Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

ELE HÁ TANTOS ....

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CADA UM VIVE COMO PODE, MESMO QUE SEJA NUM CHIQUEIRO OU CORTELHO !

publicado por luzdequeijas às 18:57
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ABRIGO DO PASTOR

 

Schäferkarren carroças
 
Cortelho.

Os abrigos de pastor são feitos de diveros materiais: xisto, granito, madeira etc e servem para resguardá-lo das intempéries. Muitos deles tem também a função de abrigar os próprios animais.

Em Portugal, há os cortelhos - pequenas construções usadas para abrigo dos pastores, encontradas por exemplo na Serra da Peneda e noutros locais da Europa (picos da Europa, Pirenéus e Irlanda)[2] A tipologia dos cortelhos é geralmente de base circular, podem ter um ou dois pisos, com um diâmetro que pode ir até cerca de 3 metros e uma altura que pode atingir 4 metros. Algumas destas construções eram cercadas por um muro, chamado “bezerreira”. Estas contruções fazem parte do património etnográfico e cultural português.[4]Na Serra Amarelasão chamados de casarotas.

As Brandas de gado, ou Verandas constituem aglomerados de cortelhos, para onde se deslocavam as populações que acompanhavam os animais.[5]

Existem também pequenas carroças de madeira móveis (em alemão: Schäferkarren), puxadas por uma vaca ou cavalo, dando espaço somente para o pastor. Hoje na maioria apodrecidas encontram-se em museus especializados. Desde 1974 o eremita e artista alemão Hans Anthon Wagner vive numa destas carroças.[6]

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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Domingo, 30 de Outubro de 2011

NOVOS TEMPOS, NOVOS CONCEITOS

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exauetão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.


 

publicado por luzdequeijas às 15:55

 

publicado por luzdequeijas às 18:37
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ACABOU-SE A COMÉDIA

A soberania Popular na Grécia antiga.

A tribuna da Pnix e o hemiciclo da comédia eram duas manifestações diferentes da soberania popular.

Os comediógrafos sobrelevavam em importância os próprios oradores. Deste modo a comédia de intuitos políticos e de sátira pessoal tinha um poder aluidor tão considerável que fazia vacilar as mais sólidas reputações e entibiava os ânimos mais fortes. A perspectiva de ser visado numa comédia pública era motivo para sérias apreensões.

Começa então a formar-se uma surda conspiração contra a comédia, procurando torná-la impotente, quer interdizendo-lhe a individuação de pessoas vivas (decreto de Antímaco), como já eram proibidas alusões aos mortos, quer negando-lhe o direito de crítica aos magistrados. Todavia, estas proibições não se mantinham por muito tempo: a audácia dos poetas tornava-as ineficazes e os aplausos públicos faziam-nas cair sob o jugo opressivo do Governo dos Trinta, após o desastre de Aegos-Pótamos, a comédia política sucumbe ante a rigorosa proibição de se representarem personagens reais (404 a. J. C.) e a ameaça constante que pesa sobre os comediógrafos de serem vítimas da perseguição e da violência. A sátira política, a crítica dos magistrados, a apreciação dos actos governativos e de administração não pode mais fazer-se livremente; e o Governo dos Trinta foi tão depressivo das energias morais de Atenas, corrompeu a tal ponto as virtudes democráticas, que, depois da sua queda, o Estado ateniense, anémico e dessorado, não teve alentos para restituir à comédia os seus antigos privilégios.

Aristófanes – Cadernos Culturais

publicado por luzdequeijas às 16:27
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

O MISTÉRIO DA RUA ESCURA

 

A rua ficava numa zona degradada e quase desabitada. Os candeeiros todos partidos escureciam ainda mais a noite sem luar. Os dois polícias da ronda tinham acompanhado o queixoso ao local onde ele dissera que fora o roubo. Mais tarde apresentaria a queixa oficialmente na esquadra.

Pelo caminho ele tinha apontado um culpado, um outro individuo que com eles se cruzara. Os quatro estavam na rua estreita e sinuosa

- Foi este o ladrão. Levou-me tudo; dinheiro, telemóvel e documentos.

Eu estava mais ou menos aqui, quando de repente senti uma arma nas costas e uma voz a dizer que não voltasse a cabeça. Mandou deitar-me no chão, com a cabeça para baixo, sem me deixar nunca olhar para trás. Tirou-me tudo. Depois mandou-me contar até 100. Só depois poderia levantar-me, senão dava-me um tiro. Eu obedeci. Não sabia se ele estava perto. Quando me levantei já ele tinha desaparecido.

Os polícias tiveram que segurar o acusado que pretendia agredir o declarante.

 - Ele está maluco. Conheço-o de vista e pouco mais. Eu vinha dum bar quando passei por vocês e ele me apontou. Tenho a impressão que ainda não há muito tempo ele também lá estava.

Reiniciaram o movimento na rua, onde mal se distinguiam as janelas e as portas, algumas delas abertas dando acesso a prédios desocupados e em ruínas.

- Foi aqui. Se ele não tivesse arma eu dava cabo dele.

Perante a dúvida dos polícias questionando se o outro era mesmo o agressor, ele continuou.

- Não tenho dúvidas! É a mesma cara, o mesmo casaco verde-escuro e as mesmas calças castanhas. A arma deve estar perto, se é que ele ainda não a tem. Não teve tempo de ir longe, mas em algum local escondeu tudo o que me roubou. Se calhar passou a um cúmplice.

Iniciaram o movimento no sentido da saída da rua escura, cujo nome se adequava às características da artéria.

Quando saíram da rua os polícias conseguiram observar os rostos do queixoso e do acusado. Aparentavam ter idades próximas, entre os vinte e os trinta. Cabelos curtos, sem brincos nas orelhas nem outros adereços metálicos visíveis.

 

Neste momento interrompe-se a narração. Das quatro hipóteses que se seguem devem os leitores-detectives optar por uma e justificar de forma clara e breve a escolha daquela que, perante os dados expostos, parece descrever melhor o que pode ter sucedido.

 

A – O acusado cometeu o assalto e escondeu a arma e o produto do roubo.

B – O acusador está a mentir pois os factos dificilmente se passariam como ele descreve.

C – O acusado cometeu o roubo ajudado por um cúmplice.

D – O acusador foi assaltado mas o assaltante escondeu-se num dos prédios da rua.

Nota: De entre centenas de respostas foi escolhida como certeira a resposta B e como vencedor o Nuno pela precisão da sua tese (naquelas condições que havia na rua) não era possível descrever pormenores de acusação ao “queixoso”!.

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:37
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CONVÉM SABER

Nos tempos que vão correndo há coisas que convém saber. De entre muitas delas convém evitar dizer que nunca serei arguido, pois, começa a ser usual os criminosos e delinquentes se esconderem por detrás de uma queixa para encobrirem as muitas ilegalidades que são capazes de fazer para atingirem algo que muito querem! Porquê? Umas vezes por estupidez ou ignorância e outras por mau carácter e outros interesses!

De qualquer modo convém saber o verdadeiro significado do “termo de identidade e residência”. Perante o trabalho de grupo necessário a uma investigação, é aconselhável que o ou os arguidos (não culpados), indiquem o local de contacto disponível, caso mudem temporariamente de morada. Simples formalidade, mas pelas mesmas razões (hoje muito mais), também os queixosos deveriam assumir o citado TIR e com isso, diminuiriam em muito as queixas em Portugal.Cada queixa sem fundamento deveria penalizar o queixoso com pesadas sanções.Longe vão os tempos em que o queixoso deveria merecer uma atenção especial dos investigadores, hoje não é bem assim…. Até julgamento em tribunal e condenação transitada em julgado, não há culpados, assim, mesmo com sentenças pesadas proferidas pelos tribunais, passam-se anos, com a apresentação sem fim de "queixas" e recursos, de recursos e "queixas" sem que as condenações sejam cumpridas, até prescreverem! Tudo isto acompanhado de um numeroso grupo de "oportunistas" a aplaudir de mão estendida! ….Também, começam a aparecer repetidos casos de queixosos que "viram" arguídos e de arguídos que "viram" queixosos. Só é pena ser tudo tão lento..... 

 

Decreto-Lei nº 78/87 de 17-02-1987

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

PARTE I

LIVRO IV - Das medidas de coacção e de garantia patrimonial

TÍTULO II - Das medidas da coacção

CAPÍTULO I - Das medidas admissíveis

Artigo 196.º - (Termo de identidade e residência)

1 - Se, findo o primeiro interrogatório, o processo dever continuar, a autoridade judiciária sujeita o arguido, mesmo que este tenha sido já identificado nos termos do artigo 250.º, a termo de identidade e residência lavrado no processo.
2 - Se o arguido não dever ficar preso, do termo deve constar que àquele foi dado conhecimento da obrigação de comparecer perante a autoridade competente ou de se manter à disposição dela sempre que a lei o obrigar ou para tal for devidamente notificado, bem como da de não mudar de residência nem dela se ausentar por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência ou o lugar onde possa ser encontrado.
3 - Se o arguido residir ou for residir para fora da comarca onde o processo corre, deve indicar pessoa que, residindo nesta, tome o encargo de receber as notificações que lhe devam ser feitas.

4 - A aplicação da medida referida neste artigo é sempre cumulável com qualquer outra das previstas no presente livro.

Início de Vigência: 01-01-1988

publicado por luzdequeijas às 19:19
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

CONTOS DOS TROLLS

Histórias de trolls

2 out

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figura: Placa norueguesa avisando que ali é uma travessia de trolls…

autor: Hesse1309

 

 

O troll é uma criatura sobrenatural do folclore escandinavo (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Ilhas Faroe, Groelândia e Islândia) . Eles podem ser tanto amigáveis como hostis ao homem. O seu tamanho e descrição varia bastante, tanto podem se gigantes como anões, Podem ser peludos, ter mais de uma cabeça, ter um terceiro olho na cabeça, olhos brilhantes.

Também podem ser parecidos com o homem, muitas vezes se apresentando como um rapaz ou moça muito bonitos e elegantes.  Há até lendas em que se eles casam com humanos, so que nada é falado sobre o que nasce dessa relação.

Se por um acaso você estiver passeando na floresta e der de cara com um homem ou mulher elegante tome cuidado, principalmente se tiver pés peludos, um rabo. Isso é um troll. Há também quem diga que o troll é igual ao ser humano, a única diferença é que ele nunca entra na igreja e foge de todos os símbolos cristãos.

Às vezes, caminhando pela floresta, se sente o cheio de comida vindo do nada, então a casa de algum troll deve estar por perto. De qualquer jeito, dizem que eles dão ótimos vizinhos às vezes, é só tratá-los com respeito… Eles comem mais ou menos o que comemos, salvo aqueles trolls que comem gente…

O legal de ter um como vizinho é que eles mantém a prosperidade da casa. Você empresta um pão e eles te trazem trigo de ótima qualidade e por aí vai.



Parece que a lenda dos trolls se originou de algum tipo de cultos aos antepassados que era popular até a introdução do cristianismo nos séculos 10 e 11. O culto era praticado nos bosques e florestas. Uma das coisas que as pessoas faziam no culto era sentar a noite toda no túmulo do antepassado, talvez como uma forma de tentar entrar em contato.  Foi baixada uma lei que proíbia alguém de acordar em lápides…

Uma das precauções que se deve ter é evitar que o troll tenha algo que te pertença, algo pessoal. Se ele conseguir, ele terá total poder sobre você.

Algumas vezes eles podem raptar bebês e mulheres para se tornarem seus escravos.  Eles podem colocar os seus próprios bebês no lugar do raptado, só que a criança nunca se desenvolve mentalmente e fisicamente. Alguma crianças ainda acreditam neles e mães advertem os filhos a escovar bem os dentes senão os pequenos “troll do dentes” vão aparecer e fazer buracos neles.

Eles habitam na flroesta, em cavernas e debaixo de pedras e quando são surpreendidos pela luz do dia se transformam em pedra. Aliás eles podem se transformar em troncos, pedaços de madeiras, gatos e cachorros, para passar desapercebidos aos humanos. O aço e ferro são usados para afugentá-los e quando se quer deixar o bebê a salvo deles se põe um objeto desses metais debaixo da porta, assim ele não pode ultrapassá-la.

Atualmente, o mito do troll mudou um pouquinho, descrevendo-os como espíritos da Natureza que defendem o meio-ambiente contra a ganância dos seres humanos.

fontes:

http://www.answers.com/topic/troll

publicado por luzdequeijas às 19:08
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PORCOS NA LAMA

O porco carrega a fama de ser sujo e fedorento. Não é bem assim. "Eles usam a lama para reduzir a temperatura corporal", diz a engenheira agrónoma Jacinta Ferrugem Gomes, da USP, especialista em suínos. Descendente do javali eurásico, o porco doméstico sente-se à vontade em temperaturas entre 16 e 20 graus Celsius. Acima dos 25 graus, o calor fica insuportável para o bicho, que, para piorar, não tem glândulas de suor. Nessa situação, qualquer um mergulharia de trampolim numa piscina de lama – embora os suínos dêem preferência a tocas cavadas no solo quando estão em condições selvagens.

 



Até para usar o banheiro o porco tem as suas inibições. "Eles defecam somente em alguns lugares, estabelecem ‘latrinas’ em pontos consensuais, mesmo em ambientes severamente limitados", diz Lyall. Isso pode ser verificado em criações comerciais. "Construímos as baias respeitando o comportamento do animal: o comedouro fica sempre do lado oposto ao do local de defecar e urinar", afirma Jacinta. Se alguns chiqueiros são imundos, é porque os homens os mantêm assim.

E os cheiros? Eles são essenciais na comunicação entre os suínos, que os produzem aos montes. Cada animal possui, espalhadas pelo corpo, nove glândulas que secregam substâncias odoríferas fundamentais para a coesão do grupo.

Fonte(s):

publicado por luzdequeijas às 18:08
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UMA CARTA PARA VOCÊ

 

UMA CARTA DE GEORGE CARLIN - May 12, 1937      June, 22, 2008

 

 

George Carlin

 

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘ignorá-la’. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

 

fonte: http://cidamarconcine.wordpress.com

publicado por luzdequeijas às 16:08
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

OLIVEIRA LENTRISCA

A azeitona já está preta

 A azeitona já está preta
A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos
Já se pode armar aos tordos
Diz-me lá, ó cara linda
Diz-me lá, ó cara linda
Como vamos de amores novos
Como vamos de amores novos.
Não sei se todos sabem cantarolar esta canção popular que não fica por aqui mas chega para anunciar que a apanha da azeitona já começou por estas bandas.
Anda uma enorme azáfama pelos olivais com gente encarrapitada nas oliveiras a apanhar e a deitar abaixo os seus bagos, outros a varejar os ramos mais altos para a azeitona cair em panos estendidos em baixo, ainda outros a metê-la em sacos e a levá-los para carrinhas que os irão deixar nos lagares já em plena laboração.
 Esta é uma oliveira lentrisca que se conhece das outras por ter a folha mais verde, brilhante, mais curta e que é muito produtiva. Uma oliveira destas pode dar 5 sacos de azeitona.
Foi assim que aprendi a conhecê-las mas se desse lado houver algum olivicultor que apresente melhor este tipo de oliveira eu agradeço.

A oliveira-brava ou zambujeiro dá uma azeitona extremamente miúda mas tão boa como a outra, só que nem sempre compensa o trabalho de a apanhar.
Os zambujeiros transformam-se em oliveiras normais através de enxertias.
Em certos casos passa-se uma coisa engraçada - são enxertadas e transformam-se em enormes oliveiras. No ano passado todo o olival foi podado e uma oliveira, por ser muito velha, foi cortada de tal forma que restou apenas uma parte do tronco abaixo do local onde o enxerto tinha sido feito.
Conclusão, voltou à sua origem e é de novo um zambujeiro!
A Natureza tem destas coisas!
Depois de tantos anos não se "esqueceu" que era zambujeiro...

publicado por luzdequeijas às 19:18
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FLOR DE AZEITE

As evidências da nossa intimidade com o azeite remontam ao período neolítico (dez mil anos antes de Cristo). A oliveira-brava (em Portugal designa-se por zambujeiro) cobria o Mediterrâneo, o Médio Oriente e a Ásia Menor.

Na ilha de Creta, a cultura da oliveira e o uso do azeite confundem-se com a identidade das gentes. Os cretenses têm a mais baixa taxa de mortalidade cardiovascular do mundo e a esperança de vida mais alargada; está cientificamente provada a correlação com o elevado consumo regular de azeite.

Os benefícios do azeite para a saúde são pintados e escritos no Egipto dos faraós e na Grécia Antiga. Os romanos chamavam oleis flos (flor de azeite) ao néctar extraído a frio na primeira e mais suave prensagem, à semelhança do nosso azeite virgem extra. Desde então, as suas virtudes terapêuticas encontraram confirmação da comunidade médico-científica, não só nas doenças do coração, mas também na prevenção da diabetes, da obesidade, do envelhecimento celular (Cleópatra já suspeitava que fazia bem à pele…) e até de certos cancros, como o da mama.

Contrariamente às restantes gorduras alimentares, a riqueza do azeite em ácidos gordos monoinsaturados e em antioxidantes colocam o néctar numa posição de primeiríssima eleição, tanto na cozinha como à mesa.

Felizmente, os portugueses integraram, desde sempre, o azeite na sua dieta alimentar. Também o levaram quando deram ‘novos mundos ao mundo’. Muito provavelmente a cultura da oliveira chegou à África do Sul nas naus do caminho das Índias.

A aclimatação perfeita desta cultura na bacia mediterrânica e nos seus povos faz que, nos dias de hoje, 60% do consumo mundial e da produção se concentre em Espanha, Itália, Grécia, França e Portugal.

Se, como eu, o leitor for adepto de azeite virgem extra, na Península Ibérica pode programar visitas aos lagares agora que começa a nova safra. Em Portugal, as Denominações de Origem que esperam por si mais a Norte são Trás-os-Montes e Beira Interior. No Sul visite as DOP Ribatejo, Alentejo Interior e Moura.

anibal.coutinho@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 19:08
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

PENSÕES VITALÍCIAS

Ex-ministros vão continuar a receber as suas pensões, apenas tributadas em sede de IRS. “Tem que haver uma moralização da classe política”, defende fiscalista.
18-10-2011 9:06
 
  • “Tudo indica que os antigos titulares de cargos políticos vão escapar ao esforço adicional de austeridade que está a ser exigido aos funcionários públicos e pensionistas que ganhem mais de 485 euros.

    Segundo o “Diário de Notícias”, as pensões vitalícias de ex-políticos são poupadas aos cortes, uma vez que o Orçamento do Estado para 2012 prevê que sejam apenas tributadas em sede de IRS.

    Uma das explicações poderá estar no facto de as subvenções vitalícias serem pagas em 12 prestações mensais, pelo que não há oportunidade de cortar nos subsídios de férias e de Natal.

    O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro refere, contudo, que basta vontade política para que os cortes sejam efectuados e que correspondam ao que é retirado aos funcionários públicos.

