Inês de Medeiros acha ridículo questionar o uso do dinheiro dos contribuintes para a) viagens internacionais semanais para ir limpas a casa, b) financiar (via Rui Pedro Soares e José Penedos) festivais, c) fazer negócios com intuito de condicionar a comunicação social. Nada de “muito grave”, tudo assuntos que apenas merecem escárnio e que só interessam à “opinião pública”, essa coisa vil.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 22:33
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O MELHOR É O CALADO

Ministro das Finanças incendeia plenário

"Isto é money for the boys" disse Teixeira dos Santos no Parlamento, durante a discussão da proposta do PCP de mais €5 milhões para as Juntas de Freguesia. Oposição pediu em uníssono que o ministro das Finanças se retratasse.

Humberto Costa (www.expresso.pt)
17:16 Quinta-feira, 11 de Mar de 2010
publicado por luzdequeijas às 22:22
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BULLING E DESRESPEITO

 
09 Março 2010 - 00h30

Dia a dia

Silêncio inaceitável

Leandro, de 12 anos, desapareceu há uma semana, e ficámos a saber que, provavelmente, se atirou ao rio Tua para fugir da violência que diariamente o atingia na sua escola. 
Hoje chama-se bullying, mas todos sabemos o que é a violência que pode estar num recreio escolar. Leandro é, afinal, um dos raros rostos de uma tragédia que todos os dias se movimenta em silêncio. É um grito de revolta que toca fundo na sensibilidade de qualquer pessoa e que dificilmente não chega às preocupações da generalidade das famílias. E é um grito de tal importância que torna absolutamente intolerável a forma como o Estado e o Governo estão a lidar com o assunto.

Até hoje, nenhum rosto, nenhuma pessoa singular, encarou a luz do dia para dar uma explicação, uma palavra, sobre o sucedido. A própria família tem sido manifestamente negligenciada pelos poderes públicos. Falha a escola de Mirandela e os seus responsáveis, que se escondem atrás de um inquérito. Falha a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), que anuncia burocraticamente o inquérito mas não aparece ninguém a dar a cara nem se percebe alguma eventual excepcionalidade na forma como possa estar a tratar este caso.

E se todos estes não tranquilizam a opinião pública nem comunicam um pingo de confiança no sistema, pergunta-se: onde anda, afinal, o Ministério da Educação? No Governo estão todos confortáveis com a situação?

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 18:58
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SAI SEMPRE AO MESMO!

“Chegámos a ter a proposta praticamente pronta, mas por razões financeiras, não avançámos. Não conseguimos ver viabilidade financeira para avançar”, afirmou à Lusa o responsável comercial da área de computação pessoal da HP, Manuel Correia.

O responsável disse que, segundo o caderno de encargos do concurso, “as características do equipamento eram muito adequadas àquilo que era o projecto anterior”, fazendo com que os “fornecedores tivessem de se adaptar àquilo que já foi o programa passado, o e-escolinha”.

Manuel Correia disse ainda que “o custo total da unidade não cabia dentro daquilo que era o orçamento para o concurso”.

“O caderno de encargos define um preço de 50 milhões de euros para 250 mil unidades – o que dá um custo de 200 euros por unidade –, o que é muito apertado para tudo o que é pedido. Requeria investimento da nossa parte e o volume de investimento era demasiado alto para o retorno que poderíamos vir a ter, portanto decidimos não avançar”, explicou.

Depois da Toshiba, a HP é a segunda empresa a desistir deste concurso, cujo prazo para a entrega de propostas termina na sexta-feira.

Na corrida ao fornecimento dos novos computadores do programa e-escolinha está agora a JP Sá Couto, que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do concurso.

“A JP Sá Couto concorreu” e “elaborou uma proposta dentro do preço do concurso e com soluções técnicas adequadas a este”, disse esta semana à Lusa fonte oficial da empresa de Matosinhos.

publicado por luzdequeijas às 17:40
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SÃO MUITOS CASOS PARA NÃO HAVER CRISE

Portugal 


Actual governador civil de Aveiro alvo de buscas da PJ

<input ... >Hoje às 15:40

A Polícia Judiciária realizou buscas na casa de José Mota, actual governador civil de Aveiro, e no gabinete que este ocupou enquanto presidente da Câmara Municipal de Espinho.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Espinho e actual governador civil de Aveiro, José Mota, foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ). A Notícia foi avançada, esta quinta-feira, pela SIC Notícias, que afirma que a PJ esteve na casa de José Mota e no gabinete do ex-autarca na Câmara Municipal de Espinho.

Esta operação terá como base suspeitas sobre o eventual uso indevido de meios da autarquia de Espinho para fins privados, como por exemplo, a realização de viagens.

A TSF já contactou a PJ, que assegura nada ter a dizer nesta altura.

Entretanto, em comunicado à agência Lusa, José Mota confirmou que dois agentes da PJ fizeram buscas na sua residência na quarta feira, afirmando que «não encontraram nem nunca vão encontrar nada».

«Isto é obra de pulhas que devem estar ligados com a câmara de Espinho», disse.

«Não sou pessoa de vigarices», garantiu o antigo autarca, repudiando as notícias acerca das buscas à sua residência.

publicado por luzdequeijas às 17:32
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PSD ESTÁ FARTO DE ENGOLIR SAPOS

EM NOME DE INTERESSES DIFÍCEIS DE ENGOLIR, O PSD ESTÁ FARTO .....DEPOIS DE TER VISTO UM PRESIDENTE DESTITUIR UMA MAIORIA PARLAMENTAR PARA COLOCAR NO PODER, TALVEZ, O PIOR PRIMEIRO-MINISTRO DE SEMPRE. CHEGA! 
  

Um sapo para o PSD

publicado por luzdequeijas às 17:20
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A PROSPERIDADE SOCIALISTA

A economia portuguesa recuou um por cento no último trimestre do ano passado, face ao período homólogo de 2008, e caiu 0,2 por cento face ao terceiro trimestre do ano passado, interrompendo dois trimestres de crescimento.

PÚBLICO

publicado por luzdequeijas às 14:13
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" COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA COM QUÊ ?

 
11 Março 2010 - 00h30

Entrevista: Chefe de Estado comenta negócio PT-TVI

Cavaco estranha desconhecimento

Cavaco Silva confessou ontem ter dificuldade em entender como é que a compra de uma estação de televisão por parte de uma empresa com participação pública não chegue ao conhecimento de um primeiro-ministro. "Tenho dificuldade em perceber que compra de tal importância não seja objecto de uma transparência muito forte", disse numa entrevista à RTP 1.
 

O Presidente da República frisou que no seu tempo de primeiro-ministro esta "operação" não poderia ser realizada sem conhecimento prévio do Governo. "Deve ser negócio entendido pela generalidade da população", sustentou. Cavaco recusou ainda responsabilidade na não concretização do negócio. "Custa-me a crer que tenha sido uma declaração minha a impedir o negócio."

Questionado sobre os seus contactos com o procurador-geral da República (PGR), garantiu que nunca questionou Pinto Monteiro sobre o caso ‘Face Oculta’ nem sobre qualquer processo em segredo de justiça. Para o Presidente, estes processo devem "seguir o seu caminho" e concluir que "ninguém está acima da lei".

Cavaco Silva afastou a possibilidade de dissolver a Assembleia da República, sustentando que "não há uma crise política neste momento". E registou: "Nenhum partido político apresentou até ao momento uma moção de censura." Por fim, ainda esclareceu que a Constituição o proíbe de demitir o primeiro-ministro por falta de confiança política. Sobre a cooperação estratégica com o Governo, Cavaco Silva garantiu: "Está viva."

publicado por luzdequeijas às 14:07
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O "ACHISMO" DESBOCADO

                          
 
11 Março 2010 - 00h30

Estado das Coisas

A vitória do "achismo"

A liturgia do ‘achismo’ consiste na mania de o achista responder a tudo sem rigor, sem consistência, sem pertinência e sem pesquisar a verdade, para atingir certas finalidades escondidas no ‘sótão’ do seu pensamento. O ‘achismo’, como não tem qualquer compromisso ético com a verdade, acusa, mancha, julga e condena. E é por agir num quadro de pura irresponsabilidade cívica que esta nova ‘doutrina’, inventada para a ciência política, que está na moda, tem saído vitoriosa.
 

Trata-se de um problema sério do comportamento humano, com consequências terríveis na vida das pessoas e das instituições. Pode-se achar tudo sobre todas as coisas, mas não se pode achar nada sobre assuntos sérios que mexem com o bom--nome, a honra, a seriedade, a isenção e a independência da justiça. Ninguém tem o direito de lançar a confusão e de confundir os portugueses. O direito de ‘achar isso’ ou de ‘achar aquilo’ sobre assuntos que beliscam a rés pública devia ser banido do nosso convívio social. Mas tal não implica que não deva existir um espaço de liberdade para o ‘achismo’ comunicar.

Qual, então, a liberdade do ‘achismo’? Não é lícito ‘achar’ que o Poder Judicial quer derrubar o Primeiro-ministro; não é lícito ‘achar’ que os juízes têm uma agenda política e que decidem em função dela; como não é lícito ‘achar’ que a justiça está contaminada pela política; nem é lícito ‘achar’ que existam processos contaminados, que andam, param ou são arquivados por razões políticas, sem indicar quais e o nome dos magistrados criminosos.

Já é lícito ‘achar’ que Marinho Pinto se vai candidatar às próximas eleições para bastonário; mas já não é lícito ‘achar’ que o actual bastonário da Ordem dos Advogados não é um homem sério e transparente; nem é lícito ‘achar’ que as suas intervenções públicas muito próximas do Governo visem fazer o caminho para no futuro arranjar ‘um tacho’ fora da advocacia; também não é lícito ‘achar’ que o que pretende é derrubar a autonomia do MP, pondo-o na dependência do Executivo, ou ajudar o poder político a limitar no futuro a independência do Poder Judicial; e também não é lícito ‘achar’ que defenda que nunca o Primeiro-ministro deva ser investigado pela justiça porque está acima da lei.

‘Achar’ é um direito de toda a gente numa sociedade livre, mas é diferente de opinião fundamentada em factos e estruturada na verdade. As opiniões precisam de ter base, coerência e argumentos válidos e suficientes. O que salva é que o ‘achista’, de vez em quando, hiberna, desaparece, dá uma folga. Já alguém dizia de forma sábia: "Dois mais dois são quatro, mesmo contra a minha vontade." A verdade e a boa-fé não são amigas do ‘achismo’. É uma nódoa que impregna. Os portugueses não deixam o Poder Judicial derrubar qualquer governo, nem eu, porque não são estas as suas funções.

 

Rui Rangel, Juiz Desembargador

publicado por luzdequeijas às 13:53
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

O ESTADO DA EDUCAÇÃO

Sucesso educativo dos tempos modernos

Arquivado em: Educação, Justiça, Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 19:48 
Mais um caso de sucesso do “eduquês”: Rapaz de 12 anos «deixou» professor de muletas:Um adolescente, com apenas 12 anos de idade, agrediu um professor na passada segunda-feira, na sala de aula e frente aos colegas. Atirou-lhe com uma mochila e agrediu-o com uma cadeira. Tudo aconteceu Escola D. Pedro II, na Moita com uma turma do 6º ano. O docente sentiu-se mal e foi levado para o hospital, do qual saiu de muletas. A história é avançada esta quarta-feira pelo jornal «Diário de Notícias» (DN).

 

INSURGENTE

 

publicado por luzdequeijas às 21:54
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CRUZADA SOCRÁTICA

   10 Março 2010 - 00h30

Heresias

Conduta contraditória

Marinho Pinto prescindiu de ser bastonário da OA há já algum tempo e obcecou-se com a defesa do primeiro-ministro, expondo uma tendência beatificadora do poder político que contrasta com a veia polemista que o afamou.
 

Na sua cruzada socrática, Marinho Pinto confundiu os interesses da OA com simpatias governamentais. Até publicou um panegírico de Sócrates no Boletim Oficial da OA. Agora, numa táctica demasiado antiga, é ele mesmo quem denuncia a promiscuidade entre Justiça e política – apesar de ser a imagem de marca desse dislate.

A coisa agravou-se já que um cérebro privilegiado (que alguém, distraído, içou a secretário de Estado) quis negar a acusação mas só a confirmou. Alberto Martins tem uma tarefa cada vez mais difícil pela frente. 

Carlos de Abreu Amorim, Jurista

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:50
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Terça-feira, 9 de Março de 2010

PAULO RANGEL VS SÓCRATES

A DIALÉCTICA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

publicado por luzdequeijas às 16:26
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AO SABOR DO VENTO

Março 9, 2010

A bomba-relógio

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 15:14
 

“O PEC e a dívida” de João Miranda (Blasfémias)

O PEC prevê para 2013 uma dívida pública de 90% do PIB. Este valor só não é 100% porque o governo pretende recorrer a privatizações para a reduzir. Ao apresentar um valor de 90% para daqui a 4 anos, quando estaremos muito provavelmente num dos melhores anos do próximo ciclo económico, o governo reconhece que a partir de agora Portugal terá uma dívida permanentemente acima dos 90% do PIB. Isto implica que Portugal no futuro estará permanentemente em risco de uma crise à grega. Qualquer recessão poderá fazer disparar a dívida muito para alem dos 100%, o que deixará os credores bastante nervosos. O mais provável é que, antecipando o risco, os credores passem exigir, de forma permanente, taxas de juro mais altas à dívida portuguesa.

Mas, é claro, qualquer comparação com a Grécia revelará apenas má-fé ou bota-abaixismo.

 

publicado por luzdequeijas às 16:07
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AINDA OS PARTIDOS

De facto, se nos falta muita coisa, de outras temos que chegue! Estou a pensar em legisladores com dons de adivinhação. Não está decorrido muito tempo que certo legislador conseguiu fazer aprovar uma legislação sobre “ESCUTAS”, na qual fixou uma excepção para o primeiro-ministro. Não é que pouco tempo passado o nosso primeiro-ministro viria a estar envolvido em complicados problemas neste âmbito! Parece que o homem adivinhava!

Abriu essa excepção, mas, cometeu um terrível lapso de memória. Esqueceu-se de definir, em tal documento, as condições e quem poderia escutar este membro do Governo! Perante a realidade actual, em que quase toda gente próxima do primeiro-ministro está a contas com aquilo que tais escutas revelaram, e o próprio primeiro-ministro aparece em tais escutas, legalmente, ninguém o pode envolver nem, tão pouco, investigar. Há esquecimentos que complicam a dignidade dos governantes que, por mais que queiram, não têm qualquer possibilidade de se defenderem!

Assim, cá estão de novo os partidos envolvidos em situações muito pouco claras, tudo por culpa do esquecimento do legislador. E com isto, já ninguém acredita em ninguém, o país descredibiliza-se a olhos vistos, o primeiro-ministro não governa nem deixa governar e Portugal está a contas com as agências de “rating” e com as reservas esgotadas.  

