Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Confiança do Povo

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O peso do Estado pode-se reduzir se, quem manda, estiver realmente interessado nisso, agora o pessimismo galopante que ataca os portugueses e destroi a confiança, ninguém pode impedir que continue. É que os portugueses já aprenderam a ler nas entrelinhas e conseguem discernir a realidade da utopia apregoada, daí o pessimismo instalado. Os portugueses desconfiam, isso mesmo, da conversa fiada e de histórias mal contadas !
 
Mesmo anunciando o caos, é possível captar das pessoas uma crescente confiança no futuro ! Condição primeira ; “ Falar sempre Verdade ! A intuição do povo não permite falácias ! Num momento como este, que estamos atravessando, de turbulência, incertezas e perplexidades de toda ordem, são fases da história que mexem com corações, mentes e nervos. Não só dos investidores internos e externos, mas também e principalmente, do cidadão português, do trabalhador, do empresário, da dona-de-casa e da população em geral.
 
A classe política não pode continuar a mesma e do mesmo jeito. O cidadão comum apercebe-se, por natural intuição, de que ela não representa os valores que defende. Os valores em que acredita e com os quais cresceu e se fez adulto. Foi obrigado a perceber, que a sociedade em que vive é injusta e que a classe política, está longe, de ser um exemplo de cidadania! Muito longe mesmo !
A pequena corrupção, aparece à nossa vista logo que saltamos da cama ! A outra de dimensões escandalosas, percebe-se, quando os políticos em que acreditamos, se rendem aos encantos dos lugares de presidente nas grandes empresas. Nada se prova, mas a convicção fica dentro de cada um de nós. O sistema político está podre. Ninguém acredita nele! Mas tudo continua assim, ninguém procura colocar na política “ homens e mulheres” com provas dadas e acima de suspeitas. Todos conhecemos casos de bradar aos céus ! O povo tenta engolir, mas as provocações, ficam-lhe atravessadas ! Começa aqui o pessimismo galopante, que a todos destroi ! Não motivado pelos “profetas da desgraça” , como alguns querem que seja. Precisamente aqueles que estão na sua origem, que minam os partidos e se rodeiam de gente, com apetência para a apropriação da pouca riqueza, que o Estado ainda tem!
 
Depois da “Batalha do Comportamento”, vem o discurso incoerente, que redunda, normalmente, em história para “ boi ouvir” como dizem os brasileiros! Conversa fiada ! Sem profundidade, nem convicção !
 
Quem pode esquecer que nesta hora difícil, o governo, com o primeiro-ministro à cabeça, garantia que Portugal estava imune à crise ? Afinal, não estava !
Garantiu que o nosso sistema financeiro era à prova de bala, sólido ! Afinal não era ! Foi preciso injectar nele 20 mil milhões de euros !
Jurou a segurança dos nossos bancos, afinal foi preciso criar “Fundos Imobiliários” para acudir ao crédito malparado!
Com muita falta de cerimónia, anunciou o “ Magalhães” como o primeiro computador feito em Portugal. Afinal, não era ! Adjudicou sem concurso público e internacional a compra de 400 milhões de euros, em Magalhães !
O aliciamento ao consumismo, foi tão descarado, sem avisos do governo, que o endividamento externo, atingiu no 1.º trimestre de 2008, 87% da riqueza nacional ! No final deste ano, tal endividamento externo, pode atingir o valor anual do PIB, ou seja 100% ! Uma brutalidade, sem que alguém dissesse, basta !
O ministro das finanças, para entregar o Orçamento de Estado no Parlamento, fez duas conferências de imprensa, com cobertura televisiva ! Houve nelas o “falhanço” da “pen”, num país que está a investir milhões no Plano Tecnológico, e o ministro não soube informar quais as percentagens do PIB, das principais variáveis da nossa economia ! Estimou um crescimento para cima da unidade, alertado pelo FMI, reduziu para 0,6%, quando o mais lógico é Portugal entrar em recessão ! Crescimento negativo!
Replicou à líder da oposição, publicamente, sobre o conselho dado de começar a pagar a pronto às PME, afirmando que tal medida iria fazer subir o défice para cima dos 3% do PIB ! Então, esqueceu-se de concluir o lógico. Que se o défice ficou nos 2,2% do PIB, tem que agradecer às PME, ou seja, foi com o dinheiro delas que se conteve o défice !
O rosário, nunca mais acaba ! Só falando verdade, se conquista a confiança da população ! Mesmo que a verdade faça chorar ! Tudo isto no momento, históricamente, com o nível da confiança dos portugueses mais baixo que nunca !
António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 14:15
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

A NOSSA HISTÓRIA

 

Escrever hoje sem esquecer a nossa história. Relembrar dá animo e inspiração.

 

 História de Portugal em 7minutos. ...Não deixes de ver!!!

 

 http://portugal1143.wordpress.com/2008/08/25/historia-de-portugal-contada-em

 

Compreensão de Portugal e da sua História que é uma constante da Historiografia e do Pensamento portugueses pelo menos desde o início do século XIX. As condições que tornaram possível a autonomização de Portugal da força centrípeda de Leão e Castela e, depois, lhe permitiram construir e manter uma identidade na Península e no mundo são temas que estiveram no cerne da análise e da reflexão de historiadores e pensadores como Herculano, Oliveira Martins, Antero, Sampaio Bruno, Jaime Cortesão, António Sérgio e Joel Serrão, para citar apenas alguns nomes. E, independentemente da variedade dos caminhos propostos, um factor específico avulta, entre os que contribuíram para a construção da Nação Portuguesa: território situado no extremo sudoeste da Europa, com uma área de cerca de 90 000 Km2 (3 vezes a Bélgica mas 1/5 da Espanha) e uma fachada atlântica de cerca de 840 km, Portugal tem, pelas sua posição geográfica, acentuada ainda pelas características geomorfológicas do seu território, uma posição excêntrica relativamente à Europa. A posição atlântica de Portugal, prolongada, desde o início do Séc. XV, pelos dois arquipélagos atlânticos descobertos e povoados por Portugueses, o dos Açores e o da Madeira, foi a chave da sua História e da sua identidade nacional. O Atlântico selou o destino histórico de Portugal: encravado entre um poderoso vizinho e o mar, os Portugueses souberam tirar partido da sua situação estratégica, quer construindo no mar um poderio militar, quer aliando-se à potência naval dominante (aliança inglesa), assegurando a sua sobrevivência face às pretensões hegemónicas das potências europeias. Com razão escreve Veríssimo Serrão (História de Portugal, vol. 1) : «em face de uma Espanha superior em dimensão cinco vezes, não houve milagre no caso português, mas somente a adequada integração dos seus naturais num quadro político que lhe assegurou a existência autónoma que qualquer periferia marítima amplamente favorece.» A leitura da História de Portugal em termos de um ciclo de apogeu e queda, de potência mundial à irrelevância geopolítica, é uma leitura marcadamente oitocentista, e que deve situar-se no contexto da reflexão política de finais do século XIX. A ideia de que certos factores como a União dinástica com a Espanha, em que Portugal perdeu a sua dinastia e por isso a sua independência política (dinastia filipina: 1580-1640), o Terramoto de 1755, as invasões francesas (Guerras Napoleónicas), a independência do Brasil em 1822 determinaram a "decadência" de Portugal releva mais de um certo inconsciente colectivo do que da necessária contextualização histórica. A Revolução Republicana de 1910 iria dar uma feição modernizadora a Portugal, dando porém origem a um regime parlamentar instável, marcado por frequentes revoltas militares e pela trágica intervenção no teatro da Primeira Guerra Mundial. A ditadura do Estado Novo, instaurada na sequência da Revolução militar de 1926 (Salazarismo), marcou o Século XX português pela sua excepcional duração (48 anos). Em 25 de Abril de 1974 eclodiu um golpe militar organizado pelo Movimento das Forças Armadas (Revolução dos Cravos), maioritariamente constituído por capitães do exército ("Capitães de Abril") que derrubou a ditatura. Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).

publicado por luzdequeijas às 22:03
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ESTATISTICAS POLITIZADAS

Os três “posts” , atrás publicados, foram escolhidos entre muitos, por nos parecerem muito representativos. Várias conclusões, deles, podemos retirar :

-          As estatísticas, publicadas pelo governo e órgãos oficiais, oferecem pouca credibilidade ! Isto acontece, pela sua interligação, nas variáveis económicas e sociais.
-          São contraditórias. Têm zonas escuras, que permitem ir dizendo o mesmo e o seu contrário.
-     São apresentadas, conforme o interesse político do momento. Por isso se articulam entre si, sem escancarar a sua falsidade!
-          Portugal apresenta o pior rácio, funcionário público/população, da União Europeia! Mesmo desprezando o seu PIB, o que, se considerado, agravaria escandalosamente a situação. Temos somente 17 habitantes cobertos por um único funcionário! A média europeia é de 32 !
-          O facto origina, em muito, a enorme Despesa Pública que temos e o famigerado “ défice”, que consome os portugueses, atolados em impostos para, o pagar!
-          Os partidos do poder, mais os socialistas, presos ao poder e à sua continuidade, fingem que reformam a Função Pública, mas, passam a lado ! Há um ano que pararam ! Não querem perder o poder!
Em boa verdade, a reforma que poderia corrigir o défice, acabado o mandato, não estará feita e a Despesa Pública, quase não diminuiu ! Estamos na mesma ! No tempo do Estado Novo, os funcionários públicos, eram gente saída das escolas e outros que iam ficando por lá, por terem tido dificuldade em encontrar emprego na economia privada. Foi uma solução do Estado Novo, que permitia aos jovens obter o 1.º emprego, ganhar experiência, e sair. Dando lugar a outros ! A vida continuava. Ninguém ficava "pendurado"!
 
A outra solução, é reduzir os efectivos da Função Pública, aumentar a sua qualificação para as novas técnologias e pagar-lhes bem. Esta é, de momento, a melhor solução ! Quer se queira ou não queira.
 
Os funcionários públicos, não podem ser considerados como culpados desta situação. Têm que ser tratados com toda a dignidade. Sem que, a solução deste caso, seja lançá-los no desemprego ou na reforma ! Muito menos, continuar com o actual embuste de, por cada dois funcionários que saírem, entrar um ! Esta é uma forma errada de resolver o problema! Acordem, por favor!
Em termos financeiros, isto deixa tudo na mesma, ou pior ainda ! Porquê ? Facilmente se percebe, que onde havia dois funcionários a trabalhar e a receber o seu ordenado, com a solução encontrada, sempre do lado dos mais idosos, passam a haver três a receber. Dois na reforma e um a trabalhar. O Estado despende três vencimentos, quando anteriormente despendia dois. A sua imputação contabilística, pouco importa ! São despesa pública !
 
Agora avançaremos com uma solução, baseada na saída dos mais novos ! Pelo menos na sua maioria ! Abrem-se a eles, mais oportunidades na via positiva da solução. Até agora, as saídas e as lutas de confronto do governo, foram feitas nas áreas mais técnicas e directamente úteis aos portuguesa ! Saúde ( enfermeiros, médicos ), Educação (professores ), Justiça ( investigação/tribunais) etc. Porquè ? Para obterem maior efeito na sua descridibilização junto da população! Desapoiá-los na sociedade!
A retaguarda da FP, que esconde a mais baixa produtividade e maiores desequilíbrios produtivos, por falta de motivação ou trabalho, e que alberga múltiplas duplicações de funções, não está mexida ! Avançou o trabalho de sapa, de milhares de conceitos legislativos! Úteis, mas é muito pouco! De resto, foram desfazer aquilo que já estava feito e acordado com os sindicatos, pelo governo Anterior! Como é hábito !
 
Na via da melhor e indispensável solução, é fundamental fazer-se um exaustivo levantamento de tarefas inerentes a cada um dos ministérios. Apostar na sua grande especialização/formação e apetrechamento técnico. Detectar tudo o que é trabalho comum a todos os ministérios. Elaborar para estes casos, com financiamento bancário e com garantias estatais, empresas que laborem na linha do “out sourcing” e que possam abarcar estas funções no âmbito geral da Função Pública, em simultâneo com fontes privadas. Estas unidades privadas funcionais, receberiam gente mais jovem, excedentária da FP. Deveria ser feito um apelo aos empresários nacionais, bancos, seguros, construtores civis, etc. etc. para, que cada empresa acolhesse um número acordado de funcionários públicos. Esta atitude, assumiria o carácter de salvação nacional. Com isto todos ganhavam. Haveria mais dinheiro para obras públicas e para a economia!
 
Esta iniciativa era, em tamanho, responsabilidade e custos, muito inferior às garantias dadas pelo governo, no combate à crise internacional. Neste caso, era para a crise nacional! O défice agradeceria.
Feitas bem as contas aos custos envolvidos, tudo se harmonizaria e a saída era plena de dignidade, para todos os portugueses ! Continuar a esconder e mitigar este grave problema ( défice ), só para não perder votos, trará custos muito mais elevadas ao país e a todos os portugueses. Estas soluções aumentariam o desemprego ? Claro. Ele assim como estamos vai disparar! Em Espanha, a taxa de desemprego não chegou quase aos 20% ?

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 21:14
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NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ( 3 )

O número de funcionários públicos no nosso país é uma das questões sistematicamente referidas quando o problema do défice público é abordado. O peso das despesas com o pessoal das Administrações Públicas no PIB indicia que o número de funcionários públicos em Portugal é excessivo quando comparado com a realidade europeia: é isto, pelo menos, o que se pode concluir quando se comparam os cerca de 14% que pesa na nossa economia a folha salarial da função pública contra os cerca de 10.5% que pesa na UE-25 ou os 10% que pesa na Zona Euro.

E sabe-se igualmente que, entre 1996 e 2000, foram contratados mais de 130 mil novos funcionários (em termos líquidos, isto é, descontando já aqueles que saíram ou se reformaram), num período que contribuiu decisivamente para a deterioração das nossas contas públicas e para o problema (de um défice excessivo) que, ainda hoje, continua por resolver (já agora: quem estava no Governo nessa altura, quem estava?...).
Porém, até agora, dada a escassez de estatísticas credíveis que pudessem comparar o número de funcionários públicos em Portugal com o resto da Europa, íamo-nos ficando pelos indícios ou pelas sensações. Mas isso foi até ao mês passado. É que uma reportagem - por sinal muito bem conseguida - do jornal "Correio da Manhã" do passado dia 20 de Novembro, com base em dados do Eurostat, prova, preto no branco, que no universo da Administração Pública Central (isto é, o Estado Central e excluindo as Administrações Locais e Regionais), a tese do número de funcionários públicos em excesso é mesmo real. Os dados da figura em anexo são (assustadoramente) reveladores.
A coluna do número de funcionários públicos do Estado Central em cada país diz, evidentemente, pouco ao leitor, pois este indicador é pouco revelador quando tomado em termos absolutos. O caso é, porém, diferente, se compararmos o número de habitantes em cada país com o número de funcionários públicos. É esta realidade que as barras horizontais à direita, seguidas do respectivo número e ordenadas por ordem crescente, mostram. Naturalmente, e em princípio, quanto mais elevado for o número de habitantes por funcionário público, melhor: maior será a eficiência e a organização na Administração Pública de um país (além dos menores custos - leia-se, menores impostos - que daí resultam para todos os contribuintes).
Do mesmo modo, quanto mais baixo for o rácio acima referido, pior. Ora, o que se constata é que, infelizmente, Portugal surge em primeiro lugar, ou seja, é o país em que este indicador é mais baixo: apenas cerca de 18 habitantes por funcionário público, logo seguido pelo Luxemburgo com 19. Na Europa (UE-25) existem, em média, cerca de 31 habitantes por cada funcionário público da Administração Central, na vizinha Espanha este rácio é quase o dobro do nosso (36) e nas três primeiras posições surgem a Finlândia (com 46.5), a Lituânia (44.7) e a Polónia (com 42.3).
É certo que não foi possível conhecer as estatísticas relativas às Administrações Locais e Regionais, mas também é verdade que é na Administração Central que se concentra o maior número de funcionários públicos (como se pode constatar pelo caso português, em que, de acordo com o Governo, as Administrações Públicas empregam pouco menos de 778 mil funcionários, dos quais 568 mil se encontram no Estado Central) - pelo que esta realidade é já muito reveladora.
Estas estatísticas provam, assim, a urgência de uma reforma da Administração Pública em Portugal - e, nomeadamente, de uma reforma da Administração Central. Apesar de estar (muito) atrasado, o Governo prevê que o famoso PRACE comece a ser aplicado em 2007. Sinceramente, espero bem que tal aconteça? mesmo! É que a sua entrada em vigor estava prevista ainda para 2006 - mas só no final de Outubro foram publicadas em Diário da Repúblicaas leis orgânicas dos Ministérios com as novas macroestruturas, para as quais se continua a desconhecer que poupanças deverão gerar, se é que deverão gerar algumas poupanças de todo... até porque, ainda recentemente, o Ministro das Finanças declarou, a propósito deste assunto, que "ninguém ficará a perder no processo de revisão de carreiras, vínculos e remunerações" na Administração Central do Estado. Isto para além de, em várias ocasiões, ter repetido que tinha "sérias dúvidas de que existissem funcionários públicos a mais". Depois dos números atrás apresentados, se não é uma brincadeira de mau gosto, parece?
Enfim, uma palavra ainda para as reacções dos sindicatos da função pública à reportagem do "Correio da Manhã" (e na posse dos dados do Eurostat): a coordenadora da Frente Comum referiu que "até hoje ninguém conseguiu provar que há funcionários públicos em excesso"; um dirigente da Frente Sindical da Administração Pública afirmou que "este é mais um problema político do que real"; um dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado disse que "aquilo que queremos é que o país tenha um melhor serviço público, isso é que é fundamental" e frisou que "Portugal está na cauda da União Europeia em matéria de número de funcionários".
Mais palavras para quê?!... A não ser que os dados do Eurostat estejam absolutamente desfasados da realidade, confesso que nem queria acreditar no que lia no "Correio da Manhã"?
Portugal está, de facto, num dos extremos da União Europeia no número de funcionários públicos - mas infelizmente está no pior extremo. E sem dúvida que o problema é político: pois se foram os vários governantes (uns mais, outros menos?) que ao longo dos anos contrataram todos os funcionários públicos hoje existentes, é também a eles que compete enfrentar e resolver o problema. Espero pois que quem governa neste momento tenha coragem para promover as alterações necessárias (e que há tanto tempo têm vindo a ser adiadas?), mas todos os sinais que vão sendo transmitidos deixam muitas dúvidas que desta vez seja "a sério". Além das declarações que vão sendo emitidas (e a que já acima fiz referência), basta lembrar, por exemplo, o desprezo com que a proposta das rescisões amigáveis (devidamente negociada com Bruxelas e com recurso à emissão de dívida pública), efectuada pelo presidente do PSD em Maio deste ano, foi recebida? E já agora: o país da Europa melhor classificado nesta matéria é, como se viu, a Finlândia - que é muitas vezes citado como exemplo a seguir em várias áreas pelo primeiro-ministro. Pois aqui fica uma sugestão ao engenheiro Sócrates: faça lá também da Finlândia um modelo a seguir nesta matéria. Isso é que era!...
Quanto aos que fingem não ver o que se passa e assobiam para o lado - como acontece com as organizações sindicais atrás citadas -, acabam por fazer mais parte do problema do que da solução...
Os dados do Eurostat vêm confirmar a certeza que já se tinha: existem funcionários públicos a mais em Portugal. É mais do que tempo de agir em conformidade
JORNAL DE NEGÓCIOS    - Publicado 12-12-2006
publicado por luzdequeijas às 17:25
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FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA UNIÃO EUROPEIA


Administração Directa e Indirecta do Estado na União Europeia (excluindo as adminsitrações regionais e locais)

PAÍS - FUNCIONÁRIOS - NÚMERO DE HABITANTES POR FUNCIONÁRIO

Portugal - 568 384 (Número actualizado pelo Governo em Setembro de 2006) - 17,6

Luxemburgo - 24 000 - 20,8

Bélgica - 444 000 - 23,4

Chipre - 29 000 - 24,1

Letónia - 90 00 - 25,5

França - 2 302 000 - 26

Malta - 14 000 - 28,5

Alemanha - 2 861 000 - 28,8

Grécia - 381 000 - 28,8

Holanda - 558 000 - 29,2

Reino Unido - 2 010 000 - 29,7

Rep. Checa - 333 000 - 30,6

Dinamarca - 173 000 - 31,2

Áustria - 254 000 - 31,8

Eslováquia - 161 000 - 33,5

Eslovénia - 59 000 - 33,8

Hungria - 292 000 - 34,5

Espanha - 1 212 000 - 34,9

Estónia - 39 000 - 35,8

Suécia - 250 000 - 36

Irlanda - 105 000 - 38

Itália - 1 463 000 - 39,5

Polónia - 901 000 - 42,3

Lituânia - 76 000 - 44,7

Finlândia - 113 000 - 46

Total UE - 14 171 000 - 32,2

Dados : Eurostat relativos ao número de funcionários públicos na Administração Central do Estado, excluindo administrações locais e regionais.

in "Correioa da Manhã"    28 Nov 2006

 

Nota: Portugal apresenta o pior número ( 17,6 habitantes por funcionário público ! )

Não está a ser considerado o valor do PIB - o que agravaria mais a situação !

publicado por luzdequeijas às 16:39
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NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS ( 2 )

Administração Central do Estado

Um funcionário público para cada 17 pessoas

O número de Funcionários Públicos é excessivo ou reduzido? O debate arrasta-se há já bastantes anos e volta a estar em cima da mesa com a discussão do Sistema de Vínculos, Carreiras e Remunerações que se iniciou, na semana passada, entre Governo e sindicatos. A pergunta não tem ainda resposta, mas segundo os últimos números divulgados pelo Governo e referentes à Administração Central (568 384), Portugal é o País que tem o maior número de funcionários públicos por habitante: existe um funcionário para cada 17,6 cidadãos.

A estatística fica ainda mais pesada se tomarmos em consideração todo o conjunto de pessoas que trabalha para o Estado no conjunto das administrações: 737 774, de acordo com a Caracterização dos Recursos Humanos da Administração Pública, divulgado em Setembro passado pelo Executivo de José Sócrates.

O mesmo documento revela que o número de funcionários está repartido pela administração directa e indirecta do Estado (568 384), pela administração regional (38 740) e pela administração local (130 650). Tomando em consideração este universo, existe um funcionário público para cada 13,5 habitantes.

A interpretação quanto a este ser um número elevado ou diminuto depende da comparação que se faça. Assim, por exemplo, 737 774 funcionários são poucos se comparados com os mais de 2460 milhões que existem em Espanha. Mas se tivermos em conta o factor população, o número passa a ser excessivo.

Se o Estado português tem um funcionário público por cada 13,5 dos seus dez milhões de cidadãos, a vizinha Espanha tem um funcionário por cada 18 dos seus perto de quarenta milhões de cidadãos.

Ambos os valores são excessivos quando comparados com os da Alemanha, país que tem uma população de perto de 83 milhões e apenas um funcionário público por cada 25 habitantes.

Avaliando apenas o número de trabalhadores da administração central, e de acordo com os dados do gabinete de estatísticas da Comissão Europeia, o Eurostat, revelados em Junho (ver gráfico) o nosso país continua a ter um número elevado de funcionários em relação à população: um por cada 17,6 cidadãos.

Em Espanha há um funcionário por cada 34,9 habitantes e na Alemanha um para cada 28,8 cidadãos.

Comparando Portugal com um país europeu com uma população equivalente, como a Hungria, o nosso país continua a ganhar em número de funcionários públicos. Aquele Estado recém-chegado à União Europeia tem um funcionário por cada 34,5 habitantes.

A resposta à pergunta sobre se há ou não funcionários públicos a mais também varia entre os sindicatos e o Governo. Para o último é preciso reduzir a despesa do Estado, logo há que diminuir o número de funcionários nas administrações públicas. Os sindicatos defendem que não existem funcionários a mais, o que existe é uma má gestão dos recursos humanos ao serviço do Estado.

