Domingo, 28 de Abril de 2013

OS IDEAIS DE ABRIL

ESTÃO POR CUMPRIR

Fala-se dos ideais de Abril, todavia, já ninguém sabe hoje que ideais são estes! Uma coisa, toda a gente sabe, é que em vez de ideais nos impingem a “Grândola, Vila Morena” a toda a hora, para nos iludir.

Outra coisa que toda a gente sabe é que com todas essas patranhas convenceram o povo, mais simples, de que é a “esquerda política” a sua protetora e amiga. Tudo isto distorce totalmente a prática da democracia pura, pois, a partir daí a predisposição do povo é para votar na esquerda e a direita, para poder sobreviver tem de falar também a dita linguagem de esquerda! A razão do atraso dos povos do sul da Europa é exatamente esta. São os povos que votam mais esquerda aqueles que entram em bancarrota, por que em vez de empresários têm na sua economia agentes políticos e o Estado Patrão.

 

É ainda mais claro, que a direita não consegue gritar tanto e tão alto como gritam os parlamentares dessa esquerda, porque a direita impõe-se pelo labor e execução de projetos úteis ao país. Ao que se julga saber falam alto porque o povo acaba sempre por votar naqueles que falam mais, e mais alto! Quanto aos referidos ideais de esquerda e do 25 de abril e da dita revolução, estão consagrados em três palavras:

 

Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.

 

A democratização não foi bem ensinada aos portugueses, pois eles votam sempre naqueles que dão cabo de Portugal! Acerca da Descolonização e da vinda dos “retornados”, também não funcionou, pois não tardará que tenha regressado para lá mais gente do que aquela que havia retornado! Por último, há imensa gente a fugir do país exatamente por que não há olhos que enxerguem o dito Desenvolvimento em Portugal. Em conclusão: os ideais de abril estão por cumprir, apesar de termos uma comunicação social toda centrada na esquerda, tal como a constituição política!  

publicado por luzdequeijas às 17:33
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ECONOMIA PORTUGUESA EM 2004

Serviços: 69% do PIB (produto interno bruto)

Construção e obras públicas: 7% do PIB 

Agricultura, silvicultura e pescas: 2,9 % do PIB

Electricidade, gás e água: 2,9% do PIB

Indústria: 17,3% do PIB. A fileira têxtil, vestuário e calçado, assente na mão-de-obra intensiva, não tem parado de diminuir a sua importância na formação do PIB. 

*Fonte: Banco de Portugal

Economia paralela: 20 a 25 % do PIB.

A economia portuguesa desde 2000 está praticamente estagnada, mas no país alguns sectores estão visivelmente melhores, nem sempre pelas melhores razões:

. Habitação. Cerca de 70% da população vive em casa própria. 1/3 das famílias tem uma segunda habitação na praia ou no campo. A renovação do parque habitacional é uma realidade na maioria das regiões do país. A oferta de casas excede largamente as necessidades. Enormes oportunidades de negócio abrem-se agora na área da conservação e restauro, assim como na requalificação urbana. 

. Automóveis. Durante muito tempo foi um indicador de desenvolvimento, hoje nem tanto. Constata-se todavia que o número de automóveis por habitante em Portugal é superior ao de muitos países da UE, como a Dinamarca.

. Portos, aeroportos e vias de comunicação. Portugal é hoje um dos países da UE com a maior densidade de autoestradas, e dentro em breve todas as capitais de distrito estarão ligadas por uma moderna  rede de comunicações. As estruturas portuários são magnificas, embora sofram de um problema comum: uma gestão deficiente.

. Distribuição de produtos. O comércio tradicional está a desaparecer, mas o número de centros comerciais, hipermercados, redes de lojas de distribuição colocam Portugal acima da média da UE. Em termos de logística comercial o salto qualitativo foi enorme. Algumas empresas portuguesas somam êxitos nesta área em muitos países.

. Bancos. O país está em crise, as famílias estão endividadas, mas os lucros dos bancos não param de crescer (50% em 2004). O sector financeiro está ao nível do melhor em termos internacionais.

. Turismo. A oferta turística de Portugal diversificou-se e subiu muito em qualidade. Uma percentagem significativa da população não prescinde hoje de fazer férias no estrangeiro.

. Telecomunicações. Portugal tem neste domínio excelentes indicadores, na rede fixa, banda larga, telemóveis, serviços electrónicos, etc., etc.

. Novos produtos industriais. industria do papel, moldes de plástico, automóveis, software, aviões ligeiros, etc..

. Produtos tradicionais. Vinhos, café, cortiça, etc.

Estas profundas mudanças económicas atingiram de forma particularmente violenta, a população ativa com baixos níveis de escolaridade, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital socialmente valorizado pelas famílias.

Bloqueios

. Administração pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a administração pública portuguesa está repleta de dirigentes incompetentes, serviços e procedimentos inúteis.  

.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.

publicado por luzdequeijas às 12:38
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BALANÇO DO PORTUGAL DA UE

Balanço da EU sobre os vinte anos de Portugal .

Segundo nos divulga a união europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.

 O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPÉIA APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:

No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.

O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.

No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.

Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.

A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.

As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.

A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.

Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.

O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.

Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.

A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.

 Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.

A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.

A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.

Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.

A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.

O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.

Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.

A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936

publicado por luzdequeijas às 12:32
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ENTRADA EFETIVA DO EURO

Entrada em circulação das notas e moedas em euros - 31/12/2001

Economistas dizem que Portugal foi o mais prejudicado com a adesão à moeda única, mas culpam as autoridades pelas políticas erradas que foram seguidas desde 1999, ano em que nasceu o euro.

Portugal foi a economia dos doze que mais perdeu com a adesão ao euro porque não soube acompanhar o processo de integração monetária com políticas adequadas, designadamente económica e orçamental.

Nos anos que antecederam a entrada na zona euro, Portugal conseguiu afinar os indicadores para ser aceite no pelotão da frente. Os juros e a inflação caíram em flecha , mas a política orçamental não só não deu os sinais necessários ao travão da despesa privada como ainda agravou a situação. Com isto a procura cresceu mais rapidamente que a oferta e agravou seriamente a competitividade,

A Comissão Europeia (CE) apontou os erros cometidos por Portugal depois de ter  entrado para a Zona Euro, num artigo publicado a fim de alertar os novos Estados-membros que irão aderir à moeda única.

 

O relatório, elaborado pela Comissão Europeia, adverte os novos países que vão entrar na Zona Euro sobre os erros de condução de política verificados em Portugal que fizeram com que à fase da bonança se seguisse a recessão de 2002 e um período de baixas taxas de crescimento, perda de competitividade, défices excessivos, elevadas taxas de endividamento das famílias e da economia em geral.

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:30
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O BOM E O MAU ALUNO

A  Adesão à União Europeia ( 1986) .

 

A análise dos resultados duma sondagem de opinião realizada em Maio de 1995, permite concluir que a maioria dos eleitores portugueses considera não ter existido alternativa à integração na UE, embora reconheça, por outro lado, que as pescas, a agricultura e o emprego foram prejudicados e os fundos europeus mal aplicados. Em recente inquérito feito às elites política, económica e sindical sobre as representações dos efeitos da adesão à CEE, verifica-se que a esmagadora maioria dos inquiridos valoriza positivamente os primeiros 10 anos de integração europeia. Os efeitos positivos reconhecidos pela maior parte dos inquiridos situam-se nas áreas do consumo, das infra-estruturas, da produção (modernização tecnológica em alguns sectores) e dos direitos dos cidadãos. Os efeitos negativos identificados pela maioria dos inquiridos são o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social, do trabalho clandestino e das dívidas à segurança social. Parece que o realismo na avaliação do impacto da integração europeia não destruiu o otimismo inicial.

Todavia a União Europeia é, não podia deixar de ser, uma instituição sobre a qual recaem enormes responsabilidades. Das suas estruturas têm saído e irão continuar a sair os necessários planeamentos para uma nova União Europeia.

Certamente que têm de ser pensadas as formas mais racionais de uma produção mais equilibrada e competitiva, olhando os recursos e aptidões de cada um dos seus estados membros para uma certa finalidade.

Sendo ainda imperioso compatibilizar tudo isso com as necessidades do ambiente e os níveis mínimos doa recursos naturais disponíveis.

Neste caminho não poucos ficaram sem o trabalho que de há muito vinham desenvolvendo, e muitos outros se tiveram de desfazer de arvores de fruto, barcos, animais etc. a troco de magras indemnizações. Muitos outros tiveram de enveredar tardiamente por aprendizagens e práticas que em absoluto desconheciam ou até ficado sem ocupação.

Os empregados da agricultura em 1980 eram 30% da população vinte anos mais tarde eram 4%. Os barcos de pesca foram drasticamente reduzidos. Transportes marítimos, indústrias, e reparação naval foram quase desapareceram. Indústrias de mão-de-obra intensiva, calçado, lanifícios etc. ) depois de um curto crescimento começaram a encerrar ou a deslocalizar. Milhares de trabalhadores passaram a ser sustentados pelo fundo de desemprego ou segurança social.

O influxo de vultuosos fundos comunitários, parcialmente desperdiçados no Fundo Social Europeu,  permitiram  importantes obras infra-estruturais que mudaram a face do país. Iniciou-se o ciclo do betão. Redes de auto-estradas, equipamentos desportivos e uma infinidade de instalações de que o país há muito carecia.

A Introdução do IVA, foi a mais efetiva modernização do sistema fiscal desde o 25 de Abril (1986).

A entrada de Portugal na União Europeia foi a sua verdadeira revolução, mesmo assim passámos do bom aluno da Europa para o mau aluno da Europa nos últimos dez anos.

publicado por luzdequeijas às 12:28
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SISTEMA MONETÁRIO EUROPEU

Resultou de um acordo estabelecido em Março de 1979 através do qual a maior parte dos países da então Comunidade Económica Europeia acordaram ligar as suas moedas de forma a evitar grandes flutuações de taxa de câmbio entre elas.

publicado por luzdequeijas às 12:25
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PRIVATIZAÇÕES VS NACIONALIZAÇÕES

As nacionalizações, a seguir ao 11 de Março foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA. Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido.

As Privatizações

Cavaco, que Soares dizia “desconhecer”, representou o primeiro dirigente da democracia portuguesa que chegava ao poder fora da resistência contra Salazar e ao PREC e com uma formação dominantemente económica em vez de jurídica .

A maioria absoluta de Cavaco Silva, uma verdadeira subversão de um sistema eleitoral construído para obrigar a governos de coligação, abrindo caminho a um ciclo de governabilidade sem passado até então e sem futuro até 2005 (19 de Julho de 1987).

Procedeu-se à desregulamentação da economia e fez-se a privatização do espaço televisivo e da comunicação social escrita do estado. Criação da SIC e da TVI.

Fez-se a Revisão Económica da Constituição permitindo finalmente a existência de uma plena economia de mercado e as privatizações. O PS que tinha bloqueado mudanças na parte económica da Constituição finalmente cedeu ao PSD (1989).

Tivemos a primeira Presidência portuguesa da UE. Nunca até então a alta administração pública portuguesa tinha conhecido uma prova tão dura.

A Expo, a realização urbana de grande dimensão mudando a face oriental de Lisboa e levando ao clímax o ciclo de grandes obras dos anos do “cavaquismo” (1998).

Adesão ao euro, principal manifestação da decisão estratégica de manter Portugal no chamado “pelotão da frente”, ou seja no grupo mais avançado da EU, abrindo caminho à questão do défice suscitada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (1 de Janeiro de 1999).

Percebe-se que Portugal vai recuperando o seu prestigio junto das outras nações e que a integração europeia vai na senda daquilo que os demais parceiros da EU fizeram anteriormente. Liberalização da economia e entrega à iniciativa privada do seu desenvolvimento.

Ao contrário de todo o esforço dos partidos e forças de esquerda para seguirem os passos das economias socialistas/comunistas ( que não tardariam a desaparecer repentinamente do mundo) a nossa evolução foi sendo no caminho das democracias europeias.

Foi neste sentido que as empresas anteriormente nacionalizadas foram quase na sua totalidade devolvidas à iniciativa privada.

Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego.

Aquando das nacionalizações as empresas tinham um passado e naturalmente que, aparte algumas injustiças que sempre há, os seus técnicos teriam sido escolhidos pelas provas dadas, seus quadros do mesmo modo. Eram aqueles que na sua actividade diária mostraram ter o perfil adequado a esses desempenhos.

No acto das nacionalizações, que foram actos revolucionários, a primeira acção era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas.  Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência ativistas políticos e antifascistas.

Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses,  foram poucos os casos de encerramento com despedimento colectivo.

Do lado oposto, nas privatizações, os novos donos foram muitas vezes os donos antigos mas, mesmo sendo outros, o problema era o mesmo. As indemnizações pelas nacionalizações, quando as houve, foram ridículas, mas no acto da privatização têm na sua frente um Estado sem recursos, que tentava encaixar o máximo dinheiro para alcançar o equilíbrio das suas finanças públicas.

Os pretendentes à posse das empresas conheciam-nas como ninguém, estudavam-nas, e conheciam muito bem, igualmente, cada um dos seus empregados. Os anos haviam decorrido e os tais antigos colaboradores já não eram jovens, logo, salvo poucos casos os candidatos às empresas, bons conhecedores de actos de gestão, exigiam antes da privatização que as empresas tivessem uma média etária dos seus empregados dentro dos valores recomendados pelos manuais.

Daqui saírem às centenas e mesmo aos milhares de trabalhadores para a tão famosa pré – reforma. Naturalmente defraudados pelas circunstâncias da vida apareciam sentados nos bancos do jardim homens com cinquenta, ou até menos, anos de idade!

O afastamento forçado, naturalmente, não lhes tinha permitido uma actualização constante mas tinha sim aumentado a sua desmotivação, e era nesta situação de frustração que iriam sair, com muitos sonhos por realizar,  e agravando os cofres da segurança social . Por outro lado a empresa ficaria com menores encargos salariais e com uma média etária mais baixa, mas com um capital de  experiência muito inferior.

Os outros , os comissários políticos, esses também saiam, mas o sistema arranjava-lhes outra colocação, quase sempre ao abrigo dos cofres do Estado. Afinal eram políticos.

Conclusão : Num país, no mundo, em cada uma das empresas ou organizações governativas, os empresários e os governantes são muito importantes mas, o maior capital são as pessoas e a motivação que lhes for estimulada.

publicado por luzdequeijas às 12:23
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ECONOMIA PORTUGUESA

De 1986-1999

 

Em 1986 deu-se finalmente a entrada de Portugal na União Europeia.

A entrada de Portugal para a CEE, a 1 de Janeiro de 1986, marca uma viragem profunda na economia. Nada voltou a ser como dantes, senão veja-se:

.Privatizações. As empresas públicas que chegaram a representar mais de 50% do PIB, foram sendo progressivamente encerradas ou privatizadas. Vinte anos depois restava apenas um núcleo muito pequeno de empresas controladas pelo Estado.

.Agricultura. Este sector foi completamente desmantelado. No início dos anos 80 cerca de 30% da população activa trabalhava nos campos. Vinte anos depois não representa mais do que 4%. Vasta áreas agrícolas foram abandonadas. Muitas aldeias desapareceram ou converteram-se em locais turísticos.

.Pescas. O importante sector das pescas portuguesas, começou a ser desmantelado. Em vinte anos este sector é uma sombra daquilo que em tempos representou para a economia do país.

.Transportes marítimos, Industria de construção e reparação naval. Durante séculos foi uma das áreas da economia mais importantes do país, mobilizando e gerando enormes recursos. Vinte anos depois é um sector completamente desmantelado. Muitas docas e estaleiros estão transformados em locais de lazer

.Transportes ferroviários.  As estradas eram más, mas a rede de caminhos de ferro era ampla e cobria todo o país. Vinte anos depois, a rede de caminhos de ferro diminuiu, sendo os transportes de passageiros e mercadorias cada vez mais por rodovias.

.Industrias de mão-de-obra intensiva. Numa primeira fase, Portugal foi ainda inundado de empresas de países da CEE que aqui se instalaram para explorarem as condições excepcionais que lhes eram oferecidas: ajudas económicas e baixos salários dos trabalhadores. O sector da industria têxtil, vestuário e do calçado registaram então  aumentos significativos. A prazo, sabia-se todavia que estas empresas acabariam por partir para outros locais onde a mão-de-obra fosse ainda mais barata. Vinte anos depois sucedem-se os encerramentos ou deslocalizações destas e de outras empresas .

Neste período a qualificação da mão-de-obra estava longe de ser um factor decisivo em termos de competitividade. Os principais sectores da economia assentavam nos seus baixos custos. Factor que terá levado uma parte da população a desvalorizar a própria importância da educação, e as empresas secundarizavam a formação. Apesar de tudo registaram-se enormes  progressos em termos de escolarização. Infelizmente os enormes investimentos feitos na formação profissional foram, na maioria dos casos, desperdiçados. A Educação nas escolas por força de vários factores foi no caminho da massificação mas a sua qualidade baixou na vertical, isto enquanto os custos subiriam da mesma forma, na vertical. Perdeu-se a autoridade e as matérias leccionadas perderam qualquer paralelo com a vida real do país e a oferta de emprego.

E depois?

Em 1986 tinha –se dado a adesão de Portugal à Comunidade Europeia.

Ramalho Eanes é sucedido pelo Dr. Mário Soares entre 9/3/1986 e 9/3/1996 que, por sua vez, é sucedido pelo Dr. Jorge Sampaio.

Aníbal António Cavaco Silva, (Boliqueime - Loulé, 15 de Julho de 1939)

Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido o homem que mais tempo governou em Portugal desde o 25 de Abril.

 A 22 de Janeiro de 2006 irá ser eleito Presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano.

publicado por luzdequeijas às 12:21
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ALGUNS QUEREM ABRIL DE VOLTA

PARA QUÊ? ONDE PODEMOS VER UM REGIME DESSES, COM MANIFESTAÇÕES E GREVES TODOS OS DIAS?

Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo que tanto já havia sofrido a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa podiam receber um vencimento sem trabalhar duro e aqui, o país também ainda tem ainda duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo.

E os outros trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixam adormecer toda uma vida no sabor doce de uma vida fácil impregnada de direitos e só, o máximo, um emprego para toda a vida

Nenhum capitão explicou ao povo, se é que o saberia fazer, que cada trabalhador ganhará o pão com o suor do seu rosto.

E para que isso aconteça há que criar condições de haver emprego para todos, logo o investimento é fundamental e indispensável, e é também preciso haver confiança dos investidores, e aquilo que o MFA fez foi afastá-los de Portugal.

A própria China, anos a fio defensora do socialismo puro e duro, se quis fugir à fome, teve que embarcar no celebre “slogan”: um país dois sistemas, mantendo o socialismo para forçar a aceitação da austeridade, ainda necessária, e o capitalismo para conseguir o desenvolvimento e mudar a situação.

Neste momento os chineses produzem muito e de tudo,  espalham-se por todo o mundo trabalhando, em jornadas diárias sem limite de horas, à procura da riqueza que lhes permita um nível de vida confortável.

Vão consegui-lo .

Nenhum capitão explicou ao povo que sem estabilidade e autoridade, não há emprego nem riqueza produzida para depois distribuir com justiça.

Nenhum capitão explicou ao povo que o mundo e os países são feitos de continuidade na evolução, sem rupturas que, as mais das vezes, provocam destruição e atrasos de longos anos, suportados pelas classes mais desfavorecidas. A nossa vizinha Espanha optou pela nomeação de um rei em desfavor de um Presidente da República tão caro ao politicamente alienado povo português. Não optou pelo comunismo ou socialismo e foi moderada. O resultado está bem de ver, com a Espanha a dar ao seu povo um nível de vida cifrado quase no dobro do nosso.

E ainda ajudam com milhares de empregos os trabalhadores portugueses!

Como poderiam uns capitães de Abril conduzir um país sem ouvir o povo, se eles não souberam, nem quiserem, conduzir com saber uma guerra até à defesa dos interesses nacionais e à liberdade dos povos nativos?

Não foi para isso que o povo português lhes pagou estudos superiores ?

