Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

O SOCIALISMO III

A EXPLICAÇÃO é que o ser humano está disposto a sacrificar-se trabalhando duro quando a recompensa é atraente e justifica o esforço próprio; mas quando o governo suprime esse incentivo e tira do PRODUTIVO para dar ao PASSIVO, ninguém vai fazer o sacrifício necessário para conseguir a excelência.

PARA  QUÊ?

1. - Não se pode criar prosperidade desalentando a iniciativa própria.

2. - Não se pode fortalecer os fracos debilitando os fortes.

3. - Não se pode ajudar os pequenos esmagando os grandes.

4. - Não se pode melhorar o pobre destruindo o rico.

5. - Não se pode elevar o assalariado oprimindo quem paga os salários.

6. - Não se podem resolver problemas ENQUANTO SE GASTA MAIS DO QUE SE GANHA.

7. - Não se pode promover a fraternidade e o prograsso da humanidade promovendo e incentivando o ódio.

8. - Não se pode garantir uma adequada segurança com  dinheiro emprestado.

9. - Não se pode formar o carácter e o valor do homem tirando-lhe a sua independência, a sua liberde e a sua iniciativa.

10.- Não se pode ajudar os homens REALIZANDO POR ELES, PERMANENTEMENTE, O QUE ELES PODEM E DEVEM FAZER POR SI MESMOS.

 

Nem sempre " A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS".

" A maioria não tem que ter a razão SEMPRE, SÓ POR SER A MAIORIA, às vezes têm superioridade numérica .... nada mais".

 

(Uma adaptação de Francisco Arámburo Salas)

(autorizado pelo autor) Geraldo Nogueira

                    FIM 

publicado por luzdequeijas às 18:17
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

O NOSSO ESTADO

O respeitinho

Arquivado em: Justiça — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:14
 

O primeiro-ministro deu ontem entrevistas aos jornalistas no âmbito da iniciativa ‘Governo Presente’ mas impôs como condição não ser confrontado com o caso Freeport. Mais preocupante do que esta circunstância, como bem afirma Helena Matos, está o facto de poucos jornais terem revelado as condições impostas para a entrevista, algo que não lhes podia evidentemente estar vedado, ainda que tivessem aceite silenciar o caso Freeport. É o chamado respeitinho, muito cultivado entre nós, já que o nosso Estado é como Roma: todos os caminhos apontam para si. Mas mais preocupante ainda, no estado em que as coisas estão, é pensar que o convite para o silenciamento do caso pode não ficar-se pelos jornais.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 17:56
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CONDIÇÃO

 

cm - 10 Janeiro 2010 - 00h28
 

 

10 Janeiro 2010 - 00h28 
José Sócrates: Freeport silenciado

O primeiro-ministro deu ontem entrevistas aos jornalistas no âmbito da iniciativa ‘Governo Presente’ mas impôs como condição não ser confrontado com o caso Freeport.

publicado por luzdequeijas às 12:28
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CASAMENTO GAY

Casamento Gay, de João Pereira Coutinho - in Expresso

Uma agressão somente à religião Católica? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma religião)

Uma agressão somente à Civilização Ocidental? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma civilização)

Uma agressão somente à humanidade? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhum grupo de humanos)

Uma agressão à Natureza? Certamente, não há no Reino Animal situações de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo.

Casamento "gay"
Abomino histerias. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações". Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"? Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto?
Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas "instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.
É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de "discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora, portem-se como homenzinhos.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:15
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AS DIVIDAS ÀS CONSTRUTORAS

Autarquias devem €750 milhões às construtoras

Os municípios demoram, em média, 194 dias a pagar às construtoras, quando o prazo legal para liquidar as dívidas é de dois meses, revela um inquérito da Federação da Construção.

Também o montante global da dívida registou um decréscimo no Outono do ano passado, uma vez que no mesmo período de 2008 ascendia a cerca de 1000 milhões de euros.  
 
Das 131 autarquias inquiridas, 45 (34,4%) liquidam as suas dívidas em menos de três meses, enquanto seis demoram mais de um ano a pagar às construtoras.  
 
Da lista de autarquias que demora mais de um ano a liquidar as suas dívidas às construtoras fazem parte Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Paredes de Coura, Tabuaço e Vila Nova de Poiares.  
 
Já Murtosa, Pampilhosa da Serra, Penedono, Pombal, Ponte de Lima e São João da Pesqueira são "as seis autarquias para as quais as empresas de construção declaram os melhores prazos médios de recebimento", segundo o inquérito.

Situação longe da regularização 

No entanto, o número de câmaras municipais que demoram mais de 12 meses a pagar as suas dívidas baixou em 2009, "representando actualmente cerca de 4,6%o do total", lê-se no inquérito, que é elaborado desde 2004.
 
O presidente da AICCOPN reconheceu a existência de "uma melhoria" face a 2008, mas salientou que a situação está "longe de estar regularizada".   

"A maioria das autarquias e empresas municipais não paga a menos de 194 dias, o que faz com que as empresas vejam os créditos satisfeitos num período de tempo que ultrapassa o dobro do que é legalmente previsto", disse Reis Campos.  
 
O presidente da associação disse ainda que os programas de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado e Pagar a Tempo e Horas tiveram "um fraco impacto", num sector que está em crise desde 2002.

 Expresso

publicado por luzdequeijas às 11:40
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OS DOIS ALBERTOS

 

11 Janeiro 2010 - 00h30
 

Heresias

Um relatório da Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça revela factos funestos para o ex-ministro Alberto Costa: contas ilegais que ninguém sabe o que são, somas elevadas movimentadas sem explicação, e, até, burlas: cheques falsificados da Gestão Financeira do ministério (IGFIJ) com um valor fraudulentamente empolado não se sabe bem por quem.
Poder-se-á concluir que ‘em casa de ferreiro espeto de pau’ – mas há pior. O relatório chegou às mãos do ex-ministro Costa que, incrivelmente, nada fez.

Ao contrário, o novo titular da Justiça, Alberto Martins, mostrou que é feito de uma massa muito distinta do seu antecessor e homologou o relatório, forçou a demissão dos dirigentes do IGFIJ e deu 60 dias aos novos responsáveis para corrigirem a situação. O resto é caso de polícia.

Carlos de Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 11:30
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CHEQUES FALSOS

 

O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PAGOU 800 MIL euros em cheques falsos

 

Auditoria. Inspecção encontrou 12 contas ilegais na CGD com milhões que ninguém sabe donde vêm, para que servem e a que se destinam

 

As contas da Justiça foram arrasadas pela própria Inspecção Geral dos Serviços da Justiça numa auditoria que, entre muitas irregularidades, detectou o pagamento de cheques falsificados no valor de quase 800 mil euros, além de 12 contas ilegais na Caixa Geral Depósitos, cujo saldo total atinge os 850 milhões de euros. Mas o maior reparo é feito ao facto de o Instituto que gere os dinheiros daquele ministério desconhecer a totalidade das verbas que paga e recebe. Ministro mudou os gestores.

Diário de Notícias - 10-01-2010

publicado por luzdequeijas às 11:28
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SER MEDÍOCRE e MEDIANO

É certo que sim. Temos mais auto-estradas, mais periferia e muitos subsidio-dependentes.

É ainda certo que temos pessoas e profissionais de inquestionável qualidade, apesar de se contarem pelos dedos das mãos as possibilidades de êxito que alcançam numa sociedade, como a portuguesa, que cultiva e sustenta a mediocridade. Ser medíocre, mediano, poucochinho, é condição base para progredir e para sobreviver.

SOL - Manuel Monteiro 

publicado por luzdequeijas às 11:26
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

ESTADO SUBSIDIA

ESTADO SUBSIDIA FUNDAÇÃO RICARDO ESPÍRITO SANTO à margem da lei

 

Governo assumiu metade da dívida bancária da fundação através do organismo já extinto

 

A atribuição de nove milhões à Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, aprovada em 2008 pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).O Governo usou dinheiro para despesas de funcionamento de um organismo já extinto e, no parecer da Conta Geral do Estado de 2008, o TC apontou a irregularidade da operação. (.... )

SOL 31-12-2009

publicado por luzdequeijas às 20:30
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VENDER ESTÁDIOS

Câmara quer vender estádio

A venda do estádio de Leiria está a ser equacionada pela câmara municipal como forma de ultrapassar o elevado índece de endividamento da autarquia. "Fizemos um análise à situação financeira da câmara e verificámos que o grande problema está relacionado com os encargos assumidos com os empréstimos contraídos para a construção do estádio", explicou ao CM o presidente da autarquia, Raul Castro, frisando que o recinto custou "90 milhões de euros" e a dívida aos bancos é, neste momento, de "75 milhões de euros". (..... )

CM 30-12-2009

publicado por luzdequeijas às 20:19
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RECORDES

FUGA DE CAPITAIS PARA «OFFSHORES»

Os paraísos fiscais foram um dos alvos preferenciais dos Governos no combate à crise económica. Mesmo assim, os portugueses não parecem ter-se assustado com uma eventual vigilância apertada dos reguladores e investiram em força e «offshores» este ano. Nos primeiros nove meses de 2009, aplicaram euros 2,8 mil milhões em paraísos fiscais, um recorde desde o início da série do Banco de Portugal em 1996. É dinheiro que foi investido em acções, obrigações e outros activos financeiros.

Expresso - 24-12-2009 

publicado por luzdequeijas às 20:08
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OS MANIFESTOS

INVESTIMENTO PÚBLICO À LUPA

Nunca tantos economistas se tinham organizado para discutir os investimentos públicos. Em Julho, a pouco mais de dois meses das eleições legislativas, começaram a chover manifestos contra e a favor das grandes obras públicas. Primeiro, um grupo de 28 economistas, liderado por Alexandre Patrício Gouveia e com nomes como Sérgio Rebelo, Augusto Mateus ou o ex-ministro das Finanças de Sócrates, Campos e Cunha, veio questionar projectos de peso como o TGV. Pouco depois surgiram dois novos manifestos. Um com epicentro na Universidade de Coimbra e dinamizado por José Reis, mais aberto a especialistas fora da área económica como Boaventura Sousa santos, que chamava a atenção para a necessidade de criar emprego, e um outro de Luís Nazaré, mais próximo do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em que participava, por exemplo, o actual ministro das Obras Públicas, António Mendonça, então presidente do instituto. O debate durou, mas o novo Governo mantém a intenção de avançar com os grandes investimentos e anunciou recentemente a adjudicação da construção do troço Poceirão-Caia do TGV ao consórcio Brisa-Soares da Costa.

Expresso 24-12-2009

publicado por luzdequeijas às 18:33
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A DERRAPAGEM

Défice que não para de crescer

Quando apresentou o Orçamento de Estado para 2009, o Governo previa um défice de 2,6%. Em Janeiro, reviu a meta para 3,9% e quatro meses depois voltou a fazê-lo para 5,9%, valor em que foi insistindo até dar o braço a torcer recentemente, quando foi obrigado a apresentar um Orçamento Rectificativo na Assembleia da República. O número final deste ano ainda é desconhecido, mas uma certeza existe: vai ficar acima dos 8%. As agências de «rating» estão atentas a Portugal e a aguardar pelo Orçamento de 2010, que deverá chegar ao Parlamento na terceira semana de Janeiro e onde o Governo deverá apresentar o défice estimado para este ano. Em ano de recessão, a derrapagem nas contas levou o défice para o triplo do valor inicialmente previsto.

