Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

OS ÌNDIOS DA MEIA-PRAIA

PIOR A EMENDA QUE O SONETO 

 

Com Golden share ou sem golden share, era difícil acreditar que o primeiro-ministro desconhecesse, como disse no Parlamento, o negócio entre a PT e a Media Capital. O país é pequeno, a entrada num canal de televisão tem um enorme impacto e nenhum administrador das empresas em causa ignorava o conflito entre Sócrates e a TVI. Além disso, na improvável ausência de comunicação institucional, o que não falta na PT e na PRISA, detentora da Media Capital, são socialistas bem colocados para passarem essa informação ao Governo, ou pela via portuguesa  ou pela via espanhola. Manuela Ferreira Leite tinha, pois, bons motivos para desmentir Sócrates, ainda que todos possamos interrogar-nos sobre quantas "mentiras" destas - invocar desconhecimento daquilo que se conhece perfeitamente -  não foram já ditas, em circunstâncias idênticas, pelos políticos mais circunspectos. Quanto à tese de que a operação da PT visava o director-geral da TVI, ela não teria produzido melhor efeito se tivesse sido lançada pelo próprio para mentir e eventualmente reforçar a sua posição na empresa. Aliás, em vários momentos do seu longo percurso como director, na RTP e na TVI, José Eduardo Moniz fez prova de grande habilidade na gestão de situações em que se sente ameaçado, ou em que lhe interessa fazê-lo crer. O facto de ter vindo a publico dizer que apoiava o negócio supostamente concebido para o derrubar mais dúvidas levantava sobre a verosimilhança das suspeitas sobre a iniciativa da PT.

Uma coisa é imaginar-se que Sócrates adoraria desalojar os responsáveis pelo "Jornal Nacional" das sextas-feiras. O próprio tem dificuldade em escondê-lo, como se viu na quarta-feira com a excitadíssima resposta ao deputado Diogo Feio sobre a linha editorial da TVI. Outra coisa era admitir-se que, a três meses de eleições, uma empresa privada como a PT, embora com Golden Share do Estado, se prestasse a colaborar num plano tão tosco para servir de instrumento de vingança a um primeiro-ministro que, dentro de três meses, pode até já nem estar no cargo. Quem ouviu Zeinal Bava na RTP percebeu que ele falasse em insulto. E, no entanto, o desfecho do caso, com o primeiro-ministro a travar, em nome da transparência e da liberdade editorial, um negócio que podia ter abortado antes, se estivesse realmente preocupado com a transparência, só contribuiu para reforçar as mais graves suspeitas. A emenda saiu-lhe ainda pior do que o soneto. Manuela Ferreira Leite bem pode sorrir de novo.

Expresso   27-06-2009

publicado por luzdequeijas às 21:06
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ARROGÂNCIA FATAL

 

 

 

Junho 29, 2009

a arrogância fatal

Arquivar em: Diversos — ruialbuquerque @ 15:54
 

Uma das mais notáveis características do pensamento socialista é a sua absoluta falta de humildade. O socialismo tem, para tudo, solução. E quando o problema é de natureza económica, a solução é sempre a mesma: o aumento da despesa pública.

Este documento subscrito por um grupo numeroso de economistas portugueses não traz, por isso, nada de novo. Apesar de nele se reclamar a urgência de “uma nova política económica e financeira”, baseada no investimento público como fonte criadora de riqueza e de emprego, cabe aqui perguntar o que andaram a fazer os governos socialistas e de orientação keynesiana nas últimas décadas.Em Portugal, por exemplo, essa estratégia foi seguida por Aníbal Cavaco Silva, um keynesiano assumido, cujos governos ficaram célebres pelas políticas do betão e dos grandes investimentos em obras públicas. Foi seguida por António Guterres, que investiu fortemente em políticas ditas sociais, tais como o rendimento mínimo, o ensino público (a “paixão pela educação”, lembram-se?), o serviço nacional de saúde, a reforma da segurança social estatal, os IC’s, etc.. Não foi abandonado por Durão Barroso, num governo que durou pouco tempo e que manteve inalterável toda a estrutura do Estado Social. E foi o programa de governo de José Sócrates, com o qual ele tentou criar cento e cinquenta mil novos postos de trabalho, que obviamente não conseguiu.

Ou será que não foi assim? Ou será que António Guterres e José Sócrates não governaram à esquerda? Ou que Cavaco Silva não fez do investimento público a marca da sua governação? Ou que o estado português não continua a consumir mais de 50% do PIB nas despesas que decide politicamente e que considera prioritárias?

Imaginar que a crise portuguesa é resultado de “especulação financeira” (em Portugal?), de “mercados mal regulados” (se falarmos do mercado português, onde tudo é regulado ao mais ínfimo pormenor, só se for certamente por excesso de regulação), ou por “escassa capacidade política” (não será seguramente do legislador português) é partir de um mundo irreal, que não corresponde àquele em que vivemos.

Há, talvez, uma passagem no documento que nos pode ajudar a perceber o equívoco, quando os seus subscritores dizem que estamos perante uma “quebra conjuntural da procura privada”. É que ela já não é “conjuntural”, mas estrutural. Por outras palavras: a economia privada está falida, as empresas e as pessoas não têm dinheiro, e, por isso, não são capazes de investir capitais que não têm, que não conseguem acumular, tornando-se consequentemente incapazes de gerar riqueza e emprego. A explicação talvez seja mais simples do que parece: é que a economia pública, na qual temos vivido nas últimas décadas, vive dos recursos gerados pela economia privada. Em si mesma não produz nada, não cria coisa nenhuma, a não ser trabalho temporário e ilusões estatísticas. Sendo os recursos económicos limitados, se o estado os vai retirar aos cidadãos e às empresas, estes ficam sem eles e vão naturalmente empobrecendo. É esse o problema da economia portuguesa: a sua quase inexistência.

publicado por luzdequeijas às 16:08
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NADA A PERDER

O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM NADA A PERDER, SÓ EM A GANHAR, EM DAR NOVA LIÇÃO A ESTE SENHOR QUE NOS TEM ENGANADO A TODOS.

 

 

 

 

 

 

 

Novamente o que mais impressionou na entrevista de ontem de Manuela Ferreira Leite, e serviu bem o contraste com a entrevista de Sócrates na semana anterior, foi algo que não é nada despiciendo num governante: a senhora sabe o que se passa pelo país e as suas vulnerabilidades, ao contrário do PM que vive e propagandeia um oásis de tecnologia e modernidade e criancinhas que já falam inglês que, obviamente, ninguém reconhece como sendo Portugal. Manuela bem chamou a atenção para isto quando afirmou que o PM nem por uma vez, na sua entrevista, pronunciou aquilo que, claro, condiciona todas as políticas que se podem propor: o endividamento nacional.

A aposta de Manuela Ferreira Leite nas PMEs (algo que já vem do Outono passado e que me parece uma grande e salutar divergência com o PS) é fundamental: centra o discurso onde ele deve estar (no que constitui a maioria do tecido produtor de riqueza e emprego em Portugal, e não em investimentos públicos faraónicos a mando do Estado) como não se concretizam em dar um dinheirinhos caridosos às ditas PMEs, do jogo de tira-e-volta-a-dar-mas-só-a-quem-queremos que são os subsídios ou créditos bonificados deste governo, mas facilitar-lhes a gestão das finanças através de medidas como o encontro de contas entre empresas e estado, o pagamento de IVA aquando do recebimento e não da facturação ou o pagamento das dívidas do Estado às empresas.

Sobre os investimentos públicos MFL esteve muito bem e desmascarou o bluff deste governo quando reconheceu que até poderia valer a pena pagar indemnizações a empresas em vez de seguir com a obra do TGV. Esteve ainda melhor na negociata da PT para comprar a TVI e a impossibilidade de o titular da golden share – governo – não saber o que se passa na PT.

Uma nota final. Manuela, perante a mesma Ana Lourenço caladinha e dócil, foi incisiva, sorriu, gesticulou. Prova-se: a Ana Lourenço e o seu estilo tranquilo não são os culpados do PM soporífero e melancólico que apareceu na semana passada num écran perto de si; foi mesmo teste de um novo estilo primeiro-ministeriável – e pelo saltinhos e alterações virulentas e violentas do fácies que o PM ontem exibiu na AR, já entenderam que o teste não correu bem.

 

 

 

Arquivar em: Diversos — Maria João Marques @ 11:53
publicado por luzdequeijas às 15:32
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"PORTUGAL MORREU"

                                                                  
 
29 Junho 2009 - 09h00

Estado do Sítio

Offshore socialista

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.

Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.

Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.

Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.

Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 

publicado por luzdequeijas às 12:33
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Domingo, 28 de Junho de 2009

CONSUMO E DESPERDÍCIO

120 litros de água por dia para cada português

 

Parte de leão é para o autoclismo. O banho e a lavagem da roupa. Mas há maneiras de reduzir o gasto sem prejuízo da qualidade de vida

 

Cada português gasta em média 120 litros de água por dia, grande parte - 80%, ou seja, 96 litros - nas descargas do autoclismo, no banho e lavagem da roupa. Mesmo se a Europa não é o caso mais preocupante de escassez hídrica a nível mundial, os países ibéricos têm tido as suas disputas em torno da água, nomeadamente daquela que corre em rios comuns apetecíveis a transvases do outro lado da fronteira. Os alertas da ONU multiplicam-se: às guerras para determinar quem controla as zonas de produção de petróleo vão suceder-se, ainda neste século, as guerras pelo acesso à água potável, cada vez mais escassa. O caso é sério e o tempo é de poupança - de recursos hídricos e de dinheiro.

Basta carregar no botão.`É simples. Mas também sai caro, além de ser ambientalmente insustentável, o hábito de fazer da sanita caixote do lixo. Não é. Reconhecê-lo é o primeiro passo para evitar descargas desnecessárias - cada descarga representa entre sete e dez litros de água. Para despistar eventuais fugas no autoclismo, que podem representar um gasto de 400 litros diários - 80 garrafões de cinco litros - , nada como deitar um corante alimentar no depósito, aguardar um quarto de hora e verificar se começa a aparecer água colorida na sanita, prova da existência de fuga. Sobre o banho, já muitas vezes se disse que deve substituir-se o de imersão pelo duche, sem esquecer fechar a torneira durante o ensaboamento. recolher num balde ou num garrafão a água que sai do chuveiro enquanto não atinge a temperatura desejada é também um gesto de poupança. Esta água, que não é assim tão pouca, pode depois ser usada em limpezas, rega ou para substituir a do depósito do autoclismo. Instalar um chuveiro economizador garante, à partida, uma redução de consumo de 40 por cento.

Para cada lavagem de roupa na máquina é necessário, em média, uma centena de litros de água, facto que justifica a recomendação de usá-la apenas com carga completa. O mesmo em relação à de lavar louça. Quem lava a louça à mão, saiba que é preferível encher o lava-louças em vez de manter a água corrente. Daquela maneira será possível reduzir o consumo em 34 por cento.

Isabel Ramos

 

 

NOTA - Este será um dos maiores problemas deste século. Nas escolas a sensibilização para este facto, teria tanta ou mais justificação que a famosa "Educação Sexual", ou distribuição de preservativos. Todo o ordenamento do território, deveria ter este aspecto (escassez da água potável) sempre bem presente.

publicado por luzdequeijas às 21:43
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PODRIDÃO

Pântanos

11/02/09 00:01 | João Paulo Guerra 

 

O general Garcia Leandro, na qualidade de presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo - OSCOT, deu a entender que a criminalidade económica-financeira "eclodiu" no final do ano passado pelo que vai ser a grande revelação da terceira exposição do Observatório, depois de análises anteriores terem detectado e quantificado a criminalidade violenta e o crime contra o património.

 

A verdade é que a criminalidade económico-financeira é tão antiga que é mesmo anterior à velha moda dos colarinhos brancos. Em Portugal é antiquíssima e hoje será difícil aos limnólogos localizarem as origens exactas do pântano português.

É verdade que quem primeiro falou no pântano foi o engenheiro António Guterres. Disse em 2001, depois de perder as autárquicas, que se ia embora para evitar o pântano. Mas se algumas pantanosas figuras vêm dos tempos de Guterres, não é menos verdade que se revelam hoje paludosas criaturas anteriormente empantanadas, se não com a fama pelo menos com largo proveito. O pântano é riquíssimo em nutrientes e tem muitas outras vantagens: não passa nem exige facturas, não cobra IVA, não faz retenções nem pagamentos por conta, é discreto, surdo e mudo, não deixa rasto e tem canais de drenagem para ‘off-shores' pelo sistema de vasos comunicantes.

 

Claro que a podridão não será boa vizinhança. Mas, por definição, podridão é o estado do que é podre. Diferente será o podre do que é Estado e esse nem sequer tem cheiro. Pelo menos, as polícias e o Ministério Público por mais que cheirem não farejam nada que se veja. Quando muito, detectam alguma ventosidade que se ouça. Mas nesse caso há sempre a hipótese de as escutas serem consideradas inconstitucionais.

jpguerra@economicasgps.com

 

publicado por luzdequeijas às 21:37
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HÁ FOGOS ?

A sensação de qualquer português é a de que ainda não houve fogos este ano ! Porque será ?

 

 Quatro vezes mais do que o mesmo periodo do ano passado

Incêndios: Área ardida já atingiu valores registados em todo o ano de 2008 
28.06.2009 - 09h29 Lusa
A área ardida em Portugal atingiu nos primeiros seis meses do ano valores idênticos a todo o ano de 2008, cerca de 17 200 hectares, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN).

O relatório provisório de incêndios florestais, disponível na página da Internet da AFN, mostra que entre 01 de Janeiro e 15 de Junho arderam 17 262 hectares (ha), entre povoamentos (4 612 ha) e matos (12 650 ha), área semelhante à devastada pelas chamas em todo o ano de 2008, quando foram consumidos 17 244 ha. Segundo os dados, a área ardida até 15 de Junho mais do que quadruplicou face ao mesmo período do ano passado, quando arderam 4 251 hectares.

As ocorrências também aumentaram, tendo subido 88 por cento relativamente a período idêntico do ano passado, mas longe das 13 832 ocorrências verificadas em todo o ano de 2008.

De 01 a 15 de Junho deste ano registaram-se 6 981 ocorrências (2 129 incêndios florestais e 4 852 fogachos), de acordo com o relatório.

O histórico, entre 1999 e 2009, mostra que até 15 de Junho o total registado em ocorrências e área ardida é superior ao verificado no mesmo período de anos anteriores, à excepção de 2005, quando ocorreram 10 662 ocorrências que afectaram 20 575 hectares, adianta o documento da AFN.

Os dados mostram, igualmente, que Março foi o mês com o maior número de ocorrências (3 644) e área ardida (13 060), bem com em reacendimentos (181), correspondendo a área ardida a 76 por cento do total do ano.

De acordo com o documento, Vila Real é o distrito com maior área ardida, tendo sido consumidos 4 273 hectares, seguido de Bragança (2 946 ha) e Braga (2 943 ha).

Por sua vez, o maior número de ocorrências verificou-se no Porto, distrito "fortemente influenciado pelo elevado número de fogachos", que afectaram áreas inferiores a um hectare.

Distritos como Vila Real, Viseu e Bragança também apresentam um total de ocorrências elevado, sendo que Vila Real é o único que regista um número de incêndios florestais superior a fogachos, cujo significado é o aumento da área ardida, diz o relatório.

Segundo os dados provisórios, até 15 de Junho registaram-se 20 grandes incêndios (com uma área afectada igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 31 por cento da totalidade de hectares queimados.



publicado por luzdequeijas às 18:14
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DUAS CARAS

 

 

 

quarta-feira, 17 de Junho de 2009 | 15:45

País «cansado da arrogância» de Sócrates, diz Paulo Portas


O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o Governo falhou nas políticas e apontou ao primeiro-ministro, José Sócrates, «erros de fundo», considerando que os portugueses se cansaram «da arrogância».

Na apresentação da moção de censura ao Executivo, o líder do CDS-PP justificou a iniciativa para «dar voz» a quem censurou o Governo «no país e nas urnas» e apontou «erros de política, que não são de comunicação, são de fundo».

No final da sua intervenção, Portas acusou o primeiro-ministro de «estar a inventar à pressa uma personalidade» depois de ter começado a legislatura como «animal feroz».

«Apresentou-se como animal feroz, agora está à pressa a inventar personalidade português suave, modesto e humilde. Não cola consigo. Um português suave modesto humilde chamado José Sócrates pode ser um alívio mas não é solução», referiu.

Portas considerou que José Sócrates perdeu as eleições europeias também por causa da arrogância, dando como exemplo «uma atitude de quem se permite, em relação aos sectores produtivos, desprezar compromissos».

«O país cansou-se dessa arrogância que não é uma questão de forma, é de essência. O país cansou-se do excesso de propaganda e do défice de autenticidade», afirmou Paulo Portas.

No entando os socialistas podiam ter apresentado «uma moção de confiança» e não o fizeram «por timidez», Paulo Portas insistiu na ideia de que os portugueses «estão cansados» da política e do estilo de José Sócrates.

«Os portugueses estão cansados deste tipo de política. O problema não é de comunicação, excesso de comunicação tiveram os portugueses, mas tiveram um défice de governação», disse.

Diário Digital / Lusa

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:59
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Sábado, 27 de Junho de 2009

HELP !!!

 

 

 
28 Junho 2009 - 00h30

A Voz da Razão

O país das maravilhas

Na passada quarta, o primeiro-ministro garantiu aos portugueses que nada sabia sobre o negócio PT/TVI. A declaração no Parlamento já roçava o inacreditável: detentor de uma ‘golden share’ na PT, e tendo a Caixa Geral de Depósitos como uma das accionistas, era preciso viver dentro de uma caverna, isolado do mundo e dos homens, para que o eng. Sócrates pudesse alegar desconhecimento.

Ontem, pelo ‘Expresso’, o pormenor que faltava: o governo conhecia o negócio há, pelo menos, seis meses. No momento em que escrevo, não houve ainda desmentido da notícia, o que permite concluir duas coisas. Primeiro, que o primeiro-ministro terá mentido. E, segundo, que a mentira pública de um primeiro-ministro não perturba um único cristão. Portugal não existe. O que existe é um país das maravilhas.

João Pereira Coutinho, Colunista do CM   28-06-2009

publicado por luzdequeijas às 22:24
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"Sancho Pança"

 

( .... )As próximas eleições ameaçam transformar-se num referendo ao TGV ("Sim" do PS versus "não " do PSD). Isso é muito poucochinho. Temos de colocar questões realmente estratégicas -como Sines - em cima da mesa. Pensar Portugal sem mencionar Sines é como pensar a Holanda sem referir Roterdão. O porto de Sines é o maior porto de águas profundas da Europa. Este porto mui alentejano pode competir com as "Roterdões" lá de cima. Para um navio oriundo da América ou da Ásia, Sines fica mais à mão do que Roterdão. Quando pensamos nisso, percebemos que a importância de Sines é incomensuravelmente superior à do TGV.

O projecto do TGV tem uma lógica defensiva, típica do Portugal pequenino que tem medo de parecer periférico aos olhos da Dona Europa. No fundo, a defesa do TGV assenta neste argumento medroso: "Temos de levar Portugal até à Europa". Meus caros, já chega deste Portugal. Precisamos de pensar de forma ofensiva. Temos de fazer com que a Europa venha até nós, usando Sines para esse efeito. O porto de Sines pode ser a porta da Europa. Neste sentido, seria mais inteligente apostar num comboio de mercadorias de "Velocidade Alta" (uma espécie de Alfa operário) que ligasse Sines a Madrid. Esta "Velocidade Alta" de mercadorias seria mais útil do que a "Alta Velocidade" de passageiros entre Lisboa e Madrid. O TGV é uma mania sem valor acrescentado. O comboio operário entre Sines e Madrid, isso sim, é uma mais-valia estratégica, que pode colocar Sines no centro da Europa. E, já agora, convinha reinvestir no aeroporto de Beja, que poderia funcionar como o Sancho Pança aéreo do nosso D. Quixote marítimo, o porto de Sines.

Expresso -   27-06-2009  Henrique Raposo. 

publicado por luzdequeijas às 21:28
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SOU CLASSE MÉDIA

  

 SÓCRATES PENSA NO VOTO DA CLASSE MÉDIA ! Porque não fica ele com os votos dos GAYS e dos banqueiros ?

 

A MANTA DE SÓCRATES

 

Na entrevista à SIC e no último debate mensal José Sócrates tentou seduzir a esquerda do PS, os professores e os jovens, concentrando-se nas questões sociais, nos "costumes" e na educação.  Quer, nesta fase de pré-campanha, recuperar parte do voto que perdeu para o Bloco de Esquerda. Faz sentido. Já não estamos a falar, como no passado, de um ou dois por cento. Se antes as eleições se ganhavam apenas ao centro, agora ganham-se ou perdem-se também à esquerda. Mas a preocupação com o Bloco não se fica pelo curto prazo. O BE roubou ao PS o seu eleitorado "natural". Sem ele, não bastará aos socialistas baterem-se pelo voto eternamente indeciso do centro. Têm de captar os eleitores de centro-direita, afastando-se ainda mais do seu ponto de partida. E, mesmo vencendo as eleições, terão na pressão do Bloco um elemento de permanente instabilidade.

Apesar de perceber a táctica, parece-me que Sócrates não está a ver o retrato completo de todos os seus problemas. Não chega aos 10 por cento com voto jovem urbano e de professores. Basta analisar com atenção os resultados das últimas europeias para o perceber. O BE entrou no voto popular do PS. E, para esse, os números de última hora terão pouco efeito. É gente que está muito zangada.

O primeiro-ministro está num beco sem saída: se se vira para o voto do centro perde à esquerda sem ter a certeza de ganhar qualquer coisa; se se vira para a esquerda não ganha à direita e provavelmente não consegue recuperar o suficiente para vencer. Se puxa a manta para os ombros destapa os pés. Basicamente, resta a Sócrates fazer figas para que Ferreira Leite se espalhe ou para que, pelo menos, não mobilize. Isto, partindo do princípio que na abstenção das europeias está escondido muito voto PS. As coisas não estão fáceis e Sócrates pouco pode fazer. Não se mudam quatro anos em dois meses.

Expresso- Daniel Oliveira    27-06-2009

publicado por luzdequeijas às 15:56
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TRABALHO INFANTIL

 

 

 
 
 
 
 
Trabalho infantil tem novas formas em
 
Portugal e "inspecção não funciona" 
11.06.2009 - 12h05
A fiscalização sobre o trabalho de crianças em Portugal não funciona "tão bem como deveria", principalmente em relação às novas formas de exploração infantil, como é o caso do chamado "trabalho artístico", considera a Confederação Nacional de Acção Sobre o Trabalho Infantil.

Em declarações à Lusa a propósito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que se assinala amanhã, a presidente da Confederação (CNASTI), Ana Maria Mesquita, explicou que o número de casos e as condições em que este fenómeno ocorre em Portugal são "substancialmente diferentes" do que acontecia até aos anos de 1990, altura em que ainda correspondia a uma "chaga".

"Não podemos dizer que esse trabalho se extinguiu. Encontramos o trabalho infantil no meio artístico e há também muitas crianças que trabalham na agricultura familiar, mas não pondo em causa a escola. O esforço é maior, mas acho que a escola não sofre com isso", afirmou.

Para esta alteração do fenómeno em Portugal contribuiu o Programa para a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (PETI), um plano governamental iniciado em 1998 e actualmente numa situação "pouco clara em termos de organização".

