Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

PRINCÍPIOS DE REJUVENESCIMENTO HUMANO

Entraremos agora numa palavra mágica chamada “PODER”. Nos tempos decorridos pelo mundo, já houve tantos poderes, que esta palavra deixou de ter uma precisa definição. Uma definição sem ambiguidades, clara e entendível por todo o cidadão. Falemos , então, no “PODER” exercido em nome do povo. Sem subterfúgios! Todos os outros imensos poderes têm de ficar bem enterrados. Esse “PODER delegado” como dizem, tem de ser criado de baixo para cima. E para quem está em “cima” exerce-se olhando frequentemente para baixo. Num olhar sem supremacias nem submissões. Num olhar de igual para igual, envolto em honroso respeito mútuo! Se assim for não haverá “basismo”. Se assim for haverá, tão-somente respeito!

A não ser este o posicionamento, entraremos em nova selva humana e num novo “CAOS”. Desta vez, talvez, para não mais sairmos dele!

É desta grande vontade nascida de uma opinião pública, antecipadamente esclarecida e fomentada no maior respeito pela imparcialidade e verdade, escrupulosas, que deve nascer, e nasce mesmo, um “PODER” indestrutível.

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade. De mãos dadas com este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega no relacionamento humano.

A “FAMÍLIA” deverá estar sempre destacada como a instituição mais sagrada da sociedade. Na sociedade que queremos em permanência, ninguém pode ficar para trás. Quem recebe tem de sentir a ajuda como comunhão de todo o povo, repelindo conceitos de agradecimento político.

Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indirecta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões, com carácter genérico, serão submetidas a tal Conselho Nacional, órgão suprapartridário.

publicado por luzdequeijas às 16:55
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REVOLUÇÃO DA MARIA DA FONTE

 

Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 1846 contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral.

A revolta resultou das tensões sociais remanescentes das guerras liberais, exacerbadas pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis que se lhe seguiram de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.

 

 

 

 

 

Iniciou-se na zona de Póvoa de Lanhoso (Minho) por uma sublevação popular que se foi progressivamente estendendo a todo o norte de Portugal. A instigadora dos motins iniciais terá sido uma mulher do povo chamada Maria, natural da freguesia de Fontarcada, que por isso ficaria conhecida pela alcunha de Maria da Fonte. Como a fase inicial do movimento insurreccional teve uma forte componente feminina, acabou por ser esse o nome dado à revolta.

A sublevação propagou-se depois ao resto do país e provocou a substituição do governo de Costa Cabral por um presidido por Pedro de Sousa Holstein, o 1.º duque de Palmela. Quando num golpe palaciano, conhecido pela Emboscada, a 6 de Outubro daquele ano, a rainha D. Maria II demite o governo e nomeia o marechal João Oliveira e Daun, Duque de Saldanha para constituir novo ministério, a insurreição reacende-se.

O resultado foi uma nova guerra civil de 8 meses, a Patuleia, que apenas terminaria com a assinatura da Convenção de Gramido, a 30 de Junho de 1847, após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança.

publicado por luzdequeijas às 13:04
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

A MORREREM SOZINHOS

O debate sobre a tal geração dos parvos que, coitados, se fartam de queimar os neurónios nos bancos das escolas, passam de ano com faltas  e sem exames, têm cursos da treta suportados pelos contribuintes e, ainda por cima, são uns escravos que vivem em casa dos papás. Pois, eles os "parvos" continuam cheio de "gás" e de muitas teorias aprendidas com os intelectuais do costume. Os tais criadores do "homem novo"!Parece que uma das queixas recorrentes desta pobre gente são os privilégios conquistados pelos mais velhos, as suas reformas! Os tais que lhes pagam os estudos, a comidinha, a cama, a roupa lavada, o popó, a gasolina e as saídas à noite. Acontece que agora entrou na agenda a solidão dos idosos. Pois é! Estes sortudos receberam pensões de miséria e depois de uma vida de trabalho, o único direito que têm como adquirido é o de morrerem sozinhos e pagarem a dívida que outros fizeram. Os da geração "rasca"!

Sozinhos em casa e sem "parvos" à sua volta, os idosos morrem na paz do Senhor, valha-nos ao menos isso. E eram eles que tinham todos os motivos para serem os autênticos "indignados".

 

publicado por luzdequeijas às 20:05
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ÁGUA POTÁVEL

Com tanta água, pode parecer insensato falar em crise de abastecimento. Mas é exactamente para esse risco que a Organização das Nações Unidas (ONU) vem apontando há pelo menos trinta anos. A perspectiva é a de que, na próxima década, a crise de abastecimento atinja proporções inéditas, com a procura superando a oferta anual de 9 mil km3. A década passada foi toda dedicada a estudos da água e 1998 foi o Ano Internacional dos Oceanos, o reservatório de 97,5% dos 1,5 biliões de km3 da água da Terra. A água salgada, representa mais de 97%, das reservas mundiais, que são abundantes, embora não disponíveis quando e onde queremos e na forma desejada. De tais reservas, quase dois por cento, está na forma de gelo. A água cobre 70% da superfície terrestre! Mas é bom que nos convençamos que a maior parte dessa água, não oferece condições para consumo. Igualmente os recursos fluviais, estão divididos de forma não proporcional: mais de 40% dos rios e lagos estão concentrados em seis países: Brasil, Rússia, Canadá, EUA, China e Índia. Muitas outras zonas da Terra, dispõem de poucos recursos hídricos.

A distribuição da água ao longo do ano, também apresenta enorme variabilidade. Esse facto faz com que existam épocas secas! Tal como fizemos com os problemas do petróleo, também agora iremos recorrer ao nosso Sistema de Visionamento Interactivo, e observar, em diferido, o decorrer do III Fórum Mundial da Água, realizado no Japão. Mais de dez mil representantes de 160 países, apresentaram-se, e muitos trouxeram soluções concretas para os problemas que atingem perto de dois mil milhões de pessoas, em todo o mundo. Noutra cimeira, a do G8, a realizar em França, este problema será igualmente abordado. A crise mundial da água será um dos maiores desafios do século XXI! Noutra Cimeira Mundial, sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada na África do Sul, a comunidade internacional decidiu reduzir para metade o número de pessoas que não têm acesso a água potável, até 2015, equivalente a 1,4 mil milhões de pessoas. Existe também o problema daquelas que não possuem quaisquer condições sanitárias e de salubridade, cujos números apontam para cerca de 2,3 mil milhões de pessoas. O grande drama consiste no facto de no momento em que se fazem grandes esforços, técnicos e financeiros, para dotar muitas pessoas de condições de acesso a água potável, saneamento e salubridade, a escassez do ”ouro azul” e o aumento acelerado da população mundial, atirarem o mundo para uma situação pior do que aquela que existe neste momento! Assim, prevê-se que, em 2025, 50 por cento da população mundial não terá acesso a água potável, contra os 30 por cento que actualmente sofrem esse problema! Dois relatórios das Nações Unidas, apresentam-nos um panorama desolador. Em alguns países chega mesmo a ser desesperada. As suas reservas de água potável começam a desaparecer a um ritmo vertiginoso. Alguns dos assuntos que nós aqui debatemos, estão também a ser investigados na Terra, pelos altos responsáveis das organizações mundiais, como, as alterações climáticas, as novas tecnologias de irrigação, etc. Embora havendo consenso geral de que a crise de água constitui de facto um grave problema para resolver e que se torna muito urgente agir de maneira a fazer-lhe frente, o certo é que as medidas necessárias para enfrentar tal desafio estão constantemente envoltas em grande controvérsia. Nos próximos tempos não serão de desprezar incrementos de técnica simples, tais como a recolha intensiva de água da chuva. Instalação de calhas nos telhados de forma a captar a água das chuvas, conduzidas seguidamente para grandes reservatórios debaixo da terra, etc. Este bem, tão precioso, tem que passar a ser gerido de outro modo mais consciente. Transporte de icebergs, desde a Autárquica até zonas do mundo altamente carenciadas. Usando o calor das centrais térmicas no seu degelo. Um projecto em fase de estudo e desenvolvimento pretende a descoberta de uma simples bio-pílula, obtida com base numa enzima, que despolui um lago ou um rio, sem prejudicar a pouca vida orgânica que ainda lhe tenha restado. A própria água do consumo pode ser recuperada neste sistema! A grande aposta para este gravíssimo problema, a escassez de água potável, parece ser unicamente resolvido com o processo de “Dessalinização da Água” do mar. As enormes reservas de água do mar e as águas salobras de várias procedências, perante a situação, catastrófica iminente em vários países, justificam os grandes investimentos necessários para se conseguir a sua transformação em água potável. As experiências já feitas, além de muito dispendiosas, ainda não alcançaram os objectivos desejados!

publicado por luzdequeijas às 20:04
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ESCASSEZ DE ÁGUA POTÁVEL

Estimativas credenciadas, asseguram, que dentro de 25 anos mais de três mil milhões de pessoas serão atingidas pela falta de água. Muitos cientistas, bem informados, consideram a faltam de água potável, como a principal fonte futura, de conflitos e guerras. Já há zonas do mundo em conflito aberto por esse motivo, como: Rios Tigre e Eufrates, rio Jordão, Rio Nilo, Rio Mekong e Rio Danúbio. Nos países mais desenvolvidos, até hoje, basta abrir uma torneira para obter este “ouro azul”! Esta facilidade faz esquecer os milhões de pessoas que não têm essa prodigiosa torneira. Para amenizar essa carência de água com uma população em crescimento acelerado, padrões de vida mais elevados e consumistas e safras agrícolas intensivas, exploram-se cada vez mais os aquíferos, com águas fósseis, localizadas a centenas de metros de profundidade! A cidade do México é um dos exemplos, mais dramáticos, dessa exploração de aquíferos. A retirada de água dessas reservas, que exige séculos a milhares de anos para serem recarregadas, está afundando o solo nessa cidade. Metropolitano, rodovias, monumentos e edifícios públicos – como a famosa catedral metropolitana – sofrem ondulações e rachaduras produzidas pelo afundamento do solo. A extracção de águas subterrâneas no México excede em 80% a da sua recarga e, assim, a crise definitiva é apenas uma questão de tempo, avaliam os especialistas. Estes problemas no México, começaram ainda no tempo da ocupação espanhola! Os espanhóis drenaram e destruíram um lago que abastecia os primeiros ocupantes da região.

Chang Hung Kiang, do Departamento de Geologia Aplicada da Universidade Estadual Paulista, adverte que mesmo os aquíferos ricos como o Botucatu – no Brasil, um dos maiores do mundo, com 839 mil km2 – não são limitados. Eles dependem das regiões de recarga, áreas onde afloram ou são menos profundos, para serem reabastecidos pelas chuvas que integram o ciclo hidrológico. A sobre exploração de aquíferos já afecta países como a Índia, China e Arábia Saudita e mesmo áreas agrícolas, das grandes planícies nos Estados Unidos. A Arábia Saudita, por exemplo, extrai aproximadamente 75% das suas necessidades do subsolo, cerca de 7 biliões de metros cúbicos, por ano. É o consumo normal, para a irrigação da sua produção de trigo, produto em o país se tornou auto-suficiente em 1984. A esse ritmo, calcula-se que as reservas estarão inteiramente esgotadas por volta de 2048.

A expansão agrícola e o risco de contaminação por pesticidas, é outra ameaça para os aquíferos. Segundo La Riviére, nos EUA e na Europa, onde a contribuição da água subterrânea é uma parte significativa da oferta de água fresca, entre 5% e 10% das amostras recolhidas, indicam concentrações elevadas de nitratos. Isolados do oxigénio atmosférico, os reservatórios subterrâneos de água doce também têm menor capacidade de auto purificação. Assim, a prevenção é o melhor caminho para evitar problemas que afectam as águas superficiais, caso de esgotos domésticos, restos de pesticidas agrícolas, metais pesados e chuvas ácidas. Esses contaminantes, comprometem a potabilidade da água e a vida em rios e lagos, em muitas regiões. Injectar oxigénio em poços pode ser viável em certas situações. Mas tratamentos mais apurados de águas subterrâneas, em outros casos, podem significar a sua inviabilidade económica. Mesmo mares interiores, como o Negro e o Aral, sofrem deterioração das suas águas. O Mar Negro, segundo estudos recentes, tem as suas águas afectadas, especialmente por metais pesados. O Mar de Aral está a secar depois que parte das águas de dois rios que o alimentam terem sido desviados para irrigação. O que no passado foi o fundo de um mar rico em peixe, agora é um deserto salgado, onde antigas embarcações apodrecem lentamente. Nas suas margens, uma população afectada por uma variedade de doenças, especialmente respiratórias, sobrevive industrializando peixes capturados no Oceano Árctico. A pesquisadora norte-americana Sandra Postel mostra que actualmente a agricultura mundial consome perto de dois terços de toda a água tirada de rios, lagos, riachos e aquíferos. Os dados de La Riviére mostram que apenas 37% desse volume é absorvido pelas plantas. Reduzir o consumo racionalizando os métodos, estimam os pesquisadores, pouparia reservas preciosas dos recursos para consumo doméstico em muitas regiões já carentes. Em todo o mundo, “há um enorme desperdício nos processos de irrigação”. Repetimos que segundo a Organização das Nações Unidas, no ano de 2025, a procura de água potável será muito superior às reservas existentes no mundo. A morte ocorre em três dias, pois a água é um recurso vital para todos os seres vivos. É urgente tomar medidas. Qualquer homem suporta várias semanas sem comer, mas sem beber água morrerá ao fim de três dias. Qualquer organismo vivo que perca 10% de água obtém graves problemas. Mas se as perdas forem de 30%, tal organismo morrerá. As reacções químicas afectas à vida só acontecem na presença de água, sem ela, a morte é certa. De todos os planetas conhecidos, chove em apenas um. Por estar a uma distância específica do Sol, a Terra tem água no estado sólido, líquido e gasoso. A transformação física da água, possibilita o ciclo hidrológico: a evaporação pela energia solar e as precipitações sob a forma de chuva e neve. O processo purifica 496 mil quilómetros cúbicos (km3) de água ao ano. Esse volume todo, retorna aos oceanos – directamente ou pela drenagem dos rios, quando as precipitações se dão sobre a terra firme. Uma parte dessa água, entretanto, infiltra-se no solo para alimentar as nascentes dos próprios rios. Essa porção, de 9 mil Km3, é a reserva de água potável para consumo humano, industrial e agrícola. O ciclo hidrológico está na base da vida, como ela é conhecida. Além disso, é a verdadeira força motriz das quase 40 mil hidroeléctricas espalhadas por todo o mundo.

publicado por luzdequeijas às 20:02
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VISÃO ATERRADORA

Visionamento do mundo em 2020

Estás bem sentada? Precisas de muita coragem! O mundo que eu visionei no ano 2020, está ingovernável! Incontrolável. Insubmisso. O futuro em 2020 é caótico!

Dezassete anos depois desse visionamento (2003), o mundo é um território tomado pela insegurança e pela desordem! Vive-se num caos global! Parece que ninguém manda, parece que todos são livres, mas, é uma liberdade sem lei e sem ordem, é um total caos. Não há fronteiras, não há polícia, nem esquadras, nem juízes onde ir denunciar os roubos e as tropelias, de toda a ordem, que sofre um cidadão qualquer. Também não há bancos, nem cheques, nem cartões de crédito, nem hospitais, nem transportes ou igrejas a funcionar. Não funcionam ministérios, nem registos públicos, nem correios, nem telefones. Os funerais são realizados, na íntegra, pela família e amigos, quando os há! Há voluntários a abrir valas comuns, para onde os sem abrigo e sem amigos, são despejados! Existe um activo comércio de rua onde só dinheiro vivo, tem aceitação. Tudo, o mais, se processa no comércio de troca na rua. Os preços todos os dias sobem, sem critério. Assim, temos uma amostra da situação catastrófica que se vive por todo o lado. Há de facto liberdade de cada um fazer o que lhe apetecer, mas o resultado é uma incaracterística liberdade, que faz as pessoas sentirem-se aterradas e desamparadas. É normal ver toda a gente receosa e com a alma encolhida, caminhando nas ruas apinhadas e sem ninguém comunicar com ninguém! Por todo o lado aparecem locais, edifícios e outras instalações, literalmente saqueadas. Quem são os saqueadores? Gente que tudo perdeu. A começar pelo seu emprego. O vandalismo é normal e já nem causa revolta! Está generalizado. A primeira reacção perante o despertar desta situação, foi cavalgada pelo ódio contra os aparentes causadores de tudo isto. Datam daí as brutais destruições. Tudo foi destruído num ápice, até as fábricas onde trabalhavam, mas, que já não davam pão! Ainda se compreende que tenham roubado comida, vestuário ou tudo aquilo que pudesse ser usado ou vendido. Mas não se compreende que tivessem destruído as máquinas e as fábricas, as creches e as escolas! Qual a explicação para tudo isto?

Sem policiamento, mesmo com trânsito diminuto, como não haveria de haver buzinadelas e engarrafamentos? Um pandemónio diário! Cada condutor marcha por onde lhe apetece, a circulação rodoviária só melhora porque o número de viaturas vai diminuindo, em consequência dos acidentes e da falta de combustível e assistência. Mesmo nesta confusão, ainda vai aparecendo quem de apito na boca, se arme em polícia sinaleiro! Em muitos bairros, as pessoas angustiadas pela permanente insegurança, organizam-se em grupos de vigilância. Também o fazem para a limpeza do lixo acumulado. Tudo o que possa arder é queimado e os voluntários vão-se aquecendo. O mau cheiro chega a ser pestilento. As maiores dificuldades de que sofrem as populações mundiais, são a falta de luz e água potável. O “precioso líquido”, só corre nas torneiras duas horas por dia. Os poços secaram, ou então, a sua água está poluída. A falta de água corrente, está já a provocar um impacto negativo na saúde das populações, principalmente nas crianças. De acordo com a Unicef, nos últimos anos, o número de casos de crianças com diarreia, aumentou significativamente e multiplicam-se os casos de malnutrição. Os ataques às condutas de água ainda operacionais, são constantes para a sua captação oportunista. É a guerra contra a sede. Os campos estão por cultivar e em total abandono! Os apagões são constantes e chegam a durar dias. Nestes casos, as pessoas ficam sem defesa contra o frio e cozinhar! Torna-se impossível cozinhar e tomar banho! Em noites muito quentes as pessoas vêm para rua procurar uma réstia de fresco. Chegam a trazer os seus colchões e dormir ao relento. As ruas e as estradas estão completamente esburacadas. Não há matéria-prima para reconstruí-las. Nem tecnologia! As redes de transportes públicos deixaram de funcionar com regularidade, passam quando passam. Os autocarros vão encostando, por falta de tudo. A Agricultura atingiu os níveis mais baixos de sempre. Nos mercados as bancas estão quase vazias. Os pomares e hortas, com alguma coisa que apanhar, são assaltados e vandalizados. Aos poucos vão-se tornando em matagal. As cidades, aos poucos vão perdendo habitantes e ficando desertas. Muitas pessoas e muitas famílias, preferem o regresso aos campos, Onde ainda possuem uma casa de família e lhe resta algum respeito e ordem. Não há, por falta de condições naturais, meios de procurar um emprego. Ninguém se arrisca a investir e, desse modo. os desempregados vagueiam pelas ruas. O mundo regrediu aos seus piores tempos. Arrastado pela escassez de tudo, mas principalmente de água potável e combustível. Os avisos das Nações Unidas não foram escutados em tempo útil. Os países ricos foram-se defendendo da crise, com dinheiro para obtenção de petróleo e matérias-primas, foram aumentando os preços dos produtos transformados, cobrando neles a crescente subida da energia, já fora do alcance da grande maioria dos países. Sucumbiram, uns atrás dos outros. Por último, ia deixando de haver compradores. O impacto da crise espalhou-se pelo mundo inteiro. Os países que tinham oferecido luta à crise, também acabaram por cair. A crise quando nasce é para todos. A sociedade civil foi outra coisa a desaparecer. Os hospitais acabaram por fechar, por falta de medicamentos e outros materiais necessários. Também por falta de electricidade e água. Operar nestas condições era uma lotaria, e de resto já não havia pagamento de vencimentos e muitos médicos receavam os assaltos permanentes! O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a Unicef e o Programa Alimentar Mundial (PAM), estão paralisados. As organizações humanitárias internacionais perderam toda a possibilidade de uma actuação mínima, por falta de meios e alguma ordem mundial. Multiplicaram-se as organizações de malfeitores. As organizações terroristas, que lutam sempre contra o poder, desapareceram gradualmente. Não havia poder ou, era incipiente. As populações mundiais deixaram de dar qualquer crédito aos actos eleitorais, nos poucos que persistissem na sua realização. Os partidos políticos foram das primeiras coisas a desaparecer. Tinham tido um largo quinhão nesta miséria! Extinguiram-se, pura e simplesmente. A democracia em tais circunstâncias, deixou de fazer sentido. Aliás, talvez nunca tivesse feito! Sempre foi um logro para os humildes. Agora havia pessoas nalguns cargos por nomeação de políticos, que se iam arrastando nos lugares. Nomeações para amigos, como, aliás, também aconteciam na democracia.

publicado por luzdequeijas às 20:00
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UM REGRESSO À TOLERÂNCIA

Quando se bate no fundo, significa que não se pode descer mais! Também significa que do “Caos Pode Surgir um Paraíso”. Talvez este regresso seja um sonho, ou um pesadelo, depois de uma verdadeira passagem pelo “paraíso”. Isso não importa. De resto, é minha opinião que nunca saberei a verdade, enquanto viver na Terra. Ao certo, sei que estou de novo na Terra depois de um longo período na situação de "inconsciência absoluta".Com uma certa ironia escondida, fui também informado, que o "Programa Alimentar" precisava, urgentemente, de um seu funcionário em Mossul. Terá que ser alguém de total confiança, poderia ser outro, mas fui eu o contemplado. Perante estas boas notícias, voltarei para um lugar que já era meu conhecido. Lembro-me de que um dos primeiros actos das forças norte-americanas, consistiu em organizar em Maio de 2001, eleições locais em Mossul; uma cidade de um milhão de habitantes. Cada um dos representantes dos grupos étnicos ou religiosos (curdos, árabes, assírios, turcomanos, etc..) designou o seu delegado no Conselho Municipal, nomeando a seguir um presidente da Câmara Municipal de Mossul, sunita. Foi um dia feliz para mim, cheirou a democracia. Hoje pergunto-me como pude acreditar na democracia daquela eleição! De qualquer modo Mossul é a capital da província do norte do Iraque, englobando outras cidades importantes e, também, a nossa conhecida Montanha Sinjar. Dela guardo o profundo respeito e admiração que dela tinha um importante intelectual chamado Hussein Sinjari, e o seu pensamento sobre este lugar, onde cresceu - numa área de rica diversidade étnica. Sempre lhe ouvi dizer: “eu aprendi tolerância na Montanha Sinjar, no noroeste de Nineveh. A nossa aldeia era o lar de curdos, árabes, assírios e outros povos. Tínhamos duas mesquitas e três igrejas”. Em 1974, o governo deportou a família Sinjari e outras famílias. “A nossa propriedade foi confiscada e nunca pudemos voltar. Quando o meu pai morreu, um ano atrás, não pudemos sequer enterrá-lo lá com os seus antepassados”.

Esta montanha, perto de Nineveh, foi o lar e lugar onde turcos, árabes, assírios e outros povos aprenderam o significado da palavra «tolerância». Por essa razão, muitos haveriam de ser exterminados às ordens de Saddam Hussein. Foi igualmente em Mossul que Uday e Qusey Hussein, filhos de Saddam, foram mortos no ataque lançado pelas forças norte-americanas.

Depois de ter ouvido falar assim desta região, fiquei a saber que o norte do Iraque se estende numa zona de montanhas com férteis vales, que contrastam profundamente com o resto do país. A povoação de Arbil guarda memória dos tempos curdos e inclusive dos povoadores neolíticos, como uma riqueza arqueológica importante. O mais interessante que há para ver é o seu Museu e a Fortaleza. Dali podemos viajar para Shaqlawa e contemplar a radiante paisagem de montanha com as suas árvores frutíferas e paisagens idílicas. Entre as montanhas, descobrimos Gully Ali Beg; uma impressionante paisagem que se rende aos nossos pés, através de uma estreita passagem rodeada de cascatas que guardam interessantes túmulos. A cidade curda de Dohuk é também um lugar precioso, no qual se podem fazer excursões magníficas. E, se viajarmos para o norte encontraremos Amadiya, um impressionante lugar para contemplar, com formosas cascatas e sossegados cafés. Perto da fronteira com Iraque está Zakho famosa pela sua ponte de pedra e a sua paisagem encantadora. Finalmente encontramos as montanhas em Sinjar, perto da fronteira com a Síria, onde encontraremos numerosos lugares de interesse religioso e cultural, assim como uma população hospitaleira e encantadora. Sobre os seus povoadores, os yazidíes formam uma minoria pré islâmica cujas raízes remontam a 2000 a.C. Em tempos, foi a religião oficial dos curdos, mas uma islamização obrigatória, reduziu o seu número. No entanto, sendo predominantemente de origem curda, a maioria vive cerca de Mossul, existindo pequenas comunidades em Arménia, Geórgia, Irão e Rússia, (31.273 segundo o censo de 2002), Síria e Turquia. Ao todo somam uns 800.000 fiéis, ainda que esta estimativa seja pouco precisa devido ao secretismo que envolve a sua religião quanto ao reconhecimento do próprio credo. Alguns refugiados “yazidí” vivem na Europa (especialmente na Alemanha) e na América do Norte.

A religião dos “Yazidis”, das montanhas Sinjar, no norte do Iraque,mistura crenças islâmicas e indígenas. De acordo com as suas Mishefa Res, o Dilúvio não ocorreu uma vez, mas duas vezes. No dilúvio original, sobreviveu um certo Na'umi, pai de Ham, cuja arca descansou num lugar chamado Sifni Ain, na região de Mossul. Algum tempo depois veio a segunda inundação, sobre os yezidis apenas, na qual sobreviveu Noé, cujo navio foi abalroado por uma rocha, uma vez que navegava sobre o Monte Sinjar, e depois passou à terra do Monte Judi como descrito na tradição islâmica.

  

               

publicado por luzdequeijas às 19:58
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VISIONAMENTO DO MUNDO EM 2040

Os “IDOSOS” e as “CRIANÇAS” são a grande preocupação deste NOVO MUNDO!

A sociedade obriga-se a acompanhar os idosos (mais de 65 anos), até ao fim da sua vida, garantindo-lhe toda a dignidade. Ninguém é obrigado a reformar-se, salvo se disso fizer petição. Se o não fizer, poderá optar por várias prestações de serviço público local, à sua escolha. Ao seu dispor, haverá um elenco de tarefas de reputado interesse social e nacional. Estar ocupado faz parte da sua dignidade de vida. Também o Conselho Nacional de Idosos se pronunciará sobre todas as decisões genéricas tomadas politicamente.

Às crianças são garantidas, toda a protecção e cuidados.

Os legítimos interesses das crianças, serão defendidos por um “Conselho Nacional de Pais”, que devem dar pareceres sobre as tomadas de decisões genéricas e políticas.

Ninguém será descriminado por pertencer a franjas da sociedade com hábitos intrínsecos, mas fora dos procedimentos comuns. Contudo, quaisquer medidas ditas”fracturantes” têm de ser tomadas sem agressão às maiorias. A constituição garante absoluto respeito por todo o ser “individual”, mas tem de privilegiar o interesse colectivo.

Entre 2020 e 2040 a sociedade civil empenhou-se num maior desenvolvimento e aproveitamento das tecnologias de informação. Isso, entre muitas vantagens possibilitou, que a maioria das pessoas pudesse trabalhar na sua própria casa. Uma medida como esta, desde logo, baixou a pressão sobre os meios de transporte e horas de trabalho perdidas. Também resultou num aumento de qualidade de vida e em hábitos de convivência familiar mais harmoniosos. Um bom ordenamento do território a nível nacional, foi conseguido, incentivando a fixação da população em zonas anteriormente, quase abandonadas. O “caos” que provinha dos anos de 2010 e seguintes, e se arrastou para além de 2020, foi provocando um retorno das pessoas e famílias ao campo e aldeias. Tudo isto, maugrado, as políticas de encerramento de escolas, centros de saúdes etc. Os territórios nacionais, foram ganhando um novo equilíbrio populacional no seu todo, em virtude de uma correcta e harmoniosa distribuição demográfica. Com isto, o tecido social ganhou um novo fôlego, foi revitalizado.

A “Universidade do Mundo” na montanha Sinjar, incentivou a construção de “Casas do Futuro” no interior, através das quais as famílias e pessoas, puderam adquirir muitos conhecimentos, saber o porquê das coisas e, acima de tudo participar sem receios. Até mesmo a partir das suas casas e no seu próprio ambiente familiar através de:

- Uma infra-estrutura de “BackOffice”, composta por servidores e PCs, que suportam a rede instalada na Casa do Futuro, mas que se tornam invisíveis aos olhos dos visitantes.

- No que respeita aos equipamentos presentes dentro da Casa do Futuro Interactiva”, necessários para se poder trabalhar descansado e ainda controlar a casa. Os habitantes da casa, podem interagir com as várias partes integrantes da casa, como sejam subir os estores, ou baixar a intensidade da luz.

- Também na área da fotografia digital está disponível uma solução completa que passa por uma câmara digital e um equipamento multifunções, que é um autêntico mini laboratório fotográfico.

São cada vez mais os produtos que a Casa disponibiliza aos seus consumidores, assim estejam eles interessados em aumentar a sua produtividade enquanto trabalham em casa, ou apenas meramente interessados em desfrutar da mais recente tecnologia no que respeita à imagem digital.

O transporte individual, à custa de elevadas penalizações, foi perdendo adeptos. Nomeadamente, quando no acesso às grandes cidades. Tal medida não afectou as populações, porque, como noutros casos, os transportes oferecidos garantem grande conforto, qualidade e respeito pelos horários.

O civismo ensinado nas escolas e no serviço público oferecido pelos órgãos de comunicação social, veio garantir a diminuição dos gastos com a segurança a nível local, nacional e mundial. A criminalidade resume-se a índices muito baixos! O mesmo civismo permitiu, ainda, controlar, primeiro, e extinguir seguidamente o consumo da droga.

Desemprego não há. É sempre possível encontrar trabalho, para quem o queira. Os órgãos locais têm calendarizadas actividades para esse efeito.

A Globalização, pretendida no século XX, início do século XXI, acabou abortando no meio do caos económico e social, vivido. A verdadeira Globalização foi posta em prática no período que medeia os anos 2020 a 2040. Até aí, o processo globalizante teria proporcionado alguns ganhos, na prática livre do comércio internacional, mas, também é verdade, que tais benefícios daí decorrentes, não tinham chegado a muitos pontos do globo. Talvez se tivesse reduzido o enorme fosso entre países ricos e pobres! Está por provar, que os graves problemas que vinham afectando o mundo, tivessem sido corrigidos a benefício de todo esse mundo. De referir, que matérias que estavam a preocupar as pessoas: a justiça e a segurança, a luta contra a criminalidade e o controlo dos fluxos migratórios, não beneficiaram de forma visível com a dita globalização. O mesmo se poderá dizer de soluções esperadas nos domínios do emprego, da luta contra o desemprego e exclusão social e a reclamada coesão económica e social. Não se passou da expectativa nos domínios da poluição, das alterações climáticas e segurança dos alimentos e ambiente! Mais clareza nos assuntos externos, na segurança e defesa das populações. Em suma, as populações que esperaram soluções da Globalização, para os mais variados problemas que os afectavam e preocupavam, ficaram-se pelas expectativas. De palpável, nada. Era sentido que toda a gente esperava, mais transparência, respeito e simplicidade de processos. Esperava por mais reflexão sobre novos conceitos na Administração Pública e na Sociedade Civil, que perspectivassem alcançar uma cidadania mais activa, particularmente no que toca aos aspectos comunicacionais e comportamentais, nos contextos das governações em curso. Esperava pela divulgação de instrumentos e práticas nacionais e internacionais que promovessem a participação dos cidadãos no seu próprio destino. Esperava o combate à corrupção sem que dele se vislumbrasse qualquer sinal. E ainda esperava, o enquadramento da cidadania activa no contexto dessa globalização e dos papéis relativos da Administração Pública e da Sociedade Civil na promoção da participação pública, da ética, tendo em conta eixos importantes como: educação, informação e comunicação social para a cidadania activa. Esperava, sim. Na realidade ficou esperando. O que teve, em concreto, foi um “caos” como nunca tinha tido. Foi um desemprego aterrador e a perda total dos valores que balizam uma sociedade, dita humana. Na realidade, tudo o que se esperava não tinha sido conseguido e um montão de carências saltaram à vista de toda a gente! Algumas arrepiantes! Foi uma crise internacional (nalguns casos também nacional) de proporções gigantescas! Foi uma especulação financeira sem limites! Foi o fantasma da fome, de volta!

Ao invés, outros se agravaram! O desemprego atingiu percentagens incríveis! Aumento do custo de vida! Desprezo pelas franjas sociais relevantes e intrínsecas, IDOSOS E CRIANÇAS! Violenta criminalidade! Insegurança total! Destruição do ESTADO SOCIAL! O mundo mergulhou num poço sem fundo, trazendo isso, completa perda de expectativas e descrença no futuro!

Pelo visionamento da vida mundial em 2040, as coisas parecem ter mudado de forma inacreditável! Aparentemente tudo aquilo porque as pessoas esperavam, parece terem conseguido.

