Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013

AMANDO A NOSSA TERRA

 

HERANÇAS DE POESIA E LAVOURA

 

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia .O rio era o Jamor , campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
 
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
 E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda- a velha e Cruz Quebrada ( A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a- Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram o notável artista alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica.
O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico.
É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo.
 
  
  Xochimilco e a festa nos seus canais.
 
publicado por luzdequeijas às 16:47
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AS MINAS DE ABASTECIMENTO

Chegados ao ano de 1865 a população de Queijas apresenta apenas 148 habitantes,enquanto Linda- a - Pastora já tinha 403.

Em Queijas a maioria da população masculina dedicava-se à lavoura e à pastorícia. As mulheres desempenhavam actividades tipicamente femininas, sendo a grande maioria lavadeiras.

Os homens ocupavam-se do comércio, agricultura e de alguma indústria, desempenhando ocupações de lavradores, trabalhadores rurais, pastores, taberneiros, moleiros etc.

A maior parte dos homens dedicavam-se à actividade agrícola.

Para além das ruas já referidas, havia caminhos, ruelas, calçadas, escadinhas, largos e pátios.

A par disso, havia neste lugar, vastos campos de sementeiras, por entre os quais haviam sido rasgados estreitas veredas que davam acesso aos moinhos, que em terra de vento eram reis.

Currais, abegoarias, pequenos armazéns de alfaias, terreiros e principalmente muitas eiras, eram coisas fáceis de encontrar em Queijas.

O abastecimento de água era assegurado por várias minas, a partir das quais se tinha acesso ao vasto lençol de água existente por baixo de todo este planalto.

 

Na Rua da Mina ainda se pode ver hoje o tanque das lavadeiras de Queijas, ou outro onde os animais matavam a sede.

De entre as profissões menos exercidas encontrava-se a pecuária. Contudo esta actividade depressa se desenvolveu e Queijas passou, não só a produzir queijo de alta qualidade, mas também a fazer o abastecimento de leite em algumas localidades circundantes, como, por exemplo, na Cruz Quebrada, e no Dafundo.

De qualquer forma, Queijas chegou a meados do século XX, como um lugar com duas dezenas de modestas casas em redor da Casa de D. Miguel.

Quanto à Saúde Pública, tanto em Queijas como Linda-a - Pastora, não vivia um único médico.

publicado por luzdequeijas às 16:37
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OS NOSSOS MOINHOS

Pensa-se que os primeiros moinhos de vento foram construídos na Pérsia e o seu sistema mais tarde aproveitado pelos árabes.

Foram então trazidos para a Europa pelos cruzados que tomaram conhecimento da sua existência aquando das suas viagens pelo Oriente e pouco a pouco, o moinho foi sofrendo alterações que variam de região para região consoante as características geográficas e culturais de cada povo.

Nos séculos XI a XIII este tipo de construção propagou-se pelo velho continente.

Em Portugal, os primeiros dados históricos remontam ao século XIV, sendo um dos países europeus onde mais se regista a sua existência.

Feitos de pedra, cal e madeira, os moinhos são também uma presença forte na paisagem da nossa freguesia.


 

 

 Moinho com marco geodésico

 

Actualmente, o estado da maioria destes nossos históricos imóveis encontra-se muito degradado, mas, felizmente, já temos alguns recuperados, graças somente ao esforço dos seus proprietários!.

publicado por luzdequeijas às 16:20
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RECADO A UM LÍDER DA OPOSIÇÃO

"Necessitamos abandonar o paradigma da disponibilidade infinita da energia e recursos e definir o paradigma da interferência mínima no ambiente ".


O Crescimento Zero, advogado na década de setenta como uma resposta possível das economias ocidentais ao Choque Petrolífero, tem que ser hoje novamente equacionado. Atualmente é evidente aos olhos de quem quiser olhar além do horizonte de uma década que o atual modelo de desenvolvimento está fadado ao desastre:

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A.Press

Um rio poluído e perdido

não só o petróleo já alcançou o seu Pico de produção e daqui em diante o seu preço vai subir sem parar,  de forma descontrolada, algo que será evidente quando o consumo regressar aos valores de pré-recessão, como outras matérias-primas se encontram também com as reservas perigosamente baixas, como o carvão e o ferro.

O modelo que pressupunha crescimentos constantes e imparáveis, está esgotado e à beira do fim. Nós, que vivemos hoje, somos a geração que vai assistir ao colapso deste mundo e ao começo da sua transformação num novo paradigma que terá que ser o do crescimento zero, privilegiando as economias e moedas locais onde antes se via neoliberalismo financeiro, a desregulação comercial e a globalização como uma tríade imbatível de alienação das massas e de imposições do Poder financeiro às democracias. Contudo, esta não será uma transição doce ou suave: as contradições acumuladas hoje no sistema de dominação capitalista são de tal forma grandes, o seu grau de domínio sobre os Estados, tamanho, que não há espaço (nem tempo) para transições suaves ou graduais. Quando ocorrer esta transição, ela será violenta e súbita, implicando anos de grande agitação social e humana.

 

publicado por luzdequeijas às 15:54
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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

A GRANDE MUDANÇA

 

" Está próxima a Grande Mudança"

 

A conferência "Empresas e Emprego Sustentável no Século XXI" mostrou que o mundo está à beira de uma enorme transformação

 

"Esta é uma história que começou há um milhão de anos e vai acabar em meados deste século. É a história da Grande Transformação da cultura humana". Foi com estas palavras que Mário Raich, presidente da empresa inglesa Learnità, professor convidado da HEC de Paris, da ESADE Business School Barcelona, começou a sua intervenção na conferência "2020 Que Futuro? - Empresas e Emprego Sustentável no Século XXI", organizada pelo Expresso, ESADE e Select Vedior, que decorreu esta semana no Porto. A próxima conferência sobre o mesmo tema vai realizar-se no dia 19, no Hotel Meridian, em Lisboa.

"É um estranho período na história da Humanidade", disse Raich. "Por um lado, podemos estar orgulhosos do que conquistámos em todos os campos da vida (...). Mas, por outro, vemos cada vez mais sinais de problemas sérios (...). A mudança climática é só uma delas. Mas a mais preocupante é o crescimento da população mundial".

Para perceber o que vai acontecer é necessário recuar à Idade da Pedra, que terminou quando o homem descobriu o fogo. Aí começou a Antiga Cultura, que durou um milhão de anos. Depois, há dez mil anos, nasceu a Cultura Dominante, caracterizada pela luta pelo poder e pela propriedade. Uma geração depois emergiu a Cultura Virtual, o último ciclo da Grande Transformação, que durará cem anos e será dominada pelo desenvolvimento do mundo virtual. " A idade virtual terá enormes consequências na economia e nos negócios. O maior risco é que venha a reproduzir as questões e problemas que hoje temos nesses mundos virtuais", sublinhou.

Para evitar esses perigos, "os políticos e os líderes empresariais necessitam de mudar os fundamentos da civilização moderna". Isso inclui: 1)  a sociedade deve abandonar o paradigma da dominação e mover-se para o paradigma da colaboração: 2) a economia necessita de ir para lá do paradigma do crescimento e estabelecer uma nova ordem económica baseada na transformação: 3) necessitamos abandonar o paradigma da disponibilidade infinita da energia e recursos e definir o paradigma da interferência mínima no ambiente: 4) necessitamos de um novo quadro social e económico de criação de valor, baseado nos valores humanos universais.  

" O ponto de mudança da Grande Transformação está perto. Há tremendas oportunidades ou um enorme desastre. As nossas acções - ou os nossos fracassos em agir - decidirão o futuro da vida na Terra", concluiu.

Simon Dolan, professor do ESADE, foi outro dos oradores, sendo as intervenções comentadas por Joaquim Azevedo, presidente da Universidade Católica (porto), Ana Cristina Mesquita, da EFACEC, e Rui Fiolhais, gestor do Programa Operacional Potencial Humano (POPH).

N.S. 05-05-2009

publicado por luzdequeijas às 21:24
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SONHO OU VISÃO ASTRAL

A Quinta, algures no Ribatejo, começou a ser visionada lentamente no painel informativo. Fiquei estupefacto, mesmo sonhsndo! Lá estava a Quinta onde passei os momentos mais belos da minha vida! O varandim e o rio Tejo, no qual corria apenas um fio de água. Pensei: certamente as barragens de Espanha, retêm a água que normalmente ele tinha a correr! A Quinta estava quase irreconhecível! Não se via viva alma, estava abandonada e desprezada! Não havia flores, carros de bois a passar, jovens a caminho do rio Tejo. Toda a verdura que se podia ver o ano inteiro, estava naquelas imagens, amarelada.

Contudo, os edifícios continuavam de pé! Com muitas rugas no seu aspeto exterior, aguentavam a pé firme, incólumes aos anos passados! Aquela boa gente que ainda recordo dos tempos de miúdo, estava morta. Eram adultos, quando eu era apenas um menino. Sei que onde estiverem, continuam com a sua Quinta no coração, que há muito deixou de bater. Só podem pairar, por cima daqueles mil anos de história! Contemplando as velhas paredes dos palheiros, lagares, vacarias, adega, palácio e castelo, sempre de vigia. Os meus olhos estavam húmidos de comoção. A Quinta, aguentou-se com a entrada na CEE, mas não resistiu ao caos global! Tinha vivido centenas e centenas de anos sem petróleo ou eletricidade, mas sem água não sobreviveu! Era o seu elemento intrínseco. Nesta hora amarga das minhas recordações de criança, quero mesmo realçar, por fim, a vivência de uma pessoa como eu, que cresceu numa realidade muito especial, com uma história riquíssima e de mãos dadas com uma natureza dura, mas amiga. Podemos, mesmo chamar-lhe de mãe. A história de que falo, está gravada nas centenárias pedras do seu castelo, são o orgulho que me vai perseguir o resto da minha vida. A sua natureza foi o meu melhor amigo, mas também o meu desafio para a vida que estou a enfrentar. O seu espaço mais amplo, é a minha transparência, porque nela, tudo era claro, mesmo, quando o escuro da noite ficava de breu! Acreditei que a minha Quinta era indestrutível! Infelizmente não o foi. Acredito que um dia se vai reerguer, tal como o mundo. A Terra dá aos homens o que os homens precisam. Foi isso que constatei naquela Quinta que jamais esquecerei. Assim vai ser, também, no futuro. Esta tragédia foi o resultado de muitos erros a que a humanidade, eivado de egoísmo, conduziu este mundo. 











publicado por luzdequeijas às 20:09
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A IMPARCIALIDADE HUMANA!

 

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.


Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas ao nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito. Mude.. Ainda dá tempo. E não esqueça: dê um Sorriso...;-)
(Autor: Gilberto de Nucci)

publicado por luzdequeijas às 19:03
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AGÊNCIAS DE RATING EM 2010

As agências de 'rating' internacionais, empresas que avaliam a capacidade de um país ou empresa em cumprir os seus compromissos financeiros, já deram a sua nota à proposta de Orçamento do Estado para 2010: entre o insuficiente e o suficiente menos.

A Fitch, a Moody's e a S&P, que tantas vezes se enganaram no passado recente na análise à situação financeira de Estados e empresas, não são os ‘Deuses na Terra' e também erram. Como no caso português.

O Orçamento para 2010 é a proposta possível e que tenta responder à necessidade de apoiar a economia e os mais desfavorecidos e dar os primeiros sinais de redução do défice público apurado em 2009, o mais elevado dos últimos trinta anos, como sucedeu, aliás, em tantos e tantos países europeus.

O Governo precisa de fazer muito mais nos próximos anos para equilibrar as contas do Estado e incentivar, com as políticas correctas, a competitividade do país e o crescimento. Mas não era possível, não era sequer desejável, esperar muito mais deste orçamento. Como já se percebeu, as agências de 'rating' não quiserem esperar pelo plano do Governo para 2010/2013 para avaliar negativamente o país. E isso já está, obviamente, a sair caro a Portugal, porque aumentou o chamado risco-país, isto é, vamos todos pagar mais pelos empréstimos que o Estado, os bancos e as empresas contraem no exterior.

As agências de 'rating' existem e os Estados não podem deixar de as ter em conta, mas o ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, fez bem em reagir de forma violenta, e surpreendente, às primeiras e apressadas avaliações dessas sociedades internacionais. O ministro precisa de desmontar os argumentos dessas agências, em voz alta, e sem receios. E precisa, depois, de ser consequente e apresentar medidas que provem a credibilidade e a legitimidade que reclama para si pelo trabalho feito nos primeiros anos de Governo.

publicado por luzdequeijas às 16:56
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UM PASSEIO PELA HISTÓRIA

 

Novas eleições legislativas em Fevereiro 2005

 

CONVENIENTE LEMBRAR!


O Presidente da República anunciou, no dia 30 de Novembro, a sua intenção de dissolver a Assembleia da República. Jorge Sampaio decidiu dar uma oportunidade à maioria PSD/CDS para continuar a governar após a demissão de Durão Barroso, mas ter-se-á cansado da instabilidade política e dos sucessivos escândalos que marcaram os 4 meses do Governo de Pedro Santana Lopes. Na decisão do Presidente terá também pesado o distanciamento face ao Governo de economistas e empresários de referência, como Ferraz da Costa, Belmiro de Azevedo, João Salgueiro e Cavaco Silva, entre outros.

Depois de muitas hesitações que o levaram a ouvir um leque muito alargado de personalidades da vida política e empresarial portuguesa, o XVI Governo Constitucional recebeu a concordância de Jorge Sampaio, na condição de prosseguir a política do Governo presidido por Durão Barroso e assegurar a estabilidade governativa. Contudo, a instabilidade política começou logo no dia da tomada de posse do Governo, com a mudança de pasta de Teresa Caeiro para a Secretaria de Estado das Artes do Espectáculo, poucas horas depois de ter sido anunciada pelo ministro da tutela Paulo Portas na pasta da Defesa. As dificuldades do primeiro-ministro na leitura do discurso de posse motivaram também críticas da Oposição, tendo o então candidato a secretário-geral do Partido Socialistas acusado mesmo Santana Lopes de "andar aos papéis".

DAVID LOPES


publicado por luzdequeijas às 16:44
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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

EGAS MONIZ, O AIO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Egas Moniz apresentando-se ao rei de Leão com a sua família - Painel de Azulejo na Estação de São Bento (Porto)

Egas Moniz de Riba Douro, dito «o Aio» (1080 - 1146) foi um rico-homem portucalense, da linhagem dos Riba Douro, uma das cinco grandes famílias do Entre-Douro-e-Minho condal do século XII, a quem Henrique de Borgonha, conde de Portucale confiou a educação do filho, Afonso Henriques, tarefa essa que lhe deu o cognome pelo qual é conhecido.

Por esta altura Portucale era nominalmente dependente de Leão e Castela, então regidos pela rainha D. Urraca. Por morte desta em 1127, sucede-lhe no trono Afonso VII, o qual adopta o título de imperador de toda a Hispânia, procurando a vassalagem dos demais reinos, incluindo entre eles também o Condado Portucalense, que há muito demonstrava tendências autonomistas. Em 1128, Afonso Henriques, então com vinte anos, foi feito chefe dos barões que temiam a influência galega sobre Portucale e, forçado a batalhar contra as forças de sua mãe, Teresa de Leão, vence-as nos campos de São Mamede e assume a liderança política do condado, desejando lutar pela independência do Condado e alargar as fronteiras.

Pouco depois, Afonso VII vai pôr cerco a Guimarães, então sede política do condado, e exige um juramento de vassalagem a seu primo Afonso Henriques; Egas Moniz dirigiu-se ao imperador, comunicando-lhe que o primo aceitava a submissão.

Contudo, depois de deslocar a sua capital para Coimbra (1131), Afonso Henriques sente-se com força para destruir os laços que o ligavam a Afonso VII; faz-lhe guerra e invade a Galiza, travando-se a batalha de Cerneja (1137), da qual saem vitoriosos os portucalenses.

Como Afonso Henriques não cumpriu o acordado por seu aio, Egas Moniz, segundo reza a lenda, ao saber do sucedido, deslocou-se aToledo, a capital imperial, descalço e com um baraço ao pescoço. Acompanhado da sua esposa e filhos, colocou ao dispor do imperador a sua vida e a dos seus, como penhor pela manutenção do juramento de fidelidade de nove anos antes. Diz-se que o imperador, comovido com tanta honra, o perdoou e mandou em paz de volta a Portucale. Esta parte da vida de Egas Moniz é recontada por Camões no Canto III dos Lusíadas (estrofes 35-40).

Existe um cenotáfio historiado no Mosteiro de Paço de Sousa (monumento que integra a Rota do Românico do Vale do Sousa), do qual foi padroeiro.


Nota: Onde estão os nossos aios? Infelizmente parece terem desaparecido, tal a abundância de infieis com que todos os dias nos deparamos! Enquanto viajaram, compraram carros, casas na praia etc., com o dinheiro emprestado, nada disseram ou reclamaram. Hoje, acham que fomos ludibriados e em lugar de defenderem o "pagamento" da dívida que alguém criou em poucos anos (PPP, autoestradas, a festa das escolas etc., denunciando o maior responsável da bancarrota, que nos entregou a todos nas mãos da TROIKA, para defenderem o ou os culpados proclamam, agora, que não se pague ou que se pague não em conformidade com o acordo assinado, mas, como e quando quisermos. A NOSSA RAÇA DEGENEROU! 

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Domingo, 25 de Agosto de 2013

COGUMELOS, MAGIA E VENENO

 

Segundo antigas lendas irlandesas, pequenos seres imaginários chamados duendes costumavam aparecer nas florestas durante a noite, para brincar e dançar com as fadas. O lugar escolhido pelos homenzinhos para as festas era sempre o interior do que as histórias chamavam, apropriadamente, de “anéis de duendes”, ou seja, uma circunferência formada por dezenas de cogumelos cujo diâmetro pode medir até 6 metros.

