Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

UM POVO ACRÍTICO

 De que estamos á espera?

                      (CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente  face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto  final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças  em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa


Clara  Ferreira  Alves - "Expresso"

 

publicado por luzdequeijas às 22:11
link | comentar | favorito

LINHAS DE CRÉDITO

A PROPAGANDA ENGANOSA DE SÓCRATES

 

 

Banca aperta ainda mais acesso a crédito

Aumentam os "spreads" e as exigências contratuais. Na União Europeia, a tendência é inversa

<input ... >2009-02-07

LUCÍLIA TIAGO

Os bancos aumentaram de forma "considerável" os critérios de acesso ao crédito no último semestre de 2008 e vão ser ainda mais exigentes em 2009. A aplicação de "spreads" mais elevados é a consequência mais imediata.

Famílias e empresas podem contar com mais dificuldade no acesso ao crédito e com "spreads" mais altos nos próximos tempos. O resultado para Portugal do Inquérito aos Bancos sobre o mercado não deixa margem para dúvidas de que a maioria dos cinco maiores bancos nacionais aponta para um "aumento da restritividade" nos critérios de aprovação dos empréstimos ao longo deste primeiro trimestre de 2009. Este aperto visa os particulares, mas também as firmas, "independentemente do prazo da operação e da dimensão das empresas".

O inquérito, conduzido pelo Banco Central Europeu e que no conjunto da UE integra 112 bancos, aponta para caminhos diferentes quando se têm em conta os resultados totais: é que, a nível europeu, os bancos reportam um aperto nos critérios para a concessão de crédito ao longo dos últimos três meses de 2008, mas para este trimestre de 2009 admitem aliviar as restrições.

"Para o primeiro trimestre de 2009, os bancos prevêem uma considerável diminuição das restrições para as três categorias de crédito [empresas, habitação e consumo], em comparação com as restrições do quarto trimestre de 2008", refere o relatório do inquérito, ontem divulgado.

Mas, para Portugal, as perspectivas são diferentes, admitindo-se antes atenção redobrada na análise do risco, com adopção de critérios de concessão ou linhas de crédito a empresas mais restritivas. Na prática, este aperto dos critérios traduz-se em "spreads" mais elevados e num aumento das exigências contratuais, encurtando prazos ou reduzindo os montantes.

A dificuldade dos bancos em se financiarem nos mercados internacionais e o aumento dos custos deste financiamento, associado a um aumento dos riscos por parte de algumas empresas ou sectores, justificam esta posição mais prudente dos bancos portugueses.

As queixas das PME

Os resultados surgem numa altura em que as associações empresariais têm vindo a público queixar-se do aumento dos "spreads" e de maiores dificuldades em aceder ao crédito. Em declarações ao JN, o presidente da Associação Nacional de PME confirma que os bancos "estão a ser mais exigentes na selecção dos clientes a quem concedem crédito" e garante conhecer várias situações em que os "spreads" pedidos são elevados.

Relativamente aos particulares, as perspectivas são semelhantes: estima-se que os empréstimos para compra de casa sejam de mais difícil acesso e mais caros na linha do verificado nos últimos meses de 2008. Ao mesmo tempo, será também de esperar que continue a diminuir o rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia real. Os bancos esperam uma manutenção dos pedidos de crédito por parte das empresas e uma forte desaceleração junto dos particulares.

 

publicado por luzdequeijas às 21:06
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

COISAS ESTRANHAS

 

ABRUPTO

 Há pelo menos uma coisa para que a promessa do Robin dos Bosques fiscal nos deve deixar atentos. No programa não escrito do PS para as próximas eleições, aquele que não aparece nas sessões em que se anda a discutir o casamento dos homossexuais, está um brutal aumento dos impostos e um apertar do cinto drástico com o fim de muitas das benesses que estão agora a ser distribuídas. Já repararam como todos os programas especiais de ajuda aos desempregados, à indústria automóvel e outros, coincidem apenas com o período pré-eleitoral ou com o ano de 2009? Terá que ser, no caminho da dívida que temos e do desequilibro orçamental que vamos ter. No afã de obter dividendos eleitorais, o governo está a governar mal, a deitar imenso dinheiro fora sem critério e sem vantagem e a condenar o país a muitos anos de apertar do cinto.

 

MAGALHÂES - O computador português, que afinal não é português.

Ontem, no noticiário da manhã da RTP, uma reportagem para mostrar como as escolas estão cheias de "Magalhães". Houve quem ousasse dizer nos dias anteriores que faltavam imensos "Magalhães", logo a RTP foi mostrar que não era assim. E aparece uma turma de crianças muito composta diante da máquina azul, como se fosse num filme de ficção científica, para assegurar que o Governo cumpre. Experimentem ir pelo país fora, a ver como cumpre...

 Ah! Grande noticiário da RTP das 13 horas! - II - E ainda houve outro momento-Chávez no mesmo noticiário, uma longa passagem dum outro discurso de Sócrates, com a mesma propaganda vazia, do género "sempre é melhor fazer do que não fazer", o "pessimismo não dá emprego", etc, etc., algo que já ouvimos mil vezes. O que é interessante é que Sócrates pelos vistos também não acredita muito nas sondagens, visto que passa o dia a atacar a oposição do PSD e não a do PCP e do BE.

 

Ah! Grande noticiário da RTP das 13 horas! Começa com um comício do PS e faz uma peça com base nas afirmações do nosso Robin dos Bosques para responder a Manuela Ferreira Leite. Propaganda eleitoral pura. Nenhum outro noticiário, nem na SIC, nem na TVI começou com este tema. Vejam que vale a pena. Sem vergonha nenhuma.
 
Também vi. E o uso das legendas? Enquanto passavam as declarações de MFL lia-se por baixo, em destaque: "Sócrates diz que pior seria não fazer nada" e "Sócrates diz que é possível identificar os ricos", ou algo assim, legendas que apareceram logo no início da peça quando passaram as 1ªs declarações do primeiro-ministro mas que se mantiveram até final. Ou seja, enquanto ele falou as legendas reforçaram a sua mensagem; a seguir elas serviram para diminuir automaticamente as declarações de MFL.
É triste.

 Há pelo menos uma coisa para que a promessa do Robin dos Bosques fiscal nos deve deixar atentos. No programa não escrito do PS para as próximas eleições, aquele que não aparece nas sessões em que se anda a discutir o casamento dos homossexuais, está um brutal aumento dos impostos e um apertar do cinto drástico com o fim de muitas das benesses que estão agora a ser distribuídas. Já repararam como todos os programas especiais de ajuda aos desempregados, à indústria automóvel e outros, coincidem apenas com o período pré-eleitoral ou com o ano de 2009? Terá que ser, no caminho da dívida que temos e do desequilibro orçamental que vamos ter. No afã de obter dividendos eleitorais, o governo está a governar mal, a deitar imenso dinheiro fora sem critério e sem vantagem e a condenar o país a muitos anos de apertar do cinto.

 

publicado por luzdequeijas às 19:18
link | comentar | favorito

Sócrates foi Raptado

http://www.youtube.com/watch?v=HNS1EolHIYs

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

MEMÓRIAS DOS MEDOS DENTRO DO PS ...

 
O trauliteiro dirigente sócratico, Augusto Santos Silva, resolveu restaurar uma das péssimas tradições do PS: o papel algo policial e totalitário que o aparelho do partido tem sobre todos os seus militantes ...

Isso mesmo, o PS tem muitas tradições democráticas, mas também tem muitas outras tradições de partido com aparelho repressivo e tipo eucalipto quanto ao efeito que tem de secar quase todo o debate democrático e do direito de divergir!

E o que é mais interessante constatar, é que esse papel bloqueador que o aparelho exerce, ocorre sobretudo em momentos em que a direcção do PS, confundida com os momentos em que é também governo, teve/tem de enveredar por políticas de direita e com alianças que nada têm a ver com qualquer estratégia socialista (ex.: PS/CDS, PS/PSD, ...).
 

Santos Silva comporta-se hoje como o guardião do sócratismo e o seu principal comissário da propaganda. Repete em 2009 um cenário que já Salgado Zenha, no seu tempo, tinha denunciado quando se candidatou à Presidência da Republica contra a opinião do seu partido de sempre, o PS.
 

No tempo de Salgado Zenha, Manuel Alegre estava ao lado de Mário Soares, e não se lhe conhece nenhuma critica ao aparelho, na altura, soarista! Mas ... ainda bem que as pessoas mudam!

 
Antes de Salgado Zenha, quando este ainda estava de pedra e cal ao lado de Mário Soares (os tempos de "Soares e Zenha, não há quem os detenha"...), o aparelho já se tinha encarregado de fazer outras limpezas (!) ideológicas a grupos/correntes de militantes, dos quais os mais conhecidos foram, por exemplo, Aires Rodrigues e Carmelinda Pereira e, depois, Lopes Cardoso!

 
Parece portanto, que sempre que ser socialista perturba as direcções conjunturais do PS, lá vem inquisição e lá aparece um inquisidor-mor!...
 