Expresso - 24-12-2009

publicado por luzdequeijas às 18:09
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NÚMEROS DESCONTROLADOS

DESEMPREGO HISTÓRICO

Com a economia portuguesa a viver a recessão mais grave desde a década de 70, é natural que se sucedam vários recordes negativos. um dos mais preocupantes é o desemprego, que está, pela primeira vez, acima dos 10 % e não deverá ficar por aqui. As previsões internacionais  apontam para valores acima de 11 % em 2010 e alguns economistas mais pessimistas falam mesmo em taxas na ordem dos 15 %. 

Expresso - 24-12-2010

publicado por luzdequeijas às 17:58
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OS PIGS

Ora quer o Governo e José Sócrates queiram ou não, Portugal será fortemente pressionado em 2010 pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e agências de notação para tomar medidas que corrijam o défice orçamental, a divida pública e o endividamento externo. E isso quer dizer que o Estado, os bancos e as empresas terão dificuldades acrescidas para captar financiamentos internacionais e que eles terão condições mais gravosas.

A Moody´s desceu esta semana a notação para a dívida da Grécia. Outras agências não tardarão em segui-la. E infelizmente os mercados anglo-saxónicos fazem a ligação da situação grega com a de Portugal, a que juntam também Irlanda e Espanha, países a que pejorativamente apelidam de PIGS, as iniciais dos quatro Estados-membros.

Não há pois volta a dar. Temos de demonstrar, como aqui se escreveu a semana passada, que não somos a Grécia. Como? Tomando medidas concretas no Orçamento de Estado para 2010, mas também em relação a projectos que estão em carteira, como o TGV. Temos, aliás, a cobertura do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para adiar esse investimento - e contaremos com o bom senso de Bruxelas quando dissermos que postergamos o projecto para voltar rapidamente a um défice abaixo dos 3% e a uma dívida inferior a 60% do PIB.

Nicolau Santos - Exporesso 24-12-2009

publicado por luzdequeijas às 17:25
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A QUEDA DA 1.ª REPÚBLICA

HOJE, quase 84 anos passados, chega a ser arrepiante como tudo é tão idêntico e tão próximo.

Eloquentes e notórios analistas, supostos descobridores da análise inédita, ignoram ou propositadamente nada dizem sobre o que provocou a queda da 1.ª Repúbilca. Sem o brilho, a inteligência e a qualidade de quem ao tempo escrevia sobre o assunto, eis que os vemos agora sentados nas suas "cátedras" de petulância, cheios da sua imensa pequenez, culpando somente o que se passa lá fora para justificar o que de errado voltámos a fazer cá dentro.

Mas a história repete-se. Sem as especiarias da Índia, o ouro do Brasil e o dinheiro da CEE, voltámos ao que éramos. Pobres e cheios de deficiências estruturais, mas com a leveza de espírito característica dos incautos.

Manuel Monteiro - SOL 08-01-2010

publicado por luzdequeijas às 14:15
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A HISTÓRIA REPETE-SE

 

A primeira República caiu com o aplauso da população que se colocou ao lado dos revoltosos. Um relato atento de documentos sobre a época - e há, recentemente publicada, uma obra notável do Dr. Luís Bigotte Chorão, intitulada A CRISE da REPÚBLICA e a DITADURA MILITAR - pode mostrar-nos como estava de rastos a imagem da Justiça, da Administração Pública, do Parlamento, do Governo e de toda a classe política em geral.

Os problemas, como muitos disseram, não se resumiam ao défice e aos elevados juros a pagar no estrangeiro; os problemas passavam, antes de mais, pela credibilidade perdida no funcionamento da Justiça e pela separação entre o povo e os seus representantes.

Manuel Monteiro - 08-01-2010 

publicado por luzdequeijas às 12:50
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CHEQUES FALSOS

O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PAGOU 800 MIL euros em cheques falsos

 

Auditoria. Inspecção encontrou 12 contas ilegais na CGD com milhões que ninguém sabe donde vêm, para que servem e a que se destinam

 

As contas da Justiça foram arrasadas pela própria Inspecção Geral dos Serviços da Justiça numa auditoria que, entre muitas irregularidades, detectou o pagamento de cheques falsificados no valor de quase 800 mil euros, além de 12 contas ilegais na Caixa Geral Depósitos, cujo saldo total atinge os 850 milhões de euros. Mas o maior reparo é feito ao facto de o Instituto que gere os dinheiros daquele ministério desconhecer a totalidade das verbas que paga e recebe. Ministro mudou os gestores.

Diário de Notícias - 10-01-2010

publicado por luzdequeijas às 12:40
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

LIBERDADE DE VOTO

 

Referendar o casamento «gay» seria muito errado. Do meu ponto de vista, seria mesmo o maior erro de todo este tortuoso processo. Vejamos, em síntese, o que se passou. Houve a defesa de que o casamento é algo indiferente dos géneros. Discordo, mas é uma posição respeitável que já vi expressa em muitos lados. Mas venceu a ideia (do PS) de que o casamento «gay» exclui a adopção - penso que esta é uma posição oportunista: se é casamento não pode diferente por ser homossexual; se não é igual, então também não deve chamar-se casamento.

Seguiu-se a questão da liberdade de voto. Neste ponto acho inacreditável como o PS não a concedeu aos seus parlamentares. O pormenor de o casamento estar no programa do partido e de a adopção não constar, não colhe. O líder do PS (como todos nós) sabe bem que ninguém (salvo, talvez, o deputado Miguel Vale de Almeida) votou PS ou deixou de de votar por causa desses aspectos específicos do programa. Ser deputado deve engrandecer um homem, não diminuí-lo.

O que o PS fez (e outros partidos fazem constantemente) é transformar deputados em serventuários. Muito lamentável! (..... )

Henrique Monteiro - Expresso

publicado por luzdequeijas às 23:12
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A HISTÓRIA REPETE-SE

Em Maio de 1926, teve início um movimento militar que haveria de pôr fim à 1.ª República.

Portugal vivia em profunda crise. Financeira, económica e política.O desemprego, associado a uma degradação das instituições, evidenciava dois países: o formal e o real.

O primeiro estava corroído pela mesquinhez, pelos interesses egoístas de grupos partidários; o segundo estava distante dos políticos, descrente face ao presente e nada confiante no futuro. Os republicanos sérios, preocupados com o Estado, pouco podiam fazer diante da voracidade das intrigas e da pequena política. E um dia, fruto dos erros cometidos, o regime caiu.

Manuel Monteiro SOL  08-01-2010

publicado por luzdequeijas às 18:34
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UM BURACO !

Dizia-me esta semana o presidente português do ramo de uma grande multinacional instalada em Portugal: O TGV entre Madrid e Lisboa vai ser mais um argumento para as grandes empresas transnacionais se instalarem em Madrid e gerirem os mercados espanhol e português a partir daquela capital. Ora aqui está um argumento que certamente não entrou nas cogitações do Governo e de José Sócrates, que insistem nos grandes investimentos públicos, em particular do TGV (cujo concurso para o primeiro troço Caia - Poceirão já foi aliás adjudicado), como forma de relançar a economia.

Mesmo descontando o facto de com a ligação a Lisboa, Madrid se tornar o indiscutível centro da Península Ibérica - não deixa de ser surpreendente como o Governo insiste na construção do TGV contra todas as evidências. Em primeiro lugar, muito mais que uma ligação para passageiros, o país precisa desesperadamente é de boas ligações rodoviárias de mercadorias a Espanha e ao resto da Europa, que potenciem os nossos portos, em particular Sines, . Em segundo, o país precisa desesperadamente de investimento estruturante (e o TGV até pode sê-lo), mas que tenha uma forte componente nacional, que crie empregos duradouros e qualificados e que alavanque as nossas exportações. O TGV não faz nada disto. Assim como não contribui para a redução do nosso desequilíbrio externo. Pelo contrário, vai agravá-lo. Finalmente, o TGV passará a ser no futuro um encargo para as novas gerações, porque como já se percebeu (e todos os estudos previsionais apontam nesse sentido) a maior parte das ligações previstas será deficitária, à semelhança do que acontece com a actividade da CP, REFER ou CARRIS. (..... )

Nicolau Santos - Expresso  24-12-2009 

publicado por luzdequeijas às 18:03
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AS VÍTIMAS

09 Janeiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Vítimas da crise

Os desempregados são o principal rosto desta crise e as assustadoras estatísticas oficiais até mitigam a realidade, porque há dezenas de milhar de pessoas sem emprego que, por fazerem alguns pequenos biscates ou por desistirem de procurar trabalho, desaparecem da lista. Há dois grupos etários particularmente afectados pelo desemprego.
Um é constituído pelas pessoas com mais de 45 anos, que são muito novas para a reforma mas que no mercado de trabalho têm muita dificuldade em ter nova oportunidade de trabalho. A maioria destas pessoas mais velhas não conseguirão ter novo emprego. Mesmo quando vier a retoma, a taxa de desemprego será estruturalmente mais elevada do que antes desta crise, e a geração que nos anos 60 e 70 abandonou precocemente a escola, porque tinha de ir trabalhar, será especialmente penalizada.

O outro grupo etário que sofre amargamente são os jovens. Dizem as estatísticas ontem divulgadas pelo Eurostat que entre os jovens que já concluíram o seu percurso escolar e que querem trabalhar quase um em cada cinco não consegue encontrar emprego. E entre os que conseguem emprego a maioria são de contratos precários e mal remunerados. Há milhares de licenciados que escapam ao desemprego mas que ganham menos do que uma empregada doméstica. 


Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 17:55
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ELE NÃO PRECISAVA

 

09 Janeiro 2010 - 00h30  - CM  09-01-2010
 

Freeport: Testemunha só agora foi inquirida porque estava na China

Sócrates e primo com duas versões

Hugo Monteiro e José Sócrates têm versões contraditórias sobre o caso Freeport. O primo do primeiro-ministro foi ontem ouvido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) no âmbito do processo Freeport e, segundo revelou ontem o Expresso on-line, garantiu ter recebido autorização de Sócrates para usar a relação de parentesco numa reunião com o director de marketing do Freeport, Simon Jobling, conforme confirmou ontem o CM. O gabinete do primeiro-ministro desmente-o: "É completamente falso que tenha havido qualquer autorização."
Hugo Monteiro, que recusou falar ao CM, é testemunha no caso e só agora foi inquirido porque estava na China a fazer um curso. Regressado a 16 de Dezembro, foi notificado para ser inquirido.Acedeu, e ontem esteve no DCIAP, onde se encontra sediada a equipa especial que se dedica à investigação do caso.

Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, disse ao CM que desconhece o que o filho disse aos magistrados e investigadores da PJ de Setúbal. O familiar, que também foi ouvido como testemunha, não quer mesmo voltar a falar do caso Freeport, mostrando algum desgaste pelo envolvimento e pela demora na conclusão da investigação.

