Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

FUGA DE CAPITAIS

FUGA DE CAPITAIS DISPARA EM 2009
Portugueses colocaram em offshores 12,6 mil milhões, mais 44 por cento
O investimento dos portugueses em produtos financeiros sediados em offshores disparou em 2009: em ano marcado pela maior crise económica e financeira desde a II Guerra Mundial, com o desemprego a atingir níveis nunca registados em Portugal, a fuga de poupanças para os paraísos fiscais ascendeu a 12,6 mil milhões de euros, um aumento de 44 por cento face aos 8,7 mil milhões de euros em 2008.
O próprio Governo, no Orçamento para 2010, reconhece que “a conjuntura económica alimentou a colocação de fundos no estrangeiro que poderiam, de outro modo, ajudar ao relançamento da economia nacional”. Para incentivar o regresso desses capitais a Portugal, o executivo quer aplicar uma taxa especial de cinco por cento, reservada apenas às pessoas singulares, sobre o dinheiro que regresse a Portugal.
CM   28-02-2010
PS: De facto esta realidade é fruto da forma pouca honesta como o Governo de Sócrates tem tratado aqueles que poupam, e não à conjuntura económica! Se resolverem aplicar a taxa de 5% ao capital entrado, essa é a maneira de todos, ou quase todos, mandarem as suas poupanças para as offshores, a fim de virem a receber também esses 5%. O Governo vai de mal a pior.
 

publicado por luzdequeijas às 18:29
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A GRANDE FAMÍLIA HUMANA

A noção de “boa administração do ambiente” entrou no léxico comum da política, do jornalismo – até da religião: no domingo passado, a Missa na paróquia da Ascensão em Nova Iorque incluía uma oração especial pedindo que cada um seja um bom “steward” (administrador).

A nova vaga de “comportamento responsável”, que resulta principalmente da preocupação com o ambiente, tem alguns aspectos positivos. Por exemplo, a ideia de que a propriedade privada não é um direito absoluto (invalidando raciocínios como “estas árvores são minhas, e se as quero cortar o problema é meu, ninguém tem nada a ver com isso”). Ou a ideia (relacionada) de que a liberdade não se resume à possibilidade física ou legal, mas sim à procura do bem (invalidando raciocínios como “não há nenhuma lei que proíba o desperdício, logo ao gastar como quero exerço a minha liberdade”).

De uma forma geral, a preocupação ambiental trouxe-nos de volta a importância dos valores
– em particular o valor do bem comum. Mas pior do que uma sociedade sem valores é uma sociedade com uma hierarquia de valores desordenada. 

Vêm-me à mente questões como os “direitos” dos animais e das plantas, ou a centralidade atribuída ao planeta Terra, quando não mesmo a sua divinização. Ideias que resultam de uma falsa humildade – em última análise de uma falta de princípios.

A minha reacção inicial à oração de petição – “que sejamos bons administradores” – foi de surpresa. Mas rapidamente me uni à prece, pedindo interiormente que essa administração se dirija ao bem comum da grande família humana – o que implica a protecção dos animais e das plantas, parte da criação confiada à nossa administração.

Luís Cabral
Professor da IESE Business School

 





 

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LEI DE ARRENDAMENTO URBANO

ECONOMIA 

EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL (2005), SÓCRATES PROMETEU ANULAR E SUBSTITUIR A LEI DE ARRENDAMENTO URBANO, QUE SANTANA HAVIA QUERIDO APROVAR! APROVOU OUTRA COM OS RESULTADOS QUE ESTÃO À VISTA....

Proprietários fazem balanço negativo do novo regime de arrendamento

A Associação Nacional de Proprietários (ANP) faz, esta quinta-feira, um balanço dos quatro anos do Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU), que considera ter «falhado em toda a linha» e precisar de ser revista para dar mais garantias aos senhorios.

Apesar de reconhecer que desde a criação do NRAU «apareceram mais casas para arrendar», estimando que sejam cerca de 45 mil em todo o país, o presidente da ANP, António Frias Marques, sublinha que a procura é «muito superior» e que só não se arrenda mais «por falta de garantias».

«Como não há garantias não há um encontro de vontades. Os senhorios abriram os olhos e já não arrendam a qualquer um», sublinhou, realçando a proposta da ANP para a criação de uma Sociedade Pública de Aluguer para aumentar as garantias e a credibilidade no arrendamento.

«Isto existe em Espanha desde 2005 e em França há mais tempo e tem funcionado», afirmou, explicando a proposta: «o Estado aqui faria a triagem de proprietários e futuros inquilinos, gerindo todo o processo. Isto depois precisava de um agente em cada concelho, talvez mais em Lisboa, e o resto funciona via Internet», explicou.

De acordo com a ANP há cerca de 20 mil inquilinos que não pagam renda, uma dívida que deverá rondar os 40 milhões de euros.

Quanto à actualização dos valores das rendas, os proprietários continuam a defender a criação de uma renda mínima de 50 euros, numa primeira fase.

«Numa fase imediata criar uma renda mínima de 50 euros, à semelhança do ordenado mínimo. A partir daí, é preciso fazer a avaliação da casa em função da localização, da área e de outros factores que se consideram relevantes», afirmou.

De acordo com dados do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), em três anos e meio de NRAU entraram 12 909 processos para actualização de renda, mas destes em apenas 7626 foi efectivamente pedida a avaliação fiscal do imóvel, essencial para calcular o aumento da renda.

Os números estão bem longe dos primeiros objectivos traçados pelo Governo de actualizar 20 mil contratos antigos logo no primeiro ano de funcionamento do NRAU.

 TSF

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:57
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JUROS BONIFICADOS

De facto, os mesmos políticos que não foram capazes de alterar a iníqua e ineficiente lei do arrendamento urbano (ou simplesmente não o quiseram fazer) estimularam fortemente a criação das periferias que conhecemos. Ao ponto de terem usado o dinheiro dos contribuintes para criar a aparentemente inocente figura dos juros bonificados aos jovens para compra de habitação própria no inicio dos anos 90, que Pina Moura tentou reduzir fortemente em 2000, tendo sido de imediato obrigado a recuar e que só Durão Barroso conseguiu finalmente eliminar. Para além do enorme nível de fraude que se registou com toda a espécie de "chico-espertismos" em que os portugueses são exímios, essa medida, não só ajudou à "consolidação" da situação que conhecemos como se traduziu, em termos líquidos e agregados, por mais uma das razões pela qual temos o défice externo que temos.

SOL - 26-02-2010

publicado por luzdequeijas às 14:40
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BETÃO E CIMENTO

Só que os «patos bravos» e empreiteiros não agiram sozinhos. Não podiam sequer agir sozinhos, pois não detinham o capital necessário à criação das selvas urbanas e suburbanas em que se transformaram as cercanias de Lisboa e Porto enquanto os respectivos centros se desertificaram. Foram ajudados pela banca, pública e privada, que em Portugal sempre mostrou vocação especial para o financiamento do betão e do cimento e, sobretudo, pela classe política e pelas suas muito curtas vistas e más escolhas políticas públicas.

SOL - 26-02-2010 

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PATOS BRAVOS

Os «patos bravos» e empreiteiros não agiram sozinhos, pois não detinham capital necessário à criação das selvas urbanas e suburbanas.

SOL - 26-02-2010

publicado por luzdequeijas às 14:28
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CENTROS DEGRADADOS E DESPOVOADOS

OS EFEITOS DA ENGENHARIA TRÁGICA

Os resultados são conhecidos: os centros do Porto e de Lisboa estão despovoados e degradados, as gerações subsequentes aos arrendatários originais foram empurradas para as periferias e para a compra de casa (esperando muitos ainda o acesso pleno à condição de proprietários uma vez que, na verdade, têm os seus activos colateralizados junto de instituições de crédito). Também prejudicou os senhorios prejudicados por via do congelamento inicial dos preços (distorção nunca corrigida). Aqueles acabaram, muitas vezes, numa situação de incapacidade de fazer face às despesas de manutenção dos activos para além da clara falha na perspectiva original de rendimentos que pudessem ter, em particular face ao valor do investimento inicial.

SOL - 26-02-2010

 

 

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

CONTRA ALEGRE

A vingança soarista

Há uma semana, o Expresso noticiava que Fernando Nobre, o fundador da AMI, estava a ser desafiado por sectores soaristas para se candidatar à Presidência da República. Ontem, Fernando Nobre anunciou a sua candidatura, apresentando-a como uma decisão pessoal "em nome da cidadania". De facto, ninguém é obrigado a concorrer para Presidente, por mais fortes e convincentes que sejam os apelos. E o exercício da cidadania é um direito - ou um dever, em certas circunstâncias -, de qualquer cidadão. Bastam, pois, as razões de Fernando Nobre para legitimar a sua iniciativa.

Contudo, a surpresa desta candidatura não pode ser maior, vinda de um homem tão inteiramente dedicado a causas humanitárias e que em momento algum deu sinais de interesse ou ambição política. É certo que participou em comissões de honra das mais variadas candidaturas. Mas até o facto de o fazer num espectro tão largo que vai do Bloco de Esquerda ao PSD - apoiou Mário Soares em 2006, o BE nas europeias e, em simultâneo, António Capucho (PSD) em Cascais e António Costa (PS) em Lisboa, nas últimas autárquicas - concorria para despistar qualquer interesse pessoal. Ou, então, fê-lo já por intenção e táctica presidencial... abrangente.

Num país carecido de renovação da sua classe política e de quem, vindo de fora dos aparelhos partidários, traga causas e valores para o debate, a voz de Fernando Nobre na campanha será com certeza um ganho. E os apoios ou incentivos de terceiros não a diminuem. Mas não iludamos o que já se tornou evidente: Nobre é a espada soarista apontada a Manuel Alegre. E uma prova de que o ex-Presidente - ou, pelo menos, os seus próximos -, prefere a vitória do arqui-rival Cavaco Silva à do seu antigo camarada. As voltas que o mundo dá!...

EXPRESSO - FERNANDO MADRINHA

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NATURAL DE RANHOLAS

Inventor da expressão “janela de oportunidade” não esperava tanto sucesso
25 25e Fevereiro Por João Henrique
 
Um indivíduo de 47 anos, natural de Ranholas, e residente em Loures, é o autor de uma das expressões da moda. “Janela de oportunidade” começou a ganhar notoriedade há dez anos na sua rua e espalhou-se de forma viral por todo o mundo e já está traduzida em mais de 100 línguas. “Estou muito contente porque a minha expressão não tem parado de crescer. Está a penetrar muito bem no mercado da China e Índia. O segredo é a simplicidade e o facto de ficar bem em qualquer texto independentemente do tema. Não é por acaso que a minha expressão já tem mais de 439 mil resultados no Google, quase cinco vezes mais que a expressão “à noite, todos os gatos são pardos” e “nem que a vaca tussa” e está quase a ultrapassar “também tu, Brutus?”, afirmou o autor. JH

PÚBLICO

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CHEQUES NA MÃO

A Frase

“"A 'liberdade de expressão', hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã", 26-02-2010

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SÓCRATES NA COMISSÃO DE INQUÉRITO

Oposição viabiliza comissão de inquérito sobre negócio da TVI

Sócrates vai ser o primeiro chefe do Governo a depor na AR

26.02.2010 - 23:30 Por Maria José Oliveira

 

José Sócrates vai entrar nos anais da história parlamentar democrática como o primeiro chefe de Governo a ser convocado para depor numa comissão de inquérito parlamentar.

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CHEIRA A PODRIDÃO

27 Fevereiro 2010 - 00h30

Avaliação Contínua

Cheiro a podridão

As ondas de choque resultantes da divulgação das escutas do caso ‘Face Oculta’ estão longe de dissipar-se. Já rolaram cabeças na PT e sabe-se lá o que mais acontecerá. Os depoimentos, na Comissão de Ética, de dois dos protagonistas de muitos dos telefonemas interceptados revelaram-se confrangedores no que respeita ao seu nível,bem como quanto a inteligência, competência e carácter.
 

Rui Pedro Soares e Paulo Penedos não se limitaram a ser patéticos. Foram também exemplos claros da incompetência que por aí grassa, em organismos públicos e em empresas onde o Estado tem influência directa. Perante todo o País, demonstraram aquilo de que é feito o clientelismo político-partidário e os efeitos nefastos que vem acarretando. Gente que só por subscrever cartão partidário ascende a posições de relevo no mundo empresarial e nas estruturas estatais só fragiliza a sociedade e corrompe valores que lhe são fundamentais. Os ‘boys’ que pululam por todo o lado não são mais do que correias de transmissão e paus-mandados de quem lhes deu os ‘jobs’.

Quando se lhes aponta o dedo, deve ter-se em mente quem, de facto, os nomeou ou agiu de forma a que fossem colocados nos lugares que acabaram por ocupar, sem preparação ou experiência, desconsiderando a necessidade de erradicar o seguidismo fácil, substituindo-o pela meritocracia e pela inteligência. As personagens referidas são bem o espelho daquilo em que este Portugal socrático se transformou. A percepção desse fenómeno de deterioração acontece em vários patamares, até mesmo no plano da Justiça. Nesse aspecto, é preocupante o estado a que chegou a imagem do PGR, abalada pelas contradições que têm manchado o seu mandato. Uma das figuras de proa do sistema judicial não pode ficar vulnerável ao ponto de sujeitar-se a proporcionar uma manchete como a que o semanário ‘Sol’ ontem publicou. Quando se deixa de acreditar na Justiça e se lança dúvidas sobre a seriedade dos procedimentos de investigação há que fazer alguma coisa. Se há muito Pinto Monteiro precisava de dar explicações, agora parece-me que isso se torna urgente. Será bom que não demore a esclarecer, convincentemente, os seus actos em todos os processos em que o nome do primeiro-ministro aparece envolvido e afaste as suspeitas de compadrio que sobre ele vêm incidindo já não apenas em surdina mas cada vez mais às claras. A última entrevista de Cândida Almeida, por exemplo, de tão seguidista e acrítica, não se me afigura que o tenha ajudado. Nem à restauração da confiança dos cidadãos na Justiça. Convém que os detentores de cargos públicos não se esqueçam de que o exemplo vem de cima e que, para quem quer ser respeitado, se revela fundamental começar por dar-se ao respeito... Agora e no futuro.

CM - 27-02-2010

publicado por luzdequeijas às 15:44
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CAVALO DE TROIA

José António Saraiva, director do semanário Sol esteve ontem na comissão de ÉticaJosé António Saraiva, director do semanário ‘Sol’ esteve ontem na comissão de Ética27 Fevereiro 2010 - 00h30

Audição: Procurador-Geral da República em causa

“BCP pretendia decapitar o ‘Sol’”

O BCP começou por ser nosso amigo mas, com a entrada de Armando Vara e a publicação das notícias sobre o caso Freeport, transformou-se num cavalo de Tróia. O objectivo era decapitar a direcção do jornal e alterar a linha editorial", acusou José António Saraiva, director do ‘Sol’, ontem ouvido pela Comissão Parlamentar de Ética sobre as alegadas interferências do Governo na Comunicação Social.
 

Sobre a relação com o BCP, que foi o accionista fundador do ‘Sol’, o seu director afirmou que, depois de ter sido publicada uma notícia sobre o caso Freeport, um subdirector do semanário recebeu "um telefonema de uma pessoa muito próxima do primeiro-ministro que dizia que a relação do banco com o jornal dependia da próxima manchete".

Contactado pelo CM, o BCP não quis "comentar o que foi dito na Comissão de Ética". Sublinhando a importância das escutas, Saraiva referiu que elas permitiram revelar que havia "um plano em marcha para controlar a Comunicação Social" e "um encobrimento do poder político pelo poder judicial".

Saraiva acusou também a Cofina [que detinha uma partipação accionista de 33%] de "tentar uma simulação de venda para afastar vozes incómodas". Um porta-voz do grupo, que detém o Correio da Manhã, explica que "a saída da Cofina do ‘Sol’ deveu-se, exclusivamente, à circunstância de entender que não estavam reunidos os pressupostos empresariais que reputa indispensáveis para a viabilidade de qualquer publicação".

Eugénia Ribeiro

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

CORDEIRO MANSO

 

junho 22, 2009

De animal feroz a cordeiro manso

O nosso primeiro tenta, hoje em dia, a tudo o custo – e também com muito cuspo – passar a imagem que deixou de ser o animal feroz, por nós, infelizmente, bem conhecida, para ser cordeiro manso. Todavia, por azar dele, a simulação não cola, não convence. A sua veia de actor, qual aprendiz de feiticeiro, parece ter os dias contados. Reconstruir, aproveitando a qualidade e identidade que lhe são inatas e corrigindo apenas o que de mau, desproporcionado, errado ou omisso o afecta, é legítimo.
Tirar o maior potencial de um tempo, mais que o anterior, voltado para a cultura é uma meta de um projecto de reabilitação exemplar e de aplaudir.
Mas não. Tudo soa a falso. Tudo nos leva a crer tratar-se de mais uma jogada de marketing, tão ao gosto dos seus assessores e empresas de imagem e comunicação pagas a peso de ouro por todos nós.
E como a bota não bate com a perdigota, podemos concluir tratar-se, antes, de um projecto enviesado, de um conceito que tenta, por motivos puramente tácticos e eleitoralistas, acompanhar as novas tendências sociais e muito focalizado nas classes profissionais fustigadas e vergastadas pelo mesmo poder político. Estas, no entanto, não se deixarão iludir por fogos-fátuos de última hora.