Cogumelos alucinogénios

Os cogumelos - que de fato assumem muitas vezes essa configuração - serviram para delimitar o espaço da festa e para que os duendes ali se sentassem. Dizia-se ainda que uma série de castigos desabaria sobre quem se atrevesse a desmanchar um desses círculos. Em muitos outros países existiam também histórias fantásticas sobre cogumelos, seus poderes mágicos e os perigos que apresentam.

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Sábado, 24 de Agosto de 2013

COGUMELOS ORELHAS-DE-PAU

Já os orelhas-de-pau, ou poliporídeos, nascem em árvores vivas, e delas se alimentam durante anos, formando uma espécie de grande concha, extremamente dura e resistente. As espécies proporcionam um banquete de surpresas: cogumelos fluorescentes, que podem ser fotografados à noite, ou com aspecto de alga marinha ou de um singelo ninho de passarinho. Calcula-se que existam no Brasil centenas de espécies. A maioria é menor e mais seca que na Europa, já que o clima não é úmido o bastante. De qualquer forma, muitos cogumelos ainda se prestam às mais fantasiosas fábulas, enquanto outros, às reais delícias da arte culinária. 

 

 

Planeta dos micróbios

publicado por luzdequeijas às 22:56
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MONTE TIANMEN

O monte Tianmen fica 8 quilômetros ao sul da cidade de Zhangjiajie. Com a forma semelhante a uma mesa, a montanha tem 1.518 metros de altitude acima do mar e 2,2 quilômetros quadrados de superfície no topo. Um dia, no ano de 260, o governador local passou por ali e, casualmente, uma parte da montanha desmoronou e apareceu no precipício uma caverna. O imperador soube da notícia e achou que era um bom presságio. Ele denominou o monte Tianmen, que quer dizer porta do céu. A partir daí, a montanha ficou conhecida em todo o país.

O idoso Chen Ziwen vive no sopé do monte Tianmen desde pequeno. Ele contou a história de Yuwen Yong, imperador do período Zhou do Norte há cerca de 1.500 anos, que cultuava o céu e a terra na montanha:

“Normalmente, o culto se realizava nas Cinco Montanhas Sagradas, porém, naquela época, o Monte Heng das Cinco Montanhas Sagradas no sul da China estava fora do território do imperador Yuwen Yong, por isso, ele escolheu o monte Tianmen para o substituir e realizou o rito ali, chefiando todos os ministros civis e militares.”

A história mostra que o monte Tianmen já é famoso há muito tempo. A caverna no precipício é o símbolo da montanha. A entrada da caverna tem 131 metros de altura e 57 metros de largura, sendo considerada a maior entrada de caverna do mundo. Olhando do sopé da montanha, a entrada parece uma janela de palácio no céu, rodeada por nuvens flutuantes. Nos dias chuvosos, a caverna esconde-se entre as nuvens e a névoa, muito mais misteriosa do que nos dias normais.

O monte Tianmen é tão íngreme que na antiguidade ninguém conseguia subir ao topo. Hoje, foram construídos 999 degraus para os turistas chegarem ao cume e conhecerem a caverna. Para os chineses, o número nove significa o maior. 999 escadas têm o sentido de subir ao palácio do céu.

Zhang Leilei, uma turista, chegou ao monte Tianmen pela primeira vez. Olhando tantos degraus, ela pensou que subir e descer do monte seria muito cansativo:

“Nunca subi este monte. É altíssimo. E as escadas são estreitas e íngremes. Acho que a descida será ainda mais difícil.”

No topo da entrada da caverna, cresce um tipo de bambu verde e baixo. Quando venta, as folhas dos bambus pendurados se esfregam, fazendo o som de “Sa, sa”. De vez em quando, águas caem do topo, como se estivesse garoando. Segundo os habitantes locais, quem consegue pegar 48 gotas de água com a boca pode se tornar um génio.

  

publicado por luzdequeijas às 17:44
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AVENIDA DA LIBERDADE

O jardim estende-se desde a Praça Marquês de Pombal até à Praça dos Restauradores. A construção da Av. da Liberdade teve início em 1897, sob a direcção do Arqº Rosa Araújo, vindo a ocupar a zona do Passeio Público. Idealizado por Reinaldo Manuel em 1764, começou por ser apenas um bosque cercado por um muro.

Em 1835 foi melhorado passando a apresentar três portões de ferro, tornando-se o principal ponto de reunião dos lisboetas. Da estatuária inicial restam apenas as esculturas do Tejo e do Douro, da autoria de Alexandre Gomes.
O espaço arborizado é intercalado pontualmente por pequenos lagos, estatuária, cafés e restaurantes.

publicado por luzdequeijas às 17:17
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A OVELHA NEGRA

 

Ovelha negra é um termo utilizado para classificar algo ou alguém como diferente, como fora dos padrões. Se uma família tem membros de conduta normal, decente e honesta e algum membro dessa família sai irresponsável, ladrão ou fora dos padrões ditos normais para aquele grupo familiar de indivíduos, é de imediato considerado a ovelha negra da família.

A maioria das ovelhas são brancas e claras, porém, às vezes ocorrem mutações genéticas, e nasce uma preta, destacando-se muito das demais. A expressão surgiu com o pastoreio, geralmente a ovelha que nascia preta era aquela que não acompanhava os outros animais, era mais difícil cuidá-la e tratá-la. Mesmo cuidando tão bem de todas, muitas vezes o pastor não conseguia evitar que ela se tornasse diferente, então, chamavam-lhe de ovelha negra. Portanto, os pastores e fazendeiros preferiam sempre as ovelhas brancas, porque a lã branca podia ser tingida e o animal tinha mais valor de mercado.

 

publicado por luzdequeijas às 17:05
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2013

E OS POLÍTICOS?

CHEIOS DE MORDOMIAS E REFORMAS NÃO PAGAS, corrupção, desleixo e muita incompetência exibidas, os políticos ainda são preocupação para alguém? Alguém que defenda que um PRESIDENTE DE CÂMARA esteja no poder mais de 7 mandatos, quando a lei estipula apenas um máximo de três?

Políticos que compram os seus apoiantes com o dinheiro do povo?

Sim, o dinheiro dos impostos pagos pelos mais pobres e idosos. Em lugar de terem empregos, passam a vida no descanso "político"! O povo que pague a incompetência com que atiraram com o nosso país para a "bancarrota"! O desemprego grassa por aí, e as dívidas deste país são uma vergonha nacional! Anos de sofrimento para o povo!

 

 

14Mar2011

 

Segunda

 

Reformados pagam mais de mil milhões da consolidação em 2012

 


 por Nuno Aguiar, Publicado em 14 de Março de 2011

 

 

 Um quarto do esforço previsto para 2012 será pago pelos idosos portugueses através de cortes de pensões e aumentos de impostos Os anteriores pacotes de austeridade já tinham mexido na carteira dos idosos portugueses, mas as novas medidas apresentadas sexta-feira pelo governo pedem novo esforço adicional aos reformados, com os pensionistas a dar um contributo decisivo para a consolidação das contas nacionais. Segundo o novo PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento), só em 2012, entre cortes e aumentos de impostos, os reformados irão contribuir com mais de mil milhões de euros. Tendo em conta que existem 2,3 milhões de pensionistas por velhice, significa que para o ano o Estado vai poupar 435 euros por cada reformado.

As tabelas divulgadas pelo Ministério das Finanças mostram que o esforço extra exigido pelo governo aos portugueses em 2012 representará 2,5% do PIB (4,31 mil milhões de euros), dos quais 0,6 pontos percentuais - mil milhões - terão origem nos bolsos dos mais velhos. E mais pobres!

publicado por luzdequeijas às 14:50
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OS CICLOS DA VIDA

 

 

 

Não desesperem! A vida é ciclica, os tempos e as suas fases sucedem-se de forma inapelável! Alguns ciclos, como os astronómicos, os sábios sabem prever com alguma exatidão! Contudo, ano após ano, a natureza estipula os seus períodos, calma e serenamente, passando pelas estações do ano ou pela imensidão da Terra e Universo, com milhões de nuances!

 

No ciclo da vida todos nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem? Não adianta tentar iludir esta realidade. A postura humana mais sábia, será sempre aquela que respeitar os ciclos da vida, os perceber e souber adivinhar o seu fim. Estamos todos nesta altura da História, razoavelmente habituados à "Teoria da Evolução" relativamente aos seres vivos. No entanto, habitualmente, não pensamos que com as palavras que usamos todos os dias, elas também se comportam como os seres vivos! Mas a verdade é que elas obedecem a ciclos evolucionários, têm um apogeu e muitas vezes morrem, caindo em desuso ou desaparecendo para sempre. A melhor forma de fazermos renascer qualquer coisa que exista no mundo e esteja no momento de morrer, é respeitarmos que chegou o seu fim. Tentando retardar esse fim, ou seja a sua morte, é retardar o aparecimento de outro ser que lhe viria dar continuidade em tempo oportuno. Se quisermos que certo "ser" fique na História, teremos de saber aceitar o momento da sua morte natural. O mundo é grande, e teremos de saber aceitar que para cada momento existencial, haverá outro ser sempre em espera, talvez com melhores argumentos e propostas para que seja alcançado o bem-comum, esse sim, não podemos deixá-lo morrer, nunca! O MUNDO VALE POR TODOS OS SERES VIVOS, não por um outro mais mediático!  

publicado por luzdequeijas às 13:04
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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

VAMOS CONQUISTAR O FUTURO ?

 

De BIGA ou de TAPETE MÁGICO, eles são os elementos históricos, simbólicos que nos podem estabelecer a ligação entre o mundo real e o imaginário. Estes elementos mágicos englobam para os árabes o sonho que transporta para sempre as pessoas, com as suas histórias feitas de sucessos e fracassos. Quem não tentou, para trás, eternamente, ficou!

Parece, terem sido estes elementos mágicos, que de forma incontrolável levaram e empurraram os povos conquistadores para o desvario da sua louca corrida a caminho do impossível para si e para o seu povo. Por vezes, também, a rua estreita do possível, é o futuro que almejamos! As ruas largas têm muitos caminhos onde nos perdemos, a rua estreita, essa mesma, não nos deixa espaço para desvarios e encurrala-nos até ao patamar que queremos alcançar com justiça. O homem não teria alcançado o possível, se inúmeras vezes não tivesse tentado atingir aquilo que lhe parecia impossível!

publicado por luzdequeijas às 18:31
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UMA BIGA

Uma biga é um carro de guerra de duas rodas, movido por dois cavalos, semelhante a uma quadriga(movida por quatro cavalos). Foi usada durante a Antiguidade como carro de combate, mais especificamente durante as idades do Bronze e do Ferro; permaneceu sendo utilizada com algumas adaptações como transporte, em procissões e em jogos assim que se tornou obsoleta na história militar.

Biga hitita

Alguns modelos mais antigos podiam mesmo dispor de quatro rodas, embora estes não sejam geralmente referidos como bigas. A invenção que potenciou a construção destes leves carros para fins militares foi a utilização de aros na roda. Por esta altura, a maioria dos cavalos não conseguia suportar o peso de um homem em combate; o cavalo selvagem original era, na verdade, um grande pónei em tamanho. As bigas eram eficazes sobretudo em terrenos planos e abertos. Os cavalos eram gradualmente alimentados para se tornarem maiores e mais fortes. Foi a utilização das bigas que potenciou mais tarde o surgimento da cavalaria nas divisões militares. As bigas de roda com aros datam de cerca de 2000 a.C. e a sua maior utilização parece ter-se verificado a cerca de 1300 a.C. (ver Batalha de Kadesh). As corridas de carros foram muito utilizadas durante os Jogos do Império Romano e continuaram populares em Constantinopla até ao século VI.

Nas técnicas de guerra modernas, o papel táctico da biga é desempenhado pelo carro de combate ou pelo veículo blindado de transporte de pessoal. Durante a Primeira Guerra Mundial, imediatamente antes da introdução dos primeiros tanques, eram utilizados motociclos com metralhadoras montadas em sidecars e outros veículos blindados que constituíam as versões mecanizadas das bigas. Pode-se considerar que as Tachankas 1 russas reintroduziram, ainda que por pouco tempo, a tracção equestre das bigas, desta feita equipadas com metralhadoras, embora estas fossem uma versão muito mais ligeira que a artilharia a cavalo utilizada nos campos de batalha europeus por mais de cem anos.


WIQUIPÉDIA

publicado por luzdequeijas às 17:37
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A VIDA É FEITA DE MUDANÇA


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


publicado por luzdequeijas às 17:08
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Domingo, 18 de Agosto de 2013

PROBLEMAS COM A JUSTIÇA

 

26 de Julho de 2013

 

Jornal i noticia que Paulo Vistas, presidente substituto de Isaltino Morais na Câmara Municipal de Oeiras, é o principal suspeito numa série de negócios relativos a várias Parcerias Público-Privadas (PPP’s).

Estas, segundo o próprio, destinavam-se a fugir aos limites da dívida fixados pela Lei, permitindo ao município fazer obras para inaugurar hoje e, ao mesmo tempo, esconder dívidas que vão ser pagas no futuro durante 25 anos.

Logo, a mensagem repetidamente transmitida por Paulo Vistas de que o município de Oeiras apenas tem uma dívida de 33 milhões de euros é desmentida pelo mesmo Paulo Vistas quando assume que a Câmara vai ter de pagar durante 25 anos uma renda a parceiros privados que ascende, por alto, a 100 milhões de euros.

Ao desmentir-se a si próprio, Vistas põe em causa a imagem de “boa gestão” no passado. “Continuar a fazer”, lema da sua candidatura, perde completamente o seu sentido. A não ser que seja “continuar a fazer dívida e a esconde-la”…

 Sinceramente, este artigo é mais um exemplo da mancha que recaiu sobre a imagem do concelho com a gestão do IOMAF. Desde 2005 que a justiça não arreda pé da Câmara de Oeiras, levando a um desgaste enorme em todos os que cá vivem, fartos de o seu concelho estar cronicamente associado a problemas com os tribunais.

Naturalmente que não ponho em causa a eventual inocência de Paulo Vistas, nomeadamente, sobre a alegada acusação de um empreiteiro lhe ter feito obras em casa em troca de favorecimentos, mas Oeiras está cansada de apenas ser falada por causa deste tipo de histórias.

No meio disto, a indicação de Isaltino Morais para cabeça de lista da Assembleia Municipal é mais uma notícia que revela não apenas o desespero, mas uma forma de estar na política que em nada a enobrece.

Esta situação insólita de ter um candidato preso podia estar a acontecer noutro qualquer sítio do mundo e não teríamos dúvidas em achar que era completamente caricata e sem sentido. Mas o que ainda é mais chocante é ter um candidato preso e outro a ser investigado, correndo-se o risco de continuar uma novela judicial que coloque Oeiras na mira da justiça durante mais uma década e nos torne um gozo completo no país e no estrangeiro.

Isto tem de ter um fim. Independentemente da inocência, ou não, dos acusados, Oeiras não pode continuar a ser notícia por causa dos problemas que os seus presidentes têm com a justiça.

publicado por Jorge Janeiro às 20:22

publicado por luzdequeijas às 16:33
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MOITA FLORES ARRASA EM OEIRAS

Foi ontem publicada uma sondagem no Correio da Manhã segundo a qual Moita Flores é o candidato escolhido pelos oeirenses para presidir à Câmara Municipal nas próximas autárquicas, a realizar este ano, herdando o lugar de Isaltino Morais, a quem, publicamente, já reconheceu um papel de grande relevância no progresso assinalado em Oeiras nos últimos 30 anos.

Nesta sondagem, elaborada pela SGEST (acreditada pela ERC), 34,7% dos eleitores votam em Moita Flores, seguido de longe pelos 17,9% que votam em Paulo Vistas e pelos 12,2% que votam em Marcos Sá.

 

Moita Flores esmaga os adversários, tendo o dobro das intenções de voto do segundo candidato e reunindo mais votos que o Partido do Isaltino e o Partido Socialista juntos. Este pormenor é importante, uma vez que a competição não está ao nível do vencedor, mas do segundo e terceiro lugares, que competirão entre si para conquistarem um número de vereadores aceitável que os livre de uma derrota humilhante. E, em termos de notoriedade, é completamente arrasador, pois 95% dos eleitores dizem conhecer Moita Flores enquanto apenas 40% conhecem Vistas e Marcos Sá.

Nesta sondagem ainda surgem 16% de eleitores que vão votar mas que não dizem em quem. Se aplicarmos as proporções atuais das intenções de voto a esses eleitores, teremos um acréscimo de 5,4% em Moita Flores, que assim ficará com 40,1%, e de 2,7% em Paulo Vistas, que ficará com 20,5%, o que significa que a maioria dos oeirenses o desaprova, que permanece desconhecido da generalidade dos munícipes apesar de ocupar o cargo de vice-presidente há alguns anos e de ser o presidente em exercício.

 Demonstra também que ele não se conseguiu evidenciar com obra feita nem descolar da figura de Isaltino, pagando agora o preço de avançar para uma candidatura sem ter mostrado quaisquer provas e sem ser conhecido. Esta sondagem vem colocar a nú a tendência acelerada de desagregação que o IOMAF vem vivendo desde há uns tempos a esta parte e que degenerou na expulsão ou abandono de deputados municipais. Ou seja, sem Isaltino, o IOMAF fica reduzido a quase nada e tudo indica que até às eleições vá perdendo votos, pois deixa de ser atrativo continuar a apoiar um candidato que, tudo indica, vai perder a Câmara e as freguesias, ficando erradicado do mapa político. À direita, por muito que o IOMAF e o CDS esperneiem, haverá necessariamente um reforço do voto útil em Moita Flores, pois é quem está em vantagem nesta corrida.