"Devia ser clarificada, porque o PETI permitiu um trabalho importantíssimo para combater o trabalho infantil e fazer voltar à escola crianças que a tinham abandonado. Há necessidade de se continuar a fazer este trabalho nos próximos anos, mesmo nesta situação de uma nova escolaridade, até ao 12º", defendeu Ana Maria Mesquita.

Segundo a responsável, as mudanças registadas desde há cinco anos, quando o insucesso escolar ainda "causava alguma preocupação, também não devem motivar o abandono da fiscalização".

Embora com pouca frequência, a CNASTI recebe denúncias de situações em que a legislação não é respeitada, como o número de horas de trabalho dos mais novos, e reporta-as de imediato ao Ministério do Trabalho.

Questionada sobre a eficácia da fiscalização no mundo do espectáculo, Ana Maria Mesquita diz que o controlo "não funciona tão bem como deveria" e é por vezes condicionado pela dimensão e pela "grande influência" das empresas que contratam os mais novos.

Ainda assim, a presidente da confederação sublinha que "os pais continuam a ser os grandes educadores" e, por isso, devem estar atentos para evitar que os filhos sejam vítimas de qualquer abuso profissional.

Além disso, é fundamental que meçam as consequências da exposição dos filhos e não esqueçam que o mediatismo não é o mais importante, até porque pode ser muito efémero.

"Ninguém ama mais os filhos do que os pais, mas às vezes estes não pensam em todas as dimensões deste tipo de trabalho, entusiasmam-se com o aparecimento nas revistas e na televisão e é preciso não esquecer a outra vertente, a das consequências que isso pode ter para as crianças quando assim não for", referiu a responsável.

A CNASTI vai assinalar o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil mais tarde, no dia 27, com a organização de uma assembleia de crianças e jovens em Barcelos, onde serão discutidos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas.

 

publicado por luzdequeijas às 15:25
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AVALIAÇÃO ERRADA

 

 

 

Publicado por: profpardal | Junho 18, 2009

Sócrates e a estratégia de angariação de votos…

“Foi errado fazer uma avaliação dos professores tão exigente” 2009-06-18 H.C. Durante a tarde, à margem do debate da moção de censura apresentada pelo CDS, o primeiro-ministro assumiu o primeiro erro da governação: a fraca aposta no sector cultural. À noite, em entrevista à SIC, José Sócrates reafirmou esse erro e admitiu outros dois: a ideia de que o Executivo fazia reformas contra algumas classes sociais e o modelo de avaliação dos professores, demasiado exigente. “Um dos erros que cometemos foi deixarmos instalar a ideia de que, quando fazíamos reformas ao serviço do interesse geral, agíamos contra algumas classes sociais. Claro está que o Governo não age contra classes sociais”, declarou José Sócrates, especificando que se referia, por exemplo, aos juízes e aos professores. Foi precisamente no sector do Ensino que o primeiro-ministro reconheceu outra falha. “Gostaríamos de não termos cometido o erro de apresentar uma avaliação (dos professores) tão exigente, tão complexa, tão burocrática”, afirmou, embora vincasse que “os sindicatos também deviam meter as mãos à consciência. Apesar de assegurar que, no sector da Educação, foram tomadas “as reformas necessárias”, José Sócrates já não garantiu se manterá a ministra da Educação, caso ganhe as eleições legislativas. “Quanto ao futuro Governo, não me quero comprometer com nada. Um futuro Governo será um novo Governo, com novas responsabilidades”, afirmou apenas. Numa entrevista de uma hora, Sócrates, num tom menos crispado do que o habitual, num tom mais suave, desdobrou-se em explicações sobre as medidas do Governo e tentou marcar a diferença com o PSD, que acusou de querer privatizar a Segurança Social e de ser contra os investimentos públicos, como o TGV, cuja aposta Sócrates mantém. “Tomar a decisão da adjudicação em Agosto ou Outubro não altera nada. Quem ganhar as eleições decidirá”, alegou. Não resistiu a mandar algumas farpas a Manuela Ferreira Leite, mas já se recusou atacar Dias Loureiro pelo envolvimento no caso BPN. Preferiu apontar o dedo à atitude “criminosa” do ex-administrador Oliveira e Costa e apoiar Constâncio: “A supervisão falhou em todo o mundo. Só aqui é que se ataca o governador”. Sócrates defendeu, assim, a nacionalização do BPN, considerando que se o banco abrisse falência abalaria a confiança no sistema bancário. “Era um risco que não podíamos correr”, afirmou. Com o BPP, o caso já era diferente: “Aceitámos que aquele banco podia falir, desaparecer, mas era uma morte assistida, controlada”. Declarando-se “satisfeito” consigo próprio, Sócrates reafirmou o objectivo de renovar a maioria absoluta. E recusou coligações. “O objectivo do PS é fazer uma coligação com o país”, rematou.

 

In: jn

 



 

publicado por luzdequeijas às 14:01
 

 

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ENRIQUECER A EDUCAÇÃO ?

 

 

 Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Sócrates e a Educação

 
No texto que hoje deixei no Tempo, Em jeito de encenação artística, referi-me à entrevista do primeiro ministro feita à Sic, na segunda-feira passada. Comentei encenações. Queria, depois, referir-me ao que ele disse acerca da Educação. Faltou-me, porém, o tempo, e prometi voltar ao tema. Ora vamos lá, pois então!
Esperava-se que o primeiro ministro, José Sócrates, enfrentasse com coragem e clareza as mudanças mais sensíveis, que estão a acontecer no sistema educativo, de forma muito casuística, de forma muito empírica, de forma desarticulada, de forma muito apressada, de forma incompreensível - uma grande trapalhada. Mas não.
Ele passou pela Educação como gato sobre brasas. Misturou os chavões já gastos, que usa nesta área sensível, em todo o lugar que fala, mas não ousou esclarecer nada, fugindo sempre às questões, para evitar a polémica. Mas, nesta parte da entrevista, o seu discurso ensaiado não saiu tão fluído, embora ele tenha enumerado algumas das suas medidas heróicas, sempre sempre acertadas, deixando nas entrelinhas que, se alguma coisa está mal, a culpa é dos professores, transformados, por ele e pela ministra dele, em bodes expiatórios.
Entre as medidas heróicas, tiradas da sua cartola, referiu, de forma apressada e vaga, as aulas de substituição, as colocações por três anos, a avaliação dos professores, a nova gestão escolar, a introdução generalizada do Inglês no primeiro ciclo, o novo e original sucesso escolar, que já está garantido. Misturou todas as coisas, não esclarecendo nada do que urgia esclarecer.
Quanto às aulas de substituição, esqueceu-se de dizer que, mais que de substituição, elas são de ocupação, e que não são aulas a sério - a não ser para quem vive fora da realidade -, e que são uma daquelas coisas para entreter os alunos, fingindo que é a sério, e para enganar os pais, pensando que seus filhos, assim, não ficam sem aula.
As colocações por três anos são uma questão de sorte ou azar, e não um bem só por si – perguntem aos professores que durante esses três anos têm de percorrer umas centenas de quilómetros, ou alugar nova casa, ou separar-se dos seus. Mas colocar-lhe estas questões seria quase ofendê-lo, que tudo o que ele faz é bem.
Quanto ao processo de avaliação dos professores, que ele teima ser já para este ano, esqueceu-se de dizer que ele é um processo caótico, sem instrumentos de registo, sem parâmetros perceptíveis, com prazos impraticáveis, sem se saber bem o que se avalia, nem quem avalia quem, nem qual é a competência que o primeiro quem tem ( ver texto Contra a prepotência).
Quanto à nova-futura gestão escolar, ela acaba de um golpe só com a gestão democrática, agora demonizada, angelizando-se à partida, e de forma muito acrítica, a que se lhe vai seguir. Mas ninguém ainda falou no modo de prevenir que essa nova gestão se venha a transformar em partidarização das escolas, com comissários políticos, por nomeação escolhidos, que serão avaliadores. Sempre serão mais uns lugarzitos, não é?
Eu sei que o Inglês é importante. Mas não tem a importância primeira. Muito mais que o Inglês é, para nós, o ensino do Português e da Literatura Portuguesa (com que já se está a acabar). Mas disseram ao primeiro ministro que o Inglês é que era, e ele - pelo fino Inglês que fala, e pela experiência que tem em exames de Inglês Técnico -, também acha que é.
Quanto ao sucesso escolar, é verdade que aumentou. Aumentou, e de que modo. E vai aumentar muito mais. E já mesmo neste ano. Isso vo-lo garanto. E com os novos critérios de avaliação de alunos e professores, isso então é que vai ser. Que se chegue ao secundário, e até à universidade, sem se saber ler ou escrever, isso é de pouca monta.
Para o primeiro ministro, que se assina José Sócrates - os seus dois primeiros nomes -, em jeito de nome artístico, o que interessa é o sucesso, o sucesso estatístico, que ele irá perseguir até chegar pelo menos aos 100%.
O que lhe interessa é o sucesso. O sucesso a qualquer preço. O sucesso estatístico. Nem que seja de mentira.
O que interessa é o diploma. Seja de que modo for.
É o que Sócrates pensa.
E ele sabe bem por quê.
 

3 comentários:

publicado por luzdequeijas às 12:33
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GOVERNAÇÃO FALHADA

 

 

Em 2005 José Sócrates disse, em voz grave, que 7,1% de desemprego eram "a marca de uma governação falhada". Tinha razão. Acontece que desde então até à crise internacional começar, o desemprego subiu e nunca mais se aproximou daquele valor. Olhando para o défice, Sócrates explica-nos que o que se fez antes de vir a crise permitiu ter folga para agora a poder combater. Não teve o mesmo raciocínio em relação ao emprego. E quando a crise rebentou havia muito mais desempregados do que no início do mandato. Assim, e não apenas através da crise internacional, se explicam as previsões de 11% para o ano que vem. A obsessão do défice e a falta de estratégia económica deixaram o país desprotegido.

Sempre que pensamos em desemprego pensamos na sua dimemsão financeira: dificuldades nas famílias e despesas acrescidas para o Estado. Mas há uma dimensão mais profunda: o emprego é a forma mais poderosa de inclusão social. Hoje, mais do que a família, as pessoas definem-se, quer gostemos quer não, por o que são enquanto profissionais. É assim que sentem fazer parte de qualquer coisa, ter um propósito na sua vida em sociedade. Deixar uma em cada dez pessoas activas sem esse propósito é, além de todos os problemas financeiros, muito mais perigoso do que parece. O desemprego não é apenas um problema económico e social. É um grave risco para a democracia.

Expresso - Daniel Oliveira   - 27-06-2009

publicado por luzdequeijas às 11:50
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SUSPEITAS MAIS SUSPEITAS

continua em investigação " src="http://www.correiodamanha.pt/imgs/ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_A15F584B-844F-4279-A0C6-9B8A6D9762A1_img_detalhe_noticia_pt_1.jpg">A intervenção de José Sócrates no processo do licenciamento do Freeport continua em investigação

 

 

 

  A intervenção de José Sócrates no processo do licenciamento do <span name=Freeport
                          27 Junho 2009 - 00h30

Investigação ao licenciamento do outlet de Alcochete

Decisão de retirar José Sócrates afastada

A possibilidade de ser feito um despacho intercalar no inquérito do Freeport que afaste alguns factos e pessoas da investigação está fora de questão. O CM sabe que a investigação continua a trabalhar no sentido de clarificar a intervenção do primeiro-ministro José Sócrates e que não tenciona efectuar qualquer despacho intercalar, como aconteceu nos casos Portucale, que retirou o ex--ministro Luís Nobre Guedes da mira da investigação, e no da Cova da Beira.

Neste último, foram arquivados liminarmente os indícios que sugeriam o recebimento de ‘luvas’ por parte de José Sócrates, à época secretário de Estado do Ambiente, para viabilizar um negócio de reciclagem de lixos na zona da Cova da Beira.

Este tipo de intervenção, bastante polémico no sector judicial, tem gerado algumas especulações em relação ao Freeport. Esta semana, porém, o CM apurou que tal cenário está completamente afastado do espírito dos procuradores que conduzem a investigação, Vítor Magalhães e Paes Faria.

O caso estará a aproximar-se de uma fase decisiva, com a delimitação final do seu âmbito quanto aos factos ilícitos relacionados com o licenciamento do centro comercial Freeport, arguidos e níveis de responsabilidade. Por isso, algumas das pessoas que foram ouvidas como testemunhas passaram a arguidos e a lista já vai em seis pessoas. Podem, também, surgir novos processos para investigar autonomamente muitos dos factos chegados ao conhecimento da investigação.

ARQUIVAR CASO SÓ COM ORDENS POR ESCRITO

Os investigadores do caso Freeport só aceitarão arquivar o processo com ordens escritas da hierarquia. Tal como o CM já noticiou, sendo os investigadores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), as ordens terão de ser da procuradora Cândida Almeida ou do próprio procurador-geral da República, Pinto Monteiro.

A investigação ao licenciamento do outlet de Alcochete tem sido alvo de várias pressões, e o Ministério Público abriu mesmo um processo disciplinar ao procurador Lopes da Mota, suspeito de tentar interferir na investigação com o objectivo de arquivar o caso na parte respeitante a José Sócrates. Recorde-se que estão em investigação crimes de corrupção, tráfico de influências, branqueamento de capitais e participação em negócio.

JOSÉ DIAS INOCÊNCIO É ARGUIDO

O antigo presidente da Câmara de Alcochete e ainda vereador foi constituído arguido no processo Freeport. José Dias Inocêncio tinha sido ouvido como testemunha e agora passou a arguido.

Este autarca era presidente do município à data dos factos investigados no caso Freeport. Foi ele quem juntou à mesma mesa José Sócrates, quando era já ministro do Ambiente, os promotores do empreendimento e os intermediários Manuel Pedro e Charles Smith. Com a constituição de Inocêncio como arguido, por suspeitas de corrupção passiva, são já seis as pessoas a quem foi dado este estatuto processual. Manuel Pedro e Charles Smith foram os primeiros a ser arguidos, seguidos do arquitecto Capinha Lopes, o assessor da Câmara de Alcochete, José Manuel Marques, e o então presidente do Instituto de Conservação da Natureza, Carlos Guerra. Rui Nobre Gonçalves, secretário de Estado de Sócrates, é testemunha.

APONTAMENTOS

SEIS ARGUIDOS

Charles Smith, Manuel Pedro, Eduardo Capinha Lopes, Carlos Guerra, José Manuel Marques e José Dias Inocêncio são os seis arguidos do caso Freeport.

SMITH CHAMA CORRUPTO

Numa conversa com Alan Perkins, o empresário Charles Smith chama "corrupto" a José Sócrates. O diálogo foi filmado e o DVD divulgado em Março.

SUSPEITAS SOBRE PS

Há suspeitas de que a aprovação do outlet tenha tido como contrapartida o financiamento de campanhas do PS.

Eduardo Dâmaso
publicado por luzdequeijas às 11:34
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TEORIA E REALIDADE

 

 O recente relatório da OCDE, faz uma análise muito crua da situação dos países que pertencem a esta organização e, sobre Portugal, alerta para que o seu estado vai ainda piorar em 2010, com o desemprego a ultrapassar os dois dígitos e o défice orçamental a atingir os 6%.

Mas um dos pontos mais relevantes do relatório é o chamar a atenção para a impossibilidade de se manterem decisões que foram tomadas em épocas de crescimento e que agora se confrontam com um contexto adverso.

É o caso da aplicação dos factores de sustentabilidade ao cálculo das pensões, que pode resultar numa redução do seu valor, o que seria inaceitável em tempo de crise.

Esta observação é válida para todas as opções, nomeadamente para os investimentos públicos. Na verdade, em política, as decisões têm de ter sempre em conta os contextos em que se inserem, sob pena de os seus efeitos se tornarem tão perversos que originam consequências opostas aos objectivos que as determinaram. 

Nenhuma política, em teoria, é boa ou má. Essa avaliação depende do contexto em que se insere.

Se faltam os pressupostos em que assentaram as políticas, é evidente que essas opções devem ser revistas. Não o fazer, é irresponsabilidade ou inconsciência.

Manuela Ferreira Leite - Expresso - Economia  27-06-2009

publicado por luzdequeijas às 11:03
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Ó MAR SALGADO ...

 

 

publicado por Afonso Azevedo Neves às 14:39

 

 
Já ninguém vai ao mar

Em final de 2004 foi publicado o relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos. Com o título “O Oceano, um desígnio nacional para o século XXI”, talvez seja ainda hoje o trabalho mais completo e exaustivo produzido sobre o nosso Território Líquido e a economia do Mar, que Portugal teima em não desenvolver. Cinco anos após a sua publicação(...) reler os seus capítulos e as suas recomendações é confirmar que nada de substantivo aconteceu que nos faça ser percebidos como a maior Nação Oceânica da Europa. Mas mais grave do que a ausência desse posicionamento é o adiamento de uma vocação, que é obrigatoriamente mais do que a evocação da nossa história marítima.
(...)

Não compreender esta oportunidade é não valorizar aquilo que nos diferencia à escala global e onde é possível encontrar enormes vantagens competitivas. É por isso com pouca surpresa que se acolhe o estudo da SAER (a pedido da Associação Comercial de Lisboa) e que estima que em 2025 a economia do Mar pode valer para Portugal 20 mil milhões de euros, o equivalente a 12% do PIB Português.

Neste como noutros problemas, não nos poderemos queixar, a não ser de nós próprios, e aqui como noutras áreas a crise somos nós, porque de marinheiros temos pouco, de empreendedorismo pouco temos, e quando dizemos que vamos ao Mar, o que realmente vamos é à praia.


É definitivamente um problema de ambição, visão e estratégia. Portugal que viu prometido por este Governo uma agência para o litoral, o que continua a ter são cerca de 100 entidades a geri-lo. Sessenta e duas autarquias, 20 direcções regionais, 20 direcções gerais, 23 institutos, 5 comissões de coordenação regional, 5 ARH’s – Administração da Região Hidrográfica, várias capitanias, sete ministérios e um mistério por desvendar: porque é que um país que tem 18 vezes mais mar do que terra não entende o seu verdadeiro desígnio.

(...)

David Azeredo Lopes (também aqui)

publicado por luzdequeijas às 22:50
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AGORA MÚSICA

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 20:44
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SEM PALAVRAS

 

 

 

Golden share

Arquivar em: Media, Política, Portugal — Miguel @ 12:15
 

meo

(roubado ao 31 da Armada)

 

publicado por luzdequeijas às 20:35
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DEUS ME LIVRE

 
Os governantes não só não são uns iluminados como tendem a ser uns controleiros

Arquivar em: Diversos — Maria João Marques @ 17:34
 

Com a novela ‘não sei o que se passa na PT, não tenho que saber nem me envolverei em negócios de uma empresa privada, Deus me livre de querer interferir na comunicação social, mas agora que sei vou proibir o negócio para que não suspeitem de mim’ da PT e tentativa de compra de parte do capital da TVI, algo que era evidente tornou-se estonteantemente claro: a participação do Estado em empresas (empresas públicas ou através da CGD), a CGD ou as golden shares em empresas privatizadas não existem para servir nenhum interesse estratégico do país mas tão-só para defender os interesses tácticos de cada governo.

Enquanto não obrigarmos o Estado a livrar-se destes tentáculos mais ou menos assumidos com que controla as empresas e a nossa pequena economia, nenhum governo estará imune à tentação de estender a sua influência a sectores onde não deve – e, bem vistas as coisas, não deve estar em nenhum sector empresarial.

publicado por luzdequeijas às 20:30
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REFORMAS NA GAVETA

 

O erro de Sócrates
26 June 09 12:00 AM

 

Publicado por JAS

 

Chegados a este ponto, dirão os leitores: mas Sócrates não era antes criticado por ser arrogante?
Agora, que tem a humildade de recuar, será justo continuar a criticá-lo?
O primeiro-ministro é preso por ter cão e por não ter?
Aqui reside precisamente o nó da questão.
O erro de Sócrates e da sua entourage é confundirem ‘arrogância’ com ‘determinação’.
As pessoas não gostam de políticos arrogantes – mas gostam de políticos determinados.
Ao recuar em toda a linha na fase final do mandato, Sócrates comete um erro de palmatória.
Porque isso afecta a ideia que tínhamos dele.
Basta recordar que, não há muitos meses, ele garantia: «O Governo não deixaráde fazer as reformas de que Portugal precisa, mesmo que o preço a pagar seja a derrota eleitoral».
É difícil, perante isto, entender que o Governo comece a recuar nas reformas, dizendo especificamente que se quer reconciliar com o eleitorado...
 
Mas, independentemente de se concordar ou não com os recuos, a questão que agora se coloca é esta: até que ponto podemos daqui para a frente confiar no que Sócrates diz?
Quando, na campanha eleitoral, fizer uma promessa, devemos acreditar nela ou não?
Se ele dizia que sem reforma da Saúde o sistema entraria em colapso – e afinal desistiu de a fazer; se dizia que a avaliação dos professores era uma questão inegociável – e depois corrigiu-a; se dizia que o TGV era para avançar imediatamente – e finalmente adiou--o; quem daqui para a frente poderá acreditar firmemente no que Sócrates disser?
 
Se ele e os seus ministros afirmaram no passado, com tanta convicção, tanta coisa que depois não se concretizou, como poderemos saber se as promessas de futuro serão mesmo para cumprir?
As reformas interrompidas são para avançar ou para meter para sempre na gaveta? E as grandes obras vão ou não para a frente?
Mas a grande dúvida que se coloca ainda é esta: em fins de Setembro vamos escolher um Sócrates mais parecido com o homem determinado que ele era – ou com o político receoso que é hoje?
 
P.S. – Depois do que Sócrates disse sobre a TVI, o afastamento de Moniz seria terrível para o Governo. Os accionistas da estação (PT incluída...) tiveram o bom senso de o perceber a tempo.
publicado por luzdequeijas às 20:19
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A HISTÓRIA DO TGV

 

 

O erro de Sócrates
26 June 09 12:00 AM

 

 

A história do TGV faz--me lembrar – salvaguardadas as devidas distâncias – a do elevador do Castelo de S. Jorge, proposto por João Soares quando era presidente da Câmara de Lisboa.

Depois de ter defendido com unhas e dentes a obra, Soares deixou-a cair – para (supostamente) retirar à oposição camarária um argumento de campanha eleitoral.
Só que Soares desistiu do elevador – mas perdeu à mesma as eleições.
Acresce, em relação ao TGV, que a desistência das grandes obras cria um ambiente de fim de ciclo, de equipa que vai sair, que está a dizer adeus, a arrumar os papéis – o qual obviamente não favorece o Governo.
 Publicado por JAS

 

publicado por luzdequeijas às 20:11
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MINISTRO DE GUTERRES

 

 

O erro de Sócrates
26 June 09 12:00 AM

 Publicado por JAS

 

Apesar de ter sido ministro de Guterres, Sócrates assumiu a chefia do Governo com a imagem oposta.
Onde Guterres gostava do compromisso, do adiamento das decisões, da fuga aos confrontos, Sócrates decidia, cortava a direito, não temia afrontar interesses.
Foi isso que o impôs.
Só que, com a derrota nas europeias, Sócrates decidiu parecer-se mais com Guterres e menos com ele próprio.
Rendeu-se ao compromisso, ao consenso, ao ‘é melhor não decidir para não levantar ondas’.
Deixou completamente de falar no novo aeroporto.
Adiou o TGV.
Reconheceu erros no critério de avaliação dos professores.
Esqueceu definitivamente as reformas na Saúde.
publicado por luzdequeijas às 20:06
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ARREPIAR CAMINHO

 

Política a Sério
O erro de Sócrates
26 June 09 12:00 AM
       
Muita gente (inclusive no PS) acha que a explicação para o mau resultado nas europeias está na teimosia de Sócrates e nas medidas erradas que o Governo tomou – sendo necessário arrepiar caminho.
Ora é evidente que nem todas as medidas foram boas.
Mas o principal problema de Sócrates nas legislativas (e é isso que interessa) não será aquilo que Sócrates fez – mas o que Sócrates garantiu que faria e não fez.
O que fará mossa nas legislativas serão os recuos, as hesitações, os ziguezagues do Governo com o aproximar das eleições.
Serão as decisões anunciadas com pompa e circunstância – e depois não concretizadas.
Porque isso afecta a imagem do primeiro-ministro – contribuindo para ele deixar de ser visto como um político determinado e decidido para ser tido como um político hesitante e indeciso.
 