Hernâni de J. Pereira

Posted by as1429552 at junho 22, 2009 09:04 PM

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MANIPULAÇÃO DESMEDIDA

DITO&FEITO 26/02/2010
26 February 10 10:01 AM
Passou quinze arrastados e pesados dias sem nada ter a dizer sobre as chocantes revelações de que o país tomou conhecimento com as escutas do processo Face Oculta. Quando, finalmente, falou, Manuel Alegre fez um discurso redondo. A criticar «a promiscuidade entre a Justiça, a política e a comunicação social» e a lamentar que «se esteja a viver uma crise política em vez de se procurar resolver as dificuldades» do país ou que não haja «segredo de Justiça quando a Justiça não funciona». Politicamente condicionado, partidariamente manietado, Alegre procurou dar duas no cravo e uma na ferradura, fugindo aos problemas de fundo que o caso Face Oculta coloca – a este estilo de exercício do poder de Sócrates, ao PS como partido democrático e a si próprio como referência dos socialistas.
 
Não o choca o despudor da manipulação desmedida e controleira feita pela rede de figuras próximas do primeiro-ministro sobre empresários e meios de comunicação social? A desqualificação e a ausência de ética política dos boys colocados em postos decisores, com ordenados e mordomias escandalosos? A falta de vergonha de utilizar, comprovadamente, empresas públicas e com participações do Estado para beneficiar os meios de informação amigos e asfixiar financeiramente os órgãos de comunicação desalinhados? Pelos vistos, choca pouco.
Este estilo Chávez não lhe causa um sobressalto democrático? Não abala as suas convicções em defesa do livre pensamento e expressão de ideias? Não lhe provoca um assomo de revolta contra o controleirismo? Pelos vistos, não.
 JAL - SOL

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IMPOSSÍVEL SILENCIAR TODOS

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. Se, até em ditadura, isso já era uma certeza, em democracia não é possível silenciar todos os que os discordam ou informam com liberdade e independência – por muitos boys e aparelhos de poder que se tenham ao serviço e à disposição.
É pena que Manuel Alegre não junte a sua voz aos que se demarcam desta vocação manipuladora e com tiques totalitários. Que não esteja do lado dos que resistem e dizem não. O seu passado cívico e político exigia-o. E a sua candidatura a Presidente da República não sairia tão manifestamente diminuída pelos seus silêncios, omissões e cumplicidades com estas práticas antidemocráticas.
Publicadopor JAL

publicado por luzdequeijas às 20:02
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PERDIAM A VERGONHA

P.S. – Vários dirigentes e militantes do PS, quando vão à televisão falar do caso Face Oculta, fazem questão de dizer que não lêem o SOL. António Costa é um exemplo, Alfredo Barroso é outro – apesar de já ter publicado artigos neste jornal que não lê... Mas o certo é que não podem mesmo fazê-lo. Porque as revelações do processo Face Oculta são tão comprometedoras para o Governo e o seu partido que, se lessem o SOL, essas pessoas envergonhavam-se. Ou perdiam definitivamente a vergonha.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 19:59
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KILLER INSTINCT

É o tipo de político que leva tudo à frente, tem o sentido da demagogia (embora mantendo sempre um ar muito sério), é contundente, afirmativo, desenvolto a falar, e dispõe de uma característica essencial na política: killer instinct.
Sócrates também dispõe desta qualidade em alto grau – e isso explica grande parte do seu sucesso.
Rangel é, por isso, o candidato mais bem colocado para derrotar Sócrates.
É, aliás, curioso que seja ele o principal alvo dos dirigentes do PS e dos seus militantes: é sinal de que o temem.
É sempre um bom exercício para um partido pensar no seguinte: quem é que os meus adversários atacam mais?
Muitas vezes é essa a melhor escolha.

SOL - JAS

publicado por luzdequeijas às 19:57
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PAULO RANGEL

Assim, penso que Paulo Rangel é o homem mais bem colocado para tomar conta do PSD.
A palavra ‘ruptura’ diz muito sobre ele.
Não sei se estará preparado para ser primeiro-ministro.
Se é verdade que é o único militante do PSD que ganhou uma eleição a Sócrates, não é menos verdade que nunca foi ministro.
Mas a política portuguesa precisa de mudar.
Há que romper com uma certa forma de fazer política que o processo Face Oculta desmascarou.
E, nesse sentido, Paulo Rangel, com os seus 42 anos (embora aparente mais) pode representar um indispensável virar de página.
 SOL - 26-02-2010    JAS

publicado por luzdequeijas às 19:54
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LUÍS FIGO

Face Oculta
Assim falam os 'boys'
O SOL revela as conversas mantidas entre Marcos Perestrello, membro do Secretariado do PS e actual secretário de Estado da Defesa, e Paulo Penedos, membro da Comissão Nacional do PS e advogado na PT, exercendo funções na dependência do administrador executivo Rui Pedro Soares, sobre o apoio de Luís Figo à candidatura de José Sócrates
 

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TROCA DE TELEMÓVEIS

Face Oculta

Procuradoria é suspeita de ter alertado os visados do processo ‘Face Oculta’ de que estavam sob escuta

Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

No dia 24 de Junho, o Procurador-geral da Republica foi informado pessoalmente das escutas. A partir desse dia, as conversas mudam de tom e há troca de telemóveis. Quem avisou os visados?

 SOL - 26-02-2010


 

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ENCOBRIMENTO DO PODER POLÍTICO

José António Saraiva
«Há um encobrimento do poder político pelo judicial»
O director do SOL, José António Saraiva, defendeu hoje na comissão parlamentar de Ética que «há um encobrimento do poder político pelo poder judicial»

SOL _ 26-02-2010

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VALE TUDO

SÓCRATES BENEFICIOU LÓBI DAS FARMÁCIAS

Alterou a lei sobre a concessão das farmácias hospitalares a privados, a pedido do presidente da ANF, João Cordeiro. A troca fez-se já depois da aprovação do decreto em Conselho de Ministros. O intermediário entre Cordeiro e Sócrates foi Armando Vara, que funcionava como pivô de vários negócios junto do primeiro-ministro.

SOL - 26-02-2010

 

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

PRECISA-SE UM ESTADO RESPEITADO

Libertar o Estado do jugo

Henrique Monteiro (www. expresso.pt)
 

O Estado português tem vindo a ser destruído. Os responsáveis são vários e encontram-se em todos os partidos que nos últimos 20 ou 30 anos passaram pelos governos. A questão não é, pois - e apenas - mudar este Governo, mas mudar a forma como o Governo pode interferir nas empresas privadas e no próprio Estado que tem por missão administrar.

O mais recente caso - referente a Rui Pedro Soares - é um escândalo, mas é apenas mais um, que se torna muito visível pela sua falta de currículo profissional e envolvimento em campanhas políticas. O que faz um homem assim na Comissão Executiva de uma grande empresa? Vá lá, todos sabem, ou pressentem a resposta.

Esse homem ganha, num ano, o que um técnico superior principal da Administração Pública (topo de carreira) leva 20 anos a ganhar. O próprio Presidente da República precisaria de oito anos no cargo - mais de um mandato - para juntar aquela verba...

Isto diz bem da consideração que existe pelo Estado: é chefiado por um homem que vale oito vezes menos do que um administrador da PT sem currículo e os seus quadros não valem sequer um vigésimo...

Por pagar assim, o Estado tem vindo a desertificar-se de competências. E os governos recorrem, cada vez mais - e escandalosamente, note-se -, a privados para desempenhar e ocupar as funções que deveriam ser de agentes do Estado. Só o proverbial desinteresse dos portugueses sobre o que é comum nos leva a aceitar como normal que funções do Estado sejam desempenhadas ou ocupadas por amigos do Governo, como Rui Pedro Soares e não por profissionais com provas dadas na Administração Pública. Um Estado forte e respeitado (e não desrespeitado e grande como o que temos) deve ter no seu seio pessoas capazes de desempenhar todas as funções necessárias, seja a de fazer pareceres e projectos, seja a de representar os interesses do Estado (ou seja, dos cidadãos) numa empresa em que existe uma golden share (que pessoalmente me parece dispensável), seja em administrações de empresas, fundações e institutos públicos.

Ao contrário do que pretendem certas vozes que se dizem de esquerda, não é o liberalismo que destrói o Estado. O que o destrói é esta falperra, esta falta de vergonha, que por todo o lado se vê. Os lugares da Administração Pública assaltados por amigos, os quadros da Função Pública a ganhar mal e certos políticos a beneficiar de tudo isto.

Libertar o Estado deste jugo que lhe é imposto por uma política irresponsável e destruidora do bem comum é imperioso. E não basta mudar de Governo, é necessário mudar o sistema.

Texto publicado na edição do Expresso de 20 de Fevereiro de 2010

publicado por luzdequeijas às 22:43
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LIBERTAR O FUTURO

LISBOA COM RANGEL

 

 

 

Portugal encontra-se hoje numa situação política e económica das mais dramáticas das últimas décadas. A confiança dos portugueses na classe política e na sua capacidade de solucionar os problemas que enfrentamos está seriamente abalada. Vive-se um clima de incerteza face à nossa capacidade de produzir, de criar postos de trabalho, de reduzir o défice, de superar o presente e chegar a um futuro melhor.

Paulo Rangel apresenta-se hoje, primeiro aos militantes e depois aos portugueses, com um projecto credível, ganhador e capaz de Libertar o Futuro de Portugal e dos Portugueses.


Durante as próximas semanas, Lisboa vai estar com Rangel, acompanhando o futuro líder do PPD/PSD e dando conta de todas as novidades da campanha aos militantes do nosso distrito.

 

publicado por luzdequeijas às 22:31
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O CONTROLE DA IMPRENSA

Publicado por Filipe Rocha da Silva a 23:17 em Artigos Gerais

O Procurador Geral da República esclareceu já que não é crime os governos e os partidos que os constituem tentarem comprar e controlar a Imprensa privada, mesmo que usem empresas em que o Estado tem influência ou dinheiro.
Em Comissão de Ética criada para o efeito, numerosos convidados do Parlamento irão certamente testemunhar que este governo pratica correntemente manipulação da opinião pública, mas que os anteriores também o fizeram, tal como os futuros.
É aliás uma prática corrente no nosso estado democrático a construção de networks de concentração do poder, que só têm como horizonte o monopólio.
Então não existem razões para censurar o Primeiro Ministro José Sócrates e os seus associados por aquilo que se tornou público quando foram surpreendidos pelos microfones da Judiciária/Sol. Só estavam a tentar fazer o seu trabalho.
Eles não estão a ser censurados por tentarem controlar a informação… Estão a ser punidos por não o terem conseguido fazer. Ai dos vencidos! A República não pune o crime mas sim o insucesso.
Daí o nervosismo no partido do Governo: Estará posta em causa a capacidade do Governo em controlar, como é o seu dever, a Informação?

publicado por luzdequeijas às 22:20
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GREVE DE FOME

Orlando Zapata Tamayo

Publicado por helenafmatos em 24 Fevereiro, 2010

Nas suas habituais romagens a Cuba os membros da Intersindical além de aplaudirem o regime cubano e as suas “amplas liberdades”  podem fazer o favor de se informar  sobre como pode uma pessoa  ser condenada a três anos de prisão por ter participado num jejum? Orlando Zapata Tamayo que morreu hoje em Cuba após uma greve de fome era operário mas  nem uma palavra de solidariedade levou das organizações que deste lado do Atlântico tanto dizem defender os trabalhadores e um mundo alternativo.

publicado por luzdequeijas às 18:36
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CONVEM RECORDAR

Pensamentos de Pitágoras

1.     Educai as crianças e não será preciso punir os homens.

2.     Não é livre quem não obteve domínio sobre si.

3.     Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo.

4.     O que fala semeia; o que escuta recolhe.

5.     Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.

6.     Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.

7.     Todas as coisas são números.

8.     A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.

9.     A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.

10.   A vida é como uma sala de espectáculos: entra-se, vê-se e sai-se.

 

publicado por luzdequeijas às 18:28
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HOMENS DE PAZ PRECISAM-SE

O Templo de Salomão

Foi o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI AC, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração .

Intervenção de Davi

O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para YHWH, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz. (2Samuel 7:1-16; 1Reis 5:3-5; 8:17; 1Crónicas 17:1-14; 22:6-10).

Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava no monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2Samuel 24:24, 25; 1Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositanto o excedente no tesouro do templo (1Reis 7:51; 2Crónicas 5:1).

publicado por luzdequeijas às 18:11
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FALAR VERDADE

Presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, revelou a Manuela Ferreira Leite que se não fosse a PT seria a Ongoing a comprar a TVI. Líder do PSD contradiz-se nas declarações sobre o negócioPresidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, revelou a Manuela Ferreira Leite que se não fosse a PT seria a Ongoing a comprar a TVI.

25 Fevereiro 2010 - 00h30

Compra da TVI

Ongoing revelou negócio a Manuela

Manuela Ferreira Leite foi informada pelo presidente da Ongoing sobre a tentativa de compra da TVI pela PT.

Saiba todos os pormenores na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'.


 
publicado por luzdequeijas às 13:51
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FURIOSO COM O NEGÓCIO

                               
Amândia Queirós/Record  Rui Pedro SoaresRui Pedro Soares
25 Fevereiro 2010 - 11h14

 

 

 

 

 

De acordo com a revista 'Sábado'

Sócrates falou com Rui Pedro Soares

Numa escuta inserida no processo 'Face Oculta', o antigo administrador da PT, Rui Pedro Soares diz a Paulo Penedos que falou com o primeiro-ministro, José Sócrates sobre o negócio da TVI, avança a revista 'Sábado'.
 

De acordo com a publicação, a conversa terá acontecido no dia 25 de Junho de 2009 e Rui Pedro Soares diz que Sócrates estaria descontente por não ter sido informado de todos os contornos deste processo.

Segundo a revista 'Sábado', esta  escuta prova que contrariamente ao que o primeiro-ministro informou - a última vez na segunda-feira em entrevista a Miguel Sousa Tavares, transmitida na SIC - José Sócrates falou directamente com a administração da PT, nomeadamente com Rui Pedro Soares.

A revista sustenta ainda que Paulo Penedos se mostrou surpreendido quando "Rui Pedro Soares lhe disse que o primeiro-ministro estava furioso com o negócio" e que Rui Pedro Soares considerava que Zeinal Bava até poderia avançar com o negócio mas deveria conhecer a suposta oposição de José Sócrates.

 CM

publicado por luzdequeijas às 13:17
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FACTURA MUITO PESADA

25 Fevereiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Arrastados pelos gregos

Ontem Portugal colocou uma emissão de obrigações do tesouro a 5 anos à taxa de juro de 3,5 por cento. Em Novembro passado uma emissão semelhante pagou apenas 2,759%. Ou seja, em três meses a desconfiança que se abateu sobre as contas públicas portuguesas já custou mais 0,739 pontos percentuais aos contribuintes portugueses.
 

Neste caso a factura significa um encargo adicional de 7,39 milhões de euros. Mas a manter-se este prémio no futuro, com uma dívida pública que já ultrapassa os 100 mil milhões de euros, os simples 0,7 pontos percentuais representam um custo potencial superior a 700 milhões de euros por ano.

E tudo indica que os mercados vão continuar a exigir um elevado prémio de risco a Portugal, não só por causa do défice de credibilidade do País e das finanças públicas, mas sobretudo por causa da crise grega.

As notícias do vírus de Atenas são preocupantes e já há dúvidas sobre se a banca internacional estará disponível para financiar o ‘buraco’.

Este ano os gregos precisam de novos empréstimos no montante de 53 mil milhões. E de acordo com o ‘Financial Times’, se os mercados não responderem, a opção é os bancos públicos dos países do euro ajudarem a Grécia. E, se assim for, os portugueses terão de assumir 1,7% da emissão de dívida grega.

 

 

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 12:37
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VIA EXTREMAMENTE DOLOROSA

                  

 

25 Fevereiro 2010 - 00h30

Da Vida Real

Reconstruir

Começa a ser dito, com insistência, o que há muito se antevia. Uma vez mais pela voz do FMI: os países (como o nosso) que não podem desvalorizar a moeda, terão que impor cortes na despesa e aumento de impostos, para colocar as finanças públicas em ordem, num cenário de 10 a 20 anos. No dizer do economista-chefe do FMI, o caminho para o saneamento orçamental, vai ser uma via "extremamente dolorosa". É um cenário que se estende a alguns países da Europa. Isto significa empobrecimento generalizado.
Vamos ter mesmo de crescer, num contexto em que a importância geopolítica e económica da União Europeia está claramente em perda.

O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) deveria reflectir essa necessidade de crescimento, o que não é compatível com "sprints" nem pedidos de informação à última hora: O PEC não deveria ser apenas um papel para Bruxelas ver, mas um instrumento para potenciar o nosso crescimento. A coisa já começou mal, pois o Orçamento deveria ter sido um instrumento do PEC, mas este ainda nem finalizado está. A embrulhada e o improviso habituais.

O melhor é do mal fazer bem, das fraquezas forças e como agora se usa dizer, fazer disto uma janela de oportunidade: vamos lá construir a nossa indústria, a nossa agricultura e reestruturar os serviços, que bem precisam. Já agora e ao mesmo tempo, internacionalizar na medida do possível, nos mercados emergentes. Se o País tiver um projecto de desenvolvimento sustentado, o sofrimento colectivo será menor.

