Sábado, 31 de Março de 2012

VERNE E AS SUAS OBRAS

 

Júlio Verne (1828 - 1905)

 

Júlio Verne foi escritor, ensaísta e escreveu também para o teatro, tornou-se famoso por suas obras onde a aventura e as grandes descobertas científicas são o tema de seus enredos, também é considerado um visionário já que muito antes do homem viajar para a lua, ou da invenção do fax ou do submarino nuclear, Verne já colocava ao dispor de seus leitores essas jóias da tecnologia.

Júlio Verne nasceu em 1828 em Nantes cidade pitoresca da França, aos vinte anos com o intuito de estudar direito muda-se para Paris era o ano de 1848. Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas (Pai) , estreia sua primeira peça em 1950 "Palhas Quebradas" , neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris.


Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio porém agora ele as estuda mais seriamente visando seu propósito maior escrever suas obras. Em 1857 casa-se com Honorine-Anne-Hebe Morel e para manter a casa se emprega na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado seus escritos.

Em 1862 ele apresenta a editora Hetzel a obra " Cinco Semanas em um Balão" a venda desse livro foi um sucesso primeiro na França e depois no mundo seu editor fecha um contrato com Verne de vinte anos, com os ganhos de suas futuras obras ele pode abandonar seu emprego na Bolsa de Valores e se dedicar inteiramente a literatura.
Júlio Verne é convidado por sua editora a colaborar em uma nova revista chamada: Revista de Educação e Recreação , ele manda seus primeiros escritos para lá.
Em 20 de março de 1864 na estréia da revista seu conto é publicado, assim nascem várias de suas obras mais conhecidas: Viagem ao centro da Terra e As aventuras dos Capitão Hátteras.
A partir de 1865 ele pública, Da Terra a Lua e Ao redor da Lua, estes últimos lançados em capítulos publicados no Journal des Débats. Outras obras se seguiram: A volta ao mundo em oitenta dias, Vinte mil léguas submarinas e a esfinge dos gelos.

Em Vinte mil léguas submarinas aparece o Nautilus , submarino com dispositivo semelhante ao mecânismo termo nuclear utilizado actualmente, conhecemos também um dos seus personagens mais famosos Capitão Nemo. Que sonha em construir uma base submarina para sua nação utópica e organizada, utilizando a energia nuclear para suprir as necessidades de abastecimento desta base.

Em 1880 Júlio Verne muda seu contexto optimista e começa a criticar e mostrar sua descrença no futuro da humanidade e o uso que esta daria aos avanços tecnológicos assim ele escreve Robur o Conquistador, que através de sua máquina voadora chamada de Albatroz traz pânico para os moradores de vários países, uma espécie de caricatura dos países que detinham o poder na época e que estavam prestes a detonar a Guerra Franco-Prussiana e posteriormente a Primeira Guerra Mundial.

Em 1994 seu manuscrito Paris no século XX foi lançado, esta obra tinha sido recusada pela editora Hetzel no fim da década de 1880. Neste livro Verne nos mostra um futuro depressiva, muito diferente de suas obras optimistas anteriores a 1880, nesta obra podemos constatar a fama de visionário de Verne, onde ele narra sobre uma Paris super povoada, contrastes de perfis sociais e económicos, metros lotados e aparelhos semelhantes ao nosso fax.

Júlio Verne morreu em 24 de março de 1905, ao todo escreveu 80 romances e montou 15 peças de teatro, sozinho ou com colaboradores, no início era considerado um pouco à margem das grandes obras e escritores da época (século XIX), porém sua imaginação prodigiosa e suas histórias fantasiosas conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape.

As suas obras falam da humanidade e do seu futuro com grande esperança, concebendo várias conquistas no mundo tecnológico que estava prestes a começar no final do século XIX.

publicado por luzdequeijas às 12:05
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AS PREVISÕES ABSURDAS

O Sonho e as Previsões “Absurdas”

O mundo lá ia evoluindo mas as condições de vida das populações e os seus direitos sociais eram praticamente inexistentes.

Havia porém quem sonhasse com um novo mundo a sério e para isso servia-se da sua imaginação!

No caso de Leonardo da Vinci, não sei dizer se foi o mais artista de todos os cientistas ou o mais cientista de todos os artistas. Acho que foi as duas coisas. Leonardo foi matemático, engenheiro, arquitecto, projectista, mecânico, anatomista, botânico, zoólogo, cientista, futurólogo, pintor, poeta, físico, inventor e sobretudo um génio que viu o que ninguém foi capaz de ver em sua época e transformou-se em uma personalidade sem igual na galeria dos pensadores humanos. Foi também um grande cozinheiro e empresário. Em sociedade com Botticelli, abriu um restaurante. Para comodidade e higiene dos seus clientes, inventou o guardanapo. Era início do século XVI. Leonardo morreu na França em 1519 e nasceu em 1452. em Anchiano, um lugarejo próximo de Vinci, na Toscana, Itália. Desde cedo mostrou o seu talento e aos 20 anos, junto com o seu mestre Andrea del Verrochio, pintou o Baptismo de Cristo, onde as características dos dois pintores são bem nítidas e onde o aluno mostrou definitivamente que havia superado o mestre. Leonardo da Vinci é considerado o pai da Renascença. É preciso que se entenda bem o significado disso.
Espanha e França eram as nações poderosas naquela época. A Itália estava dividida sob      a influência de Veneza, Milão, Nápoles e Florença. A família dos Médici, onde    proliferavam papas, reis e rainhas, dominava Florença. Os Médici deixaram um grande legado artístico e cultural e contribuíram para o esplendor de Florença. Foi em Florença onde ressurgiu o poderio cultural italiano. Aos 25 anos, Leonardo da Vinci trabalhava para Lorenzo dei Médici na administração da cidade estado.

Conviveram nessa época de grande efervescência artística mas também de guerras, intrigas e abuso do poder, outros génios da pintura, como Raphael e Michelangelo, por exemplo, mas nenhum foi versátil como Leonardo. Trabalhando como engenheiro militar para Cesare Borgia, irmão de Lucrecia Borgia, projectou desvio de rios importantes e equipamentos de guerra, ao mesmo tempo que deslumbrava o mundo com sua arte. Cesare Borgia foi um conquistador e parte do seu poder provinha das inovações bélicas sugeridas e fabricadas por da Vinci. Muitos progressos científicos tiveram início com os seus esboços.

Olhando do nosso tempo, é difícil imaginar alguém pensando em máquinas voadoras no final do século XV. Fosse outra a tecnologia da época e Leonardo da Vinci teria voado. Claro que não disputa o título do primeiro voo mas mesmo assim é o pai da aviação.

publicado por luzdequeijas às 11:59
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012

A ILHA NO MAR EGEU

Patmos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Patmos (em grego, Πάτμος) é uma pequena ilha da Grécia a 55 km da costa SO da Turquia, no mar Egeu. É uma das ilhas do Dodecaneso, e possui uma área total de 34,6 km² e uma população de 2700 habitantes (2002).

Constitui uma municipalidade grega com capital em Hora (ou Chora), às vezes erroneamente chamada Patmos. Skala é o único porto.

A ilha é dividida em duas partes quase iguais, uma do norte e outra do sul, unidas por um estreito istmo. A vegetação é limitada, e o relevo, formado de montes relativamente baixos, cujo pico mais alto é o Profitis Ilias (269 m).

publicado por luzdequeijas às 19:13
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AS VISÕES DE JOÃO

Que Importância pode ter a mitologia nas visões de João no Livro de Apocalipse?

Isto oferece-nos um mundo simbólico que o leitor/ouvinte é estimulado a adotar e introduzir na compreensão das visões de João na Ilha de Patmos. João forma um diálogo rival a toda cultura existente naquele lugar.  O predomínio de Apolo e Artemis, na tradição local de Patmos, levou a ilha a ser conhecida como "Ilha sagrada de Artemis". Hoje, a ilha é conhecida pela importância do Mosteiro de São João, o Teólogo. É conhecida como a ilha onde o discípulo de Jesus recebeu o Livro das revelações.

 

Há ecos do culto a Apolo e Artemis detectados por um grande número de estudiosos do Apocalipse, nas visões de João. Para Allen Kerkeslager, o cavaleiro do cavalo branco de Apocalipse, carregando um arco é a figura de Apollo (Ap 6:2) um símbolo não só de falsos cristãos, mas também de falsa profecia, uma espécie de paródia da verdadeira Palavra profética descrita em Ap 19.

 

publicado por luzdequeijas às 19:08
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A ILHA DE PATMOS

Porque João estava em Patmos?

"Eu, João,... estava na ilha chamada
 Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus" AP 1:9


 Ian Boxall faz várias considerações sobre a estadia de João na Ilha.

Mesmo longe de ser desabitada, Patmos  parece uma escolha estranha para uma campanha evangelística, dada as ricas colheitas na Ásia Menor.
  • 1-João foi impelido a ir para ilha com o propósito de receber a "Palavra de Deus" e  as visões
  • 2-João fugiu para ilha a fim de escapar da ira das autoridades. Esta é uma solução digna de consideração séria, partindo do principio de que João no mesmo capitulo nove, fala que estava vivendo aflições. Pode ser que João, condenado à morte, tenha optado por um exílio voluntário.
  • 3-João foi exilado na ilha como consequência direta de sua pregação. Em virtude do  seu status social  ele teria sido banido para um território em prisão temporária ou permanente, incluindo a perda da cidadania romana e outros direitos.  Quem sabe, teria sido submetido a trabalhos forçados nas minas ou pedreiras.

 

Não sabemos o real motivo da estada de João naquele lugar. O inegável é que João era um profeta, semelhante a Daniel e Ezequiel  que recebeu revelações sobre o principio e fim de todas as coisas. Alguns simbolismos do Apocalipse,  continuam indecifráveis  até mesmo para os escatologistas. Contudo, o teor do livro da revelação é bem claro: “Arrependei-vos para que sejais achado entre os salvos inscritos no livro da vida”.


Adaptado e resumido por: Wilma Rejane

publicado por luzdequeijas às 19:02
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INTERPRETAÇÕES DO APOCALIPSE

 

O artigo que segue é um resumo da obra de Ian Boxall (Apocalipse de São João), tutor em Novo Testamento e membro da Faculdade de Teológia em Oxford, é também editor de Boletim das Escrituras.