'Já gastei 2500 euros em advogados. Quem é que me paga isto?', pergunta Júlio, voltando a garantir que o filho nunca recebeu qualquer suborno. 'Ele não precisava. Fala-se em 80 mil euros e nós temos muito mais que isto. Este processo é um disparate'.

publicado por luzdequeijas às 17:50
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NINGUÉM É PRESO

 

09 Janeiro 2010 - 17h32
 

Entrevista

“Ninguém é preso em Portugal por corrupção”

Carlos Anjos, inspector da Polícia Judiciária, quer que a comissão parlamentar contra a corrupção altere as molduras penais de vários crimes económicos de modo a ser possível prender os corruptos. Com as actuais leis, garante o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, “ninguém é preso em Portugal por corrupção”.

CM _ 09-01-2010

publicado por luzdequeijas às 17:45
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A CULTURA DO DESPESISMO

Cavaco omitiu, no entanto, duas questões relevantes no seu incisivo diagnóstico. A primeira é a impossibilidade de resolver verdadeiramente o problema da dívida e da despesa públicas – e da própria competitividade da economia – sem reduzir de forma efectiva a dimensão do aparelho de Estado, o peso excessivo do funcionalismo público e das clientelas políticas nas contas do país.

A segunda questão é a cultura do despesismo, de gastar acima das posses, e da prioridade ao lazer há muito instalada em largos estratos da sociedade portuguesa. Ainda agora, no final de 2009, um ano de severa crise, se viram, nos feriados e ‘pontes’ do início de Dezembro ou nas festividades de Natal e da passagem de ano, os voos esgotados para o Brasil e Caraíbas, os hotéis sem lotação para mais ocupantes na Madeira, no Algarve, nas serras Nevada, da Estrela ou de Andorra. Ao mesmo tempo, o número de Audi, BMW ou Mercedes que se vêem a circular nas ruas e acessos a Lisboa ou Porto não tem paralelo, em média relativa, com qualquer outra capital ou grande cidade europeia, seja Paris ou Roma, Londres ou Madrid.
Um povo e um Estado que se endividam ano após ano em nome do lazer e das aparências sociais continuarão a achar que alguém – que não eles – acabará por pagar a factura.
 
Publicadopor JAL |
publicado por luzdequeijas às 17:39
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O JUÍZ DE AVEIRO

 

Política a Sério
O juiz de Aveiro
08 January 10 10:00 AM
 
O Diário de Notícias de 31 de Dezembro titulava a toda a largura da 1.ª página: Presidente do Supremo iliba Sócrates e arrasa juiz de Aveiro.
Invocando a lei segundo a qual as conversas do primeiro-ministro (e do PR e do presidente da AR) só podem ser interceptadas e gravadas com autorização do Supremo, Noronha Nascimento declarou nulas as escutas a José Sócrates e criticou o juiz que as validou.
Com isto, a questão estava aparentemente encerrada.
Sucede que as leis são muitas vezes mal feitas, quando não contraditórias.
 
A lei atrás referida, sendo bem-intencionada, é pura e simplesmente inexequível, como irei demonstrar.
A partir do momento em que uma pessoa está sob escuta, o mecanismo de gravação das suas conversas telefónicas é accionado automaticamente.
Estando Armando Vara a ser escutado, todas as chamadas que fazia eram gravadas.
Essas horas e horas de gravação eram depois objecto de um auto enviado ao procurador responsável pelo processo, que por sua vez as remetia ao juiz de instrução.
 
As conversas entre Vara e Sócrates foram, pois, gravadas automaticamente como todas as outras, sendo objecto de um auto entregue ao procurador – e depois enviadas por este ao juiz responsável.
Que só tinha duas hipóteses: ou as validava ou ordenava a sua destruição.
Penso que o juiz de Aveiro tomou a decisão mais sensata: tratando-se de conversas do primeiro-ministro, sobre as quais não tinha competência, enviou-as ao responsável máximo pelo processo, Pinto Monteiro, para decisão superior.
 
Pergunta-se, então: que mal fez o juiz de Aveiro?
Atrasou-se a dar conhecimento aos superiores? Mas Noronha Nascimento e Pinto Monteiro não andaram também meses ‘enrolados’ com o caso?
Pronunciou-se sobre o conteúdo das escutas ao PM? Mas, encontrando ele nas conversas indícios de crime, deveria ignorá-los?
Por que foi então ‘arrasado’ pelo presidente do Supremo, como disse o DN?
Sempre defendi que não devem misturar-se as questões políticas com as questões judiciais.
Sempre disse que o primeiro-ministro ou outros responsáveis políticos não têm de se demitir em consequência de notícias de jornais: a regra deve ser sempre esperar pela clarificação dos processos em que surgem envolvidos, agindo-se depois em conformidade.
Nunca afirmei que Sócrates se devia demitir na sequência das notícias sobre o ‘Freeport’ ou o ‘Face Oculta’.
Mas esta separação entre política e Justiça também supõe que exista efectiva independência dos respectivos protagonistas.
O país tem de sentir que os responsáveis políticos não pressionam os responsáveis da Justiça; e que estes não temem o Governo nem ninguém.
Ora essa sensação, neste momento, não existe.
 
Este episódio das críticas ao juiz de Aveiro, o caso das pressões feitas por Lopes da Mota a mando de Alberto Costa, a penalização do juiz do caso Casa Pia, Rui Teixeira, a actuação de Pinto Monteiro e Noronha Nascimento no ‘Freeport’ e na ‘Face Oculta’, têm revelado a existência de pressões políticas sobre a cúpula da Justiça e alguma subserviência da cúpula da Justiça em relação ao poder político.
Ora, se os cidadãos perdem a confiança na Justiça, começam a acreditar mais nas notícias da imprensa do que nas decisões da magistratura – ou, o que é pior, começam a fazer fé nas especulações e nos rumores.
 
Se queremos acabar com isto, como todos dizem, a Justiça tem de:
1. Ser muito mais rápida: é preciso fazer uma revolução a este nível;
2. Ser muito mais conclusiva: não pode ficar nas meias tintas em que muitas vezes terminam os processos;
3. Mostrar coragem para cortar a direito, mesmo quando estão envolvidas importantes figuras do Estado.
A Justiça não pode ser receosa perante o poder político – porque, desse modo, desacredita-se.
Por muito que custe afirmá-lo, há hoje cada vez mais portugueses a desconfiar do que dizem Pinto Monteiro ou Noronha Nascimento.
E isso tem duas consequências negativas – para a Justiça e para os políticos, que continuam sob suspeita mesmo quando a Justiça os iliba.
SOL _ 08-01-2010 
publicado por luzdequeijas às 17:30
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ALGUÉM TEM DE PAGAR A FACTURA

 

DITO&FEITO 08/01/2010
08 January 10 10:01 AM

Na sua mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva foi claro e directo no alerta que lançou aos portugueses. O Presidente da República avisou que «o endividamento» do país atinge já níveis preocupantes»e que «Portugal já tem um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento».
A este ritmo, sublinhou Cavaco, «o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos flicará seriamente hipotecado», até porque «quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura».
Um retrato duro mas cristalinamente verdadeiro do atraso em que Portugal se vem deixando cair na última década. Se a este cenário sombrio acrescentarmos os problemas do desemprego, «que atingiu, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas», e da exclusão social, percebe-se, como adverte o Presidente, que«podemos estar a caminhar para uma situação explosiva».
 

 

Antonio José Lima

publicado por luzdequeijas às 17:23
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

"BOTA A BAIXO"

08 Janeiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Prédio em demolição

A política de justiça criminal dos últimos quatro anos é hoje, em grande parte, um prédio em plena demolição. Alberto Martins e a sua equipa prometem não deixar de pé um único alicerce do que foi feito pelo seu correligionário de partido Alberto Costa. Vai mudar o regime das férias judiciais e remendar rapidamente os erros da revisão de 2007 do Processo Penal.
A seguir há-de vir o próprio Código Penal e, espera-se, na área cível, a acção executiva, entre outras mudanças necessárias. Esta marcha--atrás em curso pode evidenciar, esperemos, um novo paradigma do Ministério e do Governo na atitude face ao combate ao crime económico, muito afectado pela revisão de 2007. Tendo em conta que nada do que passe por dar mais eficácia à Justiça no combate ao crime económico é pacífico neste PS, é de aplaudir o rumo traçado no Terreiro do Paço.

Na verdade, é preferível corrigir o rumo do que insistir em erros catastróficos. O regime das prioridades de investigação criminal foi um fracasso, a revisão das leis penais o que se viu, a pressão política sobre o sistema tornou-se corriqueira, a guerra civil instalou-se. Aliás, a percepção da actual equipa da Justiça sobre o estado do sector é ela própria o melhor atestado possível sobre a verdadeira tragédia que foram os quatro anos passados por Alberto Costa na Justiça.

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 12:00
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O MONSTRO E O REGIME

08 Janeiro 2010 - 00h30

Economia Livre

Duelo com o Monstro

O Presidente iniciou o ano chamando a atenção com total clareza e veemência para os graves problemas que Portugal enfrenta neste final da primeira década do século XXI. Temos um gravíssimo problema económico que se manifesta na manutenção de insustentáveis desequilíbrios da Balança de Bens e Serviços e consequente acumulação de Dívida Externa.
Há muito que eu e vários dos meus colegas chamamos a atenção para este problema. Fi-lo, inclusivamente, no Conselho Económico e Financeiro da União Europeia faz, para o mês que vem, 10 anos.

Nem todos estamos de acordo sobre o que tal representa mas mantenho a absoluta convicção que é a ilustração mais eloquente da perda de competitividade da nossa economia. Por outro lado, Portugal tem um problema de finanças públicas.

O Monstro não foi morto nem sequer domesticado e, pelo contrário, se nada for feito, vai crescer muito mais no curto e no médio e longo prazo. Neste contexto e porque a nossa crise económica e financeira é real e perigosíssima é crucial que o PSD obtenha deste Governo uma proposta de Orçamento e uma revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento a apresentar ao Conselho ECOFIN que demonstre credivelmente a morte do Monstro. Se assim for, ter-se-á prestado um enorme serviço a Portugal. Se não, o Monstro acabará com o regime.

António Nogueira Leite, Economista

 

publicado por luzdequeijas às 11:56
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EM BOAS MÃOS

08 Janeiro 2010 - 00h30 - CM 

Conversas

Escutas nas mãos de Vara

O ex-ministro socialista é o único que poderá requerer a audição das conversas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro José Sócrates.

publicado por luzdequeijas às 11:54
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BANDA LARGA

08 Janeiro 2010 - 00h30

Opinião

Blog

Um estudo da Anacom mostra que mais de 90% dos portugueses que aderiram aos programas do Plano Tecnológico ou ao fornecimento de Magalhães à mistura já tinham computadores em casa (tal como banda larga).
Não custa a acreditar. Além disso, as escolas que tenho visitado têm computadores nas bibliotecas e nas salas de TIC. A superabundância de computadores no ensino é um bom negócio para as fornecedoras de material mas não sei se está a favorecer grandiosamente o estudo e a aplicação.

Embora tenha dúvidas, deixo o assunto aos professores – eles deviam ter sido consultados antes desta trapalhada. Mas não. As luminárias do costume acham que os professores não devem ter palavra sobre o ensino. Talvez tivessem alguma coisa a aprender com eles. 