Tanto se poderia dizer sobre isto, mas por agora importa lembrar que Portugal, cheio de reservas de divisas e ouro em Abril de 74, chegou aos anos  oitenta completamente na falência !

publicado por luzdequeijas às 12:12
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A REVOLUÇÃO TINHA DE ACABAR

O POVO VOTOU EM MASSA| ACABOU A REVOLUÇÃO MARXISTA

 

 O 25 DE ABRIL FEZ-SE EM NOVEMBRO

 

O 25 de Novembro finalmente

 

Era uma fatalidade histórica. Por isso o 25 de Novembro, todos o reconhecem, tinha que se dar.

Reveladora da vontade da sociedade civil foi finalmente a decisão dos agricultores da CAP que, reunidos em Rio Maior deliberaram mesmo dividir o pais a meio, cortando o trânsito rodoviário e ferroviário entre Norte e Sul.

Foi o verão quente de 1975, o povo juntou-se em barricadas e manifestações , mas para fazer prevalecer a vontade da maioria.

publicado por luzdequeijas às 12:06
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ABRIL FOI EM NOVEMBRO!

FINALMENTE PARECE TER CHEGADO A VERDADEIRA "GRÂNDOLA" VILA MORENA

 

O parto da III República (Democrática)

 

Em 2 de Abril de 1976 promulga-se a nova Constituição, e em 25 de Abril de 1976 realizam-se as primeiras eleições legislativas e, pouco depois, as eleições presidenciais.

O 1º Governo Constitucional forma-se tendo  Ramalho Eanes, como Presidente da República, que se mantém no poder entre 14/7/1976 e 9/3/ 1986, o qual indicia Mário Soares para Primeiro Ministro.

Camarate

Foi outro capítulo negro da história pós 25 de Abril. A 3 de Janeiro de 1980, o Presidente Ramalho Eanes chamou Sá Carneiro (19/7/1934 - 4/12/1980) para Primeiro Ministro, sucedendo a Maria de Lurdes Pintassilgo.

A 4 de Dezembro de 1980, o pequeno avião Cessna 421 A em que seguia despenhou-se em Camarate, nos subúrbios de Lisboa, depois de descolar do aeroporto de Lisboa rumo ao Porto, matando os dois pilotos, Sá Carneiro, o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e respectivas esposas. A versão oficial (mantida durante quase 3 décadas de estranhas investigações) foi que se tratara de um acidente, por falha no avião, apesar de existirem evidências (vestígios de explosivos nas pernas do piloto) que apontavam para crime.
Em 2005, novo inquérito leva a concluir que Sá Carneiro tinha sido de facto vitimado por uma bomba colocada no avião.

publicado por luzdequeijas às 12:02
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ECONOMIA PORTUGUESA

 

De 1974-1985

 

O fim do Império colonial, em 1974, constituiu uma das mais radicais transformações económicas que Portugal conheceu desde a sua independência em 1143. Toda a economia num curto espaço de tempo, fica sem os enormes mercados coloniais à sombra dos quais tinha vivido desde o século XV. Os principais grupos económicos são primeiro desmantelados e depois nacionalizados. O desemprego não pára de crescer, agravado por cerca de um milhão de "retornados" das ex-colónias e depois por vagas de imigrantes clandestinos e refugiados das guerras.

Apesar desta complexa situação, todos os indicadores sociais melhoraram. Registou-se inclusive uma melhoria muito significativa no rendimento e nas condições de vida da população. Todavia não era sustentado e iríamos pagá-lo muito caro. Vivemos acima das nossas posses!

publicado por luzdequeijas às 11:58
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A BAIXA PRODUTIVIDADE

E COMPETITIVIDADE

 

O país vinha de vários anos de desmantelamento das estruturas produtivas que tinha, e considerando toda a falta de autoridade, a nível geral, e a desregrada atuação dos sindicatos e organizações políticas, com constantes reivindicações e greves, mais as contínuas manifestações políticas, a produtividade teria que ser necessariamente muito baixa, com estas e outras causas.

O mérito era um conceito fascista e, assim, o melhor era alinhar pela produtividade mais baixa.

Na análise crítica da produtividade em Portugal, que deveria ter sido equacionada logo a seguir ao ato revolucionário, é de salientar que a mesma não depende essencialmente só do comportamento dos trabalhadores, embora também seja condicionada pela sua capacidade técnica e profissional e o seu nível de instrução e educação, mas, as causas mais relevantes baseiam-se na natureza das estruturas económicas (tecnologia, produtos e serviços, organização, estratégia, gestão geral e dos recursos humanos, etc.). Se em vez de militares a revolução ( mudança) tivesse sido conduzida por civis abalizados identificados e enquadrados na política e na estratégia nacionais, definidas em tal contexto. Dessa forma tudo teria sido  diferente, bem diferente,  e  baseado em concertação estratégica contratualizada, na qual a formação técnica e profissional, desde os empresários aos operários, fossem inspiradas por uma correta e esclarecida  visão cultural das nossas capacidades competitivas e das medidas necessárias ao seu aproveitamento.

Muito teria que ser mudado, pois, em muitos aspetos retrocedemos, e muito, sendo o mais importante naquele momento a saúde das nossas finanças públicas.

publicado por luzdequeijas às 11:56
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FMI - A SALVAÇÂO NACIONAL

Recurso ao Fundo Monetário Internacional

O “Apertar do cinto” obrigado pelo FMI, numa situação de quase ruptura das finanças públicas (1983-5) foi o toque a rebate.

Ajustamentos muito dolorosos foram impostos ao povo em 1983, com o FMI a impor medidas duríssimas e Ernâni Lopes a concretizá-las (envolvendo impostos retroactivos, por exemplo). Em 1983-85, com Mário Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo depauperadas e com empréstimos do FMI.

publicado por luzdequeijas às 11:54
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Sábado, 27 de Abril de 2013

1.ª GOVERNO PROVISÓRIO

Instituiu-se uma Junta de Salvação Nacional, constituída por 2 representantes do Exército (Spínola e Costa Gomes), 2 da Marinha (Rosa Coutinho e Pinheiro de Azevedo), outros dois da Força Aérea (Diogo Neto e Galvão de Melo) e tendo como o 7º elemento o general Silvério Marques.

Spínola assumiu a presidência da Junta de Salvação Nacional, assim como a Presidência da República do 1º Governo provisório, a 16 de Maio de 1974, chamando para Primeiro Ministro, Palma Carlos, um prestigioso advogado liberal, e incluindo, entre outros, os Drs. Álvaro Cunhal, Mário Soares e Sá-Carneiro.

 

O MFA não é dissolvido e forma uma «Comissão Coordenadora», tendo-se assim uma estrutura bifurcada de governo com ideias diferenciadas, o que iria criar muitos atritos.

A dúvida crucial: A quem compete governar o país?

Para a Junta de Salvação Nacional, era a um governo  legitimamente eleito.

Para a maioria dos membros do MFA era às forças armadas (e MFA).

Para os partidos da extrema esquerda, «o povo é que ordena», com o apoio do MFA.

Os tão enaltecidos capitães de Abril, depois de terem feito uma revolução unicamente com intuitos de reivindicação salarial e uma vida de militar sem guerra, querem governar o país sem se aperceberem, sequer, da sua falta de preparação cívica, política e cultural.

Em condições normais nunca teriam tomado para si tal pretensão e muito menos saneado todo o corpo militar que hierarquicamente tinham a comandá – los.

A perda de toda a noção ética revela a sua falta de estatura para, encostados a uma esquerda em desaparecimento no mundo, atirarem o país e o seu povo para mais sacrifícios colectivos

publicado por luzdequeijas às 19:34
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USO DA ENERGIA

A cada dia que passa, a humanidade vem necessitando cada vez mais de energia, seja para o próprio consumo, na forma de alimentos, ou para proporcionar maior conforto ou facilidades de trabalho. Um exemplo é a produção de uma lata de refrigerante. Para se obter uma lata de alumínio é necessário a disposição e o consumo de muita energia eléctrica, que terá uma parte utilizada como tal e outra parte transformada em energia térmica e energia mecânica. Esse consumo de energia deve - se ao facto do alumínio não se encontrar na natureza na forma metálica, sendo encontrado na forma de minerais que deverão ser trabalhados para a remoção física e química do alumínio metálico, esse processo consome muita energia. A reciclagem do alumínio consome menos energia, mas mesmo assim, é ainda grande a quantidade de energia consumida.

A indústria de uma maneira em geral, necessita e muito de energia eléctrica, que é mais fácil de se obter e que pode ser transformada em qualquer outra. É a partir dessa energia que é possível iluminar cidades, accionar e fazer trabalhar máquinas e equipamentos electrónicos, etc.

Para as pessoas em geral, a energia eléctrica também é indispensável nos dias de hoje, para ligar um aparelho eléctrico, como televisão, computador e frigorífico é necessário energia eléctrica, pois senão o aparelho não funciona. E como poderemos imaginar as pessoas sem estes aparelhos? Actualmente estes aparelhos são indispensáveis para a sua comodidade e conforto.

publicado por luzdequeijas às 19:29
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ALGUMAS FORMAS DE ENERGIA

Energia cinética - é a energia relacionada com movimento dos corpos;

Energia potencial - é a energia que  está acumulada ou armazenada num corpo, como por exemplo, a energia química de pilhas e baterias; a energia de combustíveis encontrada em combustíveis como petróleo, álcool, madeira, etc. ; a energia nuclear, que é encontrada em átomos de todos os elementos químicos, mas que é melhor empregue quando se utilizam átomos pesados e instáveis, como o urânio-235, por exemplo.

Energia magnética relacionada com os imãs.

publicado por luzdequeijas às 19:27
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DEFINIÇÃO DE ENERGIA

Energia, é geralmente definida como a capacidade de um sistema em realizar trabalho e tem sido indispensável no intenso processo produtivo ocorrido no século XX e que originou o consumismo a ele inerente.

Normalmente, este termo é melhor entendido do que definido. Ou melhor, quando uma vela está acesa e colocamos a mão sobre a chama, o que sentimos? Calor, uma sensação de que a temperatura da superfície da nossa mão está aquecendo, e que senão a tirarmos dali, nos  queimaremos. Isto é um exemplo de energia térmica, outro exemplo de energia, mas agora eléctrica, é a luz que utilizamos para iluminar uma sala, ou então, a energia necessária para fazer funcionar um aparelho como o monitor de nosso computador. Neste caso, a energia eléctrica é consumida e parte é transformada em energia luminosa (luz) e térmica (calor). 

publicado por luzdequeijas às 19:25
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OFENSIVA DO EIXO

A evolução interior dos Estados europeus durante o período entre-guerras foi em grande parte responsável pela eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1939.

O antagonismo entre o comunismo e o fascismo existia dentro da maioria dos Estados europeus, principalmente nos que haviam sido mais abalados pela Primeira Grande Guerra. A grande depressão económica de 1929 – 1930 agravou ainda mais os problemas políticos nacionais e internacionais. Numerosos países de todo o mundo adoptaram regimes totalitários de governo, a exemplo do que já acontecera na Itália.

Os litígios externos aumentaram, pelo próprio carácter militarista e nacionalista desses regimes, nitidamente expansionistas.

A Liga das Nações falhou na sua tentativa de conciliação por falta de meios, limitando-se a sensações superficiais contra os países que iniciavam as agressões, como foi o caso da Itália, Alemanha e Japão. A partir de 1935, a iniciativa agressora dos países totalitários cresceu. As democracias vencedoras da 1ª Grande Guerra, na expectativa de evitar outro conflito mundial, colocaram-se numa atitude defensiva e pacifista (apaziguamento), sem perceber que encorajavam ainda mais os agressores. Quando tentaram reagir, deram origem à Segunda Guerra Mundial.

De 1939 a 1942 deu-se a ofensiva do Eixo. Operações militares fulminantes deram a vantagem inicial à Alemanha, que se apossou da Polónia e Escandinávia. Em maio – junho de 1940, a ofensiva maciça contra a França terminou com a assinatura de um armistício, entre o governo francês e a Alemanha e Itália.

A tentativa alemã de dominar a Inglaterra falhou. Então investiu contra a Rússia. Ao mesmo tempo, os japoneses, que já estavam empenhados numa guerra contra a China, atacavam os EUA. Dessa forma, a guerra tornou-se total. A entrada dos norte – americanos na guerra fez pender a sorte da luta a favor dos aliados. Em 1943, a resistência do Eixo começou a ser quebrada, para completar em 1945 com a invasão da Alemanha pelos atómicos.

A destruição provocada pela 2ª Guerra Mundial foi impressionante, porque foi efectuada por máquinas modernas. Apesar da vitória, os Aliados estavam divididos. O mundo foi repartido em zonas de influência pelos vencedores, passando dois blocos: o soviético e o ocidental

 

publicado por luzdequeijas às 19:21
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"ANJOS DA EDUCAÇÃO"

 

“Um estudo recente da Comissão Europeia, apresenta de forma clara e inequívoca o que há muito se sabia: a qualidade da educação portuguesa é medíocre.

(...) A qualidade da educação é medíocre de duas formas. Em primeiro lugar o produto do processo educativo é insuficiente. Por exemplo em competências como «leitura», «matemática», e «ciência» Portugal tem uma percentagem de estudantes com resultados insuficientes de 27,22 e 27 %.

Nenhum outro país tem resultados tão negativos em todos os indicadores e apenas a Grécia e o Luxemburgo se aproximam de nós. Em segundo lugar, combinando o PIB e os resultados das escalas de PISA, Portugal é o país que pior gasta no ensino. Por exemplo, o Estado português gasta cerca de 5,73% do PIB em educação e este valor está a subir. Na UE os gastos são de 5,03% e estão a descer.

Que razões há para esta situação de ineficiência no uso do dinheiro público na educação? Basicamente, recursos a mais e excessivamente remunerados.

Por exemplo, Portugal paga aos seus professores salários relativos muito superiores a outros países,”                                 

 

 Expresso 06 Julho 2002

 

publicado por luzdequeijas às 19:15
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OPINIÃO DOS PORTUGUESES

 

Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os resultados das sondagens de opinião pública mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito.

 

 “ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo Ministério da Reforma do Estado.

Dados que o Ministério de Alberto Martins interpreta como “ preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia”. E novos “ motivos de preocupação com a saúde do sistema político “ são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos: “ Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo “ . Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “ .                       

Expresso 05 Outubro 2001

publicado por luzdequeijas às 19:11
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"UM PAÍS DE OPERETA"

 

“ Sem se perceber bem a origem do mal, o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro. Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte: do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão. A mediocridade banalizou-se, tornou-se normal. O mau gosto alastra. A honra das pessoas perdeu valor. (...) Devo dizer, com toda a sinceridade, que não vejo maneira de mudar este estado de coisas.Não sinto que haja energias suficientes para inverter a situação. Há uma espécie de anomia, de conformismo, que puxa o país para baixo.

Perderam-se as referências. Já não se identifica a mediocridade, o mau e o bom gosto misturam-se, confunde-se a esperteza com a falta de carácter, a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num charco. A salvação já não é colectiva: é individual.”               

Expresso 21 Set. 2002    

publicado por luzdequeijas às 19:08
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OPINIÃO PÚBLICA

Depois de tudo o que acabámos de ler, fica naturalmente a pergunta: mas afinal o que é o segredo? Em que consiste? Como funciona?

Com as coisas postas como tivemos oportunidade de ver nos artigos de jornais e revistas que ao longo de anos me foi possível descobrir, há uma explicação simples para tudo, e o segredo parece nem existir!

Saber coisas de dentro das organizações secretas, todos o sabemos, é tarefa impossível.

 Quem lá está dentro não se arrisca de modo algum a falar. Bastará recordar os termos da jura que é feita pelos aderent Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os resultados das sondagens de opinião pública mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito.

 

 “ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo Ministério da Reforma do Estado.

Dados que o Ministério de Alberto Martins interpreta como “ preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia”. E novos “ motivos de preocupação com a saúde do sistema político “ são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos: “ Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo “ . Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “ .                      

 

 Expresso 05 Outubro 2001

publicado por luzdequeijas às 19:04
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UMA FATURA DETALHADA DA EDP

FACTURA EDP - Explicada tim tim por tim tim .

POR ACASO SABEM QUAL FOI VERDADEIRAMENTE O CONSUMO DE ELECTRICIDADE
NUMA FACTURA QUE PAGAM DE 116,00 €?! VEJAM A DESCRIMINAÇÃO NO QUADRO
ABAIXO … E PASMEM!
Descriminação
Taxa
Importância
CUSTO EFECTIVO DA ELECTRICIDADE CONSUMIDA 34,00
Taxa RDP e RTP
7%
6.80

Harmonização Tarifária dos Açores e da Madeira
3%
1,60
Rendas por passagem de cabos de alta tensão param Municípios e Autarquias.
10%
5,40
Compensar de Operadores - EDP, Tejo Energia e Turbo Gás
30%
16,10
Investimento em energias renováveis
50%
26,70
Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência e da ERSE
7%
3,70
Soma - 94,30
IVA 23% - 21,70

Total - 116,00
ACHAM QUE A ELECTRICIDADE ESTÁ CARA? ESCANDALOSAMENTE CARA NO TOTAL!
O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE... RETIRA COMPETITIVIDADE À NOSSA ECONOMIA E AOS BOLSOS DOS CONSUMIDORES
Permaneçam sentados para não caírem:
- 7% De Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabriéis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês);
- 3% São a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, é um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade.
- 10% Para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m... Vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP, (TODOS NÓS) paga aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagámos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.
- 30% Para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagámos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.
- 50% Para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que
depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns - 1.250 M€.
- 7% De outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Elétricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.
Estão esclarecidos?  Isto é uma vergonha. NÓS, TODOS pagamos tudo!
Pagamos para os açorianos e madeirenses terem eletricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas...

Somos sugados,chupados e dissecados...

publicado por luzdequeijas às 18:42
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DESCOLONIZAR? ... E DEPOIS?

Entretanto, fugindo da guerra nas colónias que se disseminou a partir de 1975, os designados “retornados” foram-se espalhando pelo mundo e a maioria foi enchendo todas as pensões, edificações de veraneio e todo e qualquer tecto disponível em Portugal. Sós, incógnitos ou fim de notícia nos meios de comunicação social, foram o estandarte para as dificuldades da consolidação de uma democracia que relegou, para plano secundário, a vida de milhões de portugueses. Dilacerou-se a alma de quem, afinal, vivera a sua vida num dado enquadramento, mesclando-se, aculturando-se, recriando uma sociedade diferente, num espaço distinto.

A Guerra Fria coincidiu com uma significativa ampliação da comunidade internacional. A partir do final dos anos quarenta do século XX, desencadeou-se um extenso processo de Descolonização, que perdurou até à década de setenta. Foram raras as ocasiões, entretanto, em que a liquidação de antigos impérios coloniais ocorreu pacificamente. Ela se deu de forma mais concentrada na Ásia nos anos cinquenta, e na África nos anos sessenta.

Com a Descolonização, Portugal perdeu a sua dimensão imperial e ficou reduzido aos seus territórios europeus. Com a democratização, Portugal criou as condições para superar o seu isolamento e recuperar o seu lugar na Europa das democracias.

O fim do isolamento imposto pelo regime autoritário, a Descolonização e a institucionalização de uma democracia pluralista marcam o regresso de Portugal à Europa.
O processo de negociação da nossa adesão foi demorado; Portugal só pôde passar a ser membro de pleno direito das Comunidades Europeias em 1986, oito anos após o pedido de adesão.
A adesão teve efeitos decisivos para Portugal, quer para estabilizar a sua posição internacional, quer para consolidar a democracia, quer para criar melhores condições de modernização económica e social. Mas, sobretudo, tornou possível neutralizar os riscos de marginalização, de certo modo implícitos, na nossa posição periférica.

O fim da guerra fria fechou um ciclo da história europeia e encerrou um século terrível de guerras e de revoluções totalitárias. As divisões políticas e ideológicas que separavam duas Europas, tornaram-se supérfluas.

É preciso inventar uma nova Europa, cujo nome seja sinónimo de paz e de democracia, uma Europa inteira e livre que supere uma longa divisão histórica entre as tais duas Europas.

 

publicado por luzdequeijas às 17:47
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A DEMOCRACIA CAPTURADA

URGENTE REFORMULAR OS PARTIDOS 

Se os partidos não são capazes nem de basear os seus mecanismos de poder interno no cumprimento da lei, nem de torná-los verdadeiramente pluralistas, não há razão para acreditarmos que, uma vez no governo, serão capazes de o fazer no Estado.