Quanto a Marcos Sá, acaba por não ter expressão, ficando o Partido Socialista reduzido a um ou dois vereadores de acordo com esta sondagem. Na prática, o PS apostou tudo num candidato que capitaliza apenas os votos dos socialistas oeirenses que, tradicionalmente, nunca ultrapassam os 20%. Marcos Sá não deverá chegar a essa marca, pois Moita Flores, homem independente, vindo do Povo e ativo em causas sociais, consegue entrar facilmente no eleitorado que vota na Esquerda moderada. Também aqui, vai conseguir ir buscar votos até às eleições.   

Ou seja, Moita Flores, com o apoio do PSD/MPT/PPM, fica muito perto de obter maioria absoluta e, com isso, de poder governar Oeiras sem depender do Partido do Isaltino ou do Partido Socialista.

A maioria absoluta está a um pequeno passo, mas ainda não está assegurada, pelo que os apoiantes de Moita Flores devem levar esta Nova Ambição a todos os seus amigos, familiares e colegas para que deem o seu voto de confiança a um projeto que valoriza um passado que tornou Oeiras uma referência mas que, agora, pretende que Oeiras seja um exemplo de Excelência ao nível internacional.

Estamos no bom caminho e temos uma grande margem de progressão, ao contrário das outras candidaturas, que terão dificuldade em ganhar mais terreno. Os nossos adversários estão longe, não apenas nas intenções de votos mas, sobretudo, na Ambição de trazer novas ideias para Oeiras, dedicando-se alguns a fazer política baixa, sem conteúdo programático, em blogues e páginas do facebook. Só Moita Flores ousou dizer o que quer para Oeiras, apresentando algumas das medidas de um programa eleitoral fortíssimo. E ainda nem sequer começou a campanha eleitoral, que é quando os eleitores terão noção do impacto da nossa candidatura na rua. E o facto de esta sondagem estar registada na ERC é mais um sinal da enorme credibilidade desta candidatura, que não receia ouvir a opinião dos oeirenses e divulga-la publicamente. A sondagem hoje publicada respeita todos os requisitos exigidos, sendo credível. De tal modo que abrange outros dados, como o grau de notoriedade dos candidatos e os principais problemas apontados pelos oeirenses.

Esta sondagem é a antecâmara da resposta que os oeirenses irão dar nas eleições autárquicas deste ano a todos aqueles a quem falta Ambição para fazer de Oeiras um concelho de Excelência.

Daí que seja tão importante trabalharmos Todos com afinco.

Juntos caminhamos rumo à Maioria Absoluta!

 

publicado por luzdequeijas às 16:14
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VISÕES MITOLÓGICAS

 

Estátua de Zeus segurando raios.

Os povos antigos criaram diversas lendas para explicar o surgimento dos raios. No Antigo Egito, acreditava-se que o deus Tifão arremessava os raios sobre a terra. Um documento da Mesopotâmia datado de 2300 a.C. mostra uma deusa no ombro de uma criatura alada e segurando um punhado de raios em cada mão. Atrás dela se encontra o deus que controla o tempo meteorológico criando os trovões com um chicote. Os raios também são a marca da deusa da mitologia chinesa Tien Mu, que é uma das cinco dignitárias do "Ministério das tempestades", que é comandado por Lei Tsu, o deus do trovão. Na Índia, os textos Vedasdescrevem como Indra, o filho do Paraíso e da Terra, carregava trovões em sua biga.2

Por volta do ano de 700 a.C. os gregos começaram a utilizar os símbolos dos raios trazidos do Oriente Médio na sua arte, atribuindo-os sobretudo a Zeus, o deus supremo da sua mitologia. Na Grécia Antiga os raios, quando apareciam no céu, eram vistos como sinal de desaprovação de Zeus. O mesmo sucederia na Roma Antiga em relação a Júpiter. Em Roma acreditava-se que os ramos de louro eram "imunes" à ação de raios, e por isso o imperador Tibério utilizava tais ramos para se proteger durante as tempestades. Já na antiga Escandinávia acreditava-se que os raios eram produzidos pelo martelo mágico Mjölnir, que pertencia ao deus Thor. Os Buriates, povo que vivia próximo ao lago Baikal, no sul da Sibéria, acreditavam que o seu deus produzia os raios jogando pedras do céu. Algumas tribos indígenas da América do Norte e da África mantêm a crença de que os raios são produzidos por um mágico "pássaro trovão", que mergulha das nuvens para a terra.2


Wiquipédia

publicado por luzdequeijas às 15:38
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RAIOS E CORISCOS

Raio (meteorologia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Raios em TorontoCanadá.

Um raio é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre quando a rigidez dielétrica do ar é quebrada e cargas elétricas fluem diretamente da nuvem para o solo, ou vice-versa, produzindo diversos tipos de radiação eletromagnética, além de ondas sonoras, que são conhecidas como trovões. A principal diferença entre relâmpagos e raios consiste no fato de que o termo relâmpago refere-se a qualquer descarga elétrica atmosférica, enquanto um raio é uma descarga que ocorre entre a nuvem e o solo. Por isso, pode-se dizer que todo o raio é um relâmpago, mas nem todo o relâmpago é um raio.1

Os raios sempre foram motivo de fascínio, tanto que mitos e superstições relacionados com descargas elétricas estiveram presentes no surgimento das primeiras religiões. Diversas explicações mitológicas foram propostas ao longo da história, até que, noséculo XVIII, o cientista norte-americano Benjamin Franklin descobriu a natureza elétrica do fenômeno. Atualmente, os mais variados instrumentos, como câmeras digitais de alta velocidade, detectores de radiação eletromagnética e osciloscópios, são utilizados para estudo deste fenômeno atmosférico.

Com tais pesquisas descobriu-se que existem raios negativos, nos quais as cargas negativas vão da nuvem ao solo, e raios positivos, que são muito mais perigosos e mais raros do que as descargas negativas. Além do trovão, os raios produzem diversos tipos de radiação eletromagnética, algumas delas de alta energia, como raios X e raios gama. Dependendo da frequência, essas ondas podem ficar presas na ionosfera da Terra, e assim ficar circulando o planeta, criando a ressonância Schumann. A imensa carga dos raios produz, ainda, eventos luminosos na alta atmosfera que acontecem muito acima das nuvens e não são visíveis da superfície da Terra, mas já foram fotografados por aviões e satélites.

Por meio de satélites também é possível contabilizar a quantidade de raios que acontecem no mundo em tempo real. Em média, de cinquenta a cem descargas acontecem a cada segundo em todo o mundo, a maioria delas nas regiões tropicais, sendo que o país em que ocorre a maior quantidade de raios é o Brasil. Os raios são responsáveis por diversas mortes por todo o planeta, mas a maioria delas poderia ser evitada se medidas simples de proteção fossem tomadas. Sondas espaciais já detectaram raios em JúpiterSaturnoVênus e existem provas da ocorrência de descargas elétricas também em Marte.


Nota- Significado de corisco:Faísca eléctrica.
Centelha, que rasga as nuvens electrizadas, sem que se oiçam trovões.

publicado por luzdequeijas às 15:28
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Sábado, 17 de Agosto de 2013

AS FORÇAS DE BLOQUEIO

 

Quem ouvir os noticiários, ler os jornais e alguns livros e for ouvindo os telejornais, procurando estabelecer uma relação entre as notícias, depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica, mas que se percebe não acontecerem por acaso, tal o grau de eficiência que existe na sua execução.

É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se também que com vantagens próprias asseguradas.

 

Do real ao imaginário, podemos visualizar um rio, daqueles com água muito transparente e fria, naturalmente pouco profunda. A sua torrente vai esbarrando nas imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra. A leveza que proponho, física e mental, vai permitir, que saltemos de pedra em pedra, quase sem nelas fazermos peso. Sempre que o nosso pé toca numa pedra, pisamos a realidade. Enquanto saltamos, percorremos o imaginário.

Provavelmente, tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo de pura alucinação, com certeza provocada pelo “stress” com todos os seus efeitos colaterais geradores de desconfianças, fraquezas, mal entendidos e especulações, mas, mesmo assim, vale a pena pensar, evitando a castração do melhor que Deus nos deu, que foi o recurso ao pensamento.

Naturalmente que se forem coincidências, também não vem grande mal ao mundo, estaremos então a entrar no campo da pura ficção, que de certo modo nos fará esquecer outras preocupações mais reais e nefastas para a nossa saúde e bem-estar psíquico.

Ninguém duvidará da honestidade e competência de ninguém, contudo, ficou sempre por esclarecer o que eram e de onde vinham as ditas forças de bloqueio. Acredita-se que elas existiram e continuarão sempre a existir. Tinham e têm, sobretudo, uma ação bloqueadora terrivelmente nefasta! Estarão, também, as mais das vezes, ao serviço do mal!

 

publicado por luzdequeijas às 16:40
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

ATITUDES DISCRIMINATÓRIAS; NUNCA!

SER FUNCIONÁRIO E POLÍTICO, EM SIMULTÂNEO, NA SUA PRÓPRIA AUTARQUIA?

CONCEITO DE INDEPENDENTE OU DE "GRUPO DE INDEPENDENTES"


INDEPENDENTE é uma expressão legal usada para designar o cidadão ou conjunto de cidadãos a quem é concedida a possibilidade de candidatura direta e independente (sem intervenção dos partidos Políticos) à eleição para os órgãos das autarquias locais. Os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos, elegendo para o efeito representantes seus nos órgãos do poder político, exprimindo-se, associando-se livremente e contribuindo para a tomada de decisões e a resolução dos problemas sociais.

Prazos e procedimentos

1- Apresentação das candidaturas é feita perante o juiz do tribunal de comarca

competente em matéria cível, com jurisdição na sede do município respetivo, até ao 55.º dia anterior ao dia da eleição.

Nota:

1 - As autarquias têm os seus Órgãos Autárquicos de natureza política.


2 - Têm também o seu quadro de pessoal, comportando todo o tipo de profissionais e quadros técnicos necessários ao desempenho das competências expressas na lei, mais as decisões tomadas pelos órgãos políticos, nomeadamente, o Executivo e a Assembleia Geral.

RESTA, agora, perguntar como pode um movimento (dito) Independente (IOMAF) preencher a sua lista de candidatos políticos, maioritariamente, com funcionários da própria autarquia? E permitir que outros funcionários da mesma autarquia e militantes de outro partido, sejam afastados das suas listas só por serem funcionários da dita autarquia? O responsável maximo do dito outro partido, também é quadro da CMO.

Sem mais pormenores, basta lembrar que o IOMAF apostou nas últimas eleições, em muitos quadros da CMO para o lugar de Presidente de Junta no concelho (eram dez freguesias). A lei pode não proibir, mas misturar promiscuidade política entre autarquias independentes (Juntas e Câmara) mas umbilicalmente ligadas no IOMAF, é tudo menos ético, demais, considerando a existência das chamadas “DELEGAÇÕES DE COMPETÊNCIAS! Ou seja, negócios entrelaçados!

Parece óbvio que um profissional de uma câmara se deveria abster de ser autarca (político) na sua própria autarquia por razões de ética política, desde que todos os partidos o fizessem!. Claro!

Os funcionários públicos terão de ter neutralidade política no seu desempenho profissional! 

Ser Independente (ninguém poderá definir exatamente o que isso é), tem de ter uma valência ética ainda mais profunda quando se é funcionário na autarquia onde se trabalha e também eleito autárco! OU NÃO?

publicado por luzdequeijas às 13:55
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OS NOVOS JUDEUS

New post on OEIRAS MAIS ATRÁS

Militantes do PSD funcionários da câmara municipal: os novos judeus!

by Janice Dias

Chegou ao conhecimento do Oeiras Mais Atrás que militantes do PSD, que em simultâneo são funcionários da câmara municipal de Oeiras, foram excluídos de integração nas listas para a câmara municipal e para a assembleia municipal, em lugares elegíveis, por se duvidar da sua independência.

Poderia o candidato Moita Flores (ou o autor de tão inconstitucional decisão) ter argumentado que não convidava este ou aquele por entender que não detém o perfil indispensável para a Causa Pública, marginalizar-se um cidadão só porque é funcionário da câmara ou dos serviços municipalizados é ILEGAL!

O artigo 13.º (Princípio da igualdade) da CRP estabelece:

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Há que sensibilizar o legislador para incluir de forma explícita a expressão “trabalhador da Administração Pública”.

Há trabalhadores que já eram militantes do PSD muitos anos antes de serem funcionários do município, há trabalhadores que aderiram ao PSD quando seria mais fácil aderir à AOMAF ou manterem-se partidariamente independentes.

É mais uma nódoa negra na actual comissão política concelhia liderada por Alexandre Luz.

Funcionários da câmara de Oeiras militantes do PSD, os novos «judeus».

Janice Dias | 14/08/2013 às 11:47 | 
publicado por luzdequeijas às 13:50
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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

QUINTAS DO RIBATEJO

 

A QUINTA DA CARDIGA

A sua história

Esta Quinta é bem representativa da nacionalidade portuguesa, na medida que já existia quando se deu a independência de Portugal. Na Quinta da Cardiga, a poucos quilómetros da cidade de Tomar, em Portugal, encontrava-se um pequeno reduto templário. Em 1169, o primeiro rei português, D. Afonso Henriques doou esta quinta aos Templários, para que estes ali erigissem um castelo e eles, assim o fizeram. Sucederam-se vinte e três Mestres na poderosa Ordem que ia somando terras e bens, na região de Soure e Pombal, que fora seu anterior território. Também na região de Castelo Branco e Idanha, até ao Fundão e nesta região de Tomar, com limite a sul, na Quinta da Cardiga e no Castelo de Almourol – ao todo perto de 3700 quilómetros quadrados de domínio

Portal Gótico - Palácio da Quinta da Cardiga

A Quinta da Cardiga, onde se encontra edificado o dito castelo do século XII (data da fundação da Nacionalidade Portuguesa) e que posteriormente foi convento dos monges da Ordem de Cristo, é o local onde, á margem da corrente do Rio Tejo, o visitante poderá regressar aos primórdios dos seus antepassados.

 

Extinta a Ordem dos Templários, o seu domínio passou para os Freires de Cristo, sendo sucessivamente doado a várias ordens até ao século XIX quando foi comprada por diversos particulares. A Quinta da Cardiga foi uma das mais notáveis propriedades do País

publicado por luzdequeijas às 23:00
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CULTURA DE TECIDOS

AGRICULTURA

 

Informações dão ciência de que a selecção e reprodução de plantas superiores por métodos convencionais têm sido utilizadas desde os tempos antigos considerando a necessidade de produzir quantidades crescentes de alimentos e matérias-primas para a indústria.

Uma das áreas mais promissoras na Biotecnologia é a da cultura de tecidos. É uma área já antiga, datando dos anos 20, mas que só alcançou progressos razoáveis a partir do fim da década de 60.

Nos tecidos e células cultivadas “in vitro” pode-se introduzir alterações  por acção de agentes físicos ou químicos com maior eficiência do que em plantas inteiras. Assim, as taxas de alterações podem ser grandemente aumentadas e, a partir dessas culturas, pode-se conseguir a regeneração de plantas com características diferentes. Existe também a possibilidade de fusão de células com características diferentes, possibilitando ou novos tipos de combinação, ou combinação de material genético de células provenientes de espécies muitas vezes diferentes. Uma das vantagens é que através dessa técnica pode-se gerar um grande número de material clonado em curto espaço de tempo e em ambientes reduzidos, sendo ainda indicada para a eliminação de doenças.

publicado por luzdequeijas às 18:05
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O CONSELHO DE ESTADO

CONCEITOS SOBRE O CONSELHO DE ESTADO

A direita é esmagadora no Conselho de Estado que fica hoje composto, depois de o parlamento votar os nomes indicados por PSD e PS para este órgão consultivo do Presidente da República. Em números, a direita ocupa 74% do espaço do Conselho de Estado: são 14 em 19 membros. Esta realidade causa algum desconforto à esquerda, que até faz algumas críticas a Cavaco Silva.

"Um governo, uma maioria, um Presidente, e agora também o Conselho de Estado", diz José Junqueiro ao i numa referência ao desígnio de Francisco Sá Carneiro, que nos primórdios do PSD desejava "um governo, uma maioria e um Presidente". O socialista admite que o órgão normalmente "reflecte a correlação das forças políticas no país", mas também acusa o actual Presidente de "ter por objectivo reforçar a direita no poder".

Esta visão partidária em tudo até no Conselho de Estado, faz parte da doença que Portugal carrega aos ombros, no plano político. Estas opiniões vindas de gente socialista, nunca foram escutadas nos tempos de Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Não foram estas, mas, outras de sentido inverso. Na verdade os partidos políticos têm no nosso país uma larguíssima representatividade directa! Assembleia da República, Governo, Câmaras Municipais, Juntas, União Europeia etc. De forma indirecta, controlam de forma indisfarçável todo o aparelho de Estado e muito da Sociedade Civil!

Então, terá a nossa opinião pública uma opinião favorável da prestação dos partidos em tanta representatividade? Julgo que não.

