Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

OS PILARES DA DEMOCRACIA

Há já alguns anos, foi publicado um documento da Conferência Episcopal Portuguesa, sobre o estado em que se encontra o país e a nossa sociedade civil. Trabalho de muito mérito e de grande oportunidade. Mas os anos passaram e, até hoje, não houve vontade de mudar. Tudo continua na mesma, ou de mal a pior !
Nesse documento, são apontados os chamados « 7 Pecados Sociais», como causa de tal situação, e que são :
a)     os egoismos individualistas.
b)     o consumismo
c)     a corrupção
d)     a desarmonia do sistema fiscal
e)     a irresponsabilidade na estrada
f)     a exagerada comercialização do fenómeno desportivo
g)     a exclusão social
 
Na sequência desta publicação, o então grão-mestre do GOL, António Arnaut veio a publico apoiar esse trabalho da Igreja portuguesa, introduzindo somente mais um ponto em adição aqueles que foram evidenciados pela CEP.
h)   a comercialização da vida.
 
Os sete pontos que tinham sido destacados e se mantêm, têm em vista que o Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade , seja na organização e forma de trabalhar.
Não podemos aceitar da classe política, dos empresários, das polícias, dos magistrados, e dos detentores do poder , em geral, um civismo que não seja o do conjunto da população. 
Impõe-se vigilância sobre todos os tipos de funcionamento democrático que pareçam esquecer as virtudes de que a própria democracia necessita.
 
Os pilares da nossa democracia, têm de ser reconstruídos.
 
Muito mais que a vontade da maioria votante, a democracia tem necessidade de virtude, tanto para os dirigentes como para os cidadãos. Tem necessidade de uma ética que assente num sistema de valores essenciais : ou seja, aquilo a que chamamos o respeito pelos valores humanos.
Os políticos só agindo em prol do bem comum, ao serviço de todos e sem ambição de poder, podem assegurar uma verdadeira sociedade democrática.

Por fim, a democracia tem forçosamente de conduzir uma sociedade de modo a que cada ser humano reconheça todos os outros como irmãos e os trate como tal . De parte, nunca pode ficar a igualdade de oportunidades para todos. Quando organizações com a credibilidade das acima citadas, tornam publicas as suas muito legítimas preocupações sobre a nossa sociedade civil, salvo melhor opinião, não podem deixá-las cair no esquecimento . Mesmo que o poder político finja que não viu, nem ouviu !   

publicado por luzdequeijas às 15:54
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AS REMESSAS DOS EMIGRANTES

Hoje, são cerca de cinco milhões, os portugueses espalhados pelo mundo. Com espirito de poupança enraizado, foram enviando regularmente para Portugal, as famosas “remessas dos emigrantes”. Pessoas educadas no salutar princípio de poupar, ao emigrarem não esqueceram o seu país e as instituições em que acreditaram desde muito jovens! Portugal, em momentos de dificuldades nas suas finanças públicas, agradeceu aos céus, tais remessas. Com o dinheiro enviado, todo o país se desenvolveu.

Porém, os jovens políticos desconhecem o passado do país.

O presente nunca está assegurado o futuro ainda menos! Depois da revolução de Abril, lentamente, a crença na poupança abrandou. É muito mais difícil ensinar a poupar do que a consumir.

Portugal foi entrando numa nova era! No final do século, as taxas de poupança, défice das contas públicas, investimento e confiança cederam. ao consumismo desenfreado. O governo fazia alarde da sua veia despesista. O povo embarcou nesta onda de primazia ao presente consumindo, em prejuízo do seu futuro. O contraste entre a descida das remessas dos emigrantes portugueses e o aumento das remessas enviadas pelos imigrantes a viver e a trabalhar em Portugal, para os seus países, reflete uma nova realidade num país que, até há pouco tempo, tinha uma forte tradição de emigração e poupança. Os hábitos de poupança esvaíram-se. Novos tempos estavam a chegar. Daí ao monstro, não tardou! O resultado está à vista de todos nós!

O país foi ficando sem estratégia. O Estado tornou-se um mau pagador. O endividamento externo e dos portugueses foram-se sempre agravando! A taxa de poupança foi apenas de 7,9% do rendimento disponível, em 2007! Essa taxa desceu pelo sexto ano consecutivo, segundo o Banco de Portugal! O que pensarão os nossos governantes sobre o papel da poupança no desenvolvimento económico do país? Que desoladora visão têm da nossa sociedade e, qual o futuro que eles estão a preparar para o nós? Risonho não é certamente!

 

publicado por luzdequeijas às 12:55
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FUSTIGAR A POUPANÇA

Durante décadas os portugueses foram incentivados a poupar. Mesmo com sacrifício, era reconfortante depositar, por pouco que fosse. Quando falamos em poupança ocorre-nos imediatamente o investimento seguro, reprodutivo, o retirar ao consumo imediato para ter uma base sólida mais tarde. É vulgarmente reconhecido que as dívidas desequilibram o orçamento dos consumidores, com consequências graves para a vida familiar. Este desequilíbrio é mais grave quando ocorrem situações como o desemprego, a doença, um acidente ou um divórcio etc. Gerir o orçamento, sem derrapar, é conseguido planeando o orçamento doméstico. A melhor forma de planear é evitar dívidas e gastos excessivos. Até se chegar a introduzir estes conceitos na população, terão sido necessárias dezenas de décadas. Para tal, foi importante nunca trair nestes aforradores a confiança depositada por eles nos instrumentos de poupança, criados para esse fim. Esquecer toda esta evolução é remeter estes aforradores para conceitos opostos. É fazer deles uns dependentes do crédito. Os bancos agradecem. O país consciente, sabe os perigos que o espreitam!

 
publicado por luzdequeijas às 12:26
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

PRECISAMOS DE HOMENS DE ESTADO

HOMENS de Estado que saibam sair a tempo.Precisamos de "Homens de Estado" que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar: Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te. Se não serves para nada, eu não te posso dispensar. São sempre uns desconhecidos, por humildade própria dos espíritos elevados. Não de homens que fiquem toda a vida agarrados ao ESTADO. Homens prenhes de vaidade pessoal, cosidos ao seu passado!

São os homens simples, humildes e amantes do povo, que sabem ouvir os milhões de portugueses, que detêm a opinião geral do País ! São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar! São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que não as querem pagar . Pagam, mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das elites, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Não aqueles que em vez de estudarem, andam todo o ano em manifestações de rua , gastando o nosso dinheiro. Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos esquerdistas. Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, mas falam nada e com vaidade, de economia e finanças, manipulados pelos órgãos de informação. Mesmo, tendo como currículo, apenas, saberem apertar parafusos e promoverem manifestações desestabilizadoras! Ou até aqueles que nos aparecem nas televisões, sistematicamente, a exigirem ser ouvidos, quando o povo já os não pode, sequer, ouvir. 

Em Portugal o Estado é, de uma forma geral, uma máquina pesada, desprestigiada, burocrática, ineficiente, um mau exemplo de atitudes e culturas erradas e asfixiantes da sociedade civil.Os exemplos que nos chegam hoje, desse Estado, e dos governos que o controlam, são verdadeiramente tristes ! As manipulações são diárias e exibidas por quem menos o poderia fazer ! Altas figuras do governo, querem convencer os portugueses de que houve menos chumbos, este ano, porque a qualidade do ensino melhorou..... O povo não acredita, como também não acredita em todas as outras manipulações que são feitas, mesmo quando não foi possível manipular os indicadores ! Nessa altura manipula-se a dialética. A opinião pública.O efeito é o mesmo.
publicado por luzdequeijas às 14:57
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TEMOS DE MUDAR A TEMPO

Antes que o silêncio, da nossa sociedade civil, se torne ensurdecedor, mudemos a tempo. De resto, é esta a voz da nação que representa a imensa multidão que paga os esbanjamentos daqueles que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência. Dos que manipulam vergonhosamente a informação dada ao povo. Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia. E de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

Por último e para que a sociedade civil atinja altos níveis de confiança, temos que nela acreditar. Como? Ouvindo-a sempre, sem cansaço, e desenvolvendo no país, cada vez mais, mecanismos de captação da opinião geral dessa população.Também, mecanismos que combatam os seus msanipuladores com realce para os meios de informação.

Um político tem de ter esse dom. Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens. Essas são criadas para manipular. As amostras estão inquinadas. O seu fim é mentir e enganar o povo!

Porque, conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares. Este é um caminho que se faz andando. Com trabalho e honradez. Nenhum ex presidente da República ou primeiro ministro, pode fazer este elevado trabalho só ao alcance de homens simples com a faculdade de servir sem manipular!

 

 
publicado por luzdequeijas às 14:46
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A SAÚDE MORAL DO PAÍS

A saúde moral do nosso país, de qualquer país, está dependente de muitas coisas, essas sim, básicas para a obtenção de uma economia próspera, resultante de altos níveis de confiança entre a população. A tais altos níveis de confiança chama-se capital social. Sem capital social não poderá haver sociedade civil, e sem sociedade civil não poderá existir democracia bem sucedida. Diz-se que há democracia (representativa) em Portugal, mas não é verdade. O que há é uma apropriação abusiva do poder pelos partidos. Do poder que é pertença do povo. O resto é mentira. Pura falácia!

Chega-se, assim, à conclusão de que uma democracia liberal, representativa,  precisa de três elementos fundamentais: “um sistema político constitucional , uma economia de mercado e uma sociedade civil.” Será lógico concluir que tanto o sistema político constitucional como a economia de mercado existem em função da “Sociedade Civil”. Existem para a servir, porque ela, siociedade civil, é o dado concreto e moral. Existem, por delegação dela ! Isso não acontece em Portugal! O voto está manipulado de todas as formas.

No caso de Portugal, há de facto uma sociedade civil, mas que sofre de enorme debilidade e desmotivação, provocadas por uma grande falta de transparência do “Sistema Político Constitucional e da Economia de Mercado.”

Logo, antes que se façam apelos à população, sejam de que tipo for, corrijam-se os partidos políticos no seu funcionamento interno e nas suas influências externas, pois elas são determinantes no pernicioso funcionamento e mau desempenho do sistema político constitucional. A economia existe enfraquecida, não numa forma de concorrência livre, mas, totalmente manipulada! 

Olhos postos em cima dos malfadados aparelhos partidários. Corrijam-se os mecanismo que servem a economia de mercado, eliminando o tráfico de influências e a corrupção existente e publicamente anunciada. Assuma-se como grande prioridade a transparência a todos os níveis da vida nacional.

Por último, mas mais importante, eleja-se a “Sociedade Civil ” como primado de toda a actividade nacional. Hoje em dia, o que temos é o primado da economia (negócios) e da política, havendo um curto-circuito, total, à sociedade civil.Tudo o mais é ESTADO e esbanjamento!

E, antes que se façam apelos à população, leiam-se e saibam-se entender os sinais que vêem dessa mesma “Sociedade Civil.

Nenhum homem, mesmo que empossado em alto cargo, ou governo, tem conhecimentos que possam ser mais lúcidos e sábios do que aqueles que emanam de toda uma “Sociedade Civil”. Mesmo com muitos e bons assessores. Não podemos esquecer que tais assessores, serão sempre homens, directa ou indirectamente, ligados ao “Sistema “, pelo menos a uma parte dele. Com todo o respeito pelas instituições e pelos homens eleitos, contudo, a figura maior da nação é, tão somente, a “Sociedade Civil”. Veja-se a força e convicção com que o "Pingo Doce" vai lançar 50 postos de saúde ao serviço da população. Com arrojo, fé e total confiança no seus exitos. Maugrado os habituais detratores.Tudo o resto, deveriam ser emanações da dita sociedade civil. Os empossados passam e ela, sociedade civil, permanece. Por favor não a manipulem, nem lhe ponham "ançaime".

É ela, a sociedade civil, a nação Portuguesa . Para que ela, nação, «fale e diga o que pensa», é preciso incentivá-la a isso, e dar-lhe voz. Não intoxicá-la com informação manipulada! Informação que lhe reduz o maior bem que ela tem: a seriedade, competência e o conhecimento da vida real. Não a empurrem para a vida virtual. Ela acabará por descobrir isso, e nesse dia vai ser complicado. Como pode um ex presidente da República julgar que pode manipular a sociedade civil? O dia em que ela vai desabrochar chegará breve.E, nesse dia, quando começarem a escassear os actuais bens esseciais, a energia barata, água e produtos alimentares, nesse dia e momento acaba-se a " Autoridade de Estado", o que irá ocupar o seu devido lugar será a sociedade civil. A não ser assim, será pior, muito pior.

 
publicado por luzdequeijas às 14:17
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

REDE DE APOIO AOS IDOSOS

No ano de 2050, um terço da população portuguesa será idosa e quase um milhão de pessoas terá mais de 80 anos. A previsão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) ”.Jornal de Notícias Já hoje este problema é calamitoso!

O rápido crescimento da população idosa “exige a mobilização e a atenção de todos os profissionais de saúde em geral, em particular na área da saúde mental”, alertou Lia Fernandes.No momento em que os idosos são chamadas a imensos sacerifícios para salvar o pouco que não foi destruído, é altura de se dimensionar e redesenhar uma autêntica, larga e eficaz rede de apoios. Claro, com os recursos existentes, dado que dinheiro não existe. Os defensores do Estadso Social acabaram com ele!

 

 

Em Portugal, existem mais de 30 mil bombeiros voluntários e cerca de 400 associações de bombeiros. As associações de bombeiros e Liga dos Bombeiros Portugueses, têm de ser encaradas, do ponto de vista político e de serviço público, como um investimento necessário ao socorro das populações, do ambiente e, particularmente, no apoio aos idosos e não como um factor de despesa pública. “Acho que o caminho não é a extinção do voluntariado, antes, o seu melhor aproveitamento. Temos que iniciar um processo de reestruturação, que é incontornável e tem que começar pelos próprios interessados”. Os bombeiros têm o carinho e admiração geral da população, tal não significa que neles tudo esteja bem. Também por motivos políticos, as associações de bombeiros são muito “acarinhados” e subsídiadas pelas câmaras, suas financiadoras, dado o seu potencial de popularidade e os bons serviços prestados à comunidade. Serão de repensar, o número de associações por concelho, através de uma maior centralização da procura e resposta, e avaliar o serviço que prestam a locais muito distantes, em ligação com os custos envolvidos e equipamentos necessários, utilizados.

Manipular os "anjos das paz" é criminoso, ajudá-los a serem mais úteis, sem aumentar muito a sua despesa, é autêntico serviço público. Quem se der ao trabalho de ler o seu "Relatório de Actividades anual, constata que tais actividades locais, não têm igual distribuição ao longo do ano. Constata ainda, que são muito poucos os serviços (fogos, cheias etc.) que prestam localmente.

 

Falando do apoio de que carecem os idosos, apoio de proximidade a tempo inteiro, têm todas as condições e experiência para, em parceria com a igreja e demais redes de apoio actuais, serviços de emergência, polícias etc., aumentarem à população idosa, os apoios e cuidados de que muitos milhares deles carecem, e lhes são devidos pela sociedade em que estão inseridos.

publicado por luzdequeijas às 18:08
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

UMA FÁBULA AVISADORA

POST PUBLICADO EM 12-09-2008

 

"O país não aguenta mais quatro ou oito anos sem políticas estruturais". A reforma da Administração Pública anunciada pelo Governo está por fazer" !

 

Aquilo a que resolveram chamar Reforma da Função Pública, está embrulhada em centenas e centenas de conceitos legais, de negociações e de milhares de aspectos administrativos. Entretanto a Economia de Portugal afunda-se e os portugueses suportam a tragédia do desemprego, dos impostos elevadíssimos, e a Despesa Pública não diminui ! O governo perde-se nas estratégias políticas, apavorado em perder as próximas eleições ! O país precisa, como pão para a boca, disto resolvido. A matriz do PS é exactamente esta, mexer em tudo para não resolver nada!

 

Talvez através de uma Fábula, possamos todos compreender aquilo de que o governo tem medo e pouca pressa em fazer :

 

-          Todos os dias a formiga chegava à sua secção e desatava a trabalhar.

 

-          Produzia e era feliz.

 

-          O gerente, o leão, estranhou que a formiguinha trabalhasse sem supervisor.

 

-          Se ela produzia tanto sem supervisão melhor seria, supervisionada.

 

-          Contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.

 

-          A primeira preocupação da barata foi de estabelecer um horário para a entrada e saída da formiga.

 

-          De seguida, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e ...

 

-          Contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.

 

-          O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.

 

-          Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e ...

 

-          Admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.

 

-          A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papeis e reuniões que lhe consumiam o tempo !

 

-          O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava.

 

-          O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.

 

-          A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente ( que trouxe do seu anterior emprego ) para ajudar na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.

 

-          Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.

 

-          Ao considerar as disponibilidades, o leão, deu-se conta de que a unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes e ...

 

-          E contratou a coruja, uma prestigiada consultora muito famosa para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.

 

-          A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório em vários volumes que concluía: “ Há muita gente nesta empresa”.

 

-          Adivinhem quem o leão começou por despedir?

 

-          A formiga, claro, porque “ andava muito desmotivada e aborrecida “ .

 

Nota: Os personagens desta fábula são fictícios, qualquer semelhança com pessoas ou factos reais na Função Pública, é pura coincidência ......   .

  

Desde a implementação da Republica, ou antes ainda, que o Estado foi sendo o refúgio dos desempregados deste país. Depois, criou-se a " bola de neve" ou seja, o empolamento para justificar mais promções e mais entradas. Os lóbis multiplicaram-se, o tráfico de influências disparou, as clentelas têm um poder enorme que assusta os Partidos, eles também, atascados neste " Monstro" despesista. Anda todo o povo a trabalhar para sustentar esta situação insustentável! O povo está exausto e o PS conta os votos da Função Pública e resolveu parar aquilo que nunca podia parar. A fome de poder, falou mais alto. Os críticos, vão aplaudindo ! Muitos interesses estão dependentes de um Estado, que vai morrer de qualquer maneira ! Se não morrer ele, morre todo o país ! Coitada da formiga . Tem que haver uma saída humana e realista para este problema. Parar não.

 

António Reis Luz  

 

publicado por luzdequeijas às 17:20
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

A POLÍTICA E OS IDOSOS

O rápido crescimento da população idosa “exige a mobilização e a atenção de todos os profissionais de saúde em geral, em particular na área da saúde mental”, alertou Lia Fernandes.

 

Para que este não seja mais um artigo de opinião, juntemos-lhe várias, respeitáveis, opiniões, pondo todas dentro do mesmo contexto:

 

-No ano de 2050, um terço da população portuguesa será idosa e quase um milhão de pessoas terá mais de 80 anos. A previsão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) ”.Jornal de Notícias Já hoje este problema é calamitoso!

 

- “Corte entre 3,5% e 40% nas pensões e reformas foi ontem aprovado no Parlamento. Cerca de 380 mil pessoas vão receber menos no próximo ano.” CM 24-11-2012 O ataque aos idosos é totalmente injusto.

 

- “Nos últimos dez anos, o Estado português gastou mais 77 mil milhões de euros do que devia e a dívida disparou.” SOL – 12-10-2012 Quem governou neste período, não quer mexer na CONSTITUIÇÃO, para que tal não volte a acontecer!

 

- A maioria esmagadora sabe quem são os responsáveis pelo estado lastimoso a que chegámos. CM 14-11-2012 Neste Portugal democrático as pessoas têm medo de falar.

 

- “ O medo está a matar o meu país, daí inventaram o politicamente correto” SOL 12-10-2012 Os políticos só dizem aquilo que lhe dá votos, seja verdade ou mentira.

 

- “É fundamental preservar o Estado Social, que deve ser melhorado e não pode ser cortado” CM 24-11-2012 Infelizmente, são cortados os apoios e as reformas aos idosos, quando se assiste aos militares a fazerem marchas de protesto. E ignoram-se os culpados?

 

- A era do crédito fácil, de viver à base das dívidas o “carpe diem” da economia terminou. “ CM 25-11-2012 Mas será que terminou aquilo que nunca devia ter começado? Quem responde pelas dívidas que fez em nome do povo?

 

- Só de juros pagamos 23 milhões dias! Estado continua a ver encargos com a dívida disparar, mas despesas de funcionários diminuem! CM 25-11-2012 Com o país neste estado e tanta gente em dificuldade, como pode a CGTP e o PCP ordenarem tantas greves e causarem tantos prejuízos a Portugal?

 

- “A Administração Pública em Portugal tem mais de mil organism

os, incluindo as câmaras municipais e sem contar com as juntas de freguesia. E o Estado tem um défice de informação em termos micro sobre cada um.” Expresso 10-11-2011 Um Estado só tem duas opções: muita gente, ganhando pouco ou, pouca gente bem preparada a ganhar bem. O que existe é muita gente pouco preparada, a ganhar muito! São os votos!

 

- “ 457 Milhões, para pagar dívidas”. Oitenta e duas câmaras vão poder pagar a fornecedores e dar um impulso às economias locais, mas quem se endividar mais paga multas”. CM 17-11-2012 Por que motivo o governo teve de avançar com 457 milhões às câmaras? Por que estavam elas endividadas? Se tivessem pago em prazos normais, não teriam ajudado muito mais a economia local?

 

- “ Grande Lisboa gasta meio milhão. A Árvore de Natal da capital custa 239 mil euros. A norte o maior investimento é em Braga, com 70 mil. Elvas lidera gastos no sul, com 117 mil euros. CM 08-11-2012 Não poderia, este dinheiro  ser empregue na amortização da dívida do país?

 

-“ Portugal só reduziu as emissões de gases à custa da crise. Não temos estratégia, não temos ideias e não temos políticas”. CM 25-11-2012 Pois é, não temos nada disso, só temos gente que gasta rios de dinheiro em coisas que nem são precisas.

 

- “O povo português merece e precisa de mais” D. Jorge Ortiga – CM 24-11-2012 Claro. E de muito mais. Também precisava de jornalistas que fizessem estas e outras perguntas!

 

- “ O sinal que a senhora Merkel passou ao mundo e aos mercados vale mais do que mil manifestações em Portugal”. CM 14-11-2012 Naturalmente que sim. O PCP e a CGTP mais não fazem do que ajudar a destruir ainda mais este pobre país de 900 anos de existência.

 

- "ALGUÉM CURE A AMNÉSIA DE SEGURO, SE FAZ FAVOR": CM 23-11-2012 Há coisas, que por demais evidentes, são chocantes, mesmo com outro PS! 

publicado por luzdequeijas às 17:56
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UMA VERGONHA

Portugal não está preparado para a população idosa

Centenas de especialistas reúnem-se no Porto para falar sobre geriatria2011-Por

Marlene Moura (texto)

A preocupação com o estudo, a prevenção e o tratamento de doenças e da incapacidade em idades avançadas tem sido crescente, já que a tendência aponta para uma população cada vez mais envelhecida. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que, em 2050, um terço da população portuguesa seja idosa e quase um milhão de pessoas tenha mais de 80 anos.

Centenas de especialistas internacionais em saúde mental, geriatria e gerontologia estarão no Porto (Hotel Porto Palácio), na próxima semana, de 2 a 4 de Novembro, para debater e partilhar experiências sobre os cuidados assistenciais prestados aos idosos, em particular na área das demências e das doenças psiquiátricas associadas ao envelhecimento, como a depressão.

O encontro realiza-se no âmbito do 11º Congresso da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria (APG) / 39º Congresso da European Association of Geriatric Psychiatry (EAGP), sob o tema «Educação e Investigação em Psiquiatria Geriátrica».

Segundo Lia Fernandes, presidente da APG e responsável pela organização do evento, “em Portugal, existem actualmente 1,5 milhões de idosos, sendo que para cada 100 jovens existem 118 idosos [embora estes dados já tenham sido actualizados]”. O nosso país tem “o crescimento mais rápido” de população envelhecida da União Europeia, sustentou ainda ao jornal «Ciência Hoje».

