Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

BUROCRACIA NAS ESCOLAS

O humor é, por vezes, e muito principalmente quando ridiculariza ao extremo, uma forma lúcida de dizer verdades.

publicado por luzdequeijas às 18:19
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ESTAGNAÇÃO QUASE DEFLAÇÃO

 http://www.youtube.com/watch?v=G0C2WrZ8kb8
                     ( clicar acima para ouvir )
José Sócrates veio, com ajudas do infinito, completar a obra que Guterres não quis finalizar!
Foi bem escolhido porque o actual primeiro- ministro não olha a meios para atingir os seus fins. Bem preparado que está, larga carreira em gestão de Empresas, boa carreira em finanças e economia. Boa ética na política .
Homem de barba rija, no cumprimento do serviço militar ! Alguém o escolheu, não certamente para resolver os problemas do país e dos portugueses ! Embora possua um qualificado diploma da UI !
 
Ele ou os amigos, têm o país na mão. Qualquer parecença disto com uma DEMOCRACIA é pura coincidência.. PORTUGAL de hoje, mais parece uma República da Venezuela ou da Líbia, do que um país europeu! Qualquer semelhança é pura coincidência. Há medo e muita ignorância. A todos os títulos, o país caminhou de um crescimento sempre por metade da média dos países da EU para a ESTAGNAÇÃO, RECESSÃO e já está muito próximo da DEFLAÇÃO e FALÊNCIA.. Já sei, ele, José Sócrates, não gosta do Bota-Abaixo. Nem de palavras como “ Estagnação, recessão “ etc. Só gosta que lhe agradeçam a Governação de sucesso, que não existe ou está a milhas de distância !
 
Os portugueses sentem no bolso e na alma a realidade, enquanto o primeiro-ministro, de sorriso farto, vai fazendo a comédia de que tudo vai bem ! O Magalhães, as Novas Oportunidades e tantas outras farsas não passam de manobras para distrair as atenções e as estatísticas. Parece ter esquecido os 150 000 empregos e tantas outras promessas que fez, levianamente. Só para ter o poder e poder trabalhar para não o perder. É bom, dá auto-estima . Até ao dia em que virão os tomates ! Cavaco tem dois mandatos, ricos para o desenvolvimento do país, é Chefe do Estado, e com a sua permissão, é mal- tratado e desconsiderado !
 
Infelizmente, a educação das escolas públicas, atira Portugal para as agruras da ignorância, e com ela a maioria dos portugueses não entendem a diferença entre um ESTADISTA e uma figura de ocasião, que já destruiu toda a classe média. Pelos sinais exteriores de riqueza ele, José Sócrates, está próspero. Cada vez mais. A enorme "casta" de figuras sensiveis aos interesses que o apoiam, também. O povo, esse, está mergulhado em impostos. Nunca foram tão elevados desde há 13 anos. Esta é uma óptima situação para festejar os 100 anos da República . Para os deputados do PS, seus quadros, Governantes e comentadores de serviço se enaltecerem. Depois do embuste do Estatuto dos Açores, quintarola do PS, sentiram-se náuseas ao ouvir na SIC Notícias, dois comentadores. Um da área do PS e outro fingindo-se do PSD, desancaram o Presidente da República. Tristeza. Um homem competente e leal, principalmente para Sócrates e o país, achincalhado por dois ignorantes bem pagos. Nem o CHEFE DE ESTADO respeitam, enquanto cheio de razão. Fazem- no ao serviço de quem ? Certamente ao serviço de Além Mar. Gente como antigamente, morria na defesa dos interesses deste PORTUGAL de Aquém e de Além Mar.
 
Ao José Sócrates e ao partido do Governo, serão endereçados Votos de Boas Festas. Boas Festas ( 2009) que o povo passa amargurado ! Deus é grande, haja saúde. Para o final do próximo ano, já ninguém sabe quem foram. Onde estarão é fácil prever. Seguramente numa instituição internacional, muito bem pagos !
 
António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 12:09
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

PENHORA AMEAÇA

Nada há como o tempo, para trazer a verdade de volta ! Há uns tempos atrás o Governo e as suas tropas de choque, que incluem alguns ministros preocupados em não perder o “ emprego “, arrasaram com baixeza e falta de sentido de Estado, Manuela Ferreira Leite ! Porquê ? Simplesmente porque ela avisou de que há momentos, em que é preferível perder um pequeno aumento do que perder o emprego. Referia- se ela, à situação difícil em que estavam milhares de PME portuguesas . Torcendo no seu jeito desonesto, as palavras ditas por MFL, as tropas do PS pró Sócrates, chamaram-lhe de tudo, a começar por ser uma pessoa sem sensibilidade social. Eles sim. Têm muita !

 

O Primeiro-Ministro José Sócrates rejeitou as “críticas” da líder do PSD em relação à subida do ordenado mínimo nacional, considerando-as movidas pela "mesquinhez". Bastante revelador da classe do PM !
Mais uma vez, também, as palavras de Manuela Ferreira Leite foram certeiras na realidade. Os jornais e outros meios de comunicação social de hoje, dão guarida ao aviso da Associação das PME, dizendo que está em causa um milhão de empregos. A penhora do património das empresas com dividas fiscais poderá colocar no desemprego toda essa gente! Augusto de Morais, presidente da ANPME, garantiu ontem que existem 400 mil penhoras a PME, que abrangem cerca de 213 mil empresas com problemas com o fisco . Tudo originado pelo facto de o Ministério das Finanças se recusar oficialmente, a suavizar as penhoras. Na sua opinião se não se negociar um plano que permita às PME pagar as dívidas ao Estado de forma faseada, até ao final de 2009, um milhão de trabalhadores vão para o desemprego.

 
Estranhamente, se fosse uma multinacional ( por ex. a Quimonda ), fundamentada na salvação de postos de trabalho e nas exportações envolvidas, em dias poucos dias seriam presenteados com milhões a crédito ! No caso das PME, o Ministério das Finanças diz que “ pagar impostos é uma obrigação constitucional ". Lá isso é, mas para todos.
Disse ainda : "Dizer que pagar impostos aumenta o desemprego é a negação do Estado de Direito" ! Acrescenta ainda : " que a salvação das empresas já está prevista na legislação. Os mecanismos existem na lei , nomeadamente os processos de conciliação ( PEC) , que integram todos os credores das empresas, contemplam as soluções nesse tipo de situações. Não vamos alterar nada em procedimentos actuais".
 
É engraçado que o Ministro fale em ( PEC ) nas PME e para as multinacionais e centenas de PIN, tudo passa à sua margem. Têm legislação própria ! Com benefícios fiscais e “ chorudas garantias” ! Como diz o presidente das PME, as empresas quando entram no PEC (conciliação) já não têm património nenhum, porque as finanças já penhoraram os seus bens e acabam por fechar.
De facto, há um tratamento muito diverso para casos iguais ! O “simplex” serve para acudir àquilo que interessa e, para os outros casos, parece haver um “complex”. Mais uma vez o ministro das finanças parece somente chegar quando os casos já estão na “ praça pública “, nunca revelando um essencial sentido de antecipação dos problemas, exigido a bom um governante.
 
Em boa verdade Manuela Ferreira Leite não fez criticas, limitou-se a aconselhar prudência nos aumentos do SMN, lembrando as PME. Desde logo, foi mal-tratada pelo primeiro-ministro ! Não ficou por aqui o ataque totalmente despropositado às palavras de MFL. Passou-se a dizer que ela era contra o aumento do SMN e, daqui a conclusões de falta de humanismo e sensibilidade foi um instante. Como habitualmente, a comunicação social vai repetir dezenas de vezes as deturpações soezes que, vêm descarregando em cima da líder do PSD, fazendo coro com o PS e nomeadamente com Sócrates. Lembram-se do Hitler ? Uma mentira repetida muitas vezes .... Afinal estava cheia de razão.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 17:28
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

ESTADO DO SÍTIO

Basta de injustiças

Vamos ver se a gente se entende. O sítio anda para aí a atacar injustamente o senhor presidente do Conselho por tudo e por nada. Um dia destes o homem cansa-se de tomar conta dos indígenas, volta para a terrinha, dedica-se de novo a fazer projectos de alta qualidade arquitectónica e vai ser o bom e o bonito neste sítio sem um timoneiro forte e determinado ao leme. Esta barcaça cheia de buracos, cada vez mais mal frequentada, que mete água por todos os lados, vai ao fundo num instantinho se o homem se zangar de vez com esta gente pobre e muito mal - agradecida. É verdade que a política é mesmo assim. Uma pessoa está no auge, é aplaudida pelas massas e no outro dia é corrida a pontapé e à pedrada pelos mesmos que a idolatravam na véspera. Mas agora é demais. O homem fala e cai tudo em cima dele sem dó nem piedade. Basta de injustiças, basta de desaforos. Mesmo nesta época de paz e amor, de família, de prendinhas e beijinhos caíram todos em cima do homem de forma implacável e profundamente injusta. Vejamos. Os ministros e secretários de Estado deram 50 euros cada um e ofereceram ao chefe amado, venerado e temido um cheque-prenda de 2250 euros para fazer compras na Fashion Clinic, uma marca de altíssima qualidade. Caiu o Carmo e a Trindade. Uma associação de comerciantes não admite que se tenha revelado o nome da cadeia de lojas e fala de concorrência desleal. Marcelo Rebelo de Sousa, o comentador mais ouvido no sítio, diz que o homem não tem bom senso porque não só o valor é superior ao ordenado médio dos indígenas como vivemos tempos de crise. O homem vai à televisão desejar um bom Natal ao povo, fala de 2008 e diz que 2009 vai ser ainda pior. Pelo caminho diz que foi graças a ele que os juros baixaram e as famílias vão pagar menos pelos créditos à habitação. Estalou a polémica, ataques altos e baixos, que é tudo mentira, o Governo e o presidente do Conselho são zeros à esquerda em matérias monetárias. E agora, qual cereja em cima do bolo, vem o Presidente da República ameaçar o Executivo por causa do Orçamento de Estado cheio de esperança e optimismo, feito de propósito para os indígenas não apanharem nenhuma depressão. Perante esta sequência de injustiças e desaforos, só faltava que um dia destes aparecesse por aí um bota-abaixo a gritar que a chuva, o sol, o frio, e o calor não são obra e graça do senhor presidente do Conselho. Chega de desaforos. Chega de injustiças.
António Ribeiro Ferreira - Jornalista     
publicado por luzdequeijas às 13:04
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

DE NOVO TEIXEIRA DOS SANTOS

É fácil acreditar que a maioria dos portugueses nutrem pelo actual ministro das finanças uma certa simpatia . Sobre os seus méritos profissionais também são tidos em boa conta, embora os resultados o não comprovem !

Foi para a grande maioria dos votantes, PS ou não, com algum desagrado que o vimos classificado internacionalmente como o pior ministro das finanças da UE ! Porém, alguma coisa não vai bem no seu comportamento, quando desabridamente, aparece em público a defender José Sócrates. Mais uma vez o fez e poderia não o ter feito. Dir - se - á até, que não o deveria ter feito. A realidade é muito diferente daquilo que pensa .
 
Claro que o nosso primeiro-ministro gosta muito de não se explicar com clareza. Gosta mais ainda de fugir à realidade, principalmente, quando julga que isso o beneficia. Foram, sem dúvida, os méritos que quis como seus na descida da taxa EURIBOR, a clamar a revolta. O problema é mais complicado e tem raízes mais distantes. Lembramo-nos de ter aparecido na AR com algumas medidas avulsas e com um montante em capital, subtraído às finanças das Câmaras Municipais, hoje considerado ridículo, face aos milhares de milhões que algum tempo após, começou a apregoar ! Os mais avisados, logo perceberam que essas medidas e os muitos fundos, vinha da UE. Estes mais avisados, sabem que os países da UE são governados dentro de parâmetros vindos de Bruxelas. Na área financeira e quase em todas as outras ! Incluindo muita, ou quase toda a legislação que este Governo, ou os que venham, traduzem e adaptam ligeiramente para os seus países. Depois chamam-lhe sua! O objectivo é uma UE nivelada e não um conjunto de 27 países diferentes. É lógico que tem de ser assim .
 
O que não é lógico é Teixeira dos Santos dizer : “ Só o desconhecimento das medidas que foram tomadas de forma coordenada pelos líderes europeus e do seu impacto no funcionamento nos mercados financeiros”.....  Está bem de ver que a maioria dos portugueses de tudo isso têm desconhecimento ! E porquê ? Porque o governo não os informa e a maioria das vezes quer chamar para si os louros dessas medidas.
 
A explicação que dá para defender Sócrates é completamente “esfarrapada” ! “ Diz ele : “ É por isso que criámos as condições para que se baixassem os juros com a habitação." Não adianta mais comentários, pois o nosso ministro das finanças, afinal, foi a Bruxelas dizer como se devia fazer ! Também foi assim na baixa do preço da gasolina ! Nas notas dos alunos, manipuladas ! Nos certificados dados a esmo etc, etc.. Senhor ministro das finanças, os portugueses estão revoltados e o senhor não percebe ! Na vida do país há falta de informação e de transparência em tudo. Por outro lado há propaganda que enjoa, os mais pacientes . Propaganda barata !
 
Marcelo Rebelo de Sousa disse que estas declarações de Sócrates revelam o grau de perturbação do primeiro-ministro e é verdade. É o que se diz por todo o lado ! Calcula-se que o senhor saia acalorado em defesa do “chefe” por ser o senhor que lhe explica ( pelos vistos mal) o muito que ele não sabe em matéria de finanças, gestão ou economia !
 
Apesar de uma imprensa muito cordata, é só pegar nos jornais para ler afirmações de socialistas e outras figuras conhecidas:
-“ Oiçam as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos transportes públicos( ... ) e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente com demasiadas componentes prestes a explodir.” Mário Soares
- As vozes que se ouvem na rua, nos transportes públicos, nos cafés, ainda que com toda a injustiça que por vezes acarretam, dizem que o tempo é agora de radicalidade e populismo. À crise económica junta-se, como sempre, a crise política. “ Henrique Monteiro
- Há um combate entre o sorriso de José Sócratres e a crise mundial. Nós temos um governo cinzento, morno. Os ministros não sorriem, não estão contentes com a vida. No meio, por cima ou ao lado, há sempre uma pessoa que tem sempre um sorriso até às orelhas, extraordinário. “ José Gil – Filosofo
Antonio Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:29
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

BAIXA DO EURIBOR

O primeiro-ministro, ao assumir a paternidade da baixa do Euribor revela o seu grau de perturbação ! afirmou Marcelo Rebelo de Sousa ao Expresso, acrescentando; “ só há uma explicação : “ Sócrates sabe o que aí vem e não quer assumir. “ O primeiro-ministro esquece-se de que a baixa de juros vai aumentar o número de consumidores, mas, também vai desmotivar aqueles que se esforçam por poupar. Estes, já sabem em quem não devem votar. A Divida Pública sentirá o efeito ! O Certificados de Aforro também ! Mais e mais .... cada vez mais. Está aí o pântano !

 
A preocupação revelada pelo primeiro-ministro nas sucessivas medidas que diariamente apresenta, nos média, aos portugueses, estão deixar toda a gente de pé atrás e confusa . Fala-se de mitas medidas e avultadas verbas, anunciadas várias vezes. Não se explica de onde vêm tantos milhões ! Se de Bruxelas ou do OE, ou para pagar pelos nossos netos ! Quais as medidas que são da lavra deste Governo e quais emanam da UE, numa operação conjunta . 
 
Ninguém percebe porque se apoia, com tanto empenho, o sector automóvel até em casos de marcas que esperam ordens da sua sede para saberem o que devem fazer. Os milhões são anunciados em catadupa, enquanto os portugueses se interrogam porque andaram a pagar impostos tão altos durante quatro anos ? Só para Sócrates dizer que pôs as contas públicas em ordem ? Quando eles pegam no jornal e tomam conhecimento de que as contas do Estado ( défice ) de 2007, parece estar errado ! No final do ano havia dívidas por pagar no montante de 2006,4 milhões de euros, não considerados !
 
Atarefado com tanta propaganda, esquece-se de abater na sua lista de promessas incumpridas, uma, que com milhões a perder de vista seria fácil de cumprir . Foi feita em Abril de 2005, quando havia nas cadeias 1878 celas sem baldes higiénicos, pelo ministro da Justiça : “ Para atenuar o desconforto dos presos, assegura que foram criadas a condições para que em cada cela onde existe um balde higiénico, só haja um preso. “ No final de 2008 ainda existem 914 reclusos submetidos a esta falta de higiene ! O recipiente está longe de erradicado!
 
Razão tem mais uma vez Manuela Ferreira Leite quando diz : “ Sócrates pode abrir as linhas de crédito que quiser, porque simplesmente, não há crédito. “ Em que ficamos ? Há milhões ou propaganda ? Mesmo com as pessoas apavoradas com a crise ?
António Reis Luz 
publicado por luzdequeijas às 20:49
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TODOS OS IMPÉRIOS CAEM

Desde a antiguidade até aos nossos dias, nenhuma civilização reconhecida pelo seu poder militar, cultural ou tamanho do território conquistado, sobreviveu à erosão dos tempos.

 
A história comprova-nos esta realidade inevitável.
 
Gigantes subjugaram, progrediram, cresceram aos olhos das outras nações mais fracas, despertaram cobiças envaidecidos pelas suas capacidades e grandeza, finalmente, sucumbiram mais século menos século a uma época florescente.
Como exemplos na antiguidade, os Romanos, os Gregos, os Cartagineses, os Egípcios, o próximo e médio oriente, as civilizações da América Central nomeadamente os Maias, Azetecas e Incas, China e Japão, nos nossos dias, a Alemanha, a Itália, intervenientes nas primeiras e segunda guerras mundiais, o imperialismo japonês através de uma China medieval com objectivos bem claros, os governos não democráticos de Salazar, Franco e Mussolini.
As ambições impossíveis de sustentar e conter, projectadas por líderes adulados e glorificados pelos povos em questão, caíram inevitavelmente por terra . As invasões e as transformações de ordem política, social e religiosa amoleceram esses «imperadores» bem como os avanços militares desmedidos e cruéis.
A ganância permanente do poder transformou-se rapidamente em autênticos fracassos pela impossibilidade de manutenção da actividade militar e força política. Grandes áreas conquistadas foram objecto de surpresas inesperadas onde se ceifaram milhares de vidas, principalmente militares, dando-se desse modo o enfraquecimento das ditaduras.
O último dos ditadores a cair parece ter sido Saddam Hussein e com ele o seu desumano regime.
Morto ou vivo que ele esteja, adivinha-se para sempre um mistério à volta de tudo o que aparecer na comunicação social sobre a sua sorte.
Rodeado de duplos, tudo parece ter sido previsto por ele, mesmo a apregoada existência do seu ADN que os americanos diziam possuir.

Não lhe terá sido difícil deixar que fosse roubada pelos invasores, a tal prova de individualidade, mas que até pode ser de um dos vários sósias que toda a vida manipulou ! Cuidado pois com os salvadores, sejam eles o Estado ou "homens salvadores". Para se evitar a destruição, procuremos uma sociedade civil, cheia de liberdade individual e confiante nas suas iniciativas, no seu trabalho assentes, num salutar sentido colectivo . O Estado terá intervenção somente "suficiente", mas terá de ser sempre uma emanação de toda a realidade que for o país, e controlado em permanência. Nunca um Estado mandão . Muito menos autoritário.

publicado por luzdequeijas às 18:31
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

O PETRÓLEO COMO ARMA

O petróleo como arma multiusos

Entretanto do petróleo como causa principal da próxima Guerra do Iraque, muitos vão falando. Na verdade os dados disponíveis são arrepiantes !
 
“ O Departamento de Energia dos EUA anunciou no início deste mês que em 2025 as importações de petróleo dos EUA serão responsáveis por 70% do total de abastecimento do país. Há dois anos, esta percentagem era de 55%.Toda a política energética de Bush baseia-se no aumento do consumo de petróleo. E onde estão 70% das reservas verificadas de petróleo do mundo ? Claro, no Médio Oriente.
Índices de reservas em relação à produção anual de petróleo em diversos países, indicam que os EUA esgotam as suas reservas em 10 anos, tal como a Noruega. No Canadá o índice é menor 8:1; mas no Irão é de 53:1; Arábia Saudita 55:1 ; Emirados Árabes Unidos 75:1 ; Kuwait 116:1 ; Iraque 526:1 .”
 
A crise energética mundial está a evidenciar a vulnerabilidade de todas as economias a este respeito: cerca de 50% dos nossos derivados de petróleo, nos quais se apoiam praticamente todos os transportes terrestres, marítimos, fluviais, aéreo e todo o aquecimento para fins industriais, dependem exclusivamente do petróleo que existe no Médio Oriente, a mais explosiva área do mundo.
 
Tudo aponta para uma necessidade imediata de se diversificar as fontes e a natureza dos combustíveis, de modo a garantir a nossa sobrevivência, o nosso desenvolvimento e a nossa tranquilidade.
Perante esta evidência não parece muito crível que as grandes forças que comandam a economia mundial, apostadas que estão até na globalização, não tenham este problema mais ou menos equacionado.
Naturalmente que com o fim à vista do petróleo, duas ou três dezenas de anos, o mundo ficaria totalmente paralisado, por via da paralisação da sua economia (global ou não).
 

Será de admitir que sendo muito importante o problema do esgotamento das reservas petrolíferas, ele deverá estar a ser equacionado, pelos gigantescos interesses mundiais.  Abril 2002

publicado por luzdequeijas às 19:36
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O 11 DE SETEMBRO EM NEW YORK

A violência que atingiu o World Trade Center, o Pentágono, e o Voo 93 da United Airlines há dois anos atrás constituiu um ataque à liberdade da América, mas também um rude golpe nas esperanças de liberdade no mundo.

Cidadãos inocentes de 87 países foram mortos nos ataques de 11 de Setembro – mais do que 3.000 homens e mulheres de todos os continentes, culturas, credos, raças e religiões. Cidadãos de países desde Antígua ao Zimbabwe, incluindo países predominantemente Muçulmanos desde o Bangladesh ao Iémen, morreram há dois anos atrás.
Mães foram arrancadas às suas filhas e pais aos seus filhos. Casais foram dilacerados, amigos para sempre separados. Nova Iorque perdeu parte do seu famoso horizonte, mas não perdeu o seu espírito.
O mundo mudou ?
Os trágicos e horríveis ataques aos seus cidadãos mudaram mais do que apenas a América, mudaram o mundo. O impacto real dos ataques encontra-se muito para além da dor sofrida pelos sobreviventes e familiares das vítimas, e mesmo além da ameaça à segurança dos Estados Unidos.
Os ataques de 11 de Setembro alertaram-nos para o facto de que o terror nos ameaça a todos.
Os terroristas florescem com o apoio dos tiranos e com os ressentimentos dos povos oprimidos. Quando os tiranos caem, e os ressentimentos dão lugar à esperança, homens e mulheres de todas as culturas rejeitam as ideologias do terror, e viram-se para a procura da paz. Onde quer que a liberdade impere, o terror bate em retirada.
Já que todos somos vítimas potenciais da ideologia do ódio, e porque os terroristas acreditam que todas as vidas são dispensáveis no seu ímpeto para espalhar o caos, as nações vão continuar a condenar o massacre de inocentes e a rejeitar o ódio que alimenta essa violência.
Após o dia 11 de setembro, o mundo já não é o mesmo de antes, como parecem pensar a generalidade das pessoas. Por outro lado, os Estados Unidos perderam o sentimento de invulnerabilidade. Por outro, os cidadãos de todo o mundo querem sentir segurança, conscientes de que, em reacção ao ocorrido naquela data, um conflito mundial pode ser desencadeado.
Ainda não se sabe o número exacto das vitimas que morreram durante os ataques às torres gémeas do World Trade Center (WTC) de Nova Iorque, ao pentágono em Washington e no desastre do avião que caiu na Pensilvânia sem ter atingido o seu objectivo de chocar com a Casa Branca, como dizem muitos, ou contra o Congresso, como afirmam outros. As últimas estimativas citam 2800 mortos mas, até hoje, ninguém sabe ainda o número exacto. As torres do WTC foram destruídas, uma ala do Pentágono também.
A maioria realça o sentimento de unidade que atravessou o país. Os efeitos políticos e económicos dos ataques foram sentidos por todos e não só pelos cidadãos dos Estados Unidos.   
O principal objectivo do contra ataque americano, declarado logo no dia 11 de setembro a seguir aos ataques terroristas era o de “capturar e trazer perante a justiça” os autores dos atentados contra o World Trade Center e o Pentágono.
Mas com o passar dos dias e das semanas, emergiram algumas conclusões mais completas:
 
Ø      que ia ser difícil encontrar os culpados, escondidos nas terras desertas e abandonadas do Afeganistão, qual agulha em palheiro;
Ø     que a captura dos responsáveis não destruiria a sua rede de apoio que começava no Afeganistão e não se sabia aonde acabava;
Ø     que destruir os terroristas e a sua rede de apoio carece de apoio da comunidade internacional, que George W. Bush passou os primeiros nove meses da sua presidência a desprezar;
Ø     e que até essa rede ser destruída, a mão terrorista de Osama bin Laden e a sua organização (Al-Qaeda) pode voltar a aparecer.
 
