Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

INTOLERRÂNCIA RELIGIOSA

Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
A GUERRA AO CRISTIANISMO

Não me surpreende que notícias (retirado daqui do Jorge Costa) deste género não comovam muita gente. Como não envolvem os Estados Unidos ou o imperialismo capitalista, o assunto não tem grande interesse. Este ano, por causa da construção de uma mesquita na baixa de Nova Iorque, o mundo politicamente correcto (PC) indignou-se contra aquilo que seria a prova evidente que a América estava em guerra contra o Islão. Não que interessasse a simbologia do local escolhido (no ground zero do ataque de terroristas islâmicos), que na própria cidade de Nova Iorque existem centenas de mesquitas e também que, desde o 11 de Setembro, o número de mesquitas nos Estados Unidos mais que duplicou. Não. O que interessava para os PCs é que os Estados Unidos estavam a dar uma prova que são intolerantes perante o Islão, e que era preciso a todo o custo proteger a liberdade de religião nos Estados Unidos. Como se alguma vez esta fosse colocada em questão. Mas, e o que faz agora o gang PC perante notícias que no mundo islâmico, os cristãos são cada vez mais perseguidos? Este texto do Rui Herbon no Jugular (ai que a Palmira vai ter um ataque) é revelador da insensibilidade com que o Ocidente encara o problema dos cristãos nas sociedades islâmicas. A indiferença e a negação perante esta realidade assustadora não me surpreende. Mas não deixa de ser um sinal dos tempos em que vivemos.


publicado por Nuno Gouveia às 15:36

linkFeliz Ano Novo
publicado por luzdequeijas às 15:57
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OS PROGRESSOS NA EDUCAÇÃO

ALUNOS PORTUGUESES SÃO INCAPAZES DE EXPLICAR IDEIAS SIMPLES

Os alunos portugueses são incapazes de estruturar um texto ou de explicar um raciocínio básico, revela um estudo do Ministério da Educação realizado em 1700 escolas. As conclusões são do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) e traçam um quadro preocupante quanto às capacidades dos estudantes entre os 8.º e 12.º anos para expressarem por escrito ideias ou conhecimentos adquiridos nas aulas.
publicado por luzdequeijas às 15:51
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TRANSPORTE DE DOENTES

Dezembro 30, 2010

SNS “tendencialmente gratuito” e “economicismo”

 André Azevedo Alves @ 00:27

A medida explicada pelo Secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar talvez até faça sentido, mas não deixa de ser lamentável que, ao mesmo tempo, haja socialistas irresponsáveis que continuem a repetir a retórica das conquistas do Estado Social e dos amanhãs que cantam, acusando todos os críticos de serem vis “economicistas”: Transporte de doentes não urgentes deixa de ser pago a quem ganha mais do que o salário mínimo

 

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 11:22
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COLARINHO BRANCO!

A nacionalização do BPN vai custar muito caro aos contribuintes. Incluindo os fundos da Caixa Geral de Depósitos envolvidos no apoio ao banco, já há quase 5 mil milhões de dinheiro público.

 

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

Se houver uma injecção de capital de 500 milhões, a factura chega aos 5,3 mil milhões. Nem tudo é prejuízo, porque há algumas garantias, mas, pelos indicadores actuais, o buraco real a ser suportado pelos contribuintes será superior a 2 mil milhões.

Como revela hoje o CM, os activos tóxicos deste banco já somam três mil milhões. Pode haver hipótese de recuperar uma parte, mas a maioria desapareceu em negócios chorudos, autênticos crimes que vão ficar impunes. Há vários processos na Justiça. Oliveira e Costa esteve em prisão preventiva, não sendo o único responsável. Num país em que os protagonistas deste escândalo também tiveram poder para fazer leis que são praticamente inócuas para os crimes de colarinho branco, os principais suspeitos serão chamados a depor, vão pagar alguns milhares a advogados, mas, comparado com os milhões que roubam, este pequeno incómodo é uma insignificância.

Se um gang for apanhado a roubar 10 mil euros num banco arrisca 10 anos de cadeia. Se forem banqueiros, milionários e ex-políticos poderosos a burlar centenas de milhões não acontece quase nada. Portugal parece uma offshore legal para os crimes de colarinho branco.

publicado por luzdequeijas às 11:07
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POLÍTICA DA MAIS BAIXA

Seria interessante que o ministro falasse do papel, talvez criminoso, do seu camarada Constâncio

 

Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

 

O senhor ministro Silva Pereira, com os olhos brilhantes de indignação e a alma a sangrar, veio ontem garantir aos portugueses que o Governo do senhor engenheiro Sócrates não iria em circunstância alguma permitir o branqueamento da gestão criminosa do BPN.

O melhor é repetir para ninguém branquear a frase do braço-direito do chefe do Executivo: gestão criminosa. De quem? Claro que o socialista estava a falar de Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado de Cavaco Silva há vinte anos, de Dias Loureiro, ex--ministro e ex-conselheiro de Estado do actual Presidente da República, e de outras figuras ligadas ao PSD. Muito bem, senhor ministro da Presidência. Merece uma medalha qualquer, pode ser a da jarreteira, tanto faz.

Como as referidas criaturas ainda não foram julgadas, condenadas e obviamente a sentença ainda não transitou em julgado, é natural que o mesmo raciocínio possa ser, a partir de agora, aplicado aos figurões que andaram por aí a fazer imensas tropelias em diversas empresas públicas ou tuteladas pelo querido Estado. Pode começar-se pela ‘Face Oculta’, em que um bando de criminosos, na linguagem do ministro Silva Pereira, andou a roubar milhões e milhões de euros por conta de um sucateiro. E sabe quem são? Nada mais nada menos do que prestigiados socialistas, um dos quais Armando Vara, um amigo muito especial do seu querido mestre José Sócrates. Mas há mais. Conhece o caso Taguspark, em que um conhecido seu, Rui Pedro Soares, é um dos criminosos, sempre usando as suas palavras, com um processo nos tribunais? Mas há mais. Já ouviu falar no Freeport? Pois é, senhor ministro Silva Pereira.

Já toda a gente sabia que o desespero é muito mau conselheiro e que na política, feita por homens do seu gabarito, vale tudo. Os fins justificam tudo e mais alguma coisa, até a calúnia e o insulto. Também se sabe que o candidato do seu partido, à falta de outros argumentos, tentou atirar lama para cima do candidato Cavaco Silva com o caso BPN. Mas, já agora, seria muito interessante que o senhor ministro falasse do papel, provavelmente criminoso, de outro camarada seu, chamado Vítor Constâncio, em todo este miserável processo. O melhor é nunca atirar pedras quando os telhados já estão mais do que partidos, eventualmente por falhas graves nos projectos de construção. O melhor, em certas alturas da vida, é meter a viola no saco, assobiar para o lado e evitar, a todo o custo, fazer parte do lote dos que só sabem fazer políticas porcas. Os verdadeiros porcos da política.

publicado por luzdequeijas às 10:59
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SANTUÁRIOS EM PORTUGAL

http://lucy-natureza.blogspot.com/2010/04/santuarios-de-portugal.html

 

    clique acima

 

Santuário de N. Srª da Conceição da Rocha

Santuário N.Sra.Conceição da Rocha
História

Tudo começa em Maio de 1822, mais concretamente no dia 28, quando um grupo de rapazes que brincava na margem direita do rio Jamor - nessa época um canal navegável e de águas límpidas; junto ao Casal da Rocha, avista um melro e segundo a história ao tentarem apanhá-lo encontram um coelho que rápidamente passa então a ser perseguido.
Para tentarem apanhar o coelho, desobstruíram um buraco e, à medida que iam entrando, constataram que se tratava de uma gruta funerária com vestígios de ossadas humanas e lá encontraram, 3 dias depois, a 31 de Maio de 1822, uma pequenina Imagem reconhecida como sendo de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, ao que o povo acrescentou »da Rocha« por referência ao local.
A descoberta foi rápidamente divulgada e muita gente acorreu a ver a tal gruta e a prestar culto à Imagem encontrada.
Nessa altura, o nosso país encontrava-se numa situação económica e social grave e havia já várias décadas que se prolongavam os sofrimentos e infortúnios dos portugueses, pelo que, neste contexto, a Imagem de Nossa Senhora aparecida na Gruta da Rocha constituiu um sinal de esperança, aqui crescendo, em número e devoção, as preces dos portugueses à Protectora e Padroeira do Reino.
O rei D. João VI, por achar o lugar menos próprio para nele se efectuar o culto público à Imagem, mandou trasladar a mesma  para a Sé Patriarcal de Lisboa, ainda nesse mesmo ano, onde se manteve durante 61 anos.
Interior do Santuário
Tomás Ribeiro, homem de muita fé e influência na vida pública, ao passar umas férias de Verão em Carnaxide, tomou conhecimento da tristeza do povo por lhe terem levado a Milagrosa Imagem de Nossa Senhora.
Com os seus esforços, conseguiu devolver a Imagem ao povo desta zona, tendo ocorrido a sua trasladação da Sé Patriarcal de Lisboa para a Igreja Paroquial de São Romão de Carnaxide em 1883, onde veio a permanecer durante 10 anos até à conclusão da construção do Santuário.
O santuário cujo projecto é da autoria do arquitecto José da Costa Sequeira (sobrinho do grande pintor Domingos António de Sequeira) foi edificado entre 1830 e 1892, tendo sido inaugurado em 1893 - tem capacidade para 150 pessoas sentadas.
No dia da trasladação a Praia da Cruz Quebrada foi palco do desembarque da imagem que seguiu em procissão até Carnaxide. Finalmente, em 1893, concluiu-se a construção do Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha (o altar-mor situa-se por cima da gruta onde foi encontrada a Imagem), tendo sido para aí trasladada definitivamente a Imagem, numa cerimónia religiosa imponente, a qual contou com a presença da rainha D. Amélia, dos príncipes D. Luiz Filipe e D. Manuel, do Dr. Hintze Ribeiro (Presidente do Conselho) e mais entidades de relevo.
Actualmente a imagem encontra-se exposta numa peanha, na zona do altar-mor do Santuário.
A gruta que se encontra por debaixo do Santuário, está aberta ao público durante as festividades anuais, fazendo-se a entrada por uma modesta porta lateral que não deixa antever o seu interior - uma gruta do período terciário.
O Santuário da Rocha é um dos santuários marianos mais visitados da região de Lisboa e todos anos em Maio organiza festejos comemorativos da aparição, onde acorrem muitos devotos e visitantes.
O Santuário em termos de divisão administrativa da Igreja católica inclui-se na Paróquia de São Romão de Carnaxide, embora goze de autonomia e reporte directamente ao Cardeal-Patriarca de Lisboa.
Cabe á Irmandade de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, a responsabilidade de gestão do património.
Em termos de divisão administrativa do território nacional está geográficamente situado no actual concelho de Queijas, mas por tradição permanecerá sempre ligado a Carnaxide.
O Santuário está classificado como imóvel de valor concelhio, pelo Edital nº 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República, Nº 67, II Série, 19 de Março de 2004.
publicado por luzdequeijas às 00:17
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

VIVEMOS NA SOCIEDADE BIG BROTHER?

( ... )Por cá, ainda há bem pouco tempo tivemos um caso semelhante.

O SOL conseguiu obter em primeira mão documentação do processo Face Oculta, os seus jornalistas seleccionaram aquilo que consideraram de interesse público, esse material foi dividido em lotes e publicado com o enquadramento jornalístico que se considerou necessário para a compreensão do leitor.

Tal como sucedeu com o WikiLeaks, houve quem se indignasse com a publicação.

Mas será possível pedir aos jornais que têm acesso a documentação relevante para não a publicarem?

Não é possível: o papel dos jornais é publicar informação.

Podem discutir-se depois os critérios de selecção e publicação.

Pode questionar-se se determinado facto tinha ou não interesse público.

Pode questionar-se se o tratamento e o enquadramento jornalísticos foram bem ou mal feitos.

Mas essa é outra história.

No que respeita ao caso Face Oculta, por exemplo, o SOL seguiu um critério diferente do que tem sido usado no WikiLeaks: de um modo geral, não usámos opiniões de umas pessoas sobre outras, porque nos pareceu coscuvilhice de pouco interesse para o entendimento dos factos.

Mas, se é possível discutir isto, já parece impossível pedir aos jornais que não publiquem nada.

É contra a sua natureza.

Até aqui não parece haver grandes dúvidas.

E as opiniões que se têm manifestado a favor e contra a divulgação dos documentos têm mais que ver com as simpatias ou antipatias políticas dos opinadores do que com outras questões.

Alguém contestou a publicação pelo Washington Post dos documentos do caso Watergate?

Ninguém. E porquê?

Porque Nixon era um mal amado - e a esquerda (que é predominante na imprensa mundial) o detestava.

Tudo o que fosse para derrubar Nixon (ou, mais tarde, Bush) era legítimo.

E o mesmo aconteceu em Portugal: levantou-se a questão das violações do segredo de Justiça no caso Face Oculta, mas ninguém as condenou no caso BPN.

Porquê? Por razões políticas.

Há mais duas conclusões a tirar.

A primeira é que, com o desenvolvimento brutal dos meios tecnológicos, escândalos como o WikiLeaks serão cada vez mais frequentes.

A tecnologia serve para o bem e para o mal.

Estamos já na sociedade do Big Brother: somos vigiados pelas câmaras de vídeo nas ruas e nos estabelecimentos, sabem onde estamos através dos telemóveis (que são autênticas pulseiras electrónicas), controlam o que compramos através dos cartões de crédito, etc.

Os emails, as chamadas telefónicas e os sms são interceptados.

Já nada é secreto.

Bramar contra isto é lutar contra moinhos de vento.

Não tem qualquer utilidade.

A segunda conclusão a tirar é que mais uma vez se prova que as democracias são autofágicas.

Elas transportam dentro de si os instrumentos da sua própria destruição.

E colocam os regimes democráticos em situação de desigualdade em relação aos outros.

Porque é evidente que um caso destes, que atinge os Estados Unidos e os seus aliados, não poderia acontecer no Irão, na China ou mesmo na Rússia.

Assim, a nossa civilização vai-se fragilizando, corroendo por dentro, ficando à mercê dos seus inimigos.

E nós somos agentes dessa corrosão.

A transparência, que é um dos ex libris do mundo ocidental, acaba por voltar--se contra o nosso modo de vida, dando sucessivas cartas a quem o ameaça.

E isto não tem saída.

Não podemos impor as nossas regras aos outros - e não podemos travar este progresso que nos vulnerabiliza cada vez mais.

A democracia está à mercê dos próprios mecanismos que criou.

publicado por luzdequeijas às 17:18
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MEIA-VERDADE E MEIA-MENTIRA

Numa das muitas entrevistas que José Sócrates vem dando, a cada dia mais crente nas virtudes da propaganda, o primeiro-ministro contesta que o Governo tenha falhado, ultimamente, todas as suas previsões.

«Em 2009, temos um défice de 9,3% - que aumentámos de 2,7%, salvo erro -, mas há uma boa razão: é que tivemos a maior crise internacional dos últimos 80 anos», alega Sócrates.

Ora, esta justificação é apenas uma parte da verdade. Pois foram razões nacionais (a crise do nosso crónico endividamento, o despesismo do Estado e a falta de competitividade da economia) que levaram o défice português para valores bem acima da maioria dos parceiros da UE - e o nosso PIB para valores bem na cauda da lista europeia.

E foram razões político-eleitorais que levaram o Governo socialista a distribuir em 2009, ano de legislativas, generosas benesses, como aumentos de salários ou a descida do IVA - só admitindo que havia uma enorme derrapagem do défice já depois de realizadas as eleições.

Quanto ao igualmente problemático défice deste ano de 2010, o primeiro-ministro explica assim o recurso à receita extraordinária do fundo de pensões da PT: «Tivemos também uma despesa extraordinária chamada submarinos. Como compensaríamos os mil milhões de euros dessa despesa extraordinária sem recorrermos a uma receita extraordinária?». Ora isto é, mais uma vez, uma meia-verdade. O fundo da PT vai pagar os mil milhões dos submarinos, mas ainda sobram 1,7 mil milhões. Que vão servir para quê? Para encobrir muitas outras derrapagens extraordinárias.

Como o incontrolável buraco da Saúde. Onde as dívidas do SNS, dos hospitais-empresa, às farmacêuticas, etc., atiraram o défice para um nível alarmante. Que a ministra Ana Jorge recusa confirmar, mas não ousa desmentir. E, pela primeira vez desde há muitos anos, o seu Ministério da Saúde omitiu agora o valor do défice acumulado nos mapas que o Governo entregou no Parlamento para a discussão do OE.

Eis como se gere a política da meia-verdade. Ou da meia-mentira, como se quiser.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 17:11
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

FALHANÇO TOTAL

Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP considerou ontem que o Ano Europeu de Combate à pobreza e à Exclusão Social, que decorreu em 2010, foi um "falhanço total".

Correio da Manhã

publicado por luzdequeijas às 14:32
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LIVREM-NOS DESTA ALÇADA

Doentes oncológicos e grávidas estão impedidos de progredir na carreira docente. A "culpa" é da lei, mas não se deveria já ter feito outra?

Correio da Manhã

publicado por luzdequeijas às 14:29
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A MÁSCARA DE SÓCRATES

" Na sua mensagem natalícia, o primeiro-ministro mascarou-se de Madre Teresa de Calcutá e provou (se é que ainda tem alguma coisa para provar) que para ele e para o seu (des)Governo, Carnaval é sempre que um homem e um Governo quiserem! Em 2009, este mesmo governante terminou a sua mensagem dizendo que 2010 seria o ano da recuperação e afinal .... viu-se!"

António Carvalho - Gouveia

publicado por luzdequeijas às 14:21
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VERGONHOSO!

  

Chegámos à sarjeta
 

O mote foi dado por Defensor de Moura, o candidato que o PS lançou na corrida presidencial para ladrar às canelas de Cavaco Silva.

 

O homem cumpriu na perfeição o seu papel com insinuações, suspeitas e histórias caricatas sobre fados e barracas. Mas não ficou a falar sozinho.

Na sua peugada veio logo Edite Estrela, madrinha e amiga do senhor engenheiro relativo.

A senhora lembrou-se agora que há homens de bem e vem exigir transparência em nome de um conjunto de valores que deve ter lido em qualquer lado, à pressa e sem pensar um bocadinho que a lama ia cair, inteirinha, em cima dela e dos seus muitos afilhados socialistas.

É a vida e a história do PS. Puxa-lhe sempre o pé para a chinela, para a calúnia, para a infâmia.

Não há mesmo nada a fazer. Já chegámos à sarjeta.

 

 

COMENTÁRIO MAIS VOTADO

"Essa gente sempre esteve na sarjeta. O perfume do disfarce é que se está

a esgotar. Tresandam!"

a.marques

Diário da Manhã

publicado por luzdequeijas às 12:51
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

O FATINHO USADO

Opinião, por ZITA SEABRA in "Jornal de Notícias", 26.12.2010

O fato usado do presidente
 
Três dias antes do Natal, assistia calmamente ao Telejornal da RTP1 quando vi a grande notícia da noite. Entre os atentados em Bagdade e as agências de rating, uma voz off anuncia o que as câmaras filmam: o presidente da maior empresa pública portuguesa a levar dois saquinhos de papel com roupa usada e um brinquedinho (usado) para uns caixotes de cartão, cheios de coisas usadas para oferecer no Natal. Fiquei comovida. Que imagem de boa pessoa, que gesto bonito: pegar num fatinho usado do seu guarda-vestidos que deve ter uns 200 e num pequeno brinquedo de peluche, e depositar tudo no caixote de cartão para posteriormente ser redistribuído? À administração da empresa? 
Não, a notícia explica que é para oferecer aos pobrezinhos, que estão a aumentar com a crise. A RTP, Telejornal à hora nobre, filma o comovente gesto. Em off, o locutor explica o sentido dizendo que 
alguém vai ter no sapatinho um fato de marca. Olhando para os sacos de papel, percebe-se que esse alguém também receberá umas meias usadas e talvez mesmo uma camisa de marca usada.
 
Primeiro, pensei que estava a dormir e um pesadelo me fizera voltar ao tempo de Salazar, à RTP a preto e branco ou à série da Rita Blanco «Conta-me como foi».
 
Mas não, eu estava acordada e a ver o presidente da EDP no Telejornal da RTP 1 (podem ver o filme na net) posar sorridente para as câmaras, a levar um saquinho a um caixote, que não era de lixo, mas de oferta. 
Por acaso, estava à porta da EDP a RTP a filmar o gesto. Iam a passar e filmaram, certamente, porque para os pobres os fatos em segunda mão de marca assentam como uma luva. Um velhinho num lar de Vila Real vestido Rosa & Teixeira sempre é outra coisa. Ou o homeless na sopa dos pobres com Boss faz outra figura, ou o desempregado com Armani numa entrevista do fundo de desemprego... Mentalidade herdada do Estado Novo, foi a minha primeira análise, teorizando imediatamente que os ricos em Portugal, os que recebem prémios de milhões em empresas públicas e ordenados escandalosos e que puseram o mundo e o país como se vê, são os mesmos com a mesma mentalidade salazarenta. 
Mas nem é verdade, pois, mesmo nesse tempo, as senhoras do regime organizavam enxovais novos nas aulas de lavores do meu liceu para dar no Natal aos pobres que iam nascer.
 
Tantos assessores de imprensa na EDP, tantos assessores na Fundação EDP, milhões de euros gastos em geniais campanhas de marketing, tantas cabeças inteligentes diariamente pagas para vender a imagem do presidente da EDP, tudo pago a preço de ouro, e não concebem nada melhor do que mandar (!?) filmar, no espaço do Telejornal mais importante do país, um gesto indigno, triste, lamentável, que envergonha quem vê. Não têm vergonha? Não coraram? E a RTP que critérios usa no Telejornal para incluir uma notícia?
 
