Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

O NOSSO MAR

Há uma unanimidade em Portugal sobre a importância do mar para nós. Ele é um ponto de passagem de várias e determinantes linhas de comunicação de tráfego que cruza o Atlântico. É fonte de abastecimento de alimentos. É ponto de atração de turistas. Poderá, um dia, ser gerador de hidrometano, algas, minerais ou até petróleo ou gás natural.

Percebe-se, assim, a sua importância. Além disso, a nossa posição arquipelágica é uma plataforma muito valiosa em termos securitários não só para Portugal, como também para os EUA, Canadá e diversos países europeus. Contudo, e com a costa que temos, as reentrâncias observáveis e a proximidade do Norte de África, podemos sofrer consequências negativas pela possibilidade que se abre à acção de narcotraficantes ou outros envolvimentos mais ameaçadores que comprometem a nossa estabilidade. Todas as razões aduzidas justificam uma protecção adequada desse património, operada em terra e no mar.

Estranhamente, o Estado não resolveu ainda o problema, deixando multiplicarem-se conflitos que resultam da duplicação funcional atribuída a várias entidades e relativas ao mesmo problema. Há muito que a Armada tem por missão a materialização dessa protecção, e, obviamente, quando a opera em termos de defesa militar, está, simultaneamente, a colmatar outras necessidades. A vigilância marítima pode exercer-se sobre tudo aquilo que pode constituir uma ameaça à segurança nacional e não apenas à defesa militar do nosso território, pelo que vários objectivos podem ser atingidos através da vigilância.

Habitualmente, designamos tal plurifuncionalidade por "uso dual" de meios, o que é praticado em muitos países de pequena e média dimensão. Num país com as nossas limitações, não faz sentido qualquer outra postura. Desse modo, e quando existem missões específicas no domínio da criminalidade, elementos da PJ ou do SEF embarcam nos navios da Armada e intervêm directamente no que lhes diz respeito.

Por lapso, ou falta de percepção da realidade, o Governo legislou num sentido equívoco, permitindo à GNR o controlo de águas costeiras, o que significa ou uma duplicação funcional em relação àquilo que a Armada já faz, ou remete esta para águas mais distantes, navegando duas forças portuguesas no mesmo oceano Atlântico. A extensão dessa missão atribuível à GNR apenas faz duplicar meios materiais e financeiros e provoca atrito. É errada, inútil e conflitual. Mais uma vez, é o Estado que cria problemas a si próprio e a todos nós, que pagamos esses erros, pois isso também custa dinheiro.

publicado por luzdequeijas às 12:58
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O EFEITO BORBOLETA

Quer saber porque estamos em crise? Porque disparou o desemprego? Porque têm as famílias menos rendimentos e os bancos cada vez mais protecção dos estados? Quer saber porque vivemos na corda bamba e porque é negro o futuro dos nossos filhos? Ou, ainda, porque estão as empresas à beira do colapso e os mercados a estreitar todos os dias? Quer saber de quem é a culpa de tudo isto? E porque gozam de total impunidade? Se quer mesmo saber, tire-se do seu conforto e enfrente o frio para ir ao cinema.

 

Por:Eduardo Dâmaso, director-adjunto

 

Vá ver o documentário ‘Inside Job’, ainda em exibição nalgumas salas, que explica, de forma objectiva e não panfletária, as razões da primeira grande crise da globalização. Explica porque é que uma crise dos bancos de investimento nos EUA, assente em produtos virtuais que vendiam pura ilusão, provoca uma crise económica real no Mundo inteiro. É a tal história da borboleta que bate as asas na Ásia e provoca um terramoto na Europa. Está lá tudo e, pior, de tal forma que não abre caminho a qualquer esperança. Os mesmos que provocaram a crise – os patrões da dita Banca de investimento – permanecem poderosos e influentes na política norte-americana e, por essa via, mundial. São os mesmos que estiveram com Bush e que estão agora com Obama. Totalmente impunes, como é óbvio!

publicado por luzdequeijas às 12:39
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PREVISÕES DA UNIÃO EUROPEIA

"Segundo as previsões de Bruxelas, só Portugal e Grécia vão sofrer uma recessão em 2011. Um empobrecimento de 4,7 milhões/dia" 

CM

publicado por luzdequeijas às 12:27
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ASSOBIAR PARA O LADO

A Comissão Europeia não acredita nas previsões do Governo sobre as reduções do défice. As razões são simples. A despesa do Estado é brutal e a economia vai entrar em recessão. Pior ainda. Em 2012, haverá um ligeiro crescimento, mas Portugal ficará em último lugar no conjunto dos 27 países da União Europeia. Brilhante futuro.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

No meio deste Inverno social, político e económico, é triste que ninguém seja capaz de chamar os bois pelos nomes. Espanha, Grécia, Irlanda, Reino Unido e França, só para falar de alguns dos nossos parceiros de desgraça, vão reduzir o número de funcionários públicos. Por cá, o senhor engenheiro relativo, especialista em negar a realidade, jura que jamais tomará tal medida. Pois é. Vai ser preciso esperar pelo FMI. Até lá, anda tudo a assobiar para o lado.

publicado por luzdequeijas às 12:19
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

MÃOS À OBRA

      
publicado por luzdequeijas às 22:23
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COMO SE CAPTURAM PORCOS SELVAGENS

Encontrando um lugar adequado na floresta e lançando algum milho no chão. Os Porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias coloca-se uma cerca. Mas só de um lado do lugar onde eles se acostumam a vir.

Quando eles se acostumam à cerca, eles voltam para comer o milho e coloca-se, do outro lado, uma nova cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer. Continua-se assim até colocar os quatro lados da cerca em volta deles. Com uma porta no último lado.

Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, continuam a vir. Então, fecha-se a porta e captura-se o grupo inteiro. E, assim, em pouco tempo, os porcos perdem a sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele, que esquecem como caçar na floresta por si próprios. E, por isso, aceitam a servidão.

Dá para pensar que podemos chegar, um dia, à situação destes “porcos selvagens”. Quando começamos a ver, sempre e sempre, novas leis de acordo com aqueles que nos dão o milho! Tudo a custo da perda contínua da liberdade (expressão, económica, cultural, social etc.)

Migalha a migalha          

   

As migalhas vão chegando na forma de :

- Sopa aos excluídos;

- Programas de televisão manipulados;

- Futebol como um bem social;

- Justiça com duas caras (ricos e pobres);

- Impostos variados sobre os mais humildes e desprotegidos;

- Estatutos de protecção a banqueiros e políticos;

- Reformas de muitos milhares para os seus;

- Programas falsos de bem-estar social;

- Medicina e medicamentos para quem tem dinheiro.

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:47
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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

 

Aposentação

Finanças perdoam acumulação ilegal

Ilegalidades detectadas por auditoria da inspecção-geral. Ministério das Finanças não pediu a devolução do pagamento ilegal de 1,6 milhões de euros a pessoas que acumularam salário e pensão no Estado.

 

A legislação aprovada no início da 1.ª legislatura de Sócrates, foi um mau começo. Embora tenha tido muitos aplausos, foi para isso que se legislou, esta pura demagogia de alguém que, proibiu aos reformados agregarem outra recompensa monetária proveniente de outra profissão ou cargo político, para além da reforma, que as suas forças e capacidades ainda lhe permitam desempenhar, até melhor que outros mais novos. Na verdade, por exemplo um presidente de Junta de Freguesia até pode acumular com a sua reforma este cargo político, com toda a vantagem para o povo! Tem tempo disponível e muita experiência de vida. Mas, claro que Sócrates decidiu do seu alto nível moral, e proibiu tal desempenho aos reformados, por terem alguma vantagem financeira!Tal como aconteceu a um ex-ministro das finanças de Sócrates, que veio a demitir-se por isso. Um reformado, remunerado ou não, pode desempenhar a tempo inteiro as funções de presidente de junta, com total dedicação à sua freguesia e aos seus habitantes, por ter tempo disponível e gosto em o fazer. Quem não fôr aposentado, por lei, já pode receber para estar presente a meio tempo ou  tempo inteiro na junta, e até ter duas reformas! Raramente tem a experiência de vida de um reformado, que permite a este ser um autêntico pai de família para todos os habitantes, como um presidente de junta deve ser. Acontece que muitas vezes os autarcas com profissão, saem do seu emprego para cumprirem as suas obrigações políticas e é o seu patrão que lhes paga o tempo de ausência! Assim, tais autarcas, até podem ganhar pelos dois lados. A caça aos pobres reformados vem de longe! Acentuada com este socialista  de trazer por casa!

 

Agora, outra coisa é haver uma lei e, essa lei, ser aplicada a umas pessoas e a outras não. Estas discriminações que começam a fazer lei, são abjectas. As notícias referem uma perda de 1,6 milhões de euros que alguém perdoou, passando por cima da lei.

E mais abjecta é a decisão, por partir do ministro das finanças, porquê? Onde está a moral destas decisões que permitem a certas (muitas) pessoas não pagarem aquilo que a lei diz que devem pagar? É a protecção a certas pessoas "armadas" em políticos, mas que muitas vezes só estão a proteger interesses (importantes), nem sempre legais! Mostrem ao povo uma prova de honestidade democrática e, obriguem essa gente a pagar aquilo que receberam ilegalmente! Só assim as coisas começarão a mudar.

António Reis Luz  

publicado por luzdequeijas às 13:40
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OS ESPERTALHÕES

Passos Coelho: Aviso aos "espertos”

"O líder do PSD avisou ontem, em Coimbra, que “os espertalhões que sabem colocar-se, na hora certa”, ao lado de quem “vai ganhar”, “não terão guarida”.

publicado por luzdequeijas às 12:58
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PATOS-BRAVOS DA POLÍTICA

O engenheiro relativo, ultrapassado o drama orçamental, quer reanimar a economia. Muito bem.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

A ideia passa por uma reforma da legislação laboral e pela reabilitação urbana. É aqui que a porca torce o rabo. O programa prevê a criação de umas gigantescas Polis para várias cidades. E o Governo anda por aí à procura de uns valentes milhões para aumentar a dívida.

Coisa estúpida em tempos de penúria. É evidente que não passa pelas cabecinhas socialistas que bastava liberalizar as rendas, pondo fim ao condicionamento esquerdista de Salazar, e alterar radicalmente a lei dos despejos para animar o mercado, acabar com as casas devolutas e dar trabalho a muitas empresas. Preferem andar com as mãos na massa do investimento público caro e corrupto. No fundo, adoram ser os patos-bravos da política.

publicado por luzdequeijas às 12:47
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O MONSTRO!

"O MONSTRO" CRIOU MAIS POBREZA

 

"Quem baptizou o actual monstro provavelmente só o fez a pensar no elevado custo de manutenção. Mas o "MONSTRO" através de vergonhosa má distribuição do rendimento nacional, transformou uma faixa de 30% da população em vítima de pobreza e miséria, enquanto umas elites privilegiadas se afirmam pela abastança."

José V. Rodrigues - Boliqueime

publicado por luzdequeijas às 12:36
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Domingo, 28 de Novembro de 2010

O EURO E A UNIÃO EUROPEIA

Novembro 28, 2010

A União Europeia e o euro

Filed under: Economia,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:00

O fim da União Europeia? Por Luciano Amaral.

Há cerca de duas semanas, a chanceler Angela Merkel afirmou que “se o euro falhar, falha a União Europeia”, no que foi secundada alguns dias depois pelo Presidente de todos os europeus, Herman Van Rompuy, de acordo com o qual “se não sobrevivermos com o euro, não sobreviveremos como União Europeia”. Quem sou eu para argumentar com tais sumidades continentais, mas pergunto-me se não será exactamente ao contrário: o euro é que ameaça a União Europeia.

Insurgente

publicado por luzdequeijas às 22:43
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

O PRAVDA SOBRE PORTUGAL

 
 

 

Source: Pravda.ru

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José

Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer

sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente

deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria. E não é porque eles serem portugueses.
Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que

doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se

estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando

a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar

Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a

chegar ao Japão....e à Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de

austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de

política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contato com o

mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e

Partido Socialista (PS), gangorras de má  gestão política que têm assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as

agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and  Poor's, baseadas nos Estados Unidos da

América  (onde havia de ser?) virtual e fisicamente,  controlam as políticas fiscais, económicas e

sociais dos Estados-Membros da  União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e

com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes

em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta

Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a

agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares

para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e

adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os

Mercedes e BMWs.  Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da

direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos

portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos

para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas

lusas!!), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade

de criar emprego e riqueza numa base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram bilhões de euros através das suas mãos a partir dos fundos

estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de

Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de

cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!)

e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e

parasitas inúteis (que são), ele é o pai  do défice público em Portugal e o campeão de gastos

públicos.
A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma

inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento

do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o

país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-

estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de

parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava

no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar

ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram

criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e

esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini,  Maserati.

Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O

Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi

desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo

a perderem o controle e a participarem.
Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente

Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um

buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas

abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou

ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com o seu discurso do

que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer

hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de

José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e

tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses

instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado

da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise

mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões

de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis,

enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de

educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de

inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de

laboratório, que obviamente serão contra-producentes.
O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos.

Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo,

mudar de emprego ou abandonar o país (5%)
Concordo com o sacrifício (1%)
Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe

ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela

população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a

obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no

caso de Portugal, contínua) recessão.
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que

sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!
É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o  Governo  de Portugal

está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo

de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido

Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a

ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao

longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido

assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certos, bem longe de

Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora.

Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política

abominável

Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru
 

publicado por luzdequeijas às 23:45
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PARTIDOS DESACREDITADOS

( ... ) Esta apreciação negativa dos partidos políticos não é um exclusivo português nem diz respeito a este tempo histórico.

No final da Monarquia, sobretudo a partir das cisões verificadas nos dois grandes partidos da segunda metade do século XIX - o Partido Progressista e o Partido Regenerador -, as lutas fratricidas entre os partidos monárquicos apressaram o fim do regime.

Depois, durante a I República, foi o que se sabe: a acção do Partido Democrático de Afonso Costa, actuando de modo sempre sectário, arbitrário e mesmo ditatorial, foi um dos motivos do divórcio litigioso entre os cidadãos e a República.

O Partido Democrático era detestado por quase todos - e muitos dos que o defendiam faziam-no de forma arrogante, agressiva e às vezes arruaceira, atropelando os direitos dos adversários.

Assim, quando os militares apareceram e suspenderam os partidos políticos, e quando, mais tarde, Salazar confirmou essa proibição (consagrando-a na Constituição de 1933), pouca gente viu nisso um mal.

Pelo contrário.

Estes 48 anos, entretanto, fizeram esquecer muita coisa - e o regresso dos partidos foi saudado com expectativa.

Acreditava-se, ingenuamente, que eles nos trariam uma vida melhor e aproximariam a política dos cidadãos.

Mas o tempo passou e muita gente começa a descrer.

Dois ex-líderes partidários - que não nomeio para não terem dissabores - disseram-me que, nas reuniões com os militantes pelo país fora, a única coisa com que estes se preocupavam era com os lugares.

Não queriam saber de políticas, nem de estratégias, nem de interesse nacional, nem de nada: só queriam saber de lugares.

Já outros sentiram este problema no passado. ( ... )

 

José António Saraiva

publicado por luzdequeijas às 17:31
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VEM AÍ A GUERRA

Portugal abriu a boca de espanto com o Orçamento aprovado na especialidade. Tudo porque PS e PSD resolveram cozinhar uma norma de excepção para as empresas do Estado, que podem isentar alguns dos seus ‘cérebros’ dos cortes gerais.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

A ideia, diz-se, é evitar a fuga dos ‘cérebros’; mas qualquer pessoa que ainda não perdeu o seu sabe que o objectivo é outro: desistir de governar e desistir de fazer oposição. Uma desistência táctica e momentânea, naturalmente: o governo já não acredita que sobrevive a 2011 e, pelo andar da carruagem, é bem provável que Sócrates estenda a mão ao exterior ainda antes do Natal. Tradução: não vale a pena desagradar às clientelas.

A despesa, a ser cortada, será cortada por outros e a mando de outros, sem que o PS pague a factura completa. No PSD, o raciocínio é similar: para quê levantar sarilhos agora quando, a curto prazo, o governo irá atingir um ponto sem retorno de descrédito? Os dois partidos do regime deixaram de pensar no regime. Estão entretidos a contar espingardas para uma guerra de poder sobre as ruínas de um país.

publicado por luzdequeijas às 11:47
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

PORTUGAL OÁSIS PARA DESCANSAR

Gerir Portugal hoje e no futuro

Portugal não é um “oásis isolado e triste” na complexidade de gerir as expectativas e as realizações que podem levar à melhoria. Digamos que é um oásis com pouca água, pouca vegetação, demasiados dromedários   e poucas hipóteses de fazer comércio internacional como tanto faz falta. Como faziam os mercadores que utilizavam os oásis para descansar [...]

publicado por luzdequeijas às 22:26
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FREI VENTURA

ENTREVISTADO

 

A democracia vive das estruturas partidárias ... ? Infelizmente.

