Segunda-feira, 30 de Junho de 2014

MODELOS DE FUNÇÃO PÚBLICA

 

 Origem – Wikipédia, Enciclopédia Livre

 

Na EUROPA,

Existem basicamente quatro modelos de gestão da administração pública, o

 

- modelo nórdico (Dinamarca, Finlândia, Suécia, e Países Baixos), o

 

- modelo anglo-saxão (Reino Unido e Irlanda), o

 

- modelo renano ou continental (Áustria, Bélgica, França, Alemanha e Luxemburgo) e o

 

- modelo mediterrâneo (Grécia, Itália, PORTUGAL, e Espanha).

 

Fora da Europa, países de colónia inglesa quase em sua totalidade adotam o modelo anglo-saxão. Na América Latina a preferência é o modelo mediterrâneo, a exemplo do Brasil. Na Ásia, especialmente no Jaão e na Coreia do Sul adotam um modelo semelhante ao renano e ao mediterrâneo.

 

- Modelo mediterrâneo

O modelo mediterrâneo é mais focado no sistema de carreira, caracteriza-se pelo baixo status do funcionalismo, forte intervenção da política na administração e níveis elevados de proteção ao emprego.

- Modelo nórdico e anglo-saxão

O modelo nórdico e anglo-saxão são semelhantes com algumas diferenças, é mais focado no sistema de emprego, adota o alto status do funcionalismo público, baixa intervenção da política na administração, níveis elevados de empregabilidade e seguro-desemprego. Em relação aos níveis de emprego, os modelos nórdico e anglo-saxão apresentam níveis elevados, sendo o nórdico melhor para a redução das desigualdades. No caso nórdico, é adotada uma alta descentralização e independência dos serviços (modelo de agência).

- Modelo renano ou continental

O modelo renano apresenta um meio termo, adota elevado status do funcionalismo público com alta interferência de sindicatos, que são considerados uma categoria especial.

publicado por luzdequeijas às 16:50
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FUNCIONALISMO PÚBLICO EM PORTUGAL

 

Os bons trabalhadores devem ser compensados, tenham ou não cargos de chefia, mas esse princípio não chega para aumentar, ou manter, salários nas empresas em dificuldades. Também não devia chegar, na Função Pública de um País com grandes dificuldades, de toda a ordem, nomeadamente financeira.
Quer queiram, quer não, Portugal não pode ser considerado como se fôssemos dois países diferentes, portanto, desligados um do outro! O público cheio de privilégios intocáveis e outro, o privado, num “salve-se quem puder”!

- O gestor público tem mundialmernte como função gerir, administrar de forma ética, técnica e transparente a coisa pública, seja esta órgãos, departamentos ou políticas públicas visando o bem comum da comunidade a que se destina e em consonância com as normas legais e administrativas vigentes. Baixos vencimentos, grande estabilidade laboral.

- O gestor privado mundialmente é fortemente responsabilizado pelos resultados obtidos tendo, por norma, um conhecimento sempre atualizado em todas as matérias do mundo laboral, social e da sua competitividade, também das melhores formas de uma liderança inovadora. É, em regra, muito bem pago, mas enfrenta normalmente acentuada instabilidade de emprego.

 

Em Portugal a estabilidade de emprego é escandalosa na nossa Função Pública, e os seus vencimentos são aqueles que monstram valor médio muito mais elevado. Não há diferenciação remuneratória, entre a qualidade laboral dos trabalhadores!

 

- Ao nível de profissionais executantes na função pública mundial, têm grande estabilidade laboral (uma vida um emprego) mas nível de vencimentos mais baixos.

- Relativamente aos executantes do setor privado, suportam altos níveis de produtividade e atualização profissional, bons vencimentos e uma forte instabilidade de empregado (médias de 7/8 empregos por vida)

 

Em Portugal a estabilidade de emprego na função pública é de cem por cento, e a média dos seus vencimentos é a mais elevada! Os trabalhadores são igualmente recompensados, ao contrário do privado.

  

Qualquer Constituição Política só pode ser respeitada pelo povo, quando ela respeitar o povo no seu conjunto. Ter em si mesma, privilégios para a Função Pública e, por outro lado, esquecer a atividade privada, ou melhor, só se lembrar dela para pagar as dívidas do Estado e aos funcionários públicos, não é nada abonatório de um documento com espírito agregador. Simplesmente nada! Regimes deste tipo (serviço público dominante), só no antigo “Bloco Soviético”. Viu-se no que deu!

 

 

Apesar disso, temos uma FUNÇÃO PÚBLICA com o Modelo Mediterrâneo, (níveis elevados de proteção ao emprego) e ao contrário do Modelo escolhido, com altos vencimentos face ao setor privado!.

 

publicado por luzdequeijas às 15:58
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Domingo, 29 de Junho de 2014

A CONFIANÇA NO FUTURO, EM 2009

 

A nossa economia está morta. Essa é a realidade, mas, por muito que nos custe, o governo pinta o contrário. Este é o resultado da sua governação, ainda muito pouco influenciada pela crise “subprime”, e enquanto o preço petróleo não disparar de novo. Depois, será o fim! Isto é realismo, não é pessimismo.

Neste meio tempo em que “propagandeamos melhores resultados do que os grandes países da UE” (?), a bolsa portuguesa apresentou nos últimos 12 meses, um índice de – 51%, o pior ano de que há memória! Fecham 30 a 40 lojas por dia em Portugal e nem as lojas dos chineses escapam! Lisboa é o paraíso dos passaportes falsos! Hotéis fecham por falta de ocupação, 20 empresas públicas devem 17,4 mil milhões de euros! A Função Pública é aumentada 2,9%! e abundam os "Certificados" das Novas Oportunidades, que ninguém vê|

O rol é negro e muito extenso e terá sido esta realidade que terá levado o governo a fazer com que Portugal seja o pioneiro a certificar mortes sem recurso a papéis! Os óbitos serão atestados apenas por via eletrónica! É a primeira mudança em cem anos e revelará, com rigor, de que morrem os portugueses! Morrem, mas ao menos conhecemos a causa da sua morte, salvo, nos que morrem para não enfrentarem o futuro!

Tudo isto cheira a sadismo puro. Não seria muito melhor ninguém saber do que morreu alguém? Provavelmente, sim.

Enfim, é o “Choque Tecnológico “ possível. Quem sabe, se com tal sistema, não seria possível detetar a causa da morte da nossa economia? Que ela já não respira, é um facto! Só não foi enterrada ainda, para se poder dizer que a culpa é de quem vier a seguir!

Por último fica a pergunta: Porque será que os comentadores de serviço têm medo de dizer a verdade sobre o estado do País? Medo de quê e de quem? A campanha eleitoral continua!

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:58
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SENTIMENTOS À MISTURA

 

A esperança, combina normalmente com o desejo e a expetativa. Ela é a melhor vacina contra o desânimo e contra a possibilidade de invasão do egoísmo, porque apoiados nela, nos dedicamos à construção de um mundo melhor. A perda da esperança endurece os nossos sentimentos, enfraquece os nossos relacionamentos, deixa a vida cor de cinza e fá-la perder parte do seu sabor.

Porém, todos os dias somos atingidos por inúmeras situações e sentimentos que nos podem desesperar. Como conseguir dominar tanta emoção junta? Como conseguir dominar o desespero? E as mágoas? Enterram-se. Não servem de nada, consomem tudo. Devemos evitar o ressentimento, o ódio, as vaidades reprimidas.

Para encontrarmos a esperança é necessário irmos além do desespero ou do desânimo? Ganha essa luta, chegamos ao fim da noite escura e encontramos a aurora. Com ela, abrandámos o desejo e dominámos a espetativa.Será isto bom ou mau? Para vivermos com esperança, tudo pode ser válido se respeitarmos os outros.

publicado por luzdequeijas às 12:57
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Sábado, 28 de Junho de 2014

A CULPA É DE TODOS ….

 

MAS ….

O desastre de Castelo de Paiva podia ter sido evitado? Sim podia, o desastre de Castelo de Paiva foi uma grande imprevidência. No momento da assunção de responsabilidades, o ministro do Equipamento Social demitiu-se, sendo tal óbvio em democracia. Acontecido o desastre, muitos foram aqueles que queriam a cabeça de mais responsáveis, desta vez queriam a cabeça dos técnicos responsáveis;

Depois de burro morto, cevada ao rabo.”

A questão que pessoalmente se coloca é saber se todos nós nos devemos sentir isentos de culpas? O desastre foi brutal e de consequências humanas trágicas! Toda a gente comentava que a ponte estava mal há muitos anos e alguns dos responsáveis técnicos haviam sido nomeados, pouco tempo antes! Para os media o que conta é a imagem, a emoção e o sensacionalismo. Notícias sem impacto óbvio, são repetidas dezenas de vezes ao dia. Outras, que seriam de grande interesse público, mas, como as “pontes”, continuam de pé, perdem-se no infinito dos tempos. As obras espetáculo, sem utilidade comprovada, são inauguradas com música e foguetório. Nem uma palavra sobre o seu interesse público, nem sobre o impacto que terão no “défice anual do Estado” ou sobre as implicações para a vida dos cidadãos, durante vinte ou trinta anos a pagarem impostos desumanos! E o país a ficar na bancarrota.

Vai daí, para descargo de consciência, sai um cartão vermelho para quem estiver no poder… Elegendo-se, assim, os responsáveis das calamidades públicas! Os “Bodes Expiatórios!

Em época de eleições, os políticos que nada viram, nem nada alertaram, aparecem agora a esbracejar indignação gratuita a toda a hora, nos telejornais e na imprensa. Clara, está em causa a sua continuidade no “bem-bom”.

Atualmente é ver sindicalistas, professores, pais etc., a barafustarem contra o “Cimianto” nas escolas e noutros edifícios públicos! Na sua grande maioria, existem lá há várias dezenas de anos e com o “cheirinho” a votos, tudo serve para desancar políticos que não tomaram tais opções e que estão de “mãos atadas”, sem dinheiro para nada.

É por tudo isto que somos todos culpados! Quanto mais não seja, por que somos todos nós, que metemos o “voto na urna” para eleger gente que não conhecemos de lado nenhum! E, por essa via do voto, nunca denunciamos aqueles que destroem o país, e permitimos, até, que continuem a discursar como se nada fosse com eles!

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:37
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PRIMÁRIAS NOS ESTADOS UNIDOS

 

Quando falamos em primárias, o mais certo é vir-nos à memória as complexas eleições para a Presidência dos Estados Unidos, com votações que se estendem por vários meses e expressões como “Super Terça-feira”, mas a verdade é que a ideia não está assim tão distante do continente europeu como se pode pensar.

As diferenças na execução são enormes, é certo, mas a ideia é mais ou menos a mesma: alargar o universo dos cidadãos que determinam quem é o candidato mais bem posicionado para vencer umas eleições ou assumir a liderança de um partido.

Depois de António José Seguro ter proposto que o futuro candidato a primeiro-ministro pelo Partido Socialista (PS) seja escolhido por “militantes e simpatizantes”, os esclarecimentos sobraram para as mãos de Maria de Belém Roseira. A sua tarefa é “recolher os regulamentos de eleições primárias semelhantes já realizadas em França e em Itália e a realizar em Espanha”, disse o secretário-geral do PS.

A julgar pelo que acontece há mais de 170 anos nos Estados Unidos, e nos tempos mais recentes em França e Itália, a tarefa do PS português lança algumas questões para as quais ainda ninguém tem respostas claras. Será possível votar nas primárias do PS quando se é, ao mesmo tempo, apoiante do PSD? Quanto vai custar – e quem vai pagar – a organização de um ato eleitoral que pode ter mais do que uma volta candidatando-se três, quatro, cinco ou mais figuras do partido?

Nos Estados Unidos há várias soluções, consoante os estados – a maioria promove eleições primárias com o envolvimento dos governos locais, mas em alguns a escolha é organizada pelos próprios partidos, nas suas próprias secções. Em quase todos os estados, a vontade dos eleitores é obrigatoriamente respeitada pelos delegados que votam nas convenções nacionais, mas noutros, essa primeira votação passa depois por vários filtros (delegados de condado, que depois escolhem delegados estaduais, ou outros).

Mas há uma regra de ouro quando as primárias são abertas (as que permitem a participação de todos os cidadãos): quem vota nas primárias do Partido Democrata, já não pode votar nas primárias do Partido Republicano, e vice-versa.

publicado por luzdequeijas às 15:47
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PRIMÁRIAS SOCIALISTAS EM FRANÇA

Defendida ou criticada, a máquina das primárias nos Estados Unidos está tão oleada que já não precisa de responder às perguntas que tiveram de ser feitas mais recentemente em países europeus como França ou Itália.

Em 2011, o Partido Socialista francês organizou, pela primeira vez, umas primárias abertas para a escolha do seu candidato à Presidência da República. Para além da diferença no tempo de preparação – a proposta foi aprovada em Outubro de 2009 e a escolha foi feita dois anos mais tarde –, as primárias do PS francês tiveram duas voltas e cada eleitor teve de assinar uma declaração em defesa dos valores da “liberdade, igualdade, fraternidade, secularismo, justiça, solidariedade e progresso”, para além de pagar uma contribuição no valor mínimo de um euro.

Em Itália, o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, é um dos mais experientes nas primárias. As últimas realizaram-se a 8 de Dezembro de 2013, contaram com três candidatos e foram dominadas pelo actual primeiro-ministro, Matteo Renzi, que obeteve 67,6% dos votos.

As primárias do PD italiano começaram com uma eleição em que apenas votaram os militantes do partido; depois, os candidatos que receberam mais de 15% dos votos (ou, neste caso, os três mais votados) defrontaram-se em eleições primárias abertas a todos os italianos com mais de 16 anos de idade, mediante o pagamento de dois euros.

A julgar pelo que foi dito até agora, as primárias do PS não serão abertas, isto é, não poderá votar qualquer eleitor português, mas apenas os “militantes” e os “simpatizantes” – as primeiras primárias abertas em Portugal foram organizadas pelo partido Livre, para umas eleições europeias. .

Segundo os estatutos do partido, “é membro do Partido Socialista quem, aceitando a Declaração de Princípios, o Programa, os Estatutos e a disciplina do Partido, se inscreva como militante e seja aceite pelos competentes órgãos”, e é simpatizante “qualquer pessoa que se identifique com o Programa e a Declaração de Princípios do Partido Socialista”, podendo “solicitar o seu registo no ficheiro central de simpatizantes do Partido Socialista, organizado pelo Secretariado Nacional, nos termos definidos no Regulamento de Militância e de Participação.”