Até ao final do ano, os vários ministérios vão definir o número de funcionários que querem ter em função da segunda fase de implementação do Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).

UM HORÁRIO DE 35 HORAS POR SEMANA

Portugal é um dos Estados-membros da União Europeia cujos funcionários públicos trabalham menos horas por semana, ou seja, estão ao serviço durante apenas 35 horas. Abaixo do nosso país encontra-se a Itália, cujos trabalhadores estatais têm uma semana de apenas 32,9 horas. A jornada laboral é maior na Áustria, onde os funcionários públicos trabalham 40 horas por semana. Em Espanha trabalham-se 38 horas por semana na Administração Pública. O Reino Unido tem um esquema de trabalho diferente dos restantes Estados-membros.

UM TRABALHADOR POR CADA SETE ACTIVOS

A estatística pode revelar factos surpreendentes. Se tomarmos em consideração todo o universo de funcionários que dependem do Estado (Administração Central, Local e Regional) e o dividirmos pelo número da população activa (5604 milhões de cidadãos, segundo os últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística) verificamos que há um funcionário por cada 7,6 activos. Se esse mesmo universo for dividido pelo número de pessoas empregadas (5187 milhões), então o resultado desce para um funcionário para cada sete trabalhadores empregados.

Fórum BolsaTotal > Economia & Mercados  20-11-2006, 15:09
publicado por luzdequeijas às 16:31
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NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS (1)

 

Número de funcionários do Estado está a aumentar - Carla Aguiar
A percepção de um crescimento do contingente de trabalhadores do Estado surge, de acordo com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), reforçada nas "Estatísticas do Emprego" do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao primeiro semestre. Aqueles dados revelam um aumento de 32 mil trabalhadores por conta de outrem na administração pública, defesa e segurança social obrigatória, face a igual período do ano anterior, equivalendo a um crescimento de 9,6%. Apesar daquele indicador não traduzir o total dos funcionários públicos "tem a vantagem de nos revelar uma tendência, uma vez que abrange tanto os trabalhadores cobertos por contrato individual como os que têm vínculo de direito público", disse ao DN o presidente do STE, Bettencourt Picanço.

Olhando para a evolução dos efectivos da administração central, desde 1999, houve um crescimento até 2002, atingindo então os 588 393, registando-se a partir daí uma descida até 2005, para os 534 624. A diminuição foi, todavia, explicada em grande parte pela empresarialização de 31 hospitais, com muitos dos seus trabalhadores a ficarem no regime do contrato individual de trabalho e também com contratos a prazo.

A acentuar a confusão está ainda o aumento das aposentações. De acordo com a Caixa Geral de Aposentações, reformaram-se 14 mil funcionários até Julho, mais 43% do que no período homólogo. Assim sendo, o universo de funcionários deveria estar a reduzir-se acentuadamente. O STE lamenta que o Governo continue a não fornecer informação sobre os fluxos de entradas e saídas por serviços, para que se conheçam as suas causas.

DN - 07-09-2006

 

publicado por luzdequeijas às 16:07
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

"A NOSSA AVOZINHA "

luzdequeijas.blogs.sapo.pt/">luzdequeijas

 

Uma criança e uma avó, são duas das coisas mais belas do mundo ! Fico triste quando alguém, depreciativamente, chama "Avozinha" à Dr.ª Manuela Ferreira Leite. Na verdade estão a chamar-lhe um nome que tem magia, só entendida por pessoas de carácter e muito boa formação. Como avozinho, estou a lutar muito para que a nossa querida "Avozinha" Manuela, lute sem desfalecimento para mostrar que é uma das pessoas mais competentes e honestas deste país caído em "mãos vazias" .

 

 

 

Definição de Avó
 
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.
 
'Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão'.
 

 

 

publicado por luzdequeijas às 19:01
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VENDER A JÓIA DA COROA !

luzdequeijas

Este governo socialista, vai começar por vender os anéis de Portugal ! Esta acusação foi, sistematicamente, feita pelo PS na governação de Durão Barroso. Face à herança do pântano, deixada nas mãos de Manuela Ferreira Leite. Num ano, esta teria de corrigir o défice superior aos 3% permitidos, deixado pelo PS! Caso não conseguisse, a ministra levaria Portugal a perder os vultuosos apoios comunitários ! Sem outra alternativa, pois o aumento de impostos, para além de injusto para a população, iria agravar mais a falta de competitividade da nossa economia, a ministra das finanças deitou mão de receitas extraordinárias. Foram vendidos edifícios e dividas ao Estado, deixadas pelo governo anterior, etc. A ética socialista, pontificando aí o actual primeiro-ministro, esquecidos das suas responsabilidades, atacaram Manuela Ferreira Leite, com o crime de vender edifícios em ruína, para salvar a honra do Estado!

 
"Como elas cá se fazem e cá se pagam", nos jornais de hoje, podemos ler um título sugestivo:
 
         Privados vão gerir edifícios históricos abandonados
Os edifícios históricos, culturais ou religiosos, como igrejas, castelos ou fortalezas, em estado de abandono ou semi-abandono e até agora no domínio público, podem ser concessionados aos privados, de acordo com proposta de lei, desde ontem em discussão pública até final de Novembro. Os privados podem também pedir a “desafectação do domínio público” de instalações do Estado, como quartéis ou armazéns. As autarquias podem também concessionar aos privados infra-estruturas rodoviárias, como estradas ou mesmo pontes, fornecendo “legislação chapéu” para regular as concessões. Os imóveis classificados do Estado, podem ser concessionados “ a quem tem recursos e capacidades”. Poderão ser entregues aos privados, “ com “ regras, respeitando a identidade cultural e histórica do imóvel". Mas, isto não impede, de acordo com especialistas, que os imóveis possam ter “uma exploração comercial”, como” restaurantes, cafés, pontos de venda, ou mesmo discotecas” . (.... ) admite-se a constituição de fundos com imóveis do Estado, em 2009, com vista a rentabilizar o património”. Foi divulgado, que a administração pública ocupa cerca de 4400 imóveis, com área bruta global da ordem dos 7,9 milhões de metros quadrados. (.... )
DN – 28-10-2008-10-28
 
Podemos concluir que, Manuela Ferreira Leite vendeu, meia dúzia dos mais de 4000 imóveis que o Estado possuia a degradarem-se. Podemos continuar a concluir que, se tivesse continuado a venda destes imóveis, ao abandono, teríamos corrigido o défice, sem o pesado sacrifício dos impostos pagos pelo povo e sem os danos causados à nossa economia !
Voltamos a poder concluir que o governo socialista faz tudo em cima do joelho! Não só anuncia várias vezes as mesmas medidas a tomar, como nas que anuncia, não se assegura da sua oportunidade e validade ! Lembremo-nos de que há poucos meses tinha anunciado, terem os muitos serviços públicos que pagar rendas mensais pelos edifícios que ocupam, para com esse dinheiro se fazer a recuperação dos imóveis do Estado, em ruína ! Mais um anuncio falhado !
 
A medida agora anunciada tem as suas potencialidades e virtudes, a menos que com tanta abertura, se vão transformar igrejas em discotecas ... com este governo tudo é possível! Com esta legislação, estão não só a vender os anéis, como também a “ Jóia da Coroa “ !
António Reis Luz    
 
 
 
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DIVIDA PÚBLICA EM 2008

 

                                              DIVIDA PÚBLICA EM 2008
Como termo de comparação, tomemos o que se passa na vizinha Espanha: Segundo o projecto de orçamento para 2009, discutido na semana passada no Parlamento, o Governo espanhol tinha definido uma dívida pública equivalente a 38,8 por cento do PIB, contra 36,8 por cento em 2008. Estes números ficam bem abaixo da dívida pública portuguesa, que supera os 60 por cento e tornam Portugal fortemente dependente do financiamento externo.
Os números que constam da nossa proposta de Orçamento apontam para uma ligeira melhoria da dívida do Estado entre 2007 e 2008, em 0,1 ( ? ) pontos percentuais, para os 63,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, em 2009, esse rácio volta a deteriorar-se para os 64 por cento do PIB, o valor mais elevado desde 2006 (ver tabela abaixo).
As previsões do OE 2009 revêem em alta as previsões governamentais anteriores, que apontavam para uma dívida pública de 63,6 por cento em 2008 e 62,5 por cento em 2009.
Quanto mais elevada for a dívida pública, maior é o valor anual inscrito no défice para pagar os juros dessa dívida.
Com os efeitos da crise internacional prevê-se que, em 2009, a divida possa atingir os 100% do PIB!

Dívida Pública em percentagem do PIB

1990     6,3   55,3
1991     7,2   57,7
1992     4,5   51,7
1993     7,7   56,1
1994     7,3   59,0
1995     5,0   61,0
1996     4,5   59,9
1997     3,5   56,1
1998     3,4   52,1
1999     2,8   51,4
2000     2,9   50,4
2001     4,3   52,9
2002     2,9   55,5
2003     2,9   56,9
2004     3,4   58,3
2005     6,1   63,6
2006     3,9   64,7
2007     2,6   63,6
2008     2,2   63,5
2009     2,2   64,0

Fonte: Comissão Europeia e OE 2009
 
Quanto menor a relação entre dívida e o PIB, maior é a confiança dos investidores portugueses e estrangeiros de que o país vai honrar os seus compromissos. No caso de Portugal, aumenta essa relação !
Esta é uma causa determinante da nossa economia não crescer e do bem-estar não voltar ao nosso país. A falácia e o pretenso optimismo, expresso em sorrisos ou prosaicos discursos, nada acrescentam, aos níveis de confiança exigidos a um salutar crescimento económico !

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 11:36
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

A Economia e o Inglês Técnico

 

Dívida pública portuguesa supera média da União Europeia em 2005
 
Num ano de correcção dos desequilíbrios das contas públicas na maior parte dos países europeus, Portugal foi uma das excepções e apresentou, em 2005, o pior desempenho orçamental em toda a região, mostram os dados do défice e da dívida ontem apresentados pelo Eurostat.

Nos indicadores mais importantes, Portugal apresenta a evolução mais desfavorável. A subida do montante da dívida pública em percentagem do PIB, de 58,6% para 64%, foi a maior entre os 25 países da União Europeia. E o agravamento do défice de 3,2% em 2004 para 6% em 2005, conseguiu igualmente o feito de superar o valor registado em todos os outros parceiros europeus.

Assim, num ano em que o défice médio da Zona Euro se reduziu de 2,8% para 2,4% do PIB e o crescimento do peso da dívida pública na economia foi de apenas um ponto, Portugal piorou significativamente os seus indicadores. Por isso, pela primeira vez, registou uma dívida pública superior à da média da UE (as contas feitas incluindo para todos os anos os valores registados nos 25 actuais membros) e apresentou o segundo maior défice público, apenas superado pela Hungria.

O ano de 2005 foi de viragem na forma como foi definida a política orçamental portuguesa. O Governo liderado por José Sócrates, que tomou posse durante o mês de Abril, decidiu deixar de recorrer a receitas extraordinárias para manter o défice público abaixo de 3% do PIB, negociando com a Comissão Europeia uma correcção deste valor até ao ano de 2008. Para além disso, o novo Governo, baseando-se num relatório elaborado pelo Banco de Portugal, acusou o OE para 2005 de suborçamentar as verbas entregues para vários tipos de despesas, facto negado pelos anteriores responsáveis pela governação.

Grandes recuperam

A descida do défice público médio na Zona Euro acontece, principalmente, devido à evolução registada nas maiores potências deste bloco económico. Alemanha e França registaram uma correcção dos seus desequilíbrios orçamentais e ajudaram de forma decisiva o desempenho global. Em 2005, a Alemanha reduziu o seu défice de 3,7% para 3,2%, enquanto a França passou de 3,7% para 2,9%. Entre os grandes da Europa, apenas a Itália registou um novo agravamento, com um défice de 4,1%. Durante este ano, com os dados já disponíveis, é possível já antecipar uma nova melhoria dos dados das finanças públicas europeias, desta vez já com um contributo português mais positivo. SA

 

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Um Recém Nascido

luzdequeijas

 

À porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro,  foi encontrado um recém-nascido abandonado. O bebé foi limpo e alimentado pelos funcionários que decidiram dar conhecimento do assunto à Ministra da Educação. Depois de oito dias, é emitido o seguinte despacho, dirigido ao Secretário de Estado, Valter Lemos:

Forme-se um Grupo deTrabalho para investigar:


a) - Se o 'encontrado' é produto doméstico deste Ministério;
b) - Se algum funcionário deste Ministério tem responsabilidades neste assunto.

Após um mês de investigação, o Grupo de Trabalho, nomeado por Valter Lemos, conclui:

'O encontrado' nada tem a ver com este Ministério pelas razões seguintes:

a) - Neste Ministério não se faz nada por prazer nem por amor;
b) - Neste Ministério jamais duas pessoas colaboram intimamente para fazerem alguma coisa de positivo;
c) - Neste Ministério tudo o que se faz não tem pés nem cabeça;
d) - No arquivo deste Ministério nada consta que tivesse estado terminado em apenas 9 meses.

Assina: O coordenador do Grupo de Trabalho!

 

 

 

 

 

 

 

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O LADO BOM DO SOCIALISMO

luzdequeijas

Assunto: Com 50 anos de idade e refoma de mais de 3000 euros..GRANDE ESCÂNDALO

 

Com 50 anos de idade e refoma de mais de € 3.000 euros...      


GRANDE ESCÂNDALO

Espalhem esta mensagem para as pessoas saberem a verdade.
Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a  € 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» -apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. 
Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário - Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de € 4.000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da
Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. 

O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para € 2.000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao Expresso Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de € 5.000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais € 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?????), e cerca de € 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de  carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.


 

publicado por luzdequeijas às 16:50
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O TAPETE MÁGICO

Sócrates tem levitado, como primeiro-ministro, num tapete mágico impulsionado pela “ lamparina de Aladino “, em papel, que é a comunicação social escrita. ! Alguma, exagera, na sua acção de branqueamento, o que pode ferir a susceptibilidade de leitores mais fiéis a certos jornais. No meu caso é o Expresso, a minha paixão como leitor, desde há muitos anos! Percebe-se a preocupação do jornalista/analista Nicolau santos, em branquear uns casos e enaltecer outros, na facilitada governação de Sócrates ! A oposição, feita com que sacrifício, é para arrasar! Num jornal de hoje, podem ler-se as palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, a acusar: "A líder do PSD, Ferreira Leite, de dizer “ barbaridades” na área económica "! Esta é a mensagem que o PM passa, constantemente, através da sua arrogância “bacoca” . A falta de respeito por tudo e por todos que não se situem na alta finança!

O analista / jornalista, Nicolau Santos, como habitualmente, começa a sua crónica de 18-10-2008, no caderno de economia, tentando branquear o ministro das finanças por desconhecer alguns dos números-chave, do Orçamento de Estado que ia apresentar ao Parlamento, mas também, e desde logo ao país, com uma apresentação televisionada. Em mais de 50 anos de eleitor nunca vi tamanha encenação ! Remetendo para segundo plano a AR, órgão fiscalizador. O episódio da “pen “ mete no bolso qualquer das trapalhadas, tão empoladas, de Santana Lopes !
Depois, a previsão de 0,6% para o crescimento, não é optimista, é totalmente virtual! Infelizmente. Só é de estranhar que tenha sido preciso a “dica” do FMI, para se aceitar a gravidade da crise para Portugal. Qualquer cego vê que em 2009, vamos entrar em recessão! Economistas de nomeada e da área socialista, dizem que só por milagre, isso não acontecerá ! A sorte de Sócrates e do ministro das finanças, tão exibicionista, é que a crise internacional, pela sua imprevisibilidade, branqueará todas as incompetências deste governo ! Quanto aos sinais de desapertar o cinto, para ajudar as empresas e as famílias, que são nos dois casos centenas de milhares, estas medidas estão totalmente à medida dos pés dos banqueiros! Quanto às famílias o futuro o dirá ! Relativamente às empresas, melhor fora que o governo, resolvesse de uma vez por todas, pagar a pronto, as enormes dividas que tem para com elas! Já sei, para aqui o governo arranjou uma resposta, manipulando o “medo” dos empresários, em função de uma economia quase, em absoluto, dependente do Estado. É só ler outra notícia de hoje: “ O Estado aceitou, depois de muita polémica e cheio de má-vontade, publicar a lista das empresas suas credoras. Mas exige para tal, que elas peçam ao devedor ( Estado), autorização para lá constarem. A lista acabou por ser publicada com três empresas! Uma empresa privada, um organismo do Estado e uma Misericórdia! Quando verdadeiros homens sem princípios, chegam ao poder, dá nisto. Entre as muitas centenas, todas sabem que assinar a favor da publicação, era nunca mais ter o Estado como cliente! Entretanto a divida do Estado situa-se entre os 2.5 mil milhões e os três mil milhões ! Sem mais nem menos !
Sobre o aumento do funcionalismo público, toda a gente está de acordo, que é de despudorado, eleitoralismo ! Poderia ter sido antes ou depois! A economia privada e em especial as PME, vêem a sua vida mais complicada. A referência dos aumentos era o aumento dado pelo Estado! Agora com um aumento muito acima da inflação, os privados terão de oferecer aumentos menores que o Estado! E pagar os aumentos do Estado!
A crise internacional vai juntar-se ao fim do petróleo barato. Qualquer bom estadista pensaria nisto muito a sério. O PM só pensa nas grandes obras, que nos endividarão, ainda mais, no presente e futuro . Deixarão o país de rastos e o povo também. Os ricos ficarão mais ricos. Os três trunfos de Sócrates têm pés de barro ! A redução do défice teve condições nunca antes havidas ( três anos ), mesmo assim, está comprometida e deve-se a um gigantesco esforço da população! Não de Sócrates ou do ministro das finanças! Não resultou do mais importante, ou seja, a diminuição da despesa do Estado! A Reforma da Função pública está por fazer, da Justiça e da educação, depois de imensos estragos, está no ponto zero!
Os famigerados 150 mil novos postos de trabalho, para Nicolau Santos, agora, são 100 mil. Tenta-se diminuir o estrondo da promessa fracassada. Antes de o ser já o era. O Estado, salvo na Função Pública, não cria postos de trabalho. É mentira! Os ditos 100 mil criados referem –se a emigrantes que andam por aí. Longe da família, da sua casa e do seu país! A grande criação de emprego fez-se em 2000, com Guterres e a entrada de 120 mil novos funcionários públicos, que originaram o défice que hoje, está longe de ter sido corrigido! Nicolau Santos, diz que nunca se fez tanto, mas esquece-se de responder a MFL, na sua afirmação de que entre 2004 e 2008 as maiores e decisivas variáveis da nossa economia, todas, disparam no mau sentido. A divida pública, então, atingiu os 100%, quando o PEC não permite ultrapassar os 60% do PIB !!!
Chegámos a um ponto em que tudo o que o PM diz, ganha relevância e tudo o que são noticias más para ele, é deturpado, esquecido, manipulado e transformado no contrário! Chega . A política é outra coisa ! A oposição merece ser acarinhada e respeitada. Caso contrário, esta virtualidade, mais parece uma ditadura! É um verdadeiro regresso ao salazarismo, quero, posso e mando!
António Reis Luz 
 
 
 
 
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

“ A CABALA “

 

   1 - Sexta-feira, Julho 16, 2004
Tomada de posse do governo de Santana Lopes este fim de semana. Portugueses manifestam o seu entusiasmo na praça pública.
 

terça-feira, 30 de Novembro de 2004 | 18:35

2 - Sampaio deverá dissolver AR e convocar eleições
O Presidente da República, Jorge Sampaio, deverá dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. Sampaio vai ouvir o Conselho de Estado e os partidos com assento parlamentar, refere um comunicado emitido por Belém após a reunião com o primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes.
........................................................................................................................................................................
 