Publicadopor JAS | 1 Comentário(s)   
publicado por luzdequeijas às 20:00
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PRESIDENTE DA CÂMARA ARGUIDO

CASO FREEPORT

 

Ex-presidente da Câmara de Alcochete constituído arguido

O ex-presidente da Câmara Municipal de Alcochete José Dias Inocêncio foi constituído arguido no âmbito do ‘caso Freeport’, confirmou hoje fonte judicial

O processo relativo ao Freeport conta agora com seis arguidos: Charles Smith, Manuel Pedro, Eduardo Capinha Lopes, Carlos Guerra, José Manuel Marques e José Dias Inocêncio.

Charles Smith e Manuel Pedro prestaram consultoria ao negócio do 'outlet' de Alcochete, o arquitecto Eduardo Capinha Lopes ficou encarregado do projecto do espaço comercial, Carlos Guerra foi presidente do ex-Instituto de Conservação da Natureza, José Manuel Marques foi vice-presidente do mesmo organismo e consultor da Câmara Municipal de Alcochete e José Dias Inocêncio foi presidente da autarquia.

O processo relativo ao Freeport de Alcochete envolve alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

A notícia de que há um sexto arguido neste processo foi avançada hoje pela SIC Notícias.

A investigação no âmbito do ‘caso Freeport’ decorre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), chefiado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.

Lusa / SOL

publicado por luzdequeijas às 19:48
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A voz da razão

26 Junho 2009 - 00h30

A voz da razão

O preço do desespero

O Presidente da República deseja saber por que motivo a PT quer entrar na Media Capital. O prof. Cavaco devia ter ouvido o último debate parlamentar: pela boca do eng. Sócrates, que ironizou com a ‘linha editorial’ da TVI, ficou transparente que o Governo, através da PT, deseja açaimar o único canal televisivo que não come a propaganda do PS.

Acontece que a jogada tem um problema: o tempo. Tirando a natureza óbvia e imoral do negócio, mais própria de democracias latino-americanas,a entrada na TVI pode ser um erro estratégico. A três meses das legislativas e com a possibilidade séria de as perder,o governo Sócrates arrisca-se a comprar um canal televisivo para o oferecer, logo de seguida, ao governo da oposição. Irónico? Sem dúvida. Mas é o preço a pagar quando se governa em desespero.

João Pereira Coutinho, Colunista
publicado por luzdequeijas às 15:05
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CIRCULO VS CIRCO

É o estilo Chávez, o exemplo do seu amigo que vê a democracia como a eternização no poder, e se empenha a fechar televisões e a silenciar vozes incómodas. O afastamento de Moniz só poderia ser explicado por razões políticas. Porque não há argumentos empresariais que a Media Capital possa invocar contra quem levou a TVI a uma lucrativa e consolidada liderança das audiências. Só faltava colocarem no seu lugar Emídio Rangel, por agora arrumado numa prateleira televisiva de S. Bento. E que se transformou numa espécie de Augusto Santos Silva de segunda, mais primário na defesa cega de Sócrates e menos fluente na oratória. Aí fechava-se o circulo. E começava o circo.

SOL   26-06-2009

publicado por luzdequeijas às 14:45
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" FUNDAÇÃO PS"

Telecomunicações: Contrapartidas de 1,3 mil milhões em causa

O ministro Mário Lino esclareceu que as operadoras já gastaram 410 milhões de euros

 

"Fundação paga o 'Magalhães'

 

As contrapartidas financeiras das licenças da terceira geração móvel (3G) continuam envoltas em polémica. Em causa, estão 1,3 mil milhões de euros de compromissos em troca da UMTS, dos quais terão sido já aplicados nos portáteis para os alunos, como o ‘Magalhães’, cerca de 410 milhões.

O PSD, que apelidou a fundação que paga o ‘Magalhães’ de “fundação PS”, vai exigir mais esclarecimentos ao Governo, garantiu  ao CM fonte do partido, questionando quer a aplicação das verbas, quer o modelo da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM): uma instituição privada presidida por um representante do Estado.

Para a FCM, terão já sido transferidos 36 milhões de euros, através da entidade reguladora das comunicações (Anacom) e mais 25 milhões pelas três operadoras de telecomunicações, cinco milhões em 2008 e dez milhões já este ano.

Por outro lado, as operadoras terão já aplicado mais de 400 milhões de euros  nos programas escolares (e-escolas e ‘Magalhães’), explicou o ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

PORMENORES

GRUPO EM 2006

O Governo cria grupo de trabalho para acompanhar a aplicação de 1,3 mil milhões. 

FUNDO EM 2007

As três operadoras transferem 25 milhões de euros para o Fundo para a Sociedade de Informação pela licença da Oniway.

FUNDAÇÃO EM 2008

O Governo cria com operadoras a FCM, que já terá 61 milhões de euros.

Raquel Oliveira

 

publicado por luzdequeijas às 14:37
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" O LÁPIS AZUL"

 
26 Junho 2009 - 00h30

Dia a Dia

A novela da política real

Quando as coisas começam a correr mal, as pessoas tendem a cometer mais erros. Que o diga Sócrates, durante quatro anos invencível nos debates parlamentares, que quarta-feira, quando confrontado por Diogo Feio sobre o negócio da Media Capital, teve um lapso ao falar da linha editorial da TVI. Manuela Ferreira Leite comentou o deslize do primeiro-ministro e disse que a "boca lhe fugiu para a verdade".

A Media Capital até emitiu ontem um comunicado em que Moniz vem defender o negócio entre a Prisa e a PT, mas essa declaração não apaga o ónus que recai sobre o Governo neste processo. Em termos políticos, a soma destas manobras mal explicadas pode sair cara a José Sócrates.

Os portugueses gostam de heróis perseguidos. A própria história da TVI mostra isso: Moniz chegou à liderança do horário nobre com um Zé Maria que todos os concorrentes da primeira edição do ‘Big Brother’ queriam expulsar da casa, mas que por causa disso ficava cada vez mais popular. Agora, na verdadeira novela da política real, o Governo dá a ideia de querer expulsar da casa o ‘José Eduardo’.

O assunto tornou-se mais quente e interessante do que o TGV ou o manifesto dos economistas. E nestas histórias populares o feitiço costuma virar-se contra os feiticeiros. 

 Armando Esteves Pereira, Director-adjunto

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:32
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Lógica Simplista e Redutora

Sócrates tem um conceito restrito e utilitário de liberdade e independência de informação. Vê qualquer crítica ao seu desempenho ou à sua pessoa como uma injúria, qualquer apreciação negativa do Governo socialista como uma ofensa, quaisquer factos incómodos e mal esclarecidos do seu passado como calúnias. É a sua lógica, simplista e redutora, mas útil.

E a «entourage» socratista não tem pruridos nem escrúpulos em utilizar o poder na aplicação desse conceito. Pressionando e condicionando accionistas, receitas de publicidade, financiamentos da banca. Ameaçando com processos judiciais. Sabem-no bem os responsáveis do SOL, do Público ou da TVI.

SOL 26-06-2009

publicado por luzdequeijas às 14:14
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FUNDAÇÃO ESCONDIDA

Lino esconde Fundação para gerir milhões sem controlo

 

Fundação veio disfarçar adjudicação do "Magalhães" sem concurso público e outras decisões do Governo criticadas por Bruxelas

O Governo escondeu do Tribunal Administrativo de Lisboa a existência da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM) - criada pelo Ministério das Obras Públicas para substituir o Fundo para a Sociedade de Informação (FSI), que está a ser contestada pela Comissão Europeia por não respeitar as regras da concorrência.

No final de 2008, o Ministério de Mário Lino assinou um acordo com a TMN, a Vodafone e a Sonaecom no qual transferiu os direitos e obrigações do FSI na gestão das contrapartidas de mil milhões de euros do concurso de telemóveis de terceira geração para a FCM. O SOL interpôs, em Março de 2009, uma acção para ter acesso a documentação do FSI, mas o Executivo nunca informou o Tribunal de que o Fundo tinha sido substituído pela FCM. Esta semana, Paulo Rangel denunciou que a FCM «funciona como um verdadeiro "saco azul" sem qualquer controle» e comparou-a  à Fundação para a Prevenção e Segurança, que fez cair Armando Vara em 2000 do cargo de Secretário de Estado do Governo Guterres.

Sol  26-06-2009

publicado por luzdequeijas às 12:49
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Golden Share

 

Bem pode José Sócrates garantir a pés juntos que nada sabia sobre a entrada da PT na TVI e que em nada interfere na linha de informação da televisão dirigida por José Eduardo Moniz. Ninguém o leva a sério.

Não tem o Governo uma Golden Share na PT? Não se interessou em esclarecer as notícias que vinham há dias nos jornais apontando o negócio da PT com a Media Capital? Não é ele quem, obsessivamente e sem descanso, vem atacando a TVI, desde a insólita declaração no Congresso do PS, passando pela desnorteada entrevista, à RTP da »caça ao homem» e acabando na involuntariamente reveladora intervenção no Parlamento, na quarta-feira, em resposta ao CDS: « Está preocupado com alguma coisa? Ou acha que a linha editorial da TVI se deve manter tal como está, não tirarem de lá ninguém?». Foi o primeiro-ministro no seu melhor. E sem rodeios.

SOL   26-06-2009 

publicado por luzdequeijas às 12:27
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Despedimento’ esteve iminente

 

 

Despedimento’ esteve iminente
Pressão política evita saída de Moniz da TVI

Excerto do artigo

 

<input ... >Hoje   As intervenções do Presidente da República, da líder do PSD e dos restantes partidos da oposição travaram a saída de José Eduardo Moniz da direcção da TVILer Mais

 

  

 

Pressão política evita saída de Moniz da TVI
 
 

A demissão estava já decidida há alguns dias pela Prisa (proprietária da Media Capital, a empresa da TVI)  e o respectivo anúncio iminente. Faltava apenas concluir a negociação da elevada cláusula de rescisão prevista no contrato de Moniz (entre 2 e 3 milhões de euros) – soube o SOL junto de responsáveis da estação de Queluz.

As declarações de Cavaco Silva, ontem de manhã – abrindo «uma excepção»,  como o próprio assumiu, na regra de não se pronunciar sobre negócios entre empresas –, foram um sinal claro para o grupo espanhol de que a venda de 30% da TVI à PT se tornara um caso político nacional.

publicado por luzdequeijas às 12:19
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

COMPARE QUEM QUISER

 

MOMENTO ELEITORAL

 

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 25 Junho 2009 - 15h47

Secretário defende controlo de entradas

Estado não dispensa mais funcionários públicos

O Estado não vai continuar a reduzir o número de funcionários públicos, mas continua com a política de duas saídas por cada entrada. A garantia foi deixada pelo secretário de Estado da Administração Interna.

 

'Portugal não precisa de reduzir mais funcionários públicos, precisa é, quando quer que entrem mais funcionários públicos terem mecanismos para entrar, e quando acha que não precisa, de mecanismos para que não entrem', afirmou Gonçalo Castilho dos Santos, durante a ‘XI Conferência Ibero-Americana de Ministros da Administração Pública e Reforma do Estado'.

O governante defendeu o que Portugal tem uma administração pública forte e que não deve ser privatizada. 'Temos orgulho em ter uma administração pública forte, temos orgulho em ter centenas de milhares de funcionários públicos, não queremos privatizar a administração', disse.

Castilho dos Santos revelou que quando o actual Executivo tomou posse, em 2005, Portugal tinha 'uma administração muito rígida, muito opaca e muito difícil de gerir', tornando 'a situação insustentável'. Entre os problemas encontrados pelo secretário de Estado destacam-se a quase 'inexistência de uma avaliação de desempenho' e 'um desalinhamento entre uma gestão por objectivos e uma gestão que se pretende eficiente'.

 

Sábado, 1 de Novembro de 2008

Gonçalo promete TRUCIDAR funcionários descontentes

Congresso - secretário de Estado deixa o alerta
“Trabalhadores serão trucidados”
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O secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, diz que o "mítico dia 1 de Janeiro de 2009" não marcará o início da reforma da Administração Pública, porque ela "já está no terreno" e alerta que quem não cumprir as exigências que a lei impõe "será trucidado".
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"Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados", afirmou o governante, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública. Para Castilho dos Santos, os funcionários devem ter a noção de que "a reforma já não pode andar para trás", pelo que "trucidará quem não estiver com ela".
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O secretário de Estado lembrou à plateia que "a lei têm consequências para quem não a cumprir" e sublinhou que "é inaceitável que em Outubro e Novembro haja serviços que ainda não definiram os objectivos para esse ano". "Se a lei diz que até ao final do ano deve haver uma comissão paritária em todos os serviços, a lei tem que ser cumprida", reiterou.
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Castilho dos Santos referiu ainda que o "Governo não está de braços cruzados na consolidação da reforma", pelo que serão publicadas, em Novembro, duas circulares dirigidas aos serviços. Uma será interpretativa do SIADAP, que avalia o desempenho dos trabalhadores, e a outra tipificará as mudanças que irão decorrer da entrada em vigor do novo contrato de trabalho em funções públicas.
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Aliás, Correia de Campo, presidente do Instituto Nacional da Administração (responsável pela formação dos dirigentes do Estado), admitiu ter dúvidas na contratação. "Eu reconheço-me muito pouco preparado", disse, acrescentando que "existe uma grande dose de desconhecimento sobre como tratar a contratualização no sector público". Confrontado com estas declarações, o secretário de Estado foi claro: "Não vejo como um sinal de receio. As pessoas têm é uma grande expectativa em perceber o que vai mudar nas suas vidas."
(Correio da Manhã)
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Nota do Papa Açordas: Se haviam dúvidas sobre o que este (des)governo quer fazer dos que não pensam como ele, aqui está: " TRUCIDAR OS DESCONTENTES". E, já agora, porque não usam^CÂMARAS DE GÁS"? Nem o António Oliveira Salazar teve coragem de ir tão longe... Apenas arranjou umas excelentes "colónias de férias" (Tarrafal, Peniche, Caxias, etc.) para o pessoal que discordava...
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1 comentários:

Anónimo disse...

aquilo foi ameaça ou promessa sobre o TGV?

publicado por luzdequeijas às 22:39
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AS GRANDES CONVICÇÕES

 

 

janeiro 15, 2008

O mito da saturação da Portela

 

Na discussão em torno da localização do novo aeroporto de Lisboa fala-se muito sobre se este deveria ficar na margem sul ou no lado norte do Tejo, mas nunca se deveria mesmo ser construído; discutem-se sempre as conclusões, mas muito raramente o que leva o governo a tomar esta decisão.

Assim sendo, parte-se do pressuposto que o aeroporto tem mesmo de ser construído. É curioso que existam estudos que analisam à exaustão qual a melhor localização daquela infra-estrutura, mas nenhum comprove que esta é mesmo necessária. Que nenhuma comprove que o aeroporto da Portela se encontra de facto saturado e tem de ser substituído.

Moro e trabalho perto do aeroporto da Portela. Tanto da janela da minha casa, como da do meu local de trabalho, vejo passar os aviões que aterram em Lisboa. Longe de ser uma análise cientifica, vejo-me forçado a perguntar como é possível que, num aeroporto que se diz estar saturado, sejam tão poucos os aviões que aterrem nele. Mais: Quem se desloque aos aeroportos de Londres, Amesterdão, Nova Iorque, Paris e Frankfurt (só para dar uns exemplos), decerto já deu conta dos atrasos a que foi sujeito. Atrasos, quer para aterrar, quer para levantar voo. Certamente já terá reparado que muito raramente espera em Lisboa. Não aguarda para levantar voo, nem suporta grandes demoras a aterrar. Simplificando: Não há listas de espera na Portela.

Não havendo, a olho nu, listas de espera na Portela (da mesma forma que, também a olho nu, Alcochete não apresenta vantagens sobre a Ota e vice-versa), seria interessante que alguém explicasse, por A + B, a urgência da mudança do aeroporto para fora da cidade de Lisboa. Explicasse, por A + B, a urgência de retirar um aeroporto que, por estar dentro da capital de um país geograficamente periférico, é uma mais valia inestimável e indispensável para o turismo e os negócios das empresas.
 

Publicado por André Abrantes Amaral em janeiro 15, 2008 12:04 PM | TrackBack

publicado por luzdequeijas às 22:17
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SOCIALISMO IGUAL A POBREZA

 

Socialismo, divergência e pobreza

 

Arquivar em: Economia, Internacional, Política, Portugal, União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:05

 

Portugal com penúltimo menor rendimento per capita da Zona Euro

Portugal registou em 2008 o penúltimo menor rendimento por habitante da Zona Euro, apenas à frente Eslováquia. Segundo dados do Eurostat divulgados esta manhã, o rendimento per capita em paridades de poder de compra em Portugal foi de 75% da média da UE-27.

O da Eslováquia foi de 72%, enquanto o do Luxemburgo e o da Irlanda, que ocupam os dois primeiros lugares, foi de 253% e 140%, respectivamente.

Portugal regressa à cauda da zona euro depois da crise

A seguir à crise internacional, Portugal poderá estar destinado a mais um período longo de divergência com o resto da Europa.

De acordo com as previsões ontem apresentadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, depois de este ano se contrair 4,5 por cento (melhor que os 4,8 por cento da zona euro), Portugal vai voltar a divergir dos seus parceiros logo em 2010 e registará, nos sete anos seguintes, um desempenho médio bastante pior que o resto da zona euro.

Ou seja, se as previsões da OCDE se vierem a confirmar, depois de fazer face aos efeitos da crise internacional, a economia portuguesa deverá, nos anos seguintes, voltar a revelar debilidades estruturais profundas que a colocarão a crescer, por bastante mais tempo, a um ritmo inferior ao do resto do continente.

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 18:09
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CONTROLO COSTEIRO

Contrato para instalação de radares foi assinado terça-feira pelo MAI
Governo adjudicou sistema de vigilância costeira a empresa suspeita de corrupção 

25.06.2009 - 07h05 José Bento Amaro
A empresa a quem o Ministério da Administração Interna (MAI) adjudicou, na terça-feira, a proposta de fornecimento e instalação do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa (SIVICC) surge referenciada num caso de corrupção num relatório divulgado esta semana pela Transparência Internacional, uma entidade que, anualmente, faz um levantamento deste tipo de criminalidade no mundo.

A Indra, assim se chama a empresa em causa, é uma empresa espanhola também instalada em Portugal e é suspeita de, em 2004, ter tentado corromper funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante um concurso para fornecimento de material informático. O PÚBLICO confirmou ontem, junto de diversas fontes do SEF e da Polícia Judiciária (PJ), a existência de um inquérito, o qual acabou por ser remetido, com proposta de acusação, para o Departamento de Investigação e Acção Penal.

Nesse inquérito, cujo desfecho final não foi ontem possível apurar - apenas foi avançado que o concurso esteve suspenso -, são indiciados como eventuais corruptos dois dos então funcionários do SEF, sendo um deles um quadro que fazia parte do júri que haveria de seleccionar a empresa que forneceria o equipamento informático. Esse funcionário, suspeito de beneficiar a empresa, acabaria por se reformar algum tempo depois de iniciado o processo.

A denúncia deste caso foi feita por um outro membro do júri, o juiz Moreira da Silva, que à data era director-geral adjunto do SEF. Actualmente, este responsável, que recusou tecer comentários sobre o caso, é o responsável máximo pela Unidade Nacional de Combate à Fraude e à Corrupção da PJ, onde chegou em Abril de 2004.

O PÚBLICO tentou ontem obter um comentário da Indra acerca deste caso mas a empresa, à semelhança do que fez quando lhe foram pedidos elementos relativos ao SIVICC, remeteu todos os esclarecimentos para a agência de comunicação e imagem Porternovelli. Esta comunicou entretanto que não seria possível responder em tempo útil às questões enviadas.

Costa mais segura

"A decisão de adjudicação baseou-se e fundamentou-se exclusivamente no relatório, na conclusão e na proposta da comissão de supervisão de consulta e na lei aplicável ao procedimento em causa", respondeu ontem o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães.

O SIVICC consiste, basicamente, num sistema de radares e equipamento de visão orçado em 30 milhões de euros. A parte mais visível deste projecto são os 19 radares fixos que serão distribuídos ao longo da costa, desde a fronteira minhota até ao Algarve.

Estes radares, segundo apurou o PÚBLICO, permitem detectar qualquer movimento no mar até uma distância de 120 milhas, que vai muito para além das 12 milhas marítimas estabelecidas como zona marítima de respeito ou mar territorial. Todo o equipamento irá ser operado por pessoal da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, cujos efectivos terão ainda ao dispor câmaras térmicas e 11 lanchas de vigilância e intercepção.

Toda a informação recolhida pelos novos equipamentos será canalizada para Alcântara, em Lisboa, onde será instalado o edifício de comando do SIVICC. A partir deste posto de comando será ainda possível estabelecer contacto com as autoridades de outros países europeus igualmente empenhados em travar acções criminosas como o tráfico de droga e armas, a imigração ilegal ou mesmo a entrada de terroristas.

O SIVICC destina-se a substituir o Sistema LAOS, um conjunto de sete radares fixos espalhados pela costa portuguesa, desde o final da década de 1980, mas que já se encontra obsoleto, ao ponto de só dois aparelhos ainda estarem operacionais.

publicado por luzdequeijas às 17:47
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TRANSPAÊNCIA

 

Coisas normais numa Economia Mista

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — LA @ 17:06
 

“Face às dúvidas fortes que neste momento estão instaladas na sociedade portuguesa, é importante que os responsáveis da empresa de telecomunicações expliquem aos portugueses o que está a acontecer entre a PT e a TVI. É uma questão de transparência.”

Assim falou hoje o Presidente da República.

Eu fico sempre espantado pelo burburinho recriminatório que se ouve de cada vez que os governantes do momento usam as empresas estatais ou influenciam a gestão de participadas pelo estado para atingir objectivos que, à falta de demonstração, não parecem aumentar o valor de tais organizações.

O meu espanto é acrescido por nunca em tal altura, as vozes mais exaltadas, se lembrarem da solução ou pelo menos da panaceia mais óbvia: a privatização de tais empresas.
Estarei mais surdo que o habitual ou, entre ontem e hoje, já alguém propôs o fim das “golden shares” estatais?
Claro que não seria suficiente: dado o peso do estado como consumidor é natural que, ainda assim, algumas organizações tendam a não querer contrariar quem pode vir a decidir sobre negócios onde participem. Mas seria um bom começo.

publicado por luzdequeijas às 17:43
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MENTIRAS

 
25 Junho 2009 - 00h30

Dia a Dia

Ministro despedido

O quarto arguido do caso Freeport é o arquitecto Carlos Guerra, gestor de um programa comunitário com verbas para a agricultura. A partir de ontem é também o responsável involuntário pelo despedimento político do ministro da Agricultura.