 

Se as pessoas deixarem de acreditar nos partidos, a que se vão agarrar? Já deixaram de acreditar.

 

Que reforma é que se pode fazer? Nenhuma, porque é isso que interessa ao poder. Ter uma sociedade de gente que pensa é muito perigoso. Ter uma sociedade de gente que pensa que pensa é fantástico. Temos aí as Novas Oportunidades para isso. Nós andamos sempre à procura do pai e à espera que este nos pegue ao colo. Se alguém fizer aquilo que me cabe a mim fazer, palmas e fico contente.

publicado por luzdequeijas às 22:03
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FREI VENTURA

ENTREVISTADO

 

No que diz respeito à corrupção? ( ... ) Temos uma política social e política montada no penacho, no compadrio, na corrupção legal. Não temos partidos com linhas políticas, temos partidos com gatafunhos ideológicos. A política não pode ser profissão, tem de ser serviço.

 

Profissão e trampolim?

 

Sim, sim. A pisar os outros e a passar uma mensagem negativa para o resto do mundo. No ensino não lembra a ninguém inteligente o que está a acontecer em Portugal com o Magalhães, que é simples manobra de propaganda política, é pó-de-arroz do primeiro-ministro, que bem precisa, coitado! Precisa de lifting, de peeling, de tudo. Parece que está tudo maluco e a outra metade toma pastilhas. Tenho andado, nestes últimos tempos, a tratar de arranjar dinheiro para abrir poços em Timor-Leste. Quando chego a Portugal e ouço o Presidente da República de um país - para o qual ando a pedir dinheiro para fazer poços, para dar água às pessoas - dizer que vem comprar a dívida do meu país, alguém está a brincar com a minha cara. Ou então estão a brincar com os timorenses! Eu não podia acreditar: Esse homem (Ramos Horta) não é presidente de Timor, de certeza. Eu ando a ver se lhe arranjo dinheiro para lhe abrir um poço, na terra dele. E ele vem tentar tapar o poço económico do meu país. fantástico!  

 

publicado por luzdequeijas às 21:35
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OS NOSSOS PARTIDOS

Vítor Constâncio e Cavaco Silva, por exemplo, não morriam de amores pelas estruturas dos respectivos partidos - e, quando Cavaco esteve no Governo, quem fazia a ligação com o PSD eram outros dirigentes, como Dias Loureiro, Fernando Nogueira ou Marques Mendes.

Porém, enquanto estes problemas estão circunscritos às esferas partidárias, ainda vá que não vá.

Mas quando os vícios dos partidos são transportados para o nível do Governo, aí é que são elas.

O exemplo vem de cima; portanto, quando os exemplos são maus, tudo na sociedade começa a correr mal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, pode ser o homem mais sério do mundo e o mais identificado com os interesses da nação.

Mas é inegável que se rodeou de pessoas que não são propriamente poços de virtudes e que constituem péssimos exemplos: desde Armando Vara a José Penedos ou Mário Lino, passando por todos os Ruis Pedros Soares deste mundo.

Em várias instâncias do poder instalou-se uma espécie de máfia - que nalguns casos já actua por conta própria, sem caução do primeiro-ministro ou de alguém do seu gabinete, mas com a sua complacência.

E esta gente está em toda a parte: pressiona os órgãos de comunicação social, actua dentro das empresas públicas ou participadas, tem laços estreitos com a banca, estabelece cumplicidades no aparelho judicial e em algumas Polícias.

Ora, com estes exemplos vindos de cima, como estranhar que se tenha instalado no país um clima de salve-se quem puder, de desrespeito por valores e princípios, de comportamentos fraudulentos, favorável à corrupção e ao tráfico de influências?

Repito: o exemplo vem de cima - e, num ambiente promíscuo, ninguém quer passar por trouxa.

Se os que estão lá em cima não têm escrúpulos e se safam, por que hei-de ser eu o anjinho? - é o que muita gente pensa hoje.

Por isso, é absolutamente indispensável que se arrepie caminho depressa - e que o Governo volte a dar bons exemplos .

Mesmo que os partidos não mudem de atitude - e não vão com certeza mudar -, o Governo não pode ter os mesmos comportamentos e tem de dar ao país os sinais certos.

Não é possível Portugal continuar a ter governantes suspeitos de corrupção e pessoas que, ao nível do poder, actuam como gangsters.

Para que o conjunto da sociedade não perca o sentido dos valores e dos princípios fundamentais, é preciso que aqueles que ocupam lugares cimeiros sejam os primeiros a respeitá-los.

É este, diga-se de passagem, o grande trunfo de Cavaco Silva: transmitir uma imagem de seriedade ao nível do topo do Estado.

É por isso que muita gente confia nele.

José António Saraiva

publicado por luzdequeijas às 18:35
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GESTÃO RUINOSA NO TAGUSPARK

26 de Novembro, 2010Por Luís Rosa
Rui Pedro Soares, administrador não executivo do Taguspark, foi o interlocutor do escritório de José Miguel Júdice num projecto-fantasma de criação de um grupo de comunicação social, que incluía a TVI. Os auditores dizem que o processo está pejado de irregularidades.

A revelação é feita pela própria PLMJ numa carta enviada à BDO - sociedade de auditoria que analisou os três últimos exercícios do Taguspark a pedido da actual administração, liderada por Nuno Crato. «Em quase todos os casos em que é citado o interlocutor do Taguspark perante a PLMJ, esse interlocutor é um administrador não executivo da empresa (Rui Pedro Soares)» - lê-se no relatório da BDO a que o SOL teve acesso.

Recorde-se que Rui Pedro Soares, entre 2008 e 2009, liderou um projecto para formar um grande grupo de comunicação social, em que o Taguspark, com outros investidores, compraria a maioria do capital social da TVI. A revelação surgiu nas escutas telefónicas do processo Face Oculta.

Os auditores da BDO concluem que os serviços prestados pela PLMJ para a operação TVI custaram 229 mil euros - mas são um exemplo de despesas «sem aparente relação com a actividade do Taguspark ou em que não é facilmente demonstrável a sua indispensabilidade para a empresa». Logo, dificilmente tais custos serão reconhecidas enquanto tal pela administração fiscal.

A contratação da PLMJ, que além da operação TVI também efectuou uma proposta de alteração do acordo parassocial e uma auditoria à Taguspark, custou um total de 733 mil euros e é apontada pelos auditores como um exemplo de como as regras internas foram desrespeitadas.

Além de não ter sido realizada nenhuma consulta ao mercado, a Taguspark também não pediu um orçamento prévio nem assinou qualquer contrato com o escritório de José Miguel Júdice.

A Comissão Executiva então liderada por Américo Thomati permitiu, mesmo assim, segundo os auditores, que fossem pagos 450 mil dos 733 mil euros facturados pela PLMJ, encontrando

publicado por luzdequeijas às 15:46
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FALTA QUALIDADE AO ESTADO

Falta qualidade às funções próprias do Estado em matérias fundamentais ao seu bom funcionamento e à defesa dos interesses dos contribuintes.

 

Por:António Nogueira Leite, Economista

 

É certo que se mantêm no Estado pessoas de grande qualidade, muito capazes e dedicadas. É também verdade que não há hoje pensamento estratégico residente na administração pública, nomeadamente na área económica e financeira.

A dimensão muitas vezes exagerada dos gabinetes governamentais foi um dos factores que, ao longo de 20 anos, mais foi utilizado como elemento cerceador do contributo próprio da administração na solução dos problemas mais complexos ou relevantes. O desinvestimento na atracção dos melhores quadros e a sua substituição pelo recurso permanente a consultores externos contribuíram para a eliminação das competências .

Em resultado de tudo isto, tem crescido a captura dos governantes por interesses particulares, quer dos prestadores de serviços, quer de quem com eles muitas vezes se relaciona fora do âmbito da administração. O resultado é simples mas triste e perigoso: uma administração pública insuficientemente qualificada, governantes fragilizados e contribuintes prejudicados.

publicado por luzdequeijas às 15:33
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FARDAS GERAM POLÉMICAS

Sindicato aponta gastos de um milhão de euros

 

Novas fardas do Hospital de São João geram polémica

 

publicado por luzdequeijas às 15:21
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BAIXA POLÍTICA DOS PARTIDOS

Estes 48 anos, entretanto, fizeram esquecer muita coisa - e o regresso dos partidos foi saudado com expectativa.

Acreditava-se, ingenuamente, que eles nos trariam uma vida melhor e aproximariam a política dos cidadãos.

Mas o tempo passou e muita gente começa a descrer.

Dois ex-líderes partidários - que não nomeio para não terem dissabores - disseram-me que, nas reuniões com os militantes pelo país fora, a única coisa com que estes se preocupavam era com os lugares.

Não queriam saber de políticas, nem de estratégias, nem de interesse nacional, nem de nada: só queriam saber de lugares.

Já outros sentiram este problema no passado.

Vítor Constâncio e Cavaco Silva, por exemplo, não morriam de amores pelas estruturas dos respectivos partidos - e, quando Cavaco esteve no Governo, quem fazia a ligação com o PSD eram outros dirigentes, como Dias Loureiro, Fernando Nogueira ou Marques Mendes

 

José António Saraiva

publicado por luzdequeijas às 15:08
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O FURÚNCULO DA SOCIEDADE?

26 de Novembro, 2010Por José António Saraiva
 
Maria João Avillez, em entrevista ao SOL, afirmou cruamente que os partidos são «o furúnculo desta sociedade».

Ainda que a palavra seja dura e a ideia possa provocar repulsa, é impossível não lhe reconhecer alguma verdade.

O tema foi durante muito tempo tabu pela simples razão de que, tendo o 25 de Abril legalizado os partidos depois de 48 anos de ditadura, pôr em causa os partidos era, de certo modo, pôr em causa a democracia - e desculpar Salazar e a ditadura.

Era como se, com 40 anos de atraso, viéssemos dizer: Salazar estava afinal cheio de razão quando aboliu os partidos .

Mas o certo é que, cada vez com menos vergonha , os cidadãos começam a questionar as virtudes dos partidos políticos e a atribuir-lhes boa parte da responsabilidade na situação a que Portugal chegou.

Os mais letrados ainda dizem que os partidos são maus, mas são um mal necessário ; porém muitos outros não têm pejo em dizer que os partidos não fazem falta nenhuma e podiam perfeitamente acabar.

publicado por luzdequeijas às 15:03
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ACABARAM-SE AS ILUSÕES

Por José António Lima

Passos Coelho tem falado pouco, nas últi-mas semanas. O que só tem beneficiado a sua imagem junto dos portugueses, como se vê pelos resultados das sondagens.

Numa das suas, agora espaçadas, intervenções, o líder do PSD traçou um retrato sombrio mas realista da crise em que o país mergulhou. Falou da dívida do Estado escondida «nos passivos das empresas públicas» e nos encargos das «parcerias público-privadas que, a partir de 2014, vão ter um custo anual que pode chegar a dois por cento do PIB», alertou que o défice real deste ano será «de 9,5%» e acrescentou: «Não há capacidade para criar emprego, não há dinamismo na economia».

Passos Coelho fez, por fim, questão de avisar os portugueses que esta crise não é passageira, nem será ultrapassada em dois ou três anos: «Estamos convencidos que em duas legislaturas, em oito, dez anos, somos capazes de mudar estes dados actuais, de inverter esta situação». Louve-se a franqueza e a clareza do discurso. Onde parece ter acabado o tempo das promessas enganadoras e das ilusões de facilidades a curto prazo.

publicado por luzdequeijas às 14:58
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

ESPECULADORES À SOLTA

Especuladores, procuram-se…

Especulação. Por João Miranda.

 

A visão conspiracionista dos mercados tem levado os jornais a publicar notícias do género “mercados vão centrar as atenções em Portugal” ou “mercados especulam contra Portugal”. Na verdade é exactamente ao contrário. Portugal é que tem os olhos postos nos mercados e quer que, em 2011, estes emprestem 40 a 50 mil milhões de euros. Os mercados estão pouco interessados em emprestar. Portugal precisa desesperadamente que os mercados lhe emprestem dinheiro.

 

Insurgente

publicado por luzdequeijas às 23:33
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CHAMEM O FMI

Os deputados do PS com abstenção do PSD, aprovaram uma interessante alteração ao Orçamento de Estado. Éassim.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

As empresas públicas, todas, locais, regionais e nacionais, que, com raras excepções, estão endividadas até ao tutano e apresentam todos os anos prejuízos obscenos, ficam isentas dos cortes salariais aplicados aos funcionários do Estado. Percebe-se porquê.

É neste imenso universo que estão alojados os apaniguados, os boys, as girls, os amantes de ambos os sexos, amigos, parentes e companhia limitada dos partidos do Bloco Central. Já não vale a pena falar em pouca vergonha e dar gritinhos de indignação. Já não vale a pena falar em moral, ética e outras coisas mais. Já não vale a pena sequer chamar o FMI. Portugal já é um caso de polícia. Chamem é o FBI.

publicado por luzdequeijas às 18:40
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INTEGRAR O SISTEMA !

 

A propósito do “sistema” e da anunciada auto-reforma do Eng. João Cravinho a 1 de Maio de 1999, em notícia assinada por Nicolau Santos, podia-se ler:

 

 “Um alto responsável do governo socialista confidenciou-nos que Cravinho tem referido em privado a intenção de se reformar mal saia do Governo em Outubro. Seria uma espécie de retiro político numa casa que tem no Algarve. Constituiu isto fonte de preocupação para o Governo e Partido Socialista que temendo o pior de um João Cravinho reformado, depois de ter visto António Vitorino passar-lhe à frente na corrida para comissário europeu. O Eng. Cravinho vai ter que continuar a integrar o” Sistema”, afirmou - nos fonte muito próxima de António Guterres,”                                                           

 

Expresso 01 Maio 99

 

publicado por luzdequeijas às 16:24
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A DESGRAÇA NACIONAL

Com um regime largamente desprestigiado, com partidos que o Pais despreza, com uma economia pobre e sem estratégia, com universidades de segunda ordem, com isto e aquilo, como haveria élites? Os principes que nos governam reflectem fielmente a desgraça nacional.

 

Vasco Pulido Valente

DN 3-11-2002

publicado por luzdequeijas às 16:19
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O DINHEIRO E O PODER

Este Governo – como em geral todos os Governos – prometeu aos fracos, aos probres, aos desprotegidos, pois aí está a maioria que vota e depois começou a ceder aos fortes, aos ricos e aos privilegiados, pois é ai que está o dinheiro e o poder.

 

Joao Paulo Guerra

DE 10-07-2002

publicado por luzdequeijas às 16:12
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O RESPEITO DOS PORTUGUESES

“O próprio regime perdeu o respeito dos portugueses”.

 

DN 22 Setembro 2002

 

Com estas palavras em jeito de aviso e alerta de Vasco Pulido Valente, nada mais podemos acrescentar para definir o estado da nossa “Democracia”.

 

publicado por luzdequeijas às 16:10
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MÁRIO SOARES ARRASA GUTERRES

                                                                                                                                                                                                                                   

 “ As grandes coisas que poderiam ter sido feitas não se vê onde é que elas estão. Em que é que progrediram os direitos das pessoas em concreto? Como é que melhorou o estado de vida daqueles que são os mais sacrificados? E a repartição da riqueza?

Realmente nisso não se avançou muito. Se não se avançou, em que é que é um governo à esquerda? É uma pergunta que se pode pôr, (.). É uma resposta difícil, não a sei dar. Mas sei que é uma pergunta que deve fazer reflectir as pessoas de esquerda e eu sou uma delas. Sou uma pessoa que reflecte sobre essas matérias. Se a esquerda, no governo, faz o papel da direita, não vale a pena votar na esquerda”

 

Acabámos de ouvir Mário Soares em discurso directo, na Antena 1. Esta notícia vem pôr-nos em cima da mesa mais dois chavões; a ESQUERDA e a DIREITA. Alguém saberá nos dias de hoje, explicar a alguém, que diferença existe entre estas duas palavras?

publicado por luzdequeijas às 16:07
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A NOSSA DEMOCRACIA

 

As palavras do actual presidente da Câmara do Porto, são pela sua comprovada honestidade, um alerta de pessoa experimentada e amiga. Infelizmente fazem-nas passar despercebidas!