NOTA IMPORTANTE : Santana Lopes toma posse em 16 de Julho de 2004. O país tinha parado com o Europeu de Futebol, realizado em Portugal. A seguir ao rescaldo da final perdida, os portugueses foram de férias. No mês de Julho e Setembro não se via vivalma em Lisboa. Não ganhámos o Euro em Futebol, mas ganhámos um Presidente da Comissão Europeia ! Em finais de Outubro já se percebia, havia rumores, que Jorge Sampaio iria dissolver a Assembleia da República e muito pressionado pelo seu partido, marcar novas eleições legislativas! Santana Lopes ainda tomou algumas medidas acertadas, mas a armadilha estava lançada. Ele sentiu-o! Estava a ser cosido em “ lume brando “ !
Guterres e Durão não podiam ser responsabilizados. Os dois iam ser galardoados com elevadas nomeações internacionais. Contudo e para credibilizar a tomada de posição de Jorge Sampaio, era preciso encontrar um “ Bode Expiatório”. Chama-se ele, Santana Lopes. E o plano traçado foi a autêntica “ CABALA”. Fica a pergunta :
Como pode alguém que só governou quatro meses, ser arrasado e culpado de tudo ? Ainda, hoje !
Como pode um partido ( PS ), que em 13 anos de governo, governa 10, convencer alguém que Santana Lopes é culpado de tudo ? Que teve tempo de fazer tanta trapalhada como dizem. Hoje essas trapalhadas são diárias e a comunicação social ignora-as e continua a bater no mesmo! Temos uma comunicação social partidarizada e muito culpada do estado a que Portugal chegou! Levam José Sócrate ao colo !
Vejamos: AS TRAPALHADAS
O CM publica, na sua edição de hoje, uma interessante entrevista ao Dr. Bagão Felix. Respigo dela as seguintes passagens, não só porque se reportam, com propriedade, ao título deste “post”, mas também à forma e ao modo como a nossa comunicação social se põe a jeito, sistematicamente, do poder político dominante, diga-se PS .
LO – O senhor foi condenado, enfim, em alguns casos condenado na praça publica, mais pelo seu Orçamento de Estado ou por pertencer ao Governo do doutor Santana Lopes?
BF - É uma boa questão, sabe. Eu não me arrependo nada do meu passado, não me arrependo de ter aceite o lugar de ministro das Finanças nesse Governo, não fiz nenhum sacrifico, não sou daqueles que me queixo das minhas decisões, só me queixo daquelas que tomo sem ser eu a tomá - las verdadeiramente, também acontece na nossa vida. Relativamente ao Governo do doutor Santana Lopes deixe-me dizer-lhe duas coisas. Em primeiro lugar, nos últimos treze anos o doutor Santana Lopes governou quatro meses, de finais de Julho a meados de Novembro, porque os outros foram de gestão. Parece que o grande problema do País foi esse buraco negro de quatro meses nos últimos treze anos em que os socialistas tiveram dez no poder.
LO – Doutor Bagão Félix: quatro meses memoráveis.
BF - Enfim, na sua opinião. Repare bem. Luís, deixe-me dizer-lhe uma coisa. Admito que houve erros, claro que houve erros.
ARF – Muita trapalhada.
BF - Mas o que é que há agora? Imagine esta cena da pen, imagine eu, ministro das Finanças, a não saber no dia em que apresento o Orçamento, a dívida pública em percentagem do PIB, ou o crescimento do investimento, o que é que diriam no dia seguinte, mesmo com os pastéis de nata oferecidos aos jornalistas. Imagine! Aí já não há trapalhadas.
ARF – Não há pastéis de nata grátis,
BF - Isto também tem a ver como as coisas são vestidas.
LO – Com o azar do Governo de Santana Lopes provavelmente os pastéis estariam estragados.
BF - No meu caso talvez fossem de Belém porque eu também tenho uma grande costela do Belenenses, além de benfiquista.
ARF – É costume.
BF - Deixe-me dizer-lhe só mais uma coisa sobre essa questão. Eu não tenho nenhuma procuração do doutor Santana Lopes, mas, por exemplo, neste caso das casas, todos deram casas, isto é, proporcionaram o aluguer.
LO – Essa é uma grande verdade.
BF - Todos proporcionaram casas. Desde o doutor Sampaio ao doutor João Soares, o actual presidente etc.
LO- Começou tudo com Abecassis.
BF - O alvo é o doutor Santana Lopes. Imagine estas cheias que houve a semana passada em Sete Rios.
ARF – Os túneis.
BF - Por acaso o único que não teve cheias foi o do Marquês de Pombal. Imagine estas cheias e o doutor Santana Lopes não ter aparecido nesse dia, ou no dia seguinte, a ver. O doutor António Costa não apareceu, nada se passou. Eu percebo de facto que neste País...
ARF – Quer dizer que há uma cultura de esquerda, mesmo na Comunicação Social?
BF - Eu posso ter cometido muitos pecados, mas, de facto, ter feito parte do Governo do doutor Santana Lopes, como diz um amigo meu, não é currículo, é cadastro.
ARF – O que quer dizer é que a maioria da Comunicação Social é de esquerda e alivia a crítica e marca a direita?
BF - Claro, completamente, complacente. Estou a dizer isto em termos gerais. Mas isso é absolutamente visível. Sabe que há duas maneiras de fazer censura. Uma, que é visível e que é facilmente reprovável, e que era aquela que eu ainda assisti, o lápis azul. E há outra censura que é pela via da omissão. Às vezes não é pelas notícias que se dão. É pelas notícias que não se dão e pelos desenvolvimentos que não se fazem das notícias.
 ARF – E que se matam os assuntos rapidamente.
BF - Claro. Os assuntos agora, quando há um problema é um cometa. Aparece num dia e desaparece no dia seguinte. São as notícias cometa. Não pegam.
ARF – E há outras que pegam muitas vezes.
BF - E há outras que pegam muitas vezes.
LO – Mas acha que isso tem a ver com uma estratégia colectiva da generalidade dos órgãos de comunicação social que são dominados por uma ideia de esquerda?
BF - Não. Vamos lá ver. Por aquilo que conheço, não é muito, mas por aquilo que conheço, apesar de tudo, se fosse feita uma votação, com urna secreta, a esquerda era francamente maioritária na comunicação social. Não tenho dúvidas sobre isso. Mas cada um é o que é. É respeitável.
LO – Repare que os dois partidos de poder em Portugal, num certo sentido, são de esquerda.
BF - O PSD é de esquerda?
LO – Por exemplo, o actual Presidente da República, Cavaco Silva, foi um homem que, enquanto primeiro-ministro, economicamente, foi mais à esquerda do que o engenheiro José Sócrates, na minha opinião. Foi bastante mais estatista.
BF - Foi keynisiano, se quiser.
 LO- Mais estatista. Nos costumes de direita.
BF - O Luís está a levantar uma questão muito interessante. Que eu próprio me questiono. Eu hoje, do ponto de vista económico e social, sobretudo social, esta distinção entre esquerda e direita não faz sentido. Eu, por exemplo, socialmente considero-me, à letra, à luz desses conceitos, considero-me de esquerda. Aliás, sendo um homem católico, que estuda profundamente a doutrina social da Igreja, que é notável. Se fosse ler, como eu li há dias, quadragésimo ano, a Encíclica de Pio XI, que fala das consequências da grande depressão, parece um discurso de hoje, parece-me uma Encíclica de hoje, é notável. Aí não tenho qualquer dúvida. Do ponto de vista político, económico e social, mas sobretudo a política económica, quase nada é feito por nós. Não temos política monetária própria, como é óbvio, não temos política aduaneira, a política orçamental é muito condicionada pelas regras de Bruxelas. Verdadeiramente, aí sim, onde a esquerda e a direita se distinguem é nos costumes, é nos valores, é no modo como vêem a sociedade. E aí, por exemplo, sou de direita, sou mais conservador. E é nesse sentido que eu acho que o PSD e CDS são de direita. E o PS, embora do ponto de vista de política económica e social não se distinga, nos costume é de esquerda, como se tem visto à saciedade.
ARF – No caso do Código Laboral, que está a ser discutido na Assembleia da República, o doutor passou de um reaccionário de direita a um homem de esquerda. Porque esta proposta do Governo vai mais à frente da sua.
BF - Não. Uma coisa é o Código do trabalho, que aliás tinha de ser revisto passados quatro anos, de acordo com a lei. E cada um tem a sua opinião. O que eu acho que foi violado foi sobretudo o código da memória. Quer dizer, quem disse o que disse há quatro anos no Parlamento, perante o Governo e perante mim, que era o ministro do Trabalho...
ARF – O actual ministro.
BF - O actual ministro e o actual partido que sustenta o Governo. Aquilo que disse, cobras e lagartos do Código do Trabalho, eu devo dizer que fico muito satisfeito por esta revisão ser minimalista. Porque, de facto, afinal de contas, não era assim tão mau quanto parece.
ARF – Deixaram cair algumas propostas que apresentaram.
BF - É claro também que o poder gera prudência e gera temperança às vezes, em alguns casos. Eu vejo isto como um cristão.
LO – Há quatro anos, antes de ter ficado com cadastro, era um homem considerado, de referência, respeitado pelos poderosos, pela elite, pela comunidade. Mas, de um momento para o outro, aparentemente ficou sozinho.
BF - Às vezes mais vale só do que mal acompanhado.
 PERFIL - António José de Castro Bagão Félix nasceu em Ílhavo no dia 9 de Abril de 1948. Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa, foi ministro do Trabalho do Governo de Durão Barroso e das Finanças no curto Governo de Pedro Santana Lopes.

António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã / Luís Osório, Rádio Clube

publicado por luzdequeijas às 17:19
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O INICIO DAS TRAPALHADAS

 

O Reformista

Declaração inicial: O Reformista - um Blogue de intervenção de um Social Democrata. Da discussão nasce a luz.

Acerca de mim

Nome: António Alvim

Médico,Católico, Militante do PSD, antonioalvim@netcabo.pt, 96 60 99 868

 

Sábado, Novembro 19, 2005

Para quê, Jorge Sampaio?

Segundo o Expresso, Sampaio publicou um livro com os seus discursos onde no prefácio explica as sua opções durante a crise poltica de 2004. Antes que se torne jurispudência convém analizá-las.
Escreve Sampaio:

"...o Presidente da República (eleito) por sufrágio universal e directo e que, enquanto tal, lhe confere expressamente o poder e lhe dá a legitimidade para dissolver o Parlamento sempre que, entre outras situações, e como eu já o havia expressamente escrito no início de 2003, «o Presidente da República conclua que o interesse nacional exige uma relegitimação da representação parlamentar, quando se convença que a composição parlamentar deixou definitivamente de corresponder à vontade do eleitorado ou quando considere que ela não permite a formação de um Governo capaz de mobilizar adequadamente as energias nacionais para as tarefas que se colocam ao país»."

Ou seja, Sampaio considera que cabe ao Presidente da República avaliar em cada momento se um Governo ainda tem ou não o apoio do eleitorado e em função do seu juizo decidir ou não a dissolução da A.R..

É Sampaio (e não Cavaco) que diz que uma legislatura não dura quatro anos mas sim aquilo que o Presidente arbitrariamente achar.

O Reformista, que até aceita a decisão de Sampaio de dissolver a AR tal era a aberração governativa que se vivia, e este é um argumento válido, discorda fortemente daquela evocada capacidade de intrepretar a vontade do eleitorado quando exista um Governo apoiado numa maioria coesa. (Todas as dissoluções anteriores se deveram a situações de crise política com a impossibilidade do parlamento gerar um governo apoiado por uma maioria coesa). O voto é válido por quatro anos.

Mas Sampaio também é culpado da situação a que se chegou. Em Junho de 2004 publicitou a sua liberdade de aprovar um novo governo ou não, abrindo desta forma a Caixa de Pandora. A esquerda aproveitou e apoiada nos media conseguiu pôr um inlegítimo selo de inlegitimidade. O Governo nasceu torto.

Curiosamente Sampaio acaba por reconhecer o correcto :

"A decisão de nomear um novo Governo sem recorrer a eleições parlamentares foi muito difícil e, na altura, muito mal compreendida junto de sectores que pessoalmente me eram muito próximos, mas, em nome do interesse nacional e da racionalidade e estabilidade do funcionamento do sistema político, entendi e entendo que foi a melhor solução. De outro modo, estar-se-ia a dar mais um passo, e talvez irreversível, numa indesejada primo-ministerialização do nosso sistema. Ou seja, partir do princípio que a maioria não tinha o direito de me indicar um novo primeiro-ministro era partir do pressuposto que as eleições parlamentares servem essencialmente para eleger um primeiro-ministro e que a saída do primeiro-ministro em funções exige, sempre, a realização de novas eleições parlamentares. Esse passo não o dei e entendo que o sistema político ficou a ganhar com tal decisão."

De facto não deu esse passo , mas admitiu publicamento poder dá-lo. E isso teve o efeito de armar irreversivelmente a bomba atómica.

Mas ficamos a saber mais. Ficamos a saber que tentou intreferir no nome a designar pelo PSD :

"...não sem que antes tivesse manifestado à maioria parlamentar as maiores reservas relativamente à solução concreta que me foi apresentada, tendo em conta, e sem prejuízo da simpatia que me merecia e merece, o perfil do primeiro-ministro que me foi proposto. Da mesma forma, o período de audições e consultas, considerado por alguns excessivamente longo, não permitiu, ainda que a sua razão de ser tivesse em grande medida a ver com essa finalidade, o surgimento de qualquer alternativa mais consistente provinda da maioria parlamentar."

O que Sampaio devia ter feito, quando se pôs a hipótese de saida de Durão Barroso para a Comissão Europeia, o que o próprio Sampaio considerou útil, era ter concertado e publicamente dito :" O PSD tem todo o tempo, espaço e calma para realizar o Congresso e me indicar o novo candidato. Até lá o Governo continua chefiado pela Vice Primeiro-Ministro" . A legitimidade para intreferir na escolha do Primeiro Ministro naquela altura, e durante toda a legislatura, devia ser a mesma que acontece a seguir às eleições legislativas.

Como actuou, Sampaio obteve duas coisas:

- Que o PSD sentisse o seu poder em perigo pelo que não teve outra possibilidade do que evitar dar qualquer pretexto para Sampaio dissolver. E por isso teve que se mostrar unido em torno da proposta de Durão Barroso e aprovar em Conselho Nacional por quase uninamidade a escolha de Santana Lopes.

- A rábula das audições e do supense só serviu para alimentar as esperanças da esquerda (como se viu depois na revolta do seu amigo Ferro Rodrigues) e fragilizar em cada dia que passava o Governo que ainda nem tinha nascido.

Mas Sampaio fez ainda mais. Impôs parametros governativos ao Governo. Santana acabou assim por ser um governo da responsabilidade do Presidente da República. Um depedente. Irremediavelmente fragilizado.

Porquê e para quê, Jorge Sampaio?

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Pobreza em Portugal

luzdequeijas.

A pobreza em Portugal agravou-se nos últimos três anos! Se não fosse a ajuda alimentar da União Europeia, a situação seria calamitosa ! Deve-se acrescentar, que se não fosse o RSI ( Rendimento Social de Inserção), que não faz qualquer inserção, e a pobreza e fome em Portugal estariam em níveis elevadíssimos!"

 

 Em Foco

 

Crise alimentar: «Verdadeira dimensão da pobreza está por avaliar»

A verdadeira dimensão da pobreza em Portugal está por avaliar, em parte pelo atraso de dois anos na publicação dos inquéritos nacionais e europeus sobre condições de vida e rendimentos familiares.

Quem o diz é Alfredo Bruto da Costa, um dos investigadores portugueses que mais tem estudado a questão da pobreza, considerando aqueles inquéritos «instrumentos fundamentais» para traçar um perfil da situação em Portugal.

O especialista, que actualmente preside ao Conselho Económico e Social (CES) e que coordenou vários estudos sobre o tema , o primeiro dos quais pioneiro - "A pobreza em Portugal" -, que incidiu sobre os anos 80, sublinhou que actualmente não dispõe de dados reais sobre a dimensão do problema, uma vez que os últimos dados publicados reportam a 2005/2006.

«Este não é um problema exclusivo de Portugal, também afecta outros países europeus, mas era importante que os resultados dos inquéritos sobre as condições de vida e os rendimentos das famílias fossem publicados a tempo e horas para se perceber a dimensão do problema social que é a pobreza em tempo útil», sustentou.

O investigador considera, porém, «mais do que necessário fazer um estudo» que avalie a dimensão real e actual da pobreza em Portugal, apesar de existir um plano nacional para a inclusão, da responsabilidade do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

Para Bruto da Costa, «tão ou mais importante» do que saber «mais sobre a pobreza» é combatê-la. «Porque o que sabemos já permite sermos mais eficazes. Fazer mais e melhor para a combater, caso queiramos», sustenta.

E o combate à pobreza passa, segundo o especialista, por um «envolvimento grande do Governo, sociedade civil, empresas, instituições de solidariedade social, opinião pública, e todos os agentes sociais».

O problema actual, acredita, resulta de uma série de «aspectos conjunturais» que se reflectem na economia portuguesa, entre os quais a subida do preço dos bens alimentares, dos combustíveis, do petróleo, o problema dos biocombustíveis, e as dificuldades de crescimento económico de outros países de que a economia portuguesa está dependente.

Novos pobres

«Tradicionalmente os dois grandes grupos de pobres em Portugal eram os idosos e os desempregados, mas ultimamente, sobretudo de há três anos para cá, sabemos que surgiu um novo grupo a que chamamos os ´novos pobres´», diz Isabel Jonet, responsável do Banco Alimentar (BA) contra a Fome.

«São pessoas que têm um emprego, até têm salário fixo ao final do mês, mas cujo rendimento não chega para cobrir as despesas e muitas das vezes até procuram um segundo emprego, não declarado, e que mesmo assim não conseguem fazer face ao custo de vida», afirma.

«São pessoas que se não atrasavam a pagar as suas despesas fixas como mensalidade da casa, água, luz, gás, electricidade ou até as creches dos filhos e que agora se atrasam sistematicamente porque o dinheiro não lhes chega», acrescenta.

Nesta categoria, Isabel Jonet inclui ainda casos de «trabalhadores a recibos verdes, outros trabalhadores afectados pela precariedade do emprego, pessoas que contraíram créditos bancários sem capacidade para os saldar, crianças, jovens, que são outra camada muito vulnerável da população, e muitos realojados que também não têm condições mínimas de vida».

Da sua experiência arrisca dizer que estes ´novos pobres` estão concentrados nas grandes zonas urbanas portuguesas, onde existem «grandes bolsas de pobreza». Para combatê-la defende políticas de inclusão que partam do Governo, mas também da sociedade civil.

«Porque o Estado pode e deve potenciar e mesmo regular o trabalho de solidariedade social, mas são as instituições que trabalham no terreno que devem ser mais eficazes e dar respostas mais rápidas a quem precisa», preconiza.

O risco de fome em Portugal face à crise alimentar mundial foi a base de um alerta da Comissão Permanente da Cáritas Portuguesa, sábado passado, ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de o Governo preparar programas de apoio a carenciados.

Confiança governativa

O ministro da Agricultura minimizou terça-feira o risco de fome em Portugal, acrescentando tratar-se de um risco inexistente caso a rede institucional de apoio a pessoas carenciadas seja eficaz.

Em declarações à Lusa, o ministro Jaime Silva explicou que através do programa de ajuda alimentar aos mais carenciados, totalmente financiado pela União Europeia, as organizações podem ter acesso a alimentos gratuitamente e distribuí-los pelas instituições de menores dimensões e pelas pessoas que necessitam.

Para este ano, está prevista a distribuição de alimentos no valor de 14 milhões de euros, através de oito concursos. Mas, se houver mais necessidade, Jaime Silva está disponível para «rever a situação».

«Há uma rede institucional de apoio na UE e, se formos eficazes, o risco de fome não se coloca» em Portugal, apesar da subida dos preços dos cereais que implicou, por exemplo, um acréscimo de 9% no valor a pagar pelo pão, garantiu.

publicado por luzdequeijas às 18:44
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

SOCIALISMO OU SOCIAL DEMOCRACIA

 

luzdequeijas

SOCIALISMO OU SOCIAL DEMOCRACIA
Os valores astronómicos, encomendados pelo governo em estudos, deixam no ar várias questões importantes. Primeiro qual o critério para encontrar a entidade adjudicatária ? Concurso ? Respeitabilidade e perfil dessa entidade? Não haveria resposta dentro dos serviços públicos? Podem os eleitores saber quem são os “Eleitos” para fazer tais estudos, pela leitura dos jornais diários? Que ligações têm às grandes empresas, bancos, construtores etc. ?
Depois, quem confere as propostas desses estudos com as promessas feitas, ou com o programa de governo sufragado pelos eleitores? Quem enquadra as decisões tomadas, no aconselhamento da consultadoria, com a ideologia do partido no governo. Alguém pergunta aos militantes do partido no governo, se concordam com as decisões tomadas por ele ? Não poderiam os órgãos de comunicação, fazer este tipo de trabalho? Tais sondagens seriam bem importantes. Sem perderem tempo com a nomeação de Santana Lopes? Os comentadores de serviço, espero que bem pagos, não apoquentam Sócrates e arrasam Ferreira Leite? Esta nunca lhes "pagaria" para tal! É pessoa de bem.
Ou quem explica aos militantes porque são tomadas decisões no espirito social-democrata e não dentro do espirito socialista, matriz do partido? Depois disto sabido, alguém teria de fazer o PS mudar de nome ! Muito complicado!
É claro que tudo isto é uma grande “fantochada” !
Qualquer militante do PS tem dificuldade em distinguir entre social-democracia e socialismo. Então porque continuam as pessoas a votar neste PS, advogando um socialismo, que mais não é, hoje, que uma utopia!
 Esta democracia está um espanto ! Até introduzem dados importantes no "Orçamento de Estado", sem se saber quem o fez ! Trata-se da nova lei do financiamento dos partidos ! Escapa ao crivo da AR ! Está dissimulada no "pacote", Orçamento de Estado! A transparência está mais comprometida ?
 

Tribunal de Contas
24-10-2008 16:29

Gastos com estudos encomendados podiam ser evitados
 
Em três anos o Estado gastou 134 milhões de euros em estudos, a chamada consultadoria externa. Os números são do Tribunal de Contas e referem-se ao período entre 2004 e 2006.
Ainda segundo a auditoria que acaba de ser divulgada, muitos destes serviços podiam ser feitos internamente, com redução de gastos.
O valor pago pelo Estado em estudos encomendados ao exterior, entre 2004 e 2006, dava para pagar mais de um terço do futuro hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa.
Mais de metade deste dinheiro foi gasto pelos serviços da administração central directa do Estado que, de ano para ano, têm aumentado esta despesa.
Por Ministérios, o Ambiente foi o mais gastador, tanto no Governo de Santana Lopes( 4 meses), como no Executivo de José Sócrates. As pastas do Ambiente dos dois Governos gastaram 28% da despesa de todos os ministérios juntos. Já o Turismo e a Segurança Social foram os que menos recorreram a este tipo de serviços.
O Tribunal de Contas alerta ainda para a disparidade entre a verba orçamentada e a executada, que acaba por ficar por metade. Na resposta, em sede de contraditório, o ministro das Finanças justifica o desvio destas verbas com necessidades de financiamento mais prioritárias.
O documento divulgado hoje recomenda mais rigor no recurso a este tipo de serviço e questiona se os departamentos do Estado não podem fazer este trabalho. Até porque em 2006 o Estado tinha 96 órgãos e serviços para actividade consultiva, um terço dos quais tinham como única função a consultadoria, actividade que custou ao Estado mais de 10 milhões e meio de euros. No total, os próprios serviços do Estado gastaram 43 milhões de euros no período em análise, em consultoria externa.
ML
 
A MANSARDA
O problema do PS não é com os pobres (Miguel Sousa Tavares)
17 Fevereiro, 2008 · Sem Comentários
"Manuel Alegre deu uma entrevista ao ‘Diário de Notícias’, antecedendo o seu encontro com representantes do “meu milhão de votos” e reproduzindo as críticas que vem fazendo ao seu PS. Discordei de tudo o que disse, de fio a pavio. O problema deste Governo PS, ao contrário do que ele diz, não é com os pobres, ( a ) mas sim com os ricos. O problema não são os reformados, os velhos, as crianças sem escola, os sem rendimentos alguns, em relação aos quais este Governo tem feito mais do que qualquer outro: o problema são as «offshores» para os milionários que querem fugir ao Fisco, os negócios de favor com o Estado, os ‘camaradas’ do partido e afiliados colocados estrategicamente nos pontos principais de decisão e influência económica. O problema não são as reformas tentadas na Saúde, na Educação, na Segurança Social, que são exactamente aquilo que de melhor o Governo Sócrates tem feito, enfrentando todos os lóbis instalados no imobilismo, no despesismo e na inoperância: o problema são as reformas por fazer, na Justiça, na Administração Local, no Ordenamento do Território. O problema não são os “abandonados pelo Estado”, mas sim aqueles, ricos e pobres, que só sabem viver por conta do Estado, gastando em benefício próprio os recursos que a parte saudável do país produz. Diz Manuel Alegre que é preciso descobrir “o que é hoje o socialismo”. Está descoberto há cinquenta anos: chama-se social-democracia e existe nos países do norte da Europa, que são os mais prósperos e os mais justos de todo o mundo. O resto é desconversa."
Nota: A verdade é que Manuel Alegre ainda tem um cartão de militante do partido socialista! E, não pretende filiar-se no PSD (partido social democrata) !

Quem está a mentir aos eleitores?

(a) - ver o "post", Pobreza em Portugal.

publicado por luzdequeijas às 19:27
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100 DIAS DE SÓCRATES

luzdequeijas

 

Porque será que os nossos media, nunca confrontam o líder do PS com tomadas de posição, como esta, ( tem havido muitas) dentro do partido ? E massacram, com coisas semelhantes, ou mais simples, os líderes da oposição. É estranho ! Muito estranho !

Domingo, Junho 19, 2005

100 dias de Sócrates: golpe de estado liberal no PS, mais e o mesmo liberalismo no País!

 


Os primeiros 100 dias do Governo Sócrates são a história do não cumprimento das promessas eleitorais feitas há quatro meses mas também o não cumprimento de outras promessas feitas por Sócrates aos militantes socialistas durante a campanha interna no PS para a eleição de secretário-geral.

José Sócrates teve uma eleição histórica como secretário-geral do PS, mas a sua direcção política não soube continuar a onda de democracia e de participação dos militantes que a sua eleição representou. Depressa, demasiadamente depressa, os militantes foram colocados em segundo plano e as decisões passaram a ser exclusivo de ilunimados dirigentes. O PS, por culpa da direcção de Sócrates, voltou aos dias da inexistência de debate político. Exemplo dessa falta de debate é o que se passa com a preparação das eleições autarquicas (o caso do concelho de Matosinhos é ilucidativo do modo como a opinião dos militantes é desprezada e não ouvida) ou com a questão europeia.

José Sócrates conquistou pontos a seu favor, nos primeiros dias de primeiro-ministro, mostrando contenção no que dizia e no modo como falava. Todos ainda nos lembrávamos do reinado de Santana Lopes. Mas passados 100 dias, o silêncio de Sócrates começa a ser excessivo e muito misturado com estudos encomendados a "doutas" e "independentes" comissões, com conclusões que parecem servidas como justificação para a implementação de medidas que nunca constaram do programa eleitoral de Sócrates como candidato a secretário-geral do PS ou como candidato a primeiro-ministro.

Enquanto isso, a direcção do PS encarrega-se de promover, no interior do partido, o deserto de ideias, a falta de debate e o desaparecimento de qualquer restia de democracia. O próprio processo de eleição do secretariado de secções e núcleos é adiado por forma a não se correr o risco de se mostrar para o exterior qualquer voz ou vozes dissonantes!

José Sócrates como primeiro-ministro é, de facto, e no plano pessoal, diferente de Santana Lopes. Mas isso, só por si, não o torna alternativa, já que, no plano das políticas, em nada se diferencia de Santana Lopes. Um parece a continuação do outro só que ... mais contido!

