Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

DE QUEM É A PALESTINA?

O conflito entre árabes e palestinianos tem origens históricas. No Corão, livro sagrado dos muçulmanos, os israelitas são definidos como elementos minoritários e como um povo no qual não se deve confiar e que precisa ser mantido sob controlo. A disputa entre estes dois povos tem raízes na antiguidade. A presença judaica na palestina remonta ao segundo milénio antes de Cristo. Em 635, durante a expansão islâmica, a região da Palestina foi ocupada pelos árabes. No início da Idade Média, a Palestina pertencia ao Império Romano e era habitada, na sua maioria, por cristãos. Somente no século VII a região foi conquistada pelos muçulmanos e, durante os séculos seguintes, o controlo da Palestina oscilou entre diferentes grupos até à incorporação da região no Império Otomano. Este último começou a formar-se no século XII e chegou a ocupar terras na Síria, Argélia, Bulgária, Sérvia, partes da Grécia, da Hungria, do Irão e da Arábia, além da Turquia. No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu e dedicava-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. Com o desenvolvimento das burguesias nacionais e da Revolução Industrial, no entanto, os judeus foram responsabilizados pelo desemprego em massa e pela concorrência com as classes dominantes. A partir daí foram confinadas a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado disso foi a emigração para a Europa Ocidental. Esta situação levou o jornalista judeu Theodor Herzi, em 1896, a criar o movimento sionista, cujo objectivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. Este povo começou a colonizar o país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial. Depois da 1.ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela região. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lorde Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Tudo isto aconteceu ao mesmo tempo que os ingleses tinham prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região. Acreditando nas promessas de Balfour, milhares de judeus foram para a Palestina, compraram terras e estabeleceram-se em núcleos cada vez maiores. Neste período, começaram os choques entre judeus e árabes. Os judeus criaram um exército clandestino (haganah) para protegerem as suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2.ª Guerra Mundial – em consequência da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis; os britânicos na época, tomaram o partido dos Aliados e dos árabes, do Eixo. Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, rebentou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e muitos judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender as suas colónias. Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colónias. Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.  

Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina. Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.

Os judeus transformaram as suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças económicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente. Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre. Desde então, o Oriente Médio tornou-se palco de conflitos entre israelitas e palestinianos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.  

publicado por luzdequeijas às 22:02
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