A psiquiatra antecipou que, tendo em conta que a esperança média de vida aumentou e a taxa de natalidade baixou, “não haverá jovens suficientes para tratar dos idosos”, mas o real problema do país é “a falta de infra-estruturas e de formação”, já que “não existe a área de geriatria como especialidade, em Portugal”. A especialista acrescenta mesmo que tentar implementá-la através da Ordem dos Médicos é “uma velha luta”.

Referiu também que se estima que o número de população idosa duplique até 2020 e que em 2050 sejam já mais de três milhões. Lia Fernandes defende que “é necessário criar psiquiatria geriátrica nos hospitais centrais e uma rede de interacção" que promova o envelhecimento activo e a qualidade de vida dessa parcela da população. “Não temos infra-estruturas, uma rede de assistência, há poucas instituições e as que existem são de baixa qualidade e sem certificação”, continuou.

 

 

NOTA: É UMA VERGONHA O MODO COMO ESTÃO SER TRATADOS OS NOSSOS IDOSOS, AQUELES A QUEM ESTÃO A TIRAR DINHEIRO PARA ACERTAR AS CONTAS PÚBLICAS, QUE OUTROS ESBANJARAM E NINGUÉM FALA NELES! PORQUÊ? QUEM ESBANJOU SÃO OS MESMOS QUE HOJE DEFENDEM O ESTADO SOCIAL, QUE ONTEM ELES DESTRUIRAM, TIRANDO-LHE A SUA SUSTENTABILIDADE



publicado por luzdequeijas às 15:43
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

INVERSÃO DE INVESTIMENTOS

ESTAS SITUAÇÕES DEVERIAM ESTAR ACAUTELADAS, ATRAVÉS DE UMA SUPERVISÃO GOVERNAMENTAL. Desperdício em terrenos, aumento da dívida pública e problemas ao nível bancário, ainda inversão de investimentos. Depois de o burro morto ......

 

Há mais de 735 mil casas vazias em Portugal

Excesso de construção e crise económica contribuíram para um aumento de 35% do número de alojamentos vagos. Há urbanizações inteiras sem ninguém.

Joana Pereira Bastos (www.expresso.pt)
 
8:20 Sábado, 24 de novembro de 2012
 
 
 

Velhas e a cair ou novas e por estrear, há mais de 735 mil casas vazias em Portugal. Nos últimos dez anos, o número de alojamentos onde não mora ninguém aumentou 35%, segundo os resultados definitivos do Censos 2011, divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Só na última década, foram construídos perto de um milhão de novos alojamentos. Destes, a crise deixou desocupados e sem comprador cerca de 125 mil. Mas não há apenas casas novas entre as mais de 735 mil atualmente desocupadas. Um terço tem mais de 50 anos.

 

 


 

 

publicado por luzdequeijas às 23:29
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DEIXEM A SOCIEDADE CIVIL TRABALHAR

AFASTEM OS POLÍTICOS DA CRIATIVIDADE E ESTIMULEM A CONCORRÊNCIA

 

Donos do Pingo Doce querem abrir 40 clínicas até 2015
Negócios
13/11/12, 09:37

OJE/Lusa
As clínicas da família Soares dos Santos, proprietária do Pingo Doce, realizaram 2000 consultas desde julho, a um máximo de 34 euros cada, contando agora com acordos com as principais seguradoras na área da saúde, revelou o administrador.

   
Em entrevista à agência Lusa, José Mendes Ribeiro revelou que a família Soares dos Santos, proprietária do grupo Jerónimo Martins, investiu entre quatro a cinco milhões de euros neste projeto de saúde.
 
As quatro clínicas do projeto Walk`in- que poderão ultrapassar as 40 nos próximos três anos - estão situadas em três lojas Pingo Doce (Telheiras, Aveiro e Santa Maria da Feira) e no Fórum Sintra e pretendem distinguir-se pela "facilidade no acesso" e "preços mais baixos". A família Soares dos Santos quer também abrir fora do país, nomeadamente na Polónia. Para assegurar estas quatro clínicas foram contratados 120 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, pedologistas, nutricionistas, entre outros.
 
Para atingir o primeiro objetivo, as lojas estão abertas entre as 10h00 e as 22h00, período durante o qual é possível obter consultas sem marcação prévia de clínica geral, pedologia, saúde oral, nutrição, quitados de enfermagem e análises clínicas.
 
A consulta mais cara (clínica geral) custa 34 euros, e desde esta semana que estão em vigor acordos com as principais seguradoras na área da saúde: AdvanceCare, Médis e Multicare.
 
José Mendes Ribeiro garante que o objetivo do projeto não é competir com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem tão pouco com os grupos privados de saúde, mas sim ir buscar clientes aos consultórios privados, proporcionando-lhes consultas "mais baratas" e "sem espera".
 
Questionado sobre as razões do investimento da família Soares dos Santos na área da saúde, José Mendes Ribeiro disse que esta é uma forma deste "retribuir à sociedade o que a sociedade lhe deu". "A saúde é um tema a longo prazo, que interessa a todas as pessoas, e esta é uma oportunidade de oferecer serviços a mais baixo preço", adiantou.
 
A família "não tem pressa nos lucros", disse o administrador executivo da Walk`in, que classifica o investimento como "autossustentável a longo prazo".
publicado por luzdequeijas às 22:57
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ÁGUA DOCE

Transformação de água salgada em água doce

 

Deixar o caminho preparado para as gerações vindouras, faz parte da moral universal.

Finalmente da Universidade Mundial saíram os projetos que levaram o Homem a poder transformar a água salgada em água doce, de excelente qualidade e sabor. Esta realidade foi conseguida e espalhada por todo o litoral mundial, sendo o seu desenvolvimento e exploração, assumido pelas populações da orla marítima, embora o sistema também permita qualificar água doce, a partir de lagos, lagoas e rios, nos quais a água doce se apresente imprópria para uso doméstico. Todos beneficiarão e todos terão alguma participação. O problema da água potável para consumo, parece estar finalmente resolvido! Através de enormes “condutas”, é levada já em produto final, a todos os lugares onde haja a sua procura. É um custo universal, suportado por todos. A energia produzida pelas marés, ondas e brisas marítimas, a baixos custos, é utilizada para a impulsão das águas até ao interior. Nas barragens, foi igualmente conseguido fazer com que grande parte da água já utilizada, voltasse à barragem, sucessivamente, para cair novamente e fazer mais energia. Também foram aproveitadas as grandes condutas de água, para no seu interior, aproveitar a corrente de água em fabrico de energia elétrica. Para tanto, foram colocadas turbinas no interior das condutas, a espaços, de modo a ser conseguida alguma energia, transportada depois, por cima da linha condutora de água. Para além disso, os organismos internacionais, começaram a recuperação dos efeitos da prolongada escassez do precioso líquido. Com os mesmos recursos e auxílio do calor desenvolvido por pequenas centrais nucleares (geradores nucleares), é processado o degelo em muitas zonas geladas do mundo! Essa água, proveniente do degelo, é enviada, por impulsão elétrica, para zonas de baixo-relevo e aí guardada como reserva estratégica. Também é aproveitada, no enchimento das enormes cavernas aparecidas pela extração do crude, e já exauridas.

publicado por luzdequeijas às 17:51
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ASSASSINATO DE SADAT

 

O assassino do presidente do Egipto, Anwar Sadat, por ter feito um tratado de paz com Israel. Nascido no Egipto em 1951, Ayman al-Zawahiri vem de uma família da classe média de média de médicos e académicos religiosos. O seu avô era o grande imã da universidade de al - azhar, importante centro de ensino islâmico do mundo árabe. Com 15 anos, foi preso por integrar a irmandade islâmica, o mais antigo grupo fundamentalista do mundo árabe, banido pelo governo egípcio. Foi julgado junto com vários outros radicais islâmicos (jihad Islâmica) por envolvimento no assassinato do presidente egípcio Anwar Sadat durante um desfile militar no Cairo, em 1981. 

 

publicado por luzdequeijas às 17:37
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ASSALTO AO ACHILLE LAURO

Assalto ao transatlântico italiano Achille Lauro, perpetrado por Abu abbas (1985).

O navio italiano que levava mais de 400 passageiros e tripulantes foi sequestrado em 1985 em águas egípcias por quatro palestinianos armados, exigindo que Israel libertasse 52 passageiros palestinianos. Abbas é o suposto autor intelectual do sequestro do navio italiano e foi capturado na segunda-feira em Bagdad pelas forças especiais americanas. Klinghoffer, um judeu americano de 69 anos que estava numa cadeira de rodas foi assassinado e jogado no Mediterrâneo durante o sequestro. Fazia o cruzeiro ao lado da sua esposa para celebrar o seu aniversário de casamento. Klinghoffer foi morto no convés do barco, onde um dos sequestradores lhe deu um tiro na cabeça e outro no peito, para em seguida o atirar ao mar, segundo testemunhas. As filhas de Klinghoffer declararam que querem que o palestiniano seja preso pelo crime. “Trabalhámos muito para chegar a este dia” disse outra das filhas, IISA.

publicado por luzdequeijas às 17:33
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O ATENTADO DO LOCKERBIE

Há cerca de 32 anos (1988), terroristas perpetraram um atentado contra o Boeing da Panam, voo 103, que fazia a rota regular Londres/Nova Iorque. Duzentos e setenta passageiros nele perderam a vida. Esse atentado não foi o primeiro, com a mesma origem, a ferir a aviação comercial. Outro caso, havia ocorrido com a aeronave francesa (voo 772 da UTA), esta iniciativa foi atribuída, com base em indícios comprovados pela magistratura parisiense, a agentes do Governo Líbio.

As investigações empreendidas, pela Interpol e FBI, apontaram a responsabilidade pelo atentado ao voo da Panam, a dois energúmenos dos serviços especiais líbios. Como nada se decide naquele país sem o aval do ditador, Muammar Kadhafi, tal presunção tornou-se ainda mais comprometida e evidente com a recusa Líbia em extraditar os agentes incriminados.

Antigo celeiro do império romano, posteriormente desertificado, a Líbia pouco produzia até à descoberta das jazidas de petróleo, de fácil exploração e comercialização.

Montado nos milhões do petróleo e servido por espírito singular no qual se mesclam a ignorância, o messianismo e a incapacidade de adequar os objectivos aos meios disponíveis, o coronel Kadhafi, julgou-se, após o desaparecimento do seu mestre, o presidente Nasser, do Egipto, o instrumento escolhido pela graça divina para unificar os árabes.

O atentado do voo 103 constituiu-se na última façanha do ditador. A fim de vencer a resistência do governo de Tripoli a entregar os autores do delito, o Conselho de Segurança, pela Resolução 748 (1992), impôs sanções ao país infractor de ordem jurídica internacional. De entre as aludidas penalidades contam a interdição do espaço aéreo Líbio, a proibição de voos das suas aeronaves para voar para o exterior e o congelamento dos seus haveres depositados pelo mundo fora.

Recentemente o governo Líbio mostrou-se, agora, disposto a assumir as suas responsabilidades nos atentados, entregando os responsáveis e efetuando os pagamentos das compensações devidas aos familiares das vítimas, após o que seriam levantadas as sanções impostas à Líbia.

publicado por luzdequeijas às 17:25
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

O POETA E A SUA TERRA

Na realidade, José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1855, segundo filho de José Anastácio Verde e Maria da Piedade dos Santos.
Tinha Cesário Verde apenas dois anos quando a família optou pelo refúgio numa quinta situada em Linda – a - Pastora, na sequência de uma epidemia de peste que grassava em Lisboa.

A casa da quinta integrava, então, uma capela que logo foi transformada, primeiro em armazém e, depois, em casa de banho. Em 1870, José Anastácio Verde, já na posse total da propriedade, procedeu a alterações de adaptação às suas necessidades.
É aí que o pequeno José Joaquim passa a sua infância, na companhia da irmã, um ano mais nova, e de outros dois irmãos, nascidos entretanto. Ao longo desse período, a preparação escolar de Cesário Verde foi feita em Lisboa, indo o poeta diariamente a pé, dali até à Cruz Quebrada, onde tomava o americano para a capital.
Um incêndio ocorrido em 1919, destruiu grande parte da mansão, incluindo a biblioteca, perdendo-se, irremediavelmente, o espólio do poeta. As chamas também consumiram os desenhos e os quadros do grande pintor que foi Domingos António de Sequeira, que ornavam a casa (o artista fora casado com Maria Benedita Vitória Verde, filha de Manuel Baptista Verde, bisavô de Cesário).

Com o interior profundamente alterado, subsistem, dos seus tempos áureos, em anexo, a casa de acondicionamento da fruta, o pequeno campanário da primitiva capela, as rústicas argolas de ferro para prender os animais, o relógio de sol e algumas estátuas.

 

O poeta sofre o primeiro grande revés da sua vida, quando, em 1872, depois de uma longa luta contra a terrível tuberculose, a sua irmã Maria Júlia acaba por sucumbir à doença. Com apenas 19 anos de idade.

 

É em Linda - a - Pastora que ele vai tentar amenizar a sua dor. Os anos passados na aldeia terão deixado marcas profundas e indeléveis, de tal forma que manteve durante toda a vida uma íntima e marcada lembrança dos tempos em que viveu na companhia constante da natureza e do campo. Enquanto acompanhava a exploração agrícola que seu pai fazia na quinta, Cesário Verde desenvolvia um espírito observador e atento aos pormenores do meio ambiente.
Passados poucos anos, era o próprio quem orientava os negócios relacionados com a exploração da quinta, sempre estimado pelos empregados, a quem chegava a suspender o trabalho, para que pudessem ter "uns dedos de conversa com ele".
Com 16 anos, começou a trabalhar numa loja de ferragens e quinquilharias que seu pai possuía em Lisboa. Nesse tempo, a família já só vivia na quinta durante a Primavera e o Verão.
Dirigia a loja do pai quando começou a publicar poesias em jornais, mal recebidas pela generalidade da classe literária, que por certo não compreendia como podia um agricultor ser poeta...
Em 1878 regressa a Linda – a - Pastora, publicando "Noitada", "Em Petiz", "Manhãs Brumosas" e "Cristalizações".

publicado por luzdequeijas às 17:39
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A INDUSTRIALIZAÇÃO DO CONCELHO

Faz-nos acreditar que a freguesia de Carnaxide, mantendo, embora, ainda o seu cunho de zona rural com as suas quintas e hortas, se encontra desde há tempos, num forte surto de desenvolvimento.

Este facto aumentou a pressão na procura de habitações compatíveis com os baixos salários nesta localidade, mas veio igualmente trazer empresas industriais e empregos para Linda - a - Pastora.

Como exemplos temos a Fábrica de Baterias ARGA, SARL e a TURBOMAR; Fábrica de Malhas AUROLINA e principalmente a grande Empresa de Refrigerantes CIREL, ao que consta uma das principais do País, daquele género.

 

publicado por luzdequeijas às 17:34
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ESCOLA PRIMÁRIA

Constituía uma das poucas escolas oficiais da freguesia de Carnaxide, servindo as populações de Queijas e Linda-a-Pastora.

Mais tarde apareceria outra escola para acudir a uma população sempre a crescer, mas as duas não tinham as condições normais exigíveis a uma escola, como nos refere o Pie Francisco dos Santos Costa no seu livro;

 

Em 1969, a população escolar de Linda a Pastora tinha aumentado extraordinariamente. Existem duas escolas. Em edifícios velhos, com instalações deficientes. Salas de aula antiquadas, sem recreios. E instaladas em locais altamente perigosos para a segurança dos pequenos alunos. Uma delas tem saída para a estrada de maior movimento, por um portão deficientemente sinalizado. A outra, à qual fica anexa a cantina escolar, (edifício com mau aspecto, com fendas e vidraças partidas nas janelas) está num cruzamento e em frente da saída da garagem da fábrica existente na povoação. E é aí que as crianças brincam nos intervalos, em plena rua, sujeitas a graves acidentes. (  . ) Linda a Pastora precisa de uma escola que satisfaça as suas crescentes necessidades, com várias salas de aula, cantina, recreio, etc.

 

Muitas pessoas, naturalmente mais idosas, guardam boas recordações dos tempos em que estudaram naquela primeira escola, um edifício situado junto à Papelaco, que foi recuperado e pintado de branco com barras azuis.

Hoje, esta velhinha escola, que de cara lavada até parece mesmo nova, alberga os serviços da Proteção Civil Municipal, que não deixa de ser uma função bem digna para os serviços que ela já prestou e, continua a prestar, às gentes desta freguesia e concelho.

A outra escola que ficava situada mesmo ao lado da A5, pelas suas condições deficientes e por falta de alunos (o realojamento levou muita gente), foi demolida e descativada, sendo as crianças transportadas diariamente para uma escola de Queijas.

Com a população de novo a aumentar por força das novas urbanizações, Linda a Pastora precisa mesmo, de uma boa escola.

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:26
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JÁ EM 1971

Foi com palavras de lamentação, que o Pie Francisco dos Santos Costa, depois de tanto lutar para corrigir altos problemas sociais, lutou pela abertura de novos templos e dignificação dos existentes.

Nos anos decorridos até finais dos anos dois mil, o lugar de Linda-a-Pastora, viu aumentarem as barracas, viu saírem da sua Terra muitos dos seus filhos, viu serem realojadas as pessoas que viviam em condições degradantes, viu ainda algum progresso e algum retrocesso, e hoje assemelha-se a uma árvore com os ramos antigos meio secos, mas com imensos rebentos já fortes, a fazerem nascer ao lado uma árvore bastante frondosa. É de acreditar na possibilidade do entrelaçamento das duas partes vivas dessa árvore, de maneira a constituírem uma unidade renascida, forte e bela, como havia sido a velhinha e multi-secular Linda-a-Pastora.

publicado por luzdequeijas às 17:20
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SANTUÁRIO DA ROCHA

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha

 Santuário N.Sra.Conceição da Rocha

Foi construído, entre 1830 e 1892, segundo projecto do arquiteto José da Costa Sequeira, sobrinho do pintor Domingos Sequeira. Este templo, de estilo híbrido, apresenta ainda no século XIX elementos arquitetónicos e decorativos barrocos. Este Santuário foi construído com o propósito de albergar a pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que apareceu numa gruta, perto do Casal da Rocha, em 1822. Esta pequena Imagem da "Padroeira do Reino", foi imediatamente alvo de atenção pela população e pela Família Real, em tempos de instabilidade política. Após várias diligências, e apenas em 1893, se procedeu à dedicação do templo a Nossa Senhora da Conceição da Rocha, na presença de ilustres convidados que incluíram a rainha D. Amélia e os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel. Atualmente, perante solicitação, podem ser visitados, além do Santuário, a gruta onde apareceu a Imagem e uma pequena sala - museu.

Entretanto em 1889 recomeçaram as obras que serão concluídas oficialmente em 28 de Maio de 1893. O santuário é uma construção sem estilo definido, com elementos barrocos a predominarem, desenvolvidos em 2 planos de acentuado desnível, e junto à ribeira do JAMOR. Na parte inferior, existe a gruta precedida de ampla antecâmara, encostada à parte baixa do templo, e na linha da sua capela-mor. Em cima é a Igreja, espaçosa, de planta retângular e cobertura abobadada, servida de vários anexos, entre os quais uma sala - museu. A torre sineira, com sete sinos, três bastante grandes e de óptimo som, remata este conjunto do lado norte e, em frente à entrada, abre-se um amplo terreiro.

O Templo é como um espaçoso retângulo com 14,20 metros de largura por 32,70 de comprimento e 11,50 de altura pelo lado poente e 19,60 pelo lado nascente, tendo um teto abobadado coberto de bonitas pinturas.
De referir também o coro situado em altura, logo a seguir à porta de entrada e onde se guarda um valioso órgão, oferecido pelo Juiz Lacerda em 1904.

Uma última referência vai para a abundante coleção de pequenos mantos da Imagem da Aparecida (cerca de sessenta), bordados a ouro por mãos delicadas.   

publicado por luzdequeijas às 16:57
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NOMES GRANDES DO SANTUÁRIO DA ROCHA

O Pie Francisco dos Santos Costa elegeu como os maiores nomes deste Santuário da Rocha, três nomes que a seguir vão indicados, porém, certamente por natural modéstia, omitiu o seu próprio nome.

De tudo aquilo que li e investiguei, o Padre Santos Costa foi certamente das pessoas que mais lutou pelo progresso deste Santuário, só que não o terá feito de uma forma restrita, mas sim com uma visão global do concelho, da freguesia e por fim, também, de um Santuário da Rocha inserido num tecido social pobre que o fez erguer a voz e afastar as muitas tentativas de apagamento que foram tentadas pelas forças radicais e agnósticas que então despontavam de uma forma absolutamente explosiva.

    

Tomas Ribeiro

 

De seu nome completo Tomás António Ribeiro Ferreira, natural de Parada de GONTA, concelho de Tondela, nasceu a 1 de Julho de 1831, filho de pais lavradores. Licenciado em Direito com distinção, aos vinte e quatro anos de idade inicia, na sua própria terra, a carreira de advogado. Não tarda em ser Administrador do concelho e em 1862 é eleito deputado pelo círculo de Tondela.    

 Seguem - se outras nomeações como governador civil de Bragança e Porto, presidente da Junta de Crédito Publico, vogal do Tribunal de Contas, ministro de Estado para a Marinha e interinamente para a Justiça e ainda sobraçou a pasta do Ministério do Reino, hoje Ministério do Interior, bem como Par do Reino e Ministro das Obras Publicas, numa época bastante difícil.

Serviu também a Pátria como secretário - geral da Índia e como ministro plenipotenciário no Brasil.   

No campo da cultura foi dos homens de letras mais notáveis do seu tempo em Portugal.

Fundador de vários jornais e autor de várias peças teatrais foi ainda historiador e critico com trabalhos de mérito firmado.

Foi, todavia, no campo da poesia que deu largas ao seu temperamento artístico, escrevendo; o excelente poema D. Jaime em (1862), com nove edições, Delfina do Mal (poema), Mensageiro de Fez (poema sobre a Rocha), A Mãe do Enjeitado (drama), Sons que passam (versos), Do Tejo ao MANDOVY (prosa), Entre Palmeiras (prosa), Jornadas (prosa), A Indiana (peça em verso), Vésperas (versos), História da Legislação Liberal Portuguesa, Dissonâncias (versos), A Patrícia, A Carta d' Alforria, Sr. Não (sátiras), D. Miguel, a sua Realeza e o seu Empréstimo OUTREGUIN JANGE (história).

Tomás Ribeiro habitou a conhecida "Casa Branca", em Carnaxide, desde 1882, onde recebia a visita dos seus amigos, incluindo do próprio Rei D. Luís.

Foi um amante de tudo o que se relaciona com a Rocha, sendo ele próprio que nos diz no prólogo do seu prometo A Rocha (em 1898), três anos antes de morrer:

 

" A Rocha vive entre os meus amores. Esta devoção que se esconde aqui no fundo desta concha florida e esmaltada, na sua ermida singela e carinhosa com a sua fonte cristalina, a sua gruta misteriosa, o seu rio murmuro e transparente, o seu jardim que ajudei a cultivar, onde tantas vezes passeei, longe do bulício das multidões, conversando com o jardineiro e com as flores, sondando os segredos daquele morto guardado pela Imagem da Virgem - Mãe, longe d' olhos que me não espreitassem rindo, levo eu no coração. À Senhora da Rocha consagro estes versos. (.....)

 

Durante dezassete anos (desde 1884), esteve empossado como 2.º Juiz da Irmandade da Rocha, exercendo o seu cargo com profunda paixão e competência, conseguindo resolver muitos problemas ligados ao Sítio da Rocha, fazendo deste período o mais esplendoroso da história da Aparição da Imagem de Nossa Senhora, até que aos setenta anos de idade morreu aquela que foi a figura mais influente na vida do Santuário da Rocha.