É claro que nada disto se faz de um dia para o outro, num País que se transformou num pântano e sobretudo com as disfunções sistémicas que temos e que importa corrigir: das leis mal feitas, sem qualquer avaliação, passando pela hiperburocracia e pela má preparação dos decisores (é no que redunda a politização também de funções técnicas), para já não falar das tentativas de funcionalização da Justiça. A situação é de tal monta que se exige uma solidariedade transversal, em nome de todos nós. Apesar de tudo, há momentos.

O momento que a Madeira e os madeirenses vivem, perante a catástrofe que os assolou, só pode merecer total e transversal solidariedade que palavras não bastam para descrever. Sem reservas.

É altura de empenho colectivo em torno da Região. Temos que nos empenhar no apoio às pessoas e na reconstrução. Saibamos nós pôr o nosso empenho à altura da situação, pessoal e institucionalmente.

PAULA TEIXEIRA DA CRUZ

publicado por luzdequeijas às 12:33
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Pelo Buraco da Fechadura

Estado do segredo
Inserido em 25-02-2010 08:51

Um dos homens envolvidos no convite "pornográfico" a Figo para a campanha de Sócrates negou explicações ao Parlamento. Diz-se escudado por três sigilos. O pior é que o que se viu pelo buraco da fechadura nunca mais se esquece.

Paulo Penedos, o militante socialista e ex-assessor da PT que abandonou o cargo depois de ter sido apanhado a relatar manobras "pornográficas" sobre os apoios de Figo à campanha de Sócrates, foi ao Parlamento e não disse nada.

Alegou três sigilos - o profissional, o que decorre do contrato com a PT e o segredo de justiça  - para não responder a nenhuma das perguntas dos deputados. Disse não saber quem, na administração da PT, pensou avançar para a compra da TVI, mas, se soubesse, não dizia. O sigilo profissional não deixa...

Assim, é fácil deitar poeira na ventoinha. E, se os homens que jogaram o jogo do PS na PT continuarem em fuga, talvez consigam evitar o pior. Para eles e para o Primeiro-ministro.

O pior é que, quando se espreita pelo buraco da fechadura (como Sócrates acusa meio mundo de ter feito), pode-se ter visto o que não se devia ver. Mas o que se viu é real e, sobretudo, nunca mais se esquece.
Ângela Silva 

publicado por luzdequeijas às 12:26
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

À descarada

José Sócrates continua tão descaradamente a fugir aos problemas e a tornear os escândalos à toureiro, que talvez por isso sobressaísse tanto o seu crescente nariz na entrevista a Miguel Sousa Tavares, ontem, na SIC.

Não deve ter sido ingénua a troca de datas, para deixar no público a ideia - errada - de que o apoio de Figo foi anterior às escutas de Rui Pedro Soares sobre o «negócio pornográfico» que se fez com ele.

E depois, sempre aquela enorme indignação pela divulgação das escutas - que para ele são o grande crime -, sem se deter sobre os crimes substanciais que surgem nessas mesma escutas. E sem querer ver - ou lamentando-o - que, se não fossem as escutas não se saberia do escândalo que já levou à demissão de 2 administradores da PT.
 

E, finalmente, aquela insistência em negar envolvimento pessoal nos crimes que as escutas mostram, e em acusar de abusivo o uso do seu nome - mas sem criticar nada quem usou o nome ou se implicou nos crimes.

É como na questão do curso (ele ontem continuou a achar normal a forma como o fez!...), os projectos das Câmaras das Beiras (que se esqueceu de referir), etc., etc., etc.

Enfim, quando temos um primeiro-ministro a quem toda a gente chama mentiroso sem rebuços, e que não faz nada para contrariar essa ideia, só nos resta esperar que o PSD volte a ter um líder com a credibilidade de Marques Mendes (que pena o partido não ter sabido guardá-lo: já estaria no Governo, e já não tínhamos de sofrer as vergonhas de Sócrates), para se mudar de Governo.
 

Publicado por PedrodAnunciacao

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SARILHOS COM O REGULADOR

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
Marcelo Rebelo de Sousa
24 Fevereiro 2010 - 20h13
Comentador não recebeu convite da TVI
Marcelo: “Saio da RTP para evitar sarilhos com a ERC”
Marcelo Rebelo de Sousa disse esta quarta-feira ao CM que não fica na RTP, mas que também não recebeu nenhum convite da TVI. 
“Ponderei e achei que não devia aceitar o convite simpático do José Alberto Carvalho (director de Informação da RTP) para continuar com as ‘Escolhas de Marcelo’, mas sem o António Vitorino sei que depois isso ia dar uma tremenda confusão com a ERC. As coisas podiam não acabar bem e não vale a pena. Assim acaba bem a história. Saio para evitar sarilhos com o Regulador” explica ao CM o professor.
 
 

publicado por luzdequeijas às 22:32
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PAGAMENTO DE VIAGENS

UMA DEPUTADA ESPECIAL

André Azevedo Alves @ 16:18 
Ainda assim, Paris é relativamente perto. Será pior para os contribuintes portugueses se aparecerem deputados eleitos por exemplo por Lisboa, Porto, Aveiro ou Bragança a pretender ter viagens regulares pagas para os EUA ou, quem sabe, até para a Austrália: Inês de Medeiros deverá ter de pagar viagens a Paris

A solução de transformar Inês de Medeiros numa deputada eleita pelo círculo da Europa para efeitos de pagamento de viagens foi proposta pelos serviços da Assembleia. No entanto, os deputados da oposição argumentam que a morada declarada para efeitos de candidatura nas legislativas foi a freguesia de Santa Catarina, em Lisboa.

(…)

O que Inês de Medeiros requer ao Parlamento é o pagamento de uma viagem semanal a Paris em classe executiva e ajudas de custo relativas aos 25 quilómetros de distância entre a sua casa e o aeroporto.

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 18:56
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A DIVULGAÇÃO DAS ESCUTAS

Sócrates "versus" Tribunal Europeu

A divulgação das escutas é um acto jornalístico protegido pela jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Afirmar-se que a divulgação das escutas é ilegal não passa de um "portuguesismo" sem relação com as práticas europeias.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
9:00 Segunda-feira, 15 de Fev de 2010
 
publicado por luzdequeijas às 18:53
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ILEGALIDADE

Henrique Monteiro defende que fim do Jornal de Sexta na TVI foi ilegal

O director do Expresso foi ouvido pela Comissão de Ética que investiga a Liberdade de Expressão em Portugal. Clique para visitar o dossiê Catástrofe na Madeira

Lusa
16:19 Quarta-feira, 24 de Fev de 2010
 
publicado por luzdequeijas às 18:49
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TESTEMUNHO CREDÍVEL

"Fui pressionado pelo primeiro-ministro", diz director do Expresso

O director do Expresso, Henrique Monteiro, ouvido na Comissão Parlamentar na sequência do caso PT/TVI, afirmou ter sido pressionado por José Sócrates para não publicar a notícia sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Clique para visitar o dossiê Face Oculta

Humberto Costa (www.expresso.pt)

publicado por luzdequeijas às 18:45
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A ORDEM DE CRISTO

MUITO PORTUGAL FICOU A DEVER A ESTA ORDEM

Tornaram-se nos Cavaleiros da Ordem de Cristo, (Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo)  verdadeira herdeira dos Templários, que ficou sediada no mesmo convento em Tomar a partir de 1357, depois de ter passado por Castro Marim. 
Os seus membros desempenharam um papel muito importante nos Descobrimentos, - quer em África ou nas Índias Ocidentais - nas conquistas e evangelização de novas terras, altura em que o Infante D.Henrique se tornou o seu Grande Mestre e exploradores como Dom Vasco da Gama eram seus membros. 
A Ordem de Cristo ficou dependente da coroa em 1484 no reinado de D. João II.

A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas os seus bens e, em parte, a sua vocação, foram transmitidos, em Portugal, à Ordem de Cristo, criada em 1319. Sob os auspícios de D. Dinis é, então, fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a SantaSé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é, então, sede da Ordem, e o Infante D. Henrique o seu Mestre.

publicado por luzdequeijas às 16:29
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A SUSTENTABILIDADE DO EMPREGO

Para trás começam a ficar os dias em que o normal cidadão tinha o seu emprego como uma realidade inquestionável. Anualmente as suas preocupações neste âmbito, resumiam-se ao valor do aumento salarial e à perspectiva de alguma promoção.
Hoje com o nosso planeta a dar sinais claros de que não suporta mais o ritmo de consumo que imprimimos nos dias actuais à actividade económica, a poluição da terra, da água e do ar, agrava-se a situação.  Acresce ainda, a comprometedora escassez de matéria prima, do petróleo e da àgua potável, não suficiente, face à procura. Se a tudo isto somarmos a escalada para uma maior competitividade em consequência das exigências da globalização e do aumento do consumo ( a China e a Índia), o cidadão consciente, face ao desemprego acentuado, começa a ficar alarmado com a garantia do seu emprego.
Vivemos hoje sobre o fio da navalha em relação a numerosos factores da nossa existência, para os quais nada podemos fazer! Estão eles a forçar a humanidade a repensar a forma de se relacionar com o planeta, mas, acima de tudo com a segurança do  seu ganha pão. Melhor dizendo, com a sustentabilidade do seu emprego. Isso, ajudou muito a criar e a fomentar uma consciência nos trabalhadores, patrões e consumidores de que algo deve mudar. Novos conceitos e mais inovação.
Esse “novo comportamento” e essa nova preocupação  acabou por evidênciar, face às mudanças ocorridas, a necessidade de garsantir a sustentabilidade empresarial. Desta forma, as empresas estão a começar por definir um conjunto de práticas que procuram demonstrar o seu respeito e a sua preocupação com o meio ambiente e da sociedade em que estamos inseridos. Os trabalhadores refrearam a escalada reivindicativa, e adquiriram uma maior consistência na sua qualificação, enquanto os sindicatos, sem o demonstrarem, parecem mais comedidos na sua exigência face ao patronato. Os consumidores terão, também, de moldar novos tipos de atitude. O consumismo desenfreado chegou ao fim.
Infelizmente, devemos reconhecer que a sustentabilidade empresarial ainda não é um tema central em muitas empresas e na totalidade dos empregados, patrões e consumidores. No entanto, aos poucos, essa visão vai sendo revertida pela consciencialização cada vez maior de todos os intervenientes, neste complexo labirinto.
Mas, para que a sustentabilidade empresarial seja, de facto, uma realidade em todo mundo, devem os empresários entender que chegou o fim do “lucro fácil” e que, agora, pensar ainda com maior responsabilidade e cuidar do mundo que nos cerca, é crucial para a nossa própria sobrevivência.
António Reis Luz
 

publicado por luzdequeijas às 16:02
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TAGUSPARK

Isaltino Morais declarou anteontem que a Câmara de Oeiras inviabilizou em 2009 uma tentativa da PT para tomar conta da Taguspark SA, substituindo-se-lhe como principal accionista. As actas do conselho de administração contrariam estas afirmações.
Aliança contranatura de Isaltino com a PT e entidades públicas envolveu o ministro Mariano Gago Aliança contranatura de Isaltino com a PT e entidades públicas envolveu o ministro Mariano Gago (Pedro Cunha (arquivo))

As actas do conselho de administração (CA) da empresa mostram, contudo, que Isaltino foi o mentor de uma operação que veio a ser dirigida por Rui Pedro Soares, então administrador executivo da PT, e Armando Vara, na altura vice-presidente da CGD, e que conduziu, em 2007, à subalternização da autarquia e à entrega da Taguspark à PT e a entidades tuteladas pelo Governo.

Liderada desde a sua criação pela Câmara de Oeiras, que detém 16 por cento do capital, a Taguspark, promotora do parque de ciência e tecnologia homónimo, tinha em 2006 um CA presidido por um quadro camarário, Nuno Vasconcelos, e estava, na prática, nas mãos da autarquia.

A oportunidade que a PT e os accionistas ligados ao Estado não perderam surgiu com uma guerra fratricida entre Isaltino (que o PÚBLICO não conseguiu ontem ouvir) e Vasconcelos, após a eleição do primeiro como independente, em 2005. Face à recusa de Vasconcelos (actual presidente do Instituto da Reabilitação Urbana) em se submeter às orientações do autarca, este tudo fez para afastar a sua equipa, que tinha um vogal da PT (5,9% do capital) e outro do BPI (11%).

Em Outubro de 2006, o autarca chegou a propor ao presidente da empresa que antecipasse voluntariamente, com os seus vogais, o termo do mandato (que terminava em Fevereiro de 2008), dizendo-lhe mesmo que seriam todos compensados com "indemnizações bastante favoráveis". Recusada esta sugestão, foi a vez de Rui Soares, ainda em 2006, comunicar a Vasconcelos a posição da PT a favor da sua saída do CA. O objectivo transmitido por Rui Soares, relatou o presidente ao CA e consta de uma das suas actas, era o de "permitir que fosse encontrada uma solução de gestão em completa consonância com a câmara, posição que teria também o apoio de outros accionistas, como seria o caso da CGD (10% do capital).

Perante esta insistência, o CA decidiu marcar uma assembleia geral (AG) que não chegou a realizar-se devido ao facto de alguns accionistas e o ministro da Ciência, Mariano Gago, se terem mostrado desfavoráveis. Apesar disso, a PT e a CGD, "em sintonia com a câmara", pediram logo a seguir a convocação de outra assembleia para destituir o CA e eleger um novo.

Esta nova tentativa foi bloqueada por Mariano Gago que, segundo se lê na acta de 10 de Janeiro de 2007, se reuniu "com representantes dos accionistas Instituto Superior Técnico (prof. Matos Ferreira) e Universidade Técnica de Lisboa (prof. Lopes da Silva) e dos accionistas com participação pública na PT (dr. Rui Pedro Soares) e CGD (dr. Armando Vara)". Diz ainda o documento que, "tendo presente a posição manifestada pelo ministro em nome do Governo", a PT e a CGD retiraram o pedido de convocação da assembleia.

Já em Março, a PT contra-ataca, sempre com a câmara e a CGD, propondo novamente a destituição e causando a "perplexidade" do CA, "tendo em conta as recomendações expressas do ministro Mariano Gago".

O volte-face surge no fim de Março, dando o prof. Matos Ferreira, então presidente do IST, conta ao CA dos "contactos mantidos com o ministro da Ciência e com o presidente da PT, dr. Henrique Granadeiro" a propósito da destituição do concelho. Nos termos da acta, Mariano Gago deixou aí de se opor aos accionistas que queriam afastar o CA e deu mesmo uma "orientação no sentido de os accionistas IST e da UTL participarem no processo de negociação em curso".

Contactado ontem pelo PÚBLICO sobre se não havia aqui uma situação de ingerência do Governo na vida da empresa e de violação da autonomia universitária, o ministro respondeu por escrito, através do seu gabinete: "O ministério nunca deu, nem tinha competência para dar, quaisquer orientações à UTL ou ao IST, entidades universitárias autónomas, em matérias relacionadas com decisões da AG do Taguspark. Cabe pois aos responsáveis por essas entidades informar sobre as posições por si tomadas nesta matéria."

Dois meses depois a AG destituiu Nuno Vasconcelos, Simões Vasco e André de Oliveira - que levaram em conjunto perto de meio milhão de euros de indemnização - e nomeou o novo concelho. À cabeça ficou Américo Thomati (PT) e como vogais ficaram Tavares de Castro, um colaborador de Isaltino, e Paulo Lages, um quadro técnico da RTP amigo e antigo colega de José Sócrates, num curso de gestão de empresas.

No fim de Maio passado, 15 dias antes de começar a tratar do contrato de Luís Figo com a Taguspark, João Carlos Silva, ex-deputado do PS e ex-administrador da RTP, substituiu Paulo Lajes. Pelo meio, em Maio de 2008, a operação alargou-se à área-chave da gestão imobiliária do Taguspark, passando a administração da sua subsidária Promitagus a integrar Thomati, uma ex-adjunta e um ex-secretário de Estado de Vara e ainda o dirigente socialista e advogado da PT Paulo Penedos, além de um velho colaborador de Isaltino.

publicado por luzdequeijas às 12:44
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A PORDATA

 

Bem vindo à Pordata, a Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo.

A PORDATA é um serviço público de informação estatística criado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e à disposição de todos os interessados.


Aqui encontrará milhares de estatísticas e indicadores sobre os mais diversos aspectos da realidade portuguesa.


Existem várias maneiras de procurar a informação desejada. É possível fazer uma busca por palavra-chave, como no Google, no Yahoo, no Bing e noutras ferramentas similares.

Pode-se aceder por etapas, o que permite visualizar várias possibilidades e ir seleccionando o que se pretende.


O portal permite ainda executar consultas avançadas, incluindo através da selecção de intervalos de tempo ou de anos específicos.

Poderá finalmente efectuar os cálculos que quiser e criar os seus próprios indicadores.


Convidamo-lo a explorar este portal e experimentar todas as suas possibilidades: poderá assim compreender melhor um país que nem todos conhecem, o dos factos.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos agradece todos os comentários, sugestões e críticas.


António Barreto

Presidente do Conselho de Administração

publicado por luzdequeijas às 12:27
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CIENTES DA VERDADE DOS FACTOS



 

À distância de meia-dúzia de cliques. Acessível a qualquer cidadão. Do mais simples estudante ao mais curioso dos jornalistas, passando pelo mais prestigiado dos académicos. Derrubando a barreira da linguagem própria dos economistas.

 

Convertendo em segundos os velhos escudos em novos euros, permitindo calcular o verdadeiro poder de compra associado ao salário mínimo de 74 ou à pensão média dos anos 80.

