Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

AUTÁRQUICAS 2009

 

PORTUGAL, UM PAÍS DO ABSURDO

O tema eleito é mais actual do que nunca. Com a última campanha eleitoral em pleno, elegem-se os políticos de proximidade. Aqueles que melhor conhecemos e que nos devem representar por quatro anos! E, agora, lá vai o absurdo, saído da boca de milhares de pessoas que nós reputávamos de respeitáveis! Ei-lo: “voto nele porque rouba, mas faz obra”! Tanta gente a dizê-lo, em relação a tantos candidatos, é, também, OBRA!
Não aludo a ninguém em particular, mas sim ao facto concreto, e ao absurdo que ele traduz.
- Por absurdo, consideremos que em determinado concelho as pessoas iriam votar em dois candidatos, a saber:
Candidato (A); “rouba, mas faz obra”.
Candidato (B); “ não rouba, mas faz obra”.
Dir-me-ão: “isso não é possível todos roubam ou, o que rouba faz mais obra”. O caso começa a complicar-se. O mérito, parece-nos, tem de estar reservado a quem faz obra e não rouba. Também se poderia argumentar que aquele que rouba precisa de obra para roubar!
- Vamos ainda, por absurdo, pensar que o candidato escolhido, candidato (A), acima referido, entraria na calada da noite e roubaria da vossa casa, uma peça em ouro. Este candidato até já vos tinha ajudado algumas vezes com decisões da Câmara. Pergunta-se: Continuariam a votar nele e não entregariam o caso do roubo aos tribunais?
Sem esperar pelas respostas, adianto algumas conclusões, agora, não por absurdo, mas bem reais: o comum das pessoas desculpa os políticos que roubam, por estes roubarem dinheiro do Estado, considerando que este não tem dono. Aqui fica o primeiro logro, o dinheiro do Estado tem dono e esse dono somos nós. Poderá significar para nós uma pequena parcela, mas, o muito pouco de muitos é o dinheiro que alguns políticos roubam! E o seu valor pode significar a escola que não se faz, o Centro de Saúde que nós não temos e muitas outras coisas que, apesar da obra feita, nós não usufruímos! Pode, também,  significar nesta linha de pensamento, que o nosso filho tenha de frequentar uma escola distante correndo perigos, que nós não tenhamos, a tempo, um hospital que nos salve a vida e muitas, muitas outras coisas básicas para NÓS E PARA OS OUTROS!
CUIDADO, NÃO ESTAMOS A FALAR DE ABSURDOS, MAS DA VIDA CONCRETA E REAL. Se, por último, pronunciamos a estafada frase: ELE ROUBA MAS FAZ OBRA e votamos em quem rouba, então, estamos também a denegrir o poder judicial, a desautorizá-lo, por não estar como queríamos, mas a verdade é que se alguém nos roubar ou fizer mal a uma pessoa que amamos, É A ELE, E SÓ A ELE, QUE PODEMOS PEDIR PROTECÇÃO PARA QUE NOS FAÇAM JUSTIÇA! Estamos a destruir a única coisa que, mesmo mal, pode funcionar em nossa defesa.
António Reis Luz


 

publicado por luzdequeijas às 08:58
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

A REGUEIRA DE QUEIJAS

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Ilegalidade

 

 ( Clique em cada imagem para a ampliar )

 

Em cima se pode ver uma placa informativa da CMO, em total conformidade com a lei. Informa a população da obra em questão, do seu valor e dos técnicos responsáveis por ela, dos prazos de conclusão e do seu construtor.

Está em conformidade com a lei e com a legalidade. Isto, numa obra sem grande responsabilidade ( embora cara ), uma simples área para os caninos fazerem, em paz, as suas necessidades. 

 

O Contraditório

 

Ao lado, podemos ver algo nunca visto ! É de bradar aos céus ! Um pedaço de papel de embrulho, com letra de analfabeto, que diz  ser uma obra da responsabilidade da Junta de Freguesia de Queijas. Aqui começa a ilegalidade. Uma junta não dispõe de técnicos com competências para assinar uma obra como adiante se vai descrever. Talvez por isso não esteja assinado ( o papel de embrulho ! ). Não tenha prazo de conclusão, nem o custo (?), nem o seu construtor, que não foi a Junta ! ( Soube-se o nome do construtor, pela viatura estacionada).

Mesmo ao abrigo da "Delegação de Competências", a Junta de Freguesia nunca poderia fazer esta obra que envolve cimento armado na construção de um paredão alto e comprido ! Uma obra com elevados riscos de segurança e feita sem técnico responsável, nem tão pouco com autorização pública da CMO. Que, acredita-se desconheceu a sua realização, pois de contrário os Fiscais da CMO, teriam actuado !

Por este exemplo, percebe-se a razão pela qual no executivo da Junta, nunca poderão estar pessoas honestas e competentes !

Assim vai Portugal ! Paz à sua alma !

Comentário final: Mais adiante, um alto responsável da Junta falou em "Obra por Ajuste Directo". Coisa estranha, o ajuste directo não invalida que se façam estudos e se assumam responsabilidades técnicas. Nem dispena autorização de Departamnto Técnico da CMO!  Tão pouca dispensa autorização dos Serviços Hidráulicos para se mexer numa regueira!

O local beneficiou o seu aspecto, certamente com o intuito de agradar a alguém! Não à população residente e mais afectada por este cancro que corroi Queijas há dezenas de anos! O esgoto continua a correr a céu aberto. A regueira continua com o seu fundo cheio de irregularidades que formam muitas poças e estas trazem mau cheiro, melgas moscas e mosquitos para mal dos moradores. Foi uma operação cara, ilegal e estética, mas longe de resolver os principais e graves problemas.

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:26
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HISTÓRIA DE QUEIJAS

As Nossas Referências

Toda e qualquer pessoa precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.
Tudo isto, e muito mais, coabita em nós próprios formando um todo, a nossa identidade, dando a todos nós, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.
Muitas delas são-nos transmitidas de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas. Ou alteradas se for o caso.
No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós, mais tarde, tudo se passa da mesma forma.
No caso concreto dos habitantes da Freguesia de Queijas, não podemos esquecer que ela ganhou identidade própria há uma dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.
Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade, onde e quando, ela também nasceu. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.
Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para mais não devemos esquecer, que muitos até já nela nasceram.
A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos .
É deste modo que compete aos nossos autarcas assumir a responsabilidade de saberem ir marcando junto da população momentos que, se representam também a nossa história de séculos albergados noutras conjunturas demográficas, representam , agora, muito mais ainda, tudo aquilo que soubemos construir numa geração vivida por avós, pais e netos. Três importantes datas ficarão na nossa história para sempre . Datas que vão dos anos 1987, 1993 e 2001 aos meses de Dezembro, Junho e Julho. Aqui estão elas :
 
v      A elevação de Queijas a Paróquia foi, por curiosa coincidência, concretizada dois meses depois da inauguração da sua igreja, ou seja, em 8 de dezembro de 1987, Dia de Nossa Senhora.
 
v      Lei 17-G/93 de 11 de Junho de 1993 :
             Artigo 1.º É criada no concelho de Oeiras a freguesia de Queijas, com sede em Queijas, abrangendo os núcleos populacionais de Queijas e Linda - a – Pastora .
 
v    Em dia de grande festa, 7 de Junho de 2001, havia centenas e centenas de pessoas e autocarros à volta das instalações da AR, vindas de todas as partes do País para assistirem a aprovações similares, foi aprovada a elevação de Queijas a Vila, através da Lei n.º 56/2001, publicada no Diário da República n.º 160 I - A série de Quinta Feira , 12 de Julho de 2001. Sede de Freguesia . O nosso brasão foi por isso alterado !
São, pois, responsáveis por assinalar estas datas, muito mais as duas últimas, por apresentarem um cariz civil, os autarcas que estiverem empossados, de tal modo que elas fiquem para sempre nas referências de cada um dos nossos habitantes, de qualquer idade.
São ainda responsáveis pelo respeito digno, devido àqueles que mais se evidenciaram e contribuíram para a símbologia de tais datas. Se não o fizerem não serão dignos deles, nem da nossa história.
 
