Quinta-feira, 31 de Março de 2011

MENTIRATEM PERNA CURTA

Quinta-feira, 31 de Março de 2011
 
Era para fazer piadinha, mas vai mesmo assim: isto é nojento
 
"Este Governo não tem legitimidade nem condições para negociar seja o que for", Teixeira dos Santos a fazer birrinha. Perderam em toda a linha, e agora estão a fazer política de terra queimada.
Com a revisão do défice para níveis ainda mais altos, o governo perde (nunca a teve, mas enfim) a carta do "foi a oposição que nos colocou aqui". Só têm uma saída minimamente decente: recorrer ao FEEF. Problema? O egoísmo estúpido do primeiro-ministro e do PS, que se recusam a admitir o fracasso das suas políticas.
Como se tudo isto não fosse suficiente, o PS quer esconder o real estado das contas. Ou seja, o PS está a esconder a realidade, e diz que isso é do interesse nacional. Ou seja, o PS acha que a "mentira" é do "interesse nacional". Faz sentido, sim senhora, tendo em conta a história deste governo.
Sr. Presidente, o murro na mesa, sff.

 

por Henrique Raposo às 16:28 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 23:33
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DIA DAS MENTIRAS

 

lascado pinoquio 02 Feliz dia da Mentira!DIA 31 DE MARÇO DE 2011

 

publicado por luzdequeijas às 23:15
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ANTIPÁTICO

Jornal espanhol chama 'antipático' a Sócrates
31 de Março, 2011
 
José Sócrates é descrito como «um antipático contra todos» pelo diário espanhol ABC, que o compara a um condutor em contra-mão.

O primeiro-ministro português é comparado pelo ABC a um «condutor que circula a alta velocidade pela auto-estrada em contra-mão, convencido que são os outros automobilistas que estão enganados». Isto devido à convicção de Sócrates de que Portugal não precisa de ajuda externa e que o «país é capaz de superar os seu problemas através dos seus esforços», escreve o jornal espanhol.

«Depois de ter sido derrotado no Parlamento, apresentou a sua demissão e lançou ao seu partido, socialista, a toda a velocidade contra a oposição liberal-conservadora» esperando conseguir «dar a volta às sondagens e regresar ao poder», contextualiza o ABC.

E no entanto, o dito antipático «surpreendeu tudo e todos quando estendeu a mão aos jornalistas antes de se sentar e explicar a sua versão dos factos» na última cimeira europeia em Bruxelas, refere o jornal. Contudo, no final do encontro, Sócrates tinha regressado ao seu registo anterior: «Podem ter certeza que isto não é uma despedida, apesar de estar seguro que seria o que desejam».

O ABC retoma ainda a polémica da licenciatura do primeiro-ministro português: «Temos de nos abster das partes mais importantes da sua biografia [para acreditar em Sócrates] tendo em conta que quatro das cinco disciplinas concluídas foram aprovadas por um professor que mais tarde foi ocupar um importante cargo no Governo de Sócrates. Já a quinta disciplina foi aprovada pelo próprio reitor da universidade privada de Lisboa, que acabou por ser encerrada precisamente pelo cúmulo de irregularidades que foram surgindo à medida que se investigava o escândalo».

Mas «do que se trata agora é de dinheiro» e do «possível colapso de todo o país», afirma o jornal. Segundo o Presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, Portugal poderá precisar de mais de 70 mil milhões de euros ao abrigo de um plano de resgate para garantir o pagamento de uma dívida que poderá arrastar a banca espanhola.

SOL

publicado por luzdequeijas às 21:13
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OUÇA SE QUER FICAR DEPRIMIDO

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Primeiro+Jornal/2011/3/edicao-de-31-03-2011-1-parte-defice-juros-rating-bancario-e-desemprego31-03-2011-153357.htm

 

                  CLIQUE ACIMA E SAIBA A REALIDADE DO PAÍS

publicado por luzdequeijas às 17:47
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O AMIGO DE SÓCRATES

"o presidente do governo espanhol, José Luís Rodrigues Zapatero, disse ontem que os "mercados vêem Espanha mais perto da Itália ou da Alemanha do que de Portugal"

 

CM - 31-03-2011

publicado por luzdequeijas às 17:01
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PORTUGAL DE ALTERNE

 Foram precisos muitos anos, muita manha, muita asneira, muita corrupção e um mar de lágrimas de crocodilo. Custou, mas foi.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

 

Os queridos democratas socialistas e sociais-democratas bem se esforçaram e os resultados estão à vista nesta bonita Primavera de 2011. A Pátria está mesmo à beira da lixeira, falida, desesperada, pobre e sem futuro. Muitos parabéns.

Os indígenas estão à rasca. É verdade. Mas andaram nestes anos tão democráticos a participar alegremente nos muitos salamaleques para que foram convocados pela indigente classe política. E escolheram livremente os partidos que os deviam governar.

Ontem como hoje volta a falar-se na alternância entre PS e PSD. É por estas e por outras que ninguém leva isto a sério. O País já era. Agora é um decadente Portugal de alterne.

publicado por luzdequeijas às 16:58
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PAGAMENTO POLÉMICO

" DESPACHO PASSA POR FAMILIAR"

 

 

" O sobrinho da mulher do ministro, procuradora que recebeu os 72 mil euros por acumulação de funções, é o chefe de gabinete de Alberto Martins"

 

CM - 31-03-2011

publicado por luzdequeijas às 16:46
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ÉTICA DA CRISE E CRISE DA ÉTICA

Ética da crise e crise da ética

O país enfrenta uma crise grave. Económica, política, social. Mas, também, moral. Os últimos anos acentuaram uma forte erosão de valores e de princípios, em que emergiram as consequências da diluição das fronteiras entre o bem e o mal.

 

Por:Bagão Félix, Economista

 

A ética, para alguns, não passa de uma espécie de uma porosa "pedra-pomes". Isso nota-se na deficiente conjugação entre direitos e deveres, no enfraquecimento do sentido de responsabilidade, na rarefacção da decência, autenticidade e exactidão, na desvalorização do valor da verdade, na volatilização da respeitabilidade pelo esforço, mérito e experiência, substituída pelo prémio da esperteza, amiguismo e oportunismo.

O relativismo ético e político acaba por igualizar, moralmente, fins e meios, amolecer as consciências, fazer germinar e propagar a indiferença, promover a estatística à categoria de mãe de todas as análises frias e mecânicas. Precisamos não só de austeridade, como de uma ética de austeridade. Solidária e não fragmentária. Inteligente e não ziguezagueante. Com sentido geracional e não com a obsessão do curto prazo. Em síntese, dêem-se as voltas que se derem, não há "soluções técnicas" para "défices éticos". Sob pena de recidivas cada vez mais dolorosas…

publicado por luzdequeijas às 16:40
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CALUNIAR OS CREDORES

António Barreto: Demissão do Governo foi um "golpe" de Sócrates

O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições e vitimizar-se, aumentando as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.

 

António Barreto acrescentou que o momento actual do País "corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima".

Cavaco Silva ouve esta quinta-feira o Conselho de Estado, numa reunião que tem como único ponto "pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República", no quadro da crise política que se seguiu à demissão, há uma semana, do primeiro-ministro.

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de "caluniar" as entidades internacionais "a quem pede ajuda" e de "caluniar os credores" depois de pedir empréstimos.

"Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior", salientou António Barreto, referindo que, se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.

"Agora estamos em situação praticamente desesperada", disse ainda o sociólogo, que insistiu na necessidade de realizar uma auditoria às contas públicas.

"Se não se realizarem auditorias, há dois problemas. O primeiro é que damos mais um sinal negativo ao exterior, isto é, que temos algo a esconder. Em segundo lugar, perante o eleitorado português, perante os cidadãos, é um factor de deslealdade inadmissível", concluiu António Barreto.

publicado por luzdequeijas às 16:32
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A PRESA FRÁGIL

Portugal tornou-se a presa frágil das agências de rating. Ontem foi a vez de a Fitch fazer estragos, ao alertar para nova descida da nota de crédito atribuída a Portugal na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional.

 

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

 A mesma casa baixou em dois níveis a nota da Caixa Geral de Depósitos, que está agora apenas a um nível superior ao de lixo financeiro, e deu sinais de corte de notas para os outros bancos, além de indiciar problemas de financiamento para grandes empresas nacionais. A solução dos bancos e das empresas para sobreviverem a este furacão vai ser vender activos a preço de saldo. Ou seja, fazem o mesmo que as famílias que estão a vender os anéis para terem mais algumas centenas de euros.

Num País endividado e depois de tanto aperto de cinto das famílias e das empresas, estes avisos das casas de rating indiciam tempos austeros, que lamentavelmente cercearão as boas empresas e os bons projectos de investimento, tornado assim o País mais pobre e o exército de desempregados cada vez maior.

A crise financeira do Estado arrastou a economia e secou a torneira do dinheiro para Portugal. Por isso, nestes tempos de austeridade ainda, se exige mais rigor ao Estado. Ainda bem que a assembleia chumbou ontem os novos limites para ajuste directo: uma das razões que levaram Portugal ao descrédito foi a falta de transparência.

publicado por luzdequeijas às 16:20
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OS FAMOSOS MERCADOS

" Mais PEC ou menos PEC sem conter as despesas não cria qualquer confiança nos tão famosos mercados" 

 

Paula teixeira da Cruz

publicado por luzdequeijas às 16:17
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

INVENCIONICES

Unuseless Japanese Inventions

Um livro que traz fotos das invenções nipónicas,

o suporte para os cabelos não cairem na sopa
 


foto de um livro que comprei hoje , mostra as doideiras que o japonês inventa por aqui.
Mas aviso desde já, isso ai na foto, e mais outras fotos que vou publicar no blog , se encontram somente no livro, pois ainda não vi ninguém desfilando assim pelas ruas!

e cada dia eu vou postar uma foto do livro, acho que a maioria que mostra aqui neste livro não precisava, mas...
mas tem uns que vale a pena aplicar no dia a dia!

 

Blog - A Vida

publicado por luzdequeijas às 21:01
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FRUTOS TROPICAIS

Uma busca antes do nascer do sol

Durante a estação das chuvas, quando o bacuri está frutificando, as crianças que vivem em florestas remotas levantam-se antes do nascer do sol e, de pés descalços,  embrenham-se na mata ainda escura atrás das árvores de bacuri. Debaixo das copas dessas magníficas árvores, elas provam dezenas de deliciosas frutas e ainda trazem para casa tantas quanto podem carregar. As crianças vão cedo para a mata, pensando em encontrar antes dos seus amigos as frutas caídas daquele dia. As cascas grossas e verdes do bacuri, que tem o tamanho de uma manga, são quebradas batendo a fruta com um forte pedaço de pau ou contra uma raiz exposta da árvore. Já que a casca compõe 60 por cento da fruta, as sementes 18 por centro, e a branca polpa (a parte comestível,

suculenta da fruta) somente 12 por cento, todo esse                          

 

trabalho para conseguir somente um bocadinho de polpa é um sinal que o sabor deve valer a pena mesmo. Por isso, uma criança pode comer até 40 frutos num único dia!

Colher bacuri é mais fácil em florestas secundárias, muitas das quais estão próximas dos

centros urbanos, uma vez que ali as árvores crescem bem perto umas das outras. No pico da frutificação, as mulheres e crianças podem passar pelas árvores duas a três vezes por dia para apanhar esta fruta. As famílias vendem a fruta fresca ou a sua polpa para

intermediários, ou diretamente para os consumidores.

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Para as crianças, um dos prazeres da estação das chuvas é procurar bacuris nas plantações próximas das cidades e saborear às dezenas. 

 

 

 

 8 -Os intermediários vendem o seu stoque aos grossistas, que preparam a fruta para venda no varejo ou a vendem para as sorveterias.

Nos centros urbanos, as mulheres separam as sementes manualmente, preparando a polpa fresca para venda ou a congelam para vendê-la mais tarde. O principal centro de comércio do bacuri está em Belém, a capital do Pará.

 

publicado por luzdequeijas às 16:03
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O MUNDO DOS INSECTOS

FOTOGRAFIA

O vencedor do prêmio de fotografia científica Lennart Nilsson 2006 foi o japonês Satoshi Kuribayashi

veja foto aqui

Retratando o Mundo dos Insetos




fonte http://riberines.blogger.com.br/2006_10_01_archive.html

 

publicado por luzdequeijas às 15:51
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É SÓ OLHAR O MAPA

 

Helena Garrido está a ser uma das vozes mais honestas e inteligentes desta crise política e económica.

 

por Henrique Raposo às 11:21 | link | partilhar

 

A Era Socialista (1995-2011) é uma beleza

 

 https://lh4.googleusercontent.com/-86Gho1MQym8/TYhB9OZzuWI/AAAAAAAAB6A/3HZ-chr6jcY/s1600/consumosintermedios%2525PIBDESMITOS.png

Gastos intermédios do Estado. É daqui que aparecem as tais clientelas?

 

por Henrique Raposo às 10:40 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 15:45
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GOVERNAR É MENTIR?

por José António Lima

 
Mentira atrás de mentira atrás de mentira. Ainda há uma semana, na sua entrevista à SIC, José Sócrates garantia: «Nós estamos muito confiantes com a nossa execução orçamental e com o nosso Orçamento para 2011».

Tão confiante que, na segunda-feira, alterou o crescimento de 0,2% do PIB previsto pelo Governo no Orçamento para uma recessão da economia de menos 0,9% em 2011. A mais esta mentira veio somar-se a mentira do tão celebrado défice de 6,9% em 2010 que, afinal, depois das dúvidas levantadas por Bruxelas, vai ficar na casa dos 8%. Ou a mentira da execução orçamental que, afinal, precisa de medidas adicionais de mais cortes na despesa social do Estado.

Este estilo político, de mentir com absoluta convicção e notável desfaçatez, tornou-se a imagem de marca destes últimos e desesperados dias de governação de Sócrates. E a sua última grande mentira - a do ou eu ou a ajuda externa , que sabia estar já obrigado a pedir à União Europeia nas próximas semanas - vai ser o mote da sua campanha eleitoral nos dois meses que aí vêm. Já se tinha percebido, tão óbvia foi a encenação. Sócrates veio apenas confirmá-lo na declaração de campanha que fez ao país na quarta-feira.

Desrespeito e arrogância atrás de desrespeito e arrogância. A desconsideração pelo Parlamento ao abandonar, logo de início, com insolência antidemocrática, o debate que iria ditar a sua demissão do cargo de primeiro-ministro foi apenas mais um episódio. A somar, entre outros, ao do desaforo institucional de não comunicar a apresentação do PEC 4, que já entregara em Bruxelas - nem ao Presidente da República, nem ao Parlamento onde na véspera discutira uma moção de censura, nem aos parceiros sociais com os quais estava a negociar. A sobranceria e a afronta tornaram-se um hábito comportamental em S. Bento.

Não podia haver momento politicamente mais simbólico para a queda de Sócrates do que este início de Primavera. Com o que representa de abertura de um novo ciclo de renovação. E de regeneração. Com um novo Governo. Sem esta insuportável arrogância antidemocrática, sem esta praga de boys e clientelas do poder, sem tantas mentiras atrás de mentiras. Esperemos.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 15:38
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EM SENTIDO CONTRÁRIO

Um antipático contra todos

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 00:52

 

El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan.

 

 
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publicado por luzdequeijas às 15:34
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A BOA E A MÁ EDUCAÇÃO

     
publicado por luzdequeijas às 15:27
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MALVADA AJUDA EXTERNA

Nenhum jornalista se riu….

29 Março, 2011 – 18:30

 

Depois de no último ano ter o Estado em funcionamento apenas com ajuda externa«José Sócrates diz que tudo fará para não haver ajuda externa»

 

publicado por luzdequeijas às 15:19
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A OPOSIÇÃO E O LIXO

Nenhum jornalista se riu…(2)

29 Março, 2011 – 18:37

 

José Sócrates: «a oposição deitou para o lixo o que o Governo tinha conseguido».