Sabe-se também que, desde o início deste século, Portugal é um dos países da Europa Ocidental cujos cidadãos se sentem mais insatisfeitos com o funcionamento do seu regime democrático.

As avaliações, recolhidas em inquéritos, são muito mais negativas relativamente à justiça e ao Estado de Direito o que parece constituir, para os cidadãos, um dos pontos mais críticos do funcionamento da democracia em Portugal. Maiorias muito expressivas (mais de dois em cada três eleitores) consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da justiça, e a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos. Em contraste, a independência do poder judicial em relação ao poder politico não é tomada como certa por uma maioria dos eleitores.

O outro domínio que suscita uma muito má avaliação dos portugueses diz respeito à “responsividade” do sistema politica, ou seja, a de saber até que ponto a classe politica em geral e os governantes em particular atendem às expectativas, preferências e exigências dos cidadãos. Mais de dois em cada três eleitores partilham a perceção de não terem qualquer influência nas decisões políticas, de que os políticos se preocupam exclusivamente com interesses pessoais, de que a sua opinião não é tomada em conta nas opções dos governantes e de que não há sintonia entre aquilo que consideram ser prioritário para o país e aquilo a que os governos dão prioridade.

A maior parte dos inquiridos vê o governo como estando condicionado por fatores externos (situação económica internacional, poderes económicos e prioridades de outros governos) em relação aos quais a responsabilização politica democrática é impotente.

Quais destas diferentes dimensões de avaliação da qualidade do sistema democrático em Portugal estão mais relacionadas com a satisfação geral dos cidadãos com o sistema? A análise dos dados revela que as dimensões diretamente ligadas ao exercício das liberdades cívicas e politicas e ao processo eleitoral não ajudam a explicar o (baixo) grau de satisfação genérico dos portugueses com a democracia. Isto inclui não apenas as dimensões avaliadas mais positivamente pelos indivíduos (“liberdades” e “responsabilização politica”) mas também uma dimensão avaliada negativamente, a ligada à representação proporcionada pelo sistema eleitoral.

Pelo contrário, a dimensão mais relacionada com a (in) satisfação geral com o funcionamento da democracia parece ser a (baixa) “responsividade” (apercebida) da classe politica. Prevalece claramente a ideia de que os eleitos não atendem às expectativas e interesses dos eleitores, e é essa ideia que mais está relacionada com a perceção de uma baixa qualidade geral do regime.

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:30
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

CADA VEZ MAIS POBRES

16 Julho 2009 - 00h30

Dia a dia

Década perdida

Só em 2011 a riqueza produzida em Portugal poderá retomar um sentido ascendente. O cenário, divulgado ontem pelo Banco de Portugal, não deixa margem para vãs esperanças. Este ano é de forte erosão do PIB, e no próximo ano a queda não será tão abrupta, mas o País ainda gerará menos riqueza.

Esta pobreza não fica apenas nas estatísticas, reflecte-se no brutal aumento de desemprego, que demorará mais tempo a diminuir, porque só uma economia a crescer acima de dois ou três por cento poderá gerar postos de trabalho.

Feitas as contas, o primeiro decénio do novo milénio, a primeira década de Portugal na moeda única, é um desastre. Portugal estará mais pobre em 2010 do que estava em 1999. É a primeira vez que tal sucede desde 1920. Desde então, com maior ou menor ritmo, o País habituou-se a ver aumento de riqueza entre uma década e outra. Essa tradição acabou agora.

Não é só a crise financeira internacional a responsável por este estado lastimável. Portugal não se preparou adequadamente para o desafio da moeda única e da liberalização do comércio mundial. Entrámos num campeonato que a maior parte das empresas não estava preparada para jogar. Sem os truques cambiais que o escudo permitia, as fragilidades da economia portuguesa ficaram expostas. É por causa dessas fragilidades que ficamos mais pobres.

publicado por luzdequeijas às 15:52
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ONDE ESTÁ A PESADA HERANÇA?

O Menino do Cravo

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“25 de Abril, sempre.”   Que pensa do 25 de Abril ?
                                                                      
Há dezenas de anos foi o menino de caracóis loiros, cuja figura reguila se esticava para colocar o cravo numa espingarda de Abril. A fotografia tornou-se o símbolo da revolução, mas o miúdo de roupa esfarrapada, descalço, fotografado por Sérgio Guimarães saiu de Portugal mal atingiu a maioridade. Foi estudar em Londres e apaixonou-se por uma inglesa. Trabalha lá e espera o primeiro filho, que nasce no início de Maio.


- Diogo Bandeira Freire, o menino da revolução, vive numa casa de tijolos vermelhos com um jardim, na margem Sul do Tamisa. Vive a vida à inglesa: deixa o Audi A3 estacionado à porta, para não ter de pagar cinco libras de portagem para entrar no centro da cidade e vai de transportes públicos para o emprego. Leva numa lancheira o que comerá ao almoço. E trabalha como ‘financial controler’ sete horas e meia por dia numa empresa de tecnologia.

 

- Nunca pensei nisso, mas se o 25 de Abril representa democracia, liberdade e a consciencialização das pessoas sobre deveres, como o de votarem, a frase é válida.

Mas já tinha ouvido falar do 25 de Abril ?

Já, mas nunca tinha pensado sobre ela. Há milhentas maneiras de interpretá-la: se significa nacionalizar todas as indústrias, tirar os bens às pessoas: não muito obrigado. O 25 de Abril, de certa forma, também tem duas faces.
 
O Menino que com três anos aparece num poster que correu mundo, a pôr-se em bicos de pés para meter um cravo no cano de uma espingarda, definiu bem o 25 de Abril, mas poderia ter dito muito mais....
 
Entrevista de Fernanda Cachão – CM
 
Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo, que tanto já havia sofrido, a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa, podia receber um vencimento sem trabalhar duro. O nosso país, também, tem ainda duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora, engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo. Condenado à precariedade! A outra face, dos trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixaram adormecer toda a vida, no sabor doce de uma vida fácil, impregnada de direitos. Mais, ainda, um emprego para toda a vida ! E uma reforma dourada!
Nenhum capitão explicou ao povo, que cada trabalhador ganhará o pão com o suor do seu rosto. Foram anos de andar para trás !
 
E para que isso aconteça, há que criar condições de haver emprego para todos, de haver de fato "equidade",logo o investimento é fundamental e indispensável, e é também preciso haver confiança dos investidores. Com socialismos não vamos a lado nenhum, vamos sim permanecer na bancarrota.
A própria China, anos a fio defensora do socialismo puro e duro, se quis fugir à fome, teve que embarcar no celebre “slogan”: «um país dois sistemas», mantendo o socialismo para forçar a aceitação da austeridade pelo povo, ainda necessária, e o capitalismo para conseguir o desenvolvimento e mudar a situação. O tal crescimento económico de que o líder socialista vem falando, embora o seu partido tenha estado no poder demasiados anos a criar uma dívida vergonhosa. Neste momento ,os chineses produzem muito e de tudo, espalham-se por todo o mundo trabalhando, em jornadas diárias sem limite de horas de trabalho, à procura da riqueza que lhes permita um nível de vida confortável.Vão consegui-lo.
Nenhum capitão explicou ao povo que sem estabilidade e autoridade, não há emprego nem riqueza produzida para depois ser distribuida com justiça.
Nenhum capitão explicou ao povo que o mundo e os países são feitos de continuidade na evolução, sem rupturas que, as mais das vezes, provocam destruição e atrasos de longos anos, suportados pelas classes mais desfavorecidas. A nossa vizinha Espanha optou pela nomeação de um rei em desfavor de um Presidente da República, tão caro ao politicamente alienado povo português. Não optou pelo comunismo ou socialismo e foi moderada. O resultado está bem de ver, com a Espanha a dar ao seu povo um nível de vida cifrado quase no dobro do nosso.
E, ainda ajudam , com milhares de empregos, os trabalhadores portugueses !
Tanto se poderia dizer sobre isto, mas por agora importa lembrar que Portugal, cheio de reservas de ouro no Abril de 74, chegou aos anos oitenta na cauda da União Europeia ! O consumismo desenfreado, sem sustentação, atirou-nos, neste novo século, para os piores indicadores da UE ! A Divida Externa é clamorosa ! Chegou a hora da mudança ! Muita gente se aproveitou do 25 de abril, mas o povo não tem emprego, nem casa, nem conta no banco! A um líder de esquerda basta fazer um comício com 5 pessoas em qualquer parte incerta, para ter todo o tempo de antena que quiser, sem elucidar o povo, antes pelo contrário!
publicado por luzdequeijas às 09:42
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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

ALGUÉM FALOU EM CRESCIMENTO?

RECUANDO A 2006!

O líder do maior partido da oposição e os seus restantes membros, falam de crescimento como se o estado em que deixaram o país permitisse algum crescimento nos próximos anos.

O crescimento potencial da nossa economia estava em (2006) no nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para 2006 e 2007, as previsões da Comissão Europeia não vão além de 1,2%. Entre os países da União Europeia, Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescer. Apenas a Alemanha, ainda com dificuldade em sair da quase estagnação recente, apresenta um nível próximo dos 1,4%.

Mesmo assim, enquanto no caso português o potencial tem vindo a abrandar abruptamente, na maior economia europeia apresenta uma tendência positiva. Temos assim um Portugal com o potencial mais baixo da União Europeia. Tudo isto com a criação contínua de uma brutal dívida, com PPPs em desvario e um desemprego em plano crescente. Pergunta-se agora: QUEM FOI QUE FALOU EM TRAPALHADAS?

 

publicado por luzdequeijas às 22:10
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OS PARTIDOS E OS SEUS FINS

ORIGEM DOS PARTIDOS

Na Grécia e Roma antigas, dava-se o nome de partido a um grupo de seguidores de uma idéia, doutrina ou pessoa, mas foi só na Inglaterra, no século XVIII, que se criaram pela primeira vez, instituições de direito privado, com o objectivo de congregar partidários de uma ideia política: o partido Whig e o partido Tory.
De fato, a idéia de organizar e dividir os políticos em partidos alastrou muito, no mundo todo, a partir da segunda metade do século XVIII, e sobretudo depois da revolução francesa e da independência dos Estados Unidos. Até porque, a partir daí, a própria percepção da natureza da comunidade política transforma-se dramaticamente.
Em Portugal a lei determina que os partidos políticos concorram para a livre formação e o pluralismo de expressão da vontade popular e para a organização do poder político, com respeito pelos princípios da independência nacional, da unidade do Estado e da democracia política. São fins dos partidos políticos:
   a) Contribuir para o esclarecimento plural e para o exercício das liberdades e direitos políticos dos cidadãos;
b) Estudar e debater os problemas da vida política, económica, social e cultural, a nível nacional e internacional;
c) Apresentar programas políticos e preparar programas eleitorais de governo e de administração;
d) Apresentar candidaturas para os órgãos electivos de representação democrática;
e) Fazer a crítica, designadamente de oposição, à actividade dos órgãos do Estado, das Regiões Autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte;
f) Participar no esclarecimento das questões submetidas a referendo nacional, regional ou local;
g) Promover a formação e a preparação política de cidadãos para uma participação directa e activa na vida pública democrática;
h) Em geral, contribuir para a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e o desenvolvimento das instituições democráticas.
Os partidos políticos prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas, salvo os controlos jurisdicionais previstos na Constituição e na lei.
Princípio democrático
1. Os partidos políticos regem-se pelos princípios da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus filiados.
2. Todos os filiados num partido político têm iguais direitos perante os estatutos.
Transparência
 1. Os partidos políticos prosseguem publicamente os seus fins.
2. A divulgação pública das actividades dos partidos políticos abrange obrigatoriamente:
a) Os estatutos;
b) A identidade dos titulares dos órgãos;
c) As declarações de princípios e os programas;
d) As actividades gerais a nível nacional e internacional.
3. Cada partido político comunica ao Tribunal Constitucional, para efeito de anotação, a identidade dos titulares dos seus órgãos nacionais após a respectiva eleição, assim como os estatutos, as declarações de princípios e o programa, uma vez aprovados ou após cada modificação.
4. A proveniência e a utilização dos fundos dos partidos são publicitadas nos termos estabelecidos na lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais.
Direitos dos partidos políticos
1. Os partidos políticos têm direito, nos termos da lei:
a) A apresentar candidaturas à eleição da Assembleia da República, dos órgãos electivos das Regiões Autónomas e das autarquias locais e do Parlamento Europeu e a participar, através dos eleitos, nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo, de acordo com a sua representatividade eleitoral;
b) A acompanhar, fiscalizar e criticar a actividade dos órgãos do Estado, das Regiões Autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte;
c) A tempos de antena na rádio e na televisão;
d) A constituir coligações.
2. Aos partidos políticos representados nos órgãos electivos e que não façam parte dos correspondentes órgãos executivos é reconhecido o direito de oposição com estatuto definido em lei especial. 
 
Atrás estão descritos os princípios legais em que assentam os partidos políticos em Portugal. Ficam eles como ponto de reflexão tendo em vista :
1 - que a sua actuação é determinante para o bem-estar da população e o prestígio do país no mundo .
2 - Que o país investe neles somas de dinheiro importantes.
3 – Que no mundo é pedida regulação para tudo, menos, ao que parece, para os partidos.
 
Voltaremos ...... para entendermos a razão do atraso de Portugal
publicado por luzdequeijas às 19:01
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AS DOENÇAS DE SEMPRE

A última grande crise para as famílias portuguesas, antes da atual, ocorreu nos dois anos que se seguiram ao 25 de abril de 1974. Depois de toda a instabilidade vivida neste período, em consequência da tomada do poder, de forma antidemocrática, por uma fação pró-soviética. Tudo isto ainda, debaixo dos efeitos nocivos originados pelo primeiro choque petrolífero em 1973. Os árabes haviam reduzido a oferta de crude durante a guerra com Israel! O preço do barril praticamente quadruplicou e as economias importadoras tiveram de conviver, pela primeira vez, com o fim do petróleo barato. Portugal recebeu entre 1974 e 1976, centenas de milhares de “retornados”!

Portugal bastante dependente, viu as suas importações de energia dispararem a partir de 1975. Embora a maioria das economias tenha sido afetada neste período, a portuguesa foi uma das mais afetadas na Europa, dada a agitação de toda a ordem verificada no país neste período pós 25 de abril 74. Por força da realidade vivida, disparou também uma grave crise na nossa balança de pagamentos.

Entre 1975 e 1976, o consumo caiu quase 10% e a economia teve uma quebra de 8,5%. Os portugueses de acordo com os inquéritos do INE, gastavam quase mais de 40% do seu rendimento anual, que rondava os 71 contos (355 euros) por família, em alimentação. Nessa altura perante os aumentos anunciados nos preços, formavam-se longas filas nas bombas de gasolina. Curiosamente ninguém pediu a queda do Governo de então, apesar deste clima de agitação e das graves dificuldades existentes, sobressaindo a agravante de serem governos, ainda, não eleitos democraticamente.

     

publicado por luzdequeijas às 17:31
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Terça-feira, 23 de Abril de 2013

OS PAÍSES DO SUL DA EUROPA

No sul da Europa não escapa um só país que não esteja mergulhado em profunda crise! Será bom que as populações se não deixem arrastar pelo canto das sereias dos fatídicos partidos esquerdistas, que há falta de argumentos ou soluções pedem, em contínuo, a queda dos governos em exercício, eleitos democraticamente! É bom de ver que nada adianta mudar de partido, a mudar alguma coisa, essa teria de ser a mentalidade da população e radicalmente o comportamento dos políticos arregimentados, que são a maioria, o que sabe-se ser muito difícil. Talvez, experimentando mudar o juramento que fazem no ato da tomada de posse! Assim, em lugar das juras clássicas e institucionais deviam tais senhores ser submetidos a um profundo choque psicológico tomando por base a lição de Alexandre Magno no momento de morrer. Conta-se que A. M. pressentindo a passagem ao “outro mundo” convocou os seus generais e comunicou-lhes os seus três últimos desejos:

1-         Que o seu ataúde fosse aos ombros e transportado pelos melhores médicos do reino.

2-        Que os tesouros que tinham conquistado (prata, ouro e pedras preciosas), fossem espalhados pelo caminho até à sua tomba.

3-        Que as suas mãos, ficassem balançando no ar, de fora do ataúde e à vista de todos.

A lição aproveita aos médicos, incapazes de evitar a morte. Vai para os especuladores, corruptos e para aqueles que são desmedidamente ambiciosos. Finalmente fica o recado de que nascemos de mãos vazias e assim temos de morrer.

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:57
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Domingo, 21 de Abril de 2013

REALOJAMENTE, MUITA ENTREGA E CARINHO

Já anteriormente abordámos a rápida proliferação de barracas no concelho de Oeiras, nomeadamente a partir dos anos sessenta, do século XX:

Como causas maiores estavam na sua origem, a vinda de muitas pessoas da província para a Grande Lisboa à procura de emprego, que a industrialização e construção civil ofereciam, embora, com salários pouco compensadores.

Em consequência do mesmo facto, as rendas a pagar por apartamento em Lisboa, tinham subido a preços incomportáveis para a maioria das pessoas recém empregadas e, ainda por cima, desenraizadas.

A solução foi, sem alternativa, a procura de casa na chamada periferia da capital para muitos, e também para muitos outros, o recurso aos bairros de barracas em terrenos do alheio, por vezes de aluguer.

publicado por luzdequeijas às 16:23
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PREGAR O EVANGELHO A ESTÔMAGOS VAZIOS

Acho importante transcrever as palavras utilizadas pelo Pie Francisco dos Santos Costa, quando foi recebido em audiência pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, na descrição deste facto:

 

(  ) "Até agora apenas referimos as nossas principais preocupações de carácter religioso. Não que não estejamos seriamente apreensivos também socialmente falando, até porque seria utópico pregar o Evangelho a estômagos vazios. Feriu-nos especialmente a atenção o que nos revelou a nossa última campanha de Natal, levada a efeito em todo o âmbito paroquial!

Parece-nos que os seguintes dados o justificam plenamente: na zona da Regueira de Queijas e Taludes encontrámos 35 barracas com 160 pessoas. No Alto dos AGUDINHOS e frente do Forte de Caxias estão quinze barracas e 64 pessoas. Nos Pombais ( terra do Faria ) vivem 260 habitantes em 77 barracas.

Em Atrás - dos - Verdes e Eira Velha pudemos localizar 38 barracas com 163 pobres viventes. Na Senhora da Rocha e proximidades temos 120 habitantes em 34 barracas. Na Gandarela 50 viventes em 17 abarracados. Na estrada da Rocha, BISCOITEIRAS e Olivais 123 barracas com 1330 pessoas. Na zona do Posto RADIOMÉTRICO da Marinha são 46 barracas com mais de 180 habitantes. No Alto dos BARRONHOS mais de 200 barracas com cerca de 1800 pessoas. Na OUTORELA - PORTELA 10 barracas e aproximadamente 40 habitantes. No Alto e Baixo Montijo, quem o pensaria! 110 Barracas em que se amontoam 515 pessoas e finalmente junto ao cemitério de Carnaxide, serra e demais cercanias do lugar - sede da freguesia, Quinta dos Grilos, há ainda 33 barracas com 90 habitantes.

Isto é, resumindo, lado a lado connosco têm os nossos olhos tristes que contemplar hora a hora 735 barracas e saber lá dentro, não poderemos dizer a viver senão que a vegetar, 4755 seres humanos como nós!" (......  )

publicado por luzdequeijas às 16:19
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BARRACAS NA FREGUESIA DE CARNAXIDE

Em meados da década de sessenta do último século, era esta a situação relativamente a bairros de barracas na freguesia de Carnaxide, na qual estavam incluídas Queijas, Linda - a - Pastora e a Senhora da Rocha.

Todo o panorama se viria a agravar, muitíssimo, com o decorrer dos anos.

Nomeadamente depois da descolonização, posterior ao 25 de Abril de 1974.

Não foram só os portugueses a regressar a Portugal, vindos de todas as ex-colónias, como milhares de pessoas que eram naturais daquelas colónias, que hoje são países independentes.

Em 1985 somavam 5000 as barracas no concelho de Oeiras.