 

publicado por luzdequeijas às 15:39
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A CIDADE E OS CAMPOS

Podem chegar momentos de grandes catástrofes, em Portugal ou em qualquer outro País, e é precisamente nestes momentos, de total desespero, que vem o apelo mais profundo:

REGRESSAR À NOSSA ALDEIA

Foi justamente esse sentimento que assaltou milhares de haitianos, perdidos e profundamente amargurados na tragédia que se abateu sobre este pobre povo. Alguns relatos arrepiam e mostram à saciedade que ninguém está a salvo duma tremenda desgraça. As origens e causas podem ser as mais variadas como; o bloqueio de uma cidade por desordens naturais ou de ordem cívica e económica. A água não chega à grande cidade, nem o abastecimento regular e, só por isto, a vida nela pode torna-se angustiante e medonha. Uma grave convulsão social trás as pilhagens, a total insegurança, que pode atingir irremediavelmente a ordem e a segurança tidas como garantidas. A cidade vira, de um momento para outro, uma verdadeira selva. Acontecem estas e outras situações arrepiantes, constantemente, em qualquer lugar do mundo. Todavia lá, na aldeia, o ritmo das desgraças e privações, acontece em menor grau, ou mesmo não acontece. A vizinhança funciona, a fonte deita água pura, a segurança é garantida pela distância e isolamento e, até, algumas galinhas não deixarão de pôr os seus ovinhos. Alguma hortaliça, fruta e legumes, que com boa vontade e economia, a todos podem socorrer e valer. A vida é local e os transportes não se apresentam como indispensáveis.

Depois, é destas aldeias, podem acreditar, que continua a irradiar para todos os eixos da vida do País, uma imensa força vital e espiritual. Mesm quando destruídas e abandonadas. Delas, mesmo em ruínas, continua a erguer-se uma força estranha e forte, das gentes antepassadas, como bênção às gentes presentes e futuras. E, deveria ser principalmente por isso, além do muito mais, que elas deveriam estar arranjadinhas, do jeito que sempre foram. Inalteradas, mas bonitas. 

Sem mudanças, tal e qual muitas gerações as viram e nelas viveram felizes. Poderiam ser os nossos hospitais de campanha, o lazer da juventude já perdida e o refúgio, doce, para os momentos mais amargos. Também, para todo o tipo de turismo, ou repouso de gente alquebrada pelas canseiras de uma vida de trabalho e saudosa da sua aldeia.

Vamos pois, dignificar aquilo que nunca nos sairá do pensamento, a aldeia onde aprendemos a ler e a escrever, onde espreitámos o primeiro ninho e vimos os passarinhos nascidos, de bico aberto, esperando alimento dos pais.

Se esta for uma real preocupação da União Europeia, assim poderá ser por toda esta terra de civilização cristã. E, por essa razão, nas nossas aldeias poderíamos dar guarida e apoio a gente em desespero como foram, anos atrás, as crianças, idosos e adultos haitianos, ou poderão ser outras, mesmo na nossa terra. Amanhã, poderá ser a nossa vez, a vida só tem razão de ser, quando todos tivermos de mãos estendidas e sorriso aberto, para aqueles que estiverem em desespero. Também para comungar os momentos bons e felizes da vida em vizinhança, na quietude da nossa aldeia.

publicado por luzdequeijas às 15:11
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014

LIVRES, SAUDOSOS E INDEPENDENTES

A Arte de Ser Português -

 

Teixeira de Pascoaes

 

Era uma vez um Portugal com portugueses que Teixeira de Pascoaes viu, e no-lo mostrou pelo texto deste livro tal qual ele o observou, fundado na glória da sua história, refletido pelas suas figuras maiores, pelos seus poetas, nas virtudes de ser português e nos seus defeitos, sintetizando que para sermos o Português que vira nesse projeto, era preciso arte.

( … )Ora, aqui, o poeta despe a sua pele para vestir uma outra e assim se misturar no povo, para ele próprio conhecer melhor o Portugal que no fundo apenas ele via ao ritmo dos sentimentos sangrados do seu coração.

Convirá que seja feita uma referência ao saudosismo de origem Sebastianista dorida e aventureira, que originou um movimento literário na primeira década do velho século. A revista “Águia” tornou-se no elemento nuclear e de difusão das ideias do grupo de poetas que nela escreviam, e o mentor, Pascoaes, reconhecia esse saudosismo como o motor da produção literária poética.

Mas aquilo que Portugal é, já o era em 1920 quando das primeiras publicação deste livro e até muito tempo antes. Um Portugal brando, de vil tristeza, mártir da inveja que sucedeu à cobiça, preocupado em manter a grandiosidade perdida, que não se afastou nem se aproximou daquilo que poderíamos ser e que é sublimado por este livro. São estes os defeitos que reunidos num outro sub-capítulo, o autor apontam como aqueles da Alma Pátria, rematando com o vício que atualmente é mais agitado como bandeira: a Imitação. A imitação de que os outros (aparentemente) farão de bom…

«…Quanto a estas qualidades, são as próprias da raça que devemos cultivar. Não há maior erro que a pretendida substituição das qualidades próprias por aquelas que admiramos nos outros povos.».

Este Portugal que mostra a sua feição real nos dias que correram e que correm, não conheceu este livro, ignorou a nossa alma pátria porque não se confrontou com ela em todas as ações diárias materiais e espirituais, e cujas virtudes nos poderiam ter catapultado para o lugar onde Viriato, D. Afonso Henriques, Nuno Álvares, Vasco da Gama, Camões ou Fernando Pessoa se encontram.

Viremos então os olhos para o futuro pois como já vimos a Alma pátria existe em matéria e alma, e está alicerçada. Acreditemos pois, livres, saudosos e independentes.

(é muito bonito falar, não é?)

publicado por luzdequeijas às 19:27
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A MEMÓRIA QUE TEMOS

Somos a memória

que temos,

e a responsabilidade que assumimos,

Sem memória não existimos,

sem responsabilidade talvez não mereçamos existir,

 

José Saramago

publicado por luzdequeijas às 19:03
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TAMBÉM QUIS ACREDITAR

ASSALTO VERGONHOSO À ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE QUEIJAS

Com a participação da “Primeira-dama” de QUEIJAS

 

IP: 77.54.210.124) disse sobre UM COMENTÁRIO DE GENTE DECENTE na Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010 às 23:23:

   Estou incondicionalmente consigo no que respeita á ACQ, fundada por si, que a smais

Estou incondicionalmente consigo no que respeita á ACQ, fundada por si, que a sua força levou a existir por muitos anos, mas não os suficientes para valorizar Queijas. É que não temos mais nada. Agora não temos nada. Apenas um pavilhão onde se fazem uns jogos quando é preciso.
Mas, por favor, nem todos os autarcas são iguais. Em Queijas há gente de muito valor, outros de somenos importância. Há os que se importam e palmilham ruas á procura do que se deve fazer, há os que trabalham na sombra, mas trabalham, e há, como em todo o lado, os que não se dão ao incómodo de se misturar com o povo. Usam gravata, não têm as mãos sujas, fazem o trabalho de gabinete. E há aqueles que dentro dos gabinetes se preocupam, tentam aflorar as necessidades dos fregueses, interessam-se, mas, não estão muito bem informados.
Não sabem, por exemplo, que em Queijas não há uma escolinha de artes, para as nossas crianças, não há um centro onde as pessoas se possam encontrar, trocar valores, até ajudar quem precisa de uns minutos de atenção. Não há uma escolinha de dança, tão útil para a postura. Não há um quartel de bombeiros decente, não há um centro de saúde, prometido a si há tantos anos (eu estava lá), não há um aproveitamento das zonas verdes com parques para as nossas crianças, não há uma casa para convívio de idosos úteis e válidos, sem ser no centro paroquial, a pagar. Não há em Queijas uma fiscalização aos jardins que se espraiam pelos passeios de forma a termos de nos desviar para não levar com os ramos na cara. Não há uma fiscalização sobre as pessoas, mal-educadas que levam (continuam a levar) os cães para os cafés. Nem há quem se importe com os dejectos dos animais de grande e pequeno porte, á porta de quem se preocupa com o asseio e vai limpar. Não há quem decida verificar o que estão as lojas da JFQ a fazer no mercado, sem vida (pelo menos uma) á espera do S.Miguel para se fazer uma exposição de qualquer senhora de mais importância de Queijas. Não há quem incentive e motive as pessoas a fazer uma marcha, uma exposição, porque não há bailes mensais, para menos de 80 anos, por exemplo. Vamos para onde? Ficamos em casa, agarrados ao computador? Talvez que a população válida possa ajudar a acordar a população adormecida. Ninguém se importa senão com o ordenado ao fim do mes.
A ACQ era, embora não para todos, a única coisa que motivava as pessoas a criar. Tenho muita pena por o nossa PJ não ter reparado no valor que a ACQ tinha para alguns. E, que podia estender-se a muitos mais. Assim, morre na praia.·
Mas nem todos são iguais. Alguns autarcas têm muito valor. Talvez não possam é demonstrar esse valor. Mas eu acredito em alguns, acredito que eles vão acordar desse sono letárgico e vão empreender coisas que nos vão espantar, a despeito de todas as contrariedades que os outros possam querer pôr-lhes no caminho.·
Temos de acreditar em alguém. Eu acredito. E acredito que os nossos autarcas não vão deixar cair a ACQ, mas, se for para continuar com os mesmos dirigentes, então vale mais cair. As provocações acabam por cair em cima de quem as faz. Um dia as pessoas acordam e a nossa PJ, pode ser novo, mas não é parvo. Também o Dr. Isaltino é um homem inteligente. Ele sabe e se não sabe vai ficar a saber, quem é que fez isto e porquê. Eu confio no nosso PJ, acima de tudo sei que é honesto, recto e não vai corroborar com artimanhas de despeitados. Confie nele. Eu confio!

 

publicado por luzdequeijas às 18:57
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2014

RELÓGIO DE SOL EM QUEIJAS

 

Desde remotos tempos o homem, ao observar o Sol, percebeu que este provocava a sombra dos objectos. Ao fazer estas observações notou que ao longo do dia o tamanho destas sombras variava. O homem primitivo, primeiramente, usou sua própria sombra para estimar as horas (sombras moventes). Logo depois viu que podia, através de uma vareta fincada no chão na posição vertical, fazer estas mesmas estimativas. Estava criado o pai de todos os relógios de Sol, o famoso Gnomo. Ao amanhecer a sombra estará bem longa, ao meio dia estará no seu tamanho mínimo e ao entardecer volta a alongar-se novamente.

É exactamente um Relógio de Sol, que Queijas tem (tinha) no espaço exterior do Mercado. Nas variadas escolas existentes nesta vila, os seus alunos deveriam ser acompanhados e despertos para esta descoberta histórica. Não, nunca ninguém viu tal acontecer. Razões, serão várias: Desde culpa das próprias escolas e da autarquia local (entretanto extinta), até ao desprezível estado de conservação em que se encontra aquele espaço! Mais ainda, a inimaginável falta de sentido de oportunidade que levou a Junta, de então, a colocar uma caixa de saltos em “Skate” mesmo junto do nosso “gnomo”. Claro foi um convite para a sua destruição e degradação! Hoje, nem gnomo, nem skate, nem autarquia local. Haverá, como sempre há culpados! Parece no entanto, que mais uma vez a "culpa vai morrer solteira"! O povo também tem as suas culpas, não fora isso teria votado em alternativas democráticas e nunca o fez! Tem pensado que algumas figuras por si "próprias endeusadas", fazem obra por amor ao "ofício", ou seja, quando lhe apetece e foi deste modo que esta, que foi uma freguesia, hoje nada é? Por um acaso, Queijas continua VILA, mas quem foi o pai desta elevação, ninguém sabe, pois só há um que faz obra. Assim, foi indo a ex-freguesia de Queijas, entregue à incompetência, até não ser nada, novamente! 

publicado por luzdequeijas às 19:21
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O POVO E OS TIRADENTES

A execução de Tiradentes e a exposição pública do seu corpo! O povo, cego na sua ira, mata o mais próximo que encontrar pela frente, ou o mais pobre, deixando inocentes os verdadeiros criminosos. A DEMOCRACIA TEM muitos defeitos, vejamos um caso da história brasileira. O povo ajuda? Bom, nada é perfeito neste mundo, a democracia e a política têm  muitos defeitos, traduzidos por exemplo: no “paga o justo pelo pecador." 

 

Tiradentes esquartejado (Pedro Américo, 1893). Tiradentes, o conjurado de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento, sendo a sentença executada publicamente a 21 de abril de 1792 no Campo da Lampadosa. Outros inconfidentes, haviam sido condenados à morte, mas tiveram as suas penas reduzidas para degredo, na segunda sentença. A casa onde ele viveu foi destruída.

O povo, cego de desespero, liquida o mais próximo que encontrar pela frente ou, o mais pobre e desprotegido, deixando inocentes os verdadeiros causadores do seu sofrimento. Há casos destes na atualidade!

publicado por luzdequeijas às 13:04
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014

DIGAMOS TODOS, NÃO

 

Àqueles que em vez de estudarem andam todo o ano em manifestações de rua, gastando o nosso dinheiro. Não, aqueles que, despudoradamente, fazem buzinões, manipulados por partidos e sindicatos.

Não, àqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou aos muitos outros que nos aparecem nas televisões, sistematicamente, a exigir serem ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir.

Ouçam-se as vozes da gente simples que vêm das famílias, dos vizinhos, das igrejas, dos pequenos clubes, das coletividades, das associações, dos ranchos folclóricos, dos dadores de sangue etc. São todas estas, e muitas mais, as vozes que ninguém ouve e precisam ser ouvidas.

Mas cuidado com as vozes dos que dizem representá-los.

Essas, estão contaminadas! As redes que por aí andam são a fingir. São as vozes desta gente anónima, que não fala nos telejornais, que derrubam os governos. Embora não pareça. Explique-se à população que é mentira haver, entre outros, sistemas gratuitos como a educação e a saúde. Publiquem-se nos jornais, em linguagem simples, os números astronómicos que os portugueses pagam por eles. As contas, são fáceis de fazer, se não estiverem falseadas. É dividir a soma astronómica paga pelo Estado pelo número de contribuintes. Igualmente, pois todos se servem igualmente do “bodo aos pobres”. Ficamos a saber, os números que os portugueses pagam para gáudio das corporações.

Pagam, e têm péssima qualidade no ensino, atrasos de anos na justiça e nos transportes, longas listas de espera na saúde etc., e cada vez estão a viver pior.

Pagam, quando liquidam os seus muitos impostos, que podiam ser bem mais leves.

Para permitir melhor compreensão dos factos, diga-se quanto custa cada aluno ou cada doente, ou cada julgamento ao erário público.

Assuma-se criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais. Permita-se que ao lado do público funcione o privado, sem medo. Não se privilegie nem um nem outro. Inverta-se o modo de financiamento, entregando o dinheiro aos utentes (ou sua família), em vez de se financiarem as instituições.

Democracia é isto. É pôr as pessoas a decidir todos os dias onde se deve gastar o seu dinheiro.