Há uns meses escrevi ao presidente da EDP e telefonei-lhe mesmo, a pedir ajuda da empresa para reparar a velha instalação eléctrica, gasta pelo uso e pelo tempo, de uma instituição, onde vivem 40 adultas cegas e com deficiências e que têm um dos mais ricos patrimónios culturais do país. A instituição recebeu meses depois a resposta: a Fundação EDP esclarecia que esse pedido não se enquadrava nas suas atribuições. Agora percebi. Pedia-se fios eléctricos, quadros eléctricos novos e lâmpadas novas. Devia-se ter escrito ao senhor presidente da maior empresa (pública) portuguesa, com os maiores prémios de desempenho, cujo vencimento é superior ao do presidente dos Estados Unidos, para que oferecesse uma lâmpada em segunda mão, que ainda acendesse e desse alguma luz. Talvez assim mandasse um dos seus motoristas, com um dos geniais assessores de imprensa e um dos fantásticos directores de marketing, avisar a RTP (a quem pagamos uma taxa na factura da luz) para virem filmar a entrega da lâmpada num saquinho de papel.
 
2011 anuncia-se um ano duro para os portugueses e sê-lo-á tanto mais quanto os responsáveis pelo estado a que se chegou não saírem da nossa frente!
 
Zita Seabra

 

publicado por luzdequeijas às 21:18
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PESCADORES DO RIO TEJO

OS TEMPOS VÃO A CAMINHO DO FIM DA PESCA PROFISSIONAL NOS RIOS

  

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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

A POBREZA NÃO IMPEDE A ALEGRIA

D. José Policarpo

O Cardeal-Patriarca de Lisboa apelou ao espírito solidário dos portugueses e pediu que se partilhe com os que menos têm, lembrando que «a pobreza não impede, necessariamente, a alegria».

«Esta crise pode suscitar, em cada um de nós, este espírito de solidariedade. Não olhemos só para aquilo de que nos privaram ou nos obrigaram a pagar mais; mas partilhemos generosamente o que temos com os que menos têm», referiu José Policarpo na sua mensagem de Natal.

O cardeal-patriarca deseja que as suas palavras sejam «um grito de esperança para Portugal, neste final de 2010 e início de 2011».

José Policarpo assume que «para muitos portugueses, para muitas famílias, este não será um Natal fácil», mas lembra que «há dois mil anos, a alegria daquele nascimento [de Jesus Cristo] não foi impedida pela pobreza da gruta». «A pobreza não impede, necessariamente, a alegria», defende.

O bispo acredita que, apesar de o estado da economia ser «condição para o crescimento da sociedade», «em momentos de especiais dificuldades, como o que atravessamos, as crises não encontrarão verdadeira solução se não pusermos o acento no Portugal cultural».

«É, pois, o momento de abraçarmos com coragem e determinação esta nossa identidade espiritual e cultural, de modo que nenhuma crise ou sofrimento as ponha em questão», refere.

publicado por luzdequeijas às 19:03
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ONDE PÁRA O ESTADO SOCIAL DE SÓCRATES?

SOBRE A SOLIDARIEDADE NÃO SOCIALISTA QUE ESTÁ A SURGIR 

— André Abrantes Amaral @ 12:03

Quem ande pelas ruas com olhos de ver repara que, embora muitos ainda esperem, a maioria já percebeu que o estado pouco ou nada pode fazer. Pouco ou nada pode fazer pelos pobres, poderá fazer pelos doentes e pela educação das crianças. Quem analise as contas públicas sem preconceitos e assombros ideológicos cedo compreenderá que o pior está para vir, quando a margem de redução das despesas for nula e implicar um recuo sério do estado na economia e no planeamento da sociedade. Há dois anos, podíamos ter cortado no investimento público e ainda nos poderíamos safar. Não foi isso que aconteceu, porque José Sócrates quis ganhar eleições e o PS brincar ao socialismo como se estivéssemos na Europa em pleno pós-guerra. Feito isto, agora pouco mais resta que cortar nas despesas sociais e no emprego público. Podia ter sido de outra forma? Podia, mas sem este primeiro-ministro.

Quem ande pelas ruas com olhos de ver repara que há uma mudança nas pessoas. O que se dizia há anos, sobre a compra de casa ser um péssimo investimento apenas justificado pela inexistência de um mercado de arrendamento, que convém poupar algum, partilhar uma parte e que a renúncia e a abnegação fazem parte da vida, já não é completamente posto de parte como sendo um enorme disparate. A mensagem de Natal do Cardeal Patriarca, quando diz que “a pobreza não impede a alegria”, é tão importante pelo seu conteúdo quanto pela recepção que teve. A mentalidade está a mudar e esta mudança traduzida em linguagem política obriga a uma adequação do discurso.

As pessoas estão prontas para o sacrifício a que obriga a perda do emprego e o corte dos salários. Mais preparadas estão para acolher um programa político que conte com elas para resolver os inúmeros problemas que a nossa sociedade atravessa. Será, pois, preciso criar instrumentos para tal. Um exemplo muito simples é na educação, onde o estado vai ter cada vez menos possibilidades para financiar tanta escola pública. Uma nova política adequada às novas mentalidades implica menos escolas públicas nos centros urbanos que permita o surgimento de mais escolas privadas e a concentração do apoio estatal a alunos que verdadeiramente precisam, quer nas cidades, por não terem dinheiro, quer nos espaços menos habitados, onde não existam escolas. Querem falar de descentralização? Façam-no, dando poder de escolha. Em 2011, ao invés de pedirem confiança, confiem. Receberemos todos de volta.

   

 

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MAIS UMA CONQUISTA DE SÓCRATES

Aborto: Hora de reabrir a discussão
Inserido em 27-12-2010 09:11


 
Os últimos dados estatísticos provam aquilo que para muitos era óbvio, antes de se alterar a legislação: três anos depois da despenalização do aborto em Portugal, o número de abortos está a crescer de forma assustadora.


Este ano, foram feitos, em média, 53 abortos por dia.

Na análise a estes números, o director de obstetrícia do Hospital de Santa Maria lamenta que as mulheres não tenham compreendido a lei e que não haja mais medidas de prevenção da gravidez.

A realidade é de tal modo assustadora, com os especialistas e defensores da lei a reconhecerem que a prática do aborto é hoje um método anti-concepcional, que só por si deveria levar os responsáveis a reconhecer o erro das teses que defenderam em 2007.

Diante de uma tragédia destas dimensões, o pior que se pode fazer é persistir no erro. Três anos depois, está na altura de se reabrir uma discussão que nunca foi feita de forma honesta. Os que em 2007 defenderam com tanto calor os direitos das mulheres não podem agora ficar calados diante das estatísticas que, em 2010, são reais, ao contrário dos números ilusórios que se debateram há três anos.




publicado por luzdequeijas às 18:35
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COM PASSAS E BOLOS.

 

  

A CONQUISTA DO PARAÍSO - VANGELIS

GUTERRES ENTRE AQUELES 2% DE PESSOAS QUE MAIS GANHAM NO MUNDO, DEPOIS DE TER CURSADO A "PARÁBOLA DOS TALENTOS"

A história da Carochinha
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES


Era uma vez uma carochinha que um belo dia andava a varrer a casa e encontrou uma moeda nova. Bem, não era propriamente uma moeda, mas apenas um papelinho, chamado Tratado de Maastricht, que dizia que, se ela se portasse bem, um dia podia ter a moeda única. A carochinha ficou muito contente, vestiu o seu melhor vestido e pôs-se à janela a cantar:


- Quem quer casar com a carochinha, que é formosa e bonitinha?


Passou por ali naquela altura um leão, chamado Cavaco, que disse: "Quero eu! Quero eu!" Mas o leão rugia muito alto, e garantia que para ter uma moeda única era preciso trabalhar, ter competitividade e vencer o desafio europeu. A carochinha respondeu:


- Ai que voz essa? Com tanto barulho não me deixas dormir! Contigo é que não quero casar!


O leão foi-se embora, voltando para a sua universidade, e a carochinha tornou a cantar:


- Quem quer casar com a carochinha, que é formosa e bonitinha?


Passou então um pato chamado Guterres, que disse "Quero eu! Quero eu!" O pato Guterres tinha uma viola e cantava muito bem sobre diálogo, coração, paixão da educação e outras coisas lindas. Foi então que veio a notícia de que a carochinha tinha sido aceite na moeda nova, o euro. Ficaram os dois muito contentes e, como estavam mesmo a planear casar-se, o pato comprou um grande caldeirão.


Durante um tempo os dois pareciam muito felizes mas, como o caldeirão tinha um furo, o pato gastava cada vez mais dinheiro para o encher e começaram a endividar-se nas mercearias das redondezas. A dívida externa da carochinha, que era de 8% do PIB quando o pato chegou, já ia nos 50%. Então o pato fugiu. Diz-se que foi cantar para a ONU, e de vez em quando ainda se ouvem as suas músicas na televisão.


A pobre carochinha, com a moeda única e a dívida do caldeirão a subir, foi de novo pôr-se à janela à procura de marido, cantando a sua canção. Nessa altura passou por ali o coelho Barroso, muito saltitão, que disse "Quero eu! Quero eu!"


Quando viu a situação, o coelho Barroso achou que a carochinha estava de tanga e começou a rugir como o leão. Só que agora, como de qualquer maneira não conseguia dormir de aflição por causa da dívida, a carochinha lá se conformou com o barulho, desde que se fizesse alguma coisa para resolver o buraco no fundo do caldeirão.


O coelho até tinha um outro bom plano, mas um belo dia passou por ali uma carochinha belga, muito bonita e muito rica. Ela e o coelho apaixonaram-se e fugiram juntos, deixando a carochinha outra vez sozinha com a moeda única e o caldeirão. E já voltou a pobre à janela e à sua canção.


Até que passou por ali o belo galo Santana, que cantava muito bem. Só que o pai da carochinha, que não gostava nada de galos, expulsou-o rapidamente e eles nem tiveram tempo de conversar.


Mais uma vez a pobre carochinha teve de regressar à sua janela e à sua canção, enquanto a dívida externa do caldeirão já ia nos 65% do PIB. Passou finalmente o José Ratão, que disse logo que resolvia tudo. Este não rugia, como o leão ou o coelho, nem cantava, como o pato ou o galo. O que ele fazia era falar. Falava, falava muito. Tinha imensas ideias excelentes. Dizia que a solução era o Simplex, as reformas da administração pública, Segurança Social e outras coisas, e até ia conseguir tirar do caldeirão grandes obras, como o TGV, aeroportos e auto-estradas, tudo em parcerias público-privadas baratíssimas.


A carochinha ficou apaixonada e decidiu casar-se depressa até porque, apesar da conversa do José, as coisas estavam cada vez pior. Não só a dívida já ia acima dos 100% do PIB, mas na aldeia falava-se de uma vizinha, a carochinha grega, também solteira e com um caldeirão ainda maior, a quem as mercearias já ameaçavam atirar ao lobo FMI. Mas o Ratão sossegou-a, garantindo que a culpa da situação era das agências de rating e que ele resolveria tudo com PEC. Só que, quando se debruçava no caldeirão para tapar o buraco com o terceiro PEC, caiu lá dentro.


Assim acaba a história da linda Carochinha que achou uma moeda e do seu José Ratão, que morreu cozido e assado no caldeirão e que deixará "bem cozido" um País.

 

publicado por luzdequeijas às 11:45
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OS COMENTÁRIOS DE SÓCRATES

"CADA PORTUGUÊS TRABALHA METADE DO MÊS PARA PAGAR IMPOSTOS AO ESTADO: TEMOS DE O EMAGRECER"

Luís Marques Mendes

publicado por luzdequeijas às 11:22
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010

CORTAR E PRODUZIR

Não basta cortar nos gastos
Inserido em 22-12-2010 08:36


 
Portugal conseguirá, este ano , ao que tudo indica, cumprir o anunciado défice de 7,3%. É uma boa notícia.


Mas os dados da execução orçamental , revelados esta semana, mostram que o preço a pagar por esse sucesso será bem maior do que o previsto em Janeiro.

Mesmo com as receitas fiscais a crescer quatro vezes mais do que o previsto, as despesas (sem juros!) em vez de crescerem abaixo dos 2% continuaram a crescer acima dos três. E este é o indicador que realmente avalia o esforço de contenção.

Contas feitas: Só em receitas fiscais o Estado conseguiu mais mil e quatrocentos milhões de euros e embora tenha investido menos 500 milhões do que anunciara só conseguirá cumprir a meta orçamental com recurso a quase dois mil milhões de receitas extraordinárias.

Este dado mostra bem como o pior está para vir. Incapazes de apertar dois pontos no cinto deste ano seremos obrigados no próximo a apertar quase três. Porque o défice terá agora de baixar para 4,6% e a somar ao corte nos salários o aumento dos impostos não poderá continuar a ser quase a única receita para o conseguir.

Mas mais importante do que assegurar que desta vez a despesa é mesmo para cortar seria garantir, na economia, novas fontes de crescimento. O país não pode continuar a comportar-se como um desempregado que tendo perdido as habituais fontes de rendimento primeiro desbarata as poupanças, e se endivida até ao limite de crédito para só então pensar em reduzir os gastos e chegado aí deprime-se com a respectiva sorte e não mais deixa de cortar… mergulhado na apatia e na depressão sem força para sair em busca de outro emprego.

Tal como as pessoas os países precisam de procurar criar riqueza e garantir o futuro ou estão condenadas ao empobrecimento e à fome. A culpa não é dos mercados.




publicado por luzdequeijas às 13:52
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A PARÁBOLA DOS TALENTOS


O Evangelho deste Domingo mete-nos em confronto com aquilo que fazemos dos dons recebidos. A responsabilidade que temos em mudar o mundo, em usar bem o que nos foi confiado.

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens.» A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu.”

Jesus, antes de partir, confiou-nos o seu maior dom, a sua própria vida. É este dom que somos chamados a partilhar com os outros, o dom da vida, segundo as nossas capacidades. É a vida de Jesus em mim que devo fazer render, que devo comunicar para o bem dos meus irmãos. É minha responsabilidade pôr a render este dom que me foi confiado. Deus tem uma confiança ilimitada em nós. Antes de nos pedir seja o que for, dá-nos muito mais.

“O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois.”

O amor que damos aos outros volta para nós em duplicado! Quanto mais damos mais recebemos! Não importa aqui a quantidade, o importante é dar gratuitamente, tal como gratuitamente se recebeu! É dar-se a si mesmo, segundo as suas capacidades e dons recebidos. Tal como a viúva do Evangelho que deu mais do que todos porque deu tudo o que tinha para viver, assim deve ser a nossa medida, dar tudo pelos irmãos, darmo-nos a nós mesmos! Empenharmo-nos pelo bem dos outros. É isto que tem valor aos olhos de Deus.

“Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.”

Aquele servo saiu dali e foi enterrar o seu tesouro na terra. Sabe que aquele tesouro não lhe pertence, mas não compreendeu que lhe foi confiado para o negociar, para o pôr a render, para o colocar ao serviço dos outros. Ou então, apesar de o saber, não foi capaz de vencer a sua preguiça, o seu comodismo, para o colocar ao serviço.
Que tesouro estou eu a esconder na terra? Será que hoje irei ser capaz de vencer a minha preguiça e o meu comodismo para me colocar ao serviço dos irmãos? Faz-me Senhor, em cada dia, sair de mim mesmo para me dar aos outros.

“Muito tempo depois, chegou o Senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco dizendo: «Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei.» Respondeu-lhe o Senhor: «Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu Senhor.» Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: «Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei.» Respondeu-lhe o Senhor: «Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu Senhor».”

Depois do tempo que nos é dado viver, virá o Senhor e nos questionará sobre o que fizemos do dom recebido. Que poderei ao responder? Eis, Senhor, correspondi ao teu amor, dando a vida pelos meus irmãos, multiplicando o amor que me deste, os dons que me confiaste coloquei-os ao serviço dos outros! Como ficaria contente o senhor, se assim fosse e, tal como a estes dois servos diria: “Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu Senhor”. De que estou à espera para pôr a render os dons que Deus me confia? É nos pequenos gestos de amor de cada dia que consiste a fidelidade ao amor que Deus me tem. Estejamos atentos às pequenas coisas para sermos mais felizes. A nossa recompensa é participarmos na alegria de Deus, sentir a sua presença em cada momento da nossa vida, haverá recompensa melhor?

“Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: “Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence”.

É a natureza da nossa relação com Deus que determina o nosso agir quotidiano. Este servo não compreendeu o amor de Deus, não esteve à altura da sua bondade. Viu Deus como um juiz e não como um Pai, por isso escondeu o seu dom, não o negociou, por medo. Os outros responderam ao amor com outro tanto amor e obtêm a plena alegria de Deus, este enterrou a própria vida debaixo da terra. Este servo nunca aceitou o dom que lhe foi feito, nunca aceitou a gratuidade do seu Senhor. Estarei eu à altura da bondade de Deus ou olho para Ele como um juiz, que me faz viver a vida com medo do seu juízo?

“O Senhor respondeu-lhe: «Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes.»”

Este servo já estava fora, antes de ser colocado fora. Estava fora porque nunca foi capaz de compreender a lógica do Amor e aniquilou-se a si próprio, porque se fechou ao amor de Deus. Fechou-se ao Amor e recusou-se a amar os outros, a dar a sua vida em prol dos outros. Quem assim faz não pode participar da alegria do Senhor. Este servo tornou a sua vida inútil, porque cruzou os braços diante do dom. Cada um de nós é responsável por tornar a sua vida um dom de amor, uma resposta ao amor que Deus nos dá em cada dia, quando assim não acontece ficamos na escuridão, nas “trevas”, ou seja, sem vida. Perdoa Senhor, por todas as vezes em que nos fechamos ao amor e tornamos a nossa vida inútil.
publicado por luzdequeijas às 13:11
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

TRADIÇÕES NATALÍCIAS

Presépio

 

http://natalnatal.no.sapo.pt/index.htm

clique acima

 

A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca e um jumento, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros. Os presépios são expostos não só em Igrejas mas também em casas particulares e até mesmo em muitos locais públicos.

 

Os primeiros presépios surgiram em Itália, no século XVI, o seu surgimento foi motivado por 2 tipos de representações da Natividade (do nascimento de Cristo): a plástica e a teatral. A primeira, a representação plástica,  situa-se no final do século IV, esta surgiu com Santa Helena, mãe do Imperador Constantino; da segunda, a teatral, os registos mais antigos que se tem conhecimento são século XIII, com Francisco de Assis, este último, na mesma representação, também contribui para a representação plástica, já que fez uma mistura de personagens reais e de imagens. Embora seja indubitável a importância destas representações da Natividade para o aparecimento dos presépios, elas não constituem verdadeiros presépios.

 

O nascimento de Jesus começou a ser celebrado desde o século III, data das primeiras peregrinações a Belém, para se visitar o local onde Jesus nasceu.

 

Desde o século IV, começaram a surgir representações do nascimento de Jesus em pinturas, relevos ou frescos.

 

Passados 9 séculos, no século XIII, mais precisamente no ano de 1223, S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente. Assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José. Com isto, o Santo pretendeu tornar mais acessível e clara, para s cidadãos de Assis, a celebração do Natal, só assim as pessoas puderam visualizar o que verdadeiramente se passou em Belém durante o nascimento de Jesus.

 

Este acontecimento faz com que muitas vezes S. Francisco seja visto como o criador dos presépios, contudo, a verdade é que os presépios tal como os conhecemos hoje só surgiram mais tarde, três séculos depois. Embora não considerado o criador dos presépios (depende do ponto de vista), é indiscutível que se o seu contributo foi importantíssimo para o crescimento do gosto pelas recriações da Natividade e, consequentemente, para o aparecimento dos presépios.

 

No século XV, surgem algumas representações do nascimento de Cristo, contudo, estas representações não eram modificáveis e estáticas, ao contrário dos presépios, onde as peças são independentes entre si e, desta forma, modificáveis.

 

É, nos finais do século XV, graças a um desejo crescente de fazer reconstruções plásticas  da Natividade, que as figuras de Natal se libertam das paredes das igrejas, surgindo em pequenas figuras. Estas figuras, devido à sua plasticidade, podem ser observadas de todos os ângulos; outra característica destas é a de serem soltas, o que permite criar cenas diferentes com os mesmas figuras. Surgem, assim, os presépios.

 

A característica mais importante de um presépio e a que mais facilmente permite distingui-lo das restantes representações da Natividade, é a sua mobilidade, o presépio é modificável, neste com as mesmas peças pode recriar-se os diferentes episódios que marcam a época natalícia.

 

A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini.

 

No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

 

De entre os presépios mais conhecidos, é de salientar os presépios napolitanos, estes surgiram no século XVIII, nestes podiam observar-se várias cenas do quotidiano, mas o mais importante era a qualidade extraordinária das suas figuras, só a título de exemplo, os Reis Magos eram vestidos com sedas ricamente bordadas e usavam jóias muito trabalhadas.

 

No que se refere a Portugal, não é nenhum exagero dizer que em aqui foram feitos alguns dos mais belos presépios de todo o mundo, sendo de destacar os realizados pelos escultores e barristas Machada de Castro e António Ferreira, no século XVIII. Para mais informações sobre os presépios em Portugal clique aqui.