José Sócrates e a sua direcção no PS parecem estar a desenvolver algo comparável a um "golpe de estado" interno no sentido de tornar um partido com uma base social trabalhadora e com vontade política de esquerda, limitado/atado aos ditames de políticas e lógicas liberais, cheio de fraseologia social e de esquerda, mas só isso!

Olhem para o modelo de PS que Sócrates e os actuais dirigentes socialistas querem impor e, a partir daí, podem imaginar também o que pretendem para o País.

O que mais impressiona é a aparente passividade de Manuel Alegre e dos seus apoiantes mais próximos. Onde está a força de ideias que mobilizou um importante número de militantes para um PS colocado à esquerda, comprometido com a sua base social, comprometido com o socialismo democrático, comprometido com um projecto de mudança? Onde estão as promessas de organização desses militantes para que o movimento criado à volta de Alegre não morresse? Será que o preço para esse aparente (será?) silêncio de Manuel Alegre encontra justificação na nomeação por Sócrates de dirigentes socialistas que lhe estão próximos para lugares de reponsabilidade no parlamento e no governo?

O Partido Socialista tem um património construido pelos seus militantes que não pode ser ignorado sempre que vai para o governo. Um património de mudança política e social num sentido democrático e socialista que tem sido sempre esquecido, sempre que o PS é governo. Porquê? Será inevitável? Será que o PS enquanto Partido Socialista tem sempre de situar as suas políticas governamentais no mesmo quadro das políticas dos governos de direita? Será que mesmo perante um cenário de crise, as respostas do PS no governo têm de ser sempre parecidas/semelhantes/iguais às dos governos de direita?

Os trabalhadores têm razão quando se manifestam e chamam "mentiroso" a José Sócrates. É que não há paciência para se ver o que vê quatro meses, isso, só quatro meses, depois de uma campanha eleitoral em que foram feitas promessas que, até parece, Sócrates já sabia que não as ia cumprir!

Este País precisa urgentemente de um governo de esquerda com um programa e políticas socialistas e de esquerda. É que também há políticas de esquerda e socialistas para o combate a crises económicas e financeiras!

Para esse governo alternativo, é fundamental, é imprescindivel, a participação e o contributo dos militantes do Partido Socialista. Mas não da sua actual direcção liberal !...

Posted by Hello
 

 

publicado por luzdequeijas às 18:28
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

OS VENDILHÕES DO TEMPLO

 

 

 

O "MAGALHÃES"

 


João Miranda escreve no "Diário de Notícias" de hoje um artigo certeiro sobre o "Magalhães", o último grito das tecnologias nas escolas portuguesas. Vale a pena ouvi-lo:

"O choque tecnológico está a chegar às escolas portuguesas. Os alunos portugueses vão ter direito ao Magalhães, um computador produzido pela Intel e subsidiado pelo Governo português. Os governantes acreditam que se juntarmos boa tecnologia (concebida nos Estados Unidos, produzida no Extremo Oriente e embalada em Portugal) a maus alunos, más escolas e maus professores vamos obter génios da física e da matemática.

Alguém anda a confundir as causas com as consequências. A tecnologia não produz físicos e matemáticos. Os físicos e os matemáticos é que produzem tecnologia. Os alunos portugueses têm hoje acesso a computadores baratos porque alguns dos melhores alunos americanos andaram durante décadas a estudar Física e Matemática. A tecnologia é o resultado de bons alunos. Não são os bons alunos que resultam da tecnologia.

E, de qualquer das formas, é um pouco tarde. Bill Gates e Paul Allen (fundadores da Microsoft) começaram a fazer experiências com computadores (inventados por engenheiros, físicos e matemáticos americanos) em 1968, quando um computador era uma raridade. Ao fazê-lo adquiriram uma vantagem comparativa e conseguiram 40 anos de avanço sobre os actuais alunos portugueses. Bill Gates e Paul Allen aprenderam a programar computadores quando eles não tinham programas pré-instalados nem interfaces gráficas. Para usar computadores foram forçados a programá-los. Quarenta anos depois, os alunos portugueses vão ter a oportunidade de utilizar os programas e as interfaces gráficas entretanto criadas por Bill Gates e Paul Allen. Não vão aprender a programar. Vão aprender a usar o rato para clicar em "janelas" e menus.

O Plano Tecnológico aplicado à educação não passa de pensamento mágico. A história de Bill Gates e Paul Allen sugere que a inovação não resulta da massificação de um produto de consumo. No caso da Microsoft, a inovação (essencialmente comercial) resultou do trabalho de um número reduzido de indivíduos dedicados e com acesso a uma tecnologia rara mas com grande potencial de crescimento."

João Miranda, investigador em biotecnologia

 

 

publicado por luzdequeijas às 21:38
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Governar para as Eleições

 

Em Novembro de 2004, José Sócrates desafiou o primeiro-ministro Santana Lopes a dar explicações ao País sobre as versões contraditórias relativas à descida do IRS. O secretário-geral do PS considera que o facto do Governo remeter agora os efeitos da baixa de impostos para 2006, ano de legislativas, «expressa eleitoralismo radical». Veja-se, bem, como algumas pessoas mudam de convicções, conforme as conveniências !
 
A propósito das últimas eleições nos Açores, o líder do PS, colou as legislativas dos Açores, às eleições nacionais, do próximo ano. O PS ganhou, mas perdeu votos, baixou o número de deputados e viu os partidos, à sua esquerda, crescer! Os resultados ficaram muito aquém do que o PS esperava ( a tal maioria absolutíssima ). Isto, apesar de terem gasto 1,8 milhões, nestas eleições. Quase dois terços do que gastaram todos os outros partidos ! Três conclusões se podem tirar :
1 – José Sócrates, analisa tudo à medida das suas conveniências ! Porque razão, nunca, antes, colou as 9 maiorias ( absolutíssimas de Alberto J. Jardim ), na Madeira, às eleições nacionais ?
2 – Porque razão, governa à direita, enganando os portugueses e com isso faz aumentar as votações do BE e PCP ? Para proteger a democracia ? Quer que em Portugal acabem os partidos centro/direita, ocupando ele o seu lugar ? Com mais afinco. E mais à direita?
3 – Porque razão o PS, nestas eleições, gastou 2/3 do total gasto por todos os outros partidos ? Onde foram buscar tanto dinheiro ?
 
Quanto ao ponto 3, é sabido, que quem está no poder ( com maioria absoluta ), não lhe falta dinheiro, em tempos de eleições ! Nem lhe falta apoio logístico e mil e uma maneiras de beneficiar de uma comunicação social fortemente carente e dependente ! No jornal que leio, posso ver a “Frase do Dia” : “ Temo que, a partir de agora, e até às eleições autárquicas, a baixeza vá crescendo de nível”. Rui Rio
 
Foi, precisamente Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, homem de grande seriedade e competência, que mais se bateu como Secretário Geral do PSD, para fazer renascer, dentro deste partido, a transparência, levando à prática uma profunda refiliação de militantes e novas formas de pagamento de quotas e financiamento do partido.
 
“A SEDES publicou a semana passada um documento que acusa José Sócrates e o seu Governo de “governarem para as eleições”. Não é mentira nenhuma, e os exemplos que a SEDES dá (como, por exemplo, a “cedência à agitação social”) são todos verdadeiros. Mas a SEDES erra ligeiramente ao dizer que este é um comportamento recente por parte do Governo. Na verdade, desde que tomou posse que José Sócrates orienta a sua acção pelas necessidades eleitorais, com toda a política governamental subordinada ao objectivo da renovação da maioria absoluta. O seu eleitoralismo é tudo menos recente, pois até o muito elogiado “reformismo” de Sócrates mais não era que um instrumento de captação de votos: Sócrates criava a ilusão de que promovia reformas para alimentar uma imagem de político “decidido”, enquanto ao mesmo tempo deixava tudo na mesma na esperança de não perder o apoio dos dependentes do PS nos sectores que fossem “alvo” da sua falsa “firmeza”. Corria o risco de provocar descontentamento (pela retórica confrontacional que usava para fingir fazer “reformas”) sem obter resultados que compensassem a perda desse apoio (precisamente porque apenas fingia fazer essas reformas), mas até muito recentemente, as sondagens pareciam indicar que o risco tinha compensado.”
 
Com uma governação PS, que vai em 13 anos ( se ganharem as eleições legislativas serão 18 anos ), com Portugal pior do que nunca, confirmado pelas estatísticas INE e FMI/EUROSTAST etc., com uma imensa crise motivada pela sua incompetência, aparece-lhe a grave crise internacional. A imprensa bate-lhe palmas, pela forma como enfrentou esta crise, quando ele mais não fez que, abraçar as normas vindas da comunidade ! Com o seu instinto oportunista, elaborou logo um saco azul, como ele nunca imaginara vir a ter. Aproveitando uma ideia de Ferreira Leite, cria outro saco azul, para acudir à pobreza que ele fez aumentar. Com duas crises gravíssimas, vai distribuir dinheiro, por todo o lado ! Dinheiro que não havia ! Depois de longo jejum, aumenta em ano de eleições, toda a Função Pública. Mais que a inflação, ( 2,9% ) ! Depois das eleições, de imediato, despedirá imediatamente, 80 ou 100 mil funcionários públicos! Entretanto, e para encher, ainda outro saco azul, do PS, num retorno de mais valias distribuídas, modifica a Lei de Financiamento dos partidos ! Tal como os patrões da droga, o saco é cheio com dinheirinho à vista !
Alguém chamou a isto “ é fartar vilanagem” ! Não eu . Mas concordo em absoluto.
António Reis Luz

  

publicado por luzdequeijas às 15:49
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Desconfiar e Meditar

 

Nada mais pode fazer a população portuguesa, que desconfiar e meditar. Desconfiar de todos os sinais, sejam eles, pormenores ou evidências. A população deve agir com menos coração, porque é com isso que são sempre enganados. Só dar maiorias absolutas a quem já deu provas de honestidade e competência. Os partidos políticos são, praticamente, todos iguais . Podem crer, só divergem, nas pessoas que, na altura, os comandam !
A polícia costuma avisar os idosos, contra os indivíduos bem vestidos e bem falantes. Lembrem-se sempre disto. Agora vou transcrever uma notícia do jornal de hoje :
 
Discurso de Jaime Gama incomoda PS O presidente do Parlamento, Jaime Gama, usou ontem o humor para divertir os deputados socialistas de que, se quiserem ser reeleitos, terão de fazer o trabalho de casa com o partido e com os seus eleitores. Mas os deputados socialistas não gostaram e insurgiram-se contra o discurso de Jaime Gama no jantar das Jornadas Parlamentares do PS, considerando-o “ paternalista” e “ desprestigiante” para os membros da bancada. Dirigindo-se aos deputados, Jaime Gama disse que têm pela frente um desafio “ que é o da reeleição e que começa com a concretização do trabalho de casa”. “ Estou certo de que todos vós vão cumprir esse trabalho. Atenção à Assembleia da República, atenção no Grupo Parlamentar, atenção ao partido, atenção aos vossos eleitores e, sobretudo, a vós próprios.”
 
Só Jaime Gama saberá o que quis dizer, mas não andará longe disto : os senhores deputados do PS, têm sido de uma fidelidade"canina" para com Sócrates! Se quiserem ser eleitos, a coisa não está fácil ! Mas terão de votar a favor das propostas do partido, ou seja, do Sócrates. Mas ao fazê-lo vocês não estão a defender quem em vós votou ! A opção é vossa ........
Em boa verdade a bancada do PS, está mais à direita que qualquer outra, no Parlamento. Isto num partido de tradições de esquerda, é muito estranho ! Sócrates sabe manipular todos os seus parlamentares, com a técnica do pau e da cenoura .... a vida está difícil ! O povo tem o coração na esquerda (?) em vez de o ter na defesa dos seus interesses!
 
Agora vamos ao resto. Esta noticia, do PS e Jaime Gama, é muito pequenina. Na página, passa completamente despercebida! No resto da página, só se fala de Santana Lopes e do PSD ! Apresentam-se muitas sondagens sobre ele. Gráficos!Comentam-se os pormenores mais ínfimos, detalhe por detalhe, uma nomeação que não está feita, entre centenas que terão de se fazer ! Parece impossível, como se pode arranjar tanto assunto para encher uma página. Chegou-se ao ponto de um canal televisivo, pedir uma entrevista à Dr.ª Manuela Ferreira Leite, sobre as suas opiniões relativas ao Orçamento de Estado e às grandes medidas para enfrentar a crise internacional. Disso, quase não a deixaram falar! Passaram o tempo todo, com a entrevistadora a insistir em perguntas sobre a vida interna do PSD e Santana Lopes ! É incrível ! A líder do PSD insistia que aquele assunto não tinha interesse, ainda faltava um ano para as eleições e, a senhora entrevistadora, com um sorriso cínico, desviava sempre a entrevista para aí, Santana Lopes ! Este trabalho, a toda a hora, serve só para desgastar a oposição ! E manter Sócrates a proteger os grandes interesses ! Resguardado. Para ele há todo o tempo de antena, que ele quiser! Ninguém lhe perguntou, o que queria, Jaime Gama dizer, na sua interpelação aos deputados PS !
 
Que cada um conclua como quiser. Que o tamanho das duas notícias, só por si, já diz tudo ! Quando se dá tempo de antena à oposiçãonão é para ajudar. É para abater. Para esconder Sócrates, e protegê-lo ! Em momentos complicados.
Eu concluo que esta técnica já está interiorizada pelos profissionais da comunicação social, como a melhor maneira de criar factos, que façam desviar a atenção do país das grandes manobras que vão ocorrendo com muitas medidas que Sócrates está tomar e a aprovar na AR, e que nada têm a ver com os altos interesses do país e da sua população ! Muito menos com o dito socialismo! Trata-se de uma consertação geral, que há no país, orquestrada em torno dos grandes interesses da alta finança e para os defender! Para defender também o principal actor, Sócrates. Nesta cruzada em prol de uma sociedade portuguesa cada vez mais pobre, como o próprio, já chegou a afirmar na TV, e o país ouviu. Arrependeu-se de seguida, mas disse a verdade! Fugia a língua para a verdade!
 
Miguel de Sousa Tavares, entrevistado no Clube dos Jornalistas, entre muitas outras verdades, afirmou: O controlo governamental da informação existe, sustenta Miguel Sousa Tavares . Defende que, além da «central de informação», há outra de «desinformação» que está «ao serviço do Governo e (...) lança calúnias e boatos (...)».
António Reis da Luz
publicado por luzdequeijas às 23:03
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CONSUMISMO

luzdequeijas

2009  será 
O ANO DO  CONSUMISMO


ALEGRE-SE! 
 
Segundo um especialista em economia e tendências do consumidor da América Latina, devido à actual crise económica e financeira mundial, 2009 será o ano do...
C O N S U M I S M O 

Pois você terá que ficar (em bom castelhano) :


CON SU MISMO CARRO

CON SU MISMO SALÁRIO
 

CON SU MISMO IMÓVEL


CON SU MISMO VESTUARIO
 

CON SU MISMO PAR DE SAPATOS


E SOMENTE SE DEUS QUISER...


CON SU MISMO TRABALHO

 

 

 

Depois de este ano do consumismo, quem é que

você gostaria de pendurar a secar ? Pense mas não diga.....

 

Pista de orientação de Bom Humor !

 

Num manicómio, um maluco cai na piscina e começa a afogar-se.
Imediatamente, outro maluco atira-se para a piscina e salva-o da morte.
No dia seguinte, o director do manicómio vai ao quarto do maluco salva-vidas
e diz:
- Aceite os meus parabéns! Vim pessoalmente para lhe dar duas notícias.
A primeira notícia é óptima: Você vai ter alta. Depois do seu gesto heróico de salvar um interno, a nossa equipa concluiu que você está curado.
Já a segunda notícia, infelizmente, não é boa: Aquele interno que você salvou, foi encontrado morto hoje de manhã... Suicidou-se, enforcado com um cinto.
Diz então o maluco herói:
- Não, senhor director, ele não se enforcou. Eu pendurei-o para ele secar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:00
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OURIVES VS: BANQUEIRO

 

Assunto: COMO ELES "FAZEM" DINHEIRO
 

Subject:  COMO ELES "FAZEM" DINHEIRO
 

É muito interessante!

E sabem que do dinheiro que depositamos num banco, só 8% ficam lá guardados?

Os restantes 92% andam por aí a passear...

E que há 12 vezes mais de dinheiro a circular, do que aquele que existe na realidade?


 

Vejam o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=8xoOC6CZTfM


 

Se ouviram, com atenção, ficaram a perceber porque é que Sócrates avançou com as garantias bancárias ! E porque tem de se manter optimista ? Claro para evitar a corrida aos Bancos. Está preocupado conosco, com o dinheiro que nós temos depositado nos Bancos!

Vêem como ele é nosso amigo ....... é assim ou não ? O socialismo é isto mesmo !


 


 

 

publicado por luzdequeijas às 16:17
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

PURA COINCIDÊNCIA

 
 
 
 
O POEMA da 'MENTE'

 
Há um primeiro-ministro que mente,
Mente de corpo e alma,
completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente 
sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente
tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Nos vai enganar
eterna/mente.
publicado por luzdequeijas às 22:15
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O DISCURSO DA TANGA

luzdequeijas.blogs.sapo.pt/">luzdequeijas

 
A política espectáculo continua, do jeito mais “irritante” que jamais foi visto na terceira república ! Tal discurso só é possível, com a ajuda , permanente, de bons encenadores, dois artistas, e abastados empresários !
Em 26 de Agosto, o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança e Criminalidade defende que a divulgação de notícias sobre os assaltos que são cometidos no país, pode levar ao aumento destes crimes. Leonel de Carvalho sustentou que a cobertura destes acontecimentos “fomentam o sentimento de insegurança das pessoas”. Já o mesmo princípio tinha sido seguido com as reportagens dos incêndios de verão! É, digamos, um princípio deste governo. Os media fazem a cabeça dos portugueses ! O espectáculo, continua! Na cortina de ferro era assim. O controlo, absoluto, dos órgãos de informação! Tal controlo, é pago em “mais valias”.
 
Em 2004, Santana lança a ideia : O Gabinete de Informação e Comunicação (GIC) do Governo, à espera de promulgação presidencial, ficou conhecido por «central». Ainda em fase de embrião, tem suscitado inúmeras reacções. A mais insistente relaciona-o com o «apetite» do Executivo pelo «controlo» da informação governamental. Mas não é esse «apetite» comum a qualquer governo? Outros partidos no poder usaram, ou não, essa capacidade de controlo? Santana Lopes passa a decreto o sonho de qualquer governo, que à falta de uma «central» formalmente constituída, fazia o mesmo nos bastidores? Bom, Santana não obteve a promulgação presidencial e foi demitido ao fim de 4 meses de governação ! Sócrates é tão populista quanto Santana ! A coisa está a funcionar ! Mais tarde, saberemos como.
Sobre o controle governamental da informação: "(...) Eu sei que existe, além da central de informação (...), uma central de desinformação ao serviço do Governo ( Sócrates ) que não só desinforma mas lança calúnias, subtilmente, e boatos sobre pessoas (...). diz Miguel Sousa Tavares em 21-10-2008. É isto que permite dar um espectáculo nunca antes visto, como a entrega do Orçamento de Estado na Assembleia da República! Não fora os falhanços da “pen” e Teixeira dos Santos, o artista, teria dado “show” mediático, num acto, criticável, por retirar dignidade à função fiscalizadora da AR. Voltou o mesmo artista a procurar o show, num acto interno do seu partido, explanação do conteúdo do OE, aos parlamentares do PS, com transmissão directa nas televisões. Nesse acto, o artista, foi incorrecto para com a líder do maior partido da oposição, ao contestar de uma forma pouco civilizada os argumentos ( indesmentíveis ) de MFL. Falou do “discurso da tanga” de Durão Barroso, imputando-lhe a responsabilidade de, em 2003, ter havido um crescimento negativo ( recessão). Por ele ter despoletado falta de confiança na nossa economia !
Esqueceu-se de dizer que tais consequências, nunca são imediatas, mas sim diferidas no tempo. E, assim, é só concluir que tais efeitos foram provocados pelo acto de Guterres ( 2002 ) se ter demitido da sua função de primeiro-ministro, afirmando que o fez por : “ o país estar num pântano” ! Esta demissão e os seus comentários correram as televisões e jornais, do mundo inteiro ! De resto acho uma enorme falta de cortesia falar assim do Presidente da Comissão Europeia, quando há bem pouco tempo ele trouxe “ao colo” José Sócrates, no seu mandato em Portugal da Presidência da EU e do “ Tratado de Lisboa”. De tão ao colo Sócrates foi, que o nosso primeiro-ministro admirado, lhe disse, em directo para todo o mundo : “ Porreiro Pá “ .
Por fim, e sobre a correcção do défice e a obsessão do governo, seria bom, ver o ministro Teixeira dos Santos, fazer a sua correcção num ano, como era obrigatório à data. Também seria bom, ver o senhor ministro fazer a correcção do défice sem agravar os já muito agravados impostos, que recaem sobre o povo! Para pagarem o “pântano” !
Se o conseguisse seria, sim, um bom ministro das finanças, que para mim não é. Só depois, teriam moral para criticar Ferreira Leite, da forma deselegante como fizeram, dizendo que ela estava a ”vender os anéis” do país . Falavam de receitas extraordinárias, que, agora, com vários anos para correcção do défice, voltaram a utilizar. Seria bom não esquecerem, que nas novas normas de correcção do défice, muito mais facilitadas, talvez o homem do “discurso da tanga”, tenha também dado uma boa ajuda, sem que o ministro das finanças Teixeira dos Santos tenha, ao menos, dito como Sócrates : “ Porreiro Pá !
António Reis Luz
 
 

 

publicado por luzdequeijas às 21:46
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

As Scuts e as novas gerações

 
Com os meus agradecimentos ao autor, divulgo um artigo sobre outra engenharia dos socialistas, que as gerações vindouras terão de pagar. No mínimo é um abuso e uma vergonha, que alguém ao nascer já tenha sobre os seus frágeis ombros, umas divida sumptuosa. Não para servir o país, mas para engordar uns poucos , hoje.
É disto que o meu povo gosta, porque ninguém lhe explica a verdade ! Então vota Sócrates, pois claro ! A comunicação social bate palmas ..... o país empobrece !
 

 

 As Scuts ou Shadow Tolls, termo técnico inglês que define um sistema de portagens sem custos para o utilizador, foi introduzido em Portugal sob a égide do Eng.º Guterres, e numa lógica que rompe com o modelo até então definido para a construção/exploração de vias rápidas e auto-estradas em Portugal.

Para que não fiquem dúvidas, defendo o princípio do utilizador-pagador mas reconheço nas Scuts alguns méritos assim como algumas críticas, sobretudo no campo da execução financeira, e dos riscos associados.

Como diz implicitamente e bem o blog Irreflexões , a sociedade portuguesa, das SCUTS, apenas conhece o seu efeito visível e de impacto monetário nos bolsos do contribuinte que quando utiliza a auto-estrada, paga ou não.

Discutir de uma forma coerente as SCUTS, é assim relativizar sobre os seus custos e raramente a sociedade portuguesa tem sido colocada à prova, com questões sobre a verdadeira utilidade em termos de criação de riqueza nacional com estradas sejam elas SCUTS ou não, e se hoje estar na moda é ser contra as SCUTS ou a favor delas, ao menos que nos expliquem a nós, algo mais do que o conceito associado.

O processo SCUT não é mais que uma vã tentativa de se erguer obra sem possuir recursos financeiros para tal alongando no tempo esses custos, diluídos de uma forma que extravasa o modelo tradicional, através de um mecanismo de cobrança virtual com um ponderador de flutuação de tráfego no futuro e com fortes restrições durante o período da concessão na construção e beneficiação de vias principais adjacentes.

Em primeiro lugar e porque falamos de estradas, importa perceber qual era e qual é hoje a verdadeira necessidade de construirmos auto-estradas de uma forma alargada e extensível a todo o país. Serão as estradas, elemento hoje indispensável ao desenvolvimento do país.