Queremos saber quantos somos? Se nascemos, ou morremos mais? Com que idade nos casávamos nos anos 60 e nos casamos agora? Quanto aumenta a nossa dívida pública no espaço de tempo em que tomamos o pequeno-almoço? Basta clicar.

Milhões de dados estatísticos estão, desde ontem, disponíveis a cada um de nós. Gratuitamente. Cinquenta anos de história que passam em revista os principais temas da nossa sociedade.

Dados que permitem tirar o retrato exacto de múltiplos sectores. Temos hoje muito mais juízes e cada um despacha metade dos processos dos colegas antepassados? É a partir de constatações, como esta, que vamos poder passar a discutir. Cientes da verdade dos factos, para que ela reforce a liberdade das nossas opiniões.

Os primeiros nove meses de trabalho da equipa liderada por António Barreto e Maria João Valente Rosa, na Fundação Francisco Manuel dos Santos, já valeram a pena. A Pordata, assim se chama a nova base de dados não é apenas verdadeiro serviço público. É muito mais do que isso. Um serviço prestado à qualidade da nossa democracia.

Os dados estão aí. Basta agora olhar para eles e cumprir o desejo de Alexandre Soares dos Santos, o empresário mecenas: fazer com que o país queira analisá-los … “e pare, finalmente, para pensar!”.


Graça Franco
 

publicado por luzdequeijas às 12:21
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DEVIDO A ERROS

Jupiter Images  O Ministério da Saúde abriu concursos para a colocação de profissionais contratados mas depois anulou-osO Ministério da Saúde abriu concursos para a colocação de profissionais contratados mas depois anulou-os
24 Fevereiro 2010 - 00h30

Saúde

1500 desempregados por erro

1500 profissionais de saúde de vários sectores correm o risco de ficar no desemprego porque o Ministério da Saúde anulou, devido a erros, os concursos para o preenchimento de vagas.

Saiba todos os pormenores na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'.


 
publicado por luzdequeijas às 12:12
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APOIO A RANGEL

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados, António Pires de Lima, "simpatiza" com a candidatura de Paulo Rangel ao PSD e considerou-o ontem uma figuara "digna".

Correio da Manhã - 24-02-2010

publicado por luzdequeijas às 12:07
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COLETE DE FORÇAS

                        24 Fevereiro 2010 - 00h30

Cozido à portuguesa

Saudades do escudo

Num anúncio a um supermercado, que passa na televisão portuguesa, as saudades do "escudo" são intensas, tal como as saudades dos baixos preços. Uma coisa e outra estão associadas, e o seu oposto também. Para muitos portugueses, é evidente que o euro trouxe uma subida grande dos preços. As coisas, sinto eu, você e toda a gente, ficaram mais caras.
 

É claro que os salários também subiram, e que quando vamos viajar é bom termos uma moeda forte para gastar mais em países pobres, mas tudo somado é misto o resultado do euro. Se a prosperidade era a terra prometida, não lá chegámos. Se a disciplina financeira era um dos efeitos certos e seguros, o que tivemos foi o oposto. E se olharmos para os números vemos que Portugal teve, nesta década do euro, a mais baixa taxa de crescimento económico de sempre. Nunca, nos últimos 50 anos, crescemos tão pouco e tão mal. Portanto, o que pensar? Como não ter nostalgia do escudo, tal e qual o anúncio? Aliás, não somos os únicos. Numa sondagem recente, 70 por cento dos franceses dizem ter saudades do franco, e até os alemães consideram o euro um erro e não querem pagar do seu bolso os disparates e as irresponsabilidades financeiras dos gregos.

Dez anos depois do início desta aventura monetária colectiva, era tempo de parar para pensar em como se pode melhorar o sistema. Sem mobilidade de pessoas entre países, com sistemas legais e fiscais diferentes, com línguas diferentes, os países do euro não são os Estados Unidos da América, onde se muda do Kansas para a Florida num abrir e fechar de olhos. A moeda única, e as suas draconianas regras, tornaram a Europa numa amálgama de sarilhos e num cemitério de governos. Está na altura de se perceber que o desenho do sistema foi mal feito e que ainda vamos a tempo de o corrigir. Sair do euro é uma calamidade, mas ficar tudo como está também é uma calamidade.

É fácil culpar os governos gregos e até portugueses pelas suas irresponsabilidades fiscais, mas o que se pode dizer dos espanhóis, que não foram irresponsáveis e mesmo assim estão de rastos, sem capacidade para reagir à crise que os fustiga? O drama do euro é esse: penaliza os bons e os maus da mesma forma, mas a nenhuns garante uma porta de saída para as crises. Sem um poder político central que sirva como garantia, e sem regras mais flexíveis, o euro continuará a ser um colete de forças para todos, pobres ou ricos. Não admira que, Europa fora, cresçam as nostalgias do passado.

 

Domingos Amaral, Director da 'GQ'

publicado por luzdequeijas às 11:46
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

ELES PRÓPRIOS SÃO O UNIVERSO

Depois de um enorme e insistente fervor ateísta assistimos agora também, impotentes, a uma transformação subtil e perigosa de algumas correntes radicais a favor de uma desconstrução da nossa cultura europeia e ocidental! Com isso, todas as sociedades ocidentais estão a entrar em perda de harmonia estrutural, logo de solidez. E por isso eles, na sua actuação, estão a comprometer o presente e o futuro desta nossa milenar civilização.

Tais correntes radicais são certamente o expoente máximo de um bem-estar social a que chegou esta nossa cultura e que é hoje tomado por elas como escasso e também considerado como dado adquirido num mundo repleto de incertezas no futuro.Os sistemas de ensino entraram, em Portugal, numa desencantada e vazia fonte de aprendizagem não dando aos alunos uma perspectiva real da cultura que nos trouxe até aqui, perdendo-se ultimamente em preocupações “Abrilistas”, sobre figuras de um passado recente, bem pequenas e irrisórias quando comparadas com uma larga visão de um mundo, de um país e de uma civilização de milhares de anos.Nunca tais racionalistas radicais poderão entender a grandeza de gente muito anterior ou posterior a Cristo que, muito para lá da barriga e do conforto, se preocupou essencialmente em desvendar os segredos da natureza, do Homem e do universo, procurando descobrir o seu lado espiritual e superior.Nunca poderão entender ou querer entender, se o universo funciona como um grande pensamento divino. Tais seres limitam-se a pensar que eles próprios são o universo!

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:37
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O DEVER MORAL DO CIDADÃO

Foram muitos os nomes de heróis nacionais que carregaram e plantaram uma Cruz pelos vários cantos do mundo com o respeito e admiração dos povos indígenas !

Mas lá bem no fundo, talvez os tais radicais e racionalistas dogmáticos tenham alguma razão se quisermos respeitar toda esta história de milhares ou milhões de anos e relermos as  sete principais leis herméticas que se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion" e que reúne os ensinamentos básicos da LEI que rege todas as coisas manifestadas.

Por agora fiquemo-nos pela lei conhecida por Lei de Causa e Efeito:

"Toda a causa tem o seu efeito, todo o efeito tem a sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei".

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que o acaso é simplesmente um termo dado a um fenómeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.

Esse princípio é um dos mais polémicos, pois também implica no facto de sermos responsáveis por todos os nossos actos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como Karma.

É importante defendermos uma brilhante civilização como a nossa, mas para tal teremos que guardar mais um pouco de forças para vencermos o atrito provocado pela acção desencadeada pelos tais radicais e racionalistas dogmáticos que no fundo estão a dar cumprimento à referida lei da Causa e Efeito, mesmo que a isso alguns chamem Karma.

Este esforço seria certamente dispensável se os tais dogmáticos exercessem o poder da critica com uma postura critica e não dogmática. Para o cidadão normal e não dogmático bastará cumprir como admitiu Darwin o “seu dever moral”.

António Reis Luz - 

publicado por luzdequeijas às 16:14
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O NOSSO PASSADO RECENTE

É com o passado que melhor podemos visionar o nosso futuro.

POBREZA “ ESPREITA” PORTUGAL Eis alguns apontamentos da imprensa de então (2000):

“ Portugal, à semelhança da Grécia, foi o país dos Quinze com a maior percentagem de população em risco de se situar abaixo do limiar da pobreza, em 1999. Segundo o Eurostat, mais de um quinto da população portuguesa (21%) apresentava dificuldades de subsistência – com um rendimento doméstico inferior a 60% do vencimento nacional médio. O gabinete de estatística comunitária avançou ainda que a média europeia era de 15 %, ou seja, existiam cerca de 56 milhões de europeus em risco de pobreza. A Suécia apresenta a proporção menos elevada ( 9 %) da União Europeia(UE) seguida da Dinamarca, Alemanha, Holanda e Finlândia ( todos com 11 % ). “   Expresso 12 Abril 2003

Entretanto o senhor Presidente da Republica lançou mais um apelo aos portugueses:  “Sampaio exige mais respeito aos políticos”

"Jorge Sampaio exigiu ontem, em Angra do Heroísmo, cidade anfitriã das comemorações do Dia de Portugal, um maior respeito pelos titulares de órgãos políticos. «Porque somos diária e avassaladoramente avaliados temos o direito de exigir com força que nos respeitem como titulares de órgãos que dão o seu melhor no dia-a-dia», frisou o Presidente numa antecipação daquilo que irá ser a matriz do seu discurso nas comemorações oficiais do 10 de Junho, que este ano decorrem nos Açores.

«Esta é a lição que temos de tirar nos tempos que correm», acrescentou o chefe de Estado ressalvando a necessidade de se construir um «patriotismo moderno alicerçado na história e na dignidade», sob pena de incorrermos num «trágico adiamento dos desafios» do País.»

 Jorge Sampaio DN 10 Junho 2003

A resposta veio logo de seguida pela voz de um alto membro do partido socialista, e mostra a ligeireza com que se fala do senhor Presidente da República ou de outras altas individualidades. Isto num partido do qual se diz: “Quem se meter com o PS leva”, mesmo sendo seu militante e Presidenta da República!!!

VARA ACUSA SAMPAIO

Armando Vara acusou ontem o presidente da Republica de “cobardia política”, por não ter assumido que foi o principal impulsionador pela amnistia de 1999, que inclui crimes de abuso sexual a menores. O militante do PS abandonou o Governo de Guterres, após pressão exercida por Sampaio.  Correio da Manhã 12-06-2003  

O senhor presidente da República consciente do estado da nação, lançou alguns avisos, referindo-se àquilo que mais o preocuparia. A reacção expressa, mostra-se reveladora da sua preocupação. Com esta perspectiva e passados 7 ou 8 anos, seria importante saber se algo mudou no plano da pobreza ou da respeitabilidade dos nossos governantes.

Todos sabemos que ignorou uma maioria absoluta no parlamento e um governo em exercício, na tentativa de que as coisas melhorassem. Convêm, decorrido este espaço de tempo, perguntar se alguma coisa melhorou nos dois aspectos que o preocupariam nesse tempo. Seria também importante saber sobre isto a opinião dos portugueses acerca da evolução do seu poder de compra e da actual respeitabilidade, em geral, de toda a classe política.

Não será difícil adivinhar a resposta, pois, como diriam os nossos irmãos brasileiros: “Continuamos a querer tapar o sol com a peneira!”  

E, com o trágico adiamento dos desafios que se colocam a Portugal, muito pacatamente, dentro de momentos, a quase totalidade da população portuguesa estará atolada no “ Limiar da Pobreza “ material e moral.          António Reis Luz

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:08
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O ORÇAMENTO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

O ORÇAMENTO POSSÍVEL 

O primeiro cenário de consolidação orçamental enunciado pelo Governo português foi: 2010 ainda não será um ano de consolidação; atingiremos um défice de 3% do PIB em 2013 sem diminuir despesa, sem aumentar as taxas dos impostos, beneficiando apenas do aumento de receitas proporcionado pelo crescimento do PIB (para o que, se tudo o resto pudesse ser verdade, o PIB teria de crescer, em média, mais de 5% ao ano entre 2010 e 2013).

Condicionado pela situação política interna e pela situação financeira externa, o resultado a que se chegou, o OE-2010, constitui uma avanço. É um bom Orçamento? Não. Há condições políticas internas para fazer melhor? Não. Deve ser aprovado? Deve.

Permito-me destacar, na evolução observada, o trabalho do ministro das Finanças. Mais pelo que disse do que pelo que pôde inscrever no Orçamento. Foi muito claro no que se refere à impossibilidade de assumir novos grandes compromissos de despesa na área do investimento público.

O ministro das Finanças conhece, melhor do que ninguém, a gravidade da situação e a insustentabilidade do caminho prosseguido até este momento. Sabe, além disso, que o pior está na despesa pública que ainda não chegou e que tardará a chegar ao Orçamento. Pena que o Governo não se pronuncie nesta matéria a uma única voz, a sua.

Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Fevereiro de 2010 - Daniel Bessa

publicado por luzdequeijas às 12:30
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A ENTREVISTA DE SÓCRATES

I. Ricardo Costa tem razão: José Sócrates está a confundir o caso PT/TVI com o caso Freeport. O caso Freeport é um caso judicial, mas o caso PT/TVI é um caso político. E a estratégia que José Sócrates usou para o primeiro não pode ser usada para o segundo. No caso Freeport, as críticas devem ser dirigidas à justiça. Os factos que existem não são suficientes para atacar José Sócrates. E as explicações do primeiro-ministro, até ver, foram suficientes. O ónus está com a justiça. Mas no caso PT/TVI o ónus está com José Sócrates.

II. O caso PT/TVI é um problema político, que requer uma resposta política. Que ainda não tivemos. Ontem, na entrevista a Miguel Sousa Tavares, o primeiro-ministro voltou a confundir as coisas. No caso Freeport, José Sócrates tem o direito ao silêncio. No caso TVI/PT, José Sócrates não pode - como fez ontem - refugiar-se no silêncio, nas respostas evasivas ou na lengalenga da conversa privada.III. José Sócrates falou como se fosse um "arguido" de um processo judicial; seguiu às riscas as instruções de seu advogado, refugiando-se num formalismo legal que não tem justificação (sobretudo para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem). Sócrates falou como se Miguel Sousa Tavares fosse um magistrado, e não um jornalista. E isto é um absurdo. José Sócrates não é um "arguido", é o primeiro-ministro, e tem de falar como a franqueza de um primeiro-ministro.IV. Além de revelar uma fraqueza política nunca vista, esta conversa de "arguido" revela imensas contradições internas no discurso de José Sócrates. Um exemplo: Sócrates diz que, "por princípio", não fala sobre coisas que violam o segredo de justiça, mas, depois, usa as violações do segredo de justiça que lhe são "favoráveis" (despacho do PGR). Ou seja, Sócrates não invoca o "respeito pelo segredo de justiça" por convicção, mas por mera conveniência.

HENRIQUE  RAPOSO

publicado por luzdequeijas às 12:12
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BOCA DE LEÃO


(JPP)

 
COISAS DA SÁBADO: UMA CAMPANHA MEDIÁTICA CONTRA SÓCRATES?


 

O PS anda a dizer que existe uma “campanha mediática” contra Sócrates, alimentada num sinistro conluio entre a direita (o PSD dizem eles precisando), os patrões dos media e jornalistas desclassificados que, em conluio com magistrados e juízes, cometem todos os dias crimes num ataque pessoal ao carácter do Primeiro-ministro. Seria grave se fosse verdade, mas não é.

Se é “campanha mediática” é frouxa, visto que nunca vi tanto órgão de comunicação social “responsável” distanciar-se dela (como o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias, a Visão, a TSF, a Antena 1, a RTP e ainda há mais), sobrando claro os maus da fita, ou seja o Sol, a SIC, a TVI (hoje angélica em comparação com o passado recente), o Correio da Manhã, a Sábado, o Público (também hoje mais entretido com as notícias sobre as causas de género, a violência sobre as mulheres, a cultura “icónica”, etc., e menos com a política). E pouco mais.

Nos blogues, nos dias de hoje um alimento privilegiado da comunicação social que tem metade do corpo lá metido e metade que compreende a cabeça, há guerra aberta. Nela se destacam com especial agressividade os blogues governamentais, desde os corporativos (cuja ligação ao governo, ou melhor, pertença ao governo, cada vez se conhece melhor), aos outros que nalguns casos são os mesmos e que fazem a despesa do insulto soez e das campanhas ad hominem. Aí também não existe qualquer “campanha mediática” que não tenha um peso equivalente a uma contra-campanha.

E quando me lembro de “campanhas mediáticas” a sério é a do Independente contra Cavaco Silva que é paradigmática e o que se passa hoje seria uma coisa de amadores. O Independente vivia de fugas de informação da Procuradoria, e não vi ninguém ulular ao crime, bem pelo contrário, o gáudio socialista era total, e de várias fontes pagas e não pagas, nas Finanças por exemplo, que forneciam qualquer informação fiscal requerida pela redacção. E vivia dessa grande Boca de Leão que eram as cartas anónimas. Tudo isto era tornado consistente como “campanha” pelo projecto político de Portas de criar um partido populista de direita, o PP, que de lá saiu direitinho e pronto. Aí sim, tem uma “campanha mediática” que nos eventos recentes tem apenas uma vaga similitude com o Jornal Nacional da TVI, que José Sócrates fez apagar do ecrã, como Cavaco Silva nunca conseguiu com o Independente. E havia outra diferença abissal é que os jornalistas não eram, como hoje muitos são, mansíssimos com o poder.