Fazerem-nos pagar altos impostos e depois gastarem o dinheiro em opções erradas, é não dar ao povo a possibilidade de participar na democracia, muito para além do voto amestrado. Muito para além do candidato que lhe querem impingir.

 

publicado por luzdequeijas às 18:38
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O EFEITO DA DEMORA

 

A demora, por si só, não é hesitação. É demora. E a demora trava o impulso e redobra a inércia. Tudo o que se adia custa mais a fazer - ou não se faz.
É no estado de graça - que não é mais do que o choque dos adversários e a expectativa dos apoiantes - que se tem de decidir. Romper, avançar, demonstrar firmeza e consistência. Passado o efeito do knock out, o adversário recompõe-se e os apoiantes desiludem-se se não houver o golpe final. Não existe melhor oportunidade de vencer do que quando o adversário está encurralado e atarantado e a claque se une ao pugilista na sua luta porque acredita na sua força e confia, temporariamente, que o combate não está combinado.
Repete-se, a agenda: auditoria imediata das contas públicas e publicação rápida dos «
desvios» detetados e dos abusos; substituição imediata dos dirigentes e agentes faltosos; e responsabilização judicial dos dirigentes e agentes corruptos e prevaricadores. No boxe, não pode, nem deve haver hesitações.

publicado por luzdequeijas às 16:21
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Terça-feira, 24 de Junho de 2014

A IMPORTÂNCIA DO DÉFICE ORÇAMENTAL

Enviado por Valéria Maniero - 

22.01.2014

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12h51ANÁLISE/EUROPA

 

Só 12 dos 28 países da UE mantêm dívida no limite permitido

 

A boa notícia divulgada hoje sobre a Europa é que a dívida da zona do euro caiu pela primeira vez desde 2007, o que tem de ser comemorado mesmo porque a região enfrenta anos de crise, com efeitos no mercado de trabalho e no crescimento econômico dos países. Segundo a agência de estatísticas, a Eurostat, a dívida passou de 93,4%, no segundo trimestre do ano passado, para 92,7% entre julho e setembro. Ainda está mais alta, no entanto, que no terceiro trimestre de 2012 (90%) e bem acima do limite previsto nas regras da União Europeia (60%). 

Entre os 28 países membros da UE, apenas 12 têm dívida abaixo desse percentual de 60%, de acordo com os números da Eurostat. São eles: Suécia, Finlândia, Eslováquia, Romênia, Polônia, Luxemburgo, Lituânia, Letônia, Estônia, Dinamarca, República Checa e Bulgária. 

O número médio de toda a zona do euro está melhor, mas quando a gente olha por país, os dados indicam que a situação ainda é preocupante, que o caminho pela frente é longo. Vejam só o gráfico abaixo. A Grécia (EL), sempre ela, com dívida de 171,8% do PIB, está muito longe dessa média de 92,7%. E durante o ano passado, a dívida do país aumentou, o que é pior. No primeiro trimestre, estava em 151,9% do PIB; no segundo, em 168,8%; no seguinte, subiu mais três pontos percentuais.

Na lista dos que têm as maiores dívidas ainda aparecem Itália (IT), com 132,9%; Portugal (PT), com 128,7%, que já fez um esforço tremendo; Irlanda (IE), com 124,8%, e Chipre (CY), com 109,6%, países que ocuparam as páginas dos jornais nos últimos anos por estarem sofrendo diretamente os efeitos da crise da dívida na Europa.

Ao contrário do que aconteceu com a Grécia, a dívida de Portugal (-2,6 pontos percentuais), da Itália (-0,4 pp) e da Irlanda (-0,6pp) caíram no terceiro trimestre em relação ao anterior.

E como anda a situação das duas maiores economias da Europa? Alemanha e França conseguiram reduzir suas dívidas/PIB entre um trimestre e outro. Enquanto a da primeira está em 78,4%, mais baixa, a da França está igual à da zona do euro, em 92,7%.

Já a da Espanha (ES) está em 93,4% do PIB e aumentou mais de 1 ponto percentual entre o segundo e o terceiro trimestre do ano passado, segundo as tabelas da Eurostat. 

Na outra ponta, entre os que têm as mais baixas dívidas, aparecem Estônia (EE), com 10%; Bulgária (BG), com 17,3%; e Luxemburgo (27,7% do PIB).

Com a crise, muitos governos tiveram que socorrer bancos, o que fez as contas públicas piorarem. Além disso, passaram a arrecadar menos com a piora da economia. 

 

NOTA: A média das dívidas dos Países da UE é de 92,7%. A dívida permitida por país da UE é de 60%.

A dívida portuguesa está em 128,7% do PIB, logo mais do dobro do permitido pela UE!

Em 2007, já Portugal tinha ultrapassado o valor máximo permitido 60%  (62,7%)!!!!! 

publicado por luzdequeijas às 21:42
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DISCURSO PRESIDENCIAL

 

No discurso de tomada de posse como Presidente da República, Cavaco Silva, em Lisboa, 9.3.2006, afirmou: Todos sabemos que a situação que se vive em Portugal não é fácil. Podemos estar condenados a ser uma das regiões mais pobres da União Europeia. Pior do que isso, ainda não estamos fora do perigoso caminho do retrocesso, de acabar pior do que começámos nesta legislatura. Não tenho dúvidas de que os tempos são difíceis. Mas temos à nossa frente um enorme espaço para o otimismo, que é o espaço da vontade, da coragem e do querer. Tenho orgulho no meu País e na sua História. Por tudo passámos, como Povo. Momentos altos, e até de glória, e momentos de dificuldade e mesmo de angústia. Mas estamos aqui. Quando fez falta – e tantas vezes fez falta – mobilizámos o melhor de nós próprios e conseguimos. Estou certo de que vamos conseguir mais uma vez. Hoje, como ontem, vamos provar que somos capazes de vencer a tirania da resignação e o espartilho do pessimismo. Pela minha parte, estou profundamente convicto de que a nossa determinação é maior do que qualquer melancolia, de que a nossa esperança é mais forte do que qualquer resignação, de que a nossa ambição supera qualquer desânimo. Sei que os Portugueses, tal como eu, não se resignarão a um destino menor. Na história dos povos nunca é demasiado tarde para realizar o sonho e cumprir a esperança. Nunca é tarde desde que saibamos ser fortes e unidos, desde que tenhamos orgulho no que somos e desde que saibamos o que queremos ser.

O que os momentos altos da nossa História nos ensinam é que somos um povo marcado pela insatisfação. Que nos marca a ambição de fazer mais e melhor. Marca-nos a ideia de que somos agentes da História, senhores do nosso destino. Somos um povo capaz de superar as dificuldades nas horas de prova.

O discurso do Presidente – ainda foi entendido dentro dos limites da “concertação estratégica” que ele nunca teve, enquanto 1.º ministro, contudo, um reputado crítico classificou-o como: um pedido elegante do Presidente ao Governo para abandonar o “ Power Point ” e a propaganda e começar a apresentar resultados. O Monstro – está instalado entre nós, vai para trinta anos. Veio para ficar? Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor.

Como matar este monstro? Se quisermos escutar o «País Profundo» todo o tempo será pouco. De resto, ele é uma imensa multidão que paga os esbanjamentos daqueles que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

O povo sente quem o serve e sabe agradecer. Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia, e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu. Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que nela acreditar. Como?

Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela. Nada de “Power Point” Um político tem de ter esse dom. 

publicado por luzdequeijas às 18:58
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OPINIÃO GERAL DA POPULAÇÃO

 

O dom de captar a opinião geral da população, parece nada ter a ver com grandes estudos, mais se afirma como algo que nasce com a própria pessoa. É uma forma intuitiva de sentir aquilo que anda no ar. Isto de sentir o que anda no ar, nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens. Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares. Este, é um caminho que se faz andando. Mas andando depressa e coim modéstia.

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar: Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te. Se não serves para nada, eu não te posso dispensar.

Também é de acreditar que o julgamento popular tem muito que ver com a boa qualidade da informação que lhe for fornecida, de outra forma, para a grande maioria dessa população, que vive quase completamente absorvida pelas preocupações do seu dia-a-dia, esse julgamento pode estar deformado. Assim, sucedem-se injustiças no ato eleitoral. Serão elas fruto de se manter a atenção da população distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais e cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais.

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País! São eles, que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria. São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar! São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar. Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar! São estes milhões de gentes boas, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lóbis, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá. Eles, são Portugal.

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:56
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" AS TRAPALHADAS"

 

Os valores das transferências para os municípios no orçamento de Estado para 2007, não correspondem ao mapa publicado no “ Diário da República”. As autarquias ficam assim sem saber as verbas a que têm direito em 2007. Anteriormente os socialistas chamavam a estes erros de "trapalhadas", agora, voltaram a ser, somente "erros"!

 

O Primeiro Ministro José Sócrates, mesmo beneficiando das alterações aprovadas pela UE no sentido do crónico défice português poder baixar, aos valores recomendados (de menos de 3 %) em três anos, continua com imensas dificuldades em controlar o temido "monstro".

O primeiro-ministro sabe bem que voltar a "aproximar Portugal do nível de vida dos países mais desenvolvidos da Europa", objectivo que definiu na intervenção de Natal do ano passado, depende menos dele e da sua equipa que da sociedade portuguesa e da própria Europa. Por muito optimismo que se queira imprimir à sociedade, há estruturas que não se conseguem mudar, nem em duas legislaturas.

O Presidente da República, seu companheiro e cúmplice nas actuais reformas, enfrentou essas dificuldades nos seus dez anos de Governo. As mudanças que dependiam da actuação legislativa, como foram a reestruturação do sector financeiro, a privatização e a desregulamentação da economia, concretizaram-se. Aquelas que estavam nas mãos do Estado, como a qualificação educativa e profissional de cada um e a organização mais produtiva das empresas e do Estado, falharam. E é destas que depende hoje, como nunca, o desenvolvimento do País. E é nestas que estão hoje centradas as actuações do Governo de José Sócrates.

Todos sabemos que a situação que se vive em Portugal não é fácil. Podemos estar condenados a ser uma das regiões mais pobres da União Europeia. Pior do que isso, ainda não estamos fora do perigoso caminho do retrocesso, de acabar pior do que começámos nesta legislatura.

 

O novo primeiro ministro, José Socrates, tinha sido um dos principais colaboradores na governação de António Guterres. Depressa esqueceu o pântano e o monstro, na sua campanha eleitoral, mesmo tendo ele ajudado a crescer o dito "monstro" e, agora, vai ter que o agarrar, apesar da grande habilidade propagandística da máquina que montou, não vai ser fácil. A vida dá muitas voltas !

 

publicado por luzdequeijas às 15:29
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"UM PAÍS DE TANGA"

O primeiro ministro António Guterres, depois de um mandato bem ao jeito dos socialistas, aumento do consumo e do bem-estar a qualquer preço, consegue ganhar o segundo mandato que almejava, mas sem maioria absoluta.

Entretanto o ex - primeiro ministro Cavaco Silva do alto da sua experiência vinha alertando em declarações públicas para os perigos da “ Despesa Pública”, à qual chamava de “ Monstro”. Não era ouvido e por vezes até era escarnecido !

Começa aqui a sua caminhada de seis anos à frente do Governo, que irá terminar na noite de 16 de Dezembro de 2001, ao demitir-se após a derrota eleitoral do PS nas eleições autárquicas, uma decisão que justificou com a necessidade de evitar que o país, "num momento de crise internacional", caísse num "pântano político". "É meu dever, perante Portugal, evitar esse pântano político", afirmou na altura.      

Ao proferir esta frase António Guterres abandonou o governo e deu origem a novas eleições que viriam a ser ganhas por Durão Barroso.

Os portugueses tinham interiorizado o estado em que estava o país, embora o Presidente da República não o tivesse feito! Não houve dissolução da A. R. em devido tempo!

Durão Barroso recebe um presente envenenado, principalmente quando é obrigado a reduzir o défice público abaixo dos três por cento num só ano, quando ele se encontrava em 4.2 %. Queixou-se então o primeiro ministro Durão Barroso de ter encontrado um país de “tanga” e desta expressão se aproveitou a oposição para denegrir o 1.º ministro e até, aos poucos, banalizar essa verdade e fazer esquecer tal facto, que de resto ainda hoje continua. Desviada assim a sua atenção, os portugueses foram induzidos a procurar os responsáveis no lugar errado.

A ministra das finanças é obrigada a inventar receitas com a venda de bens do Património do Estado, por vezes até, fazendo ótimos negócios. Mas a feroz oposição socialista e comunista, fazem de novo aquilo que sabem fazer, oposição impiedosa, acusando a ministra de estar a    “vender os anéis“. O próprio Presidente da República lembrou que “ há mais vida para além do défice”, insinuando que queria mais do governo mesmo na situação herdada.

publicado por luzdequeijas às 15:11
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VIRTUALIDADES E DEFEITOS DOS MEDIA

 

Não nos pode espantar que, com todo o seu poder, os media estejam cada vez mais no centro do debate público. Ou seja, já não são apenas os veículos da notícia e da opinião, mas também eles se tornaram objeto de uma coisa e de outra. E é claro que, como tudo o resto na vida, os media estão longe de constituírem um sistema perfeito. Muitas críticas lhes são apontadas, mas ao mesmo tempo muitas virtualidades lhes são também realçadas. De tal maneira que, no deve e haver, pode-se indicar um defeito para cada qualidade, e vice-versa, dependendo do olhar mais ou menos crítico com que se encara o seu papel social. Os media têm os seus cultores, assim como os seus críticos ferozes, e é saudável (e positivo para a sua evolução e o seu aperfeiçoamento) que sejam sujeitos a um escrutínio permanente por parte da sociedade, tal como os próprios media também fazem em relação às outras áreas de poder.     

publicado por luzdequeijas às 14:57
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014

VIAGEM AO PASSADO

 

Atualmente, a vida não deixa espaço suficiente para pensamentos românticos, ilusões, sonhos e “mergulhos” na profundidade efêmera do “eu”. O tempo presente, com o seu ritmo rígido e pragmático, é responsável pela formação de um homem novo. Na verdade, o homem de hoje é uma pessoa sem sentimentalismo e perfeitamente capaz de sobreviver e vender-se, com sucesso, numa sociedade de consumo. E já não existe a nostalgia da música do passado, das silhuetas tão queridas ao coração. Mas, quando precisamos de esquecer a realidade e relaxar, desligando-nos da correria do quotidiano, que bem sabe essa “essa viagem ao passado!” É a resposta da natureza à consciência humana.

É claro que todos temos a capacidade natural de perceção do Belo. É tão só questão de a desenvolver. Nesse momento, sentimos a necessidade de uma catarse, do contato com a verdadeira obra de arte.