A história é simples e, ao mesmo tempo, uma metáfora arrasadora do estado a que o Governo chegou. Sócrates garantiu no plenário da Assembleia da República que Carlos Guerra havia apresentado a demissão ao ministro da Agricultura na semana passada, este apreciara o gesto e aceitara a demissão.

Quase no mesmo instante, nos Passos Perdidos reais ou simbólicos, Jaime Silva garantia aos jornalistas que ainda não falara com Carlos Guerra e que iria "ouvi-lo". Obviamente o ministro da Agricultura estava distraído e não ouviu o que Sócrates disse. Mas o mais extraordinário é que minutos depois voltou a falar com os jornalistas como se já tivesse arrumado a questão. Aceitara o pedido de exoneração e adiantou mesmo um pormenor ou outro.

Extraordinária capacidade de representação! Jaime Silva não se limitou a estragar o bom ‘número’ que Sócrates havia feito no debate ao desarmar uma questão de Paulo Rangel. A sua ingenuidade levanta a pior nódoa que pode pairar sobre um governo: afinal, quem mentiu? Sócrates? Jaime Silva? Não é irrelevante saber o que aconteceu.

Eduardo Dâmaso, Director-adjunto

 

publicado por luzdequeijas às 17:31
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AFASTASMENTO MILIONÁRIO

O director-geral da TVI é um dos funcionários mais bem pagos do grupo Media Capital/Prisa. Crise financeira e linha editorial da estação incomodam espanhóisO director-geral da TVI é um dos funcionários mais bem pagos do grupo Media Capital/Prisa. Crise financeira e linha editorial da estação incomodam espanhóis25 Junho 2009 - 02h11

Críticas atingem Governo

Três milhões para tirar Moniz da TVI

Um contrato blindado, com cláusula de rescisão superior a três milhões de euros, uma imagem influente no mercado e o currículo de ter elevado a TVI a televisão líder de audiências são as garantias de José Eduardo Moniz, director-geral da estação de Queluz de Baixo, contra os rumores que ditam o seu afastamento da estação da Media Capital.


Fique a saber tudo sobre a polémica em torno do negócio entre a Prisa e a PT na edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã'. 

publicado por luzdequeijas às 12:53
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CONTROLAR A COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

 

                                               
Sérgio Lemos  A PT de Zeinal Bava comunicou à CMVM contactos com a PrisaA PT de Zeinal Bava comunicou à CMVM contactos com a Prisa
24 Junho 2009 - 00h30

Prisa: Vende participação na Media Capital

Portugal Telecom avança

A Portugal Telecom (PT) vai adquirir uma participação minoritária na Media Capital (MC), detida pelo grupo espanhol Prisa, confirmou o CM junto de fonte ligada ao processo. Nesta operação, a empresa presidida por Zeinal Bava avança sozinha e não ligada a consórcios.

Com este negócio, que será concluído dentro de dias e que deve custar à operadora portuguesa 150 milhões de euros, a Prisa "mantém a posição maioritária na Media Capital e vende apenas uma participação, de 20 a 30 por cento", foi explicado ao CM por fonte oficial da MC.

Confirmada também está a vinda a Portugal do conselheiro-delegado da Prisa, Juan Luis Cebrián, na quinta-feira. Cebrián presidirá à reunião de conselho da MC, que detém a TVI e a Rádio Clube, e acertará pormenores do negócio. Apesar da enorme dívida da Prisa – cinco mil milhões de euros –, a MC é um dos activos mais cobiçados do grupo. Segundo o mercado, a Prisa vale actualmente em Bolsa pouco mais do que pagou pela totalidade da MC: 307,3 milhões de euros.

Recorde-se que a ‘Golden Share’ que o Governo detém na PT permite tomada de posição em negócios estratégicos. E a Televisão Digital Terrestre é um dos mais cobiçados. A PT é responsável pelo lançamento da TDT em Portugal. Em Espanha, a Prisa tem pressionado o governo de Zapatero para dirigir a TDT paga. No final de 2008, a PT e a MC estabeleceram um acordo para utilização da rede Reti. Dessa forma, o grupo que detém a TVI não terá de suportar os custos de transmissão no período de sinal simultânea (analógico e digital), até 2012, que serão pagos pela PT.

PORMENORES

MONIZ DE SAÍDA

Com a entrada da PT, a Media Capital será remodelada. A saída do director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, é já dada como certa.

RECEITAS

No primeiro trimestre deste ano, a Media Capital teve proveitos consolidados de 58,7 milhões de euros. No mesmo período, a TVI obteve receitas de 33 milhões e a produção audiovisual 23 milhões.

TELEFÓNICA E PT

A Telefónica está em conversações para entrar no capital da Prisa. A operadora espanhola de telecomunicações detém 10% da portuguesa PT.

Isabel Faria
publicado por luzdequeijas às 12:38
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

EQUILÍBRIO DELICADO

Apesar da tentação dos políticos de várias cores em "microgerir" a economia e de se poder assistir a um risco real de hiper-regulação por parte do Congresso americano, por alguns governos europeus mais aflitos e no próprio Japão, " é pouco provável que os países desenvolvidos abracem o capitalismo de Estado no sentido pleno do termo", comenta o consultor.

No entanto, o desafio aos governantes ocidentais não é fácil: "conseguir um equilíbrio delicado entre os dois extremos", entre a desregulação e o estatismo. Há, no entanto, um companheiro de estrada que se insinuou, desde logo: as empresas do regime, os famosos campeões nacionais que, em momentos de crise, sempre surgem como bóias de salvação. São empresas privadas que vivem de uma ligação umbilical com os governos democráticos ou totalitários, e cuja justificação de eficiência económica é poderem ser alavancas de dinamização do mercado interno ou da exportação. Mas a experiência há muito ditou os seus impactos no final das contas: limitação da capacidade de inovação e da sua difusão pelo tecido económico, violação da transparência do mercado, captura política do Estado, condicionamento da concorrência e crescimento do proteccionismo nas trocas internacionais, refere Bremmer.

A grande batalha vai ser, por isso, a nível internacional, no plano geopolítico, "na medida em que veremos estes modelos em competição criar fricção na política mundial  e nos mercados globais", diz Bremmer. Os outros dois "cavaleiros" do capitalismo de Estado - os fundos soberanos (um novo sector do capitalismo financeiro nas mãos de estados exportadores que canalizam para estes veículos os excedentes de divisas) e o sector empresarial do Estado em sectores ditos estratégicos nos países emergentes - são mais sólidos, já andam no terreno há mais tempo, e trazem consigo um risco geopolítico certo.

" O crescimento do capitalismo de Estado já começou há várias décadas. Nasceu em torno do choque petrolífero com a importância do petróleo na economia mundial. Depois acelerou-se com o aumento da importância dos mercados emergentes no crescimento global", diz Bremmer.

Expresso   16-05-2009

 

publicado por luzdequeijas às 18:52
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Capitalismo de Estado

O recente activismo anticrise dos governos acentuou uma guinada no pêndulo a favor do renascimento do capitalismo de Estado

 

Subitamente os mais insuspeitos governantes vieram declarar que " somos todos Keynesianos" neste período de aflição e até revistas do mundo dos negócios fazem capas com "a vingança de Marx". O tema é o "activismo" das políticas públicas, o regresso do apetite pelo intervencionismo político na economia e pela recriação de um sector empresarial do Estado nas chamadas áreas estratégicas.

Contudo, este guinar de pêndulo nos países ocidentais em prol da eficácia das nacionalizações contra a vaga anterior das privatizações é apenas um dos quatro "cavaleiros" da reemergência do capitalismo de Estado, alerta Ian Bremmer, presidente do grupo americano de consultoria Eurasia group, sediado em Nova Yorque. E é, certamente, o "cavaleiro" mais tardio e provavelmente o mais transitório, ainda que tenha servido como "ponto de viragem" para que o tema saísse do quase anonimato em que tinha ficado no baú da história para a ribalta do discurso político e do debate ideológico.

Expresso    16-05-2009 

 

publicado por luzdequeijas às 17:40
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Currículo Governativo

 

O nosso primeiro-ministro é dos políticos há mais tempo em exercício de funções governativas. Como segue abaixo, pouco ou nada deve desconhecer da situação real de Portugal, vejamos :

 

Funções Governamentais Exercidas
desde 12 de Março de 2005 - Primeiro-Ministro do XVII Governo Constitucional
23 de Janeiro de 2002 a 6 de Abril de 2002 - Ministro do Equipamento Social do XIV Governo Constitucional
25 de Outubro de 1999 a 6 de Abril de 2002 - Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XIV Governo Constitucional
25 de Novembro de 1997 a 25 de Outubro de 1999 - Ministro Adjunto do Primeiro Ministro do XIII Governo Constitucional
30 de Outubro de 1995 a 25 de Novembro de 1997 - Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente do XIII Governo Constitucional


 

publicado por luzdequeijas às 15:44
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FERREIRA LEITE COMENTA

 

 

Nota adicional: Há quatro anos e meio, o líder do PS prometeu o que não podia ter prometido, porque, justificou, desconhecia a real situação do Estado e das contas públicas. Mas não obstante o incumprimento das promessas feitas, beneficiou de um prolongadíssimo estado de graça.

Agora, há mais de quatro anos à frente dos destinos do país, não pode invocar desconhecimento, nem fingir que a realidade lhe passe ao lado.

Sócrates tem de ter certezas. Sócrates tem de ter um rumo. por alguma razão Cavaco Silva, quando era primeiro-ministro, dizia que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava.

Expresso  19-06-2009 

 

Algumas interrogações: Como é possível alguém se propor dirigir os destinos de um povo multissecular e desconhecer a situação real do país ?!!!! Como é possível a um partido político apresentar um candidato a primeiro-ministro que desconhece a real situação do país ? Só porque tem muita verborreia ? É muito pouco !!!

Desta vez, em lugar de atacar os outros candidatos, de forma deselegante, deve gastar as suas energias a convencer os portugueses da bondade dos seus projectos. Prejuízos já causou bastantes, que se podem medir, pelo estado em que deixa o país, depois de quatro anos e meio como primeiro-ministro e, mais do que isso, como ministro e secretário de Estado. Serão os eleitores que devem julgar os próximos candidatos, não serão eles a julgarem-se mutuamente.

publicado por luzdequeijas às 12:18
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RECEITAS DIMINUEM

d.r. 
23 Junho 2009 - 20h17

Manuela Ferreira Leite

"Quebra de receitas era previsível"

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou esta terça-feira que a quebra de receitas do Estado era prevísivel. "Há muito tempo que dizíamos que a evolução normal da actividade económica tem consequências na receita. É esse o motivo pelo qual, quando há uma consolidação pelo lado da receita e não pelo lado da despesa, evidentemente que sempre que há uma quebra o problema retoma", declarou aos jornalistas a meio de uma sessão do Fórum Portugal de Verdade dedicado às Pequenas e Médias Empresas.

A presidente social-democrata comentava o Boletim de Execução Orçamental de Maio, que revela que o Estado arrecadou nos primeiros cinco meses de 2009 menos 20,7 por cento que em igual período de 2008. 'Quando ela [a consolidação orçamental] se faz através da receita, não é uma consolidação duradoura, é momentânea. E está simplesmente a acontecer aquilo que já se tinha previsto', concluiu Ferreira Leite.

No encontro à porta fechada em que participaram Daniel Bessa, na qualidade de presidente da COTEC Portugal, a líder do PSD tomou notas dos problemas das PME´S e terá avisado, mais uma vez, que não iria apresentar propostas no programa eleitoral que não pudesse cumprir.

No rescaldo do conselho nacional, realizado segunda-feira à noite, onde a palavra de ordem foi 'renovação' e se destacou a necessidade de delinear uma estratégia de 'política de verdade' sem euforias pelos resultados nas europeias, Ferreira Leite não deu qualquer sinal sobre coligações pós-eleitorais em caso de vitória em maioria relativa.

Sem a presença de Paulo Rangel, cabeça-de-lista às europeias, que se encontra em Bruxelas, os discursos mais ouvidos, a seguir ao da líder, foram os de Pedro Passos Coelho e António Capucho.

A dúvida, agora, é saber se Ferreira Leite integrará ou não Passos Coelho nas listas. Havendo a possibilidade de o seu nome ser proposto pelo distrito de Vila Real, cabe à presidente social-democrata aprovar ou vetar o seu nome. E ninguém arrisca a sua decisão uma vez que não deu qualquer sinal.

Passos Coelho mantém as divergências no partido, mas está disponível para ser deputado. Ontem à noite, reconheceu que o processo de formação das listas não será 'inteiramente pacífico', mas que 'ninguém no PSD vai ficar agarrado ao lugar'. Depois insistiu que o desejável para o partido é a maioria absoluta, ainda que não a tenha pedido. O antigo líder da JSD sublinhou, apenas, que os sociais-democratas devem lutar por uma 'maioria o mais confortável' possível. Já António Capucho pediu unidade interna.

As referências a uma vitória do PSD sem maioria absoluta foram feitas por alguns conselheiros pedindo que se governe em minoria sem coligação com o CDS. Isto num cenário em que os sociais-democratas ganhem as Legislativas.

A direcção do partido nada diz, a não ser que o PSD vai sózinho a eleições. O que subentende que PPM e MPT fiquem pelo caminho no capítulo de coligações pré-eleitorais. Aliás, o facto dos dois partidos terem quatro deputados na bancada há muito que gerava algum mal-estar entre parlamentares. Mas Ferreira Leite apenas disse esta terça-feira que nada foi decidido.

Dentro do PSD parece ganhar força a tese de que os sociais-democratas farão o discurso de campanha de que por um voto se ganha, por um voto se perde, apontando caminho a um quadro de governo minoritário se vencerem as legislativas.

O próximo conselho nacional será, com certeza, bem diferente do dia 22 de Junho. Até ao final de Julho deverá ter lugar outro para aprovar listas e programa eleitoral. Na próxima Legislatura a bancada do PSD será bem diferente da actual.

 

Cristina Rita

publicado por luzdequeijas às 12:02
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POTUGAL MALPARADO

 

  Vítor ConstâncioVítor Constâncio
24 Junho 2009 - 00h30

Banco de Portugal: Boletim estatístico de Abril

Malparado subiu 7,2 milhões/dia

Com o acentuar da crise, os portugueses têm vindo a sentir mais dificuldade em pagar os créditos. Em apenas um ano, os calotes de empresas e particulares à Banca atingiram os sete mil milhões de euros, mais 2,6 mil milhões do que em Abril de 2008. Na prática, o malparado subiu 7,2 milhões de euros/dia.

Segundo dados do Banco de Portugal, em Abril deste ano os particulares deviam aos bancos 105,5 mil milhões de euros, dos quais 3,3 eram referentes a cobrança duvidosa. O incumprimento aumentou 2,3 milhões de euros por dia, sobretudo devido às dificuldades em garantir o pagamento do empréstimo da casa. Na habitação, o malparado subiu um milhão por dia face ao mesmo mês de 2008.

O cenário piorou ainda mais no tecido empresarial do País. Olhando para os números, em Abril as empresas deviam à Banca 117,3 mil milhões de euros (mais dez milhões do que há um ano).

Num ano, o valor do malparado das empresas nacionais subiu quase para o dobro: de apenas 1,93 para 3,7 mil milhões de euros. Feitas as contas, os calotes dos empresários aumentaram quase 4,9 milhões de euros por dia.

Para esta subida contribuiu fortemente o sector da construção civil, que também quase duplicou o valor da cobrança duvidosa.

Há um ano as empresas desta área registavam um incumprimento de 604 milhões, valor que disparou para 1,13 mil milhões em Abril deste ano. Os calotes aumentaram 526 milhões num ano, o equivalente a 1,44 milhões de euros por dia.

Com a economia a contrair e a confiança em baixa, o imobiliário foi, a par da construção, outro sector a penalizar o nível de cobrança duvidosa. O malparado subiu de 375 para 986 milhões, ou seja, mais 1,67 milhões por dia.

Os dados do Banco de Portugal mostram também que o valor do crédito atribuído não diminuiu. Num ano, os bancos emprestaram mais 2,4 mil milhões aos particulares e dez mil milhões às empresas.

PORMENORES

REMESSAS

As remessas dos emigrantes fixaram-se em Abril nos 676 milhões, uma quebra de 8% nos primeiros quatro meses do ano face ao período homólogo.

CRÉDITO À HABITAÇÃO

A taxa de juro média praticada pelos bancos no crédito à habitação voltou a recuar em Abril pelo quinto mês consecutivo.

DEPÓSITOS A PRAZO

Os juros reais dos depósitos a prazo pagos pelos bancos em Portugal quase duplicaram ao longo de um ano.

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO MALPARADO (Em milhões de euros)

Janeiro 2008: 1.654 (empresas) / 2.277 (particulares) 

Fevereiro 2008: 1.746 (empresas) / 2.390 (particulares) 

Março 2008: 1.878 (empresas) / 2.482 (particulares) 

Abril 2008: 1.935 (empresas) / 2.523 (particulares) 

Maio 2008: 2.072 (empresas) / 2.594 (particulares) 

Junho 2008: 2.071 (empresas) / 2.650 (particulares) 

Julho 2008: 2.131 (empresas) / 2.734 (particulares) 

Agosto 2008: 2.403 (empresas) / 2.801 (particulares) 

Setembro 2008: 2.364 (empresas) / 2.885 (particulares) 

Outubro 2008: 2.542 (empresas) / 2.930 (particulares)  

Novembro 2008: 2.682 (empresas) / 3.036 (particulares) 

Dezembro 2008: 2.514 (empresas) / 2.877 (particulares) 

Janeiro 2009: 2.753 (empresas) / 3.002 (particulares) 

Fevereiro 2009: 3.069 (empresas) / 3.163 (particulares) 

Março 2009: 3.460 (empresas) / 3.295 (particulares) 

Abril 2009: 3.711 (empresas) / 3.383 (particulares) 

TOTAL DE CRÉDITO CONCEDIDO A PARTICULARES E EMPRESAS EM ABRIL DE 2009: 250.674 milhões de euros

ABRIL DE 2009 (em milhões de euros)

HABITAÇÃO

Total dos empréstimos: 105.546

Cobranca duvidosa: 1.745

CONSUMO

Total dos empréstimos: 15.438 

Cobranca duvidosa: 910

IMOBILIÁRIAS

Total dos empréstimos: 42.653

Cobranca duvidosa: 986

CONSTRUÇÃO

Total dos empréstimos: 22.673

Cobranca duvidosa: 1.130     

Fonte: Banco de Portugal   

Diana Ramos com P.H.G.

publicado por luzdequeijas às 11:57
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PREVISÕES ASSUSTADORAS

d.r. 
24 Junho 2009 - 11h43

Desemprego nos 9,6%

OCDE: PIB português deve cair 4,5%

A OCDE prevê uma queda em 4,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português para este ano e em 0,5 por cento para 2010. Por seu turno, o desemprego deve subir para 9,6 por cento em 2009, agravando-se para 11,2 por cento no próximo ano.

As previsões divulgadas esta quarta-feira em Paris são piores das estimadas pelo Governo, que espera uma contracção de 3,4 por cento este ano, e da Comissão Europeia, que antecipa uma queda de 3,7 por cento do PIB.

De acordo com a OCDE, 'apesar de um programa de consolidação orçamental, o défice de 2,6 por cento do PIB registado em 2008, já foi maior do que esperava devido ao forte impacto da recessão no último trimestre do ano passado'. Face a este indicador, a instituição prevê que a situação se 'deteriore substancialmente'.

A OCDE sublinha também que as 'medidas tomadas de apoio à economia centradas no investimento público, no apoio às empresas e às exportações, e no apoio social, vão agravar directamente o défice em 0,8 por cento do PIB em 2009'.

 

 

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Freeport

 

Fotomontagem (Luís Neves / José Sena Goulão, Lusa / Jorge Paula)   O ex-secretário de Estado Rui Gonçalves recebeu competência delegada por José Sócrates neste processo. Primeiro chumbou, de forma estratégica, admitem investigadores, e depois aprovouO ex-secretário de Estado Rui Gonçalves recebeu competência delegada por José Sócrates neste processo. Primeiro chumbou, de forma “estratégica”, admitem investigadores, e depois aprovou
24 Junho 2009 - 02h06

Caso Freeport

Secretário de Sócrates interrogado

Rui Gonçalves desempenhou um papel fundamental no processo de aprovação do Freeport em Alcochete. Por isso, foi ouvido como testemunha na passada sexta-feira, mas não é de excluir que, tal como aconteceu com Carlos Guerra, antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), venha a ser constituído arguido.

O Correio da Manhã sabe que essa possibilidade está em cima da mesa, tanto em relação a Rui Gonçalves, como a outras pessoas, já ouvidas como testemunhas. Fique a saber tudo na edição desta quarta-feira do CM.

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ALERGIA À DEMOCRACIA

 

 
24 Junho 2009 - 00h30

Heresias

Estratégia Chávez

Quando Sócrates identificou a TVI como sua inimiga, surgiram notícias de incitamentos ao mais alto nível para que esta fosse comprada. O intuito visível desse eventual negócio é político.

A TVI causa a Sócrates o mesmo incómodo que o ‘Independente’ provocava aos governos de Cavaco Silva – mas com a amplificação popular que a televisão permite. É na TVI que se discute o confuso currículo do primeiro-ministro. É aí que as ‘reformas’ são desmontadas e que muitos ministros vêem expostas as suas estreitezas.

Sócrates convive mal com quem não o aprecia (prefere a doçura da SIC na semana passada). Por isso, é natural que tente imitar o seu amigo venezuelano que encerrou uma televisão que o criticava. Felizmente estamos na Europa – aqui não se fecha: manda-se comprar.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

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AVALIAÇÂO DOS PROFESSORES

 

 

Director
José Leite Pereira

Director Adjunto
Alfredo Leite

Subdirector
Paulo Ferreira
<input ... > Pesquisar
 
 
 

"Foi errado fazer uma avaliação dos professores tão exigente"

 

<input ... >2009-06-18

H.C.

Durante a tarde, à margem do debate da moção de censura apresentada pelo CDS, o primeiro-ministro assumiu o primeiro erro da governação: a fraca aposta no sector cultural. À noite, em entrevista à SIC, José Sócrates reafirmou esse erro e admitiu outros dois: a ideia de que o Executivo fazia reformas contra algumas classes sociais e o modelo de avaliação dos professores, demasiado exigente.

"Um dos erros que cometemos foi deixarmos instalar a ideia de que, quando fazíamos reformas ao serviço do interesse geral, agíamos contra algumas classes sociais. Claro está que o Governo não age contra classes sociais", declarou José Sócrates, especificando que se referia, por exemplo, aos juízes e aos professores.

Foi precisamente no sector do Ensino que o primeiro-ministro reconheceu outra falha. "Gostaríamos de não termos cometido o erro de apresentar uma avaliação (dos professores) tão exigente, tão complexa, tão burocrática", afirmou, embora vincasse que "os sindicatos também deviam meter as mãos à consciência.

Apesar de assegurar que, no sector da Educação, foram tomadas "as reformas necessárias", José Sócrates já não garantiu se manterá a ministra da Educação, caso ganhe as eleições legislativas. "Quanto ao futuro Governo, não me quero comprometer com nada. Um futuro Governo será um novo Governo, com novas responsabilidades", afirmou apenas.

Numa entrevista de uma hora, Sócrates, num tom menos crispado do que o habitual, num tom mais suave, desdobrou-se em explicações sobre as medidas do Governo e tentou marcar a diferença com o PSD, que acusou de querer privatizar a Segurança Social e de ser contra os investimentos públicos, como o TGV, cuja aposta Sócrates mantém. "Tomar a decisão da adjudicação em Agosto ou Outubro não altera nada. Quem ganhar as eleições decidirá", alegou.

