Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

ALTA EFICIÊNCIA

CRITÉRIOS PARA "JOB FOR THE BOYS"

 

 

Constatação óbvia

 

Sócrates movimenta os seus quadros principais de duas maneiras:

 

a) Para o Governo vão os incapazes

b) Para as Empresas Públicas vão os capazes de tudo

 

Cópiaperfeita

publicado por luzdequeijas às 22:24
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VISÃO ESTRATÉGICA DE UMA SOCIEDADE !!!



Casamento gay torna a sociedade
«melhor», segundo José Sócrates

O primeiro-ministro afirmou hoje que a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo torna a sociedade «melhor», defendendo que «nenhuma questão, nem social, nem económica, deve servir de desculpa» para não avançar «no campo dos direitos». José Sócrates falava antes de um almoço no Palácio de São Bento com várias associações defensoras dos direitos homossexuais e LGBT.
publicado por luzdequeijas às 17:42
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OS ÚLTIMOS 15 ANOS

 

FORAM DESASTROSOS, "ANDÁMOS A GASTAR À GRANDE"

 

EDUARDO CATROGA - Ex-ministro das FINANÇAS

 

CM - É preocupante o facto de as famílias não conseguirem poupar?

Eduardo Catroga - A poupança nacional é que é determinante para o financiamento da economia portuguesa. Não houve políticas de estímulo à poupança mas sim ao consumo, e o resultado está aí. Temos de pôr o País de novo a poupar. Gastámos demais e a prioridade tem de ser à produção. Restrinja-se o consumo público e privado.

 

A poupança nacional bruta, que inclui famílias, empresas e Estado, passou de 20% em (1995) para algo à volta de 8% em 2009. Portugal compara mal com a média europeia em termos de poupança das famílias. Só os cidadãos da zona euro conseguem uma poupança média na ordem de 8,9%.

 

PS: Foi o socialismo e a incompetência sem rédias, ou "melhor à vara larga". É dar "sem rei nem roque" com o único objectivo de segurar o poder! CRIMINOSO.

 

publicado por luzdequeijas às 14:44
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CALOTES BATEM RECORDE

Com esta dificuldade em poupar, nunca os calotes das famílias portuguesas foram tão elevados. Em Março, o crédito em incumprimento dos particulares atingiu os 3890 milhões de euros, o valor mais alto de sempre. O malparado agravou-se nos empréstimos à habitação, mas foi nos créditos ao consumo, e para outros fins, que a cobrança duvidosa mais se intensificou, segundo o último relatório do Banco de Portugal.

CM

publicado por luzdequeijas às 14:33
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O PAÍS ENLOUQUECEU?

 

 Tiago Mesquita (www.expresso.pt)                                                    

 Professora mostra pipi e é suspensa. Deputado furta gravadores e nada  

 

Portugal hipócrita: o país em que mais vale furtar e ser apanhado em vídeo do que serotografada a mostrar o pipi numa revista.

A comparação não será a ideal, alguns dirão que é pura demagogia. E até pode ser,admito e dou de barato. Mas pelo menos é elucidativa do tratamento algo desfasado que as nossas autoridades dão a dois casos, um mais grave que mete electrónica e outro mais divertido que envolve nudez. Pipi e os gravadores poder-se-ia chamar este filme. No mesmo país em que assistimos ao furto de dois gravadores por um deputado da Nação sem que o acto tenha consequências profissionais para o senhor, vemos uma professora ser suspensa de imediato porque mostrou o pipi e as maminhas na revista Playboy. O mais grave é que o furto parece ter sido efectuado no interior das instalações da AR e ao que consta a professora não terá realizado a sessão fotográfica na sala de aula ou no recreio com a pequenada toda a bater palmas enquanto jogava à macaca. O deputado Ricardo diz ter praticado "acção directa" para defender a honra, já a professora Bruna perdeu a honra ao praticar a "acção directa" de despir a roupinha. Temos por um lado uma professora que não pode continuar a lidar com crianças porquemeia Mirandela e alguma malta de Valpaços a viu nua na revista Playboy e por outro um deputado que pode continuar sentado no quentinho da AR depois de todo opaís o ter visto "abafar" dois gravadores da revista Sábado. É justo.Com isto podemos deduzir que para vermos o deputado Ricardo Rodrigues ser suspenso de funções seria provavelmente necessário que este pousasse nu para uma revista feminina ou fizesse um strip-tease durante a comissão de inquérito PT/TVI. A mesma comissão onde vemos o Sr. deputado insistentemente apelar à moral e à legalidade. Uma coisa é certa, se a "Stôra" Bruna fosse deputada tenho a certeza que não furtaria gravadores ou máquinas fotográficas a jornalistas, até porque provavelmente estarianua e não teria bolsos para esconder o material. Já o Sr. Deputado, a menos quefaça um Lap dance a Mota Amaral não vejo forma de ser admoestado. Posto isto e fazendo o ponto final de situação:

 

1- Ser professora e cumulativamente mostrar o pipi numa revista : NÃO.

1- Ser deputado e furtar gravadores a jornalistas : SIM

publicado por luzdequeijas às 12:50
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ENTROPIA GERA PORCARIA!

FRASE DO DIA

Eu normalmente faço um grande esforço para ter bom senso

Cavaco Silva, Presidente da República - CM

 

 

Conentário: O sr. Presidente da Pepública goza da consideração da maioria da população deste pobre país. É reconhecidamente competente em matérias de economia e finanças, é trabalhador e honrado q. b. Todavia, não é um "ESTADISTA", porque lhe falta o "Golpe de Asa", que se atinge com certa dose de "nonsense", muita experiência empresarial e muitos rasgos de coragem! Alguns dons naturais, também. Nem sempre se pode, ou deve, ser sempre previsível.

 

Talvez porque não verse matérias da área de engenharia, e por isso não domina certos conceitos que são vitais para a vida de um país ou de uma família, tais como, o da palavra ENTROPIA (grau de desordem – de um sistema fechado aumenta continuamente”). Nunca seria eu a explicar aos portugueses as consequências terríveis desta lei da energia, hoje generalizada. Tentarei uma sua abordagem muito simples descrevendo-a com uma exemplificação: " Tudo começa com alguém que se acomoda e deixa ir ficando na sua casa o lixo que deveria ser entregue aos serviços camarários. Os dias passam, as semanas também e até os meses. Um belo dia a pessoa mete a chave de casa na fechadura para entrar. Empurra a porta e não consegue abri-la. Fica espantado e percebe que já não consegue entrar na sua própria casa e vai dormir para casa de um bom amigo!

 

É esta a situação a que chegou PORTUGAL! É tanta a "porcaria" que já não conseguimos viver no país que nos viu nascer. A solução é vir alguém com muita personalidade e carácter para cortar a direito, sempre e sempre pondo os bons costumes morais à frente dos arranjos de convenìência. Alguém que não pactue com o "lixo e a porcaria". Só assim Portugal pode recuperar do lamaçal material e moral em que se encontra.

António reis Luz 

publicado por luzdequeijas às 12:04
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GUTERRES EMPURROU-NOS PARA O ABISMO!

Almoços a crédito

É fácil culpar os especuladores pela crise financeira e pelo consequente pacote de austeridade que somos obrigados a pagar. Mas também se poderia citar um político português e dizer que este aperto do cinto "estava escrito nas estrelas". A surpresa foi ter entrado de forma tão repentina. Mas se não fosse em 2010 seria em 2012 ou 2015. E quanto mais tarde o País tivesse percepção do problema, mais erros poderiam ser cometidos.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

Um país pequeno, pobre e periférico não pode sistematicamente viver acima das suas possibilidades. A ilusão do crédito fácil e barato proporcionado pela adesão ao euro ajudou os portugueses a caminharem para o abismo económico. Não é só o Estado que esbanja e é gastador. As famílias também têm culpa no cartório.

Os dados da OCDE que mostram a evolução da poupança das famílias confirmam que este país em pouco tempo passou de aforrador para gastador. Em 1995, a poupança líquida das famílias ainda representava 6,9% do rendimento disponível; em 2007 já apresentava um saldo negativo. Se não fosse o dinheiro do estrangeiro, as famílias não poderiam manter o nível de crédito nem de gastos.

O contágio do vírus grego só foi possível por causa da dependência de financiamento de Portugal no exterior. É mesmo verdadeira uma máxima frequente citada por economistas: "Não há almoços grátis."

publicado por luzdequeijas às 11:51
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A ESQUERDA NUNCA TEM CURA !

Têm o que merecem

Sexta-feira. A esquerda unida chumba uma proposta da direita para adiar o comboio-fantasma de alta velocidade. Sábado. Uma parte da esquerda sai à rua para protestar contra as medidas da outra esquerda que está no poder.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Parece uma coisa de malucos. Mas não é. No essencial andam sempre de mãos dadas e aos beijos na boca. No aumento dos impostos, na despesa do Estado, nas faraónicas obras públicas, nos casamentos homossexuais, nas uniões de facto e outras bizarrias. Louçã, Jerónimo e o engenheiro relativo são feitos da mesma massa. As zangas não passam de arrufos para entreter, enganar e empobrecer os indígenas. A esquerda é o que é e não há nada a fazer. Só se deixa levar quem quer e vota religiosamente na esquerda vermelha e cor-de-rosa. Têm o que merecem.

publicado por luzdequeijas às 11:39
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SOCIALISTAS GASTAM COMPULSIVAMENTE !

Estado gastou dois milhões

O Estado investiu dois milhões de euros no Rali de Portugal que ontem terminou com uma super especial no Estádio Algarve e com a vitória inesperada do jovem francês Sébastien Ogier (Citroën).

 

Por:Teixeira Marques

 

A prova, orçada em 4,5 milhões de euros, pode deixar de contar para o Mundial de Ralis se o Governo, devido à crise, cortar no apoio financeiro como tem vindo a ameaçar.

"Recebemos um milhão do Turismo de Portugal e outro do Instituto do Desporto", esclarece Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal, que organiza a prova.

O dirigente compreende que o milhão recebido do desporto deverá ser aplicado na construção de ginásios e escolas, mas não quer ver reduzida a verba estatal.

Indiferente às polémicas, a prova foi um êxito desportivo e organizativo.

O francês Sébastien Ogier conquistou a sua primeira vitória no Mundial de Ralis (WRC) e gastou menos 7,9 segundos do que o hexacampeão Sébastien Loeb (Citroën), que reforçou a sua liderança no campeonato. Para completar a grande superioridade da Citroën, o espanhol Dani Sordo ficou no posto mais baixo do pódio.

Armindo Araújo, ao volante de um Mitsubishi, terminou na 14ª posição, a 22.40,7 minutos do vencedor e foi o melhor português. Superou Bernardo Sousa (Ford) em 3.00,6 minutos.

O campeonato do Mundo de Ralis estará agora parado um pouco mais de um mês, retomando com o Rali da Bulgária, que está agendado para se disputar entre 9 e 11 de Julho próximo.

publicado por luzdequeijas às 11:34
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Domingo, 30 de Maio de 2010

PATRIOTISMO IMPOSSÍVEL

 

SÓCRATES EM GRAMIDO

 

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
0:00 Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Um dos mitos mais desconcertantes sobre Portugal é aquele que proclama o nosso pacifismo bovino: o povo português, assim reza a lenda, é adepto dos 'brandos costumes'. Meus amigos, esta é a maior mentira que os portugueses contam sobre Portugal. Salazar foi o inventor desta falácia, e, 40 anos após a morte do ditador, o país ainda utiliza a farsa dos 'brandos costumes' para se auto-retratar.

Esta branda mitologia foi uma espécie de soporífero salazarista destinado a acalmar um país que esteve em permanente clima de guerra civil entre 1808 e 1926. Hoje, tendemos a esquecer que a violência de 'português' contra 'português' foi a marca desse longo século XIX português (1808-1926). Durante este período, os portugueses foram tudo menos brandos uns para os outros. O ódio entre as diferentes facções (liberais vs. miguelistas; setembristas vs. cartistas; monárquicos vs. republicanos) era superior a tudo, era superior ao próprio sentimento patriota. O ressentimento entre portugueses esmagava o amor por Portugal. E isso ficou evidente na forma como se encerrou a guerra civil da Patuleia. Entre uma humilhante invasão estrangeira e um acordo interno, as duas facções escolheram a primeira hipótese. Ou seja, os portugueses foram incapazes de alcançar um acordo dentro de fronteiras, e preferiram ser humilhados pelos 'capacetes azuis' (ingleses e espanhóis) da Quádrupla Aliança. O armistício só foi alcançado através da acção de um general espanhol e de um coronel inglês. Na Convenção de Gramido, perante a ausência do governo 'legal' de Lisboa, a Junta rebelde, um soberano 'ilegal', assinou a sua rendição no quartel espanhol. Entre a perda de soberania às mãos de estrangeiros e o 'dar-o-braço-a-torcer' ao adversário interno, a Junta preferiu o primeiro caminho.

A Convenção de Gramido mostra como o ódio de 'português' contra 'português' é o motor da História de Portugal. O ressentimento do 'português' não está reservado para o exterior, mas sim para os outros portugueses. E, nesta fase do campeonato, o leitor atento já percebeu por que razão esta crónica está empoleirada em 1847: em 2010, a perda de soberania económica é uma espécie de Convenção de Gramido em câmara lenta, com o euro alemão a tomar o lugar do mosquete inglês nessa árdua tarefa que é colocar os portugueses no curso da autogovernação. Aquilo que Jean-Claude Trichet terá explicado a Teixeira dos Santos não é diferente daquilo que uma legião de portugueses anda a gritar há anos. Aquilo que Angela Merkel terá soprado ao ouvido de José Sócrates não é diferente daquilo que Ferreira Leite anda a dizer há anos. Então, porque foi necessária uma intervenção externa para o governo acordar? Porque o ódio que um 'português' sente por outro 'português' continua a ser superior ao amor que esse 'português' sente por Portugal. O ressentimento ideológico continua a esmagar o patriotismo. Era assim em 1847. É assim em 2010. Entre a humilhação às mãos da nova Quádrupla Aliança (Alemanha, França, BCE, Comissão) e a admissão de que Ferreira Leite tinha razão, Sócrates preferiu a humilhação e a perda de soberania. A culpa não é dele, coitado. A culpa é nossa, de todos nós. Portugal não é um país de 'brandos costumes'. E essa falta de brandura começa logo no ódio que o 'português' sente por outro 'português'. O patriotismo é impossível nesta terra.

Texto publicado na edição do Expresso de 22 de Maio de 2010

publicado por luzdequeijas às 22:13
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CONTRATOS SÓ COM GENTE DE BEM !

Assinar contratos com quem não os cumpre

Publicado por JoaoMiranda em 30 Maio, 2010

 

Hoje, no Sol:

Sócrates deixou Venezuela com acordos de 1655,9 milhões de euros

 

O primeiro acordo assinado contempla a construção de 12.500 habitações sociais, a transferência de tecnologia para a criação de três fábricas móveis e estrutura de apoio para a construção civil.

Ontem no Público:

Falando ao PÚBLICO, Basílio Horta admitiu que a deslocação do primeiro-ministro à Venezuela – a segunda desde 2008 e desta vez durante 17 horas – será importante “para desbloquear alguns projectos”. E há vários que correram mal, entre eles o do parque de frio, o das casas prefabricadas do grupo Lena e o da venda de soja pela Sovena.

Ou seja, Sócrates foi à Venezuela assinar contratos que já tinha assinado e que a Venezuela não cumpriu. Será que Sócrates acredita que se assinar duas vezes a Venezuela cumpre?

 

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 18:05
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AUTÊNTICOS NABABOS !

SALÁRIOS DE GABINETES CUSTAM 10,6 MILHÕES

 

Ministros das Obras Públicas e da Educação têm os aumentos orçamentais mais elevados

 

A despesa orçamentada para 2010 para os salários-base do pessoal doa gabinetes do primeiro-ministro e dos 16 ministros ultrapassam os 10,6 milhões de euros. Ao todo, nove ministros reduziram as verbas para os ordenados dos colaboradores, mas oito aumentaram-nas, com destaque para as Obras Públicas e a Educação: no primeiro caso, o montante disparou 37,5%, para quase 491 mil euros, e no segundo subiu 26%, parauase 640 mil euros. (... ) José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, e Rui Pereira, ministro da Administração Interna, destacam-se da restante equipa governamental: mesmo com cortes orçamenrais de quase 11%, o chefe do Governo dispõe de 1,7 milhões de euros e o responsável político das polícias conta com 834 mil euros, apesar de ter havido uma redução orçamental de quase 15%.

CM - 30-05-2010 

publicado por luzdequeijas às 17:45
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NÃO QUEREMOS MAIS MENTIRAS

SÓCRATES ALVO DOS PROTESTOS

 

Contra as medidas de austeridade do Governo de Sócrates que vão durar " O TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO", alguns manifestantes salientaram a falta de diálogo do Executivo com os parceiros sociais e os cidadãos. Caricaturas que comparam o primeiro-ministro ao ditador Hitler não faltaram na manifestação da CGTP. Outros desenhos de Sócrates com um nariz comprido, à Pinóquio, também não faltaram, com manifestantes a gritarem que "não querem mais mentiras".

CM - 30-05-2010

publicado por luzdequeijas às 17:18
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"FRACO REI ...

FAZ FRACA A FORTE GENTE"

 

do Dinheiro

A diferença da liderança

Um dos problemas de Portugal é a fraca qualidade das elites e lideranças. Não é só de lideranças políticas, que pela fraca qualidade e curta visão deixaram este País neste estado anémico, pobre e endividado, mas também de lideranças empresariais.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

É este défice que explica que um português a trabalhar no Luxemburgo tenha uma produtividade várias vezes superior à do seu primo, que trabalha em Portugal. Camões escreveu que "fraco rei faz fraca a forte gente". É nos momentos de crise que a qualidade das lideranças é ainda mais decisiva. Um exemplo é a odisseia da Apple, de Steven Jobs, que, na quarta-feira passada, ultrapassou a Microsoft como empresa de tecnologia mais valiosa do mundo, com uma cotação bolsista superior à riqueza portuguesa gerada num ano, valendo mais de 220 mil milhões de dólares (cerca de 180 mil milhões de euros).

 

 

A Apple é agora a segunda cotada mais valiosa do mundo, só superada pelo gigante petrolífero americano Exxon Mobil. Mas há pouco mais de 10 anos estava à beira do fim, a perder quota de mercado. Muitos defenderam a falência e a Microsoft chegou a passar o atestado de óbito à sua rival. Mas o regresso de Steven Jobs alterou o cenário.