Foram-no de facto na década de 80, quando nem entre Lisboa e Porto, a ligação estava completa. Hoje e para uma país pequeno como o nosso, quer em dimensão quer em economia, o retorno que se obtêm pelo investimento público é algo que vem sendo mais difuso, face as externalidades que lhe estão associadas.

 
Logicamente que se deve continuar a investir em estradas, mas e atendendo ao quadro abaixo :

Percebemos que as SCUTS são mais caras, custo esse que se repercute a longo prazo, ao invés do modelo tradicional. O exemplo gritante é a SCUT da Beira Interior, onde a mesma estrada custa sensivelmente mais 600 milhões de euros em regime SCUT do que efectuada em forma tradicional.

Dando uma vista de olhos em gráficos das três Scuts citadas, chegamos à seguinte conclusão :

  • Scut da Beira Interior


 

  • SCUT da Costa de Prata
  • SCUT do Algarve



As SCUTS na sua versão original deveriam ser vistas como uma forma de discriminação positiva, mas transformaram-se num autêntico elefante branco e a pagar em vários anos.

Em segundo lugar, um dos argumentos mais utilizados para defender as Scuts, passa pela capacidade ou não do Estado possuir recursos e/ou restrições orçamentais que lhe permitam efectuar a obra. Por outras palavras, se a obra tiver mesmo que ser realizada, o que o regime SCUT permite é fazer a obra, sem onerar no imediato mas sim onerando a longo prazo.

 

 

 

Assim e no caso português, qualquer tentativa de análise que envolva o Estado Português não é exequível, uma vez que o Estado não possui capacidade para se endividar em tal grandeza.

Pior, parece ser o facto de como atesta o quadro abaixo, e recordo apenas para as três SCUTS acima indicadas, o Estado português ter que dispender, nos períodos assinalados os seguintes montantes:

 



O quadro acima mostra-nos que no período de 2011-2015, o Estado terá que pagar pelas SCUTS mais 155 Milhões de Contos do que se optasse pelo regime tradicional. Por outras palavras o Estado terá que "arranjar" no período 2011-2015 cerca de 750 milhoes de euros em receitas acrescidas para suportar o custo das SCUTS.

Parece-me a mim evidente, que a aceitação pública do dever de pagar de impostos apesar de depender em elevado grau da demonstração da qualidade das despesas que o esforço dos contribuintes permite ao Estado realizar, não pode servir como argumento para que se realizem obras desta envergadura e com este impacto financeiro futuro, sem pelo menos acautelar os riscos que lhes estão associados.

Ora, tal pensamento, ainda se torna mais relevante quando as SCUTS acarretam despesa pública.

Em terceiro lugar, o maior erro no projecto SCUTS, passa pelo impacto no rebatimento da estratégia do Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (PNDES) sobre o domínio da política de acessibilidades.

Quando em 1996 começou a ser discutido, e quando cedo se percebeu que a alta qualidade em domínio de transportes requerido como o TGV, um novo aeroporto e novas estradas, tal investimento não se coadunava com o método tradicional de disponibilização de serviços públicos de mobilidade implicando a realização de grandes infra-estruturas num curto período de tempo.

Ora, para um país como o nosso que só hoje discute o projecto TGV e que aparentemente adiou o novo aeroporto, porque que razão decidiu em 1996 , construir cerca de 1.100 kms em regime SCUT ?

Em quarto e último lugar, os riscos associados ao regime SCUT não são assim tão despreziveis quanto pareça.
 

  • Risco de flutuação de tráfego
  • Risco associado à construção
  • Risco associado ao rendimento obtido nas SCUTS
  • Risco Político que determine o rendimento nas SCUTS
     

Como já por aqui falamos, o Estado ao enverdar pelas SCUTS, está a criar o elefante “Lusoponte II“. Assumindo contratualmente a responsabilidade de que por ano passarão por determinada estrada um determinado número de automóveis. Ora isto induz nas restantes redes viárias controladas pelo Estado e sobretudo naquelas que possam surgir como alternativas, um natural desleixo do Estado na sua manutenção, por forma a induzir os condutores a entrarem nas SCUTS.

Um dos dilemas do governo de António Guterres, na pessoa de João Cravinho, era porque razão não há apenas concessão com portagem real. Isto é, porque razão deve o Estado -melhor, a generalidade dos contribuintes dentro da mesma geração – substituir-se aos utilizadores no pagamento dos serviços rodoviários prestados?

A resposta parece ser simples. Os contribuintes dentro da mesma geração e sobretudo e mesmo admitindo que os contribuintes da próxima geração sejam mais ricos que os da geração actual, não podem de forma alguma financiar via orçamento geral de Estado algo que não só não gera rendimento duradouro para a sociedade, como compromete no futuro investimentos esses sim necessários em devida altura.

Mesmo que seja defensável o investimento em estradas, não é da forma em que gerações futuras ficarão com um encargo enorme, sem terem sido elas as responsáveis por tal decisão.

Poderemos dizer porque razão hão-de as gerações de hoje pagar por utilizações que servirão as gerações futuras ?

A resposta é dada no mesmo sentido, porque hão-de as gerações de amanhã pagar pelos erros dos governantes de hoje ?

Publicado por - António Duarte

publicado por luzdequeijas às 18:11
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O “ Subprime “ e os PIN´S.

Em Maio de 2005, anunciava-se que cerca de 60 por cento dos Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), são na área do turismo e representam investimentos de 8 mil milhões de euros ! Entre estes projectos incluem-se o da Herdade da Comporta, o Parque do Alqueva e a Tróia Resorte que deverão gerar mais de 20 mil empregos.

 
A criação do sistema de reconhecimento e acompanhamento de projectos de potencial interesse nacional (PIN) foi aprovada pelo Conselho de Ministros em Maio de 2005, sendo desde logo apresentada como uma das principais "bandeiras" do Governo Sócrates para a área económica.
A par de tudo isto, para conseguir captar estes projectos foram dadas concessões de valor substancial, dir-se-á mesmo não compensadoras, em troca de alguns postos de emprego não qualificado, as mais das vezes desempenhados por imigrantes. Os turistas pagam as suas estadias de férias ou casas, no país de origem, e poucas compras ou pagamentos, fazem no estrangeiro! Entretanto o meio ambiente tem sido devassado, como foi no caso Freeport em Alcochete. Ainda em voga.
Estes projectos de interesse nacional foram uma forma inteligente de desbloquear projectos de investimento estrangeiro, numa altura de recessão económica. O novo sistema "permitia respostas céleres". Permitia ultrapassar, de forma mais rápida, "travões" burocráticos em projectos de investimento, considerados relevantes para a dinamização da actividade económica portuguesa. Na área do turismo, mas não só, os PIN passaram a ser encarados como uma espécie de "via verde" para destravar projectos parados por incompatibilidades com o ordenamento do território ou com leis ambientais. No caso dos PIN para construção habitacional, seja de turismo residencial, seja hoteleiro, nós estamos basicamente a assistir à governamentalização de todas as injustiças que já se praticam ao nível dos PDMs e CCDRs na concessão de alvarás e no enriquecimento imerecido e discricionário de loteadores. De cada vez que o PIN autoriza o loteamento para turismo residencial, está a distribuir mais valias por quem entende.
 
A crise internacional, originada no Subprime dos EUA, começou a ser sentida exactamente há um ano, na Europa ! O nosso Primeiro-ministro, com a sua habitual falácia, desdenhou e assegurou que Portugal não seria atingido ! Vejamos, agora, o que aconteceu em Portugal e o resultado dos famigerados Pin´s, que tantos bolsos encheram! Sócrates que mergulhou o país numa crise, que quis ignorar o Subprime, que continua, de forma inconsciente ( será ? ), a querer impor as obras faraónicas, apesar de todos os sinais evidentes de recessão e do alto endividamento do país, continua, também, a ter uma passadeira vermelha estendida pela comunicação social e forças dominantes ! Vejamos, entre 2004 e 2008, as marcas da sua governação, em algumas variáveis importantes :                                    CRUA REALIDADE
 
2004                                                                    2008
Crescimento económico                    1,5%                                  0,8%
Inflação                                             2,5%                                  2,9%
Desemprego                                      6,7%                                  7,6%
Défice Externo                                   6,1% do PIB                     10,6% do PIB
Endividamento Externo                     64%                                  100%
 
Nota: podem acreditar que nestes números não há “trapalhadas”. Em 2009 será muito pior!
 
Voltemos, agora, aos Pin´s na área do turismo, para analisarmos as vantagens para o país, desta bandeira socialista !
Como, normalmente, o resultado não foi o que se esperava. Mas vai, ainda, piorar muito! O turismo residencial parou. O mercado está a ficar inundado de residências turísticas para vender! Muitos estrangeiros que tinham pago sinal para comprar casa cá, estão a preferir perder essas quantias do que completar os pagamentos! Porque não têm dinheiro. Os bancos deixaram de lhes emprestar. Estas casas voltam a entrar no mercado de venda. Vão ficar em stock ! Não só cá, em Espanha há grandes parques de casas à venda por um dolar ! Podem acreditar . Ninguém lhes pega. Também não há ninguém que as alugue e quem comprar por um dolar faz um mau negócio ! Terá que pagar a sua cara manutenção. Mais valias nos próximos tempos serão menos valias. Comprar casa que rapidamente se valorizava, já foi. Mas já não é assim, o modelo entrou em ruptura. Ninguém sabe quando e se retomará!
Os grandes projectos para Portugal, aeroporto, TGV, auto-estradas, etc , têm que ser repensados, senão mesmo, atrasados, abandonados. Aconselho a leitura do livro à venda chamado “ O Fim do Petróleo”. O mundo vai ter que mudar ! E muito. A vida local está a chegar.
 
Optimismo em demasia é doença, com custos elevados para o povo e para as próximas gerações. Os grandes investimentos são para tempos de abundância!
Com ou sem diploma, mas com todo este currículo, Sócrates vai ganhar as próximas eleições. Tem o apoio da alta finança !
Para mal dele.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 14:30
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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Lei do Divórcio

Direito e Sociedade seta

Especialistas criticam nova lei do divórcio criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
25-Jul-2008
A cerca de duas semanas de entrar em vigor, o novo regime jurídico do divórcio foi alvo de debate por parte de especialistas. A apreciação global não foi totalmente positiva, com os conferencistas a darem exemplos caricatos do que as alterações agora permitem. O aumento exponencial de processos em tribunal, bem como dos conflitos relacionais após o divórcio são algumas das consequências negativas apontadas.


Este diploma é como um fato velho: mais vale fazer um novo que andar a remendar o velho”. Quem o disse foi Carlos Poiares, director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona, durante o debate-conferência sobre o novo regime jurídico do divórcio e as responsabilidades parentais, promovida pelo conselho distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados e pela Associação “Pais para Sempre” que teve lugar esta terça-feira. Uma noite em que muitas críticas foram proferidas à nova legislação. Já José Eduardo Sapateiro, juiz desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa, acredita que se vai deixar de falar em divórcio religioso, pois torna possível a separação legal sem consentimento de um dos cônjuges. “Este novo diploma pretende facilitar o divórcio, o que vai incrementar o aumento dos mesmos”, defendeu.
O juiz salientou também o facto de a lei agora não fazer distinção entre o culpado e o não culpado, embora o “afastamento da culpa vá trazer algumas fragilidades, como a ‘lavagem de roupa suja’ nas acções de responsabilidade„ civil após o divórcio”.
Quanto aos aspectos positivos, José Eduardo Sapateiro refere o fim do crime de desobediência no caso da violação das responsabilidades parentais e a cessação da afinidade, isto é, as linhas que definem o parentesco só não cessam pela dissolução do casamento por morte (artigo 1585°).
Celso Manata, procurador coordenador do Tribunal de Família e de Menores de Lisboa, dá uma nota geralmente positiva ao novo diploma. No entanto, acredita que a regulação do poder paternal se vai agravar, uma vez que “o conflito sobre as consequências do divórcio vão aumentar, bem como o desgaste e a crispação das partes (vai-se notar sobretudo o enfraquecimento da parte que fica com os filhos) e a pensão de alimentos passa a estar limitada”. Para além disso, Celso Manata afirma que a “complexidade processual vai ser mais elevada, porque o tribunal continua sem conseguir pôr as duas partes a comunicar, a mediação ainda não é uma realidade”.

Responsabilidades parentais
Carlos Poiares diz que em vez de se falar em ‘responsabilidades parentais’ se deveria usar o termo ‘parentalidades’, já que existem deveres e direitos. Por sua vez, Celso Manata tem dúvidas igualmente sobre este capítulo, uma vez que “no dia-a-dia há demissão das responsabilidades”, acreditando que a “responsabilização criminal pode ajudar através dos mecanismos de coacção”. Com é feito, Manata criticou também o facto de se ter separado a questão da alimentação das responsabilidades parentais, para além de que só no caso de a conciliação entre os pais falhar é que o tribunal irá ouvir os menores a partir dos 12 anos, uma medida contestada pelos especialistas, pois “uma criança com oito anos, por exemplo, que se agarra à perna da mãe a chorar já sabe o que quer”.
“Um pai que entregue as crianças sempre com cinco minutos de atraso está sujeito a um processo, é um caso que esta nova lei permite”, exemplificou o procurador.

 

Compensação difícil de contabilizar
Alexandre Sousa Machado, professor de Direito de Família e advogado, referiu a questão do decreto de compensação (artigo 1676°), arrancando caricatamente risos entre a plateia, devido à linha de pensamento implícito no artigo. De acordo com as alterações à lei, se um cônjuge teve um contributo manifestamente superior financeiramente tem direito a ser compensado, tornando-se credor do outro. Vejamos o exemplo dado: após 20 anos de casamento, o ex-cônjuge A, na partilha, apresenta contas dos valores com que contribuiu para a vida em comum e fica credor de B, se este não souber demonstrar os valores com que contribuiu. Como é que se vai quantificar, por exemplo, o valor/hora em que se passaram as camisas ou lavou a roupa ou prestou assistência ao outro, em troca daquele poder beneficiar de um emprego fora de casa?
Sousa Machado defende que esta situação não é razoável, pois “entra-se num ambiente de desconfiança e de contabilização que vai contra a economia comum do casal, acabando por desvalorizar o casamento em si”. “A manutenção dos deveres conjugais e parentais é posto em causa neste diploma sem benefício para as pessoas”, terminou.

 
 

O que o novo diploma prevê
O Parlamento aprovou no passado dia 4 de Julho, em votação final, as alterações à lei do divórcio, que põem fim ao conceito de divórcio litigioso e acaba com a noção de violação culposa dos deveres conjugais.
A proposta mereceu os votos favoráveis do PS, PCP, BE e de seis deputados do PSD. CDS-PP e restantes parlamentares do PSD votaram contra.
O diploma prevê que o divórcio “sem o consentimento de um dos cônjuges” pode ser requerido com base na “separação de facto por um ano consecutivo”, na “alteração das faculdades mentais do outro cônjuge, quando dure há mais de um ano e, pela sua gravidade, comprometa a vida em comum”. São ainda fundamentos “a ausência, sem que do ausente haja notícias, por tempo não inferior a um ano” e “quaisquer outros factores que, independentemente da culpa dos cônjuges, mostrem a ruptura definitiva do casamento”.
No âmbito do Código Penal, alarga-se a tipificação da violação do exercício das responsabilidades parentais e alteram o regime sancionatório. No crime de subtracção de menor, as penas diminuem, mas alargam-se as situações possíveis de serem punidas. Assim, “é punido com pena de prisão até dois anos ou multa até 240 dias” quem “de modo repetitivo e injustificado, não cumprir o estabelecido para a convivência do menor na regulação das responsabilidades parentais, ao recusar, atrasar ou dificultar significativamente a sua entrega ou acolhimento”. Também quem falhar a prestação de alimentos durante dois meses será sancionado com multa até 120 dias e se o incumprimento se repetir, poderá ser aplicada uma multa até 120 dias ou pena de prisão.

 
 

Mulheres juristas assinam petição pela alteração da lei
A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas defende uma revisão da lei do Divórcio e é uma das organizações que apela ao veto de Cavaco Silva. Um grupo de juízes, professores de direito e advogados está a reunir assinaturas para uma petição a enviar ao Presidente da República, apelando ao veto da nova lei. Estão em causa os direitos fundamentais das crianças, diz a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas. Clara Sottomayor acredita que o princípio geral, criado pela nova lei, que estabelece o exercício em conjunto das responsabilidades parentais depois do divórcio, vai trazer consequências penosas para os menores. ” Isto aumenta a conflitualidade e dá direitos a pais que não cumprem as suas obrigações, ou seja, mesmo que não paguem [a pensão de] alimentos, mesmo que não visitem os filhos, podem, ainda assim, exercer o direito de veto sobre o progenitor que conhece melhor a criança, que lida com ele ou com ela no dia-a-dia”. Clara Sottomayor, da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, é uma das signatárias da petição que apela a Cavaco Silva que vete a Lei do Divórcio.

SEMANÁRIO | 25.07.2008

publicado por luzdequeijas às 18:41
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

“ A Lei de Goodhart “

É impressionante a incapacidade que os nossos partidos têm demonstrado de se situarem para além dos seus próprios problemas imediatos ! Embora alguém tenha dito que, “ há mais vida para além do défice”, a verdade é que todos os governos, e mais ainda este, têm vivido a falar no défice. Este problema vinha de trás, mas, foi em 2001, na fuga ao “pântano”, que se começaram a travar mais acusações entre PS e PSD, debitando, reciprocamente, culpas pela sua existência !

O PSD agarrou no “ pântano “( 2002 ) e excomungou a herança que deixou o “país de tanga”! O PS ainda hoje, pela voz de Sócrates, tenta desvalorizar Ferreira Leite, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo tal défice acima dos 3% , em 2001. É a pior forma de fazer política ! Hoje desapareceram as "trapalhadas"! Porque será ?
 
Para a história ficará, que foi no período entre 1995 e 2001, a entrada de cerca de 120.000 funcionários para a Função Pública ! Havia 600.000 funcionários em 1995, e no final de 2001 o total era 720.000 . Um aumento de 20 % em funcionários que acarretaria, logicamente, o mesmo aumento na despesa salarial do Estado. Todavia, ela foi bem maior ! Os novos funcionários entraram com uma média de salários superior aquela que havia antes ! Porquê ? É que a maioria dos novos funcionários foram colocados como quadros nos muitos “ Institutos do Estado “, então criados ! Tais Institutos vieram duplicar funções que já eram desempenhadas na Função Pública ! Só que, quando de um lado havia um director, do outro passou a haver um Presidente, com 4 ou 5 administradores, carros, motoristas, altos vencimentos e muitas mordomias. Instalações novas, novos e caros equipamentos, enfim, uma verdadeira babilónia! Os custos originados não se ficaram pelos 20 %, mas por 25 % ! Este facto, traduzido em percentagem, resultou num acréscimo de 3,75 % do PIB ! Desde 2001, é precisamente este valor percentual de + ou - 3,75 %, que Portugal tenta corrigir como défice crónico anual. Tem custado o suor dos portugueses!
 
É nesta luta partidária , entre PS/PSD, de atribuição de culpas, que os nossos partidos e o actual PM, gastam as suas energias e o povo engole privações. Nada se explica ao povo, mas aumentam-se os impostos descaradamente! Incumprem-se as promessas, enquanto se fazem auto-elogios com a correcção do défice, paga pela população. Deus sabe com que sacrifícios ! 
Os números apresentados, de tanto discutidos na praça pública, acabam por desacreditar toda a informação estatística servida ao país, e até ao estrangeiro. É aqui que entra a “ Lei de Goodhart “ que diz: “ deixa de ser fiável o valor de uma grandeza estatística que é transformada em objectivo político”. O problema dos dados estatísticos já de si é difícil ! Tanto o cidadão comum, como os políticos e os jornalistas, normalmente, não têm preparação para fazer uma correcta leitura e análise destes dados. Agrava-se o facto ainda mais, com a descredibilização que tais dados informativos estão a atingir !
 
Se quiserem um exemplo do modo como a comunicação social aborda ( ou não aborda) estes factos, lá vai : no dia de hoje ( 17/10/2008 ) Manuela Ferreira Leite fez uma conferência de imprensa, depois de muito criticada por falar pouco. Disse coisas importantíssimas sobre o Orçamento de Estado e a muito complicada situação do país. Sobre a política económica errada, que o governo segue. Trata-se de alguém com enorme experiência nesta matéria e de uma profunda conhecedora de finanças e economia. Terminada a conferência, um jornalista pede-lhe que explique porque é que apoia a candidatura de Santana Lopes para a Câmara de Lisboa ? MFL recusou-se a responder, dizendo que o momento não era para falar do partido, mas do país. Durante o dia, as televisões pouca ou nenhuma evidência deram às criticas de MFL, mas agarraram novamente no assunto de Santana Lopes para Lisboa, dando, até, largo tempo ao Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, para falar deste assunto. Ora o assunto é do foro interno do PSD , mas o “ Big Brother “ pensante da imprensa, mais não fez, que com esta manobra tentar desvalorizar o que MFL disse, empolando o caso Santana Lopes ! É diário ver analistas de serviço criticarem MFL por tudo e por nada, deixando Sócrates incólume, quando é ele que tem a responsabilidade da governação ! E do desastre do país. Não foram os 4 meses de Santana Lopes.
 
Assim, quando fazem sondagens, sabe-se lá com que amostras, o povo mal informado (desinformado), vota em maioria a favor de Sócrates! Assim foi, quando responderam à pergunta de qual o melhor PM para enfrentar a crise!  Sabemos que ele, Sócrates, para lá da falácia, pouco mais tem !
Trata-se de verdadeiras operações cirúrgicas informativas , não uma vez, mas em continuo !
Sócrates, de facto, é mais dócil para com os poderosos ! E arrogante para com os pobres! Mas é preciso agarrá-lo para ele não cair! Faz falta aos "Senhores"! 
 
Ora, a população portuguesa cansada e saturada de ouvir falar em défice, bem reconhecida ficaria se a classe política se esforçasse para lhe explicar, de forma clara, estes “ bichos esquisitos”, défice e orçamento. Que tantos sacrifícios lhe acarretam. Só que, para tal, os políticos e jornalistas, teriam de lhes falar verdade ! Afirmando que o défice, outra coisa não é, que a delapidação do erário público por uma enorme elite política agarrada ao poder e ao mundo financeiro, egoísta e sem valores morais! São o "subprime" da nação! 
Para tal, beneficiam de uma comunicação social submissa e fiel ( a quem ?). Igualmente, desconhecedora das realidades da economia, e de uma política ao serviço do país !
Mas, quem poderá acreditar que a nossa classe política abdique, voluntariamente, dos privilégios que tão bem soube puxar para si ao longo dos anos ? E de fazer a sua renovação? Não entre novos e velhos, mas entre competentes / honestos por um lado e oportunistas por outro.
António Reis Luz
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

O Ataque Injustificado

luzdequeijas

 

Sócrates, mais uma vez, de forma insinuante e sibilina, ataca uma Senhora chamada Manuela Ferreira Leite ! Ataca toda a gente que não se deita a seus pés, julgando-se alguém de raros dotes. Vejamos o que diz hoje a imprensa: " José Sócrates afirmou que a principal preocupação do governo é que Portugal não entre em recessão ( como em 2003) quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças" . Antes, a preocupação do governo é eleitoralista ! Uma vergonha !

É um ataque desonesto por vários motivos, entre os quais sobressai o facto de ela ter herdado " O Pântano" no país, deixado por um governo do qual Sócrates foi " homem de confiança de Guterres". Sócrates quer fazer esquecer que ele próprio é parte substancial do " PÂNTANO " , e que neste momento as previsões já apontam para em 2009 uma percentagem de 0,1%! Ou seja, isto é estagnação e ela é em simultâneo 50% de recessão e 50% de crescimento ! A obra é sua,  "depois de 4 anos de governação falhada". Seria bom que deixasse de atacar pessoas, pois os seus telhados políticos estão muito podres ! Nunca estivemos tão perto de uma recessão e explosão social !