Descrever a realidade vivida nos bairros de barracas, não é tarefa fácil, dada a grande complexidade e promiscuidade que eles envolviam.

Uma existência sem um mínimo de dignidade, sem água, sem luz, condições mínimas de higiene, promiscuidade em família e com os vizinhos, etc.

Dos bairros de barracas de Queijas, Linda - a - Pastora e Senhora da Rocha, poderei dizer alguma coisa porque os visitei várias vezes e, até lá convivi com os seus habitantes.

Assim, tanto os Taludes de Queijas como o Beco dos Pombais, Eira - Velha, Atrás dos Verdes, em Linda - a - Pastora, e a Senhora da Rocha, poderemos dizer que são realidades parecidas, não iguais.

publicado por luzdequeijas às 16:15
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OS TALUDES DE QUEIJAS

As pessoas que viviam nos Taludes de Queijas nunca conseguiram integrar-se na população desta vila, o que também se passou com os moradores do Alto dos AGUDINHOS que, embora não pertencendo a esta freguesia, era aqui que trabalhavam e faziam a sua vida, dada a proximidade desta vila.

Os taludes são elevações que acompanham a Estrada Militar dos dois lados e que, naturalmente, procuravam proteger os movimentos militares nesta via.

 

As barracas aqui surgidas situavam-se na parte final desta estrada e do seu lado direito, para quem caminha no sentido da A5 (em tempos mais recuados auto-estrada do Estádio).

 

Em boa verdade os taludes não eram só a parte mais elevada que ladeia a estrada militar, mas também uma faixa de mais ou menos dez/doze metros de terreno que, já na parte final de acesso à A5 se alargava muito mais.

 

Era exactamente nesta zona que estavam as barracas e que no seu conjunto atingiriam muitas dezenas.

 

Os taludes eram propriedade do Exército e, por essa razão, ainda hoje é possível falar com pessoas que lá viveram e ouvi-las contar histórias algo insólitas: por exemplo narrarem que era nesta faixa final e muito larga dos taludes que nos anos sessenta e princípios dos anos setenta, os serviços militares vinham depositar as urnas, desmanchadas, nas quais os mortos das guerras coloniais eram trazidos para a metrópole para serem entregues às famílias.

 

Grande número de vezes era com estas tábuas que as pessoas faziam as suas barracas.

 

Em Linda – a – Pastora, com as pessoas que viviam nos vários bairros de barracas tudo foi diferente. Houve integração conseguida, que passava pela sua participação diária na vida daquela localidade, como bombeiros, clube da terra, cafés, namoros, casamentos etc.

 

Um dia viria em que tudo teria de ser mudado. A existência da realidade desta pobre gente, teria que ter um fim para melhor.

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:07
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DEPOIS DO REALOJAMENTO

FICAM PROBLEMAS DIFÍCEIS DE RESOLVER

 

A Câmara Municipal de Oeiras prosseguia com determinação férrea o objectivo de erradicação total das barracas e da habitação degradada do concelho de Oeiras. A habitação municipal é uma prioridade na estratégia do município.

 

Por outro lado, a manutenção das condições físicas de um parque de habitação municipal que vai envelhecendo, implica investimentos expressivos, para os quais a maior parte dos municípios não terá capacidade suficiente.

 

A tudo isto, acresce ainda o facto de termos que enquadrar os equipamentos adequados, ao serviço de populações de cariz social e cultural cada vez mais diverso e complexo. Nesta complexidade teremos de considerar os casos isolados de realojamento, de indivíduos quase incapazes de gerir a utilização de um fogo - e vem constituindo a fase terminal e mais difícil do Programa Especial de Realojamento - como ainda a de integração de grupos

 

marginais, que de algum modo pontuam em alguns dos nossos bairros.

 

E temos ainda - porque não dizê-lo? - toda a propaganda sensacionalista, com que alguma da nossa comunicação social pactua, informando mais sobre as patologias dos nossos novos ambientes, do que do esforço do nosso trabalho constante. A insegurança, que sempre se gera nos novos ambientes de realojamento, radica mais em condições sociais, do que nas físicas que pudemos construir, pois que as situações de maior gravidade se circunscrevem a áreas relativamente restritas, sem qualquer conformação especial. Estaremos, actualmente, prestes a terminar uma fase de correcção restrita de problemas do habitar em cidade, com a conclusão dos programas de construção abrangidos pelo PER.

 

Uma outra fase começará, obrigando à identificação e resolução de novos problemas, que o Programa Especial de Realojamento não pôde enquadrar, como aqueles que da sua realização vieram e virão a surgir Nos nossos núcleos antigos coexistirão tecidos físicos e sociais muito frágeis, aos quais viemos dando menor atenção e para os quais não foi tomada qualquer medida, de impacto realizador, como pelo menos assistimos com o PER.

 

Há que pensar ainda nos modos que iremos encontrar para integração dos novos imigrantes, que o nosso desenvolvimento económico irá obrigando a considerar. A Área Metropolitana da capital do país exige, de todos nós, um esforço de aperfeiçoamento dos modos de trabalhar e de integrar as especificidades de um território tão rico, quanto complexo, na sua diversidade.

publicado por luzdequeijas às 16:02
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QUEREMOS OUTRO PORTUGAL

Para quem acreditou que os Independentes fariam a diferença, para melhor, e forçariam os partidos a uma desejável regeneração, desiluda-se. Eles, os Independentes, já mandam dentro dos partidos, mas da forma mais imprópria e menos ética. Esta é a política no seu pior, escondida nos meandros sinistros do segredo!

Se Portugal e os portugueses ganhassem com toda estas promíscuidades, valeria a pena os mais conhecedores e experientes "engolirem em sêco" calando dentro de si próprios, aquilo que os corroi e lhes tira o sono, agora quando vislumbramos, todos, o país que nos deu um berço entrar em bancarrota financeira e moralmente, e milhares de pessoas terem medo de dizer que têm fome, é preciso dizer basta. É preciso calar aqureles que falam da vontade do partido e não da vontade de Portugal, daqueles que endeusam o 25 de Abril (movimento militar) de forma cega sem enxergarem o desemprego, a miséria moral, as injustiças e a falta de equidade real impregnada de conceitos constitucionais vazios e utópicos! Queremos outro Portugal.

publicado por luzdequeijas às 15:39
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MCI - SIM (RELEMBRANDO)

OUTROS INDEPENDENTES MAIS VALE VOTAR EM PARTIDOS

 

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
 
UM GENUÍNO MOVIMENTO INDEPENDENTE

Na passagem do 8.º aniversário da campanha do MCI - muito relembrada na Freguesia de Queijas - deixamos o seu último contacto com a população, em comunicado feito aos eleitores:

Cara(o) Concidadã(o)

 
Fizemos da lisura e elevação o essencial na estratégia da nossa campanha eleitoral.
 
A dois dias apenas das eleições, temos cumprido.
 
Não podemos contudo deixar de lamentar, ler-mos e ouvirmos outras candidaturas, prometerem aos eleitores aquilo que, em processos penosos, já garantimos para a Freguesia.
 
No decorrer do mandato concretizámos ou assegurámos, entre outros, os seguintes anseios da população:
 
Atendimento – Personalizado e permanente;
 
ALAMEDA DE QUEIJAS – Estudo prévio aprovado;
 
Arborização – Plantação de muitas dezenas de árvores;
 
CENTRO DE SAÚDE – Protocolo assinado entre a C.M.O. e o Ministério da Saúde para construção em 2003;
 
Cultura – Criação da Associação Cultural de Queijas;
 
Equipamentos – Jardins Infantis;
 
Espaços Verdes – Aumento substancial;
 
Honrarias – Elevação de Queijas a Vila;
 
Iluminação – Quase totalmente renovada;
 
Mercado – Moderno e funcional;
 
Património – Estátuas (São Miguel e Madre Maria Clara);
 
PAVILHÃO COBERTO – Em fase de adjudicação;
 
Posto da G.N.R. – Modelar;
 
Rede Viária – Aumento considerável;
 
Recuperações – Ruas Gil Vicente, Afonso Lopes Vieira, António Feliciano Castilho, Soares de Passos;
 
Realojamento – de centenas de famílias;
 
Urbanizações – Bairro da Calçada dos Moinhos e Encosta de Linda-a-Pastora.
 
 MOVIMENTO DE CIDADÃOS INDEPENDENTES -
 
O Candidato - António Reis Luz
 
Já divulgámos o nosso programa de acção , quanto a PROMESSAS só de muito trabalho, carinho e respeito por todos os habitantes da nossa Freguesia. SAUDAÇÕES A TODOS OS HABITANTES DE QUEIJAS, NESTE TRISTE MOMENTO EM QUE FICARAM SEM A SUA FREGUESIA
 
publicado por luzdequeijas às 12:36
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PARVOS TEM "P" GRANDE

POLÍTICOS COM "P" GRANDE

O cantinho do telespectador (XVII)

 — Rodrigo Adão da Fonseca @ 22:32
 

Nunca percebi esta ideia do “preso por ter cão e preso por não ter”. Uma opinadora profissional, de cabelo curto e com uns óculos que lhe dão de facto um ar credível, na SIC-N, desenvolve uma teoria contra os “independentes” e ministros “técnicos”, apelando aos “políticos com P grande”. Está assustada também com os lobis, e o medo da contestação do status quo contra um ministro que percebe de economia, com vasta obra publicada. Aqui do meu sofá, diria que é bom ter num governo e na vida pública tanto políticos experimentados como pessoas com perfis mais técnicos. Haja verdadeiras ideias, um bom programa de governo e uma correcta coordenação, não vejo como cidadão onde está o problema de ter gente – imagine-se – capaz num governo. Cá para mim, a senhora do cabelo curto está com medo que lhe faltem “políticos” com “P” grande…

publicado por luzdequeijas às 12:31
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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

SOPA DOS POBRES

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Estamos no ano de 1936 - Esta fila é para a sopa dos pobres distribuida pela Misericórdia dos Olivais em Lisboa
O Diário de Noticias escreve que nesse dia foram beneficiados 299 pobres que receberam 606 rações de sopa e pão. Tendo ficado ainda muitos pobres da freguesia dos Olivais por servir
No final dos anos 30, com Espanha em conflito. Portugal viveu uma das suas crises mais graves de sempre, que veio a piorar com a 2ª Guerra Mundial a partir de 1939

(FOTO E ARTIGO DO jornal EXPRESSO DE 24.5.2008)

publicado por luzdequeijas às 17:05
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CRESCIMENTO LENTO

E CRISES SUAVES – Até parece que é uma consequência da nossa dívida e da austeridade do ministro Gaspar! Desenganem-se os arautos do apagão das consequências do último Governo.

“Portugal está a abrandar nos últimos 40 anos e as perspetivas futuras não são muito animadoras. Quando a economia se começava timidamente a tentar levantar de vários anos de quase estagnação foi apanhada no meio de uma crise financeira internacional.

O próprio Governo, que é normalmente o refúgio mais seguro do otimismo, já foi obrigado a dar a mão à palmatória e a cortar sete décimas, de 2,2% para um 1,5%, na previsão para este ano. Mais pessimista até que a Comissão Europeia e apenas acima do Fundo Monetário Internacional (FMI), que aponta para 1´3%, A agência de <rating> (notação de risco) Standard & Poor´s avançou esta semana com a previsão de 1,2%. Tudo más notícias que não são, apesar de tudo, suficientes para tornar os atuais problemas tão graves como outras crises que Portugal enfrentou no passado. (…) No caso português são identificados (desde 1870 a nível mundial) claramente quatro períodos de forte turbulência a partir de 1910 com efeitos graves no consumo das famílias: as duas guerras mundiais, o final dos anos 20 e década de setenta. As maiores contrações do PIB <per capita> aconteceram no final dos anos 20 e novamente em 1934-1936, com quebras de, respetivamente, 10,9% e 14,8%. Além destes casos houve também tombos na Primeira Guerra Mundial, na Segunda e em 1975-1976-, mas todos abaixo dos 10%.Desde então, Portugal apenas esteve em recessão mais três vezes 1983-1984 1993 e 2003. Expresso 24-05-2008.”

Estas informações podem servir a certos líderes de centrais sindicais e partidos de esquerda, a fim de deixarem de tornar a situação ainda mais grave para o povo e para Portugal. Sabe-se, de fonte segura, não terem eles quaisquer soluções para remediar aquilo que foi ocorrendo no tempo, com o seu silêncio e alguma cumplicidade.  

publicado por luzdequeijas às 16:15
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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

UMA PROFESSORA PRIMÁRIA

Faith Fippinger, uma professora primária aposentada, de 62 anos, residente na Florida, passou a maior parte das quase três semanas que esteve no país dedicadas ao trabalho com crianças. Por ser convidada a descrever as transações financeiras feitas no Iraque, esclareceu ter gasto apenas dinheiro em comida e produtos de emergência. As duas asseguram estarem na disposição de pagar. Em nome do Departamento do Tesouro, Taylor Griffin garantiu apenas que «aqueles que violaram as sanções estabelecidas internacionalmente e pelos Estados Unidos podem contar com o justo e estrito cumprimento da lei». O fator político não contou para a tomada desta decisão, disse, e os activistas não podem querer escolher que leis se devem ou não aplicar aos seus casos. «O direito de protestar e a liberdade de expressão não podem ser confundidos com o direito de violar a lei».

publicado por luzdequeijas às 16:55
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ESCUDOS HUMANOS

Lei é lei, e o Governo dos EUA está disposto a aplicá-la em qualquer circunstância. Mesmo em situações excecionais. Daí que os cidadãos norte-americanos que viajaram para o Iraque como «escudos humanos», violando o embargo imposto ao território de Saddam Hussein, enfrentem agora pesadas multas. Pelo menos alguns desses ativistas, já receberam as comunicações do Departamento do Tesouro, sendo exigido a cada um o pagamento de uma multa que ronda os 10 mil euros. Utilizando os milhas acumuladas como passageiro frequente e 1 500 euros das suas poupanças, Clancy, de 26 anos, proprietária de uma loja de discos em Milwaukee, chegou ao Iraque em Fevereiro de 2003, acompanhada de um grupo de 300 outros ativistas, oriundos de 30 países diferentes (portugueses inclusive). O regresso a casa foi assim antecipado, numa viagem de 80 horas sem dormir e, pelo menos dois interrogatórios nos aeroportos de Israel e Minneapolis, mais uma interdição temporária de se deslocar de avião.

publicado por luzdequeijas às 16:52
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A MÚSICA E A GUERRA

A música para os tempos de guerra, no mundo árabe

 

«Ataque ao Iraque» é o “hit”, do cantor egípcio Shaaban Abdel - Rabin. Na verdade o mundo islâmico já tem um hino contra a guerra no Iraque. É uma canção pop chamada, literalmente, «Ataque ao Iraque», cantada por Shaaban Abdel-Rabin, um artista egípcio de meia-idade, que usa casacos espampanantes, uma permanente cerrada no cabelo e não sabe ler nem escrever. A letra parece mais uma rapsódia de títulos de jornais do que uma canção pop.

publicado por luzdequeijas às 16:49
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O CASO KIRKUK

É o centro da indústria petrolífera iraquiana, com reservas de cerca de 10 mil milhões de barris, que tem vindo a operar desde há 70 anos, com ligações importantes ao Mar Mediterrâneo através de oleodutos. Diariamente são obtidos um milhão de barris, cerca de metade da exportação do país. Este é também um local onde os serviços secretos fazem uma apertada vigilância. “Informação recentemente obtida revelou que o Iraque recebeu uma caravana de 24 camionetas com explosivos. Embora a destruição dos poços não seja um ato significativo do ponto de vista militar, vai ter impactos económicos e ecológicos prolongados no povo do Iraque, bem como nos vizinhos do Iraque”, admite o Departamento de Defesa dos EUA. A colocação de tropas aliadas tem sido feita para que os soldados tomem de imediato controlo deste tipo de instalações. O departamento já definiu estratégias que permitem às forças dos EUA proteger os poços rapidamente para evitar que sejam destruídos. Com base em contrato com as empresas privadas (dos EUA), seriam de imediato extintos os fogos e feito o balanço dos estragos nessas infra-estruturas”, acrescenta este ministério norte-americano.

publicado por luzdequeijas às 16:46
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DESASTRE DE PROPORÇÕES GIGANTESCAS

Se esta “ameaça” se concretizar, a catástrofe ecológica poderá ser ainda mais grave do que foi no Kuwait, porque o Iraque é 25 vezes maior e tem cerca de dois mil poços, contra os 750 incendiados por Saddam Hussein na Guerra do Golfo. Nessa altura, foram queimados entre seis e oito milhões de barris diários e o último fogo só se extinguiu depois de oito meses a arder. Além disso, o Iraque tem muito mais população e os efeitos de semelhante ato seriam gravíssimos para a sobrevivência no país.

“ Não deve ser a questão ambiental a definir se haverá, ou não guerra, mas sim aquele que será o impacto na população e na paz mundial. Mas precisamos ter muito cuidado. A vitória na guerra contra o Iraque pode muito bem ter um custo demasiado alto para a população e para o ambiente”, adverte Jonathan Lash, presidente do Instituto Mundial de Recursos, em declarações à BBC Online. O incêndio de poços polui o ar, destrói o solo, contamina as reservas de água, mata a flora e a fauna. As chuvas ácidas, que afectam o ambiente e a saúde das pessoas, são uma consequência inevitável do lançamento de milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

publicado por luzdequeijas às 16:43
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VALAS

 

As valas que estão agora a ser descobertas atraem milhares de pessoas que vêm ver se entre esses restos que aparecem à luz do dia, como testemunho do horror do passado recente do Iraque, descobrem os seus parentes desaparecidos. Um desses casais que, desde Abril, percorre o país em busca dos ossos de um filho que se esfumou há doze anos são dois anciãos – ele muito doente – aos quais só a ilusão de recuperar os restos desse ser querido, vai mantendo vivos. «A minha vida são 35 anos de dor», afirma a senhora Al - serrat, sem chorar com uma cara dura e como que dissecada pelo desespero. É uma mulher sem idade, submersa na “abaya” negra que apenas lhe deixa a cara a descoberto e rodeada pelas duas filhas, muito jovens, veladas também, e que ao longo de toda a entrevista permanecem imóveis e mudas, como estátuas trágicas. Pouco depois desta segunda desgraça, sobreveio a terceira. O pai foi preso e desapareceu na noite da ditadura. Três anos depois, um desconhecido fez chegar à família um pedaço de papel: «Vão à prisão de Abu Ghraib», a prisão dos arredores de Bagdad, cenário das piores torturas e assassínios políticos. Lá estava o seu pai, o qual puderam visitar de tantos em tantos meses, por poucos minutos. Soltaram-no seis anos depois, tão misteriosamente como o tinham capturado. Nunca lhe disseram porque o detiveram. Finalmente, chegou a vez do irmão mais novo, que desapareceu na altura do levantamento xiita de 1991, reprimido pelo regime numa orgia de sangue. Foi soldado durante a guerra do Kuwait. Na última vez que alguém o viu estava de serviço, de uniforme, em Najaf. Desde então, nada mais soube dele e é este desaparecido que os pais da senhora Al-Sarrat procuram, na sua peregrinação dolorosa pelas valas comuns que se descobrem dispersas pela geografia do Iraque.

publicado por luzdequeijas às 16:39
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ALI O "QUÍMICO"

De óculos escuros e roupa à civil, Ali vagueia, impune, pelas ruas. È um dos polícias afectos ao regime de Saddam Hussein que despiu a farda e que goza da liberdade do caos que se vive no pós-guerra de Bagdad. O seu testemunho dado a Mark Franchetti, enviado do «Sunday Times» à capital iraquiana, é uma espécie de símbolo do regime que chegou ao fim. O relato que fez aos jornais revela parte da barbárie que, aos poucos, se vão descobrindo entre os escombros deixados pelas bombas da coligação, através das mais diversas declarações de ex-presos políticos sobreviventes. Ali era responsável por castigos a dissidentes. Sob o olhar dos familiares, na via pública, a vítima ouvia o veredicto enquanto os guardas lhe cortavam a língua, as mãos ou a cabeça, de acordo com a sentença. E os motivos poderiam ir da oposição “oficial” ao regime até a um mero desabafo proferido contra Saddam Hussein na rua. Ao ser instado a dizer em quantos castigos tinha ele participado com as suas próprias mãos, respondeu, de forma tão fria quanto os métodos que utilizava: «Ia precisar de uma calculadora». Mas acabou por assumir que cortara a língua a 13 pessoas, além da participação no assassinato de outros 16 e decapitações. Entre as vítimas conta-se feras Adnan, um comerciante de 23 anos, acusado de insultar o Presidente durante uma rixa no mercado de Bagdad. Perseguido pela polícia, Adnan conseguiu refugiar-se e esconder-se nos arredores da capital. Chegados a sua casa, perante a sua ausência, os agentes detiveram um tio, um irmão e dois dos seus primos. Na prisão, torturaram-nos com choques eléctricos. Depois chegaria a vez dele. Foi entregue ao corpo policial ao qual pertencia Ali e levado para casa do pai, no norte de Bagdad. À frente da família, Feras Adnan foi amarrado e vendado. Apesar dos apelos insistentes do pai, os guardas cortaram-lhe a língua com uma faca. Mas, desta vez, não chegaram a conseguir concluir o serviço. Adnan ainda exibe a cicatriz e mal articula as palavras, mas conseguiu relatar a sua experiência. Contudo, Ali subestima os seus atos. «Nem sequer pensava no que fazia. Não era mais do que um trabalho», afirma, acrescentando: «comecei a sentir-me mal com os castigos, o das línguas, o das mãos e as decapitações». O antigo dirigente iraquiano Ali Hassan al-Majid, mais conhecido por «Ali, o Químico», foi detido no Iraque e está sob custódia das forças norte-americanas. Quando da ressurreição curda no norte do Iraque, em 1988, al-Majid, então comandante do exército, terá ordenado um ataque com armas químicas que matou milhares de curdos, episódio que lhe valeu a alcunha de “Ali, o Químico”. As segundas e quartas-feiras eram dias de execução de opositores de Saddam Hussein na prisão mais famosa do Iraque. O ritual repetia-se como um relógio e foi aparentemente realizado pela última vez dias antes da guerra.

publicado por luzdequeijas às 16:36
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NAÇÕES UNIDAS

Assembleia Geral

A Assembleia Geral é o órgão central das Nações Unidas, no qual todas as nações podem falar e ser ouvidas sobre qualquer assunto. Nela estão representados todos os Membros das Nações Unidas. Cada país tem direito de voto, em pé de igualdade com os outros. Rico ou pobre, grande ou pequeno, cada país tem apenas um voto. As questões importantes são decididas por uma maioria de dois terços dos votos.