Na impossibilidade de encontrar bin Laden, imediatamente – há anos que os EUA tentam capturá-lo ou assassiná-lo – um ataque contra o Afeganistão satisfaz a necessidade de acção punitiva exigida pela opinião pública – se mais não fosse porque foi prometida pela administração há já tempo – e começa a desfiar a teia de apoios no país aonde bin Laden se sentia em casa.
Outros países, nomeadamente o Iraque estão na lista de suspeitos. Mas atacar outros países “amigos” dos terroristas não resolve o problema do terrorismo. Mais eficaz é convencer terceiros países a não darem guarida, apoio ou albergue aos terroristas.
Assim como aconteceu com a guerra fria, o terrorismo, tal como o comunismo, pode não ter para todos os países a mesma urgência que tem para os Estados Unidos. Washington terá grande dificuldade - sobretudo no mundo islâmico – em encontrar aliados de confiança. É que mesmo que Washington diga e repita que esta guerra é contra o terrorismo e não contra a fé islâmica, milhões de muçulmanos em todo o mundo não acreditam.  ABRIL DE 2002
publicado por luzdequeijas às 19:23
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MÉDIO ORIENTE

 

Zona fulcral dos conflitos
As fontes da riqueza natural expandem-se desigualmente pelas diferentes regiões do Globo, com os aspectos curiosos e inesperados que a geografia económica revela.
Se o crude e o seu derivado petróleo, sobressaem na importância de toda e qualquer economia, já vimos anteriormente que as reservas do Médio Oriente são consideráveis a nível mundial.
O petróleo uma arma do Médio Oriente
Descoberto no início do século XX ( a primeira exploração data de 1909 no Irão), o petróleo tornou-se um dos mais importantes elementos da economia mundial. Além de utilizado como combustível, vários outros derivados colocam o petróleo como base da economia de muitos países, sendo alvo da cobiça e sinal de riqueza para quem detém as jazidas.
O Médio Oriente, logo após a Primeira Guerra Mundial, já era o maior produtor petrolífero do mundo e, por isso, despertava o interesse das grandes potências. Assim, houve uma partilha dos países do Médio Oriente com a França e a Inglaterra, que passaram a dominar as empresas de exploração de petróleo. Para citar um exemplo, em 1926, a Irak Petroleum Company foi repartida entre Inglaterra, que detinha 52,5% das acções; França, com 21,25% e EUA, com 21,25%; restando ao Iraque somente 5%. Cerca de 90% da produção mundial passou ao controle de apenas sete empresas, conhecidas como as “sete irmãs”, das quais cinco eram norte-americanas.
Como consequência desse imperialismo, houve um grande êxodo rural na região, principalmente do Egipto para os países do Golfo, provocando desequilíbrios populacionais e económicos. Vale a pena lembrar que, apesar de se estarem a formar grandes riquezas, apenas uma pequena classe de privilegiados tinha acesso ao dinheiro e a maioria dos petrodólares eram investidos nos grandes centros dos países ricos, restando 7% de investimentos aos países árabes.
Com o nível de vida das populações a baixar, apareceu um forte sentimento de independência nos países árabes. Os produtores de petróleo passaram a pressionar as “sete irmãs” estabelecendo uma divisão de lucro de meio por meio e, em 1960, criam a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para organizar e fortalecer essa política de independência.

Os países membros são : Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Irão, Catar, Kuwait, Iraque, Líbia, Gabão, Indonésia, Nigéria, Equador, Venezuela e Argélia. Em 1968, cria-se a Opaep ( Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo), com o objectivo de defender os interesses referentes à nacionalização das companhias estrangeiras.    Abril de 2002 

publicado por luzdequeijas às 19:12
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A POPULAÇÃO DA TERRA

 

A população da Terra ultrapassa em muito os 6.000 milhões de almas. O crescimento populacional aumenta a um ritmo impressionantemente progressivo. É certo que ele varia segundo as regiões, e porque as condições para o povoamento não se oferecem igualmente repartidas, a densidade populacional é também muito variável. Algumas zonas são praticamente desabitadas : as regiões polares, os desertos de África, da Ásia Central, da Austrália, da América; as grandes florestas; os altos cumes. Outras são fortemente povoadas : as zonas industriais da Europa e dos Estados Unidos, os deltas e as planícies da Ásia do Sudeste, e os arquipélagos japonês e malaio.  
De qualquer maneira as estimativas oficiais apontam para uma população mundial, em 2050, da ordem dos 9.000 milhões de pessoas.  Abril de 2002
                                 
publicado por luzdequeijas às 19:05
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DEPENDÊNCIA E FRAGILIDADE

Uma dependência que é também uma fragilidade.   Exactamente por essa razão , alguns economistas defendem que se deve avançar com planos de investigação e desenvolvimento de energias alternativas. Tendo em vista este caminho será conveniente ter bem presente as seguintes Leis da Termodinâmica :

 
“ A energia não pode ser criada nem destruída, somente transformada”
        Primeira lei : Princípio da Conservação de Energia
 
A entropia – grau de desordem – de um sistema fechado aumenta continuamente”           
       Segunda lei : Lei da Entropia
 
O termo energia vem do grego- “energéia” – e, conforme a sua formulação é quase sinónimo de trabalho. Para fins científicos e genéricos, a definição mais usual trata a energia como a capacidade de produzir trabalho. Desde sempre o Homem dispôs somente da energia da sua própria força muscular e da tracção animal, do calor da lenha e da captação do movimento das águas e dos ventos. A invenção da máquina a vapor há trezentos anos e a utilização do petróleo a partir do século XIX possibilitaram novas condições e qualidade de vida, mas criaram também novas situações económicas, sociais e ambientais na busca dessa energia.
Apesar disso, estima-se que aproximadamente um terço da população mundial não tem acesso à energia eléctrica e, mesmo em sociedades mais industrializadas, com melhor padrão de vida, ainda coexistem formas rudimentares de transformação e uso da energia.
Hoje, a Ásia é o maior continente produtor de energia (34% do total), seguida da América (31,1%) e da Europa (25,6%). A América do Norte é o maior consumidor, principalmente os Estados Unidos que consomem mais de um terço do total produzido.
A produção mundial de energia, em 1997, segundo os dados da Agência Internacional de Energia, somou o equivalente a 9,5 megatoneladas de petróleo, dos quais 86,2% são provenientes de fontes não renováveiscarvão, gás natural e petróleo.
As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos, as de gás natural, um pouco mais de cem anos; as reservas de carvão aproximadamente 200 anos. Embora tenham uso crescente, as fontes renováveis, aquelas que se podem renovar espontaneamente ( água, sol e vento ) ou por medidas de conservação ( vegetação) - são responsáveis apenas por 13,8% do total produzido    
As Fontes de Energia Alternativas conhecidas são neste momento as seguintes:
Eólica. Geotérmica, Solar, Biomassa, ou ainda outras
fontes alternativas podem merecer análise como as marés, ondas, xisto, fissão nuclear. Todas com vantagens e desvantagens, mas ainda num estado de aproveitamento bastante incipiente.   
A nível mundial é muito mais correcto falar de petróleo, dentro das causas económicas, do que vagamente da economia mundial. Em boa verdade esta depende em absoluto das fontes de energia e, no caso, o petróleo domina maioritariamente a realidade económica mundial.
As alternativas de que falámos aparecem como tal, de forma muito incerta, empurrando as estratégias mundiais de todos os países, muito mais no sentido de garantirem o consumo do petróleo enquanto ele existir, do que para as áreas da investigação e desenvolvimento de outros tipos de energia.
 
Das causas apontadas para a origem dos conflitos mundiais e locais, a economia e as religiões, a maioria das vezes elas não aparecem isoladamente, mas sim, entrelaçadas. Será caso para dizer de mãos dadas.
Justificam-se mutuamente e são habilmente manobradas ao serviço das ditas estratégias das grandes potências mundiais.
Como poderia o Homem sobreviver sem os recursos naturais do seu planeta ? Ele que à terra e ao mar arranca, numa labuta de sempre e para sempre, os produtos de que precisa para se alimentar, vestir e confeccionar toda a sorte de utensílios de que necessita. Ele que, na constante tentativa de viver numa sociedade cada vez mais rica e mais confortável, lhe tem sabido dispensar um ritmo impressionante de progresso, e que já se volta, ambicioso, para os espaços siderais.
 
A economia mundial tem, pois, os seus alicerces nos recursos naturais, tanto no estado primitivo como na forma final conseguida através das operações levadas a cabo pelo Homem, para os tornar utilizáveis.
Será o caso dos recursos que se extraem do solo e do subsolo e de que os minerais metálicos e os combustíveis são os exemplos mais marcantes. Por seu turno, é o mundo dos seres vivos - animais ou vegetais – o manancial primário dos recursos naturais. O Homem explora-o e desenvolve-o desde o seu aparecimento na face da Terra – pescando e caçando, criando animais domésticos, abatendo árvores, cultivando o solo.  Abril de 2002
 
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OLHANDO O MAPA

Olhando atentamente no mapa, a verdade é que a dicotomia zona de conflito/petróleo repete-se muitas vezes. Com a excepção Mar do Norte – onde o petróleo é explorado pelo Reino Unido e pela Noruega e dos Estados Unidos, a maioria das reservas está localizada em áreas instáveis ou potencialmente complicadas. Já que neste caso os problemas não se limitam somente ao Médio Oriente.

Mais ao a norte, no Mar Cáspio, numa extensão de território dividido entre a Rússia e algumas repúblicas da ex – URSS, fica uma das reservas mais importantes do Mundo. Nas previsões de muitos analistas, por volta de 2010, sairão dali muitos milhões de barris de petróleo por dia.
No entanto as expectativas na extracção de crude, são tão grandes como o risco de conflito político e militar.
Áreas de influência muçulmana no seu passado, estas antigas repúblicas soviéticas ( Azerbaijão, Turkmenistão, Uzbekistão ) são permeáveis ao fundamentalismo islâmico, sendo, por isso, provável que usem o petróleo como arma para pressionar o Ocidente.
Nesta altura já assistimos naquela zona, ao conflito entre a Tchetchénia e a Rússia, só aparentemente gerado por um referendo. Luta-se em nome de um nacionalismo, mas também por questões de estratégia económica . O território Tchetcheno é fundamental para a passagem dos oleodutos, que trazem o petróleo do Mar Cáspio.
Ainda em zonas de influência islâmica mas no Norte de África, não do Médio Oriente, existe outro dos grandes produtores de petróleo e gás natural do mundo : a Argélia. Vive-se aqui uma instabilidade acentuada desde que, em 1992, as eleições legislativas ganhas pelos fundamentalistas islâmicos, foram anuladas.
 
Devido à recusa de aceitar o poder nas mãos do partido islâmico, em pouco tempo, aquela que era a mais próspera das nações do Norte de África passou a ser um país em guerra constante.
Bastante vulnerável aos atentados do GIA ( grupo integrista islâmico ), a Argélia é, neste momento, uma ameaça para todo o Mediterrâneo e um enorme problema de difícil solução. A estabilidade política na Argélia é importantíssima para toda a União Europeia, na medida em que vem daí o gás natural, a principal alternativa de que dispõe relativamente ao consumo de petróleo.
Se a norte a instabilidade é muita, no centro e no sul do continente africano a situação não é mais optimista. Entre conflitos étnicos e guerras de poder, ficam duas importantes reservas de petróleo : Angola e a Nigéria.
Em Angola, a guerra de independência durou quase 30 anos e decerto irá ter continuidade no enclave de Cabinda, região muito rica em crude.
A morte de Jonas Savimbi, acalmou os conflitos, mas a paz em África apresenta, de forma constante, grande incerteza.
A Nigéria, situada entre os 13 maiores exploradores, é conhecida pelos conflitos étnicos e religiosos.
Na zona do delta do Niger, onde se faz a extracção de petróleo, as empresas americanas anunciaram a suspensão das operações de extracção dada a insegurança na área.
Segundo a Human Rigths Watch, o petróleo é a principal razão para inúmeros atentados aos direitos humanos naquela zona. A organização referência execuções sumárias sem culpa formada e perseguições.
Ainda em África, a grande aposta parece ser a extracção no mar entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria. Tal como, a Oriente, as grandes esperanças estão nos milhões de barris de petróleo que irão sair do mar de Timor Leste, país que, até 1999, viveu a ocupação Indonésia com a complacência da Austrália. Naturalmente por causa do petróleo.
No continente americano, além dos Estados Unidos e do Canadá ( em menor escala), a grande produção faz-se entre o México e a Venezuela, num eixo que inclui algumas das ilhas das Caraíbas, como Trinidad e Tobago. Também por estas paragens, como noutras partes do mundo onde o petróleo abunda, a instabilidade política, a grande diferença de classes e a corrupção marcam o dia – a – dia dos países e das populações.
Terá ainda sido por causa do petróleo que os venezuelanos saíram à rua em Caracas, para pedir a Chávez que deixasse o poder.
A empresa Petróleos da Venezuela foi a origem da greve de dois meses que parou o país.
Apesar deste cenário de incerteza política nos países onde estão situadas as reservas de petróleo, a verdade é que as necessidades deste produto por parte dos países mais industrializados, vão continuar a crescer nos próximos 20 anos, sobretudo nos Estados Unidos.
O Ocidente apresenta claramente grande fragilidade neste domínio. Estima-se que o consumo dos Estados Unidos seja em 2020 superior em mais de 10,3 milhões de barris àquele que teve em 1999, consideram-se também que a sua produção ( das maiores do mundo) se irá manter.
O que indica que a maior economia do Mundo – que é também o maior consumidor de petróleo (19,9 milhões de barris por dia) - continuará dependente do exterior e das tensões nas áreas de extracção, importando mais de metade do petróleo que consome.
As estimativas para 2020 mostram, no entanto, que o crescimento da procura irá aumentar por todo o Mundo. Seja em África, na América Latina, na Ásia, na Europa de Leste e na Europa Ocidental . Embora, no que respeita à União Europeia, o crescimento previsto seja menor.
Tão industrializada como os Estados Unidos, a redução na procura europeia pretende-se alcançar com a aposta no gás natural e no gasoduto do Norte de África.
O petróleo ficará essencialmente para o sector dos transportes.
A certeza é que a pressão sobre o consumo do petróleo irá aumentar nos próximos anos, mantendo-se como principal fonte de energia dos países industrializados. Abril de 2002
 
publicado por luzdequeijas às 18:44
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CAUSAS DA GUERRA

Motivações Económicas

A vastidão e complexidade da economia mundial é de tal ordem que seria fastidioso e pretensioso, enumerar toda a rede de interesses comerciais que provocam conflitos de dimensão assinalável ! Ou tão somente, instabilidade generalizada de forma constante !
Todavia no mundo actual, há uma rede comercial internacional, que se sobrepõe às demais. Sobretudo quando se fala de uma área geográfica, Médio Oriente, que está literalmente assente sobre uma gigantesca mancha do chamado “ ouro negro “ ! Trata-se do negócio do petróleo.
 
Quando as tropas da coligação anglo-americana iniciarem o ataque ao Iraque, será já claro que o petróleo, principal fonte de energia do ocidente estará na origem da guerra. Tal como antes, fundamentava a posição franco-alemã, nas Nações Unidas, contra a intervenção militar, mais uma vez o “ouro negro” semeava a discórdia entre os Estados.   
Este ouro « ainda vai trazer muita guerra na região » afiança Richard Duncan, o presidente do Institute on Energy and Man, sediado em Seattle, nos Estados Unidos.
 
Como pano de fundo está um estudo prospectivo deste mesmo Duncan que aponta para um período muito crítico em que se vai jogar a liderança mundial desta escassa mercadoria, e cuja contagem decrescente já começou. Duncan parte de duas constatações que não são contestadas por ninguém: as reservas de petróleo devidamente comprovadas são detidas em 77,6% pelos países da OPEP e, neste grupo, uma fatia de 63,8% está nas terras dos cinco «magníficos» do Médio Oriente – Arábia Saudita, Emiratos, Irão, Iraque e Kuwait .
Acontece ainda, ser este crude, em todo o mundo, aquele que apresenta os mais baixos custos de produção. Está muito à superfície e em terra.
Entrando na prospectiva de Duncan, os cenários futuros do mercado do petróleo apontam para uma sucessão de datas com implicações geo-estratégicas que não podem ser ignoradas.
 
Datas a Reter
2006: Pico da produção mundial de petróleo
2008: Inversão da relação entre OPEP e produtores de petróleo não-OPEP
2025: Domínio dos 5 países do Golfo dentro da OPEP
2040: Produção mundial de petróleo caiu em 60% em relação ao pico de 2006 e os países do Golfo produzem 92% da produção de petróleo.
Por este estudo, oficialmente credenciado, a produção mundial de petróleo atingirá um pico histórico em 2006, altura a partir da qual deverá entrar num período de desaceleração de 2,5% ao ano, caindo em 60% até 2040.
A liderança absoluta da OPEP – e, por arrastamento, do ouro negro – será progressivamente localizada no Médio Oriente
 
A “jihad” petrolífera
Segundo Duncan, é do interesse vital dos cinco países produtores do Médio Oriente um controlo apertado da torneira do crude ao longo dos próximos vinte e cinco anos.
Os seus interesses de longo prazo ( 40 a 50 anos no século XXI ) não são compatíveis com as pressões dos países importadores desenvolvidos que querem mais e mais milhões de barris por dia colocados no mercado e a um preço barato.
O Médio Oriente vai transformar-se, por isso, numa região escaldante no presente século. Uma « guerra santa» prolongada à volta do petróleo, com diversos episódios, não deve ser excluída dos cenários.

A maldição do “ ouro negro “ , raro e essencial para os países industrializados, o petróleo surge associado à instabilidade político militar, não só no Médio Oriente como no resto do mundo.         Abril de 2002

 

 
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NATAL 2008

O Cristianismo

 
As origens históricas do cristianismo são : em primeiro lugar, a religião israelita; em segundo lugar, o pensamento grego e, por fim, o direito romano. De Israel o cristianismo recebe o teísmo. É ele um privilégio único deste povo pequeno, obscuro e perseguido ; os outros povos e civilizações mais poderosos, são, religiosamente, politeístas, ou, quando muito dualistas ou panteístas. De Israelrecebe também o cristianismo, o conceito de uma revelação e assistência especial de Deus. Encerra ainda o cristianismo a ideia de uma história, que é o desenvolvimento providencial da humanidade, ideia ligada ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo, principalmente pelo mundo grego. Na revelação cristã é fundamental o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis para explicar o problema do mal, racionalmente premente e racionalmente insolúvel. Todavia Israel tem pugnado por uma vida longa e próspera, as riquezas e a prosperidade dos negócios.
A solução integral do problema do mal viria unicamente do mistério da redenção pela cruz, necessário complemento do mistério do pecado original.
O pensamento grego entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificação dos pressupostos metafísicos do cristianismo.
Por outro lado o direito romano será assimilado pelo cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja.
Jesus Cristo
O verdadeiro criador do cristianismo foi naturalmente Jesus Cristo.
A revelação no Novo Testamento de uma personalidade que vem ensinar uma grande doutrina, que leva uma vida santa, e se afirma mesmo como divina o que comprova com prodígios e sinais – os milagres e as profecias . 
Veio confirmar toda a tradição que o precedeu – O Velho testamento. Também é o responsável por uma instituição que se lhe vai seguir : a Igreja católica.
A esta caberá dar continuidade a toda a revelação judaica – cristã.
O Novo Testamento
Como é sabido Cristo não deixou nada escrito, daí tudo o que dele sabemos em torno da sua personalidade é aprendido através dos escritos dos seus discípulos.
Assim, Paulo de Tarso, na Cicília, fora um zeloso e inteligente israelita. Não conheceu Jesus durante a sua vida terrena, mas, convertido ao cristianismo e mudando o seu nome de Saulo para o de Paulo, tornou-se o maior apóstolo do cristianismo. No Velho Testamento, Deus, tinha dado aos homens a lei que não tirava o pecado. No Novo Testamento, Deus, mediante a graça de Cristo, tira o pecado do mundo
Os evangelhos são quatro :
De Mateus, Marcos e Lucas – são chamados sinópticos – formam um grupo à parte, por certa característica histórica e didáctica, que os torna comuns e os distingue do quarto Evangelho, o de João, de carácter mais especulativo e genérico.      
A solução do problema do mal
Não há dúvida de que o problema do mal foi o escolho contra o qual se bateu, debalde, a grande filosofia grega, como qualquer outra, visto ser o mal um problema racionalmente insolúvel.
Devemos considerar naturalmente, o mal físico e o mal moral, e este totalmente relacionado com o homem.
É antiga e famosa a contradição : de que modo pôr de acordo a sabedoria e o poder de Deus com todo o mal que há no mundo, por Ele criado ?
O Pecado Original
Acredita-se que o Homem teria participado – com uma natureza extraordinariamente dotada – da vida de Deus, teria gozado de uma espécie de deificação, não por direito, mas por graça. Todavia – devido a uma culpa de orgulho contra Deus, cometida pelo primeiro homem , Adão, do qual pela natureza humana, devia descender toda a humanidade.
Teria, assim, o homem perdido toda aquela harmonia e a dignidade sobrenatural, juntamente com os dons conexos.
Por estes motivos existem uma espécie de enfermidade e um enfraquecimento espiritual e físico no ser humano, desde o nosso nascimento, e que deve, por conseguinte ser herdado.
Basta lembrar como pela lei da hereditariedade se podem transmitir doenças físicas e morais : deficiências que não dependem dos indivíduos. 
A Redenção pela Cruz
Mas, que sentido tem o mal no mundo ? Conseguiu o homem, mediante o pecado, frustrar o plano divino da criação ? Conseguiu o próprio mal prejudicar o poder divino ?
Tudo isto se explica num segundo dogma da revelação cristã, o dogma da redenção operada por Cristo. Segundo este dogma, o Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade divina, assume natureza humana, precisamente para reparar o pecado original e, por conseguinte, as suas consequências naturais.
Deus precisava de uma reparação infinita, que unicamente Deus podia dar.
Sendo, porém, o homem que devia pagar, entende-se como o Verbo de Deus, que Cristo assuma a natureza humana.
Para a Redenção, teria sido suficiente o mínimo acto expiatório de Cristo, pois esse acto teria um valor infinito, devido à sua dignidade. Contudo, Ele sacrifica-se até à morte na Cruz.

Fez isto para dar toda a glória possível, à infinita majestade de Deus no reino do mal e da dor proveniente do pecado; é, pois, a glória de Deus o fim último de toda a actividade divina.

publicado por luzdequeijas às 18:03
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

UM NOVO MUNDO

Vai surgir deste novo século, forçosamente, e trará de volta uma nova ordem social e política. Porque com ele serão, finalmente repostos, o respeito e os tradicionais valores humanos.