Jobs mudou o rumo da empresa e apostou em produtos inovadores, que anteciparam as preferências dos consumidores: iPod, iPhone e iPad. Como se vê, a liderança e a boa gestão nas empresas e nos países pode fazer toda a diferença.

publicado por luzdequeijas às 17:10
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E OS CONTRATOS ANTERIORES?

Visita oficial

Chávez oferece "aliança estratégica" a Sócrates e agradece inspiração do 25 de Abril

30.05.2010 - 10:12 Por Nuno Simas, em Caracas

Foi uma longa cerimónia no Palácio de Miraflores de mais de uma hora e meia. Primeiro, a assinatura, um a um, de 19 acordos ou memorandos para investimentos.
José Sócrates e Hugo Chávez José Sócrates e Hugo Chávez (Foto: Daniel Rocha)
 
A sala era pequena e os jornalistas, portugueses e venezuelanos, ficaram todos na sala de imprensa do palácio presidencial. Imagem e som vinham de televisões. Só José Sócrates e Hugo Chávez falaram. Perguntas de jornalistas não houve. E, para o que é habitual, Chávez até nem falou muito: uma hora e cinco minutos.

O Presidente da Venezuela falou duas vezes, agradeceu a inspiração da revolução dos cravos e até declamou o poema de Adolfo Casaes Monteiro “Surpresa”. Ambos falaram da amizade. Um, Chávez, com um discurso mais apaixonado. Sócrates, num estilo mais sóbrio, também prometeu: “Tem aqui um Governo amigo do Governo da Venezuela”.

Chávez fala numa “aliança estratégica” entre os dois países, mas que vai além dos acordos comerciais de cerca de 1700 milhões de euros assinados este sábado, último dia da visita de Sócrates à Venezuela, após uma passagem pelo Brasil. “É uma amizade eterna”, arriscou dizer.

O Presidente venezuelano não falou apenas dos acordos e da comunidade portuguesa – “los portuguesitos”. Lembrou como a revolução de 1974 em Portugal foi uma inspiração para ele, hoje próximo dos 60 anos. E de como está a ser construído um novo socialismo não só na Venezuela, mas noutros países da América Latina. Um socialismo “de inspiração cristã”, numa altura de “crise global” depois da “noite longa neoliberal”.

José Sócrates teve de atrasar quatro horas o encontro com o comandante Chávez, para deixar concluir as negociações dos acordos assinados horas mais tarde no palácio presidencial.
 
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 12:06
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MAIS GENTE E CLAMOR

O protesto da rua

As manifestações concretizam o exercício de uma liberdade fundamental. Constituem um protesto colectivo. São o gesto e a voz do descontentamento. Significam vontade de combater. Despertam contra abusos de autoridade e despotismos. De passagem exprimem convicções e pontos de vista, em oposição com o estado de coisas.

 

Por:João Vaz, Redactor Principal

 

A concentração promovida ontem pela CGTP em Lisboa foi um clamor contra as soluções do Governo de Sócrates para debelar a crise das contas públicas e seus devastadores efeitos na vida da pessoas, com mais impostos e mais desemprego. Na avenida da Liberdade, dos oradores sindicais e dos líderes políticos que acorreram a dar o seu apoio ouviu--se porém só o que se esperava. Protestos e medidas do costume. CGTP, BE e PCP repetem sempre abrenúncias contra os especuladores financeiros que merecem a concordância da esmagadora maioria das pessoas que labutam por uma vida melhor. O que clamam ser boas soluções são contudo também especulativas. Acham que o Estado pode tudo quando a história mostrou que só tem o que consegue arrebanhar aos cidadãos e redistribui com muita ineficácia e injustiça. Ontem, por acaso, não se ouviu falar em socialismo. Com o PS no poder, só acrescentaria confusão. E o problema é que estes protestos não clarificam nada. Por mais gente e clamor que haja.

publicado por luzdequeijas às 11:55
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O ESBANJAMENTO CONTINUA

http://www.cmjornal.xl.pt/

 

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Entrevista

ntrevista

“Perderam-se muitos valores depois do 25 de Abril”

Isabel Jonet, presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, diz que os portugueses perderam valores depois do 25 de Abril.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã, Nuno Domingues, Rádio Clube

 

Correio da Manhã/Rádio Clube – São os mais pobres que vão pagar esta crise?

Isabel Jonet – Eu receio que sejam os mais pobres que também vão pagar esta crise. As medidas que têm sido tomadas, nomeadamente o acréscimo da taxa de 5 por cento do IVA para todos os produtos, incluindo os mais básicos, e ainda estas medidas de redução de prestações sociais mais baixas vão incidir em todas as camadas sociais, com especiais repercussões para os mais desfavorecidos.

ARF – Ainda por cima há muita gente que depende do Estado, não é?

- Eu não tenho sido adepta da subsídio dependência e por diversas vezes tenho dito que é preciso evitar comportamentos acomodatícios. No entanto, é preciso não esquecer que muitas das pessoas que caem no desemprego, ou que estão desempregadas, e muitos de longa duração, deixaram de ter lugar no mercado de trabalho.

ARF – Ficam sem rede de segurança?

- Repare, são situações difíceis de alterar sem se fazer um acompanhamento quase um por um. Essa é a razão porque tenho defendido a necessidade de se reestruturar a rede que está mais próxima dessas pessoas. Porque só com proximidade, muito calor humano, só com muitos afectos é que se pode ajudar a mudar a vida dessas pessoas.

ND – Temos um Estado Social muito distante?

- O Estado é, por definição, distante. O Estado não tem de ser próximo. O Estado tem de ser distante e muitas vezes tem que ter medidas que sejam mais universais. No entanto, estas situações requerem quase soluções um a um.

ARF – O Estado é distante e com a crise tem muitas dificuldades em manter os apoios sociais. A situação ainda vai ser pior?

- Estamos num tempo particularmente difícil porque em Portugal não se vê saída a curto prazo para esta crise. E estas pessoas, daqui  a dois, três anos, quando a máquina da economia voltar a funcionar, têm mais dois ou três anos em cima e continuam com as mesmas fracas qualificações.

ARF – Fora do mercado de trabalho? E os jovens não conseguem lá entrar, não é?

- É verdade. Temos numerosíssimos jovens que chegam ao mercado de trabalho com licenciaturas, ou muitas vezes pseudo licenciaturas, e que estão a ocupar estes lugares que podiam ser desempenhados por pessoas menos qualificadas.

ARF – Como no caso recente do novo espaço do IKEA.

- Esse é um exemplo gritante. Mais de 56 por cento dos candidatos têm licenciaturas. Mas é sobretudo pela injustiça a que condena as pessoas que têm menos qualificações. Esses eram os empregos deles e que deixam de ter. E também pela injustiça que cometemos para com estes jovens que se prepararam para ter um emprego mais qualificado.

ARF – A culpa é de quem? Do Estado?

- O Estado não pode interferir aqui. Tem que se deixar o mercado funcionar e sobretudo têm de ser as empresas e os empresários a gerar novos empregos. Mas para isso têm de haver condições económicas, fiscais.

ARF – O Estado só pode ser responsabilizado por muitas dessas pseudo licenciaturas, como lhes chamou.

- E pode adoptar medidas que incentivem as empresas e que promovam estes tipos de empregos. No entanto, temos de ter consciência que algo no mundo mudou. Mesmo que as empresas portuguesas sejam muito competitivas e que haja mais fábricas de têxteis no Norte, nós temos uma concorrência de Leste a que não estávamos habituados.

ARF – É uma concorrência feroz.

- E não é uma concorrência justa.

ND – Não tivemos tempo para nos preparar para ela?

- Não nos podemos adoptar. O mundo muda muito rapidamente. Foi explosiva a abertura à China e aos outros mercados emergentes. Esta concorrência ainda por cima não é justa. Não estamos a lutar com armas iguais. Na China, na Índia e em outros países a legislação laborar é totalmente diferente. E nós não temos armas para concorrer com eles. Não é o mesmo jogo.

ARF – Temos de ter outras armas? Temos de regredir?

- Não podemos regredir. Temos que ter outras armas. Há a arma da inovação e sobretudo uma grande arma, que é a arma da competitividade no trabalho. Os portugueses, quando vão para estrangeiro, são muito produtivos. Porque é que em Portugal a produtividade é baixíssima?

ARF – É por culpa de quem? Dos empresários? Do Estado? Das pessoas que em Portugal têm hábitos diferentes?

- Temos de procurar em cada um de nós onde está a culpa. As culpas nunca são colectivas. São sempre um somatório de culpas individuais. Há que aumentar a competitividade e há que trabalhar. Nos últimos anos muitos portugueses encostaram-se.

ARF – Encostaram-se ao Estado?

- Encostaram-se a tudo. Encostaram-se à própria vida. Encostaram-se ao Estado, encostaram-se aos subsídios, encostaram-se ao não fazer bem, encostaram-se à não necessidade de rigor, encostaram-se à não necessidade de disciplina.

ND – Então a crise é justa? É um castigo justo?

- Não há castigos justos e esta crise não é castigadora. Esta crise castiga-nos, mas não pode ser justa. Esta crise é fruto de um conjunto de circunstâncias e nós somos mais atingidos por ela porque não estávamos suficientemente preparados. Eu penso que desde o 25 de Abril foi-se assistindo, quase impavidamente, a uma degradação de tudo. Perderam-se muitos valores. E quando eu digo valores, é todos os valores.

ARF – Já agora, quais valores?

- Valores espirituais e universais, mas são também os valores riqueza. Produzir riqueza num determinado País não significa ficar com os bolsos cheios de dinheiro. Produzir riqueza para um País significa aumentar o PIB, aumentar o que há para distribuir por todos. E confundem-se muitas vezes estes conceitos de riqueza lucro com riqueza valor. E aquilo que nós temos feito nos últimos anos, muitos anos, é delapidar esse valor em vez de construir valor.

ARF – Delapidámos valor em que sectores?

- Em todos. Nas empresas, na educação, no dia a dia e temos vindo infelizmente a passar a gerações mais novas mensagens incorrectas. Todos os jovens que estão nos liceus e universidades vão ter que lutar muito para ter um espaço no mundo. Porque o mundo é muito maior e muito mais árduo e é muito mais facilmente acessível.

ARF – A educação que está a ser dada aos jovens não se baseia no facilitismo e no laxismo? Tudo é fácil, tudo se resolve?

- Parece que tudo é fácil, mas a vida não é fácil. Nada se faz sem esforço e eu digo sempre aos meus filhos que o êxito não é uma dávida, é uma conquista. Hoje somos levados a esquecer o trabalho que não vê. É o que tem faltado na sociedade portuguesa. É valorizar todo o trabalho que é necessário para construir algo.

ARF – Voltando à crise. Quantas pessoas são apoiadas hoje em dia pela Federação dos Bancos Alimentares?

- Temos 17 bancos alimentares e isso permite cobrir um maior número de instituições. Neste momento apoiamos 1700 instituições e essas instituições chegam a 250 mil pessoas. Mais de 2,5 por cento da população portuguesa recebe no seu prato um alimento que vem de um banco alimentar. São 90 toneladas de alimentos todos os dias do ano. E cada instituição é responsável por cada grão que recebe de um banco alimentar.

ND – A recolha de alimentos este fim-de-semana é a maior acção de voluntariado que existe em Portugal neste momento?

- Sim, sem dúvida. Sobretudo, é a maior manifestação de voluntariado organizada. Esta campanha já se repete desde 1992. É a 37 ª campanha que fazemos. Sempre igual. Esta regularidade é geradora de confiança. Os portugueses conhecem esta campanha e reconhecem-nos na rua.

ARF – Teme que a crise tenha algum efeito na adesão das pessoas?

- Não tenho essa expectativa. Aliás, o tema desta campanha é que basta uma pequena contribuição para resultar numa enorme ajuda.

ND – Onde é que se encontram uma sociedade com menos valores, mais individualista, mas que é capaz de se mobilizar desta maneira?

- Numa única palavra: confiança. É a transparência da actividade do Banco Alimentar que gera confiança. Se uma pessoa quiser doar um pacote de leite num supermercado e quiser seguir esse pacote de leite pode marcá-lo com uma cruz e seguir o seu percurso até à mesa de quem precisa.

ARF – Há novos pobres em Portugal?

- Há, há novos pobres. Há sobretudo uma categoria de pessoas que tradicionalmente nunca necessitariam de pedir ajuda. E continuam a haver os velhos pobres. Não nos podemos esquecer disso e que são basicamente os idosos. E depois há as crianças e os desempregados de longa duração.

ARF – Para estes o destino é a pobreza?

- O grande problema em Portugal é que com esta crise e com a não existência de tecido produtivo muitas pessoas que podiam ter um emprego ou até às vezes mudar de emprego a meio da vida deixaram-no de o poder fazer. Uma pessoa que perde emprego aos 45 anos não volta a arranjar emprego tão cedo. E estamos a meio da vida.

ARF – Ninguém as quer.

- Ninguém as quer. Quando as pessoas têm maturidade suficiente para disseminar os valores da própria empresa vão-se embora. E pergunto-me como é que as empresas podem ser fortes se não têm os velhos para ensinar a cultura de cada empresa? E isso perdeu-se.

ARF – Há muita pobreza envergonhada?

- Estas pessoas dificilmente conseguem admitir, até perante elas próprias, que deixaram de pertencer a um grupo de consumo. E a grande pobreza envergonhada é aquela que não admite que deixou de pertencer a um grupo de consumo. E isso é muito preocupante.

ARF – É o consumo a todo o custo?

- É sinal dos tempos em que se vive. Em que a identificação com os grupos e as referências é feita por padrões de consumo.

ARF – E daí o grande endividamento das famílias.

- Vão endividar-se para se manterem nesses grupos de consumo. Tem que se regressar ao que é essencial. É necessário baixar a fasquia. Para as pessoas perceberem que não é preciso estar naquele patamar de consumo porque não é indutor de felicidade. As pessoas confundem hoje em dia, muitas vezes, ter com o ser. Não é o ter que gera felicidade.

ARF – Essa é uma tarefa ciclópica, não é?

- É um desafio.

ND – Não é um problema português?

- Não, Não é possível continuar a viver, até a nível global, num mundo que desperdiça muitas das suas riquezas. Tudo se deita fora. É um afogadilho de consumo que desperdiça recursos que são escassos a nível planetário. Não é possível viver assim.

ND – Concorda com a ideia de que os beneficiários de subsídios do Estado têm de trabalhar para a comunidade?

- Eu penso que todas as pessoas que recebem prestações, desde que tenham saúde, deviam trabalhar. Não trabalhar é a coisa pior que pode acontecer a uma pessoa. E sobretudo porque se encosta. E deviam ser limitadas no tempo quanto possível. Mas este trabalho não pode ser confundido com trabalho voluntário. O trabalho voluntário é aquele que a própria pessoa quer dar. E este é um trabalho imposto.

ND – Há falta de voluntariado em Portugal?

- Eu acho que não. O voluntariado é extraordinário em Portugal. E começa agora a haver como expressão de cidadania activa. Está a ser mais profissional.

ND – Mas isso não é muito visível.

- O voluntariado não precisa de ser visível. Quando mais invisível for, melhor.

ARF – Os políticos atrapalham muito a actividade do Banco Alimentar?

- Não. O que tem sido feito tem sido bem feito. Cada um tem o seu papel. Cada macaco no seu galho. Eu não sei nada de política, nem quero saber. O que sei fazer é gerir uma instituição de solidariedade social que ajuda os pobres a alimentarem-se e a gerir outra instituição que aumenta a capacidade de resposta das instituições do terceiro sector. E isto sabemos fazer bem. Não queremos fazer mais nada.

ND – Tem muitas solicitações dos políticos?

- Não, já sabem que o Banco Alimentar está aberto a todas as pessoas boas, que de forma anónima e desinteressada queiram dar o seu tempo por uma causa. 

publicado por luzdequeijas às 11:41
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Sábado, 29 de Maio de 2010

TEMOS UM ESTADISTA NO FUTEBOL

SINGULARIDADE

 

MOURINHO: A FORÇA DA LIDERANÇA

 

José Mourinho demonstrou, mais uma vez, a importância da força das lideranças, da clareza dos projectos e da coragem das atitudes. Foi, de facto, um ano impressionante do treinador português, num ambiente difícil com a imprensa italiana.

Como se sabe, ambientes difíceis não é nada que incomode Mourinho. Mas, apesar de ser futebol, é bom que se medite com alguma profundidade no modo como este cidadão português percorre os seus caminhos.

Faz o que considera dever fazer para atingir os objectivos que considera adequados. Não se importa de assumir que, à partida, está numa situação mais frágil - e escolhe a organização mais adequada a essa realidade. Ma esse realismo não impede de ser muito ambicioso e de estabelecer como objectivos as metas mais elevadas. Para além disso, transmite sempre energia positiva àqueles que dirige, e fá-los partilhar de tal modo esse estado de espírito que até os jogadores mais indisciplinados se tornam, fiéis cumpridores das suas orientações táctitas. Ou seja, mobiliza uma comunidade com o seu exemplo. Para além  dos eufóricos cumprimentos próprios destas ocasiões, é bom que os portugueses pensem que é possível tentar agir como José Mourinho: acreditar, organizar, trabalhar, ganhar.

Pedro Santana Lopes

publicado por luzdequeijas às 23:04
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PRECISA SABER DANÇAR O TANGO

 

Espero que o Sócrates me peça em casamento

Sinto que o meu amado se aproveita de mim. Todos os meses me rouba descaradamente uma parte totalmente exorbitante dos meus rendimentos e a partir de Junho exige mais.

A vida de saltos altos - Espero que o Sócrates me peça em casamento
  

O Sócrates era aquele genro que todas as mães queriam ter e todas as raparigas casadoiras queriam como pretendente. Quando em 1999 transitou para a pasta de ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, cargo que ocupou até 2002, o Sócrates ganhou uns pontinhos na minha consideração. Eu era uma miúda de 20 anos, cheia de sonhos, e ele era aquele político, divorciado, cheio de pinta, com um sorriso fácil, um defensor do desporto que deixou de fumar e que ainda por cima trabalhava com o ambiente. Tudo o que uma miúda pode querer. Se o Sócrates fosse um carro era um Nissan Leaf - Líder, amigo do ambiente, giro e acessível...

Eu assumo. Votei no Sócrates para Primeiro-Ministro. Não que perceba alguma coisa de política, por isso votei no mais giro. Coisas de gaja. Pode ser um critério estúpido, mas é o meu critério e é tão válido como os outros milhões de critérios utilizados para votar no Sócrates. E foi aí que me comecei a sentir enganada...