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 17:43
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PORTUGAL E AS MOSCAS

 " Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

Guerra Junqueiro escrito em 1886

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:38
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A MEMÓRIA DO PASSADO

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

O MOINHO VELHO e o MARCO GEODÉSICO
Não será caso único mas aquele moinho tão arruinado, há dezenas de anos que se conserva assim. É facilmente avistado de todas as proximidades e o marco instalado no seu interior significa que é o ponto mais alto da freguesia de Queijas e um dos mais altos do concelho de Oeiras. Esta vila e antigo lugarejo, era terra de semeaduras de sequeiro e cultivo cerealífero. Terra de agricultores da própria terra.
O solo era seco e de baixa profundidade, no qual abundavam pedras sem conta, à vista, e grandes pedregulhos negros a pouca profundidade.
Nos anos de industrialização do concelho, Queijas foi abrigo de um projecto de auto-construção e com ele tudo começou a ser diferente.
Os terrenos de semeadura começaram a ser vendidos para construir.
Árvores só existiam meia dúzia numa velha quinta, rodeadas por um alto muro. O resto era descampado a perder de vista, com excepção de espaçadas áreas silvestres que incluíam um conjunto de sistemas arbustivos , de formação próxima do carrascal e estevas, com elevado interesse ecológico, muito mato e revestimento herbáceo.
Este era um ecossistema apropriado para uma fauna diversificada mas preferida dos caçadores. Coelhos bravos, codornizes e perdizes sem conta eram vistos a esconderem-se nas muitas e cerradas moitas, mesmo à luz do dia.
Conta a sabedoria popular que o rei D. Miguel, também devoto da Senhora da Rocha, por aqui se entretinha neste passatempo cinegético, o que justifica a existência da Casa de D. Miguel, o seu pavilhão de caça.
Também justifica a existência de uma pequena reserva de caça na freguesia de Queijas, no prolongamento da reserva de caça da Serra de Carnaxide.
Os primeiros habitantes da parte nova de Queijas bem se lembram dos milhares de pintassilgos que, mesmo no centro da povoação, comiam sem cessar as sementes dos inúmeros cardos secos. Bem se lembram de nas cálidas noites de Maio verem centenas de pirilampos ziguezagueando no ar, mesmo à volta das suas casas. Sentiram o ruído e desapareceram para sempre.
Bem se lembram de no começo das obras da cooperativa aparecerem nos seus quintais ouriços, doninhas e outras espécies do género, a procurarem abrigo, fugindo do roncar ensurdecedor das máquinas a desbravarem os seus lares. As moitas silvestres.
A questão ambiental é hoje encarada como factor central do desenvolvimento sustentável duma terra ou de uma região e como contributo decisivo para a qualidade de vida das suas populações.
Voltando ao moinho do marco geodésico de referir ser ele e as terras envolventes, ao que supomos, propriedade camarária e ter tido até há pouco tempo nessa terras uma gigantesca antena de telemóveis. Felizmente, houve o bem senso de a retirarem, talvez por estar mesmo junto da escola Secundária Noronha Feio e por pressão da comunidade escolar.
Esta última parcela com as características do que foi esta região, hoje em estado degradado, possui condições de excelência pela biodiversidade ambiental que se devem traduzir em factores de atractividade e em vantagens de toda a ordem, a maior das quais de ordem cultural.
Depois de termos perdido tanta coisa deste nosso ecossistema, parece justo manter nesta área, salvo melhor opinião, um santuário ecológico que nos ligue ao passado mas que possa ser igualmente uma porta pela qual possamos melhor visionar o futuro, que não pode deixar de passar pela defesa do meio ambiente que recebemos como legado.
Naturalmente que é fácil imaginar aquele espaço cimeiro e geodésico, encostado a uma escola secundária e rodeado de perto por várias outras comunidades escolares e habitações, cercado por um muro alto e rústico, adequado ao estado do moinho. A conservar como está.
Seria um pequeno território protector de uma fauna e flora, em risco de desaparecerem totalmente. Também é fácil imaginar as espécies autóctones a proteger numa coabitação que já tiveram por milhares de anos, mas que não é tão fácil hoje, por ser num espaço fechado. É um trabalho para gente altamente especializada. Passará por uma identificação dos valores naturais da área no que respeita às comunidades vegetais e à fauna, em função da sua importância.
Mas é um desafio aliciante e exemplar.
Será naturalmente de manter no espaço eleito, um estado silvestre controlado, correspondente a padrões de uso onde a intervenção humana é nula ou muito reduzida.
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 17:19
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ROUBAM MAS FAZEM OBRA

A CORRUPÇÃO

Não vale a pena andarmos a discutir o problema da competitividade da economia portuguesa se não tivermos coragem de enfrentar, de uma vez por todas, o problema da corrupção. Dizem as Nacões Unidas que somos o pais mais corrupto da Uniao Europeia. Provarei, através de uma diagrama da corrupção, que os mercados e, portanto, os países mais corrutos são necessariamente os mais pobres. A corrupção é um verdadeiro imposto encapotado, onde a economia perde mais do que aquilo que ganham os corruptos.  

 
Semanario, 13-12-2002



 

publicado por luzdequeijas às 17:16
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O JAMOR E LINDA A PASTORA

Heranças de Poesia e Lavoura

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia .O rio era o Jamor , campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda- a velha e Cruz Quebrada ( A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a- Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram o notável artista alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica.
O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico.
É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo. Vão lá ver como podia ser no Jamor....
António Reis Luz 
  
  
 
                  
 
publicado por luzdequeijas às 12:39
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ALAMEDA DE QUEIJAS

QUEIJAS, DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão indicada no título deste artigo. Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar de “candeias às avessas”.
No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Teresa Zambujo também o quis ser, todavia, durante a campanha autárquica de 2005, viu um “out door”, que aludia a esse facto, colocado em Queijas, mesmo em frente do Posto Policial, pela calada da noite, um carro abalroar toda a estrutura desse “out door”, danificando tal intenção. Destruí-lo!!!!
Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa Alameda. Não o foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal Alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a fazer. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.
Já em 1998 foi lançado, nas escolas, pela Junta um concurso, sobre o nome da pessoa dado à sua rua. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:
Cada Rua uma História – Alameda de Queijas
Acompanhando um desenho podíamos ler; era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um grande espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes. Catarina Flores Henriques – 6 anos!
Esta criança é que merecia a paternidade da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 12:27
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QUEIJAS, PROMESSAS POR CUMPRIR