 

“ A nossa sociedade está a atravessar uma perigosa crise de valores. Uma crise que todos sentimos nas mais pequenas coisas, quando, no dia-a-dia, constatamos que temos de conviver com uma permanente inversão de prioridades.

Hoje, já começa a ser difícil encontrar quem perceba que o interesse colectivo se tem sempre que sobrepor ao interesse individual. De forma perigosíssima, a sociedade aceita demasiadas vezes e de forma complacente que os interesses individuais ou de grupo ditem políticas que agridem o colectivo. Infelizmente são muitos esses exemplos.”

 

A política in situ     

RUI RIO

publicado por luzdequeijas às 16:05
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A CREDIBILIDADE DA DEMOCRACIA

"Ou a Democracia acaba com o circuito vicioso dos boys ou estes acabam com a credebilidade da democracia."

 

 Jose Carlos Vasconcelos

publicado por luzdequeijas às 16:02
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INCUMPRIMENTO

ªContinua a ser demasiado fácil incumprir contratos, incumprir normas de conduta, incumprir deveres legais.

 

Jose Miguel Judice, Bastonario da Ordem dos Advogados

 

JN 13-02-2002

publicado por luzdequeijas às 15:59
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PORTUGAL REFEM DOS LÓBIS

 

"Financial Times vê-nos como um modelo esgotado, onde as reformas são travadas por todas as classes e com os piores niveis de qualificação, produtividade e absentismo. Um desafio dificil."

 

DN Negocios 22-10-2002

 

publicado por luzdequeijas às 15:56
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SÚMULA DOS ERROS DE GESTÃO

PÚBLICA DAS PPP

 Passou a violar-se disposições contratuais do caderno de encargos definidas pelo concedente público, ou seja: o concessionário passou a impor-se ao concedente público. Exemplos: subconcessões Baixo Tejo e Litoral Oeste (a concessionária não aceitou correr o risco da cobrança coerciva de portagens, apesar do caderno de encargos atribuir a sua responsabilidade ao parceiro privado).

As negociações de contratos de PPP foi sistematicamente conduzida por consultores externos que ganharam, cada vez mais saber técnico, financiado a peso de ouro pelo dinheiro dos contribuintes, sem que o sector público tivesse retirado qualquer benefício da curva de aprendizagem. Exemplos: a generalidade dos projectos de PPP contratualizados pelos concedentes públicos.

No contexto da crise financeira internacional, os bancos financiadores dos projectos entenderam (com toda a naturalidade) elevar o nível de exposição financeira e de risco que deve caber ao Estado concedente, e por isso passaram a pretender a transferência de riscos comerciais para o concedente público, a exigir cláusulas contratuais de compensação por alterações de circunstâncias, a aumentar as suas garantias, a reduzir as maturidades dos empréstimos e aumentar os spreads e os honorários. A partir da crise, todos os projectos das PPP se tornam mais caros para os contribuintes. Exemplos: terminal de Alcântara e o futuro TGV.

(continua)

Juiz Desembargador - Carlos Moreno

publicado por luzdequeijas às 15:25
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SÚMULA DOS ERROS DE GESTÃO

PÚBLICA DAS PPP

 

Em Portugal, no decurso de 18 anos de gestão pública de PPP, os erros repetiram-se de tal forma que o que deveria ter sido excepção tornou-se muitas vezes normal, corrente e regra. Atente no que seguidamente condenso, tendo presentes os casos concretos que descrevi no anterior capítulo.

Passaram a fazer-se renegociações de contratos de PPP em regime de ajuste directo, sem que o concedente público exigisse níveis de rendibilidade para os parceiros privados consentâneos com o perfil de risco dos projectos, assim contribuindo para a redução do valor dos contratos, a expensas dos contribuintes. Exemplos: renegociações da concessão Lusoponte e renegociação do contrato do Terminal de contentores de Alcântara.

Certos concedentes públicos aceitaram, durante a fase de negociações com os parceiros privados, a degradação do valor dos projectos das PPP para o concedente público, com base em justificações como a de alteração de circunstâncias derivadas da crise financeira internacional. Exemplos: subconcessões de auto-estradas da empresa estatal Estradas de Portugal, S.A.

Passou a recorrer-se à fase de ajustamento da minuta de contratos PPP para negociar, em exclusivo, com o único concorrente, sem qualquer concorrência, elementos essenciais do negócio jurídico, como sejam aspectos relacionados com a matriz de riscos de contrato. Exemplos: hospital de Cascais e hospital de Braga. (continua)

Juiz Desembargador Carlos Moreno

publicado por luzdequeijas às 13:58
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COMO FOI POSSÍVEL CHEGARMOS AQUI?

Uma greve histórica

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É indiferente se foram dois ou três milhões. A greve geral foi histórica porque, mais do que protestar contra o que aí está, protestou contra o que aí vem. E é vital encontrar os culpados.


Ouve-se o que se se está a passar na Irlanda e não se acredita. Com a entrada do FMI, 25 mil funcionários públicos vão ser despedidos e o salário mínimo vai baixar. Na Irlanda, que até há pouco tempo era exemplar na Europa e onde a crise estoirou por incúria da banca.

Portugal, dizem os entendidos, vai a seguir. Entenda-se: ainda vamos ter que apertar mais o cinto, mesmo aqueles a quem já não sobram furos.

Aqui a culpa não foi só, nem principalmente, dos banqueiros. Foi duma classe política inconsciente. Se nos acontecer como à Irlanda, pode ser a salvação a prazo, mas é a revolta no imediato. Como foi possível chegarmos aqui?

A greve geral foi histórica por isso: reagiu por antecipação. E só cidadãos lúcidos, exigentes e interventivos podem ajudar a evitar os descalabros. Protestar tarde demais, já se viu, dá no que deu.




publicado por luzdequeijas às 12:37
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FILHOS E ENTEADOS

"ALDRABICE", "manobra" e "vergonha" foram as palavras usadas ontem pelo PCP, BE e CDS para qualificar o negócio que o PS e o PSD fizeram

sobre uma lei que abre excepções nos cortes salariais na Função Pública. E têm razão!

 

Por:Eduardo Dâmaso, director-adjunto

 

A história é simples: tudo o que é empresa pública (TAP, Caixa Geral de Depósitos, Refer, REN, por aí adiante) passa a ter a possibilidade legal de escapar aos cortes salariais. Aquilo que a que o ministro Jorge Lacão chama uma mera "adaptação" a regimes contratuais diferenciados é um verdadeiro assassinato do pouco que já restava de uma ideia de igualdade entre cidadãos. Esta é, aliás, uma história exemplar do pântano gerado pelo Bloco Central dos Interesses.

Nesse mundo imenso do sector empresarial do Estado, feito de fundações, institutos e empresas, mandam os ‘boys’ dos dois partidos. São eles que criam as contrapartidas em concursos e concessões para os financiadores dos dois partidos. Ou seja, têm um poder de pressão (e de chantagem) não subestimável. Assim sendo, que interessam 600 mil funcionários públicos? Que interessa a ideia de que os cortes "são para sempre" se para esta gente nem são para hoje!? Como é possível ainda alguém acreditar nestes políticos que têm do País e dos portugueses uma visão maniqueísta de filhos e enteados?

publicado por luzdequeijas às 12:32
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CAUSAS DOS ERROS NAS PPP

Ninguém tem hoje dúvidas de que o Estado, os governos, as empresas de capitais públicos, etc., têm repetido, de há 18 anos a esta parte, demasiados erros no lançamento, na avaliação, na negociação, enfim, na gestão das PPP. O custo destes erros para os contribuintes tem sido enorme, como ficou claro no capítulo precedente. Muito se tem dito sobre as causas dos sucessivos erros cometidos pelo Estado com as PPP. Inclino-me mais para incompetência, desleixo, facilitismo, populismo eleitoral, etc. Numa frase, no "deixa andar" que depois se vê e no "quem vier atrás que feche a porta". Mas venha daí comigo fazer a súmula dos principais erros cometidos pelo Estado concedente com as PPP, à luz e como consequência da descrição dos casos concretos a que procedi no capítulo anterior. E que tantos impostos vão custar aos contribuintes.

Juiz Desembargador - Carlos Moreno

publicado por luzdequeijas às 12:09
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PPP - SAÚDE (3)

Não obstante as já comprovadas muitas fragilidades do modelo inicialmente adoptado para as PPP da saúde, o estado teima mesmo assim em mantê-lo, no tocante a quatro hospitais (Cascais, Braga, Loures e Vila Franca de Xira).

Mas é o mesmíssimo Estado que, no tocante à segunda vaga de hospitais que lança, decide optar por um modelo de PPP diferente, apenas direccionado para a construção das infra-estruturas hospitalares, mentendo-se a gestão dos serviços clínicos no sector público.

Os exemplos mais marcantes de derrapagens de prazos no programa de PPP da saúde são estes: das dez PPP previstas em 2003 nenhuma estava definitivamente contratada em 2008; dos quatro hospitais que deviam estar em construção em 2006 nenhum estava, pois só em 2008 foi iniciada a construção do primeiro deles, o de Cascais; verificou-se ainda o cancelamento do concurso relativo ao hospital Amadora/Sintra e a extinção do primeiro concurso referente ao hospital de Loures.

Os encargos plurianuais (para os próximos 30 anos) com estas PPP podem estimar-se, em meados de 2010, próximos dos oito mil milhões de euros. Isto, sem contar com os encargos adicionais que se prevê virem a resultar de processos de reequilíbrio financeiro e de outras compensações às concessionárias. A permeabilidade a sucessivas renegociações dos três contratos até hoje assinados (hospitais de Cascais, Braga e Loures) é considerada como muito elevada.

Juiz - Desembargador Carlos Moreno

publicado por luzdequeijas às 11:44
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

DIFERENDO

Carta de Henrique Raposo a Jorge Coelho

Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retractasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?". A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos". Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal. Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo. No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retractar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia". Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.

  

 
publicado por luzdequeijas às 22:10
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SEM RUMO NEM ESPERANÇA

31 Dezembro 2009 - 00h30

MAIS DEPENDÊNCIA DO ESTADO

Heresias

Em 2010

Em 2010 os políticos, todos, vão repisar promessas que nunca tencionaram cumprir. Em 2010 vai aumentar o desemprego embora Sócrates e seus cúmplices jurem que não.
Em 2010 duplicará a nossa dependência de um Estado cada vez mais inchado. Em 2010 subirão os impostos com o pretexto da crise que passou e da que está para vir. Em 2010 o País ficará mais endividado. Em 2010 vamos ser superados por outra mão-cheia de países do ex-Leste europeu. Em 2010 a podridão dos homens públicos já não abalará quase ninguém. Em 2010, falar-se de corrupção passará a ser uma grave falha de etiqueta. Em 2010 a liberdade de expressão ocorrerá só às vezes. Em 2010 nenhum dos crónicos problemas que este regime retém será resolvido. Em 2010 ficaremos ainda mais iguais ao que éramos em 1910.


Carlos de Abreu Amorim, Jurista


publicado por luzdequeijas às 16:18
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QUE PEÇAM UMA REVISÃO CONSTITUCIONAL

28 Novembro 2009 - 00h30

Dia a dia

Governo da Assembleia

Ontem foi o primeiro dia do resto da legislatura. A Oposição em bloco impôs o adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, a extinção do pagamento especial por conta, a antecipação do reembolso do IVA e a obrigatoriedade de juros de mora pelo atraso de pagamentos do Estado. Sócrates diz que não pode haver um "Governo de Assembleia", e não aceita a ideia de que o Parlamento aumente a despesa, crie um problema orçamental e o Governo a única coisa que tem de fazer é executar.

O eurodeputado socialista Vital Moreira comentava que "a principal arma das oposições unidas contra o Governo vai ser a arma orçamental, por via de propostas que aumentam a despesa pública e diminuem a receita, fazendo disparar o défice orçamental e o endividamento público". Vital lança um apelo ao Presidente da República para que não se conforme com a "estratégia suicidária de estoirar com as finanças públicas".

Ficou claro que a Oposição é que tem a maioria no Parlamento e que o PS não está habituado a lançar pontes para evitar situações de bloqueio. Neste cenário de governação por iniciativa parlamentar, o poder da Presidente da República sai reforçado, e o Governo com o poder diminuído vai ter de gerir um Estado com um défice gigantesco e suportar o ónus de uma economia anémica.

 


publicado por luzdequeijas às 14:57
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TRABALHADOLRA DE ARCOS DE VALDEVEZ

NOVEMBRO DE 2009

CONCEIÇÃO PINHO PODERIA TER CASADO COM UM DIPLOMA DAS NOVAS OPORTUNIDADES? PODIA; MAS NÃO ERA A MESMA COISA.

 

COMPROU UMA FÁBRICA POR UM EURO !!!

A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez comprada por um euro por uma trabalhadora, após uma tentativa de deslocalização para a República CHECA, há cinco anos, resistiu à crise e já quase triplicou a facturação.

"O segredo? O segredo está no trabalho, na qualidade e na procura incessante de novas encomendas e novos  nichos de mercado", garante Conceição Pin hão, a trabalhadora que liderou a luta contra a descolonização da empresa e que conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por um euro.

A Afonso - Produção de Vestuário, funciona há 20 anos na Zona Industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, sendo a sua gestão assegurada por Conceição Pinhão, desde 29 de Novembro de 2004, dia em que os patrões, dois alemães, "desapareceram" depois de uma tentativa frustrada de deslocalização.

Correio da Manhã    29--11-2009

PS: Antes de mais, muitos parabéns a Conceição Pinhão pelos cinco anos (comemorados hoje) de grande êxito.

Depois, chamar a atenção do nosso primeiro-ministro para aquilo que é o exemplo, do que deve ser fomentado em Portugal, de modo a sairmos da crise. Portugal precisa de muitas(os) Conceição Pinhão. São eles num enorme esforço, contra tudo e todos, e principalmente contra aqueles políticos que vivem alimentando e defendendo um"ESTADO" moribundo e improdutivo, que dão alguma indicação do exemplo a seguir pelo país!!!. Tal ESTADO é um travão enorme para esta boa gente, que tem de manter empregos e pagar impostos, gastos numa máquina gigantesca (Estado) e quase totalmente parasita.

  


publicado por luzdequeijas às 14:50
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A " MESQUINHEZ DE SÓCRATES "

Novembro de 2008

 www.rr.pt/multimedia.aspx?FileId=478446&cat=257&TypeId=3&pagina=1

 

( Clicar acima para ouvir )

Desde 2006, não tem parado o número de trabalhadores por conta de outrem
que recebem o Salário Mínimo Nacional (SMN). Os dados são avançados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Traduzindo-se em mais de 200 mil pessoas a ganhar 403 euros por mês. O valor do salário mínimo nacional foi entretanto actualizado para 426 euros por mês.

"Eu se estivesse no lugar do primeiro-ministro não teria feito esse anúncio desde já, não quer dizer que não o tentasse executar, mas não o faria em anúncio com um ano de antecedência", disse Manuela Ferreira Leite, num encontro com empresários.

O Primeiro-Ministro José Sócrates rejeitou as críticas da líder do PSD em relação à subida do ordenado mínimo nacional, considerando-as movidas pela "mesquinhez". Bastante revelador da classe do PM !

Em boa verdade Manuela Ferreira Leite não fez criticas, limitou-se a aconselhar prudência nos aumentos a um ano de distância e, desde logo, foi mimoseada pelo primeiro-ministro ! Não ficou por aqui o ataque totalmente despropositado às palavras de MFL. Passou-se a dizer que ela era contra o aumento do SMN e, daqui a conclusões de falta de humanismo e sensibilidade foi um instante. Como habitualmente, a comunicação social vai repetir dezenas de vezes as deturpações soezes que, vêm descarregando em cima da líder do PSD, fazendo coro com o PS, nomeadamente com Sócrates. Lembram-se do Hitler ?

Ninguém pode ter uma noção exacta do que vai ser o próximo ano de 2009. Os países da UE estão todos a entrar em recessão. Esta não é uma recessão normal. Tem vários contornos de grande gravidade. O problema financeiro seria de somenos, mas o problema do preço do petróleo vai repetir-se. Sempre para atingir picos mais altos. Com eles vai-se agravando a economia mundial até ao fim da energia barata. Portugal é o país menos preparado para conseguir viver e sobreviver com energia a preços elevados. As energias alternativas, nunca passarão de complementares da energia do petróleo ! Este é um grave problema que o mundo, e ainda mais Portugal, irá enfrentar no primeiro quarto deste século. A competitividade e o preço da energia !