Apesar desta embrulhada, ainda há quem diga que os poderes instituídos não podem nem devem interferir na actuação dos nossos partidos, mesmo sabendo que em muitos países europeus os candidatos nomeados pelos partidos são submetidos ao sistema de “vetting”, ou seja, uma investigação séria a quem vai ser investido em altos cargos!

Na falta de tudo isto, ao menos que os nossos partidos, do alto de toda a sua integridade moral e processual, façam eles próprios esse escrutínio aos candidatos que impingem aos portugueses, para que mais tarde não haja todas estas embrulhadas e  dúvidas sobre o carácter e bons costumes de quem nos governa.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:01
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QUEM MUITO MENTE ...

As 3 mentiras de Sócrates

José Sócrates mentiu sobre a TVI. Mentiu sobre o estado das contas públicas. Mente quando diz que não aumenta impostos. Afinal, Manuela Ferreira Leite tinha razão.

por Henrique Raposo às 10:21

publicado por luzdequeijas às 12:55
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DONS DIVINOS

INESQUECÍVEL

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=102&did=93552

 

Chopin: 200 anos que não pesam

 

Inserido em 01-03-2010 09:42

 

 

Se Chopin vivesse nos dias de hoje, seria rico, por causa dos direitos de autor, e as suas músicas seriam todas hits, diz o pianista Pedro Burmester. Mas a história não é assim. Fryderyk Franciszek Chopin nasceu há 200 anos numa pequena aldeia polaca (Zelazowa Wola), e morreu 39 anos depois em Paris. Pelo meio, escreveu mais de uma centena de melodias que ainda hoje são utilizadas por vários músicos.

 

O pianista não tem dúvidas de que a música escrita por Chopin tem uma “inspiração incrível” e explica que ele foi uma espécie de mestre das melodias, dando a cada nota um significado novo e único. “Eu acho que não há compositor, ou poucos haverá, com tanto talento para melodias”, salienta.

Chopin, aliás, faz parte de um trio invejável – a par de Mozart e Bach. “São pessoas que, de certa maneira, levam a capacidade humana ao limite máximo”, argumenta Burmester.

Cristina Carvalho, autora de uma biografia romanceada da vida de Chopin, considera que ele foi uma pessoa “estranhamente diferente” das outras, senão mesmo um “génio”. Uma palavra mais difícil de aceitar por Burmester, que defende que “todas as pessoas são geniais à partida”. O que influenciou Chopin foi o meio em que cresceu, argumenta o músico.

O que é certo é que Fryderyk Chopin revelou um talento para a música muito cedo. Com apenas sete anos, tinha escrito duas Polonesas – um estilo de música de origem polaca – e pouco depois já dava concertos nos salões dos aristocratas de Varsóvia. No entanto, e para poder continuar o seu progresso enquanto compositor, Chopin teve de abandonar a Polónia e partir para outras cidades com maior relevância cultural naquela época. Viveu em Viena, mas foi em Paris, onde chegou com 21 anos, que se viria a instalar para não mais regressar à Polónia.

De acordo com Cristina Carvalho, quando Chopin partiu da Polónia já sabia que não iria voltar. Era o caminho necessário a percorrer para poder evoluir. Ele era a tal pessoa “estranhamente diferente” que, conta a escritora, “vivia apenas para a música e que tentou mostrar isso aos outros”. Por isso, partiu. Dois séculos depois, as suas músicas são tocadas em todo o mundo. Se fossem de hoje, seriam hits, Chopin estaria rico e, se quisesse, estaria a viver numa ilha paradisíaca.

 

publicado por luzdequeijas às 12:35
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O FOGUETE DE BOA MEMÓRIA

FEITO COM O DINHEIRO DO POVO, SEM deixar os créditos do país por mãos alheias

A viagem inaugural do “foguete” foi há 57 anos

 

Actualizado há 1 horas e 30 minutos


 


 
 


 

 

“Em pouco mais de quatro horas”, “sem incidentes” e “dentro do horário previsto” o comboio ligou Santa Apolónia ao Porto. Assim dá conta o Boletim da CP de Abril de 1953, com referência à viagem inaugural daquele que ficou conhecido como “o foguete”, a 9 de Março desse ano.

 

Com “duas motoras” e uma lotação de 174 lugares em composição normal, eram “muito cómodos, pois os assentos oferecem a facilidade de se poder mudar a posição dos encostos".

O “foguete” ficou conhecido nas décadas de 1950 e 60 pela inovação no conforto e “luxo” para a época dos serviços prestados.

A automotora FIAT substituiu a composição de máquina e carruagens até ser substituída pelos comboios eléctricos, a partir da electrificação, em 1967, da Linha do Norte.

 

publicado por luzdequeijas às 12:27
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O PEC SOCIALISTA

PEC: Alguma esperança
 
Inserido em 09-03-2010 08:56

 


 
O que já se sabe do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), ontem apresentado pelo Governo aos partidos e parceiros sociais, permite alguma esperança.

Por exemplo, é realista prever um crescimento do PIB até 2013 sempre abaixo dos 2% ao ano e um desemprego que até lá não desce dos 9% da população activa. Seria ilusório prever outra coisa. E, mesmo assim, vamos a ver se a realidade não será pior…

A carga fiscal subirá, com medidas directas e indirectas (como reduzir benefícios fiscais). Não é, decerto, a via ideal para travar o défice. Mas, dadas as circunstâncias, talvez não houvesse alternativa.

Isto, porque os cortes previstos no PEC para a despesa pública (salários congelados no sector público, diminuição das prestações sociais, menos investimento do Estado, etc.) nada alteram de estrutural. Nem poderia alterar sem, antes, terem sido redefinidas algumas das actuais tarefas do Estado – redefinição que não aconteceu.

O PEC poderia ser melhor – e deve ser melhorado com contributos dos partidos. Mas também poderia ser bem pior.
Francisco Sarsfield Cabral

publicado por luzdequeijas às 12:22
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

DEBATES PARTIDÁRIOS INTERNOS, NA TV

O PSD denunciou hoje o “silenciamento escandaloso” do partido nos noticiários do serviço público de televisão e pediu a audição do director da RTP, José Alberto Carvalho, na comissão parlamentar de Ética.

Afinal, os debates para a eleição de um futuro líder partidário devem ser abertos ao país ou reservados aos seus militantes? A matéria a discutir deve versar a vida interna do partido ou as complexas matérias do país e da sua governação? Será que a actual situação de todos os partidos em Portugal é de molde a satisfazer a sua população? Se sim porque razão nas sondagens feitas, entretanto, os portugueses afirmam serem os partidos aqueles que menos credibilidade lhes merecem?

Se o PSD tem tanta desconfiança da imparcialidade dos órgãos de informação quando tratam da sua imagem ou actuação política, porque razão atira para debate público três candidatos, que podem servir de “manjar” aos possíveis fautores do tão debatido controle da informação por parte do partido socialista e do seu poder junto das ERC e órgãos informativos, públicos ou privados?

Foi notório no debate entre Paulo Rangel e Aguiar Branco, uma sistemática aposta do operador de imagem em exibir Aguiar Branco, mesmo quando Paulo Rangel falava. Pergunta-se: “Era ou não Paulo Rangel, à partida, o candidato que mais medo infligia ao PS? Em quinze anos, ele e Durão Barroso foram os únicos a ganhar eleições nacionais para o PSD! 

Poderia ser esta, entre outras, atitudes de reportagem, uma forma de o fazer perder terreno na descolagem? Lá isso poderia. Não será muita fartura dar a um partido que se queixa de ser preterido, tanta publicidade aos seus candidatos? Quem souber que responda.

Seguem três “posts” nos quais os três candidatos são arrasados. Será por acaso? Numa notícia de um jornal, um jornalista chega a afirmar: “ se são estes os candidatos, mais vale deixar tudo como está”, ou seja, Sócrates no poder, depois das maiores vergonhas vindas a público!

Porque razão os jornalistas, na sua maioria, nunca falam do estado em que os partidos funcionam? Sem partidos a funcionar democraticamente não haverá nunca boa Governação, nem autêntica democracia!

Depois, o debate dos problemas nacionais deverá ser feito pelos líderes em exercício, mais a mais, no momento crítico em que o País se encontra. Mais a mais, quando muitas coisas não podem ser ditas por poderem piorar a difícil credibilidade em que o PS está a deixar o País.

António Reis Luz


 
publicado por luzdequeijas às 21:40
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DIA MUNDIAL DA MULHER

NESTE DIA, TEMOS UMA OPINIÃO ISENTA DA JOANA AMARAL DIAS, A QUEM ENDEREÇAMOS OS VOTOS DE MUITA SIMPATIA: Quer avançar prognósticos para as directas do PSD?

Aguiar Branco talvez tenha de desistir em favor de Rangel. Caso contrário, a liderança será entregue a Passos Coelho. Se for uma corrida entre Rangel e Passos Coelho, as directas vão ser muito renhidas. O que Passos Coelho tem a seu favor - um enraizamento aparelhístico mais forte - Rangel compensa com o capital que acumulou com a vitória nas europeias. E acho que Rangel tem competências e qualidades que suplantam em muito as do Passos Coelho.       Tabu 

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:27
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AGUIAR BRANCO

II. Aguiar-Branco teve agressividade saudável mas sentiu algumas dificuldades em expor as suas ideias (o debate não o permitiu), e tentou refugiar-se em soundbytes - o que lhe correu quase sempre mal: (1) Associou o discurso de Rangel às estratégias de Sócrates e de Guterres, o que não faz sentido, e soou a oco. (2) Usou aquele paternalismo dissimulado dos que estão no partido há muito anos em relação aos 'caloiros' do partido, pseudo-argumento utilizado por ele e Passos Coelho contra Paulo Rangel, e que foi esgotado por Rangel. Aguiar-Branco, 5 minutos depois de ter utilizado o pseudo-argumento, qualificou a resposta de Rangel de 'táctica de vitimização' ou 'de Calimero'. Saiu-lhe pior a emenda que o soneto.

EXPRESSO

publicado por luzdequeijas às 16:49
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PLANO RANGEL

08 Março 2010 - 00h30

Heresias

'Plano Rangel' falhou

O grupo que fez um modo de vida da circunstância de mandar no PSD tem como objectivo impedir Passos Coelho de chegar a líder – seja lá como for. Apoucaram as suas qualidades, currículo e amizades. E fabricaram uma candidatura para continuarem a ter o PSD como uma quinta sua: Paulo Rangel. 
Este, empurrado, lançou-se de uma forma adulterina que só o fragilizou. Ainda por cima, Rangel tem sido uma desilusão: as suas propostas são mal sustentadas e baqueou nos debates com os dois adversários. O grupo que o impingiu já percebeu que a sua aposta fracassou. Em desespero, juram, agora, que o PSD não pode ficar nas mãos de nenhum dos três – e imploram por um qualquerD. Sebastião, com chegada agendada para Mafra daquia alguns dias. Patético mas excessivamente humano.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 16:40
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PASSOS COELHO

 DITO&FEITO 12/02/2010
12 February 10 10:01 AM O anunciado fim próximo do desacreditado poder de José Sócrates veio animar a corrida à liderança do PSD. Paulo Rangel e Aguiar-Branco aí estão para disputar votos com Passos Coelho. Este assumiu há muito a sua candidatura, tem o apoio maioritário do aparelho do PSD (ainda que o voto dos militantes em directas esteja menos sujeito a caciques do que se pensa) e até escreveu um livro, com o título Mudar,que pretende ser o seu programa político. O esforço literário de Passos Coelho é louvável, mas o esforço político é frustrante. São 269 páginas de generalidades e banalidades, de ideias pela rama sobre Justiça, Educação, Energia, Regionalização ou reforma do Sistema Político. Em que o pensamento do autor fica sempre a meio da ponte, indefinido, admitindo quase tudo e o seu contrário. Uma decepção. SOL - JAL 

publicado por luzdequeijas às 16:30
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IMPERIOSO MELHORAR A DEMOCRACIA

É lugar-comum dizer-se que sem partidos não há democracia, mas o inverso também é verdadeiro. Haverá, quando muito, arremedos de partidos.

Os nossos partidos do arco do poder ( PS/PSD), cuja existência custa aos portugueses uma soma incomportável das suas parcas possibilidades financeiras, são avessos a falar de si e, quando o fazem, avançam números de pouca credibilidade como seja:

PS “ dixit “ : O número de militantes do PS ronda os 73 mil. No entanto, o número de militantes com direito a voto para o congresso deverá ser substancialmente menor. Só votam aqueles que pagarem as quotas.

PSD “ dixit” : O número de militantes do PSD, em 2007, segundo fontes partidárias não ultrapassaria os 60 mil, contudo apenas 50% votaram nas eleições directas (o número provável de militantes do PSD).  

O partido do actual governo tentou que todos os partidos fizessem prova de terem pelo menos 5.000 militantes devidamente identificados, tendo com isso levantado uma autêntica revolução. Isto, da parte dos mesmo que querem a abolição do segredo bancário para todos os cidadãos e não enjeitam em devassar a sua vida privada.

Ora, considerando um total nacional de mais de oito milhões de votantes, temos dentro do PS e PSD, no melhor dos casos, um total de 150 000 militantes, sendo que metade não vota. Dos que votam, a maioria deles votam com quotas pagas pelos caciques.

Haja a coragem de radiografar os partidos e fazer um levantamento do perfil dos seus militantes e depressa se vai concluir que na sua grande maioria votam em quem lhes mandam votar, a troco de milhares de pequenos favores. A sua capacidade e entendimento de votar é muito limitada e as carências culturais são inúmeras.

A discussão política dos problemas reais do país passa ao lado da vida interna dos partidos que, perdem todo o tempo digladiando-se entre facções e encontrando dentro do partido os seus maiores inimigos. As sinergias estão arredias, pior, o objectivo nacional é completamente arredado e dão lugar a guerras constantes que paralisam toda a estrutura partidária e nacional.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 14:46
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COMO E ONDE PROCURAR UM ESTADISTA

Um verdadeiro Estadista pensa na próxima geração, nunca na próxima eleição. O seu sentido de Estado funciona melhor que qualquer GPS (Sistema de Posicionamento Global) na descoberta do caminho certo para os altos interesses colectivos. É uma pessoa desprendida, segue na senda dos valores e não se deixa enredar nos pequenos interesses de grupo. Torna-se incómodo, mas granjeia o respeito das maiorias. Arrasta com o seu forte carácter e força interior, todo o País para o desenvolvimento e bem-estar social.
Faz crescer o PIB em vez de escravizar a população com escandalosos impostos.
 
Os bandos corporativos, amantes de governantes fracos, deixam de ter a sua governação subterrânea, tão eficaz na defesa da continuidade dos seus interesses pessoais e de casta.
 