BAIRRO DA CALÇADA DOS MOINHOS

Este bairro de génese ilegal, sito em Queijas, arrasta-se pela ilegalidade há várias décadas!
Finalmente (Boletim Municipal n.º 108 de Setembro 2000), viu ser aprovada a proposta do Plano de Urbanização para o Ordenamento e Reconversão da Calçada do Moinho.
Depois de muitas reuniões com a Associação de Moradores, sempre assistidas pelo Presidente da Junta de então, esta proposta da CMO veio trazer uma réstia de esperança para esta boa gente.
Dizia-se na proposta do Plano de Urbanização, que ela seria um instrumento de ordenamento mais adequado a utilizar naquela fase, pois permitiria a definição de uma ocupação espacial equilibrada, com uma concepção de espaço urbano onde estaria presente a articulação com a rede viária estruturante e com o aglomerado de Queijas! Dizia-se.
Dizia-se é a palavra certa para acalmar os moradores de 65 lotes, com existência, até agora, do ponto de vista formal, considerada ilegal. Em boa verdade se o tempo decorrido até ao ano 2000 foi longo e penoso, também é certo que desde esse ano até ao final de 2009, tudo continua na mesma.
Hoje, são muito mais os moradores de uma zona de Queijas, considerada com as melhores condições naturais para habitabilidade, porém, a sua qualidade de vida continua a ser nula. Os seus direitos são “Sine die” adiados, não havendo já para eles qualquer réstia de esperança. O tempo amassou o recalcamento e os seus ouvidos já não acreditam nos políticos que os têm adormecido sistematicamente! Continuam, desde 2000, há espera de deixarem de viver numa classe de espaço semi-rural, de modo a integrarem, de facto, o perímetro urbano do aglomerado de Queijas.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 11:23
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ARRUADA EM ALGÉS

"Arruaçada" em Algés

"Arruada", é um termo que já entroou no léxico português, durante as campanhas eleitoriais. Em Algés, ganhou ontem uma nova variante: "Arruaçada"!

 

Insultos e empurrões entre apoiantes de Isaltino e Perestrello

 

"O que aconteceu não sei", comentou Marcos Perestrelo, citado pela agência Lusa. José Sócrates só chegou depois do incidente se ter registado...

 

Deixo um desafio aos leitores: cliquem nas fotos e "descubram as diferenças"

 

 

publicado por luzdequeijas às 00:01
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

ISABEL MEIRELES VISITA A JUNT´ARTE EM QUEIJAS

 

 

Domingo, 4 de Outubro de 2009

Da Agenda de Isabel Meirelles

Isabel Meirelles, volta a Paço de Arcos amanhã, segunda-feira, onde, às 15 horas, fará a Apresentação do Programa Eleitoral da Coligação Mais Oeiras, no Jardim Municipal.

Antes, pelas 11 horas, estará numa Acção de Rua, em Caxias, com concentração na Pastelaria Vera Cruz, visitando Laveiras e a Associação de Moradores do Alto do Lagoal, para, às 20 horas, participar num Debate promovido pela RTP-N.

No dia 1 de Outubro, visitou a Associação "Junt'Arte", em Queijas e participou num jantar em Porto Salvo.

 

publicado por luzdequeijas às 23:52
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PASSADEIRAS EM QUEIJAS

ESTENDER A PASSADEIRA

Confesso que é um título que causa, certamente, calafrios a qualquer pessoa de bem . Num mundo em que vivemos, no qual a condição humana é tão perene, serão muito poucos aqueles que poderão merecer que se lhes estenda a passadeira. E esses, se fosse o caso, seriam exactamente eles os primeiros a recusar tal honraria!
Uma passadeira estendida só para o criador deste universo fabuloso em que vivemos.
Claro que não penso que mereça uma passadeira aquele Presidente de Junta que mandou pintar uma passadeira, numa rua mesmo à sua porta ! Ou que sejam necessárias tantas passadeiras como já vi pintadas num pequeno bairro da minha terra (Queijas)!
Todavia, se pensarmos numa instituição de serviço público já o caso muda de figura, escolas, hospitais, clubes, igrejas etc, deveremos obrigatoriamente estender a passadeira, de preferência vermelha.
Na freguesia de Queijas, por exemplo, temos uma instituição sediada em Linda – a – Pastora com largo prestigio internacional e que muito nos honra.
Oficialmente designada por Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição, quem as conhece integra-as na Obra Social Madre Maria Clara.
Existem desde 1871 e fixaram-se em Linda - a - Pastora por volta de 1990. Prestaram e prestam um apoio quase invisível mas, sem o qual, muita gente passaria por grandes dificuldades.
Madre Maria Clara do Menino Jesus ( 1843-1899 ) sempre impelida pela mesma ânsia de a todos socorrer, enviou as suas Irmãs a Angola, em 1883, à Índia, em 1886, à Guiné e a Cabo Verde, em 1893 e nunca mais parou.         
Sob o lema " Onde houver o bem a fazer, que se faça ", a obra da Congregação é muito vasta e a partir da antiga Quinta de Cesáreo Verde, em Linda - a – Pastora, são hoje geridas obras espalhadas pelo mundo fora : Pontevedra, Roma, Bombay, Margão-Goa, Philippines, Salvador da Baía etc.
A fundadora desta “ Obra “ tem, merecidamente , uma estátua na freguesia e a sua instituição é igualmente merecedora que se lhe estenda a passadeira vermelha.
Curiosamente passa à sua porta a Rua Madre Maria Clara, hoje com trânsito intenso, e as irmãs para entrarem e saírem da sua Casa – Mãe precisam de mil cautelas para atravessarem a rua.
O mesmo acontece com os inúmeros frequentadores das suas enormes instalações, que em retiros espirituais ou concentrações afins, aqui se hospedam vindos de variadíssimos lugares de Portugal e estrangeiro.
A CONFHIC pode, pela proximidade e vocação, prestar um serviço valiosíssimo ao concelho, quando o Santuário da Rocha se abrir, como outros, ao turismo religioso. 
Parece-me, por isso, de elementar justiça que na frente da sua entrada principal seja recolocada uma passadeira ( já lá esteve) de modo a tornar mais fácil a vida destas Irmãs que diariamente se deslocam às paragens dos transportes públicos, muitas vezes, para irem ajudar quem necessita.
Aos autarcas exige-se uma política de proximidade sempre atenta a quem presta serviços públicos, as mais das vezes a troco de tão pouco.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 23:37
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A QUALIDADE DO ATENDIMENTO

ATENDIMENTO PERSONALISADO

O cidadão português não se compenetrou ainda dos seus direitos e, mesmo quando isso não é verdade, reage por comodismo ou simples falta de atitude, não reclamando ! Terá sido por esta razão que em 2005 o Governo tenha tornado obrigatório o uso do “ Livro de Reclamações” .
“As exigências das sociedades modernas e a afirmação de novos valores sociais têm conduzido, um pouco por todo o mundo, ao aprofundamento da complexidade das funções do Estado e à correspondente preocupação da defesa dos direitos dos cidadãos e respeito pelas suas necessidades, face à Administração Pública. A resposta pronta não se compadece com métodos de trabalho anacrónicos e burocráticos, pouco próprios das modernas sociedades democráticas !
 