A nossa economia assenta cada vez mais nas PME. São o tipo de empresas que melhor serve o nosso país, pois, em situações de crise frequentes, são aquelas unidades que mais rápida e facilmente se adaptam a novos projectos. As PME de ano para ano reforçam a sua importância em Portugal. Aumentaram a uma taxa média anual de 9,0 %, ou mais, do que resultaram acréscimos no emprego da ordem de + ou - 5,0 % e no volume de negócios de mais de 4,o %. Em 2003 existiam em Portugal cerca de 275 mil sociedades, das quais 99,6 % eram PME, que empregavam dois milhões de trabalhadores, ou seja, 75,6 % da população activa nacional, e facturavam 155 mil milhões de euros, valor correspondente a 57,9 % da riqueza nacional. A distribuição sectorial das PME é muito semelhante à da globalidade das empresas. Assim, o comércio, a construção e o turismo são os sectores com o maior número relativo de PME, enquanto o da energia é aquele onde as PME têm menos relevância.

É neste universo de quase 300 mil PME, que dá trabalho a muito mais que dois milhões de pessoas que, na actual situação de crise mundial, é preciso pensar muitas vezes antes de mudar seja o que for. O aumento ocorrido no SMN é de pouca monta, mas mais importante do ele, é ter a certeza de que por um qualquer aumento, não entrarão em falência centenas de PME e em despedimento centenas milhares de trabalhadores. Em situação conjuntural totalmente adversa, e com a maioria das PME em risco, fala mais alto a segurança do trabalho garantido. Sabemos que Sócrates e a comunicação social, têm sobre tudo isto uma maior abertura ! Com o dinheiro e a vida dos outros! Sabemos como aceitam e promovem o trabalho precário. Fazem-no com tanto gosto que, até, nomearam “ Procurador da Precariedade “ o seu porta-voz habitual, Vitalino Canas. Sócrates estava certo de que todos os trabalhadores que fossem despedidos das PME, iriam, certamente, encontrar rapidamente trabalho no mundo da precariedade ! Sem nunca saberem qual é o seu local de trabalho. O seu domicílio. Como podem ver os seus filhos. Quanto ganham e por quanto tempo. São trabalhadores cheios de futuro !

Assim vai Portugal, com a ajuda da comunicação social, rendida à competência de José Sócrates .


António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 14:39
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ABATER O MONSTRO

A GRANDE MENTIRA

 

A GRANDE MENTIRA, ENTRE OUTRAS, SERÁ A PROPAGANDEADA REFORMA DA FUNÇÃO PÚBLICA FEITA PELO GOVERNO

Sejamos claros e muito simples, naquilo que dizemos e fazemos: Qualquer reforma da FP só estará feita, quando a despesa com pessoal baixar significativamente. Sem isso, haverá sempre um país atrofiado, sem competitividade e com clamorosos endividamentos, internos e externos.

A corrida às reformas no Estado, não revela sinais visíveis de abrandamento: em 2009, aposentaram-se 23192 pessoas, número que é praticamente igual ao registado no ano passado. Em 2008, a pensão média na CGA era de 1200 euros. No final de Outubro passado, a CGA pagava pensões de aposentação, velhice, sobrevivência e outros abonos a um total de 562 708 pessoas. O número de beneficiários da CGA com pensões acima de quatro mil euros por mês tem aumentado nos últimos anos: entre 1997 e o final de 2008, a CGA atribuiu reformas milionárias a 4054 funcionários do Estado ! Entre 2004 e 2009, reformaram-se 132 200 funcionários ! Por dia, a despesa com as reformas dos funcionários públicos ascende a 18,7 milhões de euros!!!!

Lê-se, com espanto, a decisão do Governo de admitir 5000 estagiários licenciados, no Estado.

Com o mesmo espanto se ouve anunciar a entrada de mais 2000 enfermeiros, também no Estado.

A falácia do Governo, é descarada, quando no início do seu mandato afirmou, que a redução do número de funcionários públicos, seria feita na proporção de 1 a entrar, por cada dois a saírem para a reforma!

Facilmente se depreende que isto não dá redução nenhuma (só por morte), entra 1 saem 2, resulta que ficam 3 à mesa do Estado. Paga o contribuinte.

Ora os défices excessivos do Estado e o gigantesco endividamento público obrigarão a futuras intervenções externas. Se tal não acontecer por força do Pacto de Estabilidade e Crescimento, serão os nossos credores internacionais a forçar uma rigorosa disciplina das Finanças Públicas. Foi assim no passado, desgraçadamente continuará a ser assim no futuro. Perante a real situação financeira do País, a nossa élite política faz lembrar a orquestra do "Titanic", que continuou a tocar serenamente, enquanto o navio se afundava. 

publicado por luzdequeijas às 14:32
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OS TEMPLÁRIOS EM PORTUGAL

Domingo, 29 de Novembro de 2009

 

Salvo pouco importantes modificações praticadas modernamente, o castelo apresenta a feição medieval do tempo em que lhe, promoveu a construção o célebre Gualdim Pais, Mestre da Ordem do Templo.  nalmorol1.jpg (7815 bytes)(...factus domus Templi Portugalis procurator, hoc construxit castrum Palumbare. Tomar, Ozezar, Cardiga, et hoc ad Almourol), assim mostrando que em 1171 o castelo de Almourol se achava, como os demais indicados, já construído. Essa seria, portanto, a data, na qual, ou anteriormente à qual a construção teve lugar. Uma pequena inscrição, assente sobre a porta interior, esclarece porém ter sido em 1171 (era 1209, também mencionada nesta) que Guadim Pais, com os seus confrades, edificou o castelo de Almourol.

 

Uma lápide datada da era de 1209 (ano 1171), engasteda sobre a porta principal do castelo, menciona, além da naturalidade bracarense de Gualdim Pais e da sua acção militar contra os muçulmanos no Egipto e na Síria, o seu advento a chefia dos Templários portugueses e subsequente construção dos castelos de Pombal, Tomar, Zezere, Cardiga e Almourol.

 

Quinta da Cardiga - Portugal por Portuguese_eyes.

A Quinta da Cardiga é uma velha quinta apalaçada, a meio caminho entre a Golegã e o Entroncamento. Foi doada por D. Afonso Henriques em 1169 à Ordem Templária. Apesar de actualmente abandonada, foi outrora morada e pernoita de importantes personalidades. D. Filipe II, vindo das cortes de Tomar, foi um dos muitos ilustres hóspedes desta casa centúria.

 



 

 

publicado por luzdequeijas às 14:24
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CUIDADO COM AS DERRAPAGENS

CUIDADE - ESTRADAS, HOSPITAIS ETC, TUDO DERRAPA
 

ESTRADAS DERRAPAM, 1110 MILHÕES de euros

 

FACTURA DAS CONCESSÕES SUBIU 40% ENTRE AS ESTIMATIVAS INICIAIS E OS VALORES CONTRATADOS

Os custos das últimas seis concessões de auto-estradas adjudicadas pela Estradas de Portugal agravaram-se em e 1110 milhões entre as estimativas iniciais pedidas pelo Governo e os valores finais contratados com os vencedores dos concursos. O custo total apresentado inicialmente para estas obras, incluindo o investimento inicial e as despesas necessárias ao longo da vida do projecto, era de e 2790 milhões, mas a factura acabou por derrapar para e 3900 milhões. Duas das concessões - Douro Interior e Transmontana - foram mesmo chumbadas esta semana pelo Tribunal de Contas, por terem sido detectadas diversas ilegalidades que o tribunal acredita terem vindo engordar o custo das obras. A julgar pelos acórdãos, é de esperar que a decisão do tribunal sobre as restantes concessões que ainda aguardam visto possa ir no mesmo sentido.

EXPRESSO - 07-11-2009



publicado por luzdequeijas às 13:50
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“UM SUPOSTO DOUTOR”

 

Brasil e Portugal vão-se afastando nos conceitos e nas realidades, embora países irmãos. No Brasil toda a gente é “Engenheiro” ou “Doutor”. Esta foi a forma que o povo brasileiro encontrou de agir perante diplomas, cada vez mais desvalorizados. Como por lei não o poderiam fazer, de há muito que tratam “todo o mundo” por “Doutor”. Fizeram a massificação do ensino. Os próprios licenciados brasileiros, perante esta realidade, tão cáustica, nem se atrevem a exibir o “seu diploma”.

Em Portugal tudo tem seguido o mesmo caminho! O DIPLOMA perdeu quase toda a credibilidade!

Ao invés dos brasileiros, ainda há entre os licenciados portugueses, quem esteja alheio à nova realidade. Ainda há quem não tenha percebido que, depois das polémicas havidas com um diploma do primeiro-ministro e a distribuição gratuita de “Diplomas” pelas NOVAS OPORTUNIDADES, hoje, um diploma pouca credibilidade acrescenta a um licenciado, ou um suposto disso. Ainda há licenciados portugueses que são capazes de exibir, com cólera e grande ruborização, o seu “DIPLOMA”. Amigos, perante o que tem acontecido nos últimos anos, na actualidade, e tal como os brasileiros, somos todos “DOUTORES”. Melhor, aqueles que não têm um “papel”, servem ainda melhor o país. Muitas vezes sabem uma profissão digna, sem terem obrigado os outros portugueses a despender em impostos somas incomportáveis para pagar os “Diplomas”, daqueles que puxam por eles. Mais ainda, para pagar o “subsídio de desemprego” a milhares de licenciados desempregados!

Se aqueles que têm um “diploma” qualificando-os de licenciados, quiserem ser respeitados e admirados, terão de o fazer pela via do seu comportamento. Mostrando que o dinheiro gasto pelo povo, produziu um valor acrescentado na moral, dignidade e competência de tais senhores “de papel passado”. Mas para isso, eles terão de ser os mais escrupulosos cumpridores da “CONSTITUIÇÃO”, da “LEI” dos “ESTATUTOS” e dos “REGULAMENTOS”. Não podem, nem devem, por pertencer a alguma “organização secreta”, vir para a rua, agarrar no carro e “CONDUZIR PELA ESQUERDA”, ACIMA DA LEI.

António Reis Luz 

publicado por luzdequeijas às 12:33
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BASTA DE APATIA


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 De mansinho, com a abstenção cúmplice do PSD, o Governo, através do PS, fez ontem aprovar uma alteração ao Orçamento que coloca o sector empresarial do Estado fora dos anunciados cortes salariais.


Não fora o ministro, Jorge Lacão, antecipar as manchetes dos jornais de hoje explicando, depois, a medida aos jornalistas e a coisa tinha passado “de fininho” como convinha. Sem que os mercados pudessem tomar nota de mais este recuo no pacote de austeridade anunciado. E, em vésperas de greve geral, pairaria aqui e ali a vantajosa dúvida sobre quem afinal vai ver reduzido o seu salário.

O pretexto para condicionar os cortes, na generalidade das empresas de capitais públicos, “às adaptações justificadas pela sua natureza empresarial” ( como agora diz a lei) foi a pretensa necessidade de evitar a fuga de quadros da Caixa Geral de Depósitos.

E será que o povo acredita que os melhores quadros da Caixa se passariam, com armas e bagagens em massa para o BPI e o BES, caso estes lhes acenassem com a manutenção do actual salário ( porque privados em condições de contratar não haverá muitos mais…)?
E acredita que aberta esta porta de total discricionariedade a selecção do corte não se fará exactamente poupando os mais incompetentes, os sem currículo, os boys que enxameiam os quadros intermédios e dirigentes de que o sector empresarial do Estado ( banca incluída) se tornou uma enorme colmeia?

Tenho as maiores dúvidas de que uma greve geral seja o instrumento certo para expressar o protesto contra este tipo de gestão da causa pública. Até porque, em muitos casos, no sector privado patrão e trabalhador partilharão a indignação, e se um não pode ver mais reduzido o lucro o outro não poderá abdicar do salário. Mas como D. Jorge Ortiga diz, hoje à Renascença, um “dia de protesto é pouco”.

Com greve, ou sem ela, é preciso lutar contra a apatia. Contra a anomia de um povo que tudo aceita como uma inevitabilidade e parece desconhecer o direito à indignação. E para o exercer um dia de protesto é muito pouco…




publicado por luzdequeijas às 12:16
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GREVE GERAL NO ESTADO

A greve de hoje poderá ser quase geral na Função Pública e nas empresas do Estado. No sector privado, por muito zangados que estejam

os trabalhadores, a adesão deverá ser bastante menor.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

A Função Pública tem razão em estar zangada. O Governo, na apresentação do PEC III, ao anunciar os cortes nos salários, acabou por estigmatizar os trabalhadores do Estado, considerando-os praticamente culpados pela despesa excessiva.

O que não é verdade. Basta ver a execução orçamental dos dez primeiros meses de 2010. Apesar da subida das receitas, para a qual contribuiu o IVA, o imposto sobre veículos e o tabaco, o défice aumentou 245 milhões e já atinge 11,8 mil milhões de euros. A despesa com pessoal é de cerca de 9 mil milhões, enquanto a despesa total ultrapassa 40,8 mil milhões. O ataque à Função Pública até contribuiu para o aumento de despesa. O Estado gasta, actualmente, centenas de milhões com estudos e pareceres técnicos. Escritórios de advogados, gabinetes de engenharia, com salários muito mais altos do que no Estado, ganham fortunas, com serviços que o próprio Estado poderia fazer com custos mais baixos. O corpo de elite de juristas, economistas e engenheiros da Função Pública foi secundarizado. Para o poder político, a Função Pública é apenas uma máquina na qual se colocam os ‘boys’ em cargos de chefia ou em prateleiras douradas. Mas estes ‘tachos’ não são a Função Pública.

publicado por luzdequeijas às 12:08
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UM DEVER PATRIÓTICO

Algumas almas mais excitadas têm a mania de usar o histórico para tudo e para nada.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Agora chegou a vez à greve geral decretada para hoje pela CGTP e UGT. As duas centrais sindicais gabam-se de ir parar o País.

Não é bem assim. O mais natural é pararem o Estado, o que não é bem a mesma coisa. Evidentemente que milhares de indígenas vão ser impedidos de trabalhar por falta de transportes e outras pedras que os grevistas irão pôr no caminho de quem não alinha nesta jornada de protesto.

Seja como for, os cofres públicos podem poupar para cima de cem milhões de euros em salários não pagos. O que é bom em tempo de penúria. Por isso mesmo, importa fazer aqui e agora um apelo. Todos os empregados do Estado devem fazer greve. Sem excepção. É um dever patriótico.

publicado por luzdequeijas às 12:02
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

PORQUÊ?

 

    

 PS abre a porta a que empresas públicas

 não cortem salários
O PS conseguiu esta terça-feira aprovar uma alteração à norma dos cortes salariais nas empresas públicas com maioria de capital do Estado e entidades públicas empresariais, abrindo a porta a «adaptações» desde que autorizadas e justificadas «pela sua natureza empresarial».

DD

 

PS:O ministro Lacão afirmou que teria sido por causa da CGA, a fim de proteger os "altos quadros" de qualquer fuga.Seria, sim, mas eles nunca encontrariam quem lhes pagasse como lhe paga a CGD. Acreditam que seria para evitar fugas, mas de informação, pois, crei que são pessoas dentro de muitos segredos ....!

publicado por luzdequeijas às 21:46
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PPP SAÚDE (1)

A PRIMEIRA VAGA DE HOSPITAIS

O desenvolvimento da rede hospitalar mediante recurso a PPP iniciou-se em 2001, com o lançamento pelo Estado de um ambicioso programa que previa a construção de DEZ HOSPITAIS, com recurso ao financiamento e à gestão privados.( .. ) O modelo então concebido pelo Estado para estas PPP juntava, num único contrato de concessão, duas sociedades-veículo: uma com a responsabilidade de construir e de gerir o edifício hospitalar e a outra encarregue da gestão dos serviços clínicos.Na altura do seu anúncio,este modelo foi apresentado como inovador e como portador de nível mais elevado de economia, eficiência e eficácia, no dispêndio de recursos públicos.Despertou até alguma curiosidade internacional pela ousadia e inovação da sua arquitectura teórica, ainda não experimentada em parte alguma.

Porém, o ambicioso programa anunciado em 2001 acabou por se saldar num resultado paupérrimo, dadas as sucessivas ineficiências de gestão patenteadas pelo Estado, que conduziram, além do mais, a derrapagens preocupantes nas diversas etapas de contratação dos projectos. Só em estudos e pareceres de consultoria para justificar o lançamento daquele programa de construção e de gestão de dez hospitais, num regime tão oruginal de PPP, estima-se que o Estado tenha gasto mais de 20 milhões de euros. Passados cerca de nove anos sobre o anúncio público do lançamento de dez hospitais em regime PPP, com excepção do hospital de Cascais (inaugurado apenas em 2010), não se detecta a conclusão física de qualquer outro hospital.