Então, a fronteira entre o passado e o presente desvanece-se e começa a sentir-se a necessidade de convívio com obras belas feitas pela Natureza ou pelo Homem. Os problemas relativos a meios expressivos, a decisões de composição e à cor passam para segundo plano, tornando-se meros elementos das caraterísticas qualitativas do objeto.

Exemplos de livre circulação de formas e cores podem ser vistos nas obras de El Greco, Velasquez, Rembrandt, e outros clássicos da arte mundial. No entanto, a sua relação com a natureza não expressa a negação da matéria, antes define a sua poesia, conferindo-lhe um significado especial, figurativo.

“O artista, ao criar uma pintura, não cria apenas uma cópia do mundo real, mas, nela, o mundo é muito mais visível do que o real.” Esta afirmação de V. Goethe é baseada em ideias de transferência das qualidades humanas para os fenómenos da natureza.

Dinara Dindarova Pereira    

publicado por luzdequeijas às 20:57
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GORDURA DO ESTADO?

 

Os cidadãos aposentados não são “gorduras do Estado”. Não são, sequer, “despesa” que o governo teria de cortar para não sobrecarregar, ainda mais, os impostos dos portugueses que trabalham. É o Estado que está em dívida para com os aposentados que lhe confiaram, durante a sua vida ativa, com as suas quotizações mensais, as receitas destinadas ao pagamento das suas pensões de aposentação. Compete ao governo, no exercício das suas competências administrativas, tomar as providências necessárias ao respeito por este contrato legal do Estado com os aposentados.

A nossa sociedade está a atravessar uma perigosa crise de valores. Uma crise que todos sentimos nas mais pequenas coisas quando, no dia-a-dia, constatamos que temos de conviver com uma permanente inversão de prioridades.

publicado por luzdequeijas às 19:43
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Domingo, 22 de Junho de 2014

PACTO DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

 

Relatório Elucidativo sobre 2001

Apresentação do Governador Vitor Constâncio do Boletim Económico - Março de 2002, em 30 de Abril de 2002

“A questão mais séria e imediata é a situação das finanças públicas. No ano passado recordei a necessidade de cumprir o Pacto de Estabilidade e afirmei então que : "Esta exigência significa que, mais do que com uma crise económica, o país está confrontado com uma crise orçamental." O que está em causa são os compromissos que assumimos sobre a evolução a médio prazo do défice orçamental. Não existe, como é conhecido, um problema técnico de sustentabilidade das finanças públicas portuguesas. Temos um rácio da dívida em relação ao PIB de 55%, inferior à média europeia e as regras do Pacto de Estabilidade quanto aos défices asseguram que terá que continuar a diminuir.
O respeito pelas grandes orientações contidas no Programa de Estabilidade é essencial à credibilidade internacional da nossa política económica. O agravamento do défice orçamental em 2001 torna a tarefa mais difícil, sendo indispensável um elevado nível de consenso nacional quanto aos objetivos a atingir, sem dramatismos mas de acordo com um sentido de responsabilidade geralmente partilhada relativamente aos interesses do país. Nomeadamente, a referida credibilidade externa requer a manutenção do objetivo de um défice próximo do equilíbrio em 2004 dada a necessidade de darmos visibilidade a um esforço sério de consolidação orçamental. Para reduzir o défice terão que ser tomadas algumas decisões difíceis no sentido da contenção das despesas e evitar quaisquer medidas que possam reduzir as receitas do Sector Público Administrativo. A situação poderá mesmo justificar um aumento de alguns impostos indirectos com efeitos mais imediatos na recuperação das receitas do Estado. 

Todas estas medidas têm, no curto prazo, consequências restritivas que se torna imperioso compensar com um maior dinamismo das exportações, impulsionado pela recuperação económica internacional e pelo redireccionamento da produção para mercados externos. Para possibilitar essa evolução torna-se necessário inverter a tendência dos últimos anos de aumentos salariais superiores ao crescimento da produtividade. Não se justifica propriamente um congelamento salarial, mas precisamos de uma maior moderação dos aumentos salariais. Todos devem ter consciência que, na situação atual, isso é uma condição para manter níveis elevados de emprego e evitar, assim, o agravamento de fatores de exclusão e maior desigualdade na sociedade portuguesa.”

Entretanto (Governos de Guterres) todo o funcionalismo público havia sido contemplado com o ganho de um nível na tabela salarial reportado a um ano de retroatividade, ficando com ganhos salariais superiores aos dos trabalhadores da atividade privada, que, com os seus trabalhadores, pagam os impostos para a manutenção da Administração Pública! Guilherme d'Oliveira Martins, foi o homem que, como ministro das Finanças de António Guterres, foi acusado pelo governador do Banco de Portugal de ter deixado derrapar o défice orçamental, em 2001, muito para além do limite de 3% do PIB imposto por Bruxelas?  Guterres e os seus ministros das Finanças, Pina Moura e, posteriormente, Guilherme Oliveira Martins, ouviram duros e sucessivos recados da Rua do Ouro, sede do Banco de Portugal, num momento em que as finanças públicas nacionais ameaçavam já resvalar. A Comissão recomendou ao Conselho que dirija uma recomendação a Portugal, nos termos do nº 7 do artigo 104º. O Governo português deverá adotar e aplicar todas as medidas necessárias para assegurar que o défice orçamental seja reduzido para um nível claramente inferior a 3% do PIB em 2003 e que o rácio da dívida pública seja mantido abaixo do valor de referência de 60% do PIB

 

publicado por luzdequeijas às 18:20
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014

O MONSTRO E O MAU ALUNO

 

Dentro da União Europeia, no último período em análise, passámos de Bom a Mau Aluno e a exemplo nada recomendável para os países do leste que tiveram ultimamente entrada nesta organização, conforme recomendações expressas da própria UE.

É ponto assente que muitas foram as oportunidades da UE, desperdiçadas ingloriamente por incompetência ou falta de seriedade dos processos. Podíamos e devíamos estar junto dos países da frente, e infelizmente já estamos ultrapassados pela maioria dos novos aderentes.

É hoje ponto assente, que a principal riqueza de um País ou de uma instituição, seja empresa ou serviço público, são as pessoas que nelas vivem e trabalham.

Pelo mesmo diapasão afirmou Cavaco Silva na sua tomada de posse como Presidente da República, num discurso proferido em 9.3.2006: Marca-nos a ideia de que somos agentes da História, senhores do nosso destino. Somos um povo capaz de superar as dificuldades nas horas de prova.

O Monstro – está instalado entre nós, vai para trinta anos. Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?”

Como vamos matar este monstro?

“O Senhor primeiro-ministro afirmou: enquanto não tiver chegado a esperada Revolução Tecnológica (chegará ela um dia?), o país não pode continuar na mesma. Ela só por si, não resolve tudo, e vai demorar a dar frutos.”

 

Se quisermos escutar o «País Profundo», todo o tempo será pouco. Em boa verdade, é uma imensa multidão que paga os esbanjamentos dos que nunca são julgados pela sua desonestidade ou incompetência.

 

publicado por luzdequeijas às 14:42
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UM MONSTRO SEM PAI

 

O Monstro, está instalado entre nós vai para trinta anos. Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto o monstro parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril. Antes havia problemas, mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto-proclamados “Anti – Fascistas”, por terem forçado uma revolução a qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- Os capitães de Abril por terem, de forma absolutamente desonesta, ignorado as hierarquias existentes para se lançarem nos braços de ideologias que não conheciam e que nos conduziriam a uma completa desgraça. Em nome dessas ideologias ignoraram a vontade da maioria do povo.

- Os radicais de esquerda pela falta de respeito que demonstraram ter pela maioria do povo e pela democracia, utilizando métodos absolutamente censuráveis.

- As corporações, pelo egoísmo desenfreado castrador de uma mínima dignidade humana.

Depois, vêm muitos pais, sempre incógnitos, sempre movidos pela ambição e oportunismo, ao que sempre juntaram incompetência.

Por último, mas não menos responsáveis, os partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela selecção dos seus militantes e dos candidatos que nomeiam para servir o povo português. Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade! O País paga o esbanjamento e a incompetência!

Quem tem tal poder tem que ser muito digno e ter a servi-lo pessoas ainda mais dignas e de maiores créditos. Acima de tudo, terem muita isenção.

 

publicado por luzdequeijas às 12:58
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POTENCIAL MAIS BAIXO DA EUROPA

Portugal com o potencial mais baixo da União Europeia.

O crescimento potencial da economia portuguesa está actualmente (2006) ao nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para 2006 e 2007, as previsões da Comissão Europeia não vão além de 1,2 %.  Entre os países da União Europeia Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer.

No documento “Portugal´s boom and bust: “Lessons for euro newcomers” é referido que um erro na estimativa do produto potencial poderá ter estado por trás de alguns erros na política orçamental portuguesa no final da década de 90. Isto porque o governo terá decidido nessa altura, com base em números que mais tarde se vieram a revelar exagerados. Em 2001, por exemplo, o último ano da governação socialista que terminou com a demissão de Guterres, são bem visíveis as dircrepâncias estatísticas. Nos dados apresentados no final de 2002, o défice corrigido do ciclo do ano anterior era de 4,3% do produto. Quatro anos mais tarde foi revisto para 5,5%. O mesmo aconteceu em relação aos últimos anos da década de 90, quando o ministro das finanças é acusado de não ter aproveitado a conjuntura favorável para consolidar as contas públicas. Para 1998, por exemplo, as estimativas do crescimento potencial foram revistas de 3,2% para 2,8%.

Estes erros estatísticos e outras decisões pouco acertadas, ajudaram a encaminhar a economia portuguesa para uma situação difícil de resolver. Contas públicas desequilibradas, endividamento excessivo das famílias e empresas e um elevado défice da balança corrente foram as consequências para as quais o documento da Comissão Europeia pretende alertar. 

publicado por luzdequeijas às 12:31
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A SINA DOS PORTUGUESES

Não chega ir mudando de partido no qual se vota. Por vezes é preciso  parar, pensar e, sem perder qualidade democrática, unir esforços entre os vários partidos, num esforço conjunto para salvar Portugal e os portugueses de um fim triste, e dar as mãos. Dizer mal, qualquer um diz ....

Em 2006 o Desemprego e as Dívidas levam os portugueses a continuar a procurar melhor sorte noutros países. O Instituto Nacional de Estatística ( INE ) diz que, em 2006, 30 mil portugueses fixaram residência por mais de um ano noutros países, mas a Igreja católica e os sindicatos dizem que, neste ano, foram mais de cem mil os cidadãos lusos a procurar emprego e melhor sorte além – fronteiras, o que corresponde a um aumento de 20 por cento em relação a 2005.

Será ainda preciso não esquecer os milhares de portugueses que têm contratos sazonais, os muitos milhares que estão ilegais e os milhares que trabalham em Espanha, indo ao domingo e vindo à sexta-feira! São explorados, trabalham e vivem em “péssimas condições”, comparáveis às que se viviam nos anos 60 e 70 do último século.

O destino preferido está a ser o Reino Unido, que o ano passado acolheu cerca de 40 mil portugueses e onde, os últimos dados, indicam que a comunidade lusa nas ilhas britânicas já deve passar as 400 mil pessoas.

Com encerramento de consulados e embaixadas, as comunidades lusas nunca no pós 25 de Abril estiveram tão esquecidas pelo governo português como agora, e tal problema irá ser abordado na reunião do próximo Dia Mundial do Migrante e Refugiado.   

publicado por luzdequeijas às 12:09
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2014

ANTES E DEPOIS DOS CRAVOS

Fomos a última geração a ser incentivada para se:

“ Produzir e Poupar”.

As seguintes foram incentivadas para recorrerem ao crédito, até Portugal atingir o endividamento que é hoje, dos mais elevados e escandalosos do mundo! Alguns acreditaram depois da revolução dos cravos, que o consumismo trazia a abastança ao país. Mesmo sem o País produzir!

Tivemos uma alimentação deficiente e ainda ouvimos falar de “uma sardinha para três”. Não tivemos médicos, nem professores, nem tudo aquilo em que agora se esbanja, para apresentar indicadores de gente rica.

Os professores, os médicos, os juízes etc., que havia, não pensavam nos interesses de classe. Pensavam no serviço público que muito os honrava.

Saímos de casa dos pais cedo, muito cedo, às vezes para muito longe e muitas outras vezes, para nunca mais voltar. Roíam as saudades, mas era preciso poupar para enviar “dinheiro” que assegurasse algum sustento aos país já velhinhos e ajudasse a equilibrar as finanças da mãe pátria, já que ela não nos tinha podido ajudar.

Sempre com Portugal no coração, mesmo sem dinheiro para vir de férias, íamos mandando para cá o pouco que sobrava, ou fazíamos nós sobrar apertando o cinto. Soubemos mais tarde que era esse pouco de cada um e o muito porque éramos muitos, que ia permitindo ao nosso país manter uns senhores doutores a ganhar bem e a dizer que a culpa do estado do país era nosso, porque não tínhamos estudos! Não há melhor universidade que a vida! Os maiores empresários portugueses e do mundo não tinham cursado, mas Deus deu-lhes o dom de saberem reproduzir riqueza! Durante muitos anos fomos mantendo um país, que comia muito mais do que aquilo que produzia e, assim, desequilibrava, anos a fio, a sua balança de pagamentos e as contas do Estado.

Foi com muita amargura que tomámos conhecimento do Relatório Elucidativo sobre 2001

Apresentação do Governador Vítor Constâncio do Boletim Económico - Março de 2002, em 30 de Abril de 2002.

A publicação deste Boletim Económico constitui uma oportunidade para realizar uma primeira apreciação do comportamento da economia portuguesa no ano passado usando os dados por enquanto disponíveis. Um primeiro balanço da evolução da economia permite-me identificar três grupos de problemas que defrontamos neste momento:

 

1) Uma desaceleração da atividade económica, que partilhamos com o resto da Europa, mas que tem factores internos próprios;

 

2) Uma difícil situação orçamental que requer uma redução significativa do défice em pouco tempo;

 

3) Um défice estrutural de competitividade a que temos que fazer face com novas soluções que alterem o lado da oferta da economia, por forma a vencer os desafios que nos coloca o alargamento da União Europeia. 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:49
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Terça-feira, 17 de Junho de 2014

IGUALDADE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Igualdade é a inexistência de desvios ou incongruências sob determinado ponto de vista, entre dois ou mais elementos comparados, sejam objetos, indivíduos, ideias, conceitos ou quaisquer coisas que permitam que seja feita uma comparação.

Especificamente no âmbito da Política o conceito de igualdade descreve a ausência de diferenças de direitos e deveres entre os membros de uma sociedade. Em sua concepção clássica, a ideia de sociedade igualitária começou a ser cunhada durante o Iluminismo, para idealizar uma realidade em que não houvesse distinção jurídica entre nobreza, burguezia, clero e escravos. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para incluir também a igualdade de direitos entre géneros, classes, etnias, orientações sexuais, etc.