 

Actualmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países europeus. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias.



publicado por luzdequeijas às 23:43
publicado por luzdequeijas às 17:22
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VALORES EM CRISE PROFUNDA

Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada

 

O simbolismo do nascimento, do fim de um ano e do princípio de outro, surge sempre envolto numa certa lógica de esperança, independentemente da dimensão – religiosa ou não – que se empreste a esta época. E é essa esperança que hoje falha, com todos os nossos valores em crise profunda. Nestes dias, somos obrigados a mergulhar no predomínio do económico, em deficits; ‘yelds’; ‘credit default swaps’ (CDS), deflação, dívida soberana e sacrifícios. Estamos transformados num mero elemento económico, reduzidos a entidades abstractas, máquinas de produção sem carne e nervos, conjunto abstracto de pessoas que têm de produzir. São as consequências do modelo vigente de uma desresponsabilização mais profunda.

A esquizofrenia institucional campeia e não há quem não experimente uma sensação de amargura e de angústia perante a indefinição do que nos espera e que, seguramente, não pode ser nada de bom, nem a curto nem a médio prazo. É que não se abre um admirável mundo novo com a probabilidade de destruição de um modelo que apontava para a justiça humana possível, mas valha a verdade que muito se fez para que se chegasse aqui e quase nada para o evitar, quando o desastre já se via e não apenas se adivinhava. Quanta irresponsabilidade dos que afirmaram que assim se preparava o futuro!...

A verdade é que o Futuro que se antevê faz-nos ter saudades de um passado recente, mas sem os excessos que nos levaram ao paradigma do Homem consumidor.

Mas esta época das Festas – Natal e Ano Novo – pode ser uma época ainda mais dura para alguns, aqueles que nada têm para festejar: para muitos dos que estão sós, a solidão acentua-se e para os que pouco ou nada têm, acentuam-se sentimentos de desigualdade e de injustiça, com excepções que nos fazem corar.

Nestes tempos de empobrecimento e retrocesso, mais solidariedade e combate às chagas sociais transformam-se num imperativo moral para cada um de nós, em que não são aceitáveis omissões ou quaisquer desculpas.

Que ao menos se venha a ganhar colectivamente em consistência, estruturação social e desenvolvimento sustentado e nem tudo terá sido perdido. Dito de outra forma, ainda podemos vir a ter mais com menos e a exibição do ter (que tantos arruinou) pode vir a ser substituída pelo ser. Assim, façamos as festas que importam.

publicado por luzdequeijas às 17:20
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AS MANHAS DO MONSTRO !

Correio da Manhã

As manhas do monstro

Está em curso mais uma operação de propaganda para enganar o pagode, os eurocratas de Bruxelas e, claro, os mercados.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

O guião e a realização estão a cargo das Finanças e os actores são os muitos gestores das muitas empresas do Estado. Ao todo vinte e três. A ideia inicial era reduzir os custos em 15 por cento. Esta semana entregaram os seus planos ao patrão. Mas alguns, como a querida RTP, confessaram que não conseguiam cumprir a ordem governamental e, com muito esforço, iam tentar fazer cortes de 10 por cento. Mesmo assim, o Ministério das Finanças fez saber que, para já, as poupanças atingiam os 224 milhões. Menos de meio submarino. Só podem andar a gozar com a tropa que os sustenta. É por estas e por outras que é urgente chamar o FMI. Para acabar com as manhas do monstro.

publicado por luzdequeijas às 12:20
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A BANCA PORTUGUESA

  Banca sobre pressão

Os bancos portugueses, ameaçados com nova descida nas notas de rating, sem poupança interna suficiente para financiar a sua actividade, enfrentam um grave problema de liquidez, porque os outros bancos internacionais, assustados com as notícias de Portugal e o risco de incumprimento do País, não lhes emprestam dinheiro.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

A única fonte tem sido a ajuda extraordinária do BCE. Felizmente, esta torneira não vai secar e a autoridade monetária até vai reforçar os empréstimos à Banca europeia, dando mais uns meses de oxigénio aos banqueiros portugueses.

O Banco Central vai conceder, a partir de hoje, empréstimos a três meses, no valor de 149,5 mil milhões de euros, à Banca europeia. A taxa de juro anual é de 1%, o que, no balanço dos bancos, tem um impacto fantástico, já que estas instituições emprestam ou investem em títulos a taxas muito mais elevadas. Todos os banqueiros sabem que esta ajuda a preço de saldo do BCE é provisória. Vão ter de resolver o problema do financiamento mais tarde ou mais cedo. Mesmo que a pressão financeira sobre o País seja atenuada e não haja necessidade de um resgate do FMI, os bancos vão ter de captar mais dinheiro por meios próprios. Quer através de emissões obrigacionistas, quer através de aumento de capital. Mas, com excepção da endinheirada elite angolana, o capital disponível para investir é coisa rara entre os principais accionistas da Banca portuguesa.

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:08
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NADA ESCAPA À DEVASTAÇÃO MORAL!


 

São vários anos de decadência moral .... !

 

Número de casamentos caiu

 

mais de 40% numa década

O número de casamentos celebrados em Portugal caiu mais de 40% entre 1999 e 2009, enquanto o número de divórcios triplicou face a 1990, refere o Anuário Estatístico divulgado pelo INE. As médias das idades das mulheres quer à data do primeiro casamento quer ao nascimento do primeiro filho foram sistematicamente aumentando desde 1990.
publicado por luzdequeijas às 11:47
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

PARTIDOS POLÍTICOS?

Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Tema
São fins dos partidos políticos:
a) Contribuir para o esclarecimento plural e para o exercício das liberdades e direitos políticos dos cidadãos;
b) Estudar e debater os problemas da vida política, económica, social e cultural, a nível nacional e internacional;
c) Apresentar programas políticos e preparar programas eleitorais de governo e de administração;
d) Apresentar candidaturas para os órgãos electivos de representação democrática;
e) Fazer a crítica, designadamente de oposição, à actividade dos órgãos do Estado, das Regiões Autónomas, das autarquias locais e das organizações internacionais de que Portugal seja parte;
f) Participar no esclarecimento das questões submetidas a referendo nacional, regional ou local;
g) Promover a formação e a preparação política de cidadãos para uma participação directa e activa na vida pública democrática;
h) Em geral, contribuir para a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e o desenvolvimento das instituições democráticas.
Confesso que da alínea a) à h), não encontro nada que se possa dizer que os partidos políticos portugueses cumprem o preceituado na lei. De resto, também os termos da lei não encorajam muito ao seu cumprimento. São vagos, e tão abrangentes que desencorajam quem, de si, já não tem muita coragem para tais tarefas. Demasiado idealistas e fora de época. O que está a dar ... é ir em frente . Abordar alínea por alínea, era bem capaz de fazer sono ao mais corajoso cidadão, principalmente, depois de ter recebido dois comentários do seguinte teor:
1- Não perca mais tempo a culpar os políticos, pois os que lá estão foram eleitos pelo povo. Ora, quem elege tal gente, torna-se à partida culpado de todo o desastre político em que temos no país?
Lá está, a culpa é do povo. Arranjar outro povo é um pouco complicado e, principalmente, leva muito tempo !
2- Não se canse, porque a tendência natural da situação política é, claramente, para piorar. Só depois de tudo estar de rastos, poderá haver uma mudança da situação actual e da mentalidade em geral. Assim, o melhor é começarmos todos a roubar, cada vez mais, de modo a apressar essa mudança.
Estas duas opiniões desmoralizam qualquer um. De facto, quando olho para a alínea b) e recordo o que este governo vai gastar em 2009, só em estudos e pareceres :
Ao gastar 167,7 milhões de euros em estudos, o actual Executivo corta cerca de 22 milhões de euros em relação ao orçamento de 2008 (inicial), mas em contrapartida - num total de 636,9 milhões de euros, planeia gastar mais 102 milhões de euros em trabalhos especializados, o que inclui também trabalhos de arquitectura ou engenharia da maior complexidade.”
Depois disto tudo gasto, ("faltam os “trabalhos a mais” ), revejo o primeiro-ministro Sócrates aos berros na televisão, exclamando que a oposição não apresenta propostas alternativas de governo. Fico ainda mais confuso! Se com todo este dinheiro GASTO, Sócrates só faz asneiras, como é que a oposição sem um tostão para comprar “ bandeirinhas “ e  encomendar estudos, pode fazer melhor ? Está tudo errado, mas os partidos como estão, só podem servir para os mesmos de sempre. Eles vão é rodando por muitos tachos! !
António Reis Luz
 



publicado por luzdequeijas às 19:45
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O ESTADO DO ENSINO

Um bom começo

 
“David Justino não pertence à seita «pedagógica» que de há vinte anos para cá governa a educação oficial. E digo «seita» de propósito , porque se trata de um grupo semi-religioso , inteiramente impermeável à realidade e à razão. A sua «fé» (aceite sem exame , como qualquer fé) assenta em três dogmas. Primeiro , que a escola deve ser , antes de mais nada , um instrumento de «equalização social». Segundo, que a escola deve substituir a sociedade e, em particular a família, para atenuar ou impedir a «reprodução» da injustiça. E, terceiro, que o aluno é soberano. Ensinar, estudar e aprender ocupam na doutrina um lugar secundário. O professor tem de ensinar , divertindo o aluno (como Rousseau recomendava) , e não pode, em princípio, distinguir - «discriminar» - entre quem estuda e aprende e quem voluntária e provocadoramente não estuda e não aprende. A indisciplina , o fracasso académico e actos quase criminosos (ou mesmo criminosos) , que se atribuem ao «meio» da criança, gozam de uma total impunidade : não se pune aqueles que, fora da escola, o seu «meio» já se encarrega de punir. Isto, evidentemente, acabou por transformar a chamada «comunidade educativa» num centro de ignorância e de violência. Embora ainda com uma vénia à ortodoxia (quanto a mim excessiva) , David Justino vai agora apresentar uma lei, que se destina a limitar a insânia reinante. A lei reforça os poderes dos professores , simplifica e acelera os procedimentos disciplinares (que uma burocracia bizantina efectivamente (anulava), introduz medidas «preventivas» (como a expulsão da aula) e «sancionatórias» (como a expulsão temporária ou definitiva da escola) e prevê a «perda de ano» por faltas. Por pouco que seja – e não é assim tão pouco- é um começo. Um bom começo”.  
 
 DN- Vasco Pulido Valente 30 Junho 2002


publicado por luzdequeijas às 19:37
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VOLTÁMOS ATRÁS

“ Ar fresco na educação “

 
Sempre que um novo ministro da Educação toma posse, nasce uma esperança. Uma esperança, ainda que ténue , na alteração radical daquilo que tem sido o Ministério da Educação nas últimas décadas , independentemente do Governo ou do ministro que o geriu. As primeiras declarações públicas de David Justino reforçam essa esperança. O novo responsável pela Educação disse, de facto, meia dúzia de coisas que, a serem aplicadas, não deixarão de ser importantes melhorias no sistema . Desde logo , falou na autoridade nas escolas , na autoridade dos professores , palavra e conceito que é preciso reintroduzir no léxico educativo . Depois , defendeu que não é necessária tanta especialização no ensino secundário- e menos ainda no básico, como é óbvio -, o que parece ainda do mais elementar bom senso. Disse ainda que não é a brincar que se aprende , mas sim a trabalhar, coisa que poderá arrepiar os cabelos a certos pedagogos que têm a mania que são modernos , mas que fica demonstrado pelo grau de insucesso escolar em que somos praticamente recordistas (além de que , como frisou o ministro , não é a brincar que se cria a necessária responsabilidade e ética dos trabalhos que serão necessários no futuro dos nossos jovens).   
(... )Disse ainda DJ que as ideias relativistas e pós-modernas que se infiltraram nos programas escolares são ,em boa parte, responsáveis pela inexistência de autoridade , de espirito de trabalho ou de cultura científica em muitas escolas de Portugal.
E, de facto se persistirmos , em conjunção com algumas teorias pretensamente inovadoras das ciências da educação (por sua vez influenciadas por uma sociologia bacoca) , em afirmar , por exemplo, que todos os saberes se equivalem, que tudo resulta de construções sociais, que não pode haver uma escala de valores definível , chegamos rapidamente à bambochata em que se tornou a educação. 
É um conjunto de ideias que mina a autoridade , que destrói a melhor tradição do conhecimento e que – em última instância – cria gerações de analfabetos sem referências nem valores.”            

Expresso   27 Abril 2002



publicado por luzdequeijas às 19:34
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VOLTÁMOS AO NADA

“Saber tudo acerca de nada “

 

Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada », mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados , o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas , provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades . Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada , mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina , uma operação aritmética simples , da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe .”        
 
                   Expresso   17 Agosto 2002
 


publicado por luzdequeijas às 19:30
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EDUCAÇÃO PÚBLICA MAIS CARA!

QUE A PRIVADA, QUE FICA SEM DIREITO A MAGALHÃES! "
SE SOMAREM OS CUSTOS DO MAGALHÃES, À PÚBLICA, DÁ UM ESCÂNDALO! !!!

“ Anjos da educação”

 

“ Um estudo recente da Comissão Europeia , apresenta de forma clara e inequívoca o que há muito se sabia: a qualidade da educação portuguesa é medíocre .
(... ) A qualidade da educação é medíocre de duas formas . Em primeiro lugar o produto do processo educativo é insuficiente. Por exemplo em competências como «leitura»,«matemática» , e «ciência» Portugal tem uma percentagem de estudantes com resultados insuficientes de 27,22 e 27 %.
Nenhum outro país tem resultados tão negativos em todos os indicadores e apenas a Grécia e o Luxemburgo se aproximam de nós . Em segundo lugar , combinando o PIB e os resultados das escalas de PISA , Portugal é o país que pior gasta no ensino. Por exemplo, o Estado português gasta cerca de 5,73% do PIB em educação e este valor está a subir. Na UE os gastos são de 5,03% e estão a descer.
Que razões há para esta situação de ineficiência no uso do dinheiro público na educação? Basicamente, recursos a mais e excessivamente remunerados . Por exemplo, Portugal paga aos seus professores salários relativos muito superiores a outros países,”                                 

Expresso    06 Julho   2002


publicado por luzdequeijas às 19:23
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NÃO DAR CONTINUIDADE FOI CRIMINOSO

“Educação mais transparente”

 

 “ O novo ministro da educação deu esta semana a sua primeira grande entrevista ao «Diário de Notícias”. David Justino um economista doutorado em sociologia , mostrou saber o que quer e para onde vai mais cedo que os seus pares , talvez por já ser «ministro-sombra» do PSD. E fê-lo de uma forma clara e sem grandes subterfúgios .
Os alunos do ensino básico vão deixar de passar com reprovação a mais de duas disciplinas. (... ) David Justino promete reintroduzir os exames do 9º ano até ao fim desta legislatura. Também quer desburocratizar os processos disciplinares e reforçar a autoridade dos professores. Mas, não aceita o abandono escolar, até porque é «ilegal».
Para o ministro «a educação não é só um direito: é um dever. O país não pode prescindir de valorizar o seu capital humano. É uma obrigação de todos, de cidadania.
Ao longo da entrevista , David Justino afirma que o anterior Governo tratou a Educação como «uma amante caprichosa, daquelas a quem se dá dinheiro para estar calada». Por isso se diz , «a situação está calma , mas o preço que se pagou foi o da desqualificação ». (... ) Diz que é preciso moralizar a situação , mas não adianta muito em relação à forma como o irá fazer. (... ) Porque não submeter todos os alunos, mesmo os do ensino recorrente aos mesmos exames? Por que não obrigar a que, como acontecia antigamente , todos os alunos dos colégios façam os seus exames em escolas oficiais? Afinal, pôr todos em igualdade de circunstâncias , pelo menos nos exames , é fácil e pode ser feito já este ano.”
 

Expresso 27/04/02


publicado por luzdequeijas às 19:17
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OS PORTUGUESES EMBARCARAM NA CONVERSA MOLE!

RENOVAÇÃO PRECISA-SE

 

“ SEDES DE RENOVAÇÃO “
 
“Naquele quarto andar da Duque de Palmela repetem-se as cabeças grisalhas , parcas em cabelos e certezas de um Portugal melhor . Mesmo assim , ali estão , como noutros tempos , dispostos a estudarem o pântano e sobre ele descobrirem uma réstia de fertilidade . Foi na passada terça-feira à noite que a Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social – voltou a organizar um debate desta vez sobre “ A situação política e económica nacional após as eleições autárquicas “ . Na mesa , António Barreto , Pedro Ferraz da Costa , e Rui Manchete , moderados por Rui Vilar . Entre todos alguns traços comuns , : a geração , a participação cívica , e uma certa lucidez que o desencanto , o humor e a inteligência favorecem . Sem grandes descobertas ou ideias luminosas a aflorarem, todos se interrogavam : Que resposta para tamanha paralisia ? “ Encontrar gente muito mais nova “ alguém entretanto acrescentou : “ É difícil que os partidos o façam “ .
Depois da perda do Ultramar , o País ainda não encontrou uma mística , um rumo , alguma coisa não preenchida com a sucedânea da Integração Europeia . O que fazer ? Esgotado o tempo do debate , uma voz firme ouve-se no fim da sala . Uma mulher . de talvez 40 anos , pede para falar . Apresenta-se Sofia Galvão , advogada , ali pela primeira vez porque se inscreveu na Sedes . Entre outras considerações ... prossegue :” Há um problema de captação de elites porque os partidos não querem fazê-lo . Querem manter a mediocridade em que se movem .As elites terão de vir de outras formas de apuramento como seja de organizações que a sociedade civil impõe à política . Como a Sedes “.
 
O INDEPENDENTE - 21-12-2001


publicado por luzdequeijas às 19:05
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JÁ VEM DO PÂNTANO

DIAGNÓSTICO CORRECTO
 

“ Um país de opereta”

 

“ Sem se perceber bem a origem do mal , o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro . Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte : do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão.A mediocridade banalizou-se , tornou-se normal. O mau gosto alastra .A honra das pessoas perdeu valor .(... ) Devo dizer , com toda a sinceridade , que não vejo maneira de mudar este estado de coisas.Não sinto que haja energia suficiente para inverter a situação. Há uma espécie de anomia, de conformismo, que puxa o país para baixo.
Perderam-se as referências . Já não se identifica a mediocridade , o mau e o bom gosto misturam-se , confunde-se a esperteza com a falta de carácter , a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num charco. A salvação já não é colectiva : é individual.” 
              
Expresso 21 Set. 2002    


publicado por luzdequeijas às 19:01
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TRISTE HERANÇA DESTE GOVERNO

"ENQUANTO se diz por aí que o Governo vai ser remodelado, Sócrates desmente, dizerndo que até agora nenhum governante lhe terá dito estar cansado. Este Governo só estaria cansado se tivesse governado de forma a não deixar chegar o País ao ponto a que chegou. Fome, miséria, corrupção, desemprego e desigualdades é a herança deixada por um Governo que sempre mentiu."

Rodrigo Alho - Castelo Branco

publicado por luzdequeijas às 12:33
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O FAMOSO ESTADO SOCIAL DE SÓCRATES

Segurança Social

67 mil com baixas falsas

Foram processados mais de meio milhão de subsídios por doença nos primeiros dez meses de 2010

 

 

Conheça mais pormenores na edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã'.

publicado por luzdequeijas às 12:29
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FISCO À MÃO ARMADA

As contas do Estado até finais de Novembro confirmam a triste realidade deste desgraçado País governado à esquerda por gente de esquerda ou com complexos de esquerda.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

 

O défice baixou à custa do aumento das receitas fiscais e do corte nos apoios sociais. O monstro continuou insaciável e, claro, a despesa não parou de subir. Num ano em que todos os países baixaram os seus custos, a bem ou mal, Portugal é a miserável excepção. O ministro Santos das Finanças não pode ou não quer controlar este escândalo. E se isto foi assim em 2010, imagine-se o que será em 2011. Este Governo relativo, liderado por um engenheiro relativo cada vez mais virtual, está a matar a economia e os indígenas. De forma criminosa, com sucessivos e devastadores assaltos fiscais à mão armada.

publicado por luzdequeijas às 12:13
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SACARAM MILHÕES

A Assembleia da República esperou três meses que o ministro das Finanças tivesse disponibilidade de agenda para ir à casa da democracia dar explicações sobre o caso BPN. Ontem, o ministro finalmente encontrou um buraco na agenda, mas só lá para dia 11. Claro, é compreensível, tem de passar o Natal em família, o Ano Novo com os amigos e tirar uns dias para preparar a complicada ‘rentrée’...

 

Por:Eduardo Dâmaso, director-adjunto

 

Este é, afinal, apenas mais um episódio do estado a que chegou o respeito pela política e pelo erário público em Portugal. O BPN é um caso de polícia desde o primeiro segundo. É um monstro que foi crescendo em surdina nos bastidores da República e nas sarjetas do PS e do PSD.

Um segredo de polichinelo que envolveu o mais puro gangsterismo financeiro. Gente que fazia negócios virtuais, gente que votou as leis que tornam impossível qualquer investigação contra si própria, gente que esteve nos mais altos lugares políticos e económicos do País, gente que sacava milhões de malabarismos contabilísticos é gente que acaba a beneficiar da incapacidade do actual Governo em travar um ‘buraco’ insaciável. Se isto não é um assunto da maior urgência política, então o que será? Se isto não é questão que obriga um Governo a um patamar mínimo de decência, então onde paramos? Se isto não obriga os candidatos presidenciais a uma discussão, então para que servem?

publicado por luzdequeijas às 12:05
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A POUPANÇA NACIONAL

POUCA VERGONHA (I)
Teixeira dos Santos decidiu aumentar a remuneração dos Certificados de Aforro
Manuel de Almeida - Lusa
                      
27 Fevereiro 2009 - 23h16
Aforro: Governo aumenta limite de subscrição para 250 mil euros

Certificados dão mais dinheiro

Depois de ter penalizado os Certificados de Aforro no início de 2008 (ao fechar a série B e ao criar uma nova série, a C, menos rentável para os particulares), o Governo vem agora ‘cativar’ a poupança das famílias, atribuindo um prémio de 0,75% a quem subscrever aquele instrumento de poupança. Garante ainda que, no prazo de 10 anos que dura a aplicação, as regras não poderão ser mudadas em prejuízo dos aforradores.

