Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

COMO SÓCRATES CONTROLA A INFORMAÇÂO

NO FINAL de 2006, num almoço em S.Bento com a direcção do SOL, José Sócrates, acompanhado pelo seu staff de acessores e ministros mais próximos, explanou convictamente uma tese curiosa - a de que sabia como a direita dominava os órgãos de comunicação social em Portugal: controlando os patrões desses meios de informação.

A tese estava pouco fundamentada, faltaram mesmo ao primeiro-ministro argumentos para a sustentar. E o encontro em S. Bento com a direcção do SOL, que acabara de ser lançado nas bancas, foi o primeiro e último até hoje. Mas estes três anos e meio vieram comprovar que, mais do que uma diletante tese académica, as palavras de José Sócrates configuravam toda uma linha de orientação do poder governamental em relação à comunicação social: condicionar os patrões (através de satisfação de interesses, da promessa da expansão dos negócios ou da ameaça de problemas), colocar jornalistas politicamente alinhados em postos decisores, calar espaços de informação com notícias incómodas, afastar de cena toda e qualquer voz crítica para com o poder em funções.

Não há memória de um Governo e de um primeiro-ministro, de Guterres a Cavaco, de Barroso a Soares, com semelhante pulsão controleira e persecutória da comunicação social. Mas a tese de Sócrates, além de infundada, radica numa ilusão: a de que é possível, numa sociedade democrática, controlar os meios de comunicação, silenciar o pensamento livre e discordante. Pode conseguir-se, temporariamente, a subserviência de vários e até suspender algumas opiniões desalinhadas - como, aliás se tem visto. Não se consegue é calar tudo e todos porque a liberdade de expressão e a independência jornalística sobrevivem sempre em democracia, fazem parte da própria democracia.

SOL - JAL

publicado por luzdequeijas às 12:26
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OS ATAQUES DE SÓCRATES

O EPISÓDIO das críticas destemperadas ao jornalista Mário Crespo é apenas mais um e vem na senda, entre outros, do ataque transtornado que Sócrates fez ao Jornal de 6.ª de Manuela Moura Guedes.

Há, ainda assim. dois aspectos que impressionam nesta política controleira e antidemocrática. A atitude intolerante e obcecada do primeiro-ministro, que o leva a extremos coléricos de perder a cabeça em público, seja no Parlamento seja num restaurante. E a gente desqualificada e sem estrutura moral que o rodeia e leva à prática essa política - as escutas do processo Face Oculta são um bom espelho da degradação a que se chegou.

jal@sol.pt

 

publicado por luzdequeijas às 12:16
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FALTA PROVISÃO NO OE

ALEMÃES ENTREGAM O 1.º SUBMARINO MAS NÃO hÁ VERBA PARA O PAGAR

O construtor alemão confirmou ao SOL que o primeiro dos dois submarinos será entregue ao Estado português na Primavera - a 10 de Maio entrará na barra do Tejo. E uma das novas fragatas adquiridas à Holanda deverá chegar também a Portugal no final do primeiro trimestre do ano.

Isto apesar de nem o novo submarino Tridente nem a fragata terem verbas previstas no Orçamento do Estado. O registo na contabilidade pública deste novo equipamento militar, no total de 620 milhões de euros, implica que, em vez de uma previsão de défice para 2010 de 8,3%, o Governo deveria ter inscrito no OE um défice de 8,7%. O Ministério das Finanças não deu qualquer explicação para esta situação, tendo Augusto Santos Silva, ministro da Defesa, defendido que o registo contabilístico só pode ser feito quando este é efectivamente recebido.

Sol - 05-02-2010

 

publicado por luzdequeijas às 12:01
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MINISTÉRIO PÚBLICO DEDUZ ACUSAÇÃO ATÉ DEZEMBRO

À saída de uma reunião com os magistrados do Ministério Público da comarca do Baixo Vouga, em Aveiro, o PGR referiu que o procurador Marques Vidal, que investiga o caso, conta deduzir a acusação contra os arguidos até ao final do ano.

Antes, Pinto Monteiro tinha garantido que o processo Face Oculta, que está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro, não estaria em cima da mesa durante o encontro.

Questionado pelos jornalistas sobre este mediático processo, o PGR limitou-se a dizer, por curiosidade, que quando visitou esta tarde o DIAP de Aveiro passou pelo gabinete do procurador Marques Vidal e viu lá «uma dúzia ou duas de volumes que eram da Face Oculta».

«A capa é igual às outras», ironizou.

O encontro de hoje com Pinto Monteiro serviu para os magistrados do Ministério Público da comarca do Baixo Vouga, uma das três comarcas piloto que surgiram no âmbito do novo mapa judiciário, apresentarem os seus problemas.

No final, o procurador referiu que «foram colocadas questões relacionadas com o sistema informático, de às vezes haver falta de coordenação entre as polícias e da falta de funcionários».

Pinto Monteiro lembrou que a comarca vai ser avaliada, como está previsto, e o Governo irá alterar aquilo que for necessário.

«Neste momento, não está feito nenhum balanço final. Há com certeza problemas, mas até agora creio que tem sido positivo», acrescentou.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas, havendo pelo menos 18 arguidos, incluindo o presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, suspenso de funções pelo juiz de instrução, e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium/BCP.

Lusa / SOL


 
 

publicado por luzdequeijas às 11:51
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SÓCRATES DEU ORDEM PARA RESISTIR

Sócrates deu ordens para resistir
 
 

Mais tarde, Teixeira dos Santos revelou ao país a posição do executivo. O ministro disse que não vai aplicar a nova lei, caso esta seja hoje aprovada pela oposição, no Parlamento.

Depois de especulações sobre a eventual precipitação de uma crise política, Teixeira dos Santos acabou por explicar as razões que levam o Governo a recusar aplicar a lei e garantiu que irá usar de «todos os instrumentos legais e políticos ao seu alcance» para o fazer.

Mesmo assim, a oposição em bloco prepara-se para aprovar hoje um aumento de endividamento para as Regiões de 50 milhões de euros – uma proposta negociada ontem à última hora, que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, chegou a pôr em cima da mesa na semana passada, mas que Sócrates rejeitou.

helena.pereira@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 11:46
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PLANO À BEIRA DAS ELEIÇÕES

A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.

 

 

 

Os órgãos e as pessoas visadas nesse «plano» eram, em primeiro lugar, a TVI, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes. Mas mais: «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República».

 

Estas são as palavras usadas pelo procurador da República e pelo juiz de instrução do processo ‘Face Oculta’ para fundamentar os despachos que deram, em final de Junho do ano passado, mandando extrair certidões para que fosse instaurado um inquérito autónomo ao referido «plano», que consideravam consubstanciar um crime de «atentado contra o Estado de Direito».

São estes despachos – até agora desconhecidos, do procurador João Marques Vidal e do juiz de instrução António Gomes – que o SOL revela e publica nesta edição. A sua leitura integral, bem como das principais escutas telefónicas que os suportam, permite perceber as razões por que dois magistrados consideraram que devia ser instaurado um inquérito que visaria directamente o primeiro-ministro e vários gestores da área do PS, alguns já arguidos no ‘Face Oculta’.

felicia.cabrita@sol.pt e paula.azevedo@sol.pt

 

publicado por luzdequeijas às 11:40
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

PS, UMA BANCADA À DERIVA

Anteontem, as tensões entre o ministro das Finanças e o dos Assuntos Parlamentares expuseram as divergências do Governo sobre os limites do diálogo com a oposição; ontem, a bancada parlamentar socialista expôs de forma crua divergências programáticas profundas e, mais grave, tornou públicos sintomas de uma evidente balcanização. No PS, soube-se pelos acontecimentos de ontem, há vice-presidentes da bancada que se arrogam o direito de anunciar nos jornais iniciativas pessoais em nome do partido. Mais; há deputados que admitem a possibilidade de o Estado impor aos cidadãos a exposição pública de elementos fundamentais da sua privacidade como são os seus rendimentos. A meio da tarde, um pouco de sensatez por parte do líder da bancada, Francisco Assis, foi ainda capaz de mitigar os danos do dia, lembrando, por um lado, que "não faz sentido o PS apresentar um projecto dessa natureza", e prometendo, por outro, tomar as devidas providências para que o grupo parlamentar que lidera não volte a repetir episódios como os de ontem. Mas, mesmo cortando cerce a iniciativa, Assis não foi capaz de evitar a exposição de uma ala do seu partido para quem os direitos, liberdades e garantias de nada valem perante a sua concepção autocrática do poder de Estado.

Público

 

publicado por luzdequeijas às 21:00
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COSCUVILHICE

( ....  ) Onde o caso se torna ou pode tornar em bem mais do que coscuvilhice está nesta frase alegadamente dita por um primeiro-ministro que, quando toma a iniciativa de a proferir a um director de televisão, está a fazê-lo num contexto público. Sócrates terá dito que Crespo é "um problema que precisa de ser solucionado". Um jornalista pode ser muita coisa. desonesto, manipulador. Mas não pode ser "um problema que precisa de solução". E nenhum primeiro-ministro, sobretudo um que tem o cadastro de Sócrates na sua relação com a imprensa, pode esperar outra coisa que não condenação e espanto. Só porque o problema também está aí. Há já quem não se espante, nem se interrogue sobre estes actos em que Sócrates é useiro. Há quem reduza o problema às imprecisões factuais e às motivações comerciais do artigo de Crespo. Há mesmo quem diga que foi tudo uma conversa privada. E há quem ouça isto e considere normal, irrelevante, inofensivo que o primeiro-ministro de uma democracia decente tivesse comunicado a um responsável televisivo que um certo jornalista é "um problema a precisar de solução". Portugal é o país dos indiferentes.

Público 

publicado por luzdequeijas às 20:34
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A VENDA DOS ANÉIS

compor contas

Estado vende a Estado para compor contas

Nove imóveis avaliados em €129,6 milhões foram vendidos à empresa pública Estamo por €147 milhões.
Helder C. Martins e João Silvestre

No ano passado, o Estado encaixou quase €147 milhões de euros com a venda de nove imóveis à empresa pública Estamo, os quais estavam avaliados em €129,6 milhões. Os números foram divulgados na semana passada pelo Ministério das Finanças, na lista de alienação de imóveis de 2008, e representam uma 'inflação' de 13% no valor da venda.

Contactados pelo Expresso, nem a Estamo nem as Finanças se mostraram disponíveis para esclarecer os contornos do negócio que, à primeira vista, parece desvantajoso para a empresa.

Esta empresa pública, do universo da Parpública, foi a grande compradora de imóveis do Estado no ano passado, No total, gastou quase €300 milhões dos €332 milhões arrecadados com as vendas. Estas receitas, que representam cerca de 0,2% do produto interno bruto (PIB), ajudaram a reduzir o défice em 2008.

Preços inflacionados

O campo de instrução da Atalaia, em Santarém, viu o valor de avaliação multiplicado por seis, tendo a Estamo pago €1,8 milhões por um imóvel avaliado em €268 mil. Santarém é, aliás, o campeão das 'bonificações': €16 milhões (+ 63%) pelo quartel de São Francisco - instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria -, e €8 milhões (+26%) pelo Quartel das Donas. Por parte do terreno do Hospital Curry Cabral, avaliado em €15 milhões, a Estamo pagou €20 milhões.

No total, a empresa - que se dedica à gestão do património e funciona como uma espécie de revendedor do Estado (ver caixa) - comprou 44 dos 75 imóveis vendidos pelo Estado e institutos públicos em 2008. Treze (17,3%) foram comprados pelas autarquias e 18 por particulares (24%). Na prática, a Estamo representa cerca de 90% da receita que o Estado arrecadou com as vendas.

Em ano de forte desaceleração económica, o Estado encaixou mais do dobro do montante obtido com a venda de prédios em 2007, quando as alienações renderam €142 milhões. Em 2006, a receita tinha sido de €218 milhões.

Quanto às vendas da Estamo, só é conhecido um prédio, no Porto, ao Instituto de Emprego e Formação Profissional, por €784,6 mil. No entanto, de acordo com as Finanças, a empresa encaixou €116 milhões.
 

As Finanças são parcas em informação relativamente à empresa, e só permitem contactos com a Estamo por e-mail. "A carteira de clientes do Grupo Sagestamo, que é um grupo empresarial público com fins lucrativos e que está em concorrência com as restantes empresas que actuam no mercado imobiliário, faz parte do segredo comercial e não é divulgado o nome dos compradores, sem prejuízo das escrituras de compra e venda serem públicas", foi a resposta das Finanças há duas semanas.

Vender para arrendar

A maior fatia das vendas à Estamo em 2008 - cerca de €230 milhões - são imóveis que estão ocupados por serviços públicos e pelos quais o Estado terá que pagar rendas. Nem a Estamo nem as Finanças ou os respectivos serviços revelaram o valor das rendas. O único que revelou foi o Hospital Curry Cabral, que pagará renda a partir de 2011 se não desocupar os 20 mil metros quadrados - num total de 70 mil - comprados pela Estamo.

As vendas de prédios ocupados são uma forma de reduzir o défice presente em troca de encargos futuros com rendas. Estes negócios contribuíram com uma receita de 0,15% do PIB.

Comprado pela Estamo por 10,7 milhões de euros, o edifício na Avenida da República está arrendado aos antigos donos, o Ministério da Economia. O mesmo acontece com instalações da Polícia Judiciária e alguns tribunais ou com o edifício da 24 de Julho, onde funcionam serviços do Ministério da Educação, que agora aparece na Estamo como imóvel arrendado ou aguardando arrendamento.