Representará esta conquista uma vitória contra o crime organizado, a criminalidade económico – financeira, o oportunismo, individualismo e o materialismo selvagem que têm vindo a revelar-se uma ameaça grave contra a democracia, a sociedade e a economia. Contra o mundo actual !
Quem tiver por hábito manter-se informado sobre o mundo, sabe de previsões de organismos internacionais, cheios de credibilidade, no sentido de uma certeza absoluta; da escassez, dentro de duas ou três dezenas de anos, de bens essenciais à manutenção do nível de bem estar dado como adquirido na Terra, pelos países mais desenvolvidos.
Serão os casos, além de outros, do petróleo e, mais ainda, de água potável !
A confirmarem-se tais previsões, e se outras soluções não forem encontradas, o caos poderá tornar-se demasiado perigoso. O mundo recuará, sem dúvida.
Sabe-se ainda que todo o pensamento é adivinhação. Por vezes aquilo em que nós tanto acreditamos acaba por se tornar realidade. Só agora alguns homens começam a compreender o seu poder divinatório. Também se acredita que só aquele que pode compreender esta nova idade, ou seja, do “ Novo Mundo” – o mundo dos grandes princípios de rejuvenescimento geral – conseguirá apreender os pólos da humanidade, reconhecer e conhecer a actividade dos primeiros homens, bem como a sua natureza, desta nova “ Idade “ que há - de renascer .... o homem tornar-se-á consciente daquilo que é, e do poder que tem : compreenderá a Terra e o Sol, por fim o universo !
Quando nos servimos da ficção, o nosso pensamento pede adivinhação!
Gente entendida e sabedora admite como provável que o surgimento do próprio ser humano tenha ocorrido há cerca de 1 700 000 de anos. Até hoje sempre a Terra deu ao Homem meios de sobrevivência. É na lógica de uma próxima escassez de bens essenciais por exaustão, que será de admitir a vinda de um caos mais acentuado. Tanta coisa vai mal no seu consumo, gestão e preservação ! Não será uma fatalidade .
O primado do individual sobre o bem comum, por exemplo, vão trazer-nos o ponto de rotura, para um “ Novo Mundo”. Embora o individual seja muito importante, o ponto essencial de equilíbrio é indispensável à nossa sobrevivência. Com ele virá para o ser humano, uma visão e sentido social de vasta dimensão !
 
Depois do caos que nos fará sentir perdidos num imenso deserto, em crescendo, surgirá um renascido “ Novo Mundo”. Os valores suplantarão, as matérias primas!
 
Podemos chamar-lhe também de “Paraíso”, ou seja, alguma coisa bem melhor do que tudo aquilo que tem existido até hoje, na Terra. Esse “ Paraíso” virá, adivinha-se, de uma força universal, desejada pelo próprio homem a unir todas as pessoas . Resultará de uma nova cultura, que sem ofuscar a individualidade, irá conseguir sobrepor - se a ela, fazendo desabrochar um interesse colectivo, quase perfeito, em resultado de o mundo ter atingido um grau superior da sua civilização.
A sociedade global, em pleno, não é utopia. Essa será a grande mudança e constituirá o desaparecimento da mediocridade e oportunismo que nos conduziram ao caos relativo do inicio deste século. Espero realmente que isso aconteça neste século XXI, em resultado da luta contra a escassez de bens tidos por essenciais . Que afinal nem eram !
Este é um profundo desejo de um ser humano, que acredita no ser humano e na existência de forças que ele tem, mas que ainda não descobriu.
Também é um sonho do Natal de 2002 !
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:37
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

“Educação mais Transparente”

“ O novo ministro da educação deu esta semana a sua primeira grande entrevista ao «Diário de Notícias”. David Justino um economista doutorado em sociologia , mostrou saber o que quer e para onde vai mais cedo que os seus pares , talvez por já ser «ministro-sombra» do PSD. E fê-lo de uma forma clara e sem grandes subterfúgios .

Os alunos do ensino básico vão deixar de passar com reprovação a mais de duas disciplinas. (... ) David Justino promete reintroduzir os exames do 9º ano até ao fim desta legislatura . Também quer desburocratizar os processos disciplinares e reforçar a autoridade dos professores. Mas, não aceita o abandono escolar , até porque é «legal».
Para o ministro «a educação não é só um direito : é um dever. O país não pode prescindir de valorizar o seu capital humano. É uma obrigação de todos , de cidadania.
Ao longo da entrevista , David Justino afirma que o anterior Governo tratou a Educação como «uma amante caprichosa, daquelas a quem se dá dinheiro para estar calada». Por isso se diz , «a situação está calma , mas o preço que se pagou foi o da desqualificação ». (... ) Diz que é preciso moralizar a situação , mas não adianta muito em relação à forma como o irá fazer. (... ) Porque não submeter todos os alunos, mesmo os do ensino recorrente aos mesmos exames ? Por que não obrigar a que, como acontecia antigamente , todos os alunos dos colégios façam os seus exames em escolas oficiais? Afinal, pôr todos em igualdade de circunstâncias , pelo menos nos exames , é fácil e pode ser feito já este ano.”
 

Expresso 27/04/02

publicado por luzdequeijas às 17:40
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

“ Um país de opereta”

“ Sem se perceber bem a origem do mal , o país afunda-se a pouco e pouco num atoleiro . Os sinais são inúmeros e vêm de toda a parte : do universo do futebol, do mundo da política, da relação dos portugueses com a televisão.A mediocridade banalizou-se , tornou-se normal. O mau gosto alastra .A honra das pessoas perdeu valor .(... ) Devo dizer , com toda a sinceridade , que não vejo maneira de mudar este estado de coisas. Não sinto que haja energia suficiente para inverter a situação. Há uma espécie de anomia, de conformismo, que puxa o país para baixo.

Perderam-se as referências . Já não se identifica a mediocridade , o mau e o bom gosto misturam-se , confunde-se a esperteza com a falta de carácter , a ambição com o oportunismo. Portugal afunda-se num charco.A salvação já não é colectiva : é individual.”               
Expresso 21 Set. 2002    
 
publicado por luzdequeijas às 23:32
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MEMÓRIA CURTA

“ 1 de Janeiro de 1998 “

 
“Há três anos atrás, após dez anos de afastamento do Poder , os partidos socialistas colocaram de parte divergências e decidiram negociar uma plataforma de entendimento visando as eleições legislativas de 1995.
Depois de dúvidas pautadas por avanços e recuos , saiu finalmente fumo branco da sede do Largo do Rato. O dono da casa , o PSC –Partido Social Católico , juntava finalmente à sua volta o PS-AR – Partido Socialista Antifascista e Republicano e o PS/EML – Partido Socialista Ex-Marxista Leninista.

A acta que selou o feliz matrimónio foi assinada em sessão pública realizada no Coliseu dos Recreios e foi subscrita por António Guterres em nome do PSC , por Manuel Alegre em nome do PSAR e João Cravinho em nome do PS/EML . O PSC fez-se representar pela nata dos seus dirigentes com destaque para Sousa Franco e Maria de Belém , o PSAR aplaudiu entusiasmado pelas mãos de Jorge Lacão , António Campos e Narciso de Miranda , o PS/EML , apostou na presença das suas figuras mais mediáticas que representavam também momentos diferentes da dissidência comunista – Brederode Santos , José Magalhães e Pina Moura.                                                                                        Semanário      11 Janeiro 1997

publicado por luzdequeijas às 23:18
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

REGULAÇÃO

Que entidades reguladoras se acham neste momento instituídas em Portugal?
O IRAR - Instituto Regulador de Águas e Resíduos, com uma intervenção parcelar
A ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
A ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações
A ERS - Entidade Reguladora da Saúde
A ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social
A AC - Autoridade da Concorrência
O BP - Banco de Portugal
A CMVM - Comissão de Mercado de Valores Mobiliários
O ISP - Instituto de Seguros de Portugal
O INAC - Instituto Nacional da Aviação Civil
O INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos da Saúde, IP
O IMTT - Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres
A ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica
O INCI - Instituto Nacional da Construção e do Imobiliário.
Fiquemo-nos por estas.
Se compulsarmos as páginas oficiais, com as alterações dos últimos três anos, instalou-se o caos. Ninguém sabe o que é o quê neste domínio, ou quem é quem.
Está instalada a confusão !

 
Os presidentes das autoridades reguladoras devem ser nomeados pelo Governo e pelo Presidente da República ? Parece seguro que uma regulação forte é uma das condições para uma democracia com qualidade. Alguns entendidos apontam para uma proposta do Governo com nomeação do Presidente da República. Em boa verdade os governos têm medo da regulação deste modelo anglo-saxónico, instaurado em Portugal vai para três anos. Se puderem mandar no regulador tanto melhor ! As entidades reguladoras, embora independentes, foram integradas na administração central do Estado ! Deu jeito assim.
 
Entretanto são vários os partidos que se preparam para apresentarem propostas de alteração. O Governo não concorda com a intervenção do Presidente da República. Pudera, quanto mais esvaziarem este órgão de soberania, melhor, pensam eles, enquanto forem Governo. Por eles as coisas como estão, vão de vento em poupa. É gente dócil que têm na mão. Contudo a mais importante e necessária regulação é precisamente aquela de que o Governo deve ser objecto. A actual situação é uma vergonha !
 
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação social, tem sido apontado como pouco transparente nas suas funções (?) de regulador. Do alto da sua arrogância afirma: “ Não tenho de fazer «strip» para ser transparente. Isso é o que ele julga, começando pela sua nomeação e continuando no desmesurado apoio ao primeiro ministro e PS. É palpável e bem palpável. Convidado a dar uma entrevista ao Expresso, recusou ser entrevistado por determinado jornalista. Vetou-o . Pura e simplesmente ! Sem sequer apresentar argumentos !
 
Em resposta podemos transcrever uma nota do jornal ( Expresso), na qual o problema da falta de cerimónia do presidente da Entidade Reguladora da CS, está evidente : 
” Azeredo Lopes acusa o Expresso, entre outras coisas, de falta de neutralidade, no tratamento da ERC. Mas acrescenta que nunca a ele lhe foi negado espaço para contrapor e responder.
É, precisamente, por reconhecermos que podemos cometer erros que damos, com todo o gosto, espaço a Azeredo Lopes.
E cremos que a independência do jornal ( que é diferente de neutralidade) fica assim assegurada e manifesta, ao contrário do que pensa o responsável pela regulação dos jornais.
Um jornal plural como o Expresso há- de ter diferentes opiniões, incluindo a do presidente da ERC a quem excepcionalmente permitimos o veto a um entrevistador. O que não há - de ter é a neutralidade química que Azeredo reivindica. Porque a exigida neutralidade (mensurável, segundo afirma ) é uma outra forma de alguém exterior ao jornal decidir o que nele se publica. E isso tem um nome que todos sabemos qual é. “
 
Mais comentários para quê ? De facto um jornal, até pode não ser neutral, desde que o assuma, agora, o presidente da Entidade Reguladora da CS tem de sê-lo. Mesmo nomeado por um Governo, como está a acontecer. E muito mal.
Toda a gente quer ignorar o peso da “Sociedade Civil” no equilíbrio de uma verdadeira democracia. Chegará o dia em que as coisas terão de mudar.
António Reis Luz    
publicado por luzdequeijas às 20:31
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

OUTRAS TEMPOS

 

“O conceito de educação no mundo helénico esteve sujeito a um constante aperfeiçoamento. A “ paideia “ surge primeiro, numa fase elementar, entendida apenas como criação de meninos ( alimentação, cuidados de saúde ), só depois vindo a ser associada a “ aretê “ ( virtude, bravura, coragem, honra ), aglutinando por fim o atributo de “ Kalos Kai agathós “ ( belo e bom ) . Mais do que a coragem e a honra, pretendia-se com esta designação sublinhar os predicados da excelência física e moral. Para alcançar este ideal, tornava-se indispensável, na “ paideia “, o domínio de duas matérias : a ginástica e a música. A ginástica, para o corpo ; a música, para a alma. A música implicava todo o vasto domínio das musas, compreendendo a poesia, a história, a oratória, o drama e a ciência. Para lá da execução musical, impunha-se o conhecimento da língua, porque para cantar os poetas era preciso ler as suas obras. Daí que a compreensão dos poemas mais famosos fizesse parte integrante da “ paideia “. A este propósito, diz-nos Pitágoras: “ Creio eu, Sócrates, que para um homem a parte mais importante da educação ( paideia ) consiste em ser perito em matéria de poesia, e essa perícia significa poder entender e saber distingir, na obra dos poetas, o que está feito de modo correcto e o que não está e justificar-se perante qualquer dúvida. Perante o objectivo fundamental da educação, o mesmo Platão sublinha no ideal educativo uma componente cívica, para nós indissociável do ideal educativo da Grécia clássica. Para além de formar o homem em consonância com os critérios do belo “ Kalós ” e do bom “ agathós “, a educação deveria formá-lo também como cidadão. Diz-nos ele que a essência de toda a verdadeira educação ou « paideia » é a que dá ao homem, logo desde os tempos infância, o desejo e a ânsia, de ele se tornar um cidadão íntegro e a que o ensina a mandar e a obedecer, tendo sempre a justiça como fundamento. E conclui que a « paideia » é “aquele embrião gerador dos maiores bens, aí se formando todos aqueles que justamente são os melhores homens”. É precisamente no âmbito desta demanda global de um conceito de educação orientado para a justiça, a democracia, o amor, a sabedoria, a tolerância, e para os demais valores – ideal que Sebastião da Gama sempre procurou incutir nos seus alunos – que se pode fazer do homem um ser genuíno, leal, verdadeiro, empenhado e solidário. À essência desta matriz helénica, Sebastião da Gama, homem de sempre mas também do seu tempo, apenas terá acrescentado um certo « modus operandi » da pedagogia da Escola Nova, por um lado e, por o outro, uma rara intuição e uma sensibilidade excepcional, logrando a arte suprema do educador de que, para alguns, continua ainda hoje como um paradigma de excelência. “-         

Do livro “ Sebastião da Gama –
Milagre de Vida em busca do Eterno
-          Alexandre F. Santos              
publicado por luzdequeijas às 22:57
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

O 25 de ABRIL

Onde estão os responsáveis pela  "Revolução do 25 de Abril" ter descambado naquilo que podemos ver no vídeo abaixo indicado !

 

Isto, depois de no Relatório do INE sobre indicadores sociais,  se revelar que a EDUCAÇÃO foi a parcela do orçamento familiar que mais subiu entre 2001 e 2007. As despesas totais de cada família ascendem a 17,6 mil euros por ano !

Avaliação aos professores para quê ? Quanto às novas oportunidades pior um pouco, para tanto dinheiro mal gasto ! É o resultado das paixões.

 

http://www.megavideo.com/?v=QHOYAVC0

( clique acima para ouvir )

 

publicado por luzdequeijas às 18:35
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Abrir os Olhos

Para se perceber o que se passa hoje em Portugal é preciso abrir os olhos. Bem abertos, de modo a encaixarmos tanta trapalhada . A última trapalhada geral sobre a votação da passada semana, para aprovação da suspensão da lei da avaliação dos professores. Os serviços da AR não estão isentos de culpa. Uma semana depois, ainda não é possível dizer com exactidão quem de facto esteve nessa sessão. Tal facto não parece preocupar Jaime Gama, que prefere pedir aos jornalistas para “ abrirem os olhos “ ! Novamente na AR e aquando da aprovação do Estatuto Político dos Açores ( uma provocação do Presidente do GR dos Açores ao Presidente da República), as trapalhadas e falta de ética, assombraram a contagem e os procedimentos do presidente Jaime Gama !

 
Por falta de trapalhadas não morreremos de tédio. Aprovado há apenas 15 dias e ainda sem estar em vigor, o Orçamento do Estado já está desactualizado. Ao considerar que o défice pode chegar a 3% ( 2,2% é o valor inscrito no OE ), Teixeira dos Santos dá razão a quem sempre disse que este era um orçamento irrealista face à actual situação económica .
 
Ainda o Governo não sabe o que fazer com a contestação generalizada dos professores, já os sindicatos da Administração Pública preparam várias acções contra as alterações laborais previstas no sector. Soube-se ontem que, depois dos professores, também os médicos se preparam para abrir uma guerra contra o Governo. De resto quem tiver dúvidas, deve consultar os indicadores sociais disponíveis. Depois perde as dúvidas. Embora Sócrates, diga agora que o ano 2009 vai ser mau, há pouco tempo atrás não o era, haveria mais dinheiro disponível para as famílias ! Ele que nunca teve um pensamento de médio e longo prazo para o país, defende agora que as medidas a tomar têm de ser para já ! É outra tentativa de nos empurrar para a reuína, ou seja, o " Betão"! Os amigos continuam à espera .
 
Toma-se finalmente a consciência de que afinal as reformas estão todas por fazer ! Exceptuando aquelas ( de somenos ) que foram feitas por decreto, à boleia da maioria absoluta do PS. A falácia do Governo é tanta e a cumplicidade da comunicação social tão descarada, que se sentia o país convicto de estar a apoiar um executivo realmente reformista !
Partindo da certeza de que as principais reformas vão ficar por fazer, o país depende delas, não adianta ao Governo queixar-se da agitação social.
 
Tudo está no ponto de partida, senão mesmo com sensíveis recuos, derivados da conflitualidade exercida por mando de Sócrates. Há graves prejuízos a imputar a alguém, pelo recuo nos indicadores apresentados no final desta legislatura. Um estado de graça por 4 anos, é demência do povo português. As reformas exigiam que o Governo, ao contrário do que tem vindo a fazer, tivesse tido a humildade de explicar com toda a transparência, ao país inteiro, o que pensava fazer, como e porquê ! Não o fez e pelo contrário deixou de pensar nas reformas mal sentiu o cheiro das próximas eleições. Continuar no poder era para Sócrates e sua gente, mais importante que salvar o país da terrível situação em que o PS o deixou, depois de 10 em 13 anos, de Governação socialista . Chega de propaganda e digam, com toda a clareza, tudo o que fizeram nos últimos 4 anos. O país fica à espera. Submetam-se ao contraditório, sem ajudas da propaganda da comunicação social. A falácia irá ter um fim, como teve com o simpático Guterres.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 22:06
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PROCURA-SE UM AMIGO

Não precisa ser
homem, basta ser humano, basta
ter sentimento, basta ter coração.
 

Precisa saber falar e calar,
sobretudo saber ouvir o que as
palavras não dizem.
 

Tem que gostar de
poesia, de madrugada, de pássaros, das
estrelas, do sol, da lua, do
canto dos ventos e das canções da brisa.
 

Deve ter amor,
um grande amor por alguém, ou
então sentir falta de não ter esse amor.
 

Deve amar o próximo e
respeitar a dor que os passantes levam
consigo. deve guardar segredo
sem se sacrificar.

 

Não é preciso que seja
de primeira mão, nem
imprescindível que seja de segunda mão.
 

Pode já ter
sido enganado, pois todos os
amigos são enganados.

 

Não é preciso
que seja puro, nem que seja todo
impuro, mas não deve ser vulgar.
 

Deve ter
um ideal e um medo de
perdê-lo e, no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que
isso deixa.

 

Tem de ter
ressonâncias humanas, seu
principal objectivo deve ser o de amigo.
 

Deve ter pena das pessoas
tristes e compreender o imenso vazio
dos solitários.
 

Deve gostar de
crianças e lastimar as que não puderam
nascer.
 

Procura-se
um amigo para gostar dos mesmos
gostos, que se comova quando chamado

de amigo.

 

Que saiba conversar de
coisas simples, de orvalhos, de
 

Grandes chuvas e das recordações
da infância.
 

Preciso de um amigo para não
enlouquecer, para contar o que vi de
belo e triste durante o dia, dos
anseios e das realizações, dos sonhos
e da realidade.

 

Deve gostar das ruas desertas, das poças
d'agua e dos caminhos molhados, de
beira de estrada, de mato depois
da chuva, de se deitar no capim.

 

Preciso


De um amigo que diga que vale a
pena viver; não porque a vida é bela,
mas porque já tenho um amigo.
 

Preciso de

um amigo para não chorar.
 

Para não viver debruçado no passado em
busca de memórias perdidas.
 

Que bata
nos ombros sorrindo e chorando,
mas que me chame de amigo, para eu ter
a consciência de que ainda vivo.
 

Vinícius de Moraes
 
 

publicado por luzdequeijas às 17:32
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Entidades Reguladoras

Nasceram como cogumelos e poucos sabem quantas são e como funcionam ! São ainda “ bebés “, começaram a gatinhar com este governo, mas depressa ganharam a “ manha “ de gente de provecta idade !

 
De entre muitas, analisemos a mais badalada, talvez não a mais mortífera, que dá pelo nome de : GMCS - Gabinete para os Meios de Comunicação Social (ex-ICS)
Convergência e Regulação (histórico)
O Gabinete para os Meios de Comunicação Social entrou em funcionamento no dia 1 de Junho de 2007, substituindo o Instituto da Comunicação Social ... O GMCS apoia o Governo na concepção, execução e avaliação das políticas públicas para a comunicação social, procurando a qualificação do sector e dos novos serviços de comunicação social
Agências de Notícias  Comunicação Social  Digital  Entidades Reguladoras  Imprensa  Incentivos  Leitura  Media  Planos Nacionais  Prémios de Jornalismo  Programas do Governo 
...
 
Este é o caldo de cultura que permite a este governo, ou a outro que se siga, transformar a democracia numa brincadeira ! É tudo gente nomeada pelo governo !
Envolve muita gente tendenciosa e aproxima, perigosamente, a comunicação social do poder governamental . O “ envio de recados “, tem sido assumido por gente colocada nas “ Agências Noticiosas ”, embora se diga que eles vêm de todos os lados. Acredita-se que sim, só que a sua força, eficácia e medo, aparece bem visível e temida, somente, nos recados que vêm das bandas do poder.
 
( Pricipalmente quando os recados vêm acompanhados de 14 milhões de euros, como aconteceu com a Agência Lusa, recentemente ! Serviço público porquê ? O que é isso, tem alguma coisa a ver com a "estagnação" ? )
 
O que é de estranhar é que este monstro tenha nascido há pouco mais de um ano, de forma rasteira e silenciosa, comprovada no facto de mais de 90% dos portugueses desconhecerem a sua existência e os possíveis malefícios que podem provocar na vida democrática. Tudo o que envolva a transparência das regras democráticas, deve ser anunciado alto e bom som, não passando ao lado de um profundo debate nacional. Fica na minha sensibilidade pessoal a convicção de um tratamento largamente discricionário dispensado pela comunicação social à actual oposição ! Essa falta de transparência, anda no ar, sentindo-se dela um forte cheiro.
 
Só depois de um profundo debate nacional, estarão ciadas as condições para a população entender se está a “ comer coelho ou gato “. Só depois disso ela saberá se a nossa comunicação social é “ partidária ou independente”. Se for partidária e essa for a regra do jogo, tudo bem, então talvez muita gente se sinta mais segura com a situação que se vive nos EUA (onde por exemplo o NY Times assume a sua orientação democrata) ou aqui ao lado em Espanha (onde por exemplo o grupo Prisa assume a sua orientação de esquerda. A partir daí, cada um come daquilo que gosta. Agora dentro de uma suposta informação “ imparcial “ servirem-nos “ gato “ nunca ! Se é para emitir opinião ou tomar partido, então chamem-se os comentadores ou cronistas... que temos . Mas eles que se assumam, também, como partidários .
 
O jornalista que faz uma reportagem, uma entrevista ou escreve uma peça, talvez deva ficar-se pelos factos, mantendo uma rigorosa isenção . Todavia, as Entidades Reguladoras devem esclarecer primeiro que tudo a população, de quais são as regras em que nos movemos. De quem é quem. Antes disso, não se diga que vivemos em democracia.
António Reis da Luz
publicado por luzdequeijas às 16:13
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

“ Triângulo Fatal “

HÁ um triângulo fatal na política portuguesa . Os partidos estão num dos vértices , noutro estão as empresas e no terceiro ficam os negócios . Partidos , empresas , negócios . Os partidos necessitam do dinheiro das empresas para sobreviverem . As empresas precisam dos partidos para fazerem negócios . Os negócios beneficiam em simultâneo partidos e empresas . Nenhum dos lados existe sem os restantes , numa relação por vezes desigual , como na geometria , mas indissociável . Este ensinamento simples , que se aprende nos primeiros anos da escola , constitui também o bê-á-bá- da vida política . De tão elementar que é , passa por vezes ao rol dos conhecimentos vulgares , logo esquecidos .Mas há sempre um momento em que é necessário avivar a memória para certas verdades inquestionáveis , elementares , simples como a sucessão dos dias . A proposta de abolição das portagens na Auto-Estrada do Oeste é um desses momentos .

