Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

O MONSTRO NESTE SÉCULO

"Neste momento, fala-se muito da dívida externa portuguesa. No entanto, aqueles que só agora mostram tanta preocupação, durante muitos anos ignoraram essa mesma dívida, embora ela já estivesse a crescer a um ritmo muito elevado. Entre 2004 e 2009, o valor do PIB em Portugal aumentou, em valores nominais, ou seja, sem entrar com o efeito da subida de preços, 13,6%, enquanto a dívida externa liquida cresceu 78,6%. Em milhões de euros, o PIB aumentou 19.608 milhões de euros, enquanto a dívida cresceu 72.484 milhões de euros, ou seja, 3,7 vezes mais. Como consequência, entre 2004 e 2009, a dívida externa líquida do Pais passou de 64% do PIB para 100,6% do PIB. Portanto, o crescimento elevado da dívida não é recente, e muito se refere ao período 2008-2009, tendo-se apenas acentuado com o governo de Sócrates que mostrou sempre grande incompreensão em relação às consequências do endívidamento externo.

 

Por Eugénio Rosa

 

NOTA: Foi uma pena que o actual presidente do PS não tivesse alertado, nas reuniões internas do Partido Socialista ou nos média, para o incomportável crescimento da "Dívida Externa" portuguesa, particularmente no período 2008-2009. O crescimento do PIB foi sempre abaixo da média da UE, senão mesmo expresso em décimas, e largamente beneficiado pelos investimentos produzidos com o dinheiro que originou a "pesada dívida externa" e sempre aplicado em mais auto-estradas! O desemprego já altíssimo, foi sendo disfarçado com o dinheiro da dívida aplicado em "Obras Públicas". Claro, mesmo sabendo-se que "as dívidas não são para pagar".



publicado por luzdequeijas às 21:15
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

O POVO E O MONSTRO

O Monstro – está instalado entre nós vai para muito mais de trinta anos! Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto o monstro parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto-proclamados “Anti–Fascistas”, por terem forçado uma revolução a  qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- Os capitães de Abril por terem de forma absolutamente desonesta ignorado as hierarquias existentes para se lançarem nos braços de ideologias que não conheciam e que nos conduziriam a uma completa desgraça. Em nome dessas ideologias ignoraram a vontade da maioria do povo.

- Os radicais de esquerda pela falta de respeito que demonstraram ter pela maioria do povo e pela democracia, utilizando métodos absolutamente censuráveis.

- As corporações, pelo egoísmo desenfreado castrador de uma mínima dignidade humana.

- Depois, vêem muitos pais sempre incógnitos, sempre movidos pela ambição e oportunismo ao que sempre juntaram incompetência.

- Por último, mas não menos responsáveis, os partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela selecção dos seus militantes e dos candidatos que nomeiam para servir o povo português. Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade ! O país paga o esbanjamento e incompetência!

 

Quem tem o poder que os partidos têm, tem que ser muito digno e ter a servi-lo pessoas ainda mais dignas e de maiores créditos. Acima de tudo isentas nas decisões que tomam.

Como matar este monstro ?

Se quisermos escutar o «País Profundo» todo o tempo será pouco, e muito há para aprender.

De resto, é também uma imensa multidão que paga os esbanjamentos dos que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

 

Senhor primeiro-ministro, enquanto não tiver chegado a sua esperada Revolução Tecnológica (chegará ela um dia?),  o país não pode continuar na mesma . Ela só por si, não resolve tudo, e vai demorar a dar frutos.

 

O povo sente quem o serve e sabe agradecer.

 

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia,  e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

 

Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que  nela acreditar.

 

Como? Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela . Um político tem de ter esse dom.

 

Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens.

 

Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares.

  

Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa .

 

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar:

 

Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te.

 

Se não serves para nada , eu não te posso dispensar.

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País !

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar . Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá.

 

Não aqueles que em vez de estudarem andam todo o ano em manifestações de rua , gastando o nosso dinheiro.

Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos.

Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou os que nos aparecem nas televisões, sistematicamente a exigir serem ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir.

 

Ouçam-se as vozes da gente simples que vêm das famílias, dos vizinhos , das igrejas, dos pequenos clubes, das colectividades, das associações, dos ranchos folclóricos, dos dadores de sangue etc.

São estas as vozes que ninguém ouve e precisam ser ouvidas.

Mas cuidado com as vozes dos que dizem representá-los.

Essas estão contaminadas ! As redes que por aí andam são a fingir.

São as vozes desta gente anónima, que não fala nos telejornais, que derrubam os  governos. Embora não pareça.

 

Explique-se à população que é mentira haver, entre outros, sistemas gratuitos como a educação e a saúde. Publiquem-se nos jornais, em linguagem simples, os números astronómicos que os portugueses pagam por eles.

Os números que os portugueses pagam para gáudio das corporações.

Pagam e vêm péssima qualidade de ensino, atrasos de anos na justiça, longas listas de espera para se ser operado, e cada vez viver pior.

Pagam quando liquidam os impostos que podiam ser bem mais leves.

Para permitir melhor compreensão dos factos, diga-se quanto custa cada aluno ou cada doente, ou cada julgamento ao erário público.

Assuma-se criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais.

Permita-se que ao lado do publico funcione o privado, sem medo. Não se privilegie nem um nem outro. Inverta-se o modo de financiamento, entregando o dinheiro aos utentes ( ou família),  em vez de financiar as instituições.

Isto é que é democracia, é pôr as pessoas a decidir todos os dias onde deve ser gasto o seu dinheiro.

Fazerem-nos pagar impostos e depois gastarem o nosso dinheiro em opções erradas, é não dar ao povo a possibilidade de participar na democracia muito para além do voto. Muito para além do candidato que lhe querem impingir.

publicado por luzdequeijas às 23:00
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O LINCHAMENTO CIBERNÉTICO

A palavra linchamento tem origem no EUA e deriva do nome Lynch, o qual tanto pode ser do coronel Charles Lynch que praticava “justiça” com as próprias mãos durante a guerra da independência, como do capitão William Lynch que mantinha um comité independente encarregado de manter a ordem no condado de Pittsylvania por volta de 1870. De qualquer forma, independente de onde surgiu o nome, o linchamento traduz um acto de “justiça” sumária, em que a população, com ou sem razão, aplica sanções ao acusado de crime. Esses justiciamentos em geral acabam na morte do acusado.
A história regista que em quase todas as culturas existe ou existiram os linchamentos. Parece que tantos mais actos foram praticados, quanto menos apetrechado juridicamente o Estado se encontrava. Embora, paradoxalmente, como se percebe pelo registo histórico, tenha sido praticado intensamente nos EUA até 1960 onde é notório uma preparação jurídica de monta. Lá também, nos EUA, o linchamento foi amplamente usado como terrorismo racial contra negros e a Klu Klux Klan foi a notória linchadora, principalmente nos estados do sul. De qualquer forma, o linchamento o mais das vezes é um acto de multidões inflamadas, e, ainda que quase sempre tenha uma veia de espontaneidade, muitas vezes é resultado de incitação por parte de líderes naturais.
O que fica claro, seja o linchamento “justo” ou não, é a irreversibilidade do resultado, porquanto na quase totalidade dos casos o acto resulta em morte. No Brasil, os linchamentos já apresentaram, sobretudo no século XIX, uma conotação diretamente racial, como nos EUA; contudo, a sua motivação foi sendo modificada ao longo do tempo. Actualmente, no nosso país, essas acções violentas aparecem, sobretudo, como uma atitude de combate ao crime e à criminalidade. Seguidamente, os meios de comunicação mostram-nos os horrores de pessoas linchadas em plena rua por motivos até fúteis.
Recentemente em São Paulo, após passar mal, perder o controle do ónibus que dirigia e atingir três carros, três motos e atropelar um homem de 26 anos, o motorista Edmilson dos Reis Alves foi linchado por cerca de 40 pessoas. O linchamento ocorreu por volta das 23h30 de domingo, 27 de novembro, no Jardim Planalto, zona leste de São Paulo.
Também, assim como os meios de comunicação evoluíram, os actos de linchamento pegaram uma carona nesse comboio e mostraram a sua imagem de adaptação aos média, mas nem por isso menos nociva ou destrutiva. O caso da Escola Base em março de 1994 é um evento típico. Dois alunos de quatro anos deram a entender aos seus pais que haviam sido abusados na escola, pelos directores. Os pais registaram a queixa na delegacia do Cambuci e a imprensa tomou conhecimento. O delegado que assumiu o caso executou as diligências necessárias na escola e mandou as crianças para o IML. Nada foi constatado na escola e tampouco o IML notificou qualquer violação das crianças. Achando que não havia recebido a atenção necessária, a mãe de uma das crianças entrou em contacto com a Rede Globo. Naquela mesma noite, o Jornal Nacional noticiava o acontecido. Mesmo sem nada realmente comprovado, todos os grandes veículos de São Paulo abraçaram a denúncia e deram manchete sobre o caso. Notícias que resultaram na depredação da escola e também no linchamento moral dos envolvidos. Estava estabelecido um caso de linchamento mediático que resultou na morte cívica de dois cidadãos que, depois se provou cabalmente, eram inocentes.
Com advento da internet e das redes sociais, o linchamento deu mais um salto qualitativo - um upgrading para falar na linguagem da Web - passou a mostrar uma cara eletrónica. Hoje, 16/12/11, a imprensa tradicional e as redes sociais mostraram com detalhes uma mulher maltratando um cãozinho que acabou por morrer. O acto dantesco, filmado por um vizinho, foi feito na frente da sua filhinha de três anos o que aumentou a indignação da comunidade "facebuquiana" e dos espectadores dos jornais televisivos. Parece que pelo facto de ser um caso em que a vítima maior é um cão, como os demais casos congéneres neste país, não vai dar em nada. Daí então, as comunidades das redes sociais se mobilizaram e instituíram um linchamento cibernético. Publicaram em várias páginas e sites os dados completos, como nome, fotos, endereço, CPF, RG e telefone da perpetradora. Até onde essa exposição poderá afectar a tranquilidade da mulher não se sabe, mas inaugorou-se um linchamento que, ao contrário dos antecessores, não vai eliminar fisicamente ninguém, mas poderá causar a morte virtual da acusada.
Assim considerado, está estabelecida esta modalidade menos letal de linchamento, que aos olhos de pessoas adeptas da não violência deve parecer até aceitável.
publicado por luzdequeijas às 20:10
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A CIDADE PROIBIDA

História da Cidade Proibida estende-se por cerca de seis séculos, desempenhando o papel de palácio imperial durante 500 anos, desde a época do Imperador Yongle, terceiro soberano da Dinastia Ming, até ao final da Dinastia Qing, em 1911. Na década de 1920 foi transformado em museu, função que desempenha até à atualidade com o nome de "Palácio Museu". O lugar onde se ergue a Cidade Proibida fazia parte da cidade Imperial de Khanbaliq durante a Dinastia Yuan Mongol. O Imperador Hongwu, da Dinastia Ming, mudou a capital de Pequim, no Norte, para Nanjing, no Sul, e em 1369 ordenou que os palácios mongóis fossem arrasados. O seu filho Zhu Di foi feito Príncipe de Yan, com sede em Pequim. Em 1402, Zhu Di usurpou o trono e tornou-se no Imperador Yongle, fazendo de Pequim uma capital secundária do Império Ming. Em 1406 começou a construção do que viria a ser a Cidade Proibida.
A construção durou quinze anos e empregou o trabalho de 100.000 mestres artesãos e de mais de um milhão de trabalhadores. Os pilares das mais importantes galerias foram feitos com madeira de preciosos Phoebe zhennan (espécie de árvore encontrada na selva doSudoeste da China). Tal feito não se repetiria nos anos seguintes — os grandes pilares que se vêm atualmente foram reconstruídos, usando múltiplas peças de pinheiro, durante a Dinastia Qing. Os vastos terraços e grandes entalhes foram feitos em pedra vinda de pedreiras próximas de Pequim. Os pisos das galerias principais foram pavimentados com "tijolos dourados", feitos com argila de sete condados das prefeituras de Suzhou e Songjiang. A maior parte dos pavimentos interiores que se vêem atualmente são os originais, com seis séculos de existência. O solo escavado durante a construção do fosso foi amontoado a Norte do palácio, criando uma colina artificial, a Colina Jingshan.
Entre 1420 e 1644, a Cidade Proibida foi a sede da Dinastia Ming. Em Abril de 1644, forças rebeldes lideradas por Li Zicheng capturaram-na, e o Imperador Chongzhen, o último da Dinastia Ming, enforcou-se na Colina de Jingshan. Li Zicheng auto proclamou-se Imperador da Dinastia Shun na Galeria da Eminência Militar. No entanto, Li escapou pouco depois face à combinação das forças manchu e do antigo general Ming Wu Sangui, lançando fogo a partes da Cidade Proibida no processo.
Imperador Yongle - ordenou a construção da Cidade Proibida


Atualmente, o Palácio Museu é responsável pela preservação e restauração da Cidade Proibida. As construções em altura ao redor da Cidade Proibida estão restringidas. Em 2005, iniciou-se um projeto de restauração de dezasseis anos, para reparar e restaurar todos os edifícios da Cidade Proibida para os seu estado antes de 1912. Este é a maior restauração da Cidade Proibida empreendida nos últimos dois séculos, e envolve o fechamento progressivo das seções da Cidade Proibida para avaliação, reparações e restauro. Também no âmbito do projeto, algumas seções abandonadas ou destruidas serão reconstruidas. Os jardins do "Palácio da Prosperidade Estabelecida", destruidos num incêndio em 1923, foram reconstruidos em 2005, mas permanecem fechados ao público.

Fonte :  Wikipédia ( corrigido e adaptado)


publicado por luzdequeijas às 15:56
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PALÁCIO IMPERIAL

Em Beijing
 
中国国际广播电台
      

O Palácio Imperial em Beijing foi a residência oficial durante as dinastias Ming (1368 a 1644) e Qing (1644 a 1911). Ali, moraram 24 imperadores.

Diz a tradição que o imperador celestial morava numa constelação púrpura conhecida como o Palácio Púrpuro. Os imperadores se auto proclamavam "filho do céu". Sua residência era vedada à aproximação das pessoas comuns. Por isso, o palácio do "filho do céu" chamava-se a Cidade Proibida Púrpura. Em 1925, a Cidade Proibida tornou-se um museu: o Museu do Palácio Imperial.

Em 1406, sob o comando do imperador Zhu Di, aliás, Chengzu da dinastia Ming, mais de 100 mil trabalhadores se concentraram em Beijing, a fim de iniciarem a construção da Cidade Proibida. Mais de um milhão de trabalhadores cuidavam do apoio logístico e do transporte de materiais de construção em todo o país. Em 1420, as obras de construção terminaram. No ano seguinte, a Capital da corte dos Ming mudou-se de Nanjing para Beijing. Os imperadores posteriores, além de desfrutarem do grandioso conjunto do Palácio, empreenderam os projetos de ampliação. Por vários motivos, inclusive incêndios, a Cidade Proibida foi várias vezes reconstruída e preservada.

A Cidade Proibida ocupa uma área de 720 mil metros quadrados. Nas dinastias Ming e Qing, o número das construções na Cidade Proibida oscilou muito, ora aumentando ora diminuindo. Atualmente, há mais de 90 pátios - grandes ou pequenos - e mais de 8700 cômodos, cobrindo mais de 1,5 milhão de metros quadrados de área construída. Trata-se do maior e melhor preservado conjunto arquitetônico deste período da China. 

Suas gigantescas dimensões impendem qualquer visão externa. Ela é cercada por um muro mede 960 metros (norte ? sul), 752 metros (leste ? oeste) com cerca de 10 metros de altura. Nos quatro vértices, há estupendas torres de vigia. Um rio artificial para defesa com 52 metros de largura finaliza a sua proteção externa.

No topo da Colina de Carvão, situada atrás da Cidade Proibida, pode-se contemplar o grandioso conjunto: um eixo de 8,5 quilômetros de extensão atravessa a cidade de Beijing sentido sul ? norte. O Palácio Imperial está numa posição recuada, ocupando o centro da antiga cidade. Trata-se de um conjunto arquitetônico retangular e simetricamente disposto nos dois lados do eixo. Sob o efeito da luz solar, os telhados amarelos se destacam no panorama esplêndido, contrastando com as baixas e cinzentas casas plebéias que se apinhavam ao seu redor. Compreende-se, então, a magnificência, a grandiosidade e a ordem da casa real. Antigamente, um número reduzido de pessoas estava autorizado a chegar ao topo da Colina do Carvão para apreciar o panorama da Cidade Proibida, pois a Colina do Carvão era um jardim imperial.

De acordo com as tradições legadas pelas dinastias anteriores sobre a distribuição dos palácios, a Cidade Proibida se divide em "corte exterior e corte interior". A corte exterior se destinava aos despachos de rotina dos imperadores e a corte interior se destinava aos seus hábitos e assuntos cotidianos e à residência da família real. As importantes construções foram concentradas no eixo central.

A Cidade Proibida possui quatro entradas. A a Porta Meridiana, no sul, é a principal. Trata-se de uma porta em forma de ?, em cujo centro há uma praça. Ela possui cinco passagens. A passagem central era exclusivamente destinada à solenidade de casamento entre o imperador e sua imperatriz e para o Zhuangyuan, o primeiro classificado nos exames imperiais. As passagens laterais destinavam-se aos funcionários civis e militares. Nas dinastias Ming e Qing, a cerimônia de lançamento do calendário se realizava anualmente em sua praça. A mesma praça ainda se transformava no palco para a recepção às tropas triunfantes ou ao castigo público a "pauladas" aos ministros delinqüentes na dinastia Ming.