A actual sede do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras é arrendada. O edifício onde funcionava a antiga sede do SIS, na Alexandre Herculano, comprado em 2007, continua à venda pela Estamo. O SIS é agora seu inquilino no Forte da Ameixoeira.


 

 
publicado por luzdequeijas às 18:03
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REGALIAS NA PARPÚBLICA

Date Posted: 28/07/09 12:21:13

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP
Parpública – um novo escândalo!
Segunda, 27 Julho 2009
euros.jpgO anúncio de 176 mil euros de prémios a três gestores da Parpública (empresa gestora das participações do Estado) constitui um verdadeiro escândalo e uma ofensa a todos quantos são obrigados a viver dos seus magros salários ou vêem ser-lhes negado o acesso ao subsídio de desemprego.
A justificação dada pelo Ministro das Finanças Teixeira dos Santos de que este prémio de exercício (para lá dos salários) faz parte dos termos contratuais, torna mais evidente a permissiva política do governo e desmente categoricamente, na prática, todos os discursos sobre a moralização da vida pública (nomeadamente no exercício de cargos públicos) com que o Governo e o Primeiro-ministro se gostam de enfeitar.

O PCP irá questionar o Governo e o Ministro das Finanças sobre este caso e as condições presentes em outros contratos públicos.

publicado por luzdequeijas às 17:53
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UMA BOA NOTÍCIA

FINALMENTE

"Dos 9.419 artigos publicados, em 2009, mais de um quinto (22,5 por cento) teve origem nos centros de investigação da U.Porto", refere um comunicado da universidade.

Estes indicadores, segundo a instituição, foram publicados no sítio da Internet Web of Science, base de dados gerida pelo Institute for Scientific Information, dos EUA.

Os dados, acrescenta o texto da Universidade do Porto, revelam ainda que a produção científica da universidade, em 2009, aumentou 4,1 por cento face ao ano anterior.

Para a universidade, "igualmente relevante é a análise da evolução dos resultados entre 2003 e 2009". "Com uma taxa de crescimento média anual superior a 13 por cento, a produção científica da UPorto reflecte-se em percentagens que ultrapassam os 20 por cento do total de artigos científicos publicados por instituições portuguesas, desde 2004", conclui.

A Universidade do Porto dispõe de 69 unidades de investigação.
 

publicado por luzdequeijas às 16:43
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ALTERNÃNCIA DEMOCRÁTICA

ALEGRE OU CAVACO
«Sebastiá Bennasar, cronista catalão:
"Agrada-me pensar que Portugal pode ter um presidente poeta"
"Por um presidente poeta" é o título do artigo que Sebastiá Bennasar publicou no Diari de Balears, no passado dia 20 de Janeiro, no quadro das suas crónicas portuguesas. Talvez o poeta, escreve, "com as suas ideias e a sua capacidade de imaginar um Portugal melhor, seja capaz de aglutinar à sua volta os votos das esquerdas"."Agrada-me pensar, conclui, que Portugal pode ter um presidente poeta".»
 
Não me atreveria a fazer palpites sobre o Rei de Espanha ou qualquer outro candidato que procurasse inaugurar uma REPÚBLICA, no país vizinho. Mas no meu país, devo dizer, que como as coisas estão, provavelmente seria melhor para PORTUGAL que o futuro Presidente da República fosse Manuel Alegre.
Vou tentar explicar melhor a minha opinião, não sem que antes deva afirmar a minha admiração por um CAVACO competente, muito sério e tecnocrata. Porém, nunca se poderá descurar a realidade de o povo português ser intrinsecamente um simpatizante da esquerda. Isto tem trazido graves problemas a PORTUGAL, ainda trará muitos mais, mas, não pode ser escamoteado.
A realidade confrangedora a que o país chegou, depois que desde 1995 até hoje, 2010 (15 anos de poder socialista com três de interregno) leva a ponderar se não seria muito melhor entregar o cargo de Presidente da República a um MANUEL ALEGRE, poeta ou não, e permitir que o centro direita ocupasse mais tempo o governo da nação.  
Todos ganhariam com esta troca, dado que os poderes do PR têm pouca relevância, por um lado e por outro a alternância permitiria que as hostes social-democratas, afastadas longo tempo do poder, adormecessem e se desinteressassem de lutar por ele. Também penso que a lógica do voto do povo, deveria ter sempre em conta, tentar não juntar no desempenho do cargo de PR, representantes do mesmo partido.
Sendo eu por convicção um social-democrata, sinto claramente que todas as tentativas de reeleger CAVACO, causam grande desmotivação no PPD/PSD e enormes problemas ao país, dado que os socialistas são por regra pessoas que gravitam na orla da política, sem experiência profissional ou empresarial e com arreigado sentido de defender um ESTADO PATRÃO esbanjador, grande obstáculo ao crescimento da economia nacional.
Temos graves problemas a resolver no país, com a imprensa, Justiça, economia, saúde, educação etc. E assim, provavelmente, o MANUEL ALEGRE irá contar com o meu voto, a BEM DA NAÇÃO.
DEIXANDO A GOVERNAÇÃO DO PAÍS, PARA QUEM TEM MAIS COMPETÊNCIA E VOCAÇÃO.
António Reis Luz
 

publicado por luzdequeijas às 16:12
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PORTUGAL PROFUNDO

Hoje, 1-2-2010, o problema, que Mário Crespo era para o poder socratino, teve finalmente «solução».

O governo socratino respondeu logo à divulgação do caso, mas não desmentiu: «O Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices»... O JN desculpa-se que foi Mário Crespo quem «decidiu retirar o texto de publicação»...

Muitos, ingénuos, ainda não compreenderam a causa principal da popularidade do primeiro-ministro: julgam que o poder socratino é apenas a projecção da adesão popular, com causa mística ou fluência demagógica, e não a consequência do esforço, árduo, meticuloso e sistemático, de controlo dos media e de perseguição da liberdade de expressão. Outros, pelo contrário, comeram e calaram - os mesmos que, nos próximos anos, havemos de ouvir dizer, desavergonhadamente, que não sabiam de nada. A deriva autoritária socratina teve essa causa, esta promiscuidade e aquela ingenuidade.

Pós-Texto 1 (9:35 de 2-1-2010): O CM, de 2-1-2010, conta mais pormenores sobre o caso da solução para Mário Crespo. O «executivo de televisão» na alegada «conversa» num restaurante, em Lisboa, em 26-1-2010, em que «o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão», terão discutido a «solução» para o «problema» de Mário Crespo, era o director de Programas da SIC, o jornalista Nuno Santos, além de Bárbara Guimarães, mulher de Manuel Maria Carrilho. Este é mais um incidente, entre tantos, em que se revela uma promiscuidade insalubre entre o Governo e os dirigentes dos media dominados pelo poder. São muito lá de casa...

Pós-Texto 2 (14:55 de 2-2-2010): Afinal, a situação é mais grave. O Expresso Online, de 2-2-2010 (via Blasfémias), explica que, alegadamente, foi Sócrates quem se dirigiu à mesa onde Nuno Santos almoçava com Bárbara Guimarães e, exaltado, invectivou o director de programas da SIC sobre Mário Crespo:
«Segundo fontes da estação contactadas pelo Expresso, a conversa decorreu no dia de apresentação ao Parlamento da proposta de Orçamento de Estado para 2010, durante a hora de almoço, no Hotel Tivoli, em Lisboa.


Iniciativa da conversa foi de Sócrates
Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.
Em tom exaltado e facilmente audível pelos presentes no restaurante, o primeiro-ministro terá tido a iniciativa de falar de Mário Crespo e do conteúdo do seu noticiário, considerando mesmo que o jornalista deveria "ir para o manicómio". "Definiram-me como um problema que teria de ter solução", escreveu Mário Crespo na crónica censurada.


Nuno Santos confirmou palavras do primeiro-ministro
A informação sobre o teor desta conversa chegou ao conhecimento de Mário Crespo, não através dos seus colegas da SIC, mas através de um e-mail "de uma pessoa que estava presente no restaurante e me transmitiu o que ouviu", disse o jornalista ao Expresso.
Crespo confirmou, em seguida, as informações junto de Nuno Santos e de Bárbara Guimarães, antes de escrever a sua habitual crónica destinada ao "Jornal de Notícias". Aliás, no artigo - que seria recusado pelo director do JN por, alegadamente, a informação não ter sido confirmada - Mário Crespo sublinha que o relato "é fidedigno".»

publicado por luzdequeijas às 15:22
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UM MOMENTO DE HUMOR

Assunto: Tartaruga no poste...

 

Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho pedinte (cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo), o médico e o paciente começaram a conversar sobre o País, o governo e, fatalmente, sobre Sócrates...

O velhinho disse:
- Bom, o senhor sabe, o Sócrates é como uma tartaruga em cima do poste...

Sem saber o que o velho quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga em cima do poste. Ao que o velho respondeu:
- É, quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste. Lá em cima tem uma tartaruga tentando equilibrar-se. Isso é uma tartaruga em cima do poste.
Perante a cara de espanto do médico, o velho acrescentou:
- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Você não entende bem porque a colocaram lá;
- Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!

 

publicado por luzdequeijas às 15:14
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MONSTRO À SOLTA

Dívida

25 01 2010

 

Ao que parece, a dívida pública portuguesa, a maior da União Europeia, soma 126 mil milhões de euros, o equivalente a mais de 20 mil milhões de contos. Ora com este valor os portugueses poderiam construir 126 edifícios semelhantes ao mastodonte do Dubai, o maior monumento arquitectónico construído no planeta. Com esta dívida colossal será que o PS vai continuar a insistir em promover obras, à escala dos nossos recursos também faraónicas - os TGVs, os aeroportos, etc ? Isto para satisfazer a gula de bancos e empreiteiros - as Motas-Engil, as Brisas e Ferroviais - que têm cortejado o poder e, quem sabe, financiado ilegalmente os partidos que ao mesmo têm acesso. Impondo por esta via ao país os seus interesses privados. Os partidos do poder são por isso, cada vez mais, autênticas empresas cujo objectivo é essencialmente gerirem a mega-empresa Portugal. Retirando daí os proveitos materiais e simbólicos que, na esmagadora maioria dos casos, os seus membros jamais alcançariam em qualquer outra empresa. Claro que, nestes termos, o interesse do país é sempre o último a contar. 

 


 
publicado por luzdequeijas às 15:06
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DEGRADAÇÃO DO TECIDO SOCIAL

República, democracia, celebrações

01 02 2010

 

Nunca foi mais ingrato celebrar um regime político como neste sombrio ano, em que, como jamais outrora, a consciência do descalabro da sociedade em que vivemos foi tão notória e tão angustiante. Como nunca, de facto, foi tão visível a responsabilidade dos políticos que nos têm governado nesta caminhada para a desagregação do tecido social, do sistema de justiça, da economia e dos valores que melhor ou pior têm sustentado o projecto nacional português. E mais uma vez, numa psicoterapia sem resultados à vista - o programa do canal I Prós e Contras-, ficou claramente demonstrada a responsabilidade e a ineficiência de uma república sequestrada por uma classe de políticos e chefes de empresa que, em cartel,a têm gerido pessimamente comprometendo os dias que passam e o futuro de todos. O governo, apesar de claras evidências quanto aos custos de obras incomportáveis com a nossa dimensão económica, capacidade financeira e necessidades reais, pretende prosseguir na construção das ligações ferroviárias de luxo com a Espanha. Como levar a cabo a construção de um aeroporto inoportuno. E quanto ao sorvedouro gigantesco de riqueza que representam as empresas público-privadas, ou as famosas e gastadoras autonomias insulares, nem vale a pena falar. Todavia, perante a nossa perplexidade e revolta, nada será reformado. A pilhagem vai prossseguir.

E neste panorama de desleixo, irresponsabilidade e decrepitude cívica, não é que este mesmo governo vai delapidar mais de seis milhões de contos para construir um museu absolutamente desnecessárioo? Porquê queimar uma tão elevada verba construindo um novo museu dos coches quando, o actual, cumpre eficazmente a sua missão,  e quando nem sequer foi acautelada a lisura da operação com um concurso público? E uma prova sobre a forma como esta governação socialista trata a liberdade de expressão acaba de vir à luz do dia. A saber, a interdição de escrita a que foi sujeito Mário Crespo no Jornal de Notícias. Isto depois do episódio censório no Jornal Nacional  da TVI e da novela em torno da colaboração de Marcelo Rebelo de Sousa no telejornal da RTP. O que dizer então quanto à gestão deste pilar essencial de uma república democrática? Perante isto, não esconderão uma vez mais o rosto os autênticos militantes e simpatizantes socialistas?

E assim, em tão negra conjuntura, celebrar a república com festas e foguetório, é uma operação deveras patética. Celebrá-la como uma autocrítica colectiva seria a única modalidade aceitável. E mesmo que as coisas corressem, na actualidade, pelo melhor, e democraticamente, celebrar a 1ª república seria sempre um disparate. É que importa não confundir o regime republicano com a 1ª república. Esta é a primeira exigência a fazer aos festeiros. Um período em que a democracia foi severamente danificada não merece grande respeito. Perseguições religiosas radicais, perseguições polííticas permanentes, perseguição de sindicatos, o descalabro económico e financeiro, o culto do assassinato político como argumento...eis o essencial do balanço que lpode ser feito a essa era de virtude.

