MÉDICOS E SNS
Temos assistido, no passado recente, a uma debandada de médicos do SNS para o sector privado, facto preocupante dado que o SNS responde maioritariamente pela prestação de cuidados. É sabido que a mais valia de qualquer organização são as pessoas tecnicamente aptas e a cultura organizacional vigente; no caso do SNS ambas as dimensões assentavam no sulcar de uma carreira que conduzia a hierarquias de competência e se alicerçava na formação continua e em concursos rigorosos de aceso à chefia, conduzindo a um emprego permanente. Mas este paradigma mudou, vejamos porquê. As carreiras hospitalares foram profundamente abaladas; a antiguidade e a tarefa sobrepõem-se hoje à evidência do mérito técnico e científico, a burocracia prevalece e um anacrónico sistema de concursos públicos conduz, invariavelmente, à impugnação, fazendo com que o acesso dos melhores ao topo e à chefia nem sempre esteja garantido. ( ... )
Não se trata de opções políticas, da necessidade real, ou mais ou menos poética, de ter um SNS, trata-se da incapacidade do SNS de, no quadro actual, competir e de se auto-reformar na necessária mudança. Trata-se do ditame da economia e das regras do mercado, trata-se de encontrar a melhor forma de tratar os cidadãos - e não parece ser esta.
José Fragata
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