António Reis Luz

 
Leia-se o retrato fiel da situação do país nos últimos 13 anos.
 
Maio de 2005 - Riksaint Space
O Estado da Nação II - Um Desastre Chamado Guterres

Os nossos melhores jornais não passam de pasquins de aldeia se comparados com jornais sérios de outros países. A tendência de cada um é clara. O jornalista profissional português já não esconde quem é que apoia nesta e naquela notícia. São os jornalistas da "Capital" de Eça de Queiroz, os mesmos, mesquinhos, interesseiros, irresponsáveis e sem capacidade de produzir algo melhor que tablóides mal disfarçados. Demorará provavelmente muitos anos até a classe jornalística se libertar dos interesses partidários que ficaram, como carraças, colados um pouco a todo o lado desde a abrilada. Um dia o país olhará para o seu passado com agonia e a esquerda terá de se negar a si própria.

Foi Guterres, um líder tão carismático como gelatinoso do PS, que sucedeu a Cavaco. Os media declararam uma vitória estrondosa e o povo acreditou. Pois se Cavaco era tão mau como diziam, Guterres, pela mão da infalível democracia (um dogma de esquerda instituído é o de que a democracia é sempre esclarecida e nunca falha...a não ser no caso do referendo do aborto), seria o novo Pai dos Povos. Preocupado com tudo, desde a saúde à educação, até com as obras públicas que tanto criticava. Um dos seus piores ministros, um imbecilóide de nome João Cravinho, mostrava no agonizante fim gráficos a provar que tinha construído mais quilómetros de estrada que o seu antecessor... Quilómetros, mas não escolas. Tudo eram prioridades para Guterres. Razão e coração. Paixão pela educação. Diálogo. Foi feita uma campanha digna de figurar na capa de qualquer revista cor-de-rosa. Tudo seria perfeito, cor-de-rosa como o PS. E se não fosse, ao menos haveria um governo "humano" e "sensível" que se "preocupava".

A estratégia colou. O povo adorou a ideia de uma política amiga de todos, abrangente, tolerante e compreensiva. Nem sequer pensou que isso era impossível e incompatível com o desenvolvimento, para não falar de um Estado de Direito. O português adora favores e Guterres era uma espécie de merceeiro que fiava a toda a gente. Era o tipo porreiro que empresta dinheiro e se esquece no dia seguinte. Mais do que um PM, um amigo.

Em 4 anos Guterres conseguiu apenas disfarçar os erros e os buracos a que o seu governo conduzia o país. Mas conseguiu, e por isso pediu maioria absoluta em 1999. O PS foi o partido que mais criticou as maiorias absolutas, mas pediu-a na mesma. Defendia nos tempos de Cavaco, com mais conveniência que convicção, que a maioria absoluta gerava despotismo e arrogância; que um partido com maioria absoluta não ouvia os outros na Assembleia, e logo parte do povo era como se não estivesse representado. Era no diálogo que tudo devia assentar. Toda esta "filosofia" caiu quando a oposta podia satisfazer melhor as fomes do PS: a da maioria absoluta. E não houve cacique socialista, desde Jorge Coelho a Mário Soares, que não mudasse de opinião. De repente a maioria absoluta passou a ser "fundamental" para governar o país. Desde que fosse a do PS, como se cheirava no ar que podia ser. Era desta esperteza que o PS estava munido e bem armado.

E assim não foi, mas quase. O povo, embriagado pelo crescimento económico espontâneo (nessa altura o país ia a reboque de um muito favorável crescimento económico mundial e o governo desbaratava a herança cavaquista para satisfazer os lobbies) e embalado pelo discurso humanista do PS e dos media, facilmente se esqueceu que o país estava a ser governado como uma mercearia de esquina e que a despesa pública atingia valores preocupantes, ultrapassando 50% do PIB. E ofereceu 50% dos lugares ao PS. Mais um deputado, teriam maioria absoluta. Mais tarde, estes que defendiam ao início o equilíbrio na Assembleia viriam a queixar-se de não ter tido mais um deputado...

Exactamente dois anos depois, quando Guterres apresentou a demissão "para bem do país", que estava "num pântano político". O segundo mandato do PS foi catastrófico. Começou pela nomeação de um ex-comunista onde jamais luzirá algum talento, Pina Mora, para as pastas menos apropriadas ao seu perfil: finanças e economia. Pina Mora era um político carreirista e um amigo, e Guterres achou que tal cocktail de retórica e lealdade seria adequado à defesa destes dois ministérios, que se adivinhavam difíceis pelos erros cometidos anteriormente e também por alguns indicadores menos favoráveis sobre a economia já em 99. Pina Mora foi um erro monumental. Anunciava, para 2001, um deficit de 1,1%, quando os números verdadeiros apontariam para mais de 4%. O próprio ex-ministro das finanças socialista, Sousa Franco, veio avisar que as finanças não eram tão mal geridas desde o tempo de Maria I. Guterres, astuto, viu que a coisa ia estoirar em pouco tempo e todo o governo, juntamente com o PS, seria chamado às responsabilidades. Era demasiado óbvio para se poder dar a volta com a retórica, como era prática no seu governo. E então, aproveitando o resultado desastroso das autárquicas, demitiu-se "por razões democráticas". Foi visto como um homem de bem. Todo o socialista que erra e se demite, aliás, parece ser um homem excelente aos olhos da imprensa, sabe-se lá com que lógica.

A estratégia do PS era clara para quem raciocinasse: não responder pelos próprios erros, culpar os próximos que viessem pela crise. Isto só seria possível num partido que tivesse os media do seu lado, como era o caso. Os media teriam de ser disciplinados. Não podiam fazer muitas questões nem aprofundar o estado do país e as suas causas. Foi exactamente isso que não fizeram. O que fizeram foi atirar-se ao novo governo como se não houvesse passado.

 

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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

MENTIR AO POVO

luzdequeijas

 

O QUE FAZ OS JORNALISTAS APOIAREM A MENTIRA ?

Há dezenas de anos que leio um semanário de grandes tradições. Nunca conseguirei deixar de o ler ( Expresso), mas sinto-me triste com alguns jornalistas que lá escrevem !!!!!!

Diria dois ou três nomes, mas por enquanto não o quero fazer. Direi somente que um deles se chama CRISTINA. Acompanhei os seus esforços, para entender as muitas voltas que deu para enganar os leitores, tentando justificar os famosos 150 mil postos de trabalho que Sócrates prometeu, depois de criticar a GOVERNAÇÃO FALHADA, pelo anterior governo. Achei estranha a tenacidade com tentava justificar aquilo que não tinha justificação. Esta semana o FMI, mesmo com dados errados ( emigrantes, alunos em formação etc.), confirmou a desdita. Ela jornalista ( Cristina ), revelou uma doentia obsessão pela actuação de Sócrates. Como eleitora e mulher pode fazê-lo, como jornalista nunca ! Desta vez foi o fim ! Criticando o Presidente da Republica, que fez um apelo aos políticos "para falarem verdade ao povo, pois sem trânsparencia não é possível ganhar a sua confiança", esta jornalistas invocou Maquiavel e outros filósofos e politicos de antanho, acabando por dizer que Sócrates tinha o direito de mentir, pois de outro modo não teria ganho as eleições ! Bom, primeiro o PR nunca falou em Sócrates, embora eu tambem tivesse pensado nele, todos sabemos que por carácter, ele contorna a verdade sistemáticamente. Ilude sempre a verdade ! Agora uma jornalista e nessa condição, apelar à mentira, atacando o Presidente da Republica, era coisa que eu julgava nunca poder ler naquele semanário ! Chegando a afirmar : "dizer a verdade antes das eleições significa perdê-las ".

 

Fico sem entender o afã dela e de muitos outros jornalistas, em defenderem Sócrates nesta caminhada, em vez de defenderem a verdade e a razão para consumo do país e dos cidadãos !!!! Estou desanimado e muito triste . 

Antóno Reis da Luz

 

Transcrevo uma das muitas opiniões sobre a forma como Sócrates, depois das eleições, continuou a mentir. Às vezes isto vem de criança! 

 

26 de Outubro de 2005

Zé, era escusado mentir ao povo
 
Pensionistas vão pagar IRS igual a trabalhadores

Quer-me parecer que Sócrates enganou dois grupos de eleitores, os que nele votaram e os que se recusaram a votar nele.

Aos primeiros porque os fez acreditar que ele próprio era um iluminado, um salvador da pátria, mesmo sem aumento de impostos, sem SCUTS, etc.…

Aos segundos porque viram nele uma clonagem de fraca qualidade da espécie Guterres, despesista, populista, “pantanoso”…

Se calhar o Ilustre só gosta é de contrariar, incluindo a ele próprio.

 

 

publicado por luzdequeijas às 22:55
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PLANO TECNOLÓGICO

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No dia ontem fez-se a prova da falta que está a fazer o tal PLANO TECNOLÓGICO, prometido, mas ausente em parte incerta. A "pen" deu o berro, com tanta volta e reviravolta a caminho do acto eleitoral ! O "show" continua.... é o fim !

 

 

Parlamento. Às quatro da tarde estava tudo preparado: o presidente Jaime Gama e os representantes dos partidos esperavam o ministro das Finanças para a entrega do Orçamento. Mas a 'pen' só chegou três horas e meia mais tarde e os partidos com assento parlamentar só receberam 'meio' documento

Sócrates só soube dos problemas em cima da hora

O ministro de Estado e das Finanças tem todas as razões para se ter arrependido mil vezes de ter decidido entregar ontem o Orçamento do Estado para 2009, antecipando um dia face à data prevista de 15 deste mês.

"Problemas operacionais de interligação de documentos complexos", assim justificou Teixeira dos Santos o facto de ter deixado o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama - a segunda figura da hierarquia do Estado -, e os representantes dos partidos pontualmente à espera da pen com o Orçamento que só chegaria cerca de três horas e meia mais tarde.

Pior, o Ministério das Finanças só "avisou" a Assembleia da República do atraso cerca das 16.20, o que deixou perplexos os representantes dos partidos.

O próprio José Sócrates só foi "avisado" dos problemas técnicos muito perto da data prevista de entrega no Parlamento, altura em que estava a receber o líder do CDS-PP, Paulo Portas, cuja audiência começara às 15.00.

Quando finalmente depositou nas mãos de Jaime Gama a pen com o OE, o titular das Finanças ainda ironizou, garantindo que qualquer computador Magalhães podia abrir o documento.

Mas, apesar de, na conferência de imprensa no Salão Nobre do Ministério das Finanças, Teixeira dos Santos ter dito estar convicto de que os serviços lhe tinham dado uma pen com todo o Orçamento do Estado para 2009, o certo é que os partidos só receberam dos serviços da presidência da Assembleia da República "meio" orçamento e apenas às 21.30.

Os serviços da Assembleia da República justificaram com problemas informáticos o facto de não conseguirem que os grupos parlamentares recebessem todo o Orçamento, o que inclui designadamente os mapas em que se verificam verdadeiramente os detalhes orçamentais do País em 2009.

Pelos vistos a informática do Parlamento também não esteve à altura de tratar este Orçamento do Estado que o assessor de imprensa do Ministério das Finanças prometia enviar para os e-mails dos jornalistas ao longo da noite.

Também a Direcção-Geral do Orçamento não conseguiu publicar a versão integral do Orçamento do Estado e Teixeira dos Santos já agendou para as 09.00 de hoje uma nova conferência de imprensa, onde todos esperam já ter os números.

Depois deste novo encontro Teixeira dos Santos ruma ao conselho europeu de Bruxelas, que foi o que motivou a antecipação da entrega do OE.

Perante tudo isto, os grupos parlamentares só hoje poderão reagir ao OE para 2009. A 15 de Outubro, como costuma acontecer todos os anos... Susete Francisco

 

Governo só entregou 'meio' Orçamento


EVA CABRAL
publicado por luzdequeijas às 16:24
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O CHOQUE TECNOLÓGICO

luzdequeijas

 

 

Um tal Bino ( não o Pino ) foi à China descobrir inovações para depois vender ao Hugo Chaves ! Ora vejam ......  e, também, para conhecer melhor as novas tecnologias e uma "Pen" que não falhe........

 
Tecnologia chinesa! O tal Bino foi de visita à China e comprou um 
par de óculos cheios de tecnologia, que permitiam ver todas as pessoas nuas.
O tal Bino coloca os óculos e começa a ver todas as mulheres nuas..., fica 
encantado com a descoberta chinesa. - Ponho os óculos..., só vejo
mulheres nuas! Tiro os óculos..., já as vejo vestidas! Que maravilha! 
Isto sim é tecnologia!!! Melhor que o " Magalhães " !

E assim foi o tal Bino para Portugal, louco para mostrar a novidade à sua Maria. No avião, maravilha-se ao máximo vendo as hospedeiras e as passageiras todas nuas. Quando chega a casa, entra já com os óculos postos para abraçar a sua Maria toda nua. Abre a porta de casa e vê a sua Maria a conversar com o seu vizinho, todos nus sentados no sofá. Tira os óculos..., todos nus! Põe os óculos..., todos nus! Tira os óculos..., todos nus! Põe os óculos..., todos nus! então, o tal Bino exclama:  já avariaram !!! ... uma porcaria, estes produtos chineses !

 

Produtos chineses " Jamais"

 

 

 

 

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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Precariedade

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'Precários inflexíveis' desmentem promessa de Sócrates
“'Call center' da Segurança Social funcionará às custas de mais duzentas pessoas a trabalhar de forma precária", acusa a associação.
Data: 06-10-2008
 

A criação de um 'call center' da Segurança Social em Castelo Branco vem desmentir a promessa de José Sócrates de que "o Estado cumprirá a sua parte" no combate à precariedade, acusam os Precários Inflexíveis.

Em comunicado hoje distribuído, esta associação afirma "repudiar a atitude do Governo em Castelo Branco, com a criação de um 'call center' da Segurança Social que funcionará às custas de mais duzentas pessoas a trabalhar de forma precária".

Considerando que "parece ficção, mas está a acontecer em Portugal" os Precários Inflexíveis interrogam-se: "Como é que pode ser a própria Segurança Social a entrar no jogo sujo do falso trabalho temporário? Será que a Segurança Social considera temporário o serviço de atendimento aos contribuintes?" "Há cada vez menos vergonha no País das Impunidades", comenta a associação. "Castelo Branco era terra de bons queijos, fica também agora para a história como a localidade onde o Governo Sócrates accionou o seu balão de ensaio da precarização da administração pública, começando a entregar as funções da Segurança Social a empresas de trabalho temporário." Para os Precários Inflexíveis, não se trata de criação de postos de trabalho: "Serão mais duzentas pessoas a trabalhar sem direitos, precárias e mal pagas. E quem o fazia como funcionário do Estado perde obviamente, acabando por engrossar em muitos casos as listas não escritas do desemprego e do subemprego." Os Precários Inflexíveis comentam que o caso não lhes provoca espanto: "Claro que desconfiámos quando ficámos a saber que 'o Estado cumprirá a sua parte', para resolver o problema dos falsos recibos verdes no sector público. Quem o disse foi o actual ministro do Trabalho e da Segurança Social, José Vieira da Silva. O primeiro-ministro, José Sócrates, repetiu-o e a ideia foi passando como uma bandeira do Governo. A precariedade seria combatida, diziam. Agora não restam mesmo dúvidas que era mentira. A precariedade está a ser mantida e promovida pelo Estado, nas mãos do Governo Sócrates." "Os portugueses em geral só têm a perder, com excepção dos que ganham directamente com o aumento do trabalho precário e com o crescimento da área de negócio das empresas de trabalho temporário", comenta a associação, dando como exemplo Vitalino Canas, "deputado, porta-voz do PS e 'provedor do trabalho temporário', pago pelo lóbi das empresas de trabalho temporário.

 

publicado por luzdequeijas às 17:09
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Fundo de Coesão Nacional

 

 

 

 

 

Aprovação tardia
 
O Governo apresentou, finalmente, o QREN (QUADRO DE REFERÊNCIA ESTRATÉGICO NACIONAL 2007-2013).
 
É uma aprovação tardia. Esta aprovação já devia ter sido feita até 31 de Julho do ano passado. Foi esse o prazo a que o próprio Governo se comprometeu, através  da Resolução do Conselho de Ministros (Resolução nº 25/2006). Isto significa que o Governo não é sequer capaz de cumprir os prazos que impõe a si mesmo.
 
Mas o mais grave é que esta aprovação tardia tem consequências graves para o País, para as empresas e para a economia nacional. Na prática, isto significa que Portugal não vai ter fundos financeiros da União Europeia em 2007 mas tão só em 2008.
 

 

publicado por luzdequeijas às 14:45
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Arrogância

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=DcEciCZ5u4M

 

- clicar acima

 

Garoto para a professora:
- Não quero alarmá-la, mas o meu pai diz que se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova!

publicado por luzdequeijas às 14:36
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Antes e Depois

 

luzdequeijas

AS PROMESSAS DE SÓCRATES: Antes e depois

Antes de ter o poder:

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
A honestidade e a transparência são fundamentais
Para alcançar nossos ideais.
Mostraremos que é grande estupidez crer que
As máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
A justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
Se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
Se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
Nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
Os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

Depois de ter o poder:

Ler o texto anterior do fim para o princípio

È um brincadeira? pois é, mas contém mais verdades do que o discurso de Sócrates

_________________________________
Não sei de quem é o texto, mas recolhi-o do blogue

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:44
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La Traviata

luzdequeijas

 

 

 

VAMOS ESQUECER a música de má qualidade que Sócrates nos dá o dia inteiro, e ouvir musica a sério .

 

 

Assunto: Verdi - La Traviata

 

 LIGAR AS COLUNAS, POR FAVOR….

 

 

publicado por luzdequeijas às 17:15
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O Dom de Escrever

 

Sentadinho lá no céu, Deus vai distribuindo dons por quem nasce, da forma que entende. Muitas das vezes tais dons são, para quem os arrecada, uma autêntica carga de trabalhos. “ Ossos duros de roer “ ! A salvação ou a perdição .........
 
Tudo isto vem a propósito dos profissionais da escrita que temos, principalmente dos chamados “ fazedores de opinião”. Se “Deus dá o frio conforme a roupa”, estes dão o parecer à medida da esmola ! O mais estranho é que por vezes e em dados momentos, normalmente difíceis, talvez porque a esmola seja grande, dão todos uma opinião tão igual que parece gémea!
 
Nos últimos dias tem acontecido isso mesmo. Com a crise em alta, desataram todos a fazer elogios a Sócrates, elevando-o a um estadista que só eles vêem ! Fiquei a pensar com os meus botões; que coisa estranha! Estão doidos ?
Os contornos da grave crise do “subprime” são, a nível mundial, impossíveis de definir e quantificar. São uma interrogação e um pesadelo assustador! Aqui em Portugal ninguém pode garantir que aos portugueses não irá acontecer o que aconteceu aos habitantes da Islândia ! Adormeceram ricos e acordaram na miséria ! Bem sabemos que para Sócrates, a maioria das vezes, dois e dois são quase sempre 5,6,7 quando não, quase 8 ! Faltarão uma ou duas décimas !
 
Por muito que se ria e me queira dar confiança, não consegue. Não consegue desde que eu vi os tais “mamarrachos” que ele imaginou lá em Vilar de Maçada ! Nada disto, tem a ver com diploma, muito menos com o “Magalhães” que ele encomendou, sem concurso, a uma empresa falida e perseguida pela policia ! Não, não é isso. É muito mais !
 
Tem que ver com a noção que um primeiro-ministro deve ter das suas competências. E só um verdadeiro estadista percebe quando um problema grave ultrapassa o âmbito das competências que o povo lhe pôs nas mãos ! Em Portugal, acabou-se com a “Monarquia Absolutista” por muito menos, embora esses reis decidissem em nome de Deus e não do povo. Este republicano, no Magalhães ou no dinheiro da segurança social, decide como se tudo fosse dele ! Decide, mesmo sozinho, o destino do país, como foi o caso do “ Tratado de Lisboa” !
 
Quando a crise rebenta de inesperado nos EUA, o ditador que os socialistas detestam, George Bush, apressou-se a informar o seu país da real e grave situação financeira. Mais, reclamou que as tomadas de decisão fossem tomadas em igualdade com a oposição. E por dois políticos que ainda não são poder ! Um deles será. Na impossibilidade de consultar o povo, consultaram no Congresso, os seus legítimos representantes. A democracia é isto . É de acreditar que em Portugal ainda não chegou a Vilar de Maçada !
 
Como podem os nossos jornalistas tecer elogios a uma atitude destas ? A líder do maior partido da oposição foi tratada como se ela não existisse ! Sendo, até, uma profunda conhecedora nesta matéria, o que não acontece com o primeiro-ministro !
Sabe-se perfeitamente que quando os bancos dão lucros fabulosos, esses lucros vão para os bolsos dos accionistas. Perante uma crise financeira, os fabulosos prejuízos, ( 20 mil milhões de euros para já ! )saem dos bolsos do povo, com as nacionalizações ou o Estado como fiador. Do bolso de Sócrates não sairá nem um tostão! Até vai ficar com um gigantesco “saco azul”, para ganhar as próximas eleições ! Continuando a destruir o nosso país !
 
Senhores jornalistas, lembrem-se que os vossos patrões ou as ERC´s de má memória, quando vos entregam a caneta mantêm sempre a ameaça de vos tirar a tinta. Mas, não se esqueçam, que manter os dons recebidos implica ter a espinha dorsal bem levantada. Caso contrário tornam-se indignos de ter dons! Mudem de profissão.

António Reis Luz

publicado por luzdequeijas às 15:20
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Senhor INGINHERO

ERC escondeu processo Sócrates
Público - 21.09.2008, José Bento Amaro

Apesar de intimada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), em Janeiro, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) só agora permitiu que o Expresso consultasse o 'processo Sócrates', de quase 300 páginas.

Inicialmente a ERC recusou a sua consulta, tendo o semanário protestado junto da CADA. A edição de ontem do jornal revelava pormenores sobre as audições, que tiveram como objectivo avaliar a existência de pressões sobre os jornalistas no caso do diploma de Sócrates.

A ERC concluiu ser normal que existam pressões nas relações entre jornalistas e políticos. Esta conclusão é aventada no acórdão que se reporta às diligências efectuadas pelo Governo e pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates, para que fossem travadas as notícias sobre a sua licenciatura na Universidade Independente.
Assumindo 'um certo grau de tensão', a ERC refere que ela é compreensível 'dada a cultura profissional dos primeiros e pelo choque que resulta do facto de ambas as partes agirem com interesses divergentes'. Por outro lado, a ERC entende que Sócrates, ao tentar travar na imprensa as notícias sobre a sua licenciatura, não efectuou qualquer pressão, antes fez démarches.

A ERC concluiu que os telefonemas efectuados para o jornalista do PÚBLICO que investigava o caso, Ricardo Dias Felner, e para o director do jornal, José Manuel Fernandes, apesar de terem sido feitos pelo próprio Sócrates, não reuniam 'elementos factuais que comprovem ter existido o objectivo de impedir, em concreto, a investigação'.

Tanto Ricardo Dias Felner como José Manuel Fernandes, nos depoimentos que fizeram na ERC, disseram que o modo como foram abordados pelo primeiro-ministro resultou numa 'tentativa de pressão ilegítima'. O director do PÚBLICO foi ainda mais longe, reportando-se à conversa com Sócrates, no decurso da qual o primeiro-ministro teria dito: 'Fiquei com uma boa relação com o seu accionista [Paulo Azevedo] e vamos ver se isto não se altera.'


ERC legitima pressões de Sócrates
Clube de Jornalistas - 21-09-2008, Humberto Costa e Rosa Pedroso Lima.

