Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Portugueses mais pobres

 Maria do Rosário Águas

 
4 Anos de promessas não cumpridas
11 de Março de 2009
 
Oportunidades perdidas
 
Começo por uma brevíssima revisão ao desempenho económico do
Governo fazendo uma análise a 2 tempos, que não podem nunca ser
confundidos. O desempenho do Governo antes e após a crise.
Com este Governo Portugal, perdeu duas oportunidades ímpares:
Primeiro e até 2008 pelas más opções políticas;
Agora, após a crise, governando sem rumo ao sabor das pressões
mediáticas e desprezando sistematicamente os contributos bem intencionados de muitos.
Em nome da verdade, relembro hoje, aqui, as promessas do então
candidato a Primeiro-Ministro, José Sócrates.
3% de crescimento para a Economia Portuguesa……
e a criação de 150 mil novos empregos…
E quanto à Política Fiscal basta-nos recordar aquelas frases peremptórias
do Primeiro-Ministro: “
Não vamos aumentar os impostos”.
Foi assim, foi com estas promessas que José Sócrates ganhou as
Eleições!
Só que a política começa por ser um exercício de compromisso público e
por isso, não é indiferente o que se promete quando se quer ganhar e o
uso que se faz do poder depois ele ser confiado.
…A Realidade Nua e Crua é esta:
O crescimento médio da Economia Portuguesa neste período, foi de 0,68
% o que equivale a Um Quinto dos prometidos 3%;
E se compararmos com a média europeia, no período sem crise,
verificamos um crescimento que é duas vezes superior ao de Portugal
(2,63 contra 1,4).
É inequívoco que antes da crise, e como provam os números, o Governo
não soube concretizar uma política económica adequada à realidade do
tecido empresarial.
A atitude e obsessão foram sempre as mesmas:
A sobranceria com que menosprezou as propostas do PSD;
E a megalomania dos anúncios acompanhado por um discurso totalmente
irrealista, chegando ao ponto de decretar o fim da crise !
Estes erros; esta forma de governar, representa enormes custos para o
País:
As muitas falências, quiçá, evitáveis, algumas decorrentes do
incumprimento do próprio Estado;
E a oportunidade desperdiçada de mudar Portugal;
… E quanto a postos de trabalho a evidência Dói!
Em vez de 150 mil novos empregos há hoje mais 78 mil desempregados.
São 53 novos desempregados em cada dia que passa!
E de 2004 para cá os desempregados licenciados não param de
aumentar, são hoje cerca de 70.000!
Será este o resultado do Choque Tecnológico?
Que palavra? Que esperança? tem o Primeiro-Ministro a dar a estes
Portugueses …?
Este Governo custou caro ao País:
Custou-nos um acréscimo de 700 euros só em impostos;
Custou-nos uma redução drástica do poder de compra aumentando a
nossa divergência com os países europeus.
E custou-nos um agravamento do endividamento externo que equivale
hoje a 100% do PIB.
Este número é especialmente preocupante porque está ainda longe de
reflectir a totalidade dos encargos assumidos pelo Estado, seja por via da
postecipação da despesa seja por antecipação de receitas.
Este Governo desequilibrou o DEVE e HAVER inter-geracional e com isso
comprometeu as opções futuras daqueles que nos sucederem.
Chega de desculpas. Que não se alegue a crise Financeira Internacional,
que não se iludam mais os Portugueses com bodes expiatórios, porque a
crise económica é Socialista antes de ser conjuntural.
Os Portugueses questionam-se:
É possível fazer melhor?
Nós dizemos sim, É possível!
No que à economia diz respeito bastava o Governo seguir algumas das
propostas do PSD dirigidas ao Primeiro-Ministro, com impacto económico
evidente, como por exemplo:
O pagamento das dívidas aos Fornecedores;
A justíssima conta corrente entre o Estado e as Empresas;
E a reabilitação urbana.
Mas o Governo insiste em Mega Investimentos de racionalidade
incompreensível.
É um Governo que confunde gastos, com investimento:
Investe na 3 ª ligação, em auto-estrada, Lisboa Porto e ao mesmo tempo,
abdica de investimentos que podiam contribuir para um País mais
competitivo, mais equilibrado e mais justo.
Este Governo criou um equívoco económico que importa desfazer porque
confunde crescimento e emprego passageiro, com desenvolvimento
sustentável.
Que País temos hoje?
Um País desertificado e mal cuidado!
O Governo; ignorou o valor da agricultura em termos sociais e ambientais;
permitiu a ruína do nosso Património histórico e cultural . 
3) que assiste impassível à destruição diária de valor económico nas cidades, sem nada
fazer.
Isto significa que o Governo ignora o valor intrínseco do território esse sim verdadeira fonte de competitividade e desenvolvimento.
Este Governo prejudicou o País porque perdeu oportunidades, pediu sacrifícios aos cidadãos em nome de políticas que não produziram qualquer efeito.
O Primeiro-Ministro ilude-se e ilude os portugueses. Enquanto isso as
oportunidades passam e o tempo não se recupera, Nunca.
Obrigada.

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:36
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