O problema é outro. O problema é, como já escrevi há muito tempo e acabou por se tornar uma frase repetida exactamente porque tinha força para se tornar viral, é que sempre que se dá um pontapé numa pedra, aparece José Sócrates lá debaixo e a sua Casa de amigos, boys, assessores, comissários, envolvidos sempre em algo que nunca se sabe se é ilegal porque a justiça está como está, mas que se sabe com certeza que é inadmissível num governo democrático. Quem faz a “campanha mediática” contra Sócrates e o seu governo é Sócrates a a sua Casa.
 

(url) 


(JPP) - ABRUPTO 

publicado por luzdequeijas às 12:02
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HÁ QUEM NÃO SE VERGUE! (1)

Havia necessidade?
12 February 10 10:00 AM

Tive a sorte de nascer numa família em que as pessoas não têm medo de dizer o que pensam.

Já algumas pagaram por isso.

Mas nunca se vergaram.

Também por esta razão tive pena de ver António Vitorino, na segunda-feira, na RTP.

Quando soube que ele ia falar do caso Face Oculta – e da revelação, pelo SOL, da existência de um plano para controlar vários órgãos de comunicação social –, pensei que iria dizer: «Perante as suspeitas que se levantaram, acho que deve esclarecer-se tudo para não ficarem a pairar dúvidas sobre um assunto tão delicado».

Seria fácil dizê-lo, não comprometia ninguém – nem o comprometia a ele.

Mas António Vitorino disse outra coisa.

Começou por dizer que havia que distinguir a questão política da questão judicial.

E que a questão judicial estava encerrada depois da decisão tomada pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Supremo.

Só restava, pois, a questão política.

Sobre esta, explicou que as escutas eram parcelares e podiam estar descontextualizadas.

Adiantou que o facto de nelas se falar no primeiro-ministro não significava que este estivesse envolvido, pois qualquer pessoa pode invocar o seu nome.

Lembrou que a compra da TVI pela PT foi travada pelo próprio Governo, utilizando a golden share.

E que o caso estava a ser objecto de aproveitamentos políticos por parte da oposição.

Acrescentou, finalmente, que as escutas publicadas pelo SOL não foram arquivadas – pois o arquivamento só abrangeu as escutas em que estava envolvido o primeiro-ministro.

E considerou que a publicação dessas escutas foi uma violação do segredo de Justiça.

SOL- JAS

publicado por luzdequeijas às 11:51
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HÁ QUEM NÃO SE VERGUE (2)

Interroguei-me: será que ouvi bem?

Tudo visto e somado, segundo Vitorino estaríamos em presença de mais uma cabala: a Justiça já disse que não houve nenhum crime, o nome de Sócrates terá sido abusivamente invocado (e até foi ele que travou o negócio de compra da TVI), a imprensa portou-se mal violando o segredo de Justiça, a oposição está a tentar retirar do caso dividendos políticos.

Foi penoso ouvir António Vitorino.

Porque era óbvio que não acreditava em quase nada do que dizia, limitando--se a debitar um discurso encomendado.

Era notório que faltava a Vitorino coragem para dizer o que pensava – ou então para pensar pela própria cabeça, o que vai dar ao mesmo.

Apesar do cinismo das suas declarações, sublinhadas por um sorriso mefistofélico a que recorre com frequência, vou responder-lhes ponto por ponto.

1. Vitorino diz que a questão judicial está arrumada, porque já houve decisões do procurador-geral e do presidente do Supremo sobre este assunto.

Ora, não entra pelos olhos dentro que é isso mesmo que está em causa?

Que, perante o que veio a público, o PGR e o presidente do STJ são suspeitos de terem actuado com o objectivo de proteger o poder político, servindo-lhe de pára-choques?

2. Vitorino admitiu que as escutas estejam descontextualizadas, e que pode ter havido invocação abusiva do nome de Sócrates.

Ora, sobre a ‘descontextualização’, alguém tem ainda dúvidas de que existia um plano para controlar certos meios de comunicação social?

Sobre o primeiro-ministro, alguém acredita que os seus homens de mão (um dos quais usava no computador pessoal a palavra-passe Sócrates2009) invocavam o seu nome para o comprometer?

3. Vitorino disse, sem se rir, que foi o Governo que travou a compra da TVI pela PT.

Será que não se lembra que o negócio só foi travado quando se levantou no Parlamento uma onda de protesto e o Presidente da República denunciou a situação em público (como notou Judite de Sousa), havendo mesmo o risco sério de chegar uma queixa às instâncias internacionais?

4. Vitorino disse que estas escutas não foram arquivadas, mantendo-se em investigação, só tendo sido arquivada a parte relativa ao primeiro-ministro.

Ora – deliberada ou involuntariamente – Vitorino também se enganou neste ponto.

As escutas publicadas pelo SOL, apesar das evidências nelas contidas, foram mesmo arquivadas.

E, sendo assim, transitaram para todos os efeitos em julgado, não estando sujeitas a segredo de Justiça.

Há dois meses vi Armando Vara ser entrevistado na RTP pela mesma jornalista.

E vi-o mentir sem qualquer pudor sobre questões que eu conhecia bem.

Admiti que Vitorino, pronunciando-_-se sobre o processo Face Oculta, quisesse distinguir-se de Vara – até para não ser metido no mesmo saco.

Infelizmente, isso não aconteceu.

Não se demarcando do caso, torcendo-se para negar as evidências, refugiando-se em questões formais, fechando os olhos aos indícios comprometedores, António Vitorino aceitou ficar neste processo ao mesmo nível de Vara e dos seus amigos.

Estando a despedir-se da RTP, é pena que não tenha feito nenhum esforço para defender a imagem que dele ficará na memória dos telespectadores – não mostrando o mínimo de isenção exigível a alguém que até já foi comissário europeu.

António Vitorino não tinha necessidade disto.

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publicado por luzdequeijas às 11:47
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A NOSSA JUSTIÇA

23 Fevereiro 2010 - 00h30

Heresias

Não é normal

Não é normal que o PGR – também presidente do Conselho Superior do Ministério Público – qualifique uma investigação judicial como um ‘velho esquema’ com intuitos meramente políticos.

Não é normal que a imprensa escrita e falada avalie as afirmações do PGR como rotundas mentiras.

Não é normal que o presidente do STJ – que, ao mesmo tempo, dirige o Conselho Superior da Magistratura – se derrame em entrevistas sucessivas com o único propósito visível de afiançar que ele, pessoalmente, nada tem a ver com a balbúrdia em que o sistema de que é parte relevante se tornou aos olhos de todos.

Não é normal que exista uma unanimidade tão irrefutável quanto à desaprovação da Justiça e sobre o demérito dos seus principais actores.

Não é normal que, ainda assim, tudo fique na mesma.


Carlos de Abreu Amorim, Jurista
publicado por luzdequeijas às 11:33
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

AFINAL QUEM ESTÁ A DIZER MAL..

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:55
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FRASE DA SEMANA

" É muito difícil manter um mentiroso como primeiro-ministro, mas a situação do País impõe-no".

Marcelo rebelo de Sousa - Comentador da RTP

publicado por luzdequeijas às 19:47
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O ABANDONO DA HERANÇA CULTURAL

 
A promiscuidade reinante na actual vida política, que contagia todo o tecido da sociedade, o modo de total falta de transparência utilizado pelo “Sistema” em toda a sua actividade, incluindo processos desburocratizados, e o modo como são aliciados e pagos os seus servidores, arrasa a confiança dos cidadãos, mesmo inconscientemente.
 
É disto que toda a gente vai murmurando! Principalmente os arautos da igualdade, que empossados em cargos de grandes responsabilidades se esqueceram de pagar as promessas a toda uma geração, desalojando para as gerações vindouras os sacrifícios mais penosos. A justiça igualitária tão prometida, não só em Portugal mas por todo o mundo, de tão afastada, já ninguém vê.
 
O mal já vem de muito longe. Os racionalistas tradicionais, insistem em mudar radicalmente tudo o que deve ser evolutivo. É assim, sem rebuço, com as chamadas “medidas fracturantes”! Sem nunca atingirem os seus objectivos, vão deixando um rasto de marasmo, perda de confiança e destruição, por tudo o que é canto. Em lugar de pararem para reflectir, aceleram na caminhada louca. De Platão a Rousseau até Marx e seus discípulos. Rumou-se ao dogmatismo, ao relativismo, até se ignorarem os valores mais fecundos da nossa secular sociedade.
 
Suportámos entre outros Estalin, Itler, Mao ou Kim Il Sung. Dos exemplos mais recentes podemos citar Fidel de Castro e Saddam Hussein. Todos falaram de socialismo, liberdade e igualdade. A um e a outro o herói do nosso 25 de Abril (Otelo), chamou homens de esquerda. Porquê? Os dois defendem, ou defenderam, o princípio da igualdade. A esquerda defende-a e considera-a uma meta a atingir. Também o céu é uma meta a atingir!
 
A direita rejeita tal conceito de sociedade, pois acredita somente na valorização das diferenças. Ao apregoar a igualdade, a esquerda cativa o votante mostrando mais humanismo e sentido de justiça. Induz o povo em logro! Sendo, todavia, as pessoas diferentes, a igualdade só se consegue pela repressão e os seus maiores anunciadores acabaram sempre por se tornarem ditadores. Ou lideres fortemente carismáticos.
 
Com o aumento da influência desta gente, ferozes na oposição e incompetentes na governação, fomos assistindo ao progressivo enfraquecimento da cultura social e da própria dignidade da “Pessoa Humana”. Em nome dessa anunciada igualdade subestimou-se a preocupação social autêntica. O papel das famílias na educação dos seus filhos, e os valores, mais caros à sociedade, foram sendo deliberadamente desprezados. A crise de valores era inevitável e a perda de referências estáveis, instalou-se. A bandeira demagógica empunhada, foi e continua a ser “Liberdade e Igualdade”.
Pouco importa o mérito e a criação de riqueza! São coisas secundárias.
Também se fala muito de “tolerância”, mas nunca de responsabilização.
Entretanto a bandeira já está descolorida pelo tempo passado e as coisas modificaram-se e agravaram-se, sempre para pior.
António Reis Luz   
 

publicado por luzdequeijas às 19:39
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RADAR METEOROLÓGICO OU TGV

 

http://horamadeira.blogs.sapo.pt

Instituto de Meteorologia quer radar na Madeira

publicado por Alberto Pita às 2010-02-16 19:47:27

 

O Instituto Nacional de Meteorologia vai tentar sensibilizar o Governo da República para a necessidade de construir um radar meteorológico na Madeira.
«Decidimos recentemente que temos que iniciar agora o projeto do radar, à semelhança dos que existem em Portugal continental e nos Açores", disse o o presidente do Instituto, Adérito Serrão, de visita à Região.

 


 

publicado por luzdequeijas às 18:53
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O SUPER HOMEM

Fevereiro 22, 2010

Enfiar a Burka

Arquivado em: Cultura, Política, Portugal — Tomás Belchior @ 18:03
 

Tenho alguns remorsos por ser um cínico. Deve ser por isso que muitas vezes dou por mim a cair no lirismo de acreditar que os nossos líderes deviam ser melhores do que nós. Deve ser também por isso que o facto de o Primeiro-Ministro ter prosseguido com um comício enquanto morriam 42 portugueses na Madeira, mais do que me reconciliar com uma visão amargurada da política, me dá a volta ao estômago.

Mas, no meio de isto tudo, o que eu achei verdadeiramente delicioso foi a defesa “utilitária” da atitude do Primeiro-Ministro. Por exemplo, houve quem argumentasse que, uma vez que a “deslocação [à Madeira] não estava a ser impedida, ou atrasada, por causa do encontro com os militantes”, fazia todo o sentido que José Sócrates cumprisse a sua agenda. Outros optaram por afirmar candidamente que, não podendo o Primeiro-Ministro salvar vidas já que não é o Super-Homem, era absurdo ceder ao “simbolismo simpático que nada resolve” de mandar os senhores comissários para casa.

É sempre tocante ver estas tentativas de racionalizar atitudes rasteiras. Presumo que seja a isto que chamam multiculturalismo

Insurgente

publicado por luzdequeijas às 18:49
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A CONFIANÇA SOCIAL

Como observam os economistas, a capacidade de criar organizações depende de instituições como os direitos de propriedade, de contrato, e de um sistema de leis comerciais. Mas depende, mais ainda, de um sentido anterior de comunidade moral, isto é, um conjunto, não escrito, de regras ou normas morais que serve de base à confiança social.
São estas regras que os nossos homens Estado parecem não saber, ou não querer, ler.    
Há muito quem clame pela defesa da auto-estima nacional, pela sua criatividade, pela inovação ou até mesmo pela produtividade. Também se ouvem, a miúdo, afirmações impregnadas de preocupação, de gente proeminente da nossa praça, relativamente à qualidade da nossa democracia. É de enaltecer e registar. São evidentes esses muitos gritos de alarme lançados por gente conhecida. Referem-se eles a todos os domínios da nossa sociedade, à vida económica, cultural, religiosa, desportiva, política etc.
 
Há também quem chame a tais gritos, lamúrias ou “bota-abaixismo”. Mais parece, isso sim, que tantas lamúrias mais não são que gritos de revolta contra tantas incúrias. Todos os indicadores que nos chegam de instituições altamente credíveis, a nível mundial, colocando Portugal em lugares altamente desonrosos, são prova disso mesmo. Todas as sondagens feitas em Portugal e nunca desmentidas, ou sequer postas em causa, indiciam que a confiança política dos portugueses nos políticos e nos partidos e na própria sociedade civil, está perigosamente próxima do zero.
 
Relembremos, aqui, o modo desassombrado como Tony Blair se dirigiu ao Partido Trabalhista britânico na conferência anual de 1997: serão as suas palavras simples lamúrias?
 
“Não peço desculpas. Sou partidário da “tolerância zero”. Sou a favor da tomada de medidas destinadas a enfrentar os vizinhos anti-sociais; a fazer com que os pais se tornem responsáveis pelos filhos; a corrigir o sistema judicial juvenil de modo a que os jovens deixem de pensar que podem praticar crimes e continuar a agir como criminosos (.... ). Àqueles que dizem que se trata de uma ameaça às nossas liberdades e garantias, digo, que essas ameaças residem no facto de as mulheres terem medo de sair à rua e os reformados terem medo de ficar nas suas casas por causa da criminalidade (... ). E não podemos dizer que queremos uma sociedade forte e segura quando ignoramos os seus próprios fundamentos: a vida familiar. Não se trata de fazer sermões às pessoas sobre a sua vida íntima; trata-se sim, de enfrentar um enorme problema social. Os comportamentos mudaram. O mundo mudou. Mas eu sou um homem moderno, governo um país moderno, e isto é uma crise moderna. Quase 100.000 adolescentes engravidam todos os anos. Há idosos cujas famílias não se dispõem a tomá-los a seu cargo. Há crianças que crescem sem referências ou modelos que possam respeitar e dos quais possam retirar ensinamentos. Há mais pobreza, e é mais profunda. Há mais absentismo escolar. Mais desprezo pelas oportunidades de educação. E sobretudo mais infelicidade. São essas infelicidades que temos de mudar. O que vos posso garantir é que todas as áreas da política deste governo serão dissecadas para avaliar de que forma afectam a vida familiar.”
 
Quando fala assim estará o primeiro-ministro inglês a destruir a auto-estima dos súbditos de sua majestade? Ou estará a clamar por uma mudança que tem de ser de todos, mas muito principalmente dos políticos e altos responsáveis do País?
Só com um retorno à transparência a todos os níveis no nosso País, que tem de começar pelos políticos e pela política., será possível motivar o cidadão anónimo para um desempenho cívico de boa craveira.           
António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:03
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MUITO RESPEITO POR ALBERTO JÃO JARDIM

Madeira: Tragédia na pátria do ódio
Henrique Raposo (www.expresso.pt)10:37 Segunda-feira, 22 de Fev de 2010  
43 Mortos. 250 Desaparecidos. Mas as conversas no café, no autocarro e nas caixas de comentário da Internet giram em redor de outras coisas: o ódio a Alberto João Jardim.
I. As vítimas da Madeira merecem o nosso respeito e silêncio. Por uns dias, os machados de guerra políticos devem ficar enterrados. Mas este respeito patriótico, que coloca o país acima de qualquer guerrilha política, não apareceu. Logo no sábado, ouvi e vi na televisão pessoas a criticar o ordenamento do território de Alberto João Jardim. Essas críticas não podiam esperar uns dias, meus caros? Os "fiscais" da Quercus, por exemplo, não podiam esperar até ao final da semana? Tinham de fazer ambientalismo instantâneo em cima de dezenas de mortos?
II. Mas o pior está a acontecer fora do olhar das câmaras de TV. Nos cafés, no autocarro, o diozinho a Alberto João e à Madeira circula à vontade. No café, ouve-se "ah, Alberto João, agora vais precisar dos cubanos, não é?". Nas caixas de comentários na Internet, há gente a dizer o mesmo. No momento da maior tragédia natural dos últimos muitos anos em Portugal, muita santa gente perde horas a insultar Alberto João nas caixas de comentários.
III. Ao ler e ouvir estes comentários, tenho vergonha de ser português. O ódio politiqueiro a Alberto João Jardim é superior à compaixão patriota pelas pessoas que faleceram. De onde é que vem este veneno que transforma Portugal numa espécie do ódio? Enquanto não tenho a resposta, tenho a dizer que um palavrão impublicável devia ser o título deste texto.
 

publicado por luzdequeijas às 17:11
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A POLÌTICA E OS MOVIMENTOS CÍVICOS

Depois de se ter dissertado pelas fábulas e pelo reino animal, com os quais o homem tanto tem aprendido, entende-se ser altura de regressar ao problema humano e às relações entre os poderes instituídos e a sociedade civil.