O Executivo justifica esta decisão com a queda permanente das taxas Euribor (que ontem atingiram 1,825% a três meses. A taxa de referência para remuneração dos certificados) e o reforço da garantia dos depósitos bancários até ao montante de 100 mil euros.

A alteração agora decidida será aplicável aos novos Certificados de Aforro que sejam subscritos a partir de amanhã. Relativamente aos certificados já subscritos antes desta data, a nova fórmula é aplicável a partir do próximo período de contagem de juros.

Segundo contas feitas pelo CM, se somarmos a melhoria da fórmula de cálculo dos juros (mais 0,5%) com a melhoria do prémio de permanência em 0,25%), uma subscrição de 5000 euros em certificados terá um ganho anual acrescido de 37,5 euros. No final da aplicação são mais 375 euros em juros. No caso de uma aplicação de 10 mil euros, os ganhos são de 75 euros por ano e 750 no final da aplicação.

Cerca de 700 mil portugueses têm as suas poupanças aplicadas neste tipo de instrumento financeiro, que é um dos mais caros para o Estado. De acordo com dados de Julho de 2008, os Certificados de Aforro das séries A e B, com o prémio de permanência, tinham nesse mês a taxa de 4,97%; e a série B, no mesmo mês, tinha uma taxa de 4,79%.

Em relação às emissões da série C, a taxa de juro anual em vigor no trimestre corrente da contagem de juros tem vindo a descer. No início de 2008, a remuneração era de 2,926%. Em Fevereiro de 2009 era de 1,736%. Com a medida ontem anunciada, a remuneração vai subir para 1,874% já a partir do dia de amanhã.

JUROS MAIS BAIXOS DE SEMPRE NO CRÉDITO À HABITAÇÃO

As taxas Euribor iniciaram um movimento de forte descida em Outubro passado mas só em Janeiro esta tendência se reflectiu de forma plena nas prestações de crédito à habitação dos portugueses. As taxas Euribor estão a baixar desde Outubro, reflectindo as descidas de juros efectuadas pelo Banco Central Europeu e as expectativas de novo corte já em Março. Esta antecipação levou as Euribor a quebrar a fasquia dos 2% neste mês. Um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,7%, vai passar a pagar 402,91 euros com a próxima revisão.

PORMENORES

REEMBOLSO

No final da aplicação (10 anos) os valores são creditados na conta do aforrador (aquando da primeira subscrição é obrigatório indicar o NIB).

CRIAÇÃO

Foi no consulado de Oliveira Salazar que foram criados os Certificados de Aforro. A 30 de Dezembro de 1960, o ministro das Finanças, Manuel Pinto Barbosa, criou aquele instrumento, para captar a poupança das famílias e financiar o Estado.

IMPACTO NA POUPANÇA (Majoração dos juros em 50 pontos-base)

 

5.000 (10 anos)

5.000 (10 anos)

10.000 (10 anos)

10.000 (10 anos)

ANO

Regras antigas 

Novas regras 

Regras antigas  

Novas regras 

2.º 

 0,25

0,50 

0,25 

0,50 

3.º 

 0,50

0,75 

0,50 

0,75 

4.º 

0,75 

1* 

0,75 

1* 

8.º 

1,25 

1,25 

9.º 

1,5 

1,5 

1,5 

1,5 

10.º

2,5 

2,5 

2,5 

2,5 

* do 4.º ao 7.º ano

 

GANHO COM AS NOVAS REGRAS

 

Miguel Alexandre Ganhão



publicado por luzdequeijas às 11:50
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O IDEÓLOGO DO DESASTRE NACINAL

LEMBRAM-SE ?

O curso do discurso


Segundo alguns órgãos de comunicação social, a grande novidade do discurso de António Guterres na Doca de Faro teria sido o anúncio da sua candidatura às próximas eleições legislativas. Se assim foi, trata-se, em primeiro lugar de uma novidade sabida e, em segundo lugar, da única novidade desvendada em todo o discurso.
Na verdade, é difícil acreditar que alguém estivesse à espera de Guterres ir à Doca de Faro anunciar a sua intenção de avançar para a presidência da Comissão Europeia e também não se afigurava credível a hipótese de o líder do PS omitir essa questão no seu discurso. Ou seja: o que era previsível, inevitável mesmo, foi o que aconteceu. De resto, o curso do discurso foi o previsto e esperado: o engenheiro Guterres não disse nada de novo. Repetiu-se na super valorização da política de direita que tem vindo a praticar e na exposição das qualidades e virtudes do seu governo. Ao fim e ao cabo, repetiu-se e repetiu, na Doca, o que o então Primeiro Ministro Cavaco Sikva disse, repetidas vezes, no Pontal.

Foi assim que ouvimos pela enésima vez as referências à "confiança", ao "desenvolvimento", à "solidariedade", à "estabilidade" e assistimos, até, à insólita repescagem do mais que estafado "pelotão da frente". Foi assim, igualmente, que ouvimos o Primeiro Ministro discorrer sobre uma realidade virtual, sobre um país que só existe no seu discurso. Foi assim que ouvimos o engenheiro Guterres falar de Portugal como se Portugal não fosse, na União Europeia, o país onde os salários são mais baixos, onde o salário mínimo nacional é o mais baixo, onde as pensões e reformas são as mais baixas - como se Portugal não fosse, na UE, o país onde é maior o fosso entre ricos e pobres, e como se esta realidade não resultante da política de direita que quer o Ps quer o PSD têm vindo a praticar.
Neste discurso a dois que já entrou na sua segunda década e que tem, como traço comum essencial, complementar o auto elogio com a solene afirmação de fé de que "é preciso fazer ainda mais e melhor", talvez Guterres tenha superado Cavaco no número de referências a esta seguna parte. O que em nada favorece, antes pelo contrário, o actual Primeiro Ministro.

Como para Cavaco, também para Guterres a "estabilidade" é uma espécie de menina dos olhos - significando tal coisa para ambos terem as mãos livres para fazerem o que quiserem.
É uma evidência que as repetidas alusões de António Guterres à "estabilidade", estão a anos luz de distância do pressuposto de que a verdadeira estabilidade é a que decorre da resolução dos problemas e dos anseios da maioria dos portugueses e do respeito pelos seus direitos e interesses. Na realidade, quem se prepara para avançar com avançar com alterações à legislação laboral que configuram uma das maiores machadadas de sempre nos direitos dos trabalhadores, pensa numa determinada "estabilidade": numa "estabilidade" ao serviço do grande capital, numa "estabilidade" que permita ao grande patronato intensificar a exploração dos trabalhadores. Da mesma forma que quem avança com um processo de privatizações que entrega aos grandes grupos económicos, a preços de saldo, todas as empresas públicas rentáveis, em muitos casos utilizando métodos e práticas de mais que duvidosa transparência - é nessa "estabilidade" que está a pensar.
Assim, a "estabilidade" invocada pelo engenheiro Guterres é, acima de tudo, um semear de ventos que, mais tarde ou mais cedo, o obrigarão a colher as inevitaveis tempestades.

A total ausência de novidades - sempre em similitude com o discurso laranja - ficou igualmente patente na abordagem do Primeiro Ministro à questão do Orçamento de Estado. Ouvindo-o, no sábado passado, dir-se-ia estarmos a ouvi-lo há um , há dois, há três anos. "Não dramatizando", como é seu hábito, ameaçou que, caso se forme na Assembleia da República uma "coligação negativa que desvirtue a proposta governamental", "vai mesmo dramatizar". Se assim for, "que cada um assuma as suas responsabilidades" - desafiou, dialogante e conciliador. E sempre sem "dramatizar", sempre garantindo que "não faremos chantagem com os portugueses", considerou que "é legítimo exigir que os três partidos da oposição, tão diferentes entre si, não façam uma coligação negativa para desvirtuar a Orçamento de Estado", lembrando que na discussão dos orçamentos de 96, 97 e 98 "tivemos oportunidade de provocar uma ruptura, as sondagens davam-nos maioria absoluta, e não o fizemos"...
É claro que Guterres sabe que a aprovação do Orçamento de Estado - hoje como no passado - é tarefa da exclusiva responsabilidade dos partidos defensores da política que esse Orçamento serve, oe seja, do PS, do PSD e do PP. E sabe também que o PCP nunca foi nem será ajudante de um governo - seja ele laranja, ou rosa, ou de qualquer outra cor ou mistura de cores - que aplique essa política de direita.

Finalmente, e pensando bem ... novidade, mesmo novidade, houve uma na Doca de Faro: a substituição de Vangelis por Quim Barreiros como referência musical do PS. O seu a seu dono.



publicado por luzdequeijas às 11:44
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A TAMPA DO RALO

 

Há sempre uma explicação : 

 

Eis a explicação para a situação do nosso país!!!! 
 

Durante uma visita a um Hospital de loucos,

 

 

 

Sócrates pergunta ao director qual o critério para definir se um paciente está curado ou não.

    - Bem, diz o director, nós enchemos uma banheira e oferecemos uma colher de chá e uma chávena, e pedimos para esvaziar a banheira.

   - Entendi, diz Sócrates, uma pessoa normal escolhe a chávena, que é maior.

   - Não, responde o director, uma pessoa normal tira a tampa do ralo... 
  
  

publicado por luzdequeijas às 11:36
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O ESPÓLIO DA GOVERNAÇÃO SÓCRATES

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Assunto: PEDIDO DE AUMENTO

 

O jovem empregado vai à sala do patrão:

 
- Senhor director, vim aqui para lhe pedir um aumento. E adianto já, que há quatro empresas atrás de mim. 
O patrão, com medo de perder o talento promissor, dobra-lhe o salário.
As empresas só valorizam os funcionários quando eles recebem outras propostas...
- Mas mate-me uma curiosidade, meu rapaz. Pode dizer-me quais são essas quatro empresas?
- Sim, senhor.
 
A da luz, a da água, a do telefone e o meu banco!!!

 



publicado por luzdequeijas às 11:22
publicado por luzdequeijas às 11:32
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SER POLÍTICO É ISTO

DEPOIS, A IDEOLOGIA JÁ É OUTRA COISA

 

 

SANTO NATAL

 

Gente de outro calibre ... 


 

Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.  
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.

 (Eu já não pedia tanto mas, na presença de exemplos destes, pergunto-me como foi possível regredirmos tanto e descermos tão baixo!!!)

publicado por luzdequeijas às 11:20
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

A GALINHA COME PÃO-de-LÓ?

SUSTENTAR GALINHA AO PREÇO A QUE ESTÁ O PÃO? COITADO DO DONO!

 

Pela primeira vez em Portugal o Pão e o leite, que nem o ditador Salazar aumentava, tendo em conta que era o comer dos pobres, aumentaram, foram várias vezes aumentados, nos governos de SÓCRATES!

 

O Homem e a Galinha

Era uma vez um homem que tinha uma galinha.
Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro.
O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
– Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha.
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha.
Dava pão-de-ló, dava até sorvete.
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo todo com a galinha?
Nunca vi galinha comer pão-de-ló…
Muito menos sorvete! Vai que a mulher falou:
- É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim! – o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha.
E a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão!
A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim. – respondeu o marido.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha.
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo de dar milho pra galinha?
Ela que cate o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim – o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal.
Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Um dia a galinha encontrou o portão aberto.
Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.

publicado por luzdequeijas às 15:22
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DEBATE NAS PRESIDÊNCIAIS

( ... )  A primeira discussão versou o ataque à pobreza. O presidente da AMI apresentou-se como alguém que sabe o que é a miséria, dizendo que Lopes era um «teórico» no assunto.

«Já viu uma criança correr atrás de uma galinha para tirar o pedacito de pão que levava na boca?», perguntou. Lopes disse que sim. «Eu conheço a pobreza e a imagem da galinha», garantiu, acrescentando que «ir descalço para a escola» era outra recordação da sua juventude. ( ... )

publicado por luzdequeijas às 15:04
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ENGENHEIRO DE LATA

As autarquias têm as cantinas escolares abertas nas férias de Natal para darem uma refeição quente a muitas crianças.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

 

O Banco Alimentar contra a Fome já não tem mãos a medir para apoiar instituições que dão de comer a novos e velhos. O número de pobres não pára de aumentar e o flagelo vai agravar-se em 2011, com mais desempregados e gente que não recebe qualquer subsídio do Estado. É evidente que a rapaziada de esquerda odeia falar desta realidade. À falta de uma censura forte e eficaz, insultam quem põe o dedo na ferida e não se cala. Agora foi a vez de Cavaco Silva ser atacado pelo vendedor de ilusões e pacotes vazios a Bruxelas, o senhor que anda sempre com a boca cheia de Estado Social. Um artista, um verdadeiro engenheiro relativo feito de muita lata.

publicado por luzdequeijas às 14:14
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ERRO ALEGRE DO BLOCO

Manuel Alegre foi protagonista de dois episódios relevantes na sua longa carreira política. O primeiro foi o discurso decisivo da Aula Magna num congresso socialista em que a ala esquerda atacava Soares.

 

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

O segundo foi a sua candidatura há 5 anos à Presidência da República, à revelia do PS, em que obteve mais votos do que o candidato oficial do partido, precisamente o seu antigo amigo Mário Soares. Agora, o poeta candidata-se com o apoio do seu partido e do Bloco de Esquerda, que há cinco anos apresentou Francisco Louçã, humilhado na contagem de votos pelo poeta.

O apoio a Manuel Alegre foi um erro estratégico do Bloco. Apoiado pelo partido do Governo que gere a maior crise económica desde que Salazar tomou conta das Finanças e do País, Alegre parece o vento da sua trova: "Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça, o vento nada me diz."

Quando há 700 mil desempregados, 300 mil jovens sem esperança que não estudam nem trabalham, a classe trabalhadora perde o abono de família, a Função Pública sofre um brutal corte nos salários, o custo dos bens administrativos sobe várias vezes mais do que a inflação prevista, Alegre está politicamente calado.

Por sua vez, Sócrates perderá novamente as eleições presidenciais, mas à conta da boleia de Alegre silencia durante a campanha eleitoral a incómoda oposição do Bloco.

publicado por luzdequeijas às 14:07
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ESTADO SOCIAL MORIBUNDO ?

Discurso directo

“O Serviço Nacional de Saúde está moribundo”

Carlos Santos, Presidente do Sindicato Independente dos Médicos, falou ao CM sobre o aumento de pedidos de reforma

 

Por:Sónia Trigueirão

 

Correio da Manhã – Como comenta o aumento dos pedidos de reforma antecipada de médicos?

Carlos Santos – Tem que ver, sobretudo, com o estado em que está o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O SNS está moribundo e há um desencanto total dos médicos, principalmente dos mais velhos. Preferem abraçar outros projectos mais aliciantes, não pelo dinheiro, mas do ponto de vista estritamente profissional. ( ... )

publicado por luzdequeijas às 14:02
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ATÉ AS PROSTITUTAS FOGEM

Exclusivo CM

PROSTITUTAS FOGEM DA CRISE 

NEGÓCIO DA PROSTITUIÇÃO ESTÁ A REGISTAR 

QUEBRAS  SUPERIORES A 40 POR CENTO - HÁ

MUITOS CLIENTES MAS MENOS DINHEIRO ( ... )

publicado por luzdequeijas às 13:27
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AS 50 MEDIDAS

A nossa cultura tem muito da matriz judaico-cristã; por isso, a cabala tem aqui lugar! O três, o cinco, o sete, o onze, por exemplo. O inestimável engº Pinto de Sousa retomou-a, e em grande, não se contentando com os pequenos números. Escolhe 50. As 50 medidas para salvar a Economia. Em pouco mais de uma semana, ressurge a visão salvífica da Pátria, através da qual o seu Governo lança mão de um novo pacote. Não foi preciso muito tempo para as preparar, nem um grande debate para as avaliar.

O que interessava era apresentar 50 medidas. E quais? Para quê? Mistério. No Natal que atravessamos, nada melhor do que lhe colar a categoria de mistério. Mistério mais cabala, só faltam os Reis Magos, e o engº Pinto de Sousa até dirá que a Salvação está próxima! Quando se reconhece a imperiosa necessidade de recriar ou consolidar uma economia, convocam-se os especialistas, os empresários, as associações, as universidades, os estudiosos, e, em conjunto, debatem-se conceitos, ideias e estabelece-se um plano de acção.

A Finlândia fê-lo quando a URSS se volatilizou e ela deixou de ser o parceiro privilegiado ocidental para as transacções comerciais. A Nova Zelândia fá-lo há duas décadas. A Islândia que abriu falência há quase ano e meio fê-lo no meio da tempestade financeira. O Portugal do engº Pinto de Sousa não precisa dessa reflexão alargada a todos os intervenientes. Em uma semana, curiosamente antes do Conselho Europeu, pensa, avalia e decide. E, em boa verdade, assim tem de ser! Dizer o quê? Não era isso que interessava; não era ajudar a economia que contava, mas apenas "épater l’Europe", fingir que estávamos alertados e capazes de fazer o nosso trabalho doméstico.

Estamos numa fase de fingimento e incapacidade. O Governo finge que cumpre o que deve aos portugueses. Lança 50 medidas, quer injectar na economia 5 mil milhões de euros, cria apoios públicos de 50 milhões de euros às empresas de exportação, lança 50 mil estágios profissionais para pessoas, promove 50 mil entrevistas e ofertas de emprego. O cinco é o ‘fetiche’ do engº Pinto de Sousa. Finge perante credores e exterior que está em cima do problema. Mas é incapaz de os abordar com seriedade e eficiência.

Deixa derrapar as contas públicas e não lhes põe cobro. Mas tudo isso é-lhe secundário; o essencial é mostrar que faz. Até quando vai ele fingir? Porventura quando se se perceber que o exercício de 2010 não apresenta os resultados que devia! Nessa altura, percebem-se o logro, a mistificação, a impotência. E então não será necessário a luz que no Natal desce sobre Belém, basta constatar a verdade das coisas.

 

Angelo Correia

publicado por luzdequeijas às 13:22
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MENSAGENS DE NATAL

DE:

 

Dezembro 21, 2010

Fruta da época

Filed under: Blogosfera — ruicarmo @ 13:00

Mensagens de Natal de José Sócrates, Paulo Campos, António Mendonça, Manuel Alegre, Edite Estrela, Julian Assange e Pedro Abrunhosa.

Gasóleo mais caro 4 cêntimos graças a agravamento fiscal

André Azevedo Alves @ 11:59

Porreiro, pá: Gasóleo vai subir quatro cêntimos no início de Janeiro

O gasóleo vai subir cerca de quatro cêntimos logo nos primeiros dias do novo ano. Este é o resultado do agravamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), de dois pontos percentuais, que se reflecte numa subida do preço dos combustíveis em geral na ordem dos dois cêntimos por litro. Mas os portugueses vão ter ainda de acomodar um outro aumento, que se prende com o fim da isenção fiscal parcial de imposto sobre produtos petrolíferos para o biocombustível incorporado no gasóleo rodoviário, além da subida do petróleo no mercado internacional.

(via Blasfémias: Presentes de Natal)

publicado por luzdequeijas às 13:15
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A GESTÃO DE SÓCRATES

 
Clima económico, investimento e consumo caem na ponta final de 2010
Os indicadores de clima económico, do consumo privado e do investimento registaram evolução negativa nos últimos dois meses, revela o relatório com a "Síntese Económica de Conjuntura Novembro de 2010", divulgado esta terça-feira pelo INE.
 
publicado por luzdequeijas às 13:03
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

UM SIMBÓLICO PRESÉPIO

 

APresépio

 http://natalnatal.no.sapo.pt/index.htm

clique acima

 

A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca e um jumento, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros. Os presépios são expostos não só em Igrejas mas também em casas particulares e até mesmo em muitos locais públicos.

 

Os primeiros presépios surgiram em Itália, no século XVI, o seu surgimento foi motivado por 2 tipos de representações da Natividade (do nascimento de Cristo): a plástica e a teatral. A primeira, a representação plástica,  situa-se no final do século IV, esta surgiu com Santa Helena, mãe do Imperador Constantino; da segunda, a teatral, os registos mais antigos que se tem conhecimento são século XIII, com Francisco de Assis, este último, na mesma representação, também contribui para a representação plástica, já que fez uma mistura de personagens reais e de imagens. Embora seja indubitável a importância destas representações da Natividade para o aparecimento dos presépios, elas não constituem verdadeiros presépios.

 

O nascimento de Jesus começou a ser celebrado desde o século III, data das primeiras peregrinações a Belém, para se visitar o local onde Jesus nasceu.

 

Desde o século IV, começaram a surgir representações do nascimento de Jesus em pinturas, relevos ou frescos.

 

Passados 9 séculos, no século XIII, mais precisamente no ano de 1223, S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente. Assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José. Com isto, o Santo pretendeu tornar mais acessível e clara, para s cidadãos de Assis, a celebração do Natal, só assim as pessoas puderam visualizar o que verdadeiramente se passou em Belém durante o nascimento de Jesus.

 

Este acontecimento faz com que muitas vezes S. Francisco seja visto como o criador dos presépios, contudo, a verdade é que os presépios tal como os conhecemos hoje só surgiram mais tarde, três séculos depois. Embora não considerado o criador dos presépios (depende do ponto de vista), é indiscutível que se o seu contributo foi importantíssimo para o crescimento do gosto pelas recriações da Natividade e, consequentemente, para o aparecimento dos presépios.

 

No século XV, surgem algumas representações do nascimento de Cristo, contudo, estas representações não eram modificáveis e estáticas, ao contrário dos presépios, onde as peças são independentes entre si e, desta forma, modificáveis.