Juiz Desembragador - Carlos Moreno      



publicado por luzdequeijas às 18:22
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PPP SAÚDE (2)

PRIMEIRA VAGA DE HOSPITAIS

Após despender verbas com estudos e consultoria que davam para construir um novo hospital, o Estado chega à conclusão de que o modelo original de PPP que havia escolhido para pôr de pé dez novos hospitais afinal já não é o mais vantajoso, devido aos custos de gestão e de monitorização que implica.

Neste caso teria sido no mínimo prudente, e sinónimo de boa gestão financeira, que o Estado tivesse começado por lançar um projecto-piloto, dada a complexidade do modelo de PPP que escolheu e a ausência de experiência internacional que existia a seu respeito.

No respeitante ao único hospital já aberto ao público (o novo hospital de Cascais), mal o respectivo contrato de concessão tinha acabado de ser assinado já estava a ser negociado, por nele ter sido detectada falta de precisão relativamente à responsabilidade pelos custos dos medicamentos com os tratamentos oncológicos.

Juiz Desembargador – Carlos Moreno   

 

publicado por luzdequeijas às 18:20
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O MELHOR É O CALADO

 
Juros da dívida portuguesa e espanhola disparam
A especulação de que, após a Grécia e a Irlanda, Portugal e Espanha poderão ser os próximos países a terem de recorrer a ajuda financeira estão a pressionar os juros da dívida soberana portuguesa e espanhola.
publicado por luzdequeijas às 16:24
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APESAR DOS VENTOS FAVORÁVEIS

DEBATE DO ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 1998

 

Apesar do crecimento do produto constante do cenário macroeconómico para 1998, do forte aumento da receita fiscal e da poupança em juros da dívida pública face à estimativa de execução de 1997, a presente proposta de orçamento, por mais incrível que pareça, ainda agrava o saldo primário e o próprio défice global do sector público administrativo.

Cinquenta e três milhões de contos de poupança em juros, 293 milhões de contos correspondentes ao aumento da receita de impostos e ainda mais 58 milhões de agravamento do défice público não são suficientes para fazer face a um aumento de despesas correntes que se prepara para atingir os 459 milhões de contos no próximo ano (1998).

São números que atestam uma evolução que a todos nos deve assustar e que, não permite augurar um futuro tranquilo perante qualquer constipação que a economia europeia, a qualquer momento, possa sofrer.

Assembleia da República - 10 de Outuboro de 1997

 

PS - Sócrates esteve neste Governo e não aprendeu nada, com estes comentários feitos na AR? Apanhou uma maioria absoluta e o espectáculo do investimento público desregrado continuou, compromentendo o presente e futuro. O resultado está aí, e ele ainda quer continuar?

 

publicado por luzdequeijas às 12:15
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ESCÂNDALO NUM HOTEL DA CIMEIRA DA NATO

Cimeira da NATO trouxe vários chefes de Estado a Lisboa

 

Escândalo

Geórgia contrata 80 prostitutas em Lisboa

Comitiva conseguiu levar para o hotel grupo de mulheres que animou a noite da Cimeira.

 

FRANCESSES QUEIXARAM-SE DO BARULHO E ESTRAGARAM A NOITE DE FESTA

 

publicado por luzdequeijas às 12:09
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TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

A Irlanda pediu finalmente, o grande empréstimo à Europa, que implica o socorro coordenado com o FMI. É o segundo País a fazê-lo, cumprindo a ordem anunciada do "dominó" das dívidas europeias. A próxima peça é Portugal. Resistirá? Dificilmente.

 

Por:Pedro S. Guerreiro, Director do Jornal de Negócios

 

A par dos outros Estados-membros, Portugal vai participar no empréstimo, passando um cheque à Irlanda de, supõe-se, mais de mil milhões de euros. É muito dinheiro, mais do que toda a receita adicional que o Estado prevê encaixar em 2011 com o aumento do IVA de 21 para 23%. Como é dinheiro que não temos, teremos de pedi-lo emprestado. É revoltante? Não: é dinheiro bem gasto. Porque é investido na estabilidade do euro, portanto em nós próprios. E porque hoje somos credores mas amanhã poderemos ser devedores deste esforço comunitário.

"Portugal não é a Irlanda" é a frase mais repetida dos últimos dias, que substituiu o "Portugal não é a Grécia" de antes do Verão. Pois não, Portugal não é a Grécia, tem uma banca com uma gestão mais responsável que o Estado. Na Irlanda, a banca endividou-se morbidamente e financiou a compra de casas que depois desvalorizaram. Mas temos uma semelhança que pode ser fatídica: precisamos de financiamento nos mercados externos. Todos diferentes, todos iguais.

publicado por luzdequeijas às 12:00
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SÓCRATES NÃO QUER PERCEBER!

 

 

AQUELE QUE O PR MANTÉM EM PM, NÃO QUER PERCEBER QUE O GRANDE PROBLEMA É ELE, EM PESSOA. O PAÍS INTEIRO JÁ NÃO O PODE VER NEM OUVIR, E ELE CONTINUA CONVENCIDO QUE VOLTA A ENGANAR O POVO. AGORA JÁ NEM SABEMOS SE QUER ENGANAR O MERCADO FINANCEIRO OU OS PORTUGUESES! PROVAVELMENTE OS DOIS, OUÇAMO-LO:

 

"SÓCRATES DIZ QUE PORTUGAL NÃO PRECISA DE AJUDA"

 

COM TODA A CASTA DE INCOMPETÊNCIAS, PROVOCAÇÕES E ARROGÂNCIA, SÓCRATES ATIROU COM PORTUGAL E O SEU POVO PARA MAIS DE DEZ ANOS DE MISÉRIA! E, COMO O REI DE ESPANHA DISSE AO SEU AMIGO "CHAVEZ"; "POR QUÉ NO TE CALAS"? 

publicado por luzdequeijas às 11:19
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O PROBLEMA IRLANDÊS

As raízes dos ataques dos mercados financeiros às dívidas de países como a Irlanda, Grécia e Portugal são muito diversas. Para os mais próximos das soluções governativas destes países, interessa diabolizar os ditos mercados. Todas as culpas da crise que vivemos são da gula indomável do capitalismo sem rosto.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

Não deixa de ser verdade, mas tal explicação tem os seus limites. Veja-se o caso irlandês que, atrás de um desastroso balanço nas contas públicas, tem uma Banca mergulhada num verdadeiro pântano de fraude e corrupção. Todo o catálogo de crimes económicos se aplica massivamente à Banca irlandesa. É como se fosse um BPN à escala de todo o sistema financeiro. A questão é que o problema "irlandês" pode decalcar-se, com níveis de intensidade diferentes, para as economias mais frágeis nesta crise que atravessamos.

Um dos vírus que atacam as economias de Portugal, Espanha e Grécia é precisamente a escandalosa massa de dinheiro que circula sem destino certo e titular encapotado de offshore em offshore. É um vírus feito de crime sem castigo e, pelo contrário, de larga recompensa. Basta pensarmos nos muitos milhões que a economia portuguesa absorveu sem resultado absolutamente nenhum desde o desperdício que foi o Fundo Social Europeu até hoje.

publicado por luzdequeijas às 11:11
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NEM A FÉ NOS SALVA

O País está falido. A dívida pública é enorme. Os juros que os credores cobram pelo dinheiro que emprestam não param de subir. O endividamento externo, isto é, o que as famílias, as empresas e o Estado devem ao estrangeiro, é insustentável.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Tudo isto tem sido dito e redito nos últimos anos. É impensável continuar a gastar desta maneira. Acabaram os dias fáceis. Andar a fingir que somos ricos já foi chão que deu uvas. Não somos. Somos pobres e andamos a gastar demais há décadas. Tudo isto parece óbvio. Mas há muitos indígenas que ainda não perceberam que o céu lhes vai cair em cima mais cedo do que tarde. Os protestos, as reivindicações e as lamúrias mostram que nem com desenhos vão compreender a tragédia. Resta acreditar. Mas, por este andar, nem a fé nos salva.

publicado por luzdequeijas às 11:04
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

PALAVRAS PREMONITÓRIAS

DEBATE SOBRE O ORÇAMENTO DE ESTADO DE 1998

E, se na actual conjuntura económica de confortável crescimento do PIB, as deficiências estruturais conseguem ser razoavelmente disfarçadas, no futuro, não será seguramente assim. por isso, impõe-se que o Governo responda à seguinte pergunta: com a entrada na Moeda Única e face ao pacto de estabilidade que Portugal vai ter de cumprir, que pensa o Executivo fazer quando a nossa produção crescer a taxas mais baixas, facto que, pelas leis da economia, necessariamente, ocorrerá? Nessa altura, até os menos atentos perceberão que a realidade jamais conseguirá ser mudada apenas com recurso à simpatia e ao diálogo. Ficará claro que ela só se alterará com medidas profundas que eliminem as deficiências estruturais que todos sentimos no nosso quotidiano.

Se não aproveitarmos as conjunturas favoráveis para preparar melhor o futuro, quando tivermos de enfrentar uma recessão, por mais ténue que seja, os seus efeitos negativos far-se-ão sentir muito mais. É o velho princípio da história da cigarra e da formiga.

Assembleia da República - 10 de Outubro de 1997 

 

PS - Sócrates esteve neste Governo e não aprendeu nada, com estes comentários feitos na AR? Apanhou uma maioria absoluta e o espectáculo do investimento público desregrado continuou, compromentendo o presente e futuro. O resultado está aí, e ele ainda quer continuar?

  

publicado por luzdequeijas às 19:43
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MONTE ATHOS

                   

 

 

 

Está situado num prolongamento da Península Calcídica, do qual se desprendem três faixas montanhosas que adentram no mar: Kassandra, Longos e Athos. Unida ao continente por um pequeno istmo de dois quilómetros de largura, sem a aridez do Egito e do Sinai, com um clima e uma natureza incomparáveis, oferecia geograficamente todas as condições para um isolamento que podia ser aproveitada para uma vida monástica. Toda a península está ocupada pela república de monastérios: uma organização autónoma, ao menos até há um ano, que representa um território com cerca de 80 km. de longitude por uns 20 de largura.

 

Centro Monástico Ortodoxo desde 1054, isolado numa península no norte do Egeu e com um estatuto autónomo desde os tempos bizantinos, Monte Athos, a "Montanha Santa” , é também um local artístico reconhecido. Os planos destes mosteiros (aproximadamente vinte, que estão presentemente habitados por 1.400 monges) exerceram a sua influência tão longe como na Rússia, e a sua escola de pintura influenciou a história da arte bizantina.

publicado por luzdequeijas às 16:29
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O CASAR, O PAGAR E O MORRER

17/06/10 00:02 | João Duque 

 

 

Diz o povo, e eu repito-o nas aulas de Finanças Empresariais, que “o casar, o pagar e o morrer, o mais tarde que puder ser”.
 

A ideia subjacente ao morrer é óbvia embora, quando a vida se torna penosa, particularmente do ponto de vista físico, muitos dos que rodeiam o paciente, e por vezes, até o próprio, peçam à caridade divina a antecipação da data de expiração.
Quanto ao casar, a ideia é mais rebuscada. Se o casamento é um passo para a felicidade, porque razão diz o povo que o ideal é adiá-lo? Vários motivos podemos apontar para isso, mas o que me diverte mais é quando penso que exercendo o direito do matrimónio se exerce uma opção que, como muitas outras, tem bem mais valor viva do que "morta". É sempre possível encontrar um outro parceiro bem mais abastado por quem valha muito mais o exercício da companhia e a perda de liberdade...

E o pagar? O mais tarde que puder ser, ensino eu nas aulas de Finanças Empresariais, admitindo que esse pagar mais tardio significa uma fonte de financiamento fácil, barata e legal! Não advogo o pagar tardio para além do estipulado, pois uma coisa é o prazo acordado e que deve ser cumprido, outra, o prazo efectivo. Mas quando pugno para dilatação dos prazos de pagamento a fornecedores isso significa tentar dilatar prazos de pagamentos negociados no acto da preparação anterior à celebração dos contratos. Depois, é pagar na hora devida.

O que se passa em Portugal é um preocupante e generalizado incumprimento nos prazos de pagamento. A Intrum Justitia publicou recentemente um estudo que mostra que particulares, empresas e Estado todos pagam bem mais tarde do que o acordado e, pior, que o Estado é quem mais se atrasa no pagamento. Em média os particulares acordam pagar a 30 dias, mas pagam a 62 (um desvio de 107%). As empresas acordam pagar em média a 51 dias, mas pagam a 88 (um desvio de 63%). E o Estado acorda pagar em média a 57 dias e paga a 141 dias (com um desvio de 147%)! Quer dizer, mesmo em termos relativos o Estado é o que mais se atrasa.

Portugal tem um prazo médio de pagamentos muito superior ao da média europeia (97 dias para Portugal e 55 dias para a média europeia) e o nosso só é inferior ao da Espanha, Grécia e Itália. Isto é, em termos de prazos médios de pagamento eis que se encontram outra vez os PIGS da Europa!

E se a coisa está mal, acresce que piorou no último ano. De 2009 para 2010, o Estado aumentou o prazo médio de pagamento 12 dias... Não seria melhor o Estado financiar-se (se puder!) a taxa mais baixa e pagar o que deve a horas, do que pressionar as empresas a procurarem financiamento no sistema financeiro a taxas mais elevadas, porque ele (Estado) se atrasa 84 dias após a data estabelecida?
É também por este endividamento oculto e que também não aparece nas contas públicas que me leva a considerar que até os cenários mais pessimistas dos estudos do BPI relativos à dívida pública portuguesa são optimistas.

 

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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DESPESAS OCULTAS

DEBATE SOBRE O ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 1999

 

No entanto, ao contrário do que seria recomendável, o Governo não aproveitou a conjuntura favorável para proceder a uma consolidação da redução do défice orçamental. O Governo aproveitou basicamente a conjuntura para não ter de mexer em situações que requerem alguma coragem política. Actuou como actuam todos os governos que pensam mais no dia de hoje do que no dia de amanhã.

Tudo o que já devia ter sido feito terá de ser penosamente levado a cabo mais tarde numa conjuntura bem mais desconfortável, ou seja, com custos sociais para o povo português, bem acima do que poderia ter sido. É uma atitude que não subscrevemos e que os portugueses, quando se derem verdadeiramente conta da realidade, seguramente também não subscreverão - até porque, obviamente, serão eles os primeiros prejudicados.

Perguntarão, entretanto, os portugueses como se paga tudo isto? Como se paga o despesismo socialista? Paga-se, naturalmente, com aumentos de impostos, com reduções de investimento e com endividamento oculto.

Assembleia da República - 12 de Novembro de 1998 

publicado por luzdequeijas às 15:44
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O MEDRONHEIRO

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                    

por Miguel Boieiro
A tia Alzira herdou da casa paterna um velho alambique. Todos os anos ela ia às encostas do monte colher os medronhos que ficavam a fermentar e depois seguiam para o alambique onde se destilava a famosa aguardente. A tia Alzira não bebe, apenas cheira, mas ficava felicíssima por oferecer a cada familiar uma garrafa de aguardente de medronho, fabricada artesanalmente pelas suas experientes mãos. Agora os achaques e a velhice não lhe permitem mais efectuar esse trabalho que, para ela, era uma espécie de missão. A verdade é que na chamada Zona do Pinhal (Centro de Portugal) os medronheiros são espontâneos, resistiram bem aos incêndios, mas ninguém se dá ao trabalho de apanhar os medronhos que, em catadupa, se esborracham no chão.

Quem já foi a Madrid, decerto se admirou com o emblema heráldico da cidade, constituído por uma ursa com as patas dianteiras apoiadas num medronheiro. Coisa curiosa, pois parece que os ursos se extinguiram na região por volta do século XI e os medronheiros não são ali espontâneos. Tecem-se várias conjecturas, mas ainda hoje não se conhece verdadeiramente o significado do escudo da faustosa cidade.

Postos estes dois parágrafos introdutórios, vamos então analisar as particularidades do Arbutus unedo L, arbusto rústico de crescimento lento, por vezes árvore, da família das ericáceas, originário dos litorais da Europa meridional, chegando a atingir as costas da Irlanda, porém aí com escassa frutificação.

O medronheiro possui um sistema radical potente, formando uma cepa grossa. O tronco tem casca pardo-avermelhada, gretada e escamosa. As suas folhas são persistentes, alternas, lanceoladas, dentadas, de verde-escuro lustroso, um pouco coriáceas e de pecíolo curto. As flores agrupam-se em ramalhetes terminais de cor branca levemente rosada em forma de campânulas viradas para baixo. Os frutos são bagas granulosas cilíndricas, comestíveis, algo verrugosas, de 20 a 25 mm de diâmetro, começando por ser verdes, depois amarelos, depois alaranjados e finalmente vermelhos quando maduros.

