Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

ALDEIAS ABANDONADAS PORQUÊ?

 

A VERDADEIRA SUSTENTABILIDADE (MORAL E ECONÓMICA) DA NOSSA NAÇÃO, PASSA PELA REABILITAÇÃO DAS NOSSAS ALDEIAS.

 

Podem chegar momentos de grandes catástrofes em Portugal ou qualquer outro País e é precisamente nestes momentos, de total desespero, que vem o apelo mais profundo: REGRESSAR À NOSSA ALDEIA

É justamente esse sentimento que assalta milhares de haitianos, perdidos e profundamente amargurados na tragédia que se abateu sobre este pobre povo. Alguns relatos arrepiam e mostram à saciedade que ninguém está a salvo duma tremenda desgraça. As origens e causas podem ser as mais variadas como, o bloqueio de uma cidade por desordens naturais ou de ordem cívica e económica. A água não chega à grande cidade, nem o abastecimento regular e só por isto a vida nela, pode torna-se angustiante e medonha. Uma grave convulsão social trás as pilhagens, a total insegurança, que pode atingir irremediavelmente a ordem e a segurança tidas como garantidas. A cidade vira, de um momento para outro, uma verdadeira selva. Acontecem estas e outras situações arrepiantes, constantemente, em qualquer lugar do mundo. Todavia lá, na aldeia, o ritmo das desgraças e privações, acontece em menor grau, ou mesmo não acontece. A vizinhança funciona, a fonte deita água pura, a segurança é garantida pela distância e isolamento e, até, algumas galinhas não deixarão de pôr os seus ovinhos. Alguma hortaliça, fruta e legumes, que com boa vontade e economia, a todos podem socorrer e valer. A vida é local e os transportes não se apresentam como indispensáveis.

 

Depois, é destas aldeias, podem acreditar, que continua a irradiar para todos os eixos da vida do País, uma imensa força vital e espiritual. Mesmo quando destruídas e abandonadas. Delas, mesmo em ruínas, continua a erguer-se uma força estranha e forte, das gentes antepassadas, como benção às gentes presentes e futuras. E, deveria ser pricipalmente por isso, além do muito mais, que elas deveriam estar arranjadinhas, do jeito que sempre foram. Inalteradas, mas bonitas. 

Sem mudanças, tal e qual muitas gerações as viram e nelas viveram felizes. Poderiam ser os nossos hospitais de campanha, o lazer da juventude já perdida e o refúgio, doce, para os momentos mais amargos. Também, para todo o tipo de turismo, ou repouso de gente alquebrada pelas canseiras de uma vida de trabalho e saudosa da sua aldeia.

Vamos pois, dignificar aquilo que nunca nos sairá do pensamento, a aldeia onde aprendemos a ler e a escrever, onde espreitámos o primeiro ninho e vimos os passarinhos nascidos, de bico aberto, esperando alimento dos pais.

Se esta for uma real preocupação da União Europeia, assim poderá ser por toda esta terra de civilização cristã. E, por essa razão, nas nossas aldeias poderíamos dar guarida e apoio a gente em desepero como são actualmente as crianças, idosos e adultos haitianos. Amanhã poderá ser a nossa vez, a vida só tem razão de ser, quando todos tivermos de mãos estendidas e sorriso aberto, para aqueles que estiverem em desespero. Também para comungar os momentos bons e felizes da vida em vizinhança, na quietude da nossa aldeia.

António Reis Luz 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:36
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5 comentários:
De António Mário Figueiredo a 29 de Janeiro de 2010 às 21:37
É precisamente o que eu penso: o regresso à terra das pessoas que na "terra" ainda dispõem de um bocado de terreno, de uma casinha...Falta um programa para o "Regresso à terra" para quem esteja na pré-reforma. O mais importante neste momento não são o TGV e o aeroporto, mais que tudo é repovoamento do interior. Haja coragem política para o fazer e só um PSD reformista e sem amarras ao passado o pode fazer.


De luzdequeijas a 29 de Janeiro de 2010 às 22:49
Um grande abraço e continuemos a lutar por um país melhor. REIS LUZ


De sonia a 19 de Abril de 2011 às 10:56

bom dia amigos,
foi com muito gosto que encontrei a vossa pagina, e decidi pedir-vos ajuda no que nos puderem ajudar.

nós somos um grupo que amigos de infancia e outros que acabaram por se juntar por esta causa,
cuidar do nosso planeta sem o afectar (ou afectar o minimo possivel, podendo viver uma vida autosustentável em paz e harmonia no meio da nossa linda e bela mãe natureza :)).

o k nos falta é tudo, menos boa vontade e amor !
somos jovens, trabalhamos aqui na localidade em que vivemos, para poder sobreviver na sociedade, temos presente no nosso ser a ecologia, temos algumas bases de sustentabilidade, ansiamos poder continuar a nossa vida,a trabalhar sim, mas a trabalhar pra nós, na terra como sempre fizeram os nossos avos e os nossos antepassados, vivendo em paz e da terra .

nós tivemos conhecimento que várias camaras e associações por este país estão interessadas em reabitar aldeias que estão a cair no esquecimento, a nossa ideia é mesmo essa, mas faltam-nos as bases, pois não sabemos onde nem como recorrer a esses planos de reabilitação eco sustentável.e ainda mais não temos pais nem grandes contas bancárias para comprar-mos os terrenos e montar o necessário...

esperamos que nos possam ajudar,e informar os passos que podemos dar para seguir em frente com este projecto.

um grande sincero obrigada desde já ,e esperamos pela vossa resposta :)
abraço fraterno de amor em todos os corações! 3õ

sonia arraes
flyandbehappy@hotmail.com



De luzdequeijas a 24 de Abril de 2011 às 12:40
bOM DIA sÓNIA

COM O NOSSO PAÍS DESTRUÍDO E O POVO SEM PERCEBER QUEM O DESTRUIU, É DIFICIL INVERTER ESTA TRERRÍVEL SITUAÇÃO. A NOTÍCIA DE HOJE DA PARAGEM DO ENCERRAMENTO DAS ESCOLAS DAS ALDEIAS É UM SINAL MUITO POSITIVO. AS OBRAS PÚBLICAS SÓ SERVEM ALGUNS, PARA O POVO O IMPORTANTE SÃO AS PEQUENAS (GRANDES) COISAS QUE SE PODEM FAZER SEM GRANDES RECURSOS. NÃO ABANDONEM OS VOSSOS SONHOS, PORQUE OS NOSSOS SONHOS FAZEM MUDAR AQUILO QUE NOS PARECE IMPOSSÍVEL DE REALIZAR. A COESÃO POPULACIONAL É UMA BENÇÃO PARA ESTE NOSSO PAÍS E TALVEZ O COMEÇO DA SUA RECUPERAÇÃO. É FORÇOSO QUE PAREM AS FAMIGERADAS PPP.

CUMPRIMENTOS
ATÉ QUE UM DIA MELHOR CHEGUE


De Luis a 25 de Julho de 2011 às 12:35
Olá o meu nome é Luis, embora seja apenas um jovem de 17 anos, sempre tive o desejo de sair da cidade para ir viver numa aldeia simples e bonita, onde possa estar em harmonia com a natureza. Eu gostava de falar com varias pessoas que possam estar interessadas, pois gostava de fazer algo por estas aldeias, quem quiser ajudar adicione-me no meu email, e vamos debater algumas ideias e quem sabe isto nao seja um projecto com rodas. Obrigado pela atençao e parabens pelo post. luis-friends@hotmail.com


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