Da longa polémica que antecedeu a apresentação e a aprovação dessa medida na Assembleia da República (AR) já muito foi dito e escrito . O Governo sofreu uma importante derrota , de consequências imprevisíveis caso a proposta de lei passe no Tribunal Constitucional , para onde certamente o Presidente da República a enviará . De certa forma , pode dizer-se que o Governo está , neste caso , a colher uma tempestade dos ventos que semeou , quando aboliu as portagens na CREL e em Ermesinde . Mas esse facto é importante não para acentuar a luta política que está subjacente ao que se passou na AR , mas para analisar a manifestação surpreendente de existência do esquecido triângulo fatal . Nessa altura , quando o Governo tratou de cumprir uma promessa eleitoral de duvidosa racionalidade empresarial , o caso manteve-se na esfera da política . As grandes construtoras ficaram de fora , não se manifestando . Desta vez , no entanto , essas empresas fizeram ouvir a sua voz . Uma voz crítica da abolição das portagens do Oeste .
Sabemos que assim é porque Manuel Monteiro veio a público denunciar pressões de grandes empresas de obras públicas . Alguns terão ameaçado cortar os financiamentos ao Partido Popular , caso este mantivesse a decisão de votar favoravelmente a abolição das portagens . E sabemos também que assim é porque o responsável de uma dessas empresas criticou o PSD pelo mesmo motivo , em declarações a um jornal diário .
Acontece que a empresa desse gestor concorre à concessão da chamada brisinha do Oeste , que vai receber o troço com portagem agora sob polémica . Neste caso o interesse é evidente. Nos outros, denunciados por Manuel Monteiro, a motivação deve ser semelhante. Estas empresas manifestam-se porque os seus interesses estão em jogo . Se a lei entrar mesmo em vigor , todo o processo de construção de novas auto-estradas fica posto em causa . E as empresas perdem trabalho , numa altura em que já é visível uma diminuição da carteira de grandes obras públicas . Tudo isto é verdade , tudo isto se entende . 
È verdade que o futuro pode ser sombrio para as empresas do sector , entende-se que as empresas estejam preocupadas . O que também é verdade é que há aqui algum «atrevimento » dessas empresas , quer na pressão política subterrânea quer na manifestação pública da critica partidária . O que também se entende é que há aqui uma evidente demonstração da confusão entre negócios , política e financiamentos dos partidos .
Das duas uma . Ou as perspectivas dos negócios são piores do que imaginamos , o que pode levar as empresas a alguns actos menos próprios ; ou os partidos estão mais dependentes dos financiamentos das empresas do que se pensa . Em qualquer dos casos esta promiscuidade entre política e negócios , entre partidos e empresas , é tudo menos salutar para o eficaz funcionamento da democracia e da economia . Não se trata só de um problema de aparências . Trata-se sobretudo de um problema de regras de funcionamento do sistema . Existe promiscuidade quando não é claro onde acaba a política e começa o negócio , e onde começa o negócio e acaba a política . Sendo evidente que os dois se cruzam , partidos e empresas têm de aceitar de forma muito clara que nem a política pode interferir nos negócios , nem estes podem determinar a política . Por muito que custe às empresas a decisão de abolir as portagens na Auto-Estrada do Oeste , é uma decisão política votada num órgão eleito, que é a Assembleia da República . Se as pressões sobre os partidos existiram, como foi denunciado, é mau sinal . Sobretudo porque deixa entender que possivelmente muitas outras pressões têm ocorrido noutras decisões e noutras ocasiões . “
                      CARAS & CASOS - Opinião - Luís Marques      
 
publicado por luzdequeijas às 19:43
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“ A POLÍTICA in situ “

“A forma como os partidos têm funcionado tem-se vindo a degradar ao longo dos anos e é perfeitamente castradora da qualidade. A maioria dos portugueses , principalmente os de maior capacidade política e de mais nobres intenções , não têm paciência para uma vida partidária que , ao funcionar nos moldes tradicionais ,exige, acima de tudo , vocação para tarefas menores e não para a defesa de convicções.

Milhares de cidadãos que passaram pelos partidos saíram frustrados com o que assistiram . Atropelos à democracia , ausência de regras claras , votos amestrados, decisões políticas de orgãos jurisdicionais , quotas pagas por terceiros , cadernos eleitorais à medida, representatividade política meramente virtual , prioridade à discussão das tricas internas, organização deficiente e longe dos padrões médios actuais.
Esses cidadãos fugiram da vida partidária . São uma maioria e, ao tomarem essa decisão , estão a prescindir da principal riqueza do regime que é , precisamente ,a participação. Nos moldes em que tudo tem funcionado , a responsabilidade desse afastamento é de todos aqueles que, tendo consciência de esta situação, nada fazem para a resolverem.
A qualidade da nossa classe política está intimamente ligada a esta problemática . Sem uma alteração do quadro actual , jamais será possível a sociedade poder aspirar a mais qualidade . (... ) O mais penoso de esta questão prende-se, no entanto, com o facto de o ritmo de desenvolvimento de qualquer sociedade depender muito directamente do nível da capacidade dos seus dirigentes”.
 
                                                Rui Rio   PORTO EDITORA
 
publicado por luzdequeijas às 19:23
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“ No jardim das paixões extintas “

 

“ (... ) Não há Portugal nem aquele «futuro do passado» de que falava Fernando Pessoa . Não há sentido futurante . Nem da política , nem do país. Não há perspectiva histórica. Eu discordava de Cavaco Silva e combatia a sua política. Mas ele tinha política e projecto. Agora ouve-se Durão Barroso e é um vazio . Infelizmente vai-se a ler a proposta da nova Declaração de Princípios do PS e constata-se que também dela desapareceram a História e a Ideologia . Desapareceu o PS . Falta, como disse Medeiros Ferreira , o código genético de um partido que nasceu no combate à ditadura e se consolidou na vitória sobre a tentativa de impor ao país um totalitarismo de sinal contrário . Falta a matriz ideológica : o PS não é uma frente sem fronteiras , é um partido de esquerda . Saber interpretar as novas realidades , começando por compreender que a grande mudança é a do próprio modo de produção , não significa a diluição nem o fim da esquerda . Há uma linha divisória , como demonstrou Bagão Féliz , ao fazer na AR uma verdadeira proclamação ideológica de direita. O PS tem de acentuar a sua identidade de partido de esquerda , capaz de representar politicamente os que são atingidos pelas políticas neoliberais e uma globalização sem regras. Dar à globalização um rosto humano , regulá-la , fazer com que nela tenham voz os que por ela estão a ser excluídos , eis por onde deve começar a renovação do socialismo democrático . Criou-se a ideia de que renovar é virar à direita . Mas não. (.... ) É sobretudo urgente compreender que , tal como o modelo comunista morreu historicamente , o mesmo pode acontecer ao socialismo europeu, se a sua tendência for a de se autodiluir e continuar a derivar para o centro e a direita .
A história tem de voltar à política e à ideologia também. Para que os sonhos não continuem a morrer no jardim das paixões extintas.”              
 Manuel Alegre   -  Expresso 20 Julho 2002
 
publicado por luzdequeijas às 15:09
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A CORRUPÇÃO

 

Não vale a pena andarmos a discutir o problema da competitividade da economia portuguesa se não tivermos coragem de enfrentar, de uma vez por todas, o problema da corrupção. Dizem as Nacões Unidas que somos o pais mais corrupto da Uniao Europeia. Provarei, através de uma diagrama da corrupção, que os mercados e, portanto, os países mais corrutos são necessariamente os mais pobres. A corrupção é um verdadeiro imposto encapotado, onde a economia perde mais do que aquilo que ganham os corruptos.  
 
Semanario, 13-12-2002
publicado por luzdequeijas às 15:01
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“ A MIRAGEM DO CENTRO “

“ Para quem pensasse que o resultado obtido pelo PS nas eleições do mês passado tinha , pelo menos até ao próximo Congresso , arrumado a questão da liderança e da orientação estratégica do partido , aí estão os sinais concertados dos últimos dias para mostrar que o «centrismo » está longe de estar morto .

Mais : em diversas intervenções públicas , alguns destacados dirigentes do PS vêm criticar duramente a recentragem à esquerda , personificada em Ferro Rodrigues , defendendo , uma vez mais , que é ao centro que o PS se deve situar , daí partindo para a conquista do eleitorado de esquerda .
Este « centrismo » não é , propriamente um centrismo ideológico ; mas parte do pressuposto de que o «centrão» , essa massa de algumas centenas de milhares de eleitores que votam alternadamente no PS ou no PSD , é um centrismo ideológico . Não é . O « centrão» move-se por interesses e estados de espirito , mais do que por convicções . Até porque não há , pelo menos em Portugal , um corpo doutrinário que defina o centrismo . É um vazio ideológico que , por isso mesmo , quando procurado , desemboca no casuísmo das alianças e no tacticismo das opções políticas .
No primeiro caso , dá orçamentos Campelo ; no segundo , rege a sua acção política pelo resultado das sondagens e pela perspectivas de eleições .
Em ambos os casos , pensa que é pragmático , como se viu, e desemboca no «pântano » .
                                                                 Visão 24 Abril 2002
publicado por luzdequeijas às 14:55
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“ NO PÂNTANO”

“O PÂNTANO político – o « marais » , como lhe chamam os franceses há dois séculos – é um terreno propício à gestação de monstros. A História está cheia de exemplos. O «marais» é o centro grisalho e medíocre onde as opções políticas fundamentais tendem a esbater-se e a diluir-se , tornando-se mais ténues e obscuras , menos contrastadas e visíveis .

A tentação irresistível de agradar aos eleitores flutuantes e marginais , cujos votos poderão ser decisivos para alcançar o poder, acaba por enfraquecer os partidos políticos dominantes. O pêndulo eleitoral passa a oscilar entre o centro-direita e o centro-esquerda – já não entre a direita e a esquerda . Instala-se o rotativismo político a uma velocidade de cruzeiro , a gestão do poder transforma-se numa alternância sem alternativas , a vontade do eleitorado vai-se dissipando no « nevoeiro » do centrismo , aumenta a apatia política e generaliza-se o conformismo .
A combinação entre a fraqueza e a força dos partidos que dominam o sistema e o centrismo insípido , incolor e inodoro que caracteriza o poder , restringe progressivamente a influência dos cidadãos na vida política . Quando a crise espreita e aumentam as incertezas em relação ao futuro , o conformismo generalizado acaba por se transformar em contestação , repúdio e revolta . O voto de protesto torna-se inevitável e é canalizado para os extremos do espectro político . É o tempo dos demagogos, dos agitadores populistas, dos «homens providenciais» que ameaçam restabelecer a ordem e reabilitar a pátria com a força do ”braço direito” .   Expresso 27 de Abril 2002
 
                                
publicado por luzdequeijas às 14:48
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

As Margens da Sociedade

 

“ Porque se matam os velhos “
 
“ Uma corda ao pescoço que se prende ao ramo mais forte daquela árvore , escolhida muito tempo antes do acto definitivo ,ou, por uma questão de pudor e de maior recolhimento , à trave-mestra do celeiro em ruínas . Uma pedra como apoio , às vezes um banco para o qual se vai subir e de onde se dará o passo decisivo e último , pensado há muito , iniciado agora mesmo . Por dentro e por fora , apenas o silêncio e a solidão. A alma já estava morta de tristeza e de secura , tanta mágoa sofrida , tanta desesperança ,tanto abandono , tanto vazio e desamparo. Mas tudo isso já passou e já não conta quando o corpo resolve enfim subir ao banco e atirar-se daquela altura , trinta centímetros ,não mais . Um esticão forte, estremece a árvore, um gemido seco e breve, os olhos arregalados, cede que não cede o velho barrote apodrecido e o corpo fica a balouçar uns momentos , antes de se imobilizar para sempre . Nem uma carta de despedida ou explicação . Porque em vida não houve tempo de ir à escola , porque a despedida não vale a pena e a explicação, a existir, não cabe numa carta .” 
 
 Expresso   12 Agosto 2000
 
publicado por luzdequeijas às 20:07
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MEMÓRIAS CURTAS

 

“ O valor das ideologias “
 
“Cá pelos nossos lados a discussão das ideologias é recorrente . Vai que não vai salta para a ordem do dia . Quase sempre para apaziguar as angustias dos socialistas . Mas, agora, é mais sério. O PS vê as barbas do PCP a arder e trata de pôr as suas de molho .Só que a questão para os socialistas é mais complicada . Mário Soares , por ventura o mais “ousado” de todos em questões “ideológicas” , abriu o caminho mantendo cautelosamente o socialismo na gaveta. Guterres fez o resto . Deu no que todos sabemos . Apesar disso Soares acaba de presentear-nos com mais uma das suas achegas ideológicas. Historicamente de fim de percurso e residual na essência ( Expresso , 04.08). Os socialistas são filhos transviados de boas famílias ideológicas. Excelentes pensadores , invulgares humanistas. Mas as modernas gerações já não recordam sequer os nomes dos avós e não sabem onde pára a herança , que agora parece fazer-lhes falta . Venderam as jóias mas querem continuar a exibir os pergaminhos . Dizem-se socialistas com o mesmo despudor e falta de senso com que os renovadores se dizem comunistas . Nada de novo , porém. O socialismo que o “ideólogo” Soares meteu na gaveta era , já então , uma mera ficção. Eram os primórdios , de um pragmatismo oportunista e eleitoralista perfeitamente insultuosos. De fazer dar voltas na cova a todos os ícones socialistas. O PS passou a ser , como todos os seus congéneres , apenas, uma máquina de guerra no assalto ao poder . Para nada, afinal. A discussão ideológica mudou-se para restritos clubes de gente bem mais dados aos prazeres da discussão e da especulação do que aos destinos da governação , que sabem (hoje) não passar por aí. Perdido o poder , sem ideias , e fustigados por uma prática que quase os destruiu os socialistas andam , agora, à procura de referências e não as encontram. Não admira que andem atarantados . Viram o PCP desfazer-se. Saltaram para a oposição e ninguém tem saudades deles no governo . A sua verdadeira ideologia é a procura do caminho mais curto de regresso ao poder.
Mas para lá chegarem precisam de publicitar uma qualquer banha da cobra . Lembraram-se agora, ( alguns ) da velha ideologia . Mas estão desacreditados de mais para serem levados a sério e falta-lhes a lata dos renovadores . Talvez por isso a grande maioria evite falar de socialismo e se limite a reclamar-se "“de esquerda"” O que tem , pelo menos, uma vantagem: demarcam-se por simples exclusão de partes. Não precisam de ideais , ideais ou ideologias.”
 Correio da Manhã 6 Agosto 2002
 
publicado por luzdequeijas às 19:59
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RELEMBRANDO

                  “ INSTRUTOR QUIS SER SUBSTITUIDO “

 
“ As disparidades , incongruências e imprecisões que resultam das declarações que foram prestadas são de tal ordem que não consideramos possível fixar qualquer posição definitiva num relatório final “ , escreve o inspector João Gonçalves , num documento enviado à subinspetora – geral da Inspecção Geral da Administração Interna ( IGAI ) , a 11 de julho .
De seguida , acrescenta : “ De facto , neste processo há demasiada “ verba “ e pouca “ res “ . Isto é , quando pedimos documentos justificativos das decisões tomadas , ou nos dizem que não existem ( e tal está evidenciado nos autos ) , ou se atribui essa inexistência a “ despachos verbais “ , “ ordens superiores “ , “ determinações “ , “ orientações “ , ou mesmo “ gestão desburocratizada e flexibilizada “ . ( ... ) Este processo transcende a pura legalidade formal “ .
Estes são só alguns dos motivos apresentados por João Gonçalves para formular um pedido pouco habitual nestas situações : “ Entendemos não ter condições objectivas – pessoais e institucionais – para prosseguir na instrução deste processo de inquérito “ . O inspector que averiguou as empreitadas na Quinta de Santo António , na Pontinha – o imóvel do Ministério da Administração Interna que viria a ser destinado à sede da Fundação para a Prevenção e Segurança – pediu a sua substituição ao fim de seis meses de trabalho .
João Gonçaslves ouviu , por diversas vezes , António Morais , director do GEPI , Lencastre Bernardo , director do SEF , Armando Vara , ex-secretário de Estado do MAI , Luís Amado , que teve as mesmas funções , o governador civil de Lisboa e técnicos , assessores e até secretárias , sem conseguir chegar a uma conclusão .

“ Quer o queiramos , quer não , este processo está “ contaminado “ por

processos políticos de decisão que não podem ser escamoteados , sob

pena de a árvore não nos deixar ver a floresta ou , então , de sermos

conduzidos por caminhos que não levam a parte nenhuma “, escreveu ,

premonitório , no primeiro relatório que fez sobre este caso.” Expresso - 2000

                                  A fundação

 A relação de Lopes Barreira com a FPS começou com a sua presença na reunião de 2 de Fevereiro de 1999 , na sede dos Bombeiros Voluntários de Oeiras , onde os fundadores decidiram instituir um órgão para a prevenção e segurança rodoviária . Na segunda acta da FPS Fernando Lopes Barreira já participou como presidente da Mesa da Assembleia Geral .

Segundo fontes próximas do processo, a relação de Barreira com Tomé
Falcão , presidente da fundação , e Armando Vara , ex-ministro do
Desporto e ex-secretário de Estado-Adjunto de Jorge Coelho na Administração
Interna, começa precisamente em Bragança , o distrito onde nasceram os
três .
A amizade de Lopes Barreira com Armando Vara e Tomé Falcão facilitou o
convite a Barreira para ser um dos membros fundadores da FPS . Expresso   
publicado por luzdequeijas às 19:14
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

A Mão Invisível

A figura de José Sócrates é, de facto, um “ case study “ ! Em boa verdade, não convence ninguém quanto aos seus méritos e virtudes. Os traços marcantes do seu carácter e da sua personalidade deixam no ar várias interrogações !

Para razoáveis observadores, o estado do país não tem deixado de piorar. Pese embora, os enormes sacrifícios exigidos aos portugueses. As reformas consideradas fundamentais à recuperação de Portugal, começaram mal. Muito estranhamente, Sócrates, aparece nas sondagens sempre no cimo da montanha ! Pelo contrário, os seus ministros roçam o negativo. Com excepção daquele que foi considerado o pior ministro das finanças da EU ! Na rua ou nos salões, as pessoas limitam-se a afirmar que não acreditam nestas sondagens.
 
É neste preciso momento que avança uma explicação com um mínimo de coerência. Pela imperiosa necessidade para o país de reformas de fundo, apareceu uma “ Mão invisível “ a proteger Sócrates, em qualquer canto ou esquina. Mesmo nas várias encruzilhadas, em que o seu aventureirismo o colocou ! Ele, esperto que é, percebeu. Aos poucos foi fingindo que estava a reformar. Provavelmente, até, estava. Só que de forma errada. Não se fazem reformas sem ganhar para elas, as pessoas envolvidas. Entretanto entrou em cena o seu lado arrogante. Mesmo autoritário. Por essa via foi submetendo pessoas assustadas. A sua auto - estima foi crescendo. Empurrada por uma alma com tendência para o deslumbramento. O momento do “porreiro pá “ fez-lhe sentir-se ainda maior. O fato deixou de lhe servir! A tal mão invisível, não soube, não quis ou não pôde, mais parar . Ele, José Sócrates, foi falando sempre mais alto e entregando os pontos nevrálgicos do país, aos seus amigos ! Hoje, temos um país aprisionado. As reformas pararam. As próximas eleições começaram a dominar o seu pensamento. Vieram os “ Magalhães” e outras coisas mais. Obras para 2017, anunciadas 10 vezes. Num país sem dinheiro apareceram milhões e mais milhões, que por vezes eram milhares de milhões. Tudo prestidigitação ! Quem vai pagar são os nossos netos.
 
A crise internacional parece ter vindo ajudá-lo. Pôs-lhe no colo um gigantesco “ Saco Azul”. Muito maior que o da Fátima Felgueiras ! Ninguém lhe pergunta pela avaliação do seu mandato, como ele faz aos professores. Sócrates esconde-se atrás do medo desta crise. Que veio cair em cima daquela que ele já tinha fomentado. A “ Direcção Comercial de Luxo” foi metida na gaveta. Basta vender mais e mais “ Magalhães”! Para quê a pedagogia ? Para quê as notas dos alunos ? Devem passar todos. Só assim se constrói o socialismo !
 
Entretanto, hoje, Sócrates domina tudo. Comunicação Social. Entidades Reguladoras. Serviços Secretos. Altas Autoridades etc. Tudo o que mexe . Quem lhe fizer frente é descredibilizado pelos seus amigos. Ele permanece bonzinho !
A democracia já foi. O país definha ! O povo está anestesiado. A mão invisível já é a dele ! É esquisito não é ?
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 20:04
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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Cultura Reformista

Se há princípio diferenciador entre PSD e PS ele está, desde logo, na cultura reformista do Partido Social Democrata. Não se trata de uma diferenciação meramente teórica nem, diria, de uma diferenciação ideológica. Trata-se, antes de tudo, de um ponto de partida distintivo que se fundou na consciência crítica de um regime opressivo e que se manifestou na sua plenitude com a implantação da democracia. É, por isso, a matriz identitária do PSD. Com a força de uma matriz que assume o ideal reformista por convicção e não por uma qualquer obrigação doutrinária. Consciente de que as reformas não se esgotam no tempo, nem se concluem com a concretização dos objectivos enunciados e com a responsabilidade de as assumir como processos contínuos de ajustamento das políticas às realidades, ora antecipando-as, ora condicionando-as. A reforma é, por natureza, uma never ending story.

O reformismo humanista que marca o sentido programático do Partido Social Democrata, não se limita a um mero enunciado, nem tão pouco a uma mera legenda proclamativa sem tradução prática. Bem pelo contrário! Essa matriz encontra-se registada em momentos determinantes do processo de consolidação democrática do país e em marcos concretos do seu desenvolvimento económico e social.

Não há mudanças sem resistências, nem há regras procedimentais, objectivas e lineares, para implantação de uma reforma. Na sua concepção tem que haver, isso sim, perspectiva estratégica e sentido de interesse público. E na sua aplicação a democracia ensina-nos que o bom senso e o pragmatismo são dois elementos indispensáveis. É na conjugação destes elementos que ela se deve estruturar e aplicar, tendo por certo que as mudanças numa sociedade se fazem com os seus sectores mais dinâmicos.

É uma contradição nos próprios termos partir-se para um processo reformista com o pressuposto de confronto antecipadamente instalado. O confronto extrema. Ao extremar distancia, enquista posições e desvirtua o sentido das políticas. O resultado não é de soma nula. É negativo. Porque as políticas não foram aplicadas pese embora o processo ter deixado marcas que, mais cedo do que tarde, se acabam por transformar em custos. Não apenas financeiros, mas, o que é pior, sistémicos.

Por outro lado, importa considerar o valor essencial de uma reforma, qual seja o de absoluto. Melhor dito: uma reforma deve ter um valor intrínseco e inalienável na medida em que não deve ser condicionada por um horizonte eleitoral. Este é um dos factores mais devastadores para uma dinâmica de transformação e não raro tem estado presente no consciente do decisor político. Razão pela qual se poderá dizer que só deveremos acreditar no sentido reformista daqueles que não determinam o seu horizonte de actuação por calendários eleitorais, sobrepondo o interesse partidário de mera conquista de poder sobre o interesse público na efectivação das mudanças. Este sim, o verdadeiro vírus da reforma.

Rita Marques Guedes

publicado por luzdequeijas às 22:31
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O MONSTRO EM 2000


 Cavaco Silva: «Já não é possível dominar o monstro sem dor»

<input ... >23 OUT 00

Cavaco Silva considera o problema orçamental português «muito grave», podendo causar o abrandamento do crescimento nacional, quando ele é forte na Europa. Cavaco considera essencial reduzir o sector público na economia, para se regressar à convergência.

«Já não é possível dominar o monstro sem dor», afirmou hoje Cavaco Silva, considerando que «o problema orçamental português é muito grave» e faz ao país correr o risco de se manter, a prazo, em divergência com a Europa.

O ex-primeiro-ministro falava num seminário organizado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, no Centro Cultural de Belém, subordinado ao tema «Para onde vai a economia portuguesa?».

Procurando uma primeira resposta àquela pergunta, Cavaco começou por dizer que «a situação mais preocupante [no actual momento da economia portuguesa] é o abrandamento do crescimento, quando ele é forte na Europa».