A Assembleia Geral reúne regularmente uma vez por ano, com início na terceira Terça-Feira de Setembro, por um período de pelo menos três meses. Mas podem ser convocadas reuniões de emergência, em qualquer altura. A Assembleia Geral elege todos os anos o seu Presidente. Este tem a tarefa de presidir, ou seja, dirigir as reuniões da Assembleia Geral. A Assembleia Geral pode debater e fazer recomendações sobre qualquer assunto (a menos que ele se encontre em mãos do Conselho de Segurança). Recebe relatórios do Conselho de Segurança e dos outros órgãos principais da ONU, bem como do Secretário-Geral. Admite novos Membros, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Nomeia o Secretário-Geral, que é o "Administrador" das Nações Unidas, mediante recomendação do Conselho de Segurança. Elege os membros dos outros órgãos e decide quanto deve ser a contribuição que cada país tem de pagar às Nações Unidas e a forma como esse dinheiro é gasto. As resoluções adotadas pela Assembleia Geral são apenas recomendações aos países Membros. Não é possível executá-las juridicamente. Mas essas recomendações têm um grande peso, porque a Assembleia Geral representa a voz e a opinião pública de quase todos os países do mundo.

publicado por luzdequeijas às 16:33
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GUERRA CONTRA AS MULHERES

O regime talibã mergulhou o país num estado brutal de “apartheid” do género, no qual as mulheres e as meninas foram destituídas de todos os seus direitos humanos básicos. As mulheres nem os olhos podem mostrar, ou sequer falar. As meninas não podem ir às escolas, as professoras são proibidas de trabalhar, dão aulas secretas a pequenos grupos. Há ainda mulheres que se pintam, secretamente, pois a maquilhagem também é proibida. Uma mulher que foi executada, estava ajoelhada, completamente envolta no seu xador azul claro, lamentava-se e implorava, quando um miliciano se aproximou vagarosa e displicentemente pelas suas costas, encostou o cano do seu fuzil à sua cabeça e atirou. Vê-se a bala cravando-se no chão e um jorro de massa encefálica.

 

publicado por luzdequeijas às 16:22
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O PROBLEMA DA PALESTINA

Em 1994, quando o mundo se consciencializou das barbaridades de Hitler, tomou providências para que a matança fosse interrompida. Era tarde de mais para esconder toda a verdade. Os sobreviventes judeus, por quererem evitar a repetição do holocausto, propuseram à ONU a criação de um Estado Judaico na Palestina, onde antigamente se localizava Canaã. Com pressões de todos os lados, no espaço de três anos, A Assembleia Geral das Nações Unidas determinou o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina e que seria seguida, após alguns meses, da proclamação do Estado de Israel. Segundo muita gente, a Palestina nada mais é, que a terra que foi prometida por Deus aos Judeus que saíram do Egipto e caminharam 40 anos pelo deserto em busca destas terras. Viveram ali muitos anos, mas foram expulsos por outros povos que habitavam a região, espalhando-se então por todo o mundo. Haviam passado quase dois mil anos, quando regressaram, encontrando a terra prometida habitada pelos árabes e dominada pelos ingleses. Quando os ingleses saíram, para permitirem a criação do Estado de Israel, começaram as lutas com os países vizinhos. Dos catorze milhões de judeus que existem por todo o mundo, só um pouco mais de um quinto vive em Israel; há mais judeus em Nova York que em toda a nação judaica. Com uma população residente de 6 milhões, a comunidade judaica dos Estados Unidos é de longe a maior. Ao todo, os Estados Unidos, o Canadá (300 mil), e a América Latina (620mil) concentram mais de 65% dos judeus. Os judeus tiveram de se adaptar constantemente à língua e aos costumes dos locais que escolheram para viver. Devido à influência do Estado de Israel, o hebraico voltou a ser a língua básica da educação judaica, depois da língua nativa das comunidades da Diáspora.

publicado por luzdequeijas às 16:10
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

"ZERO DESPERDÍCIO"

ALIMENTA TRÊS MIL FAMÍLIAS EM LISBOA, SINTRA, LOURES E CASCAIS

 

O movimento "ZERO DESPERDÍCIO", recuperou mais de 388 mil refeições que tinham como destino o lixo, no espaço de um ano.

A comida é canalizada para três mil famílias dos concelhos de Lisboa, Loures, Cascais e Sintra, divulgou o presidente da associação DARIACORDAR, António Carlos Pereira.

O movimento conta com 90 parceiros doadores, entre os quais supermercados,hóteis, refeitórios, Assembleia da República e Banco de Portugal. As refeições são entregues a 40 instituições que as distribuem pelas famílias carenciadas. Dados da Associação indicam que 360 mil passam fome. Em risco de pobreza vivem dois milhões, referiu por sua vez, o padre Lino Maia. O presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social considera que a carga fiscal excessiva ameaça o Estado Social.

CM - 17-04-2013 

publicado por luzdequeijas às 21:24
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SOCRATES INSISTIU EM OBRAS

"O antigo secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos revelou ontem no Parlamento que o ex-primeiro ministro José Sócrates "ligava de 48 em 48 horas quando queria uma estrada feita", mas considerou que não houve pressões, mas sim "insistências". Ouvido na comissão de inquérito às parcerias público-privadas, Campos admitiu ainda contatos com o "Tribunal de Contas", num sábado à tarde, para resolver o impasse  na obtenção de visto para as subconcessões. O antigo Presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques, já tinha afirmado que Sócrates pressionava para "mais obras". PRG

CM - 17-04-2013

publicado por luzdequeijas às 21:09
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HISTÓRIA PODE REPETIR-SE ?

" Não creio que sem uma guerra, ou outra catástrofe que diminuisse significativamente os abastecimentos externos em bens essenciais ao país, fosse possível voltar a viver situações como a de 1916-1919" , afirma Nuno Valério.

O mesmo pensa Pedro Lains que "acha "muito pouco provável" que haja problemas como os do passado no abastecimento de alimentos. Em relação aos problemas financeiros da década de 70, lembra ainda que, nessa altura, " houve um grave problema de balança de pagamentos e hoje não temos esses problemas por causa do euro".

jsilvestre@expresso.pt

 

24-05-2008

publicado por luzdequeijas às 20:50
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Terça-feira, 16 de Abril de 2013

O CHAFARIZ DO VENTO

 

 PERDIDO ENTRE AS MONTANHAS E OS CASTANHEIROS, encontrei um local cheio de magia!

 

 

São a força e a liberdade que fazem os homens virtuosos. A fraqueza e a escravidão nunca fizeram nada além de pessoas más.

(Rousseau)

publicado por luzdequeijas às 17:56
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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado “liberdade de expressão”.

 

UM PAÍS DESINFORMADO

 

Não existe informação na nossa comunicação social, e muito menos existem estudos profundos e credíveis! Passa-se a vida a discutir palavras adulteradas no seu exato sentido, por descontextualização. Os nossos telejornais abrem, correm e fecham com polémicas estéreis repetidas dezenas de vezes, fazendo por esquecer os factos reais e as  causas profundas. Ideologias mais que ultrapassadas no mundo de hoje, têm os seus representantes, em contínuo, nas nossas casas, descaradamente sentados à nossa mesa, do pequeno-almoço ao jantar!  

Que passamos a vida a discutir palavras, é uma realidade indesmentível. Outra realidade é que todas estas coisas foram ditas, por quem as disse, com mágoa e triste constatação e os órgãos de informação puseram-nas a correr com o seu real sentido desvirtuado.

Não teria sido muito mais profissional que os senhores jornalistas tivessem aprofundado cada um dos casos que põem a correr, de modo a explicar à população coisas como:

 

As causas da nossa triste situação, ou como pode alguém que representa o governo mais responsável neste caos, vir falar de “retoques”? Porque aumentam os desempregados? Quais as reformas que temos de fazer e porquê? Como se pode crescer sem dinheiro nem credibilidade externa, agravada pela instabilidade de rua e greves contínuas? Por que motivo toda a gente pode acumular empregos, menos a maioria dos reformados? Que governos compraram tais  automóveis? Descontos feitos para as reformas no sector público e privado? etc.

 

Tenham pena e respeito por este povo, e ajudem quem quer acabar com toda esta triste realidade para onde PORTUGAL foi atirada com um estranho silêncio da maioria da nossa comunicação social!

 

publicado por luzdequeijas às 17:29
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“ JUSTIÇA”

“ Temos abatido os nossos condenados e chamamo-lo de “Justiça”.

 

Fizemos deste mundo uma “Ilha dos Condenados”. Uma ilha na qual outros têm liberdade total, muitas vezes não merecida,têm a admiração e o respeito de todos os outros cidadãos e onde os condenados estão, sem apelo, condenados à morte! Para estes condenados tudo é angústia existencial humana. Para eles não há compreensão ou uma maior visão dos horizontes do absurdo que é a vida.

Quem não erra? O erro faz parte das nossas limitações e temos de viver com ele, aproveitando-o para melhorarmos e para sermos mais humildes. Sofremos com os nossos erros e com os erros dos outros, mas isso faz parte da vida. Metade dos nossos erros na vida, nasce do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir. Todo o homem é, pelo menos, culpado do bem que não fez. O único erro verdadeiro é aquele com o qual nada se aprende e sendo assim teremos de conceder aos condenados desta ilha, chamada Terra, uma outra oportunidade de aprender com o erro cometido. Todo o homem é, na sua condição de humano, um potencial condenado.

Como disse Santo Agostinho; “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.


publicado por luzdequeijas às 16:50
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“TER AMBIÇÃO”

Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado “ter ambição”.

 

VIZINHO, AMIGO E FAMILIAR  

O artigo 1366º, n.º 1 do Código Civil determina que “é lícita a plantação de árvores e arbustos até à linha divisória dos prédios; mas ao dono do prédio vizinho é permitido arrancar e cortar as raízes que se introduzirem no seu terreno e o tronco ou ramos que sobre ele propenderem, se o dono da árvore, sendo rogado judicialmente ou extrajudicialmente, o não fizer dentro de três dias”.

Tudo seria muito simples se as relações entre vizinhos pudessem ser legisladas com toda esta simplicidade, muito embora no caso vertente também surjam grandes problemas. Apesar das dificuldades nesta abordagem, na passagem do Dia do Vizinho, convém refletir numa realidade que temos à entrada e saída da nossa porta, no dia-a-dia.  

Podemos afirmar que as Freguesias são uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que fossem de interesse permanente local”.

A criação das freguesias foi obra dos vizinhos que confiavam a defesa dos seus interesses a uma Junta constituída por pessoas da sua confiança e ao Regedor (hoje não é bem assim!), pessoa experiente e muito respeitada. Para tal, necessariamente, os vizinhos trocavam entre si opiniões e promoviam a sua união em torno de um objetivo; a sua segurança e a defesa dos seus interesses individuais e coletivos e dos desprotegidos da sorte

(crianças abandonadas e mendigos).

Os tempos mudaram, tudo atingiu uma escala gigante, os vizinhos quase não se conhecem, as escolhas dos candidatos são meramente políticas, mas os problemas são os mesmos, embora tratados com menos transparência e carinho. A bem de uma vida melhor para a sociedade civil, nos tempos que correm é preciso descobrir novas sinergias nas capacidades humanas e sociais dos modernos  vizinhos. Se em cada lar começar a haver novos conceitos de vida, e em vez de se ver no vizinho alguém que tem um carro melhor que o nosso, conseguiremos ver nele uma pessoa que nos pode acudir primeiro que ninguém numa aflição, o nosso vizinho começa a ser para nós um complemento da nossa família. Pode até tudo isto nos parecer totalmente utópico, irrealista, mas em boa verdade se nos lembrarmos de que tudo aquilo que temos, nada está garantido, alguma solidariedade começará, aos poucos, a despontar.

De resto, já tanta coisa mudou no mundo até hoje e muitas outras irão continuar em mutação constante, que ao cidadão comum, nada mais restará que estender a mão ao seu vizinho deixando transparecer para ele, todos os dias, um franco e aberto sorriso de permeio com uma palavra amiga. Uma palavra amiga e não invejosa, nunca poderemos sustentar a nossa ambição a partir daquilo que o nosso vizinho tem no seu "quintal".  

 

publicado por luzdequeijas às 15:48
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“SORTE”

 

Temos explorado o pobre e temos chamado a isso “sorte”.

 

 

Povo Pobre, Pobre Povo

 

Povo pobre culturalmente. Pobre povo que não tem acesso á diversidade cultural, para ser consciente.

Povo pobre ludibriado na eleição. Pobre povo que tem uma política de pão e circo como gratidão.

Povo pobre que não consegue diferenciar um partido eleitoral assistencialista de um neoliberal. Pobre povo que boa parte nem se preocupa com eleição e acaba sempre se dando mal.

Povo pobre que acredita que enriquecerá apenas trabalhando. Pobre povo que é explorado e seus patrões são os que enriquecem com você se matando.

Povo pobre explorado em alguma sociedade. Pobre povo que é explorado sem ter idade.

Povo pobre que diariamente enfrenta transportes públicos lotados. Pobre povo que poderia pensar em se organizar ao se digladiarem e não ficarem acomodados.

Povo pobre que enfrenta policiais em manifestações. Pobre povo que poucas vezes sabe que o inimigo veste terno e gravata ao invés da farda.

Povo pobre que enfrenta a água da enchente entrando em suas casas sem alguma consciência. Pobre povo que joga seus lixos nas ruas e rios e se esquecem de suas causas e consequências.

Povo pobre alienado pelos meios de comunicações. Pobre povo que muitas vezes acreditam apenas em suas “verdades”, utilizando como sermões.

Povo pobre que assiste novelas. Pobre povo que se esquece da vida real fora das telas.

Povo pobre que só sabe criticar. Pobre povo que ao invés de apenas escrever tem que começar a revolucionar.

Peterson em 27/01/2011

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:14
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O “BEM” E O “MAL”

“Maldição àqueles que chamam “bem” ao que está “mal”, e é exatamente o que temos feito.

 

Ao falar na homilia da celebração do Paixão do Senhor, na Sé de Braga, Jorge Ortiga também não poupou a «corrupção judicial» e as «mentiras dos astrólogos».

«Por que é que nós consentimos que tantos seres humanos continuem a ser vítimas da miséria social, da violência doméstica, da escravatura laboral, do abandono familiar, do legalismo da morte, da corrupção judicial, das mortes inocentes na estrada, das mentiras dos astrólogos, do desemprego, de uma classe política incompetente e do monopólio dos bancos?», questionou o prelado.

Jorge Ortiga manifestou-se preocupado com o número de suicídios «que aumentam diariamente» em Espanha, por causa da penhora de casas, e advertiu que, «em breve, este drama poderá chegar» também a Portugal.

Uma preocupação extensiva às depressões dos jovens portugueses, «que se fecham nos seus quartos por causa do desemprego», e às famílias «cujo frigorífico se vai esvaziando».

«Os políticos, por seu turno, refugiam-se em questões sem sentido do verdadeiro BEM comum e o sistema bancário, depois de ter imposto a tirania de consumos desnecessários para atingir metas lucrativas, hoje condiciona o crédito justo às jovens famílias portuguesas, com taxas abusivas que dificultam o acesso a uma qualidade de vida com dignidade», assim criticou o MAL.

Para Jorge Ortiga, a solução está em Jesus, Ele é o “BEM”, «o autêntico libertador do povo, porque concede crédito (atenção) aos mais pobres, e defende o ideal da fraternidade».

 

publicado por luzdequeijas às 13:54
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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

“A POLÍTICA”

Temos abusado do poder e temos chamado a isso: “Política”.

 

 

Vai uma grande confusão na cabeça das pessoas sobre estas duas palavras. Para alguns, hoje, elas parecem estar muito afastadas. Porém, sem uma ideia clara sobre elas, é muito difícil pôr alguma ordem no mundo, a fim de se controlar o funcionamento das sociedades civis.

Sendo a Política o modo de tomar decisões sobre aquilo que devemos fazer,e Poder o modo de concretizar essas mesmas decisões. São pois, duas realidades distintas mas complementares.

Porém, a realidade é bem mais complexa por força da existência de lóbis e interesses muito poderosos que tornam os governos bem fracos. Assim, acabam por fazer vencimento esses poderes, desviando as decisões do seu normal percurso. Tudo acaba numa responsabilização política, muito vaga e protegida.

Por último, não tenhamos quaisquer dúvidas, que os lóbis e outros interesses,  atravessam partidos, governos, organismos públicos, Assembleia da República e todo o lado, onde possa haver, uma ponta que seja, de poder de decisão ou interesses a captar.  Os intervenientes em tais processos, salvo raras exceções, só podem ser pessoas sem escrúpulos, pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade e, somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga.Muitas das sedes das Empresas Municipais, mais parecem sedes partidárias! Dar com uma mão, sem que a outra não saiba, é coisa que os executivos políticos não conseguem fazer e por isso, sabe-se que a maioria dos subsídios estatais, municipais ou das Juntas vão para os "amigos" fieis, que votam naqueles que dão aquilo que não é deles mas do povo! Sempre no intuito de criarem grandes clientelas, prejudicando desse modo quem é honesto e competente, a troco da sua eternização no poder.

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:14
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DESENVOLVER A SUA AUTODISCIPLINA

"Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamamo-lo “desenvolver a sua autodisciplina”.

 

Com o termo “emergência educativa” o Papa pretende fazer alusão às progressivas dificuldades que hoje encontra não somente a atividade educativa cristã mas, mais genericamente, todo o tipo de educação. É cada vez mais difícil transmitir às novas gerações os valores básicos da existência e de um comportamento correto. E esta dificuldade vivem-na os pais, que veem cada vez mais reduzida a sua capacidade de influenciar o processo educacional, mas também os órgãos de educação designados para essa tarefa, a começar pela escola.