Contudo também concordo que o Conselho de Estado poderia ter outra representatividade. Não que discorde das pessoas que lá estão. Discordo sim, do facto da nossa Sociedade Civil não estar lá representada! Falo das famílias, das colectividades, das organizações sociais, das corporações de forma abrangente, etc. Vamos parar sempre ao mesmo. Portugal tem partidos a mais, muito Estado a mais e nenhuma Sociedade Civil a fazer ouvir a sua voz e a controlar os partidos!

publicado por luzdequeijas às 18:01
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A GRANDE UTOPIA

 

Se o socialismo substituiu o liberalismo como a doutrina da grande maioria dos progressistas, isso não

significa, apenas, que as pessoas tenham esquecido as advertências dos grandes pensadores liberais sobre as consequências do colectivismo.

Quase não ocorre hoje que o socialismo era, de início, francamente autoritário. No que se referia à liberdade, os fundadores do socialismo não escondiam as suas intenções. Eles consideravam a liberdade de pensamento, a origem de todos os males da sociedade do século XIX, e o primeiro dos planeadores modernos,

Saint-Simon, chegou a predizer que aqueles que não obedecessem às comissões de planeamento por ele

propostas seriam "tratados como gado".

Tocqueville, mais do que ninguém, percebeu que a democracia, como instituição essencialmente

individualista, entrava em contradição frontal com o socialismo. Segundo ele, "democracia e socialismo nada têm em comum excepto uma palavra: igualdade". Mas, advertia o próprio Tocqueville que "enquanto a

democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura a igualdade na repressão e na servidão".

O advento do socialismo seria um salto do reino da necessidade para o reino da liberdade. É importante perceber a subtil alteração do sentido a que se submeteu a palavra liberdade para tornar plausível

esse argumento. Para que o homem pudesse ser verdadeiramente livre, o "despotismo da necessidade

material " deveria ser vencido, e atenuadas "as restrições decorrentes do sistema económico". Liberdade nesse sentido não passa, é claro, de um sinónimo de poder ou riqueza. A reivindicação da nova liberdade não passava, assim, da velha reivindicação de uma distribuição equitativa da riqueza. Mas o novo rótulo forneceu aos socialistas mais uma palavra em comum com os liberais, e eles a exploraram ao máximo, a despeito do novo sentido dado àquela palavra.

A promessa de maior liberdade tornou-se uma das armas mais eficazes da propaganda socialista. Foi,

Inquestionavelmente, a promessa de maior liberdade que atraiu um número crescente de liberais para o

socialismo e que os  tornou-os incapazes de perceber o conflito existente entre os princípios do socialismo e os do liberalismo. O socialismo foi aceite pela maior parte da intelligentsia como o herdeiro aparente da tradição liberal. Nos últimos anos, porém, esse erro foi-se tornando claro. Foi-se tornando clara a extraordinária semelhança, em muitos aspectos, das condições de vida nos regimes fascista e comunista.

Enquanto para muitos que observaram de perto a transição do socialismo para o fascismo, a relação

entre os dois sistemas ficou cada mais evidente, na Inglaterra a maioria ainda acredita que o socialismo e

liberdade ainda podem ser conciliados.

O socialismo democrático, a grande utopia das últimas gerações, não só é irrealizável, mas o próprio

esforço necessário para concretizá-lo gera algo tão inteiramente diverso que poucos dos que agora o desejam estariam dispostos a aceitar as suas consequências.

publicado por luzdequeijas às 17:54
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UM NOVO MUNDO AREJADO

A BLOGOSFERA

1. A blogosfera, com toda a sua comunidade e conteúdos dos blogs, forma já hoje, um apreciável conjunto composto por quem faz, por quem disponibiliza e por quem lê, e vai conquistando as elites.

2. A blogosfera serve para entreter, debater, informar, denunciar etc. Serve para ajudar quem não tinha voz, a conquistar num espaço sem intermediários. Pois bem, um grupo de ex-trabalhadores da Capepresso (da Maia) com salários em atraso decidiu criar um blogue. Aqui fica o Enganados e Sem Nada. Para que sejam um exemplo: a blogosfera também pode ser um espaço de luta por direitos e por dignidade.

3. Este novo mundo dos Blogers, pela sua diversidade social, etária, cobrindo variadíssimos horizontes, impôs-se ao respeito da sociedade e muito especialmente dos políticos. Em período eleitoral, o próprio primeiro-ministro reuniu-se com os seus representantes, tentando uma manobra de apaziguamento aos ataques que sofreu. Reconheceu o peso informativo e a rebeldia desta gente. Não quis guerra, embora dispusesse de armas para tal.

4. Falando hoje dos que “fazem” a blogosfera, teremos de lhe tirar o chapéu: eles gastam dinheiro e tempo por amor à inovação, aos bons hábitos, à verdade e criatividade e a muitas outras coisas de que a sociedade está tão carecida. Não é concorrente de ninguém e assume riscos complicados, não pelo gosto de criar problemas, mas pelo dever cívico de trazer, sempre, algo de novo ao mundo, mais que não sejam costumes e hábitos salutares, de momento em queda livre.

5. Seria para eles muito mais fácil bajular os poderosos e olhar para o lado no que concerne às complicações e às injustiças desta vida cada vez mais desumanizada.

6. Transformou-se aos poucos, não sem muitos dissabores e algum sofrimento, numa comunidade irrequieta mas profundamente respeitada pelo comum dos entendidos e bem-intencionados. Um bem-haja a todos eles.

    

 

publicado por luzdequeijas às 17:49
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A FREGUESIA

Desde a ocupação romana da península até 1830, ou seja, grosso modo, até à revolução liberal, a freguesia não era autarquia local.

 

É um período caracterizado pela existência de freguesias como elementos da organização eclesiástica, mas sem qualquer inserção na estrutura da Administração Pública do país.

«Freguesia» é uma palavra que vem de «fregueses», e «fregueses» vem de «FILIECLESIAE» (que deu FILIGRESES, e depois fregueses), expressão que significava «filhos da Igreja», isto é , a comunidade dos fiéis em torno de um pároco que representa localmente o seu bispo.

Os órgãos eleitos pelos «fregueses» eram chamados, de acordo com a tradição da época, Juízes. Mais tarde, estes juízes chamaram-se «Juízes de vintena» - designação tradicional que se dava aos encarregados de resolver os problemas de convivência e de economia rural que se punham aos habitantes das freguesias.

E assim se chega ao período, que começa quando a revolução liberal, a partir de 1830, incorpora a freguesia no sistema nacional de administração pública.

Foi uma fase de grandes indecisões e de substituição rápida de soluções.

O 3.º período, de 1878 para cá, inicia-se com o Código Administrativo de Rodrigues Sampaio (1878), em virtude do qual as freguesias entram definitivamente na estrutura da nossa Administração Local Autárquica. Assim se têm mantido até hoje, embora, como vimos, sem uma função muito relevante até 1974.            

publicado por luzdequeijas às 15:34
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AS PARÓQUIAS E AS FREGUESIAS

 

Podemos afirmar que a Freguesia é uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que forem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 172 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias, estas, ao contrário revitalizam-se.

Hoje as Juntas de Freguesias são órgãos do Estado que se afirmam, cada vez mais, junto das populações quer pelo trabalho que desenvolvem quer pelo empenho que manifestam na defesa dos interesses locais.

O título meramente informativo mas com o objetivo bem definido de todos os leitores poderem aferir do que era a Paróquia/Junta de Freguesia ao tempo, realço alguns aspetos bastantes curiosos:

1-Têm voto, na eleição dos membros da Junta e secretário da Junta da Paróquia todos os chefes de família ou cabeças de fogo, domiciliados na área da Paróquia.

2-Era ao regedor da Paróquia que competia presidir à Junta e dirigir os seus trabalhos. Além do gesto administrativo da Junta, era da sua competência manter a ordem pública, procurando prevenir ou dissipar qualquer rixa, tumulto ou motim.

3- Perante uma morte violenta era competência do regedor não consentir que o cadáver fosse enterrado enquanto o Juiz de Fora ou do Crime não viesse fazer o exame com médicos ou cirurgiões.

4-Também era da sua competência no caso “flagrante delito” ou em seguimento dele prender as pessoas envolvidas, remetendo-as dentro das primeiras 24 horas contadas a partir da hora da prisão, ao Juiz de Fora ou do Crime debaixo de guarda segura acompanhado do respetivo auto que tivesse sido lavrado.

5- Outro aspeto, mais de acordo com a hoje chamado Solidariedade Social estava na competência do regedor em recolher quaisquer crianças achadas ou abandonadas na área da Paróquia e encaminhá-las para a roda dos enjeitados do Concelho provendo à sua sustentação e condução; se algum vizinho da Paróquia quisesse encarregar-se da criação e educação gratuita e caritativa da criança desde que fosse considerado pessoa capaz para o fazer, o regedor entregava-lhe a dita criança lavrando-se Auto de Entrega que após assinado seria remetido ao Juiz de Órfãos etc.

Não será porém de admirar que apesar de estar consagrada uma verdadeira autonomia das Freguesias no n.º2 do art.237 da Constituição da República Portuguesa estas ainda não o tenham conseguido por vários motivos onde a componente de autonomia financeira tem um forte peso.   

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:31
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AUTOGESTÃO

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Autogestão é a administração de um organismo pelos seus participantes, em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa autogestionada. A autogestão não pode ser confundida com controlo operário, que mantém a hierarquia e o controle externo do organismo (ou da fábrica) por algum organismo ou instância superior (como um partido político).

Os conceitos de autogestão variam de acordo com as posições políticas ou sociais. O conceito anarquista de autogestão caracteriza-se por eliminar a hierarquia e os mecanismos capitalistas de organização envolvidos. Já o conceito de autogestão empresarial mantém os mecanismos tradicionais de organização capitalistas. Para outra conceção de autogestão,1esta se caracteriza como as relações de produção da sociedade comunista.

 

publicado por luzdequeijas às 12:44
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O TEMPO NÃO VOLTA PARA TRÁS

 

LIMPAR, AREJAR, RASGAR E INOVAR

O país – para não parecer demasiado acomodado com  o seu destino – gosta de indignar-se uma a duas vezes por ano. O programa de revisão constitucional do PSD já teve esse efeito de toque a rebate – ainda não  foi aprovado mas já agita consciências e acorda complexos adormecidos. E porquê? Por pretender apagar da Constituição conceitos como o “direito à autogestão”, o direito dos trabalhadores a participarem na gestão das empresas públicas e o direito de expropriação dos meios de produção ao abandono. Outras exigências constitucionais como o julgamento dos ex-membros da PIDE são também eliminadas. Das duas uma: ou queremos uma Constituição que pertença ao século XXI ou guardamos num texto sagrado as relíquias do PREC. Porém, por muito que a Constituição dê abrigo a vestígios arqueológicos do pensamento marxista, o tempo não volta para trás.

 

publicado por luzdequeijas às 12:23
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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013

PM NORUEGUÊS EM OEIRAS

Os candidatos PSD à Câmara e Assembleia Municipal de Oeiras

by Janice Dias

Centro Comercial Oeiras Parque, 6.ª feira, 10 de agosto, 21 horas, fila de atendimento “McDonalds”, ouve-se o seguinte diálogo que transcrevemos, procurando ser o mais correto possível nas expressões utilizadas:

- Tás bom? Por aqui? Já não te via há uns tempos! Parabéns!

- Não faço anos! Parabéns, porquê?

- Então não és candidato do PSD à Câmara?

- Sou candidato pelo PSD, não sou candidato do PSD…

- Eh, pá, não percebo qual a diferença…

- Pelo PSD significa que vou na lista mas não sou militante, sou independente; do PSD, significa que se é militante… É do tipo do “de” e do “da” dos candidatos com mais um mínimo de 3 mandatos… Olha, é o caso do Moita, que não se sabe se renunciou ao cargo de presidente da câmara municipal ou de presidente de câmara municipal…

- Explica-me então qual a diferença entre a candidatura de um independente e de um militante nas listas do PSD à câmara de Oeiras…

Chegados ao atendimento interrompem a conversa. Fazem o pedido. Diz o candidato:

- Vamos continuar a nossa conversa ali - e aponta para uma mesa, onde se sentam.

Então é assim: como independente só estou obrigado a votar ao lado do PSD em assuntos como, por exemplo, o orçamento e opções do plano, relatório e contas de gestão, votos de confiança e de censura. No que mais aparecer tenho liberdade de voto.

- E os eleitos do PSD que sejam militantes estão obrigados a quê?

- Os militantes que estão listas e sejam eleitos estão obrigados à disciplina de voto, ou seja, ao que se aplica a mim e ao que mais aparecer. Exemplo prático: se for votada a suspensão do SATU eu voto a favor, sei que o PSD é contra mas há militantes do PSD que são a favor da suspensão, se votarem contra as orientações do partido sujeitam-se a um processo disciplinar. Percebeste?

- Já percebi. Diz-me outra coisa: se bem me lembro, em 2001 eras militante e concorreste na lista do PSD; em 2005 foste na lista do PS, em 2009 foste na lista do partido do Isaltino, em 2013 vais na lista do PSD, não é um bocado estranho? Achas que as pessoas não te vêem como um saltitão?

- Eh, pá, essa do «se bem me lembro» traz-me à memória o Vitorino Amnésico. Vamos por partes: em 2001 era militante do PSD de Algés, em 2005 desfiliei-me, passei a independente e sou independente deste então. E espero continuar assim. Saltitão? Não, in-de-pen-den-te!

- E fazes campanha? Arruadas, bandeirinhas, camisola «Moita cool» e coisas do género?

- Oh, João, até parece que já não me conheces. Na faculdade eu metia-me em coisas parecidas? Alguma vez me viste a fazer aquelas cagadas da festa do caloiro? A fazer o peditório para a viagem de finalistas? Eu fui à viagem, se bem te lembras, vocês andaram a pedir também por mim e para mim.

- Mas alguém tem de ir para a rua falar com as pessoas, entregar os jornais de campanhas, distribuir panfletos, ouvir uns insultos de vez quando, encher as salas onde os candidatos vão…

- Oh, João, estou desapontado contigo… Para que servem os militantes dos partidos e no caso para que servem os militantes do PSD de Oeiras? Para fazer tudo o que tu disseste e o mais que for preciso!

- E eles, os militantes comem e calam? Vêem vocês a ocupar os lugares sem qualquer trabalho, sem darem o corpo ao manifesto e ficam calados?

- João, fica sabendo que as listas do PSD à Câmara e à Assembleia Municipal de Oeiras são compostas, em média, por 60% de independentes e 40% de militantes. A maioria come e cala. São uns tansos!

- Olha, eu não dava para esse filme, nem para esse peditório!

E assim vai o PSD Oeiras e o nível de candidatos «independentes» que foram incorporados nas listas.

publicado por luzdequeijas às 14:31
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MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO

 

Certamente, que a maioria dos leitores sabe, sente ou pressente haver informação manipulada ao jeito de uma fábrica de "verdades" e “mentiras”, de acordo com interesses, inconfessáveis!

Já George Orwell afirmava; “A massa mantém a marca, a marca mantém a média e a média controla a massa"”

Quando ouvimos falar que a média representa "o Quarto Poder" numa nação, é preciso avaliar como isso é verdade e o quanto estamos sujeitos a ela e a todas as suas variáveis. A média influencia as pessoas no modo de agir, de pensar e até no modo de se vestir. Ela cria as demandas, orienta os costumes e hábitos da sociedade, além de definir estilos e discussões sociais. A média dita as regras, as tendências, os padrões de beleza, os ídolos a serem adorados e seguidos. Segundo Marilena Chauí : “A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as ideias”.

     Contudo, além de não podermos subestimar o poder da influência da média na vida das pessoas, também não podemos ignorar a importância desta, caso seja utilizada de forma mais ética e consciente. Quero dizer, que o poder que os veículos de comunicação têm para mobilizar as pessoas é muito grande e pode ser usado para o bem ou para o mal.  Campanhas de doação de sangue, de vacinação, de incentivo à reciclagem, para economizar água, pela paz, para ajudar pessoas, e muitas outras, quando divulgadas e incentivadas pela média, ganham proporções enormes e trazem resultados muito além do esperado. O elemento primordial do controle social é a “estratégia da distração” e as “cortinas de fumo”, que consistem em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, cativando-o por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais!

publicado por luzdequeijas às 13:17
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Domingo, 11 de Agosto de 2013

QUEIJAS E LINDA-A-PASTORA, ENTRELAÇADAS

Um olhar sobre a parte histórica de QUEIJAS e LINDA-A-PASTORA, mostra bem gente unida nos bons e maus momentos, numa já longa caminhada de mãos dadas.

Tentar dizer hoje, onde começa uma e outra, é de quem nada tem para fazer, ou melhor, de quem não teve categoria para defender aquilo que a população dos dois antiquíssimos povoados conquistaram. Aquilo que importa é que toda esta gente hoje, que está hoje mais longe dos centros de decissão, sendo vrdade que estes dois aglomerados humanos, pela mão de INDEPENDENTES, só perderam as vantagens conquistadas, a sua freguesia!.


"O arrolamento paroquial do ano de 1865 e as palavras do Padre Francisco Figueira referem para o lugar de Queijas uma população de 148 habitantes, 35 fogos, e situada, como ele descreve no seu livro, sobre a freguesia de Carnaxide, com o título: " Os primeiros Trabalhos Literários" editado em 1865 :

 

" meio quilómetro ao noroeste de Linda a Pastora, assente n' um platô mui fertil. É logar tão antigo que era elle que, com o parocho, antigamente, festejava o orago de S. Romão. Teve outr'ora uma ermida dedicada a S. Joaquim." 