Primeiro o Sr. engenheiro não era alegadamente engenheiro e foi protagonista de diversas polémicas, enquanto ministro, como a questão da co-incineração de resíduos tóxicos ou a questão do licenciamento do Freeport. Depois foram aquelas alegadas mentirinhas pequeninas que não lembravam a ninguém, como o facto de ter negado alguma vez ter sido sócio de Armando Vara na empresa Sovenco, e depois vir outra vez a público dizer que sim, senhora era verdade. São as pequenas coisas que me chateiam. Um dia tive um namorado que em duas alturas diferentes me disse que tinha ido ver o mesmo filme ao cinema. Acabei com ele. Detesto mentiras pequenas e sem sentido. Normalmente escondem coisas graves que eu nem quero saber.

O mesmo se passou com o nosso Primeiro-Ministro.

A minha desilusão sentimental continuou com a alegada tentativa de Sócrates controlar todos os meios de comunicação social e afastar os jornalistas incómodos. Menos um ponto. Sócrates menos sexy.

E agora, 10 anos depois de ter iniciado esta minha relação, sinto que a mesma entrou em crise - tal como todo o país que o Sócrates governa. Hoje em dia sou trabalhadora por conta de outrem e trabalhadora por contra-própria (numa tentativa desesperada de me manter à tona de água, como milhares de portugueses) e todos os dias me levanto de manhã e - mesmo não sendo religiosa - agradeço a todas as entidades superiores não estar na fila no desemprego.

O meu príncipe encantado transformou-se num sapo.

Sinto que o meu amado se aproveita de mim. Todos os meses me rouba descaradamente uma parte totalmente exorbitante dos meus rendimentos e a partir de Junho exige mais. Não me ajuda a pagar a casa, com o aumento do IVA os almoços, jantares e transportes ficam mais caros, e tenho a leve impressão que não me vai sobrar grande coisa nem para ir ao cinema no fim de semana. Tendo em conta que sou solteira e não tenho filhos, sou ainda obrigada a descontar mais e pagar tudo sozinha. Tudo isto em nome do "esforço patriótico" para o equilíbrio das contas públicas.

Assim, acho legítimo assumir que o Sócrates me enganou. E dizem os bons costumes desta terra que um homem que engana uma mulher deve casar com ela e assumir as suas responsabilidades. Claro que me reservo o total direito de não aceitar este pedido de casamento pois com o histórico do sr. primeiro-ministro em termos de "faltas à verdade" este casamento tem tudo para fracassar. No entanto, pelo sim pelo não, aguardo o pedido. É que pelo menos lavava a minha honra e não me sentiria totalmente defraudada desta relação de 10 anos!

Sr. Primeiro-ministro, agora é consigo: depois de todos os "apertos" que me tem exigido, prepare o anel e pode ir colocando o joelho no chão. É a sua oportunidade de demonstrar que, apesar de tudo, ainda é um cavalheiro.

 

EXPRESSO -

Solange Cosme (sapato nº39)

publicado por luzdequeijas às 18:45
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É ORDINÁRIO EU SEI !

MAS PORTUGAL E O SOCIALISMO É SÓ DISTO QUE TRATAM ! NISTO, ATÉ SÃO BONS!

 

Maio 29, 2010

“Casamento Gay” – Quim Barreiros

 André Azevedo Alves @ 16:13

QUIM BARREIROS – CASAMENTO GAY
    

 

 

Como bem realça Fernando Moreira de Sá, Quim Barreiros deve estar agradecido por toda a publicidade gratuita dos activistas LGBT. Com este tipo de promoção, é mais um sucesso garantido…

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:25
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TEMOS UM LINDO FUTURO!

Sócrates prepara o futuro

publicado por luzdequeijas às 18:20
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DESVALORIZAÇÃO SEM CÂMBIOS ?

Não chega, pois não?

Há 20 anos que (quase) todos fizemos o diagnóstico de que há, em Portugal, demasiados diagnósticos. Não adianta continuarmos a fazer diagnósticos mesmo quando repetimos que já os há em excesso. Esta evidência torna-se cristalina, agora que muitos dos diagnósticos se revelaram validados pelas circunstâncias.

Por:António Nogueira Leite, Economista

 

Em vez de se propor qual a acção consonante com o diagnóstico e suas consequências, entrou-se no campeonato de se saber quem fez o primeiro diagnóstico. Proponho que alteremos um pouco o jogo e tentemos perceber quem faz melhor figura no, bem mais relevante e difícil, exercício seguinte: que medidas devem ser tomadas de imediato para começar a resolver o nosso problema económico. Que as verdadeiras reformas estruturais são urgentes há 20 anos já todos sabemos.

É quase consensual entre os economistas que o plano de ajuste de curto prazo do governo, caucionado pelo PSD (relembre--se, a propósito, que o Presidente e Durão Barroso tinham caucionado a versão original em Fevereiro e Março), não chega e privilegia em demasia os aumentos de impostos. O OE 2011 terá de ser muito mais ousado mas, mesmo que o seja, não chegará para alterar o agravamento da dependência externa. Que tal discutir, a fundo, a proposta de Pedro Ferraz da Costa de uma forte desvalorização sem câmbios? Estou certo que vale mais a pena…

publicado por luzdequeijas às 18:16
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PGR JOGA ÀS ESCONDIDAS !

Face Oculta

PGR ‘esconde’ queixa contra Sócrates

Ministério Público não revela se abriu inquérito. Manuela não foi notificada. Jornalista participou suspeitas do crime de atentado contra o Estado de Direito

 

CM

publicado por luzdequeijas às 16:44
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A LONGEVIDADE E AS REFORMAS

Dia a dia

Pressão nas reformas

Cada homem português que chegue aos 65 anos tem uma esperança média de vida até aos 81 anos, enquanto uma mulher que chegue à idade da aposentação pode esperar viver até aos 84 anos. Os dados ontem divulgados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) confirmam que a esperança média de vida continua a aumentar em Portugal, o que é uma excelente notícia.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

A longevidade obriga a uma maior pressão financeira com as reformas quer da Segurança Social, quer da Caixa Geral de Aposentações. Por causa desta pressão, foi colocado um travão que liga o aumento da esperança média de vida ao aumento do tempo de trabalho ou em alternativa a um corte proporcional na reforma.

Mas, a longo prazo, este travão será insuficiente para assegurar o pagamento de acordo com as expectativas a um número crescente de reformados. Até porque esta crise severa está a aumentar a pressão para entrada antecipada na idade da reforma. E a relação entre beneficiários e contribuintes está cada vez mais degradada.

Há um défice futuro que ainda está oculto mas que vai explodir em poucas décadas. E há várias gerações que já acumulam muitos anos de descontos elevados (34,75% do salário bruto, incluindo a contribuição da entidade patronal) que arriscam tornar-se credores defraudados.

publicado por luzdequeijas às 16:38
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A GRUTA DE COVADONGA

COVADONGA E A ALMA LUSITANA
 
Covadonga, é uma vila no noroeste de Espanha, perto da montanha dos Picos da Europa, e que representa o ponto mais a norte da ocupação dos mouros. Foi daqui que se iniciou a reconquista dos cristãos ibéricos que venceram uma batalha contra os Mouros, cerca dos anos 718 e 725. Esta foi a primeira vitória do Cristianismo ibérico sobre os mouros ocupantes, que ganhou um significativo simbolismo. Actualmente é um santuário.
 
A reconquista aos Mouros iniciada em Covadonga foi a origem da reconquista dos territórios ocupados pelos Mouros e que hoje são Portugal . A Independência de Portugal e da civilização Ocidental.
 
A reconquista total haveria de se consumar com a expulsão dos muçulmanos progressivamente empurradas para sul, até à tomada de Granada pelos Reis Católicos.
Muitos séculos se passaram, os quais permitiram a consolidação na península ibérica e em toda a Europa de uma cultura a que mundialmente se chama de Ocidental, com raízes profundas no cristianismo.
 
Hoje, e depois de um enorme e insistente fervor ateísta assistimos, impotentes, a uma transformação subtil e perigosa levada a efeito por algumas correntes radicais a favor de uma desconstrução da nossa cultura europeia e ocidental! Com isso, todas as sociedades ocidentais estão a entrar em perda de harmonia estrutural, logo de solidez. E, por via disso, tais autores, com a sua actuação, estão a comprometer o presente e o futuro desta nossa milenar civilização.
 
Tais correntes radicais e seus protagonistas, são certamente o “expoente máximo” dos ataques a um bem-estar social a que chegou esta nossa Cultura Ocidental. Tal "bem–estar social" continua a ser considerado, por esses radicais, como escasso e um dado adquirido, num mundo de hoje repleto de incertezas no futuro ! Daí partirem para devaneios de convicções absurdas, sempre, em continuado e feroz ataque aos valores reconhecidos como fundamentais na nossa cultura! Falamos da sua fixação nas "Medidas Fracturantes" !
 
Os sistemas de ensino entraram, em Portugal, numa desencantada e vazia fonte de aprendizagem igualitária, não dando aos alunos uma perspectiva real da cultura que nos trouxe até aqui, perdendo-se até, ultimamente, em quixotescas preocupações “Abrilistas” referenciadas em “figuras” de um passado recente, bem pequenas e irrisórias quando comparadas com uma larga visão de um mundo, de um país e de uma civilização de milhares de anos.
Nunca tais racionalistas radicais poderão entender a grandeza de gente muito anterior ou posterior à reconquista cristã que, muito para lá da barriga e do conforto, se preocupou essencialmente em desvendar os segredos da natureza, do Homem e do Universo, procurando descobrir o seu lado espiritual e superior.
São dominados por um idealismo, primeiramente marxista e, mais recentemente com a queda do muro de Berlim, por um sentimento a que chamam de socialista e de esquerda. Sem saberem, ao certo, o que isso é! Ou como pode funcionar, em termos de economia e sociedade! Os ataques desferidos têm como alvo, os patrões, a escola privada, a sociedade civil, a civilização ocidental, os americanos e a igreja católica! Os valores essenciais !
 
Eles são racionalistas dogmáticos, perguntando para quê e porquê dar educação? importa é que sejamos todos iguais! O mérito é uma falácia! Resultado : burocracias governamentais gigantescas, tendem a impor uma ortodoxia de esquerda, que vem minando os valores da nossa civilização. O proteccionismo estatal que defendem é o privilégio dos ricos! E da classe governante!
 
A “Alma Lusitana”, robustecida na Gruta de Covadonga é uma coisa bem diferente. É o amor à liberdade individual e à democracia. É a defesa de uma classe média quanto maior melhor. É um Estado pequeno mas muito funcional. O outro Estado, o esbanjador, é aquilo que não queremos, porque para ele existir temos de andar seis meses, por ano, a trabalhar para o sustentar! Porque sabemos que é ele que não deixa que a nossa economia cresça e seja competitiva ! Que faça frente às economias emergentes que nos podem sufocar.
O défice das contas públicas não nasceu agora, agravou-se e fez-se “monstro” quando em 1995 o partido socialista ocupou o poder. Foi o pântano de má memória ! Quando a óptima conjuntura económica internacional permitia pôr em prática as reformas estruturantes, sem causar sofrimento ao povo.
Queremos impostos mais baixos, que permitam à nossa economia ser internacionalmente competitiva sem mandar o ónus para cima da precariedade laboral dos trabalhadores e das suas famílias. Queremos uma sociedade civil forte e controladora do Estado e não o contrário, como acontece agora ! Um Estado dominador origina sempre uma sociedade civil fraca e uma democracia totalmente inquinada e desvirtuada. O centralismo é o pai das ditaduras. A ESQUERDA NÃO QUER VER!
António Reis Luz
 
publicado por luzdequeijas às 16:08
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ESSE É O CAMINHO DE LUZ

NO QUAL A IGREJA SE DESPE DA POLÍTICA, ABRAÇANDO E TRANSFORMANDO OS CRISTÃOS "FAZ DE CONTA". É A ESPERANÇA A RENASCER E A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA A EMERGIR !

 

 

Cardeal deseja um mundo "mais justo e fraterno"

José Policarpo deseja cisão entre a política e a religião

José Policarpo pretende “a separação entre a política e a religião” defendendo o respeito pela “dignidade humana e pelos ideais de democracia e liberdade”, advogou o cardeal patriarca de Lisboa, durante uma conferência na Academia das Ciências, em Lisboa.

Policarpo ambiciona reencontrar a verdadeira identidade da Europa, agora que esta se encontra em transformação, defendendo que é preciso encontrar um modelo de “unidade na diversidade”, promovendo um Mundo mais justo, sem esquecer as heranças culturais e as tradições, pois “só assim a Europa estará à altura da sua missão” num mundo cada vez mais globalizado.

Para o cardeal é preciso preservar os valores de cada estado europeu, “adquiridos ao longo da sua História, com o contributo determinante do cristianismo”, visto que a Europa é um continente “muito procurado” por turistas, lembrando que a Igreja quer e pode ser a portadora de uma nova mensagem "na nova Europa".   CM

publicado por luzdequeijas às 15:55
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DE FACTO HÁ UNIÕES DE FACTOP !

Noção de união de facto

 

Tanto a Lei n.º 135/99, de 28 de Agosto, como a Lei n.º 7/2001, de 11 de Maio, não nos apresentam uma noção de união de facto. Certamente, porque o nosso legislador considerou desnecessária a definição de um conceito jurídico para uma situação de facto constatada pela sociedade e que se consubstancia numa convivência de habitação conjugada com a existência de relações sexuais a que a doutrina designa de comunhão de leito, mesa e habitação.

Estamos perante uma realidade semelhante ao casamento, mas que não respeitou os requisitos de validade exigidos para este.

Pensamos ser útil apresentar uma pequena distinção entre casamento, união de facto e economia comum.

Assim, podemos definir casamento como um contrato entre pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família tendo em vista uma plena comunhão de vida no plano pessoal e, com excepção feita ao casamento em regime de separação de bens, também patrimonial.

Diferentemente, a união de facto não implica a existência de qualquer contrato escrito, podendo ser realizada com pessoas do mesmo sexo, não sendo fonte de relações familiares entre os seus membros e, consoante as perspectivas, podendo ou não estabelecer-se uma plena comunhão de vida no plano pessoal, mas nunca no plano patrimonial.

publicado por luzdequeijas às 15:46
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PROVA DE DURABILIDADE

Uniões de facto – prova da durabilidade

 

Não poderíamos retomar estes nossos escritos sem referirmos que já faz algum tempo que escrevemos pela última vez nesta nossa rubrica. O que nos causa alguma tristeza. Contudo, o jornal Defesa de Espinho é totalmente alheio a este facto. Na verdade, esta ausência deve-se única e exclusivamente a questões de agenda do autor que nos impossibilitaram de manter a nossa colaboração.

Portanto, ultrapassada esta fase, é com imenso agrado que retomamos o contacto com os leitores do Defesa de Espinho. Desta feita para responder a uma questão muito interessante que um dos nossos leitores nos endereçou na sequência de um artigo que publicámos.

A questão é a seguinte: Como provar que uma união de facto subsiste há mais de dois anos para, assim, se usufruírem dos direitos consagrados na nova lei?

O interesse desta pergunta é revelar um dos problemas que se poderão levantar com as uniões de facto e a actual legislação.

Assim, a lei que define as medidas de protecção das uniões de facto nada diz a este respeito.

Quem tiver a oportunidade de ler a lei em causa, verá no seu artigo 9º uma disposição com o seguinte conteúdo: «O Governo publicará no prazo de 90 dias os diplomas regulamentares das normas da presente lei que de tal careçam». Estes diplomas regulamentares nunca foram publicados. E os 90 dias já passaram há muito tempo...

Pelo que, a resposta a esta questão encontrar-se-á nas normas gerais sobre provas.

Em nosso entender, a prova de que uma união de facto dura há mais de dois anos far-se-á através de testemunhas ou através de uma mera declaração sob o compromisso de honra dos unidos de facto, consoante os casos em apreço.

Ora, esta solução parece-nos evidente, pois não existem registos de uniões de facto nas Conservatórias do Registo Civil, onde, à semelhança do que acontece no casamento, os unidos de facto pudessem requerer certidões comprovativas da sua união. Nem nunca poderão existir!!! É nossa convicção que se se exigissem registos das uniões de facto nas Conservatórias, aquelas transformar-se-iam em uniões de direito e não de facto. Apesar disto, existem países onde as uniões de facto têm de ser registadas (?!)... o que cremos não fazer sentido, porque quem se une de facto, fá-lo por não querer unir-se de direito. Se se exigir um registo, estamos a obrigar um casal a assumir juridicamente uma relação que não pretendem juridicamente assumida. Será um contra-senso.

Outra solução plausível seria o recurso a uma acção judicial para que o Tribunal declarasse a existência da união de facto. Com a sentença, os unidos de facto poderiam provar que a sua união teria uma duração superior a dois anos ou que a sua relação começara em determinada data. Contudo, esta solução poderá ser perigosa, porque permitiria aproveitamentos de um dos unidos de facto, mesmo após uma separação do casal. Nada impedirá o ex-unido de facto de apresentar a sentença junto de terceiros para provar viver em união de facto e, assim, enganando-os, causar-lhes graves prejuízos.

Assim, dir-nos-ão que provando-se a união através de testemunhas ou de declaração dos unidos de facto, abre-se a possibilidade de o casal mentir às Finanças, ao Estado, à entidade patronal e ao senhorio para poder beneficiar dos direitos atribuídos pela lei das uniões de facto em matéria de impostos sobre o rendimento, pensões, férias, feriados, faltas, licenças e preferência na colocação dos funcionários da Administração Pública, contrato de arrendamento, e sucessões [no caso de morte do(a) companheiro(a)]. É um facto, mas as falsas declarações têm consequências...civis e criminais.

 

José António Ribeiro

publicado por luzdequeijas às 15:41
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O QUE É SER DE ESQUERDA?

Publicação: 26-05-2010 09:10   - CM

Partidos de esquerda insistem no reforço dos direitos das uniões de facto

A Assembleia da República vai debater, hoje e amanhã, diplomas do PS, BE e PCP para reforçar os direitos de quem vive em união de facto, matéria vetada no final da anterior legislatura pelo Presidente da República. Os três partidos formam maioria absoluta no Parlamento e levam o tema, hoje, à Comissão de Assuntos Constitucionais e, amanhã, à reunião plenária.

publicado por luzdequeijas às 15:28
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CASAR É MUITO CARO !

 

Alexandra Fernandes: “Casar é muito caro”

 
29-05-2010
 

Numa viagem à Madeira, a relações-públicas, de 38 anos, abriu o seu coração à Vidas. Ansiosa por ser mãe, Alexandra vive uma fase especial.