Francisco José Viegas, Escritor

publicado por luzdequeijas às 11:51
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

POLÍTICA EDUCATIVA

 

Bill Gates deu uma conferência, há pouco tempo, numa escola secundária, indicando, como importantes, alguns conselhos e conceitos:

São 11 regras (ver "post" seguinte), que os alunos não aprendem na escola e que são muito importantes.

Começou por dizer que a "política educativa de «vida fácil» para as crianças", tem criado uma geração que não sabe o que é a realidade, e que esta atitude tem feito com que as pessoas falhem na vida, depois de sairem da escola.

Muito conciso (todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais), falou menos de 5 minutos, foi aplaudido durante mais de 10, depois agradeceu e deixou o local no seu helicóptero a jacto.

publicado por luzdequeijas às 15:14
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11 REGRAS NA ESCOLA

 

Regra n.º 1
A vida não é fácil. Acostuma-te a isso.
Regra n. 2
O mundo não se preocupa com a tua auto-estima. O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, ANTES de te sentires bem contigo próprio.
Regra n.º 3
Não ganharás  6.000 euros por mês, mal saias da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone.
Regra n.º 4
Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti !
Regra n.º 5
Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente. Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhes oportunidades……
Regra n.º 6
Se fracassares, não é por culpa dos teus pais. Por isso, não lamentes os teus erros, mas sim aprende com eles.
Regra n.º 7
Antes de nasceres, os teus pais não eram críticos como são hoje. Só ficaram assim, por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer, que são “ridículos”. Por isso, antes de “salvares o planeta”, para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta limpar o teu próprio quarto!
Regra n.º 8
A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em NADA com a vida real! Nela, se pisares o risco, estás despedido. RUA! Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira.
Regra n.º 9
A vida não se divide em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a fazer as tuas tarefas no fim de cada período.
Regra n.º 10
A televisão NÃO É a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca, e irem trabalhar.
Regra n.º 11
Sê simpático com os CDFs (aqueles estudantes que os outros julgam que são uns patetas). Há uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles.
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 15:08
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PROVOCAÇÃO

 

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

PACIÊNCIA SEM LIMITES: CAVACO SOFRE, SOFRE E SOFRE

José Sócrates teve um dia trágico quando chegou atrasado a todo o lado. Tão atrasado que até faltou à posse dos novos membros do Conselho de Estado e à reunião semanal com o Presidente da República. Acontece que a coisa não é original. De forma sistemática, o primeiro-ministro faz questão de chegar atrasado sempre que tem algum encontro com Cavaco Silva. Há quem diga que é de propósito, para enervar o Chefe de Estado. A cooperação deu lugar à provocação.

publicado por luzdequeijas às 11:47
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FÚRIAS

07 Janeiro 2010 - 00h30
CM - AntónioRibeiro Ferreira

Correio Indiscreto

Lá vai mais um telelé pelos ares

José Sócrates nunca teve bom feitio. Desde os tempos em que estava à frente da Secretaria de Estado do Ambiente. A coisa foi piorando à medida que ia subindo de posto e as responsabilidades aumentavam.

Quando chegou a S. Bento, com maioria absoluta, as fúrias aconteciam por tudo e por nada. É evidente que os membros do seu gabinete, secretárias, assessores ou adjuntos, já o conheciam de ginjeira e aguentavam com enorme firmeza e muita paciência a má disposição do chefe quando algo corria mal ou ficava zangado com as asneiras de ministros e secretários de Estado.

Já para não falar da sua relação muito especial com o Presidente da República. Mas agora, que perdeu a maioria absoluta, a coisa piorou. E de que maneira. Obrigado a dialogar com tudo e com todos e a mostrar em público uma atitude menos arrogante, quem sofre a bom sofrer são os desgraçados que trabalham em S. Bento e os pobres dos telemóveis. Sempre que algo corre mal ou saem notícias que o deixam à beira de um ataque de nervos, é certo e sabido que voam telemóveis. Até agora ninguém foi atingido, nem o INEM foi chamado de urgência à residência oficial. 

publicado por luzdequeijas às 11:43
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

A Evolução Social e Tecnológica

 

 

A evolução social do homem confunde-se com as tecnologias desenvolvidas e empregadas em cada época. Diferentes épocas da história da humanidade são historicamente reconhecidas, pelo avanço tecnológico correspondente. As idades da pedra, do ferro e do ouro, por exemplo, correspondem ao momento histórico-social em que foram criadas “novas tecnologias” para o aproveitamento desses recursos da natureza de forma a garantir melhor qualidade de vida. O avanço científico da humanidade amplia o conhecimento sobre esses recursos e cria permanentemente “novas tecnologias”, cada vez mais sofisticadas. 
 
Até chegar ao computador o homem sempre, desde os primórdios, procurou meios de substituir a rotina dos seus trabalhos por um instrumento que pudesse fazer isso por ele. Das armadilhas para a captura dos animais até aos mais sofisticados computadores da actualidade o homem sempre se apoiou no automatismo.
Os artistas plásticos, apaixonando-se pelas suas estátuas, procuravam dar-lhes movimentos, e mesmo vida. A história da Antiguidade está recheada de aspirações, imaginações, fantasias, muitas vezes transformadas em mitologia. 
 
Os “relógios d’água” (os clepsidras), depois os relógios mecânicos, foram os primeiros dispositivos inventados pelo homem para dominar o “tempo” e o “movimento”, base fundamental para o automatismo das épocas remotas. Daí muitas concepções surgiram como, por exemplo, a da “realimentação” (feedback) e, mais tarde, a da programação dos movimentos. Ao passar dos séculos, os homens, por muitas formas, tentaram criar e imaginar até seres artificiais. Não só o passado recente, mas também a antiguidade, estão povoados de seres artificiais, mostra do historiador francês Breton (1998), inspiração para a criação dos seres artificiais que hoje, poderão ser, os computadores. 
O reconhecido avanço da Revolução Industrial durante o século XIX, assim como a grande complexidade da organização social, apresentou um novo problema: o tratamento de grandes massas de informação. 
Muitas vezes, passavam-se séculos sem que nada fosse inovado, ao contrario de hoje, em que se leva em média 18 meses para que se invente uma máquina mais rápida e evoluída que a anterior.
 
publicado por luzdequeijas às 18:38
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Pós Guerras

 

O Consumismo

A revolução Técnico – Científica que o século XX viu crescer no desenvolvimento da Revolução Industrial, criou capacidades inimaginadas nas sociedades pré-industriais. No início do século XX, antes das catástrofes que cilindraram o século, já nos principais países industrializados se viviam os problemas que emergiam das novas capacidades de produção e de consumo. Em certos países instalava-se assim, desde os anos 60, a denominada sociedade da abundância. Contudo, não pode subsistir produção em massa sem consumo em massa, sociedade da abundância sem sociedade de consumo. A revolução Técnico - Científica tornou irreversível este processo.
No âmbito dos comportamentos individuais, o consumo transforma-se, porém, em consumismo, menos significativamente no consumo de produtos de primeira necessidade. Vivemos um novo século em que novos desafios, conquistas e preocupações nos são colocadas como consumidores. Até onde pode e deve ir o progresso? Não perderá nunca o Homem o controlo sobre a sua capacidade de descobrir e ir mais além? É nesta atmosfera que novas realidades vão surgindo, colocando novas interrogações na sociedade de consumo, como é o exemplo presente dos alimentos trangénicos .
publicado por luzdequeijas às 18:34
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COMUNICAÇÃO EM MASSA

Na capital portuguesa nos meados da década de cinquenta do século XX, muito poucas famílias dispunham de uma televisão no lar. A maioria deslocava-se aos cafés para depois de beber cafézinho passar a noite a ver programas televisionados.

                  
Os meios de comunicação em massa, canalizavam e canalizam informações que direccionam os gostos, atitudes, pessoas, padrões e lugares para serem consumidos e que vão sendo encontrados mais à frente nas vitrines das lojas dos Shopping Centers, (Grandes Superfícies Comerciais) .
A TV, é o meio técnico de comunicação em massa mais forte, pois ela atinge a grande maioria dos consumidores e, principalmente, passou a ser um elemento de grande influência na vida quotidiana. As pessoas, após o sucesso da TV, passaram a adaptar suas actividades diárias aos programas por ela transmitidos, o que retracta a inserção deste meio técnico como parte integrante do processo de viver.
Um outro aspecto dos novos padrões da sociedade está relacionado com a estrutura familiar. Nas décadas de 60 e 70, houve a gradativa entrada da mulher no mercado de trabalho, trazendo novos modos de gestão da família, pois a mulher, muitas vezes, passou a actuar como seu gestor. Por outro lado, há uma grande parcela da população a viver sozinha, só em casal, ou em pequenas famílias (marido, mulher e no máximo um ou dois filhos), configurando uma nova estrutura social. Este aspecto pode ser comprovado através dos lançamentos imobiliários que apresentam apartamentos de um quarto, pequenos ( menos de 80 m2 ), com cómodos racionais ( armários de cozinha e do quarto embutidos): são os que mais se vendem. Na maioria dos casos, são comprados por trabalhadores com razoável nível de vida e pouco tempo livre para o lazer e consumo.
Estas considerações sobre a Sociedade de Consumo, evidenciam ainda mais a união entre comércio e consumo; indissociável . Desse modo, a actividade comercial passou a criar formas para servir a nova dinâmica da sociedade e, ao mesmo tempo, foi produzindo novos meios para a ampliação do consumo e para o surgimento de novas formas. Estas relações directas entre comércio, consumo e cidade, revelam as grandes contradições que os espaços geográficos contêm e que por esta tríade, podemos compreender, ao menos, parte da dinâmica da sociedade actual e do seu movimento de reprodução.
Dentre as formas que o comércio passou a introduzir no espaço urbano a partir de 1950, estão os Supermercados, os Shopping Centers, os Hipermercados, as Franquias e as Lojas de Conveniência.   São estabelecimentos que passaram a funcionar quase 24 horas por dia .
Os primeiros supermercados, trouxeram consigo a inovação do auto-serviço. Com isto, os consumidores passaram a ter contacto directo com as mercadorias, sem a necessidade de um vendedor intermediário. Mas os supermercados trouxeram muito mais do que isto para a sociedade, foi a forma comercial que mais impactos trouxe para o espaço urbano e é a partir dos supermercados, que outras grandes superfícies comerciais passaram a aparecer no espaço urbano.
Esse momento de surgimento dos supermercados é marcado pela maciça entrada de novas indústrias e pelo início da produção em massa de mercadorias. Estes estabelecimentos colaboraram na imposição de um novo ritmo e estrutura interna às cidades.
Os supermercados são superfícies comerciais que concentram territorialmente e financeiramente o capital, possibilitando às pessoas encontrarem num mesmo local, um grande conjunto de mercadorias disponíveis para o seu abastecimento, não sendo necessário ir a vários pontos da cidade para a compra de produtos. Antes dos supermercados, os consumidores abasteciam - se através de um comércio pequeno, de vizinhança ( mercearia, padaria, frutaria, peixaria, talho , e outros).
Esses estabelecimentos ocasionaram mudanças no espaço urbano pois, vários tipos de pequenos comércios, foram desaparecendo e como o sucesso dos supermercados foi sendo garantido pelo aval dos consumidores, eles foram - se localizando em vários pontos (estratégicos) da cidade. As grandes avenidas, foram principalmente os locais mais requisitados para a implantação dos supermercados, particularmente nas grandes cidades .
"A expansão dos supermercados também se deveu a dois outros factores fundamentais que foram o frigorífico e o automóvel. O aperfeiçoamento da refrigeração destinada ao lar, bem como a produção em massa de frigoríficos e a sua consequente redução de preço, permitiu que as pessoas pudessem fazer o abastecimento de géneros alimentícios perecíveis, por períodos mais longos. Por sua vez, o automóvel, que a partir de meados de 60 passou a ser adquirido pelos estratos de rendimentos médios da população, deu maior autonomia aos proprietários, possibilitando fazer as compras fora dos limites do bairro".
Além dessas mudanças, o supermercado representa uma facilidade para a circulação e armazenamento de mercadorias, pois as distribuidoras de alimentos economizam em transporte, já que a entrega é feita em pontos determinados da cidade, em grandes quantidades e não mais em pequenos locais dispersos pelo cidade, sendo uma economia para a composição do preço final do produto. Além disto, houve a diversificação do emprego, pois novas actividades como caixas, seguranças etc. , foram abertas, embora proporcionalmente em número muito menor ao do aumento da produção.
publicado por luzdequeijas às 18:26
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DIMINUIR AS DESPESAS