«Acabou o ciclo de convergência?», perguntou, limitando-se a responder: «Para já, as perspectivas não são optimistas» e a hipótese, durante muito tempo acalentada, de Portugal chegar à média de riqueza da União Europeia em 2015 «é uma oportunidade perdida».

Para se regressar à convergência, disse Cavaco Silva, «é fundamental reduzir o sector público na economia», para o que não contribuiu o orçamento de 2000, «esse monstro que nunca devia ter sido aprovado», sem fazer referências específicas à proposta orçamental para 2001, já entregue na Assembleia da República.

A curto prazo não há dificuldade de financiar o défice externo. A questão aqui é outra, disse Cavaco: «Até quando é que isto se pode manter? Até quando pode o país continuar a endividar-se, sem queda do “rating” do crédito obtido e consequente aumento do prémio de risco?»

Se, do lado dos custos, o cenário de uma não inversão da trajectória do défice é aquele, do lado das contrapartidas futuras da dívida por saldar adivinha-se «como consequência a transferência de propriedade».

E «o melhor, neste caso, é não pensar em intervir pelo lado Administrativo», advertiu Cavaco Silva, numa alusão aos casos recentes - Grupo Mundial Confiança e Cimpor - em que só uma intervenção discricionária do executivo impediu a transferência total dos respectivos activos para o controlo externo.

Se o controlo da «descontrolada despesa corrente primária» é o «nó» das políticas alternativas propostas hoje por Cavaco e a ameaça futura vem do lado do agravamento do défice externo, a «situação preocupante» de fundo a que Cavaco foi referindo todo o seu diagnóstico diz respeito à divergência de crescimento em que Portugal entrou face aos parceiros comunitários.

Portugal é a «excepção negativa», numa Europa que em média está a viver o mais forte crescimento dos seus últimos 11 anos, sendo a divergência mais «chocante», quando a comparação é feita com a Espanha (este ano, um diferencial de crescimento de 1,5 pontos percentuais), a Grécia (1,0 pontos) e a Irlanda (5,0 pontos), os chamados países da coesão.

«Porque é que vêm aí dias difíceis para Portugal e não para os outros?», perguntou.

publicado por luzdequeijas às 19:23
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RECORDANDO O SONHO

Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

o sonho...

Nuno Rogeiro, Jornal de Notícias - 11/02/05 

« Nada disto aconteceu


Dado que o passado foi chamado à campanha eleitoral, devemos responder, puxando da memória.

Quanto à experiência de poder do PS, desde a queda do cavaquismo, em 1995-96, até 2002, existe uma espécie de amnésia.

A verdade, se calhar, é que nada do que a seguir se enumera alguma vez existiu!!!

A saber:

 - Acumulação de défice excessivo nas contas públicas, originando o despertar da repressão de Bruxelas, para além de incentivo irresponsável ao gasto individual e desprezo pelos apelos à moderação e à poupança.

- Saída de Sousa Franco do Executivo, depois das linhas mestras das suas  políticas de saneamento da conta pública se terem tornado inviáveis, ou politicamente indesejáveis.

- Análise negra do estado da economia portuguesa, por parte de Cavaco Silva, numa famosa entrevista de Julho de 2000.

- Alegações de políticos, empresários e governantes, segundo os quais a banca portuguesa estava a ser vendida ao desbarato aos estrangeiros.

- Anunciados planos de combate à evasão fiscal, anunciados falhanços dos mesmos planos, e anunciada continuação da dita.

- Ligações perversas da política ao futebol, com o cortejo conhecido de enxovalhos, confusões e negócios pouco claros.

- Insistência na política de co-incineração como única via possível de tratamento de resíduos perigosos, apesar da divisão dos especialistas e da oposição do "homem da rua", certamente manipulado por caciques e envenenado pela Comunicação Social privada.

- Episódio dito do "queijo Limiano", ou a cedência da alma em troco de votos no Parlamento.

- Quedas sucessivas de ministros da Defesa, conflitos entre estes titulares e o primeiro-ministro, queixas de falta de meios, espectáculo de parca mobilização de recursos para tarefas externas, divulgação pública de listas de agentes "secretos", novelo de escândalos em torno da aquisição de armamento e fardamento, cenas de estalada entre chefes políticos e chefes da "comunidade de informações".

- Tragédia da ponte de Entre-os-Rios, originando a demissão de Jorge Coelho, e suspeita geral sobre o estado das obras públicas.
- Inundação do túnel do metro no Terreiro do Paço, e alegação de que o mesmo foi ali feito com grande risco, sem as precauções devidas e não levando até ao fim estudos exaustivos sobre as características do subsolo.

- Escândalos na JAE, corrupio de acusações e alegações, e declarações críticas do engenheiro Cravinho, dizendo que Guterres havia sido derrotado pelos "grandes interesses" e pelos lobbies (Janeiro de 2000).

- Colapso na gestão das grandes cidades, que levou a uma maré de rejeição, em 2001, e à passagem da era PS para a era PSD, em Lisboa, Coimbra, Porto, Sintra,  Cascais, etc..

- Fantasmas desastrosos, como o espectáculo de "Porto, Capital da Cultura", com obras a juncar a vida do cidadão comum, turistas perdidos e desiludidos, projectos inacabados, escândalos financeiros e "mistérios" como os da Casa da Música.

 - Escândalo em torno da Fundação para a Segurança, levando à saída "apocalíptica" de Fernando Gomes do barco do guterrismo, e a sugestões de conspirações no seio do poder, com o primeiro-ministro a saber tudo e a calar ainda mais.

- Filosofia de miséria na RTP, levando o serviço público à pré-morte, depois de anos de insanidade financeira, extravagâncias de programação, guerras civis de chefias e tentativas infantis de controlo político, dos telejornais às entrelinhas...

- Desinteresse pela política por parte dos cidadãos mais de um terço decidiu não votar nas legislativas de Outubro de 1999, mesmo depois de Guterres ter dito que o seu pior inimigo era a abstenção.

- Estado geral de guerra civil dentro do Governo e da maioria quase-absoluta, levando António Guterres a bater com a porta, clamando que o país se encontrava num pântano.

Enfim, foi tudo um sonho...

Pode-se votar no regresso de um sonho?

"Penso, logo existo" - René Descartes (1596-1650) filósofo e matemático francês »

publicado por luzdequeijas às 19:08
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Critério Jornalístico

A insustentável fantasia do critério jornalístico!...

Ontem, Belmiro de Azevedo fez importantes declarações sobre o modo como via as políticas públicas e as prioridades de investimento para o país. Como importante empresário e força económica que é, as suas palavras deviam ser difundidas e escutadas.
Mas não, a avaliar, hoje, pelas primeiras páginas de dois jornais ditos de referência. As grandes questões e “notícias” são outras. Vejamos qual a sua ínclita natureza.
Para um, a relevância do dia eram as multas do fisco, as emissões de CO2, os presos de Guantanamo, o inevitável Sá Fernandes, tudo matéria de grande originalidade e oportunidade, e ainda o regresso do Cais das Colunas, o prémio de Carrilho da Graça e, muito importante, a corrupção do Governador de Illinois!...
Para o outro, a política parece ser tudo, e aí temos novamente a avaliação dos professores, a Casa Pia, o Estatuto dos Açores, os apoios de Sócrates aos desempregados, as pressões de Manuel Alegre, Guantanamo... tudo coisas que não sabíamos!...A sociedade civil nãoé esquecida, e tem toda a relevância que merece, com o aliciante tema de que Liedson quer fazer pé de meia!...
No desporto, já que ontem tinha enxergado, numa notícia de 12 linhas, letra mínima, em coluna da última página de um desportivo jornal da capital, que o CNID, Clube Nacional de Imprensa Desportiva, iria entregar o prémio de melhor jogador do ano a Lisandro, ousei procurar, nesse mesmo jornal, o relato do acontecimento. As notícias da primeira página eram avassaladoramente o Benfica, e depois, testes de fórmula 1 no Algarve, Ronaldo, e chamadas para referências ao Porto e ao Sporting nas páginas interiores. Da entrega do prémio, nada. Aquilo que os jornalistas premiaram, os Directores não relevam. Mostra como se respeitam a si próprios.
Questão de critério jornalístico, apurado gene apenas exclusivo e monopólio dos Directores e editores dos media...
No entanto, a realidade acaba sempre com as fantasias. Disso podemos ter a certeza, embora muitos dos que se deixam levar pela fantasia mediática ainda não acreditem!...
 Pinho Cardão

 

 

publicado por luzdequeijas às 23:43
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CRIAR RIQUEZA

Fala assim quem cria riqueza...

Belmiro de Azevedo fez hoje críticas ao Governo a propósito do apoio aos bancos e das opções pelos grandes projectos. Fala assim quem cria riqueza:
 

- “Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona?”

Belmiro de Azevedo defende que a actual crise económica é “uma oportunidade óptima" para o Governo “se desprender dos compromissos assumidos” e apostar em “actividades económicas chave” onde o país tem “muito potencial”, como a floresta, o turismo e o sector da agricultura e pescas.

 posted by Margarida Corrêa de Aguiar @ 22:04   4 comments

 

publicado por luzdequeijas às 16:35
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

PORTUGUESES MAIS POBRES

Poder de compra na Zona Euro – Portugal no fundo da tabela !

 

LUX
IRL
HOL
AUT
BEL
FIN
ALE
FRA
ESP
ITA
GRE
CHI
ESL
MLT
POR
267
150
131
124
118
116
115
109
106
101
95
91
89
77
76

 
O poder de compra dos portugueses voltou a cair em 2007 e é já o mais baixo dos 15 países da Zona Euro, ficando em 22º lugar na tabela dos 27 Estados-Membros da União Europeia.
De acordo com os dados revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística ( INE ) e pelo Euroestat, o gabinete europeu de estatística, em Portugal, o Produto Interno Bruto per capita expresso em paridades de poder de compra foi de 76,2% da média da União Europeia, em 2007.
Em 2006, o poder de compra nacional correspondia a 76,4% da média da União Europeia e, em 2005, estávamos nos 77%. 
A liderar a tabela europeia encontra-se o Luxemburgo, que registou um PIB per capita de 267% – mais do triplo do registado em Portugal. Existem 16 países com um nível acima de 100% da média da EU, dez dos quais pertencem à Zona Euro.
Em Espanha, o poder de compra tem aumentado de ano para ano, tendo ficado em 2007 nos 106%. S.R.S. CM 12-12-2008
 
Nota do Autor – Estranhamente o PM José Sócrates, sempre tão pressuroso a realçar uma ou duas décimas, quando lhe interessa, em notícias como esta ( e são muitas ! ) finge não dar por isso. É verdade, o povo português continua sempre a perder poder de compra. É uma sina triste !
Quem ouve diariamente os noticiários ou lê os jornais, começa a ficar saturado com a presença sistemática do PM. É um autêntico enjoo ! 
A vida dos portugueses é transformada numa realidade virtual, com tanta propaganda, num país tão empobrecido. É falta de respeito. Se não está lá, manda alguém dizer mais do mesmo :
                                Lino anuncia mais obras
O ministro das Obras Públicas anunciou ontem que o Governo irá apresentar até ao final do ano um plano de combate à crise, no qual o investimento público será uma prioridade. “ O Governo irá apresentar brevemente o plano global para enfrentar a crise”, afirmou Mário Lino, que adiantou, ainda, que no âmbito deste novo plano serão apresentadas novas obras públicas, escusando-se, contudo, a avançar mais pormenores. P.H.G. Correio da Manhã - 12-12-2008
 
A um ano de eleições, o Governo apressa-se a nomear 74 comissários políticos (para os Agrupamentos de Centros de Saúde), que nomeiam outras centenas. Regina Bastos - CM- 12-12-2008
 
Nota do Autor
Um plano deste tipo, num país de facto democrático, seria sempre objecto de um debate nacional. A maioria dos portugueses tem a sensação de estar a viver numa “ República das Bananas ! Lá vem de novo o Investimento Público. Lá vem de novo o TGV, num país em que para se ir de Lisboa às Caldas da Rainha ( 90 Kms ), de comboio, se gastam duas horas ! Lá vêm de novo mais auto-estradas, num país pobre, que é na EU aquele que mais auto-estradas tem por Km2 ! Sócrates, como habitualmente, tenta iludir os portugueses com recomendações da EU para combater a crise. De facto, a EU recomendou muito investimento “ Inteligente”. Quer se dizer "reprodutivo ". Sócrates, com promessas a cumprir aos poderosos, leu “ Público”. Lê “ Público” porque a “ Direcção Comercial de Luxo”, não passa de mais um “ bluf “ deste governo!
O país está dividido em duas classes : Os grandes empresários e a classe política que apoia o governo ! A classe média, à semelhança do Brasil ou Venezuela, está extinta ! O país está a morrer.
Vamos de mal a pior, esvaziando os bolsos dos portugueses, para pagar as campanhas eleitorais do partido socialista ! Estar apegado ao poder, é mau sinal ! É sinal de que o PS se preocupa com os grandes  interesses e dos poderosos e se esquece do povo ! Afinal, o dinheiro do Estado é dele, POVO ! Não de Sócrates e dos amigos.
 
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 23:27
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CRISE COM MILHÕES

12.12.08


(JPP)

 
COISAS DA SÁBADO: CORNUCÓPIA DA ABUNDÂNCIA

De repente, após anos de vacas magras, parece que uma cornucópia celeste derrama milhões sobre alguns. É a “crise”? É a “crise”, mas não é só a crise, é o ano eleitoral, são as eleições. Os milhões que amparam a banca, a indústria automóvel, as pequenas e médias empresas, o imenso programa de investimento público em “betão”, e benesses vastas e variadas, têm uma função no contexto da “crise”, mas servem os objectivos eleitorais do PS a curto prazo. Mas não só: servem também um projecto de controlo estatal da economia privada, que ameaça diminuir os poucos espaços de autonomia da sociedade civil que ainda sobrevivem. Este último aspecto é muito preocupante e disfarça-se por detrás de uma retórica entre o marxista e o keynesiano, que é instrumental apenas para objectivos políticos precisos: dar ao governo mais controle sobre a sociedade, reforçar o poder político de José Sócrates.

O Primeiro-ministro deve estar satisfeito porque todos lhe vão, como os passarinhos, comer à mão. Quem é o banqueiro que vai desperdiçar os avales do estado, mesmo que não precise deles? Quem protesta contra “nacionalizações”, que parecem rodeadas de todas as melhores intenções do mundo e ainda por cima “justificadas” pelas fraudes da ganância? Quem quer ficar de fora de linhas de crédito tão generosas, mesmo que seja para aumentar o endividamento? Quem não quer investimento público que canalize dinheiro para a galáxia da construção civil, mesmo que seja para construir inutilidades ou obras pouco prioritárias? Que grupo económico ou empresário vai nestes tempos dizer ao Primeiro-ministro “não obrigada”, o país precisa de outra política? O resultado é que tudo lá está na entourage das sessões de propaganda do Primeiro-ministro, quando ele promete mais uns milhões, ou inaugura uma maquete de hospital.

O pobre devia desconfiar da grande esmola, mas o pobre tem os olhos e os ouvidos cheios de “crise” e de ameaças. Sabe melhor do que ninguém que o seu emprego está em risco, sabe que deve mais do que devia, sabe que as dificuldades aumentam dia a dia. Na rádio e na televisão a regra é uma comunicação social complacente com o governo quando não abertamente propagandística, temperada por muito futebol, concursos e reality shows. E o pobre acaba também por achar que mesmo que deva desconfiar da largueza da esmola, vale mais pouco do que nada, e no fundo, com a “crise” não há nada a fazer.

A factura virá depois, depois de 2009, para os pobres e para os empresários que povoam os gabinetes ministeriais. Os primeiros ficarão mais pobres, os segundos, se pensam ter veleidades de independência com um eventual governo PS, tirem daí os pensamentos.
 


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publicado por luzdequeijas às 18:48
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AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO

O processo de avaliação de professores tem-se demonstrado assaz polémico,  talvez os interessados tenham razão em relação à forma ou ao conteúdo, mas na realidade como diz o velho provérbio “ Quem não deve não teme”

“A avaliação é o retorno do investimento que cada pessoa faz para atingir um determinado objectivo”. Neste sentido a avaliação tem uma dupla utilidade – permite que cada um se situe face ao seu nível de performance e que se auto motive para acções futuras. Como diria o velho ditado : “ Para bom entendedor meia palavra basta”
Porque é que a avaliação tem uma conotação tão negativa em Portugal? O que é que desvirtua esta perspectiva, o que é que cria resistências à avaliação?
Será que os Portugueses temem ser avaliados? E se sim, porquê? Será que temem revelar os seus fracos desempenhos? Ou é apenas uma questão cultural?
Eu tenho uma teoria que, tal como todas, pode e deve ser refutada mas que me ajuda a compreender esta resistência ou pelo menos a sentir-me um pouco mais confortável face a este “handicap cultural”.
Os portugueses têm dificuldades em definir objectivos quantitativos e concretizáveis.
O principal requisito de uma avaliação objectiva e fidedigna é a definição de objectivos, concretizáveis, observáveis e mensuráveis. Logo, se existe a dificuldade em definir objectivos, é evidente que existirá a dificuldade em avaliar resultados.
Outra das características de uma boa avaliação é a realização de provas desprovidas de defeito, realizadas em condições e contextos previamente definidos.
Como também existe alguma dificuldade em manter as condições e os contextos de realização. Na maioria dos casos recorre-se ao improviso, ao “desenrrascanso” e ao Nacional porreirismo, logo, é impossível realizar uma avaliação fidedigna baseado nestes princípios.
Talvez sejam estes os receios da classe, que provocam um peremptoriamente “não” ao sistema proposto para a avaliação de desempenho.
Acredito que existam muitos e excelentes profissionais, preocupados com os progressos de aprendizagem dos seus alunos e com a qualidade do seu próprio desempenho. Mas também sei que existem muitos outros que passam a maior parte do tempo de baixa, a serem substituídos por pessoas sem experiência, sem vocação e sem vontade.
E existem aqueles que por motivos óbvios abraçaram a carreira de professores das AEC’s ( Actividades extra-curriculares) e que não têm qualquer formação  ou competência pedagógica para tal.
As actividades extra curriculares são extremamente importantes para o desenvolvimento sócio-cultural das crianças (especialmente as do 1º ciclo) porque promovem a sua inserção na sua nova vida escolar através de pontes com experiências escolares anteriores.
Logo, estes professores podem marcar positiva ou negativamente uma criança para o resto da sua vida e fazê-la adorar ou odiar uma determinada matéria.
Vou-vos deixar com um exemplo real:
O Prof. José que foi contratado para, nas AEC’s, dar aulas de música, mas entretanto o professor de expressão plástica começou a faltar e como este Prof. José tinha horas disponíveis e até “pintava uns quadros”, aceitou assegurar também estas aulas.
Ele não tem qualquer experiência pedagógica mas na sua actividade como professor vai ter que motivar e avaliar as aprendizagens de crianças do 1º ciclo.
Como é óbvio, até para um leigo, ocorreram vários problemas, o primeiro é que ele teve que avaliar as aprendizagens, através de critérios que lhe foram propostos mas que não entende e para os quais não definiu os objectivos de aprendizagem.
O segundo é que como não tem experiência com crianças, nem competências pedagógicas, não consegue motivar nem disciplinar o grupo por isso não consegue criar momentos de aprendizagem.
Deste modo quando lhe exigiram que realizasse a avaliação das aprendizagens, o resultado foi surreal, digno da série twilight zone .
No final do 1º trimestre, sem qualquer conversa anterior com os pais, o Professor avaliou a prestação de um aluno do 1º ano do 1º ciclo como insuficiente nos seguintes critérios:
“ Aquisição das técnicas” Que técnicas? Até que ponto as deveriam dominar?
“ Participação e empenho”- suficiente, mas “Interesse”- Insuficiente, com a seguinte nota: “o aluno não demonstra motivação para a aprendizagem”.
A quem compete motivar para a aprendizagem um aluno do 1º ano do 1º ciclo?
Infelizmente estes casos não são isolados, nem ocorrem apenas com professores de AEC’s.
Como em todas as profissões, existem profissionais responsáveis e mercenários, só que neste caso específico estamos a falar da formação da futura massa crítica do nosso País. Deste modo e dentro do meu humilde conhecimento da matéria, defendo que para além da avaliação do desempenho dos professores deve-se ter em conta a avaliação de entrada dos professores.
Esta deve ser extensiva aos não titulares e deve compreender não só as competências técnicas como também a resistência ao stress a capacidade de organização e o domínio das técnicas de motivação para a aprendizagem.
Quem sabe esta avaliação prévia possa vir a contribuir  para que os professores consigam ter competências para controlar situações de indisciplina, de desmotivação e de abandono escolar precoce.
Rita Diogo
publicado por luzdequeijas às 16:17
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

SEBASTIÃO da GAMA

 

Na primeira semana de Dezembro de 2008, foi publicado um livro intitulado :  “ Milagres de Vida em busca do Eterno “. Esta publicação do Padre Alexandre F. Santos, aborda de uma forma muito original toda a vida do poeta e os multifacetados contornos da sua veia poética e sensibilidade pessoal. Em tempos de pedagogia, disfarçada em ofertas de “ Magalhães” ( ? ), comecemos por adiantar uma pequena abordagem do autor de "Sebastião da Gama ", versando a enorme vocação do poeta, na difícil área pedagógica:
 
“ Vemos, uma vez mais, a intensa criatividade de um pedagogo que não se poupa a esforços, nem se acomoda à simples didáctica escolar que vai exercitando. Ele próprio procura novas formas e novos caminhos para o bom aproveitamento escolar dos seus alunos.
Sebastião da Gama tinha viva consciência da importante missão que desempenhava como professor e educador. Estes dois vocábulos eram nele um todo inseparável. Sentia-se horticultor de um canteiro onde podiam desabrochar as mais belas flores, mas que precisava de ser cultivado com a paciência de um bom jardineiro, “ dando tempo ao tempo “ porque “ ser professor é dar-se “ porque “ ensinar é amar “ é estar próximo como amigo “ um pouco mais velho”, “ é ter confiança” e “ acreditar no aluno” é procurá-lo quando as faltas continuadas e não justificadas acontecem, ou quando algum anda perdido, é falar-lhe ao coração e com ternura. Isto exigia o estabelecer de parcerias de negociação para que a aula fosse um espaço de aprendizagem e de boa disposição e, quando os resultados não são os melhores, há que incutir-lhes o alento e a autoconfiança de que eles serão capazes de “ uma atitude nova” “combinado ? “ porque “ esperando é que se aprende”, sem esquecer que o professor deve “ ser exemplo em tudo”. Cada um dos seus alunos revelava todos estes potenciais necessários para poder crescer, para desenvolver os talentos que possuía. E, para que isso acontecesse, não havia nada melhor do que colocar os rapazes à vontade, e presenciar-se-ia, então, o milagre da criatividade e da alegria na sala de aula.
Ao contrário de todo o ensino tradicional centrado no “ magister dixit “, que o Émile, de Jean - Jacques Roussseau, tinha posto em descrédito ao colocar o aluno como centro e fundamento de todas as atenções, poucos foram os professores que tiveram a ousadia de acolher a novidade desta pedagogia e de a incrementar no seu ensino. A inovação acarreta sempre riscos, mas é preciso corrê-los para acompanhar as mudanças que se operam na sociedade em que vivemos. O jovem professor, Sebastião da Gama, não só soube intuir tudo isto como ele próprio colocou os seus alunos no centro da sua acção educativa. Descobrira que é na boa relação mestre- aluno que radica a verdadeira chave do sucesso escolar e que a confiança e o diálogo franco são as janelas desta intimidade. “   
publicado por luzdequeijas às 22:16
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

CENSURA


(url)


(JPP)

 
O QUE NUNCA CHEGA AOS JORNAIS
 


 

No início desta semana João César das Neves publicou no Diário de Notícias um artigo muito crítico do jornalismo português. Contrariamente à habitual reacção corporativa, o artigo foi abafado num grande silêncio, como se as suas palavras queimassem de mais para serem sequer lembradas. Nele se escreviam estas verdades como punhos:

"A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação (...). Assiste-se a uma verdadeira caça ao deslize, empolado até à hilaridade. (...) Aliás, relatar o sucedido é o que menos interessa. O jornalista vai ao evento para impor a agenda mediática que levou da sede.