A tradição artística ocidental tende a imaginar João sentado numa ilha deserta, como um Robinson Crusoé, no primeiro século. Enquanto isso, tradições latinas, retratam João numa ilha distante, solitário com apenas um soldado romano vigiando. A imagem de Patmos como uma ilha deserta é historicamente implausível.

Arqueólogos descobriram inscrições que apontam para Patmos como uma ilha de população próspera no momento em que João chegou por lá: Ruínas arqueológicas no Oroj tou / Kastelli, ou ('Castle Mountain') com vista para o Porto de Skala, e cacos de cerâmica espalhados ao redor da área, atestam que essa parte da ilha era habitada quase que continuamente a partir da Idade do bronze no período romano, com fortificações construídas no período helenístico. Uma inscrição sobrevivente datada de dois séculos AC revela que Patmos foi grande o suficiente para sustentar o seu próprio ginásio, com uma associação de corredores de tocha e um espaço para atletismo.

A arqueologia revela ainda que o culto a deusa Artêmis foi forte na ilha. A inscrição mais extensa a comprovar isso data do século II d.C e  está preservada  no Mosteiro de São João, o Teólogo. Refere-se a "U'drofo Bera roj" sacerdotisa de Artemis. A ilha era considerada como berço da deusa , inscrições também comprovam dedicações nos altares a Artemis. Essa evidência encaixa com as tradições locais que revelam São Cristodoulos, o fundador do mosteiro da ilha, como tendo construído um sitio como templo de Artemis  tendo ele  mesmo destruido a gigantesca  estátua da deusa no processo da construção. Portanto, a ilha que recebeu João o discípulo amado de Jesus teria sido dominada pela mitologia grega com forte culto a deusa Artemis
publicado por luzdequeijas às 18:53
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Domingo, 25 de Março de 2012

OS TEMPLÁRIOS

A Ordem dos Cavaleiros do Templo de Jerusalém - TEMPLÁRIOS –

 

Nasceu da ideia de cruzada, que justificou e legitimou uma instituição ao mesmo tempo religiosa e militar, votada à santidade.

O grande objectivo é combater os muçulmanos dentro de uma regra religiosa. Dá-se deste modo a fundação da ordem do Templo sob o nome oficial de “Fratres Militiae Templi”, na Terra Santa em 1119, com o objectivo de combater os infiéis.

Em 1128 a ordem é confirmada pelo papa devido à intercessão directa de S. Bernardo de Clairvaux que escreve “ De laude nova militae ad milites Templi” na qual exalta os novos cavaleiros e levanta todas as dúvidas sobre a legitimidade das suas acções na Terra Santa
Grandes doações permitem à nova ordem criar uma rede de comendas no ocidente, cujas receitas são enviadas para o oriente, tal como muitos homens livres (nobres ou não) que pronunciam os três votos (obediência, pobreza e castidade) e partem para a Terra Santa para defende-la do infiel.

Em 1307 são acusados de renegar Cristo, práticas mágicas, e práticas sexuais devassas, as clássicas acusações contra heréticos, prenunciando o seu fim. A reacção dos Templários é inútil e a fogueira é o castigo para 54 membros em Paris, talvez em 1310.

Os Templários foram violentamente atacados pelo rei francês Filipe IV, o Belo e pelo Papa Clemente V. Em 13 de Outubro de 1307, Filipe IV ordenou a prisão de todos os Cavaleiros Templários. Este evento deu origem à superstição do azar nas sextas-feiras 13. Uma lenda diz que na noite anterior à detenção, um número desconhecido de Cavaleiros teria partido de França com dezoito navios carregados com o lendário tesouro da Ordem. Uma parte desses navios teria aportado na Escócia e os Templários ter-se-iam fundido noutros movimentos, fazendo sobreviver as suas ideias heréticas ao longo dos séculos seguintes sob a capa dos ritos maçons.

O processo dos Templários (1307-14) simboliza a afirmação da política do estado moderno face ao poder da igreja. Em 1312 a coroa francesa, na pessoa do rei Filipe IV, o Belo, principal opositor dos Templários, leva o papa Clemente V a abolir a Ordem do Templo, mas sem a julgar ou condenar, no concílio de Viena.

Os seus bens são atribuídos á ordem do Hospital ou passaram para a coroa francesa. O mestre da Ordem, Jacques de Mollay, após uma conduta hesitante por parte das autoridades inicialmente, termina na fogueira, em 18 de Março de 1314.

publicado por luzdequeijas às 18:15
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QUEIJAS É UM MIRADOURO

Por excelência, vislumbrando-se de qualquer ponto vistas de encantar. Ao longe podemos ver o Palácio da Pena em Sintra, a Ponte 25 de Abril, o Cristo-Rei, Queluz, Carnaxide, Linda - a - Velha, o Estádio Nacional, o rio JAMOR e o mar.

Nesta época, segunda metade do século XX, ainda era normal ver nos terrenos circundantes a Queijas bonitas searas de trigo, onde simplesmente crescia a erva e rebanhos de ovelhas pastavam vagarosamente.Também por cá passavam milhares de pintassilgos para depenicar nos muitos cardos existentes!

Apesar do forte desenvolvimento que se começou a revelar nos anos 60/70 do último século, Queijas foi mantendo as características de um trato próprio da tradição aldeã. Toda, ou pelo menos a grande maioria da sua população, se conhecia.

As famílias instalaram-se, foram criando raízes e os filhos também por aqui iam ficando. Determinado tipo de relacionamento vai sendo transmitido aos que vão chegando, fazendo, desse jeito, com que Queijas não se transforme num dormitório impessoal.

É um misto de Aldeia e Cidade que tem de ser Vila. Uma vila diferente, mas uma bonita vila. 

A maior parte deste lugar continua sendo constituído por vivendas, o que também lhe confere uma diferença em relação às outras povoações circundantes.As pessoas cumprimentam-se na rua, o que só acontece em locais ainda humanizados.

Porém a construção em altura não tardaria, mas felizmente chegou de forma contida no seu número e no seu volume e altura.

 

 

 



publicado por luzdequeijas às 17:54
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL

O BRASÃO DE UMA FREGUESIA

 

Queijas
Brasão   da   freguesia   de   Queijas
Brasão
Concelho OEIRAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escudo de prata, duas armações de moinho negro, cordoadas do mesmo e vestidas de azul, LIVRO aberto de prata, encadernado de vermelho e realçado de ouro; em Ponta cômoro de negro carregado de um coração vermelho, coroado do mesmo, e nimbado de ouro. Coroa mural de ouro de quatro torres. LISTEL, branco, com legenda a negro dizendo: VILA DE QUEIJAS.

No resto os habitantes de Queijas continuarão a sentir-se privilegiados por se saberem numa zona incontestavelmente sossegada, mas com muita qualidade de vida e indiscutivelmente às portas de Lisboa.

A condição de vila, em concreto e de imediato, pode parecer que não lhe trará muitas vantagens, mas para quem tiver de bater a muitas portas, pedindo ou exigindo aquilo que por mérito deveria ser nosso, o estatuto de vila para Queijas vai ajudar bastante.

Ao ser elevada a VILA, Queijas deveria ter no seu Brasão algumas modificações impostas por lei, lamenta-se que um painel de azulejos colocado por cima de uma das suas portas de entrada da sua sede, continue desde 2002 a manter três torres em vez das quatro que cabem a uma Freguesia cuja sede fique numa VILA! É estranho e deveras lamentável que passados onze anos da Elevação de Queijas a vila, o Brasão esteja desactualizado na própria sede da Freguesaia!

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 19:13
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PORQUÊ VILA?

Queijas, Vila - Lei n.º 56/2001

 

 

A freguesia de Queijas evoluiu, em poucos anos, de pequeno aglomerado e dormitório para uma área urbana em expansão, na qual a edificação de novos equipamentos estava a trazer a qualidade esperada. Nesta perspectiva começou, quase colectivamente a sonhar em ser Vila, o que só foi possível graças ao dinamismo e desenvolvimento de que foi alvo nos últimos anos (2001).

Com efeito, os novos equipamentos e entre eles a construção sequencial da Escola Básica n.3, Escola C+S Professor Noronha Feio e, agora o novo Mercado, com o Posto da GNR, vieram trazer a esta localidade uma nova coerência e uma nova forma de vida.

Empresas a instalarem-se na freguesia, um Hotel, a nova Igreja de S. Miguel Arcanjo e o Centro Social.

O urbanismo em expansão crescente, com qualidade, e longe dos índices de ocupação dos bairros de betão.

O pioneirismo na recolha selectiva de lixo, os novos arruamentos e reforço da iluminação pública são outros benefícios bem visíveis, coroados pela notável obra da Fonte escultória e cibernética de São Miguel Arcanjo, que transformou a rotunda de Queijas num portal de grande simbolismo e impacto visual e também pela estátua cheia de beleza da Madre Maria Clara.

Se a tudo isto somarmos o êxito alcançado no realojamento, temos então, um conjunto de razões de sobra para que a população da Freguesia esteja agora ao melhor nível do Concelho a que justamente pertence, razão pela qual a elevação de Queijas a vila, não era mais do que o reconhecimento e corolário do nosso desenvolvimento.

Em entrevista a um órgão de comunicação social, o Presidente da Junta, António Reis Luz, afirmou:

 

minha convicção que Queijas tem um futuro risonho"  (2001)

publicado por luzdequeijas às 19:00
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SER FORTE COM OS FORTES

 

Segundo os juízes do Tribunal de Contas, além dos elevados prejuízos para os contribuintes, as irregularidades do contrato eram tantas que o consórcio vencedor devia ter sido pura e simplesmente excluído à partida. O contrato é arrasado de alto a baixo.

A proposta vencedora é considerada ilegal, entre outras coisas porque agravou os riscos e encargos suportados pelo Estado. Coisa que o júri do concurso permitiu, negociando cláusulas que não podiam ser alteradas. Mais um caso de polícia.

O Ministério da Economia fez o que devia: anunciou o abandono definitivo do projecto do TGV. Uma medida higiénica num país sem dinheiro e onde os grandes negócios entre o Estado e privados, percebe-se a cada dia que passa, serviram para enriquecer uns poucos e afundar o país.

Pedro Passos Coelho abre amanhã o Congresso do PSD, sem problemas internos no partido, mas com gigantescos desafios pela frente no país. Se tiver a coragem de travar a irresponsabilidade pública dos negócios que herdou e a promiscuidade entre o Estado e os lóbis privados, talvez o país o perceba. Chegou a vez de ser forte com os fortes. A prova dos nove do Governo vai passar por aí.

 

RR - Ângela Silva

publicado por luzdequeijas às 17:22
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A VERDADE?

A verdade da produtora de um programa matutino, que com tantos problemas emocionais e tanta busca pelo Sr. Perfeito a levou a ficar irremediavelmente solteira. Se além da verdade do amor lhe somarmos a verdade da mentira, do medo, da crise, e de milhares de tantas outras coisas, acabaremos todos por ficar solteiros!

Temos ainda o problema do momento certo em que devemos ter verdade. Pois se quisermos ter razão amanhã deveremos morrer já hoje! Mas cuidado, que a verdade iguala o sol, põe tudo a claro mas nunca a deveremos olhar bem de frente. A verdade a seguir não deve ser “nua nem crua”, nem ”clara nem escura” porque ela é mesmo multifacetada para os muitos que a escutam e procuram!

Os pensadores que defendiam os ideais iluministas acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

Ou seja o CAMINHO, como disse Jesus; “Eu sou o caminho”. Então Jesus é o caminho pelo qual chegamos a Deus e o método pelo qual também O alcançeremos Deus. Tendo Ele, teremos o caminho; possuindo-O, possuímos o método e a luz com que atingiremos verdade universal. Esse caminho nada mais é do que o próprio Cristo e a sua palavra.

Dentro desta dualidade, a verdade mística ou a verdade do Homem, só sei que podem e devem exigir-me que eu procure a verdade, mas não que a encontre. Não me convençam, pois, de que a minha verdade possa ser encontrada por qualquer outro homem no mundo. Admitamos também, que cada um poderá encerrar a sua própria verdade! E nesse caso haveria não um só mas um número infinito de “caminhos “e de verdades! Também poderá haver lugar para isto.

No entanto, parece lógico concluir que a verdade tem de ser só uma que, embora complexa, tem também de ser universal e muito coesa.

Tal como Jesus, sem dúvidas nem incertezas, a verdade tem de ser inequívoca.  

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 09:25
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Terça-feira, 20 de Março de 2012

EFEITOS NA SOCIEDADE

DA MÁQUINA A VAPOR

Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi a transformação nas condições de vida nos países industriais em relação aos outros países da época, havendo uma mudança progressiva das necessidades de consumo da população conforme novas mercadorias foram sendo produzidas.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades. Criando enormes concentrações urbanas; a população de Londres cresceu de 800 000 habitantes em 1780 para mais de 5 milhões em 1880, por exemplo. Durante o início da revolução industrial os operários viviam em condições horríveis se comparadas às condições dos trabalhadores do século seguinte. Tendo um cortiço como moradia e ficava submetida a jornadas de trabalho enormes, que chegavam até a 80 horas por semana. O salário era medíocre (em torno de 2.5 vezes o nível de subsistência) e tanto mulheres como crianças também trabalhavam, recebendo um salário ainda menor.

A produção em larga escala e dividida em etapas iria distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, mas a sua produtividade ficava maior. Como a sua produtividade aumentava os salários reais dos trabalhadores ingleses aumentaram em mais de 300% entre 1800 até 1870. Devido ao progresso ocorrido nos primeiros 90 anos de industrialização, em 1860 a jornada de trabalho na Inglaterra já se reduzia para cerca de 50 horas semanais (10 horas diárias em cinco dias de trabalho por semana).

Horas de trabalho por semana para trabalhadores adultos nas industrias têxteis:

1780 - em torno de 80 horas por semana

1820 - 67 horas por semana

1860 - 53 horas por semana

Segundos os socialistas, o salário, medido a partir do que é necessário para que o trabalhador sobreviva (deve ser notado de que não existe definição exacta para qual seja o "nível mínimo de subsistência"), cresceu à medida que os trabalhadores pressionam os seus patrões para tal, ou seja, se o salário e as condições de vida melhoraram com o tempo, foi graças a organização e movimentos organizados pelos trabalhadores.

publicado por luzdequeijas às 18:06
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MOVIMENTAÇÕES DE TRABALHADORES

Alguns trabalhadores, indignados com a sua situação, reagiam das mais diferentes formas, das quais se destacam:

Movimento catequista(1811-12)

As reclamações contra as máquinas inventadas após a revolução para poupar a mão-de-obra já eram normais. Mas foi em 1811 que o rastilho estoirou e surgiu o movimento ludista, uma forma mais radical de protesto. O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus actos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam o seu trabalho, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os manifestantes sofreram uma violenta repressão, foram condenados à prisão, à deportação e até à forca. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".

Anos depois os operários ingleses mais experientes adoptaram métodos mais eficientes de luta, como a greve e o movimento sindical.

Movimento Cartista (1837-48)

Em sequência vieram o movimento "Cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho como:

  • particularmente a limitação de 8 horas da jornada de trabalho
  • a regulamentação do trabalho feminino
  • a extinção do trabalho infantil
  • a folga semanal
  • o salário mínimo

Além de direitos políticos como o: estabelecimento do sufrágio universal e extinção da exigência de propriedade para se integrar ao parlamento e o fim do voto censitário. Esse movimento destacou - se pela sua organização, e pela sua forma de actuação, pela via política, chegando a conquistar diversos direitos políticos para os trabalhadores.

As Trade-Unions

Os empregados das fábricas também formaram associações denominadas trade unions, que tiveram uma evolução lenta nas suas reivindicações. Na segunda metade do século XIX, as Trade Unions evoluíram para os sindicatos, forma de organização dos trabalhadores com um considerável nível de ideologia e organização, pois o século XIX foi um período muito fértil na produção de idéias antiliberais que, serviram à luta da classe operária, seja para obtenção de conquistas na relação com o capitalismo, seja na organização do movimento revolucionário cuja meta era construir o Socialismo objectivando o Comunismo. O mais eficiente e principal instrumento de luta das trade unions era a greve.

Saúde e bem-estar económico

Estudos sobre as variações na altura média dos homens no norte da Europa, sugerem que o progresso económico gerado pela industrialização demorou varias décadas até beneficiar a população como um todo. Eles indicam que, em média, os homens do norte europeu durante o início da Revolução Industrial eram 7,6 centímetros mais baixos que os que viveram 700 anos antes, na Alta Idade Média. É estranho que a altura média dos ingleses tenha caído continuamente durante os anos de 1100 até o início da revolução industrial em 1780 quando a altura média começou a subir. Foi apenas no início do século XX que essas populações voltaram a ter altura semelhante às registradas entre os séculos IX e XI. [1]

A altura é considerada um forte indicador de saúde e bem-estar económico.

publicado por luzdequeijas às 18:01
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UMA MÁQUINA A VAPOR

As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito.

 

Máquina a vapor, de combustão externa, máquinas antigas, Paris 

E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias. As fábricas  espalharam-se rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores actuais chamam àquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas transformaram-se, com uma velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou.

As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos.

As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilómetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz.

publicado por luzdequeijas às 17:51
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WATER-FRAME

Richard Arkwright

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Richard Arkwright.

 

Sir Richard Arkwright (23 de dezembro de 17323 de agosto de 1792) foi um inventor e fabricante inglês.

Destacou-se pela invenção de uma máquina de tecer através da qual a fibra do algodão se transformava em fio, a spinning-frame (1764). Posteriormente, iniciou o processo fabril ao instalar uma fábrica de grandes dimensões (1711) acionando a sua máquina, agora denominada como water-frame, através da força-motriz de uma corrente de água que acionava as pás de uma roda. Esse processo permitiu a fabricação massiva de algodão e foi uma das precursoras da Revolução Industrial na Grã-Bretanha.

publicado por luzdequeijas às 17:46
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JAMES WATT

A mudança tecnológica na Revolução Industrial

A invenção mais notável do começo da Revolução Industrial foi obra do operário inglês James Watt. James Watt não criou a máquina a vapor. Ele  aprimorou-a. Em 1765, ele criou a primeira máquina a vapor realmente eficaz. A ideia básica era colocar o carvão em brasa para aquecer a água até que ela produzisse muito vapor. A máquina girava por causa da expansão e da contracção do vapor posto dentro de um cilindro de metal. As máquinas a vapor tinham muitas utilidades. Retiravam a água que inundava as minas subterrâneas de ferro e carvão. Movimentavam os teares mecânicos, que produziam tecidos de algodão. Com isso, a Inglaterra tornou-se a maior exportadora mundial de tecidos. Nas primeiras décadas do século XIX, as máquinas a vapor equiparam navios e locomotivas. A Inglaterra, a França, a Alemanha e os EUA instalaram milhares de quilómetros de ferrovias e desenvolveram espectacularmente as indústrias de ferro e de máquinas.

Principais avanços da maquinofatura

  • Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
  • Em 1740, Benjamin Huntsman desenvolve o processo de produzir aço tipo "crucible".
  • Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning jenny”, que permitia a um só artesão fiar 8 fios de uma única vez.
  • Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
  • Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”.
  • Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
  • Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.
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ADAM SMITH

O liberalismo de Adam Smith

As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. O seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerada uma das obras fundadoras da ciência económica. Os argumentos de Smith foram surpreendentes. Ele dizia que o egoísmo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais os motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, o seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que motivo um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com a venda? Ora, graças ao individualismo dele o freguês pode comprar a carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir o seu salário e emprego. Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam nos seus lucros. Mas, para lucrar têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para os consumidores. Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente aos seus interesses individuais. E, para Adam Smith, quem é que atrapalhava os indivíduos, quem é que impedia a livre iniciativa? O Estado dizia ele. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o vale-tudo capitalista promoveria o progresso de forma harmoniosa.

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MUDAR PARA MELHOR É FÁCIL

A "Revolução Industrial" alterou completamente a maneira de viver das populações dos países que se industrializaram. As cidades atraíram os camponeses e artesãos, e  tornaram-se cada vez maiores e mais importantes.

Na Inglaterra, por volta de 1850, pela primeira vez num grande país, havia mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo. Nas cidades, as pessoas mais pobres aglomeravam-se em subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados que hoje em dia existem. Mas representavam uma grande melhoria se comparadas às condições de vida dos camponeses, que viviam em choupanas de palha. Conviviam com a falta de água canalizada, com os ratos, o esgoto formando riachos nas ruas esburacadas.

O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: com tarefas monótonas e repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas.A evolução foi galopante. Arrepia pensarmos que existiram grandes civilizações que terão sido apagadas do mapa mundial!



publicado por luzdequeijas às 17:17
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AMANDO A NOSSA TERRA

HERANÇAS DE POESIA E LAVOURA

 

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia .O rio era o Jamor , campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
 
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda- a velha e Cruz Quebrada ( A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a- Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram o notável artista alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica.
O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico.
É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo.
 
  
  
 
                  Xochimilco e a festa nos seus canais.
 

António Reis Luz

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HINO À PRIMAVERA

publicado por luzdequeijas às 14:59
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

O NOSSO PADROEIRO

Miguel Arcanjo - Padroeiro de Queijas

A Câmara Municipal de Oeiras mandou construir um monumento em homenagem a São Miguel Arcanjo, e que foi  colocado em Queijas, na rotunda de entrada na vila.

Embora de origem muito recente, São Miguel é reconhecido pela população como o Padroeiro daquela localidade. Reza a história que, em Queijas, e na época em que ainda não existia o Centro Paroquial, as missas eram então realizadas numa garagem onde se encontrava uma imagem deste santo.

O monumento a São Miguel Arcanjo tem 5 metros de altura, sendo composto por uma estátua de São Miguel policroma, revestida de mármore branco de Estremoz para as vestes, rosa creme para a cabeça e braços, amarelo para a cabeleira. Quanto às asas da imagem, estas têm cerca de 3.5 metros de altura, sendo aplicadas em duas colunas de betão igualmente revestidas a mármore. O monumento inclui um dragão em mármore verde de Viana, com a dimensão de, aproximadamente, 12 metros.

A simbologia do conjunto representa o santo "Príncipe dos Anjos e vencedor de Lúcifer", tendo junto a si o diabo representado pelo dragão.

Prevê-se que a cerimónia de inauguração deste monumento ocorra no dia 28 do corrente mês, dia do Padroeiro de Queijas.

A marca dos tempos modernos fica, assim,  presente logo à entrada de Queijas. A Fonte Escultórica e Cibernética de S. Miguel Arcanjo transformou-se no grande símbolo da localidade. A grandeza e impacto visual do monumento implantado na rotunda de entrada no lugar têm implícita uma mensagem de boas-vindas - Queijas recebe de braços abertos, os braços de S. Miguel Arcanjo, padroeiro da povoação, ali retractado na imponente obra do escultor Francisco Simões.

publicado por luzdequeijas às 12:57
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FONTE LUMINOSA

 

A inauguração a 26 de Setembro de 1999 da Fonte Luminosa na rotunda de Queijas e da respectiva estátua de São Miguel Arcanjo, que passa agora a "guardar" a entrada desta localidade, foram outras obras totalmente realizadas pela Câmara Municipal de Oeiras. Esta alusão ao Patrono da freguesia, com um dragão a seus pés, apontando o combate diário do bem contra o mal, simboliza o sentido do homem e o seu percurso na Terra para o Céu e ilustram, de alguma forma, a acção da Igreja desta freguesia, que em muito tem ajudado para a dinamização e coesão de Queijas.

Queijas passou, assim, a dispor de um portal de grande simbolismo e impacto visual na senda da sua notável evolução dos últimos tempos.

A fonte foi instalada em tanque com 37,9 x 21,4 m, formado por dois níveis distintos unidos por uma cascata.

Instalou-se igualmente uma fonte cibernética com jogos de água e luz controlados por equipamentos informáticos.

A iluminação dos motivos de água é realizada com luz branca.

Está instalado um sistema de controlo anemómetro, para controle da altura dos jogos de água da fonte em função da velocidade do vento, por forma a minimizar saídas de água para o exterior do conjunto.

Inclui-se ainda a instalação de um sistema de filtragem e tratamento de água do tanque com o objectivo de manter a mesma em condições óptimas de transparência e limpeza. 

Esta obra foi um passo, modelado pelas mãos e criatividade do escultor Francisco Simões e no respeito estrito pela história religiosa e simbólica, vertida nas peças agora instaladas na rotunda de Queijas. Ouçamos a sua descrição da forma como ele interpretou esta obra na pele de escultor:

São Miguel Arcanjo é, por qualquer razão que eu desconheço, o meu anjo da Guarda.

São Miguel Arcanjo é o padroeiro de Queijas, mas é também, ao que consta, o anjo de Isabel e, de acordo com alguns testemunhos, o anjo da paz e de Portugal.

Parece também que era o anjo da devoção de D. Afonso Henriques, da Rainha Santa Isabel, de D. João II e do Papa Leão XI. 

Seguramente, é a partir de agora, o anjo protector de Queijas.

Arcanjo Mica-el: o seu nome significa " que é como Deus". São Miguel e São Gabriel é os únicos mencionados no Antigo Testamento, com excepção de São Rafael que surge no livro de TOBIT, católico. Segundo a Bíblia, no livro de Daniel, Deus disse-lhe: " O príncipe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias, mas Miguel, um dos principais príncipes veio em meu socorro. Deixei - o a bater-se com os reis da Pérsia e aqui estou eu para te fazer compreender o que deve acontecer nos últimos dias ao teu povo. (....  ) Devo regressar à luta contra o príncipe da Pérsia, depois surgirá o príncipe da Grécia. Ninguém me ajuda neste trabalho a não ser Miguel. Só Miguel tem estado a meu lado como um baluarte e uma fortaleza para mim. "

 

E no Apocalipse diz-se: " Travou-se, então, uma batalha no céu: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão e este pelejava também juntamente com os seus anjos. Mas não prevaleceram e não houve mais lugar no céu para eles. O grande dragão foi precipitado, a antiga serpente, o diabo, ou o SATANÁS, como lhe chama, o sedutor do mundo inteiro, foi precipitado na terra, juntamente com os seus anjos. "

São Miguel, vulgarmente representado de espada ou lança é o grande campeão de Deus, o grande comandante das hostes do céu. No livro de Daniel conta-se que quando o mundo voltar a estar em perigo real, Miguel reaparecerá para o defender.

Por todo o mundo, em colinas e montes foram erguidas capelas dedicadas a São Miguel. Muitos destes locais eram em tempos antigos considerados como pontos das forças terrenas do poder do dragão.

 

Ao longo dos tempos, tiveram os artistas plásticos grande responsabilidade na construção de uma imagística cristã, sendo eles os criadores das representações de muitas das formas angélicas conhecidas. No Renascimento foi a exploração bastante literal do mundo sob uma nova perspectiva que marcou a arte. Os pintores e escultores desta época singular estiveram na vanguarda, desafiando os mais respeitáveis conceitos sobre a vida, o tempo e o espaço, mesmo antes dos filósofos e teólogos se terem sobre eles debruçado.

Também a mim me coube o privilégio de recriar uma destas representações e ao iniciar este trabalho sobre São Miguel Arcanjo fui assaltado por várias dúvidas do ponto de vista formal. Uma delas se seria São Miguel um anjo feminino. Tinha lido algures que assim era, até pelo facto de, ao que parece ele se sentar à direita de Deus. Pela primeira vez consciencializei que era muito pouco importante reflectir sobre o sexo dos anjos. Importante era, sem dúvida, transmitir através de uma forma escultórica, o sentido de toda a carga espiritual contida na entidade sagrada de São Miguel Arcanjo, facto que constitui para mim um desafio invulgar, pois se tratava de materializar no mármore uma força transcendente e essencial que se resume numa ideia de extrema simplicidade : a prevalência do bem sobre o mal.

Assim, concebi um monumento para ser implantado na rotunda de Queijas, uma das suas entradas, onde duas colunas em mármore de lioz, com sete metros de altura, representam, por um lado, os marcos de entrada, as portas da vila e, por outro, pretendem transmitir o simbolismo cósmico e espiritual a elas associado. Simbolicamente, as colunas sustentam o céu e, portanto, ligam-no à terra. Elas manifestam o poder de Deus no homem e o poder do homem sob a influência de Deus, o poder que assegura a vitória e a imortalidade dos seus eleitos. Nestas colunas foram encastradas a seis metros de altura duas asas em Bronze. A colocação das asas nas colunas teve como intenção uma dupla simbologia: enquanto integradas nas colunas elas relacionam-se com a terra e com os homens e simbolizam, assim, a marca da presença da divindade transfigurada em anjo, isto é, o símbolo da espiritualidade. À frente das colunas, com cinco metros de altura, surge, em mármore branco, a figura de São Miguel, com a sua lança em bronze. A estátua representa-o como comandante das hostes divinas, enfrentando o dragão que surge da água, simbolizando o mal e, combatendo-o, assumindo o arcanjo, a atitude de protector de Queijas.  

 

António Reis Luz

 

 

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TUDO ÀS AVESSAS

 

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
 
Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão "Candeias às Avessas". Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar às avessas" em tudo e não só nas "Candeias".

No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa alameda. Não o foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas agora existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a realisar. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.

Já em 1998 foi lançado pela Junta um concurso nas escolas, sobre o nome da pessoa dado à rua dos alunos concorrentes. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, até à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:

 

"Cada Rua uma História – Alameda de Queijas

Acompanhando um desenho podíamos ler; era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas Árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes."

 

Catarina Flores Henriques – 6 anos!

 

Esta criança era quem merecia a paternidade da existência da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades. Conhecer esta menina foi muito mais importasnte do que assistir à requentada "feira de vaidades", daqueles que insistem em ignorar a verdade e o valor que existe nas crianças!

António Reis Luz

 

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Quinta-feira, 15 de Março de 2012

AS DÍVIDAS DAS AUTARQUIAS

Miguel A. Lopes, Lusa

Uma carta com as assinaturas dos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares exige aos 308 presidentes de câmara do Continente, da Madeira e dos Açores que detalhem à Inspeção-Geral de Finanças, até 15 de março, o “montante global” que os municípios têm em dívida. No documento, cujo conteúdo é hoje revelado pela imprensa, Vítor Gaspar e Miguel Relvas manifestam respeito pela “autonomia da administração local”, mas tratam de associar a transparência das contas à “cooperação institucional” de que o país “tanto precisa”. A Associação Nacional de Municípios fala de “um processo natural”.

O teor da carta do Governo às administrações locais está nas páginas de publicações como o Diário de Notícias e o Jornal de Negócios. Foi também noticiado pela rádio TSF. Na segunda-feira, os ministros Vítor Gaspar e Miguel Relvas remeteram aos 308 municípios portugueses um documento de três parágrafos datado de 24 de fevereiro.“É um processo natural”

Para o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), entretanto ouvido pela agência Lusa, “é natural que o Governo queira saber, sem margem para desconfianças, a forma e o estado normal e atual das autarquias”.

“Naturalmente que achamos que é um processo natural para conhecer exaustivamente qual é a situação global e a situação individualizada”, reagiu Fernando Ruas.

Na opinião do autarca de Viseu, importa “saber qual é o montante global que está em causa” e “como é que está distribuído”, de forma a responder a dificuldades que estão a “estrangular” os municípios.

“Acho que neste momento qualquer uma das câmaras tem possibilidade, de um momento para o outro, de ver qual é o montante global da sua dívida”, considerou.


No texto, os membros do Executivo exortam todos os presidentes de câmara a transmitirem “à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), até dia 15 de março, o montante global das dívidas de curto, médio e longo prazos da respetiva autarquia até 1 de janeiro de 2012”.

Fontes governamentais citadas pelo Diário de Notícias adiantam que a iniciativa visa evitar que surjam “mais surpresas como a da Madeira”.

O ministro das Finanças e o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares encaram os números agora pedidos como cruciais para que se apure a situação financeira das câmaras.

“Os elementos ora solicitados permitirão a recolha e posterior análise e tratamento de informação absolutamente crucial no sentido da visão geral e compreensiva da situação financeira dos municípios portugueses, nas suas diversas dimensões”, enfatizam os governantes.

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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

GRUPO DE PRESSÃO

 

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, disse hoje à agência Lusa estar convicto de que a forma como está a ser feita a Reforma Administrativa Local «pode levar à queda do próprio Governo».

O autarca, um independente eleito pelo Partido Socialista (PS), afirmou que este processo está a transformar-se numa «situação explosiva» e a «causar crispação junto de eleitos de todos os partidos e da população em geral».

Raul Castro explicou que, caso se some «o desemprego, o ataque à classe média e a insegurança», a reforma administrativa «tem todas as condições para fazer transbordar o copo e trazer consequências políticas sérias para este Governo».

As declarações do presidente da autarquia foram feitas em Marrazes, Leiria, durante um fórum promovido pelo Movimento de Freguesias de Leiria (MFL) ¿ que representa 27 das 29 freguesias do concelho ¿, o qual juntou autarcas e deputados.

Já o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, um independente eleito pelo PSD, revelou que no seu concelho «a situação vai ser analisada e serão apresentadas propostas credíveis para encontrar um modelo adequado, que não implique mais custos e garanta a qualidade do serviço às populações».

Os dois deputados socialistas presentes no fórum ¿ faltaram ao debate os deputados eleitos pelo PSD e pelo CDS-PP, os dois partidos da coligação governamental ¿ defenderam que a reforma administrativa não vai resolver qualquer problema.

João Paulo Pedrosa disse não conseguir perceber «como é que se avançou sem ter em conta a questão da lei de atribuições e competências» e Odete João criticou «um processo que começou a casa pelo telhado».

No sábado, a Associação Nacional de Freguesias (Anafre) convocou uma manifestação a realizar em Lisboa, a 31 de março, defendendo que esta deve ser vista pelos partidos do Governo e pelo PS como um sinal de que a reforma administrativa deve ser «profundamente alterada».

«É do interesse dos portugueses e do Governo que esta reforma seja concretizada com os eleitos locais, de freguesia e de município com as populações e não contra [elas], porque, se se levar por diante a intenção insensata de impor esta reforma aos cidadãos e eleitos locais, depois teremos de ver quem é que a vai implementar na prática e no terreno», afirmou o presidente da Anafre, Armando Vieira, autarca do PSD.

O secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Júlio, disse no domingo à Lusa que os «portugueses não vão interpretar bem» a iniciativa, se o protesto das freguesias, anunciado na véspera, for «uma manifestação pela manifestação».

A Anafre tem defendido que «a reorganização administrativa é importante, só que tem de se ouvir as populações», mas o governante frisou que «as populações têm sido ouvidas», lembrando que nos últimos seis meses realizou mais de 60 sessões de esclarecimento em todo o país.

 

REFORMA ADMINISTRATIVA - RAUL CASTRO - AGÊNCIA FINANCEIRA
publicado por luzdequeijas às 21:45
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OS GRUPOS DE PRESSÃO

.... Os grupos de pressão, os lóbbies, são um fenómeno típico das democracias modernas. Pressionam o executivo, pressionam o legislativo, pressionam o judiciário. Usam de todos os meios, legais e ilegais, para alcançarem os seus objetivos – geralmente reivindicações específicas dirigidas a um dos três poderes. É em grande parte através desse expediente, que a classe dominante – e aos poucos também sectores das classes dominantes – fazem valer os seus direitos junto do aparelho de Estado. Por outro lado existe o debate e a hegemonia ideológica da classe dominante que se exerce através dos aparelhos ideológicos que ela tende a dominar – a imprensa, a universidade, as escolas, as igrejas, algumas associações de classe mais dominantes (na maioria, meros grupos de pressão).

Tanto os grupos de pressão quanto as condicionantes ideológicas estabelecem limitações para a política económica. Essas limitações, entretanto, podem ser parcialmente superadas pelo governo, dependendo de três variáveis: 1) da legitimidade do próprio governo 2) das alianças que logre realizar 3) da qualidade moral – entendida esta expressão no seu sentido amplo – dos seus líderes.

A palavra “legitimidade” tem muitos sentidos. Uso-a aqui com um sentido muito preciso: um governo é legítimo quando tem o apoio da sociedade civil....

Luiz Bresser Pereira

publicado por luzdequeijas às 18:43
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A SOCIEDADE CIVIL

.... A maior ou menor legitimidade de um governo é proporcional ao maior ou menor apoio com que esse governo conta junto da sociedade civil organizada em classes ou frações de classe e ponderada de acordo com os respetivos poderes económicos e políticos, ou seja, junto da sociedade civil. Legitimidade não deve ser confundida com legalidade – um governo é legal quando assumiu o poder de acordo com as leis então vigentes no país – nem com a popularidade ou representatividade que é o apoio que esse governo tem junto do povo. Porque povo deve ser claramente distinguido de sociedade civil. Enquanto no conceito de povo – conjunto de cidadãos – estes são iguais perante a lei no conceito de sociedade civil não há essa igualdade, os indivíduos são ponderados pelos poderes que possuem pessoalmente ou como parte de grupos ou instituições de todo o tipo. Em qualquer sistema político é na sociedade civil que reside o poder. Em regimes fortemente autoritários a sociedade civil pode quase se confundir com o próprio governo, já que todo o poder social está concentrado nas mãos de muito poucos. A sociedade civil pode ser, ela mesma, mais ou menos democrática, na medida em que os poderes estejam distribuídos dentro dela. Mas um governo só será legítimo e portanto só terá efetivamente poder quando tiver um razoável apoio da sociedade civil.

Quando um governo perde esse apoio, quando todas as classes sociais e especialmente as classes dirigentes perdem a confiança no governo, vemo-nos diante de uma crise de legitimidade......

Luiz Bresser Pereira       

publicado por luzdequeijas às 18:41
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A CURA TEM SEMPRE DOR

Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
 
O brutal aperto de cinto a que estamos sujeitos não poderia deixar de trazer sofrimento a muitos portugueses. Sofrimento às vezes agravado pela ideia de que os sacrifícios nem sempre são repartidos com justiça.

 

Mas é surpreendente que tantas vozes se levantem contra o que consideram ser um ataque à classe média. Afinal, quem nas últimas décadas mudou de estilo de vida, passando a consumir mais, foram aqueles que passaram o limiar da pobreza para ascenderem à classe média. Seria excelente, se não fosse uma ilusão, fomentada até pela irresponsabilidade dos políticos.

Numa economia como a nossa, que praticamente não cresce há doze anos, essa melhoria de nível de vida era insustentável. Baseava-se no crédito, que deixou milhares de famílias encravadas. O próprio défice das contas do Estado decorre, em parte, de benefícios que as pessoas recebiam e aos quais agora têm de renunciar.

Parece que alguns pensaram ser possível corrigir os nossos desequilíbrios financeiros sem dor. É um engano. Mas essencial é que a dor sirva para curar a doença.

publicado por luzdequeijas às 16:25
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Terça-feira, 13 de Março de 2012

UM ESTADISTA

 

“ ….  As qualidades morais dos governantes – a dignidade, a honestidade, o desprendimento, a coragem – e as suas qualidades culturais, ou seja, a sua capacidade de ter uma visão global da sociedade e da economia do seu país, bem como da sua inserção no sistema capitalista – tecnoburotrático contemporâneo, são qualidades fundamentais, indispensáveis.

Homens públicos com essas qualidades são capazes de enfrentar e superar muitas limitações políticas e económicas que possam aparecer-lhes no seu dia-a-dia. Os estadistas são exatamente os governantes que, graças à sua visão e à sua coragem, conseguem enfrentar as limitações e superar as crises; são os políticos que em determinado momento de grave crise são capazes de interpretar os interesses nacionais e realizá-los, ainda que para alcançar esse objetivo sejam obrigados a contrariar interesses particulares poderosos e a enfrentar convicções ideológicas dominantes na sociedade.

De qualquer forma se não é possível esperar de cada mulher ou de cada homem o desempenho de um estadista – inclusive porque para isso é necessário ocupar no governo um posto com poder formal compatível – certamente é razoável exigir deles aquele mínimo de qualidades morais e culturais que lhes permitam enfrentar as limitações económicas e políticas, de toda a ordem, com alguma possibilidade de êxito.

Essas limitações podem explicar o êxito parcial e até o fracasso de certas políticas económicas, mas jamais justificam a conivência ou a rendição a essas limitações.”

Luiz Bresser Pereira

 

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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

OS "LOBBIES"

 

Quem protege estas organizações e como ultrapassam o “Poder“ legitimamente constituído? Ou se entrelaçam com ele?

 

Volto a acreditar que tudo isto passa ao lado da maioria da população, que vive quase completamente absorvida pelas preocupações do seu dia-a-dia. Provavelmente têm ao seu lado pessoas a trabalharem num qualquer «lobby», sem do facto se aperceberem.   

 

Por último, não tenhamos quaisquer dúvidas, que os “lobbies “ atravessam partidos, governos, organismos públicos, Assembleia da República e todo o lado, onde possa haver, uma ponta que seja, de poder de decisão ou interesses.em jogo. Salvo raras excepções, só podem envolvidas neles, pessoas sem escrúpulos e pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade! Estarão somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga.

 

OPINIÃO CREDÍVEL 

 

"continua a ser demasiado fácil incumprir contratos, incumprir normas de conduta, incumprir deveres legais."

 

Jose Miguel Júdice, Bastonário da Ordem dos Advogados

 

JN 13-02-2002

 

 

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O MANÁ

(Bíblia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Maná (Hebraico: מָ‏ן man) significa seiva de tamarisco. O livro bíblico de Êxodo descreve-o como um alimento produzido milagrosamente, sendo fornecido por Deus ao povo Israelita, liderado por Moisés, durante a sua estada no deserto rumo à terra prometida. Segundo Êxodo, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branco, descrito como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas. Geralmente era moído, cozido, e assado, sendo transformado em bolos. Diz-se que o seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite.[1]

Tamarisco

Ainda segundo a Bíblia, o maná era enviado diariamente e não podia ser armazenado para outro dia. Também não era fornecido aos sábados; por isto Deus enviava uma quantidade maior às sextas-feiras, e neste caso o maná podia ser guardado para o sábado sem se deteriorar.

Atualmente é encontrado no deserto do Sinai algo semelhante ao relato bíblico, pequenas gotas brancas de seiva, que cresce nos ramos das arvores de tamarisco durante a estação das chuvas, se desprende durante a noite fria do deserto forrando o chão com grãos semelhantes a pérolas; após ser cozido se transforma num líquido adocicado semelhante ao mel muito apreciado pelos beduínos que o denominam maná. [1]

Em 1483, Breitenbach, o decano de Mogúncia, peregrinando no monte Sinai, escreveu: - "Nos vales próximos ao Sinai encontra-se o pão do céu, que os monges e também os árabes recolhem, guardam e vendem aos peregrinos estrangeiros que por aqui passam".

 

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Sábado, 10 de Março de 2012

ONTÉM COMO HOJE

                                                            

Portugal Refém dos "Lobbies"

 

Financial Times vê-nos como um modelo esgotado, onde as reformas são travadas por todas as classes e com os piores niveis de qualificação, produtividade e absentismo. Um desafio dificil.

 

DN Negocios 22-10-2002

 

publicado por luzdequeijas às 13:07
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É BOM REVER O PASSADO

“ TENTAR PERCEBER “

                                                                    

“Francisco Sarsfield Cabral – Sobe de tom a contestação ao Governo. Mas quase não há tirando o caso da segurança social, onde se nota um pensamento maduro e uma estratégia determinada na concretização da mudança. Predominam, isso sim, declarações de intenção reformista, mas ainda sem grande correspondência na prática. E como essas declarações não têm primado pela clareza, permitindo imaginar tudo e mais alguma coisa, a perspectiva de mudança alarmou inutilmente muitas pessoas. Inutilmente não,: o alarme exagerado veio mesmo a jeito para os interesses instalados estimularem uma onda de rejeição indignada de toda e qualquer reforma.

Os «lobbies» não andavam distraídos, como já se tinha visto com a reacção à proposta de Ferro Rodrigues de criar farmácias sociais. A sua melhor defesa é o ataque. Assim, os vários grupos de pressão atacam por antecipação qualquer hipótese de reformas. Mas fazem-no em geral por interpostas pessoas, aproveitando o receio entretanto gerado na sociedade pela ânsia deste governo de se demarcar do estilo Guterrista de empatar com diálogos. E fazem-no com tanto maior ânimo quando o governo se mostra verbalmente decidido a mudar muito, mas já comtemporizou demasiado com alguns «lobbies» por exemplo, nas finanças das regiões autónomas ou no endividamento das autarquias. E não escapa a ninguém que, nestes como noutros casos, a verdadeira oposição ao Governo está dentro do PSD. Chegámos, assim, a uma situação curiosa. O governo do PS não fazia reformas para evitar contestações. Este governo fomenta contestações ruidosas, mas ainda não se mostrou capaz de concretizar reformas. Muito barulho para nada? ´

 DN 24-06-2002

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RECORDANDO

“ O Governo está a tentar fazer reformas. Mas, cada vez que ensaia uma reforma – na Saúde, na Educação, na Segurança Social – levanta-se o respectivo “ lobby “ lá instalado,”             

 

Miguel Sousa Tavares TVI, 9-7-02

 

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Sexta-feira, 9 de Março de 2012

A BATUTA DO MAESTRO

História

O Maestro como conhecemos hoje, surgiu no Romantismo musical, quando a massa orquestral ou coral tomou grandes proporções.

Antes disto, no barroco e no período clássico, a figura do maestro não era materializada. Os grupos eram pequenos (orquestras de câmara) e todos os músicos podiam se entreolhar para analisar dinâmicas e entradas. Porém, já no classicismo, com o início do crescimento da massa orquestral ou coral, quem coordenava era o músico mais visível: o primeiro violinista ou algum instrumentista de sopro. Em composições com acompanhamento por instrumento de teclado, o cravo na época e depois o piano, quem tocava este instrumento conduzia a orquestra. Tem-se notícia de Bach e Mozart regendo sentados ao instrumento.

 

 

 

Uma evolução deste estado inicial foi a marcação do tempo (métrica musical) através de batidas de um bastão no chão. Porém o ruído produzido pela batida, afetava diretamente a música, pois todos precisavam ouvir a marcação (batidas) e assim todo o público também ouvia, desta forma, alguns músicos optaram por marcar o tempo com as mãos e braços e ainda outros, enrolavam as partituras e marcavam o tempo de maneira visual.

Carl Maria von Weber foi quem introduziu uma vareta ou pequeno bastão para substituir o rolo de partitura. A esta vareta deu-se o nome de batuta.

WIKIPÉDIA

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PARABENS MARIA PACIÊNCIA

21 de Março de 2008

Maria Paciência: Pontos nos ii!!

«Rir,rir sem descanso,de boca escancarada até ao cavernante,de todos os mil grotescos que por ai fervilham como formigas num açucareiro».*
 
Rafael Bordalo Pinheiro criador da Maria Paciência, figura inspiradora por motivos menos,que mais, óbvios para título deste blog nasceu neste dia em 1846 pelo que não poderia deixar de assinalar a data,e também porque há homens que vivem muito à frente do seu tempo.Agradeço a IC da Loja 107 a pronta e rápida colaboração na cedência de algumas imagens e também pelo esclarecimento de que:Este nome foi dado essencialmente à figura em cerâmica,já que a Maria, cheia de paciência para aturar o seu pouco convencional "marido" o Zé Povinho,já existia no jornal Os Pontos nos ii,mas aí com o nome de A velha dos pontos nos ii.,e também a MCA do Museu Bordalo Pinheiro pela indicação e partilha de fontes de informação muito preciosas.

*Objectivo da Maria
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O ZÉ POVINHO DE HOJE

Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum.

Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por Zé Povinho.

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.

O sucesso obtido foi tão grande que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

Desde então é o “Zé Povinho, que motivado única e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais.

É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, após um dia de trabalho árduo vai à igreja e ao clube para reunir, planear e organizar procissões, festas etc.

Entretanto vai-nos dizendo: “ aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o POVO.” 

 

Figura em cerâmica retratando o Zé Povinho, por Rafael Bordalo Pinheiro

 

O meu nome é Zé Povinho, pois então! “Represento, na perfeição, todas as características do nosso povo sejam elas boas ou más.”

 

Após o 25 de Abril ajustou-se, mantendo velhos hábitos, em vez de os corrigir, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz de democracia.

 

Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis. Mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar.Quanto a valores foi-os perdendo e hoje se puder dá uma "facadinha" no melhor amigo sem olhar para trás

 

De algum tempo a esta parte, os mais "vivaços", vegetam dentro daquilo a que todos chamam de "SISTEMA".Na verdade, ninguém sabe explicar o que isto é, mas dá jeito falar nele, para dar a perceber aos outros, que se é muito entendido!

 

Hoje, também representa do povo aquilo que ele tem de pior e só isso. A mentira, a denúncia, a traição, o oportunismo etc., etc. Votou à esquerda para mandar e ficar rico com pouco trabalho, mas lixou-se..... Votou à direita mas sem esquecer a sua esquerda e voltou a lixar-se.....! Hoje, já não sabe para onde se virar e ainda vai acabar no "ZÉ POVINHO" de antigamente. Simples, bom e muito honesto, o que não evita que o dito "SISTEMA" o venha a denunciar como "amigo do alheio" para dar cobertura aos verdadeiros "amigos do alheio" !

 

 

 

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CONTINUAMOS À ESPERA

“PSD apresenta lei sobre criação de «lobbies» “

 

“O PSD vai apresentar, até ao final de Maio, um projecto-lei de legalização dos «lobbies», declarou ao Expresso o líder parlamentar do PSD Marques Mendes, acrescentando, como justificação para a iniciativa:

  “ Eles existem, logo é melhor que eles se assumam, com clareza e transparência, em vez de trabalharem de forma inorgânica, exercendo pressões que não sabemos se são legítimas ou não “.

O grupo parlamentar social-democrata já esboçou um anteprojecto, mas a sua versão definitiva aguarda os dados de um estudo de direito comparado sobre a organização e registo oficial da actividade de» lobbing». Um trabalho que será solicitado a uma das três universidades que mantêm um protocolo de assistência com a Assembleia da República.

Depois da instituição, há cerca de três anos, do registo público de interesses dos titulares de cargos públicos, esta medida traduzir-se-á, segundo o PSD,

«Num passo importante para a clareza e a transparência, que são crescentemente reclamadas, da actividade política e da gestão pública em particular». Alegam os sociais-democratas que:

«A evolução recente desta questão na sociedade portuguesa e os sinais que se vão detectando da movimentação de interesses junto dos poderes públicos tornam a nosso ver, premente a regulamentação desta questão».” (.)

 

Expresso – Cristina Figueiredo

 

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RELEMBRANDO ....

 

 

“ O Padrinho e os Afilhados “

 

“O major Valentim Loureiro portou-se como um verdadeiro padrinho em relação aos seus dois afilhados predilectos. No caso do afilhado mais novo, João Pinto, “ garantiu “ que não tinha agredido o árbitro. Ele não tem a mínima dúvida de que tudo não passa de uma “ tentativa de crucificação pública “. Coitado do João Pinto, como todos sabem, a imprensa desportiva está sempre a atacá-lo. Perante o pormenor de o árbitro ter escrito no relatório que tinha sido agredido, o major teve a resposta extraordinária: “ Os árbitros escrevem o que quiserem nos relatórios “. Aí está, presidente da Liga deu o exemplo para o próximo campeonato: se os relatórios não agradarem, todos podem dizer que os árbitros escrevem o que querem. Vai ser bonito. Para o segundo afilhado, António Oliveira, teve as seguintes palavras: “ Ele merece continuar o projecto inciado há dois anos “. 

Que ninguém tenha dúvidas, o “ Sistema “ vai fazer tudo para manter o Oliveira na selecção.

Vão começar a dizer que o “objectivo”, apurar Portugal para o Mundial, foi alcançado. Para 2004 isto não chega, visto que os portugueses já estão apurados. Como país organizador, Portugal tem que aspirar a ser campeão. Para isso, já se viu que Oliveira não serve. Se os Loureiros e os Mandailes deste país insistirem na “ besta bestial “, proponho uma revolta popular: no próximo jogo particular da selecção ninguém vai ao estádio. A imagem de um estádio vazio num jogo do país organizador obrigará a despedir o treinador. A ideia é muito simples. Dado o peso da Olivedesportos na Federação, Oliveira só irá para a rua quando perceber que o seleccionador Oliveira está a dar prejuízo ao “ empresário “ Oliveira.”                                                                 

 

INDEPENDENTE - 21 de Junho de 2002      

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Quarta-feira, 7 de Março de 2012

O FIGURINISTA

Princípios básicos do figurino

Figurinos históricos de Le Cateau-Cambrésis, França.

"O

Figurino luminoso de Beo Beyond

 

 

" O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ele tem outras finalidades".

Umberto Eco

O que é um figurino

O figurino é composto por todas as roupas e os acessórios dos personagens, projetados e/ou escolhidos pelo figurinista, de acordo com as necessidades do roteiro, personagem, da direção do filme e as possibilidades do orçamento.

Ele é mais que uma simples veste, mais que uma roupa, pois ele possui uma carga, um depoimento, uma lista de mensagens implícitas visíveis e subliminares sobre todo o panorama do espetáculo e possui funções específicas dentro do contexto e perante o público, ora com grau maior ora menor.

Mas não esqueçamos de diferenciar os termos figurino, indumentária e vestimenta: Denominamos que indumentárias seriam todo o vestuário em relação a uma determinada época e povos. Vestuário, um conjunto de peças de roupas que se veste e o figurino seria o traje usado por uma personagem criada.

O figurinista que cuida da criação dos figurinos, os interpreta, idealiza, desenvolve a pesquisa, criação dos croquis, pode reelaborar figurinos já existentes, coordena a equipe de produção e organização do guarda-roupa. É responsável enfim, por toda e qualquer produção necessária, seja delegando funções a terceiros ou produzindo ele mesmo, dentro desta concepção de totalidade, é necessário que tenha noções de cenografia, teatro, expressão corporal, iluminação, noções de espaço, arte, além de como se criar um traje, como história do vestuário, desenvolvimento de croquis, desenho técnico, modelagem, conhecimento sobre tecidos, acessórios, costura, e onde pode encontrar materiais e pessoal.

Wikipédia

 

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Terça-feira, 6 de Março de 2012

MANUELINO

Características

Coluna no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

 

 

A característica dominante do Manuelino é a exuberância de formas e uma forte interpretação naturalista-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais. A janela, tanto em edifícios religiosos como seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar. Estes motivos aparecem em construções, pelourinhos, túmulos ou mesmo peças artísticas, como em ourivesaria, de que a Custódia de Belém é um exemplo.

O conjunto decorativo de um elemento escultórico manuelino apresenta-se quase sempre como um discurso de pedra, onde diversos elementos e referências se cruzam (pansemiose - ou "todos os significados"), como o simbilismo cristão, a alquimia, a tradição popular, etc. O contexto tanto pode ser moralizante, como alegórico, jocoso (quando se aponta o dedo aos defeitos humanos ou a pormenores obscenos, como a referência sexual numa gárgula exterior à capela de São Nicolau, em Guimarães), esotérico ou, simplesmente, propagandístico em relação ao poder imperial de D. Manuel I. Note-se que esta simbologia está também muito ligada à heráldica.

Os motivos mais frequentes da arquitectura manuelina são a esfera armilar, conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, futuro rei D. Manuel I, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel, a Cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas: Corais, Algas, Alcachofras, Pinhas, animais vários e elementos fantásticos: Ouroboros, Sereias, gárgulas.

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CUIDADO ....

COM OS BEZERROS DE OURO! Podem levar um país à destruição|

 

VEJAM só! O que é que o povo está fazendo? Oram a um bezerro! Por que será?

Ficando Moisés muito tempo no monte, o povo disse: ‘Não sabemos o que aconteceu com Moisés. Vamos fazer um deus para nos tirar desta terra.’

Moisés jogando as duas pedras

‘Está bem’, disse Arão, irmão de Moisés. ‘Tragam-me os seus brincos de ouro.’ Quando o povo os trouxe, Arão fundiu-os e fez um bezerro de ouro. E o povo disse: ‘Este é nosso Deus, que nos tirou do Egito!’ Fizeram então uma grande festa e adoraram o bezerro de ouro.

Quando Jeová viu isso, ficou muito zangado. Disse a Moisés: ‘Desça depressa. O povo está agindo muito mal. Esqueceram-se das minhas leis e curvam-se diante dum bezerro de ouro.’

Pessoas adorando um bezerro de ouro

Moisés desceu depressa do monte. Chegando perto, viu o povo cantar e dançar em volta do bezerro de ouro! Moisés ficou tão zangado, que jogou no chão as duas pedras chatas com as leis, despedaçando-as. Depois pegou no bezerro de ouro e o fundiu, pulverizando-o a seguir.

O povo fez algo muito mau. Por isso, Moisés mandou os homens tomarem as suas espadas. ‘Os maus que adoraram o bezerro de ouro tem de morrer’, disse Moisés. E, assim, os homens mataram 3.000! Não mostra isso que precisamos ter cuidado em adorar apenas a Jeová, e não deuses falsos?

Êxodo 32:1-35.

 

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Domingo, 4 de Março de 2012

O LIVRO DO ÊXODO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Êxodo (do latim tardio exŏdus do grego ἔξοδος, composto de ἐξ "fora" e ὁδός "via, caminho", significando partida). Na tradição hebraica, chama-se Sh'moth (em hebraico: שמות, literalmente "nomes", hebreu moderno: Shmot) é o segundo livro do Antigo Testamento e do Pentateuco/Torá, vem depois do Livro
 

 

 

 

de Gênesis e antes do livro de Levítico.[1][2] A sua autoria foi tradicionalmente atribuída ao profeta Moisés pela tradição judaico-cristã.[3] A crítica académica moderna descreve o livro do êxodo como uma copilação de textos distintos, tendo recebido sua redação final no período posterior ao exílio babilónico entre os séculos 6 e 5 A.C.[3] .[4] O Livro do Êxodo dá continuidade ao livro da Gênesis, relata como Moisés conduz os israelitas do Egito pelo deserto até o Monte Sinai Bíblico, onde Yahveh se revela e oferece uma aliança: os israelitas devem manter a lei e, em retorno, receberiam a proteção de Yahveh que lhes daria Canaã (a Terra Prometida). Há muitas relatos bem conhecidos no Êxodo, como a passagem pelo Mar Vermelho (possivelmente, Mar dos Juncos), a revelação no Sinai, a entrega das tabuletas da lei, Bezerro de ouro e o aparecimento de maná no deserto.

 

publicado por luzdequeijas às 16:47
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A PÁSCOA

Deus ordenou que os Israelitas celebrassem a " Páscoa" onde o anjo da morte poupou as casas que tinham o sangue de um cordeiro.

Ex 12:1-14
"E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. "

 


A ovelha era reconhecida por sua gordura, rabo carnudo.

A cor de sua lã normalmente era branca, marrom ou às vezes
as pernas e a cabeças pretas. As ovelhas eram descritas como
bondosas, não teimosas, temerosas, sem defesa, pacientes,
sofredoras, e eram abundantes em Israel.

" E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo."

" Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do SENHOR. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo."

publicado por luzdequeijas às 16:43
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ORIGEM DOS SALMOS

A autoria da maioria dos salmos é atribuída ao rei Davi, o qual teria escrito pelo menos 73 poemas. Asafe é considerado o autor de 12 salmos. Os filhos de Corá escreveram uns nove e o rei Salomão ao menos dois. Hemã, com os filhos de Corá, bem como Etã e Moisés, escreveram no mínimo um cada. Todavia, 51 salmos seriam tidos de autoria anónima.

O período em que os salmos foram compostos varia muito, representando um lapso temporal de aproximadamente um milénio, desde a data aproximada de 1440 a.C., quando houve o êxodo dos Israelitas do Egito até ao cativeiro babilónico, sendo que muitas vezes esses poemas permitem traçar um paralelo com os acontecimentos históricos, principalmente com a vida de Davi, quando, por exemplo, havia fugido da perseguição promovida pelo rei Saul ou quanto ao arrependimento pelo seu pecado com Bate-Seba.

Poemas de louvor, os salmos foram inicialmente transmitidos através da tradição oral e a fixação por escrito teve lugar, sobretudo através do movimento de recolha das tradições israelitas, iniciado no exílio babilónico pelo profeta Ezequiel (séculos VII-VI a.C.). Como tal, muitos destes textos são muito anteriores, sendo bastante difícil a sua crítica do ponto de vista literário estritos. Ainda assim, tendo em conta a comparação com a literatura poética coeva do Egito, da Assíria e da Babilónia, pode-se afirmar que estes poemas de Israel são um dos expoentes da poesia universal.

Os salmos, em termos de conteúdo, possuem estrutura coerente, o que também pode ser observado em passagens do Antigo Testamento e em obras literárias do Oriente Médio da Antiguidade.[4]

Tal como em outras tradições culturais, também a poesia hebraica andava estreitamente associada à música. Assim, embora não seja de se excluir para os salmos a possível recitação em forma de leitura, "todavia, dado o seu género literário, com razão são designados em hebraico pelo termo Tehillim, isto é, «cânticos de louvor», e, em grego psalmói, ou seja, «cânticos acompanhados ao som do saltério», ou ainda: oração cantada e acompanhada com instrumentos musicais[3].

De fato, todos os salmos possuem um certo caráter musical, que determina o modo como devem ser executados. E assim, mesmo quando o salmo é recitado sem canto, ou até individualmente ou em silêncio, a sua recitação terá de conservar este caráter musical[5]

Os salmos acabaram por constituir um hinário litúrgico para uso no templo de Jerusalém, do qual transitaram quer para a sinagoga judaica, quer para as liturgias cristãs.

Na Igreja Católica, os 150 salmos formam o núcleo da oração cotidiana: a chamada Liturgia das Horas, também conhecida por Ofício Divino e cuja organização remonta a São Bento de Núrsia. A oração conhecida por rosário, com as suas 150 Ave Marias, formou-se por analogia com os 150 salmos do Ofício.

Os salmos são também poesia, que é a forma mais apropriada para expressar os sentimentos diante da realidade da vida permeada pelo mistério de Deus, o aliado que se compromete com o homem para com ele construir a história. É Deus participando da luta pela vida e liberdade. Dessa forma, os salmos convidam para que também nós nos voltemos com atenção para a vida e a história. Nelas descobrimos o Deus sempre presente e disposto a se aliar, para caminhar na luta pela construção do mundo novo[3].

Os salmos supõem o contexto maior de uma fé que nasce da história e constrói história. Seu ponto de partida é o Deus libertador que ouve o clamor do povo e se torna presente, dando eficácia à sua luta pela liberdade e vida (Ex 3,7-8). Por isso, os salmos são as orações que manifestam a fé que os pobres e oprimidos têm no Deus aliado. Como esse Deus não aprova a situação dos desfavorecidos, o povo tem a ousadia de reivindicar seus direitos, denunciar a injustiça, resistir aos poderosos e até mesmo questionar o próprio Deus. São orações que nos consciencializam e engajam na luta dentro dos conflitos, sem dar espaço para o pieguismo, o individualismo ou a alienação[3].

O livro dos Salmos é um dos mais citados pelos escritores do Novo Testamento. O próprio Jesus orava os salmos, e sua vida e ação trouxeram significado pleno para o sentido que essas orações já possuíam. Depois dele, os salmos se tornaram a oração do novo povo de Deus, comprometido com Jesus Cristo para a transformação do mundo, em vista da construção do Reino[3].

Vários salmos são considerados pelos teólogos como proféticos ou messiânicos, pois referem-se à vinda do Cristo e, por isso, existem muitas citações de versos dos salmistas no Novo Testamento com o propósito de provar o cumprimento das profecias na pessoa de Jesus.[6]

O Salmo 150 constituiria uma doxologia, ou arremate de louvor do livro. [7]

 

WIKIPÉDIA

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Sábado, 3 de Março de 2012

O CAMINHO DO FUTURO

Terça-feira, 26 de Maio de 2009
 

Grupo faz propostas para o país

O Projecto Farol reúne empresários, gestores, advogados e professores universitários, sob a égide da Deloitte

 

O empresário Belmiro de Azevedo preside a 28 de Maio à primeira reunião do Projecto Farol, que vai incidir sobre a globalização. Participam ainda na reunião restrita António Mexia, presidente da EDP, os professores universitários Alberto Castro e Brandão de Brito, além de Jorge Marrão, da Deloitte.

O projecto Farol resulta de um desafio que a Deloitte lançou a um conjunto de cidadãos, no sentido de ser desenvolvido um trabalho de reflexão e apresentação de propostas para o país. O manifesto que lança o projecto sustenta que "a sociedade civil tem o dever de participar nessa tarefa de reflexão e de contribuir activamente para as mudanças e reformas que o país tem de levar a cabo", já que " o espaço público e o debate de ideias tem estado entre nós excessivamente confinado na luta político-partidária, aprisionado por circunstâncias eleitorais que condicionam o debate sereno sobre o nosso futuro".

Os promotores da iniciativa, desenvolvida a propósito dos 40 anos da Deloitte em Portugal, sublinham que não os move outro interesse senão " o cumprimento do dever de cidadania activa que impõe uma nova atitude dos cidadãos com a vida pública", atitude essa que, "se assumida com independência face ao poder político e face aos diversos grupos legítimos organizados da nossa sociedade, gerará por certo novas dinâmicas que deverão ser favoravelmente entendidas como um valor acrescentado para o enriquecimento e melhoria da nossa decisão colectiva".

O projecto, sustentam os autores, "parte de uma visão do mundo comprometida com os princípios do Estado de Direito e com as políticas que reconhecem no modelo de economia de mercado a forma mais eficiente de criar riqueza e elevar os níveis de bem-estar social". Além disso, "reflectirá uma visão independente de qualquer corrente ideológica ou partido político ou ainda de qualquer escola ou tendência de pensamento social ou económico" : " uma nova cidadania, assente num património de valores colectivamente partilhados, mas conscientes do primado da pessoa; uma cultura, aberta ao conhecimento, mas comprometida com as nossas raízes; uma educação que reconheça que a qualidade da comunidade assenta na qualidade dos cidadãos que a compõem e uma coesão social e territorial", são quatro das dimensões críticas do Projecto Farol.

A estas juntam-se, no plano económico, " a aceitação da globalização, através de um quadro de competitividade saudável que se afirme e consolide uma malha empresarial inserida na economia global, e a construção de políticas e práticas que contribuam para a acumulação de capital pela via da poupança individual e das empresas, essencial ao financiamento da actividade económica",  por último, a Reforma do Estado, no sentido de um Estado voltado essencialmente para as suas funções de soberania, em especial na Justiça, menos interventor e mais regulador, na economia, e na prestação de serviços de interesse público.

É a isso que se propõem os autores, através de estudos a levar a cabo por entidades prestigiadas e por jornadas de reflexão, a concretizar até ao fim do ano, sobre cada um dos temas e ainda sobre os obstáculos que vêm impedindo que Portugal se coloque a par das sociedades mais desenvolvidas.

Expresso    23-05-2009 



publicado por luzdequeijas às 16:00
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Sexta-feira, 2 de Março de 2012

A SOCIEDADE CÍVIL

Por último atrevo-me a perguntar que peso tem a nossa Sociedade Civil, hoje ? Não consigo descortinar nenhum, para além de meter o voto na urna. Gratuitamente! Ou seja, sem qualquer proveito nem consciência.

 

Os cidadãos e a sociedade civil estão esmagados pelas estruturas que lhes são impostas por aqueles em quem eles votaram !

 

Chamam a isto democracia ? Defendo a Democracia Representativa.

 

Naturalmente que ainda é cedo para a dita Democracia Participativa, ela nestes tempos mais não seria que um sonho eternamente adiado.

 

Portugal tem pressa. Há largos passos a dar neste sentido.

 

Por enquanto a sociedade civil e cada um dos cidadãos, encarcerados na “caverna”, só vêem sombras da realidade. Mas têm um sentir !

Por cansaço, desânimo e algum comodismo, parecem adormecidos.

 

Que o povo tenha os seus representantes e os eleja com convicção é indispensável, mas é muito pouco. Tais representantes têm de sê – lo mesmo. Os Partidos têm de mudar. Não podem legislar a sua própria existência, desviarem-se da democracia e dela desviarem o país, sem que ninguém tenha poder de corrigir tais desvios.

 

É preciso inventar qualquer “Entidade Reguladora” para controlar a saúde dos procedimentos praticados dentro dos partidos! Com gente acima de qualquer suspeita.

 

É fundamental que os eleitos saibam e posam erguer uma Sociedade Civil organizada de forma a que os cidadãos no seu dia a dia possam dizer, através das várias opções que tomam, o que querem e o que não querem .

Se não puderem escolher, por inexistência de opção, não são livres.

 

Se não forem livres, ninguém tem o direito de lhes pedir seja o que for.

 

O seu subconsciente, por instinto de defesa, atira-os para a apatia. Comodamente deixam andar, mas não acreditam em nada. Aparentemente estão adormecidos. Os apelos passam-lhes ao lado. A nação vai definhando.

 

O «Homem Novo» nunca virá, porque é um ser contranatura. Temos que viver com aquele que existe, que está a dar continuidade aos seus avós e outros antepassados.

 

O Homem de sempre vai resistindo a tudo, até à perda daquilo que mais sagrado existe para ele :  Os valores e a família.

publicado por luzdequeijas às 12:19
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

A FINLÂNDIA

UM POVO EDUCADO NÃO TOLERA CORRUPÇÃO. UM POVO EDUCADO ELEGERÁ DIRIGENTES HONESTOS E COMPETENTES. ESTES ESCOLHERÃO OS MELHORES ASSESSORES. UM POVO EDUCADO SABE MUITO BEM DISTINGUIR UM DISCURSO SÉRIO DE UMA VERBORREIA DEMAGÓGICA. COM UM POVO INCULTO ACONTECE EXACTAMENTE O INVERSO!

 

Foi com um povo educado, que a Finlândia sem recursos naturais e somente 5 milhões de habitantes, consegue aparecer nas estatísticas internacionais, sobre competitividade, sempre nos primeiros lugares!

publicado por luzdequeijas às 18:31
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