Os medronhos contêm açúcares, ácidos orgânicos, pectinas, taninos e vitamina C. São adstringentes quando não se encontram amadurecidos. Têm a particularidade de alcoolizar muito rapidamente, pelo que se aconselha a não ingerir grandes quantidades de repente. Parece, inclusive, que o termo latino unedo significa que convém comermos um medronho de cada vez para não ficarmos ébrios.

O medronheiro é muito apreciado como arbusto ornamental pois chega a ostentar, em simultâneo, os frutos e as flores, sendo estas destinadas à frutificação do ano seguinte. A madeira é densa, constituindo um bom combustível (carvão) e matéria-prima para ferramentas torneadas. Da aptidão dos frutos para confeccionar aguardente já falámos, mas importa referir que também servem para fazer compotas e geleias.

As folhas do medronheiro são diuréticas, anti-sépticas das vias urinárias, sendo aplicadas para aliviar cistites, cálculos renais e disenterias.

publicado por luzdequeijas às 15:26
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O CARVALHAL E OS SOUTOS

D. Dinis e os Soutos do Alcambar

Referimos agora alguns aspectos ou factores que determinaram no decurso dos dois últimos séculos, a sua importância socio–económica para a nossa população: Por se tratar de um Baldio, eram terras à inteira disposição do Povo que as poderia amanhar livremente sem pagamento de rendas ou outros tributos.

No inicio, com a substituição da enorme colónia de carvalhos por castanheiros, D.Dinis, apostou determinantemente numa opção que na prática, haveria de resultar numa mais–valia para o Povo.


Assim, através daquela plantação dos Soutos do Alcambar, terminou com a existência dos carvalhos cujo aproveitamento se destinava unicamente a lenha, dando origem em seu lugar, a uma árvore que embora de crescimento lento (cerca de quarenta a cinquenta anos até atingir a produção), haveria de se tornar imprescindível à sobrevivência das numerosas comunidades implantadas no maciço central da Serra da Gardunha.

Enquanto que a castanha se tornou o sustento principal, senão mesmo o único das populações, estas ainda aproveitavam a rama para alimentar os rebanhos, os ramos para lenha, a madeira para a construção das casas, dos utensílios domésticos, alfaias agrícolas, mobiliário diverso, carros de bois, engenhos, etc.


 

Daqui se pode comprovar o íntegro aproveitamento do castanheiro que haveria de tornar–se a "Árvore Mãe", pela muita fome que matou, pelo conforto que proporcionou e a protecção que ofereceu.


 

Queremos aqui destacar o facto da castanha ter sido durante séculos, a base da nossa alimentação. Era apanhada por pessoas que anteriormente as adquiriam em arrematações públicas ou então, por jornaleiros pagos para o efeito.

Posteriormente, era espalhada nos caniços das Secadeiras existentes no Carvalhal onde se procedia à sua secagem através de fogueiras acesas e mantidas dia e noite.


 

Após esta operação, e já na situação de "pilada", era pisada em cestos próprios onde lhe era extraída a casca. Conservada dentro das arcas em madeira de castanho, mantinha a família até à época seguinte.

Era servida à mesa derregada, nas tigelas ou malgas, em leite ou em vinho, conforme o gosto e a faixa etária dos consumidores. – A este manjar, chamavam "Caldudo".

Com a introdução da batata em Portugal, a importância determinante da castanha começou a decair embora continuasse a constituir um prato forte e da predilecção do Povo.

Com aquela novidade alimentar, redobrada importância vieram a adquirir as terras do Carvalhal.

Pertença comunitária, em anos em que o feudalismo imposto pelas Casas senhoriais reinava, tornou–se o único pedaço em que cada um poderia semear e colher sem necessidade de prévia autorização ou pagamento obrigatório.

No Carvalhal, com terra fértil, água abundante e um eco–sistema singular baseado nos frondosos e esplendorosos soutos, o Povo passou a semear a batata, trigo, centeio, cevada, feijão e outros produtos hortícolas. Os agricultores destinavam as zonas mais baixas e com mais terra arável, aos "alqueves", as de média altura para os cereais, as restantes, – as mais altas e mais rochosas, vocacionavam–nas ao pastoreio.


Perante o aproveitamento efectuado por toda a comunidade da nossa Aldeia, descrito daquela forma sumária,

  • ainda, pela riqueza que transparece de tal aproveitamento
  • pela liberdade que este Baldio transmite e que permite a cada um delimitar para si e para sustento dos seus, uma parcela de terreno que será sua durante um ano

Certamente que desperta curiosidade, interesse e cobiça. Assim aconteceu tendo originado um dos acontecimentos mais marcantes e preponderantes na história do Povo do Souto da Casa, que haveria de denominar–se posteriormente e também por isso, como o "Povo da Rama do Castanheiro".


publicado por luzdequeijas às 15:08
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AZINHEIRAS

     

Abate Ilegal de Centenas Azinheiras no Alentejo Promovido por Empresários Espanhóis

Existem diversas espécies da nossa floresta autóctone que, dada a sua raridade e importância para a conservação da natureza, necessitavam de protecção legal eficaz, como é o caso dos carvalhais no Norte e Centro de Portugal.
 
No entanto, as únicas espécies cujos povoamentos são protegidos são o sobreiro e a azinheira, pela sua mais valia económica, social e também ambiental, ao manterem a estabilidade dos ecossistemas com as suas funções ecológicas vitais, desde a produção de oxigénio, sequestro de carbono, regulação do ciclo hidrológico, conservação do solo e suporte para a biodiversidade.
Montados de sobro e azinho convertidos para olival intensivo
Nos últimos anos tem vindo a aumentar a pressão sobre os montados de sobro e azinho no Baixo Alentejo, sobretudo devido à compra de inúmeras herdades por empresários espanhóis que pretendem instalar olival intensivo e super intensivo de regadio, situação que está a alterar completamente a paisagem da planície alentejana.
O problema é que estes não compram apenas propriedades essencialmente agrícolas, mas também áreas com montado de azinho e sobro, integrados em povoamentos protegidos para os quais solicitam o abate para plantação de olival intensivo. Tal situação é inadmissível, uma vez que existem alternativas de localização que não são consideradas e, pior ainda, quando se sabe que ocorrem abates ilegais ocasionais.

O precedente surgiu no caso do Monte Espada, entre Santiago do Cacém e Aljustrel, quando um empresário espanhol abateu mais de 600 azinheiras e 50 sobreiros, num único fim-de-semana, tendo parte deste abate sido autorizado pelos serviços da Circunscrição Florestal do Sul. Verificou-se também um abate ilegal de uma área em povoamento, sem que a Quercus tenha conhecimento, até à data, se os serviços competentes conseguiram repor a legalidade, com a intimação para plantação de novos sobreiros e azinheiras.

O problema está a generalizar-se, e até na Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens, ZPE de Castro Verde, já começou a ser instalada a monocultura de olivais.

Recentemente, surgiu a pretensão da instalação de milhares de hectares de olival intensivo na Herdade dos Machados, em Moura, o que pode vir a reduzir a área de floresta mediterrânica e a biodiversidade que lhe está associada.

Promotor espanhol abate azinheiras ilegalmente na Herdade da Ínsua

A Herdade da Ínsua, localizada junto à margem esquerda do rio Guadiana, no concelho de Serpa, foi adquirida o ano passado por uma empresa espanhola, a Eurocompetência – Sociedade Imobiliária e de Exploração Agrícola, Pecuária e Cinegética, Lda, com o objectivo inicial de plantar olival intensivo, numa área onde existiam, até recentemente, cerca de 700 ha de montado de azinho, num total de 957 ha da propriedade.

Segundo denúncia recebida pela Quercus, verificou-se que foi efectuado um abate ilegal de azinheiras. Posteriormente foi requerido o abate de 613 árvores adultas, muitas delas centenárias, tendo sido emitida autorização de abate, através do Núcleo Florestal do Baixo Alentejo da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, alegadamente por se encontrarem secas ou doentes. Esta situação é estranha, dado que o arvoredo marcado para abate se encontrava maioritariamente verde, o que se pode constatar por fotografias efectuadas e pelos ortofotomapas do local.

No local, o cenário é constrangedor, com centenas de cepos e troncos de árvores centenárias abatidas, muitas ilegalmente, existindo azinheiras cintadas para abate, outras traçadas com uma cruz, por não terem sido autorizadas, (mesmo assim dezenas delas foram arrancadas e cortadas à revelia da legislação revelando, um desrespeito inaceitável).

Serviços do Ministério da Agricultura não actuam nem respondem à Quercus

Apesar da Quercus ter formalizado duas queixas desde o passado dia 15 de Fevereiro junto da entidade responsável, a Circunscrição Florestal do Sul da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, não obteve qualquer resposta dos serviços do Ministério da Agricultura, continuando estes a vetar o acesso à informação, em desrespeito do Código de Procedimento Administrativo.

Apesar desta Associação ter recebido alguma informação, através do SEPNA da GNR, tivemos conhecimento de que a Circunscrição Florestal do Sul tinha suspenso a própria autorização de abate das azinheiras, dado existirem muitas árvores verdes. No entanto, até à passada semana, o promotor continuava a cortar as azinheiras, destruindo a prova essencial para a sua responsabilização.
Lisboa, 23 de Março de 2008

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

     

publicado por luzdequeijas às 12:40
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SOBREIROS

 

 

Movimento quer fazer do sobreiro a árvore nacional de Portugal
19.11.2010
Helena Geraldes

A ideia de Portugal ter uma árvore nacional já ganhou raízes. Duas organizações lançaram um movimento para que o sobreiro receba este estatuto simbólico, a fim de travar a perda dos montados. O Canadá tem o plátano, a Inglaterra o carvalho e Portugal poderá vir a ter o sobreiro.
“Ao contrário do que se possa pensar, esta árvore está presente em todo o território nacional, não apenas no Alentejo. E não nos podemos esquecer da sua importância vital aos níveis social, cultural e económico”, justificou ao PÚBLICO Miguel Rodrigues, da Árvores de Portugal que, com a Transumância e Natu¬reza (ATN), é responsável por esta iniciativa. O território nacional do sobreiro (Quercus suber) estende-se por 737 mil hectares, segundo o Inventário Florestal Nacional de 2006. Ou seja, 32 por cento da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental.
Além da importante biodiversidade associada aos montados, o sobreiro ajuda a travar a desertificação do solo e a gerar receitas da exploração da cortiça. Segundo os responsáveis pela iniciativa, o país produz cerca de 200 mil toneladas de cortiça por ano, mais de 50 por cento do total mundial. “A perda desta liderança representaria um descalabro económico, social e ambiental sem paralelo para o nosso país”, alertam.
Ainda que o sobreiro esteja protegido por lei, desde Maio de 2001, Miguel Rodrigues considera que “a legislação por si só não tem conseguido travar o declínio do sobreiro. Há sempre excepções que se abrem na lei, ao sabor das decisões que vão sendo tomadas”.
Há vários anos que Domingos Patacho, da Quercus, tem denunciado o abate ilegal de sobreiros. E hoje, contou, “continuam a existir denúncias, especialmente na zona envolvente da Grande Lisboa”.
Ricardo Nabais, da ATN, também é da opinião que, perante grandes projectos, “a protecção legal não é suficiente. É preciso acarinhar a árvore enquanto símbolo de Portugal”. “Queremos atingir a maioria da população portuguesa”, disse.
Além dos abates de árvores para dar lugar a projectos imobiliários, a ameaça aos sobreirais tem outras origens. “O que está a matar o sobreiro é o efeito de muitos anos de má gestão dos montados, como o excesso de pisoteio pelo gado, excesso de matéria orgânica e uma gradagem do solo demasiado profunda”, explicou Miguel Rodrigues. Os vedantes sintéticos, em substituição das rolhas de cortiça, “podem ser a machadada final”.
Ainda assim, o país tem grandes manchas de montado e árvores monumentais. Segundo os dados da Autoridade Floresta Nacional relativos a 2008, existem 41 sobreiros classificados como árvores de interesse público. Miguel Rodrigues estima que aquele que será o sobreiro mais antigo e o maior situa-se em Pai Anes, Castelo de Vide. Terá cerca de 500 anos. “Isto é uma coisa fabulosa para um sobreiro, dado que costuma viver 200 anos”. No entanto, esta árvore “deverá estar já na fase terminal da sua vida e perdeu, há cerca de dois anos, uma das pernadas principais, da grossura de um sobreiro adulto”.
Miguel Rodrigues adiantou que está em fase de classificação o sobreiro da Corte Grande, em Monchique. Este é, “provavelmente, o maior do Algarve e um dos maiores do país”. As duas associações vão convidar uma lista de entidades para formar um núcleo inicial da iniciativa, entre as quais universidades, associações de defesa do ambiente e associações florestais. Depois vão preparar um documento técnico que justifique a classificação e, por fim, lançar uma petição para levar à Assembleia da República.
Mas o trabalho não acaba por aqui. “Depois de classificar, queremos ver o que tem de ser feito para travar a perda do montado e recuperá-lo”, explicou o responsável, salientando a importância de uma estratégia para a reflorestação, em vez das plantações “pontuais para aproveitar subsídios europeus”.

publicado por luzdequeijas às 12:27
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A ALFARROBEIRA

A raridade da alfarrobeira à escala planetária, tem a ver com as exigências climatéricas desta árvore da bacia mediterrânica, conhecida desde remotas eras. Ela gosta de climas secos e suaves e não aguenta geadas. No que concerne ao nosso País e para além da vertente sul da serra da Arrábida, as alfarrobeiras concentram-se, sobretudo, no barrocal algarvio, onde assumem razoável expressão económica.
A "Ceratonia siliqua L." é uma leguminosa de folha perene que logra atingir 10 metros de altura e durar cerca de 500 anos.
Possui tronco irregular, cinzento, com ramagens largas e pendentes. As folhas são elípticas, alternas, coriáceas, compostas, de verde-escuro brilhante e agrupam-se de três a cinco pares de folíolos.
As flores, muito pequenas, aparecem reunidas em cachos axilares cilíndricos, verde-arroxeados.
Os frutos (alfarrobas) são vagens de 10 a 30 cm de comprido por 1,5 a 3 cm de largura. Apresentam-se coriáceas, espessas e indeiscentes. Inicialmente são verdes, passando a castanho-escuras quando atingem a plena maturidade.
As sementes de alfarroba são duríssimas. Têm forma ovóide e biconvexa e cor castanha.
A espécie é, salvo raras excepções, dióica, ou seja, os indivíduos femininos encontram-se separados dos masculinos. Para uma frutificação eficaz, é necessário uma árvore "macho" para 25 "fêmeas" (um verdadeiro harém!). Geralmente, os frutos só aparecem (nas fêmeas, obviamente) a partir dos 15 anos.

 


Da alfarroba aproveita-se, sobretudo, a farinha que é a parte obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Ela contém cerca de 50% de vários açúcares, para além de fibra (celulose), proteína, cálcio, fósforo, magnésio, silício, ferro, taninos, pró vitamina A e vitamina B1.
O produto é amplamente utilizado na indústria alimentar, como sucedâneo do cacau, em pastelaria, alimentos dietéticos e papas para bebés. Podemos dizer que o consumo de alfarroba é mais saudável porque praticamente não possui gordura (o cacau tem cerca de 23% de gorduras), nem glúten, nem cafeína, ou outro alcalóide. Em compensação, tem muito mais açúcares do que o cacau.
Da semente, que representa apenas 10% da vagem, extrai-se a goma, constituída por hidratos de carbono complexos com elevada qualidade como espessante, emulsionante e estabilizante, utilizando-se na indústria alimentar, farmacêutica, cosmética e têxtil.
Cada vagem costuma ter entre 10 e 16 sementes, chamadas quilates, de aspecto uniforme e peso quase invariável. Tal facto determinou o antiquíssimo uso dessas sementes para avaliar diamantes e ouro. Ainda hoje se utilizam os termos internacionais "kilat" e "karat", provenientes da designação dos grãos de alfarroba.
Em fitoterapia e atendendo às propriedades medicinais da alfarrobeira que é hipertensora, laxante, antidiarreica e sedativa, ela está indicada para desinteria, prisão do ventre, enfermidades de brônquios, hiper acidez gástrica e sistema nervoso. Note-se que as vagens, quando verdes, são laxantes, mas quando castanhas, produzem o efeito inverso, isto é, prendem os intestinos.
Para terminar, não devemos esquecer que a alfarroba é excelente para elaborar rações para animais (com excepção das galinhas, devido ao alto teor de tanino) e que as alfarrobeiras, quer pela sombra que proporcionam, quer pela bela folhagem persistente, constituem apreciadas árvores ornamentais.