O mais curioso é que, embora a imprensa escrita e falada seja intensamente opinativa, nunca se assume em termos políticos. (...) O público não é informado da orientação do meio que escolheu, porque todos dizem apenas a verdade. Todos os repórteres têm opinião, mas todos são isentos de orientações e partidarismos."

Não há semana que não forneça novos exemplos a esta degradação e muito do que acontece nem sequer é conhecido do público, ou porque não interessa aos jornalistas, ou porque eles não estão lá. Esta semana tive ocasião de assistir em directo e, de algum modo, participar num evento que ilustra de forma exemplar como se faz informação em Portugal. Convidado a participar no 2.º Encontro Nacional de Centros Novas Oportunidade, pude assistir ao modo como as coisas funcionam e como chegam (ou não chegam) ao conhecimento público.

Saudei desde início o programa das Novas Oportunidades como uma política pública com relevo para um país como Portugal onde a baixa qualificação é um dos mais graves problemas nacionais. Os objectivos do programa foram definidos pelo primeiro-ministro:

"A estratégia da Iniciativa Novas Oportunidades tem dois pilares fundamentais. Em primeiro lugar, fazer do ensino profissionalizante de nível secundário uma verdadeira e real opção, dando oportunidades novas aos nossos jovens. (...) O segundo pilar é o de elevar a formação de base dos activos. Dar a todos aqueles que entraram na vida activa com baixos níveis de escolaridade, uma nova oportunidade para poderem recuperar, completar e progredir nos seus estudos."
O arranque da iniciativa foi muito positivo e levou muitos portugueses a revalorizarem o saber, o ensino, a escola, que de há muito tinham abandonado e procurar uma certificação para que estavam habilitados. Embora o entusiasmo inicial tenha esmorecido, o que se compreende, a amplitude do trabalho já realizado merece reconhecimento e mérito, embora seja tempo de começar a medir-se os resultados. Na verdade, as boas intenções não chegam: o país já desbaratou milhões em programas de formação profissional com escasso resultado, como aconteceu com os cursos financiados pelo Fundo Social Europeu.

Eu conhecia o programa oficial do encontro, onde participava num dos debates, só que, na verdade, o que aconteceu foi mais uma sessão preparada para que o primeiro-ministro tivesse a sua dose diária de televisão, num evento "positivo", com a vantagem de poder fazer um comício para 1500 pessoas, professores na sua esmagadora maioria, que tinham que lá estar por obrigação profissional. No programa oficial não há qualquer menção à presença do primeiro-ministro, devendo o encontro ser aberto pela ministra da Educação e pelo ministro do Trabalho. Só que se percebia de imediato, pelo aparato na rua, que ia haver um participante não anunciado, José Sócrates. Aliás, a comunicação social também fora prevenida, porque estava lá um batalhão de jornalistas, câmaras, carros de reportagem, etc. Este chegou com quase uma hora de atraso, sem qualquer pedido de desculpas, e tudo esperou por ele.

Eu, que não gosto de ser "levado", ainda hesitei se continuaria ou não na sala, mas decidi continuar, caminhando para a última fila. As intervenções dos ministros da Educação e do Trabalho foram sóbrias e correspondentes ao espírito de um encontro de trabalho, como era suposto este ser. Só que depois veio o primeiro-ministro e, no meio da agitação dos jornalistas, fez o seu comício diário para a televisão, cheio de "paixões" e "desejos" e "intenções" e sentimentos vários a que, obviamente, só o seu Governo respondeu na história da nação. As Novas Oportunidades somaram-se a muitas outras "mais importantes" iniciativas do Governo. Em cada uma ele diz que é "a mais importante", mas ninguém dá pelo contra-senso.


Nunca como ali me pareceu mais certeira a classificação que dei de "momentos Chávez" a essas intervenções. Chávez tem um espaço diário oficial na televisão e rádio, numa comunicação social governamental e típica dos generais Tapioca que pululam na América Latina. José Sócrates tem o mesmo, só que feito doutra maneira. Na agenda do seu dia há sempre um pequeno comício que as televisões, a começar pela RTP, cobrem obedientemente e ele, todos os dias, como Chávez, aparece na televisão.
O momento-Chávez de hoje foi no anúncio do Hospital de Braga. Em maqueta.
O caso é único na Europa, onde não se imagina uma prelecção diária de propaganda de Zapatero, Sarkozy, Merkel ou Gordon Brown. Estes aparecem no exercício das suas funções, mas de modo muito diferente de Sócrates. Os nossos jornalistas não se apercebem, ou apercebem-se bem de mais, do seu papel de instrumentos de propaganda, sem qualquer conteúdo informativo, e acham natural o que se passa.

Terminado o comício, Sócrates saiu e com ele os jornalistas todos (se algum ficou não dei por ela). Quando resolvi ficar, decidi também que iria acrescentar à minha comunicação sobre as Novas Oportunidades, algo mais: uma referência à politização e governamentalização daquela iniciativa, e aos seus efeitos perversos bem visíveis, ouvindo-se o primeiro-ministro. Foi o que fiz, referindo como sinais dessa politização, que pode pôr em causa os objectivos das Novas Oportunidades, a obsessão pelas estatísticas e os números redondos (por muitos números redondos que se atirem, o objectivo apontado para 2010 de um milhão de participantes está muito longe de ser alcançado), a condição básica de exigência na certificação, e, por fim, a necessidade de medir os resultados do programa por uma avaliação externa e pelo seu impacto na empregabilidade e no aumento da produtividade nacional.

Parece que referir esta necessidade de resultados mensuráveis, a prazo sem dúvida mais dilatado, incomoda muita gente, mas é inteiramente coerente com os objectivos da iniciativa, porque não se pode considerar que a "batalha da qualificação" se fica só pelos "saberes" mais ou menos intangíveis dos participantes ou por um diploma que não serve para nada. Que estas preocupações são partilhadas pelos formadores presentes na sala, que também não devem ter gostado muito do comício a que foram obrigados a assistir, está o facto de eu ter sido o único participante a receber palmas em plena intervenção e exactamente nas partes mais críticas para a governamentalização da iniciativa. Mas o que aconteceu foi mais um não-evento, como muitos outros que devem ocorrer pelo país fora, e que não encaixam no padrão comunicacional da subserviência ao poder.


 

Eu sei que este meu artigo traduzido em "jornalistês" dá qualquer coisa como isto: ele quer comparar-se ao primeiro-ministro de Portugal no "critério jornalístico", e está danado por ter ido lá dizer coisas a despropósito, ninguém lhe ter ligado e não vir nos telejornais. Nem sequer precisam de se esforçar, porque eu sei o que as casas gastam. Se isto não vier nos jornais, vem nos blogues dos jornalistas. Mas, voltando ao sério, continuam para mim de pé as afirmações mais duras de César das Neves:
"O actual Governo goza de clara benevolência jornalística. Apesar da contestação e inevitáveis 'gaffes', o tratamento não se compara com o dos antecessores. (...) Muitos dos que relatam o jogo participam nas equipas. Quando o jogo se suja, avolumam-se as suspeitas. Isto ainda não afecta o poder da imprensa, mas já degrada a classe."
Os jornalistas sérios sabem que é assim, mas mesmo esses deviam fazer mais do que o que fazem para não pecarem por omissão. Também se vai para o Inferno por isso.

(Versão do Público de 6 de Dezembro de 2008.)
 


(url)


(JPP)

publicado por luzdequeijas às 19:09
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RENDIMENTO EM 2009

O génio de Sócrates

 

 

O rendimento disponível das famílias portuguesas vai aumentar em 2009, disse Sócrates.
Evidentemente que Sócrates é grande de mais para o país pequeno que somos. E trabalha à escala global e planetária nas soluções que darão às famílias portuguesas uma melhoria do seu bem-estar em 2009.
Se internamente não consegue diminuir o desemprego, conseguiu, com grande bravura, que o BCE diminuísse as taxas de juro.
Se internamente não consegue diminuir a despesa do Estado, conseguiu, com persistência notável, a baixa dos preços do petróleo.
Se internamente se diz obrigado a aumentar os impostos, conseguiu, em golpes de audácia, diminuir a inflação na Europa e em Portugal.
Os nossos problemas internos são, de facto, minúsculos, para quem manda na OPEP, no BCE e mesmo na lei da oferta e da procura.
O rendimento disponível das famílias portuguesas vai aumentar em 2009.
Aí está, em plena crise, o génio de Sócrates!…
 posted by Pinho Cardão @ 13:04   3 comments

 A RESPOSTA EM TEMPO CERTO.......

Primeiro-ministro defende mais investimento público

"O País precisa do Estado", diz José Sócrates"

COMENTÁRIOS -pense no conteúdo dos comentários

07 Dezembro 2008 - 23h43  | vitor dinis
O País precisa de um Estado competente e não de governos incompetentes e mentirosos que não cumprem promessas. C.Rainha
07 Dezembro 2008 - 23h28  | joao
O País precisa é de politicos diferentes e que este governo desapareça urgentemente
07 Dezembro 2008 - 22h27  |
Oh bai dar vanho ao cão.
07 Dezembro 2008 - 22h07  | lica(Inglaterra)
O País precisa do estado e o estado precisa dos hótários contribuintes Portugueses.
07 Dezembro 2008 - 22h07  | bah
Deixem-me adivinhar... obras públicas e obras diversas, para encher construtoras certo? É o normal...
07 Dezembro 2008 - 21h41  | MMoreno
Com as esmolas como as que tem dado,de certeza que vai ajudar as famílias. Com aumentos de 2,9 deve ajudar muito.
07 Dezembro 2008 - 21h36  | Manuel
Para quem tratou tão mal "O Estado", que somos todos nós, admira-me o Sr Sócrates dizer que Portugal precisa dele.
07 Dezembro 2008 - 21h14  | daniel silva
Areia nos olhos. O que seria do Estado (governo) se não houvesse País? Setúbal.
07 Dezembro 2008 - 20h57  | ZE DO TELHADO
Este senhor trata-nos como pedintes, o socialismo e a dependencia do povo pela chantagem do estado .
publicado por luzdequeijas às 17:53
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O PAÍS E O ESTADO

ECONOMIA
José Sócrates: «O país precisa do Estado»
07 | 12 | 2008   22.15H

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu hoje em Braga "o reforço do investimento público" em 2009, salientando "que este é o momento em que o país precisa do Estado".

Destak/Lusa | destak@destak.pt

José Sócrates considerou que "para além de estabilizar o sistema financeiro, o dever do Estado é o de fazer tudo para relançar a economia", acrescentando que é necessário ajudar as famílias e as empresas a vencer a crise.

O governante falava durante a assinatura do contrato de construção do novo Hospital de Braga, acto em que participaram a ministra da Saúde, Ana Jorge, o Governador Civil, Fernando Moniz, o presidente da Câmara, Mesquita Machado e o administrador da empresa José de Mello Saúde, Salvador de Mello.

José Sócrates acentuou que, "dado que nem as empresas nem as famílias têm condições para investir, o Estado tem que fazer o que deve, pois não pode ficar sentado".

"É neste momento que os cidadãos e as empresas se viram para o Estado pedindo-lhe que reforce o investimento", defendeu, considerando que tal "é decisivo" para que as dificuldades sejam ultrapassadas em 2009.

Disse que a primeira prioridade do Governo foi a de estabilizar o sistema financeiro, pois haveria "consequências terríveis para a economia" se o não fizesse, frisando que o fez "não a pensar em banqueiros e accionistas, mas sim nas famílias e nas empresas".

Acentuou que com o aval estatal, "os bancos têm dinheiro para emprestar" e - sublinhou - "sem crédito não há economia a funcionar".

Insistiu ainda na validade das políticas governamentais, declarando que o investimento público é possível devido à redução do défice .

"Não há tempo a perder para enfrentar as dificuldades", afirmou, garantindo que, investimentos públicos, como o que vai ser feito no Hospital de Braga criam emprego e ajudam as PME's.

Sócrates aproveitou a ocasião para anunciar, de forma implícita a sua recandidatura em 2009, ao dizer que "espera não se reformar da política antes do novo Hospital de Braga estar construído", o que deve acontecer até ao final de 2011.

Sobre a nova estrutura hospitalar, que será construída em Gualtar em terrenos contíguos aos da Universidade do Minho, disse que representa "uma boa notícia para a saúde do norte, nos distritos de Braga e de Viana do Castelo, para a Universidade e para o ensino medicina".

"Este é um projecto de importância nacional, porque vai ser construído um centro hospitalar que servirá de referência a um moderno serviço nacional saúde", referiu.

publicado por luzdequeijas às 17:29
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MAUS EXEMPLOS

Terça, 9 de Dezembro 2008
Imagem de Manuela Ferreira Leite
 
            ( Clicar acima para ver )
RTP Líder do PSD voltou a atacar fortemente o Governo de José Sócrates.

Manuela Ferreira Leite acusa o Governo de ser uma "enciclopédia da má política". As declarações da presidente do PSD foram feitas em Penafiel em pleno Congresso da JSD que voltou a escolher Pedro Rodrigues como líder.

 
A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, voltou ontem a desferir um forte ataque ao Governo de José Sócrates dizendo que este é "uma verdadeira enciclopédia de tudo o que não se deve fazer em política".

Ferreira Leite falava no discurso de encerramento do XX Congresso da JSD, que decorreu em Penafiel, em que exortou os jovens social-democratas a "aprenderem com os erros dos outros" e a "não repetir a má política" deste Governo.

"O que se pede a todos os jovens é que defendam os fundamentos de uma vida política séria responsável e que não se deixem levar pelos maus exemplos dos que os rodeiam e são muitos os que este Governo tem dado", referiu a líder dos sociais democratas.

Para Manuela Ferreira Leite "esta geração que está agora na JSD pôde testemunhar ao vivo, como nunca antes tinha sido possível, a aplicação na prática do que nunca se deve fazer em política".

Manuela Ferreira Leite disse aos jovens presentes que "este Governo é uma verdadeira enciclopédia do que nunca se deve fazer em política” acrescentando que “estes jovens tiveram a oportunidade de receber lições de mestres muito conceituados e muito bem preparados na arte de fazer má política” dando como exemplos “o primeiro-ministro e os seus ministros".

Ferreira Leite defendeu ainda que as "políticas erradas" do actual Governo "estão a arrastar o país para o desemprego, para o empobrecimento e para o desânimo" e acusou os socialistas de “só trabalham para se manterem no poder, não se esforçam para que o país progrida e por isso não querem ouvir outras opiniões, nem seguir outras políticas".

Sem se deter nos ataques a Sócrates e ao seu Governo, a presidente do PSD considerou que "aquilo que sempre tem faltado ao Eng. Sócrates é respeito pelos portugueses, respeito pela oposição, respeito pelos princípios e valores que caracterizam a nossa sociedade e respeito pelos grupos profissionais que ataca de forma insidiosa".

"Se olharmos para o que tem sido dito por este Governo, verificamos que o Eng. Sócrates acha que os juízes têm descanso a mais, que os professores trabalham pouco, que os funcionários públicos são dispensáveis, que os militares acumulam privilégios, que os polícias actuam ora demais, ora de menos, mas nunca na conta certa. Quem o ouve pensa que está a falar de um povo que não conhecemos", afirmou entre os muitos aplausos dos presentes.

Para a presidente do PSD, o Governo de Sócrates "criou um caldo de cultura doentio mais fundo que qualquer crise económica que gera um ambiente de desespero e desconfiança que está também a atingir os jovens".

Manuela Ferreira Leite aproveitou também a ocasião para se defender dos ataques que lhe colocam o epíteto de "arautos da desgraça" e que lhe têm sido dirigidos pelos "defensores do Governo".

"Nunca nenhum Governo contou com uma oposição tão responsável como tem sido o PSD nesta legislatura, porque nunca desistimos de apresentar propostas, nem de avisar que esta política só conduz o país para resultados negativos", afirmou Ferreira Leite acrescentando que o “Eng. Sócrates respondeu sempre com a arrogância própria de quem julga que sabe tudo e com o exibicionismo de quem prefere o poder pessoal e do partido ao bem-estar dos portugueses".

RTP
2008-12-01 11:16:57

publicado por luzdequeijas às 16:57
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

O PAÍS PROMETIDO

http://www.youtube.com/watch?v=maUgSAFyLoE

  ( clicar acima )

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

“Que liberdade há em Portugal?”

Já há algum tempo que se vem comentando à boca cheia que existe um ambiente de medo e de cerceamento das liberdades. Quanto ao primeiro, já tive oportunidade de falar, escrevendo um pequeno texto, intitulado “epidemia do medo”, no qual, o medo, fruto de várias circunstâncias, às vezes até de coisas aparentemente benignas, acaba por se transformar em fonte de perigosas ameaças entre as quais se destaca a limitação da liberdade. O silêncio passa a ser uma regra preciosa.
Fiquei a saber que o empresário Belmiro de Azevedo “se queixa das dificuldades de discordar do Governo”! Se for verdade, então as coisas não devem andar muito bem.
No Parlamento, esta semana, através da televisão, ouvi o deputado do PSD, Pedro Duarte, a denunciar a existência de movimentos “socialistas” destinados a intimidar os professores! No final, o senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares, em defesa da Ministra da Educação, fez o seu papel político, - que gosta de fazer -, atacando a líder do PSD a propósito da “suspensão da democracia”, dando a entender precisamente o contrário, ou seja, que não há ninguém melhor do que os socialistas para defender a democracia.
Pessoalmente estou convicto de que não há quaisquer orientações superiores para provocar medo a nível dos cidadãos. Seria mesmo terrível e perigoso se tal ocorresse. Mas, já acredito que, cá por baixo, alguns “zelosos” devotos tenham tendência para executar tarefas, eticamente condenáveis, por “iniciativa própria”. De qualquer modo, não deixa de ser preocupante, porque uma atmosfera de medo vai levar a situações propícias ao surgimento de ameaças às liberdades. Penso que tem que haver coragem para denunciar esses casos.
Lembro-me de, em 2004, ter lido o livro de José Gil, “O Medo de Existir”. Um livro interessante que tenho que reler. Nessa obra, Gil afirma que “Os portugueses não sabem falar uns com os outros, nem dialogar, nem debater, nem conversar. Duas razões concorrem para que tal aconteça: o movimento saltitante com que passam de um assunto a outro e a incapacidade de ouvir”.
O medo, não é novo, vem dos tempos da ditadura, e impede que se assuma a liberdade plena. E quando passamos a não dizer o que pensamos...

posted by Salvador Massano Cardoso @ 21:56   4 comments

 

 

 
Pé ante pé, subrepticiamente, silenciosamente, ou, pior, dizendo tantas vezes o contrário, o Governo vai aumentando os impostos.
O Orçamento para 2009, agora aprovado, estabelece um novo e agressivo aumento da
carga fiscal para os automóveis novos: 15,6% nos automóveis a diesel, e 5,2% nos carros a gasolina.
Este aumento dos impostos irá implicar, só por si, um acréscimo no preço dos carros, à volta de 2,5%. De aumento em aumento de impostos, a despesa pública está cada vez mais respaldada, mais próspera e proeminente e a economia mais pequena e definhada.
Desavergonhadamente, o Governo vai dizendo  que diminuiu a despesa e os impostos.
Concomitantemente e contraditoriamente, o Ministro das Finanças também vai dizendo que prefere aumentar a despesa e, naturalmente, aumentar os impostos, para relançar a economia.
Anestesiados pela crise e pela propaganda, os cidadãos já nem reagem às contradições do Governo. E, confortavelmente instalados, os barões do maior partido da oposição discutem o sexo dos anjos, quando não, porventura de forma irónica, o da Presidente do Partido!...
 
 

 

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
publicado por luzdequeijas às 22:29
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Controle da Informação

 www.youtube.com/watch?v=qbAaHcPnet8

                     ( clicar acima para ouvir )

Vale a pena ouvir com atenção, um ex-líder da oposição (2004) falar de um primeiro ministro que esteve em exercício de funções, apenas três meses e meio ( 15 julho 2005 a 31-10-2005 ) !  Vale a pena ouvi-lo falar do controle que Santana Lopes fez da Comunicação Social, calcule-se, em 4 meses ! Depois, é só perceber o controle da informação que hoje é feito pelo governo, durante 4 anos ! Eu vejo e percebo, todos os dias, um trabalho tentacular feito a favor do governo, pelas Entidades Reguladoras da CS e Agências Noticiosas, prenhes de gente da sua confiança ! Uma Entidade Reguladora nomeada por este governo, que actua, com notória discriminação para a oposição, face ao tratamento de favor dado ao PM Sócrates . Não será por acaso que o Estado detém 50% da Lusa ! Porquê e para quê ? O que ganha a trânsparencia e o país com este facto?

 

at Diz:

http://tinyurl.com/6lw8la

sábado, 19 de Abril de 2008 Lusa governamentalizada à força

O conselho de redacção (CR) da Lusa revela que a direcção de informação (DI) da agência serviu directamente os interesses noticiosos do gabinete do primeiro-ministro quando o PÚBLICO noticiou os projectos assinados por José Sócrates no distrito da Guarda. Na altura, a Lusa divulgou um único parecer jurídico, que foi “trazido em mão à Lusa por um assessor do primeiro-ministro e entregue ao director de informação”, Luís Miguel Viana. Não foram noticiados comentários de outros juristas sobre esta matéria. Além disso, Viana “acrescentou numa notícia uma citação de um blogue favorável ao primeiro-ministro” (Causa Nossa, de Vital Moreira), ignorando a “multiplicidade de posições divergentes” sobre o assunto na blogosfera. Mais nenhum blogue foi citado. Os dois casos, segundo um comunicado conjunto da última reunião do CR com Viana, contrariam a “obrigação de isenção, objectividade e independência da Lusa”. Recorde-se que Viana foi escolhido para a direcção da Lusa pelo gabinete do primeiro-ministro. Como qualquer político, Viana inclui no comunicado justificações para todas as acusações do CR.
A situação na Lusa é grave. Nos últimos meses, a DI transferiu ou afastou das suas funções jornalísticas cinco dos seis membros do CR, o que prefigura uma perseguição político-laboral de que não há memória no país em dezenas de anos. Um membro do CR transferido afirma-se “penalizado por delito de opinião” colectivamente expressa dentro da “estrita competência de um órgão dos jornalistas” consignado na lei. Ele compara a situação ao que viveu antes do 25 de Abril. Houve mais “transferências compulsivas”. Nos últimos meses, dos sete redactores de áreas da política nacional só um ficou no cargo: Pedro Morais Fonseca, precisamente o jornalista que acompanha o PS e o Governo e de cujas notícias, digamos assim, nem o Governo nem o PS têm razões de queixa.

Alguns jornalistas saíram ou estão para sair da agência em consequência deste ambiente que o CR define como de “intimidação”. Como é próprio do autoritarismo, os atropelos às regras institucionais sucedem-se, caso do recurso a estagiários e nomeações sem pedidos de parecer. Viana afirmou há pouco tempo que a Lusa tinha “jornalistas a mais”, mas mete agora mais chefes que a redacção considera desnecessários. O controle orçamental das despesinhas (do tipo “poupar no papel higiénico”), quer em Lisboa, quer na delegação no Porto, atinge a asfixia, mas entretanto Viana propõe a entrada de dois amigos com a categoria de subdirectores para poderem manter os mesmos salários que auferiam antes, com custos que devem aproximar-se dos 200 mil euros anuais (a DI custa cerca de meio milhão de euros por ano). Há jornalistas que se referem a este tipo de comportamentos e declarações da direcção como “a Mentira”.
Um trabalhador da agência denuncia que está em curso na Lusa “a maior e mais violenta operação de ocupação” de um órgão de comunicação social “já vista desde Junho de 1974″. Entraram na agência 11 pessoas para ocupar o topo da informação: o director e os três adjuntos, um dos dois chefe de redacção, quatro editores (política, país, lusofonia e agenda) e dois editores adjuntos (sociedade e país). Este assalto pelo exterior foi dirigido às “áreas politicamente mais sensíveis” e que permitem uma maior influência política sobre a orientação (como a agenda) e a produção noticiosa. O assalto “atinge todas as áreas que realmente interessam ao controlo político e aos interesses instalados”.
A tomada da Lusa por este grupo “foi um assalto violento”, pois “não houve um projecto”, não houve diálogo, pedagogia, mobilização. Pelo contrário, “o assalto foi quezilento, cheio de polémicas, de ameaças, de processos disciplinares”. Foi “à força”.
Este quadro de violência sistémica, de autoritarismo e nepotismo há muito tempo vem sendo relatado por jornalistas da Lusa, que se sentem coarctados e ofendidos profissionalmente, mas que é ignorado pelos media em geral, pelos agentes políticos e da sociedade civil e pela ERC.
O autoritarismo, o atropelo às regras e a propaganda governamental só podem acontecer de forma tão desbragada porque Portugal tem uma ERC criada em conluio pelo Bloco Central e que serve mais para dar cobertura ao que o Governo e o Bloco Central pretendem do que para efectivamente regular a favor da liberdade.
A esmagadora maioria dos jornalistas da Lusa, tal como em qualquer outro órgão de informação, não se move por fazer fretes ao Governo ou por fazer notícias contra o Governo. Apenas quer escrever notícias. Mas nem o Governo, nem a ERC, nem a administração nem a direcção de informação da Lusa os deixam fazer notícias descansadamente e em liberdade.

publicado por luzdequeijas às 18:31
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Humilhados pelo Governo

Humilhados pelo Governo
(ulisses32, 1 ponto , 15:47 | Sábado, 6 de Dez de 2008)

 

Sócrates prossegue uma politica de nivelamento por baixo, restando uma pequena minoria opulenta cujos privilégios são intocáveis e a quem é totalmente licito apoderar-se da fatia de leão do rendimento nacional.

