Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

A NOÇÃO DO TEMPO

Um amigo com quem habitualmente troco mensagens na Net , enviou-me uma que me deixou a pensar muito sobre a noção que todos nós temos sobre o tempo, que nos leva de novos a velhos e se tem arrastado por gerações intermináveis.

 
Quero partilhar convosco essa mensagem pois, ainda por cima, ela decorre entre um avô e um neto, o que bem poderia ser o meu caso :
 
Para ler até ao fim e reflectir
 
>>O neto e o avô...
 
>>Uma tarde um neto conversava com seu avô sobre os acontecimentos
actuais.
>>Então, de repente, o neto perguntou:- Quantos anos tem, avô?
 
>>E o avô respondeu: Bem, deixa-me pensar um momento...
 
>>Nasci antes da televisão, e já crescidinho apareceu, com um único canal e a preto e branco.
 
>>Nasci antes das vacinas contra a poliomielite, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.
 
>>Não existiam os radares, os cartões de crédito, o raio laser nem os patins . On - line.
 
>>Não se tinha inventado o ar condicionado, as máquinas de lavar e secar, (as roupas secavam ao vento) e frigoríficos quase ninguém tinha.
 
>>O homem nem tinha chegado à lua.
 
>>A tua avó e eu casámos e só depois vivemos juntos e em cada família havia um pai e uma mãe.
 
>> "Gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
 
>>Das lésbicas, nunca tínhamos ouvido falar e os rapazes não usavam piercings.
 
>>Nasci antes das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.
 
>>Não havia computador, Comunicávamos através de cartas, postais e telegramas.
 
>>Mails, chats e Messenger, não existiam. Computadores portáteis ou Internet nem em sonhos...
 
>>Estudávamos só por livros e consultávamos enciclopédias e dicionários.
 
>>As pessoas não eram medicadas, a menos que os médicos pedissem um  exame de sangue.
 
>>Chamava-se a cada polícia e a cada homem "senhor" e a cada mulher
"senhora".
 
>>Nos meus tempos a virgindade não produzia cancro.
 
>>As nossas vidas eram governadas pelos 10 mandamentos e bom juízo.
 
>>Ensinaram-nos a diferençar o bem do mal e a ser responsáveis pelos nossos actos.
 
>>Acreditávamos que "comida rápida" era o que comíamos quando estávamos com pressa.
 
>>Ter um bom relacionamento, queria dizer dar-se bem com os primos e amigos.
 
>>Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava as férias juntos.
>>Ninguém conhecia telefones sem fios e muito menos os telemóveis.
 
>>Nunca tínhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, Fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas quanto mais as portáteis).
 
>>"Notebook" era um livro de anotações.
 
>>"Ficar" dizia-se quando pessoas ficavam juntas como bons amigos.
 
>>Aos relógios dava-se corda todos os dias, mesmo aos de pulso.
 
>>Não existia nada digital, nem os relógios nem os indicadores com
números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
 
>>Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras eléctricas, ferros
de passar eléctricos, os fornos microondas nem os rádios-relógios
despertadores. Para não falar dos vídeos ou VHF, ou das máquinas de filmar minúsculas de hoje...
 
>>As fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Eram a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As de cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.
 
>>Se nos artigos lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má
qualidade e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".
 
>>Não se falava de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.
 
>>Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os sorvetes, os bilhetes de autocarros e os refrigerantes, que se chamavam pirolitos, tudo  custava 10  centavos.
 
>>Cem escudos dizia-se: "cem mil reis".
 
>>No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
 
>>"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.
 
>>Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho. Agora diz-me, quantos anos achas que tenho?
 
>>- Meu Deus, Avô! Mais de 200! - disse o neto.
 
>>- Não , querido. Tenho 55!
 
Esta foi a verdadeira Geração de Ouro. Enfrentou a maior revolução tecnológica que jamais tinha havido e, talvez. venha a ver. Com salários baixos, pouca ou nenhuma escolaridade e muita motivação. Muito trabalho !
A tudo se adaptou. Tudo venceu. Está a ser maltratada .
 
 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:30
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