 IC1 - Beco sem Saída


 

publicado por luzdequeijas às 14:58
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ELEVADO DÉFICE PÚBLICO

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:43
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PAGAR DÌVIDAS

 

Bom dia (se puderem)

 

Publicado por JoaoMiranda em 4 Fevereiro, 2010

 

Enquanto deputados e governantes discutem uma questão completamente lateral como as transferências para a Madeira, os mercados estão a avaliar muito negativamente a capacidade do Estado português para pagar dívidas, o que já está a ter reflexos nas empresas portuguesas. O PSI caiu 6% desde ontem. Note-se que esta avaliação está a ser feita pelos mercados (e não pelas tenebrosas agências de rating), isto é, por aqueles que podem ou não estar dispostos a financiar a dívida portuguesa e a investir nas empresas portuguesas.

E o governo continua a agir como se não percebesse a gravidade do problema.

publicado por luzdequeijas às 12:51
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COMENTÁRIO A UM COMENTÁRIO

UM TAL JOSÉ VICENTE (anónimo)

É pena não saber com quem estou a dialogar. Mesmo assim, quero dizer-lhe que tenho neste BLOG (2590 "posts") e 113 comentários, todos disponíveis a qualquer pessoa. Olhei por mim abaixo e vi, sem falsos preconceitos, uma pessoa muito transparente, amiga do seu amigo e muito preocupada com o seu país e com a vida dos portugueses. Portugal atravessa a maior crise, talvez, de sempre. Em todos os aspectos. Estou reformado, mas sempre que estive activo (4 anos à frente da JFQ) e 38 na TAP, dispensei um tratamento igual a toda a gente sem quaisquer discriminações. Nunca me senti beneficiado e rejeito que o meu país esteja governado na óptica de um grupo, seja ele qual for. A minha abrangência intelectual leva-me a não atacar ou prejudicar alguém , só porque não é deste ou daquele grupo. Nunca contratualmente me liguei a qualquer grupo, exactamente porque respeito e estimo toda a gente. Agora não posso, como cidadão, dispensar-me da crítica a favor de um país melhor. Isto é a democracia como eu a entendo. Normalmente a crítica incide mais sobre quem governa. É normal. No caso do BLOG, procuro opiniões diferentes ou representativas da opinião geral. Até os títulos retiro do texto colocado no BLOG. Quanto a enfrentar aqueles que me defendem, juro, que não sei quem são. Não me sinto defendido, por quem quer que seja. Antes, sinto-me muitas vezes atacado injustamente! Obrigaram-me a sair do emprego, com mais de 7 mil outros funcionários da TAP, aos 55 anos. Fui para a Junta e provei que tinha o agrado da população de Queijas, onde vivo há 48 anos! Fui impedido de me recandidatar, nem sei por quem, mas sei que foi por estar acima dos grupos. Por fim, que fique bem claro: NÃO SEI QUEM O SENHOR É, NEM SEI QUEM DEVO ENFRENTAR! Calculo que seja alguém ou muitos "alguéns", que não se mostram à luz do dia. Estou aberto a falar com quem quiser falar comigo. Claro, que não vou falar com fantasmas. Nem sequer os vejo.
Respeitosos cumprimentos REIS LUZ

De luzdequeijas, a 4 de Fevereiro de 2010 às 11:26

publicado por luzdequeijas às 12:23
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FOGUETÓRIO

O DESPREZO: Tenho muito gosto em todo este frenesim comemorativo do 25 de Abril, embora em algumas praças ( media) me pareça que está a ser vendido como bacalhau a pataco. Mas por mais enjoativa que seja esta unanimidade nacional-porreirista, muito mais enjoativa e bolorenta ainda, era a unanimidade asfixiante e medíocre do way of life do antigo Regime, da qual só um imbecil pode ter saudades. Até porque a data está condenada a ser engolida pelo tempo ( imaginam as comemorações dos 50 anos de "Abril"?) e os seus personagens em breve habitarão o limbo a que os portugueses condenam a História, não faz mal este foguetório. E é por aqui que o gato vai às filhozes. O leitor conhece algum filme português de jeito sobre a viagem de Vasco de Gama, a vida do Infante D. Henrique ou sobre a batalha de Aljubarrota? Mas conhece e viu dezenas de filmes americanos sobre a conquista do Oeste, o Vietnam, Gettysburg. Ou excelentes adaptações cinematográficas inglesas de Hamlet, da Revolução de Cromwell ou das Cruzadas. Ou sucessos de bilheteira franceses que obrigaram Joana D'Arc ou D'Artagnan a tornarem-se familiares ao pessoal da baguette. Mas todos os anos se estreiam em Portugal, convenientemente financiados, dezenas de curtas e longas metragens abundantemente dedicadas a conflitos interiores, divórcios dilacerantes, sexualidades reprimidas, meditações adolescenciais-filosóficas a tresandar a pastilha elástica. Nos livros, a mesma coisa, nem vale a pena falar, salvo algumas excepções. Basta dizer que, a primeira aproximação popular a D. Afonso Henriques, foi uma biografia publicada por Freitas do Amaral já no século XXI.
Do que falo não é de ensaios universitários ou eruditos. Falo de produtos para toda a gente. Como o filme Capitães de Abril, de Maria de Medeiros, ou de Balada da Praia dos Cães de Fonseca e Costa.
Este desprezo das elites centrais pela História de Portugal sustenta muito da baixa auto-estima nacional. Um puto de 15 anos conhece mais figuras da História americana do que da sua, e cresce pensando que este país se fez à beira do telemóvel e do Luis Figo.
posted by FNV on 9:11 PM

publicado por luzdequeijas às 12:02
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PORTUGAL NÃO É SÓ NÚMEROS

A inclusão de Cavaco

Hoje que o Presidente Cavaco Silva iniciou o seu 2.º Roteiro, gostaria de aqui deixar um texto muito bom:

“Cavaco Silva lançou-se no terreno a favor da inclusão social. Como não pretende, pelo menos nesta fase, ouvir dizer mal do Governo, a sua luta centra-se na divulgação das boas práticas, no repto à sociedade civil. Nada de novas verbas do Estado ou de comprometer as finanças públicas. Gastar melhor não significa sempre gastar mais. O projecto do PR passa por rebocar a comunicação social e desta forma alertar as consciências, interrogar cada um dos portugueses sobre o que podem fazer para combater a exclusão social em todas as suas dimensões, da desertificação do interior ao alcoolismo, passando pela violência sobre a mulheres e as crianças – coisas concretas da vida, que há muito afastam uma parte significativa dos portugueses do interesse, e orgulho, pelo País. Pode parecer uma luta quixotesca para um homem habituado ao rigor dos números, dos investimentos e dos resultados, mas é necessária. E não deixa de ser politicamente curioso que o frio Cavaco tenha hasteado para primeiro tema dos seus roteiros, em sintonia com o discurso de Abril, uma luta a favor dos pobres, dos velhos, de quem sofre. Portugal não é só números, indicadores, barómetros, taxas. É sobretudo, pessoas. Quem no-lo relembra, nestes tempos de crise e agravamento das desigualdades, é o professor de economia e finanças colocado em Belém. Alguém disse que o Presidente era de Direita e esta só defende os ricos?”.

(João Marcelino – director editorial - revista Sábado, 1 de Junho 2006)
 

Publicado por castafiore às 10:49 PM |

 
 
publicado por luzdequeijas às 11:48
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BAIXAR SALÁRIOS

 

04 Fevereiro 2010 - 00h30

Da Vida Real

Sinais

O economista chefe do FMI já veio falar na necessidade de baixar salários em Portugal (assim como em Espanha e Grécia). Quando um país desperta a atenção do FMI nunca é bom sinal. Mais de trinta anos volvidos, ei-lo de volta.
 

Os sinais estavam aí (mesmo o desemprego só não é superior porque há uma vaga de imigração nunca vista desde os anos 60).

Neste contexto, o Primeiro-ministro festeja... os 100 dias de Governo, com uma "reunião" do Conselho de Ministros no CCB, seguida de um encontro com as "forças vivas" do País (o que no espaço de pouco mais de três horas é notável). O Primeiro-ministro convidou "as forças vivas", mas não as quis ouvir, como não ouviu as críticas de João Salgueiro. Falou e saiu. Mais encenação. Lançou a primeira pedra de um novo e muito discutível museu dos coches (que prioridade!); na terça--feira almoçou com mulheres (que politicamente correcto) e à tarde supostamente ouviu um conjunto de jovens (que politicamente correcto outra vez).

Nenhum de nós percebe o que há para comemorar. Os ministros, por sua vez, recuperam, ainda que formalmente, o famoso "diálogo", enquanto Sócrates dramatiza e cria uma crise política, encenando a demissão em momento que lhe é conveniente (o PSD está fragilizado, os ministros dulcificam os seus sectores). Ora, o País devia ser a prioridade, mas isso...

A par disto, o lobo veste a pela de ovelha, mas, como não resiste à sua natureza, não deixa de ser um predador que vira as suas presas para as vozes livres que manifestamente não suporta e lhe despertam, em especial, o killer instinct.

Recordavam-me, há poucos dias, a propósito da nossa situação, a peça ‘O Judeu’,de Brecht. De facto, vamos ignorando sinais, mas é uma questão de tempo até que a fúria predadora chegue a cada um de nós,se não houver coragem colectiva.

Sucede que o Senhor Primeiro-ministro foi eleito para governar, o que parece não querer fazer, mas antes provocar crises artificiais, como se a situação do País as suportasse.

Bem vai, pois, o Presidente da República, ao convocar o Conselho de Estado: a situação e os sinais que por aí andam são demasiado graves e, apesar de todas as limitações constitucionais, só temos mesmo o sentido avisado e a noção de interesse nacional do Presidente da República (e uns quantos seres de bem, de Norte a Sul).

No mais, o medo vai-se instalando. E o medo é mais um factor inibidor do desenvolvimento das sociedades.

Paula Teixeira da Cruz, Advogada

publicado por luzdequeijas às 11:43
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PURA COSCUVELHICE

04 Fevereiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Striptease patrimonial

O grupo parlamentar do PS queria colocar na internet o rendimento anual bruto de todos os cidadãos, coisa que anunciou como principal medida que os socialistas enviarão para a comissão parlamentar de combate à corrupção.
A proposta, de tão ridícula, deverá cair. O escrutínio dos rendimentos de cada cidadão não tem nada de mal se for feito num contexto de cumprimento dos deveres gerais que todos temos perante o Fisco, a lei do País e, mais em particular, o combate à corrupção. A máxima transparência patrimonial é exigível quando estivermos perante valores jurídicos que podem sobrepor-se a qualquer argumentação que vá à reserva da vida íntima buscar argumentação que, de resto, seria sempre desfocada nos casos de suspeita de enriquecimento ilícito, corrupção e outros crimes e económicos.

Uma coisa são os deveres de ceder perante a lei, outra é abrir a porta à pura coscuvilhice ou, no caso, à mais pura demagogia. Dizer que este striptease fiscal ineficaz é a principal proposta para fazer em sede de uma comissão de combate à corrupção é, mais do que demagogia, puro gozo para quem queira entrar a sério nesta discussão. Se fosse esta a perspectiva real do PS nestas matérias, mais valia fechar já a porta da comissão. Os socialistas, porém, ainda não chegaram a um ponto tão baixo de falta de bom senso.

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 11:37
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CONSELHO DE ESTADO

04 Fevereiro 2010 - 00h30
Correioda Manhã-04-02-2010

 

Belém: Reunião de cinco horas para análise da crise económica

Conselho de Estado pede diálogo frutuoso

Num dos mais longos Conselhos de Estado da presidência de Cavaco Silva para discutir os desafios do futuro do País e o actual quadro parlamentar, o sinal foi claro: O "espírito de compromisso e diálogo" deve imperar na Assembleia da República.
Uma única frase de conclusões selou o encontro mais importante na actual situação política, marcada pela polémica da Lei das Finanças Regionais que hoje vai a votos. " O Conselho de Estado, reunido hoje, faz votos de que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e diálogo paciente e frutuoso que permita ao País enfrentar os desafios estruturais que tem à sua frente", declarou António Macedo Almeida, secretário do órgão consultivo do Presidente da República (composto por 19 personalidades).

Esta posição revela a preocupação dos conselheiros de Estado quanto, por um lado, à estabilidade política, e por outro, à situação económica do País.

No dia em que o tema mais delicado foi a revisão da Lei das Finanças Regionais, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, saiu do Conselho de Estado com a expressão fechada e a desejar apenas "bom Carnaval para todos". E repetiu por duas vezes.

Já o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre o qual têm surgido especulações de demissão, considerou que a reunião "correu bem".

O Conselho de Estado, ao qual só faltou o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, durou cerca de cinco horas, tendo como pano de fundo os alertas internacionais sobre o estado das contas públicas, nomeadamente o endividamento e o défice. Mal acabou o Conselho de Estado, a direcção da bancada socialista reuniu com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, para concertar a estratégia sobre a votação da Lei de Finanças Regionais, sendo que os socialistas consideram que os valores de transferência e limite de endividamento são muito elevados.

publicado por luzdequeijas às 11:34
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

"A MALTA É ESTÚPIDA"

 

 

 

A grande trapaça

Tiago Moreira Ramalho
22:00 Quarta-feira, 3 de Fev de 2010
 

O episódio de hoje da proposta que não era bem uma proposta de colocar os rendimentos brutos de todos os cidadãos disponíveis na Internet foi uma brincadeira de quem pensa que a malta é muito, muito estúpida.

Não discuto, Vasco , que Francisco Assis tem mais pose de Estado que José Sócrates. Aliás, qualquer pessoa que eu me lembre neste momento tem mais capacidade para dirigir - é do que se trata - o país que José Sócrates. Não discuto até porque isso é completamente secundário nesta história.