Durante a Revolução Francesa, o termo igualdade compunha a palavra de ordem dos revolucionários, Liberdade, Igualdade, Fraternidade. 

No contexto da pós-modernidade, a ideia de igualdade tem sido gradualmente abandonada e preterida pela ideia de diversidade.

Juridicamente, a igualdade é uma norma que impõe tratar todos da mesma maneira. Mas a partir desse conceito inicial, temos muitos desdobramentos e incertezas. A regra básica é que os iguais devem ser tratados da mesma forma (por exemplo o peso do voto de todos os eleitores deve ser igual). Mas como devemos tratar os desiguais, por exemplo, os ricos e os pobres. Se fala em igualdade formal quando todos são tratados da mesma maneira e em igualdade material quando os mais fracos recebem um tratamento especial no intuito de se aproximar aos mais fortes.

publicado por luzdequeijas às 17:05
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LIMITE AO DÉFICE ORÇAMENTAL

A Constituição é um documento que pela sua natureza fixa, tão-somente, os princípios gerais da condução do Estado e os principais valores a ter em conta. Em boa verdade, deles nos distanciamos cada vez mais! Algo, entrou no reino da utopia!

A constituição inclui ainda princípios gerais de boa administração financeira do Estado e dos fundos públicos.

Tal, de nada serviu até hoje?

- Houve algum impedimento à situação grave que estamos a viver, de austeridade e dívida externa?

- Do mesmo modo, de nada serviria a adição de um simples artigo que limitasse o défice na Constituição."? 

- Será que tal faz sentido ou é desejável?

Mesmo tomando em conta algum absurdo que seja introduzir na nossa Constituição uma norma imposta por organismo exterior (UE), faz de facto todo o sentido que esse limite seja lá introduzido. Primeiro para que sejam de todo inconstitucionais tais abusos em contínuo. Depois, para legitimar o acordo que já fizemos com essa (UE) e defender os principais valores a ter em conta.

Quanto ao povo, ele já legitimou a nossa Constituição, tal como legitimou a nossa entrada na União Europeia. Assegura-se assim que a Constituição é a manifestação da vontade popular? A Constituição não pode deixar de ser vista como um sistema de garantias face ao poder, para passar a ser um sistema de legitimação de medidas que o povo sancionou? Como pode, na prática, esta regra funcionar?

Caberia ao Tribunal Constitucional a fiscalização do cumprimento do limite do défice. O Tribunal Constitucional apenas tem poder de fiscalização da constitucionalidade de normas em concreto, não se podendo sequer declarar uma lei inconstitucional na sua globalidade. É verdade, mas na presença de um défice que o governo deixasse escapar, então o respetivo artigo da CP denunciaria a inconstitucionalidade por incumprimento do mesmo.

A quem caberia decidir onde cortar?

Sem dúvida ao governo, mesmo tendo que tenha de optar entre duas ou mais inconstitucionalidades.

Se for atribuído este trabalho ao Tribunal Constitucional estaria em causa o princípio da separação dos poderes? Nada está em causa.

- Passaria a caber ao poder judicial a definição das políticas e a forma como são aplicadas?

- A ação do Governo passaria a estar subjugada a interesses de um órgão que não é eleito pelos cidadãos?

Claro que não. Garantia-se, não ser mais possível continuar-se a somar défices, uns atrás de outros, até deixarmos o país com dívidas para as gerações atuais e futuras. A tudo isso, atribuir-se-ia também aos governos eleitos a responsabilidade pelas “desorçamentações” ditas “PPP”, autênticas fugas para a frente, em matéria de falta de respeito pelas “gerações ditas futuras”. Agora,  mais importante que a inconstitucionalidade dos cortes é, por certo, a existência de uma divida acumulada anos a fio! Por último, chega de austeridade para cima do povo e de dívida para cima de Portugal!

 

 

publicado por luzdequeijas às 13:08
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

DÉFICES ORÇAMENTAIS

 

ESPANHA APROVA REFORMA QUE INTRODUZ  LIMITAÇÃO AOS DÉFICES ORÇAMENTRAIS PÚBLICOS NA CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA. 
Publicado em Sábado, 03 Setembro 2011 11:23

030911_Congreso_de_diputados

Tal como estava previsto, o parlamento espanhol aprovou na sua sessão de hoje a reforma constitucional proposta pelo PP e PSOE para elevar à categoria de “valor constitucional” o princípio

da contenção do gasto público das administrações. A proposta foi avalizada com os votos de PSOE, PP e UPN -direita navarra-. Assim, com 315 votos a favor e 5 contra a emenda ao art. 135.ª passa agora à câmara baixa espanhola.

Os deputados de BNG, ERC, ICV e NaBai ausentaram-se do salão do plenário à hora da votação.


PNV, CiU e IU não participaram na votação, embora durante a manhã o PP e PSOE ofereceram à formação catalam várias opções de reforma que finalmente não aprovaram. Os cinco votos negativos correspondem aos deputados socialistas Antonio Gutiérrez e José Manuel Bar Cendón e aos deputados e deputadas de CC e UPyD.

Assim, mais de três quintos da câmara de Madrid avalizavam finalmente a reforma do artigo 135 da Constituição espanhola.

publicado por luzdequeijas às 15:08
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CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA DE 1978

 

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Exemplar da Constituição conservado no Congresso dos Deputados.

A Constituição Espanhola de 1978 é a actual Constituição Espanhola; é a lei fundamental da organização jurídica espanhola, à qual ficam sujeitos os poderes públicos e os cidadãos da Espanha,1 em vigor desde 29 de dezembro de 1978.2. É consequência de um processo histórico denominado Transição Espanholaque converteu o regime franquista de 1975 numa monarquia constitucional.

A Constituição foi ratificada em referendo a 6 de dezembro de 1978, sendo posteriormente sancionada pelo Rei a 27 de dezembro e publicada no Boletim Oficial do Estado a 29 de dezembro do mesmo ano. A promulgação da Constituição implica a culminação oficial da chamada Transição Espanhola, que teve lugar como consequência da morte, a 20 de novembro de 1975, do ditadorFrancisco Franco, precipitando uma série de acontecimentos políticos e históricos que transformarão o anterior regime franquista num Estado Social e Democrático de Direito, sob a forma política da Monarquia Parlamentar.3

O seu título preliminar proclama um Estado social e democrático de Direito que propugna como valores superiores do ordenamento jurídico a liberdade, a justiça, a igualdade e o pluralismo político.4 Assim mesmo, afiança o princípio desoberania popular,5 e estabelece a monarquia parlamentar como forma de governo.6

A Constituição estabelece uma organização territorial baseada na autonomia de municípiosprovíncias eComunidades Autônomas,7 regendo entre eles o princípio de solidariedade.8 9

Rei é o Chefe do Estado, figura que desempenha funções de natureza eminentemente simbólica e que carece de poder efetivo de decisão.10 Os seus atos têm uma natureza regrada, cuja validez dependerá do referendo da autoridade competente que, segundo o caso, será o Presidente do Governo, o Presidente do Congresso dos Deputados, ou um Ministro.11

separação dos poderes, ideia fundamental no pensamento liberal, é o eixo do sistema político. Na base, a soberania nacional permite a escolha, por sufrágio universal (por todos os cidadãos maiores de 18 anos),12 dos representantes do povo soberano nas Cortes, configuradas com base em um bicameralismo constituído peloCongresso dos Deputados e o Senado. Ambas Câmaras compartilham o poder legislativo, se bem que existe uma preponderância do Congresso dos Deputados, o qual é, aliás, o responsável exclusivo pela investidura do Presidente do Governo, e o seu eventual cesse por moção de censura ou moção de confiança. Porém, tanto o Congresso como o Senado exercem uma tarefa de controle político sobre o Governo mediante as perguntas e interpelações parlamentares.

O Governo, cujo Presidente é investido pelo Congresso dos Deputados, dirige o poder executivo, incluindo aAdministração Pública. Os membros do Governo serão designados pelo Presidente, e junto a ele, comporão oConselho de Ministros, órgão colegiado que ocupa a cúspide do poder executivo.

O Governo responde solidariamente pela sua atuação política frente do Congresso dos Deputados,13 , o qual, dado o caso, poderá destituí-lo em bloco mediante uma moção de censura, que necessariamente incluirá um candidato alternativo que será imediatamente investido Presidente do Governo.

poder judiciário recai nos juízes e no Conselho Geral do Poder Judicial como o seu máximo órgão de governo. O Tribunal Constitucional controla que as leis e as atuações da administração pública se ajustem à Carta Magna.

publicado por luzdequeijas às 14:27
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O BOM JORNALISMO E A RAZÃO

MILAGRES

O PCP não gosta do euro e gostaria de regressar ao escudo. O Bloco, depois de sovas sucessivas, encostou-se à mesma cartilha. É com o PCP (e o Bloco) que o PS gostaria de fazer uma coligação de governo, nas sábias palavras de Alberto Martins ao ”i”. Claro que, para sermos justos, o PS ainda não enlouqueceu completamente: sair do euro não é opção. Por isso é justo concluir que o PS de Martins (e de Seguro), se chegar ao governo, irá seguidamente converter o PCP (e o Bloco se ainda existir) aos rectos caminhos da responsabilidade. Bonito.

De resto, o “pacto orçamental” que o PS assinou pode ser sempre “negociável”. Com quem? Ninguém sabe. E também ninguém sabe onde tenciona o PS ir buscar os 7 mil milhões de “austeridade” até 2019.

Mas não há que desanimar: se é possível convencer o PCP a deixar de ser o PCP, pedir que os 7 mil milhões de euros caiam do céu é um milagre bem menor.

João Pereira Coutinho    

publicado por luzdequeijas às 13:25
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Domingo, 15 de Junho de 2014

UM DEPOIMENTO

Os dois primeiros anos de transição democrática na Espanha pós-franquista foram característicos pelo
acirramento do debates entre os grupos e partidos espanhóis, que permaneciam divididos,questionando-se qual deveria ser o modelo político implantado. A dúvida consistia em estabelecer um regime democrático através de,um processo de reforma ou de ruptura mais brusca, que poderia gerar desordem por parte de uma mobilização de determinados setores da sociedade.
As revistas espanholas Triunfo – de resistência intelectual ao franquismo, sem necessariamente promover uma orientação partidária – e Viejo Topo – posicionada à “izquierda de la izquierda”(da linha seguida pelo PCE-PSUC) – são exemplos de publicações que colocaram em pauta o futuro político espanhol. Assim, o exame de tal material é de extrema importância para a compreensão dos principais desdobramentos da transição, bem como para a análise dos posicionamentos da esquerda espanhola. Assim, o objetivo geral do trabalho é analisar de que forma se deu o debate político acerca do futuro do país, nas páginas destas revistas,

durante os primeiros anos da transição (1976-1978). A metodologia utilizada para a apreciação dos discursos nas publicações será a Análise Textual Discursiva, que consiste na produção de um texto interpretativo através da análise dos artigos de política e sua posterior categorização.
Como resultado parcial, podemos evidenciar a redução dos debates da esquerda durante a transição. Se, 1976 representou o ano de maior possibilidade de ruptura com as bases do franquismo, 1978 pode ser analisado como o ano no qual o debate político havia perdido parte de sua força, visto que os principais grupos de oposição ao franquismo não mais acreditavam em uma ruptura político-ideológica (mudança radical)

publicado por luzdequeijas às 16:54
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A DEMOCRACIA ESPANHOLA

O período de transição que costuma ser considerado pelos historiadores iniciar-se-ia com a morte do general Franco, a 20 de Novembro de 1975.

O denominado Conselho de Regência assumiu, transitoriamente, as funções da Chefia do Estado até 22 de Novembro, data na qual Juan Carlos I de Bourbon foi proclamado rei ante as Cortes. O rei manteve o Presidente do Governo do regime franquista, Arias Navarro. Porém, pronto se concluiria a dificuldade de levar a cabo reformas políticas sob o seu Governo, o que produziria um afastamento cada vez maior entre Arias Navarro e Juan Carlos I. Por fim, o Presidente do Governo apresentou a demissão ao rei a 1 de Julho de 1976.

Arias Navarro seria substituído na Presidência do Governo por Adolfo Suárez, que se encarregaria de entabular conversações com os principais líderes dos diferentes partidos políticos e forças sociais, mais ou menos legais ou toleradas, para instaurar um regime democrático na Espanha.

O caminho utilizado foi a elaboração de uma nova Lei Fundamental, a oitava que, no meio de algumas tensões, foi finalmente aprovada pelas Cortes e submetida a referendo em 15 de Dezembro de 1976. Como consequência da sua aprovação pelo povo espanhol, esta lei foi promulgada a a 4 de Janeiro de 1977. Tal norma continha o fim tácita do sistema político franquista, com somente cinco artigos e uma convocatória de eleições democráticas.

Estas eleições foram celebradas a 45 de Julho de 1977. Eram as primeiras eleições democráticas desde a guerra civil. A União de Centro Democrático foi o partido mais votado (ainda que não atingisse a maioria absoluta) e foi encarregue de formar governo. A partir desse momento começou o processo de construção da democracia e da redação de uma nova constituição.

de PD Carvalho - ‎2010

publicado por luzdequeijas às 14:55
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Sábado, 14 de Junho de 2014

AINDA, AS NACIONALIZAÇÕES

 

Para detetarmos muitas das causas que nos levaram ao atual estado de austeridade, nem será preciso fazer a famosa descida ao fundo do poço. Muitas delas foram fruto de uma revolução desfasada nos conceitos e totalmente fora de uma realidade que levou o mundo a caminhar por vias diferentes, muito diferentes. Estamos a pagar o preço por não termos caminhado por uma democratização sem revanchismos nem excluídos, antes, de mão dada com todos tal como fizeram os nossos vizinhos espanhóis. Eis pois, aquilo que se fez e não devia ter sido feito; Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido.

