Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

VENHAM AS ESTATÌSTICAS

Miguel A. Lopes/Lusa  Sindicato sugere apoio aos alunos que querem prosseguir os estudosSindicato sugere apoio aos alunos que querem prosseguir os estudos
22 Julho 2009 - 00h30

Educação: Professores pedem clareza na avaliação

Cem passaram com 8 negativas

Cerca de uma centena de alunos dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico transitou, no final deste ano lectivo, com oito ou mais negativas, disse ao CM fonte do Sindicato dos Professores Licenciados, considerando "cada vez menos excepcional" o caso do aluno de 15 anos do Agrupamento Monte da Ola, em Darque, Viana do Castelo, que passou do 8º para o 9º ano com nove negativas.

João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores, disse ao CM que "a retenção tem sido diabolizada nos últimos anos" e que "todo o discurso é feito no sentido de tornar cada vez mais difícil a reprovação dos alunos".

"O sistema de avaliação dos alunos não é claro e urge esclarecê-lo rapidamente. Penso que, para bem da transparência, o melhor era mesmo acabar com as retenções na escolaridade obrigatória, criando esquemas de apoio e valorização dos alunos que pretendam prosseguir os estudos", disse, lembrando que "o grande problema reside no facto de se considerarem os resultados dos alunos o centro de tudo".

Secundino Cunha

 

publicado por luzdequeijas às 14:55
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VOLTEMOS A CUBA

 

 

 

PS - Quem sabe, talvez a senhora ministra da saúde possa vir às televisões adiantar qualquer coisa. Pelo menos sairia do habitual tema da "gripe A". Ou então, talvez, alguém possa pedir ajuda a Cuba, onde foram operados milhares de portugueses sempre com sucesso!

 

 

 
Pedro Catarino  A direcção do Santa Maria desconhece a causa da reacção adversa, mas não se furta a responsabilidadesA direcção do Santa Maria desconhece a causa da reacção adversa, mas não se furta a responsabilidades
    23 Julho 2009 - 00h30

Saúde: Santa Maria aguarda por resultado das inspecções

Hospital não sabe causa da cegueira

Negligência médica, problemas no lote do medicamento, falha na esterilização ou infecção hospitalar são as hipóteses que estão a ser investigadas pelas autoridades de Saúde para se perceber o que provocou a cegueira a seis doentes, sexta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A administração do hospital diz desconhecer a causa do problema.

"Não temos uma razão para esta reacção adversa grave provocada pela substância bevacizumab injectada nos olhos", disse ontem, em conferência de imprensa, Correia da Cunha, director clínico do Santa Maria. Adiantou que o hospital já tratou 80 doentes sem problema e remeteu a justificação para as investigações em curso, cujos resultados serão conhecidos dentro de 15 dias. Até lá, o medicamento está suspenso no hospital.

Já o administrador Adalberto Campos Fernandes afirmou que o hospital não se furtará a responsabilidades se for determinada responsabilidade: "A nossa prioridade é a recuperação dos doentes, dois dos seis já mostram alguma recuperação. Mantemos a confiança nos profissionais."

Deitada numa ca-ma do Serviço de Oftalmologia do Santa Maria, Antónia Martins não sabe o que fazer. Não vê do olho direito e não consegue comer. Em declarações ao CM, falou na possibilidade de processar a farmacêutica. "Estou muito deprimida. Quero voltar a ver."

"DIZ QUE SE MATA SE CONTINUAR SEM VER NADA"

Isaura Rodrigues, 54 anos, está preocupada com o estado da irmã – Maria das Dores Rodrigues Monteiro, 53 anos, viúva – que se encontra internada no Hospital de Santa Maria, tal como os restantes cinco doentes a quem correu mal o tratamento. "A minha irmã foi operada aos dois olhos. Via alguma coisa e fazia a sua vida. Negociava em carros e viajava. Agora não vê nada, está cega", conta Isaura, que receia por Maria das Dores: "Não se conforma com a cegueira e os médicos não dizem que vai passar. Diz que se mata e que se atira para debaixo de um carro se continuar sem ver nada. Tenho medo que o faça."

CINCO DOENTES INFECTADOS NOS COVÕES

Cinco doentes operados às cataratas em Setembro de 2007 no Hospital dos Covões, em Coimbra, sofreram uma infecção que causou a cegueira a um deles. Seis meses depois, a comissão de inquérito que investigou a infecção revelou ter detectado deficiências que podem ter estado na origem da contaminação, nomeadamente a utilização dos mesmos colírios (em vez de doses individuais) nos 17 doentes operados às cataratas, uns a seguir aos outros (entre as 08h30 e as 16h05 do mesmo dia). A comissão concluiu ainda que a infecção poderá ter estado associada às deficientes condições das instalaçõese da preparação pré-operatória do serviço de oftalmologia: "Proximidade excessiva dos doentes, condições físicas precárias e inadequadas", entre outras.

 

publicado por luzdequeijas às 14:44
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MILAGRE SOCIALISTA

 
Tiago Sousa Dias  Governo decidiu prorrogar o prazo de concessão à Liscont até 2047, sem concurso públicoGoverno decidiu prorrogar o prazo de concessão à Liscont até 2047, sem concurso público
23 Julho 2009 - 00h30

Contentores: Relatório do TC seguiu para Ministério Público

Liscont disparou lucro em sete dias

O lucro da Liscont com a prorrogação do contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara quase duplicou em apenas uma semana: em Outubro de 2008, a empresa da Mota-Engil, grupo dirigido por Jorge Coelho desde Maio de 2008, subiu o rendimento líquido de 4,2 milhões de euros para 7,4 milhões de euros, diz o Tribunal de Contas.

Entre a assinatura do memorando de entendimento entre o Estado e a Liscont, em Abril de 2008, e a celebração do aditamento ao contrato, a 21 de Outubro, foram introduzidas diversas alterações ao chamado caso-base do modelo financeiro do contrato. E, frisa o Tribunal de Contas, "durante a semana que precedeu à data da assinatura do contrato [foi aumentada] a rendibilidade accionista, sem contrapartida alguma para o concedente público".

Por isso, a rendibilidade da Liscont subiu de 11% para 14%. Para o TC, "não é objectivamente compreensível que, em vésperas de assinar um contrato que vai envolver os dinheiros públicos por mais 34 anos, o concedente público aceite mais uma alteração ao caso-base".

"NÃO ESTAMOS DE ACORDO COM AS CRÍTICAS"

Mário Lino já rejeitou as críticas do Tribunal de Contas quanto à actuação do Estado no prolongamento da concessão do terminal de contentores de Alcântara.

O responsável é peremptório: "Não estamos de acordo com as críticas do Tribunal de Contas." Mário Lino considera que o Tribunal de Contas "não encontrou nenhuma ilegalidade nem recomendou a anulação do contrato", e considera procedimento normal o envio do relatório para o Ministério Público.

Confrontado com as críticas em torno deste processo, admitiu que a decisão do Governo "é questionável", como seriam as outras opções que passam pelo resgate da concessão e o lançamento de um novo concurso.

OPOSIÇÃO CRÍTICA NEGÓCIO E SILÊNCIO DO PS

A Oposição voltou ontem a contestar o negócio entre o Governo e a Liscont/Mota-Engil relativo ao terminal de contentores de Alcântara, mas o PS optou pelo silêncio.

"O negócio que o Governo celebrou com a Liscont/Mota-Engil é um escândalo nacional", afirmou a deputada do BE Helena Pinto.Do lado do CDS-PP, o deputado António Carlos Monteiro referiu--se ao assunto como um "problema sério de transparência". "O silêncio do PS é ensurdecedor", comentou ainda o deputado do PSD Jorge Costa.

SAIBA MAIS

RENDIBILIDADE

O TC considera que o aumento da rendibilidade, para quase 14%, dos accionistas se traduz numa remuneração "desproporcionada".

6 meses foi o tempo durante o qual foram introduzidas várias alterações ao modelo original.

70% do investimento relacionado com a isenção de taxas vai ser recuperado pela Liscont. São 199 milhões.

António Sérgio Azenha / P.H.G. / Lusa

publicado por luzdequeijas às 14:38
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ECONOMIA PORTUGUESA

Para uma economia dependente da importação de petróleo como Portugal, qualquer oscilação na cotação internacional do barril tem consequências imediatas. A recente subida do crude até aos 70 dólares, em meados do mês passado, reflectiu-se no preço cobrado pelos combustíveis vendidos em território nacional.  Os preços da gasolina e do gasóleo atingiram, em Junho, os valores mais altos desde Outubro do ano passado. Esta evolução foi visível não apenas nos preçários das gasolineiras mas também no próprio comportamento do índece de preços de Junho, divulgado pelo INE na semana passada. A inflação mensal foi de 0,1%, mas a rubrica dos combustíveis líquidos aumentou mais de 7%.

O crude não afecta apenas a taxa de inflação, tem também custos no crescimento económico. " Uma escalada dos preços que se traduzisse numa duplicação do preço do petróleo tinha um impacto negativo na taxa de crescimento acumulado do PIB de cerca de 2% a 3%. Ou seja, se o preço duplicar, ao fim de poucos anos, o país ficará com um PIB inferior em 2% ou 3%, refere Luís Aguiar-Conraria.

O professor da Universidade do Minho, que publicou vários artigos sobre a relação entre o preço do crude e a situação económica, lembra ainda que a economia nacional é, por razões óbvias, uma das mais sensíveis da zona euro ao preço do petróleo. Sobre o eventual efeito benéfico da subida do petróleo no combate à deflação, Aguiar-Conraria reconhece que pode acontecer, mas mun sentido nada saudável". Tudo porque, " esta inflação se deve a um choque negativo no lado da oferta (aumento dos custos de produção) e não a um aumento da procura e, portanto, estará associada a um aumento do desemprego e não propriamente a uma saída da crise".

O próprio Governo estimou o impacto da subida de cotação no crescimento económico. Na última actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento, de Janeiro passado, refere que uma subida de 20% na cotação do barril custa 0,2 pontos percentuais de crescimento à economia portuguesa em 2009 e em 2010.

O valor de referência para o crude utilizado pelo Governo era de 51 dólares por barril, o que significa que os 20% de acréscimo se referiam a um valor na ordem dos 61 dólares. Precisamente, o preço médio esperado pelo Banco de Portugal para este ano, de acordo com os últimos números divulgados pela instituição esta semana.

João Silvestre  - Expresso

 

 

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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

GOVERNO CHUMBA

 

 

 

Compromisso Portugal "chumba" governo de José Sócrates
22.07.2009 - 19h37
Por Lusa 

Portugal não está em melhores condições para enfrentar o futuro e mesmo que não houvesse crise financeira, o Governo continuaria sem conseguir alcançar os seus próprios objectivos, considera o Compromisso Portugal.

No avaliação que fazem dos últimos quatro anos de governação socialista, os três lideres do projecto (António Carrapatoso, Joaquim Goês e Rui Ramos) "chumbam" o Governo de José Sócrates, considerando que este, "apesar do seu ímpeto reformista inicial", não terá feito "muito melhor" que os antecessores.

"É improvável que este Governo tenha deixado na História do país uma marca à altura da situação preocupante em que vivemos. Dificilmente se poderá dizer que o país está agora em melhores condições de vencer os desafios futuros do que estava no início de 2005", consideram.

Na última avaliação à acção governativa deste projecto, realizado com base nas próprias metas anunciadas pelo Governo, o Compromisso Portugal sublinha que "esses objectivos não teriam sido atingidos mesmo sem a crise internacional do último trimestre [de 2008] (...) tendo em conta a evolução e tendência até 2008".

Os responsáveis destacam que "o aspecto mais inquietante da actuação deste Governo" é o alargamento da actuação do Estado "com um estilo de intervenção demasiado intrometido e musculado", que terá levado a um agravamento da "promiscuidade entre política e negócios".

"O Governo deixou a impressão de que nem sempre terá sabido resistir à tentação de tirar partido dos activos do Estado (empresas em que participa) para intervir na área empresarial. (...) Com a sua indisponibilidade em separar o Estado dos negócios, o Governo manteve a tradicional promiscuidade entre agentes políticos e agentes económicos", afirmam.

Os responsáveis vão mais longe, considerando mesmo que "uma grande parte dos empresários e gestores de grandes empresas encontram-se condicionados pelo poder político" levando a que estes, por um lado, tentem "aproximar-se do poder para recolher benefícios e protecção" e, por outro lado, sintam a "necessidade de ter o seu aval para qualquer decisão mais significativa".

Para o Compromisso Portugal, o Governo "falhou" ainda no relançamento sustentado e estrutural da economia e da sua competitividade (independentemente da crise internacional), na reforma e modernização da administração pública, na reforma da justiça, na melhoria da qualidade ambiental, sustentabilidade e coesão territorial.
Em declarações à Lusa, Rui Ramos, professor universitário e um dos três responsáveis do Compromisso Portugal, considerou que "o Governo falhou ao não conseguir explicar e descrever qual a visão que tinha para o país" e "falhou uma segunda vez ao confundir em termos das reformas, a profundidade e o impacto das reformas, com o conflito que as reformas iam suscitar".
"A partir de determinada altura o conflito pareceu que era a credencial principal do Governo para dizer que era reformista. (...) O conflito alimentou perversamente uma auto-imagem do governo como um governo reformista que poderia talvez ter sido alcançado de uma outra maneira e com efeitos muito maiores", afirmou Rui Ramos.
O responsável do Compromisso Portugal, que divulgou hoje uma avaliação dos últimos quatros anos de governação socialista, disse ainda que "no fim de 2008 o Governo continuou a subestimar os efeitos em Portugal da crise financeira e sobretudo a dimensão económica que essa crise iria adquirir". "O que a crise internacional veio fazer foi revelar as nossas fragilidades domésticas. Trouxe dificuldades de fora, mas essas tornaram-se maiores em Portugal por causa das dificuldades internas que já temos e foi ao subestimar essas dificuldades internas que o Governo também subestimou os efeitos que em Portugal iria ter a crise económica internacional", explicou.
Rui Ramos disse que o Compromisso Portugal concluiu "por um lado, [que] é verdade que este Governo, mais até do que governos anteriores, fez um esforço para cumprir o seu programa e teve até vontade para mudar muitas coisas, mas que a sua obra ficou aquém do que prometera e do que o país precisava".

 

 

publicado por luzdequeijas às 23:21
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CASOS DE CEGUEIRA

 

Os hospitais portugueses já tinham sido alertados e desaconselhados pela farmacêutica Roche a usar, em procedimentos oftalmológicos, o medicamento Avastin, que terá provocado uma infecção ocular a seis pacientes na passada sexta-feira no Hospital de Santa Maria e que correm agora o risco de ficarem cegos, noticia a revista “Sábado” na sua edição online.

Publico

publicado por luzdequeijas às 23:17
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ESTATÍSTICAS, NADA MAIS

Julho 22, 2009

Avançar o ensino em Portugal

Arquivar em: Educação, Política, Portugal — Miguel @ 21:48
 

O INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 23:13
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O LONGO PRAZO

FOCO NO LONGO PRAZO

O assunto não mereceu grande destaque na comunicação social portuguesa. refiro-me às previsões de crescimento a médio prazo (2011-2017) publicadas pela OCDE para os 29 Estados-membros. Portugal surge classificado em último lugar, com uns modestíssimos 1,5% (2,3% para a área do euro e 2,7% para a média da OCDE). Este resultado é, de entre todos os que têm vindo a ser divulgados, o mais preocupante. Não tem nada que ver com a crise conjuntural em que estamos submersos. Projecta-se muito para além do final da crise, significando, no essencial, que cresceremos muito pouco e que continuaremos a divergir.

Gostava de saber o que pensam os nossos partidos políticos deste resultado e, sobretudo, com clareza, o que se propõem fazer para, se possível, contrariá-lo. Refiro-me, já agora, a todos os partidos políticos, os do "arco do poder" e todos os outros. Só vejo preocupações com o curto prazo: com as falências, que aumentam; com o desemprego, que cresce; com a distribuição do rendimento, que é cada vez mais desigual. Não quero menosprezar estas questões mas, quanto mais nos preocupamos com elas, menos resolveremos a questão do longo prazo. A longo prazo exige-se oferta, mais do que procura; foco na produção, mais do que na distribuição de rendimento.

Expresso - Daniel Bessa 

  

publicado por luzdequeijas às 22:39
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O PERFIL DE SÓCRATES

 
António Barreto descreve o perfil do actual Primeiro-Ministro.

 

'Sócrates, o ditador'

por António Barreto

Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas ?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se !
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração  das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível.
Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:49
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UM LUGAR PARA VIVER

  

E ser feliz. Sem engarrafamentos, sem stress, mas com muita alegria . Parece utopia ? Talvez não. O nosso dinheiro gasto em combustíveis, carros, acessórios etc. poderia dar para muito mais qualidade de vida e simplicidade. E para todos!

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:14
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CARROS ELÉCTRICOS

NISSAN ESCOLHE PORTUGAL PARA PRODUZIR BATERIAS PARA CARROS

O primeiro-ministro diz que vai apoiar compra de carro eléctrico com cinco mil euros

 

Esta é uma das muitas histórias estranhas ( na forma de condução), dos negócios e das grandes decisões para o nosso país ! Ninguém vai acreditar que as notícias de hoje sobre esta decisão, não tenham atrás de si já um longo percurso. Subsidiar os compradores destes carros, dar como bons os locais de Estarreja e Sines, pôr a EDP a instalar locais de abastecimento ou, estimar como data de chegada destes carros, para 2011. A cobertura foi dada à Nissan, do mesmo modo que teria sido dada à J P Sá Couto. É outro Magalhães.

Pode perguntar-se, nesta matéria, porquê tanta pressa ?

Outros projectos virão, talvez melhores, e que exijam menos investimento da nossa parte. Portugal tem um grande problema de dívida externa ! Precisamos de todos os fornecedores e países, para podermos aumentar as nossas exportações. Como de pão para a boca.

Sem isto podemos nem ter dinheiro para fazer as importações dos apregoados carros eléctricos.É mais um negócio da famosa "Direcção Comercial de Luxo". Pelo menos dá para aparecer nas televisões em tempo de eleições. Em lugar da importação de carros eléctricos, melhor seria, gastar esse dinheiro em transporte ferroviário e marítimo (passageiros e mercadorias). As coisas começam a ficar boas para todos nós deixarmos o carro. E apostarmos em transporte público. Não esquecer que a dependência dos camiões é muito perigosa. Tão depressa, não andarão a eléctricidade. As pessoas têm a memória curta. A seguir à crise financeira virá um novo e brutal aumento do petróleo! 

Outras Opiniões

Escolha deveria ser suportada em estudos

A construção de uma fábrica de construção de baterias para carros eléctricos da Renault-Nissan é "um projecto para o futuro", afirmou ontem à Lusa o economista João Duque, defendendo, no entanto, que o Estado deve fazer uma avaliação sobre o impacto económico de cada localização possível, para poder fazer uma oferta "atraente", disse João Duque. " É um investimento voltado para o futuro a que é bom o País estar associado. Prefiro um projecto destes a uma refinaria ou estação de carvão", acrescentou. Já o economista António Nogueira Leite frisou que o importante é " que este não seja um projecto do tipo Qimonda, completamente desligado da economia portuguesa".

CM - 21-07-2009

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:07
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A VISÃO E A CEGUEIRA

22 Julho 2009 - 12h25 - CM

Seis doentes em risco de cegueira

Santa Maria: Bastonário fala em problemas na 'esterilização'

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, disse à TSF que os seis doentes em risco de cegueira no hospital de Santa Maria, em Lisboa, podem ter sido vítimas de um problema de 'esterilização' do material utilizado no dia em que os pacientes foram submetidos à cirurgia.

O Hospital de Santa Maria garantiu entretanto que já foi aberto um inquérito para se apurarem as causas destes problemas e ainda que os seis pacientes estão a ser medicados para reduizr o risco de infecções oculares.

Esta quarta-feira a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo revelou que um em cada dez internamentos hospitalares sofre complicações que têm como resultado danos para os doentes. Pedro Nunes revelou que não comenta estudos sem que estes sejam analisados detalhadamente e que dados desta natureza apenas "provocam instabilidade".