Povoado rural e semelhante a outras povoações ao seu redor , Queijas teve certamente origem muito antiga, contudo escasseiam as referências históricas.
Que não seja a insuficiência de fontes documentais e de investigação histórica que minimize o valor ou o lugar patrimonial que Queijas ocupa no concelho de Oeiras.
Povoação de terras férteis, ligada à agricultura e ao cultivo de cereais, de pequenas propriedades popularmente conhecidas pelo seus artigos cadastrais tais como a terra das várzeas, da manga, dos cerejos da carambola, do adufe, dos enxofrais etc. , Queijas foi lugar da freguesia de Carnaxide.
Digno de nota , é o património edificado que tão bem ilustra o passado e a actividade de Queijas e de Linda a Pastora. São exemplos a casa de D. Miguel (Queijas), a Casa de Cesáreo Verde e a capela de S. João Baptista (em Linda- a- Pastora) e o Santuário da Senhora da Rocha.

 

A sua proximidade com o mar, as características do solo, a sua localização e clima, são factores que tornaram Queijas um local propício à ocupação humana desde a pré-história.

Os solos basálticos desta freguesia, pertencentes ao Complexo Basáltico de Lisboa, desde sempre muito férteis, favorecem, ainda, a retenção da água, em toalhas pouco profundas, mercê das suas condições geológicas.

Estes factores, juntamente com um relevo pouco acidentado, proporcionaram este lugar como local de ocupação humana, tendo sido aqui encontrados vários achados arqueológicos, datando os mais antigos do Paleolítico Inferior. A localidade de Linda- a- Pastora constitui mesmo uma das estações mais importantes da região de Oeiras; pertencentes ao Complexo Basáltico de Lisboa.

Os três factores apresentados justificariam, deste modo, a abundância de caça, bem como a prática da produção de culturas cerealíferas. De facto, esta última actividade manteve-se até aos inícios do século XX, sendo, ainda hoje, visíveis cerca de uma dezena de moinhos dispersos pelo lugar de Queijas.

Para além destes aspectos, foram ainda encontrados em Queijas alguns vestígios de antigas civilizações, nomeadamente, da Idade do Bronze e do Ferro.

 

Chegados ao ano de 1865 a população de Queijas apresenta apenas 148 habitantes, enquanto Linda- a - Pastora já tinha 403.

Em Queijas a maioria da população masculina dedicava-se à lavoura e à pastorícia. As mulheres desempenhavam actividades tipicamente femininas, sendo a grande maioria lavadeiras.

Os homens ocupavam-se do comércio, agricultura e de alguma indústria, desempenhando ocupações de lavradores, trabalhadores rurais, pastores, taberneiros, moleiros etc.

A maior parte dos homens dedicavam-se à actividade agrícola.

Para além das ruas já referidas, havia caminhos, ruelas, calçadas, escadinhas, largos e pátios.

A par disso, havia neste lugar, vastos campos de sementeiras, por entre os quais haviam sido rasgados estreitas veredas que davam acesso aos moinhos, que em terra de vento eram reis.

 

Currais, abegoarias, pequenos armazéns de alfaias, terreiros e principalmente muitas eiras, eram coisas fáceis de encontrar em Queijas.

O abastecimento de água era assegurado por várias minas, a partir das quais se tinha acesso ao vasto lençol de água existente por baixo de todo este planalto.

 

Na Rua da Mina ainda se pode ver hoje o tanque das lavadeiras de Queijas, ou outro onde os animais matavam a sede.

De entre as profissões menos exercidas encontrava-se a pecuária. Contudo esta actividade depressa se desenvolveu e Queijas passou, não só a produzir queijo de alta qualidade, mas também a fazer o abastecimento de leite em algumas localidades circundantes, como, por exemplo, na Cruz Quebrada, e no Dafundo.

De qualquer forma, Queijas chegou a meados do século XX, como um lugar com duas dezenas de modestas casas em redor da Casa de D. Miguel.

Quanto à Saúde Pública, tanto em Queijas como em Linda-a - Pastora, não vivia um único médico

publicado por luzdequeijas às 17:06
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Sábado, 10 de Agosto de 2013

TURISMO RELIGIOSO

Turismo religioso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegaçãopesquisa

O Turismo religioso, diferente de todos os outros segmentos de mercado do turismo, tem como motivação fundamental a fé. Está, portanto, ligado profundamente ao calendário e acontecimentos religiosos das localidades receptoras dos fluxos turísticos. É comum chamar-se peregrinação a cada viagem de turismo religioso.


Lista de santuários em Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegaçãopesquisa

Esta é uma lista de santuários católicos em Portugal:

Índice

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publicado por luzdequeijas às 19:16
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A GRUTA DA APARIÇÃO NA ROCHA

 

Capela das Aparições 

Foi inteiramente escavada no rocha, apresenta uma forma arredondada mas irregular, tendo à volta de dois metros de raio e uma altura pouco mais que dois metros e meio. Junta à ribeira, tem uma porta de entrada não muito larga. Esta gruta fica voltada para nascente, e tem 8,50 metros de comprimento por 5,50 de largura, tendo ainda, na parede principal frente à porta de entrada, um painel de azulejos do grande ceramista Jorge Colaço. 


mapa localização do Santuário da Rocha

publicado por luzdequeijas às 18:48
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EVOLUÇÃO ADMINISTRATIVA DO CONCELHO

 

Por influência de Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Marquês de Pombal, D. José criou este concelho em 26 de Abril de 1760.

 

A 26 de Setembro de 1895 o Concelho de Oeiras foi extinto por decreto do ministro João Franco, então ministro do Reino do Governo Regenerador, procedendo-se a uma nova ordenação político administrativa para o distrito de Lisboa.
As freguesias de Carcavelos, Carnaxide, Oeiras, S. Julião da Barra passam a pertencer ao Concelho de Cascais e Barcarena, parte antiga de Benfica e o lugar da PORCALHOTA ao concelho de Sintra.
Os motivos apresentados por alguns investigadores da história de Oeiras quanto à supressão do concelho de Oeiras são dois:

- a supressão teria por base um acordo de bastidores entre os partidos regenerador e progressista com vista a reduzir as despesas públicas para fazer face à crise financeira e tomavam a decisão de extinguir alguns concelhos e distritos.
Outra leitura diferente da situação é:
- uma manobra partidária de um dos partidos do rotativismo, um episódio de rivalidade política onde só esteve em causa a supressão de um suporte local de um partido político.

Ao contrário do concelho de Cascais, governado por regeneradores, o concelho de Oeiras era administrado por progressistas entusiasmados pela REPÚBLICA , sobretudo entre o operariado.
Qualquer que seja a análise da situação política da época o facto é que de 1895 a 1898 o concelho de Oeiras deixou de constar no mapa das divisões concelhias do país, para desagrado de muitos munícipes.
A registar e digno de nota é a notícia de 1ª página em 6 de Outubro de 1895 no jornal Gazeta de Oeiras:
"Assim acabou o governo com um concelho dos mais ricos do distrito para a satisfação dos seus interesses políticos.
Não respeitou nada, nem as conveniências e o bem-estar dos povos, nem as tradições históricas. O Concelho de Oeiras foi fundado pelo maior homem político da nossa história moderna, pelo notável estadista Sebastião de Carvalho e Mello depois Marquez de Pombal ".(1)
Neste contexto e na mesma ocasião, um outro momento de grande carga simbólica foi a entrega a Cascais da documentação de arquivo de Oeiras, que a Gazeta refere:

"Na segunda-feira de manhã apresentaram-se em Oeiras, pelas sete horas da manhã, o Sr. Administrador do Concelho de CASCAES e os Srs. Secretários da câmara e da administração para tomarem conta dos papeis e fazerem-nos conduzir para aquella villa. Foram recebidos pelo Sr. Silveira, secretario da extinta câmara e pelo Sr. Vereador Macedo que fez entrega de tudo que dizia respeito á câmara. Da administração estava o ex-administrador e o ex-secretario que também fizeram entrega da papelada administrativa. A este triste espectáculo não compareceu ninguém do povo. À hora em que os archivos estavam sendo entregues ainda a câmara extinta andava recolhendo assignaturas em Paço d' Arcos para a representação pedindo a conservação do concelho".
(…) Foi injusta a supressão deste concelho que em breve será um dos mais opulentos com o desenvolvimento que se está dando à plantação da vinha ". (1)
Para agrado de muitos, finalmente e por decreto de 13 de Janeiro de 1896, foi de novo restaurado o concelho pelo partido progressista, então no poder, com todas as freguesias à excepção da freguesia de Carcavelos que ficou anexada ao concelho de Cascais.

 

A 11 de Setembro de 1979, aquela que era uma freguesia de Oeiras desde 1916, a freguesia da Amadora, foi elevada a concelho ficando o concelho de Oeiras reduzido a uma área menor.

 

Assim, o Concelho de Oeiras está hoje integrado na grande Área Metropolitana de Lisboa, e encontra-se situado na sua margem norte e é rodeado pelos Concelhos de Cascais a poente, Sintra e Amadora a norte, Lisboa a nascente, tendo como limite sul o Rio Tejo,  ocupa uma área de 46 km2. A sede do Concelho é em Oeiras. Tem cerca de 160.000 habitantes.

É constituído por 10 freguesias, Barcarena, Porto Salvo, Queijas, Carnaxide, Cruz Quebrada/Dafundo, Linda-a-Velha, Paço de Arcos, Oeiras e a nova freguesia de Caxias.

Mais de cem anos passaram sobre estas questões de autonomia e podemos dizer que teria sido lamentável Oeiras não ter sobrevivido como concelho a incidentes e manobras partidárias ou simples lutas políticas.

Hoje, no novo milénio, as conquistas sucessivas e a afirmação do espaço geográfico revelam para Oeiras indicadores muito significativos por exemplo no que respeita ao poder de compra concelhio.

Dos 308 concelhos portugueses, Oeiras, ocupa o 3º lugar da lista (164,30) com Lisboa e Porto à frente, seguido por Cascais em 4º. Estes concelhos inseridos em grandes regiões metropolitanas conseguem produzir e distribuir a maior riqueza per capita do país.

Hoje, Oeiras é um concelho muito dinâmico, que atraem industrias, serviços e comercio e tecnologias de ponta (TAGUS PARK) - pólo de desenvolvimento tecnológico e científico, único no país).  

Oitenta das mil maiores empresas de Portugal estão sediadas neste Concelho. A cultura, o desporto o lazer não foram esquecidos.

 

publicado por luzdequeijas às 18:41
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O CONCELHO DE OEIRAS

 

 

A situação geográfica privilegiada do Concelho, associada às características físicas bastante atractivas, foram alguns dos factores que contribuíram para que o território do concelho constituísse, desde a Pré-história, o suporte para as actividades humanas nele posteriormente desenvolvidas.

A existência, no interior, de alguns "cabeços" ou altos, proporcionaram o estabelecimento de alguns núcleos castrenses agro - pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação, o Castro Eneolítico de LECEIA, classificado como imóvel público (desde de 1963) e constituído por estruturas habitacionais e defensivas típicas de um antigo povoado calco lítico pré - campaniforme.

 

Vestígios de períodos anteriores existem no Concelho, como por exemplo, a Gruta da Ponte da Laje, ocupada pelo homem desde o Paleolítico até à Idade do Ferro, e a Jazida do Ferro de OUTORELA, também da Idade do Ferro.

A descoberta de materiais originários da Fenícia, indiciam o estabelecimento de relações comerciais com regiões do Mediterrâneo, facto que se prende com a posição privilegiada de Oeiras no estuário do Rio Tejo.

Relativamente ao período da ocupação romana, existem no Concelho poucos vestígios, o mesmo acontecendo à época muçulmana, do qual apenas se conhecem influências na Toponímia: ALCÁSSIMAS, Algés, ALPENDROADO, ALMOCOVADA, etc.

Os séculos XII e XIII correspondem ao período de fixação de ordens religiosas (conventos) e à construção de alguns fortes ao longo da orla marítima do Concelho. "Oeiras", passou a ser a designação para o primitivo Reguengo limitado a nascente pela Ribeira do JAMOR.

 

As primeiras referências oficiais a Oeiras, surgem em documentos do século XIV - Diploma da Chancelaria do Rei D. Dinis. No século XVI, são construídos o Mosteiro de Frades ARRÁBIDOS sobre os rochedos da Cruz Quebrada e o Convento de S. José de Ribamar em Algés, que se tornam locais muito atractivos.

Ainda no século XVI, durante o reinado do rei D. Manuel, deu-se início ao desenvolvimento de uma certa actividade industrial e comercial, nomeadamente com a construção das primeiras oficinas para a manipulação da pólvora, em Barcarena, a exploração das pedreiras e a construção de fornos de cal em Paço de Arcos, bem como o desenvolvimento de actividades agrícolas, principalmente a cultura da vinha e mais tarde dos cereais, praticamente em todo o concelho.

 

No século XVII, foram instituídas com início em Paço de Arcos, carreiras de barcos, destinadas ao transporte de mercadorias. Com o objectivo de defender e controlar a passagem dos navios na entrada da Barra, construíram-se alguns fortes nomeadamente, o Forte de S. Julião da Barra, Forte das Maias, Forte do Catalazete, Forte da GIRIBITA, Forte de S. Bruno, Forte da Conceição de Algés, Forte de S. José de Ribamar, Forte de S. Pedro, etc.

 

Durante os séculos XVII e XVIII, começam a ser construídos palácios e grandes quintas de recreio, locais onde se encontravam associados os aspectos agrícola e de recreio. Estas quintas vão localizar-se junto às ribeiras, que constituem locais privilegiados para o desenvolvimento da agricultura muito produtiva e com produtos de qualidade. De facto, as áreas ribeirinhas são áreas com aptidão natural para o regadio, dada a proximidade ao recurso à água e à qualidade dos seus solos, e por esse motivo o Concelho de Oeiras funcionou desde essa altura até há muito pouco tempo atrás, como uma das principais áreas abastecedoras de produtos alimentares para a população da cidade de Lisboa.

 

A partir do século XVIII iniciou-se um período de grandes e profundas transformações. A elevação da povoação a Vila e a formação do Concelho, permitiram uma certa autonomia administrativa do território, proporcionando o seu desenvolvimento económico e social. A partir deste momento, a história do Concelho de Oeiras, fica ligada a uma grande e mítica figura da História de Portugal - o Marquês de Pombal.

Como testemunho da riqueza gerada neste período, o Concelho possui hoje um vasto património construído, nomeadamente palácios e quintas, igrejas e capelas, moinhos, pombais, chafarizes, aquedutos, etc.

 

Entre o século XIX e os anos 40 do século XX, o Concelho assistiu a um período de grande desenvolvimento ao nível das infra-estruturas de transportes (comboio eléctrico, por exemplo) e à construção de moradias de recreio e quintas para a fruição das boas características ambientais do Concelho. Surge a moda das praias, banhos de mar, desportos náuticos, casinos, festas, etc., pelo que esta área começa a ser um ponto de atracção da população sobretudo de Lisboa mas também de outras partes do País.

Como consequência da construção e expansão do caminho-de-ferro, instalam-se no Concelho um conjunto de unidades industriais nomeadamente a Fábrica de Papel, Fundição de Oeiras, LUSALITE e os Fermentos Holandeses. Também se assiste, nesta época, à dinamização social e cultural do Concelho, que se traduziu na fundação de várias sociedades recreativas e desportivas, teatros, etc.

 

Posteriormente, assiste-se ao início de um período caracterizado pela concentração das actividades económicas, ou seja do mercado de trabalho, na cidade de Lisboa, e consequente abandono da população, da capital para os novos bairros residenciais, com boa acessibilidade à capital, que entretanto foram sendo construídos nos concelhos vizinhos. Esta época, caracterizou-se pela expansão demográfica do concelho que teve como principais repercussões, um aumento na procura e consequentemente um crescimento do ritmo de construção de zonas habitacionais e respectivas áreas para equipamentos e infra-estruturas. Como resposta a este contexto socioeconómico, surge o primeiro estudo urbanístico local - o Plano Urbanístico da Costa do Sol - P.U.C.S. (1948).

O ritmo a que se processou toda a expansão demográfica e consequente pressão sobre o espaço ainda disponível para construção, sobretudo na década de 1960-70, traduziu-se no apelo à construção maciça em detrimento da construção de equipamentos, deficientes infra-estruturas, degradação do património construído, paisagístico e ambiental. Em situações, onde a oferta de habitação não se adequa à procura, assiste-se à implantação de núcleos clandestinos ou bairros de barracas.

publicado por luzdequeijas às 18:27
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O MENTOR DOS POETAS

A DESPEDIDA DE UM GRANDE POETA - OBRIGADO


"Daqui me vou despedindo, pouco a pouco, lutando com a minha angústia  e vencendo-a, dizendo um maravilhado adeus à água fresca do mar e dos rios onde nadei, ao perfume das flores e das crianças, e à beleza das mulheres".


Prefácio de "Nenhuma Vida" título de livro de Urbano Tavares Rodrigues

publicado por luzdequeijas às 14:18
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OUTRO FONTANÁRIO, OUTROS TEMPOS ...

 

Neste lugar que serviu de inspiração a vários poetas, como uma espécie de retiro espiritual, surge associada a ele uma outra figura, tão ou mais poética, tão ou mais romântica. 
A jovem pastora é retractada com seu rebanho nos azulejos de outro fontanário, situado ao lado da avenida Tomás Ribeiro, em Linda - a - Pastora.

Hoje alindado, feito jardinzinho e em simultâneo miradoiro, e que também vai servindo de local para descanso de gente mais cansada ou pensativa.

Sobre esta pastorinha consta um bonito poema da autoria de Jorge Verde, irmão do conceituado Cesáreo Verde, dedicado a esta figura que merece o carinho desta população;

 

Há na Terra uma Pastora

Que está sempre olhando o mar,

Não é morena nem loira

E é branca como o luar.

