Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

O Reino de Portugal

 

Nascia, pois, em 1139, o Reino de Portugal e a sua primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D. Afonso Henriques).
Só a 5 de Outubro de 1143 é reconhecida independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Castela, no Tratado de Zamora, assinando-se a paz definitiva. Desde então, D. Afonso Henriques (Afonso I) procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos Conventos. Dirigiu-se ao papa Inocêncio II e declarou Portugal tributário da Santa Sé, tendo reclamado para a nova monarquia a protecção pontifícia.
A sua herança, além de uma imensa fortuna, é o Condado Portucalense, primeiro território europeu que estabelece sua identidade nacional.
Muitos são os que afirmam que tal imensa fortuna teve origem no tesouro trazido pelos templários que procuraram refugio em Portugal.
É ainda durante o governo de D.Teresa que os Templários fundam a sua sede no castelo de Soures no rio Mondego, construindo o castelo de Tomar no reinado de D. Afonso Henriques, para onde se haviam de instalar definitivamente com a sua sede, distinguindo-se nas conquistas dos castelos a norte e a sul do Tejo.
O período dourado da ordem em Portugal coincide com o governo do mestre Gualdim Pais (1156-1195), que participara na Segunda cruzada (1151/52-1155/56) e que ficara pelo Oriente mais uns anos após a cruzada. Quando regressa é eleito mestre, mandando erguer o castelo de Pombal (1156). Recebem também em 1159 o castelo de Ceras. Terminam a construção do castelo de Tomar em 1169. O rei confirma-lhes a posse do seu território e ganham ainda mais dois castelos: Cardiga e Zêzere.
O seu papel na ocupação do território e na sua defesa foi fundamental tal como atraíam colonos e deram um grande incentivo ao povoamento dos territórios a eles confiados. O seu património a nível geográfico situa-se entre o Mondego e o Tejo.
Em Portugal em 1319, devido ao grande papel de D. Dinis (1279-1325), funda-se a Ordem de Cristo, em substituição da Ordem dos Templários que continuavam a ser perseguidos.
Esta ordem conserva o hábito branco e a cruz vermelhas dos Templários, apesar, de se afiliar a Calatrava. A sua primeira sede foi Castro Marim, no extremo sudeste do reino. Mais tarde a sua sede foi transferida para Tomar. Não vale a pena dizer mais sobre esta ordem porque o seu tempo será o da expansão ultramarina onde ai sim irá continuar o espírito da reconquista mas numa outra perspectiva.
Portugal é um dos raríssimos países do mundo com fronteiras estáveis desde o século XIII. Isso deve-se à qualidade excepcional dos primeiros reis e ao carácter independente do povo.
D. Dinis cria mercados e feiras francas por todo o país. Manda semear, arrotear e enxugar terras. Nuns lados divide as terras em casais, noutros adopta o regime colectivista, a parceria ou a jugada. Decreta que os fidalgos e nobres não percam nobreza e honras ao tornarem-se lavradores. É semeado o pinhal de Leiria que, além de impedir o avanço das dunas, vai proporcionar a madeira para a construção dos barcos. Proíbe que as ordens religiosas adquiram bens de raiz para que a terra seja melhor dividida. Aumenta as relações comerciais e diplomáticas com a França, a Flandres e a Grã-Bretanha. Cria uma considerável frota marítimo-comercial, supervisionada pelo almirante genovês Manuel Pessanha.
Em 1308 é organizada a marinha portuguesa.
O país é tão bem orientado económica e financeiramente que D. Dinis faz, por três vezes, empréstimos ao rei de Castela no valor de alguns milhões de maravedis.
É ainda, com muita sabedoria e diplomacia, que D. Dinis consegue que os bens da Ordem dos Templários sejam transferidos para a Ordem de Cristo.
 
D. Dinis, perante os factos precedentes, cria a Ordem de Cristo em 1319, com sede em Tomar, e transfere para ela todos os bens dos Templários. Ao mesmo tempo convence o Papa João XXII da justeza desta atitude.
 
Os Templários tinham ajudado a consolidar, alargar e a povoar o país. Em Portugal, não havia motivo a queixas.
Desde D. Afonso Henriques que os Templários recebiam um terço daquilo que conquistassem.
Apesar da boa gestão dos nossos primeiros reis o tesouro da Ordem de Cristo fazia Portugal sonhar em desbravar o Atlântico.

Em boa verdade, os bens transferidos para a Ordem de Cristo foram, mais tarde, o suporte para os descobrimentos portugueses.

publicado por luzdequeijas às 16:06
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