A Inspecção-geral das Actividades em Saúde inicia esta quarta-feira uma investigação sobre este caso enquanto o Infarmed já está a analisar detalhadamente o medicamento utilizado e que provocou danos em seis pessoas.

publicado por luzdequeijas às 16:59
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COISAS ESTRANHAS

Convêm estar atento a coisas que não façam muito sentido. É o caso da senhora ministra da Saúde que, há muito tempo faz concorrência feroz ao primeiro-ministro. Diariamente aparece nas televisões e outros meios de comunicação, exibindo uma bonomia constante, mas repisando o aparecimento de mais e mais casos de pessoas contagiadas com a gripe A ou, matéria afim. O povinho, fica com a sensação que a saúde está controlada e entregue a gente competente. Acredite quem quiser.... eis um dos muitos exemplos possíveis.

 

                                                                   
d.r.  Ministra da Saúde Ana JorgeMinistra da Saúde Ana Jorge
22 Julho 2009 - 12h36
Hipótese avançada posta de lado
Gripe A: Vacinas não serão administradas nas farmácias
A ministra da Saúde, Ana Jorge disse esta quarta-feira que as vacinas contra a gripe A não vão ser administradas nas farmácias, afastando assim o plano de contigência da Associação Nacional de Farmácias que encarava esta hipótese.

'A vacina é gratuita para toda a gente e será, em principio, distribuída  pelos serviços públicos de saúde', esclareceu Ana Jorge.  
A Ministra da Saúde voltou a afirmar que a vacina contra a gripe A só deverá chegar 'no princípio do Inverno, em Dezembro ou Janeiro',  quando estiverem feitos todos os ensaios clínicos necessários para garantir  a 'segurança e qualidade' da vacina.  
 
Porque será, então, que em casos de saúde mais graves e desastrosos (há muitos) ela não dá a cara ? A relevância dada, por ela, à gripe A, tem inquietado o país inteiro, nomeadamente quando se sabe que as vacinas só chegam lá para Dezembro ou Janeiro e o vírus entretanto pode ganhar uma virulência inesperada. Será que enquanto se fala da gripe se desviam as atenções de casos como o estado da economia, do desemprego galopante, da insegurança etc ? 
publicado por luzdequeijas às 16:35
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VAI DAR QUE FALAR

22 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Buraco nas contas

A economia real sofreu uma forte quebra, o que se reflectiu no brutal decréscimo das receitas fiscais. Em consequência, o défice orçamental quadruplicou face a igual período do ano anterior e atingiu 7,305 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que significa que o buraco das contas públicas já supera os 40 milhões de euros por dia.

As contas da Direcção-Geral do Orçamento não revelam a verdadeira dimensão do défice do Estado, porque há despesas ‘ocultas’ do Orçamento. Por isso, o PSD, que reparte o ónus do défice de 6,83 % apurado pela famosa comissão Constâncio, foi o primeiro a pedir que seja apurado o real valor. Provavelmente, se o governador do Banco de Portugal no próximo Outono fizesse as contas com os mesmos critérios descobriria que, mais ou menos vírgula, o défice não andaria muito longe daquele número famoso apurado em 2005.

Isto significa que o monstro do défice não vai deixar respirar a economia. Não se sabe se o pior da crise já passou, mas o próprio Banco de Portugal estima que a quebra de riqueza se prolongará no próximo ano. Quanto menor for o PIB, maior será o défice.

Apesar da já elevada pressão fiscal e de nenhum partido que forme Governo poder assumir essa necessidade, a partir de 2010 os portugueses pagarão mais impostos.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
publicado por luzdequeijas às 16:29
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

A VIDA POR UM FIO

Testamento Vital

Nestes últimos 4 anos, o PS e os seus aliados da esquerda não democrática, na definição do ideólogo Santos Silva, discordaram várias vezes mas juntaram-se outras tantas para ensinar ao Povo os recantos do hedonismo e as maravilhas do niilismo.

Afinal, havia que compensar as políticas de bate-bate, com que o Governo brindou doentes, professores, polícias e portugueses em geral.

Além disso, os temas ditos fracturantes são muito mais giros e estimulantes do que a crise, o desemprego, o défice e a derrapagem da execução orçamental…

Foi assim que se liberalizou o aborto, se protegeu na lei penal o crime continuado, se deu mais umas machadadas no casamento, enfim, se fracturou como pode a sociedade portuguesa.

E, nesta deriva libertária, a Morte, como último desafio do medo, seria o momento alto, o verdadeiro Nirvana desta inteligenzia esclarecida.

Daí que, a 22 de Maio passado, o PS tenha resolvido apresentar o projecto de lei do testamento vital, velada antecâmara da eutanásia, obrigando o parlamento a aprová-lo em escassos 6 dias. Tanto pior para o debate!

O diploma passou no Parlamento – com os votos contra do PSD e do CDS – mas, graças aos avisos do Presidente da República contra a incontinência legislativa de final de Legislatura, foi depois abortado pelo mesmo partido que antes o impusera.

Acontece que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida veio hoje divulgar um parecer, solicitado pela Comissão Parlamentar de Saúde e pelo PSD, o qual põe as coisas no seu lugar e formaliza o óbito daquela iniciativa.

Vale a pena ler alguns trechos desse parecer, que considera esta iniciativa do PS, na parte em que trata o consentimento informado, “de pouco interesse, contraditória e perturbadora”, na que se refere às manifestações antecipadas de vontade “superficial e incompleta” e na que regula o acesso livre dos doentes ao seu processo clínico sem acompanhamento médico, “ameaçadora do bem-estar das pessoas doentes”.

Em suma, o Conselho Nacional de Ética arrasa este nado-morto socialista.

É caso para dizer que, felizmente, contra a esquerda pós-moderna, fracturante, bem pensante e politicamente correcta, ainda há quem tenha bom senso no nosso País.

E é também caso para fazer votos para que, em Setembro próximo, esse bom senso seja mais comum no Povo do que nas cabecinhas progressistas… 

31 da Armada
publicado por Rui Crull Tabosa às 15:5

publicado por luzdequeijas às 19:55
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FRASES

  

"Neste sítio um ministro pode ir para a rua por um par de cornos infantis ou por uma piada de mau gosto. As roubalheiras, os negócios escuros, os compadrios, a corrupção a céu aberto e o tráfico de influências, não só são tolerados como premiados nas urnas".

António Ribeiro Ferreira, jornalista, "Correio da Manhã", 20-07-2009

 

publicado por luzdequeijas às 19:41
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GOVERNO CHEIO DE MASSA

 

" O Governo diz que dará 5000 euros a quem comprar um carro eléctrico e 6500 no caso da aquisição resultar do abate de um veículo usado."

 

 Porque não dar também 5000 euros a quem já anda de carro eléctrico (dos amarelos) e poupa-se 1500 porque, geralmente, quem anda não tem carro para abater. 

 CM - 21-07-2009

 

Figuras Do Macaco Fotos De Stock
FIGURAS DO MACACO - Não penso, não ouço e não vejo
publicado por luzdequeijas às 19:07
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A FRASE DO DIA

 

" Temos de aguentar firme, de dentes cerrados, e enfrentar as dificuldades "

 

José Sócrates -Primeiro-ministro

 

PS - Temos ( o povo ), porque para muito boa gente, nascendo do nada subiu muito acima destas horrorosas dificuldades. Aviaram-se a tempo ...

publicado por luzdequeijas às 18:52
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OS INTELECTUAIS !!!!

21 Julho 2009 - 09h00

Causas e Consequências

Os intelectuais

Sente-se na recandidatura de António Costa o embrião de um PS que se prepara para os dia da sucessão.
Não há candidatura de esquerda em apuros que não amanheça, um dia, rodeada de um colorido grupinho de entusiastas prontos a mostrar que a intelligentsia nacional é um exclusivo de uns tantos. António Costa, como seria de esperar, não fugiu à regra: pouco depois de se recandidatar a Lisboa, lá recebeu o apoio de 120 (de acordo com as primeiras expectativas) ‘intelectuais’ de serviço que, mais do que se reflectirem no seu programa de acção, se sentem genuinamente incomodados com uma hipotética vitória de Pedro Santana Lopes. É verdade que Santana Lopes tem este condão: sempre que aparece – e ele aparece constantemente – consegue reunir, contra sim, um coro apocalíptico que anuncia, com inexcedível zelo, um incalculável número de catástrofes associadas à sua eleição.

Em última análise, a intelligentsia portuguesa devia agradecer-lhe. Só ele, com o seu proverbial ‘mel’, consegue fazê-la sair da toca e exibir-se florescente nos mais extravagantes manifestos. Com ele, como dizia a canção, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que se junta, com ar grave e circunspecto, no Martinho da Arcádia, à sombra de Fernando Pessoa, disposto a denunciar os perigos que se escondem por trás das suas imprevisíveis aventuras políticas. Sem ele, este saudável exercício estaria condenado ao fracasso e rastejaria, por aí, sem brilho, entregue às qualidades clandestinas do actual presidente da Câmara de Lisboa.

Como é óbvio, António Costa, por si só, não mereceria as honras de um manifesto nem os cuidados especiais que lhe dedica a intelectualidade indígena. A sua permanência à frente da Câmara salda-se, por junto, num enorme ponto de interrogação. É difícil qualificar a sua obra porque, em última análise, a sua obra é um mistério mais ou menos impenetrável.

Só agora, no momento da recandidatura, entre conversinhas amenas com Manuel Alegre, acordos ‘coligatórios’ com Helena Roseta e o apoio de dois ou três comunistas, se percebe que a sua força política não desapareceu e que se prepara, do fundo do seu apagado mandato, para suceder a José Sócrates, caso este perca as legislativas e ele consiga sobreviver às autárquicas. Mais do que Lisboa, sente-se na sua recandidatura o embrião de um PS que se prepara para os dias da sucessão.

Talvez este quadro, este cheiro a pós qualquer coisa, anime alguns dos 120 signatários. Mas não anima, com certeza, quem perca algum tempo a ler os nomes que constituem este florido grupinho. Os intelectuais que nós temos! 120, para quem não saiba.

Constança Cunha e Sá, Jornalista
publicado por luzdequeijas às 18:45
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OS POLÌTICOS

 

A importância da pontualidade!!!


Um velho padre foi a um jantar de despedida pelos seus 25 anos de
trabalho ininterrupto à frente da Paróquia.

Um importante político da região e membro da comunidade, convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso, atrasou-se.


O sacerdote decidiu  proferir umas palavras e disse:

«A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira, confissão que ouvi :
A primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de TV,  tinha roubado dinheiro aos seus pais, tinha roubado a firma onde trabalhava  e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão.
Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e até tinha transmitido uma doença à própria irmã.

Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível.
Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem...
Constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida
com a sua fé.
Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio.»
Neste momento, chegou o político.
O padre passou-lhe então a  palavra.
O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
«Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia.
Como poderia ? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me !»

Moral da história: NUNCA SE DEVE CHEGAR ATRASADO.


 

publicado por luzdequeijas às 17:00
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NÃO HÁ AVALIAÇÃO

 

 

João Cortesão  Sindicatos de professores reuniram-se no Ministério da Educação: o litígio entre as partes prossegueSindicatos de professores reuniram-se no Ministério da Educação: o litígio entre as partes prossegue
                         21 Julho 2009 - 00h30

Educação: Negociações para avaliação sem acordo

Docentes rejeitam novo simplex

Sem surpresa, Governo e sindicatos de professores não chegaram ontem a acordo sobre o modelo de avaliação de desempenho para o próximo ciclo avaliativo de dois anos escolares, até 2011. O Ministério da Educação (ME) propôs na quinta-feira a continuidade do simplex aplicado este ano, mostrando-se aberto a alterações a sugerir pelos sindicatos. Mas estes rejeitaram liminarmente o regime simplificado e dizem esperar pelo próximo Governo para rever o modelo de avaliação.

"Este modelo assenta em pressupostos errados, provocou problemas gravíssimos. O próximo Governo terá como prioridade resolver o mal--estar causado", explicou João Dias da Silva, líder da FNE.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, disse que as reuniões fracassaram porque os sindicatos não apresentaram "propostas para enriquecer o regime transitório proposto".

A Federação Nacional de Professores só hoje se irá reunir no ME, mas Mário Nogueira, secretário-geral, já fez saber que não irá apresentar qualquer proposta de alteração e vai rejeitar o simplex.

Com o regime proposto, as escolas têm até 30 de Outubro para definir o calendário da avaliação. Mário Nogueira acusa o ME de estar a "condicionar o próximo Governo" que será "confrontado com uma situação de facto".

Bernardo Esteves
publicado por luzdequeijas às 16:50
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O NÌVEL DE VIDA EM PORTUGAL

CM

 

Por seu lado, a concessão de crédito às famílias abrandou em Maio pelo décimo mês consecutivo, com uma taxa de variação anual de 1,9 por cento, fixando-se nos 133,73 mil milhões de euros.

 

 

21 Julho 2009 - 15h26
 

Dados do Banco de Portugal

Crédito mal parado aumenta

As famílias portuguesas têm cada vez mais dificuldades para pagar os respectivos empréstimos. O crédito mal parado atingiu em Maio último os 3,45 mil milhões de euros, ou seja 2,58% do total de empréstimos concebidos pelas instituições financeiras, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Banco de Portugal.
A percentagem de incumprimentos atingiu, assim, o nível mais elevado desde o início de 1999, sendo que no crédito ao consumo o peso do mal parado superou os 6%, ao atingir os 941 milhões de euros. Já no crédito à habitação, o nível de incumprimentos atingiu os 1,67%, que não sendo uma percentagem elevada é a maior de que há registo em Portugal.

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:47
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TESTAMENTO VITAL

21 Julho 2009 - 09h02

Diploma é confuso e contraditório

Conselho de Ética chumba testamento vital

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) rejeitou o diploma do PS sobre o testamento vital e consentimento informado por considerar o documento confuso, contraditório e ameaçador do bem-estar dos doentes.

No parecer, divulgado segunda-feira, baseado na proposta dos conselheiros Daniel Serrão e João Lobo Antunes e aprovado por unanimidade, o Conselho começou por contestar o título do diploma 'Direito dos doentes à informação e ao consentimento informado', considerando que 'induz em erro porque a declaração antecipada de vontade e o acesso ao processo clínico não revelam o consentimento informado'.

O CNECV entendeu também que o documento proposto pelo PS minimiza as declarações de vontade, que apenas ocupam dois dos 24 artigos do diploma, e confunde o direito do paciente de conhecer informações pessoais sobre o estado de saúde com o acesso ao processo clínico.

Os conselheiros sublinharam ainda 'a necessidade de uma discussão nas diversas instâncias alargada à sociedade civil'.

O diploma socialista foi aprovado na generalidade a 28 de Maio no Parlamento, mas o PS acabou por adiar a votação na especialidade para a próxima legislatura devido à falta de parecer do CNECV e por falta de tempo.

publicado por luzdequeijas às 16:43
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QUEM SOFRERÁ MAIS ?

  

Que serviços públicos vão sofrer mais ? Seguramente, e como sempre, a educação, a saúde e a assistência a idosos e deficientes. Serão com certeza as centenas de milhares de idosos pobres em Portugal que vão sentir a diminuição dos cuidados de saúde, de assistência domiciliária e mesmo do apoio, já muito escasso, das famílias. Estes vão ficar pelo caminho.

 

Mas também muitos jovens técnicos "sairão do nosso caminho": vão emigrar à procura de trabalho. Empresas vão desaparecer do panorama português: vão continuar a deslocalizar-se à procura de mão-de-obra mais barata e sobretudo de maiores mercados. A instalação de uma linha de montagem da Airbus na China é bem significativa. Diversas empresas portuguesas das mais eficientes têm a maior parte da sua capacidade produtiva  instalada no estrangeiro. E é lá que que criam emprego.

 

Mas voltemos ao maior problema, que são os idosos - não a "economia". Portugal não pode suportar um número crescente de reformados inactivos em condições de trabalhar. A alternativa é: reinseri-los socialmente em novas actividades produtivas (guarda de crianças, apoio a centros de dia, investigação, aulas, continuação do seu trabalho em condições menos penosas; conversão a actividades mais adequadas à sua idade ou estado de saúde); ou deixá-los morrer. Cada vez mais depressa e mais dolorosamente, dada a progressiva escassez de recursos. A alternativa só pode ter uma solução: a primeira.

 

SOL  03-07-2009 Diogo Leite Campos

 

Nota: Há muito tempo que qualquer pessoa consciente teria chegado a esta conclusão. Há anos que se empurram pessoas muito válidas e experientes para pré-reformas, antecipadas escandalosamente, como forma de resolver problemas da economia (?). Com total falta de respeito, destes político de "trazer por casa", sem engenho e competência e que só se preocupam em servir o "grande capital", servindo-se a si próprios. É o caso das obras públicas e muitas outras manobras, que nada servem os altos interesses do nosso país e dos portuguêses ! Chegou a vez de afastarmos tais políticos, senão teremos de "matar os nossos idoso" e baixarmos a um nível de vida indecente. Eles ficarão muito bem! Ou talvez não.

publicado por luzdequeijas às 15:23
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CONTAS EM ORDEM

 Contas públicas

 

 Défice do primeiro semestre aumenta 284 por cento

 

O défice da Administração Pública e da Segurança Social quase quadruplicou até Junho, face a igual período do ano passado, com mais de três quartos deste agravamento a resultar da redução de receita e 22 por cento explicados pelo aumento da despesa

 

 

Condenação perpétua

21 Julho 2009 - 00h30

Durante anos impingiram-nos a lengalenga de uma baixa de impostos logo que os muitos que fugiam ao Fisco deixassem de o poder fazer. Vezes sem conta ouvi responsáveis e peritos assegurarem que a nossa carga fiscal só era tão elevada devido ao elevado número de incumpridores.
Mas se há sector que se modernizou foi a máquina fiscal – hoje, é um modelo de eficácia convertendo a fuga ao Fisco numa aventura pouco convidativa.

Seria de esperar que os impostos exorbitantes de que padecemos fossem aplacados. Mas ninguém quer fazê-lo. Pelo contrário, a tributação deverá aumentar depois das eleições. Não por causa da crise mas devido ao modelo de Estado Social em que nos enclausuramos: cada intervenção estatal gera outra e outra, numa espiral ilógica e insaciável.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 15:17
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INCRÍVEL

« Défice deverá estar na média europeia»

José Sócrates não se mostrou preocupado com o aumento do défice previsto para este ano e sublinhou mesmo que as contas públicas deverão «estar nos próximos anos dentro da média europeia». «Quando regressar o crescimento económico, regressaremos à estabilidade e consolidação das contas públicas», sustentou o primeiro-ministro. Sócrates referiu ainda que quando Portugal tiver de repor o défice em valores baixos, «não será preciso grande coisa, porque há estabilizadores automáticos». O líder do executivo argumentou que o problema orçamental «encontra-se do lado da receita e não do lado da despesa, que está controlada» e defendeu que, neste momento, o «défice não é a prioridade».

Destak  21-07-2009

Nota: O que vale é que temos um primeiro-ministro que sabe muito sobre finanças e contas públicas. Só não se percebe como é que ele, como um dos maiores apoiantes de Guterres, deixou Portugal no «pântano» e tiveram que ser os poortugueses, e não ele ou o ministro das finaças, a muito sofrer para baixar o défice com impostos, que ele atira, agora, para cima dos outros. Chega de tanto insulto.Os estabilizadores automáticos têm um nome: chamam-se POVO, que está farto de tanta mentira e pagar impostos para fazerem obras públicas ! 

publicado por luzdequeijas às 14:28
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OS SINAIS DE ESPERANÇA

Já se começam a ver alguns sinais do fim da crise: retoma de (alguma) confiança dos investidores e consumidores; ligeira recuperação da economia norte-americana; estabilidade dos países emergentes;em Portugal, solidez do sistema bancário, financiamento das empresas, etc.

 

Mas vamos sair da crise com um grande aumento da divida pública e do défice do Orçamento do Estado; com a diminuição das receitas dos impostos; o acréscimo do desemprego; e a perda de alguns milhares de empresas. Custos elevadíssimos, que vão ser pagos, infelizmente e mais de uma vez, pelos que trabalham e pela classe média em geral.

 

Supondo que os impostos não vão ser aumentados ( o que é desejável, mas difícil de acreditar), e que a fiscalidade local deixa de crescer assustadoramente, a única maneira de reequilibrar as contas públicas é diminuir a despesa: não contratar mais funcionários públicos; e, sobretudo, diminuir os serviços públicos e a sua qualidade (forças armadas e de segurança; transportes; recolha do lixo; recuperação urbana; tribunais, etc.) Isto em geral. Mas certos grupos sociais vão ser ainda mais prejudicados, aqueles que mais necessitam de serviços públicos de qualidade.