Por muita inocência que os olhos da quadrenga em disputa possam emanar, a verdade é que isto não pode ter saído do nada. Isto não acontece. Não é possível que no Partido Socialista - logo no Partido Socialista - três vice-presidentes da bancada parlamentar tenham desencantado uma proposta completamente absurda e geradora de ondas - estão a começar a perceber a ideia? - sem que nem o presidente da bancada parlamentar ou o secretário-geral do partido tenham tido conhecimento.

Parece-me por de mais óbvio que o que se passou realmente foi uma tentativa vã de se criar uma nova polémica, uma polémica a sério, que escandalizasse, de maneira a que todos nos esquecêssemos do caso de Mário Crespo - e dos outros todos, já agora.

Conspirativo? Um pedaço, sim. Mas a verdade é que isto não é nada de novo. O que se está a passar no que respeita à liberdade de imprensa e de expressão é muito grave e muito, digamos, "inconveniente" para o governo. Quanto mais depressa se mandar todas estas histórias para debaixo do tapete, melhor. Se para isso é preciso largar uma pequena bomba, pois que venha ela, que há boys suficientes para o efeito.

publicado por luzdequeijas às 22:46
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AUTO-CENSURA PERMANENTE

 

 

Sócrates é uma ameaça à liberdade Henrique Raposo (www.expresso.pt

O "caso Mário Crespo" é apenas o último episódio de uma longa lista de factos que comprova uma coisa: José Sócrates é um político intolerante, que não sabe lidar com a liberdade.

Esta lista foi feita de memória. Uma outra pesquisa, mais apurada, será capaz de apanhar mais factos. Mas estes, por enquanto, chegam:

1. Se a memória não me falha, José Sócrates já processou nove jornalistas. Nove. Isto dá quase uma média de dois por cada ano de governação. Com estas acções judiciais, José Sócrates pretende intimidar toda a classe jornalística, forçando as pessoas que escrevem a fazer uma auto-censura permanente.

2. José Sócrates liga para as redacções e berra com jornalistas .

3. Muitos assessores, e até ministros, ligam para as redacções para berrar com jornalistas. Há dois ou três anos, Silva Pereira telefonou a Mário Crespo. Se não me engano, Crespo disse que a discussão com Silva Pereira não foi menos feia do que a célebre discussão com Valentim Loureiro.

4. No trato com os jornalistas, José Sócrates é constantemente mal-educado. A forma como tratou Judite de Sousa é inacreditável .

5. José Sócrates nunca responde a perguntas. Nem perante os jornalistas, nem perante os deputados. Ou seja, temos um primeiro-ministro que, de facto, nunca foi realmente entrevistado em mais de cinco anos de poder.

6. Numa famosa reunião entre José Sócrates e blogueres, a ligação em directo caiu. Nunca saberemos por que razão a ligação caiu. Mas sabemos que, antes de entrar na dita reunião, José Sócrates deu uma introdução filosófica sobre a "liberdade respeitosa". Salazar, na tumba, aplaudiu.

7. A revista "Sábado" fez este estudo . Elucidativo.

8. José António Saraiva fez estas declarações. Nada aconteceu.

9. O desaparecimento do telejornal de Manuela Moura Guedes. Vamos dar de barato uma coisa: OK, Sócrates não teve nada que ver com o desaparecimento desse telejornal; uma estação de televisão teve apenas um colapso da inteligência e destruiu um dos seus programas mais famosos. Mesmo assim, há várias coisas inadmissíveis neste caso. Pela primeira vez na história da nossa democracia, um político transformou uma jornalista no seu principal adversário político. O PS, de forma "chavista", montou uma guerra a Manuela Moura Guedes. Depois, já com o JN6 encerrado, José Sócrates ainda jogou umas piadinhas sobre o assunto. Essas piadinhas, que revelam toda uma personagem política pouco recomendável, estão gravadas num vídeo que apanhou os minutos de conversa entre José Sócrates, Francisco Louçã e Judite de Sousa (antes da entrevista na RTP). Esse vídeo esteve disponível aqui neste site.

10. José Sócrates montou guerra ao director do jornal "Público", José Manuel Fernandes.

publicado por luzdequeijas às 18:46
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OBRAS PÚBLICAS

 

 Só falta parar o TGV

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

 O Governo finalmente  percebeu: não é possível fazer mais auto-estradas (alguém dê um calmante ao dr. Jorge Coelho.

 

1. Aleluia. Teixeira dos Santos colocou um ponto final na fúria gastadora de José Sócrates: o ministro das Finanças "cancelou" o lançamento das auto-estradas que estavam no papel. E era tão bom que Teixeira dos Santos tivesse um botão de rewind para bloquear, de igual forma, as auto-estradas que estão a ser feitas.

Governo dividido sobre o TGV

2. Em relação ao TGV, parece existir uma divisão dentro do governo. De um lado estão os fanáticos do "socratismo", liderados por Silva Pereira. Andaram tanto tempo a dizer que era necessário investimento público, que, agora, não são capazes de virar o disco. Do outro lado, encontramos Teixeira dos Santos, aquele que parece ser o verdadeiro primeiro-ministro de Portugal.

Na entrevista que deu ao Expresso, Teixeira dos Santos disse que o TGV terá de ser adaptado à nova realidade orçamental. Ou seja, Teixeira dos Santos está a dizer que é preciso escolher: se faz sentido apostar na linha Lisboa-Madrid, já não faz sentido apostar nas linhas Lisboa-Porto e Porto-Vigo.

Ontem, negando a sensatez de Teixeira dos Santos, Silva Pereira disse que o Governo vai apostar em todas as linhas. Moral da história: Teixeira dos Santos tem de meter na ordem a ala gastadora do Governo.

publicado por luzdequeijas às 18:38
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" O FOLCLORE FRACTURANTE"

 

Expresso – O regime que morreu três vezes, Henrique Raposo Janeiro 5, 2010

Posted by ramsoft in Informação.
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O regime morreu. A III República portuguesa está morta. Ainda ninguém levantou o corpo, porque as certidões de óbito – em política – demoram a chegar. E, neste caso, estamos a falar de três certidões, ou seja, vivemos num regime que morreu três vezes.
A primeira morte é económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos. Basta ler “O Dever da Verdade” (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos ‘direitos adquiridos’, estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusa engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os ‘direitos adquiridos’ constituem um terço dos pregos do caixão da III República.
A segunda morte é institucional. Como já aqui escrevi várias vezes, Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos. O partido da maioria, seja ele qual for, controla todas as instituições do regime; vivemos numa espécie de ‘ditadura conjuntural’ do partido da maioria. Por outro lado, Portugal é um Estado de direito falhado: a nossa Justiça é um embaraço confrangedor. A geração que está no poder construiu a democracia. Cabe à minha geração edificar o Estado de direito.
A terceira morte é partidária. O nosso sistema partidário tem a vitalidade de um zombie, pois não responde às necessidades da sociedade. Porquê? Ora, porque os partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade. Portugal precisa de reformas que emagreçam o Estado, mas os partidos são os primeiros a recusar essas reformas. É natural: o emagrecimento do Estado significaria o fim de milhares e milhares de empregos para os boys.
A necessária dieta estatal passaria, por exemplo, pela reforma do mapa autárquico. A actual arquitectura do poder local assenta em pilares arcaicos. Em 2009, é simplesmente ridículo vermos o país dividido em 4251 freguesias e 308 municípios. Como é que um país tão pequeno está esquartejado desta forma? Esta situação chega a ser caricata, mas os partidos nunca executarão mudanças no mapa autárquico. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real. Enfim, a III República está bloqueada. Os actores que deveriam ser as alavancas legítimas das reformas – os partidos – são os primeiros a dizer ‘não’ às ditas reformas.
Para esconder as três mortes do regime, os partidos inventaram um mecanismo de defesa: o folclore fracturante. A actual conversa sobre o casamento gay é só mais uma forma de adiar a chegada do médico legista da III República, o regime que morreu três vezes.
Henrique Raposo

Fonte Expresso

publicado por luzdequeijas às 18:28
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AMEAÇA À LIBERDADE

Sócrates é uma ameaça à liberdade

 

O "caso Mário Crespo" é apenas o último episódio de uma longa lista de factos que comprova uma coisa: José Sócrates é um político intolerante, que não sabe lidar com a liberdade.aqui

por Henrique Raposo às 11:30 | link

publicado por luzdequeijas às 18:24
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A NUDEZ SOCIALISTA

 

 

Felizmente

Arquivado em: Política, Portugal — Miguel @ 16:05
 

Felizmente no PS ainda há quem respeite as liberdades e garantias. Espero que este recuo tenha sido por questões de princípio e não por razões tácticas.

Francisco Assis, líder da bancada parlamentar do PS, deixou hoje cair uma proposta que três deputados socialistas e vice-presidentes da bancada tinham feito com o objectivo de tornar públicos os rendimentos dos contribuintes

Fixem estes nomes: Jorge Strecht Ribeiro, Afonso Candal e Mota Andrade. Foram os proponentes deste atentado à privacidade. Ainda há poucas horas, ouvi o deputado Strecht Riberio a apelar à vigilância

INSURGENTE

 

Ai querem transparência?

Arquivado em: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:05
 

Se o Estado divulgar com força de lei os meus rendimentos brutos às vizinhas, potenciais amantes, máfias que se dedicam a assaltos, colegas invejosos, pseudo-amigos frustrados, moralistas e quejandos, então vão ter que levar comigo à bruta. Prometo que todo eu vou ser transparente, e passo a andar todo nu na rua. Vos garanto que a visão é tão má, que mais ninguém vai querer conhecer a minha privacidade. E não me venham com tangas, que não se pode andar nu e tal nos espaços públicos: eu sinto-me muito mais despido, sabendo que toda a minha vida pode ser escrutinada, sem qualquer razão, que não garantir que o Estado tem acesso a impostos para torrar em despesas com as quais eu não concordo, do que andar nu.

Adenda: O meu protesto foi eficiente. Francisco de Assis matou a proposta de lei. VITÓRIA! Ainda assim, vou mandar uma foto de corpo inteiro aos deputados proponentes, para prevenir veleidades futuras.

publicado por luzdequeijas às 18:14
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VALENTÕES OU COBARDÕES?

TEREMOS DE LEMBRAR A ALGUNS VALENTÕES QUE ANDAM POR AÍ, FACE A AMEAÇAS TELEFÓNICAS, UM ARTIGO DA NOSSA CONSTITUIÇÃO

 

 

 

  • Artigo 25º: “A integridade moral e física das pessoas é inviolável.”

  •  

     

     

    publicado por luzdequeijas às 15:32
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    NADA É O QUE FOI

     

     

    DESCER À TERRA

    Nem o PS e o Governo estão em fase ascendente, nem José Sócrates é a mais-valia que já foi

    Em vez de se dedicar a apresentar soluções, a resolver problemas e a atalhar conflitos, ou seja, a governar, a maioria socialista passa o tempo na mais baixa e improdutiva politiquice. Ateia e alimenta guerras, queixa-se de tudo e todos, dramatiza o mais ínfimo gesto de pretensa hostilidade venha ele de onde vier. Um exército de doze - sim, DOZE - vice-presidentes da bancada parlamentar reveza-se em lamúrias contra o Presidente da República, os partidos da oposição, a Justiça (quando lhes convém), a crise, as condições climatéricas... enfim, o mundo e todos os elementos que o imaginário, já a dar para o esquizofrénico, desta gente acha por bem convocar para tecer conspirações e efabular a realidade.

    Este clima não augura nada de bom, num momento em que se está perante a apresentação de um Orçamento de Estado cuja base assenta em dados económicos altamente preocupantes e com pressupostos de conjuntura externa muito instáveis. A frágil situação portuguesa aconselharia à máxima prudência e contenção por parte de quem conduz os destinos do País por forma a encontrar as soluções constitucionais capazes de garantir a estabilidade da governação. Acordos de incidência parlamentar, coligações, pactos sectoriais, há várias hipóteses já experimentadas ao longo dos mais de 35 anos de democracia, algumas delas negociadas por socialistas, como Mário Soares ou António Guterres, que tiveram mais ou menos virtualidades, mas que, inegavelmente, contribuíram, em cada momento, para superar dificuldades.

    Este PS de Sócrates - há mais PS para além do que regularmente aparece nos media - não dá quaisquer sinais de querer negociar seja com quem for, parecendo cada vez mais apostado na via do confronto, quem sabe sonhando com uma eventual dissolução do Parlamento que lhe permita voltar a governar sozinho. Sonhar é de graça, mas quando se confundem os sonhos com a realidade os custos podem ser elevadíssimos. Só mesmo quem anda no mundo da lua se pode convencer de que o caminho do aventureirismo político conduz algum partido a bons resultados. Até porque nem o PS nem o Governo estão já em fase ascendente, nem José Sócrates é a mais-valia que já foi no panorama socialista. Pelo contrário, a irascibilidade do primeiro-ministro ameaça passar definitivamente a sério problema em prejuízo das ambições do próprio PS. Alguém terá de o persuadir, de uma vez por todas, de que já não tem maioria absoluta, que todos os indícios de arrogância são cada vez mais contraproducentes, na sua relação com os portugueses, e que é na difícil arte de negociar que se revelam as reais qualidades de um político.