 

- A Madeira é um destino de eleição?

  

- É, sem dúvida. Tive o privilégio de ter sido a imagem da cerveja de cá, por isso vim à Madeira inúmeras vezes. Já conheço muitos locais típicos e já experimentei toda a gastronomia. Aliás, tenho uma estrelícia na minha varanda cujo bolbo comprei cá há muitos anos.

 

- O Tiago já lhe ofereceu um anel de noivado. Para quando o casamento?

- O Tiago diz que casar é muito caro, e eu concordo com ele. Muitos amigos dizem-nos que não nos casemos, que isso vai estragar tudo, outros dizem-nos para casarmos... A minha avó continua à espera. Mas o Tiago quer ganhar estabilidade. Ele é muito homem, gosta de tomar as rédeas, não se sente bem em ser eu a pagar as coisas. Mas se a minhafamíliafizer questão, quando eu engravidar, podemos casar pelo Registo, e depois,comtempo, casamos pela Igreja. O meu pai não aceita filhos antes do casamento.

- Imagina-se a viver para o resto da vida com ele?

- Nunca se sabe, mas até agora está a correr tudo bem. Neste momento, pensamos que vamos ficar juntos para sempre.

 

CM

publicado por luzdequeijas às 15:10
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QUE ESQUERDA MAIS ESQUISITA !

Mulheres barbudas

Em teoria, não me oponho às últimas loucuras do BE e do PS, a serem apresentadas na próxima semana. Permitir que um homem passe a mulher (nos documentos) conservando, porém, o respectivo pénis? É compreensível: todos nós guardamos certos ‘souvenirs’ de hotéis, mesmo que não tencionemos lá voltar. Por pura nostalgia.

 

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

O problema é que os projectos de ambos, ao acentuarem a divisão fatal entre ‘sexo’ e ‘género’, abrem a porta para qualquer delírio da ‘subjectividade’. Hoje, são homens que se sentem mulheres e mulheres que se sentem homens.

Mas nada garante que, nesta recusa da ‘natureza’ e na afirmação de uma ‘identidade’ alternativa, não apareçam por aí variações bizarras: homens que se imaginam cães; mulheres que se imaginam periquitos; e até, por incrível que pareça, homens que se imaginam mulheres que se imaginam homens.

Todos os seres humanos têm direito a viver as suas fantasias? Sem dúvida. Mas nenhum tem o direito de exigir dos outros o respeito ou o reconhecimento dessas fantasias. Que o meu vizinho goste de ladrar não é motivo suficiente para eu lhe oferecer um osso. 

publicado por luzdequeijas às 14:56
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

O COMBOIO DA DERROTA

 Asneira em alta velocidade

Vasco Campilho (www.expresso.pt)
16:51 Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

É curioso: no mesmo dia em que uma sondagem apresenta uma esquerda minoritária pela primeira vez há vários anos, PCP e BE decidem co para segurar o TGV. Possivelmente achando que "se o PSD pode dar a mão ao Governo e sair-se bem, nós também podemos." Esquecem que o PSD apoiou medidas claramente impopulares, mas reconhecidamente necessárias num contexto de emergência. Já o TGV Poceirão-Caia, além de ser desnecessário, é também profundamente impopular, justamente porque inutiliza os sacrifícios pedidos aos portugueses. E se há coisa que ninguém gosta é de fazer sacrifícios em vão.

Ao apoiar um TGV que não serve Portugal, PCP e BE entraram no comboio da derrota.

Convergir com o PS

publicado por luzdequeijas às 22:22
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DESAGREGAÇÃO POLÌTICA E ÉTICA

O inacreditável caso de furto de dois gravadores a jornalistas da revista Sábado pelo deputado socialista Ricardo Rodrigues arrasta-se há mais de três semanas como se nada de grave se tivesse passado. E sejamos claros: em qualquer outra democracia europeia (à excepção, talvez, da peculiar Itália berlusconiana), o famigerado Ricardo Rodrigues não só não teria já qualquer cargo de responsabilidade parlamentar, seja a de vice-presidente de uma bancada ou outro, como teria mesmo, e inapelavelmente, perdido a sua condição de deputado.

Ricardo Rodrigues cometeu um furto em plena Assembleia da República, no desempenho da sua actividade política, atentou de forma flagrante e primária contra o valor constitucional da liberdade de imprensa, abusou com intolerável arrogância do exercício dos seus restritos poderes, ultrapassou os limites da prepotência antidemocrática. Não chega?! O que precisa de fazer mais para provocar, entre os responsáveis políticos e parlamentares, um mínimo de indignação e a mais do que justificada punição: tem que sequestrar os jornalistas que lhe façam perguntas inconvenientes, torturá-los até deixarem de ser incómodos?

E Ricardo Rodrigues, registe-se, não é um incauto menino de coro vindo das berças, acabado de chegar ao Parlamento – é um deputado experiente, destacado por Sócrates e pelo PS para momentos de alta tensão na luta partidária e institucional. É por isso que se torna de um inverosimilhança patética o argumento de que se viu constrangido a resistir à «violência psicológica insuportável» das... perguntas dos jornalistas.

 

Percebe-se que este PS em fim de ciclo e em acelerada desagregação política e ética já tudo cale e tudo consinta. Mas custa ver uma figura como Jaime Gama a tentar lavar as mãos como Pilatos num caso desta gravidade. «É um assunto da Justiça», diz Gama. Não, não é. Antes de o ser, é um atentado à liberdade de expressão e uma ofensa à diginidade do Parlamento. «A relação entre políticos e jornalistas é do foro privativo», acrescenta Gama, procurando sacudir a lama do capote. Não, não é. É uma relação estruturante e fundamental, com regras invioláveis, numa sociedade democrática.

Como presidente do Parlamento, Jaime Gama não sente vergonha em manter na sua casa um deputado como Ricardo Rodrigues? É pena.

jal@sol.pt

publicado por luzdequeijas às 22:00
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ASSESSORES E AJUNTOS

Políticos ignoram austeridade
Nomeações não param no Governo
Desde que o primeiro-ministro anunciou o primeiro pacote de contenção e aumentos fiscais para todos os portugueses, há duas semanas, os gabinetes dos seus ministros e secretários de Estado contrataram cerca de 15 novos assessores e adjuntos, avança a edição do SOL esta sexta-feira
publicado por luzdequeijas às 21:54
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MAS NÃO DIGAS NADA


«A Manela não apresenta mais o jornal» - Armando Vara
 

Excerto do artigo

 

<input ... >Hoje   «A Manela não apresenta mais o jornal. Mas não digas nada». Foi assim que Sócrates soube, através de Armando Vara, da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal de Sexta. No entanto, à Comissão de Inquérito, o 1.º-ministro disse que só soube do facto pela comunicação social

publicado por luzdequeijas às 21:49
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É ESTE O PAÍS QUE TEMOS !

( ... ) Portugal precisa urgentemente de uma tolerância zero ou não acaba bem. Numa época em que alguns valores morais estão difusos, é necessário que os mais altos responsáveis do país sejam um exemplo positivo e não ao contrário. É certo que as tropas políticas seguem os chefes com uma cegueira total. Mas se as tropas não perceberem que o abismo não é o caminho, o seu fim também não será glorioso. Noutros países, se um deputado fizesse o que Ricardo Rodrigues fez aos jornalistas da Sábado, no dia seguinte restava-lhe apresentar a demissão .... e já agora os gravadores. Aqui tem um séquito de correleginários a defendê-lo com unhas e dentes. É este o país que somos? Quero acreditar que não.

Vitor Rainho - SOL  

publicado por luzdequeijas às 19:51
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MÃO INVISÍVEL ?

O sol e a peneira

Já não há paciência. Se dúvidas existiam, elas dissiparam-se esta semana, com os novos episódios a que a comissão de inquérito ao negócio PT-TVI ofereceu palco: Portugal transformou-se num país onde cada vez se revela mais difícil encontrar culpados seja do que for e onde a tendência para desresponsabilizar quem tem poder ganha raízes. A proibição de utilização das escutas do caso ‘Face Oculta’ para o apuramento da verdade quanto ao que aconteceu é uma vergonha.

 

Por:José Eduardo Moniz (jemoniz@cmjornal.pt)

publicado por luzdequeijas às 12:42
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AS PREOCUPAÇÕES DO PS

Romance de cordel

A economia portuguesa prepara-se para viver mais uma década perdida. Endividada, com crescimento residual e elevado desemprego.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

E os portugueses já sabem que ficarão mais pobres. Quem o diz é a OCDE. É evidente que nada disto preocupa o partido do poder. Os socialistas, com a cabeça bem enterrada na areia, andaram esta semana preocupados com a magna questão das presidenciais de 2011. O chefe reuniu com presidentes de distritais, autarcas, deputados e no sábado vai comunicar à Comissão Nacional o apoio a Manuel Alegre.

O folclore democrático, com choros, zangas, ciúmes e paixões, chega ao fim com o PS cheio de azia a engolir o candidato presidencial do BE. Mas este romance de cordel não vai acabar nada bem. Esqueçam o altar, pensem no cemitério.

publicado por luzdequeijas às 12:35
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PGR ESCONDEU-OS TODOS?

Onde param os corruptos?

Podemos dormir mais descansados. O procurador--geral da República garantiu ontem que Portugal "não é um País de corruptos". Vamos, por isso, recuperar mais depressa da crise económica porque não há evasão de capitais, não há apropriação de recursos públicos nem desperdício do dinheiro de todos nós. Ironia à parte, e respeitando a opinião de Pinto Monteiro, Portugal precisa de tudo menos destas visões suaves da realidade.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 12:31
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PM MAL INFORMADO?

Telecomunicações
 
Bruxelas mantém que golden share na PT é incompatível com leis europeias
A Comissão Europeia repetiu hoje que a golden share do Estado na Portugal Telecom (PT) é «incompatível» com as leis europeias e vai continuar a seguir «de perto» a situação da empresa aguardando que o Tribunal se pronuncie sobre a questão
 
>>> Sócrates admite uso da 'golden share' contra Telefónica
 
publicado por luzdequeijas às 12:21
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A VERDADE É COMO O AZEITE

Face Oculta
«A Manela não apresenta mais o jornal» - Armando Vara
«A Manela não apresenta mais o jornal. Mas não digas nada». Foi assim que Sócrates soube, através de Armando Vara, da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal de Sexta. No entanto, à Comissão de Inquérito, o 1.º-ministro disse que só soube do facto pela comunicação social
SOL
publicado por luzdequeijas às 12:17
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

SINTOMÁTICO

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA UNIÃO EUROPEIA


Administração Directa e Indirecta do Estado na União Europeia (excluindo as adminsitrações regionais e locais)

PAÍS - FUNCIONÁRIOS - NÚMERO DE HABITANTES POR FUNCIONÁRIO

Portugal - 568 384 (Número actualizado pelo Governo em Setembro de 2006) - 17,6

Luxemburgo - 24 000 - 20,8

Bélgica - 444 000 - 23,4

Chipre - 29 000 - 24,1

Letónia - 90 00 - 25,5

França - 2 302 000 - 26

Malta - 14 000 - 28,5

Alemanha - 2 861 000 - 28,8

Grécia - 381 000 - 28,8

Holanda - 558 000 - 29,2

Reino Unido - 2 010 000 - 29,7

Rep. Checa - 333 000 - 30,6

Dinamarca - 173 000 - 31,2

Áustria - 254 000 - 31,8

Eslováquia - 161 000 - 33,5

Eslovénia - 59 000 - 33,8

Hungria - 292 000 - 34,5

Espanha - 1 212 000 - 34,9

Estónia - 39 000 - 35,8

Suécia - 250 000 - 36

Irlanda - 105 000 - 38

Itália - 1 463 000 - 39,5

Polónia - 901 000 - 42,3

Lituânia - 76 000 - 44,7

Finlândia - 113 000 - 46

Total UE - 14 171 000 - 32,2

Dados : Eurostat relativos ao número de funcionários públicos na Administração Central do Estado, excluindo administrações locais e regionais.

in "Correioa da Manhã"    28 Nov 2006

 

Nota: Portugal apresenta o pior número ( 17,6 habitantes por funcionário público ! )

Não está a ser considerado o valor do PIB - o que agravaria mais a situação !

publicado por luzdequeijas às 17:44
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O POVÃO

luzdequeijas

Ser Português é: ( o povão )

Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

Ter bigode.

Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor '. Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mecedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa. Deixar o carro à porta da farmácia, café, banco etc... sempre com os piscas ligados.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis. Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar 'prá geral' e saltar 'prá central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele. Acima de tudo ser socialista e votar no centro ....

 

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 17:35
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AS ALBARDAS DO REGIME

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
O ZÉ POVINHO - (Uma Ficção)
 

Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum, o povo. Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por “ Zé Povinho “. De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos, apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.  O sucesso obtido foi tão grande, que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

 Desde então é o “Zé Povinho” que, motivado única e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais. É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, (não existiam as Novas oportunidades! ), após um dia de trabalho árduo vai à igreja e ao clube para reunir, planear e organizar procissões e festas etc. Salvo as festas e os passeios organizados pelas câmaras e Juntas de Freguesia com o dinheirinho do povo, claro do mesmo ZÉ Povinho.
 
Entretanto vai-nos dizendo: "Aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - "O POVO". 
Após o 25 de Abril ajustou-se, mantendo velhos hábitos, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz da democracia. 
Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis..... mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar. Representa do povo aquilo que ele tem de pior e só isso. A mentira, a denuncia, a traição, o oportunismo etc., etc. É o lado mais negro do simpático “ Zé Povinho “ , ou seja o lendário “ Joio “ que nas bíblicas parábolas, vive lado a lado com o trigo . Ninguém nos pode explicar a existência maligna desta erva daninha, só que também o símbolo representativo e muito simpático do português, o tem ! O nosso famoso Zé Povinho não poderia deixar de o ter, pois claro, o “ Bem e o Mal”. Sem tirar nem pôr !

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:03
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FESTAS DE ARROMBA !

I. Num trabalho do jornal i, ficámos a conhecer alguns dos gastos do nosso querido Estado, o mesmo Estado que agora pegou no funil para nos obrigar a engolir um novo aumento de impostos. Só em mobiliário, o Estado gastou - em 2009 - mais de 32 milhões de euros (não se podem sentar em cadeiras velhas?). Em software, o Estado gastou 75 milhões (já ouviram falar em software 'livre'?). Em café, o Estado gastou 650 mil euros. Mas porquê? Tem de haver um bar com café subsidiado em todas as repartições e institutos públicos? Trabalhar para o Estado implica ter uma 'bica' ao preço de 1980?

 

II. Mas o mais irritante é mesmo a forma como as autarquias desbaratam dinheiro em festas e festinhas. Mas quem disse às autarquias que a sua função é distrair as massas? As autarquias não conseguem ter o chão limpo e o espaço urbano ordenado, mas fazem festas com os Xutos (quase meio milhão de euros) e com o Tony Carreira (quase um milhão de euros - só em 2009). Não tenho nada contra os artistas, mas tenho tudo contra as câmaras que desbaratam assim o dinheiro dos meus impostos. Comecem pelo óbvio, caros autarcas, e deixem-se de bailaricos faraónicos.

 

Henrique Raposo - SOL

publicado por luzdequeijas às 16:59
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TALENTO E RECTÓRICA SÓ AO SERVIÇO DA VERDADE

vicentejorgesilva

 

Carta aberta a José Sócrates _
21 May 10 01:57 PM

Senhor primeiro-ministro,

 

Depois de ler as suas respostas à comissão de inquérito sobre o caso PT/TVI e o ouvir na entrevista que deu esta semana à RTP, aprofundei uma convicção que já tinha manifestado nestas colunas: o senhor deixou de ser o chefe de Governo de que Portugal precisa para enfrentar a maior crise destas três décadas e meia de democracia. E pergunto-_-me mesmo se alguma vez o foi – ou o poderia ter sido –, considerando as características da sua personalidade e do seu estilo de governação.

O senhor é, indiscutivelmente, um homem de múltiplas qualidades. É determinado, combativo, tem uma forte capacidade de comando, o talento da retórica e até o carisma que são necessários a um chefe de Governo. Mas a todas essas qualidades falta o substrato essencial que lhes dá alma ou, como diria Musil, invertendo os termos do seu famoso romance, são qualidades sem homem.

Por outras palavras, o senhor sofre de um défice crónico que nenhuma metamorfose artificial pode disfarçar: o défice do factor humano.

Quanto muito, o senhor seria um primeiro-ministro para tempos fáceis (ainda que o fossem apenas ilusoriamente), como aconteceu quando o país vivia à sombra das primeiras benesses trazidas pela integração na Europa – e que não soubemos capitalizar para o futuro. Foi esse o caso de Cavaco ou de Guterres que, apesar disso, recorde-se, terminaram os seus mandatos governativos em estado de desencanto.

Mas estes tempos em que vivemos são muito difíceis, os mais difíceis que a actual geração de portugueses já conheceu. E é perante essas dificuldades que o seu comportamento, as suas obsessões, o seu estilo, se mostram completamente desajustados.

Vicente jorge Silva - SOL

publicado por luzdequeijas às 16:37
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SEM TRANSPARÊNCIA NÃO HÁ DEMOCRACIA

«[É necessária] essa cultura de transparência nas decisões importantes do Governo português. Não podem ser propostas decididas em gabinetes com paredes de betão, tem que ser em gabinetes com paredes de vidro, para que toda a gente saiba que o bem público é algo que tem de ser protegido, com muita transparência», afirmou o empresário.

Belmiro de Azevedo, que falava no final da apresentação das conclusões preliminares do Projeto Farol, em Lisboa, explicou que este processo de decisão «tem de ser feito com mais transparência» até porque «há muita gente que tem outras propostas que podem ser tão boas ou talvez melhores» do que as tomadas.

«Nós vemos que todos os casos que aparecem têm a ver com decisões que não são de facto contrariadas, discutidas, num ambiente de trazer para cima da mesa propostas», considerou Belmiro de Azevedo.

A transparência é um dos pontos vincados pelo projeto liderado por Daniel Proença de Carvalho em parceria com a empresa de consultadoria Delloite, que defende ainda a retirada do Estado, o mais possível, da economia.

Belmiro de Azevedo abordou ainda a questão da tributação, explicando que todo o processo tem de ter mais participação e clarificação, dando o exemplo da comparação entre a carga fiscal de Portugal e dos países nórdicos.