 

É, nos finais do século XV, graças a um desejo crescente de fazer reconstruções plásticas  da Natividade, que as figuras de Natal se libertam das paredes das igrejas, surgindo em pequenas figuras. Estas figuras, devido à sua plasticidade, podem ser observadas de todos os ângulos; outra característica destas é a de serem soltas, o que permite criar cenas diferentes com os mesmas figuras. Surgem, assim, os presépios.

 

A característica mais importante de um presépio e a que mais facilmente permite distingui-lo das restantes representações da Natividade, é a sua mobilidade, o presépio é modificável, neste com as mesmas peças pode recriar-se os diferentes episódios que marcam a época natalícia.

 

A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini.

 

No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

 

De entre os presépios mais conhecidos, é de salientar os presépios napolitanos, estes surgiram no século XVIII, nestes podiam observar-se várias cenas do quotidiano, mas o mais importante era a qualidade extraordinária das suas figuras, só a título de exemplo, os Reis Magos eram vestidos com sedas ricamente bordadas e usavam jóias muito trabalhadas.

 

No que se refere a Portugal, não é nenhum exagero dizer que em aqui foram feitos alguns dos mais belos presépios de todo o mundo, sendo de destacar os realizados pelos escultores e barristas Machada de Castro e António Ferreira, no século XVIII. Para mais informações sobre os presépios em Portugal clique aqui.

 

Actualmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países europeus. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias.

publicado por luzdequeijas às 23:43
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MAIS UM NATAL

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
UM MUNDO NOVO
 

Vai surgir deste novo século, forçosamente, e trará de volta uma nova ordem social e política. Porque com ele serão, finalmente repostos, o respeito e os tradicionais valores humanos.

Representará esta conquista uma vitória contra o crime organizado, a criminalidade económico – financeira, o oportunismo, individualismo e o materialismo selvagem que têm vindo a revelar-se uma ameaça grave contra a democracia, a sociedade e a economia. Contra o mundo actual !
Quem tiver por hábito manter-se informado sobre o mundo, sabe de previsões de organismos internacionais, cheios de credibilidade, no sentido de uma certeza absoluta; da escassez, dentro de duas ou três dezenas de anos, de bens essenciais à manutenção do nível de bem estar dado como adquirido na Terra, pelos países mais desenvolvidos.
Serão os casos, além de outros, do petróleo e, mais ainda, de água potável !
A confirmarem-se tais previsões, e se outras soluções não forem encontradas, o caos poderá tornar-se demasiado perigoso. O mundo recuará, sem dúvida.
Sabe-se ainda que todo o pensamento é adivinhação. Por vezes aquilo em que nós tanto acreditamos acaba por se tornar realidade. Só agora alguns homens começam a compreender o seu poder divinatório. Também se acredita que só aquele que pode compreender esta nova idade, ou seja, do “ Novo Mundo” – o mundo dos grandes princípios de rejuvenescimento geral – conseguirá apreender os pólos da humanidade, reconhecer e conhecer a actividade dos primeiros homens, bem como a sua natureza, desta nova “ Idade “ que há - de renascer .... o homem tornar-se-á consciente daquilo que é, e do poder que tem : compreenderá a Terra e o Sol, por fim o universo !
Quando nos servimos da ficção, o nosso pensamento pede adivinhação!
Gente entendida e sabedora admite como provável que o surgimento do próprio ser humano tenha ocorrido há cerca de 1 700 000 de anos. Até hoje sempre a Terra deu ao Homem meios de sobrevivência. É na lógica de uma próxima escassez de bens essenciais por exaustão, que será de admitir a vinda de um caos mais acentuado. Tanta coisa vai mal no seu consumo, gestão e preservação ! Não será uma fatalidade .
O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, vão trazer-nos o ponto de rotura, para um “ Novo Mundo”. Embora o individual seja muito importante, o ponto essencial de equilíbrio é indispensável à nossa sobrevivência. Com ele virá para o ser humano, uma visão e sentido social de vasta dimensão !
 
Depois do caos que nos fará sentir perdidos num imenso deserto, em crescendo, surgirá um renascido “ Novo Mundo”. Os valores suplantarão, as matérias primas!
 
Podemos chamar-lhe também de “Paraíso”, ou seja, alguma coisa bem melhor do que tudo aquilo que tem existido até hoje, na Terra. Esse “ Paraíso” virá, adivinha-se, de uma força universal, desejada pelo próprio homem a unir todas as pessoas . Resultará de uma nova cultura, que sem ofuscar a individualidade, irá conseguir sobrepor - se a ela, fazendo desabrochar um interesse colectivo, quase perfeito, em resultado de o mundo ter atingido um grau superior da sua civilização.
A sociedade global, em pleno, não é utopia. Essa será a grande mudança e constituirá o desaparecimento da mediocridade e oportunismo que nos conduziram ao caos relativo do inicio deste século. Espero realmente que isso aconteça neste século XXI, em resultado da luta contra a escassez de bens tidos por essenciais . Que afinal nem eram !
Este é um profundo desejo de um ser humano, que acredita no ser humano e na existência de forças que ele tem, mas que ainda não descobriu.
Também é um sonho do Natal de 2002 !
António Reis Luz



publicado por luzdequeijas
publicado por luzdequeijas às 23:40
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OS PILARES DA NOSSA DEMOCRACIA

Há já alguns anos , foi publicado um documento da Conferência Episcopal Portuguesa, sobre o estado em que se encontra o país e a nossa sociedade civil. Trabalho de muito mérito e de grande oportunidade. Mas os anos passaram e , até hoje, não houve vontade de mudar. Tudo continua na mesma, ou de mal a pior !

Nesse documento são apontados os chamados « 7 Pecados Sociais», como causa de tal situação, e que são :
a)      os egoismos individualistas.
b)     o consumismo
c)      a corrupção
d)     a desarmonia do sistema fiscal
e)     a irresponsabilidade na estrada
f)       a exagerada comercialização do fenómeno desportivo
g)     a exclusão social
 
Na sequência desta publicação, o então grão-mestre do GOL, António Arnaut veio a publico apoiar esse trabalho da Igreja portuguesa, introduzindo somente mais um ponto em adição aqueles que foram evidenciados pela CEP.
h)   a comercialização da vida.
 
Os sete pontos que tinham sido destacados e se mantêm, têm em vista que o Estado precisa de uma verdadeira revolução e ruptura com o passado, seja na definição do âmbito do seu papel e actividade , seja na organização e forma de trabalhar.
Não podemos aceitar da classe política, dos empresários, das polícias, dos magistrados, e dos detentores do poder , em geral, um civismo que não seja o do conjunto da população. 
Impõe-se vigilância sobre todos os tipos de funcionamento democrático que pareçam esquecer as virtudes de que a própria democracia necessita.
 
Os pilares da nossa democracia, têm de ser reconstruídos.
 
Muito mais que a vontade da maioria votante, a democracia tem necessidade de virtude, tanto para os dirigentes como para os cidadãos. Tem necessidade de uma ética que assente num sistema de valores essenciais : ou seja, aquilo a que chamamos o respeito pelos valores humanos.
 
Os políticos só agindo em prol do bem comum, ao serviço de todos e sem ambição de poder, podem assegurar uma verdadeira sociedade democrática.

Por fim, a democracia tem forçosamente de conduzir uma sociedade de modo a que cada ser humano reconheça todos os outros como irmãos e os trate como tal . De parte, nunca pode ficar a igualdade de oportunidades para todos. Quando organizações com a credibilidade das acima citadas, tornam publicas as suas muito legítimas preocupações sobre a nossa sociedade civil, salvo melhor opinião, não podem deixá-las cair no esquecimento . Mesmo que o poder político finja que não viu nem ouviu !    António Reis Luz



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AS REDES SOCIAIS

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente
A “Sociedade Civil” pode e deve deter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.
Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de activistas ao serviço das ONG, e definiu estas como atotalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente de seu sistema político).
São, ainda, estas organizações também conhecidas por pelotões, que  englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.
Está também demonstrado que nas regiões onde elas existem e são vivas, livres e participativas, tais regiões se tornam mais desenvolvidas, ricas e prósperas.
Nos últimos tempos este conhecimento levou a que algum “Poder Local e Central” tivesse reconhecido o seu alto mérito, aglutinado-as em “Redes Sociais” directamente controladas pelo poder político, quando na sua função essencial elas devem existir e moverem-se na horizontal sem tutelas alheias.
Cabe agora fazer o diagnóstico desta situação, citando para tal James Madison no seu federalist paper n.º 51:
Se os homens fossem anjos não seria necessário haver governo. Se os homens fossem governados por anjos, não seriam necessários sistemas de controlo sobre o Poder Político eleito, nos governos e autarquias. Isto serve para dizer que a experiência ensinou aos homens que são precisas precauções adicionais, face ao poder político.
Lamentavelmente, sabe-se que a maioria das ONG vivem hoje em profunda e promíscua associação com os Estados, Autarquias e os seus orçamentos.
Mesmo sabendo que a espontânea colaboração de homens livres dá frutos maiores do que a mente das pessoas alguma vez pode imaginar, não poderemos esquecer que os “tais anjos da política”, por vezes, se transformam em “demónios”e deixam cair a democracia em roda livre.
A referida promiscuidade assenta muito na vontade do poder político pretender domesticar o voto dos eleitores, diariamente influenciados por estes seus servidores e, por outro lado, nas necessidades prementes das ONG para acudirem às suas múltiplas despesas.
Ora, a legislação existente diz claramente, nas competências atribuídas às autarquias:
"Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse da freguesia, de natureza social, cultural, educativa, desportiva, recreativa ou outra."
Compreende-se que é função do poder político apoiar as ONG, sem necessidade que estas lhe estendam a mão, e ainda se compreende melhor que ninguém pode ser discriminado por não o fazer.
Percebe-se desta forma a razão porque os respeitados e influentes “pelotões” ( ONG ) não podem aceitar o fardo de estarem submetidos a uma política em rede verticalmente estruturada de cima para baixo e sob o controlo do poder político. Assim ficam em situação desfavorável para depois dos seus vibrantes desempenhos e normas de empenhamento cívico, poderem servir de controlo à acção do poder político.
A comunidade cívica ( ONG ) que se distinguir mais por uma cidadania activa e por um espírito público de controlo, acaba por ser discriminada ficando de fora na atribuição de subsídios dados pelas autarquias (dinheiro do povo e para o povo).
São os demónios à solta, discriminando e desconhecendo que a própria União Europeia, desde a sua criação, fez da luta contra a discriminação uma das missões mais urgentes.
Finalmente, também expressou a sua convicção de que as organizações da sociedade civil desempenham um papel essencial de intermediário entre as instituições e os cidadãos, corrigindo inconvenientes promiscuidades do poder político.
Que haja unidade no todo, mas sem o uso de anestesia ao que recebe.
 
António Reis Luz


publicado por luzdequeijas às 22:17
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ESTENDER A PASSADEIRA

Confesso que é um título que causa, certamente, calafrios a qualquer pessoa de bem . Num mundo em que vivemos, no qual a condição humana é tão perene, serão muito poucos aqueles que poderão merecer que se lhes estenda a passadeira. E esses , se fosse o caso, seriam exactamente eles os primeiros a recusar tal honraria!

Uma passadeira estendida só para o criador deste universo fabuloso em que vivemos.
Claro que não penso que mereça uma passadeira aquele Presidente de Junta que mandou pintar uma mesmo à sua porta ! Ou que sejam necessárias tantas passadeiras como já vi pintadas num pequeno bairro da minha terra!
Todavia, se pensarmos numa instituição de serviço público já o caso muda de figura, escolas, hospitais, clubes, igrejas etc, deveremos obrigatoriamente estender a passadeira, de preferência vermelha.
Na freguesia de Queijas, por exemplo, temos uma instituição sediada em Linda – a – Pastora com largo prestigio internacional e que muito nos honra.
Oficialmente designada por Congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição, quem as conhece integra-as na Obra Social Madre Maria Clara.
Existem desde 1871 e fixaram-se em Linda - a - Pastora por volta de 1990. Prestaram e prestam um apoio quase invisível mas, sem o qual, muita gente passaria por grandes dificuldades.
Madre Maria Clara do Menino Jesus ( 1843-1899 ) sempre impelida pela mesma ânsia de a todos socorrer, enviou as suas Irmãs a Angola, em 1883, à Índia, em 1886, à Guiné e a Cabo Verde, em 1893 e nunca mais parou.         
Sob o lema " Onde houver o bem a fazer, que se faça ", a obra da Congregação é muito vasta e a partir da antiga Quinta de Cesáreo Verde, em Linda - a – Pastora, são hoje geridas obras espalhadas pelo mundo fora : Pontevedra, Roma, Bombay, Margão-Goa, Philippines, Salvador da Baía etc.
A fundadora desta “ Obra “ tem, merecidamente , uma estátua na freguesia e a sua instituição é igualmente merecedora que se lhe estenda a passadeira vermelha.
Curiosamente passa à sua porta a Rua Madre Maria Clara, hoje com trânsito intenso, e as irmãs para entrarem e saírem da sua Casa – Mãe precisam de mil cautelas para atravessarem a rua.
O mesmo acontece com os inúmeros frequentadores das suas enormes instalações, que em retiros espirituais ou concentrações afins, aqui se hospedam vindos de variadíssimos lugares de Portugal e estrangeiro.
A CONFHIC pode, pela proximidade e vocação, prestar um serviço valiosíssimo ao concelho, quando o Santuário da Rocha se abrir, como outros, ao turismo religioso. 
Parece-me, por isso, de elementar justiça que na frente da sua entrada principal seja recolocada uma passadeira ( já lá esteve) de modo a tornar mais fácil a vida destas Irmãs que diariamente se deslocam às paragens dos transportes públicos, muitas vezes, para irem ajudar quem necessita.
Aos autarcas exige-se uma política de proximidade sempre atenta a quem presta serviços públicos, as mais das vezes a troco de tão pouco.
 
António Reis Luz



publicado por luzdequeijas às 22:06
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A SOCIEDADE CIVIL E A DEMOCRACIA

A Sociedade civil move-se e faz mover uma amálgama de acções colectivas voluntárias à volta de muitos interesses, propósitos e valores.

Deveria ser ela o motor impulsionador de toda a vida na sociedade e o pulsar de qualquer país, recolhendo os políticos nela, a chama e as coordenadas de toda a sua acção governativa.

Só deste modo conseguiriam os governantes cumprir os objectivos da “ Democracia Representativa” que os guindou às rédeas do poder, poder esse delegado sempre em nome da vontade popular devidamente esclarecida por eles, relativamente às variáveis em jogo para cada momento e a cada acção a pôr em prática.

Muitos foram os reputados estudiosos, que até hoje, identificaram o papel da sociedade civil numa ordem democrática como vital e, por tal, recomendam para com ela o diálogo e respeito, permanentes.

Há quem tenha medo desse diálogo e em nome de um poder de decisão indispensável na governação, dizem, opte por fechar os olhos e decidir convictamente sozinho, mesmo nas medidas mais complexas e decisivas para sociedades seculares como a nossa.

Alguns desses políticos até argumentam com a não eleição destas organizações, como se o voto lhes desse inteira liberdade de decisão!

Outros até chamam a este tipo de reflexão e opinião, discursos “ catastróficos”, “ profecias da desgraça” ou “ becos sem saída”. Talvez sejam?

Mas na verdade, porém, os inúmeros erros de governação arredam alguns países da respeitabilidade internacional e mergulham o seu povo no limiar da pobreza. Apeados do poder, tais governantes, acabam por sentir o seu futuro garantido com reformas principescas ou empregos muitíssimo bem pagos.

Os altos prejuízos provocados à nação ficam “ sem pai ” e os pesados sacrifícios sobram para o povo !

O tal que não sabe o que diz ou o que se deve fazer....

É certo que a atitude das pessoas, muitas vezes, não é a melhor, mas é resultado do exemplo e do “ laisser faire” contínuo dos políticos, que não souberam moldar o povo noutra educação e noutra cultura.

O melhor exemplo disto, teremos nós no famigerado monstro do défice das finanças públicas que, alguns nele atolados até ao pescoço, ainda acabam por reclamar para eles, louvores pelo seu emagrecimento.

Outro exemplo da falta de legitimidade democrática pode ser encontrado no escândalo do BCP, entidade privada, na qual o governo, através dos votos conferidos pela sua participações neste banco privado e na CGD e EDP, nomeia para ele um seu comissário político!

Não constituiria melhor exemplo se o governo alienasse a sua participação n BCP e, com esse montante, pagasse atempadamente aos seus fornecedores? Era um bonito exemplo para o País.

Por este caminho já não teria a tentação de interferir no domínio que só à sociedade civil deve caber.

Afinal quem foi que permitiu que a situação chegasse a este ponto? Não terá sido o mesmo governo através dos responsáveis que nomeou para a CMVM, Banco de Portugal e Entidades Reguladoras, o maior responsável? Então, onde estão esses responsáveis ou o acompanhamento atempado que o caso já deveria ter tido?

Esta é a prova de que a nossa Sociedade Civil é fraca, sem grupos económicos fortes e todos existem na dependência do poder governamental.

Enquanto assim for, Portugal não descolará tão cedo da cauda dos países mais atrasados da UE. Todavia, não será por culpa daqueles que, com custos próprios, não se cansam de alertar. Não é deles que vem a desmotivação ao País que estamos a ser, mas sim daqueles que querem continuar a acender a lareira soprando num pequeno fogacho mal aceso num bocado de carvão humedecido, em lugar de se municiarem com acendalhas apropriadas e de boa qualidade, iguais em valor aos verdadeiros princípios da Democracia Representativa. 

Depois, seria só ver a chama e o calor (leia-se a motivação, a ética e o desenvolvimento) a aumentarem trazendo de volta ao povo o bem-estar que merece.

Somos pobres, porque nos falta atitude perante os princípios básicos da vida e isso, muito por culpa dos políticos que temos, na acção governativa!.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 22:00
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COM TIRICA PIOR NÃO FICA

AO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU, JÁ NÃO PODE PIORAR MAIS, VENHA QUEM VIER!

 

15/12/2010 15h41

Tiririca se atrapalha e diz que 1º projeto será um apartamentBrasília -Em sua visita pelas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasília, o deputado federal eleito com mais de 1,3 milhão de votos, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), foi perguntado nesta quarta-feira por um jornalista sobre qual seria seu primeiro projeto. "Um apartamento", respondeu o humorista. O repórter emendou: "Não, um projeto para o povo", ao que Tiririca respondeu "qual povo?". "O que te elegeu", afirmou o jornalista. "Eu vou fazer muitas coisas", disse o eleito.

Após o diálogo, os repórteres que acompanham a primeira visita do deputado eleito insistiram sobre o que exatamente faria o político em primeiro lugar. Ao ser perguntado sobre sua prioridade, Tiririca afirmou ser "a educação". Ainda em resposta à imprensa, o humorista disse que o político que mais admira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não explicou os motivos.

A visita, que começou no início da tarde, é guiada pelo líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO). O parlamentar levou o novo colega a várias instalações da Casa, desde gabinetes até a sala da liderança do partido, passando por salas de comissões, como Educação e Cultura - da qual Tiririca deve fazer parte na próxima legislatura.

Foto: Divulgação
Tirica foi eleito deputado federal por São Paulo. Foto: Divulgação

Durante a passagem do deputado eleito, funcionárias da Câmara o chamaram de "lindo" e pediram para tirar foto com ele, mas os pedidos não foram atendidos.

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:23
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O VINHO ERA PORTUGUÊS

Os parceiros sociais, patrões e sindicatos, ainda hoje devem estar a pensar o que andaram a fazer por S. Bento a semana passada.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, jornalista

 

Foram colocados numa sala cheia de microfones e holofotes para confirmarem que havia um pacote de 50 medidas que ninguém conhece ou faz a mínima ideia para que serve. O senhor engenheiro relativo preparou o número com todo o cuidado. Reuniu o Conselho de Ministros e pôs o Santos das Finanças, o Silva da Economia, o Pereira da Presidência e a Helena do Trabalho a debitarem umas generalidades sobre coisa nenhuma. Depois voou para Bruxelas e falou durante 24 minutos sobre o tal plano imaginário num jantar certamente bem regado com os seus queridos parceiros europeus. A senhora Angela Merkel ficou muito impressionada com o discurso. Pudera. O vinho era português.

publicado por luzdequeijas às 19:19
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JÁ NÃO DÁ PARA ESCONDER A FOME

Numa clara alusão a Cavaco Silva, José Sócrates lançou o dedo acusador a todos quantos falam da pobreza e querem tirar dividendos políticos do seu combate.

Nesta tirada discursiva está bem retratado o Primeiro-ministro que temos. Um exemplo de descaramento, de falta de autoridade e de ausência de coerência.

O José Sócrates que acusa os outros de fazerem política com a pobreza é o mesmo José Sócrates que lança mão de tudo para fazer propaganda e para se auto-elogiar. Basta o desemprego descer uma décima, o crescimento económico melhorar umas centésimas ou um relatório internacional fazer uma alusão ligeira a Portugal para logo surgir o Primeiro-ministro, impante, a fazer a sua pirotecnia política – estamos a sair da crise, estamos no bom caminho, somos os campeões na Europa. Tudo serve os ímpetos propagandísticos do Primeiro-ministro, mesmo quando o país se afunda, a crise se agrava e os portugueses empobrecem. Não tem respeito por nada nem por ninguém. A sua convicção é o descaramento.

O José Sócrates que agora clama contra os que falam de pobreza é o mesmo que provocou o grave alastramento deste flagelo. Quase seis anos de governo deram nisto – o maior desemprego de sempre, as maiores desigualdades de sempre, os maiores impostos de sempre, o maior endividamento de sempre. Daqui até ao agravamento da pobreza vai um passo muito curto. O passo que retira ao chefe do Governo qualquer autoridade moral e política para criticar. Ele fala da pobreza mas nada faz para a evitar ou combater. É o retrato do desastre social institucionalizado.