06 Janeiro 2010 - 00h30

Opinião

Caminho do abismo

Se no Terreiro do Paço houvesse um relógio que actualizasse as contas do défice do Estado, esse buraco aumentava 1,5 milhões a cada hora de 2009. O saldo negativo final do ano passado deve o raiar os 9% da riqueza gerada no País.
Insistir na continuação de défices desta dimensão é caminhar aceleradamente para o abismo, que surgirá quando nos mercados financeiros internacionais alguém olhar para Portugal e desconfiar de que o País perdeu capacidade de honrar os seus compromissos financeiros. Basta um simples alerta como o que recentemente atingiu a Grécia para abalar este frágil País, que depende do financiamento externo. Se o próximo Orçamento tiver preocupações reais com o País, deve diminuir despesas e aumentar receitas. É uma tarefa difícil, e custa votos. Mas mais tarde ou mais cedo alguém vai ter de fazer esse ajustamento. E quanto mais tarde se começar a fazer mais elevado será o custo.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 18:08
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EÓLICAS

Janeiro 6, 2010

As eólicas

Arquivado em: Ambiente, Economia, Política, Portugal — Miguel @ 16:30
 

A propósito desta notícia escreve o João Miranda

As eólicas existem porque o Estado português (pela mão do ministro Pinho e outros) as subsidiaram com preços de venda garantidos. Quanto maior o peso das eólicas na produção de energia, mais o consumidor terá que pagar. Este custo é dívida escondida que será paga ao longo dos próximos anos (juntamente com o custo da dívida oficial, o custo da dívida das empresas públicas, os compromissos da segurança social para os quais não existem fundos, o défice tarifário, os pagamentos associados às parcerias público-privado, incluindo TGV, hospitais, SCUTs etc).

Sim, é verdade, somos o segundo país do mundo em produção eólica. Corolário deste título é que também estamos bem colocados na categoria “preços da energia encarecidos pelas eólicas”.

INSURGENTE

 

publicado por luzdequeijas às 16:39
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MONA LISA

Mona Lisa podia também apresentar níveis altos de triglicéridosMona Lisa podia também apresentar níveis altos de triglicéridos06 Janeiro 2010 - 12h27
 

Conclusões são de professor universitário italiano
Mona Lisa sofria de colesterol alto

Todos já ouvimos falar do sorriso enigmático de Mona Lisa mas o que nem todos sabem é que a conhecida modelo do pintor Leonardo Da Vinci podia também sofrer de colesterol.

De acordo com o jornal italiano ‘La Stampa’, os níveis de triglicéridos da modelo eram altos. As conclusões são de Vito Franco, um académico italiano de Anatomia da Universidade de Palermo, que tem sido pioneiro a estudar obras de arte com um olhar médico.
 
Vito Franco, que não analisou apenas Mona Lisa, garante que “as pessoas que a arte retrata revelam a vulnerabilidade humana”.
Entre outras obras de arte, o professor quis desvendar ‘Retrato de Giovane’ de Botticelli, ‘Madonna del Parto’ de Piero della Francesca, ‘Cupido dormindo’ de Caravaggio e ‘As meninas’ de Velazquez. Nesta última Vito Franco diz ter encontrado na infanta Margarida sinais da síndrome McCune-Albright, que se manifesta com a puberdade precoce.




S.M.S.
publicado por luzdequeijas às 16:31
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Cozido à portuguesa

06 Janeiro 2010 - 09h00
Gays e conservadores

Nos anos noventa, nasceram os movimentos gays conservadores, que recusam a ideia de um casamento gay.

No princípio, nos anos setenta e oitenta, os movimentos gays tinham como prioridade o "direito à diferença" e a afirmação orgulhosa da sua identidade própria. O "sair do armário", a forma de vestir, as discotecas e as festas, foram as manifestações sociais de um grupo que queria afirmar a sua força política nas sociedades americana e europeia. E, é preciso reconhecê-lo, conseguiu atingir esse objectivo. A partir dessa época, a preferência sexual passou a ser característica distintiva de um ser humano, e geradora de direitos. Deixaram de existir apenas dois sexos, o masculino e o feminino, para passar a existir quatro categorias, homossexuais e heterossexuais para cada sexo. A ascensão da identidade sexual a característica essencial, equiparada à raça e à religião, foi a primeira grande vitória do movimento gay.

Contudo, o princípio orientador dessa guerra era a "diferença", e vencida a contenda, o movimento gay descobriu que demasiada diferença empurrava as suas comunidades para um gueto desagradável. Quando se divide o mundo em heteros e homos, a consequência é o aumento da distância entre as pessoas, uma espécie de apartheid social subtil, prejudicial para todos. E, com o passar dos anos, as paradas gays haviam-se transformado em extravagâncias, meio cómicas, meio patéticas, que prejudicavam a imagem do movimento gay.

Atentos, os líderes do movimento passaram à fase seguinte, a da luta pela "igualdade", cuja bandeira maior é o casamento civil. Numa importante inversão de valores, depois de lutarem pela diferença desejaram o regresso à igualdade, para fechar o ciclo e vencer a tal distância que se instalara entre as pessoas. Porém, e ao contrário do que se passou na "identidade", na polémica questão do casamento o movimento gay fracturou-se.

Nos anos noventa, na América e em Inglaterra, nasceram os movimentos gays conservadores, que recusam a ideia de um casamento gay. Ou seja, a "fractura" entre a esquerda e a direita rasga também o movimento, e não apenas o resto da sociedade.

Em Portugal, a luta gay tem sido sempre uma bandeira da esquerda radical, que tem no Bloco o seu motor. É evidente que o PS adoptou a causa por mera táctica oportuna, e o PCP já não tem paciência para a contrariar, como fez durante décadas. O que é pena é que os gays conservadores portugueses não apareçam, opondo-se ao casamento gay como fizeram os seus compadres lá fora. Nesta, como noutras questões, estamos ainda na idade da pedra.

Domingos Amaral, Director da GQ

publicado por luzdequeijas às 16:28
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A Torres Sócrates

06 Janeiro 2010 - 00h30

Heresias

O Dubai inaugurou a torre mais alta do Mundo. Com 160 andares e 828 metros de altura, parece ser a elevadíssima resposta à crise que assola aquele país.

Não podemos ficar indiferentes. Governo e aspirantes a sê-lo afiançam-nos que só venceremos a crise aumentando o investimento público – pois bem, nada melhor do que construir um arranha-céus! Já decidimos fazer um aeroporto megalómano, vamos dissipar o dinheiro que não temos num TGV inútil, mas, como diria o construtor das torres a haver, Jorge Coelho, ‘não podemos ficar para trás’. Temos de dar à crise uma réplica subida, hirta e colossal, para provarmos que nada é capaz de lesar a nossa lusa testosterona.

É para isso que serve o investimento público: negócios com o Estado para os amigalhaços lucrarem o que podem.

Carlos de Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 11:08
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

JUSTIÇA INTER-GERACIONAL

(.... ) EM CONTRASTE com a justiça social fala-se muito pouco da justiça inter-geracional. A sociedade que não acautela o futuro dos seus filhos, no entanto, é tão injusta e desumana como aquela que não protege os seus membros mais pobres e desfavorecidos. Em resultado da nossa irresponsabilidade colectiva, vamos deixar aos nossos filhos e netos um país menos competitivo, com menos oportunidades de emprego e de desenvolvimento profissional para os jovens, que confisca as gerações mais novas de modo a manter artificialmente o nível de vida das gerações mais velhas, seja através do sistema de segurança social, seja através dos défices crónicos do Estado que deixam aos jovens uma enorme factura para pagar. (...... )

Professor da UCP - José filipe Correia Guedes

PS : O problema levantado é real, mas está visto de forma muito distorcida! É verdade que deixar monstruosas dívidas e défices de vária ordem, para gente que ainda não nasceu pagar, é criminoso. Porém, quanto às reformas, o caso muda de figura e deve ser visto na linha do tempo que passou, do presente e do futuro.

Quanto às reformas, creio que quem descontou (empregados e patrões), durante trinta e mais anos, para a reforma, garantiu a sua (na actividade privada). Toda esta gente, também, deu aos seus filhos uma educação mais valiosa que aquela que recebeu. Não esquecer que, a maioria, começava a trabalhar criança e entregava tudo em casa. Depois, quando chegada a reforma, normalmente têm de cuidar dos netos (muito bom) e dos próprios pais e sogros, estes, ainda quase ausentes dos benefícios da reforma. Esta mesma gente, por erros de política e da economia, na sua grande maioria, foram corridos dos seus empregos para pré-reformas (aos 55 anos), de modo a garantirem empregos aos mais novos. Perdendo, assim, muitos sonhos e dez anos de proventos económicos, ficando no banco do jardim prematuramente. Ainda depois, com a velhice a fazer danos graves na saúde e na sua autonomia, têm de garantir independência em lares e medicamentos, sem sobrecarregar os mais novos. Não é verdade senhor professor? Experimente ir aos hospitais no verão e no Natal e veja os "velhos" lá depositados! Outros morrem sózinhos em casa! Muitos! As poupanças dos "velhos", são ainda, um bom "abono de família". para aqueles que cá ficam!

O seu caso não deve ter nada que ver com esta realidade, que atinge a grande maioria das pessoas.