«Há países que a tributação ainda é superior, mas nesses países, nomeadamente os nórdicos, o Estado oferece bons serviços. As pessoas deixam de gastar dinheiro. Bons hospitais, boas comunicações, boas estradas, poupam em tudo. É preciso comparar tudo», afirmou.

Lusa/SOL

publicado por luzdequeijas às 16:15
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NÃO TEMOS GOVERNO ?

Com o Governo a viver na sombra da PT os empresários levantam a sua voz perante o desastre nacional!
 
Empresários apresentam medidas para salvar o país


 
Projecto “Farol” sugere 12 medidas para ultrapassar obstáculos ao desenvolvimento do país.


Um grupo de empresários portugueses divulga esta quinta-feira um guia de desenvolvimento do país para a próxima década. São 12 medidas para que o país retome o crescimento económico, com uma aposta forte na iniciativa privada e no controlo do défice.

As medidas começaram a ser delineadas há pouco mais de um ano por personalidades como Belmiro de Azevedo (Sonae) e António Mexia (EDP). Nascia o projecto “Farol”, já dado a conhecer ao Presidente da República.
publicado por luzdequeijas às 12:30
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PM PERDEU ESPAÇO PARA MENTIR MAIS !

     
publicado por luzdequeijas às 12:26
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NÃO É ISSO QUE TEMOS VISTO !

FRASE DO DIA

Não somos empregados da Telefónica nem de Espanha

 

José Maria Ricciardi, Presidente do BES-Investimento

 

CM

 

publicado por luzdequeijas às 12:22
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BONS TEMPOS EM QUE HAVIA GENTE DE CORAGEM


"Vilafrancada" contra o regime liberal

D. Miguel saudado à chegada a Vila Franca de Xira
A Revolução Liberal de 1820 não deixou todos os núcleos satisfeitos. De uma forma mais ou menos explicita, vários grupos foram-se organizando para pôr fim ao regime.

Estas conspirações, ainda que travadas a tempo, marcavam os primeiros sintomas de reacção contra o regime. O golpe conhecido como "Vilafrancada" foi um deles. Com um contexto internacional favorável, o levantamento de D. Carlota Joaquina e do infante D. Miguel conseguiu ter mais impacto que todos os anteriores.

Com a rainha a assumir o papel de comando de toda a operação, tendo D. Miguel como executante, o movimento absolutista pretendia atender aos desejos de D. Carlota de destronar D. João VI, seu marido, e, consequentemente, o regime liberal. Depois de, num acto de coragem, ter recusado assinar a Constituição de 1822, D. Carlota Joaquina foi exilada do país e aí preparou toda a contra-revolução.

Na opinião de Isabel Vargas, historiadora especializada no vintismo, as forças militares portuguesas “não tinham ideia definida do projecto liberal e encontraram em D. Miguel a corporização da revolta”. No entanto, a historiadora considera que este “foi apenas um episódio, uma chamada de atenção às forças liberais, para que estas soubessem que os absolutistas estavam vivos”.

Assim, a 27 de Maio de 1823, o infante dirige-se a Vila Franca de Xira, acompanhado pelo Regimento da Infantaria 23, para restaurar o absolutismo em Portugal. A hoste miguelista foi engrossando e o infante seguiu para Santarém. No entanto, o plano audacioso de destituir o rei falha. Contra o que todos esperavam, D. João VI junta-se ao filho, a 30 de Maio, e é aclamado rei por toda a população. Ainda em Vila Franca, o rei nomeia um novo executivo e atribui a D. Miguel o comando do exército. As Cortes Extraordinárias suspendem os seus trabalhos, ainda que em protesto.

Com uma atitude quase sempre conciliatória, D. João VI não aproveitou a derrota das tropas de D. Miguel na Vilafrancada para instaurar um governo absolutista e recuperar os seus privilégios enquanto rei, uma vez que, segundo Isabel Vargas, “há alterações na política portuguesa que não morrem com a Vilafrancada”. Foi, assim, nomeada uma comissão responsável pela elaboração de uma nova Constituição, mais moderada. No entanto, as medidas do rei indicavam alguma ambiguidade, uma vez que tanto beneficiavam a facção liberal como a rainhista, ou seja, “o poder político estava nos dois lados”. O resultado foi “um clima de guerra civil permanente”, que só irá terminar com o regresso de D. Miguel do exílio, em 1928, no rescaldo de nova tentaiva de golpe, que entrou para a História como a "Abrilada".



Editado por Sara Marques Moreira
publicado por luzdequeijas às 12:17
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O DESLUMBRAMENTO SOCIALISTA !

Doente

O Governo está doente, muito doente. Já não vê, não ouve e não anda. E perdeu a consciência. O Governo não vê a realidade em que o País está mergulhado: a fome que aumenta, o acorrer às carrinhas de distribuição de alimentos, os campos por cultivar, as empresas em processo de insolvência, a imoralidade na manutenção ou mesmo aumento de todo o tipo de regalias de titulares de altos cargos (como o aumento das despesas de deputados em viagens e transportes), tudo isto quando Portugal tem o mais alto deficit externo no âmbito da OCDE.

 

Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada

publicado por luzdequeijas às 12:08
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ESTAMOS CONDENADOS A UM TERRÍVEL EMPOBRECIMENTO

Dia a dia

Economia perdida

Se houver nova réplica da série ‘Perdidos’, os produtores podem inspirar-se em Portugal. Este país perdeu a primeira década do novo milénio e arrisca-se a perder a segunda, condenando várias gerações a um terrível empobrecimento. Quem tem agora mais de 4o anos vê a esperança de conseguir uma reforma digna esfumar-se, enquanto a geração com menos de 30 anos está condenada a ser mais pobre do que a dos seus pais.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 12:04
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SOCIALISTAS SÓ PENSAM NO PODER !

Romance de cordel

A economia portuguesa prepara-se para viver mais uma década perdida. Endividada, com crescimento residual e elevado desemprego.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

E os portugueses já sabem que ficarão mais pobres. Quem o diz é a OCDE. É evidente que nada disto preocupa o partido do poder. Os socialistas, com a cabeça bem enterrada na areia, andaram esta semana preocupados com a magna questão das presidenciais de 2011. O chefe reuniu com presidentes de distritais, autarcas, deputados e no sábado vai comunicar à Comissão Nacional o apoio a Manuel Alegre.

publicado por luzdequeijas às 12:01
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

ESTE POVO ENGOLE TUDO !

Pobreza        

" O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser do Sporting, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.
O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstico, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.
O povo vai à Covilhã espreitar e assobiar a selecção e eu, apesar de ligar pouco, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.
O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos.
O povo não reage. Não sai à rua. Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook. É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões."
 

Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. "

Mas de espírito, antes de mais.
 
 Anónimo   
 
publicado por luzdequeijas às 21:03
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OS ATESTADOS MÉDICOS!

1 em 100

Publicado por helenafmatos em 24 Maio, 2010

 

«Não falta quem deseje provar os morangos cultivados junto ao mar desde Mira à Vagueira, mas colhê-los da terra é outra história. Não fossem tailandeses e toneladas ficavam por apanhar. Dos 100 portugueses mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou. (…) “Todos os anos temos dificuldades em arranjar trabalhadores para a época alta. Pedimos e o Centro de Emprego reencaminha cerca de 100. Só que, depois, metade não aparece e o resto vem com atestado médico a dizer que não pode ou tem um impedimento qualquer. Eu preferia ter só trabalhadores portugueses, porque há tanto desemprego no país mas penso que será uma questão de mentalidade, as pessoas preferem ficar em casa a receber do Estado em vez de meterem as mãos na terra”, critica Vitor Rodrigues. Da centena de trabalhadores encaminhados pelo centro de emprego, ficou apenas uma mulher. Mas os trabalhadores tailandeses, a quem elogia a capacidade de trabalho, trato e perspicácia, apesar de terem de comunicar por gestos uma vez que eles não falam português, trouxeram outra vantagem. “Desde que eles chegaram, o absentismo dos portugueses diminuiu”, diz.»

Já nem falo dos tailandeses mas sim da senhora que aceitou trabalhar: o que terá ela? E o próprio do senhor Rodrigues que ideia é essa de querer trabalhar? Ainda se arrisca a que  Francisco Louçã o acuse de explorar mão de obra estrangeira (já que a nacional é difícil por falta de comparência).  Acho que está na altura de mudarmos de vida. Podemos fazê-lo assim Mas como bem sabemos as lideranças não estão para isso. Por isso só nos resta juntarmo-nos aos 99 que não aceitaram o emprego. Fizeram eles muito bem. O próprio do senhor Rodrigues também pode mandar os morangos às malvas.  Nada de pretender lucros nem de explorar os outros. Muito menos de mandar os outros apertar o cinto. Vamos todos ser solidários, desencadear justas lutas. Ficamos todos em casa à espera do RSI, da senhora Merkel ou de quem quer que seja. Fazer marchas contra o FMI e de lutar contra o capital.

Blasfémia

publicado por luzdequeijas às 18:26
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O CRESCIMENTO ESFUMOU-SE

Sair do euro

Quanto mais tempo irá alguém defender, sem corar de vergonha, que estar no euro foi bom para Portugal?

 

Por:Domingos Amaral, Director da 'GQ'

 

Oito anos depois da entrada no euro, o que ganhou Portugal com isso? Por mais que nos esforcemos, não é fácil descobrir vantagens. O crescimento económico do país foi sempre próximo do valor de 1% ao ano, uma miséria. Sem a desvalorização do escudo, as nossas exportações foram alegremente perdendo quotas de mercado, uma tendência que a globalização e a abertura à China só agravaram. Por outro lado, a despesa do Estado não compensou esta quebra de crescimento, o que era esperado, pois o euro impunha grandes restrições à despesa pública. Ficámos pois nas mãos do consumo, essencialmente do privado, e esse de facto aumentou sempre, mas mal, pois a maioria das coisas que consumíamos era importada. A somar-se à quebra no crescimento, deu-se o desequilíbrio externo, cada vez mais pronunciado.

A economia atrofiava, e as recessões, ou quase recessões, sucederam-se. Sem surpresa, as receitas que o Estado conseguia através dos impostos caíram, provocando um crónico deficit orçamental. Por três vezes, em 2002, 2005 e 2009, o deficit cresceu para lá dos limites permitidos pela Europa, deitando abaixo Guterres, Santana, e retirando a maioria absoluta a Sócrates. Ao contrário do que é habitual dizer-se, estes deficits não foram apenas culpa dos governos, mas eram uma espécie de consequência automática da recessão. Mal a cobrança de impostos descia, o deficit crescia. E qual foi o correctivo decidido? Nos três casos, aumentaram-se mais os impostos. Barroso, em 2003; Sócrates, em 2005; e de novo Sócrates, em 2010, quebraram promessas eleitorais, e subiram as taxas. Ou seja, a carga fiscal sobre os portugueses subiu sempre, em mais um efeito terrível provocado pelo euro.

Além disso, e ao mesmo tempo, a ilusão monetária da descida das taxas de juro lançou o país numa espiral de dívida. Banca, empresas e particulares endividaram-se até à estratosfera. Quando a recessão internacional chegou, a loucura tornou-se finalmente evidente e temeu-se a bancarrota.

Oito anos depois do euro, é este o retrato do país. Crescimento nulo, desemprego elevado, carga fiscal pesadíssima, endividamento externo e interno insustentáveis. Quanto mais tempo irá alguém defender, sem corar de vergonha, que estar no euro foi bom para Portugal? Está é na altura de sair, e depressa...

publicado por luzdequeijas às 14:22
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ENSINO IGUAL A ZERO

Quanto vale um curso?

Setenta por cento dos funcionários da nova loja do IKEA, em Loures, são licenciados. Todo o trabalho é digno, sobretudo nos tempos que correm, mas setenta por cento daqueles jovens andaram a estudar para se especializar noutras profissões. Investiram dinheiro, tempo, expectativas de uma vida profissional próxima daquilo que sonharam sem que a economia real os consiga enquadrar em função dos conhecimentos que adquiriram.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 14:19
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O MEXILHÃO ESTÁ LIXADO !

Festinhas no monstro

As notícias chegam de todo o lado. Espanha, Reino Unido, Itália, Alemanha, para já não falar na Grécia e na Irlanda, não estão com meias-medidas e atacam forte e feio as obscenas despesas do Estado.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Nada escapa à necessidade de acabar com desperdícios e libertar recursos para a economia. E mesmo assim o FMI exige mais e melhor, como se viu esta semana com Madrid. Uma preocupação comum é mexer muito pouco nos impostos e atacar a sério a despesa. O engenheiro relativo, com a bênção do economista relativo do PSD, fez tudo ao contrário. Aumentou brutalmente a carga fiscal e anunciou uns vagos cortes na despesa. Por essa Europa fora dão-se verdadeiras dentadas no Estado. Por cá fazem-se umas festinhas no monstro, o animal excita-se e quem se lixa é o mexilhão.

publicado por luzdequeijas às 14:13
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MANCHAS APAGADAS?

Comissão de Inquérito ao caso PT/TVI

Depoimento por escrito deixou muito por esclarecer

PCP, CDS/PP e BE acreditam que uma audiência com Sócrates seria o ideal e optam por não fazer mais perguntas

 

Por:Sónia Dias

 

"Ficámos a perder com o facto do primeiro-ministro não ter vindo pessoalmente à Comissão de Inquérito. Há muitas respostas que podiam ter ido mais longe, mas se insistirmos por escrito elas serão as mesmas, por isso não vale a pena. Resta-nos esperar o relatório", adiantou ao CM Cecília Meireles, do CDS/PP.

Já João Semedo, do Bloco de Esquerda, diz que "as respostas do primeiro-ministro são suficientes naquilo que esclarecem e não esclarecem". E acrescenta que "um depoimento nesta comissão por parte do primeiro-ministro seria, seguramente, muito mais esclarecedor."

João Oliveira, do PCP, fez saber que o seu partido não vai elaborar mais questões "tendo em conta a falta selectiva de memória do primeiro-ministro em relação a alguns factos, seria um exercício inútil em que nada contribuiria para o trabalho da comissão."

Pacheco Pereira, do PSD, reiterou a posição assumida na semana passada, segundo a qual os trabalhos da comissão ficaram prejudicados "a partir do momento em que a comissão não trabalha com todos os elementos enviados". O deputado referia-se à proibição do uso dos resumos de escutas enviados à comissão pela comarca do Baixo Vouga, relativos a conversas do ex-assessor da PT Paulo Penedos e do quadro do BCP Armando Vara.

publicado por luzdequeijas às 14:08
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O LÓBI DAS OBRAS PÚBLICAS ?

      
publicado por luzdequeijas às 14:00
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

CERTIFICADOS DE AFORRO

Certificados do Tesouro
Inserido em 25-05-2010 09:01


 
Já aqui estranhei o facto de o Estado português pagar elevadas taxas de juro nas dívidas a estrangeiros, enquanto nos Certificados de Aforro, vendidos internamente, o juro é bem mais baixo.


Não espanta que, no mês passado, tenham sido retirados 128 milhões de euros desta aplicação, contra novas subscrições de apenas 46 milhões. E a remuneração que os bancos oferecem nos depósitos a prazo não é famosa.

Ora, Portugal precisa urgentemente de aumentar a poupança interna. A poupança das famílias passou de 15% do PIB, em 1990, para menos de 5%, no ano passado. E o facto de cerca de 70% da dívida do Estado português estar na mão de estrangeiros não é tranquilizador, nesta fase de grande nervosismo nos mercados financeiros.

Finalmente, na semana passada, o Governo decidiu lançar obrigações do Estado para particulares, os Certificados do Tesouro. Títulos que pagarão juros superiores aos dos Certificados de Aforro, cerca do dobro. Diz a Associação Portuguesa de Bancos que estes não receiam a concorrência dos novos títulos na captação de poupanças.

Então, porque demoraram eles tanto tempo a aparecer?



Francisco Sarsfield Cabral

publicado por luzdequeijas às 17:21
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O JOÃOZINHO

 

A professora pergunta na sala de aula:

Pedrinho qual a profissão do teu pai?

- Advogado, senhora professora.
- E a do teu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E a do teu, Aninhas?
- Ele é médico.
- E o teu pai, Joãozinho, o que faz?
- Ele... Ele... Ele é dançarino numa boite gay!
- Como assim? Perguntou a professora, surpreendida.
- Senhora professora, ele dança numa boite vestido de mulher, com uma
tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam-lhe a mão e põem
notas no elástico da tanguinha e depois saem para fazer um programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos o Joãozinho.
Dirigiu-se ao garoto e  perguntou novamente:·

- Menino, o teu pai faz isto realmente?
- Não, senhora professora. Agora que a sala está vazia, eu posso falar!

Ele é assessor do Sócrates, mas eu tenho uma vergonha enorme em falar nisso à frente dos meus colegas!!!!!

publicado por luzdequeijas às 16:49
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O GRAU DE CONFIANÇA DO POVO

O peso do Estado pode-se reduzir se, quem manda, estiver realmente interessado nisso, agora o pessimismo galopante que ataca os portugueses e destroi a confiança, ninguém pode impedir que continue. É que os portugueses já aprenderam a ler nas entrelinhas e conseguem discernir a realidade da utopia apregoada, daí o pessimismo instalado. Os portugueses desconfiam, isso mesmo, da conversa fiada e de histórias mal contadas !
 
Mesmo anunciando o caos, é possível captar das pessoas uma crescente confiança no futuro ! Condição primeira ; “ Falar sempre Verdade ! A intuição do povo não permite falácias ! Num momento como este, que estamos atravessando, de turbulência, incertezas e perplexidades de toda ordem, são fases da história que mexem com corações, mentes e nervos. Não só dos investidores internos e externos, mas também e principalmente, do cidadão português, do trabalhador, do empresário, da dona-de-casa e da população em geral.
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 16:41
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SOMOS NÓS OS CULPADOS!

Os portugueses parecem ter uma relação estranha com a democracia. Andam hoje muito desconfiados. São republicanos, democratas radicais, tendêncialmente de esquerda e parecem envergonhar-se do regime monárquico que os governou oitocentos anos. Parecem querer ignorar o esplendor que Portugal atingiu no mundo inteiro, nesse período!  

Por outro lado, olhando para os políticos eleitos por nós, empoleirados em Lisboa ou bem instalados nos edifícios públicos de todo o país, sentem-se constrangidos e mal, mesmo muito mal, representados.

Aqui mora o estranho dessa relação: para a maioria dos cidadãos, aquelas caras são os seus representantes legítimos. Será verdade? Perguntam surpreendidos? 

Porém, sentem por eles, quase sempre, um sentimento que abarca desprezo e repúdio, raiva e indiferença, asco e desconfiança. Se quiserem, ainda, muito mais do que isto! 