Não resistiu a mandar algumas farpas a Manuela Ferreira Leite, mas já se recusou atacar Dias Loureiro pelo envolvimento no caso BPN. Preferiu apontar o dedo à atitude "criminosa" do ex-administrador Oliveira e Costa e apoiar Constâncio: "A supervisão falhou em todo o mundo. Só aqui é que se ataca o governador".

Sócrates defendeu, assim, a nacionalização do BPN, considerando que se o banco abrisse falência abalaria a confiança no sistema bancário. "Era um risco que não podíamos correr", afirmou. Com o BPP, o caso já era diferente: "Aceitámos que aquele banco podia falir, desaparecer, mas era uma morte assistida, controlada".

Declarando-se "satisfeito" consigo próprio, Sócrates reafirmou o objectivo de renovar a maioria absoluta. E recusou coligações. "O objectivo do PS é fazer uma coligação com o país", rematou.

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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Frente a Frente

 

 Sócrates está a pagar o que fez aos adversários

Quem diria que seria com José Sócrates como líder que o PS teria o mais baixo número de votos da sua história ?

Este recorde é, de facto, impressionante. E, não desejando eu mal a ninguém, não posso deixar de assinalar a ironia de ser exactamente quem, na vida política portuguesa, mais tentou causticar os resultados negativos dos seus adversários, aquele que tem de passar por esta humilhação.

Tendo ficado abaixo de um milhão de votos (946 000), José Sócrates atingiu uma proeza negativa com dimensão nunca alcançada por qualquer dos seus antecessores.

publicado por luzdequeijas às 18:43
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"Limite para Impostos"

( .... ) Detenho-me, sim, no argumento infeliz que Sócrates deu na sua mais recente entrevista, quando referiu o exemplo da ponte 25 de Abril.

O primeiro-ministro disse que era de uma geração que recebeu poucas infra-estruturas e, por isso, agradece as que lhe couberam em herança. E acrescentou: por exemplo, a ponte 25 de Abril, não foi óptimo fazê-la ? De facto foi. O argumento parece irrespondível.

Mas há que voltar ao básico. E o básico da política não são as inevitabilidades, mas as escolhas. O mesmo primeiro-ministro que fez a ponte, deixou-nos, como Sócrates bem sabe, um país rural, atrasado, sem liberdade e com uma guerra colonial. E os que (já em democracia, como Sócrates) nos deixaram auto-estradas, pontes, centros culturais, rotundas, piscinas e o que mais quiserem, legaram-nos, igualmente, pesadas heranças. Por exemplo: uma sociedade civil incipiente, demasiada dependente do Estado e esmagada por impostos; um sistema demasiado assente na banca e nas obras públicas; um país onde a corrupção é muito maior do que o admissível e no qual as derrapagens das obras são constantes; uma educação deficiente; uma justiça cujo funcionamento é vergonhoso; uma administração pública desorganizada e que gasta desenfreadamente, cada vez mais. A coroar isto, deixou-nos ainda uma dívida enorme que nós e os nossos filhos andamos a pagar a golpes de impostos, taxas e outras formas de assalto ao bolso dos cidadãos; nós que somos talvez o país que mais impostos paga para o retorno (de apoio social e de infra-estruturas) que tem. 

Foi esta (e não apenas pontes e auto-estradas) a herança que recebeu a nossa geração. E este é o balanço e a questão que cada um de nós terá de colocar a si próprio antes de apoiar ou criticar o TGV: se considerarmos a Alta Velocidade uma prioridade ou se pretendemos aplicar dinheiro e energias a resolver problemas que se arrastam há décadas ? Porque, se não pararmos neste caminho, a dívida há-de engolir a herança que vamos deixar aos nossos filhos e netos.

Expresso  20-06-2009  

publicado por luzdequeijas às 16:31
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" ORIGEM DA CRISE"

" Escola anglo-saxónica está na origem da crise"

A corrente de gestão anglo-saxónica, em que a remuneração accionista está o topo das prioridades, é uma das causas da actual crise económica. Quem o defende é Jan Hoogervorst, especialista na área de governação corporativa e reengenharia de processos que recentemente esteve em portugal para participar num evento da Oracle. Para ese especialista holandês, que há pouco tempo lançou o livro "Enterprise Governance and Enterprise Engineering" (Governação corporativa e engenharia corporativa), é fundamental a criação de um novo estilo de gestão que também tenha em conta os interesses dos clientes e dos trabalhadores da empresa. "Em muitas empresas, esqueceu-se a qualidade dos produtos e o interesse dos clientes para dar a atenção apenas à realização de dinheiro (bottom line)", afirma Jan Hoogervorst. Lembro-me de uma declaração de um executivo de um fabricante de automóveis: "Não existimos para construir carros, mas sim para fazer dinheiro". É uma atitude e uma mentalidade terrível que estão na origem da actual crise", critica o especialista holandês, referindo que esses valores de satisfazer cegamente os accionistas já tinham estado na origem das megafraudes ocorridas há poucos anos nos EUA (Worldcom e Enron).

"Estou contra a governação corporativa de cima para baixo, mecanicista, baseada apenas em rácios de rentabilidade, controlo de objectivos, etc.", acrescenta. Jan Hoogervorst acredita que, quando esta crise acabar, irá prevalecer uma visão de longo prazo, mais focada nos outros actores interessados (clientes e trabalhadores) e não apenas nos accionistas.

" Na Holanda e outros países já existem sinais de que se está a retroceder nesta lógica e que se deve voltar às funções básicas de uma empresa: vender produtos de qualidade para um consumidor". Ou seja,colocar em primeiro lugar o cliente e não as metas financeiras e emocionais do valor accionista. "O problema é que as pessoas muitas vezes não aprendem a lição, é muito difícil mudar de hábitos e ter uma postura mais ética", admite o autor.

Para que haja uma governação correcta na empresa, Jan Hoogervorst sustenta que " as empresas devem ser "desenhadas" de forma orgânica e integradas, de forma a tirarem partido da criatividade e das capacidades intelectuais dos trabalhadores". Uma disciplina a que o autor holandês chama de "engenharia corporativa" e que é o oposto ao estilo de gestão "de cima para baixo" e focada num planeamento e num pensamento racional.

" O tipo de organização que defendemos não nasce espontâneamente. Para evitar o falhanço da estratégia, a organização deve ser desenhada para o efeito e não estar focada no comando e controlo", conclui o especialista holandês.

João Ramos - Expresso 20-06-2009 

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O ESTADO DA NAÇÃO

Novas fronteiras para a pobreza

 

"Actualidade / Notícia

Mariline Alves 
23 Junho 2009 - 00h30

Estatísticas: Apesar do alívio, a carga fiscal aumentou em sete anos

Crise leva 3 mil milhões de euros

Em apenas cinco meses, os cofres do Estado perderam 3,14 mil milhões de euros em receitas fiscais. As medidas usadas para minimizar o efeito da crise, aliadas à quebra no consumo, resultam numa descida na cobrança de impostos equivalente a 21 milhões de euros por dia, mostram dados da Direcção-Geral do Orçamento.

O IVA é responsável por quase metade da descida verificada nas receitas fiscais. Há um ano, o imposto aplicado aos bens de consumo fazia chegar aos cofres do Estado 5,8 mil milhões de euros, quando hoje apenas capta 4,3. A descida traduz uma perda de 1,5 mil milhões de Janeiro a Maio.

Também o IRS teve forte peso na variação, ao registar uma quebra de quase 20%: menos 784 milhões.

O Ministério das Finanças justifica a descida com a aceleração dos reembolsos de IRS e com o aumento das transferências para as autarquias. Para o Governo, descontando "as medidas activas de política fiscal", a perda resume-se a apenas 9,8%.

Apesar deste aparente alívio que a crise trouxe à carga fiscal, o certo é que os portugueses estão a sentir cada vez mais a mão do Estado no seu bolso. É o que revela um relatório do Eurostat, ao mostrar que o peso dos impostos aumentou de 34,3% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2000, para 36,8% em 2007. Ou seja, por cada 100 euros ganhos os portugueses tiveram de entregar, em 2007, 36,8 euros, mais 2,5 euros do que em 2000.

Em 2007 o País aproximou-se da média europeia em termos de carga fiscal. Mas a análise aos sete anos mostra que na Europa a tendência tem sido de desagravamento do peso dos impostos e das contribuições para a Segurança Social.

IMT TEM ALERTA PARA FUGAS A PENHORAS

O Fisco tem um programa informático que alerta para a tentativa de os contribuintes objecto de penhora alienarem os seus bens, em particular quando se trata de bens imóveis. Segundo apurou o CM junto de fonte das Finanças, a venda de bens imóveis por parte de contribuintes sujeitos a penhoras é detectada quando é pedida a simulação do Imposto Municipal sobre Transacções (IMT). "Os chefes de Finanças têm capacidade para verificar se existem penhoras sobre os bens em venda. E se esse for o caso, há a possibilidade de acusar o contribuinte do crime de frustração de créditos", adiantaram ainda fontes do Fisco.

Os mesmos responsáveis alertaram para o facto de o Estado "não perder nada" com a venda do imóvel. "Se existe uma penhora registada sobre o bem imóvel, quem compra arrisca-se a ver o prédio executado pelas Finanças, como já aconteceu".

O artigo 819 do Código Civil refere que quando a penhora está registada a venda não é oponível mesmo quando se trate de terceiros com boa-fé.

EXECUÇÕES COM 146 QUEIXAS

As execuções fiscais estiveram na base de 162 queixas apresentadas em 2008 à Provedoria de Justiça, ocupando pela primeira vez o primeiro lugar em termos de número de processos desenvolvidos por esta entidade no domínio da fiscalidade. Do universo, 86 queixas visaram especificamente a actividade bancária.

NOTAS

DÉFICE: OITO VEZES

Por causa da quebra nas receitas, o défice subiu quase oito vezes nos primeiros cinco meses do ano, face ao período homólogo

DINAMARCA: CAMPEÕES 

Os dinamarqueses são os que mais contribuem para as receitas fiscais do Estado. O peso fiscal atinge os 48,7% do PIB

Diana Ramos / Raquel Oliveira / M.A.G.
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PS - FICÇÃO DEMOCRÀTICA

 
23 Junho 2009 - 09h00

Causas e Consequências

O Partido Socialista

Por junto, o PS ganharia as próximas legislativas se a forma como governou o país fosse subitamente esquecida.

Ao que parece, o sr. César dos Açores, num acesso de rara clarividência, descobriu que a melhor forma de o PS ganhar as eleições era pôr um ‘biombo’ à frente de uma longa lista de ministros. De acordo com esta miraculosa receita, se o Governo saísse de cena, a três meses das legislativas (e se o sr. César, já agora, garantisse que iria ficar caladinho), os portugueses voariam em massa para os braços daquele que é o único responsável pela escolha dos ditos ministros. Para que este louvável objectivo se verificasse, os eleitores tinham apenas que esquecer, entre outros feitos menores, a grandiosa reforma na Educação, o extraordinário sucesso da economia doméstica, o arrojado plano de investimentos públicos, o espectacular controlo das contas públicas e os magníficos dotes oratórios de alguns propagandistas de serviço. Tudo visto e somado, o PS ganharia, quem sabe se com maioria absoluta, se a forma como governou o país fosse subitamente esquecida.

Não valeria a pena perder tempo com este tipo de obituários se estes não revelassem o que vai, neste momento, pela cabeça dos socialistas: uns querem dar sumiço aos ministros, outros exigem que o líder incontestado mude de estilo (ou de personalidade), outros defendem uma ‘comunicação’ mais eficaz e todos, no fundo, reconhecem que a derrota do partido nas europeias foi um castigo particularmente merecido.

No meio da hecatombe, salva-se naturalmente o PS: o PS que quer ter uma palavra a dizer sobre o novo programa do dr. Vitorino, o PS que vai finalmente ser ouvido, o PS que já, na última Comissão Política, conseguiu debitar umas opiniões perante a complacência do chefe. Infelizmente, esse PS, com que sonha agora o PS, deixou pura e simplesmente de existir: nestes últimos quatro anos, transformou-se numa mera caixa de ressonância do Governo, onde predominam Lelos e companhia, incapaz de transmitir qualquer sinal exterior de inteligência política. Resta, portanto, por muito que isso custe a algumas sibilas retroactivas, o eng. Sócrates e a sombra dos seus ministros. Com mais ou menos simpatias, com mais ou menos sorrisos, é ele que irá a votos nas próximas legislativas. Não o PS, essa ficção democrática que, com ele, deixou de existir. E, sem ele, pagará caro o facto de não ter existido.

Constança Cunha e Sá, Jornalista

 

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

ANJO FEROZ

Não há como uma derrota eleitoral para que os políticos desçam à terra. A aterragem forçada tem efeitos psicológicos devastadores, estando na origem de comportamentos políticos imprevisíveis e, por isso mesmo, surpreendentes.

Quando perdeu as autárquicas de 2001, António Guterres teve uma revelação. Descobriu o pântano, arrumou as malas e foi para casa. Dois anos depois aconteceu a mesma desgraça a Durão Barroso, nas eleições europeias. Com a rapidez que o caracteriza, entendeu os sinais e zarpou para Bruxelas.

O choque com a realidade, ou seja, com a derrota nas urnas, teve um efeito diferente em José Sócrates. Ganhou asas. Arrependido, humilde, compreensivo. Não há dúvidas de que a democracia faz milagres. Esta extraordinária mudança levanta uma dúvida: como é que um político pode ser em quatro meses o que não foi em quatro anos ? E qual é o verdadeiro ? O determinado da primeira fase, ou o arrependido da  segunda? Será que entre os dois personagens só há de comum o nome ? Os portugueses vão andar baralhados nos próximos tempos.

Esta súbita mudança tem consequências práticas. Já sabíamos que o país estará em campanha eleitoral nos próximos quatro meses. Ficámos agora a saber que, além de parado, o país poderá assistir à revisão de muitas políticas do actual Governo. ou seja, entrámos no eleitoralismo puro e simples.

O primeiro sinal foi o adiamento do TGV. Medida acertada. Mas que é tomada, não por convicção mas por táctica. outra foi o anúncio da morte da avaliação dos professores. Não por arrependimento genuíno, mas porque o PS perdeu o voto dos professores. E é só o princípio. Quatro anos de governação serão atirados para o lixo em quatro meses, em tudo o que for impopular. Alguns ministros desaparecerão do mapa, na impossibilidade de fazer uma remodelação. O Governo será José Sócrates. Até Outubro vai ser uma farsa. Depois, ai de quem vier. O país chegará lá exaurido, mais pobre, endividado e sem estratégia. Os sinais são alarmantes, qualquer que seja o indicador que se analise.

O problema dos políticos quando estão no poder é só descobrirem a realidade tarde de mais. Foi assim com Guterres, com Barroso e agora com Sócrates. O problema é que eles vão e o país fica. E fica com os problemas de sempre por resolver.

Expresso    20-06-2009

publicado por luzdequeijas às 21:28
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DÍVIDAS DO ESTADO

Estado deve 3,2 mil milhões de euros .

Um estudo da Intrum Justitia conclui que se a Administração Pública portuguesa pagasse as suas facturas a tempo, tal equivaleria a uma injecção na economia de e 3 200 milhões. Deste modo, e ainda segundo o mesmo documento, Portugal aparece como o sexto país (atrás de Itália, Espanha, França, Reino Unido e Alemanha) onde a injecção na economia seria maior se a Administração Pública pagasse as facturas nas datas estipuladas.

Expresso    20-06-2009

publicado por luzdequeijas às 21:17
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Défice de 2008

Teixeira dos Santos fez um enorme esforço de consolidação das contas desde que chegou ao Governo. Em dois anos conseguiu baixar a fasquia dos 3%.

Mas por pouco tempo. A crise chegou e obrigou a recuperar o velho truque das receitas extraordinárias. Se não fossem elas, o défice de 2008 teria sido de 3,7% e não de 2,6%.

O Governo corre o risco de terminar o mandato no ponto em que começou.

Expresso - 20-06-2009

 

Comentário - A ingratidão é uma das maiores injustiças que pode ser cometida. Desta feita foi atingida Manuela Ferreira Leite. Não esquecer que ela recebeu um défice acima dos 3% e se não o tivesse corrigido num só ano, sujeitaria Portugal a sanções e a perder os subsídios de Bruxelas. Foi a herança do famigerado "pântano", no qual José Sócrates também ficou muito sujo. Teixeira dos Santos recebeu um défice calculado por Constâncio que vai para cima dos 6%. Tal número deixou muitas dúvidas a toda a gente!

Eram as receitas extraordinárias (?), sem as quais MFL teria deixado Portugal em maus lençóis, e a culpa era toda da governação socialista! Foi criticada por todo o PS, esquecidos do pântano.

Teixeira dos Santos beneficiou das alterações de Bruxelas às regras de correcção, que passaram a conceder três anos para tal efeito. MFL teve de "vender os anéis", agora Teixeira dos Santos está a fazer o quê ?

publicado por luzdequeijas às 19:20
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"Fraude Fiscal"

A polícia Judiciária esteve na quarta-feira nas instalações da JP Sá Couto, que fabrica o computador "Magalhães". Segundo a empresa, tratou-se de uma "mera visita de rotina relacionada com um processo de fraude fiscal" que data de 2005. A JP Sá Couto foi, no primeiro trimestre do ano, a maior empresa de computadores no mercado português, com as vendas a crescer 1 308,5 % impulsionada pelo portátil "Magalhães".

 

Comentário - Não fica bem à empresa que fabrica o computador "Magalhães", celebrizada e promovida por Sócrates, estar envolvida em suspeitas de fraude fiscal. E, mesmo sem esquecer a obrigatória presunção de inocência, o Governo deveria ter mais cuidado com as empresas a que se associa, principalmente quando as suspeitas já vêm de trás.

Expresso - 20-06-2009

publicado por luzdequeijas às 19:19
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Reavaliar Investimentos Públicos

Vinte e oito economistas apelam a Sócrates para reavaliar investimentos públicos

 

Signatários propõem recurso a um painel consultivo de economistas, gestores e engenheiros, nacionais e estrangeiros, de reconhecido mérito

 

É um grupo ecléctico que partilha a mesma convicção: é um absurdo insistir em investimentos públicos de "baixa ou nula rentabilidade e com fraca criação de emprego em Portugal".

Entre os 28 economistas que subscrevem o apelo ao Governo de José Sócrates estão oito ex-ministros das Finanças com diferentes ideologias. São eles Eduardo Catroga, Henrique Medina Carreira, João salgueiro, José Silva Lopes, Luís Campos e Cunha, Miguel Beleza, Manuel Jacinto Nunes e Miguel Cadilhe.

O alerta é justificado com o sobreendividamento da nossa economia e com o empobrecimento do país. TGV, novas auto-estradas e futuro aeroporto de Lisboa vão aumentar a dívida pública,  o que os torna projectos "de alto risco para os contribuintes e para a sustentabilidade financeira do Estado".

Expresso- Economia - 20-06-2009 

publicado por luzdequeijas às 18:42
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Política do show off !

05 Julho 2005

Programa de Investimento em Infra-estruturas Prioritárias (PIIP)

 
O Governo apresentou hoje o seu Programa de Investimento em Infra-estruturas Prioritárias e, tenho que reconhecer que, mais uma vez, demonstrou que é mestre em marketing, pondo a nu, no entanto, que a política séria e competente é muito diferente da política do show off !
 
 

 

Efectivamente o que vimos hoje foi uma feira de vaidades a passear-se no CCB e um Primeiro Ministro a fazer pompa e circunstância à volta de um prato requentado, uma manta de retalhos de ideias já velhas e gastas.

Uma vez mais, o Governo foi buscar a Ota e o TGV como grandes estrelas de uma festa que não faz sentido fazermos. O investimento público, no caso investimento que ascende aos 9.029 milhões de euros, não é a tábua de salvação de um país com défices excessivos e com uma despesa pública incontrolável. Se, por um lado, o investimento público pode ajudar a dinamizar a economia (já que é uma injecção de capital), a longo prazo acabará por pesar nos bolsos de todos nós. Porque a ideia de que todos estes projectos, agora apresentados, se farão com privados, pretendem fazer esquecer que os privados procuram lucro. No caso, a factura será devolvida ao Estado, já que foi este que os foi buscar para parceiros das suas grandes obras.
 

Mais grave ainda é o facto de tais grandes obras serem polémicas, casos da Ota e do TGV, opções que ainda não ficou demonstrado serem as mais urgentes e as economica e tecnicamente mais adequadas. Mas são, claro está, as que mediaticamente causam mais impacto, já que são grandes obras! Nem sei como ficou fora do pacote a terceira travesia do Tejo!

A maior fatia do bolo dos investimento, porém, não vai para nenhuma das grandes obras, mas fica com o programa de produção de energia eólica. Estando afastada a hipótese de instalação de uma central nuclear, o Governo aposta forte na produção de energia por fontes renováveis, principalmente na eólica. É uma forma que contribui para o cumprimento das metas de Quioto, no que diz respeito às emissões de CO2, que ajuda à diminuição da dependência face ao petróleo e aumenta a eficiência do sector energético. Por aqui até me parece que podemos estar no bom caminho. Importante é saber como pretende o governo gastar os 2.500 milhões de euros previstos para o sector!

Do Programa de Investimento em Infra-estruturas Prioritárias percebe-se que grande parte será concretizado à base de parcerias público-privadas. Confesso que nada tenho contra as PPP, que reconheço serem uma forma de se entregarem aos privados actividades tipicamente desenvolvidas pelo Estado, conseguindo, assim, maior eficiência e ganhos económicos significativos. Acho, até, que são uma forma bastante racional de levar a cabo as tarefas tipicamente a cargo da Administração, já que a noção do Estado auto-suficiente já não faz o mínimo sentido, na medida em que tal ideia não é nem economicamente viável nem sequer desejável, já que se provou que, na maioria dos casos, a gestão privada tem inúmeras vantagens face à gestão pública. Porém, não me parece que o investimento público, ainda que concretizado através de PPP, seja a solução para os problemas estruturais da nossa economia. Quando o Estado continua a 'comer' grande parte dos rendimentos das empresas e a criar dificuldades, a todos os níveis, àqueles que querem investir, não pode tentar tapar o buraco que é a falta de competitividade da nossa economia e a fraca capacidade de atracção do investimento dos privados, com o investimento público. A curto prazo gera-se a ideia de riqueza mas, no fundo, tudo continuará na mesma! Cavaco Silva, nos seus Governos, também seguiu este caminho e viu-se que o desenvolvimento dos anos dourados do cavaquismo não era sólido e não tinha bases de sustentação. O mesmo Cavaco Silva veio, há pouco mais de um mês, dizer que o investimento público não é, nem pode ser, tábua de salvação!

Portugal precisa de empresas competitivas e de empresários dispostos a investir a sério em Portugal. Não precisa de privados ao colo dos investimentos públicos, pagos, em última análise, pelo nosso dinheiro!

Por isso estes programas, apresentados com tanta pompa, não me convencem. São balões de ar para quando a situação é má, mas não resolvem os nossos problemas estruturais. Construída a Ota e feito o TGV, e, claro está, inaugurados em prime time em 2009, vamos ter que os pagar, e aí vamos perceber que a factura é, talvez, alta demais!
 

Valor do investimento público por sectores/projectos:

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publicado por luzdequeijas às 17:45
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PROPAGANDA GOVERNAMENTAL

Foi você quem pediu um PIIP ?