Atentemos nas afirmações seguintes:

“ Em Portugal, o Estado é, de uma forma geral, uma máquina pesada, desprestigiada, burocrática, ineficiente, um mau exemplo, de atitudes e culturas erradas e asfixiantes da sociedade civil.”

        António Carrapatoso     DN    19 Maio 2003

 “ PS e PSD têm manifestado pouco interesse em alterar a actual estrutura de poder lá do alto do esmagador domínio que exercem sobre o eleitorado.”

          Luís Costa    Público      22 Maio 2003

 Sugiro aos meus leitores que admitam, mesmo por mera hipótese, que as relações entre a “Política Constitucional, a Economia de Mercado e a Sociedade Civil “ se poderão estar a passar do modo que irei descrever.

É, pois, o momento de tentaros uma qualquer explicação para a expressão Sociedade Civil, já que felizmente ela existe, e é até a razão de ser de toda a actividade política e económica que tanto agita o mundo.

Para Ralf Dahrendorf no seu livro Reflexões sobre a Revolução na Europa (1990) ela é assim definida:

(... ) uma Sociedade Civil é civil, até civilizada, e isto requer homens e mulheres que respeitem os outros, mas, mais importante ainda que sejam capazes e queiram fazer coisas por si próprios, se necessário associando-se a outros, homens e mulheres confiantes que não tenham medo e não tenham razão para ter medo.”

Parecem assim ligadas intrinsecamente à sociedade civil as virtudes cívicas alardeadas pela família, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias, em geral.

Ou como referia Robert Putnam :

“(..... ) A comunidade cívica é marcada por uma cidadania activa,  com espirito público e por um tecido social de confiança e cooperação.”

O mesmo autor descobriu ainda que em Itália havia regiões com redes muito fortes no empenhamento cívico enquanto outras sofriam o enorme fardo de uma política estruturada , uma vida social de fragmentação e isolamento, e uma cultura de desconfiança.

Nos dois distintos comportamentos cívicos radicava, segundo ele, a explicação para o sucesso das instituições no primeiro caso e o total insucesso no segundo. Sendo ainda a confiança existente na “Sociedade Civil”  o elemento preponderante no sucesso que se exige para todo e qualquer País.

 

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 16:56
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EXEMPLO DO JORNALÊS

O JORNALÊS 

Publicado por helenafmatos em 22 Fevereiro, 2010

O jornalês é uma espécie de código que permite fazer notícias que ninguém  critica, que parece que falam de alguma coisa e que abordam o assunto com uma mensagem de mudança necessária mas muito positiva. O jornalês tem palavras-chave e expressões idiomáticas que funcionam como muletas de linguagem.  Por exemplo esta notícia do PÚBLICO é um  belo exemplo do jornalês. Está cheia de expressões como

*forma mais integrada

*vertente cultural e natural”

*alternativas a este modelo que temos agora

*Há outras alternativas que é possível fazer

*uma forma global

mas chegados ao fim não se consegue perceber o que aconteceu no dito encontro e muito menos em que consiste a dita alternativa. Mas lá que é uma bela notícia, é.

31 da Armada

publicado por luzdequeijas às 15:55
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A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL !!!!!

Pedro Catarino  Rangel assumiu ao CM que esteve no conselho consultivo do CDS no tempo da nova Alternativa DemocráticaRangel assumiu ao CM que esteve no conselho consultivo do CDS no tempo da nova Alternativa Democrática

22 Fevereiro 2010 - 00h30

Militante: Candidato à liderança do PSD tentou esconder filiação

Rangel inscrito 3 anos no CDS

Paulo Rangel foi militante do CDS durante cerca de três anos. A ficha de admissão no partido – então liderado por Manuel Monteiro, a que o CM teve acesso – foi assinada em Outubro de 1996, tinha o agora candidato à liderança do PSD 28 anos. O pedido de renúncia surgiu só em Março de 1999.
 

A dúvida sobre a militância de Rangel no CDS subsistia desde que o seu nome foi anunciado como cabeça-de-lista do PSD às Europeias. Desde então, quando confrontado com esta questão, Rangel invocou sempre falta de memória (ver apoio). Ontem, porém, deu outra versão dos factos. "Sempre disse que estive no conselho consultivo do CDS no tempo da nova Alternativa Democrática. Foi há mais de dez anos", afirmou, enviando ao CM uma carta de 2002, remetida para o CDS (ver caixa).

A aceitação de Rangel no partido dos centristas foi assinada por Álvaro Castelo Branco, então presidente da concelhia do Porto, que ao CM garantiu não se recordar da admissão. Já o secretário-geral do CDS, João Almeida, apenas adiantou que Paulo Rangel "não é militante do CDS".

PORTAS QUIS TRAVAR SAÍDA

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, tentou demover Paulo Rangel de renunciar à militância do partido. Numa carta enviada para o CDS, em 2002 – onde contesta o facto de ainda receber correspondência do partido, apesar de já não ser militante –, Rangel lembra que se desfiliou do CDS em 30 de Março de 1999. "Poucas semanas depois – e apesar do carácter irrevogável da minha decisão – Paulo Portas contactou-me no sentido de me responder à carta e de eventualmente me demover. Mantive a minha decisão", escreveu, na altura, Rangel.

O QUE DISSE

"Isso é que não sei [se foi militante]. Tenho um problema com militâncias. [...] Não sei se assinei. Não me lembro" (in jornal ‘I’)

"Humm... repare, não sei, heee... nã.. não sei... o que aconteceu foi que apoiei de forma informal e muito activa a candidatura de António Lobo Xavier à presidência ..." (in Correio da Manhã)

Paulo Rangel, Eurodeputado

 

PS: O digno Correio da Manhã, não precisa de entrar por este tipo de jornalismo! Paulo Rangel é livre de fazer da sua vida o que bem entender, desde que como neste caso, o faça com muita dignidade. Sócrates não foi militante do PSD? É natural que Paulo Rangel não se lembre de coisas passadas vai para 11 anos!! Saíu com dignidade e com muita pena de Paulo Portas. Entrou em boa hora no PSD .

Será que o CM também perguntou a Freitas do Amaral se foi ou não militante do CDS. Claro que até foi líder e fundador do CDS e mesmo assim, foi ministro em Governos do PS! Não nos devemos, ainda, esquecer de certos ministros do PS que estiveram em Governos do Estado Novo!!!

Será que o CM perguntou a dezenas de militantes do PC que saíram deste partido e se inscreveram no PS, se  assinaram alguma ficha pelo partido comunista. E olhem que a maioria foi direitinha para governos do PS!!!! Nem será preciso dizer nomes .... Se é só isso que vos incomoda em Paulo Rangel, então, é porque ele tem um passado intocável!!!! Dará um bom presidente do PSD.

publicado por luzdequeijas às 15:28
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Todos somos madeirenses

22 Fevereiro 2010 - 00h30

Heresias

Este é o tempo de se esfumarem todas as discrepâncias entre os políticos da Madeira e do resto de Portugal. Que a dor dos que perderam os seus e daqueles que viram o esforço de uma vida inteira arrastado pelas águas em poucos minutos, possa perfazer um intervalo de quietude e lucidez nos homens e mulheres da política. Para que se esqueçam os remoques, as queixas e as ofensas mútuas e só se pense na ajuda aos aflitos e na reconstrução da região.
 

Este é o tempo de estarmos todos com a Madeira. De não pouparmos os nossos empenhos na solidariedade. Não bastam as visitas e as declarações dos políticos – é preciso actos, meios e apoios.

E já agora: comprem a porcaria do radar meteorológico que podia ter previsto a catástrofe com cinco horas de avanço …

 

Carlos de Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 12:47
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A BOA COMUNIDADE MADEIRENSE

                    22 Fevereiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Levantados da dor

Quarenta e oito horas depois da tragédia na Madeira ainda se fazem contas aos mortos, feridos e desaparecidos, mas ressalta também a fibra de um povo que já labuta na recuperação, no regresso à vida. Já se ouve palavras de grande ânimo, de quem chora os seus mortos mas olha para a frente.
 

O povo madeirense meteu-se nas ruas e nas serras, arrisca pelas estradas destruídas e cheias de perigos, enfrenta a inclemência da tragédia e levanta-se da dor. Haverá, certamente, muito que analisar quando a vida regressar à normalidade, da ocupação de solos aos meios da Protecção Civil. Mas, para já, releva esse extraordinário exemplo de um povo habituado a lidar com as dificuldades próprias da geografia da ilha e da sua profunda ruralidade que deita mãos à obra sem esperar por incentivos alheios.

Há também que sublinhar, por elementar justiça, a destreza e a discrição que o ministro da Administração Interna colocou na mobilização imediata de meios de ajuda. Rui Pereira acabou por ser um elo fundamental de ligação entre o Governo e as autoridades madeirenses, mas também entre S. Bento e Belém, superando alguma dificuldade institucional que pareceu desenhar-se quando se percebeu que Cavaco Silva e Sócrates não terão falado. Também aqui o exemplo do povo madeirense deveria frutificar: na tragédia, olhar para a frente e unir esforços.

 

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 12:43
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GENTINHA MENOR!!

                  22 Fevereiro 2010 - 00h30

Estado do Sítio

Gentinha menor

Nesta enorme tragédia da Madeira, Cavaco Silva e Alberto João Jardim foram os únicos que demonstraram ter sentido de Estado.
 

A Madeira vive uma enorme tragédia. Dezenas de mortos, mais de duas centenas de desaparecidos e prejuízos incalculáveis. A situação já era conhecida às primeiras horas da manhã de sábado. O Presidente da República foi para Belém e daí acompanhou durante todo o dia a situação dramática que se vivia na Região Autónoma e que, hora após hora, ia sendo cada vez mais trágica, com o número de mortos, feridos e desaparecidos a aumentar de uma forma assustadora. Pois bem.

Quando se exigia uma rápida e total mobilização de vontades e esforços, o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, estava fortemente empenhado numa campanha de salvação do seu próprio escalpe, que incluía uma espectacular reunião da comissão nacional do PS, em que os amorfos e obedientes dirigentes socialistas se deliciavam a ouvir discursos inflamados sobre escutas, indignidades, negócios escuros, boys mais ou menos imbecis e outras coisas extraordinariamente importantes para os destinos da Pátria. Por volta da uma hora da tarde, o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, lá se dignou proferir umas palavrinhas de circunstância sobre a tragédia da Madeira. Mas nem os mortos, feridos e desaparecidos o fizeram mudar de ideias. Rumou a toda a velocidade para o Porto, para mais um comício de apoio à sua brilhante obra e de desagravo aos ataques, campanhas negras, cabalas e outras coisas mais de que o chefe tem sido vítima. O encontro socialista começou pelas cinco da tarde e por essa altura os mortos já ultrapassavam as duas dezenas.

Em Lisboa, o senhor ministro da Administração Interna esperava que o chefe falasse às ovelhas socialistas. Quando recebeu luz verde, meteu-se no avião do Estado, foi buscar o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, e lá partiu para a Madeira, onde finalmente chegou perto das nove da noite. Em contraste com este triste e degradante comportamento do senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, deste sítio pobre, deprimido, manhoso, corrupto e, obviamente, cada vez mais mal frequentado, destacaram-se o senhor Presidente da República e o senhor presidente do Governo Regional da Madeira. Nesta enorme tragédia da Madeira, Cavaco Silva e João Jardim foram os únicos que mostraram ter sentido de Estado e respeito pelos indígenas. Os outros, chefe incluído, são o que são. Gentinha menor, que não consegue fugir à tentação do poder e da ambição. O Diabo que os carregue.

 

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

publicado por luzdequeijas às 12:36
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

ROMPER

O CATÓLICO-PROGRESSISTA

PAULO  RANGEL

Ideias - Ao assumir que já esteve mais próximo do CDS do que do PSD, Paulo Rangel podia ter criado anticorpos no seu actual partido. Mas ele é um ser um pouco mais complexo: extremamente católico, defende a ordenação de mulheres e o casamento dos padres. «Estou de acordo com a posição da Igreja quanto ao aborto e à eutanásia. No resto, não. Nos anticonceptivos sou um radical activista contra as posições da Igreja. Na moral sexual em geral sou contra: casamento, divórcio, a questão dos homossexuais», disse, em 2009, ao jornal i, especificando que não defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas sim umas «instituição à parte». No PSD, quer «refundar a social-democracia como projecto para Portugal» e apresenta-se sem «exércitos alinhados». No País, promete romper com uma política financeira apoiada no endividamento e nas obras faraónicas, aumentar os poderes decisórios dos magistrados e limitar o acesso à Justiça, dar prioridade aos que precisam de ajuda mas só enquanto precisam dela, e aumentar a exigência na Educação.

Pontos Fortes: Ganhou as eleições europeias, dando ao PSD uma vitória muito desejada, e tem um discurso bem estruturado e apreciado no interior do partido.

Pontos Fracos: Não tem lugar de deputado e está em Bruxelas, o que lhe retira algum palco. Foi simpatizante (não se lembra se chegou a militar) do CDS.

publicado por luzdequeijas às 22:23
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DEONTOLOGISTA INGÉNUO

Essa m… em subsídios de desemprego…

Arquivado em: Diversos, Política — elisabetejoaquim @ 14:47
 

Ainda a propósito do post abaixo, Perestrello já veio dizer que «a minha opinião sobre o episódio referido pela notícia é diametralmente oposta à interpretação feita pelo jornal».

Tentemos então, à luz dessas declarações, compreender o que Perestrello quis dizer com a frase «E isso, aliás, vale muitos votos! Essa m… em subsídios de desemprego…»:

a)  O apoio de Figo dá muitos votos, e os votos depositados no PS significam mais poder para a humanitária tarefa da redistribuição em subsídios de desemprego. – O Perestrello é um humanista embora numa versão consequencialista na qual os meios justificam os fins.

b) O episódio só serve para angariar votos, e por isso é uma “m…” cuja sujidade é proporcional à quantia de subsidios de desemprego que poderiam ter sido criados em seu lugar. – O Perestrello é um deontologista ingénuo, que apela à necessidade da Ética na política, na esperança de que tal censura moralize os seus agentes.

Fica claro que com estas declarações Perestrello se quis distanciar, pela «opinião»/juízo moral, dos «episódios» em investigação judicial. Há boys que, pela falta de jeito, já não merecem receber telefonemas. Ai…, não aprenderam nada ainda.

publicado por luzdequeijas às 19:45
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CÁ SE FAZEM ......

Da nódoa ao pântano

Fernando Madrinha

Há seis anos, José Sócrates considerou uma "nódoa" no Governo de Santana Lopes e um ataque inadmissível à liberdade de expressão as pressões de um ministro que resultaram no afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI. Hoje, está confrontado com uma nódoa bem mais difícil de limpar do que a do Governo de Santana Lopes: a denúncia de uma manobra de grande envergadura para controlo de vários órgãos de informação, ensaiada pelos seus homens de mão - e, segundo todos os indícios, com o seu alto patrocínio. O que lhe resta é refugiar-se em protestos pelo modo como esse plano veio a lume, evitando responder à substância daquelas que são as mais graves suspeitas jamais lançadas sobre um primeiro-ministro na sua relação com os media.

O argumento de que o "Sol" violou o segredo de Justiça - não é certo que o tenha feito, a avaliar pelos pareceres desencontrados já conhecidos - pode servir como expediente de fuga a explicações. Mas não retira o óbvio interesse público da matéria em causa, o qual legitima perfeitamente a corajosa opção editorial de a dar à estampa, assumindo todos os riscos inerentes. Aliás, as violações do segredo de Justiça não nascem nos jornais. E é deveras lamentável que uma Justiça tão lesta a mandar calar o "Sol" - e tão incompetente que nem foi capaz de o fazer... -, nunca se tenha dado ao trabalho, em nenhum caso de violação do segredo, de apurar onde foi dado o primeiro passo para esse crime que, por definição e natureza, só pode nascer na própria Justiça.

O trabalho do "Sol" confirma as piores suspeitas levantadas pela frustrada compra de parte da Média Capital pela PT, em Junho do ano passado, e acrescenta novas dúvidas sobre o verdadeiro papel da Ongoing no processo de aquisição ainda em curso. O conhecimento das "escutas" permite também não só avaliar o desempenho das várias personagens envolvidas - incluindo o de uma ou outra 'vítima' -, mas também formular um juízo acerca dos operadores judiciários que intervieram no caso. E o mínimo que se pode dizer é que, por irrepreensíveis que sejam do ponto de vista formal, são mais estranhas para o cidadão comum as conclusões a que chegaram o procurador-geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça do que as consequências que retiraram o procurador e o juiz de Aveiro ao defenderem a abertura de um inquérito. Ora, uma Justiça que toma, ao mais alto nível, decisões incompreensíveis para os cidadãos em nome dos quais opera, não é uma Justiça à altura das suas responsabilidades. Ou não o são os titulares desses cargos de cúpula que, além de assinarem decisões juridicamente inatacáveis, têm a obrigação de as saber comunicar e explicar devidamente.