 

Chamamos linda a pastora

Que os dias passa a cismar

Numa encosta encantadora

Que de longe olha p' ra o mar.                                        

 

Determinados autores apontam, contudo, designações como Ninha Pastora e Linda Pastora, que poderão estar na base do termo Linda-a-Pastora, podendo aqueles referirem-se à proximidade do Ryo Ninha (século XIV), sendo que o termo "ninha", de origem céltica, se encontra associado aos "lugares altos ou na sua vizinhança".

 

publicado por luzdequeijas às 12:53
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O DOCUMENTO DOS NOVE

Por se tratar de um extenso documento, optou-se por retirar dele uma pequena parte, por parecer conter mais evidências ....

( ... )

 

6." Em cada dia, a cada hora que passa, multiplicam-se os sinais evidentes duma agitação social que tende perigosamente a alastrar, submergindo o país numa onda de violência incontrolável. Acumulam-se factores que geram a promoção duma ampla base social de apoio ao regresso do fascismo. E é ridículo dizer-se, como certas formações políticas e certos órgãos de Informação que são, «manobras da reacção». O descontentamento, o mal-estar, a angústia, são reais e por demais evidentes e têm a sua causa profunda em erros de direcção política acumulados ao longo dos últimos meses e em desvios graves de orientação no interior do próprio M. F. A. Que fazer?

Encontramo-nos em mais uma encruzilhada da história, e é ao M. F. A., uma vez mais, que compete assumir o peso maior das responsabilidades para com o povo português.

É imperioso escolher conscientemente a via para o socialismo, sem violar a vontade da grande maioria dos portugueses, conquistando hesitantes ou descontentes pela persuasão e o exemplo. Terá de competir ao M. F. A., em completa independência dos partidos políticos, mas tendo em conta o papel que estes podem e devem representar, definir um projecto político de transição para o socialismo.

É necessário reconquistar a confiança dos portugueses, acabando os apelos ao ódio e as incitações à violência e ao ressentimento. Trata-se de construir uma sociedade de tolerância e de paz e não uma sociedade sujeita a novos mecanismos de opressão e exploração, o que não poderá ser realizado com a actual equipa dirigente, ainda que parcialmente renovada, dada a sua falta de credibilidade e manifesta incapacidade governativa.
É preciso, finalmente, conduzir o país, com justiça e equidade, e segundo regras firmes e estáveis, em direcção ao socialismo, à democracia e à paz.


Conclusão - Trata-se de um extenso documento mas que deve ser considerado de enorme importância para se perceber como é que alguém pode falar em Democracia e traçar de seguida a via que o  país deve ou não seguir no seu futuro. Alguém moderado e que até talvez tenha travado a louca corrida em que meteram este país.

A Social Democracia não servia, somente o socialismo poderia resolver os problemas nacionais ! Os outros países  e povos europeus nada sabiam, os nossos capitães e majores, esses sim, é que sabiam de tudo.

A loucura do desmantelamento do nosso frágil tecido económico e social em dois anos, causou mais prejuízos a Portugal do que a dita “ Ditadura” que eles derrubaram. O mundo civilizado riu-se de tudo isto. O povo português em lugar de ser esclarecido foi completamente intoxicado com o socialismo e as suas virtudes ! Ainda está e parece continuar por muito tempo !


publicado por luzdequeijas às 12:35
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A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

 

E OS SOCIALISMOS UTÓPICOS!


Grupo dos Nove


Foi um grupo de oficiais das Forças Armadas de Portugal liderados por Melo Antunes pertencente ao MFA de tendência moderada, apesar disso, foram afastados do Conselho da Revolução.

Publicaram em Agosto de 1975 um documento que ficou conhecido como "Documento dos Nove" com vista à clarificação de posições políticas e ideológicas dentro e fora das Forças Armadas.

Os signatários originais foram nove conselheiros da revolução: Melo AntunesVasco LourençoPezarat CorreiaManuel Franco CharaisCanto e CastroCosta NevesSousa e CastroVítor AlvesVítor Crespo.

Este grupo de militares dizia recusar tanto o modelo socialista da Europa de Leste como o modelo social-democrata da Europa Ocidental, defendendo um projeto socialista alternativo, baseado numa democracia política, pluralista, nas liberdades, direitos e garantias fundamentais.

Este grupo de militares representava a facão moderada do MFA, opondo-se às teses políticas do Documento "Aliança Povo/MFA. Para a construção da sociedade socialista em Portugal", apresentado a 8 de Julho de 1975.

PS- Alguém perguntou ao povo o que queria para Portugal? Embalados no cântico de Vila Morena e muitas manifestações de rua e greves selvagens, alguns queriam montar uma ditadura pior do que aquela que havia sido derrubada no 25 de Abril de 1974! Parece que continuam.....

publicado por luzdequeijas às 12:21
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CIRCUM - NAVEGAÇÃO AO GLOBO

Fernão de Magalhães

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fernão de Magalhães
Conhecido(a) por Efetuou a primeira viagem decircum-navegação
Nascimento 1480
SabrosaReino de Portugal
Morte 27 de abril de 1521 (41 anos)
MactanCebuFilipinas
Nacionalidade Português
Ocupação Navegador
Assinatura Magellan Signature.svg

Fernão de Magalhães1 nota 1 (Sabrosaprimavera de 1480 — CebuFilipinas27 de abril de 1521) foi um navegador português.2

Nascido em família nobre, Magalhães era inquieto por natureza: queria ver o mundo e explorá-lo. Em 1506 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares nas Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias 3 .

A serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo Sul do continente Americano, a atravessar o estreito hoje conhecido comoEstreito de Magalhães e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas no curso da expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522

publicado por luzdequeijas às 11:33
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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013

O INFANTE, AS CRUZADAS E O IMPÉRIO

 

 Era, todavia, todo o forte mistério e simbologia de Jesus Cristo que as nossas caravelas levavam pelo mundo inteiro.

 

                       

O Infante D. Henrique era o governador da opulenta Ordem de Cristo, que herdara as riquezas da Ordem dos Templários em Portugal.

Os três grandes motivos dos descobrimentos portugueses foram: Deus, o Rei e o Ouro.

Em D. Henrique, o Navegador, essas motivações são claramente encarnadas.

Perto do promontório de Sagres, o cabo de S. Vicente é um "navio" sempre pronto a entrar mar dentro. O infante D. Henrique, Grão-mestre da Ordem de Cristo, mandou edificar, na orla marítima, uma escola de navegação onde ensinaram os melhores matemáticos e cosmógrafos estrangeiros. Estes, e alguns portugueses versados na arte de navegar estudaram e aprofundaram os conhecimentos através das cartas de marear.

D. Henrique funda um observatório astronómico (para determinar a posição relativa dos astros, o que era fundamental para a navegação). Foram criados estaleiros para a construção de navios e, todos os anos era lançada à água uma caravela (embarcação, relativamente pequena e de velas latinas ou seja, de forma triangular). Era sempre capitaneada por um cavaleiro ou escudeiro ao serviço de D. Henrique.

O Infante D. Henrique foi uma personagem muito intrigante, com uma certa misteriosidade, e segredos, também os seus motivos e objectivos das suas navegações foram discutidas e diferenciadas, mas, sem dúvida foi o condutor da expansão ultramarina.

publicado por luzdequeijas às 18:52
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PREVENDO O FUTURO

Um pequeno número de Cabalistas tentou predizer acontecimentos pela cabala. A palavra passou a ser usada como referência às ciências secretas em geral, à arte mística, ou ao mistério.

Depois disso, a palavra cabala veio a significar uma associação secreta de uns poucos indivíduos que buscam obter posição e poder por meio de práticas astuciosas.


Outros termos que originalmente se referiam a associações religiosas mas que passaram a referir-se, de alguma forma, a comportamentos perigosos e suspeitos incluem fanático, assassino, e brutamontes.

publicado por luzdequeijas às 18:49
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A CABALA

Na Esotérica Ocidental

A Tradição Esotérica Ocidental (ou Hermética) é a maior precursora dos movimentos do Neo-Paganismo e da Nova Era, que existem de diversas formas actualmente, estando fortemente intrincados com muitos dos aspectos da Cabala. Muito foi alterado da sua raiz Judaica, devido à prática esotérica comum do sincretismo. Todavia a essência da tradição está reconhecidamente presente.

A Cabala “Hermética”, como é muitas vezes denominada, provavelmente alcançou o seu apogeu na “Ordem Hermética do Alvorecer Dourado” (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma organização que foi sem sombra de dúvida o ápice da Magia Cerimonial (ou dependendo do referencial, o declínio à decadência). Na “Alvorecer Dourado”, princípios Cabalísticos como as dez emanações (Sephirah), foram fundidas com deidades Gregas e Egípcias, o sistema Enochiano da magia angelical de John Dee, e certos conceitos (particularmente Hinduístas e Budistas) da estrutura organizacional estilo esotérico (Maçónica ou Rosa cruz).

Muitos rituais da Alvorecer Dourado foram expostos pelo legendário ocultista Aleister Crowley e foram eventualmente compiladas em formato de Livro, por Israel Regardie, autor de certa notoriedade.

Crowley deixou a sua marca no uso da Cabala, em vários dos seus escritos; destes, talvez o mais ilustrativo seja Líber 777. Este livro é basicamente um conjunto de tabelas relacionadas: às várias partes das cerimónias de magias religiosas orientais e ocidentais; a trinta e dois números que representam as dez esferas e vinte e dois caminhos da Arvore da Vida Cabalística.

A atitude do sincretismo demonstrada pelos Cabalistas Herméticos é plenamente evidente aqui, bastando conferir as tabelas, para notar que Chesed corresponde a Júpiter, Isis, a cor azul (na escala Rainha), Poseidon, Brahma e ametista – nada, certamente, do que os Cabalistas Judeus tinham em mente.

publicado por luzdequeijas às 18:43
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O LODAÇAL DAS SUSPEITAS

Na sequência do que ficou dito sobre o “ Sistema “ e os “ lobbies” , só pode restar para o país um clima de permanente suspeição .

Por exemplo a grande maioria dos portugueses acredita firmemente que a morte de Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e seus acompanhantes, não foi ocasional, mas sim provocada por um acto de sabotagem. Já lá vão mais de vinte anos e a dúvida permanece, e com ela aumenta a falta de credibilidade nos altos responsáveis e nas próprias instituições.

1)    Alguém, talvez um «lóbi», soube reter o andamento, há longos anos, deste caso que emocionou o país inteiro, tendo já provocado o encerramento do mesmo, como inconclusivo e prescrito.

Com o lançamento do livro “ O CRIME DE CAMARATE “ de Ricardo Sá Fernandes, em simultâneo, aparece outra grande notícia:

 

“ POLÍTICOS QUEREM JULGAR CAMARATE “

 “Um abaixo-assinado pede a reabertura do inquérito ao desastre. Entre os subscritores estão vários membros do actual Governo. Os políticos são os principais subscritores do abaixo-assinado sobre Camarate: actuais e antigos membros dos governos central e regional, presidentes de Câmaras Municipais e deputados dos vários partidos políticos, com excepção do PCP. Além de Durão Barroso, Paulo Portas e Celeste Cardona, figuram na lista de assinaturas os actuais ministros das Finanças, Manuela Ferreira Leite, da Segurança Social e do Trabalho, Bagão Felix e da Cultura Pedro Roseta. Também Alberto João Jardim, bem como o presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, e o ex-primeiro - ministro Cavaco Silva. Entre os deputados, destacam-se os do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã e Luis Fazenda, e do partido Ecologista Os Verdes, Isabel Castro. Mas figuram também vários parlamentares socialistas, como Helena Roseta e João Cravinho. As restantes assinaturas são de advogados, militares, médicos, empresários, artistas, jornalistas e presidentes de grupos de comunicação social.

Todos querem “ manifestar que, em face de todos os factos e testemunhos que (.) se tornaram conhecidos, relativamente ao desastre de Camarate, consideram ser imprescindível a reabertura do processo e a realização do julgamento (.) com vista ao mais completo apuramento da verdade. “

                                                                           

Expresso 1 Junho 02                          

publicado por luzdequeijas às 18:07
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MONTE DO TEMPLO

O Monte do Templo, um dos vários nomes do local, possui importante sentido sagrado para cristãos, muçulmanos e judeus, a despeito das discórdias entre as tradições. Os judeus acreditam que ali deve ser reerguido o grande templo, nos tempos de seu messias, que ainda não veio. Sua tradição proíbe o acesso à área, pois o local é sagrado para eles e poderiam, sem querer, violar a área em que antigamente se situava o Santo dos Santos, área do templo em que só o sumo sacerdote poderia pisar para falar diretamente com Deus. Como não se sabe exatamente onde a estrutura interna do templo ficava, proíbe-se a área em geral.

Várias mesquitas foram construídas ao redor do cume do monte, em volta da grande cúpula forrada de ouro que pode ser vista a quilômetros de distância, dominando a paisagem da atual Jerusalém.


A região do Monte do Templo

 

O Monte do Templo, situado em Jerusalém, é um dos menores montes da região, com 743 metros acima do nível do mar. Ele faz divisa ao oriente com o Portal Dourado (foto ao lado) – segundo a tradição cristã, através dele Jesus entrou em Jerusalém, e, na tradição judaica, é por onde entrará o Messias, pois os judeus não creem que Jesus o seja.

Jerusalém é uma cidade montanhosa e, entre todas as montanhas, o Monte Moriá é o mais próximo à Cidade Velha de Jerusalém, fazendo divisa a oeste com o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do mundo para os judeus por ser o que restou do Segundo Templo.

publicado por luzdequeijas às 15:21
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MONTE MORIÁ

Há milhares de anos, o Monte Moriá foi local de importantes passagens bíblicas. Situado na atual região da Cidade Velha, em Jerusalém, Israel, acredita-se que nele o patriarca Abraão subiu para sacrificar seu filho Isaque, segundo mandamento de Deus (leia Gênesis 22:2). Também foi nele que Davi viu o anjo que destruiria Jerusalém, ainda segundo ordem de Deus, insatisfeito com seu povo (leia 2 Samuel 24). Tendo o Criador mandado o anjo parar com a destruição, Davi adquiriu a preço justo a terra em que vira o anjo e ergueu ali um altar, mais tarde incumbindo seu filho Salomão de erguer no local o famoso templo que substituiria o Tabernáculo, obra das mais arrojadas do planeta na época.

Como deixam claros os relatos bíblicos, a região era inabitada na época. Salém, o povoado que mais tarde daria origem a Jerusalém, ficava nas cercanias. Muito após Abraão, nos tempos de Davi, o famoso rei dos judeus comprou aquelas terras no episódio do anjo destruidor de Jerusalém, onde ficava então uma eira (área de terra batida usada para debulhar e secar grãos) dos jebuseus, a preço justo. O monarca ordenaria que ali fosse construído o famoso templo de adoração a Deus.

Hoje, a área é dominada pelos muçulmanos, sendo proibido aos judeus entrarem onde antes ficava o grande templo destruído pelos romanos. Conhecida como a Esplanada das Mesquitas, a área tem em seu centro o Domo da Rocha, santuário islâmico onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus, segundo a tradição de seu povo. Logo abaixo, no que restou das muralhas de arrimo do outrora imenso templo, está o famoso Muro das Lamentações (foto), área de peregrinação de judeus de todo o mundo.

publicado por luzdequeijas às 15:17
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SÃO MIGUEL E O DRAGÃO

 

No princípio ( livro do Genesis), Deus disse ao homem " podes comer do fruto de todas as árvores do jardim de Éden, mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal.... . " E deixando-se tentar pela serpente o homem comeu daquele fruto.

Também o primeiro dos Salmos nos fala de dois caminhos, como se cada um de nós na sua singularidade, crente ou ateu, sábio ou ignaro, rico ou pobre, branco ou preto, poderoso ou simples, progressista ou conservador, seja colocado perante uma escolha individual, interior e transcendente. (....  )

O bem e o mal é um mistério e é esse mistério o tema central da Rotunda de São Miguel de Queijas. Não é por isso uma praça ou uma rotunda qualquer, com um monumento qualquer, um jardim, um herói, um santo, uma fonte..... Não. É uma rotunda que nos deixa a pensar sobre os fundamentos e a razão ontológica da nossa existência, do nosso próprio destino. O monumento é inegavelmente belo na sua androgenia, então de noite o espectáculo feérico é de facto deslumbrante. Mas é muito mais do que uma fonte luminosa ! Faz-nos pensar nessa opção permanente entre dois caminhos, um caminho feito de soberba, engano e dominação que é fonte de toda a ira, de toda a opressão e de toda a violência, ou um caminho feito de verdade, trabalho, humildade e benevolência que é a fonte de toda a paz. De que aproveita o orgulho, de que servem a riqueza e a arrogância. Tudo desaparecerá num ápice como o fumo dissipado pela aragem, como uma ave que voa sem deixar rasto.

Felicitemo-nos, pois todos os dias São Miguel se despede de nós e todos os dias nos dá as boas vindas.           Professor Jorge Júlio Landeiro Vaz 

 

publicado por luzdequeijas às 15:08
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A CENTRAL DO DESEMPREGO

 

A Voz da Razão

Greves

Na semana em que o país ficou a saber que tem quase 1 milhão de desempregados ‘oficiais’, a CP fez mais uma greve.


COMENTÁRIO MAIS VOTADO

"Toda esta "corja" terá, como futuro , a rua. Não falta quem queira ocupar os postos de trabalhos que

irão ficando livres.Ainda há quem queira trabalhar, graças a Deus!"