Miguel Boieiro



publicado por luzdequeijas às 12:21
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O ESTADO GASTA, GASTA E GASTA....

A SOCIEDADE CIVIL TRABALHA E VAI RESOLVENDO

Para podermos alcançar uma economia sólida, duradoura e sustentável, temos de dar alguns passos fundamentais, que infelizmente os nossos políticos e homens de Estado, parecem não enxergar como estão perto de si próprios. A via da descoberta não é nunca o caminho mais sinuoso, mas tão só, uma atenta e cuidadosa observação de tudo o que nos rodeia. Resulta muito mais de um espírito atento daquilo que existe do que em novas descobertas. É, porventura, a discussão do século XXI. Aquilo que começou por ser eventualmente considerado como uma posição extremada de algumas correntes radicais, transformou-se num dos principais desafios das economias desenvolvidas: a sua capacidade para articularem o crescimento económico com a salvaguarda do meio ambiente e dos recursos naturais, com vista à promoção de uma verdadeira economia sustentável.

 

700 árvores reflorestam Parque da Ria formosa

 

A área ardida em 2004 no Parque vai se reflorestada hoje com mais de 700 alfarrobeiras, sobreiros e azinheiras. Esta área tinha sido destruída pelos incêndios e é nela que vão ser plantadas estas espécies autóctones. Ainda há carcaças de árvores ardidas em 2004 que não foram removidas. São esperados cerca de 50 voluntários que farão a reflorestação no Campus de Gambelas.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:08
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MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Milhares podem não receber 13º mês
Perto de seis mil micro e pequenas empresas estão a sentir dificuldades para pagar o 13º mês aos seus trabalhadores. A revelação é feita pela Rádio Renascença, com base em dados divulgados pela Associação Nacional das Micro e Pequenas Empresas de Portugal.

publicado por luzdequeijas às 11:29
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VEM AÍ O NATAL

Um presente diferente
Inserido em 22-11-2010 08:30


 
Este é o ano em que muitos portugueses sentem na pele a austeridade e as dificuldades. Mesmo os que ainda não as sentem, preparam-se já para momentos difíceis, em que apertar o cinto será uma inevitabilidade.


Estamos a entrar na época de Natal, época em que o apelo ao consumo atinge o pico anual. Neste momento, muitas das instituições que apoiam os mais desfavorecidos atravessam enormes dificuldades, a tal ponto que muitas ponderam já ter que fechar a porta.

Seguindo a máxima de que os tempos de crise são também tempos de desafio e de oportunidade, faz sentido que, este ano, o maior presente de Natal seja para estas instituições.

É a época ideal para que se pense em fazer a opção de canalizar o dinheiro de alguns presentes de Natal para dar um novo fôlego a estas instituições.

É uma opção pessoal: dizer aos que nos são próximos que o nosso presente deve ser entregue a uma das muitas instituições que precisam de apoio.

Se pensarmos no Banco Alimentar, que faz a sua recolha já no próximo fim-de-semana, esta opção nem sequer prejudica a economia, no sentido em que se mantém o consumo, indispensável à vida das empresas.

O Banco Alimentar é uma entre muitas opções possíveis.



Raquel Abecasis

publicado por luzdequeijas às 11:20
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POBREZA

BANCO ALIMENTAR REVELA QUE OS DESEMPREGADOS SÃO OS QUE MAIS SOFREM

 

4827 FAMÍLIAS ESPERAM COMIDA

 

Um em cada 4 pobres confessa que não come pelo menos um dia por semana. Mairia dos inquiridos vive com menos de 250 euros por mês

 

CM - 22-11-2010

publicado por luzdequeijas às 11:09
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OPINIÃO

ESTAMOS A PAGAR A TELEVISÃO PÚBLICA

 

O (des)governo que temos congela pensões, baixa salários, aumenta o IVA e o IRS, mexe nos subsídios sociais, põe a classe média a pedir esmola; enfim faz o que quer para pagar as despesas do seu desgoverno. Para cúmulo, retira 33 milhões de euros em apoios à televisão estatal, mas obriga o Zé Povinho a pagar esse dinheiro na factura mensal da electricidade.

José Figueiredo - VISEU

publicado por luzdequeijas às 11:01
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A MINISTRA MEDIÁTICA

FINANÇAS 

Saúde é o novo culpado do buraco no OE deste ano

Margarida Peixoto  
29/10/10 00:05

  

Teixeira dos Santos diz que há 500 milhões de euros de desvio no Serviço Nacional de Saúde.

Teixeira dos Santos identificou um novo culpado para o buraco do Orçamento do Estado deste ano: o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Além das derrapagens que já eram conhecidas no orçamento da Estradas de Portugal, nas receitas não fiscais e com a despesa dos dois submarinos, o ministro das Finanças encontrou agora mais 500 milhões de euros de despesa no SNS do que esperava.

publicado por luzdequeijas às 10:56
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS

 

 

Portugal é o país europeu com maior percentagem de PPP, quer em relação ao PIB quer em relação ao Orçamento de Estado. Em 2009, o nosso país, cuja população total é semelhante à da grande Paris, contratou três vezes mais PPP do que a França e mais ainda do que qualquer outro país da Europa.

Portugal é o campeão europeu das PPP - mas das PPP que afogam os contribuintes em dívidas, em especial os das gerações futuras, como revela a análise caso a caso a que seguidamente procedo. Segundo a League Tables Project Finance International, Portugal aparece distanciado, no topo da lista, com 1.559 mil milhões de euros de empréstimos, seguido da França com 467, da Polónia com 418, da Espanha com 289, da Irlanda com 141 e da Itália com 66 mil milhões.

No final de 2009, os encargos estimados com os projectos de PPP antes de adjudicados e os previstos ainda lançar, ultrapassavam já os 50 mil milhões de euros. Os contratos de parceria celebrados pelo sector público até 2010, nos domínios das infra-estruturas de transportes rodoviários e ferroviários e da saúde, sujeitam as gerações futuras a um volume de compromissos financeiros objectivamente insustentável. E irreversível.

Juiz Carlos Moreno

publicado por luzdequeijas às 22:45
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PRINCÍPIOS DE VIDA

1 - A ética como princípio básico

 

2 - A integridade

 

3 - A responsabilidade

 

4 - O respeito às leis e regulamentos

 

5 - O respeito pelos demais cidadãos

 

6 - O amor ao trabalho

 

7 - O esforço pela poupança e pela investigação

 

8 - O desejo de superação

 

9 - A pontualidade

 

 

Haveria ainda muito mais, mas estas já fazem um bom cidadão

 

publicado por luzdequeijas às 22:37
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O ESTADO E O ENSINO

UM MONSTRO AO COLO DE OUTRO MONSTRO!

Alunos podem sofrer com o frio, uma vez que a contenção orçamental obriga ao corte no aquecimento

 

Escolas já pedem papel higiénico. ESCOLAS GRANDES E NOVINHAS DÃO sempre nisto ! A SEGUIR VIRÃO OS PROBLEMAS DOS TRANSPORTES.

NA NOSSA CASA É O MESMO, É O ESTADO A MAIS E QUALIDADE A MENOS !

 Directores e sindicatos afirmam que não há mais onde cortar. “Reduzir na gigantesca máquina do Ministério da Educação seria suficiente para suportar os cortes no Orçamento”, defende associação de directores.

 

publicado por luzdequeijas às 19:16
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A VIDA ESCOLAR DOS NOSSOS FILHOS

Especialista norte-americano

Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg

18.11.2010 - 11:16 Por Bárbara Wong

 

O sistema educativo sueco pode ser um bom exemplo para Portugal, defende Herbert J. Walberg, especialista em Economia da Educação, que tem feito parte de vários grupos de conselheiros da OCDE para a área da Educação. Walberg recorda que a Suécia adoptou o cheque ensino, permitindo que as famílias escolhessem a escola, e que esta é obrigada a receber qualquer aluno.

"As escolas privadas fazem melhor do que o Estado, diz Walberg
"As escolas privadas fazem melhor do que o Estado, diz Walberg (PÚBLICO (arquivo))

“É o único país com um sistema de vouchers e as escolas têm vindo a melhorar os seus resultados [quando comparados com os internacionais]”, explica o autor do livro Escolha da Escola: descobertas e conclusões, uma edição do Fórum para a Liberdade de Educação, com o apoio da embaixada dos EUA e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O lançamento é esta tarde, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.

“Gostava de ter vouchers para todos”, diz em conferência de imprensa. E retoma o exemplo da Suécia. Foi em 1993 que o Governo ordenou às autoridades locais que financiassem, o equivalente a 85 por cento do custo por aluno das escolas públicas tradicionais, as escolas que os pais escolhessem. Portanto, as famílias deixaram de pagar propinas na maioria das escolas privadas.

A par desta decisão, estabeleceu-se que as escolas eram obrigadas a admitir todos os alunos, independentemente do nível socioeconómico. Segundo Walberg, não se verificou o aumento da segregação, nem da concentração de crianças com necessidades educativas especiais em determinadas escolas.

Foi criado um “mercado da educação” que, segundo Walberg, “conduziu a uma concorrência crescente, melhorou o desempenho dos alunos e aumentou a satisfação dos pais com as escolas dos filhos”. No livro, Walberg cita vários estudos que comprovam que os pais a quem são dados os cheque ensino, participam mais activamente na vida escolar dos filhos.

 
 
Público



publicado por luzdequeijas às 19:03
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O CAMINHO SEGURO

PARA MELHOR EDUCAÇÃO E MENOS ESTADO

 

Privatização do ensino
Mas há outras alternativas para que as famílias possam ter liberdade de escolha, continua. O especialista defende que os Estados podem definir metas de aprendizagem e privatizar as escolas: “As escolas privadas fazem melhor do que o Estado”, declara.

“A concorrência parece funcionar na educação”, diz, com base em investigação que tem sido feita nos EUA, onde há estados que apostaram nas charter schools, escolas com quem contratualizam que no espaço de cinco anos, os alunos têm de obter determinados resultados. Se esses não forem cumpridos, a escola fecha ou é mudado o seu corpo docente.

Segundo um estudo comparado entre as escolas com este tipo de contrato e as escolas públicas norte-americanas, as primeiras têm um bom desempenho, sobretudo os alunos pobres e hispânicos.

Walberg cita um outro estudo que revela que nos EUA, os professores do ensino público têm expectativas mais baixas do que os do ensino privado. Portanto, conclui, são muitos os dados que demonstram as mais valias das famílias poderem escolher a escola, dados que têm levado países como a Suécia, a Holanda, a República Checa ou o Chile a pôr em prática políticas de privatização na educação.

Os pais “têm tanto direito a tomar as decisões importantes sobre a educação dos filhos como o direito a dar-lhes um nome, morada e a escolher a pessoa que trata deles quando adoecem”, termina.

 

PÚBLICO

 

publicado por luzdequeijas às 18:58
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A FOME APERTA CERCO

Mais de 200 mil portugueses recorrem ao Banco Alimentar

PÚBLICO, Lusa

A maioria esmagadora é de mulheres. Crise fez pedidos de ajuda alimentar aumentar. Metade dos que procuram comida ganha menos de 250 euros. O inquérito abrangeu quase 4700 pessoas.

publicado por luzdequeijas às 18:51
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O NOSSO MAL-AMADO LÍDER

A cimeira da NATO pode até dar uma boa imagem de Portugal ao mundo. Mas a doutrina é unânime: o Governo entrou em desorientação total e não há show off que lhe valha.

Faz parte do anedotário académico um exame oral em Direito em que um benevolente professor tentou tudo para passar um aluno assíduo, bem apessoado e educado mas muito pouco vocacionado para a matéria. Como a coisa ia de mal a pior, o catedrático resolveu dar última oportunidade ao discente, perguntando-lhe: Sabe qual é diferença entre NATO e OTAN? . O jovem estudante nem pestanejou antes de iniciar a resposta: Senhor Professor Doutor, a doutrina divide-se... . A oral terminou nesse preciso momento.

Vem esta história a propósito da realização da cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, numa altura em que o país já está chumbado aos olhos do mundo e em que já não há doutrinário que dê o que quer que seja por este desorientado Governo.

Um país com as finanças e a economia de pantanas, penalizado pelos mercados internacionais a cada euro que pede emprestado, que paga para manter instalações da NATO no seu território - e que os Estados-membros desconsideram, baixando-as de escalão -, investe milhões na organização de uma cimeira à escala mundial?

Sim, é verdade, Portugal já provou que sabe organizar acontecimentos desta dimensão e que não poupa esforços, nem milhões, quando assume esses compromissos.

Mas também é verdade que, além dos dividendos diplomáticos ocasionalmente percebidos e do show off que o mundo retém por efémeros dias, tem muito pouco retorno. ( ... )

E um país em que a (im)produtividade é um dos problemas graves e crónicos, com um calendário generoso em feriados e pontes , ainda arranja mais um(a), para deixar a capital quase parada? (A tolerância de ponto decretada pelo Governo, pelos vistos sem consulta prévia de ninguém - nem da Câmara, que protestou, e bem -, foi para hoje, sexta-feira, mas ontem, quinta-feira, já muito boa gente fez gazeta).

Nesta semana, por coincidência, o ministro da Economia, democraticamente elogiando o direito dos trabalhadores à greve, censurou a inoportunidade da greve geral convocada para a próxima semana, pelo impacto negativo que terá nas contas do Estado. Tem toda a razão. Só que... enfim.

Resta a hipótese de uma remodelação - à Zapatero. Daquelas a que Sócrates sempre foi avesso. Sendo certo que não será fácil encontrar quem esteja disponível para aceitar fazer parte da comissão liquidatária desta maioria... com o seu mal amado líder.

mario.ramires@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 18:46
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LOS ROQUES NA VENEZUELA

 

UM POVO PODE TER A FORÇA DA NATUREZA

 

 

" SIM, UM POVO EDUCADO SABE MUITO BEM DISTINGUIR UM DISCURSO SÉRIO DE UMA VERBORREIA DEMAGÓGICA"

publicado por luzdequeijas às 16:30
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UM POVO EDUCADO

foto

LEMBRO AO MEU POVO 

 

" QUE UM POVO EDUCADO ELEGERÁ DIRIGENTES HONESTOS E COMPETENTES. ESTES ESCOLHERÃO OS MELHORES ASSESSORES. COM UM POVO INCULTO ACONTECE EXACTAMENTE O CONTRÁRIO! UM POVO EDUCADO NÃO TOLERA CORRUPÇÃO.

publicado por luzdequeijas às 16:21
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É ASSIM QUE O NOSSO DINHEIRO É GASTO

Cimeira acabou e blindados ainda não chegaram 
publicado por luzdequeijas às 15:45
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DAR O SEU MELHOR

Fernando Madrinha 

 

Os 25 anos da adesão de Portugal e Espanha à velha CEE foram assinalados com pompa num momento em que os dois países e a Europa estão mergulhados numa crise profunda. E os líderes políticos de 1985, começando por Mário Soares, aproveitaram para denunciar a falta de estratégia e de liderança na Europa, arrastando na crítica, por via indirecta, as lideranças dos dois países.

Pode parecer que, ao desmerecerem os líderes de hoje, os de ontem estejam a pôr-se em bicos de pés mais do que devem. Não estão. No confronto com a geração actual, as diferenças são abissais. E não falamos apenas dos líderes. Falamos das verdadeiras "elites" - não das que foram aqui referidas na última edição por causa das suas reformas douradas - e das figuras que puseram o seu saber, a sua coragem e honestidade políticas, bem como o seu espírito de serviço público, cada vez mais em desuso, ao dispor do país e dos tais líderes, ajudando-os a brilhar. Figuras como Ernâni Lopes, ministro das Finanças e do Plano entre 1983 e 1985, o período mais crítico que a democracia portuguesa enfrentou do ponto de vista económico e financeiro até 2008, e que antes, como embaixador em Bona e Bruxelas, deu um contributo decisivo para o êxito das negociações de adesão à Europa.

Ernâni Lopes esteve, na semana passada, no programa da SIC-Notícias "Plano Inclinado", de Mário Crespo, para uma lição de economia, política e cidadania que devia ser retransmitida no horário nobre de todas as televisões generalistas. É economista de formação, mas a sua receita para esta crise - e para todas as crises futuras - dispensa números, gráficos, percentagens, gritaria e insultos gratuitos. Toma por adquirido que os valores, as atitudes e os padrões de comportamento são a base essencial de toda a actividade económica. E apresenta uma cábula segura para o êxito, que aqui se reproduz: onde existe "facilitismo", deve haver "exigência"; onde está "vulgaridade", pôr "excelência"; onde está "moleza", pôr "dureza"; onde está "golpada", pôr "seriedade"; onde está "videirismo", pôr "honra", onde está "ignorância", pôr "conhecimento"; onde está "mandriice", pôr "trabalho", onde está "aldrabice", pôr "honestidade".