Na rua ouve-se muita coisa, mesmo sem querer, quando as pessoas desabafam umas com as outras. Foi dessa forma que um punhado de gente ouviu a lamentação e indignação de uma mãe que terá ido à Junta da sua terra (Queijas), expor um problema familiar íntimo e pedir ajuda. Teve de fazê - lo na frente de todos os funcionários. Contava ela que, para melhor ouvirem, pararam o trabalho, enquanto era atendida . Mesmo não falando alto, o atendimento num “ open space ” coloca qualquer um numa situação desagradável e, por via disso, tinha sabido que o seu lamento andava na rua, de boca em boca.
 
Dá – se o caso de as instalações daquela Junta já terem tido boas condições de atendimento personalizado. Obtidas com onerosos recursos financeiros, para que o cidadão pudesse ser atendido dentro de uma cultura de serviço público aprofundada, orientada para os cidadãos e pautando – se pela eficácia, descrição e qualidade.
Na Junta em causa, tais objectivos foram atingidos com um funcionário em permanente atendimento, quando solicitado, num espaço reservado e acolhedor. As pessoas em espera, ficavam comodamente sentadas numa antecâmara, esperando a sua vez. Sempre que este funcionário se tivesse de ausentar, chamaria outro colega, de modo a haver, sem demora, alguém que atendesse. Este colega poderia, caso não houvesse ninguém para atender, continuar a processar o seu trabalho, dado os computadores estarem ligados em rede.
 
Tudo que foi feito ficou exarado num “ Regulamento Orgânico da Junta”. Aprovado pelo executivo e discutido e aprovado por unanimidade na Assembleia de Freguesia .
Tal Regulamento fez levar à prática o conteúdo do decreto – Lei n.º 135/99 de 22 de Abril, que considerou, e bem, que os serviços públicos estão ao serviço do cidadão, em particular, e da sociedade civil em geral .
Duas torres quadradas, em boa madeira, foram imaginadas para proteger a privacidade e poderem servir também de arquivo, aos documentos mais necessários num atendimento célere .
Logicamente que os funcionários, para que pudessem efectivar um bom desempenho deviam, também, ter boas condições de trabalho. E tiveram.
 
Nos mandatos seguintes, nomeadamente no actual, a mentalidade reinante fez “ finca pé “ nos defeitos mais drásticos dos pseudo políticos de Portugal e que se resumem na expressão : “ Os tipos que perderam eram uns “ burros “ e só fizeram asneiras “. É assim, com este espirito, que o país gasta rios de dinheiro e volta sempre à estaca zero ! Destruíram tudo, mesmo tudo. E continuam ....
 
O atendimento voltou a um balcão despersonalizado e a um atendimento em massa ! Voltou ao “open space “ , com todos a pararem o seu trabalho para ouvir e darem, até, a sua opinião! Por último, com a vida dos cidadãos a ser trazida para a praça pública !
Talvez não tenha chegado ao ponto mais baixo de sempre : antes da reforma, uma mulher política, analfabeta, dominava os funcionários com cumplicidades estranhas e atendia toda a gente falando com a boca cheia de comida ! Só ela mandava ! E pedia que lhe lessem os ofícios, que não conseguia ler !
 
É muito triste ser político em Portugal e não é político quem quer. É cansativo fazer e desfazer milhares de coisas bem feitas . Fazer e desfazer governos, ministérios, câmaras, Juntas, jardins, pessoas e até o próprio país. É de facto uma canseira mas, até pode dar dinheiro e recompensas monetárias! A elas voltaremos.
Os sinais exteriores de riqueza de alguns estão bem à vista ..... as ditas recompensas monetárias, embora disfarçadas, também !!!
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 23:25
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A CASA D.MIGUEL

 

A Casa D. Miguel foi adquirida pela família de Cacilda de Jesus Rosa em 1887, era então Queijas uma pequena localidade com algumas dezenas de famílias, a viverem da agricultura e da sua rica área cinegética.
Teria sido pela caça, mas muito especialmente pelo apoio e carinho que D. Miguel dedicou a N. Senhora da Rocha, que este rei terá ficado ligado até hoje, à freguesia de Queijas.
Passados alguns anos a família proprietária resolveu construir uma casa nova para viver e dividiu a Casa D. Miguel , por dentro, de modo a comportar mais inquilinos, arrendando esses espaços.
Até aos nossos dias não haverá muito mais a dizer para além do que consta do processo de classificação, a não ser que antes e depois de classificada como “ Imóvel de Interesse Público”, a degradação continua a aumentar, mesmo na área envolvente de 50 m que a Lei obriga a cuidados redobrados e em conformidade.
O legado de Cacilda de Jesus Rosa foi assim a Casa D. Miguel e mais um terreno anexo que no seu conjunto vale a pena dividir em três realidades, que o tempo consolidou.
1 – Terreno denominado de “Terras da Ermida” – Tinha uma área de 4360 m2 e foi vendido à CMO, nos anos 80/90, para obtenção de espaço para a construção do “Novo Mercado de Queijas”.
Estranhamente continua nesse terreno, agora da CMO, uma casa “abarracada” !
2 – Casa D. Miguel – Apresenta uma degradação cada vez maior sem que os termos da lei que considerou este imóvel de “ Interesse Público”, tenham até hoje, sido cumpridos. Igualmente se tem perdido a oportunidade de realojar as famílias que aqui moram, com rendas desprezíveis, mas sem um mínimo de condições. Os donos da casa já nada podem fazer !
3 – ANEXOS, ( cocheiras e estábulos) – Foi executado um “pedido de expropriação” sobre os donos, que esbarrou no arrendatário do espaço comercial ali existente. A CMO propôs – lhe sair, por troca de duas lojas no Mercado de Queijas, o que foi por ele recusado e remetido para tribunal.
Entretanto a CMO recusou um pedido de transformar esta área num restaurante, “estilo antigo”, mas acabou por autorizar obras de melhoramento, no mini - mercado existente.
 
Contrariamente ao disposto na lei que classificou este imóvel de “ Interesse Municipal”, e à necessidade de realojar condignamente estas famílias, a Junta de Freguesia, com dinheiro da Câmara, põe nela antenas de televisão e faz buracos nas paredes ! Sem tomar medidas de protecção ao legado de azulejaria de reconhecido interesse, que aos poucos desapareceu ! Resumindo, agrava a situação !
 
