Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

PRIVILEGIAR O CAPITAL SOCIAL

luzdequeijas

A saúde moral do nosso país, de qualquer país, está dependente de muitas coisas, essas sim, básicas para a obtenção de uma economia próspera, resultante de altos níveis de confiança entre a população. A tais altos níveis de confiança chama-se capital social. Sem capital social não poderá haver sociedade civil, e sem sociedade civil não poderá existir democracia bem sucedida. Diz-se que há democracia (representativa) em Portugal, mas não é verdade. O que há é uma apropriação do poder pelos partidos ( também manipulados). Do poder que é pertença do povo. O resto é mentira. Falácia!
 
Chega-se, assim, à conclusão de que uma democracia liberal, representativa,  precisa de três elementos fundamentais: “um sistema político constitucional , uma economia de mercado e uma sociedade civil.” Será lógico concluir que tanto o sistema político constitucional como a economia de mercado existem em função da “Sociedade Civil”. Existem para a servir, porque ela é o dado concreto e moral. Existem, por delegação dela ! Isso não acontece em Portugal! O voto está manipulado.....  . De todas as formas.
No caso de Portugal, há de facto uma sociedade civil, mas que sofre de enorme debilidade e desmotivação, provocadas por uma grande falta de transparência do “Sistema Político Constitucional e da Economia de Mercado.”
Logo, antes que se façam apelos à população, sejam de que tipo for, corrijam-se os partidos políticos no seu funcionamento interno e nas suas influências externas, pois elas são determinantes no pernicioso funcionamento e mau desempenho do sistema político constitucional. A economia existe, não de uma forma de concorrência livre, mas, totalmente manipulada! 
Olhos postos em cima dos malfadados aparelhos partidários. Corrijam-se os mecanismo que servem a economia de mercado, eliminando o tráfico de influências e a corrupção existente e publicamente anunciada. Assuma-se como grande prioridade a transparência a todos os níveis da vida nacional.
Por último , mas mais importante, eleja-se a “Sociedade Civil ” como primado de toda a actividade nacional. Hoje, em dia, o que temos é o primado da economia e da política, havendo um curto-circuito, total, à sociedade civil.
E, antes que se façam apelos à população, leiam-se e saibam-se entender os sinais que vêem dessa mesma “Sociedade Civil.
Nenhum homem , mesmo que empossado em alto cargo, ou governo, tem conhecimentos que possam ser mais lúcidos e sábios do que aqueles que emanam de toda uma “Sociedade Civil”. Mesmo com muitos e bons assessores. Não podemos esquecer que tais assessores, serão sempre homens, directa ou indirectamente, ligados ao “Sistema “, pelo menos a uma parte dele. Com todo o respeito pelas instituições e pelos homens eleitos, contudo, a figura maior da nação é, tão somente, a “Sociedade Civil”. Tudo o resto são emanações dela. Os empossados passam e ela, sociedade civil, permanece.
É ela a nação Portuguesa . Para que ela, nação, « fale e diga o que pensa », é preciso incentivá-la a isso, e dar-lhe voz. Não intoxicá-la com informação manipulada! Informação que lhe reduz o maior bem que ela tem: a seriedade e o conhecimento da vida real. Não a empurrem para a vida virtual. Ela acabará por descobrir, e nesse dia vai ser complicado. Esse dia pode chegar, quando começarem a escassear os actuais bens esseciais. Energia barata, água e produtos alimentares ! Nesse momento acaba-se a " Autoridade de Estado".
 
Antes que o silêncio, da nossa sociedade civil, se torne ensurdecedor, mudemos a tempo. De resto, é esta a voz da nação que representa a imensa multidão que paga os esbanjamentos daqueles que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência. Dos que manipulam vergonhosamente a informação dada ao povo. Todas as instituições civis : as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral , desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia. E de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.
Por último e para que a sociedade civil atinja altos níveis de confiança, temos que nela acreditar. Como? Ouvindo-a sempre, sem cansaço, e desenvolvendo no país, cada vez mais, mecanismos de captação da opinião geral dessa população. Um político tem de ter esse dom. Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens. Essas são para manipular. As amostras estão inquinadas. O seu fim é mentir e enganar o povo!
Porque, conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares. Este é um caminho que se faz andando. Com trabalho e honradez.
 
Precisamos de "Homens de Estado" que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar: Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te. Se não serves para nada , eu não te posso dispensar. São os desconhecidos.
São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País ! São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.
São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar! São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que não as querem pagar . Pagam, mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !
São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das elites, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Não aqueles que em vez de estudarem, andam todo o ano em manifestações de rua , gastando o nosso dinheiro. Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos. Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou aqueles que nos aparecem nas televisões, sistematicamente, a exigirem ser ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir. 
 
Em Portugal o Estado é, de uma forma geral, uma máquina pesada, desprestigiada, burocrática, ineficiente, um mau exemplo, de atitudes e culturas erradas e asfixiantes da sociedade civil.Os exemplos que nos chegam hoje, desse Estado, e do governo que o controla, são verdadeiramente tristes ! As manipulações são diárias e exibidas por quem menos o poderia fazer ! Altas figuras do governo , querem convencer os portugueses de que houve menos chumbos, este ano, porque a qualidade do ensino melhorou. O povo não acredita, como também não acredita em todas as outras manipulações que são feitas, mesmo quando não foi possível manipular os indicadores ! Nessa altura manipula-se a dialética. O efeito é o mesmo.
António Reis Luz
 

 

publicado por luzdequeijas às 21:22
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