Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

A Humanidade de Jesus

 

O tópico sobre a humanidade de Jesus não parece ser tão discutido quanto a sua divindade, mas na sua abordagem o seu estudo é igualmente importante . Que Jesus é Deus, todos os cristãos sinceros concordam e entendem, contudo a ideia da sua humanidade, embora aceite, não tem sido muito abordada ou mesmo ensinada.

A fé dos  cristãos incute-lhes a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente Homem. Ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a humanidade, tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens. Uma vez que estávamos separados de Deus pelo pecado, foi necessário que o próprio Deus encarnasse para que pudéssemos voltar a ter novamente comunhão com Ele. Dessa forma, a genuinidade da divindade de Cristo garante a eficácia de sua obra realizada na cruz, e a realidade da sua humanidade garante que a sua morte é aplicável a todos os seres humanos.

Há indicações claras na Bíblia de que Jesus era uma pessoa plenamente humana, sujeito a todas as limitações comuns à raça humana, mas sem pecado. Como tal, nasceu como todo ser humano nasce. Embora a sua concepção tenha sido diferente, todos os outros estados do seu crescimento foram idênticos ao de qualquer ser humano normal, tanto física como intelectual e emocionalmente. Também no sentido psicológico, era genuinamente humano, pois pensava, raciocinava, e se emocionava, como todo o ser humano normal.

Os relatos dos Evangelhos dão muitos exemplos de como Jesus tinha uma natureza completamente humana. Está registrado que ele ficou cansado e teve que se sentar e beber de um poço (João 4:6). "Jesus chorou" na morte de Lázaro (João 11:35). Acima de tudo, o registro dos seus últimos sofrimentos deveria ser prova suficiente da sua humanidade: "Agora o meu coração está angustiado", ele admitiu, enquanto orava a Deus para salvá-lo, ter que enfrentar a morte na cruz (João 12:27). Ele "orou dizendo: não seja como eu quero, mas como tu queres" ( Mt. 26:39). Isto indica que, em algumas formas, a "vontade" ou desejos de Cristo eram diferentes dos de Deus.

Por causa da sua natureza humana, Jesus experimentou pequenas enfermidades, cansaço, etc. da mesma forma como nós. O facto de que Cristo teve que suplicar a Deus para salvá-lo da morte elimina qualquer possibilidade de ele e Deus serem uma só pessoa. Depois da ressurreição de Cristo, a morte "não tinha mais domínio sobre ele" (Rm. 6:9), implicando isso que anteriormente tal acontecia.

Por fim, quero concluir que Cristo foi Deus, sem dúvida, para qualquer cristão, mas foi também homem e um exemplo como tal a ser seguido por todos os homens.

António Reis Luz

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:19
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