Para vencer todas as crises, basta seguir este guia de substituição. Em casa, na escola, na empresa, no ministério, no Parlamento, até nos partidos políticos, se os valores em causa lhes parecerem compatíveis. Pena que, podendo os portugueses votar, os nomes dos Ernâni Lopes que ainda existem não apareçam nas listas de candidatos.

 

publicado por luzdequeijas às 15:37
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PÔR E TIRAR É O REMÉDIO!

Quem me conhece sabe que a principal razão que me levou a escrever este livro foi a de poder informar melhor e reportar aos cidadãos do meu país aspectos relevantes da real situação das finanças públicas portuguesas, bem com o analisar alguns dos problemas e desafios com que elas hoje se confrontam e a todos nós respeitam.

Prometi na Introdução que acrescentaria também, no final do livro, sugestões de comportamentos sociais que poderiam ser seguidos pelos cidadãos.

Não encontro melhor maneira de o fazer que não seja a de repetir o que Fernando Madrinha recentemente intitulou, no semanário Expresso, como "A Receita de Hernâni".

Referia-se aquele jornalista, evidentemente, ao Professor Hernâni Lopes, acrescentando que o antigo Ministro das Finanças toma por adquirido que os "valores, as atitudes e os padrões de comportamento são a base essencial de toda a actividade económica".

Reproduzo seguidamente a receita de Hernâni Lopes, que para mim constitui inesquecível lição:

 

" Onde existe facilitismo deve haver exigência. Onde está vulgaridade pôr excelência. Onde está moleza pôr dureza. Onde está golpada pôr seriedade. Onde está videirismo pôr honra. Onde está ignorância pôr conhecimento. Onde está mandriice pôr trabalho. Onde está aldrabice pôr honestidade."

 

Não poderia nem saberia encontrar melhor final para este livro.

Juiz Desembargador - Carlos Moreno

 

publicado por luzdequeijas às 15:04
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SABER FAZER

Para vencer o imbróglio da situação económica e financeira do nosso país será necessária muita discussão política. Até terão importância os conceitos estratégicos da segurança mundial que fizeram o menu da Cimeira da NATO em Lisboa. Não são, contudo, urgentes. Em vésperas de um dia de greve geral, com maior incidência nos serviços e empresas públicas, a prioridade é o sector Estado.

 

Por:João Vaz, Redactor Principal

 

Portugal não pode perder-se no vício de pagar os prejuízos das empresas públicas ineficazes. Ao Estado cabe a arrecadação de impostos, assegurar segurança e justiça, e garantir o melhor nível possível na protecção social, saúde e educação. Devia, contudo, abominar o malbaratar do dinheiro dos contribuintes, o clientelismo partidário ou a corrupção.

A competência é primordial. Para produzir é decisivo saber fazer. A Geórgia anunciou que vai oferecer terras a agricultores vindos da África do Sul para aproveitar a sua competência produtiva. Aquele país afirma que não pode não produzir o que necessita para se alimentar. Os herdeiros das cooperativas à soviética não o conseguem; têm de ser outros a fazê-lo. A retórica, a propaganda, até a força valem de pouco. O futuro só reconhece quem sabe fazer.

publicado por luzdequeijas às 14:52
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O ESTADO DESINCENTIVADOR

BIRMÂNIA

Filed under: DiversosRodrigo Adão da Fonseca @ 14:19

Há um par de anos visitei a Birmânia. Durante quase um mês passei por Yangon, Lago Inle, Mandalay, Bagan e Ngapali. Em Yangon e Mandalay vi com os meus olhos crianças menores – algumas com idades inferiores a dez anos – a colocar alcatrão nas estradas, sob um sol abrasador. Apercebi-me que muitas trabalham em fábricas. No Lago Inle tive a possibilidade de constatar que a maioria da população nem sequer sabe que vive sob a alçada de um regime militar, num Estado designado Myanmar: a ignorância é tal que vivem num isolamento quase tribal. A experiência do ponto de vista das liberdades mais básicas é impressionante – e falo só do que vi, nas regiões onde turistas estão autorizados a visitar. Há ainda toda uma Birmânia fechada ao exterior. O que me disseram, localmente, é que nessas regiões se vivem situações de verdadeira escravatura, na extracção de matérias-primas e na produção industrial que está nas mãos de tríades do sul da China.

Que haja quem consiga dizer coisas abjectas do calibre das que se podem ler no Avante, como tão bem refere o Rui Carmo, é esclarecedor. Há ideologias que são de facto anti-democráticas, que não valorizam nem a liberdade individual nem os direitos humanos. O comunismo, na sua essência, é totalitário, e o PCP, tal como o Bloco de Esquerda, por mais que disfarcem, vivem ainda na esperança de nos imporem o seu modelo político, de que devemos desconfiar, tal a simpatia que demonstram por regimes tão miseráveis como os que encontramos na Birmânia.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 14:42
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AQUACULTURA

A RIQUEZA DO MAR

  

CRIAÇÃO RACIONAL DE PEIXES

  

http://www.omeva.hostoi.com/

 

Exemplos não faltam

Breve Resumo do Projecto Sagres

 

Com o PROJECTO SAGRES, o OMEVA pretende integrar o Cultivo de Mexilhão com a Engorda de outros bivalves, principalmente a Ostra. Pretendemos adoptar uma tecnologia recente e inovadora em Portugal, mas já com provas dadas em outros países, tais como a Noruega. Este tipo de integração permite-nos introduzir o Policultivo/Poliengorda de Bivalves numa mesma área, utilizando a mesma embarcação e a mesma maquinaria. Além das vantagens deste tipo de sistema, que incidem principalmente na redução dos custos de produção, nomeadamente em mão-de-obra, a produção de várias espécies de bivalves, no sistema integrado, dá-nos também uma maior flexibilidade face ao mercado, que neste momento é de grande procura.

publicado por luzdequeijas às 14:36
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Sábado, 20 de Novembro de 2010

DE CANASTRA À CABEÇA

Lisboa castiça pelos olhos de uma varina
20 de Novembro, 2010Por Filipa Moroso (texto) e António Pedro Santos (fotografias)
«Olha a bela sardiiiinha! Quem quer, quem quer... Ó freguesa, quem é que me acaba o resto?». O pregão ecoa numa cantada, quase de fadista, com a alma e as vestes de uma Lisboa antiga.

Dona Celeste, «nascida, criada e casada no bairro da Madragoa», é figura de proa, quase um emblema desta zona tão típica e popular da cidade. Aos 74 anos, ainda comunica com os trejeitos e a linguagem castiça dos tempos em que foi varina, com a canastra na cabeça a anunciar o pescado fresco que trazia da lota. ( ... )

 

SOL

publicado por luzdequeijas às 17:45
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PELA BOCA MORRE O PEIXE

Há seis anos, no Outono de 2004, almocei com Santana Lopes em S. Bento.

Ele era primeiro-ministro, mas seria demitido meia dúzia de semanas depois pelo Presidente da República.

Na altura, ele não o adivinhava.

Eu, porém, pressentia-o.

Todos os dias alguns dos seus ministros faziam declarações contraditórias, criando um ambiente desvairado de fim de ciclo.

A páginas tantas, a meio do almoço, perguntei-lhe directamente:

- Por que não manda calar os ministros? Diga-lhes para não fazerem declarações públicas.

Mas era já impossível.

A intriga alastrava nos corredores do poder.

Em fins de Novembro, um ministro muito próximo de Santana Lopes, Henrique Chaves, demitiu-se.

Aí percebi que era o fim.

Recebi a notícia em Bruxelas, quando viajava de táxi do aeroporto para o centro da cidade.

E disse para as pessoas que me acompanhavam:

- O Governo já não dura 15 dias.

- Acha? - perguntou um dos meus interlocutores.

- Tenho a certeza.

Dois dias mais tarde Jorge Sampaio demitia o primeiro-ministro.

Vem isto a propósito de duas entrevistas dadas por dois destacados ministros no último fim-de-semana e que têm sido sobejamente comentadas.

Uma foi concedida ao Financial Times por Teixeira dos Santos, outra ao Expresso por Luís Amado.

Não vou aqui discutir a substância de qualquer delas, pois já se percebeu que é muito pouco relevante o que os ministros dizem - visto que, à semelhança do chefe do Governo, podem dizer hoje uma coisa e amanhã outra.

O mais chocante foram os sucessivos esclarecimentos dos ministros para explicarem ou corrigirem o que tinham dito nas entrevistas - lançando a confusão sobre eles próprios.

É que, a certa altura, já ninguém sabia o que valia mais: se as afirmações contidas nas entrevistas, se os esclarecimentos e correcções subsequentes.

Tem assim toda a razão Cavaco Silva quando diz que «há palavras a mais na vida pública portuguesa» - frase que recorda irresistivelmente o célebre desabafo de D. Juan Carlos «Por qué no te callas?».

Manuel Alegre tem acusado constantemente Cavaco Silva por «gerir o silêncio», desafiando-o a falar mais.

Ora Cavaco tem noção do que deve ser a sobriedade dos homens públicos.

O Presidente mede as palavras ao milímetro, para não cair em armadilhas ou contradições.

Num ambiente em que o primeiro-ministro e os ministros entram permanentemente em contradição, o Presidente da República mostra qual deve ser a postura de um governante: parca em palavras, sem excessos verbais nem ataques pessoais, dizendo o estritamente necessário.

Este comportamento enerva Alegre - que, como candidato, preferiria compreensivelmente a bagunça verbal.

Mas se todos fossem como Cavaco, o poder seria muito mais respeitado.

E os Governos seriam certamente mais sólidos.

P. S. - O tema do Bloco Central não sai da agenda. Já muita gente explicou que é uma péssima solução: é potencialmente conflitual, leva a luta entre os principais partidos para dentro do poder e, quando se esgota, deixa o país sem esperança - porque as duas forças que podem constituir Governo estão gastas.

Claro que é preciso haver consensos alargados em certas áreas, como a financeira. Mas para isso é que servem os acordos ou pactos de regime - que podem definir linhas de orientação partilhadas pelo PS e pelo PSD, sem os malefícios que têm todos os blocos centrais.

publicado por luzdequeijas às 17:36
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EXPIROU O SEU PRAZO DE VALIDADE

Dito&Feito
19 de Novembro, 2010Por José António Lima
O ministro Luís Amado apareceu a pedir um Governo «de coligação já», sem o qual o país correria o risco de ter de sair do euro. Paulo Portas voltou a insistir na formação de um Executivo «PS-PSD-CDS» de salvação nacional, sem a dispensável presença de José Sócrates.

E várias foram as figuras políticas que surgiram a secundar tão instantes apelos a um Bloco Central mais ou menos alargado. São pedidos que, todavia, esbarram logo à partida numa impossibilidade e numa inutilidade.

A impossibilidade é eminentemente política. Nem o PSD está disposto a qualquer coligação em posição subalterna antes das eleições, porque tem a noção de ser já neste momento, e de continuar a ser em 2011, o maior partido em termos eleitorais, de acordo com todas as sondagens.

Nem Sócrates tem a natureza de se automarginalizar e assumir que expirou o seu prazo de validade, mesmo que a pedido de várias famílias. Nem o PS tem condições para fazer Sócrates sair de cena antes de uma derrota eleitoral (inevitável, mas que o aparelho e a clientela socialistas esperam adiar o mais possível). E, já agora, nem o CDS será forçosamente imprescindível numa hipotética solução de entendimento alargado.

Ou seja, é absolutamente inviável qualquer cenário de Governo de salvação nacional antes de umas clarificadoras legislativas antecipadas definirem o novo quadro político-eleitoral. E de se saber se o PSD terá, ou não, condições para governar em maioria. Até lá, basta que o actual Governo saiba levar à prática o Orçamento que o PSD se prestou a viabilizar. E que saiba assumir as consequências desse Orçamento.

A inutilidade é a de um Governo de Bloco Central - além de ser democraticamente esterilizador, por esgotar e anular as soluções de alternância política ao seu eventual insucesso - não ter condições para executar um programa de emergência nacional e de ruptura com o despesismo e o gigantismo da máquina do Estado. Nenhum líder do PS, ainda para mais recém-eleito num partido saído de uma derrota nas urnas, daria o seu aval a tal programa de Governo.

Bem pode, pois, Luís Amado forçar a sua demissão a curto prazo. Bem pode Paulo Portas continuar a pôr-se em bicos de pés. Não será o Governo de salvação nacional que os irá salvar.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 17:32
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ALGUM DO MUITO OURO FASCISTA!

Portugal pagou entrada no Fundo com ouro às paletes
20 de Novembro, 2010
O pagamento da quota de adesão de Portugal ao Fundo Monetário Internacional (FMI), há cinquenta anos, foi feito em paletes de ouro nas caves da Reserva Federal de Nova Iorque, contou o pai da entrada portuguesa na instituição.

Manuel Jacinto Nunes, 84 anos, foi o homem que, enquanto vice-governador do Banco de Portugal, conduziu a entrada portuguesa no FMI, à frente de uma equipa de quatro pessoas, e lembrou à agência Lusa o processo de adesão, que se concretizou a 21 de Novembro de 1960.

Na altura, o Banco de Portugal era uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com capital de 100 mil contos. Para entrar no FMI, Portugal teve de pagar uma quota de 60 milhões de dólares, o mesmo que a Jugoslávia tinha pago e mais 20 milhões do que a Grécia.

Lusa / SOL

publicado por luzdequeijas às 17:28
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75 MIL MILHÕES DE EUROS NUM ANO?

"Gastar cada vez mais e cada vez pior"
Inserido em 18-11-2010 18:39


 
 
Quando, nos próximos dias, os deputados aprovarem o Orçamento de 2011, estarão a assumir compromisso de despesas da ordem dos setenta e cinco mil milhões de euros. Se dividirmos esta gigantesca quantia por 10 milhões de residentes, dá qualquer coisa como cerca de 7500 euros por cada português, 30000 numa família com dois filhos.


A despesa pública tornou-se descomunal para a dimensão do país; a carga fiscal continua a aumentar e os benefícios para os cidadãos, esses são mínimos.

 

Ao nível da saúde, o serviço é satisfatório nos grandes centros, mas quase não há respostas no interior e nas zonas periféricas. O descalabro nos gastos é a regra. Em alguns hospitais centrais, o custo médio por consulta anda acima dos cento e cinquenta euros, as despesas com medicamentos não param de subir, é a falência anunciada.

 

Já na educação, os cerca sete mil milhões de euros gastos no ensino público representam um custo anual por aluno da ordem dos cinco mil euros… mais do que se paga na maioria dos colégios. E, no entanto, as escolas não dispõem sequer de condições mínimas.

 

Nos outros sectores, a justiça é a desgraça que se conhece, a segurança não existe, as reformas começam a estar em perigo…

 

Pois inexplicavelmente, e perante este modelo irracional, os nossos governantes apenas se preocupam em contrair mais e mais dívidas, para poderem continuar a gastar. Cada vez mais e cada vez pior.

 

 

 




 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:22
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AS LOUCURAS DO TGV

 

A pasta das Obras Públicas sempre foi propícia ao humor. Não falo do humor financeiro de um país na bancarrota que persiste em construir as suas loucuras, como se viu com o TGV esta semana.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Falo de comédia pura e, temo bem, involuntária. E depois de Mário Lino, um profissional na matéria, Portugal tem agora António Mendonça.

O artista é um bom artista: numa conferência sobre a ‘inovação’, esse termo que faz as delícias da saloiice nativa, o ministro das Obras Públicas repetiu, quase palavra por palavra, o mesmo discurso do seu secretário de Estado, que abriu a sessão.

Verdade que, nestas conferências, ninguém presta atenção ao que é dito: quem não dorme, finge que está acordado. Mas o ‘Expresso’ não acompanhou o ronco do ministro, que provavelmente dormia enquanto o seu secretário falava. E registou para a posteridade este estranho caso de plágio ministerial. Fez bem.

A repetição de discursos no Ministério das Obras Públicas é a expressão pueril do esgotamento, da balbúrdia e da completa desarticulação que reinam num governo em ruína.

publicado por luzdequeijas às 11:25
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SINTONIA, POUPANÇA E GOZO

António Mendonça repete discurso do seu secretário de Estado

Liliana Coelho e Paula Cosme Pinto



publicado por luzdequeijas às 11:20
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