As nacionalizações, a seguir ao 11 de Março, foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA, são, ainda, nos tempos que passam, um enorme sorvedouro de recursos financeiros e uma fonte de sacrifícios para os portugueses, sem esquecer a fonte de instabilidade sindical e social que as deixam ser. Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego.No ato das nacionalizações, que foram atos revolucionários, a primeira acção era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas.  Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência ativistas políticos e antifascistas. Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses, foram poucos os casos de encerramento com despedimento coletivo. Mas é destas cinzas que renasce a vida, a fénix renascida. Passa por aí a nossa salvação-

publicado por luzdequeijas às 21:49
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O TAMANHO DOS DESEJOS

( ... ) Em boa verdade um primeiro-ministro que agarra num país como Portugal, na situação de bancarrota e anemicamente de rastos, pouco mais pode fazer do que tentar com “mentiras piedosas”, dar alguma esperança ao povo, enquanto isso, vai descobrindo algum dinheiro para ir pagando as volumosas e repetitivas dívidas de Portugal, daqui decorrendo a celeridade do processo de empobrecimento em curso (não só em Portugal). Não podemos porém esquecer, que os preocupantes indicadores, como seja o desemprego 15%, não está muito acima da herança deixada 12%, mesmo sem tomar em consideração a paragem que as desastrosas PPP tiveram que ter e o desemprego originado. Num país que já detinha o maior índice/km2 de autoestradas na União Europeia fizeram-se obras que levaram Portugal à calamidade que enfrentamos. Também o PIB sofreu os mesmos efeitos negativos, pois, sem uma economia produtiva a paragem das PPP e outras obras estatais, congelaram o seu crescimento, de si agravado pelas dificuldades de financiamento das pequenas e médias empresas, também sobrecarregadas com elevados impostos para que o Estado faça frente ao pagamento das dívidas deixadas! Apesar desses factos as exportações tiveram um crescimento assinalável! Do que não restam dúvidas é que teremos de enfrentar um célere empobrecimento, dada a luta que enfrentamos contra duas crises, a nossa, originada pelas políticas erradas dos últimos anos e a do mundo inteiro, que ciclicamente faz das suas!

De facto, o mundo está em crise e mudança acelerada, empobrecimento também, sendo esta uma boa altura para todos nós mudarmos de atitudes nos nossos comportamentos a todos os níveis, até na seriedade como se escrevem os artigos de opinião e, com isso, podermos ajudar os outros a compreender a realidade nua e crua e o tamanho possível para os nossos desejos. 

 

publicado por luzdequeijas às 12:38
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2014

SUBSÍDIOS TUDO CORROMPEM

 

Quando um sindicato em vez de ser financiado pelos seus membros é financiado pelo Estado, com o tempo, acontece que vai perdendo a sua independência!

Os interesses dos sindicatos (sindicalistas) acabam por divergir, com o decorrer do tempo, dos interesses dos trabalhadores seus associados. Quem garante o financiamento dos sindicatos acaba por controlar a autonomia dos sindicalistas envolvidos! A seguir a esta dependência  financeira segue-se-lhe a dependência do poder legislativo ou de quem tem o poder para influenciar a legislação. Sindicatos e sindicalistas acabam por ficar presos dos partidos políticos.

Os trabalhadores caem na instrumentalização dos sindicalistas vendo os seus reais interesses ignorados ou usados como pretexto para atingir objetivos partidários E DOS SINDICALISTAS. Esta realidade garante poder aos sindicalistas em prejuízo dos interesses dos trabalhadores.

No meio deste panorama o sindicato torna-se um instrumento dos sindicalistas, cavando um fosso na  obtenção dos interesses dos sindicalizados. 

Os sindicatos já muito dependentes do funcionalismo público passam a gravitar nas mãos de um conjunto de sindicalistas aliados aos partidos para obtenção de financiamentos! ‘É fácil constatar esta realidade nas presenças constantes das mesmas caras nas nossas televisões e jornais!

As reivindicações sindicalistas tornam-se pouco realistas, roçando o populismo, mas de nulos efeitos práticos. Entre o sucesso do sindicato e os ganhos dos trabalhadores nas frequentes negociações nada existe de comum e, a longo prazo, o divórcio entre trabalhadores da função pública e os sindicatos envolvidos acaba por se verificar. Com a igualdade de condições entre o funcionalismo público e o privado, o "monstro" ACABA POR SUCUMBIR!

Isto mesmo parece já ser evidente nos sindicatos que cobrem a atividade económica privada na qual poucas ou nenhumas greves se têm verificado!

publicado por luzdequeijas às 15:18
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AVISOS IGNORADOS

Expresso 30-12-2006

 

PORTUGAL COM O POTENCIAL MAIS BAIXO DA UNIÃO EUROPEIA

Bruxelas tem revisto sucessivamente em baixa a capacidade de crescimento portuguesa. É a mais baixa desde 1970.

O crescimento potencial da economia portuguesa está atualmente no nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para 2006 e 2007, as previsões da EU não vão além de 1,2%.Entre os países da União Europeia, Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer.

Apenas a Alemanha, ainda com dificuldades em sair da crise da quase estagnação recente, apresenta um nível próximo nos 1,4%. Mesmo assim, enquanto no caso português o potencial tem vindo a abrandar abruptamente, na maior economia europeia apresenta uma tendência positiva.

publicado por luzdequeijas às 15:05
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O CAMINHO DA CRISE

 

Clima económico, investimento e consumo, caem na ponta final de 2010

Os indicadores de clima económico, do consumo privado e do investimento registaram evolução negativa nos últimos dois meses, revela o relatório com a "Síntese Económica de Conjuntura Novembro de 2010", divulgado esta terça-feira pelo INE.

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:54
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CLAUSTROS DA SÉ DE LISBOA

ACHADOS ARQUEOLÓGICOS FENÍCIOS NOS CLAUSTROS DA SÉ DE LISBOA

Uma lenda popular e romântica conta que a cidade de Lisboa teria sido fundada pelo herói grego Odisseu (Ulisses),e que tal como Roma o seu povoado original era rodeado por sete colinas. Derivado, os gregos chamam à cidade de Olisipo, proveniente do nome do herói.Se todas as viagens de Ulisses através do Atlântico se houvessem dado da forma descrita por Théophile Cailleux, isso poderia significar então que Ulisses haveria fundado a cidade vindo do Norte, antes de tentar dar a volta ao Cabo Malea, (que Cailleux diz ser o Cabo de São Vicente), no sentido de Sudeste, em direcção a Ítaca .

No entanto, a presença dos Fenícios, mesmo ocasional, é anterior à presença helénica na área. Posteriormente, o nome grego teria sido corrompido em latim para Olissipona. Alguns dos deuses pré- romanos são Aracus, Cariocecus, Bandua e Trebaruna. 

 

publicado por luzdequeijas às 00:08
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

AUTOESTRADA DO ESTÁDIO

História

O antigo Circuito de Monsanto incluía um trecho desta autoestrada. Em 1959, disputou-se aí o 2.º Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1.O troço Lisboa-Estádio Nacional da atual  A 5 ,inaugurado em 1944, foi a primeira autoestrada portuguesa e uma das primeiras a nível mundial. Essa via foi, na altura, denominada oficialmente como Estrada Nacional n.º 7 (N 7), tendo recebido a atual denominação quando as autoestradas passaram a ter uma numeração separada.

Depois da conclusão do primeiro troço, teriam que passar quase três décadas até ao arranque do prolongamento da autoestrada. Em 1972 ano de nascimento da Brisa, o contrato de concessão encarregava a concessionária da construção do troço da N 7 até Cascais, tendo-se as obras iniciado no ano seguinte. No entanto, o 25 de Abril de 1974 trouxe uma nova orientação nas obras públicas e foi dada primazia à construção da A 2 do Fogueteiro a Setúbal, tendo as obras ficado suspensas durante anos a fio, entre relatórios que não a consideraram prioritária. Só no final da década de oitenta, o governo encabeçado por Aníbal Cavaco Silva decidiu dar luz verde à conclusão da  A 5 , tendo as obras ficado concluídas em 1991.

Desde então, a  A 5  sofreu sucessivos alargamentos, primeiro entre Lisboa e Carnaxide e depois (já entre 2003 e 2005) no troço entre Carnaxide e Alcabideche.

Também, dada a sua extensão reduzida, à data da sua conclusão, os nós de ligação situados no concelho de Cascais (entre Carcavelos e Cascais) só permitiam entrar para o sentido de Lisboa e,

sair do sentido de Cascais. Ou seja, quem entrava num dos nós situados no concelho de Cascais

só podia sair entre Oeiras e Lisboa. Isto devia-se ao escasso trânsito que diariamente circulava dentro do concelho de Cascais. Porém, em 1995,foi aberta a ligação do nó de Carcavelos para o sentido de Cascais e, aquando da adjudicação da construção da autoestrada A 16 , em 2006, foi aberta a ligação do nó do Estoril e, com a conclusão da nova auto-estrada, foi aberta a ligação do nó de Alcabideche, onde a mesma se inicia. Apenas o penúltimo nó de ligação, à povoação de Birre, permanece da forma inicial.

publicado por luzdequeijas às 23:58
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É DE PASMAR

Boa noite,
 
Há em Portugal uma espécie de regra não escrita do jornalismo de sentido único de acordo com a qual basta meia dúzia de manifestantes juntarem-se nas imediações de qualquer ato oficial para se lhes dar a mesma, porventura até mais cobertura do que ao evento que está a decorrer. Os sindicalistas, em especial os sindicalistas da CGTP, sabem que assim é e, apesar de muitas vezes serem os mesmos e só terem levado as suas faixas de um “protesto” para outro, já sabem que têm garantida uma generosa cobertura mediática.
Ontem, na Guarda, durante as cerimónias do 10 de Junho, era isso que estava de novo a acontecer até que o Presidente da República se sentiu mal e teve de ser socorrido no local. Os manifestantes, onde avultava a figura de Mário Nogueira, ignoraram o facto e continuaram aos gritos, só se calando depois de o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, general Pina Monteiro, ter subido à tribuna para pedir “respeito por Portugal e pelas Forças Armadas”, como aqui relatámos.

(… ) Neste momento um homem que a minoria detestava, que ganhou várias eleições tornou-se Presidente da República. Um dia esse homem enquanto Presidente sentiu-se mal enquanto discursava na cerimónia do dia do seu país. No Facebook alguém escreve «nem o tipo morre nem a gente almoça». O tipo não morreu. E mais ou menos uma hora depois o tipo estava a colocar uma medalha no peito do pai da autora daquele comentário.”

( … ) Outros tiveram, contudo, uma atitude bem diferente. Foi o caso de Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias:
“Quando discursava, Cavaco Silva desmaiou. Perante um homem que desmaia, um homem que lhe berra cala-se. Nogueira continuou a berrar. E a dúvida que se lhe pode pôr na política - ele presta-se à direita ou à esquerda? - Fica desfeita na vida geral: simplesmente ele é sem préstimo.”
Boas leituras
 
José Manuel Fernandes

publicado por luzdequeijas às 12:59
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PARECE UMA MALDIÇÃO

MAS TALVEZ SEJA, A CRENÇA NO SOCIALISMO!

 

Números da Diferença
Março de 2006

Norte rico e sul pobre 
Por: Redacção

Conhece-se a riqueza de um país pelo valor do produto interno bruto (PIB). Este é a soma da produção económica nacional. O PIB «per capita» é a média que resulta da distribuição dos ganhos pela população e indica quanto disporia cada pessoa num ano.

 

Países com maior poder de compra

 

1.    Luxemburgo        51.758 €

2.    Noruega               35.006 €

3.    Estados Unidos   34.477 €

4.    Suíça                   28.887 €

5.    São Marino          28.569 €

6.    Islândia                28.566 €

7.    Irlanda                  28.163 €

8.    Dinamarca          27.665 €

9.    Áustria                 27.219 €

10.  Canadá                27.076 €

11.  Austrália              26.431 €

12.  Bélgica                26.254 €

13.  Reino Unido         25.503 €

14.  Holanda               25.192 €

15.  Japão                   25.084 €

16.  Finlândia              25.024 €

17.  França                 24.676 €

18.  Alemanha            24.511 €

19.  Suécia                 24.446 €

20.  Mónaco                22.300 €

 

Países mais pobres

 

1.    Timor-Leste         330 €

2.    Somália               495 €

3.    Malawi                 495 €

4.    Camarões           495 €

5.    Tanzânia             578 €

6.    Burundi                578 €

7.    Serra Leoa          660 €

8.    R. do Congo        660 €

9.    R. D. Congo        660 €

10.  Etiópia                 660 €

11.  Afeganistão         660 €

12.  Iémen                  660 €

13.  Guiné-Bissau      660 €

14.  Kiribati                 660 €

15.  Níger                    743 €

16.  Madagáscar        743 €

17.  Zâmbia                743 €

18.  Eritreia                 826 €

19.  Nigéria                 826 €

20.  Mali                      826 €

 

Na lista de 20 países com maior poder de compra, 16 são da Europa, dois da América (do Norte), um da Ásia e outro da Oceânia. O país africano mais rico – a África do Sul – apareceria na 60.ª posição.

Nos 20 países mais pobres, 17 são africanos e três são asiáticos.

 

Fonte: Central Intelligence Agency (CIA), Janeiro 2006

www.cia.gov/cia/publications/factbook/geos/es.html

 

publicado por luzdequeijas às 12:11
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014

REVOLUÇÃO NÃO

A revolução tinha que acabar.

 

O 25 de Novembro finalmente

Era uma fatalidade histórica. Por isso o 25 de Novembro, todos o reconhecem, tinha que se dar.

Reveladora da vontade da sociedade civil foi finalmente a decisão dos agricultores da CAP que, reunidos em Rio Maior deliberaram mesmo dividir o pais a meio, cortando o trânsito rodoviário e ferroviário entre Norte e Sul.

Foi o verão quente de 1975, o povo juntou-se em barricadas e manifestações , mas para fazer prevalecer a vontade da maioria. Depois votou e decidiu :

O parto da III República (Democrática)

 

publicado por luzdequeijas às 19:02
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O DIA DA LIBERDADE?

  “25 de Abril, sempre.” O que significa para si?

 

             

 

Nunca pensei nisso, mas se o 25 de Abril representa democracia, liberdade e a consciencialização das pessoas sobre deveres, como o de votarem, a frase é válida.


Mas já a tinha ouvido?


Já, mas nunca tinha pensado sobre ela. Há milhentas maneiras de interpretá-la: se significa nacionalizar todas as indústrias, tirar os bens às pessoas: não muito obrigado. O 25 de Abril, de certa forma, também tem duas faces.

 

O Menino que com três anos aparece num poster que correu mundo, a pôr-se em bicos de pés para meter um cravo no cano de uma espingarda, trinta anos depois, definiu bem o 25 de Abril, mas poderia ter dito muito mais....

Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo que tanto já havia sofrido a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa podiam receber um vencimento sem trabalhar duro e aqui, o país também ainda tem duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo.

E os outros trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixam adormecer toda uma vida no sabor doce de uma vida fácil impregnada de direitos e só, o máximo, um emprego para toda a

vida. Baixa Produtividade e Competitividade

 

O país vinha de vários anos de desmantelamento das estruturas produtivas que tinha, e considerando toda a falta de autoridade, a nível geral, e a desregrada actuação dos sindicatos e organizações políticas, com constantes reivindicações e greves, mais as contínuas manifestações políticas, a produtividade teria que ser necessariamente muito baixa, com estas e outras causas.

 

O mérito era um conceito fascista e, assim, o melhor era alinhar pela produtividade mais baixa. 

 

publicado por luzdequeijas às 18:49
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Terça-feira, 10 de Junho de 2014

ACLARAÇÃO AO TC.

