Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

MANIPULAÇÃO DE MASSAS

 

Os mercados estão muito bem estudados nas suas virtudes, nas suas fraquezas e nos seus hábitos inconscientes.

Todos nós convivemos diariamente com gente que ao pegar num qualquer jornal diz ao amigo: “empresta aí, deixa-me ver só as gordas”. Ou então e quando muito, só leem os habituais resumos das grandes notícias ou dos artigos de opinião, muitas vezes escritos por políticos referenciados, que vivem da política e para apolítica, mas quee levaram o nosso país ao estado a que chegou! Vejamos um desses resumos:

“Três anos de recessão fizeram-nos regredir mais de uma década, com injustiça agravada.”

Convém aqui recordar Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político norte-americano, autor do livro “Visões Alternativas”, que desenvolveu a lista das “10 Estratégias da Manipulação” dos princípios sociais e económicos, de forma a atrair o apoio inconsciente dos meios de comunicação, para a manipulação.

  1. 1.       “Estratégia da Distração”

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas. A técnica é a do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informação irrelevante. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse por conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. Manter distraída a atenção do público, longe dos verdadeiros problemas sociais e atraída por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar”. (Citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).2.       No caso concreto e subjacente a ele, está a intenção de fazer crer que as agruras impostas à população, cortes, desemprego, empobrecimento etc. são da responsabilidade dos três anos de recessão e do governo em exercício! E, fazer esquecer que os três anos de recessão (que já vinha de trás), foram uma consequência das políticas populistas de colocar o povo a gastar aquilo que o país não produzia e assim endividar brutalmente Portugal (principalmente desde 1995)! Para ganharem os atos eleitorais e manterem o poder! A receção foi uma consequência e não uma causa. A causa foi de certo o populismo desenfreado, o cosumismo e uma ausência de consciência nacional! Que durou mais de uma dezena e meia de anos!

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:28
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APELES E O SAPATEIRO

 

Continua acesa a discussão acerca das (para alguns) idiotices da esmagadora maioria dos cientistas sobre o aquecimento global.

Não tenho arcaboiço nem autoridade para falar dos efeitos ou dos pseudo-efeitos do aquecimento global. Contudo, daquilo que leio e me esforço por entender, a minha perceção vai no sentido de que a esmagadora maioria dos cientistas está convicta de o aquecimento global é um facto; de que ele está a ser causado pelo comportamento humano; de que os efeitos serão devastadores em algumas zonas do globo.

E isto, creio, só é uma história de banda desenhada para quem tenha uma inabalável fé no contrário. Por mim, que não receio o erro, gostaria que me explicassem por que razão está a maioria do campo científico errado a respeito deste assunto.

Ocorre-me, a propósito, não o que estudei destas coisas do clima no ensino Secundário (...) mas de uma história de "Apeles e do sapateiro".

Para quem não conhece, Apeles era um pintor da Florença renascentista, e um dia ouviu um sapateiro fazer uma observação (justa) acerca de um pormenor num sapato num retrato pintado por Apeles. Corrigiu Apeles o pormenor e ficou por ali à espera. Passou o sapateiro, e vendo o pormenor no sapato corrigido, apontou, sem razão, novo defeito, desta vez no olhar do retratado.

Saltou-lhe Apeles em cima recomendando ao sapateiro: Não vá o sapateiro além da chinela!

Pois é. Cheios, como estamos, de sapateiros estamos (des) governados.

publicado por luzdequeijas às 15:27
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

BOM JORNALISMO

 

As burlas na Saúde

Os processos sobre as burlas na Saúde são um tratado sobre a incapacidade dos sucessivos governos.

Por: Eduardo Dâmaso, diretor-adjunto

 

Bastou um ministro (Saúde) articular a sua vontade com outro (Justiça) para darem prioridade política e judicial ao combate de um escândalo que mina o Serviço Nacional de Saúde há mais de 30 anos. A inspeção da Saúde, a PJ e o Ministério Público têm feito um trabalho exemplar.

Recuperaram 150 milhões num universo de 300 milhões e atacaram os vários lobbies do setor em tempo recorde, sentando dezenas de arguidos no banco dos réus. O espanto não podia ser maior: como foi possível tanto silêncio, tanta cumplicidade, tanta omissão ao longo de 30 anos?

 

Nota: Permitam-me um pequeno comentário. É preciso perguntar como é possível tanto governo em 30 anos terem deixado correr um caso como este? Como é possível o povo pagar aos partidos que temos, à Assembleia da República que temos, e esperar 30 anos para acabar com esta podridão? O povo não paga aos partidos para estarem sentados na AR, dizendo mal de tudo! O povo paga aos partidos que temos para serem oposição, mas dizendo e demonstrando que há melhores soluções do que aquelas que o governo toma. O povo não paga aos partidos para pedirem constantemente a demissão de um governo que ele próprio elegeu e que consegue fazer aquilo que nenhum outro fez em 30 anos de vários governos! Pobre Portugal.

 

publicado por luzdequeijas às 20:02
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QUEM TE MANDA A TI SAPATEIRO ...

TOCARES RABECÃO ?

 

Há um provérbio árabe que diz: “se uma pessoa te chamar burro, ignora-a; se várias pessoas te chamarem burro, desconfia; se todas as pessoas te chamarem burro, verifica se tens cascos”. É possível que uma ou muitas pessoas possam estar erradas, mas é pouco provável que todas as pessoas incorram no mesmo erro.

 Uma das Leis de Murphy determinava que, quando alguém é competente em determinada função, o pior que se pode fazer é promover o sujeito, esperando-se que ele seja igualmente competente em novas funções, responsabilidades, exigências.

Apeles, o mais célebre dos pintores gregos, teria dito, certo dia, a um sapateiro: "Ne, sutor, ultra crepidam!" ou "Sutor, ne supra crepidam!" (Sapateiro, não vás além da chinela!

 

publicado por luzdequeijas às 19:17
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

O SAPATEIRO E O RABECÃO

 

Com o défice público a chegar já este ano a uns cavalgantes 9% ou 10% do PIB, o crescimento da economia próximo do zero e a impossibilidade de aumentar as receitas do Estado com mais subidas de impostos, Teixeira dos Santos vai estar sujeito a mais pressões do que o anticiclone dos Açores.

Por um lado, para aumentar ainda mais a despesa pública com grandes investimentos em empreendimentos emblemáticos como o novo aeroporto ou o TGV (e já se fala em mais duas linhas, Aveiro-Salamanca e Évora-Faro- Huelva, no valor de 4,9 mil milhões de euros … ) e no aproveitamento ao máximo dos fundos europeus (que implicam pesadas contrapartidas e participações do erário público).

Por outro lado, pressões para não deixar crescer a despesa do Estado com os salários dos funcionários públicos (Vítor Constâncio já pediu esse <realismo>), o que promete aumentar as greves e a conflitualidade social, quando a taxa de desemprego já disparou acima de uns (há dois ou três anos) impensáveis 10%.

SOL- JAL 2010-10-30    

publicado por luzdequeijas às 18:28
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QUEM TE AVISA ...

 

Teu amigo é ….

Vítor Constâncio abanou a cabeça em desacordo quando Cavaco Silva alertou, há dias, para a relação entre o insustentável endividamento externo do país e o consequente desequilíbrio das contas públicas. Mas Cavaco Silva sabe do que fala. E Teixeira dos Santos sabe o que o espera. Os défices gémeos e a premência das grandes obras públicas funcionarão como um garrote ao qual dificilmente sobreviverá na pasta das finanças.

SOL – JAL 2009~10-30 

publicado por luzdequeijas às 17:49
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OS PORTUGUESES E A UNIÃO EUROPEIA

 

Que sabem os portugueses sobre os acordos que assumimos com a CE? Pouco ou mesmo nada e isso é profundamente errado, porque misturam aquilo que não é misturável!

As responsabilidades da CE são atribuídas ao governo em pleno exercício, sendo o contrário igualmente verdadeiro. Que se ensina sobre esta matéria nas nossas escolas?

Quais serão as consequências de se atingir um défice acima do limite imposto pela Comissão Europeia (CE)?A legislação europeia prevê que num primeiro momento, após a abertura de um procedimento por défice excessivo-como aquele que o atual governo e os portugueses tiveram de enfrentar agora em Portugal, sejam enviadas recomendações ao Estado em questão, que deve pôr termo ao desequilíbrio orçamental num prazo preciso.

Como agora aconteceu, o atual governo é obrigado a tomar decisões (fazer cortes a torto e a direito) quando tal défice não foi da sua responsabilidade! Não importa se quem está na governação contribuiu para tal situação financeira! Quem lá estiver tem de atuar, a bem de todos!

Aos portugueses pede-se que não confundam as coisas, atribuindo culpas a quem não as tem. Aquilo que importa neste caso, é que os portugueses estejam atentos à atuação de qualquer governo percebendo, pelo menos, se algum governo estará a empurrar os portugueses para um consumo desenfreado (tão ao seu gosto), e Portugal está a consumir mais do aquilo que produz! Quando se ataca um futuro governo, que em nada contribuiu para o desastre, nada se resolve, antes tudo se agrava. Portanto a democracia agradece que os portugueses se lembrem de um conhecido ditado popular: “Depois da casa arrombada trancas à porta”. Também agradece que os portugueses não aplaudam um governo que lhes dá tudo de mão beijada. Desconfiar a tempo é a solução democrática, punindo na hora os maus governantes, que só pensam nos votos, e afastá-los antes da casa “ estar arrombada.” Depois é pura perda de tempo ou como diria o outro é “chover no molhado”. 

publicado por luzdequeijas às 15:08
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

1.ª DÉCADA DO SÉCULO XXI

"Portugal vai ficar mais pobre e o mercado vai encolher. Os melhores quadros vão emigrar. Esta nova recessão que se segue a uma década desperdiçada tem muitos culpados. E não foi só por incompetência e por inércia que o País chegou a este Estado. A corrupção explica muitas das más decisões. Toda a corrupção é paga pelos cidadãos, quer através do serviço público de menor qualidade e mais caro, quer através do pagamento de impostos – que acabam por pagar a derrapagem das obras, o criminoso desordenamento do território ou as negociatas como as do caso BPN. Com ética e bom senso, poderíamos viver melhor e evitar essa trágica recessão que se avizinha."

27-10-2010 CM

 

 

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O DEVANEIO DOS GRUPOS POLÍTICOS

Os Grupos dentro dos partidos funcionam mal, porque, só pensam neles próprios e nunca no país! Com os Partidos, acontece exatamente o mesmo!

REALOJAMENTO – Em certa freguesia havia diversos “bairros degradados”, nos quais os seus moradores abriam ou fechavam, a porta da barraca, “torta e desengonçada”, ao pontapé! Bairros degradados como: Taludes, Senhora da Rocha, Beco dos Pombais, Eira Velha, Atrás dos Verdes, Suave Milagre e Agodinhos, eram lugares de vergonha e sofrimento para muito mais de trezentas famílias.

O nosso Município arregaçou as mangas no respeito pelo PER (Plano Especial de Realojamento), lei aprovada no Parlamento por todos os partidos e deu início ao realojamento desta pobre gente.

O executivo da Junta deu as mãos ao seu município, fizeram-se várias reuniões conjuntas com a presença e no local onde moravam estes rejeitados da sorte. Ouvidos em conjunto, foram também ouvidos individualmente. Nestas ações humanitárias não pode nem deve, existir falta de solidariedade! Cada caso era diferente do outro caso e todos tinham dos eleitos o maior respeito, empenho e apoio.

Participámos da entrega das chaves a muitas famílias que aqui viviam e visitámos as suas casas novas.

Só por muita má-fé se pode sanear alguém e subestimar ou ignorar um dos atos mais humanamente ricos a que tivemos ocasião de assistir, fazendo-o depreciativamente. Granjeámos o respeito desta boa gente e muitos foram os que vieram à Junta, felizes falar connosco, em jeito simples de reconhecimento.

Pois os responsáveis do partido sanearam estes bons autarcas por terem colaborado com o seu município! O grupo do Presidente do município era diferente dentro do mesmo partido. No próximo ato eleitoral, o mesmo presidente concorreu como INDEPENDENTE e a mulher mentora do saneamento, faria entrar o seu próprio marido (militante do seu partido) nas listas do mesmo presidente Independente! Concorrendo assim contra ela própria! São assim os Grupos Partidários! Visam principalmente o próprio interesse dos seus membros! O país e os portugueses são um conto de fadas. Na verdade é este o caminho certo para ir longe na política. 

publicado por luzdequeijas às 19:20
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Sábado, 22 de Fevereiro de 2014

O PÂNTANO

 

Mas quando se diz que ele, Guterres, abandonou o barco em Dezembro de 2001, esquece-se que tinha acabado de sofrer uma pesada derrota nas eleições autárquicas.

Foi o que se passou em Portugal.Os sucessivos orçamentos que o PS tem executado têm constituído peças de angariação de simpatias políticas e não instrumentos de política económica ao serviço do interesse do país Fazer crescer a despesa pública significa ter mais benesses para distribuir. Travar a despesa pública significa fazer cortes; significa, portanto, ter menos benesses para distribuir. Quem se preocupa com o futuro do país aplica rigor às contas públicas. Quem se preocupa com a sua popularidade deixa derrapar as contas do Estado. O que importa é o presente, o futuro logo se verá. É esta a máxima que está sempre presente na política orçamental socialista. (… ) Temos um país que vive acima das suas possibilidades, conduzido por um Governo consumista e adverso à poupança. Não pode constituir novidade que, por assim ser, a nossa Balança de Pagamentos esteja altamente deficitária. Se consumimos mais do que produzimos, é lógico que temos de comprar a produção dos outros. Por isso, também não nos podemos lamentar do facto de as famílias estarem excessivamente endividadas e isso acarretar um excessivo endividamento do país face ao exterior. Se consumimos mais do que poupamos, temos de comprar a crédito. Se não temos poupança que chegue internamente, porque esta tem caído de forma acelerada, então não espanta que se tenha de captar poupança externa que é o mesmo que dizer que nos temos de endividar no exterior.              

publicado por luzdequeijas às 22:59
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ABRIGO DO PASTOR

Os abrigos de pastor são feitos de diveros materiais: xisto, granito, madeira etc e servem para resguardá-lo das intempéries. Muitos deles tem também a função de abrigar os próprios animais.

Em Portugal, há os cortelhos - pequenas construções usadas para abrigo dos pastores, encontradas por exemplo na Serra da Peneda e noutros locais da Europa (picos da Europa, Pirenéus e Irlanda) A tipologia dos cortelhos é geralmente de base circular, podem ter um ou dois pisos, com um diâmetro que pode ir até cerca de 3 metros e uma altura que pode atingir 4 metros. Algumas destas construções eram cercadas por um muro, chamado “bezerreira”. Estas construções fazem parte do património etnográfico e cultural português.Na Serra Amarela são chamados de casarotas.

As Brandas de gado, ou Verandas constituem aglomerados de cortelhos, para onde se deslocavam as populações que acompanhavam os animais.

Existem também pequenas carroças de madeira móveis (em alemão: Schäferkarren), puxadas por uma vaca ou cavalo, dando espaço somente para o pastor. Hoje na maioria apodrecidas encontram-se em museus especializados. Desde 1974 o eremita e artista alemão Hans Anthon Wagner vive numa destas carroças.

publicado por luzdequeijas às 17:08
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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

A RESPONSABILIDADE

 

É uma frase feita, mas que deve aqui ser recordada: a liberdade não pode existir sem lhe estar associada a responsabilidade. Já se sabe que o exercício da minha liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. É por isso que vimos antes existirem toda uma série de limitações à liberdade de expressão e de informação – justamente para garantir outros direitos dos cidadãos. Mas os jornalistas não podem repousar a sua consciência apenas nisto, não basta descansarem no facto de não estarem a incorrer em nenhum dos constrangimentos penais ou civis previstos. O jornalismo é uma profissão com profundo impacto social. Isto quer dizer que tudo o que é publicado ou difundido através dos media, por um lado, não pode ser alterado ou apagado a partir do momento em que entrou no espaço público, e, por outro lado, pode deixar marcas irreparáveis em identidades individuais e coletivas

publicado por luzdequeijas às 21:20
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MONTE ATHOS

Monte Athos

Existem belas imagens da natureza, da arte e arquitetura de um curioso lugar chamado Monte Athos. Este nome significa “Montanha Santa” e fica situado num braço da península da Calcídica, pertencente ao território da Grécia, mas na verdade é uma “entidade teocrática” independente. Por lá existem 20 mosteiros principais, habitados por cerca de 1500 monges ortodoxos. Tratando-se de um território habitado por monges, só podem lá entrar homens e animais do sexo masculino. Há séculos é assim…. A única forma de entrar na região é por barco.

A arquitetura tem influência bizantina. “Nos mosteiros podem ser encontrados preciosos tesouros artísticos; antigos manuscritos, ícones e frescos pintados pelos ilustres representantes da pintura bizantina. Desde as suas origens a “Montanha Santa” hospedou místicos e mestres espirituais cujos escritos foram recolhidos no século XVIII numa célebre antologia – a Filosofia (Oração de Jesus ou Oração do Coração) que influenciou profundamente o mundo ortodoxo.      

publicado por luzdequeijas às 20:43
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O RISCO DA DÍVIDA PORTUGUESA

 

QUARTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2010

VENHAM AEROPORTOS, AUTO-ESTRADAS; BARRAGENS, ESCOLAS ETC

VENHA MAIS E MAIS INVESTIMENTO PÚBLICO, ATÉ O POVO NÃO PODER MAIS RESPIRAR!

 

Conjuntura

 

Risco da dívida custa o dobro de há uma semana

 

O risco da dívida portuguesa continua a bater recordes nos mercados, com o custo para segurar a dívida, os 'credit defaults swaps', a subir 56 pontos base para os 442, tendo duplicado em menos de uma semana

 

SOL
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O ATO CORRUPTO

 

QUINTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2009

FRAUDE E CORRUPÇÃO EM PORTUGAL

( ..... ) Concretizando, a grande corrupção, ao contrário da corrupção por formigueiro ou corruptela, surge como resultado final da manipulação de um processo administrativo de decisão, através do qual os agentes de suborno e os subornados, compram e vendem um poder decisório em troca de benefícios privados criminosos. Quando a lógica da corrupção toma conta dos serviços, acaba a distinção entre interesse público e interesse particular. Todos os actos passam a ser geridos pela lógica do lucro fácil, do poder arbitrário, do caciquismo, da cunha e do clientelismo.

O acto corrupto torna-se possível pela manipulação – alimentada muitas vezes pela burocracia rígida dos serviços – das regras e das Leis, de forma invisível, graças aos pactos de silêncio e opacidade entre corruptor e corrompido. No fundo, a aplicação da velha máxima de que «a lei é rígida e a prática é mole», transforma-se na mola real dos mecanismos de corrupção. 

A violação dos deveres do cargo, do político, autarca ou funcionário – que deviam garantir a igualdade de tratamento dos cidadãos, a proporcionalidade, a justiça, a imparcialidade e a boa-fé, consagrados na Constituição –, tem um efeito de diapasão, com implicações políticas e sócio-económicas corrosivas para todo o aparelho estatal, incluindo o autárquico, e para a sociedade.

Ao reproduzir-se impunemente, a corrupção vai contaminando toda a estrutura pública, criando uma subversão desreguladora, porque a complexa teia de interesses e cumplicidades criada vicia o desenvolvimento do país e do próprio mercado. Surge em todo o seu vigor aquilo que se pode denominar «modelo de capitalismo felgueirense», se quisermos encontrar um chavão explicativo a partir de um fenómeno da realidade nacional actual.

O economista José Silva Lopes, numa entrevista ao Diário Económico, em Junho de 2003, refere estar muito preocupado com o «poder de alguns grupos de interesse no país (...) As corporações impedem o Governo de desempenhar as suas funções. Os lobbies mandam nos governos, não neste (em exercício) em particular. Têm uma influência determinante e são um grande obstáculo às reformas. Há lobbies em todos os países. Portugal também sempre os teve. Mas com a força que têm hoje, não me lembro».

Por seu lado, o Procurador-Geral da República, Souto Moura, numa entrevista ao diário Público, publicada em Janeiro de 2003, refere que «as pessoas (...) não podem deixar amolecer as consciências ao ponto de considerarem banais coisas que não o são porque violam leis, e vão corroendo o edifício do Estado e a sociedade por dentro. Aí, a corrupção é um dos elementos centrais».

Este processo de corrosão pode ocorrer, só para referir alguns exemplos, na Administração Fiscal, quando se trocam luvas por evasão fiscal, na autarquia, quando há a adjudicação de uma empreitada a uma empresa que paga o suborno em troca de outras mais competentes, na Administração Pública, quando ocorre a contratação de favor encapotada em concurso público, na atribuição de fundos europeus, quando são canalizados para empresas criadas para o efeito, sem qualquer capacidade técnica, e não para entidades genuinamente interessadas na formação de activos.

Deste modo, num quadro de desenvolvimento descontrolado da corrupção, o representante da autoridade pública transmuda-se voluntariamente para agente obscuro de um mercado clandestino, com fins pessoais ilegítimos, activista dos princípios da cunha, do clientelismo e do lucro fácil. As suas decisões não obedecem aos interesses do Estado e a critérios legais mas a objectivos mercantilistas. O seu poder de decisão é negociável, corruptível, determinado pelos interesses dos lobbies, e é da concretização destes últimos que ele extrai poder, benefício e enriquecimento pessoal.

A corrupção nos negócios passa a ser o negócio da corrupção. A igualdade e a imparcialidade são uma mera recordação longínqua, distante da vida das repartições ou dos serviços onde tais práticas se instalem. O funcionário público, ou político, corrupto deixa de ser agente do interesse público, colocando-se ao serviço de interesses privados, sejam eles os de empresas, de partidos, ou de pessoas singulares. A criação de uma teia subterrânea de influências e interesses deixa de ser controlável, e dá origem a um poder também ele subterrâneo, e a uma economia paralela.(.... )

Maria José Morgado

publicado por luzdequeijas às 10:50
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CORRUPÇÃO

 

QUINTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO DE 2014

PAÍSES MAIS CORRUPTOS

 

“Não vale a pena andarmos a discutir o problema da competitividade da economia portuguesa se não tiverem coragem de enfrentar, de uma vez por todas, o problema da corrupção. Dizem as Nações Unidas que somos o país mais corrupto da União Europeia. Provarei, através de uma diagrama da corrupção, que os mercados e, portanto, os países mais corruptos são necessariamente os mais pobres. A corrupção é um verdadeiro imposto encapotado, onde a economia perde mais do que aquilo que ganham os corruptos. “

 

Semanário, 13-12-2002

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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

PÚBLICO OU PRIVADO

“Começamos de bom humor, com um exemplo sobre (Coisas absolutamente diferentes entre o ensino público e o privado).

Fala-se de ensino como se poderia falar de outra atividade da vida social ou económica de qualquer país! Fala-se também, de uma entre milhões e milhões de outras mães possíveis:

“Hoje chegámos à escola e o portão estava fechado.
Ele sorriu, um sorriso enorme. Eu fiz aquela cara de quem passa por isto pela primeira vez na vida (andei sempre em colégios).
Olhei para ele e acabei-lhe com a festa:
- Podes desmontar o sorriso. Vais para casa ler, estudar e trabalhar. Em casa não há greve. “

 

A melhor forma de abordar este tema de público e privado só pode ser, com muito fair play e total abertura.

- Em boa verdade entre o nosso povo, existe uma ideia enraizada (por gente de esquerda) que passa por ser essa esquerda muito mais amiga dos pobres que a direita. Também, por ser a direita a defensora fiel do patronato desumano. As coisas no real, são bem diferentes.

- Mais se diz; que os exploradores do povo são os empresários, pois sem eles tudo correria com muito mais justiça, moralidade e respeito para todos os trabalhadores!

- Este embuste, é introduzido no povo que vota por gente de esquerda, pela comunicação social, certos partidos, e ideólogos, convictos ou não dessa realidade.

- Esta falsa doutrina, acarreta uma contínua vontade de muita população votar maioritariamente na esquerda. E só não acarreta mais prejuízos ao povo e ao país por, normalmente, a esquerda empossada na governação, somar desaires após desaires.

- Acontece que a nível mundial não existe qualquer exemplo comprovativo de tais convicções, tendo até acontecido terem sido extintas tais sociedades coletivistas postas em prática na extinta cortina de ferro e noutros pequenos países.

- Por outro lado está o povo convencido de que algumas “conquistas” do povo, como sistemas de saúde, escolar, transportes e em muitas empresas de dinheiros públicos, o povo não paga, ou paga menos, que pagaria se elas fossem privadas. Nestes casos o não pagamento é disfarçado pelos altos impostos pagos por todos, principalmente quando se pensa serem eles gratuitos! Acontece na realidade que a má gestão sempre existente na máquina estatal, é disfarçada pelos gigantescos números dos défices, não devidamente analisados e esclarecidos.

- Por último e como diz o povo, não há “almoços grátis”! E neste sistema apregoado pela esquerda paga-se mais com pior serviço, do que pagaria numa sociedade de serviços e economia privada. Os países mais desenvolvidos a essa conclusão chegaram há muito, e quanto ao Estado só aceitam o “Estado mínimo”.

- Uma forte e desenvolvida sociedade civil é o ponto de partida para a conquista de um melhor nível de vida para todos. Os empresários prestam um serviço inestimável em qualquer país. A esses indivíduos, no início, o normal é ninguém lhes reconhecer essa capacidade mas os factos vão demonstrando que eles, surpreendentemente, conseguem êxitos consecutivos, o que leva as outras pessoas a dizerem que eles têm “Toque de Midas”, ou seja, um dom especial de transformar todas as coisas em dinheiro.

- Por último, que ninguém desanime porque patrões haverá sempre e os piores são aqueles que não arriscam o seu dinheiro mas o do Estado, como acontece no apregoado socialismo. Vivem do apoio político e mal preparados deitam mão da demagogia e da falácia. As mais das vezes vegetam pelos terrenos pantanosos das gigantescas máquinas estatais! Sem criatividade, seguram-se num procedimento pouco disciplinador de maneira a evitar descontentamentos, enfim, a sua incompetência onera sempre os vultuosos prejuízos assumidos nos défices estatais e pagos por nós em impostos escandalosos.!  

publicado por luzdequeijas às 17:43
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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

OS CUSTOS DA TROIKA

À CONSIDERAÇÃO DE ANTÓNIO JOSÉ SEGURO .........

Portugal paga 34,4 mil milhões em juros à troika

Económico com Lusa   
25/11/11 08:32

 

Dados do Governo revelam que Portugal vai pagar 34.400 milhões de euros em juros pelos empréstimos do programa de ajuda da troika.

Este valor foi apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.

O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da 'troika' é 78 mil milhões de euros.

Durante o debate parlamentar do Orçamento Rectificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".

A resposta do Ministério das Finanças, 34.400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.

Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.

Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.

Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.

Já os empréstimos do Fundo têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5 por cento - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um 'spread' [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.

 

publicado por luzdequeijas às 16:07
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OLHOS FECHADOS, ESPADA E BALANÇA

A escultura "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no Brasil, segue a tradição de representá-la com os olhos vendados (para demonstrar a sua imparcialidade) e com a espada (símbolo da força de que dispõe para impor o direito). Algumas representações da justiça possuem também uma balança, que representa a ponderação dos interesses das partes em litígio.

"O líder do PS sustenta que o Estado (ou parte dele) está capturado e defende como medida de transparência que seja revelado o custo e o motivo dos organismos recorrerem a pareceres de consultórios de advogados externos.

"Não estou seguro que o Estado português esteja imune a interesses. Há partes do Estado que estão capturados ou em vias de o ser", afirmou António José Seguro, no encerramento da conferência "Uma administração pública eficiente e com qualidade", que decorreu este sábado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Em nome da transparência, Seguro defendeu que, quando organismos do Estado recorrem a pareceres jurídicos no exterior, deve ser publicitado o seu custo e o motivo pelo qual não são as próprias entidades do Estado a prestar esse serviço."

 

MEU DEUS! A culpa será dos consultores externos ou dos consultores internos? Antes de saber quanto se gasta em consultas externas, bem faria António José Seguro em curar de saber quanto gastam os serviços públicos a produzir um bom parecer e qual a sua capacidade de resposta. De estranhar, e muito, só agora estar agastado com estas dúvidas sobre consultas externas e a iniquidade dos recursos públicos. Nada terão eles a ver com o pedido de ajuda à TROIKA feito em 2011?

publicado por luzdequeijas às 15:45
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

ESCOLHA DA OBRA

 

Um dos mestres mais reputados da pintura chinesa, do início do séc. XVII escreveu, no livro das lições de pintura “Jardim de semente de mostarda”.

“Na pintura, é muito importante seguir o método. E, depois, tentar que cada aplicação deste método tenha profundo sentido. Quem domina a técnica pode não ver o sentido. Assim, é indiferente ter método, técnica, ou não ter. Para recusar uma escola, é necessário, primeiro, dominá-la. Se se procura um caminho fácil, é imperioso que, primeiro, se ultrapassem as dificuldades. Se se procura a pincelada firme e simples, tem que se trabalhar, primeiro, com um número considerável de pinceladas”.

E só depois de acumular experiência e tradições de escola, é que o artista começa a procurar o seu caminho próprio e original de autorrealização.

“O desejo de ser parecido com certo mestre é como alimentar-se com os restos de sopa dele. Ora, para mim, isso é pouco de mais”,- disse uma artista chinesa do séc. XVII Shi Tão.

Por mais habilidade e poder de imitação que demonstrem, os imitadores de grandes obras nunca alcançarão as alturas, os níveis conquistados pelos seus antecessores.

Com efeito, o processo de compreensão dos mistérios da arte não é apenas um estudo das práticas profissionais. É perfeição interior e constante.

Há onze anos, no r/C de um prédio, em Linda-a-Velha, foi inaugurada a escola de arte DinRic – St. Petersburg.

Artista e psicóloga russa, comecei a dar aulas de pintura com todo o apoio do meu marido, Ricardo Pereira. Esta a origem do nome da escola “DinRic”.

Pintar a Música – Dançar a Cor      

publicado por luzdequeijas às 18:41
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

SEGREDO DE JUSTIÇA

 

"Ainda no domínio dos limites à liberdade de informação, deve salientar-se a questão da preservação do segredo de justiça. Diz o Artigo 371.º do Código Penal:

<Quem ilegitimamente der conhecimento, no todo ou em parte, do teor de ato de processo penal que se encontre coberto por segredo de justiça, ou a cujo decurso não for permitida a assistência do público em geral, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias (…)>

Temos aqui um ponto particularmente polémico, já que, se a existência do segredo de justiça é incontestável (para defender a eficácia da investigação e o direito à presunção da inocência de eventuais suspeitos), discute-se muito se o crime da violação do segredo de justiça deve implicar apenas os agentes da justiça (investigadores, magistrados, funcionários policiais e judiciais, advogados) ou toda a gente, incluindo os jornalistas. E tudo indica que com o recente pacto sobre a justiça celebrado entre o PS e o PSD, os jornalistas possam também ser acusados de violação do segredo de justiça.

Suponhamos porém que, por alguma razão, um jornalista tem acesso a um dado que está em segredo de justiça. Ora, se ele desenvolveu uma investigação própria, paralela à investigação judicial, não pode saber (ou pode não saber) que aquela informação está em segredo de justiça, pelo que não deverá ter qualquer constrangimento em publicá-la. E, não se provando que ele tivesse tido acesso ao processo, não poderá ser condenado por eventual violação do segredo de justiça.

Se por outro lado, o jornalista tem acesso a informações que sabe estarem de facto em segredo de justiça, a experiência profissional que leva a consultar muitos documentos judiciais assim classificados, vai no sentido de aconselhar a utilizar essa informação de forma parcimoniosa. Embora deva produzir matéria noticiosa com ela, o jornalista terá o cuidado, por um lado, de não revelar a fonte ou a forma como obteve a informação nem de transcrever ipsis verbis partes de documentos sob tal estatuto e, por outro, de não publicar nada que não prejudique a investigação ou atente contra o princípio da presunção da inocência. Se responder em tribunal por violação do segredo de justiça, a culpa será exclusivamente do jornalista, por não ter tido os cuidados atrás descritos."            

publicado por luzdequeijas às 19:06
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

UMA VERDADEIRA SOCIEDADE CIVIL

 

Percebe-se que não existe na população uma ideia clara e bem definida, sobre esta importantíssima realidade na vida do nosso, ou de qualquer outro, país democrático.

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente.  A “Sociedade Civil” pode e deve deter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Em Portugal a sociedade civil está, quase completamente, dependente do ESTADO.

Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.

 

"O sociólogo Manuel Vila Verde Cabral, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e diretor do Instituto do Envelhecimento, avisa, no entanto, que o conceito de sociedade civil adotado pelos dois investigadores (da evolução democrática em Espanha e Portugal) está, quanto a ele, mais próximo daquilo que considera serem “grupos organizados” na sociedade portuguesa. “O que existe em Portugal são alguns lóbis poderosíssimos, que têm contribuído em grande parte para impedir uma ultrapassagem mais rápida da crise económica."

No domínio das associações, por exemplo, de acordo com uma investigação da Universidade Nova, no universo da defesa dos direitos dos trabalhadores, no ano 2000 havia mais de 50% de portugueses sindicalizados do que no outro lado da fronteira. E esse fosso já foi maior. Em 1975, 61% da população ativa em Portugal estava inscrita nos sindicatos, quase o dobro dos 33,8 % em Espanha de 1980."

 

Contudo, estamos a empobrecer sistematicamente! Esta elevada “pseudo” participação cívica em Portugal relativamente a Espanha, pode nada ter de valorativa se nos recordarmos dos lóbis atrás referidos. Se nos recordarmos da vida pouco democrática dos nossos partidos, ao arrastarem a sociedade civil para compromissos políticos pouco edificantes! Será mentira que quando os municípios detêm o privilégio da concessão de “subsídios”, e outros, às associações, tais subsídios ficam dependentes de um curvar a espinha à cor política que gere esses municípios? Seria bem fácil corrigir muitos desses desvios que corroem a tão elevada afiliação associativa. Bastaria não sujeitar os mesmos subsídios ao controle político local, mas sim, em alternativa ao cheque eleiçoeiro e partidarizável, seria fundamental que as Câmaras Municipais disponibilizassem apoios e condições locais para que os produtos culturais e a prestação de serviços sociais, recreativos e desportivos fossem a fonte legítimada receita fundamental para as atividades das associações. 

A verdade é que a prática associativa assenta na vontade de indivíduos dotados para tal. Tais indíviduos

não podem ser joguete de gente castrada para promover o voto amestrado. Sendo isto uma emergência

social que não pode ser lida fora do seu contexto – a sociedade em que vivemos – porque não se trata de um fenómeno de geração espontânea, nem de grupos (fora da constituição), releva da vontade de uns tantos que tenazmente se opõem às correntes partidárias submersas, para agirem livremente. É que se a Sociedade Civil for amordaçada ou subestimada, todos saímos a perder! E gente com alma associativa e forte participação cívica, não abunda por aí. E se for maltratada afasta-se para sempre, deixando de mãos vazias as apregoadas altas afiliações.

publicado por luzdequeijas às 18:44
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Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

A DIGNIDADE DE UM DIPLOMA

 

Para a comemoração do extinto Dia do Diploma, normalmente, e quando muito, apareciam os pais e os alunos premiados com os 500 euros da praxe. Dos outros alunos, não havia sequer notícia. Poucos se davam à maçada de perder uma tarde ou uma noite para ouvir discursos de circunstância e bater palmas aos ganhadores. Estes levantavam o diploma e regressavam a casa.

Nesta cerimónia tudo seria diferente, pressentia-se-lhe uma sabor a política!

O ex-primeiro-ministro iria entregar diplomas aos alunos para valorizar socialmente os CET, s, (Cursos de Especialização Tecnológica do IPL), nesta cerimónia de entrega de diplomas aos alunos do nível IV. Deste jeito pretendia-se incentivar os portugueses que não terminaram os seus estudos, a inscreverem-se nestes cursos que conferiam uma qualificação profissional e permitiam o acesso ao ensino superior. Também se queria valorizar o “amor à escola” e aumentar a confiança dos professores.

     

O Senhor Primeiro-Ministro vinha revelando uma notória obsessão com esta palavra conhecida por “Diploma”. Por vezes custa a entender estas coisas! Custa, principalmente quando um Presidente do Brasil se orgulha de ter sido um simples operário. Afirmou mesmo ser esse o seu melhor diploma. Todavia, recolhe a admiração e simpatia da grande maioria dos brasileiros.

A escolaridade é importante, mas, um país cheio de problemas como o nosso, não pode dar-se ao luxo de arvorar uma bandeira (a educação) que só daqui por muitos anos, noutras condições, nos pode resolver problemas que têm de ser resolvidos “hoje”.

Se dar diplomas, mesmo que “eufemisticamente”, resolvesse os nossos problemas, então o Senhor primeiro-Ministro daria instruções ao ME para enviar um a cada português que ainda o não tivesse.

O pior é que tudo isto não passou de eleitoralismo! Numa manobra que acabou por desacreditar o ensino. Um diploma é o maior símbolo de mérito, mas, deixa de sê-lo quando o seu significado é vulgarizado. Quando a escola deixa de “chumbar” e passa a distribuir “a esmo” diplomas atrás de diplomas.

Simultaneamente o Senhor Presidente da República, ao anunciar a Jornada do Roteiro para a Juventude, indicou que iria agraciar um casal de jovens agricultores, com baixa escolaridade, mas que está à frente de uma exploração leiteira de sucesso.     

publicado por luzdequeijas às 18:12
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Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

PREMONIÇÃO EM 2000

DEPOIS DA DÍVIDA COMEÇAR A ROLAR, NINGUÉM A VAI CONSEGUIR PARAR

“Como todos sabemos, a taxa de juro que o Estado paga na sua dívida pública é bem mais baixa do que a que se paga por um leasing ou por um empréstimo bancário. Não tem, pois, qualquer racionalidade económica o Estado recorrer a estas formas de financiamento, QUANDO DISPÕE DE OUTRAS MUITO MAIS BARATAS.

Porque o fez então o nosso Governo? Porque não corta nos seus gastos, porque gasta à “tripa forra” e depois não consegue cumprir o Pacto de Estabilidade. A solução que encontrou é fingir que   faz alugueres e inventar as denominadas portagens virtuais que é, uma forma de esconder a divida do Estado no balanço das empresas privadas, ocultando-a, assim, do orçamento que é, cada vez mais, uma peça virtual. Neste momento o Governo praticamente não paga nenhuma estrada das que está a fazer. São as construtoras que as pagam, ficando o Estado a dever. Essas obras serão pagas durante os próximos 20 ou 30 anos com taxas de juro elevadíssimas face àquilo que são as taxas da dívida pública. É a esta aldrabice que o Executivo chama pomposamente “estradas em portagem virtual”. Na verdade, o que está a acontecer é um brutal endividamento oculto do país, que as gerações futuras pagarão com língua de palmo. Os futuros governos terão de pagar com juros altos as obras deste Governo. O nosso potencial de crescimento económico está, assim, ameaçado de forma muito séria, pois estamos a falar de muitos milhões de contos.

Julgo que é importantíssimo sensibilizar a opinião pública para o que está a acontecer, pois só ela terá força suficiente para travar esta política suicida. Da minha parte não me pouparei a esforços na luta contra uma irresponsabilidade que vai sair caríssima a Portugal.”     

publicado por luzdequeijas às 17:35
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A LOUCURA DO ENDIVIDAMENTO

 

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 11 de setembro de 2012

Se a minha memória não me falha, Sócrates duplicou a dívida soberana de Portugal durante os seus seis anos de governação. Porquê? O PS venceu duas eleições prometendo coisas que dependiam do crédito obtido nos tais mercados internacionais. Exemplos? Em 2009, Sócrates aumentou a função pública e prometeu mais obras públicas. Nesse mesmo ano, Manuela Ferreira Leite e muitos outros avisaram vezes sem conta contra os perigos do endividamento. Os portugueses não quiseram saber, e foram atrás do "direito ao TGV" e outras demências. Que outro tipo de demência? Por exemplo, uma região sentia-se inferior caso não tivesse uns quilómetros de auto-estrada a passarem pelo seu território. As PPP e as ex-Scuts do dr. Paulo Campos nasceram destas ânsias populares. Quem foi o responsável pelo endividamento do Estado? Para responderem a esta pergunta islandesa, os portugueses não precisam de um tribunal, só precisam de um espelho.

E o endividamento privado? Aqui o cenário é um pouco diferente. Na política e na dívida do Estado, ninguém pode dizer que não foi avisado em relação aos perigos de Sócrates e do despesismo socialista; na questão do crédito à habitação (o centro do nosso endividamento privado), ninguém avisou as pessoas. Os bancos e os governos (através do crédito bonificado) potenciaram ao máximo aquele desejo português pela posse de terra. Mas, lá está, os portugueses não foram vítimas passivas, não há aqui teorias da conspiração. Se todas as regiões queriam uma auto-estrada, todos os portugueses queriam ser proprietários da sua própria casa, e ainda hoje olham com desconfiança para o arrendamento. Na mentalidade que se desenvolveu ao longo destas décadas, o sujeito que paga uma renda ao senhorio é um totó, "pá, estás a dar dinheiro a outro gajo, quando devias ter a tua casa". Resultado? Se a memória não me falha, a taxa de proprietários da Alemanha está abaixo dos 50%; em Portugal, está acima dos 80%. Neste tema, os portugueses têm razão para criticar bancos e governos, mas antes têm de olhar para um espelho. Este segundo espelho é mais pequeno do que o primeiro, mas não deixa de ser um espelho.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processar-socrates-so-precisam-de-um-espelho=f752130#ixzz2fl32ryXX

publicado por luzdequeijas às 17:31
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PAÍSES MAIS CORRUPTOS

 

“Não vale a pena andarmos a discutir o problema da competitividade da economia portuguesa se não tiverem coragem de enfrentar, de uma vez por todas, o problema da corrupção. Dizem as Nações Unidas que somos o país mais corrupto da União Europeia. Provarei, através de uma diagrama da corrupção, que os mercados e, portanto, os países mais corruptos são necessariamente os mais pobres. A corrupção é um verdadeiro imposto encapotado, onde a economia perde mais do que aquilo que ganham os corruptos. “

 

Semanário, 13-12-2002

publicado por luzdequeijas às 15:38
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO

 

>DÍVIDA TOTAL em Portugal cresceu e 84,3 mil milhões

Em quatro anos de austeridade, apenas as famílias e algumas empresas públicas fora do perímetro orçamental apertaram o cinto. O endividamento total na economia portuguesa, não parou de crescer desde o final de 2009. Em quatro anos, agravou-se em 12,8%. O Estado é o mais mal comportado e a dívida pública não parou de engordar neste período. Caderno de Economia do Expresso 01-02-2014

 

>TURISTAS - Fazem disparar aberturas de lojas de LUXO. Nunca houve tantas lojas de luxo a abrir em Portugal: já são mais de 10.000 m2 de área acumulada em Lisboa e Porto.

Economia Expresso - 01-02-2014

 

Ø Grupo BMW- PORTUGAL - bate recorde de vendas em 2013 Todas as marcas do grupo bateram recordes de vendas. Vendas cresceram 6.4% em 2013

 

  • REFORMADOS VIP RECUPERAM PENSÕES

Banco de Portugal devolve pensões com juro de 4%!

A decisão do Tribunal foi fundamentada no facto de os “Bancos Centrais” estarem proibidos de realizar operações de financiamento do Estado, invocando o princípio da independência. O regulador concordou e não vai recorrer.

CM 05~02-2014

 

É SÓ LER E CONCLUIR! O financiamento nunca seria do BP, mas sim dos seus funcionários. Eles não podem financiar o Estado, mas os reformados podem? Reformados e trabalhadores que em impostos pagam a esta gente escandalosamente privilegiada?

 

UM DIA ALGUÉM irá perdoar esta dívida, que PORTUGAL jamais conseguirá pagar! ONDE ESTÃO OS CULPADOS DE TUDO ISTO?

 

“Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o fator determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.

publicado por luzdequeijas às 18:55
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

CHRONOS

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

DIVINDADES GREGAS

 
 
 
 
 
 

Os gregos antigos tinham três conceitos para o tempo: chronoskairós e Aeon. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, Aeon já era um tempo sagrado e eterno, sem uma medida precisa, um tempo da criatividade onde as horas não passam cronologicamente, onde na teologia moderna é o tempo de Deus.

Chronos tem sido frequentemente confundido com o titã Cronos, especialmente durante o períodoalexandrino e renascentista.

De acordo com a teogonia órfica, Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogénito separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu.

 

Chronos, o Deus do tempo da mitologia grega, dormindo sobre a tumba de um certo Georg Wolff no cemitérioFriedhof IV der Gemeinde Jerusalems- und Neue Kirche de BerlimAlemanha, uma estátua de Hans Latt, esculpida por volta de 1904 e fotografada por Mutter Erde em 2006.

Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sob a forma de um homem idoso de longos cabelos e barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens.

Uma das representações mais bizarras de Chronos, é a de um homem que devora o seu próprio filho, num acto de canibalismo difícil de compreender na atualidade. No entanto, esta representação deve-se ao facto de os antigos gregos tomarem Chronos como o criador do tempo, logo, de tudo o que existe e possa ser relatado, a exemplo do Deus único e criador dos cristãosjudeus e muçulmanos, sendo que, por este facto, se consideravam como filhos do tempo(Chronos), e uma vez que é impossível fugir ao tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde vencidos (devorados) pelo tempo.

Uma explicação possível para esta representação é a confusão com o titã Cronos, que comeu os seus filhos para que não se rebelassem contra ele e lhe tomassem o poder da Terra como ele fez com o seu pai, Urano.

 

publicado por luzdequeijas às 18:55
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O TEMA SATURNO

O tema de Saturno está relacionado, segundo Freud, com a melancolia e a destruição e estes traços estão presentes nas pinturas negras. Com expressão terrível, Goya situa-nos frente do horror canibal das fauces abertas, os olhos em branco, o gigante envelhecido e a massa informe do corpo sanguinolento do seu filho. O quadro não somente alude ao deus Chronos, que imutável governa o curso do tempo, senão que também era o reitor do sétimo céu e padroeiro dos septuagenários, como o era já Goya. O ato de comer o seu filho foi visto, do ponto de vista da psicanálise, como uma figuração da impotência sexual, sobretudo ao compará-lo com outro dos afrescos que decoravam a estância, Judite e Holofernes, tema pictórico no qual a bela judia Judite convida o velho rei assírio Holofernes, então em guerra contra Israel, para um banquete libidinoso e, após se unir sexualmente, decapita-o.

O filho devorado, com um corpo já adulto, ocupa o centro da composição. Assim como na pintura de Judite e Holofernes, um dos temas centrais é o do corpo humano mutilado. Não somente o é o corpo atroz do menino, mas também, mediante o enquadre recolhido e a iluminação de claro-escuro extraordinariamente contrastada, as pernas do deus, sumidas a partir do joelho na negrura, num vácuo imaterial.

Emprega uma gama de brancos e negros, aplicada em manchas de cor grossas, só rota pelo ocre das carnações e a chama fúlgida em branco e vermelho da carne viva do filho. Sánchez Cantón comparou-o com o que pintara Rubens em 1636 para a Torre da Parada do Palácio de El Pardo de Madrid. No seu estudo assinala como a violência do de Goya é muito superior, despojado do seu pretexto de mitologia, prefigurando com isso o expressionismo.

Outra análise pode ser feita, se tomando por base a mitologia grega onde a imagem que se tem de Chronos (chamado de Saturno pelos romanos), é a de um homem que devora o seu próprio filho, num ato de canibalismo difícil de compreender na actualidade. No entanto, esta representação deve-se ao fato de os antigos gregos tomarem Chronos como o criador do tempo, logo de tudo o que existe e possa ser relatado, a exemplo do Deus único e criador dos cristãos, judeus e muçulmanos, sendo que, por este fato, se consideravam como filhos do tempo (Chronos), e uma vez que é impossível fugir do tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde vencidos (devorados) pelo tempo.

publicado por luzdequeijas às 18:16
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PINTURAS NEGRAS

Saturno devorando um filho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Autor Francisco de Goya
Data 1819-1823
Técnica Óleo sobre reboco trasladado atela
Dimensões 146 cm cm × 83 cm cm
Localização Museu do PradoMadrid

 

O quadro Saturno devorando um filho (espanholSaturno devorando a un hijo) é uma das pinturas a óleo sobre reboco que fazia parte da decoração dos muros da casa que Francisco de Goya adquiriu em 1819 chamada a Quinta del Sordo. Pertence, portanto, à série das Pinturas negras.

A obra, junto com as restantes "Pinturas negras" foi trasladada de reboco para tela em 1873 por Salvador Martínez Cubells por encomenda de Frédéric Émile d'Erlanger,1 um banqueiro belga, que tinha intenção de vendê-las na Exposição Universal de Paris de 1878. Contudo, as obras não atraíram compradores e ele próprio doou-as, em 1876, aoMuseu do Prado, onde atualmente se expõem.

afresco ocupava um lugar à esquerda da janela, no muro do lado leste, oposto à entrada do comedor do piso térreo da Quinta del Sordo.

Representa o deus Cronos, como é habitual indiferenciado de Chronos (Saturno namitologia romana), no ato de devorar um dos seus filhos. A figura era um emblemaalegórico do passar do tempo, pois Crono comia os filhos recém nascidos de Reia, sua mulher, por temor a ser destronado por um deles.

publicado por luzdequeijas às 18:11
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Domingo, 2 de Fevereiro de 2014

O POVO PAGA OS PARTIDOS

 

E os partidos políticos destroem o povo!

 

“A forma como os partidos têm funcionado tem-se vindo a degradar ao longo dos anos e é perfeitamente castradora da qualidade no país. A maioria dos portugueses, principalmente os de maior capacidade política e de mais nobres intenções, não tem paciência para uma vida partidária que, ao funcionar nos moldes tradicionais, exige, acima de tudo, vocação para tarefas menores e não para a defesa de convicções. 

Milhares de cidadãos que passaram pelos partidos saíram frustrados com aquilo a que assistiram. Atropelos à democracia, ausência de regras claras, votos amestrados, decisões políticas de orgãos jurisdicionais, quotas pagas por terceiros, cadernos eleitorais à medida, representatividade política meramente virtual, prioridade à discussão das tricas internas, organização deficiente e longe dos padrões médios atuais.

Esses cidadãos fugiram da vida partidária. São uma maioria e, ao tomarem essa decisão, estão a prescindir da principal riqueza do regime que é, precisamente, a participação. Nos moldes em que tudo tem funcionado, a responsabilidade desse afastamento é de todos aqueles que, tendo consciência de esta situação, nada fazem para a resolver.  Ao invés de se abrirem à “sociedade civil” e de a estimularem a ser o  “polícia” de olho atento na política, fecham-se em reuniões do “Meco” ignorando tempestades e ondas gigantes que os farão desaparecer de vez! Não haverá “praxes” que salvem aquele aglutinado de confrades, onde abundam os pactos de silêncio e, vejam só, “ direitos de pernada” em distribuição rotativa.

A qualidade da nossa classe política está intimamente ligada a esta problemática. Sem uma alteração do quadro atual, jamais será possível a sociedade poder aspirar a mais qualidade. (...) O mais penoso desta questão, prende-se, no entanto, com o facto de o ritmo de desenvolvimento de qualquer sociedade depender muito diretamente do nível e da capacidade dos seus dirigentes”. De há muito prolifera gente de “baixa estatura” atirada para altos cargos! Os “bons filhos” da nação, esses, estão enjeitados, por excesso de dignidade e vergonha!

 

publicado por luzdequeijas às 15:27
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OS PACTOS DE SILÊNCIO

 

Para todos os DUX, que por aí andam, ocultos:

“Vocês Dux … Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania de que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou-te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a autoestima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux.É ao contrário. É a reforçá-las.

Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. O Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma ação na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão Dux para as coisas e agora encolhes-te como um rato? Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não “empurram” colegas para a morte. Líderes lideram pelo exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. ISSO É SER LÍDER, DUX.”

  

publicado por luzdequeijas às 14:54
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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

PORTUGAL E O TOQUE DE MIDAS

A história que tem origem na mitologia grega, resultou na expressão aplicável às pessoas que ao contrário das outras, conseguem ganhar dinheiro com relativa facilidade, sendo sempre bem sucedidas, em todos os empreendimentos em que se metem.

A esses indivíduos, no início, o normal é ninguém lhes reconhecer essa capacidade mas os factos vão demonstrando que eles, surpreendentemente, conseguem êxitos consecutivos, o que leva as outras pessoas a dizerem que eles têm “Toque de Midas”, ou seja, um dom especial de transformar todas as coisas em dinheiro.

Seria bom que em Portugal tivéssemos agora alguém com este dom! Dava muito jeito! E dá, certamente jeito, ter neste momento um bom primeiro-ministro, ainda por cima estas pessoas apesar de tal facilidade em criarem riqueza, são normalmente muito poupadas. Ao contrário, os outros que não têm tal privilégio, são em regra, extremamente gastadores.

Por azar, não andam por aí Midas aos pontapés, mas já seria bom que os eleitores percebessem que um primeiro-ministro tem de ser parco na verve, experiente em matérias como economia, finanças públicas, relações humanas e, acima de tudo, usar transparência em todos os seus actos, de modo a granjear muita credibilidade para ele e para o país. Neste aspecto as coisas parece não andarem nada bem, herdámos uma pesadíssima herança. Culpa dos partidos e muita culpa dos eleitores, que nunca tiram conclusões das más experiências que vão somando. Urge, mudar comportamentos e mentalidades enquanto isso é ainda possível,a bem de todos. Revigore-se toda a sociedade cívil e que o Estado deixe de interferir em todos os negócios, direta ou indiretamente. Que as centrais sindicais deixem de fazer política, limitando-se a defender, com razoabilidade, os direitos dos trabalhadiores. Restaure-se, como nos países mais avançados o direito do Estado patrão e todos os empresários, poderem defender a nossa economia e as suas empresas, das greves injustas e polítiqueiras.

publicado por luzdequeijas às 12:52
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