Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

A Família.

“Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família.” Victor Hugo

 

Hoje e sempre a família é o núcleo mais essencial da nossa existência. A família é uma rede de relações fortes e íntimas, núcleo de pertença, de aliança, de filiação e fraternidade. É ela que toca o mais profundo de nós, antes mesmo da nossa origem. Se quisermos defini-la teremos de dizer que ela é, como família autêntica, um conjunto invisível de exigências funcionais que fazem funcionar e interagir os membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transaccionais . Melhor dizendo, mundiaisA ela chegamos, a ela pertencemos, nela habitamos, nela nos tornamos homens e mulheres.

 
Assim, a família deverá ser encarada como um todo. Como tal, ela integra os contextos mais vastos e variados da comunidade em que está inserida.
É da qualidade da nossa vida afectiva que depende o nosso desenvolvimento como pessoas. Ser reconhecido, aceite, amado, faz-nos viver. Para se manter a família una e centro de laços fraternais, não podemos nem devemos aceitar que os habituais fazedores de medidas “fracturantes” lhe injectem conceitos germinadores da sua destruição. A família é por definição tradicional. Pode aceitar, mas não vê com bons olhos, os seus filhos com “ piercings ” nos lábios, ou na língua. Eles incomodam o beijo familiar e diário, de pais, filhos e irmãos !
Para que haja um todo forte e resistente à destruição de um espaço de afecto e de seres vivos em formação, é necessário que as virtudes do individualismo cedam em prol da unidade que resulta indispensável a uma função de alto mérito social e humano. A continuação da espécie e dos valores. Perante as crises dos parceiros desta união, de um ou de outro, teremos que deixar correr algum tempo. Ele é grande conselheiro. 
É este o maior desafio da nossa vida em casal. Será que o tratamos como tal ?
 
A família hoje, apresenta sinais positivos e negativos a gerarem contradições, fragilidade e tensões, vividas, no dia a dia das nossas famílias. Uma mera sociedade conjugal em profunda mudança, organizada à volta do supérfluo , do fácil e do imediato, da sensação, do individual, do consumo, ou de um conceito meramente materialista do património, pertença da família, um todo, não se admite. Nem se pode admitir. A vida não começou hoje nem vai acabar amanhã ! Viemos de longe e vamos para longe. Introduzir no casamento, conceitos contabilisticos, adequados a uma sociedade por quotas é trair o passado e matar o futuro. É uma visão para aqui e agora! Sem futuro, por destruir o futuro!
Vivemos actualmente um ambiente com perda de referências, inseguro, desconfiado e sem esperança. A descrença transmite-se ao compromisso assumido, á estabilidade, e na durabilidade do amor. A ideia de que o esforço, a honestidade, o bem comum, não valem a pena ou são impossíveis, ganha corpo. Tudo isto é demasiado perigoso e contagioso.
 
É verdade que a família já atravessou contextos económicos, sociais e culturais, muito diversos e adversos. Mas, hoje ainda se apresenta com uma enorme resistência e capacidade de adaptação, aos novos tempos e desafios, o que demonstra a sua força e razão de ser. Mas precisamos de a cuidar, valorizar, dar-lhe voz, dar-lhe espaço. Façamos então por isso. É este o caminho do futuro. A família é o alicerce sobre o qual estão construídas a estabilidade e a segurança para todos os seus membros. E para toda a sociedade, também. O poder político não pode esquecer esta verdade, nem ignorar a enorme utilidade da existência em permanência, de um ministério da FAMÍLIA. Com qualquer partido ou governo. A acção social é importante, mas a família é muito mais. Com a família acarinhada e protegida, em muito ela poderá aliviar as outras necessidades sociais .           António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 16:02
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