 

OE 2014 - Pedido de aclaração ao TC não suspende decisão, dizem os constitucionalistas. Os constitucionalistas Jorge Miranda e Bacelar Vasconcelos consideraram hoje que o pedido de aclaração que o Governo pretende que seja solicitado ao Tribunal Constitucional (TC) "não tem efeitos suspensivos", quanto à decisão de sexta-feira. Na carta enviada pelo primeiro-ministro à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a que a Lusa teve acesso, Pedro Passos Coelho sublinha que "na análise do acórdão e dos seus fundamentos foi detetado um conjunto de questões de ambiguidade ou obscuridade para cujo esclarecimento é ainda e também competente o Tribunal Constitucional (TC) ". Está criado um conflito entre o governo e os constitucionalistas! Estes, insistem em defender a nossa Constituição tal e qual ela fosse “uma vaca sagrada”! Quem sabe são eles e sobre as suas sábias decisões está tudo dito. Custa a entender que o espírito entre estes dois órgãos possa ser este! Acima de tudo é preciso encontrar soluções, depois de se fazerem quantas aclarações forem necessárias, de modo a que o País e o seu povo consigam sair desta horrível situação, a todos os níveis, em que outros “donos e senhores todos poderosos” meteram a nossa nação. Depois nem é preciso ser constitucionalista para perceber que esta Constituição (aprovada em clima revolucionário) tem nela própria muitos pontos fracos! Não é de aceitar que a nossa Constituição aponte para muitos objetivos, não só sociais, a atingir, e na prática Portugal e os portugueses estejam cada vez mais longe dessas metas utópicas! Mesmo esbanjando uma “pesada herança”, mesmo atolando o nosso país em dívidas quase criminosas e comprometendo o seu futuro! Culpa só dos governos? Não haverá muita culpa na própria Constituição? Como podem vários governos meter Portugal numa dívida sem precedentes, comprometendo a independência do País mais antigo da Europa, sem que tivesse sido possível ao TC parar esta loucura invocando inconstitucionalidades desses muitos governantes? Qualquer Constituição tem, acima de tudo, de prevenir a continuidade de um País e garantir que as futuras gerações não vão nascer esmagados por dívidas que não fizeram. Infelizmente, isso não vai acontecer às nossas futuras gerações! Talvez com uma norma que existe no futebol se tivesse evitado tudo isto, ou seja: “proibição do benefício ao infrator”.  

publicado por luzdequeijas às 16:45
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Domingo, 8 de Junho de 2014

INFORMAÇÃO EM DITADURA

 

Tem-se falado muito das sociedades democráticas, abertas. Já se falou da Constituição da República Portuguesa, que é uma constituição democrática, mas quando se fala de imprensa tem de se considerar que podem também existir institucionalmente toda uma gama de limitações censórias ou várias formas de manipulação. Tem que se recordar que há também órgãos de informação em países não democráticos, em ditaduras. Também aí a informação é muito importante. Repugnaria trabalhar num órgão de informação onde houvesse censura, onde tivessem de se sujeitar à aprovação prévia de uma entidade administrativa exterior à redação, onde tivesse de escrever segundo, ou defender, as ideias provindas da propaganda do governo, ou submeter-se aos seus parâmetros informativos, naturalmente instrumentalizadores. Mas é forçoso reconhecer que, por vezes, os órgãos de informação em sociedades não democráticas acabam por desempenhar um papel social de natureza reformista, transformadora, podendo até desencadear profundos processos políticos de mudança, revoluções, quedas de governo, etc.

Veja-se o caso de regimes de “democracia popular” no leste europeu, ditaduras de raiz comunista inseridas na esfera soviética, cujo colapso no fim dos anos oitenta, princípios dos anos noventa do século passado se deveu em parte considerável ao afluxo de informação recebido pela população através de canais estrangeiros de televisão, quando as transmissões televisivas começaram a ser difundidas internacionalmente por intermédio de satélites e podiam ser captadas nas habitações particulares com pequenas antenas parabólicas. Em Portugal temos o exemplo clássico do Expresso, que nos últimos meses da ditadura do Estado Novo, em 1973, inícios de 74, desafiou permanentemente a Censura, lançando para o espaço público mensagens informativas que os cidadãos sabiam descodificar mas que os censores tinham dificuldade em eliminar previamente, contribuindo assim, para o crescimento de um espirito cada vez mais favorável ao fim do regime. A informação não é apanágio das sociedades democráticas. A diferença está na independência, no rigor, na natureza, na liberdade de escolha (pela existência de diferentes formas de informar) e na credibilidade.      

publicado por luzdequeijas às 16:10
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A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

 

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

Precedentes

- A Guerra do Ultramar, foi um dos precedentes, senão o maior desta revolução.

 

- A cobiça pelos mercados de Angola e Moçambique e das suas ricas matérias primas, por parte das grandes potências terá sido um precedente das duas coisas; da guerra e da revolução.

publicado por luzdequeijas às 14:24
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AS FAMOSAS MULTINACIONAIS

 

A partir dos anos 50 do último século, os países chamados industrializados na sequência do grande desenvolvimento tecnológico entram numa produção espantosa, surgindo as famosas multinacionais. São elas que na procura de mão-de-obra barata invadem os países nessas condições como o nosso, mas de qualquer modo fazem chegar os seus produtos a todo o mundo.

Chegam a Portugal instalando-se principalmente na periferia das grandes cidades. É assim que os trabalhadores do interior abandonam as terras, as suas casas e os seus hábitos de vida e rumam em busca do emprego para sustento da família que tinham ou esperavam vir a ter. Ao menos, tais multinacionais, trouxeram para muitos trabalhadores qualificações técnicas de assinalar.

Os bairros de barracas, além de degradantes, eram uma vergonha para uma sociedade e um país dito europeu!

Este fenómeno de chegada de gente às grandes cidades arrasta, em si, um grande desenvolvimento da construção civil na qual muitas dessas pessoas irão trabalhar, deixando a enxada. A agricultura havia entrada em crise.

Por exemplo Lisboa e Porto continua a cresceram desordenadamente, submergindo a ritmo avassalador as zonas verdes das vizinhanças, transformando pacatas aldeias em cidades-dormitórios, multiplicando-se para além dos planos de urbanização, levando os problemas da cidade aonde o campo era verde e fértil, sem um mínimo aceitável de estruturas de base, de orientação - sequer de fiscalização.

Aconteceu um pouco por todos os lados por onde a cidade tendia a expandir-se.

Igualmente a muitos jovens do interior, de ambos os sexos, já com cursos secundários, acontecia o mesmo. Em conformidade com os proventos do trabalho, uns iriam habitar modestos apartamentos na periferia das grandes cidades, outros em desespero faziam uma barraca de madeira num qualquer terreno e sem o mínimo de condições aí iriam passar anos com a família anos a fio.

É certo que o custo de vida era barato antes do 25 de Abril de 1974, um café custava 14 tostões e o jornal apenas um escudo. Um automóvel novinho em folha chegava aos 65 contos (300.euros!) e caro mesmo só a gasolina que, na altura, cifrava-se nos sete escudos.

Barato ficava também uma ida ao cinema: apenas cinco escudos. O bilhete mais caro chegava à quantia de 7$50. O mesmo custava tomar um bom pequeno-almoço no café da esquina, com direito a sumo de laranja e croissant com fiambre. Já fumar era vício que ficava barato. Um maço de SG Gigante custava 6$50.

Os professores recebiam no final do mês cerca de três contos e quinhentos. Mas um docente efetivo podia chegar aos sete contos por mês. Uma quantia razoável, se pensarmos que o aluguer de uma casa nova custava cerca de dois contos.

 

publicado por luzdequeijas às 14:21
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Sábado, 7 de Junho de 2014

DIZ-SE POR AÍ

 Os portugueses, não são pobres.

 

> - Um português recebeu de um seu amigo nova-iorquino, que conhece bem Portugal a seguinte resposta, quando lhe disse: Sabes, nós os portugueses, somos pobres... Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

> Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de eletricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?  
> Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
> Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.  
> Nós é que somos pobres: por exemplo em Nova Iorque o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os  23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.  
> Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam. Outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
> E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento   que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...  
> Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens  pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.  
> Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 euros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da eletricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.  
> Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado  enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.  
> Vocês não são pobres? Gastam é muito mal o vosso dinheiro!  
> Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos...

publicado por luzdequeijas às 18:23
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INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIAL ?

A MEDEL discute em Bruxelas a necessidade da União Europeia (UE) definir regras claras que garantam a independência do poder judicial. Apesar de quase todas as constituições europeia preverem essas garantias, a prática, diz Cluny, mostra que países como a Alemanha e a França têm modelos que não garantem a independência do poder judicial face aos respectivos governos. António Cluny, 57 anos, é procurador-geral adjunto no Tribunal de Contas e há dois anos preside à associação Magistrados Europeus para a Democracia e as Liberdades (MEDEL), um organismo fundado em 1985 e que actualmente reúne cerca de 20 associações profissionais de juízes e procuradores.

Como são escolhidos os juízes? O TC é constituído por 13 juízes, entre os quais 10 são eleitos pela Assembleia da República por dois terços dos deputados. O consenso entre os dois maiores partidos, PS e PSD, nem sempre tem sido fácil, como sucedeu no ano passado e que fez demorar o processo mais de dez meses.

Os restantes três juízes são cooptados de outros tribunais a partir das propostas dos juízes eleitos. Mas, no total dos 13, seis têm de ser magistrados de carreira.

O que mais se ouve e lê por parte de consagrados constitucionalistas (de direita e de esquerda) é; ou defender a inconstitucionalidade das medidas dos cortes ou, no mínimo, colocar “sérias reservas” à independência do TC. É irrelevante que as decisões tomadas tenham influência partidária devido à forma de nomeação dos juízes, pior, muito pior é estarem fundamentadas numa Constituição de pendor comunista e ou socialista, consequência inevitável do período revolucionário em que foi aprovada. Neste momento em que o continente Euroeu vota direita ou mesmo extrema-direita!
Não seria mais simples (e honesto) dissolver o TC, transferindo as suas competências (na forma de pareceres) para outros órgãos da justiça, eventualmente menos partidarizados? Se outras vantagens não houvesse, restaria a de se pouparem muitos milhões a favor do pagamento dívida e da criação de emprego – a troika talvez agradecesse.

Se Países como a Alemanha e a França têm modelos que não garantem a independência do poder judicial face aos respectivos governos, talvez seja de considerar que tal independência, não faz qualquer sentido num País altamente endividado. Poder-se-ia admitir que o TC desse, pura e simplesmente, parecer não vinculativo. Agora com juízes nomeados pelos partidos e em matérias de grande complexidade, muito para além do poder legislativo, como os do do foro financeiro ou económico, matérias tão voláteis e interdependentes, sempre entrelaçadas em políticas e influências mundiais, não faz qualquer sentido um Tribunal Constitucional, dito independente! Quando será que em Portugal se começam, também, a considerar os altíssimos custos envolvidos, ou seja, a medir os custos face aos benefícios de certos conceitos altamente corporativos? É que cada vez somos um País mais pobre e estamos agora a sair de uma falência, mas com dívidas enormes a pagar por mais de 40 anos!

Não será boa altura para todos ouvirem o "TOQUE DO CORNETEIRO", quando muito o corneteiro só deveria tocar para reembolsar aqueles que foram expoliados, (no tempo de Salazar, seriam os suspeitos do costuma!)

Pelos jornais de hoje, começam-se a ouvir os foguetes do banquete de uma função pública com mais dinheiro fresco no bolso. Entretanto o mundo privado, criador de riqueza, definha a cada passo que quer dar.

publicado por luzdequeijas às 16:32
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FOZ CÔA

 

 

PINTURA RUPESTRE

Entendo a indignação do governo com as decisões do Tribunal Constitucional. Mas relembro que essa indignação talvez pudesse ter sido evitada: se, em tempo útil, tivesse havido coragem para rever um texto que já não pertence ao século XXI.

Passos Coelho não o fez. Nem procurou apoio parlamentar para o efeito. O que se seguiu foi um festival de decisões do TC que são justificadas por uma lei vaga, palavrosa, contraditória e que, em bom português, é pau para toda a obra. E a obra é sempre a mesma.

Impedir cortes na despesa e autorizar assaltos na receita. Espernear, agora, é espernear tarde. E, a julgar pelas tendências das autárquicas e das europeias, será espernear inutilmente depois das legislativas: PS, PSD e CDS dificilmente terão 2/3 de deputados para mudar um texto jurássico. A nossa Constituição será como as pinturas de Foz Côa: intocável e exorbitante.

João Pereira Coutinho  

 

publicado por luzdequeijas às 09:26
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

BUROCRATAS

Trata-se de pessoas que vagueiam e se enraízam, sistematicamente, em meros procedimentos burocráticos, perdendo o sentido da realidade. Sendo a burocracia um excesso de procedimentos que uma pessoa, empresa ou organismos públicos tomam em mãos para obter algo, é geralmente o resultado de uma falta enorme de eficiência por parte dos órgãos governamentais ou somente empresariais.

A burocracia dificulta a criação de uma visão prática das coisas, tornando o produto nacional mais caro e menos competitivo à escala mundial. Costuma-se chamar, também, a uma visão do mundo, como a qual um indivíduo, uma comunidade ou uma sociedade enxergam o mundo e os seus problemas, num dado momento da história. A principal tensão do mundo contemporâneo não advém do conflito distributivo entre capital e trabalho. O conflito existe latente entre empreendedores e burocratas, seja na forma da grossa camada de gestores cujo intuito é a sua auto preservação e o seu sentido corporativo, ou nas inúmeras esferas estatais que esclerosam o dinamismo económico.

Para a maioria dos países, o grande desafio é encontrar o seu próprio modelo de capitalismo competitivo que lhes permita pagar o preço da civilização e do bem-estar dos cidadãos. E, se ocorre falar de capitalismo, é porque outros modelos ditos amigos dos trabalhadores, nada provaram até hoje, acontecendo até não existirem no mundo modelos socialistas ou comunistas que possam servir de aferição. “Os ricos têm mercados, os pobres têm burocratas”. Para onde caminhamos? Desenvolvimento ou retrocesso?

  

 

O fotógrafo holandês Jan Banning retratou o ambiente em que trabalham funcionários públicos

de oito países. 

publicado por luzdequeijas às 15:04
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014

HISTÓRIA DA UNIÃO EUROPEIA

O século XX foi tragicamente marcado pela ascensão e posteriormente pela queda das ideologias totalitárias. Nas vésperas do terceiro milénio, a união voluntária dos povos europeus continua a ser o único grande esforço colectivo inspirado por um ideal que consiste em superar os conflitos do passado e em preparar o futuro conjuntamente. Afirma-se actualmente como a única resposta credível face aos riscos e às oportunidades criados pela globalização crescente da economia mundial.