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O que foi deitado para o lixo foi o PecIV que é um programa de austeridade que o próprio governo diz no texto que não é preciso para nada pois vai conseguir atingir os objectivo fixados no Oe11. E que tais medidas apenas se destinam a marketing junto dos credores.

 

publicado por luzdequeijas às 15:14
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

ASSIM MESMO, PRETO NO BRANCO !

Terça-feira, 29 de Março de 2011

 A prudência da realização imediata de uma auditoria independente às contas do Estado

 

 
A incerteza da preferência do eleitorado português, manifestada nas sondagens (como a última da Intercampus, na TVI, de 27-3-2011), recomenda a realização imediata de uma auditoria independente às contas do Estado, por uma equipa da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (do Parlamento), pelo Banco de Portugal e Tribunal de Contas, a publicar antes do início da campanha eleitoral. Para que as eleições sejam livres e justas o povo tem de ser informado, com verdade, sobre a situação efectiva das contas do Estado, que o Governo esconde. Se o PSD propuser essa auditoria imediata, o CDS, o Bloco de Esquerda e o PC apoiarão essa proposta.

A auditoria pré-eleitoral não piora a situação financeira do Estado e resolverá a questão política.
 
Portugal está em ruína financeira. Existem contradições nas contas públicas e sucessivas previsões falhadas. A taxa de juro passou o ponto de não-retorno dos 8,5% (8,84% nesta manhã, de 29-3-2011) e nada existe que acalme o pânico dos mercados com a ineficácia do Governo português, o défice e dívida do Estado. A não ser a verdade. Só na verdade se pode iniciar a recuperação, a qual só é possível depois das eleições. Até lá, assistiremos a uma subida contínua dos juros, para o nível grego, e à tentativa de financiamento para três meses pelo Governo socialista através de todos os meios e recursos possíveis (empréstimo de curto prazo a taxa estratosférica, empréstimo pela CGD, empenho ou venda de ouro).
 
A prioridade principal do País é resolver a questão política: a substituição do Governo socialista. Sem desatar esse nó górdio moral e político, é impossível resolver as questões financeira, económica e social. É imprudente pensar que Sócrates será derrotado claramente e de modo fácil e que, portanto, é dispensável realizar a auditoria antes das eleições. Se a direcção do PSD arriscar abdicar do trunfo disponível (e legítimo!) da auditoria pré-eleitoral será responsabilizada pela imprudência. As próximas eleições não são favas contadas.


* Imagem editada daqui.
 
publicado por luzdequeijas às 23:03
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HÁ QUEM NÃO GOSTE, PORQUE SERÁ?


João Duque: País poupava 3.000 M€ se pedisse ajuda ao fundo
Se Portugal pedisse ajuda ao fundo de resgate europeu conseguiria poupar, pelo menos, três mil milhões de euros em cinco anos, considerou hoje em declarações à Lusa o economista João Duque, que questionou a fundamentação dos cortes na despesa pública. O economista e presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) defendeu que um pedido de auxílio ao fundo de resgate europeu «é capaz de ser benéfico», quando Portugal paga cada vez mais para se financiar e tem dificuldades para atrair investimento.
publicado por luzdequeijas às 18:25
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A GRANDE MUDANÇA

A actualidade da Mensagem de Fernando Pessoa, na verdade,  faz pensar e renovar espiritualmente a raça portuguesa. Saibamos, no entanto, que essa Mensagem não é a apologia do povo português, mas o apelo à utopia, para melhorar Portugal e talvez o mundo.

O nosso país, é hoje um país onde as reformas estruturais parecem nunca passar da sua primeira fase! Ou seja, do seu anúncio. No contexto europeu, somos hoje um mau aluno, ao jeito de qualquer possuidor de um diploma das “Novas Oportunidades”. Cresce o descontentamento, a criminalidade, o desemprego e decresce o nível de vida, a economia, e a esperança dos portugueses. Estes, aturdidos, votam cada vez mais à esquerda, em contra-ciclo, com a Europa! A nossa democracia está frágil e desacreditada aos olhos dos votantes. Muitos perigos espreitam, hoje, Portugal e os portugueses. Muitas vozes se têm levantado convidando à reflexão e à mudança, todavia, existe na pele dos lusitanos uma indiferença que os torna cegos e surdos! Olham para tais arautos   ( da desgraça)  como se fossem loucos.

Porém, a nossa salvação, a ser conseguida, aparecerá somente ao fim de várias dezenas de anos. É tempo demais para ter esperança numa nova vida.

De resto, ninguém conhece qual o rumo a seguir para o país que temos. Não há projecto e sem ele não há futuro. Numa Europa e num mundo globalizados, a circunstância de estarmos no fim do pelotão europeu, é desanimadora para toda a gente.

Todavia, parece ser sina nossa, sermos diferentes. Ou somos pioneiros arrasando o mar em busca de conquistas impressionantes ou ficamos perdidos na estrada que suporta a nossa mágoa e tristeza juntamente com o nosso cansaço.

Do mar nunca retivemos a imagem do “surfista” que espreita a formação da onda, para nela se montar e galgar com prazer, a distância à terra firme. É pena. No fundo é de uma onda que nos leve, que os portugueses precisam! De mar sabemos nós. Temos dormido e sonhado vidas inteiras com ele. Das ondas também. Vamos, pois, parar e pensar.

Parar é fácil. Há muito que o fazemos. Mas pensar tem-se tornado cada vez mais difícil para nós. Quanto maior é o caos, a incerteza e o pessimismo, maior é a necessidade de “fuga para a frente” e menor é a coragem de se pensar nos porquês, uma vez que isso demora tempo. Parece que o tempo urge e que estamos parados há décadas, mas talvez seja vantajoso parar com inteligência.

É essa inteligência que nos pode mostrar e lembrar que a crise é global. No mundo as interrogações são muitas. O aquecimento global, escassez de recursos (água, petróleo, matéria prima, etc.) Soluções não abundam. Só abundam convicções. Dentro delas sabe-se que o enorme aumento da natalidade é preocupante. O desemprego avassalador por todo o lado, também!

A dignidade do Homem e mais, ainda, das famílias, tem de ter uma resposta. Metade do mundo não pode nadar em supérfluos e a outra em fome e miséria. A mudança é imperiosa! Às cegas nunca. Devemos partir montados na onda, sendo ela, agora, os valores humanos mundiais. Desde logo, uma enorme plêiade de novos conceitos. No fundo é o capital humano, e as vias para o seu relacionamento.

”Os políticos e os líderes empresariais necessitam de mudar os fundamentos da civilização moderna". Ou seja: 1) a sociedade deve abandonar o conceito da dominação e orientar -se para o conceito da colaboração: 2) a economia necessita de ir para lá do objectivo do crescimento e estabelecer uma nova ordem económica baseada na transformação: 3) necessitamos abandonar também a disponibilidade infinita da energia e dos recursos e definir o conceito da interferência mínima no ambiente: 4) necessitamos de um novo quadro social e económico de criação de valor, baseado nos valores humanos universais.  

" O ponto de mudança da Grande Transformação está perto. Há tremendas oportunidades ou um enorme desastre. As nossas acções - ou os nossos fracassos em agir - decidirão o futuro da vida na Terra".

Por último, uma aposta em Portugal, membro da UE, feita pela Europa dos 27, impõe-se: seríamos nós, Portugal, pela sua dimensão reduzida, pelo baixo valor dos seus indicadores económicos, pelas qualidades e experiência do seu povo, a lavrar esta grande mudança a caminho de um novo mundo mais solidário e sustentável. Não seríamos cobaia mas sim pioneiros. Orgulhosos de nós.

Caminharíamos na frente e isso nos motivaria. Aos outros países ficaria a certeza do caminho não minado. De um caminho seguro. De resto, a tarefa de explorar o mar já nos foi dada. Está bem entregue. Era lindo ver liderado pelo povo português, o V Império de Fernando Pessoa. O Durão Barroso pode abrir este caminho para um novo mundo, ao lado dos seus compatriotas. Fazia-se história e abria-se uma grande janela no mundo. A janela do respeito e da solidariedade entre os Homens. Aberta pela utopia!

António Reis Luz

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:46
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VENDER OS BENS DA FAMÍLIA

OU A venda dos anéis

Há um negócio em expansão por todo o País neste tempo de crise: a compra de ouro. E tem tudo para ser lucrativo. O metal precioso está mais caro do que nunca, porque há uma grande procura a nível mundial. Por outro lado, a oferta em Portugal parece ser abundante.

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

 

Quando o País tinha hábitos de poupança, a compra de objectos de ouro era considerada uma aplicação segura. Esta atitude criou uma importante reserva espalhada por todo o País que os comerciantes estão a aproveitar. E como em todos os negócios de intermediação em que se sabe que alguém ganha dinheiro, aparecem concorrentes como cogumelos. E para haver tantas lojas é porque não faltam pessoas dispostas a vender as jóias e os anéis de família em troca de algumas centenas de euros.

É compreensível que, dadas as dificuldades em esticar o dinheiro até ao final do mês, as pessoas optem por vender os anéis e conservar os dedos. Curiosamente, grande parte das famílias está em situação semelhante à do Estado: acumula défices e tem uma dívida gigantesca que se agrava com a subida de juros. A solução desesperada passa pela venda de património. O Governo começou por privatizar empresas e alienar património imobiliário. O Estado tem uma importante reserva de ouro no Banco de Portugal que dá para tapar um défice anual de 7%, mas seria um péssimo sinal se o Banco de Portugal fosse obrigado a alienar estas reservas.

publicado por luzdequeijas às 10:52
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Segunda-feira, 28 de Março de 2011

O QUE É ISSO DA AUSTERIDADE?

Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril

Numa altura em que o discurso político vai no sentido da conter custos, Governo aumenta os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.

por Henrique Raposo às 12:24 | link | partilhar

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:08
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NOVA AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Suspenso o modelo subjectivo de avaliação dos professores

 


ABC, Marcha da Indignação dos Professores, Lisboa, 8-3-2008


Foi finalmente suspenso, em 25-3-2011, com os votos de todos os deputados menos os socialistas e o social-democrata Dr. Pacheco Pereira, o sistema de avaliação de professores do ensino básico e secundário que os governos socialistas tinham criado e teimado.

Ninguém na classe dos professores contesta a avaliação, que até já acontecia, ainda que fosse displicente. Contestava-se o modelo de avaliação que o Governo impôs. Um sistema que o Governo criou, e manteve, apesar do protesto generalizado, e que teve consequências terríveis nas escolas, devido às opções erradas de critérios subjectivos e de avaliação interna por colegas da mesma escola, até de áreas científicas diversas... A missão do professor passou a ser sujeita à necessidade de agradar ao chefe directo que podia punir o ex-colega com uma avaliação tendenciosa. A harmonia das escolas foi rompida pela zangas da avaliação, pela desconfiança da estratificação, pelas quotas de promoção.

Creio que é agora possível conceber, com paz, com os professores um sistema justo de avaliação, que valorize o mérito. Um novo modelo de avaliação que seja baseado em critérios objectivos e executado por uma agência externa com a colaboração de professores de outras escolas (nunca da mesma).
publicado por luzdequeijas às 13:59
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COMO VÃO OS PARTIDOS!

PS/Congresso: José Sócrates reeleito secretário-geral com 96,43 por cento dos votos

2009-02-15

Lisboa, 15 Fev (Lusa) - José Sócrates foi reeleito pela terceira vez secretário-geral do PS ao reunir 96,43 por cento dos votos nas eleições directas do partido, que decorreram entre sexta-feira e sábado, revelou o partido em comunicado.

Num universo de cerca de 73.000 militantes, o único candidato para a eleição de secretário-geral do PS, José Sócrates obteve 25.393 votos, durante um escrutínio com 736 votos brancos (2,79 por cento) e 202 nulos (0,76 por cento).

Os resultados mencionados correspondem ao apuramento de 711 das 718 secções de voto a que correspondem oito delegados por atribuir de um total de 1730.

 

 

A listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões de portugueses registados nos cadernos eleitorais, mas as contas feitas pelo jornal «Correio da Manhã» revelam que há 1,25 milhões eleitores-fantasma em Portugal. O jornal «i» também fez as contas com base em números oficiais e dá conta de 800 mil eleitores-mistério. E se há divergência em relação aos números, o mesmo não se verifica em relação à justificação. Emigrantes, mortos e duplicação de registos são explicação consensual para a diferença entre a base de dados eleitoral e a população portuguesa.

 

CONCLUSÕES PREOCUPANTES - Dentro do PS só votaram em Sócrates + ou- 35% dos seus militantes, sem qualquer outro concorrente (a votação de 96,43% nada significa). Cabe perguntar a razão porque não votaram nele 47607 militantes - a grande maioria. Cabe também perguntar que significado têm 25393 votantes no total nacional de 9,62 milhões de portugueses. A REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA NACIONAL ESTÁ EM CAUSA HÁ MUITO TEMPO?

publicado por luzdequeijas às 11:47
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QUANTO DEVEMOS?

E COMO PAGAREMOS?

 

FMI

Igreja quer saber quanto deve o País

 

Na iminência do resgate, bispos perguntam como se pagará a factura

 

46 mil milhões são as necessidades de financiamento de Portugal durante 2011

 

 

Na sexta-feira, os juros exigidos pelos investidores na dívida portuguesa ultrapassaram os 8,5%

 

CM 28-03-2011

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:35
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A FARSA DEMOCRÁTICA CONTINUA

A senhora Merkel foi ao Parlamento alemão explicar aos estupefactos deputados que os seus homólogos lusitanos eram uns perfeitos irresponsáveis por terem chumbado o pacote de austeridade do senhor engenheiro relativo.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Já em Bruxelas, exigiu ao PSD/FMI que apresentasse uma alternativa imediatamente. Mal refeito da sova que tinha acabado de levar da chanceler da Alemanha e regente de Portugal, o rapazinho de Massamá que lidera os laranjas balbuciou um aumento do IVA para 25%.

Em Lisboa, um amigo cheio de ideias do economista relativo cada vez mais liberal sugeriu mais um corte de salários e o fim do 13º mês. É neste quadro de miséria que os indígenas desta Pátria pobre e deprimida vão votar nesta negra Primavera. Para ficar tudo exactamente na mesma. Cantando e rindo, a farsa democrática continua.

publicado por luzdequeijas às 11:25
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Domingo, 27 de Março de 2011

SÓCRATES DIABOLIZA FMI, PORQUÊ?

 

Eduardo Pereira

"Não acredito que o FMI aceite Sócrates quando chegar"

 

Eudora Ribeiro 
12/02/11 00:18


Para Eduardo Pereira, com FMI ou sem FMI os portugueses vão ter de pagar as dificuldades da crise.

Eduardo Pereira, ministro da Administração Interna em 1983, duvida que o Fundo Monetário Internacional aceite trabalhar com José Sócrates.

- Como recorda a última intervenção do FMI em Portugal?
O PS não governava desde 1978 e era claro para nós que não estávamos no bom caminho e que era preciso mudar de rumo político. Quando chegámos a 1983 e se deram as eleições, a coligação foi encarada como possível decorridas as conversações que foram boas, e resolvemos mesmo aceitar o FMI. Mas da entrada do FMI não se pode esperar nunca um milagre, as coisas são como são, e, no nosso caso, o que tentávamos era ser devidamente apreciados para podermos entrar nas comunidades, tal como sucedeu. O FMI tinha cá gente estabelecida, falávamos com eles as vezes que era preciso. Na altura a intervenção do FMI era absolutamente necessária e a consciencialização dos portugueses passava por uma percepção das dificuldades que eles já previam e das necessidades que tinham. Quando o FMI saiu estávamos em boa situação, tendo feito sacrifícios, mas ficámos em boa situação.

- Hoje a situação é diferente?
Desta vez os portugueses estão amedrontados porque o Governo disse que as dificuldades que estamos a sentir devem-se apenas ao facto de o País enfrentar indevidamente dificuldades de crédito e, portanto, é melhor deixar o FMI de fora. O que se disse foi que o FMI como recurso ao crédito ainda é pior porque nos põe numa maior situação de dependência. Naquela altura a conversa era completamente diferente, o que se dizia é que sem o apoio do FMI não era possível entrar na União Europeia. Nós não assustámos os portugueses como Sócrates o está a fazer agora.

- Considera que uma nova intervenção do FMI é inevitável?
Na minha opinião, com FMI ou sem FMI os portugueses vão ter de pagar as dificuldades que esta crise está a originar. O Governo optou já por diabolizar e procurar afastar o que as medidas do FMI podem ter de razoável. Penso que com a entrada do FMI, o custo da crise será pago pelos portugueses imediatamente e nesta década. Sem o FMI o custo da crise será pago pelos filhos e netos de quem agora não quer ficar, perante os portugueses, com esta responsabilidade de ter pedido o FMI.

- Então defende esse pedido de ajuda?
Não quero dizer que venha o FMI porque me lembro da dureza dessa época, mas é preciso não esquecer que o Governo de Sócrates já impôs grande parte das medidas que o FMI costuma impor. Naquela altura, o FMI começou pelo princípio, agora volta e vai começar pelo fim e é muito natural que tenha de "torcer" um pouco mais as medidas do Sócrates. Há cinco anos, se liderasse o Governo, tinha mandado vir o FMI, continuava a governar apoiado por ele, seria a solução. Em 1983, criámos uma coligação para isso e o FMI trabalhou com o Governo que estava no poder. Mas Sócrates não será capaz fazer o mesmo. Por isso, ou ele se retira ou não acredito que o FMI o aceite quando chegar.

- A concretizar-se, será uma operação mais dura?
Vai ser pior porque já estamos submetidos à crise, às medidas do Sócrates e depois virão ainda as medidas do FMI. Naquela altura também não estávamos sobrecarregados com o custo da dívida. Actualmente estamos a gastar tanto com o juro que não temos dinheiro para alterar a forma de governar. Isto vai durar muitos anos, mesmo com os métodos de trabalho do FMI e a sua honestidade de procedimentos.

- Onde é que Portugal tem errado?
Não se está a fazer alterações necessárias na administração pública, nem na máquina geral. Nunca os últimos governos incentivaram a poupança. Nós gastamos acima das nossas posses e o Governo não diz que os portugueses têm de poupar e aumentar a produtividade. O que temos de fazer é por a agricultura e a pesca a funcionar e exportar mais.

publicado por luzdequeijas às 23:46
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ELE TENTA ALIJAR RESPONSABILIDADES

Nogueira Leite

"Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1922"

Económico com Lusa  
27/03/11 20:35

  

 

 

António Nogueira Leite, membro do Conselho Nacional do PSD, acusou Sócrates de ser o pior primeiro-ministro em quase 90 anos.

"Se alguém tem feito tudo para que Portugal recorra ao Fundo Monetário Internacional é o engenheiro Sócrates, que conseguiu ser de muito longe o pior primeiro-ministro em matéria financeira que nós alguma vez tivemos, desde o famigerado Governo do doutor António Maria da Silva", que governou Portugal entre Fevereiro de 1922 e Novembro de 1923, afirmou António Nogueira Leite.

O economista reagia ao discurso de José Sócrates, após as eleições do Partido Socialista que terminaram com a sua reeleição como secretário-geral, onde o actual primeiro-ministro acusou o PSD de já se ter rendido ao FMI e de pretender de forma "disfarçada" impor a sua agenda "liberal" através da intervenção daquela instituição.

Para Nogueira Leite, o discurso foi "muito violento" e demonstrou que o primeiro-ministro "tentou o mais possível alijar as responsabilidades que tem na situação do país", passando-as "para cima de terceiros", e neste caso, o PSD.

"Eu percebo que o primeiro-ministro que conduz Portugal a uma situação de pré bancarrota, que apenas tem paralelo com a situação de 1928 ou 1892, queira alijar o máximo de responsabilidades para cima de terceiros e escolheu o PSD, principal partido da oposição, como alvo desta tentativa de redução de responsabilidades", disse.

Para o economista, José Sócrates estará a criar "uma mistificação", uma vez que o FMI faz parte do mecanismo de resgate europeu como ele está concebido, aproveitando-se da memória dos portugueses dos ajustamentos (através de intervenções do FMI) de 1977 e 1983.

"O grande problema que nós temos é de uma equipa que desde 2009 falha rotundamente, sucessivamente, e continuamente todas as promessas que faz aos portugueses, à Assembleia da República, aos credores e aos parceiros. [...] Eu já sei que esta equipa não é credível e compete agora ao doutor Passos Coelho mostrar que tem uma equipa credível e que tem uma proposta credível, e eu tenho desafiado o meu partido a mostrá-lo e espero que seja capaz de o mostrar rapidamente", acrescenta.

O também membro do Conselho Nacional do PSD relembra ainda que foi noticiado que o próprio Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado "não foi feito pelo Governo, mas sim essencialmente pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, e apresentado pelo Governo".

 

 

publicado por luzdequeijas às 23:38
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NÃO DÁ PARA ENTENDER

Domingo, 27 de Março de 2011
 
Quando é que vamos ter um debate, vá, decente e honesto?
 

O regaste FEEF/FMI não serve apenas para pagarmos dívidas. Serve, acima de tudo, para estarmos fora dos mercados da dívida durante uma larga temporada. Para ganhar espaço e tempo. É por isso que é patético ouvir isto: "ah, os juros da Irlanda e da Grécia continuam altos". Porra, os gregos e os irlandeses não têm de ir aos mercados. Eles não estão no mercado. Ou seja, nós, os bravos tugas, estamos a pagar juros muito mais altos do que eles. Mas, calma, temos um PM que quer derrotar sozinho o "capitalismo global". É o Mapa Cor de Rosa outra vez. Até parece que estamos em 1890.

 

por Henrique Raposo às 20:03 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 23:34
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O QUINTO IMPÉRIO

 

O Padre António Vieira, primeiro, e Fernando Pessoa, uns 250 anos depois, desenvolveram o mito do Quinto Império – uma fantasia que começou com um sonho do rei Nabucodonosor, senhor da Babilónia, 500 anos antes do nascimento de Cristo.

 

Por:Manuel Catarino, Subdirector

 

É, como se vê, um problema antigo. Está na Bíblia: o rei sonhou com uma enorme estátua – cabeça de ouro, tronco de prata, ancas de bronze, pernas de ferro e pés de barro – feita em fanicos por um pedregulho que rolou da montanha. A visão deixou o monarca inquieto.

Até que o profeta Daniel – não é novo o dom de encontrar o significado de um sonho que nos arrelia – explicou o queria dizer a destruição da estátua. Profetizou mais ou menos isto: depois do reino da Babilónia (a cabeça de ouro da estátua) virá um outro mais fraco; a seguir um terceiro; e um quarto ainda mais fraquinho. Restavam os pés de barro – que, ainda segundo o profeta, seriam facilmente decepados: nasceria então, por vontade de Deus, um Quinto Reino, indestrutível, que mandaria no Mundo.

O Padre Vieira pretendia que o Quinto Império seria liderado por um rei português. A monarquia, não é novidade, terminou com o reino na miséria. Pessoa, apesar do desconchavo das finanças públicas em plena República, morreu convencido de que Portugal seria o farol da civilização. Os últimos dias têm demonstrado como os profetas estavam enganados: Portugal é, afinal, a chacota do Ocidente.

publicado por luzdequeijas às 20:13
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PORTUGAL EM CRISE PROFUNDA

A falta de inteligência, e a falta de nível de José Sócrates

1. Sócrates irrita-se com jornalistas em Bruxelas

 

2. Portanto, Portugal está em crise, porque há uns jornalistas maus que fazem perguntas más.

 

3. O nosso (ex-)PM deve pensar que os jornalistas que estão nas cimeiras são estagiários ali do pasquim do Largo do Rato. 

 

4. Ele vai quebrar, e vai mostrar a falta de nível que tem (quer dizer, vai descer ainda mais baixo). Ele e todos aqueles que o rodeiam. Olhem para o nível deste deputado da nação.

 

por Henrique Raposo às 18:17 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 20:07
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A REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA

Representatividades

 

O candidato a primeiro-ministro socialista é escolhido por 24.713 militantes do PS.

O presidente do Sporting foi escolhido por 14.205 sócios votantes.

Por Gabriel Silva |  |

publicado por luzdequeijas às 19:55
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NÃO HÁ EMPREGOS PARA NINGUÉM

( ... ) Há, portanto, que resolver este problema.

Admite-se que muitos jovens cheguem hoje aos 35 ou 40 anos sem nunca terem tido um emprego minimamente estável na área em que se formaram?

Não se percebe que, deste modo, se está a destruir o futuro?

Que se estão a destruir as vidas destes jovens, que não têm condições para constituir família e para se inserirem socialmente - acabando por emigrar ou por exercer tarefas que não têm nada que ver com os cursos que tiraram, perdendo-se boa parte do investimento feito na sua educação?

Enquanto o país não for sujeito a um choque vital, que acarretará sacrifícios mas que dará uma esperança a prazo, continuaremos a escorregar num plano inclinado.

Com uma política de pequenos passos, com PECs uns atrás dos outros, vão-se gastando energias e não se sai da cepa torta.

O país precisa de um abanão, com opções claras, postas em prática por um Governo corajoso e que não tema a contestação sindical.

Com medo das centrais sindicais (que só defendem os que estão empregados) não se vai a lado nenhum.

Com políticas de compromisso não se vai a lado nenhum.

O Governo - este ou o próximo - tem de assumir claramente a situação do país (traçada, aliás, com crueza pelo PR), tem de dizer olhos nos olhos aos portugueses o que há que fazer para tentar superar a crise, e depois tem de levar essas medidas para a frente sem tibiezas.

Sócrates teve condições para fazer isso no primeiro mandato - e começou a fazê-lo mas depois arrepiou caminho, apesar de dispor de uma maioria absoluta no Parlamento e de ter um grande ascendente sobre o partido.

Porquê?

Por que não aproveitou a onda reformista que lançou no início do mandato?

Porque, a partir de certa altura, começou a ter medo de perder as eleições.

Foi pena.

Se tivesse ido em frente, estaríamos hoje noutro lado.

Mas não o fez - e agora é provavelmente tarde.

publicado por luzdequeijas às 18:00
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Sábado, 26 de Março de 2011

O PRÉMIO NÓBEL DA ECONOMIA

Paul Krugman, prémio Nobel da Economia, apontou ontem portugal como um exemplo da "desilusão da austeridade".

O economista afirmou, num artigo de opinião no "The New York Times; que "o governo português acabou de cair numa disputa acerca das propostas de austeridade". E frisou: "Os defensores da austeridade previram que os cortes da despesa iriam dar dividendos rápidos ao restaurarem a confiança, e emprego; mas estavam errados."

CM - 26-03-2011 

publicado por luzdequeijas às 12:21
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JUROS DAS CONTAS PÚBLICAS

CONTAS PÚBLICAS FICARÃO MAIS FRÁGEIS

 

 

Juros levam dois mil milhões

 

 

 

Aumento das taxas dispara custos com a dívida do Estado

 

 

CM - 26-03-2011

publicado por luzdequeijas às 12:09
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HÁ POIS NÃO!

"NÃO ANDAMOS POR AÍ A PEDINCHAR"

 

 

José Sócrates não escondeu ontem, em Bruxelas, a insatisfação com a forma como os jornalistas estrangeiros o questionaram sobre a situação financeira de Portugal. Com cara de poucos amigos e dedo em riste, o primeiro-ministro foi categórico: "Não andamos por aí a pedinchar, temos dinheiro suficiente" e "temos dignidade".

Sócrates recusou o tom das perguntas e garantiu que "Portugal tem condições para e financiar nos mercados".

CM - 26-03-2011 

publicado por luzdequeijas às 12:01
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NOTA DE DESCRÉDITO

 

A crise portuguesa é assunto de destaque em todo o Mundo. Pelas piores razões, a fama de um Estado sem credibilidade financeira espalha-se e cria um anátema que vai ser difícil ultrapassar. Será uma tarefa hercúlea atrair no futuro investimento externo a um país que, perante as empresas de rating, já tem o mesmo nível de risco da Bulgária.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

A queda do rating reflecte o descrédito e aumenta o problema. A nota BBB atribuída pela Standard & Poors baixa a avaliação de Portugal para um nível muito perigoso, perto do ‘lixo financeiro’. E o pior é que a descida da nota da República vai ser acompanhada pelo agravamento do risco das grandes empresas, dos bancos e de outros emitentes de dívida, como as câmaras municipais. É um custo acrescido de muitos milhões de euros numa economia já muito pressionada e dependente do financiamento externo.

O resgate do País é praticamente inevitável. O pedido de ajuda português só ainda não foi feito porque o primeiro-ministro teima, como trunfo eleitoral, manter o FMI fora de Portugal, nem que para isso tenha de pagar taxas usurárias aos mercados.

Mas mesmo que nos próximos dois meses Sócrates consiga resistir a um pedido aos parceiros europeus, que já disponibilizaram 75 mil milhões de euros, a probabilidade de o resgate chegar no dia seguinte às eleições é muito elevada.

publicado por luzdequeijas às 11:58
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ÀS CEGAS

 

Para que serve mais austeridade em Portugal se o problema do país reside na sua incapacidade para crescer economicamente? Eis a pergunta que o ‘Wall Street Journal’ formulava ontem. Para responder a seguir: os portugueses deviam optar por reestruturar a sua dívida; e, claro, fazer reformas profundas para regressar à tona e evitar o triste destino da Grécia e da Irlanda. Palavras sábias.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Pena que ninguém as ouça. Nem a União Europeia, que persiste na ideia insana de que a dívida se resolve com mais dívida. Nem o líder da oposição, que resolveu maravilhar o mundo com as suas declarações sobre a subida do IVA. Elas contradizem a doutrina do homem sobre a matéria? Sem dúvida. Mas esse é o menor problema, tendo em conta o mistério que repousa sobre o real estado das contas do Estado. O problema principal é que Passos Coelho limita-se a repetir a ortodoxia estabelecida quando seria sua função arrepiar caminho e começar a pensar fora da caixa. A falência do país não é apenas financeira. É sobretudo política: sem líderes próprios, o país será entregue à cegueira de líderes estranhos.

publicado por luzdequeijas às 11:50
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CENTRAL DE PROPAGANDA

Caso TVI

Opinião: O PS de Sócrates é contra a liberdade

04.09.2009 - 15:15 Por Eduardo Cintra Torres

 

A decisão de censurar o Jornal Nacional de 6ª (JN6ª) foi tudo menos estúpida. O núcleo político do PS-governo mediu friamente as vantagens e os custos de tomar esta medida protofascista. E terá concluído que era pior para o PS-governo a manutenção do JN6ª do que o ónus de o ter mandado censurar. Trata-se de mais um gravíssimo atentado do PS de Sócrates contra a liberdade de informar e opinar. Talvez o mais grave. O PS já ultrapassou de longe a acção de Santana Lopes, Luís Delgado e Gomes da Silva quando afastaram a direcção do DN e Marcelo da TVI.

A linguagem de Santos Silva e do próprio Sócrates na quinta-feira sobre o assunto não engana: pelo meio da lágrimas de crocodilo, nem um nem outro fizeram qualquer menção à liberdade de imprensa. Falaram apenas dos interesses do PS e do governo. Sócrates, por uma vez, até disse uma verdade: o PS não intervinha no JN6ª. Pois não, foi por isso que varreu o noticiário do espaço público.

O PS-Governo de Sócrates não consegue coexistir com a liberdade dos outros. Criou uma central de propaganda brutal que coage os jornalistas. Intervém nas empresas de comunicação social. Legisla contra a liberdade. Fez da ERC um braço armado contra a liberdade (a condenação oficial do JN6ª pela ERC em Maio serviu de respaldo ao que aconteceu agora). Manda calar os críticos. Segundo notícias publicadas, pressiona e chantageia empresários, procura o controle político da justiça e é envolvido em escutas telefónicas. Cria blogues de assessores com acesso a arquivos suspeitos que existem apenas para destruir os críticos e os adversários políticos. Pressiona órgãos de informação. Coloca directa ou indirectamente “opiniões” e “notícias” nos órgãos de informação. Etc.

O relato da suspensão do JN6ª, no Jornal de Notícias e no Diário de Notícias e outros jornais de ontem é impressionante, sinistro e muito perigoso. Provir de supostos “socialistas”, portugueses e espanhóis, em nada diminui a gravidade desta censura. Esta suposta “esquerda” dos interesses, negócios e não resolvidos casos de justiça é brutal.

Intervindo na TVI, o PS-Governo atingiu objectivos fundamentais. Como disse Mário Crespo (SICN, 03.09), o essencial resume-se a isto: J.E. Moniz e M. Moura Guedes foram eliminados —e com eles as direcções de Informação e Redacção e um comentador independente como V. Pulido Valente.

Este PS-Governo é muito perigoso para a liberdade. Até o seu fundador está preso nesta teia, por razões que têm sido referidas. Ao reduzir a censura anticonstitucional, ilegal e protofascista do JN6ª a um caso de gestão, Soares desceu ao seu mais baixo nível político. É vergonhoso que seja ele, o da luta pela liberdade, a dizer uma coisa destas. Será que em 1975 o República também foi calado só por “razões de empresa”?

O PS-governo segue o mesmo caminho de Chàvez, ao perseguir paulatinamente, um a um, os seus críticos: e segue o mesmo caminho de Putin, ao construir uma democracia meramente formal, em que se pode dizer que a decisão foi da Prisa não dele, em que se pode dizer que os empresários são livres, que os juízes são livres, que os funcionários públicos são livres, que os professores são livres, que os jornalistas são livres, que a ERC é livre, etc — mas o contrário está mais próximo da verdade. Para todos os efeitos, Portugal é uma democracia formal, mas estas medidas protofascistas vão fazendo o seu caminho. Não dizia Salazar que Portugal era mais livre que a livre Inglaterra? Sócrates e Santos Silva dizem o mesmo.

Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão e escreve no PÚBLICO
publicado por luzdequeijas às 09:42
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

ATITUDES INÉDITAS DE DESPREZO

Depois das causas, a análise sumária da situação:

  1. Foi Sócrates que provocou esta crise políticacom a negociação secreta do novo PEC com Bruxelas, documento que apresentou sem informação nem consulta à Assembleia da República e ao Presidente da República, com o aviso de que não governaria com o inevitável FMI, e com ameaças de demissão se os partidos não lhe aprovassem o que nem souberam.
  2. Sem financiamento possível, Sócrates foge à responsabilidade de pedir socorro financeiro. Apresenta, com urgência, o PEC no Parlamento, sabendo que as oposições iriam votar resoluções contrárias ao documento. O que se comprometeu em Berlim (com Merkel) e em Bruxelas, nas costas dos partidos, do Presidente da República e dos parceiros sociais, já não pode cumprir.
  3. Jurando o diálogo até ao fim, Sócrates, que não emenda o documento para satisfazer as objecções dos partidos, nem sequer apresenta o PEC, na tarde de 23-3-2011, vira as costas aos deputados e abandona a Assembleia, no final do discurso de Teixeira dos Santos, que, por seu turno também se ausenta durante o discurso de Manuela Ferreira Leite. Trata-se de atitudes inéditas de desprezo, que seriam punidas pelos britânicos, alemães, franceses ou espanhóis, com o ostracismo político. Veremos como o povo português as toleram.
  4. Sócrates apresenta o pedido de demissão do Governo ao Presidente da Repúblicae lê, nos telepontos da esquerda e da direita - como habitualmente para simular discurso de cor - um discurso previamente preparado em que, em contraste com a sua fuga à responsabilidade de garantir financimaneto para as despesas do Estado e à assunção de responsabilidades perante o Parlamento, diz que concorre às próximas eleições...
  5. O Presidente da República (chapeau!) não aceita imediatamente a demissão do Governo, como Sócrates julgava e obriga-o a ir ao Conselho Europeu, de 24-25 de Março de 2011, na plenitude das suas funções, num momento em que a taxa de juro das obrigações do tesouro português a cinco anos, ultrapassou o limiar proibitivo de 8,5% (chegou a 8,51%, na manhã de hoje, 24-3-2011). O Presidente só iniciará os contactos com os partidos, na sexta-feira, após a cimeira europeia, e, mantendo-se a posição destes, nada mais restará do que convocar o Conselho de Estado e convocar eleições antecipadas. A situação do País não consente demora, mas os procedimentos necessários atiram as eleições para o final de Maio - é preferível não as realizar em Junho.

 

publicado por luzdequeijas às 22:59
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GENTE QUE NÃO MENTE

Olhar para cima
Inserido em 25-03-2011 06:52
A situação de Portugal é grave.

 

Já o era há muito tempo, só que agora já não dá para fazer de conta. Resultado: se a tendência dos portugueses sempre foi carpir lamentações, imagine-se agora, com tantos motivos para pessimismo e desilusão!

Mas será que somos apenas o que estamos a viver agora ou nos definimos pelo estado de ânimo que nos domina?... É evidente que não, porque a nossa História tem mais de 800 anos, somos herdeiros de uma Nação com muita gente notável, com governantes de nobre carácter, que amaram Cristo e o seu povo e ainda hoje são elogiados pela humanidade com que regeram o destino dos portugueses.

Por isso, proponho-vos levantar o olhar, não para nos iludirmos, mas para ver coisas que o estado de ânimo ofusca, para viver com o realismo corajoso que o cristianismo nos propõe, com a comoção pelo destino de cada homem e mulher que é próprio da fé. Porque, afinal, se a fé não despertar a nossa razão, liberdade, afeição e todo o nosso eu – sobretudo, nas circunstâncias concretas em que nos encontramos – para que é que serve?

 

publicado por luzdequeijas às 22:55
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HISTORIANDO A UINIÃO EUROPEIA

A hoje conhecida união europeia também teve a sua história:

O Tratado de Roma de 25 de Março de 1957, que institui a CEE, cria instruções e mecanismos de tomada de decisão que permitem dar expressão tanto aos interesses nacionais como a uma visão comunitária. A Comunidade Europeia constitui doravante o eixo principal em torno do qual se vai organizar a construção europeia.

De 1958 a 1970, a abolição dos direitos aduaneiros tem repercussões espectaculares: o comércio intracomunitário é multiplicado por seis, ao passo que as trocas comerciais da CEE com o resto do mundo são multiplicadas por três. No mesmo período, o produto nacional bruto médio da CEE aumenta 70%. Seguindo o padrão dos grandes mercados continentais, como o dos Estados Unidos da América, os agentes económicos europeus sabem tirar proveito da dinamização resultante da abertura das fronteiras. Os consumidores habituam-se a que lhes seja proposta uma gama cada vez mais variada de produtos importados. A dimensão europeia torna-se uma realidade. Em 1986, a assinatura do Acto Único Europeu permitirá abolir as outras restrições, de ordem regulamentar e fiscal, que atrasavam ainda a criação de um mercado interno genuíno, totalmente unificado.

20 de Julho de 1963: Iaundé, os primórdios de um papel internacional

 

Robert Schuman

Com os seus destinos a unirem-se no continente, os Estados fundadores da Comunidade Europeia assinam com as suas antigas colónias africanas, em 1963, uma convenção que garante a estas últimas certas vantagens comerciais e ajudas financeiras. A Convenção de Lomé, que se seguiu à de Iaundé, aplica-se actualmente a setenta países da África, das Caraíbas e do Pacífico, tornando a União Europeia a maior fonte de ajuda pública ao desenvolvimento. A cooperação estendeu-se igualmente, sob outras formas, à maior parte dos países da Ásia e da América Latina.

Em 28 de Novembro de 1995, os quinze países da União Europeia e doze países do sul do Mediterrâneo estabelecem uma parceria que deverá conduzir à criação de uma zona de comércio livre, combinada com acordos de cooperação nos domínios social, cultural e humano.

No século XXI assistir-se-á à afirmação da Europa como potência de paz, desde que a União promova a estabilidade e o desenvolvimento nos grandes grupos regionais que a envolvem. Graças ao papel que desempenha nas trocas comerciais mundiais e ao seu peso económico, a União é já um parceiro respeitado nas grandes instâncias internacionais, tais como a Organização Mundial de Comércio ou a ONU.

Progressivamente, a União apoia-se no seu potencial económico para desenvolver a sua influência política e afirmar-se com uma só voz. O Tratado da União Europeia, de 1992, fixa o objectivo e as modalidades de uma Política Externa e de Segurança Comum (PESC), que inclui, a prazo, a definição de uma política de defesa comum. Mas os europeus deverão ainda envidar numerosos esforços para harmonizar a sua diplomacia e a sua política de segurança. É esse o preço, que pressupõe uma vontade política real dos Estados-membros, para que a União possa defender os seus interesses e contribuir para a criação de um mundo de paz e de justiça.

 

1 de Janeiro de 1973: primeiro alargamento da Comunidade Europeia

 

A União Europeia encontra-se aberta a todos os países europeus que a ela pretendem aderir e que respeitem os compromissos assumidos nos Tratados da fundação e subscrevem os mesmos objectivos fundamentais. Existem duas condições que determinam a aceitação de uma candidatura à adesão: a localização no continente europeu e a prática de todos os procedimentos democráticos que caracterizam o Estado de direito.

Assim, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderem à Comunidade em 1 de Janeiro de 1973. A estas adesões seguiu-se um alargamento ao Sul do continente, durante os anos oitenta, com a Grécia, a Espanha e Portugal a afirmarem-se como nações democráticas. A terceira vaga de adesões, que teve lugar em 1995, traduz a vontade dos países da Europa escandinava e central de se juntarem a uma União que tem vindo a consolidar o seu mercado interno e se afirma como o único pólo de estabilidade no continente, após o desagregamento do bloco soviético.

 

Eurotower em Frankfurt, Alemanha

De seis para nove, de doze para quinze membros, a Europa comunitária vai ganhando influência e prestígio. Deve manter um modo de decisão eficaz, capaz de gerir o interesse comum em proveito de todos os seus membros, preservando simultaneamente as identidades e as especificidades nacionais e regionais que constituem a sua riqueza. O maior desafio para que se preparam actualmente os europeus consiste em acolher nos próximos anos os países da Europa central, balcânica, mediterrânica e báltica, que apresentaram a sua candidatura. Como encontrar os recursos necessários que lhes permitam atingir o nível económico e estrutural dos países da UE no mais breve prazo? Como adaptar as instituições para que estas possam continuar a cumprir as suas missões em benefício de uma União de mais de 25 Estados-membros? Estas são as missões históricas que aguardam futuramente os Estados da União.

publicado por luzdequeijas às 16:51
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RELEMBRANDO

A União Europeia

 

anteriormente designada por Comunidade Económica Europeia (CEE) e Comunidade Europeia (CE), é uma organização internacional constituída actualmente por 25 Estados-Membros. Foi estabelecida com este nome pelo Tratado da União Europeia (normalmente conhecido como Tratado de Maastricht) em 1992, mas muitos aspectos desta união já existiam desde a década de 50. A União tem sedes em Bruxelas, Luxemburgo e Estrasburgo.

A União Europeia tem muitas facetas, sendo as mais importantes o mercado único europeu (ou seja uma união aduaneira), uma moeda única (adoptada por 12 dos 25 Estados membros) e políticas agrícola, de pescas, comercial e de transportes comuns. A União Europeia desenvolve também várias iniciativas para a coordenação das actividades judiciais e de defesa dos Estados Membros.

O Tratado de Paris, assinado em 1951, estabelecendo a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e o Tratado de Roma, assinado em 1957, e instituindo a Comunidade Económica Europeia e a Comunidade Europeia da Energia Atómica ou Euratom, foram assinados por seis membros fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Depois disto, a UE levou a cabo cinco alargamentos sucessivos: em 1973 Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; em 1981 Grécia; em 1986 Espanha e Portugal; em 1995 Áustria, Finlândia e Suécia; a 1 de Maio de 2004, República Checa, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia.

Em 1972 e 1994, a Noruega assinou também tratados de adesão à União Europeia. No entanto, nas duas ocasiões, através de referendos, a população norueguesa rejeitou a adesão do seu país.

A Croácia, Bulgária, Roménia e Turquia são candidatos à adesão à UE. A Bulgária e a Roménia têm adesão marcada para 2007. As negociações com a Turquia e a Croácia iniciaram-se oficialmente em Outubro de 2005 mas ainda não há uma data de adesão definida - o processo pode estender-se por vários anos.

publicado por luzdequeijas às 16:45
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O HOMEM DEPENDENTE DA ENERGIA

Uso da Energia

 

A cada dia que passa, a humanidade vem necessitando cada vez mais de energia, seja para o próprio consumo, na forma de alimentos, ou para proporcionar maior conforto ou facilidades de trabalho. Um exemplo é a produção de uma lata de refrigerante. Para se obter uma lata de alumínio é necessário a disposição e o consumo de muita energia eléctrica, que terá uma parte utilizada como tal e outra parte transformada em energia térmica e energia mecânica. Esse consumo de energia deve - se ao facto do alumínio não se encontrar na natureza na forma metálica, sendo encontrado na forma de minerais que deverão ser trabalhados para a remoção física e química do alumínio metálico, esse processo consome muita energia. A reciclagem do alumínio consome menos energia, mas mesmo assim, é ainda grande a quantidade de energia consumida.

A indústria de uma maneira em geral, necessita e muito de energia eléctrica, que é mais fácil de se obter e que pode ser transformada em qualquer outra. É a partir dessa energia que é possível iluminar cidades, accionar e fazer trabalhar máquinas e equipamentos electrónicos, etc..

Para as pessoas em geral, a energia eléctrica também é indispensável nos dias de hoje, para ligar um aparelho eléctrico, como televisão, computador e frigorífico é necessário energia eléctrica, pois senão o aparelho não funciona. E como poderemos imaginar as pessoas sem estes aparelhos? Actualmente estes aparelhos são indispensáveis para a sua comodidade e conforto.

Conversão para energia eléctrica

No mundo, a principal fonte de energia eléctrica ainda serão as centrais hidroeléctricas, que convertem a energia potencial e cinética das correntes da água em energia eléctrica. O que ocorre é que a água é forçada a cair sobre um dispositivo (turbina) que girará dando movimento a um gerador. Este gerador será o responsável pela produção de energia eléctrica, que aparecerá pelo fenómeno da indução electromagnética (uma corrente eléctrica aparecerá com o movimento de um imã).

Noutros países, principalmente na Europa e na América do Norte, a principal fonte de energia eléctrica já são as centrais nucleares. Antes de entrar neste assunto é necessário analisar alguns conceitos básicos.

Núcleo Atómico

Um núcleo de um átomo qualquer é constituído basicamente por prótons e neutrons. Neste núcleo existem forças (forças nucleares) que mantêm os prótons e neutrons ligados. Estas forças devem ser suficientemente grandes para realizar o trabalho de contrabalançar as repulsões eléctricas decorrentes da carga positiva dos protões. Uma vez que os neutrões não possuem carga eléctrica. Isso deve ocorrer para explicar a existência de núcleos atómicos estáveis.

E é esta energia, a energia presente no núcleo atómico, responsável pela estabilidade de alguns núcleos atómicos, que também será responsável pela geração de energia eléctrica nas centrais nucleares.

Energia eléctrica a partir de energia nuclear

Para se obter energia eléctrica a partir da energia nuclear é necessário que haja a fissão de um átomo, geralmente de urânio-235, neste processo ocorrerá a quebra do núcleo atómico, que ocorrerá com libertação de grande quantidade de energia, da ordem de 1010J de energia libertada por mol de urânio quebrado. A reacção de quebra do urânio pode ser controlada ou não, caso não seja, a energia produzida poderá ser utilizada em bombas atómicas caso ela seja controlada, poderá ser utilizada de maneira benéfica, como na produção de energia eléctrica.

A grande quantidade de energia produzida na reacção de quebra do urânio será utilizada para aquecer um caldeirão que gerará vapor. Este vapor será induzido a passar por um sistema de turbinas, que serão as responsáveis por fazer girar um gerador, que por sua vez produzirá energia eléctrica através da indução magnética, ou seja, do movimento de um imã, que fará aparecer uma corrente eléctrica no sistema. A produção de energia eléctrica a partir de quedas d'água ou de fissão nuclear controlada produz a mesma energia eléctrica.

A energia eléctrica produzida a partir de energia nuclear não é radioactiva e é igual à energia produzida em hidroeléctricas, podendo ser utilizada para os mesmos

publicado por luzdequeijas às 16:36
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A FLORESTA PERDIDA

A RIQUEZA DA FLORESTA ONDE PÁRA?

 

Precisamos, como de pão para a boca, de uma organização estatal estável, competente e muito preocupada na sua dedicação à formulação de políticas e de tecnologias para o uso e gestão sustentável das nossas Florestas, e da melhoria do bem-estar dos habitantes envolvidos neste mundo fascinante. Assolada pela calamidade dos fogos, temos visto uma das maiores riquezas nacionais – a floresta – ser dizimada, pondo em causa o equilíbrio ecológico de muitas áreas e a sustentabilidade de muitas populações que, assim, se vêem empurradas para a desertificação. A maioria dos países que têm riquezas, por exemplo petróleo ou minerais, protegem essas riquezas, nós que temos entre as maiores riquezas a floresta, o que é que fazemos? Deixamos que seja consumida pelo fogo! Entretanto, discute-se o que deveria ter sido feito e não foi, procuram-se razões e culpados, perde-se o pouco tempo que ainda temos para salvar o que resta do nosso delapidado património florestal.

 

Em primeiro lugar, devemos aprender com a história, pois desde o tempo da monarquia até aos anos 60, havia uma preocupação com a florestação e com a manutenção da floresta que se mantinha em equilíbrio com as populações locais. A partir dessa altura, o fogo, juntamente com a alteração dos sistemas agrícolas, encarregou-se da desflorestação e da desertificação e só, esporadicamente, temos visto algumas tentativas de se colocar ordem na desorganização que daí resultou.

O Governo prepara-se para reorganizar os serviços florestais do Estado pela quinta vez em cinco anos!

O ex-director-geral pede aos partidos que não deixem passar a integração das florestas nas direcções regionais de agricultura. Explicando: «Neste contexto de crise, estas alterações consideradas a propósito da redução de despesas conduzem, por um período significativo, a uma forte perturbação no desempenho dos serviços», sendo absolutamente inoportuna. Acusa, ainda, o Governo de ter tomado uma decisão sem ter feito qualquer estudo prévio e sem ter medido as consequências da decisão na eficácia do serviço público.

António Reis Luz

30-10-2010

 

publicado por luzdequeijas às 16:16
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CONFIAR NO FUTURO

SEM SÓCRATES NO PODER  ...

 

O país precisa de uma injecção de confiança, apesar das dificuldades por que irá passar. Mas precisa em primeiro lugar que não lhe mintam

 

Não há muitos meses, uma série de empresas fechou portas e os empregados concentraram-se nos portões das respectivas fábricas tentando impedir que as máquinas fossem levadas para outras paragens. Pensavam os trabalhadores que dessa forma garantiam uma indemnização com a venda do material industrial. Lembro-me do rosto de algumas famílias que de um momento para o outro ficaram sem perspectivas de futuro. Nessas fábricas trabalhavam pais e filhos e o drama era, obviamente, ampliado.

Recordo estas imagens porque o país está muito parecido com o problema que essas centenas de pessoas viveram. Liga-se a televisão, lêem-se os jornais, ouve-se a rádio e tudo parece negro. Os principais governantes, semana sim, semana não, aparecem com mais um pacote de austeridade, o que significa mais desemprego e menos regalias sociais. Famílias que viviam com imensas dificuldades são obrigadas a encolher ainda mais as suas despesas, sabe-se lá como. Abonos de família desaparecem, ordenados são diminuídos e o futuro perfila-se sombrio.

Para agravar o cenário preocupante, a maioria das pessoas deixou de ter confiança no Governo, que usa um discurso de acordo com as suas conveniências. E é aqui que o drama ganha outros contornos. Numa guerra, os generais sabem que para contar com os soldados precisam de lhes injectar confiança e explicar que vão entrar numa batalha difícil, mas que todos juntos vão conseguir ultrapassá-la. O que se passa hoje com Portugal? Pedem-se todos dias mais sacrifícios às pessoas, mas não se lhes dá esperança. O descrédito é evidente, mas a oposição, sabendo o que o futuro nos reserva, não consegue fazer um discurso animador. Se fosse dito que vamos passar ainda por mais dificuldades, algo que deveria ter sido dito há uns anos, mas que haveremos de sair mais fortes desta situação, as pessoas aceitavam melhor.

Conta-se que em alguns países europeus as contas públicas podem ser averiguadas por todos os cidadãos. Com o avanço das tecnologias, em Portugal circula muita informação que os políticos gostariam de manter escondida. Mas hoje é impossível fazê-lo. Por isso, torna-se incompreensível que o Governo não tenha a coragem de atacar os milhares de empregos fictícios que foram criados para calar a clientela partidária.

E são esses milhares de empregos que põem em causa gente que vive do seu trabalho honesto. A oposição bem pode começar a pensar que se chegar ao poder e quiser seguir o mesmo caminho não terá grande futuro e o país ficará ainda pior. Portugal precisa de uma injecção de confiança e de honestidade. Precisa de alguém que fale verdade todos os dias e que não minta hoje para ser sincero amanhã.

vitor.rainho@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 15:52
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AGORA É PROVAVELMENTE TARDE

 

Não vale a pena iludirmo-nos.

Com ou sem recurso a ajuda externa, vai ser preciso baixar salários, cortar despesas sociais, flexibilizar o mercado laboral, reduzir os gastos do Estado e diminuir os impostos, libertando capitais para a iniciativa privada (o único modo de fazer crescer a economia).

Claro que as centrais sindicais não querem: elas estão hoje numa posição defensiva, tentando manter com unhas e dentes as chamadas conquistas dos trabalhadores e as regalias sociais.

Como acontece, por exemplo, com as leis laborais.

Sucede que a rigidez laboral que os sindicatos defendem tem duas principais consequências:

- Tapa as perspectivas a quem procura o primeiro emprego, fazendo com que os jovens só consigam empregos precários;

- Mantém artificialmente certos postos de trabalho desnecessários, agravando os problemas das empresas em dificuldades.

Há, portanto, que resolver este problema.

Admite-se que muitos jovens cheguem hoje aos 35 ou 40 anos sem nunca terem tido um emprego minimamente estável na área em que se formaram?

Não se percebe que, deste modo, se está a destruir o futuro?

Que se estão a destruir as vidas destes jovens, que não têm condições para constituir família e para se inserirem socialmente - acabando por emigrar ou por exercer tarefas que não têm nada que ver com os cursos que tiraram, perdendo-se boa parte do investimento feito na sua educação?

Enquanto o país não for sujeito a um choque vital, que acarretará sacrifícios mas que dará uma esperança a prazo, continuaremos a escorregar num plano inclinado.

Com uma política de pequenos passos, com PECs uns atrás dos outros, vão-se gastando energias e não se sai da cepa torta.

O país precisa de um abanão, com opções claras, postas em prática por um Governo corajoso e que não tema a contestação sindical.

Com medo das centrais sindicais (que só defendem os que estão empregados) não se vai a lado nenhum.

Com políticas de compromisso não se vai a lado nenhum.

O Governo - este ou o próximo - tem de assumir claramente a situação do país (traçada, aliás, com crueza pelo PR), tem de dizer olhos nos olhos aos portugueses o que há que fazer para tentar superar a crise, e depois tem de levar essas medidas para a frente sem tibiezas.

Sócrates teve condições para fazer isso no primeiro mandato - e começou a fazê-lo mas depois arrepiou caminho, apesar de dispor de uma maioria absoluta no Parlamento e de ter um grande ascendente sobre o partido.

Porquê?

Por que não aproveitou a onda reformista que lançou no início do mandato?

Porque, a partir de certa altura, começou a ter medo de perder as eleições.

Foi pena.

Se tivesse ido em frente, estaríamos hoje noutro lado.

Mas não o fez - e agora é provavelmente tarde.

publicado por luzdequeijas às 15:44
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É PRECISO MUDAR DE VIDA

Portugal precisa de um abanão
 
21 de Março, 2011por José António Saraiva
 
A crise política aí está. O PSD diz que não votará as novas medidas de austeridade propostas pelo Governo.

E a ironia é que as medidas que o Governo propõe são aquelas que o PSD terá de pôr em prática no dia em que for poder.

Quais poderão ser os argumentos de Passos Coelho para as chumbar?

Só um: a falta de transparência do primeiro-ministro.

A total impossibilidade de, em sua opinião, confiar em José Sócrates.

E a verdade é que, num dia, Sócrates louva a execução orçamental, sublinha a redução do défice público, garante que o país não precisará de ajuda externa, faz inaugurações dizendo que Portugal está no topo da Europa neste e naquele sector, anuncia (através do seu desconcertante ministro das Obras Públicas) obras no valor de centenas de milhões de euros - e, no dia seguinte (ou no mesmo dia), vem antecipar novas medidas de austeridade.

Quem é que, nestas condições, pode planear o dia de amanhã?

Quem garante que atrás de um PEC 4 não vêm um PEC 5, um PEC 6 e um PEC 7?

Quando apresentou o primeiro PEC, Sócrates garantiu que não seriam precisos mais sacrifícios.

Depois disso, já vieram mais dois pacotes e está outro a caminho.

Ora, assim, é muito difícil continuar a acreditar no que diz o primeiro-ministro.

Além disso, custa perceber que Sócrates não tenha ainda concluído que através desta política de pequenos passos o país não vai lá.

Isto precisa de uma ruptura - não se resolve com paninhos quentes.

Escrevi um dia, a este respeito, que ninguém deixa de fumar aos bocadinhos: ou pára de um dia para o outro ou não vale a pena tentar.

Com Portugal passa-se o mesmo: há coisas que têm de mudar qualitativamente e não apenas quantitativamente.

E é preciso mudar qualitativamente, porque muita coisa também mudou para o país nas últimas décadas.

Num período histórico muito curto, sofremos fortíssimos abalos: o fim do império, a entrada na CEE e a aceleração da globalização.

O fim do império fez de Portugal um país minúsculo, reduziu-nos os mercados e o espaço estratégico, provocou a perda de matérias-primas.

A entrada na CEE teve como consequência a destruição de boa parte das nossas empresas industriais, postas em competição com empresas muito mais fortes, contribuindo também para o declínio da nossa agricultura e das nossas pescas.

A globalização, pelo seu lado, afasta cada vez mais de nós o capital estrangeiro, que emigra para outras paragens à procura de condições mais favoráveis, enquanto ameaça deslocalizar algumas das indústrias e serviços que ainda por cá permanecem.

Em consequência destes abalos, Portugal, que imediatamente antes do 25 de Abril era um dos países do mundo em maior crescimento, hoje está em recessão e afasta-se cada vez mais da Europa.

Por tudo isto, temos de meter na cabeça que é preciso mudar de vida. ( ... )

publicado por luzdequeijas às 15:41
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SÓCRATES E A CRISE

 
21 de Março, 2011por José António Lima
 
O que levou José Sócrates a precipitar a crise política que há muito estava anunciada?

O facto de ter percebido que se tornara impossível a sua sobrevivência política até ao final do ano dada a gravidade das medidas de austeridade que Bruxelas e os seus parceiros europeus lhe exigiam que aplicasse já - como, mais uma vez, obedientemente fez. E o facto de qualquer ajuda externa vinda da cimeira dos próximos dias 24 e 25 implicar um pedido feito pelo Governo português e a intervenção do FMI - desmentindo tudo o que o primeiro-ministro vinha afirmando ao país.

Sócrates não hesitou, pois, em provocar a crise política. Mas fê-lo de forma tão canhestra, tão denunciadora das suas intenções, que até o seu tutor partidário Mário Soares lhe veio apontar um dedo acusador. «Cometeu erros graves: não tem informado, pedagogicamente, os portugueses quanto às medidas tomadas e à real situação do país», escreveu Soares, acrescentando: «Negociou o PEC 4 sem informar o Presidente da República, o Parlamento e os parceiros sociais - foram esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis, que irão custar-lhe caro». Já estão a custar, como se vê.

Há, de facto, três facetas de Sócrates, nesta sua última encenação política, que não deixam de surpreender. Primeiro, a arrogância e o desrespeito institucional a ultrapassarem todos os limites. Segundo, a falácia do ou eu ou o FMI que Bruxelas já tratou de desmontar cabalmente. Terceiro, a insensibilidade social e o facilitismo político das novas medidas, a penalizar os já mais fracos e desfavorecidos - idosos e pensionistas - em vez de reduzir o despesismo dos serviços do Estado e as mordomias das suas clientelas.

Sócrates já entrou descaradamente em campanha eleitoral, com a comunicação televisiva ao país de 2.ª-feira e a entrevista de 3.ª-feira. A partir de agora, vale tudo o que estiver à mão. Mas, como demonstraram as manifestações não partidarizadas de dia 12, o descontentamento é vasto, generalizado e saiu às ruas. O país fartou-se dele, do seu Governo, das suas mentiras e encenações. Sócrates irá percebê-lo com o resultado das eleições.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 12:38
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AINDA TEMOS CRÉDITO ?

Diz-se a propósito do crédito bancário: "Se deve 50 mil euros, o problema é seu; se deve 500 mil, o problema é do banco que lho emprestou". Esta máxima, porém, não se aplica à dívida pública portuguesa. Convinha que Portugal conseguisse pagar.

 

Por:Manuel Catarino, Subdirector

 

Caso contrário, o problema será muito mais nosso do que dos credores. Eles perdem o dinheiro. Nós perdemos a honra e com ela o crédito que precisamos para continuarmos a ser um país – um país pedinte, é certo, que precisa de se financiar lá fora para pagar aos funcionários públicos, manter o Serviço Nacional de Saúde, continuar com as escolas abertas. Devemos, hoje, à volta de 142 mil milhões de euros. Amanhã, serão mais uns pozinhos por causa dos juros. Até ao próximo dia 19 de Agosto, temos de pagar aos credores internacionais qualquer coisa como 13,5 mil milhões de euros: a primeira prestação, de 4,4 mil milhões, vence em 15 de Abril; dois meses depois, terá de pagar 4,9 milhões; em Julho, 2,3 mil milhões, e, em Agosto, mais 1,9 mil milhões – pesadelo suficiente para pôr qualquer governante a chás e a tisanas que lhe sosseguem os nervos e lhe acalmem as insónias. Mas, segundo as agências de rating, Portugal continua na classe A: está, apesar das dificuldades, entre os pagadores. Não se percebe tanto alarido se ainda temos crédito.

publicado por luzdequeijas às 12:34
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SINAL DOS TEMPOS

" Não se vislumbra na oposição uma alternativa capaz de inverter o caminho para o abismo que se nos abriu pela frente"

Constança Cunha e Sá

publicado por luzdequeijas às 12:28
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O PAÍS DE SÓCRATES

Voz da Razão

Imagine o leitor que o primeiro-ministro David Cameron, num dia decisivo para o futuro político e económico do Reino Unido, resolvia abandonar a Câmara dos Comuns logo no início do debate. Não por motivos de saúde; não porque alguém resolvera declarar guerra ao país; mas porque, simplesmente, tinha mais que fazer do que aturar o Parlamento. O que diria a ‘inteligência’ britânica do caso? E o que diria o cidadão comum?

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

A pergunta é absurda porque o cenário é impensável: nenhum primeiro-ministro de um país com tradição democrática e liberal sobreviveria ao gesto. Em Portugal, pelo contrário, o gesto não é apenas normal; é, suspeita minha, compreendido e apreciado pela selvajaria dos nativos. Os mesmos que sempre tiveram pelo autoritarismo do ‘chefe’ a admiração própria dos escravos. É por isso que, depois de seis anos de abuso e ruína, é precoce decretar o óbito de quem nos enterrou vivos. José Sócrates não nasceu do nada; ele precisou de uma cultura iliberal para crescer e prosperar. E que não se apaga da noite para o dia.

publicado por luzdequeijas às 11:52
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

AFINAL QUEM É O CULPADO

POR ESTARMOS TODOS DE TANGA?

publicado por luzdequeijas às 21:07
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AMPLOS CONSENSOS

Já está!
 
Inserido em 24-03-2011 07:35
O candidato à sucessão de José Sócrates garante uma estratégia de médio prazo o mais abrangente possível. Uma estratégia verdadeiramente nacional, como Pedro Passos Coelho gosta de lhe chamar. E a ideia é boa.

 

Diluir crispações, acertar receitas para a doença e concertar esforços é vital para sair do pântano. Mas é dificílimo.

Se Sócrates perder as eleições e sair, o caminho fica mais aberto. Se Sócrates perder e ficar (e não é impossível) o bloqueio continua. E também não é certo que Passos Coelho, se ganhar, consiga ter o PS ao seu lado nas questões essenciais sem que isso crie fracturas nos socialistas.

Cavaco pode ajudar. Mas já podia antes e não quis. Ou não soube. E assim perdeu margem de manobra.

Desta vez, ou o Presidente ajuda ou os amplos consensos, vitais para fazer o mais difícil, podem nunca acontecer.
Sócrates caiu, mas o pior ainda não começou.



Ângela Silva

publicado por luzdequeijas às 11:28
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Domingo, 20 de Março de 2011

A PALAVRA DE ORDEM É MENTIR

Sábado, 19 de Março de 2011
 
Mentir até ao fim

1. Sócrates não está disponível para governar com o FMI 

 

2. Não é o FMI. É a União  Europeia, coluna de 18 de Janeiro.

 

 

PS: ao ouvir Sócrates, um tipo começa a pensar que acordou em 1983. Parece que não existe CEE, UE, euro, Fundo Europeu (que tem lá dentro o FMI). Este indivíduo mente descaradamente e nenhum jornalista é capaz de dizer "mas, ó meu amigo, o FMI faz parte do Fundo Europeu que você aceitou como primeiro ministro de Portugal lá em Bruxelas". Ou, já agora: "se acha que o FMI é assim tão mau, por que razão não tira Portugal do FMI, tal como fez o seu amigo Chávez?". Sim, Portugal faz parte do FMI. Isto é confrangedor. Tudo isto é confrangedor.

Em 2009, Sócrates dizia que a dívida não era um problema, e que a MFL era "bota-abaixista", porque, vejam bem, falava da dívida. Em 2011, Sócrates diz que nunca governaria com o FMI quando aceitou o FMI como parte do Fundo Europeu, e quando elaborou um plano de ajuda que contaria sempre com o FMI. Isto é uma palhaçada. Na maior crise em décadas, estamos presos por mentiras do primeiro-ministro que nenhum jornalista consegue desmontar em directo. Pá, vou ler A Bola.

 

por Henrique Raposo às 18:38 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 18:02
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O NEGÓCIO DOS JUROS DA DÍVIDA

Com os juros da dívida espanhola a recuarem, Portugal continua sob fogo intenso dos mercados, e a crise política atira gasolina para essa fogueira. E, como lembra Jacinto Nunes na entrevista citada, Portugal já está a pedir emprestado a 7% para ceder créditos à Irlanda a 5,8%. E na ajuda à Grécia o juro é ainda mais barato.  

 

 

PS - Óptimos negócios que o Governo está a fazer. Se for como eles dizem, a única salvação de Portugal será "um suicídio colectivo". Duvido muito que com o FMI seja pior, é que só pode ser melhor!

publicado por luzdequeijas às 17:43
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NÚMERO DE PENSIONISTAS DA SEGURANÇA SOCIAL

2,9 milhões é o número de pensionistas no regime geral da Segurança Social! Nos últimos 10 anos o universo de aposentados aumentou em quase em quase 500 mil pessoas! É o socialismo no seu melhor!

 

 

Se a este número somarmos o total de pensionistas do Estado (não contribuíram e eram reformados com 100% do seu vencimento), mais os reformados políticos (não contribuíram nada), temos um país de reformados por falta de economia e de trabalho! Só no ano passado tudo isto custou ao país 21,2 mil milhões de euros! Mas disfarçou o número de desempregados!

Este é o ESTADO SOCIAL de que fala Sócrates com enorme arrogância para nós, depois de nos transformar em pedintes! Afinal quem sustenta tudo isto? É A VENDA DA DÍVIDA PÚBLICA. Com juros a 8%!

Percebe-se agora o medo de Sócrates com o FMI! É que quando ele chegar vai pôr tudo isto a limpo. Depois do comunismo vai acabar o socialismo bacoco!

publicado por luzdequeijas às 17:23
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VEJAM SÓ MEUS SENHORES

11 164

 

 

Este é o número de desempregados que passaram à reforma antecipada em Janeiro de 2011, após deixarem de receber o subsídio de desemprego e não terem acesso a emprego.

 

 

PS: Imagine-se sem tanta manobra para encobrir o desemprego, que valor ele já teria atingido. Percebe-se a razão de terem de mexer nas reformas asseguradas. O Estado é incapaz de resolver o problema, porque o socialismo só traz miséria.

publicado por luzdequeijas às 17:16
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"DESEMPREGO INVOLUNTÁRIO"

" O desemprego involuntário não é o único meio de obter a reforma antecipada: esta é concedida aos 55 anos, se contarem 30 de descontos" (?)

publicado por luzdequeijas às 17:12
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AS REFORMAS ANTECIPADAS E O MONSTRO

A INCOMPETÊNCIA DOS POLÍTICOS!

 

Nomeadamente de Sócrates e do PS

 

Nós (idosos), que do pouco que ganhávamos sempre descontámos para na velhice termos uma reforma com dignidade, estamos em queda a caminho do abismo! Porque agora, vemos  uns senhores "doutores/Engenheiros (?) " reduzirem - na e porem em perigo aquilo que nós, honestamente, conquistámos. É revoltante!

Eles, que arrecadam reformas chorudas em 4 ou 5 anos de pouco ou nulo trabalho! Eles que nada fazem para combater a corrupção e a pobreza, mas tudo têm feito para destruir a economia nacional que existia! Nada resta, da fartura proclamada no 25 de Abril, ou melhor, resta a desonestidade e a pouca vergonha!

Eles, que acumularam e continuam a acumular erros graves na governação do país, a todos os níveis, não os assumem, nem há quem os faça assumir. Erros, que somos nós, a “geração à rasca” quem os está a pagar com sacrifícios e muito sofrimento.

Os mesmos senhores “doutores/Engenheiros” (?) que nos atiraram para reformas antecipadas que não queríamos. A nós, que sempre quisemos trabalhar até poder. Com isso, retiraram-nos sonhos e objectivos merecidos. Também nos deram a primeira machada na nossa reforma merecida e já conquistada. O Estado, que tudo tem a ver com as reformas dos funcionários públicos, não tem moral para mexer nas nossas! Nada nos deu! E agora tudo nos quer tirar.

Quiseram dar o nosso lugar a jovens que dizem ter cursos superiores, mas na realidade pouco sabem e, por essa razão, o país está e continuará a estar, como todo o mundo sabe. Sempre a pedir cada vez mais sacrifícios aos trabalhadores e a aumentar a nossa dívida externa e o desemprego.

Os donos das tais universidades que leccionam cursos sobre tudo e sobre nada, têm os bolsos cheios.  E qualquer dia nós somos como o Brasil, onde todos são “doutores” e as favelas proliferam num país rico!

É preciso arranjar trabalho para tanto licenciado desempregado? A segurança social já não tem fundos para suportar mais trabalhadores na pré-reforma. Agora é preciso reduzir centenas e centenas de cursos sobre tudo e nada e encaixar nas autarquias milhares de licenciados que a actividade privada não precisa nem quer! Lá vão mais uns milhões em subsídios para colocar licenciados. Dinheiro deitado à rua.

Também é preciso disfarçar o vergonhoso “desemprego” deste Governo. Que havia prometido 150 000 postos de trabalho!

Entretanto recebemos milhares de emigrantes porque os portugueses não sabem ou não querem arranjar torneiras, televisões, barcos etc.

Entretanto, a “corrida às pensões antecipadas dispara! As reformas, antes dos 65 anos, já custam mais de 500 milhões de euros por ano!

A segurança Social paga o crescimento da crise no País. E Sócrates quer tirar aos reformados aquilo que é deles, porque o conquistaram com a ajuda das empresas onde trabalharam. Quem põe travão nesta vigarice? Tenho pena das pessoas com pensões pequenas, mas a sua maioria nunca descontou para este fim.

È necessário corrigir esta injustiça social? Sim, é. Mas então, que seja o Estado a pagá-la. Ou então, o senhor engenheiro (?) SÓCRATES. Depois de conseguir fortalecer a economia nacional e criar riqueza. Depois, também, de emagrecer o “monstro” que ele protege e enaltece. Sabemos que isso nunca acontecerá! Pois não tem capacidade para o fazer. Ele gasta, sem rei nem roque, aquilo que outros amealharam. Está muito longe de ser um estadista!  

 

publicado por luzdequeijas às 14:21
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A QUESTÃO DA CULPA

Muitos se têm entretido nos últimos dias a dissecar o que pensam ser a questão central do estado em que nos encontramos: de quem é, afinal, a culpa? Na verdade, a simples aceitação da conjectura tem implícita a adesão ao ponto de vista daqueles que se querem furtar à culpa propriamente dita. Admitir uma ponta de dúvida nesta matéria é totalmente absurdo.

 

Por:Eduardo Dâmaso, director-adjunto

 

A culpa de estarmos na iminência de uma intervenção financeira externa só tem um único culpado: Sócrates e o seu Governo. A culpa é dos sucessivos malabarismos praticados com o défice das contas públicas, com a instalação da propaganda e da mentira como forma de governar, da fuga para a frente como meio de pura preservação do poder. Ao que estamos a assistir é à tentativa de consagrar uma mentalidade delinquente na gestão do poder.

Uma mentalidade que não hesita em recorrer ao perigoso truque do imperativo patriótico, como se patriotas fossem apenas aqueles que pensam como o chefe do governo e se alinham, obedientes, atrás dele no ataque aos ímpios, os que ousam criticar a acção do dito engenheiro. Que fosse um governo do PS a trazer ao de cima o mais bafiento salazarismo de decretar como inimigos os que pensam de modo contrário é que é surpreendente. Que isso aconteça com um partido que foi decisivo na consolidação do poder democrático é que é inaudito. Ainda por cima com todas as elites do partido caladinhas, coniventes com esta caminhada do partido para o abismo. Em nome da pátria, claro!

publicado por luzdequeijas às 13:42
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Sábado, 19 de Março de 2011

DE PEC EM PEC ATÉ

À MISÉRIA FINAL ...

 

 


Sexta-feira, 18 de Março de 2011

 Descodificando os eufemismos do novo PEC: «Encorajando as poupanças automáticas das famílias»

 

 

Através do Rui Rocha, no Delito de Opinião, que cita o ministro Teixeira dos Santos, em 16-3-2011, ficou a temer-se que o Governo socialista tenha oferecido à União Europeia, para continuar a obter apoio do Banco Central Europeu e poder aceder rapidamente ao socorro financeiro, que parte dos salários da função pública seja cativada pelo Governo, num voluntarismo à força.

É o que admito se encontre por baixo do eufemismo da página 11 do documento  «Actualização Anual do Programa de Estabilidade e Crescimento: Principais linhas de orientação» (vulgo PEC V), apresentado no dia 11-3-2011:
«Facilitar as decisões de poupança, nomeadamente encorajando as poupanças automáticas das famílias»

O encorajamento pode ser este: em vez dos funcionários receberem o salário, não recebem. O CM, de hoje, 18-3-2011, noticia que o subsídio de férias da função pública está em risco... Mas o primeiro-ministro das «poupanças automáticas das famílias» ainda tem a ousadia de meter medo ao povo com o papão do FMI - que impediria o pagamento do 13.º e 14.º mês!...

Como podem os partidos da oposição, como o PSD, pré-aprovarem o PEC V, sem conhecerem, em detalhe e valores, as suas medidas?...

Os partidos da oposição não devem discutir o PEC V na Assembleia da República sem que o Governo apresente todas as medidas nele inscritas, em detalhe e quantificadas. E, se o documento vier incompleto, devem exigir que o Governo o complete, só iniciando a discussão nessa altura. Creio que o Governo socialista, desenganado de que o documento passe no Parlamento, como a União Europeia lhe exige, se prepara para, além de não o sujeitar a votação, apresentar um documento vago e rosado, sem indicar as medidas duras que negociou, para que na campanha eleitoral próxima não seja responsabilizado por elas.


* Imagem picada daqui.
 
publicado por luzdequeijas às 23:14
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A INCOMPETÊNCIA DOS POLÍTICOS!

Nós (idosos), que do pouco que ganhávamos sempre descontámos para na velhice termos uma reforma e que vemos agora uns senhores "doutores/Engenheiros (?)" reduzirem - na e porem em perigo aquilo que nós, honestamente, conquistámos. Eles, que arrecadam reformas chorudas em 4 ou 5 anos de pouco ou nulo trabalho.

Eles, que acumularam e continuam a acumular, erros graves na governação do país, a todos os níveis, não os assumem, nem há quem os faça assumir. Erros que somos nós, a "geração à rasca" quem os paga com sacrifícios e muito sofrimento.

Os mesmos senhores doutores/Engenheiros que nos atiraram para reformas antecipadas que não queríamos. Nós, que sempre quisemos trabalhar até poder. Quiseram dar o nosso lugar a jovens que dizem ter cursos superiores, mas na realidade pouco sabem e, por essa razão, o país está e continuará a estar, como todo o mundo sabe. Sempre a pedir cada vez mais sacrifícios aos trabalhadores e a aumentar a nossa dívida externa.

Os donos das tais universidades que leccionam cursos sobre tudo e sobre nada, têm os bolsos cheios. Pela sua influência atiraram e continuam a atirar trabalhadores honestos e competentes para a pré-reforma para o negócio continuar a render e qualquer dia somos como o Brasil onde todos são “doutores” e as favelas proliferam num país rico!

É preciso arranjar trabalho para tanto licenciado desempregado e a segurança social já não tem fundos para suportar mais trabalhadores na pré-reforma. Agora é preciso reduzir centenas e centenas de cursos sobre nada e encaixar nas autarquias milhares de licenciados que a actividade privada não precisa nem quer! Lá vão mais uns milhões em subsídios para colocar licenciados. Dinheiro deitado à rua.

Entretanto recebemos milhares de emigrantes porque os portugueses não sabem ou não querem arranjar torneiras, televisões, barcos etc. Os alunos das estatísticas nacionais sabem de tudo e não sabem de nada. O mercado de trabalho não os quer! Também eles não têm culpa, hoje já nem podem empregar-se na função pública de onde terão que sair muitos milhares de trabalhadores considerados excedentários. Saem por um lado e entram por outro ( licenciados estagiários) ! Que parva que sou!

A Geração à Rasca e as  anteriores, a quem disseram que o 25 de Abril lhes daria tudo, mesmo sem trabalharem, entraram no pântano, de onde os responsáveis fogem sem pagar a sua desonestidade.

A culpa será dos poderes de decisão deste país estejam eles onde estiverem. Em 2006 o "Desemprego e as Dívidas" levam os portugueses a continuar a procurar melhor sorte noutros países. Na segunda década deste século, vão fugir para onde? Têm de lutar aqui e sacudir os oportunistas, incompetentes e corruptos! Depois, outros tempos virão.

publicado por luzdequeijas às 19:32
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À RASCA

 

ocehcap - Expresso 

 

Não precisam de estar inquietos com o futuro!
Terão que ganhar capacidade de luta...
Mas, a partir de agora, espera-se que tenham mais participação civica... Que nas próximas eleições não fiquem em casa! Que tomem as rédias do seu futuro... Que, como lhes recomendou o presidente, se mostrem à sociedade e se tornem membros de plena cidadania!
Se o fizerem, não têm que se preocupar...
O tempo da tirania socrática está a acabar.

publicado por luzdequeijas às 19:22
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BANANA SPLIT

ENGENHEIROS

 

 

Quando o meu primo Tozé entrou no curso de engenharia de sistemas e subsistemas de impacto supracartesiano binário foi um orgulho para toda a família.

O nosso Tozé chagaria a engenheiro! E chegou mesmo. Cinco anos de estudo e cinco queimas das fitas depois, o canudo foi para casa nas mãos de um elemento da geração mais qualificada de sempre. Nunca ocorreu ao meu primo e aos meus tios perguntar o que era a engenharia de sistemas de impacto supracartesiano binário e para que raio serviria. Ou, em que empresas haveria lugar para um engenheiro desses. No sábado passado, o meu primo e os meus tios foram manifestar-se. Estão à rasca. E eu solidarizo-me com eles: o meu primo é engenheiro de sistemas e subsistemas de impacto supracartesiano binário, tem direito a trabalhar nessa área. Ainda que ela tenha de ser criada !

Por falar em engenheiros, incluindo aqueles que tiraram o curso por faxe, saúdo as palavras de José Sócrates ao dizer que não está agarrado ao poder. Sim, porque ele não precisa do poder para nada, tem competência para muitas coisas. Como, por exemplo ... Bem, de momento não me lembro de nenhuma mas prometo dizer para a semana.

 

Banana Split - CM 19-03-2011  

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:04
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SÓCRATES E O PODER

José Sócrates já avisou que será de novo candidato a primeiro-ministro (qual Kadhafi), se houver eleições antecipadas. Dá-se o caso de o Congresso e as eleições do PS ainda não terem acontecido. Um pormenor, porque o "animal feroz" já decidiu pelos militantes (como fez com Cavaco e AR). Ou seja, aquele que dantes foi um respeitável partido política estará agora transformado numa agremiação de apoio ao grande e querido líder.

PAZ À SUA ALMA

publicado por luzdequeijas às 17:38
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SÓCRATES E A "LAPA"

" AO ESTADO A QUE CHEGOU O PAÍS E O PS !"

 

Fiquei incomodado ao ver e ouvir na Assembleia da República, e depois de mais um grande palavreado do primeiro-ministro (dos tais em que fala muito e não diz nada), a bancada do PS bater palmas de pé a um líder que colocou este país na BANCARROTA. Pensei melhor e concluí: Aqueles deputados não estão ali para defender os interesses nacionais nem do povo português, estão ali para segurarem o seu "tacho". Se Sócrates for corrido como merece, claro, eles perdem o emprego que lhes dá muitas regalias, sem nenhum trabalho (98% nunca falaram).

 

 

PS: Coitada da Lapa! Essa, está agarrada à rocha, mas Sócrates está agarrado ao poder de uma forma doentia !

publicado por luzdequeijas às 17:29
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DESPRESO PELA TERCEIRA IDADE

O ESTADO TEM FALHADO NO APOIO À TERCEIRA IDADE? (... )

Redondamente. O artigo 72 da Constituição diz entre outras coisas, que as pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que evitem o isolamento. Está a ser cumprido?

É O QUE LHE PERGUNTO.

Claro que não. Quem está hoje, de facto, à rasca são os idosos. Mais do que os que não têm emprego, estão à rasca os que não têm dinheiro para os remédios. ( ... )

Padre Maia - Padre e presidente da fundação Filos

PS: Nunca houve um qualquer primeiro-ministro que tivesse destruído tanto o ESTADO SOCIAL com este. Que tivesse rasgado tanto a "Constituiçã", de alto abaixo, como este. Não respeita ninguém, com excepção, do mundo homossexual.

 

publicado por luzdequeijas às 17:13
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REACÇÕES BOÇAIS

O regime e os rapazes

Vale a pena ler a biografia de Salazar escrita por Filipe Ribeiro de Meneses. Sobretudo as páginas dedicadas às guerras coloniais em que o dr. Salazar meteu o país há 50 anos.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

 

Haverá melhor exemplo de fanatismo? Duvido. Primeiro, pela negação do regime em proceder a uma transição possível e ordeira para uma autonomia negociada. E, depois, quando o conflito parecia instalado, pela relutância, até financeira, em defender eficazmente as populações sitiadas pela violência dos rebeldes. As guerras coloniais não recomendam o Estado Novo.

Mas é preciso fazer uma distinção qualitativa entre o regime e os rapazes. Porque os rapazes que serviram em África eram bem melhores do que o regime. Ou, para sermos rigorosos, do que os regimes: aquele que os enviou para lá; e aquele que os recebeu e esqueceu quando de lá voltaram. Essa distinção é um princípio de respeito pelos vivos e pelos mortos.

A incapacidade para a fazer, como se viu por aí nas reacções boçais às justas palavras de Cavaco Silva, apenas mostra como uma parte deste regime não se distingue da mendacidade do anterior.

publicado por luzdequeijas às 17:09
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TEMOS QUE FALAR SOBRE AS REFORMAS

 
 

 

 

Portas quer pensões mais baixas atualizadas pela inflação

 

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, anunciou hoje que na próxima semana o partido agendará um projeto que garante que as pensões mais baixas serão sempre atualizadas pela inflação média

publicado por luzdequeijas às 14:31
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LAGOA DE SANTO ANDRÉ

TRADIÇÃO

 

A abertura ao mar da Lagoa de Santo André, tradição centenária, atraiu ontem centenas de pessoas, entre elas pratricantes de bodyboard.

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:52
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SUPER LUA NO DIA DO PAI

ASTRONOMIA

 

 

A SUPER LUA ESTARÁ MAIS PRÓXIMA DE NÓS

 

Maior e mais brilhante. A Lua Cheia vai estar mais perto da Terra neste sábado, um fenómeno que não é observado há 18 anos!


 

DIA 19 de MARÇO DE 2011

 

 

Sábado é dia de "super Lua"

 

A última vez que a lua esteve tão próxima de nós foi em Março de 1993. Quando este fenómeno da "Super Lua" acontece o satélite fica 50 mil quilómetros mais próximo do planeta do que quando se encontra no ponto mais afastado da sua órbita. Este sábado vai ficar a cerca de 356,5  mil quilómetros de distância.
Nesta noite de sábado, portanto, não se esqueça de olhar para o céu: a lua vai aparecer muito maior do que o habitual e mais brilhante também. Se perder esta oportunidade a próxima só será em 2029. 
 
publicado por luzdequeijas às 12:10
publicado por luzdequeijas às 12:40
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DIA DO PAI

A TODOS OS PAIS DO MUNDO, PRINCIPALMENTE ÀQUELES QUE JÁ PARTIRAM ... NUNCA VOS ESQUECEREMOS

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:03
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

NATURALMENTE

Março 18, 2011

P(ós) S(ócrates)

 

Filed under: Agenda,Media,Política,Portugalruicarmo @ 19:46

 

 

O ex-deputado do PS, Medeiros Ferreira, defende que Sócrates não deve ser o candidato do partido se as eleições forem antecipadas

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 20:28
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MERKEL HUMILHA O POVO PORTUGUÊS

Merkel humilha povo português e Sócrates baixa as calças

 

Os que acusavam Salazar e Caetano fazem exactamente o mesmo, decidem nas costas do povo. É preciso um novo Abril já!

 

 

Artigo escrito por JCC55
5:19 Sábado, 26 de Fev de 2011
 

No artigo que saiu na Visão desta semana Soares tem razão, hoje mais do que nunca o governo português, concertado ou não com o governo espanhol, deve falar duro na Europa e, principalmente com a Sra. Meckel e o Sr. Sargos se não quer perder o pouco da dignidade que o povo português merece e, Sócrates, bem ou mal, representa na UE.

No entanto e depois deste despudor com que Sócrates é tratado por Merkel, chamado a Berlim, e não me parece que seja uma força de expressão usada pela comunicação social portuguesa este "chamado", como se de um criado se tratasse para ouvir as ordens sobre como deve comportar-se nas reuniões de Março da UE, é o povo português que está a ser desconsiderado por uma senhora que, deste modo arrogante e digno da sua educação marxista de alemã do leste comunista e hegemónico, não merece o menor respeito de nenhum português que preze a sua independência e a sua voz numa Europa que lhe deve o mundo!

Não será altura de, ao invés de andarmos a discutir políticas de emprego, desenvolvimento, dívidas soberanas, taxas de juros, etc., exigirmos que seja feito um referendo sobre a nossa continuação na UE? Para que então depois decidamos do nosso futuro e da forma como o podemos construir em equidade e igual distribuição da riqueza criada, anulando o fosso cada vez mais fundo da desigualdade social e da pobreza de cada vez um maior número de portugueses, pobreza que não tem paralelo nem com os anos duros do que muitos ainda chamam "fascismo", do Estado Novo de Salazar e Caetano?

É que estamos a ser humilhados numa Europa para a qual nem sequer fomos consultados se era isso que queria!

Mário Soares, Mota Pinto, Freitas do Amaral e companhia resolveram e, nas costas do povo português, ataram-nos a uma União que apenas nos tem sugado até ao tutano e que agora, depois de nos tornar quase indigentes, nos humilha!

É tempo de levantar a cabeça e enfrentar esta classe política, herdeira directa da anterior nos vícios e no despudor com que se "arranja" à custa do erário público, que tanto acusava Salazar e Caetano de agirem nas costas do povo mas que repete o mesmo e, nisto, parece-me, ser a mão dada à palmatória o que Mário Soares tenta no artigo esta semana publicado na Visão!

É que ficar na história como o herdeiro do Estado Novo, criando um arremedo de democracia, orgânica, mas mantendo tudo na mesma depois que atirou com os militares de volta para os quartéis, não deve ser o que mais lhe agradará, mas é onde neste momento está, fiel seguidor do evolucionismo na continuidade de Marcelo Caetano e que, arguto como é já percebeu que só inflectindo e evitando males maiores o seu lugar ficará resguardado no pós 25 de Abril junto com o dos militares cuja coragem devolveu a esperança aos portugueses durante dois anos!  

Abril foi-se é preciso um novo Abril já!

Um referendo sobre a continuação de Portugal na União Europeia, já!

 

 
publicado por luzdequeijas às 17:31
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publicado por luzdequeijas às 17:41
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O MAIOR JUMENTO DO HEMISFÉRIO NORTE

 JUMENTO DO DIA

Teixeira dos Santos

Depois de anos a falhar previsões e a dar a conhecer tardiamente a situação financeira do Estado, Teixeira dos Santos usa e abusa da divulgação antecipada de dados da execução orçamental, usando essa informação para propaganda política. É um gesto pouco rigoroso e desonesto.

Pouco rigoroso porque como se viu na execução orçamental de Janeiro foram omitidos dados importantes em relação ao aumento da despesa nalguns ministérios. A informação económica só tem valor e é credível se for feita com rigor, pelos canais próprios e a sua divulgação não for manipulada com objectivos políticos. Ao fazê-lo desta forma o ministro só consegue que em vez de se confiar no que diz seja boa regra desconfiar.

Desonesto porque só com todos os dados pode haver uma avaliação rigorosa e consequentemente um debate político e económico sério. A divulgação antecipada de alguns dados não só desvaloriza o debate no momento da divulgação de todos os dados, como impede a oposição e os analistas de criticar os muitos sucessos financeiros que o ministro passou a divulgar.

Além de tudo o mais este oportunismo estatístico de Teixeira dos Santos chega a ser ridículo, se estivesse em causa um aumento da eficácia do fisco graças à sua gestão ainda se poderia compreender, mas não é isso que sucede, o aumento das receitas fiscais deve-se ao sacrifício dos que habitualmente pagam os impostos e nada ou quase nada se tem feito para combater a evasão fiscal ou para assegurar a eficácia do fisco, antes pelo contrário, a actual equipa do ministério das Finanças é a mais incompetente de que há memória na Administração Fiscal.

publicado por luzdequeijas às 17:21
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POR FAVOR

SEMPRE A MESMA MÚSICA NÃO

 

 

 

 

Sábado, 2 de Janeiro de 2010

 

novo teste

 


 

publicado por Carlos Abreu Amorim às 00:30

 

publicado por luzdequeijas às 17:16
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ONDE É QUE SE CORTA?

 

VÁ TOMANDO NOTA ....

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:10
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AS DOENÇAS DO PAÍS

SÃO MUITAS E COMPLICADAS. AGRAVARAM-SE MUITO NOS ÚLTIMOS ANOS

 

BdP: Economia e consumo estagnam em Fevereiro

 


O indicador coincidente da atividade económica estabilizou no mês passado, face a Janeiro, tal como o indicador relativo ao consumo privado, segundo os números divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal

 

DD

publicado por luzdequeijas às 16:50
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É PRECISO TER MUITO ARROJO

VALE A PENA LER 

 

Filed under: Política,Portugal — Tomás Belchior @ 10:27

 

“A Propaganda Prospera e o Despesismo Continua”, uma excelente análise dos números da execução orçamental que o Primeiro-Ministro anda a vender como sendo extraordinários. Fiquem com um excerto:

“Como é sabido, os chamados consumos intermédios têm crescido muito nos últimos anos. Por isso, a cortar o despesismo do nosso Estado, não há lugar melhor por onde começar do que na aquisição de bens e serviços. Neste sentido, poderíamos estar tentados a pensar que a austeridade já tinha afectado o comportamento do nosso Estado. Se pensamos assim, estamos muito enganados. As aquisições de bens e serviços aumentaram nada mais nada menos do que 49%. Sim, leu bem. Quarenta e nove por cento. Quem é que disse que o nosso Estado estava em crise? A austeridade é só para os funcionários públicos, para os contribuintes, e (agora) para os pensionistas. Porém, a austeridade não chega ao nosso Estado, que continua a comportar-se como se a crise não existisse, ou como se o Estado estivesse acima das restrições que são impostas aos portugueses. Lamentável, no mínimo.”

Sobretudo não se esqueçam disto: foi o PSD que nos meteu na mão do FMI.

publicado por luzdequeijas às 13:53
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O PAÍS PRECISA DE O AFASTAR

Salvar a pele

José Sócrates lançou o país numa crise política e alguns beatos perguntam por aí: porquê? O que tem Sócrates a ganhar com o chumbo do PEC e a sua demissão anunciada? A resposta básica para estes básicos é só uma: tudo.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Ao encostar o PSD à parede, qualquer reacção de Passos Coelho seria uma vitória para Sócrates. Se Passos Coelho cedesse, o PSD estaria liquidado até 2013 e entraria numa guerra civil sem fim à vista.

Se Passos Coelho não cedesse, Sócrates poderia, como se vê, sair mesmo a tempo de evitar ser ele o porteiro de um resgate inevitável – apontando o dedo ao PSD pelo resgate inevitável. Com um bónus: a possibilidade de ir a eleições, chorar em público pela injustiça cometida e, quem sabe, voltar a ganhar. Ou, no mínimo, perder por poucos – o que seria sempre uma vitória para quem vive e cresce no caos. Sócrates é, nas suas palavras, um ‘animal feroz’; mas é também um ‘animal perigoso’. É por isso que o país precisa de o afastar: não para evitar anos de austeridade, que serão longos; mas para que essa austeridade seja feita para salvar o país – e não a pele do PS e do seu líder.

publicado por luzdequeijas às 12:38
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FUZILAR A C P N DO PSD?

Pergunta do jornalista - Não sei. Tipo fuzilar a comissão política nacional do PSD?

 

Santos Silva - Bom, fuzilar, fuzilar, se calhar não. Eu sei que ainda esta semana o Presidente da República exortou os jovens portugueses a se empenharem hoje da mesma forma que há 50 anos se empenharam na guerra do Ultramar. Há realmente por aí um clima bélico, mas não me parece que o país esteja preparado para o regresso da pena de morte. Ainda assim, cercarem a sede da SÃO CAETANO À LAPA É CAPAZ DE NÃO SER MÁ IDEIA. VOU PENSAR NISSO.

 

Augusto Santos Silva

Ministro da Defesa

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:24
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SEM MARGEM DE MANOBRA

Dito&Feito
14 de Março, 2011por José António Lima
 
Cavaco Silva foi directo ao assunto e contundente no diagnóstico: «Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira, que é já, também, uma situação de emergência social».

E fez o retrato bem contrastado de «uma década perdida»: nos últimos dez anos, «a economia portuguesa cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,7%, afastando-se dos nossos parceiros da UE». Acresce que, no momento actual, «a margem de manobra do Estado português se encontra severamente limitada, como o provam os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas». E, além disso, «o financiamento do Estado continua a ser feito a taxas anormalmente elevadas» nos mercados internacionais, como se voltou a verificar - e a agravar - esta semana.

A situação descrita pelo Presidente da República é de tal forma alarmante que até o secretário de Estado do Tesouro, rompendo o cenário cor-de-rosa da propaganda do Governo, veio anteontem admitir publicamente: «São níveis de taxas de juro que não são sustentáveis a prazo». Apenas José Sócrates continua a negar a realidade que todos vêem. E a cavar, no delírio da negação dos factos, a sua próxima sepultura: «Entre vir ou não vir o FMI, há um país que perderia prestígio, além de perder também dignidade», insiste. O que poderá dizer se, como é cada vez mais provável, for ele a abrir a porta ao FMI?

EM VISEU, ao enfrentar um grupo de manifestantes dos jovens precários , que amanhã sairão às ruas pelo país, Sócrates não resistiu a uma tirada de mau gosto: «Gostaria de fazer um convite às pessoas que agora entraram para jantarem connosco», disse aos microfones enquanto via os jovens serem expulsos da sala, ao empurrão e ao pontapé, pelos seus seguranças. Dispensava-se o cinismo.

A verdade é que, depois do discurso de posse de Cavaco Silva, foi José Sócrates que se tornou, definitivamente, um governante em situação de precariedade. Um político precário à espera da rescisão do contrato.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 12:21
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FRASE

" A FORMA COMO O PRIMEIRO-MINISTRO ESTÁ A CONDUZIR A POLÍTICA INTERNA DÁ A SENSAÇÃO DE QUE QUER ELEIÇÕES ANTECIPADAS, CULPANDO O ADVERSÁRIO"

 

Campos e Cunha

Ex-ministro das Finanças de Sócrates

publicado por luzdequeijas às 12:12
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SÓCRATES ACUSA PARA SE ENCOBRIR!

Sócrates acusa PSD de querer 'empurrar o país para o FMI'
18 de Março, 2011
 
O primeiro-ministro acusou hoje o PSD de querer causar uma crise política que vai «empurrar o país para o FMI» e, na resposta, o líder parlamentar social-democrata acusou-o de esconder um pedido de ajuda externa.

Durante o debate quinzenal no Parlamento, o primeiro-ministro, José Sócrates, alegou que o PSD estava a contar que viesse o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou com dados negativos da execução orçamental para «causar uma crise».

«O PSD, não tendo a desculpa do FMI, não tendo a desculpa da execução orçamental, agarra-se agora a esta desculpa sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para provocar uma crise. E os senhores, se decidirem por uma crise, ficarão responsáveis pelo prejuízo que daí advirá para o país, e um prejuízo sério», acrescentou.

Segundo José Sócrates, «não aceitar negociar com o Governo este PEC, não dando condições ao Governo para defender os interesses do país em Bruxelas, significará obrigar o país a recorrer a ajuda externa» e «empurrar o país para os braços do FMI».

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, contrapôs que o primeiro-ministro «quis pôr o país perante um facto consumado» sem «falar verdade aos portugueses» quando apresentou o novo PEC.

«Eu percebo porque não quis falar aos portugueses, porque a verdade que o senhor tinha de dizer aos portugueses era uma verdade inconveniente. O senhor não quis dizer aos portugueses que este pacote de austeridade que foi obrigado a assumir em Bruxelas é a antecâmara da ajuda externa que o senhor já pediu em Bruxelas. Não tem coragem de dizer isso aos portugueses», acusou.

Miguel Macedo reforçou que José Sócrates esconde «a verdade do que se passa em Portugal no plano do resultado da sua governação» porque «é uma verdade inconveniente para si, para o PS e para o Governo».

E quanto às «promessas de diálogo» quanto às medidas do novo PEC, considerou que «não são ofertas de diálogo genuíno porque correspondem a uma hipocrisia política que tem de ser denunciada».

Lusa/SOL

publicado por luzdequeijas às 12:10
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AFINAL HÁ CRISE !

ARRENDAMENTO - QUINZE MIL INCUMPRIDORES SÃO "CALOTEIROS PROFISSIONAIS" 

 

 

30 MIL NÃO PAGAM A RENDA DE CASA!

 

 

Metade dos inquilinos em falta com pagamento a senhorios são pessoas que foram apanhadas pela CRISE económica que o país atravessa.

 

CM - 18-03-2011 

 

 

PS: Perguntar não ofende. Afinal onde para aquela lei de arrendamento que Sócrates fez assim que tomou posse?

publicado por luzdequeijas às 12:00
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FRASE

" Só com ideologia não se conseguem resolver os problemas. Temos de saber que Educação queremos"

David Justino - Ex-mimistro da Educação

publicado por luzdequeijas às 11:56
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A TRAGÉDIA NESTE PAÍS

A tempestade perfeita

Ontem o mercado exigia cerca de 8% por dívida pública portuguesa com o prazo de cinco anos. Este recorde histórico desde a entrada no euro compara com os 5,875% com que a Espanha colocou uma emissão a 30 anos.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

As taxas que os mercados financeiros exigem a Portugal parecem absurdas, mas a culpa é do País. O Governo divulgou dados parcelares e falou num alegado excedente nos primeiros dois meses do ano. Apesar da grande pressão fiscal, deitar foguetes sobre as contas de apenas dois meses é como festejar a vitória num jogo de futebol quando estão decorridos apenas 15 minutos da partida.

Tragicamente, neste País parece que se conjuga tudo para uma tempestade financeira perfeita. Uma economia em recessão, com baixa produtividade, elevado endividamento externo e um Estado à beira da bancarrota. E para piorar o cenário temos estes responsáveis políticos.

publicado por luzdequeijas às 11:52
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SÓCRATES JÁ MORREU

PARA OS PORTUGUESES! SÓ QUEM FOR CEGO, É QUE NÃO VÊ !

 

 

"CRISE "PODE SER EVITADA"

 

O autarca socialista de Lisboa António Costa defendeu ontem que uma crise política ainda pode ser evitada, porque "só a morte não tem solução".

 

CM - 18-03-2011

publicado por luzdequeijas às 11:34
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A VER VAMOS ...

" Como se tem visto, mais importante do que a crise política é saber quem fica com o "ónus" de a ter provocado"

 

Constança Cunha e Sá - CM

publicado por luzdequeijas às 11:31
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SEM DAR CAVACO

 

 

    

O senhor que se segue

publicado por luzdequeijas às 11:19
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SERVIÇO TUTELADO?

Serviço tutelado pelo ministro recomendou pagamento

18.03.2011 - 10:49 Por Mariana Oliveira

O despacho do ex-secretário de Estado da Justiça, João Correia, que ordenou o pagamento de 72 mil euros por uma acumulação de serviço à procuradora Maria da Conceição Fernandes, mulher do ministro Alberto Martins, foi baseado numa proposta da Secretaria-Geral do Ministério da Justiça (MJ), um órgão tutelado directamente pelo próprio ministro.
 Serviços na dependência directa do ministro aconselharam pagamento (Foto: Rui Gaudêncio)

Num documento a que o PÚBLICO teve acesso, lê-se que a recomendação do pagamento foi proposta pela Secretaria-Geral do ministério, o órgão que nomeou a advogada que representou o MJ nas duas acções judiciais que a procuradora intentou contra o ministério, exigindo o pagamento da alegada acumulação de serviço existente desde Setembro de 2003.

A mesma Secretaria-Geral não fez a mesma apreciação num caso em tudo semelhante, o do procurador Jorge Azevedo, um colega da procuradora Maria da Conceição Fernandes, que também trabalhava nos juízos cíveis e fez um requerimento quase igual ao seu a 8 de Outubro de 2007.

"Acolhendo os argumentos constantes da informação 44_FF_AAE_(INF) - DSJC e considerando que o MJ foi já condenado em outras acções com idêntica causa de pedir e que em outros casos se optou já por não contestar e por revogar de imediato o acto impugnado, propõe-se que também no âmbito da presente acção se siga a proposta da Secretaria-Geral, acolhendo-se o proposto no ponto 17 n.º 5 da referida proposta", lê-se no documento que o PÚBLICO hoje divulga.

A folha, com o timbre do Ministério da Justiça, gabinete do secretário de Estado da Justiça, e a indicação "urgente", recomenda a João Correia que pague a acumulação e ignore o parecer negativo da Procuradoria-Geral da República. "Neste sentido, e não obstante o parecer negativo da PGR (o qual já foi considerado, em outras acções idênticas, como facultativo e não vinculativo), e atenta a manifesta falta de fundamento do referido parecer e a sua contradição com a jurisprudência recente, propomos a revogação do despacho de 21 de Outubro de 2009 [do então secretário de Estado adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues] e a sua substituição por um despacho em conformidade com as pretensões da autora", continua o parecer, que não está assinado.

O Ministério da Justiça não indicou ao PÚBLICO quem tutelava então a Secretaria-Geral, um organismo que o PÚBLICO sabe estar na dependência directa de Alberto Martins. Mas explicou as alterações que aconteceram no último ano neste serviço. "Até Julho de 2010, a secretária-geral era Maria dos Anjos Duarte. A partir dessa data, o cargo passou a ser desempenhado por António Farinha Simão. A Direcção de Serviços Jurídicos e Contenciosos é uma unidade orgânica da Secretaria-Geral que teve até Abril de 2010 como director de serviços José Maria Sottomayor. A partir dessa data, e até final do ano, o cargo foi desempenhado por Clara Albino. Neste momento, Alice Oliveira é a directora de Serviços", explica o MJ, num e-mail enviado ao PÚBLICO.

Relativamente à diferença de tratamento entre a mulher do ministro e o colega Jorge Azevedo, o ministro da Justiça nada diz, alegando que a Inspecção-Geral dos Serviços da Justiça está a apurar em toda a extensão as condições em que as decisões foram tomadas e os respectivos fundamentos legais.

Nos processos judiciais dos dois procuradores, que o PÚBLICO consultou no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, a Secretaria-Geral nomeou pessoas diferentes para representarem o ministério nos dois processos, apesar de ter tomado posições similares, não contestando os factos em causa, mas apenas a alegada caducidade do direito que ambos invocavam a receber a alegada acumulação de funções. Nas duas acções intentadas pela mulher do ministro, quem representou o MJ foi Maria Fernanda Freire, assessora jurídica principal do ministério, que foi nomeada pela secretária adjunta da Secretaria-Geral, Helena Borges, em substituição da sua colega Maria dos Anjos. Já no processo judicial do procurador Jorge Azevedo, a Secretaria-Geral nomeou para representar o ministério o consultor António Cordeiro.

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TEIXEIRA DOS SANTOS

É MESMO, MUITO MAU POLÍTICO E MUITO MAU FINANCEIRO

 

 

Ministro das Finanças comunicou de forma «desastrada»

 


O socialista António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e antigo ministro da Administração Interna, criticou o ministro das Finanças pela forma «desastrada e desastrosa» como anunciou as medidas do novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC4) na semana passada.

 

«A comunicação do senhor ministro das Finanças da passada sexta-feira ficará, certamente, para a História como a mais desastrada e desastrosa comunicação política que alguma vez foi feita em Portugal, se não mesmo no hemisfério Norte», afirmou António Costa no programa «Quadratura do Círculo», transmitido ontem na Sic Notícias.

 

António Costa disse que o ministro Teixeira dos Santos «criou a ideia generalizada de um conjunto de factos que, agora temos vindo a perceber, são factos que não são reais».

 

«Por exemplo, só domingo à noite é que eu percebi que, afinal, o famoso congelamento das pensões sociais não constava entre as medidas anunciadas», concretizou o edil de Lisboa.

 

DD  

 

publicado por luzdequeijas às 09:46
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011

HOMENAGEM DE QUEIJAS

A VICTOR LAGES

 

(É na fusão dos corpos que a vida é gerada através das energias cósmicas, formando desse modo uma trindade).

 

 

 

 "Essência dos opostos"

publicado por luzdequeijas às 23:33
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CORRIGIR O DÉFICE

  

Governo diminui défice com venda de imóveis estatais a empresa pública

Mais de metade dos terrenos e prédios do Estado vendidos no ano passado foram comprados por uma empresa pública. A informação está num relatório do próprio Ministério das Finanças entregue no Parlamento.

Ao todo, em 2010, o Estado vendeu 466 imóveis. Mais de metade foram comprados pelo próprio Estado.

É um verdadeiro esquema de engenharia financeira. A Estamo, que é uma empresa pública compra ao Estado mais de 300 edifícios e terrenos públicos – e, o Estado encaixa assim 290 milhões de euros.

Como os gastos das empresas não são reconhecidos como despesa pública, o Governo, através desta operação, diminui o défice em 0,2 por cento e cumpre com o objectivo de 7,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

No próprio site da Estamo, a gestora do património imobiliário público, divulga o que comprou e a que preço.

A informação é do Ministério das Finanças: a Estamo garantiu 80 por cento daquilo que o Estado ganhou com a venda de prédios e terrenos.

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:20
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TUDO RASURADO

Apesar de decisões da CADA

Finanças e Estamo ocultam informação

 11.06.2008 - 10:50 Por José António Cerejo

 

O Ministério das Finanças e a Estamo têm procurado, ao longo dos últimos sete meses, ocultar os detalhes do processo de avaliação e venda do Convento de Brancanes. Na sequência de três queixas apresentadas pelo PÚBLICO à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), foi autorizada a consulta, antes recusada por várias vezes, de uma parte dos documentos (depois de serem escondidas várias informações com tinta correctora), enquanto o acesso a outros continua a ser negado.

Requerido em Novembro ao secretário de Estado do Tesouro e negado dias depois, por poder "lesar o segredo comercial", o acesso ao despacho que autorizou a alienação do convento foi autorizado no fim de Fevereiro, depois de ter sido entregue uma queixa à CADA. Também no que respeita à consulta de todos os documentos relativos à alienação do imóvel, incluindo as avaliações feitas, requerida ao ministro das Finanças a 10 de Janeiro, a Estamo recusou-se a autorizá-la, com o argumento de que a documentação "contém elementos referentes à estratégia de investimento e de desenvolvimento futuro das empresas, que constituem segredos de empresa merecedores de protecção legal". Apesar de novos pedidos, sempre recusados pela Estamo, foi necessário que a CADA emitisse por unanimidade um novo parecer favorável ao PÚBLICO, para que a empresa autorizasse, a 30 de Maio, a consulta de parte daqueles documentos. Sem aduzir qualquer fundamento, como a lei exige, os seus responsáveis decidiram apagar diversos elementos (como a entidade dos avaliadores e dos concorrentes à compra), por constituirem "segredo comercial da empresa". Além disso, recusou o acesso aos "documentos recebidos do Ministério das Finanças". Destas decisões vai também ser apresentada uma queixa à CADA.

publicado por luzdequeijas às 21:04
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A MENTIRA NÃO TEM FIM

Mas pior como?

 

O governo diz que o "não" do PSD pode piorar as coisas. Mas como? Estamos a pagar juros na casa dos 7%. Pior como? Não há pior. Portugal ainda não pediu ajuda ao Fundo Europeu, porque José Sócrates é muito macho, uma espécie de Steven Seagal grisalho que está a defender a pátria da invasão estrangeira. 

 

 

por Henrique Raposo às 10:07 | link | partilhar
publicado por luzdequeijas às 20:58
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