 

15 Fevereiro 2013

Nenhum espanto: em 2012, informa o jornal ‘i’, houve greves gerais, parciais ou às horas extra em 295 dias do ano, o que dá dois dias de greve em cada três e a supressão de mais de 30 mil comboios. Longe de mim contestar esse direito: se os trabalhadores da CP, no meio da catástrofe em curso, não aceitam cortes nas horas extra e entendem que a famelga deve continuar a viajar de borla, aqui fica o meu aplauso. Mas sabendo que a empresa, só nas paralisações gerais, perdeu 1 milhão de euros por dia, talvez não fosse inútil ponderar a oferta de um automóvel a cada passageiro regular.

Mais do que despesa, o gesto seria um investimento. Porque o que se perde com comboios parados seria pelo menos compensado com o imposto respectivo sobre o veículo, sem falar do combustível e das portagens.

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

publicado por luzdequeijas às 10:48
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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

OBSERVADOS DO ALÉM

Nova Ordem Social e Económica

Como se virá a saber, esta foi a primeira universidade no mundo, a leccionar matérias já dominadas na “Casa do Saber”, dos sábios de vida eterna. Por exemplo, as “Leis da Mecânica Celeste”: Elas são, pois, a parte da Astronomia que visa estudar o movimento relativo dos astros que estão submetidos às forças admitidas como resultantes da atracção gravitacional entre esses corpos celestes. Assim, podemos dizer que a Mecânica Celeste estuda os movimentos relativos dos astros, aplicando as leis da Mecânica Newtoniana. Este caminho teve de ser percorrido, para, de algum modo, podermos dominar as emissões que tanto desejamos que cheguem aos humanos na Terra, em boas condições.

De tais "Emissões", irá sair a divulgação de múltiplos códigos de conduta social, política e de organização da futura economia mundial. A sua grande linha orientadora, assentará no respeito entre a acção individual e o bem comum. Estas duas coisas terão forçosamente de coabitar, a bem de toda a população mundial. Outras grandes revelações do Divino, também vieram de montes e montanhas, como o monte Sinai, dos dez mandamentos e do monte Moriá do sacrifício de Isaac. No monte Ararat poisou a arca de Noé, depois de Deus, desgostoso com a maldade dos seres vivos, ter querido extingui-los, com quarenta dias de chuva! Em várias voltas ao novo mundo, pudemos visionar nele alguns aspecto muito agradáveis. Espaços verdes, limpeza impecável e um harmonioso campo de cultivo , todo ele aproveitado. Curiosamente, até os rios já tinham adquirido um nível de água normal e despoluído. Quase normal. As pessoas andavam na rua com ar despreocupado. Não eram visíveis nas ruas carros mas sim óptimos transportes colectivos. Os comboios ofereciam boa qualidade e rigoroso cumprimento de horários. 

De aspecto moderno e muito funcionais. Observámos vários hospitais e escolas, a funcionarem de modo impecável. A palavra "greve" havia sido eliminada de todo.

O civismo parecia ser comum a toda a gente. Enquanto se ia observando tudo, perguntava a mim próprio; como é possível? Este trabalho estava tão bem apresentado, que incluía entrevistas de rua, palestras e todo o tipo de informação captada dos meios de comunicação da Terra. Por aí, tomámos conhecimento de duas alterações profundas, na sociedade civil: 


- Respeito instituído pelos idosos e as crianças


- O sistema político


Começaremos por este último. Das experiências colhidas no período do “caos absoluto” (2020), nem tudo foi negativo. Todos estamos lembrados de que perante a inexistência de autoridades, em muitos bairros, as pessoas organizavam-se em grupos para procederem à sua segurança, limpeza de ruas e controlo de trânsito, etc.

A partir daí começou as nascer «um novo conceito de sociedade».

Com o conhecimento adquirido, situações e mentalidades foram-se desenvolvendo e transformando os hábitos anteriores! Alguns deles, mesmo, seculares. Abriu-se uma era em que toda a gente participava na vida colectiva, mais ainda, na vida colectiva local. Aqueles que mais se iam distinguindo pelo esforço dado e pelas suas qualidades natas, começaram a ser incitados a liderar as responsabilidades autárquicas. Para trás iam ficando os dias em que eram nomeados candidatos (como?), pela sua lealdade aos interesses de toda a ordem, menos aos nteresses da sociedade em geral. O serviço à sociedade civil, obrigatório, era remunerado em prestígio e respeito, e os interesses materiais eram subalternizados por toda a gente. Novos conceitos iam sendo absorvidos por todos que, só agora, tomavam consciência como tudo estava errado anteriormente! Eram unanimemente aceites. Este, foi um trabalho levado a efeito pela nova comunicação social. Todas as notícias passaram a conter mensagens para um novo caminho de transparência, lealdade, sentido cívico e entrega, por inteiro, ao bem comum. Acima de tudo ao caminho da “VERDADE”, com absoluto repúdio pela mentira. Algum serviço público deveria ser diariamente prestado por todos os cidadãos à sociedade civil! Nem que fosse num simples gesto. Da grandeza desta nova comunicação social, não poderia escapar a sua formação política np sentido do bem comum. Depois de tanto sofrimento e amargura, amassados em anos de “caos”, havia implícito um juramento de repúdio pelos conceitos anteriores, que teriam levado àquele estado de ruína. Da esfera política era para sempre proibido falar de “esquerda” ou “direita! Tais pseudo - realidades, mais não tinham sido do que formas evasivas de alienar o povo. Nesta nova “ordem social”, essas formas alienantes, não tinham lugar. Todo o acesso ao poder terá de ter primeiro, uma demonstração ao serviço público local. Só a partir daí e com estas provas prestadas e certificadas, se poderiam abrir todos os limites da política para o nível nacional. Seria um tributo à terra que nos viu nascer, mas, também um teste de validade cívica. O verdadeiro eleitor é o chamado «vizinho», para onde quer que nos viremos temos sempre vizinhos e caberá a eles aferir da conduta moral, cívica e política de qualquer político investido. Um político não tem que ser santo, mas, tem de ser um exemplo para a sociedade. Para trás, terão ficado, arrepiantes concepções anteriores, nas quais um político poderia ser corrupto e não sofrer por isso, nem um justo repúdio eleitoral. A partir de agora isso seria inimaginável! Também uma fraca “performance política”, deveria ser um atestado de óbito para qualquer pretensão política. 

publicado por luzdequeijas às 17:51
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AS MONTANHAS DE SINJAR

Perto da fronteira com Iraque está Zakho famosa pela sua ponte de pedra e a sua paisagem encantadora. Finalmente encontramos as montanhas em Sinjar, perto da fronteira com a Síria, onde encontraremos numerosos lugares de interesse religioso e cultural, assim como uma população hospitaleira e encantadora.

Sobre os seus povoadores, os yazidíes formam uma minoria pré islâmica cujas raízes remontam a 2000 a.C. Em tempos, foi a religião oficial dos curdos, mas uma islamização obrigatória, reduziu o seu número. No entanto, sendo predominantemente de origem curda, a maioria vive cerca de Mossul, existindo pequenas comunidades em Arménia, Geórgia, Irão e Rússia, (31.273 segundo o censo de 2002), Síria e Turquia. Ao todo somam uns 800.000 fiéis, ainda que esta estimativa seja pouco precisa devido ao secretismo que envolve a sua religião quanto ao reconhecimento do próprio credo. Alguns refugiados “yazidí” vivem na Europa (especialmente na Alemanha) e na América do Norte.

A religião dos “Yazidi”, das montanhas Sinjar, no norte do Iraque, mistura crenças islâmicas e indígenas. De acordo com as suas Mishefa Res, o Dilúvio não ocorreu uma vez, mas duas vezes. No Dilúvio original, sobreviveu um certo Na'umi, pai de Ham, cuja arca descansou em um lugar chamado Sifni Ain, na região de Mossul. Algum tempo depois veio a segunda inundação, sobre os yezidis apenas, na qual sobreviveu Noé, cujo navio foi abalroado por uma rocha, uma vez que navegava sobre o Monte Sinjar, e depois passou à terra do Monte Judi como descrito na tradição islâmica.

  

                      

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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

VALE A PENA RELEMBRAR

Expresso 30 de Dezembro de 2006


BRUXELAS CORTA ESTIMATIVAS PORTUGUESAS


Nos últimos anos, Bruxelas tem vindo a reduzir progressivamente as avaliações do Produto interno bruto (PIB) potencial português. Entre 2002 e 2006, os técnicos da Comissão Europeia cortaram para cerca de metade as estimativas para este indicador – que mede a capacidade de crescer, dados os fatores produtivos e a tecnologia sem criar pressões inflacionistas. O produto potencial é importante para os Governos fazerem a gestão macroeconómica, mas também para calcular o défice orçamental estrutural que serve para analisar a saúde das contas públicas no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Este erro na estimativa do produto potencial poderá ter estado por trás de alguns erros na política orçamental portuguesa no final da década de 90. Isto porque o Governo terá nessa altura atuado com base em números que mais tarde se vieram a revelar exagerados.

Em 2001, por exemplo, o último ano da governação socialista que terminou com a demissão de António Guterres, são bem visíveis as discrepâncias estatísticas. Nos dados apresentados no final de 2002, o défice corrigido do ciclo do ano anterior era de 4,3% do produto. Quatro anos mais tarde foi revisto para 5,5%. O mesmo acontece em relação aos últimos anos da década de 90, quando o então ministro das Finanças, Pina Moura, é acusado de não ter aproveitado a conjuntura favorável para consolidar as contas públicas.

Para o ano de 1998, por exemplo, as estimativas do crescimento potencial foram revistas de 3,2% para 2,8%.

Estes erros estatísticos e as eventuais decisões

<ad hoc> pouco acertadas ajudaram a encaminhar a economia portuguesa para uma situação difícil de resolver. Contas públicas desequilibradas, endividamento excessivo, das famílias e empresas e um elevado défice da balança corrente foram as consequências para as quais o documento da União Europeia pretende alertar. A economia portuguesa é mesmo apresentada por Orlando Abreu como um exemplo a não seguir pelos novos países que adotem a moeda única. Nos anos que antecederam a entrada na zona euro, Portugal conseguiu afinar os indicadores para ser aceite

no pelotão da frente. Os juros e a inflação caíram em flecha, mas a política orçamental não só não deu os sinais necessários ao travão da despesa privada como ainda agravou a situação. Com isto, a procura cresceu mais rapidamente que a oferta e agravou seriamente a competitividade.

João Silvestre         

publicado por luzdequeijas às 21:17
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POTENCIAL CRESCIMENTO DE PORTUGAL

Expresso 30-12-2006


PORTUGAL COM O POTENCIAL MAIS BAIXO DA UNIÃO EUROPEIA


Bruxelas tem revisto sucessivamente em baixa a capacidade de crescimento portuguesa. É a mais baixa desde 1970.

O crescimento potencial da economia portuguesa está atualmente no nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para 2006 e 2007, as previsões da EU não vão além de 1,2%.Entre os países da União Europeia, Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer.

Apenas a Alemanha, ainda com dificuldades em sair da crise da quase estagnação recente, apresenta um nível próximo nos 1,4%. Mesmo assim, enquanto no caso português o potencial tem vindo a abrandar abruptamente, na maior economia europeia apresenta uma tendência positiva.


PS _ O País que tem tão fraca capacidade de crescimento, TEM MESMO DE MUDAR RADICALMENTE!

publicado por luzdequeijas às 19:17
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REPENSAR PORTUGAL

 

Os problemas e dificuldades que neste momento Portugal enfrenta, são tantos e complexos que mais parecem um qualquer castigo, talvez um efeito do nosso karma! No budismo, karma é usada para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.

Somos um país pequeno em dimensão, mas grande em História, que precisa de tomar rapidamente atitudes e intenções corretas, sob pena de soçobrar.

Muito para lá dos famigerados “idealismos”, mas começando por gerir espaços físicos, mas também em todas as outras dimensões visíveis ou invisíveis. O lema ajustado, parece ser a opção de optar pela dimensão do país, ou seja optar por impor e gerir o “médio ou pequeno”! O lema vem do inglês:”Small is beautiful”! Tem controlo mais eficiente e o “pequeno” respeita o “pequeno”, já o “grande” tem muita dificuldade de respeitar o ”pequeno”! Todavia, muitos “pequenos” podem ultrapassar o “grande” em ganhos absolutos e vantagens de vária ordem!

Vejamos então: Neste Portugal de hoje tudo é grande, a começar pelo Estado. Dentro dele tudo volta a ser grande e pouco produtivo e muito esbanjador, a saber; Educação, Saúde, Ministérios, Autarquias Locais, Empresas Estatais, Defesa Nacional etc. Tudo isto a produzir mal, a custos elevados e pouco! Para se saber algo em termos estatísticos, foi preciso um privado montar e pagar um sistema simples de enorme utilidade! Fala-se do PORDATA.

As incongruências são aos milhares, exemplificando agora no ensino: sabe-se que as Escolas privadas se classificam nos primeiros lugares na qualidade do ensino e com os custos mais baixos por aluno! Se alguém quiser montar em Portugal o “cheque ensino” e abrir caminho a mais privado, levanta-se logo uma revolução, com a comunicação social na frente. Os professores são uns privilegiados em termos de remuneração, a nível nacional! Pois bem, andam sempre na rua em manifestações por regalias e melhores vencimentos! Têm um Sindicato de ideologia comunista que não olha a meios para atingir os seus fins! Quando este e outros sindicatos da central comunista pedem aumentos para os professores e demais classes beneficiadas, quem vão ser sacrificados, são os trabalhadores mais pobres! Com um Orçamento de Estado aprovado e um défice, altamente controlado pela EU, serão os trabalhadores mais pobres a pagar os aumentos dos professores, através de aumentos de impostos! Isto, num país onde quase já não há operários e sobram enormes classes à sombra do Estado! Todas, muito bem pagos.

Portanto, o caminho muito estreito que sobra a Portugal, será o de deixar ao Estado o controlo das atividades chamadas de “serviço público” e passar para o Privado o lado executivo do mesmo ou seja a defesa da qualidade e dos custos do tal serviço público.

Todos, ou melhor, quase todos ganham, principalmente, o país. Só não ganham estes sindicalistas que vivem à sombra do Estado e das suas “benesses”. Os trabalhadores mais pobres serão, até, os maiores vencedores! Sim, eles mesmo, ou seja aqueles que não têm sindicatos mas que têm pago todo este “banquete”! 

publicado por luzdequeijas às 16:33
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KARMA

O que é Karma:

Karma ou carma significa ação em sânscrito, e é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pelo espiritismo. Na física, essa palavra é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário".

Ou seja, para cada ação que um indivíduo pratica vai haver uma reação, dependendo da religião o sentido da palavra pode ser diferente, mas usualmente é relacionada a ação e suas conseqüências. A lei do Karma é aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou próximas existências. A lei do Karma é imodificável, e é conhecida em várias religiões como “justiça celestial”.

No budismo, karma é usada para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.


Significados.com.br

publicado por luzdequeijas às 12:14
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Domingo, 4 de Agosto de 2013

SEJAMOS PRAGMÁTICOS E REALISTAS

 

Por vezes, fica-se com a vaga sensação de que os órgãos informativos e os jornalistas, querem destruir certas figuras políticas! Porquê? É preferível deixar a questão no ar. Contudo há caça às bruxas!

Advogo, a luta contra a corrupção sem qualquer receio, mas isto a qeu me refiro é uma autêntica caça às bruxas!

Ora, as PPP e agora os Swap tóxicos, têm sido uma constante nos nossos meios informativos, esquecendo eles que houve gritos de alarme anos atrás, lançados por políticos com credibilidade, como seja Rui Rio. Os jornalistas pouco ligaram aos avisos e hoje muita gente percebe que o desastre que mina este país, teve origem nesta prática pouco escrupulosa! Ninguém explica nos jornais ou televisões como funcionam os Swaps e como podiam eles esconder o défice ao IGCP. Em vez disso, arrasam a Ministra das Finanças e o recentemente empossado secretário de Estado Pais Jorge. A ânsia provinda das hostes de esquerda só pretende fragilizar estes membros do Governo, como se isso fosse bom para quem tem uma missão tão difícil a cumprir na salvação de Portugal e dos portugueses! Vejamos algumas questões a ponderar:

1 – O Secretário de Estado trabalhou 19 anos no CITIBANK e (diz-se) vendeu swaps a empresas públicas! Na verdade ele cumpriu ordens de quem lhe pagava o ordenado e se há explicações a pedir não é a ele mas ao CITIBANK. O problema é este: Quem e quando comprou swaps em nome do Governo? Esse alguérm é ou são os culpados! O que pretendiam com tal compra ruinosa? Desde já se percebe que a comunicação social está a errar a pontaria, seja ou não de propósito. Parece ser evidente uma manobra de intóxicação pública, para esconder os verdadeiros culpados!

2 – A ministra (com tanto que fazer) está a ser fragilizada por que motivo? Aparentemente por uma mão cheia de "trapalhadas" com as quais os meios de informação fazem notícias! Se foi ou não foi informada, e por não ter agido. É natural que com a tomada de passe de Governo tenha havido transmissão deste processo! Agora os jornalistas já investigaram e informaram os portugueses, se a operação feita pelo antigo secretário de Estado Costa Pina (PS) pode ser legalmente contestada nos Tribunais? Segundo consta, as PPP têm uma cobertura legal que não permite a sua revogação! Quando muito poderão ser negociadas, se houver acordo para tal, e nunca na praça pública. Tudo o resto são pormenores sem importância! Se foi tudo de uma vez ou aos poucos etc., é a transmissão de processos!

3 – Do mais importante, os jornalistas fogem como “o diabo da cruz”! Foi Costa Pina do PS quem assinou os swaps tóxicos! Por que razão ele queria esconder o défice?