SOL - 03-07-2009   Diogo Leite Campos

 

publicado por luzdequeijas às 13:48
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ANEDOTA DO DIA

O primeiro-ministro" morreu.


Deus e o Diabo brigam porque nenhum dos dois quer ficar com ele.

Sem acordo, pedem a mediadores uma solução, que decidem por uma
proposta obrigatória: alterne um mês no céu e outro no inferno.

No 1° mês, o "primeiro-ministro" vai para o Céu.

Deus não sabe o que fazer, quase enlouquece.

O "engenheiro" diz mal de tudo, põe em causa todos os elementos de
oração e da liturgia, dissolve o sistema de assessoria pessoal dos
anjos, suborna as nuvens, transfere 1km quadrado do Céu para o
inferno, nomeia arcanjos provisórios aos milhares, intervém nas
comunicações aos Santos, troca as placas das portas de S. Pedro, envia um projecto de lei aos apóstolos para reformular os Dez Mandamentos e amnistiar o Diabo.

O Céu transforma-se num caos.

As pessoas não o suportam mais, promovem piquetes e invasões.

Anjos-Magistrados, Anjos-funcionários judiciais, Anjos-militares,
Anjos-GNR.s, Anjos-polícias, Anjos-bombeiros, Anjos-médicos,
Anjos-enfermeiros, Anjos-professores, Anjos-funcionários públicos,
etc.etc.

Convocam greves, protestos, manifestações, vigílias, marchas... O
descontentamento é geral.

Deus passa a contar cada minuto até ao fim do mês para o mandar para o inferno.

Quando " O primeiro-ministro" finalmente se vai, Deus respira de alívio.

Mas, lá para o dia 20, começa a sofrer novamente pensando que dentro de 10 dias tem que voltar a vê-lo.

No 1º dia do mês seguinte nada acontece.

No 5° dia, ainda sem notícias, Deus estava feliz, mas começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, o "Primeiro-ministro" poderia querer passar dois meses seguidos no Paraíso...

Desesperado com a mera hipótese, Deus decide, depois de usar um magalhães que não funcionou, contactar o inferno por "banda larga" para perguntar ao diabo o que estava a suceder.

Ring...ring...ring...

Atende um assessor e Deus pergunta: - " Por favor, posso falar com o Diabo?"

"- Qual dos dois?", responde o assessor, "o vermelho com cornos ou o
outro ... do «simplex» ?"
 

 

 

publicado por luzdequeijas às 13:30
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O REGRESSO DO MONSTRO

O Presidente da República, quase 10 anos volvidos sobre o seu primeiro aviso sobre a insustentabilidade do crescimento do "monstro" da despesa, voltou a chamar, e bem, a atenção para o óbvio esquecido: a despesa pública não está controlada e, passada a fase mais aguda da crise, há que promover uma gestão sustentável dos gastos públicos.

 

Esta questão, presente há muito mais de dez anos, tornou-se agora muito óbvia no segundo consulado de António Guterres em boa medida porque, na segunda metade dos anos 90, Portugal foi único no modo como determinou a sua estratégia de ajustamento orçamental. Quando comparamos o ajustamento português com os registados no chamado grupo da coesão (Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda) verificamos que todos os outros optaram por controlar o crescimento da despesa pública gerando, durante a maior parte da última década, situações financeiras mais adequadas ao novo regime económico (do euro) do que Portugal. Se se atentar ao peso da despesa pública no Produto Interno Bruto (PIB) verifica-se que, durante o ajustamento para o euro, aquela reduziu-se em Espanha, Irlanda e Grécia, só tendo aumentado em Portugal. A comparação com a Grécia é elucidativa: em 1993, a despesa pública grega representava 49% do PIB, sendo antes da actual crise, 43%. Em Portugal, a despesa pública representava 43% do PIB, representando hoje 46%, após um máximo em 2005.

Aconteceu ainda, que nos últimos 25 anos, a despesa pública cresceu e regidificou. Os dados relativos à despesa corrente do sector público administrativos mostram que esta representava 28% do PIB em 1980 e terá crescido 15 pontos percentuais (p.p.) nos últimos 25 anos a despeito da quebra significativa do peso dos juros da divida pública.

Além de ser difícil justificar que este aumento significou uma melhoria (em âmbito e qualidade) proporcional dos serviços públicos, uma análise mais fina demonstra a sua insustentabilidade.  As transferências correntes são responsáveis por 60% do aumento da despesa pública corrente e evoluem de acordo com regras que implicam um peso cada vez maior. torna-se óbvio que não basta conter a despesa como o Governo PSD/CDS de Barroso fez, há que alterar as origens da insustentabilidade da sua trajectória.

Sol - António Nogueira Leite

 

publicado por luzdequeijas às 19:00
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DESNORTE

Sábado, 18 de Julho de 2009

Não acertam uma...

As "novidades" (algumas já com meses e agora redescobertas) acerca das asneiras deste (des)governo têm sido tantas e tais, nestes últimos dias, que quase nem tenho tido tempo para a necessária recolha de informação...

Porque também tenho de responder aos comentários colocados neste blog, deixo-vos hoje apenas algumas ligeiras notas, como se estivesse "voando sobre um ninho de cucos", ou melhor, de ratos!

A Ministério da Educação encomenda um estudo à OCDE sobre a avaliação dos Professores; a "menistra" lá foi dizendo que se tratava "de mais um contributo técnico para a melhoria do modelo de avaliação". Como os resultados não agradaram realmente, ou porque alguém lhe puxou as orelhas, veio depois dizer que tudo vai continuar na mesma, até ao final da legislatura, disso informando os sindicatos, por e-mail..., apesar de terem estado presentes em reunião de trabalho (coisas do "choque tecnológico")!

A senhora pensou, pensou, e deve ter chegado à mesma conclusão do que eu:
 

Então, porquê encomendar o estudo? Só para continuar a gastar...? 

 

Mas, há mais, como a "brilhante" conclusão de outro estudo do Banco de Portugal, ou do intocável Vítor Constâncio: "Salários da Função Pública estão 'claramente acima' dos privados".

Ou a recomendação do Tribunal de Contas sobre a corrupção em Portugal, com o "jamais" Mário Lino a declarar nas televisões que "Não sei se [os funcionários públicos] são permeáveis ou não [à corrupção]. Procuro que no meu ministério não o sejam. Tenho a opinião de que os funcionários públicos são pessoas honestas e sérias até prova em contrário". Mas o homem ensandeceu de vez? Quem falou em funcionários públicos?

Claro e bem claro, é o socialista João Cravinho (que, tal como Marques Mendes pretendia combater a sério a corrupção), quando diz: "o principal aspecto é a corrupção de origem política". Alguém duvidava?

Terminal de contentores/Mota-Engil , milhões para o "Magalhães" (ambos sem concurso público, como muitos outros), Lopes da Mota/Eurojust, Freepot/Mónaco em vias de "explodir" (esperamos...), a presumível inconstitucionalidade da ASAE (e da sua pidesca actuação), o Procurador da Casa Pia que liberta pedófilo apanhado em flagrante, a "razão da força da maioria PS" que aprova tudo o que venha ou "branqueie" o (des)governo sozinha, como se toda a oposição fosse estúpida ou nunca tivesse razão, são motivos mais do que muitas para que este homem ande neste estado, "tadinho"...

 

 Pinhanços Dixit

publicado por luzdequeijas às 18:55
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DIMENSÃO DO ESTADO

 ESTADO MÍNIMO, VEM ( HAJA O QUE HOUVER)

 

Além de toda a solidão ....

 

 O que ficou por dizer

Arquivar em: Nanny State Watch, Política, Portugal — Miguel @ 09:53
 

No Público

A Falta de verificação dos trabalhos a mais nas empreitadas. Ausência de verificação dos termos em que os contratos públicos são celebrados. Falta de controlo sobre conflitos de interesses e favoritismos. Ausência de sensibilização dos funcionários públicos para a intolerância face a casos de corrupção. São algumas das falhas detectadas pelo Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) na actuação dos organismos públicos. E representam “riscos elevados de corrupção”.

O que fica por dizer, neste relatório do CPC, é que o potêncial de corrupção é directamente proporcional à discricionaridade e amplitude da área de intervenção do estado. Se querem realmente diminuir a corrupção estatal diminuam a dimensão do estado. Porque nenhum curso de “ética republicana” irá transformar os homens em anjos convém restringir as possibilidades dos agentes do estado cairem em tentação.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 16:38
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PROPOSTAS PS

Passado o impacto do choque das europeias de 7 de Junho, que deixou o PS reduzido a menos de um milhão de eleitores, um inédito recorde negativo nos anais do Largo do Rato, esperava-se que o abalado primeiro-ministro e a atarantada maioria socialista começassem a reagir ao cataclismo eleitoral.

Positivamente. Olhando em frente, para as legislativas do final de Setembro, apresentando novas propostas aos portugueses (não já, como é óbvio, as fracturantes legalizações da eutanásia e do casamento entre homossexuais, que podem afugentar ainda mais o eleitorado central e moderado para o campo de atracção do PSD), refrescando ideias, recuperando iniciativa política.

SOL -   03-07-2009  JAL

publicado por luzdequeijas às 16:21
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DESCONCHAVADO PORTA-VOZ

Mas não ! Decorridas mais de três semanas, Sócrates, o PS e o seu desgastado Governo persistem no discurso habitual, insistem nos mesmos erros, enquistaram ainda mais o seu autismo político.

E se há ministros que já foram colocados atrás do biombo (como Maria de Lurdes Rodrigues. Santos Silva, Nunes Correia ou Jaime Silva), há outros incorrigíveis como Mário Lino ou Manuel Pinho, que não conseguem manter-se lá escondidos e teimam em aparecer para estragar a pintura, com palavras e ... gestos. Pinho saiu pateticamente de cena. Mas, quanto a renovação de caras, a única novidade é o desconchavado porta-voz do PS que substituiu, para pior, Vitalino Canas.

SOL - 03-07-2009 JAL

publicado por luzdequeijas às 16:08
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RASGAR, ADIAR e PARAR

PARECENDO viver fora deste mundo, Sócrates veio esta semana dizer que « a principal mensagem da direita é parar, adiar, não fazer». Acontece que, por estes dias, o Governo socialista parou a adjudicação do TGV, adiou ainda mais a avaliação (já muito simplificada e limitada) dos professores, não vai fazer o concurso do novo aeroporto antes das eleições, parou a introdução de portagens nas SCUT, adiou para as calendas a vetada lei do maior financiamento dos partidos, parou a lei da programação militar. Ou seja, a principal mensagem do primeiro-ministro é, agora, aquela de que acusa a direita: recuar, protelar, não avançar. Qualquer medida polémica é para congelar, qualquer lei susceptível de crítica é para travar, qualquer grande obra pública é para adiar.

Nesta nova estratégia de recuo em toda a linha, se pudesse, o que Sócrates gostava mesmo era de adiar - também - as eleições.

SOL - JAL - 03-07-2009

publicado por luzdequeijas às 15:47
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OPINIÃO

Lisboa e o fim dos dinossauros
Que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa tenha sido eleito por um em cada nove lisboetas não é normal. Que o seu grupo de vereadores tenha poder de planear e gerir projectos tão estruturais como a terceira travessia do Tejo, a frente ribeirinha, urbanizações e reabilitações de vastas áreas do território da cidade parece quase um golpe de Estado

sol -

publicado por luzdequeijas às 15:41
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PARQUE ESCOLAR

 

Investimento

Obras de mil milhões em escolas fogem a visto do TC
A Parque Escolar, empresa que o Governo criou para concretizar o programa de obras nas escolas públicas em todo o país, já adjudicou cerca de mil milhões de euros

Este valor corresponde a 42 contratos, dos quais, no entanto, apenas um obteve o visto prévio do Tribunal de Contas.

A empresa entendia que não estava sujeita à fiscalização prévia desta entidade mas, quando deu pela falha, o TC ordenou para que os contratos fossem todos submetidos a visto e decidiu avançar com uma acção de fiscalização à Parque Escolar.

SOL _ 03-07-2009

publicado por luzdequeijas às 15:31
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O PREÇO DA LIBERDADE

 

 

Minha querida, o preço da liberdade é a eterna vigilância. A frase é conhecida, mas, quanto à autoria, há controvérsias. Alguns a atribuem a Aldous Huxley, autor de Admirável mundo novo, que estaria nos advertindo para que estivéssemos atentos, não permitindo o futuro sombrio desenhado no livro.

Outros a creditam a Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, que afirmava que o poder está sempre roubando dos muitos para os poucos, o que exigiria precaução.

Mas há quem a atribua a Patrick Henry, que governou a Virgínia no século XVIII e ficou conhecido por sua oratória apaixonada contra a escravidão.

Assim como ao estadista irlandês John Philpot Curran, que teria incluído em um dos seus discursos que "É comum o indolente ver seus direitos serem tomados pelos ativos.

A condição sobre a qual Deus dá liberdade ao homem é a eterna vigilância; se tal condição é descumprida, a servidão é, ao mesmo tempo, a conseqüência de seu crime e a punição de sua culpa".

Independentemente de quem tenha sido o autor, todos foram maravilhosamente felizes ao declarar que devemos ser cuidadosos e proativos, competentes e ágeis o bastante para prever problemas, necessidades ou mudanças, alterar eventos, fazer acontecer em vez de apenas reagir.

Mas creio que, para a verdadeira liberdade, necessitamos nos voltar para nós mesmos, vigiando nossos pensamentos. Porque são eles que comandam nossas vidas e podem gerar sentimentos que funcionam tal qual prisão, como a raiva, o ciúme, o medo, a inveja, a tristeza, a angústia, e que podem nos levar a atitudes nocivas.

Se as coisas não estiverem indo bem pra você, se estiver se sentindo preso de alguma forma, pare e observe suas atitudes, sentimentos e pensamentos.

Quem quer ser realmente livre, deve estar sempre vigilante, mas não atento ao resto do mundo, como muitos pensam. Quem quer gozar a verdadeira liberdade, deve tomar cuidado com os próprios pensamentos. Esse é o preço.

Marici

Bjs Helda

publicado por luzdequeijas às 12:43
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O SILÊNCIO DOS BONS

 

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética;

é o silêncio dos bons.

 

Luther King

 

 

 

                                      MartinLutherKing.JPG

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Domingo, 19 de Julho de 2009

Justiça e Governo

 

 
         05 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Justiça e Governo

Os diagnósticos repetem-se e apontam sempre o mesmo mal: a Justiça é o pior dos problemas do País. Na verdade, a Justiça não andará no melhor dos tempos. Pesada, ritual, burocrática, demasiado cega, a Justiça é, seguramente, um problema.

Mas um problema que não é em si a origem de todos os males da sociedade portuguesa, como parece decorrer das intervenções de alguns ‘senadores’ e dos ditos diagnósticos. Nesta edição, o juiz António Martins dá uma entrevista em que põe o dedo na ferida. Para muitos a sua voz estará eivada de corporativismo – o que não é verdade. Mas, quer queiram quer não, a razão está com ele. A Justiça é o reflexo das formas de governo que têm sido praticadas em Portugal, sempre assentes numa visão da lei como instrumento de domínio político e não de governo democrático e sério da comunidade. Portugal tem sido o país das leis feitas a correr, sem obedecer à mais elementar técnica legislativa, leis que protegem interesses particulares e poderosos, leis que blindam estratégias delinquentes de gestão do próprio poder.

O mal da Justiça é ter-se transformado no receptáculo passivo e silencioso de políticas desastrosas, carregando o ónus de a sua própria imagem ser atirada para a valeta por estratégias de puro marketing político. Talvez fosse a hora, em tempo de agudo ciclo eleitoral, de dizer um sonoro basta!

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

publicado por luzdequeijas às 20:10
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COMPROMISSO DOS CANDIDATOS

 

                             
 
16 Julho 2009 - 09h00

Da Vida Real

Compromisso

O Cidadão já não se vai rever na teia de jogos e compadrios para um qualquer lugar de qualquer listazinha.

A recessão económica aliada a uma pandemia lembra os primeiros anos do século XX, não é demais insistir. O resultado não foi mesmo nada bom, também há que insistir.

– As campanhas eleitorais e os processos eleitorais que se seguem exigirão necessariamente uma postura diferente de todos os partidos políticos e movimentos de cidadãos. A ‘engenharia’ pessoal de certos apoios tem de ficar definitivamente arredada em nome do bem comum, que exige que as escolhas sejam firmes, consistentes e até – porque não? – referenciais nas suas áreas de actuação. Poderá ter chegado a vez, os tempos, de os homens realmente sérios serem a regra e não a excepção. Mais por exigência da população a que as organizações políticas têm de responder, sob pena de censura nas urnas. Com o contexto que temos não sobra grande espaço para aventuras e gritarias de listas.

Não é impossível imaginar ou recriar um diálogo entre o Principezinho e a Raposa, adaptando-o à nossa realidade: "Que se passa naquele País?" – perguntaria o Principezinho.

– "Pela primeira vez não sei" – responderia a Raposa, que continuaria: – "Tantos se aproveitam, fingem, fazem teatro e as pessoas continuam a acreditar nelas. Sinto que isto está a mudar, mas não sei para onde nem como."

O Cidadão pura e simplesmente já não se vai rever na teia de jogos e compadrios para um qualquer lugar de qualquer listazinha ou de apoios comprometidos em troca de cómodas administrações. E ele há certas impunidades que também já não são compatíveis com estes tempos. Não vão acabar bem e as responsabilidades vão acabar por ser assacadas, como ultimamente se vai vendo, ainda que de forma tímida.

A Democracia tem de arranjar forças para se regenerar, sob pena de completa ingovernabilidade, de aumento da nossa pobreza e diminuição da nossa liberdade.

Se não temos de ser fatalistas sobre o nosso futuro, também não lhe podemos ser indiferentes e muito menos irresponsáveis. Ainda há pessoas sérias e competentes que não se deslumbram com o Poder e assumem o serviço público. A responsabilidade estará nos projectos e nas escolhas. O resto, incluindo os compromissos pequenos, pessoais, o aproveitamentozinho, o folclore, a demagogia, tudo cerzido numa teia de interesses, esperemos que não seja transformado em regra, já que pedir que acabe é utópico.

Esses compromissos não os queremos. Queremos O Compromisso. Veremos.

Paula Teixeira da Cruz, Advogada
publicado por luzdequeijas às 20:05
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DÉCADA PERDIDA

A década perdida por Portugal

 

Desde 1900 que a economia portuguesa não crescia tão pouco: menos de 1% em dez anos

  

Na América do Sul foram os anos 80 minados por violentas crises financeiras. No Japão, os anos 90 trouxeram a ressaca de uma das maiores bolhas imobiliárias e financeiras da História. Em Portugal, a expressão "década perdida" é vivida no presente, como mostraram os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na passada sexta-feira: 2009 vai terminar em recessão profunda, a maior desde 1975, e encerrar a década com um crescimento económico médio inferior a 1% - o mais baixo desde 1900.

"Foi claramente uma década perdida porque não fomos capazes de dar a volta à estrutura da nossa economia - e os números foram muito mascarados pela conjuntura internacional positiva", afirma o empresário e presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira. O sociólogo Pedro Adão e Silva concorda: "Já usei essa expressão, década perdida, para falar do que nos aconteceu nos últimos anos".

A comparação desfavorável face ao ritmo médio registado no século XX - que resulta de dados do INE e da série longa de observações compilada por Silva Lopes, ex-governador do Banco de Portugal - é reveladora. Mas quando contrastada com o contexto mundial nos últimos anos, traz um novo e perturbante dado sobre a capacidade do país.

"Há um ponto que distingue esta década: nunca Portugal se afastou tanto e durante tanto tempo do nível de riqueza das economias mais desenvolvidas", comenta o historiador Rui Ramos.

Depois de ter recuperado terreno nos anos 90, com uma média de crescimento de 2,9% por ano, Portugal começou a divergir da Europa em 2002. Entre 2000 e 2007, antes do contágio da crise financeira, a média de crescimento na zona euro foi de 2,1%, acima dos 1,3% registados por Portugal (que deveria crescer mais para convergir, lembram os economistas). Neste período, a economia mundial cresceu 4%. "Nunca tantos países tinham crescido tanto durante tanto tempo", lembra Rui Ramos. Ao contrário do que acontecia antes, a economia aberta portuguesa não conseguiu acompanhar. "Essa é a marca desta década: estamos a ficar para trás."

