Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

DE CESÁRIO VERDE

De tarde

Mais morta do que viva, a minha companheira
Nem força teve em si para soltar um grito;
E eu, nesse tempo, um destro e bravo rapazito,
Como um homenzarrão servi-lhe de barreira!

Em meio de arvoredo, azenhas e ruínas,
Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas;
E, tetas a abanar, as mães, de largas ancas,
Desciam mais atrás, malhadas e turinas.

Do seio do lugar - casitas com postigos -
Vem-nos o leite. Mas batizam-no primeiro.
Leva-o, de madrugada, em bilhas, o leiteiro,
Cujo pregão vos tira ao vosso sono, amigos!

Nós dávamos, os dois, um giro pelo vale:
Várzeas, povoações, pegos, silêncios vastos!
E os fartos animais, ao recolher dos pastos,
Roçavam pelo teu "costume de percale".

Já não receias tu essa vaquita preta,
Que eu seguirei, prendi por um chavelho? Juro
Que estavas a tremer, cosida com o muro,
Ombros em pé, medrosa, e fina, de luneta!

publicado por luzdequeijas às 19:23
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O POETA E A SUA TERRA

 

Na realidade, José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1855, segundo filho de José Anastácio Verde e Maria da Piedade dos Santos.

 

 

Tinha Cesário Verde apenas dois anos quando a família optou pelo refúgio numa quinta situada em Linda – a - Pastora, na sequência de uma epidemia de peste que grassava em Lisboa.

A casa da quinta integrava, então, uma capela que logo foi transformada, primeiro em armazém e, depois, em casa de banho. Em 1870, José Anastácio Verde, já na posse total da propriedade, procedeu a alterações de adaptação às suas necessidades.

 

Casa de Cesário Verde 

 

Casa de Cesário Verde 
 
Queijas 
Tema: Lugares 

 
É aí que o pequeno José Joaquim passa a sua infância, na companhia da irmã, um ano mais nova, e de outros dois irmãos, nascidos entretanto. Ao longo desse período, a preparação escolar de Cesário Verde foi feita em Lisboa, indo o poeta diariamente a pé, dali até à Cruz Quebrada, onde tomava o americano para a capital.
Um incêndio ocorrido em 1919, destruiu grande parte da mansão, incluindo a biblioteca, perdendo-se, irremediavelmente, o espólio do poeta. As chamas também consumiram os desenhos e os quadros do grande pintor que foi Domingos António de Sequeira, que ornavam a casa (o artista fora casado com Maria Benedita Vitória Verde, filha de Manuel Baptista Verde, bisavô de Cesário).

Com o interior profundamente alterado, subsistem, dos seus tempos áureos, em anexo, a casa de acondicionamento da fruta, o pequeno campanário da primitiva capela, as rústicas argolas de ferro para prender os animais, o relógio de sol e algumas estátuas.

 

O poeta sofre o primeiro grande revés da sua vida, quando, em 1872, depois de uma longa luta contra a terrível tuberculose, a sua irmã Maria Júlia acaba por sucumbir à doença. Com apenas 19 anos de idade.

 

 É em Linda - a - Pastora que ele vai tentar amenizar a sua dor. Os anos passados na aldeia terão deixado marcas profundas e indeléveis, de tal forma que manteve durante toda a vida uma íntima e marcada lembrança dos tempos em que viveu na companhia constante da natureza e do campo. Enquanto acompanhava a exploração agrícola que seu pai fazia na quinta, Cesário Verde desenvolvia um espírito observador e atento aos pormenores do meio ambiente.
Passados poucos anos, era o próprio quem orientava os negócios relacionados com a exploração da quinta, sempre estimado pelos empregados, a quem chegava a suspender o trabalho, para que pudessem ter "uns dedos de conversa com ele".
Com 16 anos, começou a trabalhar numa loja de ferragens e quinquilharias que seu pai possuía em Lisboa. Nesse tempo, a família já só vivia na quinta durante a Primavera e o Verão.
Dirigia a loja do pai quando começou a publicar poesias em jornais, mal recebidas pela generalidade da classe literária, que por certo não compreendia como podia um agricultor ser poeta...
Em 1878 regressa a Linda – a - Pastora, publicando "Noitada", "Em Petiz", "Manhãs Brumosas" e "Cristalizações".

publicado por luzdequeijas às 19:06
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O FLAGELO

Das epidemias de cólera e febre-amarela, em 1833, veio mergulhar toda esta região em clima de retrocesso acentuado, tendo dizimado muitas pessoas.

De uma forma bastante estranha a morte ceifava lados inteiros de ruas, para no outro lado poupar as pessoas. Já não havia braços para tanto funeral!

Vinda da capital, a peste dizimou lugares como Linda – a - Velha, OUTORELA, Carnaxide, Queijas, Algés, Cruz Quebrada e por dois meses pareceu poupar Linda a Pastora. As terras e muitas casas iriam ficar abandonadas.  

Mesmo, assim, muita gente para aqui veio viver, confiados nos bons ares destes lugares.

publicado por luzdequeijas às 19:04
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A SENHORA FRANCISCA

 

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda – a - Pastora entraria na história da literatura portuguesa! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro" :

 

-          Linda pastorinha, que fazeis aqui?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado!

Senhor, já nasce com este fado.

-          Por estas montanhas em tão grande p'rigo !

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão GUAPO dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio!

-          Não tenha esse medo que o gado se perca

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-          Diga-lhe, menina, que se demorou

Co esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

A volta do gado eu me descuidei.

-          Pastorinha, escute, que oiço BALAR o gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-          Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me ESPEDACE por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda!

Olhe não as rompa por essa RESTEVA.

-          Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-          Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-          Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-          Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora!

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo.

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra. Tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.

 

publicado por luzdequeijas às 19:00
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TOMÁS RIBEIRO

De seu nome completo Tomás António Ribeiro Ferreira, natural de Parada de GONTA, concelho de Tondela, nasceu a 1 de Julho de 1831, filho de pais lavradores. Licenciado em Direito com distinção, aos vinte e quatro anos de idade inicia, na sua própria terra, a carreira de advogado. Não tarda em ser Administrador do concelho e em 1862 é eleito deputado pelo círculo de Tondela.    

 Seguem - se outras nomeações como governador civil de Bragança e Porto, presidente da Junta de Crédito Publico, vogal do Tribunal de Contas, ministro de Estado para a Marinha e interinamente para a Justiça e ainda sobraçou a pasta do Ministério do Reino, hoje Ministério do Interior, bem como Par do Reino e Ministro das Obras Publicas, numa época bastante difícil.

Serviu também a Pátria como secretário - geral da Índia e como ministro plenipotenciário no Brasil.   

No campo da cultura foi dos homens de letras mais notáveis do seu tempo em Portugal.

Fundador de vários jornais e autor de várias peças teatrais foi ainda historiador e critico com trabalhos de mérito firmado.

Foi, todavia, no campo da poesia que deu largas ao seu temperamento artístico, escrevendo; o excelente poema D. Jaime em (1862), com nove edições, Delfina do Mal (poema), Mensageiro de Fez (poema sobre a Rocha), A Mãe do Enjeitado (drama), Sons que passam (versos), Do Tejo ao MANDOVY (prosa), Entre Palmeiras (prosa), Jornadas (prosa), A Indiana (peça em verso), Vésperas (versos), História da Legislação Liberal Portuguesa, Dissonâncias (versos), A Patrícia, A Carta d' Alforria, Sr. Não (sátiras), D. Miguel, a sua Realeza e o seu Empréstimo OUTREGUIN JANGE (história).

Tomás Ribeiro habitou a conhecida "Casa Branca", em Carnaxide, desde 1882, onde recebia a visita dos seus amigos, incluindo do próprio Rei D. Luís.

Foi um amante de tudo o que se relaciona com a Rocha, sendo ele próprio que nos diz no prólogo do seu prometo A Rocha (em 1898), três anos antes de morrer:

 

" A Rocha vive entre os meus amores. Esta devoção que se esconde aqui no fundo desta concha florida e esmaltada, na sua ermida singela e carinhosa com a sua fonte cristalina, a sua gruta misteriosa, o seu rio murmuro e transparente, o seu jardim que ajudei a cultivar, onde tantas vezes passeei, longe do bulício das multidões, conversando com o jardineiro e com as flores, sondando os segredos daquele morto guardado pela Imagem da Virgem - Mãe, longe d' olhos que me não espreitassem rindo, levo eu no coração. À Senhora da Rocha consagro estes versos. (.....)

 

Durante dezassete anos (desde 1884), esteve empossado como 2.º Juiz da Irmandade da Rocha, exercendo o seu cargo com profunda paixão e competência, conseguindo resolver muitos problemas ligados ao Sítio da Rocha, fazendo deste período o mais esplendoroso da história da Aparição da Imagem de Nossa Senhora, até que aos setenta anos de idade morreu aquela que foi a figura mais influente na vida do Santuário da Rocha.

 

publicado por luzdequeijas às 18:51
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UMA VISITA AO SANTUÁRIO

Uma visita ao Santuário nos finais do século XX . Nas áreas e pisos envolventes, as madeiras rangem de velhas, oscilando assustadoramente com os nossos passos, fazendo mesmo inclinar os móveis e as vitrinas que por ali abundam. São visíveis vários blocos de estuque caídos dos altos tectos, que jazem no chão ou em cima das mesas. No museu do desarrumo, o pó e muitas peças valiosas andam de mãos dadas a cada canto. Na parte exterior também se respira abandono, com árvores, jardins, arruamentos, lago e cascata sem vida nem alegria. Até as precárias habitações das pessoas já realojadas, totalmente destelhadas, concorrem para agravar toda esta situação. Bem sabemos do enorme esforço que o nosso município tem feito para remediar este estado de coisas que acontecem, a quem como este Santuário Mariano e Jubilar já quase dobrou duzentos anos. Alguém dizia que as árvores não se abatem, talvez se possa dizer que muito menos os Santuários. Por várias dezenas de anos a área circundante do Santuário foi ocupada por muitas dezenas de barracas e, portanto, outras tantas dezenas de famílias e seguramente centenas de pessoas de todas as idades. Tais condições de habitabilidade eram como se pode facilmente entender de grande falta de condições higiénicas e outras carências, o que terá contribuído decisivamente para aumentar o estado de degradação a que chegou, não só o Santuário, como também o seu bonito jardim, a formosa cascata e o lago, por ela que alimentado. O estado de poluição a que havia chegado a ribeira do JAMOR, em nada favorecia tal estado de abandono que toda a área do Santuário chegou a ter. Mesmo depois de várias intervenções por parte dos serviços camarários na ribeira do Jamor, no jardim e muito principalmente no Santuário, ainda assim, estamos longe de poder considerar o seu estado de satisfatório. Por esta altura ouviu-se o Senhor Primeiro Ministro falar de milhões de contos para os nossos museus, principalmente para o museu de Foz Côa. Nada temos contra as figuras rupestres, mas um Santuário como este diz muito para a freguesia e para o concelho, também para o nosso país, e tal como as ditas figuras, também ele terá muito a ver com o mundo em que vivemos. Paredes meias com o Complexo do JAMOR, que agora renovado, irá atrair milhares de forasteiros, não é possível deixar ruir e manter ao abandono um local que tem todas as condições para voltar a atrair peregrinos de todas as latitudes.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:43
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A REVOLUÇÃO LIBERAL

 

Em 24.08.1820, uma revolução proclamou a extinção do regime absolutista e a entrada em vigor da Constituição (1822), seguindo-se a sua aceitação pela quase totalidade das pessoas.