 

publicado por luzdequeijas às 14:38
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MILAGRE DA VIDA ....

 14 de Dezembro de 2008

Sebastião da Gama lido por Alexandre Ferreira dos Santos (Queijas)

Sebastião da Gama – Milagre de vida em busca do eterno (Lisboa: Roma Editora, 2008), de Alexandre Ferreira Santos, é o título do mais recente estudo sobre a obra do poeta que a vida levou aos 27 anos, em 1952, resultante de um trabalho académico defendido como tese de mestrado na Universidade Aberta em Maio deste ano. Matilde Rosa Araújo e Maria Barroso, colegas que foram de Sebastião da Gama, escreveram o prefácio e o posfácio a esta obra, respectivamente.
Alexandre Santos cruza poemas, testemunhos, leituras, correspondência e o ambiente cultural e literário da época e dá-nos um retrato que ajuda a entender a obra deste poeta, primeiro passo para descobrirmos que a escrita, o sentir, a vida e a pessoa, no caso de Sebastião da Gama, são indissociáveis, são os pilares de uma mesma catedral.
Este texto transporta verdades que demonstram um caminhar a passo que Alexandre Santos fez pela obra de Sebastião da Gama, com nítida e notável simpatia, com esclarecido e assumido envolvimento. Repare-se, a título de exemplo, em afirmações que faz sobre Sebastião da Gama, que pressupõem o conhecimento da obra, mas também o fascínio que essa mesma obra exerceu sobre o seu leitor e estudioso: “um hino luminoso à sagração da Vida” é a metáfora escolhida para contrapor e classificar o trajecto dos 27 anos que Sebastião da Gama viveu; sobre a escrita, acentuará que é constituída por “páginas vivas e coloridas, cheias do brilho e do calor coloquial que ele era tão exímio a transmitir”; sobre a humanidade de um percurso de vida, afirma que “Sebastião da Gama, alma genuinamente sensível e profunda, descobriu que a vida é uma conquista diária feita de contínuas quedas e voos, de fraquezas e de triunfos”; sobre o trajecto poético, a sua autonomia e independência, entende que Sebastião da Gama “pretendia ser genuíno e livre, fazendo da poesia o reflexo da vida e do pulsar do seu coração, nunca se submetendo à tutela de qualquer corrente ou ideologia”. ( ... )
publicado por luzdequeijas às 14:19
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SEBASTIÃO DA GAMA

 

pelo-sonho-que-vamos.JPG

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

─ Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos
Lisboa, Ed. Ática, 1992


publicado por luzdequeijas às 13:55
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DALAI LAMA

 2010

ORAÇÃO? MEDITAÇÃO?"

(...), se analisarmos os ensinamentos das principais confissões religiosas do mundo, descobriremos duas dimensões principais na religião. A primeira é a dimensão metafísica ou filosófica, que explica porque somos como somos e porque são preconizadas certas práticas. A segunda diz respeito à pratica da moral e da disciplina.(...) Embora as religiões mundiais tenham grandes diferenças metafísicas e filosóficas, existe uma grande convergência nas conclusões a que chegam, ou seja, nos seus ensinamentos éticos. Num certo sentido, podemos dizer que, independentemente das explicações matafísicas que dão, todas as religiões chegam às mesmas conclusões. De uma forma ou de outra, todas as religiões do mundo dão importância ao amor, à compaixão, à tolerância, ao perdão e à autodisciplina."

in, Dalai Lama, O coração da Sabedoria, pg's 17 e 18.

 
publicado por luzdequeijas às 13:32
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

GENTRIFICAÇÃO

A palavra gentrificação,  caracteriza-se por um conjunto de processos de transformação do espaço urbano em que há casos de recuperação do valor imobiliário de regiões centrais de grandes cidades que passaram as últimas décadas por um período de degradação, durante o qual a população que vivia nestes locais era, em geral, pertencente às camadas sociais de menor poder aquisitivo. Através de uma estratégia do mercado imobiliário, normalmente aliado a uma política pública de suposta "revitalização" dos centros urbanos, procura-se recuperar o caráter outrora glamouroso da região em questão, de forma a deslocar a população original e atrair residentes de mais alta renda e recuperar a atividade económica no local.

 

Soho no centro do West End de Londres.

 

Esses processos são criticados por alguns estudiosos do urbanismo e de planeamento urbano devido ao seu caráter excludente e privatizador. Outros estudiosos, como o sociólogo Richard Sennett da Universidade Harvard , consideram demagógico o caráter das críticas, argumentando que problemas urbanos não se resolvem com benevolência para com as camadas mais pobres da população e, na sua opinião, só se resolvem com alternativas que reativem e recuperem a economia do local degradado. "O problema é que o bota-abaixo de 1902 [no Rio de Janeiro] tirou os pobres do centro, mas não foi seguido de uma solução para essa horda – que acabou se refugiando nos morros, iniciando a formação das favelas.

 

O sinónimo é enobrecimento.

 

O antónimo da palavra "gentrificação" é "empobrecimento".

 

publicado por luzdequeijas às 16:44
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CIDADE VELHA

Feliz Lusitânia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Feliz Lusitânia é a denominação usada por colonizadores portugueses para o núcleo inicial da cidade de Belém (Estado do Pará), atualmente sendo um complexo turístico do Governo do Estado (resgatado por Paulo Chaves Fernandes segundo a lógica da gentrificação), situado no centro histórico e região mais antiga do município de Belém do Pará, o bairro da Cidade Velha.

 

Vista do Museu de Artes Sacras e Igreja de Santo Alexandre
publicado por luzdequeijas às 13:10
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

IDOSOS DE OKINAWA

 

Os idosos de Okinawa chamam a comida de "Kusuimum" (remédio), "Nutigusui" (remédio da vida). Isso é devido ao ensinamento antigo de que comida é igual a remédio pois cura a doença. Em Okinawa, utilizam-se as ervas que fazem bem à saúde e as algas marinhas para preparar vários tipos de prato. Por isso,

 

Okinawa é mundialmente famosa por ter uma população idosa com alta longevidade.

 

 

 

  

 

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A INSTABILIDADE POLÌTICA

 

Instala-se de novo por todo o país, a partir do regicídio praticado a 1 de Fevereiro de 1908, tendo todo o interesse a transcrição deste facto circunscrito à Rocha, narrado na reedição da obra do Pie Francisco dos Santos Costa intitulada "O Santuário da Rocha, Coração de Carnaxide", publicada em 1993:
 

Eis que assim começa uma nova e grande fase da vida do nosso Santuário; e porque assim é, cedo começam as dificuldades a comprová-lo, não nos podendo esquecer de que estamos no doloroso ano em que ocorrem os trágicos acontecimentos de 1 de Fevereiro em que maçónicas mãos assassinas lançam a Nação no mais lamentável luto com a morte de D. Carlos I e seu prendado filho, o príncipe D. Luís Filipe em quem já se depositavam tantas esperanças.

Assim é que, menos de um ano após a sua vinda para a Rocha, o novo zeloso capelão, apesar de já ter conseguido algumas dezenas de irmãos para a Senhora da Rocha, é chamado à sessão de 11 de Abril de 1909, para lhe serem lidas as condições do concurso com que fora admitido e a Mesa lhe manifestar o seu desagrado por algumas invasões de atribuições (SIC)!

Contudo o pior ainda está para vir e não tardará em chegar. No triste ano do regicídio não houve, em boa verdade, propriamente festa, muito embora a Real Irmandade fizesse constar pela imprensa que só se faria a da igreja (religiosa), por coincidir o dia com a entrada do Sagrado AUSPERENE; a razão, porém, aparece-nos outra, porquanto ao lermos atentamente a acta de 20 de Maio de 1908, em que se escreve: a Mesa resolveu acatar e cumprir a resolução da Assembleia Geral, mandando celebrar o TE DEUM pela aclamação de S. M. El-Rei D. Manuel II, o que terá lugar no dia 31 do corrente" (SIC) , não parece difícil ler nas entrelinhas sentimentos de decência, vergonha, se não mesmo receio, em vistas do rescaldo ainda fumegante das revoltantes vergonhas de 1 de Fevereiro."

 

publicado por luzdequeijas às 18:33
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O REPUBLICANISMO

 

Surgiu quando havia mais sinais de agitação política e social no mundo, principalmente em França, onde aparece a Comuna de Paris.

Em 1871, um estado revolucionário tinha-se instalado em Paris, a seguir à derrota francesa na guerra contra a Prússia. Os socialistas parisienses, apoiados nos operários, opuseram-se à Assembleia Nacional. O seu objectivo era reconstruir a França como uma federação de todas as comunas dotadas de um governo.

Em Portugal, o sentimento republicano nasceu da frustração causada pela política dos monárquicos constitucionais, que também não davam resposta às ânsias de reformas sociais.

Assim, por volta de 1880, o regime republicano surgia aos olhos de muitos políticos e intelectuais, como a única solução para modificar o estado do país.

A corrente ganhou novo fôlego em 1870, com a Comuna de Paris, o aparecimento do Socialismo e a cada vez menos interessante política dos monárquicos portugueses.

publicado por luzdequeijas às 18:31
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REVOLUÇÃO LIBERAL

Em 24.08.1820, uma revolução proclamou a extinção do regime absolutista e a entrada em vigor da Constituição (1822), seguindo-se a sua aceitação pela quase totalidade das pessoas.

Contudo, seguiram-se-lhe a proclamação da Carta Constitucional (1826) e da Constituição em 1838.

A Carta representou o triunfo do rei vigente e o seu direito ao exercício do poder.

A Constituição de 1838 moderou essa concepção, tendo-se mantido até 1842.

O regime liberal conheceu diversas tendências ao longo do seu período de vigência (1820-1826), que assumiram designações próprias, como o vintismo, o cartismo, o setembrismo e o republicanismo.

O liberalismo em Portugal, surgiu por influência da Revolução Francesa, mas durante o século XIX adoptou uma postura britânica e após a instalação da República (5/10/1910), rendeu-se ao parlamentarismo.

 

Como reacção ao regime liberal, seguiu-se um período de conturbada guerra civil - as lutas liberais. Teve início com a revolução do Porto, tendo o seu termo com a assinatura da Convenção de ÉVORA -MONTE em 26/5/1834.

Este período precedido pela Revolução Liberal de 24/8/1820, pelos movimentos da VILA - FRANCADA (1823) e da ABRILADA (1824), tendo continuação na acção do Remexido (1836-1837) e na tentativa dos MARNOTAS (1837).

Tudo isto porque após a morte de D. João VI (10/3/1826), o país se dividiu em partidários de D. Pedro (constitucionalistas ou liberais) e de D. Miguel (LEGITIMISTAS ou ABSOLUTISTAS).

Entretanto D. Miguel foi proclamado rei em 11/7/1828.

 

Todavia, em 22/6/1828, em Angra, nos Açores, decorria uma revolução anti-miguelista, constituindo-se um governo interino.

Em 3/3/1832 D. Pedro chegou aos Açores como regente e dali partiu com 7500 homens, indo desembarcar a sul do Mindelo em 8/7/1832.

No dia seguinte as tropas liberais ocuparam o Porto.

Em 20/6/1883 fez-se novo desembarque liberal, desta vez no Algarve, tropas que avançaram após terem vencido o exército miguelista em Cacilhas.

Com outras vitórias liberais no ano de 1834, os absolutistas viram-se obrigados a aceitar a convenção de Évora - Monte.

Esta experiência demonstrou não haver as condições necessárias para o usufruto das liberdades garantidas pela constituição, devido a abusos cometidos que desautorizavam o poder e feriam as convicções populares.

 

publicado por luzdequeijas às 18:25
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LIBERALISMO

 

Doutrina político-económica e sistema doutrinário, caracterizou - se pela sua atitude de abertura e tolerância a vários níveis e surgiu na época do iluminismo contra o espírito absolutista das monarquias e começa a influenciar os conceitos políticos até de cariz absolutista.

Parte ainda do princípio de que o conhecimento da razão humana e o direito à acção e realização própria, livre e sem limites, é o melhor sistema para a satisfação dos desejos e necessidades da humanidade.

Exigia não só a liberdade de pensamento mas também a liberdade política e económica. Na sua origem, o liberalismo não era só partidário das liberdades individuais mas também da dos povos, não sendo estranho aos movimentos de libertação nacional surgidos durante o século XIX (Europa e América Latina).

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:23
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O REGIME ABSOLUTISTA

 

Foi uma doutrina política que predominou na Europa dos séculos XVI -XVII e cuja forma de governo caracterizou essa mesma época.

No início do século XVI, os reis franceses já se apresentavam com o poder consolidado, respondendo por seus actos somente a Deus. Criaram os serviços públicos, colocaram a Igreja sob seu controle e incentivaram o comércio, visando obter os metais preciosos.

A nobreza francesa foi se adaptando à centralização, pois os seus privilégios, como as isenções de impostos, a prioridade na ocupação de postos no exército e na administração, continuaram assegurados. Por sua vez, a burguesia integrou-se no Estado absolutista comprando cargos públicos, títulos de nobreza e terras, desviando, assim, seus capitais, do sector produtivo como o comércio e as manufacturas.

0 Estado, com despesas cada vez mais elevadas na manutenção da corte, das guerras e do exército, sustentava-se através de numerosos aumentos dos impostos, que recaíam basicamente sobre os camponeses, os artesãos e os pequenos burgueses.

A maioria dos camponeses era pobre, obrigada a trabalhar na terra alheia por um pequeno salário e lutava por manter o antigo costume de utilização colectiva das terras. Dividido em diferentes camadas, o campesinato unia-se num aspecto: o ódio aos dízimos pagos à Igreja e as obrigações feudais devidas aos proprietários e ao Estado.

 

Em Portugal o absolutismo foi estabelecido desde D. João I, tendo-se reforçado com D. João II.

Com D. José, já no século XVIII, tomou a forma de absolutismo esclarecido (apesar de se humanizar o direito penal, se fomentar o ensino, a cultura e a tolerância religiosa, os povos continuam a não tomar parte nas decisões do estado).

Com a convenção de ÉVORA - MONTE, assinada por D. Miguel em 1834, o absolutismo desaparece em Portugal.

Eram, contudo, os apelos de um novo sistema doutrinário, que estava a trazer toda esta vontade de mudança, e que haveria de ficar conhecido como, liberalismo.

 

publicado por luzdequeijas às 18:17
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AS FESTAS DA SENHORA DA ROCHA

As festas do Santuário eram anualmente duas, respectivamente a que celebrava o Aparecimento da Imagem, no último Domingo de Maio, e a da sua instalação definitiva no Santuário, no primeiro Dia doSenhor do mês de Setembro, e cedo tomaram grande esplendor.

 

Festeja-se no lugar da Rocha a "Milagrosa Imagem de Nossa Senhora da Rocha", no mês de Maio. Nessa altura, a população daquela região acode ao santuário que guarda a imagem achada um dia, fortuitamente, pelo rapazio, no Casal da Rocha, então freguesia de S. Romão de Carnaxide hoje freguesia de Queijas, não é uma romaria pitoresca como as que no Norte se efectuam, mas é, indubitavelmente, pretexto para piqueniques, animação e devoção.
O acontecimento que deu origem ao culto desta imagem não provém, como a grande maioria, da Idade Média ou de tempos mais antigos ainda. É muito mais recente, aliás, situa-se exactamente em 28 de Maio de 1822 com a Aparição da Imagem de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

 

Esta imagem, por ordem do rei D. João VI, esteve durante bastante tempo na Sé de Lisboa, mais tarde foi colocada na igreja de S. Romão em Carnaxide, onde permaneceu até 1893, data em que foi concluída a construção do Santuário junto ao local da aparição, para onde foi levada a imagem, numa cerimónia religiosa em que participou a rainha D. Amélia.

A devoção à Senhora da Rocha atraiu durante muitos anos a este santuário em Linda – a - Pastora, um grande número de crentes, chegando a ser um dos locais de maiores peregrinações religiosas do país

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:53
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AS PARÒQUIAS E AS FREGUESIAS

 

Podemos afirmar que a Freguesia é uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que forem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 172 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias, estas, ao contrário revitalizam-se.

Hoje as Juntas de Freguesias são órgãos do Estado que se afirmam, cada vez mais, junto das populações quer pelo trabalho que desenvolvem quer pelo empenho que manifestam na defesa dos interesses locais.

O título meramente informativo mas com o objetivo bem definido de todos os leitores poderem aferir do que era a Paróquia/Junta de Freguesia ao tempo, realço alguns aspetos bastantes curiosos:

1-Têm voto, na eleição dos membros da Junta e secretário da Junta da Paróquia todos os chefes de família ou cabeças de fogo, domiciliados na área da Paróquia.

2-Era ao regedor da Paróquia que competia presidir à Junta e dirigir os seus trabalhos. Além do gesto administrativo da Junta, era da sua competência manter a ordem pública, procurando prevenir ou dissipar qualquer rixa, tumulto ou motim.

3- Perante uma morte violenta era competência do regedor não consentir que o cadáver fosse enterrado enquanto o Juiz de Fora ou do Crime não viesse fazer o exame com médicos ou cirurgiões.

4-Também era da sua competência no caso “flagrante delito” ou em seguimento dele prender as pessoas envolvidas, remetendo-as dentro das primeiras 24 horas contadas a partir da hora da prisão, ao Juiz de Fora ou do Crime debaixo de guarda segura acompanhado do respetivo auto que tivesse sido lavrado.

5- Outro aspeto, mais de acordo com a hoje chamado Solidariedade Social estava na competência do regedor em recolher quaisquer crianças achadas ou abandonadas na área da Paróquia e encaminhá-las para a roda dos enjeitados do Concelho provendo à sua sustentação e condução; se algum vizinho da Paróquia quisesse encarregar-se da criação e educação gratuita e caritativa da criança desde que fosse considerado pessoa capaz para o fazer, o regedor entregava-lhe a dita criança lavrando-se Auto de Entrega que após assinado seria remetido ao Juiz de Órfãos etc.

Não será porém de admirar que apesar de estar consagrada uma verdadeira autonomia das Freguesias no n.º2 do art.237 da Constituição da República Portuguesa estas ainda não o tenham conseguido por vários motivos onde a componente de autonomia financeira tem um forte peso.   

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:49
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A

 

A freguesia. Desde a ocupação romana da península até 1830, ou seja, grosso modo, até à revolução liberal, a freguesia não era autarquia local. É um período caracterizado pela existência de freguesias como elementos da organização eclesiástica, mas sem qualquer inserção na estrutura da Administração Pública do país. «Freguesia» é uma palavra que vem de «fregueses», e «fregueses» vem de «FILIECLESIAE» (que deu FILIGRESES, e depois fregueses), expressão que significava «filhos da Igreja», isto é , a comunidade dos fiéis em torno de um pároco que representa localmente o seu bispo. Os órgãos eleitos pelos «fregueses» eram chamados, de acordo com a tradição da época, Juízes. Mais tarde, estes juízes chamaram-se «Juízes de vintena» - designação tradicional que se dava aos encarregados de resolver os problemas de convivência e de economia rural que se punham aos habitantes das freguesias. E assim se chega ao período, que começa quando a revolução liberal, a partir de 1830, incorpora a freguesia no sistema nacional de administração pública. Foi uma fase de grandes indecisões e de substituição rápida de soluções. O 3.º período, de 1878 para cá, inicia-se com o Código Administrativo de Rodrigues Sampaio (1878), em virtude do qual as freguesias entram definitivamente na estrutura da nossa Administração Local Autárquica. Assim se têm mantido até hoje, embora, como vimos, sem uma função muito relevante até 1974.

publicado por luzdequeijas às 17:44
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A FREGUESIA DE CARNAXIDE

  

Todo o trabalho que mais à frente se apresenta sobre a Freguesia de Queijas reporta-se à vida económica, social e política no território que lhe foi atribuído, embora, desde as mais remotas origens até ao final do ano de 2001 (limite temporal deste trabalho) tenha pertencido a vários concelhos e praticamente sempre à freguesia de Carnaxide.

Assim, durante centenas de anos teremos que situar-nos como pertencentes a uma das freguesias mais antigas de Portugal, com sede na antiquíssima povoação de Carnaxide, cuja origem do nome e data do seu aparecimento, apesar de muitos estudos efetuados, não foi possível chegar a conclusões absolutas.

Um dos maiores vultos desta região, que foi Tomás Ribeiro, refere no seu trabalho poético Mensageiro de Fez, e na sua parte terceira:

 

“E consta que d´ algemas e cadeias

O vencedor humano (CID )

Livrando a gentil moura conduzira

A casa onde pousava: a KARA - a - CID (Carnaxide)

E pouco mais transpira".

 

Esta é uma referência a uma bela jovem moura, KARA - a - CID, que estaria na origem do nome Carnaxide.

Outras fontes apontam como etimologia para o nome desta terra, evolutivamente CARNECHIDE, CARNEXIDE e Carnaxide, a palavra CARNAXADE que significa em árabe ponta de ovelha.

Não será pois de estranhar que se possa supor ter a povoação de Carnaxide origens árabes, remontando à sua antiga dominação do território peninsular.

Sabe-se já com segurança que esta povoação e a sua freguesia, começaram por pertencer ao concelho de Lisboa e posteriormente ao de Cascais, tendo finalmente passado a pertencer ao concelho de Oeiras quando por influência de Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Marquês de Pombal, D. José criou este concelho em 26 de Abril de 1760.

publicado por luzdequeijas às 14:57
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CARNAXIDE E D. AFONSO HENRIQUES

 

A 26 de Setembro de 1895 o Concelho de Oeiras foi, como já vimos, extinto por decreto do ministro João Franco, então ministro do Reino do Governo Regenerador, procedendo-se a uma nova ordenação político administrativa para o distrito de Lisboa.
A freguesia de Carnaxide passa então a pertencer ao Concelho de Cascais,

acabando definitivamente por ficar enquadrada no concelho oeirense após a sua restauração decretada em 13 de Janeiro de 1898.

A Freguesia de Carnaxide, caracterizou-se ao longo dos tempos pela fertilidade das suas terras e pela abundância de água de boa qualidade, contribuindo para tal as ribeiras do Jamor e de Algés e bem assim os enormes lençóis freáticos do seu subsolo.

Está situada a meia dúzia de quilómetros, tanto de Lisboa como de Oeiras, e apresenta-se recheada de pequenos montes e aprazíveis vales.

Historicamente é dado adquirido ter sido a Freguesia de Carnaxide a primeira grande freguesia suburbana e a terceira instituída, ainda no tempo de D. Afonso Henriques.

A primeira foi a freguesia da Sé, seguida da dos Mártires. Foi desta freguesia que foram desanexadas as áreas de Beira-mar até ao Lumiar e Campo Grande para ser formada a freguesia de Carnaxide com sede na ermida de Santa Catarina de Ribamar, que ficou celebrizada como um centro de irradiação religiosa.

 

Sem qualquer dúvida, a freguesia de Carnaxide já existia no ano de 1171, criada pelo nosso primeiro rei, que veio a falecer no ano de 1185, depois da sua conquista da cidade de Santarém.

A terra conhecida por Carnaxide, será ainda mais antiga que a freguesia de seu nome, sendo conhecida e respeitada em todo o reino de Portugal.   

A freguesia de Carnaxide foi em tempos uma região essencialmente pastoril, tendo caminhado aos poucos para uma actividade notoriamente agrícola.

Terá sido por este facto que os cristãos escolheram para ORAGO desta freguesia S. Romão, considerado como um pai para os lavradores, por ter livrado os povos do arcebispado de Ruão, em França, de uma grande inundação do rio Loire e da constante preocupação e medo, que uma alimária muito feroz, aparecida naquelas terras, metia às pessoas e animais.