A CINCO de Julho de 2005, quatro meses após a tomada de posse, José Sócrates entrava no Centro Cultural de Belém para anunciar o que seria o plano de investimentos para a legislatura.

O Programa de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias (PIIP) previa uma despesa de 25 mil milhões de euros até 2009, entre verbas públicas e privadas. Quatro anos depois, o SOL tentou saber quanto foi efectivamente gasto daquela verba, mas não conseguiu obter resposta.

A sigla PIIP parece já ter caído no esquecimento. 

O Ministério da Economia que deveria coordenar o programa, é omisso quanto ao grau de execução global do plano.

Por seu turno, o Ministério das Obras Públicas de Mário Lino refere que a concessão Grande Lisboa está em fase de conclusão e que a ligação Amarante-Bragança está assegurada por duas concessões rodoviárias (Túnel do Marão e Auto-estrada Transmontana). Os concursos de Alta Velocidade estão lançados, o concurso do aeroporto está «na recta final» e o projecto de redes de Nova Geração já foi lançado.

O ministério do Ambiente, por seu turno, avança que a reabilitação do parque habitacional propriedade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana está em curso e envolve 55 milhões de euros.

Já o apoio à reabilitação do parque habitacional municipal abrange 9.600 fogos e um investimento total total de 127 milhões de euros. O financiamento às Sociedades de Reabilitação Urbana deverá ascender a 145 milhões de euros e há 500 milhões de euros do FEDER para programas locais de reabilitação. Já os programas para a competitividade regional ascendem a 81 milhões de euros de investimento elegível.

SOL - 19-06-2009 

 

Comentário - Percebe-se ter havido uma total desresponsabilização e falta de controle do programa anunciado, pomposamente.

Abertura de concursos, intenções, mais intenções e a propaganda foi uma constante para preencher telejornais. E só....-  

publicado por luzdequeijas às 16:45
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EMPRESAS FAMILIARES

A FLEXIBILIDADE  de uma empresa familiar pode ser uma vantagem competitiva para ultrapasar a crise. A ideia foi defendida esta semana por Miguel Júdice, CEO do grupo lágrimas, durante o jantar / tertúlia da Associação de Alunos do Executive MBA do ISCTE.

«As empresas familiares são resistentes porque são muito flexíveis, explica o gestor da área de Turismo, referindo que estas empresas têm a liberdade de tomar «decisões muito rápidas e não estão dependentes da bolsa, dos accionistas, dos bancos».

Segundo Júdice, as empresas familiares «têm potencialidades para resisatir às crises também porque a gestão está muito mais próxima da realidade». Outro dos factores que entra para a lista de vantagens é o facto de os gestores não estarem focados nos objectivos a curto, mas sim a longo prazo. «Pensam mais na família, na continuidade, afirma o responsável.

Opinião semelhante tem Rogério do Ó, presidente da Associação que esteve por detrás da organização deste jantar / tertúlia. «Uma empresa pequena tem essencialmente uma perspectiva mais do terreno que lhe permite acomodar os seus custos à realidade», defende o responsável, que é também director financeiro do Banco Mais.

Sobre o encontro, que reuniu cerca de meia centena de pessoas no restaurante Eleven, Rogério do Ó explica que o objectivo é a troca de opiniões e experiências. «Trata-se de aprendermos esta realidade das empresas familiares», acrescenta.

Rogério do Ó lembra também que «200 das mil maiores empresas europeias são familiares». «Em Portugal as empresas melhor apetrechadas para vencer o futuro são familiares», diz.

 

Agilidade gera o sucesso

 

Filho do ex-bastonário da ordem dos Advogados, Miguel Júdice está a gerir os negócios da família. Ao todo são quatro hotéis (um ainda por inaugurar), seis restaurantes, uma empresa de catering e seis spa.

Tudo começou com a Quinta das Lágrimas (em Coimbra), que desde há 15 anos funciona como hotel. Mas a propriedade já estava na família Júdice há 300 anos.

O CEO admite ser difícil identificar o segredo do sucesso, mas arrisca apontar, também aqui, a «agilidade» como factor principal. «E depois é preciso ter cuidado com os custos, ser profissional e competente», afirma.

SOL   -  19-06-2009  Joana Barros 

publicado por luzdequeijas às 15:45
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" UM A UM "

 

 
22 Junho 2009 - 09h00

Estado do Sítio

Tiro ao boneco

O presidente do Conselho vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto.

Vai animado o debate sobre a nova imagem do senhor presidente do Conselho. As opiniões dividem-se, uns garantem que o animal feroz continua vivo e de boa saúde, outros antecipam a sua rápida transformação num simpático miau-miau que os amantes de gatos e gatinhos adorariam ter em casa, deitado no sofá, pachorrento, fiel e sempre à espera dos mimos do dono. É evidente que o senhor presidente do Conselho garante que tudo isso não passa de uma enorme campanha negra, mais uma, e que presidente do Conselho só há um, ele e mais nenhum. Até pode ter razão.

Depois da enorme banhada eleitoral, em que o PS conseguiu a notável proeza de não atingir o milhão de votos, é muito natural que o senhor presidente do Conselho esteja a sentir-se muito mal, como se tivesse sido atropelado por um TIR cheio de pregados congelados numa das muitas estradas e auto-estradas sem trânsito que são o orgulho da gestão socialista. É natural por isso que o estilo humilde, a voz de veludo e a conversa sonsa da sua última entrevista na SIC não tenham acontecido por sugestão de um qualquer consultor de imagem, mas sim consequência de uns tantos comprimidos para o relaxe recomendados pelo farmacêutico da esquina. O que o senhor presidente do Conselho anda a fazer é muito pior do que uma manhosa mudança de imagem. Anda, pura e simplesmente, a atirar aos bichos os ministros que protagonizaram as reformas mais polémicas e mais custosas em matéria de popularidade e de votos.

A cena começou com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, estendeu-se às grandes obras públicas do regime, na pessoa do impagável ministro Mário Lino, e ameaça estender-se ao odiado ministro Jaime Silva, da Agricultura. Com uma máquina calculadora na mão, o ainda presidente do Conselho deste sítio cada vez mais mal frequentado ataca sem qualquer pudor as reformas que defendeu ferozmente no passado. Quando veio a público afirmar que a contestada avaliação dos professores era, afinal, tão exigente, tão complexa e tão burocrática, está tudo dito sobre a falta de vergonha de um senhor que não olha a meios para atingir os fins. A partir de agora, o senhor presidente do Conselho vai fazer tudo para salvar a sua pele. E vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto pelas suas políticas, pelas suas reformas, pela sua arrogância, pela sua propaganda e pelas suas mentiras eleitorais.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista
publicado por luzdequeijas às 11:47
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LOUÇÃ CONVERTIDO

 

 
22 Junho 2009 - 00h30

Heresias

O bloco que o Bloco quer

O manifesto de 28 economistas pedindo ao Governo que reavalie os grandes investimentos públicos é uma bomba política: pelo momento e pelo relevo dos protagonistas.

A novidade foi a reacção do Bloco de Esquerda: Louçã, talvez afligido por Vitalino Canas ter sido remetido para uma merecida obscuridade, liderou a defesa do Governo: increpou os autores de "ministros de pouca fama", insinuou manobras de "máfia financeira" e socorreu as grandes construtoras com um desvelo tal que o cheguei a imaginar, daqui a alguns anos, sentado entre Jorge Coelho e Dias Loureiro na administração de alguma delas.

Mas a causa imediata do achaque de Louçã deve ser outra – o Bloco já sonha em ir para o Governo com o PS, após as Legislativas, e convém ir mostrando serviço.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

 

publicado por luzdequeijas às 11:44
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Domingo, 21 de Junho de 2009

"MENINO de OURO"

O bezerro dourado

Arquivar em: Comentário, Media — ruicarmo @ 13:28
 

 

(…) Modéstia, afinal, não houve nenhuma. Salvo pormenores “formais” (a “burocracia” na avaliação dos professores, por exemplo), o eng. Sócrates reconheceu um único “erro”: o parco apoio à “cultura”, na presunção convicta ou simulada de que um punhado de filmes e peças por subsidiar é fonte de angústia colectiva. De resto, desfiou a propaganda do costume: reformas (?), progresso científico (?), redenção do ensino (?), crescimento económico (?), criação de emprego (?), controlo das contas públicas (toldado pela malvada “crise internacional”, a maior dos últimos cem, mil ou dez mil anos, não me lembro), benefícios do investimento estatal, energias “renováveis”, Magalhães, etc.

No final, confessou-se assaz contente consigo e com a sua “mundividência”. Para o futuro, conta com o “país moderno”, que “quer andar para a frente” e que “não se deixa abater”. Não conta, presume-se, com a chusma de pessimistas retrógrados que não apreciam as maravilhas que o Governo faz por eles.

Embora embrulhada no tom intimista dos programas nocturnos de rádio, trata-se da lengalenga de sempre e do eng. Sócrates de sempre, um homem curiosamente obcecado com ele mesmo e curiosamente convencido da própria importância. Convém moderar as comparações com Guterres. O assustadiço Guterres fugiu ao perceber que percebêramos o buraco em que nos meteu. O eng. Sócrates nunca abdicaria voluntariamente do poder. No máximo, abdica da imagem com que o desempenhou durante quatro anos, trocando a velha arrogância (ou “firmeza”) pela dissimulação (ou “humildade”). (…)

O menino de ouro da Sic, por Alberto Gonçalves.

 

publicado por luzdequeijas às 18:33
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PROPORCIONALIDADE UNIVERSAL

Se aplicássemos a teoria que se segue aos valores que o Estado pagou pelas muitas centenas de obras públicas executadas, desde a implementação da democracia, chegaríamos a conclusões complicadas !!! 

Quem sabe se não teremos de meter, futuramente, em todos os valores contratuais, das obras públicas, o famoso número 1,618. NEM MAIS NEM MENOS !

 

 

Poderá a ciência explicar tudo???
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia uma proporção... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Foi assim que eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de1,618.
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Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides, cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante.Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.
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Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual à soma dos dois números anteriores: 1+ 1 + 2 + + 5 + 8 + 13 + 21 + 34 + 55
 
Proporção de crescimento média da série é...1,618.
 
Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, outras, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar na natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
 
  • A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;
  • A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
  • A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
  • A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura é de 1,618;
Considere os erros de medição da régua ou fita métrica que não são objectos seguros de medição:
  • Meça a sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até ao chão; o resultado é 1,618.
  • Meça o seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até ao dedo; o resultado é 1,618.
  • Meça os seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até à ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
  • Meça a sua perna inteira, divida pelo tamanho do seu joelho até ao chão. O resultado é 1,618;
  • A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até ao alto da cabeça. O resultado 1,618;
  • Da sua cintura até à cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela "Divina Proporção". Seria "Deus", usando o seu conceito maior de beleza na sua maior criação feita à sua imagem e semelhança?(A cosmologia com a teoria do "Big Bang" e as forças de atracção e repulsão (equilibrio) universais são uma explicação científica).
 
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum. Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções.
 
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª Sinfonia de Bethoven e em outras diversas obras.Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
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publicado por luzdequeijas às 17:28
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INDÚSTRIA PERIGOSA

 

                                   
 
21 Junho 2009 - 00h30

Coisas do Dinheiro

Indústria de pareceres

Sócrates decidiu adiar o TGV para depois das eleições e já se adivinha que as Legislativas de Outono se vão transformar numa espécie de referendo sobre as grandes obras públicas em geral e sobre o comboio rápido em particular.

Figuras prestigiadas pedem estudos independentes, mas em Portugal existe a triste tradição de os pareceres justificarem as decisões, em vez de ajudarem a decidir. Da Engenharia à Economia, do Direito, ao Desporto, é fácil adivinhar qual será o sentido da maioria dos pareceres técnicos: basta saber quem os encomendou e qual o motivo dessa solicitação. Esta indústria de pareceres feitos à medida é próspera e gasta milhões do Orçamento do Estado. Mas seria fácil termos sobre esta questão um estudo verdadeiramente independente das melhores universidades, com contributos das ordens profissionais.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
publicado por luzdequeijas às 13:43
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BETÃO DEMOCRÁTICO

ANEOP preocupada com impacto da paragem nas empresasANEOP preocupada com impacto da paragem nas empresas21 Junho 2009 - 00h30
 

PELA PRIMEIRA VEZ ?

Obras Públicas: Associação de empreiteiros critica manifesto de economistas

Posição partidarizada

A Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP) vai analisar o manifesto dos 28 economistas que pedem a reavaliação dos investimentos públicos, nomeadamente o TGV, mas para já considera que se estão a "partidarizar estas questões", disse ao CM o vice--presidente da Associação.

A ANEOP 'não está contra a reavaliação dos projectos', sublinha Manuel Agria, considerando no entanto que o debate em torno do investimento público está a ir por 'um mau caminho' devido sobretudo 'à partidarização das questões'.

'Nós defendemos que o planeamento deve ser feito, e ponderadas as várias condicionantes, mas, uma vez tomadas, as decisões deveriam ser assumidas por todos', sublinha Manuel Agria.

Do ponto de vista das empresas a preocupação de Manuel Agria vai para os custos do adiamento das decisões. 'Foram feitos projectos, lançados concursos e as empresas prepararam--se para responder', explica, recordando que só o custo de uma proposta para o TGV ronda os 30 milhões de euros. Por outro lado, há um conjunto de questões que não podem ser ignoradas, e questiona: 'Queremos afastar-nos da malha europeia ao não construirmos o TGV?'

'INVESTIR É FUNDAMENTAL': Ricardo Pedrosa Gomes, Presidente da AECOPS

Correio da Manhã– Os investimentos públicos devem ser repensados?

Pedrosa Gomes – O investimento público é um factor fundamental de desenvolvimento sustentável da economia.

– 0 TGV e o aeroporto inserem--se nesse plano?

– Sim. Em 2005 as várias associações da construção fizeram um estudo sobre o que seria um investimento em infra-estruturas ao longo de 12 anos....

– E temos dinheiro para pagar?

– Em todas as economias, mesmo nas escandinavas, há uma componente muito forte de infra-estruturas que ajudam a economia a crescer.

Raquel Oliveira
publicado por luzdequeijas às 12:36
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EVITAR SUSPEIÇÃO

Mariline Alves   Pinto MonteiroPinto Monteiro

                                         21 Maio 2009 - 20h53
 

Caso Freeport

Eurojust afastado para "evitar suspeição"

O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, afirmou esta quinta-feira que a decisão de excluir a cooperação do Eurojust no caso Freeport visa "evitar qualquer suspeição".
 

A partir de Brasília, Pinto Monteiro sublinhou que a medida é válida apenas para este processo e esclareceu que o organismo europeu de cooperação judiciária 'nunca investigou' o caso Freeport, mas apenas 'prestava apoio'.

Pinto Monteiro admitiu que foi o processo disciplinar instaurado a Lopes da Mota, presidente do Eurojust, por alegadas pressões sobre os magistrados responsáveis pela investigação, que motivou as autoridades portuguesas a contactarem directamente com a polícia inglesa.

publicado por luzdequeijas às 12:11
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" ACERTOS FINAIS"

 

                              
Francisco Paraiso  O empreendimento esteve incluído, desde o início, na Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do TejoO empreendimento esteve incluído, desde o início, na Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo
21 Junho 2009 - 00h30

Alcochete: Lei diz que área do projecto de ingleses é contornada

Guerra tirou da lei especial Freeport

Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) constituído arguido no processo Freeport por suspeita de corrupção passiva, foi o autor da proposta para retirar a área da fábrica da Firestone, onde está construído o Freeport de Alcochete, da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo. A proposta final dos limites da ZPE foi aprovada em Conselho de Ministros a 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições Legislativas, e "contorna" a fábrica da Firestone.

A 13 de Março de 2001, Pedro Silva Pereira, então secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, devolveu ao ICN "para acertos finais" o "parecer sobre a definição dos limites da ZPE do Estuário do Tejo", que fora proposto por Guerra. O documento, ao qual o CM teve acesso, precisa que, "adjacentes à EN119, existem três unidades fabris – a Firestone, actualmente desactivada, a Crown Cork and Seal, de embalagens e actualmente activa, e a Central Eléctrica de co-geração Metalobos – que se encontram incluídas nesta ZPE".

Para o ex-líder do ICN, "a inexistência de valores naturais nesta área e as características inerentes às ocupações existentes e às actividades ali exercidas justificam uma reapreciação do estatuto da área em questão, não se encontrando justificação para a aplicação do estatuto de ZPE nesta área".

Com base neste princípio, "propõe-se a alteração do limite da ZPE nesta área, com a exclusão das referidas zonas de construção consolidada [no chamado Caminho das Hortas] e unidades industriais da área abrangida por este estatuto". Ao propor "retirar da área sob estatuto de ZPE" um conceito que impõe interdições e constrangimentos na alteração do uso dos terrenos, Carlos Guerra reconhecia que "esta alteração consiste numa redução de cerca de 20 hectares da superfície da ZPE". A redução daqui resultante era compensada pelo aumento da área da ZPE noutros locais, a ponto de a superfície total passar de 44 387 hectares para 45 564 hectares. Certo é que o decreto-lei 140, de 20 de Maio de 2002, estabelece que os limites da ZPE, entre outras zonas, acompanha "o traçado da EN118 até ao seu entroncamento na EN119, passando a seguir aquela rodovia até ao início da área da antiga fábrica da Firestone, que contorna até voltar a encontrar a EN119".

CONTRAPARTIDAS E ACTOS ILÍCITOS

O facto de Carlos Guerra ter trabalhado para Manuel Pedro foi fundamental para a constituição como arguido no crime de corrupção passiva. No entanto, segundo apurou o CM, os pagamentos realizados por Manuel Pedro não eram significativos e não tinham origem na empresa Smith & Pedro. O escocês, sócio de Manuel Pedro, nunca foi empregador de Carlos Guerra e nunca requereu os seus serviços para a sociedade que representava o Freeport.

Uma outra questão que se coloca sobre a actuação de Carlos Guerra é a alegada "ilicitude" dos actos cometidos em 2001. A carta rogatória dos ingleses apenas fala da alteração da Zona de Protecção do Estuário do Tejo ignorando a questão do impacte ambiental. Fonte próxima do processo referiu "que não há nada nos autos que prove a existência de ilicitude", o que faria com que o crime de corrupção para acto lícito estivesse já prescrito.

ADVOGADO DO ESCRITÓRIO DE JOÃO CORREIA

A advogada Cristina Correia de Oliveira, 42 anos, que representa Carlos Guerra, é sócia do escritório de advogados CSA – Correia, Seara, Caldas e Associados. Esta sociedade conta com sócios de peso, nomeadamente, o conhecido João Correia, advogado do Benfica que é ao mesmo tempo vogal do Conselho Superior do Ministério Público (MP). Entre os sócios há mais nomes sonantes, como o de Fernando Seara, actual presidente da Câmara Municipal de Sintra – que suspendeu a sua inscrição como advogado em 2002 quando foi eleito para a autarquia –, e Júlio Castro Caldas, que foi ministro da Defesa no segundo Governo de Guterres, de 1999 a 2001. Castro Caldas deixou em 2008 o escritório de Vera Jardim para integrar a CSA, onde está também o advogado José Luís Pereira Seixas, que foi consultor jurídico da Casa Civil do ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2001.

OS DOIS IRMÃOS PROCURADORES

Carlos Guerra, além de ter uma advogada de uma sociedade de peso, tem irmãos igualmente bem colocados. O ex-presidente do Instituto da Natureza (ICN) que viabilizou o Freeport, tem dois irmãos procuradores da República: José Eduardo Guerra e João Guerra. O primeiro foi destacado pelo Governo de José Sócrates para o Eurojust.

José Guerra foi nomeado a 1 de Outubro de 2007, por despacho do ministro da Justiça, Alberto Costa, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Já nesta altura decorriam as investigações ao caso Freeport e uma vez que é através deste organismo que se fazem as ligações ao estrangeiro, neste caso, com Inglaterra, o irmão pediu escusa do processo. O segundo irmão, que é também procurador da República, é o mediático João Guerra. Este procurador liderou as investigações do polémico processo da Casa Pia.

NOTAS

SUSPEITOS: ERAM QUATRO

A investigação do processo Freeport começou em finais de 2004. Os únicos suspeitos na altura eram José Dias Inocêncio, Honorina Silvestre, José Manuel Marques e Manuel Pedro

INVESTIGAÇÃO: PROCURADORES

Vítor Magalhães e Paes Faria são os dois procuradores encarregues de investigar o caso e terão sido estes a ouvir na quarta-feira o ex-presidente do ICN, Carlos guerra

ICN: TÉCNICOS AFASTADOS 

António Bruxelas e Henrique Pereira dos Santos, técnicos do ICN, que não concordaram com a aprovação do Freeport, foram afastados da avaliação de impacte ambiental

António Sérgio Azenha / M.A.G. / S.T.

  

      

publicado por luzdequeijas às 12:05
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ÚLTIMO ESPECTADOR

 PELO MENOS O PEQUENO ALMOÇO

http://www.flixxy.com/beethoven-fifth-symphony-breakfast.htm

 

(Clique acima para ver e ouvir)

 

 
21 Junho 2009 - 00h30

Dia a dia

Manifesto dos trinta

Um grupo de trinta economistas com vários ministros e ex-ministros fez um manifesto a defender que o Governo deve parar as grandes obras públicas. Deve estudá-las melhor, congelar algumas e esquecer outras.
Os principais argumentos estão nos desequilíbrios estruturais da economia, na baixa rentabilidade e fraca criação de emprego. Ora, quanto ao diagnóstico sobre o estado da economia, não há dúvidas: somos, há mais de duas décadas, um País que compra mais produtos ao exterior do que os que vende; as nossas empresas têm escassa competitividade e fraca incorporação tecnológica; o Estado é pesado, burocrático, um empecilho ao investimento. A questão, porém, não está só ao nível do diagnóstico. Portugal precisa de soluções estratégicas, de longo prazo, mas, agora, com a terrível crise económica que vivemos, precisa de uma terapia rápida.

Congelar o investimento público pode ser uma solução contra a espiral de endividamento, mas não se vislumbra qualquer alternativa a não ser mais estudos e uma reavalização, não a cargo de quem está eleitoralmente legitimado, mas de um "painel de especialistas independentes". Isto da independência em matéria de estudos de grandes obras levava-nos longe, mas, como resposta a quem quer saber se ainda tem emprego nos próximos tempos, sabe a muito pouco.

 

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

publicado por luzdequeijas às 11:44
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Sábado, 20 de Junho de 2009

CHEIRA A FALSO

E você acredita no novo Sócrates ?

A arrogância de José Sócrates não é defeito, é feitio. A essa arrogância Sócrates foi buscar força e determinação para conseguir ser, nos últimos quatro anos, um primeiro-ministro inatingível com uma forte imagem de credibilidade. Repare: da sua licenciatura, aos projectos de casas na Covilhã, ao processo da Cova da Beira e mesmo com o caso Freeport, Sócrates passou entre os pingos da chuva. Que outro político e primeiro-ministro conseguia superar tudo isto e ainda enfrentar a contestação de professores, médicos, farmacêuticos, agricultores e magistrados expressa por manifestações que colocaram dezenas de milhares na rua. Apesar desta turbulência social o eleitorado sempre ia dizendo, encolhendo os ombros, "melhor do que ele não há". É um facto inegável que o PS perdeu as europeias, mas será assim nas legislativas ? A derrota nas recentes eleições permitiu ao Partido Socialista, que sempre foi refém de Sócrates num misto de oportunismo e de adoração ao líder, exigir uma mudança de atitude. Num passo de mágica Sócrates prometeu esta semana olhar para os resultados da sua política com mais humildade, demonstrando-o no Parlamento perante a moção de censura do CDS e na entrevista à SIC. Mas na comissão política do PS, realizada na passada segunda-feira, ele deixou um aviso claro ao afirmar para não lhe pedirem ser alguém que ele não é. E Sócrates não é humilde. Pode até cultivar essa imagem admitindo erros que quase parecem desculpas, mas tudo soa mal neste novo discurso. O Sócrates dos últimos quatro anos era arrogante mas era o Sócrates. O Sócrates a três meses das eleições é humilde mas cheira a falso.

