
José Sócrates tem até ao Orçamento do Estado (OE) um desafio árduo: provar que não mudou de opinião, ao sabor das conveniências políticas e dos cortes impostos por Bruxelas.
O primeiro-ministro, que em Setembro de 2009, em debate da campanha eleitoral, ‘arrasou’ Francisco Louçã, colando ao BE o rótulo de radical por ter no programa eleitoral o fim dos benefícios fiscais – o «que induziria um aumento brutal para a classe média» – tem agora previsto para o OE 2011 o corte destes benefícios.
Pelas contas do Governo, apresentadas com o PEC I, conclui-se que a classe média sofrerá um agravamento fiscal – os efeitos vão sentir-se nos rendimentos mensais familiares acima dos 946 euros, explicou já o ministro das Finanças.
O mesmo Sócrates que, no debate na RTP, achou «gravíssimo» retirar os benefícios de Saúde e Educação a «trabalhadores», a «funcionários públicos e professores» – «não estamos a falar de Amorim nenhum!», salientou – prevê agora que a maioria dos portugueses de rendimentos médios sejam afectados pelos cortes.
O deputado do PSD e economista Miguel Frasquilho questiona: «Que credibilidade tem Sócrates para, por esta via, aumentar impostos aos portugueses que ganham mais de 900 euros por mês, depois de ter dito o que disse no debate com Louçã?».
SOL 27-08-2010
. O CONCEITO DE SERVIÇO PÚB...
. ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E P...
. A SACRALIDADE DA PESSOA H...
. 200 000
. A VERDADE PODE SER DOLORO...
. IMAGINEM
. PORTUGAL, UM PAÍS DO ABSU...
. CIVILIZAÇÃO Pré-histórica...
. UMA SOCIEDADE SEM "EXTRAV...
. O POVOADO PRÉ-HISTÓRICO D...
. AS INTRIGAS NO BURGO (Vil...
. MANHOSICES COM POLVO, POT...
. NOTA PRÉVIA DE UM LIVRO Q...