Queijas, que por força do lançamento, nos anos 60, do projecto da “ Auto – Construção”, se tornou numa localidade de crescimento acelerado, viu os anos passarem sempre com um défice enorme de equipamentos sociais. Continua !
É uma terra diferente a exigir cuidados especiais e diferenciados.
Pior ainda, é a falta de coesão social entre a população, o que só o tempo, por um lado, e equipamentos sociais por outro, poderão resolver ao facilitarem o estabelecimento de convívio, laços e sentimentos comuns entre a sua população. 
Raízes fortes levam tempo a desenvolver, mas sem elas Queijas continuará a ser uma vila de dez mil habitantes, resultado da soma um a um, dos seus moradores, e não um conjunto de uma dezena de milhar de habitantes com sentimentos comuns em relação à terra onde moram há muitos anos e onde muitos já nasceram.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 23:13
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A VLC, DEIXOU TUDO PENDURADO

A propósito da Via Longitudinal Norte, ela foi, há mais de 12 anos anunciada e sistematicamente adiada, ou quase.

Em boa verdade, anda hoje, ali pelos lados da Outurela, naquilo que foi designado pelo 1.º sublanço. Mesmo assim, por iniciativa da CMO. O 2.º sublanço, prometido em acta pelo Presidente da CMO, era para chegar a Queijas em 2004, a expensas camarárias!
A promessa da CMO, ficou na gaveta! Não por falta de verba mas, por simpatia pelas assimetrias, foi parar a Miraflores.

 

Parece lógico que as prioridades de execução do poder central se articulem em paralelo com as do poder local. Na verdade elas, quando falham, afectam sempre vários projectos em curso, não só de um, mas de vários concelhos! As falhas da CMO também!

 

Neste caso a não execução da VLN afectou principalmente os concelhos de Oeiras, Cascais e Sintra. No caso de Oeiras afectou durante vários anos, em especial, a boa funcionalidade do principal polo do desenvolvimento estratégico de Oeiras.

 

Falamos do Taguspark, ou seja de uma visão muito acertada da CMO no plano tecnológico, mas que só muito depois foi descoberta pelo poder central e, ainda de uma forma incipiente! Lá apareceu um acesso fácil e curto, entre a A5 e o Taguspark.
Lamentavelmente muitas sequelas continuaram, originadas pela ausência da VLN. A realização desta via teria ainda permitido um melhor aproveitamento do aeródromo de Tires e o descongestionamento da A5 e IC19.
Mais do que necessário, acho indispensável essa infra-estrutura.

 

A grande força de desenvolvimento destes concelhos foi a A5 ter chegado a Cascais. Agora, um novo impulso trata-se de uma via que permita fazer a ligação entre Cascais e Oeiras pelo interior dos dois concelhos promovendo o seu interior.      
Junto ao mar, temos uma linha ferroviária mas, é preciso que as freguesias de Porto Salvo, Barcarena, Queijas e Carnaxide, sejam servidas pelo mesmo meio de transporte ou, por um menos poluente, mais rentável e mais cómodo. Este pode ser um metro de superfície que circule, em paralelo, com a Via Longitudinal Norte prometida. Muitas urbanizações no concelho de Oeiras e noutros, fizeram-se a contar com as acessibilidades disponibilizadas por esta via e hoje, na sua falta, termos um trânsito caótico, nomeadamente ao princípio e final do dia.

 

Dentro das povoações é uma autêntica balbúrdia, como seja, por exemplo, o caso da vila de Queijas.
O congestionamento do IC19 leva ao atravessamento do tráfego entre esta via e a A5, ora num sentido ora noutro. A obrigatoriedade de pagamento de portagens na CREL, fez com que muitos condutores a ignorassem e, em Queijas, invadissem esta vila, para através da Estrada Militar, atingirem o IC19 ou a A5 sem pagarem.
Estes serão os constrangimentos externos no caótico trânsito dentro desta vila, aos quais serão de somar outros internos.

 

Queijas e Porto Salvo, há mais de quarenta anos foram escolhidas como localidades para albergar um projecto de auto-construção, destinado a pessoas de baixos recursos financeiros. Esta medida eleitoral populista, dos anos 60, foi de curta duração e contemplou pouco mais de cem famílias.Todavia a estreiteza de conceito urbanístico camarária, aprovou ruas e passeios de largura muito reduzida, e foi tornado extensivo a largas áreas de terreno urbanizado entretanto,  sendo porém, tais lotes,  já vendidos a preços especulativos.
Com o decorrer dos anos, vieram outros projectos sociais como cooperativas, atiradas para o lado nascente de Queijas e sem outras acessibilidades que não sejam as estreitas ruas desta vila.
Já nos tempos em que se falava da Via Longitudinal Norte, outras urbanizações foram sendo aprovadas  (Encosta de Linda-a-Pastora etc.) no pressuposto das acessibilidades desta infra-estrutura que serviria de circular á parte nascente de Queijas. Com duas rotundas, uma próximo da Senhora da Rocha e outra mais a norte a caminho do Taguspark. Serviria, igualmente, de escoadouro ao tráfego dos seus habitantes.

 

Com o passar dos anos e o esquecimento da realização desta obra (VLC), muitas centenas de moradores são obrigados diariamente a atravessarem, para entrarem e saírem de Queijas, as suas ruas sem nenhumas condições de circulação rodoviária.
O problema do Taguspark levou um remendo, construção da Variante da EN249-3 (Porto Salvo a Taguspark), mas as acessibilidades funcionais de Queijas e outras localidades e projectos urbanísticos, dos três concelhos, ficaram feridas de morte.” Ad Eternum”! O interior do conselho ficou para depois!
António Reis Luz
 
 
 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 20:53
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UM TERMINAL PRECISA-SE EM QUEIJAS

Inconformismo

 