Como qualquer história, a da União Europeia teve os seus momentos fortes e as suas datas simbólicas. Sete delas merecem ser recordadas, já que contribuíram para a construção da Europa em que vivemos e são igualmente essenciais para o futuro do nosso continente.

 9 de Maio de 1950: nasceu a Europa

Na Primavera de 1950, a Europa encontra-se à beira do abismo. A Guerra Fria faz pesar a ameaça de um conflito entre as partes Leste e Oeste do continente. Cinco anos após o termino da Segunda Guerra Mundial, os antigos adversários estão longe da reconciliação.

Como evitar repetir os erros do passado e criar condições para uma paz duradoura entre inimigos tão recentes? O problema fulcral reside na relação entre a França e a Alemanha. É preciso criar uma relação forte entre estes dois países e reunir em seu torno todos os países Europeus de orientação liberal da Europa a fim de construir conjuntamente uma comunidade com um destino comum. Mas quando e como começar? Jean Monnet, com uma experiência única enquanto negociador e construtor da paz, propõe ao Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, e ao Chanceler alemão Konrad Adenauer criar um interesse comum entre os seus países: a gestão, sob o controlo de uma autoridade independente, do mercado do carvão e do aço. A proposta é formulada oficialmente em 9 de Maio de 1950 pela França e fervorosamente acolhida pela Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo.

O Tratado que institui a primeira Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), foi assinado em Abril de 1951, abrindo as portas à Europa das realizações concretas. Seguir-se-iam outras realizações, até se chegar à União Europeia actual, que está prestes a abrir-se ao Leste do continente, de que esteve demasiado tempo separada, com o colapso do socialismo e da COMECON.

No ano de 1954, devido ao sucesso conseguido pela criação da CECA, os 6 componentes desta instituição decidiram criar uma organização que zelaria pela defesa e protecção da Europa - CED (Comunidade Europeia de Defesa). Entretanto, apesar de todos os esforços dedicados na construção deste órgão, ocorreu o seu fracasso. A grande importância deste evento adveio exactamente de seu fracasso, vez que, a partir de então, os Estados passaram a adoptar regras mais modestas e progressivas no ato de aproximar os Estados europeus.

 

publicado por luzdequeijas às 19:28
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O CASO ESPECIAL DA SUIÇA

 

Não pertencendo à União Europeia, a Suíça tem praticado deste há largos anos uma política fortemente limitativa da imigração, pelo recurso à prática de privilegiar autorizações de trabalho e residência com duração inferior a um ano (autorização modelo "A", segundo a nomenclatura local).

Trata-se, por conseguinte, de imigrações temporárias, de carácter sazonal, visando colmatar carências de mão de obra na época alta do "turismo de neve" (na hotelaria, durante o Inverno) e na construção civil durante o Verão.

Segundo um critério de cuidadosa selecção, algumas dessas autorizações são convertidas em anuais  para o desempenho de tarefas de duração mais prolongada; destas últimas, também uma parte poderá ser reconvertida em autorizações permanentes . Existe ainda um pequeno número de emigrantes na categoria de "fronteiriços", que corresponde a terem uma residência no país vizinho (França), com trabalho na Suíça.

publicado por luzdequeijas às 19:13
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014

CRÓNICA DE BANALIDADES

 

INVESTIGAÇÃO AMACACADA

Correio da Manhã 24-05-2014

1 – Vocês vão-me desculpar, mas esta semana resolvi armar-me em jornalista para tirar a limpo uma coisa que me estava a fazer ruído na cabeça há algum tempo: aquela lei, que permite aos juízes do Tribunal Constitucional reformarem-se com dez anos de serviço, aos quarenta anos de idade, ou com 12 anos de serviço, qualquer que seja a sua idade. Acho um nadinha obsceno, mas eu tenho mau feitio.

2 – Pois eu investiguei e descobri que o artigo que cria esta obscenidade (mas nada inconstitucional) é o 23.º- A e está incluído no projeto lei 424/V da autoria do PS, PSD, CDS discutido e votado no Parlamento em 12 de julho de 1989. Ora, consultando o Diário da Assembleia da República desse dia, fiquei a saber que o referido artigo foi aprovado recebendo os votos a favor dos partidos proponentes e a abstenção do PCP e do PRD (sim havia um partido chamado PRD).

3 – No debate parlamentar, registou-se a participação entusiasmada dos deputados António Vitorino (um dos redatores do projeto de lei) e Assunção Esteves. A 2 de Agosto, vinte dias depois, estes dois deputados tomaram posse … como juízes do Tribunal Constitucional. Enternecedor, não é? Pronto, desculpem ter interrompido, podem continuar o período de reflexão.

Banana Split     

publicado por luzdequeijas às 23:37
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CRUZES CANHOTO

 

Em que ponto perdido no tempo terá ocorrido a distorção do significado desta expressão, para o actual entendimento de dito afugentador de espírito maligno ou má-sorte, é coisa que se desconhece.

Quem tem o hábito de ler o jornal diário, acaba por engolir desaforos anti-democráticos vezes sem conta, vejamos:

“ As declarações de Passos, Portas e Marco António (Tribunal Constitucional) pisam a linha vermelha do Estado Democrático”.

São declarações de um membro da família socialista, nada preocupado com quem, ou como Portugal foi empurrado para a atual miséria que atingiu todo o povo. Parece tratar-se de alguém que escreve sempre ao ataque ao governo, isentando o seu partido … tudo boa gente!

Para este pessoal, o “interesse nacional” passa sempre ao lado das suas críticas.

Quanto às declarações de membros do governo e esquecendo que grandes países da Europa fazem letra morta dos seus Tribunais Constitucionais e das suas Connstituições, alegam eles:

“O que a troika diz terá para muita gente muito mais valor do que a própria Constituição. Isto cria situações de pressão muito grandes sobre os órgãos jurisdicionais que têm que julgar situações cada vez mais complexas. “

Melhor dizendo: foi o partido deste político que chamou a troika e lhe rogou que nos valesse e nos fizesse um enorme empréstimo a fim do povo não passar fome”

Portugal tem de pagar a dívida criada e só depois tem credibilidade internacional. A nossa Constituição não prevê sanções para os muitos défices excessivos que nos levaram a esta terrível situação. Nem para as muitas desorçamentações ocorridas (PPP). Os funcionários públicos são libertados da austeridade, os do Banco de Portugal também e são os indefesos REFORMADOS, mais os trabalhadores do privado a “aguentarem” com todo este encargo! Respeito pela nossa constituição, sim, quando todos forem iguais perante ela. Caso contrário “cruzes canhoto”

publicado por luzdequeijas às 18:10
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DE MÃOS A ABANAR

A expressão "de mãos a abanar", ou "de mãos abanando",  significa "de mãos vazias", "de mãos livres, sem nada", "sem nada nas mãos". NEM NO BOLSO!

 

                        

publicado por luzdequeijas às 16:28
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O POVO DE MÃOS A ABANAR

No dia em que se contabilizam 22 anos sobre a morte (23 de maio de 1992) do juiz italiano Giovanni Falcone, assassinado pelo seu papel em processos ligados à mafia siciliana, António Cluny defende que a justiça portuguesa aguenta melhor a comparação com outros países da União Europeia do que se possa pensar.

António Cluny, 57 anos, é procurador-geral adjunto no Tribunal de Contas e há dois anos preside à associação Magistrados Europeus para a Democracia e as Liberdades (MEDEL), um organismo fundado em 1985 e que atualmente reúne cerca de 20 associações profissionais de juízes e procuradores. AMEDEL discute em Bruxelas a necessidade da União Europeia (UE) definir regras claras que garantam a independência do poder judicial. Apesar de quase todas as constituições europeias preverem essas garantias, a prática, diz Cluny, mostra que países como a Alemanha e a França têm modelos que não garantem a independência do poder judicial face aos respetivos governos. A Alemanha tem uma tradição muito governamentalizada. Nem o Ministério Público é autónomo, nem há um órgão independente de gestão da magistratura judicial. A MEDEL diz ainda que do ponto de vista da capacidade de intervenção dos conselhos estamos muito acima da maioria dos países.

Em boa verdade a democracia é, ou devia ser, a emanação do poder do povo. E neste momento em que a maioria dos europeus votou em políticas de direita ou mesmo extrema-direita, a MEDEL ainda afirma:

“A situação portuguesa é exemplo disso. Temos uma Constituição, temos leis, e há quem queira interpretar a nossa Constituição à luz da realidade troikista. O que a troika diz terá para muita gente muito mais valor do que a própria Constituição.”

Realmente, um País altamente endividado como o nosso, perde toda a sua independência, quando cai na banrrota! Para recuperar a sua independência tem de pagar as dívidas de Portugal. No caso da nossa Constituição, por exemplo, ela não contempla nunca uma cláusula de limite para os nossos défices orçamentais, quando Portugal se comprometeu totalmente com a CE a cumprir o défice zero. A verdade é que sem a ajuda da troika, os portugueses já tinham passado fome, sem qualquer intervenção do TC sobre as políticas que conduziram a este estado de falência nacional. Em boa verdade no campo laboral, temos dois países diferentes, num estão os trabalhadores do mundo privado e noutro os trabalhadores da função pública! PORQUÊ? Provavelmente os alemães sabem o que fazem e o nível de vida deles, mostra isso à evidência! Os trabalhadores portugueses cada vez estão mais afastados  dos próprios objetivos constitucionais, em termos de nível de vida! É de admitir que os obrigam a isso! Mas as corporações, não vão sentindo a austeridade nem o desemprego!

 

publicado por luzdequeijas às 16:23
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Terça-feira, 3 de Junho de 2014

OS APARELHOS PARTIDÁRIOS

 

De um qualquer partido, não apoiam um ministro ou um secretário de Estado que não conheça suficientemente bem, as manobras do apoio que necessita um presidente da Junta X, que traz meia dúzia de votos para o Congresso, ou que seja decisivo para a eleição de um qualquer presidente da Distrital Y, o qual tem sólidas esperanças de ser nomeado presidente de qualquer coisa, onde tenha a oportunidade de trocar os favores oficiais por um apoio eleitoral que ajude o partido. Por outro lado apoiam, incondicionalmente, um qualquer candidato no partido que nunca hesite em pôr o partido à frente dos interesses do país.

Em todos os escolhidos para o aparelho há sempre um enorme respeito e seguidismo pelo grande líder partidário. Esta gente, estes autênticos “grupos fechados”, têm um papel mais pernicioso na política nacional que a corte tinha nas monarquias absolutas. Um desafio importante é saber como  podemos livrar os partidos desta gente oculta.

Quem ousa constituir em arguidos os membros dos Aparelhos Partidários? Ninguém! Porque será? Porque será que o órgão “Aparelho” não consta dos estatutos de qualquer partido e quase ninguém sabe, sequer, os nomes dos seus membros, mas que, afinal, são eles quem tudo controlam no partido, na política, nos negócios e no País? Porque será que qualquer político que a ele (aparelho) não se submeta, é literalmente afastado ou constituído arguido, mesmo com o povo do seu lado? Os mansos, os dóceis, os inócuos, os corruptos que servem com desvelo o Aparelho, esses, nunca sabem o que é ser arguido ou ficar fora das listas! São os candidatos ideais para o Aparelho, mesmo sem terem o agrado da população!

 

publicado por luzdequeijas às 19:28
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014

PROCESSO “KAFKIANO”

 

Como vai este mundo!

 

“Depois de perder a mulher e o seu emprego, Linconl viu-se perseguido pelo flagelo kafkiano quando percebeu que o homem para quem vendera o seu carro, muito abaixo do preço, num dia de desespero, era o mesmo que seduziu a sua mulher e usurpou o seu emprego”

publicado por luzdequeijas às 19:11
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Domingo, 1 de Junho de 2014

AS VERDADEIRAS PRIMÁRIAS

 

António José Seguro propôs e lançou a ideia de promover umas primárias para a escolha de um candidato do PS a primeiro-ministro, abertas a simpatizantes do partido. As propostas de António José Seguro têm, portanto, de demonstrar ser ideias genuínas para melhorar o sistema político português e não meros golpes táticos para garantir a sobrevivência da sua liderança partidária que António Costa quer disputar. As suas propostas terão de ter total eficácia quanto à recuperação da credibilidade dos partidos e do rompimento com os velhos vícios criados pelas máquinas partidárias.

Para se atingir o primado da democracia, eleja-se a “Sociedade Civil ” como primado de toda a atividade nacional. Hoje em dia, o que temos é o primado da economia (negócios condicionados) e da política, havendo um curto-circuito, total, à sociedade civil. Tudo o mais é Estado e esbanjamento!

E, antes que se façam apelos a simpatizantes partidários (?), leiam-se e saibam-se entender os sinais que poderiam vir dessa mesma “Sociedade Civil”.

A Sociedade Civil é composta por pessoas mas, por pessoas em representação de empresas, igrejas, bombeiros e muitas outras organizações de todo o tipo, que sentem diariamente o pulsar da população, mas que terão também de ser ensinadas a não estenderem a mão ao Estado e aos partidos. Terão de romper totalmente com essa dependência, sem medo de perderem os habituais subsídios oficiais!

De gente que queira falar em nome do “interesse geral do Estado” com a credibilidade de não serem simpatizantes de nenhuma coisa, muito menos de partidos políticos, nem estarem à espera de “tachos”..

Nenhum homem, mesmo que empossado num alto cargo, mesmo no governo, tem os conhecimentos que possam ser mais lúcidos e sábios do que aqueles que emanam de toda uma “Sociedade Civil”. Mesmo com muitas e boas assessorias. Não podemos esquecer que tais assessores, serão sempre homens, direta ou indiretamente, ligados ao “Sistema “, pelo menos a uma parte dele. Com todo o respeito pelas instituições e pelos homens eleitos, contudo, a figura maior da nação é, tão-somente, a “Sociedade Civil”. Tudo o resto, deveria ser emanações da dita sociedade civil. Os empossados passam e ela, sociedade civil, permanece. Por favor não a manipulem, nem lhe ponham "açaime". Só ela poderá indicar aos políticos o nome de pessoas credíveis, com provas dadas e respeitabilidade segura perante as populações. O resto é mais do mesmo, que não levará o nosso País a lado algum! 

publicado por luzdequeijas às 16:26
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DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

 

SER CRIANÇA

No amor de uma criança há tanta amor pra nascer, carinho e confiança, vontade e razão pra viver. Ser criança é um mar de esperança num oceano de ilusão! O olhar delas é sempre para o alto. Porque é lá de cima... Onde a vista não alcança, mas o coração sente, que elas sempre, sempre chegam... Embrulhadinhas em presente!

 

Se me perguntarem qual o sentimento que considero mais bonito ou mais importante, vou abrir um sorriso e dizer: recordar as mãozinhas do meu filho em criança. Estendidas pra mim. 

Que Deus sempre proteja as crianças. 

 

publicado por luzdequeijas às 14:10
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