No plano político, o caso teria consequências drásticas - Santana Lopes saiu de cena por muito menos -, se não vivêssemos uma situação muito peculiar. A legitimidade eleitoral de Sócrates é demasiado recente para ser posta em causa, a situação do país não lhe permite somar à crise económica uma prolongada crise política e, além disso, nada garante que, em caso de eleições, os resultados fossem muito diferentes dos de há quatro meses. A menos que o próprio Sócrates tomasse a iniciativa de sair - decisão improvável e pela qual, ironicamente, também seria criticado - o que temos pela frente é um primeiro-ministro cada vez mais fragilizado e uma oposição sem coragem para o derrubar. Quer dizer, aquilo a que Guterres chamaria o verdadeiro pântano.

Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Fevereiro de 2010

 

 

 
publicado por luzdequeijas às 19:31
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INOVAÇÃO

 

 

 

http://aeiou.expresso.pt/e-um-novo-gas-e-barato-e-existe-em-todo-o-mundo=f566274

 

 

É um novo gás, é barato e existe em todo o mundo

Empresas norte-americanas estão a começar a explorar um filão de gás não convencional, libertado por xistos argilosos, com preços mais baixos que os do gás natural. Portugal também tem.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)
9:35 Domingo, 21 de Fev de 2010

É um novo gás, é barato e existe em todo o mundo

Empresas norte-americanas estão a começar a explorar um filão de gás não convencional, libertado por xistos argilosos, com preços mais baixos que os do gás natural. Portugal também tem.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)
9:35 Domingo, 21 de Fev de 2010
publicado por luzdequeijas às 19:26
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PGR TERÁ MENTIDO

 

De acordo com o “Diário de Notícias” e o “Correio da Manhã”

Face Oculta: PGR terá mentido para impedir o acesso aos seus despachos de arquivamento das escutas

21.02.2010 - 13:31 Por PÚBLICO

 

O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, recusou, ao longo dos últimos meses, o acesso aos seus despachos de arquivamento ao crime de atentado contra o Estado de direito no âmbito do caso Face Oculta. O PGR travou o acesso aos documentos porque estes, alegava Pinto Monteiro, continham escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Mas aquilo que o “Diário de Notícias” e o “Correio da Manhã” noticiam hoje é que, afinal, em lado algum aparecem as conversas entre Sócrates e Vara nesses documentos.

O PGR alegou desde o início que o seu despacho continha transcrições de escutas entre Sócrates e Vara O PGR alegou desde o início que o seu despacho continha transcrições de escutas entre Sócrates e Vara (Enric Vives-Rubio)


 

publicado por luzdequeijas às 19:14
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COESÃO TERRITORIAL

             Agricultura deve ser prioridade, diz Rangel
 
Inserido em 21-02-2010 18:44

 


 

 

 

 

 

 

 

 

O candidato à liderança social-democrata Paulo Rangel garante que consigo a agricultura será encarada como uma "prioridade estratégica e de defesa nacional".

Em Boticas, no "mais remoto interior" do país, Rangel quis deixar duas mensagens: a de uma nova visão para a agricultura em Portugal e a equidade e igualdade entre as diferentes regiões do país.

"Com este PSD de ruptura e de transformação, a agricultura será uma prioridade estratégica e de defesa nacional. Não será mais uma actividade económica apenas a somar às restantes, será considerado um sector de reserva estratégica e portanto os agricultores serão verdadeiros soldados", afirmou o candidato que falava para uma plateia de centenas de militantes e simpatizantes.Paulo Rangel referiu que, até hoje, o partido que se tem "apropriado" das questões rurais é o CDS-PP, no entanto, na sua opinião, "não o tem feito bem" pois tem feito apenas uma "politica de queixume"."É sempre um pequeno subsídio ou uma reclamação para aqui ou dali. Muitas vezes são reclamações justas, mas essa não é politica agrícola é politica do queixume", sustentou.A segunda mensagem que Rangel quis deixar hoje, em Boticas, diz respeito "à coesão territorial e ao abandono do interior, nomeadamente de Trás-os-Montes e Alto Douro e do corredor que vai da Beira Alta até ao Alto Alentejo.Rangel insistiu ainda no discurso da ruptura, acusando a governação socialista" de ser a responsável por esta "situação caótica e de emergência em que se encontra o país".RR - 21-02-2010

publicado por luzdequeijas às 18:56
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SER DE ESQUERDA HOJE ?

QUE DEMOCRACIA TEMOS EM PORTUGAL?

A ESQUERDA e a DIREITA.  Alguém saberá nos dias de hoje , explicar a alguém , que diferença existe entre estas duas palavras ?

Claro que há explicações em catálogo, mas que não convencem ninguém: a esquerda tem preocupações sociais e a direita não, a esquerda quer uma sociedade mais justa e a direita não, porque defende os ricos etc. Quando a esquerda está no poder encarrega-se de desmistificar tais rótulos eleitoralistas e mete o socialismo na gaveta ! Freitas do Amaral disse e escreveu, sendo ainda hoje considerado um homem de direita (?):” O PS toma hoje posições que se aproximam das minhas de sempre “. António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 16:17
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NOS TEMPOS DE GUTERRES

Com esta notícia da maior referência socialista, emitida nos tempos de Guterres vamos agora pensar, nos tempos de Sócrates, se as coisas melhoraram ou pioraram? É que o discurso hoje é diferente, porque será? 

                           MÁRIO SOARES ARRASA GUTERRES  

                                                                                                                                                                                                                                                               "As grandes coisas que poderiam ter sido feitas não se vê onde é que elas estão . Em que é que progrediram os direitos das pessoas em concreto ? Como é que melhorou o estado de vida daqueles que são os mais sacrificados ? E a repartição da riqueza? Realmente nisso não se avançou muito . Se não se avançou , em que é que é um governo à esquerda ? É uma pergunta que se pode pôr , (.......). É uma resposta difícil , não a sei dar .Mas sei que é uma pergunta que deve fazer reflectir as pessoas de esquerda e eu sou uma delas . Sou uma pessoa que reflecte sobre essas matérias . Se a esquerda , no governo , faz o papel da direita , não vale a pena votar na esquerda”.

 

 Acabámos de ouvir Mário Soares em discurso directo, na Antena 1 !

publicado por luzdequeijas às 14:28
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O INTERESSE COLECTIVO

As palavras do actual presidente da Câmara do Porto , são pela sua comprovada honestidade , um alerta de pessoa experimentada e amiga. Infelizmente fazem-nas passar despercebidas!
 
“ A nossa sociedade está a atravessar uma perigosa crise de valores . Uma crise que todos sentimos nas mais pequenas coisas, quando, no dia a dia, constatamos que temos de conviver com uma permanente inversão de prioridades.
Hoje, já começa a ser difícil encontrar quem perceba que o interesse colectivo se tem sempre que sobrepor ao interesse individual . De forma perigosíssima , a sociedade aceita demasiadas vezes e de forma complacente que os interesses individuais ou de grupo ditem políticas que agridem o colectivo. Infelizmente são muitos esses exemplos.”
 
A politica in situ     
RUI RIO
 

publicado por luzdequeijas às 14:24
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A CREDIBILIDADE DA DEMOCRACIA

Ou a Democracia acaba com o circuito vicioso dos boys ou este acaba com a credebilidade da democracia.
                                                              Jose Carlos VasconcelosVisao 30-01-2003
 

publicado por luzdequeijas às 14:21
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

O LODAÇAL DAS SUSPEITAS

Uma sociedade aberta é, por definição, uma sociedade transparente. No caso português a evolução não estará a ir no melhor sentido .

Assim, somos obrigados a concluir que o lodaçal das suspeitas na sociedade portuguesa se vai adensando e a propósito da reforma fiscal , então a ser discutida , Pedro Ferraz da Costa fez esta afirmação à Lusa : “Toda a gente sabe que grande parte das despesas confidenciais das empresas têm a ver com verbas que elas têm que avançar «por fora» para obterem todo o tipo de licenças relacionadas com obras , toda a gente sabe e , aparentemente , ninguém se indigna. De resto era a segunda vez , pelo menos , que Ferraz da Costa aludia ao mesmo assunto: “ a existência de corrupção e tráfico de influencias nos órgãos decisores do Estado e da Administração Pública" .

Trata-se de uma denuncia vaga, sem duvida, e com destinatários indeterminados . Mas não pode senão estranhar-se a naturalidade com que ela foi feita e a indiferença com que foi recebida . Ferraz da Costa deve saber do que fala e de certo não se eximiria a apresentar a quem lho pedisse ( policias ou tribunais ) casos concretos de que tem conhecimento e as circunstâncias em que eles ocorreram . Seria um inestimável contributo para a necessária e tão apregoada transparência. Seria ainda uma óptima oportunidade de prestar um serviço valioso à democracia portuguesa e á política, as quais ameaçam soçobrar no tal lodaçal de suspeitas que toda a gente alimenta, mas ninguém, sabendo do que fala, se dá ao trabalho de provar”, estou a citar noticia publicada .

As suspeitas sobre os políticos são uma constante, com ou sem razão. A maneira como os processos são encerrados e desmontados, só aumenta o adensar das crescentes suspeitas.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:35
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APROFUNDANDO O SISTEMA

O “ Sistema “ pode pôr o ser humano a fazer de tudo , até mesmo a engolir “ elefantes “ ou, anestesiado e na sua boa fé, a julgar-se uma criança crédula e feliz, mesmo sem brinquedos. Porém, que ninguém se engane e compreenda logo, que a criança depressa crescerá e se fará homem , percebendo então como foi violentada na sua infância de alma pura.
 
A sua reacção será, então, proporcional à sua grande revolta, mesmo calada e amordaçada anos a fio.
 
Há poucos dias assisti, com os meus netos , a um “show” de araras amestradas. Espantosamente faziam tudo. Andaram de “skate”, bicicleta, patins e até fizeram calculo aritmético com o auxílio de badaladas de sino ! Tudo isto, é claro, a troco da usual recompensa comestível. O método do “ Sistema “ parece ter sido copiado deste ou de outros “shows” idênticos . Castiga ou premeia para melhor condicionar a vontade própria dos infelizes servos.
Será ele uma fatalidade ? Também a famosa “cortina de ferro “ parecia indestrutível .
Tal como nela, a revolta virá um dia e irá explodir por dentro e por fora do “Sistema”.
Se tudo o que existe na Terra morre implacavelmente, não morreria o “Sistema”? Mesmo em ditadura disfarçada? 
Tal como para o câncer ou para a sida a cura virá um dia, também para o famigerado “ Sistema “, o seu antídoto irá aparecer. Mais difícil foi ir à lua!
Tudo o que não é natural subverte a justiça e não premeia os melhores e mais merecedores. O “Sistema há-de cair, ou regenerar-se.
 
De volta estarão então, finalmente os valores, até agora remetidos para o esquecimento.
 
O segredo pode ir amortecendo a queda deste edifício medonho na dimensão, mas não vai conseguir mantê-lo de pé eternamente.
 
Ainda há muita gente de bom senso e de bom carácter, e espero que tenham coragem e despertem para se unirem em vontade de mudar tudo aquilo que soar a falso.    
Mesmo considerando que milhares de “clones” trabalham afanosamente para manter operacional o dito “Sistema”.
Num país visivelmente desmotivado e descrente tanto afã, nalguns, dá que pensar!
António Reis Luz
                                                                              
 
 
 

 

publicado por luzdequeijas às 18:17
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DISSESTE SISTEMA?

Será certamente oportuno começar pela análise do significado de uma palavra que já anda de boca em boca e, apesar disso, muito poucas pessoas, seguramente, conseguem definir, mesmo com pouca exactidão .
 
A palavra é nem mais nem menos que ”SISTEMA”, sendo nos tempos actuais utilizada para o futebol, para a política , na cultura e de uma forma geral em todos os aspectos, mas sempre com um sentido envolto em secretismo e processos pouco claros. É assim como a palavra destino, com o seu fatalismo fora do alcance dos homens (da maioria). 
 
Quando uma qualquer pessoa ouve ou lê uma referência a esta palavra , tudo se passa como se existissem realmente dois mundos , um do comum dos mortais e outro o dos excepcionalmente dotados ou melhor , dos escondidos no dito «Sistema»! Vamos pois admitir que é só isto, num acto de grande benevolência.
Basta agarrar em qualquer jornal , ouvir noticiários ou escutar conversas de café, para deparar com casos onde se diz ” foi o SISTEMA” , é como se quisessem dizer foi a vontade de Deus , todo poderoso .

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 18:08
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TEIA DE INTERESSES

“ O SISTEMA “
“Existe uma teia de interesses e dinheiros que, aos poucos, foi ligando ao “Sistema” os nossos políticos de aparência mais respeitável e esta gente que foge à justiça, que se orgulha de não pagar impostos, ou de ganhar eleições com frigoríficos.”
                                 Sérgio Figueiredo   Público 20 Maio 2003  
 

publicado por luzdequeijas às 18:05
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A CLONAGEM

A Clonagem
 
Todos sabemos que a clonagem é a cópia, ou a duplicação, de células ou de embriões a partir de um ser já adulto.
 
Também sabemos que a clonagem humana, se reproduziu nas últimas décadas, em milhares de seres completamente iguais, todos dedicados de alma e coração ao “Sistema”.
 
O que me parece mais estranho é que toda esta reprodução de clones não se processou da forma conhecida, mas de outro processo que, ao que julgo, não vem nos compêndios.
 
Têm um processo de formação totalmente exógeno, ou seja, conduzido por factores exteriores.
 
São produto de condições criadas de forma muito hábil, não se sabe por quem, e que funcionam como a isca posta no anzol para apanhar os peixes. Aqui o segredo passa pela constituição de tal engodo.
 
A isca e o engodo constituem, não promessas feitas, mas insinuações e pequenas recompensas, que poderão ir aumentando de valor intrínseco.
 
A oferta desse produto aos humanos, passa por um fenómeno parecido com o que acontece entre o macho e a fêmea em fase de encantamento.
 
A fêmea poderá representar, quando bela, o engodo. Contudo nada funcionará sem que através de um rubor na face e várias trocas de olhar comprometedoras, mas bastantes esclarecedores, seja entendida a vontade de namoro ou algo mais. Existe como sempre o perigo de adultério ou mesmo o aparecimento de desconfianças que podem colocar em perigo o segredo jurado pelas trocas de olhares meigos, coniventes e promíscuos.
 
É assim deste modo que foram reproduzidos os milhares de clones a partir de gente, já ao serviço do famigerado “Sistema”.
 
Uma vez apanhado no anzol o clone, assim nascido, jamais abandona o meio ambiente que o fez nascer, antes pelo contrário, torna-se cada vez mais servil e as recompensas aparecem como ele sabe, de todas as formas e valores.
 
Há medida que o tempo passar, tais clones vão ficando totalmente dependentes do “Sistema”. A sua semelhança com os toxicodependentes é total.
 
Esta gente pouco ou nada tem a ver com o povo, embora andem no meio dele, guardando o segredo num bolso que nunca abrem.
 
A partir daí quanto mais eficientes forem na denúncia, na mentira e na falta de escrúpulos, mais sobem na vida.
 
Muitos vão longe. Onde nunca esperaram ir. Os seus familiares também.
 
As pessoas alheias ao “Sistema” interrogam-se; Como é possível? Só eu não tenho sorte nenhuma!
 
Longe ou perto não há clone que não sinta segurança na vida.
 
Não pode é pensar nem sentir. Se por acaso o fizer, então que o não diga a ninguém.
 
Remorsos também são proibidos. Dormir bem é muito necessário, pois grande parte do trabalho é feito a coberto da noite escura!
António Reis Luz
 
 
 
 
 
 
 

publicado por luzdequeijas às 17:55
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ONDE ESTÁ O ZÉ POVINHO ?

ZÉ POVINHO
Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum.

Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por Zé Povinho.

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.

O sucesso obtido foi tão grande que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

Desde então é o “Zé Povinho, que motivado única e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais.

É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, após um dia de trabalho árduo vai à igreja, ao clube para reunir, planear e organizar procissões e festas locais etc..

Entretanto vai-nos dizendo: “ aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o POVO.”

O meu nome é Zé Povinho, pois então. Represento , na perfeição, todas as características do nosso povo sejam elas boas ou más.”

Após o 25 de Abril ajustou-se, mantendo velhos hábitos, em vez de os corrigir, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz de democracia. Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis..... mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar.

António Reis Luz 

publicado por luzdequeijas às 17:37
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CENTRAL DE PROPAGANDA

A central do governo

A história da tal ‘central’ de propaganda do Governo pode parecer uma brincadeira, mas não é: nos últimos anos o Governo de José Sócrates usou meios públicos para fazer propaganda e campanha eleitoral.

Quais? Assessores, chefes de gabinete, membros do Governo usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político. Como o CM demonstra nesta edição, o Governo alimentou blogues de campanha eleitoral daquela forma, mas também outros que antes e depois do tempo de eleições continuaram a ser a barriga de aluguer de argumentários e documentos pré-fabricados. Há preparação para responder a questões difíceis, por exemplo com perguntas e respostas sobre o caso BPN, ou manipulação de números sobre o investimento público, como o TGV. É tudo à vontade do freguês... Para quem ainda há menos de 15 dias enalteceu os valores da ética republicana este é um caso politicamente desastroso e de uma legalidade muito duvidosa. A utilização de meios do Estado, pagos pelos contribuintes, não consta de nenhum manual de história como um dos ‘valores’ do dito ideal republicano. O pagamento aos serventuários com as habituais benesses de nomeação para cargos também não. Mas com tal Governo tudo é possível...