 

publicado por luzdequeijas às 18:57
link | comentar | favorito

Mantorras e Sócrates

Quando Mantorras marca um golo dá-me vontade de chorar. É redentor ver alguém marcar um golo com um joelho que foi pasto das térmitas. E existem milhões de chorões como eu. Nesta simplicidade chorona, encontramos uma grandeza que não se mede com régua e esquadro. Nem tudo aparece nos gráficos do PIB. Aliás, as virtudes portuguesas têm uma natureza que não é compatível com tabelas e gráficos. A nossa grandeza encontra-se, por exemplo, no facto de os portugueses serem capazes de amar um jogador coxo que, de forma racional, já deveria ter sido despedido. Esta ternura irracional é a causa da nossa permanente fraqueza institucional. As nossas instituições serão sempre fracas, porque nós somos um povo irracionalmente terno. Não conseguimos raciocinar com frieza institucional. Só conseguimos sentir a quentura que vem das pessoas em concreto. É por isso que, hoje, apenas falamos de José Sócrates. É por isso que ninguém consegue pensar, de forma sustentada, sobre o caos institucional criado pelo nosso sistema Judicial.

A nossa ternura irracional é grandiosa em privado. Basta misturar portugueses com outros povos europeus para se perceber uma coisa: somos reis dentro das quatro paredes. Quem mais poderia inventar palavras acabadas em ´inho ? Um francês, quando ouve a palavra “ carinho”, sofre um curto-circuito cartesiano. Uma polaca, quando sente a palavra “ beijinho”, derrete-se como um glaciar de Al Gore. Somos os imperadores da vida privada. Mas, quando metemos o pé na via pública, passamos à condição de imbecis institucionais. Porque a ternura irracional – que nos leva ao quinto império da alcova – produz instabilidade quando é utilizada na gestão da “ coisa pública “. Nunca seremos capazes de construir uma democracia liberal sólida. Para o bem privado e para o mal público, somos demasiado “ pessoalistas “.   
Henrique Raposo - Expresso – 07-02-09
publicado por luzdequeijas às 16:22
link | comentar | favorito

TAXA ROBIN DOS BOSQUES

http://www.youtube.com/watch?v=uQFQ2nZC6jU

 

 

Post Taxa Robin quê?! De permeio com manobras para livrar os bancos de empréstimos bancários malparados, chega-se ao balanço de uma popularucha medida de Sócrates, copiada do Governo italiano, que prometia um encaixe fiscal de milhões às finanças públicas ! 

Taxa Robin quê?!    ENTRA HOJE EM VIGOR

Sábado, 6 de Dezembro de 2008





Hoje entra em vigor a chamada "taxa robin". Talvez seja uma versão moderna do Robin dos Bosques, este que rouba aos pobres para dar aos ricos, pois a taxa que visa compor o orçamento do desgoverno PS vem numa altura em que o petróleo atinge o preço mais baixo dos últimos três anos. Porreiro, pá!
publicado por luzdequeijas às 12:39
link | comentar | favorito

BANCA TRIPLICA SPREADS

08 Fevereiro 2009 - 00h30
 

Crédito: Empresas estão a reduzir no pessoal para tentar pagar aos bancos

Banca triplica spreads às PME

A Banca está a aumentar significativamente os spreads que cobra aos pequenos empresários, alegando que se trata de um reflexo do aumento do custo de financiamento e do risco.

O Banco Espírito Santo, por exemplo, numa carta a que o CM teve acesso, enviada a um pequeno empresário, decidiu quase triplicar o spread que cobrava, de 4,5% para os 11%, actualizando também para 1% a comissão de gestão. O spread corresponde à margem dos bancos e neste caso concreto o empresário vai ter de pagar um juro total de 14%, sete vezes mais o valor da taxa Euribor a seis meses, que se fixou nos 2,108%. No documento, o BES justifica o 'ajuste' com o facto de, apesar do aval do Estado criar alternativas à obtenção de fundos nos mercados internacionais, 'esta forma de financiamento manter o elevado custo de obtenção de fundos que, comparando com valores em vigor antes da crise, é significativamente mais elevado, independentemente da descida já verificada na Euribor'.

Para o presidente da Associação Industrial de Guimarães (AIG), os aumentos dos spreads só resultam numa coisa: 'Despedimentos. Uma empresa que já esteja em dificuldades não tem capacidade para pagar duas ou três vezes mais o spread ao banco. A solução passa por despedir, infelizmente.' Segundo Carlos Teixeira, as PME que se dirijam aos bancos para pedir crédito têm duas respostas: 'Ou pedem spreads elevadíssimos ou simplesmente dizem que não podem conceder crédito', devido às dificuldades da Banca se financiar lá fora. O presidente da AIG acredita haver uma 'concertação entre bancos para subir em conjunto os spreads'.

O BES, por seu lado, garante que é a instituição bancária que mais percentagem de crédito tem concedido às empresas, 70%, e que apenas 2% dos contratos de crédito com os empresários se encontra com spreads acima dos 7%.

PORMENORES

RESTRIÇÕES 

O Banco de Portugal confirma que os bancos apertaram as condições para a concessão de crédito às empresas e famílias.

publicado por luzdequeijas às 12:25
link | comentar | favorito

" MILK "

O secretário-geral do PS, José Sócrates, classificou este sábado em Coimbra a regionalização e o casamento entre homossexuais como bandeiras que identificam o Partido Socialista com a esquerda progressista e a esquerda do povo, escreve a lusa.

 

«Proponho-vos que no próximo programa eleitoral assumamos estas duas bandeiras que identificam o Partido Socialista como a verdadeira força da esquerda progressista, da esquerda moderna, da esquerda do povo», disse José Sócrates durante perante mais de meio milhar de militantes e simpatizantes do PS.

Aludindo ao casamento civil entre homossexuais, o líder socialista recomendou aos participantes na sessão de esclarecimento sobre a moção «PS: A força da mudança» - que apresentará ao XVI congresso nacional do partido entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, em Espinho - o filme «Milk», a biografia de um dos primeiros políticos assumidamente homossexuais na América dos anos 70.

«Por uma sociedade mais aberta»

Sócrates aludiu a factos muito recentes: «Não tem a ver com 100 anos atrás, tem a ver com a nossa geração. Eu não tenho nenhum orgulho na forma como a sociedade portuguesa e outras sociedades discriminavam os homossexuais ainda há umas décadas atrás», sublinhou.

O dirigente socialista frisou que a defesa do casamento entre homossexuais «não é uma vitória de uma minoria sobre uma maioria», mas uma vitória «de todos» e em nome «dos valores de sempre do PS», promovendo «uma sociedade mais aberta, livre, tolerante, humana e uma sociedade que luta contra todas as formas de discriminação», referiu.

«Regionalização para distribuir o poder»

Já sobre a regionalização, José Sócrates, disse almejar que o PS lute, primeiro «por um consenso político» e também por um referendo que institua cinco regiões administrativas em Portugal. «Eu quero que haja regionalização para distribuir o poder», disse.

Durante um discurso que se prolongou por quase 50 minutos, Sócrates definiu o PS como um partido da esquerda progressista. «Não somos da esquerda imobilista, da esquerda parada no tempo, não queremos as tradicionais receitas que estão esgotadas», frisou.

Sócrates recordou diversas medidas postas em prática pelo Governo que lidera, em áreas como a educação, nas quais, sublinhou, o executivo socialista tem «obra feita e que pede meças seja a quem for».

«O país a preto e branco»

Antes da intervenção do secretário-geral do PS, o líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, usou da palavra para criticar a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que disse representar «o país a preto e branco».

«É o país a preto e branco, é o século passado», frisou o dirigente da JS, aludindo às declarações da líder do PSD que se manifestou contrária ao investimento público no TGV. «A minha geração quer mais velocidade, quer chegar a Madrid no tempo em que agora chega ao Porto», contrapôs.
 

CM -
 

publicado por luzdequeijas às 12:15
link | comentar | favorito

CASAMENTOS GAY

05 Fevereiro 2009 - 01h30
 

Moção para o XVI congresso do partido

PS: Sócrates quer casamento gay

José Sócrates, enquanto secretário-geral do PS, voltou ontem a insistir na ideia de introduzir o casamento entre homossexuais na agenda política. Este tema foi um dos pontos abordados pelo primeiro-ministro na apresentação da sua moção para o XVI congresso do PS em Évora.

 

 
 

» COMENTÁRIOS
05 Fevereiro 2009 - 18h43  | Jose
Boa amostra esta! sim senhor. Lendo os comentários percebemos quanto os portugueses prezam os direitos humanos.Que país!
05 Fevereiro 2009 - 18h21  | Fran
Mais vale tarde que nunca, não pode haver portueses de primeira e de segunda nos seus direitos.
05 Fevereiro 2009 - 18h01  | maria neves
mais cedo o mais tarde as pessoas revelam-se e nunca renegam...
05 Fevereiro 2009 - 17h58  | Jose Silva
Descoberta solução para a crise.Deixar casar os Gays.Mais lares que se formam,casas que se vendem,bodas,vestidos,etc.lol
05 Fevereiro 2009 - 17h31  | Maria@
Manobras de distracção, Portugueses!! Governo: Preocupem-se com prioridades e não com trivialidades!!!!!!!!
05 Fevereiro 2009 - 17h23  | Elias Brandão
Sr PM deve ser o mais importante para o País, com a crise na justiça,desemprego,saúde, educação etc.Só em Portugal
05 Fevereiro 2009 - 16h55  | mlourinho
é uma pena que se ache que os problemas sociais não se devam resolver só porque estamos numa crise financeira
05 Fevereiro 2009 - 16h46  | ZeDoPipo
Eu segundo, o titulo da noticia entendo que o senhor se quer casar! ...logo agora com esta crise.
05 Fevereiro 2009 - 11h15  | Ricardo
Em ano de eleição, peçam o que quiseram, não ouvirão um não.Sr PM,preocupe-se mas é com a Economia e deixe as Tertúlias
05 Fevereiro 2009 - 11h00  | O Gajo Que Sabe!
MEUS AMIGOS COMENTADORES! VENHO SÓ AVISAR O QUE É ISTO UMA VEZ! MANOBRAS DE DISTRACÇÃO, ASSIM NÃO TEM DE TRATAR DA CRISE