    Já agora, e de caminho, o eng.° Sócrates e os seus fiéis seguidores também deviam ter em conta que bem podem desenhar uma crise política a régua e esquadro, construindo cenários e prevendo timings, mas uma coisa é certa: pode saber-se quando e como começa, mas não se sabe como acaba. Quem imagina que o pedido de demissão do primeiro-ministro conduz, necessariamente, a novas eleições é capaz de estar algo equivocado. O melhor mesmo é descerem à terra antes que o desastre seja total.

     

     

     

     
     

     

     

    publicado por luzdequeijas às 15:00
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    SUBIDA DE IMPOSTOS

     

     

    03 Fevereiro 2010 - 00h30 - Correio da Manhã
     

    Finanças: Governador admite que Portugal vai divergir da União Europeia

    Subida de impostos em 2011

    O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, defendeu ontem que a subida de impostos é o caminho inevitável para o reequilibrar das contas públicas.
    "A redução do défice implicará novas e difíceis medidas de contenção da despesa e, presumo eu, o aumento de impostos indirectos nos próximos anos", sustentou o supervisor numa conferência promovida pelo ‘Jornal de Negócios’ e pela rádio Antena 1. Questionado sobre uma eventual actualização do IVA dos 20 para os 21%, Constâncio admitiu que esse é um "exemplo" das medidas a adoptar no curto prazo. "Presumo que alguma coisa terá de ser feita do lado da receita", sublinhou o governador, lembrando que "não podemos esperar uma evolução espontânea da economia, tem que haver novas medidas".

    Vítor Constâncio assumiu ainda que "o crescimento nos próximos anos será fraco na Europa e em Portugal tenderá a ser ainda inferior". Para o regulador da Banca, "temos que reduzir o défice e aumentar a taxa de poupança", além de "acelerar reformas estruturais".

    Posição semelhante foi assumida pelo economista Silva Lopes, que sugeriu um agravamento dos impostos já em 2011, a par do congelamento dos salários. "Já que não pode ser para 2010, tem de ser para 2011", explicou, ressalvando que já devia ter sido feito algo nesse sentido no Orçamento do Estado. Confessando-se pessimista em relação ao futuro do País, Silva Lopes destacou que "não conseguimos ajustar sem gastar menos".

    O economista traçou mesmo um cenário em que, com o PIB a crescer 1% ao ano, a inflação a manter-se nos 1% e a despesa a manter-se, "chegaríamos a 2013 [data em que regressam as imposições de Bruxelas] com um défice de 8,4% e com uma dívida pública de 103%". "Mesmo que se congele a despesa pública não conseguimos reduzir o défice", assumiu. Silva Lopes defendeu, por isso, um pacto político de consensos e a diminuição das reformas mais altas.

    publicado por luzdequeijas às 13:23
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    BAIXA DE SALÁRIOS

     

     

    FMI PEDE BAIXA DE SALÁRIOS EM PORTUGAL

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tinha aconselhado Portugal a não aumentar os vencimentos da Função Pública, mas agora o economista-chefe da organização vem mesmo dizer que o País vai ter de baixar salários devido à situação das suas finanças públicas.

    De acordo com a opinião de Olivier Blanchard só salários mais baixos permitirão recuperar competitividade, reanimar o emprego e fortalecer a recuperação da economia.

     

    "O restabelecimento da competitividade pode necessitar de grandes sacrifícios, como uma redução salarial", sustentou Olivier Blanchard em entrevista ao jornal francês ‘Les Echos’. O economista--chefe do FMI adiantou que "devido à crise, Portugal, Espanha e Grécia enfrentam sérias dificuldades que implicam ajustes muito penosos, sobretudo quando a taxa de inflação é muito baixa". CM - 03-02-2010

    publicado por luzdequeijas às 13:19
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    ALGUÉM IMAGINARIA?

     

     

     

     
    03 Fevereiro 2010 - 00h30

    Cozido à portuguesa

    Sócrates, o vilão

    Nunca pensei que o primeiro-ministro tivesse tempo para ver telejornais, quanto mais para os odiar e atacar!

    Pé ante pé, com passos lentos mas firmes, José Sócrates prossegue a caminho de se tornar no primeiro-ministro mais odiado de sempre pela classe jornalística portuguesa. A lista de episódios já vai longa, e ao que parece não corre qualquer risco de chegar já ao fim. Tudo começou com um célebre congresso do PS, onde TVI e ‘Público’ foram eleitos os inimigos públicos número um do partido e do primeiro-ministro. Depois, na RTP, Sócrates lançou-se numa diatribe contra Manuela Moura Guedes e contra o seu ‘Jornal de Sexta’. Já na altura achei o episódio surrealista. Alguém imaginaria Obama a vociferar contra um jornalista? Alguém consegue ver Sarkozy nesse papel? Berlusconi, sim, sem dúvida. Putin, obviamente, mas Sócrates?

    Nunca pensei que o nosso primeiro-ministro tivesse sequer tempo para ver telejornais, quanto mais para os odiar e atacar! Mas, o erro foi meu. Não contente com essa excitação, Sócrates ganhou alento e prosseguiu. Atacou um cronista do ‘DN’, João Miguel Tavares, por este o ter vagamente comparado a Cicciolina. Depois, marchou alegremente contra José Manuel Fernandes, director do ‘Público’. A seguir, aumentou a pressão contra José Eduardo Moniz, ao fazer no Parlamento considerações nada abonatórias sobre a TVI. Com a tensão eleitoral ao rubro, Portugal inteiro percebeu que o primeiro-ministro queria ver o director-geral da estação fora dali, e depressa.

    Infelizmente para nós todos, os jornalistas perderam sempre as guerras com o primeiro-ministro. Manuela foi tirada do ar, sem apelo. Moniz foi substituído na TVI, bem como José Manuel Fernandes, no ‘Público’.

    A coisa parecia ter amainado, mas agora a vítima escolhida foi Mário Crespo, contra quem Sócrates parece ter uma embirração especial. Esperemos que o caso fique por aqui, e que a SIC não dobre a espinha ao Governo, mas seja o que for que aconteça nos próximos dias, os danos sobre a imagem de Sócrates já são irreparáveis. O primeiro-ministro será para sempre visto como um homem que aproveita o enorme poder que tem para perseguir quem, na televisão ou nos jornais, o critica. Demonstrando uma total ausência de "fair play", revelando que não consegue passar por cima ou esquecer os excessos ou as meras diatribes de quem não gosta dele, Sócrates parece ter como desporto preferido a tentativa de silenciamento de certas opiniões. E isso revela o quão próximo está de se perder...

    Domingos Amaral, Director da 'GQ'
    publicado por luzdequeijas às 13:08
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    MEDINA CARREIRA TEM RAZÃO

     

    O monstro do défice público condena os portugueses a pagar ainda mais impostos, quando o País precisava de um alívio fiscal. E a carga tributária aliada ao corte de despesa asfixia o dinamismo económico. Medina Carreira tem razão quando alerta que esta economia ameaça esta democracia.

    Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

     

     

    03 Fevereiro 2010 - 00h30
     

    Dia a dia

    Condenados a pagar mais

    Se algum governante lhe garantir que não sobe os impostos nos próximos três anos pode ter a certeza de que esse político está a mentir. Vítor Constâncio diz a verdade quando prevê a possibilidade de aumento dos impostos indirectos no futuro. E, entre esses impostos, destaca-se o IVA, que é sempre o meio mais fácil e eficaz de arrecadar receita, embora seja socialmente o mais injusto.
    Silva Lopes, ex-ministro das Finanças, avisou que será impossível o Governo cumprir a promessa feita a Bruxelas de reduzir o défice para 3% até 2013, sem provocar "um verdadeiro cataclismo" económico, social e político. Explica Silva Lopes que para cumprir o objectivo, o Governo teria de cortar as despesas públicas 3% ao ano, o que nunca aconteceu. A única maneira de evitar uma subida de impostos seria uma retoma robusta da economia com o PIB a acelerar mais de 3% ao ano. Infelizmente esse cenário desejado a curto prazo é quase tão improvável de acontecer como o regresso de D. Sebastião.

    publicado por luzdequeijas às 13:00
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    Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

    REUTILIZAÇÂO DE LIVROS ESCOLARES

     

    Com o título "Dê uma nova vida aos seus livros escolares usados, entregue-os no Livrão" esta campanha terá mais de 970 pontos de recolha em todo o país, onde poderão ser entregues os livros escolares usados.

    Os livros escolares reutilizáveis, ou seja, ainda em vigor e em bom estado, podem ter um valor equivalente a 20 por cento do preço do livro, pelo que este será pago ao dador do livro por transferência bancária, desde que verificados os requisitos inscritos no folheto que se encontra aposto no 'Livrão'.

    Segundo a ENTRAJUDA, os livros que se enquadrem nos requisitos de qualidade e validade e que possam ser reutilizados serão disponibilizados para venda online no site www.clubedoslivros.com ou através da Linha de Apoio 214 691 892, com 50 por cento de desconto sobre o preço de venda.

    Todos os livros que não poderão ser reutilizados serão destruídos respeitando as regras ambientais existentes.

    A partir de amanhã, será possível depositar os livros escolares usados nos pontos de recolha colocados na rede de livrarias Bertrand, nas agências da Caixa Geral de Depósitos, nas lojas Pingo Doce e Feira Nova aderentes, nas lojas do Instituto Português da Juventude, para além das escolas aderentes a este projecto.

    Por cada exemplar entregue, o proprietário dos livros estará a apoiar a ENTRAJUDA na sua missão de solidariedade social e a contribuir para a protecção do meio ambiente ao promover a sua reutilização.

    A ENTRAJUDA é uma instituição particular de solidariedade social que visa apoiar outras instituições ao nível da organização e gestão, com o objectivo de melhorar o seu desempenho e eficiência em benefício das pessoas carenciadas.

    publicado por luzdequeijas às 23:20
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    AUMENTAR A NATALIDADE

    POUPANÇA PARA BEBÉS NÃO SERVE PARA NADA, DIZ O PRESIDENTE DAS FAMÍLIAS NUMEROSAS SOBRE A CONTA POUPANÇA FUTURO

     

    Fernando Castro- É uma medida idiota que não serve absolutamente para nada. Vem na linha do que os governos têm feito no que diz respeito a ncentivos à natalidade e o resultado está à vista, a taxa é cada vez menor.

     

    O problema não são os duzentos euros, é a conta poupança propiamente dita que nunca vai permitir que as famílias tenham acesso ao dinheiro. Vão gastar-se 20 milhões de euros para nada, porque é uma medida que não resultados visíveis em nenhum dos países em que é aplicada.

     

    Acabar com a discriminação fiscal contra pais casados, deduções a sério por cada filho, aumentar o abono de família.

     

    Mas o Governo tem de gastar dinheiro. Para aumentar a atalidade em 60%, como é necessário, é preciso gastar dinheiro.Há também a reutilização de livros escolares, que não custa nada.

    publicado por luzdequeijas às 22:59
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    PROJECTOS ASSINADOS

    PSD admite enviar relatório dos projectos assinados por Sócrates para Ministério Público

    28 de Janeiro de 2009, 14:04
    Os vereadores sociais-democratas na Câmara da Guarda admitiram hoje enviar o relatório da comissão interna que analisou o licenciamento de projectos assinados por José Sócrates na década de 80 para o Ministério Público.
    Esta possibilidade é admitida, «se subsistirem as dúvidas» que dizem ter actualmente.
    No final da reunião do executivo municipal onde o documento foi apresentado por José Guerra, director do departamento administrativo e um dos elementos da comissão interna que elaborou o relatório, a vereadora social-democrata Ana Manso disse que o documento «é muito vago».
    «Deixa-nos muitas dúvidas e outras tantas preocupações», afirmou, acrescentando que a oposição sempre defendeu que o assunto devia ter sido tratado por uma comissão externa e independente da autarquia, pelo que, «consoante» a análise do documento hoje entregue, serão tiradas «as consequências».
    «O relatório não apresenta conclusões, faz apenas um relato de algumas questões. Este relatório merece uma análise mais profunda, que nós iremos fazer de imediato», disse Ana Manso aos jornalistas.
    «Este relatório vai exigir uma leitura muito pormenorizada e, se as nossa dúvidas e preocupações não forem esclarecidas, enviaremos este relatório para o Ministério Público», garantiu a vereadora do PSD que esteve acompanhada na reunião pelo vereador José Gomes.
    A comissão interna que analisou o licenciamento dos projectos assinados por José Sócrates na década de 80 concluiu que não existiram «diferenças assinaláveis» na rapidez com que estes foram aprovados pela Câmara da Guarda.
    O relatório foi apresentado por José Guerra, director do departamento administrativo e um dos elementos da comissão interna, numa reunião presidida pelo vice-presidente da Câmara da Guarda, Virgílio Bento, na ausência do presidente Joaquim Valente, que faltou à reunião por estar no estrangeiro.
    A comissão interna analisou os 23 projectos assinados por Sócrates mencionados pelo jornal Público, e outros 18 aleatórios, todos da década de 80, concluindo que relativamente à celeridade processual - ou seja, data de entrada do requerimento, data de decisão dos técnicos e deliberação final - «não resultaram diferenças assinaláveis quanto aos procedimentos internos, no âmbito dos serviços de obras particulares» comparativamente a outros projectos não assinados pelo agora primeiro-ministro.
    «Considerando-se, quer o primeiro conjunto de processos, quer o segundo, também estes serão similares relativamente à sua celeridade na tramitação processual interna», lê-se no documento a que a Lusa teve acesso.
    Para o vice-presidente da Câmara da Guarda, Virgílio Bento, tendo em conta os resultados de análise, o assunto está encerrado porque «não houve qualquer tratamento de favor dos processos em que assinava o senhor engenheiro José Sócrates relativamente aos outros processos assinados por quaisquer técnicos».
    «É um relatório técnico para dar conhecimento e, pela nossa parte, não será discutido. A nossa intervenção relativamente a este processo acabará por aqui», afirmou Virgílio Bento, durante a reunião.
    Em declarações aos jornalistas, desvalorizou o facto de o assunto ter sido tratado por uma comissão interna, composta por elementos da Câmara Municipal, porque se tratou de «um procedimento interno» que visou verificar «a legalidade dos processos».
    Disse que, por parte da autarquia, não houve qualquer tentativa de «branquear a imagem» do primeiro-ministro, assumindo que «o que estava em causa era a verificação da legalidade» dos processos.
    «Não houve qualquer tratamento de favor, todos os processos foram instruídos legalmente e todos os processos foram aprovados legalmente por esta Câmara Municipal», disse Virgílio Bento.
    Quanto à postura do PSD, o autarca considerou que «há uma tentativa do PSD em influenciar politicamente este processo».
    «Estamos a falar de um relatório meramente técnico», sublinhou.
    A 1 de Fevereiro de 2008, o jornal Público noticiou que vários projectos assinados por José Sócrates e submetidos a aprovação entre 1981 e 1990 tinham em comum o facto de terem sido rapidamente aprovados, apesar de reparos e observações críticas dos arquitectos da repartição técnica da Câmara da Guarda e até de pareceres contrários da administração central.
    Segundo o Público, José Sócrates, na qualidade de engenheiro, também terá assinado numerosos projectos de arquitectura e engenharia relativos a edifícios na Guarda, ao longo da década de 1980, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele, mas essa situação foi desmentida pelo actual primeiro-ministro, que garantiu «a autoria e a responsabilidade de todos os projectos» que assinou.
    No dia 13 de Fevereiro de 2008, o presidente da Câmara da Guarda anunciou a nomeação de uma comissão composta por cinco pessoas para averiguar as alegadas irregularidades.
    José Guerra (director do Departamento Administrativo da autarquia), Delfim Silva (director do Departamento Planeamento e Urbanismo) e os juristas Alberto Garcia, Daniela Capelo e Tatiana Adro foram os elementos nomeados para o grupo de trabalho.
    SAPO/LUSA