No eixo central possui no sentido sul-norte três importantes salões: o Salão da Harmonia Suprema, o Salão da Harmonia Central e o Salão da Harmonia Preservada. São os exemplos máximos da arquitetura chinesa em madeira. Nas dinastias Ming e Qing, vários terremotos atingiram a região de Beijing. Enquanto muitas casas soçobraram, os três salões permaneceram intactos. No entanto, não resistiram ao incêndio provocado pela fulminação em 1421, um ano depois da conclusão das obras na Cidade Proibida. Especialistas atribuíram sua devastadora destruição à sua estrutura de madeira, à sua altura, às altas construções ao seu redor e à inexistência de pára-raios. Outros incêndios atingiram a Cidade Proibida nos séculos posteriores.

O Salão da Harmonia Suprema está assentado sob uma plataforma de granito com 8 metros de altura. Defronte a ele, há uma praça grande com cerca de 30 mil metros quadrados. Com 72 pilares de sustentação, é a maior obra arquitetônica da antiguidade. Sua altura mede 14,4 metros, número equivalente a um prédio de 3 andares. Apesar do longo período que nos separa da era dos imperadores, a imponência imperial continua reinando no Grande Salão.

Durante a antiguidade, as diferentes hierarquias regiam a dimensão, altura, o estilo do telhado e os móveis e as decorações interiores dos palácios. O Salão da Harmonia Suprema é da mais alta categoria. Apesar do luxo, era raramente utilizado. Ali se realizavam apenas importantes solenidades oficiais como, por exemplo, a cerimônia de posse, comemorações de aniversários, as núpcias imperiais, cerimônias destinadas às expedições militares, bem como os rituais relativos às importantes festas. As cerimônias da corte eram nutridas de extraordinária pompa. Os funcionários civis e militares e a guarda de honra se enfileiravam na praça, o imperador sentava-se no alto do trono e os funcionários postados nas últimas filas não podiam ver o "rosto do dragão". Os incensos perfumados inundavam os ares e os sinos e tambores ressoavam, concedendo um ambiente sagrado e solene. Havia, ainda, uma força intimidadora no ar, sempre almejada pelo imperador.

Antes de chegar ao Salão da Harmonia Suprema, o imperador fazia seus últimos preparativos ou descansava no Salão da Harmonia Central. Leia aqui as mensagens de sacrifício às vésperas das grandes cerimônias de oferenda aos antepassados e ao Deus da Terra.

No Salão da Harmonia Preservada, o imperador costumava oferecer banquetes aos funcionários no final do ano. O Salão tornou-se o local para os exames imperiais durante a dinastia Qing, ocasião em que os novos Jinshi, primeiros classificados nos exames provinciais, se perfilavam nos dois lados no salão para enfrentar os exames orais diante do imperador.

O Palácio da Pureza Celestial, o Palácio da Tranqüilidade Terrestre e o Salão da União Celeste e Terrestre também ficam no eixo central da Cidade Proibida.

Na dinastia Ming e no início da dinastia Qing, o Palácio da Pureza Celestial era a residência do imperador e da imperatriz. Depois de subir ao trono, Yongzheng, o terceiro imperador dos Qing, mudou sua residência para o Salão da Cultivação Mental e o Palácio da Pureza Celestial tornou-se seu escritório, onde conduzia os assuntos estatais, recebia os ministros e as missões estrangeiras. Acima do trono, há uma placa em que se lê: "Justiça e Transparência". O imperador Yongzheng decidiu durante o seu mandato não revelar antecipadamente o nome de seu sucessor. Porém, o registrou num édito em dois exemplares duplicados. Um dos quais, sempre portava consigo. O outro, permanecia guardado num cofre colocado atrás da placa "Justiça e Transparência". O testamento deveria ser aberto após a morte do imperador, a fim de se conhecer o nome do legítimo herdeiro do trono.

O Salão da União Celeste e Terrestre foi construído durante o mandato de Jiajing, durante a dinastia Ming. A palavra "União Celeste e Terrestre" se origina no Livro das Mutações e significa a fusão entre o Céu e a Terra simbolizando, a harmonia entre o imperador e a imperatriz. No salão, estão guardados os 25 selos reais.

O Palácio da Tranqüilidade Terrestre tinha sido a residência da imperatriz na dinastia Ming. No reinado de Shunzhi da dinastia Qing, foi reestruturado de acordo com os hábitos da etnia Manchú. Dois dos 7 cômodos do leste foram transformados em quartos nupciais do imperador. Os demais se tornaram capelas do samanismo para oferendas às divindades e aos antepassados.

Na corte interior encontram-se o Jardim Imperial e o Grande Palco de Ópera. O Jardim Imperial fica no extremo norte do eixo central, onde se vêem árvores e flores, colinas artificiais, pagodes e quiosques.

Diferentemente das decorações utilizadas nos três principais salões da corte exterior - onde somente os dragões dourados são motivos das pinturas coloridas -, surgiram nas decorações da corte interior outras imagens de dragão, símbolo do imperador, mescladas com a fênix, símbolo da imperatriz.

Suas dimensões são menores em relação às dos três salões da corte exterior e às de suas praças. Obviamente, o destaque vai para o senso de moderação e de menor grandiosidade. Este clima contrasta com a solene magnitude e a severa imponência dos três salões.

O Salão da Cultivação Mental, apesar de não estar no eixo central, tem grande importância. Logo após se tornar a residência do imperador Yongzheng, explodiu a guerra na fronteira. O imperador, então, criou um escritório especial de plantão fora do muro sul do Salão. Três anos depois, o escritório veio a ser chamado de "conselho militar", tornando-se mais tarde um grupo confidencial privado do imperador com o poder inferior apenas do soberano.

Os sete imperadores depois de Yongzheng moravam e conduziam os negócios estatais no Salão da Cultivação Mental. Suas audiências aos ministros eram concedidas na sala da frente. No seu cômodo do leste, foram colocados dois tronos separados no meio por uma cortina, por trás da qual se sentava a imperatriz-mãe regente Cixi, a mulher que controlaria o poder nos últimos anos da dinastia Qing. Posteriormente, a cortina foi retirada e Cixi passou a se sentar diretamente ombro a ombro ao lado do imperador.

O Museu do Palácio Imperial possui um acervo estimado em mais de um milhão de objetos culturais. Em alguns palácios concentram exposições de pinturas e caligrafias, objetos de porcelana, bronze e artesanatos. Mas, os objetos expostos são uma pequena parte de seu acervo. A sistematização e a pesquisa do acervo histórico e cultural do Museu do Palácio Imperial se encontra ainda numa fase inicial, apesar de dezenas de anos de trabalho.

Durante cerca de 500 anos, vinte e quatro imperadores moraram na Cidade Proibida. Mas, os valores culturais e a história acumulada no conjunto de salões, portas e até uma cor utilizada na construção do Palácio Imperial não são fáceis de se decifrar...

Em 1987, o Museu do Palácio Imperial foi listado como patrimônio cultural mundial. 

 

publicado por luzdequeijas às 15:50
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

ZÉ AFONSO

 

Zeca Afonso, 25 anos de ausência

 

Há 25 anos Zé Afonso acabou por ceder à doença que o minava, cujos traços eram bem visíveis no seu último e emocionante concerto no Coliseu dos Recreios. Celebrava-se a inexorável morte que o Zeca enfrentava com uma desmesurada coragem.

Deixa um vasto património musical. Um património musical que deu a volta à música portuguesa, dando um salto para qualquer coisa de novo e complexo que ainda não se esgotou, que é inesgotável. Salto que dificilmente voltará a ser dado com tal intensidade e radicalidade. São um conjunto de músicas que, libertando-se dos espartilhos dos fados e guitarradas que se arrastavam rotineiramente, entraram decididamente no campo da contestação política moldando-a numa música, também ela  inovadora. Com a companhia de Adriano Correia de Oliveira,José Niza, Godinho, Rui Pato fez-se à estrada, no seu sentido literal e no sentido metafórico. Nunca mais a música não erudita portuguesa perdeu esse quadro de referências, onde José Afonso foi e continua a ser personagem central.

 

 

 

 

A obra de José Afonso, poeta e andarilho continua a ser um caso impar que não deixa ninguém indiferente, sejam amigos e admiradores, sejam inimigos e adversários políticos, obrigados a reconhecer uma vasta obra lírica, que roça muitas vezes o sublime. Foi um homem que se quis livre e tinha uma atitude muito particular e afirmativa perante a vida e a intervenção cívica. Homem íntegro e independente, recusou condecorações e prebendas, empenhou-se nas lutas que pensava serem as mais justas. Correu mundo sempre motivado por intervir, não se detendo perante as impossibilidades, algo que sempre lhe foi estranho.

Ouvir José Afonso, os seus poemas, as suas músicas, é sentir o vento da genialidade musical correndo contra a vida para a mudar. Um mundo inesgotável de prazer, seja nos poemas de intervenção directa seja naquelas de ironia surrealizante. Cada disco seu é sempre um grito de revolta, com uma força que nunca se esgotou.

O que nos deixou não se deixa encerrar em palavras, sempre escassas para descrever e caracterizar tamanho legado.

Mais do que ler ou escrever textos ditirâmbicos, o que se deve propor é a urgência de ouvir, ouvir sempre e mais José Afonso, sobretudo nestes tempos de música e textos magros de ideias.

José afonso SEMPRE!

O que faz falta

publicado por luzdequeijas às 14:22
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

INCONFORMISMO

Domingo, 4 de Outubro de 2009
UM TERMINAL PRECISA-SE EM QUEIJAS

Inconformismo é hoje a palavra eleita. Porque ser inconformista é acima de tudo ser um homem de bem. É nunca estar conformado com o mal dos outros. É querer para o próximo uma sociedade melhor, sem privilégios de grupos. É um homem que assina por baixo, tudo o que escreve e diz.

Ao contrário, há os outros. Aqueles que só querem privilégios para si e para os amigos. Aqueles que se escondem para planear, aquilo que diz respeito a todos os portugueses. Aqueles que nunca assinam, mas enviam, de forma mesquinha, mensagens anónimas. 
Vamos então falar do povo, cujo sofrimento causa inconformismo às pessoas de bem. Para tal, falaremos dos interesses da população de Queijas, especialmente, daquela que veio para esta terra expulsa da cidade grande e da deserdada província. Que encontrou lotes minúsculos, para casas minúsculas. Ruas onde mal cabiam dois carros, porque era suposto nunca virem a ter carro próprio. São todos aqueles homens de bem que , depois de uma dura vida de trabalho, hoje, estão sentados no banco dos jardins, sem flores, de Queijas. São estes que nos causam inconformismo, porque os outros que vieram depois, são conterrâneos, mas não precisam tanto de nós !
São, também aqueles que andam nos transportes públicos. Transportes esses que mal cabem nas nossas ruas. Aqueles que para se deslocarem a Lisboa, suportam uma caminhada do terceiro mundo ! Pagam caro, a pouca comodidade e pontualidade, das muitas camionetas que trazem e levam centenas de habitantes desta vila, por dia. Caminonetas que, há longos anos não têm onde parar, para " fazer horário". Onde os motoristas ao estacionarem as camionetas, não têm onde fazer as necessidades mais básicas ! Têm de as fazer contra os muros das vivendas. Falam alto e desabridamente com os colegas, não deixando os moradores descansarem. São, também eles,  vítimas do mesmo desleixo e falta de respeito, como os nossos moradores. Há um sanitário, que ninguém utiliza, junto ao mercado. Os técnicos da CMO quando decidem, não escutam a vontade e o saber da população!
As muitas carreiras com início e termino em Queijas, estacionam no início da R. Mouzinho da Silveira. Mesmo a seguir à curva! Rua com dois sentidos ! O espaço da rua, na largura, também, mal dá para outro carro passar! Esta é uma rua de acesso aos bairros das Ilhas e  Cheuni ( mancha A).
A ninguém ocorreu que se aquele trajecto de hoje, se fizesse ao contrário, poderia ter sido encontrada uma solução barata. Quando se diz ao contrário, diz-se seguindo até à R. Angra do Heroismo/ R. dos Açores e descendo a Mouzinho da Silveira que, no seu final, teria uma faixa larga, à direita, para estacionar. Teria, se não a tivessem ocupado para estacionamento de carros. Queijas precisa de parques de estacionamento subterrâneos. Há muitos anos o actual Presidente da CMO o sabe! E para já.
Nesse local, ainda há um pequeno lote de terreno cheio de ervas altas, ( o habitual) que poderia ser transformado numas pequenas instalações, ao serviço terminal e da população. Não precisaríamos de mais. Não ambicionamos um caro  "Terminal". Precisamos que saibam que existimos!
Mas choca e causa um certo inconformismo, ler as notícias do jornal de hoje e comparar :
" A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos ! O objectivo é ganhar clientes e tornar as viagens mais agradáveis aos utentes."
Na semana da mobilidade humana, quando leio isto, e penso nas pessoas da freguesia com dificuldades motoras, fico cheio de inconformismo, para não dizer revolta. Se isto é saudável ou doentio, pouco me importa, basta-me sentir que é injusto e incúria!
António Reis Luz
 

 

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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

"É meu dever, perante Portugal, evitar esse pântano político".

 

Ao proferir esta frase António Guterres abandonou o governo e deu origem a novas eleições que viriam a ser ganhas por Durão Barroso.

Os portugueses tinham interiorizado o estado em que estava o país, embora o Presidente da República não o tivesse feito ! Não houve dissolução da A. R. Em devido tempo!

Durão Barroso recebe um presente envenenado, principalmente quando é obrigado a reduzir o défice público abaixo dos três por cento num só ano, quando ele se encontrava em 4.2 %. Queixou-se então o primeiro ministro Durão Barroso de ter encontrado o país de “ tanga” e desta expressão se aproveitou a oposição para denegrir o 1. º ministro até, aos poucos, banalizar essa verdade e fazer esquecer tal facto, que de resto ainda hoje continua. Desviando a sua atenção, os portugueses foram induzidos a procurar os responsáveis no lugar errado.

A ministra das finanças é obrigada a inventar receitas com a venda de bens do Património do Estado, às vezes até fazendo óptimos negócios, mas a feroz oposição socialista e comunista fazem de novo aquilo que sabem fazer, oposição impiedosa, acusando a ministra de estar a “ vender os anéis “. O próprio Presidente da República lembrou que “ há mais vida para além do défice”, insinuando que queria mais do governo mesmo na situação herdada.

Pelos vistos o “ Monstro” que amedrontava Cavaco, não metia medo a Sampaio !

Durão Barroso é convidado para ser o Presidente da União Europeia e depois de várias consultas aceita.

O Presidente da República nomeia para primeiro ministro a pessoa que o partido que tinha ganho as últimas eleições indicou, ou seja, Santana Lopes.

Decorridos menos de seis meses dissolve a Assembleia da República e convoca novas eleições. Havendo uma larga maioria !

Esta medida ocasionou muita contestação, quando o último governo de Guterres não foi por ele demitido, apesar do pântano e da falta de uma maioria, e o de Santana Lopes foi quando havia uma larga maioria! O Presidente da República afirma ter intuído a vontade do povo . Mas o povo vota sempre contra qualquer governo que o faça apertar o cinto.

O povo julga sempre, quando descontente, que mudando as coisas melhoram!

José Sócrates liderou o PS nas eleições legislativas de 2005 e foi cabeça de lista pelo distrito de Castelo Branco. Ganha as eleições com maioria absoluta, tornou-se primeiro-ministro de Portugal a 12 de Março de 2005.

O novo primeiro ministro tinha sido um dos principais colaboradores na governação de António Guterres. Esqueceu o pântano e o monstro que ajudou a crescer, e agora vai ter que os agarrar, mesmo com uma máquina de grande habilidade propagandística, não vai ser fácil. A vida dá muitas voltas !

publicado por luzdequeijas às 19:50
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GERAÇÃO 40-50 do ÚLTIMO SÉCULO

Devemos ter sido a última geração a ter ouvido alguém dizer para se :

“  Produzir e Poupar”.

As seguintes foram incentivadas a recorrer ao crédito até atingirem o endividamento que é hoje dos mais elevados e escandalosos do mundo! Alguns acreditaram que depois da revolução dos cravos, que o consumismo traria a abastança ao país. Mesmo sem produzir !

Tivemos uma alimentação deficiente e ainda ouvimos falar de “ uma sardinha  para três”. Não tivemos médicos, nem professores, nem tudo aquilo que agora se esbanja para apresentar indicadores de gente rica.

Os professores, os médicos, os juizes etc. , que havia, não pensavam nos interesses de classe. Pensavam no serviço público que muito os honrava.

Saímos de casa dos pais cedo, muito cedo, às vezes para muito longe e muitas outras vezes para nunca mais voltar. Roíam as saudades, mas era preciso poupar para enviar “dinheiro” que assegurasse algum sustento aos país já velhinhos e ajudasse a equilibrar as finanças da mãe pátria, já que ela não nos tinha podido ajudar.

Sempre com Portugal no coração, mesmo sem dinheiro para vir da férias, íamos mandando para cá o pouco que sobrava, ou fazíamos sobrar apertando o cinto. Soubemos mais tarde que era esse pouco de cada um e o muito porque éramos muitos, que ia permitindo ao nosso país manter uns senhores doutores a ganhar bem e a dizer que a culpa do estado do país era nosso, porque não tínhamos estudos! Não há melhor universidade que a vida! Os maiores empresários portugueses e do mundo não tinham cursado, mas Deus deu-lhes o dom de saberem reproduzir a riqueza!

Íamos mantendo um país que comia muito mais do que aquilo que produzia e assim desequilibrava, anos a fio, a sua balança de pagamentos e as contas do Estado.

Fizemo-nos empresário espalhados pelo mundo e fomos admirados e respeitados pelo comportamento cívico que soubemos ter . Os nossos filhos respeitaram-nos.

Nós que aguentámos tantas guerras, como a da Guiné, de Angola, de Timor, de Moçambique, da Índia etc. Quantos de nós lá morreram? Quantos ficaram feridos para sempre ? Quantos perderam o sossego e ganharam noites de insónias sem fim ?

Quantos vimos desaparecer do conceito de pátria que nos tinham ensinado, partes de Portugal como Goa, Damão e Dio, Macau, Timor, Angola etc. Nós até sabíamos que esses povos supostamente independentes iriam passar um longo calvário e que, no fundo, se consideravam também portugueses, porque nos bancos da escola foi isso que aprenderam.

Quantos anos temos é o que menos importa, pois, o que mais importa é que temos uma experiência de vida nunca antes alcançada por outra geração anterior ou posterior. Polivalentes, experientes e com uma alma de “ antes quebrar que torcer”.

Pela experiência de vida que temos, vivemos muitos mais anos que a média de esperança de vida referida nas estatísticas oficiais, mesmo sem os vivermos.

Nós que do pouco que ganhávamos sempre descontámos para na velhice termos uma reforma e que vemos agora uns senhores doutores reduzirem-na e porem em perigo aquilo que nós honestamente conquistámos. Eles que arrecadam reformas chorudas em 4 ou 5 anos de pouco ou nulo trabalho.

Eles que acumulam erros graves na governação do país a todos os níveis, não os assumem, nem há quem os faça assumir. Erros que somos nós, a geração de ouro, que paga em sacrifícios e muito sofrimento.

Os mesmos senhores doutores que nos atiraram para reformas antecipadas que não queríamos. Nós sempre quisemos trabalhar até poder. Quiseram dar o nosso lugar a jovens que dizem ter cursos superiores, mas na realidade pouco sabe e por essa razão o país está e continuará a estar, como todo o mundo sabe. Sempre a pedir cada vez mais sacrifícios.

Os donos das tais universidades que leccionam cursos sobre tudo e sobre nada, têm os bolsos cheios. Pela sua influência atiraram e continuam a atirar trabalhadores honestos e competentes para a pré-reforma para o negócio continuar a render e qualquer dia somos como o Brasil onde todos são “doutores” e as favelas proliferam, num país rico!

É preciso arranjar trabalho para tanto licenciado desempregado e a segurança social já não tem fundos para suportar maios trabalhadores na pré-reforma. Agora é preciso reduzir centenas e centenas de cursos sobre nada e encaixar nas autarquias milhares de licenciados que a actividade privada não precisa nem quer! Lá vão mais uns milhões em subsídios para colocar licenciados no Estado.

Entretanto recebemos milhares de emigrantes porque os portugueses não sabem ou não querem arranjar torneiras, televisões, barcos etc. Os alunos das estatísticas nacionais sabem de tudo e não sabem de nada. O mercado de trabalho não os quer! Também eles não têm culpa, hoje já nem podem empregar-se na Função Pública de onde terão que sair muitos milhares de trabalhadores considerados excedentários. Saem por um lado e entram por outro (licenciados estagiários) !

A Geração de Ouro não pertence às que se lhe seguiram e a quem disseram que o 25 de Abril lhes daria tudo, mesmo sem trabalharem e, disso, muito se orgulha.

As outras gerações também não têm culpa, são igualmente vitimas. A culpa será dos poderes de decisão deste país estejam eles onde estiverem.

Em 2006 o Desemprego e as Dívidas levam os portugueses a continuarem a procurar melhor sorte noutros países.

O Instituto Nacional de Estatística ( INE ) diz que, em 2006, 30 mil portugueses fixaram residência por mais de um ano noutros países, mas a Igreja católica e os sindicatos dizem que, neste ano, foram mais de cem mil os cidadãos lusos a procurar emprego e melhor sorte além–fronteiras, o que corresponde a um aumento de 20 por cento em relação a 2005.

Será ainda preciso não esquecer os milhares de portugueses que têm contratos sazonais, os muitos milhares que estão ilegais e os milhares que trabalham em Espanha, indo ao domingo e vindo à sexta-feira! São explorados e trabalham e vivem em “péssimas condições”, só comparáveis às que se viviam nos anos 60 e 70 do último século.

O destino preferido está a ser o Reino Unido, que o ano passado acolheu cerca de 40 mil portugueses e onde, os últimos dados, indicam que a comunidade lusa nas ilhas britânicas já deve passar das 400 mil pessoas.

Com encerramento de consulados e embaixadas, as comunidades lusas nunca no pós 25 de Abril estiveram tão esquecidas pelo governo português como agora, e tal problema irá ser abordado na reunião do próximo Dia Mundial do Migrante e Refugiado.  

publicado por luzdequeijas às 19:31
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

NOVOS TEMPOS NOVOS CONCEITOS

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exauetão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.

publicado por luzdequeijas às 12:30
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

RELATÓRIO OFICIAL

Os Vinte anos de Adesão não foram iguais

 

Tiveram Balanço Positivo mas .....

 

mas não podem ser analisados como um bloco, pois nele existiram factos importantes para que hoje, apesar dos avanços, estejamos classificados como um mau aluno da UE. Digamos que até ao ano 2000 tudo foi indo, mas a partir desta data, começaram os problemas !

 

Relatório Elucidativo sobre 2001

 

Apresentação do Governador Vitor Constâncio do Boletim Económico - Março de 2002, em 30 de Abril de 2002

 

AJUSTAMENTO ECONÓMICO E CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

 

A publicação deste Boletim Económico constitui uma oportunidade para realizar uma primeira apreciação do comportamento da economia portuguesa no ano passado usando os dados por enquanto disponíveis. Um primeiro balanço da evolução da economia permite-me identificar três grupos de problemas que defrontamos neste momento:

1)    uma desaceleração da actividade económica, que partilhamos com o resto da Europa, mas que tem factores internos próprios;

2)    uma difícil situação orçamental que requer uma redução significativa do défice em pouco tempo;

3)    um défice estrutural de competitividade a que temos que fazer face com novas soluções que alterem o lado da oferta da economia, por forma a vencer os desafios que nos coloca o alargamento da União Europeia. 

 

O ano de 2001 fica marcado por uma significativa redução da taxa de crescimento do produto de 3,6% em 2000 para 1,8%, valor ainda assim superior ao da média europeia. Este desempenho acompanhou a evolução da economia mundial, caracterizada também por uma forte redução do crescimento e por um afundamento do comércio internacional que implicou, no nosso caso, uma desaceleração da procura nos nossos mercados externos de 11,8 % em 2000 para apenas 1,2% em 2001. Para além deste factor, no entanto, há que sublinhar que a quebra do crescimento em Portugal se ficou a dever ao andamento da procura interna que aumentou apenas 0,9% após um incremento de 3,0% em 2000. Esta quebra do crescimento do consumo e do investimento, iniciada já em 2000 em menor grau, representa o ajustamento da economia após um período de forte crescimento que implicou uma forte progressão do endividamento dos agentes económicos. Assim, desde a segunda metade de 2000 que as famílias têm vindo a aumentar a respectiva taxa de poupança e a conter o consumo que cresceu apenas 0,8% no ano passado contra 2,8% em 2000. Este comportamento, apesar da continuação do aumento do Rendimento Disponível (1,9%) e da manutenção da situação de pleno emprego, constitui uma reacção normal ao endividamento atingido e às expectativas entretanto geradas num sentido mais negativo sobre o futuro da economia. No mesmo sentido, as empresas reduziram também o investimento que apresentou uma taxa globalmente negativa de 0,8% apesar do aumento do investimento público. 

A desaceleração da procura interna foi entretanto compensada por um aumento do contributo das exportações líquidas de importações para o crescimento da economia. Na verdade, as exportações cresceram mais do que a procura internacional e, desse modo, verificou-se um ganho de quota de mercado das nossas exportações. Em consequência, o défice da balança de bens e serviços reduziu-se significativamente em 2 pontos percentuais. Por sua vez, o saldo conjunto da balança corrente e da balança de capital (equivalente à antiga balança de transacções correntes) reduziu-se para 8,1%. A desaceleração da procura interna contribuiu para esta melhoria do equilíbrio externo que deve, aliás, prosseguir este ano. Com efeito, continuam presentes os factores que determinaram a evolução recente da procura interna, possivelmente acentuados pelas inevitáveis medidas de consolidação orçamental. É, assim, natural que a economia portuguesa venha a crescer este ano abaixo da média europeia. 

Nos próximos anos vai ter que continuar a reduzir- se o défice da balança de bens e serviços. Os limites ao défice e ao endividamento são introduzidos pelos próprios agentes privados ou pelos mercados que asseguram, assim, o funcionamento de mecanismos de autocorrecção dos défices, mecanismos que são naturalmente de natureza restritiva. Quanto mais tarde começasse este processo de desaceleração, mais abrupta poderia ser a paragem e maiores os riscos recessivos. Por essa razão se pode considerar como positiva a desaceleração que se começou a verificar na despesa interna, uma vez que isso significa o caminho de um ajustamento suave da economia portuguesa. Desde a segunda metade de 2000 a desaceleração da despesa interna deu-se no contexto de uma situação de pleno emprego, de uma subida dos salários reais e de um aumento do Rendimento Disponível dos particulares. O crescimento deste último, tendo sido superior ao do consumo, significa que houve uma subida na taxa de poupança, o que revela que as famílias começaram elas próprias a corrigir os excessos de crescimento da despesa.

Evidentemente que isso implicou uma quebra do crescimento da economia, mas a desaceleração da despesa interna não tem que se traduzir linearmente na redução do crescimento do produto, visto que há sempre a possibilidade das empresas desviarem mais produção para a exportação. Isso deve ter acontecido o ano passado, uma vez que, como referi antes, houve ganho de quota de mercado, incluindo nas exportações tradicionais. É necessário que esse processo continue nos próximos anos e este é um factor a ter em conta na gestão das expectativas dos agentes económicos por forma a evitar um pessimismo excessivo e injustificado sobre o futuro da economia.

Em suma, o que tudo isto significa é que necessitamos de um outro padrão de crescimento, menos assente na procura interna e mais baseado em aumentos de produtividade que dêem maior solidez à nossa competitividade externa. O que nos remete para o terceiro problema que enunciei acima. Precisamos de um profundo choque estrutural do lado da oferta, que depende de algumas políticas públicas mas que terá que resultar, sobretudo, de mais iniciativa empresarial. Infelizmente, nem a generalidade dos agentes privados nem o Estado parecem ter interiorizado suficientemente as novas regras de funcionamento da economia de um país membro de uma união monetária. São regras que requerem a alteração de comportamentos, algumas reformas estruturais e um novo regime de regulação macroeconómica.

 

A questão mais séria e imediata é a situação das Finanças Públicas. No ano passado recordei a necessidade de cumprir o Pacto de Estabilidade e afirmei então que : "Esta exigência significa que, mais do que com uma crise económica, o país está confrontado com uma crise orçamental." O que está em causa são os compromissos que assumimos sobre a evolução a médio prazo do défice orçamental. Não existe, como é conhecido, um problema técnico de sustentabilidade das finanças públicas portuguesas. Temos um rácio da dívida em relação ao PIB de 55%, inferior à media europeia e as regras do Pacto de Estabilidade quanto aos défices asseguram que terá que continuar a diminuir.
O respeito pelas grandes orientações contidas no Programa de Estabilidade é essencial à credibilidade internacional da nossa política económica. O agravamento do défice orçamental em 2001 torna a tarefa mais difícil, sendo indispensável um elevado nível de consenso nacional quanto aos objectivos a atingir, sem dramatismos mas de acordo com um sentido de responsabilidade geralmente partilhada relativamente aos interesses do país. Nomeadamente, a referida credibilidade externa requer a manutenção do objectivo de um défice próximo do equilíbrio em 2004 dada a necessidade de darmos visibilidade a um esforço sério de consolidação orçamental. Para reduzir o défice terão que ser tomadas algumas decisões difíceis no sentido da contenção das despesas e evitar quaisquer medidas que possam reduzir as receitas do Sector Público Administrativo. A situação poderá mesmo justificar um aumento de alguns impostos indirectos com efeitos mais imediatos na recuperação das receitas do Estado. 

Todas estas medidas têm, no curto prazo, consequências restritivas que se torna imperioso compensar com um maior dinamismo das exportações, impulsionado pela recuperação económica internacional e pelo redireccionamento da produção para mercados externos. Para possibilitar essa evolução torna-se necessário inverter a tendência dos últimos anos de aumentos salariais superiores ao crescimento da produtividade. Não se justifica propriamente um congelamento salarial, mas precisamos de uma maior moderação dos aumentos salariais. Todos devem ter consciência que, na situação actual, isso é uma condição para manter níveis elevados de emprego e evitar, assim, o agravamento de factores de exclusão e maior desigualdade na sociedade portuguesa.

Entretanto todo o funcionalismo público havia sido contemplado com o ganho de um nível na tabela salarial reportado a um ano de retroactividade, ficando com ganhos salariais superiores aos dos trabalhadores da actividade privada, que, com os seus trabalhadores, pagam os impostos para a manutenção da Administração Pública !

publicado por luzdequeijas às 21:42
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E OS BENS TRANSACIONÁVEIS?

UMA ECONOMIA DE RASTOS ......

Balanço da UE sobre os vinte anos de Portugal .

 

Segundo nos divulga a União Europeia, Portugal alterou substancialmente a sua forma de estar no mundo após o seu ingresso no referido bloco.

O Eurostat, Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional DA UNIÃO EUROPEIA, APRESENTA-NOS OS SEGUINTES DADOS:

No total, Portugal recebeu da União Europeia, nos últimos 20 anos, 42.020 milhões de euros de Fundos Estruturais e 6.302 milhões de euros do Fundo de Coesão. Entre 2000 e 2006, 16,5% dos fundos comunitários são canalizados para a “Economia”, 12,6% para o “Emprego, Formação e Desenvolvimento Social”, 12,4% para os “Transportes” e 9,7% para a “Agricultura”.

O investimento em acessibilidades foi muito significativo. Em 1986 havia 196 quilómetros de auto-estradas; hoje há 2.091 quilómetros, que representam 16,5 % do total das infra-estruturas rodoviárias do país.

No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB) a diferença de Portugal relativamente à média da União Europeia diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2% em 1986 para os 68% em 2003 (UE a 15, sem os dez novos Estados Membros). Este último valor representaria, em 2003, 74% da média da UE a 25.

Há 20 anos, a agricultura, a silvicultura e a pesca representavam 9,4% da economia portuguesa (Valor Acrescentado Bruto). Hoje esse valor é de 3,9%. A indústria transformadora representava 25%; hoje está nos 18,2%. Num registo inverso, o peso dos serviços subiu: de 52,5% passaram para 66,9 pontos percentuais.

A taxa de inflação sofreu uma clara descida; dos 11,7% passou para os 2,2%.

As taxas de juro também mudaram radicalmente nos últimos 20 anos. Em 1986, Portugal registava uma taxa na ordem dos 15,8%. Em 2005 esse número desceu até aos 3,4%.

A União Europeia reforçou o seu peso enquanto parceiro comercial privilegiado de Portugal. A taxa de exportações para os países da União Europeia subiu dos 57% para os 80% e a das importações passou dos 44, 9% para os 77%.

Há 17 anos, as despesas dos agregados familiares com produtos alimentares, bebidas e tabaco representavam 34,3% do total dos gastos. Em 2000 (data dos últimos dados disponíveis) esse número desceu para os 21,5%. No caso dos transportes subiu de 15,7% para os 18,3%, o mesmo se passando com as despesas relativas a habitação, água e electricidade que aumentaram dos 13,6% para os 19,8%. As despesas com tempos livres e cultura também subiram: dos 5,1% em 1986 chegaram aos 6,6% em 2003.

O número de telefones fixos por 100 habitantes subiu de 15 para 42. No caso dos telemóveis, a taxa de penetração situa-se hoje nos 92,8%, sendo claramente uma das mais altas de toda a União Europeia.

Desde que aderimos à União Europeia, a esperança de vida passou dos 70,3 anos para os 74,5 anos nos homens, e de 77,1 para os 81 anos, nas mulheres.

A taxa de mortalidade infantil, desceu dos 15,8 para os 5,1 por cada mil crianças.

 Hoje há 3,3 médicos por mil habitantes. Há 20 anos esse número era de 2,3.

A percentagem da despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4% da média europeia para os 40,2%. Em 1986 a despesa representava 0,41 % do PIB. Em 2003 esse número subia para os 0,78%. A meta da Agenda de Lisboa para a União Europeia situa-se nos 3%.

A taxa de escolarização do ensino secundário subiu, nos últimos 16 anos, dos 17,8% para os 62,5%.
No ensino superior, o número de estudantes portugueses em programas Erasmus passou de 25 alunos, em 1986, para os 3.782 alunos em 2004. Até 2004 participaram neste programa 28.139 estudantes.

Há quinze anos a taxa de tratamento de águas residuais era de 34%, hoje é de 82%. Também a percentagem da população servida por Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) aumentou; entre 1997 e 2003 passou de 36% para 56%.

A recolha selectiva de vidro aumentou grandemente nos últimos 15 anos; passou de 12.722 toneladas para as 90.946 toneladas. No caso do cartão a subida foi das 1.415 para as 75.692 toneladas e, no campo das embalagens, o diferencial passou das 484 toneladas para as 6.911 toneladas.

O número de pessoas a fazerem turismo em Portugal (portugueses e estrangeiros) era, há 20 anos, de 5.624.370. Em 2004 esse número atingiu os 10.961.968.

Há 20 anos o saldo migratório do nosso país era claramente negativo, saíram mais 26.949 indivíduos do que aqueles que entraram. Hoje, a diferença entre os que deixam Portugal e os que escolhem o nosso país para residir já é positiva: 47.229 pessoas.

A taxa de acidentes de trabalho por cem mil trabalhadores desceu de 5,9 em 1994 para os 4,0 em 2002. Em 1990 registaram-se 305.512 acidentes, em 2001 esse número chegou aos 244.936.

A Economia Portuguesa-2004*: 

Serviços: 69% do PIB (produto interno bruto)

Construção e obras públicas: 7% do PIB 

Agricultura, silvicultura e pescas: 2,9 % do PIB

Electricidade, gás e água: 2,9% do PIB

Indústria: 17,3% do PIB. A fileira têxtil, vestuário e calçado, assente na mão-de-obra intensiva, não tem parado de diminuir a sua importância na formação do PIB. 

*Fonte: Banco de Portugal

Economia paralela: 20 a 25 % do PIB.

A economia portuguesa desde 2000 está praticamente estagnada, mas no país alguns sectores estão visivelmente melhores, nem sempre pelas melhores razões:

. Habitação. Cerca de 70% da população vive em casa própria. 1/3 das famílias tem uma segunda habitação na praia ou no campo. A renovação do parque habitacional é uma realidade na maioria das regiões do país. A oferta de casas excede largamente as necessidades. Enormes oportunidades de negócio abrem-se agora na área da conservação e restauro, assim como na requalificação urbana. 

. Automóveis. Durante muito tempo foi um indicador de desenvolvimento, hoje nem tanto. Constata-se todavia que o número de automóveis por habitante em Portugal é superior ao de muitos países da UE, como a Dinamarca.

. Portos, aeroportos e vias de comunicação. Portugal é hoje um dos países da UE com a maior densidade de auto-estradas, e dentro em breve todas as capitais de distrito estarão ligadas por uma moderna  rede de comunicações. As estruturas portuários são magnificas, embora sofram de um problema comum: uma gestão deficiente.

. Distribuição de produtos. O comércio tradicional está a desaparecer, mas o número de centros comerciais, hipermercados, redes de lojas de distribuição colocam Portugal acima da média da UE. Em termos de logística comercial o salto qualitativo foi enorme. Algumas empresas portuguesas somam êxitos nesta área em muitos países.

. Bancos. O país está em crise, as famílias estão endividadas, mas os lucros dos bancos não param de crescer (50% em 2004). O sector financeiro está ao nível do melhor em termos internacionais.

. Turismo. A oferta turística de Portugal diversificou-se e subiu muito em qualidade. Uma percentagem significativa da população não prescinde hoje de fazer férias no estrangeiro.

. Telecomunicações. Portugal tem neste domínio excelentes indicadores, na rede fixa, banda larga, telemóveis, serviços electrónicos, etc., etc.

. Novos produtos industriais. industria do papel, moldes de plástico, automóveis, software, aviões ligeiros, etc..

. Produtos tradicionais. Vinhos, café, cortiça, etc.

Estas profundas mudanças económicas atingiram de forma particularmente violenta, a população activa com baixos níveis de escolaridade, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital socialmente valorizado pelas famílias.

Bloqueios

. Administração Pública. Os serviços públicos (centrais ou locais) não foram capazes de acompanhar as mudanças que ocorreram no país. Herdeiros de uma tradição colonial, continuaram distantes da população e das suas necessidades. Na saúde, educação ou gestão local, por exemplo, presta um serviço medíocre face aos enormes recursos que consome. Toda a Administração Pública portuguesa está repleta de dirigentes incompetentes, serviços e procedimentos inúteis.  

.20 % em risco. 1/5 da população portuguesa apresenta graves problemas de inserção social ou dificuldades em acompanhar as mudanças em curso. As causas são múltiplas: baixa escolaridade, idade avançada, isolamento, dificuldades de integração social de minorias étnicas (ciganos, africanos), etc.

publicado por luzdequeijas às 21:27
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QUEIJAS EM LIVRO

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
 
QUEIJAS - QUEM SOMOS?
 

Toda e qualquer pessoa precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto e muito mais coabita em nós próprios formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidas de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há uma dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda-a- Velha, Algés e Cruz-Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 46 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para mais, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho, nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi, pois, esse trabalho que quis escrever e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas.

António Reis da Luz

 

publicado por luzdequeijas às 12:28
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PRAZERES DA CARNE

O CARNAVAL e a sua História e origem

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

 

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Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras).[5] O termo mardi gras é sinónimo de Carnaval.

 

 

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam os dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com as suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual.

publicado por luzdequeijas às 12:15
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COPTAS

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Mosteiro de Santo Antão, Egito.

 

Os coptas (em copta: ⲟⲩⲣⲉⲙ'ⲛⲭⲏⲙⲓ 'ⲛ'Ⲭⲣⲏⲥⲧⲓ'ⲁⲛⲟⲥ, ou.Remenkīmi en.Ekhristianos, literalmente: "cristão egípcio") são egípcios cujos ancestrais abraçaram o cristianismo no século I.[1] Formam um dos principais grupos etno-religiosos do país.

A palavra "copta" foi usada originalmente no árabe clássico para se referir aos egípcios em geral, porém passou por uma mudança semântica ao longo dos séculos, e passou a se referir mais especificamente aos cristãos egípcios depois que a maior parte da população egípcia se converteu ao Islã (após o século VII).[2] Atualmente, o termo é principalmente aplicado aos membros da Igreja Ortodoxa Copta [3], independente de sua origem étnica; assim, cristãos etíopes e eritreus (bem como núbios, até à sua conversão ao islã) eram tradicionalmente chamados de coptas - embora este costume esteja sendo abandonado gradualmente, desde que as chamadas Igrejas Tewahedo Etíope e Eritreia passaram a ter seus próprios patriarcas e a ser independentes em relação à Igreja Ortodoxa Copta.

A população copta cristã do Egito é a maior comunidade cristã do Oriente Médio.[4] Os cristãos representam cerca de 10% a 20% de uma população de mais de 80 milhões de egípcios,[5][6][7][8][9][10][11][12][13][14][15][16] embora as estimativas variem (ver Religião no Egito). Cerca de 90% dos coptas pertencem à Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, nativa do país.[13][14] Os cerca de 800.000 restantes[15] estão divididos entre as Igrejas Católica Copta e a Protestante Copta.

O número de coptas dentro do Egito vem declinando devido às altas taxas de emigração entre a comunidade e também porque, "todos os anos, milhares de coptas tornam-se muçulmanos apenas para, aparentemente, escaparem ao estatuto social inferior, ou para desposar uma mulher muçulmana, já que o Alcorão proíbe que muçulmanas se casem com judeus ou cristãos" [17].

publicado por luzdequeijas às 12:04
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TEÓFILO (BÍBLIA)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Téofilo é o nome a quem São Lucas se dirige no seu Evangelho e no livro de Atos, ambos percentenes ao Novo Testamento da Bíblia.

Trata-se de uma palavra que significa amigo de Deus. Isto porque em grego teo quer dizer Deus e filo significa amigo.

Assim, quando Lucas se dirige a Teófilo, ele pôde ter se dirigido aos que amam a Deus e não a uma pessoa específica. Este fato carece de confirmação, haja vista Teófilo ser chamado pelo título de Excelentíssimo no livro de Lucas, título este cabível apenas a um homem específico e não a um grupo de pessoas "amigas de Deus".

Lucas foi um dos primeiros investigadores a respeito da biografia de Cristo e acabou seguindo a fé cristã, acompanhando a trajetória missionária do apóstolo Paulo em suas viagens pela parte oriental do Império Romano.

Acredita-se, com base na tradição copta, que Teófilo poderia ter sido um dos primeiros cristãos no Egipto entre os judeus de Alexandria.

publicado por luzdequeijas às 11:57
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

LAGO BAIKAL

PATRIMÓNIO MUNDIAL

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Lago Baikal - SIBÉRIA
Lago Baikal
Localização Sibéria, Rússia
Tipo Natural
Área da superfície 31.722 km2 km²
Afluentes Selenga, Chikoy, Khilok, Uda, Barguzin, Alto Angara
Efluentes Rio Angara
Comprimento máximo 636 km
Largura máxima 79 km km
Profundidade média 744,4 m
Profundidade máxima 1.750 m
Volume 23.615,39 km³
Bacia hidrográfica 560.000 km²
Altitude 455,5 m m
Ilhas 27 (Olkhon)
Cidades vizinhas Irkutsk
País(es)  Rússia

O lago Baikal (russo: О́зеро Байка́л (Ozero Baykal)) é um lago no sul da Sibéria, Rússia, entre Oblast de Irkutsk no noroeste e Buryatia no sudeste, perto de Irkutsk. Com 636 km de comprimento e 80 km de largura, é o maior lago de água doce da Ásia, o maior em volume de água do mundo, o mais antigo (25 milhões de anos) e o mais profundo da terra, com 1680 metros de profundidade.[1]

A superfície do Lago Baikal é de 31 500 km². É tão grande que se todos os rios na terra depositassem as suas águas no seu interior, levaria pelo menos um ano para encher. Alguns sítios ultrapassam os 1600 m de profundidade (dados mais recentes indicam 1680 m), sendo responsável por 20% da água doce líquida do planeta.

Desaguam nele cerca de 300 rios. É um habitat rico em biodiversidade, com cerca de 1085 espécies de plantas e 1550 espécies e variedades de animais, sendo conhecido como as "Galápagos" da Rússia. Mais de 60% dos animais são endémicos: por exemplo, das 52 espécies de peixes, 27 são endémicas.

publicado por luzdequeijas às 22:00
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AS PRIVATIZAÇÕES

 

Cavaco, que Soares dizia “desconhecer”, representou o primeiro dirigente da democracia portuguesa que chegava ao poder fora da resistência contra Salazar e ao PREC e com uma formação dominantemente económica em vez de jurídica .

A maioria absoluta de Cavaco Silva, uma verdadeira subversão de um sistema eleitoral construído para obrigar a governos de coligação, abrindo caminho a um ciclo de governabilidade sem passado até então e sem futuro até 2005 (19 de Julho de 1987).

Procedeu-se à desregulamentação da economia e fez-se a privatização do espaço televisivo e da comunicação social escrita do estado. Criação da SIC e da TVI.

Fez-se a Revisão Económica da Constituição permitindo finalmente a existência de uma plena economia de mercado e as privatizações. O PS que tinha bloqueado mudanças na parte económica da Constituição finalmente cedeu ao PSD (1989).

Tivemos a primeira Presidência portuguesa da UE. Nunca até então a alta administração pública portuguesa tinha conhecido uma prova tão dura.

A Expo, a realização urbana de grande dimensão mudando a face oriental de Lisboa e levando ao clímax o ciclo de grandes obras dos anos do “cavaquismo” (1998).

Adesão ao euro, principal manifestação da decisão estratégica de manter Portugal no chamado “pelotão da frente”, ou seja no grupo mais avançado da EU, abrindo caminho à questão do défice suscitada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (1 de Janeiro de 1999).

Percebe-se que Portugal vai recuperando o seu prestigio junto das outras nações e que a integração europeia vai na senda daquilo que os demais parceiros da EU fizeram anteriormente. Liberalização da economia e entrega à iniciativa privada do seu desenvolvimento.

Ao contrário de todo o esforço dos partidos e forças de esquerda para seguirem os passos das economias socialistas/comunistas (que não tardariam a desaparecer repentinamente do mundo) a nossa evolução foi sendo no caminho das democracias europeias.

Foi neste sentido que as empresas anteriormente nacionalizadas foram quase na sua totalidade devolvidas à iniciativa privada.

Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego.

Aquando das nacionalizações as empresas tinham um passado e naturalmente que, aparte algumas injustiças que sempre há, os seus técnicos teriam sido escolhidos pelas provas dadas, seus quadros do mesmo modo. Eram aqueles que na sua actividade diária mostraram ter o perfil adequado a esses desempenhos.

No acto das nacionalizações, que foram actos revolucionários, a primeira acção era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas.  Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência activistas políticos e antifascistas.

Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses,  foram poucos os casos de encerramento com despedimento colectivo.

Do lado oposto, nas privatizações, os novos donos foram muitas vezes os donos antigos mas, mesmo sendo outros, o problema era o mesmo. As indemnizações pelas nacionalizações, quando as houve, foram ridículas, mas no acto da privatização têm na sua frente um Estado sem recursos, que tentava encaixar o máximo dinheiro para alcançar o equilíbrio das suas finanças públicas.

Os pretendentes à posse das empresas conheciam-nas como ninguém, estudavam-nas, e conheciam muito bem, igualmente, cada um dos seus empregados. Os anos haviam decorrido e os tais antigos colaboradores já não eram jovens, logo, salvo poucos casos os candidatos às empresas, bons conhecedores de actos de gestão, exigiam antes da privatização que as empresas tivessem uma média etária dos seus empregados dentro dos valores recomendados pelos manuais.

Daqui saírem às centenas e mesmo aos milhares de trabalhadores para a tão famosa pré – reforma. Naturalmente defraudados pelas circunstâncias da vida apareciam sentados nos bancos do jardim homens com cinquenta, ou até menos, anos de idade!

O afastamento forçado, naturalmente, não lhes tinha permitido uma actualização constante mas tinha sim aumentado a sua desmotivação, e era nesta situação de frustração que iriam sair, com muitos sonhos por realizar,  e agravando os cofres da segurança social . Por outro lado a empresa ficaria com menores encargos salariais e com uma média etária mais baixa, mas com um capital de  experiência muito inferior.

Os outros, os comissários políticos, esses também saiam, mas o sistema arranjava-lhes outra colocação, quase sempre ao abrigo dos cofres do Estado. Afinal eram políticos.

Conclusão: Num país, no mundo, em cada uma das empresas ou organizações governativas, os empresários e os governantes são muito importantes mas, o maior capital são as pessoas e a motivação que lhes for estimulada.

publicado por luzdequeijas às 19:54
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ENTRADA NA UNIÃO EUROPEIA

Em 1986 deu-se finalmente a entrada de Portugal na União Europeia.

A entrada de Portugal para a CEE, a 1 de Janeiro de 1986, marca uma viragem profunda na economia. Nada voltou a ser como dantes, senão veja-se:

.Privatizações. As empresas públicas que chegaram a representar mais de 50% do PIB, foram sendo progressivamente encerradas ou privatizadas. Vinte anos depois restava apenas um núcleo muito pequeno de empresas controladas pelo Estado.

.Agricultura. Este sector foi completamente desmantelado. No início dos anos 80 cerca de 30% da população activa trabalhava nos campos. Vinte anos depois não representa mais do que 4%. Vasta áreas agrícolas foram abandonadas. Muitas aldeias desapareceram ou converteram-se em locais turísticos.

.Pescas. O importante sector das pescas portuguesas, começou a ser desmantelado. Em vinte anos este sector é uma sombra daquilo que em tempos representou para a economia do país.

.Transportes marítimos, Industria de construção e reparação naval. Durante séculos foi uma das áreas da economia mais importantes do país, mobilizando e gerando enormes recursos. Vinte anos depois é um sector completamente desmantelado. Muitas docas e estaleiros estão transformados em locais de lazer

.Transportes ferroviários.  As estradas eram más, mas a rede de caminhos de ferro era ampla e cobria todo o país. Vinte anos depois, a rede de caminhos de ferro diminuiu, sendo os transportes de passageiros e mercadorias cada vez mais por rodovias.

.Industrias de mão-de-obra intensiva. Numa primeira fase, Portugal foi ainda inundado de empresas de países da CEE que aqui se instalaram para explorarem as condições excepcionais que lhes eram oferecidas: ajudas económicas e baixos salários dos trabalhadores. O sector da industria têxtil, vestuário e do calçado registaram então  aumentos significativos. A prazo, sabia-se todavia que estas empresas acabariam por partir para outros locais onde a mão-de-obra fosse ainda mais barata. Vinte anos depois sucedem-se os encerramentos ou deslocalizações destas e de outras empresas .

Neste período a qualificação da mão-de-obra estava longe de ser um factor decisivo em termos de competitividade. Os principais sectores da economia assentavam nos seus baixos custos. Factor que terá levado uma parte da população a desvalorizar a própria importância da educação, e as empresas secundarizavam a formação. Apesar de tudo registaram-se enormes  progressos em termos de escolarização. Infelizmente os enormes investimentos feitos na formação profissional foram, na maioria dos casos, desperdiçados. A Educação nas escolas por força de vários factores foi no caminho da massificação mas a sua qualidade baixou na vertical, isto enquanto os custos subiriam da mesma forma, na vertical. Perdeu-se a autoridade e as matérias leccionadas perderam qualquer paralelo com a vida real do país e a oferta de emprego.

E depois?

Em 1986 tinha –se dado a adesão de Portugal à Comunidade Europeia.

Ramalho Eanes é sucedido pelo Dr. Mário Soares entre 9/3/1986 e 9/3/1996 que, por sua vez, é sucedido pelo Dr. Jorge Sampaio.

Aníbal António Cavaco Silva, (Boliqueime - Loulé, 15 de Julho de 1939)

Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido o homem que mais tempo governou em Portugal desde o 25 de Abril.

 A 22 de Janeiro de 2006 irá ser eleito Presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano.

Privatizações vs. Nacionalizações

As nacionalizações,a seguir ao 11 de Março foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA. Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido

publicado por luzdequeijas às 19:53
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ACABADA A PESADA HERANÇA FASCISTA

Veio o recurso ao Fundo Monetário Internacional

O “Apertar do cinto” obrigado pelo FMI, numa situação de quase ruptura das finanças públicas (1983-85) foi o toque a rebate.

Ajustamentos muito dolorosos foram impostos ao povo em 1983, com o FMI a impor medidas duríssimas e Ernâni Lopes a concretizá-las (envolvendo impostos retroactivos, por exemplo). Em 1983-85, com Mário Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo depauperadas e com empréstimos do FMI.

publicado por luzdequeijas às 19:41
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BAIXA COMPETITIVIDADE E PRODUTIVIDADE

O país vinha de vários anos de desmantelamento das estruturas produtivas que tinha, e considerando toda a falta de autoridade, a nível geral, e a desregrada actuação dos sindicatos e organizações políticas, com constantes reivindicações e greves, mais as contínuas manifestações políticas, a produtividade teria que ser necessariamente muito baixa, com estas e outras causas.

O mérito era um conceito fascista e, assim, o melhor era alinhar pela produtividade mais baixa.

Na análise crítica da produtividade em Portugal, que deveria ter sido equacionada logo a seguir ao acto revolucionário, é de salientar que a mesma não depende essencialmente só do comportamento dos trabalhadores, embora também seja condicionada pela sua capacidade técnica e profissional e o seu nível de instrução e educação, mas, as causas mais relevantes baseiam-se na natureza das estruturas económicas (tecnologia, produtos e serviços, organização, estratégia, gestão geral e dos recursos humanos, etc.). Se em vez de militares a revolução (mudança) tivesse sido conduzida por civis abalizados identificados e enquadrados na política e na estratégia nacionais, definidas em tal contexto. Dessa forma tudo teria sido  diferente, bem diferente,  e  baseado em concertação estratégica contratualizada, na qual a formação técnica e profissional, desde os empresários aos operários, fossem inspiradas por uma correcta e esclarecida  visão cultural das nossas capacidades competitivas e das medidas necessárias ao seu aproveitamento.

Muito teria que ser mudado, pois, em muitos aspectos retrocedemos, e muito, sendo o mais importante naquele momento a saúde das nossas finanças públicas.

publicado por luzdequeijas às 19:37
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ECONOMIA PORTUGUESA

De 1974-1985

O fim do Império colonial, em 1974, constituiu uma das mais radicais transformações económicas que Portugal conheceu desde a sua independência em 1143. Toda a economia num curto espaço de tempo, fica sem os enormes mercados coloniais à sombra dos quais tinha vivido desde o século XV. Os principais grupos económicos são primeiro desmantelados e depois nacionalizados. O desemprego não pára de crescer, agravado por cerca de um milhão de "retornados" das ex-colónias e depois por vagas de imigrantes clandestinos e refugiados das guerras.

Apesar desta complexa situação, todos os indicadores sociais melhoraram. Registou-se inclusive uma melhoria muito significativa no rendimento e nas condições de vida da população. Todavia não era sustentado e iríamos pagá-lo muito caro. Vivemos acima das nossas posses!

publicado por luzdequeijas às 19:34
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

QUINDINS NA PORTARIA

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”. Há outras histórias e poemas interessantes no livro, ma detive-me nesta frase , porque não pesar aos outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário. Ah, pesa… Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado. Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas. Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho. Pessoas estão jantando. Pessoas estão preocupadas. Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo. Pessoas estão chorando. Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito. Pessoas estão se amando. Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas. Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto. Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

Martha Medeiros

publicado por luzdequeijas às 13:07
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

OS VALORES E A FAMÍLIA

 

As instituições publicas têm sido em Portugal “monstros sagrados”. Esmagam a Sociedade civil, através do pagamento de impostos, que ela não pode pagar !

Tal sugador, nada tem a ver com ela. Existe e cresce, não para servir a sociedade civil, mas para servir os inúmeros interesses e aligeirar as estatísticas. 

Por lá passam todo o tipo de interesses. Também a corrupção e os vícios do sistema político. Também a falta de transparência que é nacional. Também os privilégios dos defensores do “Estado Patrão”.

 

Tudo isto não é pessimismo, é ir ao fundo do poço e sem essa viagem, as coisas não se alteram.

 

Foi o povo mais desprotegido, que se habituou a resistir e a desconfiar de um Estado professoral e intrometido, que manteve sentimentos correspondentes ao que hoje a esquerda chama, com horror, de “neoliberalismo”.

 

Desde sempre foi este poder estatal o causador do endividamento crónico do Estado, da inflação e das ameaças de bancarrota. Não o povo.

 

Só em 2006 a nossa divida pública cresceu cerca de 7 mil milhões de euros!

 

De facto este país subsiste. Felizmente também subsistem aqueles que pagam o esbanjamento dos políticos. A sua incompetência. Os custos materiais e morais da corrupção!

 

É este o povo autêntico. É este povo anónimo que os políticos devem saber ouvir, entender e respeitar.

 

A razão e a verdade está com ele. Mas continua a ser sobre ele que o travão da despesa pública está a funcionar arrasando o poder de compra das famílias!

 

E a derrapagem das contas públicas lá vai, pelos vistos, de despiste em despiste até ao desastre inevitável. Os exemplos da possibilidade de entrega das decisões à “Sociedade Civil” podiam-se desdobrar até à exaustão. Com o seu aumento viria a confiança dessa “Sociedade Civil” .

 

De facto o CARNAVAL vai continuar, enquanto aqueles que desautorizam o Governo da Nação não forem metidos na ordem. Estejam eles onde estiverem.

publicado por luzdequeijas às 12:39
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NINGUÉM LEVA A MAL

Acabar com a terça-feira de Carnaval? Nada contra: a imagem dos foliões, em cima dos tractores, a sacudirem as carnes enregeladas, eis uma das imagens mais grotescas do subdesenvolvimento português.

 

Por:João Pereira Coutinho, colunista

 

O pior é que estas cenas prometem continuar: na Madeira, em Torres Vedras, em Ovar e em dezenas de outras paróquias que se estão nas tintas para o Governo. E como recriminá-las? Para começar, há eleições autárquicas no próximo ano - e os autarcas, antes de pensarem no Governo, pensam sobretudo em governar-se. A limitação de mandatos não passa de uma piada quando existe sempre um poleiro na terra ao lado. E, depois, qualquer pessoa alfabetizada sabe que a verdadeira austeridade não está no Carnaval, nos feriados ou nas famosas viagens de avião em turística. Está naquilo que o Governo não faz e provavelmente não sabe: reformar e encolher o gigantismo do nosso Estado. Até lá, autarcas semi-reeleitos continuarão a aplaudir portugueses semidespidos.

publicado por luzdequeijas às 12:31
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

HOMER SIMPSON

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Homer Jay Simpson é um personagem de desenho animado criado por Matt Groening para Os Simpsons, uma série de televisão da FOX. É o pai da família Simpson. Sua primeira aparição na televisão ocorreu em 19 de abril de 1987. Matt Groening o criou enquanto este estava na sala de espera do escritório de James L. Brooks. Ele havia sido chamado para apresentar uma série de curtas baseado em Life in Hell, mas, em vez disso, disso, criou um elenco de novos personagens. Ele nomeou o pai da família com o nome de seu pai, Homer Groening.

 

Homer é o pai desajeitado da família Simpson. Com sua esposa, Marge, ele tem três filhos: Bart, Lisa e Maggie. Como o sustentador da família, ele trabalha na Usina Nuclear de Springfield. Homer encarna alguns estereótipos cômicos de estadunidenses da classe trabalhadora: é rude, acima do peso, incompetente, grosseiro, preguiçoso, ignorante e adora comer molho Kachiri; entretanto, é bastante dedicado a sua família.

Homer é um dos mais influentes personagens fictícios da televisão, tendo sido descrito pelo jornal britânico The Sunday Times como "a maior criação dos desenhos da era moderna". Também foi votado como a maior personagem da televisão de todos os tempos pelos telespectadores do Channel 4.

publicado por luzdequeijas às 13:15
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

A GRANDE UTOPIA

 

Se o socialismo substituiu o liberalismo como a doutrina da grande maioria dos progressistas, isso não

significa, apenas, que as pessoas tenham esquecido as advertências dos grandes pensadores liberais sobre as consequências do colectivismo.

Quase não ocorre hoje que o socialismo era, de início, francamente autoritário. No que se referia à liberdade, os fundadores do socialismo não escondiam as suas intenções. Eles consideravam a liberdade de pensamento, a origem de todos os males da sociedade do século XIX, e o primeiro dos planeadores modernos,

Saint-Simon, chegou a predizer que aqueles que não obedecessem às comissões de planeamento por ele

propostas seriam "tratados como gado".

Tocqueville, mais do que ninguém, percebeu que a democracia, como instituição essencialmente

individualista, entrava em contradição frontal com o socialismo. Segundo ele, "democracia e socialismo nada têm em comum excepto uma palavra: igualdade". Mas, advertia o próprio Tocqueville que "enquanto a

democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura a igualdade na repressão e na servidão".

O advento do socialismo seria um salto do reino da necessidade para o reino da liberdade. É importante perceber a subtil alteração do sentido a que se submeteu a palavra liberdade para tornar plausível

esse argumento. Para que o homem pudesse ser verdadeiramente livre, o "despotismo da necessidade

material " deveria ser vencido, e atenuadas "as restrições decorrentes do sistema económico". Liberdade nesse sentido não passa, é claro, de um sinónimo de poder ou riqueza. A reivindicação da nova liberdade não passava, assim, da velha reivindicação de uma distribuição equitativa da riqueza. Mas o novo rótulo forneceu aos socialistas mais uma palavra em comum com os liberais, e eles a exploraram ao máximo, a despeito do novo sentido dado àquela palavra.

A promessa de maior liberdade tornou-se uma das armas mais eficazes da propaganda socialista. Foi,

Inquestionavelmente, a promessa de maior liberdade que atraiu um número crescente de liberais para o

socialismo e que os  tornou-os incapazes de perceber o conflito existente entre os princípios do socialismo e os do liberalismo. O socialismo foi aceite pela maior parte da intelligentsia como o herdeiro aparente da tradição liberal. Nos últimos anos, porém, esse erro foi-se tornando claro. Foi-se tornando clara a extraordinária semelhança, em muitos aspectos, das condições de vida nos regimes fascista e comunista.

Enquanto para muitos que observaram de perto a transição do socialismo para o fascismo, a relação

entre os dois sistemas ficou cada mais evidente, na Inglaterra a maioria ainda acredita que o socialismo e

liberdade ainda podem ser conciliados.

O socialismo democrático, a grande utopia das últimas gerações, não só é irrealizável, mas o próprio

esforço necessário para concretizá-lo gera algo tão inteiramente diverso que poucos dos que agora o desejam estariam dispostos a aceitar as suas consequências.

publicado por luzdequeijas às 22:30
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

CONVÉM FIXAR

photo Hoje
 
MUITA COISA VAI TER QUE MUDAR!

2050: Como alimentar uma população mundial de 9 mil milhões?

O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 mil milhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com o correspondente impacto no ambiente, ou da racionalização da sua produção e consumo.

publicado por luzdequeijas às 18:32
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O MENINO DO CRAVO

Sábado, 8 de Novembro de 2008
 

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“25 de Abril, sempre.”   Que pensa do 25 de Abril ?
                                                                       
Há 34 anos foi o menino de caracóis loiros, cuja figura reguila se esticava para colocar o cravo numa espingarda de Abril. A fotografia tornou-se o símbolo da revolução, mas o miúdo de roupa esfarrapada, descalço, fotografado por Sérgio Guimarães saiu de Portugal mal atingiu a maioridade. Foi estudar em Londres e apaixonou-se por uma inglesa. Trabalha lá e espera o primeiro filho, que nasce no início de Maio.


- Diogo Bandeira Freire, o menino da revolução, tem 37 anos, vive numa casa de tijolos vermelhos com um jardim, na margem Sul do Tamisa. Vive a vida à inglesa: deixa o Audi A3 estacionado à porta, para não ter de pagar cinco libras de portagem para entrar no centro da cidade e vai de transportes públicos para o emprego. Leva numa lancheira o que comerá ao almoço. E trabalha como ‘financial controler’ sete horas e meia por dia numa empresa de tecnologia.

 

- Nunca pensei nisso, mas se o 25 de Abril representa democracia, liberdade e a consciencialização das pessoas sobre deveres, como o de votarem, a frase é válida.

Mas já tinha ouvido falar do 25 de Abril ?

Já, mas nunca tinha pensado sobre ela. Há milhentas maneiras de interpretá-la: se significa nacionalizar todas as indústrias, tirar os bens às pessoas: não muito obrigado. O 25 de Abril, de certa forma, também tem duas faces.
 
O Menino que com três anos aparece num poster que correu mundo, a pôr-se em bicos de pés para meter um cravo no cano de uma espingarda, trinta e sete anos depois, definiu bem o 25 de Abril, mas poderia ter dito muito mais....
 
Entrevista de Fernanda Cachão – CM
 
Muito para além da anarquia vivida e das injustiças cometidas, o 25 de Abril levou todo um povo, que tanto já havia sofrido, a acreditar que um país, uma família ou simplesmente uma pessoa, podiam receber um vencimento sem trabalhar duro. O nosso país, também, tem ainda duas faces , a do trabalhador da iniciativa privada, coberto de esforço e de impostos para manter uma função pública esbanjadora, engordada pela revolução e pelas promessas do socialismo. Sem trabalho certo. Condenado à precariedade!
 
A outra face, dos trabalhadores da função pública que, sem culpa, se deixaram adormecer toda a vida, no sabor doce de uma vida fácil, impregnada de direitos . Mais, ainda, um emprego para toda a vida !
Nenhum capitão explicou ao povo, que cada trabalhador ganhará o pão com o suor do seu rosto. Foram anos de andar para trás !
 
E para que isso aconteça, há que criar condições de haver emprego para todos, logo o investimento é fundamental e indispensável, e é também preciso haver confiança dos investidores. 
A própria China, anos a fio defensora do socialismo puro e duro, se quis fugir à fome, teve que embarcar no celebre “slogan”: «um país dois sistemas», mantendo o socialismo para forçar a aceitação da austeridade, então, ainda necessária, e o capitalismo para conseguir o desenvolvimento e mudar a situação.
Neste momento os chineses produzem muito e de tudo, espalham-se por todo o mundo trabalhando, em jornadas diárias sem limite de horas, à procura da riqueza que lhes permita um nível de vida confortável.Vão consegui-lo .
Nenhum capitão explicou ao povo que sem estabilidade e autoridade, não há emprego nem riqueza produzida para depois distribuir com justiça.
Nenhum capitão explicou ao povo que o mundo e os países são feitos de continuidade na evolução, sem rupturas que, as mais das vezes, provocam destruição e atrasos de longos anos, suportados pelas classes mais desfavorecidas. A nossa vizinha Espanha optou pela nomeação de um rei em desfavor de um Presidente da República, tão caro ao politicamente alienado povo português. Não optou pelo comunismo ou socialismo e foi moderada. O resultado está bem de ver, com a Espanha a dar ao seu povo um nível de vida cifrado quase no dobro do nosso.
E, ainda ajudam , com milhares de empregos, os trabalhadores portugueses !
Tanto se poderia dizer sobre isto, mas por agora importa lembrar que Portugal, cheio de reservas em ouro no Abril de 74, chegou aos anos oitenta na cauda da União Europeia ! O consumismo desenfreado, sem sustentação, atirou-nos, neste novo século, para os piores indicadores da UE ! A Divida Externa é clamorosa ! Chegou a hora da mudança ! Olhos postos na Grécia ! 
 António Reis Luz
 

 

publicado por luzdequeijas às 14:54
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

HOMEM NEGRO

> *Carta de um escritor africano, anónimo
> *
>
> Meu irmão branco,
>
> Quando nasci, eu era negro.
> Quando cresci, eu era negro.
> Quando apanho sol, eu fico negro.
> Quando estou com frio, eu fico negro.
> Quando estou com medo, eu fico negro.
> Quando estou doente, eu fico negro.
> Quando eu perco a coragem, eu fico negro.
> Quando morrer, eu ficarei negro.
>
> *E você, homem branco,*
>
> Quando nasceu, era rosa.
> Quando cresceu, era branco.
> Quando apanha sol, fica vermelho.
> Quando tem frio, fica roxo.
> Quando está com medo, fica branco.
> Quando está doente, fica verde.
> Quando perde a coragem, fica amarelo.
> Quando morrer, ficará cinzento.
>
> *Depois de tudo isto, homem branco, você ainda tem a lata de me chamar
> homem de côr? *
> *

publicado por luzdequeijas às 18:27
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ÚLTIMA CORRIDA

 

Francisco Lázaro almoçou às 10 horas do domingo 14 de Julho de 1912. Os seus colegas contaram que estava confiante. Foi levado de automóvel para o estádio, dirigindo-se para o balneário. O calor era sufocante: 32°C. Pouco antes do início da corrida da maratona, Armando Cortesão e Fernando Correia, seus colegas da equipa olímpica, foram procurar Lázaro que ainda não estava junto à partida. Encontraram-no a besuntar-se com sebo. Cortesão e Correia tentaram dissuadir Lázaro e tentaram que ele tomasse um banho, mas não havia tempo. Lázaro foi correr a maratona todo besuntado com sebo, com os poros da pele tapados, o que impedia a transpiração cutânea.

 

 

Francisco Lázaro
1888-1912

 

 

 

FRANCISCO LÁZARO começou bem a corrida e na cabeça do pelotão. Os restantes 5 portugueses da equipa olímpica tinham-se colocado ao longo do percurso, para ajudarem e incentivarem Lázaro. Ao km 15, Lázaro era 27.º, com um atraso de 4 minutos para o líder da prova. Ao km 25, era 18º, e seguia de muito perto os homens da frente. Terá dito que estava bem, apenas com sede, tendo bebido sofregamente a água que lhe foi dada. Ao km 35, os colegas Pereira e Stromp aguardavam pela passagem de Lázaro, que nunca mais chegava, deixando-os preocupados. Também alarmados, Cortesão e Fernando Correia, que estavam no estádio, entraram numa viatura e cumpriram, no sentido inverso, todo o percurso, sem encontraram sinal de Lázaro. A triste notícia do abandono de Lázaro foi-lhes dada por António de Castro Feijó, o embaixador de Portugal na Suécia. Ao km 29, na colina de Öfver-Järva, Lázaro tinha cambaleado, caído por várias vezes e por várias vezes se levantado para continuar a prova, até cair para não mais se levantar. Um médico foi-lhe prestar assistência. Aplicou-lhe gelo em plena estrada. Levaram-no para o hospital onde lhe diagnosticaram erradamente uma meningite. Viria a morrer na madrugada do dia seguinte. [1]

A corrida e a medalha de ouro foi ganha por Kennedy Kane McArthur, com a medalha de prata para Christian Gitsham, ambos sul-africanos. O americano Gaston Strobino conquistou a medalha de bronze.

No dia 20 de Julho de 1912, 24.000 pessoas que estava no estádio prestaram as homenagens póstumas a Lázaro como a primeira vítima mortal dos Jogos Olímpicos. Pierre de Coubertin enviou condolências à família Lázaro. O Comité Olímpico Português teve dificuldades financeiras para transladar o cadáver para Portugal. Isso só viria a acontecer decorridos vários meses após a morte do atleta.

 

WIKIPÉDIA

publicado por luzdequeijas às 17:48
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FRASE DO DIA

"SOMOS UM PAÍS ONDE MUITOS USARAM A IMPUNIDADE"

 

 

Paula Teixeira da Cruz - Ministra da Justiça

 

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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

VELHAS TRADIÇÕES

photo Hoje

Passos Coelho diz que não é tempo de «ficar agarrado às velhas tradições»

O primeiro-ministro desafiou esta segunda-feira a que se façam as contas ao que o país produz trabalhando no Carnaval, considerando que é tempo de «saber quem é que quer lutar para vencer esta crise» ou «ficar agarrado às velhas tradições».

publicado por luzdequeijas às 23:43
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COMUNICAÇÃO EM MASSA

Na capital portuguesa nos meados da década de cinquenta do século XX, muito poucas famílias dispunham de uma televisão no lar. A maioria deslocava-se aos cafés para depois de beber cafézinho passar a noite a ver programas televisionados.

                  

Os meios de comunicação em massa, canalizavam e canalizam informações que direccionam os gostos, atitudes, pessoas, padrões e lugares para serem consumidos e que vão sendo  encontrados mais à frente nas vitrines das lojas dos Shopping Centers, (Grandes Superfícies Comerciais)  .

A TV, é o meio técnico de comunicação em massa mais forte, pois ela atinge a grande maioria dos consumidores e, principalmente, passou a ser um elemento de grande influência na vida quotidiana. As pessoas, após o sucesso da TV, passaram a adaptar suas actividades diárias aos programas por ela transmitidos, o que retracta a inserção deste meio técnico como parte integrante do processo de  viver.

Um outro aspecto dos novos padrões da sociedade está relacionado com a estrutura familiar. Nas décadas de 60 e 70, houve a gradativa entrada da mulher no mercado de trabalho, trazendo novos modos de gestão da família, pois a mulher, muitas vezes, passou a actuar como seu gestor. Por outro lado, há uma grande parcela da população a viver sozinha, só em casal, ou em pequenas famílias (marido, mulher e no máximo um ou dois filhos), configurando uma nova estrutura social. Este aspecto pode ser comprovado através dos lançamentos imobiliários que apresentam apartamentos de um quarto, pequenos ( menos de 80 m2 ), com cómodos racionais ( armários de cozinha e do quarto embutidos): são os que mais se vendem. Na maioria dos casos, são comprados por trabalhadores com razoável nível de vida e pouco tempo livre para o lazer e consumo.

Estas considerações sobre a Sociedade de Consumo, evidenciam ainda mais a união entre comércio e consumo; indissociável . Desse modo, a actividade comercial passou a criar formas para servir a nova dinâmica da sociedade e, ao mesmo tempo, foi produzindo novos meios para a ampliação do consumo e para o surgimento de novas formas. Estas relações directas entre comércio, consumo e cidade, revelam as grandes contradições que os espaços geográficos contêm e que por esta tríade, podemos compreender, ao menos, parte da dinâmica da sociedade actual e do seu movimento de reprodução.

Dentre as formas que o comércio passou a introduzir no espaço urbano a partir de 1950, estão os Supermercados, os Shopping Centers, os Hipermercados, as Franquias e as Lojas de Conveniência.   São estabelecimentos que passaram a funcionar quase 24 horas por dia .

Os primeiros supermercados, trouxeram consigo a inovação do auto-serviço. Com isto, os consumidores passaram a ter contacto directo com as mercadorias, sem a necessidade de um vendedor intermediário. Mas os supermercados trouxeram muito mais do que isto para a sociedade, foi a forma comercial que mais impactos trouxe para o espaço urbano e é a partir dos supermercados, que outras grandes superfícies comerciais passaram a aparecer no espaço urbano.

Esse momento de surgimento dos supermercados é marcado pela maciça entrada de novas indústrias  e pelo início da produção em massa de mercadorias. Estes estabelecimentos colaboraram na imposição de um novo ritmo e estrutura interna às cidades.

Os supermercados são superfícies comerciais que concentram territorialmente e financeiramente o capital, possibilitando às pessoas encontrarem num mesmo local, um grande conjunto de mercadorias disponíveis para o seu abastecimento, não sendo necessário ir a vários pontos da cidade para a compra de produtos. Antes dos supermercados, os consumidores abasteciam - se através de um comércio pequeno, de vizinhança ( mercearia, padaria, frutaria, peixaria, talho ,  e outros).

Esses estabelecimentos ocasionaram mudanças no espaço urbano pois, vários tipos de pequenos comércios, foram desaparecendo e como o sucesso dos supermercados foi sendo garantido pelo aval dos consumidores, eles foram - se localizando em vários pontos (estratégicos) da cidade. As grandes avenidas, foram principalmente os locais mais requisitados para a implantação dos supermercados, particularmente nas grandes cidades .

"A expansão dos supermercados também se deveu a dois outros factores fundamentais que foram o frigorífico e o automóvel. O aperfeiçoamento da refrigeração destinada ao lar, bem como a produção em massa de frigoríficos e a sua consequente redução de preço, permitiu que as pessoas pudessem fazer o abastecimento de géneros alimentícios perecíveis, por períodos mais longos. Por sua vez, o automóvel, que a partir de meados de 60 passou a ser adquirido pelos estratos de rendimentos médios da população, deu maior autonomia aos proprietários, possibilitando fazer as compras fora dos limites do bairro".

Além dessas mudanças, o supermercado representa uma facilidade para a circulação e armazenamento de mercadorias, pois as distribuidoras de alimentos economizam em transporte, já que a entrega é feita em pontos determinados da cidade, em grandes quantidades e não mais em pequenos locais dispersos pelo cidade, sendo uma economia para a composição do preço final do produto. Além disto, houve a diversificação do emprego, pois novas actividades como  caixas, seguranças etc. , foram abertas, embora proporcionalmente em número muito menor ao do aumento da produção

publicado por luzdequeijas às 18:28
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A INOVAÇÃO E O PROGRESSO

A Evolução Social e Tecnológica

A evolução social do homem confunde-se com as tecnologias desenvolvidas e empregadas em cada época. Diferentes épocas da história da humanidade são historicamente reconhecidas, pelo avanço tecnológico correspondente. As idades da pedra, do ferro e do ouro, por exemplo, correspondem ao momento histórico-social em que foram criadas “novas tecnologias” para o aproveitamento desses recursos da natureza de forma a garantir melhor qualidade de vida. O avanço científico da humanidade amplia o conhecimento sobre esses recursos e cria permanentemente “novas tecnologias”, cada vez mais sofisticadas. (Kenski, 2003, p. 20)

Até chegar ao computador o homem sempre, desde os primórdios, procurou meios de substituir a rotina dos seus trabalhos por um instrumento que pudesse fazer isso por ele. Das armadilhas para a captura dos animais até aos mais sofisticados computadores da actualidade o homem sempre se apoiou no automatismo.

Os artistas plásticos, apaixonando-se pelas suas estátuas, procuravam dar-lhes movimentos, e mesmo vida. A história da Antiguidade está recheada de aspirações, imaginações, fantasias, muitas vezes transformadas em mitologia. 

 

Os “relógios d’água” (os clepsidras), depois os relógios mecânicos, foram os primeiros dispositivos inventados pelo homem para dominar o “tempo” e o “movimento”, base fundamental para o automatismo das épocas remotas. Daí muitas concepções surgiram como, por exemplo, a da “realimentação” (feedback) e, mais tarde, a da programação dos movimentos. Ao passar dos séculos, os homens, por muitas formas, tentaram criar e imaginar até seres artificiais. Não só o passado recente, mas também a antiguidade, estão povoados de seres artificiais, mostra do historiador francês Breton (1998), inspiração para a criação dos seres artificiais que hoje, poderão ser,  os computadores. 

O reconhecido avanço da Revolução Industrial durante o século XIX, assim como a grande complexidade da organização social, apresentou um novo problema: o tratamento de grandes massas de informação. 

Muitas vezes, passavam-se séculos sem que nada fosse inovado, ao contrario de hoje, em que se leva em média 18 meses para que se invente uma máquina mais rápida e evoluída que a anterior.

publicado por luzdequeijas às 12:51
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VANTAGENS DA NEUTRALIDADE

Rescaldo da neutralidade portuguesa

A posição de neutralidade permitiu a Portugal que nos anos de 1941, 1942, 1943 as exportações ultrapassassem as importações, facto que não se verificava há dezenas de anos, e que até à actualidade ainda não se verificou. Esta hábil gestão da neutralidade trouxe-lhe, no final da guerra, os benefícios da paz sem ter de pagar o preço da guerra. Portugal foi uma das poucas zonas de paz num mundo a "ferro e fogo", serviu de refúgio a muitas pessoas de várias proveniências. Um desses refugiados foi o arménio Calouste Gulbenkian, que permaneceu no país tendo legado uma das mais importantes instituições ao serviço da cultura em Portugal. Esta situação económica conseguiu também atenuar os problemas provocados pela Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e pela própria Segunda Guerra Mundial, que trouxeram problemas de escassez de géneros (Portugal era deficitário quanto a alimentos) e a inflação que disparou.

Em Portugal, embora se reconhecesse o mérito da obra de Salazar no que respeita à reorganização financeira, à restauração económica e à defesa da paz, muitos entenderam que tinha chegado a oportunidade de mudança politica.

                                                                                             

publicado por luzdequeijas às 12:45
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MÃO DE OBRA QUALIFICADA NA ÍNDIA

publicado por luzdequeijas às 00:15
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

A VERSÃO PORTUGUESA

DA FÁBULA DE LA FONTAINE

 

A Cigarra e a Formiga -

Vejam uma releitura da fábula de La Fontaine: "Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra, muito amigas.

 

 


Durante todo o outono a formiguinha trabalhou sem parar para armazenar comida para o período de inverno, não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do expediente de trabalho tomando uma cerveja, seu nome era trabalho e seu sobrenome, sempre.
Enquanto isso a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos nos bares da cidade, não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar, era o inverno que estava começando. A formiguinha exausta entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca e quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu, sua amiga cigarra dentro de uma Ferrari com um maravilhoso casaco de vison.
E a cigarra falou para a formiguinha: Olá amiga, vou passar o inverno em Paris, será que você poderia cuidar de minha toca ? E a formiguinha respondeu: Claro, sem problema, mas o que lhe aconteceu que você vai para Paris e está com este Ferrari?
No que a cigarra responde: Imagine você que eu estava cantando num bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz e fechei um contrato de seis meses para fazer "shows" em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?
Respondeu a formiguinha: Desejo sim, se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, mande ele para a p q p !!!"

Moral da história:
Aproveite sua vida, saiba dosear trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.

publicado por luzdequeijas às 21:20
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CHAPELADA

CRISE CANCELA CARNAVAL

 

 

Em Vila Real de Santo António, Algarve, a autarquia já tinha decidido que este ano não haveria desfiles devido à crise. "decidimos desviar a verba para o pagamento a fornecedores", disse Luís Guedes

Correio da Manhã

publicado por luzdequeijas às 18:19
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O CORAÇÃO DO HOMEM

Uma passagem do Evangelho de Marcos diz-nos que Jesus, em algum ponto da sua pregação ao povo, também começou a estender os seus argumentos, especialmente aqueles provenientes do cumprimento da tradição. Por isso, é dito que Jesus traz a sua acção sobre o tema do coração humano. Isto é - como escreve Mons. Vincenzo Paglia (bispo de Terni, presidente da CE-Umbria) - «não uma observância de carácter abstracto da lei, mas o amor sincero para a Palavra de Deus".

E assim, a disputa que surja entre Jesus e os fariseus move-se rapidamente sobre o que é puro e o que não é. "Mas Jesus vai voltar ao problema: o coração. O coração do homem, que é a fonte das impurezas. Na verdade, a partir do coração procedem os maus pensamentos, intenções impuras, decisões ruins. É o coração por isso que precisa ser cuidado, é do coração que devem ser erradicadas as ervas daninhas e é no coração que deve ser acolhida e preservada a Palavra de Deus.

Então, o coração deve ser cuidado, deve ser educado, e para tal nós encontramos o medicamento eficaz no Evangelho. O Evangelho é o remédio que purifica o coração. É a energia que o move.
E assim, o coração se transforma e produz apenas o bem... E guia o homem - como criatura de Deus - na montanha onde se encontra a verdadeira felicidade, aquela que vem do Sol do Espírito Santo, que é a Graça!
    Devemos meditar e podemos transformar a vida. Retiramo-nos em silêncio e esperemos a chegada ao cima da montanha para apreciarmos o sublime! Amém!

publicado por luzdequeijas às 17:16
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TERRA PRETA DO ÍNDIO

Terra preta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Esquerda - solo comum com baixo teor de nutrientes; direita - terra preta
 

Terra preta é um tipo de solo escuro, fértil e antropogénico encontrado na região Amazónica. Também é conhecido como terra preta de índio.

Várias teorias explicam a origem das terras pretas na Amazónia: que seria o resultado de cinzas vulcânicas dos Andes ou que seria o resultado da sedimentação em lagos durante os períodos geológicos terciários.

O solo é encontrado principalmente na Amazóia[1]

publicado por luzdequeijas às 17:10
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TERRA PRETA DA AMAZÓNIA

SIte Rede Globo Ecologia

Mais de 75% do solo da Amazónia é predominantemente composto por latosolos e argisolos, que têm baixa fertilidade natural, acidez elevada, grande quantidade de alumínio tóxico, baixo teor de nutrientes responsáveis para a produção de espécies agrícolas. A terra preta é um componente de grande importância, principalmente para a agricultura familiar sustentável. Todos os estudos com terra preta de índio nos últimos anos focam em como utilizar esses conhecimentos olhando o aspecto físico, químico e biológico para recuperar áreas degradadas, desenvolver agriculturas familiares e também para fazer armazenamento de carbono.

 

publicado por luzdequeijas às 17:03
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

OS NOSSOS "EMPLASTROS"

Papagaio de pirata

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

Papagaio de pirata é um termo usado na televisão brasileira para designar cidadãos que procuram ficar localizados atrás de jornalistas, quando os mesmos estão fazendo uma matéria, com o objetivo de aparecer para as câmeras. Estas pessoas nada recebem pela sua participação, fazendo isso como um hobby e com o objetivo de ganhar alguma fama. O termo surgiu por as suas cabeças ficarem à altura do ombro das personagens activas das entrevistas, assim como ficam os papagaios junto de piratas de acordo com os contos.

publicado por luzdequeijas às 18:46
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COMO INTUIR O BLUFF

Para ganhar o POT existem duas soluções: ter a melhor mão ou fazer bluff, o que
significa convencer os seus adversários que você tem o melhor jogo.

Como saber quando alguém está a fazer bluff?

Nem sempre é fácil distinguir se alguém está a fazer bluff, no entanto, existem alguns sinais que podem indicar-lhe se isso está a acontecer.

Quem faz bluff tenta naturalmente mostrar que não o faz e muitas vezes irá agir como se uma "boa mão" possuísse. Tal significa que irá fazer contacto visual directo, empurrar as fichas do jogo, para o centro da mesa mais um pouco, e continuar a mostrar muita auto-confiança durante o jogo todo.

Se aumentar uma aposta (grande) de alguém e ele imediatamente desistir, é provável que estivesse a fazer bluff. Por outro lado, alguns dos sinais que o levariam a pensar que a outra pessoa está a fazer bluff (mãos a tremer, pedir para ver, etc) podem na verdade indicar que o jogador tem um excelente jogo.

Se estiver a jogar "online", é mais complicado detectar alguém a fazer bluff, mas tente na mesma observar e detectar alguns padrões nos outros jogadores. Em princípio, deverá detectar algumas diferenças no montante que eles apostam quando detêm ou não uma "boa mão".

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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METER O BEDELHO

 ORIGEM DE "METER O BEDELHO"

« em: 17 de Agosto de 2007 -
Bom, a expressão claro que você conhece. É meter o nariz onde não é chamado, em assunto dos outros. A sua origem, porém, é discutível. Sabe-se que bedelho vem do latim trabeculum, tramela, ferrolho, pequena tranca, chata, assentada horizontalmente entre os batentes de uma porta, que permite abri-la ou fechá-la, bastando levantar ou baixar o bedelho.

Noutro sentido, bedelho é também trunfo pequeno num jogo de cartas, como o póquer, insuficiente para ganhar, mas de que o jogador pode servir-se ao fazer "bluff", na jogada mais cínica numa partida desse jogo. De qualquer forma, a expressão continua sendo parenta próxima da inconveniência, da indiscrição, da descortesia, comum até em sofisticados salões quando sôfregos indivíduos apostam segredos sussurrados ao pé de ouvidos alheios ou se apresentam como "papagaios de pirata" só para ficar bem na foto...

publicado por luzdequeijas às 15:56
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

FEAR THE BOOM AND BUST

publicado por luzdequeijas às 16:34
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O MONSTRO

As outras gerações também não têm, nem tiveram, culpa, são igualmente vitimas. A culpa será dos poderes de decisão deste país estejam eles onde estiverem.

Em 2006 o Desemprego e as Dívidas levam os portugueses a continuar a procurar melhor sorte noutros países.

O Instituto Nacional de Estatística ( INE ) diz que, em 2006, 30 mil portugueses fixaram residência por mais de um ano noutros países, mas a Igreja católica e os sindicatos dizem que, neste ano, foram mais de cem mil os cidadãos lusos a procurar emprego e melhor sorte além – fronteiras, o que corresponde a um aumento de 20 por cento em relação a 2005.

 

Será ainda preciso não esquecer os milhares de portugueses que têm contratos sazonais, os muitos milhares que estão ilegais e os milhares que trabalham em Espanha, indo ao domingo e vindo à sexta-feira a casa! São explorados, trabalham e vivem em “péssimas condições”, comparáveis aos às que se viviam nos anos 60 e 70 do último século (ditadura).

O destino preferido está a ser o Reino Unido, que o ano passado acolheu cerca de 40 mil portugueses e onde, os últimos dados, indicam que a comunidade lusa nas ilhas britânicas já deve passar as 400 mil pessoas.

Com encerramento de consulados e embaixadas, as comunidades lusas nunca, no pós 25 de Abril, estiveram tão esquecidas pelo governo português como agora, e tal problema irá ser abordado na reunião do próximo Dia Mundial do Migrante e Refugiado.  

Portugal tem o potencial mais baixo da União Europeia.

O crescimento potencial da economia portuguesa está actualmente ( 2006) ao nível mais baixo desde 1970. Nos primeiros anos da década de 70, o valor rondava os 6%. Para em 2006 e 2007, as previsões da Comissão Europeia não vão além de 1,2 %.  Entre os países da União Europeia Portugal tem mesmo a mais baixa capacidade de crescimento.

No documento “ Portugal´s Boom and Bust : “Lessons for European Newcomers” é referido que um erro na estimativa do produto potencial poderá ter estado por trás de alguns erros na política orçamental portuguesa no final da década de 90. Isto porque o governo teria nessa altura actuado com base em números que mais tarde se vieram a revelar exagerados. Em 2001, por exemplo, o último ano da governação socialista que terminou com a demissão de Guterres, são bem visíveis as dircrepâncias estatísticas. Nos dados apresentados no final de 2002, o défice corrigido do ciclo do ano anterior era de 4,3% do produto. Quatro anos mais à frente foi revisto para 5,5%. O mesmo acontece em relação aos últimos anos da década de 90, quando o ministro das finanças é acusado de não ter aproveitado a conjuntura favorável para consolidar as contas públicas. Para 1998, por exemplo, as estimativas do crescimento potencial foram revistas de 3,2% para 2,8%.

Estes erros estatísticos e outras decisões pouco acertadas ajudaram a encaminhar a economia portuguesa para uma situação difícil de resolver. Contas públicas desequilibradas, endividamento excessivo das famílias e empresas e um elevado défice da balança corrente foram as consequências para as quais o documento da Comissão Europeia pretende alertar.

O primeiro ministro António Guterres, depois de um mandato bem ao jeito dos socialistas, aumento do consumo e do bem-estar a qualquer preço, consegue ganhar o segundo mandato que almejava, mas sem maioria absoluta.

Entretanto o ex-primeiro ministro Cavaco Silva do alto da sua experiência vinha alertando em declarações públicas para os perigos da “ Despesa Pública”, à qual chamava de “ Monstro”. Não era ouvido e por vezes até era escarnecido !

Foi esta a caminhada de seis anos de Guterres à frente do Governo, que irá terminar na noite de 16 de Dezembro de 2001, ao demitir-se após a derrota eleitoral do PS nas eleições autárquicas, uma decisão que justificou com a necessidade de evitar que o país, "num momento de crise internacional", caísse num "pântano político". "É meu dever, perante Portugal, evitar esse pântano político", afirmou na altura. O PÂNTANO DURA ATÉ HOJE !     

publicado por luzdequeijas às 16:16
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O PASTOR E O MOINHO

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O moinho velho é avistado de todas as proximidades e o marco geodésico instalado no seu interior significa que é o ponto mais alto da freguesia e, talvez, do concelho. Não será caso único, mas aquele moinho tão arruinado, há dezenas de anos que se conserva assim.  Esta vila e antigo lugarejo, era terra de culturas de sequeiro e cultivo cerealífero. Terra de agricultores da própria terra. O solo era seco e de baixa profundidade, no qual abundavam pedras negras sem conta, à vista, e grandes pedregulhos também negros a pouca profundidade.
Nos anos de industrialização do concelho, Queijas foi abrigo de um projecto de auto-construção e com ele tudo começou a ser diferente. Os terrenos de semeadura começaram a ser vendidos para construção.
Árvores só existiam meia dúzia numa velha quinta, rodeadas por um alto muro. O resto era descampado a perder de vista, com excepção de espaçadas áreas silvestres que incluíam um conjunto de sistemas arbustivos , de formação próxima do carrascal e estevas, com elevado interesse ecológico, muito mato e revestimento herbáceo. Este era um ecossistema apropriado para uma fauna diversificada, mas muito preferida dos caçadores. Coelhos bravos, codornizes e perdizes sem conta, eram vistos a esconderem-se nas muitas e cerradas moitas, mesmo à luz do dia.
Conta a sabedoria popular que o rei D. Miguel, também devoto da Senhora da Rocha, por aqui se entretinha neste passatempo cinegético, o que justifica a existência (?) da Casa de D. Miguel, o seu pavilhão de caça.
Também justifica a existência de uma pequena reserva de caça na freguesia de Queijas, no prolongamento da reserva de caça da Serra de Carnaxide. Os primeiros habitantes da parte nova de Queijas bem se lembram dos milhares de pintassilgos que, mesmo no centro da povoação, comiam sem cessar as sementes dos inúmeros cardos secos. Bem se lembram de nas cálidas noites de Maio verem centenas de pirilampos ziguezagueando no ar, mesmo à volta das suas casas. Sentiram o ruído e a poluição e desapareceram para sempre.
Bem se lembram de no começo das obras da cooperativa, aparecerem nos seus quintais ouriços, doninhas e outras espécies do género, a procurarem abrigo, fugindo do roncar ensurdecedor das máquinas a desbravarem os seus lares. As moitas silvestres.
A questão ambiental é hoje encarada como factor central do desenvolvimento sustentável duma terra ou de uma região e como contributo decisivo para a qualidade de vida das suas populações.
Voltando ao moinho do marco geodésico, de referir ser ele e as terras envolventes, ao que supomos, propriedade camarária e ter havido até há pouco tempo nessa terras uma gigantesca antena de telemóveis. Felizmente, houve o bem senso de a retirarem, talvez por estar mesmo junto da escola Secundária Noronha Feio e por pressão da comunidade escolar.
Esta última parcela com as características do que foi esta região, hoje em estado degradado, possui condições de excelência pela biodiversidade ambiental que se devem traduzir em factores de atractividade e em vantagens de toda a ordem, a maior das quais de ordem cultural.
Depois de termos perdido tanta coisa deste nosso ecossistema, parece justo manter nesta área, salvo melhor opinião, um santuário ecológico que nos ligue ao passado mas que possa ser igualmente uma porta pela qual possamos melhor visionar o futuro, que não pode deixar de passar pela defesa do meio ambiente que recebemos como legado.
Naturalmente que é fácil imaginar aquele espaço cimeiro e geodésico, encostado a uma escola secundária e rodeado de perto por várias outras comunidades escolares e habitações, cercado por um muro alto e rústico, adequado ao estado do moinho. A conservar como está.
Seria um pequeno território protector de uma fauna e flora, em risco de desaparecerem totalmente. Também é fácil imaginar as espécies autóctones a proteger numa coabitação que já tiveram por milhares de anos, mas que não é tão fácil hoje, por ser num espaço fechado. É um trabalho para gente altamente especializada. Passará por uma identificação dos valores naturais da área no que respeita às comunidades vegetais e à fauna, em função da sua importância.
Mas é um desafio aliciante e exemplar.
Será naturalmente de manter no espaço eleito, um estado silvestre controlado, correspondente a padrões de uso onde a intervenção humana seja nula ou muito reduzida.
António Reis Luz





publicado por luzdequeijas às 12:11
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JUÍZES EM BERLIM

"O MOLEIRO DE SANS-SOUCI"
 

Tudo o que você sempre quis saber sobre Direito


Minha querida Gabrielle volta amanhã de Berlim. Pensando nela e na incontida vontade de tornar a abraçá-la, resolvi explicar um pouco mais a tão repetida quanto incompreendida expressão “ainda existem juízes em Berlim”.

Trata-se de um episódio que teria ocorrido no século XVIII, imortalizado pelos versos do escritor francês François Andriex (1759-1833) no conto "O Moleiro de Sans-Souci". Vamos a ele.

Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, um dos maiores exemplos de “déspota esclarecido”, exímio estrategista militar e ao mesmo tempo amante das artes, amigo de Voltaire, resolveu construir um palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim. O rei escolheu a encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e resolveu chamar seu palácio do mesmo modo (Sans-Souci significa “sem preocupação”).

Alguns anos após, porém, o rei resolveu expandir o seu castelo e, um dia, incomodado pelo moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu comprá-lo, ao que o moleiro recusou, argumentando que não poderia vender a sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade. Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”

Pasmo com a ousadia e certamente ingénua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e o seu moinho) em paz.

François Andriex concluiu o conto com uma certa dose de melancolia, ao mencionar que o respeito real acabou prejudicando a própria província. Ao que parece, o escritor lamentou o recuo do rei diante de um insignificante moleiro.

Entretanto, o episódio imortalizado em versos passou para a história como um símbolo da independência possível e desejável da Justiça. Para o moleiro, a Justiça certamente seria cega para as diferenças sociais e não o distinguiria do rei, mesmo numa monarquia. A sua corajosa resposta e o recuo respeitoso do rei passaram a ser lembrados para demonstrar situações em que o Judiciário deve limitar o poder absoluto dos governantes. Até hoje o moinho existe e sempre que um juiz corajoso se posiciona com independência e justiça, ouvimos a expressão 'ainda existem juízes...'



publicado por luzdequeijas às 12:06
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ENTREGUE À INCOMPETÊNCIA

O relógio de sol em QUEIJAS

 

Desde remotos tempos o homem, ao observar o Sol, percebeu que este provocava a sombra dos objectos. Ao fazer estas observações notou que ao longo do dia o tamanho destas sombras variava. O homem primitivo, primeiramente, usou sua própria sombra para estimar as horas (sombras moventes). Logo depois viu que podia, através de uma vareta fincada no chão na posição vertical, fazer estas mesmas estimativas. Estava criado o pai de todos os relógios de Sol, o famoso Gnomo. Ao amanhecer a sombra estará bem longa, ao meio dia estará no seu tamanho mínimo e ao entardecer volta a alongar-se novamente.

É exactamente um Relógio de Sol que Queijas tem no espaço exterior do Mercado. Nas variadas escolas existentes nesta vila, os seus alunos deveriam ser acompanhados e despertos para esta descoberta histórica. Não, nunca ninguém viu tal acontecer. Razões, serão várias: Desde culpa das próprias escolas e da autarquia local, até ao desprezível estado de conservação em que se encontra aquele espaço! Mais ainda, a inimaginável falta de sentido de oportunidade que levou a Junta a colocar uma caixa de saltos em “Skate” mesmo junto do nosso “gnomo”. Claro foi um convite para a sua destruição e degradação!

Assim vai a freguesia, entregue à incompetência!

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 11:57
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DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

 

Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão indicada no título deste artigo. Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar de “candeias às avessas”.

No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa alameda. Não o foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas agora existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a realisar. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.

Já em 1998 foi lançado pela Junta um concurso nas escolas, sobre o nome da pessoa dado à rua dos alunos concorrentes. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, até à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:

 

"Cada Rua uma História – Alameda de Queijas

Acompanhando um desenho podíamos ler; era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas Árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes."

 

Catarina Flores Henriques – 6 anos!

 

Esta criança era quem merecia a paternidade da existência da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades. Conhecer esta menina foi muito mais importasnte do que assistir à requentada "feira de vaidades".

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 11:40
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O OVO DE COLOMBO

Conta-se que a Cristóvão Colombo, num um banquete[1] comemorativo pela descoberta da América organizado pelo Cardeal Mendoza,[19] foi perguntado se acreditava que outra pessoa seria capaz de fazer o mesmo, se ele não o tivesse feito. Para explicar, Colombo desafiou os presentes a colocar um ovo de galinha fresco de pé sobre uma das suas extremidades.Quase todos que estavam presentes aceitaram o desafio, mas como ninguém conseguia descobrir,[21] Colombo decidiu mostrar a solução: bateu o ovo contra a mesa de leve, quebrando um pouco a casca de uma das pontas, de forma que assim ele se achatasse e pudesse ficar de pé. O cortesão que o havia questionado exclamou que desta forma qualquer um o poderia fazer, e Colombo responde que de fato qualquer um poderia, porém qualquer alguém a quem tenha ocorrido fazê-lo. Acrescenta que após ele ter mostrado o caminho para o Novo Mundo, qualquer um pode segui-lo, mas que antes foi necessário que alguém tivesse a ideia, e alguém depois precisou colocá-la em prática.

 

Ficheiro:DSCF0115.JPG

publicado por luzdequeijas às 00:27
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

A MORAL UNIVERSAL

Deixar o caminho preparado para as gerações vindouras, faz parte da moral universal. Deste modo, necessário se torna prever o seu futuro sem complexos de espécie alguma! É pelo muito respeito que nos merecem aqueles que seguirão aquilo que fizemos na Terra, que pensaremos muito como se os pudéssemos ajudar. É desta forma, que falaremos e escreveremos, mesmo sem nada sabermos do seu futuro e das melhores soluções para os grandes problemas que aí vêm. Até de agricultura falaremos e dos seus problemas, como a falta de água para rega ! Assim, concluímos que os sistemas de rega deverão ser programados com larga visão, através de computorização adequada, para que um bem tão escasso e caro como a água não volte a faltar. Nessa linha de preocupações deverão ser estudadas novas técnicas de rega e enriquecimento dos solos. Entre elas, desde logo, foi dada toda a prioridade à rega “gota a gota”. Todas as técnicas de cultura usadas desde há muito, deverão ser objecto de profundas reformas. Sem descurar nunca uma crescente vontade de inovar, até nas ferramentas e mquinaria. Em muitos casos as culturas no solo serão abandonadas para passarem a ser feitas em extensos tapetes rolantes mecanizados. Com suficiente altura de boa terra, que será tratada e  “lavrada” de forma mecânica, antes da plantação e depois das colheitas.Antes disso, as mesmas terras passarão por tanques apropriados, onde a terra será fortificada e adubada. Também a plantação, tal como a apanha, serão automáticas, bem como o seu transporte a caminho do seu espaço no armazém. Em certas culturas de vegetais, passarão a utilizar-se estufas altamente preparadas, a humidade do ar e luminosidade, é medida e garantida em contínuo. Além das estufas, serão também utilizadas e devidamente orientadas culturas em escadaria (qual anfíteatro), com largas vantagens no tempo gasto em cuidados normais e exigíveis. Toda a água das chuvas será recolhida em depósitos apropriados e colocados na parte mais alta e com aproveitamento dos sucessivos declives, utilizada em rega descendente “gota a gota”! Laboratórios de preparação de boa terra, irão poroceder à sua produção com base nos conhecimentos da célebre «Terra Preta» da Amazónia. Será esta a terra utilizada pelo mundo fora. Ainda sobre a conhecida terra da amazónia, até onde se sabe, continua por desmistificar o mito de que tais terras eram pobres e impróprias para a agricultura. Mas já há o conhecimento de que a chamada “Terra Preta” é muito produtiva, segundo o mestiço, nela tudo dá! Pesquisadores do Brasil, Europa, Estados Unidos e América Latina, debruçaram-se sobre os referidos lugares arqueológicos da Amazónia para tentarem perceber como se formou aquele tipo de solo. Tal descoberta significaria uma revolução, e a chave do desenvolvimento da agricultura sustentável no mundo! Sobre isso, ainda há muito para discutir, principalmente como se terá formado a “Terra Preta ! Os pesquisadores sabiam da importância dessa descoberta, pois, conseguir reproduzi-la, significaria um grande salto em frente para acabar com a fome. Então, foi isso que aconteceu. Estranhamente, veio-se a descobrir que a própria “Terra Preta" encerra em si um ecossistema, que a leva a auto-reproduzir-se. Assim, a sua produção foi industrializada em larga escala, e espalhada por todo o mundo. Neste momento (2040), tenta-se com ela, a recuperação dos grandes desertos. Deste modo, está a ser ganha a batalha contra a desertificação. Os custos deste projecto foram substancialmente diminuídos, com a poupança de adubos, de alfaias agrícolas e energia gasta na preparação da terra e nas colheitas. Também se desenvolveram inovações para transformação das temperaturas extremas em energia eléctrica, acontecendo isso com a luz solar dos desertos. A produção agrícola mundial, teve ganhos de produtividade impressionantes. Dir-me-ão agora; "Tudo isso é loucura sem préstimo algum" ! Direi eu; é bom pensar no futuro dos nossos filhos e netos e pensar pela positiva. Seria ainda melhor se todos pensássemos desta forma positiva, pois da cabeça de muitos milhões de pessoas poderiam sair as melhores soluções para o mundo e para a sua população. Alguém acabaria por descobrir os "Ovos de Colombo".

publicado por luzdequeijas às 22:31
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A CIDADE DA PEDRA

Hatra”! A “cidade da pedra” sobreviveu ao tempo porque é das únicas cidades do Iraque, construída com pedra calcária, transportada das montanhas Sinjar, na fronteira com a Síria. Desse facto ficou um enorme vazio no interior dessa montanha. Infelizmente, poucos turistas ficam a conhecer os tesouros arqueológicos do Iraque, como o antigo reino de Hatra, também conhecido por “Cidade do Sol”. Esse lugar feito de pedra cor-de-mel, está localizado no deserto a noroeste do Iraque. Foi governado por reis árabes cristãos durante a vigência da rota da seda, antiga ligação entre o Ocidente e o Oriente. Hoje, as muralhas carregam lembranças do ainda governante do país, o presidente Saddam Hussein. As suas iniciais estão marcadas em milhares de pedras usadas na reconstrução da cidade. O Iraque está repleto de tesouros históricos da era mesopotâmica até ao nascimento do islamismo. Entre eles, há as mesquitas douradas da Najaf e Karbala e os palácios de Bagdad e Samarra. O início de Hatra é obscuro. Segundo o governo iraquiano, a cidade foi fundada em meados do século 2 a.C. Os iranianos afirmam que ela nasceu no século 3 d.C. Hatra era a ligação entre cidades árabes como, Palmyra na Síria, Petra na Jordânia e Baalbek no Líbano. Esta cidadela fica a 354 quilómetros de Bagdad e apresenta uma miscelânea das culturas orientais e ocidentais. A arquitectura possui influências gregas, romanas e persas. Há inscrições nas paredes em aramaico, língua usada por Jesus. No centro da cidade, há uma complexa estrutura onde estão os principais templos. Os maiores são os de Shamash (o Deus do Sol), construído por Sanatruq 1.º, e o de Shahiro (Estrela da Manhã ou Vénus), um dos Deuses de Hatra. O complexo é rodeado por um muro interno de três quilómetros, defendido por outro muro maior com 171 torres de vigília. Os altos portões arqueados dos templos, possuem imagens de cabeças humanas. O mármore branco ainda é visível. A cidade possui quatro entradas, as quais correspondem aos pontos cardeais. Algumas paredes são decoradas com desenhos de águias, camelos e peixes. As antigas caravanas que cruzavam a Mesopotâmia buscavam em Hatra água, diversão e negócios. Casas de banho e armazéns ladeiam a parede sul, onde comerciantes trocavam informações, temperos, tapetes e seda. No templo de al-Saqaya (purificação), acontecia o banho dos mortos.

A reconstrução e as escavações arqueológicas tiveram início em Hatra, ou al-Hadhar, como é conhecido pelos iraquianos, no início da década de 50. Porém, apenas 15% do local foi estudado, com ênfase nos 14 templos. Apesar disso, o trabalho de restauração continua. A qualidade do trabalho dificulta a distinção entre as pedras antigas e novas. Empilhados no chão, há milhares de blocos de pedra e pilastras, todos com numeração. Alguns serão usados na reconstrução de um anfiteatro do Parlamento, outros serão colocados na entrada principal da cidade. Objectos achados em Hatra, como estátuas de ouro, prata e bronze, foram levados para o Museu Nacional Iraquiano, em Bagdad.

publicado por luzdequeijas às 22:13
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FRANZ SCHUBERT

Compositor austríaco

 

 
[creditofoto]
 
 

Apesar da vida atribulada, Schubert compôs uma obra muito extensa.

Franz Peter Schubert escreveu cerca de 600 canções, além de óperas, sinfonias e sonatas, entre outros trabalhos. É considerado um dos maiores compositores do século 19, marcando a passagem do estilo clássico para o estilo romântico.

Franz Schubert nasceu em 1797 em Lichtenthal, nos arredores de Viena. Seu pai era mestre-escola e músico amador. Aos seis anos, Schubert entrou na escola de Lichtenthal. Seu pai o iniciou no violino e seu irmão, Ignaz, ensinou-lhe piano.

Em 1805 Schubert foi encaminhado a Michael Holzer, organista da paróquia de Lichtenthal, para desenvolver seus estudos de música. Schubert passou a tocar violino e cantar no coro da paróquia.

Em 30 de setembro de 1808, participou do concurso para tornar-se corista da capela imperial, onde Antonio Salieri, compositor oficial da Corte, selecionava novos cantores. Sua voz de soprano lhe garantiu um lugar no coro e uma bolsa de estudos em Stadtkonvikt, um dos melhores colégios de Viena. Schubert estudou ali até ter quase 17 anos. Sua primeira composição catalogada data de 1º de maio de 1810: a "Fantasia a Quatro Mãos".

Em 30 de março de 1811, Schubert compôs seu primeiro lied: "Hagars Klage", o que fez com que Salieri se tornasse seu professor.

Em outubro de 1813, Schubert compôs sua "Primeira Sinfonia em Ré Maior", dedicada ao diretor da escola em Stadtkonvikt. No final daquele ano deixou o conservatório e, para evitar o serviço militar, começou a lecionar na escola de seu pai.

Durante dois anos, Schubert dividiu seu tempo entre a sala de aula e sua paixão pela música e chegou a compor quase duzentas obras. Escreveu uma dúzia de óperas, que não obtiveram êxito. Mas Schubert revelou-se um exímio compositor de um gênero que aperfeiçoaria: o lied, a canção lírica. Em um ano, compôs cerca de 150 lieder, baseados em textos de Shakespeare, Heinrich Heine e Goethe, entre outros autores.

Essas canções fariam enorme sucesso de público e de crítica, a ponto de seu autor ter sido considerado, posteriormente, o maior poeta lírico da música universal.

No final de 1816 o compositor rompeu com o pai e entregou-se a uma vida boêmia, sobrevivendo com a ajuda de amigos.

Em 1818, conseguiu o emprego de professor de Maria e Caroline, as duas filhas do conde Esterhazy, em Zseliz, na Hungria. Mas a nostalgia o fez abandonar o emprego e retornar a Viena, onde voltou a compor.

Até 1820, Schubert teve dificuldade de ver sua obra publicada, mas entre 1821 e 1828 foram lançadas no mercado 106 obras suas em edições separadas, editadas por onze editoras diferentes. Apesar disso, Schubert não sabia lidar com dinheiro e, sem espírito comercial, recebia pequena retribuição pelo seu trabalho.

No início de 1823, acometido pela sífilis, foi internado diversas vezes. A doença, que naquele tempo era considerada incurável, o levou a uma fase de depressão.

Em 1824, já se sentia mais recuperado e compôs diversas peças, entre elas "A Bela Moleira". O conde Esterházy pediu a Schubert que voltasse a dar aulas às suas filhas. Ele aceitou, ficando lá de maio a setembro, quando voltou para Viena. Em janeiro de 1825, foi internado novamente e em dezembro teve outra recaída.

Nesse ano compôs a "Missa Alemã", uma coleção de pequenos coros, "Jornadas de Inverno", uma série de cantos de despedida, e diversas outras obras expressivas, entre elas o "Trio para Piano e Cordas em Si Bemol Maior", uma de suas obras mais populares.

O último ano da vida de Schubert foi marcado por uma contínua solicitação dos editores por trabalhos curtos para piano. Estas obras líricas representam diversos estados de ânimo. Aparecem nesse período obras como o ciclo de canções "Canto do Cisne", a obra-prima "Nona Sinfonia em Dó Maior" e a "Missa em Mi Bemol Maior".

Em setembro de 1828 Schubert mudou-se para a casa de seu irmão Ferdinand, onde completou suas três últimas sonatas para piano.

Schubert morreu de tifo, no dia 19 de novembro de 1828, com apenas 31 anos. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Währing e em 1888 foi trasladado ao cemitério central de Viena.

31/01/1797,Viena, Áustria
19/11/1828, Viena, Áustria
publicado por luzdequeijas às 19:10
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A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de Cristo – Ninguém sabe quando
A Segunda Vinda de Cristo é atormentada por muitos ensinamentos falsos. Já foram escritos vários livros que tentam prever o dia exato do regresso de Cristo. Estes livros podem vender muitas cópias, mas só fazem enganar os seus leitores. Há apenas uma garantia: assim que alguém prediz o momento ou dia da segunda vinda de Jesus Cristo, essa previsão será errada. Por quê? Simplesmente porque só Deus Pai sabe quando será – nem Jesus sabe. Jesus disse aos Seus discípulos:

 



"Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor" (Mateus 24:36;40 & 42).

 

A Segunda Vinda de Cristo – Sinais para vigiar
Poderíamos simplesmente ter uma atitude de descaso e apenas casualmente esperar pela Segunda Vinda de Cristo. No entanto, Jesus quer que a gente "vigie". Uma ótima maneira de vigiar é saber o que a Bíblia revela sobre eventos futuros e compará-los com os que vemos acontecendo hoje. Existem cerca de 100 passagens bíblicas que debatem a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Veja a seguir uma lista dos eventos principais:

Repentino. Como vimos acima, apenas Deus Pai sabe quando. No entanto, sabemos que acontecerá como "um relâmpago". Mateus 24:27 diz: "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem."

Essencial. Uma das crenças principais da fé Cristã é a segunda vinda de cristo. Ela é mencionada por Jesus e muitos outros na Bíblia. Jesus vai retornar fisicamente por todos os Seus seguidores e para o Seu julgamento final. Infelizmente, algumas seitas Cristãs ensinam que Cristo já retornou "secretamente". À medida que você lê o que a Bíblia diz sobre a Segunda Vinda de Cristo, vai tornar-se óbvio que não aconteceu ainda.

Julgamento Final de Cristo. A Bíblia declara que Jesus vai ser o juiz final desse mundo (João 5: 22, Atos 10:42 e 2 Timóteo 4:1). Outras passagens, como Atos 17:31, 1 Tessalonicenses 4:13-5:11 e Hebreus 10:27, descrevem a segunda vinda, a ressurreição dos mortos, o milênio e o julgamento final.

Óbvio. Há cerca de 6 bilhões de pessoas no planeta. Apenas Deus sabe a porcentagem correta dos que são realmente Cristãos, mas vamos usar um número conservador de 10%. Se isso for verdade, cerca de 600,000,000 de pessoas vão desaparecer da terra simultaneamente de acordo com Mateus 24:40. Não vai haver qualquer confusão quando Cristo retornar pela Sua igreja!

Ninguém sabe quando. Em Mateus 24:36, Jesus disse que apenas Deus Pai sabia da data do Seu retorno. Deus não é limitado por tempo. Deus já sabe de toda predição sobre o retorno de Cristo que já foi feita ou que ainda vai existir. Já que Jesus disse que ninguém (com exceção do Deus Pai) sabe sobre aquele dia, então NINGUÉM SABE!

A Segunda Vinda de Cristo – Dúvidas
À medida que nos aproximamos da Segunda Vinda de Cristo, haverá mais e mais dúvida até mesmo sobre a existência de Cristo. As pessoas também vão começar a se perguntar se Deus realmente existe e mais e mais pessoas abandonarão a fé Cristã (2 Tessalonicenses 2:1-4, 1 Timóteo 4:1-2 e 2 Pedro 2:1-3). Você acha que já começamos a presenciar esses sinais?

 

publicado por luzdequeijas às 18:23
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O CANTO DO CISNE

Canção do cisne

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Canção do cisne ou "Canto do cisne" é uma referência a uma antiga crença de que o cisne-branco (Cygnus olor) é completamente mudo durante toda a sua vida, mas pode cantar uma bela e triste canção imediatamente antes de morrer. Entretanto, é sabido desde tempos remotos que esta crença é falsa; cisnes-brancos (também chamados de "cisnes-mudos") não são mudos durante a vida, produzindo grunhidos e assobios; e não cantam ao morrerem. Em particular, Plínio, o Velho refutou a crença no ano 77 em sua Naturalis Historia (livro 10, capítulo xxxii: olorum morte narratur flebilis cantus, falso, ut arbitror, aliquot experimentis, "observações mostram que a história do canto dos cisnes ao morrerem é falsa").

Não obstante, a lenda permaneceu através dos séculos e aparece em vários trabalhos artísticos.

Por extensão, canção do cisne ou "canto do cisne" tornou-se uma metáfora, referindo-se a uma aparição final teatral e dramática, ou qualquer trabalho final ou conclusão. Por exemplo, a coleção de canções de Franz Schubert, publicada no ano de sua morte, 1828, é conhecida como a Schwanengesang (que em alemão significa "canção do cisne"). Isto traz a conotação de que o compositor estava prevendo a sua morte iminente e usando as suas últimas forças num magnífico trabalho final.

 

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Can%C3%A7%C3%A3o_do_cisne&oldid=20549486"

 
 

O cisne-branco (Cygnus olor) é uma espécie de cisne nativa da Eurásia. É uma ave não migratória, mas foi introduzida na América do Norte e noutras regiões como animal ornamental de jardins. Pertence à família Anatidae, à qual também pertencem os patos e gansos.

 

publicado por luzdequeijas às 18:01
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O CANTO DA CIGARRA

Ficheiro:Tibicen linnei.jpg

 

 

Dizem que as cigarras cantam até morrer, mas isso não é verdade. A cantoria é, na realidade, exclusividade dos machos, com o objetivo descarado de atrair as fêmeas para o acasalamento. Tanto que o próprio acto da cantoria já faz com que o órgão sexual do bicho se projete para fora do corpo, prontinho para receber a parceira.

Antes desse clímax romântico, a cigarra passa a maior parte do ano quietinha no solo, alimentando-se da seiva das raízes das plantas. Só quando o clima esquenta e começam a cair as primeiras chuvas de verão, é que ela sai de seu esconderijo debaixo da terra, em busca de uma namorada.

Além de chamar as fêmeas para o ato de reprodução, o canto também serve para a identificação das espécies de cigarra. Há milhares delas e cada uma emite um som diferente, afirma a especialista Nilza M. Martinelli, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade do Estado de São Paulo, em Jaboticabal.

A cigarra macho possui, na parte inferior do abdome, o chamado órgão cimbálico. Ele é feito de músculos que, quando se contraem, fazem vibrar uma bolsa de ar. Assim é produzido o canto característico do inseto. As fêmeas também têm órgãos cimbálicos, mas são atrofiados, incapazes de emitir som.

http://super.abril.com.br/super2/superarquivo/2000/conteudo_118878.shtml
« Última modificação: 24 de Setembro de 2007 - 19:09 por jeferson silveira »
publicado por luzdequeijas às 17:54
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