Os potenciais Estadistas, tal como os golfinhos na década de sessenta, quando a poluição invadiu o estuário do Tejo, fugiram para longe. A inteligência e sensibilidade dos golfinhos, tal como a dos Estadistas, não lhes permitem lidar, dia a dia, com tanta opacidade. Querem a água onde se movimentam bem transparente.
Há-de voltar um dia. Quando a poluição desaparecer.Mesmo assim, talvez esteja na hora do País pôr nos grandes jornais mundiais (muitos e bons portugueses emigraram) um anúncio como segue:
 
 “ Estadistas precisam-se; condição indispensável falarem a língua de Camões desde nascença e de preferência, não estarem inscritos em partidos”
 
Certamente que no “ casting ” será rejeitado todo e qualquer candidato por afirmar que, com excepção do seu, todos os partidos estão mal.
Certamente será escolhido todo e qualquer candidato por afirmar que todos os partidos devem ser profundamente revistos no seu funcionamento interno. Todos estão mal.
Em especial há um, que está completamente anestesiado.As regras internas de funcionamento dos partidos devem ser legisladas e, portanto, serem iguais para todos, para que nos sufrágios haja, de facto, eleições democráticas.
Igualdade à partida.
Quem chamar a isto “coisas mesquinhas” não tem estatura de Estadista.O povo paga com os seus altíssimos impostos os partidos que temos, e deixa-lhes nas mãos o poder de conduzirem o País. Resta-lhe, a este povo, o direito que o funcionamento dos mesmos seja avaliado por uma credível “Alta Autoridade”, constituída por homens bons e de grande credibilidade. O POVO PARECE TER-SE DEMITIDO! Não vota pela razão mas, sim, pela emoção!
O mesmo se passa com a comunicação social relativamente à emoção (leia-se “partido”) e substitua-se razão por “estímulos”.
António Reis Luz
 

publicado por luzdequeijas às 14:19
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ESTADISTAS PRECISAM-SE

Sobram os dedos de uma só mão para contar aqueles Estadistas que apareceram à frente do nosso País, nos últimos cem anos.

Estão a tornar-se um bem preocupantemente escasso! Ou se é, ou não se é. Eis a questão!

Sabe-se que se nasce já com esse dom, e o muito que se pode fazer, é ajudar a melhorar o seu desempenho. Mas, para tal, é preciso que eles apareçam. E que se criem condições para tal. Aqui radica, e mais transparecem, as nuances da crise partidária; no sentido de quererem ou saberem como captá-los.

Eles andam por aí. Não muitos, mas andam. Mesmo num País ingovernável como parece estar o nosso!

Na situação actual qualquer governo, com o tempo, acaba por se sentir completamente tolhido na sua acção governativa, com uma liderança a pensar pequeno. O País também o sente. E desmotiva-se. Arrasta-se!

Os líderes que saem dos partidos, ou não têm qualidades inatas de liderança, ou não têm qualidades firmes de carácter! O que é muito pior ….

Num primeiro momento, os governantes que vamos tendo ainda inventam uma qualquer ASAE, para mostrarem que mandam. De facto mandam, mas só nas “ginjinhas do Rossio”!

Depois, o desânimo abate-se sem dó nem piedade. Eles não mandam nada! Não têm experiência empresarial ou social. Ignoram como se pode criar riqueza, indispensável ao bem-estar dos portugueses! Saíram das “jotinhas” directamente para altas funções, depois, alguém na sombra, os vai comandando na senda de interesses que não são os interesses gerais do País! Na falta de riqueza criada, esbanjam as reservadas encontradas. Até um dia! E esse dia já chegou!

Depois contratam agências de “rating “ para tentarem enganar o mundo!

Os possíveis Estadistas que existam neste reino, farejam esta realidade e, como qualquer homem comum, escondem-se na mediocridade, mesmo sentindo o chamamento. Ficam-se nas covas. Por não sentirem existir o mínimo de condições exigíveis para avançarem! Com a descridibilidade dos partidos não sentem um mínimo de motivação para se inscreverem partidariamente. E sem isso nunca chegarão a primeiro-ministro! Porquê?

Boa pergunta. Porque razões não poderão os partidos captar na sociedade civil um verdadeiro líder? Por exemplo um grande empresário ou um alto quadro que tenha subido a pulso na escalada do mérito? E fazer dele, como independente, um óptimo chefe de Governo?

 Aos donos dos partidos isto interessa e muito. A mediocridade da classe política serve a muita gente, não ao País. Os verdadeiros “ Homens de Estado ” para aparecerem precisam, no entanto, de acreditar terem chegado as condições indispensáveis. Depois, a sua acção e postura na governação e na vida, irão demolindo os bloqueios corporativos e fazendo sobressair os mais capazes na sociedade e na política. Afastando o servilismo reinante, a obra começará a surgir. Com ela regressa a autoridade perdida. As reformas fazem-se e a riqueza aparece como por encanto! Por fim, distribui-se aquilo que se produz. Sempre com alto sentido de justiçae razoabilidade.

António Reis da Luz

publicado por luzdequeijas às 13:46
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OS PARTIDOS DO ARCO DO PODER

“Um País Aprisionado”

Sou um crítico assumido por entender que as coisas no sistema político nacional e partidário não estão nada bem, mesmo nada bem. Em jeito de comentário expresso o meu sentir, para de seguida fazer as considerações que me parecem mais oportunas e, apresentar as alterações que reputo de indispensáveis, com moderação, para poderem mexer com o País profundo.

Analisarei “Um País Aprisionado” por dois partidos aprisionados e divididos, que é Portugal, e que está realmente prisioneiro e quase moribundo, tomado de inacção e a viver, neste momento, de um tratamento de choque que o pode deixar ainda mais próximo da sua total descaracterização.

Ou talvez não.

Sem qualquer exagero, é como se um poder misterioso o comandasse na sombra e comandasse também o ritmo de moribundo a que ele está a funcionar. Os dois partidos são, naturalmente, o PS e PPD/PSD que estão aprisionados por poderosas forças que parecem residir a seu montante e no seu interior! A figura física de tais forças será muito semelhante à figura do colossal gigante “ Adamastor”. Forte, feia e má.

Uma figura monstruosamente enorme e disforme, que sobressaía do medonho  Cabo das Tormentas., que hoje, os portugueses querem de novo dobrar, mas os actuais “Adamastores ” não os deixam !

O Cabo Boa Esperança não está ainda à vista.

Por pura cegueira e sentimentos antidemocráticos ? Talvez. De outro modo seria melhor para todos e não só para alguns. Entretanto, o povo português vive sem auto-estima e, ainda, com menor motivação individual ou colectiva. Apesar de na sua maioria desconhecer a existência dos tais “ Adamastores”, mas, de uma forma subconsciente, pressente-os, o que se reflecte na sua acção, ou inacção, e na situação lastimável em que se encontra o nosso País.

Será talvez por isto, por causa dos monstros instalados dentro e fora dos partidos, que tanto se ouve o povo dizer : “ Hoje, já não chegaria um Salazar, seriam precisos pelo menos uns vinte”.  Estes curtos comentários mais não serão do que uma chamada de atenção, para a necessidade de na “Revisão dos Estatutos” dos partidos  se tomarem medidas urgentes e de choque, transparentes, saudáveis e corajosas, que despertem os dois partidos que, quase sem oposição, dominam a política nacional, PS e PPD/PSD.

Na actual situação destes partidos, a sua conflitualidade interna é feroz, não na procura de soluções para os enormes problemas e carências da nossa sociedade mas na conquista do poder que os possa (cada facção) levar a ser governo e conquistar lugares no parlamento, câmaras ou Juntas. Os problemas do país virão a seu tempo se vierem ! Normalmente não vêem!

Aproveito para deixar uma pergunta : quando um novo militante se vai inscrever no PPD/PSD ou no PS , em qual das sensibilidade destes partidos se inscreve? Se nada lhe perguntarem, ou informarem, como poderá o inscrito aceitar ser descriminado, mais tarde, por não pertencer a uma qualquer destas facções ? Pensando o partido como um todo?

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 12:15
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DE VEZ EM QUANDO

Um rio sem regresso ? Talvez não .

( Pura ficção)

Convido os meus leitores para quando lerem este artigo de opinião, se sentiremcomo se estivessem a vogar, não na água de um rio, mas sobre ela.Este rio, quero eu que represente o estado a que o nosso país chegou, envergonhadamente, na cauda dos países da União Europeia, em tudo que é negativo.

Podem mesmo imaginar esse rio, um daqueles com água pouco transparente ( a poluição !) e fria , naturalmente também pouco profunda . A sua torrente vai esbarrando e manchando as imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra nem lave.

Assim, voaremos entre o real e o imaginário visionando do alto o nosso berço.

Com a publicação deste artigo o autor pretende somente levar as suas dúvidas , sobre a sociedade em que vivemos, até às pessoas que, como ele, não têm acesso a todo um mundo que se presume existir, pelas contradições visíveis, inexplicáveis e frequentes, que qualquer observador atento pode detectar , diríamos, no seu dia a dia , com um pouco de espírito de observação .

Quem ouvir os noticiários , ler os jornais e alguns livros e for ouvindo os telejornais , procurando estabelecer uma relação entre as notícias , depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica , mas que se percebe não acontecerem por acaso , tal o grau de eficiência que existe na sua execução. É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos, conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se também que com vantagens próprias asseguradas .

Provavelmente tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo pura alucinação. Digamos o imaginário a funcionar. Mas, em boa verdade e realidade, os valores são relegados e combatidos, as teorias do “relativismo” são acarinhadas e defendidas .

O mau uso e concepção da “tolerância” atiram - nos para o meio do extenso “lodaçal” em que vivemos. O mérito, a honestidade, o desempenho, a competência e a inteligência das pessoas parecem ser um estorvo à funcionalidade do “Sistema” que tudo controla.

Este prefere o servilismo de legiões de “clones” onde abundam o oportunismo, a denúncia, e a incompetência, ou mesmo, o analfabetismo endémico. Dessa forma conseguem um total domínio estruturado, no mau sentido, da nossa Sociedade Civil ! Foi assim que se deu o aparecimento da descrença e da desmotivação colectivas, por todo o País.

A suspeita e o desencanto são o estado de espirito do povo.

Qualquer pessoa mais resoluta e forte no seu carácter é sempre traída no seu idealismo pelo poder, pela corrupção e pela mentira. 

 António Reis Luz  

publicado por luzdequeijas às 12:09
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NÃO NOS ENGANEM !

 

07 Março 2010 - 00h30

O Avesso e o Direito

Não nos enganem

O ruído à volta do episódio das escutas é tal e é tanta a confusão de factos com suposições, que já não se sabe o que está ou não em segredo de justiça, e o que é que consta ou não dos telefonemas. Tudo com enorme descredibilização da Justiça.
Ora tanto a inviolabilidade das conversas privadas, como o segredo de justiça, são valores que sempre têm de ser respeitados enquanto elementos incontornáveis de defesa da integridade das pessoas, mas que podem, excepcionalmente – repito, excepcionalmente –, ter de ceder perante um interesse público manifestamente superior.

Porque a credibilidade do sistema de administração da justiça bateu no fundo, o interesse público deve prevalecer.

É que recuperar a credibilidade passará por informar o País de tudo o que exista no processo sobre o alegado projecto de interferência nos media, para que os vários actores judiciários se expliquem, sem trunfos na manga, e nós possamos formar um juízo.

Ainda que tenham errado, porque a Justiça não é omnisciência, este mero exercício poderá começar a devolver a credibilidade perdida.

É que aquilo que não perdoamos à Justiça não é que se enganem, é que nos enganem.

Magalhães e Silva, Advogado

publicado por luzdequeijas às 11:59
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OS ATAQUES AO MINISTÉRIO PÚBLICO

08 Março 2010 - 00h30

Correio da Justiça

As declarações e os escritos de alguns políticos e comentadores pouco escrupulosos, ‘capturados’ por interesses conhecidos de que os próprios nem disfarçam, viraram-se para o MP com uma virulência nunca vista. Atacam a autonomia do MP e a intervenção do SMMP ao despique, a ver quem é que agrada mais ao ‘chefe’, numa espécie de prestação de contas e pagamento de favores. 

O SMMP, que uns outrora acarinharam como se fosse uma criação sua, outros acusavam de corporativismo, vê questionada a sua existência e intervenção pública por se meter, dizem, onde não deve. Preferiam ver-nos passivos. Que deixássemos desprotegidos e entregues a si próprios os colegas que por esse país fora se esforçam, contra todo o tipo de limitações e constrangimentos, a investigar ou a impugnar nos tribunais administrativos, negociatas pagas com o dinheiro de todos. Ao MP ameaçam retirar a autonomia, como se fosse um privilégio dos magistrados e não uma garantia dos cidadãos. Como se a autonomia do MP face ao Governo, que a Constituição institui, não a tivessem esses senhores já na prática reduzido a um conceito formal. Tivessem os magistrados do MP a coordenação, os meios e os apoios necessários para investigar e não estaríamos todos a assistir ao regabofe que aí vai.

João Palma, Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

publicado por luzdequeijas às 11:47
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O "PEC" DE VIDA OU DE MORTE

08 Março 2010 - 00h30

Estado do Sítio

Maldita economia

Os indígenas estão-se nas tintas para moções de censura. Querem saber é se alguém lhes garante um futuro menos triste e miserável.
 

O PSD, ou melhor, os três principais candidatos à liderança dos sociais-democratas, anda doido por derrubar o Governo do senhor presidente relativo do Conselho, o chefe. O principal partido da Oposição perdeu as eleições há seis meses, mas está desejoso de saborear o poder. É natural. Desde 1995 que assim acontece, com excepção dos dois anos e meio em que Durão Barroso, primeiro, e Santana Lopes, depois, estiveram alojados em São Bento. Um período, aliás, de muito má memória, que ficou marcado pela fuga de Durão Barroso para Bruxelas, para ocupar o lugar de presidente da Comissão Europeia, fuga muito saudada cá pelo sítio com os mesmos argumentos pacóvios usados agora para saudar a ida gloriosa de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu.

É verdade que esta dieta de poder está a fazer muito mal aos sociais-democratas. Percebe-se porquê. Não é que tenham excelentes ideias para tirar o sítio do estado a que chegou. Não é que os seus princípios e valores sejam muito diferentes dos que regem a vida do partido do senhor presidente relativo do Conselho, o chefe. No fundo, são as duas faces de uma má moeda. O problema é a imensa clientela que anda por aí com água na boca a sonhar com os apetitosos lugares que o imenso e generoso Estado oferece a quem está no poder. E como não conseguiram o poder com os votos, andam a inventar caminhos ínvios para lá chegar.