    publicado por luzdequeijas às 19:00
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    FAMÍLIA DE ARQUITECTOS

     

    O primeiro-ministro lembrou que vem de uma família de arquitectos durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo Museu dos Coches, realçando que a arte da arquitectura é «uma das mais importantes» e recordando a polémica no lançamento da obra.

     

    José Sócrates falava após intervenções do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, e da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, num discurso em que também fez rasgados elogios ao projecto do arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha para o novo Museu dos Coches.

    «Deus sabe as dificuldades para que este dia pudesse ser o dia de arranque da construção do novo Museu dos Coches. Todas as mudanças, todos os novos projectos têm as suas dificuldades, e aqui também as tivemos, mas esse esforço é agora recompensado, porque permitiu a Portugal dar um sinal claro de investimento numa área cultural e museológica da maior importância», declarou Sócrates.

    Na sua intervenção, José Sócrates também aludiu às ligações de membros da sua família à área da arquitectura. «Sou de uma família de arquitectos: o meu pai é arquitecto, o meu sogro e o meu cunhado são arquitectos - e até eu sempre tive a mania que sabia alguma coisa de arquitectura e tenho muitas opiniões sobre arquitectura. A arquitectura não é a solução para todos os problemas do mundo, mas a arte da arquitectura é uma das mais importantes para os povos e pode dar um grande contributo para a nossa qualidade de vida», sustentou.

    Neste contexto, o primeiro-ministro afirmou que Portugal sente «grande orgulho por ter das escolas de arquitectura mais conhecidas do mundo inteiro».


     

    publicado por luzdequeijas às 18:55
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    VOZES INCÒMODAS

    O jornalista da SIC Mário Crespo afirmou hoje que "começa a haver demasiados 'problemas' resolvidos em Portugal", referindo-se a jornalistas que terão sido afastados de órgãos de comunicação social por serem vozes incómodas para o Governo.

    publicado por luzdequeijas às 18:50
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    OBRA DO SOCIALISMO

    À espera do FMI…

    Arquivado em: Economia, Internacional, Política, Portugal, União Europeia — André Azevedo Alves @ 13:23
     

    Depois de demasiados anos de políticas estatistas, resta, como no passado, aguardar por uma hipotética intervenção externa para resolver o estado calamitoso em que o socialismo colocou a economia…

    Constâncio defende aumento de impostos indirectos
    Espanha tem mais de quatro milhões de desempregados
    FMI: Portugal, Grécia e Espanha vão ter de reduzir salários
    Portugal e o risco Sócrates

    Leitura complementar: Fim de ciclo ?; Fim de ciclo ? (2)

    publicado por luzdequeijas às 17:05
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    UNS VALENTES COBARDOLAS

    O panorama da nossa Comunicação Social

    Arquivado em: Economia, Justiça, Media, Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 13:30
     

    Mário Crespo e os limites da liberdade. Por Henrique Monteiro.

    Vivemos num mundo de grupos de Comunicação Social excessivamente dependentes do poder e com um primeiro-ministro doentiamente preocupado com o que dele dizem.

    (…)

    Não posso condenar José Leite Pereira, não é do meu timbre julgar os outros. Apenas posso dizer que este é o panorama da nossa Comunicação Social: Grupos que dependem do poder do Governo, patrões que pressionam directores e editores até à exaustão, cronistas afastados por serem incómodos e uma multidão de lambe-botas que, prudentemente se cala ou arranja eufemismos para tratar a questão.

    INSURGENTE

    publicado por luzdequeijas às 17:01
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    HOJE HÁ MEDO !

    O MEDO:

    Olhando bem as coisas como elas são, poderíamos até concluir que existe mais medo hoje do que no antigo regime. Repare-se: dantes, as pessoas escreviam nos jornais o que pretendiam, e tinha de lá ir a meio da noite um mangas-de-alpaca apagar o que na sua cabecinha tonta considerava que não devia ser escrito e publicado.

    Hoje, não. Perdeu-se um funcionário público para o desemprego mas ganhou-se em eficiência e medo. O medo é tanto que os próprios jornais e demais meios de comunicação assumem as funções do censor. De resto, como Saramago nos tempos áureos da liberdade dele.

    Amanhã, o medo será ainda mais eficiente: espera-se que o exemplo torne censores todos e cada um dos próprios comentadores. Quando chegarmos a esse estádio de civilização, os directores dos meios de comunicação deixarão de ser necessários.

     

    posted by VLX on - Mar Salgado 

    publicado por luzdequeijas às 16:48
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    MAIS VALE TARDE.....

     

    Mais um Medina Carreira

    Publicado por JoaoMiranda em 2 Fevereiro, 2010

    Constâncio tem perspectiva “muito pessimista” para a economia portuguesa

    “Tenho interiormente uma perspectiva muito pessimista sobre a evolução próxima” da economia portuguesa, porque os “ajustamentos que temos que fazer são se algum significado”, disse hoje Vítor Constâncio.

    Curioso. Antes das eleições, este Constâncio andava muito mais optimista. Mas o próprio Constâncio tem uma explicação para este fenómeno:

    Constâncio afirmou estar “muito pessimista” depois de ter feito questão de sublinhar que tem sido “surpreendido” por algumas das suas intervenções parecerem ser optimistas, quando não o são.

    publicado por luzdequeijas às 16:38
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    ANEDÓTICO

    Portugal e o risco Sócrates

    Publicado por JoaoMiranda em 2 Fevereiro, 2010

    José Sócrates deu uma entrevista ao Libération e resolveu mostrar que a situação financeira do país é pior do que aquilo que os mercados pensam. Para alem do endividamento e do crescimento previsivelmente lento ao longo dos próximos anos, ainda temos um primeiro-ministro autista ao ponto de dizer coisas como:

    “Não compreendo, em absoluto, a suspeição que recai sobre o meu país”, responde, quando questionado sobre se acha que Portugal e Grécia são hoje os maus alunos do euro. “Gostaria que me explicassem em quê a nossa situação é diferente da de outros países e porquê ela é mais preocupante”.

    “Questiono-me porque é que (esses analistas das agências) não se preocupam com a situação no Reino Unido, nos Estados Unidos, já para não falar do Japão, onde as contas públicas sofreram uma degradação bem maior do que em Portugal”

    publicado por luzdequeijas às 16:36
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    ARROGÂNCIA CONFIRMADA

     

    Conversa relatada por Mário Crespo confirmada

    Publicado por JoaoMiranda em 2 Fevereiro, 2010

    No Expresso:

    Iniciativa da conversa foi de Sócrates

    Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.

    Em tom exaltado e facilmente audível pelos presentes no restaurante, o primeiro-ministro terá tido a iniciativa de falar de Mário Crespo e do conteúdo do seu noticiário, considerando mesmo que o jornalista deveria “ir para o manicómio”. “Definiram-me como um problema que teria de ter solução”, escreveu Mário Crespo na crónica censurada.

    Nuno Santos confirmou palavras do primeiro-ministro

    A informação sobre o teor desta conversa chegou ao conhecimento de Mário Crespo, não através dos seus colegas da SIC, mas através de um e-mail ”de uma pessoa que estava presente no restaurante e me transmitiu o que ouviu”, disse o jornalista ao Expresso.

    Crespo confirmou, em seguida, as informações junto de Nuno Santos e de Bárbara Guimarães, antes de escrever a sua habitual crónica destinada ao “Jornal de Notícias”. Aliás, no artigo – que seria recusado pelo director do JN por, alegadamente, a informação não ter sido confirmada – Mário Crespo sublinha que o relato “é fidedigno. Confirmei-o” e transcreve mesmo partes do e-mail recebido.

    publicado por luzdequeijas às 16:29
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    UM PEQUENO EXEMPLO

    UM PEQUENO EXEMPLO DA DESGOVERNAÇÃO QUE GRASSA NO NOSSO PAÍS

     

    EMPRESA DE VALONGO EXPORTA

    Há uma empresa em Valongo que produz perto de um milhão de quadros em ardósia e exporta 100%.

    Por dia produzem-se aqui 4000 ardósias, depois encaminhadas para escolas em França, Alemanha, Holanda, EUA e Ilhas Maurícias. Há décadas, as ardósias eram vulgares nas escolas nacionais. O quadro negro onde se escrevia com uma barra de giz - ponteiro- marcou gerações de alunos no País. Há quem defenda o seu regresso por ser 100 por cento verde - poupa papel, protegendo assim a natureza.

    Domingo

     

    PS: Um quadro destes custa apenas 4 euros e até para ter em casa a servir como bloco de notas, é óptimo. No aspecto económico, o Governo teria feito uma boa gestão se tivesse ficado nas escolas com a ardósia e exportado os "MAGALHÃES", que custaram milhões ao erário público. QUEM LUCROU COM ESTE NEGÓCIO?

    publicado por luzdequeijas às 14:40
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    UM CÍRCULO VICIOSO, APROXIMA-SE


    domingo, 31 de Janeiro de 2010  
    O défice português e a irresponsabilidade do primeiro-ministro .

      
    O problema do endividamento português recente, tem várias causas.
    Sabemos o que formalmente o causou: continuação do «ciclo do betão» para lá do ponto em que este devia ter terminado, quando se construíram as auto-estradas, Ips e ICs principais; bloqueio da criação, manutenção e expansão de empresas, através de impostos altíssimos sobre o trabalho; subsidiodependência (rendimento mínimo desgovernado,
    regras lassas no subsídio de desemprego); exageros na contratação de funcionários na administração central, regional e local, para serviços e postos dispensáveis (para servir clientelas políticas), reformas douradas, etc. Na prática, a despesa infrutífera maior, directa e indirecta (o custo de obras e contratos inúteis, ou não prioritárias, que proporcionam maiores comissões), foi a corrupção de Estado.

    O País precisa de um programa patriótico de Governo. O que vemos, por exemplo, neste orçamento, é um exercício de equilíbrio - na corda bamba... - entre os compromissos de satisfação da plataforma de poder (algumas construtoras e negócios relacionados) e o pavor da bancarrota (isto é, a rarefacção do crédito e crédito internacional com juros muito altos e pedindo contrapartidas de cedências de parte das jóias restantes do Estado).

    Porém, a necessidade de Sócrates é superior aos recursos que mobiliza e não consegue enganar as instituições internacionais, União Europeia e FMI que, na prática, lhe poderiam caucionar os créditos pedidos para a continuação do fausto eleitoral. Isto será a sua perdição: quando mais estica a manta do fausto da sua campanha presidencial, mais descobre os pés do défice e da dívida e mais aflito fica para os pagamentos futuros. O que acontecerá, então? Rupturas de tesouraria, protestos públicos e entrada num círculo vicioso de dívida e protesto social, que cada vez rodará com mais velocidade.

    Nota: este texto teve origem num debate sobre o Estado Social na caixa de comentários DPP.

    * Imagem picada
    daqui.

    Comments (26)

     
     
     
     

    publicado por luzdequeijas às 14:24
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    COM O CUTELO NO PESCOÇO

    PORTUGAL PROFUNDO

     

    Hoje, de novo .


    Sócrates tenta fugir ao cerco de Cavaco, das agências de rating, dos mercados financeiros, da União Europeia e do FMI.