 

Em 1662 era tão notório e confrangedor o estado de ruína a que chegara a primeira ermida - paroquial de Carnaxide, que por acordo geral foi decidida a sua demolição e fazer erguer noutro local uma outra, mais moderna e adaptada à crescente população de Carnaxide.

A sua construção foi iniciada em 1676, para em 1683 estar concluído o seu corpo principal. 

Da antiga ermida foi trazido o seu relógio de sol datado de 1588, para ser colocado no frontispício da torre - poente, construída em 1688.

A sacristia julga-se datada de 1694, ficando deste modo concluído quase definitivamente o templo erguido a S. Romão, à volta do qual se foram concentrando as novas habitações, que tanto fizeram crescer a povoação de Carnaxide.

 

Entretanto, o terrível terramoto de 1755, provocou tremendos danos nesta freguesia, atrasando-a de forma assaz visível.

Anos depois (1833) foi a temível epidemia de cólera e febre-amarela a lançar por estes lados a morte, o sofrimento e o desânimo entre as gentes locais e seus vizinhos.

Foram longos dias de choro, luto e desespero.

O terrível flagelo leva desta vida ruas inteiras, deixando a freguesia pejada de orfandade e viuvez.

Não há braços que cheguem para sepultar tanta gente.

Os outrora belos pomares estavam devastados, as casas abandonadas e os homens sem trabalho.

As invasões napoleónicas, também aqui trouxeram o atraso e o desespero.

Os roubos e as pilhagens dos franceses nos anos de 1808, 1809 e 1810, lançaram o caos entre esta boa gente. Do pouco que se salvou podemos apontar as valiosas alfaias e pratas da paroquial de São Romão.    

Vários motivos, sendo os mais fortes de natureza económica, fizeram com que decorressem os séculos XVIII e XIX para só em Maio de 1970 ter chegado definitivamente a conclusão, com o acabamento da torre - nascente, da tão desejada paroquial de S. Romão.

 

As gentes que sobreviveram às calamidades, com muita coragem e denodo, refizeram como lhes foi possível, a vida da sua terra e freguesia.

A tudo isto ajudou de forma muito notória, moral e materialmente, o aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Rocha.

Carnaxide na sua longa existência, sempre assumiu enorme preponderância a nível nacional, mas até ao século XVII não terá tido mais que duas dezenas de casas habitadas por pessoas que se dedicavam por inteiro ao amanho das terras férteis da região, que iam aumentando com o precioso auxílio dos muitos rebanhos, ao desbravarem o mato na procura de alimento.

Também a edificação da sua nova paroquial imprimiu à freguesia de Carnaxide algum surto de progresso mas as próximas décadas e, até ao final do século XVII, tal desenvolvimento caracteriza-se essencialmente por uma atividade agrícola, com grandes quintas e pomares, produzindo em abundância e evidenciando a freguesia um aspecto de enorme beleza natural.

publicado por luzdequeijas às 14:54
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CARNAXIDE, QUINTAS E PRAIAS

 

Depois das calamidades referidas e outros tempos maus em vários aspetos, esta gente soube de facto unir-se e dar de novo a esta freguesia, nas derradeiras décadas de mil e oitocentos, um ar de paragens aprazíveis e de terras muito cobiçadas em pleno desenvolvimento.

Tudo isto se ficou, em muito, a dever ás muitas famílias abastadas que aqui procuravam locais de descanso e bons ares.

As praias de Algés e Cruz Quebrada, passam a representar estâncias balneares de veraneio muito conceituadas.

As famílias de dinheiro adquirem as quintas mais conhecidas como do MORVAL, da Graça, da Igreja, de S. Domingos, do BALTEIRO, da Senhora da Conceição, entre outras, para suas residências de férias.

Alguns homens públicos e políticos também aqui instalam as suas casas de campo.

Até à última década do século XIX, a freguesia de Carnaxide, apesar de tudo que lhe foi desfavorável, ainda foi apresentando algum progresso, não sendo de menosprezar a ajuda neste campo, que a inauguração do Santuário da Senhora da Rocha lhe veio trazer.

 

Todavia, estavam perto os tempos mais difíceis, aqueles em que se deu o cruel assassínio do Rei D. Carlos I e do príncipe Luís Filipe, seu filho e normal sucessor, na manhã trágica de 1908, nas condições mais que diabólicas e que são bem conhecidas da história de Portugal.

A este acontecimento seguiu-se-lhe a proclamação da Republica e a esta, um surto de instabilidade e lutas sangrentas, que atiraram o país para um período de estagnação como até aqui não havia conhecido.

Apesar de em 1926 o país ter entrado em plena ditadura militar e depois no chamado regime do Estado Novo, a verdade é que pouco ou nenhum progresso se deu até meados do século XX.

Neste período a própria sede da freguesia deixa Carnaxide para se instalar em Algés, juntamente com o pároco e a respectiva actividade paroquial.

Por alturas dos anos sessenta do século XX, a maioria das habitações da freguesia não dispunha de esgotos ou água canalizada, a iluminação pública era muito deficiente, ou inexistente, as rodovias da freguesia estavam em péssimo estado e o abastecimento público praticamente não existia e, o que havia, era feito na rua num verdadeiro atentado à saúde pública.

O ensino público ficava-se por uma secção liceal feminina em Algés, e uma secção da Escola Técnica em Miraflores.

Quanto a assistência médica e medicamentosa, o panorama não era melhor, pois só em Algés existia e de forma bem deficiente.

 

Posteriormente, assiste-se ao início de um período caracterizado pela concentração das actividades económicas e mercado de trabalho na grande Lisboa, e o consequente abandono da população da província a caminho da capital, na procura de trabalho.

 

Em consequência disto, esta época caracterizou-se pela expansão demográfica do concelho que teve como principais repercussões, um aumento na procura de habitação e consequentemente um crescimento do ritmo de construção de novas zonas habitacionais e respectivas áreas para equipamentos e infra-estruturas. O ritmo a que se processou toda a expansão demográfica e consequente pressão sobre o espaço ainda disponível para construção, sobretudo nos anos da década de 1960-70, traduziu-se no apelo à construção maciça em detrimento da construção de equipamentos, originando deficientes infra-estruturas, degradação do património construído, paisagístico e ambiental. Em situações, onde a oferta de habitação não se adequa à procura a preços ajustados, assiste-se à implantação de núcleos clandestinos ou bairros de barracas.

Toda a área desta freguesia mais parecia ter caído em profundo esquecimento das autoridades oficiais responsáveis, se não fossem vários empreendimentos industriais a fixarem-se nesta região.

publicado por luzdequeijas às 14:43
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CARNAXIDE E A INDUSTRIALIZAÇÃO

Foi porém esta industrialização, a qualquer preço,  com a construção civil que assentava arraiais, que despontaram na freguesia de Carnaxide.

Entre as várias urbanizações em marcha, a maior foi baptizada por Miraflores e nasceu no vale de Algés por volta dos anos sessenta, do século passado.

Em Carnaxide, para os lados do cemitério municipal e, nas traseiras da conhecida Casa de Saúde, duas empresas de construção, SOLÁTIA e URBACO, fazem em cada dia aparecer mais e mais prédios de oito a doze andares, em pleno contraste com as antigas e modestas moradias desta terra.

Também para os lados de Linda–a-Velha, na JUNÇA e nos arredores da mata do Estádio Nacional, é possível ver as máquinas em constante movimento, na edificação de prédios e moradias.   

Num planalto do lado poente de Carnaxide, conhecido há séculos pelo nome de Queijas, sempre com meia dúzia de casas velhas amontoadas à volta de um característico casarão, cuja tradição o refere como casa de veraneio de D. Miguel, já se podiam ver centenas de habitações construídas ao abrigo da chamada auto - construção, com a finalidade de albergarem gente de menos recursos.

Toda esta região que foi conhecida como área pastoril e mais tarde como área agrícola, cheia de pomares e quintas, aparece de repente transformada num grande dormitório da capital.

Como já se disse, em situações onde a oferta de habitação não se adequa à procura a preços ajustados, assiste-se também à implantação de núcleos de construção clandestina, ou bairros de barracas.

Assim e infelizmente, à volta de todo este crescimento habitacional, enxameiam em todo o concelho, especialmente na área desta freguesia de Carnaxide, os chamados bairros degradados das «Santas - Martas», vale de Algés, Algés de Cima, Altos dos BARRONHOS e do Montijo, estrada do BALTEIRO, Senhora da Rocha e Gandarela, detrás dos Verdes, Pombais, RIGUEIRA de Queijas, Forte de Caxias, alto dos AGUDINHOS, Suave Milagre, Eira Velha, Rádio da Marinha, etc.

Trata-se, pois, de muita gente que veio da província à procura de trabalho na capital e seus arredores. Muitas do Alentejo.

São milhares de modestos trabalhadores, que na maioria pagam rendas mensais pelos terrenos que ocupam com as suas barracas.

São milhares e milhares de braços ocupados na produção industrial, que habitam numa terra que ainda há pouco vivia do amanho agrícola, que hoje ninguém quer fazer, ou fazem para subsistência própria em terrenos baldios.

Trabalham nas imensas obras, mas também nas muitas industrias que na freguesia ou nos seus limites se foram fixando, tais como: Fábrica Portuguesa de Fermentos Holandeses, Lda. Sociedade Portuguesa de Fibrocimento, SARL; TEXTILGER da Cruz Quebrada; Baterias TUDOR; A LUMINANTE; A COMATRIL; Confeitaria Nortenha, Lda. Fábrica leão de Xaropes e Licores; Fábrica das Chaves de Algés, Lda. ATLAS COPCO, FANTA, TOFA; CIREL ; Fábrica dos Parafusos (Tornearia de Metais); Cabos Ávila; VIMECA; KODAK Portuguesa; GEVAERT ; Fábrica de Baterias ARGA; Philips Portuguesa; etc.

Existem ainda muitas centenas de unidades de produção de média ou pequena dimensão que dão emprego a muita gente que veio à procura de trabalho até esta freguesia, mesmo com salários muito baixos e se fixaram em habitação degradada neste local.

Embora, ainda vão subsistindo belas quintas e hortas, a freguesia de Carnaxide é a partir desta época uma área fortemente industrializada e urbanisticamente desordenada.

 

publicado por luzdequeijas às 14:33
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CARNAXIDE NO PÓS DE ABRIL

A chamada democracia haveria de aparecer com o 25 de Abril de 1974, porém, também ela envolta num período inicial de grande instabilidade e falta de autoridade de Estado.

Com o aparecimento dos partidos algo terá mudado para melhor, mas o país estava mergulhado em tremenda crise económica.

A descolonização trouxe de volta à pátria-mãe muitos milhares de portugueses, a grande maioria, em muito precárias condições económicas e morais.

Muitos fixaram-se por estas terras, onde havia boa oferta de habitações para venda ou aluguer.

Daquelas terras que ainda falam português, vieram também milhares de naturais das antigas colónias, agravando sobremaneira as péssimas condições de vida dos bairros degradados, já existentes, onde se foram também alojar. 

No país, a ordem voltou a ser cada vez mais de apertar o cinto, apesar de não serem visíveis progressos no crescimento de Portugal e, a própria democracia, talvez por ser mal orientada ou respeitada no seu ideal, coloca-nos ou mantém-nos na cauda dos países da Europa.

 

A Freguesia de Carnaxide chega assim a meados do século XX com uma área de 16 quilómetros quadrados, enquanto o seu concelho de Oeiras detém somente 63.

Abrange uma área limitada a sul pelo rio Tejo, nasua margem direita, de Pedrouços à Boa Viagem, daqui até ao Forte de Caxias e Estrada Militar até à Ribeira do JAMOR que contorna até uma antiga azinhaga que vai passar ao lado do cemitério da Amadora e fecha na Estrada de Sintra; pelo norte, Estrada de Sintra desde os Quatro caminhos até à auto-estrada de Lisboa-Cascais e por nascente com os bairros de Pedrouços e Restelo, da freguesia de Santa Maria de Belém.

Abrange ainda os seguintes lugares: Carnaxide (1278 habitantes); OUTORELA, Portela, Alto do Montijo e BARRONHOS (1382 habitantes); Linda-a-Velha (7196 habitantes); Algés de Cima e de Baixo (20948 habitantes); Dafundo e Cruz Quebrada (8370 habitantes); Queijas e Linda– a- Pastora (1936 habitantes), num total de 10 lugares e 41160 habitantes.       

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:25
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QUEIJAS DE ANTES, E DO FUTURO

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há meia dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos e se quisermos cavar bem fundo, vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo "Lugar de Queijas", e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre este passado de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, "O Santuário da Rocha" - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 50 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para tal, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei, pois, atualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como atuais, com o tempo decorrido, logo perdem atualidade, e por isso, carecem de ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que quis escrever em livro, e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas. Na vida tudo muda, e o amanhã pode voltar a colocar tudo, ou quase tudo, como estava anteriormente! Existem factos de uma tal relevância a condicionar o futuro, que teremos de os aceitar para não travarmos esse futuro, desde que ele seja do interesse geral dos cidadãos.

                                            António Reis da Luz

 

 

 

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

ORDEM DE CRISTO

A Ordem de Cristo, sendo prosseguimento da Ordem dos Templários tinham normas secretas e só conhecidas na totalidade pelo grão-mestre, e seus substitutos hierárquicos. Ao entrar na Ordem, o iniciado conhecia só uma parte das regras que o guiavam e, na medida em que era promovido, sempre em batalha, tinha acesso a mais conhecimento, reservados aos graus hierárquicos superiores. Rituais de iniciação marcavam as promoções. Foi essa estrutura que permitiu, mais tarde, à Ordem de Cristo manter secreto os conhecimentos de navegação do Atlântico.

Usavam a  cruz vermelha em fundo branco nas naus portuguesas; a mesma que a Ordem dos Templários usava.

Era , todavia, todo o forte mistério e simbologia  de Jesus Cristo que as nossas caravelas levavam pelo mundo inteiro.

 

 

A crucificação de Jesus Cristo

 Por Velázquez

  

File:Cristo crucificado.jpg

 

Com a morte de Jesus, os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reunem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do pão" em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apostólos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial.

 

A Cruz Cristã é o símbolo mais comum do cristianismo, representando o sacrifício redentor de Jesus ao ser crucificado, conforme relatado no Novo Testamento.

O Castelo de Tomar virou a caixa-forte dos segredos que a Inquisição não conseguiu arrancar. Até a metade do século XV, os Cavaleiros saíram na frente sem esperar pelo Estado Português. Uma vez anunciada a colonização, eventualmente doavam à Família Real o domínio material dos territórios, mantendo o controle espiritual.

A corte, interessada em promover o desenvolvimento da produção de riquezas e do comércio, cabia então consolidar a posse do que havia sido descoberto.

 Os Templários tinham em suas mãos relatórios reservados de navegadores que já haviam percorrido regiões desconhecidas e ver preciosidades como as tábuas de declinação magnética, que permitiam calcular a diferença entre o polo norte verdadeiro e polo norte magnético que aparecia nas bússolas. E à medida que as conquistas avançavam no Atlântico, eram feitos novos mapas de navegação astronómica, que forneciam orientação pelas estrelas do hemisfério sul, a que também unicamente os iniciados tinham acesso.

 Pedro Alvares Cabral só esteve no comando da esquadra porque como iniciado era Cavaleiro da Ordem de Cristo e como tal, tinha duas missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida (Brasil). Sua presença era indispensável pois só a Ordem de Cristo, herdeira da Ordem dos Templários tinha autorização para ocupar os territórios tomados dos infiéis.

A Espanha depois de vencer Portugal numa guerra de dois anos na fronteira, os reis Fernando e Isabel, começaram a interessar-se pelas terras de além mar. Com a viagem vitoriosa de Colombo à América, em 1492, o Papa Alexandre VI, um espanhol de Valência, reconheceu em duas bulas, a Inter Caetera, o direito de posse dos espanhóis sobre o que o navegante genovês havia descoberto e rejeitou as reclamações de D. João II de que as novas terras pertenciam a Portugal.

O Rei não se conformou e ameaçou com outra guerra. A controvérsia induziu os dois países a negociarem, frente a frente. Na Espanha, um tratado para dividir o vasto novo mundo que todos pressentiam: "O Tratado de Tordesilhas".

 Mas à medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem. Até que em 1550 o rei D. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando  da Ordem de Cristo e das expedições.

Mas o sucesso atraía a competição. A Espanha, tradicional adversária, também fazia política no Vaticano para minar os monopólios da Ordem, em acção combinada com o seu crescente poderio militar.

 O cronista espanhol das negociações, Frei Bartolomeu de Las Casas, invejou a competência da missão portuguesa. No livro "História de Las Índias" , escreveu: "No que julguei, tinham os portugueses mais perícia e mais experiência daquelas artes, ao menos das coisas do mar que as nossas gentes". Sem a menor dúvida, era a vantagem dada pela estrutura secreta da Ordem.

 Portugal saiu-se bem no acordo. Pelas bulas Inter Coetera, os espanhóis tinham direito às terras situadas mais de 100 léguas a Oeste e Sul da Ilha dos Açores e Cabo Verde. Pelo acordo de Tordesilhas, a linha divisória e imaginária , que ia do polo norte ao polo sul, foi esticada para 370 léguas, reservando tudo que estivesse a leste desse limite para os portugueses.

publicado por luzdequeijas às 18:10
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ESFERA ARMILAR

Esfera Armilar

Esfera com anéis ou armilas utilizadas como representação do Universo. Nessas esferas a Terra ocupa a posição central, o que corresponde à visão ptolomaica do cosmos, e as armilas principais representam os meridianos celestes, na vertical, o equador, os trópicos e os círculos polares, na horizontal, e a banda do zodíaco, em diagonal. Em rigor, a banda do zodíaco deveria ser tangente aos dois círculos tropicais, estando pois inclinada 23 graus e meio em relação ao equador. No entanto, por ignorância ou por razões estéticas, essa banda aparece habitualmente traçada com uma inclinação muito maior. É também vulgar serem omitidos os círculos polares. A esfera armilar tornou-se um símbolo manuelino de poder marítimo, político e económico associado às navegações. Aparece ainda hoje em vários símbolos lusos, nomeadamente na bandeira nacional.

 

 

Instituto Camões

publicado por luzdequeijas às 18:05
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IMPÉRIO PORTUGUÊS

   Esfera Armilar –

File:Esfera Armilar 02.gif

Representativa do Império Português

Império Português durante o reinado de D. João III.

O Império Português foi o primeiro e o mais duradouro dos Impérios coloniais (1415-1999) da Era dos Descobrimentos. Com o culminar da Reconquista cristã da Península Ibérica, Portugal ocupou-se da sua expansão territorial pelo território africano.

Com a tomada de Ceuta em 1415 e a descoberta das ilhas da Madeira (1418) e Açores (1432), que basicamente, tratavam-se de territórios de colonização e exploração agro-pecuária, atestada que era a sua pobreza mineral, Portugal marcava assim o início da sua expansão territorial.

 

Conquistam-se mais praças a partir de 1458 em Marrocos que servem como pontos de apoio logístico e material às navegações portuguesas ou mesmo como entrave ao corso e piratariados mouros. Estabelecendo em Arguim uma feitoria comercial, com guarnição militar, fundam os portugueses uma nova plataforma de acção e comércio em plena área de navegação, sondando e obtendo as riquezas necessárias para o financiamento e continuidade da gesta marítima.

 

Grandes navegadores como Diogo Cão e Bartolomeu Dias explorariam a costa africana. Mais tarde, Vasco da Gama aproveitaria os traçados marítimos para estabelecer uma rota marítima para a Índia, enquanto outros navegadores importantes como Fernão de Magalhães, Pedro Fernandes de Queirós e Luís Vaz de Torres exploravam o Oceano Pacífico ao serviço do Império Espanhol — recorde-se que o trono português esteve sob domínio dos Habsburgos entre 1580 e 1640. Pouco depois de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil.

 

As embarcações portuguesas sulcam agora o Oceano Índico, descobrindo novas terras, conquistando pontos-chave do comércio regional, estendendo-se o domínio de Ormuz, no Golfo Pérsico, ou Quíloa, na África Oriental, até Malaca, Ceilão, Insulíndia, Molucas, alcançando mais tarde a China e o Japão, para além de expedições e viagens no interior asiático e africano e de uma possível descoberta da Austrália.

 

Construiu-se uma rede de feitorias, entrepostos, e fortalezas, captando riquezas e irradiando a cultura portuguesa e a religião católica, num esforço de criação de uma unidade civilizacional de cariz português, quer através da missionária quer da miscigenação, e até pela força das armas. Do Índico e Extremo Oriente vieram as especiarias, os metais preciosos, os tesouros artísticos, as porcelanas, sedas e madeiras, entre outros produtos para venda na Europa.

 

O século XVI foi o "século de ouro" para Portugal. Neste século, Portugal tornou-se numa das maiores potências da Europa. Da economia e do conhecimento científico e geográfico até à gastronomia e até à literatura de Portugal floresceram muito. Foi nesta altura que o poeta Luís Vaz Camões escreveu a sua famosa epopeia "Os Lusíadas", uma epopeia que tenta imortalizar os feitos gloriosos, corajosos e heróicos do povo marinheiro português (tenta tornar o povo português num herói que até os deuses têm de os ajudar e temer e até os monstros têm de se inclinar e desaparecer-se do caminho dos portugueses), exaltando os marinheiros, os guerreiros e os Reis portugueses que contribuíram para dilatar o Império (Português) e a Fé (Católica).

No século XVIII, as ambições coloniais de Portugal centraram-se no Brasil e nalguns entrepostos em África e na Ásia. O Brasil, a princípio abandonado, rapidamente se tornou - com o declínio comercial no Oriente, à mercê de novas potências europeias (Inglaterra e Holanda) e após a derrota da Armada Invencível espanhola -, a "jóia" do Império Português até ao século XIX. Pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, cacau e tabaco alimentaram os cofres do erário nacional durante três séculos.

 

Com a declaração de independência do Brasil, Portugal acentuava a sua expansão territorial para o interior de África para se manter a par com as outras potências europeias. A sua independência, porém, criou uma imensa onda de choque emocional e material no país: a perda do maior baluarte do império, símbolo do orgulho nacional, ameaçava mesmo a integridade política de Portugal, segundo alguns, pois tratava-se da base económica e de grandeza universal.

 

A manutenção dos territórios na Índia, de Macau e de outros pontos-chave do antigo domínio colonial português na Ásia, cada vez mais diluído, era outro ponto de honra nacional. Mas o desígnio era África nomeadamente Angola e Moçambique, para além do imenso e rico território que as separava. Guarnições militares, missões católicas, formas e instituições de governo colonial foram transplantadas para África, assegurando a presença efectiva portuguesa de forma a afastar outros concorrentes. Apesar das dificuldades económico-financeiras, climáticas, demográficas e do isolamento, conseguiu-se ampliar alguns aglomerados urbanos e construir outros, já no interior, apoiando plantações ou zonas de mineração. A expansão colonial africana parou com o Ultimato britânico de 1890. A Grã-Bretanha pretende criar um grande Império, conquistando e submetendo muitos territórios, principalmente na África. Muitas vezes, a Grã-Bretanha, a maior potência do Mundo no séc. XIX, afasta os seus concorrentes menos poderosos e pequenos (no caso de Portugal) com ultimatos, ameaças, pressões económicas e inclusivamente com alguns conflitos militares.

publicado por luzdequeijas às 17:53
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UM CIDADÃO PODE PENSAR?

 

Chego a ter dúvidas sobre este direito do cidadão! Todavia, consulto sempre a minha consciência afim de não pisar terrenos perigosos mas, há um impulso que não podemos calar, se não compreendemos, queremos compreender.

Leio habitualmente, pelo menos um jornal por dia, para além de vários telejornais que ouço, arrepiado. Vem ao caso uma pequena notícia que acabo de ler, depois da habitual bica matinal: diz Teodora Cardoso, Presidente do Conselho de Finanças Públicas:

“ O erro foi no início ter-se subestimado o efeito das medidas de austeridade”.

CM 20-11-2012

Julgo que esta senhora para ocupar este lugar, tem certamente um valor, muito acima da média dos outros mortais! Por isso, tentei desligar-me deste assunto e puxei de um semanário que tinha comprado e leio mais sobre a nossa dívida, o seguinte:

€108 MIL MILHÕES PARA PAGAR ATÉ 2017!

Expresso 10-11-2012

Parei e fiquei a pensar; então o erro não foi ter-se criado uma divida externa que nos três anos depois do programa da troika, obriga Portugal a emitir anualmente €36 mil milhões de dívida pública? Se foi este o erro (e parece que sim) a nossa primeira obrigação é tomar medidas para que tal não volte a acontecer, castigando e denunciando o, ou os culpados. Só depois, poderíamos pensar se haveria alternativa à austeridade, ou quanto custaria suavizá-la. Ou então, esses custos seriam elevadíssimos e o melhor é não mexer em mais nada! Afinal, quem foi o culpado de tudo isto? De tanto sofrimento trazido ao povo? O povo paga, mas tem direito a saber.   

publicado por luzdequeijas às 16:56
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NOÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO

“O senso comum é uma coisa terrível, não percebe nada de leis ou de direito. Só percebe de justiça e injustiça. É um olhar lúcido, sem escaninhos jurídicos ou financeiros, tortuosos. E por vezes vê longe o cidadão comum! “

 

Ao assistir pela televisão a um debate do parlamento com o governo, ouvi o primeiro-ministro criticar um parlamentar sobre as actividades do ensino, afirmando haver um compromisso constitucional no sentido de ser o Estado a prestar esse Serviço Público. Estranhei ….

O conceito de “Serviço Público” tem sofrido mudanças através dos tempos. As primeiras noções de Serviço Público surgiram em França com a Escola de Serviço Público. Consideravam mesmo, que o “Serviço Público” abrangia todas as funções do Estado.

O mundo evoluiu e hoje advogam-se muito as parcerias entre poder público (algumas ruinosas) e a iniciativa privada para desmistificar fórmulas antigas, como a concessão e a permissão de serviços públicos". A “parceria público privada” (tão do seu gosto) não é novidade e desenvolveu-se perante a necessidade de obter maior eficiência na execução das actividades de interesse público, bem como em virtude da ausência de recursos do Estado para a realização de investimentos em infra-estruturas, necessários para possibilitar a prestação de tais serviços públicos.

Tudo isto está muito ligado a novos conceitos sobre a noção de “Serviço Público” que são relevantes para analisar o papel do Estado na economia: a intervenção do Estado na Economia, em maior ou menor grau, reflecte-se nos modos de se organizarem os serviços públicos. Assim, num modelo de Estado socializante, o Estado tende a intervir mais na Economia, na medida em que assume maior número de prestações, como prestador directo ou indirecto. Num modelo mais liberal tende a reservar ao Estado um papel de controlador ou regulador dos serviços públicos, que são oferecidos em regime de concorrência pela iniciativa privada e apenas podem ser assumidos pelo Estado quando verificadas as chamadas “falhas de mercado”. O Estado não pode subtrair-se, no entanto, à obrigação de estabelecer regras, assegurar ou controlar as actividades que reconhece formalmente como serviços públicos, seja qual for o modelo económico vigente.

No caso vertente do “Ensino” a nossa constituição estabelece no seu artigo 43.º “A liberdade de aprender e ensinar”.

No seu n.º1 – O estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.

 

Janeiro de 2009

publicado por luzdequeijas às 15:58
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

BOICOTE INTERNO

“ Rui Rio queixa-se de boicote interno “

O Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, vai pedir ao Ministério Público para investigar a eventual responsabilidade criminal de serviços da autarquia na retenção de oito processos pedidos pelo Departamento de Investigação e Acção Criminal (DIAP).

O requerimento judicial, relativo a dossiês polémicos, como o Plano de Pormenor das Antas e a construção no Parque da Cidade, entrou na Câmara a 18 de Junho e foi rapidamente despachado pelo director do departamento de urbanismo. No entanto, por aparente obstrução à justiça, boicote à actual gestão ou falha interna, os processos não chegaram ainda a sair da autarquia.

«É uma situação inadmissível que tem de ser investigada, para saber se há responsabilidade criminal ou uma enorme teia burocrática», disse Rui Rio ao Expresso.

O autarca, que contactou a Procuradoria – Geral da República quando, ontem, teve conhecimento do caso decidiu pedir ao DIAP para se deslocar à Câmara de forma a recolher directamente todo o material necessário à investigação “.

Expresso 31 Agosto 02

 

publicado por luzdequeijas às 18:06
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É SÓ FAZER AS CONTAS …

€108 MIL MILHÕES PARA PAGAR ATÉ 2017 !

 

Entre 2015 e 2017, as necessidades de pagamento do Estado português atingem um total de €108 mil milhões. Este montante, que representa cerca de dois terços do PIB, inclui as Obrigações do Tesouro que chegam à maturidade, empréstimos da (EU) que começam a vencer, refinanciamento de Bilhetes do Tesouro e também os défices orçamentais nesses três anos. Está previsto o regresso de Portugal às emissões de dívida de médio e longo prazo já em 2013, embora o orçamento não tenha qualquer verba inscrita. Mas é um regresso suave e, mesmo em 2014, o FMI e a EU ainda financiam € 7,4 mil milhões. É a partir dessa altura que Portugal está por sua CONTA E RISCO. A menos que haja segundo resgate, como alguns defendem, terá de confiar exclusivamente nos mercados.

 

Expresso – 2012-11-10

 

 

“ Quem deixou o País de rastos e não assume a sua culpa na tragédia, como é o caso do PS, deve ser afastado de qualquer projecto sério para Portugal.

 

Está, naturalmente e com toda a legitimidade, sob suspeita.

 

 DN- ANTÓNIO RIBEIRO FERREIRA

publicado por luzdequeijas às 17:40
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PISTACHE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O pistache ou pistáchio (Pistacia vera) pertence à família da Anacardiaceae e género Pistacia. Tanto a árvore quanto o fruto seco verde possuem essa denominação. É uma árvore de folha caduca e pequena (5 a 7 metros de altura, e que tende a inclinar-se) com folhas pinadas dióicas, nativa do sudoeste asiático (Ásia Menor, Irão, Síria e Israel e Palestina), de onde se estendeu o cultivo à região mediterrânica e à Califórnia.

Valor nutricional

Pistache dentro da casca e fora da casca (em roxo)

em média:

 

Consumo

Os grãos são mais frequentemente consumidos inteiros, torrados e salgados (como os amendoins) ou frescos.

Também é famoso o sorvete de pistache, de coloração verde. É utilizado em doces como a baklava e frios como mortadela.

Habitantes do meio-oeste americano fazem salada de pistache, que inclui pistaches frescos, ou pudim de pistache, conservas de frutas e, por vezes, queijo cottage ou marshmallow.

Um estudo americano publicado no Journal of Nutrition sugere que o pistache é mais rico em betacaroteno e vitamina E do que outros tipos de nozes, e que, se incorporado à dieta, pode aumentar os níveis de antioxidantes no sangue de pessoas adultas com colesterol alto.

publicado por luzdequeijas às 13:07
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Domingo, 18 de Novembro de 2012

O OURIÇO E A CASTANHA

Castanha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Ouriço de castanha.
 

As castanhas são os aquénios (geralmente três) do ouriço, o fruto capsular epinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa).

Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.

Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.

publicado por luzdequeijas às 22:01
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A CADA UM O SEU CAMINHO

Ter um blog é muito importante para mim, Nele coloco as minhas neuras, alegrias, tristezas, dúvidas e nele tenho o retorno de muitas pessoas, através dos seus comentários. Tenho tempo disponível, e esta é uma das melhores formas de eu poder pensar o mundo, pensar as minhas conclusões, dentro dos limites vagos do certo ou errado. Na verdade, entre o certo e o errado, existem ainda milhares de alternativas de mudar algo, nas conclusões a que se chegar.

Normalmente, descrevo opiniões, mas também navego pela informação, que servindo para mim, servirá certamente a muito boa gente. Algumas são as vezes em que sou assaltado com a dúvida de estar ou não a debitar opiniões, nem sempre suficientemente estruturadas. Depois da primeira angústia, normalmente, concluo que estruturar uma opinião não será, decerto, o melhor caminho de entregar a minha mensagem. Uma opinião deve apresentar contornos vagos e nunca uma estrutura apertada.

Chego a visionar-me perdido num deserto e vislumbrar alguém a caminhar no meu sentido. Espero e olho nesse sentido deixando fluir um sorriso de boas-vindas. Esse, alguém, pede-me que o ajude a seguir o melhor caminho para encontrar o rio dos Desejos. Então, olhando o sol e o meu relógio, digo-lhe que não estarei errado se lhe aconselhar que caminhe para norte. Com a minha mão aponto-lhe a direção correta, mas, avisei-o de que a partir dali e para não se desviar, só poderá contar com a sua intuição e com os sinais que descortinar, desde que os saiba entender e descodificar. O meu interlocutor despede-se e agradece, iniciando, depois, a sua caminhada. Por mim, fico sem qualquer receio sobre a indicação que aconselhei a este desconhecido, contudo, também fico seguro que lhe indiquei um caminho que comporta uma largura muito grande e uma distância até ao seu objetivo, que muito dependerão das suas próprias análises e opções. Colocando as minhas opiniões ao alcance de quem as quiser aproveitar, nunca farei delas um caminho estreito ou curto. As margens que deixo, não representam mais do que a liberdade que cada um deverá ter para as interpretar como melhor entender, o caminho que sugiro nos meus artigos de opinião, será sempre o de um dos quatro pontos cardiais.

publicado por luzdequeijas às 21:55
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AS NOSSAS PRIORIDADES

 

“Podemos definir o objectivo estratégico do Governo como sendo o de promover, realizar e influenciar numa sociedade as necessárias mudanças que permitam de uma forma consolidada e sustentada maximizar o nível e qualidade de vida dos cidadãos. Devemos ainda acrescentar que para alcançar este desafio o Governo deve procurar melhorar significativamente a qualificação, a cultura e a atitude dos cidadãos e criar um ambiente estimulante e de inovação em que estes, individual e colectivamente maior valor acrescentem em geral. Mas é também importante que numa situação como aquela em que o nosso país se encontra, com múltiplos desafios, o Governo defina quais são as três ou quatro prioridades estratégicas em que aposta, relativamente às quais não irá faltar e que são por todos os seus membros assumidas.

Neste contexto era importante que o Governo prestasse atenção prioritária aos seguintes projectos de mudança:

  1. 1.    Redefinir o papel do Estado e reestruturá-lo.
  2. 2.    Apostar na concorrência e abandonar os proteccionismos regulando adequadamente os mercados e afirmando a independência face aos vários lóbis e corporações.
  3. 3.    Reformar o sistema fiscal, moralizá-lo e não permitir a fraude e a evasão fiscal, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.

O Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.” (.)

                                                                               Expresso 27 Abril 2002

 

publicado por luzdequeijas às 17:36
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A BATALHA DO COMPORTAMENTO

                                   

É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo, de conviver respeitosamente com os outros e de se integrar na comunidade de trabalho. Por mais que preguem os paladinos da liberdade absoluta, sempre será preferível ver as crianças rodeadas de educadores, a vê-las mais tarde rodeadas de polícias. Um condenado à morte dizia no momento fatal: «Nunca tive ninguém que me dissesse “ não faças isso!“.

Como prova de que não estamos no bom caminho, basta atentar no seguinte.

São várias as etapas da desresponsabilização, decorrendo a primeira do apregoado direito de cada pessoa fazer o que quiser.

É assim, normal, as pessoas embriagarem-se, drogarem-se, prostituírem-se, etc, etc., e ninguém ter nada a ver com isso. Não há satisfação a dar à família, à comunidade, nem aos poderes constituídos.

Temos depois, como segunda etapa, o direito à comiseração geral.

Os que se embrenham em qualquer marginalidade, diz-se, têm direito à compreensão e à tolerância da colectividade. E os apóstolos desta compreensão insurgem-se contra aqueles que ousam censurar os marginais, mas não se abeiram deles a cuidar das suas «feridas», antes se perdem a proclamar que tais situações são fruto das desigualdades sociais, fazendo disso bandeira nas suas disputas ideológicas, perante o silêncio de grande parte da comunidade.

Surge, a seguir, o direito à solidariedade.

Exige-se que o Estado e as instituições da área social cuidem destas pessoas. E pondo-se de lado o tratamento das causas, passa-se a tratar, quando muito e se é possível, dos efeitos. É que tratar das causas prende-se com os valores da dignidade humana e isso é coisa proibida nas sociedades onde se cultiva o direito de cada um fazer o que quiser.

Esta é a terceira etapa da desresponsabilização e porventura aquela que entroniza a marginalidade na vivência da comunidade. Acresce, por fim, imagine-se! a subtileza de os infelizes ainda terem direito ao apoio de muitos que se opõem àqueles que são pela sua responsabilização . Coitados, eles marginalizaram-se por culpa de todos os outros e não por culpa deles! E não ´e adequado complexar os infelizes!

Esta é a etapa da consolidação da desresponsabilização. E lá vamos assim a caminho da desresponsabilização geral.                                             

Quem é que não reparou já na desresponsabilização de altos responsáveis da governação e administração do país?

Esses senhores fazem, nos seus postos de trabalho, o que querem, como querem, e nunca são responsabilizados. Não são demitidos, mas apenas deslocados para outros cargos. E se são governantes, aguarde-se por novas eleições para passarem a deputados. Quem é que os não vê nas bancadas da Assembleia da República?!

 

Expresso 15-06-02

publicado por luzdequeijas às 15:16
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AR FRESCO NA EDUCAÇÃO

 

“Sempre que um novo ministro da Educação toma posse, nasce uma esperança. Uma esperança, ainda que ténue, na alteração radical daquilo que tem sido o Ministério da Educação nas últimas décadas, independentemente do Governo ou do ministro que o geriu. As primeiras declarações públicas de David Justino reforçam essa esperança. O novo responsável pela Educação disse, de facto, meia dúzias de coisas que, a serem aplicadas, não deixarão de ser importantes melhorias no sistema. Desde logo, falou na autoridade nas escolas, na autoridade dos professores, palavra e conceito que é preciso reintroduzir no léxico educativo. Depois, defendeu que não é necessário tanta especialização no ensino secundário- e menos ainda no básico, como é óbvio -, o que parece ainda do mais elementar bom senso. Disse ainda não é a brincar que se aprende, mas sim a trabalhar, coisa que poderá arrepiar os cabelos a certos pedagogos que têm a mania que são modernos, mas que fica demonstrado pelo grau de insucesso escolar em que somos praticamente recordistas (além de que, como frisou o ministro, não é a brincar que se cria a necessária responsabilidade e ética dos trabalhos que serão necessários no futuro dos nossos jovens).

(...) Disse ainda DJ que as ideias relativistas e pós-modernas que se infiltraram nos programas escolares são, em boa parte, responsáveis pela inexistência de autoridade, de espirito de trabalho ou de cultura científica em muitas escolas de Portugal.

E, de facto se persistirmos, em conjunção com algumas teorias pretensamente inovadoras das ciências da educação (por sua vez influenciadas por uma sociologia bacoca), em afirmar, por exemplo, que todos os saberes se equivalem, que tudo resulta de construções sociais, que não pode haver uma escala de valores definível, chegamos rapidamente à bambochata em que se tornou a educação.

É um conjunto de ideias que mina a autoridade, que destrói a melhor tradição do conhecimento e que – em última instância – cria gerações de analfabetos sem referências nem valores.”

 

Expresso 27 Abril 2002

publicado por luzdequeijas às 14:59
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SABER TUDO ACERCA DE NADA

Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada», mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados, o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas, provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades. Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada, mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina, uma operação aritmética simples, da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe.”

 

Expresso 17 Agosto 2002

 

publicado por luzdequeijas às 14:56
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Sábado, 17 de Novembro de 2012

ANJOS DA EDUCAÇÃO

 

“Um estudo recente da Comissão Europeia, apresenta de forma clara e inequívoca o que há muito se sabia: a qualidade da educação portuguesa é medíocre.

(...) A qualidade da educação é medíocre de duas formas. Em primeiro lugar o produto do processo educativo é insuficiente. Por exemplo em competências como «leitura», «matemática», e «ciência» Portugal tem uma percentagem de estudantes com resultados insuficientes de 27,22 e 27 %.

Nenhum outro país tem resultados tão negativos em todos os indicadores e apenas a Grécia e o Luxemburgo se aproximam de nós. Em segundo lugar, combinando o PIB e os resultados das escalas de PISA, Portugal é o país que pior gasta no ensino. Por exemplo, o Estado português gasta cerca de 5,73% do PIB em educação e este valor está a subir. Na EU os gastos são de 5,03% e estão a descer.

Que razões há para esta situação de ineficiência no uso do dinheiro público na educação? Basicamente, recursos a mais e excessivamente remunerados.

Por exemplo, Portugal paga aos seus professores salários relativos muito superiores a outros países,”                                 

Expresso 06 Julho 2002

publicado por luzdequeijas às 23:13
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GLOBALIZAÇÃO E ÉTICA, EM DEBATE

“A ACEGE quer estabelecer a ponte entre o mundo empresarial e a doutrina social-cristã” .

"Desenvolvimento, Globalização e Ética é o tema do Congresso Nacional da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), na próxima semana, em que participarão o cardeal-patriarca de Lisboa, José Policarpo, economistas, empresários e catedráticos. Debater os impactos da globalização enquanto motor de desenvolvimento sem esquecer os valores essenciais ao Homem é o desafio lançado. Bruno Bobone, vice-presidente da ACEGE, afirma que actualmente «é fundamental uma cultura de responsabilidade por parte dos empresários, criadores de riqueza, quanto a preocupações de valores e ética na vida corrente das empresas». É neste contexto que a associação, fundada em 1952, pretende de uma forma renovada e dinâmica «mobilizar as consciências das pessoas envolvidas no mundo das empresas, promovendo a doutrina social cristã», adianta.

 O congresso, que terá lugar nos próximos dias 20 e 21, no Centro Cultural de Belém, conta com a presença de Cavaco Silva, José Roquete, Jardim Gonçalves e Manuela Ferreira Leite, entre outros. O tema escolhido pretende abrir portas à doutrina social-cristã enquadrando o conceito de ética dentro das empresas. Segundo Bruno Bobone, a globalização «tem sido a razão de grande desenvolvimento económico mas também motivo de grandes crises sociais».

Neste contexto, defende uma cultura de responsabilidade empresarial que, por via da doutrina social-cristã, promova e ajude os empresários e gestores a criar riqueza tendo em conta o valor intrínseco de cada indivíduo. Para isso é preciso ter consciência de que as empresas existem para servir o Homem e não para se servirem dele, refere Bruno Bobone, adiantando que o objectivo da associação passa por promover uma maior harmonização entre o mundo empresarial e as necessidades sociais inerentes a cada indivíduo, motivando-o, de forma a melhorar os índices de produtividade e garantindo a criação de riqueza no futuro.

«Acabar com o facilitismo, o proveito imediato e a permissividade» é uma das receitas eficazes para o sucesso de qualquer empresa a longo prazo, afirma Bruno Bobone, acrescentando que «70% do tempo que estamos acordados são passado dentro das empresas»».

Com mais de 300 associados, a ACEGE reúne empresas e gestores de grandes organizações criadoras de riqueza que têm como fio condutor a doutrina social-cristã. Entre eles encontram-se Ricardo Salgado, Artur Santos Silva, Jardim Gonçalves, Vasco Mello e Ludgero Marques.” 

Expresso 14 Setembro 2002

  

publicado por luzdequeijas às 23:06
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UMA BRUTALIDADE

Estudo

Empresas do Estado acumulam dívidas de 38 mil milhões

Económico

 
28/09/11 - 11:00


A dívida do sector empresarial do Estado ascendia a 38 mil milhões de euros no final de 2010, quase metade do pacote da 'troika'.

Os sectores dos transportes e da Saúde são os que mais contribuem para este resultado. A conclusão consta de um estudo anual patrocinado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), que está a ser apresentado numa conferência em Lisboa.

A TSF avançou com algumas conclusões do estudo. O metro de Lisboa, por exemplo, deve mais de 3.700 milhões, a CP 3.500, o metropolitano do Porto 3.200 e a TAP dois mil milhões de euros. Se a estes valores somarmos a dívida da REFER, da Carris, da Transtejo e dos Transportes Colectivos do Porto, chegamos a 16 mil milhões de dívida do sector.

Na Saúde, o cenário também não é famoso. A dívida do hospitais do sector empresarial do Estado é de quatro mil milhões de euros.

Contas feitas, as quase cem principais empresas detidas de forma directa pelo Estado têm uma dívida total, incluindo à Banca e a fornecedores, de pelo menos 38 mil milhões de euros. A investigação deste estudo foi coordenada pelo professor João Carvalho, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA).

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:00
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

ALGARISMOS ROMANOS

Algarismo Romano (IV ou IIII)?

  

Porque os relógios com números romanos usam IIII ao invés de IV para representar o número 4?

Esta é uma das mais populares perguntas sobre relógios e até hoje não se tem uma resposta definitiva.
O formato IV é uma forma relativamente moderna de se representar o numeral 4. O formato IIII foi usado até o período que chamamos de 'tempos modernos'.
Existem diversos sites que têm despendido tempo para analisar este caso. Alguns comentam que esta forma de representar o numeral 4 se deve a herança da realeza inglesa ou francesa. Outros entretanto, baseiam os seus comentários sobre o assunto na simetria aplicada nos mostradores.
O
Big-Ben, um dos mais famosos 'cartões postais' de Londres, usa a forma IV ao invés da tradicional forma encontrada na grande maioria dos relógios, que é o IIII.

publicado por luzdequeijas às 22:42
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INCONFORMISMO! E NÓS?

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
 
 

 

                              

                                   

 

Inconformismo é hoje a palavra eleita. Porque ser inconformista é acima de tudo ser um homem de bem. É nunca estar conformado com o mal dos outros. É querer para o próximo uma sociedade melhor, sem privilégios de grupos. É um homem que assina por baixo, tudo o que escreve e diz.

Ao contrário, há os outros. Aqueles que só querem privilégios para si e para os amigos. Aqueles que se escondem para planear aquilo que diz respeito a todos os portugueses. Aqueles que nunca assinam, mas enviam, de forma mesquinha, mensagens anónimas. 

 

Vamos então falar do povo, cujo sofrimento causa inconformismo às pessoas de bem. Para tal, falaremos dos interesses da população de Queijas, especialmente, daquela que veio para esta terra expulsa da cidade grande. Que encontrou lotes minúsculos, para casas minúsculas. Ruas onde mal cabiam dois carros, porque era suposto nunca virem a ter carro próprio. São todos aqueles homens de bem que , depois de uma dura vida de trabalho, hoje, estão sentados no banco dos jardins, sem flores, de Queijas. São estes que nos causam inconformismo, porque os outros que vieram depois, são conterrâneos, mas não precisam tanto de nós !

 

São, também aqueles que andam nos transportes públicos. Transportes esses que mal cabem nas nossas ruas. Aqueles que para se deslocarem a Lisboa, suportam uma caminhada do terceiro mundo ! Pagam caro a pouca comodidade e pontualidade, das muitas camionetas que trazem e levam centenas de habitantes desta vila por dia. Caminonetas que, há longos anos não têm onde parar, para " fazer horário". Onde os motoristas ao estacionarem as camionetas, não têm onde fazer as necessidades mais básicas ! Têm de as fazer contra os muros das vivendas. Falam alto e desabridamente com os colegas, não deixando os moradores descansarem. São, também,  vitimas do mesmo desleixo e falta de respeito, como os nossos moradores. Há um sanitário, que ninguém utiliza, junto ao mercado. Os técnicos da CMO quando decidem, não escutam a vontade e o saber da população!

 

As muitas carreiras com início e termino em Queijas, estacionam no início da R. Mouzinho da Silveira. Mesmo a seguir à curva! Rua com dois sentidos ! O espaço da rua, na largura, também, mal dá para outro carro passar! Esta é uma rua de acesso aos bairros das Ilhas e  Cheuni.

A ninguém ocorreu que se aquele trajecto de hoje, se fizesse ao contrário, poderia ter sido encontrada uma solução barata. Quando se diz ao contrário, diz-se seguindo até à R. Angra do Heroismo/ R. dos Açores e descendo a Mouzinho da Silveira que, no seu final, teria uma faixa larga, à direita, para estacionar. Teria, se não a tivessem ocupado para estacionamento de carros. Queijas precisa de parques de estacionamento subterrâneos. Para já.

Nesse local, ainda há um pequeno lote de terreno cheio de ervas altas, ( o habitual) que poderia ser aproveitado em pequenas instalações do serviço terminal. Não precisaríamos de mais. Não ambicionamos um caro  "Terminal". Precisamos que saibam que existimos!

Mas choca e causa um certo inconformismo, ler as notícias do jornal de hoje e comparar :

 

" A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos ! O objectivo é ganhar clientes e tornar as viagens mais agradáveis aos utentes."

 

Na semana da mobilidade humana, quando leio isto, e penso nas pessoas da freguesia com dificuldades motoras, fico cheio de inconformismo, para não dizer revolta. Se isto é saudável ou doentio, pouco me importa, basta-me sentir que é injusto !

 

publicado por luzdequeijas às 19:31
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A LINHA DO DOURO

De: António Alves - "As gerações futuras não nos perdoarão a cobardia"

Submetido por taf em Terça, 2009-12-29 16:17

As linhas do Tâmega e Corgo foram encerradas quase há um ano sob o pretexto da falta de segurança. Na altura foram prometidos milhões (40) para a sua reabilitação. Quase um ano passado, no Corgo decorrem algumas obras, mais para entreter do que para qualquer outra finalidade, e no Tâmega levantaram-se os carris e mais nada aconteceu. Prefiro acreditar que as linhas reabrirão um dia reabilitadas, mas não seria inédito em Portugal uma linha encerrar definitivamente mesmo acabada de renovar. Hoje já é líquido que a Linha do Tua morrerá. Quem manda prefere incrementar o especulativo valor accionista da Companhia das Índias Interiores (EDP) a preservar um vale intacto, um património único e não se incomoda nada em desvalorizar um produto turístico de excelência como é o Vale do Douro. Quanto maior for o sucesso da indústria turística duriense mais difícil será justificar a subsidiação de um certo turísmo lá pela capital imperial.

O desmoronamento ocorrido no Douro, a poucos quilómetros a jusante do Tua, requere que aqui a Norte nos mantenhamos atentos. O risco de aproveitamento da ocasião para um encerramento definitivo é real. Além da machadada na indústria turística do Douro, morre de vez uma das possíveis vias que esta região tem para escoar as suas mercadorias utilizando o caminho-de-ferro. E talvez seja mesmo esse o maior inimigo da Linha do Douro: a sua transformação em via de bitola europeia e a faculdade de ligar Leixões a Salamanca e Valladolid poderiam ser a morte de alguns projectos megalómanos a sul. E isso claramente não interessa a muita gente poderosa. Se deixarmos morrer a Linha do Douro as gerações futuras não nos perdoarão a coba

publicado por luzdequeijas às 16:18
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O PERIGO DE UM TORNADO

 

 

Veja o vídeo do tornado que hoje provocou estragos no Algarve
 

O tornado é o fenómeno mais destrutivo de todas as perturbações atmosféricas, apesar de a área ser mais limitada que a dos furacões, com diâmetro geralmente menor que dois quilómetros. Para se ter uma idéia, os furacões podem atingir um diâmetro de centenas de quilómetros e serem formados por diversos tornados, explica Eduardo Netto, professor de climatologia e meteorologia da Ulbra, em Canoas (RS).

Há outras diferenças: diferente do furacão, o tornado tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente ocorre por mais do que uma hora. Além disso, os tornados formam-se a partir de uma única nuvem de chuva e podem possuir vários redemoinhos, enquanto os furacões são feitos de diversas nuvens e têm apenas um vórtice.

Os tornados têm mais probabilidade de ocorrer numa área determinada dos Estados Unidos, explica o professor Netto, e acontecem com a chegada de frentes frias, em regiões onde o clima é mais quente e instável. O caminho que o tornado percorre é irregular, quando o funil encosta na superfície pode-se mover em linha reta ou não. Pode ainda duplicar-se, mudar de lugares ou formar vários funis.

publicado por luzdequeijas às 16:02
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REFAZER OS PARTIDOS

É nossa convicção que a aposta em refazer os partidos, em nada prejudicaria os interesses dos grupos económicos, que não podem nem devem ser divergentes dos interesses gerais do Estado e melhoraria a confiança do povo, trazendo-lhe muito mais motivação, transparência e entrega a um novo “sistema político”. Torna-se muito necessário envolver mais a população para lhe incutir maior responsabilidade política. Votar de 4 em 4 anos, não é prática suficiente, para ser rotulada de “democracia”. É preciso deixar de aproveitar a ingenuidade da população, e incentivá-la a aprofundar, ela própria, a sua democracia. Não chega, é mesmo ridículo, que os partidos, pagos pelo povo, marquem eleições, escolham os candidatos que só eles conhecem, acabando os eleitores de terem em tudo isto, um papel ultra-secundário. Ninguém está seguro de que os partidos actuais, não estejam controlados a seu montante, por forças organizadas não democraticamente. O financiamento ilegal dos partidos está muito na origem deste facto concreto. De qualquer modo, como está a acontecer, o povo é escravo desta suposta democracia. Tais partidos não podem defender genuinamente os interesses de todos! Alguém fica prejudicado e esse alguém é sempre o mais fraco. Este é um fenómeno organizado, global e responsável por muitas crises que já ocorreram e outras que virão a acontecer, muito brevemente! Os partidos de hoje, estão dominados por imensas “teias” e “redes”, que até seriam úteis se não desvirtuassem o intocável “Interesse Geral do Estado”. O que de facto acontece é que as teias e redes exercem o seu poder na procura de mais lucro e poder para os seus protectores. Com isso, vão aumentando a sua influência na sociedade e no Estado e desse modo asseguram também a sua impunidade! Ficam, assim, constituídas estruturas altamente eficientes, estruturadas e com um funcionamento grandemente complexo e altamente hierarquizado. Muito difícil de perceber! Praticamente impenetráveis por estranhos. Dispõem de assessores de altíssima qualidade no apoio jurídico, na gestão financeira, nas telecomunicações e informática. Enfim, no todo nacional. Dominando o mundo dos clientes e fornecedores! Sem darem por isso, dispõem de uma gigantesca rede de “tráfico de influências” A partir daí ficam seguros da sua importância e impunidade. Claro, que tudo isto afecta, e muito, aquilo a que todos chamam “democracia”! As virtualidades de um povo na sua plenitude ficam diminuídas e o estado da nação enfraquecido. Os graves problemas do desemprego não são resolvidos. A economia torna-se bastante vulnerável e sem crescimento. A “entropia” faz o resto, muitas vezes, até a “bancarrota” do país! Inundando país de tudo que são produtos tóxicos e lixo de muito má qualidade. A caminhada de braço dado com a corrupção não pára. A aposta é cada vez mais descarada. Ns alvos preferidos que são, quase exclusivamente, os grandes e pequenos centros de decisão. Acima de tudo, estão os partidos, veículo óptimo para permitir colocar as pessoas “certas”nos lugares "certos".

Sem darem por isso, ou dando, passam a dispor de uma rede gigantesca de tráfico de influências!

publicado por luzdequeijas às 15:57
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CEGO È AQULE QUE NÃO QUER VER

 

"Só 8 mil militantes do PS pagam quotas!!!

A duas semanas das eleições directas para o Partido Socialista , o número de militantes com quotas em dia é estranhamente baixo: apenas 8 mil num universo de 116 mil militantes".  Expresso

 

PS: Há por aí tanto analista político, qual a razão por que não opinam sobre este facto real? Com um mês decorrido sobre eleições legislativas e pouco mais das eleições para líder do PS, eleito com tanto "foguetório" para voltar a ser primeiro-ministro, por quantos votos foi Sócrates eleito nesse mediático acto eleitoral? Quanto tempo de antena? Quanta propaganda?

Cento e oito mil militantes não tinham as quotas pagas porquê? Por que não acreditavam na vitória eleitoral? Então e as suas convicções políticas? 

Com tantos boys bem colocados e tanto diploma "oferecido", não havia alguns euros para dignificar o partido?

É esta política que está a arrasar Portugal! Os partidos, provavelmente, têm além dos 108 mil sem pagar quotas, muitos outros milhares que nem constam dos cadernos de militantes. Tudo isto envolto em grande falta de transparência e muito oportunismo. No fundo, é este o lixo do país e não aquilo que o povo ganha com o seu labor diário para sustentar a família!

publicado por luzdequeijas às 15:52
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CAUSAS PROFUNDAS

Outra vez, é tudo asneira. "Indústria da palha"?

Comboios competindo com carroças?

Com um ministro que vê assim, em jargão de "choque tecnológico",

o século XIX e a história e o impacto económico dos

caminhos-de-ferro, não podemos senão ter um enorme

receio sobre o modo como estes governantes

vêem o TGV e o seu impacto económico.
Exemplos sobre exemplos desta degenerescência aparecem

todos os dias. Já não são bonitos de se ver os tempos da crise

do "socratismo", mais ainda vão ser piores os tempos da queda do

"socratismo". Claro que isto é tudo a superfície efémera.

O fundo é a perda de competitividade da economia portuguesa,

o défice descontrolado, a dívida que ninguém sabe como vai ser

paga, o desemprego e o empobrecimento dos portugueses, o país

cada vez mais longe da Europa. Mas a superfície traduz um

ambiente, uma ecologia, um "estado" de podridão. Na verdade,

como a sabedoria popular dos provérbios afirma,

o peixe apodrece pela cabeça.

(Versão do Públicode 16 de Janeiro de 2010.)

publicado por luzdequeijas às 12:14
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AS URBANIZAÇÕES E A DÍVIDA EXTERNA

Sem vergonha!

A região de Lisboa é a mais rica do país (105% do pib médio da UE).
A Madeira é a segunda mais rica (98%).
Os governos, em especial este, tem, com toda a desfaçatez e impunidade, vindo a reforçar a drenagem de recursos dos contribuintes de todo o país para reforçar investimentos públicos na região que já é a mais rica.
Numa situação de deficit astronómico (que terá de ser pago e portanto restringe investimentos, empregos, criação de riqueza), e que foi por este governo socialista voluntariamente desejada (!!), aquelas duas regiões mais ricas dão-se ao luxo de andar em disputa rebaldeira a ver quem saca mais. As restantes regiões do país, que tem de 61% (Norte) a 79% (Algarve) do pib/médio/ue tem-se limitado a assistir plácida e bovinamente.

publicado por luzdequeijas às 11:42
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

LIBERDADE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix, uma personificação da liberdade que, antigamente, era vista como resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças.
 

Liberdade, em filosofia, pode ser compreendida tanto negativa quanto positivamente. Sob a primeira perspectiva denota a ausência de submissão, servidão e de determinação; isto é, qualifica a independência do ser humano. Na segunda, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional; elemento qualificador e constituidor da condição dos comportamentos humanos voluntários.

publicado por luzdequeijas às 20:48
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ORDENS NACIONAIS

Ordens nacionais

Ordens de mérito civil

Ordens dinásticas

  • Ordem Real de Santa Isabel - Foi também criada pelo Rei D. João VI, para a sua mulher D. Carlota Joaquina de Bourbon distinguir um número limitado de senhoras que se distinguissem na prática de obras filantrópicas. O Grão-mestres desta Ordem pertenceu, até 1910, às Rainhas de Portugal. Actualmente é atribuída pela Duquesa de Bragança, com os mesmos objectivos definidos aquando da instituição da ordem.

As Insígnias compõem-se por:

Laço da Banda da Grã-Cruz .

Placa de Comendador.  

E

Insígnia de Cavaleiro.

 

publicado por luzdequeijas às 20:40
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AS FALSAS IDEOLOGIAS

O povo português é altamente influenciado por falsas ideologias que acabam por afectar e distorcer grandemente a “democracia” e o seu pleno funcionamento.

A população em vez de votar de forma salutar pela alternância no poder e com isso impedir a promiscuidade política, vota sistematicamente na esquerda ou na direita como se de clubes de futebol se tratasse.

Feita a pergunta a qualquer pessoa para definir o que é a esquerda ou a direita não sabem responder. Não sabem eles nem sabe ninguém, porque hoje isso não faz sentido!

São principalmente estratégias postas em prática pela esquerda para ganhar votos para quando tomar o “poder” meter o socialismo na gaveta e deixar o país de rastos!

  

“ Quem deixou o País de rastos e não assume a sua culpa na tragédia, como é o caso do PS, deve ser afastado de qualquer projecto sério para Portugal.

Está, naturalmente e com toda a legitimidade, sob suspeita.

                                                              

DN- ANTÒNIO RIBEIRO FERREIRA

 

publicado por luzdequeijas às 20:32
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COMO MATAR O MONSTRO

Se quisermos escutar o «País Profundo»  todo o tempo será pouco.

De resto é esta imensa multidão que paga os esbanjamentos dos que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

Senhor primeiro-ministro, enquanto não tiver chegado a esperada Revolução Tecnológica,  o país não pode continuar na mesma . Ela, só não resolve tudo, e vai demorar muito a dar frutos.

 

O povo sente quem o serve e sabe agradecer.

 

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral , desde que não estejam                          “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia,  e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que  nela acreditar.

 

Como?

 

Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela.

 

Um político tem de ter esse dom.

 

Isto, nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens.

 

Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares.

  

Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa .

 

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar:

 

Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te.

 

Se não serves para nada , eu não te posso dispensar.

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País !

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar . Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico.

 

Um dia se verá.

publicado por luzdequeijas às 20:21
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CAVACO NA TOMADA DE POSSE

Discurso de tomada de posse como Presidente da República, Lisboa, 9.3.2006

 

O discurso do Presidente – Ainda foi entendido dentro dos limites da “concertação estratégica” que ele nunca teve enquanto 1.º ministro, contudo, um reputado crítico  classificou-o como : um pedido elegante do Presidente pede ao Governo para abandonar o “ Power Point ” e a propaganda e começar a apresentar resultados.

Fica a certeza dos dois políticos mais importantes do país, saberem que as coisas estão muito complicadas para os portugueses, embora tenham de ter um discurso optimista para elevar a confiança dos portugueses e dos investidores.

O Monstro – está instalado entre nós vai para trinta anos. Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto - proclamados “Anti – Fascistas” , por terem forçado uma revolução a    qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- Os capitães de Abril por terem de forma absolutamente desonesta ignorado as hierarquias existentes para se lançarem nos braços de ideologias que não conheciam e que nos conduziriam a uma completa desgraça. Em nome dessas ideologias ignoraram a vontade da maioria do povo.

- Os radicais de esquerda pela falta de respeito que demonstraram ter pela maioria do povo e pela democracia, utilizando métodos absolutamente censuráveis.

- As corporações pelo egoísmo desenfreado castrador de uma mínima dignidade humana.

Depois vêem muitos pais sempre incógnitos, sempre movidos pela ambição e oportunismo ao que sempre juntaram incompetência.

- Por último, mas não menos responsáveis, os partidos políticos, pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela selecção dos seus militantes e dos candidatos que nomeiam para servir o povo português. Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade !

Quem tem esse poder tem que ser muito digno e ter a servi-lo pessoas ainda mais dignas.

publicado por luzdequeijas às 20:13
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FERNANDO PESSOA

 

O V IMPÉRIO

Existiram quatro impérios: • o Império Grego – aglutinando todos os conhecimentos e toda a experiência dos antigos impérios pré-culturais; • o Império Romano – juntando toda a experiência e cultura gregas e fundindo em seu âmbito todos os povos formadores, já ou depois, da nossa civilização; • o Império Cristão – fundindo a extensão do Império Romano com a cultura do Império Grego, e complementando com elementos de toda a ordem oriental, entre os quais o elemento hebraico); * o Império Inglês – distribuindo por toda a terra os resultados dos outros três impérios.

O V Império é um Império desejado por Fernando Pessoa, que este espera que Portugal o crie. Basicamente o V Império, esse tão esperado, consiste na reunião das duas forças separadas há muito, mas há muito que se estão a aproximar: • o lado esquerdo da sabedoria, isto é, a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual; • e o seu lado direito, ou seja, o conhecimento oculto, a intuição, a especulação mística e cabalística. Este Império Português caso viesse a existir seria ao mesmo tempo um império de cultura e um império universal.

 

Que Portugal é um país predestinado no mundo e para o mundo, a sua história parece comprová-lo. Mesmo como país predestinado, nunca poderíamos fugir aos ciclos, mesmo andando, como por vezes parece, em contraciclo ! Provavelmente por isso mesmo. Só andando com o passo trocado, em momentos determinados, podemos liderar um novo ciclo. Englobados dentro de um ciclo, nunca alcançamos os lugares cimeiros.

 

“… Quase ao mesmo tempo emudeceu a lira de Camões e parou a pena de João de Barros, o cronista da Índia. A providência levou-os a todos quando a Pátria já não precisava dos cantos do Poeta, nem das crónicas do Historiador, nem dos cálculos do Cosmógrafo...”.

 

À medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem de Cristo. Até que em 1550 o rei D. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando  da Ordem de Cristo e das expedições.

 

Por esta ou outra razão depois de se ter atingido o apogeu de Portugal o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império !

 

O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspectos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.

 

..... Desprezam os gostos e os valores; o mau gosto torna-se sinónimo de requinte o idiota passa por genial, cantores medíocres são vistos como estrelas. Já não há em Portugal mais lugar para um bravo Português...... 

 

Bater bem no fundo é o inicio do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.

 
publicado por luzdequeijas às 19:38
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QUEREM VOLTAR ATRÁS?

Bater bem no fundo é o inicio do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa (E nas pessoas que mostram ser honestas).

 

"( ... ) Uma vez mais, não me arrependi de escrever contra a corrente. Numa altura em que a classe política, a maioria dos comentadores e a quase totalidade dos jornais falavam de uma «remodelação iminente», escrevi que isso não fazia sentido.

Por muitas razões: porque significaria um atraso em muitos dossiês (numa altura crítica, em que o país está sob resgate), porque seria uma cedência à pressão mediática e porque não travaria a contestação social.

Na verdade, a contestação a que temos assistido nos últimos tempos, designadamente desde as manifestações de 15 de Setembro, não tem que ver com o ministro A ou B – tem que ver com as políticas de austeridade.

Não são as pessoas ou os ministérios que estão em causa; o que se contesta é a política global do Governo e as duras medidas que tem tomado.

Sendo assim, uma mudança de ministros não resolveria nada.

Teria custos certos em tempo e dinheiro, mas benefícios muito duvidosos.

Passos Coelho terá pensado o mesmo – e o ajuste que fez na semana passada não envolveu nenhum ministro." (.. )

 

José António Saraiva

publicado por luzdequeijas às 19:30
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O SOCIALISMO NA GRÉCIA

O PASOK participou pela primeira vez das eleições nacionais em novembro de 1974, conseguindo 13,5% dos votos, que garantiram a eleição de 15 deputados. Nas eleições para deputado de 1977 o PASOK dobrou a sua percentagem e elegeu 92 deputados, tornando-se a oposição oficial ao governo.

Os primeiros anos de governo

Em outubro de 1981, o PASOK, após um período pré-eleitoral tenso, com os slogans “Mudança” e “A Grécia para os Gregos”, obteve uma vitória com 48% dos votos e a maioria parlamentar com 173 deputados, formando o primeiro governo socialista autónomo da Grécia, tendo como primeiro-ministro Andréas Papandréu. Em 1984 foi realizado o primeiro Congresso do PASOK, que reelegeu unanimemente Andréas Papandréu para o cargo de presidente do partido. Em junho de 1985, o PASOK novamente venceu as eleições para deputado com 45% dos votos, elegendo 161 deputados e formando um governo autônomo. A estratégia de desenvolvimento que foi aplicada na Grécia pelo governo do PASOK no período entre 1984 e 1993 — que cobre tanto os Programas Mediterrâneos Integrados (em grego: Μεσογειακά Ολοκληρωμένα Προγράμματα, Μ.Ο.Π.), quanto o 1º Quadro Comunitário de Apoio (Κοινοτικό Πλαίσιο Στήριξης) — caracterizou-se principalmente pela grande dispersão dos recursos disponíveis em pequenas obras de infra-estrutura por todo o país. Essa política sustentou a atividade econômica e facilitou a melhoria da qualidade de vida nas áreas rurais e periféricas. O governo também melhorou as malhas de transporte regionais e amplificou a modernização dos pequenos negócios rurais e também a construção de hotéis de pequeno e médio porte em muitas regiões. Em 1989, em meio a um período de grande tensão política por causa do escândalo económico Koskotás e com seu fundador enfermo (com problemas cardíacos), o PASOK perdeu as eleições.

O segundo período de governo de Andréas Papandréu

Em outubro de 1993, após decisão do Tribunal Especial, que considerou Andréa Papandréu inocente, o PASOK voltou ao governo com 47% dos votos, com Papandréu como primeiro-ministro. Em outubro de 1995 o PASOK entrou em um período crítico de tensões e atritos internos, durante o qual Dimítris Tsovólas do Comitê Central abandonou o partido para fundar, mais tarde, o Movimento Democrático Social (ΔΗΚΚΙ, na sigla em grego). Kóstas Skandalídis foi eleito secretário do Comitê Central após a entrada de Ákis Tsochatzópulos no governo. Poucos dias depois, a saúde de Andréas Papandréu sofreu nova crise e ele foi internado no Centro de Cardiocirurgia Onásio

publicado por luzdequeijas às 17:24
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O EXEMPLO DA CHINA

Dizem os nossos entendidos, que em Portugal por cada euro produzido, o país gasta 4,3 euros! Empregando dinheiro captado com dívida externa, que já é monstro, à sombra de juros impossíveis, e produzindo a custos muito altos, incompatíveis com a competitividade mundial, esta situação nem admira. Será, que mais valeria deixarmos de trabalhar?

Anteriormente, houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura de "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com tal, o aumento do défice das contas públicas e da nossa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi sempre disparando! O desemprego também!

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão-de-obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares, de atuação no mercado mundial. Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e também por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegeram. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras! Nem obras públicas a granel!

Não seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável.

Para além das finanças, a União Europeia deverá controlar as trocas comerciais dentro e fora da Europa, de todos os seus membros. Decerto, este parece o caminho mais seguro de corrigir os actuais défices e outros que irão aparecer. Sem desemprego incontrolável!

publicado por luzdequeijas às 15:18
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AS MENTIRAS DO ESTADO SOCIAL

AS MENTIRAS DO ESTADO SOCIAL
O estrabismo alegre
8 de Outubro, 2010Por José António Saraiva
Quando Passos Coelho apresentou o seu tímido projecto de revisão constitucional, os socialistas gritaram em coro: «Aqui d El Rei, que ele quer acabar com o Estado Social!».

O Estado Social transformou-se numa espécie de bandeira dos socialistas: o PSD queria destruí-lo, ao PS cabia o papel de ser o seu guardião.

Adivinhou-se que esse seria o grande tema do futuro.

Manuel Alegre disse alegremente que, se fosse eleito Presidente da República, vetaria todo e qualquer diploma contra o Estado Social.

Será que esta gente toda sabia o que estava a dizer?

José Sócrates, na semana passada, já começou a dar umas machadadazinhas no dito Estado Social.

E vai ter de dar mais e mais e mais.

Ele e os seus sucessores.

Porque este Estado Social - também chamado Estado Providência -, por muito bom que seja e o queiramos defender, é pura e simplesmente insustentável.

Por duas razões - uma interna e outra externa.

Internamente, porque os impostos necessários para o sustentar estão a asfixiar a economia.

Um país, para progredir, tem de investir em actividades reprodutivas.

Capazes de produzir riqueza.

Ora, o aumento progressivo dos impostos (para sustentar o Estado Social... e o outro) está a retirar cada vez mais capital ao investimento, contribuindo para o empobrecimento do país.

Por este caminho, a perspectiva é tornarmo-nos cada vez mais pobres.

E o Estado Social ser cada vez mais difícil de suportar.

Por outro lado, com o avanço da globalização, os habitantes das áreas do mundo mais desenvolvidas vão necessariamente ter de passar a viver pior - porque as condições de vida noutras áreas do mundo vão necessariamente melhorar.

Nesta matéria, o mundo funciona cada vez mais como um sistema de vasos comunicantes : para uns ganharem mais, outros vão ter de ganhar menos.

As deslocalizações de empresas e de fábricas do Ocidente para o Oriente, provocando desemprego de um lado e aumentando a procura de mão-de-obra do outro, vão ter como consequência uma queda de salários na Europa (e América do Norte) e uma subida na Índia, China, etc.

O Estado Providência, tal como o conhecemos, tem - por isso - os dias contados.

Tem de mudar de paradigma.

 

SOL - JAS



publicado por luzdequeijas às 14:55
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MITOS

 

 Na Galipedia, a Wikipedia en galego.

O DEUS THOR DOS VIKINGS
 
O deus Thor, dos vikingos, na batalla contra os xigantes.
Pintura de Mårten Eskil Winge (1872).
 
Um mito (do grego μῦθος, mythos, conto) é a narração alegórica de fenómenos extraordinários ou feitos inezplicáveis para os nossos conhecimentos, protagonizada por personagens fabulosas (deuses, semideuses, monstros) ou heróis. Nas comunidades antigas os mitos eram considerados como uma realidade vivida por diversas personagens sobrenaturais.
 

 

publicado por luzdequeijas às 14:27
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Meine liebe Merkel*

 

Dirijo-lhe esta carta para esclarecer que nem todos os portugueses a confundem com Adolf Hitler e são poucos os que a culpam pelas desgraças nacionais. Bem pelo contrário, como se viu pelas poucas centenas de manifestantes nos protestos organizados, a esmagadora maioria sabe quem são os principais responsáveis pelo estado lastimável a que chegámos.

 

Por:Paulo Pinto Mascarenhas, Jornalista

 

Lamenta-se que a senhora chanceler tenha acreditado em José Sócrates. Só que ninguém lhe pode atirar a primeira pedra: afinal de contas, muitos portugueses foram igualmente enganados.

A austeridade tornou-se excessiva e os sacrifícios muito duros, o que a prejudica também a si e às exportações alemãs para o nosso País, como o CM lembrava ontem. Mas convém desconfiar sempre dos políticos lusos.

Desconfie sobretudo quando algum deles lhe falar da necessidade de políticas de crescimento económico em Portugal. Traduzindo para alemão, isso vai querer dizer "Schuldenpolitik". Ou seja, mais políticas de endividamento. Quem a avisa, seu amigo é.

* Minha querida Merkel

publicado por luzdequeijas às 12:56
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PEDE-SE, UM PASSO EM FRENTE

 

É preciso inventar uma nova Europa, cujo nome seja sinónimo de paz e de democracia, uma Europa inteira, unida e livre, que supere uma longa divisão histórica entre os seus países.

Alguns destes países situados mais para sul, caíram numa encruzilhada de duas crises económico-financeiras. No caso português, a democracia levou tempo a consolidar, se é que já o está. Atravessámos um período de forte instabilidade, com perigosos desvios à esquerda e pusemos fim a um longo trajeto colonial no meio desta tempestade. Empurraram-nos para nacionalizações quando os bons ventos impunham políticas de privatizações. Em momentos de correção de trajetória, abrigámos mais de um milhão de “retornados” das ex-colónias, chegados aqui sem eira nem beira.

Tudo isto causou a este pequeno país com 900 anos de história, rombos mal entendidos por muitos que nos começaram a chamar irmãos. Não somos perfeitos, mas temos uma história que nos faz grande.
Em boa verdade, em Portugal nos últimos 10 anos houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento económico". Também em boa verdade, isso não nos deu crescimento económico, mas pôs-nos às costas uma brutal dívida externa. Também um défice, mais teimoso que uma mula velha! Em termos de finanças e economia, há hoje conclusões não sabidas anteriormente. Pagar dívida e reduzir défice sem dinheiro, pode disparar, não uma correção do défice, mas um agravamento da dívida e do défice. Claro, que com um povo experiente em política e mais desconfiado de homens proverbiais e bem-falantes, isto não teria acontecido, ou seja, não teria havido investimento público “doentio” e nem pouco mais ou menos PPP. Mas houve!

Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião. O investimento público não resultou, a dívida tornou-se “monstro” e o défice disparou. Tudo isto encoberto por amor ao poder!  

A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna, digo, crescimento! A dívida externa foi continuando a disparar!

Produzimos menos bens transacionáveis e mais "obras públicas" (somos o país da Europa com mais autoestradas por Km2). 

 

publicado por luzdequeijas às 12:40
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

A DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA

Entretanto fugindo da guerra nas colónias que se disseminou a partir de 1975, os designados “retornados” foram-se espalhando pelo mundo e a maioria foi enchendo todas as pensões, edificações de veraneio e todo e qualquer tecto disponível em Portugal. Sós, incógnitos ou fim de notícia nos meios de comunicação social, foram o estandarte para as dificuldades da consolidação de uma democracia que relegou, para plano secundário, a vida de milhões de portugueses. Dilacerou-se a alma de quem, afinal, vivera a sua vida num dado enquadramento, mesclando-se, aculturando-se, recriando uma sociedade diferente num espaço distinto.

 

A Guerra Fria coincidiu com uma significativa ampliação da comunidade internacional. A partir do final dos anos quarenta do século XX, desencadeou-se um extenso processo de Descolonização, que perdurou até à década de setenta. Foram raras as ocasiões, entretanto, em que a liquidação de antigos impérios coloniais ocorreu pacificamente. Ela se deu de forma mais concentrada na Ásia nos anos cinquenta e na África nos anos sessenta.

 

Com a Descolonização, Portugal perdeu a sua dimensão imperial e ficou reduzido aos seus territórios europeus. Com a democratização, Portugal criou as condições para superar o seu isolamento e recuperar o seu lugar na Europa das democracias.

 

O fim do isolamento imposto pelo regime autoritário, a Descolonização e a institucionalização de uma democracia pluralista, marcam o regresso de Portugal à Europa.
O processo de negociação da nossa adesão foi demorado; Portugal só pôde passar a ser membro de pleno direito das Comunidades Europeias em 1986, oito anos após o pedido de adesão.
A adesão teve efeitos decisivos para Portugal, quer para estabilizar a sua posição internacional, quer para consolidar a democracia, quer para criar melhores condições de modernização económica e social. Mas, sobretudo, tornou possível neutralizar os riscos de marginalização, de certo modo implícitos na nossa posição periférica

 

O fim da guerra fria fechou um ciclo da história europeia e encerrou um século terrível de guerras e de revoluções totalitárias. As divisões políticas e ideológicas que separavam duas Europas tornaram-se supérfluas.

 

É preciso inventar uma nova Europa, cujo nome seja sinónimo de paz e de democracia, uma Europa inteira e livre que supere uma longa divisão histórica entre as duas Europas.

publicado por luzdequeijas às 15:56
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GENTE MUITO ENTENDIDA

Dizem os nossos entendidos, que em Portugal por cada euro produzido, o país gasta 4,3 euros! Empregando dinheiro captado com dívida externa, que já é monstro de há muito, e à sombra de juros impossíveis, tudo produzido a custos muito altos e incompatíveis com a competitividade mundial, esta situação nem sequer admira.

 

Será que mais valeria, deixarmos todos de trabalhar? Assim, nem seria preciso fazer tantas greves!

 

Salvo opinião mais credível, atualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. É fácil, é barato e dá milhões de votos! Na boca do líder da oposição e dito com enfase, os jornalistas nem lhe perguntam com que dinheiro se pagariam tais investimentos.Afinal, o outro PS,destruiu a economia, sem conseguir qualquer crescimento!

 

Erguer uma economia, também destruida com greves e constante agitação social, em meia-dúzia de anos, foi extremamente fácil e deu imensa popularidade e votos.

 

Como se não chegasse, ainda hoje, lá estão as nossas televisões a entrevistarem deputados (sempre de esquerda) e líderes sindicais. Para estes, nem sequer existem dúvidas, está tudo errado, Dito convictamente, até parece que assim será! Na União Europeia, no Banco Central Europeu e no FMI é tudo gente ignorante. Abençoada esquerda, destroem o país, mas convicções não lhes faltam! Então, um certo líder sindical, parece dono de Portugal! As televisões lá saberão o motivo por que lhe dão tanta “guita”. Finalmente, no governo são todos uns cretinos, que devem ser pura e simplesmente todos demitidos. Para quê? Claro, para serem eleitas personalidades de esquerda e extrema esquerda! Essas é que sabem. Foi pena, a cortina de ferro ter caído como baralho de cartas, senão, este mundo era outro! Ninguém abria a boca, mesmo a gente capacitada da “extrema-esquerda” que enche os telejornais das nossas televisões.Se duvidam vejam o exemplo de Cuba!

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:14
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

RECUPERAR A ÉTICA E OS VALORES

 

Portugal não vive apenas uma crise económica, financeira e social. Vive também uma  crise ética, moral e de valores. Uma crise que é mais profunda do que se pensa e mais séria do que se imagina. Uma crise que contamina a nossa sociedade, as nossas instituições e a nossa democracia. Uma crise que leva os cidadãos a estarem cada vez mais descrentes e desconfiados de todos aqueles que os representam.

Não gosto de ser alarmista nem de cultivar falsos moralismos. Mas a verdade é que começa a ser tempo de sermos mais exigentes em relação à democracia em que vivemos e, especialmente, em relação aos políticos que temos.

Quando há dois anos critiquei a “trapalhada” do que se passou com o caso da licenciatura do primeiro-ministro, não o fiz por chicana política ou táctica partidária. Fi-lo porque o que daquele caso irradiou para a sociedade foi o exemplo. O mau exemplo. Em vez de se dar aos jovens o exemplo de que tirar um curso superior é uma questão muito séria, que exige rigor, disciplina, esforço e mérito, a imagem que passou foi a da habilidade, do “chico-espertismo”, da mera preocupação com o título académico. ( ... ) Ora, o bom exemplo, é mais importante que as melhores leis que possamos aprovar e que os discursos mais brilhantes que possamos fazer. E, além do mais não custa dinheiro nem contribui para o défice público.

Luís Marques Mendes

publicado por luzdequeijas às 19:37
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OS NOVOS DESAFIOS DE PORTUGAL

 

Fala-se muito e com razão, da crise económica e financeira internacional que nos bateu à porta. É verdade que esta crise é grave, é profunda e está para durar. Mas esta é apenas uma meia-verdade da situação que estamos a viver. Há outra meia-verdade que é sistematicamente ocultada no discurso oficial. E é esta: Portugal não vive apenas os efeitos de uma crise. Portugal vive uma dupla crise: uma crise nacional e uma crise  internacional. A crise internacional começou por ser financeira e transformou-se a seguir numa grave crise económica e social. A crise nacional é, sobretudo, de competitividade que há mais de uma década nos aflige e que é responsável pelo nosso continuado empobrecimento.

Por outras palavras, antes de a crise internacional nos ter batido à porta já Portugal estava em crise, já divergia da Europa, já se afundava nos “rankings” europeus de crescimento e prosperidade, já o desemprego subia e se agravavam as desigualdades sociais.

Esta é a verdade que o discurso oficial omite. E esta omissão é grave e vai ter consequências. É grave porque omitir esta situação é semear a ilusão. A ilusão de que, passados os efeitos da crise internacional, Portugal vai, finalmente, encontrar o caminho do sucesso e da prosperidade.

Lamento dizer mas infelizmente isso não vai suceder. A crise portuguesa começou antes da crise internacional e vai prolongar-se para além do seu terminus.Mas esta omissão vai ter também consequências bem perniciosas. Primeiro, vai representar um choque para os portugueses. Quando virem outros países recuperarem da crise e nós a continuarmos afundados , os nossos compatriotas não vão gostar do cenário que lhes surgiu pela frente. Será mais uma frustração a somar a várias outras. Depois, porque quanto mais tempo demorarmos a perceber as razões estruturais da nossa crise interna, mais tempo precisaremos para executar a terapia necessária para lhe fazer frente. Os portugueses perceberão então que andámos a perder tempo, a adiar soluções, a hipotecar o futuro.

Luís Marques Mendes  

publicado por luzdequeijas às 19:27
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CIDADES COM FUTURO

TÊM DE CRIAR RIQUEZA

Passar da lógica distributiva de fundos da Administração Central para a de promotor de projectos é o desafio que os municípios enfrentam

Uma cidade tem de ser capaz de gerar e acumular qualidade de vida e sustentabilidade: actividade económica e riqueza; e conhecimento; inovação e criatividade. Só assim poderá garantir sustentabilidade e desenvolvimentos futuros, defende o estudo “Cidades e Desenvolvimento”: um domínio de potencial estratégico para a economia portuguesa”, da CGD e da SAER.

O problema, frisa o documento, é que muitas das cidades portuguesas não satisfazem esses critérios. Agora têm de ganhar dimensão crítica e racionalidade económica, que resulte em equilíbrio financeiro. (...)

S.M.L. - Expresso 
publicado por luzdequeijas às 19:19
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TEMOS DE ALIGEIRAR O ESTADO

( ..) Há dez anos começo as minhas aulas na Universidade Católica colocando a seguinte pergunta: “Por que razão Portugal é um país atrasado?”

E a resposta começa pela seguinte conatação: porque a sociedade civil nunca se autonomizou em relação ao poder do Estado.

Porque nunca se formou em Portugal uma burguesia empreendedora  e com vida própria. No momento em que nos países hoje desenvolvidos se afirmava uma burguesia com iniciativa, autónoma, independente, em Portugal a incipiente burguesia viveu enfeudada ao Estado central. Nunca se libertou dele. E este foi o nosso fado até hoje.

A dependência do país em relação ao Estado tem sempre estado na base do nosso atraso. Só que, se essa situação foi até agora possível – embora com consequências conhecidas -, a partir de agora deixou de ser suportável. Por duas razões principais. Primeira: porque uma excessiva concentração de poder nas mãos do Estado não é compatível com o nosso sistema de partidos. Os partidos tendem a usar a máquina do estado e as empresas públicas como coutada sua, o que produz grandes traumas sempre que o poder político muda de mãos.

Ora isto só se resolve aligeirando o Estado e dando mais força à sociedade civil. ( ... )

José António Saraiva - SOL

publicado por luzdequeijas às 14:14
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MONTE MERU

a Galipedia, a Wikipedia

O monte Meru é a montanha mítica considerada como o eixo do mundo nas mitoloxías persa e sobretudo hindú. Tería uma altura de 80.000 léguas (450.000 km.). O monte Meru estaría situado no centro da Terra, em Jambudvipa, um dos continentes dos mitos indios. Julga-se, como a morada dos deuses ou deusas. Por cima encontram-se os céus, por debaixo os infernos, e em todo o seu redor estende-se o mundo visível. À volta do monte gira o sol.

 

 

O monte Meru viría a corresponder, talvez, a uma montanha sita sobre a beira ocidental do lago Manasarovar, que se chama hoxe o monte Kailash (mas o seu nome em sánscrito é Meru ou Sumeru).

Certas lendas relatan que o monte Meru e Vayu, o deus do vento, eram bons amigos. Porém, o sábio Nârada aproximou-se de Vayu, incitando-o a humilhar a montanha. Vayu soprou com toda a força durante um ano, mas Meru não se lhe submeteu. Ao cabo dum ano, Meru descansou do seus esforços por uns instantes. Vayu aproveitou e aumentou a força do seu sopro. Então de cima da montanha desprendeu-se e caiu no mar, onde formou unma ilha, a actual Sri Lanka, antiga Ceilán.

A arquitectura dos templos hindús simbolizam esta montaha sacra (os andares do templo e são sempre de número impar : 3, 5, 7…). Un exemplo característico é Angkor Wat.

publicado por luzdequeijas às 13:15
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

A CIDADE DO SOL

Infelizmente, poucos turistas ficam a conhecer os tesouros arqueológicos do Iraque, como o antigo reino de Hatra, também conhecido por “Cidade do Sol”. Esse lugar feito de pedra cor-de-mel, está localizado no deserto a noroeste do Iraque. Foi governado por reis árabes cristãos durante a vigência da rota da seda, antiga ligação entre o Ocidente e o Oriente. Hoje, as muralhas carregam lembranças do ainda governante do país, o presidente Saddam Hussein. As suas iniciais estão marcadas em milhares de pedras usadas na reconstrução da cidade. O Iraque está repleto de tesouros históricos da era mesopotâmica até ao nascimento do islamismo. Entre eles, há as mesquitas douradas da Najaf e Karbala e os palácios de Bagdad e Samarra. O início de Hatra é obscuro. Segundo o governo iraquiano, a cidade foi fundada em meados do século 2 a.C. Os iranianos afirmam que ela nasceu no século 3 d.C. Hatra era a ligação entre cidades árabes como, Palmyra na Síria, Petra na Jordânia e Baalbek no Líbano. Esta cidadela fica a 354 quilómetros de Bagdad e apresenta uma miscelânea das culturas orientais e ocidentais. A arquitectura possui influências gregas, romanas e persas. Há inscrições nas paredes em aramaico, língua usada por Jesus. No centro da cidade, há uma complexa estrutura onde estão os principais templos. Os maiores são os de Shamash (o Deus do Sol), construído por Sanatruq 1.º, e o de Shahiro (Estrela da Manhã ou Vénus), um dos Deuses de Hatra. O complexo é rodeado por um muro interno de três quilómetros, defendido por outro muro maior com 171 torres de vigília. Os altos portões arqueados dos templos, possuem imagens de cabeças humanas. O mármore branco ainda é visível. A cidade possui quatro entradas, as quais correspondem aos pontos cardeais. Algumas paredes são decoradas com desenhos de águias, camelos e peixes. As antigas caravanas que cruzavam a Mesopotâmia buscavam em Hatra água, diversão e negócios. Casas de banho e armazéns ladeiam a parede sul, onde comerciantes trocavam informações, temperos, tapetes e seda. No templo de al-Saqaya (purificação), acontecia o banho dos mortos.

publicado por luzdequeijas às 21:29
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CRIMINALIDADE ECONÓMICO FINANCEIRA

O Conselho da Europa já definiu este tipo de criminalidade como um conjunto de ações «praticadas» por duas ou mais pessoas que participam num projeto criminal, com o fim de obterem poder e lucro através de negócios ilegais, ou de catividades a estes associadas, recorrendo à violência e à intimidação, e usando de influência junto das esferas políticas, dos média, da economia, do Governo e da Justiça». Trata-se de uma criminalidade, que aparentemente não afeta o cidadão comum. Os seus intervenientes são pessoas sem rosto, a prova do facto é muito difícil, à primeira vista ninguém está a ser prejudicado, mas na realidade os seus danos são profundos e gravíssimos. O Direito Penal existente está vocacionado para proteger os direitos individuais, mas não para proteger o “interesse social”. Eles sabem disso.

A criminalidade económico-financeira, ao atacar os bens sociais provoca danos profundos ao nível da legalidade, da igualdade, da concorrência leal e da justa repartição da riqueza e dos rendimentos. Dispondo de muitos meios para aumentarem a sua influência vão-se tornando cada vez mais fortes, infiltrando sectores da máxima importância do Estado. Fomenta o caciquismo ferindo o princípio da igualdade. Ao reger-se no mercado por ações ilegais e ocultas, pratica a concorrência desleal. Ao enganar o fisco com rendimentos fictícios, invalida uma igualdade justa da repartição da riqueza. Em resultado de tudo isto, as receitas do Estado descem impossibilitando investimentos essenciais em áreas como a saúde, educação e assistência social.

publicado por luzdequeijas às 21:11
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MANDALA EM MUDRA

Alternativamente, a oferta da mandala pode ser feita com as mãos em mudra , com os dedos entrelaçados numa determinada forma.

Oferta de mandala feita com as mãos em mudra

O sistema de mundo representado por ambos os tipos de mandala externa é mais frequentemente descrito nos ensinamentos do abhidharma sobre os tópicos especiais de conhecimento. Consiste num sistema que tem quatro continents-ilhas à volta do Monte Meru, no centro, com cada continente-ilha tendo duas ilhas menores emparelhadas com eles, voltadas para o lado oposto ao Monte Meru o sistema Kalachakra, a forma de sistema de mundo é ligeiramente diferente, embora ainda tenha Monte Meru, quatro continentes-ilhas e oito ilhas mais pequenas.

 

Os mudras são os gestos simbólicos que são associados aos buddhas. Esses gestos são muito utilizados na iconografia e buddhista.

Mudra, uma palavra com muitos significados, é caraterizada como gesto, posicionamento místico das mãos, como selo ou também como símbolo. Estas posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar plasticamente determinados estados ou processos de consciência. Mas as posturas determinadas podem também, ao contrário, levar aos estádos de consciência que simbolizam. Parece que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada expressão da mais elevada religiosidade. . ( .. ) O significado espiritual dos mudras encontra a sua expressão perfeita na arte indiana. Os gestos das divindades representadas na arte hinduísta e buddista e os atributos que os acompanham simbolizam as funções ou aludem a determinados acontecimentos mitológicos.  ( .. ) No decorrer dos séculos, os buddhas e bodhisattvas representados iconograficamente com os seus gestos simbólicos e atributos, propiciaram o estado de espírito próprio da meditação e criaram uma profunda atmosfera de crença.

Ingrid Ramm - Bonwitt, Mudras 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:08
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SOLDADOS UNIDOS VENCERÃO

Os SUV - Soldados Unidos Vencerão foram constituídos em Agosto de 1975 pelo PRP. Os SUV foram grupos de militares que atuavam no interior dos quartéis com vista a promover a auto-organização política dos militares. Os SUV atuavam sob a direção de Ferreira Fernandes, Manuel Resende, José Carvalho e Heitor de Sousa, entre outros. Tratava-se de uma organização clandestina no interior das Forças Armadas e incluía, não só soldados, como também alguns graduados. [2]

A primeira conferência de imprensa dos SUV foi feita no Porto, decorreram manifestações dos SUV em Lisboa a 25 de Setembro e no Porto no dia 6 de Outubro de 1975.

 

 

1975 - SUV Soldados Unidos Vencerão, Manifestação no Porto em Outubro.[1]

 

 

Manifesto

 

No manifesto, referiam que, "...considerando que já por diversas vezes fizemos cedências à burguesia nomeadamente ao submetermos a nossa luta à aliança com o MFA, que por causa das suas contradições e hesitações no passado, e de hoje estar ao serviço de elementos contra-revolucionários, nos tem valido não só o afastamento e hostilidade da população (especialmente dos nossos irmãos camponeses), como também a desmoralização de numerosos combatentes das nossas fileiras e o adormecimento perante a ofensiva reacionária dentro e fora dos quartéis...", "...SUV luta com todos os trabalhadores pela preparação de condições que permitam a destruição do Exército burguês e a criação do braço armado do poder dos trabalhadores: o Exército Popular Revolucionário...", "...Sempre, Sempre ao lado do Povo é o nosso lema..." Setembro de 1975. [3]

WIKIPÉDIA

 

publicado por luzdequeijas às 17:47
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CAMARATE

Foi outro capítulo negro da história pós 25 de Abril. A 3 de Janeiro de 1980, o Presidente Ramalho Eanes chamou Sá Carneiro (19/7/1934 - 4/12/1980) para Primeiro Ministro, sucedendo a Maria de Lurdes Pintassilgo.

A 4 de Dezembro de 1980, o pequeno avião Cessna 421 A em que seguia despenhou-se em Camarate, nos subúrbios de Lisboa, depois de descolar do aeroporto de Lisboa rumo ao Porto, matando os dois pilotos, Sá Carneiro, o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e respectivas esposas. A versão oficial (mantida durante quase 3 décadas de estranhas investigações) foi que se tratara de um acidente, por falha no avião, apesar de existirem evidências (vestígios de explosivos nas pernas do piloto) que apontavam para crime.
Em 2005, novo inquérito leva a concluir que Sá Carneiro tinha sido de facto vitimado por uma bomba colocada no avião.

publicado por luzdequeijas às 17:37
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O 25 de NOVEMBRO

Era uma fatalidade histórica. Por isso o 25 de Novembro, todos o reconhecem, tinha que se dar.

Reveladora da vontade da sociedade civil foi, finalmente, a decisão dos agricultores da CAP que, reunidos em Rio Maior deliberaram mesmo dividir o pais a meio, cortando o trânsito rodoviário e ferroviário entre Norte e Sul.

Foi o verão quente de 1975, o povo juntou-se em barricadas e manifestações, mas para fazer prevalecer a vontade da maioria. Depois votou e decidiu:

- O parto da III República (Democrática)

- Em 2 de Abril de 1976 promulga-se a nova Constituição, e em 25 de Abril de 1976 realizam-se as primeiras eleições legislativas e, pouco depois, as eleições presidenciais.

- O 1º Governo Constitucional forma-se tendo  Ramalho Eanes, como Presidente da República, que se mantém no poder entre 14/7/1976 e 9/3/ 1986, o qual indicia Mário Soares para Primeiro Ministro.

 

Há momentos na vida de uma nação, em que as maiorias têm de se levantar! Se ficarem quietas, mais parece que são minorias! E como agora, além de parecerem minorias, são expoliadas de tudo o que adquiriram numa vida de trabalho intenso e altos impostos pagos. Dá vontade de rir, quando os movimentos esquerdistas fazem greves e afinal, aquilo que eles querem, modernices e igualdades, elas aí estão, com alinhamentos por baixo à boa maneira socialista!! Escusam de fazer manifes, arruaças, greves penalizadoras de todos os portugueses, pois estão a conseguir o vosso sonho maior, e qualquer dia aí estarão os "SUV" para acabarem com o resto!

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:19
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ESTAMOS MAIS POBRES!

O Rio das Lavadeiras deixou–nos Heranças de Lavoura e Poesia. O rio era o Jamor, campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".

Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ), dá-nos conta da existência do total de 191 (?) lavadeiras, assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.

Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.

Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.

Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !

O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.

Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.

Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda-a-Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;

E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.

O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”

A lavadeira de Linda-a-Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro III, a versão mais bonita da lenda da pastorinha.

Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda–a–Pastora, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada (A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.

A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.

A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a-Velha e Carnaxide.  

Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda-a- Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.

É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !

De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda-a-Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram os notáveis artista, alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.

Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.

Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica. Nem a Linda Pastora das lendas de encantar. O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico. É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha.

Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo. Afinal tudo isto é sonho! Não ganhámos nada. Antes, perdemos a Junta de Freguesia e a nossa cultura enfraqueceu artisticamente e moralmente!

 

  

  Xochimilco e a festa nos seus canais.
publicado por luzdequeijas às 17:09
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A ECONOMIA DO CONHECIMENTO

Vai para 10 anos que a revista Nature Biotechnology anunciou que o nosso país tinha "aberto as suas fronteiras" à Economia do Conhecimento.

Esperei com ansiedade que algumas das empresas do projecto (start-ups) pusessem na rota do sucesso internacional, alguns produtos nacionais. Até esperei que algumas se instalassem em Queijas!

Com muito optimismo, falava-se de parques de ciência e tecnologia (C&T), e medidas para a promoção de Investigação e Desenvolvimento (I&D) no tecido industrial português.

Confesso que até hoje desconheço qualquer caso de sucesso. Não digo que não haja...A biotecnologia é uma área deveras complexa e lenta no seu desenvolvimento e retorno.

Depois de tanto esperar vi com tristeza, fazerem-se autoestradas aos montes, sem tráfego a justificar. E agora, cá estamos nós a pagar semelhantes PPP. Quanto a retorno, nada!

A nível nacional estamos falados.

Porém, ao nível do concelho de Oeiras, o caso parece ser de uma aposta forte na inovação. Só ela nos pode guindar na conquista de novos mercados e na obtenção de acentuadas mais valias no mundo globalizado.

Para os mais atentos, Oeiras colocou-se à frente do pelotão e enriqueceu-se com parques

tecnológicos, com boas infra-estruturas, institutos de investigação biológica de alto nível e concentração de doutorados, etc. Os anos passaram e estas promessas não foram mais que isso! Queijas nada.

Em finais de Fevereiro deste ano e durante três dias, coordenadores dos mais de setenta laboratórios do LAO (Laboratórios Associados de Oeiras)  apresentaram os seus projectos e analisaram novas oportunidades para fazer crescer esta poderosa associação de institutos de investigação.

Vale de facto a pena apostar na investigação, que é uma das prioridades estruturantes da economia nacional e regional do país. Também da economia do conhecimento.

Nesse sentido, a Câmara Municipal de Oeiras vai construir, em 2007, a primeira residência exclusiva para cientistas, num investimento de 2,5 milhões de euros.

 

Esta aposta na Economia do Conhecimento encerra em si um largo alcance que irá permitir atrair para o concelho as actividades que geram maior riqueza. Em Queijas nada.

Apesar do optimismo, todo o cuidado é pouco e ás vezes, com passos pequenos e concretos chega-se mais longe, ou seja, será aconselhável não deixar a ciência muito afastada da economia real.

O ânimo faz-se de alguns casos concretizados.Em Queijas nada.

Todavia, o concelho não pode substituir-se a projectos de dimensão nacional ou mundial, mas tão somente estar aberto a cooperarar com eles.Em Queijas nada.

Só um investimento público continuado na investigação científica, ladeado por iniciativas que

atraiam indústria e capital estrangeiro, poderão permitir à biotecnologia feita em Portugal sair, finalmente, do estado latente no qual de há muito se encontra.Em Queijas nada.

Para tal é importante gerar um clima de confiança, para que os grandes investidores da

biotecnologia mundial se sintam motivados a trabalhar em Portugal.

Para além disso podemos lembrar-lhes que entre todos os países da União Europeia somos um dos poucos que tem uma vocação e uma história mais viradas para o mar.

O nosso País esteve virado para o Atlântico e de costas para a Europa. Depois deu uma volta completa e definiu a integração europeia como uma prioridade estratégica. Agora chegou o momento de abraçar, em simultâneo, as duas vocações. O mar e a Comunidade Europeia. Capacidade não nos falta.

Portugal é universalista por vocação histórica.

Tem uma língua internacional (a terceira mais falada no Ocidente e a sexta a nível mundial).

Pelo mar demos novos mundos ao mundo.

No caso português, há portanto três elementos que podem potenciar essa capacidade: a língua, o mar e a sua vocação universalista.

No momento em que escasseiam as matérias primas, até água doce, o mar é um recurso que confere poder,a quem se especializar na sua exploração multifuncional – e Portugal tem a maior zona económica exclusiva da UE e a quinta maior do mundo; Portugal parece, assim, destinado para esta gigantesca tarefa de aproximar o Homem das enormes riquezas do mar, se para tal a Comunidade Europeia nele confiar e o apoiar no caminho da biotecnologia e, se assim for, ninguém mais que Oeiras merecerá ser o berço de tal empreendimento à escala europeia.

Aqui por Queijas, felizes, já nos satisfaríamos se acolhêssemos uma ou duas “ Start – ups”.....

que nos retirassem o rótulo de dormitório e dessem emprego local. Afinal, até ficámos sem a Junta de freguesia!  
publicado por luzdequeijas às 16:38
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"AD ETERNUM"

 

Umas calças por levarem um remendo não deixam de ser velhas. Tudo isto a propósito da Via Longitudinal Norte, há mais de 10 anos anunciada e sistematicamente adiada, ou quase.
Em boa verdade anda ali pelos lados da Outurela, naquilo que foi designado pelo 1.º sublanço. O 2.º sublanço era para chegar a Queijas em 2004 !
O monstro que a partir do ano 2000 se tornou desmedidamente grande, acabando em bancarrota, deveu-se a um vergonhoso consumismo, incentivado como panaceia para um crescimento económico fictício, que, afinal, provocou no poder central uma magreza assustadora na sua capacidade de realização de obras estruturantes, realmente úteis! !
Parece lógico que as prioridades de execução do poder central se articulem em paralelo com as do poder local. Na verdade elas, quando falham, afectam sempre vários projectos em curso, não só de um, mas de vários concelhos! A articulação entre municípios, tem andado arredia, mas forçoso será que seja tornada uma realidade, rapidamente. 
Neste caso, a não execução da VLN afectou principalmente os concelhos de Oeiras, Cascais e Sintra.! Felizmente, que foi conseguido fazer-se a pressão necessária para que muitos anos depois da inauguração da jóia de Oeiras, aparecesse um acesso fácil entre a A5 e o Taguspark.
Ganhámos um espaço de acessibilidade que permitiu às grandes empresas deslocarem-se facilmente para lá.
Lamentavelmente muitas sequelas continuaram, originadas pela ausência da VLN. A realização desta via teria ainda permitido um melhor aproveitamento do aeródromo de Tires e o descongestionamento da A5 e IC19. Chega de grandes obras, mas a funcionalidade de acessos a urbanizações de há muito concluídas, no pressuposto desta via existir, deixou o trânsito diário, por exemplo em Queijas, num estado caótico. O congestionamento do IC19 levou ao atravessamento do tráfego entre esta via e a A5, ora num sentido ora noutro. A obrigatoriedade de pagamento de portagens na CREL, fez com que muitos condutores a ignorassem e, em Queijas, invadissem esta vila para, através da Estrada Militar, atingirem o IC19 ou a A5 sem pagarem.
Com o passar dos anos e o esquecimento da realização desta obra (VLN), muitas centenas de moradores são obrigados, diariamente, a atravessar Queijas (por ruas estreitas),para chegarem às suas casas.
O problema do Taguspark levou um remendo, construção da Variante da EN249-3 (Porto Salvo a Taguspark), mas as acessibilidades funcionais de Queijas e outras localidades dos três concelhos, ficaram feridas de morte.” Ad Eternum” ! 
publicado por luzdequeijas às 13:03
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Domingo, 11 de Novembro de 2012

POR QUE SE MATAM OS VELHOS

Depois de um assombroso crescimento económico e tecnológico nos últimos oitenta anos, metade da população mundial atingiu um bem estar económico inimaginável.

Enquanto isso, a outra metade da população mundial, permanece no limiar da total pobreza ! Milhões de famílias com rendimentos mensais rondando os dois dólares, passam fome, frio, miséria ! O comum para nós, eles nunca viram ou tiveram, como uma simples chamada telefónica, ou terem visto um telemóvel. Incrível mas é verdade !

Daqui, ao que se supõe, a preocupação em se avançar com uma globalização, que ninguém sabe se trará maior igualdade á população mundial face ao bem estar Europeu ou Norte Americano, ou se atirará todo o mundo para o famoso limiar da pobreza.

Mesmo assim vale a pena tentar, seria indigno não o fazer !

Contudo, os problemas do HOMEM serão somente de natureza económica ?

Vejamos se assim é .

O nosso Alentejo é a região do nosso País na qual se matam mais idosos :

Uma corda ao pescoço que se prende ao ramo mais forte daquela árvore, escolhida muito tempo antes do acto definitivo, ou, por uma questão de pudor e de maior recolhimento, à trave mestra do celeiro em ruínas. Uma pedra como apoio, às vezes um banco para o qual se vai subir e de onde se dará o passo decisivo e último, pensado há muito, iniciado agora mesmo. Por dentro e por fora, apenas o silêncio e a solidão. A alma já estava morta de tristeza e de secura, tanta mágoa sofrida, tanta desesperança, tanto abandono, tanto vazio e desamparo. Mas tudo isso já passou e já não conta quando o corpo resolve enfim subir ao banco e atirar-se daquela altura, trinta centímetros, não mais. Um esticão forte, estremece a árvore, um gemido seco e breve, os olhos arregalados, cede que não cede o velho barrote apodrecido e o corpo fica a baloiçar uns momentos, antes de se imobilizar para sempre. Nem uma carta de despedida ou explicação. Porque em vida não houve tempo de ir à escola, porque a despedida não vale a pena e a explicação, a existir, não cabe numa carta....... !

Quem se importa com toda esta gente boa que morre, por um lado a pensar no céu e por outro em tanta mágoa sofrida em silêncio ?

Será assim só no Alentejo? Será em todo o nosso País também ? E no resto do mundo ?

A maior miséria é de facto o abandono ! Mas também é GLOBAL !

Será que os velhos não prestam por não terem capacidade política de revolta ?

Ninguém lhes dá importância, os próprios filhos se esquecem deles !

Um horror e os dias passam sem que apareçam homens de boa vontade !

Quando as forças não chegam para subir as escadas dos seus prédios sem elevador ( há prédios cheios de velhos do 1º ao último andar), nem conseguem ir à mercearia  da esquina buscar as batatas para matar a fome ! Ou um vizinho faz a boa acção do dia, ou a noite chega sem nada no estômago.

É um cenário deprimente que nos interpela a todos como cidadãos deste País e deste MUNDO.

É disto que nos fala a Mensagem de Sua Santidade João Paulo II. Está a falar-nos do óbvio, mas os nossos ouvidos estão surdos.

O actual 1º. Ministro fez como promessa eleitoral, um pequeno aumento financeiro para os mais desprotegidos. Será disto que fala a Mensagem ? Não certamente !

Ela fala-nos de uma grande mudança na mentalidade de todos nós. O carinho, a companhia, o amparo e uma palavra amiga valem muito mais que alguma fome no estômago.

 

De facto como chegarão ao Céu milhões destes idosos, depois de tanto abandono, muitas vezes da própria família ?

A sociedade portuguesa desumanizou-se bastante neste largo período de crescimento e bem estar económico. Em muitos aspectos, nos tempos da “sardinha para três”, parece ter havido muito mais solidariedade !

O problema ultrapassa, em muito, a questão meramente económica !

Virar o mundo é fundamental, mas isso ainda não se ensina nas UNIVERSIDADES !

 

     

publicado por luzdequeijas às 23:14
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A SOCIEDADE CIVIL NUMA DEMOCRACIA

A Sociedade civil move-se e faz mover uma amálgama de acções colectivas voluntárias à volta de muitos interesses, propósitos e valores.

Deveria ser ela o motor impulsionador de toda a vida na sociedade e o pulsar de qualquer país, recolhendo os políticos nela, a chama e as coordenadas de toda a sua acção governativa.

Só deste modo conseguiriam os governantes cumprir os objectivos da “ Democracia Representativa” que os guindou às rédeas do poder, poder esse delegado sempre em nome da vontade popular devidamente esclarecida por eles, relativamente às variáveis em jogo para cada momento e a cada acção a pôr em prática.

Muitos foram os reputados estudiosos, que até hoje,identificaram o papel da sociedade civil numa ordem democrática como vital e, por tal, recomendam para com ela o diálogo e respeito, permanentes.

Há quem tenha medo desse diálogo e em nome de um poder de decisão indispensável na governação, dizem, opte por fechar os olhos e decidir convictamente sozinho, mesmo nas medidas mais complexas e decisivas para sociedades seculares como a nossa.

Alguns desses políticos até argumentam com a não eleição destas organizações, como se o voto lhes desse inteira liberdade de decisão!

Outros até chamam a este tipo de reflexão e opinião, discursos “ catastróficos”, “ profecias da desgraça” ou “ becos sem saída”. Talvez sejam?

Mas na verdade, porém, os inúmeros erros de governação arredam alguns países da respeitabilidade internacional e mergulham o seu povo no limiar da pobreza, mesmo na bancarrota. Apeados do poder, tais governantes, acabam por sentir o seu futuro garantido com reformas principescas ou empregos muitíssimo bem pagos.

Os altos prejuízos provocados à nação ficam “ sem pai ” e os pesados sacrifícios sobram para o povo !

O tal que não sabe o que diz ou o que se deve fazer....Os culpados, ficam envoltos emespêsso nevoeiro, até caírem no esquecimento!

É certo que a atitude das pessoas, muitas vezes, não é a melhor, mas é resultado do exemplo e do “ laisser faire” contínuo dos políticos, que não souberam moldar o povo noutra educação e noutra cultura.

Por infelicidade nossa, temos uma Sociedade Civil fraca, sem grupos económicos fortes e os que há,todos existem na dependência do poder governamental e estatal.

Enquanto assim for, Portugal não descolará tão cedo da cauda dos países mais atrasados da UE. Todavia, não será por culpa daqueles que, com custos próprios, não se cansam de alertar. Não é deles que vem a desmotivação ao País que estamos a ser, mas sim daqueles que querem continuar a acender a lareira soprando num pequeno fogacho mal aceso num bocado de carvão humedecido, em lugar de se municiarem com acendalhas apropriadas e de boa qualidade, iguais em valor aos verdadeiros princípios da Democracia Representativa. 

Depois, seria só ver a chama e o calor (leia-se a motivação, a ética e o desenvolvimento) a aumentarem trazendo de volta ao povo o bem-estar que merece.

Somos pobres porque nos falta atitude perante os princípios básicos da vida e isso, muito por culpa dos políticos que temos, na acção governativa!.

 

publicado por luzdequeijas às 23:02
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A GRANDE FAMÍLIA SOCIALISTA

Evidentemente há outros polos a “esmiuçar” sendo esta a razão de ser deste e de outros “posts”. A grande “família socialista” engloba toda a esquerda e extrema-esquerda, incluindo os socialistas moderados, os comunistas e os partidos revolucionários de forma geral. O maoismo e o titoísmo estão incluídos nas subfamílias stalinista, e o guevarismo, nas organizações revolucionárias guerrilheiras. O trotskismo vincula-se ao socialismo radical

Como sabemos, em 1936, por ordem de Stalin, começaram os terrivelmente famosos processos de Moscou, que resultaram em amplo expurgo no Comité Central do partido e num clima generalizado de terror. O maoismo e o titoísmo estão incluídos nas subfamílias stalinista, e o guevarismo, Este mundo do grande socialismo, sendo terrivelmente complicado, até hoje, nada trouxe ao mundo de bom e positivo para o povo, muito menos para os “apregoados trabalhadores”. Não há um exemplo para mostrar, só sabemos que o seu expoente máximo, ruiu como baralho de cartas, na última década do século XX!

Pois é senhores "marxistas", como já dizia Marx no seu clássico Critica ao Programa de Gotha, Estado e democracia não tem nada a ver com o socialismo.

Por falarmos em democracia, ainda com muito caminho para andar, convém não esquecermos as inúmeras sociedades democráticas na Europa e no mundo! A qualidade vida atingida, o respeito pelo próximo e pelos valores. A família, a obra social e por fim as imensas conquistas dos trabalhadores, nunca alcançadas em nenhum regime socialista. Hoje, mesmo em crise, convém lembrar que governos levaram alguns países à bancarrota e a uma austeridade de cariz muito benévolo quando comparada com o nível de vida dos povos da “cortina de ferro”!

O socialismo "não é alternativa" em nenhum país, lembremo-nos da Grécia, Espanha e Portugal, e devemos concluir que tal regime político cria "mais défice, mais dívidas" e "menos trabalho". Com uma história tão rica como Portugal tem, com tanta figura respeitada no mundo inteiro e com um convívio tão pacífico como teve nos quatro cantos do mundo, vamos aprender com regimes que deixaram os seus povos a mendigar até há pouco, por toda a Europa incluindo Portugal. Que vamos nós aprender com regimes tipo Hugo Chaves ou Fidel? Perguntem aos nossos emigrantes o que pensam sobre isso. Como foi possível que em Portugal um partido tipo caldeirada do socialismo, tivesse elegido 16 deputados? O caminho tem de ser outro e os portugueses não podem continuar a sonhar com “quimeras”, e devem perguntar a esses senhores socialistas, para lhes indicarem um regime no mundo, que posa ser o exemplo daquilo que querem para Portugal.

 

publicado por luzdequeijas às 15:26
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PARÓQUIAS, JUNTAS E OS VIZINHOS

O artigo 1366º, n.º 1 do Código Civil determina que “é lícita a plantação de árvores e arbustos até à linha divisória dos prédios; mas ao dono do prédio vizinho é permitido arrancar e cortar as raízes que se introduzirem no seu terreno e o tronco ou ramos que sobre ele propenderem, se o dono da árvore, sendo rogado judicialmente ou extrajudicialmente, o não fizer dentro de três dias”.

Tudo seria muito simples se as relações entre vizinhos pudessem ser legisladas com toda esta simplicidade, muito embora no caso vertente também surjam grandes problemas. Apesar das dificuldades nesta abordagem, na passagem do Dia do Vizinho, convém reflectir numa realidade que temos à entrada e saída da nossa porta, no dia a dia.  

Podemos afirmar que as Freguesias são uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que fossem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 177 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias, estas, ao contrário revitalizam-se. Muito embora, tal como nas árvores, de tempos a tempos, seja forçoso cortar alguns ramos para que essas árvores saiam mais robustas.

A criação das freguesias foi obra dos vizinhos que confiavam a defesa dos seus interesses a uma Junta constituída por pessoas da sua confiança e ao Regedor, pessoa experiente e muito respeitada. Para tal, necessariamente, os vizinhos trocavam entre si opiniões e promoviam a sua união em torno de um objectivo; a sua segurança e a defesa dos seus interesses individuais e colectivos e dos desprotegidos da sorte (crianças abandonadas e mendigos).

 

Os tempos mudaram, tudo atingiu uma escala gigante, os vizinhos quase não se conhecem, mas os problemas são os mesmos.

 

A bem de uma vida melhor para a sociedade civil, nos tempos que correm é preciso descobrir novas sinergias nas capacidades humanas e sociais dos modernos  vizinhos.

Se em cada lar começar a haver novos conceitos de vida, e em vez de se ver no vizinho alguém que tem um carro melhor que o nosso, conseguirmos ver nele uma pessoa que nos pode acudir primeiro que ninguém numa aflição, o nosso vizinho começa a ser para nós um complemento da nossa família.

Pode até tudo isto nos parecer totalmente utópico, irrealista, mas em boa verdade se nos lembrarmos de que tudo aquilo que temos nada está garantido, alguma solidariedade começará, aos poucos, a despontar. De resto já tanta coisa mudou no mundo até hoje e muitas outras irão continuar em mutação constante, que ao cidadão comum nada mais restará que estender a mão ao seu vizinho deixando transparecer para ele todos os dias um franco e aberto sorriso de permeio com uma palavra amiga. O resto vem depois.

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:24
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