    “O facto de estas terem sido desenhadas para serem pagas em 12 meses não altera a situação. Mais: estão ligados a cargos políticos, aqueles que decidiram a situação do país, por isso, ainda mais responsabilidade têm de dar o exemplo. Devia ter sido criado um mecanismo específico para cortar aquilo que é cortado correspondentemente aos funcionários públicos e até devia rever-se, com toda a atenção, se essas pessoas estão a acumular pensões de vários tipos e a acumulá-las como exercício de funções privadas”, defende, em declarações à Renascença.

    Tiago Caiado Guerreiro lamenta ainda que os políticos sejam sistematicamente excluídos do esforço de austeridade e condena o facto de a classe ganhar “pensões ao fim de pouquíssimos anos, enquanto as pessoas normais têm de trabalhar 40 anos”.

    Deixa, por isso, um apelo: “Tem que haver uma moralização da classe política, para que as pessoas aceitem a austeridade com legitimidade e essa equidade”.
publicado por luzdequeijas às 22:41
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O FINAL DOS TEMPOS

O final dos tempos também está previsto pelos nórdicos. É chamado Ragnarok ou o Crepúsculo dos Deuses (em alemão, Götterdämmerung, que é o título do quarto ciclo da tetralogia operística de Richard Wagner "Der Ring des Nibelungen"). O Ragnarok não virá sem sinais. Midgard passará por três Invernos rigorosos que se seguirão sem nenhum Verão entre eles. Esse tempo será marcado por guerras devastadoras e por total perda de valores e desrespeito a tabus. Então, o "inverno dos invernos", Fimbulvetr, estabelecer-se-á. Isto será o começo do fim. Os lobos Skoll e Hati, que vivem em eterna perseguição ao sol e à lua, finalmente irão devorá-los. Os gigantes levantar-se-ão. A serpente Jormungand começará a contorcer-se, causando maremotos e ela então virá para a terra. Como na Bíblia, a batalha final entre o bem e o mal dar-se-á numa grande planície - esta planície, para os nórdicos, é Vigrid. Heimdall soprará a sua grande trompa Gjall, convocando os deuses para a luta. Os exércitos do Mal, liderados por Loki e os exércitos do Bem, liderados por Odin, encontrar-se-ão em Vigrid para a batalha final. Forças opostas irão-se anular. O cão Garm voará na garganta do deus Tyr e eles se matarão entre si. Os opostos Loki e Heimdall enfrentar-se-ão e matar-se-ão. O grande lobo Fenrir livrar-se-á das correntes e causará enorme destruição antes de devorar o próprio Odin, que será vingado por seu filho Vidar. Thor enfrentará e matará a serpente de Midgard, mas morrerá intoxicado pelo sangue venenoso da criatura. Surt, o gigante de fogo, transformará Asgard, Midgard e Niflheim num inferno que irá consumir deuses, gigantes, anões, elfos e homens. A terra se afundará no oceano. Isto será o fim de um ciclo e o começo de outro: Yggdrasill abrir-se-á e de dentro dela surgirão um homem, Lif e uma mulher, Lifthrasir, que repovoarão a Terra. 

MITOLOGIA NÓRDICA

publicado por luzdequeijas às 19:15
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SEXTA-FEIRA DIA 13

História

A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.[1]

Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro:

  1. Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira[2].
  2. A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira quando é celebrada a páscoa.
  3. Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira.[3]

No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.

 

Wikipédia

 

 

<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-sa/3.0/88x31.png" /></a><br />Este trabalho foi licenciado com uma Licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/">Creative Commons - Atribuição - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada</a>.

 

publicado por luzdequeijas às 12:29
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

ENTRAR NÃO CUSTA

CUSTA É SAIR .......

 

Introdução do euro: critérios de convergência

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Os critérios de convergência estão expostos no n.º 1 do artigo 121.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia (TCE). São quatro: estabilidade dos preços, situação das finanças públicas, taxas de câmbio e taxas de juro a longo prazo.

Estabilidade dos preços. O Tratado dispõe: "a realização de um elevado grau de estabilidade dos preços (…) expresso por uma taxa de inflação que esteja próxima da taxa, no máximo, dos três Estados-Membros com melhores resultados em termos de estabilidade dos preços". Concretamente, a taxa de inflação de um Estado-Membro não deve exceder em mais de 1,5% a dos três Estados-Membros que apresentam os melhores resultados relativamente à estabilidade dos preços observados no ano anterior ao exame da situação do Estado-Membro.

Situação das finanças públicas. O Tratado dispõe: "a sustentabilidade das suas finanças públicas, que será traduzida pelo facto de ter alcançado uma situação orçamental sem défice excessivo […]." Na prática, a Comissão examina, quando da elaboração da sua recomendação anual ao Conselho de Ministros das Finanças, se a disciplina orçamental foi respeitada, baseando-se em dois valores de referência:

  • O défice público anual: A relação entre o défice público anual e o produto interno bruto (PIB) não deve exceder 3% no fim do exercício orçamental anterior. Se tal não se verificar, essa relação deve ter diminuído de forma substancial e constante e ter atingido um nível próximo de 3% (interpretação de acordo com a tendência segundo o n.º 2 do artigo 104.º) ou, em alternativa, manter-se próxima de 3%, excedendo esta percentagem apenas a título excepcional e temporário.
  • A dívida pública: A relação entre a dívida pública bruta e o PIB não deve exceder 60 % no fim do exercício orçamental anterior. Se tal não se verificar, essa relação deve ter diminuído o suficiente e aproximar-se de 60% a um ritmo satisfatório (interpretação de acordo com a tendência segundo o n.º 2 do artigo 104.º).

Taxas de câmbio. O Tratado prevê: "a observância, durante pelo menos dois anos, das margens normais de flutuação previstas no mecanismo de taxas de câmbio do Sistema Monetário Europeu, sem ter procedido a uma desvalorização em relação à moeda de qualquer outro Estado-Membro." O Estado-Membro deve ter participado no mecanismo da taxa de câmbio do Sistema Monetário Europeu ininterruptamente durante os dois anos anteriores ao exame da sua situação sem ter conhecido tensões graves. Além disso, durante o mesmo período, não deve ter desvalorizado por sua própria iniciativa a sua moeda (ou seja, a taxa central bilateral da sua moeda em relação à de um outro Estado-Membro). Após a passagem à terceira fase da UEM, o Sistema Monetário Europeu foi substituído pelo novo mecanismo de câmbio (MTC II).

Taxas de juro a longo prazo. O Tratado dispõe: "o carácter duradouro da convergência alcançada pelo Estado-Membro [...] deve igualmente reflectir-se nos níveis das taxas de juro a longo prazo". Na prática, as taxas de juros nominais a longo prazo não devem exceder mais de 2% da taxa, no máximo, dos três Estados-Membros que apresentam os melhores resultados relativamente à estabilidade dos preços (ou seja, os mesmos que para o critério da estabilidade dos preços). O período tomado em consideração é o ano anterior ao exame da situação do Estado-Membro.

Condicionar a introdução do euro

Cada Estado-Membro deve respeitar todos estes critérios para poder participar na terceira fase da União Económica e Monetária (UEM). Os critérios foram especificados no "Protocolo relativo aos critérios de convergência" a que se refere o artigo 121.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia. Estes critérios reflectem o grau de convergência económica que os Estados-Membros devem alcançar para poder introduzir o euro.

Em conformidade com o n.º 2 do artigo 122.º do Tratado, a Comissão e o Banco Central Europeu (BCE) devem apresentar ao Conselho, pelo menos de dois em dois anos, ou a pedido de um Estado-Membro que beneficie de uma derrogação, um relatório sobre os progressos efectuados pelos Estados-Membros no cumprimento das suas obrigações relativas à realização da União Económica e Monetária. São os « relatórios de convergência » (DE) (EN) (FR)

A Dinamarca () e o Reino Unido () obtiveram, quando das negociações, opções de não participação ("opt-out") relativamente à sua participação na terceira fase da UEM.

Última modificação: 20.06.2006
publicado por luzdequeijas às 12:42
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

NOVOS TEMPOS, NOVOS CONCEITOS

Europa tem de ajudar a crescer os países endividados

 

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego". Esse empurrão tem de vir de Bruxelas, com fundos, e do BCE, com juros mais baixos.

“O combate à crise financeira tem de incluir, obrigatoriamente, uma agenda voltada para a promoção do crescimento económico e de criação de emprego”, porque sem ela “o saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável”.

O aviso foi esta tarde deixado por Cavaco Silva em Florença, num longo discurso proferido no Instituto Universitário Europeu.

“Cabe à União Europeia um papel central na promoção desse objectivo”, frisou o Presidente da República.

 

 

Nota: Salvo opinião mais credível, actualmente, a palavra crescimento parece ser a panaceia para todos os males. Como simples mortal pensante, não posso dispensar a minha própria opinião, salvo em presença de provas iniludíveis de realizações concretas, no campo económico, no nosso país. Em boa verdade isso não tem acontecido em Portugal nos últimos 15 a 25 anos. Houve quem promovesse o "consumo desenfreado" na procura do "crescimento". Tal não resultou e só conseguimos com isso aumentar o défice das contas públicas e da nosa dívida externa! A partir daí, passámos a correr atrás do défice e ele a fugir de nós! Nunca corrigimos o dito "défice", nem nunca promovemos a nossa produção interna! A dívida externa foi disparando!

As coisas mais insignificantes à venda vinham do estrangeiro, eram importadas! A situação foi-se agravando e a nossa economia cada vez foi produzindo menos bens transaccionáveis e mais "obras públicas" (país da Europa com mais auto-estradas por Km2). O anterior governo atingiu o cúmulo nesta matéria com as absurdas "parcerias público privadas"!

 

A nível internacional assistimos ao despontar dos países emergentes, baseados em longas jornadas de trabalho diário e mão de obra barata. Como se isso não chegasse, o mundo concedeu à China condições ímpares de actuação no mercado mundial.Fronteiras abertas, concorrência desleal para com o comércio nacional e venda única de produtos "made in China", com retorno dos proventos à sua origem, sem valor acrescentado para os países hospitaleiros! Nem em mão de obra, sequer!

É aqui que cabe perguntar, porque não se aprofunda a União Europeia no sentido de dispensar idêntico tratamento aos países em grandes dificuldades? Portugal e Grécia! Sabe-se que a falência destes pode arrastar a falência da própria União Europeia e o fim do sonho Europa Unida!

O reequilíbrio da UE e dos países em dificuldades, passa por importar menos e exportar mais e tombem por as suas populações sentirem na própria pele os erros daqueles que elegem. Passa por importar menos e consumir mais produtos nacionais! Nunca passará por soluções unicamente financeiras!

Ainda assim, temos estado a falar dentro de uma visão meramente de "curto prazo". Pois, pensando em médio / longo prazo as soluções terão forçosamente de ser outras. Não esquecer que o crescimento arrasta em si mais consumo de bens em risco de exauetão (petróleo, água, metais, etc.) e seria muito melhor apontar "baterias" para termos que viver com crescimento e défice tipo "zero". E começarmos a pensar em ajustar comportamentos sociais para uma nova economia sustentável. Também para novos conceitos de emprego mais moldáveis a estas novas realidades que em breve surgirão no domínio do trabalho.



publicado por luzdequeijas às 15:55
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Domingo, 16 de Outubro de 2011

OS NEPHILIM

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley - www.gracethrufaith.com

"Quando os homens começaram a multiplicar-se na terra e lhes nasceram filhas, os seres divinos viram quão belas eram as filhas dos homens e tomaram esposas dentre aquelas que mais lhe agradavam. Foi então, e também depois, que os Nephilim apareceram sobre a terra - quando os seres divinos coabitaram com as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Eles foram os heróis de antigamente, os homens de renome." (Gêneses 6.2-4 - de uma tradução Judaica da Torah)

Ponha o nome deles no título de um livro e, quer seja ficção ou não-ficção, a probabilidade é que ele irá parar no topo da lista de bestsellers, especialmente se você insinuar sexo aberrante, pirâmides, OVNIs e o fim do mundo. Mas quem realmente eram os Nephilim, e por que todos são fascinados por eles?

Naqueles Dias

A palavra Hebraica Nephilim significa "os caídos", às vezes traduzida como gigante porque a palavra Grega para Nephilim é "gigantes". Quem você pensa que eles eram depende em grande parte em como você foi ensinado a interpretar a passagem acima. Nos círculos bíblicos existem três escolas de pensamento a respeito disso, mas uma pequena pesquisa o convencerá que algumas pessoas que não conhecem nenhuma outra passagem da Bíblia conhecem esta. E se você acrescentar as suas intepretações, logo terá um monte de outras. Nos concentraremos nas assim chamadas interpretações Bíblicas.

A primeira é que a frase "filhos de Deus" se refere a realeza, explicando que os reis eram freqüentemente considerados como deuses por seus súditos. De acordo com esta visão, esses reis saíram por seus reinos catando todas as belas garotas e as colocando em haréns para o seu próprio prazer pessoal. Isso não oferece explicação para o tipo de semente que tal comportamento poderia ter produzido, preferindo, ao contrário, desconectar o nascimento de gigantes da prática de coletar haréns de belas mulheres. Uma pequena minoria de estudiosos Judeus defendeu esse ponto de vista em algum tempo, mas a maioria o rejeitou, como a tradução Judaica acima demonstra.

A segunda é que "filhos de Deus" se refere à linhagem de Sete, o terceiro filho de Adão e Eva que permaneceu fiel a Deus, enquanto "filhas dos homens" se refere a mulheres descendentes de do primeiro filho, Caim, a linhagem rebelde. Esta interpretação apareceu por volta de 400 AD e foi o primeiro desafio à visão de "anjos" que a maioria tanto de Judeus quanto de Cristãos defendiam antes daquele tempo. Alguns estudiosos proeminentes ainda ensinam esta visão.

Não há consenso claro sobre o porque dessa visão aparecer, mas o Século V porece ser o ponto de acordo quanto ao tempo. Alguns dizem que foi porque a Igreja estava se afastando da crença no sobrenatural em 400 AD, enquanto outros dizem que a adoração dos anjos estava se tornando mais popular naquele tempo. Ambos os pontos de vista concluem que a visão de "anjos" se tornara um embarasso na Igreja, então uma interpretação alternativa foi procurada.

Mas a alternativa Sete / Caim levanta mais questões do que responde. Se a linhagem de Sete se casou com a de Caim, por que tiveram somente filhos homens? E por que eles eram gigantes? Somente os homens da linhagem de Sete eram fieis, e somente as mulheres da linhagem de Caim rebeldes? Se a linhagem de Sete permaneceu fiel, por que a família de Noé foi a única da linhagem a ser salva?

Então há o fato de que a frase exata traduzida como "filhos de Deus" somente aparece 5 vezes no Antigo Testamento: Gêneses 6.2 e 6.4, a passagem com que iniciei, e Jó 1.6, 2.1 e 38.7. Todas as referências de Jó claramente descrevem anjos. (Uma variação da frase em Daniel 3.25 também descreve uma criatura parecida com anjo, que alguns identificam como o Senhor Jesus em uma aparição do Antigo Testamento.)

E isso nos traz à terceira interpretação, à qual eu subscrevo, de que o relato Bíblico deve ser tomado literalmente. A frase "filhos de Deus" se refere a anjos desobedientes (chamados de seres divinos na traduçao Hebraica acima) que tomaram a forma humana e entraram em união sexual com mulheres humanas. Seus descendentes foram os Nephilim, ou caídos, dos quais falamos, seres enormes e poderosos que devem na verdade ter dominado o mundo ante-diluviano.

De acordo com a tradição, além de serem muito grandes e fortes, os Nephilim tinha enorme capacidade psíquica. Eles realizavam experiências fora do corpo, levitação, controle da mente, viajem no tempo, leitura da mente e visão remota. Eles tinham o poder de pronunciar e remover maldições e doenças e tinham formas de conhecer e predizer o futuro. Tendo se alinhado com Satanás, a fonte de seus poderes, eles controlaram e escravizaram a humanidade e perverteram a criação de Deus quase além da possibilidade de redenção.

Eles também eram extremamente inteligentes. Sabiam tudo sobre ciência, arquitetura e engenharia. Alguns acreditam que eles combinaram esses atributos com seus poderes de levitação para construir a Grande Pirâmide e outros grandes monumentos em todo o mundo ante-diluviano. Eles sacrificavam seres humanos por todo o planeta em templos e pirâmides que construíram na América Central e do Sul, no Oriente Longinqüo, nas Ilhas Britânicas, no Egito e em outros lugares. Eles bebiam nosso sangue e assassinavam nossos bebês, e quase que certamente estavam mexendo com o código genético humano e animal para perverter a criação e tornar a nossa redenção impossível. Eles eram os heróis de antigamente, os poderosos homens de renome, memorializados em todas as mitologias e a principal razão porque Deus teve que destruir o mundo e todos os seus habitantes no Dilúvio.

O fato de que a Bíblia descreve Noé como sendo perfeito em suas gerações e de que sua família foi a única a ser salva indica que a linhagem de sangue de Noé não havia sido contaminada pela manipulação genética a sua era possivelmente a única descendência humana pura restante da qual um Redentor poderia vir (Gên 6.9). Se é assim, isso explica porque toda a população do mundo teve que ser destruída, senão a linhagem de Noé eventualmente seria contaminada também.

E Também Depois

Mas Satanás não seria detido assim tão facilmente. No tempo de Abraão havia uma grande população de Nephilim no mundo novamente, a maioria localizada no Oriente Médio desde a ponta sul do Mar Morto até a Síria ao norte. Como os Nephilim originais pereceram todos no grande Dilúvio, Satanás aparentemente começou um novo programa de procriação ajustado específicamente para impedir os Israelitas de ocupar a Terra Prometida. Veja estas referências.

Em Gêneses 14.5-6 uma coligação de 5 reis da região da margem sul do Mar Morto derrotou três grupos de guerreiros conhecidos como os refains, os zuzins, também conhecidos como zanzumins, e os emins. Os refains eram descendentes de Rapha, que significa gigante em Hebraico. O nomem zuzim significa criaturas errantes e emim significa os terríveis.

Em Deuteronômio 1.26-28 e 2.10-11 encontramos referências aos anaquins (gigantes de pescoço longo) e emins novamente, ambos identificados com descendentes de Rapha, o gigante.

Em Deuteronômio 3.11 é feita referência a Ogue, o Rei de Basã, um descendente de Rapha cuja cama media 4 metros de comprimento e 2,5 metros de largura.

Em Números 13.33 o relato dos espias incluía a visão de Nephilim, dizendo que os descendentes de Anaque vêm dos Nephilim. O medo dos Nephilim foi o que fez 10 dos 12 espias darem um relatório negativo, persuadindo os Israelitas a não entrarem na Terra Prometida. Tudo isso aconteceu no tempo de Moisés.

Em Josué 14.15 no fim da conquista da terra, Calebe recebe Hebrom, antes conhecida como Quiriate-Arba porque foi fundada por Arba, chamado de o maior dos anaquins.

E, é claro, em 1 Samuel 17 e 2 Samuel 21.15-22 há a derrota de Golias e seus quatro irmãos, todos descendentes de Rapha, no tempo do Rei Davi.

publicado por luzdequeijas às 19:31
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

RESPONSABILIZAÇÃO DOS `POLÍTICOS

Passos Coelho defende responsabilização de gestores públicos

<input ... >Hoje às 13:17

 
Durante o debate quinzenal desta sexta-feira, Passo Coelho assinalou que as «quatro empresas públicas que passaram para o OE» este ano representaram «um agravamento de 270 milhões de euros».
 
<input ... ><input ... >

 

 

 

O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, a responsabilização dos gestores públicos que deixaram acumular os défice, chamando, em particular, à atenção para o que se está a passar nas empresas públicas de transportes.

«As quatro empresas públicas que passaram para o Orçamento de Estado e que tiveram este ano pela primeira vez que ser carregadas no OE porque passaram para o perímetro de consolidação representam um agravamento de 270 milhões de euros», revelou Pedro Passos Coelho.

Numa resposta ao líder do PS, António José Seguro, durante o debate quinzenal, Passos Coelho questionou-se sobre «que parte do subsídio de Natal é que estes 270 milhões de euros representam para 2012».

«Não deixaremos parceria público-privada por parceria público-privada, contrato por contrato, departamento por departamento por saber quem, porquê e como estiveram na origem dos cargos insustentáveis que hoje enfrentamos», concluiu.

publicado por luzdequeijas às 16:46
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AS MEDIDAS SÃO MINHAS

«Medidas são minhas, mas défice que as obriga não é meu», frisa Passos

<input ... >Hoje às 11:44

 
No debate quinzenal desta sexta-feira, o primeiro-ministro assumiu a responsabilidade pelas medidas de austeridade e reconheceu que estas não correspondem às promessas eleitorais.
 
 
<input ... >

 

 

 

O primeiro-ministro assumiu a responsabilidade pelas medidas de austeridade anunciadas no âmbito da proposta relativa ao OE para 2012, ao dizer que as «medidas são minhas».

«Não vamos anunciar pacotes de austeridade a seguir a pacotes de austeriadde. Mas défice que as obriga não é meu», frisou Pedro Passos Coelho, no início do debate quinzenal desta sexta-feira.

Passos Coelho admitiu ainda que o líder socialista «tem toda a razão» quando diz que as medidas de austeridade surpreenderam os portugueses e não corresponderam às promessas eleitorais.

Numa resposta a António José Seguro, Passos Coelho rejeitou ainda que o seu Governo esteja a sacificar o crescimento e o emprego, já que o Executivo está a assumir as suas responsabilidades a apresentar uma «proposta de orçamento credível e confiável».

«Aquilo que mais mata o crescimento e o emprego é a mentira e a ocultação quando o país não se apercebe da real situação em que se encontra e quando todos aqueles que são chamados a um exercício de poupança e rigor julgam que estão a viver num mundo que não é aquele que se têm de confrontar», adiantou.

publicado por luzdequeijas às 16:37
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ESPIRITUALIDADE

MARIANA AYDAR

 

 

 
 
A MÚSICA É UMA FORMA DE ORAÇÃO ....

 

publicado por luzdequeijas às 16:28
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SÓ NÃO ENTENDE QUEM NÃO QUISER

Passos Coelho: "Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa"

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
13:54 Quinta feira, 16 de Jun de 2011


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/passos-coelho-nao-usaremos-nunca-a-situacao-que-herdamos-como-desculpa=f608144#ixzz1akwDoNCU

 

O primeiro-ministro indigitado e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, prometeu hoje que o seu Governo nunca se desculpará com as decisões do passado e vai empenhar-se no cumprimento do programa de ajuda externa.

"Não usaremos nunca a situação que herdámos como uma desculpa para aquilo que tivermos de fazer. Daremos, por uma vez, um bom exemplo de poupar ao país durante meses o exercício de evocar a circunstância que herdámos. O país conhece-a, e conhece-a suficientemente bem para não ter tido nenhuma dúvida quanto à necessidade de mudar e de mudar profundamente", declarou Passos Coelho.

No final da cerimónia de assinatura do acordo político de governação entre PSD e CDS-PP, num hotel de Lisboa, Passos Coelho considerou que "esta maioria para a mudança do país tem todas as condições políticas para dar certo e o país tem todas as razões para estar tranquilo" porque "vai ter um Governo que não se vai desculpar com o que aconteceu antes nem com as dificuldades do presente para entregar o resultado que os portugueses querem receber.

 

Nota: Só quem não quer perceber pode ter o descaramento de perguntar a este primeiro-ministro porque atacou o governo anterior! Todo o país tem visto a coragam e o esforço deste primreiro-ministro para não invocar a escandalosa situação que herdou! Poucos o fariam! Quem quiser relembrar-se do comportamento do anterior PM para com com Santana Lopes, é só ver os vídeos disponíveis no "youtube". Foi chocante e de uma grosseria a toda a prova.

Passos Coelho tem aguentado aquilo que poucos aguentariam. A cada semana descobre mais cadáveres nos armários! É claro que o anterior governo escondeu quase tudo sobre a desgraça que nos caiu em cima. Mas, a nossa comunicação social nunca desmascarou, em tempo oportuno, aquilo que muitos percebiam, ou seja, que suportámos uma governação de mentira com a sua complacência (há honrosas excepções). Mesmo agora, Passos Coelho poderia continuar a aguentar tanta incompetência e denonestidades calado, se a nossa comunicação social explicasse ao povo a real situação do país, e quem a originou,mas não, preferem perguntar ao PM, em funções há três meses, porque atacou o governo anterior, continuando assim na ausência de uma informação esclarecedora, verdadeira e informativa para dar aos portugueses.Na sua maioria, pactuou com o sofrimento que viria a atingir milhões de portugueses!     

publicado por luzdequeijas às 12:57
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

ESTRANHO E REPELENTE

Economista Ricardo Reis alerta

Portugal: fraco crescimento económico pode causar 'crash'

por Lusa<input ... >27 Abril 2010<input ... >

Portugal: fraco crescimento económico pode causar 'crash'
 

Portugal não está na mesma situação da Grécia, que tem um verdadeiro problema de finanças públicas, mas pode enfrentar um 'crash' devido ao fraco crescimento económico dos últimos anos, disse o economista Ricardo Reis, em entrevista à Bloomberg.

"Apesar de serem colocados no mesmo saco, o problema de Portugal é sobretudo de depressão, [porque] Portugal não cresce há 10 anos", afirmou o economista, citado pela Bloomberg, enquanto o da Grécia é "realmente um problema de finanças públicas".

"Portugal teve um problema de finanças públicas nos anos 90, mas há cerca de cinco anos foi ultrapassado", considerou, acrescentando que o foco nas finanças públicas serve para "distrair as pessoas dos problemas essenciais, que são o crescimento e a produtividade".

Para este economista, Portugal ainda passará por uma situação verdadeiramente crítica se a economia não recuperar rapidamente pela procura de produtos nacionais: "Se Portugal não começar a crescer dentro de dois a três anos, poderá acontecer um grande 'crash'", vaticinou.

"Esta crise tem pelo menos uma virtude, [que é] alertar os portugueses que a forma como viveram nos últimos 10 anos é insustentável", concluiu.

 

Nota: Falando de Portugal, da crise em que alguns "emigrantes" deixaram este país e da comunicação social que temos, apetece perguntar:

1 - Não seria possível reciclar alguns jornalistas e políticos, (PCP e BE) (caso das TVs), que diariamente nos massacram com questões absurdas e ridículas? Têm "temas chave" incríveis e repetitivos como disfarce da sua enorme falta de preparação! e competência, tais como as perguntas que fazem ao primeiro-ministro com frequência, exemplo:

Senhor PM porque é que não há crescimento económico? Claro, não merecem sequer uma resposta,quando Portugal não tem crescimento económico há dez anos, em tempos de constante esbanjamento, como poderia tê-lo em 3/4 meses de estrangulamento financeiro e défice profundo em que o último governo nos deixou e por tal assinou graves compromissos com a "troika"! Um mês antes Portugal não precisava de ajuda externa, na versão do ex-governo!

publicado por luzdequeijas às 23:06
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PREMONITÓRIO

Economista que previu a crise financeira mundial lança previsão pessimista

Roubini avisa que crescimento mundial está em risco após 2013

13.06.2011 - 14:15 Por PÚBLICO, Agências

<p>A economia chinesa arrisca afundar-se devido ao sobre-investimento.</p>

A economia chinesa arrisca afundar-se devido ao sobre-investimento.

 (Greg Baker/Reuters)
Uma “tempestade perfeita” de aflições orçamentais nos Estados Unidos, abrandamento económico na China, reestruturação da dívida europeia e estagnação no Japão podem combinar-se para afectar a economia mundial a partir de 2013, avisa um professor da Universidade de Nova Iorque, Nouriel Roubini.

Roubini, que foi um dos poucos a prever a crise financeira de 2007-2009, defende que a combinação desses diferentes factores pode travar o crescimento da economia mundial a partir de 2013 e que esta é uma de três possibilidades.

Às outras duas hipóteses avançadas pelo docente norte-americano são de um crescimento mundial “anémico mas ok” e um cenário “optimista”, no qual a expansão económica acelera.

“Já há elementos de fragilidade”, diz este economista, ao qual os analistas estão actualmente sempre muito atentos, citado pela Bloomberg.

Rubini defende que a resolução dos problemas da dívida pública e privada tem vindo a ser adiada e que tudo isto irá ter consequências “o mais tardar em 2013”.

O docente nova-iorquin avisou aliás que as autoridades precisam de reestruturar as dívidas da Grécia, Irlanda e Portugal, e que esperar demasiado tempo pode resultar num processo “mais desordenado”.

Quanto à China, Roubini considera que o país pode enfrentar uma “aterragem difícil”, dentro de dois anos. O investimento chinês já representa quase 50 por cento do produto interno bruto.

Sessenta anos de dados mostram que panoramas de sobre-investimento têm conduzido sempre a aterragens bruscas da economia, como sucedeu na ex-União Soviética nos anos 60 e 70, e no Leste Asiático nos anos 90, exemplificou o professor nova-iorquino.




publicado por luzdequeijas às 15:34
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SER FELIZ

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa) 

publicado por luzdequeijas às 15:30
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MERCADO NEGRO

Magalhães estará a ser vendido no mercado negro

<input ... >2009-03-26

Susana Oliveira *

Alguns professores já alertaram para casos em que os portáteis podem já não estar com as crianças e terem sido cedidos ou  vendidos.

O computador Magalhães é entregue aos alunos do primeiro ciclo em regime de propriedade plena. Helena Amaral, professora no Agrupamento da Escola Quinta de Marrocos, em Benfica, contou à Lusa que os problemas de desaparecimento dos Magalhães "já eram esperados nalguns casos".

"Tenho o exemplo de uma família com três irmãos, todos receberam um computador Magalhães de borla porque pertencem ao escalão social A. Duvido que eles ainda tenham algum em casa", afirmou, lembrando que, nalguns casos, quando os professores avisam o dia em que o computador é necessário na aula, os alunos faltam sempre.

"Nestes casos nós percebemos que os computadores já devem ter levado algum outro destino", disse.

O acesso ao Magalhães pode ser a custo zero, se os alunos forem abrangidos pelo primeiro escalão de apoio social, pode custar 20 euros (segundo escalão) ou 50 euros.

"Este projecto começou muito mal desde o início. Os professores não receberam qualquer informação e nem tiveram qualquer acesso ao Magalhães porque não receberam nenhum", afirmou.

publicado por luzdequeijas às 13:02
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SABORES AFRICANOS

 

publicado por luzdequeijas às 12:56
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

QUEIJAS INSPIRA POESIA

 

 

RAQUEL

 

  

Não tive senão a arte

De te parir, meu amor,

Neste silêncio, que ousaste

Fazer-me sentir menor!

 

Enquanto eu tiver veias,

Nelas o sangue a correr

Irei soltar-te das teias

Que os outros te vão tecer!

 

Enquanto um sopro de vida

No meu corpo acontecer,

Apanho do teu caminho

Os espinhos que ele tiver!

 

Ainda que tu viajes

No mundo que me é vedado,

Eu serei a tua sombra

A caminhar ao teu lado!

 

Pedi a Deus, mendiguei

Ajoelhei-me no chão

Quando ainda no meu ventre

Se acalmou teu coração!

 

Tanto te queria ter,

E tanto medo senti

Que sinto seres o poema

Mais lindo que eu já li!

publicado por luzdequeijas às 12:52
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QUASE 50 ANOS DE QUEIJAS

Toda e qualquer pessoa precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto, e muito mais, coabita em nós próprios formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidas de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há meia dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 50 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para mais não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que quis escrever, livro a publicar,  e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas, que espero tenha continuadores dignos desse nome. Se enveredar por outros caminhos, se ficar prisioneira de “novos cristãos”, então mais vale perder os estatutos que tanto custaram aos autênticos amantes desta NÓVEL FREGUESIA”. Trair os nossos antepassados nunca, por dinheiro algum.

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 11:58
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

O REALOJAMENTO

Já anteriormente abordámos a rápida proliferação de barracas no concelho de Oeiras, nomeadamente a partir dos anos sessenta, do século XX:

Como causas maiores estavam na sua origem, a vinda de muitas pessoas da província para a Grande Lisboa à procura de emprego, que a industrialização e construção civil ofereciam, embora, com salários pouco compensadores.

Em consequência do mesmo facto, as rendas a pagar por apartamento em Lisboa, tinham subido a preços incomportáveis para a maioria das pessoas recém empregadas e, ainda por cima, desenraizadas.

A solução foi, sem alternativa, a procura de casa na chamada periferia da capital para muitos, e também para muitos outros, o recurso aos bairros de barracas em terrenos do alheio, por vezes de aluguer.

Foi isto que aconteceu em Oeiras, como de resto em muitos outros lugares dos arredores da cidade de Lisboa.

Acho importante transcrever as palavras utilizadas pelo Pie Francisco dos Santos Costa, quando foi recebido em audiência pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, na descrição deste facto:

 

(  ) "Até agora apenas referimos as nossas principais preocupações de carácter religioso. Não que não estejamos seriamente apreensivos também socialmente falando, até porque seria utópico pregar o Evangelho a estômagos vazios. Feriu-nos especialmente a atenção o que nos revelou a nossa última campanha de Natal, levada a efeito em todo o âmbito paroquial!

Parece-nos que os seguintes dados o justificam plenamente: na zona da Regueira de Queijas e Taludes encontrámos 35 barracas com 160 pessoas. No Alto dos AGUDINHOS e frente do Forte de Caxias estão quinze barracas e 64 pessoas. Nos Pombais ( terra do Faria ) vivem 260 habitantes em 77 barracas.

Em Atrás - dos - Verdes e Eira Velha pudemos localizar 38 barracas com 163 pobres viventes. Na Senhora da Rocha e proximidades temos 120 habitantes em 34 barracas. Na Gandarela 50 viventes em 17 abarracados. Na estrada da Rocha, BISCOITEIRAS e Olivais 123 barracas com 1330 pessoas. Na zona do Posto RADIOMÉTRICO da Marinha são 46 barracas com mais de 180 habitantes. No Alto dos BARRONHOS mais de 200 barracas com cerca de 1800 pessoas. Na OUTORELA - PORTELA 10 barracas e aproximadamente 40 habitantes. No Alto e Baixo Montijo, quem o pensaria! 110 Barracas em que se amontoam 515 pessoas e finalmente junto ao cemitério de Carnaxide, serra e demais cercanias do lugar - sede da freguesia, Quinta dos Grilos, há ainda 33 barracas com 90 habitantes.

Isto é, resumindo, lado a lado connosco têm os nossos olhos tristes que contemplar hora a hora 735 barracas e saber lá dentro, não poderemos dizer a viver senão que a vegetar, 4755 seres humanos como nós!" (......  )

 

Em meados da década de sessenta do último século, era esta a situação relativamente a bairros de barracas na freguesia de Carnaxide, na qual estavam incluídas Queijas, Linda - a - Pastora e a Senhora da Rocha.

Todo o panorama se viria a agravar, muitíssimo, com o decorrer dos anos.

Nomeadamente depois da descolonização, posterior ao 25 de Abril de 1974.

Não foram só os portugueses a regressar a Portugal, vindos de todas as ex-colónias, como milhares de pessoas que eram naturais daquelas colónias, que hoje são países independentes.

Em 1985 somavam 5000 as barracas no concelho de Oeiras.

Descrever a realidade vivida nos bairros de barracas, não é tarefa fácil, dada a grande complexidade e promiscuidade que eles envolviam.

Uma existência sem um mínimo de dignidade, sem água, sem luz, condições mínimas de higiene, promiscuidade em família e com os vizinhos, etc.

Dos bairros de barracas de Queijas, Linda - a - Pastora e Senhora da Rocha, poderei dizer alguma coisa porque os visitei várias vezes e, até lá convivi com os seus habitantes.

Assim, tanto os Taludes de Queijas como o Beco dos Pombais, Eira - Velha, Atrás dos Verdes, em Linda - a - Pastora, e a Senhora da Rocha, poderemos dizer que são realidades parecidas, não iguais.

 

Taludes de Queijas as pessoas que viviam nos Taludes de Queijas nunca conseguiram integrar-se na população desta vila, o que também se passou com os moradores do Alto dos AGUDINHOS que, embora não pertencendo a esta freguesia, era aqui que trabalhavam e faziam a sua vida, dada a proximidade desta vila.

Os taludes são elevações que acompanham a Estrada Militar dos dois lados e que, naturalmente, procuravam proteger os movimentos militares nesta via.

As barracas aqui surgidas situavam-se na parte final desta estrada e do seu lado direito, para quem caminha no sentido da A5 (em tempos mais recuados auto-estrada do Estádio).

Em boa verdade os taludes não eram só a parte mais elevada que ladeia a estrada militar, mas também uma faixa de mais ou menos dez/doze metros de terreno que, já na parte final de acesso à A5 se alargava muito mais.

Era exactamente nesta zona que estavam as barracas e que no seu conjunto atingiriam muitas dezenas.

Os taludes eram propriedade do Exército e, por essa razão, ainda hoje é possível falar com pessoas que lá viveram e ouvi-las contar histórias algo insólitas: por exemplo narrarem que era nesta faixa final e muito larga dos taludes que nos anos sessenta e princípios dos anos setenta, os serviços militares vinham depositar as urnas, desmanchadas, nas quais os mortos das guerras coloniais eram trazidos para a metrópole para serem entregues às famílias.

Grande número de vezes era com estas tábuas que as pessoas faziam as suas barracas.

Em Linda – a – Pastora, com as pessoas que viviam nos vários bairros de barracas tudo foi diferente. Houve integração conseguida, que passava pela sua participação diária na vida daquela localidade, como bombeiros, clube da terra, cafés, namoros, casamentos etc.

Um dia viria em que tudo teria de ser mudado. A existência da realidade desta pobre gente, teria que ter um fim para melhor.

A Câmara Municipal de Oeiras foi fazendo o levantamento da situação aos poucos, mas com grande segurança, como, de resto, a situação exigia.

Percebia-se haver grande vontade de erradicar uma situação vergonhosa aos olhos de toda a gente, sem cuidar de adiar aquilo que o não devia ser.

Em 1997 já o realojamento tinha percorrido um longo caminho de estudo e estratégia e, a partir daí pudemos ser testemunha deste grande envolvimento social, com várias vertentes, e por isso, ângulos de observação muito díspares, senão mesmo insensíveis, diferentes, ou até desonestos.

Do ponto de vista de uma freguesia, como a de Queijas, com meia dúzia de bairros de barracas, este problema merece ainda hoje, cuidada leitura.

Se a existência destes bairros, deveras imoral, produzia efeitos contagiantes negativos, por desertificantes, nas áreas circundantes, a verdade é que a sua eliminação também iria provocar comentários e reacções, que não poderiam ser ignorados.

Do lado político, os partidos da oposição, talvez preocupados com o prestigio advindo do êxito do realojamento, cuidavam de atacar cada passo dado em frente, denegrindo o feito com o argumento de que as pessoas deveriam ser realojadas nos locais onde viviam. Era um argumento sem estudo, logo não elaborado, mas que permitia criar muito descontentamento.

Creio que com origem política, apareciam boatos que incendiavam as populações residentes.

O mais propalado nesta freguesia, era de que os habitantes da famosa "Pedreira dos Húngaros", seriam realojados em Queijas.

O descontentamento era geral e chegou ao ponto de, o Presidente do Conselho Escolar de uma dada escola local, ameaçar o presidente da Junta de que os professores estavam quase todos a pedir transferência por esse facto.

A actividade do presidente da Junta, apesar de trabalhar noite e dia, era em grande parte absorvido com o atendimento das pessoas a realojar.

Nessa medida optou por assegurar reuniões na freguesia com o vereador envolvido e as populações, com dificuldades a resolver no seu realojamento.

Numa dessas reuniões, no salão dos bombeiros de Linda - a - Pastora, com a lotação esgotada, os trabalhos foram repentinamente interrompidos por dois arruaceiros, um implicado no realojamento e outro, sempre ao serviço de determinado partido, que não estava ali como pessoa a realojar e só pretendia boicotar a acção desenvolvida de ajuda a quem precisava.

Acalmados os ânimos por intermédio de uma senhora envolvida no realojamento, num acto corajoso, os trabalhos continuaram e foram obtidas decisões favoráveis " in loco", para muitas aflições humanas ali presentes.

 

Quanto à população, em geral, nem se apercebia das medidas de elevado alcance social que estavam a ocorrer na sua freguesia, salvo quando pensavam nos realojamentos a fazer em Queijas.

Voltando aos partidos, um que prima pelo "bota abaixo" constante, terminado o mandato distribuiu panfletos afirmando nada ter sido feito pelo executivo entre 1998 e 2001! A seriedade da crítica era tão desonesta que ocultavam terem nomeado para tal executivo um seu candidato!

Como de resto no executivo anterior! Para não falarmos do presidente da Assembleia de Freguesia, que desde a criação da freguesia, tem assinatura vitalícia, não por eleição nas urnas, mas a troco de manter o tal partido no poder juntamente com o vencedor das eleições ganhas sem maioria absoluta!

Quanto aos autarcas em exercício, conhecedores de que a competência nesta matéria era exclusivamente da Câmara Municipal, viam as pessoas invadirem a Junta reclamando ou pedindo ajuda, nas mais variadas circunstâncias.

Seria fácil dizer-lhes isso mesmo, mas por lealdade para com a câmara e compreensão para com quem tanto precisava, o atendimento nunca foi recusado. Antes teve sempre o máximo empenho e carinho.

Mesmo sabendo, que era gente de saída da freguesia, a boa formação moral impunha o máximo empenho na ajuda possível.

Por essa mesma razão, parece muito pertinente apreciar neste trabalho o relato histórico dos acontecimentos, para podermos ajuizar se a solução seguida poderia ser outra? Claro que não.

Mesmo considerando e assistindo, quatro anos decorridos, a meia dúzia de pessoas de origem africana voltarem aos taludes, desta vez para fazerem hortas e criarem gado.

Por lá andam ovelhas, cabras, galinhas e até um enorme boi, diariamente tratados por um antigo morador nas barracas dos taludes.

Também falámos com uma mulher, cujo marido está preso, e que aqui voltou para, entre um grande canavial bravio, fazer a sua horta. Lá tem semeadas hortaliças de todo o tipo, com direito até a aplicação de fertilizantes. Voltou exactamente ao mesmo sítio no qual viveu muitos anos na sua barraca. Também lá se pode ainda ver e apreciar uma plantação de cana de açúcar que em tempos ela tinha plantado à boa maneira africana.

Quanto a rega também não há problema, pois ainda restam vários tubos de plástico enterrados no chão, com saídas estratégicas por eles disfarçadas. Era o esquema ilegal do fornecimento de água às barracas lá existentes.

São, como disse, meia dúzia de pessoas entre as muitas centenas que foram realojadas e que não mais pensam em voltar!

Sobre a evolução do trabalho de realojamento, que se poderá considerar ciclópico por parte da Câmara, procurámos ajuda no seu "site", do qual podemos transcrever dados muito importantes.

 

"Políticas sociais de habitação viabilizam realojamentos na área metropolitana de Lisboa

Como noutras ocasiões, a Área Metropolitana de Lisboa encontrava-se a reflectir na procura de soluções face aos problemas decorrentes, sobretudo, do facto de se querer erradicar definitivamente as situações mais expressivas de habitação degradada. De um modo, ou outro, vão-se desenvolvendo processos que permitem fazer acreditar que, em breve, as barracas deixarão de existir nesta área, talvez mais quatro ou cinco anos.

No caso concreto de Oeiras, das 5000 barracas existentes em 1985, passámos para as 3165 quando da celebração do acordo de adesão ao PER em 1993, restando-nos agora apenas 320 famílias para realojar. Estou certo que chegaremos a Junho do próximo ano (2001), sem qualquer família a viver em barracas no Concelho.

Bem ou mal, fomos criando novos espaços urbanos, novas áreas de vivência mais atractivas ou menos atractivas, mais seguras ou menos seguras, sem que ficássemos à espera de resultados de estudos teóricos especializados, quando foi, pelo confronto diário com as nossas dificuldades que fomos aprendendo a questionar, a equacionar, a resolver. Desde que foi instituído em 1993, o Programa Especial de Realojamento tem sido o instrumento dominante de resolução dos problemas de habitação em condições degradadas.

Todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa, com problemas de realojamento social, a ele aderiram, não só aqueles que, desde há muito, se haviam comprometido e empenhado na sua resolução, como também aqueles que, desde há muito, afirmavam não lhes dever caber tal responsabilidade.

A ele aderimos, sabendo que sendo um instrumento de resolução financeira do problema, necessitaria de uma evolução complementada com outros instrumentos ou modos de acção, que pudessem até resolver aspectos contraditórios da execução do próprio Programa. Sabíamos também que a resolução dos problemas de habitação se não concretizaria, de modo completo, se apenas circunscrita à área restrita de cada município, necessitando por isso, de formas coordenadas de intervenção, sem prejuízo de soluções pontuais eventualmente encontradas.

A ele se aderiu, acreditando que seriam desenvolvidos novos enquadramentos de acção legal e competente da Área Metropolitana de Lisboa, permitindo que à mesma fossem conferidas novas condições de decisão e intervenção, não se remetendo esta, apenas a funções consultivas, sem impacto concreto, que nem mesmo hoje é sequer administrativo.
Com tudo isto, fornos desenvolvendo esforços desequilibrados, em função das nossas limitadas capacidades, temperadas pela vontade ou pela experiência de resolver.

E por isso, temos consciência de que estamos construindo para corrigir:
Corrigir as deficiências de programas ou processos que deveriam ter sido completados ou actualizados com novos diplomas e não foram;
Corrigir as consequências de acções descoordenadas, por falta da entidade coordenadora que dispusesse de capacidade legal conferida, ou sentido de protagonismo prático; Corrigir as consequências de acções descoordenadas, ainda, por falta de um instrumento de ordenamento eficaz ao nível da Área Metropolitana de Lisboa, mesmo sabendo que poderíamos dele dispor, se não faltasse uma mais forte oportunidade de decisão;

Corrigir os desajustamentos urbanos, decorrentes do facto de termos realizado o realojamento de populações fragilizadas, nas suas vertentes económica e social. Corrigir os procedimentos próprios, os modos de fazer, para que possamos constantemente identificar os novos problemas emergentes e saber dar-lhes solução oportuna.

Mas se tudo isto é necessário, não deixa de nos gerar alguma perplexidade, o facto de assistirmos à transferência para os municípios, de um cada vez maior número de competências.
Mesmo achando justo que nos possam caber essas competências, parece-nos precipitada a decisão de responsabilização dos municípios, sem que aos mesmos sejam atribuídos os instrumentos legais e os meios eficazes de intervenção. Mantém-se por exemplo, inalterado o quadro verdadeiramente distorcido, de intervenção reguladora ao nível da gestão dos solos, permanecendo o conceito confuso de que no direito de propriedade poderão caber quase todos os outros direitos. ... E mesmo em casos em que tenhamos de negociar com entidades da Administração Central.

Mantém-se ainda praticamente inalterado o regime de arrendamento urbano, permanecendo o conceito confuso de que uma actualização do valor da renda, deva apenas depender da realização de obras de beneficiação, como se não seja possível a mesma actualização, para os casos de fogos que, nas mesmas condições físicas, possam ficar disponíveis no mercado.

E mantém-se a ideia de que, ao senhorio, deverão caber as responsabilidades de suporte social das famílias de mais fracos recursos, como se o mesmo fizesse as empresas de fornecimento de água, de ligação telefónica, de abastecimento de energia eléctrica, de gás, ou mesmo de TV Cabo.

Senhorios que são também, algumas das Câmaras têm que suportar, de modo penoso, os custos decorrentes das diferenças entre os encargos de construção de novos fogos, para realojamento, e os valores cobrados no arrendamento social, agravando a sua capacidade de correspondência a um conjunto mais vasto de problemas na sua área de responsabilidade.

Mas continuamos, trabalhando empenhadamente, para a melhoria da qualidade de vida dos nossos munícipes, considerando todas as escalas de enquadramento vivencial, abertos à integração coordenada na vasta área metropolitana de Lisboa, porque estamos conscientes de que, isoladamente, pouco poderá decidir-se quanto às grandes questões de transportes, vias de comunicação, migrações diárias, abastecimentos, saneamento, etc.
Sabe-se que desde sempre, Oeiras apoiou e desenvolveu acções de resolução de problemas de alojamento deficiente, na certeza de que
a qualidade de vida
dos seus munícipes se não resolveria, sem uma perspectiva integrada e solidária.

Por isso, a nossa preocupação começa a ultrapassar o simples âmbito da habitação formalmente degradada. Hoje, temos rasgados os novos espaços urbanos e conformadas as arquitecturas da nossa habitação de realojamento, como as restantes, sem a presunção de que possam servir de exemplo especial, porque sabemos que, a partir de agora, teremos que trabalhar neles, na sedimentação do seu corpo social, na criação de condições decorrentes de novas necessidades, na correcção constante das patologias que se revelem.

Aproxima-se, portanto, um tempo de novas exigências, ao nível da reabilitação urbana, como da reabilitação social, focalizando a nossa atenção ao nível
das micro - escalas de relação urbana e social. A partir de agora, preocupa-nos mais o cerzimento dinâmico possível dos variados tecidos físico e social, do que a discussão sobre o mais economicamente sustentável modelo de fogo. Assim, vemo-nos confrontados com a necessidade de criar novos pólos de equipamento de apoio, pequenos espaços convivências, onde ganhe sentido o significado do sítio, aonde se possam agregar mesmo aqueles grupos de mais difícil enquadramento.

Tudo isto implica um grande esforço da autarquia, como provavelmente acontecerá com muitas outras.

Torna-se, por isso, necessário o apoio da Administração Central, através de soluções de segurança social, devido ao desfasamento entre as rendas recebidas e os encargos, de construção, mesmo sabendo que esta se enquadrou em valores reduzidos de áreas e de custos."

 

Problemas difíceis para resolver

A Câmara Municipal de Oeiras prosseguia com determinação férrea o objectivo de erradicação total das barracas e da habitação degradada do concelho de Oeiras. A habitação municipal é uma prioridade na estratégia do município.


Por outro lado, a manutenção das condições físicas de um parque de habitação municipal que vai envelhecendo, implica investimentos expressivos, para os quais a maior parte dos municípios não terá capacidade suficiente.

A tudo isto, acresce ainda o facto de termos que enquadrar os equipamentos adequados, ao serviço de populações de cariz social e cultural cada vez mais diverso e complexo. Nesta complexidade teremos de considerar os casos isolados de realojamento, de indivíduos quase incapazes de gerir a utilização de um fogo - e vem constituindo a fase terminal e mais difícil do Programa Especial de Realojamento - como ainda a de integração de grupos

marginais, que de algum modo pontuam em alguns dos nossos bairros.

E temos ainda - porque não dizê-lo? - toda a propaganda sensacionalista, com que alguma da nossa comunicação social pactua, informando mais sobre as patologias dos nossos novos ambientes, do que do esforço do nosso trabalho constante. A insegurança, que sempre se gera nos novos ambientes de realojamento, radica mais em condições sociais, do que nas físicas que pudemos construir, pois que as situações de maior gravidade se circunscrevem a áreas relativamente restritas, sem qualquer conformação especial. Estaremos, actualmente, prestes a terminar uma fase de correcção restrita de problemas do habitar em cidade, com a conclusão dos programas de construção abrangidos pelo PER.

Uma outra fase começará, obrigando à identificação e resolução de novos problemas, que o Programa Especial de Realojamento não pôde enquadrar, como aqueles que da sua realização vieram e virão a surgir Nos nossos núcleos antigos coexistirão tecidos físicos e sociais muito frágeis, aos quais viemos dando menor atenção e para os quais não foi tomada qualquer medida, de impacto realizador, como pelo menos assistimos com o PER.

Há que pensar ainda nos modos que iremos encontrar para integração dos novos imigrantes, que o nosso desenvolvimento económico irá obrigando a considerar. A Área Metropolitana da capital do país exige, de todos nós, um esforço de aperfeiçoamento dos modos de trabalhar e de integrar as especificidades de um território tão rico, quanto complexo, na sua diversidade.

publicado por luzdequeijas às 15:32
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QUEIJAS É UM MIRADOURO

 

Por excelência, vislumbrando-se de qualquer ponto vistas de encantar. Ao longe podemos ver o Palácio da Pena em Sintra, a Ponte 25 de Abril, Queluz, Carnaxide, Linda - a - Velha, o Estádio Nacional, o rio JAMOR e o mar.

Nesta época, segunda metade do século XX, ainda era normal ver nos terrenos circundantes a Queijas bonitas searas de trigo, onde simplesmente crescia a erva e rebanhos de ovelhas pastavam vagarosamente.

Apesar do forte desenvolvimento que se começou a revelar nos anos 60/70 do último século, Queijas foi mantendo as características de um trato próprio da tradição aldeã. Toda, ou pelo menos a grande maioria da sua população, se conhecia.

As famílias instalaram-se, foram criando raízes e os filhos também por aqui iam ficando. Determinado tipo de relacionamento vai sendo transmitido aos que vão chegando, fazendo, desse jeito, com que Queijas não se transforme num dormitório impessoal.

É um misto de Aldeia e Cidade que há - de ser Vila.

A maior parte deste lugar continua sendo constituído por vivendas, o que também lhe confere uma diferença em relação às outras povoações circundantes.

Porém a construção em altura não tardaria, mas felizmente de forma contida no seu número e no seu volume.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:22
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NESTE VELHO LUGAR CIMEIRO

 

Vinha predominando o pequeno e médio comércio, alguns serviços e algumas pequenas unidades industriais.

Aqui se situavam por exemplo uma unidade de fabrico de sinais de trânsito com alguns operários, a TUNÁLIS com doze a quinze operários na construção de  barcos pequenos, naturalmente mais para desporto, a ESCODEL de trabalhos de ferro com duas dúzias de operários e sobretudo a Tornearia de Metais - ou Fábrica dos Parafusos, na qual trabalhavam aproximadamente 500 pessoas, entre homens e mulheres.

 

publicado por luzdequeijas às 15:20
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QUEIJAS

Década de 60, do século XX –

 

Queijas é assaltada por famílias com falta de recursos financeiros e, assim, têm que optar pelos bairros de barracas. Nos terrenos que vão dos taludes até à regueira, estas habitações degradadas vão aumentando em cada dia que passa. Não têm um mínimo de condições por falta de água, esgotos, luz etc., mas mesmo assim, a procura era grande. Também no próximo Alto dos AGUDINHOS, embora pertencendo a outra freguesia, tudo se passa do mesmo jeito e as pessoas que lá habitam barracas procuram Queijas para trabalhar, fazer compras, pôr os filhos na escola e tudo o mais que necessitam. 

 

Auto-Construção.

 

Em toda a freguesia de Carnaxide se vinha notando algum desenvolvimento urbanístico, consequência lógica de um grande surto de industrialização do concelho de Oeiras.

Neste planalto - poente da região de Carnaxide, que de há séculos dá pelo nome de Queijas, e onde não há ainda muito tempo se podiam ver meia dúzias de casas velhas em redor da conhecida " Casa de D. Miguel", já hoje se admiram centenas e centenas de habitações albergando alguns milhares de pessoas atraídas pela recém criada Auto - Construção que, infelizmente, teve curta duração.

Este regime de construção simplificado foi objecto de um Despacho do então Ministro das Obras Públicas (9/12/61) e ao abrigo da Lei 2092 de 9/04/58, os requerentes beneficiavam, por parte das Caixas de Previdência, de empréstimos para a construção da sua casa de habitação.

Em boa verdade, logo nos primeiros anos da década de sessenta do último século, em pleno período eleitoral, o regime do "Estado - Novo" lançou a possibilidade das famílias de menores recursos poderem edificar a sua própria casa.

Para tanto a CMO disponibilizou no concelho de Oeiras, em áreas menos cobiçadas, pequenos lotes de terreno a fim de as pessoas os poderem comprar a preços baixos.

As terras que envolviam o núcleo antigo de Queijas, como as terras das Várzeas, o sítio do Oliveira etc., foram retalhadas e urbanizados de maneira a que o promotor indigitado obtivesse o máximo de lucro.

As ruas ficaram muito estreitas e em terra batida durante anos, não havia esgotos, água e luz e os primeiros moradores tiveram que fazer muitos sacrifícios de toda a ordem.

Os próprios passeios acabaram por ser feitos a expensas dos moradores.

Naturalmente que apesar destas realidades, houve corrida para a compra dos lotes, mas também é verdade que ninguém controlava a situação económica dos compradores. Havia quem comprasse diversos lotes, sem dificuldade.

Quanto às casas a construir, a CMO disponibilizava plantas já aprovadas, para construção de moradias iguais e modestas, que hoje ainda são uma raridade.

Passado o período eleitoral a venda liberalizou-se, e as construções perderam qualquer ónus limitativo. Eram construções normais e quem comprou lotes ganhou muito dinheiro.

Da Auto - Construção ficaram os ditos bairros dos "bombeiros", onde poucos havia, da "Carris" a mesma coisa, e o bairro do Oliveira.

Com tanta gente interessada em fazer a casa com que sempre sonhara, principalmente aos fins-de-semana o movimento, nestas terras de searas e muito sossego, já não podia ser o mesmo. Nomeadamente aos fins-de-semana os futuros moradores e suas famílias para aqui acorriam, até que um dia ficavam de vez.

Enquanto nesta terra de São Miguel Arcanjo as moradias iam aparecendo por todo o lado, as elevadas rendas de casa na capital tornavam difícil a vida a muita gente que, da província, acorria à procura de emprego na "Grande Lisboa".

Dava-se, assim, a fuga da capital para a periferia.

Infelizmente para muitos as coisas não estavam melhores na periferia! Os vencimentos eram baixos e por vezes os filhos eram muitos.

Começaram então a aparecer por todos os lados os bairros de barracas. E em Queijas pelas bandas dos "Taludes", havia 35 barracas com 160 pessoas e em Linda - a - Pastora no "Beco dos Pombais" (terra do Faria) 260 pessoas e 77 barracas, Atrás – dos - Verdes e Eira - Velha 163 pessoas e 38 barracas, na Senhora da Rocha, 120 pessoas com 34 barracas! Cada dia mais nasciam!

Ao todo na freguesia de Carnaxide, eram 735 barracas com 4755 seres humanos a viverem sem o mínimo de dignidade.

Na Quinta dos Grilos, na encosta de Linda - a - Pastora, havia ainda 33 barracas com 90 habitantes!

 

publicado por luzdequeijas às 15:18
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MADRE MARIA CLARA

Madre Maria Clara do Menino Jesus - SERVA DE DEUS (1843-1899)

 

A 1 de Dezembro de 1899 falecia em Lisboa a "Mãe dos Pobres", Madre Maria Clara do Menino Jesus, Fundadora da Congregação hoje chamada das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Tinha nascido 56 anos antes, a 15 de Junho de 1843, descendente de uma família de antiga nobreza e aparentada com as casas mais ilustres de Portugal.

 

 

Tendo ficado órfã nas epidemias de 1856-1857, foi educada no Asilo Real da Ajuda, em Lisboa, de onde passou, mal completados os 19 anos, para o palácio dos Marqueses de Valada.

Após cinco anos de uma vida faustosa, decidiu renunciar a tudo e ingressar no pobre Convento de S. Patrício, onde iniciou uma caminhada de entrega definitiva a Deus, consagrando-se, primeiro na Ordem Terceira Secular de S. Francisco, sob a orientação espiritual de Frei Raimundo dos Anjos Beirão.

 

Como vigorasse em Portugal a proibição de Congregações religiosas e se tornasse urgente a fundação de um Instituto genuinamente português, a Irmã Maria Clara foi a Calais, - França, para fazer o seu Noviciado, entre as Irmãs Hospitaleiras e Mestras e aí emitir votos públicos.

 

Regressada ao seu país, deu início à Congregação das Irmãs Hospitaleiras dos Pobres pelo Amor de Deus, aprovada pelo Governo português como Associação de Beneficência, a 22 de Maio de 1874 e pela Santa Sé como Congregação Religiosa, a 27 de Março de 1876. Dotada de um coração repleto de bondade e de ternura pelos mais pobres e abandonados, a Serva de Deus dedicou a vida inteira a minorar os sofrimentos e dores, enchendo Portugal de centros de assistência, atendimento e educação, onde todos os desvalidos pudessem encontrar carinho, agasalho e amparo, fosse qual fosse a sua condição ou estado social.

 

                     

                             Sede da CONFIC em Linda- a - Pastora

 

Sempre impelida pela mesma ânsia de a todos socorrer, enviou as suas Irmãs a Angola, em 1883, à Índia, em 1886, à Guiné e a Cabo Verde, em 1893.         

Durante o tempo de seu governo como Superiora Geral e Fundadora abriu mais de cem obras e recebeu mais de 1.000 Irmãs, tendo constantemente em vista a urgência de a todos socorrer.

Através dos seus membros, a Congregação devia estar presente e actuante em todo o lugar, onde houvesse o bem a fazer, onde fosse necessário dar uma resposta aos clamores dos desamparados.

No meio de sofrimentos de toda a espécie, na solidão, na doença, na perseguição, na incompreensão e na calúnia, a Irmã Maria Clara soube manter-se sempre fiel ao seu Deus e à missão que Ele lhe confiara, num serviço permanente, alegre e generoso a todas as pessoas, sem qualquer excepção, a todos perdoando e desculpando com fé e caridade heróicas.

Convicta de que " nada acontece no mundo sem permissão divina, acolhia tudo como vindo das mãos de Deus, pessoas e acontecimentos, dores e alegrias, saúde e doença.

A sua doação deveria ser levada até ao limite das forças, pois a única razão de ser da Congregação, por ela fundada sob " o olhar providencial de Deus" era servir, animar, acolher e aconchegar a todos " com sacrifício próprio", até a efusão do sangue, se tanto fosse necessário.

Por isso, vemos a sua vida toda permeada de um optimismo invencível e de uma esperança e confiança inabaláveis, mesmo que à sua volta tudo pareça escuro e adverso.

Nada possuindo, além do amor de Deus em Cristo sofredor e em todos aqueles que ela escolhera como " sua gente", podia encerrar em paz os seus dias terrenos, segura de lhe ter sido reservada uma numerosa descendência que levaria ao longe e ao largo o lema de " fazer o bem, onde houver o bem a fazer", protegida sempre pelo olhar providencial de Deus e pela Virgem Imaculada, modelo e mestra de vida em Hospitalidade. 

 

publicado por luzdequeijas às 15:13
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OUTROS HOMENS DA CULTURA

 

Estão para sempre ligados a Linda a Pastora, como sejam o próprio irmão de Cesário Verde, de seu nome Jorge Verde, que também foi poeta.

Além do caso de Almeida Garrett, já atrás abordado, teremos de referir o nome de Manuel Pinheiro Chagas, figura das mais ilustres do século XIX, lente do Curso Superior de Letras, Par do Reino, ministro, brilhante parlamentar e jornalista, e reconhecido escritor, autor da famosa obra Morgadinha de Val - Flor, vinha frequentemente a Linda a Pastora, de visita à Casa dos Verdes, pois era sogro de Jorge Verde.

 

Natural de Linda - a - Pastora, Silvério Martins foi discípulo, em Mafra, do estatuário Alexandre GIUSTI.

Foi apreciável BARRISTA e entalhador, vindo a falecer em 1795. Concebeu alguns presépios que se foram lamentavelmente perdendo mas, na Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda - a - Velha, ainda podem apreciar um estimado baixo-relevo, em barro pintado, de grandes dimensões, representando a caminhada de Cristo para o Calvário, e as imagens de S. Sebastião (datada de 1781) e de Santo Amaro (já danificada). Os casos apresentados são um exemplo que nos permite ajuizar da extensão e do apreço em que era tida a mensagem do presépio, sua grande arte, a atravessar toda a sociedade, desde o nível palaciano ao conventual, desembocando no popular.

 

O notável artista alemão HEIN SEMKE, falecido em 1995, viveu em Linda - a - Pastora e trouxe à vida artística portuguesa uma modernidade expressionista.

O que muita gente ignora é que entre 1924 e 1944, em Linda - a - Pastora, houve um fascinante foco cultural, artístico e literário, desenvolvido por alemães lá residentes, no qual SEMKE se integrou nos anos 30.

A irradiação desse círculo cultural e espiritual atraiu outros estrangeiros e até artistas, jornalistas e intelectuais portugueses que o frequentaram.

Através de Teresa BALTÉ, companheira de SEMKE desde 1967 e que sobre ele escreveu e organizou o livro HEIN SEMKE - A Coragem de Ser Rosto, editado em 1984 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda e que procedeu a uma paciente e devotada busca das suas obras dispersas ou esquecidas e ao seu inventário, soube-se dessa "atalaia" de letras e artes, publicada na revista MVSEV, do Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, no seu número 15 (II série) em 1972, sob o título ELSE ATHAUSSE, o Génio Famoso de Linda - a - Pastora.

Embora não assinado, as suas trinta e tal sugestivas páginas, que recomendamos, foram escritas pelo marido de ELSE o português Henrique WESTENFELD.

ELSE foi uma artista plástica alemã que trouxe para Portugal o então chamado " Estilo Novo" e foi precursora das artes gráficas modernas. Trabalhou como ilustradora da revista ABC e do seu suplemento infantil, o ABCzinho.

O seu espólio encontra-se no Museu Soares dos Reis e nele há uma aguarela da capela de VALEJAS e um desenho à pena inspirado no cemitério de Carnaxide.

Um dos fulcros dessa actividade cultural situava-se na Casa da Marta, de Marta ZIEGLER, que viera para Portugal depois da Primeira Grande Guerra, foi enfermeira da Cruz Vermelha, trabalhou com o professor Carlos Santos e era apelidada de "Menina Marta", pelos habitantes de Linda - a - Pastora, aos quais facultava delicadamente serviços de enfermagem gratuitos. 

Os mais idosos lembram-se ainda bem dela. Morava no actual Beco Manuel Pereira Azevedo, n.º 2, para onde HEIN SEMKE se transferiu quando foi viver com ela.

publicado por luzdequeijas às 15:11
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O REPUBLICANISMO DE CESÁRIO

 

Para além da apreciação de Silva Pinto estar completamente errada, pois Cesário sempre cantou o que existe, nunca foi um pensador na verdadeira acepção da palavra e, muito menos, um sofredor, o jornalista e amigo apresentava o autor de "Num bairro moderno" como anticlerical e republicano.

O poeta de Linda – a - Pastora passou assim de "crente" e de cumpridor de "tudo o que deve respeitar-se", a mata - frades e anti-monárquico.

Na realidade, Cesário assumia-se publicamente como republicano, frequentando "clubes" com os seus amigos Silva Pinto, Bettencourt Rodrigues e Fernando Leal, onde respeitosamente lhe atribuíam o epíteto de "cidadão".

Houve até uma noite que o grupo acima citado, esteve presente numa festa de beneficência do jornal "O Rebate", realizada no Príncipe Real, onde no final se recitou Gomes Leal e Bettencourt Rodrigues, respectivamente, "O Mundo Velho" e "Ao Combate", e se cantou "A Marselhesa".

Estas noitadas que começaram a interferir na saúde de Cesário, não durariam muito tempo, pois Silva Pinto estava de partida para o Porto, onde iria trabalhar como redactor num jornal, emprego que lhe fora arranjado por Teófilo Braga.

O sonho de frequentar a Universidade esfumara-se também. Que ficava, pois, ao nosso poeta?

O café "Martinho", este sim uma verdadeira instituição académica com os seus professores - escritores e jornalistas - que davam verdadeiras aulas práticas, desde a mais sublime literatura até à polémica mais rude. A loja do pai, onde observava os tipos dos diversos grupos sociais que as suas poesias tratariam. E, a quinta de Linda – a - Pastora, onde na paz do ambiente bucólico alinhava os seus versos imortais.

publicado por luzdequeijas às 15:09
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ENCONTRO COM OS LITERATOS

De entre eles, devemos destacar Teófilo Braga, que decerto se terá mostrado simpático para com Cesário, como era seu apanágio sempre que era apresentado a um jovem revolucionário; João de Deus que passava as noites no café "Martinho" em longos discursos, e Gomes Leal, que sempre que podia furtar uns momentos à absorvente política, aparecia no café, que, anos mais tarde, haveria de matar a fome por diversas vezes a Fernando Pessoa.

Ao lado dos escritores mencionados, Cesário viria a conhecer no "Martinho", jornalistas que em breve se tornariam seus inimigos, como são exemplos significativos, DANTAS BARACHO e Guimarães Fonseca.

O primeiro, ao passar pelo poeta de Linda – a - Pastora, ter-lhe-á chamado:
- Adeus, ó Cesário Azul!
Ao que o visado respondeu energicamente:
- Adeus ó troca-tintas!
O segundo saiu do anonimato, por ter escrito um folhetim insultuoso contra Cesário, que foi lido uma noite no "Martinho".

Já que falamos de inimigos, devemos sublinhar que os de Cesário aumentaram logo após a saída dos seus primeiros poemas no "Diário de Notícias", pois a sua poesia tinha o dom de irritar muita gente.

Ao mesmo tempo, notemos também como os órgãos de comunicação manipulavam já a opinião pública. A apresentação da poesia de Cesário Verde feita por dois jornais é extremamente significativa do que acabamos de afirmar.

No "Diário de Notícias", Eduardo Coelho descreve o poeta de Linda – a - Pastora como um "crente", "puro" e defensor de " tudo o que deve respeitar-se". Semelhante definição deve ter agradado ao pai do poeta, embora este último, pelo contrário, ter-se-á sentido profundamente ridículo.

Vejamos, agora, como Silva Pinto apresentou o seu amigo Cesário no portuense "Diário da Tarde", a 3 de Dezembro, num texto intitulado "um poeta novo" e dedicado a Manuel de Arriaga:

" (...) É um verdadeiro poeta. (...) Cantando o quê? O que não existe. Pode-se lá cantar outra coisa? (...) é uma entidade pensante e sofredora... Tem uns sorrisos de homem de hoje... O meu pároco atribui o facto à falta de religião:

Não é outra coisa.

 

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A MALDIÇÃO

 

A maldição - Conta João Pinto de Figueiredo que a profanação do espaço sagrado da capela gerou a crença de que, como castigo, uma terrível maldição marcaria a propriedade dos Verdes em Linda - a - Pastora. Assim, ao longo dos anos, têm-se assinalado " desgraças múltiplas e sucessivas - incêndios devastadores, doenças inesperadas, mortes repentinas". Mas, agora, normalizadas as relações com a igreja, a paz deve ter regressado ao sítio. 

 

Já muito debilitado pela doença que o atormentava, Cesário Verde procurou no campo as forças e a vitalidade perdidas, identificando-se com os trabalhadores da quinta, realçando a majestade do esforço físico que já não tinha. Na Primavera de 1886 muda-se para Caneças, a conselho médico.

A tosse começa a atormentá-lo. A dor no peito é uma constante. A doença apanha-o, e trava com ele uma luta que acaba por vencer quando o poeta tinha 31 anos. Estávamos no ano de 1886.

As suas últimas palavras recolhidas pelo único filho sobrevivente do Sr. Anastácio Verde foram: " Não quero nada, deixa-me dormir".

No Verão, tinha-se transferido para o Paço do Lumiar, onde veio a falecer, vítima dessa tuberculose. Uma vida curta que deixará marcas profundas em muitos, que depois dele o chamaram de mestre, tal como o fez Fernando Pessoa.

publicado por luzdequeijas às 15:05
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O POETA E A SUA TERRA

Na realidade, José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1855, segundo filho de José Anastácio Verde e Maria da Piedade dos Santos.
Tinha Cesário Verde apenas dois anos quando a família optou pelo refúgio numa quinta situada em Linda – a - Pastora, na sequência de uma epidemia de peste que grassava em Lisboa.

A casa da quinta integrava, então, uma capela que logo foi transformada, primeiro em armazém e, depois, em casa de banho. Em 1870, José Anastácio Verde, já na posse total da propriedade, procedeu a alterações de adaptação às suas necessidades.
É aí que o pequeno José Joaquim passa a sua infância, na companhia da irmã, um ano mais nova, e de outros dois irmãos, nascidos entretanto. Ao longo desse período, a preparação escolar de Cesário Verde foi feita em Lisboa, indo o poeta diariamente a pé, dali até à Cruz Quebrada, onde tomava o americano para a capital.
Um incêndio ocorrido em 1919, destruiu grande parte da mansão, incluindo a biblioteca, perdendo-se, irremediavelmente, o espólio do poeta. As chamas também consumiram os desenhos e os quadros do grande pintor que foi Domingos António de Sequeira, que ornavam a casa (o artista fora casado com Maria Benedita Vitória Verde, filha de Manuel Baptista Verde, bisavô de Cesário).

Com o interior profundamente alterado, subsistem, dos seus tempos áureos, em anexo, a casa de acondicionamento da fruta, o pequeno campanário da primitiva capela, as rústicas argolas de ferro para prender os animais, o relógio de sol e algumas estátuas.

 

O poeta sofre o primeiro grande revés da sua vida, quando, em 1872, depois de uma longa luta contra a terrível tuberculose, a sua irmã Maria Júlia acaba por sucumbir à doença. Com apenas 19 anos de idade.

 

                                              

                                               Casa de Linda – a - Pastora

 

É em Linda - a - Pastora que ele vai tentar amenizar a sua dor. Os anos passados na aldeia terão deixado marcas profundas e indeléveis, de tal forma que manteve durante toda a vida uma íntima e marcada lembrança dos tempos em que viveu na companhia constante da natureza e do campo. Enquanto acompanhava a exploração agrícola que seu pai fazia na quinta, Cesário Verde desenvolvia um espírito observador e atento aos pormenores do meio ambiente.
Passados poucos anos, era o próprio quem orientava os negócios relacionados com a exploração da quinta, sempre estimado pelos empregados, a quem chegava a suspender o trabalho, para que pudessem ter "uns dedos de conversa com ele".
Com 16 anos, começou a trabalhar numa loja de ferragens e quinquilharias que seu pai possuía em Lisboa. Nesse tempo, a família já só vivia na quinta durante a Primavera e o Verão.
Dirigia a loja do pai quando começou a publicar poesias em jornais, mal recebidas pela generalidade da classe literária, que por certo não compreendia como podia um agricultor ser poeta...
Em 1878 regressa a Linda – a - Pastora, publicando "Noitada", "Em Petiz", "Manhãs Brumosas" e "Cristalizações".

publicado por luzdequeijas às 15:02
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DOS BAIRROS DEGRADADOS

 

Dizia, ainda, o Pie Francisco Santos Costa, em audiência concedida pelo Presidente da Câmara, em Fevereiro de 1969, sobre a sua existência;

 

Todos sabemos, certamente, que há ainda oito lugares da paróquia: Portela, OUTORELA, Altos dos BARRONHOS e Montijo, Carnaxide (sede), Rocha, Gandarela, Verdes, Linda - a - Velha, Linda - a - Pastora, Pombais e Queijas; e não andaremos muito longe da verdade se pensarmos numas duas dezenas de milhar, talvez até algo mais, na bem dispersa e vasta área que a delimita.  

( ) Até agora apenas temos referido as nossas preocupações de carácter religioso. Não que não estejamos seriamente apreensivos também socialmente falando, até porque seria utópico pregar o evangelho a estômagos vazios.

 

A minha grande admiração por este Pie Santos Costa, vai no sentido de verificar que ele não é dos tais que ia a gabinetes, mas sim daqueles que além disso fala e escreve abertamente e de tal deixou testemunhos, com toda a transparência. Ao contrário de outros, nem pelo muito que lutou por Queijas, Linda - a - Pastora e Rocha, mereceu até hoje, que o seu nome fosse dado a uma rua desta freguesia.

 

Em boa verdade, Linda - a - Pastora foi dos lugares da freguesia de Carnaxide, que mais sofreu com os bairros degradados!

 

A SABER:

 

 À data, tinha nos Pombais (terra do Faria) 260 habitantes em 77 barracas. Em A - dos Verdes e Eira Velha tinha 38 barracas com 163 habitantes e, por razões de proximidade, na Rocha havia 120 habitantes em 34 barracas.

 

A situação foi sempre evoluindo no pior sentido, do agravamento. Com a descolonização «exemplar», tudo se foi agravando.

Lamento os anos de sofrimento que tantas famílias de gente simples e boa, tiveram que passar naquelas barracas sem um mínimo de condições.

Este facto terá afectado esta linda Terra da Pastorinha, pois a procura de habitação para viver e o investimento foi-se tornando arredio, pela desumanidade implícita desta realidade, com a qual ninguém gosta de conviver por perto.

publicado por luzdequeijas às 15:00
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A INDUSTRIALIZAÇÃO DO CONCELHO

 

Faz-nos acreditar que a freguesia de Carnaxide, mantendo, embora, ainda o seu cunho de zona rural com as suas quintas e hortas, se encontra desde há tempos, num forte surto de desenvolvimento.

Este facto aumentou a pressão na procura de habitações compatíveis com os baixos salários nesta localidade, mas veio igualmente trazer empresas industriais e empregos para Linda - a - Pastora.

Como exemplos temos a Fábrica de Baterias ARGA, SARL e a TURBOMAR; Fábrica de Malhas AUROLINA e principalmente a grande Empresa de Refrigerantes CIREL, ao que consta uma das principais do País, daquele género.

 

publicado por luzdequeijas às 14:58
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A CAPELA DE S. JOÃO BATISTA

A capela de S. João Baptista

 

                                                                                         

Em Linda – a - Pastora, é um templo de dimensões modestas e traça arquitectónica simples que sofreu ao longo do tempo importantes alterações.

O actual edifício poderá ter sido uma reconstrução pós-terramoto de 1755. É de notar que este pequeno templo, padece de um desvirtuamento arquitectónico devido à construção de anexos.

Mas a história desta capela deste multi-secular lugar de Linda - a - Pastora, tão carinhosamente cantada por Almeida Garrett, Tomás Ribeiro e Cesário Verde, arrastava-se num doloroso problema que era a precária situação da sua legítima propriedade.

 

"Esta linda capelinha que os antepassados ergueram em honra de S. João Baptista, a quem pertencerá? A quem pertencerá com efeito aquele tão antigo lugar sagrado? Ao povo?" pergunta de novo o Pie Santos Costa, que continua;

 "À paróquia ou à Diocese? Pois, parece que não, mas sim à Junta de Freguesia desde as famosas liberalidades de 1910. Sabemos que a Junta se não compraz em nada com aquela escaldante e irresponsável posse. Porque se espera ainda? Onde terão parado os ofícios que há já dois anos começaram sobre o caso a deslizar?"

 

Vamos, pois, continuar o relato da situação da capelinha, feito no livro do Pie Francisco dos Santos Costa;

 

"Infelizmente, aquele feliz estado de coisas (melhorias várias na vida paroquial) não seria de longa duração, sabido de todos que ainda antes do fim do século passado começa o retrocesso que havia de culminar com os acontecimentos revoltantes de 1908 - 1910 e a fúria da «liberdade» dos anos que se lhe seguiram. A provação atingiria principalmente o Pie António da Fonseca que para aqui veio paroquiar em 1904, as outrora florescentes Irmandades que foram espoliadas e extintas; os templos de Linda - a - Pastora ( que foi roubado ) e da própria paroquial que foi encerrada e prejudicada pelo menos nos seus anexos."

 

Duma forma geral o ano de 1968 apresentou-se repleto de dificuldades de toda a ordem. Talvez em consequência de no final de 1967 esta região ter sido atingida, não por uma, mas por duas catástrofes na mesma noite.

Foram as terríveis inundações e quase sobre a madrugada do dia seguinte a brutal explosão do forte do Carrascal. Primeiramente foi urgente acudir a tantas famílias, que perderam todos os seus haveres e, em muitos casos as próprias vidas.

Depois todos os edifícios públicos, entre eles, os nossos poucos templos, ficaram seriamente danificados. 

publicado por luzdequeijas às 14:54
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AS QUINTAS DE RECREIO

Do património edificado

 

Surgem menções à existência de uma ermida muito antiga no ponto mais elevado do lugar, Ermida de S. João Baptista, da Casa de Cesário Verde, naturalmente, e de algumas boas quintas de recreio onde abundavam bonitos pomares.

 

As quintas de recreio

Desta região começaram a ser procuradas pelos intoxicados e endinheirados pela cidade, para férias das suas famílias e as necessárias mudanças de ares.

Neste lugar tão graciosamente virado a nascente, que se espraia de forma curiosa pela encosta abaixo, desde o alto do monte ao fundo do vale, também havia bonitas quintas.

Na encosta de Linda a Pastora, no cimo da Serra de S. Miguel, ficava a muito conhecida "Quinta dos Grilos". Terá sido mandada construir pelos religiosos de São Domingos, para nela passarem férias. Depois, por volta de 1865, foi possuída por uma família de nome "Grilo". Mais tarde pertenceu a Madame Bayloni, consta que de nacionalidade jugoslava. Passou por um período de certa degradação, causada pelas inundações e explosão do Forte do Carrascal, em meados do último século. Hoje está lá a funcionar um óptimo e bonito aldeamento turístico.

Mais abaixo ficavam outras duas quintas, também elas muito conhecidas e admiradas, a "Quinta MIRABELA" e a "Quinta de S. Domingos".

A "Quinta da MIRABELA", certamente assim chamada pela sua esplêndida situação, passou por vários donos, mas foi mandada construir por uma senhora peruana. Comprada depois pela empresa Abel Pereira da Fonseca, foi mais tarde cedida ao Banco Nacional Ultramarino.

Entretanto foi de novo comprada para nela se fixar a próspera empresa CIREL, Consórcio Industrial de Refrigerantes de Portugal, SARL, tendo principiado a sua actividade em 1963. Anos mais tarde é novamente comprada para nela ser instalada a empresa PAPELACO, onde funciona nos dias de hoje.

A "Quinta de São Domingos" ficou celebrizada por ter sido a mansão onde Cesário Verde viveu (Quinta dos Verdes) e hoje está lá instalado o Centro das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, a CONFHIC.

publicado por luzdequeijas às 14:52
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O FLAGELO

 

Das epidemias de cólera e febre-amarela, em 1833, veio mergulhar toda esta região em clima de retrocesso acentuado, tendo dizimado muitas pessoas.

De uma forma bastante estranha a morte ceifava lados inteiros de ruas, para no outro lado poupar as pessoas. Já não havia braços para tanto funeral!

Vinda da capital, a peste dizimou lugares como Linda – a - velha, OUTORELA, Carnaxide, Queijas, Algés, Cruz Quebrada e por dois meses pareceu poupar Linda a Pastora. As terras e muitas casas iriam ficar abandonadas.  

Mesmo, assim, muita gente para aqui veio viver, confiados nos bons ares destes lugares.

publicado por luzdequeijas às 14:50
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A SENHORA FRANCISCA

 

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda – a - Pastora entraria na história da literatura portuguesa! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro" :

 

-          Linda pastorinha, que fazeis aqui?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado!

Senhor, já nasce com este fado.

-          Por estas montanhas em tão grande p'rigo !

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão GUAPO dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio!

-          Não tenha esse medo que o gado se perca

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-          Diga-lhe, menina, que se demorou

Co esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

A volta do gado eu me descuidei.

-          Pastorinha, escute, que oiço BALAR o gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-          Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me ESPEDACE por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda!

Olhe não as rompa por essa RESTEVA.

-          Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-          Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-          Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-          Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora!

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo.

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra. Tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:47
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MARIA DA FONTE

A Rocha teve uma Maria da Fonte

 

No meio de tanto fervor pela Senhora Aparecida, começa a correr o boato de ter sido ela a divina anunciadora da queda da Constituição, proclamada, mas aborrecida para muitos.

O rei D. João VI vivia atemorizado, tanto no paço real como na rua, e a grande maioria dos crentes desejavam acreditar em alguma coisa muito forte que travasse os jacobinos.

A ordem de mandar a Imagem Aparecida para a Sé de Lisboa, local onde deveriam ir prestar-lhe a sua devoção, provocou enorme revolta. Uns números superiores a mil pessoas juntaram-se no Sítio da Rocha. Homens e mulheres em armas, repeliam o Juiz de Oeiras, as forças da ordem e o Intendente da polícia.

Por nada queriam deixar partir a Santa e o povo propunha-se desafiar até o exército.

O general Sepúlveda, herói do movimento constitucional, é mandado acalmar os rebeldes em fúria.

Da Cruz Quebrada, resolveu seguir, sem o seu esquadrão e somente acompanhado do seu ajudante, o alferes marquês de Fronteira.

Apearam-se, então, no adro da igreja de Carnaxide, na qual estava guardada em recato a Imagem da Senhora.

O juiz de fora estava fortemente guardado por um contingente de infantaria, quando se começou a ouvir um coro de vaias. Eram as mulheres quem mais protestava e como o general as tentasse acalmar, levou duas bofetadas da mão forte de uma mulher indignada. O sangue escorria do nariz do homem que havia feito a revolta do Porto e foi no meio desta enorme confusão, que a custo, a Imagem iniciou a sua caminhada para a Sé de Lisboa.

publicado por luzdequeijas às 14:38
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RECURSOS ESTILÍSTICOS

METÁFORA IMPURA (ou SIMPLES): aquela em que o elemento metafórico e o elemento real estão presentes, permitindo-nos estabelecer a associação entre os dois planos (evocado e real):

                  "Fios de sol escorriam de uma azinheira, perto da estrada " (Vergílio Ferreira)

                  "Amor é fogo que arde sem se ver," (Camões)

            "Nossas vidas são os rios que vão dar ao mar."

                  "Que é Poesia?

                   uma ilha

                   cercada

                   de palavras

                   por todos

                   os lados." (Cassiano Ricardo)

            "Os suspiros escapam-se da sua boca de morango" (Rubén Darío)

                  "A lua nova é uma vozinha da tarde..." (Jorge Luís Borges)

            "E lágrimas sonoras, dos sinos velhos..." (António Machado)

      A metáfora só se pode descrever metaforicamente, não tendo, por isso, uma definição positiva. A METÁFORA, recriando a linguagem, modifica o facto descrito. Por outro lado, é necessário estar-se consciente de que as metáforas nascem, vivem e morrem, chegando determinadas metáforas a constituir simples expressões directas da língua, enriquecendo-a, mas deixando de ser metáforas (vulgarmente denominadas de metáforas mortas).

 Guilherme Ribeiro

publicado por luzdequeijas às 14:22
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

ENGANARAM A POPULAÇÃO

 

 

 

 

António Barreto: Portugal pode deixar de existir como país
O sociólogo António Barreto admite que Portugal deixe de existir como Estado independente dentro de algumas décadas e esteja integrado noutro modelo europeu. «É possível que Portugal, daqui a 30, 50, 100 anos não seja um país independente como é hoje», disse o investigador à agência Lusa, admitindo que o país surja integrado «numa outra Europa», com outra configuração, com outro desenho institucional e político que não tem hoje.

Veja também:
Governantes enganaram população, acusa António Barreto

 

segunda-feira, 10 de Outubro de 2011 | 17:29
Crise: Governantes enganaram população, diz António Barreto


O sociólogo e ex-ministro António Barreto fez hoje duras críticas aos dirigentes que governaram Portugal nos últimos anos, acusando-os de iludir a realidade e omitir factos que contribuíram para as dificuldades em que o País se encontra.

 

«A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo», afirmou o também presidente do conselho de administração da Fundação Manuel dos Santos, num discurso que fez em Lisboa.

Depois de uma situação que permitia «fazer planos de grande dimensão e enorme ambição», passou-se, «em pouco tempo, num punhado de anos», a uma «situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata», acrescentou António Barreto na intervenção intitulada «Portugal, Que futuro?», que proferiu na Academia de Ciências durante a inauguração do 2º ano letivo do Instituto de Estudos Académicos para Seniores.

"Ainda hoje não sabemos as causas e o processo. Ainda hoje não conhecemos a origem exata dessa terrível aceleração dos défices e das dívidas", afirmou, reconhecendo que, se as "causas externas" são, "em parte, responsáveis", a maioria dos países ocidentais não está na mesma.

  

publicado por luzdequeijas às 21:55
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Domingo, 9 de Outubro de 2011

ANINHA - A - PASTORA

Conta a lenda que há muito tempo, talvez no tempo dos Afonsos, apareceu no vale do JAMOR uma pastorinha com o seu rebanho. Ninguém sabia de onde ela viera, mas também a ninguém interessava saber. E a pastora por ali ficou, achando o local propício para si e para as suas ovelhas.
Todas as manhãs pela aurora a pastora banhava-se na ribeira que atravessava o vale, límpida e cantante. Depois, durante o resto do dia, entretinha-se a cantar ou a correr atrás dos borregos. Por vezes parava horas a fio olhando os ramos das árvores ou observando os pardais a construir ninhos ou a dar de comer às crias.
No Inverno, quando o tempo custava mais a suportar, a pastora escondia-se com o rebanho sob as fragas, esperando que a chuva parasse, agarrada às suas ovelhas preferidas para manter o calor.
Assim passava o tempo a pastorinha que um dia chegou ao vale do JAMOR com um rebanho de ovelhas.
Certo dia, porém, passou por ali um cavaleiro (que alguns dizem que era o rei) em vistosa cavalgada, acompanhado de alguns moços de armas que iam MONTEAR no vale. Os olhos do cavaleiro deram subitamente com os da pequena pastora, que, encostada a uma árvore, bebia tranquilamente uma vasilha de leite. Surpreendido com a inesperada visão, o cavaleiro exclamou:
--Meu Deus, como será possível que tal beleza exista assim perdida neste vale?!
E, maravilhado, o cavaleiro tentou saber da pastora tudo quanto lhe dizia respeito:
--Onde vives, pastora?
--Por aí, senhor.
--Na aldeia, queres tu dizer?
--Não. Vivo aqui, no vale, com estas poucas ovelhas.
--A quem pertence o rebanho, pastora?
--A ninguém, meu senhor. Encontrei-o no caminho e seguiu-me até aqui.
--Não vais querer que eu acredite nessa história, mulher?! Diz a verdade!
--Senhor, acreditai que esta é a verdade!
O velho aio do cavaleiro, que ouvia a conversa, inquieto com o que parecia simples de mais, interveio:
--TENEDE cuidado, meu amo. A pastora mais parece o demónio a tentar-vos!
A rir, o cavaleiro respondeu-lhe:
--Ora, velho aio! Se o demónio fosse tão belo como esta mulher, fácil lhe seria tentar o mundo! Deixai-vos disso!
--Pois, meu amo, vamos ver se o que digo não é verdade! -- E virando-se para a pastora, que tremia, perguntou: Onde está a tua família, rapariga?
--Não tenho ninguém.
--Como te chamas?

Não sei, nunca ninguém me chamou...
--E as ovelhas, encontraste-as?
--É verdade, senhor.

--Pois vede, meu amo, se tudo isto não é muito estranho! Por mim, acho que deveis ter cuidado!

--Ora, velho medroso! Que há de estranho numa pastora que vive sozinha e não tem família. Depois...é tão bonita!
Enquanto isto dizia, o cavaleiro olhava a pastora, sentindo crescer em si uma ternura magoada e dolorida por haver quem fosse obrigado a viver em tal solidão. E num repente, como quem sente uma necessidade súbita e insuportável de suprir os desamores da vida, o cavaleiro disse suavemente à pastora:
--A partir de hoje nunca mais viverás só! Vou levar-te para a corte!
--Não quero sair daqui, senhor! Murmurou peremptória a rapariga.
--Pois então, virei eu viver contigo! Mandarei construir uma casa para ti e um redil para as ovelhas.
E, virando-se para os acompanhantes, ordenou: --Senhores, trazei vestidos e jóias, mandai vir pedreiros e artífice que quero uma casa aqui! E tu--acrescentou virando-se para um deles--; tu que sabes vestir e pentear, aninha a pastora!
Sem mais uma réplica, obedeceram os companheiros do cavaleiro--ou seria rei? No vale do JAMOR cresceu uma casa onde viveu o cavaleiro com a pastora que mandara aninhar. E à volta dessa casa surgiu, pouco a pouco, uma povoação que durante muito tempo se chamou Aninha - a - Pastora. Hoje, passaram-se os anos, esqueceu-se a lenda, e Aninha - a - Pastora chama-se Linda - a - Pastora.

 

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JUÍZES EM BERLIM

Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
"O MOLEIRO DE SANS-SOUCI"
Renato Pacca

Tudo o que você sempre quis saber sobre Direito


Minha querida Gabrielle volta amanhã de Berlim. Pensando nela e na incontida vontade de tornar a abraçá-la, resolvi explicar um pouco mais a tão repetida quanto incompreendida expressão “ainda existem juízes em Berlim”.

Trata-se de um episódio que teria ocorrido no século XVIII, imortalizado pelos versos do escritor francês François Andriex (1759-1833) no conto "O Moleiro de Sans-Souci". Vamos a ele.

Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, um dos maiores exemplos de “déspota esclarecido”, exímio estrategista militar e ao mesmo tempo amante das artes, amigo de Voltaire, resolveu construir um palácio de verão em Potsdam, próximo a Berlim. O rei escolheu a encosta de uma colina, onde já se elevava um moinho de vento, o Moinho de Sans-Souci, e resolveu chamar seu palácio do mesmo modo (Sans-Souci significa “sem preocupação”).

Alguns anos após, porém, o rei resolveu expandir o seu castelo e, um dia, incomodado pelo moinho que o impedia de ampliar uma ala, decidiu comprá-lo, ao que o moleiro recusou, argumentando que não poderia vender a sua casa, onde seu pai havia falecido e seus filhos haveriam de nascer. O rei insistiu, dizendo que, se quisesse, poderia simplesmente lhe tomar a propriedade. Nesse momento o moleiro teria dito a célebre frase: “Como se não houvesse juízes em Berlim!”

Pasmo com a ousadia e certamente ingénua resposta, que indicaria a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei na justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e o seu moinho) em paz.

François Andriex concluiu o conto com uma certa dose de melancolia, ao mencionar que o respeito real acabou prejudicando a própria província. Ao que parece, o escritor lamentou o recuo do rei diante de um insignificante moleiro.

Entretanto, o episódio imortalizado em versos passou para a história como um símbolo da independência possível e desejável da Justiça. Para o moleiro, a Justiça certamente seria cega para as diferenças sociais e não o distinguiria do rei, mesmo numa monarquia. A sua corajosa resposta e o recuo respeitoso do rei passaram a ser lembrados para demonstrar situações em que o Judiciário deve limitar o poder absoluto dos governantes. Até hoje o moinho existe e sempre que um juiz corajoso se posiciona com independência e justiça, ouvimos a expressão 'ainda existem juízes...'



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AS FREGUESIAS

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

 

Desde a ocupação romana da península até 1830, ou seja, grosso modo, até à revolução liberal, a freguesia não era autarquia local.

É um período caracterizado pela existência de freguesias como elementos da organização eclesiástica, mas sem qualquer inserção na estrutura da Administração Pública do país.

«Freguesia» é uma palavra que vem de «fregueses», e «fregueses» vem de «FILIECLESIAE» (que deu FILIGRESES, e depois fregueses), expressão que significava «filhos da Igreja», isto é, a comunidade dos fiéis em torno de um pároco que representa localmente o seu bispo.

Os órgãos eleitos pelos «fregueses» eram chamados, de acordo com a tradição da época, Juízes. Mais tarde, estes juízes chamaram-se «Juízes de vintena» - designação tradicional que se dava aos encarregados de resolver os problemas de convivência e de economia rural que se punham aos habitantes das freguesias.

E assim se chega ao período, que começa quando a revolução liberal, a partir de 1830, incorpora a freguesia no sistema nacional de administração pública.

Foi uma fase de grandes indecisões e de substituição rápida de soluções.

O 3.º período, de 1878 para cá, inicia-se com o Código Administrativo de Rodrigues Sampaio (1878), em virtude do qual as freguesias entram definitivamente na estrutura da nossa Administração Local Autárquica. Assim se têm mantido até hoje, embora, como vimos, sem uma função muito relevante até 1974.           



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QUEIJAS QUIS SER VILA

Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

A NÓVEL VILA DE QUEIJAS

QUANDO A VILA VOTA EM GENTE SEM PASSADO! ACABA POR SE ARREPENDER.

AS COISAS SÓ DOEM A QUEM AS FEZ E LUTOU POR ELAS! MAS CUSTA A ROER VER QUE A NOSSA VILA FEZ DEZ ANOS SEM AS FESTIVIDADES MERECIDAS! HÁ PESSOAS A QUEM É ÚTIL FAZER ESQUECER O PASSADO? VIVEM DE INTERESSES PESSOAIS!

 

QUEIJAS, Vila.

Porquê Vila ?

A freguesia de Queijas evoluiu, em poucos anos, de pequeno aglomerado e dormitório para uma área urbana em expansão, na qual a edificação de novos equipamentos estava a trazer a qualidade esperada. Nesta perspectiva começou, quase colectivamente a sonhar em ser Vila, o que só foi possível graças ao dinamismo e desenvolvimento de que foi alvo nos últimos anos.

Com efeito, os novos equipamentos e entre eles a construção sequencial da Escola Básica n.3, Escola C+S Professor Noronha Feio e, agora o novo Mercado, com o Posto da GNR, vieram trazer a esta localidade uma nova coerência e uma nova forma de vida.

Empresas a instalarem-se na freguesia, um Hotel, a nova Igreja de S. Miguel Arcanjo e o Centro Social.

O urbanismo em expansão crescente, com qualidade, e longe dos índices de ocupação dos bairros de betão.

O pioneirismo na recolha selectiva de lixo, os novos arruamentos e reforço da iluminação pública são outros benefícios bem visíveis, coroados pela notável obra da Fonte escultórica e cibernética de S.Miguel Arcanjo, que transformou a rotunda de Queijas num portal de grande simbolismo e impacto visual e também pela estátua cheia de beleza da Madre Maria Clara.

Se a tudo isto somarmos o êxito alcançado no realojamento, foram eliminados 5 

bairros de barracas (Taludes, Beco dos Pombais, Atrás dos Verdes, Rocha e Suave Milagre) onde quase 2000 pessoas viviam em condições degradantes e passaram a ter a sua casa bem confortável.

 

Ficámos então, com um conjunto de razões de sobra para que a população da Freguesia esteja agora ao melhor nível do Concelho a que justamente pertence, razão pela qual a elevação de Queijas a vila, não era mais do que o reconhecimento e corolário do nosso desenvolvimento.

Em entrevista a um órgão de comunicação social, o Presidente da Junta, António Reis Luz , afirmou então :

          

             " É minha convicção que Queijas tem um futuro risonho! "

 

O sonho a caminho da realidade

Foi então que o Presidente da Junta meteu mãos à obra, começando por se inteirar do caminho a seguir para Queijas chegar a vila..

Leu a legislação adequada, informou-se e começou a elaborar o projecto a ser remetido à Assembleia da República, através do Grupo Parlamentar de um partido, no caso, viria a ser o do Partido Social Democrata.

A fundamentação requereu muito trabalho de investigação, dado que, muito pouca ou nenhuma informação havia disponível sobre este "Lugar de Queijas".

Lida a legislação aplicável, Lei 11/82 de 2 de Junho, fica-se a saber que uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila quando conte com um número de eleitores, em aglomerado contínuo, superior a 3.000 e possua, metade dos seguintes equipamentos colectivos:

a)       Posto de assistência médica;

b)       Farmácia;

c)       Casa do Povo, dos Pescadores, de espectáculos, centro cultural, ou outras colectividades;

d)       Transportes públicos colectivos;

e)       Estação dos CTT;

f)         Estabelecimentos comerciais e hotelaria;

g)       Estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória;

h)       Agência bancária.

 

De todas as condições exigidas, Queijas só não possuía o Posto Médico, mas só necessitava de ter metade das condições acima descritas.

 

Para além de uma Nota Justificativa de abertura do processo, a fundamentação abordou :

§         Dados geográficos e Administrativos.

§         Resumo histórico

§         Condições socioeconómicas.

Sector secundário- Unidades industriais

Sector terciário. Actividades comerciais mais representativas; Serviços; Equipamentos Social; Educação e ensino (público e privado); Comunicações e transportes; Actividades sociais e culturais; Equipamento desportivo e colectividades.

 

Se alguém pensa que a elevação de uma qualquer terra a vila, cidade etc., está dependente de uma só pessoa, está de facto totalmente errado.

A decisão pode começar pela iniciativa de uma pessoa, a elaboração da fundamentação também, mas uma vez iniciado o processo, todas as decisões são tomadas por órgãos colectivos, como segue:

¨      Aprovação no Executivo da Junta

¨      Aprovação na Assembleia de Freguesia

§         Envio para a Assembleia da Republica através de um Grupo Parlamentar

§         Desce para parecer

¨      Ao Executivo Camarário

¨      À assembleia Municipal

Ø      Volta à Assembleia da Republica para aprovação em reunião plenária

 

Foi exactamente todo esta caminhada que o pedido e respectiva fundamentação fez, até ao dia da Aprovação em plenário da Assembleia da Republica.

 

O pedido de elevação de Queijas a vila, feito pela Junta de Freguesia de Queijas, havia dado entrada na Assembleia da República em 10/10/2000, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD, ao cuidado do Dr. Marques Mendes, tornando-se então no Projecto de Lei N.º 311/VIII, após o que foi apreciado na Comissão Parlamentar de Administração e Ordenamento do Território.

Chegou à Assembleia Municipal de Oeiras, para ser aprovado em 27 de Novembro de 2000.

Obteve aprovação no Executivo Camarário em 14 de Fevereiro de 2001, com realce para o facto de Queijas já dispor de 8429 habitantes e na relação de equipamentos colectivos e dos estabelecimentos que compõem os sectores secundário e terciário, totalizarem vinte e sete unidades funcionais e cento e sessenta e uma unidades, respectivamente.

A Elevação de Queijas a Vila foi votado por unanimidade em todos os órgãos executivos e deliberativos onde foi submetida a aprovação, até ser submetido à decisão final na Assembleia da República em 03 de Abril de 2001.                                Em dia de grande festa, 7 de Junho de 2001, havia centenas e centenas de pessoas e autocarros à volta das instalações da AR, vindas de todas as partes do País para assistirem a aprovações similares, foi aprovada a elevação de Queijas a Vila, através da Lei n.º 56/2001, publicada no Diário da República  n.º 160 I - A série de Quinta Feira , 12 de Julho de 2001.

O então Presidente da Junta de Queijas esteve presente no parlamento, assistiu e, já noite, chegou a Queijas com a boa-nova.

No dia 23 de Abril de 2001, na Sessão Ordinária N.2/2001 (1.ª Reunião), foi aprovada na Assembleia Municipal uma Moção sobre a elevação de Queijas a Vila, considerando que este facto se traduz  numa importante valorização da localidade e das respectivas populações.

 

Entretanto a Junta de Freguesia, no dia 26 de Maio de 2001, no palco da nova Vila de Queijas levou a efeito uma grande festa comemorativa.

Começou com uma Workshop juvenil largamente participada, seguiu-se uma Sessão Solene no Salão Paroquial, completamente cheio, onde usaram da palavra o Presidente da Câmara, Dr. Isaltino de Morais e o Presidente da Junta Sr. António Reis Luz.

Foi o dia mais indicado para fazer as homenagens mais que devidas, àqueles a quem chamámos "Os Homens Bons da Freguesia".

Esta Sessão Solene acabou com o nosso querido e saudoso Poeta Ricardo

declamando um seu poema, à novel Vila de Queijas :

 

Linda Queijas das vivendas                           Os rebanhos a pastar     

E dos moinhos de vento                                 E as giestas em flor  

Perfume de reais lendas                                Uma janela p'ro mar

E caçadas com espavento                             Um paraíso de cor

 

Na sinfonia das cores                                    Assim de gala vestida

As searas ondulantes                                    Foste minha perdição

Escondem novos amores                              Fiquei para toda a vida

Em baile de debutantes                                Sem nenhuma condição

 

De imediato foi inaugurado um novo Parque Infantil do Largo dos Correios, que ficou pertença da Junta de Freguesia e uma Exposição Colectiva de Pintura e Artes Plásticas no ginásio da Escola Primária, hoje chamada de Gil Vicente.

À noite a população pôde assistir a um bonito espectáculo, no largo do Mercado Municipal, com exibição de uma conhecida girlsband, perante uma multidão de gente orgulhosa da sua vila.

O que muda de imediato ?

De imediato vai ser preciso e obrigatório, proceder a modificações no Brasão, na Bandeira e no Guião.

Ao nível do Brasão as vilas têm " Coroa mural de prata de quatro Torres" enquanto só tinha de três .

O listel branco, com legenda a negro : deve passar  a ter Vila de Queijas

Tais alterações devem ser pedidas, em parecer, à Comissão Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, e seguidamente remetidas para publicação no Diário da República.

Brasão - Escudo de prata, duas armações de moinho negro, cordoadas do mesmo e vestidas de azul, livro aberto de prata, encadernado de vermelho e realçado de ouro; em Ponta cômoro de negro carregado de um coração vermelho, coroado do mesmo, e nimbado de ouro. Coroa mural de ouro de quatro torres. Listel branco, com legenda a negro dizendo : VILA DE QUEIJAS.

No resto os habitantes de Queijas continuarão a sentirem-se privilegiados por se saberem numa zona incontestavelmente sossegada, mas com muita qualidade de vida e indiscutivelmente às portas de Lisboa e com bons acessos para todo o país.

A condição de vila em concreto e imediato pode parecer que não lhe trará muito, mas para quem tiver de bater a portas, pedindo ou exigindo aquilo que por mérito é nosso, porque merecemos de facto, o estatuto de vila para Queijas vai ajudar bastante....

 Todos os Direitos Reservados - SITE pago por António Reis Luz

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

EVOLUÇÃO HISTÓRICA

 

A história política do Egito Antigo é tradicionalmente dividida em duas épocas:

Pré-Dinástica (até 3200 a.C.): ausência de centralização política.

ImagePopulação organizada em nomos (comunidades primitivas) independentes da autoridade central que era chefiada pelos nomarcas. A unificação dos nomos se deu em meados do ano 3000 a.C., período em que se consolidaram a economia agrícola, a escrita e a técnica de trabalho com metais como cobre e ouro.

Dois reinos Alto Egito (sul) e Baixo Egito (norte) surgiram por volta de 3500 a.C. em conseqüência da necessidade de se unir esforços para a construção de obras hidráulicas.

Dinástica:
 


Forte centralização política Menés, rei do Alto Egito, subjugou em 3200 a.C. o Baixo Egito. Promoveu a unificação política das duas terras sob uma monarquia centralizada na imagem do faraó, dando início ao Antigo Império, Menés tornou-se o primeiro faraó. Os nomarcas passaram a ser “governadores” subordinados à autoridade faraônica.

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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

NOÇÃO DE LIBERDADE

> Não deixa de ser engraçado . . .
>
> Na época da  "chamada" ditadura...
>
> Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas auto-estradas acima dos 120km/h sem nenhum risco  e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos mas... não podíamos falar mal do presidente.
>
> Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas... não podíamos falar mal do Presidente.
>
>  Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contas a pagar ou à recepcionista sem correr o risco de sermos processados por "assédio sexual" mas..., não podíamos falar mal do Presidente.
>
> Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas... não podíamos falar mal do presidente.
>
> Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, sendo presos por estarmos "alcoolizados" mas... não podíamos falar mal do Presidente.
>
> Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas... não podíamos falar mal do presidente.
>
> Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados mas... não podíamos falar mal do presidente.
>
> Hoje, a única coisa que podemos fazer....
>
> ...é falar mal do presidente!

 

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

NOS BANCOS DO JARDIM

A geração de ouro de Portugal queria era trabalhar e poupar para que nada faltasse aos seus filhos. Desde os idos de cinquenta, enfrentaram as guerras coloniais, emigraram e começaram a trabalhar com dezassete ou dezoito anos. Preocuparam-se com os seus pais, sem reforma alguma, e com os seus filhos para que chegasem mais longe que eles, se possível, até à Universidade!

 

                                             

De repente, em Abril de 74, começaram-nos a dizer para não trabalharmos tanto e pedirmos aumento do vencimento. Muitos ingenuamente fizeram-no. No final dos meses, os vencimentos começaram a estar em perigo. Havia boato de que era preciso reduzir custos e despedir, ou pré – reformar, os mais velhos, aqueles que nunca quiseram fazer greve. Aqueles que só queriam que os deixassem trabalhar.

Aos cinquenta anos o Joaquim, e o seu primo da Lisnave, que sabia reparar barcos muito grandes, estavam os dois sentados no jardim. Aos poucos vinham chegando cada vez mais e mais, já não havia bancos nem jardins que chegassem. De todas as profissões e empresas! A agricultora deixava de se fazer, a fruta era importada, e as pescas paravam por os barcos terem sido vendidos a troco de uma indemnização da UE! Vieram a descolonização, as nacionalizações e muitos carros topo de gama. Muitas viagens ao estrangeiro também!

Foi a ruptura total com uma geração de ouro . Com os valores de produzir e poupar! O lema foi importar e gastar! Mas estava escrito que teria de ser esta geração de bons cidadãos a pagar a crise, mesmo sem fazer greves. Naturalmente sentiu-se mal tratada, desprezada até.

Nos bancos do jardim ouviam-se coisas como estas: “pelo meu filho soube que na escola dele nenhum miúdo sabia o que era uma lima ou uma grosa. Ninguém sabia a tabuada ou fazer contas. Só sabiam que o Porto era lá do norte,  por causa do jogo da bola. Tudo isto deve ser da minha cabeça pois, vi num jornal do clube do bairro, que agora estudam muito mais crianças mas, uma olhou para o jornal que eu lia, e não conseguia ler direito”. Era uma das muitas crianças que aumentavam as estatísticas da nossa escolaridade! Iludir era fundamental! A vida passou a ser dos oportunistas!

Noutro banco e noutro jardim, podia-se ainda ouvir : “fui visitar os meus antigos colegas para lhes contar as coisas estranhas que tenho sabido. Mais valia não ter lá ido, estava um licenciado no meu lugar a fazer contas de somar contando pelos dedos. Ainda me ofereci para o ajudar, mas ele olhou-me de soslaio, má cara e desprezo”.

Enterraram a geração de ouro nos bancos do jardim, prematuramente, e hoje continuam a tirar-lhe dinheiro e regalias que com tanto sacrifício tinham conseguido! É preciso para os desvarios!

Se calhar estavam a mais e deveriam ter morrido mais cedo, como os seus pais, aos cinquenta e tal anos. Era melhor para todos. Esticaram tanto, tanto a corda que partiram o fio condutor  que unia as gerações actuais às gerações passadas! Agora, não encontram remédio para o défice das finanças públicas! Nem da dívida externa! Vão ver que ainda vêm ter connosco para o pagarmos! Meu dito, meu feito. Aos muitos licenciados desempregados nada podem pedir! Neste país de bravos marinheiros o barco afundou-se na praia vergado ao peso de uma dívida de 383 mil milhões de euros! Das janelas dos seus camarotes lá estão os responsáveis pelo desastre.Não querem abandonar o barco, nem fazer mea culpa ! Preferem contestar uma dívida de 1,tal mil milhões de que também são responsáveis! É o desnorte total. A tarefa de voltar a pôr o barco a navegar já começou mas, é obra para outra gente, para gente de valor, que bem merece todo o nosso apoio.

 

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CHÁ PORTUGUÊS

Escrito por Redacção   
Segunda, 11 Maio 2009 14:59

O chá dos Açores vai ser certificado pela União Europeia num processo que o governo regional pretende concluir até ao final deste ano para salvaguardar a “genuinidade” de um produto de características únicas na Europa.
“A versão preliminar do caderno de especificações, que será apresentado no âmbito do pedido de atribuição da Denominação de Origem Protegida, está concluída, mas ainda será analisada por especialistas, produtores e historiadores para clarificar algumas questões”, revelou à Lusa o secretário regional da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues.

 

Toneladas de chá ..


Na ilha de S. Miguel estão localizadas as únicas fábricas e plantações de chá existentes na Europa, que produzem o chá Gorreana e o chá Porto Formoso.
As primeiras sementes de chá chegaram aos Açores, vindas do Brasil, na segunda metade do século XVIII, mas durante muito tempo foi usado apenas como planta ornamental.
A situação mudou em 1878, quando chegaram ao arquipélago, por iniciativa da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, dois chineses que vieram ensinar a transformação industrial do chá, gerando um interesse que se chegou a traduzir na existência de seis fábricas.
Quase um século e meio depois, o governo regional e os produtores iniciaram há cerca de um ano o processo de certificação do chá açoriano, um processo moroso, que implica o levantamento de elementos históricos, sociais e económicos.
“No decorrer deste ano teremos o trabalho concluído e, no final de 2009 ou início de 2010, vamos apresentá-lo à União Europeia para que seja aprovado”, afirmou Noé Rodrigues, acrescentando que o processo de aprovação demora geralmente “entre um a dois anos”.
Noé Rodrigues explicou que o caderno de especificações estabelece o regime jurídico a que se vai submeter a ‘Denominação de Origem Protegida’, que incluirá vários parâmetros, como as características botânicas do produto, descrição do processo de produção, transformação e comercialização, além da história deste produto.
O caderno de especificações fixa, por exemplo, a área geográfica de produção, refere o seu clima e relevo, aborda as doenças que podem afectar a cultura e a fiscalização da qualidade.
“Trata-se de demarcar um produto genuíno”, frisou o secretário regional da Agricultura e Florestas, salientando que a certificação “abre portas” à exportação do chá açoriano para novos países.
“A certificação permitirá uma nova estratégia para abordar os consumidores”, acrescentou.
Noé Rodrigues considerou que o chá dos Açores “está valorizado nos mercados onde é colocado”, mas lamentou que a venda seja feita “sem nenhuma diferenciação”, apesar de ser uma “produção biológica, sem aditivos”.
“Queremos afirmar, através deste processo, que o chá dos Açores é feito de um modo específico. Tem características muito próprias e exclusivas. Não se confunde com outros chás”, acentuou Noé Rodrigues.
Hermano Mota, proprietário da fábrica de chá Gorreana, na costa Norte de S. Miguel, considerou que a certificação constitui “mais um contributo” para salvaguardar uma cultura tradicional nos Açores.
A fábrica completou no ano passado 125 anos e, segundo disse à Lusa o seu proprietário, é “uma satisfação poder produzir chá nos Açores”, mantendo os métodos tradicionais. .......

DIÁRIO DOS AÇORES

publicado por luzdequeijas às 20:55
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UMA VELHA NORA

 

Também chamada de "engenho", a nora é um mecanismo que permite retirar a água do poço.
É composta por um sistema de duas rodas dentadas. A horizontal é movida através de tracção animal. A vertical (entrelaçada na primeira) contém vários alcatruzes (baldes) que transportam a água para a superfície.

publicado por luzdequeijas às 17:44
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PICOTA

Picota (água)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Picota
 

A picota, cegonha, cegonho, burra, gastalho e outros, é um objecto que serve para tirar água dos poços. Foi inventado pelos árabes.[1]

É constituída por dois pedaços longos e articulados de madeira, um deles na posição vertical e firmemente preso ao terreno. O outro, perpendicular ao primeiro, tem numa extremidade um peso e no outro um recipiente para a água. Baixa-se o recipiente ao poço e o peso na outra extremidade ajuda a içar o recipiente.

Ainda se utiliza em várias quintas em Portugal.

publicado por luzdequeijas às 17:24
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O DIA DO DIPLOMA

E SE ACABASSE O DIA DO DIPLOMA?

O episódio recente sobre o cancelamento da distribuição dos cheques de 500 euros pelos melhores alunos das escolas secundárias e que tantas lágrimas de crocodilo provocou em tanta gente, merece análise desapaixonada.

 

Ao longo dos últimos anos, segui com atenção algumas sessões do Dia do Diploma. Era suposto que os pais dos alunos e os alunos premiados comparecessem na cerimónia. E era de esperar que os restantes alunos cumprissem o ritual da comparência, ouvissem os discursos, batessem palmas e trouxessem o diploma para casa.

 

O que tenho verificado é que não é isso que acontece.

 

Quando muito aparecem os pais e os alunos premidos com os 500 euros. Dos outros, não há notícia. Poucos se dão à maçada de perderem uma tarde ou uma noite para ouvirem discursos de circunstância, baterem palmas aos ganhadores, levantarem o diploma e regressarem a casa.

 

Na maior parte dos casos, a cerimónia está às moscas. A escola organiza um beberete, gasta umas centenas de euros, convida as forças vivas, que fazem um esforço para estar presentes, os autarcas mostram-se e saem tão rapidamente como entraram e a cerimónia esgota-se numa encenação rápida e sem significado.

 

Valia mais acabar com a coisa. Valha a verdade que, hoje em dia, os diplomas de pouco servem. O que serve e muito é o conhecimento e as competências que se adquiriram na escola.

 

Diplomas há muitos e são cada vez mais os "felizes" contemplados. Até há diplomas tipo farinha amparo. Ganham-se sem esforço. Servem para emoldurar e pouco mais.

 

Ah, agora me lembra, não cheguei a levantar o meu diploma de licenciatura da Reitoria da Universidade de Lisboa. Está lá desde 1978. Não me fez falta nenhuma. Só precisei do certificado. E esse fui buscá-lo quatro semanas depois de fazer a última cadeira.

ProfBlog

 

publicado por luzdequeijas às 16:46
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

RELÓGIOS ANTIGOS

Clepsidra  

A necessidade de possuir um meio de medir o tempo em intervalos menores e independente das condições atmosféricas, o que o relógio de sol não permitia, levou o homem a idealizar a Clepsidra, também chamado de relógio d´água, sendo considerado como o seu inventor, Platão, discípulo de Sócrates. A Clepsidra baseava-se no princípio do escoamento do líquido de um recipiente, gota a gota, por um orifício situado na sua base. Entre o ponto em que o vaso estava cheio, até ficar completamente vazio, o homem calculou uma escala e dividiu o tempo.

 

[135clepsidra[1].jpg]


Este foi o primeiro relógio criado pelo homem, de maneira a lhe permitir a medição do tempo a qualquer hora do dia ou da noite, sem depender da luz dos astros. A contagem do tempo, neste relógios, também era relativa um vez que estava diretamente condicionada à influência de diversos fatores, como: pressão atmosférica, temperatura, limpidez da água empregada, etc.. A Clepsidra chegou a ser muito difundida, sofrendo a sua construção muitos aperfeiçoamentos, sendo que, na sua fase mais avançada foi conjugada a um sistema de engrenagens.

 

publicado por luzdequeijas às 19:12
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

ARQUEOBACTÉRIAS

    • Halófilas - vivem em concentrações salinas extremas, dezenas de vezes mais salgadas que a água do mar, em locais como salinas, lagos de sal ou soda, etc. A sua temperatura óptima é entre 35 e 50ºC. 

Estas bactérias são autotróficas mas o seu mecanismo de produção de ATP é radicalmente diferente do habitual pois utilizam um pigmento vermelho único - bacteriorrodopsina - que funciona como uma bomba de protões (como os da fosforilação oxidativa nas mitocôndrias) que lhes permite obter energia;

 

simbiotica.org 

publicado por luzdequeijas às 17:32
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HOMENAGEM AOS TALENTOSOS

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
 
 

Um mordaz texto de António Manuel Venda, inspirado em Eça de Queiroz, que bem retrata certas personagens cá do burgo, de onde destaco os seguintes parágrafos:

 

"O Pacheco representa alguém sem valor intelectual, uma nulidade, um tonto que só obtém destaque porque vive rodeado de medíocres. Já diz um ditado que em terra de cegos quem tem olho é rei; bom, um Pacheco é sempre o rei na terra dos parvos, sendo que tais monarquias chegam mesmo a contar com diversos reis, tipo harém, mas ao contrário, ou próximo disso. Em «A Correspondência de Fradique Mendes», lê-se a certa altura: «Pacheco não deu ao seu país nem uma obra, nem uma fundação, nem um livro, nem uma ideia. Pacheco era entre nós superior e ilustre unicamente porque tinha um imenso talento (...). O talento imenso de Pacheco ficou sempre calado, recolhido, nas profundidades de Pacheco! Constantemente ele atravessou a vida sobre eminências sociais: deputado, director-geral, ministro, governador de bancos, conselheiro de Estado, par, presidente do Conselho - Pacheco tudo foi, tudo teve, neste país que, de longe e a seus pés, o contemplava, assombrado com o seu imenso talento (...). A testa de Pacheco oferecia uma superfície larga e lustrosa. E muitas vezes, junto dele, conselheiros e directores-gerais balbuciavam maravilhados: - Nem é preciso mais! Basta ver aquela testa!»"

 

(...)

 

"Pode, é claro, perguntar-se o seguinte… Mas como é que é? Desses Pachecos, nunca deve ter havido um único que não levasse para casa ao fim do mês uns bons milhares de euros, fora os extras… Às vezes, até me sinto tentado a acreditar que, na verdade, o mundo – enfim, Portugal – pertence aos Pachecos. Aliás, é um pouco a velha teoria de que o sucesso chega facilmente aos artolas, aos pobres de espírito e aos lambe-notas, perdão, aos lambe-botas. Mas adiante…

O meu amigo Tiago Salazar uma vez escreveu um artigo chamado «A mentira é o pão-nosso de cada dia». Nem vale a pena referir quem por lá se espojava, o curioso será copiar uma citação de Confucio, que aparecia logo a abrir. «Um intelectual escreveu, ao nascer o seu filho: As famílias, quando nasce um filho, desejam que ele seja inteligente. Eu, através da erudição, tendo arruinado a minha vida toda, desejo apenas que a criança se revele ignorante e estúpida. Então ela coroará a sua vida tranquila, tornando-se um Ministro de Estado.»"

 

 

publicado por Samuel de Paiva Pires às 13:40
publicado por luzdequeijas às 15:25
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Domingo, 2 de Outubro de 2011

PERFEITA DEFINIÇÃO

E NADA MUDOU!!!!!!!!!!!!

 
  

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,

fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,

aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,

sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,

pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,

e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que

um lampejo misterioso da alma nacional,

reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,

não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,

sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,

descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,

capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,

da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.


Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;

este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,

tornado absoluto pela abdicação unânime do País.


A justiça ao arbítrio da Política,

torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.


Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,

incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,

iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,

e não se malgando e fundindo, apesar disso,

pela razão que alguém deu no parlamento,

de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

 

Guerra Junqueiro, 1896.

publicado por luzdequeijas às 16:08
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O PSICÓLOGO E O MENINO

“SÉQUESSO”

Fev 14, 2011 1 Comentário de Tangerina

“SÉQUESSO”

por Henrique Raposo [henrique.raposo@gmail.com]

A pátria adora conversar sobre professores. A pátria, porém, nunca fala sobre educação. Portugal ainda arranjou coragem para lidar com este facto: os alunos acabam o secundário sem saber escrever. Parece que os professores vão fazer uma “marcha da indignação”. Pois muito bem. Eu também em vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: “os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever”.

A coisa mais básica – saber escrever – deixou de ser relevante na escola portuguesa. De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil. Não se pode repreender o “menino” porque isso é excesso de autoridade, diz o psicólogo. Portanto, o petiz pode ser mal-educado para o professor. Não se pode dizer que o “menino” escreve mal porque isso pode afectar a sua auto-estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz. O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o “menino” deve ter tempo para brincar. Genial: o “menino” pode ser preguiçoso, desde que jogue na consola. Ora, este tal “menino” não passa de um mostrengo nunca reconhece os seus próprios erros; na sua cabeça, “sexo” será sempre “séquesso”. Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O “menino” não sabe escrever a palavra “recensão”, mas é um Eça em potência.

Caro leitor, se quer culpar alguém pelo estado lastimável da educação, então, só tem uma coisa a fazer: olhe-se ao espelho. E, já agora, desmarque a próxima consulta do “menino” no psicólogo.

[end story

publicado por luzdequeijas às 12:04
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MANUSCRITOS BÍBLICOS

São recuperados manuscritos e fragmentos de quase todos os livros bíblicos judaicos, pois só falta Ester[21].

O Pentateuco está muito bem representado em Qumran, pois há 15 manuscritos fragmentados do Gênesis, 15 do Êxodo, 9 do Levítico, 6 de Números e 25 do Deuteronômio. São 70 manuscritos. Estes manuscritos ligam-se a três tradições textuais: 

a) à do texto massorético (TM)

b) à do original hebraico a partir do qual é traduzida a LXX

c) à do Pentateuco samaritano[22].

A parte da Bíblia que hoje conhecemos como Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr.), composta pelos livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis está pouco presente em Qumran, num total de apenas 12 manuscritos.

Os arqueólogos recuperam apenas fragmentos de 2 manuscritos de Josué, 3 de Juízes, 3 de Samuel e 4 de Reis. O grande interesse desses manuscritos para os estudiosos é que eles estão bem mais próximos do texto hebraico usado para a tradução da LXX do que do texto massorético.

Dos profetas são encontrados 18 manuscritos: 2 de Isaías - um quase completo (1QIsa) e outro com uma parte apenas (1QIsb) - 4 de Jeremias, 6 de Ezequiel e 8 dos doze profetas menores.

Os textos de Isaías são próximos ao TM, assim como os de Ezequiel e dos profetas menores, mas um manuscrito de Jeremias, 1QJrb, traz o mesmo texto da LXX. E isso é importante, pois o Jeremias da LXX é bem mais curto do que o do TM. Este é resultado de uma ampliação posterior, enquanto o que serve de base para a LXX é mais sóbrio.

1QIsa é um rolo quase completo de Isaías, datando da primeira metade do séc. I a.C. 1QIsb está mal conservado e contém apenas Is 38-66 e trechos de outros capítulos. É da última metade do séc. I a.C.

Quanto à última parte da Bíblia Hebraica, os Escritos, são recuperados em Qumran restos de cerca de 66 manuscritos. Os Salmos estão bem representados com 30 manuscritos, Daniel está em 8 e assim por diante. Na gruta 4 são recuperados fragmentos do original aramaico de Tobias, até então perdido, e textos muito próximos à época de composição dos originais como 4QEcla e 4QDna, respectivamente, cerca de cem e cinqüenta anos após a escrita dos livros do Eclesiastes e de Daniel.

Ester não é encontrado. Como esse livro é muito bem aceito pelos Macabeus, isto deve ter provocado sua rejeição pela comunidade de Qumran, inimiga daqueles governantes.

No conjunto, são cerca de 225 manuscritos ou fragmentos de livros bíblicos. Sua importância para a história do texto do AT é grande, já que testemunham as várias tradições existentes antes da unificação feita pelos rabinos de Jâmnia nos anos 90 da era cristã.

 

www.airtonjo.com/essenios02.htm

 

publicado por luzdequeijas às 11:29
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Sábado, 1 de Outubro de 2011

AS FACÇÕES

O Homem Medíocre

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José Ingenieros (1877-1925) nasceu em Buenos Aires. Foi o que hoje chamaríamos de uma personalidade multidisciplinar. Médico, catedrático, estudioso de psicologia, filosofia e sociologia. Conferencista, polémico, independente das correntes políticas da sua época, ataca a falta de idealismo de seu tempo.

 

 

Cada facção elabora a sua mentira, transformando-a em dogma infalível. Os patifes reúnem esforços para enaltecer o valor do seu fantasma: chamam à sua incompetência de lirismo, à sua vaidade de decoro, à sua preguiça de ponderação, à sua impotência de prudência, aos seus vícios de

distracção, à sua velhacaria de liberalidade, ao seu envelhecimento de maturidade... A irresponsabilidade colectiva apaga a cota individual do erro: ninguém se ruboriza, embora todos tenham a sua parte na vergonha comum. “

“A política degrada-se, torna-se profissão. Nos povos sem ideais, os espíritos subalternos crescem à base de intrigas vis de antecâmara. Na maré baixa sobe o que é desprezível e

entorpecem-se os traficantes. Toda a excelência desaparece eclipsada pela domesticidade.

Instaura-se uma moral hostil à firmeza e propícia ao relaxamento. O governo fica nas mãos de gentalha que devora o orçamento. Abaixam-se os muros e alçam-se as esterqueiras.

Diminuem-se os louros e multiplicam-se as ervas daninhas. Os cortesãos convivem com os malandros. Progridem os equilibristas e os volteadores. Ninguém pensa onde todos lucram.

Ninguém sonha onde todos tragam. O que antes era sinal de infâmia ou covardia torna-se título de astúcia; o que antes matava, agora vivifica, como se houvesse uma aclimatação ao ridículo; sombras envelhecidas levantam-se e parecem homens; exibe-se e ostenta-se a improbidade; em vez de ser vergonhosa e pudica. Aquilo que nas pátrias se cobria de vergonha, nos países cobrem-se de honras.”

“As campanhas eleitorais tornam-se negócio sujo de mercenários ou briga de aventureiros.

A sua justificativa está a cargo de eleitores inocentes, que vão à paródia de urnas, como se fossem a uma festa".

“Além das excepções, que existem em todas as partes, a massa de ‘eleitos pelo povo’ é uma chusma de vaidosos, desonestos e servis. Os primeiros esbanjam a sua fortuna para ascender no Parlamento. Ricos latifundiários ou poderosos industriais pagam a preço de ouro os votos recolhidos por agentes impudicos; novos-ricos abrem os seus cofres para comprar o único diploma acessível à sua mentalidade amorfa; asnos enriquecidos, aspiram a ser tutores dos povos, sem outro capital que não a sua constância e os seus milhões. Necessitam ser alguém; acham que vão consegui-lo agregando-se aos conchavos corruptos.

“Os desonestos são uma legião; assaltam o Parlamento para se entregar a especulações lucrativas.

 

 

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O HOMEM MEDÍOCRE

Quarta, 27 Maio 2009 17:22

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José Ingenieros (1877-1925) nasceu em Buenos Aires. Foi o que hoje chamaríamos de uma personalidade multidisciplinar. Médico, catedrático, estudioso de psicologia, filosofia e sociologia. Conferencista, polémico, independente das correntes políticas da sua época, ataca a falta de idealismo de seu tempo.

O Homem Medíocre trata de uma análise do carácter humano em função das suas desigualdades. Além disso, do entorno social que produz o que ele chama de mediocracia, o regime em que somente os medíocres triunfam. Para que a sociedade dê o salto qualitativo, capaz de fazê-la pular a cerca das limitações impostas pela conjuntura, é necessário que apareçam os forjadores de ideais, as lideranças carismáticas que a história produziu em nomes como Lincoln, Gandi, Washington, Sarmiento, etc.

A sua crítica impiedosa aos desvios da sociedade do seu tempo, aponta para a necessidade de superação dos defeitos morais que impedem a formação de ideais, tais como o servilismo, a rotina e a hipocrisia.

"Até hoje, nunca houve uma democracia efectiva” escrevia José Ingenieros em 1913. ”Os regimes que adoptaram esse nome foram uma ficção. As supostas democracias de todos os tempos foram confabulações de profissionais para se aproveitarem das massas e excluírem os homens eminentes. Sempre foram mediocracias. A premissa da sua mentira foi a existência de um ‘povo’ capaz de assumir a soberania do Estado. Não existe tal coisa: as massas pobres e ignorantes não tiveram até hoje capacidade para governar: apenas trocaram de pastores”.

“Os maiores teóricos do ideal democrático foram, na realidade, individualistas e partidários da selecção natural: perseguiam a aristocracia do mérito contra os privilégios das castas. A igualdade é um equívoco ou um paradoxo, conforme o caso. A democracia foi uma ilusão, como todas as abstracções que povoam a fantasia dos iludidos ou formam o capital dos falsos.

O povo estava distante dela.“

“As matilhas de medíocres novatos, atadas pelo pescoço com a correia de apetites comuns, ousam denominar-se partidos. Ruminam um credo, fingem um ideal, arreiam fantasmas consulares e recrutam um exército de lacaios. Isso basta para disputar abertamente cargos e privilégios governamentais.

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:51
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