Sexta-feira, 13 de Março de 2009

4 anos de Governo PS

 

O PSD tem sido sempre um partido defensor da estabilidade política e governativa. E sempre defendeu a estabilidade, porque ela permite alternativa de Governo.

Um partido, com o seu programa e os seus protagonistas, tem o encargo de governar o país por quatro anos, não restam dúvidas de que o resultado da governação desses quatro anos é da responsabilidade exclusiva – desse partido.

O PS, a sua maioria absoluta e o seu líder, José Sócrates, perfarão precisamente hoje quatro anos de Governo, iniciando-se amanhã o último semestre da legislatura. Dispuseram de maioria absoluta na Assembleia e de condições ímpares, mesmo ao nível institucional, para governar Portugal. Os resultados da governação são da sua inteira responsabilidade.

Mesmo se olharmos para o médio prazo, nos últimos 14 anos, o PS esteve sozinho no Governo durante 11 longos anos. O actual Primeiro- Ministro fez parte do Governo de Portugal durante 11 dos últimos 14 anos.

É por isso, evidente que, para o bem e para o mal, o PS e o seu líder são os principais responsáveis pela situação em que se encontra Portugal.

2. Como maior partido da oposição e única alternativa credível, ao PS, o PSD – e, designadamente, o seu Grupo Parlamentar – tem a obrigação de fazer um balanço sobre estes quatro anos de Governo. Para tanto, e sem prejuízo de muitos outros temas, seleccionámos seis áreas de actuação, confrontando os resultados obtidos :

– Os resultados a que Portugal chegou – com o programa eleitoral do PS, com as suas promessas e com a sua propaganda.

Falaremos aqui de economia e finanças, pela voz da Deputada Rosário Águas, de educação pela voz do Deputado Pedro Duarte, de políticas sociais pela mão do Deputado Adão Silva, de justiça e segurança pela mão do Deputado Fernando Negrão, de saúde pela intervenção da

Deputada Regina Bastos e de ambiente pela intervenção do Deputado José Eduardo Martins. Muitos temas ficarão hoje por escrutinar, mas estes são seguramente aqueles que, neste momento, mais inquietam e preocupam os portugueses.

3. Trata-se aqui de um trabalho eminentemente parlamentar, de fiscalização, de escrutínio, de apuramento de responsabilidades políticas e administrativas. Agradeço, por isso, também a todos os Deputados do PSD pelo trabalho que desenvolveram nestes quatro anos e estão ainda, naturalmente, a desenvolver. Trabalho que se fez em condições difíceis, com um Governo avesso à crítica e à averiguação; relapso a responder e a dar esclarecimentos; que gosta muito de se indignar, mas gosta pouco de explicar. Trabalho que se fez em condições difíceis, com um Governo detentor de uma máquina de propaganda e uma política de comunicação sem paralelo, que, até no seu partido, criou um clima de medo e de claustrofobia.

Na impossibilidade de nomear todos os Deputados, que tão convictamente remaram contra a corrente, estudaram e puseram de pé políticas alternativas e exerceram de corpo e alma o seu mandato, faço-o nas pessoas dos meus antecessores nesta legislatura, Deputado Luís Marques Guedes e Deputado Pedro Santana Lopes.

4. Portuguesas e Portugueses, quatro anos volvidos de Governo Sócrates e de maioria absoluta PS, chegou a hora da verdade. De falar verdade; de ouvir falar verdade.

Em que situação se encontra o país, em que situação se encontram os portugueses? Acaso estarão hoje melhor do que estavam em 2004? O que é feito das promessas de leite e mel da campanha eleitoral do Eng.º Sócrates? O que é feito dos milhares de anúncios e inaugurações?

Será que um Governo que teve extraordinárias condições para governar e não foi capaz de transformar o país em tempos de normalidade, terá capacidade e competência para lidar com um clima de grave crise?

Chegou o momento de apurar responsabilidades. E de construir um projecto alternativo, portador de esperança, mas de uma esperança viável, assente no realismo.

Passo agora a palavra aos Deputados do PSD e, ao passá-la, tenho a certeza de que estou a passar a palavra a milhões de portugueses.

Neste momento de incerteza, de desalento, de desmotivação dos portugueses, só os Deputados do PSD podem ser porta-vozes de Portugal.

Porta-vozes contra uma política de quatro anos que fracassou, que deixou Portugal mais pobre, mais injusto, mais longe do sonho europeu.

É só isso que peço aos Deputados do PSD, que hoje, neste momento de balanço, saibam ser porta-vozes de Portugal.

 

Paulo Castro Rangel

Presidente do Grupo Parlamentar do PSD

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:38
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