Uma tal deriva era, em parte, previsível: numa sociedade e numa cultura que fazem muitas vezes do relativismo o seu credo é natural que comece a faltar a luz da verdade.

 

publicado por luzdequeijas às 18:26
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" A LIVRE ESCOLHA"

 

Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha”.

 

No primeiro semestre da entrada em vigor da nova lei do aborto, de 15 de Julho a 31 Dezembro de 2007, um total de 6107 mulheres abortou a seu pedido. Estes abortos custaram ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) 2,2 milhões de euros – 1,4 milhões pagos ao sector público e 828 mil entram nos cofres das clínicas privadas. A manter-se este ritmo, as interrupções voluntárias da gravidez (IVG) ao fim de um ano ultrapassarão as 12 mil e o custo da fartura ascenderá a 4,4 milhões de euros.

Em nome da liberdade, um grupo central de especialistas quer impor às famílias, um código de valores que contraria flagrantemente os valores livremente assumidos por grande parte da totalidade das famílias. Duas filosofias uma do PS, quer impor ao povo a sua visão do mundo e outra do PSD que escuta a sabedoria do passado e das pessoas atuais, (mais moderada) só decidindo com respeito por elas. Ainda assim, servem-se delas para mexer no tecido social.

Muito mais complicado, são os que querem "medidas fraturantes”, na sociedade! Os que querem, aborto, divórcios, casamentos homossexuais, etc. Correm sempre em frente mas não sabem para onde vão. Os outros (milhões), têm de segui-los, sem saber para onde vão. Ignoram que vão “debaixo de uma engenharia social programada. Silenciosa e perigosíssima”!

 

publicado por luzdequeijas às 17:23
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"OBSOLETO E PASSADO"

Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de “obsoleto e passado”.

 

Uma sociedade estruturada em valores humanos, poderá levar centenas de anos até ser conseguida. É uma forma contínua de respeito pelos valores recebidos e muito esforço pelo seu aperfeiçoamento. Tudo em resultado de uma entrega abnegada e desinteressada de milhões de almas nascidas e desaparecidas de consciência tranquila!

Hoje, em Portugal e contrariamente ao que gostamos de presumir, a vida hipnotiza-nos com muita facilidade e logo nos esquecemos do que devemos fazer, mesmo se for Deus a pedir-nos  «um copo de água». Basta o olhar de uma linda mulher, ou um elogio envenenado. Basta a embriaguez do poder adquirido sem merecimento. É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Comportamento individual e coletivo. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo próprio e de conviver respeitosamente com os outros, tão pouco de se integrar na comunidade civil, de trabalho ou familiar. Tudo se transforma num lodaçal! O cheiro é irrespirável!

 

publicado por luzdequeijas às 16:47
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ORAÇÃO I

A oração que causou controvérsia …..

 

Oração de abertura do senado de Kansas.

 

Talvez queiras ler esta oração que foi feita em Kansas na sessão de inauguração da “ Kansas House of Representatives.

 

Quando se pediu ao reverendo Joe Wright que fizesse a oração de abertura no senado de Kansas, todos esperavam uma ovação ordinária, mas isto foi o que todos escutaram:+

“Senhor, viemos junto de ti neste dia, para Te pedir a tua direção.

Sabemos que a tua palavra disse:

 

“ Maldição àqueles que chamam “bem” ao que está “mal”, e é exatamente o que temos feito.

"Temos perdido o "equilíbrio espiritual" e temos mudado os "nossos valores".

"Temos explorado o pobre e temos chamado a isso “sorte”.

“ Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “ a livre escolha”.

“ Temos abatido os nossos condenados e chamamo-lo de “Justiça”.

“ Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamamo-lo “desenvolver a sua autodisciplina”.

"Temos abusado do poder e temos chamado a isso: “Política”.

"Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado “ter ambição”.

"Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado “liberdade de expressão”.

"Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de “obsoleto e passado”.

"Oh Deus! Olha no profundo dos nossos corações; purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados.

Amen.

(Ver “post” seguinte)

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:23
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ORAÇÃO II

A reação foi imediata.

Um parlamentar abandonou a sala durante a oração do Padre classificando a oração como “uma mensagem de “intolerância”.

Durante as seis semanas seguintes, a Igreja “Central Catholic Church” onde trabalha o sacerdote recebeu mais de 5.000 chamadas telefónicas, das quais só 47 foram desfavoráveis.

Esta Igreja recebe agora petições do mundo inteiro, da Índia, África, Ásia, para que o pároco Wright ore por eles.

O comentarista Paul Harvey difundiu esta oração na sua emissão de rádio “The Rest of the Story”.

(O resto da História), e recebeu um acolhimento muito mais favorável por esta emissão, que por qualquer outra.

Com a ajuda de Deus, gostaríamos que esta oração se derramasse sobre a nossa nação, nossos corações com o desejo de chegar a ser uma “Nação”, debaixo do olhar de Deus.

publicado por luzdequeijas às 16:20
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Domingo, 14 de Abril de 2013

ESQUEMA URDIDO!

4R – QUARTA REPÚBLICA

 

Escândalo! Exclamam eles, exclama a nossa classe bem pensante surpreendida com o fenómeno. O Tribunal de Contas descobriu o esquema da Estamo, a empresa criada pelo Estado, detida exclusivamente pelo Estado, a quem o Estado vendia imóveis que por sua vez o Estado, por interposta Estamo, vendia ao próprio Estado e a particulares. 

Esquema oculto, fruto de uma qualquer engenharia subterrânea que só o conhecido faro investigatório do Tribunal de Contas permitiu desvendar? 

Longe disso. 

Esquema sim, mas bem às claras. A Estamo era até publicitada no célebre sítio do Ministério das Finanças com uma das pouquíssimas empresas credoras do Estado. Esquema denunciado num trabalho assinado no semanário ´Expresso´ em 2009 e há muito comentado AQUI pelo signatário, e AQUI por Tavares Moreira. 2009, 2010, 2011, 2012. Quatro-Anos-Quatro de uma pantominice ditada pela necessidade de criar artificiosamente receita a par das formas imaginosas de varrer para baixo do tapete despesa pública, retirando-a do perímetro orçamental. 

Há que denunciar estes esquemas, sim. Mas denunciar também que estas coisas se passaram perante todos os poderes que as encararam com um também visível encolher de ombros, incluindo do Tribunal de Contas que desde a primeira hora teve conhecimento do comportamento da criatura que agora condena.

Não sei, sinceramente, qual a narrativa que mais me incomoda. Se aquela que no passado validava estes esquemas como racionais e legítimos, ou se esta espécie de justicialismo do rigor a partir das auditorias do Tribunal de Contas, todavia postiço porque tardio e absolutamente inconsequente.

 

Publicada por JM Ferreira de Almeida à(s) 22:4

 

publicado por luzdequeijas às 15:08
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ESQUEMA DIABÓLICO

E AGORA QUEM PAGA OS IMIs ACUMULADOS? A OLIVIA PATROA OU A OLIVIA CRIADA?

9 comentários:

Pinho Cardãodisse... 2009

Então, mas o Tribunal de Contas descobriu o quê? Que o Estado vendia ao Estado e que o Estado comprava ao Estado? E que o Estado que vendia tinha uma receita extraordinária que minorava o défice, porque o Estado que comprava podia fazer uma despesa sem contar para o défice?
Pelo enquadramento do post, concluí que o TC que descobriu AGORA que o estado tinha dois bolsos, um que era imune ao défice e pagava e outro que não era imune e recebia.
Então mas essas empresas não se formaram para serem precisamente um dos bolsos?
Clarividente e de boa vista, o TC!...

publicado por luzdequeijas às 14:55
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PATRIMÓNIO EM RUÍNAS

PATRIMÓNIO NACIONAL

EM 2009

O património nacional está ao abandono, pode mesmo dizer-se que está em ruínas! Mosteiros nacionais, imóveis classificados em todo o território, outros imóveis classificados de interesse público e joias classificadas de “ Património Mundial na lista da UNESCO. Destas, pelo menos um terço acusa um estado de abandono! Pese, embora, algumas medidas anunciadas pelo governo, como os organismos públicos terem de pagar renda quando instalados em património nacional e 1% das contratações de obras públicas reverterem a favor da recuperação patrimonial. Enfim, tudo medidas anunciadas, como centenas de outras, que não passam disso mesmo. Propaganda! Será que Portugal quer mesmo ser destino turístico? Afinal, as figuras de Foz Côa não sabem mesmo nadar! Desde 1994!

publicado por luzdequeijas às 14:46
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O IMPÉRIO DO HOJE

(..) Mas há um outro lado da moeda deste império. Quem vive para o hoje também ignora o amanhã. Não poupa nem planta. Só desfruta. Desresponsabiliza-se da preservação dos recursos naturais e deixa o planeta aquecer. Demite-se de transmitir valores e tradições aos que nos sucedem, no pressuposto do não vale a pena. Não tem paciência nem persistência. Não é capaz de diferir remunerações nem de as emprestar ao futuro. Quer tudo para si e já. Paradoxalmente, apesar de um discurso e de uma aparente prática de valorização das crianças e dos jovens, os escravos de hoje não são verdadeiramente solidários com as novas gerações. Se o fossem agiriam diferentemente.

Temos, por isso, perante nós um enorme desafio de cultivar a solidariedade intergeracional. De reforçar uma cadeia, onde tudo se liga e na qual somos responsáveis não só pela gestão do presente mas também por continuar o passado e viabilizar o futuro. A História não começou connosco nem tão-pouco irá acabar connosco. Por isso o império do hoje é mais uma armadilha a evitar.

Rui Marques   

publicado por luzdequeijas às 14:41
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Sábado, 13 de Abril de 2013

UMA CATÁRZE, NAS AUTARQUIAS

Um certo Gustav Jung, discípulo de Freud,  depois de romper com o seu mestre, destacou quatro etapas no tratamento dos seus doentes. Começa pela catarse, que este psicólogo comparava à confissão, prática muito antiga associada a rituais de iniciação. Tal exercício deve propiciar à pessoa demolir as suas defesas internas, ao compartilhar com alguém o que está sobrecarregando o seu amôr próprio. Assim, ao concretizar este mecanismo catártico, ele inicia uma nova fase de mudança e amadurecimento.

Pois bem, uma catarse através de desabafos sinceros com alguém, é coisa impensável no mundo da maioria dos nossos autarcas. Nomeadamente dos mais antigos e conhecidos. Mudar a mentalidade desta gente bem instalada na vida e no cerne de um conjunto de interesses gigante, seria absurdo contar com isso em figuras tão cheias de amor próprio.

A carreira política é ambicionada por diversas pessoas, umas aliciadas pela possibilidade de desempenhar um papel mais visível na construção da sua freguesia, concelho ou país, porém, outras são seduzidas por desejos menos positivos, tais como a vontade exclusiva de ter poder ou de alcançar “lucros” diretos ou indiretos vindos das redes de interesses existentes na política. Os elevados cargos políticos deveriam ser consequência, essencialmente, do bom trabalho profissional realizado (extrapolítica) pelas pessoas, todavia o que se verifica muitas vezes é o contrário. Será que poderemos confiar os destinos de uma freguesia, concelho ou país a alguém que nunca foi capaz de mostrar reais méritos no percurso da sua profissão? Se é que a teve?

Deste modo, são muitos os políticos que fazem da política uma profissão. Isto é arrepiante!

Este tipo de políticos são tipicamente aqueles que procuram bons “cargos” a todo o custo e que, por isso, são mais sujeitos e vulneráveis a pressões sempre que assumem um cargo político elevado, uma vez que eles próprios são o resultado de jogos de interesses que os levaram a esses cargos, sem provas dadas. Os votantes deveriam perceber isto, votando só depois de se informarem muito bem sobre os candidatos. Fazendo em tempo oportuno o devido saneamento, que não poderão fazer depois do ato eleitoral. Em lugar de comodamente manterem quem está no poder. Ou por desleixo, manterem certas situações degradantes, conhecidas de toda a gente, o que vai permitir um mau aproveitamento dos dinheiros públicos e o desperdício dos pesados impostos que pagamos com tanto sacrifício. Se houvesse  coragem e o conhecimento dos malefícios da falta de ética cívica, teríamos outro Portugal, mais respeitado e credível.

 

publicado por luzdequeijas às 17:20
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

A POLÍTICA DO SUBSÍDIO

 

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente.  A “Sociedade Civil” pode e deve deter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.

Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de activistas ao serviço das ONG, e definiu estas como a totalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente do seu sistema político). São, ainda estas organizações, também conhecidas por pelotões, que  englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.

Está também demonstrado que nas regiões onde elas existem e são vivas, livres e participativas, tais regiões se tornam mais desenvolvidas, ricas e prósperas. Nos últimos tempos este conhecimento levou a que algum “Poder Local e Central” tivesse reconhecido o seu alto mérito, aglutinando-as em “Redes Sociais” directamente controladas pelo poder político, quando na sua função essencial elas devem existir e moverem-se na horizontal sem tutelas alheias.

 

Cabe agora fazer o diagnóstico desta situação, citando para tal James Madison no seu federalista paper n.º 51:

Se os homens fossem anjos não seria necessário haver governo. Se os homens fossem governados por anjos, não seriam necessários sistemas de controlo sobre o Poder Político eleito, nos governos e autarquias. Isto serve para dizer que a experiência ensinou aos homens que são precisas precauções adicionais, face ao poder político.

Lamentavelmente, sabe-se que a maioria das ONG vive hoje em profunda e promíscua associação com os Estados, Autarquias e os seus orçamentos.

Mesmo sabendo que a espontânea colaboração de homens livres dá frutos maiores do que a mente das pessoas alguma vez pode imaginar, não poderemos esquecer que os “tais anjos da política”, por vezes, se transformam em “demónios”e deixam cair a democracia em roda livre.

A referida promiscuidade assenta muito na vontade do poder político pretender domesticar o voto dos eleitores, diariamente influenciados por estes seus servidores e, por outro lado, nas necessidades prementes das ONG para acudirem às suas múltiplas despesas.

Ora, a legislação existente diz claramente, nas competências atribuídas às autarquias:

"Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse da freguesia, de natureza social, cultural, educativa, desportiva, recreativa ou outra."

 

Compreende-se que é função do poder político apoiar as ONG, sem necessidade que estas lhe estendam a mão, e ainda se compreende melhor que ninguém pode ser discriminado por não o fazer.

 

Percebe-se desta forma a razão porque os respeitados e influentes “pelotões” (ONG) não podem aceitar o fardo de estarem submetidos a uma política em rede verticalmente estruturada de cima para baixo e sob o controlo do poder político. Assim ficam em situação desfavorável para depois dos seus vibrantes desempenhos e normas de empenhamento cívico, poderem servir de controlo à acção do poder político.

 

A comunidade cívica (ONG) que se distingue mais por uma cidadania activa e por um espírito público de controlo, acaba por ser discriminada ficando de fora na atribuição de subsídios dados pelas autarquias (dinheiro do povo e para o povo).

 

São os demónios à solta, discriminando e desconhecendo que a própria União Europeia, desde a sua criação, fez da luta contra a discriminação, uma das missões mais urgentes. Finalmente, também expressou a sua convicção de que as organizações da sociedade civil desempenham um papel essencial de intermediário entre as instituições e os cidadãos, corrigindo inconvenientes promiscuidades do poder político.

Que haja unidade no todo, mas sem o uso de anestesia ao que recebe.

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:46
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CRISTO E OS POLÍTICOS

A Nova Evangelização tenta novos caminhos frente às condições mudadas dentro das quais a Igreja está chamada a viver hoje o anúncio do Evangelho. Os desafios que o contexto cultural e social atual, lançam à fé cristã processam-se em vários cenários.”

É verdade que sim, e os desafios são enormes para a Igreja, todavia, a escolha entre os novos cenários pode ser muito perigosa! E, dentro deles, escolher um que vamos a seguir explicitar parece ainda ser mais perigoso! Fala-se de uma notícia do jornal "Correio de Oeiras" (abril 2013), na qual aparecem dois políticos deste concelho, à porta da Igreja de Queijas, esperando o começo de uma procissão noturna. Há pouca gente (mau começo) e os dois políticos, já em campanha eleitoral (um deles é candidato à presidência da CMO), têm as mãos no crucifixo, como se estivessem a descansar agarrados à estátua do Eusébio no Estádio da Luz! O crucifixo foi pintado por um cidadão desta freguesia, com muito empenho e carinho e oferecido à Igreja de S. Miguel Arcanjo.

Como católicos, sentimos muito respeito por esta iniciativa de Roma a fim de ser possível conquistar mais gente e mudar os caminhos errados que o mundo está a pisar. Ora, o presidente da Junta, entre várias considerações infelizes que fez ao jornal, diz que concorda com a Reforma Administrativa feita pelo Governo, mas, sobre a extinção da sua freguesia passa ao lado! Também nunca informou a população desta ex – freguesia, daquilo que se estava a passar, e agora, sem freguesia, vai para a porta da Igreja, certamente à espera de algum milagre? Agora amigo, agora é demasiado tarde! O outro, candidato à Presidência da CMO, mesmo sem ter sido aberta a campanha eleitoral anda de há muito em plena campanha gastando o dinheiro do povo!


Melhor seria que ambos aproveitassem a “gentil” reportagem deste jornal, para pedirem desculpa à população por tudo que fizeram malfeito ou simplesmente não fizeram. Pedimos a Deus melhores dias para a NOVA EVANGELIZAÇÃO e para esta ex-freguesia.

 

publicado por luzdequeijas às 15:48
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EMERGÊNCIA EDUCATIVA

Com o termo “emergência educativa” o Papa pretende fazer alusão às progressivas dificuldades que hoje encontra não somente a actividade educativa cristã mas, mais genericamente, todo o tipo de educação. É cada vez mais difícil transmitir às novas gerações os valores básicos da existência e de um comportamento correcto. E esta dificuldade vivem-na os pais, que vêem cada vez mais reduzida a sua capacidade de influenciar o processo educacional, mas também os órgãos de educação designados para essa tarefa, a começar pela escola.

Uma tal deriva era, em parte, previsível: numa sociedade e numa cultura que fazem muitas vezes do relativismo o seu credo é natural que comece a faltar a luz da verdade. Considera-se que é muito difícil falar da verdade, recorrendo-se imediatamente ao termo “autoritário”, e acaba-se por duvidar da bondade da vida – é bom ser homem? é bom viver? – e da importância das relações e dos compromissos que compõem a vida. Em tal contexto como será possível propor aos mais jovens e transmitir de geração em geração alguma coisa de válido e de certo, regras de vida, um autêntico significado e objectivos verdadeiramente convincentes para a existência humana, seja como indivíduos seja como comunidades? Por isso, a educação tende a reduzir-se muito à transmissão de determinadas habilidades, ou capacidades de fazer, enquanto se tenta satisfazer o desejo de felicidade das novas gerações enchendo-as de objectos de consumo e de gratificações efémeras. Assim, pais e professores são facilmente tentados a abdicar das suas funções educativas e de nem sequer perceberem bem qual o seu papel, a missão que lhes foi confiada.

E aqui está a emergência educativa: já não somos capazes de oferecer aos jovens, às novas gerações, aquilo que é nosso dever transmitir. Temos, para com eles, a dívida dos verdadeiros valores que dão fundamento à vida. Acaba assim rejeitada e esquecida a finalidade essencial da educação, que é a formação da pessoa a ponto de a tornar capaz de viver plenamente e de contribuir para o bem-estar da comunidade. Cresce, no entanto, em vários lugares, a demanda por uma educação autêntica e a redescoberta da necessidade de educadores que sejam considerados como tais. Um tal pedido vê os pais unidos (preocupados e muitas vezes angustiados com o futuro dos seus filhos), os professores (que vivem a triste experiência da degradação da escola), a própria sociedade, que vê minadas as próprias bases da convivência.

Neste contexto, o empenho da Igreja no educar para a fé, e para o seguimento do Senhor, assume, mais do que nunca, o valor de uma contribuição para fazer sair a sociedade em que vivemos da crise educacional que a aflige, metendo um travão à desconfiança e àquele estranho “ódio a si mesmo”, àquelas formas de masoquismo que parecem ter-se tornado uma das características de algumas das nossas culturas. Um semelhante esforço pode proporcionar aos cristãos uma boa ocasião para habitar o espaço público das nossas sociedades propondo novamente a questão de Deus, e levando-lhes a sua tradição educativa como um dom, o fruto que as comunidades cristãs, guiadas pelo Espírito Santo, souberam produzir neste domínio.