 

publicado por luzdequeijas às 12:08
link | comentar | favorito
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

NOVOS CAMINHOS

 

                                 Economia manietada
Acompanhe-me no resumo sucinto da lógica que conduziu a este momento de crise, no qual o desemprego é o grito de alarme do falhanço do sistema. O pensamento económico moderno baseia-se na opção não pelo ser humano “ideal” mas pela pessoa real. Assim se articulam e encadeiam os raciocínios, que, aparentemente, nos convenceram : o ser humano real é um caudal de paixões ; as paixões reorientam-se para outras paixões ; existem paixões mais produtivas do que outras ; a melhor paixão é o interesse próprio ; o interesse governa o mundo ; os interesses tornam-se mais produtivos quando combatem entre si ; surgem frutíferos mecanismos de ajuste que funcionam autonomamente ; o seu automatismo não requer intenções subjectivas de fazer o Bem ; não há intenções solidárias, porque basta o respeito pelo mercado ; os mecanismo do mercado orientam-se para o melhor bem comum. Esta antropologia que resumi, base do pensamento económico, esquece algumas noções fundamentais sobre o sujeito humano. Tudo se subjuga ao paradigma do interesse próprio e competitivo. Não se responde à pergunta : eficiência para que objectivos ? Declara-se espontâneas e naturais as “ leis económicas”. O próprio interesse, o egoísmo como expressão do altruísmo, a busca do lucro como algo socialmente benéfico, a agressividade competitiva como fonte de eficácia, servem de interpelações éticas às consciências individuais, mas a lógica económica em que vivem abafa-as. Cresceu o risco de um economicismo fundamentalista que exalta os valores do sucesso, da eficácia, da produtividade, da posse. Alguns nossos contemporâneos, vitimas deste pensamento económico, vivem com angústia o futuro e perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer terem nascido. Valerá a pena chamar outros à vida na incerteza do presente ou na crueldade previsível do futuro ? Caminhos de esperança não são baratos, não resultam de retórica falsamente messiânica, requerem antes grande mudança de paradigma económico, travado pela dignidade humana, por critérios sociais rigorosos, por propostas jurídicas eficazes, por regulação vigilante e firme, por uma grande coesão globalizada. A dignidade como realização de plena humanidade, como responsabilidade de cada pessoa diante de si mesma e como responsabilidade sobre os outros, está a ser ofendida por discursos e actuações económicas errados e falsos. É tempo de abrir os olhos e dar espaço a alternativas .

D. Carlos Azevedo – Bispo Auxiliar de Lisboa - CM 06-02-09  

publicado por luzdequeijas às 12:28
link | comentar | favorito
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Juízes Britanicos

 

( Clique na imagem para a aumentar )

 

           IMPRENSA NENHUMA
A desresponsabilização dos partidos de poder sobre tudo o que os incomoda já é um clássico e o jornalismo um habitual bode expiatório. Para o PSD, a sua mensagem não passa por culpa da imprensa. Para o líder do PS, há uma “ campanha-negra” que se resume a parte da Comunicação Social. Uns e outros têm os apaniguados do costume ( alguns injustamente acusados de serem jornalistas ... ). Tudo isto não seria especialmente grave se não fosse um forte sintoma do apetite que aí anda por mais uma limitação da liberdade de imprensa. O jornalismo deve ser discutido, como qualquer outra coisa.. O que não pode acontecer é que essa discussão tenha um sentido unívoco, baseado em argumentos construídos à volta de valores como a presunção de inocência, que na boca desta gente apenas serve de adesivo censório para evitar que certas matérias sejam abordadas. Todas as teorias sobre o interesse público e o interesse dos “media” são admissíveis mas o jornalismo é inocente de suspeitas nos factos novos do Freeport : mails por esclarecer, circuitos financeiros por esclarecer, testemunhos por esclarecer, reuniões por esclarecer , despachos por esclarecer . Nada disto foi inventado pela Imprensa – mas em relação aos que defendem essa tese já não vale a pena argumentar porque esses o que querem mesmo é imprensa nenhuma.

Eduardo Dâmaso - CM 06-02-2009

 

publicado por luzdequeijas às 16:22
link | comentar | favorito

AS NOSSAS COLÓNIAS

http://current.com/items/89565630/chinatow...

 

clicar para ver

 

PORQUE SERÀ QUE TEMOS TANTO DESEMPREGO ? ABANDONÁMOS AQUILO QUE OUTROS QUERIAM PARA SI.

publicado por luzdequeijas às 12:46
link | comentar | favorito

AQUI, A CRISE É PIOR

A crise está a abalar fortemente o Mundo ! Para muitos milhões de pessoas e famílias, que já viviam sem esperança e abandonados pela sorte, irá o menor sofrimento. Para os outros que, haviam de algum modo, conseguido libertar-se da miséria económica, só económica ( Europeus, Norte Americanos, Australianos e pouco mais ), virá toda a casta de sofrimento. Isto porque nunca souberam, ou não quiseram, entender o mundo pelo lado real da condição humana.. Não souberam pôr flores na rua e uma grande mesa, farta de comida, para aqueles que sofriam. Crianças, adultos e idosos mergulhados na miséria, económica e moral. Dois terços da população mundial ! Acreditaram que eram o povo escolhido sem se interrogarem se o mereciam. Acreditaram numa vida, perene, a olhar pelos seus interesses. Isso, e só isso. A maioria das vezes percebia-se à distância, que não mereciam tais benesses. Escondiam o jornal ou, desligavam a televisão, para não ver aquilo que lhes feria a consciência. Mas tem de haver outra vida no mundo. Longe da “ Esquerda e Direita” que lhe enfiaram na cabeça. Pior está o povo português. Aquele que parece vir a ser o mais castigado ! Apesar das suas qualidades, é um povo bom, mas não está preparado para a Democracia, que apesar de tudo nunca teve ! Ele julga que sim. Sente o apelo dos valores, que julga virem da esquerda política. Demorará a perceber que vêm de outro lado. Não do prémio para os que mais defendem os seus interesses, ainda que poucos. Mas para aqueles que querem, e defendem, os interesses do alheio. O mundo actual, dos fala-barato, chegou ao fim. Portugueses percebam isso. Quem sabe faz, quem não sabe fala.

Estes terão de ir pregar para outro lado. Chegou a vez dos competentes, humildes e sérios. Também, humanitários. Porque são estes que, voluntariamente se posicionam, em último lugar, muito caladinhos. Olhando os outros, para ajudar. E os últimos são os primeiros. Consta da “ Sagrada Escritura “, em que os portugueses já não acreditam !
António Reis Luz 
publicado por luzdequeijas às 12:30
link | comentar | favorito
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

SÓ MAIS ESTE

SENHOR MINISTRO SANTOS SILVA : O INE deixou de colaborar com as estatísticas que não interessam !

Comunidades

   Portugal continua a ser um país de emigrantes
Terça-Feira, 18 Março de 2008

Portugal tem a sétima maior comunidade de emigrantes no mundo. Dados revelados pela investigadora Helena Rato negam a ideia de que Portugal deixou de ser um país de emigrantes.

Segundo dados estatísticos nacionais e internacionais, Portugal tem a sétima maior comunidade de emigrantes no mundo. No âmbito do "Colóquio sobre as políticas para a juventude, cultura e associativismo nas comunidades portuguesas", foram apresentados na Universidade Lusófona dados estatísticos das comunidades portuguesas, com base em dados públicos do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Organização da Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE) e das Nações Unidas. Segundo Ana Cristina Ribeiro, da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, dados da OCDE publicados em 2007 evidenciam Espanha e Suíça como os maiores destinos de emigração portuguesa nos últimos anos. "Com 1.049.500 emigrantes portugueses no mundo, Portugal possui a sétima maior comunidade do mundo", afirmou.

Quanto aos países de destino, os dados entre 2003 e 2006 revelam um aumento significativo de emigrantes portugueses a deslocarem-se para a Suíça e para a Espanha. A França, o Reino Unido e o Luxemburgo são outros destinos frequentes da emigração portuguesa.

Entretanto, a investigadora Helena Rato, do Instituto Nacional de Administração, divulgou dados que indicam que, por cada 15 novos imigrantes que chegam a Portugal, há 100 portugueses que saem para trabalhar no estrangeiro. Segundo a investigadora, esta informação contradiz a noção de que Portugal há muito deixara de ser um país de emigrantes.

Na realidade, defende, "o panorama antigo continua a ser muito actual".

A informação divulgada indica também que, destes "novos emigrantes", uma "percentagem ínfima" é de trabalhadores qualificados, e que a maioria vai para Espanha e para o Reino Unido.

Adicionalmente, "a informação disponível permite estabelecer o seguinte diagnóstico: verifica-se uma tendência ao aumento da população emigrante com menos de 29 anos de idade, enquanto que o ritmo de emigração da população mais velha tende a manter-se constante; a taxa de crescimento da emigração permanente é superior à da emigração temporária; na emigração permanente verifica-se uma quase paridade entre os dois sexos, enquanto que a emigração temporária permanece essencialmente masculida; a emigração de trabalhadores qualificados tende a crescer mais do que a dos trabalhadores não qualificados."

Estes dados foram publicados pela doutora Helena Rato num artigo publicado no anuário ‘Janus2008'.