O último é uma comissão de inquérito ao negócio supostamente falhado entre a Portugal Telecom e a TVI e as mentiras do senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, a propósito do dito. Já se fala em moções de censura e em eleições antecipadas lá mais para o Verão. Tudo isso pode ser muito legítimo e muito constitucional. Mas primeiro do que isso será necessário mostrar aos indígenas que as suas propostas são verdadeiramente alternativas às do Governo. Primeiro do que isso será necessário que o PSD mostre que é capaz de apresentar um Orçamento alternativo ao do PS. Primeiro do que tudo, é fundamental que o PSD mostre aos indígenas que tem uma alternativa ao Programa de Estabilidade e Crescimento do chefe. Enquanto isso não acontecer, os indígenas deste sítio pobre, manhoso, corrupto e, obviamente, cada vez mais mal frequentado, estão-se nas tintas para moções de censuras, liberdades de expressão ou eleições antecipadas. Querem saber é se alguém lhes garante um futuro menos triste e miserável.

 

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

publicado por luzdequeijas às 11:41
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Domingo, 7 de Março de 2010

CONSULTORES INTERNACIONAIS AJUDAM SÓCRATES

Os representantes em Londres da Kreab & Gavin Anderson (KGA), uma multinacional de consultoria financeira e relações públicas, estiveram para reunir, a 18 de Fevereiro, com o ministro da Economia, Vieira da Silva, visando discutir uma estratégia para permitir a Portugal enfrentar as pressões dos mercados financeiros.

O CM apurou que este encontro acabaria, porém, por não se realizar. No interior do Executivo foram dadas instruções para que o dossiê KGA passasse para o gabinete do próprio José Sócrates.

CM - 7 de Março de  2010 

PS :  As agências de 'rating' internacionais, empresas que avaliam a capacidade de um país ou empresa em cumprir os seus compromissos financeiros, já deram a sua nota à proposta de Orçamento do Estado para 2010: entre o insuficiente e o suficiente menos. A situação financeira de Portugal é mundialmente conhecida por estar a caminho daquela a que chegou a Grécia! Afirmações do primeiro-ministro, pelo estrangeiro dizendo que a situação de Portugal é igual à dos outros países europeus, em nada ajudam. Afirmações do Ministro das Financeiras, em forma pouco cortez para com as agências de rating, também pouco favorecem Portugal, mesmo levando em linha de conta as palavras conscientes do PR Cavaco Silva.Mais uma vez, e na aflitiva situação financeira do País, parece que se vai abrir os cordões à bolsa, praticamente vazia, para tentar iludir os conceitos que o mundo está a fazer deste pobre país. Nunca até hoje tal havia acontecido ! Entretanto os juros dispararam!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:06
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A PESADA HERANÇA

economia

Banco de Portugal ganhou mil milhões com o ouro

por <input ... >01 Junho 2006<input ... >

Sérgio Aníbal

 

OBanco de Portugal ganhou durante o ano passado cerca de 1000 milhões de euros com a valorização dos seus activos em ouro, beneficiando da evolução recente deste mercado a nível internacional.

De acordo com as contas nacionais financeiras publicadas este mês pelo Banco de Portugal, o valor do ouro monetário e dos direitos de saque especiais (DSE) detidos pelas sociedades financeiras portuguesas passou de 4855 milhões de euros em 2004 para 5924 milhões no ano passado.

Entre as sociedades financeiras, apenas o Banco de Portugal detém este tipo de activos. Além disso, os DSE representaram, em 2004, pouco menos de 1,5% do valor do ouro. Por isso, apesar de não ser possível através dos dados agora disponibilizados distinguir estas duas componentes (ouro e DSE) é seguro assumir que a grande maioria da valorização de 1069 milhões de euros registada em 2005 se deveu ao ouro.

O enriquecimento do Banco de Portugal por esta via acontece apesar de esta entidade ter mantido em 2005 a sua política de diversificação das reservas externas através da venda de ouro. Durante o ano passado, o Banco de Portugal anunciou a colocação no mercado de 45 toneladas de ouro. Estas vendas terão rendido, de acordo com as contas nacionais financeiras agora divulgadas, 507 milhões de euros (ver caixa).

Com menos toneladas de ouro nos seus cofres, o Banco de Portugal viu, no entanto, o seu valor aumentar significativamente graças à alta de preços no mercado. Entre 31 de Dezembro de 2004 e o mesmo dia do ano seguinte, o ouro transaccionado nos mercados internacionais valorizou-se 18,1%.

Em 2003 e 2004, com maiores vendas e com valorizações menos acentuadas nos mercados, as reservas do Banco de Portugal registaram uma diminuição do seu valor, agora quase inteiramente recuperado.

O Banco de Portugal é actualmente o 13º do mundo com maiores reservas de ouro, que ascendiam, de acordo com os números do World Gold Council, a 407,5 toneladas em Setembro do ano passado.

Em vários países europeus, especialmente na Alemanha - onde o Bundesbank detém as segundas maiores reservas de ouro do mundo -, tem sido discutida a possibilidade de utilização do metal precioso para financiar reformas estruturais. Em Portugal, o ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, tem proposto a utilização deste tipo de reservas para tornar possível uma profunda reforma da Administração Pública. No entanto, o acordo entre bancos centrais do eurosistema que limita o volume de vendas e as regras estatísticas europeias dificultam a passagem à prática destas ideias.

Mesmo sem o contributo das mais-valias geradas pela venda de ouro - que são colocadas num fundo de reserva especial -, o Banco de Portugal vai entregar este ano um dividendo ao Estado de 60,1 milhões de euros, mais 77% que no ano passado. 

publicado por luzdequeijas às 16:54
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Sábado, 6 de Março de 2010

TVI EM GESTÃO POLÍTICA

Parlamento
Moura Guedes diz haver notícias sobre Freeport na 'gaveta' da TVI
A jornalista Manuela Moura Guedes, ouvida na comissão de ética da Assembleia da República, acusou a actual direcção de informação da TVI de fazer uma «gestão política» das notícias e de não divular «documentos que implicam o primeiro-ministro» no caso Freeport

SOL

publicado por luzdequeijas às 17:37
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AFINAL ONDE ESTÁ O ESTADO DE DIREITO

(.... ) Afinal, sustentam, esta Assembleia tem pouco mais de quatro meses. Mas o que é pior? Manter em funções quem dia após dia perde credibilidade e ataca tudo e todos sem desmentir os factos ou ter a coragem de salvar o Estado e a Justiça? Como podemos pedir sacrifícios às famílias, aos trabalhadores e aos empresários, pactuando paralelamente com esta teia de interesses obscuros?

Desenganem-se os que defendem a falsa estabilidade, porque nada pode ser pior do que destruir a autoridade do Estado mantendo uma classe dirigente demasiado conivente e comprometida entre si.

As escutas publicadas não são um assunto privado, são um assunto que diz respeito a todos nós e que colocam o actual primeiro-ministro numa posição insustentável.

Manuel Monteiro, Ex-presidente do PND

sol

 

publicado por luzdequeijas às 17:30
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A CADA DIA QUE PASSA

Teixeira dos Santos
 
Quando Sócrates e dirigentes do PS já haviam assumido meter na gaveta a polémica lei das Finanças Regionais, devido à calamidade que atingiu a Madeira, veio reacender a discussão sobre o tema e garantir que não o retirava de cima da mesa. Um inexplicável passo em falso que acabou com Sócrates a tirar-lhe o tapete e a desautorizá-lo. O peso político do ministro das Finanças vai desaparecendo a cada dia que passa.
Publicadopor JAL |

publicado por luzdequeijas às 17:26
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RECEIO PATÉTICO

Bernardo Bairrão
 
O administrador delegado da TVI foi confessar ao Parlamento que silenciou o Jornal de Sexta, o mais visto das televisões portuguesas, devido ao avolumar de críticas (entre as quais avultavam as do primeiro-ministro e do PS...) e ao receio de indispor a desacreditada ERC. Patético, mas preocupante – pelo autocondicionamento e intromissão que revela na linha editorial da estação. No dia seguinte, Moura Guedes não o poupou às contradições, omissões e indecisões que protagonizou neste silenciamento.
 sol

publicado por luzdequeijas às 17:24
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MULHER DE MUITA CORAGEM

SOL&SOMBRA 05/03/2010
05 March 10 09:59 AM
 
M. Moura Guedes
 

Com a frontalidade que a caracteriza, foi ao Parlamento deslindar as pressões e manobras, do poder político com a anuência do poder económico, para silenciar o seu Jornal de Sexta e domesticar a informação da TVI. Há quem, na corporação dos politicamente correctos, apenas queira ver e discutir o seu estilo controverso. Para subvalorizar ou esquecer a independência, coragem, sentido de notícia e capacidade de investigação que tem demonstrado – como poucos, sublinhe-se – no exercício do jornalismo. Num momento em que raros ousam fazer jornalismo de investigação em Portugal e em que são patentes as tentativas de condicionar a liberdade de expressão, fazem falta mais exemplos como o seu.

 
 

publicado por luzdequeijas às 17:20
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LINGUAGEM EDUCATIVA

 Face Oculta
 

O Sócrates tem de dar uma sticada na gaja

O Sócrates tem de dar uma sticada na gaja’

A investigação do Ministério Público (MP) e da Polícia Judiciária de Aveiro sobre o empresário Manuel Godinho revela uma teia de influências ao mais alto nível. Nesta, emerge como figura central Armando Vara, com acesso directo ao primeiro-ministro e a membros do GovernoLer Mais

Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita 

 

  

publicado por luzdequeijas às 17:02
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TÃO AMIGOS !!!

Conivência ou encobrimento?
05 March 10 10:00 AM
 

Na comissão Parlamentar de Ética afirmei que todos os dados disponíveis apontam para que existe actualmente em Portugal não apenas «conivência» mas «encobrimento» do poder político por parte do poder judicial.

E quando digo poder judicial refiro-me à cúpula da Justiça e não aos tribunais, aos juízes ou aos magistrados.

Quais são esses sinais?

Vou enumerá-los um a um, para que não haja dúvidas.

Quando o SOL publicou a primeira notícia sobre o caso Freeport, o procurador-geral da República veio a público, no próprio dia, desmentir o jornal.

O título da notícia, como o leitor se recordará, era Ingleses apontam o dedo a ministro português.

Não dizíamos quem era o ministro e muito menos falávamos em José Sócrates.

Mas o PS tocou a rebate – e Pinto Monteiro veio dizer que não havia qualquer carta das autoridades inglesas, nem qualquer suspeita sobre um membro «deste ou doutro Governo».

Só que a notícia era totalmente verdadeira – e Pinto Monteiro teve depois de dar o dito por não dito.

Quando rebentou o caso Face Oculta, Pinto Monteiro disse ao semanário Expresso, em jeito de desabafo, que se fosse preciso punha as escutas cá fora, e assim dissipavam-se de uma vez por todas as suspeitas.

É claro que Pinto Monteiro sabia muito bem que isso não era possível.

E apenas o disse para transmitir a ideia de que, naquelas escutas, não havia nada de menos claro.

Recorde-se que, uns dias depois, Armando Vara viria dizer mais ou menos a mesma coisa – solicitando autorização para divulgar as escutas em que ele intervinha, o que também não era legalmente exequível, como Vara estava farto de saber.

SOL

publicado por luzdequeijas às 12:54
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PINTO MONTEIRO VS SÓCRATES

A divulgação das escutas, feita pelo SOL, teve o mérito de fazer cair as máscaras e pôr tudo em pratos limpos.
Ficou claro que as conversas contêm dados muitíssimo comprometedores, não só sobre a existência de um plano para condicionar alguns órgãos de comunicação social mas sobre a enorme promiscuidade entre o Governo e empresas onde o Estado tem interesses.
O negócio com Luís Figo é disso um lamentável exemplo.
 
Quando se viu desmentido pela publicação das primeiras escutas – que não eram irrelevantes, como afirmara –, Pinto Monteiro mudou de agulha e passou a dizer que não havia nelas indício de «nenhum crime».
Dando de barato que o PGR tenha deliberado sobre isso sozinho, sem mandar abrir um inquérito, a sua opinião era tudo menos consensual.
Ainda na semana passada, Diogo Freitas do Amaral escrevia: «O caso das escutas só é ‘meramente político’, como diz o PGR, porque este optou por uma concepção muito restritiva do conceito de ‘atentado ao Estado de Direito’».
 
Esta actuação do PGR veio recordar outro caso, que já estava meio esquecido: o problema do diploma.
Também aí foi Pinto Monteiro a concluir, acedendo a uma solicitação de José Sócrates, que não houve qualquer irregularidade no modo como o primeiro-ministro obteve o diploma na Universidade Independente.
Na altura, toda a gente aceitou como boa a conclusão de Pinto Monteiro.
Mas agora, tendo conta a protecção que o PGR tem dado a Sócrates, também isso é passível de dúvidas.
 
A suspeita mais grave de todas não é, porém, nenhuma destas.
A suspeita mais grave, que é muito difícil o procurador explicar, é a seguinte: ele sabe há muito tempo que os suspeitos foram avisados de que estavam sob escuta – e que, a partir de 24 de Junho de 2009, as conversas não merecem credibilidade.
Pois bem: Pinto Monteiro, no despacho que fez sobre o caso, enfatiza especialmente uma escuta de 25 de Junho que ‘iliba’ o primeiro-ministro no caso da TVI – escuta essa em que se diz, pela boca de um boy (o impagável, embora bem pago, Rui Pedro Soares), que Sócrates não foi avisado do negócio e está contra ele.
Para proteger o primeiro-ministro, o PGR valorizou, pois, uma conversa que sabe não merecer crédito (e que, com toda a probabilidade, foi forjada).
É a história do gato escondido com o rabo de fora.
Como irá Pinto Monteiro explicar isto – que parece constituir a prova definitiva de que agiu conscientemente para encobrir o chefe do Governo?
 