Inconformismo é hoje a palavra eleita. Porque ser inconformista é acima de tudo ser um homem de bem. É nunca estar conformado com o mal dos outros. É querer para o próximo uma sociedade melhor, sem privilégios de grupos. É um homem que assina por baixo, tudo o que escreve e diz.
Ao contrário, há os outros. Aqueles que só querem privilégios para si e para os amigos. Aqueles que se escondem para planear, aquilo que diz respeito a todos os portugueses. Aqueles que nunca assinam, mas enviam, de forma mesquinha, mensagens anónimas. 
Vamos então falar do povo, cujo sofrimento causa inconformismo às pessoas de bem. Para tal, falaremos dos interesses da população de Queijas, especialmente, daquela que veio para esta terra expulsa da cidade grande e da deserdada província. Que encontrou lotes minúsculos, para casas minúsculas. Ruas onde mal cabiam dois carros, porque era suposto nunca virem a ter carro próprio. São todos aqueles homens de bem que , depois de uma dura vida de trabalho, hoje, estão sentados no banco dos jardins, sem flores, de Queijas. São estes que nos causam inconformismo, porque os outros que vieram depois, são conterrâneos, mas não precisam tanto de nós !
São, também aqueles que andam nos transportes públicos. Transportes esses que mal cabem nas nossas ruas. Aqueles que para se deslocarem a Lisboa, suportam uma caminhada do terceiro mundo ! Pagam caro, a pouca comodidade e pontualidade, das muitas camionetas que trazem e levam centenas de habitantes desta vila, por dia. Caminonetas que, há longos anos não têm onde parar, para " fazer horário". Onde os motoristas ao estacionarem as camionetas, não têm onde fazer as necessidades mais básicas ! Têm de as fazer contra os muros das vivendas. Falam alto e desabridamente com os colegas, não deixando os moradores descansarem. São, também eles,  vítimas do mesmo desleixo e falta de respeito, como os nossos moradores. Há um sanitário, que ninguém utiliza, junto ao mercado. Os técnicos da CMO quando decidem, não escutam a vontade e o saber da população!
As muitas carreiras com início e termino em Queijas, estacionam no início da R. Mouzinho da Silveira. Mesmo a seguir à curva! Rua com dois sentidos ! O espaço da rua, na largura, também, mal dá para outro carro passar! Esta é uma rua de acesso aos bairros das Ilhas e  Cheuni ( mancha A).
A ninguém ocorreu que se aquele trajecto de hoje, se fizesse ao contrário, poderia ter sido encontrada uma solução barata. Quando se diz ao contrário, diz-se seguindo até à R. Angra do Heroismo/ R. dos Açores e descendo a Mouzinho da Silveira que, no seu final, teria uma faixa larga, à direita, para estacionar. Teria, se não a tivessem ocupado para estacionamento de carros. Queijas precisa de parques de estacionamento subterrâneos. Há muitos anos o actual Presidente da CMO o sabe! E para já.
Nesse local, ainda há um pequeno lote de terreno cheio de ervas altas, ( o habitual) que poderia ser transformado numas pequenas instalações, ao serviço terminal e da população. Não precisaríamos de mais. Não ambicionamos um caro  "Terminal". Precisamos que saibam que existimos!
Mas choca e causa um certo inconformismo, ler as notícias do jornal de hoje e comparar :
" A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos ! O objectivo é ganhar clientes e tornar as viagens mais agradáveis aos utentes."
Na semana da mobilidade humana, quando leio isto, e penso nas pessoas da freguesia com dificuldades motoras, fico cheio de inconformismo, para não dizer revolta. Se isto é saudável ou doentio, pouco me importa, basta-me sentir que é injusto e incúria!
António Reis Luz
 

publicado por luzdequeijas às 20:28
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O METRO ESTÁ MUITO CARO

O Presidente da Câmara de Oeiras

Isaltino de Morais, criou um autêntico buraco chamado SATU, o metro de superfície que liga a estação da CP de Paço de Arcos ao centro comercial Oeiras Parque. A despesa é de tal ordem que, segundo actas da autarquia a que a Sábado teve acesso, o prejuízo médio diário é próximo dos 8 mil euros para o metro fazer cerca de dois quilómetros de trajecto. O montante foi calculado pelo vereador da CDU, Amilcar Campos, desde que o SATU entrou em funcionamento, em Junho de 2004. Para este ano, as contas do prejuízo, assentes nos relatórios de actividade do SATU, serão ainda maiores, chegando aos 10.500 euros/dia. O caso poderá ser um dos temas a agitar o final da campanha eleitoral das autárquicas, que decorre até ao próximo dia 9 de Outubro.

Sábado 1 a 7 de Outubro de 2009    

publicado por luzdequeijas às 20:03
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CASOS NÃO AO ACASO


(JPP)

 
COISAS DA SÁBADO: A FÁBRICA DE CASOS



 
O PS fez bem uma coisa durante a campanha: a fábrica de casos. Conhecendo muito bem os mecanismos comunicacionais, o PS e as suas agências de comunicação sabiam que se alimentassem os órgãos de comunicação com sucessivos casos, não sobraria espaço para uma campanha que fizesse o escrutínio da governação e falasse da situação real do país. Houve alturas em que no interior da sala Manuela Ferreira Leite estava a falar do desemprego, da crise económica, da dívida, etc. e os jornalistas nem sequer se davam ao luxo de entrar e estavam apenas à espera cá fora para perguntar sobre o caso do dia.

Para além disso não passou despercebido a ninguém que a fábrica de casos era desigual. O PSD podia ter feito o mesmo? Podia, mas não fez. Podia, só a título de exemplo, ter perguntado quem pagou o bilhete do TGV Paris-Bruxelas, quando o Primeiro-ministro utilizou esse meio de transporte para fazer declarações de campanha eleitoral, quando ia a uma reunião informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia? Todos os dias havia coisas destas que ninguém utilizou como a do carro da Madeira.

Também remete para a responsabilidade da comunicação social, o saber por que razão dois casos idênticos no seu teor (a “compra” dos votos no PSD e a “compra” com prebendas de apoios eleitorais na emigração), ambos já conhecidos e antigos, embora actualizados por declarações em viva voz de pessoas envolvidas, um tivesse chegado á abertura de noticiários e outro não tivesse sequer entrado neles. Aqui sim, também há muitas perguntas a fazer.
 


(url)


(JPP)

publicado por luzdequeijas às 17:02
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A JUSTIÇA QUE TEMOS

 

 

04 Outubro 2009 - 00h30

Dia a dia

Justiça de quem?

A discussão sobre os problemas da justiça está habitualmente centrada nas questões da independência do Poder Judicial, da legitimidade dos juízes, presunção da inocência, necessidade de maior equilíbrio entre acusação e defesa, no papel da mediatização.
A atenção de quem segue esta área e tem voz na política e nos media acaba por transportar uma dimensão implícita raramente assumida: o que se discute é sobretudo o poder de influenciar o destino de certos processos, seja pelo seu percurso nos corredores da Justiça ou pela pressão externa. É uma discussão sobre e entre a superestrutura do poder e das elites.

O que ninguém discute – nem os partidos em campanha, como se viu – são as questões que nos tocam a todos. Como vamos facilitar o acesso à justiça? Como vamos diminuir o seu custo absolutamente estratosférico? Como vamos reduzir a morosidade em processos administrativos, fiscais, cíveis e de comércio?

Este esquecimento corresponde a um certo desprezo por aquela dimensão da justiça que é a que verdadeiramente faria andar o País um pouco mais. Essa é a justiça que mais toca nos interesses dos cidadãos e das empresas, mas será que alguém está verdadeiramente interessado nisso e não apenas no cálculo de honorários ou de influência a apresentar aos clientes mais notáveis!?

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
publicado por luzdequeijas às 16:55
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PS FOI CUMPLÍCE EM OEIRAS

EM OEIRAS PS FOI CUMPLÍCE COM ISALTINO NOS QUATRO ANOS ANTERIORES

 

 

 

 

         
João Relvas/ Lusa  Apoiantes de Isaltino Morais e de Marcos Perestrello envolveram--se em confrontosApoiantes de Isaltino Morais e de Marcos Perestrello envolveram--se em confrontos
04 Outubro 2009 - 00h30

Tensão: Apoiantes de Perestrello e de Isaltino envolvem-se em confrontos

Insultos e empurrões em Oeiras

A campanha eleitoral em Oeiras ficou ontem marcada por confrontos entre apoiantes de Isaltino Morais e de Marcos Perestrello. Momentos antes de José Sócrates chegar ao local, socialistas e apoiantes do candidato independente cruzaram-se na zona comercial de Algés e gerou-se a confusão.

“Gatuno... não tinham nada de vir para aqui... vieram provocar-nos”, gritaram os apoiantes da candidatura de Marcos Perestrello, que aguardavam a chegada do candidato e de José Sócrates para uma arruada, quando se cruzaram com a comitiva de Isaltino Morais. A tensão aumentou e as duas comitivas trocaram insultos e empurrões. Os ânimos só acalmaram com a intervenção de alguns agentes da PSP.