 

INE não publica dados

 

Ainda assim, esta nova rea-lidade permanece pouco estudada. Ao Emigrante/Mundo Português, Helena Rato sublinhou que desde 2003 que o Instituto Nacional de Estatística terá deixado de fazer inquéritos e de recolher dados sobre o assunto. Mafalda Durão Ferreira, ex-subdirectora-geral dos Assuntos Parlamentares, afirma que a inexistência de números reais sobre a emigração "alivia as estatísticas do desemprego".

Como noticiámos na última edição do jornal, o Governo prometeu para breve a criação de um Observatório da Emigração. O Observatório irá revelar dados estatísticos sobre as comunida-des portuguesas no estrangeiro, congregando entidades estatais que produzem estudos estatísticos e académicos

 

publicado por luzdequeijas às 16:54
link | comentar | ver comentários (2) | favorito

MALHAR NA DIREITA

CHEGA SENHOR MINISTRO SANTOS SILVA ?

 

Milhares de portugueses emigraram para o Luxemburgo mas encontraram desemprego
11-02-2006 14:09:00

Mais de oito mil portugueses emigraram no ano passado para o Luxemburgo na esperança de melhorar de vida, mas encontram neste país desemprego e trabalho precário, afirmou hoje o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa (CCPL).

 

"Estamos a registar uma nova vaga na emigração para o Luxemburgo. Em 2005, chegaram ao país mais de oito mil portugueses", afirmou Coimbra de Matos à Agência Lusa.

A nova vaga de emigração no Luxemburgo e os problemas que está a enfrentar vão estar em debate no próximo domingo durante o VI Congresso da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que se realiza no Centro Cultural de Bonnevoie.

De acordo com o responsável pela Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, estes novos emigrantes são "na sua grande maioria jovens e provenientes de centros urbanos como Lisboa e Porto", ao contrário do que se verificava na "emigração antiga", que era procedente das zonas rurais.

Coimbra de Matos considera que esta nova vaga de emigração vai em busca "do que ouvem em Portugal, de que o Luxemburgo é um país onde se pode viver bem, mas a realidade que encontram é diferente".

"Neste momento, o Luxemburgo tem algumas dificuldades. A oferta de trabalho que existia acabou, os empregos são precários e temporários, na sua maioria nas áreas da construção civil, serviços de limpeza e restauração", explicou o presidente da CCPL, acrescentando que existe também "algum desemprego".

Para Coimbra de Matos, a situação "é muito grave" e torna-se mais complicada quando se trata de pessoas que estavam "completamente desesperadas pela falta de emprego em Portugal e que chegaram ao ponto de vender tudo o que tinham para irem para o Luxemburgo".

"A situação a nível laboral está a complicar-se e as actuais políticas salariais apontam para uma redução dos salários. É muito complicado", afirmou.

O presidente do CCPL disse ainda ter conhecimento de pessoas que trabalham oito a nove horas por dia com salários de 600 euros, "o que não dá nem para a renda da casa", uma vez que no Luxemburgo paga-se, em média, por um apartamento entre 800 a mil euros.

Oficialmente, residem no Luxemburgo quase 70 mil portugueses, mas Coimbra de Matos garante que existem cerca de 80 mil emigrantes nacionais naquele país.

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:12
link | comentar | favorito

MINISTRO SANTOS SILVA

O Senhor ministro Santos Silva continua a fazer declarações como se os portugueses fossem todos burrinhos ..... já ouvimos propaganda a mais, agora chega . Leiam-se o artigo e os seus comentários :

 Para além dos desempregados em formação profissional ( ? ), a receberem subsídio para o almoço, considerados como empregados, existem centenas de milhares de portrugueses qaue tiveram de fugir para o estrangeiro nos últimos 4 anos, veja-se :

 

Nacional - Economia

Espanha 2007-07-19 12:33

Número de trabalhadores portugueses em Espanha ultrapassa os 79 mil

O número de trabalhadores portugueses em Espanha continua a aumentar, havendo no mês de Junho mais de 79 mil registados no sistema da Segurança Social espanhola, consolidando-se assim como a segunda maior comunidade da União Europeia. Foram estes e muitos outros, que estão incluidos nos empregos arranjados pelo governo.

Segundo a agência Lusa, com base nos dados duvulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais em Espanha, dos 79 097 portugueses registados na Segurança Social espanhola, a maioria (63 856) encontra-se no Regime Geral, 8099 como autónomos, 5442 no regime agrário, 654 no mar, 66 no carvão e 980 no regime doméstico.

O número total de portugueses a viver em Espanha é significativamente mais elevado - estimado por alguns responsáveis em, próximo de 100 mil - já que o valor oficial de 79 mil apenas representa os trabalhadores registados na Segurança Social, sem contabilizar os seus familiares.

Este grupo de portugueses representa 12% do total de imigrantes oriundos da União Europeia (UE), que no final de Junho ascendia a 659 mil, e é o segundo maior depois da Roménia (199 mil trabalhadores registados).

A maior comunidade, em valores absolutos, reside na Galiza - um total de 12 258 registados ou mais de 71% do total de imigrantes oriundos da UE.

Segue-se a comunidade residente na Catalunha (11 103) e a de Madrid, onde residiam no final de Junho 10 715 portugueses registados na Segurança Social.

De referir ainda as comunidades residentes em Castela e Leão (8156), na Andaluzia (6064), no País Basco, onde os 6293
portugueses representam quase metade do total de trabalhadores oriundos da UE e em Navarra (3670), mais de um terço do total.

A comunidade portuguesa é a maior oriunda da UE na Galiza, Navarra, País Basco, Estremadura e Ceuta.

O mais reduzido grupo de portugueses reside na cidade de Melilla, onde apenas estão registados na Segurança Social quatro portugueses.

Em termos globais, em Junho, o número de trabalhadores estrangeiros registados na Segurança Social ultrapassou pela primeira os dois milhões, um aumento de  40 mil comparativamente ao mês anterior.

Dos novos registos, cerca de 13 mil são oriundos da UE e quase 27 mil de outros países. As comunidades de Catalunha e Madrid concentraram mais de 44% do total de estrangeiros registados em Espanha.

diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/1018307.html - 34k - 

publicado por luzdequeijas às 15:52
link | comentar | favorito
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

O GOVERNO DÁ

Subject: O governo Dá...

Vais ter relações sexuais?
O Governo dá preservativo.
Já tiveste?
O Governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou?
O Governo dá o aborto.
Teve filho?
O Governo dá o Abono de Família.
Estás desempregado?
O Governo dá Subsídio de Desemprego.
És viciado e não gostas de trabalhar?
O Governo dá Rendimento Social de Inserção!
AGORA, repara nisto...
Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha, para ver o que é que te acontece!
VAIS GANHAR UMA CARGA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!

 


 (\ _ /)
(=`_´=)

publicado por luzdequeijas às 20:58
link | comentar | favorito
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

A ARTE DE SER PORTUGÊS

TEIXEIRA DE PASCOAES

A ARTE DE Ser Português

 

 

 

 

 


 

 

Cap. IX. Qualidades da Alma Pátria
(...)
Génio de aventura
(...)
Espírito messiânico
(...)
Sentimento de Independência e Liberdade

Cap. X. Defeitos da Alma Pátria
(...)
Falta de persistência
(...)
Vil tristeza
(...)
Inveja
(...)
Vaidade susceptível
(...)

Intolerância
(...)
Espírito de imitação
(Teixeira de Pascoaes, A Arte de Ser Português)

 

 

 

 
publicado por luzdequeijas às 18:48
link | comentar | favorito

SALAZAR

02 Fevereiro 2009

Teixeira de Pascoaes

 


 

Quando comecei a convencer-me que o liberalismo de inspiração anglo-saxónica - a chamada democracia-liberal - não estava a dar bons resultados em Portugal, e não iria dar bons resultados no futuro, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista social e político, fiz aquilo que me parecia racional fazer: "Esquece tudo o que aprendeste, e começa de novo".

Neste recomeço, no sentido de saber qual o regime mais adequado para Portugal - económico, social e político - comecei por aquele domínio que me é mais familiar - a economia. E voltei a estudar a história económica de Portugal, dando ênfase ao período do Estado Novo, por ser o mais recente. A performance económica do Estado Novo não pode deixar de impressionar um economista (veja aqui).

O passo seguinte foi o de me interrogar que segredos conduziram o Estado Novo a uma performance económica tão extraordinária - a melhor da Europa durante o seu tempo de vida. Como a doutrina do Estado Novo se baseia essencialmente na doutrina de um único homem, o passo seguinte foi o de estudar o pensamento de Salazar à procura das soluções do mistério.

No final desse estudo, aquilo que mais me impressionou no pensamento de Salazar não foi nem a sua doutrina económica, nem o seu pensamento político. Foram, antes, pequenas observações, dispersas aqui e ali nos seus discursos e entrevistas acerca do povo português. Postas em conjunto, elas davam uma teoria acerca do povo português, uma ciência do Ser Português . Passei a acreditar na tese de que Salazar conhecia muito bem as características culturais do povo português e que o seu segredo consistiu em construir um regime económico e político adaptado a essas características e às circunstâncias da época. (veja, em resumo, aqui, mas também aqui, aqui, aqui , aqui, aqui)

Salazar era um homem muito inteligente e arguto - uma qualidade que ele também reconhecia aos portugueses (a inteligência rápida). Aquilo que ainda hoje impressiona nele é que, praticamente sem nunca ter saído de Portugal e sem os meios de informação que hoje existem, ele possuía um conhecimento extraordinário de Portugal, dos portugueses, e da cena internacional, incluindo as correntes filosóficas e políticas dominantes no estrangeiro.