Em tempo, estudaram-se as grandes necessidades mundiais deixando margens acentuadas de segurança. Determinou-se quem produzia o quê, atendendo às aptidões e vocações de cada região. Corrigiram-se milhares de assimetrias e, dentro de naturais limites, deixou-se funcionar o mercado. As medidas positivas, arrastaram outras novas medidas, igualmente positivas. A ninguém era permitido adormecer sobre as conquistas alcançadas.

Deste trabalho colectivo feito a partir das energias trazidas pelo sofrimento do “caos”, conseguiu-se gerar uma nova “Ordem Económica Mundial”. Anteriores factores que fomentavam conflitos e guerras, foram detectados e atacados na sua origem. Foi preciso renascer, depois de se estar morto. Quase sepultado!

As duas grandes causas próximas, da quase destruição do mundo ocorrida entre os anos 2020 e 2040, terão sido a escassez de petróleo e água potável. Com saber e inteligência, vindas sem se saber de onde, as soluções foram encontradas! Muitas outras soluções para muitas outras dificuldades da humanidade, foram encontradas e postas em prática. Teria havido um fenómeno contagiante em todos os sentidos. Contagiante e universal.

Poremos retirar destas palavras, a título de exemplo, um dos casos mais espectaculares de eficiência e conquista. Vem ele do MAR, com o qual nunca soubemos conviver, convenientemente. Terá sido dos erros mais imperdoáveis!

A circulação global das águas dos oceanos

Sabe-se que a água dos oceanos não se mantém parada, que circula em torno do globo num ciclo que pode durar até mil anos! As águas quentes tropicais do Atlântico deslocam-se à superfície para o Pólo Norte, onde arrefecem. O arrefecimento aumenta a sua densidade, pelo que elas descem em profundidade. Assim, forma-se uma corrente submarina em direcção ao Antárctico. As águas sobem à superfície no Oceano Índico e no Pacífico, devido ao afastamento das águas superficiais da costa oriental dos continentes, um fenómeno resultante da circulação superficial dos oceanos. Deste modo, passam a correr à superfície, voltando para o Atlântico pela força do vento. A circulação superficial dos oceanos corre segundo padrões de ventos globais. A cada lado do Equador, em todas as bacias oceânicas, existem duas correntes circulando para oeste a norte e a sul. A água transportada deste modo aquece, e quando embate na costa oriental dos continentes, flui para as latitudes mais elevadas, onde arrefece por contacto com as águas polares. Estas águas voltam a descer para o Equador seguindo a costa ocidental dos continentes para sul, completando o ciclo. Estas correntes circulares transportam calor dos trópicos para os pólos, contribuindo para a amenização do clima. Era difícil absorver os muitos conceitos estudados, e que favorecem a solução de muitas actividades económicas iniciadas. O respeito por estes conhecimentos, permitiu uma nova concepção das pescas, logo, permitiu, por inteiro, satisfazer uma das formas de alimentação do Homem. Claro, que estamos a falar dos imensos recursos do mar. O levantamento dos hábitos de cada uma das espécies, está muito ligado à temperatura das águas e às correntes marítimas. Através do visionamento, pudemos ver a produção da pesca mundial, em larga escala, e com custo mínimo de captura. Nesse visionamento, vimos a produção de Pargo e Dourada, feita em pleno mar. Em menos de dez anos, os empresários da aquacultura, conseguiram o domínio da produção destes peixes tão apreciados. Foram criadas várias quintas aquáticas, em todo o litoral, especialmente no mediterrâneo. Nesta actividade, a produção começa com a recolha dos ovos. São colocados por “genitores” (peixes adultos), que são geralmente peixes selvagens capturados no mar e depois adaptados ao cativeiro. Com as espécies migratórias e de alto mar, as técnicas são as mesmas, mas em grandes tanques flutuantes e em rede, que acompanham as correntes marítimas. Os mercados abastecedores oferecem grande variedade e quantidade de consumo a preços acessíveis. As algas tiveram uma expansão idêntica à dos peixes, num cultivo incrementado pelo Homem. Têm hoje, procura para diversas finalidades: alimentação, medicina, cosmética, etc. Um dos factores mais importantes para o sucesso do cultivo de peixe é a utilização de alimento natural (fito plâncton), principalmente nos estados iniciais de desenvolvimento dos organismos aquáticos. O alimento vivo, devido ao seu conteúdo em ácidos essenciais, é a melhor opção para a nutrição inicial das larvas. Apesar dos esforços para substituir totalmente o alimento vivo por dietas artificiais, os aquicultores ainda são dependentes da produção e do emprego de microrganismos para a alimentação de certas espécies de peixes. Pois, em geral, o alimento artificial não supre as necessidades nutricionais dos peixes. Além disso, os custos das rações são elevados.

Transformação de água salgada em água doce

Finalmente da Universidade Mundial (Sinjar) saíram os projectos que levaram o Homem a poder transformar a água salgada em água doce, de excelente qualidade e sabor. Esta realidade foi conseguida e espalhada por todo o litoral mundial, sendo o seu desenvolvimento e exploração, assumido pelas populações da orla marítima, embora o sistema também permita qualificar água doce, a partir de lagos, lagoas e rios, nos quais a água doce se apresente imprópria para uso doméstico. Todos beneficiarão e todos terão alguma participação. O problema da água potável para consumo, parece estar finalmente resolvido! Através de enormes “condutas”, é levada já em produto final, a todos os lugares onde haja a sua procura. É um custo universal, suportado por todos. A energia produzida pelas marés, ondas e brisas marítimas, a baixos custos, é utilizada para a impulsão das águas até ao interior. Nas barragens, foi igualmente conseguido fazer com que grande parte da água já utilizada, voltasse à barragem, sucessivamente, para cair novamente e fazer mais energia. Também foram aproveitadas as grandes condutas de água, para no seu interior, aproveitar a corrente de água em fabrico de energia eléctrica. Para tanto, foram colocadas turbinas no interior das condutas, a espaços, de modo a ser conseguida alguma energia, transportada depois, por cima da linha condutora de água. Para além disso, os organismos internacionais, começaram a recuperação dos efeitos da prolongada escassez do precioso líquido. Com os mesmos recursos e auxílio do calor desenvolvido por pequenas centrais nucleares (geradores nucleares), é processado o degelo em muitas zonas geladas do mundo! Essa água, proveniente do degelo, é enviada, por impulsão eléctrica, para zonas de baixo-relevo e aí guardada como reserva estratégica. Também é aproveitada, no enchimento das enormes cavernas aparecidas pela extracção do crude, e já exauridas.

Deixar o caminho preparado para as gerações vindouras, faz parte da actual moral universal.

 

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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

NOITES BRANCAS

Noites Brancas é uma obra do escritor Fiódor Dostoiévski. O livro que mais aproxima Dostoiévski do romantismo, foi escrito em 1848, antes da sua prisão.

Como personagem central se tem o Sonhador, que numa das noites brancas da capital São Petersburgo apaixona-se por Nástienka. Nesta obra, diferentemente de outras, em que a preocupação social é a diretriz para o enredo, desta vez encontramos um Dostoiévski romântico, lúdico. O personagem principal, que ao contrário das versões teatrais e cinematográficas, não tem nome, vagueia errante pela "noite branca" de São Petersburgo.

"Noite branca" refere-se a um fenómeno comum na Europa em que, mesmo com o Sol se pondo ele permanece um pouco abaixo da linha do horizonte,deixando a noite clara, causando uma atmosfera onírica. Um encontro casual muda completamente a vida do até então solitário protagonista: conhece a ingénua e também sonhadora Nástienka, que aos prantos, espera aquele a quem um ano antes tivera prometido o seu amor.

Ao longo das quatro noites seguintes, o protagonista apaixona-se pela moça e conhece a sua inusitada história: Nástienka vive atada com um alfinete à saia da avó cega e ao lado da criada surda. Quando um novo inquilino chega a sua casa, ela vê a possibilidade de escapar da sua solidão. O misterioso homem um dia deixa a casa, prometendo que voltaria depois de um ano, quando tivesse condições de casar-se com ela. Quando o protagonista encontra Nástienka na ponte sobre o rio Nieva, estamos exatamente no dia marcado para o reencontro. Mas nenhum dos três personagens pode prever o que o destino preparou para eles. Essa obra teve várias adaptações para o teatro. No Brasil, recentemente , Débora Falabella e Luís Artur, foram dirigidos por Yara de Novaes.

Noites brancas representa o puro romantismo na época de Dostoiévski. o escritor já se encontrava envolvido por este movimento romântico, mas é com esta obra que captamos a essência deste movimento. A decadência espiritual do protagonista encontra-se espalhada por várias simbologias : o quarto decadente, a solidão e isolamento e o amor não correspondido. Só no final (a manhã) poderá dar a luz ao triste protagonista, sendo o seu final incerto...

No cinema, a obra de Dostoiévski recebeu a adaptação do diretor italiano Luchino Visconti, com Marcello Mastroianni e Maria Schell; Le Notti Bianche (1957),que recebeu o Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza, tem trilha sonora assinada por Nino Rota, compositor preferido de Federico Fellini. A São Petersburgo do século 19 é transportada para uma Livorno construída no Teatro 5 de Cinecittá. O roteiro é assinado por Suso Cecchi d'Amico. A TV brasileira também assistiu a uma adaptação da obra de Dostoiévski; Noites Brancas foi exibida como um especial em 1973 na Rede Globo, com Francisco Cuoco e Dina Sfat nos papéis principais, sob a direção de Oduvaldo Viana Filho.

publicado por luzdequeijas às 23:16
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HERMITAGE

Museu Hermitage

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
State Hermitage Museum

 

O Museu Hermitage (em russo: Госуда́рственный Эрмита́ж) é um museu localizado em São Petersburgo, na Rússia. É um dos maiores museus de arte do mundo e a sua vasta coleção possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, europeia, oriental e do norte da África, e está distribuída em dez prédios, situados ao longo do rio Neva, dos quais sete constituem por si mesmos monumentos artísticos e históricos de grande importância. Neste conjunto o papel principal cabe ao Palácio de Inverno, que foi a residência oficial dos Czares quase ininterruptamente desde sua construção até à queda da monarquia russa.

Organizado ao longo de dois séculos e meio, o Hermitage possui hoje um acervo de mais de 3 milhões de peças. O museu mantém ainda um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. O núcleo inicial da coleção foi formado com a aquisição, pela imperatriz Catarina II, em 1764, de uma coleção de 225 pinturas flamengas e alemãs do negociante berlinense Johann Ernest Gotzkowski.

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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

CONTAGEM DOS ANOS a.C. - d.C.

 

A contagem do Tempo em História: antes e depois de Cristo

 

Agora vamos ver como se pode explicar o ano em que estamos.

Por que será que este ano é o de 2004 ? Porque há 2004 anos nasceu Jesus Cristo.

A contagem dos anos, para muitos países do mundo, começa a fazer-se no ano em que Cristo nasceu; esse ano é o ano 1.

Repara no esquema:

  NASCIMENTO DE  CRISTO

 
 

a. C.

d. C.

 
 

datas antes de Cristo

datas depois de Cristo

 
   

Nas datas antes do nascimento de Cristo,

colocamos a.C. (antes de Cristo) depois da data.

Exemplo: 634 a.C.

Nas datas depois do nascimento de Cristo, podemos colocar ou não (não é obrigatório!) d.C. (depois de Cristo).

Exemplo: 2004 ou 2004 d.C.

 

 

 

   

Nascimento de Cristo

                                 
a.C. d.C.

III

II

 

I

 

I

II

III

IV

V

VI

VII

VIII

IX

X

XI

XII

XIII

XIV

XV

XVI

XVII

XVIII

XIX

XX

XXI

 

- cada uma destas divisões corresponde a 100 anos - 1 século

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:40
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CÓDIGO DE HAMURABI

Uma inscrição do Código de Hamurábi.

 

O código de Hamurabi expõe as leis e punições caso essas não sejam respeitadas. O texto legisla sobre matérias muito variadas, da alçada dos nossos códigos comercial, penal e civil. A ênfase é dada ao roubo, agricultura, criação de gado, danos à propriedade, assim como assassinato, morte e injúria. A punição ou pena é diferente para cada classe social. As leis não toleram desculpas ou explicações para erros ou falhas: o código era exposto livremente à vista de todos, de modo que ninguém pudesse alegar ignorância da lei como desculpa. No entanto, poucas pessoas sabiam ler naquela época (com exceção dos escribas).

Os artigos do Código de Hamurabi fixam, assim, as diferentes regras da vida quotidiana, entre outras:

  • a hierarquia da sociedade divide-se em três grupos: os homens livres, os subalternos e os escravos;
  • os preços: os honorários dos médicosvariam de acordo com a classe social do enfermo;
  • os salários variam segundo a natureza dos trabalhos realizados;
  • a responsabilidade profissional: um arquiteto que construir uma casa que se desmorone, causando a morte de seus ocupantes, é condenado à morte;
  • o funcionamento judiciário: a justiça é estabelecida pelos tribunais, as decisões devem ser escritas, e é possível apelar ao rei;
  • as penas: a escala das penas é descrita segundo os delitos e crimes cometidos. A lei de talião é a base desta escala.

 Wikipédia

 

O Código de Hamurabi estabelecia regras de vida e de propriedade, estendendo a lei a todos os súditos do império. Seu texto de 282 preceitos foi reencontrado em Susa (1901-1902), por uma delegação francesa na Pérsia, sob a direção de Jacques de Morgan, sob as ruínas da acrópole de Susa, e transportado para o Museu do Louvre, Paris. Consiste de um monumento em um tronco de cone de dura pedra negra de 2,25m de altura, 1,60m de circunferência na parte superior e 1,90m de base, ou seja, gravado em uma estela cilíndrica de diorito. Toda a superfície está coberta por denso texto cuneiforme, de escrita acádica.

Em um alto-relevo, vê-se o soberano a receber de Shamash, deus dos oráculos, as leis da eqüidade da justiça, dispostas em 46 colunas de 3.600 linhas. Nele está codificada a jurisprudência de seu tempo, de um reino de cidades unificadas, um agrupamento de disposições casuísticas, de ordem civil, penal e administrativa. Determinava penas para as infrações, baseadas na lei de talião: olho por olho, dente por dente.  

 Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/

publicado por luzdequeijas às 20:03
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MESOPTÂMIA

A Mesopotâmia (do grego Μεσοποταμία: μεσο/meso, meio, e ποταμός/potamós, rio, ou seja "terra entre dois rios") é uma região de interesse histórico e geográfico mundial. Trata-se de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio, delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região toda é rodeada por desertos.

Inserida na área do Crescente Fértil - de Lua crescente, exatamente por ela ter o formato de uma Lua crescente e de ter um solo fértil -, uma região do Oriente Médio excelente para a agricultura, exatamente num local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo, a Mesopotâmia tem duas regiões geográficas distintas: ao Norte a Alta Mesopotâmia ou Assíria, uma região bastante montanhosa, desértica, desolada, com escassas pastagens, e ao Sul a Baixa Mesopotâmia ou Caldéia, muito fértil em função do regime dos rios, que nascem nas montanhas da Armênia e desaguam separadamente no Golfo Pérsico.

O termo também designa o estudo do período histórico entre o III e o I milénios a. C., quando a região desenvolveu uma cultura em comum e apresentou momentos variáveis de unificação territorial, desde o surgimento das primeiras cidades, como Ur e Uruk até ao fim da dominação persa aqueménida.

publicado por luzdequeijas às 19:58
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SÃO PETERSBURGO

História

 

 

 
 
 

No ano de 1703 (pelo calendário juliano), durante a Grande Guerra do Norte, Pedro, o Grande capturou a fortaleza sueca de Nyenskans sobre o rio Neva em Íngria. Algumas semanas depois, em 27 de maio de 1703 (16 de maio no calendário juliano), na parte baixa do rio, na Ilha Zayachy, três milhas (5 km) distante do Golfo da Finlândia, ele construiu a Fortaleza de São Pedro e São Paulo, que se tornou a primeira construção de tijolo e pedra da nova cidade. Denominou a cidade mais tarde de acordo com seu santo padroeiro, São Pedro, o apóstolo. O nome original pretendia soar como neerlandês, devido à apreciação de Pedro pela cultura neerlandesa.[3]

A cidade foi construída pelos servos conscritos de toda a Rússia e também por prisioneiros de guerra suecos,[4] sob a supervisão de Alexandre Menchikov[5] e mais tarde se tornou o centro do governo de São Petersburgo. Pedro mudou a capital de Moscou para São Petersburgo em 1712, antes que o Tratado de Nystad de 1721 terminasse a guerra.

 

Sankt-Peterburg em russo) é uma cidade federal da Rússia localizada às margens do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico.

 

WIKIPÉDIA

 

publicado por luzdequeijas às 14:20
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O CERCO DE LENINEGRADO

 

Durante a Operação Barbarossa – ataque alemão à União Soviética, Leningrado foi alvo de cerco por parte das tropas alemãs invasoras. Hitler e seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels, estavam dispostos a dar um golpe decisivo no moral soviético capturando a "Cidade de Lénin" (significado literal do nome Leningrado). Durante 900 dias – entre novembro de 1941 e janeiro de 1944 – os cidadãos de Leningrado foram submetidos a um cerco onde pereceram 1 milhão de civis e militares, a imensa maioria de frio, fome e doenças como tifo, escarlatina e icterícia. A dar-se crédito às histórias contadas, alguns cidadãos teriam praticado o canibalismo com parentes mortos para não morrer de fome, enquanto os cemitérios tiveram que ser vigiados por guardas armados para impedir que cidadãos famintos violassem os túmulos recém-enterrados em busca de algo para comer.

Wikipédia

publicado por luzdequeijas às 14:13
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

HAMURABI

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A estela com o código de Hamurabi

 

Hammurabi's Babylonia PT.svg
 

Hamurabi reinou de 1792 a.C. até sua morte, em 1750 a.C., tendo ampliado a hegemonia da Babilónia por quase toda a Mesopotâmia, iniciando pela dominação do sul, tomando Ur e Isin do rei de Larsa no início de seu reinado.

Em 1762 a.C. conquistou Larsa, em 1758 a.C. tomou Mari, em 1755 a.C. Eshnunna e provavelmente em 1754 a.C. conquistou Assur.

Foi o primeiro grande organizador que consolidou o seu império sobre normas regulares de administração.

Tornou-se famoso por ter mandado compilar o mais antigo código de leis escritas, conhecido como Código de Hamurabi no qual consolidou uma legislação pré-existente, transcrevendo-a numa tela de diorito em três alfabetos distintos.

A estela do Código de Hamurabi foi encontrada em Susa em 1901. Nela, além da coleção de cerca de 282 artigos (mais apropriadamente casos de jurisprudência), pode-se ver a imagem de Hamurabi em frente ao trono do deus Shamash.

O monumento hoje pode ser admirado no Museu do Louvre, em Paris, na sala 3 do Departamento de Antigüidades Orientais. Hammurabi ocupou-se pessoalmente da administração de seu império, chegando a coordenar a construção de numerosos edifícios públicos, canais de irrigação e açudes.

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CURIOSIDADES

O MAIOR ESPAÇO SUBTERRÂNEO DA MESOPTÂMIA

 

Siloam, no século VIII a.C. – no tempo do rei Ezequias

Pormenores: Túnel de Ezequias em Siloam

Conhecido como o “Rei Virtuoso”, Ezequias sucedeu a Acaz com a idade de 26 anos e reinou durante 29 anos. Fortalecido pelas vitórias sobre os filisteus (II Reis 18.8), preparou-se para sacudir o odioso jugo da Assíria. A sua preparação consistia, em parte, no aperfeiçoamento das fortalezas de Jerusalém, e em levar abundância de água por baixo da terra (II Rs 20.20; Cr 32.5).

 

Thumbnail for version as of 19:53, 22 September 2005

 

Dados do “Túnel de Ezequias”

533 m/1749 pés sob a terra.

320 m / 1056 pés de superfície.

Altura: 1.1-3.4 m (3.6 pés – 11.22 pés)

Profundidade: 52 m/ 170 pés do topo do morro.

Gradiente: 7 pés.

Largura: 0.58-0.65 m de largura (1 ¾  - 2 pés).

Gradiente: 7 pés

Tempo de construção: 7-9 meses. Dois turnos de trabalhadores simultaneamente, um começando do norte, no vale Kidron, e o outro no sul, em HaGai.

Não é exemplo de uma caverna natural das lendas árabes, mas uma construção feita pelo homem. Acredito que o subterrâneo da Montanha Sinjar era igualmente aquilo a que chamam nos dias de hoje um “bunker”. Acho oportuno, um novo pedido sobre a natureza do material envolvente do suposto subterrâneo. De novo com o meu pensamento formulei o pedido e a resposta apareceu com rapidez: “betão armado e pedra calcária”.

Tudo parece conjugar-se no sentido daquilo que imaginamos. Só não consigo interpretar a densidade pouco receptiva numa pequena área. Dêem sugestões. De novo alguém avançou com a hipótese de serem dois grupos de pessoas. Um grande e outro pequeno, em lugares separados. Ainda perguntámos ao sistema se teriam sido de lá retiradas grandes quantidades de pedra e a resposta veio de seguida com pormenores: “Sim, para Hatra”! A “cidade da pedra” sobreviveu ao tempo porque é das únicas cidades do Iraque, construída com pedra calcária, transportada das montanhas Sinjar, na fronteira com a Síria. Desse facto ficou um enorme vazio no interior dessa montanha. Infelizmente, poucos turistas ficam a conhecer os tesouros arqueológicos do Iraque, como o antigo reino de Hatra, também conhecido por “Cidade do Sol”. Esse lugar feito de pedra cor-de-mel, está localizado no deserto a noroeste do Iraque. Foi governado por reis árabes cristãos durante a vigência da rota da seda, antiga ligação entre o Ocidente e o Oriente. Hoje, as muralhas carregam lembranças do ainda governante do país, o presidente Saddam Hussein. As suas iniciais estão marcadas em milhares de pedras usadas na reconstrução da cidade. O Iraque está repleto de tesouros históricos da era mesopotâmica até ao nascimento do islamismo. Entre eles, há as mesquitas douradas da Najaf e Karbala e os palácios de Bagdad e Samarra. O início de Hatra é obscuro. Segundo o governo iraquiano, a cidade foi fundada em meados do século 2 a.C. Os iranianos afirmam que ela nasceu no século 3 d.C. Hatra era a ligação entre cidades árabes como, Palmyra na Síria, Petra na Jordânia e Baalbek no Líbano. Esta cidadela fica a 354 quilómetros de Bagdad e apresenta uma miscelânea das culturas orientais e ocidentais. A arquitectura possui influências gregas, romanas e persas. Há inscrições nas paredes em aramaico, língua usada por Jesus. No centro da cidade, há uma complexa estrutura onde estão os principais templos. Os maiores são os de Shamash (o Deus do Sol), construído por Sanatruq 1.º, e o de Shahiro (Estrela da Manhã ou Vénus), um dos Deuses de Hatra. O complexo é rodeado por um muro interno de três quilómetros, defendido por outro muro maior com 171 torres de vigília. Os altos portões arqueados dos templos, possuem imagens de cabeças humanas. O mármore branco ainda é visível. A cidade possui quatro entradas, as quais correspondem aos pontos cardeais. Algumas paredes são decoradas com desenhos de águias, camelos e peixes. As antigas caravanas que cruzavam a Mesopotâmia buscavam em Hatra água, diversão e negócios. Casas de banho e armazéns ladeiam a parede sul, onde comerciantes trocavam informações, temperos, tapetes e seda. No templo de al-Saqaya (purificação), acontecia o banho dos mortos.

A reconstrução e as escavações arqueológicas tiveram início em Hatra, ou al-Hadhar, como é conhecido pelos iraquianos, no início da década de 50. Porém, apenas 15% do local foi estudado, com ênfase nos 14 templos. Apesar disso, o trabalho de restauração continua. A qualidade do trabalho dificulta a distinção entre as pedras antigas e novas. Empilhados no chão, há milhares de blocos de pedra e pilastras, todos com numeração. Alguns serão usados na reconstrução de um anfiteatro do Parlamento, outros serão colocados na entrada principal da cidade. Objectos achados em Hatra, como estátuas de ouro, prata e bronze, foram levados para o Museu Nacional Iraquiano, em Bagdad.

publicado por luzdequeijas às 17:17
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MONTANHA DE SINJAR

PERDIDO NO CÉU

 

Saí dali, e como sempre, apeteceu-me andar sem destino. Alguns seres de vida eterna que ia encontrando, por vezes, faziam-me perguntas por perceberem algo de diferente em mim. Respondia como podia, mas sempre experimentando, visíveis constrangimentos. A linguagem é diferente daquela que temos na Terra. Muitas coisas que havíamos enraizado na Terra, naquele plano íamos esquecendo e, no caso da linguagem, havia como que uma linguagem comum e facilmente entendida. Fez-me lembrar o projecto que na Terra foi criado para facilitar a comunicação entre os povos do mundo inteiro. Mais de cem anos de utilização prática, quase fizeram do esperanto uma língua viva, capaz de exprimir qualquer nuance do pensamento humano. Se dissermos, por exemplo “até à manhã”, "para a semana" etc., aqui ficam espantados a olhar para nós! Foram noções que eles já perderam. Guardam, sim, a noção do “antes” e “depois”, mas nada mais. De tanto andar perdi o sentido de orientação e já nem sei onde estou ! Voltei a recorrer à orientação de rua e solicitei o meu encaminhamento no sentido de algum lugar no qual pudesse ouvir música. Era disso que estava a sentir necessidade. Iria fazer-me sentir mais aliviado, confortável e calmo. Percebi que teria de caminhar no sentido da “zona dos lagos”. Ligeiramente para a minha direita, seguindo em frente. Com a leveza habitual comecei a avistar um edifício, de cor creme, tendo como pano de fundo as águas azuladas de vários lagos de média dimensão. Mais de perto, percebi que o edifício que procurava tinha um estilo tipo “pagode chinês”. Aproximei-me e entrei respeitando o silêncio. Escutei uma melodia, tipo celestial, em som de baixo volume e, talvez distante. No chão, sempre de relva, havia bancos corridos na forma de degraus. Era, fundamentalmente, um anfiteatro. O tecto da sala era transparente, levemente azulado e coberto de estrelas. As paredes eram igualmente de um azul muito claro, com leves nuances que davam a sensação de um bonito ondulado. Estas nuances ondulavam ao sabor da melodia e da sua intensidade, pondo em relevo os acordes das notas musicais! O mesmo acontecia com uns tantos repuxos visíveis numa espécie de palco, no qual havia também, de forma muito discreta, flores não muito definidas mas de aspecto assaz belo. Outras flores de tom desmaiado, andavam a esvoaçar, deixando um rasto de luminosidade! Era um ambiente de encanto, beleza estética, arrebatamento e lindas e suaves melodias. Um ambiente de sonho.

Ali fiquei por um longo tempo, tendo mesmo também, perdido a noção do tempo decorrido. Depois senti absoluta necessidade de ter diante dos meus olhos um amplo espaço aberto. Saí, mas com a sensação nítida de andar nas nuvens. Ninguém dirigia ninguém, naquele espaço. Aqui sim, tínhamos na nossa frente aquilo que os humanos chamam de liberdade. Ninguém interfere com ninguém. Falar em segurança naquele lugar era totalmente descabido. Pois, nada havia que fizesse perigar o sentido que temos, dessa palavra. O respeito e civismo eram absolutos. Abeirei-me dos lagos e mirei-me nas suas águas tranquilas. Uma ou outra rã, saltava de vez em quando. Senti-me na "Quinta" da minha vida. O silêncio, em certas épocas do ano, era o mesmo. Só que aqui as águas estavam paradas, não corriam para o mar, que de resto nunca me apercebi de existir. Percebi que era obrigatório continuar a frequentar as “Casas de Pesquisa”. Os conhecimentos, que já haviam adquirido eram muito importantes. Imenso mesmo! Todavia, outro tema iria ser tratado e eu não podia perdê-lo. A "escassez de água doce na Terra". Sobre a água doce só me lembro das histórias contadas pelo meu pai de, na sua terra natal, haver casos de pessoas que matavam, por um fio dessa água! Estava em causa a rega e sem ela, não haveria legumes, frutos ou animais. É uma necessidade vital de certas zonas agrícolas e de pequena propriedade, menos bafejadas nesse precioso líquido. Entretanto ia caminhando de regresso, cada vez mais leve e seguro. Cheguei mesmo a tempo de entrar com os restantes participantes. Pela voz do coordenador tudo se calou e ele anunciou:

Como é do vosso conhecimento nesta sala estão alguns sábios, muitos especialistas do tema em discussão e também muitos generalistas. Depois deste ciclo de conferências, iremos dar forma às conclusões, que permitirão elaborar as “Sugestões Mentais” que queremos enviar para a Terra, directamente desta “Casa do Saber”. Com elas, acreditamos poder vir a ajudar todos os habitantes do planeta Terra. Para esse efeito temos a colaboração do nosso “Sistema de Visionamento Interactivo”, que nos permite a recolha de dados vitais no sucesso que pretendemos obter. Tal sucesso é fazer chegar através do Universo Cósmico e da projecção do pensamento, as nossas sugestões, em condições de recepção garantida. Para tal é fundamental, fazer uma prospecção em toda a crosta terrestre, a fim de conhecermos o melhor local para direccionarmos as nossas mensagens. Ou seja, o local de maior apetência receptiva. Assim, convido um qualquer generalista, a vir ele próprio, fazer este trabalho. Alguém se levantou e afirmou: não sou generalista, nada sei do assunto em discussão. Até fiz requerimento para reencarnação. Sinto muita falta de tudo o que deixei para trás na Terra. Porém, gostaria de ser eu a fazer esse trabalho.

Certamente, venha até aqui. Todos me olhavam com curiosidade. Então ouvi:"utilize o “Globo” e o seu pensamento, concentrando-se e espere a resposta básica". Dentro de alguns momentos uma luz verde evidenciou-se em determinado ponto da crosta terrestre. O coordenador convidou-me a pedir detalhes. Um enorme painel lateral mostrava o mapa do local escolhido. Também as suas coordenadas, o país e a zona em questão. Todos puderam ler:

IRAQUE

Montanha Sinjar, noroeste de Nineveh – junto da fronteira com a Síria

publicado por luzdequeijas às 16:58
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A ENERGIA DEPENDENTE DO PETRÓLEO

Outro grande problema na produção da energia, tem a ver com a sua grande dependência do petróleo. Sabemos que a sua produção atinge o seu pico histórico em 2006, altura a partir da qual deverá entrar num período de desaceleração de produção na ordem de 2,5% ao ano, caindo em 60% até 2040! Esta parece ser a maldição do petróleo! Raro e essencial para todo o mundo, especialmente para os países industrializados. Poderemos assistir a um recuo trágico no nível de vida das populações da Terra, num momento em que hábitos e formas de vida, não dependentes de intensas fontes energéticas, já foram esquecidas, logo, abandonadas. E nunca o deveriam ter sido, as mudanças neste mundo são constantes e nós não pensámos nisso. Tudo parece depender muito de novas alternativas e, espera-se, que o progresso tecnológico possa ultrapassar estas previsíveis dificuldades, “conjunturais”. O recurso à energia “nuclear” (combustível urânio/plutónio) sofreu um drástico abrandamento. Na origem desta realidade, está o medo da sua utilização. Apesar disso estamos, a médio - longo prazo, necessariamente, confrontados com o retorno à investigação na fusão termonuclear controlada (combustíveis deutério/lítio) bem como à investigação nas fontes de energias RENOVÁVEIS, em que diversas tecnologias estão já demonstradas. Sabendo que a vida útil de um reactor nuclear é de cerca de 40 anos, e admitindo que a tendência da ultima década se mantém, o actual parque electronuclear extinguir-se-á por volta de 2040. Esta situação tem de ser reapreciada no contexto das alternativas, hoje, à nossa disposição. As alternativas, realisticamente, mais acessíveis no curto - médio prazo poderão passar pelos próprios combustíveis fósseis. O retorno ao carvão, mesmo aumentando as emissões de CO2, complementado por tecnologias de fixação do mesmo CO2, ainda por demonstrar. O incremento de ciclos mistos em centrais termoeléctricas e de cogeração na produção de energia mecânica e/ou térmica de pequena e média dimensão. A produção de combustíveis líquidos mediante processos de liquefacção de carvão, tecnologias estas já definidas e que poderiam ser implementadas num futuro próximo. Se entretanto nada se fizer e ficarmos agarrados ao consumo do petróleo, a sua escassez, irá provocar aumento incontrolado do seu preço. Os países mais ricos, especialmente os Estados Unidos, poderão pagá-lo. Para os países mais pobres o seu preço irá tornar-se incomportável, e a sua escassez tornar-se-á uma tragédia. Os países mais ricos, exportarão tal escassez através do preço dos produtos transformados; o impacto da crise espalhar-se-á por todo o mundo. Os sectores mais atingidos serão certamente os transportes e a agricultura. Por estarem, directamente dependentes do consumo de combustíveis líquidos. Da conjugação destes dois factores fácil é concluir que o preço e a disponibilidade física de produtos alimentares serão particularmente vulneráveis nesta crise. Nesta perspectiva será impossível evitar um cenário de evidente desestabilização social e de conflitualidade internacional, de consequências imprevisíveis! Temos que trabalhar muito para evitar este cenário catastrófico. A população mundial, entretanto chegará aos 8/9.000.000.000 de pessoas! 

publicado por luzdequeijas às 16:34
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ECONOMIA PARALELA

Grande destaque, assumem os frequentes e gigantescos “branqueamentos de capitais”! Ao lado dos branqueamentos e em ligação, temos a “sobre facturação” e a diversificação constante de operações envolventes nos domínios do tráfico da droga, pessoas e armamento.

Em simultâneo, agiganta-se uma cada vez maior, “economia paralela”. Concorrem para estes factos, os fenómenos da “desregulamentação” e “perturbações dos mercados”. O lucro ilícito tudo justifica! O financiamento oculto de certas instituições, partidos, futebol e empresas, concorrem e facilitam esta realidade. As causas visíveis de tudo isto aparecem na forma de uma influência dominadora do Estado e da economia por “grupos” subterrâneos! Os “lobbies” são também parte integrante do “crime organizado”, situando-se na mesma realidade os “interesses corporativos”.

Os participantes nesta enorme realidade subterrânea, serão compensados ou prejudicados na proporção da sua lealdade ou passividade ao dito “sistema”. A maioria da população, apercebe-se de que algo está errado, mesmo muito errado, refugia-se na indiferença, mas não consegue tomar consciência dos circuitos envolvidos ou dos numerosos meandros postos ao serviço desta teia que vai empobrecendo os países! Outros apercebem-se mas, por medo, optam pelo silêncio não comprometedor.

É a tudo isto que se está a chamar “democracia”! Em, boa verdade numa ditadura existe um poder visível, alguém que dá a cara e que pode vir a ser responsabilizado pelos danos causados à sua população. Agora nestas democracias, todas estas ilegalidades tendem a ficar por punir. Será como se um crime fosse praticado por um número muito grande de pessoas, no qual cada uma dessas pessoas fizesse uma muito pequena parcela desse crime. Esta participação muito pequena não assume qualquer infracção às leis, contudo, o conjunto delas realiza um crime! Atribuído a quem? Na província tem havido casos destes. A população, farta da impunidade das entidades oficiais, resolve agir por sua conta e risco. Começa por jurar um pacto de silêncio, depois atraem a vítima infractora a um local isolado, em hora decidida por todos, envolvem a vítima e ele aparece morta. Quem foi, ninguém sabe? Mesmo muito pressionados, ninguém fala. No final, nunca há criminoso.

publicado por luzdequeijas às 16:25
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

AS FORÇAS DO MAL

As preocupações derivam de todos nós conhecermos bem, o engenho e audácia de certas forças do mal, espalhadas pela Terra! Contra elas nada mais se pode fazer do que lhe ir retirando as ferramentas de que se servem para fazer o mal. É a eterna luta do Mal contra o Bem, que faz parte da construção universal e mais acentuadamente da Terra. Do nosso plano não entendemos como acabar com o mal, sequer se isso é possível. É nossa convicção que a única arma que temos para travar esta luta é sermos mais fortes. Assim, as grandes concentrações humanas, falo das grandes cidades, estão totalmente dependentes da energia eléctrica. Muito mais ainda, em áreas de clima muito frio. Dos “Apagões” ocorridos ultimamente, no caso da falha eléctrica da América do Norte foram afectadas mais de 50 milhões de pessoas! Tendo sido anulados centenas de voos. Ninguém sabe onde começou ou, ou sequer o que a originou. Se teria sido um ataque cibernético, não o iremos saber agora ou mais à frente, até talvez nunca. Os ataques dos “hackers” às redes de energia são frequentes e sofisticados! O mais importante é saber-se que a rede eléctrica está obsoleta e é em vários momentos sobreutilizada. Na Terra, há gente que aproveita estes casos para atribuírem às privatizações, esta falta de segurança. Para nós as causas são muito mais profundas! Os “apagões” além de privarem as pessoas do consumo de energia nas suas casas, bloqueiam os transportes, elevadores, iluminação pública, actividades hospitalares, o comércio em geral, abastecimento de combustíveis e mesmo de água, etc. Enfim lançam o caos e milhões de pessoas na escuridão, no frio e no pavor. O trânsito fica completamente bloqueado! Metropolitano e comboios necessitam de seis a oito horas para verificação de sistemas e vias antes de retomarem a circulação normal. Em 1977, em idêntica situação, houve em Nova - Iorque incêndios por todo o lado! Multidões saquearam lojas, armazéns e casa particulares! Teremos de tentar saber porque tudo isto aconteceu. Mas é mais fácil formular perguntas do que responder a elas. Os milhões de pessoas que trabalham em Nova - Iorque, mais propriamente em Manhattan, não vivem lá. A grande maioria, sai do trabalho entre as 4 e as 5 horas da tarde para enfrentar uma caminhada de uma hora de transportes públicos até sua casa. Pouco a pouco, nestes horríveis acontecimentos dos “apagões”, os funcionários das empresas ferroviárias, ajudaram os passageiros a sair das composições e a caminharem pelas linhas até às estações, assegurando que ninguém se aproximava do letal «terceiro carril», ligado à energia, que poderia voltar a qualquer momento. Milhares de pessoas deixaram as suas casas e vieram para a rua, evitando o sufoco dos apartamentos e hotéis às escuras, e sem ar condicionado. Milhares de chamadas, foram feitos para as polícias, por pessoas fechadas nos elevadores. A maioria dos casos foi resolvida, mas outros trouxeram muito sofrimento e pânico. A lição de Nova-Iorque, repetiu-se em vários outros pontos do mundo: Londres, Escandinávia e Itália, etc. Neste último país, parece inverosímil que uma árvore caída sobre uma linha de alta tensão nos Alpes suíços tivesse deixado toda a Itália às escuras. Mais de 57 milhões de pessoas foram afectadas. A Itália é dos países europeus que apresenta maior dependência externa de energia! Isto deve-se à sua renúncia a centrais atómicas, depois de em 1987, os eleitores terem votado nesse sentido, na sequência do desastre de Chernobil. Por esse motivo a Itália suporta, a electricidade mais cara e está muito dependente do fornecimento de outros países. Não terá sido por acaso que se realizou neste país o segundo Fórum Mundial de Regulação de Energia, ao qual nós assistimos, com a ajuda do nosso sistema de visionamento interactivo. Noutro país Europeu, uma cegonha deixou a população às escuras e toda a economia parada. Com as cegonhas a elegerem a parte cimeira da torres metálicas, que suportam os condutores eléctricos, como zona predilecta para poisarem e fazerem o ninho com absoluta segurança, ninguém pode ficar descansado e dispensar duas ou três velas bem guardadas! Por outro lado a França e Alemanha detêm maior produção europeia de electricidade disponível, sendo mesmo exportadores crónicos. Como a energia eléctrica não é um bem armazenável, tem de ser produzida no momento do seu consumo, ou vendida imediatamente. De outra forma, resultam estrangulamentos e desperdícios, enquanto não se conceberem formas que possibilitem a sua produção máxima e o armazenamento do excesso, que poderia suprir, com redes de alternativa, os atrás mencionados “apagões”. Para muitos isto é disparate ou utopia, veremos.

publicado por luzdequeijas às 17:49
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ERRADAMENTE ESTAVA LÁ ...

.... E ASSISTI

 

O mundo corre de facto muitos perigos, tal como os habitantes da Terra.

 

Acabada a reunião pensei para comigo: Já tinha assistido a várias outras reuniões de Casas do Saber e em todas “bebi”, com sofreguidão, tudo que ouvi nelas. O saber em todas era repleto de espiritualidade e profundos conhecimentos, tanto ao nível das intenções como na entrega desinteressada aos projectos. O meu estado de espírito era de uma leveza mental e física muito grande. Ali vivi melhor que os passarinhos vivem na Terra, ou melhor, vivi com outra qualidade, mas todos os dias, sem pensar no amanhã e no futuro. Tão pouco nas outras necessidades diárias. Cansaço, foi outra coisa que ia desaparecendo com o decorrer do tempo. Só de não ter que me preocupar, em comer, mudar de roupa e de calçar todos os dias os sapatos, etc., ficava dia-a-dia muito mais leve. Os adornos corporais, é como se não existissem, ou melhor, também são eternos. As pessoas olham-se nos olhos frontalmente e, dos outros, nada mais vêem do que a sua própria alma. E esta, vêem-na com dons que adquiriram do alto do seu estado de leveza corporal e grande evolução espiritual. Neste espaço do universo que considero “celestial”, não vislumbro o mínimo vestígio de poluição. Para melhor meditar, voltei a sentar-me na relva. Precisava de muita meditação! Ouvi falar de muitos temas como: levitação – oceanos – micro algas – energia dos ventos – a teoria de Darwin – propulsão iónica – recursos da Terra – consequências ambientais – correntes oceânicas – climas – famílias dos ventos – novas ferramentas para políticas ambientais – movimentos da Terra – etc. É sobre o aproveitamento de tudo isto que os sábios do plano celestial vão desenvolvendo a sua investigação, no intuito de melhorar as condições de vida na Terra. Conto, ainda assistir a mais dois debates que sei serem fundamentais no futuro do planeta Terra. Voltei a levantar-me e comecei a vaguear. Não quis consultar placas informativas. Comecei a perceber que elas se destinavam aos recém-chegados. Para mim, já intuía o funcionamento mental desta nova envolvência. Avistei um outro edifício, ainda desconhecido para mim. Era diferente, tinha a forma de uma estrela. Aqui tive de voltar ao “sistema informativo” Era algo de novo. Nem mais nem menos do que uma grande biblioteca! Pude ver milhares de livros, todos de capa azul claro. Havia muitos leitores e outros, acabados de entrar, à procura da informação que pretendiam. Fiquei a observar tal movimentação. Não havia empregados ou outro tipo de controlo visível. O sistema de procura era dirigido, como os outros, pelo pensamento. As opções eram vastíssimas, no que concerne a línguas, tipos de leitura, autores e regiões do globo terrestre, etc. A editora era sempre a mesma: “Presença Celestial”. Embora goste muito de ler, confesso que ainda me sinto pouco à vontade para tal aventura.

publicado por luzdequeijas às 17:37
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ISTO EU OUVI ..

....PERDIDO NO CÉU

 

O Direito Penal existente está vocacionado para proteger os direitos individuais, mas não para proteger o “interesse social”. Eles sabem disso.

A criminalidade económico-financeira, ao atacar os bens sociais provoca danos profundos ao nível da legalidade, da igualdade, da concorrência leal e da justa repartição da riqueza e dos rendimentos. Dispondo de muitos meios para aumentarem a sua influência vão-se tornando cada vez mais fortes, infiltrando sectores da máxima importância do Estado. Fomenta o caciquismo ferindo o princípio da igualdade. Ao reger-se no mercado por acções ilegais e ocultas, pratica a concorrência desleal. Ao enganar o fisco com rendimentos fictícios, invalida uma igualdade justa da repartição da riqueza. Em resultado de tudo isto, as receitas do Estado descem impossibilitando investimentos essenciais em áreas como a saúde, educação e assistência social.

Em 2001 o Conselho da Europa lança novo aviso: «o Estado de Direito, elemento vital de uma sociedade civilizada, será o primeiro a baquear. Uma situação de não-direito que se generalize ameaça sabotar a capacidade do Estado de assegurar a segurança dos seus cidadãos. A partir do momento em que o Estado não tem condições de aplicar a Lei, a criminalidade organizada pode sabotar a autoridade estatal e substituir-se a ela». Este estado de coisas, para nós de vida eterna, não é aceitável. Os nossos pressupostos assentam nos valores humanos, que assimilámos e vamos manter para sempre. Nunca privilegiaremos elites, muito menos apoiadas em estados de secretismo. A transparência é para nós, fundamental e indispensável ao trabalho de pesquisa que queremos fazer em contínuo e desenvolver. Do nosso plano, castigar para educar os habitantes da Terra, não é possível nem desejável. Eles terão de viver em conformidade com a sua vontade e as suas decisões. Só objectivamos prestar-lhe a nossa ajuda, transmitindo-a em condições de captação sensorial. Julgar os humanos é, atitude que nunca poderíamos ter, isso só Deus o pode fazer! Mas também nunca deixaremos de, através dos nossos «pensamentos projectados», influenciar os nossos possíveis receptores na Terra a defenderem a verdade e a justiça, desempenhando todas as lutas contra organizações que em concreto façam mal às pessoas directa ou indirectamente. Teremos de nos lembrar, de que quando projectamos energia para alguém, estamos a criar com isso um vazio em nós mesmos, vazio esse que, se estivermos ligados ao universo, será imediatamente preenchido. Uma vez que comecemos a dar energia constantemente aos outros, receberemos sempre mais energia do que aquela que alguma vez poderíamos dar.

publicado por luzdequeijas às 17:32
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AQUILO QUE ESCUTEI

NUM CANTINHO DO CÉU ...

 

Embora já me sentisse muito fatigado, não hesitei em entrar noutra sala e escutar um novo tema. Pensei que, se fosse despachado favoravelmente o meu pedido de reencarnação, queria saber o máximo de tudo o que ali se passa. Já decorria a reunião quando ouvi a palavra “democracia”. Ouvi em simultâneo uma risada geral. Tal conceito parece não ter grandes adeptos por aqui! Estávamos a abordar o tema “Ciência Política”. O orador, olhou para mim, esperou um pouco e continuou. Os vários países da Terra e os seus povos, vivem obcecados com uma palavra chamada “democracia”. Nós aqui também, mas por razões diversas e opostas. Estamos, de facto, muito cépticos da democracia praticada na Terra. Mesmo muito.

Em certos continentes e também em muitos países, os órgãos de comunicação social acusam certos governos de serem ditaduras. Algumas organizações mundiais, supostamente idealistas e apostadas num mundo melhor, incitam esses povos, na sua opinião vítimas de ditaduras, a destituírem tais governos para imporem uma “democracia”! Nós neste plano, sem demagogias de qualquer espécie, defendemos a prática de democracias, mas não como estão a funcionar na Terra. Consideramos este assunto muito grave.

Será mesmo um dos problemas mais graves que afecta os países por onde já andámos. Na verdade, através de múltiplas formas e práticas, mantém realidades ditas democráticas que no fundo o não são! Dizemos, sem receio de errar, que não há democracia com candidatos “domesticados”, ou seja, candidatos que muito raramente defendem os altos interesses nacionais, para se quedarem em interesses privados. Candidatos apostados em obedecer às directrizes de quem os nomeou ou, influenciou a sua nomeação. É aqui que a dita “democracia” terá de levar uma volta e com medidas cautelosas e bem executadas, até convergirem numa democracia mais participativa, senso certo que para tal, os actuais partidos terão de ser reinventados. Os partidos que temos estão infiltrados e dominados!

É nossa convicção que a aposta em refazer os partidos, em nada prejudicaria os interesses dos grupos económicos, que não podem nem devem ser divergentes dos interesses gerais do Estado e melhoraria a confiança do povo, trazendo-lhe muito mais motivação, transparência e entrega a um novo “sistema político”. Torna-se muito necessário envolver mais a população para lhe incutir maior responsabilidade política. Votar de 4 em 4 anos, não é prática suficiente, para ser rotulada de “democracia”. É preciso deixar de aproveitar a ingenuidade da população, e incentivá-la a aprofundar, ela própria, a sua democracia. Não chega, é mesmo ridículo, que os partidos, pagos pelo povo, marquem eleições, escolham os candidatos que só eles conhecem, acabando os eleitores de terem em tudo isto, um papel ultra-secundário. Ninguém está seguro de que os partidos actuais, não estejam controlados a seu montante, por forças organizadas não democraticamente. O financiamento ilegal dos partidos está muito na origem deste facto concreto. De qualquer modo, como está a acontecer, o povo é escravo de esta suposta democracia. Tais partidos não podem defender genuinamente os interesses de todos! Alguém fica prejudicado e esse alguém é sempre o mais fraco. Este é um fenómeno organizado, global e responsável por muitas crises que já ocorreram e outras que virão a acontecer, muito brevemente! Os partidos de hoje, estão dominados por imensas “teias” e “redes”, que até seriam úteis se não desvirtuassem o intocável “Interesse Geral do Estado”. O que de facto acontece é que as teias e redes exercem o seu poder na procura de mais lucro e poder para os seus protectores. Com isso aumentam a sua influência na sociedade e no Estado e desse modo asseguram também a sua impunidade! Ficam, assim, constituídas estruturas altamente eficientes, estruturadas e com um funcionamento grandemente complexo e altamente hierarquizado. Muito difícil de perceber! Praticamente impenetráveis por estranhos. Dispõem de assessores de altíssima qualidade no apoio jurídico, na gestão financeira, nas telecomunicações e informática. Enfim, no todo nacional. Dominando o mundo dos clientes e fornecedores! Sem darem por isso, dispõem de uma gigantesca rede de “tráfico de influências” A partir daí ficam seguros da sua importância e impunidade. Claro, que tudo isto afecta, e muito, aquilo a que todos chamam “democracia”! As virtualidades de um povo na sua plenitude ficam diminuídas e o estado da nação enfraquecido. Os graves problemas do desemprego não são resolvidos. A economia torna-se bastante vulnerável e sem crescimento. A “entropia” faz o resto, muitas vezes, até a “bancarrota” do país! Inundando o país de tudo o que são produtos tóxicos e lixo de muito má qualidade. A caminhada de braço dado com a corrupção não pára. A aposta é cada vez mais descarada. Os alvos preferidos são, quase exclusivamente, os grandes e pequenos centros de decisão. Acima de tudo estão os partidos, que permitem colocar as pessoas “certas”.

publicado por luzdequeijas às 17:25
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

CHEGA DE BUROCRACIA!

 

A REFORMA DA SEGURANÇA SOCIAL 

Recebemos por invalidez, porque estudamos, porque não trabalhamos, porque trabalhamos, porque não queremos trabalhar. Recebemos por filho, por dependente e por pai,. Por curiosidade fui ver: contei 31 apoios, subsídios e pensões. Trinta e um apoios subsídios e pensões. Trinta e um formulários, trinta e um sistemas, trinta e um departamentos, trinta e uma funções. Preenchemos papel para dizer que alguém morreu. Preenchemos outro para o enterro. Trinta e um tipos de prestação social. Sistemas dentro de sistemas, formulários dentro de documentos, dentro de sistemas, dentro de sistemas, dentro de outros sistemas. E milhares de funcionários para tratar da papelada dos sistemas todos. Algo assim não pode ser eficiente.

 

publicado por Rodrigo Moita de Deus às 04:53

publicado por luzdequeijas às 13:59
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O REI ARTUR

 

Há duas versões da lenda para a transformação de Arthur em Rei, são elas:

 A Versão da Excalibur:

Conta essa versão que Uther Pendragon estava sendo perseguido por inimigos que lhe armaram uma emboscada e antes de morrer fincou a sua espada mágica numa pedra e disse que o próximo rei seria quem a retirasse desta pedra. Para satisfazer as suas vontades de se transformarem em rei, todos os grandes guerreiros tentaram, e passaram a organizar torneios anuais onde o vencedor receberia a chance de tentar retirar a espada mágica da rocha. Arthur, nessa época, era criado por Ectório e era o seu filho mais novo (de criação) e ele, como acontecia na era medieval, era o Pajem de seu irmão mais velho Cai. Numa dessas batalhas Arthur perdeu a espada de Cai e quando viu a espada encravada na rocha retirou-a e levou-a  ao seu pai. Neste momento alguns se ajoelharam e um outro senhor, Ban da Bretanha, jurou Guerra ao bastardo. Começada a guerra, Arthur imobilizou Ban e pediu para Ban jurar fidelidade a ele. Ban disse que não juraria fidelidade a um rei que não se tivesse ainda tornado um cavalheiro de verdade. E Arthur, sem pestanejar disse: "Estás certo meu senhor, faça-me então cavalheiro e jure fidelidade ao seu rei." Diante disso, Ban não acreditando na coragem do jovem, tomou a Excalibur em suas mãos e fê-lo cavalheiro jurando-lhe fidelidade diante de todos os seus soldados. Assim, Arthur foi feito rei de toda a grande Bretanha.

 A Versão das Brumas:

Igraine foi forçada por Viviane a se deitar com Uther para que ele lhe fizesse um filho. Depois disso, Arthur foi dado a Ectório para ser criado como um bastardo, visto que ele fora feito enquanto Igraine ainda era mulher de Gorlois da Cornualha, e isso não seria aceito por seus súditos. Quando Uther morreu, Arthur foi levado para Avalon para ser coroado de acordo com as celebrações do Gamo-Rei, e depois do ritual ele teve que se deitar com a Deusa incorporando o gamo, para com isso finalizar a sua coroação. Após a coroação, Arthur recebeu a espada mágica excalibur que tinha uma bainha confeccionada pelas mãos das sacerdotisas de Avalon, e seus símbolos significavam as mágicas que ela continha. Para a confecção dessa bainha, a sacerdotisa dava também seu sangue para a magia, e dentre outras mágicas, a bainha continha a proteção contra ferimentos e desmaios. Com essa espada e a bandeira do pendragon mantida como a bandeira do reino, Arthur conseguia que os povos antigos fossem seus aliados para o resto da sua vida. E não feria as tradições da Igreja Católica, uma outra forte aliada. Nesta cerimônia, Arthur jurou fidelidade aos preceitos da Antiga Religião.

publicado por luzdequeijas às 13:52
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

REINVENTAR O ESTADO

 

O Estado existe para servir os cidadãos e estes têm que se rever na capacidade positiva deste de legitimar uma relação de confiança essencial. Quando David Osborne nos fala da crescente oportunidade e necessidade de recolocar na agenda o “reinventing the government”, está claramente a colocar a tónica num dos elementos centrais da modernidade competitiva das nações.   Importa mais do que nunca reposicionar o Estado como “pivô” central da organização, monitorização e funcionamento adequado das nações e aproveitar as dimensões qualificadoras do conhecimento, inovação e competitividade como atributos capazes de fazer reganhar a  confiança estratégica do cidadão naqueles que o representam e  têm uma responsabilidade superior na garantia de patamares adequados de qualidade de vida e desenvolvimento social.


A reinvenção estratégica do Estado, enquanto “plataforma de centralidade” onde convergem as dinâmicas de qualificação dos diferentes actores sociais, ganhou hoje um paradigma que não se pode cingir às especificações operativas de mecanismos mais ou menos necessários de Governo Electrónico ou de ajustamentos organizacionais adequados a determinados posicionamentos conjunturais de orgânica  interna. Como muito bem nos elucida Samuel Hungtinton, a propósito do eventual choque de civilizações, o que está em causa é a capacidade endógena do Estado se auto referenciar como o primeiro antes de mais e último antes de tudo, centro de racionalidade  dos processos sustentados de evolução da sociedade civil. Se é importante, como Francis Fukuyama não pára de reiterar, a evidência da capacidade da sociedade civil protagonizar dinâmicas de liderança nos processos de mudança, não menos verdade é que compete ao Estado modelar a dimensão estratégica dessa mudança.·
    No quadro da Sociedade do Conhecimento e da Economia Global, cabe ao Estado o saber assumir de forma inequívoca uma atitude de mobilização activa e empreendedora da revolução do tecido social. Ou seja, independentemente da dinâmica de mudança assentar nos actores da sociedade civil e da sua riqueza em grande parte depender a estabilidade estratégica das acções, cabe ao Estado, no quadro duma nova coerência estratégica e duma nova base de intervenção política, monitorizar e acompanhar. Esta cumplicidade estratégica é essencial para a garantia de padrões coerentes de desenvolvimento e equilíbrio social. Nas sábias palavras de António Paim, emérito politólogo brasileiro, só assim se garante a verdadeira dimensão  de confiança entre todos os que acreditam no futuro.  
 
          É neste sentido que a legitimidade de actuação e sustentação estratégica se torna central. Processos de compromisso e convergência entre uma base central forte e pontos de descentralização territorial autónomos e indutores de riqueza e bem-estar social a partir da inovação e conhecimento têm que ter por base uma forte relação de cumplicidade estratégica entre todos os actores do tecido social. Um compromisso sério entre uma capacidade natural de mobilizar e empreender e ao mesmo tempo uma vontade de tornar os processos estáveis nos resultados que potenciam. A modernização do Estado assenta em larga medida na capacidade de protagonizar esse desafio de mudança de paradigma.·
      Há que fazer por isso opções. Opções claras em termos operacionais no sentido de agilizar a máquina processual e através dos mecanismos da eficiência e produtividade garantirem estabilidade e confiança em todos os que sustentam o tecido social. Opções claras em torno dum modelo objectivo de compromisso entre governação qualificada central, geradora de dimensão estabilizadora e indução de riqueza territorial através da participação inovadora dos actores sociais. Opções assumidas na capacidade de projectar no futuro uma lógica de intervenção do Estado que não se cinja ao papel clássico, dejá-vu, de correcção in extremis das deficiências endémicas do sistema mas saiba com inteligência criativa fazer emergir, com articulação e cooperação, mecanismos autosustentados de correcção dos desequilíbrios que vão surgindo.  

      David Osborne tem razão em insistir na actualidade e pertinência da chamada reinvenção do Estado. É essencial na "Sociedade moderna do Conhecimento" consolidar mecanismos estratégicos que façam acreditar. Cabe ao Estado esse papel. Encerra em si uma missão única de fazer da sociedade civil uma fonte permanente de mobilização de criatividade e inovação e de estabilização de participações cívicas adequadas. A governação é hoje um  acto de promoção e qualificação da cidadania  activa. Importa ao Estado ser relevante. Importa ao Estado constituir-se como um operador de modernidade. Por isso, nunca como agora a sua reinvenção é um desafio de e para todos. A Reinvenção do Estado é em grande medida a reinvenção da Nação.

Por Francisco Jaime Quesado

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:50
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PREMONIÇÃO EM 2003

É nossa convicção que a aposta em refazer os partidos, em nada prejudicaria os interesses dos grupos económicos, que não podem nem devem ser divergentes dos interesses gerais do Estado e melhoraria a confiança do povo, trazendo-lhe muito mais motivação, transparência e entrega a um novo “sistema político”. Torna-se muito necessário envolver mais a população para lhe incutir maior responsabilidade política. Votar de 4 em 4 anos, não é prática suficiente, para ser rotulada de “democracia”. É preciso deixar de aproveitar a ingenuidade da população, e incentivá-la a aprofundar, ela própria, a sua democracia. Não chega, é mesmo ridículo, que os partidos, pagos pelo povo, marquem eleições, escolham os candidatos que só eles conhecem, acabando os eleitores de terem em tudo isto, um papel ultra-secundário. Ninguém está seguro de que os partidos actuais, não estejam controlados a seu montante, por forças organizadas não democraticamente. O financiamento ilegal dos partidos está muito na origem deste facto concreto. De qualquer modo, como está a acontecer, o povo é escravo desta suposta democracia. Tais partidos não podem defender genuinamente os interesses de todos! Alguém fica prejudicado e esse alguém é sempre o mais fraco. Este é um fenómeno organizado, global e responsável por muitas crises que já ocorreram e outras que virão a acontecer, muito brevemente! Os partidos de hoje, estão dominados por imensas “teias” e “redes”, que até seriam úteis se não desvirtuassem o intocável “Interesse Geral do Estado”. O que de facto acontece é que as teias e redes exercem o seu poder na procura de mais lucro e poder para os seus protectores. Com isso, vão aumentando a sua influência na sociedade e no Estado e desse modo asseguram também a sua impunidade! Ficam, assim, constituídas estruturas altamente eficientes, estruturadas e com um funcionamento grandemente complexo e altamente hierarquizado. Muito difícil de perceber! Praticamente impenetráveis por estranhos. Dispõem de assessores de altíssima qualidade no apoio jurídico, na gestão financeira, nas telecomunicações e informática. Enfim, no todo nacional. Dominando o mundo dos clientes e fornecedores! Sem darem por isso, dispõem de uma gigantesca rede de “tráfico de influências” A partir daí ficam seguros da sua importância e impunidade. Claro, que tudo isto afecta, e muito, aquilo a que todos chamam “democracia”! As virtualidades de um povo na sua plenitude ficam diminuídas e o estado da nação enfraquecido. Os graves problemas do desemprego não são resolvidos. A economia torna-se bastante vulnerável e sem crescimento. A “entropia” faz o resto, muitas vezes, até a “bancarrota” do país! Inundando o país de tudo que são produtos tóxicos e lixo de muito má qualidade. A caminhada de braço dado com a corrupção não pára. A aposta é cada vez mais descarada. Nos alvos preferidos, que são, quase exclusivamente, os grandes e pequenos centros de decisão. Acima de tudo, são os partidos o veículo óptimo para permitir colocar as pessoas “certas”nos lugares "certos"..

Sem darem por isso, ou dando, passam a dispor de uma rede gigantesca de tráfico de influências!

 

António Reis Luz



publicado por luzdequeijas às 19:44
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ESTADISTAS PRECISAM-SE

Sobram os dedos de uma só mão para contar aqueles Estadistas que apareceram à frente do nosso País nos últimos cem anos.

Estão a tornar-se um bem preocupantemente escasso! Ou se é, ou se não é. Eis a questão !
Sabe-se que se nasce já com esse dom, e o muito que se pode fazer, é ajudar a melhorar o seu desempenho.
Mas, para tal, é preciso que eles apareçam.
Aqui radica, e mais transparece, toda a crise partidária; querer ou saber como captá-los. Eles andam por aí, não muitos, mas andam. Mesmo num País ingovernável como parece estar o nosso !
Este, ou qualquer outro governo, com o tempo, acaba por se sentir completamente tolhido na sua acção governativa, com uma liderança a pensar pequeno. A força das corporações, e outras, são de facto eficazmente bloqueadoras.
O País também o sente.
Num primeiro momento, os governantes que vamos tendo ainda inventam uma qualquer ASAE, para mostrarem que mandam. De facto só mandam nas “ginjinhas do Rossio” !
Depois, o desânimo abate-se sem piedade. Eles não mandam nada! E o País vai andando mal.
Os possíveis Estadistas, que existam neste reino, farejam esta realidade e, como qualquer homem comum, escondem-se na mediocridade, mesmo sentindo o chamamento.
Ficam-se nas covas. Não sentem o mínimo de condições exigíveis para avançar !
Aos donos dos partidos isto interessa e muito. A mediocridade da classe política serve a muita gente, não ao País. Principalmente quando o líder governativo apelida os seus opositores de mesquinhez, tomando como mérito seu, o sacrifício de todo o povo para equilibrar as finanças públicas.
Os verdadeiros “ Homens de Estado ” para aparecerem precisam, no entanto, de acreditar ter chegado o momento certo. Depois, a sua acção e postura vão demolindo os bloqueios corporativos e vão fazendo sobressair os mais capazes. Afastam o servilismo e a obra começa a surgir. Com ela regressa a autoridade perdida.
O verdadeiro Estadista pensa na próxima geração, nunca na próxima eleição. O seu sentido de Estado funciona melhor que qualquer GPS (Sistema de Posicionamento Global) na descoberta do caminho certo para os altos interesses colectivos. É uma pessoa desprendida, segue na senda dos valores e não se deixa enredar nos pequenos interesses de grupo. Torna-se incomodo, mas granjeia o respeito das maiorias. Arrasta com o seu forte carácter e força interior, todo o País para o desenvolvimento e bem-estar social.
Faz crescer o PIB em vez de escravizar a população com escandalosos impostos. Os bandos corporativos e empresários, amantes de governantes fracos, deixam de ter a sua governação subterrânea, tão eficaz na defesa da continuidade dos seus interesses pessoais e de casta.
Os potenciais Estadistas, tal como os golfinhos na década de sessenta, quando a poluição invadiu o estuário do Tejo, fugiram para longe. A inteligência e sensibilidade dos golfinhos, tal como a dos Estadistas, não lhes permite lidar, dia a dia, com tanta opacidade. Querem a água limpa, onde se movimentam com toda a transparência.
Hão - de voltar um dia.
Mesmo assim, talvez esteja na hora do País pôr nos grandes jornais mundiais um anúncio como segue:
“ Estadistas precisam-se; condição indispensável falarem a língua de Camões em qualquer parte do mundo e desde nascença”
Certamente que no “ casting ” será rejeitado todo e qualquer candidato por afirmar que, com excepção do seu, todos os partidos estão mal.
Certamente será escolhido todo e qualquer candidato por afirmar que todos os partidos devem ser profundamente revistos no seu funcionamento interno. Todos estão mal.
Em especial há um que está completamente anestesiado. É fácil saber qual é!
As regras internas de funcionamento dos partidos devem ser legisladas e , portanto, serem iguais para todos , para que nos sufrágios haja, de facto, eleições democráticas.
Igualdade à partida.
Quem chamar a isto “coisas mesquinhas” não tem estatura de Estadista.
O povo paga com os seus altíssimos impostos os partidos que temos e deixa-lhes nas mãos o poder de conduzirem o País. Resta-lhe, a este povo, o direito que o funcionamento dos mesmos seja avaliado por uma credível “Alta Autoridade”, constituída por homens bons e de grande credibilidade. Em debate nacional.
 
António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 15:53
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DEPUTADOS COM PATRÃO

Já uma vez se perguntou aqui se um deputado que é também consultor de um banco, por exemplo, será um homem livre para decidir de acordo com o interesse público e não segundo a conveniência de quem o emprega. Na semana em que reabriu portas o Parlamento, Paulo Morais, presidente da Transparência Internacional em Portugal, que combate a corrupção, apresentou estas contas simples: quase um terço dos deputados da anterior Assembleia (70) eram, simultaneamente, gestores de empresas que têm negócios com o Estado.

Importa saber agora quantos dos que lá estavam foram reeleitos. Só para vermos se alguma coisa mudou, ou se os  partidos fazem sempre as suas listas de modo a respeitarem as quotas dos patrões dos seus deputados.

Fernando Madrinha - Expresso 



publicado por luzdequeijas às 15:50
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ACORDAR ENQUANTO É TEMPO

 

O Governo pretende cortar entre mil e 1500 freguesias (4 260) no país, na reestruturação da administração local que vai levar a cabo. Porém, o PSD deve evitar mexer no número de municípios, um ponto mais sensível e que ficou em cima da mesa depois da passagem da Troika por Portugal. O Memorando de entendimento entre Portugal, Bruxelas e o FMI prevê a redução significativa do número de câmaras municipais e juntas de freguesia até Julho de 2012. No seu programa, o PSD é muito mais moderado.

Além disto, o governo prepara-se ainda para reduzir o número de eleitos locais, reorganizar o sector empresarial local e passar algumas competências municipais para um nível supramunicipal. O executivo quer ter os objectivos da reforma autárquica definidos até ao final do ano e para isso já convocou para as próximas semanas as primeiras reuniões com a Associação Nacional de Municípios e com a Associação Nacional de Freguesias.

 

Amigos, pode parecer injusto, errado e tudo aquilo que quiserem. Tenho alguma experiência nesta matéria, e posso garantir que dentro do autêntico "ciclone" necessário à salvação de um dos países mais antigos da (Europa), esta é uma das medidas que tem de ser executada.Hoje, pelas Juntas e Poder Local, poderão estar a passar a maior parte dos "pequenos interesses" que minam o país e descredibilizam toda a política e os partidos. Falar em concreto é difícil. Mas, antes que se possa chegar a situações inimagináveis, o melhor é cortar o mal pela raíz! Passar "atestados" não pode justificar uma despesa tão grande ao país. As próprias "delegações de competências" (medida importante, mas que pode, quem sabe?), descambar para comportamentos menos correctos, por via do pouco controlo a que são sujeitas as Juntas pelas autoridades!

Mais atribuições? Só com mais dinheiro, e isso é coisa que o país não tem. Poderão ainda existir muitas outras coisas perigosas no domínio dos desvios à "democracia representativa"! Digo poderão, mas se não existem, estão criadas as condições para elas explodirem. As nossas aldeias, as nossas vilas e até cidades, podem ficar políticamente "aprisionadas"! Como? Se existirem grupos com actuação ilegal local,e secreta, nos nossos dormitórios, rapidamente se pode chegar a uma situação em que as reuniões não têm aqualquer controlo perante a Lei e pela Constituição Política! Rapidamente todos os possíveis candidatos só o serão, com o beneplácito de tais grupos. Os próprios funcionários das juntas serão "apertados" por esta gente, ficando sem saber se devem obediência ao presidente da junta ou a estes comandos ilegais. Os "documentos" da Junta passarão a ser copiados, na rua, para análise desta gente oculta! Enfim, se não se tomarem medidas muito concretas, poderemos cair nesta situação, indigna de uma verdadeira democracia! Não só pelos danos morais e políticos, mas por tudo o resto , até pela corrupção, é preciso evitar que Portugal chegue a uma situação como esta aqui imaginada.

Claro que as  medidas da Troika são para cumprir, mas evitar chegar à situação descrita e em perspectiva, é muito mais importante! A ruína moral trás consigo a morte de tudo, inclusivé do nosso próprio País.

António Reis Luz 

publicado por luzdequeijas às 15:47
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

PROMOÇÃO "LOW COST"

O Governo admite, nas negociações da concertação social, que os desempregados que aceitem uma oferta de trabalho cuja remuneração seja inferior à sua prestação de subsídio de desemprego tenham direito a 50% do subsídio durante os primeiros seis meses e a 25% nos seis meses seguintes.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

A promoção destina-se a incentivar as pessoas que recebem subsídio (e o valor máximo é 1257 euros) a aceitar trabalhos onde vão receber menos. A ideia pode ter algumas virtudes, mas também é uma via verde para a redução dos salários. O exército de quase um milhão de pessoas sem emprego, a que há a acrescentar centenas de milhares de precários, facilita essa tendência ‘low cost’ que vai encolher ainda mais a classe média.

publicado por luzdequeijas às 15:39
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

A QUINTA DA CARDIGA

A sua história

Esta Quinta é bem representativa da nacionalidade portuguesa, na medida que já existia quando se deu a independência de Portugal. Na Quinta da Cardiga, a poucos quilómetros da cidade de Tomar, em Portugal, encontrava-se um pequeno reduto templário. Em 1169, o primeiro rei português, D. Afonso Henriques doou esta quinta aos Templários, para que estes ali erigissem um castelo e eles, assim o fizeram. Sucederam-se vinte e três Mestres na poderosa Ordem que ia somando terras e bens, na região de Soure e Pombal, que fora seu anterior território. Também na região de Castelo Branco e Idanha, até ao Fundão e nesta região de Tomar, com limite a sul, na Quinta da Cardiga e no Castelo de Almourol – ao todo perto de 3700 quilómetros quadrados de domínio

Portal Gótico - Palácio da Quinta da Cardiga

A Quinta da Cardiga, onde se encontra edificado o dito castelo do século XII (data da fundação da Nacionalidade Portuguesa) e que posteriormente foi convento dos monges da Ordem de Cristo, é o local onde, á margem da corrente do Rio Tejo, o visitante poderá regressar aos primórdios dos seus antepassados.

 

Extinta a Ordem dos Templários, o seu domínio passou para os Freires de Cristo, sendo sucessivamente doado a várias ordens até ao século XIX quando foi comprada por diversos particulares. A Quinta da Cardiga foi uma das mais notáveis propriedades do País.

 

A Torre de Menagem

 

Tendo pertencido aos frades do Convento de Cristo tem ainda hoje como símbolo da casa a Cruz de Cristo. O conjunto arquitectónico é interessante pela mistura de estilos, a que não falta uma torre e um portal manuelino. A Cardiga, com a sua sobranceira Torre de Menagem, ainda estoicamente de sentinela, é hoje uma das magníficas quintas com imponente solar como muitas outras do concelho, no reinado de D. Manuel I.

Mais tarde, tornou-se uma quinta modelo, situada no Concelho da Golegã, com casas de habitação, jardim, horta, capela, cavalariças, cocheiras, casas para criados, albergarias, lagar, oficinas e muitas outras dependências e actividades.

Na abordagem desta Quinta vai procurar dar-se uma ideia clara do que foi a Cardiga durante e após o domínio que sobre ela exerceram as duas das maiores Ordens Religioso-Militares que existiram no nosso país: os Templários e a Ordem de Cristo.

A primeira aquando da reconquista Cristã e a segunda aquando dos Descobrimentos.

Porém, não deixará também de ser abordado o seu percurso até aos dias de hoje.

A Quinta da Cardiga, juntamente com o castelo de Ozêzere, a torre da Atalaia e o Castelo de Almourol eram postos de vigia da milícia do Templo.

Tal importância tinha a Quinta da Cardiga que em 1550, D. João III autorizou o seu irmão a proceder à mudança do percurso do rio Tejo, fazendo-o passar pela Cardiga, junto do seu palácio. Em 1580, Filipe II, vindo das Cortes de Tomar a caminho de Lisboa, descansa na Cardiga.

A sua capela oferece-nos um admirável retábulo de pedra figurando a Senhora da Misericórdia com o seu manto de pura feição renascentista. O majestoso palacete, ladeado por elegantes torreões circulares, rematados por cúpulas, guarda no seu interior um dos três núcleos importantes de pintura primitiva portuguesa, existentes no distrito de Santarém.

 

 

Aliás, todo o espólio do recheio do palácio da Cardiga, constitui uma grande contribuição para o estudo das artes decorativas.

Esta quinta possui ainda ricos painéis de azulejos. Situada junto ao Tejo, preserva elementos quinhentistas (portal manuelino) e azulejos seiscentistas e setecentistas.  

Possui uma torre ameada envolvida por antigas construções, designadamente claustros, capela, celeiro e pequena colunata rematada por cúpula semiesférica. Esta Quinta tinha um importante porto fluvial, cujo tráfego fazia parte do sistema de comunicações e transporte de mercadorias entre o interior do Ribatejo e Lisboa.

A Cardiga acaba por ficar ligada, historicamente, aos Descobrimentos Portugueses através de grandes Comendadores da Cardiga.

- 1416- Frei Gonçalo Velho é Comendador da Cardiga.

- 1460- Frei Gonçalo Velho é investido no cargo de primeiro capitão das ilhas de Santa Maria e de São Miguel.

 - 1500- Descoberta do Brasil por Pedro Alvares Cabral.

          Afonso Furtado de Mendonça é Comendador da Cardiga.

 

- 1520-(cerca de) Nuno Furtado de Mendonça,  que era cunhado de Bartolomeu Perestrelo, sucede a seu pai no cargo de Comendador da Cardiga e a sua mulher D. Isabel de Castro, era sobrinha do afamado herói da Índia, Afonso de Albuquerque.

 

 

A Natureza Pura

 

Os estudiosos normalmente preocupam-se em analisar a acção e influências que o homem exerce sobre o meio em que vive. Concordo e reconheço a importância desse conhecimento. Todavia a análise e o estudo do inverso não será menos importante, antes pelo contrário. A influência do meio ambiente sobre o Homem é decisiva na formação do seu carácter e da sua personalidade, nomeadamente no período da infância e adolescência. Depois fica.

O que se passa nos grandes centros urbanos é certamente diferente daquilo que se passa na vivência diária de uma quinta. Nesta, não existem factores, como nas cidades, que desliguem ou afastem as pessoas da forte influência da natureza.

 

 

Nas grandes cidades, talvez que sejam mais determinantes outros coisas como, clubes desportivos, associações culturais e o próprio ambiente familiar, onde as pessoas são obrigadas a recorrer, pois a rua é só de passagem.

O que quero mesmo realçar tem a ver com a vivência das pessoa que nasceram e cresceram numa quinta muito especial como a Cardiga, com uma história riquíssima. A rua aqui não é passagem é o espaço de liberdade. A História que se lê nas centenárias pedras do castelo é o orgulho que nos vai perseguir a vida toda. A natureza é o amigo, mas também o desafio e a aventura. O espaço mais amplo é a transparência porque nele tudo é claro, mesmo quando chega o escuro da noite. 

 

O Tejo moldava a Natureza

 

A grande paixão na quinta era em primeiro lugar o rio Tejo. Havia nele fascínio e mistério, que a todos desafiava.

O Tejo era contido todo o ano por extensas margens de salgueiros e canaviais, chamadas de "marachas", com excepção das grandes cheias, hoje quase inexistentes, pela grande capacidade de acumulação de água das barragens construídas nos últimos cinquenta anos.

De resto, tudo no dia-a-dia na Quinta representava um desafio. Desafio que era preciso vencer sozinho,  e que se chama natureza. Ela é amiga, mas lança desafios para nos ajudar a preparar a nossa própria defesa.      

O porto fluvial estava equipado com batelões, barcos a motor e fragatas.

No inverno com as grandes e medonhas cheias todas as embarcações eram recolhidas no leito manso de uma ribeira.

As águas do Tejo quando estavam baixas, no verão, deixavam aparecer belos areais. O sítio onde a ribeira desaguava no rio, era o mais belo e apetecido. Havia relva no chão e muitas amoreiras com óptimas amoras e sombras para descansar. No meio deste espaço frondoso um frondoso chorão. Este lugar era conhecido pela «beira do Tejo» e servia para os banhistas e campistas descansarem e conviverem. Era a praia possível para muitas famílias dos arredores, nesta zona interior.

Naquele tempo a água que corria neste rio era completamente límpida e com muito peixe.                 

As primeiras incursões até ao leito do Tejo ocorriam com a chegada dos dias quentes e eram de jovens, normalmente estudantes, em grupos à procura da frescura do rio. Vinham ver como estavam as coisas, mas só mais tarde se decidiam pela entrada na água. 

A roupa era trocada no meio dos canaviais e aí guardada sem receio. Começavam deste modo os mergulhos no Tejo. O sítio junto do palácio era mais profundo e tinha a torrente mais forte. Era aí, no pego, que os mais audazes mergulhavam. Os outros procuravam as águas mais baixas. Apesar disso todos os anos o Tejo fazia as suas vítimas entre os jovens menos avisados ou afortunados. Estes acontecimentos, onde toda a gente se conhece, eram profundamente sentidos. O luto era para todos sem excepção. Logo que o corpo era encontrado traziam-no para a margem onde ficava a aguardar os trâmites legais. Por alguns dias o rio era motivo de profundo respeito e não havia banhos para ninguém. Curiosamente, estes acidentes ocorriam quase sempre no entusiasmo dos primeiros mergulhos.

Nas noites cálidas de verão e depois do jantar, as famílias desciam até à “ beira Tejo”. Sabia bem apanhar o fresco da noite, que vinha do rio, e os mais faladores ajudavam a passar a noite. Numa dessas noites ocorreu um fenómeno que marcou quem o presenciou:

Por cima das cabeças das pessoas, a alguns metros de distância, passou uma grande bola de fogo! A cauda era muito comprida! Desviou para a esquerda e desapareceu no meio de um choupal. No dia seguinte procuraram-se vestígios daquele grande objecto luminoso mas sem qualquer êxito.

 

 

 

 

Em Pleno Esplendor

 

 

Naquele paraíso a magia era constante nas quatro estações do ano! No inverno essa magia tinha o acento tónico no medonho. A natureza engrossava a voz e punha o semblante fortemente carregado. O volume das águas do Tejo aumentava de forma assustadora, em dois ou três dias, por força das primeiras chuvadas, mais persistentes.

A torrente tornava-se forte e impetuosa e a água ganhava uma cor barrenta! Troncos de árvore eram vistos a descer o rio ao ritmo veloz da torrente. Por todo o lado as águas das chuvas descobriam atalhos e mais logo, todas desaguavam no rio, vindas de longe. De tanta água receber o caudal transbordava as margens que ladeavam o leito do rio. Nem os enormes salgueiros e a sua densa ramagem a podiam suster. Era impressionante ver a cavalgada das águas sempre em busca de cada vez mais espaço. A vida animal, sempre desconfiada, apercebia-se da avalanche e refugiava-se como podia, mais longe ou mais alto!

Rapidamente a paisagem verdejante desaparecia e ficava submersa por um extenso mar que galga muros, estradas, pomares, colinas e toda a planície a perder de vista!

Do alto do castelo a nossa vista só alcançava água. As noites caíam pouco depois das cinco e eram longas, muito longas e medonhas. O silvo do vento forte acompanhado do barulho da intensa chuva a cair, compunham uma sinfonia para a noite toda. A seguir á chuva de dias, numa bela manhã, iria aparecer um sol radioso. Mesmo assim as águas do rio continuavam a subir até estacionarem por dois ou três dias. Havia de seguir-se o seu abaixamento, normalmente com muita lentidão, que deixava nas paredes e muros uma linha horizontal castanha que marcava a máxima altura daquela cheia.

 

Atingida a normalidade no rio ficava visível ao longe, uma extensão muito grande toda coberta por uma espessa camada de lama. Esse lamaçal, com o tempo, irá ficar transformado num infinito conjunto de polígonos originados pela lama que gretava ao secar. Futuras chuvadas acabarão por proceder à lavagem e transporte para o rio de grande parte deste precioso composto. O que ainda fica na terra é um óptimo fertilizante.

 

Com a chegada do sol abre-se um novo ciclo de vida e um aumento do frio. Instintivamente vamos buscar mais uma manta para a cama. De manhã quando se chega à janela para espreitar o dia ficamos deslumbrados. Os telhados do casario à volta estão todos brancos. Ao sair de casa a aragem matinal é fria e deixa o nariz e as orelhas gelados. A vida não pára e toda a gente anda em movimento, até os "catraios" de sacola às costas lá ia para a escola. Pelos caminhos de terra batida ou simples carreiros, sem pararem e com botas cardadas. Lá iam partindo a água gelada das poças. À noite, dentro de casa, toda a gente se aquecia à lareira. Lenha era aquilo que não faltava.

 

Os trabalhadores, não residentes, deitavam-se nas camas das camaratas para se aquecerem, enquanto deixavam ao lume da cozinha, toda a noite, a roupa molhada pelos dias chuvosos. No dia seguinte era preciso levantar cedo e a roupa para vestir tinha que ser a mesma.

No final do dia, os outros trabalhadores das redondezas lá iam a pé até casa, não sem que a noite lhes caísse no caminho. Aqueles que pernoitavam no dormitório (poucos e de mais longe), também dispunham de uma cozinha geral. Uma mesa comprida e uns bancos corridos e o lume a queimar lenha. era tudo o que tinham.

  

Todos se apressavam a pôr ao lume o seu pote de barro com três pés. Estavam pretos de tanto ir ao fogo. Depois, iam vagueando entre um banco e a chaminé, espreitando se os poucos feijões já se podiam comer. De vez em quando tiravam dos alforges pendurados na parede, um estreito tubo de vidro com azeite, e deitavam no pote umas poucas gotas. Mexiam o magro sustento com colheres de pau, após o que provavam. Voltavam a tirar dos alforges uma colher muito gasta e segurando a cabeça com uma mão lá iam comendo com a outra.

Quase não falavam. Quando acabavam seguravam a cabeça com as duas mãos e ficavam imóveis até se irem deitar. Talvez estivessem a pensar na vida e na família que estava longe. Mais tarde lá iam nos seus tamancos feitos de madeira até ao dormitório.

 

Com mais ou menos cheias, eram assim os invernos na Cardiga para os trabalhadores rurais.

 

Com os borbotes pequenos e verdes a rebentarem nos ramos das árvores, percebia-se que estava a chegar a primavera. Na terra, o rebentar das ervas e plantas fazia levantar a camada de lodo que as cheias lá deixavam. Ouviam-se os pardais nos telhados e outros vão beber água nas poças mais teimosas. Mais tarde andarão entretidos a fazer o ninho.

 

As extensas vinhas das terras mais baixas, saem das cheias cobertas de uma fina camada de lama.

 

As embarcações protegidas durante o inverno nas águas calmas da ribeira, voltam ao seu lugar no porto fluvial. Esta estação do ano é na quinta um crescendo de vida! As canas e os salgueiros empertigam-se e ficam viçosos de verde. Não tarda que os trabalhadores se apurem na poda das árvores e vinhedos. Manadas de bois puxavam os arados na preparação das sementeiras, enquanto atrás as alvéolas de pernas "finitas" e cauda comprida, depenicavam os vermes trazidos à superfície. As trepadeiras que cobriam as extensas paredes do palácio não tardarão a florir. No verão serão o esconderijo e dormitório da passarada.

 

O palácio é considerado património nacional e a sua construção remonta a tempos desconhecidos. O mesmo acontece com o castelo. Lendas antigas relacionam-nos ao Almourol, Templários e Convento de Cristo. Incorporada no palácio existe uma linda capela com ricos vitrais. Entre um dos lados do palácio e o rio ficava um lindo jardim e ao lado deste uma estufa com plantas exóticas.

 

A Páscoa era o ponto alto da primavera. Todas as famílias vestiam a sua roupa melhor e iam à missa na capela, que se enchia. Os donos conviviam com todos os trabalhadores e participavam com as crianças na festa da procura dos ovos de Páscoa escondidos nos arbustos da horta. Havia ovos de todas as cores.

Aproveitando o labirinto existente, faziam-se jogos e distribuíam-se prendas pelas crianças presentes. Nos campos já tudo era verdura e floria. Papoilas e malmequeres brancos e amarelos eram a perder de vista! As roseiras enroladas às muitas árvores da avenida de entrada e landoeiros, transmitiam-lhe um colorido vistoso e alegre!    

Aos poucos, as águas do rio deixavam de ser barrentas e tornavam-se límpidas. A sua torrente arrastava as ramagens dos salgueiros que assentavam na água. Adeptos da pesca à linha vinham das terras vizinhas. Existiam também os outros, quase profissionais, que com os seus barcos pretos em forma de meia-lua percorriam o Tejo estendendo as suas redes.

Outros aprestos como os “covos”, “tarrafas” etc. ajudavam os pescadores a ganhar a vida. O peixe assim recolhido era vendido nas terras ribeirinhas que não eram abrangidas pela venda de peixe do alto mar. Algum tempo depois outro evento anual fazia acorrer à Cardiga muita gente das redondezas. Falo da 5ª Feira da Ascensão ou “dia da espiga”. Vendedores ambulantes apareciam manhã cedo e montavam as suas bancas. Vendiam refrescos, pevides, tremoços, sanduíches, bolos etc. Outras pessoas vendiam os típicos ramos deste dia, chamados de “espiga”. No rio fragatas enfeitadas passeavam as pessoas, a troco de quase nada. Todos entoavam cantigas populares.

 

Tudo isto ao longo dos anos haveria de conquistar o coração das populações das redondezas que, de facto, nutriam grande simpatia e respeito por esta Quinta da Cardiga, sabiamente gerida durante séculos pelos Cavaleiros do Templo e da Ordem de Cristo. Socialmente e numa época em que nenhuns direitos havia para aqueles que trabalhavam na vida do campo, tinham eles deixado a semente do respeito pelos outros, que induziria os futuros e mais significativos donos da Quinta, a fornecerem assistência médica, colónia de férias etc., e outros cuidados sociais, até aí inexistentes no Portugal de então.

 

Por esta altura da 5ª. Feira da Ascensão já se podiam comer alguns frutos maduros. As searas tinham a cor amarela da sua perfeita maturação. As hortas tinham de tudo, pois a natureza era pródiga, ajudada pela qualidade das terras e pela abundância de água para rega. Ao cair da noite esvoaçavam morcegos por todo o lado e nas noites quentes do fim de Maio as crianças corriam atrás dos pirilampos que em ziguezagues se escapavam pelos ares.

O potente sino que se fazia ouvir em toda a quinta, badalava agora mais cedo e mais tarde, era a hora de verão. O sino marcava há anos o inicio e o fim da jornada de trabalho diário e também no rebate a fogos. No pino do sol, no verão, passava a tocar quatro vezes ao dia em consequência do calor e da necessária “sesta”.

 

O andar pachorrento dos carros de bois carregados de cereais indiciava o começo desse verão. Os boieiros, também eles pachorrentos, talvez por contágio, com o aguilhão e a espaços, picavam os animais com algum comprometimento. O trabalho da ceifa era feito por homens afogueados pelo calor intenso.

 

Era este o tempo das violentas trovoadas. Por vezes mais que uma por dia ou em simultâneo e provenientes de lados opostos. Os raios iluminavam o céu que antes se tinha tornado escuro. Por antecipação um homem, sempre atento, molhava o chão onde os pára-raios ligavam à terra.

 

Os santos populares eram também motivo para festejar em conjunto com os vizinhos e amigos. Lenha não faltava e alegria também não. As alcachofras estavam mesmo à mão. Com mais ou menos jeito todos saltavam à fogueira.

 

O verão já se fazia sentir e nos dias que se seguiam a fogueira era outra e chamava-se eira. Homens de chapéu preto na cabeça e lenço vermelho no pescoço alimentavam sem cessar aquelas grandes máquinas que separavam as sementes para um lado e a palha para outro. Dava prazer ver os fardos tão bem atados e moldados. Levar os sacos de cereais e os fardos era trabalho novamente destinado aos bois e às enormes mulas. O celeiro e os palheiros irão ficar cheios para mais um ano.

 

Na Cardiga tudo era aproveitado no estrito rigor dos ensinamentos colhidos e melhorados durante várias gerações. O ciclo económico tem regras a cumprir. A abundância de água permitia manter, através da rega, a alimentação de alguns animais bem viçosa. Nas condutas de rega, cheias de musgo, corria água muito limpa por todo o lado.

 

Menos que nas redondezas, o calor era imenso. Sufocante!          

 

O verão ia acabando e dando origem ao Outono com a azáfama das vindimas. Novamente os carros passavam pachorrentos transportando uvas brancas e pretas. Eram dias e dias com o mesmo ritual.

Na adega o trabalho era igualmente intenso até á fermentação completa do mosto. Depois, eram as provas e envasilhamento do precioso liquido. O vinho da Cardiga era consumido e apreciado por todo o país, sempre rotulado com a Cruz de Cristo.

 

Sem se dar por isso já estávamos no Outono. O sentido decrescente que nos transmite esta estação,  dá-nos alguma sensação de menos alegria ou mesmo de alguma tristeza, são os motivos aparentes, outros poderão existir.

É certo que esta estação tem muito de verão e muito de inverno. De si própria tem o antipático cair da folha, os dias mais pequenos, a chuva, e o frio que vai chegando. A Quinta era invadida por ranchos de homens e mulheres vindos das Beiras para a apanha da azeitona, uma importante tarefa sazonal que punha de novo os carros a transportar toneladas de azeitonas para o lagar. Laborava por vários meses de dia e de noite. O azeite produzido era de muito boa qualidade, com consumo garantido.

 

Com a chegada da primavera tudo recomeçava...  .

 

As Relações Humanas

                   

As relações humanas vividas na “Quinta da Cardiga” eram seguramente diferentes de qualquer outra realidade. O relacionamento entre a já larga família proprietária da Quinta e os trabalhadores e suas famílias, era não só de respeito mútuo, mas também de estima e saudável entreajuda. A palavra solidariedade tinha aqui perfeita aplicação. Em situações difíceis, ou mais complicadas, os donos da Quinta davam o seu apoio a qualquer pessoa. No sentida inverso os moradores sentiam, como seu, todo e qualquer infortúnio que atingisse a família que lhes assegurava emprego e apoio social e humano.

 

A figura do “ Feitor ” no desempenho das suas funções emanava calma, serenidade e respeito. Normalmente eram homens de poucas falas, menos risos, mas credores da simpatia de todos os meios sociais envolventes e de todos que na Quinta ganhavam o seu sustento. Contando com as famílias a comunidade residente rondaria o meio milhar de pessoas. Alguns empregados, os que assumiam maiores responsabilidades, vivam junto ao palácio. Umas doze famílias. Os outros, com emprego fixo, viviam num lugar muito próximo chamado de São Caetano.

 

A grande força de trabalho era, de algum modo, flutuante e residia nas aldeias e lugarejos das redondezas. Ninguém recorda conflitos ou grande azedume entre os habituais moradores na Quinta ou mesmo no lugar de São Caetano.

Problemas graves de saúde, ou mesmo falecimentos, eram casos que só de muito em muito longe aconteciam, mas que todos sentiam como seus. Neste lugar não podia haver indiferença, a solidariedade estava sempre presente. O contacto com a natureza incutia em toda a gente franqueza , lealdade e um forte sentimento de respeito para com o próximo .

 

Na escola da Quinta os alunos eram poucos e a brincadeira dos recreios fazia-se na estrada e nos olivais em redor. O exame ou a prova, como na altura se dizia, tinha que ser feita na Sede de Concelho que ficava a uns cinco quilómetros de distância. Para o efeito a Quinta punha à disposição um carro puxado a cavalos. Nele seguiam a professora e os alunos.

Muito poucas eram as crianças que podiam continuar para além da 4ª. Classe, como de resto acontecia por todo o país.

 

O Orgulho numa História

 

Decerto que não existiram em Portugal muitas quintas que se possam orgulhar de ter uma história tão completa, tão interessante, e sobretudo ininterrupta, ao longo da vida do nosso país.

A Quinta da Cardiga, situada no coração do Ribatejo, talvez vinda da pré-história atravessou a Monarquia, sobreviveu ao Liberalismo, passou pela República, ultrapassou o 25 de Abril de 1974 e embora combalida com o aumento dos custos laborais, continuou de pé. 

Se analisarmos a Quinta no tempo que decorreu, podemos rebuscar as origens do seu nome (do latim CARDICA, talvez lugar onde abundam cardos) e dos seus primeiros habitantes e traçar as etapas por que passou esta Quinta ao longo de muitos séculos, ao longo dos vários reinados, e até durante várias gerações de algumas famílias que a possuíram, sempre que tal foi possível.

 

No espaço, procurando estabelecer uma ligação entre os homens que habitaram esta quinta e as suas marcas deixadas no terreno; quer construções, quer culturas agrícolas, algumas das quais, como é o caso da vinha, dos cereais e da oliveira, que ainda chegaram aos nossos dias.

Por força da Revolução Liberal ocorrida em Portugal em 1820, logo em 1834- Joaquim António de Aguiar decreta a extinção das ordens religiosas e a nacionalização das suas casas e bens. Inicia-se a venda em "hasta pública" dos bens nacionais e em 1836- A Quinta da Cardiga é arrematada na Junta da Crédito Público por Domingos José de Almeida Lima.

Em 1867- Os Herdeiros da família Lima vendem a D.Maria Arrábida Lamas, a Quinta da Cardiga .

Em 1898- Os Herdeiros de D.Maria Arrábida Lamas vendem a Quinta da Cardiga a Luís Adolfo de Oliveira Von Sommer (descendente do anterior Luís Sommer que em 1831- veio da Alemanha, para servir como alferes no Regimento de Lanceiros da Rainha).

Em 1929- Morre Luís Adolfo de Oliveira Von Sommer. Os seus familiares continuam a exploração da propriedade.

Na entrada do século XX - A Quinta da Cardiga, uma das mais importantes do Ribatejo, continuava na posse dos descendentes de Luís Sommer. Ainda dobrou a primeira metade deste século!

 

Mas da última vez que visitei a Cardiga ela estava quase irreconhecível. Não tinha gente, estava abandonada e desprezada. Não havia flores, carros de bois a passar, jovens a caminho do rio Tejo!

Recordo-mede muita gente boa que dedicou toda a sua vida àquela Quinta e que já não vivem, mas sei, queonde estiverem continuam com a Cardiga no coração que já não bate! Só podem pairar, por cima daqueles mil anos de história, contemplando as paredes dos palheiros, lagares, vacarias e do palácio sempre imponente, num estado decadente e lastimoso.

 

Só o castelo ainda parece um soldado em sentido!

 

Falando das etapas deste lugar de orgulho e monumento do imaginário nacional, que ninguém sabe quando veio ao mundo, mas que foi muito antes da formação de Portugal, podemos marcar-lhe como influências e períodos de evidência na sua longa existência a era dos Templários, logo seguida da era da Ordem de Cristo e por último os seus actuais e mais marcantes proprietários, ou seja, a família Sommer que tão bem souberam continuar o trabalho das Ordens atrás referidas. Resistiu a tudo e só sucumbiu com a entrada de Portugal na União Europeia. Ainda terá recebido, como tantos outros proprietários, subsídios de Bruxelas. Mas como tantos outros não os terá investido em mais produção com melhor qualidade e menos custos. Por esta ou outras razões, o País preferiu importar do estrangeiro tudo o que consumia! Dizia-se que era mais barato, até o trigo dos EUA! Mas os políticos e produtores esqueceram-se de a tal diferença lhe somar os subsídios de desemprego que Portugal começou a pagar por muitos milhares de desempregados de todas as idades! Assim, a quinta que tudo produzia em agrícultura e pecuária e tanto enriquecia o País, está hoje em ruínas e desabitada e o orgulho nacional para lá caminha!

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:32
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A BABILÓNIA

Foi a primeira do mundo a pôr a alegria de viver acima da glória militar.

Babilónia capital, como Paris, era um centro de cultura internacional. E como Paris era um centro de diletantismo e divertimento. A mulher babilónia era a mais emancipada do Oriente. A poligamia era proibida mas a concubinagem era legal. E para além das leis, a mulher mandava no coração dos homens. Os célebres jardins suspensos da Babilónia, foram erguidos por Nabucodonosor para consolar as suas amigas. Vénus a mais querida das deusas babilónicas, era representada sob a forma de uma mulher em pé sobre dois leões. A força submetida à beleza. Uma frase resume a História do Médio Oriente até final do século XII: Um desfile de civilizações.

Em 1500 anos (cerca de 4500 a 3000 a.C.) os homens do vale entre o Tigre e o Eufrates e os do vale do Nilo, inventaram a roda e os transportes rodados, aprenderam a trabalhar o linho, construíram barcos à vela, descobriram os números, inventaram a escrita, aprenderam a irrigar as terras de cultura, criaram as primeiras cidades e revelaram o seu talento para as artes.

A invasão dos bárbaros provocou uma ruptura na marcha da sua história

O Médio Oriente vinha sendo, deste modo, a fonte de civilizações brilhantes e sucessivas havia 40 séculos. Hordas sinistras de bárbaros saíram do centro da Ásia e semearam a destruição durante oito séculos nas terras luminosas do Médio Oriente: Genghis - khan e seus tártaros, Tamerião e os mongóis, Osman e os seus turcomanos. A crueldade desses tiranos estendia-se aos animais e às coisas inanimadas. Por onde passavam destruíam as ovelhas e as árvores. Na Mesopotâmia, demoliram os canais de irrigação. É difícil de compreender por que razão ou misteriosa sabedoria foi desencadeado em terras de gente tão humana e civilizada uma tão feroz barbaridade?

O império otomano governou a maior parte dos territórios árabes desde 1560. A Inglaterra teve uma aliança com os otomanos durante a maior parte do século XIX. Em 1899 o Kuwait tornou-se um protectorado britânico. Os otomanos aliaram-se aos alemães durante a primeira guerra mundial e por isso a Inglaterra, a França e a Rússia concordaram secretamente em Maio de 1916 em repartir as terras do antigo império Otomano. Por esta mesma altura a Inglaterra decidiu apoiar uma revolta árabe chefiada por Hussein, xerife de Meca e xeque do clã Hashemita, para derrubar o poder otomano e criar um Estado árabe independente, com a promessa de que todas as terras entre o Egipto, o Irão e a Turquia pertenciam a esse Estado. Depois da primeira Grande Guerra o território de Hussein foi repartido e foram formados Estados independentes. A Liga das Nações deu mandatos à França para governar o Líbano e a Síria, e à Inglaterra para governar a Palestina e a Mesopotâmia. Londres fez dos filhos de Hussein reis do Iraque e da Jordânia. A Síria e o Líbano tornaram-se independentes depois da segunda Guerra Mundial. Os protectorados britânicos, como o Kuwait, conseguiram o mesmo depois de 1960. Sob a égide inglesa é proclamado em 13 de Maio de 1948 o Estado de Israel. Um golpe militar derrubou a monarquia iraquiana em 1958. Em Abril de 1979 é proclamada a Republica Islâmica do Irão, depois da queda do Xá Reza Palevi e do regresso do líder carismático Ayatolla Khomeini. Decorridos que são oito séculos muito se tem passado na região do Médio Oriente e muito se irá ainda passar.

publicado por luzdequeijas às 18:08
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ZONA FULCRAL DOS CONFLITOS

As fontes de riqueza natural expandem-se desigualmente pelas diferentes regiões do Globo, com os aspectos curiosos e inesperados que a geografia económica revela. Se o crude e o seu derivado petróleo, sobressaem na importância de toda e qualquer economia, já vimos anteriormente que as reservas do Médio Oriente são consideráveis a nível mundial.

O petróleo, uma arma do Médio Oriente

Descoberto no início do século XX (a primeira exploração data de 1909 no Irão), o petróleo tornou-se um dos mais importantes elementos da economia mundial. Além de utilizado como combustível, vários outros derivados colocam o petróleo como base da economia de muitos países, sendo alvo da cobiça e sinal de riqueza para quem detém jazidas. O Médio Oriente, logo após a Primeira Guerra Mundial, já era o maior produtor petrolífero do mundo e, por isso, despertava o interesse das grandes potências. Assim, houve uma partilha dos países do Médio Oriente com a França e a Inglaterra, que passaram a dominar as empresas de exploração de petróleo. Para citar um exemplo, em 1926, a Irak Petroleum foi repartida entre Inglaterra, que detinha 52,5% das acções; França, com 21,25% e EUA, 21,25%; restando ao Iraque somente 5%. Cerca de 90% da produção mundial passou ao controle de apenas sete empresas, conhecidas como as “Sete Irmãs”, das quais cinco eram norte-americanas. Como consequência desse imperialismo, houve um grande êxodo rural na região, principalmente do Egipto para os países do Golfo, provocando desequilíbrios populacionais e económicos. Vale a pena lembrar que, apesar de se estarem a formar grandes riquezas, apenas uma pequena classe de privilegiados tinha acesso ao dinheiro e a maioria dos “petrodólares” eram investidos nos grandes centros dos países ricos, restando 7% de investimento aos países árabes. Com o nível de vida das populações a baixar, apareceu um forte sentimento de independência nos países árabes. Os produtores de petróleo passaram a pressionar as “sete irmãs” estabelecendo uma divisão de lucro de meio por meio e, em 1960, criam a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para organizar e fortalecer essa política de independência. Os países membros são: Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Irão, Catar, Kuwait, Iraque, Líbia, Gabão, Indonésia, Nigéria, Equador, Venezuela e Argélia. Em 1968, cria-se a OPAEP (Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo), com o objectivo de defender os interesses referentes à nacionalização das companhias estrangeiras.   

Também já vimos que foi nesta área do Golfo que nasceram das mais influentes religiões do mundo

Constatámos igualmente ser o Médio Oriente, uma das zonas que apresenta maior instabilidade política e social, sendo inclusive, aquela onde se desenrolaram nos últimos tempos mais guerras. O conflito entre israelitas e árabes, tornou-se latente há muitas dezenas de anos, sem fim à vista. É nesta zona que actuam muitos dos grupos de guerrilheiros organizados e conhecidos em todo o mundo. Logo nesta região que é das que apresenta maior densidade populacional. Naturalmente que existirão razões históricas na origem de todos estes factos, motivo pelo qual valerá a pena relembrá-los. As zonas onde se desenvolveram as primeiras civilizações históricas, apresentam uma baixa latitude nas suas terras, de clima seco e muito quente, onde os desertos ocupam lugar importante, deixando apenas como regiões favoráveis à fixação do homem as duas únicas grandes planícies (Egipto e Mesopotâmia), cuja fertilidade se devia à enchente dos seus rios: Nilo, Tigre e Eufrates.

A civilização egípcia floresceu durante mais de três milénios no vale do Nilo, dispersando-se pelas terras que o rio, extenso e impetuoso, tornava ciclicamente férteis. Venerado como um Deus que tudo dava e a quem tudo se agradecia, o Nilo Azul foi, assim, razão de existência para um povo que se iria mostrar inteligente e activo, ao ponto de erguer e estabilizar uma cultura que a História regista como a mais duradoira da Antiguidade. A decadência do mundo egípcio começa no século VII a.C., com o assalto das hordas assírias e, mais tarde, dos Persas. O Egipto torna-se por último uma província da Roma vencedora.

A civilização dos sumérios floresce na Mesopotâmia no fim do IV milénio a.C. Hamurabi, que foi o primeiro grande rei dos semitas, unificou toda a Mesopotâmia Meridional (ou Babilónia), mas a verdadeira unidade viria a ser conseguida por um outro povo semita – o assírio (1243 a.C.) que, embora sob constantes vicissitudes, foi o último grande povo do vale entre o Tigre e o Eufrates que dominou a região antes da conquista persa.

publicado por luzdequeijas às 18:05
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A POPULAÇÃO DA TERRA

Ultrapassa em muito os 6 000 milhões de almas. O crescimento populacional aumenta a um ritmo impressionantemente progressivo. É certo que ele varia segundo as regiões, e porque as condições para o povoamento não se oferecem igualmente repartidas, a densidade populacional é também muito variável. Algumas zonas são praticamente desabitadas: as regiões polares, os desertos de África, da Ásia Central, da Austrália, da América, as grandes florestas, os altos cumes. Outras são fortemente povoadas: as zonas industriais da Europa e dos Estados Unidos, os deltas e as planícies da Ásia do Sudeste, e os arquipélagos japoneses e malaio.  

De qualquer maneira as estimativas oficiais apontam para uma população mundial, em 2050, da ordem dos 9 000 milhões de pessoas.

 

publicado por luzdequeijas às 17:59
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UMA DEPENDÊNCIA

QUE É TAMBÉM UMA FRAGILIDADE 

 

Exactamente por essa razão, alguns economistas defendem que se deve avançar com planos de investigação e desenvolvimento de energias alternativas. Tendo em vista este caminho será conveniente ter bem presente as seguintes Leis da Termodinâmica:

Primeira Lei: Princípio da Conservação da Energia: “ A energia não pode ser criada nem destruída, somente transformada”.

Segunda Lei: Lei da Entropia: “ A entropia – grau de desordem – de um sistema fechado aumenta continuamente”

O termo energia vem do grego – energia – e, conforme a sua formulação é quase sinónimo de trabalho. Para fins científicos e genéricos, a definição mais usual trata a energia como a capacidade de produzir trabalho.

Desde sempre o Homem dispôs somente de energia da sua própria força muscular e da tracção animal, do calor da lenha e da captação do movimento das águas e dos ventos. A invenção da máquina a vapor há trezentos anos e a utilização do petróleo a partir do século XIX, possibilitaram novas condições e qualidade de vida, mas criaram também novas situações económicas, sociais e ambientais na busca dessa energia. Apesar disso, estima-se que aproximadamente um terço da população mundial não tem acesso à energia eléctrica e, mesmo em sociedades mais industrializadas, com melhor padrão de vida, ainda coexistem formas rudimentares de transformação e uso da energia. Hoje, a Ásia é o maior continente produtor de energia (34% do total), seguida da América (31,1%) e da Europa (25,6%). A América do Norte é o maior consumidor, principalmente os Estados Unidos que consomem mais de um terço do total produzido. A produção mundial de energia, em 1997, segundo os dados da Agência Internacional de Energia, somou o equivalente a 9,5 mega toneladas de petróleo, dos quais 86,2% são provavelmente de fontes não renováveis – carvão, gás natural e petróleo. As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos, as de gás natural, um pouco mais de cem anos, as reservas de carvão aproximadamente 200 anos. Embora tenham uso crescente, as fontes renováveis, aquelas que se podem renovar espontaneamente (água, sol e vento) ou por medidas de conservação (vegetação) – são responsáveis apenas por 13,8% do total produzido. As Fontes de Energia Alternativas conhecidas são neste momento as seguintes:

Eólicas, Geotérmica, Solar e Biomassa, ou ainda outras fontes alternativas podem merecer análise como as marés, ondas, xisto, Fissão Nuclear (é a quebra do núcleo de um átomo instável em dois menores e mais leves). Todas com vantagens e desvantagens, mas ainda num estado de aproveitamento bastante incipiente. A nível mundial é muito mais correcto falar de petróleo, dentro das causa económicas, do que vagamente da economia mundial. Em boa verdade esta depende em absoluto das fontes de energia e, no caso, o petróleo domina maioritariamente a realidade económica mundial. As alternativas de que falámos aparecem como tal, de forma muito incerta, empurrando as estratégias mundiais de todos os países, muito mais no sentido de garantirem o consumo do petróleo enquanto ele existir, do que para as áreas da investigação e desenvolvimento de outros tipos de energia.

Das causas apontadas para os conflitos mundiais e locais, a economia e as religiões, a maioria das vezes elas não aparecem isoladamente, mas sim, entrelaçadas. Será caso para dizer de mãos dadas. Justificam-se mutuamente e são habilmente manobradas ao serviço das ditas estratégias das grandes potências mundiais. Como poderia o Homem sobreviver sem os recursos mundiais do seu planeta? Ele que à terra e ao mar arranca, numa labuta de sempre e para sempre, os produtos de que precisa para se alimentar, viver e confeccionar toda a sorte de utensílios de que necessita. Ele que, na constante tentativa de viver numa sociedade cada vez mais rica e mais confortável, lhe tem sabido dispensar um ritmo impressionante de progresso, e que já se volta, ambicioso, para os espaços siderais. A economia mundial tem, pois, os seus alicerces nos recursos naturais, tanto no estado primitivo como na forma final conseguida através das operações levadas a cabo pelo Homem para os tornar utilizáveis. Será o caso dos recursos que se extraem do solo e do subsolo e de que os minerais metálicos e os combustíveis são os exemplos mais marcantes. Por seu turno, é o mundo dos seres vivos – animais ou vegetais – o manancial primário dos recursos naturais. O Homem explora-o e desenvolve-o desde o seu aparecimento na face da Terra – pescando e caçando, criando animais domésticos, abatendo árvores, cultivando o solo.

publicado por luzdequeijas às 17:49
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A "JIHAD" PETROLÍFERA

Segundo Duncan, é do interesse vital dos cinco países produtores do Médio Oriente um controlo apertado da torneira do crude ao longo dos próximos vinte e cinco anos. Os seus interesses de longo prazo (40 a 50 anos no século XXI) não são compatíveis com as pressões dos países importadores desenvolvidos que querem mais e mais milhões de barris por dia colocados no mercado e a um preço barato.

O Médio Oriente vai transformar-se, por isso, numa região escaldante no presente século (XXI). Uma «guerra santa» prolongada à volta do petróleo, com diversos episódios, não deve ser excluída dos cenários. A maldição do “ouro negro”, raro e essencial para os países industrializados, o petróleo surge associado à instabilidade militar, não só no Médio Oriente como no resto do mundo.

Olhando atentamente no mapa, a verdade é que a dicotomia zona de conflito/petróleo repete-se muitas vezes. Com a excepção do Mar do Norte – onde o petróleo é explorado pelo Reino Unido e pela Noruega e dos Estados Unidos, a maioria das reservas está localizada em áreas instáveis ou potencialmente complicadas. Já que neste caso os problemas não se limitam somente ao Médio Oriente.

Mais ao norte, no Mar Cáspio, numa extensão de território dividido entre a Rússia e algumas repúblicas da ex - URSS, fica uma das reservas mais importantes do mundo. Nas previsões de muitos analistas, por volta de 2010, sairão dali muitos milhões de barris de petróleo por dia. No entanto as expectativas na extracção de crude, são tão grandes como o risco de conflito político e militar. ÁREAS DE influência muçulmana no seu passado, estas antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, Turquemenistão, Uzbequistão) são permeáveis ao fundamentalismo islâmico, sendo, por isso, provável que usem o petróleo como arma para pressionar o Ocidente. Nesta altura já assistimos naquela zona, ao conflito entre a Chechénia e a Rússia, só aparentemente gerado por um referendo. Luta-se em nome de um nacionalismo, mas também por questões de estratégia económica. O território Checheno é fundamental para a passagem dos oleodutos que trazem o petróleo do Mar Cáspio. Ainda em zonas de influência islâmica mas no Norte de África, não do Médio Oriente, existe outro dos grandes produtores de petróleo e gás natural do mundo: Argélia. Vive-se aqui uma instabilidade acentuada desde que, em 1992, as eleições legislativas ganhas pelos fundamentalistas islâmicos foram anuladas.

Devido à recusa em aceitar o poder nas mãos do partido islâmico, em pouco tempo, aquela era a mais próspera das nações do Norte de África passou a ser um país em guerra constante. Bastante vulnerável aos ataques do GIA (grupo Integrista Islâmico), a Argélia é, neste momento, uma ameaça para todo o Mediterrâneo e um enorme problema de difícil solução. A estabilidade política no Argélia é importantíssima para toda a União Europeia, na medida em que vem daí o gás natural, a principal alternativa de que dispõe relativamente ao consumo de petróleo. Se a norte a instabilidade é muita, no centro e no sul do continente africano a situação não é mais optimista. Entre conflitos étnicos e guerras de poder, ficam duas importantes reservas de petróleo: Angola e a Nigéria.

Em Angola, a guerra da independência durou quase 30 anos e decerto irá ter continuidade no enclave de Cabinda, região muito rica em crude. A morte de Jonas Savimbi, acalmou os conflitos, mas a paz em África apresenta, de forma constante, grande incerteza. A Nigéria, situada entre os 13 maiores exploradores, é conhecida pelos conflitos étnicos e religiosos. Na zona do delta do Níger, onde se fez a extracção de petróleo, as empresas americanas anunciaram a suspensão das operações de extracção dada a insegurança na área.

Segundo a “Human Rigths Watch”, o petróleo é a principal razão para inúmeros atentados aos direitos humanos naquela zona. A organização referencia execuções sumárias sem culpa formada e perseguições. Ainda em África, a grande aposta parece ser a extracção no mar entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria. Tal como, a Oriente, as grandes esperanças estão nos milhões de barris de petróleo que irão sair do mar de Timor Leste, país que, até 1999, viveu a ocupação Indonésia com a complacência da Austrália. Naturalmente por causa do Petróleo.

No continente americano, além dos Estados Unidos e do Canadá (em menor escala), a grande produção faz-se entre o México e a Venezuela, num eixo que inclui algumas das ilhas das Caraíbas, como Trinidad and Tobago. Também por estas paragens, como noutras partes do mundo onde o petróleo abunda, a instabilidade política, a grande diferença de classes e a corrupção marcam o dia-a-dia dos países e das populações. Terá ainda sido por causa do petróleo que os venezuelanos saíram à rua em Caracas, para pedir a Chávez que deixasse o poder. A empresa Petróleos da Venezuela foi a origem da greve de dois que parou o país. Apesar deste cenário de incerteza política nos países onde estão situadas as reservas de petróleo, a verdade é que as necessidades deste produto por parte dos países mais industrializados, vão continuar a crescer nos próximos 20 anos, sobretudo nos Estados Unidos. O Ocidente apresenta claramente grande fragilidade neste domínio. Estima-se que o consumo dos Estados Unidos seja em 2020 superior em mais de 10,3 milhões de barris àquele que teve em 1999, consideram-se também que a sua produção (das maiores do mundo) se irá manter. O que indica que a maior economia do mundo – que é também o maior consumidor de petróleo (19,9 milhões de barris por dia) – continuará dependente do exterior e das tensões nas áreas de extracção, importando mais de metade do petróleo que consome. As estimativas de petróleo para 2020 mostram, no entanto, que o crescimento da procura irá aumentar por todo o mundo. Seja em África, na América latina, na Ásia, na Europa de Leste e na Europa Ocidental. Embora, no que respeita à União Europeia, o crescimento previsto seja menor. Tão industrializada como os estados Unidos, a redução na procura europeia pretende-se alcançar com a aposta no gás natural e no gasoduto do Norte de África. O petróleo ficará essencialmente para o sector dos transportes. A certeza é que a pressão sobre o consumo do petróleo irá aumentar nos próximos anos, mantendo-se como principal fonte de energia dos países industrializados.

publicado por luzdequeijas às 17:43
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MOTIVAÇÕES ECONÓMICAS

A vastidão e complexidade da economia mundial é de tal ordem que seria fastidioso e pretensioso, enumerar toda a rede de interesses comerciais que provocam conflitos de dimensão assinalável! Ou tão-somente, instabilidade generalizada de forma constante.

Todavia no mundo actual, há uma rede comercial internacional, que se sobrepõe às demais. Sobretudo quando se fala de uma área geográfica, Médio Oriente, que está literalmente assente sobre uma gigantesca mancha do chamado “ouro negro”! Trata-se do negócio do petróleo.

Quando as tropas da coligação anglo-americana iniciarem o ataque ao Iraque, será já claro que o petróleo, principal fonte de energia do ocidente estará na origem da guerra. Tal como antes, fundamentava a posição franco-alemã, nas Nações Unidas, contra a intervenção militar, mais uma vez o “ouro negro” semeava a discórdia entre Estados. Este ouro «ainda vai trazer muita guerra na região» afiança Richard Duncan, o presidente do “Institute for Energy and Man”, sediado em Seattle, nos Estados Unidos. Como pano de fundo está um estudo prospectivo deste mesmo Duncan que aponta para um período muito crítico em que se vai jogar a liderança mundial desta escassa mercadoria, e cuja contagem decrescente já começou.

Duncan parte de duas constatações que não são contestadas por ninguém: as reservas de petróleo devidamente comprovadas são detidas em 77,6% pelos países da OPEP e, neste grupo, uma fatia de 63,8% está nas terras dos cinco «magníficos» do Médio Oriente – Arábia Saudita, Emiratos, Irão, Iraque e Kuwait.

Acontece ainda, ser este crude, em todo o mundo, aquele que apresenta os mais baixos custos de produção. Está muito à superfície e em terra. Entrando na prospectiva de Duncan, os cenários futuros do mercado de petróleo apontam para uma sucessão de datas com implicações geoestratégicas que não podem ser ignoradas.

Datas a Reter:

2006 - Pico da produção mundial de petróleo

2008 – Inversão da relação entre OPEP e produtores de petróleo não - OPEP

2025 – Domínio dos 5 países do Golfo dentro da OPEP

2040 – Produção mundial de petróleo caiu em 60% em relação ao pico de 2006 e os países do Golfo produzem 92% da produção de petróleo!

Por este estudo, oficialmente credenciado, a produção mundial de petróleo atingirá um pico mundial histórico em 2006, altura a partir da qual deverá entrar num período de desaceleração de 2,5% ao ano, caindo em 60% até 2040. A liderança absoluta da OPEP – e, por arrastamento, do ouro negro – será progressivamente localizada no Médio Oriente.

publicado por luzdequeijas às 17:37
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012

ENEAGRAMA DE PERSONALIDADE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  
O Eneagrama.
 

 

Alguns simpatizantes alegam que o Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam a sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egipto. O seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos.

Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de Virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; como a perda de Ideias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor). De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Entretanto, cada um de nós escolheu e desenvolveu uma delas como espada. Cada pessoa, assim, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, em seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência.

Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação de nosso tipo no Eneagrama.

Com o tempo, o Eneagrama vem se tornando mais conhecido por muitas pessoas e aplicado com sucesso por pessoas, grupos e importantes organizações. Quando bem aplicado, este sistema promove aceitação própria e aceitação mútua e orienta pessoas em seus caminhos de desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual.

Existem inúmeros testes de Eneagrama formulados por diferentes autores, os quais traçam uma hipótese inicial do tipo. A maior parte das "escolas" de Eneagrama entendem que a identificação do tipo deve ser feita pela própria pessoa, a partir de exercícios de auto-observação.

O eneagrama foi uma ideia originalmente trazida por G.I.Gurdjieff para o Ocidente (principalmente França e Alemanha), após 20 anos de peregrinação pelo Oriente. Mais que trazer uma visão dos tipos humanos representa um esquema para a compreensão de todos os fenómenos envolvendo a humanidade. Em 1970, o Eneagrama foi transmitido por Oscar Ichazo para um grupo de pessoas recrutadas principalmente pelo Psiquiatra Chileno Claudio Naranjo e reunidas na cidade de Arica, no Chile. Claudio Naranjo e outros participantes deste grupo transmitiram este conhecimento para outras pessoas nos Estados Unidos e em centros específicos da América do Sul. Diversos estudos e escolas de Eneagrama surgiram e passaram a explorar este conhecimento antigo e desenvolvendo aplicações bem sucedidas na Psicologia, na Espiritualidade, no mundo dos negócios, nas artes e em diversos outros campos do conhecimento.

publicado por luzdequeijas às 21:53
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FONTE LUMINOSA

 

A inauguração a 26 de Setembro de 1999 da Fonte Luminosa na rotunda de Queijas e da respectiva estátua de São Miguel Arcanjo, que passa agora a "guardar" a entrada desta localidade, foram outras obras totalmente realizadas pela Câmara Municipal de Oeiras. Esta alusão ao Patrono da freguesia, com um dragão a seus pés, apontando o combate diário do bem contra o mal, simboliza o sentido do homem e o seu percurso na Terra para o Céu e ilustram, de alguma forma, a acção da Igreja desta freguesia, que em muito tem ajudado para a dinamização e coesão de Queijas.

Queijas passou, assim, a dispor de um portal de grande simbolismo e impacto visual na senda da sua notável evolução dos últimos tempos.

A fonte foi instalada em tanque com 37,9 x 21,4 m, formado por dois níveis distintos unidos por uma cascata.

Instalou-se igualmente uma fonte cibernética com jogos de água e luz controlados por equipamentos informáticos.

A iluminação dos motivos de água é realizada com luz branca.

Está instalado um sistema de controlo anemómetro, para controle da altura dos jogos de água da fonte em função da velocidade do vento, por forma a minimizar saídas de água para o exterior do conjunto.

Inclui-se ainda a instalação de um sistema de filtragem e tratamento de água do tanque com o objectivo de manter a mesma em condições óptimas de transparência e limpeza. 

Esta obra foi um passo, modelado pelas mãos e criatividade do escultor Francisco Simões e no respeito estrito pela história religiosa e simbólica, vertida nas peças agora instaladas na rotunda de Queijas. Ouçamos a sua descrição da forma como ele interpretou esta obra na pele de escultor:

São Miguel Arcanjo é, por qualquer razão que eu desconheço, o meu anjo da Guarda.

São Miguel Arcanjo é o padroeiro de Queijas, mas é também, ao que consta, o anjo de Isabel e, de acordo com alguns testemunhos, o anjo da paz e de Portugal.

Parece também que era o anjo da devoção de D. Afonso Henriques, da Rainha Santa Isabel, de D. João II e do Papa Leão XI. 

Seguramente, é a partir de agora, o anjo protector de Queijas.

Arcanjo Mica-el: o seu nome significa " que é como Deus". São Miguel e São Gabriel é os únicos mencionados no Antigo Testamento, com excepção de São Rafael que surge no livro de TOBIT, católico. Segundo a Bíblia, no livro de Daniel, Deus disse-lhe: " O príncipe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias, mas Miguel, um dos principais príncipes veio em meu socorro. Deixei - o a bater-se com os reis da Pérsia e aqui estou eu para te fazer compreender o que deve acontecer nos últimos dias ao teu povo. (....  ) Devo regressar à luta contra o príncipe da Pérsia, depois surgirá o príncipe da Grécia. Ninguém me ajuda neste trabalho a não ser Miguel. Só Miguel tem estado a meu lado como um baluarte e uma fortaleza para mim. "

 

E no Apocalipse diz-se: " Travou-se, então, uma batalha no céu: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão e este pelejava também juntamente com os seus anjos. Mas não prevaleceram e não houve mais lugar no céu para eles. O grande dragão foi precipitado, a antiga serpente, o diabo, ou o SATANÁS, como lhe chama, o sedutor do mundo inteiro, foi precipitado na terra, juntamente com os seus anjos. "

São Miguel, vulgarmente representado de espada ou lança é o grande campeão de Deus, o grande comandante das hostes do céu. No livro de Daniel conta-se que quando o mundo voltar a estar em perigo real, Miguel reaparecerá para o defender.

Por todo o mundo, em colinas e montes foram erguidas capelas dedicadas a São Miguel. Muitos destes locais eram em tempos antigos considerados como pontos das forças terrenas do poder do dragão.

 

Ao longo dos tempos, tiveram os artistas plásticos grande responsabilidade na construção de uma imagística cristã, sendo eles os criadores das representações de muitas das formas angélicas conhecidas. No Renascimento foi a exploração bastante literal do mundo sob uma nova perspectiva que marcou a arte. Os pintores e escultores desta época singular estiveram na vanguarda, desafiando os mais respeitáveis conceitos sobre a vida, o tempo e o espaço, mesmo antes dos filósofos e teólogos se terem sobre eles debruçado.

Também a mim me coube o privilégio de recriar uma destas representações e ao iniciar este trabalho sobre São Miguel Arcanjo fui assaltado por várias dúvidas do ponto de vista formal. Uma delas se seria São Miguel um anjo feminino. Tinha lido algures que assim era, até pelo facto de, ao que parece ele se sentar à direita de Deus. Pela primeira vez consciencializei que era muito pouco importante reflectir sobre o sexo dos anjos. Importante era, sem dúvida, transmitir através de uma forma escultórica, o sentido de toda a carga espiritual contida na entidade sagrada de São Miguel Arcanjo, facto que constitui para mim um desafio invulgar, pois se tratava de materializar no mármore uma força transcendente e essencial que se resume numa ideia de extrema simplicidade : a prevalência do bem sobre o mal.

Assim, concebi um monumento para ser implantado na rotunda de Queijas, uma das suas entradas, onde duas colunas em mármore de lioz, com sete metros de altura, representam, por um lado, os marcos de entrada, as portas da vila e, por outro, pretendem transmitir o simbolismo cósmico e espiritual a elas associado. Simbolicamente, as colunas sustentam o céu e, portanto, ligam-no à terra. Elas manifestam o poder de Deus no homem e o poder do homem sob a influência de Deus, o poder que assegura a vitória e a imortalidade dos seus eleitos. Nestas colunas foram encastradas a seis metros de altura duas asas em Bronze. A colocação das asas nas colunas teve como intenção uma dupla simbologia: enquanto integradas nas colunas elas relacionam-se com a terra e com os homens e simbolizam, assim, a marca da presença da divindade transfigurada em anjo, isto é, o símbolo da espiritualidade. À frente das colunas, com cinco metros de altura, surge, em mármore branco, a figura de São Miguel, com a sua lança em bronze. A estátua representa-o como comandante das hostes divinas, enfrentando o dragão que surge da água, simbolizando o mal e, combatendo-o, assumindo o arcanjo, a atitude de protector de Queijas.  

 

António Reis Luz

 

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O NOSSO PADROEIRO

Miguel Arcanjo - Padroeiro de Queijas

A Câmara Municipal de Oeiras mandou construir um monumento em homenagem a São Miguel Arcanjo, e que foi  colocado em Queijas, na rotunda de entrada na vila.

Embora de origem muito recente, São Miguel é reconhecido pela população como o Padroeiro daquela localidade. Reza a história que, em Queijas, e na época em que ainda não existia o Centro Paroquial, as missas eram então realizadas numa garagem onde se encontrava uma imagem deste santo.

O monumento a São Miguel Arcanjo tem 5 metros de altura, sendo composto por uma estátua de São Miguel policroma, revestida de mármore branco de Estremoz para as vestes, rosa creme para a cabeça e braços, amarelo para a cabeleira. Quanto às asas da imagem, estas têm cerca de 3.5 metros de altura, sendo aplicadas em duas colunas de betão igualmente revestidas a mármore. O monumento inclui um dragão em mármore verde de Viana, com a dimensão de, aproximadamente, 12 metros.

A simbologia do conjunto representa o santo "Príncipe dos Anjos e vencedor de Lúcifer", tendo junto a si o diabo representado pelo dragão.

Prevê-se que a cerimónia de inauguração deste monumento ocorra no dia 28 do corrente mês, dia do Padroeiro de Queijas.

A marca dos tempos modernos fica, assim,  presente logo à entrada de Queijas. A Fonte Escultórica e Cibernética de S. Miguel Arcanjo transformou-se no grande símbolo da localidade. A grandeza e impacto visual do monumento implantado na rotunda de entrada no lugar têm implícita uma mensagem de boas-vindas - Queijas recebe de braços abertos, os braços de S. Miguel Arcanjo, padroeiro da povoação, ali retractado na imponente obra do escultor Francisco Simões.

                                                       

publicado por luzdequeijas às 21:35
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AS TERTÚLIAS

Outros homens da cultura,

estão para sempre ligados a Linda a Pastora, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta.

Além do caso de Almeida Garrett, já atrás abordado, teremos de referir o nome de Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX, lente do Curso Superior de Letras, Par do Reino, ministro, brilhante parlamentar e jornalista, e reconhecido escritor, autor da famosa obra Morgadinha de Val-Flor, vinha frequentemente a Linda a Pastora, de visita à Casa dos Verdes, pois era sogro de Jorge Verde.

 

Natural de Linda - a - Pastora, Silvério Martins foi discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti.

Foi apreciável barrista e entalhador, vindo a falecer em 1795. Concebeu alguns presépios que se foram lamentavelmente perdendo mas, na Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda - a - Velha, ainda podemos apreciar um estimado baixo-relevo, em barro pintado, de grandes dimensões, representando a caminhada de Cristo para o Calvário, e as imagens de S. Sebastião ( datada de 1781) e de Santo Amaro ( já danificada). Os casos apresentados são um exemplo que nos permite ajuizar da extensão e do apreço em que era tida a mensagem do presépio, sua grande arte, a atravessar toda a sociedade, desde o nível palaciano ao conventual, desembocando no popular.

 

O notável artista alemão Hein Semke, falecido em 1995, viveu em Linda - a - Pastora e trouxe à vida artística portuguesa uma modernidade expressionista.

O que muita gente ignora é que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual Semke se integrou nos anos 30.

A irradiação desse circulo cultural e espiritual atraiu outros estrangeiros e até artistas, jornalistas e intelectuais portugueses que o frequentaram.

Através de Teresa Balté, companheira de Semke desde 1967 e que sobre ele escreveu e organizou o livro Hein Semke - A Coragem de Ser Rosto, editado em 1984 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda e que procedeu a uma paciente e devotada busca das suas obras dispersas ou esquecidas e ao seu inventário, soube-se dessa "atalaia" de letras e artes, publicada na revista MVSEV, do Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, no seu número 15 (II série) em 1972, sob o título Else Althausse , o Génio Famoso de Linda - a - Pastora..

Embora não assinado, as suas trinta e tal sugestivas páginas, que recomendamos, foram escritas pelo marido de Else, o português Henrique Westenfeld .

Else foi uma artista plástica alemã que trouxe para Portugal o então chamado " Estilo Novo" e foi precursora das artes gráficas modernas. Trabalhou como ilustradora da revista ABC e do seu suplemento infantil, o ABCzinho.

O seu espólio encontra-se no Museu Soares dos Reis e nele há uma aguarela da capela de Valejas e um desenho à pena inspirado no cemitério de Carnaxide.

Um dos fulcros dessa actividade cultural situava-se na Casa da Marta, de Marta Ziegler, que viera para Portugal depois da Primeira Grande Guerra, foi enfermeira da Cruz Vermelha, trabalhou com o professor Carlos Santos e era apelidada de "Menina Marta", pelos habitantes de Linda - a - Pastora, aos quais facultava delicadamente serviços de enfermagem gratuitos. 

Os mais idosos lembram-se ainda bem dela. Morava no actual Beco Manuel Pereira Azevedo, n.º 2, para onde Hein Semke se transferiu quando foi viver com ela.

publicado por luzdequeijas às 21:31
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OS LITERATOS

O ambicionado encontro com os literatos.

De entre eles, devemos destacar Teófilo Braga, que decerto se terá mostrado simpático para com Cesáreo, como era seu apanágio sempre que era apresentado a um jovem revolucionário; João de Deus que passava as noites no café "Martinho" em longos discursos, e Gomes Leal, que sempre que podia furtar uns momentos à absorvente política, aparecia no café, que, anos mais tarde, haveria de matar a fome por diversas vezes a Fernando Pessoa.

Ao lado dos escritores mencionados, Cesáreo viria a conhecer no "Martinho", jornalistas que em breve se tornariam seus inimigos, como são exemplos significativos, Dantas Baracho e Guimarães Fonseca.

O primeiro, ao passar pelo poeta de Linda-a-Pastora, ter-lhe-à chamado:
- Adeus, ó Cesáreo Azul!
Ao que o visado respondeu energicamente:
- Adeus ó troca-tintas!
O segundo saiu do anonimato, por ter escrito um folhetim insultuoso contra Cesáreo, que foi lido uma noite no "Martinho".

Já que falamos de inimigos, devemos sublinhar que os de Cesáreo aumentaram logo após a saída dos seus primeiros poemas no "Diário de Notícias", pois a sua poesia tinha o dom de irritar muita gente.

Ao mesmo tempo, notemos também como os orgãos de comunicação manipulavam já a opinião pública. A apresentação da poesia de Cesáreo Verde feita por dois jornais é extremamente significativa do que acabamos de afirmar.

No "Diário de Notícias", Eduardo Coelho descreve o poeta de Linda-a-Pastora como um "crente", "puro" e defensor de " tudo o que deve respeitar-se". Semelhante definição deve ter agradado ao pai do poeta, embora este último, pelo contrário, ter-se-á sentido profundamente ridículo.

Vejamos, agora, como Silva Pinto apresentou o seu amigo Cesáreo no portuense "Diário da Tarde", a 3 de Dezembro, num texto intitulado "um poeta novo" e dedicado a Manuel de Arriaga:

" (...) É um verdadeiro poeta. (...) Cantando o quê? O que não existe. Pode-se lá cantar outra coisa? (...) é uma entidade pensante e sofredora ... Tem uns sorrisos de homem de hoje ... O meu pároco atribui o facto à falta de religião:

não é outra coisa.

 

O republicanismo de Cesário.

Para além da apreciação de Silva Pinto estar completamente errada, pois Cesáreo sempre cantou o que existe, nunca foi um pensador na verdadeira acepção da palavra e, muito menos, um sofredor, o jornalista e amigo apresentava o autor de "Num bairro moderno" como anticlerical e republicano.

O poeta de Linda-a-Pastora passou assim de "crente" e de cumpridor de "tudo o que deve respeitar-se", a mata-frades e anti-monárquico.

Na realidade, Cesáreo assumia-se publicamente como republicano, frequentando "clubes" com os seus amigos Silva Pinto, Bettencourt Rodrigues e Fernando Leal, onde respeitosamente lhe atribuíam o epíteto de "cidadão".

Houve até uma noite que o grupo acima citado, esteve presente numa festa de beneficência do jornal "O Rebate", realizada no Príncipe Real, onde no final se recitou Gomes Leal e Bettencourt Rodrigues, respectivamente, "O Mundo Velho" e "Ao Combate", e se cantou "A Marselhesa".

Estas noitadas que começaram a interferir na saúde de Cesáreo, não durariam muito tempo, pois Silva Pinto estava de partida para o Porto, onde iria trabalhar como redactor num jornal, emprego que lhe fora arranjado por Teófilo Braga.

O sonho de frequentar a Universidade esfumara-se também. Que ficava, pois, ao nosso poeta?

O café "Martinho", este sim uma verdadeira instituição académica com os seus professores - escritores e jornalistas - que davam verdadeiras aulas práticas, desde a mais sublime literatura até à polémica mais rude. A loja do pai, onde observava os tipos dos diversos grupos sociais que as suas poesias tratariam. E, a quinta de Linda-a-Pastora, onde na paz do ambiente bucólico alinhava os seus versos imortais.

 

publicado por luzdequeijas às 21:27
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O POETA E A SUA TERRA

Na realidade, José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1855, segundo filho de José Anastácio Verde e Maria da Piedade dos Santos.
Tinha Cesário Verde apenas dois anos quando a família optou pelo refúgio numa quinta situada em Linda-a-Pastora, na sequência de uma epidemia de peste que grassava em Lisboa.

A casa da quinta integrava, então, uma capela que logo foi transformada, primeiro em armazém e, depois, em casa de banho. Em 1870, José Anastácio Verde, já na posse total da propriedade, procedeu a alterações de adaptação às suas necessidades.  
É aí que o pequeno José Joaquim passa a sua infância, na companhia da irmã, um ano mais nova, e de outros dois irmãos, nascidos entretanto. Ao longo desse período, a preparação escolar de Cesário Verde foi feita em Lisboa, indo o poeta diariamente a pé, dali até à Cruz Quebrada, onde tomava o americano para a capital.
Um incêndio ocorrido em 1919, destruiu grande parte da mansão, incluindo a biblioteca, perdendo-se, irremediavelmente, o espólio do poeta. As chamas também consumiram os desenhos e os quadros do grande pintor que foi Domingos António de Sequeira, que ornavam a casa ( o artista fora casado com Maria Benedita Vitória Verde, filha de Manuel Baptista Verde , bisavô de Cesáreo).

Com o interior profundamente alterado, subsistem, dos seus tempos áureos, em anexo, a casa de acondicionamento da fruta, o pequeno campanário da primitiva capela, as rústicas argolas de ferro para prender os animais, o relógio de sol e algumas estátuas.

 

O poeta sofre o primeiro grande revés da sua vida, quando, em 1872, depois de uma longa luta contra a terrível tuberculose, a sua irmã Maria Julia acaba por sucumbir à doença. Com apenas 19 anos de idade.

É em Linda - a - Pastora que ele vai tentar amenizar a sua dor.

Os anos passados na aldeia terão deixado marcas profundas e indeléveis, de tal forma que manteve durante toda a vida uma íntima e marcada lembrança dos tempos em que viveu na companhia constante da natureza e do campo. Enquanto acompanhava a exploração agrícola que seu pai fazia na quinta, Cesário Verde desenvolvia um espírito observador e atento aos pormenores do meio ambiente.
Passados poucos anos, era o próprio quem orientava os negócios relacionados com a exploração da quinta, sempre estimado pelos empregados, a quem chegava a suspender o trabalho, para que pudessem ter "uns dedos de conversa com ele".

Com 16 anos, começou a trabalhar numa loja de ferragens e quinquilharias que seu pai possuía em Lisboa. Nesse tempo, a família já só vivia na quinta durante a Primavera e o Verão.
Dirigia a loja do pai quando começou a publicar poesias em jornais, mal recebidas pela generalidade da classe literária, que por certo não compreendia como podia um agricultor ser poeta...
Em 1878 regressa a Linda-a-Pastora, publicando "Noitada", "Em Petiz", "Manhãs Brumosas" e "Cristalizações".

A maldição - Conta João Pinto de Figueiredo que a profanação do espaço sagrado da capela gerou a crença de que , como castigo, uma terrível maldição marcaria a propriedade dos Verdes em Linda - a - Pastora. Assim, ao longo dos anos, têm-se assinalado " desgraças múltiplas e sucessivas - incêndios devastadores, doenças inesperadas, mortes repentinas". Mas, agora, normalizadas as relações com a igreja, a paz deve ter regressado ao sítio.... 

 

Já muito debilitado pela doença que o atormentava, Cesário Verde procurou no campo as forças e a vitalidade perdidas, identificando-se com os trabalhadores da quinta, realçando a majestade do esforço físico que já não tinha. Na Primavera de 1886 muda-se para Caneças, a conselho médico.

A tosse começa a atormentá-lo. A dor no peito é uma constante. A doença apanha-o, e trava com ele uma luta que acaba por vencer quando o poeta tinha 31 anos. Estávamos no ano de 1886.

As sua últimas palavras recolhidas pelo único filho sobrevivente do Sr. Anastácio Verde foram : " Não quero nada, deixa-me dormir".

No Verão, tinha-se transferido para o Paço do Lumiar, onde veio a falecer, vítima dessa tuberculose. Uma vida curta que deixará marcas profundas em muitos, que depois dele o chamaram de mestre, tal como o fez Fernando Pessoa.

 

publicado por luzdequeijas às 21:25
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A ROCHA

SANTUÁRIO DA SENHORA DA ROCHA

A Gruta da Aparição foi inteiramente escavada na rocha, apresenta uma forma arredondada mas irregular, tendo à volta de dois metros de raio e uma altura pouco mais que dois metros e meio. Junto à ribeira, tem uma porta de entrada não muito larga. Esta gruta fica voltada para nascente, e tem 8,50 metros de comprimento por 5,50 de largura, tendo ainda, na parede principal frente à porta de entrada, um painel de azulejos do grande ceramista Jorge Colaço.

 

 

 

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha

Foi construído, entre 1830 e 1892, segundo projecto do arquitecto José da Costa Sequeira, sobrinho do pintor Domingos Sequeira. Este templo, de estilo híbrido, apresenta ainda no século XIX elementos arquitectónicos e decorativos barrocos. Este Santuário foi construído com o propósito de albergar a pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que apareceu numa gruta, perto do Casal da Rocha, em 1822. Esta pequena Imagem da "Padroeira do Reino", foi imediatamente alvo de atenção pela população e pela Família Real, em tempos de instabilidade política. Após várias diligências, e apenas em 1893, se procedeu à dedicação do templo a Nossa Senhora da Conceição da Rocha, na presença de ilustres convidados que incluíram a rainha D. Amélia e os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel. Actualmente, perante solicitação, podem ser visitados, além do Santuário, a gruta onde apareceu a Imagem e uma pequena sala-museu.

 

Entretanto em 1889 recomeçaram as obras que serão concluídas oficialmente em 28 de Maio de 1893. O santuário é uma construção sem estilo definido, com elementos barrocos a predominarem, desenvolvidos em 2 planos de acentuado desnível, e junto à ribeira do Jamor. Na parte inferior, existe a gruta precedida de ampla antecâmara, encostada à parte baixa do templo, e na linha da sua capela mor. Em cima é a Igreja, espaçosa, de planta rectangular e cobertura abobadada, servida de vários anexos, entre os quais uma sala-museu. A torre sineira, com sete sinos, três bastante grandes e de óptimo som, remata este  conjunto do lado norte e, em frente à entrada, abre-se um amplo terreiro.

 

 O Templo é como um espaçoso rectângulo com 14,20 metros de largura por 32,70 de comprimento e 11,50 de altura pelo lado poente e 19,60 pelo lado nascente, tendo um tecto abobadado coberto de bonitas pinturas. 
De referir também o coro situado em altura, logo a seguir à porta de entrada e onde se guarda um valioso órgão, oferecido pelo Juiz Lacerda em 1904.

Uma última referência vai para a abundante colecção de pequenos mantos da Imagem da Aparecida ( cerca de sessenta), bordados a ouro por mãos delicadas.  

 

publicado por luzdequeijas às 21:18
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MILAGRE DA ROCHA

Milagre do Sitio da Rocha

O MILAGRE DO SÍTIO da ROCHA

No dia 28 de Maio de 1822, andavam sete rapazes a tomar banho no Jamor. No meio da gritaria e da brincadeira, avistaram um melro e quiseram apanhá-lo. A ave, porém, fugiu-lhes e, entretanto, passou por eles um coelho que assustado correu a enfiar-se numa toca. Os miúdos alargaram a entrada da dita e enfiaram lá para dentro, em perseguição do coelho, uma cadela que pertencia ao tio de um deles, um conhecido caçador chamado Manuel Plácido, morador no próximo lugar de Linda - a - Pastora, a quem contaram o sucedido.

 

Nesta altura, tocou o sino para a missa e, à pressa, taparam com pedras a entrada, deixando fechados o coelho fujão e a cadela perseguidora.
Assim que a missa terminou, voltaram à toca com uma luz. Um dos gaiatos, o mais pequeno, conseguiu entrar, e ao ver que se tratava de uma gruta, grande, chamou os outros. Uma vez entrados todos, viram no chão uma laje e quando conseguiram erguê-la, a muito custo, descobriram duas caveiras, ossos humanos, pedaços de loiça, entre os quais os de um pote, pedras lisas e roliças, certamente machados e percutores neolíticos, ou uma e outra coisa, indícios de depósito mortuário do culto dos mortos na Idade da Pedra polida.
Os rapazes apanharam o coelho que perseguiam e um deles, chamado Nicolau, levou-o para casa. Dias depois decidiu oferecê-lo a el-rei D. João VI, juntamente com uma das pedras lisas que encontrara.
Como tinham noticiado na povoação o achado das ossadas na gruta , a "casa", como lhe chamaram, o juiz de fora de Oeiras mandou pôr guardas à sua entrada, dia e noite. Muita gente acudiu a ver e foi nessa altura que alguém também encontrou, num cantinho escuro da gruta, uma imagem da Virgem, com um manto de seda muito velhinho, "cor de obreira desmaiada".

De quem seriam aquelas ossadas, foi a interrogação que a todos assaltou.

Há quanto tempo ali estariam?

A novidade corre depressa, mas as respostas para as dúvidas levantadas, ninguém as tinha. Está deste modo criado um clima de mistério e exaltação em torno do estranho achado !

É o próprio P.e Francisco da Silva Figueira que nos seus "Primeiros Trabalhos Literários", avança uma hipótese: " Quem seria que para ali fugira do bulício e enganos do mundo ?"

Os restos mortais tudo parece indicar tratar-se de alguém que à Virgem se teria dedicado com extrema devoção. Talvez algum monge ou algum penitente que ali viera acabar os seus dias em forma de expiação, purificando desse modo algum passado menos puro, com uma santa devoção.

 

Puseram então a imagem na Igreja de Carnaxide, mas, como a maior parte das imagens das lendas, também a senhora da Rocha é "fugitiva", isto é, quando posta num local que não é o da Aparição volta a casa: Assim, no dia 1 de Junho, deram por falta da estatueta e logo se suspeitou de roubo sacrílego. Avisada a Justiça, entretanto, tratou-se de devassar o crime.
Poucos dias depois, dois lavradores de Linda - a - Velha dirigiam-se com uns bois a Carnaxide, ao ferrador. Um dos animais, a certa altura do trajecto, encostou-se a uma oliveira e parou a descansar. Um deles, que tentava espicaçá-lo para tornar ao caminho, olhou para cima inadvertidamente e viu a imagem da Virgem desaparecida. Correram a chamar o juiz de Carnaxide, que, depois de confirmar no próprio local a veracidade da notícia, foi prevenir Quintino Franco, o juiz de fora de Oeiras.
Enquanto isto se passava, um dos lavradores pegou na Virgem, que estava num buraco da árvore, e beijou-a. Como não conseguiu voltar a pô-la no mesmo local, correu a comprar uma fita e alfinetes, com  que a prendeu na árvore. Começava a juntar-se gente e uma mulher de nome Isadora, pôs uma lanterna de azeite aos pés da santinha.
É então que o povo, em clima de grande agitação, começa a chamar àquela Imagem, de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

 

Quando o magistrado de Carnaxide regressou de Oeiras trazia ordem do juiz de fora para levar a imagem para a gruta onde fora primeiramente achada.

Formou-se então uma pequena procissão e a Senhora da Rocha foi metida no seu cantinho primitivo, onde Isadora deixou acesa a lâmpada de azeite.

Todos os factos descritos aumentaram o entusiasmo popular e a romagem de fiéis, vindos não só das redondezas, como de lugares mais distantes., trazendo ofertas e donativos.

É neste clima de desconfiança e medo por aquilo que pudesse acontecer à Imagem daquela a quem chamavam de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, que começa a correr o desejo entre o povo da construção de um templo onde a Imagem não corresse qualquer perigo.

Da oliveira onde encontraram a adorada Imagem, nada sobrou. Considerada sagrada, dela as pessoas até as raízes levaram esburacando o solo e levando as pedrinhas mais próximas como relíquias.

 

Começa aqui a discussão entre os povos de Carnaxide, que afirmavam ser a sede da paróquia, e os de Linda - a - Pastora que retorquiam ser a margem direita do Jamor, onde está a gruta, do seu termo, não cedendo nenhuma das partes àquilo que consideravam serem os seus direitos, enquanto não houvesse um lugar sagrado para acolher a Imagem sagrada.

Aliás, Isidora Maria, casada com Manuel João, da Ribeira do Jamor, segundo se afirma a primeira pessoa a prestar culto à Santa Imagem, seguida de muitas outras pessoas, também comungava da mesma opinião forma de grades de ferro e um portal para a gruta, colocando lá dois guardas.

 

Passada no séc. XIX, esta história, tem o mesmo sabor das lendas velhinhas que falam do aparecimento de imagens santas por este país fora. Contudo, por ser recente, tem a vantagem de manter ainda os nomes verdadeiros dos seus intervenientes.

 

Frei Cláudio, cronista e padre da Província de Santa Maria d' Arrábida, descreve-nos a Imagem aparecida do modo seguinte:

" É da Senhora da Conceição, muito bonita, tem cinco polegadas e meia com as mãos erguidas ante o peito, o manto que tem na encarnação é azul forrado de encarnado, vestido branco com a lua debaixo dos pés, a serpente enrolada no globo, a encarnação do rosto assim como as mais tintas algum tanto desmerecidas ".

 

Vindas de toda a parte, multidões iam acorrendo ao Casal da Rocha, despertando mais ânimo e maior exaltação nos povos vizinhos, isto após dois meses da Aparição, que em 27 de Julho de 1822, se viu o Rei constrangido à publicação da seguinte portaria, que mandava retirar a veneranda Imagem às gentes de Carnaxide que, desesperadas e revoltadas, a vêem partir para a igreja principal da cidade e diocese de Lisboa, acompanhada por uma procissão de cónegos, com protecção de tropa às ordens do general Sepúlveda, a 5 de Agosto próximo:

 Manda El-Rei, pelo Secretário de Estado dos Negócios da Justiça, participar ao Colégio Patriarcal da Santa Igreja de Lisboa, que sendo-lhe presente a sua carta, datada em 16 do corrente mês, e que acompanhara a informação a que mandou proceder pelo Desembargador que serve de Provisor, e Vigário Geral do Patriarcado, acerca de uma imagem de Nossa Senhora em uma lapa junto ao rio Jamor, nos limites de S. Romão de Carnaxide : E atendendo Sua Majestade a que o lugar onde foi achada a dita imagem não é próprio para ela continuar a existir e muito menos para se lhe dar um culto público e tão solene: Há por bem, conformando-se com o parecer do referido Vigário Geral ordenar que o colégio patriarcal, logo, e sem perda alguma de tempo faça recolher aquela Imagem à Basílica de Santa Maria Maior, onde depois de benta poderá ser venerada, nomeando o mesmo colégio uma administração para tratar das oblações, e esmolas, se as houver, as quais serão empregadas em objectos pios, e pondo em prática as mais providências que também o mencionado Desembargador e o Colégio julgar conveniente: Manda outrossim Sua Majestade declarar-lhe que na data desta se expede ordem ao Intendente Geral da Polícia, e ao Juiz de Fora, da Vila de Oeiras, para que prestem todo o auxílio que lhe for requerido, afim de que a sobredita Imagem seja transportada com aquela decência, e respeito que lhe são devidos, e a que de nenhum modo se deve faltar.

 

D. Branca de Conta Colaço

filha de Tomás Ribeiro, aceitou a presidência das Festas da Rocha no seu primeiro centenário em 1922.

Artista de fina sensibilidade na arte da palavra escrita e falada, deixou vários trabalhos sobre o Santuário da Rocha, e dele de parceria com o Dr. Tito Vespasiano, deixou-nos o primeiro opúsculo-monografia.

Publicou trabalhos de muito valor, como as cartas de Camilo a seu pai (120), "Poetas d ' Ontem" e "À Margem das Crónicas", com bastantes referências ao Sítio da Rocha.

De entre as suas poesias, leiamos esta de 1917, dita :

 

             Oração a Nossa Senhora da Rocha por alma de M. Da M.

Ele era o sacristão da freguesia

no tempo em que meu pae....                                 

                                   (Doce passado !....)                                         

Apadrinhava quanto baptizado

de gente pobre lá da terra havia.

Tantas vezes o altar iluminado

                                vi pelas luzes que ele lhe acendia !.....

- Mas quando se perdeu a Monarquia

de tudo renegou ! fez-se "avançado"  !....

...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  ...

Morreu hontem.

-          Senhora Aparecida !

Em nome da saudade enternecida

que é toda a minha infância para mim,

dai-lhe ingresso nas célicas bonanças,

                                - pela porta das bem aventuranças,

- atendendo ao seu péssimo latim .....

....   ....   ....   ....  ....  ....  ....  ....  ....  ....

Aqui ao Santuário trouxe eufóricas as duas filhinhas, encantadoras meninas angelicamente de branco por dentro e por fora, à solene primeira comunhão em 1915.

 

publicado por luzdequeijas às 21:14
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OS VALORES HUMANOS

A CRENÇA NOS VALORES DESAPARECIDOS

Continuaram a querer um «Homem Novo», à semelhança do produto da clonagem. Todos iguais e moldados à sua vontade. Porém, uns acabam sempre por ser mais iguais que outros. No fundo, todos diferentes. Queriam o Homem, produto de um ensino dirigido pelo Estado sem interferência da família.

Aquilo que veio e ainda bem, foi uma crença nos valores, sendo a família o maior de todos eles. Aquilo que veio foi gente que não queria ignorar o seu passado, nem os seus antepassados.

Somos aquilo que somos, e com muito orgulho, a eles o devemos.   

O mundo precisa sempre de um projecto. Atrás de um virá sempre outro projecto, todos erguidos por homens de boa vontade. O mundo precisa de acção, transparência e de medidas corajosas. No caminho escolhido, a confiança e auto – estima, virão com elas. O respeito por todos, também.

Que fique bem entendido:

  • Não se está defendendo um sistema orientado de cima para baixo, nem exactamente o seu contrário. Defende-se uma perfeita interligação entre essas duas realidades, posta em prática, com muita dignidade e respeito.
  • Não se defende uma ditadura de uma maioria, nem o aniquilamento das elites. Defende-se, novamente, o respeito mútuo entre dois saberes que se não podem substituir.
  • Defende-se, por último, que se saiba articular tudo isto, sem perda da capacidade de decisão, em tempo oportuno. E total transparência.

 

Na política mundial sempre existirão pessoas sérias! Competentes também. Mas nos últimos anos e na sua grande maioria, os homens honestos e competentes, há muito saíram, dos partidos e da política.

Até porque se não saíssem, seriam empurrados.

Nesse período negro da democracia, ficaram, e cada vez eram mais, os oportunistas e incompetentes que se serviram e estavam ao serviço de interesses inconfessáveis, mas que não eram os da população!

Se fossem, o mundo não estaria na situação em que se encontra.



publicado por luzdequeijas às 20:17
publicado por luzdequeijas às 19:58
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A ESTÁTUA DA IRMÃ DOS POBRES

Monumento em honra de Madre Maria Clara do Menino Jesus

Decorreu no dia 8 de Dezembro de 1999, a inauguração do monumento em honra a Madre Maria Clara, uma obra que ficou erigida na encosta de Linda a-Pastora, com projecto do Arq. Luís Serpa e escultura de José Núncio . Esta religiosa, mais conhecida por Madre Maria Clara do Menino Jesus, a irmã dos pobres - nasceu na Amadora em 1843, tendo sido a fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da lmaculada Conceição. De origem nobre, a sua preocupação pelos mais pobres desde cedo se manifestou, tendo dedicado toda a sua vida a tentar minorar os problemas dos mais desfavorecidos. Depois da implantação da República, a Congregação deixou de ter sede, o que a levou a procurar outro sitio para se instalar. Anos decorridos, o lugar de Linda-a-Pastora acolheu-a, tendo a sua sede sido inaugurada em 1989, na antiga quinta de Cessário Verde.

A Câmara Municipal de Oeiras, atendendo à importância do trabalho desenvolvido por esta Congregação no concelho, decidiu homenageá-la com a edificação duma estátua da sua fundadora, Madre Maria Clara.

 

No âmbito da inauguração de monumentos importantes não podemos deixar de salientar este que foi edificado em honra de Madre Maria Clara, situado em Linda-a-Pastora. A sua inauguração, veio evidenciar a necessidade de preservação do património religioso da freguesia, e de dar destaque para os seus maiores símbolos.

 

publicado por luzdequeijas às 17:39
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A LENDA

A lenda desta pastorinha

 

Tem muitas variantes, porque todo o reino a sabia e cantava. Vejamos então esta outra versão da mesma lenda:

 

Em tempos remotos veio fixar a sua residência nestas terras, um dos fidalgos mais queridos do seu monarca, que pelos seus feitos e, pela nobreza de seus antepassados, a breve trecho era o senhor feudal de grandes propriedades com as quais tinha sido contemplado pela grácia régia.

Novo ainda, e tendo perdido os seus maiores nas gloriosas batalhas de África, a vida de celibatário corria-lhe cheia de monotonia, na labuta do amanho dos campos, quando um dia, perdendo-se numa das caçadas que costumava promover, encontrou num dos povoados da serra uma gentil moça por quem se sentiu apaixonado, em virtude dos encantos com que a natureza a tinha dotado.

Rendido pelos encantos dessa mulher e avesso aos preconceitos ligados à sua condição de fidalgo, dentro em breve, unia, numa capelinha do sítio, o seu destino ao da jovem por quem se apaixonou.

Foram vivendo felizes até que um dia ela, timidamente, lhe anunciou que iria ser mãe. Em boa verdade, sete meses decorridos após o seu casamento, era presenteado com uma encantadora menina, que longe de vir trazer mais alegria ao lar, lhe traria luto e desolação, porque o fidalgo, pouco dado a letras e desconhecedor dos fenómenos da gestação, viu no prematuro parto uma infame traição de sua esposa.

Assim, magicando, e em sucessivas noites de tortuosas vigílias, resolveu abandonar o seu solar e com ele sua esposa e filha, indo esconder bem longe de terras portuguesas a sua presumida desonra.

Uma madrugada, antes que o sol fosse nado, e sem que a sua esposa nem nenhum dos seus vassalos desconfiasse da decisão que tinha tomado, emalando todas as jóias, e arrecadando todos os seus pergaminhos e mais valores, abalou até um porto mais próximo, onde se fez embarcar num frágil batel e conduzir a bordo de uma caravela que próximo se balouçava nas poéticas águas do nosso famoso Tejo, tendo previamente deixado, como padrão do seu infortúnio, uma tosca cruz na praia onde se havia embarcado.

Desfraldadas as velas ao vento, e depois de haver volvido os olhos para as terras onde ficavam para sempre sepultados os seus amores e os dias mais felizes da sua vida, com o coração torturado pela dor mais profunda, foi-se pela barra fora, a caminho duma corte onde pudesse, no calor das batalhas e no estontear das intrigas, esquecer as suas mágoas...

Desembarcado que foi em terras estranhas, fácil lhe foi encontrar um lugar prestigiado na corte do monarca que regia esses povos.

Dentro em breve, o seu valor guerreiro e as suas fidalgas qualidades de carácter, fizera prender a atenção desse rei, que o colocou ao seu serviço como aio e confidente.

Tratando-se por essa época do consórcio do monarca foi, então, o nosso herói encarregado dos preparativos dos esponsais, e por tal forma se houve que mais se afirmou no espírito do seu amo e senhor...

Volvidos sete meses, a rainha presenteava o seu augusto esposo com um formoso bebé, o que veio encher de nova e amargurada surpresa o fidalgo português, porque tendo recorrido a vários físicos da corte a perguntar-lhes a razão de tal fenómeno, eles explicaram-no em poucas palavras.

Compreendeu então o seu erro, e a grande falta que havia cometido para com aquela que tanto havia amado, e que foi desprovida de recursos, e coberta de miséria, havia, ao ver-se abandonada por seu marido com uma inocentinha criança nos braços, recorrido às magras sopas de sua pobre mãe, que bondosamente a acolheu e lhe ajudou a criar o fruto dos seus infelizes amores.

Resolveu então voltar a Portugal e procurar sua esposa para lhe solicitar perdão pela falta cometida.

Ei-lo de volta, a caminho do seu abandonado solar, outrora tão altivo e cuidado, e agora votado ao maior abandono, como se um sopro de maldição houvesse por ali passado.

Caminhando, em tudo encontrava como que restos de recordações felizes, com que a sua alma ainda viril se ia reanimando, almejando só o momento feliz em que carinhosamente havia de estreitar nos seus robustos braços a sua mulherzinha, por quem tanto havia já sofrido.

Nesta preocupação de espírito, deparou ao longe com uma encantadora criança, duns sete para oito anos, que descuidada pastoreava um pequenino rebanho.

Dirigindo-se-lhe perguntou-lhe:

Linda pastora, sabeis dizer-me onde poderei encontrar por estes sítios uma infeliz mulher que tendo sido casada com um dos maiores fidalgos destes reinos foi por ele cruelmente abandonada?

Sim, meu senhor, - Retorquiu a pequenina pastora. - Vinde comigo, que vos levo ao seu encontro. A pobrezinha, que leva a vida a chorar a sua desdita, é minha mãe, e mora além, naquele casal, com a minha avó...

Um raio que tivesse caído aos pés do fidalgo, não teria produzido nele o efeito que tais palavras produziram!

Calou-se no entanto, e seguiu a sua linda interlocutora.

Chegado que foi ao ponto indicado, encaminharam-se para uma velha arribana, onde o alinho e o conforto indicavam que ali existiam criaturas cuidadosas, mas onde se notava a maior miséria. Apareceu-lhes no beiral da porta uma mulher ainda nova, de uma formosura bem evidente, mas em cujo rosto se notavam os vestígios de profundos desgostos, com os cabelos já grisalhos e os olhos magoados por muitas lágrimas vertidas, e na qual o fidalgo reconheceu logo a sua infortunada esposa. Caindo-lhe aos pés verdadeiramente alucinado, exclamou:

Linda velha! Perdoa o meu grande crime e vem comigo reatar os laços do nosso passado amor!

Não! - Exclamou ela. VÓS que não tivésteis rebuço em pôr em dúvida a minha honestidade e que como vosso gesto proclamásteis perante estes povos a minha infidelidade, não podeis jamais ser o meu leal companheiro!

Ide-vos, senhor, porque não quero reconhecer em vós aquele que, entregando todo o meu amor, toda a minha vida, me feriu e a minha filha, no que nós, pobres descendentes do povo, temos de melhor - a Honra!

O fidalgo, acabrunhado com essa justificada altivez de carácter, e como tendo repulsa de si próprio, voltou pelo mesmo caminho, aturdido, com o que se havia passado. Sem saber como, encontrou-se junto da cruz que havia deixado quando embarcou para as longínquas terras donde havia regressado, e dirigindo-se a ela, derrubou-a ao mesmo tempo que dizia:

Cruz! Eu te quebro para que não fiques aí mostrando aos meus vindouros a injustiça que pratiquei com a mais virtuosa das mulheres portuguesas!

E assim, através dos séculos e segundo reza a lenda, ficou perpetuado um erro e a história de tristes amores com a denominação de três das mais florescentes e encantadoras povoações que eram da freguesia de Carnaxide...

Linda - a - Pastora, Linda - a - Velha e Cruz Quebrada.

 

publicado por luzdequeijas às 17:36
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UM FONTANÁRIO, OUTROS TEMPOS

neste lugar que serviu de inspiração a vários poetas, como uma espécie de retiro espiritual, surge associada uma outra figura, tão ou mais poética, tão ou mais romântica.
A jovem pastora é retractada com seu rebanho nos azulejos de outro fontanário, situado ao lado da avenida Tomás Ribeiro, em Linda - a - Pastora.

Hoje alindado, feito jardinzinho e em simultâneo miradoiro, e que também vai servindo de local para descanso de gente mais cansada ou pensativa.

Sobre esta pastorinha consta um bonito poema da autoria de Jorge Verde, irmão do conceituado Cesáreo Verde, dedicado a esta figura que merece o carinho desta população;

 

Há na Terra uma Pastora

Que está sempre olhando o mar,

Não é morena nem loira

E é branca como o luar.

 

Chamamos linda a pastora

Que os dias passa a cismar

Numa encosta encantadora

Que de longe olha p' ra o mar.                                        

 

Determinados autores apontam, contudo, designações como Ninha Pastora e Linda Pastora, que poderão estar na base do termo Linda - a - Pastora, podendo aqueles referirem-se à proximidade do Ryo Ninha (século XIV), sendo que o termo "ninha", de origem céltica, se encontra associado aos "lugares altos ou na sua vizinhança".

 

publicado por luzdequeijas às 17:21
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CESÁRIO VERDE

O REPUBLICANISMO DE CESÁRIO

 

Para além da apreciação de Silva Pinto estar completamente errada, pois Cesário sempre cantou o que existe, nunca foi um pensador na verdadeira acepção da palavra e, muito menos, um sofredor, o jornalista e amigo apresentava o autor de "Num bairro moderno" como anticlerical e republicano.

O poeta de Linda – a - Pastora passou assim de "crente" e de cumpridor de "tudo o que deve respeitar-se", a mata - frades e anti-monárquico.

Na realidade, Cesário assumia-se publicamente como republicano, frequentando "clubes" com os seus amigos Silva Pinto, Bettencourt Rodrigues e Fernando Leal, onde respeitosamente lhe atribuíam o epíteto de "cidadão".

Houve até uma noite que o grupo acima citado, esteve presente numa festa de beneficência do jornal "O Rebate", realizada no Príncipe Real, onde no final se recitou Gomes Leal e Bettencourt Rodrigues, respectivamente, "O Mundo Velho" e "Ao Combate", e se cantou "A Marselhesa".

Estas noitadas que começaram a interferir na saúde de Cesário, não durariam muito tempo, pois Silva Pinto estava de partida para o Porto, onde iria trabalhar como redactor num jornal, emprego que lhe fora arranjado por Teófilo Braga.

O sonho de frequentar a Universidade esfumara-se também. Que ficava, pois, ao nosso poeta?

O café "Martinho", este sim uma verdadeira instituição académica com os seus professores - escritores e jornalistas - que davam verdadeiras aulas práticas, desde a mais sublime literatura até à polémica mais rude. A loja do pai, onde observava os tipos dos diversos grupos sociais que as suas poesias tratariam. E, a quinta de Linda – a - Pastora, onde na paz do ambiente bucólico alinhava os seus versos imortais.



publicado por luzdequeijas às 17:12
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MADRE MARIA CLARA

Madre Maria Clara do Menino Jesus - SERVA DE DEUS (1843-1899)

 

 

Beatificação: “Nunca perdi a fé e nunca pedi que me curasse”
18-05-2011
Georgina

 

A 1 de Dezembro de 1899 falecia em Lisboa a "Mãe dos Pobres", Madre Maria Clara do Menino Jesus, Fundadora da Congregação hoje chamada das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Tinha nascido 56 anos antes, a 15 de Junho de 1843, descendente de uma família de antiga nobreza e aparentada com as casas mais ilustres de Portugal.

 

 

Tendo ficado órfã nas epidemias de 1856-1857, foi educada no Asilo Real da Ajuda, em Lisboa, de onde passou, mal completados os 19 anos, para o palácio dos Marqueses de Valada.

Após cinco anos de uma vida faustosa, decidiu renunciar a tudo e ingressar no pobre Convento de S. Patrício, onde iniciou uma caminhada de entrega definitiva a Deus, consagrando-se, primeiro na Ordem Terceira Secular de S. Francisco, sob a orientação espiritual de Frei Raimundo dos Anjos Beirão.

 

Como vigorasse em Portugal a proibição de Congregações religiosas e se tornasse urgente a fundação de um Instituto genuinamente português, a Irmã Maria Clara foi a Calais, - França, para fazer o seu Noviciado, entre as Irmãs Hospitaleiras e Mestras e aí emitir votos públicos.

 

Regressada ao seu país, deu início à Congregação das Irmãs Hospitaleiras dos Pobres pelo Amor de Deus, aprovada pelo Governo português como Associação de Beneficência, a 22 de Maio de 1874 e pela Santa Sé como Congregação Religiosa, a 27 de Março de 1876. Dotada de um coração repleto de bondade e de ternura pelos mais pobres e abandonados, a Serva de Deus dedicou a vida inteira a minorar os sofrimentos e dores, enchendo Portugal de centros de assistência, atendimento e educação, onde todos os desvalidos pudessem encontrar carinho, agasalho e amparo, fosse qual fosse a sua condição ou estado social.

 

                     

                             Sede da CONFIC em Linda- a - Pastora

 

Sempre impelida pela mesma ânsia de a todos socorrer, enviou as suas Irmãs a Angola, em 1883, à Índia, em 1886, à Guiné e a Cabo Verde, em 1893.         

Durante o tempo de seu governo como Superiora Geral e Fundadora abriu mais de cem obras e recebeu mais de 1.000 Irmãs, tendo constantemente em vista a urgência de a todos socorrer.

Através dos seus membros, a Congregação devia estar presente e actuante em todo o lugar, onde houvesse o bem a fazer, onde fosse necessário dar uma resposta aos clamores dos desamparados.

No meio de sofrimentos de toda a espécie, na solidão, na doença, na perseguição, na incompreensão e na calúnia, a Irmã Maria Clara soube manter-se sempre fiel ao seu Deus e à missão que Ele lhe confiara, num serviço permanente, alegre e generoso a todas as pessoas, sem qualquer excepção, a todos perdoando e desculpando com fé e caridade heróicas.

Convicta de que " nada acontece no mundo sem permissão divina, acolhia tudo como vindo das mãos de Deus, pessoas e acontecimentos, dores e alegrias, saúde e doença.

A sua doação deveria ser levada até ao limite das forças, pois a única razão de ser da Congregação, por ela fundada sob " o olhar providencial de Deus" era servir, animar, acolher e aconchegar a todos " com sacrifício próprio", até a efusão do sangue, se tanto fosse necessário.

Por isso, vemos a sua vida toda permeada de um optimismo invencível e de uma esperança e confiança inabaláveis, mesmo que à sua volta tudo pareça escuro e adverso.

Nada possuindo, além do amor de Deus em Cristo sofredor e em todos aqueles que ela escolhera como " sua gente", podia encerrar em paz os seus dias terrenos, segura de lhe ter sido reservada uma numerosa descendência que levaria ao longe e ao largo o lema de " fazer o bem, onde houver o bem a fazer", protegida sempre pelo olhar providencial de Deus e pela Virgem Imaculada, modelo e mestra de vida em Hospitalidade. 

 



publicado por luzdequeijas às 15:13
publicado por luzdequeijas às 17:07
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HERANÇAS DE POESIA E LAVOURA

 

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia .O rio era o Jamor , campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".
 
Era o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.
Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.
Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.
Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água !
O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.
Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.
Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;
E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.
O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê ? Não sei.”
A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.
Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do Jamor e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda- a velha e Cruz Quebrada ( A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.
A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio Jamor, aos núcleos de Linda-a- Velha e Carnaxide.  
Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda-a-Pastora ao Jamor e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.
É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída !
De salientar aquilo que muita gente ignora: que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual se integraram o notável artista alemão Hein Semke, Marta Ziegler, Teresa Balté, Else Althausse precursora das artes gráficas modernas.
Que seja esquecido Silvério Martins, natural de Linda-a-Pastora e discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre Giusti, outros homens da cultura, como sejam o próprio irmão de Cesáreo Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta, Almeida Garrett e Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX.
Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico. Nem o Hotel Jamor com a sua sala de jantar panorâmica.
O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este polo de atracção cultural, religioso e turístico.
É preciso que o Jamor volte a ser navegável até ao Santuário da Rocha
Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo.
 
  
  
 
                  Xochimilco e a festa nos seus canais.
 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 17:00
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QUEIJAS LUGAR

QUEIJAS, Lugar.

Era um dos planaltos cerealíferos, em especial terrenos de trigo de Oeiras, que alimentaram tanto as legiões romanas, como mouros e cristãos.

Situada a uns cinco quilómetros da entrada da nossa capital, fica localizada em local soalheiro e ventoso, entre Carnaxide, Caxias, Barcarena, Valejas, Serra de Carnaxide, a CREL e A5 e o território do Estádio Nacional.

A toda esta zona de altitude acentuada, se chamou em tempos mais remotos, a Serra de S. Miguel.

Queijas antigamente, pela sua reduzida dimensão, na altura teria trinta e poucos habitantes, não terá tido muitos estragos no ano de 1755 com o terrível terramoto acontecido, ao contrário das localidades vizinhas, principalmente Carnaxide.

 

Durante muitos anos, mais não existia neste lugar do que uns sessenta fogos, aos quais se conseguia chegar pela estrada das Várzeas e pelas ruas da Quinta do Bonfim, da Fonte, da Telha e do Lameiro.

Queijas como todos os lugares da freguesia, no ano de 1833, foram vítimas de um terrível flagelo que muito prejudicou a vida normal das pessoas. Na verdade, a epidemia de cólera e febre amarela atingiu duramente a população deste lugar, causando inúmeras vítimas. Mesmo assim, muita gente terá até fugido de Lisboa para Queijas e Linda- a - Pastora, na esperança de que a sua altitude e bons ares os protegessem.

Porém, também elas viram, estranhamente, a morte levar lados inteiros das ruas deixando os outros lados incólumes, mas logo voltava atrás para acabar a sua mórbida missão.

A orfandade e a viuvez foi terrível, não havendo braços para sepultar tanta gente. Os campos iriam ficar por cultivar, as casas abandonadas, pois o ânimo faltava e os braços para trabalhar também !

A vida aos poucos foi tomando a sua normalidade e em pleno século XIX, toda a freguesia de Carnaxide foi "assaltada" por gente endinheirada, empresários, quadros do funcionalismo público, políticos e nobres dominantes, procurando nesta região, casas de aldeia ou mesmo quintas, para mudança de ares ou simples veraneio.

Em Queijas ficaram desse tempo bonitas quintas como a da "Senhora Alemã", ou a conhecida Quinta da Fonte da Telha.

 

Topónimo

Consta que serão quatro as possíveis explicações e bastante diferentes umas das outras.

Tendo a primeira a ver com o facto da existência de muito campo neste local, que era aproveitado para a pastorícia, daí que do leite de ovelha se fizesse um queijo tão bom, que, conta a tradição, o próprio rei D. Miguel se deslocava a esta região  para o vir comer.

A segunda deriva da palavra "Quêjas", que era o nome atribuído aos excrementos das ovelhas. Daqui terá vindo a palavra, diz-se.

Seguindo a contagem, a terceira explicação relaciona Queijas com a palavra "Queiras". Conforme a tradição, existia nesse local uma prisão, que originou a expressão popular, "Quer queiras, ou não queiras, vais parar a Queijas".

Com o decorrer dos anos, Queiras ter-se-ia transformado em Queijas.

Finalmente, a quarta provém do castelhano ou do Espanhol como se diz mais vulgarmente. Assim, em castelhano, os substantivos comuns "quexigo, caxigo, e cassigo", referem-se a uma espécie de carvalho. Ora, esta árvore, geralmente, cresce em serras, montes e zonas pedregosas. Como Queijas se situa num local elevado, e tinha esta características, é possível que o nome venha daí.

 

publicado por luzdequeijas às 12:59
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012

O TRATADO DE METHUEN

Logo após a Restauração (1640), Portugal foi obrigado a fazer concessões comerciais aos ingleses em troca de apoio contra a Espanha e a Holanda. Os tratados de 1641, 1654 e 1661, com a Inglaterra, foram produtos dessa concessão que, afinal, acabou resultando na crescente dependência de Portugal. Através desses tratados foi aberto à burguesia inglesa o mercado colonial português, na condição de nação mais favorecida.

O mais importante tratado, pelo seu carácter lesivo a Portugal, foi o de Methuen, assinado em 1703, em pleno início da mineração no Brasil. O tratado possuía apenas dois artigos:

Artigo 1 °. Sua Sagrada Majestade El Rei de Portugal promete, tanto em seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo em que foram proibidas pelas leis, não obstante qualquer condição em contrário.

Artigo 2º.  - E estipulado que Sua Sagra­da e Real Majestade Britânica, em Seu Próprio Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja paz ou guerra entre os Reinos de Inglaterra e de França) não se poderá exigir direi­tos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro título directa ou indirectamente, ou sejam transportados para Inglaterra em pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo terça parte do direito de costume.

O Tratado de Methuen estipulou, em síntese, a compra do vinho português em troca de tecidos ingleses. Esse acordo bastante simples foi, entretanto, altamente nocivo para Portugal porque, em primeiro lugar, importava-se mais tecido do que se exportava vinho, tanto em termos de quantidade como em valor; em segundo, as manufaturas portuguesas foram eliminadas pela concorrência inglesa. Por último, dado o desequilíbrio do comércio com a Inglaterra, a diferença foi paga pelo ouro brasileiro. Desse modo, o Tratado de Methuen abriu um importante canal para a transferência da riqueza produzida no Brasil para a Inglaterra.

 Esta foi a opinião de muitos críticos que encontravam neste tratado a razão de Portugal praticamente não ter agarrado a Revolução Industrial sempre liderada pela Inglaterra, com  largas vantagens económicas.

Poderá não ter sido tanto assim, mas em boa verdade, Portugal por esta razão deixou de acompanhar os enormes avanços técnicos proporcionados através desta indústria dos lanifícios.

publicado por luzdequeijas às 20:33
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PORTUGAL E A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Assim chegámos à Revolução Industrial

Foi com a Europa por descobrir que chegámos à maior revolução industrial até aí havida!

Com uma revolução já feita e com novos conceitos e métodos de trabalho adquiridos.

Ultrapassados em termos de tecnologia industrial, passávamos ao lado de uma revolução que tinha trazido enorme nível de vida aos trabalhadores europeus e grande prosperidade à classe empresarial!

Em Portugal vivíamos em termos de economia de mercados fechados como os das ex – colónias para onde despachávamos os produtos de pouca qualidade que produzíamos.

Portugal viva um clima de grande instabilidade política, sonhando com a revolução francesa e os seus ideais, empenhado na implantação da república como panaceia para todos os nossos males . A jovem república chegaria em 1910 trazendo muito simplesmente maior instabilidade e guerra civil anos a fio.

Estava à porta o Estado Novo ( 1926 ) para equilibrar as depauperadas finanças públicas portuguesas. Sem competitividade não tínhamos outras alternativas, subsistindo, assim, as políticas de baixos salários, desemprego e recurso à emigração.

No século XVIII, as ambições coloniais de Portugal centraram-se no Brasil e nalguns entrepostos em África e na Ásia. O Brasil, a princípio abandonado, rapidamente se tornou , com o declínio comercial no Oriente, à mercê de novas potências europeias (Inglaterra e Holanda) e após a derrota da Armada Invencível espanhola -, a "jóia" do Império Português até ao século XIX. Pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, cacau e tabaco alimentaram os cofres do erário nacional durante três séculos.

Com a declaração de independência do Brasil, Portugal acentuava a sua expansão territorial para o interior de África para manter-se a par com as outras potências europeias.

                                                     

 

publicado por luzdequeijas às 20:30
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UM PAÍS PEQUENO

Eram tarefas de grande monta para um país da dimensão de Portugal. Emparedado entre o Mar e a enorme Espanha. Tal sonho aprisionava todas as nossas capacidades e deslumbramentos.

E as conquistas passaram rapidamente de sonhos a realidades.

 

O Norte de África, A ilha da Madeira, Os Açores, A exploração de África,  A ligação do Atlântico ao Índico, O Tratado de Tordesilhas, A colonização do Império Português, Descoberta lusa: do nó e da medida marítima,  O Reino de Preste João, Caminho marítimo para a Índia, As feitorias, A Descoberta do Brasil, Segunda Expedição à Índia, A Terra de Santa Cruz, Cabo Bojador, O Adamastor, O Vasco da Gama, O Pedro Alvares Cabral, etc. e mais os nossos contributos para o desenvolvimento das ciências e da tecnologia como:

O Nónio

 

 

 

O nónio foi o invento que tornou Pedro Nunes mais conhecido. Trata-se de um sistema de conjugação de escalas que permite obter medidas mais precisas que qualquer das escalas individuais. Com esse sistema, Nunes avança uma solução para uma questão urgente na época, o problema da medida rigorosa dos ângulos de altura dos astros. O nónio será mais tarde aplicado a outros instrumentos de medida.

 

 

 

Com ele, atinge-se o apogeu do Império e o início do seu declínio. Um Império que ocupou Portugal com três grandes objectivos :

 

 

 

Os historiadores imparciais, sem visões especulativas, resumem numa trilogia e na seguinte ordem de valor os três grandes motivos dos descobrimentos portugueses: Deus, o Rei e o Ouro.

 

       Deus – o motivo religioso: a expansão da Fé entre os gentios, a continuação da Cruzada contra os mouros.

 

       Rei – o motivo político: o desejo de expansão de Portugal.

 

       Ouro – o motivo económico: a conquista de novos mercados, o rico comércio das especiarias e a descoberta de jazidas de ouro.

 

Sem a menor dúvida que a trilogia de enorme dimensão  foi conseguida por país pobre e pequeno, mas que ao conseguir a tal feito se guindou à admiração do mundo inteiro.

 

Relativamente ao “Ouro”, foi muito mais do que isso aquilo que conseguimos. Conseguimos dominar as grandes rotas mundiais das especiarias e no século XVIII, as ambições coloniais de Portugal centraram-se no Brasil e nalguns entrepostos em África e na Ásia. O Brasil, a princípio abandonado, rapidamente se tornou - com o declínio comercial no Oriente, à mercê de novas potências europeias (Inglaterra e Holanda) e após a derrota da Armada Invencível espanhola -, a "jóia" do Império Português até ao século XIX. Pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, cacau e tabaco alimentaram os cofres do erário nacional durante três séculos.

 

 

 

Com a declaração de independência do Brasil, Portugal acentuava a sua expansão territorial para o interior de África para se manter a par com as outras potências europeias. No século XVIII, as ambições coloniais de Portugal centraram-se no Brasil e nalguns entrepostos em África e na Ásia. Com a declaração de independência do Brasil, Portugal acentuava a sua expansão territorial para o interior de África para se manter a par com as outras potências europeias.

 

publicado por luzdequeijas às 20:26
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O DESAFIO DE PORTUGAL - O MAR

Começa aqui o Desafio de Portugal – O Mar

De todas as negociações entre os Reis de Portugal e os vários Papas  resultou a vantagem  dos mestres das Ordens Portuguesas serem nomeados pelo Papa, dando o mestrado a membros da Família Real. O primeiro a receber este título foi o Infante D. Henrique como Governador e Administrador da Ordem de Cristo.

Devemos notar também que a Ordem de Cristo,  durante o comando do Infante D. Henrique,  tornou-se a Organização Militar  Religiosa mais poderosa do Reino de Portugal, tornado-se ao mesmo tempo muito querida dos Papas por  os Cavaleiros da Ordem de Cristo, tornados  Navegadores  espalharem  a Fé Cristã, na missão das Cruzadas do Ocidente.

E foi, assim,  dos cofres da  rica Ordem de Cristo que o Infante D. Henrique  tirou os dinheiros para custear as despesas dos Descobrimentos  e  para manter a sua Escola de  Navegação, em Sagres.  Embora a Escola de Navegação fosse o próprio Infante D. Henrique, -- onde ele estivesse, estava a Escola --  à semelhança das Escolas Filosóficas   de Platão e de Aristóteles – o certo é que  o Infante veio  a morrer  perto  da Escola de Sagres, em 1460!

publicado por luzdequeijas às 20:24
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Sábado, 7 de Janeiro de 2012

A ERA DOS COMPUTADORES

E o homem chegou lá. Tanto fez que conseguiu. O maior invento de automatizar e processar informações acabara de nascer. Um novo actor entra em cena. Um actor que nasceu para ser protagonista e brilhar em muitos e muitos filmes. Então...The Oscar goes to...o computador.

Dizer qual foi o primeiro computador não é uma tarefa fácil. Nas leituras que fiz é unânime os seus autores afirmarem que foi o ENIAC. Para Breton (1991) o ENIAC foi a última grande máquina de calcular anterior à invenção do computador. Ao mesmo tempo, contradiz - se ao citar os nomes dos cinco primeiros computadores, incluindo ainda além destes o ENIAC e o SSEC. Alguns especialistas, alguns ligados à própria IBM, consideram o SSEC, como sendo o primeiro computador da história.

Sabe-se, entretanto, que o primeiro computador a funcionar no mundo, em junho de 1948, foi o Manchester Mark I, de origem inglesa.

Qual foi então o primeiro computador? Fico com o ENIAC, afinal é a voz da maioria. Vamos conhecer, então, a trajectória desses possíveis candidatos ao cargo do primeiro computador do mundo. Antes, porém, se torna necessário focalizar o contexto para o surgimento deste invento.

O governo dos Estados Unidos, pressionado pela necessidade de solucionar questões postas pela Segunda Guerra Mundial – entre elas a de conseguir um armamento melhor e mais eficaz - , entregou uma série de projectos a cientistas das mais prestigiosas universidades do país, entre eles os professores Eckert e Mauchly. Entre tais projectos figurava o cálculo das trajectórias dos projécteis das baterias antiaéreas, assim como a elaboração de tábuas de tiros.

Foi neste contexto então, na Segunda Guerra Mundial, que os primeiros computadores iriam surgir, com fins exclusivamente militares. Triste ironia do destino, uma máquina que surgiu como anti-cultura, é hoje a maior aliada da cultura.

Deve ser enfatizado que, embora o acesso à informática na escola possa contribuir para promover a cidadania, ela não surgiu como resposta a este tipo de problema. Não cabe aqui neste resumo uma discussão sobre a história da informática , mas, sim, assinalar que ela se torna uma fenómeno cultural da segunda metade do século XX depois de percorrer o mundo da ciência, da guerra e dos negócios empresariais e se espraiar por praticamente todas as nossas actividades, directa ou indirectamente. 

 

            O ENIAC (Eletronic Numeral Integrator and Calculator), foi construído nos Estados Unidos, na Universidade de Pensilvânia, em Filadélfia, entre os anos de 1943 e 1946.Os créditos pela sua criação são atribuídos a John Mauchly, pelo projecto lógico, e a J. Presper Eckert, pela engenharia. Ele pesava 30 toneladas e tinha 18.000 válvulas, sendo o mais complexo aparelho electrónico já construído até então. Era cerca de mil vezes mais rápida que o seu predecessor, o Mark I, mas cerca de um milhão de vezes mais lenta que os computadores de hoje. A programação era feita pela ligação directa de fios através de centenas de pinos e chaves, e por isso poderia levar horas a preparação do ENIAC para “correr” um programa. A diferença radical entre o Mark I e o ENIAC consistia em que, excepto para as operações de entrada e saída, este último não dispunha de nenhum processo mecânico, já que as operações de armazenamento, cálculo e controle de sequências de operações eram efectuadas por circuitos electrónicos. O ENIAC foi importante porque provou que um computador totalmente electrónico era viável e incentivou assim a pesquisa subsequente em novos projectos mais aperfeiçoados.

Pelo seu design original, o computador ENIAC era incapaz de armazenar programas distintos. Para passar de um a outro, os engenheiros tinham que modificar parte dos circuitos da máquina a fim de que esta pudesse efectuar as operações requeridas para a solução de cada problema específico.

Se fossemos eleger o homem que mais influenciou o desenvolvimento dos computadores em toda a sua história, este homem provavelmente seria Von Neumann. Em 1946 ele escreveu o mais famoso artigo de toda a história da computação, chamado “Preliminary Discussion of Logical Design of na Eletronic Computing Instrument”, que estabeleceu muitos conceitos que seriam utilizados em todos os computadores desde então. Na verdade, Neumann, ao tornar público este documento, estava dando a “receita” de como fazer um computador. Até hoje se usam as expressões “arquitectura Von Neumann” e “máquina de Von Neumann”. Muitos computadores foram construídos, desde então, com a “receita” de Neumann, mas eram projectos de universidades ou encomendas do governo. Dizem que Neumman tomou conhecimento desta “receita” através de Eckart e Mauchly. Mas os méritos foram dele, pois foi o primeiro a torná-la pública.

 

A difusão dos princípios de base do computador moderno, através do texto de Von Neumann, irá seguir, entre 1945 e 1951, múltiplos caminhos que culminarão na construção de cinco máquinas principais, podendo todas elas pretender, por isso ou por aquilo, ser o protótipo das futuras máquinas informáticas. Imediatamente em seguida, desde 1951, o UNIVAC, depois o IBM 701, serão os primeiros modelos comercializados, directamente influenciados pelos protótipos que foram o EDVAC, a máquina IAS, o BINAC, o EDSAC e o Manchester Mark I. Estas cinco máquinas foram os primeiros computadores

Além desses modelos, especificamente concebidos para serem computadores, é preciso que se incluam as duas máquinas (a ENIAC e a IBM SSEC) que, mesmo continuando calculadoras clássicas, serão utilizados com uma perspectiva próxima dos novos princípios.

 

Em 1945, os planos dos computadores modernos foram claramente estabelecidos e iniciou-se a construção do EDVAC, concretizado em 1951, por Von Neumann, pois desde que o seu artigo se tornou célebre, não se achou mais ninguém para o concretizar. Por ele foi construído também o IAS. Três anos antes de ser concebido o EDVAC, os ingleses, já conhecendo o artigo de Von Neumann puseram em funcionamento o primeiro computador, o Manchester Mark I, segundo Breton (1991). Para Breton, então, o primeiro computador foi o Manchester Mark I, de origem inglesa. 

O segundo computador inglês, o EDSAC (Eletronic Delay Storage Automatic Computer), foi concluído em junho de 1949, construído nos princípios do EDVAC, ou seja, da “receita” de Von Neumann. 

Eckert e Mauchly fundaram a UNIVAC que produziram o BINAC e o EDVAC, sendo este último o primeiro computador electrónico a ser comercializado como produto. A UNIVAC foi adquirida pela Remington Rand. A IBM nesta época fabricava máquinas de tecnologia mais tradicional, electromecânicas, que utilizavam relés e demorou mais a entrar no mercado.

O computador fazia sucesso, e inúmeras companhias fabricantes, através da “receita” de Neumann, surgiram na década de 50. A concorrência acirrada produziu sucessivos aperfeiçoamentos. Surgiram as bandas magnéticas e a memória de núcleo magnético. O transístor foi inventado em 1948, mas havia problemas técnicos na produção em larga escala que atrasaram a substituição das válvulas. Foi somente em 1959 que surgiram os primeiros computadores totalmente transistorizados. A vantagens do transístor sobre as válvulas são tão marcantes que houve um salto gigantesco na qualidade e na capacidade das máquinas a partir de então.

 

publicado por luzdequeijas às 22:52
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RESUMO HISTÓRICO DA INFORMÁTICA

 

Vejamos agora apresentar um breve relato da história da informática. Breve porque se fossemos contar a sua história com riqueza de detalhes seria necessário escrevermos um livro e não um capítulo propriamente dito.  Para este fim veja-se uma rápida trajectória, abordando o surgimento do primeiro computador, os antecedentes deste fato, e todo o percurso desde a antiguidade até os dias actuais. 

É de referenciar que a construção destas fascinantes máquinas está directamente ligada com a matemática, ou melhor, com a matemática dos matemáticos.

É difícil passar por esta trajectória sem esbarrar com nomes de matemáticos e desta forma, acredito que a história da matemática nos faz aprender muito a respeito da matemática, assim, a história dos computadores também o faz. Grandes feitos matemáticos aconteceram por força desta mesma história, isto é, da matemática sendo construída, desenvolvida, aprimorada e tomando força na pesquisa de projectos para a criação dos computadores.

 

Na Segunda Guerra Mundial a Matemática com fins militares teve o seu apogeu. Basta lembrar dois grandes matemáticos, Sir James Lightill, creditado como tendo desenvolvido a Pesquisa Operacional para as forças armadas da Inglaterra, e John Von Neumann, apontado como o criador dos computadores electrónicos dos Estados Unidos.

 

Esta classe de sistemas continuou a evoluir, até aos dias de hoje, incorporando avanços tecnológicos, principalmente da área de Inteligência Artificial (IA), que possibilitaram uma sofisticação grande nos sistemas computacionais derivados, actualmente chamados Tutores Inteligentes (TI).

 

Atente-se, agora, brevemente, nos principais fatos desta evolução.

O homem não pára. Cada vez mais automatizando as coisas em benefício dele mesmo chega às calculadoras. Milhares de anos se passaram do ábaco até este início e outros passarão até à construção mais elevada da automatização: o computador. Chamado por muitos como extensão da inteligência humana.

 

As calculadoras, da mais simples até às mais sofisticadas (entre elas as gráficas) trouxeram inovações à educação matemática. Cálculos com demora de uma eternidade para serem concluídos, já não são demorados, graças ao advento destes instrumentos.

De referir uma experiência obtida num grupo de alunos, ao estudarem as relações entre os coeficientes a, b e c de uma equação quadrática. “Estas experiências só foram possíveis devido às características das calculadoras gráficas e do software Fun, que têm flexibilidade suficiente para que problemas abertos sejam abordados, através de um enfoque não analítico” 

As novas formas de vida que a revolução burguesa trouxe e o desenvolvimento do capitalismo estimularam consideravelmente a vida económica das nações. As relações comerciais tornaram-se complexas e apareceram novas necessidades de dispor de instrumentos cómodos e rápidos, capazes de realizar os já complicados cálculos da época. 

Foi neste contexto que, no século XVII, surgiu a primeira calculadora mecânica conhecida na actualidade e atribuída ao filósofo e matemático Blaise Pascal. Na realidade era só para ajudar o seu pai, que era encarregado de controle fiscal na Normandia. Tal como no ábaco, no qual a operação básica é contar pedrinhas ou contas, numa calculadora mecânica contam-se os dentes de uma engrenagem. A possibilidade de construir tais máquinas viu-se favorecida pela existência de mestre relojoeiros, verdadeiros artífices do fabrico de mecanismos para medição exacta do tempo. Apesar de todos os méritos da construção desta máquina serem atribuídos a Pascal A máquina aritmética, concebida por Blaise Pascal , em 1642, faria automaticamente as operações de somar e subtrair, economizando o tempo e a inteligência do operador. A qualidade do mecanismo era tão medíocre, que virtualmente ninguém o adoptou. 

Em 1673, Gottfried Wilhelm Leibniz propôs uma máquina que, além das operações de somar e subtrair da máquina de Pascal, também dividia e multiplicava, porém não chegou a funcionar com suficiente fiabilidade. 

Baseado no modelo de Leibniz, Charles-Xavier Thomas de Colmar construiu em 1820 uma máquina que funcionava correctamente, chamada aritmómetro. Era prática, portátil e de fácil utilização, sendo a primeira máquina comercializada a fazer sucesso com mais de 1500 exemplares vendidos. 

As máquinas mecânicas de cálculos foram-se aperfeiçoando, utilizando os mesmos princípios de Pascal e Leibniz, até que foram totalmente ultrapassadas pelas máquinas electrónicas, que apresentam evidentes vantagens sobre às mecânicas (ausência de peças em movimento, fiabilidade, rapidez, etc.) Não podemos, entretanto, considerar tais máquinas como automáticas, pois as mesmas exigiam a intervenção humana contínua para introduzir novos dados, efectuar as manobras que implica cada operação e anotar os resultados intermédios. 

O desejo de evitar estas manobras morosas e repetidas, sempre sujeitas a erro, conduziu à procura da possibilidade de uma máquina capaz de realizar cálculos automaticamente, isto é, sem intervenção humana durante o processo, e com a precisão e a exactidão desejadas. O matemático britânico Charles Babbage foi o primeiro a estudar o problema e a tentar a sua solução com o projecto máquina analítica hoje de uso universal. Babbage, preocupado com os inúmeros erros que ofereciam as tábuas de logaritmos da sua época, ou seja, século XIX, concebeu a ideia de construir um engenho a que chamou máquina de diferenças, capaz de calcular logaritmos com 20 decimais. Espírito criativo ao máximo, ele acabou abandonando este projecto a meio, para realizar outro mais ambicioso, o da máquina analítica

O seu mecanismo foi concebido como uma calculadora universal, quer dizer, algo capaz de armazenar diferentes programas segundo um esquema análogo em tudo aos dos computadores actuais. Segundo a ideia de Babbage, a sua calculadora deveria dispor dos seguintes órgãos: 1) Dispositivo de entrada, através dos quais se fornecem à máquina as instruções necessárias para as operações, assim como os dados objectivos da mesma. 2) Memória, para armazenar os dados introduzidos e os resultados das operações intermediárias. 3) Unidade de controle, para vigiar a execução das operações segundo a sequência adequada. 4) Unidade aritmético-lógica, encarregada de efectuar as operações para as quais a máquina foi programada. 5) Dispositivo de saída, para comunicar exteriormente os resultados dos cálculos realizados. 

Babbage não conseguiu terminar o seu ambicioso projecto. As técnicas de precisão daquela época não estavam preparadas para satisfazer as necessidades que se apresentavam. Babbage morreu amargurada, deixando muito poucos dados sobre o seu trabalho. Para conhecê-los mais amplamente tem-se que recorrer aos escritos de uma aluna sua, Lady Lovelace, filha de Lord Byron. As notas de Lady Lovelace referem-se principalmente à elaboração de programas para a máquina analítica de Babbage, ou seja, os métodos de construir as sequências de instruções para o correcto funcionamento da máquina. 

Dentro das ideias de Babbage, há que assinalar também a adopção dos cartões perfurados que utilizava num tear da sua época para tecer telas complexas (o Tear de Jacquard, a fim de introduzir na máquina analítica tanto as instruções do programa como os dados do problema a resolver. 

Babbage, ao lado de Schickard e Leibniz, são considerados os pais da computação. 

Tanto as calculadoras mecânicas como a máquina analítica constituem o que poderíamos chamar de pré-história dos instrumentos dedicados ao cálculo matemático, na trajectória do esforço humano para resolver os problemas mais complicados que possam surgir. 

 A máquina analítica algumas vezes é citada como o primeiro ancestral do computador moderno, porém sua estrutura torna-a apenas equivalente às derradeiras grandes máquinas de calcular que foram desenvolvidas antes da invenção do computador moderno. Os planos de Babbage foram, não obstante, um dos projectos tecnológicos mais adiantados do século XIX. 

 

Nas últimas décadas do século XIX, o Bureau de Recenseamento dos Estados Unidos enfrentava um problema praticamente insolúvel: as leis americanas mandavam efectuar um recenseamento da população de dez em dez anos e em 1886 ainda se trabalhava com os dados de 1880, o que evidentemente, mesmo trabalhando no maior ritmo possível, faria com que não tivesse terminado o seu processamento quando fosse preciso fazer o recenseamento de 1890. 

A única solução estava na mecanização das operações de contagem e reclassificação. Herman Hollerith, funcionário da referida repartição, percebeu que a maior parte das perguntas do recenseamento era respondidas por um sim ou um não. Conhecedor dos mecanismos dos cartões perfurados de Jacquard compreendeu que nestes se podia representar a resposta sim com uma perfuração num lugar determinado do cartão e a resposta não com a ausência da referida perfuração. Além disso Holerith idealizou a possibilidade de detectar tais respostas mediantes contactos eléctricos estabelecidos através de perfurações: o passar da corrente representaria um sim, e a ausência da corrente, um não. A grande vantagem do tratamento da informação mediante estes cartões perfurados é que, uma vez registados os dados nos mesmos, é possível manejá-los por meios mecânicos, sempre que necessário e com rapidez. 

As máquinas idealizadas por Holerith foram efectivamente utilizadas no recenseamento de 1890. A sua máquina tornou-se um grande sucesso e foi utilizada por muitos países. Holerith fundou a firma que mais tarde evoluiu para se  tornar a IBM, em 1924. 

O inglês Alan Mathson Turing, desenvolveu a teoria da máquina universal, capaz de resolver problemas diversos, desde que carregada com um programa pertinente. Foi Turing que desenvolveu a fundamentação teórica de um computador, dentro do contexto da automatização de sistemas através de um algoritmo, isto é, através de um programa. A estrutura lógica dos moderníssimos computadores da actualidade é a mesma desenvolvida por Turing. Tudo o que se pode calcular num computador moderno, pode-se calcular na máquina abstracta de Turing,  visto que ela foi desenvolvida em 1936. 

Seguiu-se o desenvolvimento de calculadoras automáticas a relés, destacando-se a máquina do engenheiro civil alemão Konrad Zuse, em dezembro 1941. Surgia então, a primeira calculadora universal controlada por um programa, baptizada com o nome de Z3. 

Foi na IBM que, em colaboração com o Prof. Howard Aiken, da Universidade de Harvard, começou a construir em 1937 uma calculadora composta de partes eléctricas e mecânicas, que ficou pronto em 1943, o Mark I. Era porém, muita lenta, mas mesmo assim resolvia problemas dificílimos de serem resolvidos à mão. Ela fez tanto sucesso e trabalhou em problemas tão importantes quanto à construção da primeira bomba atómica. Mas esse sucesso foi logo obscurecido pelo aparecimento dos primeiros computadores electrónicos, que multiplicavam por mil a velocidade dos cálculos. E ao Mark I ficou a glória de ser a primeira calculadora programável e totalmente operacional da história – a realização do projecto de Babbage, passados mais de um século. Se Babbage tivesse vivido mais um século, este feito teria sido dele e não de Aiken, como ele mesmo afirma “se Babbage tivesse vivido 75 anos mais tarde, eu estaria sem trabalho”.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:49
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A COMUNICAÇÃO EM MASSA

 

Na capital portuguesa nos meados da década de cinquenta do século XX, muito poucas famílias dispunham de uma televisão no lar. A maioria deslocava-se aos cafés para depois de beber cafézinho passar a noite a ver programas televisionados.

                  

Os meios de comunicação em massa, canalizavam e canalizam informações que direccionam os gostos, atitudes, pessoas, padrões e lugares para serem consumidos e que vão sendo  encontrados mais à frente nas vitrines das lojas dos Shopping Centers, (Grandes Superfícies Comerciais)  .

A TV, é o meio técnico de comunicação em massa mais forte, pois ela atinge a grande maioria dos consumidores e, principalmente, passou a ser um elemento de grande influência na vida quotidiana. As pessoas, após o sucesso da TV, passaram a adaptar as suas actividades diárias aos programas por ela transmitidos, o que retracta a inserção deste meio técnico como parte integrante do processo de  viver.

Um outro aspecto dos novos padrões da sociedade está relacionado com a estrutura familiar. Nas décadas de 60 e 70, houve a gradativa entrada da mulher no mercado de trabalho, trazendo novos modos de gestão da família, pois a mulher, muitas vezes, passou a actuar como seu gestor. Por outro lado, há uma grande parcela da população a viver sozinha, só em casal, ou em pequenas famílias (marido, mulher e no máximo um ou dois filhos), configurando uma nova estrutura social. Este aspecto pode ser comprovado através dos lançamentos imobiliários que apresentam apartamentos de um quarto, pequenos (menos de 80 m2 ), com cómodos racionais ( armários de cozinha e do quarto embutidos): são os que mais se vendem. Na maioria dos casos, são comprados por trabalhadores com razoável nível de vida e pouco tempo livre para o lazer e consumo.

Estas considerações sobre a Sociedade de Consumo, evidenciam ainda mais a união entre comércio e consumo; indissociável . Desse modo, a actividade comercial passou a criar formas para servir a nova dinâmica da sociedade e, ao mesmo tempo, foi produzindo novos meios para a ampliação do consumo e para o surgimento de novas formas. Estas relações directas entre comércio, consumo e cidade, revelam as grandes contradições que os espaços geográficos contêm e que por esta tríade, podemos compreender, ao menos, parte da dinâmica da sociedade actual e do seu movimento de reprodução.

Dentre as formas que o comércio passou a introduzir no espaço urbano a partir de 1950, estão os Supermercados, os Shopping Centers, os Hipermercados, as Franquias e as Lojas de Conveniência.   São estabelecimentos que passaram a funcionar quase 24 horas por dia .

Os primeiros supermercados, trouxeram consigo a inovação do auto-serviço. Com isto, os consumidores passaram a ter contacto directo com as mercadorias, sem a necessidade de um vendedor intermediário. Mas os supermercados trouxeram muito mais do que isto para a sociedade, foi a forma comercial que mais impactos trouxe para o espaço urbano e é a partir dos supermercados, que outras grandes superfícies comerciais passaram a aparecer no espaço urbano.

Esse momento de surgimento dos supermercados é marcado pela maciça entrada de novas indústrias  e pelo início da produção em massa de mercadorias. Estes estabelecimentos colaboraram na imposição de um novo ritmo e estrutura interna às cidades.

Os supermercados são superfícies comerciais que concentram territorialmente e financeiramente o capital, possibilitando às pessoas encontrarem num mesmo local, um grande conjunto de mercadorias disponíveis para o seu abastecimento, não sendo necessário ir a vários pontos da cidade para a compra de produtos. Antes dos supermercados, os consumidores abasteciam - se através de um comércio pequeno, de vizinhança ( mercearia, padaria, frutaria, peixaria, talho ,  e outros).

Esses estabelecimentos ocasionaram mudanças no espaço urbano pois, vários tipos de pequenos comércios, foram desaparecendo e como o sucesso dos supermercados foi sendo garantido pelo aval dos consumidores, eles foram - se localizando em vários pontos (estratégicos) da cidade. As grandes avenidas, foram principalmente os locais mais requisitados para a implantação dos supermercados, particularmente nas grandes cidades .

"A expansão dos supermercados também se deveu a dois outros factores fundamentais que foram o frigorífico e o automóvel. O aperfeiçoamento da refrigeração destinada ao lar, bem como a produção em massa de frigoríficos e a sua consequente redução de preço, permitiu que as pessoas pudessem fazer o abastecimento de géneros alimentícios perecíveis, por períodos mais longos. Por sua vez, o automóvel, que a partir de meados de 60 passou a ser adquirido pelos estratos de rendimentos médios da população, deu maior autonomia aos proprietários, possibilitando fazer as compras fora dos limites do bairro".

Além dessas mudanças, o supermercado representa uma facilidade para a circulação e armazenamento de mercadorias, pois as distribuidoras de alimentos economizam em transporte, já que a entrega é feita em pontos determinados da cidade, em grandes quantidades e não mais em pequenos locais dispersos pelo cidade, sendo uma economia para a composição do preço final do produto. Além disto, houve a diversificação do emprego, pois novas actividades como  caixas, seguranças etc., foram abertas, embora proporcionalmente em número muito menor ao do aumento da produção.

publicado por luzdequeijas às 22:42
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A EVOLUÇÃO SOCIAL E TECNOLÓGICA

A evolução social do homem confunde-se com as tecnologias desenvolvidas e empregadas em cada época. Diferentes épocas da história da humanidade são historicamente reconhecidas, pelo avanço tecnológico correspondente. As idades da pedra, do ferro e do ouro, por exemplo, correspondem ao momento histórico-social em que foram criadas “novas tecnologias” para o aproveitamento desses recursos da natureza de forma a garantir melhor qualidade de vida. O avanço científico da humanidade amplia o conhecimento sobre esses recursos e cria permanentemente “novas tecnologias”, cada vez mais sofisticadas. (Kenski, 2003, p. 20)

 Até chegar ao computador o homem sempre, desde os primórdios, procurou meios de substituir a rotina dos seus trabalhos por um instrumento que pudesse fazer isso por ele. Das armadilhas para a captura dos animais até aos mais sofisticados computadores da actualidade o homem sempre se apoiou no automatismo.

Os artistas plásticos, apaixonando-se pelas suas estátuas, procuravam dar-lhes movimentos, e mesmo vida. A história da Antiguidade está recheada de aspirações, imaginações, fantasias, muitas vezes transformadas em mitologia. 

Os “relógios d’água” (os clepsidras), depois os relógios mecânicos, foram os primeiros dispositivos inventados pelo homem para dominar o “tempo” e o “movimento”, base fundamental para o automatismo das épocas remotas. Daí muitas concepções surgiram como, por exemplo, a da “realimentação” (feedback) e, mais tarde, a da programação dos movimentos. Ao passar dos séculos, os homens, por muitas formas, tentaram criar e imaginar até seres artificiais. Não só o passado recente, mas também a antiguidade, estão povoados de seres artificiais, mostra do historiador francês Breton (1998), inspiração para a criação dos seres artificiais que hoje, poderão ser,  os computadores. 

O reconhecido avanço da Revolução Industrial durante o século XIX, assim como a grande complexidade da organização social, apresentou um novo problema: o tratamento de grandes massas de informação. 

Muitas vezes, passavam-se séculos sem que nada fosse inovado, ao contrario de hoje, em que se leva em média 18 meses para que se invente uma máquina mais rápida e evoluída que a anterior

publicado por luzdequeijas às 22:37
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

QUEIJAS AO ABANDONO!

MCI- Movimento de Cidadãos Independentes - Por Queijas e Linda a Pastora.

 

                          A NOSSA POPULAÇÂO NÃO MERECIA. 

                             

Estranhos interesses, mais ou menos obscuros, colocaram à frente da Junta da nossa terra, alguém que nem sequer cá mora!

O anterior presidente da Junta que tinha dado sobejas provas como defensor dos nossos interesses, foi impedido de ser o candidato do PSD, apesar da simpatia geral que a população lhe dispensava!

Perante a impossibilidade de formarem um Executivo, o PSD foi pedir ao PS para juntos, tomarem conta da Junta! Era o Bloco Central dos interesses!

O pior da política! A negação dos valores! O oportunismo político!

Sequioso como está sempre do «Poder», o PS aceitou, mesmo sendo a terceira força na preferência dos habitantes da freguesia, expressa em votos.

O acordo PSD/PS, mostrou que tinham medo do MCI, força fora do sistema!

Há um ano, ainda com o anterior executivo, a Junta e a população, tinham enviado ao Ministério da Saúde um abaixo-assinado com mais de 2600 assinaturas. Em várias reuniões pedidas também pelo anterior executivo, foi defendido com todo o calor, a premente necessidade da satisfação desta mais que justa reivindicação da Freguesia.    

Um dos últimos actos do anterior presidente da Junta foi, em directo na SIC, perante todo o país, protestar com veemência pela inexistência da nossa maior aspiração:

                            «UM CENTRO DE SAÚDE PARA QUEIJAS».

Foi pois em directo e pela televisão, que a população da freguesia de Queijas e o País, foram informados, naquela mesma manhã, da assinatura de um acordo entre o Ministério da Saúde e a CMO, para a construção em 2003 do nosso Centro de Saúde. Não contente, no mesmo dia, o Presidente da Junta voltou a Queijas e mobilizou gente de toda a freguesia e viaturas disponíveis, para frente ao Centro de Saúde de Carnaxide, voltar em directo, (no Praça Pública) e na presença de autoridades da CMO, Comissão Municipal de Saúde, Serviços de Saúde e muita gente de Queijas e Linda a Pastora, a repudiar uma situação de discriminação de que há muito somos vitimas!

É confirmada «in loco» a assinatura do acordo para em 2003 termos o nosso CENTRO DE SAÙDE.

Qual não é o nosso espanto quando vimos no JORNAL da REGIÂO, que estranhamente deixou de ser distribuído em Queijas, o seguinte:

                                   “ QUEIJAS FORA DO PIDAC”.

Significa isto que não teremos centro de saúde, antes de 2005/2006! Se for... talvez nunca mais!

Tanto mais estranho é este facto, quanto o actual Presidente da Assembleia de Freguesia (PS), nas duas últimas sessões ter trazido duas hipotéticas figuras da política a Queijas, para falarem da actualidade dos nossos problemas !!! Eles não sabiam nada de nada e, portanto não informaram absolutamente nada.

O objectivo do Presidente da Assembleia era deixar passar o tempo sem que a população e os membros da assembleia pudessem, ou tivessem tempo, de colocarem os problemas de real interesse para a freguesia. O mais importante ficou por fazer:

     «INFORMAR A POPULAÇÃO DE QUE IRÍAMOS FICAR FORA DO PIDAC»!

Informar é a primeira função de um presidente de Junta. À população disse nada e ao jornal trivialidades. O facto está consumado e a população fica sem poder reagir. Presidente da Junta trabalha em “part time” e mal ! Passado um ano, ainda não conseguiu abrir a boca nas assembleias de freguesia!

Não sabe nada de nada, nem sequer falar e, nem mesmo por gestos não consegue explicar à população a gravidade dos seus problemas!

Está nas mãos do Partido Socialista.

Quem o apoia na junta (precisa dele) e na rua, os socialistas, afirmam ser um presidente muito fraco! Se não fossem eles já teria caído. Gente de Queijas traíu Queijas a troco de benesses do "grande líder", que mais não são que o "sangue e suor" do povo !

Há alguns mandatos é como se Queijas não tivesse JUNTA! Os traidores de Queijas vão-se orientando enquanto destroem qualquer conquista conseguida por outros, para a sua boa população.  

publicado por luzdequeijas às 23:59
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UM POSTO DE ENFERMAGEM

ESTAMOS A DESCER MUITO BAIXO !!!!

 

ESTE MOVIMENTO IOMAF, FOI UMA PRENDA DAS GENTES DO CONCELHO AO PRESIDENTE ISALTINO. DERAM-LHE TUDO, CÂMARA E JUNTAS, SÓ FALTOU DAREM-LHE UMA OPOSIÇÃO E, SEM ELA, NÃO HÁ DEMOCRACIA!

 

EM QUEIJAS LUTA-SE HÁ MUITO PELO NOSSO CENTRO DE SAÚDE. Fomos sempre, nisto e em tudo, ficando para trás! E o presidente da Câmara quando vem a Queijas às "Noites de Fado" da Igreja ou à Festa de S.Miguel, acaba por se sentar na esplanada do Mercado de Queijas, altas horas, convivendo com quem se chega a ele. E quem se chaga a ele, é, quase sempre, para o enganar e são sempre as pessoas menos qualificadas e credíveis. Agora, sem oposição em Queijas, manda na Câmara e na Junta onde pôs a sua gente!

 

É deste jeito, que eu leio no jornal de hoje, que Isaltino assinou um protocolo com o Governo para a construção da Extensão de Saúde de Algés no valor de 4 milhões de euros. Em Queijas e para Queijas e seus habitantes, convocou o Jornal de Oeiras, "ao seu serviço", para anunciar que as pessoas desta Freguesia poderiam fazer a marcação das suas consultas na JUNTA (dele). Ora, isto é caricato, pois, a maioria das pessoas,  podem, se quiserem, fazê-lo da sua própria casa e pelo seu telefone. Ainda hoje há na rua, cartazes oferecendo esta grande regalia aos habitantes!

 

Mais recentemente, num processo altamente "embrulhado", anuncia a obtenção de um protocolo para um Centro de Enfermagem (Cuidar +)  de parceria com o Centro de Saúde de Carnaxide. Imaginem-se os termos do protocolo: Vai funcionar três dias por semana e duas horas por dia (9 horas por semana) sendo as marcações de consultas feitas na Junta,  mediante guia de apresentação passada pelo médico de família (?). Porquê? Uma pessoa parte a cabeça, ou quer levar uma injecção, e tem de ir à Junta marcar a consulta para o posto de enfermagem, e ir depois a Carnaxide pedir a guia para ir ser tratado no posto, depois, vir com a cabeça partida a Queijas e ser suturado pelo enfermeiro! Duas horas por dia e três dias por semana? E noutras horas e outros dias?

 

Os custos de tudo isto são incomportáveis! A funcionalidade é nenhuma! Isto é pura e simplesmente a burocracia do ESTADO MONSTRO em acção. Porque não fazer um protocolo com um Centro de Enfermagem, por exemplo o "CHAVES", ali mesmo ao lado, que está aberto todos os dias úteis, em horário completo, e de certeza que servirá melhor e muito mais barato. São estes burocratas, que fazem engordar o ESTADO e emagrecer o PAÍS, até ao osso! Há que mudar comportamentos e mentalidades e quanto a QUEIJAS,  se eu estivesse na JUNTA só aceitaria uma Extensão do Centro de Saúde. Centros de Enfermagem só para Oeiras e para o pessoal da Câmara e dos SMAS!

Para gozo desta boa gente, basta! Basta também de brincar com o dinheiro dos contribuintes!

 António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 18:35
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O FLAGELO

 

 

Das epidemias de cólera e febre-amarela, em 1833, veio mergulhar toda esta região em clima de retrocesso acentuado, tendo dizimado muitas pessoas.

De uma forma bastante estranha a morte ceifava lados inteiros de ruas, para no outro lado poupar as pessoas. Já não havia braços para tanto funeral!

Vinda da capital, a peste dizimou lugares como Linda – a - velha, OUTORELA, Carnaxide, Queijas, Algés, Cruz Quebrada e por dois meses pareceu poupar Linda a Pastora. As terras e muitas casas iriam ficar abandonadas.  

Mesmo, assim, muita gente para aqui veio viver, confiados nos bons ares deste lugares. É com mágoa ver esta terra perder qualidade, não por flagelos naturais, mas por flagelos humanos, ou seja, aqui se veio acomodar gente que não merece esta terra de bons ares e vistas bonitas.Gente que não respeita nada nem ninguém. Acima de tudo, gente sem respeito pelo passado, que sempre foi apanágio desta boa terra de moinhos ao vento.

António reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:21
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QUASE 50 ANOS DE QUEIJAS

Toda e qualquer pessoa precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto, e muito mais, coabita em nós próprios formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidas de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há meia dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 50 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para mais não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que quis escrever, livro a publicar,  e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas, que espero tenha continuadores dignos desse nome. Se enveredar por outros caminhos, se ficar prisioneira de “novos cristãos”, então mais vale perder os estatutos que tanto custaram aos autênticos amantes desta NÓVEL FREGUESIA”. Trair os nossos antepassados nunca, por dinheiro algum.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:17
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

OS INCAS

Quando os Incas conquistaram os Andes, impuseram o culto ao deus Sol. Todas as tribos construíram um templo em homenagem ao Sol, mas o principal templo ficava em Cuzco, capital do império Inca. Outros deuses também eram adorados, como: a Lua, os deuses do arco-íris, do trovão, porém reinava Viracocha (o criador), que era o pai da Lua e do Sol, e dirigia o destino dos homens. A religião Inca era de caráter politeísta.

A Religião consistia-se numa mistura de culto à natureza e crenças mágicas. O principal deus cultuado, era o Sol (Inti), e todas as tribos tinham que construir um templo em sua homenagem, porém, o principal templo ficava na capital do Império Inca. O imperador era considerado descendente do deus Sol e, por esse motivo era visto como um deus também. O culto ao deus criador, o Sol, supunha um conceito intelectual e abstrato, limitado somente à nobreza. Os Incas sacrificavam tanto animais como humanos para agradar seus deuses.

Como já foi dito, os grandes deuses Incas, eram as forças da natureza, principalmente o sol (Inti) e, a lua (Quilla). Os deuses do trovão e do arco-íris eram igualmente importantes, bem como os deuses das plantas brilhantes. Os Incas acreditavam que o criador era quem dirigia o destino e os planos e também acreditavam que os deuses habitavam uma zona escura do céu denominada “soco de carvão”, situada na via láctea.

Nas ruínas da cidade de Machu Picchu, é possível ver um relógio solar que descreve o percurso do Sol, personificado por Inti.

Relógio Solar Inca

Inti e a sua esposa, Pachamama (deusa da Terra), eram vistos como divindades benevolentes.

Segundo um antigo mito Inca, Inti ensinou Manco Capac e Mama Ocollo, seus filho e filha respectivamente, as artes da civilização e mandou-os para a Terra para instruir a Humanidade, com o que eles haviam aprendido.

Inti ordenou aos seus filhos que construíssem a capital Inca onde a tupayauri havia caído ao chão. A tupayauri era uma espécie de alavanca dourada divina. Manco pegou a tupayauri e foi sondando o chão com ela, num dado ponto, ele atirou-a para o chão e então, a tupayauri enterrou-se no chão, tendo terminado aí a busca pelo local. Os Incas acreditavam que isto aconteceu na cidade de Cuzco, que foi fundada pelo Ayar.

Ainda hoje, Inti é celebrado no Perú, durante o festival de Inti Raimi em Cuzco, onde um drama Inca relacionado com o deus Sol é re-encenado.

Deuses e Significados

VIRACOCHA – Esplendor originário, Senhor, mestre do mundo – foi a primeira divindade dos antigos Tiahuanacos, proveniente do Lago Titicaca. Como o seu homônimo Quetzalcoatl, surgiu da água, criou o céu e a Terra e a primeira geração de gigantes que viviam na obscuridade.. Semelhante ao Deus Nórdico Odín, Viracocha foi um deus nômade, e como aquele, tinha um companheiro alado, o condor Inti, grande profeta.

Imagem de Viracocha no Portal do Sol Inca

INTI – o Sol, chamado “Servo de Viracocha” – exercia a soberania no plano superior ou divino, do mesmo modo que um intermediário, o Imperador, chamado “Filho de Inti”, reinava sobre os homens. Inti era a divindade popular mais importante: era adorado em muitos santuários pelo povo inca, que lhe rendiam oferendas de ouro, prata e as chamadas virgens do Sol. Inti, o deus Sol, era a divindade protetora da casa real. Seu calor beneficiava a terra andina e fazia as plantas florescerem. Era representado com um rosto humano sobre um disco radiante. A grande Festa do Sol, o Inti Rami, era celebrada no solstício de inverno. Para dar as boas vindas ao Sol, ofereciam-lhe uma fogueira, onde queimavam uma vítima em sacrifício, junto com folhas de coca e milho. Ao final da celebração, exclamavam: “Oh Criador, Sol e Trovão, sede jovens sempre! Multiplicai os povos! Deixai que vivam em paz!”

MAMA QUILLA ou Mama-Kilya – Mãe Lua, Esposa do Sol e mãe do firmamento – dela se tinha uma estátua no templo do Sol. Essa imagem era adorada por uma ordem de sacerdotisas, que se espalhava por toda a costa peruana. Era a encarregada de regular os ciclos menstruais das mulheres.

PACHA MAMA – “A Mãe Terra”, tinha um culto muito idolatrado por todo o império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Na Terra dos Incas a Pachamama se identifica também como a “Deusa do Dragão”, que habita as profundezas da montanha e que ocasionalmente provoca terremotos.“Pacha” significa “tempo” na língua Kolla, mas seu significado engloba o universo, o mundo, o tempo, o lugar, enquanto que “Mama” é mãe. A Pachamama agrega um deus feminino, que produz e agrega. Ela é adorada em suas várias formas: os campos arados, as montanhas como seios e os rios caudalosos como seu leite. Refere-se também, ao tempo que cura as dores, que distribui as estações e que fecunda a Terra. Esta Mãe Terra teve seu culto idolatrado por todo o Império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Para garantir uma boa colheita, espalha-se farinha de trigo na plantação e celebram-se rituais em sua homenagem.

MAMA COCHA – “A Mãe Mar”.

PACHACÁMAC – o espírito que alenta o crescimento de todas as coisas, espírito pai dos cereais, animais, pássaros e seres humanos.

MAMA SARA – “A Mãe Milho”.

APU ILLAPU – O deus da chuva – era uma divindade agrícola. Na época da seca faziam peregrinações aos templos consagrados a Illapu, construídos em regiões altas. Caso a seca fosse muito persistente, ofereciam-lhe sacrifícios humanos. Os incas acreditavam que a sombra de Illapu encontrava-se na Via Láctea, de onde jorrava a água que cairia na terra em forma de chuva.

publicado por luzdequeijas às 18:19
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AS SECRETAS

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, escusou-se a confirmar se pertence ou não a uma loja maçónica.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

Os jornalistas sabem mais do que ele sobre a maçonaria, alegou. Como jornalista, confesso que não sei o que é a maçonaria. Sei o que ela é na História, não sei o que ela é hoje e cada vez me parece mais que vivemos um ambiente pré-P2, essa conspiração sinistra que estoirou com qualquer forma legítima do exercício do poder em Itália. Por isso, quando se investigam as ligações entre a maçonaria e as ‘secretas’, é obviamente relevante perguntar se um político, um juiz ou um polícia pertencem ou não a tal grupo. Não é por devassa mórbida da vida privada, é mesmo só interesse público.

publicado por luzdequeijas às 17:39
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P2, PROPAGANDA DOIS

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois).

 

A questão P2 veio a público com a incriminação de Michele Sindona no Escândalo do Banco Ambrosiano, no qual o Banco do Vaticano tinha muitas acções. A Loja P2 esteve envolvida na Operação Gladio – Gladio era o nome das organizações paramilitares nos bastidores da OTAN. Entre 1965 e 1981, tentou condicionar o processo político italiano através da penetração de indivíduos da sua confiança no poder judicial, no Parlamento, no exército e na imprensa. Além da Itália, a P2 também tinha actividades na Suécia no Uruguai, no Brasil e especialmente na “Guerra Suja” da Argentina (com Raúl Alberto Lastiri, Presidente por escasso período de Julho de 1973 até 12 de Outubro de 1973; Emilio Massera, que foi membro da Junta Militar de 1976 a 1978, líderada por Jorge Rafael Videla e José López Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Péron e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina).

publicado por luzdequeijas às 17:20
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

A CLASSE TRABALHADORA

Nessa evolução, a produção manual que antecede à industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:

  • O artesanato foi a forma de produção industrial característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de carácter familiar, na qual o produtor (artesão) possuía os meios de produção (era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até ao acabamento final; ou seja,  não havia divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma “taxa” pela utilização das ferramentas.
    • É importante lembrar que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também se encontrava sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
  • A manufactura, que predominou ao longo da Idade Moderna e na Antiguidade Clássica, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido à divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um único produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se directamente com o alargamento do comércio, tanto em direcção ao oriente como em direcção à América. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria-prima e a determinar o ritmo de produção.

A partir do aparecimento da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia eléctrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do sector de comunicações ao longo dos séculos XX e XXI (aspectos, porém, ainda discutíveis).

publicado por luzdequeijas às 18:14
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´JÚLIO VERNE

 (1828 - 1905)

Júlio Vernefoi escritor, ensaísta e escreveu também para o teatro, tornou-se famoso pelas suas obras onde a aventura e as grandes descobertas científicas são o tema dos seus enredos, também é considerado um visionário já que muito antes do homem viajar para a lua, ou da invenção do fax ou do submarino nuclear, Verne já colocava ao dispor de seus leitores essas jóias da tecnologia.

Júlio Verne nasceu em 1828 em Nantes cidade pitoresca da França, aos vinte anos com o intuito de estudar direito muda-se para Paris, era o ano de 1848. Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas (Pai) , estreia a sua primeira peça em 1950 "Palhas Quebradas" , neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris.


Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio porém agora ele estuda-as mais seriamente visando o seu propósito maior, escrever as suas obras. Em 1857 casa-se com
Honorine-Anne-Hebe Morele para manter a casa emprega-se na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado os seus escritos.

Em 1862 ele apresenta a editora Hetzel a obra " Cinco Semanas em um Balão" a venda desse livro foi um sucesso primeiro na França e depois no mundo o seu editor fecha um contrato com Verne de vinte anos, com os ganhos das suas futuras obras, ele pode abandonar o seu emprego na Bolsa de Valores e dedicar-se inteiramente a à literatura.
Júlio Verne é convidado por sua editora a colaborar numa nova revista chamada: Revista de Educação e Recreação, ele manda seus primeiros escritos para lá.
Em 20 de março de 1864 na estréia da revista seu conto é publicado, assim nascem várias de suas obras mais conhecidas: Viagem ao centro da Terra e As aventuras dos Capitão Hátteras.
A partir de 1865 ele pública,
Da Terra a Lua e Ao redor da Lua, estes últimos lançados em capítulos publicados no Journal des Débats. Outras obras se seguiram: A volta ao mundo em oitenta dias, Vinte mil léguas submarinas e A esfinge dos gelos.

Em Vinte mil léguas submarinas aparece o Nautilus , submarino com dispositivo semelhante ao mecânismo termo nuclear utilizado actualmente, conhecemos também um dos seus personagens mais famosos Capitão Nemo. Que sonha em construir uma base submarina para sua nação utópica e organizada, utilizando a energia nuclear para suprir as necessidades de abastecimento desta base.

Em 1880 Júlio Verne muda seu contexto optimista e começa a criticar e mostrar sua descrença no futuro da humanidade e o uso que esta daria aos avanços tecnológicos assim ele escreve Robur o Conquistador, que através de sua máquina voadora chamada de Albatroz traz pânico para os moradores de vários países, uma espécie de caricatura dos países que detinham o poder na época e que estavam prestes a detonar a Guerra Franco-Prussiana e posteriormente a Primeira Guerra Mundial.

Em 1994 seu manuscrito Paris no século XX foi lançado, esta obra tinha sido recusada pela editora Hetzel no fim da década de 1880. Neste livro Verne nos mostra um futuro depressiva, muito diferente de suas obras optimistas anteriores a 1880, nesta obra podemos constatar a fama de visionário de Verne, onde ele narra sobre uma Paris super povoada, contrastes de perfis sociais e económicos, metros lotados e aparelhos semelhantes ao nosso fax.

Júlio Verne morreu em 24 de março de 1905, ao todo escreveu 80 romances e montou 15 peças de teatro, sozinho ou com colaboradores, no início era considerado um pouco à margem das grandes obras e escritores da época (século XIX), porém sua imaginação prodigiosa e suas histórias fantasiosas conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape.

As suas obras falam da humanidade e do seu futuro com grande esperança, concebendo várias conquistas no mundo tecnológico que estava prestes a começar no final do século XIX.

De referir ainda Escher e as suas fórmulas matemáticas, as quais ele intuía sem realmente as conhecer. Porém, Einstein, talvez tenha sido o maior cientista do século XX. Havia também o cientista a concretizar grandes avanços no mundo.

publicado por luzdequeijas às 17:58
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DO ÁBACO À INTERNET

A primeira tentativa bem sucedida de criar uma máquina de contar foi o ábaco. O nome tem origem numa palavra hebraica abaq (pó), em memória a antiquíssimos tabletes de pedra, aspergidos com areia, onde os antigos mestres desenhavam figuras com o dedo para educar seus discípulos.

Os inventores do ábaco, aparentemente foram os chineses, que deram o nome de suan pan. Os japoneses também reivindicam a invenção – no Japão o ábaco chama-se soroban – , para não falar nos russos: o deles se chama tschoty. Feito com fios verticais paralelos pelos quais as suas operadores podiam fazer deslizar sementes secas, o ábaco chinês era incrivelmente eficiente. Um operador com pratica podia multiplicar dois números de cinco algarismos cada um com a mesma velocidade com que alguém hoje faria mesma conta numa calculadora digital. Quase 3 mil anos depois de ter sido inventado, o ábaco ainda é muito utilizado na Ásia por muitos comerciantes.

Os fundamentos da revolução do computador edificaram-se de maneira lenta e irregular. Um dos pontos de partida foi o desenvolvimento -  há mais de 1500 anos, provavelmente no mundo mediterrâneo - do ábaco, um instrumento composto de varetas ou barras e pequenas bolas, utilizado pelos mercadores para contar e calcular. Em termos aritméticos, as barras atuam como colunas que posicionam casas decimais: cada bola na barra das unidades vale um, na barra das dezenas vale 10,  e assim por diante. O ábaco era tão eficiente que logo se propagou por toda a parte, e em alguns países é usado até hoje.

Antes do século XVII, época de intensa ebulição intelectual, nenhum outro instrumento de cálculo podia competir com ele.

Historicamente, o primeiro artefacto humano utilizado para realizar contas foi o ábaco.
A sua origem remonta à Ásia Menor, 500 anos atrás.
Existiram várias formas de ábacos, idealizados pelas várias culturas em que foram usados.
No entanto, o seu uso sofreu franca diminuição, sobretudo na Europa,
a partir da consolidação do uso do papel e da caneta.

O espectacular avanço da Revolução Industrial durante o século XIX, assim como a grande complexidade da organização social, apresentou um novo problema: o tratamento de grandes massas de informação. 

 

Seguindo a linha histórica, e lidando com "engenhocas" mais sofisticadas, é criada por Pascal, em 1642, a primeira máquina de calcular de que se tem notícia.

publicado por luzdequeijas às 17:52
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012

MALDADE E CABRICE

A “VIRGEM OFENDIDA”

Não confundir nunca pura maldade com traição. Por vezes andam juntas, mas podem andar sozinhas. A maléfica vai mais longe, invoca Lúcifer, fala com corvos, enfeitiça reinos e belas herdeiras... Mas qual é a verdadeira razão de tanto trabalho? Merece a pena condenar um bebé à morte só porque não se foi convidado para o seu baptizado? A verdadeira razão é encontrar e juntar-se com a traição.

Não é o tormento de saber que “queria, mas não queria”, mas agora já quer. Ela sabe que ataca quem a ajudou e que, depois, se submete aqueles que transportam em si, o signo de mandar nos outros. Sem direito a renúncia!

É uma pena que a vilã mais requintada de toda a TRAMA seja a menos sofisticada.


Toda a cabra que se preze sabe que a vingança é um excelente motivo para cometer actos pérfidos, horrendos, reprováveis e malcheirosos. Toda a cabra que se preze sabe também da importância de mandar nas vozes que tantas vezes fazem eco nas cabeças mais despenteadas. Porque “ o ataque sórdido” não é (só) maluqueira, a nossa “Virgem” teria dado uma excelente cabra se não fosse precisamente isso, doida. É doida mas não VIRGEM, PORQUE AMANHÃ VOLTA A PECAR. Tantas vezes quantas forem precisas.
A VIRGEM que vimos despertar do nada tem maldade, sede de vingança, é invejosa, mentirosa, retorcida, silenciosa e conhecedora dos medos angelicais que disfarça. É uma cabra de livro? O problema é que não é dela este ódio sobrenatural. A verdadeira cabra deste filme não está morta e chama-se ASSALTO. A URDIDURA não passa de um fantoche tresloucado, de uma pobre velha histérica perseguida por um fantasma que a domina, que se lhe mete na cama e lhe molha os sonhos. É o monstro que traz no corpo a ofensa. É o ataque a quem é competente, honesto, amigo transparente e se endireita com os monstros da escuridão. A nossa VIRGEM OFENDIDA sabe de tudo isto e mais ainda, mas tem de obedecer a Lúcifer. Tem de trair os justos, porque se não, nunca haverá lugar para ela no reino da podridão.

 

publicado por luzdequeijas às 18:10
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