Os caros concidadãos devem colocar-se ao lado dos professores cujas reivindicações são comuns à maioria dos portugueses. É imperioso não permitir que a generalidade da população empobreça alegremente. A reivindicação deve passar pele exigência da melhoria das condições de vida dos portugueses contra a opulência de uma pequena minoria que concentra a maior parte da riqueza nacional.

Repare-se nos golpes e contra-golpes perpetrados pela classe politica dirigente que sucessivamente se vai alcandorando a patamares nunca vistos de riqueza ( maximé Loureiro e Coelho) enquanto vão exigindo sacrificios ao povo.

É uma exigência nacional democrática e patriótica vencer as politicas executadas por Sócrates que vêm acentuando as desigualdades sociais a níveis nunca vistos. Esta é a realidade.

Professores, pais, alunos e opinião pública do mesmo lado e em favor do ensino público. Expresso

Não nos deixemos dividir, virando-nos uns contra os outros, abrindo, assim, caminho para as politicas de definhamento económico social de todos quantos produzem riqueza, trabalhando.

Ousemos proclamar a necessidade de vencer este governo fascista e de o substituir por uma verdadeira alternativa democrática de cidadãos sérios, em que o interesse geral - não de meia dúzia - prevaleça.

Portugal não pode esperar.

publicado por luzdequeijas às 17:49
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Laços de ternura…

Amigos há mais de 40 anos, Jorge Coelho e Dias Loureiro são praticamente da mesma terra. Tratam-se como irmãos. «Éramos uns brincalhões. Jogávamos futebol e comíamos pastéis de feijão numa casa, junto da escola», contou Coelho ao Jornal de Negócios, já este ano. «Passados 22 anos, reencontrámo-nos e estreitámos relações. Hoje, é um dos meus melhores amigos.» Ambos confrontaram ideias no Correio dos Senadores do jornal Correio da Manhã e até já partilharam a presidência, em 2002, do grupo parlamentar de amizade entre Portugal e Espanha. Coelho sucedeu a Loureiro na Administração Interna. Em quase 35 anos de democracia, durante oito anos alguns dos maiores segredos do País estiveram «guardados»…. por esta dupla inseparável.

Loureiro foi uma das primeiras pessoas a saber que Coelho tinha um cancro. E fez das tripas coração para o ajudar. Ligou a Durão Barroso, este mexeu os cordelinhos em Paris e, dois dias depois, Coelho partia para França a fim de ser visto por um grande médico, a quem Chirac tinha ligado pessoalmente. Coelho confirmou, entretanto, à VISÃO que «há uns cinco anos» pediu «um empréstimo pessoal de 100 mil euros» ao BPN, na altura mais complicada da sua vida. Possui também uma conta na instituição, num balcão de Lisboa. A escolha, explica, resultou do facto de o gerente do balcão ser seu amigo de longa data, facilitando-lhe assim «o despacho rápido» do pedido. «Já não devo nada e paguei tudo direitinho. Neste momento, sou um mero cliente e talvez dos piores», garantiu.

Proença de Carvalho é outro amigo de Loureiro e ambos dão largas à veia de poetas e artistas de variedades. Já gravaram um CD com estas aventuras. Mais a sério, Proença foi o advogado escolhido pelo BPN para processar a revista Exame, quando Dias Loureiro se sentiu «incomodado» com as primeiras notícias sobre o banco, em 2001. Houve acordo e o caso foi enterrado.

Com Aznar encontra-se de vez em quando, incluindo em sua casa. O genro do ex-chefe de Governo espanhol, Alejandro Agag, foi assessor do antigo ministro de Cavaco, no BPN. Agag, ex-vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), terá facilitado a integração do PSD naquele grupo de eurodeputados e a amizade com Durão Barroso virá desses tempos. Dias Loureiro já jantou e jogou golfe com Bill Clinton.

Com jornalistas, o ex-ministro também nunca se deu mal. Paulo Portas incluído, mesmo no tempo em que as manchetes d'O Independente demitiam ministros. Ou, se calhar, por causa disso, quem sabe? Cavaco não gostava desses relacionamentos dele, no período em que governou e deixou isso registado na sua autobiografia. Baptista-Bastos, de quem Dias Loureiro foi testemunha abonatória, num processo em que o queixoso era Alberto João Jardim, é outro dos seus amigos: «Detestava-o e disse-lho quando o conheci. Até lhe falei no rosto sombrio que ostentava, o que lhe conferia um ar sinistro.» BB ouvira-o, numa manhã de sábado, na rádio: «Ele possuía uma ampla informação política, económica, social e cultural do País. E desenvolveu as suas ideias, associando-as com uma forte componente social-democrata, à maneira, por exemplo, de Willy Brandt e de Olof Palme.» Vai daí, BB escreveu um artigo sobre isso e Dias Loureiro telefonou-lhe de Nova Iorque. Depois disso, foram-se encontrando, entre almoços e uísques, por vezes com Duarte Lima a juntar-se-lhes. Conheceu um Dias Loureiro que «se interessava por livros, pintura e música. E, sobretudo, por pessoas. Ajudou, desinteressadamente, muitas pessoas, entre as quais alguns nossos camaradas de Imprensa, que, neste momento, o ignoram ignobilmente», observa.  

Dormindo com o inimigo

Em termos comparativos, Dias Loureiro tem feito mais pela boa imagem do PS e de Sócrates do que Manuel Alegre. Críticas, só à lupa. Nos últimos anos, o antigo governante do PSD foi todo mesuras com o rumo traçado pelo Executivo e saiu a terreiro em defesa do primeiro-ministro. «Se há coisa de que o Governo não pode ser acusado é de querer a todo o custo ganhar votos», afirmou, numa entrevista. Já recusou fazer uma análise «tremendista» e «catastrofista» da gestão do País, censurou a liderança de Marques Mendes por fazer uso do caso da licenciatura do chefe do Governo e emocionou-se com O Menino de Oiro do PS, a biografia autorizada de Sócrates. No lançamento público da obra, elogiou a afectividade, generosidade, sensatez, prudência e coragem do primeiro-ministro, cujo optimismo «faz bem ao País». Já na sequência dos episódios do BPN, Sócrates terá pedido ao PS para poupar nas críticas a Loureiro e outros «cavaquistas» citados nas polémicas sobre o banco. De resto, segundo o histórico socialista António Arnaut, Loureiro é dono da «tradicional irreverência coimbrã», ou seja, «dá-se bem com todos». É amigo de Jorge Coelho desde pequenino (ver outros textos) e também o foi do falecido dirigente Fausto Correia, que o considerou homem de honra, trabalho, «do poder e com poder». No Natal de 2000, editou um disco para amigos, com Almeida Santos. O ex-ministro deu voz a um bolero e à canção Pomba Branca. Na música como noutras matérias, o bloco central não desafina. E só Alfredo Barroso, ex-assessor de Mário Soares em Belém, se atreveu a outras sonoridades: «Nunca percebi as obscuras razões que justificam a credibilidade e a fortuna – políticas, entenda-se! – de que o doutor Dias Loureiro hoje goza», escreveu, em 2001. Visão

 

publicado por luzdequeijas às 11:46
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BLOCO CENTRAL

Bens deste fundo foram apreendidos
Dias Loureiro e Jorge Coelho accionistas de gestora de um fundo financiado por fraude ao IVA 
05.12.2008 - 20h43 António Arnaldo Mesquita, Cristina Ferreira, Vítor Costa
Manuel José Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que foi constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros. A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social, em Miraflores, Algés, e os bens deste último já foram apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros.
O fundo de investimento foi constituído por três participantes, alegadamente envolvidos num esquema de fraude fiscal do sector das sucatas que tem como objectivo exigir do Estado a devolução indevida de montantes de IVA.
Dias Loureiro, actual Conselheiro de Estado e ex-administrador de empresas no grupo Banco Português de Negócios, possui 30,5 por cento do capital da sociedade, através da DL Gestão e Consultores e Jorge Coelho, ex-dirigente do PS e ex-ministro, detém 7,5 por cento através da Congetmark. O accionista maioritário da Valor Alternativo é Rui Vilas, com 62 por cento. Vilas trabalhou na Fincor, a corretora que criou o Banco Insular em Cabo Verde e que foi comprada no início da década pelo Banco Português de Negócios.
Contactado pelo PÚBLICO, Jorge Coelho afirma que aquela é uma “mera participação financeira”, desconhecendo tudo o que acontece na empresa. O contacto com Dias Loureiro não foi possível, até ao momento. Entretanto, a sociedade gestora enviou ao PÚBLICO um comunicado onde descreve os passos judiciais deste caso. Leia mais na edição de amanhã do PÚBLICO

Loureiro e Jorge Coelho accionistas de empresa investigada pela PJ

 
 
  

Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas de uma sociedade anónima que administra um fundo de investimento constituído com imóveis adquiridos com o produto de «reembolsos ilícitos de IVA», no montante de 4,5 milhões de euros


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publicado por luzdequeijas às 11:27
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

A TAXA ROBIN DOS BOSQUES

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

O preço dos combustíveis - Manuel Pinho( Alguma vantagem tem de haver, quando se nomeia um amigo, vizinho e seu representante, para AdC ). A gasolina demorou muito a baixar, mas o ministro até adivinhou, baixou mesmo,  só que muito menos que em toda a União Europeia. E LEVÁMOS COM A TAXA ROBIN DOS BOSQUES-

http://br.truveo.com/Lou%C3%A7%C3%A3-Medidas-de-combate-%C3%A0-crise-s%C3%A3o/id/3112833958

( clique acima )

OUÇAMOS AGORA O MINISTRO MANUEL PINHO

Ministro da Economia diz que não hesitará
Governo ameaça intervir se os preços dos combustíveis não baixarem nas bombas .
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirma que “se por acaso o preço da gasolina” nas bombas não baixar ficará “
extremamente surpreendido” e não hesitará em tomar medidas. Não disse no entanto quando as tomaria nem que tipo de medidas ponderava.
“Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor”, afirmou ontem, durante uma entrevista no programa Negócios da Semana, à noite na SIC Notícias. Disse que o Governo “não hesitou na chamada ‘taxa Robin dos Bosques’, não hesitei quando não permiti o aumento das tarifas de electricidade de 16 por cento... Portanto, quando se trata de defender os consumidores e as empresas, o Governo está aqui para o fazer”, disse ainda.
Manuel Pinho considera também que “a política comanda sempre a Economia, mas ao mesmo tempo respeita o mercado”. “Se por acaso há empresas que estão a abusar do mercado, isso não é bom nem para os consumidores, nem para as empresas, nem para a economia, nem para o país”, rematou.
O ministro crê não ser positivo avançar para preços administrados, mas reforçou a ideia de que se os preços não baixarem terá de ver o que se passa.
-
Nota do Papa Açordas: Não acreditamos que Manuel Pinho vá fazer alguma coisa para a baixa do preço dos combustíveis. Se quisesse, já o teria feito: baixava os impostos... Quanto à AdC nem vale a pena esperar, pois eles estão a trabalhar para um tacho nas companhias petrolíferas, logo que sejam postos na rua ...
 

 

publicado por luzdequeijas às 16:15
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O Governo e a crise

A actual crise é muito séria mas não se vê qualquer sombra do desejo de punir o Governo. Com ou sem crise, o Governo resiste.

Pedro Lomba

Teoricamente, as crises económicas matam os governos. Todos os governos. Cavaco Silva sentiu isso na pele em 1993. E há outros exemplos. Se a crise é séria, os governos perdem popularidade. Se a crise é muito séria, os governos perdem o poder. Não é esse, no entanto, o caso do nosso Governo. A actual crise é muito séria, mas o PS continua seguríssimo nas intenções de voto. Não se vê qualquer sombra do desejo de punir o Governo. Com ou sem crise, o Governo resiste.

A prestação da dra. Ferreira Leite pode servir de explicação. Se a alternativa não entusiasma, para quê mudar? Sucede que não pode ser apenas isso porque, mesmo que o PSD não suba nas sondagens, é preciso explicar porque é que o Governo não desce, porque é que a crise não o afecta. Como nunca acreditei que os portugueses “se arrebatassem” com o primeiro-ministro – na verdade, toleram-no –, as razões para este mistério devem estar noutro sítio.

Pois bem. Já se percebeu que o Governo tem aproveitado a crise económica internacional à medida das suas conveniências políticas e eleitorais. Com a mesma falta de pudor a que nos habituou noutras circunstâncias, este Governo só está interessado numa coisa: passar incólume por este tempo de crise, desviando atenções e responsabilidades para tudo o que se passa fora do país. A crise, de facto, não começou em Portugal.

Repararam que Sócrates ou Manuel Pinho, por exemplo, cada vez que falam da crise económica, dizem o mesmo. Comparados com o que se vê no exterior, argumentam eles, nós até nem nos podemos queixar. O mundo inteiro está a ir para trás, mas Portugal vive só estagnado. É melhor do que nada. O subtil raciocínio é que devemos ficar contentes só porque não estamos pior do que os outros. Até a Irlanda, vejam bem, a mítica Irlanda do crescimento acelerado dos anos 90, entrou em recessão. Não é óptimo vivermos num Portugal sempre igual a Portugal e termos um primeiro-ministro que, pelo menos, nos aguenta no nosso atraso?

Já ouvi isto em qualquer lado. Durante o grosso do nosso século XX foi dito aos portugueses que deviam aceitar o que tinham, que não deviam espernear muito. O mundo lá fora era perigoso. Éramos o que éramos. Agora temos uma nova versão deste argumento. Estamos bem porque o mundo está pior. Aceitem e fiquem felizes. Será preciso repetir que nenhuma crise, por mais grave que seja, pode justificar os males da nossa economia nos últimos dez anos? Que nenhuma crise pode justificar a década perdida que foi 1995-2005? Que nenhuma crise pode isentar o Governo de responder pelas políticas que tem em prática e por aquilo que faz e não faz contra a crise especificamente portuguesa em que já estávamos metidos antes de sermos expostos à crise internacional? E isto não é evidente?
____

Pedro Lomba, Jurista

publicado por luzdequeijas às 15:32
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A Crise Acabou

Quem o afirmou foi Manuel Pinho, Ministro da Economia ! Está sentenciado . Só uma pergunta : como pode este ministro pensar o país a médio /longo prazo ? Ou mesmo a curto prazo?

Manuel Pinho – Ministro da Economia

 - 13 de Outubro de 2006

 "Eu acho que a crise acabou totalmente"
 
 - 29 de Setembro de 2008
 "Durante 10 a 15 anos vivemos num mundo de prosperidade assente em quatro motores: num sistema de financiamento eficiente; na inovação; na expansão do comércio, o que trouxe para a nossa área de influência países como a China, Índia ou Rússia; e na energia barata para todos. Pois bem, esse mundo acabou".
link do textoPor Helder Robalo
 
                  DECLARAÇÕES PÚBLICAS NÃO PODEM SER CONTRADITÒRIAS
- Publicação: 14-11-2008 13:15    |   Última actualização: 14-11-2008 19:05               Manuel Pinho reage a dados do INE
Portugal está a resistir à crise
O ministro da Economia e da Inovação disse hoje à Lusa que os dados hoje divulgados pelo INE, que indicam que Portugal escapou à recessão em 2008, demonstram que o país está a resistir à crise.Lusa
 
ENTUSIASMADO COM ESTA CONCLUSÃO, MANUEL PINHO DECIDIU COMEÇAR A COMPRAR SAPATOS PORTUGUESES !
http://www.youtube.com/watch?v=EzirXm5XuE0
( clique acima para ver e ouvir )
                              O PENSAMENTO POLìTICO DE  MP DIVAGA
A economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre deste ano, face aos três meses anteriores, escapando à recessão este ano, de acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgada.
"Portugal está a resistir ao mesmo tempo que muitos países estão em recessão. A situação da Europa é muito negativa", afirmou Manuel Pinho.
"Os números das exportações e do turismo são encorajadores e a solução consiste em manter um forte apoio às empresas para as ajudar no financiamento, nas exportações e na criação de emprego", salientou o ministro.
O Produto Interno Bruto (PIB) português registou um crescimento nulo no terceiro trimestre, enquanto em termos homólogos (face ao mesmo período de 2007) cresceu 0,7%.
Em termos trimestrais, a economia tinha crescido também 0,3 por cento no segundo trimestre, e, em termos homólogos, a variação do PIB também tinha sido de 0,7%.
A Zona Euro (15 países entre os quais Portugal) entrou oficialmente em recessão depois de ter registado uma diminuição do nível de actividade económica de 0,2% no segundo trimestre e uma redução idêntica no terceiro trimestre, de acordo com os dados do Eurostat hoje divulgados.
Os dados do INE estão acima das previsões de Outono da Comissão Europeia, que apontavam para uma queda de 0,3% do PIB no terceiro trimestre e uma nova quebra nos últimos três meses do ano, entrando assim em recessão técnica.


 

 

 

publicado por luzdequeijas às 11:39
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

AJUDAR BANQUEIROS ?

 

Assunto: Será para rir com a crise económica e ... deve o povo ajudar os banqueiros ?

 

Uma tarde um famoso banqueiro ia na sua "limousine" quando viu dois homens na berma da estrada comendo relva.

Ordenou ao seu motorista que parasse. Saíu e perguntou-lhes.

- Porque estão a comer relva?

Não temos dinheiro para comida. - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.

- Bem, então venham a minha casa e eu vos darei comer - disse o banqueiro.

- Obrigado, mas tenho a minha mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.

- Que venham também - disse novamente o banqueiro.

Voltando-se para o outro homem disse-lhe:

- Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse:

- Mas, Senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.

Entraram todos no enorme e luxuoso carro. Uma vez a caminho, um dos homens olhou o banqueiro e disse:

- O senhor é muito bom. Obrigado por nos levar a todos e nos ir dar de comer !

O banqueiro respondeu: - Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vão ficar encantados com a minha casa..... A relva tem mais de 20 centímetros de altura!

 

Moral da história:Quando pensares que um banqueiro te está a ajudar, pensa duas vezes.

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:48
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" SALAZAR E OS DEMOCRATAS "

luzdequeijas

Augusto Santos Silva acusa professores manifestantes de não distinguirem "entre Salazar e os democratas" 

08.03.2008 - 11h12 Lusa
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva acusou, ontem à noite, em Chaves, à entrada para uma reunião sobre os três anos de Governo, os manifestantes de estarem a levar a cabo uma intimidação anti-democrática e atribuiu o combate pela liberdade apenas a "históricos" do PS. O ministro acusou ainda os manifestantes de "nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas" e de nem terem "lutado contra o fascismo".

"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre... Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira", afirmou Santos Silva, acrescentando que estes "lutaram por ela antes do 25 de Abril contra o fascismo, e lutaram por ela depois do 25 de Abril contra a tentativa de tentar criar em Portugal uma ditadura comunista", sustentou.

"O clima político que algumas pessoas estão a tentar desenvolver em Portugal é um clima de intimidação, é um clima próprio da natureza anti-democrática dessas forças. E se for preciso defender outra vez, como defendemos em 75, a liberdade em Portugal, o Partido Socialista, posso garantir, estará na linha da frente da defesa das liberdades públicas", afirmou, na ocasião.

Reagindo a estas declarações, o deputado social-democrata Miguel Relvas manifestou-se hoje "chocado" com as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares. "Há já algum tempo que o ministro passou a fronteira do bom-senso e com total impunidade", sustentou o social-democrata, afirmando que o responsável pela pasta dos Assuntos Parlamentares tem evidenciado um "comportamento de guerrilha e hostilidade".

"O senhor ministro tem que perceber que a barricada da liberdade, desta vez, não está do lado do PS, mas do lado dos professores e não tem que ficar indignado que estes se manifestem e reclamem os seus direitos", afirmou, em declarações à agência Lusa.

 

publicado por luzdequeijas às 19:20
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" UM PAÍS MAIS POBRE "

http://www.youtube.com/watch?v=LnuaLgfPFhY&NR=1

 UMA PROMESSA PRATICAMENTE CUMPRIDA

 Terça-feira, Maio 22, 2007  

«Quero deixar-vos também uma palavra de confiança, confiança em vós, nas vossas famílias e a certeza que cada um de vós dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre... perdão, para um país mais solidário, mais próspero, evoluído».
José Sócrates no discurso sobre a nova Lei da Nacionalidade

                                      FALANDO MUITO A SÉRIO
A região mais pobre da Europa situa-se em Portugal

No Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, um estudo da Rede Europeia Anti-pobreza revela que a região do Vale do Tâmega é a mais pobre de toda a Europa, devido ao desinvestimento.
Dados recentemente divulgados pela Comissão Europeia revelam que Portugal foi o Estado-membro cuja pobreza mais caiu. Ter um emprego nem sempre protege as pessoas do risco de pobreza. A taxa de risco de pobreza é relativamente elevada mesmo para os que têm emprego.
Um milhão e 800 mil portugueses vivem actualmente no limiar da pobreza, com um salário mensal de pouco mais do que 360 euros.
Mas a Rede Europeia Anti-pobreza (REAPN) editou um novo documento sobre os indicadores da pobreza e exclusão social em Portugal e na União Europeia (UE) e conclui que, ao longo de um ano de estudo, a região do Vale do Tâmega revelou ser a mais pobre de toda a Europa. A falta de investimento é a causa apontada.
Baião é o concelho onde o nível de pobreza é mais grave, aponta o relatório citado pela TSF. Trata-se de "uma zona agrícola onde não houve investimento industrial, o que provocou um êxodo muito grande dos homens, tendo ficado uma proporção enorme de mulheres em casa com as crianças e sem grandes recursos económicos", explicou o presidente da REAPN, Jardim Moreira. 
                                      
publicado por luzdequeijas às 15:36
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" ENGENHEIRO NA ORDEM "

luzdequeijas

MARIO LINO - ENGENHEIRO NA ORDEM

 
http://www.youtube.com/watch?v=IjsY2QsEW4E
 
Agora na penosa travessia do deserto - com menos poeira-
o ministro Mario Lino - por ordens superiores - peregrina nas televisões,rádios e jornais a dar razão aos protestos do poder local,face ao seu desaforo.
Sequioso na sua circunstancia e na tentativa de pôr água na fervura - lá vai penosamente - a pedir desculpas - deserto fora.
Entretanto e porque o fogo não se apaga assim - considero
que deu um bom contributo para a indignação na greve geral.
Obrigado Mario Lino - nem tudo foi mau
 

4 comentários:

MARIA VALADAS disse...

Quando vi e ouvi o Excelentissimo Senhor Ministro Mário Lino... no seu discurso hilariante ( tristemente ridiculo)... pensei neste blog! Tinha a certeza, quando aqui viesse, iria ler algo sobre o assunto... e estava desejando ler!
O post está magnifico... com a sua pontinha de humor... ADOREI!
Bom domingo
Abraço da
Maria

margusta disse...

Olá Mar...e aqui estou eu a escrever-te deste deserto onde vivemos :)
Será que o Sr. ministro conhece a Margem Sul?...
Obrigada pela tua presença no meu post da exposição..e desde já o meu obrigada pela tua presença na mesma!
Um beijo e um bom fim de semana!
Mar-Gusta
da Mar-gem Sul

antonio disse...