4 – Toda a gente fugiu a pôr em evidência, de uma vez por todas, que as causas desta situação em que o país se encontra foram provocadas por outros e não aqueles que, por vontade do povo, têm a responsabilidade de nos tirar dela. E o comportamento dos responsáveis pela desgraça em que estamos não é minimamente compatível com as regras da ética política.  

publicado por luzdequeijas às 22:30
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CONDUTA UNIVERSALMENTE VÁLIDA

Sem neologismos de qualquer tipo o que o mundo precisa, de facto, é que a sociedade seja mobilizada, de modo a impor princípios ao comportamento do Estado e dos cidadãos.

 

Porque a finalidade da sociedade é servir o Homem, e não contrário.

 

Nesse sentido, não basta inventar “Cimeiras” cheias de boas intenções, enquanto os problemas da humanidade vão aumentando todos os dias as suas já dramáticas dimensões.

 

Assim, o desafio da nossa época será conseguir ajudar a fomentar o progresso económico e social, alterar comportamentos e conceitos, de modo a alcançar uma conduta universalmente válida para uma sociedade global. Ideologias do tipo "esquerda e direita", "liberalismo ou neoliberalismo etc., não trazem riqueza à sociedade nem à sua população!

 

Nessa sociedade, a dignidade da pessoa humana tem de ser garantida pela protecção dos valores morais, pela defesa da justiça, da liberdade pessoal e pelo respeito dos diferentes grupos e classes sociais.

 

Julgo que só através da humanização do Mundo é possível tornar a nossa vida mais digna e mais feliz. Na minha opinião, o grande desafio que os órgãos de comunicação social têm pela frente, deve caminhar neste sentido.

 

Com simplicidade, informar as pessoas. Lutar contra os chavões. 

 

Num país como o nosso, com 47% de iliteracia, seria importante explicar, com simplicidade, a todas as pessoas, para onde vão e porque para lá vão. Os chavões que tenho vindo a referir, em nada favorecem a existência de uma atmosfera transparente que permita às pessoas acreditarem na sociedade em que vivem. Também, para poderem votar com qualidade e não com o coração, enganando-se sempre, culpando os menos culpados e dando de bamndeja o poder aos verdadeiros corruptos bem falantes!

 

publicado por luzdequeijas às 16:39
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BIG BEN

Big Ben Londres

 

 

O relógio mais famoso do mundo está instalado na torre de St. Stephen, de 98 metros, faz parte do conjunto arquitetônico do Parlamento Britânico, em Londres.

O Big Ben foi projetado por Edmund Beckett Denison e instalado em 1859. Os ponteiros dos quatro mostradores medem 2,7 m e 4,7 m e o sino, responsável pelo som das badaladas, pesa 13 toneladas. O relógio trabalha coordenado com o Royal Greenwich Observatory. Seu nome homenageia Sir Benjamin Hall, o primeiro comissário de obras.

Mais sobre Londres►

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:08
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Sábado, 3 de Agosto de 2013

UMA VISÃO INESQUECÍVEL

Como foi possível compreender naquela Quinta, que o respeito entre os homens é a chave de toda a felicidade das pessoas e entre as pessoas. A maior ambição do Nuno passou a ser um forte desejo de que toda a população mundial pudesse usufruir de uma vivência tão pura e ao mesmo tempo humana, como aquela que ele pôde contemplar, ao longo de anos, na Quinta dos seus sonhos. A grande paixão do Nuno por esta Quinta era em primeiro lugar o rio Tejo.

 

Havia nele fascínio e mistério, que para o Nuno eram um desafio constante. De resto tudo no dia-a-dia representava desafios, naquele ambiente histórico. Desafio que era preciso vencer sozinho. A natureza é amiga mas lança desafios para nos ajudar e preparar para as dificuldades da vida.                      


Com o decorrer dos tempos outra paixão começou a avolumar-se nele, em consequência das suas contínuas idas à Quinta. Sempre que chegava ao local habitual junto ao rio, normalmente, sentava-se no espaço arrelvado que cobria as margens do Tejo. Com o olhar, ia acompanhando a torrente das águas a caminho sabe-se lá para onde. Com o movimento descendente da água, pareciam seguir os seus pensamentos, nos últimos tempos esses pensamentos pareciam ficar ali mesmo. Pela segunda vez ao passar junto do varandim que ladeava o palácio, levantou o olhar que antes fixava no chão. Esperava, voltar a ver uma jovem muito elegante e esbelta, que já vira numa anterior visão e que havia trocado consigo um olhar algo comprometedor. Nesse dia e no caminho de regresso a casa, tentou reter no seu pensamento a postura dessa figura jovem e tão misteriosa. Alta e esbelta irradiava suavidade, mas também uma enorme personalidade e segurança. Esta segunda visão iria passar a acompanhá-lo por longos anos.

publicado por luzdequeijas às 19:32
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O TAPETE MÁGICO

 

É o elemento simbólico que estabelece a ligação entre o mundo real e o imaginário. Este elemento mágico engloba para os árabes o sonho que transporta para sempre pessoas, e os livros com as suas histórias. É nele que Saddam carrega ainda hoje, mesmo dentro do esconderijo onde deve estar escondido, os pesadelos do pai que não teve, as dificuldades amargas que ensombraram a sua infância, as carícias da mão de sua mãe no seu cabelo e principalmente todas as histórias lindas que envolvem a existência do seu povo. Parece ter sido este mágico tapete que de forma incontrolável o levou e empurrou para o desvario da sua louca corrida a caminho do impossível para si e para o seu povo. O Iraque parece que vai continuar a ser o reino onde as cavernas possuem sombras estranhas, e os políticos também. O Califa Saddam será uma dessas sombras, no Iraque do futuro!     

publicado por luzdequeijas às 19:18
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O AMOR DE PIGMALEÃO

 

Descrito o perfil daquele que muito cedo se foi transformando num dos mais cruéis ditadores do Médio Oriente, e por que não dizê-lo, do próprio mundo, não será difícil perceber que a sua verdadeira motivação para caminhar em tal sentido, foi um grande narcisismo, não no culto da sua imagem, mas muito mais na admiração do regime que ia pondo de pé. Cruel por força da necessidade de ir arredando as dificuldades que emperravam a marcha acelerada, que o seu temperamento, só lhe permitia que fosse sempre em frente. Na esteira do famoso Pigmalião, transformou o Iraque na sua Galateia. Para Pafo, a bela filha de Pigmalião, estava na lenda de Saddam, o seu filho Uday Hussein, com a grande diferença que este tinha milhares de pessoas a odiá-lo e ninguém a nutrir por ele qualquer sentimento afectuoso, mesmo distante que fosse, do amor.

Talvez que uma das lendas de amor mais incríveis e estranhas da época clássica, seja a de Pigmalião e a sua estátua favorita. Segundo a tradição popular, Pigmalião era um soberano cretense, amante da escultura. Dedicava todo o seu tempo livre a esculpir a pedra, até que um dia achou que tinha esculpido uma figura feminina tão bela que nunca mais se pôde separar dela. Até rogou e implorou aos Deuses do Olímpio que lhe permitissem casar com aquela estátua de pedra que, de resto, era uma infiel reprodução da deusa Vénus e, por isso mesmo, tinha que ser deusa quem decidisse o que havia a fazer a esse respeito. Passava o tempo e Pigmalião sentia-se cada vez mais atraído por aquela efígie que considerava a sua obra-mestra. Estava já como que transtornado e pedia insistentemente à própria Afrodite/Vénus que lhe procurasse, para ser sua esposa, uma mulher idêntica à que ele tinha feito em mármore. Um dia em que Pigmalião se encontrava ensimesmado olhando aquela obra observou que se movia e que descia do seu pedestal de mármore e se dirigia para o seu criador com a forma de um ser vivo. Sem sair do seu assombro, Pigmalião viu-se nos braços daquela mulher que era uma réplica fiel da estátua que ele tinha esculpido. O que é que tinha sucedido? Teria sido que a estátua que a deusa Afrodite/Vénus tinha decidido satisfazer Pigmalião e, para isso, nada melhor que converter a sua estátua numa mulher real, à qual se impõe dar o nome de Galateia. Depois de isto ter acontecido, Pigmalião e Galateia casaram, viveram felizes e tiveram uma filha chamada Pafo, esta era tão bela que até o próprio Apolo a pretendeu. 

publicado por luzdequeijas às 19:14
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SINAIS PROMISSORES

 

Para além do número, os índios tinham na aldeia os seus chefes mais famosos, alguns deles peritos em táticas de guerra. A começar por Sitting Bull (Touro Sentado), sábio e ponderado...

Ou o célebre Crazy Horse (Cavalo Louco), destemido e exímio nas movimentações bélicas...

Ou, ainda, Gall, um chefe hercúleo e corajoso, experimentado nas lutas contra os brancos.

.

Cavalo Louco e sua tribo a caminho de Camp Sheridan depois de se renderem ante o General Crook, em 6 de Maio de 1877

 

Conscientes do seu poderio, os índios alimentavam, nesse Verão de 1876, uma inabalável convicção de vitória. Falava-se de sinais promissores, de agouros favoráveis.

Por exemplo, poucos dias antes de 25 de Junho, Sitting Bull fora visitado por uma das suas frequentes visões. Ele divisara claramente o avanço inimigo e, de repente, "observara" um campo repleto de soldados brancos sem vida.

Sitting Bull tinha acabado de antever um espantoso triunfo dos Sioux e dos Cheyennes sobre o Exército dos Estados Unidos!

Os chefes reuniram no acampamento. É apenas provável que eles tenham comentado a extraordinária visão de Sitting Bull. Mas é certo que analisaram minuciosamente as notícias dos espiões. Sabiam de quantos soldados dispunham os invasores e a que armamentos poderiam eles recorrer. E é hoje seguro que prepararam, com antecedência, diversas hipóteses táticas de resposta às alternativas de ataque do Exército.

Custer incorreu em vários erros, ou, pelos menos, cometeu algumas imprudências naquele fatídico 25 de Junho de 1876.

Ele parece ter desvalorizado as informações dos seus batedores e tudo leva a crer que tenha estimado mal o efetivo inimigo.

Acostumara-se a que os índios entrassem em pânico sempre que a cavalaria se aproximava e a que eles procurassem a salvação na fuga. Era nessas alturas que os homens do 7.º desencadeavam a ação final, aniquilando impiedosamente gente em fuga.

 

Custer terá perdido no primeiro embate a maior parte das duas centenas de homens que comandava. Procurou então resistir, com a gente que lhe sobrava, no cimo de uma pequena colina.

 

Perante as forças esmagadoras que defrontava, enviou um soldado com um bilhete na direcção das tropas de Benteen, ordenando-lhe que viesse em seu socorro. Está provado que Benteen recebeu a mensagem. Porém, num dos episódios mais controversos desse dia, o capitão julgou não ter condições para prestar auxílio ao seu comandante e resolveu manter-se associado a Reno, no morro, de onde ambos puderam escutar distintamente o som dos disparos do último combate de Custer.

 

Os peritos ainda hoje se dividem acerca da atitude de Benteen. A maioria pensa que ele cometeria um suicídio se tivesse seguido as ordens contidas na mensagem.
Custer, entretanto, estava à beira do fim. Parece que o seu derradeiro núcleo de resistência não ultrapassava as três dezenas de soldados. Sem outras defesas, alguns dos homens abatiam os cavalos e entrincheiravam-se por detrás das carcaças para daí ripostarem ao fogo inimigo.


publicado por luzdequeijas às 18:46
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PREVISÕES BEM POSSÍVEIS

É na lógica de uma próxima escassez dos bens essenciais, por exaustão (consumismo e crescimento desenfreado), que será de admitir a vinda de um «caos» mais acentuado. Tanta coisa vai mal no  consumo, gestão e preservação desses bens essênciais! O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, é outro ponto que contribui para esta rutura quase certa. Embora seja despiciendo subestimar o individual, um ponto essencial de equilíbrio coletivo é indispensável à nossa sobrevivência.

Parece, contudo, que depois deste «caos», em crescendo, surgirá a já anunciada nova Idade de Ouro. Poderíamos também chamar-lhe de «Paraíso», ou seja, alguma coisa bem melhor do que tudo o que tem existido até hoje na Terra. Esse “paraíso” virá, numa normal convicção, de que uma nova força universal a unir as pessoas, brotará por volta de 2040. Resultará ela, de uma nova cultura que, sem ofuscar a individualidade, conseguirá sobrepor-se a ela, fazendo desabrochar um novo sentido coletivo, quase perfeito, em consequência direta de se ter atingido um grau superior na nossa civilização.

Novamente, aquela região doa grandes rios, na qual nasceram as maiores religiões monoteístas do mundo e outras civilizações, será o berço de uma nova ambição do Homem! A Sociedade Global em pleno. Muitos apontam hoje, duas vias para a globalização, ignorando, todavia, que em 2040 estará implementada na Terra uma terceira via! A Idade de Ouro.

Essa será a grande mudança a ocorrer e constituirá o desaparecimento da mediocridade e oportunismo que nos conduziram ao «caos», relativo, do início deste século. Assim, poderá ser em meados do atual século que acontecerá um enorme salto civilizacional!

publicado por luzdequeijas às 18:23
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PENSAMENTOS

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

Dalai Lama

publicado por luzdequeijas às 18:08
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CONTO POPULAR BRASILEIRO

Dar com os burros na água


Significado: Ser mal sucedido; não conseguir levar avante um empreendimento.

Origem: A frase provém, provavelmente, de um conto popular vulgarizado oralmente no interior do Brasil.

Conta-se que dois tropeiros foram incumbidos de realizar a façanha de transportar com suas respectivas tropas uma carga qualquer até um determinado lugar, onde estaria uma pessoa que pagaria um prémio ao que primeiro chegasse com a sua carga.

Acontece que o caminho era desconhecido, e ambos tiveram o direito de escolher a mercadoria que desejavam para que a viagem se tornasse mais fácil.

O primeiro escolheu uma carga de algodão, porque era mais leve. O segundo escolheu uma carga de sal, por que era mais volumosa.

Seguindo caminhos diferentes, no entanto, ambos tiveram que passar a vau por um rio, que surgiu inesperado.

O primeiro, ao tentar passar, humedeceu a sua carga e quase morreram afogados, saindo a custo do rio, onde a carga ficou perdida, com um peso insuportável.

Ao tentar passar, o segundo tropeiro viu toda a sua carga de sal derretida, chegando na outra margem apenas com a sua tropa descarregada.

Deste modo, ao dar com os burros n’água, os dois tropeiros viram fracassadas as suas empresas, não logrando o desejado prémio.

Existem outras variantes, em que apenas um dos tropeiros dá com os burros n’água, enquanto o outro consegue passar com a carga e receber o prémio.

publicado por luzdequeijas às 15:14
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A PERESTROIKA


A Perestroika, ou Reconstrução em tradução literal, foi o conjunto de mudanças políticas e económicas aplicadas na URSS durante os anos de 1986-1991 e que afetaram profundamente diversas esferas da sociedade. Este período está diretamente ligado ao nome de Mikhail Gorbachev, secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética. Muitas pessoas creditam a este plano a dissolução da União Soviética. Se este foi ou não o seu intuito, não sabemos. Mas uma coisa é certa: ele foi o começo do fim.


A Perestroika pode ser dividida em 3 etapas:

1) Na primeira etapa surgiram várias campanhas para remover as imperfeições da sociedade, como por exemplo uma campanha contra o álcool, outra combatendo fontes de renda fora do trabalho e também foi introduzido um projeto anti-corrupção. O novo governo, que tomou posse nesta época, incluia o futuro presidente Bóris Yeltsin.

2) A segunda etapa é chamada de “Era de Ouro” da Perestroika e marca o início de grandes reformas em todas as esferas da sociedade soviética. A publicidade (glasnost)  passa a ser mais flexível e suave, dando sinais do fim da censura nos meios de comunicação. Coisas que antigamente eram consideradas tábus tornam-se mais assesíveis. Uma parte da população está coberta pela euforia das mudanças, desperadamente aguardando a nova liberdade.

3) Já a terceira etapa expõe as dificuldades da economia e evolui numa crise de grande escala. As prateleiras das lojas e supermercados ficaram vazias, o que começa a ser um símbolo da passagem dos anos 80-90. A euforia da Perestroika na sociedade dá lugar à insegurança, frustração e gera sentimentos anti-soviéticos. A União Soviética perde status de superpotência. O final da terceira etapa acaba com a eliminação do poder do partido Comunista e trás o colapso da URSS.

publicado por luzdequeijas às 14:43
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QUEDA DO MURO DE BERLIM

Novembro de 1989
A queda do muro de Berlim, marcou o mundo e certos idealismos que certas correntes políticas insistem em querer manter vivas, mau grado o sofrimento que trouxeram a milhões de pessoas! 
Muro de Berlim - Foto AFP
Centenas de alemães comemoram a virada para 1990 sobre o muro

Até ao ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade. O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. 

Nos anos sessenta o mundo ainda se dividia em dois grandes blocos político-económicos, o do capitalismo liberal liderado pelos EUA e o comunismo soviético, cuja falência nos anos 80 (recorde-se a perestroika e a glasnost de Mikhail Gorbatchev) haveria de alterar o equilíbrio geoestratégico, deixando os EUA isolados na hegemonia política e económica do mundo, contrabalançada todavia, pela ascensão de novas “potências”, tais como a comunidade Europeia (1992) e o bloco de países da Àsia-Pacífico, liderado pelo japão.

Em termos de ciência História, o tempo sobre o qual incide este módulo didático é já o presente, de tal modo os seus acontecimentos se encontram na memória recente dos contemporâneos- Contudo, se analisarmos bem mais pormenorizadamente o mundo da década de 60 e o de hoje, são muitas as diferenças.


Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha

publicado por luzdequeijas às 14:10
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