Isaltino Morais, que assistiu aos desacatos, acusou a candidatura do seu adversário socialista de “falta de espírito democrático”, e responsabilizou os apoiantes do PS pelos confrontos. “Eu ia à frente da arruada para cumprimentar toda a gente [do PS]. Os socialistas revelaram falta de espírito democrático porque começaram aos insultos. Eu próprio levei um pequeno empurrão e depois começaram todos  a empurrar”, contou o candidato independente à Câmara de Oeiras.

Versão diferente relata o PS. “Nós estávamos parados. Quem está parado não faz provocações a ninguém”, declarou ao CM Vieira da Silva, candidato à Assembleia Municipal de Oeiras.

José Sócrates, que chegou ao local com Marcos Perestrello minutos depois dos desacatos, lamentou a situação, referindo que “isso não é próprio e é raro acontecer”.

Já o candidato do PS a Oeiras considerou que a situação revela o “nervosismo” de Isaltino. “A candidatura de Isaltino Morais apresenta fortes sinais de nervosismo e, pelo que percebi, tínhamos marcado um ponto de encontro e vieram aqui encabeçados por Isaltino Morais provocar os nossos apoiantes”, afirmou Marcos Perestrello, no final da arruada, onde ao lado do secretário-geral do partido cumprimentou lojistas e transeuntes.

'SÓCRATES É PÉSSIMA COMPANHIA' 

Não há música, nem uma multidão de apoiantes, mas Isabel Meirelles, candidata da coligação ‘Mais Oeiras’, garante que 'não é necessário centenas de pessoas aos gritos' para se fazer ouvir. E nem a presença de José Sócrates na campanha do seu adversário socialista preocupou a candidata. 'José Sócrates é uma péssima companhia para Marcos Perestrello. O PS foi o grande derrotado das Legislativas', atirou Isabel Meirelles, numa acção de campanha em Algés.

A uma semana das eleições, a aposta é no contacto com a população e as sondagens não desanimam a candidata à Câmara de Oeiras, que fala em manipulação. 'As sondagens estão a ser manipuladas. São realizadas por uma empresa afecta ao PS', acusou.

A candidatura de Isabel Meirelles (PSD/CDS-PP/PPM) acredita que será possível derrotar Isaltino Morais nas próximas eleições e tem um forte argumento: 'Se Isaltino ganhar será um executivo a curto prazo, porque ele foi condenado a sete anos de prisão'.

A explicação foi apresentada pela candidata à junta de freguesia de Algés, Alda Lima, a um apoiante de Isaltino Morais. Que respondeu: 'Pronto, se Isaltino for embora eu voto nesta senhora [Isabel Meirelles]'. Pedro Mota Soares, candidato à Assembleia Municipal de Oeiras, e Isabel Meirelles lembraram ainda que a condenação de Isaltino resultou na 'mais severa pena aplicada a um político'.

FRASE DO DIA

'A candidatura de Isaltino Morais apresenta sinais de nervosismo', Marcos Perestrello, PS

'O PS não pode criticar a gestão da autarquia porque foi cúmplice', Isabel Meirelles, PSD

Ana Patrícia Dias
publicado por luzdequeijas às 16:39
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A VERDADE NUA E CRUA!

MANOBRAS NO QUARTO PODER

Diversos especialistas dedicam várias horas a criticar o poder maléfico dos media e dos jornalistas. O que a actual crise mostrou, porém, foi uma coisa muito simples: os media são um espelho do país - por muito que os analistas achem mais fácil partir o espelho do que mudar aquilo que o espelho reflecte. Vejamos: assessores de Belém colocaram notícias num jornal; outro jornal denunciou uma fonte anónima de um concorrente, omitindo como obtivera acesso a dados internos do rival.

Mas eu tenho tempo suficiente de jornais para dizer calmamente, sem medo de ser desmentido: não houve investigação nenhuma! Há ainda a contar com a flagrante falta de ética em que incorreu o "DN" quando revelou uma fonte de um jornal rival. Aliás, o director desse diário, referindo acto semelhante ocorrido em 2004 - quando foram reveladas, por outra publicação, fontes do seu jornal, considerou que se tratava de "um acto nojento do ponto de vista ético e deontológico", como lembrou Graça Rosendo no "SOL". E acrescentava, como se previsse o argumento que agora usa: "o interesse público devidamente agitado, servirá como cortina de fumo ao crime jornalístico". Concordo inteiramente com o que disse há cinco anos. Esta conjugação de falta de ética e de cuidado jornalístico com movimentações subterrâneas e intrigas das altas instâncias do Estado provoca uma mistura que abala o regime, a credibilidade dos políticos e dos meios, mesmo a de quem (como o Expresso) se mostrou prudente e afastado da intriga (dissemos que o caso era tonto e chamámos-lhe sillygate, o que o discurso do PR confirmou). Ao contrário do que dizem os arautos da regulação, como Santos Silva, a imposição de regras exteriores não impede as manipulações. Pelo contrário, o Governo, apesar da fúria reguladora, planta notícias em diversos jornais, apenas se distinguindo do PR e de outros actores pelo facto de ser bem mais profissional.

Enganam-se, pois, os que pensam que a Imprensa é um quarto poder. A imprensa é um contra-poder, cuja influência deve limitar abusos, corrupções, compadrios e jogadas políticas. Porém, o seu inquinamento é exterior. Vem do verdadeiro poder que actua em boa parte da comunicação social como se esta fosse o seu "quarto de brinquedos". Um poder que abusa da fragilidade económica dos media para os pressionar e que conta com a docilidade de certos proprietários de meios cujos créditos dependem muito de boas vontades políticas e financeiras.

Expresso - Henrique Raposo- 03-10-2009

publicado por luzdequeijas às 12:52
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COMO É POSSÍVEL SÓCRATES GANHAR ELEIÇÕES ?

Sócrates é o réu

 

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Sexta-feira, 25 de Set de 2009

 

No domingo, só uma pessoa estará sentada no banco dos réus da democracia: José Sócrates. Na última semana, um deus ex machina político-mediático tentou transformar um figurante, Fernando Lima (FL), no actor (e réu) principal da campanha. Lamento, mas o actor (e réu) principal continua a ser Sócrates. A governação socialista é a única coisa que estará sob julgamento no domingo (não esteve). E é bom lembrar que Sócrates, e não FL, é o pior primeiro-ministro desde 1985.