Ao ‘abafar' o caso do diploma, ao desmentir notícias do Freeport que depois se confirmaram, ao arquivar certidões do caso Face Oculta sem abrir inquérito, ao desvalorizar escutas que se provou serem relevantes, ao não encontrar quaisquer indícios de crime onde outros encontram, e sobretudo ao valorizar escutas que ele sabia não serem dignas de crédito, o procurador mostrou completa falta de independência.
Pretendeu esconder, iludir, baralhar, desmentir informações, sempre com o mesmo objectivo: ilibar José Sócrates.
Nestas condições, creio que o Presidente da República não tem já alternativa que não seja retirar a sua confiança ao procurador-geral da República.
Pinto Monteiro deixou de ter junto dos portugueses a imagem de isenção e credibilidade necessárias ao exercício da sua elevada função.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 12:52
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FINALMENTE

Não quero acabar esta crónica sem uma nota sobre o presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
Numa mesma noite – e num acto absolutamente inédito em termos nacionais e talvez mundiais, pelo menos em países democráticos –, Noronha Nascimento deu três entrevistas a três televisões.
No essenciaI, o presidente do Supremo disse que, nas escutas a José Sócrates que ouviu, não havia nada de criminalmente relevante.
Aquelas três entrevistas transmitidas quase em simultâneo, como se algo de muito grave tivesse sucedido em Portugal, tiveram como principal consequência a defesa do primeiro-ministro.
E, dado o momento de tensão que se vivia, assumiram um inquestionável significado político.
Ora, Noronha Nascimento tinha obrigação de ter pensado nisso.
Se o fizesse, evitaria envolver-se na luta político-partidária que se vivia e vive.
Publicadopor JAS |

publicado por luzdequeijas às 12:50
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PINTO MONTEIRO

                       
Pedro Catarino  Conselho exigiu apoio a colegas de AveiroConselho exigiu apoio a colegas de Aveiro
03 Março 2010 - 00h30

Apoio

Procurador esconde despachos ao Conselho

Reunião de ontem revelou cisão entre magistrados e conselheiros indicados por instituições políticas.
 

O procurador-geral da República (PGR) só deu aos membros do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) cópias dos dois despachos do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e excertos dos seus despachos que inviabilizaram um inquérito ao plano do Governo para controlar a Comunicação Social.

Na reunião realizada ontem, marcada com um único ponto de agenda – o esclarecimento cabal sobre a decisão de Pinto Monteiro que impediu a investigação ao crime de atentado contra o Estado de Direito –, nem os conselheiros tiveram acesso a todos os elementos.

Segundo apurou o CM, Pinto Monteiro distribuiu no início da reunião uma pasta com uma cronologia do processo e com os despachos de Noronha do Nascimento, o que deixou perplexos os conselheiros. De seguida, quis ouvir cada um dos 18 elementos, o que abriu uma cisão entre os magistrados e os conselheiros nomeados pelo Parlamento e ministro da Justiça quanto à decisão do PGR. Enquanto que a maioria dos procuradores manifestou reservas à inviabilização de uma investigação, os elementos nomeados politicamente, com excepção de um membro indicado pelo PSD, apoiaram Pinto Monteiro. Houve, no entanto, quem não se pronunciasse, caso de Rui Alarcão, indicado pelo ministro da Justiça. Esta tensão reflectiu-se na elaboração do comunicado final. A ala dos magistrados exigiu que dali transparecesse também a solidariedade com os magistrados de Aveiro e não um mero cheque em branco a Pinto Monteiro. 'Por que razão não abriu um inquérito?', foi a pergunta que dominou a reunião. Pinto Monteiro disse que não valorizou os indícios da mesma maneira e que ouviu várias pessoas no mesmo sentido. O CM sabe que o PGR só ouviu especialistas em direito administrativo e que abdicou de ouvir peritos em direito criminal. A convicção das fontes ouvidas pelo CM é a de que o PGR terá feito essa opção para evitar abrir um inquérito, o que implicaria a possibilidade de consulta dos seus despachos após o arquivamento.

publicado por luzdequeijas às 12:16
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

TOLERANTES COM A CORRUPÇÃO

Portugueses são muito tolerantes com a corrupção

17:08 Luciano Alvarez

Cerca de 63 por cento dos portugueses toleram a corrupção desde que produza efeitos benéficos para a população em geral, revelou hoje no Parlamento o investigador Luís de Sousa.

PÚBLICO

publicado por luzdequeijas às 18:37
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"O MOSTRENGO"

05 Março 2010 - 00h30

A voz da razão

A nossa catástrofe

Falar de esquerda ou direita, em Portugal, é um exercício fátuo. Existem diferenças, sim; mas, no essencial, não existe tribuno com pretensões de liderança que não olhe para o Estado como panaceia para os nossos problemas colectivos. Que o mostrengo possa ser parte desses problemas, e não a solução, eis uma ideia que não passa pela cabeça do nosso escol.
 

Fatalmente, passa pelo estudo recente da OCDE sobre mobilidade social: entre nós, nascer pobre é morrer pobre. Ou, se preferirem, os mecanismos tradicionais que possibilitam a ascensão social não funcionam. A escola pública, depois de sucessivas reformas assassinas, já não prepara ninguém para coisa nenhuma. E o mercado de trabalho, que recebe essas massas impreparadas, apenas oferece rigidez e exclusão: quando é difícil despedir, não se esperem milagres a contratar.

Enganam-se os que pensam nas catástrofes como fenómenos exclusivamente naturais. Em Portugal, a catástrofe tem mão humana. Acreditar no Estado para resolver a pobreza que ele próprio promove não passa de uma piada macabra.

João Pereira Coutinho, Colunista

publicado por luzdequeijas às 18:31
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DEPOIS DO PONTAPÉ DE SAÍDA

                         

d.r.  Paulo Rangel, candidato à presidência do PSDPaulo Rangel, candidato à presidência do PSD

05 Março 2010 - 16h09

Candidato à liderança do PSD desafia Aguiar-Branco e Passos Coelho

Rangel desafia adversários para debates a três

Paulo Rangel desafiou esta sexta-feira José Pedro Aguiar-Branco e Pedro Passos Coelho, seus adversários na corrida à liderança do PSD, a aceitarem os convites para debates televisivos a três em sinal aberto.
 

"Lanço um desafio para que aceitem debates a três. Há três convites para debates a três. Estamos disponíveis para todos os debates a três que sejam necessários", afirmou o eurodeputado na inauguração da sua sede de campanha no Porto.  

Rangel apoia Alberto João Jardim sobre a alegada ausência de debate doutrinário nesta campanha para a liderança do PSD.  

"Não posso estar mais de acordo. Não tem havido debate doutrinário",  frisou, referindo que é o único candidato que está a fazer propostas e não tem receio de as debater com os restantes.  

No entanto, o social-democrata realçou não estar disponível para "discutir os currículos de cada um", mas sim para "discutir as propostas". Rangel recordou que já fez propostas para a área da educação e para combater as assimetrias regionais sem aumentar custos, com a promoção  a secretários de Estado dos presidentes das comissões de coordenação regional. 

O candidato à presidência do PSD sublinhou que esta é uma medida de aplicação imediata,  mas transitória, devendo ser substituída  pela regionalização ou por uma desconcentração administrativa dentro de quatro ou cinco anos.  

"Não vamos permitir que os dinheiros do QREN sejam transferidos para  Lisboa", afirmou, salientando que o excesso de afectação de recursos para uma região, como aconteceu na Grécia com a grande concentração de população em Atenas, também prejudica a região beneficiária.  

Rangel responsabilizou ainda o Partido Socialista pelo "definhamento" da classe média  e pelo reforço de "uma classe instalada que não contribui para o desenvolvimento  do país".

"Por muito que queiram denegrir a nossa candidatura, é mesmo uma candidatura  de rutura com os 15 anos de políticas socialistas. Os portugueses precisam  de um discurso mobilizador, precisam de acreditar. Estamos desde 1995 a marcar passo, a aumentar a nossa dívida", frisou, propondo-se a "aliviar os portugueses do peso da dívida" e combater  o "país a duas ou três velocidades" em que Portugal se transformou desde  que aumentaram as assimetrias regionais e sociais.

publicado por luzdequeijas às 18:25
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RANGEL NA RÁDIO RENASCENÇA

 

http://www.rr.pt/multimedia_video.aspx?fid=167&fileID=151685

O candidato à liderança do PSD considera que o Executivo de José Sócrates tem de "assumir as suas responsabilidades" e por isso não deve demitir-se. Ainda assim, Paulo Rangel diz estar "preparado" e "motivado" para assumir o cargo de Primeiro-ministro, caso seja necessário.

publicado por luzdequeijas às 18:18
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TEMOS CANDIDATO

 

sexta-feira, 5 de Março de 2010

Sala cheia para receber Paulo Rangel

 

Uma sala completamente lotada recebeu hoje Paulo Rangel no Porto, na inauguração da sede distrital de campanha. Num discurso emotivo, Rangel apelou à mobilização do PSD para iniciar uma ruptura na sociedade portuguesa contra o socialismo que nos governa há 15 anos. O candidato à liderança do PSD desafiou ainda as restantes candidaturas a aceitarem os debates em sinal aberto já propostos pela televisões generalistas. 

O resto do dia é dedicado à cidade da Guarda. Às 18 horas, Paulo Rangel realizará uma visita ao Nerga - Núcleo Empresarial da Região da Guarda, seguindo-se uma sessão pública no Hotel Vanguarda, a partir das 21 horas.

publicado por luzdequeijas às 17:21
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OUTRO RANGEL - O VERDEIRO

RANGEL DISPENSA CONSULTOR DE IMAGEM

Depois do primeiro debate entre os candidatos à liderança do PSD, que opôs esta semana Paulo Rangel e Passos Coelho na SICNotícias, o eurodeputado decidiu dispensar os conselhos de consultores de imagem na sua campanha para as directas dos sociais-democratas.

Paulo Rangel não gostou de se ver no registo mais sereno e menos combativo que lhe foi aconselhado para o frente-a-frente com o ex-líder da JSD e promete ser genuíno e «igual a si próprio» até ao fim da campanha. «O Rangel do resto da campanha vai ser diferente do que se viu no debate na terça-feira», assegurou ao SOL, fonte da candidatura.

SOL

publicado por luzdequeijas às 16:57
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" O FIO CONDUTOR"

Em todo e qualquer país, em todas as sociedades civis, há um fio condutor que assegura o seu progresso e a sua existência. Este fio condutor é composto fisicamente de duas realidades diferentes; uma de natureza humana e outra de natureza sobrenatural. Esta última representa o seu passado e os milhares de pessoas que o serviram, mas que já morreram. A natureza humana representa aqueles que estão vivos e a representam.

Este fio condutor obedece a regras inscritas, talvez, nas leis da natureza. Aquela parte do fio de condição humana, pode aguentar esforços de distensão rápida ou mesmo de estagnação ou compressão, mas nunca de rupturas. De qualquer modo, deve estar sempre atenta à componente a que chamei de natureza sobrenatural, muito extensa, que representa aqueles já desaparecidos, ou seja, o passado do país e da sociedade civil.

Quem tem a incumbência de tomar decisões se não respeitar esta realidade, ou até se rir dela, pode provocar rupturas de grande dimensão e, muitas vezes, a morte do fio e das realidades e projectos que ele assegurava.

De certo modo foi isso que aconteceu em Portugal depois da Revolução dos Cravos. Os capitães tiveram muitos seguidores, embora de natureza mais moderada, mas que cometeram e continuam a cometer erros de estratégia na tomada de decisões. Isto acontece pela total desresponsabilização com que se passa uma esponja aos sistemáticos maus decisores.

Quando por exemplo se aposta numa revolução informática é preciso saber que tipo de licenciados temos produzido e fazer nascer esta realidade em largo tempo e, enquanto isso, manter a coesão das várias gerações nas suas competências e saberes adquiridos.

Num momento em que a nossa adesão à EU levou a drásticas reduções no tecido laboral, por vezes, nos limites da sua quase extinção, casos da agricultura ou das pescas, teria sido preciso garantir que muita dessa gente atingida, ainda tivesse podido ter sido muito útil ao nosso país. No fundo poucos países têm tanto mar disponível como nós, e há muitas formas de pescar, e muita riqueza nele por descobrir, para desperdiçar tanto talento e experiência. No mesmo plano se poderão colocar centenas de milhares de trabalhadores que sempre trabalharam a terra e dela sabem muito. Fala-se da agricultura, pois claro.

Por vezes, nem é uma questão de dinheiro, mas sim de respeito pelo Homem e pelo seu passado.

 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 12:21
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“ O SISTEMA “

“Existe uma teia de interesses e dinheiros que, aos poucos, foi ligando ao “Sistema” os nossos políticos de aparência mais respeitável, é esta gente que foge à justiça, que se orgulha de não pagar impostos, ou de ganhar eleições com frigoríficos.”

                                 Sérgio Figueiredo   Público 20 Maio 2003  

publicado por luzdequeijas às 12:03
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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

PAULO RANGEL SOMA APOIOS

 FERNANDO SEARA apoia RANGEL

O fundamental hoje em dia é optar por quem tem capacidade para ser uma alternativa real ao PS (…) o doutor Paulo Rangel protagonizou nos últimos meses a única grande vitória nacional do PSD. E, portanto, quem protagonizou uma vitória com reconhecimento de todos, com certeza tem capacidade para a curto prazo ou a médio prazo ter as mesmas hipóteses muito credíveis ao PS», disse, no final de um pequeno-almoço com o candidato à liderança do PSD.

E reforçou: «a partir de Sintra, tem a minha disponibilidade porque nós em Sintra também ganhámos ao PS nos últimos oito anos».

Ao seu lado, Paulo Rangel saudou o apoio do autarca social-democrata, que constitui uma «grande motivação» para a sua candidatura à liderança do partido.

«É com muita satisfação que recebi o apoio do presidente da Câmara de Sintra (…) É um apoio com o qual contamos muito. Trata-se de uma pessoa com muita experiência, de um grande militante do PSD que tem dado muitas vitórias ao partido e que põe a tónica naquele que é o ponto essencial: quem está em condições de combater o PS e de pôr em causa esta política do PS», declarou.

Este e outros apoios - «há por todo o país muita gente a apoiar-me e muita gente de peso», assegurou - «servirão para consolidar a necessidade de fazer do PSD um "instrumento de ruptura» e um «instrumento político» para «fazer uma oposição forte ao PS e para encontrar uma alternativa forte ao PS», referiu.

Lusa / SOL

 

publicado por luzdequeijas às 23:28
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PAULO RANGEL VS AGUIAR BRANCO

As saudades que eu tenho da Hillary e do Obama

Arquivado em: Política, Portugal — Maria João Marques @ 22:33 
Vi agora o debate Rangel-Aguiar Branco e estou assim para o knock-out. Mas não têm vergonha de mostrarem isto para o país? Aguiar Branco conseguiu não propor nada (e ainda ontem eu achava que AG queria um debate interno de propostas e ideias), quis mais comentar Paulo Rangel do que falar de si próprio e das suas políticas, atacou os poucos anos de militância de Rangel (não percebendo que para o país isto deve ser uma mais-valia de Rangel), atacou a decisão de candidatura de Rangel (está ainda amuado). Aparentemente o facto de um dia o PSD ter aludido um dia a um qualquer tema significa que qualquer inovação nesse tema seja matéria já tratada. Ficou claro o que move Aguiar Branco neste momento: provocar a maior mossa possível a Rangel. Vou apostar que, para Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco será bem mais cordato. Desconfio que só consegue ser aguerrido contra quem lhe trocou as voltas do que via como uma passadeira encarnada para a liderança. Em vez de aproveitar para dizer, num palco privilegiado, ao que vem – algo que teve a habilidade de não fazer até ao momento – preferiu centrar-se em Paulo Rangel. Ou então continua a ver como estratégia de vitória ‘fui tratado mal por Paulo Rangel’.