Como o pensamento de Salazar nos foi transmitido sobretudo por entrevistas e discursos, e não por trabalhos académicos que mencionem as fontes, é, por vezes difícil descortinar as fontes e os autores em que ele formou o seu pensamento. Para mim foi um grande prazer ter descoberto recentemente que esse extraordinário conhecimento que ele possuía do povo português se fundava, em grande parte, num pequeno livro publicado em 1915 por Teixeira de Pascoaes (1877-1952), o poeta de Amarante - A Arte de Ser Português.

 

 
publicado por luzdequeijas às 18:29
link | comentar | favorito

Redução drástica do Crédito

Redução drástica do crédito
por Pedro Arroja
05-01-2009
(artigo publicado no jornal Vida Económica a 2/01)

A principal característica da presente crise económica e financeira é a escassez de dinheiro - até os bancos não o têm -, no sentido estrito de liquidez imediata. É esta escassez de dinheiro que reduz drasticamente a procura provocando, uma queda drástica no emprego e na produção e uma diminuição brusca do nível de preços que conduz à deflação. Nesta situação em que o dinheiro é rei, a crise será mais facilmente ultrapassada, e até uma fonte de oportunidades, para aqueles que possuem disponibilidades líquidas, e um pesadelo para aqueles que se encontram endividados - famílias, empresas e países.

Deste ponto de vista, a situação de Portugal é difícil. O défice permanente da Balança de Transacções Correntes (BTC) que este ano se prevê atinja 12% do PIB - o segundo mais elevado da zona Euro, logo a seguir à Grécia (16%) - significa que os portugueses têm andado ao longo dos anos a consumir acima das suas possibilidades. O financiamento do défice tem sido feito por recurso ao crédito externo. Assim, no final do primeiro semestre deste ano, a dívida externa portuguesa atingia 344 mil milhões de euros, cerca de 200% do PIB, significando que os portugueses teriam de trabalhar dois anos, sem receberem um cêntimo, só para pagar as dívidas ao estrangeiro.

Desta dívida, 90 mil milhões (26%) é dívida do Estado ao exterior, mas a maior fatia é dívida dos bancos portugueses ao estrangeiro, cerca de 189 mil milhões ou 55% do total. Os restantes 65 mil milhões (19%) pertencem a outras instituições, como as grandes empresas (PT, EDP, etc.). É a dívida dos bancos que assume maior relevância no contexto presente.

Genericamente, os portugueses têm vindo a consumir acima das suas possibilidades. Para o efeito, têm-se endividado perante os bancos portugueses. E os bancos portugueses, para lhes concederem crédito, têm vindo a endividar-se perante os bancos estrangeiros e outros investidores institucionais. A renovação destes empréstimos, e a contracção de novos empréstimos pela banca portuguesa no estrangeiro, vai encontrar grandes dificuldades no futuro. Na realidade, ainda a semana passada, a CGD, sendo um banco público e estando munida de um aval do Estado, não conseguiu colocar mais de 1.25 mil milhões de euros de um empréstimo de dois mil milhões que lançou no mercado internacional.

Sendo a crise actual acima de tudo uma crise de liquidez que está a afectar todos os países, não é fácil - nem aos bancos - encontrarem crédito e, quando o encontram, é com spreads penalizantes. Utilizando como referência as obrigações do Estado a 10 anos, e tomando como base as obrigações homólogas do Estado alemão, o spread cobrado ao Estado português duplicou nos últimos seis meses, passando de meio ponto percentual para um ponto percentual. O mesmo está a acontecer com os spreads cobrados às outras instituções nacionais, como os bancos e grandes empresas.

Incapazes de encontrar crédito nos mercados internacionais e, quando o encontram, tendo de pagar por ele taxas penalizantes, os bancos nacionais estão já a reflectir sobre a economia portuguesa a situação com que se confrontam nos mercados financeiros internacionais, reduzindo o crédito às famílias e empresas, e aumentando os spreads.

Será através de uma redução drástica no crédito, e do aumento do seu custo, que a economia portuguesa vai ser obrigada a baixar os níveis do seu consumo, e a viver de novo de acordo com as suas possibilidades. Os primeiros efeitos estão já aí, mas serão particularmente gravosos durante o próximo ano quando as empresas e as famílias, tendo esgotado as suas resistências, forem levadas ao limite, estranguladas pela falta de crédito e pelo aumento do seu custo. O ano de 2009 poderá vir a conhecer, pelo menos, dois recordes - o do aumento do número de falências e o do aumento do desemprego.

 


 

publicado por luzdequeijas às 18:19
link | comentar | favorito

Quantitative easing

Quantitative easing
por Pedro Arroja
29-01-2009
(artigo publicado no "Vida Económica" a 16 de Janeiro)

Os bancos centrais continuam a baixar as taxas de cedência de liquidez aos bancos comerciais. Aconteceu mais uma vez esta semana na Inglaterra e na Zona Euro. Nos EUA elas já estão desde Dezembro no intervalo entre zero e 0,25%.

A ideia é tornar o crédito mais acessível aos bancos comerciais para que estes, por seu turno, o tornem mais acessível às empresas e aos particulares. Existe agora um consenso cada vez mais alargado de que esta política não está a dar resultados.

Compreende-se a razão. A presente crise foi motivada por um excesso de crédito, muitas vezes sem critério, concedido pelos bancos comerciais, os quais, em parte, se encontram agora em situação de insolvência. Por isso, as facilidades de crédito tornadas disponíveis pelos bancos centrais são utilizadas pela banca comercial para repor os seus rácios de solvabilidade, e não para expandir o crédito aos seus clientes - expansão do crédito que, não é de mais insistir, foi a fonte de todas as suas dificuldades actuais.

Por isso, em Inglaterra está a ser discutida uma política de emergência que faça chegar liquidez directamente à economia real, passando ao lado do sistema bancário. Esta política, conhecida pelo nome de Quantitative easing (Facilitação quantitativa), consiste em pôr o Banco de Inglaterra a produzir notas e a utilizá-las directamente para comprar bens, por exemplo, imobiliário.

A crise actual começou por ser uma crise financeira, mas o seu impacto na economia real está agora a produzir-se com toda a intensidade. Singapura foi o primeiro país do mundo a divulgar uma estimativa da variação do PIB no último trimestre de 2008. O resultado foi -12,5%. Durante a última semana, foi divulgada a taxa de desemprego em Espanha, a qual subiu para 13,4%. E, nos EUA, perderam-se mais de meio milhão de postos de trabalho em Dezembro, a juntar a outros tantos perdidos em Novembro, fazendo subir taxa de desemprego para 7,2%, a mais elevada dos últimos quinze anos. Ao mesmo tempo, a taxa de inflação cai a pique na Europa e nos EUA e muito provavelmente tornar-se-á, em breve, negativa. Desemprego e deflação são os grandes riscos económicos que estão pela frente.

A política de Quantitative easing é particularmente adequada para lidar com esta situação excepcional. Primeiro, actuando directamente no mercado de certos bens - como o imobiliário -, ela contém a queda dos preços, diminuindo o risco deflacionista. Segundo, ela fornece à economia a liquidez que os bancos comerciais, pelas razões expostas, se recusam a fornecer, por essa via contendo o aumento do desemprego.

Algumas críticas têm sido feitas a esta política. A principal é a de que, a prazo, esta é uma política inflacionista, segundo a qual o Banco de Inglaterra de forma mais ou menos discricionária injecta notas na economia, a troco da aquisição de certos bens. Não é difícil lidar com esta crítica, porém. Primeiro, numa situação em que o risco é de deflação, aquilo que é necessário é uma política que seja inflacionista e evite a queda generalizada dos preços. Segundo, se, a prazo, o risco de inflação se colocar, a política pode ser invertida, pondo o banco central a vender os bens agora comprados, reabsorvendo as notas agora emitidas, e destruindo-as. Para assegurar a possibilidade de inversão da política é apenas necessário que ela incida sobre bens duradouros, como imóveis, petróleo, ouro, cobre, etc. Os efeitos multiplicadores que o sector imobiliário possui na economia tornam-no um alvo preferencial da política de Quantitative easing.

É praticamente certo que esta política será em breve posta em prática na Inglaterra e, muito provavelmente, será seguida nos EUA. E isso coloca um problema sério à Europa, particularmente aos países da zona Euro. O Banco Central Europeu, dominado pela ortodoxia alemã, é um adversário radical da política de Quantitative easing. Esta política, inundando o mercado cambial de libras e dólares fará depreciar esta moedas, fazendo subir o euro e tornando dificílimas as exportações europeias para a Inglaterra e os EUA, agravando pelo caminho o desemprego na Europa.

Para os países que já possuem défices de transacções correntes muito elevados - os chamados PIGS: Portugal, Itália, Grécia e Espanha - a política de Quantitative easing praticada na Inglaterra e nos EUA pode tornar-se insuportável. Neste caso, ou o BCE segue a mesma política, torcendo o braço aos alemães, ou então os PIGS vão ter, muito provavelmente, de abandonar o euro. Eu inclino-me muito mais para esta segunda possibilidade.

 



 

publicado por luzdequeijas às 17:45
link | comentar | favorito

SAÍDA do EURO

A saída do euro
por Pedro Arroja
30-01-2009
(Artigo publicado no jornal "Vida Económica" a 23 de Janeiro)

A intensificação da crise financeira tem aumentado o risco de levar alguns países a abandonarem o euro. Na linha da frente estão os chamados PIGS - Portugal, Itália, Grécia e Espanha - mais a Irlanda. As causas são comuns: défices orçamentais e, sobretudo, défices de transacções correntes elevados, elevadas dívidas externas e, no caso da Irlanda, uma enorme debilidade do seu sistema bancário.