Sem exagero, até sentem desdém! 

Vivemos longos anos debaixo de uma ditadura instalada. A grande maioria habituou-se! Até achava que não era mau de todo. Só que os interesses das grandes potências exerciam sobre Portugal e as riquezas das nossas colónias, uma feroz pressão. Nas colónias, Portugal tinha de tudo! Petróleo, ouro, minérios, madeiras, emprego, um mercado enorme e dócil etc.,  e o respeito dos indígenas!  

Eram tudo coisas muito apetecíveis.

Então, aliciados, alguns promissores democratas (?) internos e a máquina de propaganda internacional enchia os ouvidos do povo com as qualidades supremas da democracia! Prometer mais e melhor é fácil e resulta. Hoje continua assim! Naquela época, os nossos governantes não inspiravam qualquer confiança! Mas tínhamos um álibi: a maioria daquelas figuras estava lá contra a nossa vontade.Entretanto as instituições foram minadas, a credibilidade governativa também e o império foi caindo.

 

O regime do continente também, e veio o grito de liberdade!

 

Com ela veio também o assalto ao poder, pelos menos preparados em todos os sentidos. A herança “fascista” encheu muita gente que nunca tinha querido trabalhar. Muitos outros tiveram de fugir, os que gostavam e sabiam trabalhar. Decorridos mais de trinta anos e entrados no século XXI, após a necessária democratização, boa parte da sociedade portuguesa continua com um travo amargo na boca ao olhar para os políticos que a TV nos mostra. É como se tivéssemos um corpo estranho na alma!

 

Só que, agora, temos que engolir em seco: fomos nós que os pusemos lá!

 

Será assim? É melhor nem saber. Mas que somos os verdadeiros responsáveis por toda esta bandalheira, pela falta de carácter e de vergonha, pelas patetices e pelas mesquinhices que eles perpetram, nisso estamos todos de acordo.

Pela bancarrota também!

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:02
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VIVEMOS NUM GIGANTESCO "MENSALÃO" !

Partidos e Candidatos Autárquicos

A antiga figura de um “Regedor” ou de um actual “Presidente de Junta”, deve ser de tal modo abrangente e neutral nas suas funções, que jamais deveria ser manipulada pelas esferas de acção de “grupos”, lóbis, ou mesmo, dos partidos. Os políticos em geral também. Manipular é exercer coacção, é retirar liberdade de expressão e decisão. Podem e devem, tais figuras, dialogar com o seu partido, como devem fazê-lo com toda a gente, principalmente para elucidar os eleitores da sua autarquia. Será o seu desempenho ao longo do mandato e a forma como a população o for apreciando, ou não, que o seu partido deve ter em conta! A opinião pública é a bússola orientadora. Opiniões avulsas ou envenenadas só devem ter um destino; o caixote do lixo. Infelizmente os partidos não funcionam assim. É criminoso que um autarca com o apoio total da população seja afastado por motivos políticos (quais ?) pelo seu partido, da sua mais que justa reeleição. Tal só pode significar que “alguém” quereria que tal presidente não fosse um servidor público, mas sim alguém totalmente dependente do partido (ou grupo), que o julga possuir ! Isto é maquiavélico ! Representa tudo o que vai de mal no nosso País. Envolve o problema do financiamento dos partidos. E muito mais do que isso ! A falta de dignidade, também. Não ocupamos os último lugares no “ranking” da EU dos maus exemplos, por acaso. Estamos lá porque o caminho que seguimos não é o melhor para o País nem para a nossa população. Uma cadeira de política e civismo deveria ser leccionada nas nossas escolas . Porque Política e Civismo deveriam andar de mãos dadas desde os bancos da escola. E não andam ! Se andassem, provavelmente, tudo mudaria para melhor. De pequenino se torce o pepino, diz o povo. Leccionar valores indispensáveis a uma política transparente e não sectária. Leccionar o respeito pelo próximo. Leccionando, só quem estivesse acima , bem acima, da corriqueira e baixa politiquice actual, mudaria o mundo e o nosso país. Infelizmente ensina-se alguma política em Portugal, mas leccionada por gente que não o deveria fazer. Fora de tempo. Quando o aluno já não é menino ! Tem que haver outra política porque esta, a que temos, não presta a título nenhum. Ela é indigna, e se o não é, então que se encoraje o debate público com total transparência. Pergunte-se à população se querem esta ou outra política, mas entretanto dêem-lhe garantias de que ninguém será perseguido por falar abertamente destes problemas. Vivem as facções, grupos e tendências acomodadas dentro dos partidos mas, de uma forma rigorosamente sigilosa! Porquê? O que é que se pretende esconder? Será que têm cobertura constitucional? Passam por legislação aprovada no parlamento e tiveram aprovação do Presidente da República? Se nada disto existir, porque se pedem provas ao ser levantada a ponta do véu destas questões ? Porque se castiga quem não esconde ou pactua? Castiga-se marginalizando ! Cobardia . É exactamente por isso que se diz ,com toda a arrogância e sensação de impunidade : “prove o que diz”. É isto que faz medo às pessoas.É isto,que as inibe de falar não só sobre os “lobbies”, mas sobre todo o edifício que está montado no sistema político! Há gente de mais a fingir que não sabe! Gente muito responsável, ou seja, gente que o deveria ser. De facto a nossa democracia está a transformar-se num gigantesco mensalão. Parafraseando outros tempos e outros lugares dir-se-á : Já não há em Roma mais lugar para um bravo Romano.   António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 14:30
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SURREALISTA

O mesmo partido (PS), que tanto tem evitado que haja escuta das escutas oficiais (pagas pelo povo), em casos onde aparece altamente envolvido, agora, um seu vice-presidente da AR (Casa da Democracia) apreendeu dois microfones de jornalistas da "SÁBADO" depois de ter dito "coisas engraçadas" numa entrevista. O partido socialista foi entregar ao TCL estes dois objectos tão preciosos que por acaso até continham outras entrevistas de gente de outros partidos! COMO PODE O PS GARANTIR QUE NÃO HOUVE ESCUTAS? Dois pesos e duas medidas numa atitude própria da ditadura !

publicado por luzdequeijas às 13:09
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É UM GOVERNO PORTUGUÊS

Diário da Manhã

Fungagá da bicharada

É provável que estas partes gagas sobre as novas taxas do IRS façam parte do acordo entre os dois tanguistas para entreter os indígenas no meio de tanta desgraça.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

A comédia começou quando o engenheiro relativo garantiu que entravam em vigor a 1 de Julho. Um secretário de Estado diligente esclareceu o povo que, afinal, seriam retroactivos a 1 de Janeiro. O engenheiro relativo, irritado, jurou que entravam em vigor a 1 de Junho. O ministro das Finanças, atarantado, fez um despacho categórico para acabar com a confusão. As novas tabelas de retenção na fonte entravam em vigor no dia 21 de Maio. Desesperado, exarou novo despacho. O dia 21 Maio é a brincar, mas também é a sério. O fisco só assalta os contribuintes a partir de 1 de Junho. Palavras para quê? É um Governo português.

publicado por luzdequeijas às 13:05
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CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

O fundo do poço

Acordo [Governo e PSD] confirma que chegámos ao fundo de um poço que ameaça tornar-se cada vez mais fundo

 

Por:Constança Cunha e Sá, Jornalista

 

Há duas semanas, o País foi brindado com um patriótico pacote de medidas negociado entre o Governo e o PSD que, abdicando de todas as suas promessas, decidiram avançar com um brutal aumento de impostos, para nos salvar de nós próprios e da iminência da bancarrota. A carga fiscal, graças à especial contribuição do PSD, era, segundo se dizia, compensada com um corte na despesa de igual dimensão.

Durante dois dias, e enquanto o dr. Passos Coelho se entretinha com um patético pedido de desculpas aos portugueses, o sentido de responsabilidade passou a ser um exclusivo do principal partido da oposição que, correspondendo ao pedido de várias famílias, juntou o seu destino ao de um primeiro-ministro que, segundo o próprio PSD, deixara há muito de ter os "pés assentes na terra". Este simples facto que, só por si, podia inviabilizar qualquer tipo de acordo, devia, pelo menos, ter exigido ao PSD um esforço de rigor acrescido nas negociações.

Em vez disso, no entanto, o País foi confrontado com duas folhas soltas onde se enunciavam meia dúzia de medidas avulsas e genéricas para fazer descer a despesa por contraponto à forma, precisa e concreta, como se anunciava a subida da receita. Por outras palavras, o PSD caucionou um aumento generalizado de impostos sem ter obtido, por parte do Governo, qualquer garantia na diminuição da despesa. Agora, cometido o erro, vem-nos dizer que confiou na "boa fé" do primeiro-ministro (o tal que não tem os pés assentes na terra) e que não está disposto a dar cobertura ao que decorre do que ele próprio negociou, ameaçando com moções de censura que não tem condições para concretizar.

A verdade é que, neste momento, os portugueses sabem, de ciência certa, que vão pagar mais impostos. O que não sabem, e ainda ninguém lhes conseguiu explicar, é para que serve este esforço suplementar que lhes foi agora exigido. Para alimentar uma despesa do Estado que não pára de subir apesar de todas as promessas em contrário? Para o Governo assinar um contrato de mil e tal milhões de euros para ligar o Poceirão a Caia e garantir 165 km de TGV? Não há, no famigerado acordo entre o Governo e o PSD, qualquer sinal coerente no que toca à diminuição da despesa ou – igualmente grave – qualquer pista que aponte para um futuro diferente, principalmente no que toca ao estado da economia. O acordo, assente nuns meros cálculos contabilísticos, não apontando um único caminho, limita-se a confirmar que chegámos ao fundo de um poço cujo fundo ameaça tornar-se cada mais fundo.

publicado por luzdequeijas às 12:58
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O SOCIALISMO ESPANHOL

Agarrados a Espanha

Espanha é o principal parceiro comercial de Portugal e qualquer má notícia para os nossos vizinhos é péssima para a economia portuguesa.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

Não é só o saldo de comércio bilateral que mede a importância do nosso vizinho ibérico. Espanha, apesar de ter uma taxa de desemprego na casa dos 20%, é ainda destino semanal de milhares de portugueses que lá trabalham e que ao fim-de-semana regressam e a principal fonte dos turistas ocasionais que são fundamentais para o comércio de toda a raia. Espanha é também um Estado sob forte vigilância dos mercados internacionais, tal como Portugal, e ontem o FMI divulgou um relatório que identifica graves problemas.

O mercado de trabalho disfuncional, o elevado défice orçamental, o sector privado endividado, a fraca competitividade e um sector bancário com bolsas de fragilidade são problemas apontados a Espanha que encaixam perfeitamente no retrato português. Porventura, só a ‘bolha imobiliária’ que afecta o mercado espanhol não atingiu as mesmas proporções do lado de cá da fronteira.

O FMI pede a Espanha que resolva estes problemas, o que exige reformas de grande envergadura. Provavelmente a mesma exigência será feita a Portugal no próximo relatório. A jangada de pedra, de que falava Saramago, existe mesmo na economia.

publicado por luzdequeijas às 12:53
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

É O RETRATO FIEL DA ACTUALIDADE!!

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
O V Império de Fernando Pessoa

 

Existiram quatro impérios: • o Império Grego – aglutinando todos os conhecimentos e toda a experiência dos antigos impérios pré-culturais; • o Império Romano – juntando toda a experiência e cultura gregas e fundindo em seu âmbito todos os povos formadores, já ou depois, da nossa civilização; • o Império Cristão – fundindo a extensão do Império Romano com a cultura do Império Grego, e complementando com elementos de toda a ordem oriental, entre os quais o elemento hebraico); * o Império Inglês – distribuindo por toda a terra os resultados dos outros três impérios.
 
O V Império é um Império desejado por Fernando Pessoa, o qual ele espera que Portugal o crie. Basicamente o V Império, esse tão esperado, consiste na reunião das duas forças separadas há muito, mas há muito que se estão a aproximar: • o lado esquerdo da sabedoria, isto é, a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual; • e o seu lado direito, ou seja, o conhecimento oculto, a intuição, a especulação mística e cabalística. Este Império Português, caso viesse a existir, seria ao mesmo tempo um império de cultura e um império universal.
 
Que Portugal é um país predestinado no mundo e para o mundo, a sua história parece comprová-lo. Mesmo como país predestinado, nunca poderíamos fugir aos ciclos, mesmo andando, como por vezes parece, em contraciclo ! Provavelmente por isso mesmo. Só andando com o passo trocado, em momentos determinados, podemos liderar um novo ciclo. Englobados dentro de um ciclo, nunca alcançamos os lugares cimeiros;
 
“… Quase ao mesmo tempo emudeceu a lira de Camões e parou a pena de João de Barros, o cronista da Índia. A providência levou-os a todos quando a Pátria já não precisava dos cantos do Poeta, nem das crónicas do Historiador, nem dos cálculos do Cosmógrafo...”.
 
À medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem de Cristo. Até que em 1550 o rei D. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando  da Ordem de Cristo e das expedições.
 
Por esta ou outra razão, depois de se ter atingido o apogeu de Portugal o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império !
 
O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspectos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.
 
..... Desprezam os gostos e os valores; o mau gosto torna-se sinónimo de requinte o idiota passa por genial, cantores medíocres são vistos como estrelas. Já não há em Portugal mais lugar para um bravo Português...... 
 
Bater bem no fundo é o inicio do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 15:48
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TEMOS DE RENASCER!

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

 

A Descida Ao Fundo do Poço

 

Este é um novo e grande desafio para que o povo português faça a sua descida ao fundo do poço. No mundo esotérico há muita convicção de que a verdade está no fundo do poço.

Em boa verdade parece mesmo que a verdade está no fundo do poço. A descida até lá é decerto desanimadora e sofredora. Mas é lá que está a verdade. Tem de ser  verdade que todo aquele que não ficar a meio, mas descer efectivamente ao fundo do poço é um esoterista por inteiro. O esforço para se descer a grande profundidade e a angústia de não  sabermos o que vamos encontrar, ou se voltamos, redobra a coragem e alegria na subida.

 

O nosso problema de hoje é a falta de preparação de que cada português individualmente e do colectivo nacional, para combaterem os seus monstros interiores. Fizeram de nós seres fracos pela ausência do sacrifício continuado. Os grandes campeões nunca o serão sem que antes tenham bebido muitas lágrimas! Sem terem caído, exaustos, vezes sem conta. Levantando-se a sofrer!

 

Neste sentido o poço é um símbolo verdadeiramente universal. Odim, ao beber a água do poço, conseguiu o conhecimento dos acontecimentos passados, presentes e futuros.   De certo, logo a seguir a uma viagem de todos nós ao fundo do poço virá à nossa alma colectiva de portugueses,  a mesma força que fez com que este povo entrasse pelo mar dentro cheio de confiança e orgulho e, sem surpresa, ficasse frente a frente com gente de outros credos, raças,  culturas e riquezas. E com eles aprendesse e ensinasse, sem reservas, o modo espiritual de estarmos no mundo.

 

A lenda de Artur e do Graal, remete-nos para duas realidades fundamentais e que se complementam:

     - Uma na linha da individualidade aponta a busca da iniciação espiritual  (demanda do Graal).

     - Outra no sentido da restauração do ouro. Um reino no qual poderemos encontrar de novo a harmonia entre os homens e a comunicação entre estes e o divino. (O regresso de Artur).

O eremita Trevizento informa o sobrinho Parsifal, da tradição do Graal e dos seus guardiões (os Templários): É pela virtude da pedra "Lapsit exilis "que a Fénix se consome e se transforma em cinzas. Mas é destas cinzas que renasce a vida, a Fénix renascida.  

António Reis Luz

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:30
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O NEGÓCIO DOS VOTOS

O mundo venceu Hitler na guerra, mas parece ter perdido a guerra, por ter ignorado que era preciso ensinar nas escolas, que há uma só vida e que ela comporta três fases a que ninguém escapa; criança, adulto e idoso. Isto é o mais importante da vida.

Depois, e em nome da MORAL, devem ser instruídos os senhores presidentes de Câmara e de Junta, para pararem a ignóbil exploração política de pessoas enfraquecidas na sua vontade e meios. Se quiserem fazer excursões, que as façam com famílias inteiras e dessa forma unirão homens e mulheres, crianças, adultos e idosos, a FAMÍLIA. Lutemos contra os guetos. Recriemos a vida na sua plena dignidade.

Antóno Reis Luz

 
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Domingo, 23 de Maio de 2010

É PROIBIDO FALAR ?

O CEO do BPI foi, "crucificado" esta semana por ter dito em ON aquilo que, em OFF, vários banqueiros têm vindo a admitir: a banca nacional está ter cada vez mais dificuldades em financiar-se e não heverá dinheiro, até melhores dias, para grandes projectos. O país (o Governo, entenda-se), a banca e as empresas têm, portanto, de redefinir prioridades. Fernando Ulrich não descobriu a pólvora: Ricardo Salgado disse o mesmo hà semanas, mas de um modo light; Eduardo Catroga repetiu-o explicitamente em entrevista ao SOL, há uma semana; e o SOL, citando fontes que não quiseram ser identificadas, fez manchete com o assunto há exactamente uma semana.

Ricardo David Lopes

publicado por luzdequeijas às 17:33
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OUTRO LINO DE MÁ MEMÓRIA

O MINISTRO das Obras Públicas garantiu, contra tudo e contra todos (incluindo contra Teixera dos Santos), que as grandes obras iam prosseguir sem paragens, à excepção de metade da auto-estrada do Centro. Uma semana depois, sujeitou-se ao ridículo de desdizer tudo o que dissera. Terá sido forçado por Sócrates a assumir esse papel. Mas, a partir de agora, ainda alguém o levará a sério?

JAL

publicado por luzdequeijas às 17:26
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SÓ AGORA O POVO SE APERCEBE

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

 

A Política Bate no Fundo

 

Quando se diz que a política bateu no fundo, sobre ela, que mais se poderá dizer? As cumplicidades são numerosíssimas, as teias são espantosamente grandes, os interesses em jogo de uma complexidade impressionante, e fazer com que tudo isto corra sem grandes «broncas», é tarefa quase impossível. Mas vão-o fazendo!

 

Teremos de concluir deste modo, pois não se vislumbra um só sinal tranquilizador de que as coisas poderão estar a caminho de melhorias. Sem se perceber bem a origem do mal, o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro. Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte: do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão. E dela própria. A mediocridade banalizou-se, tornou-se normal. O mau gosto alastra. A honra das pessoas perdeu valor e qualidade. Ninguém pode saber, com toda a sinceridade, a maneira de mudar este estado de coisas. Não se sente que haja energia suficiente para inverter tal situação. Há uma espécie de entropia instituída, de conformismo e facilitismo, que puxa o país para baixo. Sempre para baixo!