  

 

publicado por luzdequeijas às 21:35
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IMPERIOSO SAIR DO PÂNTANO

 

 

 

É imperativo reduzir o “monstro”

Arquivado em: Economia, Nanny State Watch, Política, Portugal — Miguel @ 11:35
 

Entrevista ao Prof Daniel Bessa no Público

Em 2010, devemos preocupar-nos mais com o endividamento ou em garantir a retoma da economia?
A ideia mais consensual é a de que em períodos de recessão económica as contas públicas não são uma prioridade. É uma ideia muito keynesiana. A proposta de Keynes – e muita gente fala do senhor sem nunca ter lido uma linha – é a de um orçamento estruturalmente equilibrado que em períodos de má conjuntura pode ser deficitário, mas que em períodos de boas conjunturas deve ser excedentário. O problema é que, em Portugal, apenas quando temos a recessão é que as pessoas se lembram de Keynes. Ainda antes da recessão, já tínhamos um défice, e agora o que temos não é um défice qualquer. As finanças públicas deterioraram-se muito.(…)
(mais…)

publicado por luzdequeijas às 17:12
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UM PSD DE MÃOS LIMPAS, PRECISA-SE

Portugal é mais que Sócrates

Arquivado em: Comentário, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:51

A direita anda em pulgas para derrotar Sócrates, em o desgastar até cair de podre e serem convocadas novas eleições, de preferência quando as sondagens o permitirem. Também eu não gosto do primeiro-ministro mas, e reconheçamos, o problema não se reduz à sua existência. Precisamos de mais. Se pararmos um pouco, veremos que precisamos de imenso. É neste ponto que o PSD tem uma importância fulcral. Não só porque tem hostilizado o governo no Parlamento, mas também por ser o que pode apresentar uma alternativa concreta às actuais políticas. Mais que fintar o governo, desgastar o primeiro-ministro, o PSD precisa de estudar alternativas, preparar políticas concretas que nos tirem do buraco onde estamos. O PSD não pode correr o risco de errar como aconteceu em 2002. Não pode ir para o governo a todo o custo. Não pode chegar a São Bento e fazer diferente do que se predispôs a levar a cabo na campanha eleitoral, com a desculpa de não conhecer o estado das contas públicas. Estas são calamitosas. Este facto chega e este facto obriga a uma responsabilidade acrescida.

Dito isto, o PSD, ao mesmo tempo que se prepara para governar, não deve pactuar com o caminho proposto pelo PS e que terá como consequência a falência do estado. Não lhe cabe aprovar orçamentos despesistas; não lhe cabe aprovar subidas de salários da função pública; não deve permitir uma sombra que seja da ideia de um Bloco Central. Deve ser firme nas sugestões para a redução da despesa e consequente descida de impostos; firme na descentralização da política educativa e na flexibilização da lei laboral. Duro nas políticas, brando nos ataques pessoais. Mais que Sócrates, a palavra de ordem para 2010 é firmeza. O tempo é demasiado grave para compromissos de gabinete e de pouco ou nenhum efeito prático. O PSD tem uma oportunidade de ouro para se apresentar de mãos limpas, devidamente pronto para assumir o poder. O tempo dar-lhe-á razão. O eleitorado, o voto.

publicado por luzdequeijas às 17:10
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LIMPAR PORTUGAL

IGREJA ASSOCIA-SE AO PROJECTO - LIMPAR PORTUGAL

O PROJECTO, Limpar Portugal obteve o apoio da Igreja católica, através do Arcebispo Primaz de Braga e do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga.

Para o efeito, está prevista para Março deste ano a limpeza de toda a floresta portuguesa, com o objectivo de remover o lixo depositado ilegalmente nos espaços verdes nacionais. Além da Igreja, a iniciativa conta já com a colaboração de escolas, universidades e associações de estudantes.

SOL

publicado por luzdequeijas às 16:29
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"MAGALHÃES SEM CONCURSO"

José Sócrates lançou a iniciativa e.escolinhas ao abrigo do Plano Tecnológico José Sócrates lançou a iniciativa e.escolinhas ao abrigo do Plano Tecnológico 05 Janeiro 2010 - 00h30
Correio da Manhã   05-01-2010

Informática: Crescimento de 35,7 por cento no mercado nacional

‘Magalhães’ dá 46,8 milhões à JP Sá Couto

A empresa JP Sá Couto, responsável pelo computador ‘Magalhães’, facturou 46,8 milhões de euros em 2009 só com o programa e.escolinhas. De acordo com um comunicado da empresa "ao longo de 2009, a JP Sá Couto vendeu um total de 218 milhões de euros para o mercado nacional, mais 35,7 por cento do que no ano anterior".

"Do total de vendas em 2009 referentes ao mercado nacional, apenas 21,5 por cento se deveu ao programa e.escolinhas, cabendo os restantes 78,5 por cento às restantes áreas de negócio", refere a empresa.

O programa e.escolinhas arrancou em Junho de 2008 e tinha por objectivo dar aos alunos matriculados no 1º ano do Ensino Básico um computador portátil adaptado à aprendizagem. Para os alunos que se encontravam abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar o computador era gratuito, quem integrava o escalão B pagava 20 euros e para os alunos do escalão C o custo do computador era de 50 euros. O restante era suportado pelo Estado, através da Fundação para as Comunicações Móveis. Este esquema de pagamento gerou polémica no final de 2009, obrigando o então ministro dos Transportes e Telecomunicações, Mário Lino, a vir a público esclarecer que o Orçamento da Acção Social Escolar tinha contribuído com 180 milhões de euros para saldar as contas do ‘Magalhães’ com a empresa JP Sá Couto (que recebeu cem milhões de euros) e com os operadores de telecomunicações (que receberam 80 milhões de euros).

publicado por luzdequeijas às 10:48
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PERDÃO PRESIDENCIAL

 

Rui Minderico/A-gosto.com  Grupo criminoso foi desmantelado, a 3 de Julho, pela Unidade Grupo criminoso foi desmantelado, a 3 de Julho, pela Unidade
                              05 Janeiro 2010 - 00h30

Gang do Multibanco

Indultado das FP-25 chefia assaltos

Perdão do presidente Mário Soares libertou Óscar Gonçalves, instrutor do gang que fez mais de 50 carjackings e 174 ataques a caixas ATM.
Correio da Manhã - 05-01-2010

publicado por luzdequeijas às 10:41
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

UM PROBLEMA SEM REMÉDIO

 

O primeiro-ministro, já se percebeu (e escusava de forçar a nota a este ponto lamentável de irresponsabilidade institucional), está sobretudo interessado em arranjar pretextos para não governar. E em alimentar querelas políticas e guerrilhas artificiais com a Oposição, em geral, e o Presidente da República, em particular.
Não se lhe augura grande futuro por este caminho suicidário. Os portugueses, na sua maioria, já perderam a paciência para este folclore e este radicalismo lamechas do primeiro-ministro. E até o PS começa a ver em Sócrates mais um problema sem remédio do que um líder que dê garantias de futuro.

Para quem ainda pensasse que a aberrante intervenção era resultado de um delírio febril momentâneo ou de qualquer descompensação emocional de Sousa Pinto, José Sócrates tratou, rapidamente, de esclarecer o propósito político e o alcance partidário da desconsideração ao Presidente da República. Fazendo questão de elogiar publicamente «a combatividade» de dois, apenas dois, dos vários vice-presidentes da bancada parlamentar do PS: «o Ricardo Rodrigues e o Sérgio Sousa Pinto» (uma dupla de susto, que mostra bem o nível a que desceu o círculo de fiéis de que Sócrates está hoje rodeado).

José António Lima-SOL

publicado por luzdequeijas às 20:38
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ATAQUES AO PR

JoséAntónio Lima-SOL

Em Directo
DITO&FEITO 24/12/2009
Publicação: 24 December 09 10:01 AM
Confrontado com a questão do casamento entre homossexuais, Cavaco Silva contrapôs: «A minha atenção está noutros problemas, como o desemprego, o endividamento, o desequilíbrio das contas públicas, a falta de produtividade e de competitividade do país». Uma resposta ponderada e preocupada, com a qual não deixarão de estar de acordo até muitos dos que aprovam a legislação dos casamentos gay.
Mas eis que o ressuscitado deputado socialista Sérgio Sousa Pinto vem comunicar ao país que vê nas sensatas palavras do Presidente da República «uma intromissão na agenda do partido que apoia o Governo», ou, pior ainda, «uma dramatização indesejável da vida política», se não mesmo um cenário de horror: o PR está «a pôr em causa as condições de estabilidade política». Intromissão?! Dramatização!? Instabilidade política pelo facto de o Presidente afirmar que está mais preocupado com o desemprego e a falta de competitividade do país do que com os casamentos gay?! A irrazoabilidade e o despropósito da diatribe de Sousa Pinto atingiram um tal absurdo que a primeira reacção foi admitir que ele tinha acabado de sair de uma noite de insónias, de atravessar um ambiente saturado de substâncias psicotrópicas ou de ter sofrido um qualquer abalo psicológico. Mas não.
publicado por luzdequeijas às 20:35
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PRESSÕES SOBRE OS MEDIA

Os talheres: TVI, Público e SOL

Outros casos que agitaram o ano foram a luta em torno da TVI e as alegadas pressões sobre o Público e o SOL. O primeiro-ministro, ao falar várias vezes em público da TVI e especificamente de um programa – o telejornal de 6ª-feira, coordenado e apresentado por Manuela Moura Guedes –, tornou-se moralmente responsável por eventuais mudanças que viessem a ter lugar.
 
Tal como aconteceu no tempo do Governo de Santana Lopes, quando Rui Gomes da Silva se queixou de Marcelo Rebelo de Sousa – e este foi instado por Pais do Amaral a moderar as suas críticas, acabando por se afastar. Esse facto, como nos recordamos, teve um peso enorme no que se seguiu – e que acabou na demissão de Santana pelo PR. Ora aqui passou-se pior: Sócrates criticou a TVI, a PT tentou sem êxito comprá-la, veio a seguir a Ongoing concretizar o negócio – e finalmente Moniz deixou a liderança da estação e, pouco depois, o telejornal de 6.ª-feira acabou por ordem da administração. Exemplar.
 
No Público, também citado criticamente pelo primeiro-ministro, José Manuel Fernandes foi afastado da direcção – facto que, podendo perfeitamente ser uma coincidência, beliscou a fama de independência de Belmiro de Azevedo.
Quanto ao SOL, houve uma tentativa de estrangulamento financeiro por parte de um dos accionistas – o BCP –, acção essa orientada por Armando Vara.
Sócrates nunca escondeu o que pensa sobre este tema: para controlar os media não interessa comprar jornalistas, mas sim controlar os patrões. É esse o método que aplica. E, com as gigantescas dívidas que os grupos de comunicação social estão a acumular, nem será muito difícil domesticá-los.
José António Saraiva - SOL
publicado por luzdequeijas às 18:57
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A JUSTIÇA E OS CASOS

 

 A deriva da Justiça

O ‘FREEPORT’ ficou ainda tristemente célebre por outra razão: o rocambolesco episódio das pressões feitas pelo procurador Lopes da Mota sobre os magistrados que investigam o caso, ameaçando-os de represálias se não arquivassem o processo relativo ao primeiro-ministro. Foi um acto ilegítimo e despropositado, que ainda adensou mais as suspeitas: por que razão se queria evitar que a investigação fosse até ao fim? O que se pretendia esconder?

 

 

 
O caso ‘Face Oculta’ lançou mais achas para a fogueira em que se transformou a Justiça. O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, enredou-se em palavras e explicações públicas contraditórias, o presidente do Supremo também se embrulhou em argumentos pouco convincentes, e ambos deram ideia de um temor em relação ao poder político que não dignifica a Justiça.
 