Volto a repetir: Mário Lino é um homem solidário!
Ele esforça-se por demonstrar que um engenheiro licenciado e inscrito na ordem pode ser tão incapaz como alguém que estudou numa universidade de segunda e não vê o seu curso reconhecido pela Ordem.
Por favor não lhe chamem camelo, pensem só quando Sócrates estiver ocupado com a presidência europeia, tentando fazer boa figura para Inglês ver e deixar-nos o Mário Lino e o Manuel Pinho à solta para nos divertir?

Letras de Babel disse...

foi até muito bom. agora que os gato fedorento anunciaram ir entrar num ano sabático...
é que o pequeno leva jeito: foi aquela da ordem dos engenheiros, foi esta agora...
vão ver, temos homem para a silly season...

mararavel.blogspot.com/2007/05/

publicado por luzdequeijas às 15:04
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" A Frase do Dia " ( 6 )

 1 - “ O desafio das Novas Oportunidades, qualificar três milhões de adultos, é superior ao do sistema de ensino “.  Ministra da Educação 

 
2 – Ao que a crise obriga – Bem sei que as criancinhas não votam, mas haja respeito. Oferecer computadores “ Magalhães “ a uns quantos alunos de uma escola perante as câmaras da televisão e o testemunho de três figurantes que ninguém sabe quem são e depois, mal se desligam as câmaras, voltar a recolhê-los e pôr-se ao fresco, deixando os miúdos a chuchar no dedo, não é coisa que se faça. Semelhante só mesmo a cerimónia da oferta de carros da polícia que o seu camarada Jorge Coelho repetiu de norte a sul do país, quando era ministro da Administração Interna de António Guterres, só que entregando sempre as mesmas viaturas. Gente vai promover uma manifestação cujo « slogan» é : Devolvam-nos o “Magalhães”. Lusa
 
3 – “ Camaradas: Na última vez que me dirigi a todos vós, falei-vos do perigo das pontes sobre o Tejo serem objecto de um ataque terrorista no caso do aeroporto ir para Alcochete. Hoje, vou falar- vos do perigo da nossa Ministra da Educação “ ir ao ar “ . Almeida Santos 
 
4 - O Deserto faraónico do Sul do Tejo - Nem vou fazer comentários sobre estas afirmações do Ministro Mário Lino, o mesmo que disse ser Engenheiro, mas daqueles inscritos na Ordem, para risada geral do país.
 
5 – “ E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia”. Manuela Ferreira Leite. "
 
 FECHADOS PARA OBRAS
 
6 - "Devido às falências de bancos,
queda nas bolsas, cortes no orçamento,
à crise nos combustíveis e
pelo racionamento mundial de energia,
informamos que a famosa "luz ao fundo do túnel"
está temporariamente desligada"
publicado por luzdequeijas às 14:37
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

" GANDAS OPORTUNIDADES "

luzdequeijas

 

http://www.youtube.com/watch?v=jZSq-YUmU98">
 
( clicar acima para ver )
 
A MÁQUINA DE PROPAGANDA
Mais de meio milhão de portugueses que frequentaram o programa “Novas Oportunidades” e cerca de 500 empresas envolvidas no projecto são os números do sucesso de uma iniciativa criada há três anos pelos ministérios da Educação e do Trabalho e da Segurança Social.
Estes são números que o Governo do Partido Socialista pretende aumentar através de uma campanha que tem como objectivo mostrar que aprender já compensou. A acção conta com testemunhos de adultos que terminaram o 12º ano através da rede nacional de centros Novas Oportunidades e do Sistema Nacional para o Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.
Com esta campanha, o Governo pretende aumentar a mobilização social para este projecto de qualificação. O alvo privilegiado é constituído por todas as pessoas com escolaridade inferior ao 12º ano que ainda necessitem de superar défices de formação e qualificação para melhorar as suas oportunidades no mercado de trabalho ou de aumentar as suas potencialidades pessoais, sociais e profissionais.
  Emprego - Ofertas Emprego
1.       Mais de 5.000 ofertas de Emprego
no maior portal gratuito de Emprego
www.net-empregos.com
- Se o pessoal (com pouca qualificação e poucos estudos) tivessem ido às Novas Oportunidades", não teriam dados aqueles erros brutais de ortografia. "Novas oportunidades" é um programa que ajuda a dar o 12º ano de escolaridade aos trabalhadores com poucos estudos.
 
- Amanhã, dia 19 de Outubro, pelas 18h00, vai ter lugar no auditório da Câmara Municipal de Lagoa, junto à GNR, a cerimónia de entrega de diplomas a 100 adultos formados pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Superior de Educação (ESE) da UAlg, no âmbito do programa do Ministério da Educação “Novas Oportunidades”.
 
A REALIDADE DURA E CRUA

O ano que agora terminou ( 2007 ) foi abundante em matéria de falências. No total, quase 4000 empresas enfrentaram situações de insolvência, um acréscimo de 63% face a 2006. Deste conjunto, apenas 54 empresas iniciaram planos de recuperação, de acordo com um estudo da Coface.O ano que agora terminou ( 2007 ), foi abundante em matéria de falências. No total, cerca de 4 000 empresas enfrentaram situações de insolvência, um acréscimo de 63% face a 2006. Deste conjunto, apenas 54 empresas iniciaram planos de recuperação, de acordo com um estudo da Coface.

 

Entre 2006 e 2007, o desemprego aumentou em 36 900, já que o desemprego corrigido passou de 552 000 para 588 900 . Mesmo se utilizarmos os dados oficiais do nosso país, que não incluem a totalidade dos desempregados, conclui-se que o aumento foi de 34 900, pois passou de 405 600 para 440 500.

 

Comentários para quê ? A realidade virtual continua de boa saúde !  

 

publicado por luzdequeijas às 22:20
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

“ Grupos de Sábios “

luzdequeijas

Educação: Necessário um 'grupo de sábios' entre professores e Governo
 
António Vitorino é da opinião que o Executivo deve equacionar a criação de uma comissão com vista a alcançar um acordo sobre o processo de avaliação de professores. A proposta foi defendida ontem pelo socialista, no programa de comentário político na RTP. Afirmou que não faltam no País personalidades capazes de fazer a ponte entre o ministério da Educação e os professores. Defendeu a criação de um "grupo de sábios" que, "inspirado no modelo inglês", possa alcançar um acordo sobre o processo de avaliação de professores.
 
O dirigente socialista Augusto Santos Silva rejeitou a ideia de criação de uma comissão de sábios para mediar o fosso existente entre professores e o Governo e lembrou à TSF que já foi criada a comissão de paridade. 
Paridade ? O que é isso ?
É claro que perante a hipótese da intervenção de "sábios", algumas pessoas ficam assustadas, mesmo quando não acertam nas melhores soluções, necessárias para desbloquear situações graves que podem estar a afectar milhões de pessoas, e o próprio futuro do país e do mundo ! Os actuais políticos, de tão superiores se julgarem , perderam a indispensável humildade, de tal modo, que nem se apercebem como a população deixou de acreditar neles! De como a política e outras instituições públicas estão desgastadas ! Há sondagens que comprovam tão dura realidade. Até feitas pela Assembleia da República! E pelo partido socialista!
Eles preferem esquecê-las . Dormem melhor. Instalados no sono delicioso da ignorância ! Afinal há políticos empossados sem terem sido, sequer, eleitos ! Muitos. No país e na UE ! Onde pára a Democracia Representativa ?
O país e o mundo são uma coutada de políticos mal formados. Afinal o ministro fala numa comissão paritária ! Não é disso que se trata. Não são uns por um lado e os outros, do lado oposto! Cinco de cada lado. O sábio pode ser um !
Nem é gente nomeada pelo governo. Como nas "Entidades Reguladoras" de tudo e o mais que fosse! O partido a controlar tudo !
É gente independente, por ser superior aos mesquinhos interesses dos partidos. Estão acima. Muito acima. São muito respeitáveis. Ninguém lhes atira tomates.
 
A Lisboa do século XIX e XX acolheu tertúlias sobre literatura, arte, sociedade e política. Eram conversas informais entre grupos de pessoas, umas mais fiéis, outras mais esporádicas, que se reuniam em cafés, restaurantes, livrarias, clubes, hotéis ou mesmo em esquinas. As tertúlias aconteciam um pouco por toda a parte, desde a Baixa ao Cais do Sodré, e especialmente na Rua Garrett a que José Cardoso pires chamou o “nervo do Chiado”. “Durante mais de um século. foram a fonte das artes, das letras portuguesas, da política e do social”, onde “a cada notícia, a cada encontro, havia uma ideia a contestar para logo outra nascer”.  À volta de uma mesa, em lugares mais ou menos requintados, grupos de sábios e de menos sábios, leram, escreveram, debateram, conspiraram, reinventaram o mundo. Essas tertúlias constituiram conversas informais, orientadas de forma organizada, sobre assuntos relevantes no âmbito da vida portuguesa e internacional.
No Portugal de hoje, tem vindo a despertar um ambiente de tertúlia, próprio desta nova era que é a nossa. Foi o prazer de continuar a pensar que o fez nascer. Numa forma de «convívio ao vivo», num ambiente de conhecimento partilhado e de desenvolvimento da consciência crítica. São os grupos de reflexão . Clubes de pensadores. Alguns existem há vários anos !
Trata-se de um profundo gosto por saber. Porém, hoje, muita gente se sente despeitada só pela atribuição da palavra “Sábios” aos membros que emergem  na sociedade e que se reúnem para discutirem assuntos de interesse, para além do saber ! Mas o verdadeiro sábio é muito mais. É referenciado e respeitado por toda a população. É um homem ou mulher de bem. Estão sempre ao lado dos que sofrem. Mas não querem o poder. Mas cai-lhes no colo um poder imenso. O carinho e a admiração de toda a gente. A sua total confiança. Porque eles nunca traiem, nem se submetem ! Não querem ser governo.
 
Podem ser novos ou, mais idosos . Afinal, todos nós somos sábios. Uns mais que outros. Procuram-se os “mais sábios”, porque só eles têm o condão de gerar consensos . Ultrapassam os limites das tertúlias. Gostam da crítica, do saber, mas acima de tudo de serem solidários e tolerantes. São bons por natureza. Não têm lugares bem pagos !
Sábio, quando muito, pode e deve significar uma pessoa que goza do respeito geral da população, que lhe admira o bom senso, a humildade e a seriedade de análise . É uma pessoa, que aos olhos do povo, é credível, ao contrário dos  políticos. É uma pena . Não decorrerão muitos mais anos, sem as coisas terem que mudar. A sociedade civil está, indevidamente, subalternizada! E o poder político é, por direito próprio, dela. É ela que representa a população organizada e activa. É ela que cria riqueza com o seu trabalho. Riqueza essa que os políticos estão a desbaratar ! Tornando o nosso país mais pobre, a um ritmo assustador! Esbanjando aos milhões em " Magalhães", sem ouvirem os professores sobre a sua validade no ensino ! 
 
Não admira, pois, que os nossos políticos não gostem de ouvir alguém clamar pela ajuda dos “ sábios “. Homens bons que amam o seu povo ao contrário dos políticos . Que para o seu bem, trabalhariam sem recompensa, a vida inteira. Onde encontrá-los ? Hoje não seria preciso ir ao Chiado, basta estar atento. Ouvir as conversas no autocarro, nos hospitais, na praça, na rua, etc. Onde estiver gente do povo.Podemos ainda encontrá-los nos que, trabalham como enfermeiros ou médicos, administrativos, juizes, polícias, padres, professores, condutores de táxi, barbeiros, bombeiros, ao serviço das associações de todos os géneros, trabalhando sem salário depois de um dia de trabalho ... ! De resto, basta, também,  perguntar às pessoas . Elas sabem . Também, não são muitos. Em todo o país serão algumas centenas . Faça-se o seu levantamento . Com orgulho. Seria a estes  que deveria ser dado um diploma de sábio. Não às outras centenas ou milhares das " Novas Oportunidades. Para ludibriar estatísticas ! Para enganar os empregadores ! Para enganar o país !
Ser sábio, é acima de tudo ter nascido para o “ serviço público “. Servir e comprender o próximo. Esses homens e mulheres deste Portugal vão, certamente, recuperar , para o nosso país , o prestigio que os actuais políticos fizeram desaparecer ! A confiança e o bem-estar, também.
É bom que se faça o seu levantamento. Fazem parte do renascimento da política. Do nosso maior património, mais ainda.
António Reis Luz

 

 

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

ESTAGNAÇÃO

  www.sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/vide-gato-fedorento-na-lusa-3   

   ( favor clicar acima para ver )  

 

Apesar dos esforços do PM José Sócrates, as previsões da OCDE ultrapassarão em 2009, aquilo que ele queria encobrir, segundo a maioria das notícias públicadas últimamente.

PORTUGAL ENTRARÁ EM RECESSÂO ! Não valerá a pena esgrimir décimas ou desviar a população da realidade, antes, será preferível falar claro. O povo entende. Não só entraremos em recessão, como temos os mais diversos indicadores económicos e sociais, apresentando os piores valores da UE. Desde há muito tempo que as coisas em Portugal não estão bem, salvo para o mundo das negociatas, envoltas em mistérios estranhos, que têm feito muitos enriquecerem à custa dos sacríficios do povo.

António Reis Luz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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UM ESTADO "MANCO"

 CÂNDIDA ALMEIDA

1 - "Seria um Estado de direito um pouco manco", diz o porta-voz do PS em reacção à posição do MP
Os socialistas não gostaram de ouvir Cândida Almeida, a responsável do DCIAP, a manifestar-se contra o inquérito parlamentar ao Banco Português de Negócios.
"Seria um Estado de direito um pouco manco se sempre que houvesse um procedimento judicial a Assembleia da República se demitisse das suas competências
", disse ontem o porta-voz do PS, Vitalino Canas ao DN.         DN - 30-11-2008

 

 2 - Estado negociou 2,3 mil milhões com o BPN

O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) tem relações importantes com empresas do Estado português: desde 2004 o Efisa, banco de investimento que pertenceu ao Grupo liderado por José Oliveira e Costa ao longo da última década, organizou e assessorou operações de financiamento para 18 empresas e instituições públicas, com destaque para Carris, RTP, TAP, Águas de Portugal e até Câmara Municipal de Lisboa.
Ao todo, entre empresas do Continente, Açores e Madeira, as verbas envolvidas totalizam, segundo os relatórios e contas dos últimos quatro anos, quase 2.300 milhões de euros, avança joje o “Correio da Manhã”.
A extensão das relações do Grupo BPN com o Estado português está bem patente nos e-mails, a que o CM teve acesso, trocados entre um funcionário do Banco Efisae Abdool Vakil, actual presidente interino do banco. A 11 de Junho de 2003, Abdool Vakil era informado do seguinte:“A RTP sondou-nos ontem, através de contacto telefónico, sobre a possibilidade de podermos conceder um [empréstimo] intercalaradicional de 20milhões de euros, até 15 de Agosto, em virtude de a 30 de Junho a empresa ter liquidado uma prestação do financiamento do CSFB (18,5milhõesdeeuros) e outra do BBVA (4,98 milhões de euros),havendo, por via destes factos, um défice pontual de tesouraria.”

 

3 -  Polémica sobre licenciatura do primeiro-ministro

 25.09.2007 - 07h29 Ricardo Dias Felner, PÚBLICO

 

Nenhuma das intercepções telefónicas feitas pela Polícia Judiciária, a partir do telemóvel de Luís Arouca, antigo reitor da Universidade Independente, em que são mantidas conversas com José Sócrates e com o ex-professor deste, António José Morais, foi transcrita para os autos do inquérito judicial feito à conclusão da licenciatura do primeiro-ministro, e arquivado em Julho pelo Ministério Público.

Uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa negou a sua validação e, consequentemente, ordenou a destruição das gravações, alegando que estas não haviam sido sujeitas, dentro do prazo previsto por lei, a um controlo por um juiz de direito.

As escutas em causa iniciaram-se a 15 de Março de 2007, após o PÚBLICO ter questionado pela primeira vez o gabinete do primeiro-ministro sobre o seu dossier de aluno na Independente. E cobrem ainda os dias que se seguiram à publicação dos primeiros artigos sobre o assunto, a 22 de Março.

A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, escolhida pelo procurador-geral da República para conduzir a investigação relativa ao diploma de José Sócrates, na resposta ao despacho da juíza do TIC (cuja assinatura, nos autos, é irreconhecível), critica esta decisão, mas opta por não recorrer oficialmente dela.

Cândida Almeida pedira apenas a transcrição e validação de três das 16 sessões telefónicas que ouviu. Todas estas escutas haviam sido transferidas, em suporte digital, a partir de um inquérito em curso no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, que envolve a administração da UnI - e no âmbito do qual o ex-director da instituição, Rui Verde, se encontra detido e o ex-reitor, Luís Arouca, fora constituído arguido. Estas escutas haviam já sido fiscalizadas e seleccionadas por um juiz de instrução criminal, mas para esta investigação específica.

Numa carta enviada à juíza do TIC, de acordo com os autos do processo - consultado durante a semana passada pelo PÚBLICO -, Cândida Almeida argumenta que a sua decisão é tanto mais incompreensível quanto as três intercepções telefónicas que pretendia ver transcritas permitiam "reforçar" a opção de arquivamento do processo, demonstrando a "total boa-fé de José Sócrates na tramitação da obtenção da sua licenciatura".

Nos autos do processo consta uma grelha (ver texto nesta página) com todas as sessões telefónicas que a procuradora do DIAP, Fernanda Pêgo, que tem a cargo o processo relativo à gestão da UnI, entendeu que podiam servir ao inquérito sobre o diploma de José Sócrates - depois de Cândida Almeida lhe ter solicitado "toda a documentação" e "todos os elementos com ele relacionados", nomeadamente essas escutas.

Dessa grelha decorre que oito dos 16 telefonemas foram da iniciativa do primeiro-ministro, entre os dias 15 e 26 de Março. Há ainda quatro contactos entre Arouca e António José Morais, no mesmo período, e um outro para um responsável do Ministério da Educação, Carlos Rodrigues, subdirector da Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação e ex-docente na UnI.

O teor da maioria dos contactos, apurou o PÚBLICO, são conversas entre José Sócrates e Luís Arouca sobre as respostas a dar ao PÚBLICO, na sequência da investigação que este jornal estava a fazer; mas também entre Luís Arouca e António José Morais, que deu quatro das cinco cadeiras com que o primeiro-ministro concluiu o curso na Independente.

António José Morais pertencera ao gabinete de Armando Vara, quando este fez parte do Governo de António Guterres, e foi director-geral do Gabinete de Infra-estruturas e Equipamentos do MAI, já durante o actual Governo PS. Apesar de sempre ter negado ter uma relação pessoal com José Sócrates, este militante do PS trata o primeiro-ministro por "Zé".

Cândida Almeida decidiu-se pelo arquivamento do inquérito, em Julho passado, imputando a responsabilidade de todas as falhas decorrentes do processo de licenciatura de José Sócrates à UnI. E concluindo que o primeiro-ministro não teve "qualquer tratamento de favor", "em detrimento dos restantes candidatos à licenciatura, em igualdade de circunstâncias académicas".

 

 



 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:53
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A MENTIRA EM CONTÍNUO

luzdequeijas

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
Gato Fedorento Assim Não(Recordar)

Mais uma grande peça deste grupo, com uma brilhante imitação do Professor Marcelo.

 


 

 


 

 

 

Análise dos principais argumentos
ARGUMENTO DE SÓCRATES: «porque não quero que as mulheres que fazem aborto continuem a ser presas». Segundo dados estatísticos, são milhares as mulheres que todos os anos fazem aborto. Primeira questão: Já houve alguma mulher que tenha sido presa por ter interrompido a gravidez nas primeiras dez semanas? Não. Segunda questão: com a despenalização do aborto defendida por José Sócrates, o aborto deixa de ser crime e as mulheres deixam de responder criminalmente? Também não. Com efeito, as mulheres que abortem, após as dez semanas, continuam a ser julgadas. Ou seja, com a lei que está em vigor, as mulheres não são presas e, com a nova lei, as mulheres que abortem não deixam de continuar a ser julgadas.
ARGUMENTO «CONTRA A HIPOCRISIA I»: «então se as mulheres já não são presas, para quê manter a criminalização do aborto?» É um bom argumento desde que seja extensível a todos os outros casos. Quantas pessoas, em Portugal, cometem todos os dias o crime de injúrias e difamação? E quantas pessoas conduzem sem carta? E quantas pessoas já deram uma bofetada no seu cônjuge ou noutra pessoa? E quantas pessoas já foram presas por isso? É que, se o critério for a prisão, temos de acabar com a maior parte dos crimes.
ARGUMENTO «CONTRA A HIPOCRISIA II»: «se não abortaste, conheces algum familiar ou amigo que já o fez». Este é o mais estúpido de todos. Com efeito, o facto de alguém ter recorrido ou conhecer alguém que já recorreu ao aborto não pode ser o critério para defender a despenalização de uma conduta. Se assim fosse, a esmagadora maioria das pessoas teria de defender a despenalização das injúrias, da difamação, das ofensas corporais simples e por negligência, da violência doméstica, da corrupção, da condução em estado de embriaguês, da condução sem carta, do crime de desobediência, etc. Porque todos nós ou já praticámos estes crimes ou conhecemos familiares ou amigos que já os praticaram. Quem é que não chamou já nomes a uma pessoa, disse mal de outras, conduziu em excesso de velocidade ou com um copito a mais, deu uma nota a um funcionário, meteu uma cunha, bateu em alguém, etc? E por termos já feito alguma dessas coisas, somos obrigados a achar que essa conduta está correcta ou a defender a sua despenalização? Não somos santos e, por isso, muitas vezes fazemos o que não devemos, mas isso não significa que fiquemos vinculados a ter de fazer a apologia dessa conduta.
ARGUMENTO «IDA À ESPANHA»: «quem quiser abortar, basta ir a Espanha, pelo que não existe qualquer motivo para manter a actual lei». Mas a lei espanhola não é idêntica à actual lei portuguesa? Aliás, se existe alguma lei mais restritiva, quanto ao aborto, é a espanhola, donde se conclui que o problema não reside na lei. Como é óbvio. E se não reside na lei, não se vê por que razão a lei há-de ser alterada.
ARGUMENTO «A BARRIGA É MINHA»: este é, sem sombra de dúvida, o argumento mais reaccionário ou não viesse ele do Bloco de Esquerda. Com efeito, ao longo dos séculos, o argumento do «porque é meu» tem servido para justificar todo o tipo de barbaridades e violações, desde os direitos humanos aos direitos dos animais, passando pelos atentados ecológicos e urbanísticos. Por que é que os homens batem nas mulheres? Porque «a mulher é minha». Por que é que os pais espancam e violam os filhos? Porque «o filho é meu». Por que é que os donos maltratam os animais? Porque «o animal é meu». Por que é que existem tantos atentados urbanísticos? Porque «a casa é minha» e «o terreno é meu». Só mesmo o Bloco de Esquerda, no seu reaccionarismo primário, seria capaz de conceber um tal argumento.
ARGUMENTO «NÃO SE SABE QUANDO COMEÇA A VIDA HUMANA»: então se não se sabe, o melhor é aguardar mais uns meses para se ter a certeza.
ARGUMENTO DA «LEI DA NATUREZA»: «na natureza, quando não se pode manter a ninhada, são as próprias mães que eliminam algumas crias para as outras poderem sobreviver». Este é o argumento utilizado por Miguel Sousa Tavares e, como não sou religioso, confesso que é aquele que considero mais difícil de rebater. Mas este argumento serve também para justificar a pena de morte e a eutanásia. Como dizia um amigo meu, a diferença entre o aborto e a pena de morte é que, no aborto, mata-se um indivíduo que ainda não nasceu e, na pena de morte, mata-se um indivíduo que nunca devia ter nascido. Sendo certo que o risco de matar quem não se deve é muito maior no aborto do que na pena de morte. Por outro lado, se o nascimento de um filho indesejado representa um encargo difícil de suportar para famílias pobres e numerosas, manter um idoso acamado ou um doente em fase terminal ainda é pior. E todos nós sabemos o destino que a natureza dá aos velhos e aos doentes…

publicado por luzdequeijas às 11:57
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