A Igreja possui a este propósito uma tradição, ou um capital histórico de recursos pedagógicos, reflexões e pesquisas, instituições, pessoas – consagradas e outras, inseridas em ordens religiosas, em congregações – que podem oferecer uma presença significativa no mundo da escola e da educação. Além disso, interessado pelas transformações sociais e culturais em curso, este capital estápassando, também ele, por mudanças significativas. Será útil, portanto, imaginar igualmente um discernimento neste sector, para identificar os pontos críticos que as mudanças estão gerando. Temos de reconhecer as energias do futuro, os desafios que precisam de uma educação adequada, sabendo que a tarefa fundamental da Igreja é a de educar para a fé e para o testemunho, ajudando a estabelecer uma relação viva com Cristo e com o Pai.

publicado por luzdequeijas às 13:04
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INICIAR A FÉ

EDUCAR PELA VERDADE

 

A necessidade de um discurso sobre Deus traz, como consequência, a possibilidade e a necessidade de um análogo discurso sobre o homem. A evangelização exige-o por si mesma, como uma ligação directa. Existe uma forte ligação entre a iniciação na fé e a educação. Afirmou-o jáo Concílio Vaticano II7 e repetiu recentemente esta convicção o Papa Bento XVI: «Há quem ponha em questão hoje o compromisso da Igreja na educação, perguntando-se se os seus recursos não poderiam ser melhor empregues noutras partes. [...] A missão, primária na Igreja, de evangelizar, na qual as instituições educativas desempenham um papel fundamental, está em sintonia com a aspiração fundamental da nação de desenvolver uma sociedade verdadeiramente elevada à dignidade da pessoa humana. Mas por vezes o valor da contribuição da Igreja para o debate público éposto em questão. Por isso é importante recordar que a verdade da fé e a da razão nunca se contradizem entre si ».7 A Igreja com a verdade revelada purifica a razão e ajuda a reconhecer as verdades últimas como fundamento da moralidade humana e da ética humana. A Igreja, por sua própria natureza, apoia as categorias morais essenciais, mantendo viva a esperança na humanidade.

As palavras do Papa Bento XVI enumeram as razões pelas quais é natural que a evangelização e a iniciação à fé sejam acompanhadas por uma acção educativa que a Igreja exerce como serviço ao mundo. Hoje somos chamados a realizar esta tarefa num momento e num contexto cultural em que todas as formas de acção educativa são mais difíceis e críticas, a tal ponto que o próprio Papa fala de "Emergência Educativa".

publicado por luzdequeijas às 12:57
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

MERCANTILISMO E NACIONALISMO





Uma pintura de 1638 de um porto marítimo durante o apogeu do mercantilismo.




publicado por luzdequeijas às 14:19
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A RIQUEZA DAS NAÇÕES

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
(Redirecionado de Riqueza das nações)
 
Página inicial do segundo volume da Riqueza das nações (1ª edição).
 

Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, mais conhecida simplesmente como A Riqueza das Nações, é a obra mais famosa de Adam Smith. Composta por 5 livros (ou partes), foi publicada pela primeira vez em Londres em março de 1776, pela casa editorial de William Strahan e Thomas Caldell. Uma segunda edição foi lançada em fevereiro de 1778, seguida por mais três edições: em 1784, 1786 e 1789, sendo esta a última edição feita em vida pelo autor.

Além de análises teóricas sobre o funcionamento das chamadas sociedades comerciais e os problemas associados à divisão do trabalho, ao valor, à distribuição da renda e à acumulação de capital, o livro traz considerações históricas e farto material empírico, sendo considerado um momento de inflexão no desenvolvimento da história do pensamento econômico.

Publicada no mesmo ano da Declaração de Independência dos Estados Unidos, a obra foi objeto de um sem número de controvérsias, tendo sido lida como uma defesa irrestrita do individualismo e do liberalismo, visão que teria sido sintetizada na metáfora da mão invisível. Esta leitura é hoje em dia objeto de crítica pelos especialistas no pensamento de Adam Smith.[1]

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Terça-feira, 9 de Abril de 2013

MÃO INVISÍVEL

Mão invisível foi um termo introduzido por Adam Smith em "A Riqueza das nações" para descrever como numa economia de mercado, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma "mão invisível" que os orientasse.

publicado por luzdequeijas às 22:26
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O LIBERALISMO DE ADAM SMITH

As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. O seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerada uma das obras fundadoras da ciência económica. Os argumentos de Smith foram surpreendentes. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais os motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, o seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que motivo um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com a venda? Ora, graças ao individualismo dele o freguês pode comprar a carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir o seu salário e emprego. Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam nos seus lucros. Mas, para lucrar têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para os consumidores. Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente aos seus interesses individuais. E, para Adam Smith, quem é que atrapalhava os indivíduos, quem é que impedia a livre iniciativa? O Estado dizia ele. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso de forma harmoniosa.

publicado por luzdequeijas às 22:15
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PESTE NEGRA

Peste negra é a designação pela qual ficou conhecida, durante a Baixa Idade Média, a pandemia de peste bubônica que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas[1][2], sendo que alguns pesquisadores acreditam que o número mais próximo da realidade é de 75 milhões [3], um terço da população da época.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis[4], transmitida ao ser humano através das pulgas (Xenopsylla cheopis) dos ratos-pretos (Rattus rattus) ou outros roedores. Os surtos de peste bubônica têm origem em determinados focos geográficos onde a bactéria permanece de forma endêmica, como no sopé dos Himalaias e na região dos Grandes Lagos Africanos. As restantes populações de roedores infectados hoje existentes terão sido apenas contaminadas em períodos históricos.

As populações de alguns roedores das pradarias vivem em altíssimos números em enormes conjuntos de galerias subterrâneas que comunicam umas com as outras. O número de indivíduos nestas comunidades permite à peste estabelecer-se porque, com o constante nascimento de crias, há sempre suficiente número de novos hóspedes de forma contínua para a sua manutenção endémica. Naturalmente que as populações de ratos e de humanos nas (pequenas) cidades medievais nunca tiveram a massa crítica contínua de indivíduos susceptíveis para se manterem. Nessas comunidades de homens, a peste infecta todos os indivíduos susceptíveis até só restarem os mortos e os imunes. Só após uma nova geração não imune surgir e se tornar a maioria, pode a peste regressar. Nas comunidades humanas, portanto, a peste ataca em epidemias.

 

Wikipédia

publicado por luzdequeijas às 22:10
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HISTÓRIA DO LIVRO

 

Por volta de 1300 a população europeia teria atingido aproximadamente 100 milhões de pessoas e, segundo alguns, o continente estava superpovoado. Ocorre, então, uma sensível pioria climática. Períodos de fome como o de 1315-1317, eventos catastróficos como a Peste Negra, além de conflitos como a Guerra dos cem anos, causam abalos nas estruturas da sociedade e trazem um forte baque no ciclo de prosperidade que se havia instalado. Algum tempo depois esse baque seria superado, mas então já estaremos na transição da Idade Média para a Idade Moderna, com o Renascimento Italiano.

A partir do século XII, a Europa expandiu - se e a vida cultural desloca - se dos mosteiros. Em meados do século XIII, estavam funcionando várias universidades: Paris, Montpellier, Oxford, Cambridge, Bolónia, Salerno, Palencia e Salamanca.

O ensino era em latim e o instrumento básico era o livro. Devido ao desenvolvimento criado por essas universidades, houve a necessidade de dispor novos textos corretamente escritos no menor tempo possível e a baixo preço, criando a figura do estacionário, pessoa encarregada de conservar os exemplares, fazendo com que a difusão fosse realizada com a máxima fidelidade possível. As cópias eram feitas pelos próprios estudantes ou confiadas aos encadernadores , que existiam geralmente ligados às universidades.

Começa a ser criada a profissão dedicada a fazer  livros, onde se desenvolve o ofício das artes aplicadas: caligrafia, iluminação e encadernação. A partir daí, o livro passa a converter – se  num objecto de ostentação, criando-se verdadeiras obras de arte com a colaboração dos mais destacados artistas da época onde o texto é relegado para segundo plano.

Em fins do século XIII, começa uma das revoluções mais transcendentes da história do livro: o aparecimento do papel. A produção do papel será feita com trapos de linho e cânhamo. Os materiais que predominam na encadernação são peles, que procuram conservar seu valor natural. A decoração é completada com um traçado de três filetes grossos no meio dos quais se estampam os ferros a frio, formando quadros que eram marcados com figuras de santos, emblemas, flores estilizadas e folhas.

Entre o século XIII e o XV, desenvolve - se em toda a Europa a encadernação gótica e durante todo século XVI, os manuscritos são luxuosos, convivendo com livros populares com o objectivo de satisfazer todos os gostos e necessidades.

Com o aparecimento do papel, material muito mais barato, a nova tecnologia foi batizada com o nome de "Galáxia Gutenberg" e o manuscrito será uma forma de arte e produto exótico frente à obra mecânica que o tempo se encarregará de converter este invento na maior revolução da história da cultura.

publicado por luzdequeijas às 22:05
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FOTOGRAFIAS ANTIGAS

FOTOS COR SÉPIA

Há muitos anos atrás as fotografias eram a preto e branco, mas também a Sépia. Geralmente entende-se por sépia o castanho velho que muita gente guarda em fotos de casas antigas, retratos de família etc.

 

 

A cor sépia tem um encanto muito especial de sabor antigo e hoje pode-se transformar uma foto cheia de cor num exemplar sépia, também conhecida por “foto envelhecida”. A cor sépia aparecia em virtude de as fotografias serem guardadas de forma não apropriada, acabando as mesmas por adquirirem essa cor conhecida por sépia.
O processo de viragem sépia também foi mais popular nas primeiras décadas do século XX. Atualmente, alguns programas informáticos como o Photoshop transformam uma foto comum em sépia em minutos. Bem diferente do método convencional de revelação, onde é necessário fazer-se a revelação primeiramente a preto e branco para depois passar pelo processo de viragem em sépia.

publicado por luzdequeijas às 17:54
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

UM RESORT

Um resort, resorte, centro de férias, estação turística, estância turística ou hotel de lazer é um lugar usado para

descanso e distração fora dos centros urbanos. Às vezes o termo resort é usado erroneamente para se referir a hotel, que não tem todos os requisitos de um resort. De qualquer modo, um hotel possui as principais características de um centro. Outra diferença que podemos ressaltar entre hotel e resort, é que um resort proporciona diversas opções de lazer para os seus hóspedes, já um hotel habitualmente oferece apenas a estadia.

Tal como num hotel, nos resorts os hóspedes têm livre permanência por todos os seus ambientes, porém, difer

daqueles, pois, na maioria das vezes, não há necessidade de adquirir pacotes adicionais. O preço da estadia engloba

tudo o que o "resort" oferece. Trata-se de um misto da comodidade de um clube com o prazer de um hotell.

O resort na maioria das vezes, além de uma enorme variedade de serviços, é um local onde o hóspede usufrui do

sistema all-inclusive, que é caracterizado pelo fato dos serviços estarem todos incluídos na diária paga pelo hóspede.   

Na hora da escolha de um determinado resort, interrogue-se se ele lhe oferece durante as férias as seguintes

condições: Jogar golfe, um spa, várias atividades, distrações, comer com prazer, atividades infantis, conhecer pessoas de ideias afins. Em conclusão, o resort é um lugar ideal para o completo lazer e a aprendizagem de um novo estilo de vida (alimentação, cuidados pessoais). Certifique-se, ainda, se pode levar os seus filhos, mas ao mesmo tempo relaxar.

Deixar o stress, aprendendo técnicas para o cuidado da saúde. Sem esquecer a segurança interna que os resorts

proporcionam aos seus hóspedes.

São hoje muitos os países de turismo que apostam nos resorts. Todavia, parece poder concluir-se que no nosso país

esta oferta, atrás descrita, ainda não é muito forte e olhando a costa portuguesa fica a pergunta; porque não aproveitar a extensa costa alentejana?

 

publicado por luzdequeijas às 17:46
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Domingo, 7 de Abril de 2013

AQUILO QUE SABEMOS DECERTO

"Não sabemos se a mão que vamos abrir está ou não cheia de verdades. Sabemos que está cheia de negativas. Não sabemos, talvez, onde se deva ir; sabemos decerto, onde se não deve estar» "

(Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão)

 

publicado por luzdequeijas às 18:13
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013

CONSTITUCIONALIDADES

Os portugueses não podem deixar de se sentir inseguros, tristes e angustiados. Não podem deixar de se sentir com um cutelo, permanentemente, sobre o seu pescoço!

Agora, é uma demissão do Governo a propósito do chumbo do TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, entre outras coisas, por causa da ilegalidade da retirada de certos subsídios a alguns milhares de reformados! Que a medida é injusta, parece não haver dúvidas, mas todos sabemos que a vida está cheia de coisas injustas! A primeira das grandes injustiças foi os eleitores terem votado numa esquerda que só quer fazer manifestações e derrubar governos, em lugar de estudarem e apresentarem soluções que evitassem este e outros males ainda maiores aos portugueses. Não, dali não sai nada!

É verdade, e muito mais haveria a dizer perante esta situação angustiante, como seja, não aparecer nenhuma ideia numa população e num país no qual se criaram “empresas” dentro e fora da órbita estatal| Talvez a contento de todos e com algum artifício criativa se conseguisse deixar ficar o dinheiro na mão do Estado, mas dar aos espoliados um papel oficial, com a promessa de serem reembolsados num período de, por exemplo, dez anos! Não existirá por aí algum técnico de contas que dê um jeito. Afinal os juízes só teriam que não complicar aquilo que é por demais subjetivo!

 

publicado por luzdequeijas às 18:03
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EMPRESA CREDORA DO ESTADO

Dívidas: Empresa pública de imobiliário é a maior credora do Estado

Lisboa, 30 Set (Lusa) - A Estamo, empresa pública gestora das participações imobiliárias do Estado, é a maior credora do Estado, com o Ministério da Cultura a ocupar a posição de maior devedor.

Lusa

 

Lisboa, 30 Set (Lusa) -

 

A Estamo, empresa pública gestora das participações imobiliárias do Estado, é a maior credora do Estado, com o Ministério da Cultura a ocupar a posição de maior devedor.

De acordo com a lista de credores do Estado, que o Ministério das Finanças acaba de publicar, o Ministério da Cultura deve 10,785 milhões de euros a esta empresa pública de um total de 10,946 milhões de euros que integram a lista.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dividas-empresa-publica-de-imobiliario-e-a-maior-credora-do-estado=f413303#ixzz2PbbrjehT

 

Esta dívida do Ministério da Cultura é constituída por seis parcelas, uma delas com um atraso de pagamento à Estamo que já atinge os 60 meses. As restantes parcelas têm um atraso de pagamento de 48 meses a um mês.

A Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Paiva é o organismo que reclama o maior atraso no pagamento da dívida que o Ministério da Saúde tem para com a Santa Casa. A dívida, que ascende a 136,9 mil euros, já tem um atraso de 95 meses e 31 dias.

Note-se que a lista agora publicada refere apenas as empresas credoras que autorizaram a publicação do seu nome na lista, já que é preciso uma autorização prévia.

MMO.

Lusa/Fim

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dividas-empresa-publica-de-imobiliario-e-a-maior-credora-do-estado=f413303#ixzz2PbbEcrJ1

publicado por luzdequeijas às 17:09
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ESTADO SOCIAL

O Estado, como hoje o conhecemos, com tradução em políticas sociais é, de facto, ainda pouco experimentado. Nasceu no século XX, à volta de 1940, no meio de duas guerras mundiais e inspirado nas teorias económicas defendidas por Keynes que deram origem à nova “ Carta Magna” e ela ao Estado Providência, desenvolvido nos próximos 30 anos.

 

Em boa verdade, desde os finais da II Guerra Mundial até meados dos anos 70, a maior parte dos países democráticos da Europa experimenta ritmos de crescimento económico inimagináveis. Este crescimento e a melhoria muito rápida dos padrões de bem-estar representavam as duas faces da mesma moeda; como alguém disse “a economia afetiva que rodeia o Estado torna-se cada vez mais complexa. À imagem do pai sobrepõe-se, sem no entanto se substituir a ele, a da mãe. O Estado torna-se paternalista, mas com presença altamente dominadora! Deste modo o Estado vê projetarem-se sobre ele os pedidos latentes e difusos dos indivíduos e dos grupos”.

 

É neste contexto de euforia expansionista que vamos assistir, a altos níveis de proteção de saúde e à adoção de esquemas muito favoráveis no que se refere ao acesso e aos quantitativos de pensões de velhice, às prestações de garantia de rendimentos aos desempregados e, ainda, no apoio social a grupos económica e socialmente mais desfavorecidos. Com toda esta evolução, os sistemas de proteção social assumem um compromisso moral e financeiro de proporções perigosas.

Assim, nos meados da década de 50 as despesas de segurança social representavam em média 12% a 18% do Produto no conjunto dos países da CEE, em 1980 essa percentagem já varia entre 15% e 30% e hoje oscila entre os 20% e 34%. Em alguns casos, o ritmo de crescimento da despesa iria mostrar-se superior ao próprio Produto.

 

Aparecem então vozes como a do economista Milton Friedman que acusa: “o esbanjamento é deprimente, mas apesar de tudo é o menor dos males... O maior de todos os males é o efeito negativo que exerce sobre a estrutura da nossa sociedade: enfraquece os alicerces da família, reduz os incentivos para o trabalho; diminui a acumulação de capital e limita a liberdade. Esses fatores é que devem ser julgados.”

É assim que, pela conjugação de um complexo conjunto de fatores, nos últimos vinte anos, os sistemas de segurança social, ou, se quisermos, o chamado Estado- Providência, tem sido arrastado para o centro de uma polémica em que, além de acusados de efeitos indesejáveis, aqueles sistemas são ainda responsabilizados pela manifesta incapacidade para realizar objetivos que lhes caberiam, nomeadamente a eliminação da pobreza que, sob diversas formas e com intensidade variável, passou a afligir as sociedades modernas, nomeadamente as europeias.

E uma conclusão parece clara: mesmo assessorado por toda a moderna tecnologia, por mais sofisticada que seja, o Estado não tem capacidade de tratar e resolver todos os problemas em domínios tão sensíveis para o bem-estar das famílias, especialmente das mais desfavorecidas.

Que deve então o Estado fazer por esta realidade que de tão prevista se tornou real?

 

- Não deixar de estimular todas as iniciativas credíveis da sociedade civil.

Nomeadamente, além da economia, nas áreas da saúde, ação social, educação, habitação, mutualismo e segurança social. Ainda iniciativas locais de emprego.

Organizar – se para coordenar todas as iniciativas focadas, de um modo efetivo e estimulante, apoiado numa rede de malha alargada.

Assegurar os meios necessários a todas as iniciativas privadas aprovadas, desde que se não desviem dos objetivos previstos.

Por último abraçar com eficiência e carinho uma existência digna e de qualidade à família e às crianças, idosos e adultos em exclusão, que devem ser considerados como protegidos de todos os cidadãos contribuintes e por tal, os mesmos, responsáveis no seu plano material e social, sem excluir formas programadas de serviço cívico, aliviando o desemprego. Os custos, em vez de saírem do OE devem ser informados ao cidadão e taxados em separado de um imposto único que haja.

Deve ainda o Estado tomar a seu cargo a ação coordenadora da defesa do ambiente (que até pode criar receita) e inovação generalizada, de modo a que sejam preservados e economizados os recursos do país e do mundo de uma forma rigorosa e preocupada com o presente e o futuro.

 

 

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

MÁRIO SOARES ARRASA GUTERRES

 

 “ As grandes coisas que poderiam ter sido feitas não se vê onde é que elas estão. Em que é que progrediram os direitos das pessoas em concreto? Como é que melhorou o estado de vida daqueles que são os mais sacrificados? E a repartição da riqueza?