A actuação de Pinto Monteiro na questão das conversas entre José Sócrates e Armando Vara roçou o ridículo: disse uma coisa, depois outra, fez desabafos despropositados e acabou por decidir aquilo que desde o início era óbvio que iria fazer: não dar quaisquer informações sobre as conversas ou sobre a decisão de as arquivar. Enfim, uma anedota.
Isto tudo com um acólito que, apesar de ser bastonário de todos os advogados, pareceu mais ser um advogado contratado por Sócrates: António Marinho Pinto.
Repito: a cúpula da Justiça não saiu dos casos ‘Freeport’ e ‘Face Oculta’ nada prestigiada nem com uma imagem de independência. E a tentativa de penalização do juiz Rui Teixeira pelas decisões que tomou no caso Casa Pia foi a cereja no bolo.
 

 

Neste ano concluiu-se ainda a primeira fase do processo dos submarinos, que salpicou o ex--ministro da Defesa Paulo Portas – e no qual existem suspeitas de financiamento ilegal do CDS. Mais recentemente foi produzida a acusação do ‘caso dos CTT’, em que a empresa foi lesada deliberada e premeditadamente por um conjunto de pessoas – e em que o próprio presidente, Carlos Horta e Costa, é arguido.

 

 José António Saraiva

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:49
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CASOS GRAVES

 Os enchidos: ‘Freeport’, ‘Face Oculta’, ‘Submarinos’, etc.

Os casos ‘Freeport’ e ‘Face Oculta’ afectaram gravemente a imagem de José Sócrates porque, independentemente da sua intervenção directa neles, envolveram serviços dele dependentes ou pessoas que lhe são muito próximas: tios, primos, amigos chegados, etc. ‘Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és’. Ora as companhias de Sócrates não se revelaram propriamente as mais recomendáveis. E algumas são mesmo suspeitas de uma prática odiosa: corrupção.

Para equilibrar as mossas provocadas pelo ‘Freeport’, a contrapropaganda socialista procurou, como se disse, envolver Cavaco no escândalo do BPN. E mais tarde foi lançado o caso das ‘Escutas a Belém’.

É óbvio que se trata de casos que não são comparáveis. Nas ‘Escutas’ estava envolvido um assessor do PR (Fernando Lima) que terá procurado influenciar um jornalista. Ora episódios destes são o pão-nosso-de-cada-dia: quantos assessores de ministros, autarcas, banqueiros, empresários, etc. falam diariamente com jornalistas tentando vender-lhes as suas ‘histórias’, as suas versões dos acontecimentos, as suas intrigas?

Todos os jornalistas sabem que é assim.

Só que aqui apanhou-se um e-mail do jornalista contactado pelo assessor do PR e um jornal prestou-se a escarrapachá-lo na primeira página – propiciando uma polémica que foi esticada artificialmente no tempo para tentar influenciar as eleições legislativas.

Os casos ‘Freeport’ e ‘Face Oculta’ são em tudo distintos daquele. São casos graves que estão a ser investigados pela Polícia, em que já há arguidos suspeitos de prejudicar o Estado para daí retirarem benefícios pessoais.

São casos de corrupção tirando partido do exercício de funções públicas ou de relações privilegiadas no aparelho do Estado.

 José António Saraiva - SOL

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:46
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MILITANTES FALSOS

 

MAIS TRANSPARÊNCIA
Santana defende expulsão de “Impostores” – Ex-líder quer mais transparência na filiação dos militantes
Pedro Santana Lopes quer acabar com as fraudes nas filiações no PSD e defende que os militantes que declarem falsas moradas devem ser expulsos do partido.
Esta – a par da alteração no método de eleição do líder dos sociais-democratas – é a questão que, no âmbito da revisão dos estatutos, o ex-presidente do PSD considera com «maior relevância política para o partido renascer e ganhar força».
Em declarações ao SOL, Santana Lopes defendeu que o partido tem de acabar com a vergonha das filiações porque é uma questão de seriedade». Por isso, «para quem cometer fraudes em termos de funcionamento do partido só há uma sanção: expulsão». Santana entende que o «PSD tem de ser muito radical», porque esta questão «tem prejudicado e condicionado muito o partido» e, reforça, «quem andar a declarar falsas moradas não interessa ao PSD.» (...... )
Pedro Santana Lopes – SOL de 31-12-2009
publicado por luzdequeijas às 17:37
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SIMPLIFICAÇÃO E ÉTICA

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=9&t=Santana-Lopes-quer-congresso-extraordinario-no-PSD-e-avisa-Se-eu-sair-nao-volto.rtp&article=304217

TEMOS DE NOS CONCENTRAR NA "ESCOLHA DAS CAUSAS"

Este é um dos temas sobre os quais o PPD/PSD tem de definir a sua posição nos próximos tempos, a propósito do objectivo fundamental do Congresso extraordinário - que é definir as causas que o partido deve assumir.

Um Congresso não resolve tudo. Mas também não vale a pena complicar o que é simples. Há questões óbvias, por exemplo:

1. Um Congresso que começa na véspera das "directas" pressupõe que antes tenha decorrido a campanha, pelo país fora, dos candidatos à liderança.

Assim, ninguém é obrigado a seguir o Congresso todo para poder votar - pois a campanha terá dado os esclarecimentos necessários, nos termos em que hoje acontece.

A diferença está em que, antes da votação, terão lugar muitos dos trabalhos que, anteriormente, aconteciam já depois de o líder estar escolhido. Ou seja, os candidatos passarão a fazer os debates finais já perante o Congresso.

Podem inventar as dificuldades que quiserem. Mas torna-se evidente que é um sistema muito melhor, mesmo aliciante.

2. As questões da Ética têm de merecer tratamento urgente e drástico. As lamentáveis situações que têm vindo a público sobre moradas únicas para dezenas de militantes, as avenças e outros esquemas equivalentes, merecem punição severa.

Pode não ficar tudo resolvido neste Congresso. Mas tem de ficar clara a vontade de o PPD/PSD banir do seu interior tal tipo de procedimentos.

3. As propostas de Estatutos devem ser tratadas com tempo limitado e depois da análise da evolução política nacional. Se esse tempo for ultrapassado, deve ser mandatada uma Comissão de Ética e Estatutos para decisão final em reunião posterior.

 

O FUNDAMENTAL é falar das nossas causas, as que se ligam à vida do Portugal destes tempos. Para isso, é essencial o contributo de todos. Estamos numa legislatura em que a Constituição pode ser revista. E em que o Governo vai avançando com propostas que implicam alterações profundas nas regras de organização social. Tudo isto numa Europa e num mundo em constantes mudanças.

Ninguém é obrigado a cumprir o seu dever de contribuir para ajudar o PPD/PSD a escolher o Novo Caminho Para Portugal, seja qual for o conteúdo que vier a ser aprovado. Mas o dever existe.

SANTANA LOPES - SOL 31-12-2009

publicado por luzdequeijas às 11:58
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QUISERAM "MATAR "SANTANA LOPES ?

 

 

A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL, A POLÍTICA E O PAÍS !!!!!

publicado por luzdequeijas às 11:39
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PROJECTO FAROL

 

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O CAMINHO DO FUTURO

Grupo faz propostas para o país

O Projecto Farol reúne empresários, gestores, advogados e professores universitários, sob a égide da Deloitte

 

O empresário Belmiro de Azevedo, preside a 28 de Maio à primeira reunião do Projecto Farol, que vai incidir sobre a globalização. Participam ainda na reunião restrita António Mexia, presidente da EDP, os professores universitários Alberto Castro e Brandão de Brito, além de Jorge Marrão, da Deloitte.

O projecto Farol resulta de um desafio que a Deloitte lançou a um conjunto de cidadãos, no sentido de ser desenvolvido um trabalho de reflexão e apresentação de propostas para o país. O manifesto que lança o projecto sustenta que "a sociedade civil tem o dever de participar nessa tarefa de reflexão e de contribuir activamente para as mudanças e reformas que o país tem de levar a cabo", já que " o espaço público e o debate de ideias tem estado entre nós excessivamente confinado na luta político-partidária, aprisionado por circunstâncias eleitorais que condicionam o debate sereno sobre o nosso futuro".

Os promotores da iniciativa, desenvolvida a propósito dos 40 anos da Deloitte em Portugal, sublinham que não os move outro interesse senão " o cumprimento do dever de cidadania activa que impõe uma nova atitude dos cidadãos com a vida pública", atitude essa que, "se assumida com independência face ao poder político e face aos diversos grupos legítimos organizados da nossa sociedade, gerará por certo novas dinâmicas que deverão ser favoravelmente entendidas como um valor acrescentado para o enriquecimento e melhoria da nossa decisão colectiva".

O projecto, sustentam os autores, "parte de uma visão do mundo comprometida com os princípios do Estado de Direito e com as políticas que reconhecem no modelo de economia de mercado a forma mais eficiente de criar riqueza e elevar os níveis de bem-estar social". Além disso, "reflectirá uma visão independente de qualquer corrente ideológica ou partido político ou ainda de qualquer escola ou tendência de pensamento social ou económico" : " uma nova cidadania, assente num património de valores colectivamente partilhados, mas conscientes do primado da pessoa; uma cultura, aberta ao conhecimento, mas comprometida com as nossas raízes; uma educação que reconheça que a qualidade da comunidade assenta na qualidade dos cidadãos que a compõem e uma coesão social e territorial", são quatro das dimensões críticas do Projecto Farol.

A estas juntam-se, no plano económico, " a aceitação da globalização, através de um quadro de competitividade saudável que se afirme e consolide uma malha empresarial inserida na economia global, e a construção de políticas e práticas que cointribuam para a acumulação de capital pela via da poupança individual e das empresas, essencial ao financiamento da actividade económica",  por último, a Reforma do Estado, no sentido de um Estado voltado essencialmente para as suas funções de soberania, em especial na Justiça, menos interventor e mais regulador, na economia, e na prestação de serviços de interesse público.

É a isso que se propõem os autores, através de estudos a levar a cabo por entidades prestigiadas e por jornadas de reflexão, a concretizar até ao fim do ano, sobre cada um dos temas e ainda sobre os obstáculos que vêm impedindo que Portugal se coloque a par das sociedades mais desenvolvidas.

Expresso    23-05-2009 





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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

UMA CENTELHA DE ESPERANÇA

 

http://tube.aeiou.pt/mundo-maravilhoso/

 

publicado por luzdequeijas às 19:24
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396 DIAS DE TRABALHO

Quem vier a seguir que pague a conta…

Arquivado em: Economia, Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 16:38
 

 

Insurgente

Com a orgia de despesismo de inspiração (mais ou menos) keynesiana em curso, é de temer que a situação das finanças públicas se deteriore ainda mais, Mas o mais assustador é não parecer haver em Portugal – salvo raras excepções – consciência da gravidade e insustentabilidade do desequilíbrio das contas públicas portuguesas: Dívida externa só será paga com 396 dias de trabalho

Os portugueses precisavam de trabalhar, em Setembro do ano passado, um ano e 31 dias para liquidar a totalidade da dívida do País ao estrangeiro. Mais dois meses do que em igual mês do ano anterior.

(…)

Nos primeiros nove meses de 2009, a dívida externa era de 108,6% do PIB, utilizando cálculos conservadores. Ou seja a factura ascende a 177,3 mil milhões de euros, de acordo com dados do Banco de Portugal, contraída na forma de empréstimos e em títulos do Estado, adquiridos pela banca internacional.

publicado por luzdequeijas às 18:52
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CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL

Liberdade e guiões partidários

Henrique Monteiro (www.expresso.pt)

 

0:00 Quinta-feira, 31 de Dez de 2009
 
A liberdade interna do PS, uma das suas grandes virtudes, é hoje uma caricatura do que foi. Hoje há um guião, mas felizmente já há resistência. Pena é haver tão pouca gente a pensar pela sua própria cabeça.

