Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

O Ataque Injustificado

luzdequeijas

 

Sócrates, mais uma vez, de forma insinuante e sibilina, ataca uma Senhora chamada Manuela Ferreira Leite ! Ataca toda a gente que não se deita a seus pés, julgando-se alguém de raros dotes. Vejamos o que diz hoje a imprensa: " José Sócrates afirmou que a principal preocupação do governo é que Portugal não entre em recessão ( como em 2003) quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças" . Antes, a preocupação do governo é eleitoralista ! Uma vergonha !

É um ataque desonesto por vários motivos, entre os quais sobressai o facto de ela ter herdado " O Pântano" no país, deixado por um governo do qual Sócrates foi " homem de confiança de Guterres". Sócrates quer fazer esquecer que ele próprio é parte substancial do " PÂNTANO " , e que neste momento as previsões já apontam para em 2009 uma percentagem de 0,1%! Ou seja, isto é estagnação e ela é em simultâneo 50% de recessão e 50% de crescimento ! A obra é sua,  "depois de 4 anos de governação falhada". Seria bom que deixasse de atacar pessoas, pois os seus telhados políticos estão muito podres ! Nunca estivemos tão perto de uma recessão e explosão social !

António Reis Luz

 
Leia-se o retrato fiel da situação do país nos últimos 13 anos.
 
Maio de 2005 - Riksaint Space
O Estado da Nação II - Um Desastre Chamado Guterres

Os nossos melhores jornais não passam de pasquins de aldeia se comparados com jornais sérios de outros países. A tendência de cada um é clara. O jornalista profissional português já não esconde quem é que apoia nesta e naquela notícia. São os jornalistas da "Capital" de Eça de Queiroz, os mesmos, mesquinhos, interesseiros, irresponsáveis e sem capacidade de produzir algo melhor que tablóides mal disfarçados. Demorará provavelmente muitos anos até a classe jornalística se libertar dos interesses partidários que ficaram, como carraças, colados um pouco a todo o lado desde a abrilada. Um dia o país olhará para o seu passado com agonia e a esquerda terá de se negar a si própria.

Foi Guterres, um líder tão carismático como gelatinoso do PS, que sucedeu a Cavaco. Os media declararam uma vitória estrondosa e o povo acreditou. Pois se Cavaco era tão mau como diziam, Guterres, pela mão da infalível democracia (um dogma de esquerda instituído é o de que a democracia é sempre esclarecida e nunca falha...a não ser no caso do referendo do aborto), seria o novo Pai dos Povos. Preocupado com tudo, desde a saúde à educação, até com as obras públicas que tanto criticava. Um dos seus piores ministros, um imbecilóide de nome João Cravinho, mostrava no agonizante fim gráficos a provar que tinha construído mais quilómetros de estrada que o seu antecessor... Quilómetros, mas não escolas. Tudo eram prioridades para Guterres. Razão e coração. Paixão pela educação. Diálogo. Foi feita uma campanha digna de figurar na capa de qualquer revista cor-de-rosa. Tudo seria perfeito, cor-de-rosa como o PS. E se não fosse, ao menos haveria um governo "humano" e "sensível" que se "preocupava".

A estratégia colou. O povo adorou a ideia de uma política amiga de todos, abrangente, tolerante e compreensiva. Nem sequer pensou que isso era impossível e incompatível com o desenvolvimento, para não falar de um Estado de Direito. O português adora favores e Guterres era uma espécie de merceeiro que fiava a toda a gente. Era o tipo porreiro que empresta dinheiro e se esquece no dia seguinte. Mais do que um PM, um amigo.

Em 4 anos Guterres conseguiu apenas disfarçar os erros e os buracos a que o seu governo conduzia o país. Mas conseguiu, e por isso pediu maioria absoluta em 1999. O PS foi o partido que mais criticou as maiorias absolutas, mas pediu-a na mesma. Defendia nos tempos de Cavaco, com mais conveniência que convicção, que a maioria absoluta gerava despotismo e arrogância; que um partido com maioria absoluta não ouvia os outros na Assembleia, e logo parte do povo era como se não estivesse representado. Era no diálogo que tudo devia assentar. Toda esta "filosofia" caiu quando a oposta podia satisfazer melhor as fomes do PS: a da maioria absoluta. E não houve cacique socialista, desde Jorge Coelho a Mário Soares, que não mudasse de opinião. De repente a maioria absoluta passou a ser "fundamental" para governar o país. Desde que fosse a do PS, como se cheirava no ar que podia ser. Era desta esperteza que o PS estava munido e bem armado.

E assim não foi, mas quase. O povo, embriagado pelo crescimento económico espontâneo (nessa altura o país ia a reboque de um muito favorável crescimento económico mundial e o governo desbaratava a herança cavaquista para satisfazer os lobbies) e embalado pelo discurso humanista do PS e dos media, facilmente se esqueceu que o país estava a ser governado como uma mercearia de esquina e que a despesa pública atingia valores preocupantes, ultrapassando 50% do PIB. E ofereceu 50% dos lugares ao PS. Mais um deputado, teriam maioria absoluta. Mais tarde, estes que defendiam ao início o equilíbrio na Assembleia viriam a queixar-se de não ter tido mais um deputado...

Exactamente dois anos depois, quando Guterres apresentou a demissão "para bem do país", que estava "num pântano político". O segundo mandato do PS foi catastrófico. Começou pela nomeação de um ex-comunista onde jamais luzirá algum talento, Pina Mora, para as pastas menos apropriadas ao seu perfil: finanças e economia. Pina Mora era um político carreirista e um amigo, e Guterres achou que tal cocktail de retórica e lealdade seria adequado à defesa destes dois ministérios, que se adivinhavam difíceis pelos erros cometidos anteriormente e também por alguns indicadores menos favoráveis sobre a economia já em 99. Pina Mora foi um erro monumental. Anunciava, para 2001, um deficit de 1,1%, quando os números verdadeiros apontariam para mais de 4%. O próprio ex-ministro das finanças socialista, Sousa Franco, veio avisar que as finanças não eram tão mal geridas desde o tempo de Maria I. Guterres, astuto, viu que a coisa ia estoirar em pouco tempo e todo o governo, juntamente com o PS, seria chamado às responsabilidades. Era demasiado óbvio para se poder dar a volta com a retórica, como era prática no seu governo. E então, aproveitando o resultado desastroso das autárquicas, demitiu-se "por razões democráticas". Foi visto como um homem de bem. Todo o socialista que erra e se demite, aliás, parece ser um homem excelente aos olhos da imprensa, sabe-se lá com que lógica.

A estratégia do PS era clara para quem raciocinasse: não responder pelos próprios erros, culpar os próximos que viessem pela crise. Isto só seria possível num partido que tivesse os media do seu lado, como era o caso. Os media teriam de ser disciplinados. Não podiam fazer muitas questões nem aprofundar o estado do país e as suas causas. Foi exactamente isso que não fizeram. O que fizeram foi atirar-se ao novo governo como se não houvesse passado.

 

publicado por luzdequeijas às 12:11
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