Os observadores concordam que Portugal está a pagar o preço do imobilismo público e privado, que começou ainda nos anos 90 e foi posto a nu pelas restrições impostas com a entrada na zona euro. Todos os problemas estruturais apontados pelas instituições internacionais - contas públicas desequilibradas, produtividade baixa, mercado de trabalho rígido - continuam por resolver.

"Ao mesmo tempo que não demos o salto na economia, criámos um nível de consumo para expectativas de produtividade e de riqueza que não aconteceram", aponta Adão e Silva.

O ritmo de criação de riqueza estagnou, mas o consumo das empresas, famílias e Estado continuou a crescer. A escalada do endividamento externo é a grande história da economia portuguesa nesta década: em 2000, a dívida externa valia 41% da riqueza produzida no país; este ano irá certamente ultrapassar 100%. Já a produtividade cresceu uns magros 0,6% entre 2002 e 2007 (2,3% entre 1992 e 1996), mostram dados de Bruxelas. No mesmo período, países concorrentes como a Eslovénia e a Eslováquia ganharam 3,5% e 5%, respectivamente.

"Portugal tem estado a viver acima das suas possibilidades desde há muitos anos, obtendo financiamento do resto do mundo através do sistema bancário, aumentando o endividamento externo. A acumulação de um passivo externo líquido não pode continuar indefinidamente", avisou o FMI em Outubro, num relatório citado em Abril pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Nos últimos dez anos, oito foram passados com maiorias parlamentares absolutas - primeiro com a nova AD de Durão Barroso e Paulo Portas, entre 2002 e 2005, depois com o PS de José Sócrates. "Os governos não têm responsabilidade de tudo, mas num país em que o Estado gasta mais de 50% da riqueza, a responsabilidade do poder político é, no mínimo, de 50%", conclui Rui Ramos.

 

 por Bruno Faria Lopes, Publicado em 18 de Maio de 2009

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NEGÓCIOS DE MESQUITA

 
16 Julho 2009 - 00h30

Denúncias: Carta de munícipe foi ignorada na primeira investigação

Negócios de Mesquita vão ser novamente investigados

A Procuradoria-Geral da República vai voltar a investigar Mesquita Machado, presidente da Câmara de Braga. Depois do arquivamento do processo em Novembro – após oito anos de diligências sem que as autoridades tivessem conseguido reunir elementos de prova – o Ministério Público (MP) entendeu que ainda era possível ‘salvar’ alguma parte da investigação. Por isso, o Conselho Superior do Ministério Público determinou anteontem, em reunião plenária, que algumas das denúncias de munícipes nunca investigadas darão origem a novo processo. Um dos factos em causa será a compra da farmácia Coelho por uma das filhas de Mesquita Machado, por apenas 450 mil euros.

Segundo o CM apurou, a análise ao arquivamento – tornado público pelo Correio da Manhã no início do ano – acabou por causar grandes incómodos na cúpula do Ministério Público. Foram anos de investigação para apurar quase nada e para todos se conformarem com as dificuldades legais. Milhares de documentos mostravam que Mesquita Machado e a sua família tinham uma vida faustosa, revelavam mesmo que em dez anos tinham movimentado cerca de dois milhões e meio de euros, mas que ganharam pouco mais de metade desse valor. Em Novembro de 2008, após centenas de diligências e milhares de documentos reunidos, o procurador do MP de Braga concluiu que "não se consegue afirmar que foi este ou aquele quem corrompeu e determinar quem foi corrompido, ou sequer se terá havido corrupção".

No documento a que o CM teve acesso, redigido um mês após Domingos Névoa e Mesquita Machado terem prestado declarações na PJ de Braga, o magistrado José Lemos entendia que não se retira "dos autos qualquer base probatória suficientemente consistente, susceptível de sustentar a dedução de Acusação".

Mais: o despacho sublinhava que "do confronto das declarações dos vários intervenientes inquiridos não resultavam contradições relativamente à matéria analisada". Conformava-se com a falta de provas e decidia arquivar uma investigação que desde o início parecia condenada ao fracasso.

ALPOIM TAMBÉM FOI INVESTIGADO

Nuno Alpoim, 45 anos, número dois de Mesquita Machado na Câmara Municipal de Braga há quase uma década, declarou um rendimento global de 400 mil euros, no espaço de dez anos. Durante esse período teve a seu cargo, entre outros, o pelouro das Obras Particulares e foi responsável pelas últimas três revisões do Plano Director Municipal de Braga. Também foi um dos visados nas cartas anónimas que chegaram ao Ministério Público de Braga, cujas contas foram analisadas. O MP acabou, no entanto, por não fazer outras diligências.

SOCIALISTAS EM SILÊNCIO

Os socialistas não comentam mais uma investigação ao autarca de Braga, Mesquita Machado, afirmou ontem ao CM fonte oficial.

A comissão política de secção do PS de Braga aprovou no início deste mês, por unanimidade, a recandidatura do presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, para um nono mandato, o último que pode fazer devido à limitação de mandatos. Recorde-se que foi eleito, pela primeira vez, em 1976. Contactado pelo CM, o coordenador autárquico socialista, Miranda Calha, também não prestou declarações.

LAMENTOS POR NÃO SE TER INVESTIGADO

"Importava mobilizar meios e redobrar esforços na investigação", disse o procurador encarregue do processo, lamentando quer "a falta de meios, quer a falta de capacidade".

IGF E IGAT DISSERAM QUE NÃO TINHAM MEIOS

Um dos motivos invocados pelo MP para as deficiências da investigação foi a falta de colaboração de outras entidades. A IGF afirmou que não tinha meios e a IGAT recusou colaborar.

SUBSÍDIO ILEGAL AO SPORTING DE BRAGA

A Câmara atribuiu um subsídio indevido e ilegal ao Sporting Clube de Braga, no valor de 130 mil euros. O caso remonta a 1993, mas o Tribunal de Contas não detectou culpados.

PJ VERIFICA DEZ ANOS DE DEPÓSITOS

A análise às contas da família Machado foi feita pela PJ do Porto e foram passados a pente-fino dez anos da vida bancária do autarca. Nas 34 contas foram depositados mais de dois milhões e meio.

VEREADORES SAÍRAM IMUNES

As denúncias que foram chegando à PJ e ao Ministério Público de Braga abrangiam também os vereadores e colaboradores de Mesquita Machado na autarquia. Alguns foram investigados e as suas contas bancárias acedidas, mas nenhum foi acusado. Aliás, na maioria dos casos não chegou sequer a ser feito o cruzamento de dados por falta de disponibilidade de meios.

Entre os visados estava Mário Louro, arquitecto e chefe da Divisão do Planeamento Urbanístico na Câmara, cujo os documentos anexados ao processo demonstram uma vida de luxo. A casa onde mora, com vista para o rio Cávado, é uma construção de sonho.

Na investigação fica por explicar que rendimentos lhe permitiram comprar a habitação. É que em dez anos na autarquia, entre 1992 e 2002, Mário Louro recebeu 331 mil euros de salário bruto. Um valor bastante inferior ao preço da casa (sem o terreno), que custa seguramente mais de um milhão de euros.

Mário Louro entrou na câmara em 1985 e em 2002 passou a chefe de Divisão de Planeamento Urbanístico. É responsável pela elaboração de vários projectos.

PORMENORES

PRESCRIÇÃO

Os factos que agora vão ser investigados não estão prescritos. O início da nova investigação suspenderá os prazos e permitirá às autoridades retomar as diligências.

POLÉMICA

A decisão da PGR de abrir um novo processo é polémica. O Ministério Público tinha 30 dias para contestar o arquivamento e não o fez. No entanto, uma situação semelhante aconteceu no ‘Apito Dourado’, quando Maria José Morgado reabriu casos arquivados.

SEM COMENTÁRIOS

Mesquita Machado recusou comentar a nova investigação. "Estou inocente", garantiu.

NOTAS

FILHO: NEGÓCIO DA CHINA

Francisco Machado, filho do autarca, comprou por 400 mil euros o café Astória, no centro histórico da cidade. O edifício foi vendido a bom preço por um empreiteiro, sem prazo para pagar.

REACÇÃO: ABRIU GABINETE

Depois da investigação do ‘CM’, Mesquita Machado abriu as portas do seu gabinete aos munícipes para explicar os seus rendimentos. Mas poucos foram os que foram fazer perguntas.

OBRAS: EMPRESAS BENEFICIADAS

As denúncias chegadas à PJ durante a investigação enunciavam várias empresas de construção que, alegadamente, teriam benefícios da autarquia liderada por Mesquita Machado.

Tânia Laranjo/Liliana Rodrigues/C.R.

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JÁ SEIS ARGUIDOS

                       
Fotomontagem  A carta dos ingleses com o nome de Sócrates está a levantar questõesA carta dos ingleses com o nome de Sócrates está a levantar questões
06 Julho 2009 - 00h30

Freeport: Investigação já tem seis arguidos

Esquema para financiar eleições

Um esquema local montado com o objectivo de conseguir dinheiro para financiar as eleições autárquicas de 2001 pode estar na base do caso Freeport. Esta é, para lá do licenciamento do outlet, uma frente de investigação que cresceu nos últimos meses.

Os depoimentos do ex-autarca Miguel Boieiro, de técnicos da Câmara de Alcochete, do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e da consultora Honorina Silvestre poderão ter sido decisivos para a pista do financiamento partidário. Há fortes suspeitas de que o primeiro chumbo do projecto fez parte da estratégia para conseguir dinheiro dos promotores do outlet.

Estas testemunhas, ouvidas já este ano, explicaram que o Decreto-lei 280/94, que criou a Zona de Protecção Especial no Estuário do Tejo e terrenos limítrofes (ZPE), excluía automaticamente as áreas englobadas nos perímetros urbanos de Vila Franca de Xira, Alcochete, Samouco e Porto Alto. O local em que foi construído o Freeport, uma vez que já lá existia uma fábrica, foi englobado no perímetro urbano.

Assim, segundo uma das testemunhas, ouvida pelo CM, é errado dizer que a construção dentro da ZPE foi ilegal. 'Pelo contrário. Naquele local estava uma fábrica, entulho e lixos', explicou, sublinhando que à partida não havia razão para o chumbo do projecto. 'O hotel podia ter sido aprovado. Se compararm os projectos [o recusado e o aprovado] vão reparar que o espaço ocupado pela discoteca ficou e que mudaram apenas o nome', explicou a fonte.

ADVOGADOS CRITICAM SFO

Dois advogados ingleses, especialistas em matéria criminal, teceram fortes críticas ao trabalho do Serious Fraud Office (SFO) no caso Freeport.

Arturo John e Ben Rose, da sociedade Hickman & Rose, escreveram um artigo no ‘Times’ on-line em que arrasam o trabalho do SFO. 'O SFO está envolvido num fiasco que pode ter ditado o destino do primeiro-ministro português, José Sócrates, e determinado o resultado das eleições de Setembro', pode ler-se na internet.

Os advogados fazem uma resenha pormenorizada de todo o processo Freeport e escrevem que 'para além das questões de política interna de Portugal', o caso Freeport pode 'decapitar o Eurojust, a instituição europeia a quem compete ajudar o combate ao crime entre os vários países'.

PORMENORES

ARGUIDOS

Para já são seis os arguidos no processo do caso Freeport: José Dias Inocêncio, ex-edil de Alcochete, José Manuel Marques, ex-vice-presidente do ICN, Manuel Pedro e Charles Smith, ex-consultores, Capinha Lopes, arquitecto, e Carlos Guerra, antigo presidente do ICN.

TESTEMUNHAS

Honorina Silvestre foi contratada como consultora da Câmara de Alcochete em 2003. Foi investigada pela PJ em 2004 e 2005, mas apenas foi ouvida este ano.

FISCALIZAÇÃO

Honorina estava encarregue do PDM e, em determinada altura, ficou responsável pela fiscalização do cumprimento por parte do Freeport das condicionantes. Entrou e saiu como testemunha. Miguel Boieiro e o secretário de Estado Rui Gonçalves são também testemunhas.

Miguel Ganhão / Sónia Trigueirão

 

 

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A MORAL DAS TROPAS

 

 

 

Paulo Espadanal  Recém-formados são os mais afectadosRecém-formados são os mais afectados
                   13 Julho 2009 - 02h00

Crise: Para evitar penhoras de ordenados

Guarda empresta 7,4 milhões

O sobreendividamento dos militares da GNR obrigou os Serviços Sociais da instituição a emprestarem ou a adiantarem em 2008 mais de 7,4 milhões de euros aos seus próprios efectivos, mais dois milhões do que no ano anterior. Metade deste valor, apurou o CM, serviu para responder a dívidas de créditos sobre o consumo; a outra metade para pagar as prestações do crédito à habitação contraído junto da Banca.

Isto numa altura em que, tal como o CM noticiou, tem subido o valor dos descontos judiciários nos vencimentos dos militares alvo de acções de penhora.

Em 2007, foram feitos descontos judiciários no valor de 1 176 742,32 euros e apenas nos primeiros cinco meses de 2008 tinham sido penhorados 534 192,14 euros em ordenados. Os dados desde então não foram revelados, mas a situação agravou-se.

O problema está a atingir dimensões tão grandes que as chefias da GNR tiveram de intervir. Os assistentes sociais da instituição têm-se desdobrado em sessões de esclarecimento realizadas em postos de todo o País.

Segundo apurou o CM junto de fonte oficial da GNR, são os militares mais novos, quase todos da classe de praças, que passam as maiores dificuldades. Com um ordenado-base que ronda os 750 euros, são responsáveis, muitas vezes, por duas casas.

'Há muitos jovens que ao entrarem na GNR casam e compram casa na terra de origem. Mas depois são colocados noutra zona do País, onde têm despesas com o alojamento, alimentação e deslocações. Há casos de militares de Bragança colocados no Algarve, entre muitos outros exemplos', disse ao CM José Alho, da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG). José Manageiro, da Associação de Profissionais da Guarda (APG), reitera esta opinião, e acrescenta que muitos dos militares solicitam o apoio dos Serviços Sociais por razões de ruptura familiar: 'A taxa de divórcios na GNR é muito elevada, acima da média nacional. Por causa da distância e dos horários. Quando isso acontece, principalmente quando há filhos, as despesas aumentam e há pensões de alimentos para pagar. Logo, o ordenado não chega.' Ambos defendem que apenas 'uma remuneração mais justa' pode contrariar esta tendência.

ESTAGIÁRIOS COM DINHEIRO APENAS PARA COMER SANDES

Segundo o CM apurou, muitos dos 900 estagiários que entraram para a GNR em Setembro chegam ao final do mês com tão pouco dinheiro que são obrigados a 'comer sandes' até voltar a receber o ordenado.

A juntar a este problema, estes elementos continuam a aguardar por uma colocação definitiva. Por essa razão, 'não sabem se devem dizer à família para mudar para onde prestam serviço'. O CM sabe que já se verificaram vários divórcios entre os recém-chegados à GNR devido a esta indefinição.

Ainda assim, continuam a verificar-se casos de militares que apenas 'não conseguem conter as despesas supérfluas'.

PALESTRAS CONTRA DÍVIDAS

Devido ao crescimento das situações de incumprimento envolvendo militares da GNR, assistentes sociais da instituição têm realizado palestras sobre como ultrapassar situações de sobreendividamento e multiendividamento. A iniciativa tem contado com o apoio de especialistas que estabelecem planos de desendividamento e dão conselhos para uma boa gestão das despesas e das receitas. A utilização despreocupada de cartões de crédito – que aumentam o preço dos bens adquiridos – também tem sido alvo de alertas.

SAIBA MAIS

TAXA SIMBÓLICA

Os Serviços Sociais da GNR emprestam dinheiro aos seus beneficiários a uma taxa que ronda os 4% de juro.

750

euros é o valor líquido do ordenado médio de um soldado da GNR.

1400

euros é quanto recebe, por mês, em média, um sargento, dependendo dos anos de serviço.

PENHORA DE ORDENADO

A penhora de um vencimento não pode ultrapassar um terço do ordenado.

'CULTA DA REESTRUTURAÇÃO' (José Alho, Assoc. Sócio-Profissional Independente da Guarda)

Correio da Manhã – Como se explica o endividamento dos militares da GNR?

José Alho – Com a ausência de transferências nos últimos dois anos. Por causa da reestruturação, muitos militares que pensavam ir para mais perto de casa em seis meses estão há dois anos à espera.

– Como se inverte esta tendência?

– Com ordenados mais dignos, com o pagamento justo por trabalhar noites, domingos e feriados.

'SITUAÇÃO PREOCUPANTE' (José Manageiro, Associação de Profissionais da Guarda)

Correio da Manhã – Como se explica o endividamento dos militares da GNR?

José Manageiro – Há várias circunstâncias, mas sobretudo pelas despesas acrescidas por manter duas casas.

– Como se inverte esta tendência?

– Com mecanismos de esclarecimento. É uma tendência preocupante, que põe em causa a imagem da instituição.

NOTAS

PSP: RELATÓRIO POR PUBLICAR

A GNR publicou o Balanço Social 2008 da instituição no início de Junho. Por razões não apuradas, o mesmo documento relativo à PSP, obrigatório por lei, ainda não foi tornado público.

SERVIÇOS MÉDICOS: SEM VERBA

De acordo com José Manageiro, ao contrário dos Serviços Sociais 'os Serviços de Assistência Médica da GNR estão sem verba para adquirir uma simples cadeira de rodas'.

CRÉDITO: DINHEIRO PARA CARROS

Os Serviços Sociais não emprestam dinheiro apenas para fazer face a dívidas urgentes do militares. Há casos de empréstimos para compra de carro e outros bens de consumo.

João C. Rodrigues

 

publicado por luzdequeijas às 19:25
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ANO JUDICIAL

 

 

 

 

                            
João Miguel Rodrigues  Medidas do ministro da Justiça são criticadas pelos operadores judiciaisMedidas do ministro da Justiça são criticadas pelos operadores judiciais
13 Julho 2009 - 00h30

Justiça: Alterações penais de 2007 continuam no centro das críticas

Ano judicial com balanço negativo

No ano em que o Campus da Justiça de Lisboa ‘matou’ o Tribunal da Boa-Hora e o mapa judiciário foi redesenhado, o processo Casa Pia continuou a marcar a actualidade pela ausência de acórdão, e os crimes sexuais deram lugar aos escândalos financeiros, com as investigações ao BPN, BPP e ainda ao polémico caso Freeport, a envolver o nome de Sócrates.

O processo de pedofilia da Casa Pia, com 537 audiências, volta a transitar para o ano judicial seguinte, e espera-se sentença até 2010. Em Agosto os magistrados vão de férias, e mais uma vez com críticas ao Governo e a Alberto Costa, no último Verão como ministro da Justiça.

"O aumento da criminalidade violenta e a dificuldade de ter uma resposta jurisdicional adequada vieram reforçar a convicção de que as alterações penais feitas em 2007 não contribuíram para melhorar a justiça criminal", disse à Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Rui Cardoso, defendendo que a gestão do Sistema Integrado de Informação Criminal deveria ser entregue ao Ministério Público.

O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, prefere sublinhar que há "cada vez mais assuntos jurídicos que são retirados dos tribunais", considerando que se trata de "um perigoso retrocesso civilizacional". Marinho critica ainda o aumento das custas judiciais e diz que "assim é fácil ao Governo dizer que as pendências diminuíram". Já o presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins, afirma que o sistema informático Citius "constitui o mais grave desastre da Justiça".

APONTAMENTOS

MAPA JUDICIÁRIO

O novo mapa, que reduz as comarcas de 231 para 39, entrou em fase experimental em três locais em Abril. Em 2010, será alargado a todo o território.

SISTEMA DE CITIUS

No âmbito da política de desmaterialização, o sistema informático Citius já é obrigatório nos processos cíveis, mas os juízes afirmam que este sistema nãoé seguro.

CUSTAS JUDICIAIS

Em Abril, entrou em vigor um novo regulamento das custas judiciais que acabou com o princípio do pagamento faseado. Os advogados contestam.

CAMPUS DA JUSTIÇA

Na última semana terminou a transição de todos os tribunaise serviços de Justiça para o novo Campus de Lisboa, no Parque das Nações, fechando-se o Tribunal da Boa-Hora.