Rangel, por seu lado, tem de aperfeiçoar a sua capacidade para discutir com quem só quer desconversar, e preparar-se para ser mais atacante do que defensivo. Também é necessário para um líder vencedor.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 23:18
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SEM RÉSTIA DE PUDOR

04 Março 2010 - 00h30

Heresias

Cavaleiro da desesperança

Alexandre Soares dos Santos (chairman da Jerónimo Martins) declarou que ‘Portugal não tem Governo’.
 

Trata-se de uma verdade irrecusável – o Governo transfigurou-se numa patética claque de apoio a José Sócrates, insensível ao acentuado descambar dessa personagem e indiferente à trágica realidade em que nos achamos: nos últimos meses, agravou-se a situação económica, assim como o desemprego e a insegurança dos cidadãos, a Justiça está quase a bater no fundo e, cada vez mais, vinga a percepção generalizada de que quem está no poder não tem soluções para os problemas.

Os governantes, que formalmente ainda aí estão, não querem saber nada disso. Sem réstia de pudor, comportam--se como meros paladinos de Sócrates, o funesto cavaleiro da desesperança de todos nós.

 

Carlos de Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 12:23
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

HÁ QUEM AFIRME !

O Homem integral

O Homem tem uma constituição Septenária ou seja, é um ser marcado pelo número7, como de resto toda a Natureza, e é composto por sete corpos ou princípios.

O sete subdivide-se em duas formas geométricas: o quadrado e o triângulo. O quadrado representa os quatro elementos que no homem constituem a sua personalidade e o triângulo está relacionado com a sua parte espiritual ou seja o seu Ser.

O Ser Humano é complexo e, se repararmos bem, podemos e devemos distinguir nele:
1. O corpo físico que todos conhecem;
2. O molde e as causas dirigentes da geração e formação desse corpo físico, bem como a vitalidade que o anima e mantém coeso;
3. Os desejos, emoções, afectos e sentimentos pessoais;
4. Os pensamentos e a capacidade analítica a partir dos dados observados e das coisas sentidas;
5. Uma inteligência criadora, que funciona em termos abarcantes e sem ser comandada, de fora para dentro, pelos fenómenos e pelas reacções que estes suscitam, antes se lhes sobrepondo, num domínio de liberdade (por isso se diferenciando do tipo de pensamento imediatamente antes considerado);
6. Capacidade intuitiva, i.e., de uma sabedoria íntima, real e essencial, adveniente do contacto directo com o âmago dos seres e das situações, o que só pode ser concomitante de um Amor inegoísta, forte, lúcido e que não se confina à própria pessoa e ao que lhe está próximo (distingue
- se, assim, dos afectos atrás referidos);
7. Uma latente Vontade incondicionada de Bem, que se pode manifestar somente quando nenhuma mácula de egoísmo ou separabilidade existe, visto ser uníssona com o grande Plano Divino, com o extraordinário Propósito Inteligente que subjaz a todo o Universo.

E, antes e depois de tudo, É (e, ao Ser, pode expressar-se sob todas as formas que vimos enumerando).

É perfeitamente visível perceber a matemática da Natureza na repetição do 7; nos dias da semana, nas cores do arco-íris, nas 7 ondas, nas sete saias, nos 7 pecados mortais, as sete colinas de Lisboa, os sete Dons do Espírito Santo, as sete partidas do Mundo, etc. 

publicado por luzdequeijas às 15:50
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NAVEGAÇÃO À VISTA !

PORTÁTEIS CUSTAM 598 milhões ao Estado !

Os programas e-escolas e Magalhães (e-escolinhas) tinham custado ao Estado, até Setembro de 2009, 598 milhões de euros.

No total foram 854 milhões, dos quais 256 milhões de euros suportados pelos próprios beneficiários dos computadores. O custo foi avançado pelo presidente da Fundação para as Comunicações Móveis, Mário Franco, ouvido ontem no Parlamento, que adiantou que a norte-americana Microsift transferiu um milhão de euros para a fundação. "Não há relação com a aquisição de software. É uma participação neutra, " disse.Mário Franco foi o primeiro responsável a ser ouvido pela Comissão de Inquérito - hoje será ouvido o ex-ministro Mário Lino - que visa apurar qual o papel da fundação na gestão das contrapartidas de 1,3 mil milhões de euros. R.O.CM - 03-02-2010

publicado por luzdequeijas às 15:16
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JORNALISTAS DO SOL AFASTADOS

Notícia
Pedro Catarino  Semanário não pôde aceder às conversas de Sócrates com VaraSemanário não pôde aceder às conversas de Sócrates com Vara
02 Março 2010 - 00h30

'Face Oculta'

Jornalistas do 'Sol' afastados

Tribunal de Aveiro suspende a constituição de assistente depois de PGR ter aberto processos.
 

O Tribunal de Aveiro decidiu suspender o estatuto de assistente que tinha sido concedido ao subdirector do semanário ‘Sol’. O juiz alegou que aquela constituição foi um expediente para o semanário aceder ao processo, designadamente às partes que diziam respeito ao primeiro-ministro. Paralelamente, o procurador-geral da República abriu processos por violação de segredo de justiça contra os jornalistas da publicação, tendo marcado audições que começam hoje. Vítor Rainho será o primeiro a ser constituído arguido, seguindo-se depois a sua advogada e por fim as jornalistas Felícia Cabrita e Ana Paula Valente. Estão marcados interrogatórios até sexta-feira.

Além do semanário ‘Sol’, outros jornalistas têm vindo a constituir-se assistentes, desconhecendo-se qual será a decisão do tribunal. É expectável que também aqueles venham a ser impedidos de aceder aos autos.

Embora ainda não seja conhecido o despacho do juiz de Aveiro, fontes contactadas pelo CM garantiram que o argumento do magistrado passava pelo facto de ter sido desvirtuado o estatuto de assistente. A lei prevê a sua existência sempre que estejam em causa crimes públicos, e o objectivo é permitir que qualquer pessoa possa auxiliar o Ministério Público na descoberta da verdade. Neste caso, por o Ministério Público ter entendido que terminara o segredo interno, não havia limitações de consulta para as partes, em que se incluía também os jornalistas-assistentes. Refira-se que, segundo documentos a que o CM teve acesso, esta já era, no entanto, uma situação previsível. O pedido de Vítor Rainho para obter cópias das certidões do processo ‘Face Oculta’ é datado de 13 de Janeiro.

A 21 de Janeiro, Costa Gomes, juiz do processo, notificou todos os arguidos de que tinha sido autorizada a consulta ao jornalista. E lembrou que tal se devia a uma obrigação do novo Código de Processo Penal que impõe que o segredo interno termine ao final de oito meses, após a constituição do primeiro arguido. As únicas limitações foram as certidões que deram origem a processos ainda em segredo e as escutas mandadas destruir pelo Supremo.

Costa Gomes impediu ainda o acesso a quaisquer dados bancários.

publicado por luzdequeijas às 15:08
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"ARMADILHAS POLÍTICAS"

03 Março 2010 - 00h30

Dia a dia

Armadilha política

O comunicado do Conselho Superior do Ministério Público vem repudiar a "politização da justiça". Tem toda a razão, mas espera-se que os conselheiros tenham começado por explicar ao procurador-geral da República que não pode dar entrevistas a falar de "armadilhas políticas" montadas nos processos e a partir da PJ e do Ministério Público.
 

Esta tese incendiária veio ajudar os que olham para a acção da polícia e dos magistrados de Aveiro como um acto de "espionagem política" e colocou Pinto Monteiro no terreno da política. Foi o próprio que aí se colocou em vários momentos e foi o próprio quem abriu caminho a ataques aos magistrados em geral. Em vez de falar de armadilhas políticas, o procurador-geral deveria explicar porque é que a justiça é tão forte com os fracos e tão fraca com os fortes. Porque é que em três décadas, seja pelas intrincadas leis, pela falta de meios e, agora, pelo bloqueio hierárquico, não consegue investigar ninguém com influência política. Ontem, o Conselho deixou claro que só lhe deu um aval se ele se estendesse também aos magistrados de Aveiro. É salomónico mas adequado às circunstâncias: o procurador-geral não sai mais forte da reunião e os magistrados de Aveiro e Coimbra, implicitamente atacados por Pinto Monteiro e abertamente pelo PS, saem reforçados. Ainda bem: a democracia fortalece-se pela base e não por cúpulas iluminadas.

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 14:57
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"serial Killer"

 
03 Março 2010 - 00h30

Cozido à portuguesa - Domingos Amaral

Serial Killer

Sócrates já não se livra da fama de ser uma espécie de ‘serial killer’ de jornalistas ou comentadores.
 

Esta semana, mais um importante crítico de Sócrates despediu-se do seu púlpito. Marcelo, deve-se realçar, não é um comentador qualquer. O seu passado, o seu presente e o seu futuro, sempre ligados ao PSD e à política, contribuíam para nos deixar sempre uma dúvida no espírito sobre as suas reais intenções. Queria voltar ao PSD, queria Belém, o que queria ele? Contudo, isso não era o mais relevante. O mais relevante era a sua empatia com o público, a sua função de leitor da realidade, de espectador comprometido, e também de crítico. Sem nunca ceder ao populismo desenfreado ou à demagogia, Marcelo cilindrava Sócrates com os seus remoques, sibilinos ou frontais, conforme a ocasião, e causava mais mossa do que outros, mais excitados na crítica.

É portanto perfeitamente evidente que a sua saída da RTP proporciona alívio a um primeiro-ministro já bastante ferido na sua credibilidade. E por mais que se tente convencer o país do contrário, é legítima a leitura de que este "apagão" de Marcelo teve o dedo de Sócrates. A auto-desistência de Vitorino – a compensação que há uns anos Sócrates "exigiu" à RTP para manter Marcelo – só podia dar no que deu, o professor a terminar também os seus sermões dominicais. Sim, esta é uma leitura política, mas o responsável por hoje existirem leituras políticas sobre o que se passa na comunicação social é só um e chama-se José Sócrates. Quando, no último Congresso do PS antes das eleições, Sócrates definiu como adversários políticos "uma televisão e um jornal", deu o tiro de partida para esta guerra. A partir desse dia, tudo o que se passou na comunicação social passou a ter uma leitura política. A saída de José Manuel Fernandes do ‘Público’, a saída de Moniz e o fim do ‘Jornal de Sexta’, de Manuela Moura Guedes; as negociações da TVI com a PT e com a Ongoing; o caso Mário Crespo; e agora a saída de Marcelo; todos estes factos foram vistos como "tentativas de silenciamento" de vozes incómodas, ou "manobras" pouco ortodoxas para dominar órgãos de comunicação hostis ao Governo.

Nos dias que correm, interessa pouco saber a "verdade", se Sócrates deu ou não ordens, se falou com A com B, se tinha ou não um "plano" concreto. Nada que se venha a descobrir ou a saber a partir de agora altera o essencial, que é a fama que o primeiro-ministro ganhou de ser uma espécie de ‘serial killer’ de jornalistas ou comentadores. Mas, lá diz o provérbio, quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele.

Domingos Amaral, Director da GQ

publicado por luzdequeijas às 14:49
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UMA ANEDOTA INGÉNUA

Quem disse que toda a piada de Joãozinho tem que ser indecente?

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:


1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta? 

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??

publicado por luzdequeijas às 14:43
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Terça-feira, 2 de Março de 2010

PORTUGUESES COM MAIORIA DE ESQUERDA

O povo português é altamente influenciado por falsas ideologias que acabam por afectar e distorcer grandemente a “democracia” e o seu pleno funcionamento.
A população em vez de votar de forma salutar pela alternância no poder e com isso impedir a promiscuidade política, vota sistematicamente na esquerda (mais nesta) ou na direita, como se de clubes de futebol se tratasse.
Feita a pergunta a qualquer pessoa para definir o que é a esquerda ou a direita não sabem responder. Não sabem eles nem sabe ninguém, porque hoje isso não faz sentido!
São principalmente estratégias postas em prática pela esquerda para ganhar votos para, quando toma o “poder”, meter o socialismo na gaveta e deixar o país de rastos!
  
“ Quem deixou o País de rastos e não assume a sua culpa na tragédia, como é o caso do PS, deve ser afastado de qualquer projecto sério para Portugal.  Está, naturalmente e com toda a legitimidade, sob suspeita.
DN- ANTÒNIO RIBEIRO FERREIRA - 2002

publicado por luzdequeijas às 15:31
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“ A BATALHA DO COMPORTAMENTO “

“ A Batalha do Comportamento “
É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo, de conviver respeitosamente com os outros e de se integrar na comunidade de trabalho. Por mais que preguem os paladinos da liberdade absoluta, sempre será preferível ver as crianças rodeadas de educadores , a vê-las mais tarde rodeadas de polícias . Um condenado à morte dizia no momento fatal: «Nunca tive ninguém que me dissesse “ não faças isso!“ .

Como prova de que não estamos no bom caminho, basta atentar no seguinte.

São várias as etapas da desresponsabilização, decorrendo a primeira do apregoado direito de cada pessoa fazer o que quiser. É, assim, normal as pessoas embriagarem-se, drogarem-se, prostituírem-se, etc, etc., e ninguém ter nada a ver com isso. Não há satisfação a dar à família, à comunidade, nem aos poderes constituídos.

Temos depois, como segunda etapa , o direito à comiseração geral .

Os que se embrenham em qualquer marginalidade, diz-se, têm direito à compreensão e à tolerância da colectividade. E os apóstolos desta compreensão insurgem-se contra aqueles que ousam censurar os marginais, mas não se abeiram deles a cuidar das suas «feridas», antes se perdem a proclamar que tais situações são fruto das desigualdades sociais, fazendo disso bandeira nas suas disputas ideológicas, perante o silêncio de grande parte da comunidade .

Surge, a seguir, o direito à solidariedade.

Exige-se que o Estado e as instituições da área social cuidem destas pessoas. E pondo-se de lado o tratamento das causas, passa-se a tratar, quando muito e se é possível, dos efeitos. É que tratar das causas prende-se com os valores da dignidade humana e isso é coisa proibida nas sociedades onde se cultiva o direito de cada um fazer o que quiser.

Esta é a terceira etapa da desresponsabilização e porventura aquela que entroniza a marginalidade na vivência da comunidade. Acresce, por fim, imagine-se! a subtileza de os infelizes ainda terem direito ao apoio de muitos que se opõem àqueles que são pela sua responsabilização . Coitados, eles marginalizaram-se por culpa de todos os outros e não por culpa deles! E não ´e adequado complexar os infelizes!