    O primeiro-ministro chamou a imprensa estrangeira para atenuar as críticas internacionais à ilusão eleitoral do Orçamento de Estado para 2010, enquanto Teixeira dos Santos, fazendo de polícia mau - enquanto se desvanece o seu sonho de acabar a carreira pública como Governador do Banco de Poretugal em substituição do português Vítor Constâncio que iria ser entronizado vice-presidente do Banco Central Europeu -, critica com violência as agências de rating que ameaçam diminuir a nota da República portuguesa.

    No Parlamento, Sócrates critica com rudeza ( por «manigâncias»!) a Dra. Ferreira Leite que lhe apontou o record do défice oficial (continua a faltar uma estimativa do défice que inclua todas as verbas desorçamentadas), depois de receber uma delegação do PSD, que incluía o Prof. António Borges (chairman da Hedge Fund Standards Boardchairman do European Corporate Governance Institute), para garantir complacência face ao orçamento eleitoralista de 2010 e prometer um pacto de saneamento das finanças públicas com o PSD e CDS... a começar a ser aplicado depois das eleições presidenciais, às quais pretende ainda concorrer.

    A estratégia de envolvimento de Cavaco a Sócrates, evidente na
    convocação do Conselho de Estado para 3-2-2010 «para discutir situação política e económica», obrigando-o a permanecer no Governo com uma espécie de pacto de regime sobre as finanças públicas, para a legislatura, não resultará: Sócrates não aplicará austeridade nas despesas em 2010 e, em Setembro, se tiver o favor das sondagens, saltará do Governo para ser candidato presidencial. Aliás, Alegre já percebeu que não será fácil ser o candidato oficial do PS.

    A dívida do Estado português é cada vez menos soberana - ou tem cada vez mais outras soberanias. Não é possível obter grandes empréstimos, como por exemplo, das instituições financeiras do Estado chinês, sem a entrega de parte das jóias restantes da República portuguesa, seja em participações de capital, sejam em contratos públicos. O povo devia saber que o Estado português está a tentar um grande empréstimo - de 17 mil milhões de euros? - antes que o spread face às obrigações do tesouro alemãs cresca para o nível das gregas, cuja taxa de juro vai nos 6,65% (1-2-2010) - e a portuguesa, com 4,39%, galgando posições...

    À parte o desgoverno das finanças públicas, a desgraça da economia. O Portugal socialista regride alegremente a sua economia e desalma para os
    19,5% de desemprego da España socialista (em Dezembro de 2009), onde o socialista Zapatero propõe castigar os pensionistas com mais dois anos de trabalho (até aos 67 anos!) para custear o desperdício do Estado social.

    Portugal está deitado. Só precisa que o levantem. Creio que começa a ser o tempo de fazermos esse trabalho patriótico.

    publicado por luzdequeijas às 14:20
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    COM O DESTINO TRAÇADO

     

    PORTUGAL PROFUNDO
    Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010  
    A sina do ex-pré-candidato presidencial José Sócrates.
    O apoio de Jorge Coelho, em 30-1-2010,   à candidatura de Manuel Alegre representa o coup de grâce à tentativa de José Sócrates ser o candidato do PS à eleição presidencial do início de 2011.
     
    Esta decisão de Jorge Coelho face a José Sócrates justifica um destaque especial. Jorge Coelho é o primo de Paulo Portas, ex-UDP, aderente ao PS, chefe de gabinete do secretário de Estado Francisco Murteira Nabo, que ganha em Macau a arte oriental da política dura e palaciana e o apadrinhamento da cúpula sistémica, que praticou na cobertura maçónica do católico António Guterres (próximo da Opus Dei - os linques de sustentação já não funcionam) e, para lá do cargo de ministro Adjunto, da Presidência e das Obras Públicas e de Secretário para a Organização do PS,  no exercício do poder de facto. Uma função em que protegeu José Sócrates. Após ter abandonado o Governo na ocasião de Entre-Os-Rios, resolvido o seu problema de saúde, Jorge Coelho manteve-se na camarilha do poder, na penumbra durante o lusco-fusco do Governo Barroso e na madrugada do Governo Santana Lopes, e retorna à projecção da sombra quando os socialistas retomaram o poder formal, em Fevereiro de 2005. Mesmo sem função no Estado ou no partido, e com presença  circunspecta na SIC, mas assumindo a posição de presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil da maior construtora portuguesa,  Coelho preservou poder pessoal, evidente nos contratos que a construtora tem ganho e, mais, quando o primeiro-ministro Sócrates não teve força para demitir o presidente da Refer ou a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que o protegia. Coelho detém poder próprio,  baseado no triângulo profano da irmandade, favores e negócios,  com ligação, embora não dependente,  à suma eminência do meta-sistema português - António Almeida Santos - e as outras órbitas socialistas com influência real. Com verbo caceteiro e influência discreta, Coelho foi, todavia, o homem preocupado com o exagero que poderia desencadear a queda do regime, no auge da deriva autoritária, quando a Maçonaria temeu  o descontrolo socratino, que o levou a vocalizar, no programa Quadratura do Círculo da SIC, na sequência de idêntico aviso de António Arnault, a preocupação com a necessidade de proteger as liberdades públicas.
     
    Portanto, se Coelho, um dos príncipes socialistas, decidiu anunciar o seu apoio ao candidato Manuel Alegre isso significa que o meta-sistema já decidiu reciclar José Sócrates no fogo-de-artifício da austeridade inevitável. O seu movimento pioneiro, quando outras figuras notáveis, como Almeida Santos, António Vitorino e Mário Soares, ainda não se pronunciaram, significa que Sócrates está isolado e que dificilmente arranjará espaço para saltar do Governo para uma candidatura presidencial em Setembro de 2010, sequer para prolongar o seu governo além do colapso financeiro próximo.  O meta-sistema e a finança, o grande empresariado e as instituições internacionais, querem que Sócrates assuma pessoalmente o custo da austeridade e se sacrifique para que o regime de negócios - para os socialistas, um poder pê-éssico mas, se não for possível, pelo menos um  poder friendly mason - se aguente. Sócrates não quer sofrer esse sacrifício e, por isso, adia a austeridade e ataca o Presidente da República. Ao atacar Cavaco Silva, José Sócrates estica a corda da sua força, pretende demonstrar que ainda manda e não desiste do seu sonho presidencial. A crise política que tenta criar com o pretexto da revisão da Lei das Finanças Regionais, primeiro noticiando que ameaça demitir-se, depois desculpando-se com o ministro das Finanças,  tem origem nesta sua fraqueza actual e na vontade desesperada de alterar, a seu favor, os pesos na balança da escolha do candidato presidencial do PS.

    O meta-sistema não apoia Alegre, por causa de Alegre; apoia Alegre porque não quer Sócrates. Parecendo um contra-senso, e aí concordo com
    Joaquim Aguiar (RTP-N, 21-1-2010, Vice-Versa),  o sistema apoia Alegre porque prefere que Cavaco ganhe... Isto é, precisa de um figura de responsabilidade que evite a queda do regime e a perseguição dos seus dirigentes mais expostos,  mesmo que essa figura seja um inimigo, como Cavaco Silva. O socialismo sistémico sabe que no rescaldo da crise atravessará uma seca, portanto é melhor que passe alguma sede do que morra à míngua.
     
    Melhor seria que partisse já. Mas Sócrates precisa da imunidade prática do poder. E está numa situação de Catch-22, em que qualquer das alternativas é má: se adiar a austeridade, arrisca a bancarrota do Estado (bailout da União Europeia ou diktat do FMI); se começar a apertar imediatamente o cinto à despesa pública, sofrerá a desilusão do povo. Por isso, fecha os olhos, atropela obstáculos e foge em frente, pelo itinerário desenfiado da imunidade.
     
    Para sair deste impasse,  seria útil que se fizesse uma sondagem que rendesse um veredicto conclusivo sobre a viabilidade da candidatura presidencial de José Sócrates. O objectivo seria determinar quando valeria Sócrates contra Cavaco na eleição presidencial.  Desvanecida a miragem presidencial, talvez o primeiro-ministro se dedicasse a encetar a reforma da despesa do Estado de que o País carece e se deixasse de ameaças de demissão.  Sócrates ganhou: tem de governar e arcar com o custo político da redução da despesa do Estado.  E, mais ainda, te reza o destino que tens de amargar: tu podes mentir,  mas, ai, quer queiras quer não, tens de cumprir a tua sina!
    * Imagem picada daqui.


    Limitação de responsabilidade (
    disclaimer): As personalidades referidas nas notícias dos media, que comento, não são, que saiba, suspeitas do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade e, quando arguidas, gozam do direito constitucional à presunção de inocência até ao trânsito em julgado de eventual sentença condenatória

    Publicado por António Balbino Caldeira em2/02/2010 11:11:00 AM

    publicado por luzdequeijas às 14:12
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    O PÂNTANO GUTERRISTA

    O pantano guterrista é apenas o país em que sempre habitámos, mas agora alagado em dívida. E o caminho para fora desse atoleiro é bem conhecido. Basta apertar o cinto e adquirir hábitos de consumo mais adequados às nossas posses."

      João César das Neves, economista, "Diário de Notícias", 1-2-2010

    publicado por luzdequeijas às 14:11
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    ESTAMOS MESMO MAL!

    02 Fevereiro 2010 - 00h30

    Heresias

    Não é a Economia

    Este Governo mostra um desconforto notório com as opiniões desfavoráveis. A irritação que as críticas causam a governantes e aos seus sequazes chegam a pôr em causa o núcleo duro da liberdade de expressão. Aconteceu com Manuela Moura Guedes. Também com João Miguel Tavares que Sócrates tentou processar. Maria Filomena Mónica, no ‘i’, queixou--se de pressões por ter reprovado a actuação da ERC.
    Agora, foi a vez de Mário Crespo. Segundo uma versão ainda não confirmada, o ‘JN’ ter-se-ia negado a publicar um texto em que aquele revelava que alguns governantes o tratavam como ‘um louco’ devido a Crespo, certamente por distracção, não apreciar as suas excelsas qualidades – depois, o ‘JN’ tê-lo-á despedido.

    Se isto for verdade, então estamos mesmo mal e não é de Finanças…

    Carlos de Abreu Amorim, Jurista

    publicado por luzdequeijas às 12:41
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    Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

    PROVOCAÇÕES BARATAS

     

    BE pede intervenção da ERC na caso Mário Crespo

    <input ... >Hoje às 21:41

     
     
    A entidade reguladora j+a fez saber que não tem uma posição sobre o assunto, mas, caso se justifique, irá abrir um procedimento de averiguações.
    publicado por luzdequeijas às 22:21
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    AFINAL QUEM MENTIU?

    NA TSF, NO MESMO DIA, OUVIU-SE TEIXEIRA DOS SANTOS DIZER O CONTRÁRIO DO QUE DISSE O PRIMEIRO-MINISTRO

     

    http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1444829

    O ministro das Finanças reconheceu, esta sexta-feira no Parlamento, que errou nas projecções macroeconómicas do Governo, justificando o erro com o clima de instabilidade a nível mundial.


    Durante o debate do orçamento rectificativo, o ministro das Finanças assumiu que errou nas estimativas macroeconómicas, acrescentando que para entender essa falha é necessário «compreender as circunstâncias» do ambiente actual a nível económico internacional e não pensar em eleitoralismo.

    «Assumo que, confrontado com uma quebra da receita fiscal mais acentuada que aquela que prevíamos, somos obrigados a recorrer de endividamento adicional para fazer face às despesas que foram autorizadas por esta Assembleia», referiu Teixeira dos Santos.

    publicado por luzdequeijas às 22:07
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    AFINAL QUEM MENTIU ?

    Economia PÚBLICO

    Sócrates: «Défice subiu por decisão do Governo»

    Défice orçamental «aumentou para responder à crise»

    2010-02-01 11:41

    José Sócrates disse esta segunda-feira que o aumento do défice para 9,3% não resultou de um «descontrolo» mas sim de uma decisão do Governo que está em linha com as principais economias mundiais.

    Veja o vídeo

    «Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias», avançou o primeiro-ministro na conferência «Orçamento do Estado 2010», organizada pelo Diário Económico e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.

    «O défice orçamental português aumentou por uma boa razão: para responder à crise», frisou antes de lembrar que «o nosso défice passou de 2,6% em 2007 para 9,3% em 2009», ou seja, assinalou uma subida de 6,7 pontos percentuais.

    «E quanto é que aumentou o défice nos países do G-20? A média de crescimento foi de 6,9% nesses dois anos. Nos países da OCDE aumentou 6,8%. Nos Estados Unidos, nos dois últimos anos, subiu 9,7%. No Japão chegou aos 8% e, em Espanha, tocou 13,8%», advogou.

    Sócrates lembrou ainda que Portugal saiu da recessão técnica, tendo registado no terceiro trimestre de 2009 «o crescimento económico dos mais fortes da Europa».