Perderam-se as referências. Já não se identifica a mediocridade, o mau e o bom gosto misturam-se, confunde-se a esperteza com a falta de carácter, a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num enorme lodaçal. A salvação já não é colectiva nem é individual, é fugir. Emigrar para retemperar forças. A mente ocupada esquece facilmente as agruras da vida, mesmo as mais penosas. Assim, o contacto com a realidade do país que temos torna-se mais difícil. A maioria das pessoas quereria ser optimistas, até para criar uma onda de alto astral. Mas não dá. Tudo piora quando se houve ou lê, alguém responsável afirmar: “bons resultados para a nossa economia, o PIB cresceu 0,1 %”!! Meu Deus, parece que vivemos num país de atrasados mentais ou que nos querem fazer passar por isso! Falar claro e honestamente, sem medo de dizer (mesmo a Hugo Chaves), que a economia está estagnada. Ou pior, estagnada no fio da navalha!

 

Vejamos o que pensam os portugueses dos nossos partidos políticos e da Assembleia da República. Os últimos resultados das sondagens de opinião pública (2001) mostram a sensibilidade que as pessoas têm e que anda perto da realidade, quando muito pecando por defeito; hoje este tipo de sondagem não aparece publicado e se aparecer ninguém acredita nela! A manipulação é prática corrente. Percebe-se pelas contradições. Até a nossa participação nos Jogos Olímpicos foi anunciada como um grande êxito! Como é possível?

 

“ OS PARTIDOS políticos e a Assembleia da República são as instituições em que os portugueses menos confiam, ainda menos do que nas seguradoras, revela um estudo sobre a imagem dos serviços públicos encomendado pelo governo. Dados que o Ministério (Alberto Martins) do governo socialista (2001) interpreta como preocupante do ponto de vista da qualidade da democracia. Entretanto as coisas só pioraram! E novos motivos de preocupação com a saúde do sistema político são encontrados quando se avalia o nível de identificação com os partidos:  Para 53,7 % dos inquiridos não há nenhum partido político do qual cada um se sinta próximo. Nesta sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Católica ainda se conclui que as Forças Armadas, a comunicação social e a banca são, em contra partida, as instituições que mais merecem a confiança dos inquiridos “.  Em ordem decrescente os resultados foram: Forças Armadas 2.36%, Comunicação Social 2.34%, Banca 2.17%, Ordens Profissionais 2.13%, Administração Publica 2.11%, Patronato 2.08%, Tribunais 1.98%, Sindicatos 1.95%, Grupos Económicos 1.89%, Seguradoras 1.88%, Assembleia da Republica 1.86%, Partidos Políticos 1.49%!

A credibilidade atingiu um nível tão baixo entre os portugueses, que alguma coisa tem que ser feita. Será que os mais altos responsáveis da nação não se apercebem disto?

A realidade é sobejamente conhecida, mas os responsáveis de todos os quadrantes, mais não têm feito do que, como em gíria se diz, “assobiar para o lado”.                     

Um regresso muito desejado a uma sociedade mais transparente, mais humana e com predomínio da dignidade pessoal, pode estar em perigo.

António Reis Luz

 

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A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL !

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
É só Fazer as Contas .....

O título deste artigo é uma referência a alguém que abandonou a governação do país quando ele estava no pântano! Apesar disso, ou talvez por isso, criou entre março de 2001 e março de 2002, 122 . 708 empregos ! 100.000, foram na função pública . O monstro que enfrentamos foi obra sua ( no dizer de Pina Moura ) ; “ os seus orçamentos não foram suficientemente anticíclicos, como deveriam ter sido, como os aumentos salariais excederam o que seria aceitável”. Em boa verdade, o homem foi à sua vida e a comunicação social esqueceu-o, para que todos o esquecessem! Quando Durão Barroso sobe à cena foi um coro na mesma CS, de ataque, com uma excepção que se reproduz; "O estado de graça governativo foi morto à nascença por uma «fatwa» dos fazedores de opinião; o primeiro-ministro foi reduzido ao estatuto de fantasma; Ferreira Leite foi transformada na «bruxa malvada do oeste»; Morais Sarmento transmutado no « Calvin» do Executivo.

 
“Desde que José Socrates tomou posse, que fica a sensação de que na mesma comunicação social, estão todos a trabalhar para ele ! É um trabalho de sapa ! Mesmo quando se critica se pretende encobrir, ou justificar, qualquer coisa incomoda para ele. A 29 de Março de 2008, num artigo assinado por Nicolau Santos, no Expresso, e em título podia-se ler; Henrique Granadeiro, presidente da PT diz : “Governo deve ter novo mandato”. Isto é precisamente aquilo que em democracia se não devia fazer! O voto do senhor Henrique Granadeiro vale tanto como o voto do mais humilde português. Agora o presidente da PT ao falar desta maneira está, muito simplesmente, a influenciar milhares de simples cidadãos, no voto em Socrates. Logo, o presidente da Portugal Telecom (PT), que inaugurou em Santo Tirso, um centro de contacto, com a criação de 1200 postos de trabalho, na presença do PM ! Coincidências ! Agora, quem sabe se o PM deve continuar ou não é o povo, na força do seu voto universal. Mesmo sem se ser experto nas matérias mais badaladas, se entende que este governo manipula dados e, acima de tudo, faz um enorme fogo de artifício com décimas! É certo que não tem outra coisa para manipular! Mas, mais parece um governo decimal, portanto de virgulas, e o povo começa a entender que deve, antes, ser um governo ponto final ! Tudo isto, ainda, faz mais confusão, quando o senhor PM, obcecado com a manipulação, desabafa de coração aberto para Hugo Chavez, afirmando: “a economia portuguesa está estagnada”
 
Desde a sua tomada de posse que a manipulação é uma constante, ou para disfarçar maus indicadores ou para corrigir promessas eleitorais anunciadas sem estudo e fundamentação! Uma das mais polémicas terá sido a promessa da criação de 150.000 novos postos de trabalho.
 
É certo e sabido que um PM, não dispõe de meios para criar postos de trabalho, a não ser na função pública. Por sinal aqui, uma das maiores responsabilidades deste governo é precisamente reduzir o número de funcionários públicos, (Reforma da Função Pública) para , com isso, reduzir a despesa pública. Sem esta medida concretizada, muito dificilmente a iniciativa privada conseguirá relançar o crescimento económico, com os impostos acima dos das outras economias internacionais e com uma das produtividades mais baixas da UE. O ministro da economia deste governo terá mesmo afirmado, a propósito dos famosos 150 mil novos postos de trabalho : “ nenhum político sério, em qualquer condição, pode garantir qualquer dado sobre crescimento, as exportações ou o emprego ( 31-07-2008.”)
 
Mesmo sabendo destas realidades ele, o senhor PM, insiste na manipulação dos factos para contornar um dos muitos pontos que nas próximas eleições legislativas, terá de esclarecer aos portugueses ! Fá-lo porque parece seguro da ingenuidade dos portugueses e da sua pouca predilecção pela leitura dos jornais, logo da sua informação . Esquece-se de que tal pode representar a sua maior virtude, pois, se não são informados, também não são desinformados. Acresce, porém, que este povo é dos que mais dificuldades económicas atravessa na UE. Tem que sobreviver, na sua grande parte, conforme estudo do INE, com 12 euros por dia !
 

Aos portugueses, o senhor PM, vai ter dificuldade em enganar com sondagens virtuais, porque para eles a melhor sondagem é chegar ao fim do mês, ou muito antes, meter a mão no bolso e ela vir vazia. Sei hoje (2010) que mais uma vez acabou por vos enganar!

 

 António Reis Luz



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SERÁ O MAR UM PIN ? ENTÃO ?

Domingo, 10 de Agosto de 2008
Divorciados do Mar

 

A navegação no Atlântico exigia um novo tipo de embarcação. O sonho dos descobrimentos, levou D. Henrique e os seus homens à concepção, nos estaleiros, daquilo a que chamaram de caravela. Houve a preocupação de que ela fosse rápida, leve e fácil de manobrar. Robusta também. A finalidade era que ela enfrentasse o mar alto e as piores condições atmosféricas. Ao mesmo tempo deveria ser pequena, de modo a poder navegar junto ao litoral. Estava também preparada para navegar com ventos contrários, além de ser espaçosa para poder carregar suprimentos em longas viagens. Oferecia ainda boa estabilidade não exigindo tripulações numerosas.
Podia chegar a terra em praias, mesmo perigosas, ou navegar em mares calmos. As mais antigas caravelas utilizavam apenas velas quadradas, fáceis de manejar, mas sem adaptabilidade quando enfrentava ventos fortes. Aos poucos foi feita a combinação com velas redondas e latinas (triangulares ) , que aproveitavam qualquer direcção do vento, a mais leve brisa. Enfrentavam os ventos fortes, podendo até navegar contra eles. Traduziu-se esta prática num grande avanço relativamente aos conhecimentos náuticos da época.
O sigilo foi sempre protegendo as invenções operadas na construção e navegação das nossas caravelas.  Assim, a caravela que foi utilizada em Portugal desde 1442 foi concebida a pensar exclusivamente nos Descobrimentos. A técnica desenvolvida pelos portugueses foi um êxito mundial . 
 
A ligação de Portugal ao mar é algo de muito sentimental e intrínseco da alma lusa . Rodeados por ele , seria improvável que esta ligação não existisse ! É uma odisseia tão gloriosa, a nossa vivência com o mar, que só se estranha como foi possível a um país tão pequeno, consegui-la. Os descobrimento e tudo aquilo que levámos ao mundo ! Depois, ainda foi bonito  ver os nossos barcos, cargueiros e paquetes, a cruzarem os mares e unirem o Portugal de aquém e além mar. Ou mesmo a nossa credível industria de construção naval que pediu meças ao mundo mais entendido no ramo.
Infelizmente, perdemos o domínio do mar quando julgámos ter descoberto a liberdade A revolução libertadora ( dos cravos  esqueceu-se que Portugal e o seu povo não podem existir divorciados do mar. Ignorar o mar ? Nunca !
 
A nossa aderência à CEE foi por nós e pelos revolucionários de Abril muito mal entendida. As ajudas que nos chegaram em catadupa para renovar a nossa economia, objectivavam o seu crescimento e modernização. Em época de “ vacas gordas “ foi por todos entendido que o melhor seria abater os barcos e meter o dinheiro no banco ou no estrangeiro ! Os trabalhadores, esses, seriam reformados, prematuramente, pela Segurança Social e passariam o resto da vida entre o banco do jardim e a taberna !
 
Agora, estamos chegados aos últimos tostões da enorme herança fascista . Reza a história que consumimos demais e produzimos de menos ! Os governos foram fracos e os valores perderam-se na voragem do tempo que passou. O dinheiro também. Ficaram imensas dividas ! E agora ?
Continuar a investir em auto-estradas com dinheiro emprestado ? Não . Agora ao menos que nos esforcemos por construir o futuro. Auto-estradas sim, mas pelo mar. Ruas e ruelas também. Que nos conduzam a novas fontes de energia, de alimentação, de transporte e de inovação. Procurando no mar imenso aquilo que ele encerra e tanto nos está a faltar. O que necessitamos só pode lá estar. Vamos encontrá-lo com muito esforço. Antes, também foi assim !
Aproximemos de nós o fundo do mar. Replantar o fundo do mar já não é utopia. As plataformas continentais podem ser quintas. Até este momento, entre as 40 mil espécies de animais marinhos recenseadas, os investigadores encontraram 15 717 peixes diferentes. Estudem-se e aproveitem-se as correntes oceânicas e a sua influência, que tanto nos ajudaram nos Descobrimentos. As marés e ondas,  a sua energia . Proteja-se o equilíbrio dos recursos pesqueiros, em toda a nossa Zona Económica Exclusiva ( ZEE ), a maior da Europa. Desenvolva-se a aquacultura, que representa hoje 43% do peixe consumido em todo o mundo. Trave-se forte luta contra a degradação do meio marinho. Reabilite-se e acarinhe-se a digna classe dos pescadores. Protejam-se rios e estuários, visando a sua sustentabilidade económica e ambiental. Sem perder de vista a pesca artesanal . Fazer tudo isto é um importantíssimo investimento. É garantir o pão de cada dia aos portugueses e encontrar valiosos recursos naturais que temos à mão, mas não à vista. A futura geração saberá agradecer. O betão já não dá pão, tira-o da nossa boca ! Caminhos inovadores são a solução. O plano técnológico é comum ao universo !
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 15:34
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LEMBRAM-SE ?

LEMBRAM-SE DESTE PROJECTO SALVADOR DA PÁTRIA? Lembram-se quantas irregularidades não terão sido cometidas em nome da desborucratização de tal projecto. Áreas protegidas avassaladas, legislação e planos directores deitados para o lixo ? Investimentos financeiros "chorudos" sem qualquer controlo ? Nem retorno!
 
Projectos de Potencial Interesse Nacional 
O reconhecimento de projectos de investimento como de potencial interesse nacional visa favorecer a concretização de diversos tipos de investimento.
O Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento dos Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), criado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 95/2005, de 24 de Maio, é um mecanismo de acompanhamento e desenvolvimento processual de projectos de investimento.

Com este Sistema pretende-se favorecer a concretização de diversos tipos de projectos de investimento, assegurando um acompanhamento de proximidade, promovendo a superação dos bloqueios administrativos e garantindo uma resposta célere, sem prejuízo dos dispositivos legais necessários à salvaguarda do interesse público.

Podem ser abrangidos por este Sistema os projectos que, sendo realizados em território nacional, demonstrem uma adequada sustentabilidade ambiental e territorial, representem um investimento global superior a 25 milhões de euros e apresentem um impacto positivo em pelo menos quatro dos seguintes domínios:

  • Produção de bens e serviços transaccionáveis, de carácter inovador e em mercados com potencial de crescimento;
  • Efeitos de arrastamento em actividades a montante ou a jusante, particularmente nas pequenas e médias empresas;
  • Interacção e cooperação com entidades do sistema científico e tecnológico;
  • Criação e ou qualificação de emprego;
  • Inserção em estratégias de desenvolvimento regional ou contribuição para a dinamização económica de regiões com menor grau de desenvolvimento;
  • Balanço económico externo;
  • Eficiência energética e ou favorecimento de fontes de energia renováveis.

Podem ainda ser reconhecidos como PIN projectos de valor igual ou inferior a 25 milhões de euros desde que tenham uma forte componente de Investigação e Desenvolvimento (I&D), de inovação aplicada ou de manifesto interesse ambiental e desde que satisfaçam as mesmas condições acima referidas.

O reconhecimento dos projectos PIN depende de pedido a apresentar pelos interessados junto da Agência Portuguesa para o Investimento, mediante a entrega do requerimento e do preenchimento dos formulários, disponíveis na página electrónica desta entidade.

 

PS: Bom se se lembram digam-me então qual o saldo após 5 anos? Digam-me quanto investiu o país e como estão tais projectos, quanto a funcionalidade e retorno das elevadíssimas aplicações financeiras feitas? Digam-me ao menos como posso ver um relatório feito por quem foi nomeado pelo DL 95/2005 para o levar a cabo? Digam-me também o que estão a fazer na AR duzentos e muitos deputados e vários partidos?

 

publicado por luzdequeijas às 15:00
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O ATEISMO CIENTÍFICO !

Ateísmo de galinheiro

Crónica de sábado passado: INSURGENTE

 

Anda por aí um ateísmo de galinheiro. Estou a falar daquela crendice que fica escandalizada com o facto de Lisboa não receber o Papa da mesma forma que recebe o Presidente do Burundi. Estou a falar daquela malta que começa aos pulinhos histéricos quando vê as bandeiras do Vaticano nos autocarros da Carris. E o pior é que esta malta julga que dá pulinhos científicos, isto é, julga que a sua irritação tem certificação científica. São ateus de galinheiro, mas dão-se ares de ateus de laboratório. Este ateísmo saltitão e pseudo-científico é inspirado, entre outros, por Richard Dawkins, um biólogo conhecido pelos seus pulinhos anticristãos (o homem até quer prender o Papa). O ódio anti-religioso de Dawkins é idêntico ao ódio dos analfabetos da 'formiga branca' lisboeta. Nada de grave, diga-se: Dawkins tem todo o direito a trincar tremoços jacobinos em tascas arsenalistas. O problema começa quando Dawkins tenta legitimar esta intolerância com os seus galões de cientista (...)

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:51
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ABSENTISMO, RELAPSO E PROMÍSCUO

ELEVADO NÍVEL DE ABSENTISMO NA DIRECÇÂO-GERAL DO ORÇAMENTO

 

Funcionários deram 5145 faltas

 

Trabalhadores que vigiam a execução do Orçamento do Estado deram, em 2009, uma média de 22 faltas. Doença foi a principal razão invocada

publicado por luzdequeijas às 14:33
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O NOSSO CÓDIGO GENÉTICO

Há no código genético da governação portuguesa um erro sistemático. Pensa-se pouco no futuro. Adia-se os problemas e todas as facturas possíveis. Não bastava a bomba-relógio demográfica que ameaça as reformas de quem hoje tem cerca de 50 anos. Os governos acrescentaram, mais dívida. 2013 não será o fim da linha da austeridade.

 

 Armando esteves Pereira

publicado por luzdequeijas às 14:08
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ANGELO CORREIA

" O ex-dirigente do PSD considerou que o TGV «É UMA LOUCURA». É uma loucura completa de quem quer mostrar ao mundo que é o maior" afirmou em Castro Daire

publicado por luzdequeijas às 14:03
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NÃO FAZER NENHUM

Deveres patrióticos

Na passada semana, deu-se um pequeno episódio no Parlamento que mostra bem o estado da pátria. Aconteceu quando o CDS-PP apresentou um projecto de lei para rever o Rendimento Social de Inserção. Para os populares, é imperioso acabar com as ‘renovações automáticas’, o que implica fazer uma distinção rigorosa (e regular) entre os que precisam do subsídio e os que abusam dele.