Esta é a etapa da consolidação da desresponsabilização. E lá vamos assim a caminho da desresponsabilização geral.                                             

Quem é que não reparou já na desresponsabilização de altos responsáveis da governação e administração do país?

Esses senhores fazem, nos seus postos de trabalho , o que querem , como querem, e nunca são responsabilizados . Não são demitidos, mas apenas deslocados para outros cargos. E se são governantes, aguarde-se por novas eleições para passarem a deputados. Quem é que os não vê nas bancadas da Assembleia da República?!              Expresso 15-06-02

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:27
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PARTIDOS INTOCÁVEIS?

VIVEM DO HERÁRIO PÚBLICO E COMO "VACAS SAGRADAS"?

 

É este um problema demasiado importante para, ao enfrentá-lo, poder calar o que penso em matéria tão delicada.

Em primeiro lugar um partido político não pode ser comparado a uma organização cultural, desportiva etc. Um partido existe e é pago pelo Estado para dele saírem pessoas acima de qualquer suspeita moral e intelectual, que irão dirigir o País, a bem de toda a população.

O problema levantado não é só de lealdade / liberdade individual! É muito mais lato. É a respeitabilidade do País e dos seus cidadãos!

Retirar ao Estado o direito de repor dentro dos partidos (intromissão) um nível compatível com os altos desígnios da nação é, no mínimo, impensável. Se os partidos são os pilares da República como admitir deixá-los cair na situação em que estão e que tem sido descrita por gente de muito mérito?

Como pode alguém comandar o País se foi nomeado para candidato no interior do partido por processos antidemocráticos, se não directamente, pelo menos de forma indirecta mas com o seu conhecimento? Quem aceita estas situações não tem moral para impor seja o que for aos portugueses!

Altos responsáveis afirmam a existência de “sindicatos de votos”, quotas pagas por outros que não os próprios, atropelos à democracia interna etc. Sabe-se do afastamento de milhares de portugueses dos partidos por não poderem pactuar com tais situações e, o Estado através dos tribunais não tem o direito e o dever de intervenção? Pode ser perigoso, mas a situação descrita também o é! Desculpem, mas assim não vamos longe. De facto a qualidade dos governantes tem de ser baixa, para o País ocupar o último lugar a nível Europeu.

Comentários para quê, sem retorno aos valores, não vejo como mudarem.

O regresso aos valores não se faz de um dia para o outro. Certo.

Foram precisos anos para se atingir o caótico estado actual. Correcto!

Serão precisos anos para se atingir o mínimo de vivência salutar, baseada nos indispensáveis valores humanos. Mas temos de lutar nesse sentido!

Acontecem todos os dias os comportamentos mais execráveis, no domínio da corrupção, do egoísmo, da falta de respeito pelos outros e a generalidade dos cidadãos nem pára para pensar, continua, aparentemente indiferente!

É assim como nas cidades brasileiras, uma mãe com um filho ao colo está a ser assaltada e toda a gente finge que não vê! Parece que tal situação interessa a muita gente, se reflectirmos convenientemente, não interessa a ninguém.

Quanto à modificação do actual estado de coisas, só sei que ele tem que mudar, como , de facto não sei !  

 António Reis Luz


 

publicado por luzdequeijas às 15:05
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SANEAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

“Deve o Estado intervir no mau funcionamento interno dos partidos?”                
           
Não tenho a menor dúvida de que o mal da nossa democracia e do nosso sistema político reside nos partidos políticos que temos.
 
No seu interior talvez não haja quem tenha idoneidade moral ou interesse em remar no sentido da sua total reformulação, pelo que ao contrário da opinião do próximo articulista, penso que o Tribunal Constitucional ou outro, deveria intervir (nos casos mais gritantes), repondo a normalidade democrática dentro dos partidos.
 
Sem isso nada a fazer.
 
Os “conselhos de jurisdição” e os “aparelhos” não passam de correias de transmissão de ignóbeis interesses.
 
“ Uma ideia perversa”

A ideia dos renovadores do PCP recorrerem para o Tribunal Constitucional das sanções de que foram alvo pode parecer, à primeira vista, um louvável exercício dos direitos democráticos que assistem a qualquer cidadão. Na verdade , os partidos políticos, e para mais aqueles que têm representação parlamentar e autárquica , são pilares da República e os seus direitos e deveres são regulados por lei.

Daqui decorre que os seus actos não podem , obviamente , ser discricionários , mas s fundamentados em regras que não podem fugir aos preceitos constitucionalmente assentes como liberdades , direitos e garantias de cada cidadão .

Da mesma forma pensou, há tempos, o então deputado Daniel Campelo , depois de ter sido suspenso do PP pelo facto de ter votado favoravelmente o Orçamento de Estado proposto pelo Governo de Guterres. Porém, os dois recursos que apresentaram aos juizes do Constitucional não foram considerados, já que o tribunal optou por não se envolver em tão intrincados caminhos. Pois se é certo que um partido político tem uma importância insubstituível na democracia representativa, não deixa de, por outro lado, ser uma associação de indivíduos que comungam (ou deveriam comungar) de pensamentos e propostas de acção semelhantes.

Obviamente em cada partido – como em todas as organizações, sejam elas desportivas, empresariais ou recreativas – existe e existirá sempre uma tensão entre liberdade individual e o dever de lealdade em relação ao grupo. Uma das formas de fugir dessa tensão é uma pessoa proclamar, como Groucho Marx, que jamais entrará num clube que o aceite como sócio. (... ) O modo como cada organização resolve esta tensão lealdade/liberdade acaba por definir e caracterizar o modo como funciona: com mais ou menos democracia e com mais ou menos coesão. Um excesso de liberdade acaba, obviamente , por minar a própria organização , ou tornar ridículas algumas situações (por exemplo , o caso de Mário Oliveira , que continua a apresentar-se como padre católico , apesar de , nas suas intervenções , estar sistematicamente contra as posições da hierarquia católica). Contrariamente, o excesso de lealdade mina o próprio indivíduo , descaracterizando-o . Como em tudo (ou quase tudo), o equilíbrio e o bom senso são a melhor via : conjugar um máximo de liberdade com um máximo de coesão interna. O problema está em saber se este equilíbrio deve ser imposto por um tribunal, ainda que pelo Tribunal Constitucional. Ora a ideia de ser um organismo do Estado a definir qual a liberdade individual desejável numa organização é , em última análise , perversa . Pelo que andou bem o TC em, digamos, «chutar para canto» o recurso de Daniel Campelo. Como o deve fazer, aliás, em relação ao recurso dos renovadores.       

A intromissão do Estado na vida das organizações da sociedade civil pode ser um precedente perigoso. Em boa verdade, ainda que se cometam injustiças (como as que incorreram com os renovadores), é preferível deixar as organizações definir os seus próprios critérios. Ao Estado, cabe, isso sim, assegurar a liberdade de associação e não impor a essas mesmas associações elementos que elas – ainda que por maus motivos – não desejam. “ 

Expresso 10 Agosto 2002

publicado por luzdequeijas às 14:50
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ONTEM, HOJE E SEMPRE.... PRIORIDADES

“ As prioridades”

“Podemos definir o objectivo estratégico do Governo como sendo o de promover, realizar e influenciar numa sociedade as necessárias mudanças que permitam de uma forma consolidada e sustentada maximizar o nível e qualidade de vida dos cidadãos. Devemos ainda acrescentar que para alcançar este desafio o Governo deve procurar melhorar significativamente a qualificação, a cultura e a atitude dos cidadãos e criar um ambiente estimulante e de inovação em que estes, individual e colectivamente maior valor acrescentem em geral. Mas é também importante que numa situação como aquela em que o nosso país se encontra, com múltiplos desafios, o Governo defina quais são as três ou quatro prioridades estratégicas em que aposta, relativamente às quais não irá faltar e que são por todos os seus membros assumidas.

Neste contexto era importante que o Governo prestasse atenção prioritária aos seguintes projectos de mudança:

1.    Redefinir o papel do Estado e reestruturá-lo.

2.    Apostar na concorrência e abandonar os proteccionismos regulando adequadamente os mercados e afirmando a independência face aos vários lóbis e corporações.

3.    Reformar o sistema fiscal, moralizá-lo e não permitir a fraude e a evasão fiscal, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.

O Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.”  Expresso 27 Abril 2002

 

publicado por luzdequeijas às 14:40
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A QUALIDADE DA DEMOCRACIA

“Falta mais e melhor democracia”

“ É necessária vontade de agir, de maneira a cultivar a democracia, fazer progredir o desenvolvimento e expandir as liberdades humanas, em todo o mundo – eis a conclusão do Relatório do Desenvolvimento Humano 2002, encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Depois de analisar a evolução do índice de desenvolvimento dos 173 países considerados, o relatório denuncia os males dos regimes não democráticos e defende uma maior participação cívica. Portugal ocupa o 28º lugar do ranking (estava em 27º em 1999), liderado pela Noruega.           

(... ) Excesso de poder das forças armadas, da polícia e dos serviços secretos , falta de confiança nos partidos políticos foram alguns dos males detectados , na base do actual estado do mundo .

As soluções passam por uma maior participação civil, acompanhada por políticas de educação eficientes, e pela criação de instituições justas e responsáveis, que protejam os direitos humanos e as liberdades básicas “.             Visão 25 Julho 2002

 

Como podem todas estas recomendações ser postas em prática se as pessoas têm medo de falar, sequer, em organizações secretas. Onde está a participação civil? Quem assegura os direitos humanos? E as liberdades básicas?

publicado por luzdequeijas às 14:33
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NIVELAMENTO POR MUITO BAIXO!!!!

                      
 
02 Março 2010 - 00h30

Opinião

Fábrica de cretinos

Após nove, 11 ou mais anos de escola, os jovens passam ao mercado de trabalho sem um mínimo de capacidades.
 

A ideia de a escola, o ensino e a aprendizagem constituírem um elevador social para os desfavorecidos está a ser aniquilada pela actual crise. Em menos de vinte anos, Bill Gates, Steve Jobs e Paul Alen não deixaram de estar entre os mais ricos do Mundo, mas já se destaca mais o seu sentido de negócio do que a sua paixão pelo conhecimento e a inovação, capazes de mudar o Mundo. As legiões de jovens com diplomas, mas sem emprego, reduzem os bilionários das novas tecnologias a uma espécie de clube de premiados do Euromilhões. Já nem se vê claramente que aprendizagem contribui para o seu êxito. Talvez passar o tempo a dedilhar nos jogos de consola até ajude mais do que uma sólida preparação académica. E entre um curso superior e a passagem por um qualquer reality show o segundo é de certeza melhor porta para fazer carreira. De resto, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não é o único líder que adora recrutar caras bonitas para a política entre as assistentes mais despidas dos programas de TV.

O problema é grave. Na semana passada, um jornal britânico registava que o desemprego não cessa de aumentar entre os recém-licenciados. Há sempre os sobredotados e superapoiados que vão directo ao topo depois de saírem de Harvard, Yale, Oxford ou Cambridge, mas a desilusão reina nas grandes massas de diplomados aviados pelas universidades públicas e privadas sem prestígio. Dois números chocavam no ‘Sunday Times’: uma em cada cinco pessoas em idade de trabalhar não tem emprego; dos 1,7 milhões de empregos criados desde 1997 no Reino Unido 81% pertencem a estrangeiros.

Poder-se-ia pensar num declínio de civilização. Instalados na sua subsídiodependência, os britânicos já não teriam ambição e capacidade para singrar. A observação dos factos leva porém a outras pistas: após nove, 11 ou mais anos de escola, os jovens passam ao mercado de trabalho sem um mínimo de capacidades. Pior, nem sequer revelam interesse pelo trabalho. Num recrutamento, 52 candidatos foram chamados a uma entrevista. Mais de metade chegaram atrasados, 12 não traziam nada com que pudessem tomar notas para resolver um problema e os três seleccionados ficaram sem emprego em menos de seis meses por incompetência e falta de empenho.

Fica evidente que as escolas estão a falhar na sua função. Fabricam cretinos em vez de homens livres, capazes de fazer progredir as sociedades em que se inserem. Com esta Educação, não há hipóteses de um mundo melhor. Nem de uma vida melhor.

 

João Vaz, Redactor Principal

publicado por luzdequeijas às 12:49
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PRESENTES DE AMIGO

Assunto: FW: Robalos

 

 

«Nunca recebi presentes do senhor Manuel Godinho. A não ser quando se deslocou a Vinhais e me ofereceu uma caixa de robalos.», Armando Vara, no DN

Sigam o robalo


 

publicado por luzdequeijas às 12:40
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

OS CABELOS BRANCOS EXIGEM RESPONSABILIDADE

O jotinha grisalho

 

A crónica de sábado passado:

Caro dr. Mário Soares, os seus artigos têm provocado desilusões faraónicas. Roma está a arder, e V. Exa. anda a dizer que Nero é fixe. Os mais velhos dizem-me que V. Exa. é o progenitor dourado da nossa democracia. Eu não gosto de desautorizar a brigada do reumático, mas tenho de dizer uma coisa: V. Exa. não tem agido como o pai da democracia. Do alto do rochedo que é o seu prestígio, o dr. Soares tinha o dever de ser um senador a pairar acima da politiquice partidária. O dr. Soares devia estar preocupado com as regras institucionais, que estão acima de qualquer partido. Porém, V. Exa. tem actuado como se fosse um mero apparatchik do PS. Caro dr. Soares, o seu último artigo do "Diário de Notícias" parece que foi escrito por um 'jotinha'. É isso mesmo: V. Exa. tem sido o 'jotinha' grisalho do PS. Esperava-se mais, dr. Soares, muito mais. Esperava-se que V. Exa. colocasse o espaço público acima da sua tribo. Esperava-se que V. Exa. colocasse as regras institucionais que garantem a transparência pública acima do 'seu' PS. José Sócrates rasgou todas essas regras, mas V. Exa. assobia para o lado. Roma arde, e V. Exa. abraça Nero.

[...]