Expresso   - 20-06-2009 

publicado por luzdequeijas às 22:15
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" O CAMALEÃO"

 Etimologia

O nome "Camaleão" significa "leão da terra", e é derivado das palavras gregas Chamai (na terra, no chão) e leon (leão).

Características físicas

Os camaleões têm até 60 centímetros de comprimento, com uma língua muito grande para pegar suas presas, como mariposas, moscas e outros insetos (ou protáctil, não confundir com portátil), cauda preênsil e patas fortes.

 

Movimenta-se com lentidão para não ser notado antes do ataque. Para apanhar a sua presa, utiliza a língua como um laço. Consegue, com grande velocidade, estender a língua quase um metro. Sua língua, de ponta pegajosa prende o inseto e este é comido. Estuda-se esse processo com o auxílio de câmeras de alta velocidade. Ele se alimenta principalmente de insetos, entre os quais estão o gafanhoto, a joaninha, o besouro, e muitos outros.

 

Os seus olhos podem ser movidos independentemente para qualquer direção, o que lhe confere aparência curiosa. Quando um camaleão vê uma presa, pode fixá-la com um olho e utilizar o outro para verificar se não há predadores nas redondezas. O encéfalo do camaleão recebe duas imagens separadas, que tem de associar. À medida que se aproxima da presa, o camaleão fixa nela ambos os olhos para poder fazer pontaria.

Os olhos são recobertos por uma pálpebra que deixa livre apenas uma pequena área circular no centro, que corresponde à íris e a pupila.

 

Sua pele possui bastante queratina, o que apresenta uma série de vantagens (em especial, a resistência). Mas essa característica faz com que o camaleão precise fazer a "muda" de pele durante seu crescimento (a pele antiga descama, dando lugar a outra), assim como fazem as serpentes e outros lagartos.

publicado por luzdequeijas às 22:10
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"BIOMBOS À FRENTE"

"Comissão Política do PS"

Na passada segunda-feira a comissão política do PS mostrou

como reage um partido que já se sente órfão do poder. As críticas que durante esta legislatura foram incapazes de fazer,  ou que faziam à boca pequena, tiveram expressão. E além de uma crítica generalizada à necessidade de uma viragem à esquerda (muito graças ao papel de Vieira da Silva), as culpas foram atribuídas aos ministros independentes, claro está, apelando-se à necessidade de os manter calados. Carlos César terá inclusive referido a necessidade de colocar biombos à frente de algumas pessoas até passarem as eleições. Acho que não é preciso dizer mais nada.

 

 

Expresso - 20-06-2009

publicado por luzdequeijas às 21:46
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SÓCRATES 2.0

O PS deu Xanax ao primeiro-ministro e lançou um novo modelo para as próximas eleições: o Sócrates 2.0 De esquerda, claro, não fosse para essas bandas que o eleitorado lhe foge. Mas acima de tudo, como se viu na entrevista à SIC, de uma doçura comovente. Todo ele, da voz às palavras, é compreensão, tolerância, modéstia. A começar com um quase pedido de desculpas aos professores. Tudo muito certo, tudo muito plástico. Fica apenas uma dúvida: esquecerão os eleitores o software anterior do nosso primeiro-ministro ? Se a memória dos seus computadores for muito limitada, pode ser que sim. Isto, claro, partindo do princípio que o PS consegue manter o animal feroz fechado na jaula até Setembro.

Expresso   - 20-06-2006

publicado por luzdequeijas às 21:19
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ANTI-GUTERRES

Durante o seu reinado, Sócrates seguiu um lema: ser o anti-Guterres. A teimosia (insuportável) do "PS Sócrates" foi desenhada para contrastar com a moleza (insuportável) do "PS Guterres). E existe ainda outro ponto que distingue Sócrates de Guterres: Sócrates não vai fugir.

Sócrates foi incapaz de reformar o Estado Social, e deu uns valentes tiros no porta-aviões das liberdades. porém, apesar deste fraco currículo, Sócrates merece uma menção honrosa. Porquê ? Porque vai submeter-se ao teste da reeleição. Isto não acontece desde 1999. Há dez anos que os primeiros-ministros de Portugal não se submetem ao escrutínio fundamental: permitir que os eleitores recusem a sua continuidade no poder. Neste regime, aquilo que deveria ser a normalidade é uma excepção.

Expresso  -  20-06-2009

publicado por luzdequeijas às 12:36
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

DESLIGADOS DA REALIDADE

Sócrates está a tentar transformar-se em Guterres

Media, Política, Portugal — Maria João Marques @ 12:35
 

Só faltou mesmo ter deixado crescer uma melena de cabelo e, de cinco em cinco minutos, colocá-la no sítio com a sua mão.

A entrevista de ontem de Sócrates foi um produto deveras curioso. A entrevistadora não tinha ideia do que ali fazia, deixou Sócrates afirmar as maiores mentiras sobre o país e a sua governação com ar impávido, sem qualquer contraposição e até chegou a perguntar, com evidente preocupação, quanto tempo poderia o governo “manter estes níveis de assistência” às famílias e às empresas. A sorte vem de dois lados. Primeiro, Sócrates fica ainda mais postiço quando se disfarça de Guterres. Não tem jeito para este ar do “parte-se-me o coração”, do “fere a minha sensibilidade e os meus valores mais profundos”, do perceber muito bem toda a gente que contesta, enfim, do homem de coração aberto a todo o sofrimento do mundo.  Pareceu os pinguins do filme Madagáscar, cujos lemas para esconderem as reais intenções são “sorrir e acenar” e “queridos e fofos”. Não cola e chega mesmo a inspirar gargalhadas. Segundo, com o registo ausente de Ana Lourenço, Sócrates ficou uma hora inteira, em registo meloso, a reafirmar todas as boas reformas que o seu governo fez e mais ninguém encontra mesmo quando procura afincadamente, todas as boas decisões por oposição aos pequeninos erros cometidos (sendo que Sócrates se diz “muito satisfeito comigo” mas fala sempre em nós quando refere algum aspecto menos bom do seu imaculado governo), todas as boas ideias que tem para contrariar a crise e que ninguém pode duvidar que são verdades universais (até elogiou Salazar e, implicitamente, as autoestradas de Cavaco Silva que na entrevista anterior haviam sido feitas sem análise custo-benefício). Em suma, Sócrates continuou a reafirmar o seu país irreal, a sua ilusão sobre os seus efeitos e que estão cada vez mais desligados da realidade.

publicado por luzdequeijas às 19:15
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"INVESTIR NA CULTURA"

Sócrates tem de defender-se e defender o projecto que apresenta aos portugueses.

Se, como confessou na entrevista a Ana Lourenço, na SIC, está «satisfeito» consigo próprio e com o seu desempenho enquanto primeiro-ministro, então justifique e demonstre o porquê.

Só tem a ganhar com isso. Ou não - logo se verá. O problema é pretender ser o que não é ou fazer-se passar pelo que nunca será.

Sócrates é ele próprio quando, perante as manifestações de descontentes nas ruas, diz ouvir, até ouve, só que não concorda.

Está no seu direito. E é assim que deve ser.

E se está certo das suas convicções e os argumentos dos outros não o demovem, é a ele que cumpre convencer os outros da validade e bondade dos seus. E não fingir que até os compreende e prometer-lhes o que não pode, nem quer, dar-lhes.

Que é o que faz quando, genericamente, admite que errou.

E, mais, falta-lhes ao respeito quando, perante um país com meio milhão de desempregados, com milhares de pequenas e médias empresas com a corda na garganta, com a classe média cada vez abaixo da média, com o país cada vez mais afastado da Europa e dos seus parceiros europeus, reconhece que o seu erro foi ter investido pouco na cultura.

SOL - 19-06-2009 

 

publicado por luzdequeijas às 18:33
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Falinhas Mansas

Jardim descreve viagem "excursionista" de Sócrates

por LÍLIA BERNARDES<input ... >

 

O presidente do Governo Regional acusou os empresários que estiveram presentes num almoço com o primeiro-ministro da República.

Tal como se previa, Alberto João Jardim aproveitou a "Festa do Limão", em Santana, para atacar a visita oficial de José Sócrates à ilha, na passada sexta-feira. A postura institucional de Jardim durou dois dias. Na tarde de ontem tudo voltou ao normal.

O primeiro-ministro veio à região em viagem "excursionista" e com "falinhas mansas", disse Jardim. E se, para Sócrates, a Lei de Finanças Regionais é "justa" embora admita posição contrária, para Jardim não há meias medidas.

"Não nos venham enganar aqui para a Madeira com falinhas mansas. Não apareçam aí excursionistas a querer enganar o povo. Há um forte ataque à Madeira por razões políticas", disse. José Sócrates "tinha-se comprometido a respeitar a Lei de Finanças Regionais. Não cumpriu. Fez outra (lei). Isso significa que "entre 2007 e 2013 a região recebe menos 400 milhões de euros", portanto "não venham dizer que nos estão a dar dinheiro" porque as transferências do Orçamento do Estado são "uma compensação pelos impostos cobrados em Lisboa sobre os lucros das empresas com sede no continente mas obtidos na região".

Por outro lado, "não nos venham dizer que mandaram mais dinheiro" após a entrada em vigor do novo diploma porque esses montantes englobaram "verbas em atraso", garantiu. Jardim disse, ainda, que "a Madeira foi objecto da falta de consideração", recordando o "acordo entre o Estado e a região", no tempo em que Durão Barroso era primeiro-ministro.

Só que o actual Governo PS "não cumpriu. Não honrou a palavra do Estado. E andam uns tipos a almoçar com eles e bater-lhes palminhas", numa crítica aos empresários com ligações ao turismo que aceitaram o convite para, nesta deslocação, almoçarem com José Sócrates. Jardim não gostou nada de ver as imagens de "élan" entre algumas figuras jardinistas de décadas e o ministro Mário Lino mas, sobretudo, com Sócrates .

E para avivar a memória, Jardim voltou a lembrar que durante cinco séculos e meio, "dois terços daquilo que o povo madeirense produziu foi levado para o Continente. Tiraram-nos quase tudo", referiu. Até "fizeram" uma lei que proíbe o governo regional de ser accionista do Jornal da Madeira para "ficar tudo na mão da esquerdalhada".

Como exemplo, disse que o DN Madeira deu ontem voz ao "lobby gay para atacar os madeirenses, dizendo que éramos homofóbicos que não gostávamos de certas coisas", numa referência à entrevista do presidente da associação Opus Gay, António Serzedelo.

Tags: PortugalMadeira

publicado por luzdequeijas às 16:46
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"ESCRÚPULO DEMOCRÁTICO"

Essa é a arrogância maior, e que tão cara lhe pode sair. Como a hipocrisia do argumento «escrúpulo democrático» para passar para o próximo Governo a decisão da adjudicação do TGV - onde estava esse "escrúpulo" quando decidiu o licenciamento do Freeport a três dias antes das eleições em 2002 ?

 

Se há lição que Sócrates devia retirar das europeias é que o eleitorado não vai atrás das campanhas carroceiras, mas também não se deixa levar por uma qualquer música celestial. E se pensa que vai lá a falar como a guitarra que toca baixinho, ainda acaba com um triste fado vadio.

SOL    19-06-2009  Mário Ramires

publicado por luzdequeijas às 16:30
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"DESPEJOU O SACO"

- Underground de reflexões sobre tudo e nada -

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Cavaco, o Governo e as empresas do regime

 
"Cavaco Silva decidiu-se. Na 6ª feira "despejou o saco", disparando em todas as direcções: classe política ("não é a altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos sem sentido" e "seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que para obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade se optasse por estratégias de combate à crise que perpetuassem os desiquilíbrios sociais já existentes ou que hipotecassem o desenvolvimento futuro") mas também a classe empresarial ("empresários, banqueiros e gestores submissos em relação a ministros e secretários de Estado pouco contribuem para resolver a crise").

A intervenção de Cavaco levanta interrogações. Porque foi tão duro a uma semana do 25 de Abril, quando costuma mandar os recados mais importantes? Porque esperou tanto tempo para criticar os vícios endémicos dos empresários?

Talvez o Presidente tenha querido tirar pressão sobre o que vai dizer no dia 25. E talvez quisesse "limitar"exageros (leia-se populismo) de José Sócrates na entrevista de amanhã à RTP.Quanto à oportunidade, o "encosto" de alguns empresários ao poder político, que atingiu dimensões preocupantes (ainda na semana passada Ricardo Salgado defendeu entusiastica e acriticamente a aposta em obras públicas como o TGV...), explica alguma coisa.

Sejam quais forem as razões, já não era sem tempo. Até porque jornalistas e analistas estavam a ficar sozinhos na crítica a tanta falta de vergonha
."


Camilo Lourenço
publicado por luzdequeijas às 16:19
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AS PROMESSAS

Há quatro anos e meio, o líder do PS prometeu o que não podia ter prometido, porque, justificou, desconhecia a real situação do Estado e das contas públicas.

Mas não obstante o incumprimento das promessas feitas, beneficiou de um prolongadíssimo estado de graça.

Agora, há mais de quatro anos à frente dos destinos do país, não pode invocar desconhecimento, nem fingir que a realidade lhe passa ao lado.

Sócrates tem de ter certezas. Sócrates tem de ter um rumo. Por alguma razão Cavaco Silva, quando era primeiro-ministro, dizia que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava.

SOL  - 19-06-2009    Mário Ramires

publicado por luzdequeijas às 16:04
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"Forçadamente Mavioso"

 

Sócrates, sente-se obrigado, para tentar a viragem  do adverso clima eleitoral que se criou, a assumir alguns erros, a evitar falar da maioria absoluta, (pois a palavra "absoluta" adquiriu uma conotação negativa com a prepotência e a arrogância desta maioria), a não alimentar guerrilhas políticas desgastantes com Belém, como a do TGV.

Mas não pode metamorfosear-se naquilo que não é. E o ar de exagerada modéstia, o tom de voz forçadamente mavioso, a pose estudadamente contida destes dias pós-europeias não colam com o auto convencimento e a sobranceria política que, ao longo de quatro anos, foram a sua imagem de marca.

SOL - José António Lima  - 19-06-2009.

publicado por luzdequeijas às 12:37
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MUDAR DE IMAGEM

   
 
19 Junho 2009 - 00h30

A Voz da Razão

Sócrates, o humilde

José Sócrates enfrenta o dilema clássico: ser ou não ser, eis a questão. Deve o primeiro-ministro continuar a trilhar o caminho da arrogância e do autoritarismo? Ou deve moderar a sua encantadora personalidade e apresentar-se ao País como a Madre Teresa do Largo do Rato?

Em entrevista à SIC, Sócrates já respondeu. Se a ideia é reconquistar a maioria, Sócrates não se importa de vender uma humildade que comove. Acontece que a estratégia tem dois problemas: com férias pelo meio, será difícil a Sócrates apagar em dois meses o que andou a cultivar durante quatro anos. E, adicionalmente, os portugueses não parecem dispostos a comprar a encenação, que obviamente fede a hipocrisia.

Ao pretender ser o que não é, Sócrates arrisca-se a parecer o que não pode: um oportunista que muda de pele ao sabor das circunstâncias.

João Pereira Coutinho, Colunista

   

    

 

publicado por luzdequeijas às 11:32
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

"Do Caos surgiu um Paraíso"

 

 

Esta dimensão global da crise vai criar um verdadeiro       " governo do mundo"

 

Quando assentar a poeira desta crise há um aspecto que se vai impor como definitivo e refundador dos tempos em que vivemos: o do impacto global deste cataclismo (das suas causas e consequências) financeiro e económico.

Esta força da globalização, ainda que inacabada (ou melhor, ainda mal começada), muda todo o quadro de referência a nível planetário, em que cada vez mais acontecimentos, desafios e decisões só podem ser compreendidos e respondidos através de uma resposta mundial. Já não se trata apenas de uma livre circulação de pessoas, bens e capitais,: está-se a falar de uma globalização de fenómenos (assentes em realidades intercomunicantes) sociais, políticos, económicos, culturais e científicos. Já não são só os mercados (incluindo o de emprego) que têm de ser lidos sistematicamente, são também realidades como a da investigação, da ciência, da comunicação e tecnologias, entre muitos outros.

Não é possível fazer face aos problemas climáticos e ambientais, para citar o caso mais gritante e urgente, sem ter uma lógica abrangente que, para o ser, tem necessariamente de ser aberta e exigente. Esta dimensão global vão obrigar a criar e fortalecer as instituições mundiais gerando um verdadeiro "governo do  mundo" . Problemas e desafios como os das guerras, das pandemias, da escassez de recursos naturais, do combate ao terrorismo, à droga e a outras calamidades naturais e sociais, e da pobreza atingem tantos que só todos juntos podem (tentar) resolvê-los.

Desse "governo do mundo" irão surgir, numa primeira fase, novas instituições, novos líderes ( Obama é mais uma vez um bom exemplo), novos mecanismos e ferramentas (uma moeda mundial) e novos regimes (i.e. jurídico). Numa segunda fase, atingiremos (?) um quadro comum de valores para salvar o planeta e a espécie humana com base num quadro de diálogo mundial que cubra temas como o encontro civilizacional (passando pelo respeito inter-religioso) que procurem o que nos une e diluam o que nos separa.

No dia em que tivermos uma consciência verdadeiramente global, esta crise terá "valido a pena" !

Partner da Imago - Pedro Reis 

publicado por luzdequeijas às 17:57
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TRAPALHADAS

Recorrendo a um DVD com excertos de entrevistas e intervenções do secretário-geral do PS dos últimos quatro meses, Santana quis demonstrar as “contradições e desmentidos” do seu principal opositor à ‘cadeira’ do poder. “É significativo o contraste entre o que ele [José Sócrates] disse e o que agora afirma”, disse Santana Lopes depois de passar o DVD.

“Não faz sentido alguém acusar o Governo de trapalhadas políticas e depois fazer tantas trapalhadas em questões fundamentais”, que muda de opinião “por vezes, de uma hora para a outra”. O líder do PSD referia-se às declarações de José Sócrates sobre questões como a retirada dos benefícios fiscais ou a redução dos impostos.

Santana Lopes começou por abordar as promessas socialistas de atingir uma taxa de crescimento da economia de três por cento e de criar 150 mil novos postos de trabalho. “É tecnicamente impossível com um crescimento de três por cento conseguir um aumento de cinco por cento no emprego”, declarou Santana Lopes.

Os cortes dos benefícios fiscais voltaram a ser arma de arremesso. Santana Lopes lembrou que, por altura da aprovação do Orçamento de Estado, o líder socialista contestou as medidas “que eram na altura muito prejudiciais”, mas que agora quer manter “porque cheira a poder”, justificando-se de que é “a bem da estabilidade”. E aproveitou a oportunidade para lançar uma pergunta a Sócrates: “Em que ficamos? É mau ou é bom manter as taxas de IRS?”.

“O que o PS gostaria era de ser Governo pondo em prática as políticas do PSD”, frisou Santana Lopes, que desafiou os socialistas em apresentarem “propostas” que os distinguem do PSD. O líder do PSD disse que “roça as fronteiras do descaramento” o facto de José Sócrates eleger agora o TGV e a construção da terceira ttravessia do Tejo como projectos socialistas, quando eram propostas dos governos do PSD.

publicado por luzdequeijas às 14:32
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VOZ DE VELUDO

ANIMAL FEROZ COM VOZ DE VELUDO

O fim de tarde agradável ia dando lugar à noite, eram 20h34 quando Sócrates entrou no parque da SIC, em Carnaxide, com o mesmo fato cinza-azul e a mesma gravata encarnada que levou ao debate da moção de censura do CDS. A comitiva era a do costume nestas idas às televisões. Quer dizer, quando dá entrevistas à RTP e à SIC, porque a TVI é outra conversa. À frente o Volkswagen Phanton logo seguido de dois carros com seguranças, os dois assessores de Imprensa, Luís Bernardo e David Damião, e o assessor político, Almeida Ribeiro. Mas antes, dois minutos depois das oito da noite, já um BMW tinha chegado a Carnaxide com dois seguranças.

José Sócrates saiu do carro e tinha logo à sua espera uma equipa da SIC que fez questão de dar em directo a chegada do primeiro-ministro. Sorridente, calmo, estranhamente muito mais calmo do que é costume, Sócrates foi entrevistado a caminho da sala de maquilhagem. Falou-se de humildade e Sócrates garantiu que Sócrates só há um e que sente os anos a passar. Mas se é verdade que tinha um ar cansado e, é preciso frisar, estranhamente calmo, o primeiro-ministro saiu da maquilhagem às 20h42 com um ar bastante melhor e gel na cabeça. E foi um José Sócrates estranhamente calmo que esteve um par de minutos à conversa com o estado-maior da SIC, que fez questão de o receber. Calmo, estranhamente calmo, rodeado de fotógrafos e jornalistas, antes de entrar para o estúdio onde o esperava Ana Lourenço.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:47
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É O VIRA, VIRAR

 

                                                                  
 
18 Junho 2009 - 00h30

Heresias

Deixem-se de tretas

Uns dizem que Sócrates deve virar ao centro para vencer as Legislativas. Outros alegam que existe o risco de as perder à esquerda. Há quem jure que a fé intervencionista que o Governo apregoou no último ano assustou os eleitores mais moderados. Mas persiste quem defenda que se deve dar mais atenção aos avisos da Alegre ‘Cassandra’ do PS.

A três meses de eleições, não vale a pena discutir ideologias – até porque Sócrates não faz a menor ideia do que isso seja.

Sócrates irá fazer aquilo que sempre fez como político: vai virar à esquerda, ao centro, à direita, para Leste e para Oeste, vai prometer tudo e o seu contrário, vai subsidiar sem pudor gregos e troianos, pouco preocupado com os pruridos ideológicos dos cenaristas que não fazem parte do seu clube de fãs.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

publicado por luzdequeijas às 12:44
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"CORDEIRINHO MANSO"

18 Junho 2009 - 00h30

Dia a Dia

O estilo de Sócrates

Dois dos momentos mais interessantes do debate de ontem sobre a moção de censura foram um mea culpa e um estado de espírito. Sócrates reconheceu ter errado ao não apostar mais na Cultura. Depois, à saída do debate, exibiu uma paciência e tempo invulgares para responder às perguntas dos jornalistas. Mesmo aos mais insistentes...

A parte do mea culpa é fraca. Cultura!? Na verdade, o Governo do PS liderado por Sócrates fica a anos-luz do governo do PS liderado por Guterres. Não chegou a ser uma sombra pálida do que foi esse executivo, que teve um bom ministro, Manuel Maria Carrilho, e um bom projecto. Mas não tem sido esse, obviamente, o principal erro de Sócrates. O principal problema está na soberba do Governo e na ambição de controlo de tudo o que é centro formal ou informal de poder, seja na Economia, na Justiça ou noutros sectores. Essa soberba reproduziu-se mimeticamente pelo aparelho de Estado e proporcionou o espectáculo degradante, pela acefalia e culto da personalidade, que foi o congresso do PS.