Realmente nisso não se avançou muito. Se não se avançou, em que é que é um governo à esquerda? É uma pergunta que se pode pôr, (.). É uma resposta difícil, não a sei dar. Mas sei que é uma pergunta que deve fazer reflectir as pessoas de esquerda e eu sou uma delas. Sou uma pessoa que reflecte sobre essas matérias. Se a esquerda, no governo, faz o papel da direita, não vale a pena votar na esquerda”

 

Acabámos de ouvir Mário Soares em discurso directo, na Antena 1. Esta notícia vem pôr-nos em cima da mesa mais dois chavões; a ESQUERDA e a DIREITA. Alguém saberá nos dias de hoje, explicar a alguém, que diferença existe entre estas duas palavras?

publicado por luzdequeijas às 18:46
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SOCIEDAES SECRETAS

 

”O Primeiro-ministro britânico Tony Blair, propôs recentemente a divulgação dos nomes de magistrados, militares e polícias associados a organizações secretas, como por exemplo a maçonaria. A proposta de Blair faz um certo sentido. Numa sociedade aberta e democrática, como são hoje praticamente todas as sociedades ocidentais, haverá razão para a existência de associações cujos membros não se dão a conhecer? O facto de esses elementos, sobretudo aqueles com responsabilidades elevadas no Estado, como os magistrados, poderem ter obediências não conhecidas, não acaba por lhes conferir vantagens ou possibilidades superiores (ou, pelo menos, desiguais) às dos seus colegas que não contam com as mesmas fidelidades?”                                                                                   

Expresso – Henrique Monteiro

publicado por luzdequeijas às 18:36
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“ O SISTEMA “

Será certamente oportuno começar pela análise do significado de uma palavra que já anda de boca em boca e, apesar disso, muito poucas pessoas, seguramente, conseguem definir mesmo com pouca exactidão. A palavra é nem mais nem menos que ”SISTEMA”. Sendo nos tempos actuais utilizada para o futebol, para a política, na cultura e de uma forma geral em todos os aspectos, mas sempre com um sentido envolto em secretismo e processos pouco claros. É assim como a palavra destino, com o seu fatalismo fora do alcance dos homens (a maioria). Em todo o trabalho que será apresentado, iremos transcrever casos típicos sobre a já frequente utilização da citada palavra.

 

Quando uma qualquer pessoa ouve ou lê uma referência a esta palavra, tudo se passa como se existissem realmente dois mundos, um do comum dos mortais e outro dos excepcionalmente dotados ou melhor, dos escondidos. Vamos pois admitir que é isto, num acto de grande benevolência.

 

Basta agarrar em qualquer jornal, ouvir noticiários ou escutar conversas de café, para deparar com casos onde se diz...” foi o “SISTEMA”, é como se quisessem dizer foi a vontade de Deus, todo-poderoso. Faz-se mesmo questão de começar por transcrever uma notícia exarada num jornal de grande expansão nacional:

 

"O Sporting tem sido muito prejudicado com erros e má vontade de certos árbitros contra o clube.

O Sporting deve rearfirmar a sua indignação pelos erros dos árbitros porque é um clube contra o sistema,"

disse ontem, à Antena 1, Jorge Bacelar Gouveia, líder do conselho fiscal dos leões, frisando estar confiante na qualificação para a Liga Europa. 

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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

OS PORTA-VOZES DE PORTUGAL

2009

O PSD tem sido sempre um partido defensor da estabilidade política e governativa. E sempre defendeu a estabilidade, porque ela permite alternativa de Governo.

Um partido, com o seu programa e os seus protagonistas, tem o encargo de governar o país por quatro anos, não restam dúvidas de que o resultado da governação desses quatro anos é da responsabilidade – da responsabilidade exclusiva – desse partido.

O PS, a sua maioria absoluta e o seu líder, José Sócrates, perfarão precisamente hoje quatro anos de Governo, iniciando-se amanhã o último semestre da legislatura. Dispuseram de maioria absoluta na Assembleia e de condições ímpares, mesmo ao nível institucional, para governar Portugal. Os resultados da governação são da sua inteira responsabilidade.

Mesmo se olharmos para o médio prazo, nos últimos 14 anos, o PS esteve sozinho no Governo durante 11 longos anos. O actual Primeiro- Ministro fez parte do Governo de Portugal durante 11 dos últimos 14 anos.

É por isso, evidente que, para o bem e para o mal, o PS e o seu líder são os principais responsáveis pela situação em que se encontra Portugal.

2. Como maior partido da oposição e única alternativa credível, ao PS, o PSD – e, designadamente, o seu Grupo Parlamentar – tem a obrigação de fazer um balanço sobre estes quatro anos de Governo. Para tanto, e sem prejuízo de muitos outros temas, seleccionámos seis áreas de actuação, confrontando os resultados obtidos :

– os resultados a que Portugal chegou – com o programa eleitoral do PS, com as suas promessas e com a sua propaganda.

Falaremos aqui de economia e finanças, pela voz da Deputada Rosário Águas, de educação pela voz do Deputado Pedro Duarte, de políticas sociais pela mão do Deputado Adão Silva, de justiça e segurança pela mão do Deputado Fernando Negrão, de saúde pela intervenção da

Deputada Regina Bastos e de ambiente pela intervenção do Deputado José Eduardo Martins. Muitos temas ficarão hoje por escrutinar, mas estes são seguramente aqueles que, neste momento, mais inquietam e preocupam os portugueses.

3. Trata-se aqui de um trabalho eminentemente parlamentar, de fiscalização, de escrutínio, de apuramento de responsabilidades políticas e administrativas. Agradeço, por isso, também a todos os Deputados do PSD pelo trabalho que desenvolveram nestes quatro anos e estão ainda, naturalmente, a desenvolver. Trabalho que se fez em condições difíceis, com um Governo avesso à crítica e à averiguação; relapso a responder e a dar esclarecimentos; que gosta muito de se indignar, mas gosta pouco de explicar. Trabalho que se fez em condições difíceis, com um Governo detentor de uma máquina de propaganda e uma política de comunicação sem paralelo, que, até no seu partido, criou um clima de medo e de claustrofobia.

Na impossibilidade de nomear todos os Deputados, que tão convictamente remaram contra a corrente, estudaram e puseram de pé políticas alternativas e exerceram de corpo e alma o seu mandato, faço-o nas pessoas dos meus antecessores nesta legislatura, Deputado Luís Marques Guedes e Deputado Pedro Santana Lopes.

4. Portuguesas e Portugueses, quatro anos volvidos de Governo Sócrates e de maioria absoluta PS, chegou a hora da verdade. De falar verdade; de ouvir falar verdade.

Em que situação se encontra o país, em que situação se encontram os portugueses? Acaso estarão hoje melhor do que estavam em 2004? O que é feito das promessas de leite e mel da campanha eleitoral do Eng.º Sócrates? O que é feito dos milhares de anúncios e inaugurações?

Será que um Governo que teve extraordinárias condições para governar e não foi capaz de transformar o país em tempos de normalidade, terá capacidade e competência para lidar com um clima de grave crise?

Chegou o momento de apurar responsabilidades. E de construir um projecto alternativo, portador de esperança, mas de uma esperança viável, assente no realismo.

Passo agora a palavra aos Deputados do PSD e, ao passá-la, tenho a certeza de que estou a passar a palavra a milhões de portugueses.

Neste momento de incerteza, de desalento, de desmotivação dos portugueses, só os Deputados do PSD podem ser porta-vozes de Portugal.

Porta-vozes contra uma política de quatro anos que fracassou, que deixou Portugal mais pobre, mais injusto, mais longe do sonho europeu.

É só isso que peço aos Deputados do PSD, que hoje, neste momento de balanço, saibam ser porta-vozes de Portugal.

 

Paulo Castro Rangel

Presidente do Grupo Parlamentar do PSD

 

 

 

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INFANTILIZAR OS PORTUGUESES

14 Março 2009 - 00h30 
 

A voz da razão

Chamem os polícias

Que bonito: o país caminha para a bancarrota e o Parlamento discute o sal no pão. Sal em excesso faz mal, dizem os deputados, que trataram de reduzir os níveis da coisa. Sem esquecer, claro, outras ‘recomendações’ para combater a obesidade nos petizes. 

 Nada disto espanta: nos últimos anos, e com a bênção de Bruxelas, infantilizar os portugueses tem sido o propósito do poder político. O que espanta é o governo não ir mais longe: instalando, por exemplo, funcionários do Estado na casa de cada um, dispostos a vigiar os nossos hábitos.

Se comemos, ou não comemos, frutas e legumes; se fumamos, ou não fumamos, em frente a crianças e animais; se fornicamos, ou não fornicamos, cumprindo as regras de segurança. Num país que sempre apreciou a servidão, a liberdade já deu o que tinha a dar.

João Pereira Coutinho
 
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SÓ POR VONTADE DO CRIADOR!

No nosso sentir, o Homem vive toda uma vida procurando sempre qualquer coisa mas dificilmente se apercebe do que é tal coisa! A melhor explicação para esse estado de espirito parece residir no constante espanto que sente perante tudo aquilo que o rodeia.

Tarde ou cedo, acaba sempre por concluir que essa procura, seguindo projetos tecnológicos, consumistas ou libertários ou por quaisquer outros, desemboca invariavelmente, no ponto de partida. Insatisfeito e sem conclusões! É tudo tão misterioso, que na sua procura, o Homem fica esmagado.

Assim, procurar o sentido da vida, é como querer conhecer o sol, olhando diretamente tamanho colosso de luminosidade. Os nossos olhos deixam de ver e depressa voltamos a cara, cegos, e ainda mais ignorantes e deslumbrados. Esta sensação repete-se sempre que quisermos conhecer os desígnios do mundo, do universo, da vida e do próprio Deus. Fica-nos por fim uma certeza; o Homem existe porque para Ele há uma finalidade depois da morte. Esta finalidade, parece-nos o grande mistério e a ela, enquanto vivos, não teremos acesso!

 

A grande sabedoria para o Homem que desfruta duma vida, terá de ser encontrada nos caminhos da simplicidade, da humildade e do amor. Terá de ser, inclinarmo-nos para que qualquer um outro, agarrando-se ao nosso pescoço, se possa levantar. Terá de ser, o respeito pelos verdadeiros impulsos que vêm de dentro de nós, não esquecendo que foram lá postos pelo criador, para serem sentidos e entendidos em qualquer língua, por qualquer filósofo ou ignorante e, certamente, sem necessidade de dicionário. Este saber, ou seja, criar o homem com um código de conduta dentro de si, só o ilimitado poder de um Deus o poderia fazer.

 

A qualquer Homem deverá bastar esta conclusão, tornada saber na estrada da simplicidade, do respeito por si próprio e do amor ao próximo. Bastará acreditar que vale a pena tudo fazer e suportar, para durante a nossa vida não abandonarmos esta caminhada. Depois da morte virão todas as explicações, e desse novo mundo, certamente, poderemos olhar este ou outro sol, sem perigo de cegueira nem voltar a cara, pois os nossos olhos já serão outros. Já serão olhos com alguma divindade.

 

publicado por luzdequeijas às 15:53
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APOLO DE BELVEDERE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Belvedere Apollo Pio-Clementino Inv1015.jpg
Autor (desconhecido), com restaurações de Giovanni Montorsoli
Género Escultura
Técnica Mármore.
Altura 224 cm
Localização Cortile Ottagono, Museu Pio-Clementino, Cidade do Vaticano

 

O Apolo Belvedere ou Apolo do Belvedere é uma famosa estátua de mármore representando o Deus grego Apolo, que faz parte do acervo do Museu Pio-Clementino, um dos Museus Vaticanos. Sua datação e autoria são disputadas e sua procedência é desconhecida, mas geralmente é considerado uma cópia romana de um original grego que se perdeu. Redescoberto no Renascimento, o Apolo foi exposto no Cortile del Belvedere do Vaticano a partir de 1511, e dali recebeu seu nome. Logo se tornou célebre, e durante muito tempo foi considerado a representação ideal da perfeição física masculina e uma das mais importantes relíquias da Antiguidade clássica. Foi copiado várias vezes, reproduzido em gravuras de larga circulação e assumiu o papel de um dos principais símbolos da civilização ocidental. A partir de meados do século XIX seu prestígio começou a declinar, e na primeira metade do século XX chegou ao seu nível mais baixo, visto como uma criação inexpressiva. Atualmente recuperou parte de sua antiga fama, e embora vários estudiosos ainda sejam reticentes a respeito de seu mérito artístico, consagrou-se como a mais conhecida das representações do deus, e como um ícone bastante popular.

publicado por luzdequeijas às 15:13
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RECOMPENSA

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920). Então disse precisamente em 1920:

 

 

"Quando você perceber que, para produzir, precisa de obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negoceia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de si; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada".

 



publicado por luzdequeijas às 12:55
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O ESTADO

O Estado, como hoje o conhecemos, com tradução em políticas sociais é, de facto, ainda pouco experimentado. Nasceu no século XX, à volta de 1940, no meio de duas guerras mundiais e inspirado nas teorias económicas defendidas por Keynes que deram origem à nova “ Carta Magna” e ela ao Estado Providência, desenvolvido nos próximos 30 anos.

 

Em boa verdade, desde os finais da II Guerra Mundial até meados dos anos 70, a maior parte dos países democráticos da Europa experimenta ritmos de crescimento económico inimagináveis. Este crescimento e a melhoria muito rápida dos padrões de bem-estar representavam as duas faces da mesma moeda; como alguém disse “a economia afetiva que rodeia o Estado torna-se cada vez mais complexa. À imagem do pai sobrepõe-se, sem no entanto se substituir a ele, a da mãe. O Estado torna-se paternalista, mas com presença altamente dominadora! Deste modo o Estado vê projetarem-se sobre ele os pedidos latentes e difusos dos indivíduos e dos grupos”.

 

É neste contexto de euforia expansionista que vamos assistir, a altos níveis de proteção de saúde e à adoção de esquemas muito favoráveis no que se refere ao acesso e aos quantitativos de pensões de velhice, às prestações de garantia de rendimentos aos desempregados e, ainda, no apoio social a grupos económica e socialmente mais desfavorecidos. Com toda esta evolução, os sistemas de proteção social assumem um compromisso moral e financeiro de proporções perigosas.

Assim, nos meados da década de 50 as despesas de segurança social representavam em média 12% a 18% do Produto no conjunto dos países da CEE, em 1980 essa percentagem já varia entre 15% e 30% e hoje oscila entre os 20% e 34%. Em alguns casos, o ritmo de crescimento da despesa iria mostrar-se superior ao próprio Produto.

 

Aparecem então vozes como a do economista Milton Friedman que acusa: “o esbanjamento é deprimente, mas apesar de tudo é o menor dos males... O maior de todos os males é o efeito negativo que exerce sobre a estrutura da nossa sociedade: enfraquece os alicerces da família, reduz os incentivos para o trabalho; diminui a acumulação de capital e limita a liberdade. Esses fatores é que devem ser julgados.”

É assim que, pela conjugação de um complexo conjunto de fatores, nos últimos vinte anos, os sistemas de segurança social, ou, se quisermos, o chamado Estado- Providência, tem sido arrastado para o centro de uma polémica em que, além de acusados de efeitos indesejáveis, aqueles sistemas são ainda responsabilizados pela manifesta incapacidade para realizar objetivos que lhes caberiam, nomeadamente a eliminação da pobreza que, sob diversas formas e com intensidade variável, passou a afligir as sociedades modernas, nomeadamente as europeias.

E uma conclusão parece clara: mesmo assessorado por toda a moderna tecnologia, por mais sofisticada que seja, o Estado não tem capacidade de tratar e resolver todos os problemas em domínios tão sensíveis para o bem-estar das famílias, especialmente das mais desfavorecidas.

Que deve então o Estado fazer por esta realidade que de tão prevista se tornou real?

 

- Não deixar de estimular todas as iniciativas credíveis da sociedade civil.

Nomeadamente, além da economia, nas áreas da saúde, ação social, educação, habitação, mutualismo e segurança social. Ainda iniciativas locais de emprego.

Organizar – se para coordenar todas as iniciativas focadas, de um modo efetivo e estimulante, apoiado numa rede de malha alargada.

Assegurar os meios necessários a todas as iniciativas privadas aprovadas, desde que se não desviem dos objetivos previstos.

Por último abraçar com eficiência e carinho uma existência digna e de qualidade à família e às crianças, idosos e adultos em exclusão, que devem ser considerados como protegidos de todos os cidadãos contribuintes e por tal, os mesmos, responsáveis no seu plano material e social, sem excluir formas programadas de serviço cívico, aliviando o desemprego. Os custos, em vez de saírem do OE devem ser informados ao cidadão e taxados em separado de um imposto único que haja.

Deve ainda o Estado tomar a seu cargo a ação coordenadora da defesa do ambiente (que até pode criar receita) e inovação generalizada, de modo a que sejam preservados e economizados os recursos do país e do mundo de uma forma rigorosa e preocupada com o presente e o futuro.

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:20
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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

REFORMAS DO PS COM ANESTESIA

UNS ANOS ATRÁS

Se a ideia de despedimento por inadaptação funcional, proposta na revisão do Código do Trabalho pelo atual governo, tivesse sido apresentada por Bagão Félix há cinco anos os dirigentes do partido socialista que agora apadrinham esta sugestão teriam sido os primeiros a vir para a rua gritar ao lado da CGTP. Bagão Félix, que apresentou um código importante e socialmente responsável, foi acusado de ser ultraliberal por alguns setores socialistas. O Código de Bagão Félix, ministro independente indicado pelo CDS-PP, é agora um documento que pode ser considerado mais à esquerda do que a proposta do atual Governo. Há uma espécie de bipolaridade ideológica nos dirigentes socialistas que os transfigura conforme estejam no Governo ou na Oposição. Mas é também esta bipolaridade que torna possível que as reformas socialmente mais difíceis só possam ser realizadas pelo partido que está agora no poder. Quando o Partido Socialista decide uma medida socialmente mais difícil há uma espécie de compreensão que os governos do quadrante político mais à direita não conseguem. Esta anestesia da qual apenas o PS goza tornou possível ao Executivo de José Sócrates tomar medidas difíceis de reforma do Estado.

Armando Esteves Pereira - CM          

publicado por luzdequeijas às 23:26
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NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

PÚBLICOS POR PAÍS NA UE

Há menos de uma hora, olhei surpreendido para o visor do meu televisor e li:

“O número de Funcionários Públicos em Portugal está na média da EU.”

Senti algum desconforto na medida em que esta informação, nada diz aos ouvintes, pelo contrário, eles são induzidos em engano!

Cada país deve ter o número de funcionários públicos cuja despesa possa ser suportada pelo Orçamento do Estado. Ao que se sabe a despesa do Estado roça os 90% em salários! Os vencimentos da FP e as reformas são superiores aos da atividade privada.

Admito um princípio (como cidadão acho que posso) que é o seguinte:

1 – Poucos funcionários mas muito bem pagos e preparados ou,

2 – Muitos funcionários, mas com baixos vencimentos.

Portanto, estar na média ou não estar, nada diz a ninguém, depende das possibilidades financeiras do país e da preparação profissional desses funcionários!

A despesa que eles originam não pode é levar os empregados do setor privado a empobrecerem com permanentes pagamentos de impostos e as empresas privadas a perderem a sua competitividade que é indispensável para a sua sobrevivência! Para a sobrevivência dos seus empregados e do próprio país.  Bem gostaria que os funcionários públicos ganhassem muito, mas primeiro está o equilíbrio de tudo e todos, e de Portugal acima de tudo. Não podemos continuar com um país de desempregados,sem qualquer esperança de vida!

 

  

publicado por luzdequeijas às 19:22
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O CUSTO DA ORGIA

Governos e trabalhadores europeus pagam custo de orgia do setor financeiro

Marco Aurélio Weissheimer

O governo espanhol anunciou a redução de 5% dos salários dos funcionários públicos, o congelamento de salários e o corte de investimentos públicos para enfrentar a crise econômica que afeta o país. Na Grécia, sindicatos convocam quinta greve geral contra corte de pensões anunciado pelo governo. Para analista do Financial Times, origem da crise da dívida dos governos é a prodigalidade de amplos segmentos do setor privado, e do setor financeiro, em particular. “Os mercados financeiros financiaram a orgia e, agora, em pânico, estão se recusando a financiar a faxina resultante”, diz Martin Wolf.

 

Nota: Enquanto isto em Espanha, em Portugal havia aumentos de 2,9% !

publicado por luzdequeijas às 18:48
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