Pombal: Nove escolas do 1.º ciclo fecham portas
A vizinha, Lucinda Almeida, 57 anos, discorda do fecho, mas por outras razões: "A minha neta está aqui perto [cem metros] e agora tem de ir para longe e levar o que comer, quando antes vinha a casa." Mas Juliana Jordão, oito anos, uma das 300 crianças que mudam de escola no concelho, não vai fazer uma viagem muito longa. O Centro Escolar de Vieirinhos, onde também irão estudar os seus colegas de Silveirinha Grande, fica a menos de quatro quilómetros e tem melhores condições, incluindo refeitório. Mas isso não convence Maria Oliveira: "Fecham tudo. E nós vamos atrás dos nossos filhos. Vai tudo para os grandes centros, é uma maravilha. É o desenvolvimento moderno."
A escola de Silveirinha Grande situa-se a 1850 metros da de Silveirinha Pequena. Mas a proximidade de ambas e a falta de condições das salas não evitam críticas à decisão de fecho. "No nosso tempo andávamos pior do que eles estão agora", constata Maria Ondina, 50 anos, exprimindo dúvidas sobre se a medida se traduzirá numa poupança: "Vão aumentar os custos com os transportes e a alimentação." Por outro lado, "ficaria preocupada, como mãe, por ficar mais longe dos filhos. Se acontece alguma coisa é pior. Não acho justo", diz. O vereador da Educação da Câmara de Pombal, Fernando Parreira, garante que vai haver transportes para os novos centros escolares.
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