Eduardo Dâmaso

por Henrique Raposo

publicado por luzdequeijas às 17:14
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"TESE CONSPIRATIVA"

SÓCRATES SABIA HÁ DEZ MESES

"O Público vende pouco mas faz manchetes", desabafa Rui Pedro Soares para Armando Vara. Ambos estão de acordo que o jornal então dirigido por José Manuel Fernandes é um problema, porque marca o alinhamento dos telejornais. "Se se conseguir que deixe de fazer .... ", dizem. A conversa, datada de 21 de Junho, é uma das que Pinto Monteiro considerou não configurar qualquer ilícito. Aliás, o PGR vai mais longe e diz mesmo que só uma tese "conspirativa" é que poderia deduzir haver algum plano para controlar a Comunicação Social.

Pinto Monteiro garante ainda que Sócrates não sabia do negócio da compra da TVI e que as escutas que o CM; agora revela apenas monstram falta de transparência política. Mesmo a interpretação feita de uma conversa entre Vara e Rui Pedro Soares, onde o administrador da PT  diz que o primeiro-ministro sabia do negócio há dez meses.

EDUARDO DÂMASO/TÂNIA LARANJO

publicado por luzdequeijas às 16:33
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INÊS DE MEDEIROS

ESCREVE NA REVISTA DE RUI PEDRO SOARES

Inês de Medeiros pediu um parecer à Comissão de Ética para saber se o seu cargo de deputada a limita à actividade parlamentar.

Eleita nas listas dos socialistas na actual legislatura, Inês de Medeiros colabora desde 2008 com a revista "Relance" propriedade de Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT, apanhado nas escutas do processo "Face Oculta".

C M - 20-02-2010

 

publicado por luzdequeijas às 15:18
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BIZARRIA !

INTERFERIR É LEGÍTIMO ?

Conhecida a argumentação do procurador-geral (PGR) para arquivar as escutas de Sócrates, ficamos a saber que Pinto Monteiro considera legítimo que os políticos interfiram na alteração da linha editorial dos órgãos de Comunicação Social. E que isso não é crime. Com esta bizarria, para não dizer pior, o PGR optou, portanto, pela interpretação mais restritiva do artigo 9º da lei 34/87, que tipifica o crime de atentado ao Estado de Direito. Ou seja, não releva uma eventual tentativa - e neste crime basta tentar - de subversão do Estado de Direito por meios não violentos. Num crime em que não existe qualquer experiência interpretativa, o procurador-geral ficou-se pela valoração implícita do cenário pior: o crime só se concretizará, eventualmente, pela violência. A sua interpretação é legítima mas com o que se vai sabendo percebe-se que a opção de tirar Sócrates do caso sobrepõe-se a tudo. Mesmo que para tal o Direito seja uma mera linha que não se ultrapassa mas se empurra para o lado

EDUARDO DÂMASO

publicado por luzdequeijas às 15:00
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FRIO E NERVOSO NO ESTOMAGO

Henrique Raposo

Aparece, anjo bom

Henrique Raposo (www. expresso.pt)

Caríssimo militante do PS, eu ando com uma inquietação que gostava de partilhar consigo. Esta inquietação é, no fundo, uma triste sucessão de perguntas: ainda existem anjos bons lá para os lados do Largo do Rato? Será que o PS está reduzido ao círculo mais restrito do 'socratismo'? Será que o PS está mesmo no bolso de José Sócrates, Augusto Santos Silva e Silva Pereira? Será que o PS do famoso antifascismo não sente vergonha por tudo aquilo que veio a público na última semana? O PS, o suposto pai da III República, não sente um incómodo frio e nervoso no estômago? Eu quero acreditar que sim. Eu quero acreditar que o PS, o verdadeiro, está incomodado. E, acima de tudo, eu quero acreditar que o bom PS tem a força e a vontade para derrotar o 'socratismo'. Agora. Já. Amanhã. Eu quero acreditar que, num canto escondido do Largo do Rato, há um Lincoln socialista com uma horda de better angels no seu ombro. Aparece, anjo bom do PS!

Meu caro anjo, para sair incólume desta crise, Sócrates só tinha duas hipóteses: ou dizia que o "Sol" e o "Correio da Manhã" fabricaram mentiras para o difamar, ou dizia que Paulo Penedos e Rui Pedro Soares mentiram quando colocaram o seu nome no meio da conspiração que atentou deliberadamente contra a liberdade de expressão. Sócrates não fez nada disto. Sócrates não desmentiu os factos. Repito: o primeiro-ministro de Portugal não desmentiu os factos. Sócrates atacou o "jornalismo de buraco de fechadura" (a nova versão do "jornalismo de sarjeta"), refugiou-se em formalismos legais (segredo de justiça), em fracos truques semânticos (conhecimento 'informal' vs. conhecimento 'formal') e na farsa da "conversa privada". Não, aquelas não são conversas privadas. A vida privada de um primeiro-ministro não contempla conspirações que visam controlar grupos de comunicação social. Ora, perante esta resposta inadequada do primeiro-ministro, o regime tem de forçar Sócrates a curvar-se perante a deusa que não tem tradução: accountability. Sócrates deve ser inquirido publicamente (no Parlamento, na ERC); Sócrates tem de ser confrontado com os factos que doem e com as contradições que desesperam o país: por que razão mentiu Sócrates ao parlamento sobre o caso PT/TVI (tal como noticiou este jornal logo no Verão)? Se não tinha conhecimento 'formal' do negócio PT/TVI, por que razão tinha Sócrates um conhecimento 'informal' do dito negócio? Se Sócrates não se deixar submeter a este rigoroso inquérito, então, alguém tem de demitir o primeiro-ministro. E seria bom que o PS fosse a fonte dessa tarefa. Aparece, anjo bom do PS!

Meu caro anjo, este PS 'socrático' não honra os pergaminhos do velho PS. Meu caro anjo, eu sinto medo quando constato que, perante a tua complacência, o meu país está nas mãos de três indivíduos que têm sérios problemas para compreender as regras de uma sociedade livre: Sócrates, Santos Silva e Silva Pereira. O país, a III República e o próprio PS estão reféns desta clique. Esta é uma situação intolerável, meu caro. O ar tornou-se sulfúrico, o chão está a ficar enlameado, e a água é pantanosa. E tudo isto aconteceu devido à tua inacção, caro anjo adormecido. Eu sei que a realidade está empestada por lúciferes das mais variadas espécies, mas também acredito que, em momentos de aflição, os better angels of our nature de Lincoln aparecem. Aparece, anjo bom!

Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Fevereiro de 2010

publicado por luzdequeijas às 11:42
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O NERVO ESSENCIAL

                 20 Fevereiro 2010 - 00h30

A voz da razão

Parabéns a vocês

Quando a oposição avisou que vinha aí uma comissão parlamentar, eu tremi. Quando acrescentou que a comissão parlamentar iria discutir a liberdade de expressão em Portugal, desmaiei. Discutir a ‘liberdade de expressão’, de tão absurdo e vago, significa não discutir nada de especial.
 

No limite, o exercício permite apenas números de pantomina, ajustes de contas e meras exibições de estados de alma, que não tocam no nervo essencial. E o nervo, convém lembrar, é conhecer as predações económicas do Estado nos órgãos de comunicação social, o primeiro passo para condicionar (e, em certos casos, eliminar) a proclamada ‘liberdade de expressão’.

Por outras palavras: o condicionamento da ‘liberdade de expressão’ será sempre um fim, e não um meio, de um poder político que não conhece os seus higiénicos limites. Sem separar as águas e definir, com rigor, o objecto da investigação, o resultado não podia ser outro: uma coisa pastosa e nula, que suja mais do que limpa. A oposição está de parabéns e o governo, como sempre, agradece.

João Pereira Coutinho, Colunista

publicado por luzdequeijas às 11:32
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VIDA fÁCIL NA POLÍTICA

20 Fevereiro 2010 - 00h30

Dia a dia

Conversa exemplar

Na escuta ontem divulgada pelo ‘Sol’ da conversa entre Paulo Penedos e o actual secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, a propósito da "pornográfica" proposta de apoio de Figo a Sócrates, a troco de um apoio "à razão de 250 mil euros", a resposta de Perestrello chega a ser ofensiva num país em que há mais de 560 mil desempregados oficiais e 700 mil desempregados reais, dos quais a maioria não recebe subsídio de desemprego.
 

Refere o então candidato à Câmara de Oeiras que o hipotético apoio de Figo a Sócrates "vale muitos votos. Essa m... dá muitos subsídios de desemprego". O secretário de Estado respondeu num comunicado em que se defende e diz que os termos da conversa estão absolutamente descontextualizados.

Mas comparar a pornografia de um contrato de uma vedeta futebolística, que recebe o dinheiro numa offshore, ao desespero diário de milhares de pessoas sem trabalho é indecoroso. Marcos Perestrello, como muitos outros políticos, em todos os partidos, é de uma geração de vida fácil para quem fez vida na política. Dos bancos da universidade e das Jotas saltaram para uma ascendente carreira. Nunca tiveram muito contacto com as dificuldades da vida real das outras pessoas. E a tragédia é que esta já é a estirpe de políticos dominante na democracia portuguesa.

 

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

publicado por luzdequeijas às 11:28
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A MANIPULAçÂO DA INFORMAÇÃO

A LAREIRA É A NOSSA TELEVISÃO

E era. O fogo proporcionava imagens fascinantes, de uma grande variedade. Mas entre a lareira e a televisão existia um abismo: a lareira favorecia a conversa, a presença da lareira estimula o espírito, enquanto a televisão monopoliza a atenção, mata as conversas, quebra a afectividade, gera a solidão.

A televisão estabelece uma relação unívoca entre espectador e o aparelho. Que seca tudo à sua volta.

JAS

publicado por luzdequeijas às 11:16
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

PAULO RANGEL É TEMIDO

RANGEL É O CANDIDATO MAIS TEMIDO POR PS E CDS

Na última reunião do Conselho Nacional, Rangel puxou mesmo dos galões, ao sublinhar que tem sido o candidato mais atacado pelo PS e que foi mesmo o único cuja candidatura suscitou reacção do primeiro-ministro. Isto porque o eurodeputado provocou a fúria dos socialistas com a sua recente intervenção no Parlamento Europeu sobre o alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.

Na reacção, José Sócrates acusou o social democrata de «fazer carreira política com base no radicalismo».

«Percebo muito bem que fazer essa declaração em Estrasburgo era o primeiro passo de uma candidatura», disse, na altura, o primeiro-ministro.

Mas na verdade a irritação do PS prende-se com o facto de os seus dirigentes acharem que a inesperada candidatura de Paulo Rangel foi encorajada pelos cavaquistas. Ou seja, o PS considera que Cavaco ficaria mais confortável para dissolver o Parlamento, caso a situação política se agravar, vendo Rangel à frente do PSD.

Já José Pedro Aguiar Branco merece elogios por parte dos socialistas, que  consideram «leal» a forma como tem dialogado com o PS, na qualidade de presidente do grupo parlamentar do PSD.

Mas tanto os socialistas como os centristas acreditam que o mais provável é Passos Coelho suceder a Ferreira Leite.

No CDS há quem reconheça que Paulo Rangel possa fazer «mais sombra» a Paulo Portas pelo seu estilo combativo e pelo tipo de discurso. Mas sublinha-se o facto de Rangel estar muito longe da capacidade de trabalho do líder do CDS no terreno. E enquanto Aguiar Branco, que também merece os maiores elogios dos centristas, dizem que «se arrisca a ser o João Soares do PSD».

SOL 

publicado por luzdequeijas às 23:20
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BEM PRECISAMOS ?

Celebrity branding? (2)

Arquivado em: Política, Portugal — BZ @ 17:39
 

Escuta de Junho de 2009, hoje publicada no semanário SOL:

Paulo Penedos, para Marcos Perestrello: Ele [Rui Pedro Soares] há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates e eu disse ‘boa e tal’, claro que é importante. E hoje ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano.

Luís Figo, ao Diário Económico (7.08.2009):

O Luís Figo é uma marca mundial. O país tem aproveitado bem essa marca?
Poderíamos ficar aqui horas a falar sobre isso… Eu tenho a sorte de praticar um desporto popular, que mobiliza milhões e que chega a todo o mundo, tenho também a sorte de ser conhecido em todo mundo, mas não falo no meu caso particular.

No seu entender, era desejável que o actual governo ganhasse as eleições legislativas?
A implementação de algumas opções políticas não se faz em quatro anos. As pessoas também têm a consciência que algumas das opções foram erradas, porque ninguém é perfeito, mas, havendo mais quatro anos de governação, esses eventuais erros podem ser corrigidos. Aliás, sou defensor de governos com dois mandatos para podermos avaliar a governação.

Fica claro em quem vai votar no dia 27 de Setembro…
Sempre votei em pessoas e não em partidos políticos. Eu vejo a energia de José Sócrates, a capacidade empreendedora, e espero que continue a ter essa capacidade de mobilizar o país. Bem precisamos!

Esta cronologia dos factos não ajuda (em termos mediáticos) o ex-futebolista. A melhor estratégia para desarmar algumas dúvidas seria recordar-nos outros momentos em que apoiou candidatos a cargos políticos, sem ter existido qualquer coincidência temporal com contratos publicitários de entidades “estatais”. Ou será que teve o infortúnio de só se envolver na discussão política após a reforma???

Leitura complementar: Celebrity branding

INSURGENTE

publicado por luzdequeijas às 23:06
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O PS SEGURA A MÃO DE SÓCRATES

O naufrágio
19 February 10 09:59 AM
Na semana passada li na imprensa uma frase terrível. A frase era de um pescador sobrevivente do naufrágio da traineira Delfim, ao largo da Costa da Caparica, num destes dias de mau tempo que têm marcado um Inverno especialmente rigoroso. Uma onda gigantesca foi ao encontro da embarcação, esta virou-se, os pescadores ficaram debaixo, um desapareceu logo, outros dois deram as mãos.
Um destes, de nome Pedro, tinha 25 anos; o outro, 62.
Ao fim de uma hora e tal, o mais velho morreu. E sobre o que depois se passou, Pedro disse a seguinte frase:
– Senti que ele estava morto mas não lhe larguei a mão, para não ficar sozinho.
Esta frase ficou a matraquear-me o espírito. «Não lhe larguei a mão para não ficar sozinho». Para aquele homem perdido no mar, a companhia de um morto era preferível à solidão.

SOL -  JAS

publicado por luzdequeijas às 22:55
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ALTAS INSTÂNCIAS JUDICIAIS

Até agora, e por junto, a defesa das decisões judiciais em causa (mas só as das mais altas instâncias) tem-se resumido ao... poder político.

Primeiro, foi o ministro da Justiça – certamente esquecido do que o actual primeiro-ministro, ele próprio (Alberto Martins) e tantos camaradas do PS_disseram no tempo em que Souto de Moura era procurador-geral da República e Rui Teixeira tinha em mãos o caso Casa Pia – que veio assumir a inatacabilidade das mais altas instâncias judiciais.

Depois foi o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que veio afirmar que o caso das escutas ao primeiro-ministro estava arquivado pelas autoridades judiciais competentes, que ouviram «na íntegra e na totalidade» as referidas escutas.

Ora, se Pinto Monteiro se tem embrulhado nas escutas que ouviu ou deixou de ouvir, Noronha Nascimento disse alto e bom som que só viu uma dúzia de conversas e mensagens.

Entendamo-nos: as únicas autoridades competentes que ouviram e viram tudo, «na íntegra e na totalidade», foram os magistrados de Aveiro. Que concluíram o que concluíram.

SOL - MRamires

 

publicado por luzdequeijas às 22:43
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ARGUMENTO DISCUTÍVEL

Para lá disto, a RTP  ‘dispensou’ Marcelo Rebelo de Sousa, com a justificação de que deixava de ter o ‘contrapeso’ de António Vitorino – o que é um argumento discutível, visto que o programa de Marcelo era anterior ao de Vitorino e sempre teve existência autónoma.

Paralelamente, foram aliciados antigos jornalistas ou pessoas com ligações aos media, como o bastonário dos advogados, Marinho Pinto, o ex-director da SIC Emídio Rangel ou o ex-presidente da RTP João Carlos Silva.

Neste aspecto, o caso de Marinho Pinto é o mais chocante, pois passou de acérrimo defensor do 4.º poder, quando era jornalista, a cão de fila do poder político.

Para se proteger, o Governo contratou ainda prestigiados advogados, como Proença de Carvalho e José Miguel Júdice, que em diferentes ocasiões têm saído em defesa do primeiro-ministro.

SOL - José António Saraiva 

publicado por luzdequeijas às 22:36
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PROFUSÃO DE DECLARAÇÕES PÚBLICAS

Sócrates deve acreditar que a profusão de declarações públicas em sua defesa, em jeito de desfile carnavalesco, é suficiente para lhe garantir a honorabilidade e a credibilidade (definitivamente) abaladas pelo caso Face Oculta e pelas escutas que vão sendo conhecidas – e que se somam aos outros casos, em que esteve envolvido, com contornos nunca plenamente esclarecidos.

Engana-se. As declarações solidárias dos socialistas valem-_-lhe tanto como valeram a Rui Pedro Soares os elogios que recebeu após ter renunciado ao cargo de administrador-executivo da PT. Ou seja, nada.

E as prolixas declarações do presidente do Supremo e do procurador-geral da República – com todas as contradições de que enfermam – também não o ilibam aos olhos da opinião pública.

SOL  - M. RAMIRES 

 

publicado por luzdequeijas às 22:32
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