Por:João Pereira Coutinho, Colunista

 

Em condições normais, a proposta do CDS seria puro bom senso. Nas condições anormais em que vivemos, seria um gesto de respeito pelos contribuintes. Os exactos contribuintes que o governo, na mesma semana e contra as mais elementares regras constitucionais, pretende espremer retroactivamente. Digam os ‘especialistas’ o que disserem. Pois bem: a maioria parlamentar chumbou a proposta. Já nem falo da esquerda radical, que não conta para nenhuma conversa responsável. Falo da maioria PS. A maioria que governa este país falido. Depois deste exemplo de imoralidade, não sei que direito tem o engº Sócrates de pedir qualquer esforço aos portugueses. Mas desconfio que começa a ser um dever patriótico não fazer nenhum.

publicado por luzdequeijas às 14:02
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INVESTIMENTO PÚBLICO

SÓCRATES NÃO TEM ESTRUTRA INTELÉCTUAL OU ATÉ MORAL PARA SER PRIMEIRIO-MINISTRO

 

"A falsa surpresa

José Sócrates justifica o pacote de austeridade com a "mudança do mundo". Basta ler o fabuloso soneto de Camões para saber que o mundo é composto de mudança.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

É evidente que a agitação dos mercados e o ataqueà dívida pública dos países mais frágeis do euro, os que fazem parte do triste acrónimo de PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), foi impressionante. O País e os bancos estiveram mesmo à beira do descalabro. Mas a verdade é que nenhum governante se pode considerar surpreendido. Depois do choque grego era evidente que Portugal estaria sob o fogo dos mercados internacionais. Um país de economia anémica, endividado, a viver sistematicamente acima das possibilidades teria, mais cedo ou mais tarde, de pagar a factura. Medina Carreira andava há anos a alertar para isso. Mas nenhum governante ligou.

 

publicado por luzdequeijas às 13:56
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ECONOMIA ANÉMICA !

A falsa surpresa

José Sócrates justifica o pacote de austeridade com a "mudança do mundo". Basta ler o fabuloso soneto de Camões para saber que o mundo é composto de mudança.

 

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

 

É evidente que a agitação dos mercados e o ataque à dívida pública dos países mais frágeis do euro, os que fazem parte do triste acrónimo de PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), foi impressionante. O País e os bancos estiveram mesmo à beira do descalabro. Mas a verdade é que nenhum governante se pode considerar surpreendido. Depois do choque grego era evidente que Portugal estaria sob o fogo dos mercados internacionais. Um país de economia anémica, endividado, a viver sistematicamente acima das possibilidades teria, mais cedo ou mais tarde, de pagar a factura. Medina Carreira andava há anos a alertar para isso. Mas nenhum governante ligou.

publicado por luzdequeijas às 13:53
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DANÇAR O TANGO

A dança prometia mas o par não resistiu aos primeiros passos. Sócrates e Passos Coelho desfizeram a dupla do tango e não voltarão a roçar a perna. Passos Coelho, depois de uma acção de boa vontade imposta pela crise, cedo percebeu que não tinha condições para continuar a dialogar e que se arriscava a morrer no canto da sereia de S. Bento.

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

Agora é simples: o PSD atingiu a sua quota máxima de colaboração com o Governo e daqui para a frente vai deixá-lo a fritar no lume da crise e da sua própria desorientação política. Os factos dos últimos dias são desastrosos. Vimos um Governo a tropeçar em si próprio, a não acertar com o momento de entrada em vigor da mais importante lei dos últimos anos, a comunicar uma intranquilidade absoluta quanto à capacidade que lhe falta para enfrentar a crise, quando deveria ser um estandarte de confiança.

É um Governo que pede sacrifícios aos portugueses sem sequer lhes garantir que é capaz de manter o rumo por dois dias... Passos Coelho vai, por isso, limitar-se a esperar que o fruto caia maduro e preparar-se para ser primeiro-ministro. Pode ser já, se a degradação for insuportável para o País, mas, de preferência, após as presidenciais e, sobretudo, após um mortal Orçamento para 2011 assinado por Sócrates. O tango é uma música de paixão e morte. Neste caso, nunca foi paixão mas morte há-de haver uma...

publicado por luzdequeijas às 13:48
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A GENTE FOGE PARA ONDE?

Contra-mão

Por
Joaquim Letria

SÓCRATES PARECE aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em
contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que
os outros é que vêm ao contrário. De rabo entre as pernas, fartinhos de
saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedirem-se, agradecidos, do Constâncio, e já
deram a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e
sem portagem. Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé. Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB. Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?!

«24 horas» de 4 Mai 10»

publicado por luzdequeijas às 13:40
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Sábado, 22 de Maio de 2010

POTUGAL NA MESMA ... PARA PIOR !

DE Judas, aliás, foi a entrevista de José Sócrates, nesta semana, à RTP.

Ao estilo de purgatório, tentou justificar o injustificável.

Sócrates não se limitou a não pedir desculpa pela traição ao eleitorado e pelo incumprimento ostensivo e sem remorsos das  promessas que lhe fez. Disse que nada podia ter feito e que antes lhe é devido reconhecimento pelo pior que terá evitado.

Primeiro-ministro há cinco anos, em circunstância alguma Sócrates pode eximir-se de responsabilidades pelo estado a que o país chegou.

O Mundo mudou, é verdade.

A Europa também mudou, é mais do que evidente.

Mas Portugal está precisamente na mesma... para pior.

 

MRAMIRES - SOL

 

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PREDOMINÂNCIA DE JUDAS !

Portugal sem benção

21 May 10 01:45 PM

BENTO_XVI_deixou Portugal sem viagem de regresso em perspectiva (antes pelo contrário: com o aviso de que, a acontecer, será só a Fátima) e sem benção.

Nem na alocução final nem na despedida o Papa abençoou este país.

Com certeza não terá sido pela deselegância da incultura protocolar do primeiro-ministro, que se lhe dirigiu como a um cardeal (’Sua Eminência’). Mas porque motivos não lhe faltaram.

O Presidente da República que o acompanhou durante toda a viagem – Cavaco Silva não faltou a uma missa, em Lisboa, em Fátima e no Porto –, obviamente, não caiu na afronta de promulgar o diploma que consagra o casamento entre homossexuais durante a estada do Papa em território nacional. Mas fê-lo no primeiro dia útil seguinte, ainda mal Bento XVI_virara costas.

E deu-se a coincidência de o poder político ter anunciado em plena visita papal as medidas de austeridade que o povo, católico e não católico, terá como penitência e sem remissão para os próximos anos e sabe-se lá até quando.

Não se pode estranhar, por isso, que Bento XVI não tenha abençoado um país que, embora de maioria católica, tem cada vez maior predominância de judas.

MRAMIRES - SOL

publicado por luzdequeijas às 15:10
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FIZERAM-ME A VIDA NEGRA

ENTREVISTA A HERMÍNIO LOUREIRO ....

 

( ... )Valentim ou Pinto da Costa nunca lhe disseram para controlar o que Ricardo Costa (presidente da Comissão Disciplinar da Liga) andava a fazer?
A única pessoa que me falou do Ricardo Costa foi o Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto, a 3 de Setembro de 2008 num almoço no restaurante Lusíadas, em Matosinhos. Ele foi clarinho e apreciei a frontalidade. Disse-me: ‘Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra’. Certo é que não mudei a orientação de total autonomia que dei desde o início à Comissão Disciplinar. Desde esse dia que percebi que me iam fazer a vida negra e fizeram.

Por que queria o Porto afastar Ricardo Costa?
Tem a ver com as decisões disciplinares do Apito Dourado, como é evidente. Mas, em nenhuma circunstância, o presidente da Liga podia destituir este ou aquele. O Filipe Soares Franco, presidente do Sporting, também várias vezes sugeriu que eu substituísse o Vítor Pereira – que é a pessoa que mais percebe de arbitragem em Portugal. Não sei se o futebol português está preparado para a autonomia que eu decidi. Porque o presidente da Liga é fustigado por todos (por dirigentes, por especialistas de tudo e coisa nenhuma, por comentadores de segunda e terça-feira) sobre matérias sobre as quais não tem a mínima responsabilidade.


O que aconteceu depois dessa conversa com o Adelino Caldeira?

Essa conversa foi tida num registo de grande urbanidade. Mas a partir desse momento aconteceram coisas absolutamente artificiais como a novela da entrega do troféu de campeão que levou o Porto a escrever uma carta ao secretário de Estado do Desporto a fazer queixa da Liga. O barulho que fizeram! Quando se sabe que esteve marcada a cerimónia – combinada por Óscar Fernandes, funcionário da Liga, que tratou tudo com o FC Porto – e que essa entrega não foi feita porque Pinto da Costa tinha casamento marcado com a senhora Filomena. Obviamente, se o presidente do Porto não estava presente, a Liga não ia fazer essa entrega. E Tiago Craveiro, secretário-geral da Liga, várias vezes falou com Antero Henriques (director do FC Porto) para tentar marcar uma data para a entrega do troféu, mas nunca havia disponibilidade. Criou-se a ideia de que a Liga não queria entregar o troféu ao Porto – isto cabe na cabeça de alguém?

Quando entregou a taça, deve ter ouvido a maior assobiadela na sua vida.
Depois de toda a intoxicação que foi feita, não esperava outra coisa. Recordo-me de que os funcionários do Porto foram de uma correcção extraordinária. Mas lembro-me também que, quando saí da sala para entregar o troféu, ouvi um diligente funcionário do Porto a dizer: ‘Desliguem a musica! Desliguem a musica!’. Era para se ouvirem melhor os assobios. Nunca vi entregar um troféu sem música. Foi original. Foi claramente uma história montada para criar problemas e desgaste, para fazer com que eu não fosse entregar o troféu. Para depois me acusarem de lá não ter ido. As pessoas conheciam-me mal.


Quando foram conhecidas as decisões da Comissão Disciplinar sobre o Apito Dourado alguma vez sentiu a sua segurança ou da sua família em causa?
São matérias sobre as quais não gosto de me pronunciar. São coisas do foro pessoal. Apenas quero dizer que nunca tive segurança pessoal.

SOL

publicado por luzdequeijas às 14:57
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ATÉ PARECE QUE .......

NÃO TEM NADA A VER COM ISTO!
 
Reduções de salários devem ser para todos, diz Constâncio
Inserido em 22-05-2010 10:27


 
O ainda Governador do Banco de Portugal sublinha não estar certo de que o governo reduza salários.


O ainda Governador do Banco de Portugal defende que a haver reduções de salários deve ser no sector público e no privado. Vítor Constâncio sublinha que se essa for a opção do governo então deve ser para todos.

“A haver uma medida desse género, quer por via directa, quer por via de impostos, deve ser para todos”, afirma o Governador do Banco de Portugal.
Vítor Constâncio sublinha, no entanto, não estar certo que o governo chegue a essa medida.

“Depende das necessidades que, eventualmente, vierem a verificar-se na matéria da redução do défice orçamental”, afirmou.

Vítor Constâncio está de partida para a vice-presidência do Banco Central Europeu, onde iniciará funções daqui a duas semanas.
SOL
publicado por luzdequeijas às 14:49
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

SEM CONTROLO NA SITUAÇÃO !

MAS, para lá destes episódios escusados, há um problema de fundo: o Governo não tem capacidade de antecipação.

Isto também não é de hoje: vem de trás.

Quem não se lembra de Sócrates a negar a necessidade de Orçamentos rectificativos – e mais tarde vir a fazer, não uma, mas duas correcções aos documentos?

Quem não se lembra das ‘actualizações’ sucessivas dos números do crescimento do PIB, do défice, do desemprego?

E que dizer do PEC – que já estava desactualizado quando foi aprovado?

Penso que é esta a principal pecha do Governo de Sócrates: não ser capaz de antecipar os acontecimentos, de os prever – e, quando eles surgem, não ser capaz de os cavalgar, reconquistando o controlo da situação.

JAS - SOL

 

publicado por luzdequeijas às 21:01
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SÓCRATES PERDEU O TINO

Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios

José Sócrates perdeu o tino. Faz, desfaz e refaz, anuncia e cancela, aponta para a esquerda e vai para a direita. Não pratica política fiscal, nem tem governação económica, não é sequer Governo. Os únicos ministros que não são desautorizados são os que estão calados. José Sócrates já não tem a cabeça em cima dos ombros, vagueia como Bertran de Born no Inferno de Dante: decapitado, com a cabeça na mão, pendurada como um lampião falante.(…)

Quando Durão Barroso um dia disse que a Europa era um Boeing sem ninguém no cockpit, mal sabia que anos depois o Boeing continuaria sem piloto mesmo com ele a bordo.

Portugal é também um avião sem piloto, mas mais pequeno: é um Cessna, daqueles que fazem publicidade nas praias. Na faixa diz: “Sempre em festa”. Dirige-se para o aeroporto na expectativa de que lá esteja o FMI (e você, senhor contribuinte, já não sabe bem se receia encontrá-lo ou se secretamente o deseja).

publicado por luzdequeijas às 20:57
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A MINISTRA TELEVISIVA !

Ana Jorge sem amor ao dinheiro

O Ministério da Saúde anda na berlinda há muitos dias. E nem os mais fervorosos adeptos do socratismo poupam a ministra Ana Jorge. O último a fazê-lo foi o insuspeito Vital Moreira, que fala num despesismo irresponsável que pode pôr em causa o próprio futuro do Serviço Nacional de Saúde. E chora de saudades por Correia de Campos, o homem que Sócrates despediu por andar a fazer uma reforma que levou milhares de pessoas para a rua em protestos mais ou menos ruidosos.

 

Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

Pois bem. Indiferente a tudo e a todos, até porque sabe que qualquer remodelação está afastada pela crise, Ana Jorge decidiu fazer obras no seu gabinete e no da sua assessora de Imprensa, a televisiva Cláudia Borges. É evidente que as obras perturbaram o funcionamento do Ministério, os funcionários torceram o nariz e não acharam nada bem que em tempos de austeridade a ministra andasse a gastar dinheiro em pinturas e mobiliário. Agora, que as obras já acabaram e ainda cheira a tinta no Ministério, diz quem viu e cheirou que os dois gabinetes estão muito branquinhos, com móveis a condizer, enfim, estão um brinquinho. Mas é preciso ter lata. A crise, afinal, não mora ali.

publicado por luzdequeijas às 20:46
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O CASO DAS MAMINHAS À MOSTRA

                                                                                                                                                                                            

As maminhas da senhora professora

 

Tira a camisola para nós” é capaz de não ser a melhor forma de abordar o ensino de Expressão Musical.

 

Por:Por João Miguel Tavares (jmtavares@cmjornal.pt)

 

Sobre a questão das maminhas, tenho uma opinião muito firme: a menina Bruna Real tem todo o direito de exibir ao mundo a generosidade da natureza e a abundância da sua silicone; a Câmara Municipal de Mirandela tem todo o direito de achar que aquela não é uma conduta própria de uma professora que dá aulas a menores de idade e que é seu dever afastá-la do ensino.

Eu sei que é giro lutar pela liberdade dos costumes e partir o pau nas costas dos velhos do Restelo, mas neste caso em particular faço questão de deixar crescer as barbas brancas. O conservadorismo nem sempre é parolo e atrasado. De vez em quando defende apenas valores que vale a pena conservar. Se Bruna Real fosse professora universitária, formadora de formadores ou deputada da nação, o acto de se libertar das roupas era problema dela e só dela. Era uma senhora grandinha entre pessoas grandinhas, a promover aquilo que as pessoas grandinhas gostam de fazer entre si.

Sendo professora primária – o que, quero acreditar, ainda pressupõe um módico de autoridade e a liderança pelo exemplo –, aparecer em pêlo na ‘Playboy’ não é propriamente a mais brilhante das ideias. O CM, que foi fazer a reportagem da entrada gloriosa de Bruna no arquivo municipal, relatava que vários jovens ocorreram ao local para presentear a senhora com pensamentos tão profundos quanto "és pouco boa, és!" ou "tira a camisola para nós". Assim de repente, "tira a camisola para nós" é capaz de não ser a melhor forma de abordar o ensino de Expressão Musical, mesmo enquanto actividade extracurricular. Como é óbvio, não há – nem deve haver – nada escrito no Estatuto da Carreira Docente sobre a incompatibilidade entre a nudez e o ensino. Mas ora bolas, há--de haver formas mais sensatas de promover a educação sexual.

publicado por luzdequeijas às 20:33
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ESCUTA DENUNCIADORA !

Escuta decisiva abala Sócrates

Uma escuta integrada no processo Taguspark revela que José Sócrates e Rui Pedro Soares se terão encontrado a 25 de Junho na sede do PS, ao contrário do que disse o primeiro-ministro.

 

CM - 21-05-2010

publicado por luzdequeijas às 20:24
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NÃO TEMOS UM VERDADEIRO ESTADISTA!

A MEU ver, até à nacionalização do BPN o Governo ainda revelou capacidade de resposta à crise.

Mas a partir daí foi o descalabro.

Sem visão para antever o dia seguinte, Sócrates começou a correr atrás dos acontecimentos, tapando buracos, dizendo uma coisa hoje e outra diferente amanhã – e obrigando os seus ministros a fazerem tristes figuras.

Quando se delineou o PEC, deveria ter-se pensado num plano muito mais ousado, que não se limitasse a ser só quantitativo (corta aqui, corta ali, suspende acolá) mas fosse qualitativo, isto é, introduzisse medidas que estivessem para além do que era estritamente necessário – por forma a não terem de ser revistas um mês depois.

Ora é isto que distingue os verdadeiros estadistas: capacidade de antecipar o futuro e lhe dar resposta adequada – e não ir a reboque dele, falhando as medidas no tempo certo e chegando sempre atrasado nos momentos cruciais.

 JAS - SOL

publicado por luzdequeijas às 20:20
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MINIMIZOU A CRISE!

COMPREENDO a posição de Sócrates quando tentava minimizar a crise, dizendo repetidamente que a situação não era tão má como a pintavam.

O primeiro-ministro procurava evitar os alarmismos e não contribuir para aumentar o desânimo.

Só que, com isso, os portugueses foram-se convencendo de que não precisavam de fazer grandes sacrifícios – o que era uma ideia errada.

A partir de certa altura, o optimismo do Governo deixou de ser útil – e começou a passar uma mensagem incorrecta.

JAS - SOL

publicado por luzdequeijas às 20:14
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A TEIMOSIA DE SÓCRATES

E aqui voltamos à teimosia de Sócrates.

Até determinado momento, ela tinha a virtude de não provocar mais desânimo.

Mas, quando a situação se agravou, começou a parecer um discurso fora da realidade.

E foi preciso o Presidente, os banqueiros, o governador do Banco Central, o ministro das Finanças e os ex-ministros das Finanças   começarem a gritar em coro – e, sobretudo, a União Europeia impor a sua lei –  para Sócrates arrepiar caminho nas obras e admitir a necessidade de medidas duras.

Só que agora vai custar muito mais.

JAS - SOL

 

publicado por luzdequeijas às 20:00
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