Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
NA ARRÁBIDA NINGUÉM SE ENTENDE QUANTO ÀS MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO DO PARQUE MARINHO
" Há famílias a passar mal. Barcos para abate. Nem no tempo da fome se viu coisa assim"
João Lopes
Mútua de Pescadores
De ninita santos a 1 de Setembro de 2010 às 22:14
Arrábida! Aquele paraíso que há 20 anos foi inundado de campismo selvagem - eu também estive lá - no creiro , numa enorme tenda do meu pai Joaquim Carloto , que fazia daquele local o seu sonho das noites de verão. Acabaram as tendas, demasiado prejudiciais para a natureza, e construíram-se casas, mesmo lado a lado com o mar, que anos depois também foram destruídas, e muito bem, por serem barracas clandestinas...Mas, por todo o lado foram construídas sumptuosas vivendas, dos tais intocáveis que podem dar-se ao luxo de profanar a natureza e ainda lhes agradecem. Os pescadores esses só têm mesmo o Portinho, uma rua onde não cabem dois carros. Há 15 dias passei lá e não reconheci a Arrábida. Senti-me envergonhada por não ter voz para obrigar os outros CLANDESTINOS de luxo a demolirem as suas casas de luxo. Então esses, integraram-se na natureza? Os seus dejectos vão para onde? A Arrábida nunca mais pode ser uma maravilha da natureza. Sei que não pode porque a vivi, senti em mim, adormeci naquela paisagem, e desisti porque da Arrábida nem a Rocha da Anicha está virgem.
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