Contudo, seguiram-se-lhe a proclamação da Carta Constitucional (1826) e da Constituição em 1838.

A Carta representou o triunfo do rei vigente e o seu direito ao exercício do poder.

A Constituição de 1838 moderou essa concepção, tendo-se mantido até 1842.

O regime liberal conheceu diversas tendências ao longo do seu período de vigência (1820-1826), que assumiram designações próprias, como o vintismo, o cartismo, o setembrismo e o republicanismo.

O liberalismo em Portugal, surgiu por influência da Revolução Francesa, mas durante o século XIX adoptou uma postura britânica e após a instalação da República (5/10/1910), rendeu-se ao parlamentarismo.

 

Como reacção ao regime liberal, seguiu-se um período de conturbada guerra civil - as lutas liberais. Teve início com a revolução do Porto, tendo o seu termo com a assinatura da Convenção de ÉVORA -MONTE em 26/5/1834.

Este período precedido pela Revolução Liberal de 24/8/1820, pelos movimentos da VILA - FRANCADA (1823) e da ABRILADA (1824), tendo continuação na acção do Remexido (1836-1837) e na tentativa dos MARNOTAS (1837).

Tudo isto porque após a morte de D. João VI (10/3/1826), o país se dividiu em partidários de D. Pedro (constitucionalistas ou liberais) e de D. Miguel (LEGITIMISTAS ou ABSOLUTISTAS).

Entretanto D. Miguel foi proclamado rei em 11/7/1828.

 

Todavia, em 22/6/1828, em Angra, nos Açores, decorria uma revolução anti-miguelista, constituindo-se um governo interino.

Em 3/3/1832 D. Pedro chegou aos Açores como regente e dali partiu com 7500 homens, indo desembarcar a sul do Mindelo em 8/7/1832.

No dia seguinte as tropas liberais ocuparam o Porto.

Em 20/6/1883 fez-se novo desembarque liberal, desta vez no Algarve, tropas que avançaram após terem vencido o exército miguelista em Cacilhas.

Com outras vitórias liberais no ano de 1834, os absolutistas viram-se obrigados a aceitar a convenção de Évora - Monte.

Esta experiência demonstrou não haver as condições necessárias para o usufruto das liberdades garantidas pela constituição, devido a abusos cometidos que desautorizavam o poder e feriam as convicções populares.

publicado por luzdequeijas às 18:39
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O LIBERALISMO

 

Doutrina político-económica e sistema doutrinário caracterizou - se pela sua atitude de abertura e tolerância a vários níveis e surgiu na época do iluminismo contra o espírito absolutista das monarquias e começa a influenciar os conceitos políticos até de cariz absolutista.

Parte ainda do princípio de que o conhecimento da razão humana e o direito à acção e realização própria, livre e sem limites, é o melhor sistema para a satisfação dos desejos e necessidades da humanidade.

Exigia não só a liberdade de pensamento mas também a liberdade política e económica. Na sua origem, o liberalismo não era só partidário das liberdades individuais mas também da dos povos, não sendo estranho aos movimentos de libertação nacional surgidos durante o século XIX (Europa e América Latina).

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:38
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A FREGUESIA

 

Desde a ocupação romana da península até 1830, ou seja, grosso modo, até à revolução liberal, a freguesia não era autarquia local.

É um período caracterizado pela existência de freguesias como elementos da organização eclesiástica, mas sem qualquer inserção na estrutura da Administração Pública do país.

«Freguesia» é uma palavra que vem de «fregueses», e «fregueses» vem de «FILIECLESIAE» (que deu FILIGRESES, e depois fregueses), expressão que significava «filhos da Igreja», isto é, a comunidade dos fiéis em torno de um pároco que representa localmente o seu bispo.

Os órgãos eleitos pelos «fregueses» eram chamados, de acordo com a tradição da época, Juízes. Mais tarde, estes juízes chamaram-se «Juízes de vintena» - designação tradicional que se dava aos encarregados de resolver os problemas de convivência e de economia rural que se punham aos habitantes das freguesias.

E assim se chega ao período, que começa quando a revolução liberal, a partir de 1830, incorpora a freguesia no sistema nacional de administração pública.

Foi uma fase de grandes indecisões e de substituição rápida de soluções.

O 3.º período, de 1878 para cá, inicia-se com o Código Administrativo de Rodrigues Sampaio (1878), em virtude do qual as freguesias entram definitivamente na estrutura da nossa Administração Local Autárquica. Assim se têm mantido até hoje, embora, como vimos, sem uma função muito relevante até 1974.           

publicado por luzdequeijas às 18:33
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

UMA DEPENDÊNCIA

QUE É TAMBÉM UMA FRAGILIDADE 

 

Exactamente por essa razão, alguns economistas defendem que se deve avançar com planos de investigação e desenvolvimento de energias alternativas. Tendo em vista este caminho será conveniente ter bem presente as seguintes Leis da Termodinâmica:

Primeira Lei: Princípio da Conservação da Energia: “ A energia não pode ser criada nem destruída, somente transformada”.

Segunda Lei: Lei da Entropia: “ A entropia – grau de desordem – de um sistema fechado aumenta continuamente”

O termo energia vem do grego – energia – e, conforme a sua formulação é quase sinónimo de trabalho. Para fins científicos e genéricos, a definição mais usual trata a energia como a capacidade de produzir trabalho.

Desde sempre o Homem dispôs somente de energia da sua própria força muscular e da tracção animal, do calor da lenha e da captação do movimento das águas e dos ventos. A invenção da máquina a vapor há trezentos anos e a utilização do petróleo a partir do século XIX, possibilitaram novas condições e qualidade de vida, mas criaram também novas situações económicas, sociais e ambientais na busca dessa energia. Apesar disso, estima-se que aproximadamente um terço da população mundial não tem acesso à energia eléctrica e, mesmo em sociedades mais industrializadas, com melhor padrão de vida, ainda coexistem formas rudimentares de transformação e uso da energia. Hoje, a Ásia é o maior continente produtor de energia (34% do total), seguida da América (31,1%) e da Europa (25,6%). A América do Norte é o maior consumidor, principalmente os Estados Unidos que consomem mais de um terço do total produzido. A produção mundial de energia, em 1997, segundo os dados da Agência Internacional de Energia, somou o equivalente a 9,5 mega toneladas de petróleo, dos quais 86,2% são provavelmente de fontes não renováveis – carvão, gás natural e petróleo. As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos, as de gás natural, um pouco mais de cem anos, as reservas de carvão aproximadamente 200 anos. Embora tenham uso crescente, as fontes renováveis, aquelas que se podem renovar espontaneamente (água, sol e vento) ou por medidas de conservação (vegetação) – são responsáveis apenas por 13,8% do total produzido. As Fontes de Energia Alternativas conhecidas são neste momento as seguintes:

Eólicas, Geotérmica, Solar e Biomassa, ou ainda outras fontes alternativas podem merecer análise como as marés, ondas, xisto, Fissão Nuclear (é a quebra do núcleo de um átomo instável em dois menores e mais leves). Todas com vantagens e desvantagens, mas ainda num estado de aproveitamento bastante incipiente. A nível mundial é muito mais correcto falar de petróleo, dentro das causa económicas, do que vagamente da economia mundial. Em boa verdade esta depende em absoluto das fontes de energia e, no caso, o petróleo domina maioritariamente a realidade económica mundial. As alternativas de que falámos aparecem como tal, de forma muito incerta, empurrando as estratégias mundiais de todos os países, muito mais no sentido de garantirem o consumo do petróleo enquanto ele existir, do que para as áreas da investigação e desenvolvimento de outros tipos de energia.

Das causas apontadas para os conflitos mundiais e locais, a economia e as religiões, a maioria das vezes elas não aparecem isoladamente, mas sim, entrelaçadas. Será caso para dizer de mãos dadas. Justificam-se mutuamente e são habilmente manobradas ao serviço das ditas estratégias das grandes potências mundiais. Como poderia o Homem sobreviver sem os recursos mundiais do seu planeta? Ele que à terra e ao mar arranca, numa labuta de sempre e para sempre, os produtos de que precisa para se alimentar, viver e confeccionar toda a sorte de utensílios de que necessita. Ele que, na constante tentativa de viver numa sociedade cada vez mais rica e mais confortável, lhe tem sabido dispensar um ritmo impressionante de progresso, e que já se volta, ambicioso, para os espaços siderais. A economia mundial tem, pois, os seus alicerces nos recursos naturais, tanto no estado primitivo como na forma final conseguida através das operações levadas a cabo pelo Homem para os tornar utilizáveis. Será o caso dos recursos que se extraem do solo e do subsolo e de que os minerais metálicos e os combustíveis são os exemplos mais marcantes. Por seu turno, é o mundo dos seres vivos – animais ou vegetais – o manancial primário dos recursos naturais. O Homem explora-o e desenvolve-o desde o seu aparecimento na face da Terra – pescando e caçando, criando animais domésticos, abatendo árvores, cultivando o solo.

publicado por luzdequeijas às 14:21
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A "JIHAD" PETROLÍFERA I

Segundo Duncan, é do interesse vital dos cinco países produtores do Médio Oriente um controlo apertado da torneira do crude ao longo dos próximos vinte e cinco anos. Os seus interesses de longo prazo (40 a 50 anos no século XXI) não são compatíveis com as pressões dos países importadores desenvolvidos que querem mais e mais milhões de barris por dia colocados no mercado e a um preço barato.

O Médio Oriente vai transformar-se, por isso, numa região escaldante no presente século (XXI). Uma «guerra santa» prolongada à volta do petróleo, com diversos episódios, não deve ser excluída dos cenários. A maldição do “ouro negro”, raro e essencial para os países industrializados, o petróleo surge associado à instabilidade militar, não só no Médio Oriente como no resto do mundo.

Olhando atentamente no mapa, a verdade é que a dicotomia zona de conflito/petróleo repete-se muitas vezes. Com a excepção do Mar do Norte – onde o petróleo é explorado pelo Reino Unido e pela Noruega e dos Estados Unidos, a maioria das reservas está localizada em áreas instáveis ou potencialmente complicadas. Já que neste caso os problemas não se limitam somente ao Médio Oriente.

Mais ao norte, no Mar Cáspio, numa extensão de território dividido entre a Rússia e algumas repúblicas da ex - URSS, fica uma das reservas mais importantes do mundo. Nas previsões de muitos analistas, por volta de 2010, sairão dali muitos milhões de barris de petróleo por dia. No entanto as expectativas na extracção de crude, são tão grandes como o risco de conflito político e militar. ÁREAS DE influência muçulmana no seu passado, estas antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, Turquemenistão, Uzbequistão) são permeáveis ao fundamentalismo islâmico, sendo, por isso, provável que usem o petróleo como arma para pressionar o Ocidente. Nesta altura já assistimos naquela zona, ao conflito entre a Chechénia e a Rússia, só aparentemente gerado por um referendo. Luta-se em nome de um nacionalismo, mas também por questões de estratégia económica. O território Checheno é fundamental para a passagem dos oleodutos que trazem o petróleo do Mar Cáspio. Ainda em zonas de influência islâmica mas no Norte de África, não do Médio Oriente, existe outro dos grandes produtores de petróleo e gás natural do mundo: Argélia. Vive-se aqui uma instabilidade acentuada desde que, em 1992, as eleições legislativas ganhas pelos fundamentalistas islâmicos foram anuladas.

Segundo Duncan, é do interesse vital dos cinco países produtores do Médio Oriente um controlo apertado da torneira do crude ao longo dos próximos vinte e cinco anos. Os seus interesses de longo prazo (40 a 50 anos no século XXI) não são compatíveis com as pressões dos países importadores desenvolvidos que querem mais e mais milhões de barris por dia colocados no mercado e a um preço barato.

O Médio Oriente vai transformar-se, por isso, numa região escaldante no presente século (XXI). Uma «guerra santa» prolongada à volta do petróleo, com diversos episódios, não deve ser excluída dos cenários. A maldição do “ouro negro”, raro e essencial para os países industrializados, o petróleo surge associado à instabilidade militar, não só no Médio Oriente como no resto do mundo.

Olhando atentamente no mapa, a verdade é que a dicotomia zona de conflito/petróleo repete-se muitas vezes. Com a excepção do Mar do Norte – onde o petróleo é explorado pelo Reino Unido e pela Noruega e dos Estados Unidos, a maioria das reservas está localizada em áreas instáveis ou potencialmente complicadas. Já que neste caso os problemas não se limitam somente ao Médio Oriente.

Mais ao norte, no Mar Cáspio, numa extensão de território dividido entre a Rússia e algumas repúblicas da ex - URSS, fica uma das reservas mais importantes do mundo. Nas previsões de muitos analistas, por volta de 2010, sairão dali muitos milhões de barris de petróleo por dia. No entanto as expectativas na extracção de crude, são tão grandes como o risco de conflito político e militar. ÁREAS DE influência muçulmana no seu passado, estas antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, Turquemenistão, Uzbequistão) são permeáveis ao fundamentalismo islâmico, sendo, por isso, provável que usem o petróleo como arma para pressionar o Ocidente. Nesta altura já assistimos naquela zona, ao conflito entre a Chechénia e a Rússia, só aparentemente gerado por um referendo. Luta-se em nome de um nacionalismo, mas também por questões de estratégia económica. O território Checheno é fundamental para a passagem dos oleodutos que trazem o petróleo do Mar Cáspio. Ainda em zonas de influência islâmica mas no Norte de África, não do Médio Oriente, existe outro dos grandes produtores de petróleo e gás natural do mundo: Argélia. Vive-se aqui uma instabilidade acentuada desde que, em 1992, as eleições legislativas ganhas pelos fundamentalistas islâmicos foram anuladas.

publicado por luzdequeijas às 14:15
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A "JIHAD" PETROLÍFERA I I

IDevido à recusa em aceitar o poder nas mãos do partido islâmico, em pouco tempo, aquela era a mais próspera das nações do Norte de África passou a ser um país em guerra constante. Bastante vulnerável aos ataques do GIA (grupo Integrista Islâmico), a Argélia é, neste momento, uma ameaça para todo o Mediterrâneo e um enorme problema de difícil solução. A estabilidade política no Argélia é importantíssima para toda a União Europeia, na medida em que vem daí o gás natural, a principal alternativa de que dispõe relativamente ao consumo de petróleo. Se a norte a instabilidade é muita, no centro e no sul do continente africano a situação não é mais optimista. Entre conflitos étnicos e guerras de poder, ficam duas importantes reservas de petróleo: Angola e a Nigéria.

Em Angola, a guerra da independência durou quase 30 anos e decerto irá ter continuidade no enclave de Cabinda, região muito rica em crude. A morte de Jonas Savimbi, acalmou os conflitos, mas a paz em África apresenta, de forma constante, grande incerteza. A Nigéria, situada entre os 13 maiores exploradores, é conhecida pelos conflitos étnicos e religiosos. Na zona do delta do Níger, onde se fez a extracção de petróleo, as empresas americanas anunciaram a suspensão das operações de extracção dada a insegurança na área.

Segundo a “Human Rigths Watch”, o petróleo é a principal razão para inúmeros atentados aos direitos humanos naquela zona. A organização referencia execuções sumárias sem culpa formada e perseguições. Ainda em África, a grande aposta parece ser a extracção no mar entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria. Tal como, a Oriente, as grandes esperanças estão nos milhões de barris de petróleo que irão sair do mar de Timor Leste, país que, até 1999, viveu a ocupação Indonésia com a complacência da Austrália. Naturalmente por causa do Petróleo.

No continente americano, além dos Estados Unidos e do Canadá (em menor escala), a grande produção faz-se entre o México e a Venezuela, num eixo que inclui algumas das ilhas das Caraíbas, como Trinidad and Tobago. Também por estas paragens, como noutras partes do mundo onde o petróleo abunda, a instabilidade política, a grande diferença de classes e a corrupção marcam o dia-a-dia dos países e das populações. Terá ainda sido por causa do petróleo que os venezuelanos saíram à rua em Caracas, para pedir a Chávez que deixasse o poder. A empresa Petróleos da Venezuela foi a origem da greve de dois que parou o país. Apesar deste cenário de incerteza política nos países onde estão situadas as reservas de petróleo, a verdade é que as necessidades deste produto por parte dos países mais industrializados, vão continuar a crescer nos próximos 20 anos, sobretudo nos Estados Unidos. O Ocidente apresenta claramente grande fragilidade neste domínio. Estima-se que o consumo dos Estados Unidos seja em 2020 superior em mais de 10,3 milhões de barris àquele que teve em 1999, consideram-se também que a sua produção (das maiores do mundo) se irá manter. O que indica que a maior economia do mundo – que é também o maior consumidor de petróleo (19,9 milhões de barris por dia) – continuará dependente do exterior e das tensões nas áreas de extracção, importando mais de metade do petróleo que consome. As estimativas de petróleo para 2020 mostram, no entanto, que o crescimento da procura irá aumentar por todo o mundo. Seja em África, na América latina, na Ásia, na Europa de Leste e na Europa Ocidental. Embora, no que respeita à União Europeia, o crescimento previsto seja menor. Tão industrializada como os estados Unidos, a redução na procura europeia pretende-se alcançar com a aposta no gás natural e no gasoduto do Norte de África. O petróleo ficará essencialmente para o sector dos transportes. A certeza é que a pressão sobre o consumo do petróleo irá aumentar nos próximos anos, mantendo-se como principal fonte de energia dos países industrializados.

 

publicado por luzdequeijas às 14:12
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CAUSAS DOS CONFLITOS

» Motivações Económicas

 

A vastidão e complexidade da economia mundial é de tal ordem que seria fastidioso e pretensioso, enumerar toda a rede de interesses comerciais que provocam conflitos de dimensão assinalável! Ou tão-somente, instabilidade generalizada de forma constante.

Todavia no mundo actual, há uma rede comercial internacional, que se sobrepõe às demais. Sobretudo quando se fala de uma área geográfica, Médio Oriente, que está literalmente assente sobre uma gigantesca mancha do chamado “ouro negro”! Trata-se do negócio do petróleo.

Quando as tropas da coligação anglo-americana iniciarem o ataque ao Iraque, será já claro que o petróleo, principal fonte de energia do ocidente estará na origem da guerra. Tal como antes, fundamentava a posição franco-alemã, nas Nações Unidas, contra a intervenção militar, mais uma vez o “ouro negro” semeava a discórdia entre Estados. Este ouro «ainda vai trazer muita guerra na região» afiança Richard Duncan, o presidente do “Institute for Energy and Man”, sediado em Seattle, nos Estados Unidos. Como pano de fundo está um estudo prospectivo deste mesmo Duncan que aponta para um período muito crítico em que se vai jogar a liderança mundial desta escassa mercadoria, e cuja contagem decrescente já começou.

Duncan parte de duas constatações que não são contestadas por ninguém: as reservas de petróleo devidamente comprovadas são detidas em 77,6% pelos países da OPEP e, neste grupo, uma fatia de 63,8% está nas terras dos cinco «magníficos» do Médio Oriente – Arábia Saudita, Emiratos, Irão, Iraque e Kuwait.

Acontece ainda, ser este crude, em todo o mundo, aquele que apresenta os mais baixos custos de produção. Está muito à superfície e em terra. Entrando na prospectiva de Duncan, os cenários futuros do mercado de petróleo apontam para uma sucessão de datas com implicações geoestratégicas que não podem ser ignoradas.

Datas a Reter:

2006 - Pico da produção mundial de petróleo

2008 – Inversão da relação entre OPEP e produtores de petróleo não - OPEP

2025 – Domínio dos 5 países do Golfo dentro da OPEP

2040 – Produção mundial de petróleo caiu em 60% em relação ao pico de 2006 e os países do Golfo produzem 92% da produção de petróleo!

Por este estudo, oficialmente credenciado, a produção mundial de petróleo atingirá um pico mundial histórico em 2006, altura a partir da qual deverá entrar num período de desaceleração de 2,5% ao ano, caindo em 60% até 2040. A liderança absoluta da OPEP – e, por arrastamento, do ouro negro – será progressivamente localizada no Médio Oriente.

publicado por luzdequeijas às 14:05
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Domingo, 28 de Agosto de 2011

CAUSAS DOS CONFLITOS

» Motivações Religiosas

 

Desde o princípio dos tempos, as pessoas olharam para a religião como um meio de explicar o mundo à sua volta e o universo escondido para além do seu alcance. As religiões formam um núcleo duro das diversas culturas e sociedades e definem o modo como os seus seguidores entendem o mundo. As religiões oferecem aos seus aderentes uma estrutura consistente de organização ética, moral e social que lhes permite fazerem parte da sociedade. Num mundo cada vez mais independente, perceber o papel da religião numa cultura específica pode ajudar a compreender melhor os outros e a nós próprios.

Todos sabemos que a guerra é tão antiga como os homens! Vamos, pois, começar por admitir como prováveis origens desta, motivos religiosos. Para tal valerá a pena fazermos uma leve abordagem sobre as religiões nascidas nesta região da Terra (Médio Oriente), onde a guerra que lá estalou há pouco tempo e, com isso, verificarmos possíveis causas que possam estar a elas ligadas. Segundo a Bíblia, a cidade de Ur, no Iraque, foi o local onde nasceu Abraão, o pai das três

publicado por luzdequeijas às 23:20
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INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

As origens históricas do cristianismo são: em primeiro lugar, a religião israelita; em segundo lugar, o pensamento grego e, por fim, o direito romano. De Israel o cristianismo recebe o teísmo. É ele um privilégio único deste povo pequeno, obscuro e perseguido; os outros povos e civilizações mais poderosos são, religiosamente, politeístas, ou, quando muito dualistas ou panteístas. De Israel recebe também o cristianismo, o conceito de uma revelação e assistência especial de Deus. Encerra ainda o cristianismo a ideia de uma história, que é o desenvolvimento providencial da humanidade, ideia ligada ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo, principalmente pelo mundo grego. Na revelação cristã é fundamental o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis para explicar o problema do mal, racionalmente premente e racionalmente insolúvel. Todavia Israel tem pugnado por uma vida longa e próspera, as riquezas e a prosperidade dos negócios. A solução integral do problema do mal viria unicamente do mistério da redenção pela cruz, necessário complemento do mistério do pecado original. O pensamento grego entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificação dos pressupostos metafísicos do cristianismo. Por outro lado, o direito romano será assimilado pelo cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja.

Jesus Cristo

O verdadeiro criador do cristianismo foi naturalmente Jesus Cristo. A revelação no Novo Testamento de uma personalidade que vem ensinar uma grande doutrina, que leva uma vida santa, e se afirma mesmo como divina, o que comprova com prodígios e sinais – os milagres e as profecias. Veio confirmar toda a tradição que o precedeu – O Velho Testamento. Também é o responsável por uma instituição que se lhe vai seguir: a Igreja católica. A esta caberá dar continuidade a toda a revelação Judaica – cristã.

O Novo Testamento

Como é sabido Cristo não deixou nada escrito, daí tudo o que dele sabemos em torno da sua personalidade é aprendido através dos escritos dos seus discípulos. Assim, Paulo de Tarso, na Cecília, fora um zeloso e inteligente israelita. Não conheceu Jesus durante a sua vida terrena, mas, convertido ao cristianismo e mudando o seu nome de “Saulo” para o de Paulo, tornou-se o maior apóstolo do cristianismo. No Velho testamento, Deus, tinha dado aos homens a lei que não tirava o pecado. No Novo Testamento, Deus mediante a graça de Cristo, tira o pecado do mundo.

Os Evangelhos são quatro:

De Mateus, Marcos e Lucas – são considerados sinópticos – formam um grupo à parte, por certa característica histórica e didáctica, que os torna comuns e os distingue do quarto Evangelho, o de João, de carácter mais especulativo e genérico.

A solução do problema do mal

Não há dúvida de que o problema do mal foi o escolho contra o qual se bateu, debalde, a grande filosofia grega, como qualquer outro, visto ser o mal um problema racionalmente insolúvel. Devemos considerar naturalmente, o mal físico e o mal moral, e este totalmente relacionado com o homem. É antiga e famosa a contradição: de que modo pôr de acordo a sabedoria e o poder de Deus com todo o mal que há no mundo, por Ele criado?

O Pecado Original

Acredita-se que o Homem teria participado – com uma natureza extraordinariamente dotada – da vida de Deus, teria gozado de uma espécie de deificação, não por direito, mas por graça. Todavia – devido a uma culpa de orgulho contra Deus, cometida pelo primeiro homem, Adão, do qual pela natureza humana, devia descender toda a humanidade. Teria, assim, o homem perdido toda aquela harmonia e a dignidade sobrenatural, juntamente com os dons conexos. Por estes motivos existem uma espécie de enfermidades e um enfraquecimento espiritual e físico no ser humano, desde o nosso nascimento, e que deve, por conseguinte, ser herdado. Basta lembrar como pela lei da hereditariedade se podem transmitir doenças físicas e morais: deficiências que não dependem dos indivíduos.

Redenção pela cruz

Mas, que sentido tem o mal no mundo? Conseguiu o homem, mediante o pecado, frustrar o plano divino da criação? Conseguiu o próprio mal prejudicar o poder divino? Tudo isto se explica num segundo dogma da revelação cristã, o dogma da redenção operada por Cristo. Segundo este dogma, o Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade divina, assume natureza humana, precisamente para reparar o pecado original e, por conseguinte, as suas consequências naturais. Deus precisava de uma reparação infinita, que unicamente Deus podia dar. Sendo, porém, o homem que a devia pagar, entende-se como o Verbo de Deus, que Cristo assuma a natureza humana.

Para a Redenção, teria sido suficiente o mínimo acto expiatório de Cristo, pois esse acto teria um valor infinito, devido à sua dignidade. Contudo, Ele sacrifica-se até à morte na Cruz. Fez isto para dar toda a glória possível, à infinita majestade de Deus no reino do mal e da dor proveniente do pecado; é, pois, a glória de Deus o fim último de toda a actividade divina.

publicado por luzdequeijas às 23:17
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INTRODUÇÃO AO JUDAISMO

-O Judaísmo é a religião mais antiga do mundo. A Bíblia diz que Deus chamou Abraão, e estabeleceu com ele uma aliança. Como sinal dessa aliança todos os homens seguidores da fé Judaica deveriam fazer a circuncisão.

 

GÊNESIS 12.1-9 - Certo dia o SENHOR Deus disse a Abraão: - Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. Abraão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o SENHOR havia ordenado. E Ló foi com ele. Abraão levou a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, filho do seu irmão, e todas as riquezas e escravos que havia conseguido em Harã. Quando chegaram a Canaã, Abraão atravessou o país até que chegou a Siquém, um lugar santo, onde ficava a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo os cananeus viviam nessa região. Ali o SENHOR apareceu a Abraão e disse: - Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abraão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR lhe havia aparecido. Depois disso, Abraão foi para a região montanhosa que fica a leste da cidade de Betel e ali armou o seu acampamento. Betel ficava a oeste do acampamento, e a cidade de Ai ficava a leste. Também nesse lugar Abraão construiu um altar e adorou o SENHOR. Dali foi andando de um lugar para outro, sempre na direcção sul da terra de Canaã.

A obra de Abraão foi completada por Moisés, que deu ao povo Judeu um código de leis, que incluem noções teológicas, hábitos alimentares e sexuais. Entre estas leis figuram as que proíbem o trabalho aos Sábados, as que estabelecem a celebração das festas da Páscoa e o não contacto com animais considerados impuros, como o porco.

Os Judeus foram dominados por vários povos, mas resistiam sempre porque acreditavam serem o “povo eleito” e uma nação escolhida por Deus. Em função disso, os Judeus nunca foram missionários e não procuram espalhar a sua religião pelo mundo.

Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o Judaísmo é a de raízes mais antigas. Do seu seio surgiu o cristianismo, enquanto o islamismo adoptou vários elementos judaicos e reconheceu Abraão e Moisés como profetas. O Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados Judeus ou Israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantidos com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência do Judaísmo. 

publicado por luzdequeijas às 23:13
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INTRODUÇÃO AO ISLAMISMO

Islão significa inteira submissão à vontade de Deus. A religião Islâmica foi a terceira a surgir no mundo, entre 570 e 632 d.C., quando Maomé teve uma visão na qual lhe foram feitas revelações. Estas revelações originaram o Corão, uma espécie de Bíblia do Islamismo. A partir daí, Maomé começou a pregar o Corão na cidade de Meca, de onde foi expulso em 622 d.C. A perseguição sofrida por Maomé é conhecida como Hégira. De lá, o líder islâmico foi para a cidade de Medina, onde fundou um estado teocrático, construiu a primeira mesquita e determinou que todos os fiéis, ao orarem, se voltassem para Meca. Em Medina, Maomé iniciou uma guerra santa, chamada jihad, para expandir, através de conflitos e guerras, a religião Islâmica. Assim, várias religiões foram submetidas ao Islamismo, que, em 1991, tinha 924.611.500 seguidores no mundo inteiro.

É uma das quatro religiões monoteístas baseada nos ensinamentos de Maomé (570-632 d.C.), chamado de “ O Profeta”, contido no livro sagrado islâmico, o Corão. Os seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa aquele que se submete a Deus.

O Islamismo é actualmente a segunda maior religião do mundo, dominando acima de 50% das nações em três continentes. O número de adeptos que professam a religião mundialmente já passa dos 935 milhões. O objectivo final do Islamismo é subjugar o mundo e regê-lo pelas leis islâmicas, mesmo que para isso necessite de matar e destruir os «infiéis ou incrédulos» da religião. Segundo eles, Alá deixou dois mandamentos: o de subjugar o mundo militarmente e matar os inimigos do Islamismo – Judeus e Cristãos

publicado por luzdequeijas às 23:09
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PIB PER CAPITA

[1]

   

País

PIB (PPC)
(milhões de USD)

  Mundo

74 264 873[5]

União Europeia

15 170 419[5]

1

 Estados Unidos

14 657 800

2

 China

10 085 708[nota 1]

3

 Japão

4 309 532

4

 Índia

4 060 392

5

 Alemanha

2 940 434

6

 Rússia

2 222 957

7

 Reino Unido

2 172 768

8

Brasil

2 172 058

9

 França

2 145 487

10

 Itália

1 773 547

11

 México

1 567 470

12

 Coreia do Sul

1 459 246

13

 Espanha

1 368 642

14

 Canadá

1 330 272

15

Indonésia

1 029 884

16

 Turquia

960 511

17

 Austrália

882 362

18

Taiwan

821 781

19

 Irã

818 653

20

 Polónia

721 319

21

 Países Baixos

676 895

22

Argentina

642 402

23

Arábia Saudita

621 993

24

 Tailândia

586 877

25

África do Sul

523 954

26

 Egito

497 781

27

Paquistão

464 897

28

 Colômbia

435 367

29

 Malásia

414 428

30

 Bélgica

394 346

31

Nigéria

377 949

32

 Suécia

354 716

33

Filipinas

351 370

34

 Venezuela

345 210

35

 Áustria

332 005

36

 Hong Kong

325 755

37

Suíça

324 509

38

 Grécia

318 082

39

 Ucrânia

305 229

40

 Singapura

291 937

41

Vietname

276 567

42

 Peru

275 720

43

 República Checa

261 294

44

Bangladesh

258 608

45

 Chile

257 884

46

 Noruega

255 285

47

 Roménia

254 160

48

 Argélia

251 117

49

 Portugal

247 037

   

 

PORTUGAL chegou onde chegou por ter e manter um ESTADO GIGANTE, que o País não suporta. Era bom que as Empresas Públicas em Portugal contribuissem para a riqueza do Estado, todavia, elas só concorrem para empobrecer ainda mais o País. Assim, não admira que tenhamos de privatizar aquilo que outros países não privatizam! Infelizmente, além das dívidas, pouco ou nada temos para privatizar que possa aliciar outros países a entrarem nessa aventura! Se tais privatizações possibilitarem emagrecer o Estado sem prejudicar ninguèm e criarem empregos, já seria muito bom!

 

publicado por luzdequeijas às 18:32
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TEMOS DE ALIGEIRAR O ESTADO

Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

 

( ... )Há dez anos começo as minhas aulas na Universidade Católica colocando a seguinte pergunta: “Por que razão Portugal é um país atrasado?”

E a resposta começa pela seguinte conatação: porque a sociedade civil nunca se autonomizou em relação ao poder do Estado.

Porque nunca se formou em Portugal uma burguesia empreendedora  e com vida própria. No momento em que nos países hoje desenvolvidos se afirmava uma burguesia com iniciativa, autónoma, independente, em Portugal a incipiente burguesia viveu enfeudada ao Estado central. Nunca se libertou dele. E este foi o nosso fado até hoje.

A dependência do país em relação ao Estado tem sempre estado na base do nosso atraso. Só que, se essa situação foi até agora possível – embora com consequências conhecidas -, a partir de agora deixou de ser suportável. Por duas razões principais. Primeira: porque uma excessiva concentração de poder nas mãos do Estado não é compatível com o nosso sistema de partidos. Os partidos tendem a usar a máquina do Estado e as empresas públicas como coutada sua, o que produz grandes traumas sempre que o poder político muda de mãos.

Ora isto só se resolve aligeirando o Estado e dando mais força à sociedade civil. ( ... )

José António Saraiva - SOL

 

publicado por luzdequeijas às 18:17
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

EVOLUÇÃO DO ASSOCIATIVISMO

 

Como se tem dito as associações integram as comunidades onde se inserem e nasceram para dar respostas às dificuldades existentes, alicerçando-se em valores que têm a ver com: solidariedade / fraternidade; independência / autonomia; democracia / cidadania e trabalho voluntário. Sem esquecer o amor à VERDADE e o respeito ao PRÓXIMO!

publicado por luzdequeijas às 17:06
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FISSÃO DE UM ÁTOMO

Energia eléctrica a partir de energia nuclear

 

Para se obter energia eléctrica a partir da energia nuclear é necessário que haja a fissão de um átomo, geralmente de urânio-235, neste processo ocorrerá a quebra do núcleo atómico, que se dará com libertação de grande quantidade de energia, da ordem de 1010J de energia libertada por mol de urânio quebrado. A reacção de quebra do urânio pode ser controlada ou não, caso não seja, a energia produzida poderá ser utilizada em bombas atómicas caso ela seja controlada, poderá ser utilizada de maneira benéfica, como na produção de energia eléctrica.

A grande quantidade de energia produzida na reacção de quebra do urânio será utilizada para aquecer um caldeirão que gerará vapor. Este vapor será induzido a passar por um sistema de turbinas, que serão as responsáveis por fazer girar um gerador, que por sua vez produzirá energia eléctrica através da indução magnética, ou seja, do movimento de um imã, que fará aparecer uma corrente eléctrica no sistema. A produção de energia eléctrica a partir de quedas d'água ou de fissão nuclear controlada produz a mesma energia eléctrica.

A energia eléctrica produzida a partir de energia nuclear não é radioactiva e é igual à energia produzida em hidroeléctricas, podendo ser utilizada para os mesmos

publicado por luzdequeijas às 16:20
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USO DA ENERGIA

A cada dia que passa, a humanidade vem necessitando cada vez mais de energia, seja para o próprio consumo, na forma de alimentos, ou para proporcionar maior conforto ou facilidades de trabalho. Um exemplo é a produção de uma lata de refrigerante. Para se obter uma lata de alumínio é necessário a disposição e o consumo de muita energia eléctrica, que terá uma parte utilizada como tal e outra parte transformada em energia térmica e energia mecânica. Esse consumo de energia deve - se ao facto do alumínio não se encontrar na natureza na forma metálica, sendo encontrado na forma de minerais que deverão ser trabalhados para a remoção física e química do alumínio metálico, esse processo consome muita energia. A reciclagem do alumínio consome menos energia, mas mesmo assim, é ainda grande a quantidade de energia consumida.

A indústria de uma maneira em geral, necessita e muito de energia eléctrica, que é mais fácil de se obter e que pode ser transformada em qualquer outra. É a partir dessa energia que é possível iluminar cidades, accionar e fazer trabalhar máquinas e equipamentos electrónicos, etc.

Para as pessoas em geral, a energia eléctrica também é indispensável nos dias de hoje, para ligar um aparelho eléctrico, como televisão, computador e frigorífico é necessário energia eléctrica, pois senão o aparelho não funciona. E como poderemos imaginar as pessoas sem estes aparelhos? Actualmente estes aparelhos são indispensáveis para a sua comodidade e conforto.

Conversão para energia eléctrica

No mundo, a principal fonte de energia eléctrica ainda serão as centrais hidroeléctricas, que convertem a energia potencial e cinética das correntes da água em energia eléctrica. O que ocorre é que a água é forçada a cair sobre um dispositivo (turbina) que girará dando movimento a um gerador. Este gerador será o responsável pela produção de energia eléctrica, que aparecerá pelo fenómeno da indução electromagnética (uma corrente eléctrica aparecerá com o movimento de um imã).

Noutros países, principalmente na Europa e na América do Norte, a principal fonte de energia eléctrica já são as centrais nucleares. Antes de entrar neste assunto é necessário analisar alguns conceitos básicos.

publicado por luzdequeijas às 15:50
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VIAGENS ESPACIAIS

A força de gravidade obriga - nos a permanecer sobre a Terra. O ambiente acima da atmosfera é hostil aos nossos corpos. Porquê, então, ansiarmos fugir do conforto da Terra arriscando - nos no espaço desconhecido? Nesta actividade vamos discutir, entre outras coisas, o desejo humano de viajar pelo universo !

"Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade". Com essas palavras, em 20 de julho de 1969, o norte americano Neil A. Armstrong pisou solo lunar. Foi o primeiro homem a pisar a Lua. Minutos depois,  juntou - se a ele Edwin E. Aldrin. Este acontecimento foi conhecido em todo o mundo. A jornada épica da Apollo 11, nave onde estavam estes astronautas é lembrada até hoje, como o inicio para o sonho da humanidade de pisar noutros Planetas e pelo grande avanço tecnológico que representou.

 

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:07
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

" AS PRIORIDADES"

 

“Podemos definir o objectivo estratégico do Governo como sendo o de promover, realizar e influenciar numa sociedade as necessárias mudanças que permitam de uma forma consolidada e sustentada maximizar o nível e qualidade de vida dos cidadãos. Devemos ainda acrescentar que para alcançar este desafio o Governo deve procurar melhorar significativamente a qualificação, a cultura e a atitude dos cidadãos e criar um ambiente estimulante e de inovação em que estes, individual e colectivamente maior valor acrescentem em geral. Mas é também importante que numa situação como aquela em que o nosso país se encontra, com múltiplos desafios, o Governo defina quais são as três ou quatro prioridades estratégicas em que aposta, relativamente às quais não irá faltar e que são por todos os seus membros assumidas.

 

Neste contexto era importante que o Governo prestasse atenção prioritária aos seguintes projectos de mudança:

  1. 1.    Redefinir o papel do Estado e reestruturá-lo.
  2. 2.    Apostar na concorrência e abandonar os proteccionismos regulando adequadamente os mercados e afirmando a independência face aos vários lóbis e corporações.
  3. 3.    Reformar o sistema fiscal, moralizá-lo e não permitir a fraude e a evasão fiscal, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.

O Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade, seja na organização e forma de trabalhar.” (....)         

Expresso 27 Abril  2002

 

publicado por luzdequeijas às 19:46
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"ANJOS DA EDUCAÇÃO"

 

Um estudo recente da Comissão Europeia , apresenta de forma clara e inequívoca o que há muito se sabia: a qualidade da educação portuguesa é medíocre .

(...  ) A qualidade da educação é medíocre de duas formas . Em primeiro lugar o produto do processo educativo é insuficiente. Por exemplo em competências como «leitura»,«matemática» , e «ciência» Portugal tem uma percentagem de estudantes com resultados insuficientes de 27,22 e 27 %.

Nenhum outro país tem resultados tão negativos em todos os indicadores e apenas a Grécia e o Luxemburgo se aproximam de nós . Em segundo lugar , combinando o PIB e os resultados das escalas de PISA , Portugal é o país que pior gasta no ensino. Por exemplo , o Estado português gasta cerca de 5,73% do PIB em educação e este valor está a subir. Na EU os gastos são de 5,03% e estão a descer.

Que razões há para esta situação de ineficiência no uso do dinheiro público na educação? Basicamente, recursos a mais e excessivamente remunerados .

Por exemplo , Portugal paga aos seus professores salários relativos muito superiores a outros países,”                                 

 

 Expresso 06 Julho 2002

publicado por luzdequeijas às 19:41
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O INFERNO EXISTE

 

Cabral, no Mar Índico, é bem recebido em Melinde.

 

Tocados por sudoeste, perto do Cabo da Boa Esperança súbita tempestade afunda quatro naus. Entre elas, a de Bartolomeu Dias, o descobridor do Cabo deveras Tormentoso. É a segunda maldição. Chegando estão eles às portas do Inferno. Das 13 naus sobram 7.

No Porto de Sofala, a 16 de Julho, agora, das 13 sobram apenas 6. Falta mais uma. Falta a nave de Diogo Dias, o irmão de Bartolomeu . Terceira maldição.

 

As naus desconjuntadas, os companheiros mortos, o desalento. O Capitão-mor trata de animar a todos. Ninguém arreia, ninguém desiste, ninguém recua, ninguém arreda pé, antes quebrar que torcer, há missão para cumprir. Consertam as naus e outra vez se fazem ao mar.

Sobem a costa oriental da África. Avistam dois navios. Um foge e vara em terra. Outro é abordado e tomado. Fica então Cabral a saber que Foteima, o comandante, é tio do rei de Melinde. Por isso devolve-lhe a nave e presta-lhe honras, o que muito espanta o mouro. Serão depois bem recebidos em Moçambique. Talvez por temor das gentes, talvez por influência de Foteima que até ali os acompanha. Fazem aguada, reparam as naus e partem outra vez.

Recomendara El-rei D. Manuel que estabelecessem feitoria em Quiloa, reino que tem parte activa no comércio do ouro de Sofala. Mas o rei negoceia entendimentos. Quisera o Capitão-mor dar-lhe batalha, mas poucos já são eles para enfrentar os muitos homens do Samorim de Calecute.

publicado por luzdequeijas às 11:55
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A NOSSA CRUZ!

 


Moral da história da Cruz que carregamos:

 


Nada nesta vida acontece por acaso!

 
Muitas vezes queremos livrar-nos da "cruz"  que nos é dada, por exemplo queremos cortar-lhe um pedaço! 
Mas, como para tudo há um 'para quê' e um 'por quê' na vida... mais à frente esse bocado vai fazer-nos muita falta!


Deus nunca nos manda algo que não possamos suportar...

E se formos abreviar estes caminhos, certamente que mais à frente teremos grandes problemas!

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:03
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Sábado, 20 de Agosto de 2011

O PASTOR E O MOINHO

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O moinho velho é avistado de todas as proximidades e o marco geodésico instalado no seu interior significa que é o ponto mais alto da freguesia e, talvez, do concelho. Não será caso único, mas aquele moinho tão arruinado, há dezenas de anos que se conserva assim.  Esta vila e antigo lugarejo, era terra de culturas de sequeiro e cultivo cerealífero. Terra de agricultores da própria terra. O solo era seco e de baixa profundidade, no qual abundavam pedras negras sem conta, à vista, e grandes pedregulhos também negros a pouca profundidade.
Nos anos de industrialização do concelho, Queijas foi abrigo de um projecto de auto-construção e com ele tudo começou a ser diferente. Os terrenos de semeadura começaram a ser vendidos para construção.
Árvores só existiam meia dúzia numa velha quinta, rodeadas por um alto muro. O resto era descampado a perder de vista, com excepção de espaçadas áreas silvestres que incluíam um conjunto de sistemas arbustivos , de formação próxima do carrascal e estevas, com elevado interesse ecológico, muito mato e revestimento herbáceo. Este era um ecossistema apropriado para uma fauna diversificada, mas muito preferida dos caçadores. Coelhos bravos, codornizes e perdizes sem conta, eram vistos a esconderem-se nas muitas e cerradas moitas, mesmo à luz do dia.
Conta a sabedoria popular que o rei D. Miguel, também devoto da Senhora da Rocha, por aqui se entretinha neste passatempo cinegético, o que justifica a existência (?) da Casa de D. Miguel, o seu pavilhão de caça.
Também justifica a existência de uma pequena reserva de caça na freguesia de Queijas, no prolongamento da reserva de caça da Serra de Carnaxide. Os primeiros habitantes da parte nova de Queijas bem se lembram dos milhares de pintassilgos que, mesmo no centro da povoação, comiam sem cessar as sementes dos inúmeros cardos secos. Bem se lembram de nas cálidas noites de Maio verem centenas de pirilampos ziguezagueando no ar, mesmo à volta das suas casas. Sentiram o ruído e a poluição e desapareceram para sempre.
Bem se lembram de no começo das obras da cooperativa, aparecerem nos seus quintais ouriços, doninhas e outras espécies do género, a procurarem abrigo, fugindo do roncar ensurdecedor das máquinas a desbravarem os seus lares. As moitas silvestres.
A questão ambiental é hoje encarada como factor central do desenvolvimento sustentável duma terra ou de uma região e como contributo decisivo para a qualidade de vida das suas populações.
Voltando ao moinho do marco geodésico, de referir ser ele e as terras envolventes, ao que supomos, propriedade camarária e ter havido até há pouco tempo nessa terras uma gigantesca antena de telemóveis. Felizmente, houve o bem senso de a retirarem, talvez por estar mesmo junto da escola Secundária Noronha Feio e por pressão da comunidade escolar.
Esta última parcela com as características do que foi esta região, hoje em estado degradado, possui condições de excelência pela biodiversidade ambiental que se devem traduzir em factores de atractividade e em vantagens de toda a ordem, a maior das quais de ordem cultural.
Depois de termos perdido tanta coisa deste nosso ecossistema, parece justo manter nesta área, salvo melhor opinião, um santuário ecológico que nos ligue ao passado mas que possa ser igualmente uma porta pela qual possamos melhor visionar o futuro, que não pode deixar de passar pela defesa do meio ambiente que recebemos como legado.
Naturalmente que é fácil imaginar aquele espaço cimeiro e geodésico, encostado a uma escola secundária e rodeado de perto por várias outras comunidades escolares e habitações, cercado por um muro alto e rústico, adequado ao estado do moinho. A conservar como está.
Seria um pequeno território protector de uma fauna e flora, em risco de desaparecerem totalmente. Também é fácil imaginar as espécies autóctones a proteger numa coabitação que já tiveram por milhares de anos, mas que não é tão fácil hoje, por ser num espaço fechado. É um trabalho para gente altamente especializada. Passará por uma identificação dos valores naturais da área no que respeita às comunidades vegetais e à fauna, em função da sua importância.
Mas é um desafio aliciante e exemplar.
Será naturalmente de manter no espaço eleito, um estado silvestre controlado, correspondente a padrões de uso onde a intervenção humana seja nula ou muito reduzida.
António Reis Luz



publicado por luzdequeijas às 22:09
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COVENÇÃO DE 1839

O Tratado de Londres de 1839, o Primeiro Tratado de Londres ou ainda Convenção de 1839 foi um tratado assinado a 19 de Abril de 1839, entre as potências europeias (Reino Unido, Áustria, França, Prússia e Império Russo) e o Reino Unido dos Países Baixos, que deu a independência à Bélgica, então parte dos Países Baixos. No tratado as potências europeias reconheciam e garantiam a independência e neutralidade da Bélgica e confirmavam a independência do Luxemburgo. A sua principal importância histórica deve-se ao Artigo VII, que obrigava a Bélgica a permanecer perpétuamente neutral, e todos os signatários deveriam guardar a neutralidade em caso de invasão.

WIKIPÉDIA

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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

FALAR DIZENDO POUCO!

"Parece que o ministro da Economia foi criticado um dia destes por não ter ido ao Parlamento quando se discutia a questão dos despedimentos.

Esta crítica resulta de uma forma de encarar a política com a qual nunca concordei.
Naquele mesmo Parlamento, há cerca de 20 anos, Cavaco Silva disse uma frase que ficaria célebre: «Deixem-nos trabalhar!».
A capacidade de trabalho era uma das características que o distinguiam.
A maior parte dos políticos não tem hábitos de trabalho – e realiza-se a falar, a falar interminavelmente.
Basta ver os numerosíssimos programas de debate que há por aí e que integram políticos no activo – Prós e Contras, Corredor do Poder, Estado da Nação, Quadratura do Círculo, Frente-a-Frente, etc., etc. – para ver até que ponto os políticos gostam de falar.
Cavaco tinha a enorme vantagem de preferir a acção à palavra."

José António Saraiva

publicado por luzdequeijas às 22:15
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PREVENDO O FUTURO

Um pequeno número de Cabalistas tentou predizer acontecimentos pela cabala. A palavra passou a ser usada como referência às ciências secretas em geral, à arte mística, ou ao mistério.

Depois disso, a palavra cabala veio a significar uma associação secreta de uns poucos indivíduos que buscam obter posição e poder por meio de práticas astuciosas.

Outros termos que originalmente se referiam a associações religiosas mas que passaram a referir-se, de alguma forma, a comportamentos perigosos e suspeitos incluem fanático, assassino, e brutamontes.

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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011

O TEJO E OS SEUS ENCANTOS

Com mais ou menos cheias, eram assim os invernos no Tejo para os trabalhadores rurais das duas margens.Agruras, muitas agruras!

 

Porém, com os borbotes pequenos e verdes a rebentarem nos ramos das árvores, percebia-se que estava a chegar a primavera. Na terra, o rebentar das ervas e plantas, fazia levantar a camada de lodo que as cheias lá tinham deixado. Ouvem-se os pardais nos telhados e outros bebem água nas poças mais teimosas. Mais tarde, andarão entretidos a fazer o ninho.

As extensas vinhas, das terras mais baixas, saem das cheias cobertas de fina camada de lama. Algum dia de chuva terá de lavá-las!

As embarcações protegidas durante o inverno nas águas calmas das ribeiras, voltam ao seu lugar, no seu porto fluvial. Esta estação do ano é no campo um crescendo de vida! As canas e os salgueiros empertigam-se e ficam viçosos de tanto verde claro. Não tarda que os trabalhadores se apurem na poda das árvores e dos vinhedos. Manadas de bois puxam os arados na preparação das sementeiras, enquanto atrás, as alvéloas de pernas finitas e cauda comprida, depenicam os vermes trazidos à superfície.      

As trepadeiras que cobriam as extensas paredes das casa apalaçadas, não tardarão a florir. No verão serão o esconderijo e dormitório da imensa passarada.

Os palácios são considerados património nacional e a sua construção, muitas vezes, remonta a tempos desconhecidos. O mesmo acontece com os castelos. Lendas antigas relacionam-nos ao Almourol, como se ele fosse um pai para todos! Como acontece com osTemplários e o Convento de Cristo. Incorporadas nos palácios, existem lindas capelas, com ricos vitrais e quadros clássicos. Ao centro dos palácios corre sempre o rio Tejo e na sua área central,ficam habitualmente um lindo jardim. Ao lado deste jardim, é normal existir uma húmida e reguardada estufa com plantas exóticas.

publicado por luzdequeijas às 15:20
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INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

                                                  

                                    Primeira bandeira de Portugal, a de D. Afonso Henriques

 

Entretanto no território que é hoje Portugal e Galiza muita história existe desde tempos imemoráveis.

Depois de muitas civilizações que foram atingindo o seu apogeu para de seguida desaparecerem engolidas na voracidade do tempo, as tribos lusitanas prezando alguma independência entre si, formavam também um só corpo perante ataques de outros povos.

Esta unidade de recurso foi forjando uma certa cultura que tudo indica ser a raiz da actual alma do povo português.

Da memória ficou a traição sobre as tribos lusitanas que levou ao extermínio de quase uma dezena de milhar de lusitanos e à venda para escravatura do dobro nas paragens da Gália.

Em  (180 a.C.139 a.C.) Viriato foi um dos líderes da tribo lusitana que combateu as legiões romanas mas que morreu traído por um grupo de apoiantes como anteriormente se disse. Contudo, depois de Viriato morrer, os seus seguidores foram mortos ou escravizados.

Eleito chefe dos lusitanos, Viriato, um pastor e caçador nos altos Montes Hermínios, actual Serra da Estrela, depois de defender as suas montanhas,  lançou-se decididamente numa guerra ofensiva e conquista a Hispânia Citerior, (divisão romana da Península Ibérica em duas províncias, Citerior e Ulterior, separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro na actual Serra Morena, em Espanha.

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VIRIATO E OS TRAIDORES

                                            

 (180 a.C.139 a.C.) Foi um dos líderes da tribo lusitana que confrontou os romanos na Península Ibérica, e que morreu traído por um punhado de seguidores por dinheiro. Contudo, depois de Viriato morrer, os seus seguidores foram mortos ou escravizados.

Viriato, um pastor e caçador nos altos Montes Hermínios da Lusitânia, actual Serra da Estrela, de onde era natural (de Loriga), foi eleito chefe dos lusitanos. Depois de defender vitoriosamente as suas montanhas, Viriato lançou-se decididamente numa guerra ofensiva. Entra triunfante na Hispânia Citerior, (divisão romana da Península Ibérica em duas províncias, Citerior e Ulterior, separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro e que passava pelo saltus Castulonensis (a actual Serra Morena, em Espanha), e lança contribuições sobre as cidades que reconhecem o governo de Roma.

Em 147 a.C. opõe-se à rendição dos lusitanos a Caio Vetílio que os teria cercado no vale de Betis, na Turdetânia. Mais tarde derrotaria os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície de Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, onde viria a matar o próprio Vetílio. Mais tarde, nova vitória contra as forças de Caio Pláucio, tomando Segóbriga e as forças de Cláudio Unimano que, em 146 a.C. era o governador da Hispânia Citerior. No ano seguinte as tropas de Viriato voltam a derrotar os romanos comandados por Caio Nígidio.

Ainda nesse ano, Fábio Máximo, irmão de Cipião o Africano, é nomeado cônsul da Hispânia Citerior e encarregado da campanha contra Viriato sendo-lhe, para isso, fornecidas duas legiões. Após algumas derrotas, Viriato consegue recuperar e, em 143 a.C. volta a derrotar os romanos, empurrando-os para Córdova. Ao mesmo tempo, as tropas celtibéricas revoltavam-se contra os romanos iniciando uma luta que só terminaria por volta de 133 a.C. com a queda de Numância.

Em 140 a.C. Viriato infringe uma derrota decisiva a Fábio Máximo Servilliano, novo cônsul, onde morreram em combate cerca de 3000 romanos. Servilliano consegue manter a vida oferecendo promessas e garantias da autonomia dos lusitanos e Viriato decide não o matar. Ao chegar a Roma a notícia desse tratado, foi considerado humilhante para a imponência romana e o Senado volta atrás, declarando guerra contra os lusitanos.

Assim, Roma envia novo general, Servílio Cipião que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas. Este renova os combates com Viriato, que mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz. Envia, neste processo, três comissários de sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros. Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato, que assassinaram o grande chefe enquanto dormia. Um desfecho trágico para Viriato e os lusitanos, e vergonhoso para Roma, superpotência da época, e que se intitulava arauto da civilização.

Após o seu assassinato, Decius Junius Brutus pôde marchar para o nordeste da península, atravessando o rio Douro subjugando a Galiza. Júlio César ainda governou o território (agora Galécia) durante algum tempo.

publicado por luzdequeijas às 15:02
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AS ORDENS DE ANTANHO

A Península Ibérica e as Ordens.

Para abordar esta parte julgo que é necessário recuarmos uns séculos, mais precisamente ao ano de 711, ano em que a invasão muçulmana, derrota o rei Rodrigo dos Visitados na batalha da Lagoa de Janta. O reino visigodo encontrava-se num estado de anarquia total e assim o islão submete a península rapidamente, porém subsistem pequenos enclaves cristãos no norte: as Astúrias, nos Pirenéus e o condado de Barcelona reconquistado pelos exércitos de Carlos Magno em 804. Ou seja é das montanhas que partem os primeiros “raids” contra o califado de Córdova. A estes “raids” que posteriormente passarão a campanhas deu-se o nome de Reconquista.

A reconquista tem duas fases principais: a primeira que ocorre nos sécs. XI e XII com a tomada de Saragoça e Toledo, aproveitando a divisão do Califado de Córdova no séc. XI em diversos reinos taifas. A Segunda fase ocorre na primeira metade do séc. XIII após a batalha de Navas de Tolosa (1212) e cuja vitória abre a Espanha do Sul e Portugal aos exércitos cristãos.

A reconquista acompanha progressivamente a formação dos reinos ibéricos: Leão e Castela que se fundirão (1230), Portugal, Navarra, Aragão e Catalunha.

A ponte de ligação entre a reconquista e as cruzadas do oriente é a luta contra os muçulmanos. Sendo a participação das ordens internacionais apagada pois concentram os seus esforços em grande parte na Terra Santa, o que leva os monarcas ibéricos a criar as suas próprias ordens militares, mas com uma raiz e identidade própria.

O próprio ambiente era favorável à associação entre a luta militar e o ascetismo antes da introdução das ordens do Templo e do Hospital na península, pois já havia confrarias ou seja associações de cavaleiros próximos à monarquia e sob jurisdição episcopal mas que acabam por se ligar a ordens religiosas existentes: os cavaleiros de Santiago associam-se aos cónegos de Santo Agostinho tal como os de Calatrava aos monges de Cister.

A principal razão de ser das ordens ibéricas seria a perseguição dos inimigos de Cristo e a expulsão total do Islão.

publicado por luzdequeijas às 14:58
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O MISTÉRIO E A SIMBOLOGIA DAS CARAVELAS

 

Era, todavia, todo o forte mistério e simbologia de Jesus Cristo que as nossas caravelas levavam pelo mundo inteiro.

 

 

O Infante D. Henrique era o governador da opulenta Ordem de Cristo, que herdara as riquezas da Ordem dos Templários em Portugal.

Os três grandes motivos dos descobrimentos portugueses foram: Deus, o Rei e o Ouro.

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

MAIOR PARTICIPAÇÃO CIVIL

“Falta mais e melhor democracia”

 

“ É necessária vontade de agir, de maneira a cultivar a democracia, fazer progredir o desenvolvimento e expandir as liberdades humanas, em todo o mundo – eis a conclusão do Relatório do Desenvolvimento Humano 2002, encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Depois de analisar a evolução do índice de desenvolvimento dos 173 países considerados, o relatório denuncia os males dos regimes não democráticos e defende uma maior participação cívica. Portugal ocupa o 28º lugar do ranking (estava em 27º em 1999), liderado pela Noruega.           

(...) Excesso de poder das forças armadas, da polícia e dos serviços secretos, falta de confiança nos partidos políticos foram alguns dos males detectados, na base do actual estado do mundo.

As soluções passam por uma maior participação civil, acompanhada por políticas de educação eficientes, e pela criação de instituições justas e responsáveis, que protejam os direitos humanos e as liberdades básicas “.            

 

 Visão 25 Julho 2002

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SERVIÇO PÚBLICO

Serviço público de informação?

Aceitei fazer parte de um grupo de trabalho que deverá ajudar a definir o conceito de serviço público de Comunicação Social. Fiz, há nove anos, parte de um grupo semelhante que produziu o seu relatório. Tratou-se de um relatório que, como é natural, só parcialmente reflectia as minhas opiniões e que, de forma ainda mais parcial, foi aplicado (ou ignorado) pelos governos de então para cá.

Antes de se iniciarem os trabalhos de uma nova comissão, aqui ficam, de forma telegráfica, os meus pontos de partida (que não têm de ser os meus pontos de chegada ou, ainda menos, os da nova comissão):

a)      Serviço público, na área da comunicação social ou em outra qualquer, não é sinónimo de propriedade pública de quem presta esse serviço;

b)      Serviço público pode ser definido como um serviço a que podem ter acesso todos os cidadãos, sem qualquer tipo de restrição, e cuja prestação é importante para a sua plena realização como cidadãos e como seres humanos;

c)       Há situações em que a interferência do Estado não beneficia, antes prejudica, a existência de um bom serviço público – uma dessas situações é a prestação de serviços de informação;

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publicado por luzdequeijas às 18:52
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

CONSELHOS DE ESTADO

Conselho de Estado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

O Conselho de Estado é o nome de um órgão de governo em muitos estados. O nome de conselho de Estado é aplicado a diferentes tipos de corpos em diferentes estados, a partir do nome formal do gabinete de um órgão consultivo não executivo em torno de um chefe de Estado. É por vezes (erroneamente discutível) considerado como o equivalente a um Conselho Privado republicano.

[editar] Contemporâneos

O Conselho de Estado existe nos seguintes Estados:

  •  Bélgica- este é um órgão consultivo e judicial. Assiste o executivo com aconselhamento jurídico, e é o supremo tribunal de justiça administrativo.
  • Carolina do Norte (Estado dos EUA)
  •  Cuba- o chefe de Estado do país é o Presidente do Conselho de Estado da República de Cuba|presidente do conselho de Estado da República de Cuba.
  •  Dinamarca- este corpo é semelhante a um Conselho Privado. O seu papel é, em grande parte cerimonial e inclui a concessão da aprovação real e actividades do chefe de estado. É constituída por todos os ministros e pelo Príncipe hereditário ou a Princesa hereditária, quando ele ou ela é de idade.
  •  Espanha- este foi o conselho para a política externa a partir de 1522 até 1834; desde o século XIX é o supremo conselho consultivo do Governo.
  • Filipinas
  •  Finlândia- é um gabinete onde se reúnem o primeiro-ministro e outros ministros, e devem gozar da confiança do Parlamento finlandês.
  •  França- este é um órgão consultivo e judicial. Assiste o executivo com aconselhamento jurídico, e é o supremo tribunal de justiça administrativo.
  • Gana Gana- este organismo aconselha o presidente do Gana, no exercício da maioria dos seus poderes.
  •  Grécia- este é o supremo tribunal administrativo da Grécia e é um órgão administrativo que examina todos os decretos presidenciais antes da sua emissão.
  •  Irlanda - este órgão aconselha a presidente da Irlanda, no exercício da maioria dos seus poderes. Na prática, só raramente se reúne. O presidente não é obrigado a acatar os seus conselhos, mas deve consultar o organismo em determinadas circunstâncias. Ver Conselho de Estado irlandês
  •  Itália- é um órgão consultivo jurídico-administrativo e garante a legalidade da administração pública.
  • Nigéria
  •  Noruega
  •  Países Baixos- este é um órgão consultivo para o governo, que é composto por membros da família real e da Coroa, nomeados membros, geralmente tendo expriência política, comercial, diplomática ou militar. O Conselho de Estado deve ser consultado sobre a legislação proposta antes de uma lei ser apresentado ao Parlamento e também serve como um canal para os cidadãos de recurso contra as decisões do poder executivo.
  •  Portugal - ver Conselho de Estado português.
  •  Reino Unido- este órgão é o grupo de pessoas que administra o Reino Unido quando a rainha é a ausência de um curto prazo, por exemplo, Commonwealth, visitas de curto prazo, doença, etc.
  • Suíça - Na Suíça, um Conseil d'Étatlidera o governo cantonal de cada cantão de língua francesa.
  •  Turquia - ver Conselho de Estado da Turquia.
  • Vietname
publicado por luzdequeijas às 17:16
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

COMO CONTAR O TEMPO ?

 

Imagem web

 

“Há tempos em nossa vida que se contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
O relógio do coração – hoje eu descubro – bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.”

 autor desconhecido

publicado por luzdequeijas às 19:20
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

QUEREMOS UM TAPETE MÁGICO

O Tapete Mágico é o elemento simbólico que estabelece a ligação entre o mundo real e o imaginário. Este elemento mágico engloba para os árabes o sonho que transporta para sempre as pessoas, e os livros com as suas histórias. Foi nele que Saddam carregou, talvez ainda hoje carregue, mesmo dentro do seu esconderijo no "outro mundo" onde deve ainda estar escondido, os pesadelos do pai que não teve, as dificuldades amargas que ensombraram a sua infância, as carícias da mão de sua mãe no seu cabelo e principalmente todas as histórias lindas que envolvem a existência do seu povo. Parece ter sido este mágico tapete que de forma incontrolável o levou e empurrou para o desvario da sua louca corrida a caminho do impossível para si e para o seu povo. O Iraque parece que vai continuar a ser o reino onde as cavernas possuem sombras estranhas, e os políticos também.... O Califa Saddam será uma dessas sombras, no Iraque do futuro ?     

 

publicado por luzdequeijas às 22:08
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A GUERRA E O TESOURO

 

Uma ajuda no tesouro de Nimrud

A equipa da National Geographic Society colaborou com militares americanos e responsáveis iraquianos na recuperação do famoso tesouro de Nimrud, que estava guardado nos cofres do Banco Central de Bagdad. Os membros da equipa organizaram a drenagem de mais de dois milhões de litros de água – a zona onde o Museu de Bagdad guardara parte do seu espólio mais cobiçado fora inundada durante a guerra. Proximamente deverão ser expostas as jóias deste tesouro, encontrado nos túmulos reais de Nimrud nas primeiras escavações do século XX.

publicado por luzdequeijas às 22:04
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DESTRUIR A CULTURA É UM CRIME

Não há memória de semelhante barbaridade desde os tempos dos mongóis. Foi assim que exprimiu a sua opinião o director da que foi, até ao passado domingo à noite, a Biblioteca Nacional do Iraque. No século XII, as 36 bibliotecas públicas de Bagdad foram reduzidas a cinzas. Agora, a história repetiu-se, com uma particularidade: a destruição não foi perpetrada pelo exército ocupante, mas com a sua passividade. Saqueada e posteriormente incendiada, a biblioteca, reerguida em 1961, tinha um espólio de mais de um milhão de livros, além de microfilmes, arquivos de imprensa e documentos antigos.  

A directora do Museu Nacional de Arqueologia de Bagdad quase não tinha palavras para amparar a sua revolta; limitava-se a chorar. Acabara de percorrer as salas daquele que fora até 24 horas antes «o seu museu», o mais importante do Médio Oriente e um dos mais belos do mundo. Sete mil anos de história tinham desaparecido! De acordo com as fontes, as perdas oscilam entre as cinquenta mil e as cento e setenta mil peças. Baixos-relevos assírios, estatuetas sumérias, esculturas babilónicas, são pequenos exemplos dos tesouros sumidos. Ao que se juntam as pilhagens no Museu de Mossul e nas Universidades de Bassorá e de Al-Mustansiriya (a mais antiga universidade do Médio Oriente), e a destruição do Jardim de Éden – e o mais que se vier a saber.

publicado por luzdequeijas às 21:59
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

OUTRAS TERRAS ...

OUTROS HÁBITOS ...

 

" Palmeiras babaçu: Crescendo de forma selvagem.

O babaçu é uma espécie nativa* agressiva,cresce muito bem e rapidamente em muitas condições ecológicas diferentes. Essas palmeiras cobrem extensas áreas no nordestedo Brasil,especialmente no Maranhão, onde formam vegetações conhecidas como babaçuais, semelhantes a florestas abertas,que se estendem por mais de 10 milhões de hectares. À primeira vista, um babaçual até parece uma plantação por causa do grande número de palmeiras crescendo juntas. Mas as palmeiras crescem espontaneamente tanto em terras degradadas quanto naquelas em que a floresta nativa foi derrubada, além de ser resistente ao fogo e capaz de crescer bem a pleno sol.

O seu rápido crescimento pode tornar mais difícil a vida dos agricultores que querem plantar

as suas roças e dos pecuaristas que querem criar gado. Quando esses produtores começam

a preparar a terra para uma nova roça, têm que trabalhar duro para abrir espaço cortando

as palmeiras. Os agricultores geralmente removem as palmeiras velhas ou improdutivas,

normalmente deixando de 50 a 100 por hectare. Embora o babaçu ocupe uma grande

área no nordeste do Brasil, a sua distribuição está na verdade diminuindo por causa da

intensidade da mudança que vem ocorrendo no uso da terra, incluindo a sua conversão para pastagens."

 

publicado por luzdequeijas às 14:28
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

A 3.ª LEI DO PODER

OCULTE AS SUAS INTENÇÕES

 

 

" Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito dos seus actos. Não sabendo o que pretende, não podem preparar a sua defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em muito fumo, porque, quando perceberem as suas intenções, será tarde demais!" Aparentemente......

 

Robert Greene

 

publicado por luzdequeijas às 17:16
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EM TRIPLICADO NÃO!

Dizem que os vão fundir. E que tal extingui-los?

 Ao certo o que fazem o Instituto Português da Juventude, a Movijovem e a Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação?

 

Blasfémeas - Helena Matos

publicado por luzdequeijas às 16:35
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A MAIOR ORQUÍDEA DO MUNDO

Após 5 anos de crescimento, floresceu no dia 1º de fevereiro, em Brasília (DF) a “maior orquídea do mundo”, alcunha dada à espécie Grammatophyllum speciosum, nativa da Malásia. A planta tem 2,5 metros de altura e 19 hastes florais que atingem até 3 metros, segundo o Ibama.

A planta gigante floresceu no Orquidário Nacional do Ibama e foi gerida por meio do projeto Orquídeas do Brasil, de acordo com o órgão ambiental. A orquídea tem mais de 400 flores.

Segundo a bióloga Lou Menezes, chefe do Orquidário, a planta adaptou-se bem ao clima do Planalto Central. Ela recebeu a planta ainda pequena de Odilon Cunha, um colecionador pernambucano e colaborador do projeto Orquídeas do Brasil.

Após o florescimento da orquídea, Lou Menezes realizou o cruzamento da espécie originária da Malásia com outra, típica do cerrado brasileiro, a Cyrtopodium brandonianum. A iniciativa representa o primeiro passo para o crescimento de uma nova espécie híbrida.

Fonte: G1 Natureza

publicado por luzdequeijas às 16:28
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