    Para já, as grandes prioridades são os investimentos em barragens, escolas, hospitais, creches e infra-estruturas.

    publicado por luzdequeijas às 21:57
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    ATENÇÃO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA

    O RENASCIMENTO DOS VALORES PASSA POR NÃO IGNORAR ESTES HERÓIS, QUASE ANÓNIMOS

     

    http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Portugueses-regressam-do-Haiti-com-sentimento-de-dever-cumprido.rtp&headline=20&visual=9&article=313249&tm=7

     

    OLHOS POSTOS NO HAITI

    Por falar em heróis, que tal condecorar os dois Portugueses que foram para o Haiti, a expensas dos próprios, com os respectivos cães treinados por eles próprios, para encontrar cadáveres ou vivos soterrados? Ou só porque uma bombeira psicóloga escapa ilesa á desgraça tem direito a honrarias, e uns minutos de fama no telejornal? E os outros, os que têm de pedir ajuda ao Governo Espanhol para lhes pagar as viagens suas e dos cães, não são heróis?
    E os que morrerem para ajudar esta pobre gente, vão ter condecoração póstuma? E os que foram destacados para ajudar, não merecem uma palavra de homenagem? Pobre povo este!
    Joaquina Santos
    publicado por luzdequeijas às 17:09
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    CONTÂNCIO E O DÉFICE

    CONSTÂNCIO TE OBRIGAÇÃO DE ANALISAR O DÉFICE, TAL COMO FEZ NO PASSADO

     

    O Orçamento do Estado agora entregue é particularmente importante, não só pela crise que vivemos mas por ser o primeiro de uma nova legislatura.

    No início das duas legislaturas anteriores, em 2002 e em 2005, o governador do Banco de Portugal realizou estudos sobre o valor do défice, fosse no exercício  já decorrido ou no exercício que iria decorrer.

    Faz, pois, todo o sentido que, em coerência com o passado e independentemente de solicitações do Governo, o Banco de Portugal proceda agora a estudos equivalentes. E sugiro que proceda a ambos. Será muito útil (tendo sobretudo em conta a enorme derrapagem nos valores do défice) que o Banco de Portugal faça essa análise e determine que parte dessa derrapagem se deve à crise internacional e que parcela cabe a causas internas.

    Santana Lopes - SOL

    publicado por luzdequeijas às 16:28
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    MAIS UMA VEZ A DEMOCRACIA EM CAUSA?

     

     

     

    O artigo de Mário Crespo, que seria hoje publicado, na coluna de opinião do Jornal de Notícias (JN), foi rejeitado pela direcção do referido diário. No texto, Crespo alude a um almoço que reuniu o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão. Nesse encontro, num hotel de Lisboa, Mário Crespo terá sido referido como «um problema» que teria de ter «solução».

    No artigo, o jornalista enumera exemplos de outros «problemas» que o Governo socialista terá «solucionado»: Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o Jornal de Sexta da TVI e José Manuel Fernandes, ex-director do Público.

    O jornalista contou ao SOL que enviou, às seis da manhã de domingo, o texto para o copy desk do JN. Por volta da meia-noite, Mário Crespo recebeu uma chamada telefónica do director do diário, José Leite Pereira, com indicação de que o artigo de opinião não seria publicado.

    Questionado sobre as razões para a não publicação, Mário Crespo refere que «não houve uma explicação plausível», por parte do director do jornal. Perante esta situação, o jornalista da SIC decidiu cessar a colaboração com o JN.

    O SOL tentou contactar o director do JN, mas ainda não foi possível falar com ele.

    liliana.garcia@sol.pt

    publicado por luzdequeijas às 15:54
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    O PESO DO ESTADO

     

    Países que têm mais despesa pública e mais receita fiscal (em relação ao PIB) na Europa: Suécia, Dinamarca, França, Finlândia, Bélgica. Países que têm menos receita mas poupam na despesa: Roménia, Bulgária, Eslováquia, Lituânia, Malta

    (Daniel Oliveira, no Arrastão)

    Para o Daniel Oliveira, e José Gusmão, uma pista: o crescimento do PIB em 2008 para a Suécia, Dinamarca, França, Finlândia e Bélgica foi de -0.4%, -1.2%, 0.3%, 0.9% e 1.0% respectivamente. Já para a Roménia, Bulgária, Eslováquia, Lituânia e Malta foi de 7.1%, 6.0%, 7.3%, 3.1% e 2.7%. Dá para perceber aqui um padrão?
    Pelo sim pelo não, aqui fica um desenho. No gráfico em baixo encontram a relação entre crescimento do PIB e peso do estado na economia em 2008 para todos os países apresentados
    nesta tabela:

    Para infelicidade da esquerda, não é só a economia que é de direita, também a estatística é inimiga do proletariado. INSURGENTE

    A estatística tem tiques liberais

    Arquivado em: Economia, Política, Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 20:07
     
    publicado por luzdequeijas às 15:43
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    FESTA NOS CEM DIAS DE GOVERNO!

     

    Na perspectiva do Governo, há motivos para comemorar: a viabilização do Orçamento do Estado (OE), a pacificação na avaliação dos professores, o acordo celebrado com os reitores das universidades e politécnicos.

    Estes marcos governativos, segundo Sócrates, constroem a imagem de um Governo que sabe dialogar e consegue governar sem maioria absoluta.

    Mas a verdade é que este modelo de diálogo não foi conseguido com facilidade. Sócrates apostou na dramatização desde o primeiro momento e a própria oposição unida mostrou a sua força no Parlamento.

    Novembro foi o mês das coligações negativas. Esquerda e direita unidas fizeram aprovar o adiamento do Código Contributivo, o fim do Pagamento Especial por Conta, a antecipação do reembolso de IVA. Alguns destes diplomas, aprovados na célebre sexta-feira, estão agora a ser trabalhados na especialidade e integrados no debate do OE.

     

    Cartilha para ministros

    Dos primeiros Conselhos de Ministros saíram orientações para os novos tempos: governar, legislando o mínimo possível e como se o horizonte do Governo fosse para quatro anos.

    De facto, a sua principal preocupação não era legislar, mas apagar fogos. Isso foi notório com a suspensão das taxas moderadoras para cirurgias e internamentos, em que o Governo se antecipou à oposição, evitando mais uma derrota anunciada.

    Por outro lado, começou a procurar dividir a oposição para furar as coligações negativas, como aconteceu no caso da Educação, perante os vários diplomas que queriam a suspensão imediata da avaliação dos professores.

    Esses dias foram tensos e, agora, responsáveis socialistas reconhecem que a altura era de catarse e seria quase inevitável a ‘vingança’ sobre quatro anos e meio de maioria absoluta.

    Nestes três meses, ficou também evidente que as principais medidas teriam que ser conseguidas com o apoio da direita. A única bandeira à esquerda foi o casamento gay.

    A fragilização do PSD foi também fundamental na estratégia negocial no OE. Com o CDS a pedir palco, Sócrates foi alimentando um diálogo dúplice, enquanto dramatizava, em crescendo, acenando com um inevitável aumento de impostos, caso não houvesse acordo sobre as contas do Estado.

    Garantida a abstenção de CDS e PSD – dando pouco em troca – os 100 dias chegam em boa altura para celebrar o diálogo.

    Mas a pressão segue logo a seguir: «O discurso de dramatização tem de ser mantido», avisou ontem Teixeira dos Santos.

    helena.pereira@ol.pt

    manuel.a.magalhaes@sol.pt

    publicado por luzdequeijas às 15:26
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    É SÓ COMPARAR !

    ÉTICA REPUBLICANA

    Mário Crespo denuncia conversas hostis de membros do Governo

     

    Mário Crespo, denuncia hoje, num artigo que se encontra publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido alvo conversas hostis por parte de três membros do Governo: José Sócrates, Jorge Lacão e Silva Pereira.

    Filipe Pacheco

     

     

    filipepacheco@negocios.pt

     


     

     

     

     

     

     

     

    Mário Crespo, denuncia hoje, num artigo que se encontra publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido alvo conversas hostis por parte de três membros do Governo: José Sócrates, Jorge Lacão e Silva Pereira.

    No texto, o jornalista da SIC refere ter sido o “epicentro” de uma conversa entre José Sócrates, o ministro do presidência, Pedro Silva Pereira, o ministro dos assuntos parlamentares, Jorge Lacão, e o executivo de uma televisão, cuja identidade não é revelada. “Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”, descreve Mário Crespo.

    A relação entre o poder e os meios de comunicação social é também mencionada. “Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige ‘solução’”, acrescenta.

    O jornalista ataca os membros do governo, referindo que “Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre”.

    Mário Crespo faz ainda referência ao afastamento de Manuela Moura Guedes dos ecrãs da TVI ou da anunciada saída de Marcelo Rebelo de Sousa da RTP. “O problema José Eduardo Moniz foi ‘solucionado’. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o ‘problema’que era o Director do Público. Agora, que o ‘problema’ Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais ‘um problema que tem que ser solucionado’”

    JORNAL DE NOTÍCIAS
    Leia aqui o artigo de Mário Crespo

    publicado por luzdequeijas às 15:13
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    ALGUÉM FALOU EM CENSURA?

    Não, não, a liberdade de expressão em Portugal está de boa saúde e recomenda-se

    Arquivado em: Media, Política, Portugal — Maria João Marques @ 13:55
     

    Podem também ler o texto de Mário Crespo no site do Instituto Sá Carneiro, texto que deveria ter sido publicado no Jornal de Notícias hoje mas que, correm rumores, foi censurado. É conveniente que o JN esclareça o que se passou e os referidos no texto aclarem o que disseram.

    INSURGENTE

    publicado por luzdequeijas às 15:08
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    O FIM DA LINHA

    Mário Crespo

    O Fim da Linha

    Mário Crespo

     

    Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

    Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

    publicado por luzdequeijas às 15:00
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    FALTA DE COMPETITIVIDADE

     

    01 Fevereiro 2010 - 13h23  - CM

    Diz economista João Salgueiro

    OE2010: Sócrates “passou ao lado” do problema

    O economista João Salgueiro considerou esta segunda-feira que o primeiro-ministro "passou ao lado do principal problema" de Portugal, a falta de competitividade, no discurso de abertura da conferência "Orçamento do Estado 2010".

    João Salgueiro, que falou logo após o primeiro-ministro, mas já sem este na sala, começou por dizer que "Sócrates fez uma boa demonstração das suas qualidades como comunicador", falando "com vigor e convicção". 

    "No entanto não tivemos aqui uma referência aos problemas estruturais, ao desempenho e à competitividade", acrescentou o economista, citado pela agência Lusa.  

    Já à margem do evento, em declarações aos jornalistas, o antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos disse que "é a falta de competitividade  ue condiciona, que leva ao muito desemprego em Portugal, que faz com que o País não tenha crescido para poder reduzir a carga fiscal, e que não permite pagar a dívida muito depressa".  

    "E é a falta de competitividade das nossas empresas a razão pela qual Portugal não tem condições para atrair mais investimento", sublinhou.  

    "As demoras e a má qualidade do funcionamento da justiça, os licenciamentos, uma fiscalidade que não é competitiva, a rigidez que faz com que quem quer contratar e criar postos de trabalho pense três vezes, isto é que tem de ser resolvido", acrescentou João Salgueiro.

    publicado por luzdequeijas às 14:53
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    UM NOVO ESPÍRITO DE CIDADANIA ?

     

     

    Neste caso, porém, convém que essa união não seja uma versão corrigida e actualizada à democracia daquilo que foi a velha ‘união nacional’ salazarista. Convém que a união seja fundada em torno da ideia de ética na política, valor central para afirmar a igualdade de todos perante o Estado e a lei, de combater o desperdício de dinheiros públicos, de exigir uma gestão racional e transparente da ‘res publica’.

    Com ética na política, quer dizer, com a afirmação de um rigoroso escrutínio dos que exercem cargos públicos, com a defesa de uma justiça democrática e independente, com o respeito por uma imprensa livre, estaremos muito melhor. Uma união saudável tem de defender estes valores, coisa que não é clara no ambiente actual da política nacional.

     

    Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

     

    01 Fevereiro 2010 - 00h30 
    Dia a dia

    Espírito de cidadania

    O Presidente da República quer que as comemorações republicanas sirvam para construir um "novo espírito de cidadania".
    E que essa nova cidadania seja construída num regresso aos valores essenciais da República, como o amor à Pátria e a defesa da ética na política. Tanto Cavaco Silva como José Sócrates, que acrescentou a laicidade ao catálogo de valores da República, aproveitaram os discursos de ontem para pedir união aos portugueses. Nos momentos de crise de valores e económica é habitual que a união se torne um elemento central do discurso político.

    publicado por luzdequeijas às 14:49
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    ÉTICA REPUBLICANA

    Mário Crespo denuncia conversas hostis de membros do Governo

    Mário Crespo, denuncia hoje, num artigo que se encontra publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido alvo conversas hostis por parte de três membros do Governo: José Sócrates, Jorge Lacão e Silva Pereira.

    Filipe Pacheco

    filipepacheco@negocios.pt


     

     

    Mário Crespo, denuncia hoje, num artigo que se encontra publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, ter sido alvo conversas hostis por parte de três membros do Governo: José Sócrates, Jorge Lacão e Silva Pereira.

    No texto, o jornalista da SIC refere ter sido o “epicentro” de uma conversa entre José Sócrates, o ministro do presidência, Pedro Silva Pereira, o ministro dos assuntos parlamentares, Jorge Lacão, e o executivo de uma televisão, cuja identidade não é revelada. “Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”, descreve Mário Crespo.

    A relação entre o poder e os meios de comunicação social é também mencionada. “Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige ‘solução’”, acrescenta.

    O jornalista ataca os membros do governo, referindo que “Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre”.

    Mário Crespo faz ainda referência ao afastamento de Manuela Moura Guedes dos ecrãs da TVI ou da anunciada saída de Marcelo Rebelo de Sousa da RTP. “O problema José Eduardo Moniz foi ‘solucionado’. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o ‘problema’que era o Director do Público. Agora, que o ‘problema’ Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais ‘um problema que tem que ser solucionado’”

    Leia aqui o artigo de Mário Crespo

    publicado por luzdequeijas às 14:27
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