Essa constatação está no domínio do óbvio, mas é por causa dela e da sua consequência, os resultados eleitorais, que Sócrates teve ontem tanto tempo e paciência para os jornalistas e opositores políticos. Para já não falar do cordeirinho que vimos depois na entrevista à SIC...

 

Eduardo Dâmaso, Director-adjunto
publicado por luzdequeijas às 12:33
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ADVERSÁRIOS POLÍTICOS RESPEITAM-SE

18 Junho 2009 - 09h00

Da Vida Real

A metamorfose

Os adversários políticos não são inimigos. Deve-se-lhes consideração, respeito. Alguma elegância no trato também não fica mal: perca-se ou ganhe-se. Em tempos de vulgaridade há quem o esqueça. Não é indiferente saber ganhar e saber perder: a atitude revela algo mais profundo. Mas esse respeito tem andado por longe. O azedume campeia.

E porquê? Não há desprendimento. Independentemente do que se pense sobre a questão, é facto objectivo que há em todos os partidos pessoas que nunca tiveram actividade profissional e apenas têm ‘vida’ política ou que da política fazem vida (há que exceptuar alguns – poucos casos – que se dedicam exclusivamente à política com prejuízo da sua vida profissional, mas estes são raridades). Em ambos os casos é evidente que, não tendo vida profissional, mas sendo apenas profissionais da política ou aproveitando a política para ter mais vida, precisam desesperadamente de se manter num qualquer cargo remunerado ou de influência. E essa luta pelo poder pode transformá-los em... animais ferozes, para parafrasear alguém, dispostos a tudo para continuar.

Não têm uma ideia sobre o País, mas um manual pesado e exaustivo sobre si próprios. Falam, almoçam, jantam, passeiam, segundo regras profundamente marketizadas. Vivem em permanente vigília, dão importância a coisas que a não têm, levam--se muito a sério, sem que nós vejamos razão, mas enfim. Ocupam tudo o que é Estado (e público) e ultimamente até o que o não é. Pretendem dominar tudo para que não possam ser criticados e criam cadeias de dependência onde mantêm presas as suas subespécies. Tratam a coisa pública como sua, ridicularizam-se em restaurantes, fumam fartos charutos (que não fumavam) e estão pouco à vontade no que antes não conheciam. Não lêem, decoram meia dúzia de frases de livros que não abriram. Vestirão a pele dos cordeiros que imolaram, se for caso disso.

Embora o País tenha dito nas urnas que já chega ao actual primeiro-ministro, convém não o subestimar. Sócrates transformar-se-á no que os guerreiros do marketing político lho ditarem. E como agora tantos falam em humildade, o primeiro-ministro será humilde. Talvez até sereno e simpático para com os seus adversários. Nem que tenha de ensaiar a metamorfose mil vezes, só aparentemente contrariando a sua natureza (o que quer é o mesmo). E agradece a moção de censura. Não nos iludamos, será o mesmo.

Paula Teixeira da Cruz, Advogada
publicado por luzdequeijas às 12:27
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RESOLVEU-SE O DESEMPREGO ? NÂO.

DESEMPREGO, ECONOMIA, CONTROLE DA CS etc. !

 

É Simplesmente incrível ouvir e comparar. O descaramento tem limites !

 

1 - Desemprego - É evidente que se não forem tomadas novas medidas (porque as tomadas são insuficientes) para inverter o ritmo do crescimento do desemprego verificada no 1º Trimestre de 2009 ( 484.000 desempregados), a taxa de desemprego de 12,3% poderá ser uma dramática realidade. Esta taxa nunca foi alcançada em Portugal depois do 25 de Abril.

A economia destruiu 91,9 mil empregos no espaço de um ano, a quebra mais acentuada desde a crise de 2003. Os efeitos conjugados da recessão e da precariedade estão reflectidos nos dados ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao primeiro trimestre deste ano: perderam-se 83 mil empregos correspondentes a jovens com idades entre os 15 e os 34 anos.

2- Economia - No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em quatro anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. Como consequência o PIB por habitante SPA, ou seja, anulado da diferença de preços, cresceu em Portugal apenas 2.500 euros, enquanto subiu em média na UE27 mais de 3.300 euros. Portugal durante este período afastou-se em todos os anos, em termos económicos, ainda mais da União Europeia.

3 - Controle da C. S. - José Sócrates é um «ditadorzinho potencial, como se vê nesta coisa de fazer leis para fechar a imprensa que lhe é adversária». As afirmações são de Alberto João Jardim que compara mesmo o primeiro-ministro ao «Mugabe da Europa».

 

4 - a legitimidade do voto - De facto o voto dá legitimidade para governar. Porém, essa legitimidade, pode ser perdida sem voto. Basta o não cumprimento das promessas eleitorais, ou, as muitas "trapalhadas" em que um governante apareça envolvido, entre outras coisas.....

publicado por luzdequeijas às 12:23
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REFORMOU-SE A SAÚDE ? NÃO !

 

                                                    
António Pedro Valente  O tempo de espera por uma cirurgia para tratar um tumor maligno é excessivo em PortugalO tempo de espera por uma cirurgia para tratar um tumor maligno é excessivo em Portugal
18 Junho 2009 - 00h30

Tumores da próstata, da cabeça e do pescoço são os mais críticos

Cancro demora a tratar

Os doentes com cancro esperam um tempo excessivo por uma operação, denunciam os especialistas do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, no Relatório da Primavera 2008, que é hoje divulgado. O Ministério da Saúde reconhece que há especialidades clínicas mais críticas que não deviam esperar tanto por uma cirurgia, como o tratamento do cancro da próstata e dos tumores da cabeça e do pescoço. No global, em Dezembro de 2008, 175 mil doentes aguardavam por uma operação.

O relatório alerta para o facto de os doentes com cancro esperarem um 'tempo excessivo' por uma operação, que vai além dos 14 dias de espera recomendados pelos especialistas internacionais na área da Cirurgia Oncológica.

O coordenador do Sistema Integrado de Gestão dos Inscritos em Cirurgia (SIGIC) do Ministério da Saúde, Pedro Gomes, reconhece ao CM que a situação melhorou em Portugal, mas ainda existem duas áreas particularmente críticas no tratamento cirúrgico das doenças oncológicas. 'Alguns hospitais ou serviços oncológicos não dão uma resposta adequada quanto aos tempos de espera recomendados, designadamente na urologia [cancro da próstata] e tumores da cabeça e pescoço.'

Segundo o responsável, há uma evolução lenta na recuperação das listas de espera de urologia porque 'as doenças da próstata não são muito agressivas', mas considerou preocupante a falta de resposta no tratamento dos cancros da boca, partes moles, otorrino e tiróide, que 'revelam maior agressividade e atingem órgãos vitais'.

O Relatório da Primavera revela que em 1999 havia 86 500 doentes à espera de cirurgia para além do tempo clinicamente aceitável, que ultrapassava os 121 dias. Agora, 175 mil doentes esperam entre 61 e 120 dias. Pedro Gomes justificou a duplicação do número de doentes à espera de cirurgia com a 'falta de muitos hospitais em reportar quantos pacientes tinham em lista de espera'.

LISTA DE INSCRITOS

 

2006

2007

2008 (Março)

TOTAL

226.113

199.711

92.750 

Mediana do tempo de espera (em meses)

6,8 

4,4 

4,4 

Tempo de espera superior a 12 meses 

61.850 

21.276 

17.246 

Tempo de espera superior a 12 meses (%)

27% 

11% 

9% 

Prioritários com tempo de espera superior a 2 meses (%)

63% 

47% 

42% 

Neoplasias malignas com tempo de espera superior a 2 meses (%)

48% 

38% 

34% 

Fonte: Ministério da Saúde - O Hospital Fernando da Fonseca passou a integrar a Lista de Inscritos em Cirurgia (LIC) nacional em Novembro de 2007

SÃO POUCOS OS MEDICAMENTOS GRATUITOS

O Relatório da Primavera critica a escassez dos medicamentos comparticipados a cem por cento pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e constata que, 'sendo um bem essencial numa sociedade moderna, as indústrias envolvidas na produção são das mais bem-sucedidas'.

Segundo o documento, na área dos medicamentos cardiovasculares – um dos dois grupos de remédios mais prescritos e os mais onerosos para o erário público e para o cidadão – já se economizam mais de cem milhões de euros com a prescrição de genéricos. Porém, o documento alerta para o problema do consumo excessivo de antibióticos, sendo Portugal o líder europeu na utilização de quinolonas. 'A situação está longe de ser tranquilizadora, apesar de alguma evolução no sentido de uma utilização mais racional de antibióticos.'

RECURSO AO SECTOR PRIVADO AUMENTA

O Relatório da Primavera indica que se assiste, desde 2003, a uma diminuição do peso do financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por via do aumento da despesa privada (designadamente em seguros e pagamentos directos) e a uma estabilidade dos custos do SNS. No ano de 2007, as despesas directas dos cidadãos pagas a entidades privadas representaram cerca de 30 por cento da despesa total em saúde. Verifica-se um decréscimo do financiamento público desde 2004, contrariando a tendência registada nos anos anteriores.

 

Cristina Serra

publicado por luzdequeijas às 12:19
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REFORMOU-SE A CULTURA ? NÃO.

17 Junho 2009 - 19h45

Área necessita de mais investimento

Sócrates admite que errou na cultura

O primeiro-ministro, José Sócrates, reconheceu esta quarta-feira que um erro cometido pelo seu Governo foi não ter investido de forma volumosa na cultura, tal como foi feito na área da ciência.

'Se há um erro que é possível identificar ao longo destes anos é que talvez deveríamos ter investido mais em cultura, tal como fizemos na ciência', afirmou o Chefe de Governo, à saída do debate parlamentar no qual foi chumbada uma moção de censura apresentada pelo CDS-PP.

Sócrates destacou que o investimento na ciência 'representa um por cento da riqueza nacional' e que 'os indicadores da ciência melhoraram ao nível das publicações, dos doutoramentos, dos apoios aos cientistas e em relação à presença de cientistas em laboratórios do Estado'. Caso seja Governo, o primeiro-ministro prometeu 'ter uma atenção redobrada à área da cultura e aumentar a oferta cultural no nosso país'.

Ao longo de todo o debate, a Oposição interpelou várias vezes Sócrates se assumia algum erro ao longo da sua legislatura. Já fora do hemiciclo, o Chefe de Governo afirmou que 'toda a gente erra quando governa' e admitiu que 'se pudesse voltar atrás em relação a algumas coisas, faria de forma diferente'.

Mesmo assim, Sócrates faz um balanço positivo da sua Governação, considerando que 'no essencial respondeu aos problemas do país'. 'Tudo aquilo que fizemos foi para servir corajosamente e de forma patriótica o país: pôr as contas públicas em ordem, reformas na educação, nas tecnologias e na energia, entre outras', disse.

publicado por luzdequeijas às 12:12
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REFORMOU-SE A AGRICULTURA E AS PESCAS ? NÃO.

 

A CAP também aponta o que considera ser a ausência de apoio durante a seca de 2005 e o incumprimento de compromissos assumidos de pagamento das medidas agro-ambientais, bem como o final do apoio à electricidade, a não aprovação de novos projectos de investimento para a modernização das explorações entre 2005 e 2009 ou a falta de disponibilidade do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). (.... )

 

Os agricultores iniciam hoje, em Viseu, protestos nacionais contra a política do Governo para demonstrar que "não querem mais aquilo" que o ministro Jaime Silva "trouxe à agricultura portuguesa", disse à Lusa o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A manifestação, que tem o apoio da CAP, tem início às 10 horas, na Variante de Santiago, junto à Feira semanal da cidade de Viseu, rumando depois ao Governo Civil.

"Hoje, vamos ter uma concentração de agricultores. Fazemos um desfile com máquinas agrícolas pela cidade e depois entregaremos ao governador civil vários documentos onde é feita a análise e o balanço destes últimos quatro anos de governação", disse o presidente da CAP.

João Machado frisou que os agricultores fazem um balanço muito negativo da governação do ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva, que acusam de ter feito muitas promessas que não cumpriu.

"Os agricultores querem demonstrar com este protesto que não querem mais aquilo que o engenheiro José Sócrates e o Dr. Jaime Silva trouxeram à agricultura portuguesa. É contra isso que vamos protestar e demonstrar", salientou.

João Machado contou que mais do que não cumprir promessas, Jaime Silva teve sempre "um discurso contra os agricultores, em que denegria a sua imagem chamando-lhes incompetentes e corruptos".

"O ministro da Agricultura prefere devolver dinheiro a Bruxelas do que investir na agricultura portuguesa. Estamos contra um governo que prefere tornar o campo deserto e expulsar pessoas para as cidades. Neste momento não podemos calar a indignação dos agricultores", disse o presidente da CAP.

A campanha de protestos começa hoje em Viseu, alargando-se a outros pontos do país, em datas e locais a anunciar em breve pela CAP.

Entre as várias críticas ao ministro da Agricultura, que se reptem nos últimos meses, está a falta de sensibilidade para entender as necessidades e problemas dos agricultores.

publicado por luzdequeijas às 12:06
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

REFORMOU-SE A JUSTIÇA ? NÃO

 

“Justiça tem sido um obstáculo ao desenvolvimento económico” - Alberto Costa

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Alberto CostaTem sido o porta-voz do PS para os assuntos da justiça. E é um dos nomes de quem se fala (no período pós-eleitoral) para tutelar o respectivo Ministério. Alberto Costa é de Alcobaça e foi o primeiro deputado do PS eleito pelo Círculo Eleitoral de Leiria.
A INVEST foi saber o que pensa este ministeriável sobre a justiça e o desenvolvimento económico.

Os empresários consideram que a justiça é uma pedra basilar para a competitividade das empresas. Concorda?
Só uma justiça eficiente pode garantir o cumprimento atempado das obrigações. A confiança nos contratos é menor se não puder contar-se com uma intervenção da justiça em tempo útil, se tal for necessário. Se a espera é excessiva, os efeitos negativos que se pretendia evitar já estarão consumados.
Infelizmente, temos uma justiça tão longe do que seria necessário que bem se pode dizer que, em muitos dos seus aspectos, tem constituído um obstáculo ao desenvolvimento económico.

O que pode o PS fazer para acelerar a resolução de problemas judiciais das empresas?

O programa do governo do PS contém um número significativo de medidas na área da justiça, todas apontando para uma maior celeridade: processos digitais em vez de processos no papel; informação predial única (em vez das duas actuais); controle único dos actos (em vez dos dois controlos actuais), fim das certidões, redução das possibilidades injustificadas de recurso, etc…


De que forma pode a justiça ser optimizada num curto espaço de tempo? O que preconiza – aumento do número de funcionários, de magistrados, de tribunais?
Como ideia geral, há que valorizar e rentabilizar os meios existentes – e não necessariamente aumentá-los.
O que é preciso é utilizar os actuais recursos tecnológicos para obter mais e melhores resultados, distribuir mais criteriosamente os meios existentes e promover a qualificação e o mérito.

No nosso País, as empresas não abrem falência e encerram. Entram no “corredor da morte” – como lhe chamou o ministro da Economia Carlos Tavares – e vão falindo, provocando danos colaterais noutras empresas. Quando assim é, o que defende?
A legislação sobre a matéria é recente. É necessário fazer uma avaliação criteriosa dos seus resultados. Antes de mudar a lei, temos de saber em que é que as coisas não estão a correr bem – e não começar pelo fim, isto é, por mais alterações legislativas.
O essencial, aqui também, são as condições essenciais para chegar depressa ao fim dos processos.

Até que ponto vai haver coragem política para se fazer uma verdadeira reforma da justiça em Portugal? E quanto tempo deve ser necessário para isso - uma legislatura?
O governo do engenheiro José Sócrates será um governo de coragem e a reforma da justiça está entre as suas prioridades.
Isso é absolutamente indispensável porque as dificuldades e resistências a enfrentar serão imensas. Em abstracto todos parecem estar de acordo mas, na prática, a cada medida de fundo opor-se-ão denodadamente os interesses atingidos. Coragem não vai ser facultativo – vai ser obrigatório!
Numa legislatura completa poderá fazer-se bastante. Apesar da dimensão da crise há tanto instalada, alterações relevantes podem fazer sentir os seus efeitos nesse prazo. É isso que impõe a modernização do País.

Se for convidado para um Governo, aceitará?
Se assim fosse, a primeira pessoa a conhecer a resposta deveria ser a única pessoa com legitimidade para formular esse tipo de convite.

J.P.L.
 
publicado por luzdequeijas às 23:37
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REFORMOU-SE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ? NÃO

A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos. ------------------------- George Bernard Shaw
 
Sábado, 5 de Julho de 2008
REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA? #2

 

 
Sob a direcção de Guilherme de Oliveira Martins (ex-ministro das Finanças), a acção do Tribunal de Contas tem sido exemplar. Através dos seus relatórios vamos tomando conhecimento da incompetente e danosa governação que reina no Estado (Administração Central, Regional e Local), nas empresas e institutos públicas e nas empresas municipais e multimunicipais.
A avaliar pelas milionárias remunerações, mordomias, regalias e indemnizações que auferem os respectivos administradores, assessores, afilhados e compadres, o nosso Estado deveria ter um funcionamento exemplar e prestar serviços de excelente qualidade aos patolas que pagam os impostos que lhes permitem viver como marajás.
Desta vez o crivo do Tribunal de contas incidiu sobre a empresa Águas de Portugal, que gere um bem cada vez mais escasso e importante para toda a população, cuja gestão tem que ser cada vez mais rigorosa e eficaz mas onde a administração se porta como se estivesse a gerir um casino.
Uma das principais bandeiras de Sócrates para combater o défice era a reforma da Administração Pública. Como não fazia a mais pequena ideia do que isso fosse, começou a remodelar o pátio e as arrecadações da casa (Simplex, Empresas na Hora e o Estatuto dos funcionários públicos), nem uma palavra sobre o modelo de Estado visado com as reformas, os métodos de gestão e da tomada de decisões, a acção fiscalizadora das decisões, o combate aos lóbis instalados nos ministérios, etc.
Desviou as atenções sobre a acção de quem toma as decisões (os governantes, gestores, administradores, autarcas, etc.), sobre a boa ou má gestão, e concentrou os holofotes sobre os papéis e os funcionários que executam as ordens.  
Escrevi diversos posts sobre a superficialidade daquilo a que Sócrates chamava a Reforma da Administração Pública, que sendo duplamente fundamental (diminuir o défice e prestar melhores serviços: Estado mais barato e mais eficaz), era abordada pelo lado superficial.
Entre outros no post “Que reforma” referi:
 

 
 

·        Continuarem os elefantes brancos (OTA, TGV, Barragem do Alqueva, défice das empresas de transportes públicos, etc.);
·        Continuarem as derrapagens financeiras nas empreitadas e a transferência de património público para os privados nas concessões;
·        Continuar o despesismo das autarquias e da Região Autónoma da Madeira (a que querem adicionar as autarquias regionais);
·        Os lóbis continuarem instalados nos ministérios;
·        A corrupção – esse veículo todo-o-terreno que se adapta a qualquer caminho – não for eficazmente perseguida;
·        Ganhar as eleições continuar a ser a ocupação de lugares na Administração Central e Local;
·        Os Fundos Comunitários continuarem a ser atribuídos sem avaliação séria das candidaturas e fiscalização rigorosa da sua aplicação;
·        Os Planos Directores Municipais e todos os outros (nacionais, regionais, sectoriais) continuarem a ser letra morta;
·        O Ensino continuar a ser um depósito de jovens até terem idade para se desenrascarem ou caírem na marginalidade;
·        A malandragem do futebol continuar a ser um desígnio nacional, um suplemento de popularidade para políticos e autarcas e uma despesa pública;
 
A desburocratização do Estado é necessária, mas o que é estrutural é o ataque à falta de transparência nas deliberações importantes e a cumplicidade com os interesses privados. Gostaria de ter visto Sócrates a ocupar-se destas e outras reformas, da definição das funções do Estado reformado e delegar a reforma dos papéis num subalterno.
O pai do monstro e o curandeiro do défice são uma e a mesma pessoa; os mesmos partidos políticos (PSD e PS, principalmente) que afundaram as contas do Estado, aparecem agora a dizer que salvam as finanças pública, que a culpa é do antecessor, do preço do petróleo (que não souberam substituir), da falta de competitividade, dos privilégios (excepção feita aos dos políticos) etc. etc., nunca da sua incompetente governação.
Precisamos de uma cultura de rigor, de transparência nas deliberações políticas e na vida interna dos partidos, de punição dos infractores em lugar da perda de mandato, de reforço da autoridade do Tribunal de Contas e dos Organismos Reguladores e de muita fiscalização no laxismo que reina no mercado nacional.
 Esta transferência do essencial para o acessório, que o governo está a por em prática, não augura nada de bom e o efeito das campanhas mediáticas não é eterno.
 
Não sou profeta nem mais esperto do que os outros, simplesmente era demasiado evidente que os autores do monstro e do défice não possuíam autoridade nem competência e, principalmente, não estavam interessados em acabar com os seus privilégios: nunca poderiam ser os autores da mudança, nem o foram, como hoje salta à vista de qualquer um.
O que fizeram foi transferir a crise para a classe média, para os reformados, aumentar a pobreza e as desigualdades sociais, enquanto o negócio da crise aumentava a riqueza dos pedradores financeiros.
Ao contrário de Midas que transformava em ouro onde tocava, o Menino de Ouro transforma em pobreza onde toca.

publicado por luzdequeijas às 23:21
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REFORMOU-SE A SAÚDE ? NÃO

     
 
Manuel Alegre: Reforma da Saúde é "estapafúrdia"

O deputado socialista teceu duras críticas à política de Saúde do Governo, que considera um "erro colossal". "Não me reconheço" no actual Governo, admitiu.

Manuel Alegre não compreende a política de saúde do executivo de Sócrates. "Não só das taxas moderadoras para tratamentos e cirurgias (uma dupla tributação), como a extinção de urgências e de Serviços de Atendimento Permanente e o encerramento de maternidades em zonas do interior, seja qual for a fundamentação técnica", revelou em entrevista à Antena 1, que vai para o ar às 12h00.
Considera-a mesmo "um erro colossal, porque as pessoas se sentem desprotegidas e abandonadas pelo Estado, sobretudo em regiões do país onde não há mais nada", declarou, acrescentando que "as coisas não foram explicadas e é tudo feito por atacado".

Estas medidas estão a "criar uma revolta muito grande" na população, porque os portugueses precisam de um "bom Serviço nacional de Saúde".
"As pessoas vão passar a nascer em casa ou a morrer em casa, para além daqueles que já andam a nascer pelo caminho", ironizou o ex-candidato presidencial independente, sobre o que considera a desertificação dos serviços públicos no interior.

"Estaria a mentir se dissesse que me reconheço (no actual Governo). Não, não me reconheço", afirmou.

"A esquerda moderna deve reforçar o Estado social e não desmantelar o Estado social", declarou ainda, sublinhando que o reforço e viabilidade do Serviço Nacional de Saúde deveriam ser reforçados.

O desacordo leva-o a assinar uma petição em defesa do SNS, liderada pelo histórico do PS, António Arnaut, e que junta, entre outros, elementos do Bloco de Esquerda e do PCP.

Apesar de reconhecer legitimidade democrática ao Governo, "porque ganhou com maioria absoluta", Alegre considera que "os portugueses não se dão bem com as maiorias absolutas, sobretudo aqueles que governam e perdem um bocado a cabeça com as maiorias absolutas", frisou.

publicado por luzdequeijas às 23:09
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