Não foi FL que aumentou todos os impostos. Essa gentileza fiscal é da responsabilidade de Sócrates. Não foi FL que legou ao país um número recorde de desempregados. Essa caridade social, composta por uma colecção faraónica de gente desamparada, saiu da governação socialista. Depois, não foi FL, mas sim Sócrates que processou nove jornalistas em quatro anos. Não foi FL que transformou um juiz amigo num ministro amigo. Esta pérola institucional é da lavra do Montesquieu do Rato, José Sócrates. Não foi FL que lançou a maior campanha de intimidação contra a imprensa e grupos de comunicação social. Este cerco (ERC, estatuto do jornalista, lei da concentração, etc.) foi arquitectado por Sócrates. Não foi FL que deixou a escola pública em pé de guerra. O apache guerreiro do ensino foi Sócrates. E, acima de tudo, não foi FL que permitiu a subida vertiginosa do endividamento do país. Essa proeza económica está no currículo de Sócrates, e de mais ninguém. Aliás, é impressionante o desprezo que Sócrates revela pelo problema do endividamento. O primeiro-ministro conseguiu passar uma campanha inteira a falar do TGV sem nunca mencionar o dado dramático: o nosso endividamento atingiu os 107% (em 2000, era apenas de 36%). Como é que Sócrates pode negligenciar o facto mais marcante da economia portuguesa? Como? Perante a actual situação, esta fixação no TGV não passa de um fetichismo socrático completamente irracional. Não há dinheiro. Ou melhor, há dinheiro, mas é o dinheiro dos nossos netos.

Sócrates está a fazer política com o dinheiro das futuras gerações, mas as nossas conversas políticas giram em torno de FL. Se calhar, Vasco Pulido Valente tem razão: Portugal é um manicómio a céu aberto. Mas, para que fique em acta, convém relembrar que Sócrates, e só Sócrates, é o responsável directo pela nossa crise económica e pela deterioração das liberdades em Portugal. Durante os últimos quatro anos e meio, o primeiro-ministro foi Sócrates, e não FL ou Cavaco. Mais: nos últimos catorze anos, o PS governou durante onze anos e meio. Os números não mentem. Se o país está mal, então isso deve-se sobretudo ao PS.

 

publicado por luzdequeijas às 12:37
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

RELATÓRIO

PORTUGAL MAIS CORRUPTO

Cabo Verde foi o único país da CPLP que viu melhorada a sua classificação na lista de países menos corruptos, elaborada pela Transparência Internacional, em que Portugal desceu quatro posições, de 28.º para 32.º. No relatório anual referente a 2008, em que foram analisados 180 países, a seguir a Portugal, entre os países lusófonos, aparecem Macau (de 34.º para 43.º), Cabo Verde (de 49.º para 47.º), Brasil de (72.º para 80.º), Moçambique (de 111.º para 126.º), Timor - Leste (de 118.º para 121.º), Guiné-Bissau e Angola ( desceram de 147.º para 158.º), O ranking continua a ser liderado, destacadamente, pela Dinamarca, Nova Zelândia e Suécia. No final da lista, a Somália é o país mais corrupto, seguido por Myanmar (Birmânia), Iraque, Haiti e Irão. (.... )

Expresso   03-10-2009 

publicado por luzdequeijas às 23:15
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ABSURDO, MESMO ABSURDO

 

PORTUGAL, UM PAÍS DO ABSURDO
O tema eleito é mais actual do que nunca. Com a última campanha eleitoral em pleno, elegem-se os políticos de proximidade. Aqueles que melhor conhecemos e que nos devem representar por quatro anos! E, agora, lá vai o absurdo, saído da boca de milhares de pessoas que nós reputávamos de respeitáveis! Ei-lo: “voto nele porque rouba, mas faz obra”! Tanta gente a dizê-lo, em relação a tantos candidatos, é, também, OBRA!
Não aludo a ninguém em particular, mas sim ao facto concreto, e ao absurdo que ele traduz.
- Por absurdo, consideremos que em determinado concelho as pessoas iriam votar em dois candidatos, a saber:
Candidato (A); “rouba, mas faz obra”.
Candidato (B); “ não rouba, mas faz obra”.
Dir-me-ão: “isso não é possível todos roubam ou, o que rouba faz mais obra”. O caso começa a complicar-se. O mérito, parece-nos, tem de estar reservado a quem faz obra e não rouba. Também se poderia argumentar que aquele que rouba precisa de obra para roubar!
- Vamos ainda, por absurdo, pensar que o candidato escolhido, candidato (A), acima referido, entraria na calada da noite e roubaria da vossa casa, uma peça em ouro. Este candidato até já vos tinha ajudado algumas vezes com decisões da Câmara. Pergunta-se: Continuariam a votar nele e não entregariam o caso do roubo aos tribunais?
Sem esperar pelas respostas, adianto algumas conclusões, agora, não por absurdo, mas bem reais: o comum das pessoas desculpa os políticos que roubam, por estes roubarem dinheiro do Estado, considerando que este não tem dono. Aqui fica o primeiro logro, o dinheiro do Estado tem dono e esse dono somos nós. Poderá significar para nós uma pequena parcela, mas, o muito pouco de muitos é o dinheiro que alguns políticos roubam! E o seu valor pode significar a escola que não se faz, o Centro de Saúde que nós não temos e muitas outras coisas que, apesar da obra feita, nós não usufruímos! Pode, também,  significar nesta linha de pensamento, que o nosso filho tenha de frequentar uma escola distante correndo perigos, que nós não tenhamos, a tempo, um hospital que nos salve a vida e muitas, muitas outras coisas básicas para NÓS E PARA OS OUTROS!
CUIDADO, NÃO ESTAMOS A FALAR DE ABSURDOS, MAS DA VIDA CONCRETA E REAL. Se, por último, pronunciamos a estafada frase: ELE ROUBA MAS FAZ OBRA e votamos em quem rouba, então, estamos também a denegrir o poder judicial, a desautorizá-lo, por não estar como queríamos, mas a verdade é que se alguém nos roubar ou fizer mal a uma pessoa que amamos, É A ELE, E SÓ A ELE, QUE PODEMOS PEDIR PROTECÇÃO PARA QUE NOS FAÇAM JUSTIÇA! Estamos a destruir a única coisa que, mesmo mal, pode funcionar em nossa defesa.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:59
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

FRASE

                                           A FRASE

 

 Maria José Nogueira Pinto, "Diário de Notícias", 1-10

 

"Se Sócrates governar de modo diferente, diminuir a arrogância do estilo e o voluntarismo das políticas, não será por ter perdido a maioria absoluta mas porque o País mudou... Aumentaram os pobres e os desempregados..."

 

publicado por luzdequeijas às 17:51
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CARTA ABERTA AO PSD

 

“Carta Aberta ao PSD” *

Publicado por CAA em 28 Setembro, 2009

Sócrates estava à mercê. Quatro anos e meio de mau Governo deixaram os portugueses crispados, tristes e arruinados. Mas Sócrates nunca teve rival à altura.
Quase tudo o que a liderança do PSD fez foi errado. De bom só me lembro da escolha de Paulo Rangel para as Europeias. O resto cingiu-se a silêncios quando deveriam existir objectivos. Reduziu–se a rancores internos contra quem pensava diferente. Limitou-se a ideias programáticas indigentes.
Nem tudo se explica pela tibieza política de Ferreira Leite – toda a sua direcção é culpada.
O pior erro de todos é não o reconhecer e nele persistir: esta liderança tem de se ir embora e sem intuitos de regresso. Já o deveriam ter feito ontem. Ou, se assim não acontecer, começará o caminho da próxima derrota.

* Hoje, Correio da Manhã

Publicado em Política nacional | 1 Comentário »

publicado por luzdequeijas às 17:43
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