Só nove meses depois da Comissão de Acesso aos Dados Administrativos (CADA) ter ordenado à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que divulgasse o conteúdo do 'processo Sócrates', o Expresso conseguiu aceder a este dossiê. Pagou €169,22 pelas quase 300 páginas, onde o Conselho Regulador minimiza todos os depoimentos e dados que apontavam para a existência de pressões do Gabinete - e do próprio primeiro-ministro - para travar as notícias sobre a sua licenciatura na Universidade Independente.

... O caso foi encerrado e arquivado, sem direito a consulta directa. Apenas o vogal e professor de Direito Gonçalves da Silva se opôs, considerando existirem 'elementos probatórios no processo' - nomeadamente através dos relatos dos jornalistas - 'que revelam a prática, pela parte do PM, de actos condicionadores do exercício da actividade jornalística'.

Outras situações de suspeita de tentativa de ingerência do poder político junto da Comunicação Social investigados pela ERC tiveram o mesmo destino de arquivamento: os casos Rodrigues dos Santos, Cintra Torres e Lusa.


publicado por luzdequeijas às 22:24
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Heresias

luzdequeijas.blogs.sapo.pt/">luzdequeijas

12 Outubro 2008 - 00h30 
Imagem do ‘sócratismo’

No seu discurso de tomada de posse, em 12 de Março de 2005, José Sócrates citou a situação das farmácias como um mau exemplo a que iria pôr cobro.

Estranhamente, foi após a legislação que o seu Governo elaborou que Portugal foi processado pela Comissão Europeia por violação da concorrência. Os sinais contraditórios avolumam-se: a Autoridade da Concorrência, em 2006, defendia que "a liberdade de acesso é um requisito para um mercado concorrencial". Mas em 2008 já diz que a instalação e a localização de farmácias são matérias apenas reguladas pelo Ministério.

Desde que este Governo está em funções não abriu um único concurso para novas farmácias. Definiram-se regras de sorteio que imitam, desajeitadamente, o Euromilhões. Mas qualquer pretexto, por mais pueril, serve para adiar a abertura de novos concursos – agora, o Infarmed diz que estão à espera de uma tômbola…

O mercado que iria ser livre, afinal, nunca esteve tão fechado. O preço dos trespasses atingiu níveis astronómicos.

O caso é um paradigma desta governação – brada-se "em frente" ao mesmo tempo que se recua. Jura-se defender o consumidor enquanto se favorecem os interesses instalados.

Carlos Abreu Amorim, Professor universitário (dificilserliberalemportugal@gmail.com)

 

publicado por luzdequeijas às 19:49
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A realidade é lixada

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Pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 63/2006, de 18 de Maio, o Governo aprovou o programa " Legislar Melhor ". Em boa verdade, isto não passa de mais uma falácia ! De uma dimensão gigantesca e como tal, como muitas outras ! Vamos, pois, abordá-la através de um único exemplo, depois, é só extrapolar para o universo! Dá o país no seu pior!
Abordemos, por exemplo, o caso dos reformados. Há muitos reformados que não suportam estar em casa sem fazer nada, ou a passar tempo nos cafés e jardins, e preferem fazer aquilo que os preencheu a vida toda que era ter a sua profissão. Outros há que na reforma passam a ocupar-se com os seus passatempos, ou numa longa pasmaceira. Enquanto se tem saúde, acho que o reformado deve ser livre de escolher entre trabalhar, se puder, ou não trabalhar. Pode até, mesmo, ser levado a isso por necessidade. A vida não é fácil, muito menos na reforma. Há quem tenha de fazer muitos sacrifícios porque queria, mas não o deixam trabalhar, por ser reformado!Há também os privilegiados de alguns sectores públicos e empresas estatais e políticos, que têm reformas douradas, obtidas em meia dúzia de anos, em acumulação com outras.
É aqui que parece estar o problema, reformas que nunca deveriam ter sido concedidas ! São socialmente injustas . Escandalosas !
Na sua senda demagógica, José Sócrates, neste como em muitos outros casos da vida portuguesa, apanhou a solução do problema pelo seu lado espectacular ! Feérico e aparentemente justiceiro. Cortou, mandou cortar, a direito, expondo à chacota, inclusive, um seu ministro em exercício. Ninguém pode negar para quem alcançou uma reforma pelo tempo de trabalho e com os seus descontos normais, depois de reformado, os mesmos direitos que tem qualquer outro trabalhador a procurar trabalho. A idade não pode ser um estigma! Excepção para as tais reformas douradas, normalmente, nas mãos de gente com influência e na qual é perigoso mexer. Terá sido por esta razão que o PM mandou o legislador cortar a direito e abranger milhares de pessoas que pagaram as suas reformas e de outros, que se irão reformar mais tarde! Muitos deles até foram obrigados a vir para casa com 50 e poucos anos ( reformas antecipadas), perdendo regalias e conquistas na sua carreira profissional, para dar lugar a gente jovem e diminuir, com baixa de salários, os custos laborais de empresas de gente abastada!
Claro que o senhor PM disto nada sabe, andou uma vida inteira pela vida política, onde a troco de silêncios mesquinhos, a vida é dourada e a reforma escandalosamente fácil de conseguir, ainda jovem !
Ora, qualquer legislador, individual ou em escritório, com benesses escandalosas e uma carreira para si e para os seus, infindável, deveria conhecer e respeitar o lado social da vida do país, antes que se deixasse corromper, aviltando os direitos daqueles que honradamente têm uma vida inteira de trabalho ! É a isto que eu não chamo “Legislar Melhor”. Legislar melhor não é fazer a vontade ao senhor Sócrates de má memória ! Vejamos por último mais um caso concreto : na vida laboral portuguesa existem áreas nas quais muitos reformados poderiam ser muito úteis à sociedade civil e ao país. Por exemplo na vida autárquica ( Juntas, câmaras ), onde a sua disponibilidade, experiência, respeitabilidade demonstrada, sábia prudência e os conhecimentos de uma vida já vivida, com provas dadas, valem um preço impagável. O pouco dinheiro ganho não é tudo. Conta o prazer do serviço público e a satisfação de estar vivo, sendo útil .
Ora, o que é que o senhor legislador ao serviço do senhor José Sócrates fez ? Estabeleceu que um reformado teria de optar entre a sua reforma e o vencimento do novo exercício ! Um, dos dois ! Isto para um reformado que pode estar presente a 100% !
Para outra pessoa não reformada, já pode acumular o vencimento com a totalidade do abono pelo exercício do serviço público. Claro que na maioria das vezes estes autarcas não aparecem, delegam, não fazem sentir à população o melhor estimulo que lhe poderiam dar, a sua presença e apoio. Porquê esta discriminação ?
Chama-se a isto “ Legislar Melhor “ ? Assim vai a vida portuguesa e a governação de Sócrates !

António Reis Luz

 

publicado por luzdequeijas às 17:16
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Sábado, 11 de Outubro de 2008

Portugueses em Foco.

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No Luxemburgo

Este país é dos países mais ricos da UE ! A população portuguesa representa 16% de toda a população e 50% da população estrangeira ! Isto prova a capacidade dos trabalhadores portugueses e o seu civismo, enquanto alguns pretendem colocar em cima deles, o atraso de Portugal. É um país que se preocupa em criar riqueza que a todos beneficia ! Em Portugal o trabalho não está virado para a criação de riqueza, mas, tão somente para aumentar a riqueza de alguns ! A Irlanda, acaba de mostrar as suas fragilidades na economia que o PM pretende retratar a papel químico em Portugal.

 

O Mito do Investimento no Ensino Superior Público em Portugal

Sendo importante , está longe de ser decisivo para a criação de riqueza !

É frequente vermos em cartazes, manifestações e em todo o tipo de propaganda das Associações Académicas deste País a relação directa entre investimento na educação e desenvolvimento económico... É frequente até compararem o nosso país com a (vaca sagrada da) Irlanda...

Dizem que a Irlanda tem um desenvolvimento Económico surpreendente única e exclusivamente por ter investido em força no ensino superior público...

Ora nada poderia ser mais Falso...

Se este tipo de raciocínio fosse verdadeiro então como se explicaria que um dos países da União Europeia economicamente mais desenvolvidos e com o maior PIB per capita da Zona Euro, o Luxemburgo, não tenha uma única universidade!?!?!

A resposta é simples, é barata e dá (verdadeiramente) milhões (como se pode confirmar pela pujança económica destes dois países):

É que enquanto que a Irlanda e o Luxemburgo aparecem em, 3º e 4º lugar respectivamente do Índice de Liberdade Económica deste ano, Portugal por sua vez aparece em 30º lugar...

Só a título de exemplo enquanto que o IRC na Irlanda é de 15%, em Portugal este mesmo imposto é de 25%...

Assim sendo, facilmente se compreenderá que a resposta para o desenvolvimento económico do nosso país não passa por mais, mas sim, por menos investimento público... Em suma por um Estado mais magro e menos intervencionista que não consuma através dos excessivos impostos os recursos que os privados necessitam para investir e criar riqueza no nosso país...
Educação no LUXEMBURGO

População escolar
Para o ano de 2002/2003 a população escolar total do Luxemburgo ascendia aos 100.861 alunos repartidos da seguinte forma: 3215 na educação precoce (3,8%); 11576 no pré-escolar (11,4%); 34081 no ensino primário (33,7%); 12637 no ensino secundário geral (12,5%); 22093 no ensino secundário técnico (22%); 694 na educação diferenciada (0,6%); 4619 na formação profissional (4,5%); 11946 na formação de adultos (12%).
Importa especificar que 253 dos alunos que frequentam o ensino primário estão inseridos numa modalidade de ensino especial que se distingue por ser composta por um conjunto alternativo de aulas de acolhimento e apoio educativo (ver Currículos).
Sistema de avaliação
Durante os 11 anos de ensino obrigatório não existem exames nacionais. No ensino primário há uma avaliação contínua feita em determinados grupos de disciplinas e uma avaliação sumária mais alargada versando áreas curriculares, realizada através de testes periódicos geralmente escritos.
A passagem do ensino primário para o ensino secundário inferior depende da apreciação dos resultados do aluno por um conselho de orientação a quem cabe ainda o papel de elaborar um relatório de apreciação sobre a via de ensino mais adequada para o aluno seguir os seus estudos. A retenção no 6º ano pode acontecer em casos excepcionais por ordem do conselho e com o consentimento dos pais.
No ensino secundário superior (pós-obrigatório) a avaliação baseia-se na realização de testes por período a todas as disciplinas. A obtenção dos diplomas de conclusão do ensino secundário superior geral e técnico e dos certificados de fim de estudos profissionais implicam a realização de exames ao nível nacional. Dos alunos que no final do ano lectivo de 2002/03 se candidataram à obtenção do diploma de fim de estudos do ensino secundário geral, 13,4% não teve sucesso; no ensino secundário técnico essa percentagem é de 22% ; no ensino secundário profissional 20% dos alunos não conseguiram obter o certificado.

A Comunidade Portuguesa no Grão-Ducado do Luxemburgo .

As estimativas mais recentes sobre a Comunidade Portuguesa residente no Luxemburgo apontam para 80.000 pessoas, 16% da população total do país e 50% da população estrangeira.
O número de portugueses que se tem fixado no Luxemburgo tem vindo a aumentar. Nos últimos 20 anos, a população portuguesa terá duplicado, estimando-se que, a partir de 2003, tenham entrado cerca de 3.000 pessoas em cada ano, constituindo-se como a comunidade com o maior fluxo de entradas.
Anualmente, registam-se cerca de 1.200 nascimentos na Comunidade.
A população portuguesa distribui-se por todo o território luxemburguês, concentrando-se principalmente na zona sul, designadamente no cantão Esch-sur-Alzette (35,6%) e na cidade do Luxemburgo (23,28%). Porém, as maiores densidades populacionais portuguesas são observadas na região nordeste, por exemplo nas comunas de Larochette, Bettendorf, Schiren e Echternach, representando respectivamente 77,04%, 76,03%, 68,70% e 66,04% do total da população daquelas comunas.
Quanto à análise por regiões de origem de residência, observa-se que a população portuguesa era proveniente de todas as regiões de Portugal continental, com principal destaque para os distritos de Coimbra, Braga, Vila Real, Viseu, Porto, Lisboa, Aveiro, Leiria, Guarda e Bragança.
A população activa portuguesa (o segundo maior grupo estrangeiro, a seguir aos franceses) trabalha, maioritariamente, por conta de outrem e, por ordem de grandeza, sobretudo nos sectores da construção civil e obras públicas, serviços domésticos, hotelaria, restauração, agricultura, indústrias diversas e serviços (bancos e seguradoras).
Existem actualmente mais de 80 associações, federações e confederações registadas como estruturas associativas ou com estatutos próprios no seio da Comunidade Portuguesa, das quais cerca de um quarto na cidade do Luxemburgo e as restantes sobretudo nas comunas de Esch-sur-Alzette e Differdange.
António Reis Luz




 

publicado por luzdequeijas às 21:42
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Momentos de promessas

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29 Abril 2008

Momentus de promessas

 
Num momento em que (e é com a maior tristeza que o digo),o maior partido da oposição atravessa uma crise interna, não posso deixar de (re)lembrar as promessas levadas a cabo pelo Sr. Engenheiro, ou não, Sócrates, pela altura da campanha eleitoral de 2005.

Só a começar pelo slogan de campanha já nos podemos começar a rir... "Voltar a Acreditar!", dizia ele. Só se ele se estivesse a referir ao facto de voltar a acreditar que, afinal, a ditadura não é um coisa tão distante como pode parecer.


Mas prosseguindo, pois, ouvir as promessas deste senhor é melhor que ver "Gato Fedorento" num dia de semi-sol.

"Não vamos combater o défice fazendo dele uma obsessão..." in Tempo de Antena

Hmmm....ninguém diria, porque desde que o Sr. Sócrates foi eleito só o ouço falar em défice e "contenção da despesa pública".

"Recomendo que leiam o programa. Não está previsto nenhum aumento dos impostos.” In Entrevista Televisiva, L. 05

Não? Ah... se calhar ele estava a falar de outro país...sei lá, da Etiópia talvez, porque aqui, depois de eleito, aumentou 9 impostos e cada português paga mais 330€ em impostos do que em 2005.

A qualidade de vida vai voltar à agenda política (…) O país tem que ser capaz de garantir condições dignas àqueles que passaram uma vida inteira a trabalhar…” in Tempo de Antena.

A qualidade de vida quê?.... o país tem que ser capaz....unh? condições dignas...?
Ele devia era estar a falar da qualidade de vida dele! Realmente a dele aumentou.... Então não é uma condição digna ir fazer safaris a África enquanto o povinho português "aperta o cinto" nos gastos públicos e lhes vê os salários reduzidos e as carreiras congeladas?
Eu acho que este senhor devia era juntar-se a um programa humorístico qualquer porque ironia não lhe falta.

Por fim, José Sócrates apelou à maioria absoluta para "utilizá-la ao serviço dos portugueses..." in Tempo de Antena.

Utilizá-la ao serviço dos portugueses que se situarem num espaço restrito entre quatro paredes algures no Largo do Rato, só se for isso...tá certo.

Com tudo isto, só me apetece chorar de tanto rir ou rir de tanto chorar....
 
publicado por luzdequeijas às 21:20
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Promessas sem fim

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As promessas de Sócrates

Não podemos criticar José Sócrates por violar promessas eleitorais e depois pretender que faça aprovar leis que não propôs ao eleitorado, caríssima Cristina. Os casamentos homossexuais não constavam do programa que os eleitores sufragaram em Fevereiro de 2005: faça-se a justiça ao primeiro-ministro de que, pelo menos nesta matéria, não serve gato por lebre. Bem bastam as promessas que fez e não cumpriu - a realização de um referendo europeu, os 150 mil novos empregos, as SCUT intocáveis e o crescimento económico de 3% ao ano, por exemplo. É por isto que os eleitores o julgarão nas urnas em 2009 - não por ter recusado pôr em prática o programa eleitoral do Bloco de Esquerda.


 

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publicado por Pedro Correia
 
mansa que nos tolhe.

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

A promessa falhada do crescimento de 3% em 2009

 

 
Foram hoje conhecidas as projecções económicas de Outono das Comissão Europeia (CE), que apresentam as primeiras previsões para 2009.

No que a Portugal diz respeito, para além das dúvidas de Bruxelas quanto ao défice público de 2008 e 2009 (projectados em valor superior ao que o Governo prevê), da manutenção da taxa de desemprego em redor de 8% neste horizonte temporal (também um número superior às projecções do Executivo), e do défice externo continuar em redor de 9% do PIB, o maior destaque vai, em minha opinião, para o crescimento projectado para o PIB em 2009: 2.1%, depois de 2% em 2008 (também abaixo dos 2% previstos pelo Governo). Confirma-se, assim, que, pelo menos até final da presente legislatura, o nosso país continuará a divergir da média europeia (UE-27: 2.4% de crescimento quer em 2008, quer em 2009), isto é, continuaremos a ficar mais longe da Europa e a empobrecer face aos nossos parceiros. O que, infelizmente para todos, creio que poderá continuar bem para além de 2009…

Mas para mim o mais importante é que estamos perante o primeiro cenário que deita por terra qualquer possibilidade, por mais ínfima que ela pudesse ser, de Portugal crescer 3% em 2009 – como José Sócrates, na campanha para as eleições legislativas de 2005, tinha prometido.

Já nessa altura era possível prever que essa promessa não iria ser cumprida, dadas as debilidades estruturais que a nossa economia atravessava – e ainda atravessa. E isto por mais que o Governo estivesse a governar bem, porque quaisquer reformas que sejam realizadas levam tempo até produzirem efeitos. Ora, não estando o Executivo Socialista a governar bem em diversas áreas – pelo menos em minha opinião – claro que atingir esse objectivo ficava ainda mais difícil… como, repito, infelizmente, tenho a firme convicção que sucederá em 2009.

Espero também que, tratando-se uma vez mais de uma promessa eleitoral que não será cumprida (e prometer um determinado nível de crescimento é um perfeito absurdo, porque, como facilmente se percebe, o crescimento económico não se pode decretar…), este caso sirva novamente como exemplo da postura que os responsáveis políticos não devem ter na proximidade de actos eleitorais. Prometer algo que depois não se pode cumprir é, em termos de credibilidade, o pior que pode haver. E é dos factores que mais contribui para cavar um fosso ainda maior (ao já existente) entre a população e a classe política.

Infelizmente, trata-se de algo que, como se sabe, não serve apenas para o Partido Socialista…
 

 


 

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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Promessas cumpridas

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junho 16, 2005

Mais uma promessa cumprida

Para quem tenha dúvidas Sócrates cumpre mais uma promessa. As férias de Verão dos tribunais são reduzidas. Assim:

O ministro da Justiça, Alberto Costa, já concluiu o projecto para a redução das férias judiciais de Verão. ..... os operadores judiciários gozem "preferencialmente" as férias no mês de Agosto, mas abre a porta a que eles possam começar a gozá-las na última quinzena de Julho. Os magistrados judiciais e do Ministério Público (MP) terão ainda durante o ano um bónus de seis dias, em que podem pedir dispensa do serviço. O período de férias judiciais engloba ainda duas semanas no Natal e Ano Novo (de 22 de Dezembro a 3 de Janeiro) e uma semana do Domingo de Ramos à segunda- -feira após a Páscoa.
O modelo adoptado acabou por ser idêntico ao que acontece em Espanha, sobretudo com a concessão de seis dias, durante o ano, para os magistrados pedirem dispensa do serviço, metade dos concedidos no modelo espanhol. Sendo assim, o actual período de férias judiciais no Verão ( de 16 de Julho a 14 de Setembro) será reduzido ao mês de Agosto. a partir do próximo ano, os tribunais entram em total funcionamento logo no dia 1 de Setembro.
E mais nada.................................

Publicado por mocho em junho 16, 2005 09:09 PM

 

publicado por luzdequeijas às 15:35
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Católicos

Igreja pede a Sócrates que controle laicismo de alguns membros do PS 
30.03.2008 - 10h32 Natália Faria
O projecto do PS de fazer desaparecer o divórcio litigioso da lei portuguesa "é um grande erro que o país vai pagar caro no futuro", criticou o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, para quem este projecto - ­que será debatido no plenário a 16 de Abril - é mais um sinal claro da postura de afrontamento que o actual Governo assumiu relativamente à Igreja Católica.

"Há forças dentro do Governo que têm uma postura de ataque à Igreja Católica e penso que falta, da parte do primeiro-ministro, uma vigilância coordenadora de actos e medidas avulsas que ferem e atingem quem anda há muito a servir a população", declarou o porta-voz da CEP, reclamando de José Sócrates uma "ética política" que não fique refém dos "interesses imediatos nem das influências de um ou outro ministério" e do PS.

A tensão entre o Governo e a Igreja Católica agudizou-se em torno de questões como o aborto, os atrasos na regulamentação da Concordata e a intenção declarada de pôr fim à assistência espiritual e religiosa nos hospitais. "São actos avulsos e isolados que, somados, ferem e atingem quem quer servir a população", insiste, dizendo que "o Estado tem a obrigação de reconhecer o papel social da Igreja e de o promover do mesmo modo que promove o desporto, ao apoiar a construção de estádios".
publicado por luzdequeijas às 12:39
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Empregos Qualificados

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Complexidade e Contradição

Por narcisismo, que é um facto civilizador. (Agustina)
complexidadeecontradicao@gmail.com

Segunda-feira, Fevereiro 21

Primeira promessa de Sócrates que gostava de ver cumprida.

 
«Não vamos deitar fora as coisas boas que foram feitas apenas porque foram feitas por outros.»

Ouvi Sócrates repetir isto algumas vezes. Estou à espera (nomeadamente da lei das rendas, por enquanto suspensa).

Como já deu para ver ainda não consegui expurgar a política deste blogue. Mas continuo a tentar.
 

 

Pré-campanha

Emprego vai ser prioridade do PS

Sócrates quantificou a promessa de criar mais empregos serão 150 mil em quatro anos

Maria henrique espada
  DN-Pedro Saraiva

Contenção. «Não há receitas milagrosas. Eu não prometo o paraíso.»
Foi uma repetição, mas agora José Sócrates avançou com os detalhes. O secretário-geral socialista comprometeu-se a criar 150 mil postos de trabalho, se for eleito primeiro-ministro nas próximas legislativas. O líder do PS anunciara já que pretendia recuperar os empregos perdidos nos últimos três anos, mas na altura, foi a comunicação social a fazer as contas. Mas ontem, na visita ao Centro de Emprego de Picoas, em Lisboa, Sócrates já traduziu a promessas em números concretos «São 150 mil empregos que perdemos em três anos e que vamos recuperar em quatro.» E garantiu que, se formar Governo, «o emprego regressará às prioridades da política económica».

 

20 de Novembro de 2007

As promessas de Sócrates

 
Portugal perdeu 167 mil empregos qualificados
Correio da Manhã - 19 Nov 2007
Aumenta o sub-emprego e a emigração, e o governo continua feliz exibindo o maior sorriso de sucesso. Não foi só a nivel de trabalhos qualificados que Portugal ...

Então, e onde param os 150 mil postos de trabalho que o engº Socrates prometeu?

Tenham calma... eles foram criados, mas foi na Inglaterra, na Suíça, Luxemburgo e Andorra, para onde emigrou nos últimos anos o mesmo número de portugueses.
 