Dificilmente estes países sairão do euro de forma voluntária, embora pudessem fazê-lo - as dificuldades seriam mais políticas do que técnicas. Se vierem a sair, serão compelidos pelas circunstâncias da crise financeira. É este cenário que pretendo descrever neste artigo, utilizando Portugal como exemplo.

Antecipando as conclusões, Portugal nunca sairá do euro sozinho, mas fá-lo-á integrado num bloco de países - o bloco mencionado acima ou algum subconjunto dele. O acontecimento dominante que antecipará a saída será uma corrida generalizada aos bancos, de que nem mesmo a CGD, sendo um banco do Estado, escapará.

Portugal possui uma dívida externa considerável de cerca de 350 mil milhões de euros, correspondente a cerca de duas vezes o PIB, e continua a endividar-se a um ritmo intenso de 17 mil milhões de euros ao ano (dois milhões de euros à hora). Esta dívida é, em parte, do Estado (incluindo empresas públicas), em resultado dos défices orçamentais crónicos, e, em parte, dos bancos, em resultado dos défices crónicos na balança de transacções correntes. Todos os anos, o Estado e os bancos têm não apenas de refinanciar a dívida existente, mas endividarem-se ainda mais pelo montante correspondente às líquidas de financiamento para o ano corrente (os 17 mil milhões de euros referidos acima). À medida que o endividamento aumenta, os custos de financiamento também. Tomando como referência a dívida pública alemã, o «spread» da dívida pública portuguesa a 10 anos quintuplicou no último ano, passando de 27 pontos base para 144.

A crise internacional actual é sobretudo uma escassez de crédito. Se a crise se agravar, e a escassez de crédito nos mercados internacionais se acentuar, os «spreads» para financiar o Estado e os bancos portugueses podem atingir níveis proibitivos. Neste caso, o último recurso é o Estado e os bancos (com garantias do Estado) financiarem-se junto do Banco Central Europeu (BCE). Este financiamento implicaria a criação de notas em troca de títulos da dívida pública portuguesa.

A principal característica de uma moeda de boa qualidade, como tem sido o euro, é a estabilidade do seu poder de compra - isto é, a inexistência de inflação. Para tanto, a regra geral é a de que a emissão de notas deve acompanhar o crescimento médio do PIB - a prazo, cerca de 2 a 3 por cento ao ano. Ora, para satisfazer o pedido de financiamento do Estado e dos bancos portugueses, o BCE iria ter de emitir notas para além deste limite, comprometendo a qualidade do euro - uma qualidade que é guardada zelosamente pelos alemães, que estão aos comandos do BCE.

Sendo Portugal um país pequeno - representando cerca de 1,5% da economia da zona euro -, é provável que o BCE satisfizesse as pretensões portuguesas. A razão é que o acréscimo da massa monetária necessário para financiar a economia portuguesa acrescentaria muito pouco, em termos percentuais, à massa monetária da zona euro, não comprometendo a qualidade da moeda. A situação será diferente se, nas condições de Portugal, se encontrarem outros países, sobretudo grandes países como a Itália e a Espanha, para além da Grécia e da Irlanda. Em conjunto, estes países representam mais de 30% da economia da zona euro. Agora, se o BCE satisfizer as necessidades de financiamento conjuntas destes países, vai ter de aumentar significativamente a massa monetária, a prazo gerando inflação e destruindo a qualidade do euro. Nestas circunstâncias, a resposta do BCE será provavelmente negativa.

Nesse dia, em que nem o Estado nem os bancos conseguem financiar-se, vai haver uma corrida generalizada aos bancos, porque eles não terão lá o dinheiro suficiente para satisfazer os depósitos dos seus clientes. Perante esta situação, a única solução é o Estado decretar um feriado bancário - o fecho dos bancos durante alguns dias e a impossibilidade de efectuar levantamentos.

É neste momento que o país abandonará o euro, criando uma nova moeda nacional - chamemos-lhe Bento (em homenagem ao Papa). Quando os bancos reabrirem, e os depositantes se apresentarem a levantar os seus depósitos, não serão pagos em euros, mas em bentos, a uma taxa de conversão definida pelo Estado. O Banco de Portugal emite os bentos que cede ao sistema bancário, em troca pelos euros. Os euros constituem, assim, o valor de reserva que inicialmente suporta a emissão de bentos. O Estado decreta que, a partir de agora, todos os preços no país, incluindo os salários, são cotados em bentos. Está feita a saída do euro.

Apenas um detalhe técnico. A taxa de câmbio oficial a que os euros são trocados pelos bentos na reabertura dos bancos deve, em princípio, corresponder àquela que seria a taxa de câmbio que um mercado livre ditaria. Como a decisão tem de ser tomada quando este mercado ainda não existe, uma estimativa desta taxa tem de ser produzida. Existem soluções técnicas para esse efeito. A minha própria estimativa, nas condições actuais, sugere uma taxa em torno de 1 euro = 1,25 bentos.

 

publicado por luzdequeijas às 15:09
link | comentar | favorito

Crounding out

Crowding out
por Pedro Arroja
12-01-2009
(artigo publicado no jornal Vida Económica a 9/01)

Quando Keynes escreveu nos anos 30, o peso do Estado na economia era muito pequeno. Para ilustrar, a despesa pública em Portugal representava apenas 10% do PIB, contra os quase 50% actuais. A carga fiscal era também e correlativamente baixa nessa altura, quando comparada com aquela que prevalece na actualidade.

Na gestão das contas públicas, a ortodoxia prevalecente era o princípio do orçamento equilibrado.

Foi neste ambiente e no meio da Grande Depressão que Keynes recomendou o aumento das despesas públicas para estimular a economia e o emprego, nem que para isso o Estado tivesse de incorrer em défices e de se endividar. Em parte, foi esta heresia de incorrer em défices orçamentais para tirar a economia da recessão que tornou célebre - e também polémica - a tese keynesiana. Porém, no pensamento de Keynes os défices deveriam ser meramente temporários. Logo que a economia tivesse saído da recessão e entrasse numa fase de expansão, as despesas públicas deveriam ser reduzidas para o seu nível normal e os impostos aumentados, gerando excedentes orçamentais que compensariam os défices incorridos durante o período de recessão. Assim, o princípio do equilíbrio orçamental permanecia respeitado, não numa base anual, mas sobre o período do ciclo económico.

O Governo português tem anunciado nos últimos três meses uma multiplicidade de medidas envolvendo o aumento da despesa pública para combater a crise actual - uma crise que, em gravidade e extensão, corre bem o risco de ser tão ou mais séria que a Grande Depressão dos anos 30. Estas medidas possuem uma clara inspiração keynesiana e elas imitam medidas idênticas anunciadas nos EUA e noutros países da Europa, como o Reino Unido, a França e a Alemanha.

A despeito da sua clara inspiração keynesiana, as condições de aplicação destas medidas à economia portuguesa estão longe de ser keynesianas. Em primeiro lugar, nem a despesa pública nem a carga fiscal representam grandezas da ordem de 10% do PIB, como nos anos 30, permitindo uma ampla margem de expansão a uma e a outra. Pelo contrário, representam grandezas da ordem de 40 a 50% do PIB. Não se vê, por isso, grande margem de manobra para, a partir destes níveis, aumentar a despesa pública e, a prazo, também os impostos.

Nem o país parte para estas políticas keynesianas com o orçamento equilibrado. Pelo contrário, parte com o orçamento em défice crónico, e com uma dívida pública avaliada em cerca de 70% do PIB. O aumento das despesas públicas agora anunciadas para lidar com a crise vai juntar às necessidades de financiamento do Estado, que já não são pequenas. E este é um ponto crítico.
A presente crise é, em primeiro lugar, uma escassez de liquidez. Por isso, o preço da liquidez - a taxa de juro - vai aumentar severamente. Embora as taxas de juro nominais estejam a cair, a inflação está a cair muito mais rapidamente e, em breve, será negativa. Não demorará muito tempo até que a taxa de juro real - a diferença entre a taxa de juro nominal e a taxa de inflação - atinja recordes históricos.

É neste ambiente em que o crédito se está a tornar (em termos reais) extremamente caro que o Estado português, tendo já uma dívida equivalente a 70% do PIB, se propõe endividar-se ainda mais. O spread pago pela dívida pública portuguesa nos mercados internacionais vai ter de aumentar, fazendo subir ainda mais o custo do crédito e generalizando-o ao resto da economia. As taxas de juro mais elevadas vão desencorajar o investimento das empresas e o consumo privado.

No final do processo, os empregos criados pelo aumento da despesa pública terão um custo certo, a saber, os empregos destruídos no sector privado por virtude do aumento das taxas de juro. Não é seguro que o resultado líquido seja positivo. Este é o efeito de crowding out (congestionamento) conhecido dos economistas: o aumento da despesa pública tem como efeito, via aumento das taxas de juro, diminuir a despesa privada, de tal forma que, no balanço, não é possível afirmar que o efeito da política orçamental expansionista seja positivo. Pode bem ser negativo. 

 
Nota: A situação em Portugal é muito séria. O actual primeiro-ministro percebe-se, navega ao sabor das marés. Percebe-se também que não tem formação académica e intuição natural para enfrentar problemas de natureza financeira e económica, ou seja, de crise conjuntural. O partido socialista tem como habitantes naturais, gente do mesmo estilo. Não raro, somos castigados com leituras nos jornais de opiniões de gente especializada nas franjas da sociedade, leia-se "medidas fracturantes", a dar opiniões no sentido de um Estado com mais influência e poder. É a esquerda, dizem. Esquecem-se de que é precisamente este caminho que conduz qualquer país ao abismo. Querem um Estado dominador, porque é esta a única possibilidade de ter o poder na mão- Para gastarem, sem sentido. Não por muito tempo. Logo cavam a sua sepultura e a nossa também .