Ana Luísa Nascimento
publicado por luzdequeijas às 19:21
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A NOSSA SEGURANÇA

 

Nuno Jesus  O posto da GNR de Almancil está localizado num edifício construído de raiz para habitaçãoO posto da GNR de Almancil está localizado num edifício construído de raiz para habitação
13 Julho 2009 - 00h30

Almancil: Falta de homens e condições em posto da GNR

Crimes disparam em zona turística

O posto de Almancil da GNR – que abrange as zonas de luxo da Quinta do Lago e de Vale do Lobo – registou, no 1º semestre de 2009, sensivelmente o mesmo número de ocorrências que em todo o ano de 2008. Uma média de cem por mês, mais de três por dia. A este significativo aumento de criminalidade não correspondeu, contudo, um acréscimo de efectivos. O posto conta com 22 militares, quando devia ter 35.

"De noite, no posto, fica apenas um elemento e dois no exterior, numa viatura", diz Aníbal Moreno, dirigente da Associação Empresarial de Almancil. "Não há efectivos suficientes para patrulhar uma zona de turismo de alta qualidade", acusa, "os turistas compram vivendas e colocam alarmes, no Inverno vão aos seus países e ao voltarem têm as casas devassadas".

Aníbal Moreno lamenta, ainda as "condições incríveis" como funciona o posto, provisório, há muitos anos. O edifício foi construído de raiz para habitação, num quarto exíguo estão cinco beliches para dez militares. Mesas e cadeiras foram oferecidas.

Seruca Emídio, presidente da Câmara de Loulé, afirma-se, "muito preocupado" com a falta de segurança "mais visível em Quarteira e Almancil". Já alertou "com diversos ofícios, o Ministério da Administração Interna", mas não houve resposta. "A câmara, tal como em Quarteira, já manifestou disponibilidade para oferecer um terreno para a construção de um posto, substituindo o actual, o pior do concelho, mas o Governo nada nos disse", afirma.

As Relações Públicas do Comando Geral da GNR referiram que "não fazem comentários sobre meios materiais e humanos".

Teixeira Marques
publicado por luzdequeijas às 19:17
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QUERIDA FUNDAÇÃO

 

 
29 Junho 2009 - 09h00

Estado do Sítio

Offshore socialista

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.

Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.

Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.

Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.

Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista
publicado por luzdequeijas às 19:13
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VANGELIS

 

 

 

 

 E O CIRCO CONTINUA

 

 
A política é uma coisa espantosa. Pode ser um pântano, mas é um pântano espectacular. O que era ontem, deixou de ser num abrir e fechar de olhos. E onde nada havia, surgem, tiradas da manga ou da cartola, as coisas mais espantosas. A política é, na verdade, um espectáculo de ilusionismo, onde aparece e desaparece seja o que for sem que se perceba como aquilo é feito.

De repente, apareceu uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis, a que Paulo Rangel chamou Fundação Saco Azul. Na comunicação social já houve quem lhe chamasse offshore socialista. É uma pérola, parecida com a defunta Fundação para a Prevenção e Segurança (que ficou conhecida por Fundos para o PS), coisa tão descarada que, na altura, fez Jorge Sampaio correr com Armando Vara e mandar encerrar aquela autêntica gruta de Ali Babá. Nesta nova Fundação, o Estado já enterrou 61 milhões de euros, dinheirinho nosso, que ninguém controla e poucos sabem para onde vai. Até agora, consta que a Fundação comprou umas toneladas de computadores Magalhães, sem concurso, a uma firma de camaradas socialistas, pouco respeitadora, aliás, dos seus deveres fiscais. E diz-se que, feita a habilidade – ou o truque – por aí se vai ficar. Uma coisa é certa: o PS dá tudo e mais alguma coisa para amanhar umas fundaçõezitas à maneira. São as suas galinhas dos ovos de ouro. A de Mário Soares, então, é um autêntico maná!

Porém, passada a balbúrdia que se seguiu à denúncia, a Fundação – o offshore ou o saco azul – saiu do horizonte político. Tudo se calou. No entanto, a Fundação não apresenta contas a nenhuma entidade, tem uma sede onde ninguém entra, tem contactos… incontactáveis. Já alguém escreveu, num jornal diário, que é legítimo pensar-se que a Fundação até pode pagar as campanhas eleitorais do PS. Escreveu e não foi desmentido. Nem lhe foi levantado nenhum processo. Certo é que a Fundação deixou de ser assunto. E assim como apareceu, parece que se vai sumir. Tal como os milhões de euros lá enterrados. Mas a magia – a política – é assim mesmo: a arte de iludir os basbaques e sustentar os mágicos.

Aqui há tempos, apareceu a Empresa na Hora, um milagre dos neurónios de Sócrates e comandita, mas porque se presta a mil habilidades financeiras, desde lavagem de dinheiro a preciosas fugas ao fisco, a Empresa na Hora já tem as horas contadas. Vai desaparecer.

Há quatro anos, apareceu um embrulho cor-de-rosa, havendo quem garantisse – até em espectaculares outdoors espalhados pelo país – que lá dentro estavam 150 mil novos postos de trabalho. Desfez-se o embrulho e – oh! espanto dos espantos – não havia nada lá dentro. Mas um bom ilusionista não pára, não se cansa, nem deixa o público descansar. De onde deu sumiço a 150 mil novos postos de trabalho, tirou, num ápice, um número recorde de desempregados. E melhor ainda: num apagão assombroso, retirou das estatísticas vários outros milhares, não fosse o público ficar sem fôlego e cair para o lado, com uma coisa má.

Também de repente, desapareceram o TGV, o novo aeroporto e a nova travessia do Tejo. A avaliação dos professores entrou em banho-maria. E o negócio da TVI deixou de o ser mais depressa que um relâmpago.

Ao som da música de Vangelis desapareceram maternidades inteiras, centros de saúde, urgências hospitalares e escolas. Em contrapartida, apareceu um engenheiro completo, com diploma e tudo.

Em segundos, desapareceu um ministro. Não por ser a anedota de ministro que todos sabemos, mas porque imitou, com os ministeriais dedinhos, uns cornos bem espetados na sua brilhante cabecinha.

De 7 para 8 de Junho desapareceu o «animal feroz» e surgiu o cordeirinho manso. Por pouco tempo, é certo, mas não deixou de ser um bom número de circo, ridículo e grotesco quanto baste para nos fazer rir às gargalhadas. Compreende-se. No meio de tanto ilusionismo, uma boa palhaçada cai sempre bem…

Numa área protegida, apareceu uma coisa chamada Freeport. E pela mesma altura desapareceram quatro milhões de euros. O mágico garante que não é nada com ele, que desse truque não sabe nada. Só estava lá por acaso…

Desculpem-me se não falo de coisas sérias e importantes, como a morte de Michael Jackson ou a apresentação de Cristiano Ronaldo. Mas hoje deu-me para aqui, para só falar de magias e outras aldrabices…


 

(João Carlos Pereira)
 

 

publicado por luzdequeijas às 18:59
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NOTAS SOLTAS

 

No último ano assistimos a uma perigosíssima governamentalização da investigação e informação criminal

 

Rui Cardoso

Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

publicado por luzdequeijas às 18:48
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ANÚNCIOS DE CASOS DA GRIPE SUÍNA

 

  • Ana Jorge, Ministra da Saúde

Arlindo Carvalho, antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva, acusa Ana Jorge de estar a politizar em excesso o combate à gripe A.

Em entrevista ao «Rádio Clube Português», o antigo governante defende que a ministra não devia aparecer diariamente na comunicação social a falar sobre a doença. Arlindo Carvalho acusa mesmo Ana Jorge de estar a alimentar o alarmismo à volta da situação.

«Parece-me excessiva a politização desta questão e acho que não há razão para aparecer tantas vezes. O ministro é um político e aparecer todos os dias cria um certo alarmismo. Quando se verificar um aumento dos casos, no Inverno, será que vai aparecer o primeiro-ministro? O ministro deve aparecer ocasionalmente e depois nos momentos de crise», frisou.

Arlindo Carvalho critica ainda o facto de apenas algumas unidades de saúde estarem a ser preparadas para lidar com os doentes infectados com a Gripe A, dizendo que é obrigação do Governo preparar todas as unidades para enfrentar a doença.

 

Comentário - A Ministra da Saúde, que errou clamorosamente, quando interrogada sobre o montante da dívida do Ministério da Saúde, veio sistematicamente anunciar caso por caso, os doentes que iam aparecendo contagiados. Não parece ser função de um ministro da saúde tal função. De tanto empolamento dado ao caso, a gripe atingiu já, um número nunca esperado !

Entretanto, a ministra da saúde, numa sondagem publicada, aparece entre os ministros mais votados, pese embora o estado da saúde em Portugal. A sua presença era tão maviosa que, ao próprio primeiro-ministro deveria fazer ciúmes, principalmente, naquela altura em que quis deixar de ser " animal feroz" !

Ministra da Saúde acusada de politizar Gripe A

Arlindo Carvalho, ex-ministro da Saúde, considera que Ana Jorge não devia aparecer tantas vezes

Por: /FC  |  13-07-2009  11: 00

publicado por luzdequeijas às 18:30
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LISTAS DE ESPERA

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Manuel Moreira  Em Março de 2008, e de acordo com os números oficiais, cerca de 474 mil portugueses estavam inscritos para uma primeira consultaEm Março de 2008, e de acordo com os números oficiais, cerca de 474 mil portugueses estavam inscritos para uma primeira consulta
06 Abril 2009 - 00h30

Saúde: Amanhã assinala-se o dia mundial

Listas de espera com 655 mil utentes

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam que mais de 655 mil portugueses estão em listas de espera no Serviço Nacional de Saúde. Em Março de 2008, cerca de 474 mil utentes estavam inscritos para uma primeira consulta de uma especialidade médica. Na lista de espera para cirurgia estavam inscritos, em Setembro de 2008, 181 099 doentes. Não há dados mais recentes. Fonte do Ministério da Saúde garantiu que "em breve" serão divulgados dados actualizados.

Na véspera do Dia Mundial da Saúde, são várias as queixas em relação ao serviço público de saúde no País. 'No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo médio de espera para uma ressonância magnética é de três anos. Como é que uma pessoa com problemas de coluna pode esperar três anos?', questiona José Luís Salles, da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal, um concelho que reclama há vários anos pela construção de uma unidade hospitalar.

'Geralmente, são os médicos de família que pedem consultas da especialidade. O alongado tempo de espera desactualiza todos os meios complementares de diagnóstico que o doente realizou', explica ao Correio da Manhã Santos Cardoso, presidente do Movimento de Utentes da Saúde.

Em Junho de 2006, o Governo criou o Sistema Integrado de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), que permite ao utente controlar a sua situação. 'O SIGIC é completamente falseado. Um doente espera meses ou anos por uma consulta, tem de realizar novos exames e só depois é que o médico o inscreve no sistema', afirma Santos Cardoso. A criação das 160 Unidades de Saúde Familiar não facilitou a vida aos utentes, diz José Luís Salles: 'Desde 2007 que há uma USF em Miratejo. Na altura havia 50 mil pessoas à espera de consulta, agora são 45 mil'.

TRÊS ANOS POR UMA CONSULTA

Filipe Lopes, aposentado da GNR, com 69 anos, espera há mais de três anos por uma consulta na especialidade de Otorrinolaringologia, no Hospital S. Teotónio, Viseu. O paciente está revoltado e já escreveu duas meses à ministra da Saúde. Diz que é um cidadão 'de um país de quinto mundo' que 'não quer saber dos seus doentes'.

Filipe mora em São Miguel de Vila Boa, Sátão, e sofre de apneia do sono e por vezes tem falta de ar. Há quatro anos recorreu a um médico particular que o informou de que uma operação à garganta no privado lhe custaria 'mais de 600 contos' [três mil euros]. O sexagenário decidiu marcar uma consulta no médico de família para que organizasse o processo para ser operado no Serviço Nacional de Saúde. 'Paguei os meus impostos durante 40 anos, tenho o direito a que o Estado me trate da saúde. O que se passa comigo é uma vergonha. Devem estar à espera que morra para depois quererem saber de mim.'

Luís Viegas, do Gabinete de Relações Públicas do Hospital São Teotónio, explicou ao CM que o paciente 'não tem qualquer consulta de otorrinolaringologia marcada' na unidade de Saúde. O responsável explicou que Filipe Lopes marcou uma consulta de patologia respiratória do sono, em 31 de Março de 2006, só que a especialidade apenas existe no S. Teotónio há ano e meio. 'O hospital dispõe de duas camas para a cura desta patologia e tem 272 pessoas inscritas na lista de espera. Acreditamos que este paciente será brevemente chamado à consulta.'

CIRURGIAS EM QUATRO MESES

Em Junho de 2008, o primeiro--ministro, José Sócrates, apresentou o Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), no qual o Governo se comprometia a investir 28 milhões de euros para contratualizar com os hospitais públicos 75 mil primeiras consultas e 30 mil cirurgias em produção adicional, a realizar até Junho deste ano. No mês passado, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou que o PIO estava a cumprir as expectativas e que até ao final do programa 'nenhum português esperará mais de cinco meses pela consulta e mais de quatro meses pela respectiva cirurgia'. Em Dezembro estavam 27 mil utentes à espera de cirurgia aos olhos.

RASTREIOS E CERIMÓNIAS

O Dia Mundial da Saúde assinala-se amanhã, sob o tema ‘Salvar Vidas – Hospitais Seguros em situações de emergência’: pretende--se alertar para a necessidade de dimensionar e apetrechar os serviços de saúde para as situações de emergência. O Ministério da Saúde comemora o dia com uma sessão no Infarmed, em Lisboa, com a presença da ministra, Ana Jorge, e do director-geral de Saúde, Francisco George. Hoje já há iniciativas. A Fundação Portuguesa de Cardiologia, em parceria com a Associação de Diabéticos e Associação de Médicos de Clínica Geral, promove rastreios a problemas cardíacos, na USF de S. Domingos de Santarém.

"NÃO HÁ PAÍS NO MUNDO SEM LISTAS DE ESPERA": Luís Pisco, Coordenador Missão Cuidados de Saúde Primários

Correio da Manhã – Os últimos dados disponíveis, relativos a 2007/2008 apontam para mais de 400 mil portugueses à espera de uma primeira consulta de especialidade. Quem é que faz os pedidos de consultas?

Luís Pisco – A grande maioria dos pedidos é feita nos Centros de Saúde, através do médico de família mas também há pedidos realizados pela consulta externa dos hospitais e por médicos privados.

– Quanto tempo pode demorar uma primeira consulta?

– É difícil dizer, não tenho esses dados e depende de hospital para hospital e de especialidade para especialidade.

– Mas é razoável que um utente espere, por exemplo, três anos por uma primeira consulta?

– Uma espera tão longa não é normal, certamente que houve um mal-entendido até porque hoje em dia está tudo monitorizado. Sinceramente, não vejo como possa ser possível alguém esperar três anos por uma consulta de qualquer especialidade.

– Os números disponibilizados pelo Ministério da Saúde da lista de espera para cirurgias, no final de Setembro de 2008, apontava para cerca de 181 mil portugueses.

– Todos os esforços do Ministério da Saúde vão no sentido de melhorar os serviços de Saúde. Assistimos a uma tendência de melhoria.

– Provavelmente, está a comparar com anos anteriores, em que as listas eram maiores. No entanto, não são muitos doentes à espera, sobretudo se se comparar com outros países europeus?

– Penso que não há nenhum país no Mundo que não tenha listas de espera para cirurgias, até porque muitas operações não devem ser realizadas imediatamente. Uma mesma situação clínica pode ter tempos de espera diferentes em função do hospital de referência e dos meios existentes. E há muitas cirurgias, como as hérnias ou as varizes, que não são consideradas urgentes porque as verdadeiramente urgentes não têm que esperar.

MINISTRA CHAMADA AO PARLAMENTO

A substituição de remédios pelas farmácias levou o Bloco de Esquerda a exigir a presença da ministra da Saúde, Ana Jorge, no Parlamento, para explicar as declarações contraditórias da governante. 'Perante as decisões da Associação de Farmácias, disse que a receita médica é para respeitar; o presidente da ANF diz que não foi isso que a ministra lhe disse', refere o BE, em comunicado.

O ESTADO DA SAÚDE

CENTROS DE SAÚDE

Médicos nos 346 C. S. em 2007:

5548 Medicina Geral e Familiar

919 Clínicos Gerais

22 Oftalmologistas

21 Pneumologistas

14 Ginecologistas/obstetras

8 Estomatologistas

7 Psiquiatras

7 Dentistas

Total: 7033 (em 2006 eram 7096)

HOSPITAIS

785 Ginecologistas/obstetras

582 Ortopedistas

416 Cardiologistas

408 Oftalmologistas

292 Otorrinolaringologistas

213 Urologistas

Consultas realizadas nos hospitais:

Ortopedia 699 380

Oftalmologia 650 069

Urologia 293 468Pediatria 38 986

Fonte: Direcção-Geral de Saúde/Dezembro 2008 (dados relativos a 2007)

SAIBA MAIS

MAIS PROCURADAS

As especialidades com mais procura para primeira consulta são as que têm listas de espera maiores: Ginecologia/Obstetrícia, Oftalmologia, Urologia e Ortopedia.

116 mil pessoas à espera da primeira consulta de Oftalmologia em Dezembro de 2007.

6,6 milhões urgências hospitalares registadas durante o ano de 2007.

85 377 partos realizados nos hospitais em 2007, menos três mil do que em 2006.

474 mil Utentes à espera de primeira consulta de especialidade, em Março de 2008.

181 099 doentes à espera de cirurgia. Tempo médio de espera: 6,1 meses, em Setembro de 2008.

NOTAS

AUMENTO: TAXAS MODERADORAS

Em 2008, a taxa moderadora de uma consulta no Centro de Saúde era 2,15 euros. Desde o dia 1 de Fevereiro deste ano que o utente passou a desembolsar 3,70 euros

RÉGUA: INVESTIMENTO

O Centro Oftalmológico da Régua abriu no dia 23 de Março. Com um investimento de 1,3 milhões de euros, esta unidade tem capacidade para 4 mil cirurgias e 12 mil consultas por ano

500 MIL: MÉDICO DE FAMÍLIA 

Calcula-se que cerca de 500 mil portugueses não tenham médico de família, apesar da abertura de 160 Unidades de Saúde Familiar (USF) que beneficiam perto de 2 milhões de utentes

Sofia Rato / L.O.

publicado por luzdequeijas às 18:22
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MÉDICO DE FAMÍLIA

 

Segundo Octávio Augusto, que hoje participou na apresentação do candidato da CDU à Câmara de Abrantes, “o facto de os números oficiais apresentarem já 75 mil utentes sem médico de família no distrito configura um problema gravíssimo, sendo que, até ao final do ano, estes valores devem disparar para o dobro, com todas as nefastas consequências daí inerentes”.

“Em Abrantes, mais de 3 mil pessoas estão hoje sem médico de família, mas a situação ainda se vai agravar mais até ao final do Verão, atendendo à aposentação anunciada de mais alguns médicos de clínica geral. Até ao final do ano, estima-se que mais de 10 mil abrantinos não terão o habitual médico de família numa população global de cerca de 40 mil habitantes”.

“Esta grave situação está a ocorrer em Abrantes, mas também em Constância, Alpiarça, Benavente, Salvaterra, Torres Novas e Santarém. Se em 2008 eram 40 mil as pessoas sem médico de família no distrito, hoje são 75 mil. Com a passagem à reforma de dezenas de profissionais de saúde, até ao final do ano, esses valores vão seguramente atingir os 150 mil utentes”, afirmou o dirigente comunista.

Segundo afirmou à Lusa, “o PCP vai tomar a iniciativa, na Assembleia da República, de propôr um plano de emergência distrital porque esta situação já não se resolve com paliativos. Estamos à beira da ruptura em vários municípios e urge tomar medidas excepcionais”.

“Não há solução para isto, pela falta de médicos e de políticas atempadas para evitar uma situação que se adivinhava, pelo que se deve tentar minimizar os efeitos deste problema”.

Octávio Augusto refere como “respostas possíveis”, a “rentabilização dos meios que existem, a solicitaçção de um esforço suplementar aos médicos que estão ao serviço e aferir da disponibilidade dos médicos que se reformam para continuarem a prestar serviço por mais algum tempo”.