O José Sócrates que se insurge contra os que alertam para o drama da pobreza é o mesmo que faz do estado social um verdadeiro queijo suíço. Os buracos pululam por todos os lados.

Agora até chegou ao desplante de pretender que uma parte do salário dos trabalhadores contratados sirva para alimentar um fundo destinado a pagar indemnizações aos trabalhadores despedidos. Decididamente, este homem não tem coerência nem escrúpulos. Consigo, o estado social limita-se a servir para enfeitar a retórica discursiva. Na governação, assassina-o todos os dias.

Entre Cavaco Silva e José Sócrates há um único traço em comum – o exercício da governação. A diferença maior é que o Primeiro-ministro Cavaco Silva fez prosperar o país. O Primeiro-ministro José Sócrates lançou-o na pobreza. É a diferença entra a acção e a retórica. Entre ter ou não ter credibilidade.

publicado por luzdequeijas às 19:14
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SEM PÉS NEM CABEÇA

Bruxelas manda agilizar os despedimentos em Portugal, e o Governo, sob o fogo intenso dos mercados, apresenta num pacote de 50 medidas a redução das indemnizações nos despedimentos e avança com a criação de um fundo em que as empresas colocarão dinheiro para depois pagar aos despedidos.

 

Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto

 

Na prática, serão os trabalhadores a pagar, já que os patrões farão contas e amortizarão esse custo nos salários. Nestas medidas sem pés nem cabeça, não deixa de ser estranho os trabalhadores pagarem para um dia serem mais facilmente despedidos.

Mas despedir não é o problema económico de Portugal. A tragédia é o desemprego, num País onde a realidade laboral é muito mais flexível do que parece ser na legislação.

Com alguma imaginação, haveria medidas mais fáceis para agilizar a economia. A primeira seria acabar verdadeiramente com obstáculos burocráticos à instalação de empresas. Com o Simplex já são constituídas empresas na ho-ra, mas se for uma indústria, para começar a produzir demora muitos meses à espera de licenças e alvarás. Outra forma de incentivar o emprego seria abdicar da contribuição patronal de 23,75% durante um longo período quando as empresas contratassem um desempregado.

Se é com medidas como o fundo e o corte nas indemnizações que o Governo vai tentar evitar o FMI, então é melhor apressar o resgate. Comparada com José Sócrates, a vinda do FMI faz lembrar o novo deputado brasileiro Tiririca: pior não fica.

publicado por luzdequeijas às 19:08
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PERFEITA MIOPIA POLÍTICA

Em defesa da qualidade do ensino
Inserido em 20-12-2010 08:22

 


 
O país, de norte a sul, nos grandes e pequenos centros urbanos, e também nas suas regiões mais deprimidas, está a provar a estupidez de certos complexos socialistas, que pretendem deter a verdade absoluta sobre o que deve ser o sistema público de educação.


O poder político de Lisboa está a tentar acabar com os chamados contratos de associação com as escolas do ensino particular e cooperativo. Dizem os iluminados que o Estado não pode mais pagar o ensino para ricos, quando tem uma oferta pública ao dispor.

Todos os dias, os meios de comunicação social estão a mostrar pobres, ricos e remediados a indignar-se com esta imposição que ameaça encerrar-lhes a escola que lhes está a dar uma educação de qualidade.

Os famosos rankings demonstram que, um pouco por todo o país, estes estabelecimentos têm melhores resultados do que as ditas escolas públicas vizinhas. É por isso que, na maior parte dos casos, são os próprios alunos que saem em defesa das suas escolas. Coisa jamais vista nos estabelecimentos do Estado. Como sempre, a realidade impõe-se à ideologia.

Esperemos que o Ministério da Educação e o Presidente da República não deixem que a demagogia fale mais alto do que o grito destas pessoas e persistam numa medida altamente prejudicial para a qualidade do ensino em Portugal.





publicado por luzdequeijas às 19:02
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

PLANTA GIGANTE

 

                                Welwitchia.jpg

 

 

 

Welwitschia é um género monotípico de plantas verdes gimnospérmicas[1][2] cuja única espécie é a famosa Welwitschia mirabilis Hook.f., que só existe no deserto do Namibe, na Namíbia e em Angola. As Welwitschias são plantas gnetófitas da classe Gnetopsida, pertencentes à ordem Welwitsciales e família Welwitschiaceae.

É uma planta rasteira, formada por um caule lenhoso que não cresce, uma enorme raiz aprumada e duas folhas apenas, provenientes dos cotilédones da semente; as folhas, em forma de fita larga, continuam a crescer durante toda a vida da planta, uma vez que possuem meristemas basais. Com o tempo, as folhas podem atingir mais de dois metros de comprimento e tornam-se esfarrapadas nas extremidades. É difícil avaliar a idade que estas plantas atingem, mas pensa-se que possam viver mais de 1000 anos.

 

Apesar do clima em que vive, a Welwitschia consegue absorver a água do orvalho através das folhas. Esta espécie tem ainda uma característica fisiológica em comum com as crassuláceas (as plantas com folhas carnudas ou suculentas, como os cactos): o metabolismo ácido - durante o dia, as folhas mantêm os estomas fechados, para impedir a transpiração, mas à noite eles abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no, na forma dos ácidos málico e isocítrico nos vacúolos das suas células; durante o dia, estes ácidos libertam o CO2 e convertem-no em glicose através das reacções conhecidas como ciclo de Calvin.

A planta pode ser cultivada a partir de sementes, que têm de ser mantidas húmidas e expostas a calor e luz intensos durante as primeiras semanas. As sementes colhidas no campo estão normalmente contaminadas com esporos do fungo Aspergilus niger e normalmente apodrecem a seguir à germinação, mas as sementes do Jardim Botânico de Kirstenbosch, na Cidade do Cabo (África do Sul), ou de outras fontes de cultivo, estão normalmente livres daquele fungo

publicado por luzdequeijas às 20:21
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A RENÚNCIA É A LIBERTAÇÃO

FERNANDO PESSOA/Bernardo Soares - (1888 - 1935)

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

 

Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei ir buscar riqueza ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele.

 

Compreendo que viaje quem é incapaz de sentir. Por isso são tão pobres sempre como livros de experiência os livros de viagens, valendo somente pela imaginação de quem os escreve. E se quem os escreve tem imaginação, tanto nos pode encantar com a descrição minuciosa, fotográfica a estandartes, de paisagens que imaginou, como com a descrição, forçosamente menos minuciosa, das paisagens que supôs ver. Somos todos míopes, excepto para dentro. Só o sonho vê com (o) olhar.

 

No fundo, há na nossa experiência da terra duas coisas — o universal e o particular. Descrever o universal é descrever o que é comum a toda a alma humana e a toda a experiência humana — o céu vasto, com o dia e a noite que acontecem dele e nele; o correr dos rios — todos da mesma água sororal e fresca; os mares, montanhas tremulamente extensas, guardando a majestade da altura no segredo da profundeza; os campos, as estações, as casas, as caras, os gestos; o traje e os sorrisos; o amor e as guerras; os deuses, finitos e infinitos; a Noite sem forma, mãe da origem do mundo; o Fado, o monstro intelectual que é tudo... Descrevendo isto, ou qualquer coisa universal como isto, falo com a alma a linguagem primitiva e divina, o idioma adâmico que todos entendem. Mas que linguagem estilhaçada e babélica falaria eu quando descrevesse o Elevador de Santa Justa, a Catedral de Reims, os calções dos zuavos, a maneira como o português se pronuncia em Trás-os-Montes? Estas coisas são acidentes da superfície; podem sentir-se com o andar mas não com o sentir. O que no Elevador de Santa Justa é universal é a mecânica facilitando o mundo. O que na Catedral de Reims é verdade não é a Catedral nem o Reims, mas a majestade religiosa dos edifícios consagrados ao conhecimento da profundeza da alma humana. O que nos calções dos zuavos é eterno é a ficção colorida dos trajes, linguagem humana, criando uma simplicidade social que é em seu modo uma nova nudez. O que nas pronúncias locais é universal é o timbre caseiro das vozes de gente que vive espontânea, a diversidade dos seres juntos, a sucessão multicolor das maneiras, as diferenças dos povos, e a vasta variedade das nações.

 

Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos. Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.

s.d.
publicado por luzdequeijas às 17:34
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CORTA NO OSSO

 

"( José Boniel) PARA POUPAR, O PRESIDENTE DA CP DESPEDE QUASE MIL PESSOAS E CORTA LINHAS, EM VEZ DE CORTAR NOS GESTORES COM SALÁRIOS EXORBITANTES"

CM 19-12-2010

publicado por luzdequeijas às 16:33
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A MAIORIA ENFIADA NA VIDINHA

A procuradora-geral-adjunta Maria José Morgado disse ontem o que todos os dias devia ser repetido pela generalidade dos seus pares: a investigação da corrupção e do crime económico em Portugal é encarada como um luxo extravagante pelo poder político – o tal bloco central dos interesses feito por sectores do PS e do PSD. O que Maria José Morgado disse até já nem tem grande novidade.

 

Por:Eduardo Dâmaso, directo-adjunto

 

A Justiça não tem os meios necessários para investigar operações financeiras ilegais de grande sofisticação técnica. A novidade que todos os dias se constrói na sociedade portuguesa é o silêncio que pesa cada vez que alguém diz este tipo de coisas. É um silêncio particularmente ruidoso na área da Justiça, onde cada um se encolhe na concha dos seus interesses. Há uns poucos que vêm logo dizer que não senhor, não é assim, mas esses ou mostram serviço a quem os nomeia para comissões fora das magistraturas ou vergam perante aquilo que consideram ser o seu dever institucional.

Depois, há a imensa maioria calada, egoísta, enfiada na vidinha. A Justiça está cheia de ilhas dominadas por pequenas vaidades e pela pura gestão de interesses de carreira e influência junto de alguns sectores dos partidos de poder. A Justiça está cada vez mais permeável e ‘sensível’ às pretensões de grupo e grupinho oriundas da política. Por isso, permanecerá por muitos anos a mão invisível que faz dela uma espada punitiva para as classes baixas mas também uma amante devota: a primeira garantia de impunidade para os senhores do crime português.

publicado por luzdequeijas às 16:29
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FARTO DESTE GOVERNO

Por razões de saúde, Carlos Encarnação resolveu bater com a porta. ‘Estou farto deste governo’, disse o autarca de Coimbra, embora sem revelar se tenciona mover uma acção contra o eng. Sócrates por danos psicológicos irreparáveis.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Se não tenciona, devia: qualquer português que tenha vivido em Portugal nos últimos cinco anos é um sério candidato a stress pós-traumático. Ou, mais precisamente, a stress pós-socrático, uma estranha maleita que impede o cidadão comum de distinguir a fantasia da realidade. A única coisa que se lamenta na demissão do autarca de Coimbra é os portugueses não poderem ir com ele para o exílio.

Infelizmente, continuaremos a sofrer em silêncio, incapazes de bater com a porta e obrigados a suportar as 50, ou as 100, ou as 1000 medidas para salvar Portugal. Uma tortura de propaganda que irá durar até ao dia em que as tropas do FMI aterrarem na Portela, prontas para resgatar um povo do seu cativeiro. Só espero que, quando esse dia chegar, o dr. Encarnação regresse à pátria e traga com ele os enfermeiros.

publicado por luzdequeijas às 15:08
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PORTUGAL SURREAL

Portugal é extraordinário: em nome de uma noção obtusa de pluralismo, qualquer criatura que reúna 7500 assinaturas para se candidatar à Presidência tem direito automático a aparecer repetidamente em horário nobre.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Não interessa se é o actual Presidente em busca da reeleição ou um mero foragido do Júlio de Matos. Portugal não discrimina. O que é uma pena: esta semana, comecei a ver os debates televisivos por dever de ofício; terminei-os em estado comatoso.

Verdade que, nas eleições presidenciais em que o inquilino de Belém procura um segundo mandato, a qualidade dos restantes desce sempre um bocadinho. Mas nunca, em 35 anos de democracia, a coisa bateu tão no fundo. São despiques retóricos para ver quem conhece mais pobrezinhos; ataques descarados aos partidos e ao próprio regime; exibições festivas de total ignorância sobre os reais poderes presidenciais. Depois de ver o que vi, não sei se Cavaco merece ganhar as eleições por mérito próprio; ou, em alternativa, ganhá-las a título de indemnização pelo trauma de participar nestes suplícios. Inclino-me para a segunda hipótese.

publicado por luzdequeijas às 15:05
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HÁ MUITA GENTE COM FOME!!!

SÓCRATES NÃO GOSTA DA MISÉRIA A QUE COINDUZIU O NOSSO PAÍS, NÃO POR TER PENA DE QUEM PASSA FOME, MAS PORQUE ISSO PREJUDICA A SUA ÂNSIA DE PODER. ESTÁ A COLOCAR EM PORTUGAL A MAIS CONDENÁVEL FORMA DE CENSURA. É PRECISO QUE OS PORTUGUESES GRITEM BEM ALTO QUE HÁ MUITA FOME E QUE É TAMBEM PRECISO, TIRAR DO GOVERNO TODOS OS PASRASITAS E INCOMPETENTES!

 

 

POBREZA - PEDIDOS DE AJUDA MULTIPLICARAM-SE NOS ÚLTIMOS MESES

 

FAMÍLIAS PEDEM COMIDA E ROUPA

 

Centro de Apoio Social da Cáritas de Coimbra foi criado há dois meses para responder às novas solicitações e já não tem mãos a medir

 

CHEGAM À ESCOLA COM FOME

No Concelho de Coimbra, há crianças que chegam à segunda-feira às escolas "mal alimentadas", refere Oliveira Alves, director municipal da Acção Escolar. " A escola tem mecanismos para fornecer de imediato alimentação, mas o problema é durante o fim-de-semana", diz o responsável, que pretende fazer o diagnóstico da situação para que as crianças possam receber um suplemento alimentar ao sábado e ao Domingo.

Correio da Manhã - 18-12-2010

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:39
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OS POTUGUESES DE HOJE

Já não se espantam com as contradições deste Executivo, que ora garante que Portugal vive no melhor dos mundos e que ninguém nos dá "lições" de coisa nenhuma, ora assume que a realidade é dinâmica (ou melhor, que é o que é) e que, portanto, o que ontem era verdade, hoje já não o é. O primeiro-ministro, mais do que um governante, tornou-se um especialista em «marketing», vendendo ilusões ao país e a todos os que o oiçam. E façamos-lhe justiça: Sócrates diz, com a mesma convicção, que não é preciso subir impostos, e que é forçoso subir impostos. Anuncia, com o mesmo semblante, que não é preciso ajustar nada no mercado laboral, e que é necessário flexibilizar a legislação do sector. O chefe do Governo num dia que não vai flexibilizar os despedimentos individuais, mas explica depois, sem vacilar, que vai criar um fundo para tornar mais barato às empresas rescindir com os trabalhadores. Sócrates pode pensar que convence os portugueses (e convenceu-os, nas eleições). Mas que não tenha a menor dúvida: lá fora em breve deixará de iludir quem quer que seja. O Mundo não é dos espertos. É de quem paga as contas.

 

ricardo.d.lopes@sol.pt 

publicado por luzdequeijas às 14:09
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Sábado, 18 de Dezembro de 2010

PAIS INCÓGNITOS

Mais de 150 mil filhos de pai incógnito em Portugal

"Há mais de 150 mil portugueses sem o nome do pai no Bilhete de Identidade. A maioria tem mais de 35 anos, até porque ser filho de pai incógnito é uma realidade que a lei forçou a diminuir"

publicado por luzdequeijas às 11:47
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EINA TANTA MEDIDA!

O GOVERNO aprovou nada menos do que 50 medidas para revitalizar a economia e assim controlar as contas, mas corre o risco de, no meio de tanta solução, não resolver coisa nenhuma. Não deixa de ser sintomático que as medidas surjam na semana em que uma delegação do FMI esteve em Lisboa para uma visita que o Executivo garante ser «de rotina» e estar prevista «há meses». Menos sintomático é o facto de o "pacote" - terminologia que, dizendo tudo, não diz nada - surgir depois de ser pré-anunciado na imprensa internacional.

Ricardo David Lopes

publicado por luzdequeijas às 11:35
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

MORDOMOS DE SALAZAR

10 de Dezembro, 2010Por Luís Osório
Foi em Novembro de 2003. Entrei na casa do Vimieiro e ele parecia estar vivo entre os escombros: centenas de livros cobriam uma divisão quase de cima abaixo, o seu rádio de marca National parecia pronto a funcionar, revistas e jornais estavam empilhados numa arca, dezenas de garrafas de vinho da última colheita antes de morrer esperavam por um destino.

Logo à entrada, numa cómoda, repousava uma ampulheta para marcar o tempo que o estafeta levava a ir e vir com as cartas que mandava entregar nos Correios. E, ao lado da ampulheta, uma balança em que pesava as cartas; um grama de peso a mais teria de ser justificado.

É curioso: ao longo das divisões encontrei móveis desmontados, uma cama desarticulada, discos, relatórios, roupas e várias gaiolas. Reza a lenda que tratava os pintassilgos como se fossem pessoas, e quando chegava a Santa Comba era capaz de ficar longos minutos frente a eles.

O sobrinho Rui, mordomo dos espectros, abriu-me a porta nessa tarde fria de quase Inverno. Uma porta aberta para a casa onde nasceu a 28 de Abril de 1889 e onde pediu expressamente para o seu corpo ficar antes de ser entregue à terra.

Assim foi cumprido. Numa manhã abafada de Julho de 1970, funcionários escolhidos pelo seu mérito e lealdade vestiram-no com um fato habitualmente usado pelos professores catedráticos de Coimbra. No velório, duas mulheres carpiram mágoas: Marta, a irmã mais velha, e a governanta Maria.

A primeira mandava no Vimieiro; a segunda em São Bento. Quando estavam juntas - muitos o dizem - escondiam os ciúmes que tinham uma da outra. E durante toda a viagem de comboio de Lisboa a Santa Comba poucos puderam chegar perto do defunto.

Antecipou por escrito todos os passos desejados. Que o sepultassem em campa rasa, mas que antes disso parasse na igreja onde fora baptizado e travasse caminho umas horas na casa do Vimieiro. A casa onde se refugiava em depressões, onde assistia à matança do porco em Dezembro, onde crianças lhe lavavam os pés depois de pousar o sacho nas tardes dedicadas à terra.

Quando nasceu, já Mariquinhas (nome por que era conhecida a mãe) tinha 44 anos e o pai mais de 50. Desejavam à força um rapaz, depois de quatro raparigas terem conhecido a luz. E um rapaz nasceu. Chamaram-lhe António de Oliveira Salazar.

Nessa casa cresceu. E em Novembro de 2003 o sobrinho e um dos dois herdeiros que restavam abriu-me a porta e deixou-me sozinho com as sombras. Nessa tarde percebi melhor o que foi o Estado Novo - pelas ruínas que ficaram e pelas pequenas e curtas histórias que a seguir conto.

O sobrinho. Rui Pais de Sousa, neto de Laura, a única irmã de Salazar que não morreu casta. Fiz-lhe perguntas, segui-o em deambulações pelo seu mundo, ouvi-o. Usava botas iguais às do tio e jurou que, em nome de Salazar, devia a si próprio uma vida de sacrifício. Sem mulheres, com amigos limitados aos seus compromissos para com a memória, sem prazeres materiais.

Contou-me que não havia dia em que não rezasse a Nossa Senhora da Conceição. Várias vezes lhe pedia sorte ao jogo, uma sorte que lhe desse para acertar nos números e poder restaurar a casa e os objectos de que depende. Construiu uma casa fortificada onde guardou o que resta de Salazar - livros, selos, canetas e moedas, sumários das aulas leccionadas em Coimbra.

A sua vida é a vida do tio. Puxo a conversa, faço-o dizer-me o que fez nessa manhã, confessar-me que comparou os relatórios e contas de dois anos em que o esforço da guerra colonial começava a pesar nas contas. Disse-me: «Sabe, não há nenhum livro do meu tio que eu não tenha lido. Tento perceber o seu pensamento, colocar-me no lugar dele. Leio muitas vezes em voz alta os seus discursos. Sou o último guardião da sua memória, o último. Vou levar tudo comigo. E já não tenho que fechar os olhos para o ver chegar ao Vimieiro - com os polícias atrás, a Maria. Quase que sinto o cheiro da canja com ossos de peru moídos de que tanto gostava».

Maria de Jesus. Prima em terceiro grau de Salazar. Viveu em São Bento entre os 4 e os 8 anos. Os pais, sem possibilidade de a sustentarem, pediram a Marta que intercedesse - e ela lá foi. Conheci-a nesse Novembro e lembrou esses tempos sem especial saudade ou comoção. ( ... )

publicado por luzdequeijas às 16:31
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MEMÓRIAS DE SALAZAR

As brincadeiras no jardim, a relação quase sempre ausente com Salazar, as constantes tareias que Maria (a governanta) lhe dava por este ou por aquele motivo, a proibição de se sentar à mesa do seu protector, as idas à missa acompanhadas pela polícia.

Na aldeia desconfiavam que pudesse ser filha do Presidente do Conselho. O pai, Cândido Martins, chegou a cortar relações com amigos por desconfiança dos seus pensamentos. Disse-me: «Tornei a ver o senhor doutor três dias antes do meu casamento. Estava com os filhos do senhor Mensalão, distinto homem da terra, ensinava-os a apanhar bolota. Abraçou-me perante o espanto de todos. Depois revolveu o casaco e ofereceu-me mil escudos, quase o que ganhávamos num ano. Pediu-me para procurar Marta e eu procurei-a. Ofereceu-me tecidos. Procurei-o uma vez mais, com o meu filho nos braços e em dificuldades. Fui a São Bento e disse aos polícias quem era. Não lhe devem ter dito, porque não me recebeu».