Os defensores desta panaceia, são piores que aqueles corruptos que, por falta de escrúplos, fizeram desencadear a crise actual. O povo está cansado. Não pode respirar com tantos impostos e farto de ouvir alguém apregoar o investimento público, que lhe dá bons proventos e destroi a vida dos cidadãos. Chega.

publicado por luzdequeijas às 14:10
link | comentar | favorito

DALAI LAMA


A voz da Sabedoria


 

 

 

publicado por luzdequeijas às 09:41
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

O FAMIGERADO TGV

A QUEM VAI SERVIR O TGV ?


·      Estádios de futebol, hoje às moscas,
·
        TGV,
·
        novo aeroporto,
·
        nova ponte,
·
        auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
·
       etc. etc.

 A quem na verdade serve tudo isto?


LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM ...

 

A QUEM VAI SERVIR O TGV ...  

   MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !

1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO, .
2.
 
ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E ... CLARO,
3.
  AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...

OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS EMPOBRECIDOS E ENDIVIDADOS

 

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.

Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer
a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas,


·         na qualidade do seu Ensino Superior,
·
        nos seus museus e escolas de arte,
·
        nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
·
        nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

 Percebe-se bem porque não


·         construíram estádios de futebol desnecessários,
·
        constroem aeroportos em cima de pântanos,
·
        nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais. 
 O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que,
para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos


·         na Noruega,
·
        na Suécia,
·
        na Holanda
·
        e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto
à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que,
dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:

- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches
(a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos
(a
1milhão de euros cada um).

E ainda
sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em   muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.

Cabe à Oposição contrapor.

publicado por luzdequeijas às 21:58
link | comentar | favorito

PINs : Sucesso ou Descalabro ?

Passadeira vermelha para aprovação. Prestígio. Milhões em investimento. Opção política. Desrespeito pelas normas ambientais e de ordenamento do território. Qualquer uma destas ideias é imediatamente associada aos projectos de Potencial Interesse Nacional ( PIN ).

Desde a sua criação em 2005, o Governo de José Sócrates apresenta os PIN aprovados com pompa e circunstância, acenando com milhões de euros de investimento em nome do interesse nacional. ( .... )
Por seu lado, os promotores embandeiram o galardão que lhes dá “ prestígio e visibilidade “ como uma passadeira vermelha sem a qual teriam “mais dificuldade em alcançar aprovação para os projectos”. ( .... )
Há ainda a visão dos ambientalistas que lembram que os PIN são “muitas vezes atropelos à legislação nacional e comunitária”, nas palavras de Helder Spínola, da Quercus, que acha que se deviam chamar “VIN – vergonhoso investimento nacional”. Ou os “PEN – projectos de especulação nacional”, segundo Eugénio Sequeira da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), que lembra que “um PIN aprovado para um terreno em Rede Natura faz disparar o preço do metro quadrado de 20 cêntimos para 2000 euros”.
De facto, muitos destes projectos têm no seu currículo indícios de especulação fundiária. “ Ao permitir que um terreno em reserva ecológica ou agrícola nacional    ( REN ou RAN ) passe a urbanizável, o Estado, com uma mera decisão politico-administrativa, multiplica por vezes por 20 mil por cento o valor desse terreno “, refere Pedro Bingre, docente do Instituto Politécnico de Coimbra que investiga estes assuntos. Por exemplo, “ um hectare de pinhal na península de Tróia que valia 2500 euros passou a valer cinco milhões de euros com um alvará de loteamento”.
Dos 82 PIN aprovados, cerca de um terço afectam de algum modo áreas protegidas: oito localizam-se em zonas de Reserva Natura ( que não é considerada « non aedificandi» ) ; quatro obrigaram à desafectação oficial de 877 hectares de REN; um obteve o Reconhecido Interesse Público (RIP) para implementar um projecto nos seus 100 hectares de REN/RAN ( Plataforma Logística do Ribatejo); outro obrigou à suspensão do Plano Director Municipal (PDM) para alteração do uso do solo ( Hotel Central em Loulé). E pelo menos duas dezenas de projectos PIN integram áreas de REN ou de RAN que não foram desafectadas por exercerem os chamados “usos compatíveis”, ou seja, colocarem o campo de golfe ou espaços verdes nessas zonas ...
É impossível saber a área total de REN e de RAN englobada nestes projectos. Nem o ministério do Ambiente nem a CAA-PIN têm informação sistematizada sobre o assunto. A REN e a RAN são definidas nos PDM e nos planos de pormenor dos projectos e não existe um mapa nacional com a sua utilidade.
O secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão, lamenta que esta informação ainda não esteja disponível e espera que não falte muito para que as cartas de REN digitalizadas sejam uma realidade para todo o país. Para tal “vai avançar uma medida simplex em 2009”.     Expresso    31-01-2009-02-02
 
Algumas questões muito importantes :
1 - Quantos milhões desembolsou o país nestes projectos ? Governo e Autarquias.
2 - Que benefícios já colheu o país destes PIN lançados pela mão de um ex-Ministro do Ambiente e primeiro-ministro ? Nomeadamente quantos postos de trabalho ? Sem mentira.
3 - Como se pode mexer nas coisas mais sagradas do nosso país, a natureza que nos envolve, da forma mais autocrática e com a menor transparência e respeito por aquilo que é de todos nós ? Quem pagará a factura de um falhanço ?
publicado por luzdequeijas às 21:42
link | comentar | favorito

AUTÁRQUICAS DE 2002

Entrevista do Candidato e futuro Presidente da Câmara de Alcochete :

 

José Inocêncio acredita que vai destronar a CDU em Alcochete

 
O actual vereador socialista e candidato do PS à presidência da Câmara de Alcochete, José Inocêncio, garante existirem todas as condições para tirar a CDU do poder. Em entrevista ao "Setúbal na Rede", diz que o eleitorado está longe de ser comunista e farto de uma gestão que considera gravosa para o futuro do concelho. Crente de que o recandidato da CDU, Miguel Boieiro, esgotou o tempo na Câmara, e que a candidatura do PSD, protagonizada por Carlos Roque, não terá grande expressão eleitoral, quer contar com a oposição para trabalhar mas recusa atribuir-lhe pelouros.
 
Setúbal na Rede - O que é que o levou a candidatar-se à presidência da Câmara de Alcochete?
 
José Inocêncio - Gosto da minha terra e, por isso, tenho vindo a intervir na vida do concelho, desde as colectividades e associações até à própria Câmara, como vereador do PS. É preciso inverter a situação em que Alcochete vive e que é extremamente preocupante, pois se não forem tomadas medidas pode vir a hipotecar tudo o que se construiu durante gerações. O concelho é conhecido pela sua beleza natural e pela sua arquitectura e, de alguma forma, isso está a ser posto em causa. Se há uns anos atrás, antes da ponte Vasco da Gama, era necessário que a Câmara incentivasse as actividades económicas, neste momento é preciso controlá-las, nomeadamente a da construção civil. E isso não está a acontecer porque o se tem verificado é uma interpretação abusiva do Plano Director Municipal (PDM).
 
SR - Acredita que vai conseguir ser eleito?
 
JI - Esse é o nosso objectivo e temos condições para isso. É ponto assente que a gestão comunista nestes últimos quatro anos foi um desastre. Nota-se que há falta de ideias e de motivação e, nitidamente, um abandono da autarquia, por parte do presidente que já passou muitos meses fora do concelho. Que significado e consequências é que isto tem para uma autarquia que está sujeita a tantas pressões? Isso nota-se nas reclamações e no descontentamento das pessoas. Há aqui coisas que podem vir a ser extremamente preocupantes, nomeadamente o relacionamento promíscuo entre a Câmara e actividades económicas como a da construção civil.
 
 
 

 

publicado por luzdequeijas às 19:06
link | comentar | favorito

SEMPRE OS "PIN"

seta Artigos de Opinião seta Porque o caso Freeport embaraça Sócrates

Porque o caso Freeport embaraça Sócrates criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
26-Jan-2009
Três intervenções públicas não desanuviaram o ambiente. Porque, apesar de serem uma demonstração de força política, deixam muitos pontos por explicar. O principal deles é o da pressa com que o empreendimento foi aprovado, em véspera de eleições.

O Primeiro-ministro viu-se obrigado a vir a público três vezes, em três dias sucessivos, por causa da investigação sobre as condições do licenciamento de um empreendimento comercial, o Freeport de Alcochete. O primeiro tiro que disparou foi completamente ao lado, apesar de o argumento invocado ter sido obedientemente repetido por ministros e porta-vozes.

De facto, desta vez, ao contrário do que sucedeu em 2005 na campanha eleitoral e do que ensaiou quando começaram a sair as primeiras notícias sobre as condições em que concluiu a sua licenciatura, José Sócrates não podia vestir a pele da vítima. Ao “estranhar” que o caso ressurgisse num ano eleitoral, não só suscitou a indignação dos magistrados do Ministério Público como caiu no ridículo: o que é estranho não é voltar a falar-se do caso Freeport quatro anos depois, o estranho é só se ter voltado a falar dele tanto tempo depois.

Na edição de ontem do PÚBLICO há uma primeira resposta para essa demora. O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, revelou a este jornal que o processo “está agora a ser investigado” porque foi avocado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, já que “estava completamente parado”.