“Também as Unidades da Saúde Familiares (USF) devem ser reavaliadas, porque são uma das razões da ruptura do sistema. Como houve médicos que deixaram de estar nos centros de saúde e foram para as USF, tapou-se de um lado mas destapou-se no outro”, concluiu.

Lusa/SOL

publicado por luzdequeijas às 18:19
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A SAÚDE DO PAÍS

As praias do concelho de Odemira atraem no Verão mais de 50 mil turistasAs praias do concelho de Odemira atraem no Verão mais de 50 mil turistas

13-07-2009

Odemira: No verão os residentes aumentam dos 26 para os 80 mil

Um médico por 40 mil utentes

O problema da falta de médicos é antigo em Odemira mas nem por isso foi encontrada uma solução. O maior concelho do País continua a ter, em muitos dias da semana, apenas dois clínicos para uma população que no Verão atinge as 80 mil pessoas.

"Há um grande espírito de sacrifício nos médicos para tapar os buracos. O INEM e a Cruz Vermelha também dão uma ajuda, mas no Centro de Saúde chegam a estar apenas dois clínicos de serviço", referiu o autarca António Camilo.

O quadro de 23 profissionais está preenchido com um máximo de 15. Sendo um concelho com 17 freguesias, duas nem sequer têm direito a médico. "Por isso, dos 26 mil residentes permanentes, temos seis mil sem médico de família. Eu sou um deles", acrescentou o edil, que aponta a pouca atractividade da região como causa do problema. "Por ano abrem cinco concursos, mas ninguém concorre. Os médicos preferem os centros urbanos".

Confrontada pelo CM com a falta de clínicos em Odemira, a ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu que é um problema do País. "Há falta de médicos por todo o lado e não se podem obrigar a concorrer a este ou aquele concurso", disse. Ana Jorge garantiu que Odemira será "reforçada no final de Julho" com médicos estrangeiros, a maioria dos quais proveniente de Cuba.

PORMENORES

ODEMIRA

A vila fica a 107 quilómetros do Hospital de Beja e a 56 do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém.

PRAIAS

As praias de Milfontes e Zambujeira do Mar e o Festival Sudoeste, em Agosto, são as atracções do concelho. No evento são atingidos os cem mil visitantes.

REFERÊNCIA

Face ao aumento de turistas, António Camilo refere que o Hospital do Litoral Alentejano devia estar referenciado para acolher casos de gripe A.

Alexandre M. Silva/Madalena Palma
publicado por luzdequeijas às 18:14
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PAÍS DE LICENCIADOS !

Acesso: Oportunidades para o Superior aumentam

Mais 1100 lugares do que em 2008

Existem mais 1100 vagas para a primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior do que em 2008, quando foram disponibilizadas 50 777. No total, as universidades e politécnicos apresentaram 51 352 lugares para o ano académico 2009/2010. Incluindo-se os concursos locais, o número ascende a 51 918 vagas.

A destacar neste concurso, a quantidade de vagas para os horários pós--laborais. De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior há 4200 vagas em 2009. Só o concurso nacional representa um total de 4148. Um esforço das instituições de Ensino Superior públicas, diz o Ministério, que deve ser sublinhado. Em 2007, o número de vagas existentes para horários pós--laborais era de 2160.

No curso de Enfermagem há a registar uma queda no número de vagas. Quando em 2008 foram disponibilizadas 1842, para este concurso o número ficou-se pelas 1807, menos 35 lugares. A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra é a instituição que mais vagas abriu (320) para este ano.

Para o curso de Medicina, está prevista a entrada de 1658 novos estudantes. As faculdades de Medicina das Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto são as que mais contribuem para esse número com, respectivamente, 295, 254 e 245 vagas. Neste curso em particular, o Ministério realça a oferta de vagas para estudantes que já possuem uma licenciatura. Em 2008 foram abertas 125 vagas nestas condições, enquanto para 2009/2010 o número atinge as 168 vagas. O novo curso de Medicina, na Universidade do Algarve, terá disponíveis 32 lugares. No entanto, o acesso a estas vagas está condicionado pela própria universidade que exige licenciados com formação em determinadas áreas.

20 722 VAGAS NO POLITÉCNICO

Para o próximo ano lectivo há um reforço de 864 vagas no Ensino Politécnico, face ao total de lugares existentes no último ano. São 20 722 vagas, quando em 2008 eram 19 858 vagas. Portugal regista uma política de ensino com uma aposta de reforço gradual do número de alunos inscritos nos institutos politécnicos. Para este ano, perante um universo de 51 352 vagas no concurso nacional, os lugares existentes no politécnico representam 40% do total. O Ensino Politécnico surgiu nos anos 70, visando formar técnicos especialistas para o tecido empresarial .

APONTAMENTOS

ENTRE AS PRIMEIRAS

A universidade portuguesa mais antiga é a Universidade de Coimbra, fundada inicialmente em Lisboa em 1290, sendo uma das dez mais antigas da Europa em funcionamento contínuo.

ALUNOS ESTRANGEIROS

Portugal está em 10.º lugar, entre 32 países, na escolha dos estudantes estrangeiros que participaram no Programa Erasmus em 2006/2007.

NÃO ESQUECER FOTOCÓPIA DO BI

O período de candidaturas para a 1ª fase inicia-se na segunda-feira. Os candidatos ao ensino superior devem entregar o boletim de candidatura, acompanhado de uma fotocópia simples do Bilhete de Identidade (ou Cartão do Cidadão) e documento comprovativo da conclusão do ensino secundário, da nota de conclusão e das classificações obtidas nos exames nacionais do secundário, correspondentes às provas de ingresso exigidas para entrada nos pares estabelecimento/curso a que concorre. Podem concorrer a um máximo de 6 cursos. n e.n.

EVOLUÇÃO DAS VAGAS DO PÚBLICO

 Ano   Universitário   Politécnico  TOTAL
 1995/1996  20 817  13 489  34 306
 1996/1997  21 945  14 928  36 873
 1997/1998  23 057  17 647  40 704
 1998/1999  24 596  18 697  43 293
 1999/2000  25 946  20 297  46 243
 2000/2001  26 847  21 195  48 042
 2001/2002  27 281  22 074  49 355
 2002/2003  27 441  20 299  46 408
 2003/2004  25 681  21 727  47 408
 2004/2005  26 968  21 070  47 138
 2005/2006  26 129  21 304  47 433
 2006/2007  26 163  21 202  47 365
 2007/2008  26 702  22 882  49 584
 2008/2009  26 759  24 018  50 777

15 CURSOS COM MAIS VAGAS

 CURSO  INSTITUIÇÃO  VAGAS
 Direito  Univ. Lisboa  450
 Direito  Univ. Coimbra  330
 Enfermagem  Escola Sup. Enf. de Coimbra  320
 Enfermagem  Escola Sup. Enf. de Lisboa  300
 Medicina  Univ. Lisboa  295
 Enfermagem  Escola Sup. Enf. do Porto  270
 Medicina  Univ. Coimbra  254
 Contabilidade e Administração  Inst. Sup. Cont. Adm. do Porto  250
 Medicina  Univ. Porto  245
 Medicina  Univ. Nova de Lisboa  230
 Economia  Univ. Porto  216
 Gestão  Univ. Nova de Lisboa  210
 Ciências Farmacêuticas  Univ. Lisboa  210
 Gestão  Inst. Sup. Economia e Gestão  205
 Eng. Electrónica e de Computad.  Instituto Superior Técnico  205

15 CURSOS COM MENOS VAGAS

 CURSO  INSTITUIÇÃO  VAGAS
 Eng. Informática (Curso Europeu)  I. P. Coimbra  10
 Gestão de Empresas  I. P. Tomar  10
 Eng. Civil  I. P. Tomar  10
 Eng. Eleectritécnica e de Computad.  I. P. Tomar  10
 Ciências Agrárias  Univ. dos Açores  10
 Eng. e Arquitectura Naval  Univ. Técnica de Lisboa  10
 Medicina Veterinária (Prep.)  Univ. dos Açores  12
 Trad. e Interpretação: Port/Chinês  I. P. Leiria  15
 Engenharia Civil (pós-laboral)  I. P. Leiria  15
 Eng. Electrotécnica (pós-laboral)  I. P. Leiria  15
 Eng. Informática (pós-laboral)  I. P. Leiria  15
 Eng. Mecânica (pós-laboral)  I. P. Leiria  15
 Música na Comunidade  I. P. Lisboa  15
 Arte e Multimédia  Univ. da Madeira  15
 Design  Univ da Madeira  15

Confira a lista completa na edição papel do 'Correio da Manhã' de doimgo ou em www.dges.mctes.pt

André Pereira / J.S.

publicado por luzdequeijas às 17:06
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EMPREGABILIDADE DOS CURSOS

direitos reservados  A empregabilidade dos cursos é um dos factores mais importantes na hora de decidir o que escolherA empregabilidade dos cursos é um dos factores mais importantes na hora de decidir o que escolher
12 Julho 2009 - 00h00

Futuro: Obter um canudo nem sempre é garantia de empregabilidade

38 mil têm curso superior mas estão desempregados

Representam cerca de dez por cento dos inscritos nos centros de emprego e em muitos casos ficam à espera de um trabalho durante dois anos. Obter um canudo nem sempre é garantia de emprego, apesar de ser uma mais-valia cada vez mais valorizada.

Os últimos dados da empregabilidade dos portugueses com habilitação superior divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e relativos a Dezembro de 2008, mostram que havia 38 018 bacharéis, licenciados, mestres e doutores inscritos nos centros de emprego. Em relação a Dezembro de 2007, registou-se uma quebra de 1609 registos.

Os formados em Psicologia são dos que mais dificuldades têm encontrado para se afirmarem no mercado de trabalho. Em Dezembro de 2008 havia nos centros de emprego 204 registos de formados em Psicologia Aplicada no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, 185 em Psicologia na Universidade Lusófona, 152 do mesmo curso do Instituto Superior da Maia, 148 da Universidade Lusíada do Porto e 103 da Universidade de Lisboa.

Os formados em Direito também ajudam a engrossar a lista de desempregados. Em Dezembro de 2008 estavam inscritos nos centros de emprego 189 licenciados da Faculdade de Direito de Coimbra, 153 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e 71 da Universidade Autónoma de Lisboa.

PAGAM MAS NÃO SE EMPREGAM

Na lista do registo de desempregados com formação superior, são as instituições privadas que dominam os primeiros lugares: sete entre os dez mais. Serviço Social, do Inst. Miguel Torga (212) e Psicologia Aplicada do ISPA (204) ‘lideram’, seguindo-se Direito da Univ. de Coimbra e de Economia da Univ. do Porto. Psicologia (Univ. Lusófona), Serviço Social (I.S.S.S. Porto), Direito (Univ. Lisboa), Psicologia (ISMAI), Psicologia (Lusíada/ Porto) e Relações Públicas (INP) fecham o ‘top’.

3 MIL À PROCURA DURANTE DOIS ANOS

Os últimos dados divulgados pelo MCTES indicam que 8,8 por cento (3266) dos licenciados no desemprego estavam inscritos há pelo menos dois anos nos centros de emprego. As áreas mais problemáticas eram Ciências Empresariais (631 situações), Ciências Sociais e do Comportamento (456), Engenharia (387), Formação de Professores (379) e Humanidades (301). Entre 12 e 24 meses de inscrição no centro de emprego estavam 5822 licenciados (15,7 por cento do total).

INSCRITOS NO 1º ANO PELA 1ª VEZ

   00/01  01/02 02/03   03/04  04/05   05 /06  06/07   07/08   08/09 
 UNIVERSITÁRIO  16 664  17 108  18 242  18 371  18 671  19 736  21 249  24 059  24 680
 Mulher  22 565  22 127  23 729  22 209  22 209  22 823  23 531  28 759  29 302
 Total  39 229  39 235  41 971  40 880  40 880  42 559  44 780  52 818  53 982
 POLITÉCNICO                  
 Homem  10 345  10 092  9962  9266  8776  7946  10 827  14 338  15 465
 Mulher  16 355  16 594  15 707  14 297  13 709  13 186  14 544  17 123  18 191
 Total  26 700  26 686  25 669  23 563  22 485  21 132  25 371  31 461  33 656
 TOTAL ENS. PÚBLICO  65 929  65 921  67 640  64 801  63 691  63 691  70 151  84 279  87 638
                   

Edgar Nascimento
 
PS - Neste mês de Julho, muita gente viu no Algarve, na abertura de uma grande superfície comercial, longas filas em espera para pagamento. Tudo, em consequência da falta de preparação dos novos empregados para mexer com as novas técnologias !!!  Mesmo as mais primárias !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Parece ser mais fácil dar diplomas " de barato" nas novas oportunidades. Com os cursos superiores, também há um total desfazamento entre a vida real e a sapiência dos professores universitários !!! Assim vai o ensino e depois não há novas, nem velhas oportunidades. 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:49
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MAIS 5500 VOTOS

A Reforma da Função Pública

Aumentos de 2,9% em 2009 e admissões oportunas !!!

 

Currículo da governação socialista ( Guterres + Sócrates)

 

PS _ "Entradas em massa - De 95 a 2001

A Bondade (?) dos socialista !!!
"Ao sistema de retribuições na Função Pública, que vinha já a agravar a despesa desde o início dos anos 90, o Governo de António Guterres juntou a admissão em massa de funcionários públicos. Entre 1995 e 2001, ou seja, durante o mandato e meio que esteve em São Bento, entraram no Estado mais de 100 mil funcionários. Este 'efeito-quantidade', como lhe chamou um ex-governante ouvido pelo Expresso, reagiu de forma explosiva quando combinado com o 'efeito-preço'. Este facto foi ainda agravado pela integração nos quadros do Estado de cerca de 15 mil pessoas que estavam a recibos verdes.
Dois dados que contribuíram decisivamente para o crescimento percentual anual de dois dígitos que a despesa pública apresentou na segunda metade da década. Desta forma, acabou por conduzir Portugal ao primeiro procedimento por défice excessivo na União Europeia, por violação do Pacto de Estabilidade e Crescimento em 2002. Isto depois de o Governo de António Guterres, com Pina Moura no Ministério das Finanças, ter fechado o ano 2001 com um défice de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). "

 

José Sena Goulão, Lusa  Ministério de Teixeira dos Santos não revela quantos funcionários a prazo há na Função Pública Ministério de Teixeira dos Santos não revela quantos funcionários a prazo há na Função Pública
            02 Julho 2009 - 00h30

Função Pública: Auxiliares de acção médica e pessoal não-docente na lista

Governo integra 5500 funcionários

O Governo vai integrar nos quadros da Administração Pública 5500 trabalhadores a prazo, 2500 na Educação e cerca de 3000 na Saúde. Esta foi a solução criada pelo Executivo para dar resposta aos contratos a termo de auxiliares de acção executiva, auxiliares de acção médica, funcionários administrativos e de uma pequena parcela de enfermeiros que estavam prestes a findar sem hipótese de renovação.

O Ministério das Finanças confirma ter dado aval à Saúde e Educação para a abertura de lugares com carácter de urgência. "O Estado desencadeará em breve concursos públicos tendentes a suprir necessidades permanentes da Administração", respondeu ao CM fonte oficial, não revelando o número de funcionários com vínculo precário na Função Pública.

Sobre esta matéria, a mesma fonte admitiu que "nem a lei, nem muito menos o Governo, entende que os contratos a termo devam ser suprimidos, mas antes que, conforme previsto no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aqueles que ultrapassem certo limite temporal dêem lugar à abertura de procedimentos concursais".

A decisão do Governo não abrange as centenas de funcionários do Ministério da Educação cujas competências foram transferidas para os municípios. "Estes trabalhadores ficam pendurados porque têm contrato a termo mas não podem participar nos concursos. A responsabilidade de encontrar uma solução para o contrato compete ao município". Solução que pode passar pela dispensa, salienta José Abraão do SINTAP.

Os dados do Observatório do Emprego Público mostram que no final de 2007 havia no Estado 11 691 precários (tarefeiros e avençados), a que se somam cinco mil das autarquias, como noticiou o CM em primeira mão. Mais de cinco mil pertenciam ao Ministério da Educação e mais de 1200 ao da Saúde. No total da Administração Pública, eram 23 mil os afectados por contratos a termo, com especial incidência em auxiliares, educadores de infância e enfermeiros.

 

("O ministro das Finanças disse que não aumentará os impostos após a crise: "Não deve haver aumento de impostos na saída da crise para resolver problemas orçamentais.) !!!! "

Diana Ramos / Pedro H. Gonçalves com A.P.D.
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OBRAS PÚBLICAS

COSTA ATACA MÁRIO LINO

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Antonio-Costa-ataca-ministerio-de-Mario-Lino.rtp&article=230059

 

( CLIQUE ACIMA) 

                                 
Lusa  José Sócrates defende o TGV, mas parece não conquistar os portuguesesJosé Sócrates defende o TGV, mas parece não conquistar os portugueses
13 Julho 2009 - 00h30

Sondagem: Portugueses são contra TGV e Aeroporto

Chumbo às Obras Públicas

A grande maioria dos portugueses está contra a construção do comboio de alta velocidade (TGV) e do novo aeroporto de Lisboa. Mais de 57 por cento dos inquiridos numa sondagem Correio da Manhã /Aximage revelam não concordar com as obras que o Governo considera essenciais.

A construção de um novo aeroporto para servir a capital, substituindo a actual infra--estrutura na Portela é rejeitada por 57,9 por cento dos portugueses e merece a aprovação de 36,3 por cento.

José Sócrates tem repetido que não pretende abdicar da construção das linhas de alta velocidade para trazer o TGV para o País, mas os portugueses discordam do primeiro--ministro: 57,5 por cento são contra o projecto que merece a aprovação de 35,7 por cento.

O ‘chumbo’ aos projectos é unânime em todas as regiões do País. O Litoral Norte é quem dá a maior nega aos investimentos, com 67,9 por cento dos inquiridos a afirmarem--se contra a construção de um novo aeroporto para Lisboa. Curioso é que 63,3 por cento dos nortenhos sejam contra o TGV, uma vez que a região sairia beneficiada com esta infra-estrutura, estando previstas ligações entre o Porto e Lisboa e entre o Porto e Vigo, em Espanha.

Tendo Alcochete sido a zona escolhida para o novo aeroporto da capital, não é de estranhar que o Litoral Centro Sul seja onde as opiniões estão mais divididas, com 43,2 por cento a concordar e 49,6 por cento a reprovar o investimento.

As opiniões espelham aquilo que se passa nas classes política e economista, com a recente apresentação de um manifesto que pedia a reavaliação dos investimentos no TGV e no novo aeroporto de Lisboa devido à crise. Dias depois surgiam dois contramanifestos a defender que estes investimentos são essenciais para fazer a economia avançar e criar emprego.

SÓ PS APROVA PROJECTOS EM MAIORIA

Apenas os eleitores que afirmam que vão votar no PS nas próximas eleições legislativas, marcadas para 27 de Setembro, aprovam a construção do novo aeroporto de Lisboa e do TGV. Assim, 66 por cento dos eleitores PS concordam com o projecto do novo aeroporto de Lisboa, enquanto 27,5 por cento estão contra.

Este investimento divide significativamente os eleitores que tencionam votar na CDU com 40,3 por cento a afirmar que concordae 56,4 por cento a discordar.

Já a alta velocidade merece o acordo de 59,6 por cento das intenções de voto no PS nas próximas legislativas e a discordância de 31,4 por cento. A maior rejeição a este projecto (87,4%) vem dos eleitores do CDS-PP.

APONTAMENTOS

2650 MILHÕES

A construção dos troços da linha de alta velocidade entre Lisboa e Poceirão e entre Caia e Poceirão tem um custo avaliado em 2650 milhões de euros.

CUSTOS

O custo da nova infra-estrutura aeroportuária foi avaliado, a preços de 2007, em 4926 milhões de euros pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

TERCEIRA TRAVESSIA

A ligação por TGV a Madrid e ao novo aeroporto de Lisboa obriga à construção de uma terceira travessia do Tejo na capital, entre Chelas e o Barreiro.

FUNDOS DA UE

A construção do TGV tem o apoio financeiro de Bruxelas. Para que estes fundos não se percam, será necessário renegociá-los para outros fins.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O sector da construção civil teme que o não avanço das grandes obras públicas leve 30 mil empresas à falência, agravando a crise vivida nesta indústria que já perdeu 60 mil empregos desde o início da crise.

DISCURSO DIRECTO: "CRÍTICOS TÊM FALTA DE VISÃO PARA O PAÍS" ( Luís Nazaré, Ex-líder dos CTT)

Correio da Manhã – Na sondagem CM/Aximage, a maioria dos inquiridos é contra o TGV e o novo aeroporto. A causa é a crise económica ou a época eleitoral?

Luís Nazaré – Há um pouco de cada. Mas é também falta de informação sobre a forma como estes projectos são financiados. O esforço do Estado é comportável pela riqueza do País, pese embora a crise.

– O endividamento gerado porestes projectos é suportável?

– Exactamente. Quem se tem manifestado contra estes investimentos tem uma grande falta de visão estratégica para o País.

– Os jovens são os mais favoráveis ao TGV e ao aeroporto. Porquê?

– Os jovens têm uma visão de futuro e não têm receios de pagar os activos que as gerações presentes lhes deixarem.

– Os inactivos são mais críticos. É um sinal de medo do futuro?

– As pessoas que estão inactivas receiam que deixe de haver dinheiro para lhes pagar o subsídio de desemprego, mas isso não acontecerá.

– O País está dividido sobre estes projectos. Que deve fazer o próximo Governo?

– O importante para o País é os projectos avançarem. Não é por haver maioria de opinião sobre um projecto que um Governo deve actuar. A função do Executivo é ter uma visão estratégica do País.

CONSTRUÇÃO DO TGV E DO NOVO AEROPORTO

COMBOIO DE ALTA VELOCIDADE, TGV: Pessoalmente, concorda ou não com a construção do comboio de alta velocidade, o TGV?

Concorda: 35,7%

Não concorda: 57,5%

Sem opinião: 6,8%

AEROPORTO: Pessoalmente, concorda ou não com a construção do novo aeroporto de Lisboa?

Concorda: 36,3%

Não concorda: 57,9%

Sem opinião: 5,8%

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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NEGÓCIO RUINOSO

O relatório final da auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa – feito entre o Governo, a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a empresa Liscont, do grupo Mota-Engil –, foi aprovado esta semana e confirma tudo o que já fora concluído pelos juízes no relatório preliminar.

O plenário dos juízes da 2.ª secção do TC, depois de ouvidos os argumentos quer da APL quer do Ministério das Obras Públicas, manteve a posição inicial de que o contrato feito com a Liscont – sem concurso público e alargando a concessão por mais 27 anos – é ruinoso para o Estado e não acautela o interesse público. E nem sequer faz uma previsão realista do negócio que serve de base ao modelo financeiro e no qual assenta todo o contrato.

«Foi um negócio ruinoso para o Estado», que «só serviu os interesses do promotor», confirmou uma fonte do Tribunal de Contas, sobre as conclusões desta auditoria.

Segundo soube o SOL, as respostas enviadas ao Tribunal pelo Governo e pela APL, para efeitos de contraditório, apenas reforçaram as conclusões negativas dos conselheiros da 2.ª secção. E, em alguns casos, até aumentaram a sua desconfiança relativamente às consequências deste contrato para os interesses do Estado.

Um dos principais problemas colocados pelos juízes do TC prende-se com o facto de não ter sido realizado concurso público para alargar o prazo desta concessão de exploração de um serviço público. O Governo optou pelo ajuste directo à Liscont, alegando que esta empresa privada faria, a suas expensas, as obras de alargamento do terminal de Alcântara, para permitir que, a prazo, o movimento de contentores atingisse o milhão por ano.

O modelo financeiro e as projecções comerciais em que assenta todo o negócio são também duramente questionadas pelo Tribunal de Contas.

*com Luís Rosa

graca.rosendo@sol.pt e luis.rosa@sol.pt

 

publicado por luzdequeijas às 16:00
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DUPLAS CANDIDATURAS

 

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DITO&FEITO 10/07/09
10 July 09 11:58 AM
As candidaturas de Elisa Ferreira ao Porto e de Ana Gomes a Sintra sofreram um golpe fatal quando o eleitorado percebeu que as duas candidatas do PS não abdicavam de permanecer, também, na lista ao Parlamento Europeu – retaguarda segura, muito cosmopolita e bem remunerada para um eventual desaire na compita autárquica. Com as inevitáveis críticas, que se adivinhavam, a tal duplicidade eleitoral, as propostas camarárias de Ana Gomes e Elisa Ferreira saíram da campanha das europeias já em estado muito agonizante. Agora, ao impor a proibição de candidaturas duplas nas listas do PS, em nome da ética e da transparência política, José Sócrates deu o passo que faltava: passou a certidão de óbito às pretensões autárquicas das duas isoladas (mas duplas) candidatas. 
Esta reviravolta de princípios à última hora, contrariando para as legislativas o que o PS há menos de um mês considerava natural e aceitável para as europeias, desencadeou reacções contraditórias, sonoras e politicamente ilustrativas nas hostes socialistas. Cerca de uma dúzia de deputados socialistas que se disponibilizaram para concorrer à presidência de câmaras, como Leonor Coutinho ou Sónia Sanfona, sentem-se enganados por Sócrates e queixam-se, com razão, de este ter «mudado as regras ameio do jogo». Mas esquecem, porque eram esses os hábitos da casa, que as duplas candidaturas representam falta de seriedade para com os eleitores, défice de credibilidade para os partidos, oportunismo e calculismo de quem as protagoniza. Já Elisa Ferreira e Ana Gomes, que viram o PS tirar-lhes o tapete debaixo dos pés quando o chão já lhes fugia, responderam em uníssono ao repto de Manuel Alegre: «Ou renunciam jáao mandato de eurodeputadas oudeixam de ser candidatas autárquicas». Gomes não considera que Alegre «tenha autoridade moral» para fazer tal exigência. Elisa completa: «De moral não deve falar paramim». Deixando de lado a moral, as palavras de Alegre resumem-se a uma questão de sensatez e decência política. Que só Elisa Ferreira e Ana Gomes parecem não querer ver.
Sócrates proibiu as duplas candidaturas mais por razões de emergência eleitoral do que por convicção de princípios. Com isso conseguiu, para já, fazer de médico legista e certificar a morte política de duas candidaturas do PS. Às Câmaras do Porto e de Sintra.
 
Publicadopor JAL |
 

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POESIA ESTICA A CORDA

 

 

 
 

Manuel Alegre ao Expresso

"Estiquei a corda quase até ao limite"
Em entrevista ao jornal Expresso, Manuel Alegre reconhece que esticou a corda "quase até ao limite" e revela as questões de princípio das quais não abdica na sua relação com o PS. "O princípio fundamental é o reconhecimento do espaço próprio que eu represento" e "saber se isso é ou não compatível com o PS", afirma. E há matérias sobre as quais "há uma reflexão" e em que "não quero renegar-me a mim mesmo", recorda: código laboral, avaliação dos professores, taxas moderadoras, serviços públicos submetidos à lógica do interesse geral. "Se isso for respeitado é possível conversar", conclui Manuel Alegre.
 
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SAPIÊNCIA ALEGRE

 

 


SMASHING PUMPKINS – Disarm

 

 

 

 

DITO&FEITO 17/07/09
17 July 09 12:02 PM
Manuel Alegre acordou agora para a perspectiva de a direita vir a governar o
país após as legislativas de 27 de Setembro. E faz questão de se demarcar
desde já desse eventual desaire eleitoral-governativo, bem como de lavrar alguns proféticos avisos para utilização pessoal no futuro próximo.
Impõe-se «um sobressalto», escreve. Mas Alegre não percebe o país, vive num mundo político de ficção e do passado. Não percebe essa «esquerda de poder que imita o poder da direita», o PS de Guterres e de Sócrates que ganhou eleições apesar de estar «ideologicamente na defensiva», esse partido que não o entendeu e o derrotou copiosamente quando ele se candidatou à liderança. Não percebe a direita e até vê na líder do PSD «o discurso ultraliberal do Estado mínimo» (em Manuela Ferreira
Leite?!...). Não percebe, sequer, a esquerda e pede «uma ruptura de cada uma das esquerdas consigo mesma», uma impossibilidade poética que nem Alegre deve saber bem o que significa. Alegre não está preocupado com os problemas estruturais de Portugal.
Com o endividamento incessante e irresponsável do Estado, das famílias, da banca. Com o peso asfixiante da Administração Pública, que tolhe a economia, limita o progresso e garante artificialmente empregos à custa da produtividade
e a bem do clientelismo. Com a dependência dos empresários em relação ao Estado, a rigidez do tecido produtivo e da legislação laboral. Preocupa-se, sim, com os direitos sociais (garantidos na plenitude por um Estado gigantesco e ruinoso)
ou com a aprovação das novas leis da IVG e do divórcio.
O que também preocupa Manuel Alegre é a imagem que cultiva de referência unitária da esquerda e a sua candidatura presidencial em 2010. É por isso que não se coíbe de demolir o Executivo de Sócrates, «que não governou à esquerda», e de arrasar o actual PS, que está obrigado a mudar «não só de estilo, mas de pessoas e de políticas».
Confrontado com este diagnóstico fúnebre, o primeiro-ministro e líder do PS respondeu com um sorriso: «Estou de acordo com Manuel Alegre. Primeiro, é preciso mobilizar o PS. Segundo, as eleições serão a disputa entre o PS e a direita, entre duas visões para o Estado social». Este Sócrates, na sua versão humilde e de cabeça baixa, chega a causar pena.

 

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publicado por luzdequeijas às 15:12
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AS FRAGILIDADES DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

AVÉ MARIA 

A CRISE INVISÍVEL

Os jornais e as televisões não são muito bons a falar de si próprios. Por isso, é capaz de estar a passar despercebida a profunda crise que se vive nas redacções deste país. Despedimentos, reduções salariais, ameaças de encerramento. Num país onde a informação é considerada um bem de luxo e perante uma crise na publicidade, associada a uma mais profunda que resulta da migração de milhares de leitores para os meios electrónicos, grande parte dos títulos correm risco de morte. Com o país a contar tostões, o tema talvez não comova especialmente os leitores. Mas as consequências podem ser dramáticas para a democracia. Alguns jornais e rádios fecharão, diminuindo ainda mais o já estreito pluralismo informativo em Portugal. Outros, não fechando, reduzirão drasticamente o seu pessoal, deteriorando ainda mais as já precárias condições em que se produz informação. Piores condições e redacções mais pequenas significa significa menor autonomia perante o poder político e económico. A tentação dos jornais, televisões e rádios, perante a perda de audiências, será a do escândalo fácil e da investigação rápida e mal amanhada. Ou seja, a de lançar gasolina para o fogo da depressão em que o país vive.

A solução não está ao virar da esquina. Porque a crise conjuntural apenas veio piorar uma crise estrutural nos média. Porque esta crise de transição, que é internacional, num pequeno mercado como o português, é ainda mais difícil de resolver. Porque falta à imprensa portuguesa massa crítica para sair desta encruzilhada. As soluções não nascerão aqui. Elas virão de mercados mais pujantes. Só nos resta esperar que não cheguem a Portugal tarde de mais.

Sofia Galvão - Expresso  18-07-2009 

 

PS - Todas estas fragilidades para quem informa e faz opinião, são as melhores condições para quem, por feitio, já sente forte inclinação para o controle dos media. Principalmente, quando as " Autoridades Reguladoras" estão, também elas, subordinadas ao controle político. Acabou-se a democracia.

publicado por luzdequeijas às 14:13
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SOCIEDADE DEMOCRÁTICA ?

Petição A discriminação dos idosos na sociedade portuguesa

Para:PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

A EXCLUSÃO DOS IDOSOS NA SOCIEDADE PORTUGUESA

O idoso, isto é, as cidadãs e os cidadãos portugueses com mais de 64 anos, é discriminado negativamente e aquela(e) que tem direito à reforma, carrega logo um fardo a suportar enquanto for vivo, pois «deseja-se» que não o seja por muito tempo...até porque está (?) em causa a sobrevivência da segurança social...
Por outro lado, a nossa sociedade despreza o capital de conhecimentos e a experiência adquirida ao longo da sua vida rejeitando, as suas instituições de origem, a disponibilidade para se continuar a colaborar com elas, sem se pretender qualquer remuneração acrescida. Recorde-se, a propósito, a importância e o significado maior dos conselhos de anciãos em sociedades africanas, nomeadamente angolanas.
Um outro aspecto da ostracização dos idosos está patente na sua exclusão por empresas de sondagens em Portugal. De facto, quando se tem 65 ou mais anos de idade é-se considerado sem capacidade de opinião, pois o(a) interlocutor/a interrompe de imediato, sem explicação, a abordagem telefónica empreendida logo que tenha conhecimento de que se tem aquela idade. Perante este preconceito inqualificável tem de se pôr em causa a representatividade das sondagens pois nelas não participa percentagem significativa da população portuguesa. Será que nesta perspectiva, se pretende preconizar a retirada da capacidade de votar a todos os cidadãos desde os 65 anos?
Parece pois que o idoso ultrapassou uma fronteira que inevitavelmente faz desaparecer todas as suas faculdades, toda a capacidade de raciocínio. Entretanto, a esperança de vida é cada vez maior nos países desenvolvidos e, ao mesmo tempo, constata-se o envelhecimento progressivo da população portuguesa e europeia, estimando-se que a percentagem de idosos poderá atingir os 30% nas próximas décadas, a par de uma redução significativa da taxa de natalidade.
Não é isto um atentado aos direitos humanos? Não é isto anti-democrático? Não é anti-constitucional?
 

publicado por luzdequeijas às 12:55
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Sábado, 18 de Julho de 2009

O ORGULHO DO PAÍS

 
14 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Chumbo nos exames

Hoje já ninguém fica espantado se um professor universitário contar que parte significativa dos seus alunos não sabe as regras básicas da gramática e coloca, por exemplo, uma virgula entre o nome e o verbo. Diga-se que o desconhecimento da Língua já chega aos próprios professores universitários. Uma professora de uma prestigiada instituição de ensino superior de Lisboa deu nota ‘çuficiente’ a trabalhos apresentados por alunos.

O Ministério da Educação revelou ontem os resultados dos exames do nono ano, que mostram uma ligeira melhoria a Matemática e a quase duplicação dos chumbos a Língua Portuguesa. A ministra disse que os resultados dos exames devem encher o País de orgulho. É difícil encontrar motivo de júbilo quando praticamente um em cada três alunos do nono ano chumba num exame relativamente fácil.

Ficar contente com estes resultados é um mau princípio. A escola tem de ser mais exigente, porque o futuro destes jovens vai ser muito competitivo e na vida real se não estiverem preparados terão os empregos menos qualificados e mais mal remunerados. O capital humano é a maior riqueza do País. Se o desbaratamos com uma má educação estamos a ser cúmplices de um terrível erro que prejudicará milhares de jovens e nos empobrecerá a todos no futuro.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

publicado por luzdequeijas às 23:21
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PORTA-VOZ DO GOVERNO

14 Julho 2009 - 09h00

Causas e consequências

Incompatibilidades

O dr. Vítor Constâncio ainda não percebeu que é um triste símbolo de um ciclo que terminou.

Fiado na sua imensa autoridade, o dr. Vítor Constâncio decidiu pregar um raspanete à Assembleia da República por esta se ter imiscuído nos meandros da supervisão. Nem o relatório final da comissão de inquérito ao BPN, feito à sua medida, conseguiu acalmar os ânimos do governador do Banco de Portugal.

O PS, através da deputada Sónia Sanfona, fez o que pôde: ignorando olimpicamente meses de trabalho parlamentar, apresentou um texto inócuo e inconclusivo, recheado de citações oficiais e de desculpas de mau pagador. Imune a este tipo de simpatias, o dr. Constâncio apresentou-se imediatamente ao país, disposto a desfazer qualquer dúvida sobre a sua iluminada pessoa. Ele que, num dia feliz, já confessara a sua santa "ingenuidade", achou-se agora no direito de explicar que a sua extraordinária actuação estava muito acima das capacidades de qualquer deputado.

Como se viu, só ele, na sua infinita sabedoria, se considera em condições de se avaliar a si próprio, longe da chicana parlamentar e dos golpes sujos da oposição. E ele, como se viu também, considera-se muito: não há falha que o atinja, nem offshore que o diminua. Em guerra aberta com a realidade, o dr. Constâncio acabou, no entanto, por mostrar aquilo que já não consegue ser: um governador do Banco de Portugal.

Durante anos, com suave persistência, o dr. Constâncio transformou o Banco de Portugal numa espécie de porta-voz oficial do ministério das Finanças, com défices ao sabor do cliente e previsões à altura das suas necessidades. A crise económica alargou-lhe os horizontes, juntando à sua reconhecida incompetência política uma inesperada incompetência técnica que, durante meses a fio, se exibiu, com esplendor, na Assembleia da República. Instrumentalizado pela oposição, o porta-voz do ministério das Finanças acabou por se tornar numa figura menor que, neste momento, incomoda já o próprio Governo. Só ele, na sua megalomania, é que ainda não percebeu que é um triste símbolo de um ciclo que terminou.

A conferência de imprensa que deu, na semana passada, foi a prova de que já ninguém precisava. Enrolado na sua imensa arrogância, o dr. Constâncio pretendeu apresentar-se como um mártir iluminado, sem compreender que o papel de vítima era o único que já não lhe assentava. O exercício saldou-se, como seria de esperar, num espectáculo mais ou menos patético que confirmou apenas a solidão de um homem que se incompatilizou com o cargo que ainda ocupa. Pior seria impossível.

Constança Cunha e Sá, Jornalista
publicado por luzdequeijas às 23:17
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PALHAÇADAS

 

                03 Julho 2009 - 00h30
 

Dia a Dia

O suicídio de Pinho

Já conhecíamos a propensão de Manuel Pinho para a palhaçada, mas ontem o ministro da Economia ultrapassou todas as prestações anteriores. É um ‘clown’ profissional, de palavra escorreita e enorme habilidade para a linguagem gestual...
Ontem, brindou a bancada parlamentar do PCP com uns chifres airosos, retirou todas as questões sérias (a crise, o desemprego, etc) da agenda do debate, conseguiu pôr o País inteiro a falar das suas palhaçadas, deu um belo ‘número’ para televisões e jornais. O génio de Pinho para a palhaçada é, na verdade, inultrapassável. Ontem, porém, só não foi a trágica caricatura do desastrado momento que o Governo atravessa porque Sócrates soube reagir, quer na substância quer no timing.

O primeiro-ministro teve, seguramente, a percepção de que Pinho protagonizara, ali mesmo, a seu lado, um episódio que o desafiava, tanto na sua autoridade interna como na capacidade de mostrar que ainda há algum sentido de responsabilidade política. Pinho há muito que era um erro de casting no Governo.

Os malabarismos feitos em alguns dossiês que tocam profundamente a dignidade de pessoas desempregadas, como o das minas de Aljustrel, da Qimonda, entre outros, já tinham sido lamentáveis. Ontem, caiu-lhe a máscara, e Sócrates só peca por ser tardia a decisão.

 

Eduardo Dâmaso, Director-adjunto

publicado por luzdequeijas às 23:13
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SOCRATISMO

 
12 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Despertador socialista

O PS não precisa de despertadores, disse ontem José Lello em resposta ao artigo de Manuel Alegre no ‘Expresso’. Alegre vem dizer, mais uma vez, que o PS e a esquerda precisam de acordar para novas políticas. Nada de dramático nem de muito crítico para com o PS, apenas avisado tendo em vista os maus tempos que correm para os socialistas.

José Lello, porém, sempre muito lesto a mostrar serviço na resposta e no verbo, regressa ao pior registo do ‘socratismo’, reagindo com alguma soberba e sem a menor capacidade política de integrar o pensamento que se lhe opõe. Na verdade, o PS não precisará de despertadores mas, eventualmente, de alguns adesivos para calar bocas como as de Lello. Sócrates tem privilegiado a companhia deste tipo de figurantes, e os resultados estão mais ou menos à vista: um partido eucaliptizado, sem capacidade de reflectir e sem energia, que, no limite, começa a sentir-se encorajado para questionar as escolhas do chefe em matéria de lugares. Tratando-se de candidaturas, como se vê no caso de Elisa Ferreira, no Porto, esse PS aparelhista já começa a resistir. As condições em que é feita a escolha de Elisa para ser candidata nas europeias e autárquicas são desastrosas mas o actual braço-de-ferro com a concelhia do Porto é um dos sintomas do desastre que se aproxima. A menos que o PS desperte...

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

publicado por luzdequeijas às 23:11
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O FIM DA CRISE

 
30 Junho 2009 - 00h30

Heresias

Fim de um ministro

Teixeira dos Santos (TdS) está muito acima da triste média que este Governo exibe. Seria descabido compará-lo com a dupla circense ‘Pinho-Lino’ ou com as inexistências na Justiça, na Agricultura, na Saúde, etc..

Mas não devemos subestimar o peso do convívio de TdS com os seus colegas. Não sei se por empatia, simpatia ou osmose, está cada vez mais igual a eles: ontem, até decretou o fim da crise. Pinho já o tinha feito noutra crise que ainda aí está (13.10.2006), lembro-me de Barroso anunciar a ‘retoma’ duas ou três vezes e Guterres só fugiu quando percebeu que as nossas crises não são passageiras.

Resta uma pergunta a TdS – se a crise está a acabar, então não vale a pena manter os brutais apoios à banca nem as obras públicas sem concurso até 5 milhões, não é assim?

Carlos Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 23:04
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SOCIALISMO DEMOCRÁTICO

 
 
13 Julho 2009 - 09h00

Estado de sítio

Sozinhos no palco

Ninguém precisa de despertador para assistir horas a fio ao triste desmontar da feira do PS do senhor presidente so Conselho.

Os socialistas estão decididamente a animar o Verão e a fazer uma enorme concorrência aos tristes e pirosos espectáculos que as várias televisões organizam nas praias do sítio, com muitas meninas cheias de celulite e muitos meninos parvos, sempre a rirem com graçolas estúpidas e música pimba à mistura para animar a malta que adora filas de trânsito, calor, areia, sardinhas assadas, uns bons copos de vinho ou cerveja e não perde um regresso a casa recheado de incidentes, crianças aos berros e zangas domésticas que duram até à próxima saída em família.

Enfim, desta vez o PS do senhor presidente do Conselho achou que era altura de tomar conta do palco e mostrar aos indígenas o que andou a esconder bem escondidinho nestes quatro anos e meio de governação. Vale a pena ocupar um bom lugar no sofá, ligar o ar condicionado, agarrar num copo bem gelado e fumar um bom cigarro. O espectáculo vai começar. O primeiro actor é recorrente e já não diz nada de novo, mas tem sempre audiência garantida, seja pela voz ou pelo ar imponente com que repete lugares comuns sobre a esquerda.

Chama-se Manuel Alegre e decidiu agora acordar os seus camaradas de um imenso sono cheio de mordomias, prebendas e tachos oferecidos a torto e a direito pelo senhor presidente do Conselho. É evidente que este apelo ao despertador só acontece porque o poder está por um fio e a vidinha pode ficar dura para a imensa legião que andou neste anos a comer à conta do Orçamento. Logo a seguir aparece António Costa, que olhou à volta, viu a desgraça em que está metido em Lisboa e, qual Rambo, dispara tiros de morteiro contra os ministros do senhor presidente do Conselho para mostrar que é um homem de esquerda, tão de esquerda que até paga fitas a Saramago, convida amigos de Alegre e faz acordos com o Zezinho que não faz falta alguma a Lisboa.

Para completar este festival de zangas, traições e facadas nas costas, os socialistas do Porto decidiram entrar em cena, tarde e a más horas, com uns obuses contra a sua candidata à Câmara que já garantiu um bom lugarzinho em Bruxelas. O espectáculo, como se vê, é aliciante e ninguém precisa, neste sítio manhoso, pobre, cheio de larápios e cada vez mais mal frequentado, de despertador para assistir durante horas a fio ao triste desmontar da feira do PS do senhor presidente do Conselho. Um espectáculo de terceira categoria, com personagens lamentáveis. São os socialistas democráticos no seu melhor.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:55
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COMO SE SAI DISTO

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José Sena Goulão  Vítor Constâncio lembrou ontem que, após a retoma, é necessário um esforço de consolidação orçamentalVítor Constâncio lembrou ontem que, após a retoma, é necessário um esforço de consolidação orçamental
16  Julho 2009 - 00h30

Previsões: Economia em recessão nos próximos dois anos recupera em 2011

Desemprego vai subir até 2011

Pior, a curto prazo, será difícil. A economia portuguesa bateu no fundo, a riqueza produzida pelo País cai este ano para níveis de 1975, mas 2011 deverá ser o ano da recuperação. Só a criação de emprego vai demorar a descolar, mostram as previsões do Banco de Portugal (BdP).

Para o governador do BdP, Vítor Constâncio, os números ontem revelados 'significam que não haverá novo afundamento da economia. De acordo com os números apresentados no Parlamento, a economia deverá recuar 3,5% este ano e 0,6% no seguinte. 'A recuperação sustentada não deverá começar antes de 2011', acredita Constâncio. A haver novas correcções nas previsões 'será no sentido descendente'.

'Se as nossas previsões estiverem correctas, o pior só não passou num aspecto', a criação de emprego, declarou o regulador da Banca. O governador lembra que 'se a economia recuperar em 2011 o desemprego não começará a diminuir nesse ano, ou pelo menos no início do ano', pois existe 'um efeito desfasado' da retoma. O boletim antecipa mesmo 'uma diminuição [do emprego] de 2.6% em 2009, seguida de uma nova redução de 1.5% em 2010'.

Para os próximos dois anos, o supervisor justifica o forte abrandamento com o comportamento negativo do investimento e das exportações, a que se soma a 'contracção significativa do consumo privado', sobretudo nos bens de consumo. 'Há o risco de aumentarem os níveis de poupança e de iniciarmos um processo clássico do consumo privado', o que gerará inflação, diz Vítor Constâncio.

O consumo privado deverá registar uma queda de 1,8% em 2009 e de 0,6% em 2010. Já a inflação deverá ser negativa, de 0,5%, este ano, estimando-se uma recuperação para 1,3% no ano seguinte. O investimento cairá 14,3% em 2009 e 3,8% em 2010.

Em 2008, o défice das contas públicas situou-se nos 2,6%, graças a receitas extraordinárias. Sem estas, o valor subiria para 3,7%.

Vítor Constâncio deixou o alerta de que após a retoma da economia 'a coisa muda de figura e justifica-se o esforço de consolidação orçamental'.

CONSTÂNCIO NÃO CONHECE NÚMERO DE DEPÓSITOS

Vítor Constâncio admitiu ontem desconhecer o número total de depósitos existentes no BPP.

Carlos Tavares, líder da CMVM, admitiu que um terço dos produtos de retorno absoluto deve ser considerado depósito, já que os contratos de gestão de carteira não foram assinados pelos clientes. No total, serão cerca de 600. 'Nunca me tinham dito que havia um terço [dos produtos] que não caía na figura da gestão de carteiras', assumiu Vítor Constâncio. E admitiu a possibilidade de vir a pedir pareceres jurídicos que ajudem a esclarecer a situação.

PORMENORES

EXPORTAÇÕES

Vítor Constâncio disse ontem que parte da quebra nas exportações que se irá sentir nos próximos dois anos está relacionada com a retracção que se está a abater sobre a indústria automóvel.

SEM SUGESTÕES

O governador recusou-se a sugerir formas de incentivar a economia. 'Não vou entrar em comentários sobre se é pelos impostos ou pelo investimento que se sai disto', afirmou aos deputados.

Diana Ramos
publicado por luzdequeijas às 22:51
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"CONVULSÃO INTERNA"

         15 Julho 2009 - 09h00

Cozido à Portuguesa

Alegre e Sócrates

No dia seguinte às eleições de Outubro, o PS vai entrar numa imediata convulsão interna.

Um dos mistérios actuais da política nacional é este: quais as verdadeiras intenções de Manuel Alegre? O que quer ele? Quer voltar a ser candidato presidencial, único à esquerda, unindo comunistas, bloquistas e socialistas contra Cavaco? Quer ser líder do PS depois das eleições, sucedendo a Sócrates? Ou quer apenas obrigar o PS a deixar cair Sócrates depois das eleições, substituindo-o por alguém "mais à esquerda", embora não por ele, Alegre?

É de facto um mistério... Por um lado, Alegre não cessa de atacar o governo de Sócrates, como não cessou nunca ao longo destes quatro anos, o que pode fazer sentido para quem quer unificar a esquerda pela via dupla do coração e da ideologia, preparando-a para uma candidatura presidencial futura. Por outro, nas últimas semanas, Alegre dividiu-se em novos movimentos, aparentemente contraditórios.

Ao mesmo tempo que recusou fazer parte das listas de deputados do PS, o que indica uma desistência da tribuna parlamentar, diminuindo as suas possibilidades de lutar pela liderança do partido depois das eleições; Alegre multiplicou-se em declarações ferozes contra Sócrates. Sábado, no ‘Expresso’, defendeu que o PS não só deve mudar de orientação política, como deve mudar de "pessoas", e é em Sócrates que ele pensa. Na terça, numa revista de nome estranho, diz que recusa qualquer "reedição do Bloco Central, ou outras soluções à direita".

Estas palavras são um aviso grave a Sócrates, e prometem um futuro negro para o primeiro-ministro. Daqui até às eleições de Outubro, Sócrates não terá só de lutar contra a campanha contra si dos outros partidos, mas também contra Alegre e as suas ideias, que correm por fora a pensar no futuro. O primeiro-ministro nunca poderá dizer que não sabe com o que conta, mas nunca os seus adversários, internos e externos, tiveram tanta força.

No dia seguinte às eleições, não terá apenas de se confrontar com uma mais do que provável perda da maioria absoluta, mas também com uma guerra aberta à sua pessoa e às suas possíveis estratégias de aliança governamental. Mesmo que fique à frente do PSD em Outubro, o que o PS promete ao país é pois uma imediata e imprevisível convulsão interna, uma batalha entre os que querem manter Sócrates e os que o querem dali para fora, uma guerra entre os que admitem alianças à direita e os que só as admitem à esquerda. Embora Alegre faça parte do futuro do PS, o que o PS promete ao país é um futuro muito pouco alegre.

Domingos Amaral, Director da 'GQ'
publicado por luzdequeijas às 22:46
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A SEIA DO SENHOR

João Cortesão  Manuel Pinho juntou colaboradores e secretários de Estado no Solar dos Presuntos em LisboaManuel Pinho juntou colaboradores e secretários de Estado no Solar dos Presuntos em Lisboa
         02 Julho 2009 - 00h30

45 convidados

Pinho ainda deve jantar de adeus

O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, ainda não pagou o jantar que deu no Solar dos Presuntos, onde estiveram presentes cerca de 45 pessoas, entre assessores, secretários de Estado e sindicalistas. O evento teve lugar no dia 4 de Julho, dois dias após o responsável pela pasta da Economia ter protagonizado a cena dos ‘corninhos’ dirigida ao deputado comunista, Bernardino Soares, e que lhe valeu a demissão do Ministério.

Segundo apurou o Correio da Manhã, o ministro foi de férias e deixou recado junto do restaurante no sentido de que pagaria a conta quando regressasse.

Entre os convidados de Manuel Pinho no jantar de despedida estavam os secretários de Estado, Castro Guerra, Fernando Serrasqueiro e Bernardo Trindade.

Fizeram também questão de estar presentes o presidente da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora, e o representante da Comissão de Trabalhadores da fábrica Bordalo Pinheiro, que agradeceram a Manuel Pinho a intervenção que teve na defesa dos postos de trabalho naquelas duas unidades industriais.

PORMENORES

VINHO VERDE E PAELLA

O ex-ministro encomendou uma paella e os convidados beberam vinho verde da colecção particular do Evaristo.

AMIZADE DE 20 ANOS

Manuel Pinho é amigo de longa data do dono do restaurante o Solar dos Presuntos.

VIAGEM A NOVA IORQUE

Depois de uns dias na praia, o ex-ministro viajou até Nova Iorque onde deverá ficar até ao fim de Julho.

Miguel Alexandre Ganhão

 

publicado por luzdequeijas às 22:41
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"VÃS ESPERANÇAS"

16 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Década perdida

Só em 2011 a riqueza produzida em Portugal poderá retomar um sentido ascendente. O cenário, divulgado ontem pelo Banco de Portugal, não deixa margem para vãs esperanças. Este ano é de forte erosão do PIB, e no próximo ano a queda não será tão abrupta, mas o País ainda gerará menos riqueza.

Esta pobreza não fica apenas nas estatísticas, reflecte-se no brutal aumento de desemprego, que demorará mais tempo a diminuir, porque só uma economia a crescer acima de dois ou três por cento poderá gerar postos de trabalho.

Feitas as contas, o primeiro decénio do novo milénio, a primeira década de Portugal na moeda única, é um desastre. Portugal estará mais pobre em 2010 do que estava em 1999. É a primeira vez que tal sucede desde 1920. Desde então, com maior ou menor ritmo, o País habituou-se a ver aumento de riqueza entre uma década e outra. Essa tradição acabou agora.

Não é só a crise financeira internacional a responsável por este estado lastimável. Portugal não se preparou adequadamente para o desafio da moeda única e da liberalização do comércio mundial. Entrámos num campeonato que a maior parte das empresas não estava preparada para jogar. Sem os truques cambiais que o escudo permitia, as fragilidades da economia portuguesa ficaram expostas. É por causa dessas fragilidades que ficamos mais pobres.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
publicado por luzdequeijas às 22:36
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"CASTIGAR PESSOAS"

17 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Bons salários no Estado

Quando se ouve um funcionário público falar da profissão, o destaque vai quase sempre para o magro salário, entre os aspectos negativos. Essa é a percepção dominante entre os milhares de servidores do Estado. Mas, de acordo com um estudo do Banco de Portugal, os funcionários públicos "auferem um salário mensal claramente acima do dos congéneres do sector privado". E o diferencial entre remunerações privadas e públicas até aumentou consideravelmente entre 1996 e 2005, apesar do congelamento salarial verificado depois de 2002.

Acrescenta o estudo, da responsabilidade de Maria Manuel Campos e Manuel Coutinho Pereira, que, se a referência for a remuneração à hora, o diferencial é maior, porque no sector privado o tempo médio de trabalho é mais longo. Há um factor que tem um impacto negativo na motivação dos funcionários públicos: "O ritmo de progressão na carreira é mais lento" do que o dos trabalhadores do sector privado. A gestão da Administração Pública deixa também muito a desejar.

O quadro de mobilidade especial, que deveria ser um instrumento para tirar funcionários dos serviços com excedentários para os pôr onde são necessários, está a ter resultados desastrosos. Em dois anos e meio, serviu mais para castigar pessoas do que para rentabilizar recursos.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
publicado por luzdequeijas às 22:32
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"FICARAM ATERRADOS"

                  05 Julho 2009 - 00h30

A Voz da Razão

Não insultem

Um grupo de matemáticos espanhóis e franceses foi convidado a pronunciar-se sobre os nossos exames nacionais da especialidade. Ficaram aterrados: a coisa, segundo eles, não se destina a seres humanos na posse das suas faculdades; destina-se ao sr. Forrest Gump e respectiva descendência.
 

Verdade que, na opinião dos sábios, o cenário em Espanha e em França não é muito melhor, prova de que o romantismo educacional não é apenas um produto lusitano. O que talvez só seja um produto lusitano é ouvir os próprios alunos a confessar espanto perante a facilidade dos exercícios. Se a farsa continua, desconfio que ainda veremos as nossas crianças perfeitamente indignadas e até violentas com o nível da exigência praticado. O que se compreende. No fundo, no fundo, quem gosta de ser insultado?

João Pereira Coutinho, Colunista
publicado por luzdequeijas às 22:27
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"MUITA PARRA"

15 Julho 2009 - 00h30

Heresias

Fiscal sem fiscalização

Há contradições que definem um País – o facto de que a ASAE, a autoridade com o poder de fiscalizar a segurança económica e alimentar e de aferir o cumprimento da lei, por sua vez, ela própria, poderá estar numa ambígua situação legal (a Relação de Lisboa fala em inconstitucionalidade), não deixa de ser uma ironia visceralmente… ‘tuga’.

O fiscal está ilegal? Mais uma ‘pinholice’ dirão alguns. O caso revela, sobretudo, a forma socrática de governar – muita parra, anúncios abundantes mas tudo é feito à toa: os resultados nunca condizem com a fotografia.

Sugiro que a ASAE, agora, vá autuar os responsáveis pela salgalhada da sua criação e, logo a seguir, se feche a si mesma sem hesitações. Afinal, só estariam a cumprir a lei e a Constituição…

Carlos Abreu Amorim, Jurista
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FALTA DE JEITO E VOCAÇÃO

             
 
16 Julho 2009 - 00h30

Heresias

Costa e a ‘intelligentsia’

António Costa não foi fadado para ser autarca. Falta-lhe jeito, vocação. É muito mais um homem de Governo central, como ficou provado quando foi ministro (sobretudo da Justiça). A sua passagem por Lisboa não deixa memória – nem boa nem má.

Aflito perante um Santana sempre reinventado, Costa alia-se com o ‘Zé’, cede tudo perante Roseta e repete os erros crassos de João Soares: repisa a táctica de tentar sujar Santana e permite que um conjunto de figurinhas auto-rotuladas de ‘intelligentsia’ lisboeta digam, em público, que todos os que julgam ser como eles, os ‘inteligentes’,o apoiam. Estes 120 intelectuais encasquetados, na sua maioria esperançosos candidatos a subsídios, correm o risco de se converterem no melhor impulso para a vitória de… Santana Lopes.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:18
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OBRAS PÚBLICAS

 
18 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

A ocasião faz o ladrão

Há um ditado popular que diz "a ocasião faz o ladrão", e a julgar pelo que se passa na contratação pública e atribuição de benefícios do Estado há muitas ocasiões para o dinheiro dos contribuintes ser desviado.

O Conselho de Prevenção da Corrupção, liderado por Guilherme d’Oliveira Martins, fez um estudo e chegou à conclusão de que há a tendência de atribuição de benefícios públicos sem fundamentar a decisão e sem apontar os critérios de salvaguarda do interesse público: igualdade, proporcionalidade e livre concorrência.

Todos sabemos que os concursos públicos, os contratos de concessão e os licenciamentos imobiliários são a força motriz da grande corrupção em Portugal. Um fenómeno que enriquece um pequeno grupo, financia partidos políticos, mas que é caro para o País e para a grande maioria dos portugueses que pagam a conta e são prejudicados por serviços públicos mais deficientes por causa deste cancro que mina a democracia. Não são apenas os erros e omissões no momento da atribuição dos concursos que facilitam a corrupção. As leis também foram feitas para dificultar a investigação e tornar quase impossível a condenação dos ricos suspeitos de crimes de colarinho branco. É por isso que há tão poucos corruptos condenados, enquanto a percepção da corrupção é elevada.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

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ESTADO PESADO; TENTACULAR E CARO

                       
 
17 Julho 2009 - 00h30

Economia Livre

Matar o monstro

Um Estado pesado, tentacular e caro beneficia quem lá está e não quem dele precisa.

O Presidente da República, quase dez anos volvidos sobre o seu primeiro aviso sobre o "monstro" da Despesa, voltou a chamar, e bem, a atenção para o facto de a Despesa Pública estar novamente descontrolada. A maioria dos economistas concorda com o aviso e com a o facto de que, passada a fase mais aguda da crise, se deverá promover uma gestão sustentável dos Gastos Públicos.

Já muito se falou sobre a necessidade de aperfeiçoar as reformas da segurança social e do financiamento de outros sectores da Administração por forma a garantir um mínimo aceitável de solidariedade intertemporal. Mas o ataque ao Monstro tem outras razões fundamentais para ser prioritário: afecta a eficiência do todo da economia nacional e prejudica a melhoria da distribuição de rendimento entre os portugueses.

Ao contrário do que dizem vozes ignorantes ou simplesmente interessadas à esquerda, um Estado pesado, tentacular e caro beneficia, em grande medida, quem lá está e não quem dele precisa. A redistribuição eficiente dos mais ricos para quem mais precisa implica que não tenhamos uma parte tão importante dos nossos impostos a financiar os múltiplos nababos sentados à mesa do orçamento. O relatório do Banco de Portugal sobre o facto de os salários no Estado, onde o emprego é seguro, serem superiores aos do privado, é, neste ponto, eloquente.

António Nogueira Leite, Economista

  

  

publicado por luzdequeijas às 17:01
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