Laurinda. No dia em que o corpo parou por longo tempo na casa do Vimieiro chorou e acenou. Não por ter partilhado muito com Salazar, mas por uma vida dedicada à Quinta das Ladeiras. Habituou-se aos trabalhos pesados e quando o presidente do Conselho lá estava sabia perfeitamente o que fazer. Também a conheci, também lhe conheci a memória: «Lavava-lhe os pés com muita honra. Ele chegava do campo, pousava o seu sacho e sentava-se numa cadeira. Tirava as botas e as meias. Depois dos pés lavados numa vasilha calçava umas pantufas. Quando não tinha visitas, almoçava sempre de pantufas. Recordo isso e as minhas marafonas feitas de sarapilheira; a menina Marta era quem me dava os tecidos. Brinquei muito graças a eles».

Em Novembro de 2003, na casa onde nasceu, senti-o quase vivo e desejei-o morto em definitivo. Saí do Vimieiro e durante largos minutos pensei que talvez aquela casa e aquelas pessoas não estivessem vivas. Talvez fossem espectros de um Portugal que não cheguei a conhecer.

publicado por luzdequeijas às 16:29
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AS ESTRELAS CINTILANTES

Saúde descobre buraco gigante
17 de Dezembro, 2010Por Graça Rosendo
O défice na Saúde é muito maior do que se temia, e o Governo terá provavelmente de dourar os números para evitar o escândalo. De ano para ano a situação piora.

A situação financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode, afinal, ser ainda mais grave do que o próprio ministro das Finanças admitiu em Outubro passado.

Mais do que os 500 milhões de derrapagem em relação ao que foi orçamentado para 2011 e que Teixeira dos Santos descobriu, as contas provisórias do final do ano feitas pelo próprio Ministério da Saúde apontam para um défice acumulado que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

Segundo o SOL apurou, estes valores já são do conhecimento do secretário de Estado adjunto da Saúde, Óscar Gaspar, mas ainda não foram remetidos às Finanças. O secretário de Estado quererá garantir que estes números são mesmo irreversíveis, antes de lançar a bomba sobre o ministro das Finanças. Por isso, continuam fechados a sete chaves.

O SOL tentou contactar Óscar Gaspar para confirmar a recepção dos dados financeiros provisórios do SNS de 2011, mas sem sucesso. A Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS) - que os elaborou - e o Ministério das Finanças também não responderam em tempo útil ao SOL.

Os cerca de dois mil milhões de euros representam, ao que tudo indica, o valor do défice acumulado do SNS em 2010, ou seja, o saldo do exercício deste ano (que corresponde à diferença entre o que foi orçamentado e o executado) mais as dívidas de anos anteriores.

Em 2009, o défice acumulado atingira os 600 milhões de euros (só de exercício, foram 400 milhões) e em Setembro deste ano, conforme revelou o próprio ministro das Finanças, a derrapagem na Saúde já ultrapassava os 500 milhões - pelo que, nessa altura, o défice acumulado já era superior a mil milhões de euros.

graca.rosendo@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 16:15
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UMA PRIMEIRA DÉCADA MUITO POBRE

A crise actual da economia portuguesa não é um cisne negro nem um relâmpago no céu azul, não é uma ocorrência surpreendente.

A crise identificada no início de 2007 - dependência do endividamento, insuficiência de competitividade, excesso de intervencionismo do Estado, preferência pelos sectores de bens não transaccionáveis, etc. - prosseguiu os seus efeitos acumulando factores de agravamento (impossibilidade de crescimento das receitas do Estado e incapacidade para limitar o crescimento da despesa do Estado, acentuada com o envelhecimento demográfico, com o desemprego e com o constrangimento crescente do pagamento dos encargos financeiros do endividamento, interno e externo) até ao momento em que emerge a crise económica mundial.

Em suma: a primeira década do séc. XXI salda-se por um registo muito pobre da vida portuguesa, parecendo esta incapaz de se afirmar, faltando-lhe ideias, verdade, força, lucidez, substância, garra e densidade política. Foi uma década, mais do que perdida, historicamente inaceitável, porque vazia. (... )

jal@sol.pt



publicado por luzdequeijas às 16:08
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SÓLIDOS VALORES DE COMPORTAMENTO

( ... )Na sociedade portuguesa, que tem vivido numa atitude interesseira e egoísta, sem horizonte e sem conteúdo, vazia de substância, é preciso substituir o facilitismo pela exigência, a vulgaridade pela excelência, a moleza pela dureza, a golpada pela seriedade, o videirismo pela honra, a ignorância pelo conhecimento, a mandriice pelo trabalho, a aldrabice pela honestidade.

Os parágrafos acima reproduzidos são excertos de textos de Ernâni Lopes e, apenas, um pequeno retrato da sua inesgotável e estimulante capacidade de análise. Ernâni Lopes era um homem íntegro e sábio, como poucos em Portugal. Foi «um príncipe do pensamento português», na bela definição do seu amigo e sócio José Poças Esteves.

Aliando uma insaciável curiosidade de saber a uma escola de sólidos valores de comportamento, Ernâni Lopes era um exemplo raro, nos planos intelectual e moral.

Com a profundidade do seu pensamento, o rigor das suas análises e a clarividência das suas propostas, deixou-nos caminhos abertos para o futuro do país. Saibamos nós ter a energia e a inteligência de os prosseguir.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 16:05
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MERA VERDADE FORMAL

O MINISTRO dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, reagiu ontem às notícias que voltam a implicar Portugal nos voos da CIA. A documentação da embaixada norte-americana em Lisboa, revelada pelo site WikiLeaks, obrigou o Governo português a garantir que não houve sobrevoo de aviões da CIA por espaço aéreo nacional.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

Quanto a estes voos e aos que o Governo chama de "repatriamento" – transporte de prisioneiros da prisão de Guantánamo para os seus países –, não houve "pedidos formais" dos EUA a Portugal e, por isso, nada se passou. É simples: o Governo português refugia--se, como é habitual nestas situações, na linguagem da mera verdade formal.

Ninguém pediu pelo protocolo, logo, não houve. Como a história amplamente demonstra, quase nunca é assim nas grandes questões da política externa. A realidade formal é uma, a realidade propriamente dita é outra. Por outro lado, Luís Amado evidenciou um inusitado nervosismo com os jornalistas, indo ao ponto de tentar transformar esta delicada questão política num debate sobre o jornalismo. Nos últimos anos é sempre assim: de cada vez que o Governo se sente acossado, há sempre um debate a fazer sobre os outros. Sejam eles os ‘espiões’ da ‘Face Oculta’, os malandros que querem acabar com o Estado Social ou o jornalismo que se faz.

publicado por luzdequeijas às 11:51
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

SÓ BOAS NOTÍCIAS

 

O ano tem sido difícil, o próximo ainda vai ser pior e os outros que aí vêm vão ser terríveis.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Mas como é Natal, algumas instâncias internacionais acharam por bem dar alguns presentes antecipados aos portugueses. Assim, Portugal tem o terceiro poder de compra mais baixo da Zona Euro, foi o país da União Europeia em que a carga fiscal mais subiu nos últimos doze anos e em que o emprego caiu mais no terceiro trimestre.

Para não ficar malvisto na fotografia, o senhor engenheiro relativo, bem aconselhado pelo FMI, que afinal já anda por aí, decidiu baixar os custos dos despedimentos para os novos contratos. Uma das várias medidas que o Governo socialista, sempre bem comportado, vai hoje apresentar em Bruxelas à senhora Angela Merkel. Só boas notícias, como se vê.

publicado por luzdequeijas às 17:37
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SEM TEMPO

Os juros da dívida pública subiram ontem novamente e a taxa média quase duplicou, em relação aos custos do leilão de Novembro.

 

Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada

 

Uma agência de rating, a Fitch, vem ao País para rever o rating da República e uma equipa do FMI está em Portugal, pela segunda vez em mês e meio, assumidamente para discutir reformas estruturais.

Neste contexto, o primeiro-ministro afirma que agora vai ser diferente, mas como acreditar no fazer diferente de um responsável que nega sistematicamente a realidade e que nos conduziu onde estamos, sem qualquer sentido de desígnio nacional, obsessivamente centrado na manutenção, no controlo do poder? Há tudo a temer e, infelizmente, pouco a esperar. É óbvio que temos um problema sério na Zona Euro, mas esse problema deve-se, também, substancialmente, à forma como alguns países conduziram os seus destinos e entre eles, lamentavelmente, estamos nós.

A condução das políticas públicas ao sabor de alguns tem sido desastrosa e aqui nos trouxe. Ajudaria, e muito, que a Europa assumisse a responsabilidade de emissão da dívida europeia conjunta, com a reestruturação das dívidas dos chamados ‘periféricos’ (designação que, numa era de globalização, soa estranha), garantindo a irreversibilidade do euro e estancando a fragilização do sistema financeiro europeu. A questão não é ‘apenas’ uma mera questão económica e financeira: é social e de continuidade do projecto europeu. Precisamos de um colectivo verdadeiramente consciente das suas responsabilidades nos domínios vários da nossa vivência social. Não é tempo de alijar responsabilidades, exactamente porque este é um tempo para exigir de cada um as suas, por reduzidas que possam parecer aos próprios. Vivemos uma era de mutação acelerada dos fenómenos sociais e os movimentos de qualificação social estão a entrar em contraciclo, depois de nos termos habituado ao seu crescimento, como é justo.

Agora, é procurar essa qualificação social em valores substantivos, ainda que com muito menos recursos. Assim sendo, a primeira linha interna tem de passar pela aposta numa educação entendida no seu sentido maior, isto é, passando pelo reforço da consciência cívica e apelando ao investimento no bem comum. Num contexto mais vasto, não pode deixar de se apelar à regulação da globalização e à qualificação da Democracia. De outra forma, vamos mesmo assistir ao desabar de um mundo e, à velocidade a que os acontecimentos se sucedem, amanhã.

publicado por luzdequeijas às 17:33
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CONFISCO DO ESTADO

Entre as marcas que o Governo de Sócrates vai deixar, encontra-se o aumento da carga fiscal sobre a economia.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

De acordo com a OCDE, de 1995 a 2008, Portugal foi o campeão da subida de impostos, chegando aos 35,2%, o que significa que, em cada euro de riqueza produzida, 35,2 cêntimos revertiam para os cofres fiscais. Mas, este ano, os impostos aumentaram e, no próximo Janeiro, há nova subida, especialmente do IVA, que terá um efeito nefasto. O peso real da carga fiscal na economia aproxima-se perigosamente dos 40%, o que significa que o Estado é o principal sócio das empresas e dos cidadãos na divisão dos rendimentos.

O pior é que estes impostos não serviram para tornar um Estado mais eficaz nos serviços prestados aos cidadãos. O Estado engordou, criou clientelas, deu comissões milionárias em contratos de concessões e adjudicações. Mais do que o monstro de que há anos falou o actual Presidente da República, tornou-se num polvo, que beneficia uma pequena elite e devora os cidadãos e os funcionários públicos e trava a economia. Se houvesse honestidade e rigor na gestão dos dinheiros públicos, o País não precisava de confiscar tanto dinheiro aos cidadãos e às empresas. Basta ver os inúmeros relatórios do Tribunal de Contas para ver o desperdício criminoso do nosso dinheiro. Mas, infelizmente, ninguém vai preso por isso. Nem sequer há acusados.

publicado por luzdequeijas às 17:28
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

CARGA FISCAL


Carga fiscal em Portugal supera média da OCDE
A carga fiscal em Portugal, medida em percentagem do PIB, alcançou 35,2476% em 2008, contra um valor médio de 34,8% no conjunto das economias da OCDE, revela um relatório divulgado esta quarta-feira pela organização sediada em Paris.

 

TEMOS DE PAGAR O MONSTRO !!!!

 
publicado por luzdequeijas às 13:36
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

FALTA DE LIDERANÇA

Caminho estreita-se

Daniel Bessa (www.expresso.pt)
Nunca, como hoje, senti a responsabilidade do que vai ficar dito. Portugal dificilmente escapará ao que, no século XIX, se chamava uma 'Conferência de Credores'.

Nas condições prevalecentes, que não se alterarão, os nossos credores não vão renovar os seus créditos e não vão surgir outros que, em transação normal, aceitem substituí-los. Sei que a dívida é dispersa, pública e privada, o mesmo acontecendo com os credores. Mas o mercado já só quer saber de números globais (dívida pública portuguesa; dívida externa de Portugal) e alguém terá de aparecer, de forma centralizada, respondendo por isto. É necessário reescalonar a dívida. Serão necessárias mais garantias. Terá de vir um aval de algum lado, a troco de limitação de soberania.

O que está a passar-se não vai resolver o problema, porque não o assume. Nem o orçamento aprovado, nem a alteração da legislação do trabalho recomendada pela Comissão Europeia e pelo FMI, nem a redução do balanço dos bancos preconizada pelo Banco de Portugal. Falta coordenação. Falta um plano. Falta liderança.

É necessário atuar de imediato. Défice público e défice externo não podem continuar a exceder a taxa de crescimento do PIB. A questão de continuarmos ou não no euro resolver-se-á mais tarde, dependendo de alinhamentos globais que nos transcenderão.

Texto publicado no caderno de economia do Expresso de 4 de dezembro

publicado por luzdequeijas às 23:19
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O ESTADO DA NAÇÃO

Portugueses chumbam Estado da Nação
Os portugueses estão insatisfeitos com a realidade do país, segundo o índice de avaliação do Estado da Nação em 2010, desenvolvido pela Fundação Vox Populi em parceria com a Marktest. A nota média das 14 categorias de avaliação é de 7,2, numa escala de zero a 20.

publicado por luzdequeijas às 12:45
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

A CULPA É DOS OUTROS

CONVICÇÃO VARIÁVEL

 


 
Vivemos num tempo em que a oratória e a capacidade de persuasão valem mais do que a verdade. Só assim se explica que o primeiro-ministro continue a ter bons resultados nas sondagens e a justificar os maus lençóis em que o país se encontra, atirando as culpas para todos, menos para si próprio.

Quem ouviu José Sócrates este fim-de-semana ficou com a certeza de que, ao contrário do que diz em Bruxelas, Sócrates não tenciona mexer na legislação laboral, na saúde ou nos transportes. Isso, diz o nosso primeiro-ministro, é exactamente o que o distingue do papão social-democrata. O PSD é que quer acabar com esse estado social. Diz também o primeiro-ministro que nunca agiu por cálculos eleitorais, mas por convicções.

O problema é que as convicções de José Sócrates têm uma certa tendência para mudar conforme está em véspera de eleições ou não. Foi com convicção que, em 2010, aumentou os funcionários públicos em 2,9% e, agora, é com a mesma convicção que lhes corta o ordenado. O mesmo se aplica às inúmeras prestações sociais que na altura foram distribuídas com grande generosidade e que agora, inevitavelmente, têm que acabar.

Quando, daqui a uns dias, ouvir o chefe de Governo anunciar com ar grave o que vai mudar nas leis do trabalho, no Serviço Nacional de Saúde ou na política de transportes, já sabe: é a convicção do primeiro-ministro, acabado de chegar de Bruxelas, a falar mais alto.


Raquel Abecasis

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:13
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

POLÍTICA À COTOVELADA!

Por:Francisco Moita Flores, professor universitário

 

Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, tornou-se o ilustrativo exemplo de como a política, quando já se julga que não pode descer mais baixo, ainda tem mais um degrau para descer no mundo da amoralidade. Os subsídios aos funcionários atingidos pelos cortes nos vencimentos, que segundo ele não ultrapassam três milhões de euros, nem chegam a ser uma medida populista.

Atingem um núcleo restrito de técnicos superiores, chefes de divisão, directores e subdirectores, nos quais se incluem naturalmente o contingente dos seus mais leais serviçais políticos. Os ‘boys’ de César. Não tem a ver com ultraperiferia nem com a atracção de novos quadros, como alguém argumentou, pois não vai surgir desta decisão cesarista um movimento migratório de quadros técnicos para os Açores. Tem apenas a ver com ambição e perfil de quem nos governa. Tido como um dos eventuais substitutos de Sócrates, o que daqui resulta é que quer atingir Sócrates. Não pela criação de uma política nobre, mas à cotovelada.

O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham, e ao mesmo tempo um valente pontapé no Governo central do seu Partido. Em nome dos Açores? Não. Em nome da Autonomia? Não. Em nome dos interesses estratégicos de César. Um general que não alimenta as tropas corre o risco de deserções.

A sua decisão não foi apenas uma afronta ao Governo da República. É um escárnio sobre os funcionários que nas mesmas condições, em zonas mais pobres do que os Açores, estão comprometidos com o apertar do cinto orçamental. É o desprezo absoluto pela política nacional por troca com os prémios de jogo que decidiu pagar às suas clientelas regionais. Diz que este ano a massa resulta de umas obra num campo de futebol que não se farão. E para o ano? E para o ano seguinte? É claro que acabarão por pagar aqueles que viram no resto do país os seus salários cortados. Não admira pois que esta mediocridade moral nem consiga receber o apoio do seu Partido.

É levar demasiado longe o caciquismo. Aos limites do vómito. Porém, regozija-se o Bloco de Esquerda, o símbolo maior do refilanço pré-juvenil com e sem causas. E…. Manuel Alegre! É doloroso ver um candidato a Presidente da República preso a esta imundície moral por necessidade de votos. Dirão alguns que é coisa menor comparando com os muitos milhões do BPN e de outros imbróglios afins. Seria verdade se o dinheiro fosse a medida de todas as coisas. Mas não é. A maior das medidas é o sentido de Pátria, assumida com elevada responsabilidade e rigor. E isto César não sabe o que é.

publicado por luzdequeijas às 15:52
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QUEIJAS DORMITÓRIO?

A MAGIA DA CRIAÇÃO DE EMPREGO

 

Há momentos na vida, em que temos o privilégio de escolher aquilo que quero ser e fazer, tudo parece correr de feição. Outras vezes, é preciso fazer um grande balanço e decidir com custo, o que se quer fazer da nossa vida profissional! De qualquer modo, é sempre um risco enorme, assumir capital, projecto e, ainda, assegurar os vencimentos dos nossos empregados, se quisermos ser empresários.

De qualquer jeito, é sempre preciso sair da zona de conforto. Muitas vezes, é nos momentos de desespero, que saem as grandes oportunidades e projectos.

Na freguesia onde moro, os moradores não têm a graça de poder ter “empregos locais”. Algumas empresas aqui instaladas, trouxeram os seus empregados consigo. O panorama de trabalho é sombrio, o melhor é os nossos jovens mudarem de Freguesia. Aqui, não têm futuro, e parece que neste país, também não!

Os empregos públicos estão a chegar ao fim e ainda bem. Eles são o “monstro” que está destruir o país e os portugueses. Vários países atingidos pela crise, estão a reduzir, drasticamente, o número de funcionários públicos.

QUEIJAS, no meio desta calamidade é um céu aberto, mas não para os nossos jovens.! O ACTUAL PRESIDENTE DA JUNTA, tem estado a admitir, no quadro da Junta, gente que não more aqui! Essa parece ser a condição imposta!

A sua mulher, desempregada de uma multinacional, arranjou emprego nos SMAS, ao abrigo do IOMAF! Falou com o marido, e arranjou um emprego na junta a uma amiga, moradora fora, mesmo sem aprovação da Assembleia de Freguesia! Irregularidade? Assim parece. Aguarda-se desmentido.

Outra, moradora de fora, dita Assistente Social, saída de uma junta vizinha, por força da crise, está bem instalada e, até parece que se dá muito bem com o “monstro”. E eu que julgava que o verdadeiro Assistente Social numa junta era, tinha de ser, o próprio PRESIDENTE DA JUNTA! Ombro amigo que deve resolver os problemas dos seus fregueses e aconselhá-los. Esqueci-me, entretanto, destes presidentes de junta IOMAF, altos quadros camarários, que têm mais que fazer do que aturar estes moradores “chatos”! SÓ NÃO PERCEBO, COMO É POSSÍVEL ALGUÉM VOTAR NESTA GENTE! Depois de ficarem sem os empregos, que deveriam ser seus! A CRISE ESTÁ A VIRAR ISTO TUDO DO AVESSO! São os boys do IOMAF!

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 15:30
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

A NOSSA IRMÃ CLARA

Monumento em honra de Madre Maria Clara do Menino Jesus

 

Decorreu no dia 8 de Dezembro de 1999, a inauguração do monumento em honra a Madre Maria Clara, uma obra que ficou erigida na encosta de Linda a-Pastora, com projecto do Arq. Luís Serpa e escultura de José Núncio . Esta religiosa, mais conhecida por Madre Maria Clara do Menino Jesus, a irmã dos pobres - nasceu na Amadora em 1843, tendo sido a fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da lmaculada Conceição. De origem nobre, a sua preocupação pelos mais pobres desde cedo se manifestou, tendo dedicado toda a sua vida a tentar minorar os problemas dos mais desfavorecidos. Depois da implantação da República, a Congregação deixou de ter sede, o que a levou a procurar outro sitio para se instalar. Anos decorridos, o lugar de Linda-a-Pastora acolheu-a, tendo a sua sede sido inaugurada em 1989, na antiga quinta de Cessário Verde.

A Câmara Municipal de Oeiras, atendendo à importância do trabalho desenvolvido por esta Congregação no concelho, decidiu homenageá-la com a edificação duma estátua da sua fundadora, Madre Maria Clara.

 

António Reis Luz

                   

 No âmbito da inauguração de monumentos importantes, não podemos deixar de salientar, este que foi edificado em honra de Madre Maria Clara, situado em Linda-a-Pastora. A sua inauguração, veio evidenciar a necessidade de preservação do património religioso da freguesia, e de dar destaque para os seus maiores símbolos. Não queremos esquecer esta Institução e a sua fundadora, bem como as nossas irmãs que tanto ajudaram, as pessoas mais pobres desta freguesia.