Completamente parado? E parado porquê? Porquê se, como também referiu Pinto Monteiro, casos como este, que envolvem altas figuras do Estado, devem ser investigados como todos os outros, mas com carácter de urgência por causarem algum alarme da opinião pública?

Era importante responder a esta pergunta, nomeadamente saber se a Polícia Judiciária deslocou para esta investigação os meios necessários ou se foi o contrário que sucedeu. Tal questão, de resto, já circulava nos bastidores, pois estranhava-se que uma investigação cuja existência fora tornada pública em 2005, levando a que o jornal Independente fosse condenado por violação do segredo de justiça, tivesse sido como que esquecida. Teria sido arquivada? Estava a revelar-se muito complicada? Ou estava parada? A resposta certa é a última e só se espera que essa paragem não se deva a qualquer tentativa de abafar o caso.

Contudo, a partir do momento em que se soube que decorria uma investigação sobre o mesmo negócio no Reino Unido tudo mudou. Mais: de imediato se compreendeu que os investigadores ingleses tinham encontrado algo de grave, pois, caso contrário, não teriam ido à reunião de Bruxelas os dois principais responsáveis pela investigação em Portugal, o procurador-geral e o director-geral da Judiciária.

O que se soube nos últimos dias desde o conteúdo de um DVD em posse da polícia inglesa até às declarações muito comprometedoras de vários familiares de José Sócrates - colocou uma enorme pressão sobre o primeiro-ministro. Uma pressão que não se resolve dizendo não recordar o contacto com um desses familiares. Se o tema da conversa foi o que este já tornou público, é difícil imaginar como um tal contacto pode ser esquecido.
 

Mas a parte mais complicada da defesa de José Sócrates é a relativa às condições em que o seu ministério deu luz verde ao projecto e ele levou a Conselho de Ministros um decreto-lei para alterar os limites da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Tejo exactamente no local do Freeport. Primeiro, Sócrates argumenta que o processo de aprovação do projecto estava concluído, não violava nenhuma das leis então em vigor e tinha o apoio dos técnicos. Ora, se assim era, nada justificava a urgência estampada nalguns dos documentos do processo, nem a sua aprovação na véspera das eleições: um processo tecnicamente irrepreensível não levantaria, por certo, dúvidas aos sucessores de Sócrates na pasta do Ambiente.

Mais fraca ainda é a defesa que faz da ausência de relação entre a aprovação do empreendimento e a alteração dos limites da ZPE do Tejo, ambas formalizadas no mesmo dia. Do ponto de vista formal, é verdade que a aprovação é anterior à entrada em vigor do decreto-lei. Mas do ponto de vista substantivo não se compreende a necessidade desse decreto-lei para mais aprovado de forma irregular, pois não cumpriu formalidades de consulta prévia a várias entidades - a não ser por uma razão: a autorização do empreendimento violava a portaria que regulava a construção de novos equipamentos no interior da ZPE e o decreto-lei “corrigia” essa irregularidade a posteriori ao tirar de dentro da ZPE o grosso da área edificada do Freeport.

Se José Sócrates tiver melhores explicações para a pressa na aprovação do empreendimento e do diploma e da urgência de o fazer a poucos dias das eleições, deve apresentá-las, sob pena de crescerem as dúvidas sobre a forma como se envolveu no processo ao ponto de promover pelo menos uma reunião importante no seu gabinete.

Quanto ao resto, é positivo que nenhum partido se tenha pronunciado, pois tal violaria o princípio da presunção da inocência. Algo, porém, que nem sempre o PS e o próprio Sócrates fizeram quando foram outros políticos a estar sob suspeita.
 
JOSÉ MANUEL FERNANDES | PÚBLICO | 25.01.2009
 
Comentarios (19)add  
... : JC
São os PINs. Sem estes, não há como receber umas massas.
Os Pins, são projectos de vontade politica contra a Lei geral.
Há uns mais iguais que outros.

 
26.Janeiro.2009
... : sempre na mesma
Já sei como isto vai acabar..
A tese da cabala política como em 2005...
A vitimização do coitado do 1º ministro, homem sério com diploma de curso assinado pelo Reitor a um Domingo.. Etc etc..
Isto são manobras de jornais e televisões afectos ao P.S.D. etc etc
Queriam acabar politicamente com o Sr. Sócrates etc etc..
Disto tudo, virá dos seus colaboradores de marketing politico, o respectivo aproveitamento (a oposição não tem mais nada que dizer ou a apontar e em desespero de causa vêem com a estoria do freeport) e a almejada dita.. perdão maioria absoluta...

 
26.Janeiro.2009

publicado por luzdequeijas às 17:06
link | comentar | favorito

A VIDENTE

A vidente concentra-se, fecha os olhos e diz:


- Vejo o senhor a passar numa avenida, num carro aberto, e uma  multidão acenando.

Sócrates sorri e pergunta:

- Essa multidão está feliz?

- Sim, feliz como nunca!

- E eles vão a correr atrás do carro?

- Sim, muita gente à volta do carro. Os polícias estão com dificuldades em abrir caminho.

- Eles levam bandeiras?

- Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e num futuro melhor em breve.

- Eles gritam, cantam?

- Gritam frases de esperança: "Agora sim!!! Agora vai melhorar!!!"

- E eu, qual é a minha reacção?

- Não dá para ver.

- E por que não?

- Porque o caixão está lacrado.

 

 


publicado por luzdequeijas às 12:05
link | comentar | favorito
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

A FÁBULA

 

A Fábula das Leis Más
O Presidente da República está preocupado com a má qualidade das leis. Tem razão, mas é preciso saber porquê. Esta fábula das más leis tem várias explicações, mas a mais preocupante está na subordinação do instrumento legislativo a interesses particulares ou de grupo. Dizia-se no tempo das ideologias que o direito era um instrumento de domínio dos poderosos sobre os dominados e continua a não haver nada mais actual. No penal legisla-se ao sabor dos interesses de uma parte da classe política e amigos. O Direito Administrativo manipula-se em função de desígnios totalmente opacos em matéria de concessão, viabilização, licenciamento, adjudicação, etc. – palavras mágicas que abrem a porta a muitos milhões. Um velho professor de Direito Administrativo costumava dizer: O Direito é uma linha que só em condições muito excepcionais se pode atravessar, mas, hoje em dia, com tanta lei, portaria ou regulamento, a linha passa a vida a ser empurrada para cá e para lá. Na verdade, a má qualidade da lei, é isso : os interesses ocultos instalados em cada Governo ou maioria política fazem do “ legislador “ ou do governante um mero executor de acertos cozinhados nos bastidores. Há uns anos, o chamado “ legislador político “ conseguia favorecer interesses pessoais dando a ideia de que o diploma lavrado se dirigia aos interesses gerais e abstractos da comunidade. Até esse pudor já lá vai ......
Eduardo Dâmaso – CM 01-02-2009    
publicado por luzdequeijas às 20:53
link | comentar | favorito

.Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. O CONCEITO DE SERVIÇO PÚB...

. MUDAR SÓ POR MUDAR.

. CENTRO DE DIA DE QUEIJAS

. ALMOÇO MUITO INDIGESTO

. FUMO BRANCO E NEGRO

. ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E P...

. A POLÍTICA COR-DE -ROSA

. OS QUATRO IMPÉRIOS

. O ASSOCIATIVISMO

. DOUTOR DA MULA RUÇA

. A CLASSE MAIS CASTIGADA

. AS VITIMAS DA CIGARRA

. O NOSSO ENTARDECER

. A SACRALIDADE DA PESSOA H...

. SABER TUDO ACERCA DE NADA

. A NOSSA FORCA

. A MORTE ECONÓMICA

. GERAÇÃO DE OURO

. OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

. SEDES DE RENOVAÇÂO “

. 200 000

. DO PÂNTANO A SÓCRATES

. O ESTADO PATRÃO

. A MENTIRA

. O SILÊNCIO DOS BONS

. ARMAR AO PINGARELHO

. ENSINO À DISTÂNCIA

. A CIÊNCIA DO BEIJO

. A VERDADE PODE SER DOLORO...

. COSTA V.S MERKEL

. PROTEGER O FUTURO

. RIQUEZA LINCUÍSTICA

. A MÃO NO SACO

. DOUTRINA SOCIAL CRISTÃ

. GRANDE SOFRIMENTO

. IMAGINEM

. LIBERDADE COM SEGURANÇA

. COSTA CANDIDATO

. DEBATES PARTIDÁRIOS NA TV

. NA PÁTRIA DO ÓDIO

. PORTUGAL, UM PAÍS DO ABSU...

. NÓS, NÃO “PODEMOS”

. CIVILIZAÇÃO Pré-histórica...

. AS REGRAS DA VIDA REAL

. UMA SAUDÁVEL "LOUCURA"

. UMA SOCIEDADE SEM "EXTRAV...

. O MUNDO DOS ANIMAIS

. A CRISE NO OCIDENTE

. O POVOADO PRÉ-HISTÓRICO D...

. AS INTRIGAS NO BURGO (Vil...

.arquivos

. Fevereiro 2018

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

.favorito

. COSTA V.S MERKEL

. MANHOSICES COM POLVO, POT...

. " Tragédia Indescritível"

. Sejamos Gratos

. OS NOSSOS IDOSOS

. CRISTO NO SOFRIMENTO

. NOTA PRÉVIA DE UM LIVRO Q...

. SEMPRE A PIOR

. MEDINDO RIQUEZAS

. A LÁGRIMA FÁCIL

.mais sobre mim

.pesquisar

 
blogs SAPO

.subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub