Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

AS NOSSAS ESCOLHAS ESTRATÉGICAS

UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA  

 — André Azevedo Alves @ 23:00
 

 

Se há ou não falta de jeito para o negócio depende, no entanto, da perspectiva a partir da qual se analisa a conduta dos governantes em causa: Falta de jeito para o negócio, redux. Por Fernando Martins.

Pode ler-se no site da revista Economist que a Venezuela de Chávez corre o risco de “falir”. É caso para dizer, com o norte de África mergulhado num imenso turbilhão, que os nossos responsáveis políticos sabem bem em quem e onde apostar quando se trata de tentar induzir “crescimento ” externo nos negócios públicos e privados portugueses.

publicado por luzdequeijas às 12:24
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BARRIGA VAZIA É MÁ CONSELHEIRA

 

EARLY MORNING BLOGS

1968 - 10 PROVÉRBIOS SOBRE A FOME

"Quem tem fome, tudo come."

"Fome que espera fartura não é fome."

"Para quem tem fome, não há pão ruim."

"Quem tem fome, não olha o que come."

"Quem está com fome, não escuta conselhos."

"A fome não espera pelo tempo da fartura."

"A fome é inimiga da virtude."

"A fome é inimiga da alma."

"A fome não tem lei."

"A fome é má conselheira."

 

publicado por luzdequeijas às 12:18
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COMPLETA LOUCURA

  

 

 

É PRECISO ARRANJAR MAIS TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL?


Governo prepara-se para
encerrar mais de 600 escolas

O Ministério da Educação está a estudar a possibilidade de encerrar 654 escolas do primeiro ciclo do ensino básico, com menos de 20 alunos, espalhadas um pouco por todo o País, no âmbito do plano de reorganização da rede escolar.
publicado por luzdequeijas às 09:33
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

OS AMIGOS DE PORTUGAL

ESTÃO A CAIR!

 

PRIMEIRO FOI A DITADURA DE Ben Ali NA TUNÍSIA - que Sócrates admirava "muito fortemente" no que diz respeito aos esforços de abertura; agora é a revolta contra Kadhaffi na Líbia - com quem Portugal mantinha uma "grande amizade"

SÁBADO 24 -02-2011 

publicado por luzdequeijas às 19:13
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PREVISÃO MILIMÉTRICA

Rui Rio lamenta que não tenham ouvido o alerta que fez há 12 anos
26 de Fevereiro, 2011
 
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, lamentou hoje, em Gaia, que os últimos governos não tenham ouvido as previsões que fez há 12 anos sobre as consequências nefastas do excessivo endividamento externo do país.

«Sinto uma certa revolta, porque era tão óbvio que isto ia acontecer que é uma pena não terem ouvido a tempo e horas», disse Rui Rio, à margem de um debate em torno do seu livro Política in situ, lançado em 2002 com artigos e intervenções produzidos nos quatro anos anteriores.

Além de revoltado, o autarca manifestou-se «orgulhoso», dado que continua a subscrever o que defendia e alertava então na maior parte dos textos compilados no livro, escritos ainda enquanto deputado da Assembleia da República.

«Em matéria de economia, está praticamente tudo actual. E tenho um sentimento esquisito quando olho para aquilo. Um sentimento meio de orgulho, meio de revolta. Porque não mudava praticamente uma vírgula do que está lá e o que está lá escrito acabou por acontecer, infelizmente», disse.

Rui Rio lamentou que não tenham sido corrigidos os «erros» que apontava então ao governo de António Guterres, e especialmente ao Ministério das Finanças.

«Tenho lá um artigo em que digo: a continuar assim, o país gasta mais do que o que tem, o país está-se a endividar, o endividamento externo é elevado, o défice externo é elevado, está-se a ocultar despesa », realçou.

Para o autarca, «era visível já nessa altura» que Portugal caminhava para o estado a que chegou, de desequilíbrio das finanças públicas.

Rui Rio afirmou que «o país teve muitas oportunidades» para reverter a situação, mas «os governos não fizeram aquilo que se impunha».

O autarca referiu que há no livro questões ligadas à reforma fiscal que ainda hoje defende, «mas que têm de ser adaptadas à situação actual».

«Defendia alguma redução de impostos que não é possível hoje, mas que naquela altura era possível, e espero que venha a ser possível também», exemplificou.

Sobre outros textos, Rui Rio afirmou que continua a defender uma reforma da lei eleitoral, mas reconheceu que são questões que «não têm sido muito discutidas».

O debate sobre Política in situ, que reuniu cerca de uma dezena de pessoas, foi organizado pela Livraria Almedina, Miguel Carvalho e Ideias Concertadas, no âmbito do ciclo de tertúlias Porto de Partida.

Lusa / SOL

publicado por luzdequeijas às 19:07
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AO FRIO, VENTO, CALOR E CHUVA!

O Pior Emprego do Mundo, o texto da Raquel Santos

 

por AlmaGo a Quarta-feira, 14 de Julho de 2010 às 2:32
 
Ao frio, calor, vento ou chuva e com bichos já no bolso das calças, arqueologia é mesmo o pior emprego e AlmaGo vai tirar a Raquel Santos dos buracos durante uma semana para ter as melhores experiências e passar noites nos melhores hotéis!
Sou arqueóloga. Tenho o pior emprego do mundo. Não tive por breves instantes o pior emprego do mundo. Tenho. E terei sempre. Poderia dizer que fui enganada. (…) É que o arqueólogo tem cerca de 2,35 dias por ano em que diz: "hoje está um belo dia!". Nos outros dias está calor, tanto calor que pareço um berbere alentejano, quase sem fôlego, sem energia para pensar. Está frio, tanto frio que pareço o boneco da michelin a tentar escavar um bloco de terra congelada. Está chuva, tanta chuva que preciso de um escafandro para entrar na minha sondagem arqueológica. Está vento, tanto vento que nem me oiço a pensar... E em todos estes dias há mosquitos, cobras, lagartos, abelhas, formigas, escorpiões, carraças, centopeias, melgas e tantos outros bichos dos quais nem sei o nome. E em todos estes dias é preciso pegar na picareta e sorrir! Sorrir ao lembrar o tio Manuel que exclamou com todo o entusiasmo: "Arqueóloga, filha? Ah! Queres ir para o Egipto escavar pirâmides com aqueles pincelinhos!" Queria. Mas não fui. (…) Vou ficando por aqui... Arqueóloga de profissão. (…) Este não é apenas o pior emprego do mundo. É também o mais incompreendido. (…) Mesmo quando a velhota diz à neta: "Vês? Aquela menina não estudou por isso é que trabalha nas obras". Mesmo quando faço companhia aos "tugas" que ficam horas a olhar para a retroescavadora a trabalhar. E tudo isto possivelmente até... até aos 40 anos. Porque quando chegar a essa idade terei 3 hérnias e artrite em todas as articulações do meu corpo. (…) E aí poderei dizer que em tempos TIVE o pior emprego do mundo... Anda uma filha seis anos a estudar para isto!...
publicado por luzdequeijas às 16:18
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PARA CURAR TEM DE DOER!

Sarar Feridas é Imperioso

 

Se permanecerem os agravos no interior do PPD/PSD, continuaremos enfraquecidos e nunca alcançaremos uma vitória eleitoral nas próximas eleições.

As feridas que não são saradas têm a tendência a agravar cada vez mais. Do ponto de vista ético  é necessário que cooperemos com toda a lealdade, não continuando a alimentar guerrilhas, que somente impedirão a credibilização do partido .

O caminho que tem vindo a ser seguido levará à obtenção de resultados, ou seja : eleições directas para a eleição do líder e apaziguamento entre militantes. Contudo está a ser lento e é ainda muito insuficiente.

Perante o País e os eleitores, o PSD ainda não conseguiu a credibilização suficiente para merecer a escolha, sem reservas, dos portugueses, pese embora o desgaste que se começa a sentir na governação.

Tenhamos a  força de vontade e a coragem moral para, juntos no partido, podermos mudar e salvar o nosso País levando-o aos níveis de bem – estar dos nossos parceiros europeus !

Depois, de não haver feridas abertas no partido, em profusão, e ressarcindo quanto possível os mais atingidos pelos danos colaterais das guerrilhas, é forçoso lutar pela credibilização do PPD/PSD, enfrentando todos os moinhos de vento, para acabar de vez com a falta de transparência interna e externa.

Guerra aos caciques, pois o tempo é da coragem. Não é possível sarar seja o que for, se não houver sinais claros de mudança. Se aqueles que levaram o partido ao estado a que ele chegou, não cederem e se quiserem manter líderes.

A guerra ao pagamento de quotas arregimentado e aos financiamentos envenenados, visando o tráfico de influências e passos menos claros, é outro combate indispensável. Todos os militantes sabem quem pulverizou o partido com tais práticas e, se esses não forem afastados, nada mudará. Para sarar, tem de doer e se não doer, ficar-se-ão a rir aqueles que fizeram mal aos seus companheiros.

Guerra a tudo que não seja lealdade, competência e sentido do dever de servir com altruísmo.

Estas e muitas outras conhecidas manobras de baixo nível dentro do partido são um assunto sério, pois minam a credibilidade do partido e do regime político, e devem ser combatidas com determinação e sem demagogias.

Os seus fautores são bem conhecidos e todos os militantes terão de assumir as consequências dos actos que causaram danos ao partido, descredibilizando-o.

Por estranho que possa parecer, quanto maior o afastamento e o desinteresse pela política dos cidadãos, provocado pelo conhecimento público de tais diatribes imorais de militantes sem escrúpulos, mais os partidos têm de gastar nas suas actividades eleitorais para mobilizar os eleitores, de si, totalmente descrentes no sistema político.

Lá bem no fundo todos sabemos que é o povo eleitor que, além de pagar, acaba sempre por ser o prejudicado com os caminhos ínvios daqueles que só procuram na política aquilo que ela lhes pode dar.

Os eleitores, vão dando provas de saberem isso, fazendo da abstenção o maior partido.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:49
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IMPERIOSO MELHORAR A DEMOCRACIA

É lugar comum dizer-se que sem partidos não há democracia, mas o inverso também é verdadeiro.
Os nossos partidos do poder (PS/PSD), cuja existência custa aos portugueses uma soma incomportável das suas parcas possibilidades financeiras, são avessos a falar de si e, quando o fazem, avançam números de pouca credibilidade como sejam:
 
PS “ dixit “ ; O número de militantes do PS ronda os 73 mil. No entanto, o número de militantes com direito a voto para o congresso deverá ser substancialmente menor. Só votam aqueles que pagarem as quotas.
 
PSD “ dixit” ; O número de militantes do PSD, em 2007, segundo fontes partidárias, não ultrapassaria os 60 mil, contudo apenas 50% votaram nas eleições directas (será o número provável de militantes do PSD). 
 
Isto ao nível das estruturas partidárias nacionais, o mesmo, ou pior, se constata com as listas de militantes ao nível local!
Ora, considerando um total nacional de mais de oito milhões de votantes (por baixo), temos dentro do PS e PSD, no melhor dos casos, um total de 133 000 militantes, sendo que metade não vota. Dos que votam, a maioria deles votam com quotas pagas pelos caciques.
Haja a coragem de radiografar os partidos e fazer um levantamento do perfil dos seus militantes e depressa se vai concluir que na sua grande maioria votam em quem lhes mandaram votar, a troco de milhares de pequenos favores. A sua capacidade e entendimento do votar é muito limitada e as carências familiares são inúmeras.
A discussão política dos problemas reais do país passa ao lado da vida interna dos partidos que, perdem todo o tempo digladiando-se entre facções e encontrando dentro do partido os seus maiores inimigos. As sinergias estão arredias, pior, o objectivo nacional é completamente arredado e dá lugar a guerras constantes que paralisam toda a estrutura partidária e afastam os melhores em capacidade de liderança, respeitabilidade e abertura à sociedade civil.
 
Apetece perguntar, como podem surgir dentro de um universo de votantes inferior a 0.01% do total nacional de votantes, os melhores servidores para o país ?
O restante imenso dos portugueses não contam ? Sempre serão 99,99 % !
Não seriam precisas tantas explicações para se perceber que, com honrosas excepções, o partido e o país ficam entregues sempre aos mesmos caciques que manipulam a maioria dos militantes. As excepções, vão sendo marginalizadas. Como podem estes partidos deter tanto poder ?
Será que qualquer um dos líderes dos partidos é o melhor primeiro-ministro para Portugal ?
Só com muita sorte. E se isso for possível, estará ele como candidato, preparado para tal, perdido que andou em tanta luta para conquistar o poder e manter o partido unido, embora vazio? Afastado ou nunca empossado na gestão de qualquer grande empresa ! Sem nunca ter participado em qualquer governo, nem sequer como secretário de Estado. Com habilitações de qualidade duvidosa !
 
Hoje, o objectivo de um líder partidário é governar o país e não o partido.
 
Não esquecer que o actual primeiro-ministro já falhou a maioria das promessas que fez em campanha ! A realidade que encontrou no país era outra e ele desconhecia-a.
Mesmo assim, como está a vida económica de Portugal, e a crise da educação, saúde e justiça e as contas do Estado ? Como vamos solucionar o desemprego e a reforma do Estado. Estará o tão apregoado Plano Tecnológico a servir a economia, para além da entrega gratuita de computadores? 
Será a profusa distribuição de diplomas do 12.º ano o melhor caminho para a educação se pusermos de fora as estatísticas? Como ficou a tão contestada avaliação dos professores?
 
 
O povo já fez a sua parte apertando o cinto para equilibrar as finanças públicas e enfrentar o custo de vida e o desemprego !
 
Por fim, não é mais possível acreditar que o melhor primeiro-ministro de um país tenha que sair de dentro de um partido. Outro caminho teremos de encontrar e deixar para o líder partidário o difícil papel de apoiar e descobrir o melhor primeiro-ministro na sociedade civil, com provas dadas . De toda a ordem.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 15:24
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HÁ FERIDAS PARA SARAR - CONCELHIA OEIRAS

Sábado, 10 de Maio de 2008
 
“Um País Aprisionado” - REVISÃO DOS ESTATUTOS DO PPD/PSD

 

Sou um crítico assumido por entender que as coisas no sistema político nacional e partidário não estão nada bem, mesmo nada bem.
 
É por essa razão que não quis deixar de colaborar com o PPD/PSD e, apesar do descontentamento, enviei - lhe os pontos principais que considero merecedores de atenção neste tema, depois de ler os actuais estatutos insertos na net (www.psd.pt ).
Em jeito de comentário expresso o meu sentir, para de seguida fazer algumas sugestões que me parecem mais oportunas e, apresentar as alterações que reputo de indispensáveis, com moderação, para poderem mexer com o País profundo sem molestar ninguém.
Analisarei “Um País Aprisionado” por dois partidos aprisionados e divididos, que é o nosso País, que está realmente prisioneiro e quase moribundo, tomado de inacção e a viver, neste momento, de um tratamento de choque que o pode deixar ainda mais próximo da sua total descaracterização.
 
Ou talvez não.
 
Sem qualquer exagero, é como se um poder misterioso o comandasse na sombra e comandasse também o ritmo de moribundo a que ele está a funcionar. Os dois partidos são, naturalmente, o PS e o PPD/PSD que estão aprisionados por poderosas forças que parecem residir a seu montante! A figura física de tais forças será muito semelhante à figura do colossal gigante “ Adamastor”. Forte e feia.
Uma figura monstruosamente enorme e disforme, que sobressaía do duro e volumoso Cabo das Tormentas., que hoje, os portugueses querem de novo dobrar, mas os actuais “Adamastores ” não deixam ! O nosso Cabo da Boa Esperança não está ainda à vista. este estado de coisas interessa sobremaneira, sempre aos mesmos, que vão coleccionando benesses anos a fio. Não interessa aos portugueses em geral, nem à grande maioria dos militantes dos partidos (meros espectadores) e muito menos a PORTUGAL!
 
Por pura cegueira e sentimentos antidemocráticos? De outro modo seria melhor para todos e não só para alguns.
Entretanto, o povo português vive sem auto - estima e ainda menor motivação individual ou colectiva.
Apesar de na sua maioria desconhecer a existência dos tais “ Adamastores”, de uma forma subconsciente, pressente-os, o que se reflecte na sua acção, ou inacção, e na situação lastimável em que se encontra o nosso País.
Ao nível das pessoas mais conscientes da realidade em que vivemos, e apesar de haver muitos jornalistas muito "domesticados", alguns já começam a perder o medo e a publicar coisas como esta:
 
Por este andar, a prazo mais ou menos distante ( .... ) , teremos não quatro, nem três, nem dois, mas apenas um grande partido nacional com quatro cabeças “,
                                              Fernando Madrinha – Expresso
publicado por luzdequeijas às 14:54
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ARQUEÓLOGA RAQUEL SANTOS

 

Necrópole Islâmica de Beja - Uma arqueóloga de QUEIJAS - Oeiras

 




Reportagem: À procura de ossos em Beja (vídeo)


26-02-2011
Por Joana Tadeu

Raquel Santos e a equipa de arqueologia da empresa Neoépica foram contratados pela Parque Escolar, um projecto de modernização da rede pública de escolas secundárias, para acompanhar as obras da Escola Secundária Diogo Gouveia, em Beja. O edifício já antigo e a localização dos trabalhos - no centro da cidade alentejana - faziam prever a necessidade de apoio arqueológico. Mas a descoberta foi surpreendente: a maior necrópole islâmica do país.
Em Novembro de 2009 encontraram o primeiro achado. Um silo com cerca de 500 anos, utilizado para depósito de cereais e, depois de inactivo, para lixeira, que atravessava um cemitério islâmico com cerca de mil anos e de onde já foram recolhidos 250 esqueletos.
Maria Luís, antropóloga, foi imediatamente chamada à escavação.
“Só os antropólogos podem levantar ossadas humanas”, explica Raquel
Santos. Os indivíduos tinham sido enterrados deitados de lado, em
sepulturas muito estreitas e compridas. “Também encontrámos alguns
enterramentos cristãos, onde surgem deitados de costas, como é para nós habitual”, diz a arqueóloga.
“Os enterramentos são exumados, etiquetados pela especialista que os identifica e depois são trazidos para a nossa empresa, limpos e armazenados”, continua. Nos cemitérios islâmicos não se encontram espólios, porque não fazia parte da cultura enterrar os entes queridos com objectos familiares. “Mas os silos são um óptimo sítio para recolher peças de cerâmica e ferramentas usadas”, conclui Raquel Santos.
Quantos corpos estão naquele armazém? Os arqueólogos nunca fizeram as contas. E não têm medo de maldições? “Não somos supersticiosos. Não podemos ser!”, diz. “Mas às vezes...”, hesita a arqueóloga: “às vezes há enterramentos que puxam pelos nossos sentimentos. Somos muito frios no nosso trabalho, mas quando se encontra uma mãe enterrada com o seu bebé recém-nascido é difícil ficar indiferente”, relembra a arqueóloga.
Quando encontra apenas algumas ossadas, a equipa dá nomes aos indivíduos desenterrados. “Normalmente é, por brincadeira, o nome de alguém da equipa ou então de um arqueólogo famoso”, explicam.
Alguns ficam para a história: em Cascais a equipa encontrou um esqueleto que segurava na mão esquerda um instrumento de trabalho igual a um utilizado na arqueologia. “Desse nunca mais nos vamos esquecer”, conta Nuno Neto, membro da equipa. “O dono da obra disse que era o último arqueólogo que lá tinha andado a escavar”.
O tamanho do cemitério e o número de indivíduos enterrados nunca serão conhecidos, porque não é possível escavar uma necrópole completa, apenas o local em obras. Até porque quem financia, quase na totalidade, o trabalho arqueológico, são as empresas de construção civil.
“É a lógica do poluidor-pagador: quem perturba os vestígios arqueológicos financia a sua salvaguarda”, diz a especialista. O trabalho tem de ser simbiótico: “A obra não pára por nossa causa, só mudam de sítio os trabalhos e atrasa-se sempre um bocadinho.” Estes, estão mesmo para terminar. Em Março, a equipa Neoépica arruma as ferramentas e acaba o trabalho de campo.
Depois escreve-se um relatório com fotografias ou desenhos de tudo o que foi recolhido. Limpar, etiquetar, descrever e conservar tudo em invólucros individuais. Algumas peças - jarros, taças e lamparinas ou ferramentas feitas de ossos de animais- irão para exposição na escola Diogo Gouveia. Mas os esqueletos não.
“Não sabemos quem vai ver os enterramentos e vai ficar impressionado. Não é boa ideia expor esqueletos de pessoas reais numa escola. Talvez alguns placares com fotografias e informações”, diz Raquel Santos.
Mas manter as peças como são descobertas não é fácil, até porque arranjar espaço e maneira de as conservar e armazenar é cada vez mais complicado. Paulo Rebelo, arqueólogo da empresa explica: “Até já há quem proponha voltar a enterrar os espólios!” 

 

publicado por luzdequeijas às 14:32
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

ESTÁGIOS REMUNERADOS

O nome da coisa

 

Quando acontece lá longe a estratégia é óbvia:

 

Kuwait, Arábia Sáudita e Bahrein distribuem dinheiro aos cidadãos para impedir o contágio das revoltas populares

Quando acontece connosco chama-se Estado Social, solidariedade ou socialismo:

Sócrates promete 500 jovens nas empresas exportadoras

Sócrates promete mais 13.000 estágios remunerados Ler mais »

publicado por luzdequeijas às 23:20
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AO QUE ISTO CHEGOU!!!

Retrato do regime vigente  

 — André Azevedo Alves @ 16:33
 

Ambulância em serviço de urgência mandada retirar para carro de ministro passar

O caso, confirmado pelo INEM, aconteceu na passada quinta-feira, por volta das 12h30, e indignou os vizinhos que relataram o episódio à TVI. Os homens do instituto de emergência assistiam uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte no interior sua casa, na Rua da Quintinha, enquanto a ambulância aguardava para a transportar ao hospital. Como é norma o veículo fica ligado a assinalar a urgência enquanto os técnicos do INEM socorrem a vítima.

Enquanto a idosa era assistida, um elemento da PSP, que faz a segurança do ministro Alberto Martins, ordenou que a ambulância fosse retirada do local para o carro do ministro, que mora perto, passar.

Leitura complementar

publicado por luzdequeijas às 22:56
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É PARA O 2.º ANDAR?

"ESTAGIÁRIOS DUAS VEZES ANUNCIADOS"

 

 

José Sócrates foi ao Parlamento revelar medidas de combate ao desemprego que já tinham sido apresentadas em Dezembro de 2010

publicado por luzdequeijas às 18:08
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A SER ASSIM É MUITO GRAVE

JOÃO PALMA

 

" GOVERNO SÓCRATES MANIPULA A JUSTIÇA"

 

" HÁ SITUAÇÔES NA JUSTIÇA QUE ATINGEM TAL GRAU DE GRAVIDADE QUE EXIGEM A INTERVENÇÃO DO PARLAMENTO E DO PRESIDENTE"

 

" É preciso que o PR intervenha no sentido de garantir a independência dos tribunais e dos magistrados"

 

O Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público apela à intervenção urgente do Presidente da República

publicado por luzdequeijas às 17:57
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COMO OS ANTIGOS VENDILHÕES

( ... )

 

SÓCRATES faz irresistivelmente lembrar aqueles vendedores de banha da cobra que antigamente andavam de terra em terra e falavam ao povo empoleirados na camioneta onde transportavam a mercadoria.

Também eles não eram levados muito a sério - mas havia sempre quem comprasse os seus produtos.

Porquê?

Uns porque continuavam a ser crédulos apesar das evidências, outros porque queriam enganar-se a si próprios e acreditar numa cura impossível.

SÓCRATES também anda hoje de terra em terra a vender o seu produto, como os antigos vendilhões.

O produto mudou, mas a lenga-lenga é a mesma.

Os palcos também mudaram - já não são os estrados das velhas camionetas mas palcos verdadeiros novinhos em folha, montados por modernas empresas pagas principescamente.

E muitos portugueses continuam a acreditar, mesmo sabendo que o primeiro-ministro está muito provavelmente a mentir.

O problema é que Sócrates, rendido ao lema o que é preciso é enganar a malta , diz o que as pessoas querem ouvir - e é capaz de dizer a verdade e a mentira exactamente com a mesma cara.

É esta a sua grande força.

E não será fácil batê-lo.

P.S. - É extraordinário como alguns sociais-democratas admitiram a hipótese de o PSD votar favoravelmente a moção de censura do BE. O comportamento do PSD tem de ser o oposto: responsável, não dando ao Governo pretexto para se fazer de vítima.

A ideia de que o PSD está ansioso por subir ao poder ser--lhe-á fatal. Mais do que nunca, os sociais-democratas precisam de saber controlar a ansiedade.

publicado por luzdequeijas às 17:54
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A OUTRA DEOLINDA

A leprosaria de Salazar
 
21 de Fevereiro, 2011por Luís Osório
 
Salazar, a conselho de Bissaya Barreto, escolheu a aldeia fantasma da Tocha para construir uma das mais modernas leprosarias da Europa.

É um dos episódios mais esquecidos da história portuguesa do século XX. Os protagonistas foram Salazar, o eminente médico Bissaya Barreto e centenas de figurantes. Bissaya ficou conhecido por ser o primeiro salazarista de que houve memória: na universidade costumava dizer a António que este ainda marcaria o país.

Tinha razão. Salazar fê-lo e o médico seguiu-lhe o rasto; sob a protecção do presidente do Conselho tornou-se influente e criou um novo conceito de saúde onde leprosos, tuberculosos e dementes passaram a ter sítios com condições humanas, mas longe da vista das populações. Assim nasceram o Sanatório de Celas, o Hospital dos Covões e numerosos orfanatos, bairros económicos e até o célebre Portugal dos Pequeninos. Não querendo comparar Salazar com Hitler, Bissaya foi uma espécie de Albert Speer português. Se Salazar moldou a alma portuguesa, o outro ajustou-a a um corpo feito de pretensa caridade.

Quero contar-lhe a extraordinária história de Abel Almeida. Conheci-o há quase dez anos e não tenho a certeza se é vivo ou morto. Recordo a minha tentativa para que Jorge Sampaio o condecorasse, cheguei a enviar-lhe a sua história, mas infelizmente não foi possível. Se ainda for vivo, nas próximas semanas o direi. Talvez Cavaco Silva lhe faça justiça.

Era uma criança de 14 anos quando uma brigada o apanhou em Arganil. Um qualquer vizinho denunciara que o rapaz era leproso e, sem o deixarem despedir-se da família e dos amigos, encaminharam-no para o Hospital do Rego, em Lisboa. Ali ficou dez anos, ali se apaixonou pela Deolinda, ali julgou passar todos os dias do resto da sua vida.

Mas Bissaya Barreto tinha outras ideias. Convencera Salazar a decretar que todos os leprosos fossem encerrados no mesmo sítio e o mais longe dos olhares. Escolheu-se a aldeia fantasma da Tocha, entre Aveiro e a Figueira da Foz, e construiu-se uma das mais modernas leprosarias que a Europa vira até então: 15 hectares com todas as condições.

É um dos episódios mais esquecidos. Dezenas de brigadas médicas, acompanhadas por polícias, passaram o país a pente fino e internaram centenas de portugueses. Após identificados e colocados na carrinha, os seus bens eram queimados. Se tivessem filhos saudáveis, estes deveriam ser entregues a instituições sociais ou ficar em casa de familiares.

O regime decretou - e Bissaya Barreto defendeu que era a única forma de oferecer alguma dignidade a pessoas vítimas do ostracismo da comunidade. Por isso, as rádios oficiais pediam aos cidadãos para denunciarem os sítios onde viviam leprosos; por isso, arrombavam portas e empurravam os doentes para as carrinhas. O Ministério do Interior organizou os procedimentos e comunicou ao país que, finalmente, aqueles cidadãos teriam também direito a uma vida «digna e prazenteira».

Em 1947, quando os leprosos ultrapassavam o portão do Hospital Rovisco Pais sabiam que a sua vida terminara. Deixavam de poder perguntar pelos filhos e o passado era reduzido a cinzas. Logo à entrada os homens eram separados das mulheres. Bissaya Barreto, naqueles primeiros meses, explicava pessoalmente a todos os leprosos o manual de procedimentos e o código de disciplina. Dentro do hospital estava instalado um posto da GNR onde trabalhavam 17 guardas-civis armados com paus. Desde o primeiro dia, os doentes apelidaram-nos de guardas de pau .

Abel já completara os 24 anos quando o levaram do Rego para a Tocha. Chegou já de madrugada - e, na manhã seguinte, o director falou-lhe a ele e aos novos da obrigação da missa aos domingos, do cinema uma vez por semana, do trabalho pelo qual ganhariam um ordenado, do desporto para quem o pudesse praticar.

- E Deolinda? - perguntou ele.

O contacto entre homens e mulheres não seria admitido em caso algum, respondeu o director.

Aos domingos, Abel esperava-a por entre grades e, à sua passagem, gritava-lhe promessas. Depois, durante a semana, esgotava-se nos requerimentos em folhas de 25 linhas e tentava arregimentar apoios. Anos durou a sua luta. O responsável pela segurança, Santos Silva de sua graça, condenou-o algumas vezes a cumprir pena na solitária, cubículo onde não entrava uma réstia de luz. Ele nunca desistiu. E a festa foi grande quando, dez anos depois, em 1957, pôde casar com Deolinda numa cerimónia dentro do Rovisco Pais.

Chegaram a estar na Tocha mais de mil internados. A década de 60 foi, talvez, o período de ouro da leprosaria. Muitos eram ainda jovens o suficiente para aguentar as drageias de sulfona e as diálises sem perda irremediável de energia. Abel transformou-se num verdadeiro líder: forçou a administração a fundar um jornal, a que chamou A Luz, mas ao fim de poucos números um conflito entre si e o padre Gabriel, o censor, terminou com a aventura. Abel queixou-se aos responsáveis de que era impensável alguém que não dominava bem o português mexer nos textos de uma maneira tão desbragada. A Luz acabou - e o padre não haveria de ficar muito tempo na Tocha.

A 25 de Abril de 1974 os doentes acordaram com notícias da revolução. Quase todos tomaram partido pelos capitães. Para aqueles homens e mulheres, o Estado Novo era o responsável pela morte dos seus passados. Juntaram-se e formaram uma comissão de crise. António Coelho, leproso que depois militou no Partido Comunista, desejava uma sublevação que implicava fechar a porta aos funcionários e administradores. Abel Silva não concordou. Explicou que nas alturas mais complicadas era fundamental manter a cabeça fria; ora, infelizmente eram doentes e precisavam de cuidados.

Decidiram organizar-se para receber uma unidade do Movimento das Forças Armadas - que escolheria Abel como representante da revolução. Ele levou a sua responsabilidade a sério, organizou as pessoas por comités e delegou responsabilidades - mas depois desse primeiro contacto nunca mais o MFA, ou qualquer outro poder, entrou no Rovisco Pais.

Esta é a história de Abel. Quando o conheci, há quase dez anos, estava feliz. Vencera a sua derradeira batalha: conseguir que os 38 últimos leprosos do Rovisco Pais lá pudessem ficar até morrer. A transformação da leprosaria num centro de reabilitação assustou os que restavam. Mas o grande líder da Tocha utilizou a alma de que é feito e ganhou mais uma vez.

publicado por luzdequeijas às 12:40
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ALUNO MAU E INDISCIPLINADO

A chanceler chamou

Se a realidade se adequasse às promessas do primeiro--ministro, haveria os 150 mil estágios remunerados repetidamente anunciados em vez dos 50 mil que ainda não existem. Isto porque Portugal não estaria no grupo dos doentes do Euro nem os mercados financeiros exigiriam taxas pornográficas para emprestar dinheiro a um país sobreendividado e com más perspectivas de evolução económica.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

Como disse ontem o presidente da CGD, Faria de Oliveira, "os mercados internacionais não têm dado a Portugal o benefício da dúvida, apesar dos vários progressos alcançados", por isso o País "tem de continuar a fazer o trabalho de casa".

A senhora Merkel também está preocupada. Se Portugal for resgatado, pode aumentar a contestação na Alemanha ao Euro e agravar os resultados do partido do governo nas próximas eleições regionais. Se Portugal cair, as consequências podem ser piores para a União Europeia, porque haveria o perigo de Espanha, Itália e Bélgica serem arrastados. Por isso, a chanceler que de facto manda na Europa chamou Sócrates a Berlim antes da cimeira decisiva de 11 de Março.

Visto da Alemanha, Portugal é um mau e indisciplinado membro do Euro. A tolerância face aos erros lusos passou a ser zero. E a chanceler não quer saber de promessas, só os resultados lhe interessam.

publicado por luzdequeijas às 12:27
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WIKILEAKS

 


EUA arrasam Ministério da
Defesa e militares portugues
O Ministério da Defesa português «move-se pelo desejo de ter brinquedos caros», diz um dos telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa, que faz parte do pacote de 722 documentos libertados pelo Wikileaks e que o jornal Expresso publica a partir de hoje. Os telegramas secretos hoje revelados vão mais longe nas críticas que fazem a toda a estrutura militar portuguesa...
publicado por luzdequeijas às 12:19
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

TUDO É VIRTUAL

Mangualde (ou um imenso Portugal!)*

 

“(…) Para o Governo actual e para uma parte do PS que o suporta, talvez Mangualde seja um exemplo a seguir. Claro que nessas imagens de um ilusório Portugal digital, nunca apareceriam declarações como aquelas (aqueles recados) que o Sr. Trichet fez, no fim da semana passada. Nem tão pouco do Governador do Banco de Portugal, falando de uma recessão económica que (como é óbvio) já vivemos. Nessas imagens de um país virtual, poderiam projectar-se, igualmente, sumptuosas tendas, com coronéis Kadhafis, tomando chá com o Engenheiro Sócrates e acompanhados de Hugo Chàvez. O déficite, claro está, também passaria, assim, a ser virtual”.

Texto integral: aqui.

* Grande Porto, 25.02.11 (Opinião)

publicado por luzdequeijas às 21:51
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ESTRANHA FORMA DE VIDA

JORNALISMO CRIATIVO
 

Barómetro coloca PS a subir mas PSD está perto da maioria absoluta

 

Este título é mais um exemplo do estilo de algum jornalismo português. O jornalista que assina a notícia, de seu nome "Público", ainda refere no lead que o PSD está perto da maioria absoluta. Perto. E os resultados da sondagem? O PSD com 48 por cento, bem para lá da maioria absoluta, e o PS com 29 por cento, pois subiu uns "valentes" pontos percentuais: três. Razão suficiente para o Público considerar que esse é o principal destaque da noticia. Sobre a sondagem propriamente dita, está em consonância com as anteriores da Marktest, mas bem distante dos resultados de outras empresas de sondagens, que colocam o PSD bem mais longe da maioria. Um outlier?

 

publicado por Nuno Gouveia às 13:53
publicado por luzdequeijas às 21:46
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UMA LIÇÃO DE TOCQUEVILLE

 

Dona Augusta e Tocqueville

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

 

A crónica de hoje é simples e não tem qualquer voluptuosidade formal. Aliás, hoje só tenho duas coisas para dar: Augusta Martinho e Tocqueville. Porque a senhora-que-mumificou-num-apartamento-esquecido-da-Rinchoa acaba por ser uma dolorosa lembrança de uma lição de Tocqueville, a saber: o Estado moderno tem um demónio na cave, e este bichinho deveras burocrático tem a capacidade para arrasar os "corpos intermédios" da sociedade. Através da mecânica da lei e da burocracia, o Estado tem o poder de enfraquecer a vida orgânica da sociedade, isto é, as paróquias, os clubes associativos, os colégios, as universidades, as empresas. No fundo, o Estado tem o poder para desumanizar uma sociedade até ao ponto de destruir a vida de bairro e os laços de vizinhança e de civilidade, essas argamassas pré-políticas de um país. Porquê? Porque este Leviatã moderninho força o indivíduo a centrar-se nas suas ligações burocráticas e políticas, em detrimento das ligações pré-políticas. Por exemplo, a Dona Laurinda, a balzaquiana aqui do prédio, sabe de cor o seu NIF e o seu BI, mas não sabe o meu nome. Para ela, eu sou apenas 'o bonitão do 4º andar'.

Como é fácil de perceber, a nossa III República é este Estado dos pesadelos de Tocqueville (e deste vosso petit Tocqueville). Em Portugal, tudo tem de ser político, isto é, estatal. A educação tem de ser estatal, a saúde tem de ser estatal, a segurança social tem de ser estatal, o apoio social tem de ser estatal. Neste quatro ultrapolítico, o indivíduo não é um cidadão, mas um súbdito. Sim, súbdito. Onde é que está a liberdade na educação e na saúde? Onde é que está a liberdade na segurança social? Ou será que só temos liberdade para votar de quatro em quatro anos?

Ora, além de ser eticamente reprovável, esta infantilização do indivíduo revelou-se ineficiente. Ou seja, além de ter uma moral duvidosa, o Leviatã tuga é incompetente. E aqui voltamos a Augusta Martinho. Aquela senhora esteve esquecida durante nove anos, porque um tribunal ignorou treze (13) pedidos de um primo: "Senhora juíza, deixe-me arrombar a porta, por favor". Sim, eu sei que o meu bravo leitor arrombaria a porta sem autorização, qual Rambo da subúrbia. Mas o ponto não é esse, meu caro. O Estado tratou aquele senhor como se ele fosse uma criança ("ah, então não cheira mal"), porque é esse o seu ADN antitocquevilliano: desprezar os "corpos intermédios" (neste caso, a família) e tratar as pessoas como números. Tocqueville avisou.

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:55
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NÃO SE ACANHEM

 

 — ruicarmo @ 14:12

Rapaziada do governo, querem a profissão metida no CU (cartão único)? Acho muito bem:  os cidadãos estão cá para isso mesmo.
Não se esqueçam do peso, hábitos alimentares, tipo de sangue. Saber se o cidadão é ou não fumador também me parece fundamental.

publicado por luzdequeijas às 15:46
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UM BODE EXPIATÓRIO

Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

 

A novela do cálculo dos votos e eleitores do sufrágio presidencial de Janeiro de 2011

 

Foi muito útil a análise e cálculo das discrepâncias no número de eleitores e votos entre a Direcção-Geral da Administração Interna do Ministério da Justiça e o Tribunal Constitucional - veja-se a súmula no meu poste de 4-2-2011. A crer na informação oficiosa publicada no JN, de 22-2-2011 (via Blasfémias), parece que o erro terá sido do Tribunal Constitucional, induzido pelos cálculos deficientes de várias assembleias distritais de apuramento dos resultados. Mesmo assim, os dados de um organismo e do outro continuam a não bater certo, ainda que os dados do Tribunal Constitucional finais sejam agora muito próximos dos constantes do sítio da DGAI.

Não se compreende como, nesta era de computadores e da internet, ainda podem manter-se tais erros e como pode o Governo não fornecer às ditas assembleias de apuramento de resultados os meios informáticos necessários para evitar tamanho absurdo. Custa, ainda, a crer que não se apurem responsabilidades pelos dados errados e não se reformule o sistema de apuramento de resultados para que semelhante espectáculo não se volte a repetir.

Mais ainda: sou levado a crer que discrepâncias semelhantes tenham existido nos escrutínios anteriores. Desta vez, emendou-se porque aqui, neste blogue Do Portugal Profundo, notámos a diferença e a amplificação do assunto forçou as instituições a recalcular os resultados.

Não é admissível que existam dois escrutínios paralelos - um do Governo e outro do Tribunal Constitucional -, discrepantes, ambos fiscalizados por uma Comissão nacional de Eleições apática.

O que agora se conhece sobre o número de eleitores e votos não modifica a análise, que aqui fiz, do número e crescimento abismal dos eleitores-fantasma e das condições de realização da eleição presidencial de 23-1-2011. Verifiquei, aliás, em claro benefício do infractor - o Governo, que boicotou a eleição, com a não realização da habitual campanha de apelo ao voto e a não comunicação da alteração do número de eleitor e de assembleia de voto aos portugueses que aderiram ao Cartão do Cidadão, e distorceu os resultados, com o empolamento da abstenção com o crescimento incompreensível do número de eleitores-fantasma e a sua não eliminação -, que se pretendeu provocar o adiamento da tomada de posse do Presidente da República com o alibi desta discrepância.

Como de costume, o Governo, acossado, lá apresentou um bode expiatório, enquanto os responsáveis pela trapalhada dos eleitores-fantasma e da eleição, continuam a merecer a confiança de quem lhes deu as ordens.


* Imagem picada daqui.
publicado por luzdequeijas às 15:40
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A POUPANÇA DO POVO

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
 
Numa grande entrevista com o SETF Carlos Pina, do actual governo, e num largo auto-elogio, este afirma:    “ voltava a alterar os certificados”. E afirma que ao reduzir a rentabilidade destes produtos toma uma medida do tipo : “ Robin dos Bosques”. Não admira está na moda ! Explica depois, que grande parte dos subscritores não são pequenos investidores. Bom, o dito Robin deve estar baralhado. Para acabar com os ricos mata os pobres. Podia ao menos lembrar-se de que seria mais lógico estabelecer escalões, a partir dos quais reduziria, a sua rentabilidade, se isso, ele julgasse importante. Dá para desconfiar de tal medida. Os ricos também têm a sua utilidade !
Mas ao menos, dessa forma, não destruía a poupança dos milhares de pobres ou remediados, tão útil e salutar, e evitava uma enorme corrida ao resgate. A impunidade é confrangedora (460 milhões de euros perdidos). A outra importante descoberta, foi os serviços públicos pagarem renda ao Estado pelas instalações que ocupem, para financiamento dos monumentos nacionais. Não joga muito bem com o sistema “ Simplex" implementado. Joga muito mais com o sistema “ Complex” ! Mas eles lá sabem. Responsabilização precisa-se. Urgente!!!
Tudo isto tem muito a ver com a crónica vocação dos governos socialistas de gastarem muito, mas sem necessidade de cortar ou aliviar a despesa. Aliado ao facto de se sentirem bem no poder ! Desta vez está complicado. Fizeram nascer o monstro e, agora, estão entalados. Nós, povo, estamos muito mais ! Porque quem está a alimentar o dito, somos nós. Com este espirito tudo têm feito para fazer crescer a receita. Desde penhoras a bens essenciais, à publicação na praça do nome dos devedores, expropriações etc. Esticam, esticam ! Mas não dá mais, e as eleições estão à porta. Na situação em que está o país e os portugueses, qualquer governo deve tomar as decisões correctas para sanar as dificuldades, sem pensar em ganhar novas eleições. Isso é um crime. Porém, na velha tradição, para ganhar é preciso fazer obra. Ainda que essa obra não traga riqueza e traga muita despesa.
Outra tradição da governação socialista é a precariedade dos estudos que fazem ou melhor, que não fazem ( ex ; caso da OTA ! ). Para os fazerem correctamente teriam de os ver na sua verdadeira perspectiva e disso eles não gostam. Tomada posse, é deitar tudo a baixo! Para de seguida fazer o mesmo ou pior! De qualquer modo fazer obra é ponto de honra, mesmo sem dinheiro. Mesmo gerindo as finanças de forma pouco transparente e equilibrada. Por toda a Europa os governos socialistas actuam deste modo e na falta de dinheiro inventaram a desorçamentação. Tal como o nome indica, a desorçamentação é precisamente a não inclusão de todas as despesas no Orçamento Público! É a ocultação de despesa e de dívida pública, por forma a se poder dizer que as contas nacionais estão bem quando, a final, estão mal. O que se tem passado em Portugal com a ocultação de despesa, além de um escândalo, é um crime político contra as gerações vindouras. Desde os tempos de Guterres que o governo está, sem o conhecimento dos portugueses, a criar engenharias financeiras para não pagar as obras que faz. São os casos do “leasing” dos equipamentos militares, e das portagens virtuais, entre muitas outras ! Sempre que o Estado se precisa de endividar, recorre à divida pública. Emite, por exemplo, Certificados de Aforro. As pessoas ensinadas na virtude da poupança, economizam dinheiro e compram-nos. Com esse dinheiro o governo financia as obras públicas que ultrapassam o dinheiro arrecadado com os impostos. Tais certificados de aforro são dívida pública e mais tarde serão amortizados, com os impostos que, novamente, os portugueses irão pagar.
A taxa de juro que o Estado paga da sua divida é muito mais baixa do que aquela que pagaria num “leasing” ou por um empréstimo bancário. É por esta razão que os Certificados de Aforro, desde há muitos anos, são um óptimo negócio para o Estado ! Porém, isto é prática de desorçamentação e está, em conformidade com o Pacto de Estabilidade que Portugal assinou com a EU, ferido de ilegalidade. Os governos deveriam, em todas as circunstâncias, gastar menos e não ultrapassar o dinheiro disponível. No caso das portagens virtuais, são as empresas construtoras que pagam essas auto-estradas e, assim, o Estado está a esconder nos seus orçamentos privados a sua divida ! São os construtores que de facto as pagam. No entanto o Estado vai pagá-las, nos próximos 20 ou 30 anos. Com taxas de juro elevadíssimas ! trata-se de um brutal endividamento oculto !
Por toda esta descrição, se pode imaginar o altíssimo serviço que os Certificados de Aforro têm prestado ao país, evitando o pagamento pelo Estado dos elevados juros do “leasing”, ou dos empréstimos bancários e, ainda, dos pagamentos diferidos feitos aos construtores! É esta perspectiva histórica, de alto mérito, que os Certificados de Aforro têm representado para as finanças públicas, para além do seu intrínseco valor na poupança, que o Secretário de Estado parece desconhecer. A decisão de mexer neles é grave, nas duas perspectivas. Quanto à taxa "Robin dos Bosques" não passa de uma triste ignorância. Sem aforros, os construtores e os bancos ficam-se a rir à nossa custa O dito "Robin", atacou os pobres para dar aos ricos !

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 14:05
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DIZ-ME COM QUEM ANDAS ...

Os amigos de Sócrates

Há coisas que nunca mudam. A tendência de Sócrates para escolher "maus amigos" é uma delas. E não é coisa de incauto ou ingénuo! É mesmo uma atracção por personagens com características e percursos assustadores. Kadhafi é o último exemplo de uma aproximação tão excessiva que agora, quando até a ONU e a UE já condenavam a violência da ditadura de Kadhafi, Sócrates manteve-se num silêncio cúmplice, comprometido, virando a cara aos jornalistas que o questionaram.

 

Por:Manuela Moura Guedes, Jornalista

 

Manteve-se ele e Chávez, claro, outro dos seus amigos, imposto a Portugal com o aceno de grandes negócios que deram em nada ou nuns quantos Magalhães com triste e ridícula exibição pública. Tudo isto (e as suas amizades com personagens locais sempre às voltas com a Justiça) seria apenas um traço de carácter, preocupante apenas para quem isso é importante (poucos, mesmo quando amizade e questões da Justiça se cruzam), se não fosse mau para a imagem de Portugal. Na adolescência, as chamadas "más companhias" preocupam os pais, ou pelo menos devem! Já o povo português, muito mais com necessidade de tutela do que de tutelar, não está nem aí. Faz como Sócrates, olha para o lado e esquece-se de um dito que nasceu precisamente da sabedoria popular: "Diz-me com quem andas..."

publicado por luzdequeijas às 13:53
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MENSAGENS DE BEM-ESTAR

No remanso de Trípoli...

A Líbia, segundo os mais influentes jornais e estações de televisão do mundo, ardia em violência – mas da nossa chancelaria vinham sereníssimas mensagens de bem-estar.

 

Por:Manuel Catarino, Subdirector

 

Parecia que o embaixador Rui Lopes Aleixo tinha sido surpreendido fora do seu posto por uma revolução que ninguém previa. Dizia o diplomata, em tom de confessionário, que a revolta era uma invenção: tudo se resumia a uma insignificante questão de ordem pública. As tâmaras continuavam apetitosas em Trípoli e o clima, no pino da estação fresca, aprazível como nunca.

A seguir, falou a chanceler da embaixada, Manuela Caetano. Convém lembrar que a designação do cargo não está de acordo com a verdadeira função: a senhora é chefe da secretaria. Ainda assim, discorreu sobre o que se passava na Líbia. Fê-lo, obviamente, com o mesmo rigor de Lili Caneças. A chanceler estava verdadeiramente incomodada com os distúrbios em Trípoli – como uma tia a quem um grupo de simples desordeiros estragou a hora do chá: "Imagine – dizia ela – que até partiram os vidros do Hotel Radisson." Uma maçada.

O embaixador voltou a contribuir para o anedotário diplomático. Anunciou, de véspera, o embarque em Benghazi de um grupo de portugueses. O bom senso e a prudência mandavam que estivesse calado. O louco pôs em risco a segurança dos nossos compatriotas.

publicado por luzdequeijas às 13:46
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

ERA DE FACTO UM ESTADISTA

DEVERAS CURIOSO

 

“O irregular e promíscuo financiamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o País.

Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

- A Presidência da República não tem força nem estabilidade.

- O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do túmulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo e, da inferior qualidade do seu trabalho.

- Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem-intencionados o pretendam fazer.

A Administração Pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva de Estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem política, um ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram totalmente à corrupção generalizada que se instalou ….”

 

O que acabaram, de ler não é cópia de nenhum artigo do “Público”, “Diário de Notícias” ou de qualquer revista. CONTUDO É ACTUAL!

Trata-se de parte do primeiro capítulo de um livro publicado em PORTUGAL e que DATA DE 1936 !!!

QUAL É O LIVRO:

 

“ COMO SE LEVANTA UM PAÍS”

 

Autor - OLIVEIRA SALAZAR

 

publicado por luzdequeijas às 22:40
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FAZ TODO O SENTIDO

AS PONTAS UNEM-SE ......

 

 O ENCANTO DA ESQUERDA POR KADHAFI  - Um amor que vem de longe!

 

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Internacional,Política,Saúde,Teoria — ruicarmo @ 11:05
 

Nas palavras, actos e omissões de Fidel e Ortega .

 

 

Em Benghazi, o estádio de futebol foi baptizado como Hugo Chávez.

publicado por luzdequeijas às 21:25
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NÃO VALE A PENA

Andava tudo muito excitado com a execução orçamental de Janeiro. A central de propaganda do senhor engenheiro relativo largou uns números fantásticos, alguns jornais engoliram a minhoca com todo o prazer e, afinal, é tudo mentira. A realidade é bem diferente.

 

or:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

A despesa efectiva do Estado aumentou, os custos com pessoal cresceram, as aquisições de bens e serviços foram por aí acima e, como é óbvio e natural nesta terra miserável, a caminho do abismo e do socialismo indigente, a redução do défice foi conseguida à custa da brutal carga fiscal. O mais engraçado de tudo isto é que os Ministérios da Justiça, Defesa e Administração Interna conseguiram o milagre de aumentar as suas despesas com pessoal. Como se vê por esta triste amostra, Portugal não tem remédio e já não vale a pena.

publicado por luzdequeijas às 17:46
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O ESTADO SOCIAL A QUE NÓS CHEGÁMOS

Gritos mudos

Após a notícia divulgada pelo CM da senhora da Rinchoa que jazia há mais de oito anos e meio morta em casa e que só foi encontrada porque o Fisco executou a penhora da habitação, os casos de mortes solitárias de idosos ganharam visibilidade nas notícias.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

Mas estes casos são apenas a ponta do icebergue do desespero em que muitos idosos vivem. A situação mais exemplar de abandono dos mais velhos aconteceu segunda-feira, em Caselas, um bairro de Lisboa. Luís Carlos, de 83 anos, já não conseguia cuidar da mulher, Isabel, de 89 anos, que sofria de Alzheimer. Desesperado, matou-a e suicidou-se.

Um Estado que deixa uma pessoa com Alzheimer ao cuidado de um idoso falha estrondosamente no cuidado aos mais desfavorecidos. São cada vez mais as situações de idosos incapacitados, muitos com demências, deixados ao deus--dará. E nem adianta culpar o abandono da família, porque frequentemente já nem existe rede familiar. O empobrecimento do País conjugado com o acentuado envelhecimento da população tende a agravar a situação. E o esforço financeiro sobre a Segurança Social e a pressão nas reformas vão provocar o aumento de situações de desaperro e a multiplicação destes gritos mudos. Num Estado com recursos cada vez mais escassos, tem de haver prioridades – e os idosos não podem ser esquecidos.

publicado por luzdequeijas às 17:39
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RESULTADO DAS ESCOLAS GIGANTES

Estudantes protestam por todo o país
Várias associações de estudantes de escolas secundárias de diversos pontos do país realizam hoje ações de protesto contra o desinvestimento no setor, a falta de pessoal auxiliar e a efetiva aplicação da educação sexual.
publicado por luzdequeijas às 10:02
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

O ESTADO NÃO É A SOLUÇÃO

Temos que nos "resgatar"...

 

Durão Barroso afirmou ontem numa entrevista ao canal “BBC 2” que a União Europeia está pronta para resgatar financeiramente Portugal. Uma afirmação que não passou despercebida entre nós e que já está a ser alvo de especulações. Mantêm-se as opiniões divergentes a este respeito. Mas não faltará muito tempo para sabermos. Uma coisa é certa. Precisamos de reinventar a nossa economia e rever o papel do Estado. Fazê-lo implica uma mobilização ampla da sociedade, uma base alargada de seguidores.
O clima de instabilidade política em que vivemos, a crise económica e os problemas sociais que se estão a avolumar, com uma parte significativa da população a passar grandes dificuldades e sem esperança, não ajudam a essa mobilização.
Com ou sem resgate financeiro, precisávamos de acreditar que desta vez vamos conseguir, por estarmos convencidos, o País, do que temos para fazer, como o vamos fazer, quanto tempo vamos precisar e como serão distribuídos os custos e os benefícios entre os vários sectores da sociedade.
Reside aqui um dos nossos grandes problemas. É que há muito que não sabemos para onde vamos. Não há estratégia, há uma grande volatilidade das políticas, há falta de consistência intertemporal nas opções políticas, prevalece o horizonte conjuntural sobre o estrutural, actua-se reactivamente sem tratar de actuar em antecipação, há, em suma, falta de rumo e de liderança. Uma empresa com estas fragilidades não consegue sobreviver, vai à falência. O Estado é como uma grande "empresa".
Entre nós sempre existiu a ideia de que o Estado nunca vai à falência e por isso há sempre uma solução de último recurso, estamos sempre salvos. Nem o Estado nos pode mais salvar, nem podemos continuar a pensar que o Estado é a solução. As nossas crises mostram-nos de forma cristalina que temos que mudar a forma de pensar o País. Temos que nos "resgatar"...
publicado por luzdequeijas às 21:54
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INCONFORMISMO

!
Reposição
 
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

 

 

                              

                                   

 

Inconformismo é hoje a palavra eleita. Porque ser inconformista é acima de tudo ser um homem de bem. É nunca estar conformado com o mal dos outros. É querer para o próximo uma sociedade melhor, sem privilégios de grupos. É um homem que assina por baixo, tudo o que escreve e diz.

Ao contrário, há os outros. Aqueles que só querem privilégios para si e para os amigos. Aqueles que se escondem para planear aquilo que diz respeito a todos os portugueses. Aqueles que nunca assinam, mas enviam, de forma mesquinha, mensagens anónimas. 

 

Vamos então falar do povo, cujo sofrimento causa inconformismo às pessoas de bem. Para tal, falaremos dos interesses da população de Queijas, especialmente, daquela que veio para esta terra expulsa da cidade grande. Que encontrou lotes minúsculos, para casas minúsculas. Ruas onde mal cabiam dois carros, porque era suposto nunca virem a ter carro próprio. São todos aqueles homens de bem que , depois de uma dura vida de trabalho, hoje, estão sentados no banco dos jardins, sem flores, de Queijas. São estes que nos causam inconformismo, porque os outros que vieram depois, são conterrâneos, mas não precisam tanto de nós !

 

São, também aqueles que andam nos transportes públicos. Transportes esses que mal cabem nas nossas ruas. Aqueles que para se deslocarem a Lisboa, suportam uma caminhada do terceiro mundo ! Pagam caro a pouca comodidade e pontualidade, das muitas camionetas que trazem e levam centenas de habitantes desta vila por dia. Caminonetas que, há longos anos não têm onde parar, para " fazer horário". Onde os motoristas ao estacionarem as camionetas, não têm onde fazer as necessidades mais básicas ! Têm de as fazer contra os muros das vivendas. Falam alto e desabridamente com os colegas, não deixando os moradores descansarem. São, também,  vitimas do mesmo desleixo e falta de respeito, como os nossos moradores. Há um sanitário, que ninguém utiliza, junto ao mercado. Os técnicos da CMO quando decidem, não escutam a vontade e o saber da população!

 

As muitas carreiras com início e termino em Queijas, estacionam no início da R. Mouzinho da Silveira. Mesmo a seguir à curva! Rua com dois sentidos ! O espaço da rua, na largura, também, mal dá para outro carro passar! Esta é uma rua de acesso aos bairros das Ilhas e  Cheuni.

A ninguém ocorreu que se aquele trajecto de hoje, se fizesse ao contrário, poderia ter sido encontrada uma solução barata. Quando se diz ao contrário, diz-se seguindo até à R. Angra do Heroismo/ R. dos Açores e descendo a Mouzinho da Silveira que, no seu final, teria uma faixa larga, à direita, para estacionar. Teria, se não a tivessem ocupado para estacionamento de carros. Queijas precisa de parques de estacionamento subterrâneos. Para já.

Nesse local, ainda há um pequeno lote de terreno cheio de ervas altas, ( o habitual) que poderia ser aproveitado em pequenas instalações do serviço terminal. Não precisaríamos de mais. Não ambicionamos um caro  "Terminal". Precisamos que saibam que existimos!

Mas choca e causa um certo inconformismo, ler as notícias do jornal de hoje e comparar :

 

" A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos ! O objectivo é ganhar clientes e tornar as viagens mais agradáveis aos utentes."

 

Na semana da mobilidade humana, quando leio isto, e penso nas pessoas da freguesia com dificuldades motoras, fico cheio de inconformismo, para não dizer revolta. Se isto é saudável ou doentio, pouco me importa, basta-me sentir que é injusto !

 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 14:30
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OBRAS VÃO COMEÇAR

 
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
 
O Mercado de Queijas

 

Ficámos a saber que o Mercado de Queijas está sem vida própria, sem actividade comercial e com lojas fechadas. Dando a sua actividade, prejuízo aos cofres camarários. Para os lados da Cheuni há um outro centro comercial (privado) também ele no mesmo estado de alma!
 
Prosseguimos, para dar à população a informação de que a área do mercado, não é nada agradável nem convidativa, de resto,  como eles bem o sentem.  Com uma Casa de D. Miguel ao abandono e duas casas abarracadas de permeio, e ainda não resolvidas, pese embora o realojamento de muitas centenas de barracas feito entre 1998 e 2001, nesta freguesia.
  
  
Com um lago cheio de pedras e lixo, e sem um repuxo (que já teve), num local onde abunda a água (um extenso lençol de água no subsolo)! Existem no parque de estacionamento subterrâneo, três bombas a retirar água e a lançá-la no esgoto, para que este parque de estacionamento não fique inundado! Há quem tenha ouvido o Sr. Presidente da CMO em 2001, numa visita ao mercado, dar ordens aos senhores arquitectos, para na frente do mercado, serem colocados uns efeitos de água, visando com isso o embelezamento local. Até hoje nada.
 
O aspecto exterior também em nada não abona o local; pela falta de limpeza e ajardinamento! Quanto ao interior do mercado,as coisas ainda se complicam muito mais. Este mercado, foi inaugurado em 1998,
depois de uma fase inicial (1998/2001) em que manteve actividades lúdicas e muitas outras atracções artísticas de qualidade, foi sendo deixado ao descuido. Hoje tem lojas vazias e muita falta de qualidade e credibilidade. Tudo acrescido com a ocupação de duas lojas pela CMO. Numa, colocaram um serviço meramente de campanha camarária, esquecendo que Queijas, como as outras terras vizinhas, tem idosos (ainda bem que os tem), mas que não são indigentes. Claro que há oportunistas!
Á frente dessa loja colocaram uma figura sobejamente conhecida em Queijas. Liderou o IOMAF na última campanha autárquica em Queijas! O que faz diariamente, é um mistério. Para o  abandono do mercado existem, pois, estas e muitas outras, razões de sobra!
Numa outra sala, a que a Junta chama de «multiusos» , tentaram fazer cultura (?), ou coisas parecidas. Sem o conseguirem, claro. Normalmente está fechada. Os elementos do executivo, nunca subsidiaram a Associação Cultural de Queijas, a quem, tal espaço, poderia ou deveria ter sido entregue. Se assim fosse, muita gente teria sido atraída, diariamente, a este local. Pretenderam manipular esta associação e ela nunca deixou! Nunca se deixou amarrar pela «política de mão estendida»! Foi ela, talvez, a única coisa independente, que houve em Queijas. Depois, acabaram por ocupá-la selvaticamente, sem qualquer vergonha na cara!
 
Os mercados de Algés e Carnaxide não são comparáveis com o de Queijas. Existem há muito mais tempo e souberam ganhar o seu espaço. O de Queijas, foi prometido pela CMO, quando um mercado ainda fazia sentido. A promessa perdeu-se no tempo, tem sido habitual com Queijas, e quando chegou, era o tempo dos Centros Cívicos e Comerciais. Os "erros" paga-os sempre a população de Queijas e as finanças públicas! O Centro Comercial da Cheuni está amorfo, quiçá vazio, mas por outras razões. Têm elas a ver com a sua situação muito periférica. De resto, todo o centro de gravidade comercial e cívico, de Queijas, está a deslocar-se mais para a zona do Pingo Doce, Escola Secundária e Pavilhão. Numa área de qualidade e expansão acentuada, impulsionada nos anos entre 1998 e 2001.
 
Entretanto, fez-se um mercado que em pouco ou nada serviu esta população e, passados anos,  agora vai para obras, agravanndo a despesa pública que está a  arrasar Portugal.
 
O presidente da Junta de freguesia de então, não era «guarda nocturno»! Porque senão, nem isto teríamos!
 
António Reis Luz

 



 

publicado por luzdequeijas às 14:27
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REFÉNS DA REDE CLIENTELAR

Reféns do clientelismo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O populismo é geralmente mau conselheiro em momentos de crise. E o ataque cerrado a todos os que ganham mais como se aí estivesse a origem de todas as desgraças é apenas um dos seus mais generalizados sintomas.

 

Contudo, a aliança entre PS e PSD, contra qualquer iniciativa parlamentar para introduzir limites de razoabilidade à remuneração de gestores públicos, não pode ser vista como saudável recusa liminar do populismo. É, tão só, o reflexo de como os dois partidos do “centrão”estão literalmente reféns da sua rede clientelar.

Argumentar com a necessidade de “atrair os melhores num mercado concorrencial” quando se trata, sobretudo e /ou quase sempre, de remunerar boys recrutados para gerir empresas que agem em monopólio (ou quase!), ou simplesmente se afundam em prejuízos, não é mais do que tentar tapar o sol com a peneira….

E se o argumento vale para as empresas, como não aplicá-lo aos gestores da própria administração? Todos eles forçados a cortes radicais dos respectivos salários.

Se dúvidas existissem sobre a bondade da argumentação ela ficou, ontem, bem à vista em mais um exemplo do descalabro de gestão do sector empresarial do Estado. Ficámos a saber pela Comunicação Social que na Rede Eléctrica Nacional, uma das tais empresas públicas a reclamar excelência de gestão, foram nos últimos tempos “contratados” oito novos directores. Alguns já este mês e com remuneração superior à do presidente da República. Pagos com os nossos impostos. Ao mesmo tempo que os trabalhadores, que denunciavam a situação, reduziram os seus salários.

Os mercados também sabem estas pequenas histórias e sabem que, neste momento, o que se impunha era uma solução à espanhola com uma drástica redução dos quadros dirigentes no sector público e respectivas remunerações.

 

publicado por luzdequeijas às 12:46
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

IMBOMDEIRO

            

 

 

O imbondeiro é considerado uma árvore sagrada, inspirando poesias, ritos e lendas. Segundo uma antiga lenda africana, por exemplo, uma vez que um morto seja sepultado dentro de um imbondeiro, a sua alma irá viver enquanto a planta existir. Também se diz que a alma dos mortos se pendura nos seus ramos. Curiosamente, essa árvore tem uma vida muito longa, podendo chegar até seis mil anos. Só a sequóia e o cedro japonês podem competir com a longevidade do imbondeiro. Cabe salientar que esta planta foi amplamente divulgada no século XX, através da obra O Pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Éxupery.

publicado por luzdequeijas às 22:39
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OS PARTIDOS POLÍTICOS

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

 

Abordagem, parcial, ao estado de funcionamento dos partidos políticos portugueses, nomeadamente dos dois maiores partidos alternativos (PS/PSD) :
 
Tema
Em Portugal a lei determina que os partidos políticos concorram para a livre formação e o pluralismo de expressão da vontade popular e para a organização do poder político, com respeito pelos princípios da independência nacional, da unidade do Estado e da democracia política.
 
O mundo, e Portugal em particular, atravessa um momento de esvaziamento das velhas ideologias. Questões básicas da política, como saber as diferenças marcantes entre esquerda e direita, são controversas ou mesmo totalmente confusas e ultrapassadas. De forma atenta pode concluir-se que os partidos políticos se encontram, hoje, afastados da sociedade civil e cada vez mais fechados sobre si próprios. Isto porque o fazem no seu próprio interesse, ou seja, na defesa de pequenos e grandes interesses, de alguns dos seus militantes!. Os grandes interesses, que se destinam aos altos quadros do partido e seus mentores, os outros, os pequenos interesses, que alimentam os donos das estruturas locais dos partidos, vulgo ( caciques ). Muitas vezes ele se interpenetram!
No básico, quanto menos concorrência interna melhor.
De resto, os recursos financeiros dos partidos: quotas (baixas e por pagar) mais financiamentos "envenenados", não permitem uma actividade formadora séria, ficando ela, na posse dos órgãos de comunicação social, principalmente das televisões, através de um noticiário todo enviesado!. Não sendo sua pretensão fazer formação, acabam por a fazer, quase sempre eivada de vícios e desvios oriundos de outros interesses maiores. Em lugar de informarem, desinformam.
 
Quanto ao pluralismo, ele acaba por existir, mais em função da existência dos partidos e dos seus líderes, do que por uma actividade, cimentada por qualquer acção partidária nesse sentido. Tratra-se de um pluralismo aparente!
É o jeito da comunicabilidade do líder, da sua fluência verbal e são as qualidades da sua simpatia que determinam a escolha! Os eleitores acabam por intuir que na realidade pouco diferencia os partidos e vão comendo o que há!
Nada de linhas orientadoras, ideologias ou coisas similares. Nada. É tudo, como se os votantes já tivessem a certeza antecipada de irem ser mais uma vez enganados. Razão maior para o crescente afastamento dos votantes para com os partidos . É este prato que alimenta o aumento contínuo da abstenção! A nossa abstenção engrossa em todos os actos eleitorais.
 
Nem um só vislumbre no caminho da mínima “ Democracia Participativa”. Adeus mundo cada vez a pior.
 
A organização política aparece assim, não por acção dos partidos, mas pela existência de partidos como órgãos a soldo de gente que faz deles coisa sua. De há muito que passaram a dividir o quase nada entre os mais influentes e entrosados com outros poderes. Todavia, e perante um estado igual ao descrito, os partidos existem, estão aí, mas não funcionam nem deixam funcionar o país. A democracia política nada tem a ver com este estado de coisas, os melhores ficam afastados dos partidos, logo, afastados dos destinos da nação. Fazem carreira profissional, muito bem pagos, olhando de soslaio para o constante empobrecimento de Portugal. A corrupção vai alastrando... a incompetência também.
António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 15:57
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DITADOR ACABA ASSIM!

Repressão mata 200 manifestantes


Internacional

REVOLTA ÁRABE

Forças de segurança de Kadafi teriam atacado multidão que participava do enterro de 35 pessoas assassinadas no protesto de sexta-feira. Oposição diz que mercenários estão em ação

Cairo – Um médico da cidade de Benghazi, a segunda maior da Líbia, disse que forças controladas pelo coronel Muamar Kadafi mataram no sábado pelo menos 200 manifestantes opositores do governo que estavam enterrando os corpos de outras 35 pessoas mortas em um protesto realizado um dia antes. O número de pessoas mortas como consequência de uma onda de protestos contra o governo já chegou a pelo menos 173, de acordo com o grupo Human Rights Watch (HRW), que cita fontes da área de saúde.


Segundo testemunhas, mercenários, soldados e simpatizantes de Kadafi atacaram os manifestantes no sábado com facas, rifles de assalto e armas mais pesadas. O médico disse que seu hospital está sem suprimentos e por isso não pode tratar mais de 70 pessoas feridas no incidente. "Estou chorando", disse o médico, que falou sob condição de anonimato por temer represálias. "Por que o mundo não está ouvindo?"

Benghazi está no centro das revoltas contra o regime de Muamar Kadafi, no poder há mais de 40 anos. As manifestações já duram seis dias, mesmo diante dos repetidos ataques, e alguns líderes exilados da oposição dizem que muitas cidades do Leste da Líbia estão sob controle de forças que não são mais leais a Kadafi. Mohammed Abdullah, líder exilado da Frente de Salvação da Líbia, disse que as tropas do governo em partes de Benghazi, Beyida e Tobruk romperam os laços com o comando em Tripoli. Ele acrescentou que protestos menores ocorreram na noite de sábado nos arredores de Tripoli, capital da Líbia, e que os manifestantes foram rapidamente dispersados por forças de segurança.

Jamal Eddin Mohammed, de 53 anos e morador de Benghazi, disse que milhares de pessoas participaram de uma passeata em direção ao cemitério da cidade para enterrar outros manifestantes mortos. O trajeto, segundo ele, inclui o palácio residencial de Kadafi e o quartel-general do governo. "Tudo está guardado nesse complexo, escondido por paredes atrás de paredes. As portas abrem e fecham e soldados e tanques saem, sempre de surpresa e na maior parte das vezes depois de escurecer", acrescentou.

As forças de segurança da Líbia atiraram novamente em manifestantes opositores do regime de Muamar Kadafi e que seguiam na passeata em direção ao cemitério de Benghazi para enterrar pessoas mortas em protestos anteriores contra o governo.

publicado por luzdequeijas às 13:33
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

TURISMO RELIGIOSO

Turismo religioso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Turismo religioso, diferente de todos os outros segmentos de mercado do turismo, tem como motivação fundamental a fé. Está, portanto, ligado profundamente ao calendário e acontecimentos religiosos das localidades receptoras dos fluxos turísticos. É comum chamar-se peregrinação a cada viagem de turismo religioso.

 

 

Lista de santuários em Portugal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta é uma lista de santuários católicos em Portugal:

Índice

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publicado por luzdequeijas às 23:46
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BASILICA DA SANTA CASA DE LORETO, ITÁLIA

 

Loreto é uma pequena povoação Italiana pertencente à comuna de Ancona, província de Marche, junto às margens do mar Adriático, e é conhecida por se encontrar aqui um acorrido local de peregrinação: a Basílica da Santa Casa.

Nesta basílica encontra-se a casa onde terá vivido a Virgem Maria nos primeiro tempos da sua vida, recebido a anunciação, e vivido durante os primeiros anos de Jesus.

Igreja da Santa Casa de Loreto

 

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacob, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Lucas 1, 26-35

Então se a Virgem Maria viveu em Nazaré na Palestina, como veio a casa parar a Itália?

De acordo com a narrativa, a casa foi convertida em igreja e mais tarde construída uma basílica sobre ela, até à queda do reino de Jerusalém.  Aquando da invasão pelos turcos, a casa terá sido transportada pelos anjos até Terssato, na actual Croácia, onde terão sido realizados vários milagres. Três anos depois, em 1294, terá sido novamente transportada pelos anjos até à sua localização actual: Loreto.

Na verdade, vários estudos provam que os tijolos com que está construída foram mesmo fabricados na Palestina hà mais de 2000 anos. Quem não quiser acreditar em anjos, tem a versão mais credível para os nossos dias, e que não retira valor ao local: os “anjos” que trataram da mudança foram os cruzados. Embora tenha sido visitada por alguns papas, a autenticidade da casa nunca foi decretada como dogma de fé.

publicado por luzdequeijas às 23:29
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RELÍQUIAS DE GALILEU GALILEI

                                                                    

sitherc@hotmail.com

28
Jun 10
                Um dente, um polegar e uma lasca de dedo extraídos do corpo de Galileu Galilei (1564-1642) foram expostos em Junho de 2010 em Florença, depois de serem descobertos por acaso no ano passado por um coleccionador de arte.


            Esses pedaços, mais outro dedo e uma vértebra, foram cortados do cadáver de Galileu por cientistas e historiadores durante uma cerimónia de sepultamento ocorrida 95 anos depois desse renomado cientista do Renascimento.


            "Os leigos e maçons presentes à cerimónia acharam que deveriam ter alguma lembrança do corpo de Galileu", disse Paolo Galluzzi, director do Museu Galileu, de Florença, em entrevista à Reuters.


            "Eles acharam que ter um pedaço do homem seria uma homenagem à sua tradição. A ideia de ter relíquias da ciência é muito semelhante, é um espelho das relíquias da religião", disse ele.


            Esses restos mortais, junto com dois telescópios, uma bússola e vários outros instrumentos projectados por Galileu, são a principal atracção do público, no Museu Galileu, que reabriu em 2010 após dois anos de obras.


            Dedos que pertenceram ao cientista italiano Galileu estão exposição em museu de Florença


            Enquanto um dedo e a vértebra foram conservados em Florença e Pádua desde 1737, o dente e os outros dedos passaram de coleccionador para coleccionador, até sumirem em 1905.


            Alberto Bruschi, renomado coleccionador florentino de arte, sem querer os adquiriu com outras relíquias religiosas num leilão em Outubro de 2009. Foram vendidos como artefactos desconhecidos, contidos em uma arca de madeira do século 17.


            Quando Bruschi e a sua filha notaram que havia um busto de Galileu sobre a arca, e leram um livro de Galluzzi documentando a manipulação do corpo antes do sepultamento, entraram em contacto com o museu. Exames e estudos confirmaram que se trata dos restos perdidos de Galileu.


            Por seus estudos em física, matemática e especialmente astronomia, Galileu é considerado um dos pais da ciência moderna. Durante 95 anos após a sua morte, autoridades eclesiais proibiram que ele fosse sepultado em solo consagrado, porque as suas descobertas contrariavam os ensinamentos da Igreja na época -- de que o Sol girava em torno da Terra, e não o contrário, como Galileu sabia.


            O seu corpo hoje repousa na igreja de Santa Croce, em Florença, na tumba em frente à de Michelangelo. "Meu desejo é de que em algum estágio esses dedos e dente serão colocados com ele no seu túmulo", disse Bruschi. "Dessa forma, se um dia ele se erguer da tumba, estará inteiro."

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

publicado por professorkibersitherc às 23:09

http://esoterismo-kiber.blogs.sapo.pt/230095.html

http://esoterismo-kiber.blogs.sapo.pt/230095.html

publicado por luzdequeijas às 23:21
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MARIA CLARA DO MENINO JESUS

AO CUIDADO DE ALGUÉM QUE, MESMO NÃO SENDO CATÓLICO, TEM DE REPRESENTAR COM ELEVAÇÃO ESTE ACTO DA BEATIFICAÇÃO DE ALGUÉM QUE ESTÁ SEPULTADO NESTA FREGUESIA DE QUEIJAS

Portuguesa beatificada a 21 de Maio, no Estádio do Restelo

07.02.2011 - 18:25 Por António Marujo.

Estão confirmadas a data e o local da beatificação da irmã Maria Clara do Menino Jesus: 21 de Maio, no Estádio do Restelo, em Lisboa. Falta saber quem preside à celebração: ou o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo ou o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato.

A cerimónia de beatificação terá como tema “Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus”
A cerimónia de beatificação terá como tema “Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus” (Agência Ecclesia)

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (Confhic), fundada pela futura beata, espera que no Restelo esteja “um significativo número de participantes, não só de Portugal, como dos 14 países” onde a congregação está presente.

Em declarações à agência Ecclesia, a irmã Fátima Martins, do departamento de comunicação do instituto religioso, disse que a escolha de um estádio se prende com o facto de este ser um “espaço amplo”, onde as pessoas se podem sentar.

Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, a 15 de Junho de 1843, numa família nobre. Recebeu o hábito de capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus. Em Fevereiro de 1870, foi para Calais (França), já com a intenção de fundar uma nova congregação, numa época em que as ordens religiosas estavam proibidas em Portugal.

A primeira comunidade da nova congregação abriu a 3 de Maio de 1871. Cinco anos depois, em Março de 1876, os estatutos eram aprovados pelo Vaticano. “Mãe Clara”, como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, a 1 de Dezembro de 1899, já com fama de santidade, pela sua dedicação no apoio aos mais pobres.

O processo de canonização iniciou-se em 1995. O milagre atribuído à religiosa ocorreu a 12 de Novembro de 2003, em Baiona (Espanha), com uma “devota” que, em 1998, foi ao seu túmulo e pediu a cura de um pioderma gangrenoso (doença cutânea ulcerativa). Depois de a Congregação para as Causas dos Santos, do Vaticano, ter admitido a falta de explicações científicas para a cura, o Papa Bento XVI assinou o decreto de aprovação a 10 de Dezembro último, abrindo caminho à beatificação.

Os restos mortais da irmã Maria Clara estão na casa-mãe da congregação, em Linda-a-Pastora (arredores de Lisboa), onde “acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus”, diz Fátima Martins. Foi aí que esteve a espanhola Georgina Troncoso Monteagudo, que se sentiu curada do problema de pele que sofria.

O nome de madre Maria Clara junta-se a outros cinco portugueses beatificados desde o ano 2000: os videntes de Fátima, Francisco e Jacinta (13 de Maio de 2000); frei Bartolomeu dos Mártires (4 de Novembro de 2001); Alexandrina de Balasar (25 de Abril de 2004) e Rita Amada de Jesus (28 de Maio de 2006). Também neste período foi beatificado o imperador Carlos de Áustria (3 de Outubro de 2004), que morreu no Funchal. E o condestável Nuno Álvares Pereira, foi canonizado a 26 de Abril de 2009, no Vaticano.

A cerimónia de beatificação terá como tema “Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus”. Antes disso, será publicada uma obra biográfica sobre a fundadora da Confhic.

publicado por luzdequeijas às 23:10
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OS PILARES DA NOSSA DEMOCRACIA

Domingo, 7 de Setembro de 2008
 
Há já alguns anos , foi publicado um documento da Conferência Episcopal Portuguesa, sobre o estado em que se encontra o país e a nossa sociedade civil. Trabalho de muito mérito e de grande oportunidade. Mas os anos passaram e, até hoje, não houve vontade de mudar. Tudo continua na mesma, ou de mal a pior !
Nesse documento são apontados os chamados «7 Pecados Sociais», como causa de tal situação, e que são :
a)      os egoismos individualistas.
b)     o consumismo
c)      a corrupção
d)     a desarmonia do sistema fiscal
e)     a irresponsabilidade na estrada
f)       a exagerada comercialização do fenómeno desportivo
g)     a exclusão social
 
Na sequência desta publicação, o então grão-mestre do GOL, António Arnaut veio a publico apoiar esse trabalho da Igreja portuguesa, introduzindo somente mais um ponto em adição aqueles que foram evidenciados pela CEP.
h)   a comercialização da vida.
 
Os sete pontos que tinham sido destacados e se mantêm, têm em vista que o Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade , seja na organização e forma de trabalhar.
Não podemos aceitar da classe política, dos empresários, das polícias, dos magistrados, e dos detentores do poder , em geral, um civismo que não seja o do conjunto da população. 
Impõe-se vigilância sobre todos os tipos de funcionamento democrático que pareçam esquecer as virtudes de que a própria democracia necessita.
 
Os pilares da nossa democracia, têm de ser reconstruídos.
 
Muito mais que a vontade da maioria votante, a democracia tem necessidade de virtude, tanto para os dirigentes como para os cidadãos. Tem necessidade de uma ética que assente num sistema de valores essenciais : ou seja, aquilo a que chamamos o respeito pelos valores humanos.
 
Os políticos só agindo em prol do bem comum, ao serviço de todos e sem ambição de poder, podem assegurar uma verdadeira sociedade democrática.

Por fim, a democracia tem forçosamente de conduzir a uma sociedade de modo a que cada ser humano reconheça todos os outros como irmãos e os trate como tal. De fora, nunca pode ficar a igualdade de oportunidades para todos. Quando organizações com a credibilidade das acima citadas, tornam públicas as suas muito legítimas preocupações sobre a nossa sociedade civil, salvo melhor opinião, não podem, elas próprias, deixá-las cair no esquecimento. Mesmo que o poder político finja que não viu, nem ouviu !  

 

António Reis Luz



publicado por luzdequeijas às 12:34
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A SOCIEDADE CIVIL E A DEMOCRACIA

A Sociedade civil move-se e faz mover uma amálgama de acções colectivas voluntárias à volta de muitos interesses, propósitos e valores.

Deveria ser ela o motor impulsionador de toda a vida na sociedade e o pulsar de qualquer país, recolhendo os políticos, também nela, a chama e as coordenadas de toda a sua acção governativa.

Só deste modo conseguirão os governantes cumprir os objectivos da “ Democracia Representativa” que os guindou às rédeas do poder, poder esse delegado sempre em nome da vontade popular, devidamente esclarecida por eles, relativamente às variáveis em jogo para cada momento e a cada acção a pôr em prática.

Muitos foram os reputados estudiosos, que até hoje, identificaram o papel da sociedade civil numa ordem democrática como vital e, por tal, recomendam para com ela o diálogo e respeito, permanentes.

Há quem tenha medo desse diálogo e em nome de um poder de decisão indispensável na governação, dizem, optem por fechar os olhos e decidir convictamente sozinhos, mesmo nas medidas mais complexas e decisivas para sociedades seculares como a nossa.

Alguns desses políticos até argumentam com a não eleição destas organizações, como se o voto lhes desse inteira liberdade de decisão!

Outros até chamam a este tipo de reflexão e opinião, discursos “ catastróficos”, “ profecias da desgraça” ou “ becos sem saída”. Talvez sejam?

Mas na verdade, porém, os inúmeros erros de governação arredam alguns países da respeitabilidade internacional e mergulham o seu povo no limiar da pobreza. Apeados do poder, tais governantes, acabam por sentir o seu futuro, garantido com reformas principescas, ou empregos muitíssimo bem pagos.

Os altos prejuízos provocados à nação ficam “ sem pai ” e os pesados sacrifícios sobram para o povo !

O tal que não sabe o que diz ou o que se deve fazer....

É certo que a atitude das pessoas, muitas vezes, não é a melhor, mas é resultado do exemplo e do “ laisser faire” contínuo dos políticos, que não souberam moldar o povo noutra educação e noutra cultura.

O melhor exemplo disto, teremos nós no famigerado monstro do défice das finanças públicas que, alguns nele atolados até ao pescoço, ainda acabam por reclamar, para eles próprios, louvores pelo seu emagrecimento.

Esta é a prova de que a nossa Sociedade Civil é fraca, sem grupos económicos fortes e todos existem na dependência do poder governamental.

Enquanto assim for, Portugal não descolará tão cedo da cauda dos países mais atrasados da UE. Todavia, não será por culpa daqueles que, com custos próprios, não se cansam de alertar. Não é deles que vem a desmotivação ao País que estamos a ser, mas sim daqueles que querem continuar a acender a lareira soprando num pequeno fogacho mal aceso num bocado de carvão humedecido, em lugar de se municiarem com acendalhas apropriadas e de boa qualidade, iguais em valor aos verdadeiros princípios da Democracia Representativa. 

Depois, seria só ver a chama e o calor (leia-se a motivação, a ética e o desenvolvimento) a aumentarem trazendo de volta ao povo o bem-estar que merece.

Somos pobres porque nos falta atitude perante os princípios básicos da vida e isso, muito por culpa dos políticos que temos na acção governativa!.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 12:15
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

UM GRANDE FILME

 "DISCURSO DO REI"

 

 

Para quem ainda o não viu, só posso dizer que se trata de uma história verídica fantástica, um filme que nem precisamos de ser "cinéfilos"para perceber que ele vai ganhar os Óscares deste ano e deixar marcas em todos aqueles que ainda não foram alienados pelo ("des")pensamento neoliberal.

Para lá das imagens e das situações, umas vezes hilariantes, outras comoventes, este filme tem o condão de vir lembrar aos mais "indiferentes" que o "sentido de Estado" tem de estar sempre acima de apetites individuais, familiares ou partidários; que uma "Chefia do Estado" ou representa simbolicamente todo um Povo - dos que já morreram aos que irão nascer depois de nós - ou significa muito poucochinho mesmo aos olhos dos "seus votantes do dia"; que os valores permanentes e inerentes às noções de Justiça e de Democracia dificilmente podem sobreviver quando ao sabor de interesses efémeros; que em todos os dias do ano qualquer Monarquia Constitucional depende da vontade colectiva, porque numa democracia real o povo é (de facto) quem mais ordena.

Curioso sobre "O discurso do Rei"? Vá lá vê-lo, com ou sem pipocas. Garanto-lhe que aquilo é um retrato verídico da vida real dos britânicos. 

Irreais são as instituições que temos por cá. 


publicado por Luís Filipe Coimbra às 17:47
publicado por luzdequeijas às 20:57
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TRIÂNGULO FATAL

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
 

HÁ um triângulo fatal na política portuguesa . Os partidos estão num dos vértices , noutro estão as empresas e no terceiro ficam os negócios . Partidos , empresas , negócios . Os partidos necessitam do dinheiro das empresas para sobreviverem . As empresas precisam dos partidos para fazerem negócios . Os negócios beneficiam em simultâneo partidos e empresas . Nenhum dos lados existe sem os restantes , numa relação por vezes desigual , como na geometria , mas indissociável . Este ensinamento simples , que se aprende nos primeiros anos da escola , constitui também o bê-á-bá- da vida política . De tão elementar que é , passa por vezes ao rol dos conhecimentos vulgares , logo esquecidos .Mas há sempre um momento em que é necessário avivar a memória para certas verdades inquestionáveis , elementares , simples como a sucessão dos dias . A proposta de abolição das portagens na Auto-Estrada do Oeste é um desses momentos .

Da longa polémica que antecedeu a apresentação e a aprovação dessa medida na Assembleia da República (AR) já muito foi dito e escrito . O Governo sofreu uma importante derrota , de consequências imprevisíveis caso a proposta de lei passe no Tribunal Constitucional , para onde certamente o Presidente da República a enviará . De certa forma , pode dizer-se que o Governo está , neste caso , a colher uma tempestade dos ventos que semeou , quando aboliu as portagens na CREL e em Ermesinde . Mas esse facto é importante não para acentuar a luta política que está subjacente ao que se passou na AR , mas para analisar a manifestação surpreendente de existência do esquecido triângulo fatal . Nessa altura , quando o Governo tratou de cumprir uma promessa eleitoral de duvidosa racionalidade empresarial , o caso manteve-se na esfera da política . As grandes construtoras ficaram de fora , não se manifestando . Desta vez , no entanto , essas empresas fizeram ouvir a sua voz . Uma voz crítica da abolição das portagens do Oeste .
Sabemos que assim é porque Manuel Monteiro veio a público denunciar pressões de grandes empresas de obras públicas . Alguns terão ameaçado cortar os financiamentos ao Partido Popular , caso este mantivesse a decisão de votar favoravelmente a abolição das portagens . E sabemos também que assim é porque o responsável de uma dessas empresas criticou o PSD pelo mesmo motivo , em declarações a um jornal diário .
Acontece que a empresa desse gestor concorre à concessão da chamada brisinha do Oeste , que vai receber o troço com portagem agora sob polémica . Neste caso o interesse é evidente. Nos outros, denunciados por Manuel Monteiro, a motivação deve ser semelhante. Estas empresas manifestam-se porque os seus interesses estão em jogo . Se a lei entrar mesmo em vigor , todo o processo de construção de novas auto-estradas fica posto em causa . E as empresas perdem trabalho , numa altura em que já é visível uma diminuição da carteira de grandes obras públicas . Tudo isto é verdade , tudo isto se entende . 
É verdade que o futuro pode ser sombrio para as empresas do sector , entende-se que as empresas estejam preocupadas . O que também é verdade é que há aqui algum «atrevimento » dessas empresas , quer na pressão política subterrânea quer na manifestação pública da critica partidária . O que também se entende é que há aqui uma evidente demonstração da confusão entre negócios , política e financiamentos dos partidos .
Das duas uma . Ou as perspectivas dos negócios são piores do que imaginamos , o que pode levar as empresas a alguns actos menos próprios ; ou os partidos estão mais dependentes dos financiamentos das empresas do que se pensa . Em qualquer dos casos esta promiscuidade entre política e negócios , entre partidos e empresas , é tudo menos salutar para o eficaz funcionamento da democracia e da economia . Não se trata só de um problema de aparências . Trata-se sobretudo de um problema de regras de funcionamento do sistema . Existe promiscuidade quando não é claro onde acaba a política e começa o negócio , e onde começa o negócio e acaba a política . Sendo evidente que os dois se cruzam , partidos e empresas têm de aceitar de forma muito clara que nem a política pode interferir nos negócios , nem estes podem determinar a política . Por muito que custe às empresas a decisão de abolir as portagens na Auto-Estrada do Oeste , é uma decisão política votada num órgão eleito, que é a Assembleia da República . Se as pressões sobre os partidos existiram, como foi denunciado, é mau sinal . Sobretudo porque deixa entender que possivelmente muitas outras pressões têm ocorrido noutras decisões e noutras ocasiões . “
  CARAS & CASOS - Opinião - Luís Marques      
 


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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

A DATA DA HUMILHAÇÃO

A notícia veio na Reuters, agência insuspeita, austera e prudente que costuma informar o Mundo: Portugal está afundar-se no tormentoso mar da dívida soberana – e não pode continuar a pagar para lá de Março os juros de agiotagem impostos pelos mercados.

Por:Manuel Catarino, Subdirector

 

Está, pois, decretada a data da humilhação: Abril. Portugal ajoelhar-se-á então perante o Fundo Monetário Internacional – essa piedosa instituição conhecida por salvar Estados falidos, e de caminho dar esperança a Nações desesperadas, a troco de quase nada. Sabe-se como o FMI é altruísta – uma espécie de Conferência de São Vicente de Paula dos tempos modernos.

Os mercados – seja lá quem for essa gente – interrogam-se com estranheza sobre as razões que levam o primeiro-ministro português a não aceitar a mão desinteressada que o FMI lhe estende com comovente solicitude. Sócrates não a deseja. Prefere o auxílio benevolente da União Europeia – e aposta tudo na cimeira marcada para 24 e 25 de Março: se tudo correr bem, a Europa aprovará medidas excepcionais que podem salvar Portugal. Caso contrário, não nos resta alternativa: entregamo-nos às baionetas do FMI. Tudo dependerá, para mal dos nossos pecados, dos humores de Angela Merkel – senhora do velho Leste sem grande opinião sobre a Europa.

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AGUARELA BRASILEIRA

http://www.almacarioca.com.br/arte070.htm

 

 PEQUENA OBRA PRIMA

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RETRATO FIEL

“ A POLÍTICA in situ “

 

“A forma como os partidos têm funcionado tem-se vindo a degradar ao longo dos anos e é perfeitamente castradora da qualidade. A maioria dos portugueses, principalmente os de maior capacidade política e de mais nobres intenções, não tem paciência para uma vida partidária que, ao funcionar nos moldes tradicionais, exige, acima de tudo, vocação para tarefas menores e não para a defesa de convicções.

Milhares de cidadãos que passaram pelos partidos saíram frustrados com o que assistiram. Atropelos à democracia, ausência de regras claras, votos amestrados, decisões políticas de orgãos jurisdicionais, quotas pagas por terceiros, cadernos eleitorais à medida, representatividade política meramente virtual, prioridade à discussão das tricas internas, organização deficiente e longe dos padrões médios actuais.

Esses cidadãos fugiram da vida partidária. São uma maioria e, ao tomarem essa decisão, estão a prescindir da principal riqueza do regime que é, precisamente, a participação. Nos moldes em que tudo tem funcionado, a responsabilidade desse afastamento é de todos aqueles que, tendo consciência de esta situação, nada fazem para a resolverem.

A qualidade da nossa classe política está intimamente ligada a esta problemática. Sem uma alteração do quadro actual, jamais será possível a sociedade poder aspirar a mais qualidade. (...) O mais penoso de esta questão prende-se, no entanto, com o facto de o ritmo de desenvolvimento de qualquer sociedade depender muito directamente do nível da capacidade dos seus dirigentes”.

 

 Rui Rio - PORTO EDITORA

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AJUDOU A SUBIR AO PODER

QUEM MAIS SE ESQUIVOU DAS REFORMAS, MESMO COM MAIORIA ABSOLUTA!

 

“ Os Interesses em Portugal são mais fortes que o poder político “.

 

«JORGE SAMPAIO, em entrevista, alerta para a necessidade de reformas de fundo. Presidente da República há cinco anos, Jorge Sampaio diz, que «os interesses em Portugal são mais fortes» do que o «fraco» poder político. Por isso pede aos partidos que vão para além do «eleitoralismo permanente», de modo a avançar com reformas estruturais e evitar a criação de «problemas sérios a médio prazo».                

 

  Diário Económico 26 Dezembro 2000    

 

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É O CASO PRESENTE

“ (Há o risco) de nas medidas de emagrecimento, muitas vezes, se ir longe de mais e poder-se cortar a gordura e chegar ao osso, o que faz com que as empresas, no ciclo seguinte de expansão, não tenham músculo para responder aos desafios.”     

 

                                      Pedro Norton de Matos «Público» 09/09/02

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INTEGRAR O SISTEMA CALA A GENTE

A propósito do “sistema” e da anunciada auto-reforma do Eng. João Cravinho a 1 de Maio de 1999, em notícia assinada por Nicolau Santos, podia-se ler:

 

 “Um alto responsável do governo socialista confidenciou-nos que Cravinho tem referido em privado a intenção de se reformar mal saia do Governo em Outubro. Seria uma espécie de retiro político numa casa que tem no Algarve. Constituiu isto fonte de preocupação para o Governo e Partido Socialista que temendo o pior de um João Cravinho reformado, depois de ter visto António Vitorino passar-lhe à frente na corrida para comissário europeu O Eng. Cravinho vai ter que continuar a integrar o” Sistema”, afirmou – nos fonte muito próxima de António Guterres,”                                                           

 

Expresso 01 Maio 99

 

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A DESGRAÇA NACIONAL

Com um regime largamente desprestigiado, com partidos que o País despreza, com uma economia pobre e sem estratégia, com universidades de segunda ordem, com isto e aquilo, como haverá elites? Os príncipes que nos governam reflectem fielmente a desgraca nacional.

 

Vasco Pulido Valente

DN 3-11-2002

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OS FRACOS E OS FORTES

Este Governo – como em geral todos os Governos – prometeu aos fracos, aos pobres, aos desprotegidos, pois aí está a maioria que vota e depois começou a ceder aos fortes, aos ricos e aos privilegiados, pois é aí que está o dinheiro e o poder.

 

Joao Paulo Guerra

DE 10-07-2002

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O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE?

Vale a pena ainda e mais uma vez citar Rui Rio no seu livro “A Política in situ”:

 

“ Não será verdade que quanto mais fraco o poder for, menos concorrido é e, por isso, não nos podemos espantar da crescente abundância de mediocridade.

É por tudo isto que à pergunta “ o 25 de Abril ainda existe” , respondo que existe cada vez menos. Porque à pergunta “que controlo democrático tem hoje o cidadão sobre os reais poderes da nossa sociedade? “, respondo também desapontadamente, que tem cada vez menos controlo.

No dia de hoje, seria politicamente correcto dar vivas ao regime. Entendi não o fazer, porque julgo que sirvo melhor o 25 de Abril se fizer o contrário: se, em nome da democracia, apontar o caminho errado que tudo isto está a seguir.”    

 

RUI RIO - 2000

 

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SÓCRATES TEM A DÍVIDA NO SANGUE!

O PASSADO ANTECIPA O PRESENTE

 

« Em 1891, o Estado consegue enfim um empréstimo em Paris, dando como garantia as receitas do tabaco nos próximos 35 anos, mas o montante é imediatamente gasto para pagar dívidas em atraso».

«Até que, em 1892, o país entra em bancarrota, com uma dívida pública de 89% do PIB e uma dívida externa pública de 50% do PIB, em que só os encargos anuais representavam quase metade das despesas públicas. O Estado decide unilateralmente só pagar 1/3 dos juros da dívida externa, descendo como tal a taxa de juro da dívida para 1%. Inicia-se, assim, um período de disputa com os credores internacionais, com várias propostas discutidas, entre elas a devolução de parte das taxas alfandegárias sobre a importação de bens de países credores».

«A crise é resolvida em 1902, dez anos após o início da bancarrota, por um reescalonamento da dívida externa a 90 anos, com uma taxa de juro de 3%, um alívio de 38% do capital em dívida, e a correspondente descida para metade do serviço de dívida anual. O último pagamento seria, assim, feito em 2001». 

 

Quase tira o fôlego transcrever estas passagens de um útil e interessante livro de Luís Monteiro: Os Últimos 200 anos da Nossa Economia e os próximos 30, Bnomics, lisboa, 2010 

 

SOL - 19-02-2011

 

 

PS: Estas decisões da DÍVIDA SOBERANA e INVESTIMENTOS PÚBLICOS, que afectam toda a população por dezenas e dezenas de anos,não podem estar ao critério de um só homem, mesmo que seja primeiro-ministro!

Há que encontrar um órgão estável, respeitado e permanente, de gente acima de qualquer suspeita (?), que viabilize estas decisões de grande responsabilidade moral para Portugal e o seu povo.

 

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O CREPÚSCULO EM QUALQUER LADO!

Imagem

Imagem 
O crepúsculo da vida...
 
Fotografia pescada no .. Oº°'¨ Também ...
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E AS CONTAS DO ALEGRE?

Cavaco devolve 75% do dinheiro da campanha
19 de Fevereiro, 2011por Sofia Rainho
Presidente reeleito devolve 75% da subvenção porque as despesas de campanha foram «muito inferiores» ao que orçamentara.

Cavaco Silva decidiu devolver mais de 75% do valor da subvenção estatal a que tinha direito face aos resultados obtidos nas eleições Presidenciais de 23 de Janeiro, revelou ao SOL fonte oficial da Presidência da República.

O Presidente foi reeleito com 53,14% dos votos, o que lhe assegurava uma contribuição dos cofres públicos num valor de mais de 1,9 milhões de euros. Irá devolver, assim, cerca de 1,4 milhões de euros.

Segundo adiantou ao SOL a mesma fonte, depois de apuradas as despesas da campanha - «nomeadamente, somados os donativos recebidos da parte dos portugueses e face à subvenção atribuída por lei aos candidatos» -, o Presidente confirmou que «as despesas realizadas foram muito inferiores ao orçamento da campanha» apresentado no Tribunal Constitucional, que foi estimado em 1,57 milhões de euros.

Assim sendo, e perante a informação que recebeu do mandatário financeiro da sua campanha, Cavaco «concluiu poder devolver ao Estado mais de 75% da subvenção oficial a que tem direito».

A lei de financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais prevê uma verba de 3,8 milhões de euros para as subvenções nas eleições presidenciais, sendo que 20% desse valor é dividido de igual modo pelos quatro candidatos que tiveram votação de pelo menos 5.

Os quatro candidatos acima dessa fasquia - Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre e Francisco Lopes - recebem, por isso e à partida, 190 mil euros. Os restantes 80% do bolo do Estado são repartidos tendo em conta o resultado eleitoral.

sofia.rainho@sol.pt

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OUTRO APELIDO PARA SÓCRATES

" O senhor Pinto de Sousa, no seu optimismo inveterado a que se referia o "Financial Times" parece aquela personagem criada por Voltaire no século XVIII, que representava o filósofo dogmático, Pangloss. Por mais dresgraças e misérias que visse, dizia sempre: "Tudo vai pelo melhor dos mundos"". O senhor Pinto de Sousa deveria acrescentar Pangloss ao seu apelido."

 

Francisco Pina - Cacém 

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SEGURANÇA EM MAUS LENCÓIS

"Tendo em conta a reacção da PSP sobre a suspensão do fardamento, podemos constatar que a polícia está tecnicamente próximo da falência"

 

Armando Ferreira - Presidente do Sindicato Nacional de Polícia

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QUE GRANDE ALHADA!

"Há uma espécie de fiasco. Portugal foi colocado numa alhada. Portugal fracassou"

 

António Barreto - Sociólogo

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O PAPÃO DE SÓCRATES

" Podemos escapar do FMI. Estou convencido é que não escapamos da sr.ª Merkel (chanceler alemã)"

 

Mira Amaral -

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BOAS VERDADES

" ESTADO CORRUPTO ATACA OS MAIS POBRES"

 

 

Correio da Manhã

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EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL

 
Pacheco Pereira: País esteve à beira da bancarrota na 4ª-feira
O deputado social-democrata Pacheco Pereira afirmou na sexta-feira à noite, em Coimbra, que Portugal esteve, na quarta-feira, à beira da bancarrota quando o Governo lançou no mercado mil milhões de euros de dívida pública.
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

ESTAMOS A IR DE MAL A PIOR

 
    ( clique acima para ouvir um grande empresário português)
 
Soares dos Santos diz que Sócrates "anda cansado"

Rita Paz  
06/03/09 12:25

  

Soares dos Santos voltou a criticar o Governo de José Sócrates.

Soares dos Santos voltou a criticar o Governo de José Sócrates.

E quando questionado sobre que "truques" teve a JM para aumentar os resultados em 2010, Alexandre Soares dos Santos não fugiu à questão: "truques é com o Sócrates", respondeu descontraidamente à plateia.

Notícias Relacionadas

"O homem [Sócrates] anda cansado", comentou hoje Alexandre Soares dos Santos, ‘chairman' da Jerónimo Martins, que voltou a criticar o Governo.

"O homem anda cansado, está mal assessorado e está obcecado com o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista", afirmou Soares dos Santos, sublinhando que "os problemas deste país são o desemprego e o investimento".

"Porque não nos chamam para falar, para discutir o que se passa e o que se pode fazer?", perguntou o ‘chairman' da Jerónimo Martins.

"As eleições estão a complicar e a perturbar as remodelações governamentais", acrescentou.

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A CAMPANHA DE SÓCRATES É CHOCANTE

Soares dos Santos diz que Governo mente quando nega que o país está em recessão
 
Por Redacção

O presidente da Jerónimo Martins acusou esta sexta-feira o Governo de mentir quando nega que o País está em recessão económica, reforçando que é esse o actual cenário, no seu discurso na apresentação de resultados do grupo no ano passado.

«Não vale a pena continuarmos a mentir. Não vale a pena pedir sacrifícios às pessoas sem lhes dizer a verdade. As pessoas têm de saber para que estão a fazer os sacrifícios e não adianta negar que estamos em recessão, porque estamos», disse Alexandre Soares dos Santos.

No ano passado, a Jerónimo Martins aumentou os lucros em mais de 40 por cento, e quando questionado sobre as razões para esse sucesso, Soares dos Santos referiu: «Os truques é para Sócrates. Eles [os políticos] é que gostam de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho».
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AFINAL QUEM MENTE?

Bruxelas desmente que Portugal tenha restituído 168 milhões18 de Fevereiro, 2011
A Comissão Europeia desmentiu hoje que Portugal tenha restituído 168 milhões de euros pagos indevidamente em ajudas ao sector agrícola português, afirmando que ainda está em curso o apuramento de contas definitivo relativo a este mecanismo.

«A Comissão Europeia confirma que está em curso o apuramento de contas relativo às ajudas ao sector agrícola em Portugal, como para todos os restantes Estados-membros. Trata-se de um processo habitual, decorrente do acompanhamento da execução orçamental», indicou Bruxelas em comunicado.

De acordo com os dados actualmente disponíveis, acrescentou o executivo comunitário, «tal apuramento levará possivelmente à restituição a Bruxelas de verbas pagas indevidamente como já aconteceu anteriormente com Portugal e com outros países».

Por isso mesmo, «a Comissão Europeia desmente que tais verbas possam atingir o montante de 168 milhões de euros» e garante que «só no final do processo de apuramento se poderá confirmar o montante definitivo».

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou quinta-feira que Portugal foi multado pela Comissão Europeia em 168 milhões de euros devido ao «desperdício» de fundos para a Agricultura, adiantando que brevemente estará no país uma equipa de Bruxelas para novas inspecções.

«O CDS tem a informação de que a Comissão Europeia multou Portugal em 46 milhões de euros relativos ao ano de 2006, já notificou Portugal de uma nova multa de 122 milhões de euros relativos aos anos de 2007 e 2008 e, dentro de semanas, chega a Portugal uma missão da União Europeia que vem inspeccionar os anos de 2009 e 2010», afirmou Paulo Portas.

Lusa / SOL

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O EXEMPLO VEM DE CIMA

( ... )EU ESTAVA a ver a notícia na televisão e a pensar: como é possível pretender que os ministros, os secretários de Estado, os directores gerais, etc, não mintam, se o primeiro-ministro é o primeiro a dar o exemplo?

Uma das vezes que José  Sócrates foi acusado com todas as letras de mentir foi numa manchete do SOL de 13 de Novembro 2009, que dizia: «Sócrates mentiu no parlamento sobre a TVI».

Confesso que hesitei muito antes de fazer este título. A palavra "mentir" implica a existência de intenção. O facto de uma pessoa não dizer a verdade não significa que esteja a mentir: pode estar enganada, equivocada, iludida.

Uma pessoa só mente quando conhece a verdade mas deliberadamente diz outra coisa - com o objectivo de enganar os outros.

José António Saraiva - SOL

 

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CADA DIA A MAIS, É UM GANHO ...

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

O touro, o urso, o rato e o mexilhão

O Banco Central Europeu, liderado pelo francês Jean-Claude Trichet, voltou a comprar, hoje, 18-2-2011, no mercado secundário, obrigações do Estado português, mais concretamente as de prazo mais curto, para travar a subida da taxa de juro da dívida portuguesa. A taxa de juro das obrigações do tesouro nacional a cinco anos chegou ao record de 7,25%; depois das compras pelo BCE veio a valores próximos dos 7% e, nesta altura, voltou a subir a 7,13% (16:28 de 18-2-2011) - a taxa de juro das obrigações a dez anos alcançou os 7,59%, mas desceu, depois da intervenção, para baixo dos 7,5%.

Hoje, ainda não se viu qualquer crítica de Sócrates, Teixeira dos Santos ou Costa Pina, sobre a falta de ajuda da União Europeia ao Governo português, de quem os líderes europeus se queixam que não faz o suficiente para reequilibrar o orçamento e os constrange a maior esforço de apoio.

Pelo que transpira, a União Europeia deseja que Portugal solicite ajuda antes que a subida da taxa contagie a Espanha, mas o Governo português explora esse perigo para continuar a evitar gritar pelo socorro financeiro do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. O impasse, prejudicial só será quebrado quando se esgotar a paciência, ou o dinheiro, da União e do BCE. Do que se vê da luta dos touros privados e do urso do BCE - na qual se espreme o mexilhão do povo português -, sem a ajuda da União Europeia, o Governo socialista não duraria um dia mais sem precisar de implorar a ajuda financeira de emergência.

Sócrates vive um dia atrás do outro. Como aprendeu a fazer desde a sua infância. Cada dia que resiste, é um ganho... para si - para o País é uma desgraça. Todavia, se a União Europeia se cansar, por aborrecimento ou prudência, do jogo do urso atrás do rato português, a taxa de juro pode disparar para os 8,5%.  O Governo socialista português não parece conseguir aguentar até 11 de Março, data da próxima cimeira europeia, com uma taxa de juro comportável - e mesmo aí não contará com a complacência alemã. E aí, um dia destes, sem dinheiro para pagar juros, salários, pensões e prestações sociais, Sócrates terá de fazer o pedido formal de socorro financeiro à União Europeia, apresentar novo pacote de austeridade ainda mais gravoso e, finalmente, o Governo socialista ser substituído por um executivo responsável e patriótico.


* Imagem picada daqui.
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LAVAR A CARA DOS PARTIDOS

Há anos que sustento que a escolha de candidatos a eleições - seja feita para a Assembleia da República, seja para as autarquias locais - deve ser feita na base de um exercício de permanente compromisso com um código de valores, donde sobressaem a seriedade e a integridade. Não me tenho limitado a dizê-lo. Eu próprio tenho dado o exemplo de praticar e fazer afirmar estes princípios. Em 2005, nas eleições autárquicas de então, tomei mesmo a decisão de afastar alguns candidatos, sabendo que corria o risco de perder algumas eleições.

Fi-lo para defender a ética e a seriedade no exercício da vida política. Fi-lo com a convicção de que o poder pelo poder, exercido sem ética e sem obediência a um código de valores, não serve para nada. E fi-lo ainda com a certeza de que às vezes é preciso correr o risco de perder uma eleição para dar uma «pedrada no charco», desafiar a consciência colectiva e afirmar uma linha política. ( ... )

Luís Marques Mendes 

publicado por luzdequeijas às 17:18
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O QUE SÓCRATES TEM VINDO A CAVAR

O LIVRO QUE LUÍS MARQUES MENDES LANÇOU _  

 

" O ESTADO EM QUE ESTAMOS"

 

« Os portugueses sentem-se revoltados em relação ao presente e angustiados em relação ao futuro. Estão fartos de fazer sacrifícios em troca de nada e em nome de coisa alguma (... ) Goste-se ou não, a verdade é que já cheira mesmo a fim de regime. Ou se constrói uma alternativa credível e mobilizadora, ou o pântano em que vivemos dará lugar a um grave impasse político e institucional e a uma grave convulsão social.»

Luís Marques Mendes

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O QUE FAZ FALTA

É ENGANAR A MALTA ...

 

O ex-Director geral da Administração Interna desmentiu a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo que o tinha acusado de deslealdade na questão das cartas que deviam ter sido enviadas aos eleitores portadores do Cartão do Cidadão - e que acabaram por não sair do Ministério.

Indignado com o ataque da superior hierárquica, a que se associou o próprio ministro Rui Pereira, o funcionário reagiu com vigor - e devolveu a acusação.

«Não sou um deliquente, não trabalhei sozinho, nem sou um insubordinado». disse.

Não sei quem mentiu neste caso - se a secretária de Estado, se o ex-director geral.

Mas uma coisa é certa: um deles mentiu. ( ... )

José António Saraiva 

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TAMBÉM AUMENTAR MAIS A DÍVIDA

PARA JUNTAR À DÍVIDA QUE OS NOSSOS FILHOS E NETOS IRÃO PAGAR!

 

Sócrates: barragem pode dar mais oportunidade de emprego
18 de Fevereiro, 2011
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, em Alijó, que a construção de uma barragem significa dar mais oportunidade de emprego, às empresas e reduzir dependência energética externa e reduzir emissões de CO2.

«São os projectos mais difíceis em que nos devemos empenhar, porque são eles que podem mudar as coisas», afirmou o governante, referindo-se à polémica à volta da Barragem de Foz Tua, obra contestada pelos ambientalistas por causa da submersão da linha ferroviária.

O primeiro Governo Presente de 2011 arrancou hoje, no concelho de Alijó, com o arranque oficial da Barragem de Foz Tua, a primeira incluída no Plano Nacional de Barragens a entrar em obra.

Embora a hidroeléctrica vá ser construída no rio Tua, entre os concelhos de Alijó (distrito de Vila Real) e Carrazeda de Ansiães (distrito de Bragança) foi o rio Douro que serviu de cenário à cerimónia de lançamento da primeira pedra.

Lusa / SOL

 

PS: COMEÇAM AS MALFADADAS PEDRADAS NO NOSSO SOSSEGO! O FAMIGERADO INVESTIMENTO PÚBLICO

 

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OUTRO DO "CENTRO ESQUERDA"

Líder dos patrões diz-se de centro-esquerda
18 de Fevereiro, 2011por João Paulo Madeira
António Saraiva, presidente da CIP, lamenta que «os empresários sejam vistos como piratas» e defende maior flexibilidade no mercado laboral. E recorda ao SOL que já fez greves e teve salários em atraso.

O acordo social assinado em 2003 na Autoeuropa, que permitiu a manutenção dos postos de trabalho da fábrica numa altura de redução de encomendas, costuma ser apontado como um marco nas relações laborais em Portugal. Mas António Saraiva faz uma precisão histórica: o primeiro acordo do género assinado no país ocorreu na Lisnave, há três décadas, quando o actual presidente da CIP estava à frente da Comissão de Trabalhadores (CT) dos estaleiros navais.

Viviam-se os tempos agitados do pós-25 de Abril e a Lisnave era uma «proveta política por excelência», recorda António Saraiva. Os estaleiros tinham 10 mil trabalhadores e nove mil eram filiados na CGTP. Os restantes estavam ligados à UGT - facção a que António Saraiva pertencia - e a CT era controlada pela central sindical mais próxima dos comunistas. As greves eram constantes. «Cheguei a fazer algumas. Mesmo que não quiséssemos aderir, não podíamos entrar nos estaleiros. Os piquetes de greve aconselhavam-nos ».

As perturbações na produção tiveram consequências. «Os armadores punham lá os navios e não sabiam quando podiam ir buscá-los. Começaram a abandonar a Lisnave e deixámos de ter trabalho». A situação financeira da empresa agrava-se e o encerramento está no horizonte, com salários em atraso. É nesta fase, em 1983, que António Saraiva, em conjunto com Elisa Damião, mais tarde dirigente do PS, se candidata à CT pela UGT. Como programa eleitoral tem uma proposta: estabelecer um acordo entre administração e trabalhadores. Estes teriam de comprometer-se a não fazerem greves e, em contrapartida, o estaleiro pagaria os ordenados em atraso, em dois anos, e aumentaria os salários em 25% (a inflação da altura era desta ordem de grandeza).

Os plenários para discussão da proposta não foram fáceis. «A CGTP ainda hoje reage mal a acordos com comissões de trabalhadores, imagine-se na altura». A sede da UGT na Lisnave foi vandalizada várias vezes e os confrontos ideológicos entre trabalhadores chegavam a vias de facto. «Nunca fui atacado fisicamente. Mas houve muitas cuspidelas e insultos».

Depois de várias tentativas, António Saraiva consegue eleger a maioria da CT, em 1984. Fica à frente desta estrutura e consegue fazer aprovar o acordo, aceite à última hora também pela CGTP. Dois anos depois, os trabalhadores tinham os salários pagos e o aumento de 25%. E os tempos agitados da Lisnave deixaram marcas. «Se me posicionar em termos políticos, sinto-me de centro-esquerda. Ainda hoje».

joao.madeira@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 16:22
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OUTRO MORTO A APODRECER

- FOI DESCOBERTO MAIS UM CADÁVER DE UM SUJEITO MORTO EM CASA HÁ MAIS DE ANO E MEIO, DESTA VEZ NUM PALACETE EM LISBOA …..

 

- PALACETE EM LISBOA?

QUE PALACETE?

  

- NO PALÁCIO DE S.BENTO, PORQUÊ?

Cão traste – Augusto Cid

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:18
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CADA DIA MAIS INEVITÁVEL

14 de Fevereiro, 2011por José António Lima
Já se sabia que PCP e BEdificilmente votariam a favor de uma moção de censura apresentada por PSD ou CDS.

Tal como, acrescente-se, ainda mais dificilmente votariam contra ou se absteriam nessa mesma moção - porque seriam olhados, pelas suas bases de apoio, como os salvadores de um Governo que tanto têm atacado.

Esta semana, ficaram a saber-se dois outros dados políticos relevantes para o futuro de José Sócrates e para a inevitável mudança, a curto prazo, do ciclo de governação. Primeiro, que o PCP já admite, abertamente e sem rodeios, votar a favor de uma moção de censura colocada pela direita contra o Governo e contra Sócrates: «Nós, em nenhuma circunstância, votaremos a favor da sustentação e do prolongamento desta política e daquele que a executa», avisou, cristalino, Jerónimo de Sousa.

Segundo dado novo: que o PSD, apesar do ineditismo de que se revesteria o facto, está cada vez mais disponível e mobilizado para votar favoravelmente - só depende do timing... - uma eventual moção de censura lançada pelos comunistas no Parlamento.

Ou seja, passa, pois, a existir a maioria necessária para fazer cair o Governo de Sócrates, juntando-se os 102 deputados de PSD e CDS aos 15 do PCP.

O PCP quer encostar ainda mais à parede (e ao Governo) um Bloco de Esquerda que saiu fragilizado da candidatura presidencial alegrista. E, para tal, quer legislativas antecipadas, onde o BE pode perder muitos votos e deputados, passando de novo para um lugar atrás dos comunistas.

O PSD precisa de aproveitar as poucas oportunidades que lhe podem surgir no horizonte próximo (o OE para 2012, a entrada do FMI ou uma moção de censura do PCP) para conseguir derrubar o Governo e o seu encastrado primeiro-ministro.

José Sócrates não aprecia, como é óbvio, estes novos cenários político-eleitorais que se abriram. E reage epidermicamente só de ouvir falar de qualquer moção de censura: «Eu vejo para aí um discurso político absolutamente lamentável». Lamentável - na sua perspectiva, claro. Mas a cada dia mais inevitável.

publicado por luzdequeijas às 15:55
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ENTERRADOS VIVOS

O jornalismo português funciona por modas – e a moda do momento são os velhos que morrem sozinhos em casa.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Morrem sozinhos, não: ali ficam cadáveres durante semanas, meses, alguns durante anos, até que um vizinho ou um funcionário do fisco se lembre deles. O caso é relatado com a curiosidade mórbida dos que abrandam o carro para verem o acidente na estrada.

Mas, daqui a uns dias, a estrada estará limpa e haverá uma nova aberração para animar a malta. Os velhos, esses, continuarão a tombar sozinhos, como sempre tombaram, e ficarão por responder algumas questões funestas. A maior delas é saber por que raio exigimos à ciência sempre mais – mais tratamentos, mais descobertas, mais longevidade – quando a cultura reinante abomina a velhice e eleva a juventude a patamares obscenos. De que vale vivermos mais numa sociedade onde é um crime viver demais?

Sem responder a este paradoxo, não vale de muito verter baba e ranho pelos velhos que apodrecem no chão da cozinha e ali ficam por enterrar. Até porque eles, muito antes da morte, já estavam devidamente enterrados.

publicado por luzdequeijas às 15:46
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ARQUEÓLOGA RAQUEL SANTOS

UM ENORME ORGULHO PARA A FREGUESIA DE QUEIJAS

 

http://du104w.dub104.mail.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0

 

(cliquem acima para ouvirem a nossa ARQUEÓLOGA)

 

Olá!

Para quem tiver uns minutinhos para dispensar, ouça a nossa querida arqueóloga Raquel Santos (menina da nossa terra) a falar de arqueologia, aqui vai a entrevista dada à Antena 1, acerca da necrópole que a Neoépica está a escavar em Beja.

 

  

Quem tiver facebook poderá comentar: 

http://www.facebook.com/video/video.php?v=1833624757672&oid=234798628508&comments&ref=mf

publicado por luzdequeijas às 15:12
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O FAMIGERADO "HOMEM NOVO"

Em meu entender, um passo novo e muito grave foi dado pelo Estado na sequência do referendo sobre o aborto, em que a proposta de legalização do aborto gratuito a pedido foi derrotada. Este passo consistiu na introdução de um programa central , uno e indivisível de educação sexual nas escolas. Como já referi, considero esse programa uma gravíssima manifestação de engenharia social autoritária. Trata-se de um típico programa de «Homem Novo», contrário à maior parte das convicções da maior parte das famílias. Nele se defende que todos os comportamentos sexuais são igualmente válidos e dignos de adopção. O único constrangimento colocado à promiscuidade sexual é o da segurança. Este é, aliás, o mesmo princípio explicitamente adptado pelas campanhas sexuais do Ministério da Saúde, pagas pelo dinheiro dos contribuintes. Julgo que aqui chegamos ao culminar do paradoxo de que falei no início: em nome da liberdade, um grupo central de especialistas quer impor às famílias um código de valores que contraria flagrantemente os valores livremente assumidos por grande parte das famílias. É perante esta situação que urge tomar medidas sensatas para evitar que, mais tarde, venha a ocorrer um choque radical entre as famílias e os especialistas. Essas medidas devem visar reequlibrar o sistema do nosso ensino. dado que ele está desequilibrado para o lado do Estado, as reformas devem reequilibrá-lo para o lado das famílias. Não se trata de combater ou de privatizar as escolas estatais. Trata-se de as descentralizar, de lhes permitir que adoptem diferentes projectos educativos e de as submeter em seguida às escolhas das famílias. Para isto ser possível, é ainda indispensável consolidar e reforçar a divulgação dos resultados obtidos pelas escolas - para que as famílias os conheçam e possam escolher em conformidade.

 

João Carlos Espada

publicado por luzdequeijas às 14:07
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OEIRAS SINDICAL

NOTA INFORMATIVA À POPULAÇÃO DE OEIRAS

A COMISSÃO SINDICAL SINTAP - CRIOU UM BLOG DE INFORMAÇÃO CONTÍNUA À POPULAÇÃO DESTE CONCELHO QUE É:

  

http://oeiras-sindical.blogspot.com/2011/02/desagregacao-operacional-da-dvm.html

 

 

NATURALMENTE QUE NUMA SOCIEDADE MODERNA A INFORMAÇÃO É UM DIREITO INALIENÁVEL E INDISPENSÁVEL NUMA DEMOCRACIA AUTÊNTICA.

publicado por luzdequeijas às 14:02
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ENGENHARIA SOCIAL E HOMEM NOVO?

Gostaria agora de alertar para que não estou a pretender dizer, nem a insinuar, que as pessoas que defendem o ensino estatal são necessariamente subscritoras das teorias do «Homem Novo» ou da «Engenharia Social». De facto, não estou. Existem muitas e nobres razões para defender o ensino estatal que nada têm a ver com essas teorias autoritárias. Mas, o que estou a tentar mostrar é a doutrina fundamental que subjaz ao ensino estatal, quando este é visto como adversário do ensino particular e da liberdade de escolha das famílias. E estou a tentar alertar as pessoas que possam ter uma certa hostilidade contra o ensino particular para as premissas intelectuais e as consequências políticas que essa hostilidade teve no passado e continua a ter no presente.

Pode agora ser-me contraposto que só alguns extremistas defendem em PORTUGAL o ensino estatal enquanto adversário da liberdade das famílias e enquanto sistema centralizado. Infelizmente, não creio que isso seja verdade. É verdade que só alguns extremistas subscrevem as doutrinas de Platão, Rousseau e Marx. Mas, infelizmente, muita gente é hostil à liberdade das famílias, sem saber que está dessa forma a ser útil aos projectos extremistas herdados de Platão, Rousseau e Marx.

Talvez poucos defendam abertamente o projecto de um sistema educativo centralizado, uno e indivisível, imune às escolhas das famílias. Mas o nosso sistema educativo está muito próximo disso. Vejamos alguns exemplos:  

1 - Até Agosto de 2001, os resultados obtidos pelas escolas nos exames nacionais eram mantidos secretos pelo Ministério da Educação.

2 - Ainda hoje, não pode haver escolha da escola estatal pelas famílias, sendo a escola atribuída obrigatoriamente de acordo com o local de residência ou o local de trabalho dos pais.

3 - Existe uma desigualdade chocante no tratamento das escolas e das famílias perante a lei:  as escolas do Estado são gratuitas e pagas pelos contribuintes, quer os seus filhos as frequentem quer não; as escolas particulares têm de cobrar propinas, pagando a dobrar os contribuintes cujos filhos as frequentem - pagam as propinas dessas escolas particulares e pagam os impostos para as escolas do Estado.

 

João Carlos Espada    

publicado por luzdequeijas às 13:31
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ESTE AINDA NÃO PERCEBEU

QUE AS PESSOAS, AS FAMÍLIAS E A ECONOMIA NÃO AGUENTAM MAIS IMPOSTOS! É ESTA A MENTALIDADE SOCIALISTA! MAS PORQUE RAZÃO NÃO QUIS QUE OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS AÇOREANOS TIVESSEM, COMO OS OUTROS, OS SEUS VENCIMENTOS REDUZIDOS?

 

 

 

Diário Digital

publicado por luzdequeijas às 12:33
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

POBRE ANINHAS!

GOVERNO - ISSO NÃO SE FAZ À POBRE ANINHAS

 

"O veto de Cavaco Silva ao diploma do Governo sobre a prescrição de medicamentos tem contornos dignos de um filme policial. Em primeiro lugar, parece que o texto que chegou a Belém não é exactamente  igual ao que foi aprovado em Conselho de Ministros. Que terá sido cozinhado pelo seu secretário de Estado, Óscar Gaspar, um homem que esteve em S. Bento com Sócrates durante quatro anos. Mãozinha marota."

 

Correio da Manhã - 17-02-2011

publicado por luzdequeijas às 16:08
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O MAIOR AMIGO DE UM POLÍTICO

TEM QUE SER A PÁTRIA

 

 

" JOSÉ SÓCRATES É UMA PESSOA DE INVULGAR CORAGEM E DETERMINAÇÃO"

 

Maria de Lurdes Rodrigues

 

 

PS: Em lugar de CORAGEM e DETERMINAÇÃO, poderíamos colocar " Sem lucidêz e Obstinação profunda", ficando sem se saber o que estará mais correcto.

publicado por luzdequeijas às 16:01
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CRIME POLÍTICO

A bóia
Inserido em 17-02-2011 09:15


 
Já passou à história que Teixeira dos Santos nem às paredes confessa o que tem sofrido nos confrontos com José Sócrates. Mas esta semana foi demais.


Ao sair da reunião do Ecofin, com os ministros das Finanças da UE, o ministro português suplicou que a Europa se despache a desbloquear os novos mecanismos de ajuda. Traduzido para português corrente, Teixeira dos Santos disse isto: atirem-nos a bóia, porque estamos mesmo, mesmo a afogar-nos.

Mas José Sócrates acha que não. Diz que a economia está a reagir melhor do que ele tinha previsto. Pasme-se: o Primeiro-ministro congratulou-se com a evolução do último trimeste, exactamente na semana em que o governador do Banco de Portugal veio desfazer as ilusões: entrámos em recessão. Ponto final.

Cavaco Silva chamou Teixeira dos Santos a Belém, um dia depois de ter recebido o presidente da Comissão Europeia. E os sinais estão lá todos: caminhamos a passos largos para a ruptura. Mas Sócrates não quer pedir ajuda ao FMI. Só aceita ajuda do Fundo Europeu.
 
Há alguém que lhe explique que a diferença é, cada vez mais, nenhuma? E que levar o país para o abismo pode ser crime público?




publicado por luzdequeijas às 15:58
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O CÓMICO DO DESEMPREGO

Valter Lemos, secretário de Estado do Emprego, é o principal candidato português ao prémio ‘Ali, o cómico’, nome pelo qual ficou conhecido o ministro da Informação do Iraque, Mohammed Al Sahaf, que ignorava o fácil avanço das tropas americanas e contava com convicção uma irreal e distorcida versão dos factos. Valter Lemos todos os meses tem de comentar os assustadores números de desemprego e arranja sempre um lado positivo, mesmo que não exista.

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

 E as estatísticas oficiais nem contam a história toda. Infelizmente a realidade é mais negra. Há milhares que não tentaram arranjar emprego, ou que fizeram alguns biscates, e que, sendo desempregados, de facto não contam. Cada pessoa sem emprego é um drama terrível, e esta crise está a ser muito penalizadora para a geração parva de que fala a canção dos Deolinda. Mais de 75 mil diplomados com curso superior sem emprego, mais 35 mil a recibos verdes, são um dos batalhões significativos deste enorme exército, que também integra centenas de milhares de pessoas que não têm emprego há mais de dois anos e que jamais encontrarão.

E isto ainda vai ficar pior, porque a recessão provoca mais despedimentos. Ninguém sabe quando será a retoma, o que significa que, para a geração mais nova, emigrar até é a opção mais viável, tal como foi no tempo dos seus avós.

publicado por luzdequeijas às 15:54
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NO OLHO DA RUA

Anda por aí a correr na internet uma petição muito curiosa. Um conjunto de indígenas quer reunir na avenida da Liberdade um milhão de pessoas com o objectivo de dar um valente pontapé na classe política. Toda. Sem excepções.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

A concentração está prevista para 12 de Março e é cedo para se perceber a adesão das massas a esta iniciativa. Vem isto a propósito dos últimos acontecimentos da vida nacional. Um desemprego galopante e um engenheiro relativo todo contente com o aumento em Janeiro das receitas fiscais. Sim, todo orgulhoso por ter sacado mais 15 por cento dos bolsos dos contribuintes. Um feito extraordinário a acreditar na cara feliz do senhor. É por estas e por outras que apetece mandar às malvas a santa da democracia e pôr esta gentinha toda no olho da rua.

publicado por luzdequeijas às 15:50
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O PARTIDO QUE NOS (DES) GOVERNA!!!


PS reapresenta diploma sobre transexuais vetado por Cavaco
O Parlamento vai reapreciar hoje o diploma que simplifica para os transexuais a mudança de nome próprio no registo civil, com o PS a garantir que irá manter o texto que foi vetado pelo Presidente da República. Se o diploma for aprovado pela maioria dos deputados, o que deverá acontecer se se repetir a votação inicial do diploma, o chefe de Estado está obrigado a promulgá-lo.
publicado por luzdequeijas às 10:01
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

ATÉ QUE ENFIM!!!



Tribunal de Contas vai analisar quanto custa um aluno ao Estado
A comissão parlamentar de Educação aprovou uma iniciativa do PSD para que o Tribunal de Contas elabore um estudo técnico sobre o custo que representa para o Estado cada aluno a estudar no ensino público. Em declarações à agência Lusa, o deputado social-democrata Pedro Duarte considerou que «este é um elemento essencial para que se possa avaliar as políticas públicas na área da educação».
publicado por luzdequeijas às 20:00
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FUSTIGAR A POUPANÇA

Durante muitos anos os portugueses tiveram salutares hábitos de poupança. A classe média portuguesa foi educada a gastar sempre menos do que aquilo que ganhava.

Tirando algumas excepções mais frequentes na capital do país, nunca foi regra na sociedade portuguesa pôr como primeira preocupação as aparências e pôr como acessório o essencial. "Tirar à boca" para pagar dívidas de consumo era quase visto como um pecado. Após o 25 de Abril, esta mentalidade atenuou-se um pouco, o que, apesar de não ser a melhor receita em termos de crescimento económico, a verdade é que, numa sociedade tão carecida, foi perfeitamente compreensível que tal tenha ocorrido.

Só que uma coisa é a mentalidade atenuar-se, outra completamente diferente é entrar-se numa histeria consumista de permanente fuga para a frente. Os primeiros sinais nesse sentido vieram logo após a nossa entrada na CEE, tempo em que consumir começou a ser para alguns um sintoma de sucesso. O sinal não era sociológicamente muito positivo, mas as taxas de poupança, o défice externo, o investimento e principalmente o clima de confiança situavam-se em bom nível e aguentavam equilibradamente esse crescimento do consumo. Precisamente o que deixou de acontecer com a chegada do PS ao Governo.

Um Governo despesista, com tiques de novo riquismo e com uma pedagogia consumista que tem vindo a desempenhar o papel da cigarra na sua fábula com a formiga. A maioria do povo deixou-se embalar por essa lógica de excessiva valorização do presente face ao futuro e, a passos largos, lá fomos destruindo os nossos salutares hábitos de poupança. Nesta sociedade PS, vale a pena "tirar à boca" para ostentar. O consumo vale mais do que a poupança, assim como o facilitismo vale mais do que a coragem ou a responsabilidade. É essa a triste lição que os socialistas nos dão: na forma desabrida como gerem as finanças públicas, empenhando irresponsavelmente o país e as suas gearações futuras.

 

Público - Caderno de Economia - 11 de Julho de 2000

publicado por luzdequeijas às 15:55
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SÓCRATES SOLTA OS CÃES

E VAI PARA LONGE SEM FALAR DOS VÁRIOS CARGOS QUE OS SEUS boys/girls VÃO ACUMULANDO E COM VENCIMENTOS 4 ou 5 VEZES SUPERIORES AO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA! É A DEMAGOGIA DE QUEM NADA MAIS SABE FAZER!

 

Ministro das Finanças reage a polémica

Campos e Cunha reafirma inexistência de ilegalidade na acumulação de rendimentos

04.06.2005 - 18:39 Por PUBLICO.PT

 

O ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, reafirmou hoje a inexistência de qualquer ilegalidade na acumulação do seu salário como membro do Governo e da reforma que recebe por ter sido vice-governador do Banco de Portugal durante seis anos, numa reacção à polémica gerada pela situação.

Campos e Cunha: "nunca deixei ou deixarei de tomar ou apoiar medidas que me possam afectar directamente"
Campos e Cunha: "nunca deixei ou deixarei de tomar ou apoiar medidas que me possam afectar directamente" (Luís Ramos/PÚBLICO)
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MORRER SOZINHOS

O debate sobre a tal geração dos parvos que, coitados, se fartam de queimar os neurónios nos bancos das escolas, passam de ano com faltas  e sem examnes, têm cursos da treta suportados pelos contribuintes e, ainda por cima, são uns escravos que vivem em casa dos papás, continua cheio de gás e de muitas teorias dos inteléctuais do costume. Parece que uma das queixas recorrentes desta pobre gente são os privilégios conquistados pelos mais velhos, os tais que lhes pagam os estudos, a comidinha, a cama, a roupa lavada, o popó, a gasolina e as saídas à noite. Acontece que agora entrou na agenda a solidão dos idosos. Pois é. Estes sortudos recebem pensões de miséria depois de uma vida de trabalho e o único direito que têm adquirido é o de morrerem sozinhos. Sozinhos em casa e sem parvos à volta.

publicado por luzdequeijas às 14:46
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DESEMPREGO BATE RECORDE

  Desemprego de longa duração pesa 54% no total de 2010
O universo de desempregados de longa duração aumentou 33% em 2010, totalizando 327 mil pessoas (54% do valor médio anual de desempregados), segundo números do INE que colocam a taxa de desemprego portuguesa nos 11,1% no quarto trimestre de 2010 (10,8% na média do ano).

publicado por luzdequeijas às 14:22
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PORTUGAL EM RECESSÃO

Publicação: 16-02-2011 09:10   |  

Governador do Banco de Portugal diz que país já está em recessão

Portugal já está em recessão económica, como consequência do ajustamento macroeconómico que o país está a fazer para consolidar as suas finanças públicas, segundo o governador do Banco de Portugal (BdP) em entrevista ao Diário Económico.

 
 
 

Uma recente estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal, no quarto trimestre de 2010, se contraiu 0,3% face ao terceiro trimestre, quando cresceu 0,3%, sinalizando uma desaceleração da procura interna e exportações ainda robustas.

Em 2010, o PIB português cresceu 1,4%, mas o BDP prevê uma contracção de 1,3% em 2011 e os economistas estimam que, no primeiro trimestre de 2011, Portugal entre em recessão técnica - dois trimestres consecutivos de contracção do PIB em cadeia.

"Pode dizer-se que estamos em recessão", disse o também membro do Conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), em entrevista ao Diário Económico.

Adiantou que a dinâmica das variáveis macro-económicas vai produzir aquilo que disse e que as instituições internacionais confirmaram: "uma recessão económica durante o ano de 2011 que é a contrapartida do processo de ajustamento, de emagrecimento".

Interrogado sobre se Portugal poderá cair num círculo vicioso lembrou que quando se retira um dado estímulo à economia, tem que se ter "uma posologia de compensação" e ver onde se vai buscar novos estímulos para ela.

"Nesta situação, eles só podem vir das exportações. Quando me pergunta se isso vai provocar um círculo vicioso, vai se a resposta dos sectores de bens transaccionáveis, do sector exportador, não estiver à altura daquilo que se vai produzir", disse.

"A evolução das exportações foi aliás positiva", adiantou.

As exportações tiveram um papel crucial para o crescimento da economia portuguesa em 2010, ao cresceram 15,7%, embora o Governo preveja que a sua taxa de crescimento desacelere para 7,3% em 2011.

O Governo tem em marcha medidas de austeridade, que incluem cortes salariais dos funcionários públicos e subidas de impostos, visando cortar o défice público para 4,6% do PIB em 2011, face a um valor inferior à meta de 7,3% inicialmente prevista para 2010.

Carlos Costa frisou que a "banca está sólida, o que significa que tem os capitais de que necessita para o risco que tem no balanço", adiantando: "há uma dinâmica, há riscos que entram no balanço e outros que saem"… "Esses riscos são muito em função da conjuntura económica e, portanto, numa menos favorável conjuntura é preciso aumentar as resistências", afirmou.

"Ou seja, a banca está sólida, capitalizada, mas é prudente e desejável que reforce os seus capitais", disse.

Explicou que foi "por isso que o BDP recomendou que, no caso da distribuição dos dividendos, houvesse uma preocupação com o reforço dos capitais, este é um ano para reforçar capitais".

"O calcanhar de Aquiles da banca é recorrer ao exterior para ter `funding'",
frisou o governador do BDP.

Lembrou também que, em Setembro de 2010, o BDP disse aos bancos que era necessário começar um processo de redução do acesso ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE) , sendo estabelecidas uma série de medidas.

Portugal, dado o seu elevado endividamento e as perspectivas de recessão económica em 2011 e baixo crescimento depois, é visto pelos mercados como o próximo Estado membro, após a Grécia e a Irlanda, a ter de pedir ajuda à 'safety net' da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

A dívida soberana da república portuguesa está sob os 'holofotes' dos investidores que duvidam da sua capacidade de se financiar nos mercados internacionais.

Na semana passada, a taxa de juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos tocou em novos máximos desde que Portugal aderiu ao euro, nos 7,64%. No entanto, ontem esta taxa situou-se em redor dos 7,45%.

Reuters

publicado por luzdequeijas às 12:58
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AS MEDIDAS DEMAGÓGICAS HABITUAIS!

 

Actuais reformados perdem direito à pensão com salário, agora estão no "Banco do Jardim"

Actuais reformados perdem direito à pensão com salário


Afinal, quem hoje acumula pensões com vencimentos do Estado também vai perder esse direito. O esclarecimento foi ontem prestado pelo Ministério das Finanças, que inicialmente garantiu que a proibição só se aplicaria às futuras situações de acumulação.





A decisão terá implicações directas em destacadas figuras públicas, entre as quais o Presidente da República, Cavaco Silva.

"Atenta a crítica generalizada pelos parceiros sociais (...) foi aprovada, em versão final, pelo Conselho de Ministros uma solução normativa que impõe, a partir de 1 de Janeiro de 2011, a aplicação da referida proibição de cumulação de pensão e remuneração, incluindo as situações actualmente autorizadas", disse ontem ao Negócios o Ministério das Finanças, depois de uma reunião com as estruturas sindicais.

 

NOTA: Mais uma pura demagogia de Sócrates, que já em 2005 levou a que o Ministro das Finanças Campos e Cunha batesse com a porta. Pessoas não reformadas, podem acumular escandalosamente tudo e mais alguma coisa. Vejam os exemplos dos boys e girls do PS, dos administradores da CGD etc. Em boa verdade os reformados conquistaram a sua reforma com as empresas onde trabalharam e eles próprios, a descontaramn por longos 30 ou mais anos! Não à custa do ESTADO!

 

Os políticos ganham reformas por meia dúzia de anos no parlamento ou nas câmaras municipais e podem acumular tudo e mais alguma coisa. Os reformados têm todo o seu tempo livre e quando assumem qualquer cargo fazem-no sem prejudicar o emprego, que já não têm. Podem e devem ser muito úteis ao país pelo capital de experiência profissional ganho e como cidadãos experimentados! Os outros não podem ter o dom da umbiquidade, ou seja estar em dois lugares ao mesmo tempo! A maioria dos quadros deste país foram empurrados para reformas compulsivas aos 50/55/60 anos com grandes prejuízos pessoais. Sabem para quê? Para deixarem vagos lugares aos novos licenciadois das novas Universidades, que saem de lá sem saberem nada, e vão para as empresas com bons lugares políticos. As universidades foram tomadas por forças ocultas, deram diplomas ao DOMINGO, e o sistema de Segurança Social foi sobrecarregado com muitos milhares de reformas antecipadas, ficando no estado de coma que todos sabemos. Os proprietários das Universidades (de tudo e mais alguma coisa) puseram no mercado milhares de estudantes a "saberem tudo àcerca de nada", e ficaram ricos porque o "Sistema existe para fazer destas injustiças", prejudicando o país! Nada foi resolvido, nem na economia, nem no ESTADO e Portugal está na bancarrota, material e moralmente. Hoje temos o produto de tudo isto, temos um primeiro-ministro sem preparação para o ser (o próprio o disse), e mais de 40 mil estudantes sem emprego, com muitos a fugirem para o estrangeiro!

publicado por luzdequeijas às 11:20
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

TOLERANCIA E LIBERDADE

Também a tolerância não nasceu da convicção relativista de que a verdade não existe e de que apenas existem as verdades de cada um. A tolerância nasceu da convicção de que Deus, por ser bom, não deseja que os homens O sigam em resultado da coerção. A descoberta da lei moral deve fundar-se na adesão genuína da consciência individual. Em segundo lugar, a tolerância liberal nasceu da convicção cristã de que a condição humana é a da incerteza e do erro. Se a perfeição é vedada ao homem, nenhuma autoridade humana temporal deve ser investida da autoridade suprema, sem freios e contrapesos: por ser humana, e portanto imperfeita, essa autoridade ficaria mais do que sujeita à tentação do erro e do abuso de poder.

Mas é bem claro que a liberdade, neste sentido original, é um fardo, não é a licença de agir como nos aprouver. É o fardo de sermos humanos, de termos de exercer o juízo crítico, de não devermos seguir a multidão ou os poderosos para fazer o mal. É também o fardo de uma busca que não tem fim, porque a condição humana veda-nos o acesso à certeza e à perfeição. A liberdade é, neste sentido, uma virtude. Como a virtude, a liberdade, fica ameaçada quando se declara que não há virtudes e que há apenas valores arbitrários e equivalentes.

 

João Carlos Espada

publicado por luzdequeijas às 19:09
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A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

A minha proposta para discutir este problema é que não caiamos no erro do racionalismo dogmático, o erro de tentar começar com pressupostos isentos de pressupostos. Na filosofia política e moral, tal como na ciência devidamente entendida, temos de começar aos ombros das gerações anteriores. Nos valores dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos antecessores. Não estamos sozinhos no mundo, nem o mundo começou aqui.

Se pesquisarmos nesta direcção, vamos entrar num diálogo intrigante com as tradições, com a sabedoria acumulada ao longo das gerações e expressa, nomeadamente, nas grandes obras da filosofia política e moral. Acabaremos por descobrir, parece-me, que uma fundamental mensagem moral - não certamente a única, mas uma decisiva - foi dada, embora nunca tenha sido «racionalmente provada», pela tradição judaico-cristã: os homens foram criados à imagem e semelhança de Deus, e por isso têm basicamente a mesma dignidade moral. Mas esta dignidade é acima de tudo espiritual, é dada pela «alma»: nem só de pão vive o homem.

Gostaria de argumentar que esta é a mensagem moral que está na base das nossas democracias liberais. Note-se, por exemplo, que os fundadores da democracia americana estavam a par disso mesmo: «Nós sustentamos que estas verdades são auto-evidentes», escreveram eles na Declaração de Independência de 1776, «que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo seu Criador de certos Direitos inalienáveis, entre os quais estão o direito à Vida, à Liberdade e à busca da Felicidade.

 

João Carlos Espada

publicado por luzdequeijas às 16:45
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FICA TUDO EM FAMÍLIA

Cunhada de Sócrates é assessora na EPAL

02 Outubro 2010

 Mara Fava trabalha na organização do arquivo histórico. Irmã da ex-mulher de José Sócrates passou de precária a assessora da administração.

 

Por:António Sérgio Azenha

 

A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração. A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes. A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho.

O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do ‘Águas Livres’, na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD. A EPAL diz que "a admissão das duas funcionárias referidas fez-se de acordo com as regras em vigor na empresa e de acordo com a avaliação do curriculum e desempenho efectuada pelos serviços respectivos". E frisa que, "desde 2005, foram admitidos na empresa 111 novos colaboradores".

Como Mara Fava é irmã da ex-mulher do primeiro-ministro e o presidente da EPAL, João Fidalgo, foi nomeado para este cargo no primeiro Governo de José Sócrates, em 2005, o CM tentou saber junto do gabinete do chefe do Executivo se Sócrates tinha conhecimento do ingresso de Mara Fava na EPAL. Até ao fecho desta edição, não obteve resposta.

A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos directa ou indirectamente na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento mais isenção de horário de trabalho".

Tudo porque, diz, essas pessoas "foram admitidas com a categoria de assessoras, para assessorar um assessor do conselho de administração para a organização do Arquivo Histórico da EPAL, com um vencimento muito superior a qualquer admissão vulgar de início e isenção de horário de trabalho".

publicado por luzdequeijas às 15:53
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VIVE NOUTRO MUNDO?

AQUILO QUE OS PORTUGUESES GANHAM, NÃO CHEGA PARA PAGAR IMPOSTOS!

 

 

" O PAÍS, E EM PARTICULAR O ESTADO E AS FAMÍLIAS, TÊM DE POUPAR MAIS"

 

TEIXEIRA DOS SANTOS - Ministro das Finanças

publicado por luzdequeijas às 15:34
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CRESCIMENTO NEGATIVO!

Querida encolhi o PIB

No último trimestre de 2010, a economia portuguesa contraiu. Ou seja, a produção nacional foi menor. Gerou-se menos riqueza, menor valor acrescentado, um PIB inferior. Ou, como dizem os economistas, verificou-se um crescimento negativo.

Por:Pedro S. Guerreiro, Director do Jornal de Negócios

 

Para os mesmos economistas, recessão é quando o produto interno bruto cai durante dois trimestres consecutivos. Não é portanto muito arriscado dizer que neste momento Portugal estará a entrar em recessão técnica (como se houvesse outra além da técnica...). O pior não é, no entanto, esta quebra, mas verificarmos que, nos últimos 12 trimestres, Portugal contraiu em seis; que em muitos países europeus já se está a crescer, o que significa que estamos de novo a divergir; que estamos com a PIB com o mesmo valor real de... 2006.

Bom, e agora? Agora bolas: as pressões do Orçamento e da falta de financiamento da economia são bolas de chumbo presas aos pés. A única saída está nas exportações, que efectivamente conseguiram que, apesar do fecho negativo do ano, em 2010 a economia ainda assim crescesse – e mais do que o previsto. As exportações não se tornaram apenas um credo político, mas a saída que resta. É por isso que o Governo anda a deitar foguetes às empresas exportadoras. E, sobretudo, a perguntar o que pode fazer por elas. E tudo faz.

publicado por luzdequeijas às 15:28
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