(este monumento carece de cuidados e está a ser deixado ao abandono)

 

 Papa aprovou canonização ( Ver post seguinte)

publicado por luzdequeijas às 17:23
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A NOSSA IRMÃ CLARA DO MENINO JESUS

Papa aprova beatificação de religiosa lisboeta
10 de Dezembro, 2010
Bento XVI aprovou o milagre atribuído à irmã Maria Clara do Menino Jesus, fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que será então beatificada.

Os Cardeais e Bispos da Congregação para a Causa dos Santos reconheceram o milagre e emitiram um parecer positivo sobre a cura repentina de pioderma gangrenoso de Giorgina Troncoso Monteagudo, cidadã espanhola que há 34 anos padecia desta doença.

A celebração de beatificação poderá ocorrer em meados do próximo ano na Diocese de Lisboa.

A irmã Maria Clara do Menino Jesus, habitualmente conhecida por Mãe Clara, nasceu a 15 de Junho de 1843 e morreu a 1 de Dezembro de 1899, na Amadora. Segundos as religiosas, a fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição era «mulher de coração sensível e sem fronteiras», destacando-se por uma «vida dedicada ao acolhimento e cuidado dos mais necessitados».

Apesar do clima social e político da época, a irmã Maria Clara «não se poupou a esforços na prática de obras de misericórdia», abrindo missões em Angola, Índia, Guiné, Cabo Verde e outros pontos do mundo.

SOL

publicado por luzdequeijas às 17:11
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ORDENADO CERTO ?

Há muito que defendo a liberalização total do mercado de trabalho.

E não o faço em nome dos interesses dos patrões: faço-o em nome dos interesses de Portugal e, também, dos interesses dos trabalhadores.

As razões são muitas e todas coincidentes:

1 - A flexibilização do mercado de trabalho facilitará o acesso dos jovens ao primeiro emprego. Hoje, muitos jovens, licenciados e não licenciados, chegam aos 35 ou 40 anos sem nunca terem tido um emprego certo. São pagos a recibos verdes e fazem estágios mal remunerados ou não remunerados e pós-graduações para ocupar o tempo. Esta situação não é sustentável e compromete o futuro.

2 - A flexibilização do mercado de trabalho atenuará os problemas dos que ficam prematuramente desempregados. Hoje, quem cai no desemprego depois dos 40/45 anos dificilmente consegue voltar a empregar-se. Ninguém o aceita. Se se liberalizar o mercado de trabalho, as empresas resistirão menos a contratar estas pessoas, pois poderão dispensá-las caso não funcionem ou não se adaptem.

3 - A flexibilização do mercado de trabalho promoverá o emprego. Hoje, qualquer empresário pensa 30 vezes antes de admitir alguém. Ora, havendo facilidade em despedir, haverá muito menos receio em contratar.

4 - A flexibilização do mercado de trabalho contribuirá para atrair mais investimento, designadamente estrangeiro, criando mais postos de trabalho (sobretudo se for conjugada com boas condições fiscais).

5 - A flexibilização do mercado de trabalho evitará situações de infelicidade e desajustamento.

Hoje, muitas pessoas descontentes com o que fazem (ou que se sentem indesejadas na empresa onde trabalham) acabam por ficar uma vida inteira agarradas ao seu posto de trabalho, dado não terem alternativas. Havendo mais flexibilidade haverá mais rotação e, portanto, abrir-se-ão mais oportunidades.

6 - A flexibilização do mercado de trabalho permitirá uma melhor adequação da mão-de-obra às necessidades das empresas. Aumentando a mobilidade, as empresas encontrarão mais facilmente as pessoas indicadas para cumprir as diversas funções.

7 - A flexibilização do mercado de trabalho estimulará a economia, permitindo às empresas adaptarem permanentemente os seus quadros às flutuações do mercado.

8 - A flexibilização do mercado de trabalho combaterá o laxismo, o absentismo, a incompetência e a mandriice.

E a quem não interessa a flexibilização do mercado laboral?

1 - Aos que estão bem empregados e têm legitimamente medo de perder o emprego (e são muitos).

2 - Aos que têm um emprego de favor.

3 - Aos que ocupam postos de trabalho artificiais.

4 - Aos incompetentes, aos absentistas e, em geral, a todos aqueles que não querem esforçar-se muito mas querem ter um ordenado certo. ( ,,, )

jas@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 17:04
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É PRECISO CORTAR DE VEZ

( ... )Os sindicatos repisam a ideia de que a liberalização do mercado de trabalho acarretará despedimentos em massa. Ora sucederá o contrário: espevitará o emprego, visto que a admissão de novos trabalhadores implicará menos riscos.

A esquerda entende que o objectivo secreto das empresas é despedir os trabalhadores. Ora o objectivo é empregar trabalhadores, pois é da mais-valia criada por cada trabalhador que a empresa retira os lucros.

Pela mesma razão, nenhum patrão quer despedir um bom trabalhador.

Mas também não pode honestamente obrigar-se uma empresa a manter um empregado que não deseja. O que sentiria o leitor se fosse proibido de dispensar uma empregada doméstica da qual não gostasse, tendo de continuar a pagar-lhe o ordenado?

Creio que todos os governos já se convenceram de que a liberalização do mercado de trabalho é indispensável para o progresso do país - e só ainda não a levaram por diante com medo das centrais sindicais e receio de perderem muitos votos.

Mas isto terá algum dia de ser feito - e quanto mais se esperar pior: andaremos sempre a correr atrás do problema sem nunca o resolver totalmente. O país precisa de um choque. E terá de ser como deixar de fumar: reduzir os cigarros um a um não resolve nada, é preciso cortar de uma vez.

Última observação: Como em tudo na vida, também neste tema dos despedimentos é necessário acautelar os abusos. Há maus patrões, como há maus trabalhadores. Por isso, há que precaver as injustiças. Neste sentido, devem penalizar-se severamente despedimentos por:

- Resistência a assédio sexual;

- Embirrações pessoais dos patrões ou das chefias;

- Motivos políticos.

Fora disto (e doutras situações manifestamente injustas que possam tipificar-se), o despedimento e a contratação devem ser totalmente livres.

jas@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 16:59
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REVOLTANTE INSENSIBILIDADE

10 de Dezembro, 2010Por José António Lima
A crise actual da economia portuguesa não é um cisne negro nem um relâmpago no céu azul, não é uma ocorrência surpreendente.

A crise identificada no início de 2007 - dependência do endividamento, insuficiência de competitividade, excesso de intervencionismo do Estado, preferência pelos sectores de bens não transaccionáveis, etc. - prosseguiu os seus efeitos acumulando factores de agravamento (impossibilidade de crescimento das receitas do Estado e incapacidade para limitar o crescimento da despesa do Estado, acentuada com o envelhecimento demográfico, com o desemprego e com o constrangimento crescente do pagamento dos encargos financeiros do endividamento, interno e externo) até ao momento em que emerge a crise económica mundial.

Em suma: a primeira década do séc. XXI salda-se por um registo muito pobre da vida portuguesa, parecendo esta incapaz de se afirmar, faltando-lhe ideias, verdade, força, lucidez, substância, garra e densidade política. Foi uma década, mais do que perdida, historicamente inaceitável, porque vazia.

Na sociedade portuguesa, que tem vivido numa atitude interesseira e egoísta, sem horizonte e sem conteúdo, vazia de substância, é preciso substituir o facilitismo pela exigência, a vulgaridade pela excelência, a moleza pela dureza, a golpada pela seriedade, o videirismo pela honra, a ignorância pelo conhecimento, a mandriice pelo trabalho, a aldrabice pela honestidade.

Os parágrafos acima reproduzidos são excertos de textos de Ernâni Lopes e, apenas, um pequeno retrato da sua inesgotável e estimulante capacidade de análise. Ernâni Lopes era um homem íntegro e sábio, como poucos em Portugal. Foi «um príncipe do pensamento português», na bela definição do seu amigo e sócio José Poças Esteves.

Aliando uma insaciável curiosidade de saber a uma escola de sólidos valores de comportamento, Ernâni Lopes era um exemplo raro, nos planos intelectual e moral.

Com a profundidade do seu pensamento, o rigor das suas análises e a clarividência das suas propostas, deixou-nos caminhos abertos para o futuro do país. Saibamos nós ter a energia e a inteligência de os prosseguir.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 16:47
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MUITA PROPAGANDA, POUCO TRABALHO

publicado por luzdequeijas às 16:42
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MENOS BURROS

Como estão os nossos alunos de 15 anos? Para o engº Sócrates, estão bem e recomendam-se.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

O último estudo da OCDE, conhecido pelo suculento nome de Pisa, revela uma melhoria geral a leitura, matemática e ciências que, na opinião de Sócrates, se deve às ‘aulas de substituição’ e à ‘avaliação dos professores’. Deixemos de lado estas duas últimas fantasias, que no caso em apreço apenas existiram na cabeça do primeiro-ministro.

Fiquemos pelos números. Melhoraram? Inegável. E inevitável: passar da miséria (em 2006) para a pobreza (em 2009) é, sem dúvida, uma melhoria relativa. Pena que continuemos na pobreza, ou seja, abaixo da média da OCDE. Em matemática, temos 487 pontos; a média é de 496. Em ciências, temos 493 pontos; a média é de 501. E, em leitura, o cenário é ligeiramente menos deprimente: temos 489 pontos; a média é de 493. Por outras palavras: continuamos burros, mas menos burros a fazer o básico. Nada disto devia ser motivo para festejos, excepto para quem se contenta com um pouco menos

publicado por luzdequeijas às 14:01
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OS RECURSOS DE ÁGUA POTÁVEL

Com tanta água no mar, pode parecer insensato falar em crise no seu abastecimento. Mas é exactamente para esse risco que a Organização das Nações Unidas (ONU) vem apontando há pelo menos trinta anos. A perspectiva é a de que, na próxima década, a crise de abastecimento atinja proporções inéditas, com a procura superando a oferta anual de 9 mil km3. A década passada foi toda dedicada a estudos da água e 1998 foi o Ano Internacional dos Oceanos, o reservatório de 97,5% dos 1,5 biliões de km3 da água da Terra. A água salgada, representa mais de 97%, das reservas mundiais, que são abundantes, embora não disponíveis quando e onde queremos, e na forma desejada. De tais reservas, quase dois por cento, está na forma de gelo. A água cobre 70% da superfície terrestre! Mas é bom que nos convençamos que a maior parte dessa água, não oferece condições para consumo. Igualmente os recursos fluviais, estão divididos de forma não proporcional: mais de 40% dos rios e lagos estão concentrados em seis países: Brasil, Rússia, Canadá, EUA, China e Índia. Muitas outras zonas da Terra, dispõem de poucos recursos hídricos.

A distribuição da água ao longo do ano, também apresenta enorme variabilidade. Esse facto faz com que existam épocas secas! No decorrer do III Fórum Mundial da Água, realizado no Japão, mais de dez mil representantes de 160 países, apresentaram-se, e muitos trouxeram soluções concretas para os problemas que atingem perto de dois mil milhões de pessoas, em todo o mundo. A crise mundial da água será um dos maiores desafios do século XXI! Noutra Cimeira Mundial, sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada na África do Sul, a comunidade internacional decidiu reduzir para metade o número de pessoas que não têm acesso a água potável até 2015, equivalente a 1,4 mil milhões de pessoas. Existe também o problema daquelas pessoas que não possuem quaisquer condições sanitárias e de salubridade, cujos números apontam para cerca de 2,3 mil milhões de pessoas. O grande drama consiste no facto de no momento em que se fazem grandes esforços, técnicos e financeiros, para dotar muitas pessoas de condições de acesso a água potável, saneamento e salubridade, a escassez do ”ouro azul” e o aumento acelerado da população mundial, atirarem o mundo para uma situação pior do que aquela que existe neste momento! Assim, prevê-se que, em 2025, 50 por cento da população mundial não terá acesso a água potável, contra os 30 por cento que actualmente sofrem esse problema!       

António Reis Luz      

 

  

 

publicado por luzdequeijas às 13:26
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

CÂMARAS DA MORTE LENTA

APESAR dos esforços das misericórdias e de outras instituições de solidariedade social, a oferta de lares para idosos é escassa para a procura. Crescem os lares ilegais. Espertalhões com poucos escrúpulos cobram fortunas. O negócio é rentável – e, desgraçadamente, desenvolve-se com a complacência de quem tem o dever de fiscalizar.

 

Por:Manuel Catarino, Jornalista

 

Na terça-feira, quatro idosos morreram no mesmo dia num lar selvagem da Charneca de Caparica. As explicações do presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, são tão confrangedoras e lamentáveis como as mortes no lar. Uma miséria. Disse ele que a proprietária já tinha sido notificada para encerrar voluntariamente o negócio.

É esta maneira rasca de encarar os assuntos mais sérios que nos fazem perder a esperança na administração pública. Se o lar não tinha condições, como a Segurança Social verificou em tempo, devia ter sido encerrado imediatamente - ou não? O dr. Martinho e os serviços que dirige, apesar de escudados nas normas, na burocracia e nos procedimentos administrativos, são moralmente tão culpados como a proprietária do negócio. Lavaram as mãos e a consciência - mas não evitaram que aquela vivenda continuasse a ser uma câmara da morte lenta. A dona do lar, de resto, disse tudo: "Estas pessoas vieram para aqui para morrer."

publicado por luzdequeijas às 20:50
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E ALASTRA !

O Conselho da Europa, pelo Grupo de Estados contra a Corrupção (Greco), elaborou um documento onde sugere a Portugal o aumento das penas para crimes de corrupção no sector privado. O facto passou quase sem notícia, mas merece uma séria e profunda reflexão.

Na verdade e não é de hoje – é até um fenómeno secular – e se é certo que no sector público encontramos verdadeiros manuais de más práticas, o sector privado não lhe fica atrás (isto sem correr o risco de uma generalização, que sempre seria injusta, porque também temos exemplos de excelência). O ponto é o alastrar da "coisa". E como a "coisa" alastra, alastra e alastra...

Em Portugal, à corrupção junta-se um fenómeno tão perverso quanto esse que é o "amiguismo" (por "puro" amiguismo ou em função de "irmandades" que são tudo menos instituições de beneficência, a não ser para os próprios). Corrupção e amiguismo, juntos, são devastadores. As nossas instituições públicas e privadas estão minadas por essas duas pragas que sacrificam a igualdade dos cidadãos e das empresas sãs, a sua eficiência e, claro, a competência que acaba por se ver preterida, com consequências óbvias nos resultados das várias actividades, sejam elas prosseguidas individual ou colectivamente, no público como no privado. Se ao que vai dito juntarmos uma quase total ausência de responsabilidade social e de ética comportamental, compreendemos a razão por que reina a opacidade institucional, a desresponsabilização e o insucesso e também por que razão ninguém responde por tantos e tantos milhões cuja aplicação redunda, no mínimo, em benefício de alguns, para as mais dispensáveis actividades, no máximo no que não devia.

O País vai sendo varrido por um saque generalizado que paga duramente e que também justifica o seu empobrecimento. Precisamos de instituições, sejam públicas ou privadas, sãs, alinhadas com as melhores práticas, como precisamos de regimes de responsabilização efectivos e de consciência cívica, como de pão para a boca.

Ora, aqui chegados, percebemos a razão pela qual a Justiça vem sendo degradada (da ausência de formação à ausência de meios, passando por regras absolutamente ultrapassadas). Como percebemos a razão pela qual a Justiça tem sofrido tantas tentativas de funcionalização e de desqualificação dos seus vários operadores. Ao fim e ao cabo, é isso mesmo que interessa a alguns, no público e no privado.

 

Paula Teixeira da Cruz

publicado por luzdequeijas às 20:37
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COMO FAZER APARECER BONS EMPRESÁRIOS?

Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali

montaram negócios florescentes! Por todo o mundo não é caso raro.

 

Não haverá uma receita mágica para fazer aparecer muitos e bons empresários. Quando muito, poder-se-á delimitar uma zona estratégica, temporal e condicionante para que tal objectivo se possa ir desenvolvendo através de uma selecção natural e evolutiva. Apertando a malha da rede, à medida que se for subindo na pirâmide.

 

Aquilo que todos sabemos é que sem bons empresários não haverá nunca uma economia sã e próspera. E também sabemos que sem empresários e uma economia produtiva e competitiva não haverá futuro para Portugal. Nem para um mínimo de “Estado Social”. O futuro visiona-se negro, mesmo sem quaisquer tipos de pessimismos. O tempo torna-se curto, e a Grécia está aí!

O país precisa de bons empresários, daqueles que querem arriscar, que têm espírito de iniciativa e não se resignem com a situação. Neste período de crise o motor da economia portuguesa terá de ser os empresários. Para tal não basta os altos dignitários do país exibirem casos de sucesso, será fundamental uma vaga de fundo. No contexto de todo o território e numa envolvente criteriosamente estudada. Um empresário não pode viver isolado e tem a cada momento de sentir-se estimulado e apoiado. Este apoio caberá ao Governo, sem moeda de troca. Para esse fim, deverá saber estender as mãos, e criar órgãos de apoio, que cheguem das cidades às mais remotas aldeias do isolado interior. Investigar o presente e o passado sem esquecer que uma “erva daninha” pode vir a constituir um bom negócio. Portugal não tem matéria-prima, nem dinheiro para comprar seja o que for. Caberá aqui um papel fundamental à investigação e às universidades. Tal levantamento dos recursos naturais, deverá ser efectuado também, pelas câmaras municipais no âmbito distrital.

Esquecer de vez quais as habilitações literárias dos possíveis empresários. Se elas fossem condição básica, Portugal teria o problema resolvido através de milhares de licenciados desempregados! A condição, só pode ser o velho “toque de Midas”, ou seja, ter aptidão para fazer ouro daquilo em que tocam. Não enjeitar uma necessária revolução nas “Novas Oportunidades”. Em lugar de fazer delas um instrumento de falsa correcção de estatísticas, virá-las para um desempenho de mão-de-obra especializada e de apoio aos novos e antigos empresários. Esquecer ainda, de forma definitiva, as actuais pretensões das “Direcções Comerciais de Luxo” a infiltrarem a política na sociedade e na economia! Esquecer sobretudo as famigeradas “empresas do regime” e a protecção aos “grupos”. A situação é demasiado grave para que alguém possa actuar, a qualquer nível, sem uma completa transparência. De mãos dadas e para a frente, encontraremos o caminho certo.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 19:36
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ONDE CHEGÁMOS E COMO LÁ CHEGÁMOS !

 

É difícil entender o que se passa com este nosso país! No balanço dos mais de cinco anos de governação socialista, de Sócrates, 4 de maioria absoluta e um de maioria relativa,  sente-se a convicção na população, de que se está a viver cada vez pior. Muito pior. E ainda vai piorar mais! Já não se fala dos últimos 15 anos, com 12 de sábia governação rosa. Estamos num país do “faz de conta”! Tudo se apaga, tudo se manipula! Vamos acreditar em quê? Os portugueses são os cidadãos mais pessimistas da UE (Euro barómetro - 2007), quanto ao seu futuro! Com o país à beira de uma explosão social e depois de um bloqueio de camionistas, o PM desabafou, sentir o país muito vulnerável. De facto, os indicadores não mentem. O país está completamente endividado. A divida externa está a atingir um valor vergonhoso. O crescimento económico, em lugar crecer a uma taxa alta para recuperarmos o atraso crónico que temos, começou a decrescer ou imobilizar! Os portugueses e as empresas, já perderam o sono. Ninguém tem ideia do rumo a seguir!

É um problema de liderança? É, mas não só. Guterres tinha currículo, mas faltava-lhe liderança forte e experiência. Era um homem honesto, mas isso só não chega. Embora seja importante!

O desalento, fez-lhe bater com a porta, o medo do pântano, fez o resto. Seria o pântano, o próprio partido socialista? Provavelmente, será! Com um pequeno interregno, e depois da saída de Guterres, voltámos á mesma mentalidade socialista, pela mão de José Sócrates! Desta vez iria ser pior. Gastar, gastar e gastar!

Não havia currículo nem experiência, e o que havia era uma falsa liderança, apoiada numa dialéctica desprovida de realismo. Se o problema da liderança é fundamental, muitas outras condicionantes são indispensáveis. Um pensamento integrado e mobilizador, precisa-se, urgentemente. A economia será sempre o motor de um Estado social, que eles tanto enaltecem e tão maltratam. Mas tal economia, não pode ter qualquer actividade como “vedeta”, mesmo que seja a informática e o "Magalhães". Investir, por exemplo, e só, nos meios informáticos, desleixando tudo o resto, resulta num desastre! Qualquer treinador de futebol sabe que tem de pôr a equipa a jogar com todos os jogadores que tem. Não pode agarrar em meia dúzia, e mandá-los para a prateleira. Ignorá-los, pura e simplesmente. É preciso contar com todos e saber de todos aproveitar os seus méritos. Méritos para conseguir uma produção de bens transaccionáveis, os tais que equilibram as contas do país, por serem exportáveis. E, neste campo terá de haver lugar para todas as empresas, não pode haver filhos e enteados! Tudo e todos, podem e devem, concorrer para o principal ojectivo a atingir. Ter um país unido é indispensável. Para criar riqueza. Sem isso, estaremos sempre a importar, cada dia mais, até mesmo novas tecnologias! Estaremos, também, sem qualquer riqueza para distribuir pelo povo! Ficamos com a sensação, de que o socialismo, só sabe criar impostos! Disso, o povo não gosta! De proganda e aparições na TV, está fartíssimo!

António Reis Luz

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:24
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