Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

A REFORMA DO ESTADO

 

Tudo o que temíamos acerca do comunismo, que perdíamos as nossas casas, as nossas poupanças e que nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários, sem voz ativa no sistema político, corremos o risco de acontecer, neste entediante passar de anos desta política sem futuro. O sistema que continuamos a querer é outro, é o sistema dos nossos parceiros do norte da europa. E, sem uma completa reforma do Estado não vamos lá! O nosso sistema atual está bloqueado no pior sentido, porque não temos uma sociedade civil criadora de riqueza, mas temos sim, um autêntico Estado Socialista no Estado que temos: pouco produz e consome como ninguém mais! A CGTP, diz que a sua reforma é uma “declaração de guerra” à Constituição. Do Poder Local dizem: “Agregação de municípios é um “ataque ao poder local”. O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos considerou nesta quarta-feira, que o guião de reforma do Estado representa uma “declaração de guerra” à Constituição e aos portugueses e que o Governo “devia ter vergonha” dessa proposta. Não há dinheiro para nada, mas as greves continuam, sem qualquer respeito pelos utentes. O poder das centrais sindicais é demasiado. 

Nunca alguém terá ouvido de algum parlamentar do PCP ou BE, uma palavra de acordo, por qualquer realização do governo, antes, falam grosso, alto e com maus modos, sem nada dizerem! A comunicação social dá-lhes uma cobertura, em nada condizente com os votos obtidos. Assim, não saímos do mesmo!

Depois, para se diminuir a despesa pública para um nível que o Estado se possa sustentar e a um nível que os portugueses o possam sustentar, têm de se estender os cortes às prestações sociais e despesas com pessoal, que pesam 70% da despesa".

Em toda esta situação é clara e crescente a necessidade de se reformar o Estado e também o sistema político em Portugal. A insegurança que sentimos é, em grande parte, resultado da enorme falta de credibilidade com que os políticos e os partidos, as instituições e os agentes do sistema são vistos pelos cidadãos, este fosso tem, aliás, aumentado de dimensão.

Por tudo isto, é necessário, indispensável e muito urgente, concretizar uma urgente reforma do sistema político. Para tal, a urgente alteração do sistema eleitoral e do financiamento dos partidos são pilares fundamentais.

publicado por luzdequeijas às 19:36
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A ESPERANÇA

O POVO DESESPERA

 

( .) A esperança é a vacina contra o desânimo e contra a possibilidade de invasão do egoísmo, porque apoiados nela nos dedicamos à construção de um mundo melhor. A perda da esperança endurece os nossos sentimentos, enfraquece os nossos relacionamentos, deixa a vida em cinza, faz a vida perder parte do seu sabor. Porém, todos os dias somos atingidos por inúmeras situações que nos podem desesperar.

A esperança é o combustível da vida, a forma de mantê-la viva é não prender os olhos nas tragédias, pois a cada desgraça que contemplamos corremos o risco de perdê-lo [combustível]. Existe na mitologia grega a presença de uma figura interessante: uma ave chamada fênix, que quando morria entrava em autocombustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. A fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava.

O homem pode ser resistente às palavras, forte nas argumentações, mas não sobrevive sem esperança. Ninguém vive se não espera por algo de bom, que seja bem melhor do que o que já conhece, já possui ou já experimentou. Deus alimenta a nossa vida por meio da esperança!

Pe. Xavier

publicado por luzdequeijas às 17:37
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

O QUE É A DESORÇAMENTAÇÃO?

 

É O FIM DA CAMINHADA DO CONSUMISMO


Portugal bem como os outros países europeus que aderiram à Moeda Única assinaram o chamado Pacto de Estabilidade. Nesse pacto acordaram em gerir as suas finanças públicas de forma transparente e equilibrada. Tal acordo é muito importante, pois se ele não existisse, o euro seria um fracasso, porque se desvalorizaria permanentemente em relação ao dólar. Se os países do euro não forem forçados a manter as suas finanças equilibradas, o euro começará a desvalorizar-se sistematicamente, contra a moeda americana. Dito por outras palavras, nós começaremos a empobrecer gradual e sistematicamente em relação aos nossos principais competidores.

O Pacto de Estabilidade impõe, e bem, que o défice do Orçamento de Estado seja praticamente nulo e que a dívida pública nunca ultrapasse 60% do PIB, ou seja, da produção anual do país. É uma garantia mínima, para que a inflação seja baixa e a moeda europeia estável e forte. Com a subida dos socialistas ao poder, um pouco por toda a Europa, começou-se a assistir a um velado boicote deste pacto. Esse boicote foi a desorçamentação. São as dívidas a amontoarem-se fora dos orçamentos anuais, para serem liquidadas pelas gerações vindouras, ou então também, pelas gerações atuais com uma tremenda austeridade. O noso défice ultrapassou os 9% e a dívida os 120% do PIB! Escandaloso.

Com essa austeridade e esse desemprego galopantes, provavelmente, as pessoas perdem também a esperança e a vontade de virem manifestarem-se para a rua. As atuais manifestações da CGTP e do QUE SE LIXE A TROIKA, já começaram a entrar em fracasso e descrédito. Este é o sinal, que a falta de esperança se instalou para ficar.

publicado por luzdequeijas às 19:03
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

“AS CAPELINHAS”

 

Vivemos num país de “capelinhas”! Em Portugal é complicadíssimo que um cidadão ou um grupo de cidadãos consigam manter uma associação ou coletividade! A solicitação de um qualquer apoio governamental, camarário ou mesmo de uma junta (conferido por lei), transforma-se, subtilmente, num pedido armadilhado. Antes do subsídio que na maior parte dos casos não vem, surgem pressões de todo o tipo, diretas ou não, para que tal associação seja enquadrada num qualquer “grupo político” afeto ao domínio do decisor da subvenção. Esta realidade, esconde normalmente interesses políticos pouco confessáveis e vaidades ou invejas pessoais de baixa estirpe.

Deveria ser de valorizar todas as iniciativas de gente com provas dadas a favor da cidadania ativa, mas não, aquele que se mete em tais ideologias, acaba normalmente difamado na praça pública ou coisa ainda pior! Vivemos num mundo cão, dada a facilidade com que ministros ou autarcas, decidem sobre a entrega do dinheiro dos impostos pagos pelo povo! A lei pouco adianta, é sempre contornada.

É este espirito massificador, unificador e castrador – muitas vezes canhestro e arrogante, que impera entre muitas das cabeças que, nas mais das vezes, contornam a lei a favor dos seus interesses políticos ou pessoais. Destes e outros comportamentos iguais, resulta o estado do país que temos e nos sacrifícios que são pedidos ao povo. 

publicado por luzdequeijas às 19:11
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O FASCÍNIO DA RUA

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as  tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. 

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias... 

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela. 

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. 

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por 
entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas. 

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: 
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. 

Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. 

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.

Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira  deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem... 

publicado por luzdequeijas às 16:42
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A LUZ AO FUNDO DA CAVERNA

 

Ainda estamos numa fase em que as terríveis mas aliciantes possibilidades da sociedade da informação, nos rebentam mais vezes nas mãos, do que propriamente no alvo a atingir. Assim, subsiste o risco de não percebermos nada do atual momento civilizacional! De não percebermos os motivos do modo como o povo vota, a maioria das vezes. Onde para a sabedoria popular? Onde estão as virtudes da democracia?

Platão resumiu na conhecida alegoria, a sua visão de um povo ignorante, prisioneira das sensações de uma envolvente armadilhada e de imediatismo de uma curta perspetiva. As raras pessoas que com grande dificuldade se libertam das amarras dessa “caverna”, depois de uma espinhosa caminhada, vão percebendo novas dimensões; primeiro os objetos e a fogueira, já fora da caverna, tomam consciência da verdadeira realidade, a origem e a explicação de tudo aquilo que existe!

A conceção da caverna apresentada no livro VII da República, está longe de ser consensual. Aquela que se afigura mais “diferente” consta da tradução portuguesa da República de Platão, na Fundação Calouste Gulbenkian. A tradutora interpreta assim essa cena:


“ Homens algemados de pernas e pescoços desde a infância, numa caverna, e voltados contra a abertura da mesma, por onde entra a luz de uma fogueira acesa no exterior, não conhecem da realidade senão as sombras das figuras que passam, projetadas nas paredes, e os ecos das suas vozes. “


Como pode este povo perceber as ciladas daquilo a que chamam, atualmente, democracia? Como pode ele defender os seus próprios interesses, se não enxerga os contornos, sequer, dos seus reais interesses?

Dentro da caverna estamos nós, a fogueira e os outros objetos. Platão não nega que haja alguma luz nas etapas da nossa “libertação”, porém a verdadeira luz está no exterior, e não é a luz vacilante da fogueira, mas a luz fulgurante do sol. 

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Sábado, 19 de Outubro de 2013

A REVOLUÇÃO DE GUTENBERG

 

Nos finais do século XYI, era normal imprimir-se papel na Europa e foi exatamente essa tecnologia que permitiu a expansão da imprensa. Ou seja, dominou-se a impressão de notícias, informação, opiniões, em suma todo o tipo de texto e mais tarde de imagens. O papel de impressão existia já na Europa, vindo da China, o que permitia imprimir as vezes que fosse preciso num suporte leve, maleável e transportável. A máquina, veio permitir que quanto mais se imprimisse mais se difundia. A revolução é total. O responsável por este importante avanço foi o alemão Johannes Gutenberg (c. 1398-1468). Trabalhou numa máquina original que no essencial parecia uma prensa de azeite. O primeiro livro que Gutenberg imprimiu, foi também o primeiro a ser editado na Europa tratando-se de A Bíblia.

Depois, a imprensa teve uma enorme evolução tecnológica. Da prensa manual passou-se para a tipografia a vapor e depois para a rotativa elétrica, hoje totalmente mecanizada, onde a matriz já não é plana, mas cobre uma superfície cilíndrica, rodando sem fim sobre uma extensa folha de papel em movimento desenrolada de uma bobine. 

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Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013

FALANDO DE CONSTITUIÇÕES

 

Coisa estranha, ou talvez não, mas a verdade é que a Inglaterra não tem constituição! Quando se fala sobre a Europa costuma-se partir da ideia de que ela é um continente moderno, de cultura milenária, etc. Afinal, um continente modela em muitas áreas, o que na verdade também o é. Mas a Europa, tem também coisas estranhas e entre elas escolhemos falar da Inglaterra, com um sistema de governo democrático monárquico, do qual se diz ser a mais antiga democracia do mundo se excluirmos deste raciocínio a Grécia Antiga.

Faz parte da comunidade das nações que cada país tenha uma Constituição que, na definição do “Aurélio”, é  “uma lei fundamental e suprema dum Estado, que contém normas respeitantes à formação dos poderes públicos, forma de governo, distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos...”. Todos os países do mundo ocidental têm uma constituição, com uma exceção: a mais antiga democracia, a Inglaterra, não a tem.

Há políticos da Comunidade Europeia que há tempos criticam a Inglaterra por aquilo que definem como anomalia política inconstitucional e pedem para que os ingleses ponham a casa em ordem. Estes, no entanto, não se importam pois já convivem com esta anomalia desde o século 13, século da Magna Carta, e tudo indica que assim permanecerá para os séculos vindouros.

publicado por luzdequeijas às 16:56
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VIAGEM AO PASSADO

Moldada neste espírito, foi pintada por quatro mãos e duas almas. E uma grande paixão pela época dos anos 20 levou-nos aos interiores recheados de objetos antigos, tecidos feitos à mão, mobílias do tempo e livros antigos. Embora sejam coisas reais, tudo o que aparece nestes quadros transmite um ar romântico e sonhador. O romantismo sente-se na leveza da pincelada e na paleta das cores. A suavidade da luz tem a sua discreta presença em tudo.

O nome deste estilo exprime a ideia de as artistas mostrarem ao espetador lugares comuns da nossa vida, do ponto de vista romântico: um recanto de varanda, um corrimão de ferro antigo. No chão, um cesto com flores do campo. Na cadeira de ferro, outro cestinho. Vista pela janela, uma panorâmica da floresta com um caminho a desaparecer ao fundo. Uma suave paleta da cor do quadro, luz penetrante nos objetos do passado, tão queridos à alma do artista.  

DINARA DINDAROVA

publicado por luzdequeijas às 15:53
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A SALSA

Um pouco de história


A salsa é, sem dúvida, uma das ervas aromáticas mais utilizadas no mundo. Os antigos egípcios e os gregos chamavam-lhe o aipo da montanha e usavam-na para tratar dores no estômago e problemas de bexiga. Os gregos utilizavam-na contra a epilepsia e como regulador do sistema nervoso. Simbolizava ainda a festa e a alegria partilhada e costumavam coroar os vencedores das corridas com uma coroa de salsa.

Grande conhecedor de plantas Plínio, o velho, no século I, já atribuía à salsa poderes curativos e aconselhava a colocar alguns rebentos nos lagos devido aos efeitos curativos que exercia sobre os peixes. Kunzle (1857-1945), um abade suíço grande conhecedor da flora alpina, recomendava a salsa contra o sangue na urina, micções dolorosas e inflamação da próstata. O herbário galês do século XII menciona a salsa como geradora de sangue.


publicado por luzdequeijas às 15:17
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UM DIREITO UNIVERSAL

 

Estamos perante a universalidade do direito à liberdade de expressão e de informação (artigo 37.º da nossa Constituição): “ Todos têm direito à liberdade de opinião e de expressão; “este direito abrange a liberdade de emitir opiniões sem interferência externa, porque de contrário estaríamos no âmbito da censura, e tentar receber e partilhar informações e ideias através de qualquer órgão de informação, sem qualquer tipo de limitação”.

Na mesma linha de orientação, o jornalismo deve ser uma profissão aberta, sem formação especial, nem da necessidade de ter qualquer curso de jornalismo, embora, haja uma lei que protege a atividade de jornalista, que é o Estatuto do Jornalista. Todavia, a nossa constituição estipula que qualquer cidadão tem o direito de informar. Este é um conceito que radica na filosofia subjacente ao artigo 37.º, e não é exclusivamente português, pois, é um conceito que existem em todas as sociedades abertas e democráticas. Todas as constituições e mesmo em Inglaterra, sem ela, garantem este direito como direito universal. No mesmo sentido vai a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que garante os direitos e garantias básicos do cidadão, desde 1948. Aliás, um ponto desta Declaração diz, na sua essência, o mesmo que o artigo 37.º da nossa Constituição!

A liberdade de expressão e informação são sempre referenciadas universalmente, e é delas que deriva a profissão de jornalista.

 

publicado por luzdequeijas às 14:57
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A LEI DA SELVA

 

Todo e qualquer ser humano, é constituído por uma certa porção de matéria e, também, por uma parte espiritual. Daqui resulta que um dado ser humano ocupa um espaço que não pode ser ocupado por outro ser humano, mas que carece de diversas necessidades, em razão de um ser vivo que é e, também, por estar em constante modificação. Em função da sua parte animal, está sujeito a todos os condicionamentos impostos pelas leis naturais.

Da mesma forma que os animais o homem, também, se tem conduzido pela lei da selva, a que muitos têm chamado, sub-repticiamente coisas como: “lei da sobrevivência dos mais fortes”, “lei do mais forte”, “luta de classes”, etc. Mesmo que muitos o queiram negar, o homem sempre foi e continua a ser um guerreiro cruel, dominador e devorador dos mais fracos. Isto, explica muita injustiça e revolta que pairam sobre o mundo em que vivemos!

publicado por luzdequeijas às 13:17
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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

UM DIREITO CONSTITUCIONAL

 

Talvez haja vantagens em começar este tema, relacionando dois vetores profundamente interligados: a liberdade e o jornalismo. Para o fazermos lembremos aquilo que a nossa Constituição estipula sobre liberdade de expressão e a sua influência no jornalismo. Diz a constituição (artigo 37.º): “Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.” Ora o jornalista tem o direito de informar um coletivo, uma comunidade através de um órgão de informação e da comunicação. Este processo exige a existência de um emissor e um recetor. O jornalista é o emissor através do seu órgão de informação e o público, em geral, será o recetor. Ao conjunto dos órgãos informativos também se chama média ou média na sua forma aportuguesada.

Jornalismo significa comunicar aquilo que é novo, a informação inédita, ou seja, não conhecida. Daí o conhecido aforismo, muito usado quando se fala de jornalismo: “Notícia não é quando o cão morde o homem, mas quando o homem morde o cão”.  

publicado por luzdequeijas às 17:39
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

NÃO PODE HAVER PERDÃO

 

Nos países do sul da Europa, vivem-se tempos de grande sofrimento e angústia. Ainda há pouco tempo atrás, os seus habitantes, confrontados com sacrifícios menores, indignavam-se e saíam à rua em protesto! A onda era de ganhos fáceis e consumo ao desbarato. O nível de vida sempre a subir!

As pessoas teriam invocado direitos adquiridos, promessas eleitorais e coisas do género. Hoje, preparam-se para perder dois dos catorze meses de salário anual; salários da função pública e todas as pensões reduzidos, desemprego etc.; idade de reforma aumentada; subida de todos os impostos; extinção de entidades públicas e várias empresas públicas privatizadas. De forma menos planeada, o caos em que caiu a situação financeira destes países, com as taxas de juro a subirem e o crédito a ser cortado, farão fechar muitas empresas, destruirão muitos postos de trabalho, obrigarão à falência de bancos e reduzirão a pó muitos depósitos bancários, porão muita gente na miséria.

As Bolsas de Valores não param de descer. Podem protestar o que quiserem, na certeza de que, quanto mais protestarem, pior. Os agitadores de serviço, assumem postura de “gente grande” nas televisões e jornais! Coitados, pedem a queda do Governo, como se houvesse algum governo capaz de solucionar o caos que nos arranjaram!

O inacreditável é que tudo isto poderia ter sido evitado, com um pouco de responsabilidade e de bom senso. Tem responsáveis, sim, aos olhos de toda a gente, por mais que a autoestima os reconforte.

E não venham dizer que a culpa é dos credores, das agências de rating ou da senhora Merkel.

Para um mal destes, não pode haver perdão. No caso de Portugal há um silêncio ensurdecedor e castigo para quem tenta evitar o desastre total. É tudo tão estranho, que mais parece haver medo de falar claro e enfrentar os culpados! Com tanto sofrimento, não pode haver perdão!

publicado por luzdequeijas às 20:38
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SÃO MIGUEL ARCANJO

 

SMiguel

ORAÇÃO A S. MIGUEL

Ó glorioso S. MIGUEL,
protector da nossa alma 
e da nossa vida,
livrai-nos de todas as adversidades 
e de todo pecado,
fazei-nos crescer no amor 
e no serviço de Deus,
alcançando d’Ele a graça 
de perseverar até ao fim
para que possamos estar 
eternamente na Sua presença. 
Arcanjo S. MIGUEL,

protegei-nos nos combates 
contra o mal e contra o pecado,
guardai-nos com o teu escudo protector 
e livrai-nos de todas as ciladas do mal 
e do demónio.  Amen.

 

publicado por luzdequeijas às 18:37
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HISTÓRIA DO ABONO DE FAMÍLIA

 

Anos 40-60 “subsídio ao chefe de família”


1942 Introdução do Abono de Família (AF); trabalhadores por conta de outrem do comércio ou indústria a descontar para as caixas do abono, direito do chefe de família legitimamente casado com descendentes até 14 anos, 18 com bom aproveitamento escolar, sem limite de idade se incapacidade para o trabalho; alargado a ascendentes

1958 Limite de idade ampliado

1960 Introdução subsídios casamento, nascimento, aleitação

1962 Integração no sistema de previdência social

1969 Alargamento aos trabalhadores rurais

1973 Majoração para o 2º e 3º filho

Pós 25 de Abril “subsídio à criança”

1974 Aumento do AF e fim da majoração

1977 Reforma do AF: direito da criança (nascida dentro/fora casamento) requerido por qualquer um dos cônjuges (igualdade entre sexos); dependência de carreira contributiva (6 meses)

1978 Fim de AF para ascendentes    

1980 Reintrodução da majoração a partir do 3º filho; bonificação a partir do 4º filho reforçada só nas famílias carenciadas

1985 Majoração só nas famílias carenciadas (3º filho)

Anos 90-2010 “subsídio à criança pobre”

1997 Diferenciação do montante do AF por 3 escalões de rendimento; designação muda: “subsídio familiar a crianças e jovens”; majoração no 1º ano de vida; mantém-se majoração a partir do 3º filho: escalão 1

2001 4 Escalões de rendimento (mantém-se majoração a partir do 3º filho: escalão 1 e 2)

2003 Seletividade: AF só para famílias pobres (rendimentos inferiores a 5 X SMN); criação de 5 escalões; independente da carreira contributiva (novo critério: residência); fórmula de cálculo favorece famílias numerosas; introdução de 13º mês para o 1º escalão; designação: “abono de família para crianças e jovens”

2006-2008 Seletividade alargada: inclusão de não nacionais com autorização de permanência; criação do AF Pré-Natal (a partir 3º mês gravidez) e majoração no AF para crianças 12-36 meses se nascimento de 2º filho (duplica), 3º e seguintes (triplica) (2007); reforço para famílias carenciadas (+ 25% 1º e 2º escalão) e monoparentais (majoração 20%); 13º mês para todos os escalões

2010 Seletividade reforçada: regras de acesso mais restritas no cálculo das condições de recurso e eliminação do 4º e do 5º escalão de abono, do 13º mês no 2º e 3º escalão e da majoração de 25% das prestações no 1º e 2º escalão.

Quando os socialistas matam o abono de família que existe desde 1942...

2 Novembro 2010, 19:19 (depois das eleições)

Ou muito me engano ou José Sócrates não sabia que o abono de família tinha sido criado em 1942. O proclamado defensor do Estado Social acaba a retirar o abono de família a quem tem 629€ de rendimento. A vergonha é tanto maior quanto Sócrates tira o que até o Estado Novo dava (e não havia sequer Estado Providência...)

Agora, num clima de austeridade, proveniente dos mandatos socialistas e da TROIKA, chamada pelo PS, este partido de memória curta, critica o corte nas pensões de sobrevivência nas reformas acima de 2000 euros! O Governo garante que a medida visa sobretudo quem tem rendimentos mais elevados e que o objetivo é poupar 100 milhões de euros.

publicado por luzdequeijas às 15:06
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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

O POTENCIAL DE CRESCIMENTO DE PORTUGAL

 

Bruxelas tem revisto sucessivamente em baixa a capacidade de crescimento portuguesa. É a mais baixa desde 1970! Se nos situarmos nos primeiros anos da década de 70 o valor do crescimento, andava nos 6%! Para os anos 2006 e 2007, as previsões da UE não vão além de 1,2%. Entre os países da UE, Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer. Apenas a Alemanha, a sair de uma espécie de estagnação, apresenta um nível próximo de 1,4%. Relativamente a Portugal, o seu potencial tem vindo a abrandar repentinamente, enquanto a maioria da economia europeia apresenta uma tendência crescente. Esta realidade portuguesa, não estará desligada dos conceitos socialistas a favor do consumismo e das obras públicas. O crescimento da década de 70 foi produto do “rapar do tacho”, ou seja, o resultado das finanças herdadas do anterior regime. Depois disso, os valores apesar de baixos, são irreais! São-no, porque foram alcançados sugando uma dívida que se tornou num monstro que, hoje, não conseguimos dominar. Apesar desta realidade, vários lóbis com uma descarada atitude e, mais ou menos, sempre à sombra de um Estado gigantesco e gastador, querem continuar na mesma linha de atitude, no domínio da economia. O problema não é deste Governo ou deste primeiro-ministro, tão pouco seria de outro Governo ou outro primeiro-ministro. O problema será mesmo, assim parece, dos fabulosos grupos de interesses em plena atuação e dos lóbis que os mesmos semeiam num Estado sem patrão, ou seja, "sem rei nem roque"!

A produção de bens transacionáveis, parece ser o caminho. O povo tem grandes virtualidades, não aproveitadas, e o país também. O mar poderia ser a maior delas! Os portugueses têm de gritar bem alto: “deixem-nos trabalhar” e reduzam este Estado Monstro que temos, senão, qualquer dia nada, nem ninguém, nos salvará!  

publicado por luzdequeijas às 17:36
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

LIBERDADE DE APRENDER E ENSINAR

Artigo 43.º da CONSTITUIÇÃO

1. É garantida a liberdade de aprender e ensinar

2. O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.

3. O ensino público não será confessional

Ficará então a obrigação de perguntar à FENPROF (anúncio no CM de 14-10-2013):

Porquê a total proteção dada ao ensino, dito, oficial? Para que haja cumprimento do ponto (1), será necessário fixar um custo por aluno, e sem outras proteções, dar liberdade ao público e privado (sem fins lucrativos), mesmo nas instalações do Estado, e na sua manutenção! 

Do mesmo jeito se interrogam os termos da Lei 46!86 artigo 37º nº1 ou o artigo 75º da Constituição que a FENPROF invoca para defender a construção de mais escolas! para serem entregues àquilo a que chamam “ensino público”. Esta legislação nunca diz que o Estado deve construir escolas, a fim de as entregar somente àquilo que querem chamar indevidamente de "ensino público".

Em boa verdade o artigo 43 da Constituição no seu número 2 determina:

“O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.”

Quando a FENPROF invoca a construção de mais escolas a serem entregues ao ensino público (?) (ensino dado a toda a gente mediante programa do Estado), não podem excluir essas escolas construídas, de serem também entregues às Escolas com Contrato de Associação (sem fins lucrativos). Podia e devia ser mais incrementado este tipo de ensino em edifícios do Estado. Pensamento único, não é DEMOCRACIA!

Porquê, serem somente entregues às escolas no domínio do Ministério? Para haver igualdade terão de ser entregues, também, ao ensino privado, que também é público!

O país está altamente endividado com a construção de muitas Mega escolas (com luxos chocantes), os portugueses não têm uma economia que lhes dê emprego e têm de emigrar, depois de formados pelo Estado e ainda há o descaramento de pedirem mais construção? O abandono de escolas nas aldeias, ainda muito funcionais, é um crime por infringir o ponto n.2 do artigo 43º da Constituição? E quem produz riqueza para pagar tudo isto? Estamos na presença de programação da educação por diretrizes ideológicas, políticas e filosóficas! O Estado é que é bom! Isso é uma mentira que está a custar muito cara aos portugueses! Artigo 43 da Constituição, número 2 (motivações ideológicas, no caso o socialismo/comunismo).

Chega de socialismo barato para não dizer comunismo, em falência. Portugal tem de ser um país moderno e democrático e esta ideologia socialista não tem lugar em qualquer democracia séria!


 





 

publicado por luzdequeijas às 19:20
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O SÉCULO DE PÉRICLES

 

"As reformas políticas realizadas por Péricles ao longo de sua carreira política, transformaram Atenas numa cidade recém- saída dos males causados pelo exército persa de Xerxes I, numa potência política, económica e cultural não apenas da Grécia, mas da Europa".

Leandro Vilar 


Péricles fora um notório militar e político da Grécia Antiga, sendo principalmente lembrado pelas suas realizações na política, pois fora um árduo defensor da democracia no seu tempo. Proveniente de uma respeitada família da aristocracia ateniense, tendo tido uma educação liberal e de qualidade, cresceu numa Atenas devastada pelas Guerras Médicas, mas com a ideia de um dia se tornar político e poder recuperar Atenas. Homem de palavras firmes, pensamento astuto, oratória envolvente e cativante, Péricles estava preocupado com a sua cidade e o seu povo, para ele a democracia que Atenas vivenciava no seu tempo ainda não era digna de ser chamada de democracia (devemos ter em mente que o conceito de democracia daquela época difere do de hoje), pois as alas conservadoras impunham uma forte restrição ao direito dos cidadãos. 

Péricles combateu os conservadores, os corruptos, os traidores, teve que combater ameaças de guerras das outras cidades-Estados, como também empreendeu suas próprias batalhas. Também se dedicou a promover o desenvolvimento económico, social e cultural de Atenas, transformando-a numa potência no seu tempo. Seus feitos levaram Atenas e a Grécia a entrarem na Era Clássica da sua história, onde o "império ateniense" vivenciara os seus tempos dourados, ao ponto de os historiadores falarem que o século V a.C, fora o Século de Péricles. 

 

publicado por luzdequeijas às 18:15
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O COMPLEXO DO ESTADO

 

Muitos de nós, estudámos no liceu o “Século de Péricles”, na Grécia antiga, um período de prosperidade oferecido por um grande chefe. Também a prosperidade trazida a Portugal pelo comércio resultante das descobertas encontra a sua base na magnífica organização estabelecida pelo Infante D. Henrique. São muitos os bons exemplos de homens que ficaram na História pelas suas altas qualidades de liderança. Os povos têm uma certa consciência da importância dos líderes. Ninguém contesta a importância de um bom treinador na condução de uma equipa, ou a importância fundamental de um maestro na qualidade de uma grande orquestra, etc.

Sempre que se pretendeu caminhar numa liderança bicéfala, a experiência falhou! Sempre que se pretendeu erguer um país num coletivismo estatal, esse país falhou e falhou também a concretização da experiência soviética de um socialismo mundial (comunismo). Não por falta de chefes, mas por falta da liberdade e responsabilidade individual.

Tudo isto vem a propósito, de uma carta aberta da FENPROF intitulada:

“Defender a Escola Pública é lutar pelo futuro”

Esta é uma afirmação chocante para a liberdade de pensamento dos portugueses! As escolas com “Contrato de Associação” só podem existir em locais nos quais não haja uma escola dita pública. Todavia, nos “rankings” anuais, acabam os anos letivos com as melhores classificações e com custo por aluno muito mais baixo que as escolas ditas públicas!

O Estado Patrão deve existir para definir os limites do exercício e o seu cumprimento, na atividade cultural, económica, social etc. dentro do país. Deveria deixar-se à Sociedade Civil a execução das respetivas atividades, no País. Por exemplo, entregar aos professores que o quisessem assumir, a gestão privada do ensino público. Deste modo, a FENPROF perderia muita da importância atual, mas os portugueses ganhariam um ensino mais barato e de maior qualidade|

É assim nos países mais evoluídos, aqui em Portugal, por influências do dito socialismo anacrónico, o Estado gasta aquilo que o País não tem, e presta um mau desempenho aos cidadãos. E os portugueses morrem afogados em impostos!

 

publicado por luzdequeijas às 18:00
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Domingo, 13 de Outubro de 2013

ESCOLHER EM LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

 

A liberdade e a responsabilidade estão tão ligadas na medida em que só somos realmente livres de formos responsáveis, e só podemos ser responsáveis se formos livres.

O homem nasceu para ser livre. Ao podermos viver livremente em contexto de escolhas, é essa capacidade de escolher em liberdade e responsabilidade que nos faz sentir, seres livres. Se escolherem por nós a escola, o emprego, o hospital, a igreja, etc., nunca seremos seres humanos livres. Chega que nos escolham o cemitério!

A responsabilidade de escolher implica que sejamos responsáveis antes do ato (ao escolhermos e decidirmos racionalmente, conhecendo os motivos da nossa ação e ao tentar prever as consequências desta), durante o ato (na forma como atuamos) e depois do ato (no assumir das consequências que advêm dos atos praticados). No caso concreto do ato eleitoral, não podemos escolher por amor ao partido, à nossa ideologia ou como castigo a alguém, e depois lavarmos as nossas mãos, se a escolha não foi certa!

publicado por luzdequeijas às 17:10
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Sábado, 12 de Outubro de 2013

LÓBI À ANTIGA

 

Segundo a lenda, um homem terá sido mordido por um lobo, em noite de lua-cheia. Em consequência disto, esse homem passou a transformar-se em lobisomem todas as noites que esta lua aparece. No caso de este homem morder uma pessoa, esta passará a possuir o mesmo feitiço!

A lenda do lobisomem tem, provavelmente, origem na Europa do século XVI, embora traços da mesma apareçam em alguns mitos da Grécia Antiga. Neste, como em muitos outros casos, permanecemos agarrados ao lóbi à antiga portuguesa. Certamente por este facto, a palavra lóbi tem para nós um sentido pejorativo!

Na europa mais desenvolvida, a palavra lóbi assume a forma de um contrapoder indispensável ao exercício de uma plena democracia. É de resto, um recurso de pressionar aqueles que elegemos a prestarem atenção aos interesses de quem os elegeu. É uma profissão regulamentada, com um código de ético claro, publicado aliás no site do Parlamento Europeu.

Por cá, dentro ou fora do parlamento, a palavra «interesses» também está injustamente mal cotada. E isso é injusto, porque ainda falamos de «interesses económicos» como se não fossem legítimos, quando o são. Os lobistas são o braço armado da sociedade civil. Até o Vaticano tem um lobista. Quantos lobistas estão acreditados no Parlamento Europeu neste momento? Mais de 4800 aproximadamente, sendo que o limite é 5 mil. Mas não é só no PE, existem em todas as outras organizações europeias.

Em Portugal, infelizmente, ao fim de quase 40 anos de democracia, ainda não entendemos nada disto! Ou melhor, não quisemos entender. Preferimos o pedido, a cunha, ou o tráfico de influências que não tem nada de transparente. Nisto, como no resto, temos medo da transparência, e esta é uma das razões do lodaçal onde nos encontramos!

publicado por luzdequeijas às 17:46
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

CORAGEM, PARA MUDAR DE POVO

 

Existem países e povos que, amargurados de muitas décadas de empobrecimento, deram as mãos e mudaram tudo, inclusive, o próprio povo. Desistiram de dizer mal de tudo e de todos e assumiram ser eles mesmos, a fazer a mudança do país!

Tiveram justamente a consciência de que só teriam êxito se desistissem de copiar o passado. Decidiram, ao contrário, criar o futuro, guiados pelos seus sonhos.

Não se fala de utopia, fala-se de acordar e seguir em frente. Em Setembro os portugueses poderiam ter mudado o seu País. Teriam saído à rua para dizer que desejavam um novo modelo político, gestão pública eficiente e serviços públicos decentes. Também uma nova economia e porque não um Estado muito menos esbanjador e muito mais competente?

O recado seria claro. Só iria sobreviver politicamente quem estivesse à altura dos novos tempos, quem tivesse coragem para mudar e abandonar formas ultrapassadas de governar. Mas não, continuaram na "mentira" de castigar quem governa há dois anos! De quem recebeu um país totalmente endividado e sem credibilidade externa. Um país com um contrato assinado por um primeiro-ministro, em representação do povo. Sem esse contrato estaríamos todos a morrer de fome! Nada resistiria; empregos, assistência médica, salários, educação etc. Não haveria dinheiro para nada! E depois disto o que é que o povo faz? Vota em prisioneiros, vota em quem arruinou este país e assinou uma submissão de Portugal de má memória, com o estrangeiro. Vota para castigar quem está a governar sem o mínimo de condições de todo o tipo. Os culpados de tudo isto, passeiam-se pela rua e ganharam as eleições! Falam alto e grosso nos órgãos de comunicação social! O povo também, e julga que castigou  alguém, afinal, castigou-se a ele próprio!! Então, temos ou não de mudar de POVO?

publicado por luzdequeijas às 18:30
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MAIS ENSINO PRIVADO

SEMPRE A MESMA LADAÍNHA!

Todos os anos a nossa imprensa dramatiza com o elevado número de professores (?) que não foram colocados. Nunca se passa disso. Nunca se fala de recorrer mais ao ensino privado (isso cheira a crime). A qualidade do nosso ensino, por mais que queiram defendê-la, não serve aos alunos, a economia, nem o país no seu todo!

Nada melhor do que recuarmos até ao ano de 2008, e relermos a notícia publicada no DN:


“ Não chegaram a oito mil – foram 7856 – os candidatos que encontraram uma vaga no último concurso das escolas. De fora ficaram, segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), mais de 47 mil professores. Já a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) chegou a contas bem maiores: acima de 70 mil candidatos. Nestes concursos ficaram também sem colocação cerca de 1050 professores dos quadros de zona pedagógica (QZP) que concorreram por não terem serviço distribuído nas escolas onde estiveram em 2007/2008. “


Cabe-nos então perguntar: as nossas universidades formam professores ou formam licenciados? Se formam licenciados, é a nossa economia que não os absorve, talvez por estar afogada em impostos de toda a ordem e deles (licenciados), não esperando retorno que compense o vencimento que lhes paga!

A solução só pode estar num alargamento do ensino privado, tanto tendo em vista a sua qualidade como o dispêndio monetário, ou seja, nível do ensino e o custo por aluno. 

publicado por luzdequeijas às 12:21
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

COM RESULTADOS PÉSSIMOS

 

Em boa verdade assim é! Os resultados dos “rankings”, não enganam ninguém. Também não é por falta de dinheiro, como vários estudos o demonstram. Vejamos se o problema será de desmotivação por baixos salários: Em Portugal, todos os professores após 15 anos de experiência, ganham 1.62 do PIB “per capita”. A média dos 19 países da europa contabilizados na OCDE é de 1.41, a média em toda a OCDE é de 1.36. Melhor que nós só a Alemanha, Holanda, Suiça e Turquia.

Depois de tanto se apregoar a igualdade e outros idealismos inconsequentes, é tempo de mudar, atingindo um melhor aproveitamento escolar dos alunos e dar o exemplo ao país, sem greves nem agitação social, para que todos ajudemos o Governo a tirar este Portugal da terrível situação em que se encontra, tal como a maioria dos portugueses que, com os seus altos impostos, pagam os vencimentos de uma classe cheia de mordomias.   

publicado por luzdequeijas às 18:03
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INTERESSES PESSOAIS OU DE GRUPO

Não há democracia que valha com cidadãos que só se preocupam com os seus interesses pessoais ou de grupo, que não se interessam pelo que é o bem de todos e condição do verdadeiro desenvolvimento.

 

D.Joao Alves

Diario de Coimbra 24-12-2003

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DEMASIADO FÁCIL INCUMPRIR!

ªContinua a ser demasiado fácil incumprir contratos, incumprir normas de conduta, incumprir deveres legais.

 

Jose Miguel Judice, Bastonario da Ordem dos Advogados

 

JN 13-02-2002

 

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TRAIÇÃO A QUEIJAS

 

Assembleia de Freguesia de Queijas de 19 Dez 12

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    • Assembleia de Freguesia de Queijas de 19 de Dezembro de 2012

No dia 19 de Dezembro de 2012 realizou-se a 4.ª Sessão Ordinária da Assembleia de Freguesia de Queijas, que teve lugar no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Linda-a-Pastora.

 

Destaque para a exposição apresentada pelo Prof. Alberto Machado sobre o novo Agrupamento Escolar de Linda-A-Velha / Queijas e para a discussão acerca das opções de plano e o orçamento para 2013.

 

O Agrupamento Escolar de Linda-A-Velha / Queijas vem substituir o anterior Agrupamento de Escolas Professor Noronha Feio, passando a integrar a Escola Secundária de Linda-A-Velha.

 

O agrupamento de escolas é uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios de administração e gestão, constituída por estabelecimentos de educação pré-escolar e de um ou mais níveis e ciclos de ensino, a partir de um projeto pedagógico comum, tendo em vista favorecer um percurso sequencial e articulado dos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória numa dada área geográfica.

 

O Orçamento para 2013 foi elaborado tendo em atenção a contenção das despesas não comparticipadas. Verifica-se um ligeiro aumento das taxas, multas e outras penalidades e perspetiva-se o aumento da receita com o Crematório, cujo início de atividade se encontra previsto para Abril de 2013.

 

As opções de plano e o orçamento para 2013 foram aprovados por maioria, com 5 votos a favor (1 do PSD e 4 do IOMAF), 1 voto contra (CDU) e 3 abstenções (PS).


NOTA - Ao ser abordado por pais de város alunos da Escola Noronha Feio, fiquei a saber que a traição a Queijas, não se ficou somente pela perda da sua JUNTA DE FREGUESIA DE QUEIJAS! Infelizmente perdemos, com o beneplácito do IOMAF e da EX-JUNTA DE FREGUESIA DE QUEIJAS, a autonomia de que beneficiava a nossa ESCOLA PROFESSOR NORONHA FEIO, hoje somos comandados pela ESCOLA DE LINDA A VELHA! E quanto à JUNTA DE FREGUESIA, ela passou para o comando da Junta de Carnaxide que desaparecendo também, passa na realçidade a ter os comandos sobre os interesses de Queijas. Em termos reais é isto, o IOMAF traíu a população de QUEIJAS. Muitas crianças com 12 anos, terão agora de viajar para Linda-a-Velha para continuarem os seus estudos, que até agora faziam debaixo da vigilância da família na sua terra natal. O voto em Paulo Vistas (?) e IOMAF trouxe pesados perjuízos aos habitantes desta bela terra. Os traidores de Queijas estão aí, e não largam o "tacho"! 

 

publicado por luzdequeijas às 15:43
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O NOSSO SISTEMA EDUCATIVO

 

Se perguntarmos à maioria dos portugueses o que pensam sobre a nossa educação, além de saberem que a qualidade não é muito boa, nada mais adiantam. Assim, por notícias publicadas em semanários credíveis, convirá adiantar alguns dados: “ Entre 1995 e 2004, dados do último relatório da OCDE, (disponível “on line”) Portugal gastou mais em serviços de educação em relação ao seu PIB (riqueza criada) do que a Holanda, a Suíça, a R. Checa, o Reino Unido, o Luxemburgo, o Canadá, a Grécia, a Espanha, os EUA, o Japão, a Estónia, a Irlanda ou a Eslováquia, por exemplo. Claramente acima de Portugal, só a Suécia e a Dinamarca. Se alguns destes países têm PIB monstruosos, outros, como a R. Checa, a Grécia ou a Eslováquia são comparáveis. E apesar de gastarem menos têm resultados claramente melhores. Qual é o problema? O problema pode não ser público ou privado. Constituir uma escola privada em Portugal deve ser mais difícil do que constituir um banco ou uma companhia de seguros. Na verdade quase todo o investimento nas escolas é público. Apesar disto tudo, as melhores escolas, veja-se os rankings, são privadas! Em conclusão: Os nossos resultados em educação são péssimos e não é por falta de dinheiro.

Desta conclusão nunca falou a Portugal o sindicalista de serviço. Só se preocupa em defender o público, aquilo que aliás faz as televisões nos seus telejornais! Até parece que os governos em exercício e as escolas privadas, têm na comunicação social mais um opositor, além do exército dos partidos revolucionários! Quanto a defenderem a escola privada com as suas melhores classificações anuais, “boca calada”! Porque será?   

publicado por luzdequeijas às 15:25
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MENTIRAS ELEITORAIS

 

“ Com investimento haverá emprego, com emprego haverá estabilidade social!


Paulo Vistas (candidato IOMAF)


Nota: Com uma mentira diz uma verdade. Só lamentamos que na campanha eleitoral nunca tivesse informado os eleitores de quantos desempregados existem em Oeiras, depois de muitos mandatos de Isaltino no poder? Mesmo a propaganda de Oeiras ser o concelho com mais licenciados, mereceria uma explicação? Quantos deles estarão desempregados, uma vez que no país rodam os 50.000?

Sobre o investimento temos outro logro! Quem vai investir em Oeiras? Com o apregoado alto nível de vida da população, este não será o local mais privilegiado para fazer investimentos. De multinacionais já chega, a economia nacional tem de ter a sua oportunidade. Por último, como estão as contas da CMO? Em breve o saberemos!

publicado por luzdequeijas às 14:23
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QUEM DIZ AS VERDADES INCOMODA

 

Incomoda, porque as pessoas não gostam de ouvir falar verdade, tão habituadas que estão às mentiras, Medina Carreira escreveu em 2009:

“Em 2009, continuaremos a ter a mesma economia que registou um crescimento anual médio de 0,9%, em dezassete dos últimos vinte e sete anos (1980-2007). E não é previsível uma modificação, para melhor, a partir de 2009. Efetivamente: 1) As circunstâncias em Portugal podem agravar-se, com uma legislatura mais curta, a ausência de maioria e divergências políticas mais acentuadas; 2) A crise internacional, de extensão ainda imprevista, tolherá o crescimento, aumentará o desemprego e poderá restringir drasticamente o acesso a financiamentos externos, único fator que nos tem permitido iludir os efeitos da debilidade económica e manter um nível de vida que é artificial e será insustentável nos próximos anos; 3) A proteção social ressentir-se-á, em função dos crescentes e inevitáveis condicionamentos financeiros; 4) O clima social degradar-se-á. Este é um quadro incompleto, mas provável. É o produto da mediocridade estabilizada da nossa economia, que agora só se agrava, devido às circunstâncias internacionais. Dito de forma mais crua: Portugal ficará outra vez entregue a si mesmo, sem sequer poder pretextar qualquer crise que disfarce as suas fraquezas. Não deve, por isso, manter-se a ilusão, pois os malabarismos nunca vencem as realidades. Sempre que assim se procede, aqui ou além, as coisas acabam mal.”

Nota- O “homem” acertou em tudo, até no aparecimento do Arménio Carlos e do José Seguro! 

publicado por luzdequeijas às 12:42
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FORÇAS NO PARLAMENTO

"O presidente não executivo do Banif disse que Portugal é um dos poucos países europeus que contam com forças revolucionárias no parlamento."

Luís Amado


Nota - Disse o óbvio e a verdade, poderia ter dito muito mais! Que têm mais tempo de antena que os outros partidos, e que tal tratamento dispensado pela comunicação social,chega a ser insultuoso para quem defenda a democracia política. Na verdade, nunca saímos do pós 25 de Abril, com uma Constituição, sindicatos e centrais sindicais, que não deixam os políticos eleitos governarem e que falam sempre com intuítos de obstrução aos governantes. 

publicado por luzdequeijas às 11:47
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

NASCEMOS COM ESTE FADO

A Senhora Francisca

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda-a- Pastora entraria na história da literatura portuguesa ! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro" :

 

-    Linda pastorinha, que fazeis aqui ?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado !

Senhor, já nascemos com este fado.

-    Por estas montanhas em tão grande p'rigo !

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão guapo dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio !

-    Não tenha esse medo que o gado se perca

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-     Diga-lhe, menina, que se demorou

Co esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

A volta do gado eu me descuidei.

-     Pastorinha, escute, que oiço balar gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-     Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me espedace por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda !

Olhe não as rompa por essa resteva.

-          Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-     Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-     Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-     Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora !

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo....

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra.... tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:23
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CORTES NAS PENSÕES

 

Nada melhor para se compreender a comunicação social e os políticos que temos, do que voltar, mais ou menos, meia-dúzia de anos atrás e consultar os jornais de então.

Tenho na minha frente um semanário com a data de 13- maio – 06 e em título, podemos ler:

“ A reforma da Segurança Social vai atingir o bolso dos portugueses. Para já, correm riscos as pensões mais altas, sejam do setor público ou do privado. As reformas dos portugueses que se reformarem nos próximos vinte anos, vão diminuir, pelo menos, 20%. A nova fórmula de calcular as pensões que o Governo anunciou há duas semanas, vai implicar que, quem deixe de trabalhar dentro de duas décadas, tenha sempre uma reforma mais baixa do que se ela fosse calculada com as regras que estão em vigor. Um estudo credível, mostrou que, um trabalhador com um salário de cerca de 700 euros, no regime atual, ficaria com uma reforma de e 559, (cerca de 78% do ordenado). Com a nova fórmula de cálculo – a média de toda a vida contributiva – a pensão será de e 485, menos 13% da opção atual.”

Tudo isto aconteceu com o país em situação financeira normal, e ainda aconteceu mais: Nos anos 90!95, nas empresas privadas, os seus trabalhadores e quadros, foram varridas por pré-reformas impostas, aos cinquenta e poucos anos de idade! Quem quiser que faça as contas, a média dos prejuízos para os trabalhadores foi brutal! Para as empresas também, perderam pessoal altamente qualificado e, com isso, eficiência e qualidade de trabalho. Os políticos, nada disseram, os jornais também não e muitos foram os que viram trabalhadores a saírem dos gabinetes de execução das saídas (com gente de fora da empresa) com as lágrimas nos olhos. Perdiam desta forma as regalias do contrato coletivo (aumentos anuais) e no valor das pensões, reguladas por vencimentos de 15 anos antes da sua reforma (65 anos). Na TAP, de uma assentada, saíram 7.000 funcionários, e os telejornais, nada disseram, mas agora, com a Função Pública, todo o mundo barafusta! Somos um país em completa bancarrota financeira e moral! Os responsáveis por tal, esses, fazem uma oposição descaradamente ridícula!    

publicado por luzdequeijas às 21:14
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Domingo, 6 de Outubro de 2013

O NEGÓCIO DA CHINA?

O SILÊNCIO ABATEU-SE SOBRE OS "PIN"

Quem quer RAN ou REN quando se tem PIN?

Um excelente texto sobre o saque ao território nacional:


PINs : Sucesso ou Descalabro ?

"Passadeira vermelha para aprovação. Prestígio. Milhões em investimento. Opção política. Desrespeito pelas normas ambientais e de ordenamento do território. Qualquer uma destas ideias é imediatamente associada aos projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN).

Desde a sua criação em 2005, o Governo de José Sócrates apresenta os PIN aprovados com pompa e circunstância, acenando com milhões de euros de investimento em nome do interesse nacional. (....)
Por seu lado, os promotores embandeiram o galardão que lhes dá “ prestígio e visibilidade “ como uma passadeira vermelha sem a qual teriam “mais dificuldade em alcançar aprovação para os projectos”. (....)

Há ainda a visão dos ambientalistas que lembram que os PIN são “muitas vezes atropelos à legislação nacional e comunitária”, nas palavras de Helder Spínola, da Quercus, que acha que se deviam chamar “VIN – vergonhoso investimento nacional”. Ou os “PEN – projectos de especulação nacional”, segundo Eugénio Sequeira da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), que lembra que “um PIN aprovado para um terreno em Rede Natura faz disparar o preço do metro quadrado de 20 cêntimos para 2000 euros”.

De facto, muitos destes projectos têm no seu currículo indícios de especulação fundiária. “ Ao permitir que um terreno em reserva ecológica ou agrícola nacional (REN ou RAN) passe a urbanizável, o Estado, com uma mera decisão politico-administrativa, multiplica por vezes por 20 mil por cento o valor desse terreno “, refere Pedro Bingre, docente do Instituto Politécnico de Coimbra que investiga estes assuntos. Por exemplo, “ um hectare de pinhal na península de Tróia que valia 2500 euros passou a valer cinco milhões de euros com um alvará de loteamento”.

Dos 82 PIN aprovados, cerca de um terço afectam de algum modo áreas protegidas: oito localizam-se em zonas de Reserva Natura (que não é considerada « non aedificandi») ; quatro obrigaram à desafectação oficial de 877 hectares de REN; um obteve o Reconhecido Interesse Público (RIP) para implementar um projecto nos seus 100 hectares de REN/RAN (Plataforma Logística do Ribatejo); outro obrigou à suspensão do Plano Director Municipal (PDM) para alteração do uso do solo (Hotel Central em Loulé). E pelo menos duas dezenas de projectos PIN integram áreas de REN ou de RAN que não foram desafectadas por exercerem os chamados “usos compatíveis”, ou seja, colocarem o campo de golfe ou espaços verdes nessas zonas ...

É impossível saber a área total de REN e de RAN englobada nestes projectos. Nem o ministério do Ambiente nem a CAA-PIN têm informação sistematizada sobre o assunto. A REN e a RAN são definidas nos PDM e nos planos de pormenor dos projectos e não existe um mapa nacional com a sua utilidade.

O secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão, lamenta que esta informação ainda não esteja disponível e espera que não falte muito para que as cartas de REN digitalizadas sejam uma realidade para todo o país. Para tal “vai avançar uma medida simplex em 2009”. Expresso 31-01-2009

Algumas questões muito importantes :
1 - Quantos milhões desembolsou o país nestes projectos ? Governo e Autarquias.

2 - Que benefícios já colheu o país destes PIN lançados pela mão de um ex-Ministro do Ambiente e primeiro-ministro ? Nomeadamente quantos postos de trabalho ? Sem mentira.

3 - Como se pode mexer nas coisas mais sagradas do nosso país, a natureza que nos envolve, da forma mais autocrática e com a menor transparência e respeito por aquilo que é de todos nós ? Quem pagará a factura de um falhanço ?"

in http://luzdequeijas.blogs.sapo.pt/100026.html

 
publicado por luzdequeijas às 16:32
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Sábado, 5 de Outubro de 2013

RESERVA DA VIDA PRIVADA

 

Além da difamação e da injúria, a outra área onde a liberdade de informação está condicionada é a da defesa da intimidade da vida privada.

Alguns dispositivos previstos a este respeito pelo Código Penal não abrangem matéria publicada nos média, mas sim a atividade do jornalista na recolha da notícia, atividade essa que, naturalmente, também tem de se conformar à legalidade.

Tal é o caso do Artigo 180.º do Código Penal, sobre violação de domicílio.

1 – Quem, sem consentimento, se introduzir na habitação de outra pessoa ou nela permanecer depois de intimado a retirar-se é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 240 dias.

2 – Na mesma pena incorre quem, com intenção de perturbar a vida privada, a paz e o sossego de outra pessoa, telefonar para a sua habitação.

A tendência do jornalista, muitas vezes, é, se lhe for dada essa possibilidade, e se ele achar que não corre riscos, espreitar espaços habitacionais, procurando descobrir algo que seja interessante para o seu trabalho. Ficam assim alertados para as limitações legais que enfrentam nesse aspeto.       

publicado por luzdequeijas às 22:41
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

CITAÇÃO DAS FONTES

 

Se em teoria a citação das fontes é um princípio cristalino, na prática a realidade é muito mais complexa. A verdade é que a maioria das fontes não quer ser identificada, e só nessa condição se prestam a transmitir informação aos jornalistas. As razões pelas quais essas fontes optam pelo anonimato são muito variadas, indo desde o receio em sofrer represálias de vária ordem até ao risco de uma condenação social por estarem a falar com jornalistas, passando por uma possível acusação de deslealdade por parte da instituição ou pessoa para a qual trabalham, se porventura a informação que transmitem diga respeito à atividade dessas entidades. Mas quando tal informação possui de facto valor noticioso, o jornalista, naturalmente procurará publicá-la, respeitando o compromisso de manter o anonimato da fonte. Contudo, deverá ter cuidado de confirmar essa informação junto de outra fonte independente da primeira. É importante sublinhar a necessidade de independência entre as duas fontes, para não existir a possibilidade de estarem articuladas entre si no sentido de <intoxicarem> o jornalista com a mesma informação. Eventualmente deturpada. Esta é uma regra de ouro da profissão, instituída no sentido de credibilizar as matérias jornalísticas fornecidas por fontes cuja identificação não pode ser revelada, mas mais uma vez verificamos que em muitos casos ela não é cumprida, incorrendo-se em riscos que podem afetar gravemente a imagem dos média.     

publicado por luzdequeijas às 22:10
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PELOS VISTAS

 

Nada acontece por acaso! Pelos vistas, já vários concelhos deste pobre país puseram fim ao seu dinossauro de estimação! Nesta rodada autárquica, lá foram mais alguns! Existe, porém, um concelho que conseguiu aquilo que todos os outros nunca conseguiram, ignorar a lei dos mandatos, e os hábitos salutares que nos ensinam a perceber que tudo na vida tem um fim, a começar por nós próprios. Nascer, crescer, aprender, viver e morrer!

Vamos ver no que dará esta aventura de votantes desregrados! Cheira-me que vai acabar mal. Deus queira que me engane, pois, eu estimo e prezo toda a gente, mesmo aqueles que me trataram com menos consideração!

publicado por luzdequeijas às 17:59
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AS QUATRO LEIS DA ESPIRITUALIDADE

 

Na Índia existem as Quatro Leis da Espiritualidade.
Cada um delas, abaixo, precede um comentário meu para ajudar a aclarar a quem tenha dificuldade de compreensão. Sem querer ofender a ninguém.
1ª Lei: A pessoa que chega é a pessoa certa. Nada ocorre em nossas vidas por casualidade. Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão, para que possamos aprender e evoluir em cada situação.
Normalmente dissemos que encontramos alguém por acaso, que aconteceu isso ou aquilo por acaso, mas justo no momento que mais precisávamos. Às vezes o não encontrar algo ou alguém também não é obra da casualidade.
O livro A Profecia Celestina (clique no nome) explica este assunto com maestria.
2ª Lei: O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido. Absolutamente nada que ocorre em nossas vidas poderia ter sido de outra maneira. Nem mesmo o detalhe mais insignificante! Não existe: "se acontecesse tal coisa, talvez pudesse ter sido diferente...". Não! O que ocorreu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender essa lição e então seguir adiante. Todas e cada uma das situações que ocorrem em nossas vidas são perfeitas, mesmo que nossa mente e nosso ego resistam em aceitá-las.
A gente se lamenta por ter passado por uma situação e não por outra, quase sempre escolhemos a melhor, a mais fácil, a mais dócil para as nossas vidas. Mas o que será que a vida nos propõe? Não gostamos do amargo que nos cura, preferimos o doce que nos engana.
3ª Lei: Qualquer momento que algo se inicia, é o momento certo. Tudo começa num momento determinado. Nem antes, nem depois! Quando estamos preparados para que algo novo aconteça em nossas vidas, então será aí que terá início!
Existe uma grande quantidade de gente que se lamenta por ter começado a estudar tarde, por ter comprado algo tarde, por ter ficado rico tardiamente etc., mas se nos questionamos com sinceridade, vamos concordar com a vida por ela nos ter permitido lograr o que buscamos somente agora.
4ª Lei: Quando algo termina, termina! Simplesmente assim! Se algo terminou em nossas vidas, é para nossa evolução! Portanto é melhor desapegar, erguer a cabeça e seguir adiante, enriquecidos com mais essa experiência! Nenhum grão de areia, em momento algum, cai em lugar errado!
Outra coisa que nos desagrada é o fim. Da vida, do jogo, das férias, do namoro, do casamento e por aí vamos...
Lamentamos pelo fim do que é “prazeroso” e queremos o extermínio daquilo  que é chato, molesto, o que nos obriga ao trabalho, à paciência, ao sacrifício.
Por isso levamos os vícios por várias encarnações e deixamos o crescimento espiritual sempre para depois, porque ele é difícil, exige muito de nós.
Lísias, no livro Nosso Lar, diz: “É muito mais fácil vivermos de prazer do que de responsabilidades.”
Quantos empregos chatos arrumamos e nele ficamos por medo?
Quantos casamentos falidos sustentamos por comodidade e insegurança?
Quantos sapatos compramos tendo apenas dois pés?
Quantas roupas guardamos sem uso, o que é pior?
As vezes Deus se apresenta em forma de dor, de tragédia, de sofrimento e nos coloca mais atentos a esses detalhes.
Portanto, seja mais rápido que Ele e não espere pelos ásperos mecanismos da vida para obter o seu despertar.
Márcio André
publicado por luzdequeijas às 12:35
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013

O PARTIDO ACIMA DO PAÍS

 

O Governo PS armadilhou a legislatura anterior, porque atacou a conjuntura com conversa. E com ela concretizou-se um enorme fracasso.

Agora, na oposição, norteia-se por fazer esquecer as suas grandes responsabilidades no estado do país e utiliza de novo uma falácia plena de vazio e generalidades. Em Portugal e no curto prazo, o crescimento dependerá:

1 – De uma conjuntura externa favorável, que não controlamos.

2 – De medidas políticas setoriais e avulsas, de efeitos restritos.

3 – Da ocorrência de investimentos volumosos, públicos ou privados vindos do exterior, pois o país está na bancarrota!

Com isto, uma de duas coisas ocorrerão: ou há sorte, vinda de fora, ou hipotecar-nos-emos ainda mais. E todos os governos estarão amarrados a tais circunstâncias: têm, portanto, de ser sérios e assumir e explicitar este intransponível condicionamento. O que fazem é, exatamente, o contrário. Não ingenuamente: os principais partidos querem no imediato, boas sondagens, preparar e ganhar eleições. Para tanto, criam e sustentam ilusões sobre a sua capacidade para impulsionar o crescimento, gerar emprego e melhorar o nível de vida dos portugueses! A comunicação social alimenta tudo isto e em vez de explicar/relembrar o que foi o pós-25 de abril com Vasco Gonçalves ao leme, transforma o líder comunista na principal figura dos telejornais. Quanto ao PS, ninguém fala, presumo, por medo do grande responsável pela vinda da TROIKA!      

publicado por luzdequeijas às 23:20
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A DEGRADAÇÃO POLÍTICA

“A forma como os partidos têm funcionado, agora, mais ainda os movimentos Independentes, tem-se vindo a degradar ao longo dos anos e é perfeitamente castradora da qualidade. A maioria dos portugueses, principalmente os de maior capacidade política e de mais nobres intenções, não têm paciência para uma vida partidária que, ao funcionar nos moldes atuais,exige acima de tudo, vocação para tarefas menores e não para a defesa de convicções.

Milhares de cidadãos que passaram pelos partidos saíram frustrados com aquilo a que assistiram. Atropelos à democracia, ausência de regras claras, votos amestrados, decisões políticas de orgãos jurisdicionais, quotas pagas por terceiros, cadernos eleitorais à medida, representatividade política meramente virtual, prioridade à discussão das tricas internas, organização deficiente e longe dos padrões médios atuais.
Esses cidadãos fugiram da vida partidária. São uma maioria e, ao tomarem essa decisão, estão a prescindir da principal riqueza do regime que é, precisamente, a participação. Nos moldes em que tudo tem funcionado, a responsabilidade desse afastamento é de todos aqueles que, tendo consciência desta situação, nada fazem para a resolverem. Antes, ajudam a que ela se vá degradando!
A qualidade da nossa classe política está intimamente ligada a esta problemática. Sem uma alteração do quadro atual, jamais será possível a sociedade poder aspirar a mais qualidade. (... ) O mais penoso desta questão prende-se, no entanto, com o facto de o ritmo de desenvolvimento de qualquer sociedade depender muito directamente do nível da capacidade dos seus dirigentes”.
 
publicado por luzdequeijas às 22:40
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FOI UM GRANDE AUTARCA

[QUEIJAS.jpg]

UM COMENTÁRIO DO POVO

Zé Alves disse...

Conheço o Helder Sá, candidato a Queijas, por isso só deve falar dele quem o conhece. Ele não se gaba de fazer oposição ao PSD e a Cavaco, disse que esteve contra o Governo de Cavaco no caso da Ponte 25 de Abril, em Junho de 1994. Pessoas assim não são paus mandados dos outros, como por exemplo o Salvador Costeira, de Porto Salvo, IOMAF, que é um pau mandado do Isaltino.A Paula Teixeira da Cruz andar a dizer mal do Santana, deitar abaixo o Santana e a sua campanha, pelo vistos não tem problema para anónimo das 17.05. Os actuais Presidentes de Junta, com excepção do de Barcarena, Victor Alves, sõ sabem venerar Isaltino, não sabem fazer mais nada. O Salvador Costeira nem mete os pés na Junta, em Paço de Arcos o Nuno Campilho é um fracasso, interessa-lhe mais o tacho nos SMAS, não fosse o Nuno Luís, do PSD e há muito que a Junta tinha caído.Os Presidentes de Junta IOMAF esperam ser reeleitos à boleia do Isaltino, pois a credibilidade de Salvador Costeira, Nuno Campilho e Luís Viana anda muito por baixo.Uns têm o nome (os do IOMAF), os outros trabalham (os do PSD). Quanto ao Helder Sá, chegado há pouco Mercado de Queijas onde ele apresentou a sua candidatura, pelo facto de o ter feito num sítio onde existem pequenas empresas comerciais, define o carácter do candidato PSD MAIS OEIRAS a Queijas, a sua presença foi um reconhecimento do valor que dá ao pequeno comércio. Não é de Queijas? Qual o problema? Isaltino quando ganhou as eleições em 1985, o que conhecia de Oeiras? O Helder Sá trabalha em Queijas e em mais 7 freguesias de Oeiras, para além de ter percorrido em trabalho TODAS as ruas de Queijas e Linda-a-Pastora entre Junho e Setembro de 2007.

20 de Setembro de 2009 às 20:23

publicado por luzdequeijas às 19:48
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O FILME DE ISALTINO

Tem umas semanas, mas o Tribunal Constitucional inviabilizou a candidatura de Isaltino Morais como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Oeiras. O ex-presidente está a cumprir pena desde abril, no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, depois de ter sido condenado a dois anos por branqueamento de capitais e fraude fiscal. Os juízes conselheiros citaram a decisão do Tribunal Cível de Oeiras, que considerou o óbvio – a "inelegibilidade material" por Isaltino, detido, não ter perspetiva de ser liberto até às eleições.

No domingo, na sede de campanha do movimento ‘Oeiras, Isaltino mais à frente’, os apoiantes gritaram menos o nome de Paulo Vistas – o candidato eleito a presidente – do que o do ex-presidente detido. Por volta da uma da manhã, os apoiantes celebraram na Carregueira. O ex-autarca assinalou a presença. Atirou jornais incendiados pela janela da cela. Se fosse um filme era o momento do clímax; como é a realidade dá vontade de mudar de sala de cinema para ver se o outro filme é melhor.

No domingo, Isaltino, que chegou à autarquia em 1986, foi outra vez eleito. Cada um merece o filme que escolhe.

Fernanda Cachão

publicado por luzdequeijas às 19:35
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POLÍTICOS PROFISSIONAIS

Mário Soares não gostou que Cavaco Silva sublinhasse que não é um político profissional. O ex-presidente entende que o ex-primeiro ministro apenas se quer demarcar do desprestígio em que caiu a classe política.

Mas de onde vem esse desprestígio? E um político profissional, hoje, é igual ao que era há 30 ou 40 anos?

Em boa verdade de acordo com os primeiros princípios republicanos, estipulados depois da Revolução Americana, um político é um servidor da comunidade nos cargos para os quais é eleito ou nomeado. Esse cidadão deve ter uma ocupação ou uma profissão que suspende para se colocar ao serviço da coisa pública, a <rés pública>. Depois, aparece um político profissional ideológico, herdeiro do revolucionário profissional (é o caso de Soares, Alegre ou Sampaio, que desde novo perfilha uma ideologia que há-de salvar o país e o mundo, ou pelo menos torná-lo harmonioso (ainda que essa ideologia vá sendo atualizada). Atualmente, o político profissional é o que percorre uma carreira, começando nas <jotas>, como assessor, e subindo a deputado, autarca ou secretário de Estado, sendo depois ministro e – quem sabe? Primeiro-ministro ou Presidente da República. Não tem necessariamente outra ideia que não seja a do poder, e nunca tem um emprego na vida que não seja uma comissão estatal ou uma administração pública. (.)

Henrique Monteiro  

publicado por luzdequeijas às 19:27
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A LARGUESA DE IDEAIS

 

(.) Percebe-se assim melhor a ideia de Soares quando se assume como político profissional, bem como de Cavaco que se assume como não sendo (na verdade ele encaixa na primeira definição, precisamente quando os políticos não eram profissionais). E como ambos percebem bem que a classe política está desprestigiada, Soares, que se assume como profissional, ataca Cavaco que prefere dela afastar-se. No entanto, quem desprestigiou a política não foi nenhum dos candidatos presidenciais. Foi, sim, aquela geração de políticos que não tendo herdado nem o sentido de serviço público nem a largueza de ideais, dá, sem qualquer grandeza, a impressão de apenas pretender fama, poder e dinheiro.

É uma geração de políticos que gosta, acima de tudo, de ser amada e compreendida e é incapaz de tomar medidas necessárias, ainda que dolorosas; que tem relações promíscuas com a comunicação social e aceita, muitas vezes, as suas regras, expondo-se a si mesmo, à família, ao cão e ao gato, vendendo-se como produtos; que privilegia as formas em relação aos conteúdos, aceitando agir, e falar segundo modelos publicitários, surgindo como oca, vazia.

Felizmente, ainda muitos, no Governo e na oposição, resistem a este estereótipo. Mas é fácil reconhecer em diversos gestos e opções, o germe de uma, ou mais, destas maleitas. E se é impossível colocar Soares e Cavaco entre eles, há que dizer que tanto um como o outro contribuíram substancialmente para a sua existência.

Henrique Monteiro         

publicado por luzdequeijas às 19:24
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PORTUGAL E AS AUTOESTRADAS

 

Portugal, todos os estudos e comparações o demonstram, tem uma das maiores redes de autoestradas da União Europeia a nível de quilómetros por habitante e por área! Tudo isto será mais expressivo em 2010 (!), quando estiver concluído o novo pacote de concessões rodoviárias já aprovado. Com este plano em curso, de novas concessões, a rede irá crescer cerca de 50%, o correspondente a mais 1400 quilómetros de vias com perfil de autoestradas. Este inexplicável empreendimento num país altamente endividado, dizem-nos que vai cessar em breve, pois, o número de automóveis por habitante em Portugal, em breve, atingirá a média da UE.

O Governo defende este investimento com as vantagens do investimento público e o seu impacto na economia! Qual impacto? Criação de dívida no exterior? Na despesa do Estado? Em que tipo de economia assegura vantagens? Na indústria automóvel estrangeira? Na importação de crude no estrangeiro? Na economia nacional que não cria riqueza? E onde vamos arranjar dinheiro para apostarmos na economia de bens transacionáveis? De bens que ajudem a equilibrar a nossa balança de pagamentos!

Olhando para os países da OCDE Portugal foi o segundo país que desde 1990 até 2006 registou a maior expansão na rede. Comparados os dados da expansão da rede com a capacidade económica, Portugal é o segundo país com mais quilómetros (8,3 Km) por mil milhões de dólares de PIB, apenas ultrapassado pelo Canadá!

Com estes dados poder-se-ia concluir que Portugal tem uma grande rede viária, mas a verdade é precisamente o contrário

publicado por luzdequeijas às 15:17
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