 

publicado por luzdequeijas às 12:15
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

governação falhada

 

http://www.dailymotion.com/video/x38nns_sequence-1_politics">http://www.dailymotion.com/video/x38nns_sequence-1_politics

 

( Clique acima )

 

 

 

 

José Sócrates, na campanha eleitoral de 2005, diz que 7,1% de desemprego são a "marca de uma governação falhada" e de uma "economia mal conduzida". Em Outubro de 2007, com José Sócrates como primeiro-ministro, Portugal tem 8,3% de desempregados e, pela primeira vez em quase 30 anos, a taxa de desemprego é superior à de Espanha.

publicado por luzdequeijas às 16:30
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Pino e Lino :)

 

 

publicado por luzdequeijas às 15:11
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Cidadãos Independentes

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Já havia sido, segundo parece, por influência do Ex.  Presidente da República, Jorge Sampaio, que foi legislado o recurso aos grupos de cidadãos criarem Movimentos de  Independentes nas eleições autárquicas . Muita gente acreditou, muito sinceramente, que a abertura às candidaturas de INDEPENDENTES, poderia vir a refrear este terrível salto do país para o abismo, em consequência da desastrosa actuação dos partidos . 
Já sei,  José Sócrates chama a isto o "Bota-Abaixo". Antes fosse.........      . Porque se fosse, o povo não falava do sistema quando se refere ao poder paralelo a que muita gente dá apoio, ingenuamente, ou não. Ou quando fala de grandes interesses pessoais ou de grupos pecaminosos, também de pequenos favores que vão minando a credibilidade dos que andam na política !
Mesmo quando se refere a gente infiltrada nos sindicatos, nas empresas, na Administração Pública, nos partidos, nas escolas, no futebol, nas igrejas, etc. , enfim, onde quer que as pessoas se assumam como uma divindade de polaridade negativa que, como o ar, somos obrigados a respirar e raramente ver ! Tal polaridade corrói os princípios basilares de uma sociedade democrática e os valores que se julgam inerentes a uma humanidade digna . Constituem - se, ainda, numa perigosidade, terrivelmente devastadora, montando todo o tipo de corrupção e ilícito. Atropelamentos civicos, e até crimes de vária a ordem! Era toda esta situação nebulosa que , certamente,  o legislador, quereria combater ao elaborar a lei dos eleitos independentes ! Melhor dizendo, pôr as autarquias a funcionar com gente fora dos partidos, porque essa, dos partidos, são o ninho do mal amado sistema.

 

Há militantes dos partidos fora do sistema, mas há independentes a coberto e a soldo do partido e do seu sistema. Há gente que de fora, dominam as eleições em que votam os que estão dentro do partido ! Afinal, que moralidade há nisto ? Independentes e partidos estão  entrelaçados. Salta à vista, mesmo para quem não quer ver! E se por acaso, algum independente, que é mesmo independente, é empurrado para liderar um Movimento de Independentes, não tarda a ser, oportunamente , escorraçado pelos independentes que afinal não o são. Será que isto é democracia ? Claro que não. É uma grande confusão. Mas é assim mesmo. Então, sendo assim,  porque é que todos se calam e acomodam ? 

A resposta não é oportuna. 

Porém, é na vida autárquica que o sistema se mostra mais de perto aos cidadãos, e onde os políticos de serviço, são escrutinados diariamente por estes. É aqui que, sem ler os jornais, ou ouvir os telejornais, muito antes disso, o povo detecta os mínimos sinais de riqueza exterior nos políticos de proximidade. É aqui que o mesmo povo se interroga da razão de certas pessoas, vestidas de políticos, independentes ou não, sem ou com méritos abonados, constarem sempre das listas eleitorais . Curiosamente, muitas vezes, sem assumirem a liderança ! São os segundos planos . Esses são os piores !

Mais controlo no número de mandatos que fazem !

 

Naturalmente que, em tudo isto e muito mais, o pernicioso sistema  veste a pele dos partidos políticos, numa hábil e subtil rede de complexos comportamentos e atitudes que se harmonizam entre os vários partidos, colocando em secundaríssimo plano, as disputas partidárias. Não se discute o país, o concelho ou a freguesia. O debate político corre por fora do partido ! Os partidos também se entrelaçam. Uns vão às festas dos outros. Parece no entanto, estar na altura deste poder dar as mãos e acabar com esta fantochada ! E, como nunca ninguém saberá, ao certo, quem é ou não é independente, o MELHOR É RAPIDAMENTE ACABAREM COM OS MOVIMENTOS INDEPENDENTES. Socrates e Manuela Ferreira Leite façam favor de acabar com esta encenação .  Assine-se o necessário decreto para acabar com os independentes a mandar no sistema e no partido. De fora para dentro ou no sentido inverso.

 

Não baralhem mais a cabeça do pobre eleitor. Tudo isto se passa mesmo à frente dos seus olhos ! Na mesma terra onde todos se conhecem! É muita areia ......para a camioneta!  Os termos da actual lei aprovada limitam - se à formação dos movimentos e à sua actividade até ao acto eleitoral ! E depois ? Com autarcas independentes eleitos, como se reunem ? Com que legalidade ? Que regulamentação seguem, na vida desse grupo ? Qualquer uma ? Apoio parece que têm ! E não é pequeno! Mas a legalidade de que precisam, como suporte ?

A lei em vigor determina que deve ser um grupo de cidadãos a nomearem a lista do movimento. Na realidade passa-se tudo ao contrário, ou seja, um candidato forte faz a sua lista e depois vai para a rua pedir o apoio dos eleitores! Assinaturas !

Com a imaginação fértil do português, logo se descobre a solução para o que não existe legislado. Recorre-se à constituição de uma qualquer associação local ! É uma forma de tapar a lacuna da lei. Constitucionalmente, não sei se legal.

 

Três tipos de candidatura estão a ser possíveis para o poder local ; partidos, coligações de partidos e grupos de cidadãos Independentes. Chegados aqui será obrigatório perguntar ; qual a diferença entre um partido político, uma coligação ou um movimento de independentes ? Qual a vantagem do aparecimento destes últimos ? Considerando a sua interligação com os partidos?

 

Para quem acreditou que eles fariam a diferença, para melhor, e forçariam os partidos a uma desejável mudança de comportamento político, resta- lhe a desilusão.  Tirando um ou outro caso, os independentes nada trouxeram, antes pelo contrário Deram cobertura aos descontentes partidários e tornaram- se simples prolongamentos dos partidos ! Ou seja, as listas de candidatos independentes foram ocupadas por gente afecta ao sistema ! E só ! Não a independentes, muito ou pouco independentes!
Tudo piorou, porque em vez de o sistema viver das sensibilidades dos partidos, passou a viver das sensibilidades de um grupo independente que gira, obrigatoriamente, em função de um líder forte e carismático. E só dele !
É este líder que vai comandar uma câmara, uma Junta e, praticamente sem oposição, estabelece uma indesejável promiscuidade entre órgãos que por lei são independentes ! Câmaras e Juntas ! Órgãos totalmente independentes.
.
Forçoso será concluir que, os auto proclamados movimentos de cidadãos independentes, de independentes nada têm !
Nunca irão melhorar o desempenho dos partidos por estarem inquinados das mesmas maleitas !

Aproveitem-se as próximas eleições para acabar com os actuais Inependentes, e depois de ser devidamente repensada a nova lei a aprovar,  sem pressas, reiniciem-se então, estes movimentos.

Se o não fizerem, a abstenção vai disparar.

Talvez com um pouco de atenção, os leitores possam descortinar algum caso evidente, no concelho de Oeiras, daquilo que se acaba de explanar. Depois é só pensarem um pouco e concluirem ! Caso único. Para meditarem. Ou és dos meus ou sais. Mesmo Independente!


De facto os movimentos independentes servem pessoas não a população.  As suas associações  são "Um Nado - Morto". O futuro vai demonstrá-lo.
O  sistema não perdoa aos verdadeiros independentes, os outros, mais dia menos dia, é vê-los a falar alto ! Sozinhos, estão ainda, mais à vontade ! Livres como passarinhos.

publicado por luzdequeijas às 20:03
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Currículo

A Casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.

Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa. São
cinco assoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho. Tem 150
metros quadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em
Fevereiro de1996, 240.000 euros.

Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em São

Bento. Na garagem tem um Mercedes C230. Longe vão os tempos em que
conduzia um modesto Rover 111.

Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca. Como
pode Sócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57
mil líquidos) que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano?
Diz não ter rendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de
poupança. O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.

Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco? Sociedade de Venda de
Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está
registado na matrícula da sociedade. No seu site Sócrates Carvalho
Pinto de Sousa, não consta este pormenor.

Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os
investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de
resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades
partidárias, durante o período em que José Sócrates exerceu funções
governativas (Ministro do Ambiente de António Guterres).

Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do
concurso para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do
Planalto Beirão.

A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates,
Virgílio de Sousa.

Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E
porque se tenta ele esquecer?

Porque:

Armando Vara -  condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no
entanto recebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é
ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.

Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos;
HOJE É ELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade
parlamentar.

Virgílio de Sousa - condenado a prisão  por um processo de corrupção
no Centro de Exames de Condução de Tábua.

Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que 'ricos' amigos,
hein?...Como é mesmo aquele provérbio?...

'Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!'

Sócrates já não se lembra..Convém que o pessoal não se esqueça!!

publicado por luzdequeijas às 19:39
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Sócrates Morreu

luzdequeijas

Sócrates morreu.

O conselho de ministros reuniu-se para decidir onde seria enterrado.

Luis Amado sugeriu:
- Deve ser enterrado em Vilar de Maçada. Afinal, é a terra natal dele.



Então Mário Lino que, não se sabe como, entrou na reunião cambaleando, disse com aquela entoação típica dos finais de almoços bem regados:
- Em Vilar de Maçada pode ser... Mas em Jerusalém, JAMÉ!...

                    Como estava naquele estado, ninguém lhe deu atenção.
Teixeira dos Santos, então, disse:
- Acho que deve ser na Covilhã, onde viveu e fez carreira política.
E onde assinou aqueles maravilhosos projectos que o firmaram como o imenso vulto da Cultura e da Engenharia que é hoje...


Mário Lino, mais uma vez, interveio:
- Na Covilhã pode ser... Mas em Jerusalém, Jámé! Jámé!
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.



Manuel Pinho, finalmente, sugeriu:
-Nem em Vilar de Maçada nem na Covilhã.
Deve ser enterrado em Lisboa, pois era o Primeiro-Ministro, o melhor primeiro ministro de Portugal desde o tempo desse grande estadista que foi   D.Sebastião, e todos os Primeiros-ministros devem ser enterrados na Capital.

E Mário Lino, novamente:
- Em Lisboa pode ser...
Mas em Jerusalém, é que Jámé!
Já-mé!









Aí, todos perderam a paciência com o impertinente:
- Ó Lino, pá!
Porquê esse medo todo de Sócrates ser enterrado em Jerusalém?


E Mário Lino:
- Porque uma vez enterraram lá Jesus e Ele RESSUSCITOU...

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:37
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Erro Grosseiro

Pedroso
 

Relembrando:
 
http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ
Clicar acima
É uma boa altura para recapitular e tentar descobrir onde estará o erro grosseiro.

 

 

 
 

publicado por luzdequeijas às 14:19
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Imaginem

luzdequeijas.blogs.sapo.pt/">luzdequeijas

 


Imaginem

 

Imaginem
00h30m

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.

Imaginem que país seremos se não o fizermos.

 

publicado por luzdequeijas às 14:02
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Défice das Contas Públicas

 

De 2002 a 2006 o défice foi reduzido para 3,9% do Produto Interno Bruto. Fonte: Instituto Nacional de Estatística
 
Mesmo assim, mais de 50% até 2006, do que este país produziu, foi "engolido" pela máquina do estado. Como poderá algum país conseguir ser competitivo e/ou se desenvolver neste estado de coisas? Isto tudo apesar do aumento dos impostos nos produtos petrolíferos, sobre os carros, energéticos (ISP), IVA e aumento do tabaco etc.
O Tribunal de Contas ( TC ) afirmou que continua a ter dúvidas sobre as contas do Estado, porque a informação disponível não permite certezas sobre as receitas e as despesas públicas, e, consequentemente, sobre a dimensão do défice orçamental. Na verdade o governo procede, em contínuo, a uma total mistificação dos dados que vai apresentando, ou seja, em lugar da apresentação dos valores da execução orçamental comparativamente aos valores orçamentados, desvia esta análise, para a comparação com os dados do ano anterior!
Assim, custa mais a perceber se os objectivos estão a ser ou não cumpridos, e onde se situam os principais desvios. A situação explicita a enorme mistificação que o governo tem vindo a fazer, afirmando o controle das finanças públicas e do défice, pela redução da despesa. Não é verdade.
Apesar da brutal carga de impostos, dizia José Sócrates : A nossa ambição é uma: colocar a economia portuguesa na rota do crescimento, da criação de emprego, da justiça social e da promoção do bem-estar. O mandato que terá 4 anos e meio (maior que o normal), tudo aponta, que vai chegar ao fim e nenhum destes objectivos ( e muitos outros ) estão alcançados, antes pelo contrário, o país atrasou-se irremediavelmente!- O défice das contas públicas ficou, em 2007, nos 2,6% ( ? ), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). As contas de 2008 são ainda escassas. A crise internacional está para durar, mas o FMI prevê para Portugal em 2007 0,6% e 2009 - 0,1% ! Significa  estagnação para toda a gente menos para o PM ! Com o seu optimismo (?), vê nisto crescimento !
Contudo, quando os ventos vindos de fora eram de expansão, o governo reclamava aplausos para si pelo crescimento das exportações ! Agora, a culpa é da ganância dos americanos . Há aqui algumas semelhanças com Hugo Chavez !
 
Se fizermos o calculo do Défice de 2007, nas condições que havia em 2004, ou seja, sem as receitas dos aumento dos impostos e dos cortes sociais que se verificaram, para comparação dos Défices de 2007 e 2004, e acrescentarmos as receitas extraordinárias (1,4%) obtemos para o Défice de 2007 o valor assustador de cerca de 7%, muito superior aos 5,2% do PIB obtidos em 2004. Para este ano o valor do défice deveria ter um valor semelhante aquele de 2007 ! Ou pior !
 
De resto, toda a recuperação no défice se está a dever às receitas fiscais, no entanto, o maior acréscimo foi registado nos impostos directos. Tal mérito deveria merecer um aplauso à Dr.ª Manuela Ferreira Leite por ter criado as condições para que tal acontecesse ! Todo o planeamento do saneamento fiscal, a ela e Bagão Felix se deveu!
O défice vai sendo controlado, mas não é indiferente para a economia tal acontecer por via do aumento dos impostos e não por via da diminuição da despesa. Também não é indiferente para a economia que tal controlo se deva a um enorme esforço da população pagando impostos excessivos. Logicamente que para o fazer teve de se conter, muito, no consumo ! A economia ressentiu-se disso, o que não teria acontecido se tivesse sido reduzida a despesa corrente do Estado. Mas ganhar eleições soa mais alto !
 
As tão faladas reformas estruturais não se fizeram, a despesa continua alta, e agora o “subprime” vai complicar o “show of ” eleitoral ( com o dinheiro do povo), que o governo queria fazer em 2009, gastando em investimentos o dinheiro que o país não tem, naquilo que o país não precisa !
António Reis Luz
publicado por luzdequeijas às 18:23
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MAGALHÃES II

luzdequeijas

Empresa que produz «Magalhães» em tribunal por fraude


A JP Sá Couto, empresa que produz os computadores «Magalhães», é arguida num processo de fraude e fuga ao IVA, onde o Estado terá saído lesado em mais de cinco milhões de euros, avança hoje a Rádio Renascença.

Segundo a emissora, um dos administradores, João Paulo Sá Couto, é, juntamente com a empresa, acusado da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal.

Ao todo são 41 arguidos, acusados de pertencer a um esquema no ramo da informática, conhecido como «fraude Carrossel».

No esquema em causa eram feitas transmissões sucessivas em círculo dos mesmos bens entre diversos operadores sedeados em mais do que um estado da UE. Desta forma, os operadores no seu país conseguiam não pagar o IVA, que tinham em dívida.

Os arguidos rejeitam a acusação, alegando que o processo está construído com base em presunções e não em factos.

Além da acção penal, o Estado português pede uma quantia de mais de cinco milhões de euros pelos danos do crime, acrescido dos juros de mora.

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 12:28
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

" MAGALHÃES I "

 

Não há ninguém em Portugal com acesso aos 'media',  e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes 'políticos' poucos escrupulosos e sem nível ?... 
 
           
*** Magalhães ***
o mais escandaloso golpe de propaganda do ano: Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'.

A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal'.
A SIC refere que é '
um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico.'

Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito, é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade!
Felizmente, existem alguns
bloques atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: 'Tirando o nome, o logotipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'

Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um “trabalhinho” de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo. Jornalista sério.

 
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab fez desta inovação, o portátil de 100 dólares...
A Intel foi um dos parceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento. Do terceiro mundo.
Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que já fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.
Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos, em vez de fazer perguntas estudadas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz .
 
publicado por luzdequeijas às 20:54
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

A Auto-estrada

 

Ministros português e angolano

 

 

Um ministro Português recebeu, em Lisboa, um ministro Angolano.
Simpático, o ministro português convidou o outro a ir lá a casa.

O ministro angolano foi e ficou espantado com a bela vivenda. Em bairro
chiquérrimo e com piscina.
Com a informalidade dos luandenses pôs-se a fazer perguntas.

- Com um ordenado que não chega a mil contos limpos, como é que o meu
amigo conseguiu tudo isto? Não me diga que era rico antes de ir para o
Governo?

O ministro português sorriu, disse que não, antes não era rico. E em
jeito de quem quer dar explicações, convidou o outro a ir até à janela.

- Está a ver aquela auto-estrada?

- Sim, respondeu o angolano.

- Pois ela foi adjudicada por 100 milhões. Mas, na verdade, só custou
90.. disse o português, piscando o olho.

Semanas depois, o ministro português foi de viagem a Luanda. O angolano
quis retribuir a simpatia e convidou-o a ir lá a casa. Era um palácio, com
varandas viradas para o pôr-do-Sol do Mussulo, jardins japoneses e piscinas em
cascata.

O português nem queria acreditar, gaguejou perguntas sobre como era
possível um homem público ter uma mansão daquelas.

O angolano levou-o à janela.

- Está a ver aquela auto-estrada?

- Não...!!!!

Nem eu.... !!! 

publicado por luzdequeijas às 22:01
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Justiça Portuguesa

Justiça PT

 

 





- Processo Casa Pia: nada

- Processo Apito Dourado: nada

- Assassinatos de seguranças na noite: nada

- Caso Maddie: nada (com direito a humilhaçãozinha no estrangeiro...)

- Caso Freeport: nada

- Caso dos sobreiros PP: nada

- Caso BCP: nada

- Caso Vale e Azevedo: nada

- Operação Furacão: nada

Mas soube-se prender um jovem que fez um download de música ...
YEAAAAAAAAH!...

Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!...

Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter
feito o download e partilhado música ilegalmente!...




Somos muito à frente.................

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 






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publicado por luzdequeijas às 17:07
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

O DIA do DIPLOMA

luzdequeijas

 

Sócrates entrega diplomas a alunos para valorizar socialmente os CET’s, (Cursos de Especialização Tecnológica do IPL ).
“O primeiro-ministro e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior estiveram presentes na cerimónia de entrega de diplomas aos alunos dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET’s) de nível IV que decorreu no dia 29 de Julho no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto politécnico de Leiria. A presença de José Sócrates teve como objectivo valorizar socialmente os CET’s e, assim, incentivar os portugueses que não terminaram os seus estudos a inscreverem-se nestes cursos que conferem uma qualificação profissional e permitem o acesso ao ensino superior. Também quis valorizar "o amor à escola" e aumentar a confiança dos professores !
 
O Senhor Primeiro Ministro revela uma notória obsessão com esta palavra conhecida por “ Diploma “. Por vezes é difícil entender estas coisas ....... mas a verdade é que por exemplo o Presidente do Brasil, não esconde de ninguém que sempre foi operário e que esse é o seu melhor diploma. É respeitado e admirado pela forma como tem exercido o seu mandato, à frente de uma das maiores nações do mundo ! A escolaridade é importante mas, um país cheio de problemas como o nosso, não pode perder- se arvorando uma bandeira ( da educação) que só daqui a alguns anos, noutras condições, poderia ajudar Portugal. Se dar diplomas, mesmo que eufemisticamente, resolvesse o nosso problema, então, o senhor Primeiro Ministro instruiria o ME a enviar um diploma para cada português ! Se já tivessem um, ficariam com dois ! Se não tivessem idade, não importava, quando a tivessem já tinham o seu diploma ! Se morressem, paz à sua alma.
 
O pior é que tudo não passa de eleitoralismo! Numa manobra que acaba por desacreditar o ensino, no qual os professores nunca estiveram em perda de confiança ! Só estiveram e estão, como vitimas perseguidas !
Um diploma é o maior símbolo do mérito mas, deixa de o ser, quando o seu significado é vulgarizado ! Quando a escola deixa de chumbar e passa a distribuir diplomas !
 
Honra seja feita ao Senhor Presidente da Republica ao ter anunciado que na “ 1.ª Jornada do Roteiro para a Juventude “, vai apresentar, pelo seu significado, um casal de jovens agricultores, com baixa escolaridade e que estão à frente de uma exploração leiteira de sucesso !
Senhor Primeiro Ministro, convença-se de que o país real não é esse que o senhor tem na cabeça. O país real é aquele onde há lugar para todos e os génios aparecem onde Deus quiser que apareçam, pois as qualidades necessárias para o ser são distribuídas por ele, e não por quem dá diplomas. Chega de manobras eleitoralistas, cansam e têm um efeito contrário. Revoltam.

António Reis da Luz

 

publicado por luzdequeijas às 16:06
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Ilegalidade

 

 ( Clique em cada imagem para a ampliar )

 

Em cima se pode ver uma placa informativa da CMO, em total conformidade com a lei. Informa a população da obra em questão, do seu valor e dos técnicos responsáveis por ela, dos prazos de conclusão e do seu construtor.

Está em conformidade com a lei e com a legalidade. Isto, numa obra sem grande responsabilidade ( embora cara ), uma simples área para os caninos fazerem, em paz, as suas necessidades. 

 

O Contraditório

 

Ao lado, podemos ver algo nunca visto ! É de bradar aos céus ! Um pedaço de papel de embrulho, com letra de analfabeto, que diz  ser uma obra da responsabilidade da Junta de Freguesia de Queijas. Aqui começa a ilegalidade. Uma junta não dispõe de técnicos com competências para assinar uma obra como adiante se vai descrever. Talvez por isso não esteja assinado ( o papel de embrulho ! ). Não tenha prazo de conclusão, nem o custo (?), nem o seu construtor, que não foi a Junta ! ( Sabe - se o nome do construtor, pela viatura estacionada).

 

Mesmo ao abrigo da "Delegação de Competências", a Junta de Freguesia nunca poderia fazer esta obra que envolve cimento armado na construção de um paredão alto e comprido ! Uma obra com elevados riscos de segurança e feita sem técnico responsável,  nem tão pouco com autorização pública da CMO. Que, acredita-se desconheceu a sua realização, pois de contrário os Fiscais da CMO, teriam actuado !

Por este exemplo, percebe-se a razão pela qual no executivo da Junta, nunca poderão estar pessoas honestas e competentes !

Assim vai Portugal ! Paz à sua alma !

 

 

 

 

 

publicado por luzdequeijas às 14:08
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Dois mais dois são quatro

 

 

  HOJE, EM PORTUGAL, DOIS MAIS DOIS SÃO TUDO MENOS QUATRO.
 
A sociedade portuguesa actual está contaminada de mentira como da pior das contaminações morais, e ela ( ? ) é um dos principais responsáveis. A mentira circula impunemente por toda a parte, tornou-se já numa espécie de outra verdade.
 
 
 
 
 
• O meu desejo é que esta vitória sirva para restaurar a confiança. A confiança na nossa economia, a confiança nas nossas instituições, a confiança nos portugueses, a confiança no futuro de Portugal. Já é tempo de vencermos o pessimismo a descrença e a desilusão. Os novos tempos são tempos de esperança.
• O meu desejo é colocar esta vitória ao serviço da modernização do país. Um país que vejo com mais crescimento económico, com mais inovação, com mais investimento, com mais qualificação, com mais oportunidades ( ? ). Essa é a chave do sucesso. Essa é a exigência do futuro. José Socrates   - Fevereiro 2005
• O meu desejo é colocar essa vitória ao serviço de um país mais justo, ao serviço da criação de mais emprego
, ( 150 mil novos empregos ! ) ao serviço da redução das desigualdades, ao serviço do combate à pobreza.
publicado por luzdequeijas às 14:04
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