 

por Henrique Raposo às 10:35 |

publicado por luzdequeijas às 18:49
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A ÉTICA NA POLÍTICA

A crise política actual, sem fim e sem precedentes, sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política. Nenhuma profissão é mais nobre do que a política porque quem a exerce assume responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e de competência. A actividade política só se justifica se o político tiver espírito elevado e as suas acções, além de buscarem a conquista do poder, forem dirigidas para o bem público. Um bem público que poderá variar de acordo com a ideologia ou os valores de cada político, mas do qual sempre se espera que busque com, prudência e coragem, o interesse geral dos cidadãos.
A ética da responsabilidade deve nortear qualquer político, pois ela levará em consideração as consequências das decisões que o político adoptar. A imoralidade quanto aos meios é aquela que resulta de os meios utilizados serem definitivamente condenáveis. A imoralidade quanto aos fins é aquela que se materializa quando falta ao político a noção de bem público: ainda que o seu discurso possa afirmar valores, ele realmente busca apenas o seu poder ou o seu enriquecimento, ou ambos. Neste caso configura-se o político oportunista, que não tem outro critério senão quanto aos meios para o seu próprio interesse. Há certos casos, em que a imoralidade é apenas em relação aos meios, outros, apenas quanto aos fins, mas geralmente é uma imoralidade tanto nos meios como nos fins: o político usa de quaisquer meios para atingir os seus fins pessoais. Neste caso temos a imoralidade absoluta, o oportunismo, radical.
Quando pensamos nos principais responsáveis por uma crise moral, o que vemos é que poucos foram imorais apenas em relação aos meios, utilizando meios condenáveis como a corrupção e o suborno, mas mantendo-se fiéis aos seus valores. A maioria é constituída por políticos que traíram todos os seus compromissos e passaram a adoptar políticas económicas que até ao dia anterior criticavam veementemente. Não agiram de acordo com a ética da responsabilidade ou mesmo com a ética de Maquiavel, mas de acordo apenas com o seu interesse, ao se envolverem com os poderosos ou com os que pensam serem os poderosos, aqui e no exterior. O seu único objectivo era e continua a ser a sua permanência no poder. Alguns desses políticos acabarão por perder o poder em episódios dos mais lamentáveis da nossa história mas continuarão a fazer campanha como se não fossem os responsáveis por nada. Mentindo sempre que isso der jeito. Esse tipo de política, porém, tem vida curta nas democracias. Todavia, para o povo traduzem-se, em geral, em muitos anos de penosos sacrifícios.
António Reis Luz
 

publicado por luzdequeijas às 17:32
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AS URNAS QUE O TIREM DE LÁ


(JPP)

 
O BURACO NEGRO
 

Existe uma espécie de buraco negro no centro da vida política portuguesa. Ninguém deseja mais do que eu falar de outra coisa, espairecer, ir para outra, focar o que se pensa e diz num universo mais sólido, mesmo que difícil e duro e complexo, nos seus caminhos. Muitas vezes digo a mim mesmo que é preciso falar dos "verdadeiros problemas do país", o desemprego, a crise, a situação da economia portuguesa, a dívida, mas esta frase mais que certeira na sua vontade de sanidade, ainda que sanidade infeliz, acaba por parecer um escapismo irresponsável e, no fundo, um desvio que erra na identificação dos "verdadeiros problemas" do país. Porque, dê-se-lhe a volta que se lhe der, o país tem no seu centro um buraco negro que reside antes de tudo na própria política, e que acaba por engolir tudo à volta, economia, sociedade, cultura, moral, sanidade nacional, recursos escassos, e que, enquanto lá estiver, vai sempre impedir-nos de sequer poder enunciar os outros problemas mais estruturais como deve ser, isso se quisermos defrontá-los em democracia. Ou seja, estamos presos na conjuntura política actual e sem ultrapassar essa conjuntura não conseguimos actuar sobre a estrutura. O buraco negro é esse e o seu centro maciço é a personagem do primeiro-ministro. Enquanto ele lá estiver, não há sossego nas mentes, moralidade pública, estabilidade e paz civil. Não são os seus adversários que criam esta perturbação, é ele próprio e ele está lá porque os portugueses o escolheram nas urnas e numa democracia só sairá de lá nas urnas.

ABRUPTO

publicado por luzdequeijas às 14:55
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MENTALIDADE ARISTOCRÁTICA

 Henrique Raposo (www.expresso.pt)

10:19 Segunda-feira, 1 de Mar de 2010

Código laboral protege os bem-nascidos

A nossa rigidez laboral tem um efeito "aristocrata": dificulta a ascensão social. Essa rigidez não defende os "trabalhadores", defende uma certa "hierarquia social".

I Um estudo da OCDE coloca Portugal na cauda da mobilidade social. Ou seja, um miúdo pobre português tem poucas probabilidades de chegar "lá acima". O contexto social e familiar ainda é uma "prisão" para um jovem português. Porque é, de facto, difícil furar a escada social em Portugal. Existem "insiders" (bem-nascidos) e "outsiders" bem definidos, com fronteiras demasiado claras.

II. Uma das causas desta rigidez social é, sem dúvida, a rigidez do nosso código laboral. Porque "quanto mais difícil for despedir alguém, mais complicada é a ascensão social dos menos privilegiados" . Num mercado de trabalho, "convivem ao mesmo tempo insiders (quem já está dentro do sistema, normalmente os mais ricos e bem educados) e outsiders(normalmente, mais pobres e com pior educação)" . Ora, "quanto mais rígido for o mercado laboral", "mais difícil é para os outsiders furarem as barreiras". III. O código laboral português é uma forma de perpetuar uma mentalidade aristocrata, que detesta a ideia de uma sociedade assente no mérito. É que o mérito não liga muito ao "respeitinho" pelos meninos de sangue azul, sejam eles empresários ou sindicalistas.

publicado por luzdequeijas às 14:34
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FORTALEZA DOS TEMPLÁRIOS

Templários fundam a vila de Tomar
 

Nasceu como fortaleza dos Templários e o nome foi escolhido por encerrar um sentido de conquista. Tomar existe há 850 anos.

 

Ainda Portugal não era Portugal e já os cavaleiros Templários por cá andavam. Quando D. Afonso Henriques iniciou a Reconquista Cristã, estes cavaleiros combateram ao seu lado. Como recompensa, o rei confiou-lhes vastos territórios junto ao Tejo e ao Zêzere, com a condição de defenderem aquelas terras.

Em 1159, com Gualdim Pais como Grão-Mestre da Ordem, D. Afonso Henriques entregou-lhes ainda o castelo de Ceras e um grande território à sua volta. A única construção existente na zona era um pequeno castelo arruinado, pelo que os cavaleiros decidiram construir um novo castelo de raiz, que havia de se tornar a sua sede em Portugal.  

Uma lápide, por cima da entrada da torre de menagem do castelo, não deixa dúvidas da data exacta em que a construção se ergueu: 1 de Março de 1160, faz hoje 850 anos.

Quanto à escolha do local para o castelo, a história ficou gravada num documento de 1317, que conta que um besteiro terá informado Gualdim da existência de um lugar onde havia um povoado antigo e abandonado. O Mestre visitou o sítio, junto ao vale do Nabão, onde estavam as ruínas da cidade de Sellium, que tinha sido um ponto estratégico no tempo dos Romanos.

De acordo com o “diz-que-disse” da época, que D. Dinis mandou apurar e registar mais tarde, Gualdim Pais terá mandado sortear entre três montes, para escolher em qual se iria construir a nova fortaleza dos Templários. Por três vezes foram lançadas as sortes e por três vezes a sorte escolheu o monte onde se ergueu o castelo.

O mestre mandou os seus homens seguirem para lá, mas demorou-se um pouco mais nas margens do rio. Quando começou a subir o monte, ouviu os companheiros gritarem: “Toma-lo, toma-lo!”. Perseguiam um javali, percebeu quando os alcançou. O episódio inspirou o Grão-Mestre a dar ao castelo e ao povoado o nome de Tomar, como significado de “conquistar”.


Editado por Catarina Santos
 

publicado por luzdequeijas às 14:22
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ACABAR COM BENEFÍCIOS FISCAIS

Reformismo à la Sócrates

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Tomás Belchior @ 11:12
 

O Ministério das Finanças está a estudar a redução de benefícios fiscais das famílias e das empresas no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento.

É impressão minha, ou “acabar com benefícios fiscais” e “aumentar impostos” são expressões com significados idênticos?

A simplificação do sistema fiscal é sem dúvida desejável mas isto é apenas mais um exemplo da qualidade do reformismo com que este governo nos mima: reformas que se fazem por decreto e que servem apenas para aumentar receitas fiscais. Dá gosto ver o PS concentrado nos problemas que interessam ao país.

publicado por luzdequeijas às 14:18
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CONTRA A PROMISCUIDADE POLÍTICA

sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Lisboa com Rangel enche o Tivoli!

 

Sala cheia, passada quinta-feira, no Hotel Tivoli, para ouvir Paulo Rangel, candidato à liderança do Partido Social-Democrata!

Rangel falou, para uma plateia de centenas de pessoas, sobre a promiscuidade entre os interesses público, privado e partidário. O candidato lembrou que, para além da crise económica e social, Portugal atravessa uma grave crise de confiança nas instituições públicas e no plano político. O próprio sistema judicial encontra-se, neste momento, desacreditado junto da opinião pública!
Os interesses público e privado devem estar clara e indubitavelmente separados; a questão partidária não deve, sequer, colocar-se.
Referindo-se às recentes polémicas, relacionadas com a comunicação social, Paulo Rangel lembrou a iniciativa do PSD para a privatização dos media, que agora, anos mais tarde, vêem a sua liberdade comprometida pelo governo socialista.
Numa nota de esperança para o futuro, Rangel traça objectivos – “o milagre da mobilidade social, da ascensão social, da elevação do patamar de vida da generalidade dos portugueses, da criação de uma forte classe média”.

publicado por luzdequeijas às 14:14
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BEM-ESTAR-SOCIAL

  • Nuno Vaz da Silvaa 03 Fev 2010 as 11:44

    Digamos que não sou apologista da governação pelas e para as estatisticas porque há sempre estatisticas para todos os gostos e todos os pretextos.
    No entanto, não posso deixar de referir que Portugal está (como bem demonstram os dados que apresenta) numa situação dificil e que urge resolver (espero que as agências de rating estejam distraídas porque esta situação nos vai começar a sair bem cara).
    Agora, o problema em si não são as estatisticas mas sim o modelo de governação que priveligia a manutenção do status quo do politico despesista enquanto que promove a perda de poder do politico preocupado com o Bem-Estar-Social. E isso acontece no Governo e nas Autarquias, como acontecerá nas regiões se estas acabarem por ser instituidas.
    A politica actual continua a não estar interessada em custos de oportunidade, relações custo-beneficio ou mesmo think-tanks para análise das politicas públicas. Já se acabaram com Mestrados que pretendiam formar pessoas para essas àreas e tudo se fará para manter a situação tal como ela é, e com os mesmos intervenientes na esfera do poder.

    Deixo apenas uma reflexão no ar: Uma vez que se fala de uma eventual reforma constitucional, não seria melhor introduzir uma norma em que a divida pública não poderia ultrapassar uma determinada percentagem das receitas? É que se as familias não se podem (devem) endividar acima da taxa de esforço, porque continuamos a deixar que o Estado o possa fazer?

  • publicado por luzdequeijas às 14:10
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    A DEMOCRACIA BATEU NO FUNDO

    Confiança na democracia bate no fundo

    07:56 Nuno Simas

     
    A satisfação dos portugueses com a democracia bateu no fundo. Eles que são tendencialmente de esquerda e não gostam de maiorias absolutas de um só partido. Têm reservas ao monopólio dos partidos e gostariam de participar mais. Em menos de 40 palavras é o que se pode concluir do estudo "Representação política - O caso português em perspectiva comparada", organizado pelos politólogos André Freire e José Manuel Leite Viegas, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE.

    publicado por luzdequeijas às 12:49
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    FALTAR À VERDADE

    01 Março 2010 - 00h30

    Estado do Sítio

    Hino à mentira

    No meio deste imenso pântano não há uma alma caridosa que diga aos indígenas que esta miséria veio mesmo para ficar.
     

    O espectáculo continua muito animado, embora os actores sejam de uma maneira geral inqualificáveis. O senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, já nem se importa que o chamem, a torto e a direito, de mentiroso. Já é uma banalidade e não passa pela cabeça de ninguém, por exemplo, dizer que o senhor falta à verdade.

    O senhor procurador-geral da República vai pelo mesmo caminho. Poucos acreditam no que diz ou escreve, a confusão aumenta todos os dias e o conselheiro que o Governo foi buscar ao Supremo Tribunal de Justiça já concorre com o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, neste inenarrável concurso de mentiras que ocupou o horário nobre das televisões, as primeiras páginas dos jornais e a abertura dos noticiários das telefonias. Neste cenário cada vez mais pantanoso, os partidos discutem animadamente o Orçamento do Estado para 2010, um documento em que pouca gente acredita, e esperam ansiosamente pelo Programa de Estabilidade e Crescimento que o Governo anda a preparar há imenso tempo no segredo dos gabinetes.

    Toda a gente sabe que o famoso PEC irá ser entregue em Bruxelas com pompa e circunstância, apoiado fervorosamente não só pelo partido do chefe como pela oposição de direita, CDS e PSD, independentemente de quem ganhar a corrida para a liderança dos sociais-democratas. A Pátria, dizem todos em uníssono, assim o exige. Mas os indígenas já desconfiam da borrasca que os vai apanhar em cheio se não fugirem rapidamente deste sítio pobre, manhoso, hipócrita, corrupto e, obviamente, cada vez mais mal frequentado.

    Os salários vão baixar, as reformas ficarão ainda mais miseráveis, o desemprego não vai parar de crescer, a economia continuará a rastejar e o endividamento das empresas, das famílias e do Estado atingirá níveis que nem os mais pessimistas conseguiram adivinhar. No meio desta imensa desgraça, com muitos consensos e discursos patrióticos cheios de mentiras, não há uma alma caridosa que explique aos indígenas que esta miséria, que nem chega a ser franciscana, veio mesmo para ficar. No meio deste imenso pântano económico, social e político não há uma alma caridosa que explique aos indígenas algumas coisas simples sobre as suas vidas nos anos que aí vêm. Vão ficar mais pobres e nem de TGV conseguirão atingir os níveis de vida europeus. Antes eram pobretes mas alegretes. No futuro serão ainda mais pobretes e só os parvos continuarão alegretes.

     

    António Ribeiro Ferreira, Jornalista

    publicado por luzdequeijas às 12:46
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    REABILITAÇÃO DA IMAGEM DA JUSTIÇA

    01 Março 2010 - 00h30

    Heresias

    Protelar a cura

    Parte substancial da crise da Justiça reside nas hierarquias do sistema.
     

    Por todo o País, juízes, procuradores, investigadores e advogados dão o melhor de si para que os processos se concluam de forma ágil e justa, lutando com a falta de condições e contra o vício, ainda intransponível, da burocracia legal e administrativa.

    Mas o mesmo não acontece no topo das suas hierarquias. Há muito que se percebeu que no Constitucional e nos Supremos, na Procuradoria e nas direcções das polícias, a política vale tanto como a Justiça. Por vezes, mais.

    Pinto Monteiro é o exemplo mais cabal (mas não único) da descredibilização da Justiça arrastada pela falta de distância higiénica com a política. Enquanto se mantiver no cargo a reabilitação da imagem da Justiça fica adiada.

     

    Carlos de Abreu Amorim, Jurista

    publicado por luzdequeijas às 12:44
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