Confesso que fiquei surpreso com a prestação do líder da JS no último "Expresso da Meia-Noite", na SIC Notícias. Pensei que não existia estalinismo no PS, mas terei de rever esta ideia.

O chefe da JS acha que não deve haver liberdade de voto sobre o casamento gay, porque está no programa do PS e - se está no programa - toda a gente tem de votar o que lá está. Duarte Cordeiro opõe-se também à existência de um referendo: afirma que estando o casamento homossexual nos programas do PS, BE e PCP, todos os votantes destes partidos já votaram a favor.

O mesmo pensa, aliás, a direcção do PS sobre o voto em projectos de outros partidos que prevêem a adopção de filhos por parte de casais homossexuais. O programa socialista diz que não, e portanto está dito que é não que se deve votar!

Por este andar é melhor colocar tudo no programa. Do mesmo modo que o califa Omar achava que tudo estava no Corão, todos os aspectos da vida, mesmo os mais complexos e polémicos, serão decididos em congresso e previstos num programa, anulando-se essa subversão que é a opinião pessoal. Assim nem são necessários deputados, basta amanuenses.

O jovem socialista vive num mundo simples. Eu invejo essa simplicidade como Jan Huss invejou a velhinha que pôs um raminho seco na fogueira que o condenava (ó santa ignorância, clamou, ou, em latim, sancta simplicitas). Invejo-o porque sou contra o referendo, mas não pelos motivos dele; porque conheço muita gente que votou PS e é contra o casamento dos homossexuais e porque, achando que se o PS quer equivaler a união homossexual ao casamento (o que acho um erro), terá, então, de permitir a adopção para não criar - aí sim - uma discriminação gritante e absurda entre casamentos hetero e homo.

A não existência de liberdade de voto em casos como estes é verdadeiramente uma aberração. A não existência de liberdade de voto, em quase todos os casos, é, aliás, uma aberração.

Felizmente há ainda muitos no PS que recordam um líder que se negou a apoiar o candidato oficial do partido a PR; que recordam figuras que abandonaram as listas de deputados em nome da sua autonomia pessoal; que recordam os que votaram contra uma Lei de Segurança do Governo PS, em nome da consciência individual. E sabem que os militantes citados se chamam Soares, Guterres e Alegre e que esse é (ou costumava ser) o PS genuíno, livre.

E percebem que é tempo de pôr fim à voragem do PS pelo poder e à guerra absurda com Cavaco, à lógica centralizada num homem. Que sabem que o PSD ainda paga por ter sido como é agora o PS.

Henrique Monteiro

Texto publicado na edição do Expresso

publicado por luzdequeijas às 14:13
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ATÉ QUANDO ?

Por contraste, este segundo Executivo de Sócrates surge como uma versão recauchutada e minimalista do Governo anterior, sem ímpeto reformador, sem ânimo para tomar medidas difíceis, sem causas que o motivem e orientem, sem ideias novas. Impotente perante a crise, tolhido pela perda de poder da maioria absoluta, Sócrates limita-se a apontar o TGV, repete-se e esgota-se a falar do investimento público – ou, para disfarçar o vazio de ideias e a ausência de energia de mudança, a colocar na agenda do dia temas marginais como o casamento entre homossexuais ou outro ensaio da inefável regionalização.

Sócrates lidera agora um Governo sem causas nem projectos reformadores. Um Governo de gestão corrente, precocemente esgotado. Até quando? – é a pergunta que se coloca.

JOSÉ ANTÓNIO LIMA - SOL

publicado por luzdequeijas às 13:56
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CAOS REINANTE

03 Janeiro 2010 - 00h30

A voz da razão

O planeta de Cavaco

Não vale a pena iludir: Sócrates e Cavaco não vivem no mesmo planeta. O primeiro, em prédica natalícia, confessou já ver ‘sinais de retoma’ para o país, provavelmente inscritos nas estrelas. É o planeta da fantasia. O segundo, em mensagem demolidora, remeteu as visões místicas do primeiro-ministro para o caixote: a situação é péssima, pode piorar e o governo persiste no adiamento, na propaganda e na lamúria. É o planeta da realidade.
Da realidade e, acrescento eu, de um político altamente profissional, que prepara em 2010 a recandidatura para 2011. Como? Distanciando-se do caos reinante e emergindo perante os portugueses como o único agente que fala ‘verdade’.

A campanha para as presidenciais começou com a mensagem de Ano Novo. O engº Sócrates que tome nota: a partir de agora, é cada um por si até à meta de Belém.

João Pereira Coutinho, Colunista

publicado por luzdequeijas às 13:43
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

QUAL CRISE ?

 

 

 

  João Pereira Coutinho
02 Janeiro 2010 - 00h30

A voz da razão

A orgia do presente

O período de festas desperta o moralista que há em nós. Crise? Qual crise? A julgar pelos números, os portugueses não estão em crise. Consomem como nunca (mais de 5 milhões em levantamentos e compras) e viajam como loucos. O que implica saber: será a crise uma ilusão? Ou serão os portugueses uma raça degenerada que come e bebe enquanto o barco se afunda?

Por paradoxal que pareça, ambas as coisas: com uma economia estagnada e sem perspectivas de melhoras, os portugueses gastam como se não houvesse amanhã precisamente porque não sabem se haverá amanhã. É a velha história da vaca e do pobre, popularizada em tempos por Vasco Pulido Valente: a ‘poupança’ e o ‘investimento’ só fazem sentido quando se pressente uma possibilidade de futuro. Quando essa possibilidade é estreita, a única certeza que resta ao pobre é a orgia do presente.

João Pereira Coutinho, Colunista

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

LEONARDO da VINCE

 

O Sonho e as Previsões “Absurdas”
O mundo lá ia evoluindo mas as condições de vida das populações e os seus direitos sociais eram praticamente inexistentes.
Havia porém quem sonhasse com um novo mundo a sério e para isso servia-se da sua imaginação!
No caso de Leonardo da Vinci, não sei dizer se foi o mais artista de todos os cientistas ou o mais cientista de todos os artistas. Acho que foi as duas coisas. Leonardo foi matemático, engenheiro, arquitecto, projectista, mecânico, anatomista, botânico, zoólogo, cientista, futurólogo, pintor, poeta, físico, inventor e sobretudo um génio que viu o que ninguém foi capaz de ver em sua época e transformou-se numa personalidade sem igual na galeria dos pensadores humanos. Foi também um grande cozinheiro e empresário. Em sociedade com Botticelli, abriu um restaurante. Para comodidade e higiene dos seus clientes, inventou o guardanapo. Era início do século XVI. Leonardo morreu na França em 1519 e nasceu em 1452. em Anchiano, um lugarejo próximo de Vinci, na Toscana, Itália. Desde cedo mostrou o seu talento e aos 20 anos, junto com o seu mestre Andrea del Verrochio, pintou o Baptismo de Cristo, onde as características dos dois pintores são bem nítidas e onde o aluno mostrou definitivamente que havia superado o mestre. Leonardo da Vinci é considerado o pai da Renascença. É preciso que se entenda bem o significado disso.

Espanha e França eram as nações poderosas naquela época. A Itália estava dividida sob  a influência de Veneza, Milão, Nápoles e Florença. A família dos Médici, onde    proliferavam papas, reis e rainhas, dominava Florença. Os Médici deixaram um grande legado artístico e cultural e contribuíram para o esplendor de Florença. Foi em Florença onde ressurgiu o poderio cultural italiano. Aos 25 anos, Leonardo da Vinci trabalhava para Lorenzo dei Médici na administração da cidade estado.
                 
publicado por luzdequeijas às 17:58
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DO ÁBACO À INTERNET

A primeira tentativa bem sucedida de criar uma máquina de contar foi o ábaco. O nome tem origem numa palavra hebraica abaq (pó), em memória a antiquíssimos tabletes de pedra, aspergidos com areia, onde os antigos mestres desenhavam figuras com o dedo para educar seus discípulos.

Os inventores do ábaco, aparentemente foram os chineses, que deram o nome de suan pan. Os japoneses também reivindicam a invenção – no Japão o ábaco chama-se soroban – , para não falar nos russos: o deles se chama tschoty. Feito com fios verticais paralelos pelos quais as suas

operadores podiam fazer deslizar sementes secas, o ábaco chinês era incrivelmente eficiente. Um operador com pratica podia multiplicar dois números de cinco algarismos cada um com a mesma velocidade com que alguém hoje faria mesma conta numa calculadora digital. Quase 3 mil anos depois de ter sido inventado, o ábaco ainda é muito utilizado na Ásia por muitos comerciantes.

Os fundamentos da revolução do computador edificaram-se de maneira lenta e irregular. Um dos pontos de partida foi o desenvolvimento - há mais de 1500 anos, provavelmente no mundo mediterrâneo - do ábaco, um instrumento composto de varetas ou barras e pequenas bolas, utilizado pelos mercadores para contar e calcular. Em termos aritméticos, as barras actuam como colunas que posicionam casas decimais: cada bola na barra das unidades vale um, na barra das dezenas vale 10, e assim por diante.O ábaco era tão eficiente que logo se propagou por toda a parte, e em alguns países é usado até hoje.

Antes do século XVII, época de intensa ebulição intelectual, nenhum outro instrumento de cálculo podia competir com ele.

Historicamente, o primeiro artefacto humano utilizado para realizar contas foi o ábaco.
A sua origem remonta à Ásia Menor, 500 anos atrás.
Existiram várias formas de ábacos, idealizados pelas várias culturas em que foram usados.
No entanto, o seu uso sofreu franca diminuição, sobretudo na Europa, a partir da consolidação do uso do papel e da caneta.

O espectacular avanço da Revolução Industrial durante o século XIX, assim como a grande complexidade da organização social, apresentou um novo problema: o tratamento de grandes massas de informação. 

Seguindo a linha histórica, e lidando com "engenhocas" mais sofisticadas, é criada por Pascal, em 1642, a primeira máquina de calcular de que se tem notícia.

publicado por luzdequeijas às 17:48
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IMAGENS DO ANO QUE FINDOU

IMAGENS DA REVISTA VISÃO

http://aeiou.visao.pt/2009-portugal-em-imagens=f542439

 

publicado por luzdequeijas às 12:23
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MEDIDAS DRÁSTICAS NA MESA

 

Pior ainda. Quando o défice público já bate nos 9% e o endividamento está a ultrapassar os 100%, quando todos os organismos e autoridades internacionais afirmam que a economia portuguesa vai ficar ainda mais para trás e ter um crescimento mínimo nos próximos anos, incapaz de criar emprego e melhorar o nível de vida, Sócrates vem dizer aos portugueses, na sua mensagem de Natal, que «há sinais claros que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação». Se ainda for primeiro-ministro, o que dirá ao país quando se vir obrigado a tomar medidas drásticas, como está a acontecer na Irlanda e na Grécia?

Publicadopor JAL | 1 Comentário(s)    

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SOL&SOMBRA

publicado por luzdequeijas às 12:14
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